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Armazenamento de sementes de Myracrodruon urundeuva Fr. All. em diferentes embalagens e ambientes
GUEDES, R.S.1*; ALVES, E.U.1; BRUNO, R.L.A.1; GONÇALVES, E.P.2; COSTA, E.G.1; MEDEIROS, M.S.1 1 Universidade Federal da Paraíba, Caixa Posta 02, CEP: 58397-000, Areia-Brasil * roberta_biologa09@yahoo.com.br 2 Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Garanhuns, Avenida Bom Pastor, s/n, Boa Vista, CEP: 55296-901, Garanhuns-Brasil

RESUMO: Myracrodruon urundeuva Fr. All. é uma espécie pertencente à família Anacardiaceae, cuja planta pode ser utilizada como medicinal, na indústria de curtimento de couro, na arborização de ruas e praças, produzindo madeira de grande resistência mecânica. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi determinar as melhores condições e períodos de armazenamento para conservação da viabilidade e vigor das sementes de M. urundeuva. As embalagens utilizadas para acondicionamento das sementes foram sacos de papel Kraft, algodão e de polietileno transparente, bem como folhas de papel alumínio. Em seguida as sementes foram armazenadas em ambiente natural de laboratório (25 ± 2ºC), freezer (-20 ± 2ºC), câmara fria (8 ± 2ºC) e geladeira (6 ± 2ºC). Em intervalos pré-determinados (0, 30, 60, 90, 120, 150, 180, 210 e 240 dias) avaliouse o teor de água das sementes, porcentagem de emergência, índice de velocidade de emergência, comprimento e massa seca de plântulas. No ambiente de laboratório não houve conservação do vigor das sementes de M. urundeuva. A melhor condição para conservação de sementes de M. urundeuva foi obtida com o acondicionamento em sacos de papel Kraft, pano de algodão, plástico ou papel alumínio e manutenção em geladeira ou freezer, podendo também ser conservadas embaladas em papel ou alumínio, quando estocadas em câmara fria, por 240 dias. Alteração no vigor de sementes dessa espécie é primeiramente identificada pela redução da velocidade de emergência. Palavras-chave: aroeira-do-sertão, emergência, vigor, conservação, planta medicinal ABSTRACT: Storage of Myracrodruon urundeuva Fr. All. seeds in different packaging and environments. Myracrodruon urundeuva Fr. All. is a species belonging to the Anacardiaceae family, which can be utilized as a medicinal plant, or in the leather tanning industry, urban afforestation, and the production of wood with great mechanic resistance. The objective of this study was to determine the best conditions and storage periods for preserving the viability and vigor of M. urundeuva. Seeds conditioned in bags of Kraft paper, cotton, polyethylene or aluminum foil of mesh polyethylene were stored at room temperature (25 ± 2ºC), freezer (-20 ± 2ºC), cold (8 ± 2ºC) and refrigerator (6 ± 2ºC). At 30, 60, 90, 120, 150, 180, 210 and 240 days they were evaluated for seed moisture content, percentage of emergence, emergence speed index (ESI), seedling length and seedling dry matter. In the natural environment of the laboratory, there was no conservation of seed vigor M. urundeuva. The best M. urundeuva seed conservation condition was obtained with bags of Kraft paper, cotton, polyethylene or aluminum foil of mesh polyethylene in the refrigerator or freezer. M. urundeuva seeds can also be kept in paper bags or aluminum foil when stored in a refrigerated chamber, for 240 days. Seed vigor change in this species is initially identified by decrease in the speed emergence. Key words: Myracrodruon urundeuva (aroeira-do-sertão), emergence, vigor, preservation, medicinal plant

INTRODUÇÃO A aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva Fr. All) é uma espécie arbórea pertencente à família Anacardiaceae, cuja distribuição natural limita-se à
Recebido para publicação em 11/04/2010 Aceito para publicação em 22/03/2011

América do Sul, é nativa do Brasil e mais amplamente distribuída nas regiões Nordeste, Sudeste e CentroOeste (Carmelo-Guerreiro & Paoli, 1999). A árvore

Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.14, n.1, p.68-75, 2012.

