stema Circulatório

Sistema Circulatório

É a rede de transporte formado pelo coração e vasos sangüíneos. Por meio desse sistema, o coração bombeia sangue através do vasto sistema de vasos do corpo. O sangue carrega nutrientes, oxigênio e substâncias residuais das células. O sangue, sob pressão alta, deixa o coração e é distribuído pelo corpo através das artérias de parede espessa. Os vasos de distribuição final, arteríolas, entregam sangue oxigenado para os capilares, que formam o leito capilar. Nos capilares, o sangue oferece oxigênio e nutrientes para as células, retendo escórias e dióxido de carbono. O sangue proveniente do leito capilar penetra nas vênulas de parede fina. As vênulas drenam para as pequenas veias que se anastomosam em grandes veias até retornarem ao coração, onde serão bombeadas para o pulmão para se re-oxigenarem.

Artérias Carregam sangue do coração para os órgãos. Suas paredes tem 3 túnicas: - túnica adventícia; - túnica média; - túnica íntima (endotélio, subendotélio, membrana basilar e lâmina elástica).

Existem três tipos de artérias: - artérias elásticas ou de condução: são as maiores; o corpo é capaz de manter sua pressão sangüínea no sistema arterial por causa de sua elasticidade. Exemplo: aorta e ramos que se originam do arco da aorta. A elasticidade permite expandir-se quando o coração contrai e retornar ao normal entre as contrações cardíacas. - artérias musculares ou de distribuição: distribuem o sangue para várias partes do corpo. Suas paredes consistem principalmente de fibras musculares lisas dispostas circularmente. Regulam o fluxo de sangue para diferentes partes, conforme as necessidades do corpo. Exemplo: artéria femoral. - arteríolas: são as menores, têm lumens estreitos e paredes musculares espessas. O grau de pressão arterial dentro do sistema vascular é regulado principalmente pelo grau de tônus do músculo liso nas paredes arteriolares. Se o tônus está acima do normal, ocorre

hipertensão arterial.

1º Ramo arterial da curva da aorta: tronco braquiocefálico arterial, que se subdivide em: a) Artéria subclávia direita (vai para o encéfalo, medula espinhal, pescoço e ombro); b) Artéria carótida comum direita (vai para a cabeça e pescoço). 2º Ramo arterial da curva da aorta: Artéria carótida comum esquerda (vai para a cabeça e pescoço). 3º Ramo arterial da curva da aorta: Artéria subclávia esquerda (vai para o encéfalo, medula espinhal, pescoço e ombro).

Distribuição das artérias dos membros superiores: Subclávia: distribui para encéfalo, medula espinhal, pescoço e ombro. Axilar: distribui para ombro, músculos torácicos e escapulares e úmero. Braquial: distribui para braço. Radial: distribui para face lateral do antebraço, punho e mão. Ulnar: distribui para face medial do antebraço, punho e mão. Arco Superficial Palmar: distribui para palma da mão e dedos. Arco Profundo Palmar: distribui para palma da mão e dedos.

Distribuição das artérias dos membros inferiores: Ilíaca Comum: distribui para pelve, genitália externa e membros inferiores. Ilíaca Interna: distribui para pelve, nádegas, genitália externa e coxa. Ilíaca Externa: distribui para membros inferiores. Femoral: distribui para virilhas e músculos da coxa. Poplítea: distribui para região posterior da perna, joelho, fêmur, patela e fíbula. Tibial Anterior: distribui para joelho, músculos anteriores da perna e tornozelo.

As grandes veias pulmonares são atípicas porque carregam sangue bem oxigenado (arterial) dos pulmões para o coração.Tibial Posterior: distribui para músculos. Circulação colateral: São canais opcionais de fluxo sangüíneo que ocorrem no caso de obstrução de canais principais. músculos fibulares. são chamadas “artérias terminais funcionais”.Isso ocorre na retina. tarso e face lateral do calcanhar. garantindo o suprimento sangüíneo para as estruturas distais à obstrução. Veias Trazem o sangue dos leitos capilares para o coração. Dorsal do Pé: distribui para músculos e articulações da face dorsal do pé. êmbolo sangüíneo. adutor do hálux e dedos. . isso pode depender de tempo para a circulação colateral ser criada. ou onde essas são ineficientes. quando não conseguem. Plantar Lateral: distribui para metatarsos e artelhos. Fibular: distribui para músculos profundos da região posterior da perna. ligadura cirúrgica. As artérias que não fazem anastomoses com outras adjacentes são denominadas artérias anatômicas ou artérias terminais verdadeiras. que servem como desvio para o fluxo sangüíneo. Isso é possível devido à existência de anastomoses (comunicações) entre os ramos das artérias. Plantar Medial: distribui para flexor curto dos dedos. fíbula. artérias opcionais de menor tamanho podem aumentar seu diâmetro e suprir as estruturas irrigadas pela artéria ocluída. ossos e articulações das pernas e dos pés. Quando uma artéria principal é ocluída por algum motivo (compressão. metastático ou gorduroso). posição. Por exemplo: as coronárias podem ter anastomoses eficientes ou não. cuja oclusão arterial resulta em cegueira. Artérias terminais funcionais são aquelas que cujas anastomoses são ineficazes. Existem locais que não têm circulação colateral.

elas se tornam fracas. devido a sua incapacidade de conter a expansão muscular. as paredes das veias são mais finas do que aquelas de suas artérias companheiras. A veia varicosa também ocorre na presença de degeneração da fáscia muscular. Distribuição das veias dos membros superiores: Superficiais: . Uma veia grande. é caracterizado por amplos feixes de músculo liso longitudinal e uma túnica adventícia bem desenvolvida. principalmente quando o paciente fica muito tempo de pé. uma vez que estão destruídas pela inflamação ou outros fatores idiopáticos. inativando assim a bomba músculo-venosa. As veias acompanhantes ocupam uma bainha vascular relativamente inflexível com as artérias que elas acompanham. Como resultado. As veias varicosas possuem um calibre maior que a normal. Uma veia enfraquecida dilata sob a pressão da sustentação de uma coluna de sangue contra a gravidade. têm válvulas laminares que não permitem o sangue retornar no sentido oposto. Mecanismo de surgimento de varizes nos membros inferiores: Quando as paredes das veias perdem sua elasticidade. Aquelas que acompanham artérias profundas (veias acompanhantes) envolvem-nas em uma rede irregular de ramos. distendidas e edemaciadas. Isso é observado com maior freqüência nas pernas devido a ser lá que a pressão ortostática do sangue venoso é maior. Isso resulta em veias varicosas.Por causa da pressão sangüínea baixa no sistema venoso. As menores veias são as vênulas. limitados pela fáscia profunda. a coluna de sangue retroage. nos membros e em outros locais onde o fluxo de sangue é contrário à força da gravidade. Devido a essas válvulas incompetentes. As veias podem ser duplas ou múltiplas. aumentando ainda mais a pressão sobre as paredes venosas e fazendo a varicosidade evoluir. A pressão sangüínea dentro das veias é baixa. Existem duas bombas venosas responsáveis por manter o fluxo sangüíneo venoso: a bomba arteriovenosa (onde a pressão arterial impulsiona o sangue em direção ao coração) e a bomba músculo-venosa (a expansão externa dos ventres dos músculos esqueléticos dos membros. o que não ajuda no fácil retorno venoso ao coração. As veias de tamanho médio. e as válvulas não impedem o sangue venoso de voltar. comprime as veias ordenhando o sangue superiormente e os bombeiam ao coração). o que auxilia na condução do sangue venoso em direção ao coração. elas são esticadas e achatadas à medida que a artéria se expande durante a contração do coração. como por exemplo a veia cava superior.

