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Departamento de Sociologia

Os fãs das marcas de automóveis e a criação de valor

José Moreno

Trabalho submetido como requisito parcial para avaliação na unidade curricular

Culturas Digitais, Fãs e Web 2.0

do mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação

Docentes: Professor Sandro Mendonça Professor Jorge Vieira

RESUMO
Neste trabalho pretende-se analisar a influência que podem ter os fãs de uma marca na criação de valor para essa marca, tendo como objecto de estudo as marcas de automóveis e os fenómenos de fandom que lhes estão associados. A hipótese subjacente é que os fãs das marcas de automóveis desenvolvem uma conotação de especialistas nas matérias referentes à análise desse produto, que exercem uma recomendação da marca de que são fãs em vários fóruns, incluindo nos fóruns online de que fazem parte, e que, em resultado da conjugação desses dois estatutos - de fãs e de especialistas - a sua acção adiciona valor, tanto às plataformas online nas quais participam como às marcas que advogam. Analisaremos primeiro os conceitos teóricos subjacentes à investigação. Depois faremos um levantamento de trabalhos anteriormente publicado sobre este tipo de fandom. E, numa terceira parte, analisaremos o fórum Autohoje online para perceber se acrescenta valor à revista semanal à qual está associado, e para ver de que forma os fãs das várias marcas de automóveis interagem entre si, dentro do fórum, na defesa e recomendação da marca da sua preferência.

1. Introdução
Um dos traços mais distintivos da sociedade em rede na qual presentemente vivemos em relação à sociedade hierárquica anterior está no facto de, agora, os indivíduos disporem de ferramentas para, não só, mudarem a forma como se fazem os seus consumos culturais, como também - e sobretudo! - para se tornarem produtores de cultura (Pearson, 2010, p.1). Enquanto na comunicação de massas o fluxo de informação na sociedade era sobretudo unidireccional - de um número limitado de produtores para um número alargado de consumidores - agora o fluxo é sobretudo bidireccional - de um número muito grande de produtores para um número muito grande de consumidores de informação, conhecimento e cultura. Uma das razões para esta mudança prende-se com a facilitação do acesso à produção de bens culturais, tanto do ponto de vista tecnológico - as ferramentas que o permitem são hoje mais fáceis de operar - como do ponto de vista económico - são também mais baratas e acessíveis ao cidadão comum. Outra das razões prende-se com a arquitectura da própria rede, a qual, com múltiplos nós, permite que existam sempre canais de comunicação abertos e portanto que exista sempre informação a circular na rede, independentemente da vontade de cada um dos nós ou agentes que compõem a rede. Isto, ao contrário do que acontecia no modelo de comunicação linear e de massas da sociedade industrial, no qual alguns agentes podiam controlar o fluxo de informação e adquiriam portanto o poder de controlar a rede, na proporção do controlo que tivessem. É esta arquitectura de rede radicalmente diferente que explica, por um lado, a abundância de informação, conhecimento e produções culturais e, por outro, a dificuldade de exercer controlo sobre a respectiva produção ou consumo. É este portanto o quadro tecnológico, económico e social em que estudamos os fãs e as comunidades de fãs. Ora, gostos pessoais provavelmente sempre existiram e preferências pessoais também. Como aliás as produções e indústrias culturais do tempo dos mass media bem demonstraram. O que é novo é a possibilidade que os fãs agora têm de agir sobre o objecto do seu fandom, não já apenas

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em termos de criatividade interpretativa (que sempre tiveram), mas também de remistura, reapropriação e reprodução dos produtos culturais com que interagem. Aquilo que os fãs produzem a partir daquilo que recebem é aquilo que verdadeiramente é novo. Ou seja, ao entrarem no processo de produção de informação, conhecimento e cultura, os indivíduos acrescentam algo a esse processo que não estava lá antes e portanto enriquecem o processo de produção cultural. Mas, ao fazê-lo sobre textos, narrativas, imagéticas, etc - produtos culturais em sentido lato - que têm origem no objecto do seu fandom, eles enriquecem também, mesmo que seja apenas quantitativamente, esse mesmo fandom. Quando o objecto desse fandom é uma marca ou uma produção cultural explorada comercialmente por uma empresa com fins lucrativos como acontece a maior parte das vezes em sociedades tão extensivamente mercantilizadas como são as sociedades ocidentais - esse enriquecimento reverte naturalmente em favor desses interesses comerciais particulares. É esse “acréscimo de valor” - precisamente esse - que constitui o tema deste trabalho. Numa primeira fase analisaremos as abordagens à problemática do acréscimo de valor na teorização já existente sobre o fenómeno do fandom. Numa segunda fase, olharemos para alguns estudos já realizado envolvendo especificamente comunidades de fãs associadas a marcas comerciais e a forma como interagem umas com as outras. E, numa terceira fase, estudaremos o caso do Fórum Autohoje, onde se movimentam fãs de diversos fandom, procurando perceber de que forma geram valor para a plataforma onde se movimentam e para as marcas de automóveis de que são fãs, e se têm consciência do acréscimo de valor que produzem. Argumentaremos que, embora difícil de quantificar, os fãs acrescentam um valor significativo às marcas de que são fãs ou às empresas que exploram comercialmente o objecto do seu fandom, sem que esperem uma retribuição externa por isso. E que esse facto é um factor entre muitos que nos obriga a questionar a forma de valorizar socialmente a informação, o conhecimento e a produção cultural. Não só a dos fãs em particular, mas a de qualquer produção de informação, conhecimento ou cultura. E que nos obriga portanto a ponderar formas alternativas de atribuir valor à informação, ao conhecimento e à produção cultural.

2. O conceito de fã e o agrupamento em comunidades
Como refere Matt Hills, “Toda a gente sabe o que é um fã. É alguém obcecado com uma determinada estrela, celebridade, filme, programa de TV, banda; alguém que consegue produzir rios de informação sobre o objecto do seu fandom, e consegue citar as suas linhas, letras, capítulos ou versos” (Hills, 2005, p.9). Acontece que a ciência pede uma definição mais precisa do que essa evidência de senso comum. E neste caso, isso não é fácil. Se calhar exactamente por causa do carácter evidente... dessa evidência! Matt Hills considera que o fandom não é “uma coisa” que possa ser apontada analiticamente; é antes um conceito performativo através do qual se estabelece (ou se desfaz) uma identificação de alguém com uma imagem, e que portanto é a todo o tempo reversível. Não é nunca uma expressão “neutra” nem um referente “singular” (Hills, 2005, p.11). “Fan”, em inglês, deriva de “fanatic”, uma palavra derivada do latim “fanaticus” (Jenkins, 1992, p.12), uma origem etimológica que rapidamente recobriu o conceito com um conjunto de conotações negativas que Henry Jenkins enumera: os fãs são consumidores inconscientes que compram qualquer coisa que esteja associado ao seu fandom; dedicam toda a sua vida à aquisição de conhecimentos inúteis; sobrevalorizam objectos que não têm qualquer valor; são

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pessoas socialmente desajustadas que vivem obcecadas pelo objecto do seu fandom; são efeminados ou assexuados devido à sua obsessão com a cultura de massas; são infantis e emocional e intelectualmente imaturos; e são incapazes de separar a fantasia da realidade (Jenkins, 1992, p.10). Historicamente, o conceito de “fã” aparece muitas vezes associados a questões de “gosto”, seja ele “bom gosto” ou “mau gosto”. Acontece que o “gosto” não pode ser desligado da sua função como meio de distinção social e da criação e manutenção de identidades sociais (Jenkins, 1992, p.16). Sustentar um determinado gosto tanto pode ser um elemento de rejeição social como precisamente o inverso - pode ser também um elemento de aceitação e pertença a um determinado grupo. É esse mecanismo que associa tão intrincadamente o conceito de “fã” ao conceito de “comunidade”, como veremos mais à frente. Segundo Jenkins, as conotações negativas associadas ao conceito de fã derivam precisamente das práticas transgressoras das comunidades de fãs em relação aos valores culturais dominantes da sociedade (Jenkins, 1992, p.17-18). A leitura interpretativa que os fãs fazem da cultura de uma sociedade e das suas manifestações difere da leitura dominante não só pela sua intensidade, mas também quanto ao tipo de leituras feitas. E agrupa indivíduos aparentemente diferentes e distantes num grupo identitário: como refere Jenkins, “falar como um fã (...) é falar de um posição de identidade colectiva, é forjar uma aliança com uma comunidade de outros em defesa de gostos que, por isso mesmo, não podem ser totalmente aberrantes ou idiossincráticos” (Jenkins, 1992, p.23). É este sentido de comunidade que leva os fãs de um qualquer fandom a rejeitarem os estereótipos dominantes e a construírem a sua identidade social através da reconstrução da cultura de massas. No entanto, Jenkins também recorda que, do ponto de vista da relação económica, os fãs estão numa posição de dependência face aos produtores dos bens e da cultura sobre os quais agem, uma vez que não controlam os respectivos meios de produção (Jenkins, 1992, p.27). No entanto, em termos da apropriação que fazem, os fãs mantém a sua autonomia, a qual, inclusive, tende a ser reforçada com a generalização das ferramentas de produção de informação, conhecimento e cultura que caracterizam o nosso tempo. Neste “encontro” entre produtores e consumidores que ocorre no contexto de um fandom, Matt Hills cita Daniel Cavicchi quando considera os fãs como os “consumidores ideais” (Hills, 2005, p.5), no sentido em que os seus hábitos de consumo são previsíveis e estáveis, o que facilita a programação da oferta económica dos produtores. Mas, por outro lado, os fãs também podem expressar sentimentos contrários às empresas que produzem os objectos do seu fandom ou às suas estratégias. Daí que devamos considerar, como Jenkins, que os fãs de media são consumidores que também produzem, leitores que também escrevem e espectadores que também participam. Hills recupera também os conceitos marxistas de Adorno aplicáveis a esta temática: o valor de uso e o valor de troca. O “valor de uso” refere-se à utilização de um objecto para o fim para que foi concebido; o valor de troca reflecte o valor de um objecto quando ele é mediado através do dinheiro, aparecendo então com um preço. Nesta perspectiva marxista, o valor de troca impõe-se sobre o valor de uso nas sociedades capitalistas, ficando o valor de uso reservado para uma prática não capitalista (Hills, 2005, p.8). Ou seja, não comodificada, não mercantilizada. Essa é, segundo Hills, a leitura do fenómeno do fandom à luz da teoria marxista: o que os fãs de um determinado objecto cultural fazem é responder à imposição do valor de troca com um valor de uso alternativo e não previsto pelo produtor. É por isso, diz Hills, que os produtos transaccionados num site como o ebay.com, que deviam, segundo a lógica marxista, ser praticamente destituídos de