podendo assim controlar a deterioração. sendo utilizada para diversos fins. urundeuva tem alto valor terapêutico.69 possui madeira dura. pois possibilita a manutenção da viabilidade. combinado com altas temperaturas. O acondicionamento em lata e a manutenção em geladeira foi a condição adequada para o armazenamento de sementes de Tabebuia roseo-alba e de Tabebuia impetiginosa.14. 2005). enquanto a elevação da temperatura de armazenamento para 25ºC reduziu a qualidade fisiológica das mesmas (Vieira et al. resistente a cupins. Rodrigues et al. até o momento da utilização. conservando a viabilidade das sementes.68-75. Lorenzi. saco de papel Kraft ou lata.. Devido ao uso intenso e predatório. 2003). 1992). a pesquisa objetivou determinar as melhores condições (embalagens e ambientes) e períodos de armazenamento para conservação da viabilidade e vigor das sementes de Myracrodruon urundeuva. 1977). urundeuva foi incluída na lista oficial do IBAMA como espécie ameaçada de extinção.1. Desta forma. Para Jacaratia corumbensis O. Pesquisas com vistas à avaliação científica da eficácia terapêutica têm mostrado evidente efeito antiinflamatório. grau de injúria mecânica. associada à temperatura de 10ºC. elástica. Além disso.. favoreceu a melhor conservação das sementes de Cupania vernalis Cambess por um período de 240 dias. v. Pl. na categoria vulnerável (IBAMA. a preservação da qualidade fisiológica de sementes é influenciada pelo tipo de embalagem utilizada (Ferreira & Borghetti. (2005) em razão de que na entrecasca encontram-se vários componentes fotoquímicos que possuem propriedades antiinflamatórias e cicatrizantes para várias afecções. impetiginosa também podem ser conservadas embaladas em saco de polietileno. 1995. 2012. Botucatu.. vale afirmar que toda semente destinada a semeadura deve ser cuidadosamente beneficiada e conservada. 2009). antibradicinina e analgésico (Viana et al. como afirmam Villela & Perez (2004). a M. adequadamente. especialmente na construção civil (Rizzini. a maior porcentagem e velocidade de emergência das plântulas foram obtidas quando as mesmas foram acondicionadas em sacos de plásticos. secagem. é utilizada na arborização de ruas e praças. embalagem e condições ambientais de armazenamento. n. 2004). de forma que é necessário avaliar melhor o tipo de embalagem em que as sementes devem ser acondicionadas. e que a observância deste fator é de extrema importância para que se obtenha a produtividade esperada. p. acelera os processos naturais de degeneração dos sistemas biológicos. mantendo o vigor em nível razoável entre a semeadura e a colheita e. de papel ou de algodão e armazenadas durante doze meses em câmara fria (Tonin & Perez.. principalmente ginecológicas e ferimentos cutâneos. após a coleta as mesmas sejam armazenadas. de alta densidade e de longa durabilidade. 2000).. 1997. 2008). pois estas assumem importância relevante na preservação da viabilidade e vigor das sementes. Em sementes de Sapindus saponaria L. Bras. antihistamínico. trocas de vapor d’água com o ar atmosférico (Toledo & Marcos Filho. o qual foi relatado por Goes et al. 2004). 