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CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI PÓS GRADUAÇÃO CURSO DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

EDVALDO ARAÚJO HENRIQUE FERNANDES PREUSS RAPHAEL BÓCOLI RUBENS ALMEIDA JÚNIOR TAMARA ROSA

O DESAFIO DE EDUCAR E CONSCIENTIZAR TRABALHADORES E ORGANIZAÇÕES PARA A PREVENÇÃO.

SÃO PAULO 2011

Prof: Ivana Moraes SÃO PAULO 2011 .CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI PÓS GRADUAÇÃO CURSO DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO EDVALDO ARAÚJO HENRIQUE FERNANDES PREUSS RAPHAEL BÓCOLI RUBENS ALMEIDA JÚNIOR TAMARA ROSA O DESAFIO DE EDUCAR E CONSCIENTIZAR TRABALHADORES E ORGANIZAÇÕES PARA A PREVENÇÃO. apresentado para a disciplina de Psicologia aplicada à Engenharia de Segurança do curso de PósGraduação em Engenharia de Segurança do Trabalho. Resumo de artigo científico.

.........................................4 2...................................................................................4 4.................. EDUCAÇÃO POR MEIO DE CONTROLE OU POR MEIO DE ESCOLHAS: ESTRATÉGIAS PARA INFLUENCIAR COMPORTAMENTOS.....................SUMÁRIO 1................................................. CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................... TREINAMENTOS E CAMPANHAS: DILEMA ENTRE QUANTIDADE E QUALIDADE.................................. METODOLOGIA......... REFERÊNCIAS......................................................................................................................... MUDANÇA DE COMPORTAMENTO..................4 3................................................................................................................................................................9 7........ OBJETIVO..................................................14 ......................12 9.......................................................................................... QUEM SÃO OS EDUCADORES? DESAFIOS PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL .................INTRODUÇÃO....10 8.................................6 6.........................5 5..............

Curso de Formação para membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidente. Brasil. onde aprender a comporta-se de forma preventiva (segura) pode ser um dos meios possíveis e eficazes de capacitar o trabalhador para prevenir lesões e doenças relativas ao trabalho. além da expectativa de que este trabalho possa ser utilizado como material de auxílio profissional. . etc. para si e para os colegas com os quais trabalha. 3. INTRODUÇÃO A estratégia da utilização da educação para a saúde e a segurança é utilizada em programas de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho como forma de capacitar os trabalhadores. OBJETIVO O objetivo do trabalho é entender e buscar um contato ainda maior com o tema “Educação como meio de controle ou por meio de escolhas: Estratégias para influenciar comportamentos”. 2. de forma compacta. Semana Interna de Prevenção de acidentes de Trabalho.4 1. utilizando-se de ações como o curso de Integração de novos funcionários. METODOLOGIA Estudo teórico-científico e experiência na vivência de trabalhos realizados em chão de fábrica. Isso evidencia uma crença coerente dos profissionais do campo da segurança e dos legisladores na importância do papel da educação na melhoria das condições de saúde dos trabalhadores à medida que o processo oferece a possibilidade real de promovê-la. pretendendo abranger. os principais aspectos relacionados.

piso. o que caracteriza a complexidade e diversidade das variáveis que podem influenciar nos comportamentos das pessoas no trabalho e na segurança.5 4. falta de percepção de risco. tais como: • • • • Interpessoais: relacionamento com colegas. Da tarefa a ser desenvolvida: tempo e recursos compatíveis. metas. o que se observa nas considerações feitas sobre as causas humanas é a forte presença de explicações orientadas para aspectos interno ao indivíduo. visando à alteração do resultado desse comportamento. políticas pertencer à equipe. e é obvio que tais fenômenos estão associados a outros na construção de um cenário de um acidente. normas e procedimentos. falta de cuidado. MUDANÇA DE COMPORTAMENTO A mudança de comportamento é a possibilidade de fazer novas sínteses comportamentais (Botomé 2001. p. falta de atenção. sentimento de Ambientais (ambientes físico): iluminação. 700). uma vez que eliminam a possibilidade de considerarem-se os aspectos externos ao individuo. distração. motivacionais. valores e tradições culturais. Muitas tentativas de modificar os comportamentos no trabalho podem ser inúteis se os aspectos de ambiente organizacional não forem considerados. equipamentos. isto é. reorganizar as relações que. abalo emocional. tais como: negligência. com liderança. hábitos regionais. De gestão: sistemas de gestão. Normalmente. imprudência. o meio em que atua e as consequências da sua atuação e para tanto é necessário identificar as variáveis das quais o comportamento é função (aspectos internos e externos ao individuo que mantém aquele comportamento) e criar condições para que as relações existentes entre elas possam ser reorganizadas. • Sócio-culturais: condições de vida da população que compõe o grupo de trabalhadores de uma organização. . compõem o comportamento de forma a modificar seu resultado. mas por outro lado elas restinguem o exame dos aspectos comportamentais. códigos disciplinares. consiste em estabelecer novas relações entre o organismo. estabelecidas entre as variáveis.