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valor de troca, são afinal altamente valorizados pelo facto de se terem tornado objectos de culto por parte dos fãs (Hills, 2005, p.10). Fisker também vê no fandom uma transcendência da doutrina marxista no sentido em que a oposição entre “valor de uso” e “valor de troca” tende a instituir uma oposição entre “real” e “falso” que fica aquém da complexidade que na realidade existe na forma como os produtos servem os indivíduos no contexto social (Fisker, 2005, p.29-30). Para Fisker, de certa forma, todas as sociedades são sociedades de consumo, na medida em que todas atribuem aos produtos valores culturais que vão para além do seu uso. Nessa medida, a função dos produtos não é apenas corresponder às necessidades individuais para que foram criados, mas também relacionar o indivíduo com a ordem social em que ele se insere, no sentido proposto por Baudrillard (Fisker, 2005, p.30). Nesse sentido, o sistema de troca é uma linguagem em que os produtos assumem um valor semiótico que precede o indivíduo e qualquer outra linguagem. Ou seja, um par de jeans ou uma peça de mobiliário - os exemplos dado por Fisker - tanto quanto um automóvel ou qualquer outro produto, são consumidos tanto pela sua função material quanto pelos seus significados, pelas identidades que geram e pelos prazeres que proporcionam (Fisker, 2005, p.4). E isso é válido tanto para a fruição dos produtos como para a comunicação sobre eles. Esse fenómeno é naturalmente muito aparente em todos os debates sobre produtos - neste caso automóveis - que acontecem no forum.authoje.com, que estudaremos mais à frente. Mas, refere Matt Hills, a “desconstrução do binómio produção/consumo” (Hills, 2005, p.11) não nos deve esconder uma outra realidade mais subtil. Concluir que através da desconstrução da relação de consumo os fãs acabam por obter “aquilo que querem” parece ser apenas o “princípio da história”. Na verdade, as utilizações alternativas que são dadas aos produtos culturais tendem a ser rapidamente recuperadas e recicladas nos discursos e práticas de marketing das empresas. Nesse sentido, os fãs tendem a ser vistos menos como desafiadores, excêntricos e irritantes, e mais como consumidores leais e ávidos ao alcance de propostas comerciais específicas (Hills, 2005, p.11). Ou seja, a ligação intensa que existe entre os fãs e a marca não deve ser vista como uma forma de resistir ou transcender a mercantilização (“commodification” no original) do processo. Em termos da dialéctica de valor, a relação dos fãs com a marca acaba por funcionar mais como uma intensificação da mercantilização do que a sua transcendência (Hills, 2005, p141-142). Citando Stephen Brown, Hills afirma que as marcas têm um valor comercial extremamente importante e que, num mundo complexo, fragmentado, em permanente mudança e com informações contraditórias, elas proporcionam aos consumidores um ponto de estabilidade (Hills, 2005, p.13), uma linha orientadora ao longo da qual os consumidores podem organizar as suas percepções e a imagem que as diversas marcas projectam. Algo que - obviamente - não está muito longe do conceito técnico de “posicionamento”, umas das ferramentas de marketing mais importantes. Esta forma de organizar a “imagem” que os fãs projectam da “sua” marca e das outras é também muito evidente nas interacções que se geram no forum.authoje.com, como veremos mais adiante. Por outro lado, Hills também alerta para outro fenómeno relevante. Embora muito válida, a tese de de Certeau sobre a separação entre produtores e consumidores é demasiado rígida para lidar com a diluição das fronteiras entre produtor e consumidor que as novas tecnologias de informação e comunicação potenciam (Hills, 2005, p.14). Essa possibilidade técnica, aliada ao interesse, quer da marca quer dos fãs, pode levar a formatos híbridos em que o fã tende a ocupar um espaço “oficial” ou “oficioso” no processo de produção. Encontrar esses “espaços híbridos” depende menos da questão “financeira” do que da questão “social” (Hills, 2005, p.15). De facto, ninguém estará em melhores condições de produzir material de qualidade para uma marca do que os fãs da mesma,

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como elementos ricos em conhecimentos e competências relacionadas com a marca de que são fãs. Tal como referem Von Hippel e Thomke, incluir os consumidores no processo de produção é certamente algo que gera um enorme valor, mas capturar esse valor para a empresa produtora nunca é fácil e pode obrigar a alterações substanciais, tanto no modelo de negócio como na organização interna (Thomke, 2002, p.5). É esse interesse dos produtores - tanto de informação como de produtos - em incluir os consumidores mais activos - que em muitos casos são os fãs - no seu processo produtivo, que leva a delinear estratégias de participação das mais diversas, das quais daremos alguns exemplos no capítulo seguinte. Neste ponto convém no entanto notar que, no caso do objecto de estudo deste trabalho - o forum.autohoje.com - tanto as marcas de automóveis como a revista de automóveis à qual o fórum está associado beneficiam do “agenciamento” dos membros em nome das marcas e da informação sobre as mesmas. Para Roberta Pearson, o interesse atribuído ao estudo dos fãs começou por resultar de um acto de resistência à mercantilização dos bens culturais (Pearson, 2010, p.86). Nessa perspectiva, os fandom funcionariam em regimes económicos alternativos ao capitalismo, baseados na dádiva (“gift”, no original). Enquanto o capitalismo seria alimentado pela prossecução do lucro, as actividades dos fãs seriam alimentadas pelo desejo de construir e manter um sentido de comunidade (Pearson, 20120, p.87). Acontece que o surgimento da internet tornou esses mecanismos de troca mais fáceis e abundantes, o que, se por um lado ameaça a posição exclusiva de produtores das empresas, por outro lado também facilita a incorporação do “trabalho” dos fãs no modelo de negócio das empresas, criando-se uma “relação simbiótica” entre ambos os actores. (Pearson, 2010, p.87). Roberta Pearson dá o exemplo do FanLib, um projecto criado para monetizar diversas comunidades de fãs através da venda do acesso às respectivas audiências às agências de publicidade. O projecto falhou, segundo Pearson, porque os administradores do projecto misturaram comunidade com mercantilização. Mas a verdade é que, com mais ou menos insucessos pelo meio, para Roberta Pearson “é um erro” separar as duas coisas (Pearson, 2010, p.90). As comunidades de fandom são uma área que atraiu e continuará a atrair o interesse das empresas e convertem-se portanto numa área onde se continuará a suscitar a discussão das linhas de separação entre aquilo que é a contribuição gratuita e voluntária dos fãs para o seu fandom e aquilo que é a mercantilização dessa produção. O resultado é o incremento dos mecanismos criados para “canalizar” essas contribuições dos fãs (fóruns de marca, redes sociais, concursos e passatempos, pedidos de contribuição com “user-generated content”, etc). A questão que se coloca é se essa forma de “agência autoral” (Pearson, 2010, p.92) pode ter como efeito diminuir o sentimento de agência pessoal que os fãs sentem ao produzirem enquanto fãs, considerando que esse sentimento de agência é justamente o que leva os fãs a participar em primeiro lugar? Para Pearson, as comunidades de fãs realmente operantes apenas podem nascer de baixo para cima e não de cima para baixo (Pearson, 2010, p.93). Tal como os conteúdos fornecidos pelas empresas podem gerar um sentimento de “falsa agência”, as comunidades criadas ou geridas pelas empresas também têm quase sempre um tom artificial e falso. O que demonstra bem a importância que tem o conceito de comunidade para o entendimento do que são os fandom e para o modo como estes funcionam. Pearson cita Kristina Busse para dizer que os conceitos de fandom e de comunidade são afinal sobrepostos: um fandom requer uma comunidade, requer participação nessa comunidade e também alguma forma de identificação com ela.

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3. Estudos feitos sobre comunidades de fãs de marcas de automóveis
Não há muitos estudos que apliquem os conceitos teóricos enunciados no capítulo anterior para olharem para comunidades de fãs de marcas de automóveis numa perspectiva de criação e incremento de valor, que é a perspectiva que se pretende aqui. Mas há algumas tentativas nesse sentido, sobretudo provenientes da área do consumer research e servindo sobretudo propósitos de um melhor entendimento das relações entre estes consumidores especiais e as marcas dos produtos ou serviços de que são fãs numa perspectiva de marketing. Num estudo publicado em 2002, McAlexander, Schouten e Koenig identificaram alguns dos traços gerais envolvidos na construção de comunidades de marca (McAlexander, 2002). De entre os vários tipos de comunidades que se geram actualmente há algumas cuja primeira base de identificação dos seus membros corresponde a marcas de produtos ou serviços ou a actividades de consumo (McAlexander, 2002, p.38). Em resultado disso, referem os autores deste estudo citando Boorstin, na cultura emergente que se seguiu à revolução industrial o sentido de comunidade deixou de estar ligado às relações interpessoais e passou a estar mais conectado com colectivos dispersos geograficamente mas unidos por laços de afiliação resultantes do uso de marcas (McAlexander, 2002, p.38). Neste estudo - como noutros que analisaremos mais à frente - os autores citam Muniz e O’Guinn para definir o que é uma comunidade de marca: “uma comunidade especializada, não geográfica, baseada num conjunto de relações sociais estruturadas entre utilizadores de uma marca” (McAlexander, 2002, p.39). Segundo os autores deste estudo, os indivíduos integrados neste tipo de comunidades têm vários atributos que os tornam muito atraentes do ponto de vista da marca: actuam como missionários da marca e amplificam o respectivo marketing para outras comunidades de que fazem parte; têm maior propensão a perdoar falhas de produto ou serviço; têm menos tendência a mudar de marca, mesmo quando confrontados com alternativas de maior qualidade; estão altamente motivados para darem feedback sobre a marca; e constituem um mercado importante para merchandising ou extensões de marca (McAlexander, 2002, p.51). É por isso que muitas marcas - como a Jeep, por exemplo - desenvolvem estratégias próprias para este nicho de mercado, focando-se não apenas no produto, mas sobretudo nas experiências de propriedade e usufruto do produto. Num outro estudo publicado em 2009, Schau, Muñiz e Arnould procuraram analisar de que forma as práticas de comunidade criam valor para as marcas (Schau, 2009), e identificaram 12 práticas comuns transversais a várias comunidades de marca de diferentes sectores de actividade, organizadas em quatro agregados temáticos, mediante as quais os consumidores geram valor para além daquele que a própria empresa cria ou antecipa (Schau, 2009, p.30). Num primeiro plano, os autores identificam três práticas no seio das comunidades que criam valor para a marca e que têm que ver, primeiro que tudo, com a criação, manutenção e desenvolvimento dos laços entre os membros da comunidade, e que estão presentes em praticamente todas as comunidades estudadas: a recepção dos participantes; a criação de empatia; e a governança da comunidade. Num segundo agregado temático, os autores apontam duas práticas que têm um foco externo, dirigido para fora da comunidade, e destinado a criar boa impressão dos “embaixadores” da marca junto de comunidades externas: a evangelização de outros para usarem a marca; e a justificação, desenvolvendo argumentos racionais para os aspectos que deles necessitem. Num terceiro ponto, são identificados quatro práticas destinadas a aumentar o grau de envolvimento (“engagement”, no original) dos membros com a comunidade: o “staking” (no original), que reconhece e reforça as variabilidades dentro da comunidade; o estabelecimento de marcos; e a criação de botões, stickers e outras formas de símbolos de identificação. Por fim, num quarto grupo temático, os autores deste

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estudo identificam mais três práticas comuns que valorizam a marca a que a comunidade se refere, através de melhorias sugeridas para o uso dos produtos da marca: o “grooming” (no original), que se refere aos cuidados a ter com o produto; a costumização, que trata de modificações ao produto para servir necessidades ou desejos individuais; e a mercantilização, que se relaciona com sugestões de consumo dirigidas aos membros ou sugestões de extensão de produto dirigidas ao fabricante. Os autores sublinham que o conjunto destas práticas reforça-se mutuamente, como nas articulações de várias rodas dentadas e que, no seu conjunto, resultam em acréscimo de valor para a marca que é objecto da comunidade (Schau, 2009, p.35). Representam graficamente esse mecanismo de geração de valor da seguinte forma:

(fonte: Schau, 2009, p.36)

Na análise de Schau, Muñiz e Arnould estas práticas fornecem aos indivíduos que nelas participam doses importantes de capital cultural, em especial no que se refere às práticas relacionadas com o envolvimento na comunidade, uma vez que os membros acabam por competir em termos de exibição das suas competências, conhecimentos e devoção à marca e à comunidade (Schau, 2009, p.38). Um efeito notório é que parece ser através deste processo de práticas em comunidade que os simples fãs de tornam fãs devotos da marca. Por outro lado, estas práticas também geram oportunidades de consumo e evidenciam a vitalidade da marca. No conjunto, este estudo conclui taxativamente que estas práticas geram valor para as marcas envolvidas e que o envolvimento nas mesmas é portanto um acto de criação de valor por parte dos membros das comunidades estudadas (Schau, 2009, p.40). O estudo termina concluindo que as empresas terão mais a ganhar investindo neste tipo de comunidades em vez de em relações individuais empresaconsumidor, que ceder o controlo destas comunidades ao clientes melhora o envolvimento dos consumidores e que a empresa pode tirar partido deste acréscimo de valor da marca se souber