2007). (2003) mencionaram que o armazenamento é uma prática fundamental para o controle da qualidade fisiológica da semente. modalidade de comercialização. disponibilidade e características mecânicas das embalagens (Carvalho & Nakagawa. de maneira que as sementes perdem o vigor rapidamente e algum tempo depois a capacidade de germinação (Azevedo et al. 2005). do Centro de Ciências Rev. A utilização de embalagens adequadas permite a conservação da qualidade das sementes. Azevedo et al.. antiulcerogênico. como também devem ser consideradas as condições climáticas sob as quais as sementes serão armazenadas até a próxima semeadura. Assim. Por outro lado. Kuntze as embalagens de papel (87% de germinação) e de plástico (88% de germinação) proporcionaram boas condições de armazenamento e manutenção da viabilidade da semente por até 180 dias em temperatura ambiente (Cavalcanti & Resende. ataque de pragas. em curtumes porque a casca da árvore é rica em tanino e também na medicina popular (Albuquerque et al. as sementes de T. das condições e período de armazenamento (Marcos Filho. propiciando ou não. . Desta forma. A conservação das sementes pode ser influenciada por fatores como a qualidade inicial teor de água. Med. O alto teor de água das sementes. A umidade de 40%. a escolha da embalagem depende da espécie. MATERIAL E MÉTODO A pesquisa foi conduzida no Laboratório de Análise de Sementes (LAS). do teor de água das sementes. Além do controle da temperatura e umidade relativa do ar no ambiente de armazenamento. Para reduzir ao mínimo o processo de deterioração das sementes é necessário que. cicatrizante. 2002). A planta de M. anti-histamínicas e analgésicas. 2002). principalmente temperatura e umidade relativa do ar (Carvalho & Nakagawa. já que esta não pode ser evitada. O conhecimento sobre a capacidade de armazenamento das sementes permite que sejam adotadas condições adequadas para cada espécie. a conservação de sementes por períodos mais longos pode ser alcançada com o uso de técnicas adequadas durante o armazenamento. para garantir a manutenção da qualidade fisiológica. 2000). quando estocadas em câmara refrigerada (Borba Filho & Perez.

decorrido esse período. contidos na Figura 1. Bras. freezer (-20 ± 2ºC). urundeuva.  E n N 1  N 2  . Teste de emergência O teste de emergência foi instalado em casa de crescimento. plástico e de papel alumínio (sementes envolvidas em quatro partes de 20 cm2 do papel alumínio superpostas e em seguidas enroladas e pressionadas com as mãos. no município de Boa Vista . 210 e 240 dias).. 120. 180. o qual está de acordo com Figliolia (1988). Botucatu. afim de não permitir entrada de ar).PB. que classificou as sementes do gênero Myracrodruon como ortodoxas.. do 6o até o 21o dia de teste. as quais deveriam ser armazenadas com teor de água em torno de 8%. Assim. v.40 x 0.. contendo areia lavada e esterilizada. onde: IVE  E1  E 2  . Comprimento de plântulas e massa seca No final do teste de emergência.PB. As referidas embalagens são permeáveis. por 24 horas. com quatro repetições de 25 sementes. B. Índice de velocidade de emergência (IVE) O índice de velocidade de emergência foi determinado mediante contagem diária do número de plântulas emersas durante 21 dias e. as sementes foram armazenadas em ambiente de laboratório (± 25ºC). o índice determinado de acordo com a fórmula proposta por Maguire (1962). Teor de água O teor de água das sementes foi determinado com a utilização de quatro subamostras de 25 sementes para cada tratamento. No