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Sociedade da Informação ou Sociedade Informacional corresponde a uma “forma

específica de organização social em que a geração, o processamento e a transmissão

de informações se tornam as fontes fundamentais de produtividade e poder devido às

novas condições tecnológicas surgidas

]”

[

...

(CASTELLS, 2000, p.46). Nela, a

informação substitui a indústria como elemento determinante das estruturas sociais,

econômicas e políticas. Karl Marx (1818-1883), na obra “Contribuição à crítica da

economia política”, esclarece esse cenário quando diz que a estrutura da organização

social é resultado do modo de produção das riquezas adotado em cada época da

história, juntas elas determinam os rumos da história política e intelectual dos países:

[

...

]

na produção social dos meios de existência, os homens contraem relações

determinadas, necessárias e independentes de sua vontade, relações de produção que

são correlativas a determinado estágio do desenvolvimento de suas forças produtivas.

Todo o conjunto dessas relações da produção forma a estrutura econômica da

sociedade. Essa estrutura econômica é a base real, fundamental, a infraestrutura,

sobre a qual se constrói uma superestrutura jurídica, política, intelectual ou

ideológica” (MAX apud VICENTINO, 2006, p.299).

Nesse entendimento, toda a sociedade é determinada pela base socioeconômica a

infraestrutura, e adaptadas a ela, as instituições, a política, a ideologia e a cultura de

forma geral compõem a superestrutura, assim se caracteriza a Sociedade da

Informação.

O nascimento das tecnologias de informação, da informatização (ação), infovias

(virtualização da paisagem) deu-se no Pós-Segunda Guerra Mundial. Em meios aos

destroços humanos e políticos, uma crise de valores associa-se ao desenvolvimento

tecnológico, e conceitos edificados há décadas começam a desmoronar, como

solidariedade e estado de bem-estar social, para ressurgir em moldes do capitalismo

mais avançado. Os modelos, ideologias e certezas absolutas começam e ser

questionados, e o individualismo extremo traz o slogan: “Não importa onde estamos,

o que importa é que estamos lá” para assinalar a busca pela flexibilidade nas

relações e a fuga “da confusão da verdadeira intimdade”. Assim, tanto no meio

social quanto no virtual surgiram as interfaces ou máscaras.

O termo informação provém do latim „informatio‟, que significa ação de formar.

Mandel et al. (1997, p.13-14 apud Luckes, s/d, p.29) amplia o entendimento do termo

informação como um elemento constituído por duas partes: “uma forma de

representação, ou seja, dados, e um mecanismo de [para] interpretação, que

transforma dados em informação [interfaces]” (MANDEL et al., 1997, p.13-14 apud

LUCKES, s/d, p.29). Sendo, portanto, diferente de conhecimento “elucidação da

realidade” (LUCKES, s/d, p.15). Este último é produto de experiências, pesquisas e

reflexões.

Assim, a sociedade da informação coloca a ênfase no conteúdo do trabalho (o

processo de captar, processar e comunicar as informações necessárias), e a sociedade

do conhecimento, nos agentes econômicos que devem possuir qualificações

superiores para o exercíco do seu trabalho.

Consequências

O acesso e armazenamentos das informações ocorre de forma mais rápida e versátil,

em virtude da portabilidade dos discos magnéticos;deu-se a relativização do eixo

espaço-tempo, os dados são transmitidos e acessados em alta velocidade; a Internet

trouxe para o interior das relações a interatividade e a cooperação. Vale ressaltar, são

três as vertentes da teoria pós-indusatrial: a ideia da sociedade da Informação, as

teorias do pós-fordismo e a da pós-modernidade (KUMAR, 1997 apud AKUTSU, 2009,

p. 32).

Assim, a sociedade da informação coloca a ênfase no conteúdo do trabalho (o

processo de captar, processar e comunicar as informações necessárias), e a sociedade

do conhecimento, noa agentes econômicos que devem possuir qualificações

superiores para o exercíco do seu trabalho.

O autor Fritz é o primeiro a quantificar as actividades de produção e distribuição da

informação

em

1962.