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usar criativamente a vontade de participação dos consumidores (Schau, 2009, p.41). No limite, conclui o estudo, as empresas que souberem ou puderem dar às suas comunidades as ferramentas e os meios para testarem e eventualmente até desenvolverem novos produtos e serviços terão muito a ganhar com isso (Schau, 2009, p.41-42). Uma palavra final para o estudo de Ewing, Wagstaff e Powell, publicado em 2011 sob o título “Brand Rivalry and Community Conflict”. Nesse estudo, os autores analisam a rivalidade entre duas marcas de automóveis - Holden e Ford - na forma como ela se manifesta em diversos fóruns de automóveis na Austrália. As conclusões avançam o mesmo tipo de enriquecimentos da marca que os estudos citados anteriormente (Ewing, 2011, p.5), mas complementam que a maior parte das conversas e debates sobre as duas marcas e a sua rivalidade ocorre nos fóruns de automóveis (Ewing, 2011, p.7). E, comparando o tipo de intervenções que ocorrem nas redes sociais “oficiais” da marca e aquelas que têm lugar nos fóruns não oficiais e multimarca, as primeiras tendem a ser mais focadas em conversas sérias sobre o produto enquanto os debates de rivalidade acontecem sobretudo nos fóruns não oficiais (Ewing, 2011, p.7), algo que, como veremos mais adiante, recolhe confirmação na análise do forum.autohoje.com.

3. Estudo de caso: o fórum.autohoje.com
Para confrontar as abordagens teóricas do capítulo 2 e os estudos enumerados no capítulo 3 com um caso em concreto, optámos por estudar qualitativamente o forum.authoje.com, uma grande comunidade online de utilizadores e fãs de automóveis, associada à revista semanal Autohoje. O estudo decorreu entre Dezembro de 2012 e Janeiro de 2013 e desenvolveu-se a três níveis: 1) uma análise do peso do forum.authoje.com nas visitas, no ranking Google e nas receitas publicitárias do Autohoje, recorrendo a dados de audiência fornecidos pela empresa; 2) uma análise dos temas tratados no fórum e dos procedimentos habituais na forma de lidar com os interesses comerciais que necessariamente existem num fórum com estas características, análise que foi feita através de observação participante e de análise das regras formais do fórum; e 3) um questionário aberto, feito junto dos membros do fórum, para perceber se fazem parte do fórum por causa de serem fãs de uma marca, se recomendam ou defendem essa marca e se têm consciência de que com isso acrescentam valor à marca e ao fórum. O forum.authoje.com é o maior fórum de automóveis em Portugal, com uma média de 3,770 milhões páginas vistas e 1,1 milhões de visitas por mês. Tem 10 anos de existência, tendo sido criado em Janeiro de 2003 como um complemento informativo da revista semanal de automóveis Autohoje, que se edita desde 1989. O título Autohoje - assim como o fórum que lhe está associado - é propriedade da Motorpress Lisboa, uma editora com vários títulos de imprensa especializada. Com o estudo do forum.autohoje.com pretendemos recolher possíveis respostas a duas questões distintas relacionadas com o acréscimo de valor feito pelos fãs e participantes: a) Perceber se essa participação gera valor para o próprio forum.authoje.com, para a revista semanal a que está associado e para a empresa que explora ambos; b) Perceber se a participação dos fãs no fórum melhora a imagem ou aumenta as vendas das marcas de automóveis ou dos seus produtos ou serviços. Por um lado, como veremos mais à frente, a oferta informativa da revista Autohoje não pode ser desligada daquilo que é o contributo dos fãs de automóveis que participam no respectivo fórum,

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tanto do ponto de vista da informação propriamente dita como do ranking junto dos motores de pesquisa e até da facturação publicitária associada à venda de espaço nos seus websites. Por outro lado, embora esse seja um contributo difícil de quantificar, a observação do comportamento típico do fórum, enquanto mecanismo colectivo de produção de informação a partir dos contributos individuais dos seus membros, demonstra que a imagem das marcas de automóveis pode ser afectada, positiva ou negativamente, por esse mecanismo, e - ainda mais importante - que ocorrem frequentemente sugestões de compra com reflexos directos nas vendas. A identificação destes dois mecanismos no caso em concreto no forum.autohoje.com vai-nos permitir isolar as duas formas pelas quais o chamado “user-generated content”, ou seja, a informação gratuitamente produzida e partilhada pelos membros do fórum, acrescenta valor a outras entidades que não aos próprios indivíduos: ao proprietário da plataforma ou serviço onde essa partilha de informação tem lugar, neste caso o Autohoje; e aos produtores dos produtos ou serviços sobre os quais se fala, neste caso as marcas de automóveis. Isolar esses dois mecanismos e comprovar o seu funcionamento na prática é o propósito deste trabalho.

3.1. Peso do fórum das receitas do Autohoje
Como já se tinha dito antes, a principal fonte de receita das operações online da marca de informação Autohoje é a publicidade servida em banners nas várias áreas do website www.autohoje.com. Ora, este website registou no ano de 2012, na medição do serviço especializado Netscope-Marktest, uma média mensal de 4 milhões e 576 mil visualizações de página e um milhão e 370 mil visitas, sendo que o forum.authoje.com, uma das secções do website, representou em média 82 e 81 por cento desse tráfego, respectivamente (3,8 milhões de páginas vistas e 1,1 milhões de visitas). Não dispomos dos dados de facturação publicitária do website www.autohoje.com e portanto não podemos determinar com exactidão que parte dessa facturação pode ser atribuída ao forum.authoje.com. Mas se estimarmos um preço de 2,00€ por cada mil impressões registadas (o CPM – custo por mil impressões, é o indicador de preço normalmente utilizado), chegamos à conclusão que por si só o forum.autohoje.com representa para a empresa que explora o website www.autohoje.com um potencial comercial de cerca de 7500 euros por mês ou 90.000 euros por ano. Sendo que esta estimativa pode ser altamente variável, tanto para mais como para menos, em função da efectiva ocupação do espaço disponível - o chamado “inventário” - como da enorme variabilidade de preços praticados em função da localização de cada anúncio (em que página está localizado e em que posição da página está localizado). No entanto, mesmo considerando uma ocupação de apenas 50% do inventário disponível, isso já significaria uma receita estimada de cerca de 3800€/mês ou 45.000€/ano. Para os nossos fins, neste caso, basta registar que existe aqui, como existe em qualquer outra plataforma de canalização de user-generated content, um potencial comercial não negligenciável. Por outro lado, a principal fonte de tráfego para o forum.autohoje.com é a pesquisa (e a pesquisa da Google em particular) que representa cerca de 97 por centro do tráfego, o que, por seu lado, tem reflexos também no Google Rank de todo o website www.autohoje.com e reforça a sua posição em termos de indexação pelos motores de pesquisa, beneficiando indirectamente o website “oficial” da comunidade “não oficial”. Aliás, a influência das comunidades associadas aos websites de que derivam é algo há muito tempo conhecido dos webmasters.

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Como em todos os fóruns deste género, a participação faz-se a quatro níveis importantes: num primeiro nível a equipa de administração e moderação, com presença quase permanente no fórum; no segundo nível os frequentadores mais habituais, que não são mais do que umas dezenas; num terceiro nível os membros cujas visitas são mais pontuais, na casa das centenas; e por fim o grande grupo dos visitantes não registados, que variam entre um e seis milhares em cada momento. No dia 8 de Janeiro de 2012, uma terça-feira, pelas 22.30h, por exemplo, estavam ligados neste fórum 5058 utilizadores, dos quais 521 membros e 4537 visitantes não registados. Resta dizer que a linha editorial da revista Autohoje e do website www.autohoje.com não têm qualquer ligação com as temáticas abordadas no fórum. Não há editores ou jornalistas a interagir no fórum em nome da revista ou do site, excepção feita às intervenções pontuais dos administradores, que no entanto são sempre neutras em termos de conteúdo e destinam-se normalmente a esclarecer dúvidas sobre as regras de. A única penetração da revista ou website no fórum prende-se precisamente com a divulgação, ainda assim pontual. das iniciativas da revista ou do website. No resto os temas abordados no fórum e a forma como são abordados fica inteiramente ao critério da comunidade. Por fim, há a sublinhar mais um aspecto no qual o fórum do Autohoje beneficia a marca Autohoje a que está associado. Como se pode ver navegando nas várias secções do forum.autohoje.com, muitas vezes os visitantes, sobretudo os novos membros, colocam questões que são directamente relacionadas com temas que foram ou poderiam ser tratados nos canais “oficiais” de informação da revista (“Dúvida - BMW 316i E46”; “Quais os melhores e os piores concessionários NISSAN em Lisboa?”; “Ford Mondeo 2.0 TDCi 2008 - ruido na consola central”; etc). Obviamente, as respostas que obtém - dadas por outros membros da comunidade - não são respostas “oficiais”. Mas funcionam, de certa forma, como um complemento informativo da revista e do website. Ou seja, quer para quem visita o fórum sem colocar qualquer questão ou participação, quer para quem o faz, a marca Autohoje aparece reforçada no processo. E embora isso não seja fácil de quantificar, terá certamente algum valor.

3.2. O fórum Autohoje como “esfera pública” para temas do automóvel
Para avaliar de que forma o Autohoje “trata” as marcas de automóveis e se lhes acrescenta valor no âmbito do funcionamento do fórum, procedemos de duas formas. Primeiro analisámos o funcionamento do fórum para perceber que tipo de conteúdos eram publicados, que tipo de respostas tinham e qual o destaque que lhes era dado. Quer pela quantidade de visitantes ligados a cada um dos sub-fóruns e pela quantidade de respostas e visualizações de cada tópico, ambos os dados assinalados no fórum, é possível perceber o peso de cada um dos temas abordados. A organização dos temas dentro de cada sub-fórum é feita por data do último post em cada tópico, o que significa que, com a quantidade de utilizadores envolvidos, essa hierarquia muda muito rapidamente e os tópicos com mais participação acabam por ter mais destaque, num mecanismo portanto inteiramente automático e dependente da utilização colectiva dos membros. A análise do conteúdo do fórum revela que ele tem uma parte importante de off-topic, com outros temas para lá dos automóveis. Na área dos automóveis, que é dominante, os temas tratados vão desde informações sobre os temas de actualidade - novo lançamentos, notícias do dia, etc - até conselhos de compra, informações úteis ou como fazer determinadas operações de manutenção. Em muitos casos estamos perante tópicos que são criados especificamente para pedir ajuda no processo de compra de automóveis, especificando tipo - novo ou usado - preço e características pretendidas. Ou seja, solicitações de informação à comunidade com implicações óbvias do ponto

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de vista comercial. As respostas (colectivas) do fórum geram valor ou não para uma determinada marca consoante recomendam ou não um dos seus produtos. Para tentar perceber qual o comportamento predominante entre os membros do fórum no que concerne a este tipo de acréscimo de valor e analisar se o mesmo estava relacionado com alguma preferência especial por alguma marca - aquilo a que chamaríamos um fandom - fizemos um pequeno questionário aos membros, de carácter qualitativo, com perguntas abertas e participação voluntária, com várias questões agrupadas em três blocos: Bloco 1 ● Os inquiridos consideram que têm uma marca de automóveis ou marcas de automóveis preferidas? ● Se sim, como surgiu essa preferência ou gosto especial por uma ou mais marcas? Bloco2

● ● ●

Se têm preferência, os inquiridos costumam recomendar ou defender essa marca no fórum? De que forma o fazem? Já alguém comprou um automóvel ou automóveis por recomendação dos inquiridos?