início do armazenamento e a cada 30 dias foram retiradas amostras de cada embalagem e ambiente de armazenamento para avaliação das variáveis teor de água. índice de velocidade de emergência.14. segunda e última contagem. consequentemente.. n. Condições de armazenamento: as sementes foram acondicionadas em várias embalagens de papel. p. Análise estatística e delineamento experimental Os tratamentos foram distribuídos em delineamento experimental inteiramente ao acaso. pano de algodão. da Universidade Federal da Paraíba. uma vez que há aumento na atividade respiratória e. Em cada embalagem foi colocada quantidade de sementes necessária para a realização dos testes de cada avaliação posterior (cada período). em quatro repetições de 25 sementes. sendo realizadas irrigações diárias para manutenção da umidade do substrato. para secagem natural por cinco dias. 90. Depois da colheita foram beneficiadas e mantidas em laboratório. pesadas em balança analítica com precisão de 0. 150. (CCA . As sementes de Myracrodruon urundeuva foram colhidas diretamente de árvores matrizes. E2 e En = número de plântulas normais emergidas diariamente. RESULTADO E DISCUSSÃO Pelos dados referentes ao teor de água das sementes de Myracrodruon urundeuva. . 60. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e de regressão polinomial. ao longo do armazenamento aumentou em todos os ambientes e embalagens. As contagens foram feitas diariamente. computando-se as plântulas que emitiram o epicótilo e os resultados foram expressos em porcentagem. E1. Assim acondicionadas. emergência.UFPB).70 Agrárias. sendo os resultados expressos em cm/plântula. comprimento e massa seca das plântulas. câmara fria (8 ± 2ºC) e geladeira (6 ± 2°C). de forma que há livre troca de umidade entre as sementes e o meio no qual se encontravam armazenadas..001 g. à sombra. O teor de água das sementes de M. 30.  N n em que IVE = índice velocidade de emergência. no ano de 2009.40 x 0.96%. sendo colocadas em estufa a 105 ± 3ºC. por período de 240 dias (0. em seguida foram homogeneizadas para serem armazenadas. seguindo as recomendações de Brasil (2009). as plântulas normais de cada repetição foram medidas com o auxílio de régua graduada em centímetros.11 m.1. em Areia . Med. semeadas em bandejas plásticas com dimensões de 0. Pl. Essas alterações no teor de água das sementes são determinantes no processo de deterioração. Quanto aos ambientes. N2 e Nn = número de dias decorridos da semeadura a primeira. As mesmas plântulas da avaliação anterior foram acondicionadas em sacos de papel e levadas a estufa regulada a 65°C até obtenção de massa constante (48 horas) e. o maior ganho de teor de água foi em ambiente de laboratório e. observou-se valor inicial em torno de 7. Rev. C. verifica-se que o teor de água da semente foi mantido em níveis inaceitáveis ao armazenamento em embalagem impermeável. N1.68-75. no consumo das reservas. em fatorial 4 x 4 x 9 (4 embalagens. 4 ambientes e 9 períodos de armazenamento). D). 2012. com relação às embalagens foi em pano e papel (Figuras 1A.