Ulnar: drena a face lateral do antebraço. cotovelo. virilha. Femoral: drena os músculos da coxa. Ilíaca externa: drena o membro inferior e a parede abdominal. Profundas: Tibial posterior: drena o pé e músculos do compartimento posterior. pelve e abdome. a nádega. Ilíaca comum: drena a pelve. Distribuição das veias dos membros inferiores: Superficiais: Safena magna: drena a face medial da perna e coxa. Basílica: drena a face medial do membro superior. Mediana: drena a palma da mão e antebraço. . Axilar: drena o braço. Ilíaca interna: drena a coxa. Subclávia: drena o braço. braço e úmero.Cefálica: drena a face lateral do membro superior. Tibial anterior: drena o tornozelo. Poplítea: drena o joelho. Cava inferior: drena os membros inferiores. a genitália externa e o membro inferior. o pescoço e a parede torácica. joelho e face anterior da perna. Safena parva: drena os pés e face posterior da perna. Profundas: Radial: drena a face medial do antebraço. músculos e ossos da perna e coxa. a axila e a parede torácica súpero-lateral. Braquial: drena o antebraço. genitália externa e pelve. genitália externa e parede abdominal. fêmur e genitália externa.

O ducto linfático direito drena a linfa do lado direito da cabeça e pescoço. Vasos linfáticos superficiais estão na pele e no tecido subcutâneo. .agregados de tecido linfóide: estão nas paredes do canal alimentar. ao longo dos quais os linfonodos estão localizados. no baço e no timo. Os desvios AV na pele são numerosos. Em algumas regiões. Esses vasos drenam os vasos . . existem conexões diretas entre artérias e veias pequenas próximas ao leito capilar que elas suprem e drenam. É clara e aquosa. ocorrerá necrose na ponta dos dedos. Após atravessar em um ou mais linfonodos. O sistema linfático é constituído de: .linfonodos: filtros através dos quais a linfa passa no seu caminho para o sistema venoso. anastomoses arteríolovenulares (desvio AV) permite que o sangue passe diretamente do lado arterial para o venoso da circulação. entre as arteríolas e as vênulas. Os locais de tais comunicações.linfáticos: rede de vasos linfáticos que se originam dos plexos linfáticos. O ducto torácico drena a linfa do restante do corpo. Sistema Linfático É parte do sistema circulatório. e se houver lesões dos vasos. baço e tecido mielóide da medula óssea. como o baço. . sem passar pelos capilares. Na circulação terminal dos dedos não se deve usar anestesia com vasoconstrictor. Também inclui órgãos linfáticos. como nos dedos. pois não há circulação colateral. chamados leitos capilares. . possuindo os mesmos componentes que o plasma sangüíneo. e possuem um papel importante na conservação do calor do corpo.Capilares São tubos endoteliais simples que ligam o lado arterial e venoso da circulação. a linfa entra nos vasos linfáticos maiores (troncos linfáticos) que se unem para formar o ducto torácico ou o ducto linfático direito.linfócitos circulantes: células formadas no tecido linfóide tais como linfonodos. pequenas massas de tecido linfático.plexos linfáticos: rede de vasos muito pequenos que se originam nos espaços intercelulares da maioria dos tecidos. Geralmente estão dispostos em rede. O ducto torácico começa no abdome como uma bolsa (a cisterna do quilo) e sobe através do tórax e entra na junção das veias jugular interna e subclávias esquerdas. A linfa é um líquido tecidual que entra e é transportada por um vaso linfático. composta de vasta rede de vasos linfáticos que estão conectados com linfonodos. pelo ângulo venoso. do MSD e da metade direita da cavidade torácica.

e ocorre quando a linfa não drena uma área do corpo. e conduzem o quilo através do ducto torácico para o sistema venoso. Linfangite é a inflamação secundária dos vasos linfáticos e linfadenite. O linfedema é o acúmulo localizado de líquido intersticial. por disseminação linfogênica (através dos vasos linfáticos) ou por disseminação hematogênica (através dos vasos sangüíneos). removendo e examinando os linfonodos na ordem de passagem da linfa. podem evoluir com um edema local (linfedema) de MS. em que foram retirados os linfonodos. Câncer e o sistema linfático: O câncer pode se disseminar por contigüidade (crescimento para o tecido adjacente) ou por metástase (disseminação para locais distantes do tumor original). A metástase pode ocorrer por semeadura direta (das membranas serosas das cavidades corporais). coleta do plasma linfático dos espaços teciduais e transporte da linfa para o sistema venoso. ao remover um tumor potencialmente metastático. a inflamação dos linfonodos. Na disseminação linfogênica (mais comum). Assim. no qual capilares linfáticos especiais (lácteos) recebem toda a gordura absorvida do intestino. Funções do sistema linfático: Drenagem do líquido. Isto ocorre quando o sistema linfático está envolvido no transporte químico ou bacteriano após um traumatismo grave ou uma infecção. o cirurgião determina o estágio da metástase. POSTADO POR ESCOLA DE MEDICINA ÀS 11:37 UM COMENTÁRIO: MARCADORES: SISTEMA CIRCULATÓRIO . São estriações vermelhas na pele acompanhadas de linfonodomegalia.linfáticos profundos. Uma infecção não contida pelos linfonodos pode tornar-se uma septicemia. Formação de um mecanismo de defesa para o corpo. que acompanham a maioria dos vasos sangüíneos. Absorção e transporte de gordura. uma vez que as metástases podem formar êmbolos nos vasos linfáticos. situados na fáscia profunda entre os músculos e o tecido subcutâneo. Pessoas que tem câncer com metástase linfogênica também podem apresentar linfedema. que se tornam locais de câncer secundário. Por exemplo: pessoas operadas de câncer na axila. a metástase é filtrada e aprisionada pelos linfonodos.

