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APOSTILA NOÇÕES DE DIREITO
CONCURSO TRT 19ª REGIÃO 2008

SUMÁRIO
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL
Constituição Federal...............................................................................................................................2
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Atos Administrativos..............................................................................................................................27
Exercícios..............................................................................................................................................41
Regime Jurídico dos Servidores Públicos.............................................................................................57
Processo Administrativo........................................................................................................................66
NOÇÕES DE DIREITO DO TRABALHO E PROCESSUAL DO TRABALHO
CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas..........................................................................................72
FONTES................................................................................................................................................91

Editado por: Alex Rodrigues
Junho/2008

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CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL – CF/88
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TÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela
união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e
tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o
exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente,
nos termos desta Constituição.
Art. 2º São Poderes da União, independentes e
harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o
Judiciário.
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República
Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as
desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem,
raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de
discriminação.
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas
relações internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da
humanidade;
X - concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará
a integração econômica, política, social e cultural dos povos
da América Latina, visando à formação de uma
comunidade latino-americana de nações.
TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos

estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito
à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações,
nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer
alguma coisa senão em virtude de lei;
III - ninguém será submetido à tortura nem a tratamento
desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o
anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao
agravo, além da indenização por dano material, moral ou à
imagem;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença,
sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e
garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e
a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de
assistência religiosa nas entidades civis e militares de
internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença
religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as
invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e
recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística,
científica e de comunicação, independentemente de
censura ou licença;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a
imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização
pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela
podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo
em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar
socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das
comunicações telegráficas, de dados e das comunicações
telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal;
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei
estabelecer;
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e
resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao
exercício profissional;
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de
paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele
entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em
locais abertos ao público, independentemente de
autorização, desde que não frustrem outra reunião
anteriormente convocada para o mesmo local, sendo
apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos,
vedada a de caráter paramilitar;
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de
cooperativas independem de autorização, sendo vedada a
interferência estatal em seu funcionamento;
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente
dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão

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judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em
julgado;
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a
permanecer associado;
XXI - as entidades associativas, quando expressamente
autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados
judicial ou extrajudicialmente;
XXII - é garantido o direito de propriedade;
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para
desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou
por interesse social, mediante justa e prévia indenização
em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta
Constituição;
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade
competente poderá usar de propriedade particular,
assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver
dano;
XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei,
desde que trabalhada pela família, não será objeto de
penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua
atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de
financiar o seu desenvolvimento;
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de
utilização, publicação ou reprodução de suas obras,
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras
coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas,
inclusive nas atividades desportivas;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico
das obras que criarem ou de que participarem aos
criadores, aos intérpretes e às respectivas representações
sindicais e associativas;
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais
privilégio temporário para sua utilização, bem como
proteção às criações industriais, à propriedade das marcas,
aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo
em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico
e econômico do País;
XXX - é garantido o direito de herança;
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no
País será regulada pela lei brasileira em benefício do
cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do "de cujus";
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do
consumidor;
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos
informações de seu interesse particular, ou de interesse
coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob
pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo
seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do
pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de
direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para
defesa de direitos e esclarecimento de situações de
interesse pessoal;
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário
lesão ou ameaça a direito;

XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada;
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a
organização que lhe der a lei, assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos
contra a vida;
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem
pena sem prévia cominação legal;
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos
direitos e liberdades fundamentais;
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e
imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis
de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos
como crimes hediondos, por eles respondendo os
mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se
omitirem;
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação
de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem
constitucional e o Estado Democrático;
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado,
podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do
perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos
sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor
do patrimônio transferido;
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará,
entre outras, as seguintes:
a) privação ou restrição da liberdade;
b) perda de bens;
c) multa;
d) prestação social alternativa;
e) suspensão ou interdição de direitos;
XLVII - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos
termos do Art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos
distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o
sexo do apenado;
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade
física e moral;
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que
possam permanecer com seus filhos durante o período de
amamentação;
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o
naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da
naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico
ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por
crime político ou de opinião;
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão
pela autoridade competente;

em processo judicial ou administrativo.o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal.será admitida ação privada nos crimes de ação pública. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. nos termos de lei complementar. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. no âmbito judicial e administrativo. LXXI . b) organização sindical. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. CAPÍTULO II DOS DIREITOS SOCIAIS Art.a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária. § 1º .o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial. LXXVII .qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe.o Estado indenizará o condenado por erro judiciário. à moralidade administrativa. e. na forma da lei: a) o registro civil de nascimento. LVII . § 2º .fundo de garantia do tempo de serviço. LXVI . em caso de desemprego involuntário. III . ficando o autor. LVIII .são gratuitos para os reconhecidamente pobres. LXIV . . LXXVI . salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel. entre os quais o de permanecer calado. LXVII .conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante.conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. com ou sem fiança. em cada Casa do Congresso Nacional.a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. a proteção à maternidade e à infância. em dois turnos.conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. b) a certidão de óbito. LXIII . LXXV . salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. no processo. definidos em lei. LXXIV . sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado. se esta não for intentada no prazo legal. LIX . além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I .conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. LX . LXI . LXV . b) para a retificação de dados. LXVIII . LXII . judicial ou administrativo. LV .Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. por três quintos dos votos dos respectivos membros. a moradia.o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional.a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. LXIX . não amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-data". a saúde.relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa.ninguém será levado à prisão ou nela mantido. quando não se prefira fazêlo por processo sigiloso.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. à soberania e à cidadania. II . são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.o preso será informado de seus direitos. o trabalho. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. salvo nas hipóteses previstas em lei. a assistência aos desamparados. LVI . dentre outros direitos. a previdência social. ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. na forma da lei. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. por ilegalidade ou abuso de poder. com os meios e recursos a ela inerentes.Página 4 de 91 LIV . assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença. que preverá indenização compensatória.aos litigantes.o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. 6o São direitos sociais a educação.As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. LXXII . LXX .seguro-desemprego. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano.ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. Art. salvo comprovada má-fé. a segurança. LXXIII . na forma desta Constituição. LXXVIII a todos. quando a lei admitir a liberdade provisória. as provas obtidas por meios ilícitos.são inadmissíveis. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. serão equivalentes às emendas constitucionais.não haverá prisão civil por dívida. o lazer.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. os atos necessários ao exercício da cidadania. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data".

X . excepcionalmente. XXXII .igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. na forma da lei. Art. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho.ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. a partir de quatorze anos.adicional de remuneração para as atividades penosas. Art.é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. XIII . salvo se cometer falta grave nos termos da lei. XXXIV . III .proteção em face da automação.reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. VII . em cinqüenta por cento à do normal. até um ano após o final do mandato. desvinculada da remuneração.é vedada a criação de mais de uma organização sindical. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. XV.gozo de férias anuais remuneradas com. observado o seguinte: I . XXVII . será descontada em folha. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores. § 1º . para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva. atendidas as condições que a lei estabelecer.ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato. lazer. nos termos da lei. XXXIII .garantia de salário. com a duração de cento e vinte dias.repouso semanal remunerado. nos termos da lei. .a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. e. XIX. sendo no mínimo de trinta dias.ação. não podendo ser inferior à área de um Município. higiene. pelo menos.proibição de trabalho noturno.aposentadoria. XXVI . nunca inferior ao mínimo. um terço a mais do que o salário normal.jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. XII . participação na gestão da empresa. IV . na mesma base territorial. em qualquer grau. XXI . competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.proibição de distinção entre trabalho manual. insalubres ou perigosas.salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei. nos termos fixados em lei. XI . no mínimo.redução dos riscos inerentes ao trabalho. XX .piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV. XVII . VI . educação.remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. XXIII . XXVIII . Parágrafo único. para os que percebem remuneração variável.participação nos lucros. VIII . XVIII . XXIX . perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos. sem prejuízo do emprego e do salário. 8º É livre a associação profissional ou sindical. XV . na forma da lei. higiene e segurança. se eleito. XXV . ressalvado o registro no órgão competente. XVIII. XXI e XXIV. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical.Página 5 de 91 IV .é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. idade. transporte e previdência social. ou resultados.licença à gestante. 9º É assegurado o direito de greve. VII . saúde. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. VIII.proteção do salário na forma da lei. preferencialmente aos domingos. com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. XVII. bem como a sua integração à previdência social. XIV . VI . inclusive em questões judiciais ou administrativas.a assembléia geral fixará a contribuição que. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho. mediante incentivos específicos.assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e préescolas. XVI . independentemente da contribuição prevista em lei. por meio de normas de saúde. Parágrafo único. VIII . salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. cor ou estado civil. XXXI .proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência.A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. VI.irredutibilidade do salário. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados.proibição de diferença de salários. XXIV . XXX . IX . XXII . vestuário. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. nacionalmente unificado. quando incorrer em dolo ou culpa.licença-paternidade. salvo na condição de aprendiz. em se tratando de categoria profissional.o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais. alimentação. XIX . fixado em lei.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço.seguro contra acidentes de trabalho. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. conforme definido em lei.proteção do mercado de trabalho da mulher.décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. V . a cargo do empregador.remuneração do serviço extraordinário superior. V . II . técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. representativa de categoria profissional ou econômica. constituindo crime sua retenção dolosa. sem excluir a indenização a que este está obrigado.salário mínimo . salvo negociação coletiva. ainda que suplente.

III . salvo os casos previstos nesta Constituição. o hino.Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I . do Presidente da República.de Presidente do Senado Federal. o Presidente da República. § 1º . ao brasileiro residente em estado estrangeiro. § 1º Aos portugueses com residência permanente no País.São inelegíveis. VI . as armas e o selo nacionais. c) vinte e um anos para Deputado Federal. b) de imposição de naturalização. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. § 2º .Para concorrerem a outros cargos.naturalizados: a) os que. § 3º . os conscritos.adquirir outra nacionalidade. o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios.o domicílio eleitoral na circunscrição. em qualquer tempo. II . se houver reciprocidade em favor de brasileiros. nos termos da lei. § 2º . mediante: I . na forma da lei: I . Nas empresas de mais de duzentos empregados. VI . adquiram a nacionalidade brasileira. desde que estes não estejam a serviço de seu país. V . desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins. . b) os nascidos no estrangeiro.São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. e. VII . do Distrito Federal.facultativos para: a) os analfabetos. V .a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador. pela nacionalidade brasileira.o alistamento eleitoral. b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal.A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados.de Presidente da Câmara dos Deputados. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis.de oficial das Forças Armadas. § 4º .obrigatórios para os maiores de dezoito anos. Vice-Prefeito e juiz de paz.São privativos de brasileiro nato os cargos: I . os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. no território de jurisdição do titular. Art.iniciativa popular. os Prefeitos e quem os houver sucedido.a filiação partidária. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. Art.tiver cancelada sua naturalização. por sentença judicial. os Governadores de Estado e do Distrito Federal.natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil.Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e.Página 6 de 91 § 2º . IV . é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. com valor igual para todos.Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. § 1º . § 2º . desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. Prefeito. na forma da lei. § 6º .de Presidente e Vice-Presidente da República.o pleno exercício dos direitos políticos. III .a nacionalidade brasileira. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito. CAPÍTULO IV DOS DIREITOS POLÍTICOS Art.de Ministro do Supremo Tribunal Federal.de Ministro de Estado da Defesa § 4º . 12. Deputado Estadual ou Distrital. ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente. salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. 11. II . de pai brasileiro ou mãe brasileira. 14. 13. salvo nos casos previstos nesta Constituição.Os Estados. II .da carreira diplomática. IV . São brasileiros: I . b) os maiores de setenta anos. de Governador de Estado ou Território. durante o período do serviço militar obrigatório. II . § 5º O Presidente da República. b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. até o segundo grau ou por adoção. Art. II .São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira. c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãebrasileira. residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal. d) dezoito anos para Vereador. § 7º . É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. pela norma estrangeira.São condições de elegibilidade. depois de atingida a maioridade. c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. II . ainda que de pais estrangeiros. 10. desde que requeiram a nacionalidade brasileira. salvo no casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. CAPÍTULO III DA NACIONALIDADE Art. § 3º . serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro.plebiscito. III .referendo. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.O alistamento eleitoral e o voto são: I .

§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação. § 3º . ao Distrito Federal e aos Municípios.os potenciais de energia hidráulica. TÍTULO III Da Organização do Estado CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA Art. através de plebiscito.A faixa de até cento e cinqüenta quilômetros de largura. bem como a órgãos da administração direta da União. a fim de proteger a probidade administrativa. subdividirse ou desmembrar-se para se anexarem a outros.os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos. ou formarem novos Estados ou Territórios Federais. mar territorial ou zona econômica exclusiva. atendidas as seguintes condições: I . IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países. 16. designada como faixa de fronteira. X . as ilhas oceânicas e as costeiras. 37. II . para a inatividade. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural. VII . cargo ou emprego na administração direta ou indireta. § 2º . a colaboração de interesse público.O militar alistável é elegível. por lei complementar. plataforma continental. III . São bens da União: I . às populações dos Municípios envolvidos.É assegurada. subvencioná-los. nos termos do Art. 19. VI . inclusive os do subsolo. Art. II .as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras.as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. das vias federais de comunicação e à preservação ambiental. cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I . excluídas. destas. § 1º . é considerada fundamental para defesa do território nacional. e sua criação.Os Territórios Federais integram a União. e do Congresso Nacional.estabelecer cultos religiosos ou igrejas. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. os Estados. III .recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. Art. Art.o mar territorial.se contar menos de dez anos de serviço. bem como os terrenos marginais e as praias fluviais.criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. aos Estados. § 2º . É vedada a cassação de direitos políticos.improbidade administrativa. na forma da lei. 5º. ou compensação financeira por essa exploração. definidas em lei.cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado. a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato. 21. transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça. 20. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função.Página 7 de 91 § 8º . ou que banhem mais de um Estado.recusar fé aos documentos públicos. todos autônomos. aos Estados. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. as que contenham a sede de Municípios. mediante aprovação da população diretamente interessada. e as referidas no Art.os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva. 26.Os Estados podem incorporar-se entre si. passará automaticamente. Art. mediante plebiscito. VIII. nos termos do Art.os lagos. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. V .os recursos minerais. no ato da diplomação. e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. II . ao longo das fronteiras terrestres. se eleito. 18. ressalvada. § 4º. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal. II. instruída a ação com provas de abuso do poder econômico. apresentados e publicados na forma da lei. § 10 . nos termos desta Constituição.as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos. ao Distrito Federal e aos Municípios: I . a fusão e o desmembramento de Municípios.condenação criminal transitada em julgado. enquanto durarem seus efeitos. na forma da lei. dentro do período determinado por Lei Complementar Federal. 15. deverá afastarse da atividade. far-se-ão por lei estadual. V . será agregado pela autoridade superior e. § 4º A criação. Compete à União: . e dependerão de consulta prévia. IV . II . exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal. § 1º . CAPÍTULO II DA UNIÃO Art. III . corrupção ou fraude. a incorporação. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União.se contar mais de dez anos de serviço. XI . ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham. o Distrito Federal e os Municípios. respondendo o autor. nos termos da lei.os terrenos de marinha e seus acrescidos.incapacidade civil absoluta. de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território.Brasília é a Capital Federal. VIII . § 11 . IX . É vedado à União. das fortificações e construções militares. se temerária ou de manifesta má-fé. as praias marítimas.O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação. sirvam de limites com outros países.

aérea e aeroespacial. bem como as de seguros e de previdência privada.serviço postal. sistema cartográfico e de geologia nacionais. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais.emitir moeda. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. diretamente ou mediante autorização. aeronáutico. de diversões públicas e de programas de rádio e televisão.diretrizes da política nacional de transportes.Página 8 de 91 I . Art.jazidas.regime dos portos.explorar.administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas.executar os serviços de polícia marítima.sistemas de consórcios e sorteios. os serviços de telecomunicações.estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem. IV . eleitoral.organização judiciária. IX . a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. e de sons e imagens. XIX . V .conceder anistia.organizar e manter o Poder Judiciário. XVII . VI . XI . XIV . XIX . informática. câmbio e capitalização.trânsito e transporte.explorar.organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões. captação e garantia da poupança popular. XXII . X . b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. c) sob regime de permissão. IV . II . a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. XI . processual. III . para efeito indicativo. entrada. inclusive habitação. .estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação. XV . navegação lacustre.sistemas de poupança. bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos. marítima. energia. VII .organizar e manter os serviços oficiais de estatística. V . concessão ou permissão. XII .organizar. ou que transponham os limites de Estado ou Território.manter o serviço postal e o correio aéreo nacional. VII . IX .política de crédito. por meio de fundo próprio. XXIV . fluviais e lacustres.declarar a guerra e celebrar a paz. XVII . XVI .comércio exterior e interestadual. VI .instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano. atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional.autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico.explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa. f) os portos marítimos. que disporá sobre a organização dos serviços. bem como organização administrativa destes. XXIII .direito civil.populações indígenas.organizar e manter a polícia civil. o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. X . geologia e cartografia de âmbito nacional. XIII . especialmente as secas e as inundações. são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos. XVIII . XX . aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária. 22.instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso. XII . c) a navegação aérea. aeroportuária e de fronteiras. geografia. extradição e expulsão de estrangeiros. câmbio. XIV .permitir.sistema estatístico. XXI . telecomunicações e radiodifusão. b) sob regime de permissão.elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social. são autorizadas a produção.planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas. o enriquecimento e reprocessamento.emigração e imigração. VIII . comercial.requisições civis e militares. XVIII . títulos e garantias dos metais. XVI . do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. diretamente ou mediante autorização.exercer a classificação.águas. espacial e do trabalho. XXV . nos termos da lei. outros recursos minerais e metalurgia. XIII . cidadania e naturalização. o estado de defesa e a intervenção federal. concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora. fluvial. agrário. que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. II . III . seguros e transferência de valores. em caso de iminente perigo e em tempo de guerra.sistema monetário e de medidas. Compete privativamente à União legislar sobre: I . em forma associativa. d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa. VIII .manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais.decretar o estado de sítio. nos casos previstos em lei complementar. manter e executar a inspeção do trabalho. XV . penal. minas. XX . marítimo. especialmente as de crédito. saneamento básico e transportes urbanos.assegurar a defesa nacional.nacionalidade.desapropriação. a lavra. agrícolas e industriais.

procedimentos em matéria processual. defesa do solo e dos recursos naturais. econômico e urbanístico. para as administrações públicas diretas. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. III. X . tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência.impedir a evasão. ao consumidor. 37. autárquicas e fundacionais da União. Compete à União. proteção e defesa da saúde.orçamento.normas gerais de licitação e contratação. estético. defesa marítima. Estados. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I . Parágrafo único. VIII . IX .o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. § 4º . XV .fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar.criação.A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. as obras e outros bens de valor histórico.educação.seguridade social. histórico. XXII . turístico e paisagístico. dos Estados. cultural. 37. Distrito Federal e Municípios. artístico e cultural. IV . moralidade.direito tributário. promovendo a integração social dos setores desfavorecidos. § 3º . pesca.combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização. § 1°. artístico ou cultural. ao seguinte: I . de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego.zelar pela guarda da Constituição. XXV . artístico. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. XXI. IV . cultura. direitos e deveres das polícias civis. VII . III .cuidar da saúde e assistência pública.A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual. os Estados exercerão a competência legislativa plena.custas dos serviços forenses. proteção do meio ambiente e controle da poluição. 24. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.propaganda comercial. convocação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares. XXVI . V . § 1º .proporcionar os meios de acesso à cultura.responsabilidade por dano ao meio ambiente. VI . os monumentos. fauna. Parágrafo único. II . defesa aeroespacial. XIII . material bélico. 173. XI . III . XXIII .florestas. turístico e paisagístico. II . também.No âmbito da legislação concorrente. XII . aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. financeiro. impessoalidade.registrar. É competência comum da União. o Distrito Federal e os Municípios. das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público. CAPÍTULO VII DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seção I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.Página 9 de 91 XXI .preservar as florestas. XXIX .estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. VIII .atividades nucleares de qualquer natureza. a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. na carreira. e para as empresas públicas e sociedades de economia mista. para atender a suas peculiaridades.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. dos Estados. XXVIII .juntas comerciais.proteger os documentos. efetivos.proteção ao patrimônio histórico.normas gerais de organização. por igual período. ensino e desporto. V .organização. XIV .Inexistindo lei federal sobre normas gerais.assistência jurídica e Defensoria pública. IV . II . obedecido o disposto no Art. XXVII .os cargos. nos termos do Art. XI . funcionamento e processo do juizado de pequenas causas. 23.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. prorrogável uma vez.defesa territorial. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados. da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência. do Distrito Federal e dos Municípios: I . em todas as modalidades. conservação da natureza.produção e consumo.diretrizes e bases da educação nacional. garantias. publicidade e eficiência e. a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. XVI . penitenciário. Art.promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico.registros públicos. na forma prevista em lei. defesa civil e mobilização nacional. na forma da lei. § 2º .proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. Art. à educação e à ciência.proteção à infância e à juventude.competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais. X . VI . caça. acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. no que lhe for contrário. VII .previdência social. a fauna e a flora. assim como aos estrangeiros. garantias. . IX . as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos. III . XII . XXIV . a bens e direitos de valor artístico.

somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza.é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical.Página 10 de 91 V . aplicando-se como li-mite. quando houver compatibilidade de horários. X e XXXIII. direta ou indiretamente. nos termos da lei. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. VIII . fundações. § 4º. exercidas por servidores de carreiras específicas.o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis. inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais. XVI . programas. obras. XIX . XI . limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. XIII . mantidas as condições efetivas da proposta. no âmbito do Poder Judiciário. na forma da lei ou convênio. 150. e os cargos em comissão. VI . dos Estados. cabendo à lei complementar. IX . não poderão exceder o subsídio mensal. dela não podendo constar nomes.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. aos Procuradores e aos Defensores Públicos. e sociedades controladas. do Distrito Federal e dos Municípios. observado o disposto no Art. da qualidade dos serviços. as obras. pensões ou outra espécie remuneratória. III. observada a iniciativa privativa em cada caso. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o sub-sídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça.a administração fazendária e seus servidores fiscais terão. percebidos cumulativamente ou não. XV . emprego ou função na administração pública. 5º. II . com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento.as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. XII . na forma da lei. em espécie. § 2º . regulando especialmente: I .a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. condições e percentuais mínimos previstos em lei. autárquica e fundacional. informativo ou de orientação social. sempre na mesma data e sem distinção de índices. em espécie.as administrações tributárias da União. destinam-se apenas às atribuições de direção. de sociedade de economia mista e de fundação. pelo poder público. atividades essenciais ao funcionamento do Estado.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do Art. o subsídio do Prefeito.o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores.A publicidade dos atos. nos Municípios. chefia e assessoramento. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. XX . dos Ministros do Supremo Tri-bunal Federal. II. suas subsidiárias.A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. XXII . a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. XVII . c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. e 153. 39. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. VII . do Distrito Federal e dos Municípios. serviços. § 2º. dos Estados. definir as áreas de sua atuação. neste último caso. 153. com profissões regulamentadas. funções e empregos públicos da administração direta. a) a de dois cargos de professor. assegurada revisão geral anual. XIV . observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. e nos Estados e no Distrito Federal. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes.a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. § 1º .a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. em cada caso. terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada. dos membros de qualquer dos Poderes da União.as funções de confiança.ressalvados os casos especificados na legislação. externa e interna. § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. exceto. ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. empresas públicas. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. . o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo.a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo. XXI . XVIII . X .depende de autorização legislativa. III .é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. I. nos termos da lei. precedência sobre os demais setores administrativos. sociedades de economia mista. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica.

emprego ou função.para efeito de benefício previdenciário.os controles e critérios de avaliação de desempenho. não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão.os requisitos para a investidura. Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. V . 38. os Estados.as peculiaridades dos cargos. direitos. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. obedecido. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. emprego ou função. § 6º . 39. § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: I . § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. XIX. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do Art. regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. 42 e 142 com a remuneração de cargo.Página 11 de 91 § 4º . XIII. não havendo compatibilidade. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. no âmbito de sua competência. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. IX. treinamento e desenvolvimento. verba de representação ou outra espécie remuneratória. A União. como limite único. sem prejuízo da ação penal cabível. XII. do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. § 2º A União. 37. § 12. e suas subsidiárias. VIII. § 5º Lei da União. IV. será aplicada a norma do inciso anterior.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. em qualquer caso. o Distrito Federal e os Municípios instituirão.Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. § 10.a remuneração do pessoal. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo. será afastado do cargo. II . no caso de afastamento. IV . o disposto no Art. § 5º . nessa qualidade. Não serão computadas. III . aplicam-se as seguintes disposições: I . para isso. obedecido. perceberá as vantagens de seu cargo. os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. autárquica e fundacional. dos Estados. estadual ou distrital. XI. § 6º Os Poderes Executivo. dos Estados. 37. § 7º Lei da União. que causem prejuízos ao erário. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. que receberem recursos da União. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. cabendo à lei dispor sobre: I . X e XI. em seu âmbito. XVIII. XXII e XXX. servidor ou não.a natureza. a perda da função pública. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. 7º. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. havendo compatibilidade de horários. III . ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no Art. § 8º A autonomia gerencial.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. XX. modernização. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. e. dos Estados. XV. VII. Ao servidor público da administração direta. abono. Seção II DOS SERVIDORES PÚBLICOS Art. a ser firmado entre seus administradores e o poder público.tratando-se de mandato eletivo federal.investido no mandato de Vereador. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição. § 11. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. exceto para promoção por merecimento. § 4º O membro de Poder. das autarquias e das fundações públicas. autarquia e fundação. em qualquer caso. II . XVII. XVI. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. prêmio. Art.investido no mandato de Prefeito. na forma e gradação previstas em lei. para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo. fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. o detentor de mandato eletivo. II . o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça. no exercício de mandato eletivo. III . emprego ou função pública. causarem a terceiros. mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Or gânica. reaparelhamento e racionalização do . ficará afastado de seu cargo. 40 ou dos arts. emprego ou função. adicional. as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.o prazo de duração do contrato. facultada. § 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista.A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. o disposto no Art. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade.

§ 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o Art. serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o Art. o Distrito Federal e os Municípios. . § 9º . é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados.Somente mediante sua prévia e expressa opção. b) sessenta e cinco anos de idade. § 3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria. e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição. que será igual: I . não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor. se mulher. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: I .por invalidez permanente. II .Ao servidor ocupante. exclusivamente. contagiosa ou incurável. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. 201. 40.Aplica-se o limite fixado no Art.Além do disposto neste artigo. o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o Art. § 16 . que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social. II que exerçam atividades de risco. o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar.Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos. § 2º . em relação ao disposto no § 1º. de natureza pública. por ocasião da sua concessão. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria.Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição. moléstia profissional ou doença grave. "a".ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento. 201. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. os Estados. aos setenta anos de idade. por ocasião de sua concessão. se mulher. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. no que couber.voluntariamente. e de cargo eletivo. conforme critérios estabelecidos em lei. 202 e seus parágrafos. § 10 . § 6º . § 5º .A União. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. 201. dos Estados. o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará. aplica-se o regime geral de previdência social.compulsoriamente. ressalvados. observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. incluídas suas autarquias e fundações. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. exceto se decorrente de acidente em serviço. § 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. XI. na forma da lei. § 11 . do Distrito Federal e dos Municípios.Os proventos de aposentadoria e as pensões. poderão fixar. observado o disposto no Art. no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. os casos de servidores: I portadores de deficiência. nos termos definidos em leis complementares. e sessenta anos de idade. se homem. III . para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. Art. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o Art. 201.Página 12 de 91 serviço público. no que couber. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. III. em caráter permanente. mediante contribuição do respectivo ente público. § 14 . § 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte. caso em atividade na data do óbito.O tempo de contribuição federal.ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido. na forma da lei. caso aposentado à data do óbito. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. § 13 . 37. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. à soma total dos proventos de inatividade. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo. § 15. por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar. § 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. III cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. o valor real. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. ou II . § 12 .A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. se homem. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.

defender e cumprir a Constituição. qualificar-se-á o mais idoso. decorridos dez dias da data fixada para a posse.Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação. se estável. na forma da lei. do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente. § 3º. inciso X. e o eventual ocupante da vaga.lhe-á. quando o beneficiário. com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos. o de maior votação. do Distrito Federal e dos Territórios. for portador de doença incapacitante. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República. Se. far-se-á nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. § 1º . § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. 142.Será considerado eleito Presidente o candidato que. A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o Art. cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do Art. X. § 2º . § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade.A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado. na hipótese dos parágrafos anteriores. são militares dos Estados. sustentar a união. 201 desta Constituição. 79. concorrendo os dois candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. e do Art. § 2º Aos pensionistas dos militares dos Estados. § 4º . em segundo lugar.Página 13 de 91 § 17. na forma de lei complementar. e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime em cada ente estatal. do Distrito Federal e dos Territórios. § 20. II . remanescer. do Art. registrado por partido político. e no último domingo de outubro. além do que vier a ser fixado em lei. Substituirá o Presidente. 41. no primeiro domingo de outubro. e suceder. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal. ocorrer morte. O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em sessão do Congresso Nacional. a integridade e a independência do Brasil. § 8º. mais de um candidato com a mesma votação. o Presidente ou o Vice-Presidente. em segundo turno. não computados os em branco e os nulos. obtiver a maioria absoluta de votos. 14. não tiver assumido o cargo. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. § 21. instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina. 201. Seção III DOS SERVIDORES PÚBLICOS DOS MILITARES DOS ESTADOS. Art.Se. observar as leis. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o Art. se houver. este será declarado vago. §§ 2º e 3º. 77. 78. § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados. as disposições do Art. ressalvado o disposto no Art. Fica vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os servidores titulares de cargos efetivos. Art. § 9º. Parágrafo único. antes de realizado o segundo turno. dentre os remanescentes. a. o servidor estável ficará em disponibilidade. 142. no de vaga. . desistência ou impedimento legal de candidato. em primeiro turno. III . reconduzido ao cargo de origem. § 3º . 76. II. 40. prestando o compromisso de manter. 142. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á. Art. TÍTULO IV Da Organização dos Poderes CAPÍTULO II DO PODER EXECUTIVO Seção I DO PRESIDENTE E DO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA Art. DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS Art. auxiliado pelos Ministros de Estado. § 3º. no caso de impedimento. promover o bem geral do povo brasileiro. assegurada ampla defesa. Art. § 19.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. sem direito a indenização. simultaneamente. § 5º . até seu adequado aproveitamento em outro cargo. será ele reintegrado. sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores. e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º. o Vice-Presidente. III.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3° serão devidamente atualizados. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. na forma da lei.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. convocar-se-á. salvo motivo de força maior.Se. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. § 18.

quando vagos. XXV . Art. VII . nos casos previstos em lei complementar.convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas. do Poder Judiciário. XV . 80. VII.o exercício dos direitos políticos. individuais e sociais. XVIII . O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI.Página 14 de 91 Parágrafo único. do Exército e da Aeronáutica. 89. decretar. III .sancionar.celebrar tratados. a direção superior da administração federal. § 1º . se necessário. promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos.o livre exercício do Poder Legislativo. XXVII .conferir condecorações e distinções honoríficas.iniciar o processo legislativo. Seção II Das Atribuições do Presidente da República Art. XIX . os Ministros do Tribunal de Contas da União. Art. o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição.declarar guerra. IX . aos Ministros de Estado. dos órgãos instituídos em lei. na forma da lei. XXI .vetar projetos de lei. O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão. V . Art. III . quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. e o Advogado-Geral da União.editar medidas provisórias com força de lei. anualmente.exercer. convenções e atos internacionais. promulgar e fazer publicar as leis. nomear os Comandantes da Marinha. com o auxílio dos Ministros de Estado. ausentar-se do País por período superior a quinze dias. os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores. XX . O Vice-Presidente da República.celebrar a paz. . X . 83. XI . sujeitos a referendo do Congresso Nacional. VIII .decretar o estado de defesa e o estado de sítio. Vagando os cargos de Presidente e VicePresidente da República. além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar. II . total ou parcialmente. expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar necessárias. Seção III Da Responsabilidade do Presidente da República Art.decretar e executar a intervenção federal. XVI . bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução. e. sob pena de perda do cargo. Compete privativamente ao Presidente da República: I . com audiência. O mandato do Presidente da República é de quatro anos e terá início em primeiro de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição.prover e extinguir os cargos públicos federais. 62. XVII . 73. do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação. XII . primeira parte.Em qualquer dos casos. o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal. 84. na forma da lei.nomear e exonerar os Ministros de Estado. XIII . autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele.enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual. a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga. sem licença do Congresso Nacional.dispor. far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da sessão legislativa. 81. pelo Congresso Nacional. sempre que por ele convocado para missões especiais. § 2º . especialmente. XXIV . 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e. IV . nos casos previstos nesta Constituição.permitir. ao Congresso Nacional. Art. nas mesmas condições. auxiliará o Presidente. contra: I . XXII .a existência da União.nomear. ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União. II .Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial. os eleitos deverão completar o período de seus antecessores. quando determinado em lei.conceder indulto e comutar penas. a mobilização nacional. XII e XXV. sobre: a) organização e funcionamento da administração federal. que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente.nomear membros do Conselho da República. ou vacância dos respectivos cargos. autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. o ProcuradorGeral da República.exercer o comando supremo das Forças Armadas.manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos.prestar. Em caso de impedimento do Presidente e do VicePresidente.nomear. que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. o presidente e os diretores do banco central e outros servidores.exercer outras atribuições previstas nesta Constituição. total ou parcialmente. serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados. VI . XIV . XXVI . no caso de agressão estrangeira. nos termos do Art. XXIII . as contas referentes ao exercício anterior. 82. b) extinção de funções ou cargos públicos. Parágrafo único. nos termos do Art. após aprovação pelo Senado Federal. dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa. observado o disposto no Art. mediante decreto.nomear os magistrados. os Governadores de Territórios.

se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal.Página 15 de 91 IV . Parágrafo único.os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados. dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados. decorrido o prazo de cento e oitenta dias. § 4º . 89. III .estudar. VII .o Vice-Presidente da República.seis cidadãos brasileiros natos. propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.o Ministro de Estado da Defesa.as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas. coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República. II . nos crimes de responsabilidade. do estado de sítio e da intervenção federal. Parágrafo único. VII .o cumprimento das leis e das decisões judiciais. A lei disporá sobre a criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. do Exército e da Aeronáutica. II . o Presidente da República não estará sujeito a prisão.os Comandantes da Marinha. na vigência de seu mandato.o Ministro da Justiça. 87.os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal.Enquanto não sobrevier sentença condenatória. II . O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República. IV . após a instauração do processo pelo Senado Federal.exercer a orientação. decretos e regulamentos. Subseção II Do Conselho de Defesa Nacional Seção IV DOS MINISTROS DE ESTADO Art. Art.O Presidente ficará suspenso de suas funções: I . V . estado de defesa e estado de sítio. 88. Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre: I .o Presidente do Senado Federal. .o Presidente da Câmara dos Deputados. e dele participam como membros natos: I . VI . Seção V DO CONSELHO DA REPÚBLICA E DO CONSELHO DE DEFESA NACIONAL Subseção I Do Conselho da República Art.a probidade na administração.A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República.intervenção federal.Compete ao Conselho de Defesa Nacional: I . II . com mais de trinta e cinco anos de idade.O Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar da reunião do Conselho. sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. ou perante o Senado Federal.opinar sobre a decretação do estado de defesa. Compete ao Ministro de Estado.o Ministro das Relações Exteriores. III . Admitida a acusação contra o Presidente da República. Esses crimes serão definidos em lei especial. vedada a recondução. especialmente na faixa de fronteira e nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo. IV . O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático.opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz. Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos. VI . V .nas infrações penais comuns. § 1º . VI .propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso. VII . será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal.a lei orçamentária. 86. IV .expedir instruções para a execução das leis. não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. II . 90. III . e dele participam: I . II .A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Nacional.Se. por dois terços da Câmara dos Deputados. todos com mandato de três anos.praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente da República.O Presidente da República. § 3º . VIII .o Ministro do Planejamento. Art. V . Art. 91.apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério.o Vice-Presidente da República. nas infrações penais comuns. nas infrações comuns.a segurança interna do País. nos termos desta Constituição.o Ministro da Justiça. § 1º . § 2º .o Presidente da Câmara dos Deputados. IV . cessará o afastamento do Presidente. § 2º .nos crimes de responsabilidade. além de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei: I . III . quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo Ministério. que estabelecerá as normas de processo e julgamento. sendo dois nomeados pelo Presidente da República. § 2º . § 1º .o Presidente do Senado Federal. o julgamento não estiver concluído. Art.

