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FUNDAÇÃO MARIA ULRICH Relatório Contas e Demonstração de Resultados

2010
FMU – RELATÓRIO 2010 1

Mensagem do Presidente
Estivemos e estamos diante de um ano muito difícil. A crise instalou-se e o desânimo também. O país vive sem esperança e sem confiança, e este estado geral afecta tudo e todos. No entanto, e apesar de tudo o que é conhecido, durante o ano de 2010 tivemos as nossas acções de formação da Creche e da Matemática, completamente cheias. O entusiasmo das formandas e o empenho dos formadores, fez com que hoje pudéssemos dizer que tivemos, de facto um ano de sucesso, nesta área da Fundação.

Entre os eventos promovidos sublinho as Tertúlias que este ano puderam contar com a presença de personalidades impares da nossa sociedade, e que muito nos honraram com a sua presença.

Constituímos um grupo de trabalho para a construção de um projecto para a Fundação a 10 anos. É um desafio importante e que poderá ter reflexos a curto prazo. Agradeço desde já ao Dr. Fernando Maymone, ao Prof. Henrique Leitão e ao Prof. Pedro Aguiar Pinto terem aceite o desafio com tanto entusiasmo e empenho. Integram também este grupo o Engº Pedro Correia, representante do Conselho de Administração e a Dra. Teresa Neves da Direcção desta Fundação.

Apesar de ainda não ter sido pago o subsídio da Câmara referente ao ano 2009, a Fundação, devido às suas actividades, conseguiu equilibrar as contas do ano, e cumprir a agenda que se tinha proposto. Sem desanimar apesar dos contratempos a Fundação sofre os efeitos desta crise.

Obrigado a todos os que, com empenho, dedicação e esperança tornaram possível todo este ano de trabalho.

Padre João Seabra Presidente do Conselho de Administração FMU – RELATÓRIO 2010 2

Órgãos sociais:
Conselho de Administração:
Presidente: Padre João Seabra Tesoureiro: Eng.º Pedro Correia Secretário: Eng.º Manuel Nobre Gonçalves Vogais: Isabel Faria de Carvalho Eng.º João Ulrich

Direcção:
Directora Executiva: Dra.Teresa Araújo Neves Vogal: Dra. Teresa Jardim de Oliveira

Conselho Fiscal:
Presidente: Dr. Manuel Frederico Lupi Bello Vogais: Dr. José Sousa Mendes Dr. Guilherme Almeida Brito

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1. ACTIVIDADES DE FORMAÇÃO

1.1 O Núcleo de Formação para a Educação e o Desenvolvimento (NFED) elaborou o processo de acreditação junto do Conselho Cientifico e Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) das seguintes acções: • Curso de Formação: Pontos de apoio fundamentais no desenvolvimento e aprendizagem nos primeiros anos de vida, que se iniciará durante o ano de 2011, para educadores de infância. • Geometria Elementar, que se iniciará durante o ano de 2011, para professores do 1º ciclo. 1.2 Curso de Formação «O Bebé Competente e os Desafios Educativos III» destinado a profissionais com diferentes funções na Creche.

Decorreu em 2010 o terceiro módulo do Curso «O Bebé Competente e os Desafios Educativos III», em dez sessões, que decorreram entre Janeiro e Maio.

Colaboraram, além da Drª Teresa Jardim, da Fundação Maria Ulrich, e da Drª Deolinda Botelho, colaboradora de sempre da Fundação, que assegura durante estes meses toda a acção, a Drª Soraia Nobre, a Drª Anália Cascais, a Drª Carla Almeida, a Drª Ana Paula Rodrigues, a Drª Ana Ferrão e a Drª Maria Emília Nabuco.

Participaram nesta acção 31 pessoas.

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1.3 Curso de Formação «O Bebé Competente e os Desafios Educativos IV» destinado a profissionais com diferentes funções na Creche.

Decorreu em 2010 o quarto módulo do Curso «O Bebé Competente e os Desafios Educativos III», em dez sessões, que decorreram entre Outubro e Dezembro.

Colaboraram, além da Drª Teresa Jardim, da Fundação Maria Ulrich, e da Drª Deolinda Botelho, colaboradora de sempre da Fundação, que assegura durante estes meses toda a acção, a Drª Soraia Nobre e o Senhor Professor Nuno Lobo Antunes.

Participaram nesta acção 21 pessoas.

1.4 Curso de Formação «Abordagens Pedagógicas em Creche – Novos Olhares I» destinado a profissionais com diferentes funções na Creche.

Decorreu em 2010 o primeiro módulo do Curso «O Bebé Competente e os Desafios Educativos III», em dez sessões, que decorreram entre Janeiro e Maio.

