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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E
DA TERRA CAMPUS DIADEMA

LABORATÓRIO DE FENÔMENOS DE TRANSPORTE II

DETERMINAÇÃO DA PERDA DE CARGA LOCALIZADA

UC: Fenômenos de Transporte II
Professores: Douglas Alves Cassiano
Sania Maria de Lima
Werner Hanisch

Equipe:
Daniele Mayumi Kawahira (55.575)
Monise Fuster Ribeiro (57.094)
Priscilla Ferreira de Andrade (55.616)
Tauan Negrucci Dragone (55.635)

Diadema - SP
Março/2011

Resumo
Neste experimento, mediram-se as diferenças de pressão para o cálculo da perda de
carga localizada em acessórios normalmente presentes em tubulações. Tal experimento é
importante, pois os acessórios como cotovelos, expansões e contrações sempre estão presentes
no caminho das tubulações e todos eles, devido às alterações no fluxo de água, geram perdas
de carga, modificando as características de escoamento do fluido, tais como pressão e
velocidade. Observou-se que a perda de carga é diretamente proporcional à vazão e que nas
contrações há mais perda que nas expansões. Além disso, notou-se que os valores de KL e Leq
teóricos fornecidos na literatura ou calculados por meio de equações simplificadas possuem
incertezas consideráveis quando comparadas aos valores experimentais devido à
complexidade do escoamento de fluidos em tubos.

2

Sumário

1. Introdução ............................................................................................................................... 6
2. Objetivo ................................................................................................................................ 10
3. Materiais e Métodos ............................................................................................................. 10
4. Resultados e Discussão......................................................................................................... 11
5. Conclusões ............................................................................................................................ 26
6. Sugestões .............................................................................................................................. 27
7. Referências Bibliográficas .................................................................................................... 27
8. Anexo ................................................................................................................................... 29

3

... 18 Figura 10: Perda de carga experimental em função da vazão para a curva 13-14........................................... 10 Figura 5: Perfil de pressão para a Expansão 6-11........................................................ ........................................................................................... 20 Figura 13: Perda de carga experimental em função vazão para o cotovelo 26-27................ 24 Figura 20: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para o cotovelo 26-27......... 19 Figura 11: Perda de carga experimental em função da vazão para o cotovelo 15-16......................................... 24 4 ................................ ........................................................ ................... .............. .............................. 23 Figura 19: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para a expansão 18-23................................................. ...................................................................................................................... .......................... 14 Figura 6: Perfil de pressão para a Expansão 18-23............. ....................... .......... 18 Figura 9: Perda de carga experimental em função da vazão para a expansão 6-11..... ............................................. ............................... .................................................................. 22 Figura 17: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para a curva 1314................... ................................... 15 Figura 8: Perda de carga experimental em função vazão para o cotovelo 3-4........................................................................... .................. 9 Figura 4: Bancada para o experimento de perda de carga localizada................................................... 6 Figura 2: Gráfico de KL em função de d2/D2 [2] ................................... 23 Figura 18: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para o cotovelo 15-16................................. 8 Figura 3: Definição da perda de carga localizada [2] ............................. 20 Figura 14: Perda de carga experimental em função da vazão para a contração 29-34......................................... .............................................. 19 Figura 12: Perda de carga experimental em função da vazão para a expansão 18-23........................................................................................................................ ... 15 Figura 7: Perfil de pressão para a contração 29-34 ......................................................................................... .... 21 Figura 15: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para o cotovelo 3-4........................Índice de Figuras Figura 1: Esquema de tubulação........... 22 Figura 16: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para a expansão 6-11..

................. 17 Tabela 8: Somatória dos erros para as Equações 6 e 11.............. 29 Índice de Tabelas Tabela 1: Propriedades da água........... 2008) [4] ....................... 16 Tabela 6: Valores de f obtidos.... 29 Figura 23: Tabela de equivalência de perdas de carga localizadas em metros de tubulação de PVC rígido............... .................. 21 Tabela 9: Valores de KL experimental e teórico............. (Tigre.................................................................. ........................................ ... .............................................................. .................................................................................................................... ..................................... 25 Figura 22: Tabela de coeficientes de perda KL das diversas componentes para escoamento turbulento em um tubo................................. 12 Tabela 3: Perdas de carga experimental .......................... 14 Tabela 5: Valores dos diâmetros internoe externo e de KL e Leq teóricos. ................................................................................... 26 5 ....................................................................................................................................................................................... 13 Tabela 4: Distância dos pontos de medição em relação ao primeiro......................Figura 21: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para a contração 29-34..... 25 Tabela 10: Valores de Leq experimental e teórico..... 11 Tabela 2: Dados das medidas de altura obtidos experimentalmente................ 17 Tabela 7: Perdas de carga teóricas ........................................ .................................................................................................... (Çengel......................................... 2007) [2].....