Art. poderá ser constituído órgão especial. conforme procedimento próprio. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros. com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases. nem exceder a noventa e cinco por cento do subsídio mensal dos Ministros dos Tribunais Superiores. injustificadamente. alternadamente. IV previsão de cursos oficiais de preparação. § 4º. Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais. e fundamentadas todas as decisões. nas nomeações. sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau. XII a atividade jurisdicional será ininterrupta.a aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus dependentes observarão o disposto no Art. retiver autos em seu poder além do prazo legal. e) não será promovido o juiz que. V . IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. São órgãos do Poder Judiciário: I . ao disposto nas alíneas a .o Supremo Tribunal Federal.o Superior Tribunal de Justiça. XIII o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e à respectiva população. . o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços de seus membros. às próprias partes e a seus advogados. três anos de atividade jurídica e obedecendo-se. VI . obedecido. VII . em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação.os Tribunais e Juízes Militares. provendo-se metade das vagas por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno.promoção de entrância para entrância. salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago. indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes. Art.o subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a noventa e cinco por cento do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal e os subsídios dos demais magistrados serão fixados em lei e escalonados. fundar-se-á em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça. exigindo-se do bacharel em direito. e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros. VIII o ato de remoção. VI . III o acesso aos tribunais de segundo grau far-se-á por antigüidade e merecimento. em todos os graus de jurisdição.os Tribunais e Juízes Eleitorais.os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. constituindo etapa obrigatória do processo de vitaliciamento a participação em curso oficial ou reconhecido por escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados. X as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública. em nível federal e estadual. I-A o Conselho Nacional de Justiça. com mais de dez anos de efetiva atividade profissional. 40. 92. VII o juiz titular residirá na respectiva comarca. por antigüidade e merecimento. c e e do inciso II. aperfeiçoamento e promoção de magistrados. no mínimo. XI. juízes em plantão permanente. 37. e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada. VIIIA a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá. mediante concurso público de provas e títulos.Página 16 de 91 CAPÍTULO III DO PODER JUDICIÁRIO Seção I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. o disposto nos arts. funcionando. com mais de dez anos de carreira.os Tribunais e Juízes do Trabalho. não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão.os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais. alternadamente. § 1º O Supremo Tribunal Federal. podendo a lei limitar a presença. 93. e 39. XV a distribuição de processos será imediata. dos Tribunais dos Estados. 94. o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal. disponibilidade e aposentadoria do magistrado. XI nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores. salvo autorização do tribunal. à ordem de classificação. Lei complementar. em determinados atos.ingresso na carreira. sob pena de nulidade. do Ministério Público. nos dias em que não houver expediente forense normal. por interesse público. conforme as respectivas categorias da estrutura judiciária nacional. atendidas as seguintes normas: a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento. ou somente a estes. apurados na última ou única entrância. e assegurada ampla defesa. § 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território nacional. em qualquer caso. assegurada ampla defesa. para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno. b . repetindo-se a votação até fixarse a indicação. d) na apuração de antigüidade. III . II . no que couber. XIV os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos de mero expediente sem caráter decisório. não podendo a diferença entre uma e outra ser superior a dez por cento ou inferior a cinco por cento. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. cujo cargo inicial será o de juiz substituto. observados os seguintes princípios: I . II . sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros. b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antigüidade desta. IV . c) aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade e presteza no exercício da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeiçoamento. V .

com a aprovação dos respectivos tribunais.inamovibilidade. nos vinte dias subseqüentes. f) conceder licença. inclusive dos tribunais inferiores. 96. II . não poderá haver a realização de despesas ou a assunção de . na forma da lei. aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça propor ao Poder Legislativo respectivo. aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores. III . nesse período. que. sem caráter jurisdicional. velando pelo exercício da atividade correicional respectiva. ressalvadas as exceções previstas em lei. b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados.juizados especiais. e 153.no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios.Página 17 de 91 Parágrafo único. III . Os juízes gozam das seguintes garantias: I . competentes para a conciliação. ressalvado o disposto nos arts. nas hipóteses previstas em lei. a qualquer título ou pretexto. ouvidos os outros tribunais interessados. 93. Art. § 4º.receber.aos tribunais: a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos. Art.exercer. Art. e) prover.irredutibilidade de subsídio. § 2º.aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios. exceto os de confiança assim definidos em lei.exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou. II . 98. os valores aprovados na lei orçamentária vigente. no Distrito Federal e nos Territórios. e os Estados criarão: I . IV . custas ou participação em processo. Parágrafo único.ao Supremo Tribunal Federal. dependendo a perda do cargo. enviando-a ao Poder Executivo. além de outras previstas na legislação. nos demais casos. III . salvo por motivo de interesse público. outro cargo ou função. providos por juízes togados. d) a alteração da organização e da divisão judiciárias. por concurso público de provas. antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. bem como os membros do Ministério Público.dedicar-se à atividade político-partidária. com a aprovação dos respectivos tribunais. o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. II. nos crimes comuns e de responsabilidade. 169. 150. ou de provas e títulos. onde houver. § 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas propostas orçamentárias dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias. § 2º As custas e emolumentos serão destinados exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas da Justiça. X e XI. ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. ainda que em disponibilidade. V . compete: I . composta de cidadãos eleitos pelo voto direto. II . 39. § 1º Lei federal disporá sobre a criação de juizados especiais no âmbito da Justiça Federal. o Poder Executivo considerará. escolherá um de seus integrantes para nomeação. II . Parágrafo único. dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos. os cargos necessários à administração da Justiça. de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado. de ofício ou em face de impugnação apresentada. Aos juízes é vedado: I . b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados. remunerada. permitidos. obedecido o disposto no Art. § 2º . entidades públicas ou privadas. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. 169: a) a alteração do número de membros dos tribunais inferiores. os cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdição.justiça de paz. verificar. a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau.vitaliciedade. Art. celebrar casamentos. mediante os procedimentos oral e sumariíssimo.O encaminhamento da proposta.Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. 99. aos Presidentes dos Tribunais de Justiça. c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores. o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo. e. com mandato de quatro anos e competência para. VIII. o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias. férias e outros afastamentos a seus membros e aos juízes e servidores que lhes forem imediatamente vinculados. com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes. A União. 95. 37. na forma prevista nesta Constituição. I. só será adquirida após dois anos de exercício. observado o disposto no Art. ou togados e leigos. Compete privativamente: I . universal e secreto. § 4º Se as propostas orçamentárias de que trata este artigo forem encaminhadas em desacordo com os limites estipulados na forma do § 1º. salvo uma de magistério. II . bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes.receber. que. § 1º . no primeiro grau. auxílios ou contribuições de pessoas físicas. Art. ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 1º deste artigo. § 5º Durante a execução orçamentária do exercício. Recebidas as indicações. III. d) propor a criação de novas varas judiciárias. para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. de sentença judicial transitada em julgado. 153. a qualquer título ou pretexto. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. o tribunal formará lista tríplice.no âmbito da União. na forma do Art. c) prover.

ressalvado o disposto no Art. Distrital ou Municipal deva fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado. no orçamento das entidades de direito público. segundo as diferentes capacidades das entidades de direito público. fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte. c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros. g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro. em virtude de sentença transitada em julgado. do Exército e da Aeronáutica. da Câmara dos Deputados. das Mesas de uma dessas Casas Legislativas. far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos. Estadual. bem como fracionamento. seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República. repartição ou quebra do valor da execução. proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim. os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente. d) o "habeas-corpus". I. p) o pedido de medida cautelar das ações diretas de inconstitucionalidade. fundadas na responsabilidade civil. em parte. n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados. o Estado. § 6º O Presidente do Tribunal competente que. cabendo-lhe: I .Presidente. por ato comissivo ou omissivo. exceto se previamente autorizadas. benefícios previdenciários e indenizações por morte ou invalidez. os membros do Congresso Nacional. do Senado Federal. inclusive as respectivas entidades da administração indireta. do Tribunal de Contas da União. ou entre estes e qualquer outro tribunal.processar e julgar. de notável saber jurídico e reputação ilibada. entre Tribunais Superiores. j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus julgados. § 1º É obrigatória a inclusão. . o) os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de Justiça e quaisquer tribunais. Compete ao Supremo Tribunal Federal. escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade. o Presidente da República. quando terão seus valores atualizados monetariamente. quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal. § 4º São vedados a expedição de precatório complementar ou suplementar de valor pago. 52. l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. na forma estabelecida no § 3º deste artigo e.Página 18 de 91 obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. Art. constantes de precatórios judiciários. § 3º O disposto no caput deste artigo. das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 101. o mandado de segurança e o "habeas-data" contra atos do Presidente da República. os pagamentos devidos pela Fazenda Federal. sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores. do Tribunal de Contas da União. do Congresso Nacional. a fim de que seu pagamento não se faça. 100. proventos. precipuamente. a União e o Distrito Federal. mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais. § 1º-A Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários. a guarda da Constituição. apresentados até 1º de julho. m) a execução de sentença nas causas de sua competência originária. q) o mandado de injunção. retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatório incorrerá em crime de responsabilidade. ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. a requerimento do credor. pensões e suas complementações. f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados. vencimentos. ou entre uns e outros. do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal. i) o habeas corpus. relativamente à expedição de precatórios. o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito. quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do Presidente da República. o Distrito Federal ou o Território. Estadual ou Municipal. de verba necessária ao pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado. originariamente: a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal. Art. facultada a delegação de atribuições para a prática de atos processuais. à exceção dos créditos de natureza alimentícia. 102. b) nas infrações penais comuns. e autorizar. e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República. e exclusivamente para o caso de preterimento de seu direito de precedência. mediante expedição de precatório. cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exeqüenda determinar o pagamento segundo as possibilidades do depósito. § 2º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder Judiciário. depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. os membros dos Tribunais Superiores. Parágrafo único. de um dos Seção II DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Art. e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Federal. § 5º A lei poderá fixar valores distintos para o fim previsto no § 3º deste artigo. o Vice-Presidente. em parte. em virtude de sentença judiciária. os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha.

que defenderá o ato ou texto impugnado. para fazê-lo em trinta dias. IV . III . c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal. indicado pelo Supremo Tribunal Federal. IX . § 2º ." Art. a partir de sua publicação na imprensa oficial. de norma legal ou ato normativo.um Ministro do Supremo Tribunal Federal.o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. VI . indicado pelo respectivo tribunal.um juiz do trabalho.a Mesa da Câmara dos Deputados. .Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. VIII . o Advogado-Geral da União. VII . indicado pelo respectivo tribunal.um juiz federal. as causas decididas em única ou última instância. escolhido pelo Procurador-Geral da República dentre os nomes indicados pelo órgão competente de cada instituição estadual. citará. bem como proceder à sua revisão ou cancelamento. e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula. § 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal. IX . III . b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante. somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. mediante decisão de dois terços dos seus membros. 103. sendo: I .um membro do Ministério Público da União. indicado pelo Supremo Tribunal Federal. o "habeasdata" e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. 103-A.partido político com representação no Congresso Nacional. julgando-a procedente. indicado pelo respectivo tribunal. indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho. previamente. de ofício ou por provocação. acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. ou do próprio Supremo Tribunal Federal. revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade.o Procurador-Geral da República.O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal.a Mesa do Senado Federal. a aprovação.Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de quinze membros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e seis anos de idade. proferidas pelo Supremo Tribunal Federal. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei. estadual e municipal. o mandado de segurança. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar. O Supremo Tribunal Federal poderá. V . admitida uma recondução. IV . em se tratando de órgão administrativo. decorrente desta Constituição. conforme o caso.um juiz estadual.o Presidente da República. § 2º As decisões definitivas de mérito.o Governador de Estado ou do Distrito Federal. VIII .um desembargador de Tribunal de Justiça. Art. II . V . X .um juiz de Tribunal Regional Federal. indicado pelo Superior Tribunal de Justiça.julgar. indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. mediante recurso extraordinário. III . na forma estabelecida em lei. b) o crime político. após reiteradas decisões sobre matéria constitucional.º A argüição de descumprimento de preceito fundamental. nos termos da lei. indicado pelo Superior Tribunal de Justiça. § 1. aprovar súmula que. § 1º . a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso.confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. 103-B. relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. em tese. terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. r) as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho Nacional do Ministério Público. § 1º A súmula terá por objetivo a validade. a interpretação e a eficácia de normas determinadas. na forma da lei. com mandato de dois anos. VI . II . indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho. § 3º . Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: I .Página 19 de 91 Tribunais Superiores. nas esferas federal. estadual e municipal.um Ministro do Superior Tribunal de Justiça. se denegatória a decisão.julgar. quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição. XI um membro do Ministério Público estadual.um juiz de Tribunal Regional do Trabalho. anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada. caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que. em recurso ordinário: a) o "habeas-corpus". Art.dois advogados. d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. II . XII .um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho. indicado pelo Procurador-Geral da República. VII . nas esferas federal.

no prazo legal. VII . assegurada ampla defesa. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I . § 2º Os membros do Conselho serão nomeados pelo Presidente da República. 104. inclusive nos Estados. ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição. do Exército ou da Aeronáutica.elaborar relatório anual. II . no mínimo.dois cidadãos. sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União. bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a tribunais diversos. inclusive no Distrito Federal e nos Territórios. sobre a situação do Poder Judiciário no País e as atividades do Conselho. I. do Exército e da Aeronáutica ou do próprio Tribunal. caberá a escolha ao Supremo Tribunal Federal. ficando excluído da distribuição de processos naquele tribunal. além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura: I . por ocasião da abertura da sessão legislativa. os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. c) os habeas corpus. "o".zelar pela observância do Art. representando diretamente ao Conselho Nacional de Justiça. de ofício ou mediante provocação. nestes e nos de responsabilidade. sendo: I . ou contra seus serviços auxiliares. b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de Estado. revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. no âmbito de sua competência. a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário. delegando-lhes atribuições. depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal. podendo expedir atos regulamentares. dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho.elaborar semestralmente relatório estatístico sobre processos e sentenças prolatadas. IV . 37 e apreciar. serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados. ou recomendar providências. trinta e três Ministros. § 4º Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes. os dos Tribunais Regionais Federais. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça serão nomeados pelo Presidente da República. Parágrafo único. III requisitar e designar magistrados. as seguintes: I receber as reclamações e denúncias. Seção III DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Art. que votará em caso de empate. § 3º Não efetuadas. nos diferentes órgãos do Poder Judiciário. no caso de crime contra a administração pública ou de abuso de autoridade. indicados na forma do Art. os processos disciplinares de juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano. do Distrito Federal e Territórios. de notável saber jurídico e reputação ilibada. a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas. de qualquer interessado. § 6º Junto ao Conselho oficiarão o Procurador-Geral da República e o Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.rever.receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário. podendo desconstituí-los.zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura. VI . 105. § 5º O Ministro do Superior Tribunal de Justiça exercerá a função de Ministro-Corregedor e ficará excluído da distribuição de processos no Tribunal. os Governadores dos Estados e do Distrito Federal. além das atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura. V . em partes iguais. competentes para receber reclamações e denúncias de qualquer interessado contra membros ou órgãos do Poder Judiciário. os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais. relativas aos magistrados e aos serviços judiciários. 102. II exercer funções executivas do Conselho. competindo-lhe.Página 20 de 91 XIII . alternadamente. propondo as providências que julgar necessárias. de inspeção e de correição geral. 94. sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais. d) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais. Ministro de Estado ou Comandante da Marinha. indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal. ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. . as indicações previstas neste artigo.processar e julgar. § 1º O Conselho será presidido pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal. e. O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de. Distrito Federal e Territórios. II . cabendolhe. inclusive contra seus serviços auxiliares. por unidade da Federação. podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remoção. de notável saber jurídico e reputação ilibada. indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal. III . Estadual.um terço. quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alínea "a". depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. ressalvado o disposto no Art. criará ouvidorias de justiça. o qual deve integrar mensagem do Presidente do Supremo Tribunal Federal a ser remetida ao Congresso Nacional. e requisitar servidores de juízos ou tribunais.um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e um terço dentre desembargadores dos Tribunais de Justiça.representar ao Ministério Público. Art. § 7º A União. originariamente: a) nos crimes comuns. dos Comandantes da Marinha. dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos. dentre advogados e membros do Ministério Público Federal. de ofício ou mediante provocação.

ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. em grau de recurso. dentre outras funções.julgar. do outro. mediante promoção de juízes federais com mais de cinco anos de exercício. c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional. ou reciprocamente. as causas decididas pelos juízes federais e pelos juízes estaduais no exercício da competência federal da área de sua jurisdição. na respectiva região e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos. IV . da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal. d) os "habeas-corpus". cabendo-lhe exercer. 106. excetuados os casos de competência do Supremo Tribunal Federal e dos órgãos da Justiça Militar. II . Funcionarão junto ao Superior Tribunal de Justiça: I . e os membros do Ministério Público da União. a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo.os crimes previstos em tratado ou convenção internacional. Compete aos Tribunais Regionais Federais: I . as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho.o Conselho da Justiça Federal. regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira. alternadamente.os Juízes Federais. a supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal de primeiro e segundo graus. excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral.os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens. ou entre as deste e da União. o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro. nos crimes comuns e de responsabilidade. servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. em recurso especial. incluídos os da Justiça Militar e da Justiça do Trabalho. II . São órgãos da Justiça Federal: I . quando possível. Art. da Justiça Eleitoral. em única ou última instância. c) os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato do próprio Tribunal ou de juiz federal. entidade ou autoridade federal. quando a decisão for denegatória. nos limites territoriais da respectiva jurisdição. f) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. sendo: I . II . em recurso ordinário: a) os "habeas-corpus" decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. Art. e. e) os conflitos de competência entre juízes federais vinculados ao Tribunal. V .as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo internacional.os demais. na forma da lei. Parágrafo único. . II .Página 21 de 91 e) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados. i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias. b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal. no mínimo. § 1º A lei disciplinará a remoção ou a permuta de juízes dos Tribunais Regionais Federais e determinará sua jurisdição e sede. do Distrito Federal e Territórios. Aos juízes federais compete processar e julgar: I .processar e julgar. 107. g) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União. do Distrito Federal e Territórios. assistentes ou oponentes. § 3º Os Tribunais Regionais Federais poderão funcionar descentralizadamente. do Distrito Federal e Territórios. ou negar-lhes vigência. recrutados.os Tribunais Regionais Federais. as causas decididas.a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras. sete juízes. iniciada a execução no País. quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição de órgão. Art. 108. 109. serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas. Os Tribunais Regionais Federais compõem-se de. § 2º Os Tribunais Regionais Federais instalarão a justiça itinerante. cabendo-lhe. da administração direta ou indireta. II . quando a autoridade coatora for juiz federal. originariamente: a) os juízes federais da área de sua jurisdição. ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito Federal. quando. II . rés.julgar. quando denegatória a decisão. exceto as de falência. b) os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados seus ou dos juízes federais da região. com a realização de audiências e demais funções da atividade jurisdicional. cujas decisões terão caráter vinculante. constituindo Câmaras regionais.um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público Federal com mais de dez anos de carreira. h) o mandado de injunção. c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal. de um lado. pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. Seção IV DOS TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS E DOS JUÍZES FEDERAIS Art. quando a decisão recorrida: a) contrariar tratado ou lei federal. como órgão central do sistema e com poderes correicionais.as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa domiciliada ou residente no País.julgar.as causas em que a União. III . III . por antigüidade e merecimento. Município ou pessoa residente ou domiciliada no País.

X . Seção V DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DO TRABALHO Art. a jurisdição e as atribuições cometidas aos juízes federais caberão aos juízes da justiça local. observado o disposto no Art. no foro do domicílio dos segurados ou beneficiários. a supervisão administrativa. 195. em qualquer fase do inquérito ou processo. § 3º . na forma da lei.a disputa sobre direitos indígenas. VI . VIII . nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal. orçamentária. como órgão central do sistema. A lei criará varas da Justiça do Trabalho. as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado.Na hipótese do parágrafo anterior. após a homologação. investidura. ressalvado o disposto no Art. quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição. . Art. jurisdição. São órgãos da Justiça do Trabalho: I . Parágrafo único. o Procurador-Geral da República. nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição. poderá suscitar.os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves. Art. dentre outras funções. ainda. o. das contribuições sociais previstas no Art. de ofício. Art. 111. nos casos determinados por lei. do Distrito Federal e dos Municípios. II . escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos. ressalvada a competência da Justiça Militar. e II. IX outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho. II os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho. XI . VII as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. VI as ações de indenização por dano moral ou patrimonial. excetuados os casos de competência dos tribunais federais. a . decorrentes das sentenças que proferir. bem como o Distrito Federal. 113. V os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista. III .Serão processadas e julgadas na justiça estadual. ou. e à naturalização. I. 102. Nos Territórios Federais. 110. cabendo-lhe. VII . e de sentença estrangeira. competência. I.os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro. A lei disporá sobre a constituição. e varas localizadas segundo o estabelecido em lei. na forma da lei. IV os mandados de segurança.os Tribunais Regionais do Trabalho. entre sindicatos. a lei poderá permitir que outras causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual. com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte. no Distrito Federal. constituirá uma seção judiciária que terá por sede a respectiva Capital. podendo. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I as ações oriundas da relação de trabalho. contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira. as causas referentes à nacionalidade. 114.Juizes do Trabalho. decorrentes da relação de trabalho.os crimes contra a organização do trabalho e. § 4º . O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros. entre sindicatos e trabalhadores. Art. § 2º . dos Estados. II as ações que envolvam exercício do direito de greve. inclusive a respectiva opção.Página 22 de 91 V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo. sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federal. § 1º A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho. e entre sindicatos e empregadores. Cada Estado. após o "exequatur".os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato de autoridade federal. oriundos da magistratura da carreira. naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa. 111-A. na forma da lei. regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira. § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos. financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus. habeas corpus e habeas data .os "habeas-corpus". § 2º Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho: I a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho.As causas em que a União for autora serão aforadas na seção judiciária onde tiver domicílio a outra parte. 94. cujas decisões terão efeito vinculante. IX . e.o Tribunal Superior do Trabalho. com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho. Art. e seus acréscimos legais. o recurso cabível será sempre para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau. em matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição. se verificada essa condição.As causas intentadas contra a União poderão ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o autor. perante o Superior Tribunal de Justiça. III as ações sobre representação sindical. a execução de carta rogatória. garantias e condições de exercício dos órgãos da Justiça do Trabalho. II o Conselho Superior da Justiça do Trabalho. cabendo-lhe exercer. incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. VIII a execução. indicados pelo próprio Tribunal Superior. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União. sendo: I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício. 112. atribuí-la aos juízes de direito. § 1º .

pelo voto secreto: a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal. O Tribunal Superior Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal. nos limites territoriais da respectiva jurisdição. Art.as Juntas Eleitorais. na respectiva região.São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior Eleitoral.forem proferidas contra disposição expressa desta Constituição ou de lei. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á.por nomeação do Presidente da República. 121. e nunca por mais de dois biênios consecutivos. IV . § 2º Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem. 119. competindo à Justiça do Trabalho decidir o conflito.o Superior Tribunal Militar. mandado de segurança. b) de dois juízes. O Superior Tribunal Militar compor-se-á de quinze Ministros vitalícios. a jurisdição será exercida por um juiz singular. § 2º Os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar descentralizadamente. § 1º Os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante. servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. § 3º . Parágrafo único. Art. salvo as que contrariarem esta Constituição e as denegatórias de "habeas-corpus" ou mandado de segurança.de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou no Distrito Federal. com possibilidade de lesão do interesse público. podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito. constituindo Câmaras regionais. 115. dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral. sete juízes. a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. em qualquer caso. escolhidos: I . dentre juízes de direito. sendo os substitutos escolhidos na mesma ocasião e pelo mesmo processo. indicados pelo Supremo Tribunal Federal.os Tribunais Regionais Eleitorais. de comum acordo. pelo Presidente da República. de dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral. II os demais. de sete membros. quando possível. Art. "habeas-data" ou mandado de injunção. 94. 123. § 1º . Art. § 4º . pelo voto secreto: a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça.o Tribunal Superior Eleitoral. V . salvo motivo justificado. no mínimo. 118.os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. de juiz federal.Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente caberá recurso quando: I . escolhidos pelo Tribunal de Justiça.versarem sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições federais ou estaduais. III . no mínimo. Art.Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão: I . § 1º .Página 23 de 91 § 1º . indicados pelo Tribunal de Justiça. II . os juízes de direito e os integrantes das juntas eleitorais. II . Seção VII DOS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES Art. dos juízes de direito e das juntas eleitorais.dentre os desembargadores. b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça. III .anularem diplomas ou decretarem a perda de mandatos eletivos federais ou estaduais. São órgãos da Justiça Eleitoral: I . sendo: I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício.O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente. servirão por dois anos. depois de aprovada a indicação pelo Senado . IV .mediante eleição. 116. § 3º Em caso de greve em atividade essencial. e no que lhes for aplicável. no mínimo. Nas Varas do Trabalho. Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de. não havendo. bem como as convencionadas anteriormente. gozarão de plenas garantias e serão inamovíveis.por nomeação. as partes poderão eleger árbitros. em número igual para cada categoria. ou. observado o disposto no Art. § 2º . Lei complementar disporá sobre a organização e competência dos tribunais. § 2º . com a realização de audiências e demais funções de atividade jurisdicional.Frustrada a negociação coletiva. II . ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica.os Juízes Eleitorais. 120. recrutados. alternadamente. II . 122. Art.denegarem "habeas-corpus". e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos.mediante eleição. pelo Tribunal Regional Federal respectivo. São órgãos da Justiça Militar: I .Os membros dos tribunais. III . Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e no Distrito Federal. escolhido. o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo. no exercício de suas funções. e o Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça. respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho. mediante promoção de juízes do trabalho por antigüidade e merecimento. nomeados pelo Presidente da República. II .Os juízes dos tribunais eleitorais.ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais tribunais eleitorais. Seção VI DOS TRIBUNAIS E JUÍZES ELEITORAIS Art. é facultado às mesmas.

ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a vinte mil integrantes. para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. a Justiça Militar estadual. Art. CAPÍTULO IV DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA Seção I DO MINISTÉRIO PÚBLICO Art.A competência dos tribunais será definida na Constituição do Estado. por escolha paritária. a política remuneratória e os planos de carreira. § 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados. a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. os valores aprovados na lei orçamentária vigente.A destituição do Procurador-Geral da República.dois. Art. constituída. § 2º . d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. e cinco dentre civis. § 1º . Parágrafo único. o funcionamento e a competência da Justiça Militar. O Ministério Público é instituição permanente. A lei disporá sobre a organização. sendo três dentre oficiais-generais da Marinha. nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares. o juiz far-se-á presente no local do litígio. servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. permitida a recondução. deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal. o Tribunal de Justiça proporá a criação de varas especializadas. mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais. ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil. após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal. Parágrafo único. sendo a lei de organização judiciária de iniciativa do Tribunal de Justiça. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. mediante proposta do Tribunal de Justiça.São princípios institucionais do Ministério Público a unidade.Página 24 de 91 Federal. com a realização de audiências e demais funções da atividade jurisdicional.O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.três dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada. a indivisibilidade e a independência funcional. observado o disposto no Art. Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional. cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. maiores de trinta e cinco anos. § 7º O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante.os Ministérios Públicos dos Estados. § 2º . três dentre oficiais-generais da Aeronáutica. observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão. o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. a lei disporá sobre sua organização e funcionamento.o Ministério Público da União. provendo-os por concurso público de provas ou de provas e títulos. processar e julgar os demais crimes militares. § 4º Se o Ministério Público não encaminhar a respectiva proposta orçamentária dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias. dentre juízes auditores e membros do Ministério Público da Justiça Militar. exceto se previamente autorizadas. nos limites territoriais da respectiva jurisdição. todos da ativa e do posto mais elevado da carreira. Parágrafo único. Os Estados organizarão sua Justiça. Seção VIII DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS Art. cabendo ao Conselho de Justiça. Para dirimir conflitos fundiários.O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República. § 2º Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa. ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 3º. o Poder Executivo considerará. por iniciativa do Presidente da República. § 3º A lei estadual poderá criar. b) o Ministério Público do Trabalho. com competência exclusiva para questões agrárias. pelo próprio Tribunal de Justiça. § 3º . 127. . 125. § 1º . pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e. § 6º Durante a execução orçamentária do exercício. em primeiro grau.Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. 126. Os Ministros civis serão escolhidos pelo Presidente da República dentre brasileiros maiores de trinta e cinco anos. § 6º O Tribunal de Justiça poderá funcionar descentralizadamente. § 5º Se a proposta orçamentária de que trata este artigo for encaminhada em desacordo com os limites estipulados na forma do § 3º. com mais de dez anos de efetiva atividade profissional. 124. os crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares. 128. § 5º Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar. singularmente. propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares. essencial à função jurisdicional do Estado. nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira. quatro dentre oficiais-generais do Exército. c) o Ministério Público Militar. O Ministério Público abrange: I . constituindo Câmaras regionais. 169. II . não poderá haver a realização de despesas ou a assunção de obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. sendo: I . sob a presidência de juiz de direito. § 1º . que compreende: a) o Ministério Público Federal. em segundo grau. Art. para mandato de dois anos. podendo. à Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. II .

Art. VI . V dois advogados. qualquer outra função pública. II . II . na forma da lei. relativamente a seus membros: I . a qualquer título e sob qualquer pretexto. nas nomeações. na forma da lei.promover.Leis complementares da União e dos Estados. observadas. promovendo as medidas necessárias a sua garantia. honorários. III. na forma da lei complementar respectiva. no que couber. Parágrafo único. no mínimo. assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização. na forma da lei complementar respectiva. salvo por motivo de interesse público. segundo o disposto nesta Constituição e na lei. indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais. cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais. entidades públicas ou privadas. nas mesmas hipóteses. indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. b) inamovibilidade. percentagens ou custas processuais. § 2º Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros. IV dois juízes. 129. requisitando informações e documentos para instruí-los. § 5º . que o preside.exercer outras funções que lhe forem conferidas. salvo autorização do chefe da instituição. exigindo-se do bacharel em direito. IX . § 1º . VI dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada. d) exercer. sendo: I o Procurador-Geral da República. 130-A. de ofício ou mediante provocação.Os Ministérios Públicos dos Estados e o do Distrito Federal e Territórios formarão lista tríplice dentre integrantes da carreira. Art. mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público. salvo uma de magistério.A legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas neste artigo não impede a de terceiros. na forma da lei respectiva. II zelar pela observância do Art. a qualquer título ou pretexto. § 2º As funções do Ministério Público só podem ser exercidas por integrantes da carreira. II quatro membros do Ministério Público da União. três anos de atividade jurídica e observando-se. cabendolhe: I zelar pela autonomia funcional e administrativa do Ministério Público. nos casos previstos nesta Constituição. § 4º Aplica-se ao Ministério Público. III três membros do Ministério Público dos Estados. § 1º Os membros do Conselho oriundos do Ministério Público serão indicados pelos respectivos Ministérios Públicos. admitida uma recondução. 39. VIII .defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas. § 6º Aplica-se aos membros do Ministério Público o disposto no Art. 37. na forma da lei complementar mencionada no artigo anterior. permitida uma recondução. 37 e apreciar. I. indicados um pelo Supremo Tribunal Federal e outro pelo Superior Tribunal de Justiça. § 5º A distribuição de processos no Ministério Público será imediata. São funções institucionais do Ministério Público: I .requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial. ressalvadas as exceções previstas em lei. que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo. O Conselho Nacional do Ministério Público compõe-se de quatorze membros nomeados pelo Presidente da República. no âmbito de sua competência. podendo expedir atos regulamentares. e ressalvado o disposto nos arts. o disposto no Art. II.expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência. Art. § 2º. 153.promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção da União e dos Estados. 130. pelo voto da maioria absoluta de seus membros. sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas. c) irredutibilidade de subsídio. c) participar de sociedade comercial. para um mandato de dois anos. 93. ainda que em disponibilidade.Página 25 de 91 § 3º . X e XI. após dois anos de exercício. na forma da lei.as seguintes garantias: a) vitaliciedade. III . § 3º O ingresso na carreira do Ministério Público far-se-á mediante concurso público de provas e títulos. fixado na forma do Art. auxílios ou contribuições de pessoas físicas. depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. V . 153. vedações e forma de investidura. para a proteção do patrimônio público e social. Aos membros do Ministério Público junto aos Tribunais de Contas aplicam-se as disposições desta seção pertinentes a direitos. IV . do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. a ordem de classificação.Os Procuradores-Gerais nos Estados e no Distrito Federal e Territórios poderão ser destituídos por deliberação da maioria absoluta do Poder Legislativo. f) receber. § 4º. b) exercer a advocacia. indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal. para escolha de seu Procurador-Geral. estabelecerão a organização. para mandato de dois anos. as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público. que deverão residir na comarca da respectiva lotação. § 4º . ou recomendar providências. V. privativamente.exercer o controle externo da atividade policial. não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado. a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Ministério Público da . assegurada ampla defesa. e) exercer atividade político-partidária. desde que compatíveis com sua finalidade.zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição. VII . 150. assegurada a representação de cada uma de suas carreiras.as seguintes vedações: a) receber. 95.promover o inquérito civil e a ação civil pública. a ação penal pública.

