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23/02/13

Direito Civil - Contratos

Direito Civil
Contratos
Excelente material sobre contratos. Cortesia do professor Sidarta!

AULA 1 – INTRODUÇÃO, CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA

Os negócios jurídicos se classificam quanto à manifestação de vontade em unilateral e bilateral ou plurilateral. Assim:

·

Negócio jurídicos - quanto a manifestação de vontade {1. Unilaterais; 2. Bilaterais ou Plurilaterais.

1.

Unilaterais – Ato de vontade de uma ou mais pessoas com um único objetivo e na mesma direção.

1.1 – Receptícios – Só geram efeitos após o destinatário tomar conhecimento da declaração unilateral de vontade. Este deverá ser destinado à pessoa certa.

1.2 – Não-receptícios – Sua efetivação independe de endereço a certo destinatário.

2. Bilaterais ou Plurilaterais – Declarações de vontades de duas ou mais pessoas em sentidos opostos. Podem ser: 2.1 – Simples – Quando atribui direitos (benefícios) a uma das partes e obrigações (encargos) à outra. Por exemplo: doação, depósito gratuito, etc.

2.2 – Sinalagmáticos – Concedem vantagens e ônus recíprocos entre ambos os sujeitos da relação jurídica.
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Direito Civil - Contratos

plurilateral.

A natureza jurídica do Contrato é de negócio jurídico bilateral ou

CONCEITO – É acordo de duas ou mais vontades, na conformidade da ordem jurídica, destinado a estabelecer uma regulamentação entre as partes, com o escopo de adquirir, modificar ou extinguir relações jurídicas de natureza patrimonial.

NATUREZA JURÍDICA – Negócio jurídico Bilateral ou Plurilateral.

REQUISITOS DE VALIDADE DOS CONTRATOS

De forma geral, seguem os requisitos elencados no artigo 104 do Código Civil, quais sejam: objeto lícito, partes capazes e forma prescrita ou não defesa em lei. De acordo com estes, podemos classificar em:

1. · ·

SUBJETIVOS (Individual, particular, pessoal – diz respeito às Partes) Duas ou mais partes (bilateral ou plurilateral) Capacidade genérica para praticar os atos da vida civil (Não pode haver incapacidade Relativa ou Absoluta - arts. 3º e 4º do CC). Na sua falta o contrato poderá ser nulo ou anulável. Aptidão específica para contratar. Diz respeito a limitação à liberdade de celebrar certos contratos. Ex.: Venda de imóvel de pai para filho. Consentimento das partes, não poderá haver vícios – erro, dolo, coação e fraude – uma vez que o mesmo vincula os contraentes criando a relação jurídica. (duas ou mais vontades).

· ·

2. OBJETIVOS ( Refere-se ao objeto do contrato):

· ·

Licitude do objeto – não pode contrariar a lei, à moral , etc. Possibilidade física ou jurídica do objeto – a impossibilidade material deve existir no
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momento da contratação, caso contrário, não será nulo o contrato, mas sim inexeqüível, com ou sem as perdas e danos, conforme existir ou não a culpa do devedor. A contrariedade legal ocorre quando o objeto contraria disposição legal. Ex.: venda de bem de família (CC art. 1.717); estipulação de pacto sucessório (CC art. 426) · · Objeto determinado ou determinável. Se o objeto for indeterminável o contrato será inválido e ineficaz. Valor econômico do objeto.

3. FORMAIS

A regra é a liberdade de forma (art. 107 CC). A contratação poderá ser expressa, escrita, verbal e tácita, se houver atos que autorizem o seu reconhecimento.

DIFERENÇA ENTRE FORMA E PROVA

“A Forma contratual é o conjunto de solenidades que devem ser observadas para que as declarações de vontades tenham eficácia jurídica.” Clóvis Beviláqua.

A Prova é o conjunto de meios empregados para demonstrar, legalmente, a existência de negócios jurídicos. Os contratos admitem por meios de provas os previstos nos artigos 212 e seguintes do Código Civil.

AULA II – PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO CONTRATUAL

1. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DA VONTADE:

É o princípio que estabelece a liberdade contratual dos contraentes, consistindo no poder de estipular livremente a disciplina de seus interesses, mediante acordo de vontades, provocando efeitos tutelados pela ordem jurídica. A liberdade de criação do contrato envolve:
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Contratos a) a liberdade de contratar ou não contratar – é o poder de decidir quando e como irá se estabelecer o vínculo contratual. de forma que se veda contratar. distintos dos modelos previstos pela ordem jurídica. 6º. §§ 1º e 2º). quando houver fato superveniente extraordinário e imprevisível. mediante contratos nominados ou inominados.: auditoria externa em Entidades Fechadas de Previdência Privada.org/dir5/direito_civil4_contratos. Daí a Teoria de Imprevisão ou cláusula “rebus sic stantibus” (o vínculo subordina-se à continuação do estado de fato vigente no momento da estipulação). Contratos nominados – qualquer das modalidades contratuais reguladas por lei.: CEB. por exemplo. ou seja. etc. 51. submete-se ao princípio da supremacia do interesse coletivo.html 4/63 . III – Revisão judicial dos contratos. inc. corretagem matrimonial. Exceção – Quando a obrigação de contratar decorre de imposição legal.23/02/13 Direito Civil .078/90. por ocasião da formação do pacto. de usura. estando subordinada aos interesses coletivos. PRÍNCIPIO DO CONSENSUALISMO notasdeaula. e art. com as devidas adaptações de cláusulas específicas a regular os interesses particulares das partes. art. A liberdade contratual é limitada. Contratos inominados – novos tipos contratuais. de forma que a liberdade de contratar submete-se: I – Às normas de ordem pública – fixam as bases jurídicas que repousam a ordem econômica e moral da sociedade. 2. Ex. c) a liberdade de fixar o conteúdo do contrato. Nas relações de consumo a revisão do contrato em face de fato superveniente prescinde de imprevisão ou extraordinariedade (Lei 8. II – Os bons costumes – relativos à moralidade social. Ex. b) a liberdade de escolher o outro contraente Exceção – os serviços públicos concedidos sob monopólio. V.

notasdeaula. 436 a 438 CC). para estes não basta à sua validade o simples acordo de vontade. ao qual se excepcionam os contratos solenes com formas específicas previstas na lei. nas quais independe de imprevisão ou extraordinariedade.Contratos Considerando que a regra geral dos contratos é a informalidade.html 5/63 .org/dir5/direito_civil4_contratos. de maneira que haja colaboração mútua na formação e na execução do contrato. O princípio do “pacto sunt servanda” não é absoluto. venham a distratá-lo ou haja escusa por motivo de força maior ou caso fortuito. b) A estipulação em favor de terceiros (arts. que se manifesta pela oferta ou proposta de um lado e de outro pela aceitação. 4. só produz efeitos entre os contratantes. 2. 3. PRINCÍPIO DA OBRIGATORIEDADE DA CONVENÇÃO As estipulações feitas no contrato deverão ser fielmente cumpridas (“pacto sunt servanda”). para se ter um contrato válido. Exceção – a) herdeiros universais (art. AULA III – ELEMENTOS INDISPENSÁVEIS À FORMAÇÃO DOS CONTRATOS 1. 5. O contrato validamente estipulado é lei entre as partes. 1. encontrado limitação na teoria da imprevisão (cláusula rebus sic stantibus) e nos fatos supervenientes nas relações de consumo. Acordo de vontade entre as partes. sendo intangível e imutável.997 CC) respondem pelas dívidas do “de cujus” até a força da herança. PRINCÍPIO DA BOA-FÉ Consiste na atividade leal e de confiança recíproca entre as partes. A proposta.23/02/13 Direito Civil . basta o acordo de duas ou mais vontades. PRINCÍPIO CONTRATUAL DA RELATIVIDADE DOS EFEITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO O contrato vincula exclusivamente as partes que nele intervieram. ou seja. a menos que as partes. As partes devem ter atividade de sinceridade e lisura recíprocas. em comum acordo. impedindo que uma parte dificulte a ação da outra. portanto. Nisto consiste o princípio do consentimento.

2ª parte e 428). Aceitação – Manifestação da vontade expressa ou tácita do oblato em face da oferta do 6/63 notasdeaula. dirigida de uma pessoa para outra. a) Características: I – Declaração unilateral de vontade do proponente. devendo ser séria. A aceitação. etc. impossibilidade pela natureza do negócio ou das circunstâncias do caso (CC artigo 427. na qual a ofertante (policitante) declara a sua intenção de se vincular ao ofertado (oblato). II – se feito sem prazo a ausente. sem resposta no prazo dado. se a outra parte aceitar os termos da proposta. 2. precisa inequívoca. documentos necessários. III – feito a ausente e com prazo estabelecido. III – Negócio jurídico receptício (depende. sem criar vínculo jurídico entre os participantes. tiver decorrido tempo suficiente a chegar ao conhecimento do policitante. sem prazo de vigência e não aceitar imediatamente (por telefone também é presente). podendo excepcionalmente surgir responsabilidade civil por culpa. IV – se houver retratação tempestiva (ato simultâneo da outra parte). sondagens e estudos sobre interesses recíprocos. FASES DA FORMAÇÃO DO VÍNCULO CONT RAT UAL 1. II – Reveste-se de força vinculante ao proponente.Contratos 3.23/02/13 Direito Civil . Não é absoluta pois a segunda parte do mesmo artigo prevê a possibilidade de não obrigar o proponente que expressamente declarar. V – Elemento inicial do contrato. da aceitação da outra parte) IV – Deve conter todos os elementos essenciais do negócio jurídico proposta (quantidade. Proposta ou Policitação – é declaração receptícia de vontade. para gerar efeitos.org/dir5/direito_civil4_contratos.html . * subsiste à morte ou incapacidade supervenientes se antes da aceitação. b) Obrigatoriedade da proposta: É ônus ao proponente decorrente da 1ª parte do artigo 427. salvo expressa disposição em contrário. O artigo 428 prevê a não obrigatoriedade da proposta se feito: I – a pessoa presente.). entrega do bem. 3. preço. forma de pagamento. Negociações preliminares – consistem nas conversações prévias. ou pela natureza do negócio ou as circunstâncias do caso. completa.

4. se a morte for após a aceitação. Oferta sem prazo – aceitação imediata. Tempestiva (arts. 431 e 432 CC). Adesão integral à proposta. uma vez que encerra o negócio. 2. art. gera seus efeitos.org/dir5/direito_civil4_contratos. Expressa ou tácita (exceção: contrato solene). 5. c) Aceitação em contratos entre ausentes: Oferta com prazo – aceitação deverá ser tempestiva (OBS: se a aceitação se atrasar sem culpa do oblato.Contratos policitante. Conclusiva e coerente. É conclusiva. 3. Tempestividade – a aceitação deverá ser tempestiva.Será válida se chegar ao policitante antes ou junto com a aceitação. Características: · · · · Aceitação total – proposta alternativa – o aceitante deve definir qual aceita. Morrendo o oblato antes da aceitação os herdeiros não poderão aceitá-la. sob pena de perdas e danos. - d) Retratação do aceitante: . 432 CC). o policitante deverá disto cientificá-lo. Porém. Informal. a) Requisitos: 1. AULA IV – MOMENTO DA CONCLUSÃO DO CONTRATO notasdeaula. b) Aceitação em contratos entre presentes: Oferta com prazo – aceitação deverá ser tempestiva.23/02/13 Direito Civil . sob pena de ficar a escolha a cargo do policitante.html 7/63 . Oferta sem prazo – a aceitação deverá ser feita dentro do tempo suficiente para chegar ao conhecimento do policitante. caso chegue oportunamente ao ofertante.