59 R 2 = 0.4621 + 0.0076x 2 AL = 8.73 0. urundeuva mantidos em ambiente de sala perderam rapidamente a viabilidade e o vigor iniciais.74 2 2 15 10 5 0 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) PN PA PL x AL C y PL = 8. Teor de água de sementes de Myracrodruon urundeuva Fr.0002x R = 0.77 0.73 25 20 Teor de água (%) 25 Teor de água (%) PN PA PL x AL 20 15 10 5 0 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) (%) y PN =11..5201 + 0. C. 2000). Tais resultados devem-se.0324x .0507x . No período inicial de armazenamento das sementes de M.34 + 0.812 + 0. independentemente da embalagem (papel e polietileno) e ambiente (câmara. Al . C = câmara fria.0447x . D = laboratório). 9% .plástico e 5% alumínio (Figura 2D).alumínio. pois se observou que Rev. o teor de água decresceu suavemente com o avanço no tempo de armazenamento. aliado ao aumento do teor de água das sementes. as oscilações de umidade e temperatura do ambiente.8 e 7. 2% . cujos valores no intervalo de zero a seis meses situaram-se no mesmo patamar de 8. PL . o teor de água é um dos fatores mais importantes para a manutenção da viabilidade ao longo do tempo. o que proporcionou aumento na respiração e. O teor de água de sementes de Tabebuia serratifolia (Vahl.00004x2 R2 = 0. o qual reduziu em todos os ambientes e embalagens ao longo do armazenamento. urundeuva registrou-se um porcentual de emergência de plântulas em torno de 85% (Figuras 2A.77 0. D).9694 .0002x R2 = R2 = 2 R = 2 R = 0.14. PN .0.0001x AL = 9. Teófilo et al.046+ 0.) Nich também sofreu alterações ao longo do armazenamento. B = freezer.0.0004x 2 PL = 8.0157x + 0. (2004) mencionaram que nas sementes de M.0. (2004) constataram que para sementes de Moringa oleifera Lam.68-75. O armazenamento e a refrigeração são importantes para minimizar a redução da emergência das plântulas de M. 2005).0001x2 PL = 9. a variação foi maior. caindo para 7.. laboratório e geladeira) (Souza et al.75 y PN = 7.0. Bras.0001x 2 y PA = 10.058x .74 20 15 10 5 0 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) D y y y y PN = 9.0.0137x + 0. .0002x y PL = 11.plástico. 2012. A redução no teor de água das sementes causa diminuição da atividade metabólica. após seis meses de armazenamento.0676x .00008x2 2 R2 = R2 = R2 = R2 = 0. em função do armazenamento em diferentes embalagens e ambientes (A = geladeira. armazenadas em ambiente natural. o que prolonga a viabilidade (Fowler.60 FIGURA 1. provavelmente.1.8751 .0.3365 + 0.0. urundeuva acondicionadas em saco de papel sob condições ambientais há redução drástica da porcentagem de germinação ao longo do tempo de armazenamento.0002x2 R2 = 0.1107x .8 e 8.papel.0305x 2 15 10 5 0 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) y y y y PN =10.0. PA papel.617+ 0.80 0. p.0594x .4391 + 0.0.0.0.8405 + 0. sendo a redução mais drástica no ambiente de laboratório.59 2 R = 0. v.0. Pl.60 R 2 = 0.0432x .0.0385x . maior consumo nas reservas da semente.6%.1272x . All.00003x2 R2 = 0.0004x 2 PA = 10. no qual se verificou um porcentual de emergência aos 240 dias de armazenamento de 9% . Nas sementes ortodoxas.7% nos períodos subseqüentes (12 e 24 meses).2642 + 0.9297 + 0.pano.74 0.0163x y AL = 10.0002x2 PA = 9.0415x . enquanto na câmara fria. Botucatu.752 + 0. atingindo o porcentual de 0% a partir dos 9 meses.74 0.048 + 0.pano. urundeuva.63 R 2 = 0. n.71 25 Teor de água (%) PN PA PL x AL A 25 Teor de água (%) PN PA PL x AL B 20 y PA = 7. Med. Caldeira & Perez (2008) constataram que os diásporos de M. Bezerra et al. consequentemente.4118+ 0. B.78 y AL = 8.