Bloco 3 ● Os inquiridos participam noutras comunidades de automóveis para além do fórum Autohoje? ● Se sim, quais? ● Têm um comportamento diferente daquele que têm no fórum Autohoje? ● Se sim, porquê?

Optámos por uma abordagem informal em vez de formal, com perguntas abertas em vez de um questionário fechado, porque o tipo de comportamento sobre que queríamos inquirir exibia uma grande variabilidade e as motivações para o mesmo ainda mais. E optámos por fazê-lo no próprio fórum por ser um ambiente que os inquiridos conhecem e no qual se sentem confortáveis. Responderam às questões acima, no todo em parte, 36 membros habituais do forum.autohoje.com (as respostas integrais estão em anexo). O primeiro bloco de questões colocadas pretendia obviamente perceber se os inquiridos estavam no fórum por serem fãs de uma marca específica e se essa era a sua motivação para participarem. De todos os inquiridos, apenas um usou a palavra “fã” para se caracterizar e inclusive dois deles disseram expressamente que não eram “fan-boys”, o que pode ter que ver com o estereótipo associado a esta palavra. Por outro lado, apenas seis respondentes disseram ter uma preferência clara por uma marca, enquanto 18 inquiridos disseram ter preferência por duas, três ou quatro marcas em simultâneo. Um dos inquiridos disse: “Acima de tudo gosto de automóveis”; e outro afirmou: “Desde muito pequeno que adoro carros”. A conjugação destes resultados com o tipo de participação evidenciado no fórum por parte dos membros mais activos - que intervêm transversalmente numa grande diversidade de assuntos e independentemente da marca que estiver em causa - indicia que o forum.autohoje.com tende a juntar sobretudo pessoas que são fãs de automóveis em geral antes de serem fãs de uma marca ou marcas em particular. E que - como veremos mais à frente - participam neste fórum multimarca de uma forma diferente da que participam noutros fóruns e comunidades monomarca, em que o fenómeno de fandom está mais presente. A maior parte (12) tornou-se fã de algumas marcas por influência de experiências da

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marca, tanto em termos pessoais como de familiares ou amigos, mas alguns respondentes (4) também referem uma preferência que se forjou desde a adolescência. Temos portanto sobretudo fãs de automóveis que também são fãs de alguma ou algumas marcas em particular. O segundo bloco de questões ia ao essencial de perceber se os fãs das marcas actuavam neste fórum como “advogados” ou “embaixadores” das marcas da sua preferência e que efeitos isso teria em termos de vendas efectivamente “sugeridas”. A maior parte dos inquiridos (14) assume que recomenda activamente as marcas da sua preferência, contra oito (8) que afirmam não o fazer. Mas um número igualmente importante (8) indica que faz habitualmente recomendações no fórum, mas não necessariamente das marcas da sua preferência. Há inquiridos que usam conceitos como “isenção” ou “neutralidade” para explicarem o seu comportamento de recomendação de compra. E referem ter em conta o perfil, os gostos ou as necessidades em concreto de quem pergunta, para decidirem que marca recomendar, independentemente de ser uma marca de sua preferência ou não. Há inclusive inquiridos que dizem que já recomendaram marcas que nunca escolheriam para si. Isto obviamente está em linha com o que vimos acerca de a maioria dos membros do fórum serem fãs de automóveis antes de serem fãs de alguma marca em particular: são pessoas muito informadas sobre as características, os atributos e até os pontos fortes e fracos de muitos automóveis de marcas diferentes, porque são pessoas que, através do fórum e não só, acompanham todas as vertentes do seu fandom: são fãs de automóveis. Outro dado curioso, quatro dos inquiridos disseram reagir às generalizações, estereótipos e preconceitos sobre determinadas marcas defendendo essas marcas, e juntando-se assim aos restantes 8 que dizem defender activamente as marcas da sua preferência. Por fim, de referir ainda que pelo menos 11 inquiridos afirmam já terem influenciado decisivamente – e mais que uma vez - a concretização de compras de automóveis em função das suas recomendações, tanto no fórum como nos seus círculos de amigos e familiares (onde, ao que parece - e esse dado também é muito relevante - a sua capacidade de “recomendação” também é exercida e apreciada). O terceiro grupo de questões pretendia evidenciar se os fãs que se movimentam no forum.autohoje.com, que é multimarca - também participam noutros fóruns ou comunidades, nomeadamente monomarca, e se o seu comportamento é diferente nesses fóruns, na apreciação dos próprios. Ora, 15 dos respondentes não participam noutras comunidades de automóveis, mas outros 15 participam em fóruns monomarca das marcas da sua preferência e 12 seguem essas mesmas marcas no Facebook. Poucos (apenas 3) assumem uma postura diferente nesses fóruns, mas 5 indicam que o forum.autohoje.com é necessariamente diferente por ser generalista (no sentido em que trata de todas as marcas), o que suscita maior diversidade de conteúdos e mais interacção com outros membros. Talvez por isso, são também vários os respondentes que afirmam que se “aprende” mais neste fórum do que noutros. Um dos inquiridos diz que “a intervenção [no fórum Autohoje] é diferente porque a estrutura das outras plataformas é diferente” e que o forum.autohoje.com “acaba por ser um fórum mais completo para quem gosta de carros em geral. Apesar de gostar muito de uma marca, o que mais gosto são os carros em geral.” Outro utilizador diz que vai aos fóruns monomarca “para saber detalhes sobre um determinado modelo, problema e/ou solução” dos seus carros, mas prefere o fórum Autohoje “pela maior diversidade de marcas e conhecimentos em geral.” Vários inquiridos referem que, em parte, as recomendações que fazem resultam do facto de terem aprendido muito sobre determinados modelos e marcas, em parte através da participação no fórum, o que constitui um evidente exemplo de acumulação de capital cultural (curiosamente, em comunidade) como forma de ganhar “estatuto” para responder, ajudar e tirar dúvidas a outros membros da comunidade.

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Por fim é de notar que, embora quase todos os respondentes falem de recomendações ou não recomendações de compra no âmbito do fórum, praticamente nenhum tenha estabelecido espontaneamente qualquer correlação entre esse comportamento e o favorecimento comercial que ele tem implícito. Apenas um inquirido diz que “de tempos a tempos recomendo carros destas marcas, seja aqui no fórum, seja no dia a dia, mas não de forma exclusiva pois não recebo comissões das mesmas!” O facto de esta correlação entre recomendação e favorecimento comercial não ter sido feita pela generalidade dos inquiridos indica que estes não têm consciência do acréscimo de valor (de receita, mesmo) que estão a fazer em favor de esta ou aquela marca com as suas recomendações. Em suma, o que se deduz da análise das respostas dos membros inquiridos neste questionário informal é que o forum.autohoje.com, sendo um fórum multimarca e generalista, acaba por se converter numa espécie de “esfera pública automóvel”, onde interagem fãs de várias marcas que são também fãs de automóveis em geral. É, desse ponto de vista, uma comunidade de teor diferente das comunidades monomarca. Se nestas se privilegia sobretudo a interacção entre fãs da mesma marca e a partilha de problemas e soluções, num fórum multimarca como o forum.autohoje.com - que por isso mesmo tem também muito mais utilizadores - as questões debatidas são muito mais abrangentes e são mais frequentemente do tipo concorrencial: “qual devo comprar?” No primeiro caso, estamos perante uma comunidade mais fácil de ser condicionada pelo interesse corporativo no sentido de gerar valor para a marca por via sobretudo de mecanismos de fidelização. No segundo caso estamos perante uma comunidade muito mais difícil de ser condicionada pelo interesse corporativo e na qual a geração de valor para a marca está muito mais associada a movimentos de conquista de mercado e de reforço de notoriedade e imagem de marca. Ou seja, as comunidades monomarca ou monotemáticas são mais facilmente “capturáveis” pelos interesses comerciais; as comunidades multimarca ou multitemáticas tendem a ser mais difíceis de “capturar” pelos interesses corporativos e portanto tendem a permanecer mais livres e mais genuínas.

4. Conclusões
O que se conclui da análise concreta do caso do forum.autohoje.com é - sem surpresa - que, mesmo jogando apenas com partilha de informações, opiniões e recomendações - ou seja sem a produção material de produtos alternativos, que neste caso seria complicada - esta comunidade gera valor através do trabalho gratuito e voluntário dos seus membros, tanto para a plataforma onde a comunidade existe como para as marcas dos produtos em função dos quais ela se constitui. E estes são os dois aspectos a que queríamos chegar na conclusão deste trabalho. Com o surgimento da sociedade em rede e das ferramentas que lhe estão associadas, deu-se também, segundo Manuel Castells, a proliferação de espaços sociais na internet nos quais os indivíduos, usando essas ferramentas e as características da rede, produzem os seus conteúdos pessoais. Isso dá origem ao que ele chama “auto-comunicação em massa” (“mass selfcommunication” no original) (Castells, 2009, p.65), verdadeiros meios de comunicação de massa, caracterizados pela mesma convergência de vários media que caracteriza os outros meios de comunicação, mas com estas características especiais: o conteúdo é auto-gerado, a emissão é auto-dirigida, a recepção é auto-selecionada, numa comunicação de muitos para muitos (Castells, 2009, p.70). Este tipo de produções comunicativas de alcance horizontal cruzam-se com as comunicações verticais dos mass media e das instituições tradicionais da sociedade de diversas formas e dão origem a diversas configurações institucionais no que se refere às plataformas

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usadas para essa comunicação horizontal, desde a comunidade de leitores de uma revista ou visitantes de um website, à comunidade de fãs de uma marca ou série televisiva, passando por uma rede social de fotografias ou um serviço de partilha de dicas em restaurantes, por exemplo. Ou seja, essas plataformas servem a aspiração comunicativa dos indivíduos, mas cruzam-se com as instituições de poder normais da sociedade, neste caso os media, como anteriores detentores exclusivos do poder de controlo sobre a distribuição de informação, conhecimento e cultura, e as empresas, detentoras dos produtos e das produções culturais que vão servir de matéria-prima para as produções, alterações e recombinações dos indivíduos. No caso estudado, a comunidade de fãs de automóveis expressa-se em plataformas que não são suas (nalguns casos são dos media tradicionais, noutros casos são das empresas) e estão sujeitas aos constrangimentos impostos e às formas de pressão que esse facto possa permitir, nomeadamente em termos de canalização do valor que os respectivos contributos possa acrescentar. E, como vimos, acrescentam de facto. O quadro é no entanto o mesmo se, como dizíamos na introdução, pensarmos em plataformas de partilha de informação, conhecimento e cultura em termos genéricos e não apenas associadas a fenómenos de fandom (embora o envolvimento dos indivíduos em produção gratuita e voluntária possa implicar sempre alguma forma de fandom - esse seria outro trabalho). O funcionamento de plataformas como o Facebook, o Twitter, o Flickr, o Foursquare, etc - em todas elas são os contributos gratuitos e voluntários dos utilizadores que geram o respectivo “valor” - segue o mesmo princípio e desafia do mesmo modo quer o poder comunicativo (dos mass media) quer o poder económico (das empresas). É por isso que, como diz Castells, serão estas batalhas de poder político e económico que, em última análise, irão determinar os contornos finais da complementaridade entre estes novos meios de comunicação e os meios de comunicação tradicionais (Castells, 2009, p.70). Yochai Benkler, por seu lado, também considera que as transformações em curso “irão levar a uma substancial redistribuição de poder e de dinheiro dos produtores industriais de informação, cultura e comunicações (...) para uma combinação das populações espalhadas pelo globo e dos actores de mercado que irão construir as ferramentas que tornam essa população mais capaz de produzir o seu próprio ambiente informativo em vez que o comprar já feito.” (Benkler, 2006. p23). Ou seja, o poder mas também a riqueza (a geração de valor, portanto), irá transferir-se para os indivíduos empossados como produtores e para os agentes sociais que disponibilizam as ferramentas que os empossam. No estudo em concreto, o forum.autohoje.com. como os fóruns ou as páginas de Facebook de marca são algumas dessas ferramentas. Benkler considera que as condições materiais actuais são de molde a permitirem a emergência de todo um campo de produção cultural não lucrativa, ou seja, desligada do mercado, mas isso só será possível com uma infra-estrutura comum que inclua os recursos básicos necessários para os indivíduos assumirem esse papel (Benkler, 2006, p. 24). O que, mais uma vez depende de jogos de poder actualmente em curso e que, segundo Benkler, se materializam ao nível dos aparelhos usados, da informação disponível, do software e dos standards que ligam essas coisas entre si (Benkler, 2006, p.23) Tal como refere José van Dijck, é fundamental contextualizar o novo papel dos utilizadores, em relação às empresas que operam fornecendo ferramentas de expressão e comunidade, tanto enquanto fornecedores de conteúdos como enquanto fornecedores de dados. Além de fornecerem conteúdo gratuito às plataformas que utilizam, os utilizadores fornecem também informações mais ou menos importantes e mais ou menos reservadas sobre o seu perfil e o seu comportamento online (van Dijck, 2009, p.47). Aliás, este pode muito bem ser, segundo van Dijck, a parte realmente mais importante do valor adicionado pelos utilizadores destas plataformas ao processo económico em que quase sem dar por isso também se envolvem (van Dijck, 2009, p.49).