uma vez que não podem ser consideradas eficazes em si. O problema principal de se educar é fazer com que o individuo aprenda. ou seja. treinamentos. cursos. feiras. pode se dizer que houve aprendizado. por outro lado é necessário de que forma e em que contexto essas estratégias tem sido utilizadas. o que caracteriza mudança de comportamento. EDUCAÇÃO POR MEIO DE CONTROLE OU POR MEIO DE ESCOLHAS: ESTRATÉGIAS PARA INFLUENCIAR COMPORTAMENTOS A forma de analisar a idéia do acidente como uma relação individuo e o meio em que ele está evidencia a análise do comportamento humano como aspecto influenciador da capacidade de um trabalhador prevenir a ocorrência. através da conscientização de reduzir a probabilidade da ocorrência de um acidente. peças de teatro são exemplos de estratégias utilizadas com a finalidade de influenciar na conduta do trabalhador. Há diversas opiniões com relação ao que deve ser aprendido pelos trabalhadores para que os mesmos sejam capazes de prevenir o acidente. encontrando um equilíbrio saudável entre obedecer às regras e agir com autonomia. Se a mudança for relativamente permanente. originou-se a busca por mecanismos capazes de mudar os comportamentos das pessoas de modo que eles passassem de condutas pouco seguras para condutas muito seguras na realização das atividades. surge então à pergunta: A educação é por meio de controle ou por meio de escolhas? 5. jornais. O objetivo principal para prevenção e capacitação da segurança dos trabalhadores é que eles tornem-se capazes de realizar suas atividades de forma segura. mas em função do resultado que produzem para seus participantes. . A necessidade de administrar o comportamento humano para evitar os acidentes de trabalho.6 A mudança de comportamento em segurança pode ser entendida como a alteração naquilo que o trabalhador consegue produzir na interação com seu meio. Palestras. Diante da discussão de métodos eficazes.

Avaliar a punição sob a ótica da baixa eficiência. o comportamento punido tende a recuperar a freqüência antiga. situações críticas e emergenciais. Conhecer e respeitar as regras de segurança é importante. . pode ocorrer o não desenvolvimento da capacidade do trabalhador em analisar a situação real com qual está lidando. mas em alguns casos. não significa que a punição não tenha função no processo de segurança. advertência. não analisá-las. Ensinar o trabalhador a tomar decisões por meio de escolhas conscientes e de qualidade é tão importante para educação. nesse âmbito a punição seria válida para o processo de segurança. através de multas. certas condutas podem ser punidas. pode levar até a diminuir o acidente por um período. quanto deixar consciente as regras que necessitam ser seguidas. Direcionando a obediência como objetivo principal de ensino. Depois de algum tempo. Em casos de risco extremo. etc.7 Em pesquisa realizada por com Bley (2004). a maioria dos profissionais de segurança afirmam que cumprir as normas é o objetivo principal para se obter uma ação educativa. como aplicação de treinamentos e cursos. mas ela pode não se tornar permanente. por ensinar um individuo a conhecer criticamente a sua realidade. Mas a prática mais realizada nas organizações como medida disciplinar é a punição. desvalorização. Às vezes aplicar punições como objetivo de reduzir o acidente. Outro aspecto importante sobre a punição é realizar a atividade com segurança ou usando EPI´s só na presença do agente punidor. Assim o foco na prevenção. não pode ficar restrito ao nível de obediência de controle. considerando as conseqüências para si e para aqueles que o cerca. pode-ser tão perigoso quanto não cumprir as regras. a fazer escolhas com relação a elas. O processo de conscientização de segurança passa necessariamente. Várias ações são tomadas como medidas diciplinares.