P2 = pressão estática no ponto 2 (Pa). Para se calcular a perda de carga experimental. como válvulas.Perda de carga localizada As perdas de carga ocorrem devido às separações no escoamento.1. curvas e cotovelos. utiliza-se a equação da conservação da energia. γ = peso específico do fluido (N/m3). Figura 1: Esquema de tubulação. Introdução 1. 6 . v2 = velocidade média de escoamento na seção 2 (m/s). Aplicada entre os pontos 1 e 2 da Figura 1[1]: (Equação 1) Sendo que: v1 = velocidade média de escoamento na seção 1 (m/s). z1 = elevação do ponto 1 (m). hp = perda de carga distribuída ao longo da tubulação (m). P1 = pressão estática no ponto 1 (Pa). causadas por obstáculos na tubulação.1. z2 = elevação do ponto 2 (m). g = aceleração da gravidade (m/s2).

v = velocidade média de escoamento na tubulação de diâmetro menor (m/s). z1 e z2 são iguais a zero: (Equação 2) No caso de expansão e contração. 7 . d = diâmetro interno do menor tubo.Como o medidor está no plano horizontal de referência. O coeficiente de perda para expansão repentina é calculado por meio da equação abaixo: ( ) (Equação 7) Sendo que: α = fator de correção de energia cinética. pode. Uma delas. as velocidades nos pontos 1 e 2 são diferentes. isolando-se hp e cancelando-se os termos de carga de velocidade: (Equação 4) Ou ainda: (Equação 5) Para calcular as perdas de carga localizadas teóricas. isolando-se hp: (Equação 3) Para outros acessórios. em função do coeficiente de perda (KL): [2] KL (Equação 6) Sendo que: hp = perda de carga irreversível adicional no sistema de tubulação causada pela inserção do obstáculo.se utilizar duas equações.

indicada na Equação 10. Para a contração repentina. utiliza-se o gráfico de coeficiente de perda (KL) em função de d2/D2. = queda de pressão no trecho sem o acessório (N/m²). Assim: Acessório - tubo (Equação 10) A Figura 3 apresenta a queda de pressão.D = diâmetro externo do maior tubo. = queda de pressão no acessório (N/m²). Figura 2: Gráfico de KL em função de d2/D2 [2] A perda de carga adicional (hp) causada pela adição de um obstáculo ou acessório pode ser melhor definida em função da queda de pressão adicional total:[2] (Equação 8) Em que: (Equação 9) Sendo que: = queda de pressão adicional causada pelo acessório subtraída da queda de pressão do trecho caso não houvesse o acessório (N/m²). nos pontos 1 e 2: 8 .

ou seja. Lequiv = comprimento equivalente da tubulação (m). g = aceleração da gravidade (m/s²). isolando.Figura 3: Definição da perda de carga localizada [2] Porém. Matematicamente. v = velocidade média de escoamento (m/s). Nestes casos. a conversão é feita a partir da definição de um comprimento equivalente ao trecho reto da tubulação e a perda de carga é obtida como na equação: [3] hp = (Equação 11) Sendo que: f = fator de atrito ou coeficiente de perda de carga (adimensional).se o Lequivalente tem. D = diâmetro da tubulação (m). expressar o atrito em função do comprimento de um trecho reto que daria a mesma perda de carga causada pelo acessório. deve-se expressar a perda de carga como sendo proporcional à perda de carga num trecho reto. o comprimento equivalente pode ser expresso combinando as equações acima: hp = = kL (Equação 12) E desse modo. Para isso. é interessante expressar o termo de atrito K em função do fator de atrito f em tubos.se: 9 . algumas vezes.