Todavia, data de 1977 a construção de um modelo, efectuado por Porat convidado

pela Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económicos, com o intuito

de organizar uma classificação dos países membros no percurso que conduz à

«sociedade

 

da

informação».

O filósofo Bernard Stiegler afirma que “(

)

a informação é uma mercadoria cuja

memória é perecível por definição; abre uma nova forma de temporalidade que

contrasta

com

a

do

tempo

de

elaboração

da

saber.”.

Condorcet e Lewis Mumford evocam que “cada meio de comunicação é portador de

uma nova

civilização”

e ainda o Harold Innis “tenta demonstrar como

é

que

a

tecnologia da comunicação determinou as formas de poder e, mais particularmente

as

formas

da

dominação

imperial”.

As

desigualdades

na

velocidade

das

comunicações levam à criação de «monopólios de informação». A comunicação

distingue-se em diferentes idades; a idade da comunicação natural, oral e gestual; a idade do pensamento mágico e do tribalismo; a idade da tirania da visão, iniciada pela escrita alfabética e pela imprensa e a idade da transmissão electrónica que

consagra

o

regresso

de

toda

a

gama

sensorial.

Referência

Bibliográfica:

MATTELART, Armand - História da Sociedade da Informação. Lisboa: Editorial

Bizâncio, 2002.

O processo civilizador estende-se por inumeras gerações, numa determinada direção.

Isso significa que as pessoas de uma geração tinham que se adaptar a padrões em

todo o processo social de formação da consciência. O repertório completo de padrões

sociais de auto-regulação que o indivíduo tem que desenvolver dentro de si, ao

crescer e se trasformar num indivíduo único é específico de cada geração e, por

conseguinte, num sentido mais amplo, específico de cada sociedade.

O conceito sociológico de cultura

.

«O conceito de cultura, tal como o de sociedade, é uma das noções mais

amplamente usadas em Sociologia. A cultura consiste nos valores de um dado

grupo de pessoas, nas normas que seguem e nos bens materiais que criam.

Os valores são ideias abstractas, enquanto as normas são princípios definidos

ou regras que se espera que o povo cumpra. As normas representam o

«permitido» e o «interdito» da vida social. Assim, a monogamia ser fiel a um

único parceiro matrimonial é um valor proeminente na maioria das

sociedades ocidentais. Em muitas outras culturas, uma pessoa é autorizada a

ter várias esposas ou esposos simultaneamente. As normas de comportamento

no casamento incluem, por exemplo, como se espera que os esposos se

comportem com os seus parentes por afinidade. Em algumas sociedades, o

marido ou a mulher devem estabelecer uma relação próxima com os seus

parentes por afinidade; noutras, espera-se que se mantenham nítidas

distâncias entre eles.

Quando usamos o termo, na conversa quotidiana comum, pensamos muitas

vezes na «cultura» como equivalente às «coisas mais elevadas do espírito»

arte, literatura, música e pintura. Os sociólogos incluem no conceito estas

actividades, mas também muito mais. A cultura refere-se aos modos de vida

dos membros de uma sociedade, ou de grupos dessa sociedade. Inclui a forma

como se vestem, os costumes de casamento e de vida familiar, as formas de

trabalho, as cerimónias religiosas e as ocupações dos tempos livres. Abrange

também os bens que criam e que se tornam portadores de sentido para eles

arcos e flechas, arados, fábricas e máquinas, computadores, livros, habitações.

A «cultura» pode ser distinguida conceptualmente da «sociedade», mas há

conexões muito estreitas entre estas noções. Uma sociedade é um sistema de

inter-relações que ligam os indivíduos em conjunto. Nenhuma cultura pode

existir sem uma sociedade. Mas, igualmente, nenhuma sociedade existe sem

cultura. Sem cultura, não seríamos de modo algum «humanos», no sentido em

que normalmente usamos este termo. Não teríamos uma língua em que nos

expressássemos, nem o sentido da autoconsciência, e a nossa capacidade de

pensar ou raciocinar seria severamente limitada [

...

].