134. a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas. 131. § 4º. competentes para receber reclamações e denúncias de qualquer interessado contra membros ou órgãos do Ministério Público. em votação secreta.) § 1º Lei complementar organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização nos Estados. Seção II DA ADVOCACIA PÚBLICA Art. Art. além das atribuições que lhe forem conferidas pela lei. 84. § 4º O Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil oficiará junto ao Conselho.Na execução da dívida ativa de natureza tributária. 5º. IV rever.Página 26 de 91 União e dos Estados. 39. § 5º Leis da União e dos Estados criarão ouvidorias do Ministério Público. relativas aos membros do Ministério Público e dos seus serviços auxiliares. nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento. XI. Parágrafo único. delegando-lhes atribuições. o qual deve integrar a mensagem prevista no Art. de inspeção e correição geral. Art. mediante concurso público de provas e títulos. sem prejuízo da competência disciplinar e correicional da instituição. podendo desconstituí-los. vedada a recondução. em cargos de carreira. diretamente ou através de órgão vinculado. assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais.O ingresso nas classes iniciais das carreiras da instituição de que trata este artigo far-se-á mediante concurso público de provas e títulos. cabendo-lhe. providos. 133. após relatório circunstanciado das corregedorias. revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios. podendo avocar processos disciplinares em curso. os processos disciplinares de membros do Ministério Público da União ou dos Estados julgados há menos de um ano. *** . propondo as providências que julgar necessárias sobre a situação do Ministério Público no País e as atividades do Conselho. Seção III DA ADVOCACIA E DA DEFENSORIA PÚBLICA Art. A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado. de livre nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal. § 1º . na forma do Art. judicial e extrajudicialmente. e requisitar servidores de órgãos do Ministério Público. § 2º . § 3º O Conselho escolherá. 132. exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas. O advogado é indispensável à administração da justiça. 99. sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão. dentre os membros do Ministério Público que o integram. na classe inicial. representa a União. Art. II exercer funções executivas do Conselho. em todos os graus. § 2º. nos limites da lei. § 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no Art. III receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Ministério Público da União ou dos Estados. de notável saber jurídico e reputação ilibada. sem prejuízo da competência dos Tribunais de Contas. 135. um Corregedor nacional. inclusive contra seus serviços auxiliares. V elaborar relatório anual. dos necessitados. incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa.A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União. § 3º . com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases. a representação da União cabe à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo. as seguintes: I receber reclamações e denúncias. organizados em carreira. na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos. Os servidores integrantes das carreiras disciplinadas nas Seções II e III deste Capítulo serão remunerados na forma do Art. assegurada ampla defesa. LXXIV. Aos procuradores referidos neste artigo é assegurada estabilidade após três anos de efetivo exercício. representando diretamente ao Conselho Nacional do Ministério Público. de ofício ou mediante provocação. inclusive contra seus serviços auxiliares. observado o disposto em lei. competindolhe. A Advocacia-Geral da União é a instituição que. III requisitar e designar membros do Ministério Público. determinar a remoção. de qualquer interessado.

Tais atos. do qual se diferencia como uma categoria informada pela finalidade pública. tenha por fim imediato adquirir. em razão das conseqüências jurídicas que dele possam advir para a Administração e para os administrados. Art. seja ele vinculado ou discricionário. requisitos. Segundo a lei civil. O fato administrativo. merecem apreciação. pode-se dizer. apenas. a finalidade pública que é própria da espécie e distinta do gênero ato jurídico. Condição primeira para o surgimento do ato administrativo é que a Administração aja nessa qualidade. transferir. por lhe faltar um elemento básico de sua perfeição. Partindo desta definição legal. mas as autoridades judiciárias e as Mesas legislativas também os praticam restritamente. modificar.porque o Direito Positivo não admite ato administrativo sem finalidade pública ou desviado de sua finalidade específica. Outro requisito necessário ao ato administrativo é a finalidade. o poder jurídico para manifestar a vontade da Administração. como materialização da vontade administrativa. forma. resguardar. O conceito de ato administrativo é fundamentalmente o mesmo do ato jurídico. atos judiciais e atos administrativos. Nenhum ato discricionário ou vinculado . ou impor obrigações aos administrados ou a si própria. por sua natureza. que. finalidade. Este resumo serve para os estudantes em geral. de Hely Lopes Meirelles. em principio e normalmente. diferenciam-se dos que emanam do Legislativo (leis) e do Judiciário (decisões judiciais). para a própria Administração ou para seus servidores. simples ou complexo. quando ordenam seus próprios serviços. se sujeitam a revogação ou a anulação no âmbito interno ou pelas vias judiciais. modificar ou extinguir direitos (CC. desprovida de conteúdo de direito.pode ser realizado validamente sem que o agente disponha de poder legal para praticá-lo. veremos o conceito e requisitos do ato administrativo. visando a produzir algum efeito jurídico. o mérito administrativo e o procedimento administrativo. visto que algumas vezes nivela-se ao particular e o ato perde a característica administrativa. resguardar. usando de sua supremacia de Poder Público. podemos conceituar o ato administrativo com os mesmos elementos fornecidos pela Teoria Geral do Direito. a segunda é que contenha manifestação de vontade apta a produzir efeitos jurídicos para os administrados. . de império ou de gestão. Atos administrativos (Conceitos e características. motivo e objeto. Temos. Classificações. Esses atos são tipicamente administrativos. Fato administrativo é toda realização material da Administração em cumprimento de alguma decisão administrativa. Revogação e anulação dos atos administrativos) A Administração Pública realiza sua função executiva por meio de atos jurídicos que recebem a denominação especial de atos administrativos. ou realizado além do limite de que dispõe a autoridade incumbida de sua prática. Todo ato emanado de agente incompetente. agindo nessa qualidade. A finalidade é. atualizada em sua 18ª edição por Eurico de Andrade Azevedo. assim. como acentuam os administrativistas mais autorizados. tal como a construção de uma ponte. O exame do ato administrativo revela nitidamente a existência de cinco requisitos necessários à sua formação. acrescentando-se. embora provindos de órgãos judiciários ou de corporações legislativas. igualando-se ao ato jurídico privado. tanto aqueles que são acadêmicos quanto aqueles que estão à procura de conhecimentos suficientes para a aprovação em concursos. é atividade pública material. Délcio Balestero Aleixo e José Emmanuel Burle Filho. o objetivo de interesse público a atingir. constituem a infraestrutura do ato administrativo. é inválido. Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que. 81). Para a prática do ato administrativo a competência é a condição primeira de sua validade. qual seja. A prática de atos administrativos cabe. dispõem sobre seus servidores ou expedem instruções sobre matéria de sua privativa competência. no desempenho de suas funções de Poder Público. elemento vinculado de todo ato administrativo . assim. transferir. três categorias de atos inconfundíveis entre si: atos legislativos. embora não integrem sua contextura. a instalação de um serviço público etc. na atividade pública geral. em si. Entende-se por competência administrativa o poder atribuído ao agente da Administração para o desempenho específico de suas funções. o que o distingue do fato administrativo. Feitas estas considerações gerais. extinguir e declarar direitos. concorrem para sua formação e validade. como os demais atos administrativos do Executivo. pelas implicações com a eficácia de certos atos.discricionário ou regrado . Não se compreende ato administrativo sem fim público. Motivação dos atos administrativos. Tais componentes. ou seja. Além destes componentes. é dos domínios da técnica e só reflexamente interessa ao Direito.Página 27 de 91 ============================================= ATOS ADMINISTRATIVOS HELY LOPES MEIRELLES ============================================= Introdução Trata-se de uma compilação com a finalidade de facilitar o estudo da matéria. conteúdo e forma. elementos que. quando desempenham suas atribuições específicas de legislação e de jurisdição. como tais. aos órgãos executivos. A competência resulta da lei e por ela é delimitada. a terceira é que provenha de agente competente. e. a saber: competência. é ato jurídico todo aquele que tenha por fim imediato adquirir. Por aí se vê que o ato administrativo típico é sempre manifestação volitiva da Administração. extraída do livro DIREITO ADMINISTRATIVO BRASILEIRO. Espécies de atos administrativos. com finalidade pública e revestindo forma legal.

discricionário. não há falar em mérito. O conceito de mérito administrativo é de difícil fixação. conveniência e justiça. que é o único privilégio que lhe resta. no teor deste acórdão do STF: "quando o Estado pratica atos jurídicos regulados pelo direito civil (ou comercial). a liberdade da forma do ato jurídico é regra. para verificação de sua validade. em princípio. diversamente do que ocorre nos atos discricionários. o ato pode ser revisto e anulado pelo judiciário. Com efeito. feitas pela Administração incumbida de sua prática. pode vir expresso em lei como pode ser deixado ao critério do administrador. e as ações correspondentes devem ser propostas no juízo privativo da Administração interessada. se aninhe qualquer ilegalidade resultante de abuso ou desvio de poder. oportunidade. quanto à sua existência e valoração. com as suas condições de validade e eficácia. ex. razão pela qual não pode alterá-los. A Administração Pública pode praticar atos ou celebrar contratos em regime de Direito Privado (Civil ou Comercial). desnecessária para aquele negócio jurídico. para que se passe à fase seguinte com a certeza da eficácia dos atos anteriores. a medida que se realizam sem oposição dos interessados. abrindo mão de sua supremacia de poder. sem o quê o ato será inválido ou. outros existem (motivo e objeto). O mérito administrativo consubstancia-se. além dos elementos sempre vinculados (competência. ou da via judicial cabível. coloca-se no plano dos particulares". Da diversidade das hipóteses ocorrentes resultará a exigência ou a dispensa da motivação do ato. freqüentemente. O motivo ou causa é a situação de direito ou de fato que determina ou autoriza a realização do ato administrativo. que se conjugam para dar conteúdo e forma ao ato principal e final colimado pelo Poder Público. modificação ou comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas. pela forma estabelecida em lei. e sem possibilidade de correção judicial. a preclusão administrativa dos meios invalidatórios. onde não há faculdade de opção do administrador. Enquanto a vontade dos particulares pode manifestar-se livremente. Em tais casos ela se nivela ao particular. visto que à adjudicação da obra ou serviço ao melhor proponente (objetivo da Administração) . A forma é o revestimento material do ato. aqueles que admitem uma valoração da eficiência. No primeiro caso será um elemento vinculado. Tratando-se de motivo vinculado pele lei. em relação aos quais a Administração decide livremente. ou seja. porque ocorre. anulá-los ou rescindi-los por ato unilateral. ou atesta simplesmente situações preexistentes. E compreende-se essa exigência. oportunidade e justiça do ato a realizar. visto que toda a atuação do Executivo se resume no atendimento das imposições legais. o objeto identificase com o conteúdo do ato. revogálos. no desempenho normal de suas atividades. tornam-se definitivas para a Administração e para o administrado. salvo quando seu proceder caracterizar excesso ou desvio de poder. Procedimento administrativo é a sucessão ordenada de operações que propiciam a formação de um ato final objetivado pela Administração. É o que ocorre. chamado de Forma. o agente da Administração. afinal. mas sempre interligados. consequentemente. coisas ou atividades sujeitas à ação do Poder Público. licitação etc. como elemento integrante da perfeição do ato. Impõe-se. mas poderá ser assinalada sua presença toda vez que a Administração decidir ou atuar valorando internamente as conseqüências ou vantagens do ato. a da Administração exige procedimentos especiais e forma legal para que se expresse validamente. Nesse sentido. O que convém reter é que o mérito administrativo tem sentido próprio e diverso do mérito processual e só abrange os elementos não vinculados do ato da Administração. A doutrina abona essa conduta e a jurisprudência já a tem consagrado em repetidas decisões. invalidável. desde que. deve ser apreciado. sob o rótulo de mérito administrativo. fica na obrigação de justificar a existência do motivo. distinguir a forma do ato do procedimento administrativo. ainda que se trate de poder discricionário da Administração. O procedimento administrativo constitui-se de atos intermediários. em tal caso. Dependerá sempre da concordância do interessado. no Direito Privado. ao praticar o ato. Todo ato administrativo tem por objeto a criação. avaliação. pela necessidade que tem o ato administrativo de ser contrasteado com a lei e aferido. pelo menos.Página 28 de 91 O revestimento exteriorizador do ato administrativo constitui requisito vinculado e imprescindível à sua perfeição. quando autorizada a decidir sobre a conveniência. através do qual a Administração manifesta seu poder e sua vontade. Em tais casos a conduta do administrador confunde-se com a do juiz na aplicação da lei. preparatórios e autônomos. O mérito do ato administrativo. Observamos. Exemplo de procedimento administrativo típico é o da concorrência. nos atos vinculados. formal. dadas as suas implicações com o motivo e o objeto do ato e. na valoração dos motivos e na escolha do objeto do ato. Assim. O procedimento é dinâmico. pela própria Administração e até pelo judiciário. Todo ato administrativo é. no Direito Público é exceção.. Daí podermos afirmar que. a forma é estática. sujeitando-se em tudo às normas do Direito Privado.. o procedimento é o conjunto de operações exigidas para sua perfeição. todavia. quando emite um cheque ou assina uma escritura de compra e venda ou de doação. É o caminho legal a ser percorrido pelos agentes públicos para a obtenção dos efeitos regulares de um ato administrativo principal. conquanto não se possa considerar requisito de sua formação. para uma concorrência há um procedimento que se inicia com o edital e se finda com a adjudicação da obra ou do serviço: e há um ato adjudicatório que se concretiza. neste caso. finalidade e forma). p. O motivo. portanto. tais como autorização legislativa. por ausência da motivação. No mais. mas unicamente a possibilidade de verificação dos pressupostos de direito e de fato que condicionam o processus administrativo. se. que mesmo nesses atos ou contratos o Poder Público não se libera das exigências administrativas que devem anteceder o negócio jurídico almejado. As operações intermediárias. no segundo. em que.

em razão de defeitos ou ausência do procedimento legal exigido para a obtenção do ato principal. em atos gerais e individuais. A presunção de legitimidade autoriza a imediata execução ou operatividade dos atos administrativos. e até sua anulação o ato terá plena eficácia. resultam conseqüências práticas diversas para a impugnabilidade dos atos administrativos. julgamento) necessárias à efetivação da adjudicação (ato final). inconfundível com seu conteúdo material ou com suas características substanciais. nas instruções normativas e nas circulares ordinatórias de serviços. como emanação do Poder Público. quanto aos seus destinatários. A eficácia é a idoneidade que se reconhece ao ato administrativo para produzir seus efeitos específicos. quer para os particulares sujeitos ou beneficiários de seus efeitos. a sustação dos efeitos dos atos administrativos através de recursos internos ou de mandado de segurança. diversamente. ou seja. pois os destinatários só ficam sujeitos às suas imposições após essa divulgação. dada a diversidade de critérios que podem ser adotados para seu enquadramento em espécies ou categorias afins. Os atos administrativos. Assim sendo. por desnecessário à sua operatividade. que consubstanciam um provimento ou uma ordem administrativa (atos normativos. Todos esses atos têm seu procedimento formal. em atos internos e externos. ainda que provindos da mesma autoridade. e que obriga o particular ao fiel atendimento. nos Estados de Direito. porém. até o pronunciamento final de validade ou invalidade do ato impugnado. A característica dos atos gerais é que eles prevalecem sobre os atos individuais. porém. trazem em si certos atributos que os distinguem dos atos jurídicos privados e lhes emprestam características próprias e condições peculiares de atuação. Essa presunção decorre do princípio da legalidade da Administração. não dependendo da sua declaração de validade ou invalidade. Referimo-nos à presunção de legitimidade. semelhantes aos da lei. mesmo que argüidos de vícios ou defeitos que os levem à invalidade. Isto porque o ato normativo tem preeminência sobre o ato específico. punitivos) nascem sempre com imperatividade. A imperatividade decorre da só existência do ato administrativo. dependem de publicação no órgão oficial para entrar em vigor e produzir seus resultados jurídicos. Exemplos desses atos têmo-los nos regulamentos. ou de ação popular. quanto ao seu regramento. verificação de idoneidade. com finalidade normativa. quanto aos seus destinatários. A auto-executoriedade consiste na possibilidade que certos atos administrativos ensejam de imediata e direta execução pela própria Administração. Esses agrupamentos. visto que alguns deles o dispensam. o que nos leva a classificar os atos administrativos. Os atos administrativos. informa toda a atuação governamental. quer para a Administração. por isso mesmo. a prova do defeito apontado ficará sempre a cargo do impugnante. o procedimento administrativo com o ato administrativo complexo. entretanto. a não ser pela representação de inconstitucionalidade. mas inatacáveis por via judicial. para só após dar-lhes execução. Esse atributo não está presente em todos os atos. mesmo porque as manifestações de vontade do Poder Público trazem em si a presunção de legitimidade. por vício formal ou ideológico. Enquanto. a presunção de legitimidade dos atos administrativos responde a exigências de celeridade e segurança das atividades do Poder Público. nem com o ato administrativo composto. Cuide-se de arguição de nulidade do ato. quando de efeitos externos. independentemente de ordem judicial. um decreto individual não pode contrariar um decreto geral ou regulamentar em vigor. em atos vinculados e discricionários. qualquer que seja sua categoria ou espécie. Os atos. o que resulta da intervenção de dois ou mais órgãos administrativos para a obtenção do ato final. sob pena de se sujeitar a execução forçada pela Administração (atos autoexecutórios) ou pelo Judiciário (atos não auto-executórios). Assim. inicialmente. todo ato dotado de imperatividade deve ser cumprido ou atendido enquanto não for retirado do mundo jurídico por revogação ou anulação. todavia. Então. Procedimento administrativo é encadeamento de operações que propiciam o ato final. que não poderiam ficar na dependência da solução de impugnação dos administrados. Em face dessa distinção.Página 29 de 91 precedem operações intermediárias (atos procedimentais: edital. em que se conceda a suspensão liminar. A imperatividade é o atributo do ato administrativo que impõe a coercibilidade para seu cumprimento ou execução. que. com a força impositiva própria do Poder Público. uma vez que os efeitos jurídicos do ato dependem exclusivamente do interesse do particular na sua utilização. os atos administrativos podem ser gerais ou individuais. de gestão e de expediente. à imperatividade e à auto-executoriedade. Admite-se. pois que ora é atacável o procedimento irregular em sua formação. Outra conseqüencia da Presunção de legitimidade é a transferencia do ônus da prova de invalidade do ato administrativo para quem a invoca. São atos de comando abstrato e impessoal. Além disso. alcançando todos os sujeitos que se encontrem na mesma situação de fato abrangida por seus preceitos. todavia. Os atos gerais. e. são úteis para metodizar o estudo e facilitar a compreensão. Nos Municípios que não tenham órgão para suas publicações oficiais os atos gerais devem ser . não sobrevier o pronunciamento de nulidade os atos administrativos são tidos por válidos e operantes. ordinatórios. nascem com a presunção de legitimidade. A classificação dos atos administrativos não é uniforme entre os publicistas. em atos de império. ora é invalidável o ato final concluído. quanto ao seu objeto. quanto ao seu alcance. independentemente de norma legal que a estabeleça. Atos administrativos gerais ou regulamentares são aqueles expedidos sem destinatários determinados. e ato composto é o que se apresenta com um ato principal e com um ato complementar que o ratifica ou aprova. ato complexo é. quanto à legitimidade de seus atos. Não se confunde. revogáveis a qualquer tempo pela Administração.

apenas antecedidos de formalidades administrativas para sua realização (autorização legislativa. dado o interesse do público no seu conhecimento. atos externos todas as providencias administrativas que. Atos de gestão são os que a Administração pratica sem usar de sua supremacia sobre os destinatários. em local acessível ao público. para que possam produzir seus regulares efeitos. criando-lhes situação jurídica particular. Entretanto. Esses atos. desde que a Administração indenize o prejudicado. pelo quê podem ser revogados ou modificados a qualquer tempo. que não exigem coerção sobre os interessados. devam produzir efeitos fora da repartição que as adotou. se incidem sobre os administrados . normalmente. assim como as outorgas de licença. quando de efeitos externos. São atos de operatividade caseira. Os atos individuais normalmente geram direitos subjetivos para seus destinatários.Página 30 de 91 afixados na Prefeitura. Atos administrativos de expediente são todos aqueles que se destinam a dar andamento aos processos e papéis que tramitam pelas repartições públicas. avaliação etc. só entram em vigor ou execução depois de divulgados pelo órgão oficial. São. os atos podem ser vinculados e discricionários. Mas. É o caso das portarias e instruções ministeriais. podem ser revogados ou modificados conforme exija o interesse público. Atos administrativos internos são os destinados a produzir efeitos no recesso das repartições administrativas. como já esclarecemos anteriormente. quando praticados nos seus estritos limites. admitem anulação pela própria Administração. São atos de rotina interna. conforme as exigências do serviço público. atos revogáveis e modificáveis a critério da Administração que os expediu. oneração ou aquisição de bens. nas interdições de atividade. e por isso mesmo incidem. que só deviam dispor para seus servidores. mas nem sempre administrativos típicos. ordinatórios. mas contêm imposições aos cidadãos. nomear ou exonerar funcionários e demais atos que onerem o orçamento ou criem encargos ou direitos para os particulares ou servidores. Atos administrativos externos. Quando geram direitos adquiridos tornam-se irrevogáveis. de nomeação. por proverem situações específicas e concretas. negócios ou conduta perante a Administração. porque ambas gerem bens e dinheiros públicos cuja guarda e aplicação todos devem conhecer e controlar. de efeitos externos. os contratantes e. ainda. mas sempre unilaterais. expressando a vontade onipotente do Estado e seu poder de coerção. Tais atos. nem atos de gestão. geralmente praticados por servidores subalternos. os agentes designados "para responder pelo expediente" só estão autorizados a dar continuidade ao serviço interno da repartição. Nos demais casos. Os atos administrativos internos podem ser gerais ou especiais. bastando a cientificação direta aos destinatários ou a divulgação regulamentar da repartição. e muito menos para praticar atos com fundamento político. Não dependem de publicação no órgão oficial para sua vigência. entram em vigência pela publicação no órgão oficial. Atos de império ou de autoridade são todos aqueles que a Administração pratica usando de sua supremacia sobre o administrado ou servidor e lhes impõe obrigatório atendimento. de gestão e de expediente. Dai por que. provendo sobre seus direitos. O mesmo ato pode abranger um ou vários sujeitos. Atos administrativos individuais ou especiais são todos aqueles que se dirigem a destinatários certos. como também criamlhes encargos administrativos pessoais. Tais atos. São atos individuais os decretos de desapropriação. nas ordens estatutárias. e. quando repercutem nos interesses gerais da coletividade. licitação. salvo quando precários por sua própria natureza. ou vincular a Administração em outorgas e contratos com administrados. Quanto ao seu regramento. Tais atos. geram direitos subjetivos e permanecem imodificáveis pela Administração. desde que praticados regularmente. principalmente quando bilaterais. Consideram-se. são todos aqueles que alcançam os administrados. os próprios servidores. porque não podem permanecer unicamente na intimidade da Administração. ou. normativos. Tal ocorre nos atos puramente de administração dos bens e serviços públicos e nos negociais com os particulares. ou pelas vias judiciais comuns (ações ordinárias) ou especiais (mandado de segurança e ação popular). A publicidade de tais atos é princípio de legitimidade e moralidade administrativa que se impõe tanto à Administração direta como à indireta. punitivos e de outras espécies. se praticados ilegalmente ou com lesão ao patrimônio público. internos ou externos. preparando-os para a decisão de mérito a ser proferida pela autoridade competente. como já reconheceu o STF e o declarou na Súmula 473. Tais atos. . próprias de atos externos (leis e decretos). se de efeitos internos ou restritos a seus destinatários. se for o caso. embora não atingindo diretamente o administrado. Quanto ao seu objeto os atos administrativos podem ser atos de império. sem competência decisória. e outros mais que conferem um direito ou impõem um encargo a determinado administrado ou servidor. mais propriamente. que não produzem efeitos em relação a estranhos. especialmente aos contribuintes. obrigações.). Tais atos podem ser gerais ou individuais.torna-se imprescindível sua divulgação externa. pela sua destinação. Esses atos serão sempre de administração. pois não dispõem de competência legal para expedir atos de império. que se igualam aos do Direito Privado.como erroneamente se vem fazendo . Quanto ao alcance os atos administrativos podem ser internos ou externos. permissão e autorização. tornam-se vinculantes. como também as que onerem a defesa ou o patrimônio público. de exoneração. normalmente. admitem comunicação direta para início de sua operatividade ou execução. normalmente não geram direitos subjetivos aos destinatários. desde que sejam individualizados. É o que ocorre nas desapropriações. de alienação. vêm sendo utilizados distorcidamente pelas altas autoridades do Executivo para impor obrigações aos administrados. em certos casos. sobre os órgãos e agentes da Administração que os expediram. sem caráter vinculante e sem forma especial.

ato arbitrário é. nesta categoria de atos. a forma prescrita em lei ou regulamento e o fim indicado no texto legal em que o administrador se apoia. Tanto é ato administrativo simples o despacho de um chefe de seção como a decisão de um conselho de contribuintes. o procedimento administrativo é impugnável em cada uma de suas fases. julgamento das propostas). senão com observância e sujeição a ela. ao passo que aquele é formado pela vontade única de um órgão. Discricionários só podem ser os meios e modos de administrar. unipessoal ou colegiado. Exemplo: uma autorização que dependa do visto de uma autoridade superior. Na prática de tais atos o Poder Público sujeita-se às indicações legais ou regulamentares e delas não se pode afastar ou desviar sem viciar irremediavelmente a ação administrativa. Desatendido qualquer requisito. a final. A discricionariedade está em permitir o legislador que a autoridade administrativa escolha. No ato complexo integram-se as vontades de vários órgãos para a obtenção de um mesmo ato. para fins de estudo. embora resultante de poder discricionário da Administração. Absolutamente. Atos discricionários são os que a Administração pode praticar com liberdade de escolha de seu conteúdo. tais como a competência legal de quem o pratica. entre as várias possibilidades de solução. no caso concreto. embora o ato final só se torne perfeito após a prática do último ato formativo. aquela que melhor corresponda. é legal e válido. no procedimento para a verificação da infração sua atividade é vinculada ou regrada. ao ato colimado pela Administração. nem se exerce sem ela. Ato simples é o que resulta da manifestação de vontade de um único órgão. no procedimento administrativo praticam-se diversos atos intermediários e autônomos para a obtenção de um ato final e principal. a liberdade do administrador. mas depende da verificação por parte de outro. ilegítimo e inválido. O que a doutrina assinala é que o ato. mas sim no poder de a Administração praticá-lo pela maneira e nas condições que repute mais convenientes ao interesse público. a concorrência é um procedimento administrativo. não. se a lei indica o processo de apuração dessas infrações. Em tema de fins não existe jamais. de seu destinatário. Não importa o número de pessoas que participam da formação do ato. Em tal caso a autorização é o ato principal e o visto é o complementar que lhe dá exequibilidade. Ato complexo é o que se forma pela conjugação de vontades de mais de um órgão administrativo. o poder discricionário da Administração manifestase na escolha da penalidade que entender adequada ao caso ocorrente. Essa distinção é essencial para se fixar o momento da formação do ato e saber-se quando se torna operante e impugnável. O ato discricionário não se confunde com ato arbitrário. complexo e composto. as imposições legais absorvem. arbítrio é ação contrária ou excedente da lei.Página 31 de 91 Atos vinculados ou regrados são aqueles para os quais a lei estabelece os requisitos e condições de sua realização. sendo apenas ratificado por outra autoridade. Porque não lhe é nunca deixado poder de livre apreciação quanto ao fim a alcançar. pode-se classificá-lo em simples. seja explícita. o ato final e principal (adjudicação da obra ou do serviço) é precedido de vários atos autônomos e intermediários (edital. e a partir deste momento é que se torna atacável por via administrativa ou judicial. de sua oportunidade e do modo de sua realização. nem modificar o que está indicado. a discricionariedade não se manifesta no ato em si. ou pelo Judiciário. é o concurso de vontades de órgãos diferentes para a formação de um ato único. Discrição é liberdade de ação dentro dos limites legais. não pode prescindir de certos requisitos. porque. verificação de idoneidade. uma vez que sua ação fica adstrita aos pressupostos estabelecidos pela norma legal para a validade da atividade administrativa. nunca os fins a atingir. embora realizada por um único órgão. portanto. como veremos a seguir. escolhendo a melhor oportunidade e atendendo a todas as circunstâncias que conduzam a atividade administrativa ao seu verdadeiro e único objetivo . quase que por completo. sempre e sempre. Isso não significa que nessa categoria de atos o administrador se converta em cego e automático executor da lei. ao desejo da lei. até chegar-se ao resultado pretendido pela Administração. Ato discricionário. Não se confunda ato complexo com procedimento administrativo. o que importa é a vontade unitária que expressam para dar origem. para se tornar exeqüível. dentre as enumeradas no texto. seja implicitamente. Discrição e arbítrio são conceitos inteiramente diversos. A rigor. de sua conveniência. Nessa categoria de atos. A atividade discricionária não dispensa a lei. Essa distinção é fundamental para saber-se em que momento o ato se torna perfeito e impugnável: o ato complexo só se aperfeiçoa com a integração da vontade final da Administração. O essencial. . Na aplicação de penalidade sua faculdade é discricionária. Exemplos: a investidura de um funcionário é um ato complexo consubstanciado na nomeação feita pelo Chefe do Executivo e complementada pela posse e exercício dados pelo chefe da repartição em que vai servir o nomeado. Além das classificações precedentes. não pode a autoridade usar de outro meio de verificação. Quanto à formação do ato. um poder discricionário. quando permitido pelo Direito. Exemplifiquemos: se determinada lei prevê diversas penalidades administrativas para uma infração. O ato composto distingue-se do ato complexo porque este só se forma com a conjugação de vontades de órgãos diversos. outras podem ser apresentadas. compromete-se a eficácia do ato praticado. para a Administração.o bem comum. tornando-se passível de anulação pela própria Administração. O fim é sempre imposto pelas leis e regulamentos. Tanto nos atos vinculados como nos que resultam da faculdade discricionária do Poder Público o administrador terá de decidir sobre a conveniência de sua prática. consoante os diversos critérios pelos quais os atos administrativos são selecionados. Mas. Ato composto é o que resulta da vontade única de um órgão. se assim o requerer o interessado.

Quanto à exequibilidade. mesmo. por resultar de coisa julgada administrativa. desde o seu nascedouro. reconhecer situações preexistentes ou. Ato modificativo é o que tem por fim alterar situações preexistentes. Advirta-se. dependem de autorização legislativa ao Executivo. Tais atos equiparam-se. Tais atos. as sanções administrativas e outros mais que criam direitos ou impõem obrigações aos particulares ou aos próprios servidores públicos. extintivo. O ato pendente pressupõe sempre um ato perfeito. Ato perfeito é aquele que reúne todos os elementos necessários à sua exequibilidade ou operatividade. como são as renúncias de qualquer tipo. Ato revogável é aquele que a Administração. porque esta retira o ato do . por pendente de condição suspensiva ou termo não verificado. por motivos de conveniência. as nomeações de funcionários. deve ser reconhecida e proclamada pela Administração ou pelo judiciário. pendente e consumado. só se admitindo exceção para com os terceiros de boa-fé. Ato extintivo ou desconstitutivo é o que põe termo a situações jurídicas individuais. enquanto não for regularmente declarada sua invalidade. sem suprimir direitos ou obrigações.Página 32 de 91 Quanto ao conteúdo. Em qualquer destes casos. com o "ato" praticado por um usurpador de função pública. em determinadas circunstâncias ou por certo tempo. a encampação de serviço de utilidade pública. É o que ocorre. ainda não ser exeqüível. quer por ter gerado direito subjetivo para o beneficiário. o ato é ilegítimo ou ilegal e não produz qualquer efeito válido entre as partes. em relação à Administração. não produz seus efeitos. como a cassação de autorização. sendo. para oportuna restauração de sua operatividade. indicando os vícios que lhe dão origem. nulo e inexistente. não sendo permitido ao particular negar exequibilidade ao ato administrativo. ex. Quanto à eficácia. A peculiaridade desse ato é seu caráter incondicionável e irretratável. abrangendo mesmo a maior parte das declarações de vontade do Poder Público. o ato administrativo pode ser irrevogável. É explícita quando a lei a comina expressamente. Quanto à retratabilidade. Nesses atos devem ser respeitados todos os efeitos já produzidos. embora perfeito. A nulidade. por ter produzido seus efeitos ou gerado direito subjetivo para o beneficiário ou. Desde que consumado. oportunidade ou justiça (mérito administrativo). revogável e suspensível. Ato pendente é aquele que. irrelevante e sem interesse prático a distinção entre nulidade e inexistência. Todo ato abdicativo a ser expedido pela Administração depende de autorização legislativa. possibilitar seu exercício. porém. como ocorre com aqueles que alteram horários. Em princípio. Ato constitutivo é o que cria uma nova situação jurídica individual para seus destinatários. tornando-se. presentes e futuros em relação às partes. declaratório. São exemplos dessa espécie a apostila de títulos de nomeação. mas não chega a se aperfeiçoar como ato administrativo. São atos dessas categorias as licenças.e se subordinam às mesmas regras de invalidação. a expedição de certidões e demais atos fundados em situações jurídicas anteriores. retroage as suas origens e alcança todos os seus efeitos passados. pode invalidar. ainda. Ato inexistente ou ato nulo é ato ilegal e imprestável. percursos. mas sim anulação). Ato nulo é o que nasce afetado de vício insanável por ausência ou defeito substancial em seus elementos constitutivos ou no procedimento formativo. por exceder da conduta ordinária do administrador público. reconhecidos por interpretação das normas concernentes ao ato. Ato alienativo é o que opera a transferência de bens ou direitos de um titular a outro. é virtual quando a invalidade decorre da infringência de princípios específicos do Direito Público. porque sua realização ultrapassa os poderes ordinários de administração. Ato válido é o que provem de autoridade competente para praticá-lo e contém todos os requisitos necessários à sua eficácia. porque decorrem de manifestação válida da Administração (se o ato for ilegal. Ato imperfeito é o que se apresenta incompleto na sua formação ou carente de um ato complementar para tornar-se exeqüível e operante. isto é. ainda que nulo. aos atos nulos. o ato administrativo pode ser perfeito. irretratável ou imodificável por lhe faltar objeto. Ato abdicativo é aquele pelo qual o titular abre mão de um direito. por reunir todos os elementos de sua formação. sujeitos às suas conseqüências reflexas. Ato consumado é o que produziu todos os seus efeitos. neste passo. mas essa declaração opera ex tunc. imperfeito. todo ato administrativo é revogável até que se torne irretratável para a Administração. o ato é irreversível e imodificável. pela evidente razão de que não se pode adquirir direitos contra a lei. e a revogação só atua ex nunc. que a coisa julgada administrativa só o é para a Administração. modificativo ou abdicativo de direitos ou de situações. Ato declaratório é o que visa a preservar direitos. alienativo. em geral. visto que antes de sua perfectibilidade não pode estar com efeitos suspensos. A nulidade pode ser explícita ou virtual.. locais de reunião e outras situações anteriores estabelecidas pela Administração. porém. não enseja revogação. embora mantendo o ato. O ato válido pode. apresentando-se apto e disponível para produzir seus regulares efeitos. Suas modalidades são variadíssimas. assim. o ato administrativo pode ser constitutivo. quer por ter exaurido seus efeitos ou seus recursos. em nosso Direito. interessado na sua manutenção.a invalidade . por não verificado o termo ou a condição de que depende sua exequibilidade ou operatividade. e somente ela. o ato administrativo pode ser válido. todavia. uma vez que não impede a reapreciação judicial do ato. porque ambas conduzem ao mesmo resultado . Ato inexistente é o que apenas tem aparência de manifestação regular da Administração. Ato irrevogável é aquele que se tornou insuscetível de revogação (não confundir com anulação). Ato suspensível é aquele em que a Administração pode fazer cessar os seus efeitos. por isso mesmo. p. Difere a suspensão da revogação.