Werner e Lima. comparar os valores teóricos com os experimentais. E dessa forma.” 3. Sânia M. Figura 4: Bancada para o experimento de perda de carga localizada. escrito por Hanisch.3 Materiais A Figura 4 apresenta a bancada para a realização do experimento de determinação da perda de carga localizada. Universidade Federal de São Paulo.Lequiv = (Equação 13) O fator de atrito para escoamento turbulento pode ser calculado pela equação abaixo: √ [ ( ) ] (Equação 14) 2. Materiais e Métodos “Esta parte tem como referência o roteiro sobre Determinação Da Perda De Carga Localizada. Objetivo O objetivo desse experimento foi determinar a perda de carga localizada para vários acessórios e vazões. 3. 2011. 10 .

s) 25 997 9780.  Repetiu-se tal procedimento para as vazões de 720 L/h.4 Método Experimental Os números e letras utilizados nesse procedimento estavam marcados com fitas adesivas na própria bancada de trabalho.  Através da válvula V2.00089 Mediram-se as alturas correspondentes a cada ponto de referência do painel para a determinação da perda de carga localizada em cada acessório.  Termômetro.  Abriu-se a válvula V3.  Abriu-se a válvula V1 (retorno da bomba).  Béquer. peso específico e viscosidade dinâmica do fluido e os valores foram anotados na Tabela 1: Tabela 1: Propriedades da água.  Trena. obtiveram-se os dados tabelados: massa específica. 3. ainda utilizou-se:  Régua de 30cm. T (°C) ρ (kg/m3) γ (N/m3) µ (kg/m.  Após a estabilização do escoamento. 1000 L/h e 1280 L/h. 11 . 4. ajustou-se a primeira vazão para 400 L/h. mantendo-se V2 fechada.  Ligou-se a bomba.Além da bancada. sendo nos casos de maior vazão necessário o fechamento parcial da válvula V1.57 0. leram-se as pressões relativas para cada ponto da tubulação através dos piezômetros de coluna de água. Resultados e Discussão Com a medida da temperatura da água utilizada no experimento.  Abriu-se a válvula V2 parcialmente.

423 0.394 0.316 0.455 0.808 10 0.474 0.315 0.778 14 0.469 0.538 0.220 0.339 0.236 0.656 21 0.218 0.442 0.799 9 0.668 26 0.325 0.391 0.240 0.220 0.335 0.253 0.437 0.265 0.220 0.656 20 0.218 0.378 0.216 0.467 0.332 0.220 0.756 15 0.215 0.572 0.436 0.232 0.366 0.Tabela 2: Dados das medidas de altura obtidos experimentalmente.220 0.229 0.415 34 0.800 7 0.220 0.687 18 0.317 0.383 0.610 30 0.654 19 0.797 8 0.260 0.290 33 0.228 0.223 0.338 0.324 0.348 0.549 0.454 0.374 0.518 0.822 11 0.238 0.265 0.558 0.337 0.912 6 0.659 23 0.198 0.337 0.467 0.258 0.487 0.618 29 0.834 13 0.230 0.626 0.245 0.364 0.695 1.638 27 0.523 0.237 0.385 0.609 31 0.550 0.386 0.666 22 0.437 0.467 0.558 0.240 0.332 0.744 16 0.466 0.332 0.437 12 .238 0.611 32 0.201 0. Vazão (L/h) Medidas (m) 400 720 1000 1280 3 0.024 4 0.565 0.190 0.

036 1280 L/h hp (exp) 0.057 0.024 0.012 0.042 0.022 0.008 0.81 m/s2).018 0. g = Gravidade da Terra (9.069 0.004 720 L/h hp (exp) 0.002 0.066 13 .032 0. onde ΔP = ρgh e γ = ρg.004 -0. A partir dos dados da Tabela 2 e da Equação 5. Para as expansões e contração cancelam-se z1 e z2: (Equação 3) Para o cálculo da perda de carga correspondente à curva e aos cotovelos utiliza-se a Equação 5.012 0. resultando em hp = h.013 0. Tabela 3: Perdas de carga experimental Cotovelo Expansão Curva Cotovelo 3-4 6-11 13-14 15-16 Expansão 18-23 Cotovelo Contração 26-27 29-34 400 L/h hp (exp) 0. Sendo: ρ = Massa específica do fluido (Kg/m3). As perdas de carga para as expansões e para a contração foram calculadas utilizando-se o ponto antecedente ao acessório e o ponto mais a jusante para que as perdas irreversíveis adicionais devido a turbilhões decadentes fossem totalmente considerados. os fatores em comum (massa específica e a gravidade) são cancelados.014 0.000 0.000 0.020 0.016 0. Utilizando-se a Equação 5.012 0. calculou-se a perda de carga experimental para os diferentes acessórios e vazões (Tabela 3).002 0.031 0.015 0.004 0.A perda de carga experimental é obtida desenvolvendo-se a Equação 1.112 0.018 1000 L/h hp (exp) 0. h = Altura do fluido no manômetro (m).