Coração e Sistema Circulatório O Coração e o Sistema Circulatório A posição anatômica do coração O coração localiza-se na cavidade torácica. e o ápice para a frente e para a esquerda. é a mais freqüente.Inferiormente com o diafragma. Variações na posição do coração em relação ao tórax podem ocorrer. Situado dentro do tórax.Anteriormente. o sangue (sangue arterial) é bombeado pela contração do ventrículo esquerdo para a aorta. o sangue venoso que se encontra noventrículo direito vai para as artérias pulmonares dirigindo-se para os pulmões. é a designação dada à parte da circulação sanguínea que se inicia no ventrículo esquerdo. onde existe a válvula tricúspide. . A primeira apresenta uma porção externa e resistente. na frente da coluna vertebral. A Grande e Pequena Circulação A Grande Circulação. Divisões do pericárdio e sua função O coração está contido no pericárdio. esôfago e veia ázigos. nervos frênicos e vagos. onde se utiliza o oxigênio. . já que o mesmo não acontece na pequena circulação) volta ao coraçãopelas veias cavas. Assim. o que é pobre em oxigênio. entrando no átrio esquerdo. Dali. costelas e músculos intercostais. através do qual relaciona-se com o coração e as raízes de seus grandes vasos. e por trás do osso esterno. o coração relaciona-se com os pulmões. O sangue arterial volta ao coração através das 4 veias pulmonares. . Do átrio o sangue passa para o ventrículo direito através do orifício atrioventricular. ou circuito sistêmico.Lateralmente com os pulmões. hilos pulmonares. (nesta etapa da circulação. O pericárdio é constituído por duas lâminas: a parietal e a visceral. Na Penquena Circulação.Posteriormente com a aorta descendente. Esta posição. com a base voltada para trás e para a direita. em sua porção torácica. num espaço chamado de mediastino que fica entre os dois pulmões (limites laterais). . que é um saco fibro-seroso de parede dupla. Esta divide-se para os órgãos principais do nosso corpo (com exceção dos pulmões). o esterno. a grande circulação começa no ventrículo esquerdo e termina no átrio direito. . onde se realiza a hematose pulmonar. por cima do diafragma (limite inferior). no mediastino. chamada de levocárdica. A forma do coração é aproximadamente cônica. O sangue venoso ou seja. introduzindo-se assim no átrio direito. Dois terços do seu volume estão situados à esquerda da linha sagital mediana.

que se abre no ventrículo direito. sendo normalmente virtual a cavidade delimitada entre suas duas lâminas. No interior da cavidade pericárdica encontram-se dois recessos ou seios: o seio transverso. o pericárdio fibroso confunde-se com o centro tendíneo do diafragma. Em suas faces laterais adere à pleura mediastinal. O assoalho do átrio direito é a valva tricúspide. O pericárdio parietal é revestido internamente por uma serosa. a qual contém líquido pericárdico que lubrifica as superfícies. O pericárdio fibroso. a qual exibe contorno saliente e região central constituída por uma lâmina delicada. é irrigado pelas artérias coronárias. esofágicas e frênica superior. relacionando-se com a aorta torácica e com o esôfago. Visto pelo lado direito. O pericárdio seroso é um saco fechado e invaginado. diminuindo o atrito durante os movimentos cardíacos. o septo atrial apresenta uma estrutura característica. onde se funde com a adventícia dos grandes vasos. A parede medial e posterior do átrio direito é o septo interatrial que separa o átrio esquerdo do direito. A porção mais . A vascularização do pericárdio é realizada pelos ramos pericardicofrênicos das artérias torácicas internas e através dos ramos pericardíacos das artérias brônquicas. exceto quando dela separado pelos nervos frênicos. A inervação do pericárdio faz-se pelos nervos de ramos oriundos do nervo frênico que contêm fibras vasomotoras e sensitivas. As veias cavas canalizam o sangue venoso sistêmico e o seio coronário retorna sangue das coronárias. As lâminas do pericárdio fundem-se próximo aos vasos da base. a fossa oval. formando a membrana pleuropericárdica. localizado junto ao átrio esquerdo e limitado pela reflexão do pericárdio em torno das veias pulmonares e da veia cava inferior. é fixado por tecido conectivo frouxo às estruturas do mediastino superior. Inferiormente. refletindo-se para o coração. Esses vasos apresentam anastomoses extracardíacas com as artérias coronárias. que é praticamente inextensível. O pericárdio seroso. posteriormente. está densamente aderida à superfície das câmaras cardíacas. A lâmina visceral ou epicárdio. Conhecer as relações anatômicas das cavidades cardíacas ÁTRIO DIREITO: O Átrio Direito recebe a veia cava superior e inferior e o seio coronário. em sua lâmina visceral ou epicárdio. sendo composta por uma densa camada de feixes colágenos e fibras elásticas. que se apresenta como um túnel entre a superfície dos átrios e a superfície posterior das grandes artérias. e o seio oblíquo. Ele envolve o coração como se fosse uma bolsa desde o ápice até a base.chamada de pericárdio fibroso. ao qual está firmemente aderido formando o ligamento frenopericárdico.