0.624 7x + 0.0.873 .98 0. sendo que na geladeira houve maior conservação das sementes.0.224 .4024x + 0. Para as sementes armazenadas em câmara fria (Figura 2C) verificou-se que aos 210 dias não houve mais emergência de plântulas provenientes de sementes acondicionadas em embalagens de pano e papel.8981x + 0. Emergência de plântulas de Myracrodruon urundeuva Fr.. .1861x + 0.0.0.. A porcentagem de emergência de plântulas de Jacaranda cuspidifolia Mart.0. local onde as condições climáticas não são controladas (Figura 3D).95 0.99 0. A redução foi mais acentuada em ambiente de laboratório. 2012.8809x + 0. v.73 0.92 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) FIGURA 2.64 0.0011x 2 PL = 76.72 100 Emergência (%) PN PA PL x AL A 100 Emergência (%) PN PA PL x AL B 80 60 40 20 0 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) y y y y PN = 81 .0024x2 2 y AL = 72. Med.0.527 .418 .1123 .0025x 0. All.0..022 .3882x + 0.727 .alumínio. B.0863x . Pl.1278x + 0. O vigor.0. respectivamente (Figura 2B).0.63 0. Botucatu.89 0. respectivamente. em função do armazenamento em diferentes embalagens e ambientes (A = geladeira.83 .889 . PL plástico.0.345 . atingindo 65% (papel) e 62% (plástico) aos 240 dias de armazenamento (Figura 2A).0003x2 R = 2 R = 2 R = 2 R = 2 0. as sementes de M. em todos os períodos de armazenamento (Scalon et al. 2006). n. as quais atingiram 58% de germinação aos 180 dias.97 0.0028x y PL = 78.1294x y PA = 75. Al .14. B = freezer.1726x + 0.89 100 Emergência (%) 60 40 20 0 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) (%) Emergência (%) 80 y y y y PN = 83. laboratório e geladeira) e nem pelas embalagens (papel e polietileno) utilizadas (Souza et al.0. PN .001x2 2 PA = 84. a porcentagem de emergência diminuiu lentamente com os períodos de armazenamento sob ambiente refrigerado. sendo mais afetado do que a emergência (Figuras 3A.0028x 2 y PA = 55. Mais uma vez observase que as oscilações das condições climáticas desse ambiente de armazenamento foram cruciais para a perda do vigor das sementes em menor período. papel.1. Rev.papel.0.545 .94 100 80 60 40 20 0 0 30 PN PA PL x AL 2 D R = R2 = 2 R = 2 R = 2 y PN = 56.93 0. Aos 240 dias de armazenamento em freezer. A emergência de plântulas de Tabebuia serratifolia (Vahl. urundeuva atingiram 48.pano.96 C 0.97 0. oriundas de sementes armazenadas sob refrigeração foi maior do que as armazenadas na temperatura ambiente.68-75.85 0. Bras. enquanto que para aquelas acondicionadas nas embalagens de plástico e alumínio a emergência foi de 50 e 54%.978 . p.0001x2 AL = 81.0002x PL = 83.0. D = laboratório).8716x + 0.1083 x AL =84. PA .98 0.0. 2005).315 . C).8691x + 0. C = câmara fria. determinado pelo índice de velocidade de emergência (IVE) também reduziu em todos os ambientes e embalagens. (2007) indicaram o ambiente de refrigeração (câmara fria) para conservação das sementes.) Nich não foi influenciada pelos ambientes de armazenamento (câmara. Souza et al.0006 x2 PA = 83.497 .982 .503 .0001x2 2 y PL = 79. 55 e 51% de emergência nas embalagens de pano.1733x R2 = 2 R = 2 R = 2 R = 80 60 40 20 0 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) (%) y PN = 78. plástico e alumínio.001 1x2 PN PA PL x AL R2 = R2 = 2 R = 2 R = 0.0.0..0003x y AL = 78. Para as sementes de Myracodruon urundeuva Fr.0. All. 60.5 175x + 0.