A expedição fecha o contrato. esgotando as possibilidades de externar sua aceitação. mesmo que ele não a leia. tais como: I – Teoria da Informação ou Cognição – considera como concluído o negócio no momento em que o policitante toma conhecimento da aceitação. nascendo algumas teorias que tomaram por referência a resposta à oferta. o que levou a doutrina a vários posicionamentos quanto ao momento que efetivamente se fecha o círculo negocial. OBS: Teoria decadencial. pois pode o oblato formular tempestivamente. Subteoria da recepção: entende que o contrato se aperfeiçoa quando a aceitação chegar materialmente ao policitante.retratação. ou seja. porém há um período que o oblato pode sustar seus efeitos (artigo 433 CC) . É insubsistente.Contratos efeitos. II – Teoria da Agnição ou Declaração – parte do princípio de que o contrato se consuma no instante em que o oblato manifesta sua aceitação.23/02/13 Direito Civil . Entre presentes: No instante em que o oblato aceitar a proposta cria-se o vínculo. o que não gera o contrato. É o momento em que as partes se vinculam e o contrato passa a produzir seus 1. independentemente de expedir. b) Subteoria da expedição: não basta ao oblato formular a aceitação sendo necessário enviá-la ao policitante. sem expedir.org/dir5/direito_civil4_contratos. Esta teoria tem três espécies: a) Subteoria da declaração propriamente dita: o vínculo contratual se formaria no momento em que o aceitante formula a resposta. quando lê a resposta. após este dar o aceite à proposta há um lapso de tempo até o policitante tomar conhecimento da aceitação. postando-a ou transmitindo-a. pois deixa o aceitante submetido à vontade do policitante resolver ler a resposta. 2. Entre ausentes: Em face de o policitante estar à distância do oblato. O MOMENTO DA CONCLUSÃO CONTRATUAL NO DIREITO BRASILEIRO: O Direito Civil Brasileiro adota a subteoria da expedição (artigo 434 CC).html 8/63 . notasdeaula. Ter-se-á o contrato com a expedição da aceitação. c) 3.

pois se o prazo é estipulado para resposta.html 9/63 .DA INTERPRETAÇÃO DOS CONTRATOS O contrato de corre de manifestação de vontade das partes e. se ele não chegar no prazo convencionado.Contratos EXCEÇÕES – O artigo 434 estabelece duas exceções a saber: INCISO II . o contrato deve ser interpretado com prevalência da intenção dos contraentes à literalidade das cláusulas. o contrato fecha com a expedição. como a lei. o art.. Não obstante. haja vista a possibilidade de existência de cláusulas de teor duvidoso e/ou contraditório. 112 do Código Civil. e se for fixado o prazo para chegada da resposta rege-se pelo inciso II.“. requer que seja interpretado..se o proponente se houver comprometido a esperar resposta”. notasdeaula. Critérios (técnicas de interpretação): I – Retroagir no tempo para buscar a verdadeira vontade no momento da celebração do contexto. Relevância no Direito Internacional Privado – fixar o foro competente e a legislação aplicável à relação contratual. § 2º LICC estabelece que a obrigação decorrente do contrato reputa-se constituída na residência do proponente.. ou seja. INCISO III – “. a que foi celebrado o contrato.. LUGAR DA CELEBRAÇÃO DO CONTRATO Artigo 435 – reputa-se celebrado o contrato no local onde foi proposto. Segundo o art. 9º.org/dir5/direito_civil4_contratos. Teoria da recepção.” Para a doutrina majoritária não há razão para tal exceção.23/02/13 Direito Civil . AULA V .

b) A interpretação dever se contra o estipulante que podendo ser claro não o foi. ou seja. a cláusula dúbia interpreta-se em favor do aderente. mas como se fosse leigo. (Ex. nunca prevalecerá a interpretação que resulte na ausência de efeitos. notasdeaula. a forma como vinham executando o contrato antes da lide.html 10/63 . V – Nos contratos em espécie considerar-se-á: a) Na compra e venda. e) Os contratos benéficos interpretam-se estritamente (art. III – A interpretação deve ser segundo a boa-fé. d) e) As cláusulas contratuais devem ser interpretadas como um todo e não individualmente. IV – Outras normas podem ser apontadas: a) A interpretação deve ter em vista a comum intenção dos contraentes e as vantagens econômicas que as levaram a contratar. h) Nas cláusulas de dupla interpretação deverá ser considerada aquela que poderá gerar efeitos.23/02/13 Direito Civil . j) Entre cláusula datilografada e impressas prevalecem aquelas.org/dir5/direito_civil4_contratos. 114 CC). b) Na locação a dúvida resolve-se contra o locador. i) No conflito de duas cláusulas a contradição será interpretada contra o outorgante e não contra o outorgado. às necessidades do crédito e as leis da eqüidade. f) O melhor meio de interpretar o contrato é a conduta das partes. quanto à extensão da coisa.Contratos II – Analisar o fato submetido à apreciação não na visão técnica. Na hermenêutica dos contratos nada vale a presunção de que as partes conhecem a lei. d) Na dúvida entre gratuidade ou onerosidade. a interpretação é contra o vendedor. sistemática). estes devem ser interpretados como um todo orgânico. g) As cláusulas duvidosas interpretam-se em favor dos que se obrigam. colocando-as em harmonia (int. Se um contrato é celebrado alterando parcialmente outro. a presunção é de onerosidade.: “O pagamento será na moeda da época” – que época? Celebração ou Pagamento?). somente considerase o que expressamente o devedor se obrigou. c) Deve-se interpretar de forma menos onerosa ao devedor. buscando a verdadeira vontade. c) Na adesão.

1) Contratos considerados em si mesmos: Nesta categoria os contratos podem ser classificados da seguinte forma: 1. de modo que temos somente uma parte ativa de um lado e uma passiva de outro. produz direitos e obrigações a ambos. Bilaterais – há dependência recíproca de obrigações (sinalágma). onde resta claro que a simples interpretação de cláusula contratual não enseja a admissão do recurso especial. o mútuo. o mandato.: doação pura. de maneira que todas as espécies fiquem em alguma categoria. o comodato. depósito. somente notasdeaula. ou seja. 2) Contratos reciprocamente considerados. o comodato. Logo.org/dir5/direito_civil4_contratos.23/02/13 Direito Civil . Ex. b) OBS. possibilitando que as classificados numa rubrica se afastem das agrupadas em outras. a saber: 1) Contratos considerados em si mesmos. os contraentes são reciprocamente credores e devedores.html 11/63 .Contratos * Não obstante a necessidade de se conferir interpretação aos contratos. a dos contratos tem por finalidade básica agrupar as espécies de contratos acentuando suas semelhanças e diferenças. ou seja. o consentimento jamais será unilateral na formação do contrato. AULA VI – CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS I – Considerações preliminares: Como qualquer classificação. II – Classificação: Os contratos podem ser classificados em duas categorias.: Todo contrato em sua formação será bilateral ou plurilateral.1 – Unilaterais e Bilaterais: a) Unilaterais – um só contraente assume obrigações perante o outro. no campo processual devemos observar o teor das Súmulas 05 e 07 do STJ.

Ex. Ex. pois sofrerão com sacrifício patrimonial correspondente ao proveito almejado. ou seja. exceto nas doações com encargo (art. no oneroso. em relação à bilateralidade ou unilateralidade da obrigação (efeitos) contratada e não da formação do contrato. O contrato benéfico será anulado pela ação pauliana (revocatória) independentemente de má-fé (art. O contrato benéfico será interpretado restritivamente (não há interpretação tácita e sim expressa – art. 447 CC).: locação. O doador não responde por evicção ou vício redibitórios. * Obs: Em regra todo contrato oneroso é bilateral e o gratuito unilateral. sem exigir da outra qualquer contraprestação. 158) do beneficiário. 159). será necessário que a insolvência seja conhecida de outra parte (art. mas pode haver contratos unilaterais e onerosos como ocorre no mútuo feneratício.org/dir5/direito_civil4_contratos. além da insolvência do devedor/vendedor. 476. 114 CC).Contratos poder-se-á falar em contratos unilaterais se considerarmos os seus efeitos. O contraente inadimplente não pode exigir o cumprimento do outro (art. etc. apenas um dos contraentes obtém proveito que corresponde ao sacrifício do outro. Isto não acontece no contrato oneroso (art. deve o mutuário acrescê-la de juros.3 – Comutativos e Aleatórios: notasdeaula. do Código Civil). b) Gratuitos ou benéficos – oneram somente uma das partes. Ø Vantagens desta distinção: No contrato benéfico o ilícito somente é determinado por conduta dolosa do autor da liberalidade (não há razão para se apurar o dolo do beneficiado). onde.html 12/63 .: doação pura e simples. Código Civil). portanto.23/02/13 Direito Civil . mútuo sem retribuição. além de se restituir a coisa mutuada.2 – Onerosos e Gratuitos (benéficos): a) Onerosos – estes trazem vantagens para ambos os contraentes. 1. 552 e 441. parágrafo único. 1. Ø Vantagens práticas dessa distinção: Exceptio non adimplendi contractus (Exceção do contrato não adimplido).

tirando-lhe a equivalência da prestação e da contraprestação. Assim. sob pena de nulidade do contrato. incerteza de fortuna) O contrato será aleatório se a prestação de uma ou de ambas as partes depender de um risco futuro e incerto. já no contrato aleatório. sem que o ganho de uma represente a perda do outro. sem que se possa prever o seu montante. OBS. 2. sendo que o risco pode ser de uma ou ambas as partes. pois se presume uma subjetiva equivalência das prestações e contraprestações. No contrato condicional ambas as partes poderão ter lucro. Será comutativo o contrato oneroso e bilateral quando a extensão da obrigação de cada parte for conhecida desde a vinculação contratual. o risco de perda ou de ganho. a obrigação será certo. de forma que ambas as partes celebram o contrato sem a certeza de ganho ou de perda. Nos aleatórios a extensão das prestações é indeterminada em face do risco (incerteza). mas a “alea” deve ser dos dois. o contrato aleatório poderá ser firmado. A ação redibitória somente existirá nos contratos comutativos (art.html . 3.Contratos a) Comutativos – no ato da celebração do contrato as partes podem aferir a equivalência das suas respectivas prestações. Será oneroso e bilateral. determinado e definitivo.: O contrato comutativo pode se tornar aleatório desde que neste sentido tenha cláusula expressa. 13/63 2. No condicional a realização do contrato depende de evento futuro e incerto. Aleatórios – (latim “alea” = perigo.org/dir5/direito_civil4_contratos. Ex. notasdeaula. Não há idéia de equivalência por força da incerteza. em regra o ganho de um representa a perda do outro. pois o risco será futuro e incerto. ou seja. azar.: a contratação de empreitada para perfurar um poço por R$ 20. logo. b) DISTINÇÃO ENTRE CONTRATOS COMUTATIVOS E ALEATÓRIOS 1. ainda que o evento seja pretérito.000. se for desconhecido dos contratantes. 441 CC). sorte. porém se o poço não produzir 20 mil litros por dia ficou ajustado que o preço se reduziria a 50%.00 (vinte mil reais).23/02/13 Direito Civil . Nos comutativos há certeza das prestações de cada parte desde a celebração do contrato. representando uma relativa equivalência (subjetividade da equivalência). O contrato aleatório não se rescindirá por lesão eis que esta é representada pela injusta exploração que desequilibra o contrato. no aleatório o que está submetido ao futuro e à incerteza. podendo ser desproporcional à prestação em relação a contraprestação. DISTINÇÃO ENTRE CONTRATO ALEATÓRIO E CONDICIONAL 1.

danificar ou depreciar. Há duas ou mais. manifestações de vontade. ESPÉCIES DE CONTRATOS ALEATÓRIOS: 1. Os que versam sobre coisas existentes: O objeto do contrato é coisa que já existe. desde que sem culpa do vendedor. b) Por Adesão – se opõem ao paritário. CC). Na relação de consumo a cláusula resolutória do contrato de adesão deverá ser alternativa. 459 CC). e a cláusula que implicar limitação aos notasdeaula. 460 CC). ante ao princípio da autonomia da vontade.org/dir5/direito_civil4_contratos. de forma que o adquirente assume o risco e o vendedor recebe o preço integral independentemente do sinistro (art. em igualdade. desde que o pescador não tenha incorrido em culpa. 461 1. porém está submetido a risco de se perder. Ex. independentemente da quantidade. Se nada colher estará desfeito o contrato. pois inexiste a liberdade de convenção. 458 CC. eliminando divergências mediante transigência mútua. II – “Emptio rei speratae” – a aléa (risco) versa sobre quantidade maior ou menor da coisa esperada (art. Os que dizem respeito a coisa futura: Estes podem ser: I – “Emptio spei” – um dos contraentes chama a si o risco futuro de existência da coisa. Se vier pouco.: Compra-se os peixes que virão na retirada da rede. muito ou nada se paga o preço combinado. à escolha do consumidor.4 – Contratos Paritários e Por Adesão: a) Paritários – as partes. 2. Ex. remetendo para o futuro o risco. pagando o preço mesmo que a coisa não venha a existir sem culpa do vendedor (vendese a esperança ou a probabilidade da existência) – art.: Vende-se safra de café a ser colhida. mas se colhe pouco ou muito pagará o preço fixado. discutem o contrato.23/02/13 Direito Civil .html 14/63 . Se o vendedor já souber da consumação do risco (dolo) será nulo o contrato (art.Contratos 3. livres e coincidentes. mesmo que esta seja irrisória. No condicional o evento deverá ser sempre incerto e futuro. No aleatório o evento poderá ser pretérito desde que desconhecido o resultado pelas partes. aderindo a uma situação contratual já definida. Estes contratos são caracterizados pela fase da puntuação. O preço será devido desde que a coisa exista. aquela em que as partes definem os “pontos” dos contratos. uma vez que um dos contraentes (o oblato) se limita a aceitar as cláusulas previamente redigidas e impressas pelo outro (o policitante).

etc. compra e venda de móveis. Aqui cumpre consignar que os contratos de adesão não são caracterizados apenas pelos previstos no Código Consumerista. 1. pois suas cláusulas deverão ser de geral conhecimento prévio e sua alteração deverá ser submetida à aprovação dos órgãos que eventualmente fiscalizem o policitante.864/65) contratos bancários (Lei 5. 15/63 b) notasdeaula. Ex.: compra e venda de imóveis por escritura pública (art.23/02/13 Direito Civil . Ex. mútuo. Ex. indeterminado quanto ao número e qualidade do sujeito predeterminado e rígido. sob pena de não ter validade. predeterminação e rigidez – uniforme por ser de aceitação passiva. aqueles celebrados com as concessionárias prestadoras de serviços públicos. não existir. Inominados – Afastam-se dos modelos legais. se aperfeiçoando pela simples manifestação de vontades. II – Permanente e geral: aberto a todos que se interessarem pelo serviço do policitante. depósito. estando previstos e regulados por norma jurídica (CC. QUANTO À FORMA: a) Consensuais – não impõem forma especial para celebração. parceria rural. b) Solenes ou formais – a lei estabelece a forma especial para celebração.591/64 c/c 4.Contratos direitos do consumidor deverá ser redigida com destaque e de fácil e imediata compreensão (Lei 8. locação (CC) – incorporação (Lei 4.078/90 – art. ou seja. 54).595/64 c/c Código Comercial). pois não são disciplinados pelo Código Civil ou por Leis extravagantes.org/dir5/direito_civil4_contratos. leis extravagantes). IV – Superioridade econômica de um dos contratantes. Os contratos de adesão supõem: I – Uniformidade. III – Aceitação pura e simples do oblato. pelo chamados contratos coativos. V – Cláusulas fixadas unilateralmente e em bloco pelo policitante. c) Reais – Só se aperfeiçoam com a entrega da coisa. etc.: compra e venda. conteúdo invariável. formando espécies definidas. troca.: Comodato. QUANTO À SUA DESIGNAÇÃO: a) Nominados (típicos) – São aqueles que possuem uma denominação legal própria. doação. Ex. 108 CC) e registro (art.: locação. que desfrute o monopólio do fato ou do direito.245 CC).html . sendo permitidas juridicamente em face da informalidade dos contratos e do princípio da autonomia de vontade. mas também.