Colaboraram, além da Drª Teresa Jardim, da Fundação Maria Ulrich, e da Drª Deolinda Botelho, colaboradora de sempre da Fundação, que assegura durante estes meses toda a acção, a Drª Margarida Silveira Rodrigues, Drª Teresa de Matos, Drª Anabela Norte, Drª Teresa Prazeres e Drª Maria Emília Nabuco.

Participaram nesta acção 28 pessoas.

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1.5. Matemática Elementar:

Tendo em conta as orientações curriculares actuais para a abordagem da Matemática no pré-escolar e no 1º Ciclo a Fundação Maria Ulrich criou uma acção dedicada ao tema. Trata fundamentalmente da didáctica, e são utilizados materiais essenciais como ábacos, cuisenaires, material dourado, geoplano, tangrans, origamis e recurso às tecnologias. É abordado também um tratamento misto: além da didáctica da matemática, trata também de aspectos ligados à pedagogia e às ciências da educação.

Durante o ano de 2010, foi possível realizar duas acções de formação, uma no primeiro semestre, e outra no segundo. Foram ministradas pelo Dr. Carlos Santos, que connosco colabora neste âmbito desde 2009.

Esta acção teve como destinatários: Professores do pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico.

Cada curso teve a duração de 25 horas, conferindo 1 crédito, aos formandos em 5 sessões de 4 horas e uma sessão de 5 horas.

A primeira acção contou principalmente com professores do 1º ciclo e na segunda foi, na sua totalidade, frequentada por educadoras do pré-escolar.

1.6 Formações do projecto Despertar da Fé (em colaboração com o Departamento da Catequese do Patriarcado de Lisboa e a ESEI Maria Ulrich), constituídas por acções de natureza teórico-prática, destinadas a educadores dos Centros Sociais Paroquiais, das escolas católicas, catequistas, e animadores pastorais.

Os encontros realizados em Lisboa contaram com a presença de Monsenhor Victor Feytor Pinto, Equipa do D.F. constituída por Irmã Mª José Bruno, Mª João Ataíde e Teresa Jardim, Aura Miguel, D. Carlos Azevedo, com a colaboração de instituições educativas. FMU – RELATÓRIO 2010 6

A pedido do presidente da Cáritas – Dr. Eugénio Fonseca, no sentido de se lançar o projecto na Diocese de Setúbal, colaborando também para o efeito o Senhor Pe Rui Rosmaninho e Equipa do Despertar da Fé.

Também na diocese de Leiria-Fátima, o lançamento do projecto para as dioceses do Centro (Leiria-Fátima, Portalegre-Castelo-Branco, Coimbra e Santarém). Colaborando localmente Jorge Cotovio (Secretário Geral da Associação Portuguesa de Escolas Católicas) a Equipa do D.F. e o senhor Pe. Vitor (diocese de Santarém).

A pedido do director do Sector da Catequese do Patriarcado de Lisboa a equipa do D.F. tem realizado diversos encontros de trabalho com o objectivo de elaborar um itinerário do D.F. para o ensino pré-escolar.

Foi assinado um protocolo de colaboração entre a Fundação Maria Ulrich e o Sector da Catequese do Patriarcado de Lisboa.

1.7 Escola de Pais: Sentimos a urgência, o desafio e a responsabilidade de acompanhar o crescimento dos nossos filhos. Esta situação torna-se ainda mais relevante hoje, quando o ambiente e a cultura se tornaram fragmentados e um enorme conjunto de solicitações e propostas torna difícil um juízo sereno e claro sobre a realidade. É neste enquadramento, por vezes extremamente difícil, que somos chamados à tarefa da educação. Com a mesma exigência com que abordamos os aspectos profissionais e sociais da nossa vida, não podemos deixar de nos questionar em que medida nos temos preparado para o desafio educativo.

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A Fundação Maria Ulrich realizou mais uma Escola de Pais durante o mês de Novembro, de três encontros sobre a educação, desenvolvimento e formação dos filhos. 1ª sessão – 6 de Novembro, A importância de educar: a resposta aos porquês - Isabel Almeida Brito;

2ª sessão – 13 de Novembro, O perigo de não propor: a televisão e a internet - Henrique Leitão;

3ª sessão – 20 de Novembro, A autoridade: uma questão de prémios e castigos? A verificação: as amizades e os tempos livres - Joana Castelo Branco.

1.8 – Formação a pedido de outras Instituições • •

Formação sobre a relação da criança com Deus, no Colégio Planalto, no dia 3 de Novembro – Teresa Jardim. Catequese para educadoras da Assistência Paroquial de Santos-o-Velho, última sexta-feira de cada mês, de Outubro a Junho – Teresa Neves.