O principal tema deste capítulo e do próximo é, de facto, o da relação entre a

herança biológica e a herança cultural da humanidade. As questões relevantes

são: o que distingue os seres humanos dos animais? De onde provêm as

nossas características distintivamente «humanas»? Qual a natureza da

natureza humana? Estas questões são cruciais para a Sociologia, porque são

as bases de todo o seu campo de estudo. Para lhes responder, devemos

analisar tanto o que os humanos têm em comum como as diferenças entre as

diversas culturas.

As variações culturais entre seres humanos estão ligadas a diferentes tipos de

sociedade [

...

].»

A Giddens Sociologia, FCG, pp.46-47

.

Padrões de cultura e etnocentrismo cultural:

«Diversidade cultural, etnocentrismo e relativismo

.

É norma socialmente reconhecida entre nós que devemos cuidar dos nossos

pais e de familiares quando atingem uma idade avançada; os Esquimós

deixam-nos morrer de fome e de frio nessas mesmas condições. Algumas

culturas permitem práticas homossexuais enquanto outras as condenam (pena

de morte na Arábia Saudita). Em vários países muçulmanos a poligamia é uma

prática normal, ao passo que nas sociedades cristãs ela é vista como imoral e

ilegal. Certas tribos da Nova Guiné consideram que roubar é moralmente

correcto; a maior parte das sociedades condenam esse acto. O infanticídio é

moralmente repelente para a maior parte das culturas, mas algumas ainda o

praticam. Em certos países a pena de morte vigora, ao passo que noutras foi

abolida; algumas tribos do deserto consideravam um dever sagrado matar após

terríveis torturas um membro qualquer da tribo a que pertenciam os assassinos

de um dos seus.

Centenas de páginas seriam insuficientes para documentarmos a relatividade

dos padrões culturais, a grande diversidade de normas e práticas culturais que

existem actualmente e também as que existiram.

Até há bem pouco tempo muitas culturas e sociedades viviam praticamente

fechadas sobre si mesmas, desconhecendo-se mutuamente e desenvolvendo

bizarras crenças acerca das outras.

Os europeus que viajaram para as Américas no século XVI acreditavam que

iam encontrar gigantes, amazonas e pigmeus, a Fonte da Eterna Juventude,

mulheres cujos corpos nunca envelheciam e homens que viviam centenas de

anos. Os índios americanos foram inicialmente olhados como criaturas

selvagens que tinham mais afinidades com os animais do que com os seres

humanos. Paracelso, nunca lá tendo ido, descreveu o continente norte-

americano povoado por criaturas que eram meio homens meio bestas. Julgava-

se que os índios, os nativos desse continente, eram seres sem alma nascidos

espontaneamente das profundezas da terra. O bispo de Santa Marta, na

Colômbia, descrevia os indígenas como homens selvagens das florestas e não

homens dotados de uma alma racional, motivo pelo qual não podiam assimilar

nenhuma doutrina cristã, nenhum ensinamento, nem adquirir a virtude.

Anthony Giddens, Sociology, Polity Press, Cambridge, p. 30

Durante o século XIX os missionários cristãos em África e nas ilhas do Pacífico

forçaram várias tribos nativas a mudar os seus padrões de comportamento.

Chocados com a nudez pública, a poligamia e o trabalho no dia do Senhor,

decidiram, paternalistas, reformar o modo de vida dos "pagãos". Proibiram os

homens de ter mais de uma mulher, instituíram o sábado como dia de

descanso e vestiram toda a gente. Estas alterações culturais, impostas a

pessoas que dificilmente compreendiam a nova religião, mas que tinham de se

submeter ao poder do homem branco, revelaram-se, em muitos casos, nocivas:

criaram mal-estar social, desespero entre as mulheres e orfandade entre as

crianças.

Se bem que o complexo de superioridade cultural não fosse um exclusivo dos

Europeus (os chineses do século XVIII consideraram desinteressantes e

bárbaros os seus visitantes ingleses), o domínio tecnológico, científico e militar

da Europa, bem vincado a partir das Descobertas, fez com que os Europeus

julgassem os próprios padrões, valores e realizações culturais como

superiores. Povos pertencentes a sociedades diferentes foram, na sua grande

maioria, desqualificados como inferiores, bárbaros e selvagens.