6 e 7).016 0.5 720 L/h 1000 L/h 0.7 0. Perda de carga experimental (m) 0.02 0.010 0.032 0.04 Distância dos pontos (m) 0.03 0.8 0. montaram-se os gráficos do comportamento do perfil de pressão para as duas expansões e contração (Figura 5.6 400 L/h 0.042 A partir dos dados da Tabela 3 e da Tabela 4.05 Figura 5: Perfil de pressão para a Expansão 6-11. 0. 14 .00 0.2 0.3 0.000 Distância dos pontos de medição (m) 0.01 0.026 0.Anotaram-se na Tabela 4 as distâncias dos pontos de medição para as expansões e contração. Tabela 4: Distância dos pontos de medição em relação ao primeiro.9 0.4 1280 L/h 0.

6 0.05 Figura 6: Perfil de pressão para a Expansão 18-23.2 0. pode-se notar que embora a maioria da perda de carga irreversível ocorra localmente próximo ao acessório.7 0.4 720 L/h 1000 L/h 0.7 0. Perda de carga experimental (m) 0.4 1000 L/h 0.7 0.5 400 L/h 0.Perda de carga experimental (m) 0.02 0.6 0. pode-se notar que com o aumento da vazão.6 0.00 0. Esses turbilhões “desperdiçam” energia mecânica porque.2 0. em última análise.5 720 L/h 0. são dissipados em calor enquanto o escoamento na seção a jusante do tubo eventualmente retorna às condições completamente desenvolvidas.04 Distância dos pontos (m) 0. Além disso.03 0. 6 e 7.1 0.4 1280 L/h 0.3 0.3 1280 L/h 0.5 400 L/h 0.00 0.01 0.03 0. aumentaram as perdas de carga e o comportamento do fluido para as duas expansões e para a contração manteve-se 15 . (Çengel.05 Figura 7: Perfil de pressão para a contração 29-34 Analisando-se as Figuras 5.04 Distância dos pontos (m) 0.02 0.3 0. parte dela ocorre a jusante.01 0. 2007) [2] Este fato justifica a utilização do último ponto para medição de perda de carga.

100 0.022 0. Os valores de KL para as expansões foram calculadas por meio da Equação 7. Os valores obtidos estão na Tabela 6.152 0.032 0.500 0.017 0. Isto pode ser explicado pela maior turbulência na contração.300 0.300 1. 2007) [2] .020 0.025 0.022 0. a qual ocorre anteriormente a entrada do fluido do tubo de menor diâmetro. Com a ajuda da ferramenta Solver do Excel.022 0.100 0. através da Equação 14 para cada vazão nos diferentes acessórios.165 0.028 0.100 0.05 (Çengel.078 0. Os valores de Leq teórico para a curva e os cotovelos foram obtidos da Tabela em anexo correspondente à Figura 23 (Tigre. anotados na tabela abaixo: Tabela 5: Valores dos diâmetros internoe externo e de KL e Leq teóricos.aproximadamente constante para as diferentes vazões. calculou-se o fator de perda f. a variação da altura foi maior quanto maior a vazão. sendo ambos iguais ao cotovelo soldável. já os valores para as expansões e contrações foram obtidos por meio da Equação 13. Cotovelo Expansão Curva Cotovelo Expansão Cotovelo Contração 3-4 6-11 13-14 15-16 18-23 26-27 29-34 Dext (m) Dint (m) KL teórico Leq teórico (m) 0.175 Os valores de KL teórico para a curva e os cotovelos foram obtidos da Tabela em anexo correspondente à Figura 22 (Çengel. adotando-se α ≈ 1. uma vez que não foram encontrados na literatura. 16 .020 0. A partir dos diâmetros externos dos tubos e do tipo de acessório encontraram-se os valores de KL e Leq teóricos.300 0.300 1.022 0.025 0. apesar do mesmo perfil.300 1.2008) [4] .025 0. No caso da contração.025 0.017 0.101 0. 2007) [2] para escoamento turbulento e o KL para contração foi encontrado por meio do diagrama para contração repentina (Figura 2).