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Para van Dijck “é um mito esperar que os amadores ou voluntários venham a ganhar mais controlo sobre a monetização (ou moderação) do seu trabalho imaterial. (...) Pelo contrário, a agência dos utilizadores é cada vez mais definida pelas economias dos mercados globais verticalmente integrados e liderados pela tecnologia e o capital intensivo” (van Dijck, 2009, p.54). O que indicia que estamos a entrar numa era de comercialização do user-generated content. Suzanne Scott chama a esse processo a “regifting economy” (Scott, 2009), no sentido em que transforma a produção fandom das comunidades de base numa versão comercializada e artificial. Matt Hills sublinha, a determinado ponto da sua análise deste fenómeno, que o facto de estarmos perante consumidores que também são produtores (não oficiais) gera basicamente uma “valorização da produção” combinada com uma “desvalorização’ do consumo” (Hills, 2005, p.6). Isso está em linha com aquilo que observamos nas produções generalizadas dos indivíduos, uma vez “empowered” pelas novas tecnologias de informação e comunicação (e não apenas dos fãs): Na exacta medida em que produzem, valorizam a produção porque enriquecem aquilo que é produzido (com criatividade e com novas produções) e desvalorizam o consumo porque multiplicam as possibilidades de consumo por via da sua abundância. Dito de outro modo, a abundância de informação, conhecimento e cultura valoriza a sua produção, mas desvaloriza o seu consumo. Ou seja, valoriza a sua produção como um acto social, mas desvaloriza o seu consumo como um acto comercial. Esse é um processo do qual estamos a ver apenas os primeiros sintomas (a emergência de formas não monetárias e mesmo não económicas de produzir, como sugere Benkler), mas que ameaça colocar em causa todas as instituições - sociais, económicas, políticas e não apenas o mundo da comunicação mediada. Ou seja, tal como sugerimos na introdução, o que esta análise nos impõe é a interrogação sobre se não precisamos afinal de “inventar” uma nova forma de valorizar socialmente a informação, o conhecimento e a cultura?

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BIBLIOGRAFIA

Benkler, Yochai (2006) “The Wealth of Networks - How Social Production Transforms Markets and Freedom”, Yale University Press, New Haven and London Castells, Manuel (2009) “Communication Power”, Oxford University Press, New York Fisker, John (2005) “Reading the Popular”, Routledge, London & New York Jenkins, Henry (1992) “Textual Poachers - Television Fans & Participatory Culture”, Routledge, London & New York Jenkins, Henry (2004) "The cultural logic of media convergence" International journal of cultural studies 7.1: 33-43. Retirado de: https://www.sfu.ca/cmns/courses/2008/428/Readings/CMNS%20428%20(2008),%20Requir ed%20Readings/Jenkins%20(2004).pdf Hills, Matt (2005) “Fan Cultures”, Routledge, London & New York McAlexander, James; Schouten, John; e Koenig, Harold (2002, Janeiro) “Building Brand Community”, in Journal of Marketing, Vol.66, pp.38-54. Retirado de http://oregonstate.edu/bci/sites/default/files/jeep_article.pdf Pearson, Roberta (2010) “Fandom in the Digital Era”, in Popular Communications, 8, pp. 84-95, Routledge, London & News York. Retirado de: http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/15405700903502346 Schau, Hope; Muñiz, Albert; e Arnould, Eric (2009, Setembro) “How Brand Community Practices Create Value”, in Journal od Marketing, nº73, pp.30-51. Retirado de: http://www.journals.marketingpower.com/doi/abs/10.1509/jmkg.73.5.30 Scott, Suzanne (2009) "Repackaging fan culture: The regifting economy of ancillary content models" Transformative Works and Cultures 3. Retirado de: http://journal.transformativeworks.org/index.php/twc/article/viewArticle/150/122 Thomke, Stefan e Von Hippel, Eric (2002, Abril) “Customers as Innovators: A New Way to Create Value”, in Harvard Business Review, Harvard van Dijck, José (2009) “Users like you? Theorizing agency in user-generated content”, in Media, Culture & Society, Vol. 31(1), pp.41-58, Sage Publications, Los Angeles. Retirado de: http://www2.le.ac.uk/departments/media/dl/documents-and-pdfs/coursereaders/penm/UsersLikeYou.pdf

ANEXO

Respostas ao questionário efectuado aos fãs de automóveis e membros do forum.autohoje.com no dia 3 de Janeiro de 2013.

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Estudo - Vocês recomendam as marcas de automóveis de que gostam? . 03-01-13, 13:28:00 espiritocrítico Estudo - Vocês recomendam as marcas de automóveis de que gostam? Boa tarde! Queria pedir a vossa ajuda. Estou a fazer um trabalho para a universidade sobre fãs e comunidades. Mais precisamente, sobre a influência que os fãs e os membros de comunidades como o fórum AH podem ter na imagem pública das marcas de automóveis. O trabalho será sobretudo teórico (pesquisa bibligráfica), mas terá uma parte de "estudo de caso" para avaliar a aplicação das teorias que há sobre este tema. Nessa medida, gostava de colocar as questões seguintes a todos os membros do fórum: 1. Como membros do fórum AH, vocês consideram que têm uma marca preferida ou marcas preferidas? Todos temos preferências - de clube, de música, de cinema, até regionais. Certamente também as têm no que respeita aos automóveis. Ou não? Se sim, como surgiu essa preferência ou gosto especial por uma ou mais marcas: foi porque tiveram um carro dessa marca, porque gostariam de ter, porque um familar/amigo o teve? Se têm preferência ou preferências, costumam recomendar ou defender essa marca aqui no fórum? Como? Sabem de alguém que já tenha comprado por vossa recomendação? Correu bem? Participam noutras comunidades de automóveis para além do fórum AH? Quais? Fóruns da marca/marcas preferidas? Facebooks da marca/marcas ou de revistas? Têm uma intervenção diferente da que têm neste fórum? Porquê?

03-01-13, 15:01:04 LEMF 1. Tenho uma marca preferida. A preferência surgiu do contacto/compra de um carro dessa marca, e a partir daí...... foi o descalabro [:D]. Comprei mais um carro dessa marca, influenciei a namorada a comprar um carro da mesma marca, não me vejo, para já, a comprar carros de outra marca. À medida que fui conhecendo a marca, a sua génese, a filosofia que esteve na base da criação da marca, e cultura que faz parte da identidade da marca, fiquei ainda mais fã. Diria até que essa cultura me fascina, porque também sou assim: não tolero grandes falhas, principalmente quando se fala de máquinas. Perfeccionista e obcecado com "qualidade"? Diria que sim. 2. Costumo recomendar. Se foi por minha recomendação que alguém comprou? Não sei, e é dificil isolar o efeito que eu (LEMF), tem, até porque estamos no meio de muitas sugestões, algumas iguais, outras diferentes, outras completamente parvas. 3. Sim. Fórum da marca, facebook da marca. A intervenção é diferente porque a estrutura das outras plataformas é diferente. Além do mais, o FAHO acaba por ser um forum mais completo para quem gosta de carros em geral. Apesar de gostar muito de uma marca, o que mais gosto são os carros em geral. 03-01-13, 15:17:31 ABC 1. Hoje não posso dizer que tenha uma marca preferida mas sim um conjunto de marcas que me agradam. Há uns anos atrás sim, tinha uma marca preferida. Normalmente, e no meu caso foi assim, essa preferência advém do tempo da adolescência, altura em que ainda não possuímos carta de condução e o carro do pai é o melhor e o que dá 200 [:D]. Após ter carta, e devido a esse factor comprei um carro da mesma marca do que o do meu pai. Ainda hoje gosto da marca ( penso que a mesma que o LEMF descreve [:D]) mas com o passar dos anos e com novas experiências comecei a alargar hotizontes. 2. Defender ou recomendar uma marca no fórum não é o meu hábito. Agora no grupo de amigos, familiares, sim. Como desde tenra idade gosto de carros, por vezes familiares e/ou amigos pedemme opinião. Aí sim, recomendo o que acho melhor, do meu ponto de vista. 3. Pouco... alguns fóruns monomarca. E sim, quase sempre dentro daquele grupo de marcas preferidas. 03-01-13, 15:26:18 FernandoAc 1.As preferências das marcas de cada um é simplesmente aquilo que procuramos num carro. Como entusiastas não somos muitas vezes, ou na maioria das vezes o reflexo mais fiel daquilo que a generalidade das pessoas procura num carro pelo que quando quero ajudar uso mais a cabeça e não o coração. 2.Recomendo frequentemente carros que não compraria para mim. Por outro lado se entender que a pessoa procura num carro aquilo que eu também procuro já tenho maior liberdade para dar conhecer e em certa medida influênciar na escolha de outrém puxando um pouco "a brasa à minha sardinha".

2.

3.

Obrigado! 03-01-13, 14:45:05 EscapeLivre 2. Tenho uma marca preferida, que é a Citroën. Já houve vários citroen cá em casa, actualmente há 2, já conduzi carros de várias marcas e nenhuma chega aos calcanhares da citroen, relativamente aos aspectos que mais aprecio num carro, daí ser a minha preferência. 2. Costumo recomendar esta marca, a pessoas que procuram num carro, aquilo que um citro consegue melhor oferecer. Defendo a citroen de forma lógica, ou seja não acho que faça sentido atacar a citroen apenas por questões que muitas vezes são de preconceito e/ou falta de conhecimento. 3.Não participo em mais nenuma comunidade.