pelas normas inseridas pelas partes.: 1) a exploração da cultura de café (locação de serviço. limpeza. criando-se cláusulas particulares e gerando. b) Execução continuada – prática ou abstenção de atos reiterados. arrendamento rural e parceria agrícola). Assim.) ou de serviços gerais (domésticos.: locação. Ex. empreitada. de maneira que a prestação não poderá ser integralmente satisfeita na celebração do contrato. 3) locação de caixa forte (misto de locação e depósito). longo de tempo. troca.” notasdeaula. etc. troca de bens. Reger-se-ão pelas normas gerais dos contratos. DISTINÇÃO DOS CONTRATOS QUANTO AO OBJETO: a) Contratos de alienação de bens – são os que versam sobre a transferência de patrimônio (gratuita ou onerosa). 2) troca de coisa por obrigação de fazer. que fundem duas ou mais espécies de contratos típicos.). assim. um novo negócio jurídico contratual. doação.: compra e venda à prestação. QUANDO AO TEMPO DE SUA EXECUÇÃO: a) Execução imediata – se esgotam num só instante.23/02/13 Direito Civil . Ex.html 16/63 . comodato. cumprindo-se o contrato num espaço.Contratos Em regra resulta da fusão de dois ou mais tipos de contratos nominados. Ex. engenheiro. temos que “a execução do contrato sobrevive com a persistência da obrigação. mais ou menos.org/dir5/direito_civil4_contratos. Ex. pelas normas aplicáveis ao contrato nominado que ofereça maior analogia e pelos princípios das modalidades que os compõem. etc. a fim de subtraí-lo do seu regime legal. advogado.: Compra e venda à vista. até que o implemento de uma condição ou o decurso de um prazo cesse o próprio contrato. b) Contratos de transmissão de uso e gozo – têm por objeto conceder a outrem a utilidade dos bens (domínio útil) sem necessariamente transferir o bem. etc. não obstante a possibilidade de soluções periódicas (pagamento de prestações ou aluguéis). d) Contratos de conteúdo especial – são os contratos atípicos. A classificação do contrato depende dos elementos que o integram e não da denominação designada pelas partes. mediante uma única prestação. elementos espúrios e cláusulas secundárias não desnaturam o contrato para atípico. c) Contrato de prestação de serviços – tem por objeto a realização de serviços técnicos profissionais (médico. Segundo Cáio Mário da Silva. Ex. Dar-se-á sempre a termo. etc.: compra e venda. etc.

de modo que o outro apenas exige que a obrigação seja cumprida. pois substituir o devedor implica novo contrato.org/dir5/direito_civil4_contratos. QUANTO À PESSOA DO CONTRATANTE a) Contratos pessoais (intuitu personae) A pessoa do contratante é considerada elemento determinante na conclusão do outro em contratar. que só poderá ser pelo próprio contratante cumprida. b) Contratos impessoais A pessoa do contratante é indiferente. o qual considera suas qualidades individuais imprescindíveis na execução da obrigação. Ø Algumas congruências práticas desta distinção: Na prática a maior relevância é a natureza personalíssima dos contratos pessoais a que acarretará o seguinte: I – são intransmissíveis. será contada de cada prestação e a prescrição para receber cada prestação independe de parcelas pretéritas ou futuras. salvo se esta for por prazo indeterminado (que será sempre possível). III – São anuláveis em havendo erro especial sobre a pessoa do contratante. para resolução do pacto por inadimplência. III – a rescisão unilateral nos contratos de execução continuada só será admitida excepcionalmente.Contratos Ø Efeitos práticos desta distinção: I – a nulidade do contrato de execução continuada não afeta os efeitos já produzidos.23/02/13 Direito Civil . IV – a prescrição. pouco importando quem a tenha feito. II – a teoria da imprevisão só aplica-se aos contratos de execução continuada. na execução continuada. V – o cumprimento simultâneo das obrigações não se aplica aos contratos de execução continuada.html 17/63 . notasdeaula. de sorte que a morte do contratante extingue o contrato que não poderá ser executado pelos sucessores. II – Não admite cessão.

as partes não podem dele se desvincular ou a ele modificar salvo: a) mediante mútuo consentimento – distrato ou aditamento.1) Principais – existem por si. 1. portanto. porém a recíproca não é verdadeira (art. exercendo sua função e finalidade independente do outro.: fiança locatária.2 – Estabelece vínculo entre os contratantes. entretanto.org/dir5/direito_civil4_contratos.3 – É irretratável e inalterável.3) Princípios fundamentais: I – a nulidade da obrigação principal acarretará a do acessório. Efeitos jurídicos decorrentes da obrigatoriedade dos contratos: 1. em relação uns aos outros e podem ser distinguidos em: 2. 1. a prescrição da principal induz a prescrição do acessório. AULA VII – EFEITOS DOS CONTRATOS Os contratos de forma geral. que se submetem ao pacto sob pena de execução ou perdas e danos. configurando verdadeira fonte de obrigações. 2.1 – É lei entre as partes. 1. Ex.Contratos 2) Contratos reciprocamente considerados Este critério examina objetivamente os contratos. criam obrigações e estabelecem vínculo entre os contratantes.2) Acessórios – a existência jurídica supõe a existência de um contrato principal.html 18/63 . notasdeaula. de forma que não existirá sem este.a prescrição da obrigação acessória não atinge a principal.23/02/13 Direito Civil . b) cláusula expressa prevendo extinção unilateral. 2. 184 CC) II . Tais efeitos se manifestam no princípio da força obrigatória e na relatividade dos contratos.

2.1.1 – Efeitos dos contratos em relação aos CONTRATANTES: A força vinculante dos contratos restringe-se aos que por suas manifestações de vontade. o estipularam.1. os efeitos dos contratos poderão atingir pessoas que não o estipularam.: fiança por ser prazo determinado. Ex. ou seja. 2.Contratos c) resulte da própria natureza da obrigação.org/dir5/direito_civil4_contratos. Na cessão ou legado (bens particulares) os sucessores são alheios ao contrato. d) arrependimento. tal como os sucessores universais (testamentários – legado universal – ou herdeiros) e os singulares ou particulares (cessionário ou legatário).html 19/63 . pois na realidade quem deve a B ainda é A. ii) o contrato for personalíssimo ou iii) houver cláusula de extinção pela morte de um dos contratantes.1.1 – Efeitos Gerais: 2. de forma que se A deve a B e determina a C pagar. direta ou indiretamente.23/02/13 Direito Civil . de forma que somente poderá deixar de aplicá-las ou modificá-las nas hipóteses de cláusula “rebus sic standibus” ou por motivo de força maior ou caso fortuito. Efeitos dos contratos quanto à sua relatividade: Estuda os efeitos subjetivos. A manifestação indireta será pelo gestor de negócios ou procuradores (representante).3 Efeitos relativamente a terceiros: a) Princípio geral – O princípio geral é que o contrato não notasdeaula.2 Efeitos dos contratos quanto aos SUCESSORES a título universal e particular: Salvo se o direito for vitalício. 2. 2. das partes atingidas pelo ato negocial. de forma que a cessão sem consentimento da outra parte transfere virtualmente as obrigações contratuais. A sucessão universal só vincula até a força do legado ou da herança. esta transferência da obrigação de A para C é virtual. e) o juiz deverá interpretar as cláusulas contratuais como se fossem dispositivos legais.

00. doações modais (o donatário se obriga perante o doador à obrigação em benefício de terceiro). a de que seja contrato “sui generis”(Clóvis Bevilácqua). houve vantagem sem gratuidade).g. constituição de renda em favor de terceiro.. obrigando este a vender a ”C” por R$ 500. portanto. não carece de capacidade contratual e pode ser indeterminado. (“A” vende imóvel a “B” por R$ 1. II – Objetivo – o objeto há de ser lícito e possível. a regra geral de informalidade lhe é aplicável. c) Os efeitos da estipulação em favor de terceiro – estes deverão ser examinados considerando: I – As relações entre ESTIPULANTE e PROMITENTE: notasdeaula.html 20/63 . lhe atribui vantagem apreciável pecuniariamente.Contratos beneficia e não prejudica terceiro. não participa do contrato.000. a saber: i) estipulante que estabelece a vantagem a terceiro. ii) o promitente ou devedor que se obriga perante o estipulante em favor de terceiro. ao nosso ver. seguro. Ex. ou seja. Ø NATUREZA JURÍDICA Existem cinco correntes.23/02/13 Direito Civil . contratos de transporte de objeto de terceiros. 436 a 438 CC) – Vem a ser o contrato em que uma das partes (estipulante) convenciona com outro (promitente) certas vantagens patrimoniais em favor de terceiro (beneficiário).00. os contratos que versam sobre direitos exigíveis contra todos (“erga omnes”) b) Estipulação em favor de terceiro (art. O estipulante e o promitente deverão ter capacidade de contratar. III – Formal – é o contrato consensual. além de criar vantagem patrimonial a terceiro. alheio ao pacto. é o “princípio da relatividade dos contratos” segundo o qual os efeitos jurídicos dos contratos não ultrapassam às pessoas contratantes.org/dir5/direito_civil4_contratos. Deverá ser estipulado sempre em favor e não contra terceiro. desde que determinável. gratuita ou não.: na separação um dos cônjuges convenciona doar parte de seu quinhão na partilha ao único filho do casal. porém ao direito civil brasileiro deve prevalecer. portanto. v. Ø REQUISITOS: I – Subjetivo – existe vontade individual de três partes. iii) o beneficiário que é favorecido. Entretanto os efeitos dos contratos produzem efeitos sociais atingindo a terceiros. ou seja.

O beneficiário poderá executar a obrigação decorrente do contrato por ele aceito. ou ainda. não participante deste pacto.Contratos 1. 437 CC). 2. obtenha o consentimento do terceiro. Se o estipulante não tiver deixado ao beneficiário o direito de execução (art. salvo a substituição do art. 438 do Código Civil. ou a obrigação for personalíssima.html 21/63 . O promitente é mero obrigado perante o estipulante e o beneficiário. 2. II – As relações entre o PROMITENTE e o BENEFICIÁRIO: 1. desde que não inovadas pelo estipulante nos termos do art. 4. tornando sem efeito a estipulação. haverá um contrato celebrado para que o contratado faça que terceira pessoa cumpra determinada prestação. Esta relação só aparece na fase executória do contrato. ele próprio. notasdeaula. (art. por ato “inter vivos” ou “causa mortis”. ou seja. o cumprimento da obrigação. tornando-a irrevogável. mas isto não o desobriga perante o próprio estipulante (art. substitui o beneficiário.org/dir5/direito_civil4_contratos. unilateralmente. 438.23/02/13 Direito Civil . parágrafo único) reserva-se o direito de. nos limites das normas e condições contratuais. 3. passando o promitente estar obrigado a cumprir a obrigação em favor do próprio estipulante. O promitente se obriga em favor de terceiros. 438 CC (o estipulante reserva direito de substituir o beneficiário). 437 CC) poderá exonerar o devedor. a satisfazer uma determinada prestação. 2. 3. Disto conclui-se que: Ø O contratado cumprirá a sua obrigação contratual se obtiver a aceitação do terceiro satisfazer a obrigação final. Antes da aceitação a estipulação será revogável. O estipulante poderá revogar a estipulação. portanto. O estipulante poderá exonerar o promitente de cumprir a estipulação. Contrato por terceiro: Este contrato se configura quando o contratante obtém do contratado a obrigação de fazer um terceiro. se a natureza do contrato não permitir. Estes agem como qualquer contratante na celebração do pacto. pare isto se evitar deverá ser expressamente declarado o direito de execução pelo beneficiário. III – As relações entre ESTIPULANTE e BENEFICIÁRIO: 1. A aceitação do beneficiário consolida a estipulação. exceto se no contrato estiver vontade contrária a isto. 436 CC) que poderá exigir. se não houver no contrato cláusula que atribua ao beneficiário o poder de executar a obrigação (art.