a ausência do evento afeta o comportamento. O dilema então é como fazer com que algo que não aconteceu. p. é preciso que essa punição.. Um outro processo estudado pela Análise do Comportamento. de modo a tornar menor a probabilidade de um acidente não acontecer. Conforme Skinner (1967. para não denegrir a imagem da empresa ou funcionário. Caso esse tipo de cuidado não seja tomado. Esse processo é caracterizado por um estímulo a comportamentos que são considerados seguros. Esse tipo de comportamento muitas vezes pode ser recompensado. e seus efeitos temporários são conseguidos com tremendo custo na redução da eficiência e felicidade geral do grupo. . A conseqüência de um comportamento efetivamente seguro é que nada acontece..113): . no processo de segurança. ansiedade. uma vez que os comportamentos são direcionados de forma a manter-se o maior tempo possível sem um evento indesejado. São comportamentos desejáveis. é preciso lidar com teorias de reforço de comportamento. porém a fuga só é possível quando se trata da análise das causas de acidentes e doenças que já ocorreram. pode aumentar a freqüência de situações como medo. raiva. e para que isso possa ser feito de maneira eficiente é necessário que se conheça minuciosamente o comportamento do grupo com o qual estamos lidando. Outra forma de reforço negativo de comportamento é o que pode ser chamado de fuga. que já tem suas conseqüências conhecidas e que oferecem ao processo de segurança maior confiabilidade. Para isso. sempre que for aplicada. é o reforço positivo.8 Entretanto. seja resguardada dos valores éticos e morais.em longo prazo. Ser capaz de comportar-se de forma a reduzir a probabilidade de que um acidente aconteça é o objetivo maior de uma proposta de segurança com ênfase no comportamento humano. Na esquiva. como forma de motivação. continue sem acontecer. uma delas é o que a Análise do Comportamento chama de reforço negativo do tipo esquiva. frustração e revolta. a punição realmente não elimina o comportamento de um repertório. Um dos fatores mais importante é conseguir controlar as variáveis que afetam o comportamento de determinado grupo.

Tal aprofundamento na análise permite alcançar o objetivo de tornar o indivíduo agente do seu processo de segurança e não um mero expectador. mesmo com o respaldo da legislação. aonde a atividade vai ser realizada. inúmeros problemas podem ocorrer como. Entretanto. na maioria das vezes. 6. é possível construir um conjunto de ações mais coerentes. quem . Muitas vezes. esta sofre um grande processo de degradação. mas sim um modelo especifico para cada atividade e identificando o público a ser treinado. acarretando em uma cadeia de eventos que afetam os padrões de qualidade de vida humana. aplicação do conhecimento desenvolvido. o treinamento dado a caminhoneiros. Esses modelos são. Diante deste cenário. Em um sistema de treinamentos. acidente sem afastamento. o treinamento não realizado corretamente. realização do curso. não necessariamente seguindo um padrão. planejamento de ensino. Como exemplo. TREINAMENTOS E CAMPANHAS: DILEMA ENTRE QUANTIDADE E QUALIDADE Os modelos de treinamentos adotados pelas empresas nem sempre são os ideais. que podem vir a comprometer cada vez mais a atividade a ser exercida.9 Conhecendo com profundidade os valores. um aspecto muito importante para ser considerado é a atividade a ser exercida. uma série desses efeitos e impactos pode ser minimizada por meio de técnicas de treinamento. doenças do trabalho. sem considerar suas conseqüências e a família do funcionário. envolvendo estimulação de condutas desejáveis e limitação de condutas indesejáveis. bem como o agravamento do ambiente social do individuo. aumento de insatisfação no trabalho. responsáveis por gerar impactos emocionais causados pelo modelo utilizado e a realidade encontrada. Apesar da grande importância dos treinamentos. sem a preocupação de levantamento de necessidades. acidentes de trabalho. as necessidades e as características do público a ser gerenciado. Deve haver convergência com a natureza da atividade do trabalhador e que seja apropriado ao seu nível educacional e de experiência profissional.