Esta comunicação. É a trabécula septomarginal. portanto. Entre os dois "braços" da trabécula septomarginal situa-se o septo infundibular que. constituindo o chamado forame oval patente. Na extremidade mais apical da trabécula septomarginal existe uma banda muscular que une o músculo papilar anterior ao septo ventricular. possui traves musculares paralelas que se estendem posteriormente. A valva tricúspide tem inserção mais apical. sendo a de Eustáquio junto à cava inferior e a de Thebesius relacionada ao seio coronário. pela forma e localização. distanciando a valva tricúspide da pulmonar. a porção trabecular ou apical. patente na vida intra-uterina. A superfície interna da aurícula direita. que recobre o sulco AV à direita. VENTRÍCULO DIREITO: A cavidade ventricular direita possui um formato triangular e possui 3 porções bem distintas: a via de entrada. dando um aspecto esponjoso à parede. suportado por um infundíbulo completamente muscular e liso. O Ventrículo direito contém 3 músculos papilares. no limite entre a porção trabecular e a via de saída. . Isso ocorre devido os diferentes níveis de implantação das valvas tricúspide e mitral. as trabéculas são grosseiras. chamada de septo fibroso. Nessa região podem ser encontrados remanescentes de valvas venosas. em forma de "Y". A desembocadura do seio venoso coronário situa-se posteriormente e medialmente à desembocadura da veia cava inferior. terminando em uma banda muscular transversa e bastante proeminente chamada de crista terminal. por uma porção de tecido fibroso que se continua com o septo interventricular. Deve-se observar que a porção mais baixa do átrio direito está separada do ventrículo esquerdo. em virtude da pressão mais elevada existente no átrio esquerdo. constitui a chamada crista supraventricular. que compreende o aparelho valvar atrioventricular. No ventrículo direito.anterior dessa lâmina pode não estar completamente aderida à borda da fossa oval. O tronco da artéria pulmonar emerge. que se situa no septo ventricular. que separa o VD da artéria pulmonar. chamada de banda moderadora. A via de saída termina na valva pulmonar. Uma trabécula em particular. que se projetam para a cavidade e suportam as cordas tendíneas que se ligam as bordas dos folhetos da valva tricúspide. pode também ser encontrada em até 1/4 dos adultos normais. se sobressai das demais. ocupando toda a parede livre e a superfície septal. A aurícula direita (ou apêndice atrial) é uma projeção da cavidade atrial em “dedo de luva”. em continuidade com uma prega muscular situada na parede livre. e a via de saída. Esta estrutura separa a via de entrada da via de saída. a chamada musculatura pectínea. Os folhetos por sua vez se ligam a um anel fibroso que sustenta o aparelho valvar entre o átrio e o ventrículo. Isso resulta na área conhecida como septo atrioventricular. não levando a uma passagem de fluxo da direita para a esquerda. junto à transição atrioventricular.

A face septal é mais lisa. Quatro veias pulmonares deságuam no átrio esquerdo. enquanto que as dos ventrículos são evidentemente constituídas por fibras musculares e bastante espessa. ao contrário do que ocorre à direita. geralmente de borda chanfrada. as vias de saída ventriculares não são paralelas. Em secções cardíacas transversais ao nível dos ventrículos podemos observar que o perfil do ventrículo esquerdo é circular e que. ESTRUTURA DO CORAÇÃO: as paredes dos átrios são mais membranáceas e muito delgadas. Essas trabéculas cárneas podem ser de três tipos: 1-Trabéculas cárneas de primeira ordem: são os músculos papilares. estando as trabéculas restritas ao apêndice atrial que possui um formato diferente da aurícula direita. ao se cortar longitudinalmente o infundíbulo ventricular direito secciona-se a aorta perpendicularmente. portanto. sendo o tecido da valva aórtica praticamente uma continuação do folheto anterior da valva mitral. que fazem saliência na superfície interna das cavidades. Interiormente. encontramos trabéculas cárneas (feixes de fibras musculares). desprovida de trabéculas. Topograficamente. porém são inervadas pelo sistema nervoso autônomo e por isso funcionam independentes da vontade. principalmente nas . não mostra pontos marcantes. A câmara ventricular contém 2 músculos papilares grandes. Outra característica é a difícil delimitação das porções ventriculares. apesar de menos numerosas. com projeção digitiforme de sua extremidade. VENTRÍCULO ESQUERDO: A cavidade ventricular esquerda possui uma forma cônica e trabéculas mais finas de aspecto entrelaçado e concentradas próximo ao ápice. As cordas tendíneas também são mais espessas. o septo ventricular mostra convexidade em direção ao ventrículo direito. As fibras musculares do coração são estriadas. que são encontrados nos átrios. além de uma base mais estreita com um colo.ÁTRIO ESQUERDO: O septo atrial. nas paredes dos átrios e dos ventrículos. de tal forma que.Trabéculas cárneas de segunda ordem: são os músculos pectíneos. A espessura das paredes ventriculares é 3 vezes maior que a do ventrículo direito. separando mais nitidamente a aurícula do resto da cavidade atrial.2. visto pelo lado esquerdo. já que a via de entrada. As paredes do átrio esquerdo também são mais espessas e mais lisas. formada pelo aparelho valvar mitral é contíguo à via de saída. cortes que mostrem a raiz e a porção inicial da aorta ascendente em seu maior eixo exibem o infundíbulo subpulmonar em transversal. Do mesmo modo.

Por outro lado.Trabéculas cárneas de terceira ordem: são as colunas colocadas paralelamente à superfície interna das cavidades e apenas fazem saliência nessas paredes. Endocárdio: lâmina interna fina ou mebrana de revestimento do coração q também cobre suas valvas. deve-se ter presente que a parede do ventrículo esquerdo é sempre mais espessa que a do direito. Logo em seguida a artéria aorta se encurva formando um arco para a esquerda dando origem a três artérias (artérias da curva da aorta) sendo elas: 1. Na mão essas duas artérias se anastomosam formando um arco palmar profundo que origina as artérias digitais palmares comuns e as artérias metacarpianas palmares que vão se anastomosar.Tronco braquiocefálico arterial.aurículas.3. As artérias digitais . uma direita e outra esquerda que vão irrigar o coração. origina a artéria vertebral que vai auxiliar na vascularização cerebral.Este sistema leva sangue venoso para os pulmões para que ocorra a troca de gás carbônico por oxigênio. Epicárdio: lâmina externa fina formada pela lâmina visceral do pericárdio seroso. recebe o nome de artéria axilar. que é o endocárdio. uma direita e outra esquerda.Artéria carótida comum direita. a subclávia. Deve-se recordar que todos esses acidentes são recobertos por uma fina membrana. Sistema da aorta (sangue oxigenado): A artéria aorta sai do ventrículo esquerdo e se ramifica na porção ascendente em duas artérias coronárias.3. A artéria subclávia (direita ou esquerda).2. e quando finalmente atinge o braço seu nome muda de novo mas agora para artéria braquial (umeral). descendo em direção a axila ela.Artéria subclávia esquerda. praticamente transparente. Miocárdio: lâmina média espessa composta de músculo cardíaco. O tronco braquiocefálico arterial origina duas artérias:1. logo após o se início. Cada uma delas se ramifica a partir do hilo pulmonar em artérias segmentares pulmonares.Artéria carótida comum esquerda. Os vasos da base do coração Sistema do tronco pulmonar: O tronco pulmonar sai do coração pelo ventrículo direito e se bifurca em duas artérias pulmonares.2Artéria subclávia direita. Na região do cotovelo ela emite dois remos terminais que são as artérias radial e ulnar que vão percorrer o antebraço.