ao passo que aquela susta. a sua exequibilidade. conquanto normalmente estabeleçam regras gerais e abstratas de conduta. embora decisório. Atos administrativos normativos são aqueles que contêm um comando geral do Executivo. quando provocado pela Administração interessada na sua efetivação. exigindo um outro ato constitutivo ou desconstitutivo para alterá-la. porque é matéria de legalidade. atos administrativos enunciativos. são atos intermediários o edital. têm a mesma normatividade da lei e a ela se equiparam para fins de controle judicial. Ato intermediário ou preparatório é o que concorre para a formação de um ato principal e final. não são leis em sentido formal. modifica ou suprime um direito do administrado ou de seus servidores. pelo menos. Quanto ao objetivo visado pela Administração. excluídos os atos legislativos e os judiciais típicos. de uma sucessão de atos intermediários (procedimento administrativo). numa concorrência. atos administrativos punitivos. agora. mas quando proferido em instância final torna-se imodificável pela Administração. individualizam situações e impõem encargos específicos a administrados. atos administrativos negociais. ao mesmo tempo que geram um direito para uma parte. Geralmente vem precedido de um processo administrativo com tramitação idêntica à do que deu origem ao ato a ser desfeito. Ato complementar é o que aprova ou ratifica o ato principal. que não acordaram. sob a aparência de norma. com matéria de lei. Ato-condição é todo aquele que se antepõe a outro para permitir a sua realização. para nós. embora sejam manifestações tipicamente administrativas. ou por mandado de segurança. por serem gerais e abstratos. O ato complementar atua como requisito de operatividade do ato principal. se lesivos de direito individual líquido e certo. Tais atos. mas não modificam. O ato intermediário é sempre autônomo em relação aos demais e ao ato final. Esses atos expressam em minúcia o mandamento abstrato da lei. a verificação de idoneidade e o julgamento das propostas. independentemente de ordem judicial. atocondição e ato de jurisdição. intermediário. Assim. Feita a apreciação geral dos atos administrativos. Vejamos separadamente os principais atos administrativos normativos. da revisão de ato do inferior pelo superior hierárquico ou tribunal administrativo. O objetivo imediato de tais atos é explicitar a norma legal a ser observada pela Administração e pelos administrados. a saber: atos administrativos normativos. . tal como ocorre com a dívida fiscal. por si sós. ainda. Ato de jurisdição ou jurisdicional é todo aquele que contém decisão sobre matéria controvertida. e o fazem com a mesma normatividade da regra legislativa. segundo o fim imediato a que se destinam e o objeto que encerram. permitimo-nos grupá-los em cinco espécies. atos administrativos ordinatórios. A essa categoria pertencem os decretos regulamentares e os regimentos. Seus efeitos são meramente verificativos. Quanto ao modo de execução. O ato-condição destina-se a remover um obstáculo à prática de certas atividades públicas ou particulares. mediante provocação do interessado ou de ofício. ou da conjugação de vontades de mais de um órgão (ato complexo) ou. normalmente. visando à correta aplicação da lei. Tais atos. quando. complementar. não se confunde com o ato judicial ou judiciário propriamente dito (despacho. resulta. ainda.Página 33 de 91 mundo jurídico. desconstitutivo e de constatação. o ato pode ser principal. nem produz coisa julgada no sentido processual da expressão. enquadrá-los pelos caracteres comuns que os assemelham e pelos traços individuais que os distinguem. sentença. a concorrência é ato-condição dos contratos administrativos. nas espécies correspondentes. A ausência do ato-condição invalida o ato final. Ato principal é o que encerra a manifestação de vontade final da Administração. Ato de constatação é aquele pelo qual a Administração verifica e proclama uma situação fática ou jurídica ocorrente. vale dizer. O ato administrativo de jurisdição. Ato auto-executório é aquele que traz em si a possibilidade de ser executado pela própria Administração. apenas. que formam dois gêneros à parte. que é a adjudicação da obra ou do serviço ao melhor proponente. são considerados de efeitos concretos e podem ser atacados e invalidados direta e imediatamente por via judicial comum. e essa nulidade pode ser declarada pela própria Administração ou pelo judiciário. Ato não auto-executório é o que depende de pronunciamento judicial para produção de seus efeitos finais. bem como as resoluções. acórdão em ação e recurso). indissociável da prática administrativa. provimentos executivos com conteúdo de lei. num critério comum para o enquadramento científico ou. constituem obrigação para a outra. sob os vários aspectos com que se apresentam. o ato administrativo pode ser auto-executório e não auto-executório. razão pela qual pode ser impugnado e invalidado isoladamente (o que não ocorre com o ato complementar). No âmbito da Administração. para as quais se exige a satisfação prévia de determinados requisitos. para dar-lhe exequibilidade. Assim. o concurso é ato-condição da nomeação efetiva. o ato administrativo pode ser constitutivo. Ato constitutivo é aquele pelo qual a Administração cria. didático de tais atos. Esses atos. Quanto aos efeitos. a situação constatada. São leis apenas em sentido material. Cremos que nestas categorias cabem todos os atos administrativos propriamente ditos. as classificações até aqui realizadas pelos administrativistas. o ato-condição é sempre um ato-meio para a realização de um ato-fim. embora este se apresente completo em sua formação desde o nascedouro. será útil. O ato principal pode resultar de um único órgão (ato simples). Ato desconstitutivo é aquele que desfaz uma situação jurídica preexistente. deliberações e portarias de conteúdo geral. no decorrer do procedimento administrativo. Como se vê. Sendo insatisfatórias. cuja execução é feita pelo Judiciário. Tais atos vinculam a Administração que os expede. mas. porque desta sucessão é que resulta o ato principal e final objetivado pela Administração.

Como ato administrativo. até que a lei disponha a respeito. conceder isenções tributárias e o mais que depender de lei propriamente dita. são atos administrativos da competência exclusiva dos chefes do Executivo. entretanto. são atos individuais. ato hierarquicamente inferior à lei. razão pela qual podem ser expedidos por qualquer chefe . com a só diferença de que nas primeiras o regulamento é condição de sua aplicação. Os regulamentos são atos administrativos. para maior conhecimento de suas normas e efeitos. fica superado o decreto. conforme o campo de atuação da norma ou os destinatários da providência concreta. órgãos legislativos e colegiados administrativos. outras há que são auto-executáveis (self executing). acrescentando às leis e regulamentos disposições de pormenor e de natureza principalmente prática". As deliberações devem sempre obediência ao regulamento e ao regimento que houver para a organização e funcionamento do colegiado. o decreto é normativo e geral. sem obrigar aos particulares em geral. O regulamento jamais poderá instituir ou majorar tributos. a mesma normatividade da lei. no entender dos mais autorizados publicistas. Entendemos que sim. Quando expedidas em conformidade com as normas superiores são vinculantes para a Administração e podem gerar direitos subjetivos para seus beneficiários. pode ser regulamentada. podendo ser especifico ou individual. que os decretos autônomos ou independentes não substituem definitivamente a lei: suprem. Mas é de toda conveniência seja publicado. explícito ou implícito. aumentar vencimentos. Qualquer delas. O nosso ordenamento administrativo admite duas modalidades de decreto geral (normativo): o independente ou autônomo e o regulamentar ou de execução. Os regimentos são atos administrativos normativos de atuação interna. decretos e regulamentos (CF. O decreto geral tem. São provimentos. devem ser publicados pelo mesmo modo por que o são as leis. pela legislação. Como ato regulamentar interno. Os atos regulamentares internos (regimentos) constituem modalidade diversa dos regulamentos externos (independentes ou de execução) e produzem efeitos mais restritos que estes. Os regulamentos.Página 34 de 91 Decretos. os regimentos destinam-se a prover o funcionamento dos órgãos da Administração. Por exceção admitem-se resoluções individuais. A doutrina aceita esses provimentos administrativos praeter legem para suprir a omissão do legislador. Decreto independente ou autônomo é o que dispõe sobre matéria ainda não regulada especificamente em lei. Resoluções são atos administrativos normativos expedidos pelas altas autoridades do Executivo (mas não pelo Chefe do Executivo. para especificar os mandamentos da lei ou prover situações ainda não disciplinadas por lei. entretanto. desde que não invadam as reservas da lei. Seus efeitos podem ser internos ou externos. não a pode contrariar. desde que a nova lei contenha a mesma matéria regulamentada. Daí a necessidade de publicação integral do regulamento e do decreto que o aprova. dado que se destinam a reger o funcionamento de órgãos colegiados e de corporações legislativas. Atos administrativos ordinatórios são os que visam a disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional de seus agentes. 87. para disciplinar matéria de sua competência específica. Advirta-se. nunca por uma deliberação individual do mesmo órgão. Deliberações são atos administrativos normativos ou decisórios emanados de órgãos colegiados. Os regulamentos independentes e de execução disciplinam situações gerais e estabelecem relações jurídicas entre a Administração e os administrados. criar cargos. Parágrafo único. em sentido próprio e restrito. Quando normativas. por isso mesmo. ato de eficácia externa. em texto à parte. determinações ou esclarecimentos que se endereçam aos servidores públicos a fim de orientá-los no desempenho de suas atribuições. As instruções normativas são atos administrativos expedidos pelos Ministros de Estado para a execução das leis. destinados a prover situações gerais ou individuais. Aquelas são sempre superiores a estas. desde que se dê ciência de seu texto aos que estão sujeitos às suas disposições. postos em vigência por decreto. visto que a publicação é que fixa o início da obrigatoriedade dos atos do Poder Público a serem atendidos pelos administrados. Desta conceituação ressaltam os caracteres marcantes do regulamento: ato administrativo (e não legislativo). Os regimentos. ato explicativo ou supletivo da lei. Art. o decreto está sempre em situação inferior à da lei e. a sua ausência. apenas. e nas segundas é ato facultativo do Executivo. aclarando seus mandamentos e orientando sua aplicação. o regimento só se dirige aos que devem executar o serviço ou realizar a atividade funcional regimentada. Promulgada a lei. Leis existem que dependem de regulamento para sua execução. quando decisórias. perdoar dívidas ativas. atingindo unicamente as pessoas vinculadas à atividade regimental. são atos gerais. o regulamento a que se refere. Questiona-se se esse decreto continua em vigor quando a lei regulamentada é revogada e substituída por outra. que reflexamente possam interessar a todos os cidadãos. que só deve expedir decretos) ou pelos presidentes de tribunais. destinando-se à atuação externa (normatividade em relação aos particulares). de modo que o órgão que as expediu não pode contrariá-las nas decisões subsequentes: uma deliberação normativa só se revoga ou modifica por outra deliberação normativa. todavia. Tal decreto comumente aprova. II). isto é. naquilo que pode ser provido por ato do Executivo. desde que não ultrapasse a alçada regulamentar de que dispõe o Executivo. Tais atos emanam do poder hierárquico. as matérias que só por lei podem ser reguladas. "se destinam a disciplinar o funcionamento dos serviços públicos. Decreto regulamentar ou de execução é o que visa a explicar a lei e facilitar sua execução. mas são também utilizadas por outros órgãos superiores para o mesmo fim. Comumente. O regimento geralmente é posto em vigência por resolução do órgão diretivo do colegiado (Presidência ou Mesa) e pode dispensar publicação. abstratamente previstas de modo expresso.

O despacho administrativo. como atos ordinatórios de seus serviços.impondo . outros são praticados contendo uma declaração de vontade do Poder Público coincidente com a pretensão do particular. São atos de menor generalidade que as instruções. Hoje em dia. Diferem os ofícios dos requerimentos e petições. Os atos ordinatórios da Administração só atuam no âmbito interno das repartições e só alcançam os servidores hierarquizados à chefia que os expediu. Em tais casos a portaria tem função assemelhada à da denúncia do processo penal. ou de desempenho de certas atribuições em circunstâncias especiais. uma vez que são atos inferiores. como ordens hierárquicas de superior a subalterno. chegando. desde que haja verba votada para tal fim. também. Os ofícios tanto podem conter matéria administrativa como social. num termo ou num simples despacho da autoridade competente.Página 35 de 91 de serviço aos seus subordinados. mesmo. os ofícios e os despachos. será discricionário quando sua expedição ficar ao alvedrio da autoridade competente. Enquanto os atos administrativos normativos são genéricos. visando a concretização de negócios jurídicos públicos ou à atribuição de certos direitos ou vantagens ao interessado. Por serem internos. o regimento ou o estatuto do serviço. normalmente. por conterem aqueles uma comunicação ou um convite. desde que o faça nos limites de sua competência. expedidas pelo superior hierárquico com o escopo de orientar os subalternos no desempenho das atribuições que lhe estão afetas e assegurar a unidade de ação no organismo administrativo. entre subalternos e superiores e entre Administração e particulares. de interesse recíproco da Administração e do administrado. Despacho normativo é aquele que. Como é óbvio. Os avisos foram largamente utilizados no Império. definitivo ou precário. Tais ordens comumente são dadas em simples memorando da Administração para início de obra ou. não deixa de ser um ato administrativo. os atos negociais são específicos. isto é. Não obrigam os particulares. requerimentos e processos sujeitos à sua apreciação. nem os funcionários subordinados a outras chefias. as circulares. o regulamento. Não criam. será definitivo quando embasar-se num direito individual do requerente. daqueles que encerram um mandamento geral ou um provimento especial da Administração. embora proferido em caso individual. o ato pode ser vinculado ou discricionário. Tais despachos não se confundem com as decisões judiciais. será vinculado quando a lei estabelecer os requisitos para sua formação. Estes atos. mesmo. mas de uma categoria diferençada dos demais. as instruções não podem contrariar a lei. Despachos administrativos são decisões que as autoridades executivas (ou legislativas e judiciárias. as ordens de serviço. será precário quando provier de uma liberdade da Administração.administração e administrado requerente . conter autorização para a admissão de operários ou artífices (pessoal de obra). como qualquer outro emanado do Executivo. expedidas a determinados funcionários ou agentes administrativos incumbidos de certo serviço. embora tenha forma e conteúdo jurisdicional. ou designam servidores para funções e cargos secundários. encerram um conteúdo tipicamente negocial. a extravasar de seus limites. porque geram direitos e obrigações para as partes e as sujeitam aos pressupostos conceituais do ato. Portarias são atos administrativos internos pelos quais os chefes de órgãos. que são as que os juízes e tribunais do Poder judiciário proferem no exercício da jurisdição que lhes é conferida pela Soberania Nacional. não alcançam os particulares nem lhes impõem conhecimento e observância. O ato negocial é geralmente consubstanciado num alvará. as portarias. ao passo que estes encerram sempre uma pretensão do particular formulada à Administração. para pequenas contratações. o decreto. permitimo-nos denominá-los atos administrativos negociais. mas não adentram a esfera contratual. a que o particular se subordina incondicionalmente. a autoridade competente determina que se aplique aos casos idênticos. embora unilaterais. À falta de uma denominação específica em nossa Língua para essas manifestações unilaterais da Administração. ao decreto. no qual a Administração defere a pretensão do administrado e fixa as condições de sua fruição. Dentre os atos administrativos ordinatórios de maior freqüência e utilização na prática merecem exame as instruções. ao regulamento e ao regimento. só operando efeitos jurídicos entre as partes . ou contendo imposições de caráter administrativo. em funções administrativas) proferem em papéis. direitos ou obrigações para os administrados. de mero ordenamento administrativo interno. Os atos administrativos negociais produzem efeitos concretos e individuais para seu destinatário e para a Administração que os expede. São atos inferiores à lei. mas geram deveres e prerrogativas para os agentes administrativos a que se dirigem. Circulares são ordens escritas. Avisos são atos emanados dos Ministros de Estado a respeito de assuntos afetos aos seus ministérios. Instruções são ordens escritas e gerais a respeito do modo e forma de execução de determinado serviço público. de caráter uniforme. Por portaria também se iniciam sindicâncias e processos administrativos. repartições ou serviços expedem determinações gerais ou especiais a seus subordinados. Ordens de serviço são determinações especiais dirigidas aos responsáveis por obras ou serviços públicos autorizando seu início. os avisos. ou especificações técnicas sobre o modo e forma de sua realização. a título precário. e das quais se originam negócios jurídicos públicos. São e continuam sendo atos administrativos (e não contratos administrativos). Podem. Assim. embora colimem o mesmo objetivo: o ordenamento do serviço. para conter normas endereçadas à conduta dos particulares. Além dos atos administrativos normativos e ordinatórios. em caráter oficial. vigorando. são freqüentes nos ministérios militares. apenas. Ofícios são comunicações escritas que as autoridades fazem entre si. passando a vigorar como norma interna da Administração para as situações análogas subsequentes.

renúncia e até mesmo o protocolo administrativo. por descumprimento do titular na execução da atividade ou por interesse público superveniente. O direito à admissão nasce do atendimento dos pressupostos legais. traz a presunção de definitividade. dependentes de seu controle. Não se confunde com as espécies afins (aprovação. vinculada ou discricionária. A licença resulta de um direito subjetivo do interessado. dispensa. discricionário e precário. a prestação do serviço militar. verificando a satisfação de todos os requisitos legais pelo particular. serviço ou utilização de determinados bens particulares ou públicos. Sua invalidação só pode ocorrer por ilegalidade na expedição do alvará. o exercício de uma profissão. p. Dispensa é o ato administrativo que exime o particular do cumprimento de determinada obrigação até então exigida por lei. a título gratuito ou remunerado. Anulase o ato negocial que contiver ilegalidade na sua origem ou formação. o trânsito por determinados locais etc. Permissão é o ato administrativo negocial. o porte de arma. A licença não se confunde com a autorização. tais como o uso especial de bem público. Autorização é o ato administrativo discricionário e precário pelo qual o Poder Público torna possível ao pretendente a realização de certa atividade. Não se confunde com a concessão. uma vez expedida.Página 36 de 91 em ambos a observância de seu conteúdo e o respeito às condições de sua execução. Licença é o ato administrativo vinculado e definitivo pelo qual o Poder Público. aprovação. para dar-lhe eficácia. como veremos a seguir. pois em certos casos limita-se à confrontação de requisitos especificados na norma legal e noutros estende-se à apreciação da oportunidade e conveniência. mas na prática tem sido desvirtuado para o exame discricionário. como. sob pena de nulidade do ato extintivo. Pode ser prévia ou subsequente. Aprovação é o ato administrativo pelo qual o Poder Público verifica a legalidade e o mérito de outro ato ou de situações e realizações materiais de seus próprios órgãos. Como ato de simples controle. Neste conceito enquadram-se. cassação ou revogação. embora o pretendente satisfaça as exigências administrativas. ao passo que o visto incide sempre sobre um ato anterior e não alcança seu conteúdo. reunidas e satisfeitas as condições previstas em lei. a autorização é ato administrativo unilateral. os atos administrativos de licença. O ato homologado torna-se eficaz desde o momento da homologação. mas pode ter seus efeitos contidos por cláusula ou condição suspensiva constante do próprio ato ou da natureza do negócio jurídico que ele encerra. porque nestas há exame de mérito e em certos casos operam como ato independente. ou o uso especial de bens públicos. Atos administrativos negociais são todos aqueles que contêm uma declaração de vontade da Administração apta a concretizar determinado negócio jurídico ou a deferir certa faculdade ao particular. porque há de restringir-se às exigências legais extrínsecas do ato visado. É ato vinculado. cassa-se o ato quando ocorrer ilegalidade na sua execução. permissão. ex. p. autorização. principalmente quando se tratar de sua extinção por anulação. pela permissão faculta-se a realização de uma atividade de interesse concorrente do permitente. a homologação não permite alterações no ato controlado pela autoridade homologante. deve ser precedida de processo regular. Homologação é o ato administrativo de controle pelo qual a autoridade superior examina a legalidade e a conveniência de ato anterior da própria Administração. Na autorização. em que. faculta-lhe o desempenho de atividades ou a realização de fatos materiais antes vedados ao particular. nem com a admissão. que são vinculantes para o próprio poder que os estabelece. satisfeitas as prescrições legais. que apenas pode confirmá-lo ou rejeitá-lo. dentre outros. Na admissão. pela autorização consente-se numa atividade ou situação de interesse exclusivo ou predominante do particular. diversamente do que ocorre com a licença e a admissão. Visto é o ato administrativo pelo qual o Poder Público controla outro ato da própria administração ou do administrado.. admissão. Admissão é o ato administrativo vinculado pelo qual o Poder Público. a administração é obrigada a deferir a pretensão do particular interessado. Mas a invalidação do ato. razão pela qual a Administração não pode negá-la quando o requerente satisfaz todos os requisitos legais para sua obtenção. Pela concessão contrata-se um serviço de utilidade pública. homologação. autorização. visto. defere-lhe determinada situação jurídica de seu exclusivo ou predominante interesse. de seu exclusivo ou predominante interesse. como ocorre no ingresso aos estabelecimentos de ensino mediante concurso de habilitação. e consente na sua execução ou manutenção. que a lei condiciona à aquiescência prévia da Administração. de outra entidade ou de particular. fica a Administração obrigada a licenciar ou a admitir. aferindo sua legitimidade formal para dar-lhe exequibilidade.. o Poder Público decide discricionariamente sobre a conveniência ou não do atendimento da pretensão do interessado ou da cessação do ato autorizado. nem com a permissão. homologação). verificando que o interessado atendeu a todas as exigências legais. nas condições impostas ou consentidas pelo Poder Público. O que convém distinguir são os efeitos do ato negocial vinculado e definitivo dos do ato negocial discricionário e precário. para que a irregularidade seja corrigida por quem a praticou. com oportunidade de defesa. O ato dependente de homologação é inoperante enquanto não a recebe. revoga-se o ato quando sobrevier interesse público para a cessação de seus efeitos. consoante os termos em que é instituída. ex. como ocorre com o visto em passaporte. como. nem com a autorização: a concessão é contrato administrativo bilateral. que é dado ou negado ao alvedrio das autoridades consulares. . e. de outras entidades ou de particulares. pelo qual o Poder Público faculta ao particular a execução de serviços de interesse coletivo. caso em que se impõe a correspondente indenização. a construção de um edifício em terreno próprio. por qualquer desses motivos. nas condições estabelecidas pela Administração. do permissionário e do público.

liberando definitivamente a pessoa obrigada perante a Administração. livro ou documento que se encontre nas repartições públicas.Página 37 de 91 Renúncia administrativa é o ato pelo qual o Poder Público extingue unilateralmente um crédito ou um direito próprio. Além dos atos normativos. ex. papéis ou documentos em poder da Administração. regulamentares ou ordinatórias dos bens ou serviços públicos. "independentemente do pagamento de taxas". p. porque. Nesta hipótese. Não se confunde o atestado com a certidão. não vinculando a Administração ou os particulares a sua motivação ou conclusões. Dentre os atos mais comuns desta espécie merecem menção as certidões. para os casos futuros. não podendo ser contrariado por leigo ou. Nessa conceituação também se inclui o protocolo de intenção. são normalmente seguidos de atos de Direito Privado que completam o negócio jurídico pretendido pelo particular e deferido pelo Poder Público. sem se vincular ao seu enunciado. Protocolo administrativo é o ato negocial pelo qual o Poder Público acerta com o particular a realização de determinado empreendimento ou atividade ou a abstenção de certa conduta. autoriza a incorporação de um banco. para o caso que o propiciou. XXXIV. sujeita ao Direito Administrativo. A renúncia tem caráter abdicativo e. Atestados administrativos são atos pelos quais a Administração comprova um fato ou uma situação de que tenha conhecimento por seus órgãos competentes. aqueles que. o atestado presta-se à comprovação de fatos ou situações transeuntes. Os atos administrativos negociais. p. fundacionais ou paraestatais integrantes da Administração direta ou indireta do Estado. Certidões administrativas são cópias ou fotocópias fiéis e autenticadas de atos ou fatos constantes de processo. embora contenha um enunciado opinativo. que acabamos de ver. O parecer tem caráter meramente opinativo. a presença do parecer é necessária. ao passo que o atestado comprova um fato ou uma situação existente mas não constante de livros. por isso. caso em que o parecer se torna impositivo para a Administração. de outro. no interesse recíproco da Administração e do administrado signatário do instrumento protocolar. Atos administrativos punitivos são os que contêm uma sanção imposta pela Administração àqueles que infringem disposições legais. porém. Apostilas são atos enunciativos ou declaratórios de uma situação anterior criada por lei. limitando-se a trasladar para o documento a ser fornecido ao interessado o que consta de seus arquivos. Daí por que não podem as partes Administração e particular . uma situação existente. salvo se a lei exigir o pronunciamento favorável do órgão consultado para a legitimidade do ato final. Ambos são atos enunciativos. é convertido em norma de procedimento interno. ordinatórios e negociais. nos casos em que a lei exige a prévia audiência de um órgão consultivo. Por repartição pública entende-se qualquer das entidades estatais. O parecer. ex. salvo se aprovado por ato subsequente. que examinamos nos tópicos precedentes. passíveis de modificações freqüentes. Em tais atos o Poder Público não manifesta sua vontade. "b"). quando a Administração licencia uma construção. desde que requerido pelo interessado para defesa de direitos ou esclarecimento de situações de interesse pessoal (CF. É o que ocorre. Podem ser de inteiro teor. O fornecimento de certidões. aprova a criação de uma escola ou emite qualquer outro ato de consentimento do Governo para a realização de uma atividade particular dependente da aquiescência do Poder Público. em acepção ampla. Nessa modalidade de parecer ou julgamento não prevalece a hierarquia administrativa. desde que expressem fielmente o que se contém no original de onde foram extraídas. é ato individual e concreto. Esse ato é vinculante para todos que o subscrevem. uma vez consumada. porque esta reproduz atos ou fatos constantes de seus arquivos. lado está a manifestação de vontade do Poder Público. 5º. Ao apostilar um título a Administração não cria um direito.alterá-los ou extingui-los unilateralmente. Parecer técnico é o que provem de órgão ou agente especializado na matéria. embora seu conteúdo não seja vinculante para a Administração. não admite condição e é irreversível. É sempre um ato biface. ou resumidas. Visam a punir e . Só são atos administrativos em sentido formal. a do particular ou particulares. sendo sempre necessária a conjunta manifestação de vontade dos interessados para qualquer modificação ou supressão do negócio jurídico objetivado. pode ser de existência obrigatória no procedimento administrativo e dar ensejo à nulidade do ato final se não constar do processo respectivo. pois gera obrigações e direitos entre as partes. Eqüivale a uma averbação. Pareceres administrativos são manifestações de órgãos técnicos sobre assuntos submetidos à sua consideração. isto é. antes da decisão terminativa da Administração. A certidão destina-se a comprovar fatos ou atos permanentes. que precede o ato ou contrato definitivo. sem qualquer manifestação de vontade da Administração. merecem apreciação os atos administrativos enunciativos. Atos administrativos enunciativos são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar ou a atestar um fato. mas permanecem justapostos um ao outro de modo indissociável. ao ser aprovado pela autoridade competente.. embora não contenham uma norma de atuação. por superior hierárquico.. Parecer normativo é aquele que. autárquicas. mas de conteúdo diferente. é obrigação constitucional de toda repartição pública. pois não há subordinação no campo da técnica. visto que materialmente não contêm manifestação da vontade da Administração. Art. como ocorre. de um. os atestados e os pareceres administrativos. São atos bifaces. nem ordenem a atividade administrativa interna. é ato geral e normativo. nem estabeleçam uma relação negocial entre o Poder Público e o particular. enunciam. tornando-se impositivo e vinculante para todos os órgãos hierarquizados à autoridade que o aprovou. ou emitir uma opinião sobre determinado assunto. pois apenas reconhece a existência de um direito criado por norma legal. e. regida pelo Direito Privado. mesmo. Os dois atos são distintos e inconfundíveis. Tal parecer.

para o exame de sua legalidade. Diferençam-se. A destruição de coisas é o ato sumário da administração pelo qual se inutilizam alimentos. dispensando processo prévio. a motivação é obrigatória. A multa administrativa é de natureza objetiva e se torna devida independentemente da ocorrência de culpa ou dolo do infrator. Aquela funda-se no poder de polícia administrativa ou no poder disciplinar da Administração sobre seus servidores. o administrador público justifica sua ação administrativa. são inconversíveis em detenção corporal. que são modalidades específicas do Direito Tributário. porém. que tem por base o ilícito administrativo. O simples fato de não haver o agente público exposto os motivos de seu ato bastará para torná-lo irregular.quer quanto à escolha da penalidade e à graduação da pena. essas duas modalidades de punição administrativa . conveniência e valoração dos motivos que a ensejam. objetos ou instrumentos imprestáveis ou nocivos ao consumo ou de uso proibido por lei. incumbe-lhe velar pela correta observância das normas administrativas. Por principio. como uma exigência do Direito Público e da legalidade governamental. como porque toda autoridade ou Poder em um sistema de governo representativo deve explicar legalmente. que apena o ilícito criminal. após a apuração da falta em processo administrativo regular ou pelos meios sumários facultados ao Poder Público. e. como facilmente se percebe. Aquele é medida de autotutela da Administração. urgente. A interdição administrativa de atividade não se confunde com a interdição judicial de pessoas ou de direitos. a interdição de atividades e a destruição de coisas. A teoria dos motivos determinantes funda-se na consideração de que os atos administrativos. as multas fiscais. segundo o regime estatutário a que estão sujeitos. bastando apenas evidenciar a competência para o exercício desse poder e a conformação do ato com o interesse público. estadual ou municipal. nos quais se esclareçam os motivos da medida drástica tomada pelo Poder Público e se identifiquem as coisas destruídas. suas autarquias e fundações . Para se ter a certeza de que os agentes públicos exercem a sua função movidos apenas por motivos de interesse público da esfera de sua competência. Tais motivos é que determinam e justificam a realização do ato. distinguir o ato punitivo da administração. suas decisões. Em outros atos administrativos. do ato punitivo do Estado. leis e regulamentos recentes multiplicam os casos em que os funcionários. sendo de caráter eminentemente disciplinar e endereçada aos servidores públicos.externa e interna . que possibilite defesa do interessado. deve ser precedida de processo regular e do respectivo auto. quando o devia ser. externamente. Os atos administrativos punitivos. indicando os fatos (pressupostos de fato) que ensejam o ato e os preceitos jurídicos (pressupostos de direito) que autorizam sua prática. podem ser praticados pela Administração visando a disciplinar seus servidores. desde que conceda ao interessado a possibilidade de defesa. todavia. se forem motivados.ao passo que a punição criminal é da competência legislativa privativa da União e só pode ser aplicada pela Justiça Penal do Poder Judiciário. A motivação dos atos administrativos vem se impondo dia a dia. é vinculada em todos os seus termos à forma legal que a estabelecer. ficam vinculados aos motivos expostos. que é pressuposto de toda atividade administrativa. agora de atuação interna. cabe è Administração punir disciplinarmente seus servidores e corrigir os serviços defeituosos através de sanções estatutárias. As multas administrativas não se confundem com as multas criminais e. Multa administrativa é toda imposição pecuniária a que se sujeita o administrado a título de compensação do dano presumido da infração. devem expor expressamente os motivos que o determinaram.Página 38 de 91 reprimir as infrações administrativas ou a conduta irregular dos servidores ou dos particulares perante a Administração. em regra. Importa. ao passo que a sanção interna. Mesmo os atos discricionários. além das multas administrativas propriamente ditas. por isso mesmo. por isso mesmo. É a obrigação de motivar. presumese não ter sido executado com toda a ponderação desejável. é discricionária quanto à oportunidade. Internamente. Em ambos os casos as infrações ensejam punição. mas exigindo sempre os autos de apreensão e de destruição em forma regular. a justificação será dispensável. para todos os efeitos jurídicos. Pela motivação. Interdição administrativa de atividade é o ato pelo qual a Administração veda a alguém a prática de atos sujeitos ao seu controle ou que incidam sobre seus bens. é. quer quanto aos meios de apuração das infrações . não só por razões de boa administração. em certos atos administrativos oriundos do poder discricionário. quando tiverem sua prática motivada. Outros atos punitivos. Daí por que a punição administrativa compete a todos os órgãos da Administração . ficam vinculados a esses motivos como causa determinante de seu cometimento e se sujeitam ao . Dentre os atos administrativos punitivos de atuação externa merecem destaque a multa. substâncias.processo administrativo ou meios sumários .porque a externa é dirigida aos administrados e. finalidade e moralidade administrativa. No direito administrativo a motivação deverá constituir norma. as decisões administrativas devem ser motivadas formalmente. este é medida de defesa social. o ato não motivado. para oportuna apreciação da legalidade do ato. nem ter tido em vista um interesse público da esfera de sua competência funcional. salvo disposição expressa em lei federal. podem ser de atuação interna e externa. deve haver perfeita correspondência entre eles e a realidade. por isso mesmo. ou juridicamente.federal. ao executarem um ato jurídico. Como ato típico de polícia administrativa. Nestes atos o Poder Público age com larga margem discricionária. vale dizer que a parte dispositiva deve vir precedida de uma explicação ou exposição dos fundamentos de fato (motivos-pressupostos) e de direito (motivos-determinantes da lei). A interdição administrativa. ao passo que esta resulta do dever de proteção aos incapazes (interdição de pessoas) ou de pena criminal acessória (interdição de direitos). Claro está que. que afetam o interesse individual do administrado. Nesta categoria de atos punitivos entram. como ato punitivo que é. ainda.