já que há conceitos bastante arraigados e difíceis de serem retirados. Dentro deste processo de ensino e aprendizado. Entretanto. neste novo conceito. os responsáveis por gerar condições adequadas de treinamento e condições ideais para realiza-ló. serviços (apontando problemas e apresentando soluções). mais difícil de responder do que parece. . desenvolvidas competências específicas. na prática. pois estes desenvolvem atividades de ensino que se assemelham às tradicionais. orientadores de carreira e facilitadores de processos de disseminação de informação também como educadores. tornando o aprendizado uma “via de mão-dupla”. Trata-se. já que estes. especialistas. Num ensino-aprendizado há a crença de se vacinar para não ocorrer. pois. Não é raro não saber sua resposta.10 ira realizar. pode-se afirmar que há diversas formas de atuar como educador no contexto de uma organização e estes profissionais podem ser aqueles que: • • • • Apresentam slides e proporcionam atividades em grupo para que sejam Definem políticas de avaliação e desempenho das equipes. passaram a ser considerados como todos aqueles que criam condições para que alguém aprenda. 7. considerando-se. as variáveis abaixo são preponderantes: • Formação didática do instrutor. palestrantes motivacionais. QUEM SÃO OS EDUCADORES? DESAFIOS PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL Esta pergunta é. Para que haja eficiência no ensino-aprendizado. criando e recebendo influências. este conceito é mais amplo do que se imaginava inicialmente e este tem sido ampliado. De início pode-se pensar que são os instrutores (o que não deixa de estar correto. nos últimos anos (mesmo de forma discreta). de dizer que um educador deve se dedicar a favorecer o desenvolvimento pessoal de todos aqueles que estão interligados a ele. deve-se colocar em pauta que as variáveis do processo não só podem ser diferentes daquelas dos processos técnicos. autores de livros. Acompanham e orientam trabalhadores para a realização correta de seus Definem os rumos do negócio. De forma ainda mais geral.

o processo que foi desenvolvido pode levar a comportamentos não condizentes com aqueles que seriam considerados como comportamento seguro. a variável predominante nos instrutores. é reduzida). mas o que se nota é que o controle indevido das mesmas leva os eventos em Segurança do Trabalho a serem errados e/ou de pouca qualidade. eventos promovidos sobre Segurança no Trabalho é a alta capacidade técnica dos instrutores. isto é. Estes dois últimos fatores (advindos da escolha equivocada dos instrutores) acabam por levar a uma generalização daquilo que foi aprendido pelos profissionais em treinamento. Esta baixa capacidade didáticopedagógica pode levar a um processo mal-sucedido. Recursos e materiais compatíveis. Considerando as variáveis de ensinar e aprender. esclarecer os instrutores sobre suas tarefas (didáticas). que fosse aprendido pelos instruídos. algumas delas podem. De acordo com os estudos de Juliana Bley. o que leva a um círculo vicioso de comportamentos inseguros. Clareza sobre os objetivos de ensino. os instruídos devem se tornar instrutores em uma etapa posterior. Todo este grande aglomerado de ações errôneas faz com que os cursos tenham pouco ou nenhum valor. Conhecimento sobre a capacidade de interação entre participantes e Tempo e método de ensino. Unindo-se ao fato de que uma generalização leva a uma etapa posterior à desejada. sim. de direcionar as variáveis ao caminho do sucesso. sob pena de um ensino . portanto. Estas escolhas errôneas em profissionais com elevada capacidade técnica e baixa capacidade didática pode levar à transferência de conhecimentos equivocados como meios de aprendizagem considerados como sendo os fins e também enunciados muito genéricos. Em um compito geral. sendo que sua capacidade didático-pedagógica é pouco levada em consideração (e. Trata-se. Cultura da organização x Interesses de sua direção e seus funcionários.11 • • • • • • Autonomia de planejamento. estar corretas. em muitos casos. haja vista que as informações transmitidas equivocadamente (bem como o comportamento inseguro) serão transmitidas em novos processos de ensino-aprendizagem.