b) o nomeado se recusar a aceitar a nomeação (art. a pessoa indicada. 468) c) a indicação deverá revestir-se da mesma forma utilizada pelas partes para a celebração do contrato (art. 468. Ø A aceitação do terceiro desvincula o contratado. 439 CC). pela qual. uma das partes reserva a si o direito de indicar a pessoa que deverá adquirir direitos ou que assumirá as obrigações decorrentes do ato negocial (CC. notasdeaula. perante o terceiro Contratos com pessoa a declarar: No contrato com pessoa a declarar. I. ser identificado no início do contrato. parte final). originários: Hipóteses em que o contrato terá efeitos apenas em relação aos contratantes a) findo o prazo legal ou convencional não houver a indicação da pessoa a declarar (art. porém terá ação perante o contratado até a aceitação e.23/02/13 Direito Civil . por qualquer razão. Pode ser utilizado por quem não deseja. Ø A inadimplência do terceiro dá ao contratante o direito da ação contra este. salvo se outro prazo não houver sido pactuado (art. 1ª parte). no momento da conclusão deste. embora tal substituição possa não ocorrer. Ø O credor será sempre o mesmo. 467). Requisitos: a) a indicação deverá ser por escrito. no ato da nomeação. 470. 470. I. após. b) a indicação deverá ocorrer em até cinco dias da conclusão do contrato. parágrafo único). um dos contratantes tem o interesse em fazer-se substituir por pessoa cujo nome pretende ocultar.Contratos Ø Se não obtiver sujeitar-se a perdas e danos (art.html 22/63 . for insolvente. art. CONCEITO: Trata-se de cláusula inserida no contrato. isto for desconhecido no momento da indicação.org/dir5/direito_civil4_contratos.

org/dir5/direito_civil4_contratos.4 – Efeitos do princípio da relatividade quanto ao objeto da obrigação: Quanto ao objeto.1. tais como o direito de retenção. nos termos convencionados.219 CC – possuidor de boa-fé que tenha direito à indenização das benfeitorias úteis e necessárias. OBS. no direito brasileiro. com vínculo pessoal dos contratantes cumprirem prestações em relação ao outro. a eficácia do contrato também é relativa.: O efeito do contrato de compra e venda está restrito à obrigação do vendedor transferir o domínio de certo objeto. o contrato é o título de aquisição. o contrato não gera efeito real (traslativo de propriedade). os vícios redibitórios. de fazer ou de não fazer.Contratos 2.html 23/63 .2. não fosse a sua condição de credor do mesmo. Terá direito de retenção: 1. 1.433. reciprocamente ou não.2. mas a transferência se opera. Assim. a evicção e a arras. Art. 2. pois a transferência não se opera por efeito do contrato. incisos II e III). Credor Pignoratício (art. pois dizem respeito a obrigações dependentes umas das outras. a “exceptio non adimplenti contractus”.2 – Direito de retenção: É a permissão legal conferida ao credor para que este conserve em seu poder coisa alheia que já detinha de boa-fé. mas sim ou pela tradição – para móveis – ou pela transcrição no registro imobiliário. A natureza jurídica do contrato é puramente obrigacional. até extinguir o seu crédito perante aquele a quem já deveria ter restituído. pelo registro e tradição.: Na compra e venda de imóvel ou móvel. notasdeaula. em regra.23/02/13 Direito Civil . 1. pois somente gera obrigação de dar. respectivamente. Ex. com efeitos puramente obrigacionais. 2.1 – Considerações preliminares: Os contratos bilaterais ou sinalagmáticos apresentam peculiaridades que geram efeitos inaplicáveis aos contratos unilaterais.2 – Efeitos particulares dos contratos: 2. 2.

4.4 – Vícios Redibitórios: O art. de maneira que se estes vícios fossem aparente o negócio não se realizaria. Logo. 4. a fim de aumentar as garantias do adquirente sujeito a uma contraprestação equivalente a sua prestação (contratos comutativos). portanto. Que lícita e normalmente detenha a coisa alheia. sem que tenha cumprido a sua. Crédito líquido. responsabilizando o alienante pelos vícios ocultos do bem alienado. 476 CC): Nenhum dos contratantes poderá exigir o cumprimento da obrigação do outro. notasdeaula. certo e exigível.2. não comuns às congêneres. inexata ou incompletamente a prestação. Há dependência recíproca das prestações.652 CC). Inexistência de convenção ou lei excluindo o direito de retenção. Logo não se aplica aos contratos de execução continuada.23/02/13 Direito Civil . que a tornem imprópria ao seu uso comum ou lhe diminua sensivelmente o valor.Contratos 3. CONCEITO – são falhas ou defeitos ocultos existentes na coisa alienada. que são simultâneas e. 441 CC). objeto de contrato comutativo. 5.3 – “Exceptio non adimplenti contractus” (Art. exigíveis ao mesmo tempo.2.org/dir5/direito_civil4_contratos. Que conserve essa detenção. com conectividade com a coisa retida.html 24/63 . então se aplica o art. torna a exigibilidade da prestação imune a qualquer pretensão contrária do devedor. 644. Se a lei ou convenção não determinar que cumprirá primeiro a obrigação. 2. 1. A cláusula “solve et repete”. 441 do CC admitiu a teoria do vício redibitório. pois se a perder cessará o direito de retenção. Representa renúncia à “exceptio non adimplenti contractus”. O mandatário (art. darão ao comprador pretender ficar com a coisa (art. O cônjuge (art. 2. O depositário (art. parágrafo único). 3. 476. 2. Também cabe esta exceção quando o outro cumprir defeituosa. 681 CC). Para que se configure será necessário: 1.

2.2. ainda que a coisa pereça com poder do alienatário. 503 CC).html 25/63 .1 – Na garantia da evicção o alienante deve: a) Assegurar a posse pacífica da coisa alienada. 2) O alienatário poderá. Ainda assim. sendo que tal disposição assegurará. se dela não soube do risco ou se sabendo não o assumiu.4. pedir abatimento no preço (art. funda-se no dever do alienante entregar a coisa e garantir-lhe o uso e gozo. A evicção poder ser expressamente afastada pelas partes. 2. 441.5. do contrato (art. 5) Defeito já existente na celebração e que perdure até a reclamação. 442). ao evicto o direito de receber o preço que pagou pela coisa. em vez de rejeitar a coisa.Contratos Ex. 4) O vício há de ser oculto a ponto de não ser percebido apenas na utilização ou exame minucioso.1 – Requisitos: 1) Coisa adquirida mediante contrato comutativo ou doação com encargo – art. salvo se a coisa constituir um todo inseparável. (art. 444).4. 2. parágrafo único (Princípio garantia). 3) Defeito deve ser grave. 3) O vício real de uma coisa não autoriza rejeição de todas (art.: .o prédio com freqüentes inundações.org/dir5/direito_civil4_contratos. ainda. 2) Vício ou defeito prejudicial à plena utilização ou determinante na redução do valor. notasdeaula.2.2 – Algumas conseqüências jurídicas: 1) Subsiste a responsabilidade do alienante.o automóvel com problema no motor. . 447).5 – Evicção: CONCEITO – É a perda da coisa por força de decisão judicial que confere a outrem a propriedade.2. o alienante devolverá o que recebeu mais despesas.23/02/13 Direito Civil . por força do vício oculto.2. mesmo que o preço seja global. fundada em motivo jurídico anterior ao contrato de venda se neste não denunciado. 2.

despesas contratuais e custas judiciais. Convocar o alienante a compor a lide (denunciação – art. o evicto perderá a garantia da evicção).5. Demandar pela evicção. 3.5. 456) – Direito sucessivo entre alienantes.2. c) Na evicção se consumar. c) Sentença. d) Anterioridade do direito do evictor . Optar. 447) . b) Perda.5. 2. e prescinde de má-fé. pelo evictor – em regra – das despesas com benfeitorias necessárias ou úteis. Reter a coisa até ser reembolsado.23/02/13 Direito Civil . então responde por perdas e danos. d) Somente é afastada por cláusula expressa.transfere a coisa e responde pela evicção. entre rescisão do contrato ou restituição de parte do preço notasdeaula. 4.3 .terceiro que move ação judicial reivindicatória do bem. b) Alienante . 2.html 26/63 . 2.4 – Direitos do Evicto: 1.a causa da perda deve preexistir ao contrato de alienação sob evicção. e) Denunciação da lide (se não haver. total ou parcial. 5. 552 CC).Partes na evicção: a) Evicto .Contratos b) Assistir o alienatário e defendê-lo se denunciado à lide. declaratória de evicção. reclamar o preço pago. além dos frutos que tenha devolvido.Requisitos da Evicção: a) Onerosidade (art. da coisa. com trânsito em julgado. Na evicção total. c) Evictor .org/dir5/direito_civil4_contratos.exceção: doação por dote oferecido por terceiro que responderá pela evicção se agir de má-fé ou se houver cláusula expressa neste sentido (art.2.2 .2.o adquirente que perderá a coisa. respondendo o alienante independente deste. 2. movendo ação contra o transmitente. na evicção parcial.

Determina perdas e danos pelo nãocumprimento. 420 CC). ou excepcionalmente. 2. Cabe nos contratos bilaterais que servem de título traslativo do domínio.6 – Arras: Presente nos mais antigos ordenamentos jurídicos (grego. Pacto acessório que visa afirmar a conclusão do contrato ou seu adimplemento. ou seja. garantir a pontualidade da obrigação. b) Arras penitenciais – prevê a possibilidade de arrependimento nos termos do art. Assegura o cumprimento do contrato principal.2. 6. A entrega deve ser feita por um contratante a outro. 450). egípcio) sempre expressa o significado de garantia. estipulando pena (art. notasdeaula. 3. 420 CC. estabelece previamente as perdas e danos. 417– ou garante a pontualidade das obrigações. persa. romano.6.org/dir5/direito_civil4_contratos.6. 4. ou prevê o arrependimento. Responsabilizar os herdeiros.2.html 27/63 . 2. 2. CONCEITO – Sinal representado em quantia de dinheiro ou coisa móvel fungível dado por um a outro contraente a fim de assegurar a conclusão do contrato. 5.23/02/13 Direito Civil . 420. calculada de acordo com o valor da coisa ao tempo da evicção (art. hebraico.Contratos (art. pactuando a perda do sinal ou devolução em dobro no caso de arrependimento – art. 2. Só se aperfeiçoa após a efetiva entrega do dinheiro ou da coisa fungível.2 – Espécies de Arras: a) Arras confirmatórias – visam afirmar a realização do contrato. Convenciona a pretensão dos contratantes em dar obrigatoriedade dos contratos (bilateral ou comutativa) – art.2. 455). de maneira que se antecipa parte do pagamento.1 – Caracteres: 1.

b) espécie da dívida. A quitação será o meio pelo qual o credor exonerará o devedor. f) valerá qualquer que seja sua forma. sem configurar mora (art.org/dir5/direito_civil4_contratos.23/02/13 Direito Civil . c) nome do devedor. exceto prova convincente do contrário (art. e) assinatura do credor. O pagamento por conta [amortização ou resgate parcial] deverá ser expresso. contrato celebrado por instrumento público poderá ser quitado por instrumento particular. 2 – Extinção normal do contrato: É quando o contrato termina normalmente com o adimplemento da prestação. de forma que se este lhe for negado ou dada irregularmente. ou quem por este pagou. v. essa falta de ressalva é presunção de pagamento dos juros “juris tantum” (art. porém. A quitação geral presume pagamento de todos os débitos anteriores. a execução. 323 CC) São requisitos da quitação (art. legais e jurisprudenciais quanto à terminologia do assento. o modo normal de extinção. A quitação é direito do devedor. 322). É esta. de maneira que. ressalvada a extinção normal. I).html 28/63 . o devedor poderá reter o pagamento ou consignar. apresentamos a questão dividindo entre extinção por motivos (ou vícios) anteriores ou contemporâneos e supervenientes à formação do contrato. - 3 – Causas de dissolução contratual anteriores ou contemporânea à sua formação: notasdeaula. 320 CC): a) valor da dívida..g.Contratos AULA VIII – EXTINÇÃO DOS CONTRATOS 1 – Noções Gerais: Em face das divergências doutrinárias. ou de seu representante. d) tempo e lugar do pagamento. 319 e 335. sendo executado pelas partes em todas as suas cláusulas. segundo Maria Helena Diniz.

- 3. mediante o inadimplemento de uma das partes. resolv endo-se o contrato de pleno direito. 3. dolo.html 29/63 . e se dirige a contrato celebrado por relativamente incapazes ou com vício de consentimento (erro. com perdas e danos (art. 475) judicialmente. 474. CC). involuntária ou por onerosidade excessiva.4. Nulidade – A nulidade é a sanção para o contrato firmado ao arrepio dos seus requisitos de validade. Noções Gerais – A extinção dos contratos neste caso impede a sua execução. 4 – Causas extintivas do contrato superveniente à sua formação: 4.1. a qual se opera independente de sentença judicial. Noções Gerais – os motivos anteriores podem ser de (i) nulidade na formação (subjetiva. autoriza a rescisão (art. podendo ser unilateral ou bilateral e (iii) Por morte dos contratantes. Direito de Arrependimento – É o direito de qualquer das partes extinguir o contrato unilateralmente por ter se arrependido de tê-lo celebrado. não gerando efeitos desde sua formação (ex tunc) e não se convalescerá pelo decurso de tempo.1. coação ou fraude contra credores).2. Pode ser por (i) Resolução. nos contratos personalíssimos. A parte que se arrepender responderá pelos danos à outra em face da quebra da promessa.1 – Condição resolutiva tácita – RESCISÃO – (art. objetiva ou formal). Condição Resolutiva – Os arts. sejam eles formais. Produz efeitos “ex nunc”.org/dir5/direito_civil4_contratos.3. de modo que o juiz só rescindirá o contrato se provado o inadimplemento.23/02/13 Direito Civil .Contratos 3. de forma que o inadimplemento de uma parte. Só ocorre se houver permissão legal (art. 474 e 475 do CC prevêem a condição resolutiva tácita (rescisão ou expressa). portanto. impossibilitando a produção de seus efeitos. independente de previsão expressa. (ii) implemento da condição resolutiva pactuada. 420 CC e 49 CDC) ou pacto expresso (contrato). Relativa: só poderá ser pleiteado pela pessoa interessada. que se liga ao inadimplemento. (ii) Resilição. 3. objetivos ou subjetivos.3. 475) – É própria dos contratos bilaterais ou sinalagmáticos. se operando de pleno direito. 3. que extingue o contrato por vontade de um ou dois contratantes .2 – Condição resolutiva expressa – A existência de resolução tácita (rescisão) não é óbice para existência de cláusula resolutiva expressa. apenas após a sentença que decrete a nulidade. os quais têm por princípio o equilíbrio da prestação e da contraprestação. 3. notasdeaula. (iii) direito de arrependimento expressamente pactuado.3. e se dará por inexecução voluntária. Poderá ser: Absoluta: ocorrerá se ferir norma de ordem pública.