mas. Revogação é a supressão de um ato administrativo legítimo e eficaz. não se confundem. permissões.Página 39 de 91 confronto da existência e legitimidade dos motivos indicados. uma vez que a ambos cabe. se o superior. se for feita. mas um ato ilegal pode ser anulado. ao passo que o Judiciário só os pode invalidar quando ilegais. o ato é inválido.por não mais lhe convir sua existência. Havendo desconformidade entre os motivos determinantes e a realidade. A faculdade de invalidação dos atos administrativos pela própria Administração é bem mais ampla que a que se concede à justiça Comum. Em qualquer dessas hipóteses. os que exaurem desde logo os seus efeitos e os que transpõem os prazos dos recursos internos. não pode agir fora das normas jurídicas e da moral administrativa. Por isso mesmo. isto é. nos atos vinculados. A Administração revoga ou anula seu próprio ato. A revogação funda-se no poder discricionário de que dispõe a Administração para rever sua atividade interna e encaminhá-la adequadamente à realização de seus fins específicos. A Administração Pública. moralidade e legalidade. portanto. assim. se a autoridade competente houvesse dispensado o mesmo funcionário sem motivar a exoneração (e podia fazê-lo. Exemplificando. Daí a revogação e a anulação. ou seja. porém. direitos subjetivos individuais à sua manutenção. da conformação do ato com o ordenamento jurídico a que a Administração se subordina para sua prática. Um ato inoportuno ou inconveniente só pode ser revogado pela própria Administração. normalmente. anulação. culpa. como instituição destinada a realizar o Direito e a propiciar o bem comum.e somente por ela . inconveniente. porque estes atos (gerais ou regulamentares) têm missão normativa assemelhada à da lei. mas. por ausência ou defeito do motivo determinante. A distinção dos motivos de invalidação dos atos administrativos nos conduz. A Administração pode desfazer seus próprios atos por considerações de mérito e de ilegalidade. imoral ou ilegal. dolo ou interesses escusos de seus agentes. conteúdo. o ato seria perfeitamente válido e inatacável. Por aí se conclui que. mas motivos óbvios de interesse na estabilidade das relações jurídicas e de respeito e os direitos adquiridos pelos particulares afetados pelas atividades do Poder Público impõem certos limites e restrições a essa faculdade da Administração. Se tais motivos são falsos ou inexistentes. A invalidação dos atos administrativos inconvenientes. contrário à sua finalidade. externa. E tais são os que geram direitos subjetivos para o destinatário. Ocorrendo qualquer dessas hipóteses. por se tratar de ato decorrente de faculdade discricionária). Se o não fizer a tempo. são também. porém. do Poder Judiciário. razão pela qual os particulares não podem opor-se à sua revogação. desde que seus efeitos se revelem inconvenientes ou contrários ao interesse público. No mesmo caso. espontaneamente ou mediante provocação. mas inconveniente ao interesse público. Essa faculdade revogadora é reconhecida e atribuída ao Poder Público. Se o ato for ilegal ou ilegítimo não ensejará revogação. como tem entendido pacificamente a jurisprudência. embora constituam meios comuns de invalidação dos atos administrativos. declarar que o faz por improbidade de procedimento. inoportunos ou ilegítimos constitui tema de alto interesse tanto para a Administração como para o Judiciário. Se. desde que sejam mantidos os efeitos já produzidos pelo ato. nem se empregam indistintamente. é dever da Administração invalidar. o Judiciário somente anula o ato administrativo. outra. por inoportuno. a distinguir também os modos de seu desfazimento. desde logo. essa "improbidade" passará a ser motivo determinante do ato e sua validade e eficácia ficarão na dependência da efetiva existência do motivo declarado. poderá o interessado recorrer às vias judiciárias. não objetivando situações pessoais. da própria Administração. não geram. desfazer os que se revelarem inadequados aos fins visados pelo Poder Público ou contrários às normas legais que os regem. licenças etc. por natureza. como implícita na função administrativa. Quanto aos primeiros. Donde se dizer que a Administração controla seus próprios atos em toda plenitude. forma. finalidade. revogáveis. Quanto aos atos administrativos especiais ou individuais. Em principio. todo ato administrativo é revogável. ao passo que a anulação é a invalidação por motivo de ilegalidade do ato administrativo. nulo é o ato praticado. levando a Administração a decair do poder de modificá-los ou revogá-los. a motivação é obrigatória. conveniência. para maior compreensão. realizada pela Administração . são. duas oportunidades para o controle dos atos administrativos: uma. nem relegar os fins sociais a que sua ação se dirige. Isso porque a revogação é o desfazimento do ato por motivo de conveniência ou oportunidade da Administração. Se inexistir a declarada "improbidade" ou não estiver regularmente comprovada. atua como elemento vinculante da Administração aos motivos declarados. em determinadas circunstâncias. Neste ponto é de se relembrar que os atos administrativos podem ser gerais ou regulamentares (regulamentos e regimentos) e especiais ou individuais (nomeações. o ato administrativo torna-se irrevogável. um ato legal e perfeito. ao dispensar um funcionário exonerável ad nutum. enquanto o controle judiciário se restringe ao exame da legalidade. E compreende-se que assim o seja. o próprio ato. o ato de exoneração será inválido. Abrem-se. nos discricionários é facultativa. em tese. Toda revogação pressupõe. sob os aspectos da oportunidade. consideram-se válidos os efeitos produzidos pelo ato revogado até o momento da revogação. divorcia-se da moral ou desvia-se do bem comum. que. justiça. por erro. desde que a Administração respeite seus efeitos produzidos ate o momento da invalidação. interna. diremos que. a atividade do Poder Público desgarra-se da lei. revogáveis a qualquer tempo e em quaisquer circunstâncias.). mas ocorre que esses atos se podem tornar operantes e irrevogáveis desde a sua origem ou adquirir esse caráter por circunstâncias supervenientes à sua emissão. quer quanto às . como determinantes do ato. tanto pela Administração como pelo Judiciário. sim.

porque isto ofenderia a exigência de legitimidade da atuação pública. O conceito de ilegalidade ou ilegitimidade. pois. pressupõe-se. Abrange não só a clara infringência do texto legal como. diversamente da revogação. feita pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário. cumpre-lhe anulá-lo. o abuso. por via judicial. Anulação é a declaração de invalidade de um ato administrativo ilegítimo ou ilegal. obviamente. quer emane da própria Administração. a prescrição administrativa e a judicial impedem a anulação do ato no âmbito da Administração ou pelo Poder Judiciário. Como entre nós as ações pessoais contra a Fazenda Pública prescrevem em cinco anos e as reais em vinte. formal e ideológica.o que só ocorre no Direito Privado . que se funda em motivos de conveniência ou de oportunidade e. Baseia-se. com a lei em sentido amplo. portanto. . Desde que a Administração reconheça que praticou um ato contrário ao Direito vigente. isto é. para restabelecer a legalidade administrativa. porque não se aprecia a conveniência. A doutrina tem sustentado que não há prazo para anulação do ato administrativo. Duas observações ainda se impõem em tema de invalidação de ato administrativo: a primeira é a de que os efeitos do anulamento são idênticos para os atos nulos como para os chamados atos inexistentes.embora ilegítimo ou ilegal. mas unicamente sua conformação. isto é. mas a jurisprudência vem atenuando o rigor dessa afirmativa. quer ocorra inobservância velada dos princípios do Direito. torna-se ilegal na sua execução. pois ao particular não se impõe a obrigação de fiscalizar a conduta do Poder Público. os autores pátrios mais atualizados com o Direito Público contemporâneo a reconhecem. Se não fizer. Isto ocorre principalmente nos atos administrativos negociais. nesses prazos é que podem ser invalidados os respectivos atos administrativos. é privativa da Administração. Quanto à prescrição administrativa. através da anulação. A anulação dos atos administrativos pela própria Administração constitui a forma normal de invalidação de atividade ilegítima do Poder Público. Esse entendimento jurisprudencial arrima-se na necessidade de segurança e estabilidade jurídica na atuação da administração. por excesso ou desvio de poder. E assim é porque o ato nulo (ou o inexistente) não gera direitos ou obrigações para as partes.Página 40 de 91 partes. Outra modalidade de anulação é a cassação do ato que. também. exercida pelas autoridades administrativas em defesa da instituição e da legalidade de seus atos. na ocorrência do interesse público e do interesse privado na manutenção ou eliminação do ato irregular. não admite convalidação. como. ou por relegação dos princípios gerais do Direito. vejamos os efeitos da prescrição diante dos atos nulos. Também não se justifica a anulação de atos defeituosos na sua tramitação interna. expedido legalmente mas descumprido na execução da obra licenciada. disseque os fatos e vasculhe as provas que deram origem à prática do ato inquinado de nulidade. quando é de interesse público e tais são todos os atos administrativos . embora legítimo na sua origem e formação. respectivamente. não cria situações jurídicas definitivas. num alvará de licença para construir. para fins de anulação do ato administrativo. vem quase sempre dissimulada sob as vestes da legalidade. se os atos se tornaram inatacáveis pela Administração e pelo Judiciário.. vejamos quais são os efeitos do pronunciamento de invalidade de tais atos. Em qualquer dessas hipóteses. invalidando as conseqüências passadas. ex. em razões de legitimidade ou legalidade. em tais casos. presentes e futuras do ano anulado. não se restringe somente à violação frontal da lei. Em tais casos. e quanto antes. para manter atos ilegítimos praticados e operantes há longo tempo e que já produziram efeitos perante terceiros de boa-fé. por meio de anulação. Diante disso. por isso mesmo.sua legalidade impõe-se como condição de validade e eficácia do ato. que tal anulação se opere enquanto não prescritas as vias impugnativas internas e externas. cuja execução fica a cargo do particular que o obteve regularmente mas o descumpre ao executá-lo. Essa faculdade assenta no poder de autotutela do Estado. quer ocorra atentado flagrante à norma jurídica. impõe a estabilização dos atos que superem os prazos admitidos para sua impugnação. a presunção de legitimidade e a doutrina da aparência. a segunda é a de que em Direito Público não há lugar para os atos anuláveis. é preciso que a Administração ou o Judiciário desça ao exame dos motivos. Embora a doutrina estrangeira negue essa evidência. como toda fraude à lei. Finalmente. não se admitindo o arbítrio dos interessados para sua manutenção ou invalidação. qualquer que seja o vício que se lhes atribua. dependerá da norma legal que a institui em cada caso. A ilegitimidade. quando se diz que os atos nulos podem ser invalidados a qualquer tempo. quer em relação a terceiros sujeitos aos seus efeitos reflexos. Firmado que a anulação do ato administrativo só pode ter por fundamento sua ilegitimidade ou ilegalidade. quer provenha do Poder judiciário. p. que leva o administrado a confiar na legalidade dos atos da Administração. Os efeitos da anulação dos atos administrativos retroagem às suas origens. A nosso ver. E justifica-se essa conduta porque o interesse da estabilidade das relações jurídicas entre o administrado e a Administração ou entre esta e seus servidores é também de interesse público. Isto porque a nulidade (absoluta) e a anulabilidade relativa) assentam. a oportunidade ou a justiça do ato impugnado. o ato administrativo padece de vício de ilegitimidade e se torna passível de invalidação pela própria Administração ou pelo Judiciário. Não vai nessa atitude qualquer exame do mérito administrativo. tão relevante quanto os demais. não há como pronunciar-se sua nulidade. É uma justiça interna. pode ser mantido ou invalidado segundo o desejo das partes. com todos os preceitos normativos que condicionam a atividade pública. Quando o ato é de exclusivo interesse dos particulares . sua invalidade substancial e insanável por infringência clara ou dissimulada das normas e princípios legais que regem e atividade do Poder Público. Aplicam-se. poderá o interessado pedir ao judiciário que verifique a ilegalidade do ato e declare sua invalidade.

Uma resolução é um ato administrativo que pode ser classificado como (A) permissivo. também. (D) pressuposto de fato e de direito em virtude do qual a Administração age. XXXV). mas no âmbito federal pode ser definida por decreto. A justiça somente anula atos ilegais.Página 41 de 91 Para a anulação do ato ilegal (não confundir com ato inconveniente ou inoportuno. o objeto é o efeito mediato. 6. visto que deixa visível sua finalidade para ser aferida pelos administrados. (C) conteúdo intransferível e improrrogável que torna possível a ação do Administrador. dispensa e permissão. O recurso ex officio interposto pela autoridade que houver praticado o ato pode resultar na revogação. (D) dispensa. fica justificada a anulação administrativa. e não a anulação) não se exigem formalidades especiais. 7. pode-se dizer que (A) as competências são derrogáveis e não podem ser objeto de avocação. A Administração Municipal faculta a proprietário de terreno a construção de edifício. simulação ou fraude são causas de revogação. O controle judicial dos atos administrativos é unicamente de legalidade. 5º. 2. (Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT 24ª Região/2003) . (C) admissão. mas nesse campo a revisão é ampla. (D) complexo. conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. (B) ordinatório e seus efeitos são internos à Administração. 4. III. II e V. podendo ser interno ou externo. (C) a competência decorre sempre da lei. um dos requisitos do ato administrativo. dispensa e aprovação.Na matéria sobre os elementos do ato administrativo. (C) normativo. interposto pela parte a quem tiver prejudicado o ato. ================= EXERCÍCIOS ================= PARTE I 1. (Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT 24ª Região/2003) .Considere os seguintes atos administrativos: I. (B) objeto do ato. (B) basta apenas sua capacidade. (Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT 24ª Região/2003) . 5º.O Prefeito Totonho Filho.O Secretário de Estado aprova o procedimento licitatório. nem há prazo determinado para a invalidação. (B) vinculado. O pedido de reconsideração feito pela parte pode resultar na revogação. (E) de império.O motivo. (E) punitivo e seus efeitos podem ser a interdição de atividade ou a imposição de multa. mas cabível ou não. que deve coincidir sempre com a vontade da lei. não amparado por "habeas corpus" ou "habeas data" (Art. (E) revestimento imprescindível ao ato. pelo Poder Judiciário. (D) o objeto será sempre lícito e moral. aprovação e licença. quanto aos efeitos. salvo quando norma legal o fixar expressamente. II. órgão ou Poder. respectivamente. certo ou incerto. conforme a extensão de sua eficácia. desde que levados à sua apreciação pelos meios processuais cabíveis que possibilitem o pronunciamento anulatório. (C) de gestão. (E) III. não podendo revogar atos inconvenientes ou inoportunos mas formal e substancialmente legítimos. e à Administração somente anulá-lo. nenhum ato do Poder Público poderá ser subtraído do exame judicial. (Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT 21ª Região/2003) . à (A) aprovação. Evidenciada a infração à lei.Os vícios resultantes de erro. a nulidade com que foi praticado. podendo ser interno ou externo. Os atos administrativos nulos ficam sujeitos a invalidação não só pela própria Administração como. homologação e autorização. (E) a finalidade é o efeito jurídico imediato que o ato produz. Esses atos referem-se. são causas de anulação. 3. II e IV. e a avocação. Esse ato administrativo pode ser classificado como ato (A) de expediente. (Analista Judiciário – Área Administrativa – TRF 1ª Região) . IV.A incompetência relativa do agente ou a incapacidade relativa do contratante são causas de anulação. porque isto é atribuição exclusiva da Administração. 5. II. III e V. seja ele de que categoria for (vinculado ou discricionário) e provenha de qualquer agente. III e IV. (B) homologação. (Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT 21ª Região/2003) . em face dos preceitos constitucionais de que a lei não poderá excluir da apreciação do Poder judiciário lesão ou ameaça a direito (Art. que é nulo na sua ausência.No que tange a invalidação do ato administrativo é certo que (A) à Administração cabe revogar ou anular o ato. (Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT 21ª Região/2003) . Está correto APENAS o que se afirma em (A) I. V. (B) I. que rende ensejo a revogação. e ao Judiciário somente anulá-lo. (B) ao Judiciário cabe revogar ou anular o ato. (E) licença. Diante desses mandamentos da Constituição. III. . O recurso voluntário. (C) I. individual ou coletivo. LXXIII). cumprindo todas as formalidades. (D) enunciativo. considere o que segue: I. O Senado Federal decide a respeito da destituição do Procurador Geral da República. LXIX e LXX). (D) II. 5º. dolo. desapropriou um imóvel para construir uma escola no local. IV e V. podendo ser vinculado ou não. homologação e concessão. seja o sujeito agente político ou pessoa pública. pode ser conceituado como o (A) fim público último ao qual se subordina o ato da Administração. A única restrição oposta é quanto ao objeto do julgamento (exame de legalidade ou da lesividade ao patrimônio público). e não quanto à origem ou natureza do ato impugnado.No que tange à anulação e à revogação dos atos adminis-trativos. e de que qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe (Art. no devido processo legal. O essencial é que a autoridade que o invalidar demonstre. quanto aos efeitos.

Considere as proposições que se seguem: I.É INCORRETO afirmar que a anulação do ato administrativo (A) produz efeitos ex tunc. Conclui-se que APENAS (A) II e III são corretas. 10. enquanto a revogação é obrigatória. ao passo que a revogação é efetuada por motivos de conveniência e oportunidade. pode-se afirmar que (A) discricionários são os meios e modos de administrar. (B) é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. (E) ao Judiciário cabe somente a revogação do ato. porque a ação deste está adstrita à norma legal. (C) não é possível. (E) apenas é possível por provocação do destinatário do ato. II. independentemente de quem a provoque ou da concordância da Administração. (B) diz respeito apenas a atos vinculados. (D) não é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. (Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT/19ª Região) . (C) é providência que pode ser tomada facultativamente pela Administração. (C) é de competência tanto do Judiciário como da Administração Pública. (Analista Judiciário – Área Administrativa – TRE PI/2002) . (Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRF 1ª Região/2001) .No que tange ao ato discricionário. A Constituição Federal. ao passo que o ato revogado perde seus efeitos desde a origem. (E) as imposições legais absorvem.No Direito brasileiro. (E) atributo do sujeito. porque quanto à finalidade do ato. (D) entre os princípios arrolados para toda a Administração Pública Direta. (D) diz respeito a razões de legalidade do ato administrativo.Página 42 de 91 (C) cabe tanto à Administração como ao Judiciário revogar ou anular o ato. pelo Poder Judiciário. 15. de modo unilateral pela Administração. (C) não é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. 12. (E) pressupõe que ele (ato) seja ilegal e eficaz. (C) entre os princípios arrolados para toda a Administração Pública. (B) como necessária em todas as decisões políticas do Congresso Nacional. diante da peculiaridade inerente à sua essência. 14. (D) ele é prescindível ao normal desempenho das funções administrativas. configurando exercício arbitrário das próprias razões. 16. (D) é cabível em relação aos beneficiários do ato ou terceiros. a anulação. assim como os fins a atingir. . (Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT 20ª Região/2002) . (A) apenas é possível com a concordância da Admi-nistração. sua revogação porque (A) conduz à perda da eficácia do ato anulado desde o momento da anulação. por sua vez. (B) a discricionariedade é sempre relativa ou parcial. 9. enquanto à Administração apenas sua anulação.A circunstância de fato ou de direito que autoriza ou impõe ao agente público a prática do ato administrativo se refere ao (A) conceito do objeto.A anulação de um ato administrativo diferencia-se de 8. ao contrário da revogação. previu expressamente a motivação (A) como necessária em todas as decisões administrativas dos Tribunais. de um ato administrativo a terceiros. ou seja. (D) II é correta. (E) razoabilidade. se ambos de boa-fé. refere-se ao atributo da (A) tipicidade. (D) exigibilidade. não se referindo à Direta. (Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRF 4ª região/2001) . de um ato administrativo discricionário praticado pelo Poder Executivo. (D) requisito do motivo. (Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT 20ª Região/2002) . (B) tipo da forma. não se referindo à Indireta. correspondendo ao atributo dos atos administrativos que a doutrina usa chamar auto-executoriedade. 11. (D) apenas é possível por provocação da Administração. (C) o ato resultante de poder discricionário da Administração pode prescindir dos requisitos da forma e da competência. ao passo que a revogação diz respeito apenas a atos discricionários. (D) à Administração cabe somente a revogação do ato. (B) I e II são corretas. independentemente da concordância destes.A motivação dos atos administrativos é apontada pela doutrina como elemento fundamental para o controle de sua legalidade. (C) imperatividade. retroativos. configurando abuso de autoridade. (B) é possível. (Analista Judiciário – Área Administrativa – TRE PI/2002) . enquanto que ao Judiciário apenas sua anulação. em tese (A) é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. que somente pode ser realizada no prazo prescricional de 5 (cinco) anos a contar da edição do ato. 13. (B) está relacionada a critérios de conveniência e oportunidade.O Poder Executivo ao vetar um projeto de lei pratica um ato político. (C) elemento da finalidade.A qualidade do ato administrativo que impele o destinatário à obediência das obrigações por ele impostas. (B) auto-executoriedade. (E) I é correta. de natureza abstrata ou concreta. por exemplo. a autoridade está subordinada ao que a lei dispõe. (E) pode ser efetuada a qualquer tempo. correspondendo ao atributo dos atos administrativos que a doutrina usa chamar imperatividade. III. quase que por completo. (E) é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. (C) III é correta. (Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT 20ª Região/2002) A imposição. (Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRF 4ª região/2001) . correspondendo ao atributo dos atos administrativos que a doutrina usa chamar auto-tutela.O Poder Legislativo ao elaborar o regimento interno disciplinando o funcionamento do Plenário pratica um ato interna corporis. a liberdade do administrador. (E) entre os princípios arrolados para toda a Administração Pública Indireta. sem necessidade de qualquer apoio judicial.O Poder Judiciário ao escolher um advogado ou membro de Ministério Público para compor o quinto constitucional pratica um simples ato administrativo.

TRF 5ª Região/2003) . enquanto não decretada sua invalidade pela própria Administração ou pelo Judiciário. (C) III. (E) I e III. na regra de competência. (Analista Judiciário – Execução de Mandados . III e IV. a revogação. (C) presunção de legitimidade. (C) o Judiciário poderá apreciar ex officio a validade do ato. (E) é possível desde que não se trate de ato praticado no exercício de competência exclusiva. A vinculação está presente APENAS em (A) I. sem necessidade de qualquer outro apoio. II. está obrigada a apurá-lo. I.É INCORRETO afirmar que o conceito de ilegalidade ou ilegitimidade. (E) o destinatário será impelido à obediência das obriga-ções por ele (ato) impostas. ao regime jurídico civil. (B) abrange o abuso por excesso de poder. (C) ao alvará. no Brasil.TRF 5ª Região/2003) . estamos nos referindo à atuação vinculada.Um dos efeitos decorrente da presunção de veracidade do ato administrativo é o de que (A) haverá imposição a terceiros em determinados atos. (Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT 21ª Região/2003) . (E) aplicar penalidades aos seus subordinados. asseme-lhando. 20. respectivamente. (B) I. à resolução e à circular. II e III. tendo em vista o interesse público relevante. segundo a qual a Administração executa unilateralmente suas determinações. 25. IV e V. 21. chamada a opinar.NÃO é conseqüência do poder hierárquico de uma autoridade administrativa federal. III. (D) produz efeitos jurídicos imediatos. tal ato estará maculado pelo vício de (A) incompetência do agente. informou . 27. 18.Só pode praticar um ato aquele a quem a lei atribuiu competência para essa prática. (E) sujeita-se de regra. à instrução e ao aviso. (A) ao alvará. (C) produz efeitos administrativos mediatos. até que se faça prova em contrário.Um dos atributos do ato administrativo é a (A) exigibilidade. Esses atos referem-se. (Analista Judiciário –Execuçao de Mandados – TRT 24ª Região/2003) .O Secretário de Segurança Pública edita ato proibindo a venda de bebida alcoólica durante as eleições para mandatos políticos. V. o ato da Administração. (B) forma. segundo a qual a Administração faz cumprir suas determinações. (C) ilegalidade do objeto. tomando conhecimento de ilícito administrativo. (D) auto-executoriedade. Quando dizemos que a Administração. o poder de (A) dar ordens aos seus subordinados. desde que dentro da legalidade. enquanto que anulação produz efeito ex tunc. (Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT 21ª Região/2003) . segundo a qual o fato alegado pela Administração é considerado absolu-tamente verdadeiro. III. (E) desvio de finalidade. III. (D) I e II. Está correto APENAS o que se afirma em (A) I. (E) envolve o abuso de poder e respectivas espécies. (E) III. (B) é manifestação exclusiva do Poder Executivo. segundo a qual. (D) ele (ato) produzirá efeitos da mesma forma que o ato válido.TRF 5ª Região/2003) . ao aviso e à portaria. (B) rever atos praticados por seus subordinados. (D) se restringe somente à violação frontal da lei.Página 43 de 91 17. (B) imperatividade. explícita ou implicitamente. III e V. independentemente de sua concordância ou aquies-cência. (D) inexistência de motivos. (D) II. IV e V. (Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRF 4ª região/2001) . (Analista Judiciário – Execução de Mandados . sob pena de condescendência crimino-sa. 23. conforme à lei. (Analista Judiciário –Execuçao de Mandados – TRT 24ª Região/2003) . pelo Poder Judiciário. à circular e à instrução. O presidente do Banco Central expede orientação sobre o programa de desenvolvimento de áreas integradas do Nordeste. segundo a qual a Administra-ção impõe suas determinações. IV. cabendo à Administração Pública demonstrar sua legitimidade. (C) resolver conflitos de competências entre seus subordinados. (D) não é possível. (D) delegar competência para seus subordinados editarem atos de caráter normativo. se necessário. (A) compreende à relegação dos princípios gerais de direito. (E) ao alvará. (C) II. observadas as garantias processuais. (Analista Judiciário –Execuçao de Mandados – TRT 24ª Região/2003) . 22. à portaria e à resolução.Para definir o ato administrativo é necessário considerar. sua revogação é ato da própria Administração. se o fizer dentro do prazo legal para tanto.se à lei. (Analista Judiciário – Execução de Mandados . O Prefeito Municipal confere licença ou autorização para construção de um prédio comercial. a revogação gera efeito ex nunc. II. (Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT 21ª Região/2003) . 24. 19. que (A) é sempre passível de controle privado. (C) se estende ao abuso por desvio de poder.Em relação ao ato administrativo. (C) é possível desde que se trate de ato motivado. de um ato administrativo discricionário praticado por autoridade do Poder Executivo (A) é amplamente possível.A assessoria jurídica.Segundo ensInamento doutrinário. O Prefeito pode sancionar ou vetar o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal. a anulação funda-se em razões de oportunidade e conveniência e decorre do processo judicial. (D) à ordem de serviço. para fins de invalidação do ato administrativo. (B) é possível desde que o Judiciário venha a se manifestar por provocação da própria administração.Se um agente público praticar um ato visando a fim diverso daquele previsto. (B) II. 26. (E) presunção de veracidade. com imediatidade. II. (B) não há a inversão absoluta ou relativa do ônus da prova. (B) à resolução. é legítimo.Considere as afirmativas abaixo: I. (Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT 21ª Região/2003) . até com o uso da força.Considere as espécies de ato administrativo: I. que são válidas. a anulação pode ser ato da própria Administração ou deriva de decisão judicial. dentre outros dados. sua revogação funda-se na ilegalidade do ato e pode ser total ou parcial.

(E) "competência é o modo pelo qual o ato se exterioriza ou deve ser feito". (Analista Judiciário – Área Judiciária –TRE BA/2003) . E 16. respectivamente. (Analista Judiciário – Área Judiciária –TRE BA/2003) . (E) homologatório. D 20. D 28. pois não cabe ao Judiciário analisar ato discri-cionário. enquanto não decretada sua invalidade pela própria Administração ou pelo Judiciário. (B) discricionário. apenas na hipótese de ato vinculado. (B) "motivo é o pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento ao ato". (E) o Poder Judiciário pode examinar o ato discricioná-rio. B 22. D 23. sua revogação é ato da própria Administração. (D) de seu autor ou de quem tenha poderes para conhecer de ofício ou por recurso. pois lhe é vedado agir de ofício. mas poderá revogar o ato administrativo. com certeza. (C) a oportunidade e a conveniência do ato administra-tivo compõem o binômio denominado pela doutrina de mérito. (Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT 21ª Região/2003) No que diz respeito à discricionariedade. à resolução e à circular. (B) não há a inversão absoluta ou relativa do ônus da prova. 28. (C) ao alvará. A 5. 34. o juiz (A) não poderá anular. (E) o destinatário será impelido à obediência das obriga-ções por ele (ato) impostas. independentemente de sua concordância ou aquies-cência. Dentre as alternativas possíveis. por discordar dos motivos de conveniência e oportunidade invoca-dos pelo Administrador. à portaria e à resolução. pelo menos no que respeite ao fim e à competência. um juiz percebe que seus requisitos legais estão presentes. (Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT 21ª Região/2003) Considere as espécies de ato administrativo: I. (C) "objeto é a finalidade a ser alcançada pelo ato". (D) de mero expediente. III. em razão de vício de forma.A competência para a revogação do ato administrativo é (A) de seu autor e do Poder Judiciário.Ao analisar a validade de um ato administrativo discricionário. II. D 18. à circular e à instrução. (E) ao alvará. (C) anulação. (B) nulidade. (C) o Judiciário poderá apreciar ex officio a validade do ato. sem necessidade de qualquer outro apoio. D PARTE II 35.O Secretário de Segurança Pública edita ato proibindo a venda de bebida alcoólica durante as eleições para mandatos políticos. 29. B 17. é INCORRETO afirmar que (A) não há um ato inteiramente discricionário. inclusive apreciando os aspectos de conveniên-cia e oportunidade.13:14 31. (Analista Judiciário –Área Judiciária – TRE Acre/2003) Quanto aos elementos do ato administrativo. sabe-se. A 9. Pelas indicações dadas. (D) mérito é a indagação da oportunidade e da conve-niência do ato administrativo. Nessa hipótese. D 19. desde que agindo de ofício. conforme a conveniência e oportunidade. D 26. 30. O presidente do Banco Central expede orientação sobre o programa de desenvolvimento de áreas integradas do Nordeste. E 30. (D) à ordem de serviço. ao aviso e à portaria.Da apreciação da conveniência e oportunidade do ato administrativo pode resultar a (A) revogação. dado que todo ato administrativo está vinculado à lei. (E) repristinação. somente mediante recurso. III. E 25.Página 44 de 91 aoM Prefeito Totonho Filho que ele poderia praticar certo ato com integral liberdade de atuação. C 32. por ser discricionário. Esses atos referem-se. 33. B 33. (Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT 5ª Região/2003) . ou as medidas excessivas desproporcionais. ante a inafas-tabilidade da jurisdição. (D) invalidação. (E) não poderá anular nem revogar o ato administrativo. A 15. Contudo. IV. pode-se afirmar que (A) "sujeito é aquele a quem o ato se destina ou sobre quem ele versa". (C) enunciativo. a anulação funda-se em razões de oportunidade e conveniência e decorre do processo judicial. (A) ao alvará. D 10. E 3. (C) poderá revogar o ato administrativo. (Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT 21ª Região/2003) Em relação ao ato administrativo. D 4. A 2. C 7. Gabarito – Parte I 1. C 12. representando a sede de poder discricionário. . (B) está presente o juízo subjetivo do administrador quando da escolha da conveniência e da oportuni-dade. (B) do superior hierárquico e do Poder Judiciário. o Prefeito escolheu a solução que mais lhe agradou e praticou o ato. I. (D) "fim é o efeito jurídico imediato que o ato produz". ante a inafastabilidade da jurisdição. A 13. 32. E 11. O Prefeito Municipal confere licença ou autorização para construção de um prédio comercial. à instrução e ao aviso. (E) de seu autor. sua revogação funda-se na ilegalidade do ato e pode ser total ou parcial. B 6. devendo apenas observar os limites traçados pela legalidade. A 29. D 34. a anulação pode ser ato da própria Administração ou deriva de decisão judicial. (D) ele (ato) produzirá efeitos da mesma forma que o ato válido. D 31. D 24. A 21. (B) à resolução. tendo em vista o interesse público relevante. que se tratava de um ato (A) de império. (D) poderá anular o ato administrativo. B 14. II. (B) poderá anular o ato administrativo. D 27. (Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT 21ª Região/2003) Um dos efeitos decorrente da presunção de veracidade do ato administrativo é o de que (A) haverá imposição a terceiros em determinados atos. 11/09/03 . (C) do superior hierárquico. B 8. cabendo à Administração Pública demonstrar sua legitimidade. verifica que a medida tomada pelo Administrador viola o princípio da proporcionalidade e que o mesmo efeito poderá ser obtido mediante medida menos gravosa para o particular.

estava presente a adequação do ato ao seu fim legal e o objeto era possível. (A) os motivos alegados pela Administração integram a validade do ato e vinculam o agente. (E) os motivos alegados pela Administração não podem ser apreciados pelo Poder Judiciário. (B) todo ato administrativo deve conter motivação. por ser decorrente do poder. enquanto que anulação produz efeito ex tunc.Só pode praticar um ato aquele a quem a lei atribuiu competência para essa prática. (Analista Judiciário –Área Judiciária – TRF 5ª Região/2003) Se um agente público praticar um ato visando a fim diverso daquele previsto. de um ato administrativo discricionário praticado por autoridade do Poder Executivo (A) é amplamente possível.Caso se detecte.Página 45 de 91 V. estamos nos referindo à atuação vinculada. (D) cobrança da dívida ativa da União. de um ato administrativo discricionário praticado pelo Poder Executivo. (E) ela se confunde com a discricionariedade do ato administrativo. II e III. após dois anos de sua edição. configurando abuso de autoridade. tal ato estará maculado pelo vício de (A) incompetência do agente. (Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT 21ª Região/2003) "X". (Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT 24ª Região/2003) Considere as afirmativas abaixo. (D) não é possível. (C) é possível desde que se trate de ato motivado. (A) não é possível. independentemente da concordância destes. em tese (A) não é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. (D) é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. (E) é possível desde que não se trate de ato praticado no exercício de competência exclusiva. na regra de competência. (C) é possível. sua anulação pelo Poder Judiciário (A) não é possível em face do tempo decorrido desde sua edição. 39. preenchidos os requisitos. tomando conhecimento de ilícito administrativo. (D) os objetivos perseguidos pelo ato não precisam decorrer dos motivos alegados. (C) todo ato administrativo deve conter motivo. correspondendo ao atributo dos atos administrativos que a doutrina usa chamar auto-tutela. a anulação. (A) o interesse público sobrepõe-se ao particular em razão da valorização da área e a motivação é sufi-ciente. (E) não é possível por se tratar de ato discricionário. (E) tomada de medidas preventivas de polícia administrativa. 41. (E) é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. O Prefeito pode sancionar ou vetar o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal. Estados ou Municípios. (B) demissão de servidor público estável. na mesma oportunidade. Nesse caso. 37.(Analista Judiciário – Área Judiciária –TRE Ceará/2002) . 40. porque era competente para a prática do ato. (C) II. pelo Poder Judiciário. beneficiando-se da valorização decorrente da agregação de área. (B) é possível desde que o Judiciário venha a se manifestar por provocação da própria administração. tem o direito subjetivo de exigir a edição do ato. (C) o Secretário Municipal não agiu com desvio de finali-dade ou de poder. adotou as providências necessárias para a venda de lotes no Município. está obrigada a apurá-lo. 44. de modo unilateral pela Administração. sendo irrelevante a distinção. (Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT 21ª Região/2003) No que tange à vinculação. III e IV. (C) ilegalidade do objeto. a revogação gera efeito ex nunc. (E) o ato é legal porque o Secretário era competente. (B) a Administração pode negar o benefício. IV e V. em tese. (B) I. praticado privativamente pelo Presidente da República. pelo Poder Judiciário. A vinculação está presente APENAS em (A) I. uma ilegalidade em um ato administrativo discricionário. no Brasil. configurando exercício arbitrário das próprias razões. 38. (E) I e III. (B) o interesse particular sobrepõe-se ao interesse públi-co e apresenta falta de motivação. (C) III. (D) o interesse particular confunde-se com o interesse público em razão da "notória urgência" para o interes-se municipal. . correspondendo ao atributo dos atos administrativos que a doutrina usa chamar imperatividade. (Analista Judiciário – Área judiciária –TRT 20ª Região/2002) A imposição. 45. ainda que implementada a condição legal. III e V. não tendo aplicabilidade aos demais poderes. se o fizer dentro do prazo legal para tanto. explícita ou implicitamente. (C) é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. ocorrendo desvio de finalidade. sob pena de condescendência crimino-sa. 42. (D) II. (B) não é possível. 43. 36. correspondendo ao atributo dos atos administrativos que a doutrina usa chamar auto-executoriedade. (D) é prerrogativa do Poder Executivo e seus órgãos. (Analista Judiciário – Área judiciária –TRT 20ª Região/2002) No Direito brasileiro. IV e V. (E) desvio de finalidade. (Analista Judiciário –Área Judiciária – TRF 5ª Região/2003) Segundo ensinamento doutrinário. II. Quando dizemos que a Administração. (C) aplicação de sanções pela inexecução de contratos administrativos. de um ato administrativo a terceiros. (Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT 19ª Região/2003) É matéria que se encontra excluída da regra geral de autoexecutoriedade dos atos administrativos a (A) aplicação de multas pelo descumprimento de posturas edilícias. I. (B) forma. é correto afirmar que (A) o ato vinculado. (B) II. (D) I e II. sendo sim caso de revogação. (D) inexistência de motivos. O ato foi justificado com a singela menção de um dispositivo legal e a expressão "notória urgência". adquirindo um deles. (Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT 19ª Região/2003) Pela teoria dos motivos determinantes. III. não está sujeito a qualquer controle. (C) o particular. Está correto APENAS o que se afirma em (A) I. (D) não é possível por se tratar de ato privativo do Presidente da República. (E) III. Secretário Municipal de Habitação. a revogação. (B) não é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. contíguo ao seu.