023 1280 L/h 0.Tabela 6: Valores de f obtidos.001 0.026 0.026 0.023 0.004 0.012 0.002 Re 23279.006 0.9 23452.035 0.028 0.8 5694.002 0.023 0.025 0.030 0.002 0.7 hp (teórico) (eq5) 0.004 0.004 0.035 0.073 0.028 0.129 0.4 13191.012 0.9 9311.012 hp (teórico) (eq10) 0.009 0.004 hp (teórico) (eq10) 0.035 0.009 0.019 0.028 0.026 0.1 17 .003 0.014 0.8 18321.005 0.002 0.001 0.007 0.280 0.029 0.012 0.033 0.6 18321.030 0.000 Re 9311.3 16761.005 0.9 18321.038 hp (teórico) (eq10) 0.026 0.006 0.8 48728.032 0.008 0.029 720 L/h 0.8 7328.041 0.6 hp (teórico) (eq5) 0.003 0.6 23279.003 0.028 0.023 hp (teórico) (eq10) 0.005 0. Cotovelo Expansão Curva Cotovelo Expansão Cotovelo Contração 3-4 6-11 13-14 15-16 18-23 26-27 29-34 400 L/h 0. calculou-se o número de Reynolds para cada acessório nas diferentes vazões e utilizando-se também a Tabela 3 e 6 obteve-se a perda de carga teórica com a utilização das Equações 6 e 11.1 18221.005 0.0 hp (teórico) (eq5) 0.011 0.6 15227.1 23452.7 38069.9 7328.009 0.001 Re 16761.008 0.038 0.002 0.021 A partir das Tabelas 1 e 5.001 0.029 0.9 14235.026 0.025 0.033 0.001 0.014 0.8 13191.3 13191.038 0. Os valores foram anotados na Tabela 7: Tabela 7: Perdas de carga teóricas Cotovelo Expansão Curva Cotovelo Expansão Cotovelo Contração 3-4 6-11 13-14 15-16 18-23 26-27 29-34 400 L/h 720 L/h 1000 L/h 1280 L/h hp (teórico) (eq5) 0.014 0.9 23452.8 7328.8 10249.019 0.025 1000 L/h 0.9 29797.7 27409.001 0.002 Re 29797.012 0.028 0.005 0.200 0.030 0.026 0.061 0.

12. Lequiv) 0. 10.05 0 300 500 700 900 Vazão (L/h) 1100 1300 Figura 8: Perda de carga experimental em função vazão para o cotovelo 3-4.010 Eq 6 (ref.25 Perda de carga (m) 0. KL) Eq 11 (ref.15 hp Experimental 0. Lequiv) 0.1 Eq 6 (ref. 0. construiram-se os gráficos (Figuras 8.A partir da Tabela 3 e da Tabela 7. KL) 0. 11. Construiu-se.015 Experimental 0. também. 9.020 0.000 -0.2 0.005 Eq 11 (ref. a Tabela 8 com os valores da somatória dos erros para cada acessório. 0.005 300 500 700 900 Vazão (L/h) 1100 1300 Figura 9: Perda de carga experimental em função da vazão para a expansão 6-11.025 Perda de carga (m) 0. 13 e 14) comparativos da perda de carga experimental em função da vazão. 18 .

050 0.070 Perda de carga (m) 0. 0.020 Experimental 0.010 Eq 6 (ref. KL) Eq 11 (ref.040 Experimental 0.030 R² = 1 Perda de carga (m) 0. Lequiv) 0.005 0.060 0.000 300 500 700 900 Vazão (L/h) 1100 1300 Figura 11: Perda de carga experimental em função da vazão para o cotovelo 15-16. KL) Eq 11 (ref. 19 .010 0.020 0.030 Eq 6 (ref. Lequiv) 0.015 R² = 1 0.000 300 500 700 900 Vazão (L/h) 1100 1300 Figura 10: Perda de carga experimental em função da vazão para a curva 13-14.025 0.0.