O etnocentrismo é a atitude característica de quem só reconhece legitimidade e

validade às normas e valores vigentes na sua cultura ou sociedade. Tem a sua

origem na tendência de julgarmos as realizações culturais de outros povos a

partir dos nossos próprios padrões culturais, pelo que não é de admirar que

consideremos o nosso modo de vida como preferível e superior a todos os

outros. Os valores da sociedade a que pertencemos são, na atitude

etnocêntrica, declarados como valores universalizáveis, aplicáveis a todos os

homens, ou seja, dada a sua "superioridade" devem ser seguidos por todas as

outras sociedades e culturas. Adoptando esta perspectiva, não é de estranhar

que alguns povos tendam a intitular-se os únicos legítimos e verdadeiros

representantes da espécie humana.

Quais os perigos da atitude etnocêntrica? A negação da diversidade cultural

humana (como se uma só cor fosse preferível ao arco-íris) e, sobretudo os

crimes, massacres e extermínios que a conjugação dessa atitude ilegítima com

ambições económicas provocou ao longo da História.

Depois da Segunda Guerra Mundial e do extermínio de milhões de indivíduos

pertencentes a povos que pretensos representantes de valores culturais

superiores definiram como sub-humanos, a antropologia cultural promoveu a

abertura das mentalidades, a compreensão e o respeito pelas normas (valores

das outras culturas Mensagens fundamentais: a) Em todas as culturas

encontramos valores positivos e valores negativos; b) Se certas normas e

práticas nos parecem absurdas devemos procurar o seu sentido integrando-as

na totalidade cultural sem a qual são incompreensíveis, c) O conhecimento

metódico e descomplexado de culturas diferentes da nossa permite-nos

compreender o que há de arbitrário nalguns dos nossos costumes, torna

legítimo optar, por exemplo, por orientações religiosas que não aquelas em que

fomos educados, questionar determinados valores vigentes, propor novos

critérios de valoração das relações sociais, com a natureza, etc.

A defesa legítima da diversidade cultural conduziu, contudo, muitos

antropólogos actuais a exagerarem a diversidade das culturas e das

sociedades: não existiriam valores universais ou normas de comportamentos

válidos independentemente do tempo e do espaço. As valorações são relativas

a um determinado contexto cultural, pelo que julgar as práticas de uma certa

sociedade, não existindo escala de valores universalmente aceite, seria avaliá-

los em função dos valores que vigoram na nossa cultura.

Cairíamos de novo, segundo a maioria dos antropólogos, nessa atitude

dogmática que é o etnocentrismo.»

.

RODRIGUES, Luís (2003). Filosofia 10.º ano. Max Weber

indivíduo e sociedade

Dos grandes sociólogos clássicos que estudamos Max Weber (seus estudos) apresenta uma característica que o opõe
Dos grandes sociólogos clássicos que estudamos Max Weber (seus estudos)
apresenta uma característica que o opõe aos
demais.
É que a maneira como este sociólogo pensa o
funcionamento da sociedade e, de modo
consequente, os métodos que ele propõe para que
se observe este funcionamento, implicam em
definir a relação entre indivíduo e sociedade de um
modo em que a existência do indivíduo antecede a
exitência da sociedade.
Só para lembrar, em Durkheim a sociedade é
pensada fundamentalmente a partir do conceito de
fato social (que, aqui, gosseiramente, diremos que
representa a pressão das instituições sociais no
sentido de controlar o indivíduo) e Karl Marx
compreende a participação dos homens na história
a partir das lutas de classes.
Para entender como Max Weber cria uma teoria
social na qual o indivíduo é anterior à sociedade
(mas é importante lembrar que trata-se de uma
proposiçõ de caráter lógico) é necesário
compreender o conceito mais importante do seu
pensamento. Trata-se do conceito de ação social.
O conceito de ação social se refere ao comportamento que é dotado de sentido. Isto
quer dizer que a ação social é o tipo de comportamento motivado por um conteúdo
subjetivo.
Fique atento a esta palavra, subjetivo.
Um modo razoável de sondar o sentido de uma palavra (qualquer palara) é definir
qual o conteúdo que é seu inverso, ou seja qual a palavra a qual ela se opõe, seu
antônimo.
O antônimo de subjetivo é objetivo palavra que remete a existência concreta,
imediatamente sensível, perceptível.
Isto nos encaminha para o significado daquilo que é subjetivo, ou seja, trata-se de
uma parte da existência que não tem um conteúdo concreto, mas participa do
interior dos homens e compreende um elemento fundamental da relação do
indivíduo com o mundo externo ao indivíduo, o mundo objetivo (incluindo os
demais indivíduos). Em síntese, definindo muito grosseiramente, o subjetivo (a
subjetividade) compreende a existência que não está fora do corpo e envolve a
percepção que o indivíduo tem de si, dos demais e do mundo.
Voltando à Weber e ao conceito de ação social podemos agora distingi-lo do que
seria uma ação que não é social.