(B) anulação pode ser feita pela própria Administração. é (A) compatível com o regime constitucional brasileiro e corresponde ao atributo dos atos administrativos dito autoexecutoriedade. II. (C) incompatível com o regime constitucional brasileiro. sujeitando-se a autoridade omissa à correção judicial. (B) é possível. (C) concessão. . (C) não é possível. (A) da forma e do motivo. Esses atributos dizem respeito. pelo Poder Judiciário. É coerente com essa posição afirmar que uma licença (A) envolve direito subjetivo do interessado ao exercício da atividade licenciada. (E) pressupõe que ele (ato) seja ilegal e eficaz. (D) é cabível em relação aos beneficiários do ato ou terceiros. (D) a discricionariedade.É INCORRETO afirmar que a anulação do ato administrativo (A) está relacionada a critérios de conveniência e oportunidade. sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário.A apreciação. (Analista Judiciário – Área Judiciária – TRF 1ª Região/2001) O ato administrativo. estabelecendo que diante de determi-nados requisitos a Administração deve agir de tal ou qual forma. ou seja. e pelo Judiciário independen-te de provocação. (D) incompatível com o regime constitucional brasileiro.TRT 21ª Região/2003) . independentemente de quem a provoque ou da concordância da Administração. (E) os atos regrados diferenciam-se dos vinculados. (C) é de competência tanto do Judiciário como da Administração Pública.TRT 21ª Região/2003) . (C) revogação do ato administrativo é obrigatória pela própria Administração. vinculado ou discricionário. (B) autorização. caracteriza-se como (A) licença. (C) elemento da finalidade. se ambos de boa-fé. 54. seja por ilegalidade ou por interesse público.Considere os seguintes atributos do ato administrativo: I. (B) não pode ter sua concessão sujeita ao controle juris-dicional. porque os primeiros são editados por razões de conveniência e oportunidade e os segundos por força de ato normativo.TRT 21ª Região/2003) . (D) pode ser revogada pelo Poder Judiciário.A Administração Pública executar seus próprios atos. (E) compatível com o regime constitucional brasileiro e corresponde ao atributo dos atos administrativos dito imperatividade. mesmo nos limites traçados pela lei. revela sempre uma das formas de arbitrariedade. (E) tipicidade e à imperatividade. (Técnico Judiciário – Área Administrativa . mediante provocação. 51. (B) auto-executoriedade e à legalidade. (C) o ato é vinculado quando a lei deixa certa margem de liberdade de decisão diante do caso concreto. segundo o qual a Administração Pública outorga a alguém. o direito de prestar um serviço público ou usar.Tendo em vista a invalidação do ato administrativo. (E) anulação pode ser feita pelo Judiciário. (E) atributo do sujeito. (E) é possível. 52. (B) o particular tem. em caráter privativo.Página 46 de 91 (B) apenas é possível por provocação da Administração. respectivamente. sob argumentos de conveniência e oportunidade. à (A) imperatividade e à tipicidade. e pela própria Administração indepen-dente de provocação. a juízo da Administra-ção. por violar a garantia de acesso ao Judiciário. (Técnico Judiciário – Área Administrativa . é correto afirmar que a (A) anulação é ato privativo do Judiciário enquanto que a Administração só pode revogar o ato adminis-trativo. nem para ato discricionário. (C) do objeto para ambos os casos. (E) do sujeito e da finalidade. como para ato discricionário. (Analista Judiciário – Área judiciária –TRT 20ª Região/2002) A doutrina aponta a licença como exemplo de ato administrativo vinculado. respectivamente. mediante provocação. tanto para ato vinculado. (Técnico Judiciário – Área Administrativa . de tal modo que a autoridade poderá optar por uma dentre várias soluções possíveis. O ato administrativo deve corresponder a figuras definidas previamente pela lei como aptas Na produzir determinados resultados. (D) requisito do motivo. (Técnico Judiciário – Área Administrativa .Quanto à discricionariedade e à vinculação é correto afirmar que (A) o ato administrativo é discricionário quando a lei não deixa opções. respectivamente. (D) permissão. (B) compatível com o regime constitucional brasileiro e corresponde ao atributo dos atos administrativos dito presunção de veracidade. (E) homologação. mas não se se tratar de ato vinculado. diante de um poder vinculado. Determinados atos administrativos que se impõem a terceiros. (Analista Judiciário –Área Judiciária –TRE PI/2002) . 47. Esses resultados dizem respeito ao requisito 53. (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT 19ª Região/2003) . (D) legalidade e à presunção de legitimidade. por violar o princípio da igualdade. (D) revogação do ato administrativo é facultativa tanto pela Administração quanto pelo Judiciário. implicando em liberdade de atuação.A circunstância de fato ou de direito que autoriza ou impõe ao agente público a prática do ato administrativo se refere ao (A) conceito do objeto. e pelo Judiciário quando houver razões de ilegalidade. (B) tipo da forma. (B) do motivo para ambos os casos. (D) da finalidade para ambos os casos. 48. 49. desde que provocada pela própria Administração. direito à edição do ato administrativo.TRT 21ª Região/2003) . (Analista Judiciário –Área Judiciária –TRE PI/2002) . (C) apenas é possível por provocação do destinatário do ato. colocando a primeira entre os atos punitivos e a segunda para atender a necessidade do serviço público. que para isso se interesse. de natureza abstrata ou concreta. independentemente de sua concordância. 55. (C) exigibilidade e à legalidade. (B) produz efeitos ex tunc.A demissão e a remoção ex officio foram definidos pela lei. da legalidade de um ato administrativo (A) é possível se se tratar de ato discricionário. retroativos. (C) não pode ser cassada pela Administração. (D) apenas é possível com a concordância da Admi-nistração. 50. (E) pode ter sua concessão negada. (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT 19ª Região/2003) . 46. nem para ato vinculado. um bem público.

(C) objeto. 60. pode ser livremente des-feita por motivos de conveniência e oportunidade. (Técnico Judiciário – Área Judiciária e Administrativa – TRF 4ª Região/2001) . 59. (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT 20ª Região/2002) . na regra de competência. pode ser livremente desfeita por motivos de legalidade. sen-do ato vinculado. (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT 20ª Região/2002) . mas não se se tratar de ato discricionário. . (E) finalidade. (E) impropriedade conceitual. válidas. (E) decorrem da parcial conveniência e oportunidade. não pode ser livremente desfeita por motivos de conveniência e oportunidade. (D) regra conceitualmente adequada. (C) impropriedade conceitual. (D) motivo. (E) é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. (D) discricionário. em que pese fosse legalmente exigida. de um ato administrativo discricionário praticado pelo Poder Executivo (A) só é possível se não afetar direitos adquiridos. pode ser livremente desfeita por motivos de legalidade. correspondendo ao atributo dos atos administrativos que a doutrina usa chamar auto-tutela. modificação ou comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas. (C) só é possível se o ato não houver exaurido seus efeitos. a revogação. (B) imperatividade. (B) a Administração pratica sem usar de sua supremacia sobre os destinatários. (B) arbitrário. 61. posto que a licen-ça. configurando exercício arbitrário das próprias razões.Os pressupostos de fato e de direito que servem de fundamento ao ato administrativo correspondem ao seu requisito dito (A) agente. (E) objeto. podendo utilizá-la apenas sobre o servidor. sendo ato vinculado.Página 47 de 91 (D) é possível. (C) tipicidade. (Técnico Judiciário – Área Judiciária e Administrativa – TRF 4ª Região/2001) . posto que a licença. Essa lei seria vista doutrinariamente como contendo uma (A) regra conceitualmente adequada. mas de livre escolha pelo administrador.A imediata execução ou operatividade dos atos administrativos. (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRF/2001) Quando a lei deixa certa margem para atividade pessoal do administrador na escolha da oportunidade ou da conveniência do ato. 62. são. (E) indisponibilidade. (A) ilegalidade de objeto e vício de forma. a criação. (B) forma. está presente o ato administrativo (A) de gestão. respectivamente.Os atos de império podem ser conceituados como sendo todos aqueles que (A) a Administração pratica usando de sua supremacia sobre o administrado ou servidor e lhes impõe obrigatório atendimento. 63. (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT 20ª Região/2002) . (E) ilegalidade do objeto e incompetência. (Técnico Judiciário – Área Judiciária e Administrativa – TRF 4ª Região/2001) . consistente na prerrogativa da Administração Pública de impor unilateralmente as suas determinações. mediante livre conveniência do administrador. (D) razoabilidade. sendo ato discrionário. a exemplo da determinação de mão única ou mão dupla de trânsito numa via pública. (Defensor Público – Maranhão/2003) .Suponha que uma lei preveja a possibilidade de revogação de uma licença para construir. (B) inexistência dos motivos e incompetência. (C) auto-executoriedade. (E) é possível se se tratar de ato vinculado. posto que a licença.A possibilidade de a Administração pôr em execução seus próprios atos. sen-do ato discricionário. explícita ou implicitamente. correspondem ao requisito denominado (A) finalidade (B) motivo. (D) impessoalidade. 57. Os vícios acima caracterizados. não pode ser livremente des-feita por motivos de conveniência e oportunidade. como para ato discricionário. 65. sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário (A) não é compatível com o Direito Administrativo bra-sileiro. (E) não é possível. é conhecido por (A) exigibilidade. (D) só é possível para atos de caráter normativo. O primeiro não continha motivação. (C) vinculado. (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRF/2001) . 64. pelo Poder Judiciário. (D) tipicidade.Dois atos administrativos foram praticados com vícios. O segundo foi praticado tendo seu agente visado a fim diverso daquele previsto. correspondendo ao atributo dos atos administrativos que a doutrina usa chamar imperatividade. sendo ato vinculado. (C) é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. (D) é compatível com o Direito Administrativo brasileiro. configurando violação do princípio da separa-ção de Poderes. tanto para ato vinculado. coisas ou atividades sujeitas à ação do Poder Público. correspondendo ao atributo dos atos administrativos que a doutrina usa chamar auto-executoriedade.No Direito brasileiro.O atributo do ato administrativo. (B) auto-executoriedade. posto que a licença. (C) presunção de legitimidade. (B) regra conceitualmente adequada. (D) inexistência de motivos e desvio de finalidade.Em matéria de atos administrativos. 56. mesmo que argüidos de vícios ou defeitos que os levem à invalidade. (B) só é possível após esgotada a via administrativa. (E) atípico. 58. (E) presunção de legitimidade. posto que a licença. (C) se destinam a dar andamento aos processos e papéis que tramitam nas repartições públicas. diz respeito ao atributo da (A) imperatividade. (B) não é compatível com o Direito Administrativo bra-sileiro. conforme definição do Direito brasileiro. desde que dentro da legalidade. (D) a lei estabelece os requisitos e condições de sua realização. (C) vício de forma e desvio de finalidade. (Defensor Público – Maranhão/2003) .

(E) não pode ocorrer Instruções: A questão de número 72 contém duas afirmações. Diante disso. 69. 70. (B) se as duas são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira. assinale a assertiva correta. D 57. (E) se as duas são falsas. (Juiz Substituto – TJ RN/1999) . fundamentando-se na auto-tutela dos atos administrativos. sendo o ato de revogação excluído da apreciação judicial PORQUE não há direitos adquiridos em face de atos administrativos discricionários. decretando o "impeachment" do Presidente da República.Segundo a teoria dos motivos determinantes. Tal procedimento (A) é compatível com o ordenamento constitucional brasileiro. fundamentando-se na imperatividade dos atos administrativos. A 60. decide aplicar-lhe e executar diretamente a pena. A 49. aprovando as contas dos responsáveis por valores públicos. E 58. fundamentando-se na auto-executorie-dade dos atos administrativos. E 37.a Lei nº 4. A falta de motivação de um ato que devesse ser motivado é corretamente enquadrada na hipótese de a) desvio de finalidade. D 64.Determinada autoridade administrativa presencia a prática de um ato ilícito por parte de um cidadão. concedendo férias aos Juízes. a) O mandado de segurança é o recurso processual cabível para atacar a revogação do ato administrativo desde que presente o direito líquido e certo da parte impetrante. E 67. 71. (D) é compatível com o ordenamento constitucional brasileiro. (E) do Presidente da República exonerando o Ministro de Estado. (C) é compatível com o ordenamento constitucional brasileiro. que já tenha exaurindo seus efeitos. E3 36. seja revogado pela Administração por razões de conveniência e oportunidade PORQUE a revogação dos atos administrativos opera efeitos extunc.Os atos administrativos discricionários podem ser revogados pela Administração. . A 54. (D) pode ocorrer apenas em razão de desvio de finalidade. C 42. b) se tanto a primeira como a Segunda forem proposições incorretas. d) se as duas assertivas forem verdadeiras. Gabarito – Parte II 35. (Defensor Público – Maranhão/2003) . (Juiz Substituto – TRF 5ª Região/2001) . (A) se as duas são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. também aplicáveis no âmbito administrativo.A revogação e a nulidade do ato administrativo são temas sempre presentes no controle jurisdicional da Administração Pública. a qualquer tempo. D 48. C 68. 68. E 46. (D) se a primeira é falsa e a segunda é verdadeira. d) ilegalidade do objeto. Sendo assim. C 45. (A) todo ato administrativo deve ter sua motivação expressamente prevista na lei (B) a inexistência dos motivos explicitados pelo agente para a prática do ato administrativo invalida o ato. E 39. ainda que outros motivos de fato existam para justifica-lo (C) os motivos invocados para a prática do ato administrativo fazem parte do mérito da ato e não podem ser apreciados judicialmente (D) a finalidade de interesse público a que visa o agente com a prática do ato administrativo pare sanar eventual vício de forma do ato ou de competência relativa do agente (E) o desatendimento ao interesse público pode ser invocado pelo Poder Judiciário para a anulação do ato administrativo. B 59. na folha de respostas. D 61. (Juiz de Direito Substituto – TJ RN/2002) .Página 48 de 91 66. D 53.NÃO constitui ato administrativo a decisão (A) da Câmara dos Deputados. (C) do Tribunal de Contas. (C) se a primeira é verdadeira e a segunda é falsa. A 40. 72. B 63. (B) dos Presidentes dos Tribunais do Poder Judiciário. tratando-se de autoridade competente. (Gestor do MARE/1999) . E 41. (B) é compatível com o ordenamento constitucional brasileiro. A 56. Para respondê-la assinale. passível de san-ção no âmbito administrativo. D 38. b) A declaração de nulidade não pode retroagir para atingir direito adquirido. (Juiz Substituto – TJ RN/1999) . nada obsta que um ato administrativo.717/65 classifica os vícios dos atos administrativos conforme as alternativas abaixo. 73. A 52. c) inexistência dos motivos. E 51. (E) viola as disposições constitucionais acerca do devido processo legal.Como regra. D 44. Assinale. C 50. D 55. e) vício de forma. C PARTE III Instruções: A questão de números 69 apresenta uma sentença com duas asserções. D 65.A revogação de um ato administrativo discricionário pelo Poder Judiciário (A) pode ocorrer apenas em razão de vicio de forma (B) pode ocorrer apenas em razão de vicio de competência do agente. a) se a primeira asserção for uma proposição incorreta e a Segunda uma preposição verdadeira. (C) pode ocorrer apenas em razão de ilegalidade do abjeta. fundamentando-se na presunção de legalidade dos atos administrativos. (Juiz Substituto – TJ PI/2001) . c) se as duas asserções forem verdadeiras e a Segunda for uma justificativa correta da primeira. b) incompetência. 67. por motivo de conveniência ou oportunidade. (Juiz de Direito Substituto – TJ RN/2002) . (D) do Senado Federal. aprovando seu regimento interno. D 47. B 43. na folha de respostas. e) se a primeira asserção for uma proposição verdadeira e a Segunda uma proposição incorreta. D 62. E 66. mas a Segunda não for uma justificativa correta da primeira.

ablatórios e permissivos. nem revogá-los. não necessita de motivação. (E) a possibilidade de o Poder Judiciário rever qualquer ato administrativo. segundo as quais os chefes do Poder Executivo veiculam atos administrativos de suas respectivas competências.Analise. respectivamente. títulos honoríficos e subsídios a fundo perdido. II. 79. Essa lei exprime. III. (D) a possibilidade de anular seus próprios atos. quando ilegais. devesse ser motivado. (C) a reserva constitucional de isonomia entre os interesses públicos e os privados. (Procurador Judicial do Município de Recife/2003) . 81. Esses casos. (E) os atos vinculados são praticados quando esteja o administrador diante de conceitos plurissignificativos ou pragmáticos. (B) o momento da prática do ato. às medidas provisórias e às instruções normativas. (B) regulamentos punitivos. (A) aos correios eletrônicos (e-mail) oficiais. revogando igualmente os efeitos por eles já produzidos. respectivamente. os seguintes atos administrativos: I. (A) decretos restritivos. só produz efeitos a partir de sua publicação. por expressa previsão legal. como a vinculados. declaratórios e concessivos. (C) quais os meios a serem utilizados para a prática do ato. o que não ocorre quanto a vinculação. este é sempre discricionário. (D) se os requisitos legais para a prática do ato serão ou não observados. (Procurador Judicial do Município de Recife/2003) Compreende-se entre as prerrogativas da Administração Pública (A) o foro privilegiado para discutir a legalidade de seus atos. discricionariamente. 76. atributos aplicáveis tanto a atos discricionários. (Procurador Judicial do Município de Recife/2003) . (D) diante de conceitos indeterminados. (Procurador Judicial do Município de Recife/2003) . (C) pode anulá-los e revogá-los. Cassação da carteira de habilitação para dirigir e desapropriação de imóvel. caracterizam. a discriciona-riedade dispensa a interpretação e a subsunção. os vícios ditos (A) desvio de finalidade e incompetência. (Promotor de Justiça – MP SE/2002) . que tenha sido praticado de modo vinculado. no tocante ao seu conteúdo. mas pode anulá-los. (D) aos avisos. outro. porque aquele tem ampla liberdade de decisão. autorizatórias e constitutivas. aos decretos e às resoluções. de que se valem os órgãos colegiados para manifestar suas deliberações em assuntos da respectiva competência ou para dispor sobre seu funcionamento. respectivamente. 80. (E) se estão presentes os motivos de conveniência e oportunidade para a prática do ato. mas não anular o segundo. (B) o monopólio da prática dos atos administrativos pelo Poder Executivo. (D) vício de forma e desvio de finalidade. (C) imperatividade e a auto-tutela dos atos administrativos. II. (D) o uso legal da arbitrariedade pelo Administrador na prática do ato administrativo. mas não revogar o primeiro. (C) às notificações. e em sentido amplo há discricionariedade. 78. III. (E) inexistência dos motivos e desvio de finalidade. e pode revogar.Considere dois atos administrativos: um. em sentido restrito. e a prática de ato administrativo visando-se a fim diverso daquele previsto explicitamente na regra de competência.Página 49 de 91 c) d) e) A revogação. A declaração de nulidade. (B) ilegalidade do objeto e inexistência dos motivos. (B) não pode anulá-los. (E) pode anular. existe vinculação.Em matéria de vinculação e discricionariedade a doutrina entende que.A ausência de motivação em um ato administrativo que. (B) na discricionariedade a administração está colocada diante de conceitos unissignificativos ou teoréticos. (E) aos ofícios. respectivamente. (Técnico Judiciário – Área administrativa TRE Acre/2003) . (C) inexistência dos motivos e incompetência. que já tenha exaurido seus efeitos. pois tais atributos não se aplicam a atos discricionários. às portarias e aos decretos legislativos. (B) auto-tutela e a auto-executoriedade dos atos administrativos. com que os agentes públicos procedem as neces-sárias comunicações de caráter administrativo ou social. (C) em relação ao sujeito do ato. medalhas. Da sentença proferida em ação popular e que declara procedente a nulidade de ato administrativo lesivo ao patrimônio público.Licença ambiental. embora típica manifestação de vontade administrativa. mas pode revogá-los.impondo-os a terceiros independentemente da concordância destes últimos. (E) deliberações constritivas. (C) provimentos ablatórios. (C) a imprescindibilidade da licitação para a celebração de contratos. permissivas e ablatórias. . às circulares e às súmulas. (Promotor de Justiça Substituto – MP PE/2002) Considerando a exteriorização dos atos administrativos. (B) às intimações. (B) a faculdade de requerer ao Poder Judiciário a autoexecutoriedade de seus atos. (Promotor de Justiça – MP SE/2002) . dizem respeito.Um dos traços mais característicos da Administração Pública é (A) a prevalência do interesse público sobre o interesse privado.Exclui-se das possíveis manifestações da discricionarie-dade administrativa a competência para o agente público decidir (A) se o ato deverá ou não ser praticado. Prevê ainda que tais atos possam ser postos em execução pela própria Administração. certos atos administrativos. 82. (Procurador do Estado – 3ª Classe – Maranhão SET/2003) Determinada lei prevê que autoridade do Poder Executivo possa editar. 74. quando proclamada pela própria Administração Pública. existem fórmulas I. concessivos e autorizatórios. em respeito ao poder discricionário. a (A) auto-executoriedade e a auto-tutela dos atos administrativos. Atribuição de diplomas. aos regimentos e aos regulamentos. (D) não pode anulá-los. cabe reexame necessário. 77. É usual a doutrina afirmar que a própria Administração (A) não pode revogá-los. No que se refere à tipologia procedimental esses atos denominam-se. (A) no que diz respeito à finalidade do ato. sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário. urbanística e para funcionamento de bancos. mas contém impropriedade. mas contém impropriedade. (D) resoluções constitutivas. (E) o direito de revogar seus próprios atos. pois tais atributos não se aplicam a atos discricionários. 75. segundo a classificação do direito positivo brasileiro.

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(D) imperatividade e a auto-executoriedade dos atos
administrativos, atributos aplicáveis tanto a atos discricionários,
como vinculados.
(E) auto-tutela e imperatividade dos atos administrativos, mas
contém impropriedade, pois tais atributos não se aplicam a atos
discricionários.
83. (Procurador do Estado – 3ª Classe – Maranhão SET/2003) Na Súmula no 473, o Supremo Tribunal Federal fixou o
entendimento de que a Administração pode anular seus próprios
atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque
deles não se originam direitos; ou revoga-los, por motivo de
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos,
e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. É
harmônico com esse entendimento afirmar-se que
(A) a revogação de um ato administrativo está ligada ao poder
discricionário da Administração.
(B) o Poder Judiciário, ao decidir pela revogação de um ato
administrativo, igualmente está adstrito à observância dos direitos
adquiridos.
(C) o destinatário do ato anulado nunca fará jus a indenização, por
parte da Administração, como reflexo da anulação.
(D) nenhuma lei poderá fixar prazo para que a Administração
anule seus atos.
(E) é possível socorrer-se do Poder Judiciário para a anulação ou
revogação de um ato administrativo antes mesmo de esgotada a
via administrativa.
84. (Defensor Público – 1ª Classe – Maranhão Set/2003) - Dois
atos administrativos foram praticados com vícios. O primeiro não
continha motivação, em que pese fosse legalmente exigida. O
segundo foi praticado tendo seu agente visado a fim diverso
daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de
competência. Os vícios acima caracterizados, conforme definição
do Direito brasileiro, são, respectivamente,
(A) ilegalidade de objeto e vício de forma.
(B) inexistência dos motivos e incompetência.
(C) vício de forma e desvio de finalidade.
(D) inexistência de motivos e desvio de finalidade.
(E) ilegalidade do objeto e incompetência.
85. (Defensor Público – 1ª Classe – Maranhão Set/2003) Suponha que uma lei preveja a possibilidade de revogação de
uma licença para construir. Essa lei seria vista doutrinariamente
como contendo uma
(A) regra conceitualmente adequada, posto que a licença, sendo
ato vinculado, pode ser livremente desfeita por motivos de
conveniência e oportunidade.
(B) regra conceitualmente adequada, posto que a licença, sendo
ato vinculado, pode ser livremente desfeita por motivos de
legalidade.
(C) impropriedade conceitual, posto que a licença, sendo ato
discricionário, não pode ser livremente desfeita por motivos de
conveniência e oportunidade.
(D) regra conceitualmente adequada, posto que a licença, sendo
ato discricionário, pode ser livremente desfeita por motivos de
legalidade.
(E) impropriedade conceitual, posto que a licença, sendo ato
vinculado, não pode ser livremente desfeita por motivos de
conveniência e oportunidade.
86. (Procurador do Estado – 3ª Classe – PGE Bahia –
Novembro/2002) - Assinale a afirmativa INCORRETA.
(A) O ato administrativo pode ser anulado pela própria
Administração.
(B) O objeto é elemento sempre vinculado do ato administrativo.
(C) A revogação do ato administrativo produz efeitos ex nunc

(D) A validade do ato está vinculada aos motivos indicados no
fundamento, ainda que a lei não exija motivação.
(E) Os atos administrativos ordinários emanam d poder
hierárquico.
87. (Procurador do Estado – 3ª Classe – PGE Bahia –
Novembro/2002) - Em relação à competência para a prática de
atos administrativos, e INCORRETO dizer que
(A) pode ser sempre delegada.
(B) pode ser avocada, desde que autorizada por lei.
(C) decorre sempre de lei.
(D) é inderrogável pela vontade da Administração.
(E) é improrrogável pela vontade dos interessados.
88. (Procurador do Estado – 3ª Classe – PGE Bahia –
Novembro/2002) - Analise as assertivas a seguir:
I. Os atos administrativos discricionários são insuscetíveis de
controle judicial.
II. O controle interno exercido pela Administração decorre do
poder de autotutela.
III. O controle judicial dos atos da Administração está
condicionado à exaustão das vias administrativa.
Com relação às afirmações acima, verifica-se que APENAS a
(A) I e II estão corretas.
(B) II e III estão corretas.
(C) I está correta.
(D) II está correta .
(E) III está correta.
89. (Assessor Jurídico – Tribunal de Contas do Piauí/2002) Suponha que uma autoridade administrativa resolva exonerar um
servidor ocupante de cargo em comissão. No ato de exoneração,
a autoridade, mesmo que não fosse obrigada a tanto, indica como
motivo de sua decisão a prática de atos de improbidade pelo
servidor. Caso tal motivo não corresponda à realidade, o ato de
exoneração deverá ser
(A) invalidado, mesmo que a autoridade possa voltar a praticá-lo
independentemente do motivo apontado.
(B) mantido, sendo considerado lícito, já que um servidor
ocupante de cargo em comissão pode ser exonerado livremente
pela autoridade competente.
(C) invalidado, mantidos todavia seus efeitos, os quais poderiam
ter sido produzidos independentemente do motivo apontado.
(D) mantido, respondendo porém a autoridade que o praticou por
ilícito administrativo.
(E) mantido, respondendo porém a autoridade que o praticou, na
esfera cível, por danos morais.
90. (Assessor Jurídico – Tribunal de Contas do Piauí/2002) - A
revogação de um ato administrativo de caráter normativo geral
(A) não é possível.
(B) só pode ser feita pela própria Administração, de ofício ou
mediante a provocação de qualquer interessado.
(C) só pode ser feita pelo Poder Judiciário, mediante a
provocação de qualquer interessado.
(D) só pode ser feita pelo Poder Judiciário, mediante a
provocação da própria Administração.
(E) pode ser feita pela própria Administração, de ofício ou
mediante a provocação de qualquer interessado, ou pelo Poder
Judiciário, mediante a provocação de qualquer interessado.
91. (Auditor – Tribunal de Contas do Estado de Sergipe –
Janeiro/2002) - Dentre os componentes necessários à formação
do ato administrativo,
(A) o requisito "motivo" corresponde à situação de direito ou de
fato que determina ou autoriza a realização do ato.

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(B) o atributo "objeto" diz respeito à criação, modificação ou
comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas ou
coisas.
(C) o requisito "imperatividade" impõe a coercibilidade para o
cumprimento ou execução do ato.
(D) o atributo "finalidade" corresponde ao objetivo de interesse
público a ser atingido.
(E) o requisito "auto-executoriedade" consiste na possibilidade de
imediata execução, sem necessidade de prévia apreciação
judicial.
92. (Auditor – Tribunal de Contas do Estado de Sergipe –
Janeiro/2002) - No que diz respeito à invalidação dos atos
administrativos, a
(A) anulação pode ser feita pela Administração Pública, sendo a
revogação privativa do Poder Judiciário.
(B) revogação e a anulação são da competência da Administração
Pública, cabendo ao Poder Judiciário apenas a anulação.
(C) anulação e a revogação podem ser realizadas pelo Poder
Judiciário, sendo reservada à Administração Pública a
competência para a rescisão.
(D) anulação pode ser feita pela Administração Pública, sendo
reservada ao Poder Judiciário a competência para a rescisão.
(E) revogação, anulação e rescisão são da competência comum
da Administração Pública e do Poder Judiciário.
93. (Subprocurador – Tribunal de Contas do Estado de Sergipe –
Janeiro/2002) - O desfazimento de um ato administrativo
discricionário, em razão da constatação de desvio de finalidade,
caracteriza-se como
(A) anulação, de competência exclusiva do Poder Judiciário.
(B) revogação, de competência exclusiva da Administração.
(D) anulação, de competência exclusiva da Administração.
(D) revogação, de competência tanto do Poder Judiciário, como
da Administração.
(E) anulação, de competência tanto do Poder Judiciário, como da
Administração.
94. (Procurador do Estado do Rio Grande do Norte/2001) - Ato
administrativo complexo é:
a) aquele que versa sobre questões de difícil alcance.
b) aquele que resulta da manifestação de dois ou mais órgãos, em
que a vontade de um é instrumental em relação a de outro, que
edita o ato principal.
c) aquele que depende da manifestação de vontade de um órgão
colegiado.
d) aquele que depende da manifestação de vontade de um ou
mais órgãos colegiados.
e) aquele que resulta da manifestação de dois ou mais órgãos,
sejam eles singulares ou colegiados, cuja vontade se funde para
formar um ato único.
95. (Procurador do Estado do Rio Grande do Norte/2001) - Ato
administrativo inexistente é:
a) ato administrativo que não foi praticado.
b) ato administrativo que não chega a entrar no mundo jurídico por
falta de um elemento essencial e que, em conseqüência, não é
passível de convalidação.
c) ato administrativo que embora padeça de graves vícios na sua
formação é passível de ser objeto de convalidação.
d) ato praticado com defeito de forma.
e) ato praticado com defeito de competência, podendo ser
ratificado pela autoridade superior.
96. (Advogado – DESENBAHIA/2002) - Dentre outros, são atos
administrativos de hierarquia interna, negociais e normativos,
respectivamente,
(A) os punitivos, as instruções e as resoluções.

(B) os despachos, as dispensas e as deliberações.
(C) as licenças, as renúncias administrativas e os regimentos.
(D) as permissões, os ofícios e as decisões padronizadas.
(E) as autorizações, as portarias e as homologações.
97. (Analista Judiciário – Adm - TRE-PE/2004) - Considere os
seguintes atos administrativos:
I.Ato que permite a contratação do vencedor da licitação,
ainda que ele não tenha promovido a competente garantia.
II.Ato que permite a nomeação de um funcionário para cargo
de provimento efetivo para os serviços da Câmara Municipal,
sem o prévio concurso, depois do recesso parlamentar.
Os atos administrativos I e II são, respectivamente,
(A) perfeito, válido e ineficaz; perfeito, inválido e ineficaz. (B)
imperfeito, válido e ineficaz; perfeito, válido e eficaz.
(C) perfeito, inválido e eficaz; perfeito, inválido e eficaz.
(D) imperfeito, válido e eficaz; imperfeito, válido e eficaz.
(E) perfeito, inválido e ineficaz; imperfeito, inválido e ineficaz.
98. (Analista Judiciário – Jud - TRE-PE/2004) - Dentre outras, são
causas determinantes da extinção dos atos
administrativos
eficazes e ineficazes, respectiva- mente, a
(A) recusa do beneficiário e o cumprimento dos efeitos do ato.
(B) renúncia do beneficiário e a recusa do beneficiário.
(C) recusa do beneficiário e a renúncia do beneficiário.
(D) mera retirada do ato e o desaparecimento do objeto da
relação jurídica.
(E) retirada do ato por caducidade e a renúncia do beneficiário.
99. (Analista Judiciário – Jud - TRE-PE/2004) - Considere: O ato
administrativo unilateral
I.discricionário pelo qual se exerce o controle, a priori ou a
posteriori, do ato administrativo caracteriza a homologação.
II.e vinculado pelo qual a Administração Pública, sempre a
posteriori, reconhece a legalidade de um ato administrativo diz
respeito à aprovação.
III.pelo qual a autoridade competente atesta a legitimidade formal
de outro ato jurídico, não significando concordância com o seu
conteúdo, caracteriza o visto.
IV.e vinculado pelo qual a Administração reconhece ao
particular, que preenche os requisitos legais, o direito à
prestação de um serviço público diz respeito à admissão.
Nesses casos, são corretos APENAS os itens
(A) III e IV.
(B) I e III.
(C) I e IV.
(D) I, II e IV.
(E) II, III e IV.
100. (Técnico Judiciário – Adm - TRE-PE/2004) - Considere as
ações abaixo.
I.Revogar seus próprios atos, quando eivados de vícios que os
tornem ilegais.
II.Anular seus próprios atos, quando portadores de vícios que
os tornem ilegais.
III.Anular seus próprios atos por questão de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
IV.Revogar seus próprios atos por motivo de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
V.Revogar seus próprios atos, quando portadores de vícios,
mesmo que sanáveis.
A respeito do controle administrativo a Administração Pública
pode APENAS
(A) I e III.
(B) II e IV.
(C) II e V.
(D) III e IV.
(E) IV e V.

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101. (Analista Judiciário – Jud – TRT 2ª R/2004) - O ato
administrativo, tão logo perfeito, desencadeia a obrigatoriedade
de respeito por todos. A isso a doutrina denomina de
(A) auto-executoriedade, que pode ser utilizada a critério do
administrador, sem necessidade de qualquer ato normativo ou
reclamo administrativo.
(B) exigibilidade, sendo que esse atributo está presente em todas
as modalidades de ato.
(C) poder extroverso, mas essa possibilidade não aparece nos
atos ampliativos de direito e também nos atos certificatórios.
(D) poder de polícia administrativa, abrangendo as polícias
judiciária e legislativa, no sentido de limitar a ocorrência do abuso
de direito.
(E) presunção juris tantum, que não se inverte mesmo
quando contestado em juízo ou fora dele, inclusive na esfera
administrativa.
102. (Analista Judiciário – Jud – TRT 2ª R/2004) - Em matéria de
discricionariedade e vinculação, considere as assertivas:
I.O ato discricionário pode existir diante de conceitos teoréticos ou
unissignificativos.
II.O ato vinculado não pode ser praticado quando esteja o
administrador diante de conceitos unis- significativos, de
conceitos teoréticos.
III.A
discricionariedade
está
alojada nos
conceitos
pragmáticos, conceitos empíricos e, portanto, que não
prescindem de valoração.
IV.Os
conceitos
teoréticos,
conceitos
unissignificativos
proporcionariam vinculação completa, enquanto os pragmáticos
poderiam levar à discricionariedade.
Conclui-se serem corretas APENAS
(A) I e II.
(B) I, II e IV.
(C) I, III e IV.
(D) II e III.
(E) III e IV.