papel. PL . A redução do vigor pode decorrer da baixa estabilidade química dos lipídios. urundeuva apresentou pequenas reduções.0.. Índice de velocidade de emergência de plântulas de Myracrodruon urundeuva Fr.83 y y y y PN = 2. Rev. nas condições de laboratório a perda de vigor foi mais significativa e drástica (Figura 4D). devido ao fato de ocorrer oscilações na temperatura e umidade relativa do ar.0128x R y PA = 2.004x R2 = 0.0.0.0049x R2 = PL = 2. 2005). a velocidade de emergência de plântulas foi significativamente maior quando originadas de sementes armazenadas sob refrigeração (Scalon et al. C).8064 . 2005). em ambiente natural. principalmente.70 = 0.8416 . n. também foi verificada por Teófilo et al.95 = 0.9855 . como consequência do processo respiratório é suficiente para a decomposição dos lipídios e elevação da taxa de deterioração e. freezer e câmara) o comprimento de plântulas de M. A velocidade de emergência de plântulas de Tabebuia serratifolia (Vahl. as sementes de M.) Nich reduziu em função dos ambientes de armazenamento (câmara. Botucatu.0. A perda de viabilidade e redução drástica da velocidade de germinação das sementes de Myracodruon urundeuva Fr.0059x y PA = 0. C = câmara fria.9 cm .0051x R2 = PA = 3.0.004x R2 = AL = 2.0038x R2 = 2 R = R2 = 2 R = 0.5662 . Pelos dados da Figura 4 observa-se que nos ambientes sob condições controladas (geladeira. D = laboratório).0.79 1 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) 0 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) FIGURA 3. Para Jacaranda cuspidifolia Mart. .95 = 0.7549 .8548 .0.935 .0099x 0.0. Med.14.0032x y AL = 2.85 3 2 3 2 1 y PN = 1.72 0.1. mostrando-se mais vigorosas em ambas as embalagens (Figuras 4A. Por ser uma espécie cujas sementes são oleaginosas.0.75 0.50 0. entre 8 e 10%.7399 . laboratório e geladeira) e embalagens (papel e polietileno) utilizadas (Souza et al.80 0.95 0.0068 .0.81 0.935 . B. Bras. Pl.6309 .8123 .plástico e Al .0.0058x y PL = 2. v.0. 2012. sendo que aos 240 dias de armazenamento as plântulas tinham 11.77 1 0 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) PN PA PL x AL R = R2 = R2 = R2 = 2 5 4 IVE C 5 4 IVE D y PN = 2. urundeuva reduziu linearmente em todas as embalagens testadas. o poder germinativo é perdido bem mais rápido. quando armazenadas em ambiente natural e acondicionadas em embalagens permeáveis..8693 .0. PA .0.049 . (2004).0106x y AL = 1.0036x y PL = 2.003x y PA = 2.. All.0041x R2 = 0.. ou seja.0.68-75.0121x R2 y PL = 2. B = freezer. urundeuva devem ser armazenadas com teor de água inferior ao recomendado para as amiláceas (Marcos Filho.0032 . PN .pano. Diante desses resultados constata-se que sob condições de laboratório a deterioração das sementes foi muito drástica. Nos ambientes de geladeira (Figura 4A) e freezer (Figura 4B) o vigor das sementes de M.8632 .80 0. All.73 5 4 IVE PN PA PL x AL A 5 4 IVE PN PA PL x AL B 3 2 1 0 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) PN PA PL x AL 2 3 2 y PN = 2.0.alumínio.pano.71 0.0036x R2 y AL = 2. 2006). em função do armazenamento em diferentes embalagens e ambientes (A = geladeira. uma vez que elevação moderada da temperatura. por esse motivo.82 0. p. Entretanto.