O ponto fundamental da ação social é que trata-se de um comportamente que tem uma motivação que nasce de um sentido que o indivíduo reconhece e que guia sua ação.

Para compreendermos o que se enquadra e o que não se enquadra nesta definição pense, por exemplo, uma cena como a seguinte: eu e você estamos todos na rua grande, estamos na frente de uma loja que vende televisão e estamos assistindo ao jogo do corinthians que está passando (aliás, o corinthians está ganhando o jogo). Mas estamos em maio e começa a chover e, quase ao mesmo tempo, como se fosse uma coreografia, todos que estamos na rua grande abrimos sombrinhas e guarda chuvas para nos proteger. A chuva nos aborrece. Mas saiu outro gol do corinthians e todos nos alegramos.

Pois bem, nesta cena temos alguns comportamentos e nem todos são exemplos de ação social . Vejamos primeiro estes.

Quando abrimos o guarda chuvas fizemos de uma maneira que foi “coletiva”, no

sentido que todos os que podiam (que tinham sombrinas/guarda chuva) responderam imediatamente à chuva. Se fosse possível olhar a cena como se estivéssemos olhando de cima isto ficaria mais claro.

Ocorre, entretanto, que quando abrimos as sombrinhas não há uma ação social pois nosso movimento responde na verdade a um reflexo que visa apenas a nossa proteção contra a água. Este comportamento não é dotado de sentido para nós.

Curiosamente, quando estávamos parados, cantando : aqui tem um bando de loco! loco por ti corinthians!, tínhamos um exemplo de ação social, pois nosso comportamento tinha uma motivação subjetiva que dava sentido ao nosso comportamento (mesmo que nosso comportamento fosse ali apenas o de ficar parado na frente da tv).

Aqui nós já podemos inclui outro elemento do conceito de ação social, com o qual nós encerramos as características do conceito, fique atento portanto!

A ação socialé dotada de sentido, é este sentido que move o indivíduo numa

ação social. Este sentido para o individuo é subjetivo, mais ele é mais que subjetivo, ele é intersubjetivo, ou seja este sentido é comportilhado por dois ou mais individuos que o reconhecem e quando interagem o fazem se orientando por este sentido que é intersubjetivamente compreendido.

Este componente intersubjetivo da ação social significa que este conceito descreve um comportamento que sempre visa um “outro”, ou seja numa ação social o indivíduo nunca visa a si próprio.

Pode ocorrer, como geralmente ocorre, que o “outro” com que nos relacionamos

seja um (ou mais) indivíduo(s) concreto(s). Entretanto, não raramente este “outro” ao qual nos remetemos durante uma ação social não é um indivíduo concreto mais um ser abstrato. É o nosso caso ali, na Rua Grande. Nosso comportamento ali não visava exatamente eu e você mas essa coisa que não tem existência material e que em grande medida corresponde a uma idéia, ou a um sentimento, que é o nosso poderoso Timão.

O indivíduo como entidade que existe antes da sociedade e que a explica.