2. OUTRAS ACTIVIDADES E INICIATIVAS 2.1 - Tertúlias Homens

As Tertúlias têm sido ao longo destes três anos um lugar de encontro, debate e esclarecimento, muito importante. Sempre com uma adesão cada vez maior, e a fidelidade daqueles que vêm desde o principio. Este ano promovemos quatro encontros, distribuídos da seguinte forma: – Prof. Jaime Nogueira Pinto – “Jogos Africanos”; FMU – RELATÓRIO 2010 8

– Prof. Luís Campos e Cunha – “Politica e Economia”; - Dr. Pedro Santana Lopes - "O papel do Presidente da República no sistema político português"; – Prof. João César das Neves – “A situação económica”.

2.2 – Conferências na Fundação: - Padre Duarte da Cunha e Steffano Mazzoti – Conversa sobre o livro “Sacerdotes em Cristo” – 5 de Janeiro; - Engºs José Mattos e Silva e António Mattos e Silva – “FERNÃO DE MAGALHÃES: UM AGENTE SECRETO DE D. MANUEL I ?” no ano em que se comemoram 490 anos da descoberta do Estreito de Magalhães - 18 de Janeiro; - Aura Miguel – conferência de preparação da vinda do Papa – 18 de Fevereiro;

- Padre João Seabra – “Igreja e República: que centenário?” – 23 de Março;

- Mestre Teresa Nobre de Carvalho – “Garcia de Orta” – 5 de Maio;

- Conversas à volta da matemática: a) 6 de Abril – “Geometrias” – Antonieta Constantino e Liliana Monteiro; b) 4 de Maio – “O jogo na sala aula” – Ana Júlia Martins e Patrícia Marques.

- Educadora Sofia Valente - «Metodologia do trabalho de Projecto» – 18 de Maio.

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2.3– Participação e Intervenção em Encontros:

A Fundação esteve presente em diversos encontros, dos quais destaca: • Educar Hoje, a Família, a Escola e a Sociedade – Intervenção de Teresa Neves sobre o tema “Autoridade – uma questão de prémios e castigos”, no Encontro Anual das Equipas de Nossa Senhora – 5 de Junho, Colégio S. João de Brito – Lisboa; • Seminário das Escolas Católicas – Competências Pedagógicas e Pastorais dos Educadores das Escolas Católicas – 1 a 3 de Setembro – Colégio S. João de Brito – Lisboa – Teresa Neves e Teresa Jardim. • 7º Encontro FLE - A ESCOLA DE HOJE, ELEMENTOS PARA UMA REFUNDAÇÃO, dia 19 de Outubro – Teresa Neves; • Educação e Desenvolvimento – Há futuro sem educação? – Mona Mourshead – 14 de Abril, Teresa Neves; • Velada de Oração Infantil no Mosteiro dos Jerónimos, dia 20 de Fevereiro – Teresa Jardim; • Politica para a Educação – Em busca de um novo modelo de Governação – Joaquim Azevedo – 20 de Maio, Teresa Neves; • Serviço Publico de Educação – Um caminho a percorrer – Eduardo Marçal Grilo, Júlio Pedrosa e Roberto Carneiro, dia 24 de Novembro, Teresa Neves. 2.4– Formação de Directores de Escolas:

O Fórum para a Liberdade de Educação promoveu na Fundação uma Formação Nacional de Directores de Escolas, que reuniu cerca de 25 estabelecimentos de ensino privado, denominada - Leading Learning Comuniques: Standards for What Principals Should Know and Be Able to Do.

Essa formação aconteceu nas instalações da Fundação, nos dias 29 e 30 de Abril, e teve como orador o Prof. Frederick N. Brown.

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3 – AGRADECIMENTOS:

A Fundação agradece à Fundação Maria Amélia de Mello o donativo para o registo dos seus livros.

Agradecemos a todos colaboradores que asseguram o trabalho diário desta instituição e a todos os amigos que ao longo destes anos com empenho, dedicação e voluntariado tornam possível este de trabalho.

Fevereiro de 2011

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Fundação Maria Ulrich
Balanço individual em 31.12.10 e 31.12.09
euros Datas CÓDIGO DE CONTAS ACTIVO Activo não corrente
43+453+455-459 42+455+452-459 44+454+455-459 41 266+268-269

RUBRICAS

Notas 31.12.10 31.12.09

Activos fixos tangíveis Propriedades de investimento Activos intangíveis Investimentos financeiros Accionistas/Sócios

9 10

136.904,12 239.783,09

135.845,25 263.050,75

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376.687,21 Activo corrente
32+33+34+35+36+39 211+212-219 228-229+2713-279 24 263+268-269 232+238-239+2721+278-279 281 1431 11+12+13

398.896,00

Inventários Clientes Adiantamentos a fornecedores Estado e outros entes públicos Accionistas/Sócios Outras contas a receber Diferimentos Outros activos financeiros Caixa e depósitos bancários