Resilição bilateral ou DISTRATO – Extinção do contrato por ato de vontade de ambos os contratantes. 4. Se a outra parte já tiver cumprido a sua parte.2.Contratos 4. no caso de sua inadimplência causa resolução contratual. Resilição Unilateral – se dá com os contratos onde. o destrato não terá que seguir a mesma forma (efeito “ex nunc”. Obedece à mesma forma do contrato. c) O art. 53 do CDC atribui nulidade à cláusula que estabeleceu perda pelo consumidor das prestações pagas. Resolução por inexecução voluntária – Ocorre quando se der a extinção do pacto por culpa de um dos contratantes. 4. é permitida a sua dissolução unilateral. e) Sujeita o inadimplente perdas e danos e lucros cessantes. revogação e denúncia.7. 4. tornando o contrato oneroso demais a uma parte e prejuízo da outra. antes da execução e no seu prazo de vigência. deverá ser restituída.23/02/13 Direito Civil .Decorre da incidência da teoria da imprevisão (cláusula rebus sic stantibus). Se a forma do contrato foi mera opção dos contratantes.4. salvo para devedor em mora. por sua natureza. Resolução por inexecução involuntária (alheia à vontade) – Decorre de caso fortuito ou força maior que impedem o devedor de cumprir a obrigação. no depósito e nos contratos por tempo indeterminado (efeito “ex nunc”. Assim o é. Resolução por onerosidade excessiva . de acordo com a espécie do contrato de renúncia. De resto notasdeaula. no mandato. 4. desde que o contrato seja solene.html 30/63 . 4. em regra). b) Ex nunc nos contratos de execução continuada. Tem por efeitos básicos: a) Ex tunc nos contratos de execução única. d) Atinge crédito de terceiro desde que adquiridos entre a conclusão e a resolução do contrato (opinião diversa é esposada por Sílvio Venosa). Morte de um dos contratantes – a morte só encerra o contrato personalíssimo. por exemplo. em regra). denominando-se.org/dir5/direito_civil4_contratos. nesta hipótese cabe ressaltar que o caminho da rescisão contratual deverá ser adotado pelo órgão julgador apenas na eventual impossibilidade de reequilíbrio contratual.6. Não cabe perdas e danos.5. causando dano ao outro e existindo nexo de causalidade entre o ilícito do agente e o prejuízo do outro.3.

que confirmam a regra. tornando-se perfeito e acabado mediante acordo de vontades sobre a coisa e o preço (art. AULA IX – COMPRA E VENDA Conceito – Em singela síntese é a troca de uma coisa por dinheiro (Sílvio Venosa). Ex. 3.227. como contrato consensual. 1. O vendedor recebe o preço e o comprador recebe a coisa.html 31/63 . O inadimplemento faculta a exigência de cumprir a obrigação de dar a coisa certa (pacta sunt servanda).267 e 1. II – É bilateral ou sinalagmático: Ambos os contratantes têm reciprocamente obrigações. art. a transferência que se dá pela tradição (móveis) e transcrição do título aquisitivos (imóveis) – arts. Principais efeitos: 1. Há exceções. notasdeaula. Decreto-lei 911/69 – Alienação Fiduciária. 1245 a 1247 e Súmula 489 do STF. um de pagar e outro de entregar a coisa. Não opera.org/dir5/direito_civil4_contratos. com efeitos exclusivamente obrigacionais. mediante o pagamento de certo preço em dinheiro ou valor fiduciário correspondente” (Caio Mário). de per si. no ordenamento brasileiro. A compra e venda caracteriza-se. Classificação: I – É oneroso: Ambos os contratantes obtém vantagens econômicas. 482 CC). 8º do Decreto-lei 3545/41 – Títulos da Dívida Pública da União dos Estados e dos Municípios. A indenização é substitutiva da prestação de entregar a coisa vendida e não faculdade do vendedor. “Uma pessoa (vendedor) se obriga a transferir à outra (comprador) o domínio de uma coisa corpórea ou incorpórea. nas quais a transferência se opera pelo contrato. 2.Contratos transmite ao herdeiros. 4.23/02/13 Direito Civil .

458 e 459 CC) –quando versar sobre risco de quantidade ou da existência da coisa (emptio rei speratae e emptio spei). pela própria natureza.org/dir5/direito_civil4_contratos. desde que posteriormente seja adquirida validamente até o momento da transferência. Pretius – Deve ser em dinheiro sob pena de não ser compra e venda. 2. criando a obrigação de transferência. tendo como características: a) Pecuniariedade: Soma em dinheiro que o comprador paga ao vendedor em contrapartida à coisa recebida. No contrato solene teríamos ainda a forma. na hipótese de vendedor de boa-fé (art. a compra e venda cria obrigação de dar. 1.html 32/63 . ex. II. por isso a coisa deverá ser determinada ou determinável.268 CC) 1. ainda que em potencial. 1.Geralmente comutativo: No momento da conclusão do contrato as partes conhecem o conteúdo de sua prestação.5. 457 CC).Contratos III .4. Res – qualquer coisa suscetível de apropriação econômica que possa servir do patrimônio do vendedor e ingressar no patrimônio do comprador. seja corpórea ou incorpórea.2. Mesmo se não pagar os títulos o negócio de venda não será desfeito. Possibilidade de transferência: Só podendo ser alienada pelo titular eis que o comprador não pode vender a ele mesmo. Será aleatório (art. Ter existência. suscetível de determinação na execução. Pro Solvendo – Somente considera-se pago o preço. 1. § § 1º e 6º). (Imóveis – art.: luz solar). A coisa litigiosa pode ser alienada – (art. ou Títulos da Dívida Pública). IV – Consensual ou solene: Em regra é consensual. Se for o preço pago neste título poderá ser: Pro soluto – A entrega das cártulas representa o pagamento definitivo. legal (quando estiver fora do comércio por determinação da lei) ou voluntariamente (quando estiver fora do comércio por ato inter vivos (doação) ou causa mortis (testamento)). Deverá: 1. depois de solvido o último notasdeaula. 108 e 215. Ser disponível ou estar no comércio: Não pode a coisa ser inalienável natural (não pode ser apropriado pelo homem. Elementos Constitutivos São três: res (coisa).1. mas serve como título aquisitivo. Admite venda de coisa alheia. V – Traslativo de propriedade: Não transfere de per si a propriedade. 1. no momento da realização do contrato. pois indicada em gênero e quantidade. podendo ser solene por exigência de lei. Pode ser pago por coisa representativa de dinheiro (cheque. 1. Ser individualizada.3.23/02/13 Direito Civil . pretius (preço) e consensus (consentimento).

b) Seriedade: O preço deve ser real.: Tutores. evicção b) acarretar a responsabilidade do vendedor pelos vícios redibitórios e pela 33/63 notasdeaula. não poderá ser ínfimo. 504. exceto no regime de separação absoluta de bens. Somente os procuradores que tenham poderes de alienar e administração podem vender. não pode alienar ou gravar de ônus imóveis ou direitos reais sobre imóveis alheios sem outorga uxória ou autorização marital (CC arts. 3. Principais: a) gerar obrigações recíprocas aos contratantes: para o vendedor de transferir o domínio da coisa e para o comprador de pagar-lhe o preço certo em dinheiro. 497. I). I a IV CC). mesmo em hasta pública sob pena de nulidade (art. Ex. tanto por tanto. O não pagamento do título pode implicar resolução do contrato.org/dir5/direito_civil4_contratos. curadores.23/02/13 Direito Civil . 1. c) Certeza: O preço deve ser certo e determinado. Conseqüências jurídicas: Dividem-se estas em principais e secundárias. aos demais condôminos (art. Consensus – As partes devem estar de acordo como o preço. no prazo de 30 (trinta) dias. irrisório ou fictício. Ø O proprietário da coisa alugada deverá dar conhecimento da venda ao inquilino para que este exerça o direito de preferência. Algumas limitações para contratar: Ø Pessoa casada.Contratos título. Ø O condômino não poderá vender seu quinhão à estranho sem antes oferecê-la. a coisa e demais condições do negócio.html . devendo ser fixado pelos contraentes ou por terceiro eleito. 496 CC) e também. sendo nula a cláusula que assegura ao arbítrio de um único contratante a fixação do preço. Ø Ascendentes vender para descendentes sem consentimento expresso dos outros descendentes (art. testamenteiros. 1ª parte. Ø Os que têm dever de ofício ou por profissão de zelar pelos bens alheios não podem adquiri-los. CC). do cônjuge do ascendente. administradores e alguns mandatários.647.

ou a resolução contratual se as medidas da coisa comprada não corresponderem à coisa entregue. Exceção de já se colocou a coisa à disposição do comprador “tradição simbólica”. a retenção da coisa a ser entregue ou do pagamento a ser realizado até a efetiva entrega da coisa.html 34/63 . A resolução contratual e o abatimento do preço serão possíveis apenas na impossibilidade de complementação pelo vendedor. encontre outra solução. desde que os contratantes. Em face do princípio da autonomia contratual esta regra pode ser alterada. tendo em vista o inadimplemento da outra. ao seu paradigma. de comum acordo. correndo por sua conta os riscos da coisa se danificar ou perecer. de exercer a retrovenda. e) (Venda ad corpus e ad mensuram) – Tratam-se de modalidades especiais de compra e venda. mais as despesas realizadas inclusive de melhoramentos (art. sem fazer referências às suas dimensões. Artigo 508 CC – Mais de um vendedor com direito à retrovenda. CLÁUSULA DE RETROVENDA O vendedor se reserva o direito de reaver. restituindo ao comprador o preço. Já na compra e venda ad corpus. c) Direito de reter a coisa ou o preço: Aplica-se nas compras e vendas à vista. apenas na hipótese de demonstrar que a diferença apresenta-se superior à um vigésimo (5%) da coisa esperada. b) Repartição das despesas: as despesas da escrituração e do registro correrão por conta do comprador e as de tradição por conta do vendedor. Na segunda modalidade (ad mensuram). onde se presume que o comprador adquiriu a coisa como um conjunto. não cabe a este os direitos previstos na outra modalidade.Direito do comprador em recusar a coisa vendida mediante amostra. todos devem exercer integralmente ou caducará o direito de todos. em tudo. 505 CC). facultando à uma das partes. notasdeaula.Contratos Secundárias: a) responsabilidade pelos riscos: Até o momento da tradição dos móveis e do registro dos imóveis a coisa pertence ao vendedor. pelo desconhecimento da cláusula.org/dir5/direito_civil4_contratos.23/02/13 Direito Civil . ainda que de boa-fé. PRAZO – decadencial de no máximo 3 anos Artigo 507 CC – Direito contra terceiro. se esta não se mostrar idêntica. o imóvel alienado. o abatimento do preço. assiste direito ao comprador em pleitear a complementação da área vendida. d) (Venda mediante amostra) . em prazo definido. Recai apenas sobre bens IMÓVEIS.

Ø Oponível aos sucessores do vendedor. Também responderá o adquirente de má-fé. O imóvel desapropriado não utilizado para os fins previstos deverá ser ofertado ao ex. 513 CC). Ø Personalíssima: Comprador – Não transfere causa mortis ou inter vivos. É direito pessoal (personalíssimo). configurando estipulação em favor do comprador.org/dir5/direito_civil4_contratos. 512 CC).html 35/63 . Não existe cessão e nem sucessão. Não havendo prazo para aceitar. ou dar em pagamento. DISTINÇÕES BÁSICAS ENTRE RETROVENDA E PREEMPÇÃO: notasdeaula. só é cabível caso o comprador queira vender a coisa. No entanto. 511 CC). para que o vendedor exerça sua preferência (art. Até o aceite da coisa os efeitos ficam suspensos. DA PREEMPÇÃO OU PREFERÊNCIA Impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao vendedor a coisa comprada que for vender. É direito potestativo do comprador que não precisa justificar a recusa. sob pena de aceitação (art. Caberá perdas e danos ao comprador que não der ciência das vantagens e do preço ao vendedor. Será uma cláusula suspensiva. O comprador até a aceitação final é como um comodatário (art. Ø 60 (sessenta) dias – Para bens Imóveis. o vendedor poderá intimar o comprador judicialmente para fazê-lo em prazo improrrogável. não podendo ser compelido a tal. Prazo para exercer o direito de preferência após a oferta: Ø 3 (três) dias – Para bens Móveis.23/02/13 Direito Civil .proprietário pelo preço desapropriado (retrocessão). 509 a 512 CC).Contratos VENDA À CONTENTO Trata-se de uma cláusula condicional mediante a qual ficará desfeito o negócio se o comprador não se agradar da coisa (art. de maneira que o vendedor se submeterá ao arbítrio da aceitação do comprador. Recai sobre bens MÓVEIS e IMÓVEIS.

poderá o vendedor exigir o pagamento do comprador. alegando defeito da coisa. matéria esta antes disciplinada pelo direito comercial. Caso o pagamento estiver a cargo de instituição financeira este deverá ser feito mediante a apresentação dos documentos necessários.html 36/63 . VENDA COM RESERVA DE DOMÍNIO Seguindo a orientação de modernização da legislação civil. que se relaciona com a técnica de pagamento denominada crédito documentado.23/02/13 Direito Civil . Estando a respectiva documentação em ordem é defeso ao comprador recusar o pagamento. nos artigos 521 a 528.org/dir5/direito_civil4_contratos.406/2002). Na modalidade sob comento a tradição da coisa é substituída pela entrega dos documentos e títulos representativos da coisa.º 10. exceto se esse vício já estiver comprovado. notasdeaula. este instituto passou a ser contemplado pelo Novo Código Civil (Lei n.Contratos Preem pção Cabe em móv eis e imóv eis Diz respeito à pretensão do comprador rev ender a “res” O preço é igual ao oferecido a terceiro Nov o contrato Retrovenda Somente em bens Imóv eis Iniciativ a ex clusiv a do v endedor em reav er o imóv el O preço é o mesmo mais as despesas Resolução da v enda VENDA SOBRE DOCUMENTOS Modalidade de compra e venda muito difundida nos contratos de importação e exportação. Havendo recusa por parte da instituição encarregada.