Os carros são concebidos e construidos por pessoas que dão uma identidade, por vezes muito prórpia a cada marca, mas as pessoas mudam com o tempo, saem e entram novos colaboradores. Ou a marca tem uma chefia muito forte que consegue transmitir fielmente a filosofia e os valores da marca ou vai perdendo o interesse. Daí que marca favorita favorita não tenho, tenho é várias marcas de que gosto mais. Mas, dentro destas consigo encontrar epocas douradas e dentro destas épocas modelos especificos dos quais aprecio. No meu caso tenho um Mazda, gosto da marca e já tive pessoas que compraram carros da mesma marca também com a minha "ajuda" e influência. Também já tive um caso de alguém que estava já por si decidido para comprar um Mazda e fiz-lhe tirar dali a ideia porque acreditava que não era aquilo que essa pessoa procurava, acabou por comprar um BMW. Gosto das marcas mas gosto mais das pessoas que me são próximas, dou sempre a conhecer as virtudes que no caso desta marca indentifico como o conciliar de preço, qualidade e fiabilidade geral com algum "salero" mas também os seus defeitos como a dificuldade de encontrar peças e preço das mesmas. Claro que alguém que anda sempre a dar toques em tudo o que é sitio e não tem meios para contornar o preço das peças não deve comprar um Mazda dos anos 90, pois vai-lhe sair caro. Posso defender as marcas que me são próximas mais afincadamente até porque será dessas que tenho maior conhecimento, mas isto acontece com qualquer uma, a verdade acima de tudo! 3.Não participo em nenhum genero de clubes de marcas, nem de facebook nem de coisa nenhuma.[;)] 03-01-13, 15:27:28 Ribeiros 1.Marcas de eleicao tenho 2 ou 3. Todas elas por ter "calhado" a comprar um carro dessa marca e ficar bastante satisfeito com o carro no global. 2. Se aconselho essas marcas a alguem? Dessas minhas de eleicao apenas 1 nao recomendo nem a familiares nem a ninguem [:D] Nao por ser um mau carro, mas derivado aos estereotipos em torno dessa marca. Alias, para mim esta marca é mais fiavel que muitas outras ditas que levam carimbo de qualidade estampado a sua nascença. [;)] Preciso dizer o nome??? [:)] No entanto tento aconselhar o que mais se enquadra nos requisitos de cada 1 sem olhar as minhas marcas de eleiçao. 3.Outros foruns? Apenas 1 monomarca e ja faz bastante tempo que nao passo por la. O porque? Existe o gostar da marca e o fanatismo e nao me costumo dar la muito bem com fanatismos [;)] 03-01-13, 15:32:59 MisterPolo 1.Tenho quatro marcas favoritas : Toyota , Volkswagen , Land Rover e Jaguar. Já tive 2 Toyota e 1 Volkswagen , daí vem o meu gosto por essas duas marcas. Também tenho amigos com essas marcas. As outras duas, são marcas que aprecio esteticamente e se pudesse ter, tinha. 2.Sim por vezes recomendo relatando as minhas experiencias (poucas) e o pouco que sei sobre as marcas. 3.Só estou inscrito neste fórum mas sigo várias revistas internacionais tal como nacionais.

Intervenho neste fórum porque é um fórum bem organizado e já aprendi bastante. 03-01-13, 16:05:07 ClioII 1. Há muitas coisas que procuramos num automóvel - prazer de condução, versatilidade, sensações, etc... Eu também gosto disso tudo num automóvel, mas é subjacente que antes de mais ele tem de cumprir uma coisa fundamental: ser um escravo mecânico que me sirva fielmente. Por isso, um dos aspectos a que dou mais importância num automóvel é a sua fiabilidade. Um automóvel parado não dá prazer de condução, dá dores de cabeça, por isso é importante que, dentro do razoável, "nunca pare". É evidente que só sabemos se um determinado modelo saiu de facto robusto e bem construído depois de uns 10 anos no mercado, o que com o ciclo de vida dos modelos no mercado significa que já está obsoleto... Posta esta explicação inicial, a minha preferência tende mais para as marcas japonesas que normalmente são reconhecidas como de fiabilidade superior. Tenho, pois, uma tendência para a Honda e, muito em especial, para a Toyota. Reconheço que esta tendência tem vindo a esbater-se, não só por uma melhoria em geral dos construtores, como por um "baixar de guarda" dos nipónicos. Acredito bem que esta preferência por Toyota vem das experiências pela família - Corolla(s), Carina II, Yaris(s) que se portaram/portam como um tanque de guerra. Curiosamente, eu próprio nunca tive Toyota: tenho há exactamente 14 anos um Clio II de 1998 e agora um Kia Venga de 2011. 2. No fórum procuro entender que tipo de carro a pessoa quer antes de recomendar seja o que for, nunca tento impingir um carro apenas e só pela marca ou pelas minhas preferências (acho um erro tremendo). Costumo falar essencialmente por automóveis que me passam pelas mãos (meus, família, aluguer), apontando defeitos e virtudes. Uma ex-namorada comprou há uns valentes anos um Yaris mk1 por recomendação minha. Na altura fartei-me de vasculhar a net e este Yaris, juntamente com o Jazz, eram os campeões do "top 3" dos citadinos nos diferentes anos, diferentes estudos e diferentes países. O raio dos carrinhos estavam sempre lá! Logo, na tentativa de maximizar as hipóteses de comprar um carro fiável (lá está...) e económico no combustível e manutenção, comprou-se o Yaris com uns 90.000km. Segundo julgo saber, o carro continua à altura do que lhe é pedido... 3. Vou algumas vezes a fóruns monomarca mais para saber detalhes sobre um determinado modelo, problema e/ou solução, em particular para os meus carros (Kia, Renault). De resto, o fórum FAHO tem claramente a minha preferência pela maior diversidade de marcas e conhecimentos em geral (já para não falar do fabuloso Off-TOPIC). Obviamente que a participação é bastante diferente: enquanto no FAHO "conheço" e interajo amiúde com os utilizadores, nos fóruns mono-marca sou sempre um razoável outsider que vai lá de vez em quando. 03-01-13, 16:12:05 Iuri 1. Assumo-me como preferente das marcas italianas, pelo carisma e antiguidade das mesmas, embora tenha o olho nas restantes nacionalidades. No meu caso, a especial apetência por marcas italianas, Fiat, Lancia e Alfa Romeo, encontra explicação na minha adolescência, não só por aquilo que lia, como também por aquilo que via, mas também, e principalmente, por causa do Fiat 128 Sport Rally que o meu pai teve.

2. Não, não recomendo a ninguém a marca - ou marcas - dos automóveis de que mais gosto. Tal postura deve-se desde logo à relação forte e pessoal que desenvolvo com os automóveis que tenho e à convicção de que as minhas escolhas podem não se adaptar à realidade de terceiro. Por outro lado, creio que quem é sujeito passivo duma recomendação será alguém que tem uma relação mais desprendida com os automóveis, daí que, ainda que possa ter uma empatia para com determinada marca, essa pessoa será sempre mais influenciável, talvez por estar menos informada. Quem é minimamente conhecedor do mundo automóvel, lê testes, avalia por si, ou seja, tem opinião formada sobre o mundo automóvel, podendo, neste contexto, dar asas à emoção em detrimento da razão de outrém. Evidentemente que tudo dependerá da utilização que esse automóvel terá, mas é um processo no qual raramente interfiro, a não ser que seja expressamente solicitado para dar a opinião. Nessas situações procuro mostrar todas as ofertas de quase todas as marcas e analisá-las com essa pessoa. 3. Fora do mundo das marcas italianas, a nível nacional, acompanho o que se vai passando neste fórum, tendo o meu interesse direccionado para a secção dos diários de bordo já que alguns espelham de forma cativante a vida de um automóvel e o modo como o mesmo interfere com o seu proprietário. É, também, uma forma interessante de conhecer pessoas. No seio das marcas italianas tudo depende da marca do automóvel que no momento possua. Posso, por isso, tanto participar num fórum de Fiatistas, como no Stilo.org, como no Alfa Romeo Team, embora acompanhe outros fóruns. 03-01-13, 16:23:41 LIC 1. Sim, tenho. Não sei, desde pequeno que adoro carros. 2. Sim e não só no FAHO. Mas não tenho conhecimento que tenham comprado por recomendação minha. 3. Só o FB da Opel; koenigsegg e Alpina. Carlsson (apesar desta ser só preparador Mercedes). Sim, aqui é quase uma família (pelo menos os que postam mais regularmente, os outros é por "já serem da casa" e esses sim trato-os com respeito). Nos FB das marcas limito-me a "botar" Likes 03-01-13, 16:23:53 petrus 1 - Não tenho uma marca verdadeiramente favorita no mundo das 4 rodas. Gosto de várias, mas sem ser de nenhuma em particular. Vou variando um pouco consoante os carros que tenho ou que conduzo... 2 - Aqui no forum não recomendo. Quando muito dou sugestões. Fora daqui já o fiz várias vezes por carros que conheço bem e lembro-me de um casal conhecido que comprou um Duster por minha "culpa" ou de um amigalhaço que desistiu da compra de um bm depois de o informar do problema dos N47. 3 - Atualmente não, mas já participei no clube megane, no clube qashqai e até num ou outro clube duster estrangeiro, mas sempre algo temporário e sem um envolvimento muito grande, um pouco como sucede aqui... 03-01-13, 16:28:32 Fahrenheit Citação: 1. Três marcas preferidas: Opel, BMW e Alfa Romeo (por esta mesma ordem) Opel é a minha paixão desde que me interessei por carros. Eram a marca mais presente desde muito cedo na

minha família e grupo de amigos. BMW porque sempre os tive como os "que andam mais". Alfa Romeo porque sempre os tive como os mais bonitos. 2. Não. A menos que uma das três marcas se evidencie como a melhor opção. 3. Não. 03-01-13, 16:29:31 JGTB Quando em crianças descobrimos que gostamos de automóveis, temos tendência a criar uma maior afinidade com aquilo com que mais vivemos. Nessa altura, procuramos coisas diferentes daquelas em que pensamos hoje. Ou seja, nessa fase, determinado carro pode ser marcante para nós só porque tem um painel digital, por exemplo. A partir daí podemos começar a criar laços e a acompanhar sempre mais o que faz essa marca, que até acabamos por nos esquecer das outras. Há depois que fazer o enquadramento com o que assistimos no meio onde vivemos, numa idade em que as nossas opiniões ainda são altamente influenciáveis. Começamos a ouvir que a marca A não presta e começamos a tomar aquilo como uma verdade, mesmo que seja totalmente infundado. No fundo, é como acontece com a postura de quem gosta de futebol. É de um clube, mas nem sabe porquê. 03-01-13, 17:16:30 nokia71 Simples: Opel, BMW e Ferrari. Simplesmente isto. E como é óbvio se acho que a criticam sem fundamento apresento os meus contra-argumentos. Mas se gosto destas marcas é porque há algo nelas que me chamou a atenção. 03-01-13, 17:25:15 mcabral Quando se fala em aconselhamento não se pode ser cego. Temos de ter capacidade de estar no lugar do terceiro. Tenho marcas preferidas, no entanto tive/tenho carros de várias marcas e aconselho sempre um carro em função do que se procura dele e do perfil da pessoa. Com isto digo que a minha influência em terceiros não tem muito peso nos meus gostos. Já pessoas compraram carros aconselhadas por mim, que eu dificilmente compraria (nem nenhuma alternativa dessa marca) para mim. Tento pautar-me pela imparcialidade no que aos outros diga respeito, e pela parcialidade no que a mim diga respeito. 03-01-13, 18:14:13 Fadjadjas 1. Gostos alteram-se e mudam-se com o passar do tempo, e foi exactamente o que me aconteceu. Logo quando tirei a carta, já lá vão quase 12 anos, era maluco pela Fiat. O desenho dos carros tirava-me do sério. Verdade seja dita que na altura, pouca ou nenhuma noção tinha de "qualidade de construção", apenas percebia que os plásticos do meu carro eram piores que o japones do cota, e que as folgas eram bem maiores... Entretanto, com a experiência adquirida, os gostos mudaram um pouco... O gosto pela Toyota incutido pelo pai, e pela fiabilidade fantástica dos carros que cá passaram (e estão) cá em casa. Carros de guerra autênticos. O gosto pela Mercedes surgiu no dia em que conduzi um. Fiquei fascinado pelo isolamento do exterior e pela qualidade de condução que um carro com mais de 400.000kms ainda conseguia proporcionar.... sem ruídos parasitas de