São quatro veias pulmonares.Intercostais posteriores. onde termina. Artéria carótida comum (esquerda ou direita): esta artéria se ramifica em: 1. a. recebem o nome de veias pulmonares. duas para cada pulmão.3.2. a. Artéria aorta porção torácica: Após a curva ou arco aótico. a aorta é representada pela porção abdominal. Artéria carótida externa: irriga pescoço e face. As quatro veias pulmonares vão desembocar no átrio esquerdo.Artéria carótida interna (direita ou esquerda).Artéria carótida externa (direita ou esquerda).palmares originam as artérias digitais palmares próprias para cada dedo. a. . Artéria carótida interna: penetra no crânio através do canal carotídeo dando origem a três ramos colaterais: artéria oftálmica.Subcostais7Frênicas superiores. facial. Veias da circulação sistêmica (ou da grande circulação): duas grandes veias desembocam no átrio direito trazendo sangue venoso para o coração são elas veia cava superior e veia cava inferior. artéria comunicante posterior e artéria coriódea posterior. a. occipital. Veias da circulação pulmonar (ou pequena circulação): As veias que conduzem o sangue que retorna dos pulmões para o coração após sofrer a hematose (oxigenação). E mais dois ramos terminais: artéria cerebral anterior e artéria cerebral média. lingual.4Mediastinais.Parietais (irrigam a parede dos órgãos): 5. Artéria aorta parte abdominal: Ao atravessar o hiato aórtico do diafragma até a altura da quarta vértebra lombar.Pericárdicos. Estas veias são formadas pelos veias segmentares que recolhem sangue venosos dos segmentos pulmonares. Veia cava superior: origina-se dos dois troncos braquiocefálicos (ou veia braquiocefálica direita e esquerda). uma direita superior e uma direita inferior.2. auricular posterior e a. Seus ramos colaterais são: artéria tireoíde superior.6. faríngea ascendente. a artéria começa a descer do lado esquerdo da coluna vertebral dado origem aos ramos: Viscerais (nutrem os órgãos): 1.Bronquiais.Esofágicos. Nesta porção a aorta fornece vários ramos colaterais e dois terminais. Seu ramos terminais são: artéria temporal e artéria maxilar. Temos também o seio coronário que é um amplo conduto venoso formado pelas veias que estão trazendo sangue venoso que circulou no próprio coração. uma esquerda superior e uma esquerda inferior.

veia cardíaca média e veia cardíaca parva ou menor ou pequena. uma parte do complexo estimulante do coração para o músculo papilar anterior. q forma a maior parte do septo. Conhecer o mecanismo valvar do coração VALVAS ATRIOVENTRICULARES As valvas tricúspide c mitral estão inseridas cada uma em um anel fibroso que usualmente não é contínuo ao nível da transição atrioventricular.Cada veia braquiocefálica é constituída pela junção da veia subclávia (que recebe sangue do membro superior) com a veia jugular interna (que recebe sangue da cabeça e pescoço). É onde ocorrem defeitos do septo interventricular. A trabécula septomarginal (faixa moderadora) é um fascículo muscular curvo q corre da parte inferior do septo interventricular para a base do músculo papilar anterior. O SEPTO ATRIVENTRICULAR separa o átrio do ventrículo (ver questão acima sobre átrios). internamente. a crista terminal. e. São constituídas por cúspides de tamanho e extensão variáveis. O SEPTO INTERVENTRICULAR é composto de partes membranácea e muscular. um sulco coronário e outro interventricular posterior. ou. mais alta no ventrículo esquerdo.A parte súpero-posterior do septo é fina e membranácea e é contínua com o esqueleto fibroso do coração. . Há um sulco terminal na veia cava inferior. formando parte das paredes de cada um. como é observado na tricúspide. (veias) O SEPTO INTERATRIAL separa os átrios e possui uma depressão oval do tamanho da impressão digital do polegar. principalmente à direita. diretamente na superfície do septo . é uma partição forte situada obliquamente entre os ventrículos direito e esquerdo. O seio coronário recebe sangue de três principais veias do coração: veia cardíaca magna. as quais estão presas por cordas tendíneas aos músculos papilares.A parte muscular é espessa e salienta-se na cavidade do ventrículo direito por causa da pressão sanguínea. Esta trabécula é importante porque carrega parte do ramo direito do fascículo atrioventricular. . A veia cava inferior é formada pelas duas veias ilíacas comuns que recolhem sangue da região pélvica e dos membros inferiores. o sulco terminal. Conhecer os sulcos e septos do coração As partes lisas e rugosas da parede do átrio são separadas externamente por um SULCO vertical raso. por uma crista vertical. o forame oval e sua válvula no feto no átrio direito.

as cordas da mitral convergem para o topo dos músculos papilares do ventrículo esquerdo. um situado ântero-lateralmente e o outro póstero-medialmente. A valva mitral tem sua circunferência variando entre 8 e 10 cm. Por vezes observa-se. proteoglicanos e fibras elásticas. seguida em extensão pela cúspide posterior e depois pela septal. O nome das cúspides deriva de sua relação espacial com as paredes do ventrículo direito. onde se inserem as cordas da comissura ântero-septal da valva tricúspide. no entanto. Na sua base. A cúspide posterior é dividida em três bolsões proeminentes. entre os braços da trabécula septomarginal. Há dois grupos de músculos papilares. embora haja a falsa impressão de que eles são separados. apresentando duas cúspides. tanto na tricúspide como na mitral. que apresentam-se em forma de leque e definem o local das comissuras. já citado anteriormente. e a fibrosa. na valva mitral. na face atrial. Há. que se inserem diretamente na musculatura da via de entrada ventricular. Há. mais frouxa. a presença de um pequeno músculo papilar. Há. junto à inserção no anel fibroso. com variável quantidade de colágeno. mas situa-se a uma distância que varia de 2mm a 8mm dela. O perímetro da valva tricúspide varia normalmente de 10 a 12 cm. Quando ausentes. As cordas mais espessas são geralmente as da zona rugosa. as cordas comissurais convergem diretamente para a musculatura septal. que costuma salientar-se com a idade. separados entre si por pequenas fendas também guarnecidas por cordas em leque. sempre livre de inserções cordais. denominado músculo papilar anterior. A linha de fechamento valvar não coincide com a borda livre das cúspides. A cúspide anterior é a mais longa. A partir da face atrial. . observa-se uma pequena proeminência linear. um achado aliás encontrado em diversos pontos ao longo das cúspides septal e posterior. um que é constante e em geral o mais desenvolvido situado na parede livre do ventrículo direito. A anterior é a maior. mostrando formato grosseiramente triangular e apresentando grossas cordas de sustentação. As cordas tendíneas são classificadas de acordo com a região de sua insersão na cúspide. duas cordas que se salientam pela sua espessura. em virtude da maneira como habitualmente se abre o coração para estudo anatômico. e que ajuda a caracterizar a valva como tricúspide e o ventrículo como morfologicamente direito. a saber: cordas da borda livre. o chamado "músculo de Lancisi". conforme já descrito. sendo denominadas cordas estruturais. identificam-se histologicamente duas camadas: a esponjosa. esses dois grupos musculares são contíguos. cordas da zona rugosa e cordas basais. Caracteristicamente.ventricular. uma região da face ventricular das cúspides que fica entre a borda livre e a área mais lisa (basal). No local. Os músculos papilares do ventrículo direito mostram variação quanto ao número. ainda. As cúspides são constituídas por tecido conjuntivo frouxo. entretanto. com exceção de poucas cordas basais da cúspide posterior. O septo ventricular é. as chamadas cordas comissurais.