010 -0.0000 -0.020 0. 20 . Lequiv) 0.005 -0.0100 Experimental 0.010 0.005 Experimental 0. Lequiv) -0.0.0200 Perda de carga (m) 0.0150 0.000 Eq 6 (ref.015 300 500 700 900 Vazão (L/h) 1100 1300 Figura 13: Perda de carga experimental em função vazão para o cotovelo 26-27.015 0.0050 300 500 700 900 Vazão (L/h) 1100 1300 Figura 12: Perda de carga experimental em função da vazão para a expansão 18-23.0050 Eq 6 (ref.025 Perda de carga (m) 0. KL) Eq 11 (ref. 0. KL) Eq 11 (ref.

16. 11.0001 0.0402 Σ(hp(eq10)hp(exp))2 0. também.040 Experimental 0.0005 0. 17. 10.0003 0.0002 0. 9. Tabela 8: Somatória dos erros para as Equações 6 e 11.0081 0.0024 0.0416 A partir da análise dos gráficos das Figuras 8.050 0. Lequiv) 0.000 300 500 700 900 Vazão (L/h) 1100 1300 Figura 14: Perda de carga experimental em função da vazão para a contração 29-34.070 Perda de carga (m) 0. 20 e 21 ) comparando-se as perdas de cargas teóricas e experimentais em todos os acidentes da bancada experimental.0000 0. 19.0.020 0.0193 0. 13 e 14 e da Tabela 8. tem-se que a Equação 6 ajustou-se melhor quando comparado à Equação 11 para as expansões e contração. 18. KL) Eq 11 (ref.060 0.0001 0.0005 0. contruiram-se os gráficos (Figuras 15. 12. ambas as equações possuíram o mesmo erro.0001 0. Cotovelo Expansão Curva Cotovelo Expansão Cotovelo Contração 3-4 6-11 13-14 15-16 18-23 26-27 29-34 Σ(hp(eq5)hp(exp))2 0. 21 . A partir das Tabelas 3 e 7.010 0. que apenas para o Cotovelo 3-4 o melhor ajuste se deu por meio da Equação 6 e que para a Curva 13-14. enquanto a Equação 11 ajustou-se melhor para os cotovelos e curvas. Nota-se.030 Eq 6 (ref.0004 0.

6951x + 0.030 0.100 Eq 11 (ref.0338 0. Lequiv) y = 0.0015 R² = 0.050 Figura 16: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para a expansão 6-11.9945 Eq 11 (ref.0018 R² = 0.0612x + 0.200 y = 1.020 0.2946x + 0.250 0.005 0.9951 0. KL) 0.010 0.4121x + 0.02 0.150 Eq 6 (ref.06 0.04 0. 22 .1 Perda de carga experimental (m) 0.Perda de Carga Teórica (m) 0. Perda de Carga Teórica (m) 0.000 0 0.020 y = 0.9917 0.010 Eq 6 (ref. Lequiv) 0. KL) y = 0.0116 R² = 0.0155 R² = 0.000 0.08 0.050 0.000 0.040 Perda de Carga Experimental (m) 0.12 Figura 15: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para o cotovelo 3-4.015 0.

000 0.015 0.010 0.030 0.050 0.030 0.050 Perda de Carga Experimental (m) 0.015 0. KL) y = 0. 23 . Lequiv) 0.005 0.0079 R² = 0.020 0.010 0.0.005 0.010 0.7076x .Perda de Carga Teórica (m) 0. KL) 0.040 0.9972 0.010 0.025 Figura 17: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para a curva 1314.2386x + 0.070 0.000 0.9966 0.9966 0.025 y = 1.060 Figura 18: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para o cotovelo 15-16.001 R² = 0.020 Eq 11 (ref.9667x + 0.040 Eq 6 (ref.9902 0.0011 R² = 0.030 0.000 0.0. Perda de Carga Teórica (m) 0.060 y = 0. Lequiv) y = 0.0014 R² = 0.020 0.3554x .020 Perda de Carga Experimental (m) Eq 11 (ref.000 Eq 6 (ref.