12 13

4.474,30 3.406,42

2.566,44 273,10

14 1.031,92

15

26.382,66 34.263,38

40.354,21 44.225,67 443.121,67

Total do ACTIVO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO CAPITAL PRÓPRIO
51-261-262

410.950,59

Fundo social

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410.784,96

410.784,96

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52 53 54 551 552 56 58 59 818

Acções (quotas) próprias Outros instrumentos de capital próprio Prémios de emissão Reservas legais Outras reservas Resultados transitados Excedentes de revalorização Outras variações no capital próprio Resultado líquido do período Total do Capital Próprio 16 (16.261,77) 308.496,18 (10.931,31) 324.757,95 16 (86.027,01) (75.095,70)

PASSIVO Passivo não corrente
29 25 237+2711+2712+275

Provisões Financiamentos obtidos Outras contas a pagar 0,00 Passivo corrente 0,00

221+222+225 218+276 24 264+265+268 25 231+238+2711+2712+2722+2 78 282+283 1432

Fornecedores Adiantamentos de clientes Estado e outros entes públicos Accionistas/Sócios Financiamentos obtidos Outras contas a pagar Diferimentos Outros passivos financeiros 17 18 19

120,00

120,00

563,79

524,46

84.583,46 1.231,65 15.955,51

96.250,10 1.231,65 20.237,51

102.454,41 Total do Passivo Total do Capital Próprio e do Passivo 102.454,41 410.950,59

118.363,72 118.363,72 443.121,67

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Fundação Maria Ulrich
Demonstração individual dos resultados por naturezas do período findo em 31.12.10 e 31.12.09
euros Períodos CÓDIGO DE CONTAS RENDIMENTOS E GASTOS NOTAS N N-1

+71+72 +75 +73 +74 -61 -62 -63 -652+7622 -651+7621 -67+763 -653-654-655-656657+7623+7624+7625+7626+7627 +77-66 +78(excepto 785)+791(excepto 7915)+798 -68(excepto 685)-6918-6928-6988

Vendas e serviços prestados Subsídios à exploração Variação nos inventários da produção Trabalhos para a própria entidade Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas Fornecimentos e serviços externos Gastos com pessoal Imparidades de inventários (perdas/reversões) Imparidades de dívidas a receber (perdas/reversões) Provisões (aumentos/reduções) Outras imparidades (perdas/reversões) Aumentos/Reduções de justo valor Outros rendimentos e ganhos Outros gastos e perdas Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos

+ + +/+ -/+ -/+ -/+ -/+ +/+ = -/+ = + Resultado antes de impostos = -/+ Resultado liquido do período =

1.782,00 18.247,00

1.150,00 18.319,50

(1.234,32) (64.435,13)

(1.073,20) (50.672,00)

(462,49)

(3.236,80)

64.901,76 (8.097,74) 10.701,08 (24.179,79) (13.478,71)

63.818,95 (9.631,50) 18.674,95 (24.559,61) (5.884,66)

-64+761

Gastos/reversões de depreciação e de amortização Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)

+7915 -6911-6921-6981 811 812 818

Juros e rendimentos similares obtidos Juros e gastos similares suportados

(2.783,06) (16.261,77)

(5.046,65) (10.931,31)

Imposto sobre rendimento do período

(16.261,77)

(10.931,31)

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ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÔES FINANCEIRAS Para o período findo em 31 de Dezembro de 2010

1. Identificação da Entidade

A Fundação Maria Ulrich, tem por objecto o desenvolvimento de acções no âmbito da formação da educação e cultura numa perspectiva humanística e cristã. Tem a sua sede na R. Silva Carvalho, nº 24, freguesia do Santo Condestável, n.º de identificação de pessoa colectiva 502 270 721, com o Património de 410.784,96 Euros.

2.

Referencial contabilístico de preparação das demonstrações financeiras

2.1. As demonstrações financeiras anexas estão em conformidade com todas normas que integram o Sistema de Normalização Contabilística (SNC). Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas as Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras, os Modelos de Demonstrações Financeiras, o Código de Contas e as Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF PE), e as Normas Interpretativas. Sempre que o SNC não responda a aspectos particulares de transacções ou situações são aplicadas supletivamente e pela ordem indicada, as Normas Internacionais de Contabilidade, adoptadas ao abrigo do Regulamento (CE) n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho; e as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS) e Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS), emitidas pelo IASB, e respectivas interpretações SIC-IFRIC. 2.2. Tendo em consideração a entrada em vigor do Sistema de Normalização Contabilística e consequente revogação do Plano Oficial de Contabilidade, foram efectuados os procedimentos de reclassificação, reconhecimento, desreconhecimento, bem como alterações dos critérios de mensuração nas situações aplicáveis. Em face dos procedimentos de reclassificação efectuados, considera-se que as políticas contabilísticas e os critérios de mensuração adoptados a 31 de Dezembro de 2010 são comparáveis com os utilizados na preparação das demonstrações FMU – RELATÓRIO 2010 15

financeiras em 31 de Dezembro de 2009, excepto quanto à utilização, a partir de 2010, da depreciação do imobilizado tangível por duodécimos. O impacto no resultado do exercício foi completamente imaterial - cerca de 41 euros.