formando os seios de Valsalva. É importante conhecer as relações topográficas de cada um dos seios de Valsalva. dos quais um é direito e outro esquerdo. Já os folhetos da valva aorta são designados conforme os seios de Valsalva correspondentes e de acordo com a origem das artérias coronárias (coronariano direito. A valva aórtica. coronariano esquerdo e não coronariano). comprometido. Em cada diástole. O esqueleto fibroso do coração compõe-se de tecido fibroso ou fibrocartilaginoso. Os folhetos da valva do tronco pulmonar recebem nomes de acordo com sua distribuição topográfica. Dois a dois. pois não existe uma linha circular contínua de inserção valvular. O conceito de "anel" das valvas arteriais fica. como ocorre com as valvas atrioventriculares. que se prendem na parede arterial. conforme já descrito. um pequeno nódulo. a exemplo do que ocorre nas valvas atrioventriculares. tricúspide e aórtica. com aspecto mixomatoso. cujas válvulas apóiam-se diretamente na musculatura do trato de saída do ventrículo direito. A linha de fechamento das valvas arteriais também não coincide com a borda livre. chamado nódulo de Arantius.VALVAS ARTERIAIS Tanto a valva da aorta quanto a do tronco pulmonar apresentam três válvulas ou folhetos semilunares. ESQUELETO FIBROSO DO CORAÇÃO A função do esqueleto fibroso do coração é sustentar as valvas atrioventriculares e ancorá-las à massa ventricular. os folhetos encontram-se nas comissuras. o septo membranoso. a fibrosa. portanto. Do ponto de vista cirúrgico. A estrutura histológica das valvas aórtica e pulmonar é semelhante. cada um deles inserindo-se em uma linha com formato de "U". o que torna sua inserção inferior não muscular. o tendão do cone e os trígonos fibrosos anterior e posterior. os folhetos semilunares abaúlam pelo enchimento com sangue. costuma-se considerar como "anel" da valva aórtica uma circunferência que passa pelo limite inferior da inserção de cada um dos folhetos semilunares. mas fibrosa nos pontos citados. em particular. superiormente na túnica média da grande artéria correspondente e inferiormente no miocárdio da via de saída do ventrículo. No ponto médio da borda de cada folheto há. apresenta uma área onde é contínua com a cúspide mitral anterior. delimitada por fibras elásticas. entretanto. A valva pulmonar. não apresenta suporte fibroso. mas está unida ao esqueleto fibroso pelo tendão do cone. Fazem parte do esqueleto fibroso os anéis das valvas mitral. na face ventricular. e também com o septo membranoso. e na face arterial uma camada mais densa. É importante ressaltar que o conceito clássico pelo qual os anéis valvares são estruturas . Na face ventricular de cada válvula há tecido conjuntivo frouxo. o corpo fibroso central. Há um anterior e dois posteriores.

a artéria coronária direita anastomosa-se com os ramos cincunflexo e interventricular anterior da . na continuidade fibrosa mitro-aórtica. situadas ao redor dos orifícios atrioventriculares ou no ponto de inserção das valvas arteriais é impróprio. constituindo o corpo fibroso central que inclui o trígono fibroso posterior e o septo membranoso. que via de regra não acarretam maiores problemas. o miocárdio e o epicárdio do coração. do ponto de vista anatomofisiológico. São as chamadas chamadas variações da normalidade. o termo anel usado neste estudo refere-se a uma estrutura que está longe de ser circular contínua perfeita. Emite a grande artéria interventricular posterior q desce no sulco interventricular posterior em direção ao ápice do coração.circulares bem definidas. q é o ramo do nó sinoatrial (AS) ascendente q supre o nodo sinoatrial. Vascularização do coração e sua importância clínica Os vasos sanguíneos do coração compreendem as artérias coronárias e as veias cardíacas. ARTÉRIA CORONÁRIA DIREITA (ACD) origina-se no seio direito da parte ascendente da aorta e corre no sulco coronário ou atrioventricular. que apresenta em suas margens espessamentos adicionais que constituem os trígonos fibrosos anterior e posterior. o ramo q supre o nó atrioventricualr. q conduzem sangue para e proveniente da maior parte do miocárdio. ARTÉRIAS CORONÁRIAS: primeiros ramos da aorta. cujo conhecimento é importante para identificá-las em situações de diagnóstico por imagem e tratamento cirúrgico. As coronárias direita e esquerda originam-se dos seios correspondentes da parte ascendente da aorta. Próximo do ápice do coração. Elas suprem ambos os átrios (são mt peq e quase não aparecem) e ventrículos. A unidade mitro-aórtica apresenta um prolongamento que a une ao anel valvar tricúspide. sobretudo quando relacionadas à função e ao desempenho cardíaco. Assim. q recebem tanto inervação simpática qt parassimpática. Entre os anéis das valvas mitral e aórtica encontra-se a região mais resistente do esqueleto. imediatamente superior à valva da aorta. há variações no posicionamento dos anéis valvares em corações normais. suprem. Embora existam padrões mais freqüentes. E na cruz do coração. Emite um ramo marginal direito q supre a margem direita do coração em direção ao ápice do coração. mas não o alcança. Esse ramo supre ambos os ventrículos e envia ramos septais interventriculares perfurantes para o septo interventricular. Ela emite um ramo próximo a sua origem.