5492 0.015 -0.0050 0.009 0.0120 0.002 0.0009 R² = 0.005 0.0040 y = 0.0085 R² = 0. Lequiv) 0.0160 0.0140 y = 0.0100 Eq 6 (ref.0150 Perda de Carga Experimental (m) 0.2613x + 0. KL) 0.3592x + 0.015 Perda de Carga Experimental (m) 0.005 0. 0. KL) 0.5706 0.9916 0.0000 -0.0080 Eq 11 (ref.Perda de Carga Teórica (m) 0.006 0.9914 0.003 0.0100 0.0021 R² = 0. Lequiv) 0.0060 0.007 0.0200 Figura 19: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para a expansão 18-23.0180 0.001 0.1056x + 0.0000 y = 0.004 Eq 11 (ref.3716x + 0.0009 R² = 0.0020 0.008 y = 0. 24 .005 Eq 6 (ref.025 -0.0200 Perda de Carga Teórica (m) 0.025 Figura 20: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para o cotovelo 26-27.

0019 R² = 0.025 0. O coeficiente linear das linhas de tendência para as Equações 6 e 11 obtidos por meio dos gráficos das Figuras 15.479 0. Somente para a Curva 13-14 e para o Cotovelo 15-16 os valores de coeficiente angular encontrados foram bons.000 0.300 1.355 para a Curva 13-14 utilizando-se as equações 6 e 11.Perda de Carga Teórica (m) 0. sendo 0.020 0.300 0. também.050 0.165 0. Desta forma.03 0.060 Perda de Carga Experimental (m) 0. Cotovelo Expansão Curva Cotovelo Expansão Cotovelo Contração 3-4 6-11 13-14 15-16 18-23 26-27 29-34 KL teórico KL experimental 0.04 y = 0.654 25 . uma vez que os valores dos coeficientes angulares encontrados não foram próximos 1 na maioria dos casos. KL) 0.0325x + 0. A partir dos gráficos de perda de carga teórica em função da perda de carga experimental.010 0.005 0 0.02 Eq 6 (ref. 16. 19.152 0.300 0.030 0. 18. que as equações 6 e 11 não possuem ajustes muito precisos para as perdas de carga experimentais. obtiveram-se os seguintes valores de KL experimental: Tabela 9: Valores de KL experimental e teórico. 17.892 0. respectivamente e para o Cotovelo 15-16 o valor foi de 0.9864 0. 20 e 21 podem ser usados para verificar qual equação ajusta-se melhor aos dados experimentais.7076 e 1.9965 0. Os resultados obtidos foram coerentes com os obtidos a partir dos gráficos da perda de carga em função da vazão.329 0.015 Eq 11 (ref.9667 para a Equação 11. Lequiv) 0. Além das perdas de carga.141 0.376 0.01 y = 0.891 0. infere-se.070 Figura 21: Perda de carga teórica em função da perda de carga experimental para a contração 29-34.5457x + 0.0003 R² = 0.040 0. calculou-se também o KL experimental minimizando a somatória dos erros utilizando a ferramenta Solver do Excel.035 0.300 3.300 0.

100 0. (Çengel. saídas. 2007) [2] Também com a ajuda da ferramenta Solver do Excel. a perda de carga é superior à perda de carga causada pela expansão.388 0.101 1. existe uma incerteza considerável nos valores de coeficientes de perda representativos KL fornecidos por tabelas. Obtiveram-se os seguintes valores: Tabela 10: Valores de Leq experimental e teórico. com a rugosidade da superfície.100 0. calculou-se o Leq experimental.936 0. Assim.175 0. Na contração dos tubos. sendo uma análise teórica não plausível.100 0. curvas. [5] 5. Conclusões Concluiu-se que a perda de carga localizada depende do acessório e aumenta com o aumento da vazão e sua determinação experimental deve ser feita utilizando-se um ponto próximo ao acessório e outro a jusante onde o fluido retorna ao equilíbrio. Cotovelo Expansão Curva Cotovelo Expansão Cotovelo Contração 3-4 6-11 13-14 15-16 18-23 26-27 29-34 Leq teórico Leq experimental 1. Utilizaram-se valores teóricos de perda de carga calculados por meio das equações 6 e 11 para ajustarem-se aos valores experimentais. mas mesmo onde há perda de carga localizada. minimizando a somatória dos erros. com o número de Reynolds e com os detalhes do projeto.302 0. há também perda de carga distribuída ao longo do acessório. Outro motivo é que o Leq obtido teoricamente não representa todas as situações observadas na prática. nota-se na tabela 10 uma discrepância entre os valores de Leq teórico e experimental.500 1. nota-se uma diferença muito grande entre os valores de KL teórico e experimental. a qual foi desconsiderada nos cálculos dos Leq experimentais.219 0.078 0.569 Assim como os valores de KL.840 4. A Equação 6 apresentou melhor ajuste para 26 . variações de área repentinas e graduais e válvulas. Justifica-se o uso de Leq quando se tem apenas um tipo de perda de carga. diagramas e equações simplificadas para entradas.597 0. Isso se explica pela complexidade do escoamento através de conexões. uma vez que os coeficientes de perda em geral variam com o diâmetro do tubo. o que pode ser observado no gráfico do perfil de pressão para a contração 29-34.Pela análise da Tabela 9.