qualquer espécie... Não descansei enquanto não comprei um, sonho concretizado em Outubro passado, e de certeza que não será o último. Resumindo, Toyota e Mercedes, influencias diferentes (uma familiar, outra profissional) 2. Defender a minha dama até ao limite do razoável... Não tenho nada a apontar (a não ser a dinâmica dos Toyotas) a ambas as marcas. Quando vejo que a discussão já está a passar dos limites, limito-me a ignorá-la. Não costumo recomendar, pois cada carro é um carro. O meu, igual ao do vizinho, saído da mesma linha de montagem, logo a seguir ao dele pode ser uma máquina infernal e o dele passar a vida na oficina... 3. Tenho várias subscrições de várias marcas e publicações, tanto no G+ como no Fb, tento manterme sempre actualizado. Este é o único fórum onde estou inscrito.[;)] 03-01-13, 18:18:43 Freddy 1. Sim, tenho quatro marcas predilectas, das quais fazem parte a Lancia, a Alfa, a Maserati e a Ferrari, pela história, intemporalidade do Design, prestigio e carisma, no entanto destas apenas possuo/í carros da Lancia podendo dizer que esta é a minha favorita entre as quatro, no geral tenho um carinho especial por marcas Italianas e pela paixão que enquanto maquinas, estas transmitem. 2. Uma coisa que não suporto são verdades absolutas, e a na sua maioria estas marcas são alvo de generalizações(não digo tanto aqui no Forum pois aqui a maior parte dos users tem bastantes conhecimentos sobre o mundo automóvel), mas a minha resposta vai ter que ser sim. Depois há certas pessoas que nem dou troco pois já sei que vão sair ofensas tanto para a minha pessoa como para a marca em si. Conhecidos que tenham comprado por minha recomendação, apenas na família mais próxima, por norma só faço recomendações a pessoas com quem tenho confiança e que sei que tomam em conta a minha opinião, até agora, tem corrido tudo bem. 3. Participo num forum do Grupo Fiat em geral e em algumas comunidades no Facebook, se calhar não intervenho é tanto nos mesmos, apenas por participar lá à menos tempo [;)] 03-01-13, 18:23:48 paulo14 1.A minha favorita, será a Toyota, por experiências/vivências, como o meu avô tem uma Hiace de '77 comprada nova, com 465 000km, o meu pai teve uma igual á uns anos da empresa onde trabalha, tivemos uma Hiace também mas mais recente cá em casa que foi trocada em 2005 por uma Avensis sw Nova. Depois tenho um grupo que digamos que aprecio também bastante, não ao ponto de ser favorita, a VAG, de resto gosto de um ou outro, não posso opinar sobre as marcas quanto ao prazer de conduzir pois ainda não tenho essa experiência(encartado recentemente) 2. Recomendar, já recomendei varias marcas e modelos, não só neste forum, quanto á favorita, Toyota penso que nunca tenha recomendado mas já defendi, mas não tem nenhum motivo grave, talvez por não se enquadrar nos tópicos que vejo, talvez em algum tenha dito que seria melhor em relação A alguma outra, mas muito poucas vezes e foi também nas SW's, quanto a carros do grupo VAG já recomendei e também defendi, agora se compraram apenas e só por minha recomendação, penso que não.

3.Frequento mais 2 foruns 1 monomarca, outro "monomarca/modelo"[:D] não sei se é permitido dizer o nome, tenho outra postura talvez por estar registado á mais tempo mas nada de muito diferente, frequento(ou aparece no mural) o Facebook de algumas marcas para saber novidades mas a participação é só nos Likes[:)] 03-01-13, 18:34:57 Request 1-Sim tenho marcas preferidas! Mais concretamente 4, a Lancia, por tudo o que a marca era aquando da minha juventude e pela beleza e espectacularidade dos seus carros, a Nissan, era a marca do primeiro carro da familia de que me lembro, pela excelente gama off road que sempre teve ao longo dos tempos, pela sua estética e pela fiabilidade a toda a prova de todos os que já tivemos cá por casa, a Land Rover, possivelmente a unica marca em que posso dizer que gosto de todos os carros que lançou ao longo dos anos (sim, freelander incluido[:D]) e por fim a Mercedes pelo seu luxo e carisma. 2-Sim, de tempos a tempos recomendo carros destas marcas, seja aqui no fórum seja no dia a dia, mas não de forma exclusiva pois não recebo comissões das mesmas[:D] e existem muitas mais marcas com muitos bons carros, defender não defendo pois não me parece que elas necessitem da minha defesa, quanto muito tento de vez em quando elucidar as pessoas quando as mesmas têm uma ideia errada de um carro em particular. Sim, já houve 3 casos de pessoas que compraram o seu carro através de minha recomendação, felizmente todos os casos foram bem sucedidos e devo ainda referir que 2 desses casos nem foram das marcas que referi. 3-Não, o FAHO é a unica comunidade auto que frequento, tudo o resto resume-se a tertulias de amigos! 03-01-13, 18:40:06 joaobras 1ª não tenho preferencia por nenhuma marca em especial mas sim por alguns modelos de varias marcas e nacionalidades,claro que há marcas que têm mais modelos que gosto e outras menos mas dai dizer que gosto desta marca e não gosto daquela vai uma grande diferença pois tanto posso gostar de um Fiat ou de um VW. 2ª dificilmente defendo uma marca no forum pois o odio ou por outro lado o fanatismo que são expressados muito frequentemente por users para defender as marcas da sua preferencia e criticar outras não deixam margem sequer para uma troca de opiniões saudavel por isso prefiro nem sequer dar a minha opinião nessa materia pois nisto de defender marcas mais parecem claques de futebol,para muitos não interessa se o automovel é bom ou mau,apenas interessa a nacionalidade ou simbolo e consoante isso dizem bem ou mal. 3ª participo em varios outros foruns inclusive alguns monomarca não há grande diferença da minha postura 03-01-13, 18:42:01 danifcp Hora bom as minhas favoritas são MINI,ferrari,porsche[;)] 03-01-13, 18:42:55MadDragon 1. Acima de tudo, gosto de automóveis, mas sou humano e por isso tenho preferências e gostos. Tenho neste momento uma paixão incodicionável pela Alfa Romeo e pela filha Ferrari. Se também for relevante, gosto imenso de italianos.

A preferência surgiu do acaso. Surgiu porque aquilo que procurava num autmóvel, encontrei nos italianos em geral. Carros vivos e bonitos, não sendo necessáriamente os melhores automóveis para se conviver. Resta dizer que a paixão veio sem ter tido nenhum italiano e por isso comprei um mais tarde. 2. Depende a quem faço a recomendação. Se eu vir ou saber de antemão que essa pessoa tem os gostos virados para o meu, sim, sou capaz de lhes aconselhar algo do meu gosto. No entanto por norma isto não acontece e acabo sempre por fugir para propostas mais vulgares e que satisfaçam as pessoas no geral. 3. Constumava participar durante uns tempos, mas não participo há algum tempo. No facebook acompanho algumas páginas. 03-01-13, 19:00:02 prius 1. Tenho algumas marcas preferidas, sobretudo as japonesas pela sua fiabilidade e durabilidade, especialmente a Toyota, cumpre muito bem a função de automóvel/objeto ao serviço do condutor, como eu concebo o automóvel na prática diária. A nível mais emocional gosto bastante da BMW com a qual me identifico por critérios estéticos e técnicos de vanguarda. Com o tempo, vamos aprendendo e evoluindo e hoje tenho mais 2 marcas que gosto, sendo estas as que tenho hoje: VW e KIA. 2. Não impinjo nada a ninguém, mas se me pedem conselhos avalio o perfil e necessidade da pessoa em causa, não defendo à força toda só o que eu gosto! Por fim dou algumas hipóteses para a pessoa ponderar, pensar, analisar e... quiça, escolher e comprar. Sim, já aconteceu diversas vezes, decidirem-se pelos meus conselhos sensatos e, penso que todos estão ou estiveram contentes. 3. Participei em alguns foruns da KIA, quando, em 2008 adquiri um modelo dessa marca em expansão em Portugal, dando o meu contributo como utilizador satisfeito. Essencialmente pela partilha de informação entre proprietários do mesmo modelo e marca, desfazendo alguns "mitos" reinantes num país de preconceitos como o nosso. Atualmente e, por falta de tempo disponível para mais participações ponho likes no facebook ao ler as notícias pertinentes sobre as minhas marcas de eleição. No que respeita ao FAH é um espaço de partilha mais abrangente, onde se vão aprendendo coisas interessantes dentro de toda a diversidade global de frequentadores. 03-01-13, 19:21:18 adenilson707 A minha favorita é o grupo VAG(Volkswagen-Audi Group) e General Motors(Chevrolet). Por dois motivos: Confiabilidade; Resistência. 03-01-13, 19:26:52 Icedevice 1.Se tivesse que escolher apenas uma de coração ... escolhia duas: Citroen e Renault. 2. Costumo recomendá-las por terem produtos que entendo satisfazem as necessidades do consumidor médio e serem racionais

3.Não frequento outras comunidades automóveis, aqui o fórum já le leva tempo que chegue [;)] 03-01-13, 19:34:21 brunomeleiro 1. Desde muito pequeno que adoro carros e dedico bastante tempo a "pesquisar" sobre eles. Não tenho nenhuma marca que diga que é a minha favorita e que a defenda com unhas e dentes, mas sim um conjunto de situações que aprecio em determinada marca, mas que noutra já são outras. Tal como se escolhe um clube de futebol (ou não se escolhe), a minha tendência foi olhar mais para as marcas que passaram aqui por casa e que mais marcaram por algum motivo. Desde pequeno que cresci com carros italianos, "americanos" e japoneses e por essa razão nunca valorizei tanto os carros franceses, alemães... apesar de conduzir agora um francês, que me fez interessar pela marca. Posso dizer que a minha preferência desde pequeno caiu mais para a Honda, mas tem vindo a nivelar-se e cada vez mais consigo admirar um determinado modelo e odiar outro da mesma marca. No entanto as 3/4 máquinas que mais mexem comigo ao nível de encher o olho são todas italianas, das décadas de 60 e 80, nunca as vi, mas a sensação é a mesma de um determinado número de obras arquitectónicas provoca e que admiro. 2. Quanto ao recomendar carros procuro não o fazer, mas sim chamar a atenção para um determinado modelo que está a ser esquecido, e para além de achar a escolha muito pessoal o que é importante para mim pode não ser para os outros, por isso tento ser imparcial, mas como é óbvio falo mais, quanto mais for a experiência com o carro em causa. Não sei se já alguém comprou carro pela minha influência. 3. Registado só estou neste forum, do qual estive ausente muito tempo (não chega para tudo), mas frequento-o muitas vezes sem postar e considero-o um dos melhores para aprender. De volta e meia sou direccionado para outros fóruns mas só leio. Ultimamente tenho andado mais pelo site da revista e comento lá, mas também consulto várias revistas nacionais e internacionais conforme a disponibilidade. 03-01-13, 21:28:56 Fabio90 1. Não acho que tenha marca preferida, mas nutro um carinho pela Fiat, tenho um Uno 60SX, o meu pai teve 2 fiats, e conheço mais pessoas que tiveram e têem Fiats e não o trocam por nada neste mundo, mas também gosto de outras marcas, como a renault, mini, peugueot. 2. Não acho que alguma vez tenham comprado um fiat por minha recomendação, porque também não sou das pessoas mais entendidas entre os seus conhecidos. 3. Não participo em outro fórum, ocasionalmente compro revistas, mas raramente. 03-01-13, 21:42:22 DeCeIi 1. Tenho. Preferencialmente Francesas, Renault e Citroën em particular, muito por conviver com as mesmas. Mas em miúdo adorava mesmo era as Italianas. [:D] Ainda hoje as estimo mas muito do que se fazia nessa época, actualmente passa um pouco ao lado...