A diferença, já citada, da Teoria de Max Weber em relação aos outros autores se torna visível quando entra em cena o último elemento do conceito de ação social, o seu caráter probabilístico.

Todos se lembram de nossos experimentos e exemplos na sala de aula.

Em especial o fenômeno do valor do dinheiro é didático para fixar o que significa este aspecto do conceito de ação social.

A moeda (no sentido de pedaço de metal) ou a cédula são instrumento criados para fazer funcionar uma instituição social chamada moeda, que é o instrumento que funciona como a mercadoria mais importante no sistema de trocas de mercadorias criado pela sociedade capitalista.

A moeda dá uma dimensão material e ajuda a quantificar o valor da riqueza produzida e facilita a circulação das demais mercadorias.

A moeda enquanto instituição, portanto, é a sociedade funcionando.

Da forma como Max Weber define a ação social o valor da moeda é produto da aceitação e do reconhecmento por parte dos indivíduos. Por outro lado, para os indivíduos este valor é o motivo para trazer consigo a moeda (no sentido de pedaço de metal ou de papel).

Deste modo pode-se definir que o sentido atribuído a moeda no sentido de pedaço de papel é fruto da confiança que cada um tem de que os demais reconhece o mesmo valor e importância a mesma moeda-papel/metal.

Ocorre que existe um fenômeno econômico chamado inflação. A inflação é a perda do valor (sentido) da moeda (instituição) que se revela na subida dos preços que, por seu turno, é a tradução matemática da perda de importância da moeda- papel/metal (que é uma mercadoria) frente às demais mercadorias.

É como se em vez de trocar moeda-papel/metal nós trocássemos telefones fixos pelas demais mercadorias, por exemplo. Se fosse assim, considerando os precços atuais dos telefones, teríamos um moeda relativamente valorizada.

Mas se nosso exemplo for sustentado para simularos outras coisas, teríamos que considerar que a nossa moeda teria hoje um valor bem abaixo daquele que a moeda-telefone fixo já teve. É que ouve um tempo em que as pessoas trocavam telefones por carros ou até por casas. Mas com o passar do tempo, e por alguns motivos, a situação era diferente; e então já era melhor ficar com o carro, o telefone (como moeda) não valia mais a pena.

O fenômeno da inflação trás para os individuos uma alteração nos valores da moeda-papel/metal (que é uma mercadoria). Chega um momento em que, para os indivíduos já não vale mais a pena receber determinadas unidades de moeda-

papel/metal. Foi o que aconteceu com a nossa moeda (metal) de 1 centavo. Ela perdeu tanto valor que hoje em dia já não vale mais a pena juntá-la no chão.

Se você quiser mais exemplos do que a inflação faz, leia aqui.

Os exemplos acima, da inflação, dizem para nós que o sentido que o indivíduo atribui a determinada unidade (cédula) de moeda-papel/metal pode não ser forte o suficiente para que esta cédula seja desejada, buscada pelo indivíduo. Quando um indivíduo entende que não vale mais a pena juntar uma cédula chega-se ao ponto em que o valor da moeda já não tem força (no sentido de probabilidade) para mover o indivíduo.

Este entendimento pode ser generalizado, e durante a inflação é isso que acontece, de modo que o valor da moeda (e a probabilidade de os indivíduos se interessarem por elas) não tem mais força para mover o indivíduo. Então, o desprezo para com esta moeda-papel/metal é exlicado pela baixa probalidade que cada um atribui ao interesse dos demais se interessar por ela.

Este processo de interação de indivíduos produz consensos coletivos em torno do sentido que deve ser conferido a moeda, e em grande medida é este consenso contruído por indivíduo que cria o valor da moeda.

De certa forma é mais ou menos isso que acontece numa eleição. Você saberia explicar como isso acontece? Escreva lá nos comentários.

Lisboa: Plátano Editora.

Há duas tendências muito fortes no ser humano: uma para buscar a autonomia, a auto- suficiência, a independência; e outra para fazer parte e pertencer a uma unidade maior.

Essa unidade maior pode ser definida como a família, a nação, uma ideologia, ou seja, um universo maior que tenha um significado importante.