026 .669 .plástico.92 0.74 20 16 12 8 4 0 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) y y y y PN = 15. Desse modo.8 7 .0229x R2 = R2 = 2 R = 2 R = 0.87 60 90 120 150 180 210 240 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) Períodos de armazenamento (dias) FIGURA 4.0. 12.3cm papel.0136x AL = 15. 1977).0004x2 PL = 15.plástico.175 .papel. Med.0152x AL = 16. 2006). oriundas de sementes acondicionadas em embalagens de alumínio.959 + 0.771 -0.0788x y A L = 1 5. caso o oxigênio e a temperatura seja suficiente para que tal processo aconteça. laboratório e geladeira) e embalagens (papel e polietileno). 11. sendo mais drástica em condições ambientais de laboratório.0.96 0.0.1685x + 0. All. p.87 y P N =1 1..1667x + 0.alumínio e no ambiente de freezer 11.06 1 .5 37 .95 0. v. 2012.337 + 0. o qual foi responsável pela perda de vigor mais significativa.pano. B = freezer. em ambas as embalagens.0. Comprimento de plântulas de Myracrodruon urundeuva Fr.0 005x 2 2 y P A = 1 0.0.0. urundeuva oriundas de sementes acondicionadas em diferentes embalagens e armazenadas em ambiente natural de laboratório. em função do armazenamento em diferentes embalagens e ambientes (A = geladeira.) Nich o comprimento reduziu em função dos ambientes de armazenamento (câmara. sendo registrado valores nulos a partir dos 210 dias de armazenamento. Botucatu.. D = laboratório).0.96 PN PA PL x AL Comprimento de plântulas (cm) Comprimento de plântulas (cm) A 20 16 12 8 4 0 0 30 y y y y PN PA PL x AL B PN = 15. 10.3 cm .0192x R2 = 2 R = 2 R = R2 = 0. as sementes vigorosas originam plântulas com maior taxa de crescimento. PN . em razão da maior capacidade de translocação de suas reservas e maior assimilação destas pelo eixo embrionário.013x PL = 16.824 . . n.0. 10.0157x PA =15. As sementes dos tratamentos cujas plântulas se encontravam com os maiores valores médios de comprimento ou das partes destas foram considerados por Vieira & Carvalho (1994) como mais vigorosas.0192x AL = 16.7 32 . C = câmara fria.0452x .14.7 cm .16 cm.759 .963 .0.0.28 .65 0.4 cm . Na Figura 4D encontram-se os dados referentes ao comprimento das plântulas de M.0206x PL = 15.68-75.0193x R2 2 R R2 R2 = 0. acelerando assim a perda do vigor das sementes (Toledo & Marcos Filho. ex. Al . No ambiente de câmara fria houve conservação do vigor das sementes apenas nas embalagens de plástico e alumínio.94 0.plástico. PT . Em condições de ambiente. Pl.364 -0.93 = 0.1.074x PN = 14.0.046x -0.83 = 0.pano.94 0. Bras.0166x PA =15.0004x2 PA = 13.0. Nas plântulas de Tabebuia serratifolia (Vahl. 12. 12. PL papel. Walp. em ambas embalagens (Souza et al. constatando-se comprimentos nulos nas embalagens de pano e papel aos 240 dias de armazenamento (Figura 4C).7 cm . a umidade presente no ar pode promover o reinício das atividades do embrião.83 = 0.94 0.85 0.0.96 60 90 120 150 180 210 240 Períodos de armazenamento (dias) Comprimento de plântulas (cm) 20 16 12 8 4 0 0 30 y y y y PN PA PL x AL C Comprimento de plântulas (cm) 20 16 12 8 4 0 0 30 PN PA PL x AL R = R2 = R2 = 2 R = 2 D 0. 2005). O comprimento da raiz primária e da parte aérea de plântulas de Parkia pendula Benth. plástico e papel e armazenadas em câmara refrigerada e ambiente natural reduziu a partir do terceiro mês (Rosseto.alumínio.70 0.5 cm .0 005x y P L = 1 6.278 . Rev.

22. p.ed. Alteração no vigor de sementes dessa espécie é primeiramente identificada pela redução da velocidade de emergência.F. 2000. p.S. Revista Árvore.P. São Paulo: Edgard Blucher. et al. Revista Ciência Agronômica.16. n. v.. BEZERRA.ibama.V. Rev. 42). Pl. Qualidade de diásporos de Myracrodruon urundeuva Fr. Brasília. CAVALCANTI. Revista Árvore. estas também podem ser conservadas embaladas em papel ou alumínio.).A. . VIANA. TEÓFILO.ed. Jaboticabal .Anacardiaceae). R. MAGUIRE. Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. n. armazenados sob diferentes condições. VIEIRA. 2. LORENZI.M.E. Porto Alegre: Artmed. 224p. 2009.30.Caricaceae). por um período de 240 dias. armazenamento e sanidade de sementes de Parkia pendula (Willd. quando estocadas em câmara fria.371-6.. S..76-7. et al.F. tecnologia e produção. (Org. Qualidade fisiológica de sementes de Ocotea porosa (Nees et Martius ex.2. n. 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