Depois, tenho um fraco por mecânicas de 6 cilindros da BMW (que veneno!!!) e da fiabilidade e imagem de outrora da Mercedes-Benz. Tenho um carinho especial pelo Golf II mas detesto o Grupo VW (obrigadinho por ter asseptizado várias marcas!). 2. Já recomendei mais. Agora abstenho-me de dar palpites muito a sério ou ser um ferrenho defensor do que quer que seja. A idade traz-nos as coisas com uma outra visão e razão. O que não quer dizer que não recomende mas muito, muito por alto. 3. Tão alargado e com tanta participação como aqui, não. o FAHO monopoliza a minha atenção.Consulto apenas informação noutros pontos, pouco mais. 03-01-13, 21:53:23 Alpiger 1. Não tenho marcas favoritas, 2. Defendo é as marcas injustamente criticadas e outras que aprecio. Mas critico com mais força aquelas das quais não gosto. 3. E só o faço aqui neste forum [;)] 03-01-13, 22:14:52 MrsX 1. Sim. Marcas nipónicas, nomeadamente Toyota e Honda. A primeira por uma questão familiar. É a marca de eleição há mais de 30 anos, o feedback é 100% positivo e o meu primeiro carro teve que ser, claro, um Toyota. A 2ª por questões de "coração". Já tive 2 modelos da marca, além de que, profissionalmente, já vesti, literalmente, a camisola. 2. Não costumo recomendar ou defender marcas. Dou a minha opinião e tento ser imparcial. Trabalhando no ramo automóvel, acredito que já tenha influenciado alguma opinião, mas não obrigatoriamente para as marcas acima indicadas. Tudo depende das necessidades e expectativas de quem a pede. 3. Já fui participante assídua de outras comunidades, em tempos idos. Actualmente não há tempo para mais. 03-01-13, 22:19:29 Van00 1. Tenho algumas preferências, as preferências de marcas que conheço por ter conduzido um ou mais que um carro e as preferências de marcas que abrangem aqueles carros que sonhamos um dia conduzir. Quando à primeira hipótese, depende de vários factores.. Uma das marcas da qual ganhei um gosto especial começou por o meu pai ter um carro dessa marca, o que me acabou por puxar e querer conhecer mais, aprender mais, e acabei mesmo por comprar um carro da marca. As outras foi basicamente por o prazer que obtive a conduzir carros dessas marcas, o "tipo" de produto que tem, história, etc. 2. Não defendo as marcas, só defendo situações. Se ler algo que sei que é mentira sobre uma marca que goste, acabo por defender e corrigir a afirmação, mas não sou de defender cegamente as marcas que gosto.

Não gosto muito de recomendar carros, principalmente se a pessoa estiver a procurar um carro usado. Alias, eu não recomendo a marca do meu actual carro, por muitas vezes acabamos por escolher um carro pela emoção e não de forma racional.. E se para nós é indiferente ter um carro com alguns problemas crónicos porque é aquele que gostamos mesmo, há pessoas que procuram apenas um carro para ir de A a B e que seja só abastecer. 3. Participo noutras comunidades. Facebook de algumas marcas que gosto, forum da marca do meu actual carro e alguns foruns mais "específicos". Normalmente adapto as minhas intervenções consoante o sitio onde "estou". Se estiver num forum onde se descrimine alterações automóveis irei evitar falar nisso, passado o exemplo. 03-01-13, 22:31:28 Pneucareca As minhas marcas favoritas são: Opel,AR e Seat.[;)] 03-01-13, 22:38:59 diogomsl 1. Sim, tenho uma marca preferida. Já há quase 20 anos que sou proprietário de Ford, e desde que comprei o primeiro, nunca mais larguei. Nunca tive problemas de maior, só os ditos problemas crónicos dos automóveis em questão, e enquanto assim continuar, mantenho a minha fealdade. Apesar de ter uma afinidade especial por esta marca, também gosto bastante da Renault (já tive dois, e proximamente virá um terceiro). 2. Sim. Digamos que não sou um Fan-boy da oval azul, mas sempre que vejo que poderá preencher os requisitos necessários como motor, estética, equipamento, sugiro. Sugerir carros usados nos primeiros posts é sempre difícil, mas automóveis novos é sempre mais fácil. Imaginemos que pedem um segmento C na casa dos 25000€, bem equipado e com um motor à altura. Obviamente que sugerirei o meu actual, mas também direi seus defeitos e virtudes, pois o que eu considero uma virtude pode ser considerado um defeito, e vice-versa. Cada um tem a sua opinião, e não terei problemas em assumir que um Mégane ou Golf será uma melhor opção que outro. Em relação à 2ª pergunta, penso que já houve 2 casos (o caso mais presente é um Civic), e até agora todas as ajudas foram gratas e os users estão bastante satisfeitos. 3. Sim. Participo activamente no fórum da marca e dos modelos em questão. Participo também, mas não tão assiduamente na rede social facebook. A intervenção acaba por ser dentro do mesmo género, pois todos somos humanos e temos que ser respeitados. No fórum da marca, tenho um diário de bordo mais pormenorizado e com crónicas e fotografias actualizadas sempre que possível (normalmente todas as semanas) Em relação a revistas, compro a Autohoje todas as semanas, por vezes a Auto Foco, e ocasionalmente a Turbo, dependendo dos artigos. Sempre que vou a Espanha compro a Autobild. 03-01-13, 22:44:53 Fatalit14 1.Muito resumidamente, amo as irmãs Alfa e Ferrari. E tenho um carinho especial por todas as marcas do grupo Fiat.

2.Tenho de confessar que às vezes recomendo muito tendo por base os meus gostos. Como conheço com mais detalhe, tenho mais facilidade de sugestionar. 3.Participo em outro fórum monomarca. E claro, faço parte de grupos Ferrari e Alfa no Facebook. 03-01-13, 23:36:23 U89 1. Ao contrario do que se passa com outras preferencias, como por exemplo o clube a que pertencemos e que se mantem inalterado ao longo da vida, as minhas preferências em termos automoveis tem variado ao longo da vida. Na infância e adolescência tinham a ver com o que via no desporto, designadamente nos ralis, assim nessa altura gostava por exemplo da Toyota, Lancia e Audi por razões diferentes como por exemplo o espectaculo propocionado pelos Celica de tracção traseira, pela beleza do 037 e pela tecnica e sonoridade do Quattro. Com o tempo as referencias foram-se alterando, deixou de ser o desporto para ser o conhecimento proximo de uma marca ou modelo, quer por via do contacto directo com um carro (de familiar ou amigo) ou noutros casos apenas por aquilo que conhecemos via media,de os ver na rua ou nos salões automoveis. O que se manteve inalterado ao longo dos anos foram os motivos pelos quais gosta de determinado modelo (mais do que uma marca em si) ou seja a estetica, a perfomance (comportamento e prestações), a inovação tecnica ou "nobreza" dos motores e a sua "sonoridade" e não necessariamente por esta ordem. Neste momento tenho 5 automoveis de 4 marcas e modelos diferentes, todos por motivos diferentes, mas representativos das minhas preferencias, excepto o carro do dia a dia que tem que ser um compromisso entre o que se necessita (racionalidade) como por exemplo o espaço e a economia e alguns emotivos como a estetica e o comportamento. 2. Poucas vezes, apenas se julgar que posso ajudar alguem a esclarecer alguma duvida com o conhecimento que tenho da marca/modelo. Procuro ter sempre uma opinião objectiva salietando os aspectos positivos e não esquecendo os negativos. Aqui nunca ninguem comprou por uma opinião minha, posso eventualmente ter influenciado juntamente com os outros users num determinado rumo mas não há forma de sabermos se não for expressamente dito. Entre amigos faço o mesmo tipo de comentarios e ai ja influenciei algumas escohas 3. Sim em foruns de marca e fb, com uma intervenção muito mais activa participando em varios encontros e passeios. A diferença de comportamento deve-se essencialmente por achar que o AH é um forum "generalista" e os outros estão centrados numa marca/modelo, sendo mais a facil a partilha de interesses e a identificação de valores comuns entre os useres. 04-01-13, 00:41:22 gtabarth 1.1- Sim, algumas marcas preferidas, com preferência por Italianas. Bem como por outras, especialmente modelos apetecíveis, como todos vós. Um Chevrolet Banheira Americano diz-vos pouco, mas um Camaro ou Corvette já diz alguma coisa né?

1.2- A minha preferência por Italianos é mais devida à competição automóvel. No final dos anos 70 quando comecei a acompanhar, diversos marcos históricos corriam e correram, bem conhecidos de todos, já para não falar da Ferrari na F1, ou do que a Ferrari é nos carros de estrada: aquela que ocupa um patamar único. Também ganhei preferência por Italianos por as suas características se adaptarem mais aos meus gostos. Como também porque sempre desde pequeno analisei que um carro Italiano mesmo muito modesto era sempre refilão, nervoso, roncador, normalmente mais bonito do que o normal. Também porque em casa (família) Italianos faziam parte, tal como outras nacionalidades. Também porque com o passar dos anos vou percebendo mais de alguns carros Italianos, pelo que me sinto mais confortável em lidar com eles. 2.1- Defender sim, mais quando denoto falsidades e preconceitos, mas até costumo brincar com isso. Já manipulações não acho muita piada, seja no que for. 2.2- Costumo recomendar mais o que penso mais adequado ao perfil das pessoas. Sendo pessoas desconhecidas é sempre mais vago. Como conheço mais de Italianos é normal que intervenha mais sobre eles. Já recomendei assim como não recomendei porque achei que não era o mais indicado. Assim na NET como nas pessoas próximas de mim ou familiares. Já recomendei e compraram carros de várias marcas e nações. 2.3- Já várias pessoas compraram por minha recomendação. Algumas vagamente. Foram procurar modelo X ou Y por minha recomendação / opinião / tirar dúvidas. Outras em concreto e até agora super satisfeitas. Já para não falar em amigos que acompanho de vez em quando a ver carros ou ajudo no que posso a arranjar / manter dentro das minhas limitações. 3.1 Sim. 3.2 Portal dos Clássicos, Serra Powa, Forum Autogás, Fiatistas, Clube Abarth Portugal, FIAT 500, BMW Portugal, Clube Punto GT, Clube Turbo i.e., Foro Coches, ALFAnord, Alfa Romeo Team, etc. 3.3 A participação e intervenção é evidentemente adaptada ao meio, mas comunga obviamente de uma espinha dorsal comum, que faz parte da minha personalidade. 04-01-13, 01:07:30 ShakesBeer 1- Tenho preferência por várias marcas. Ford, VW, Mercedes. Porquê? Ford porque foi o meu primeiro carro, criei uma grande empatia com o carro e por ter saído tão bom, ganhei um carinho pela marca. VW porque é o carro que costumo andar, quando estou em casa dos meus pais. Mercedes idem, porque me trás recordações que andar com o meu avô. Acho que vem muito das nossas experiências pessoais. Se tive uma boa experiência, gosto! Se não tive, secalhar sou tendencioso a por de lado. 2- Apesar de gostar, não sou "burro com palas". Sou tolerante. Acho que tudo tem virtudes e defeitos. Defendo se achar que devo de defender, explicando o meu ponto de vista. Não sou "fan boy". Sim, um amigo meu, já comprou com base numa recomendação minha e encontra-se satisfeito. 3- Não.