O SEIO CORONÁRIO. Em muitas pessoas o ramo interventricular anterior origina-se de um ramo lateral (diagonal). A artéria marginal esquerda. a principal veia do coração. supre ambos os ventrículos e o septo interventricular) e um ramo circunflexo.artéria coronária esquerda. supre o ventrículo esquerdo. vai em direção ao ápice do coração. um ramo interventricular anterior (ramo descendente anterior esquerdo. Começa próximo do ápice .40% das pessoas) O coração é drenado principalmente pelas veias que desembocam no seio coronário e parcialmente pelas pequenas veias q desembocam no átrio direito. Ela divide-se em 2 ramos. um ramo circunflexo. A veia ventricular esquerda posterior e a veia marginal esquerda também se abrem no seio coronário. O ramo circunflexo menor da artéria coronária esquerda segue o sulco coronário em torno da margem esquerda até a face posterior do coração. VEIA CARDÍACA MAGNA: é a tributária principal do seio coronário. é um canal venoso amplo que corre da esquerda para a direita na parte posterior do sulco coronário. Ela supre: Átrio esquerdo A Maior parte do ventrículo esquerdo Parte do ventrículo direito A maior parte do septo interventricular O nó sinoatrial (em +. Ela supre: Átrio direito A maior parte do ventrículo direito Parte do ventrículo esquerdo (fase diafragmática) Parte do septo atrioventricular (terço posterior) O nó sinoatrial (aproximadamente 60% das pessoas) O nó atrioventricular (aproximadamente 80% das pessoas) ARTÉRIA CORONÁRIA ESQUERDA (ACE) origina-se do seio esquerdo da parte ascendente da aorta e passa entre a aurícula esquerda e o tronco pulmonar no sulco coronário. Ele recebe a veia interventricular anterior ou veia cardíaca magna na sua extremidade final.

VEIAS CARDÍACAS ANTERIORES: são diversas pequenas veias q começam na face anterior do ventrículo direito e termina no átrio direito após cruzar o sulco coronário. os canais colaterais que ligam uma artéria coronária a outra se expandem. Inervação do coração A inervação do músculo cardíaco é de duas formas: extrínseca que provém de nervos situados fora do coração e outra intrínseca que constitui um sistema só encontrado no coração e que se localiza no seu interior. elas são destituídas de comunicações por válvulas com os leitos capilares do miocárdio e podem conduzir sangue das câmaras do coração para o miocárdio. A despeito do mecanismo de compensação. é um vaso pequeno e um vestígio da veia cava superior esquerda embrionária.do coração e sobe com o ramo interventricular anterior da artéria coronária esquerda. isto é. drenando a maioria das áreas supridas pela artéria coronária esquerda. A inervação extrínseca deriva do sistema nervoso autônomo. mas sim por um tecido diferenciado conhecido por tecido . Ela se curva para a esquerda e corre com o ramo circunflexo. VEIAS CARDÍACAS MÉDIA E PARVA: drenam a maioria das áreas supridas pela artéria coronária direita. principalmente nos átrios. Definição infarto do miocárdio Infarto do miocárdio está relacionado a uma área do miocárdio que sofreu necrose. A inervação intrínseca ou sistema de condução do coração. Elas também podem fornecer uma circulação colateral para partes na musculatura do coração. não é constituída só por fibras nervosas. VEIAS CARDÍACAS MÍNIMAS: são vasos diminutos q começam nos leitos capilares do miocárdio e abrem-se diretamente nas câmaras do coração. simpático e parassimpático. VEIA OBLÍQUA DO ÁTRIO ESQUERDO: insignificante nos adultos e importante no período fetal. A medida que a aterosclerose coronária progride. A causa mais comum da doença isquêmica do coração (ausência de suprimento sanguíneo adequado) é a insuficiência coronária que resulta da aterosclerose das artérias coronárias. o miocárdio pode não receber oxigênio suficiente quando o coração precisa realizar quantidades maiores de trabalho. A insuficiência do suprimento sanguíneo para o coração (isquemia miocárdica) pode resultar em uma área de necrose do miocárdio. A aterosclerose é o resultado do acúmulo de lipídios nas paredes internas das artérias coronárias. Embora chamadas veias. permitindo que a perfusão adequada do coração continue.

Quando se contrai. . que coordena o ciclo cardíaco. ejeta o sangue em direção dasartérias. que é o plexo subendocárdio. reduz a força do batimento cardíaco e constringe as artérias coronárias. economizando energia entre períodos de demanda aumentados. Isto fornece mais oxigênio e nutrientes para o miocárdio durante períodos de atividade aumentada. O sistema de condução do coração Sistema de condução do coração ou inervação intrínseca é um complexo estimulante do coração. Esse estímulo. e outro esquerdo que perfura o septo.nodal. As pós–ganglionares também terminam nos nós sinoatrial e atrioventricular e diretamente nas artérias coronárias. ao nível do qual se bifurca em dois ramos.Nó atrioventricular: situa-se abaixo do óstio da veia cava inferior. O coração é suprido pelas fibras nervosas autônomas provenientes dos plexos cardíacos superficial e profundo. O estímulo dos nervos parassimpáticos diminui a freqüência cardíaca. fornecem inúmeros ramos colaterais e terminais. Consiste em células musculares cardíacas e fibras de condução altamente especializadas para os impulsos iniciais e os conduzem rapidamente através do coração. que constituem uma verdadeira rede situada logo abaixo do endocárdio. indiretamente.Plexo subendocárdio: os ramos direito e esquerdo do fascículo atrioventricular.3. um direito que desce pelo lado direito do septo interventricular.4.Nó sinoatrial: situa-se nas proximidades do óstio da veia cava superior. Esse tecido nodal está distribuído por quatro formações: 1. SUPRIMENTO PARASSIMPÁTICO: é proveniente das fibras pré-ganglionares do nervo vago.2. O estímulo simpático do tecido nodal aumenta a freqüência cardíaca e a força de suas contrações. produz dilatação das artérias coronárias inibindo sua constrição. para descer pala sua face esquerda. na fase chamada diástole. Resumidamente. Ciclo cardíaco O ciclo cardíaco constitui as ações de bombeamento simultâneo das duas bombas (câmara direita e esquerda) atrioventriculars (AV).Fascículo atrioventricular: origina-se do nó atrioventricular e se dirige para o septo interventricular. na fase chamada de sístole. SUPRIMENTO SIMPÁTICO: é proveniente das fibras pré e pós-ganglionares. é a seqüência de fatos que acontece a cada batimento cardíaco. o coração ciclicamente se contrai e relaxa. posteriores à parte ascendente da aorta e superiores à bifurcação do tronco pulmonar. Quando relaxa. recebe o sangue proveniente das veias. ou melhor. Estas redes nervosas situam-se anteriores à bifurcação da traquéia.