5. mediante Ação de Busca e Apreensão ou Reintegração de Posse. 4. O comprador pode alienar a “res”. Oneroso – ambos obtém vantagem econômica. se pelo menos uma das coisas for imóvel. A posse é condicional eis que o pagamento é evento futuro e incerto. Natureza – 1. Em regra é consensual. AULA X – TROCA OU PERMUTA Conceito – É o contrato pelo qual as partes assumem a obrigação de dar uma coisa em contraposição à entrega de outra. ou (ii) exigir o preço. OBS: Não há troca se em contraprestação ao bem a outra parte prometer serviço. Ex. O comprador é imediatamente investido na posse da “res”. Pago o preço total a transferência do domínio se opera automaticamente. Traslativo da propriedade . Comercial). corpóreas e incorpóreas (móvel e imóvel).Contratos A reserva de domínio é a estipulação em contrato de compra e venda. salvo dinheiro. mediante expressa anuência do vendedor. em que o vendedor reserva para si o domínio e a posse indireta até o pagamento integral do preço. sendo a compra e venda definitiva quando implementada esta condição. 221 Cód. Bilateral – obrigações e vantagens recíprocas. Objeto – Tudo o que puder ser objeto de compra e venda será também objeto de troca (art. mas serve de título aquisitivo e cria a obrigação de transferência. Comutativo – na assinatura do contrato as partes já conhecem a prestação e a contraprestação. subordinando-se a transmissão do domínio ao pagamento de todo o preço. notasdeaula.org/dir5/direito_civil4_contratos. 2. a saber: (i) Retomar a res. sendo solene. O não pagamento total do preço investe o vendedor de poderes alternativos.23/02/13 Direito Civil .não transfere de per si.: coisas fungíveis. 3. por exemplo.html 37/63 . em regra de coisa móvel infungível. infungíveis.

Para alguns a simples presença de moeda na operação. todavia. Alguns doutrinadores. As despesas com o instrumento de troca serão rateadas (50%) – art. 496 CC. Cada parte pagará o imposto sobre o valor do bem adquirido. As partes podem fixar prazo idêntico ou diferente para a entrega das coisas.406/2002) – arts. além dos demais descendentes. a troca deverá ser precedida de anuência também do cônjuge do ascendente. porém mereceu tratamento autônomo do Novo Código Civil (Lei n. dentre eles Sílvio Rodrigues. 490.º 10. discrepam acerca do efeito da predominância. 534 a 537 passando a ser tratado como contrato nominado. · · · · · · Necessita de outorga uxória / autorização marital. AULA XI – CONTRATO ESTIMATÓRIO Conceito – Contrato onde uma parte (consignante) faz a entrega a outra (consignatário) de coisas móveis a fim de que esta conclua a venda a terceiro em um prazo e preço fixados. podendo o que sobejar ser onerosa ou gratuita (permuta com doação ou compra e venda embutida quanto ao valor exorbitante). ainda que em quantia irrisória. Efeitos – São os mesmos da compra e venda. é permuta. porém se for primordial o dinheiro. por si só já desnatura o negócio de troca ou permuta. notasdeaula. inclusive as garantias como evicção e vício redibitórios.org/dir5/direito_civil4_contratos. Não foi disciplinado pelo Código Civil antigo. Se a ‘res’ for objeto predominante e não o valor em dinheiro. Enseja Ação de Obrigação de Dar. salvo expressa disposição contratual em contrário. A teoria tradicional considera cláusula especial de compra e venda (coisas entregues para vender). A troca em valor igual entre ascendente e descendente prescinde de autorização do art. se a coisa entregue por aquele superar a coisa entregue por este.html 38/63 . é compra e venda. necessitar-se-á para a validade do ato a anuência dos demais descendentes.23/02/13 Direito Civil .Contratos A diferença de valor não desnatura a permuta. Para o Novo Código Civil. Para classificar os contratos como permuta com valor exorbitante ou compra e venda como parte do pagamento do preço em ‘res’ considera-se a preponderância dos valores.

23/02/13 Direito Civil . Conservar a propriedade – findo o prazo do contrato terá direito ao preço ou à restituição. no preço estimado. tampouco arrecadada em insolvência ou falência antes do total pagamento do preço.Se assemelha ao mandato. Se houver a permissão de venda sem entrega da ‘res’ será outra tipicidade.org/dir5/direito_civil4_contratos. 2. » Obrigação facultativa de pagar. Auferirá lucro sobre o preço que obteve na venda. Direitos e deveres do Consignante » Direitos: 1. a saber: » Disponibilidade da coisa. Bilateral. notasdeaula.html 39/63 .Contratos É contrato real. Natureza Jurídica . ou devolver a coisa. Tem características próprias. pois o consignatário vende a coisa móvel a terceiro como se fosse sua e o consignante não responde perante o terceiro pelos atos do consignatário. no prazo pactuado. 2. É contrato facultativo: O consignatário ou paga o preço ou devolve a coisa (devolver é obrigação subsidiária). pois só se aperfeiçoa com a efetiva entrega da coisa. Características / Classificação 1. A “res” móvel não pode ser penhorada por credores do consignatário. 3. Oneroso. Nada impede que o consignatário pague o preço e fique com a coisa. Consignatório – recebe a coisa para vender em condições e preço estabelecido pelo Consignante. porém deste se distingue. » A disponibilidade da “res” é do consignatário. Comutativo.

7. direito à retratação. AULA XII . » Gratuito.org/dir5/direito_civil4_contratos. 4. notasdeaula. 538 CC). 541).23/02/13 Direito Civil . no lapso contratual.DOAÇÃO Conceito – É o contrato em que o doador por liberalidade. » Ânimo da liberalidade (doar – “animus donandi”). Faculdade de pagar o preço ou restituí-la (subsidiária). Decorrido o prazo sem pagamento ou restituição. Responde pela perda ou deterioração da coisa. 2. 6. Entregar a coisa móvel e sua disponibilidade. transfere bens de seu patrimônio ao donatário (art. Dispor da coisa durante o prazo. 2.html 40/63 . Não turbar a posse direta do consignatário. a “res”. 3. ficará em mora. Restituir a qualquer tempo. » Formal (art.Contratos » Deveres: 1. Pagando ou restituindo não há. Pagar ou gastar ordinárias da convenção da “res”. nem pretender a restituição no lapso temporal. » Obrigacional – porém é título de aquisição. Direitos e deveres do Consignatário 1. 5. em tese. Características da Doação: »Unilateral.

Assim. pode-se afirmar que: a) É nula a doação em prejuízo da subsistência do doador (art. c) Aquele que esteja ou que pela doação fique insolvente. d) A doação em comum presume divisão em partes iguais. b) É nula a doação que exceda o direito dos herdeiros legítimos (art. c) É anulável a doação do adúltero ao cúmplice (art.2 – a doação deve ser lícita.O doador poderá fixar o prazo para a aceitação.1 – Do Doador – é a capacidade de doar.2 – Do Donatário – diz respeito à capacidade de receber a doação: Pode receber a doação qualquer pessoa. 2 – Requisitos Objetivos: 1. inclusive os incapazes (art. não carece de aceitação. ainda que com a autorização judicial. não poderá doar: a) O marido sem a outorga uxória ou a mulher sem a autorização marital.html 41/63 . 1. etc). 543 CC).23/02/13 Direito Civil . . Assim. e só ficará sem efeito se não houver casamento (isto não afasta a recusa). será tida por aceito. salvo se a doação for com encargo. . 548 CC).Os incapazes de contratar podem aceitar doações puras.Doação à nascituro valerá mediante aceite dos pais. sabendo este do prazo. No silêncio do donatário. 1.org/dir5/direito_civil4_contratos. » Aceitação do donatário: . o nascituro e filhos que eventualmente venham a ser concebidos do casamento a se realizar e.Contratos » Transferência dos bens doados do patrimônio do doador para o donatário. . b) O tutor.Doação em contemplação a casamento. creches. com pessoa determinada e certa. 550 CC). as pessoas jurídicas (fundações. 549 CC). os bens do tutelado.1 – A coisa deve estar ‘no comércio’. d) O cônjuge adúltero ao cúmplice. Requisitos da Doação: 1 – Requisitos Subjetivos: 1. salvo disposição em contrário notasdeaula.

Doação Condicional – somente surte efeitos após acontecimento do evento futuro e incerto (arts. não podendo ultrapassar. 3 – Requisitos Formais: É contrato formal (escritura pública ou contrato particular – art. Doação Modal ou com Encargo – há a imposição de uma incumbência ao donatário em favor do doador. quando em verdade tem por objeto pagar serviços prestados ou recebidos do donatário ou compensar vantagem recebida (art.551 CC). extingue-se com a morte do doador.23/02/13 Direito Civil . Doação Conjuntiva – é feita em comum a mais de uma pessoa. Revogação da Doação notasdeaula. 4. Doação Pura e Simples – feita por mera liberalidade. Nesta última hipótese. 540. sem qualquer condição. e não a exceder. exceto estipulação em contrário. contudo. 547 CC). desde que feito a tradição imediata. salvo se este dispuser diferentemente.html 42/63 . f) O doador não paga juros moratórios nem responde pela evicção.Contratos (art. 552 CC). salvo disposição dando tal garantia (art. que deve expressamente declarar. salvo se doado exclusivamente da meação do doador. 545. Será válida a doação verbal de bens móveis e de pequeno valor. Possui termo final ou inicial. a vida do donatário (art. e) A doação sob forma de subvenção periódica. sendo dividida igualmente entre os donatários. Pode ser por testamento ou a título de liberalidade. o Ministério Público pode exigir a realização do encargo fixado. 3. de terceiro ou de interesse geral. 541 CC). g) É legítimo ao doador estipular o retorno dos bens doados na hipótese de morte prévia do donatário (art. Doação de pais a filhos – é adiantamento da legítima. Espécies de Doações: 1. Doação a Termo – evento futuro e certo. Doação Remuneratória – é aquele que tem aparência de liberalidade.org/dir5/direito_civil4_contratos. restrição ou encargo para sua constituição e execução. em havendo mora do donatário e desde que o doador não o tenha exigido em vida. isto à época da doação. 7. 2. 2ª alínea CC). 6. 546 e 547 CC). 545 CC). 5.

557 CC : . .Contratos I – Por motivos comuns a todos os contratos (Vícios de consentimento: erro. É comutativo. o uso e gozo de coisa não fungível. .html 43/63 . 2ª parte CC). 4. 3. . AULA XIII – LOCAÇÃO (De coisa) Conceito – É o contrato pelo qual o Locador se obriga a ceder ao Locatário. 22). Lei 8. impossibilidade jurídica de se cumprir o encargo proposto) . notasdeaula. É oneroso. » Art. 555.23/02/13 Direito Civil .Podendo dar alimentos ao doador que necessitou lhe negou. Deveres do Locador I – Entregar a coisa locada em estado que sirva à sua utilidade e mantê-la nestas condições pelo tempo do contrato (art. dolo ou coação.org/dir5/direito_civil4_contratos. 555. 2. mediante certa retribuição (aluguel). 5. É bilateral. 1ª parte CC).Se cometeu contra o doador ofensa física.Se o donatário injuriou gravemente ou caluniou o doador. É consensual.Se o donatário atentou contra a vida do doador. Características 1. 566 CC. por tempo determinado ou não. III – Garantir o uso pacífico da coisa pelo tempo da locação.245 – art. » Por descumprimento de encargo (art. E de execução sucessivo. II – Por ingratidão do donatário (art. II – Responder por vícios redibitórios.