2.3. A entidade apresentou pela primeira vez as suas demonstrações financeiras de acordo com o Sistema de Normalização Contabilística, tendo a transição do POC para o SNC, procedido de acordo com o disposto no parágrafo 5 – Adopção pela primeira vez da NCRF-PE. Decorrente do processo de transição, ocorreram sobretudo reclassificações que não afectaram a posição financeira e o desempenho financeiro. A principal alteração foi a utilização de duodécimos no cálculo das depreciações dos activos fixos tangíveis. No que diz respeito aos custos e proveitos extraordinários as NCRF não contemplam a existência de resultados extraordinários.

3. Principais políticas contabilísticas, estimativas e julgamentos relevantes Propriedades de Investimento O prédio da R. do Andaluz é uma propriedade detida para obtenção de rendas. O custo desta propriedade de investimento compreende o valor da doação inicial, bem como as grandes reparações realizadas ao longo dos anos. Assim, e uma vez escolhido o modelo do custo como modelo de mensuração após o reconhecimento inicial, todas as suas propriedades de investimento são mensuradas de acordo com os requisitos da NCRF 7 - Activos Fixos Tangíveis.

Activos fixos tangíveis Os activos fixos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das correspondentes depreciações e das perdas por imparidade acumuladas. As depreciações são calculadas, em duodécimos, após a data em que os bens estejam disponíveis para serem utilizados, pelo método da linha recta em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens. As taxas de depreciação utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada (em anos): Edifícios e outras construções 10 a 50 Equipamento básico 3 a 10 Equipamento administrativo 3 a 10 FMU – RELATÓRIO 2010 16

Outros activos tangíveis

3a8

Existindo algum indício de que se verificou uma alteração significativa da vida útil ou da quantia residual de um activo, é revista a depreciação desse activo de forma prospectiva para reflectir as novas expectativas. Os dispêndios com reparação que não aumentem a vida útil dos activos nem resultem em melhorias significativas nos elementos dos activos fixos tangíveis são registadas como gasto do período em que incorridos. Os dispêndios com inspecção e conservação dos activos são registados como gasto. Os activos fixos tangíveis em curso referem-se a activos em fase de construção, encontrando-se registados ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas de imparidade. Estes activos são depreciados a partir do momento em que estão disponíveis para uso e nas condições necessárias para operar de acordo com o pretendido pelo órgão de gestão. As mais ou menos valias resultantes da alienação ou abate do activo fixo tangível são determinadas como a diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo registadas na demonstração dos resultados nas rubricas “Outros rendimentos e ganhos” ou “Outros gastos e perdas”. Imparidade dos activos À data de cada relato, e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperável, é efectuada uma avaliação de imparidade dos activos fixos tangíveis e intangíveis. Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados na rubrica “'Imparidade de investimentos depreciáveis/amortizáveis (perdas/reversões)”, ou na rubrica “Imparidade de dívidas a receber (perdas/reversões)”, caso a mesma respeite a activos não depreciáveis. A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo, numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o activo pertence. A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada quando se conclui que as perdas por imparidade reconhecidas anteriormente já não existem ou diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica supra referida. A reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da quantia que

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estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registado em exercícios anteriores.

Custos de empréstimos obtidos Os custos com empréstimos obtidos são reconhecidos como gasto na demonstração dos resultados do exercício de acordo com o pressuposto do acréscimo.

Inventários As mercadorias são valorizadas ao custo médio de aquisição.

Provisões As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, a entidade tenha uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de um evento passado, seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada demonstração da posição financeira e ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.

Instrumentos financeiros i) Clientes No final de cada período de relato são analisadas as contas de clientes de forma a avaliar se existe alguma evidência objectiva de que não são recuperáveis. Se assim for é de imediato reconhecida a respectiva perda por imparidade. As perdas por imparidade são registadas em sequência de eventos ocorridos que indiquem, objectivamente e de forma quantificável, que a totalidade ou parte do saldo em dívida não será recebido. Para tal, a entidade tem em consideração informação de mercado que demonstre que o cliente está em incumprimento das suas responsabilidades, bem como informação histórica dos saldos vencidos e não recebidos. ii) Empréstimos e contas a pagar não correntes 18

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Os empréstimos e as contas a pagar não correntes, utilizando uma das opções da NCRF 27, são registados no passivo pelo custo. iii) Fornecedores e outras dívidas a terceiros As dívidas a fornecedores ou a outros terceiros são registadas pelo seu valor nominal dado que não vencem juros e o efeito do desconto é considerado imaterial.