respectivamente. 16.. Fevereiro. 2007. por sua vez. Roteiro do experimento sobre Determinação Da Perda De Carga Distribuída.br/pt/pdf/catalogo_predial_aguafria.com. J. Werner. Porém. Sânia M. McGraw-Hill. Disponível em: <http://www. alterando seu diâmetro interno. além de causar uma maior perda de carga.Y. do número de Reynolds e de detalhes do projeto. na maioria dos casos.as expansões e contração. 18.tigre.pdf> Acesso em 12/03/2011. a partir da análise dos gráfico de perda de carga teórica em função da perda de carga experimental. Estas constantes foram utilizadas na Equação 6 e 11. Ed.mackenzie. Cimbala. Universidade Federal de São Paulo. Catálogo Predial Água Fria.pdf> Data de acesso: 13/03/2011. infere-se que. Referências Bibliográficas [1] Hanisch. Sugestões As perda de carga teóricas não apresentaram valores satisfatórios em relação às experimentais devido aos valores de suas constantes que. M. 19. Este fato pode ser justificado por meio da comparação de KL e Leq teóricos em relação aos experimentais (Tabelas 9 e 10). da rugosidade da superfície. 2008. Mecânica de Fluidos. sugere-se uma limpeza mais constante da bancada de medições. [2]Çengel.A. Por isso. e apresentaram discrepências significativas devido à complexidade do escoamento de fluidos em tubulações que não foram levadas em consideração. o ajuste não foi satisfatório (Figuras 15. [4] Tigre S. enquanto a Equação 11 ajustou-se melhor para os cotovelos e a curva. 27 . Tubos e Conexões. Lima. 20 e 21). pois o aumento de incrustções podem obstruir as tubulações.br/miriamtg/portfolio_FT_I/portfolio_BE_I_p2. Além disso. 6. dependem do diâmetro do tubo.com. [3]Disponível em: <http://meusite. Fundamentos e Aplicações. 2011. 17. 7.A. sugere-se um maior detalhamento sobre os tipos de acessório utilizados para obtenção de valores teóricos na literatura mais próximos do real.

escoladavida.eng.br/mecflubasica/aula5_unidade6.[5] Disponível em: <http://www.htm> Data de acesso: 17/03/2011. 28 .

2008) [4] 29 .8. Anexo Figura 22: Tabela de coeficientes de perda KL das diversas componentes para escoamento turbulento em um tubo. (Çengel. (Tigre. 2007) [2] Figura 23: Tabela de equivalência de perdas de carga localizadas em metros de tubulação de PVC rígido.

dados. tabelas e entre outros) foi resultado de observações do próprio grupo de autores. Os autores confirmam que o conteúdo deste relatório (incluindo texto. Os autores também atestam que não foram utilizados relatórios de outros grupos como referência na preparação deste relatório. fraude e/ou falta de honestidade na confecção deste documento. excluídas as citações devidamente referenciadas. ENSAIO: _____________________________________ DATA: ____/____/_______ AUTORES: __________________________________ Daniele Mayumi Kawahira __________________________________ Monise Fuster Ribeiro __________________________________ Priscilla Ferreira de Andrade __________________________________ Tauan Negrucci Dragone 30 .UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA CAMPUS DIADEMA LABORATÓRIO DE FENÔMENOS DE TRANSPORTE II TERMO DE HONESTIDADE E AUTENTICIDADE Os autores deste relatório atestam que não houve plágio. figuras.