.se verificar que deve haver um equilíbrio entre as formas de educar. todos se tornem educadores no comportamento seguro. entender que o processo de aprendizagem é longo e depende. desta forma. ou seja. desde o zelador até o presidente para que. CONSIDERAÇÕES FINAIS A utilização da educação para promoção da saúde e segurança é um assunto discutido e utilizado pelas instituições privadas e políticas públicas com o propósito de capacitar os trabalhadores a comportarem-se de forma segura. mesmo sendo estes sendo um tanto informais. mas bastante eficientes. não se esquecendo dos aspectos do ambiente organizacional e as mudanças que ocorrem em razão das variáveis das quais o comportamento é função. de fatores interpessoais e socioculturais e ainda nas estratégias educativas utilizadas pela organização. Após estudo teórico científico e a experiência adquirida em chão de fabrica. ou seja. os autores verificaram que é necessário que exista uma mudança de comportamento. distorcendo até mesmo um famoso jargão popular. prevenindo lesões e doenças relativas ao trabalho para si e para os demais trabalhadores. A preocupação com a segurança passa por todos os processos fabris (desde a tomada de decisões até os bate-papos informais). havendo significativa diferença entre ser instrutor de eventos de segurança e agente de ensino. É preciso. tornando-o como: “faça o que eu digo. mas não faça o que eu faço”. Uma solução plausível para este tipo de problema é tornar. visando à prevenção de acidentes. Acima de tudo se faz necessário que todos tomem parte do processo. 8. nas normas. o que pode ser decorrência das modificações nos equipamentos.12 enfraquecido. de forma primordial. na organização do trabalho. Pode . acima de tudo. no ambiente externo. de como é conduzido fora da sala de aula. Não controlar este tipo de variável pode levar o instrutor a não correlacionar o verdadeiro ensino (científico) e aquilo que ele faz. reorganizar as relações internas e externas ao individuo. os processos mais interativos. levando a um ciclo de comportamentos inseguros.

estímulos. semeando um ato. que modelos de treinamentos devem contemplar todos os estágios das atividades. podem-se considerar como todos aqueles que são capazes de transmitir algum tipo de conhecimento e isto implica numa vasta gama de profissionais responsáveis pelo processo de ensinoaprendizagem. colhe-se um caráter. cumprir normas e procedimentos devemos ensinar o trabalhador a tomar decisões seguras e conscientes A arte de educar. Pode se verificar. mostrando aonde se quer chegar e quais as vantagens nisso. pode-se discutir a eficiência de alguns desses métodos. mas baixa capacidade didático-pedagógica. O que se vê em dias atuais sobre comportamento seguro é a grande quantidade de cursos disponibilizados sobre Segurança do Trabalho. é preciso semear pensamentos que levem o aprendiz a tomar as decisões desejadas. colhe-se um ato. colhe-se um hábito e semeando um hábito. deve-se considerar que ensinar consiste na relação entre o que professor faz e a efetiva aprendizagem do aluno. gratificações. requer que o educador leve o trabalhador a pensar em seus atos e nas conseqüências dos mesmos. seja por meio de controle das ações ou por indução de escolhas. Porém. esta tem sido considerada como a forma mais eficaz de ensino e aprendizagem na área. todos esses meios são parte de um processo que visa criar hábitos seguros dentro do ambiente de trabalho. como meio de incentivo. isto é. Quanto à questão de quem são os educadores. tendo como preocupação também o equilíbrio emocional e psicológico do trabalhador. e semeando um pensamento. Mas deve-se usar o fim. mas o importante é que o objetivo final seja alcançado. Punições. Quando se educa. Entretanto o efeito dos cursos tem sido posta em xeque já que os profissionais escolhidos para ministrá-los têm alta capacidade técnica. deve estar pautado no caráter que desejamos que ele se desenvolva. Como os cursos têm objetivos de ministrar novos .13 Além de ministrar treinamentos. Não se pode usar os fins para justificar os meios. O tipo de pensamento que se deve induzir ao trabalhador.

formando um ciclo vicioso. atingir o nível máximo de eficiência no aprendizado de comportamento seguro. BLEY. JULIANA ZILLI. é de vital importância que todos sejam educadores. Mesmo que o aprendizado seja em longo prazo. estes adquirem conceitos errados e transmitem em etapas posteriores. . REFERÊNCIAS 1. Comportamento Seguro: a psicologia da segurança e no trabalho e a educação para prevenção de doenças e acidentes – Editora Curitiba: Sol. para assim. como uma via de mão-dupla e é necessário que tomemos parte no processo. 160p.14 instrutores. para assim. Todos devemos pensar em aprendizado. 2006. 9. corrigir eventuais falhas que ocorrerem.