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Dessa forma o indivíduo se desenvolve, ultrapassa sua individualidade e busca a integração com os outros.

Para se desenvolver de forma equilibrada, a pessoa precisa se comprometer, se adaptar, ceder. Tudo isso não é muito fácil, pois sempre haverá conflitos entre o eu e o outro, entre o querer tudo para si e precisar fazer algo para o outro. A vida em sociedade fica mais fácil quando entendemos que dependemos uns dos outros para viver melhor, e que juntos somos mais fortes.

Os seres humanos não vivem juntos apenas por escolha, mas porque a vida em sociedade é uma necessidade. Se alguém, por livre vontade, se isolasse numa ilha, com todos os recursos para sobrevivência, em pouco tempo sentiria falta de companhia e sofreria com a solidão, por não ter com quem compartilhar idéias, dar e receber afeto. Poderia até mesmo enlouquecer. Portanto, as pessoas satisfazem suas próprias necessidades vivendo em sociedade.

Quando a auto-estima - a visão que a pessoa tem de si mesma - é positiva, o relacionamento em sociedade torna-se mais fácil, mais saudável e mais satisfatório. O

inverso também é verdadeiro, isto é, um bom relacionamento social alimenta a auto-estima positiva.

Para manter um bom relacionamento com as outras pessoas são necessárias algumas condições básicas: sermos autônomos, assertivos, confiantes e termos auto-estima elevada. Sem essas condições, atribuiremos aos outros a causa das dúvidas, fraquezas, incertezas e desconfianças que temos a respeito de nós mesmos.

Em sociedade o eu e o outro sempre se relacionam, e as necessidades sociais vão sendo estabelecidas. Elogiamos e somos elogiados; compreendemos e somos compreendidos; amamos e somos amados; vemos e somos vistos; valorizamos e somos valorizados. Até as frustrações são mútuas: rejeitamos e somos rejeitados; causamos dor no outro e ele em nós; discriminamos e somos discriminados. O certo é que para o bem e para o mal, querendo ou não, o outro é parte de nossa vida e nossa vida é parte do outro.

Muitas pessoas se queixam de que a sociedade define muitas regras e que sem elas a vida poderia ser melhor. A verdade é que cada um deve definir seu limite, respeitar a sua individualidade e também a do outro. Aí surge a pergunta: isso também não é uma regra?

A necessidade de nos mantermos unidos a outros seres humanos não é um capricho ou um desejo individual, é uma questão de sobrevivência orientada pelo instinto e referendada pela razão.

Aproveite para crescer, melhorar e aperfeiçoar-se como ser humano. Assim, você estará sempre motivado para praticar o bem e para o bem-estar de si mesmo e de todos os que convivem com você em sociedade.

Mayra, existem diversas teorias dentro da Sociologia, Política, Ética, Direito, Filosofia,Antropologia et al. Dentro da Sociologia Jean- Jacques Rousseau, pensador francês do período do Iluminismo em sua obra " O Contrato Social" ele apresenta uma das suas mais famosas citações: " O homem é bom por natureza, é a sociedade que o corrompe"¹. Essa afirmativa é considerada por muitos como ingênua, pois, o pensamento de Rousseau se confrontava com a ideologia católica/protestante que era predominante no período anterior a Revolução Francesa (1789). Por causa de seu posicionamento, o pensador sofreu diversas perseguições,(recomendo que você procure ler textos em livros ou mesmo blog's para compreender melhor o contexto político e histórico do momento e compreender a motivação desse posicionamento de Rousseau) e terminou sua vida adoentado em uma cidadela francesa chamada de Ermenonville.¹ Outro pensador de grande expressão de um período anterior foi Thommas Hobbes, e sua máxima foi : "Homo homini lupus" (O homem é o lobo do homem) que via na sociedade um perigo mortal para o ser humano, pois, o homem é um ser egoísta e no estado de natureza, que é definido por Hobbes como uma situação na qual o homem vive sem as regras que conhecemos como leis, vive constantemente num estado de guerra, luta, contra todos para que possa garantir sua sobrevivência e depois de muita luta os seres humanos já estavam cansados de viver daquela maneira firmam um contrato social - teoria muito próxima da de Rousseau, a única diferença se encontra na motivação da criação do contrato social . Essa teria foi exposta na sua majus opus " O Leviatã ² ( mais uma vez recomendo a leitura de textos complementares, pois nesse espaço não é possível expressar a grandeza da obra). E por último e não menos importante deve-se lembrar de Aristóteles, o estagirita, que foi um dos maiores filósofos gregos e com uma grande influência em diversas áreas que vão desde a Ética ( matéria que deu título a uma de suas grandes obras que foi