VI – Oferecer as garantias legais.Dar recibo de aluguel e encargos. Porém a relação entre Locador e Locatário não se modifica.Consiste na concessão pelo Locatário do uso e gozo. emprestar ou sublocar o imóvel. da coisa locada.Contratos IV – Pagar impostos.org/dir5/direito_civil4_contratos. despesas de Administração e intermediação e despesas extraordinárias de condomínio. 3. VII – Pedir prévio consentimento para ceder.245/91 Permanecem regidas por leis especiais e pelo Código Civil: notasdeaula. 2. IV – Comunicar ao Locador turbações de terceiros eventualmente fundada em direito. Locação de Imóveis Urbanos: Residenciais e não Residenciais Lei n. Sublocação . III – Pagar pontualmente o aluguel. VI – Indenizar benfeitorias úteis e necessárias feitas pelo Locatário de boa-fé. Cessão da Locação – Consiste na transferência da posição de Locatário a outrem. total ou parcial. água. força. que passará a figurar como novo Locatário. com o dever de restituí-lo (comodato pelo Locatário). II – Conservar o bem como se fosse seu.° 8. Empréstimo – É cessão provisória e gratuita. V – Pagar despesas de limpeza. Transferência por ato inter vivos 1. VII – Dar preferência ao Locatário ou Sublocatário na aquisição do bem. total ou parcial.23/02/13 Direito Civil . nascendo um contrato acessório entre o Sublocador/Locatário e Sublocatário. luz e as despesas ordinárias. prêmios de seguro contra incêndio. V . Se não houver prazo convencional. caso exigidas pelo Locador.html 44/63 . Deveres do Locatário I – Utilizar a coisa exclusivamente para os fins contratuais ou presumidos. então até o 6° dia do mês subseqüente.

tampouco poderá ser vinculado à variação cambial ou ao salário mínimo.org/dir5/direito_civil4_contratos. c) Salvo na hipótese de desapropriação.Contratos 1) Locação de: a) Imóveis da União. Ø Fiança.23/02/13 Direito Civil . b) Vagas autônomas de garagens e espaços para estacionamento. Estados. necessitando de vênia conjugal se for por mais de 10 anos. e) O adquirente poderá denunciar o contrato com o prazo de 90 dias para desocupação. qualquer que seja o motivo para extinção da locação. a ação cabível será o despejo. as úteis serão indenizadas desde que autorizadas. ambas permitem o direito de retenção. Após 3 anos de locação qualquer parte (Locador ou Locatário) poderá ajuizar ação revisional para ajustar o aluguel ao preço de mercado. ou em dinheiro (três meses de aluguel). h) As benfeitorias necessárias serão indenizadas mesmo que realizadas sem autorização. O adquirente não poderá denunciar o contrato se este tiver prazo determinado e cláusula de vigência em caso de alienação. c) Espaços destinados à publicidade. devendo estar averbado à margem da matrícula. b) No prazo da locação o Locador não poderá reaver o imóvel. d) A locação por prazo indeterminado será rescindida mediante aviso prévio de 30 dias.html 45/63 . Municípios. f) g) O aluguel poderá ser livremente estipulado. 2) Arrendamento mercantil: Leasing. flats e equiparados. i) As garantias locatícias são: Ø Caução – Bens móveis ou imóveis. não podendo ser em moeda estrangeira. Algumas das mais importantes regras traçadas pela Lei do Inquilinato: a) A locação pode ser por qualquer prazo. suas Autarquias e Fundações Públicas. j) É vedado mais de um tipo de garantia no mesmo contrato notasdeaula. porém o Locatário poderá devolvê-lo se pagar a multa. Ø Seguro de Fiança Locatícia. d) “Apart hotéis”.

vestuário. cabendo. Tempo de Vigência – Pode ser por prazo indeterminado ou determinado.23/02/13 Direito Civil . com material próprio ou por este fornecido. Requisitos: Ø Fornecimento de prestação de atividade mediante remuneração. etc. O salário pode ser estipulado mediante usos e costumes do lugar da celebração do negócio ou por arbitragem. Salário – Em regra é em dinheiro. a realizar pessoalmente ou por terceiro. todavia. 3. Nesta última hipótese não poderá ser por mais de 4 (quatro) anos.Contratos A remuneração da Locação de coisa chama-se Aluguel.html 46/63 . É consensual. condução. mediante remuneração (salário). AULA XIV – PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Conceito – É o contrato pelo qual o Contratado (prestador de serviços) se obriga a fornecer uma prestação de atividade física ou intelectual ao Contratante (tomador de serviços). não obstante parte dela poder ser em alimentos. sem subordinação ou dependência. É bilateral. ajuste renovatório por igual ou inferior período.É o contrato pelo qual o empreiteiro se obriga. Ø Atividade originária da atividade humana. Ø Atividade lícita. moradia. 2. Características 1. É oneroso. mediante remuneração – preço – determinado ou notasdeaula.org/dir5/direito_civil4_contratos. certa obra para outro (dono). física ou intelectual. AULA XV – DA EMPREITADA Conceito .

O preço é correspondente a cada parte ou unidade da medida. ou que o preço varie segundo índices oficiais.html 47/63 . Quanto à fixação do preço: a) Empreitada a Preço Fixo – o preço será para obra inteira. Bilateral – cria para ambos obrigações recíprocas (entrega da obra x preço). independente de qual seja o custo de mão-de-obra ou de materiais. fixada de início em quantia certa: · Preço Fixo Relativo – se permitir variação em decorrência do preço de algum componente da obra ou de alteração que já esteja programadas. notasdeaula. b) Empreitada por medida “ad mensuram” – se ao fixar o preço. considerando as partes em que se dividem ou a medida. Consensual – aperfeiçoa-se pelo simples consentimento. · Preço Fixo Absoluto – se não admitir qualquer variação ou alteração de preço.23/02/13 Direito Civil . se atender ao fracionamento da obra. 2. eis que gera uma série de atos concatenados. 6. Indivisível – não será exeqüível de forma fracionada. Espécies de Empreitada 1.Contratos proporcional ao trabalho executado. Comutativo – cada parte receberá da outra prestação equivalente à sua.org/dir5/direito_civil4_contratos. Características 1. 4. c) Empreitada a preço reajustável – Se contiver cláusula de variação de preço decorrente do aumento ou diminuição do preço de insumos e da mão-de-obra. mediante contraprestação. Onerosidade – cada contraente transfere ao outro direitos e vantagens. Execução sucessiva ou continuada – necessita de certo espaço de tempo para a conclusão. salvo se a obra for contratada por medida ou por partes distintas. a cada tipo de serviço e não correspondente ao preço da obra toda. 3. 5. podendo desde a assinatura do contrato apreciar tal equivalência.

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d) Empreitada por preço máximo – O empreiteiro recebe inicialmente a lista de mão-de-obra e insumos necessários, inclusive com especificação de qualidade e quantidade, com preços dos materiais e dos salários dos operários, estabelecendo um limite de valor que não poderá ser ultrapassado.

e) Empreitada por preço de custo – O empreiteiro só se obriga a realizar a obra fornecendo material e mão-de-obra, mediante o reembolso do custo despendido acrescido da sua remuneração assegurada.

2. Quanto à forma de execução de serviço pelo empreiteiro:

a) Empreitada de Lavor – O empreiteiro somente fornecerá mão-de-obra.

b) Empreitada de materiais ou mista – O empreiteiro fornecerá materiais e mão-deobra, contraindo consequentemente a obrigação de dar e fazer.

AULA XVI – DO COMODATO

O Comodato e o Mútuo são espécies de empréstimo.

Empréstimo – Ocorre quando uma pessoa entrega à outra gratuitamente, coisa para que dela se sirva com o dever de devolvê-la.

Comodato – É contrato unilateral, a título gratuito, de coisa infungível para ser utilizada por certo tempo e ser devolvida (empréstimo de uso).

Requisitos subjetivos:

Para se dar em comodato o comodante deve preencher os requisitos genéricos de proprietário da coisa, sendo que o tutor, curador ou administrador dos bens
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de terceiro necessitarão de autorização judicial, com a oitiva do Ministério Público, para dar em comodato.

Requisitos objetivos:

Ø Bens móveis imóveis desde que infungíveis; Ø Forma consensual (livre), mas faz-se conveniente a forma escrita; Ø Do Prazo: I – Se for omisso o contrato, o prazo, será presumido como sendo pelo tempo necessário ao uso concedido; II – Prazo convencional.

OBS.: No curso do prazo presumido ou convencional não pode o comodante suspender o uso ou gozo da coisa emprestada, salvo decisão judicial reconhecendo necessidade imprevista e urgente.

Da Conservação:

O comodatário deve conservar a coisa com o mesmo cuidado que adotaria se sua fosse a coisa, sob pena de perdas e danos.

Da Utilização:

A coisa deve ser utilizada nos termos do contrato e de acordo com a sua natureza, sob pena de perdas e danos.

Da Mora do Comodatário:

Se constituído em mora o comodatário, responderá por esta, além de pagar aluguel pelo tempo que atrasar para devolvê-la.

Do Perecimento da Coisa em Comodato por Motivo de Força Maior ou Caso Fortuito: O Comodatário não responderá, salvo se preteriu o objeto do comodato salvando coisa
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sua.

Das Despesas com o Uso e Gozo da Coisa: As despesas não poderão ser cobradas pelo Comodatário do Comandante, estas deverão correr por sua conta.

Do Comodato em Conjunto: Se houver mais de um Comodatário de coisa comum, serão todas solidariamente responsáveis perante o Comandante.

AULA XVII – DO MÚTUO

Conceito – Empréstimo de bem fungível, de forma que o Mutuante transfere a propriedade ao Mutuário, que se obriga a devolver coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade.

Características:

1. Contrato real; gratuito e unilateral; 2. Temporário; 3. Recai sobre Coisa Fungível; 4. Traslativo de domínio do bem emprestado; 5. Obrigatoriedade de devolução da coisa de igual gênero, qualidade e quantidade.

Do Mútuo feito a Menor:

Não será reavida, nem do mutuário, tampouco de seus fiadores e abonadores, se feito sem a assistência. Esta restituição será suprida: a) Se ratificada pelo responsável;
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23/02/13 Direito Civil . nem imputá-los no capital. notória alteração de Do Mútuo Feneratício: É o mútuo com cláusula expressa de juros em empréstimo em dinheiro ou outras coisas fungíveis. antes do vencimento. b) No mínimo de 30 dias se for dinheiro. temporária e gratuitamente. AULA XVIII – DO DEPÓSITO Conceito – É o contrato pelo qual o depositário recebe do depositante um bem móvel. serviço militar ou função pública – isto somente até a força destes rendimentos. É permitida se o mutuário tiver. no espaço de tempo que declarar o mutuante. c) Se o menor tiver rendimentos originários do magistério.org/dir5/direito_civil4_contratos. notasdeaula. 627 CC). Da Garantia: fortuna. Do Prazo: Salvo expressamente pactuado: a) Produto agrícola destinado tanto ao consumo como ao plantio – até a próxima colheita. obrigando-se a guardá-lo.Contratos b) Se a dívida for contraída na ausência do responsável para suprir alimentos habituais. O mutuário que pagar juros não estipulados não poderá reavê-los. para restituí-la quando lhe for exigido (art. c) De qualquer outra coisa fungível.html 51/63 .

html .org/dir5/direito_civil4_contratos. É contrato real. Em regra.Contratos Características: 1. Em regra. Depósito Necessário Independe da vontade das partes. 3. Objetivos – Objetos móveis. corpóreos e infungíveis. Depósito Voluntário Advém da livre convenção dos contraentes.233. 52/63 notasdeaula. Gratuito. 2. 646 CC). que levam o depositante a dar a guarda de um objeto a pessoa desconhecida. (art. que guardará coisa móvel corpórea para devolver quando reclamado.: Armazém para grãos. 1. Formais – Forma livre. a fim de evitar ruína imediata. sendo o depositário de livre escolha do depositante. Unilateral (às vezes bilateral). por resultar de fatos imprevistos e irremovíveis. podendo recair sobre imóveis e coisas fungíveis. embora o depósito voluntário deva ser provado por escrito (art. Requisitos: Subjetivos – Capacidade genérica e capacidade especial – Ex. é intuitu personae. 4.23/02/13 Direito Civil . Espécies de Depósito Necessário: a) Depósito Legal – Feito em desempenho da obrigação legal.

Contratos parágrafo único CC – coisa achada. OBS. inc. notasdeaula. b2) Solidário – se puderem agir separadamente independente de ordem ou nomeação. Natureza jurídica – Consensual. art. 641 – o responsável pelo depositário que ficar incapaz). b) Depósito miserável – Efetuado por ocasião de calamidade (art. etc. Quanto à relação entre mandante e mandatário: a) Oneroso – mandatário remunerado (bilateral). Quanto à pessoa do procurador: a) Singular . não-solene (personalíssimo).23/02/13 Direito Civil . Consignação – art. intuitu personae Espécies de Mandato 1. b) Gratuito – não remunerado. em regra gratuito e unilateral. praticar atos ou administrar interesses. etc.: Não se presume gratuito.html 53/63 . em nome deste. pensões.org/dir5/direito_civil4_contratos. 345 CC –. b1) Conjunto – se os procuradores não puderem agir separadamente. c) Depósito hospedeiro – As bagagens dos viajantes nas hospedarias. Nas bagagens dos viajantes está incluso preço da diária.se houver só um procurador. profissão. (em regra). b3) Fracionário – se a ação de cada mandatário estiver delimitada a atos do seu setor. CC). 2. 647. AULA XIX – DO MANDATO Conceito – É o contrato onde alguém recebe de outrem poderes para. b4) Substitutivo – obedeceu a ordem de nomeação sendo que o 2º mandatário só age na falta do 1º e assim sucessivamente. II. b) Plural – se houver mais de um procurador.