Gabarito – Parte III
69. B
75. D
81. A
87. A
93. E
99. A

70. B
76. A
82. D
88. D
94. E
100. B

71. E
77. E
83. A
89. A
95. B
101. C

72. E
78. C
84. C
90. B
96. B
102. E

73. C
79. A
85. E
91. A
97. A

74. D
80. D
86. B
92. B
98. B

PARTE IV
103. (Analista Judiciário – Jud – TRT 2ª R/2004) - No que se
refere à invalidação do ato administrativo, é INCORRETO
afirmar que
(A) o ato anulatório só atinge atos válidos, porque quando se trata
de atos inválidos está presente outra categoria, ou seja, a
revogação.
(B) a invalidação deve ocorrer, em princípio, sempre que haja
vício no ato administrativo.
(C) há hipóteses em que situações passadas não podem ser
reconstituídas por obstáculos de outras normas jurídicas, não
alcançando efeitos já consumados.
(D) havendo consolidação pelo decurso do tempo, de atos
surgidos como viciados, fica a invalidação obstada.

(E) embora existente ato inválido, se tal ato não tiver
contaminado novas relações jurídicas surgidas, à invalidação
não se deve proceder.
104. (Técnico Judiciário - Adm – TRT 2ª R/2004) - Em matéria de
anulação e revogação dos atos administrativos, é certo que
(A) a Administração pode anular atos administrativos
inconvenientes e inoportunos, tendo a decisão função constitutiva,
embora com efeito declaratório.
(B) o Judiciário pode anular atos administrativos com vício de
ilegalidade, tendo a sentença função declaratória, embora com
efeito constitutivo.
(C) o Judiciário pode revogar atos administrativos desafinados
com o Direito, tendo a sentença função condenatória, mas com
efeito declaratório.
(D) a Administração pode revogar atos administrativos com
vício de ilegalidade, tendo a decisão função constitutiva, mas
com efeito condenatório.
(E) tanto o Judiciário como a Administração podem anular e
revogar
atos
administrativos,
tendo a decisão função
constitutiva, mas com efeito suspensivo.
(Adaptada) Considere o enunciado abaixo para responder às duas
próximas questões:Para contratar, pelo regime da Lei no
8.666/93, a compra de materiais de escritório, no valor de R$
12.000,00, e uma obra no valor de R$ 20.000,00, uma
sociedade
de
economia
mista federal
decide
pela
inexigibilidade
de
licitação
por
motivo
do valor.
Posteriormente, invocando
nulidade nos contratos
assim
celebrados, a autoridade administrativa competente decide
revogá-los de ofício. Todavia, alegando tratar-se de ato
discricionário o ato de revogação, tal autoridade não o motiva. Em
sua defesa, as empresas que haviam sido contratadas
recorrem ao Presidente da República que, sendo autoridade
hierarquicamente superior ao dirigente da sociedade de economia
mista, poderia, em nome da imperatividade dos atos
administrativos, reconsiderar a decisão de seu subordinado.
105. (Analista Judiciário - Jud – TRT 3ª R/2004) - Quanto à
ausência de motivação do ato em questão,
(A) configura-se propriamente hipótese em que a motivação é
dispensada, dado o caráter discricionário do ato.
(B) equivoca-se a autoridade, pois a desnecessidade de
motivação não
decorre
necessariamente
da
natureza
discricionária do ato.
(C) equivoca-se a autoridade, posto que todo ato administrativo
deve ser motivado, sob pena de nulidade.
(D) equivoca-se a autoridade, posto que todo ato administrativo
deve ser motivado, sob pena de ser considerado anulável.
(E) equivoca-se a autoridade pois apenas os atos vinculados
dispensam motivação.
106. (Analista Judiciário - Jud – TRT 3ª R/2004) - Quanto ao
emprego da noção de imperatividade dos atos administrativos na
situação proposta, tal noção foi
(A) adequadamente invocada.
(B) inadequadamente
invocada,
sendo
a
autoexecutoriedade o mecanismo que melhor se aplica à situação.
(C) inadequadamente
invocada,
sendo
a
autotutela o
mecanismo que melhor se aplica à situação.
(D) inadequadamente invocada, sendo a presunção de
veracidade o mecanismo que melhor se aplica à situação.
(E) inadequadamente invocada, sendo a presunção de legalidade
o mecanismo que melhor se aplica à situação.
107. (Analista Judiciário - Adm – TRT 23ª R/2004) - No que diz
respeito à extinção dos atos administrativos, considere:

(B) requisito ou elemento mediante o qual o ato administrativo pode ser posto em execução pela Administração. (B) auto-executoriedade e à tipicidade. II. (Técnico Judiciário . segundo critérios de oportunidade. No entanto. a anulação é da competência exclusiva do Poder Judiciário. (C) exigibilidade e à imperatividade.Adm – TRT 23ª R/2004) . por sua vez. (Técnico Judiciário – Jud-Adm/Sem Esp – TRF 4ª R/2004) A imperatividade corresponde ao (A) atributo pertinente ao objeto ou conteúdo que proporciona a produção de efeito jurídico imediato do ato administrativo. (B) somente poderá ser livremente exercido pelo administrador quanto ao mérito e a forma. respectivamente. tratando-se de atos vinculados praticados de acordo com as exigências e requisitos previstos em lei. a anulação será declarada por decisão judicial. (E) tipicidade e à presunção de legitimidade. tendo em vista o bem comum. (D) a revogação deverá ser praticada pela Administração quando presentes razões pertinentes ao desvio da finalidade. (Analista Judiciário – Jud/Exec Mand – TRF 4ª R/2004) . Estas situações que acarretam a extinção do ato administrativo mediante retirada. como requisito do ato.O atributo pelo qual os atos administrativos devem corresponder a figuras definidas previamente pela lei como aptos a produzirem resultados. . a anulação do ato administrativo somente poderá ser efetuada pela Administração. 109. conveniência. em contrapartida. praticado apenas pela Administração. o atendimento ao comando do ato. é correto afirmar que (A) a Administração Pública não tem qualquer liberdade de atuação. conteúdo ou o modo de realização do ato administrativo. (D) requisito pelo qual o ato administrativo deve cor. (C) anulação e contraposição. (A) não dá margem a qualquer apreciação subjetiva. o poder de ação administrativa. (C) tipicidade é requisito do ato segundo o qual este deve corresponder a figuras definidas previamente pela lei.responder a figuras definidas previamente pela lei. como seu atributo. (B) motivação e à presunção de legitimidade. tendo em vista razões de conveniência e oportunidade. 108. haja vista que a finalidade deverá atender apenas ao interesse público secundário. (B) a revogação é ato vinculado. 111. e o atributo pelo qual o ato administrativo pode ser posto em execução pela própria Administração Pública. e o atributo que diz respeito à conformidade do ato com a lei. (C) a revogação somente poderá ser praticada pela Administração em decorrência de vício por ilegalidade. correspondem. (B) não há por parte da Administração.No que diz respeito aos atos administrativos. (B) auto-executoriedade. por razões de conveniência e oportunidade. (D) caducidade e cassação. sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário. (C) imperatividade e à presunção de legitimidade. (E) invalidação e cassação. 114. apenas quanto aos requisitos da imperatividade e do motivo. (D) quando a lei descrevê-lo mediante vocábulos unissignificativos.Quando o destinatário descumprir condições que deveriam permanecer atendidas a fim de poder continuar desfrutando da situação jurídica. (D) presunção de legitimidade. respectivamente. nem o seu destinatário. dizem respeito. que determina ou autoriza a realização do ato. (Analista Judiciário – Jud/Sem Esp – TRF 4ª R/2004) . (Analista Judiciário – Jud/Exec Mand – TRT 23ª R/2004) . respectivamente. 112. já a anulação decorre de ilegalidade. possibilita ao administrador uma apreciação subjetiva. justiça.A respeito da discricionariedade e vinculação dos atos administrativos. a (A) imperatividade. podendo ser feita pela Administração como também pelo Poder Judiciário. (B) contraposição e revogação. requisito de validade do ato. correspondem. tornouse incompatível com aquele tipo de uso. (E) a revogação pelo Judiciário é ato vinculado. (E) o poder discricionário da Administração não alcança a liberdade de escolha. é correto afirmar que (A) a revogação é ato discricionário pelo qual a Administração extingue um ato válido. (D) os atos vinculados são automáticos. (E) não é totalmente livre. a exemplo da licença para funcionamento de um restaurante. porque. gerando efeitos retroativos. 113.Página 53 de 91 I. sob os aspectos da competência e finalidade. com relação a terceiros.Em decorrência da nova lei de zoneamento do Município de Caldeira do Alto. mesmo que atue nos claros da lei ou do regulamento e não desatenda as regras que bitolam sua prática. que posteriormente converteu-se em casa de jogos clandestinos. (C) será parcialmente liberado ao administrador. quando se tratar de ato vinculado. em decorrência do princípio da publicidade. equidade. por sua vez.A respeito dos instrumentos de invalidação dos atos administrativos. à (A) tipicidade e à presunção de legitimidade. (Técnico Judiciário . (D) tipicidade e à auto-executoriedade. o ato de permissão de uso de bem público imóvel destinado à exploração de parque de diversões. próprios da autoridade. independentemente de determinação judicial.Adm – TRT 23ª R/2004) . (E) a situação de direito ou de fato. o dever de motivá-los. 110. permite a imediata execução do ato. corresponde ao atributo denominado motivo. quando presentes razões de conveniência e justiça. (E) presunção de veracidade e à exigibilidade. à (A) finalidade e à forma. nem escolher a melhor oportunidade. quando presentes questões de justiça e interesse público. (C) a discricionariedade não se manifesta no ato em si.O atributo do ato administrativos que impõe. independentemente de sua concordância. não podendo a Administração decidir sobre a conveniência de sua prática. já a anulação pela Administração Pública constitui forma de invalidação em decorrência de excesso do poder. o administrador pode adotar uma ou outra solução. (C) elemento pelo qual o ato administrativo se amolda à situação de fato que impõe a sua prática. a lei impõe restrições. porque não definidos pelo legislador. impõe ao particular o fiel cumprimento deste. (Analista Judiciário – Jud/Exec Mand – TRF 4ª R/2004) . mas não permite que o poder Público sujeite o administrado à execução forçada. embora discricionário. possibilita a execução deste. à (A) convalidação e renúncia. quando a lei utilizar noções precisas. (D) presunção de veracidade e à forma. mas no poder de a Administração praticá-lo pela maneira e nas condições que repute mais conveniente ao interesse público.Ao praticar os atos discricionários.

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(E) atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a
terceiros, independentemente de sua concordância.
115. (Técnico Judiciário – Jud-Adm/Sem Esp – TRF 4ª R/2004) Quando a matéria de fato ou de direito, em que se
fundamenta o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente
inadequada ao resultado obtido, ocorre a não observância do
requisito de validade do ato administrativo denominado
(A) finalidade.
(B) competência.
(C) motivo.
(D) forma.
(E) objeto.
116. (Auditor – TC-PI/2005) - A Súmula no 473 do Supremo
Tribunal Federal é assim enunciada: “A Administração pode
anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os
tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogálos, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados
os direitos adquiridos e ressalvada, em todos os casos, a
apreciação judicial.”
Já o parágrafo único do Art. 59, da Lei no 8.666/93, ao tratar
da declaração de nulidade dos contratos administrativos,
assim dispõe: “A nulidade não exonera a Administração do dever
de indenizar o contratado pelo que este houver executado até
a data em que ela for declarada e por outros prejuízos
regularmente
compro- vados, contanto que não lhe seja
imputável, promovendo- se a responsabilidade de quem lhe deu
causa.” Interpretando-se esses textos, conclui-se que
(A) a Lei no 8.666/93 revogou parcialmente a Súmula no 473,
no tocante a direitos originários de atos nulos.
(B) esse dispositivo da Lei no 8.666/93 é inconstitucional.
(C) é possível que a Administração, de ofício, declare a nulidade
de um contrato administrativo, e ainda assim tenha de
indenizar o contratado.
(D) para que o contratado receba indenização pelo que houver
executado, a Administração terá de revogar o contrato eivado de
nulidade.
(E) a declaração de nulidade de um contrato administrativo,
que gere indenização ao contratado, deve ser feita por via judicial.
117. (Procurador – TC-PI/2005) - Alegando a ocorrência de
determinado fato, o agente público competente praticou ato
administrativo. Entretanto, o agente público foi induzido a erro
e o fato alegado, na verdade, não ocorreu. Na ausência desse
fato, a lei não autorizaria a prática do ato. Esse ato é
(A) anulável, por ter ocorrido o vício de vontade denominado
erro.
(B) anulável, por ter ocorrido o vício de vontade denominado
dolo.
(C) nulo, por falta de motivação.
(D) nulo, por inexistência de motivos.
(E) nulo, por desvio de finalidade.
118. (Procurador – TC-PI/2005) - Entende-se que o Poder
Judiciário pode analisar o mérito de ato administrativo
discricionário
(A) sempre que o desejar, em razão da inafastabilidade do
controle jurisdicional.
(B) quando os pressupostos legais autorizadores do ato não estão
presentes.
(C) na hipótese de haver sido praticado por autoridade
incompetente.
(D) se a motivação é deficiente, insuficiente para esclarecer os
reais motivos de conveniência e oportunidade.
(E) quando a medida tomada é desproporcionalmente gravosa,
tendo em vista os fins visados.

119. (Procurador do Estado de São Paulo/2002) - São atributos do
ato administrativo:
(A) formalidade, hierarquia e presunção de veracidade.
(B) finalidade, motivação, forma e competência.
(C) finalidade, imperatividade e presunção de executoriedade.
(D) legalidade, moralidade e economicidade.
(E) presunção de legitimidade,
imperatividade
e autoexecutoriedade.
120. (Procurador do Estado de Pernambuco/2004) - Determinado
ato administrativo foi editado visando a fim diverso daquele
previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência,
o que enseja
(A) nulidade, ainda que não haja desvio de finalidade, desde
que o ato tenha sido lesivo ao patrimônio público ou de
entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa,
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.
(B) nulidade por desvio de finalidade, que pode ser invocada
em Ação Popular, que visa a anular o ato lesivo ao patrimônio
público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa,
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e
cultural.
(C) nulidade, cuja declaração pode ser pleiteada por meio de
Ação Popular, a ser ajuizada pelo Ministério Público, ainda que
não tenha havido lesividade ao patrimônio público ou de
entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa,
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.
(D) nulidade, passível de convalidação do ato pela retificação do
mesmo, mesmo que tenha havido lesividade ao patrimônio
público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa,
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e
cultural.
(E) nulidade somente no que concerne às conseqüências do
desvio de poder, quais sejam lesividade ao patrimônio público
ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e
cultural, não afetando a validade do ato em si.
121. (Analista Judiciário – Jud – TRT 22ª R/2004) - As constantes
ausências imotivadas de Manoel Tadeu ao serviço, analista
judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 22a Região,
levaram o seu superior imediato
a aplicar-lhe a pena de
suspensão de 15 (quinze) dias. Publicada no Diário Oficial a
penalidade, Manoel recusou- se a cumprir aquela sanção, sob a
argumentação de que a maioria das ausências foi motivada por
problemas de saúde de sua mãe, fatos esses que
sequer foram alegados e nem mesmo provados no decorrer do
processo administrativo instaurado para apurar aquelas faltas.
Conseqüentemente, não concordando em cumprir a penalidade
aplicada,
estarão sendo
INOBSERVADOS
os seguintes
atributos do correspondente ato administrativo:
(A) coercibilidade e finalidade.
(B) motivo e auto-executoriedade.
(C) imperatividade e presunção de legitimidade.
(D) veracidade e motivo.
(E) tipicidade e vinculação.
122. (Analista Judiciário – Adm – TRT 22ª R/2004) - No dia 13
de agosto de 2004, por meio de Alvará, a Administração
Pública concedeu autorização a Elisabete para utilizar
privativamente determinado bem público. No dia seguinte,
revogou referido ato administrativo, alegando, para tanto, a
necessidade de utilização pública do bem. Posteriormente, no
dia 15 de agosto do mesmo ano, sem que a Administração tenha
dado qualquer destinação ao bem em questão, autorizou Marcos
Sobrinho a utilizá-lo privativamente. Referida atitude comprovou
que os pres- supostos fáticos da revogação eram
inexistentes. Diante do fato narrado, Elisabete

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(A) terá que acatar a decisão da Administração Pública, já que a
autorização é ato unilateral, vinculado e precário.
(B) nada poderá fazer, uma vez que a autorização é ato
administrativo bilateral, discricionário e precário.
(C) somente poderá pleitear indenização, em ação judi- cial, pelos
prejuízos porventura suportados.
(D) poderá pleitear a invalidação da revogação, em vir- tude da
teoria dos motivos determinantes.
(E) poderá requerer, junto à Administração Pública, a
invalidação da revogação, em razão do instituto da “Verdade
Sabida”.
123. (Analista Judiciário – Adm – TRT 22ª R/2004) - O órgão da
prefeitura responsável pela fiscalização de bares e restaurantes
verificou, em visita de rotina, que um estabelecimento estava
servindo a seus clientes alimentos com data de validade
expirada. Tendo em vista tal fato, confiscou imediatamente
referidos produtos e os incine- rou. O atributo do ato
administrativo que possibilitou a apreensão dos gêneros
alimentícios em questão pela Administração Pública, sem a
necessidade de intervenção judicial, denomina-se
(A) legalidade.
(B) eficiência.
(C) imperatividade.
(D) auto-executoriedade.
(E) presunção de veracidade.
124. (Analista Judiciário – Jud/Exec Mand – TRT 22ª R/2004) - A
conceituação de ato administrativo em face do Estado
Democrático de Direito, obtida a partir do conjunto
principiológico constante na Constituição Federal, corresponde à
(A) norma concreta, emanada do Estado, ou por quem esteja
no exercício da função administrativa, que tem por finalidade
criar, modificar, extinguir ou declarar relações jurídicas entre o
Estado e o administrado, suscetível de ser contrastada pelo
Poder Judiciário.
(B) manifestação bilateral da vontade da Administração
Pública, ou de quem a represente, tendo como finalidade
criar ou extinguir direitos e obrigações, produzindo efeitos
jurídicos imediatos, sob o regime de direito público e não se
sujeita ao controle judicial.
(C) conjugação de vontades do Estado, ou de quem lhe faça as
vezes, e do administrado, objetivando criar, modificar ou
declarar as correspondentes relações jurídicas, sob o regime
de direito público e privado, sujeita apenas à apreciação judicial
quanto ao mérito.
(D) manifestação unilateral da vontade da Administração Pública,
objetivando determinar, compulsoriamente, a observância a
direitos e obrigações pelo administrado, passível de apreciação
de ofício pelo Poder Judiciário.
(E) regra ditada unilateral ou bilateralmente pelo Estado, ou por
quem o represente, mediante plena observância da lei para que
produza os correspondentes efeitos, podendo sofrer o controle
judicial quanto à discricionariedade e ao mérito.
125. (Analista Judiciário – Jud/Exec Mand – TRT 22ª R/2004) - Os
atos de nomeações de Márcio para cargo de Analista Judiciário
por aprovação em concurso público, e de Josimar para o
cargo de Assistente do Diretor Geral, de livre nomeação e
exoneração, lotados no Tribunal Regional do Trabalho da
22a Região, correspondem, respectivamente, à vinculação e
à discricionariedade do ato administrativo. Diante disso,
considere as seguintes situações:
I.A discricionariedade é sempre relativa e parcial, porque,
quanto à competência, à forma e à finalidade, como
requisitos do ato, a autoridade administrativa está subordinada
ao que a lei dispõe, como para qualquer ato vinculado.

II.A vinculação poderá ser parcial ou total, posto que o motivo, a
finalidade e o objeto, como requisitos ou elementos do ato,
deverão ser valorados pelo administrador público, razões
pelas quais existirá sempre uma diminuta margem de
liberdade, aplicável, também, para o ato discricionário.
III.Tanto a discricionariedade como a vinculação são parciais
quanto à motivação, finalidade e imperatividade, que constituem
requisitos do ato, não possibilitando a mínima liberdade de
atuação do administrador, mesmo quando parcialmente
subordinado à lei.
É correto o que se contém APENAS em
(A) I.
(B) I e III.
(C) II.
(D) II e III.
(E) III.
126. (Analista Judiciário – Jud/Exec Mand – TRT 22ª R/2004) Com relação aos atos administrativos, considere:
I.Atos emanados de autoridades outras que não o Chefe do
Executivo, inclusive do Presidente do Tribunal Regional do
Trabalho da 22a Região, tendo como objetivo disciplinar matéria
de suas compe- tências específicas, como forma de atos gerais
ou individuais.
II.Atos que se revestem como fórmula de expedição de normas
gerais de orientação interna, emanados do Diretor Geral do
Tribunal Regional do Trabalho da 22a Região, a fim de
prescreverem o modo pelo qual seus subordinados deverão dar
andamento aos seus serviços.
III.Atos expedidos pela Diretoria de Material e Patrimônio do
Tribunal Regional do Trabalho da 22a Região, objetivando
transmitir ordens uniformes aos seus subordinados.
Os atos administrativos referidos em I, II e III corres- pondem,
respectivamente, às seguintes espécies:
(A) instruções, ofícios e circulares.
(B) decretos, avisos e ordens de serviço.
(C) despachos, portarias e ofícios.
(D) pareceres, alvarás e avisos.
(E) resoluções, instruções e circulares.
127. (Analista Judiciário – Jud/Exec Mand – TRT 22ª R/2004) Em matéria de revogação dos atos administrativos, é
INCORRETO asseverar:
(A) não podem ser revogados os atos que exauriram os seus
efeitos; como a revogação opera efeitos para o futuro, impedindo
que o ato continue a produzir efeitos, se o ato já exauriu, não
haverá razão para a revogação.
(B) os atos vinculados podem ser revogados, precisa- mente
porque neles se apresentam os aspectos pertinentes
à
conveniência e oportunidade; e a administração tem a
liberdade para apreciar esses aspectos no momento da edição
do ato, e também poderá apreciá-los posteriormente.
(C) a revogação não pode ser praticada quando estiver exaurida
a competência relativamente ao objeto do ato; se o
interessado recorreu de um ato administrativo e este esteja
sob apreciação de autoridade superior, aquela que praticou o
ato não terá competência para revogá-lo.
(D) a revogação não pode alcançar os intitulados meros atos
administrativos, a exemplo das certidões, atestados, votos, haja
vista que os efeitos deles decorrentes são estabelecidos pela
lei.
(E) a Administração pode revogar seus próprios atos por motivo
de conveniência e oportunidade, respeitados os
direitos
adquiridos e ressalvada, em todos os casos, a apreciação
judicial.
128. (Analista Judiciário – Adm – TRT 8ª R/2004) - Para a
realização dos atos administrativos vinculados, é correto

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afirmar que o administrador estará diante de conceitos
jurídicos
(A) que possibilitam soluções diversas ou plurissignificativos.
(B) que admitem uma única solução, ou seja, unissignificativos.
(C) teotéricos, que não admitem solução única.
(D) portadores de decisões indiferentes ou unissignificativos.
(E) plurissignificativos ou que admitem mais de uma solução.
129. (Analista Judiciário – Adm – TRT 8ª R/2004) - Sobre a
classificação dos atos administrativos, é correto afirmar:
(A) Denominam-se atos complexos aqueles que resultam da
manifestação de dois ou mais órgãos, cujas vontades se unem
para formar um ato único.
(B) Consideram-se atos perfeitos aqueles que ainda não
exauriram os seus efeitos.
(C) Nos denominados atos de gestão, a Administração Pública
lança mão de sua supremacia sobre os interesses dos
particulares.
(D) São considerados atos imperfeitos aqueles inaptos a produzir
efeitos jurídicos, embora tenham completado o ciclo de
formação.
(E) São denominados atos compostos aqueles que necessitam
da manifestação de vontade de um único órgão, mas sempre
dependem de apreciação judicial para tornarem-se exeqüíveis.
130. (Analista Judiciário – Jud/Exec Mand – TRT 8ª R/2004) - No
que se refere à revogação e à anulação do ato administrativo, é
correto afirmar que
(A) a revogação pressupõe sempre a existência de um ato ilegal e
ineficaz.
(B) incumbe exclusivamente à Administração Pública a
revogação do ato administrativo legal e eficaz, o que produzirá
efeito ex tunc.
(C) a revogação pode ser declarada tanto pela Administração
Pública quanto pelo Poder Judiciário, quando provocado.
(D) incumbe exclusivamente à Administração Pública a
revogação do ato administrativo legal e eficaz, o que produzirá
efeito ex nunc.
(E) o ato administrativo só pode ser anulado por ação judicial,
sendo vedado à Administração Pública fazê-lo diretamente, pois
lhe é vedado o controle da legalidade.
131. (Técnico Judiciário - Adm – TRT 8ª R/2004) - Dentre os
atributos do ato administrativo, destaca-se o da presunção de
legitimidade, segundo o qual
(A) a irreversibilidade do ato administrativo é produzida
judicialmente.
(B) existe a presunção de que os fatos afirmados pela
Administração efetivamente ocorreram, cabendo prova em
contrário, a cargo do interessado.
(C) a sua imediata execução é autorizada, pois há presunção de
que o ato foi praticado conforme a lei.
(D) a prova do vício formal ou do controle quanto ao mérito
não é admitida.
(E) não se permite que a Administração possa anular o ato.
132. (Técnico Judiciário - Adm – TRT 8ª R/2004) - Um ato
administrativo perfeito pode ser extinto, por motivo de
conveniência e oportunidade. Essa afirmação contém conceito
relacionado com a
(A) revogação.
(B) anulação.
(C) convalidação.
(D) conversão.
(E) invalidação.

133. (Analista Judiciário – Jud/Adm – TRT 15ª R/2004) - No que
se refere aos requisitos ou elementos do ato administrativo, é
certo afirmar que
(A) o motivo é o resultado que a Administração Pública quer
alcançar com a prática do ato.
(B) a ausência do motivo ou a indicação de um motivo simulado
não bastam para invalidar o ato administrativo.
(C) o motivo e a motivação se confundem porque têm os mesmos
significados e efeitos.
(D) a motivação é sempre desnecessária para os atos
vinculados e discricionários, e obrigatória para os outros atos.
(E) o motivo é o pressuposto de fato e de direito que serve de
fundamento ao ato administrativo.
134. (Analista Judiciário – Jud/Exec Mand – TRT 15ª R/2004) - É
certo afirmar que no Direito Administrativo a autoexecutoriedade
(A) é um requisito do ato administrativo em que a
Administração se utiliza de meios indiretos de coerção, como as
penalidades administrativas, sendo vedado o emprego da força.
(B) existe em todos os atos administrativos, por ser da
própria natureza da execução desses atos pela Administração
Pública, não importando a sua espécie.
(C) confere à Administração a prerrogativa de tomar uma
decisão executória sem necessitar da intervenção do
Judiciário, inclusive afastando o controle judicial a posteriori.
(D) só é possível quando expressamente prevista em lei
e se
trata de medida urgente que, caso não adotada de imediato,
possa causar prejuízo maior para o interesse público.
(E) é uma prerrogativa da Administração Pública pela qual os
atos
administrativos
impõem
obrigações
a terceiros,
independentemente de sua concordância.
135. (Analista Judiciário – Jud/Exec Mand – TRT 9ª R/2004) - O
novo Chefe do Poder Executivo Estadual, após cinco dias da
posse, ao exonerar o Assessor Especial do Governador,
nomeado em comissão há mais de 10 (dez) anos, estará
praticando ato administrativo
(A) de império e enunciativo.
(B) vinculado e composto.
(C) complexo e regulamentar.
(D) discricionário e ex officio.
(E) de gestão e constitutivo.
136. (Analista Judiciário – Jud – TRT 9ª R/2004) - José Augusto,
analista judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 9a Região,
ao praticar ato que não se inclui nas suas atribuições legais,
preteriu o requisito do ato administrativo denominado
(A) forma.
(B) finalidade.
(C) competência.
(D) motivo.
(E) objeto.
Gabarito – Parte IV
103. A
109. D
115. C
121. C
127. B
133. E

104. B
110. C
116. C
122. D
128. B
134. D

105. B
111. D
117. B
123. D
129. A
135. D

106. C
112. E
118. E
124. A
130. D
136. C

107. D
113. A
119. E
125. A
131. C

108. C
114. E
120. B
126. E
132. A

Seção III Do Concurso Público exigência de outros requisitos estabelecidos em lei. Parágrafo único. 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público: I .aptidão física e mental. científica e tecnológica federais poderão prover seus Art. podendo ser realizado em duas etapas. obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade. servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei. 10. e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas. Vacância.em caráter efetivo. podendo ser prorrogado uma única vez. Seção II Da Nomeação Art. Art. em outro cargo de confiança. O concurso será de provas ou de provas e títulos. 4o É proibida a prestação de serviços gratuitos.o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo. hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade. 9o A nomeação far-se-á: I .em comissão. são criados por lei. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira. 7o A investidura em cargo público ocorrerá com a posse. por igual período.a nacionalidade brasileira. das autarquias. 12. V . II . 3o Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. salvo os casos previstos em lei. VIII . 2o Para os efeitos desta Lei. IX . mediante promoção. para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso. técnicos e cientistas estrangeiros. para cargos de confiança vagos. II . condicionada a inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no edital. Art. § 1o As atribuições do cargo podem justificar a cargos com professores. é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras. Os cargos públicos. IV .recondução. 11. 8o São formas de provimento de cargo público: I . Art. DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS ============================================= Título I Capítulo Único *Das Disposições Preliminares Art. VII . Título II Do Provimento. Parágrafo único. acessíveis a todos os brasileiros.reintegração. sem prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa. A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos. serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administração Pública Federal e seus regulamentos.nomeação. 1o Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União. VI .aproveitamento. III . § 2o Às pessoas portadoras de deficiência Art.reversão.readaptação. para provimento em caráter efetivo ou em comissão. Art.promoção.o gozo dos direitos políticos.112. conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira. Redistribuição e Substituição Capítulo I *Do Provimento Seção I Disposições Gerais Art. com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos. quando indispensável ao seu custeio. Art.a idade mínima de dezoito anos. II . interinamente. inclusive as em regime especial. Remoção. 6o O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder.a quitação com as obrigações militares e eleitorais. O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos. VI . inclusive na condição de interino. O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial poderá ser nomeado para ter exercício. Parágrafo único. Art. e das fundações públicas federais. § 3o As universidades e instituições de pesquisa .Página 57 de 91 ============================================= LEI Nº 8. Art. quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira. V .

requisitado. Parágrafo único. durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo. § 2o Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado. 102. § 3o À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for nomeado ou designado o servidor compete dar-lhe exercício. trinta dias de prazo. 81. que é contado no novo posicionamento na carreira a partir da data de publicação do ato que promover o servidor. 120. observado o disposto no Art. redistribuído. § 1o O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de integral dedicação ao serviço. será submetida à homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor. § 1o Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença ou afastado legalmente. emprego ou função pública. a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor.Página 58 de 91 § 1o O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital. Art. III . IX e X do Art. contados da publicação do ato. § 4o O início do exercício de função de confiança coincidirá com a data de publicação do ato de designação. § 3o A posse poderá dar-se mediante procuração específica. no máximo. Art. realizada de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento do sistema de carreira. O início. que não poderá exceder a trinta dias da publicação. que será publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande circulação. contados da data da posse. o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses. A promoção não interrompe o tempo de exercício. Art. observado o disposto no Art. § 2o Em se tratando de servidor. sem prejuízo da .responsabilidade. se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo. podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração. "d". observados os seguinte fatores: I . 20.capacidade de iniciativa. § 6o Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1o deste artigo. o prazo será contado do término do impedimento. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial. 16. ou afastado nas hipóteses dos incisos I. "b". 18. respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias. Seção IV *Da Posse e do Exercício Art. no qual deverão constar as atribuições. as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado. IV. 14. § 2o O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função de confiança. em licença prevista nos incisos I. no mínimo. alíneas "a". Art. o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo. "e" e "f". IV . § 4o Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação.disciplina. O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido removido. III e V do Art. para a retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo. ressalvados os atos de ofício previstos em lei. Parágrafo único. VIII. que não poderão ser alterados unilateralmente. cedido ou posto em exercício provisório terá. os deveres. § 2o O disposto neste artigo não se aplica a duração de trabalho estabelecida em leis especiais. 17. 18. Ao entrar em exercício. II . A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo. 15. respectivamente. Ao entrar em exercício. 19. dez e. VI. salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por qualquer outro motivo legal. que esteja na data de publicação do ato de provimento. Art. o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual. Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão das atribuições pertinentes aos respectivos cargos. 13. § 2o É facultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos no caput. o prazo a que se refere este artigo será contado a partir do término do impedimento. a suspensão. Art.produtividade. hipótese em que recairá no primeiro dia útil após o término do impedimento. V. § 1o A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento. por qualquer das partes. Art.assiduidade. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo. § 1o Quatro meses antes de findo o período do estágio probatório. § 5o No ato da posse. § 1o É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício. incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede.

§ 6° O Poder Executivo regulamentará o disposto neste artigo. § 2o O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou. § 3o O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção. § 1° A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. observado o disposto no Parágrafo único do Art. § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de efetivo exercício. c) estável quando na atividade. II . a remuneração do cargo que voltar a exercer. (NR) Art. assegurada ampla defesa. bem assim afastamento para participar de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na Administração Pública Federal. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. e o eventual ocupante da vaga. o servidor exercerá suas atribuições como excedente. 83. nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e.DAS. 41 (CF/88). São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. e será retomado a partir do término do impedimento. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa. 84. incisos I a IV. de níveis 6. 27. em substituição aos proventos da aposentadoria.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. encontrando-se provido o cargo. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. b) a aposentadoria tenha sido voluntária. desde que: a) tenha solicitado a reversão. quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria. (modificação: prazo 3 anos . § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade. 41 CF) "Art. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: I .por invalidez. ou equivalentes. § 4° O servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá. 94. o servidor estável ficará em disponibilidade. 26. § 5° O servidor de que trata o inciso II somente terá os proventos calculados com base nas regras atuais se permanecer pelo menos cinco anos no cargo. ou II . § 1o. 24. respeitada a habilitação exigida. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. até a ocorrência de vaga.Página 59 de 91 continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V deste artigo. d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação. o servidor exercerá suas atribuições como excedente. e) haja cargo vago. na hipótese de inexistência de cargo vago. reconduzido ao cargo anteriormente ocupado.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.no interesse da administração." Art. III . chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação. § 2o A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins.vide Art. Seção VIII Da Reversão Art. 25. o readaptando será aposentado. Parágrafo único. o servidor exercerá suas atribuições como excedente. se estável. e somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza Especial. § 4o Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os afastamentos previstos nos arts. sem direito a indenização. Seção V Da Estabilidade Art. até a ocorrência de vaga. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 81. inclusive com as vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria. Art. se estável. 5 e 4. bem assim na hipótese de participação em curso de formação. 21. 22. 95 e 96. 86 e 96. § 5o O estágio probatório ficará suspenso durante as licenças e os afastamentos previstos nos arts. § 2° O tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para concessão da aposentadoria. Seção VII Da Readaptação Art. até a ocorrência de vaga. Encontrando-se provido o cargo. 29. § 1o Se julgado incapaz para o serviço público. § 3° No caso do inciso I. cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores . A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade. reconduzido ao cargo de origem. na forma de lei complementar. . será ele reintegrado.