"Ética a Nicômaco") a Poesia, a Política ( que também deu origem a outra obra sua que tem por nome "Política") e essa versa sobre o tema que você perguntou. O filósofo em sua obra dizia que "o homem é um animal político por natureza", a palavra política é uma derivação da palavra pólis, termo usado para representar o que hoje conhecemos por cidade e o pensador afirmou que o homem só era feliz na pólis, para ele a sociedade tinha por escopo a busca da felicidade e isso só era possível em sociedade ³. Outra citação importante dele que é necessário para que se compreenda o atual conceito e a importância da sociedade em relação ao indivíduo é a que ele diz que o ser o qual vive isolado, ou é um deus ou é uma besta. De uma forma muito sucinta e não rigorosa, foram apresentados apenas 3 dos múltiplos autores que versaram sobre o tema. Se você fizer uma busca detalhada sobre o tema verá que são inúmeros os livros, textos e artigos sobre o assunto, recomendo que leia muito sobre o objeto em questão, pois, não é tão complexo quanto parece e se mostra como uma literatura de muito proveito, e claro, de uma prazer e gozo intelectual indubitável.

O que nos falta admitir com franqueza são os modelos conceituais e uma visão global mediante os quais possamos tornar compreensível, no pensamento, aquilo que vivenciamos diariamnete na realidade, mediante os quais possamos compreender de que modo um grande número de indivíduos compõe entre si algo maior e diferente de uma coleção de indivíduos

isolados: como é que els formam uma “sociedade” e como sucede a essa sociedade poder

modificar-se de maneiras específicas, ter uma história que segue um curso não pretendido ou planejado por qualquer dis indivíduos que a compõem.

Na tentativa de superar uma dificuldade análoga, Aristóteles certa vez apontou um exemplo singelo: a relação entre as pedras e a casa. Esta realmente nos proporciona um modelo simples para mostrar como a junção de muitos elementos individuais forma uma unidade cuja estrutura não pode ser inferida de seus componentes isolados. É que certamente não pode compreender a estrutura da casa inteira pela comtemplaçao isolada de cada uma das pedras qe a compõem. Tampouco se pode compreendê-la pensando na casa como uma unidade somatória,uma acumulação de pedras; talvez isso não seja totalmente inútril para a compreensão da casa inteira, mas por certo não nos leva muito longe fazer uma análise estatística das características de cada pedra e depois calcular a média.

Em nossos dias,a teoria da Gestalt descortinou mais fundo esses fernômenos. Ensinou-nbos, primeiramente, que o todo é diferente da soma de suas partes, que ele incorpora leis de um tipo especial, as quais não podem ser elucidadas pelo exme de seus elementos isolados. Essa teoria forneceu à consciência geral de nossa época diveros modelos simples, capazes de nos ajudar a fazer o pensamento avançar nessa direção, como o exemplo da melodia, que também não consiste em nada além de notas individuais, mas é diferente de sua soma, ou o exemplo da relação entre palavra e os sons, a frase e as palavras, o livro e as frases. Todos esses exemplos mostram a mesma coisa: a combinação,as relações de unidades de menor magnitude ou, para usarmos um termo mais exato,extraído da teoria dos conjunto, as unidades de potência menor dão origem a uma unidade de potência maior, que não pode ser compreendida quando suas partes são consideradas em isolamento, independentemente de suas relações. (p.16)

ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994, p.16.

AKUTSU, Luiz. Socieade da informação, accountability e democracia delegativa. São Paulo:

Baraúna, 20009