Activos e passivos contingentes Os activos contingentes são possíveis activos que surgem de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controlo da entidade. Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da entidade mas são objecto de divulgação quando é provável a existência de um benefício económico futuro. Os passivos contingentes são definidos como: (i) obrigações possíveis que surjam de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos futuros incertos não totalmente sob o controlo da entidade; ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos passados mas que não são reconhecidas porque não é provável que um fluxo de recursos que afecte benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade. Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da entidade, sendo os mesmos objecto de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afectando benefícios económicos futuros seja remota, caso este em que não são sequer objecto de divulgação. Rédito O rédito proveniente da prestação de serviços é reconhecido quando i) a quantia de rédito possa ser fiavelmente mensurada; ii) Seja provável que os benefícios económicos associados à transacção fluam para a entidade; iii) a fase de acabamento da transacção à data do balanço possa ser fiavelmente mensurada; e iv) os custos incorridos com a transacção e os custos para concluir a transacção possam ser fiavelmente mensurados. As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o pressuposto do acréscimo pelo que são reconhecidas à medida que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de “Diferimentos” ou “Outras contas a pagar ou a receber”.

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Julgamentos e estimativas Na preparação das demonstrações financeiras, a entidade adoptou certos pressupostos e estimativas que afectam os activos e passivos, rendimentos e gastos relatados. Todas as estimativas e assumpções efectuadas pelo órgão de gestão foram efectuadas com base no seu melhor conhecimento existente, à data de aprovação das demonstrações financeiras, dos eventos e transacções em curso. As estimativas contabilísticas mais significativas reflectidas nas demonstrações financeiras incluem: i) vidas úteis dos activos fixos tangíveis e intangíveis; ii) análises de imparidade, nomeadamente de contas a receber, e iii) provisões. As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras e com base no melhor conhecimento e na experiência de eventos passados e/ou correntes. No entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data, não foram consideradas nessas estimativas. As alterações a essas estimativas, que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras, serão corrigidas na demonstração de resultados de forma prospectiva.

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4. Vendas e prestações de serviços As vendas resumem-se à venda de livros.

5. Subsídios à Exploração
Rubricas
Outros subsídios Subsídio de obras Conferências Total 2010 950,00 7.482,00 9.815,00 18.247,00

2009
205,00 7.482,00 10.632,50 18.319,50

A rubrica conferências inclui recebimentos a título de participação mesmas.

6. Fornecimentos e Serviços Externos
Rubricas
Honorários Conservação e reparação Trabalhos especializados Outros Total 2010 37.293,36 13.168,22 6.532,00 7.441,55 64.435,13

2009
37.232,20 3.103,00 2.880,00 7.209,38 50.424,58

Para além do valor da assistência contabilística, a rubrica de Trabalhos especializados inclui 3.640 euros com formadores nas conferências realizadas. Os gastos com conservação e reparação dizem respeito, essencialmente, a trabalhos de manutenção realizados no prédio da R. do Andaluz.

FMU – RELATÓRIO 2010

21

7. Outros rendimentos e ganhos A rubrica “outros rendimentos e ganhos” inclui 64.485,96 euros relativos a rendas obtidas através da exploração da propriedade detida pela Fundação na R. do Andaluz. 8. Juros e gastos similares suportados Os juros suportados dizem respeito ao empréstimo contraído junto do Banco BCP para realização das obras gerais efectuadas na R. do Andaluz em 2005.

FMU – RELATÓRIO 2010

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9. Activo Fixo tangível

FMU – RELATÓRIO 2010

23

Activos fixos tangíveis
Quantias brutas escrituradas Depreciações e perdas por imparidade acumuladas Quantias líquidas escrituradas

Equipamento básico

Outros Equipamento activos fixos administrativo tangíveis 14.088,05 (13.877,05) 211,00 1.231,80 134.472,92 134.472,92

Totais

1.729,99 (1.001,25) 728,74

150.290,96 (14.878,30) 135.412,66 1.231,80 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

Em 01.01.N-1

Adições Revalorizações Transferências Reclassificações para activos não correntes detidos para venda Alienações, sinistros e abates Outras alterações Depreciações Perdas por imparidade
Quantias brutas escrituradas Depreciações e perdas por imparidade acumuladas Quantias líquidas escrituradas

(318,32)

(480,89)