3. que normalmente é necessária para aliviar o tamponamento cardíaco.Sístole atrial.Foco MITRAL: 5º espaço intercostal esquerdo medialmente a linha hemiclavicular. temos a sístole atrial que impulsiona sangue para os ventrículos. . Para remover o excesso de líquido.Foco TRICÚSPIDE: 5º espaço intercostal direito rente ao esterno.Foco AÓRTICO: 2º espaço intercostal direito rente ao esterno.Sístole é a contração do músculo cardíaco.Foco PULMONAR: 2º espaço intercostal esquerdo rente ao esterno. uma agulha de grande calibre pode ser inserida através do 5° ou 6° espaço intercostal esquerdo próximo do esterno. que é uma condição potencialmente letal porque o pericárdio fibroso se torna consistente e sem elasticidade. Diástole é o relaxamento do músculo cardíaco. O excesso de líquido pericárdico não permite ao coração expandir-se completamente.Sístole ventricular. Esta abordagem do saco pericárdico é possível porque a incisura cardíaca no pulmão esquerdo e a incisura mais rasa situada no saco pleural esquerdo deixam parte do .2. numa situação chamada de tamponamento cardíaco. Assim as valvas atrioventriculares estão abertas à passagem de sangue e a pulmonar e a aórtica estão fechadas. . Quando a quantidade de líquido é grande. O tamponamento cardíaco também pode resultar de hemorragia no interior da cavidade da cavidade do pericárdio após operação do coração. é quando os ventrículos se enchem de sangue. ocorre importante perda de capacidade do coração. . comprimindo o coração e dificultando seus batimentos. limitando assim o influxo de sangue para os ventrículos. O ciclo cardíaco compreende: 1. de ferimentos a faca que perfuram o coração fazendo com que o sangue entre na cavidade do pericárdio. Na sístole ventricular as valvas atrioventriculares estão fechadas e as semilunares abertas para a passagem de sangue. Derrame pericárdio Derrame pericárdico – quando há um aumento da quantidade de líquido pericárdico. A pericardiocentese é a drenagem do líquido da cavidade do pericárdio.Diástole ventricular. neste momento as valvas atrioventriculares estão abertas e as semilunares estão fechadas. podendo variar para o 5º espaço intercostal esquerdo rente ao esterno ou para a região do processo xifóide. Locais de ausculta das bulhas cardíacas FOCOS DE AUSCUTA .

deve-se tomar cuidado para não puncionar a artéria torácica interna. O nervo laríngeo recorrente curva-se abaixo do arco da aorta adjacente ao ligamento arterial e sobre entre a traquéia e o esôfago. T2 e T3) também são comuns às terminações aferentes viscerais para as artérias coronárias. a agulha evita o pulmão e as pleuras e penetra na cavidade pericárdica. a isquemia e o acúmulo de produtos metabólicos estimulam as terminações da dor no miocárdio. porque senão haveria a mistura do sangue oxigenado com o não oxigenado. que passa da raiz da artéria pulmonar esquerda para a face inferior do arco da aorta. especialmente. nos ramos cardíacos torácicos do tronco simpático. por exemplo). Esse ligamento permanece após o nascimento como um vestígio. . mas obtém nutrientes e oxigênio pelo cordão umbilical. Em pacientes com pneumotórax (ar na cavidade pleural) o ar pode separar-se ao longo dos planos do tecido conectivo e penetrar no saco pericárdico. Freqüentemente os ramos cutâneos laterais do 2° e 3° nervos intercostais unem-se ao nervo cutâneo medial do braço. A dor de angina é conhecida como dor no peito. por exemplo. corte. Circulação fetal O sistema circulatório do feto é diferente. o membro superior. Ela é comumente sentida como se irradiando das regiões subesternal e peitoral esquerda para o ombro esquerdo e a face medial do membro superior esquerdo. o sistema circulatório fetal passa por diversas mudanças anatômicas. contudo. penetrando-se no ângulo infra-esternal e passando a agulha súpero-posteriormente. As fibras aferentes da dor correm centralmente nos ramos cervicais médios e inferiores e. Mecanismo da dor referida do coração O coração é insensível ao toque. que tem fibras aferentes com corpos da célula no mesmo gânglio espinal e processos centrais que penetram na medula espinal através das mesmas raízes dorsais. a dor cardíaca é referida ao membro superior porque os segmentos da medula espinal destes nervos cutâneos (T1. O saco pericárdico também pode ser alcançado. A DOR REFERIDA CARDÍACA é um fenômeno por meio do qual estímulos nocivos que se originam no coração são percebidos pelo paciente como dor que se origina de uma parte superficial do corpo (a pele no membro superior esquerdo. O feto possui o ligamento arterial. produzindo um pneumopericárdio. Esta parte do membro é suprida pelo nervo cutâneo medial do braço. sem função. Entretanto. Neste local. A dor visceral é transmitida pelas fibras aferentes viscerais que acompanham as fibras simpáticas e é tipicamente referida às estruturas somáticas ou áreas como. Após o nascimento. Conseqüentemente. já que o feto não usa pulmão.saco pericárdico exposta – a área nua do pericárdio. frio e calor. dor de constrição como um aperto no peito.

POSTADO POR ESCOLA DE MEDICINA ÀS 11:33 NENHUM COMENTÁRIO: MARCADORES: CORAÇÃO E SISTEMA CIRCULATÓRIO Postagens mais antigasInício Assinar: Postagens (Atom) SEGUIDORES ARQUIVO DO BLOG  ▼ 2008 (24) o ▼ Dezembro (24)  Introdução à Anatomia Humana  Osteologia  Crânio e Coluna Vertebral  Articulações  Sistema Muscular  Sistema Circulatório  Coração e Sistema Circulatório  Sistema Nervoso  Pescoço  Tórax  Vias Aéreas Superiores  Vias Aéreas Inferiores  Pulmão  Coração  Trato Digestório  Esôfago  Cavidade Abdominal  Estômago  Intestino Delgado  Intestino Grosso  Fígado  Pâncreas .

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