Quanto ao objeto: a) Civil – se as obrigações do procurador não forem mercantis. fazer reparações. b) Tácito – se a aceitação do mandato for presumida. etc). pagar e receber. Deve ser escrito e o procurador deve ser advogado regularmente inscrito na OAB. 401 CPC).: início da execução. § 1º. sob pena de nulidade. contratar e despedir empregados. Quanto à sua extensão: a) Geral – abranger todos os negócios do mandante. 5. Em regra é oneroso. b) Escrito – feito por instrumento público (se necessário por lei para a prática do ato) ou particular (emissão de cheque.). comprar. b) Especial – a um ou mais negócios determinados do mandante. Quanto ao modo de manifestação de vontade: a) Expresso – específico para atos que dependem de poderes especiais (art. sendo em regra gratuito. b) Com poderes especiais – se exorbitar os atos de administração ordinária (vender. Admite prova testemunhal ou prova admitida em direito. emitir cheques. sempre oneroso. 6.html . etc.org/dir5/direito_civil4_contratos. 54/63 notasdeaula. 661. Quanto ao seu conteúdo: a) Em termos gerais – com os poderes de administração ordinária (ex. por estes poderes devem ser outorgados de modo inequívoco. Quanto ao fim para o qual o procurador contrai a obrigação: a) “Ad negatia” ou extrajudicial – ação do mandatário fora do âmbito judicial. 8. b) “Ad judicia” ou judicial – ação do mandatário em juízo. nos casos que a lei autorize (até 10 salários mínimos – art.23/02/13 Direito Civil . b) Comercial – se as obrigações do mandatário for mercantis. 7. outorga de fiança.: pagar impostos. 4.).Contratos 3. Quanto à forma de celebração: a) Verbal – efetivado oralmente. etc. CC). mesmo que o outorgante não seja comerciante. Ex.

23/02/13 Direito Civil . V – Impossibilidade da execução do negócio objeto do mandato. respondendo pelos prejuízos que este experimentar. IV – Prestar contas de sua gerência ao mandante. Deveres do Mandante: I – Honrar os compromissos em seu nome assumidos e II – Adiantar as importâncias necessárias ao cumprimento do mandato ou reembolsar o mandatário das somas por ele despendidas. VII – Inadimplemento contratual faltoso. Extinção do Mandato I .Contratos Deveres do Mandatário: I – Agir em nome do mandante dentro dos poderes conferidos na procuração.html 55/63 . por morte. seguindo as instruções do constituinte. II – Morte ou interdição de uma das partes. III – Mudança de estado (status). VI – Implemento de expressa condição resolutiva. II – Agir com o zelo necessário e a diligência habitual na defesa dos interesses do mandante. concluir o negócio. IV – Término do prazo ou conclusão do negócio. interdição ou mudança de estado do constituinte. se de sua nação advir prejuízos ao mandante ou a seus herdeiros. notasdeaula.Revogação ou renúncia – ato unilateral (resilição unilateral).org/dir5/direito_civil4_contratos. III – Transferir ao mandante todas as vantagens auferidas no negócio. e V – Mesmo após a extinção do mandato.

feita sem procuração.html 56/63 . Porém.23/02/13 Direito Civil . O dono do negócio. II – Levar a cabo o negócio iniciado a fim de evitar prejuízos para os interesses cuja defesa assumiu. se a gestão lhe for útil. eis que em virtude das grandes montas de dinheiro que envolvem os negócios jurídicos. inegavelmente. e IV – Comunicar ao dono do negócio. Natureza Jurídica É colocado no Código Civil dentre os contratos dado a semelhança com estes.Contratos AULA XX – DA GESTÃO DE NEGÓCIOS Conceito – é a administração voluntária de negócios alheios. com juros legais desde o desembolso. É fonte de obrigações. a gestão assumida. alguém age em nome de outrem sem procuração. III – Prestar contas ao fim da gestão.org/dir5/direito_civil4_contratos. Outro fator que implica sua inutilidade no direito moderno é a sua transitoriedade. sem mandato. os contraentes não negociam com um mero gestor de negócios. É contrato de pouco uso na prática moderna. convertendo-a em mandato desde a data do primeiro ato do gestor ou comunicar sua discordância com a gestão. Para o novo código civil sai do campo dos contratos e passa a ser tratado como ato unilateral de vontade. ou seja. deve: I – Honrar o negócio em seu nome contraído por terceiro.: mandatário que exorbita os poderes da procuração. posto que. uma vez comunicado a gestão ao dono deve este ratificar o ato. Deve o gestor: I – Atuar de acordo com o interesse e a vontade presumíveis do dono do negócio. Ex. III – Indenizar eventuais prejuízos do gestor. não é contrato pois lhe falta o prévio acordo de vontade. notasdeaula. II – Reembolsar o gestor das despesas necessárias ou úteis. assim que possível. É um quase contrato. (Silvio Rodrigues).

Compensação com dívida perante o seu credor. d) Subsidiariedade – a obrigação do fiador somente será exigível pelo credor se o devedor não cumprí-la. 818 CC).Novação feita com devedor principal sem consentimento do fiador. .html 57/63 . assegurando ao credor o efetivo cumprimento (art. salvo se houver cláusula de solidariedade. Natureza Jurídica a) Acessório – é contrato acessório ao contrato que objetiva assegurar o adimplemento.Pagamento. Extintivas da obrigação : .A transação (acordo mediante concessões mútuas) desobriga o fiador que a ela não consentiu. 3.org/dir5/direito_civil4_contratos.Contratos IV – Se lhe for proveitosa a gestão. 2. AULA XXI – DA FIANÇA Conceito – é o contrato onde uma ou mais pessoas firmam promessa de satisfazer a obrigação de um devedor. Sem prazo de vigência.Prescrição em relação ao devedor: . c) Gratuidade – em regra não há remuneração ao fiador. quando convier ao fiador (mediante sentença ou acordo amigável). b) Unilateral – gera obrigações ao fiador para com o credor. . notasdeaula. se este não a cumprir. Extinção da Fiança 1. (Benefício de ordem).Prescrição. . remunerar a atividade do gestor. Expiração do seu prazo de vigência. o qual não terá nenhum compromisso frente ao fiador. Por exceções pessoais ou extintivas da obrigação: Pessoais: .23/02/13 Direito Civil .

oneroso. a indenizá-la de prejuízo decorrente de riscos futuros. Retardamento do credor na execução caindo em insolvência o devedor. de execução sucessiva. O Segurador tem que ser pessoa jurídica autorizada pelo Governo Federal para operar no mercado. ainda que o credor venha a perdê-lo por evicção. Características – bilateral.html 58/63 . mediante recebimento de um prêmio. 838 CC) : O credor que conceder moratória (prazo após vencimento) sem consentimento do fiador. b) Marítimos e Terrestres. Se o credor aceitar em pagamento objeto diverso do que lhe era devido. notasdeaula. Se por fato do credor ficar impossível a sub-rogação nos seus direitos e preferências (diminuem as garantias). aleatório. AULA XXII – DO SEGURO Conceito – contrato pelo qual uma das partes (segurador) se obriga para com o outro (segurado). 4.23/02/13 Direito Civil . c) De coisas e de pessoas Elementos do contrato de Seguro: a) segurador.org/dir5/direito_civil4_contratos. Espécies de Seguros: a) Privados e Públicos. de adesão e formal (documento escrito). Mesmo na fiança solidária (art.Nulidade da obrigação principal.Contratos .

org/dir5/direito_civil4_contratos. fonográfica ou televisionada comercialmente. artística ou científica. incontinenti. d) prêmio. a ocorrência de qualquer sinistro ou incidente que agrave o risco. EDIÇÃO E REPRESENTAÇÃO DRAMÁTICA Edição – Conceito: é o contrato pelo qual o autor de uma obra literária.23/02/13 Direito Civil .610/98) estes contratos passaram a ter regência específica. Comunicar ao segurador.html 59/63 .º 9. c) risco. III) IV) Não agravar os riscos do contrato.Contratos b) segurado. aqueles atinentes à modificação e complementação da obra. Em ambos os contratos o que se transfere são os direitos materiais da obra. ou proprietário de títulos destes direitos. Com o advento da Lei de Direitos Autorais (Lei n. por meio de apresentações públicas. DA SOCIEDADE notasdeaula. a transfere ao editor que se obriga a reproduzi-la em número determinado de exemplares e a difundi-la. remanescendo na propriedade do Autor os direitos morais. II) Pagar o prêmio. às suas expensas. ou seja. onde este (o empresário) paga remuneração ao outro (autor) a fim de obter autorização para explorar a obra teatral. Representação Dramática – Conceito: é o contrato entre autor e empresário. e e) apólice Obrigações do Segurado: I) Dever de veracidade. pagando ao autor determinada quantia.

Por passarem a ser todas as sociedades de caráter cível. esta modalidade de contrato. bem como as formas de extinção desta. possuindo tratamento no capítulo do Direito Empresarial. em especial na legislação extravagante advinda após a edição do Código Comercial. Principais Direitos e Deveres dos Sócios: I – Fornecimento do Capital para a formação da Sociedade. encontram disciplina. em face de seu caráter consensual pode ser celebrado até mesmo verbalmente. nas sociedades com prazo determinado sua constituição será por escrito.23/02/13 Direito Civil . esta matéria retorna à esfera civil do direito recebendo novo tratamento. estas adotam nova subdivisão. conforme sua natureza. notasdeaula.org/dir5/direito_civil4_contratos.html 60/63 . Tendo em vista a criação do Novo Código Civil. III – Consecução do fim social. Formas de extinção das sociedades: I – Implemento da condição resolutiva. de acordo com sua natureza mercantil ou não e em associações.Contratos Diz-se sociedade o contrato celebrado por pessoas que se obrigam mutuamente a combinar seus esforços ou recursos. III – Participação nos lucros e nas perdas. na prática é sempre apresentada na forma escrita. consoante se verá abaixo. Embora encontrando regência no Código Civil. tornando-se em sociedades propriamente ditas e empresariais. pias ou recreativas. boa parte das disposições acerca dos direitos e deveres dos componentes de uma sociedade. Dito contrato. junto ao Direito Comercial. IV – Extinção do Capital Social. para lograr fins comuns. quando as atividades das pessoas associadas tiverem por fim atividades culturais. Dividem-se as sociedades em civis e comerciais. Não obstante o seu não formalismo. II – Administração da Sociedade. contudo. também. II – Advento do Termo.

Ex.: pôquer. roleta. Inexiste o dever positivo de se pagar dívida de jogo ou aposta. entre si. temporariamente. Ø Autorizados ou lícitos – futebol. VI – Consenso unânime dos sócios. canastra. DO JOGO E DA APOSTA Jogo – duas ou mais pessoas prometem entre si pagar certa soma àquele que conseguir um resultado favorável de um acontecimento incerto. DA CONSTITUIÇÃO DE RENDA Conceito – É o contrato em que uma pessoa (instituidor) entrega certo capital. Aposta – é a convenção em que duas ou mais pessoas de opiniões diferentes sobre qualquer assunto prometem. xadrez. todavia. loterias. turfe. Ex. para o perdedor destas modalidades contratuais nasce o direito moral para fazê-lo. Ø Tolerados – depende da sorte e da habilidade do jogador. boxe.: jogo do bicho. etc. onde o insucesso ou êxito depende do desempenho de cada jogador.html 61/63 . Espécies de jogos Ø Proibidos ou ilícitos – só depende da sorte. pagar certa valor ou entregar determinado bem àquele que a opinião prevalecer em virtude de um evento incerto. etc. tênis.org/dir5/direito_civil4_contratos. a outra (rendeiro) que se obriga a pagar àquela ou a terceiro por ele indicado.23/02/13 Direito Civil . incapacidade ou morte de um dos sócios. notasdeaula. que pode consistir em bens móveis ou imóveis. renda ou prestação periódica. etc. via de regra unilateral e oneroso e aleatório.Contratos V – Falência. Características: Real.

em caráter não eventual e sem vínculos de dependência.Contratos COMISSÃO Conceito: Pelo contrato de comissão um dos contraentes (comissário) obriga-se a realizar negócios em favor do outro (comitente) segundo as instruções deste. Acessório. a obrigação de promover. porém em nome próprio. consensual. obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios conforme as instruções recebidas. assim. a realização de certos negócios. não ligada a outra por nenhuma relação de dependência. Aleatório e Não Solene. ou seja. aproxima as pessoas interessadas na realização de determinado negócio. Consensual.23/02/13 Direito Civil . AGÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO Conceito: Ocorre quando uma pessoa assume. Características: Bilateral. incumbe-se o Comissário a responder solidariamente com aquelas pessoas. mediante paga. mediante maior remuneração. em determinado espaço geográfico.html 62/63 . DO TRANSPORTE notasdeaula. mediante retribuição. Características: Bilateral. Oneroso. a determinada retribuição. e não solene. oneroso. a fim de satisfazer os direitos do Comitente. fazendo jus. onde. à conta de outra. Já na distribuição o agente tem à sua disposição a coisa a ser negociada.org/dir5/direito_civil4_contratos. a não ser na modalidade “Del Credere”. DA CORRETAGEM Conceito: É o contrato onde uma pessoa. Obs: O Comissário não responde pelo inadimplemento das pessoas com quem contratar.

Oneroso.html 63/63 . Subdivide-se em transporte de pessoas ou transporte de coisas. se obriga a transportar de um lugar para outro pessoas e/ou coisas.org/dir5/direito_civil4_contratos. notasdeaula. sendo que na primeira modalidade. mediante retribuição. Comutativo e de Adesão.23/02/13 Direito Civil .Contratos Conceito: É aquele em que alguém. caso haja coisas a serem transportadas o contrato de transporte de coisas será acessório do de pessoas. Características: Bilateral. Consensual.