(799,21) 0,00

1.729,99 (1.319,57) 410,42

15.319,85 (14.357,94) 961,91 1.971,00

134.472,92 0,00 134.472,92

151.522,76 (15.677,51) 135.845,25 1.971,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

Em 31.12.N-1 (01.01.N)

Adições Revalorizações Transferências Reclassificações para activos não correntes detidos para venda Alienações, sinistros e abates Outras alterações Depreciações Perdas por imparidade
Quantias brutas escrituradas Depreciações e perdas por imparidade acumuladas

(225,93)

(686,20)

(912,13) 0,00

1.729,99 (1.545,50)

17.290,85 (15.044,14)

134.472,92 0,00

153.493,76 (16.589,64)

FMU – RELATÓRIO 2010
Em 31.12.N Quantias líquidas

24

184,49

2.246,71

134.472,92

136.904,12

Depreciações reconhecidas nos resultados ou como parte de um custo de outros activos
Depreciações reconhecidas nos resultados Depreciações que integram o custo de outros activos Depreciações reconhecidas nos resultados Depreciações que integram o custo de outros activos

Equipamento básico

Equipamento administrativo

Totais

Período N

225,93

686,20

912,13 0,00

Período N-1

318,32

480,89

799,21 0,00

10. Propriedades de Investimento
Quantias reconhecidas nos resultados para rendimentos de rendas de propriedades de investimento e R. do
Propriedades arrendadas Andaluz

Período N Rendimentos de rendas 64.485,96 64.485,96 Gastos operacionais directos 36.920,84 36.920,84 Diferenças 101.406,80 101.406,80 Rendimentos de rendas 63.548,65 63.548,65

Período N-1 Gastos operacionais directos 24.843,46 24.843,46 Diferenças 88.392,11 88.392,11

Totais

restrições sobre a sua capacidade de realização, sobre a remessa de rendimentos ou de proventos de alienação, e/ou dadas como garantia de passivos
r/c da R. do Andaluz Totais r/c da R. do Andaluz Totais

Formas das garantias

Quantias escrituradas das propriedades dadas como garantia

Passivos garantidos Quantias escrituradas dos passivos 84.583,46 84.583,46 emprestimo BCP 96.250,10 96.250,10

Naturezas dos passivos

31.12.N

Hipoteca 0,00 Hipoteca 0,00

emprestimo BCP

31.12.N-1

FMU – RELATÓRIO 2010

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Métodos de depreciação, vidas úteis e taxas de depreciação usadas nas propriedades de investimento mensuradas pelo modelo do custo
Vidas úteis Taxas de amortização Métodos de depreciação

Terrenos e recursos naturais Rua Andaluz N/A N/A N/A

Edifícios e outras construções Rua Andaluz 50 2,00% Quotas constantes Obras Rua Andaluz 10 5,00% Quotas constantes

FMU – RELATÓRIO 2010

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Quantias escrituradas das propriedades de investimento mensuradas pelo modelo do custo
Quantias brutas escrituradas

Período N Terrenos e recursos naturais 15.041,78 0,00 15.041,78 Edifícios e outras construções 645.538,14 (397.529,24) 248.008,90

Período N-1

Totais
660.579,92 (397.529,24) 263.050,68 0,00 0,00 0,00

Terrenos e recursos naturais 15.041,78

Edifícios e outras construções 645.538,14 (373.768,84)

Totais
660.579,92 (373.768,84) 286.811,08 0,00 0,00 0,00

No começo do período

Amortizações e perdas por imparidade acumuladas Quantias líquidas escrituradas

15.041,78

271.769,30

Por aquisição Por dispêndio subsequente Adições
Por intermédio de concentrações empresariais Subtotais

0,00

0,00

0,00 0,00 0,00 0,00

0,00

0,00

0,00 0,00 0,00 0,00

De/Para inventários
Transferên cias

De/Para activos fixos tangíveis De/Para activos detidos para venda
Subtotais Resultantes da transposição das demonstrações financeiras para outra moeda de apresentação Resultantes da transposição de unidades operacionais estrangeiras

0,00

0,00

0,00 0,00

0,00

0,00

0,00 0,00

Diferença s cambiais líquidas

0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 (23.760,40) 0,00 (23.760,40) 0,00 0,00 15.041,78 0,00 15.041,78 645.538,14 (397.529,24) 248.008,90 660.579,92 (397.529,24) 263.050,68

Reforços
Perdas por imparidade

Reversões
Subtotais

0,00

0,00 (23.267,66)

0,00 (23.267,66) 0,00 0,00

Depreciações Alienações Outras alterações
Quantias brutas escrituradas

15.041,78 0,00 15.041,78

645.538,14 (420.796,90) 224.741,24

660.579,92 (420.796,90) 239.783,02

No fim do período

Amortizações e perdas por imparidade acumuladas Quantias líquidas escrituradas

FMU – RELATÓRIO 2010

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O valor das Propriedades de Investimento compreende o Edifício na R. do Andaluz, deixado pela Maria Ulrich à Fundação.

11. Investimentos Financeiros Discriminação da conta de Investimentos Financeiros:

Outros Investimentos Financeiros
Acções Sonagi S.I Chocolates SPE Cª CC de Gados S. I Calçado Elite Sodimul Banco P. Brasil Cª Diamantes de Angola Emp. Cer. Lisboa TVI Diversas Ultramar Subtotal Ajustamento Total

Quantidade

Valor nominal

Valor balanço

61,00 2,00 81,00 140,00 28,00 12,00 8,00 100,00 4,00 50,00 1.405,00

4,99 0,50 4,99 0,40 0,50 7,48 0,40

1.279,29 38,41 401,53 55,87 13,97 29,93 3,19 375,10

0,12 4,99

0,50 249,40 49,88 2.497,07 2.497,07 0,00

12. Inventários A rubrica de inventários regista os livros Maria Ulrich I e II ainda em stock.

13. Clientes FMU – RELATÓRIO 2010 28

Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 a rubrica Clientes apresentava as seguintes maturidades:
Antiguidade de clientes
< 90 dias 90 - 180 dias > 180 dias Total 1.296,65 3.406,42 2010 2.109,77

2009
49,41 47,76 175,93 273,10

Estes saldos respeitam a rendas e actualizações de rendas em atraso. De referir ainda, que em 2010 se ajustaram 462,49 euros relativos à diferença de rendas do inquilino do R/C.

14. Outras Contas a Receber Regista 3.236 euros, por receber da CML, relativos a obras efectuadas no edifício da R. Silva Carvalho, pagos pela FMU em 2003, mas que seriam suportados pela CML por acordo efectuado. Dada a sua antiguidade, este valor foi ajustado pela sua totalidade em 2009.

15. Caixa e depósitos bancários
Rubricas
Caixa Depósitos bancários Total 2010 0,95 26.381,71 26.382,66

2009
4,29 40.349,92 40.354,21

16. Fundo Social A Fundação Maria Ulrich, sendo uma entidade jurídica sem finalidade lucrativa, não possui na sua constituição capital social, contudo fruto do legado da benemérita que promoveu a constituição desta instituição foram deixados vários bens que constituíram o seu capital inicial, nomeadamente o edifício da R. do Andaluz e outras jóias, mobiliário e livros antigos.

FMU – RELATÓRIO 2010

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Rubricas
Fundo social Resultados transitados Resultado Líquido do exercício Total

Saldo inicial 410.784,96 (75.095,70) (10.931,31) 324.757,95

Aumentos

Reduções

Saldo final
410.784,96

(10.931,31) 10.931,31 10.931,31 (16.261,77) (27.193,08)

(86.027,01) (16.261,77) 308.496,18

17. Financiamentos obtidos Empréstimo BCP no valor de original de 140 mil euros coberto com garantia real – fracção do Prédio da R. do Andaluz.
Rubricas
Emprestimos bancários Total

Até 1 ano
11.666,64 11.666,64

Entre 1 a 5 anos
46.666,56 46.666,56

Mais de 5 anos
26.250,26 26.250,26

2010 84.583,46 84.583,46

18. Outras contas a pagar
Outras Contas a Pagar
Credores por acréscimos de gastos Credores diversos Total 2010 231,65 1.000,00 1.231,65

2009
231,65 1.000,00 1.231,65

Os Credores por acréscimos de gastos relativos são relativos ao acréscimo da taxa de esgotos do prédio da R. do Andaluz. Os Credores diversos correspondem à caução da renda de um dos inquilinos da R. do Andaluz.

FMU – RELATÓRIO 2010

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19. Diferimentos
Diferimentos
Rendas a reconhecer (jan2011) Subsidios para investimentos Total 2010 8.473,83 7.481,68 15.955,51

2009
5.273,83 14.963,68 20.237,51

Os subsídios para investimentos não foram transferidos para capital próprio dado que se desconhece a origem deste subsídio e consequentemente a que bens diz respeito. Assim, e dado o valor já não ser significativo manteve-se registado no passivo.

20. Acontecimentos após a data do Balanço A Fundação recebeu da Câmara Municipal de Lisboa (CML) uma carta em que esta informa acerca da não renovação do acordo com esta entidade, o que nomeadamente significa o não pagamento do subsídio até agora atribuído pela CML anualmente. A FMU está a envidar todos os esforços no sentido de pelo menos serem pagos os valores referentes a 2009 e 2010.

Lisboa, 26 de Fevereiro de 2011

O Técnico Oficial de Contas

A Direcção

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