Página 60 de 91 I . Seção XI Da Disponibilidade e do Aproveitamento Art. quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial. tendo tomado posse. § 3o O vencimento do cargo efetivo.reintegração do anterior ocupante. 41. por membros do Congresso Nacional e Ministros do Supremo Tribunal Federal.inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo. a qualquer título. A exoneração de ofício dar-se-á: I . II .a juízo da autoridade competente. observado o disposto nos arts. até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade. pelos Ministros de Estado. § 1o A remuneração do servidor investido em função ou cargo em comissão será paga na forma prevista no Art. importância superior à soma dos valores percebidos como remuneração. 28. o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido. em espécie. Art. 33. Nenhum servidor poderá perceber. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público. a título de vencimento. Parágrafo único. Parágrafo único. com valor fixado em lei. 61. ainda. 93. o servidor ficará em disponibilidade. VIII . observado o disposto no Art. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor. acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei. A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: I . Art. posto em disponibilidade. § 4o É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo. VI . Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal. sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo. no âmbito dos respectivos Poderes. 30. acrescido das vantagens de caráter permanente.quando. VII . ou no cargo resultante de sua transformação. 42. Parágrafo único. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: I . Capítulo II *Da Vacância Art. o servidor será aproveitado em outro. § 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto. § 2o Encontrando-se provido o cargo. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. importância inferior ao salário-mínimo. 30 e 31. II . ou de ofício. . salvo doença comprovada por junta médica oficial. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado. IX . o servidor posto em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal . Na hipótese prevista no § 3o do Art. Art. 40.promoção.demissão. Art. com ressarcimento de todas as vantagens. 31.readaptação. 35. Encontrando-se provido o cargo de origem. Art. o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem. § 2o O servidor investido em cargo em comissão de órgão ou entidade diversa da de sua lotação receberá a remuneração de acordo com o estabelecido no § 1o do Art. Seção X Da Recondução Art. A vacância do cargo público decorrerá de: Art. 30.posse em outro cargo inacumulável. é irredutível. Título III Dos Direitos e Vantagens Capítulo I *Do Vencimento e da Remuneração Art. Excluem-se do teto de remuneração as vantagens previstas nos incisos II a VII do Art.exoneração. 62.falecimento. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal.SIPEC. mensalmente. Seção IX Da Reintegração Art. a título de remuneração. II . ou.aposentadoria. 34. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. ou entre servidores dos três Poderes. Parágrafo único. II . Nenhum servidor receberá.quando não satisfeitas as condições do estágio probatório.a pedido do próprio servidor. 32. III . 37. Parágrafo único.

até o mês subseqüente ao da ocorrência. nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento. Art. O restante do período interrompido será gozado de uma só vez. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão. 48. Salvo por imposição legal. (O Decreto nº 4. 7o da Constituição Federal quando da utilização do primeiro período. 45. § 1o O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a dez por cento da remuneração. para pagamento. O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas gozará 20 (vinte) dias consecutivos de férias. terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito. Art. § 3o Na hipótese de valores recebidos em decorrência de cumprimento a decisão liminar. 80. 45 da Lei no 8. no caso de necessidade do serviço. § 2o É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço. 97. O servidor em débito com o erário. ou fração superior a quatorze dias. ou mandado judicial. Parágrafo único. Art. Parágrafo único. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública. O servidor fará jus a trinta dias de férias. a reposição será feita imediatamente. O vencimento. As reposições e indenizações ao erário. exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. II . sem motivo justificado. O pagamento da remuneração das férias será efetuado até 2 (dois) dias antes do início do respectivo período. ou em comissão. e saídas antecipadas. na forma definida em regulamento. 46. e dá outras providências). O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente. e no interesse da administração pública. seqüestro ou penhora. É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos.112. Parágrafo único. Capítulo III *Das Férias Art. em defesa de direito ou interesse legítimo. sendo assim consideradas como efetivo exercício. exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada. podendo ser parceladas.a parcela de remuneração diária. o servidor receberá o valor adicional previsto no inciso XVII do Art. na proporção de um doze avos por mês de efetivo exercício. ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. ausências justificadas. a pedido do interessado. 44. Mediante autorização do servidor.Página 61 de 91 Art. § 1o Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício. Capítulo VIII *Do Direito de Petição Art. ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade. Art. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa. § 2o Quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha. que dispõe sobre as consignações em folha de pagamento dos servidores públicos civis. observado o disposto no Art. aposentado ou ao pensionista. 77. serão previamente comunicadas ao servidor ativo. que podem ser acumuladas. no prazo máximo de trinta dias. 78. não podendo ser renovado. 47. convocação para júri. § 4o A indenização será calculada com base na remuneração do mês em que for publicado o ato exoneratório. Art. Art. até o máximo de dois períodos. § 3o As férias poderão ser parceladas em até três etapas. Art. autárquica e fundacional do Poder Executivo da União. salvo na hipótese de compensação de horário. ressalvadas as concessões de que trata o Art. provento ou pensão. proporcional aos atrasos. a tutela antecipada ou a sentença que venha a ser revogada ou rescindida. 104.961/ 2004 Regulamenta o Art. § 5o Em caso de parcelamento. desde que assim requeridas pelo servidor. Art. Parágrafo único. 105. 79. de 11 de dezembro de 1990. § 3o O servidor exonerado do cargo efetivo. comoção interna. perceberá indenização relativa ao período das férias a que tiver direito e ao incompleto. proibida em qualquer hipótese a acumulação. observando-se o disposto no § 1o deste artigo. 106. 77. a ser estabelecida pela chefia imediata. atualizadas até 30 de junho de 1994. por semestre de atividade profissional. As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão ser compensadas a critério da chefia imediata. que for demitido. poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros. a remuneração e o provento não serão objeto de arresto. serviço militar ou eleitoral. O servidor perderá: I . Art. dos aposentados e dos pensionistas da administração direta. serão eles atualizados até a data da reposição. em uma única parcela.a remuneração do dia em que faltar ao serviço. a critério da administração e com reposição de custos. .

promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição. os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. VIII .manter conduta compatível com a moralidade administrativa. Art. X .do indeferimento do pedido de reconsideração.em 120 (cento e vinte) dias.representar contra ilegalidade. qualquer documento ou objeto da repartição.manter sob sua chefia imediata. 108. omissão ou abuso de poder.coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical. Caberá recurso: I . V . A prescrição é de ordem pública. III . II . não podendo ser relevada pela administração. Parágrafo único. IV . participação no capital social ou em . A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada.retirar. em cargo ou função de confiança. em detrimento da dignidade da função pública. e. O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias.atender com presteza: a) ao público em geral. Art. XII . o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado. Art. 117. 107. em escala ascendente. prestando as informações requeridas. 115. A administração deverá rever seus atos.participar de gerência ou administração de sociedade privada.tratar com urbanidade as pessoas. interrompem a prescrição. da decisão recorrida. salvo a participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha. 112.guardar sigilo sobre assunto da repartição. ressalvadas as protegidas por sigilo. Art. é assegurada vista do processo ou documento. sucessivamente. Parágrafo único. Art. Capítulo II *Das Proibições Art. assegurando-se ao representando ampla defesa. São deveres do servidor: I . quando eivados de ilegalidade. III . quando o ato não for publicado. 110. direta ou indiretamente.ser assíduo e pontual ao serviço. Art. nos demais casos. b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso.ausentar-se do serviço durante o expediente. ao servidor ou a procurador por ele constituído. § 1o O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão. Ao servidor é proibido: I .opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço. Título IV Do Regime Disciplinar Capítulo I *Dos Deveres Art. Art. II . Parágrafo único. ou a partido político.Página 62 de 91 Parágrafo único. O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado. São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo. II . VII .em 5 (cinco) anos. a qualquer tempo. § 2o O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente. O pedido de reconsideração e o recurso. quando cabíveis.ser leal às instituições a que servir. às demais autoridades. Para o exercício do direito de petição. quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade. O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão ser despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias.recusar fé a documentos públicos. a juízo da autoridade competente.cumprir as ordens superiores. IX . VII . pelo interessado. Art. salvo motivo de força maior. IX . sem prévia autorização do chefe imediato. c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública. na repartição.levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo. VI . IV . salvo quando outro prazo for fixado em lei. sem prévia anuência da autoridade competente. 116. XI . a contar da publicação ou da ciência. ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho.valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem.das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. 114. O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo. VIII .zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público. 109. 111.exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo. V . 113.observar as normas legais e regulamentares.cometer a pessoa estranha à repartição. II . X . personificada ou não personificada. Art. cônjuge. exceto quando manifestamente ilegais. VI . companheiro ou parente até o segundo grau civil. O direito de requerer prescreve: I . fora dos casos previstos em lei.

proceder de forma desidiosa. 127. empregos e funções em autarquias. § 2o A acumulação de cargos. fundações públicas. XIX . em ação regressiva. Art. comissão. e de cônjuge ou companheiro. XII .atuar. 128. Art.utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares. dispuser legislação específica. nem ser remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva. 123. bem como quaisquer entidades sob controle direto ou indireto da União. penais e administrativas poderão cumular-se. § 3o Considera-se acumulação proibida a percepção de vencimento de cargo ou emprego público efetivo com proventos da inatividade.suspensão. § 1o A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na forma prevista no Art. As sanções civis. XI .praticar usura sob qualquer de suas formas. 126. O disposto neste artigo não se aplica à remuneração devida pela participação em conselhos de administração e fiscal das empresas públicas e sociedades de economia mista. junto a repartições públicas. os danos que dela provierem para o serviço público.receber propina.demissão.cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa. O servidor vinculado ao regime desta Lei. 125.destituição de função comissionada.Página 63 de 91 sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros. suas subsidiárias e controladas.advertência. que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. fica condicionada à comprovação da compatibilidade de horários. Ressalvados os casos previstos na Constituição. sendo independentes entre si. XV . salvo quando os cargos de que decorram essas remunerações forem acumuláveis na atividade. 46. responderá o servidor perante a Fazenda Pública. 118. como procurador ou intermediário. Capítulo III *Da Acumulação sucessores e contra eles será executada. II . XIII . VI . XIV . ficará afastado de ambos os cargos efetivos. exceto na qualidade de acionista. 119. na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial. dos Territórios e dos Municípios. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão. exceto no caso previsto no Parágrafo único do Art. XVI . Art. a respeito. ainda que lícita. § 3o A obrigação de reparar o dano estende-se aos Art. Art. nessa qualidade. sociedades de economia mista da União. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. § 1o A proibição de acumular estende-se a cargos. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo. e exercer o comércio. Capítulo V *Das Penalidades Art. do Distrito Federal. é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. que acumular licitamente dois cargos efetivos. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. 121. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor. Parágrafo único. 122. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função. emprego ou pensão de estado estrangeiro.cassação de aposentadoria ou disponibilidade. em razão de suas atribuições. Art. quando Capítulo IV *Das Responsabilidades Art.exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho. São penalidades disciplinares: I .recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado. 9o. 124. 120.aceitar comissão. salvo na hipótese em que houver compatibilidade de horário e local com o exercício de um deles. Art. doloso ou culposo. dos Estados. V . observado o que. Art. III . § 2o Tratando-se de dano causado a terceiros. . Art. empresas públicas. IV . exceto em situações de emergência e transitórias. declarada pelas autoridades máximas dos órgãos ou entidades envolvidos. até o limite do valor da herança recebida. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. cotista ou comanditário. presente ou vantagem de qualquer espécie.destituição de cargo em comissão. XVIII . O servidor responde civil. XVII . investido em cargo de provimento em comissão.

§ 2o A comissão lavrará. assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa. após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício.lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional. empregos ou funções públicas. na hipótese de omissão. 143 notificará o servidor. Art.transgressão dos incisos IX a XVI do Art. 129.julgamento. até três dias após a publicação do ato que a constituiu. não podendo exceder de 90 (noventa) dias. nesse período. aplicar-se-á a pena de demissão. a ser composta por dois servidores estáveis. contados do recebimento do processo. 131.revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo. na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração. 130. regulamentação ou norma interna. Art. para. Art.incontinência pública e conduta escandalosa. bem como promoverá a citação pessoal do servidor indiciado. para julgamento. A advertência será aplicada por escrito. em que resumirá as peças principais dos autos. § 7o O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário não excederá trinta dias. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados. III . nos casos de violação de proibição constante do Art. por intermédio de sua chefia imediata. V . Art. 134. no prazo de cinco dias. XI .improbidade administrativa. quando for o caso. ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. § 2o Quando houver conveniência para o serviço. hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo. o disposto no § 3o do Art. II . injustificadamente. Art. na repartição.corrupção.aplicação irregular de dinheiros públicos. XIII . e simultaneamente indicar a autoria e a materialidade da transgressão objeto da apuração. defesa e relatório. 117. III . indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à autoridade instauradora. § 8o O procedimento sumário rege-se pelas disposições deste artigo. Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos.instrução sumária. praticado nova infração disciplinar. A demissão será aplicada nos seguintes casos: I . Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado.ofensa física.insubordinação grave em serviço. 163 e 164.instauração. VIII . dos órgãos ou entidades de vinculação. apresentar defesa escrita.crime contra a administração pública. contados da data da ciência e. termo de indiciação em que serão transcritas as informações de que trata o parágrafo anterior. § 6o Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos. ou por intermédio de sua chefia imediata. que compreende indiciação. VII . salvo em legítima defesa própria ou de outrem.inassiduidade habitual. quando as circunstâncias o exigirem. § 1o A indicação da autoria de que trata o inciso I darse-á pelo nome e matrícula do servidor.acumulação ilegal de cargos. 167. 117. VI . e a materialidade pela descrição dos cargos. opinará sobre a licitude da acumulação em exame. cujo processo administrativo disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases: I . adotará procedimento sumário para a sua apuração e regularização imediata.abandono de cargo. hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados. cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação. IV . as disposições dos Títulos IV e V desta Lei. Parágrafo único. a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. do horário de trabalho e do correspondente regime jurídico. IX . admitida a sua prorrogação por até quinze dias. § 5o A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé. 132. a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. falta punível com a demissão. observando-se. subsidiariamente. § 3o Apresentada a defesa. para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias. incisos I a VIII e XIX. em serviço. 133. se o servidor não houver.Página 64 de 91 Parágrafo único. contados da data de publicação do ato que constituir a comissão. no que lhe for aplicável. que não justifique imposição de penalidade mais grave. recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente. § 4o No prazo de cinco dias. destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos. empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal. X . Art. . a servidor ou a particular. das datas de ingresso. II . com a publicação do ato que constituir a comissão. empregos ou funções públicas. empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal. a autoridade a que se refere o Art. respectivamente. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão. observado o disposto nos arts. XII . § 1o Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que. O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar. e de inobservância de dever funcional previsto em lei. aplicando-se. na atividade.

§ 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido. pela indicação precisa do período de ausência intencional do servidor ao serviço superior a trinta dias. As penalidades disciplinares serão aplicadas: I . III . cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão. quando se tratar de destituição de cargo em comissão.pelo Presidente da República. durante o período de doze meses. também será adotado o procedimento sumário a que se refere o Art. § 2o Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime.após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. por sessenta dias. implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário.em 5 (cinco) anos. IV. sem prejuízo da ação penal cabível. A demissão ou a destituição de cargo em comissão. quanto á advertência. Art. pelo prazo de 5 (cinco) anos. 142. VIII. IV . sem causa justificada. X e XI. Art. § 3o A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição. por período igual ou superior a sessenta dias interpoladamente. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço.Página 65 de 91 Art.a indicação da materialidade dar-se-á: a) na hipótese de abandono de cargo. VIII. quanto às infrações puníveis com demissão. Art.pela autoridade que houver feito a nomeação. II . em que resumirá as peças principais dos autos. Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade habitual. 140. sobre a intencionalidade da ausência ao serviço superior a trinta dias e remeterá o processo à autoridade instauradora para julgamento. opinará. b) no caso de inassiduidade habitual. pela indicação dos dias de falta ao serviço sem causa justificada. observando-se especialmente que: I . A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão. incisos IX e XI.em 2 (dois) anos. 138. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos. órgão. 137. quanto à suspensão. incisos I.em 180 (cento e oitenta) dias. 132. Parágrafo único. indicará o respectivo dispositivo legal. 132. Parágrafo único. Constatada a hipótese de que trata este artigo. A demissão ou a destituição de cargo em comissão. X e XI do Art. II . . Art. III . II . 133. ou entidade. 141. Art. Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão por infringência do Art. pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República. 35 será convertida em destituição de cargo em comissão. nos casos dos incisos IV. durante o período de doze meses. 139. 117. Art. quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder. § 4o Interrompido o curso da prescrição. por infringência do Art. até a decisão final proferida por autoridade competente. na hipótese de abandono de cargo. incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal. a exoneração efetuada nos termos do Art. 136. Art. nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias. o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção. A ação disciplinar prescreverá: I .pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias. interpoladamente.pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos. 135.

II . III . REGULA O PROCESSO ADMINISTRATIVO NO ÂMBITO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL. visando. IV . CAPÍTULO IV DO INÍCIO DO PROCESSO Art. CAPÍTULO II DOS DIREITOS DOS ADMINISTRADOS Art. II . ampla defesa. razoabilidade. IV .entidade .não agir de modo temerário.a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta. segurança jurídica.Página 66 de 91 ============================================= LEI Nº 9. salvo quando obrigatória a representação. III . Parágrafo único. entre outros. . ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição.garantia dos direitos à comunicação.divulgação oficial dos atos administrativos.atuação segundo padrões éticos de probidade. Art. 3° O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: I . que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações. ressalvadas as previstas em lei.expor os fatos conforme a verdade. II . deve ser formulado por escrito e conter os seguintes dados: I . os critérios de: I . VI . § 1º Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União.interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige. segurança e respeito aos direitos dos administrados. obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas. sem prejuízo da atuação dos interessados. II . 29 DE JANEIRO DE 1999. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta. por advogado.adoção de formas simples. suficientes para propiciar adequado grau de certeza. IV . nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio. Nos processos administrativos serão observados.formular alegações e apresentar documentos antes da decisão.adequação entre meios e fins.objetividade no atendimento do interesse público. em especial.órgão ou autoridade administrativa a que se dirige. restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. urbanidade e boa-fé. à apresentação de alegações finais.atuação conforme a lei e o Direito. finalidade.proibição de cobrança de despesas processuais. vedada a imposição de obrigações. 5º O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. II .identificação do interessado ou de quem o represente. salvo casos em que for admitida solicitação oral.ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores. VIII . Art. VII .indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão. à produção de provas e à interposição de recursos. vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades.a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica.o servidor ou agente público dotado de poder de decisão.observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados. interesse público e eficiência. aos princípios da legalidade. sem prejuízo de outros previstos em ato normativo: I .784. de ofício.formulação do pedido. contraditório. 2º A Administração Pública obedecerá dentre outros. 4° São deveres do administrado perante a Administração. motivação. vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências. facultativamente. por força de lei. IX . III . XI . à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração.impulsão. ============================================= CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art.domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações. moralidade. do processo administrativo. proporcionalidade.prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. § 2° Para os fins desta Lei. os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente. XIII . vedada aplicação retroativa de nova interpretação. X . salvo autorização em lei. ter vista dos autos. IV .autoridade . 6º O requerimento inicial do interessado. com exposição dos fatos e de seus fundamentos.ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado. III . consideram-se: I .proceder com lealdade. CAPÍTULO III DOS DEVERES DO ADMINISTRADO Art. decoro e boa-fé. quando no desempenho de função administrativa. III . XII .atendimento a fins de interesse geral. V .fazer-se assistir.órgão .

jurídica ou territorial.as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos. Parágrafo único. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria. Um órgão administrativo e seu titular poderão. incorrer em autoridade dever de para efeitos Art. Pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges. A autoridade ou servidor que impedimento deve comunicar o fato a competente. se não houver impedimento legal. têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada. devendo o servidor orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas. Art. III . § 2º O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. É vedada à Administração a recusa imotivada de recebimento de documentos. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e. no tocante a direitos e interesses coletivos. companheiros. em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados. 13. Art. quando conveniente. ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge.tenha participado ou venha a participar como perito. Inexistindo competência legal específica.as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. 19.a decisão de recursos administrativos. A omissão do comunicar o impedimento constitui falta grave. Será permitida. social. Art. os maiores de dezoito anos. os limites da atuação do delegado. § 3º As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-seão editadas pelo delegado. Art.a edição de atos de caráter normativo. 16. IV . ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados. salvo preceito legal em contrário. Art. para fins de processo administrativo. o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. § 1º O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos.tenha interesse direto ou indireto na matéria. 18. abstendo-se de atuar.as organizações e associações representativas. III . São capazes. 15. II . ressalvada previsão especial em ato normativo próprio.aqueles que. Não podem ser objeto de delegação: I . quando for conveniente.Página 67 de 91 V . sem terem iniciado o processo. 17. 10. podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: I . CAPÍTULO V DOS INTERESSADOS Art. parentes e afins até o terceiro grau. em razão de circunstâncias de índole técnica. O indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso. a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial. a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível. CAPÍTULO VIII DA FORMA. Art. Parágrafo único. TEMPO E LUGAR DOS ATOS DO PROCESSO . O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. econômica. III . 9° São legitimados como interessados no processo administrativo: I . disciplinares. 14. testemunha ou representante. poderão ser formulados em um único requerimento. Parágrafo único. 20. delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares. Art. 11. 21. CAPÍTULO VII DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO Art. companheiro ou parente e afins até o terceiro grau. sem efeito suspensivo. II . O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. Art. CAPÍTULO VI DA COMPETÊNCIA Art. Art. II . salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. 12.pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de representação. a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. Art. Art. 7° Os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou formulários padronizados para assuntos que importem pretensões equivalentes.esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro.data e assinatura do requerente ou de seu representante. 8º Quando os pedidos de uma pluralidade de interessados tiverem conteúdo e fundamentos idênticos.

mas o comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade. Os órgãos e entidades administrativas. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o interessado em imposição de deveres. antes da decisão do pedido. nem a renúncia a direito pelo administrado. VI . Art. fixando-se prazo para oferecimento de alegações escritas. diretamente ou por meio de organizações e associações legalmente reconhecidas. IV . V . por via postal com aviso de recebimento. § 4º No caso de interessados indeterminados. com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. diante da relevância da questão. será garantido direito de ampla defesa ao interessado. 22. 30. Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados. poderá ser realizada audiência pública para debates sobre a matéria do processo. Art. por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado. ticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo. poderão estabelecer outros meios de participação de administrados. que poderá ser comum a todas as alegações substancialmente iguais. mediante despacho motivado. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizam-se de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. por si. 26. 31. de seu interesse. § 1º Os atos do processo devem ser produzidos por escrito. 29. § 2º A intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento. Art. ou fazer-se representar. Os atos do processo devem realizar-se preferencialmente na sede do órgão. Antes da tomada de decisão. 27. hora e local em que deve comparecer. sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de outra natureza. No prosseguimento do processo. Art. sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias. em vernáculo. Quando a matéria do processo envolver assunto de interesse geral. Inexistindo disposição específica. a condição de interessado do processo. § 2º Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizar-se do modo menos oneroso para estes. a juízo da autoridade. CAPÍTULO X DA INSTRUÇÃO Art.finalidade da intimação. Art. Art. em matéria relevante. § 1º A intimação deverá conter: I . São inadmissíveis no processo administrativo as provas obtidas por meios ilícitos. no horário normal de funcionamento da repartição na qual tramitar o processo.informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento. § 3º A intimação pode ser efetuada por ciência no processo. Art. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos. Parágrafo único. CAPÍTULO IX DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS Art. Art. § 2º Salvo imposição legal. 28. 25. 23.identificação do intimado e nome do órgão ou entidade administrativa. o órgão competente poderá. Art. III .se o intimado deve comparecer pessoalmente. § 1º O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo. a fim de que pessoas físicas ou jurídicas possam examinar os autos. ônus.Página 68 de 91 Art. 33. recimento à consulta pública não confere. Parágrafo único. 32. II . cujo adiamento prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração. se não houver prejuízo para a parte interessada. o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. 24. mediante comprovada justificação. . salvo motivo de força maior. § 1º A abertura da consulta pública será objeto de divulgação pelos meios oficiais. O prazo previsto neste artigo pode ser dilatado até o dobro. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências. mas confere o direito de obter da Administração resposta fundamentada. § 5º As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais.indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes.data. cientificando-se o interessado se outro for o local de realização. § 4º O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e rubricadas. os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de cinco dias. desconhecidos ou com domicilio indefinido. Parágrafo único. Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis. a intimação deve ser efetuada por meio de publicação oficial. abrir período de consulta pública para manifestação de terceiros.

hora e local de realização. 37 desta Lei.Página 69 de 91 Art. com a participação de titulares ou representantes dos órgãos competentes. ressalvados os dados e documentos de terceiros protegidos por sigilo ou pelo direito à privacidade. 48. Art. o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará arquivamento do processo. em matéria de sua competência. objetivamente justificada. quando: I . 49. lavrando-se a respectiva ata. O interessado poderá. § 2º Somente poderão ser recusadas. impertinentes. CAPÍTULO XI DO DEVER DE DECIDIR Art. Os interessados têm direito à vista do processo e a obter certidões ou cópias reprográficas dos dados e documentos que o integram. à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas. Art. 46. mediante decisão fundamentada. atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado. § 1º Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. 34. de ofício. CAPÍTULO XII DA MOTIVAÇÃO Art. serão expedidas intimações para esse fim. Não sendo atendida a intimação. mencionando-se data. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo. sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no atendimento. Os resultados da consulta e audiência pública e de outros meios de participação de administrados deverão ser apresentados com a indicação do procedimento adotado. Art. o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de decisão. não se eximindo de proferir a decisão. Art. O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final elaborará relatório indicando o pedido inicial. Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados ou terceiros.neguem. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. a ser juntada aos autos. na fase instrutória e antes da tomada da decisão. o órgão competente para a instrução proverá. o parecer deverá ser emitido no prazo máximo de quinze dias. encaminhando o processo à autoridade competente. 43. 38. prazo. salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo. . 44. com antecedência mínima de três dias úteis. 39. mencionando-se data. se entender relevante a matéria. Art. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos e sobre solicitações ou reclamações. o órgão responsável pela instrução deverá solicitar laudo técnico de outro órgão dotado de qualificação e capacidade técnica equivalentes. Os atos administrativos deverão ser motivados. Art. forma e condições de atendimento. bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. Art. 50. Encerrada a instrução. Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão consultivo. 36. Art. limitem ou afetem direitos ou interesses. a Administração tem o prazo de até trinta dias para decidir. poderá o órgão competente. salvo se outro prazo for legalmente fixado. a audiência de outros órgãos ou entidades administrativas poderá ser realizada em reunião conjunta. Os interessados serão intimados de prova ou diligência ordenada. o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de dez dias. sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no Art. Art. Art. a Administração Pública poderá motivadamente adotar providências acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado. 42. requerer diligências e perícias. 41. Art. à honra e à imagem. 47. Parágrafo único. Quando dados. Art. o processo não terá seguimento até a respectiva apresentação. o processo poderá ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa. Quando por disposição de ato normativo devam ser previamente obtidos laudos técnicos de órgãos administrativos e estes não cumprirem o encargo no prazo assinalado. responsabilizando-se quem der causa ao atraso. 37. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. salvo prorrogação por igual período expressamente motivada. § 2º Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado. juntar documentos e pareceres. Art. 45. 35. desnecessárias ou protelatórias. Em caso de risco iminente. 40. Art. Concluída a instrução de processo administrativo. Quando necessária a instrução do processo. § 1º Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado. suprir de ofício a omissão.

o encaminhará a autoridade superior. § 2º A desistência ou renúncia do interessado. que. § 1º O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão. laudos. O órgão competente poderá declarar extinto o processo quando exaurida sua finalidade ou o objeto da decisão se tornar impossível.os cidadãos ou associações. 56. contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida. O interessado poderá. quando eivados de vício de legalidade. clara e congruente. § 2º O prazo mencionado no parágrafo anterior poderá ser prorrogado por igual período. a Art. 57. salvo disposição legal diversa. pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões. § 1º Havendo vários interessados. IV . IV . CAPÍTULO XV DO RECURSO ADMINISTRATIVO E DA REVISÃO Art. Têm legitimidade para interpor recurso administrativo: I . II . § 1º A motivação deve ser explícita. 58. Art. salvo comprovada má-fé. A Administração deve anular seus próprios atos. conforme o caso. desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados. 55.deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres. V .decidam recursos administrativos. III . Art. propostas e relatórios oficiais. Das decisões administrativas cabe recurso. § 1º No caso de efeitos patrimoniais contínuos. mediante manifestação escrita. Art. § 3º A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito.Página 70 de 91 II . informações. respeitados os direitos adquiridos. . O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. a interposição de recurso administrativo independe de caução. contados da data em que foram praticados.os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo. 60. 53. o recurso administrativo deverá ser decidido no prazo máximo de trinta dias. encargos ou sanções.aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida. III .dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório. § 2° Na solução de vários assuntos da mesma natureza. serão parte integrante do ato. Art. VII . renunciar a direitos disponíveis. o recurso não tem efeito suspensivo. os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração. não prejudica o prosseguimento do processo. decisões ou propostas. neste caso. no tocante a direitos e interesses coletivos. Havendo justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução. CAPÍTULO XIII DA DESISTÊNCIA E OUTROS CASOS DE EXTINÇÃO DO PROCESSO Art. ante justificativa explícita. 61. Art. é de dez dias o prazo para interposição de recurso administrativo.importem anulação. § 2º Salvo exigência legal. O recurso administrativo tramitará no máximo por três instâncias administrativas. § 1º Quando a lei não fixar prazo diferente. 59. se não a reconsiderar no prazo de cinco dias.imponham ou agravem deveres. Salvo disposição legal específica. CAPÍTULO XIV DA ANULAÇÃO. podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres. a desistência ou renúncia atinge somente quem a tenha formulado. revogação. a qual.as organizações e associações representativas. quanto a direitos ou interesses difusos. VI .decorram de reexame de ofício. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. em face de razões de legalidade e de mérito. § 2º Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato. inútil ou prejudicado por fato superveniente. 51. 52. suspensão ou convalidação de ato administrativo. se a Administração considerar que o interesse público assim o exige. REVOGAÇÃO E CONVALIDAÇÃO Art. Art. ainda. 54. Parágrafo único. O recurso interpõe-se por meio de requerimento no qual o recorrente deverá expor os fundamentos do pedido de reexame. a partir do recebimento dos autos pelo órgão competente. e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade.decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública. VIII . podendo juntar os documentos que julgar convenientes. Art. Salvo disposição legal em contrário. desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou. o prazo de decadência contar-se-á da percepção do primeiro pagamento.

assegurado sempre o direito de defesa. 178º da Independência e 111º da República.Página 71 de 91 autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá. 63. a serem aplicadas por autoridade competente. anular ou revogar. Art. § 1º Na hipótese do inciso II. a decisão recorrida.fora do prazo. § 1º Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte se o vencimento cair em dia em que não houver expediente ou este for encerrado antes da hora normal. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção. dar efeito suspensivo ao recurso. CAPÍTULO XVIII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. se a matéria for de sua competência. Os processos administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria. terão natureza pecuniária ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer. Se no mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo. quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada. O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar. 70. 65.após exaurida a esfera administrativa. 62. a pedido ou de ofício. Parágrafo único. será indicada ao recorrente a autoridade competente. II . § 3º Os prazos fixados em meses ou anos contamse de data a data. no prazo de cinco dias úteis. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial. CAPÍTULO XVI DOS PRAZOS Art. O recurso não será conhecido quando interposto: I . Brasília 29 de janeiro de 1999. Art. total ou parcialmente. 64. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO . § 2º Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo. tem-se como termo o ultimo dia do mês. Salvo motivo de força maior devidamente comprovado. As sanções. Art. III . os prazos processuais não se suspendem. Art.perante órgão incompetente. 68. sendo-lhe devolvido o prazo para recurso. Parágrafo único. de ofício ou a pedido. IV . este deverá ser cientificado para que formule suas alegações antes da decisão. aplicando-se-lhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei. Art. Art. 66. desde que não ocorrida preclusão administrativa. Interposto o recurso. 67. o órgão competente para dele conhecer deverá intimar os demais interessados para que. excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. CAPÍTULO XVII DAS SANÇÕES Art. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. § 2º O não conhecimento do recurso não impede a Administração de rever de ofício o ato ilegal. modificar. Se da aplicação do disposto neste artigo puder decorrer gravame à situação do recorrente. a qualquer tempo.por quem não seja legitimado. apresentem alegações. Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos. 69.

mediante acordo escrito entre empregador e empregado. em local de difícil acesso ou não servido por transporte público. § 4o Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas extras. salvo quando. estaduais e municipais. calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão.O excesso. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público.CLT ============================================= CAPÍTULO II DA DURAÇÃO DO TRABALHO SEÇÃO II DA JORNADA DE TRABALHO Art. nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. a remuneração será. no período máximo de um ano. antes desse prazo. 60 . 25% (vinte e cinco por cento) superior à da hora normal. não excederá de 8 (oito) horas diárias. Indústria e Comercio. o tempo médio despendido pelo empregado. quaisquer prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho. para esse efeito.452. § 3º Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada extraordinária. 62 . a remuneração da hora excedente não será inferior à da hora normal. para as microempresas e empresas de pequeno porte. na forma do parágrafo anterior. para efeito do .Nos casos de excesso de horário por motivo de força maior. ou. § 1o O salário a ser pago aos empregados sob o regime de tempo parcial será proporcional à sua jornada. seja para fazer face a motivo de força maior. obrigatoriamente. 58 . seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho. 20% (vinte por cento) superior à da hora normal. à autoridade competente em matéria de trabalho.Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: I .os gerentes. para os empregados em qualquer atividade privada. § 3º . procederão aos necessários exames locais e à verificação dos métodos e processos de trabalho. a adoção do regime de tempo parcial será feita mediante opção manifestada perante a empresa. que será. Art. quer diretamente. fará o trabalhador jus ao pagamento das horas extras não compensadas.Ocorrendo necessidade imperiosa. não será computado na jornada de trabalho. por meio de acordo ou convenção coletiva. o empregador fornecer a condução. Art. quer por intermédio de autoridades sanitárias federais. justificado no momento da fiscalização sem prejuízo dessa comunicação. em número não excedente de 2 (duas). ou que neles venham a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho. em caso de transporte fornecido pelo empregador. § 2o Para os atuais empregados. § 1º . DE 1º DE MAIO DE 1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO . nas mesmas funções. § 2º . § 2o O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia. § 2o Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. assim consideradas as constantes dos quadros mencionados no capítulo "Da Segurança e da Medicina do Trabalho". desde que não exceda de 10 (dez) horas diárias. observado o limite máximo de dez minutos diários. bem como a forma e a natureza da remuneração. a importância da remuneração da hora suplementar.A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. sujeita essa recuperação à prévia autorização da autoridade competente. em relação aos empregados que cumprem. desde que a lei não fixe expressamente outro limite. de maneira que não exceda. desde que não seja fixado expressamente outro limite. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. § 1º . II . na forma prevista em instrumento decorrente de negociação coletiva. pelo menos. pelo menos.A duração normal do trabalho. que determinem a impossibilidade de sua realização. Art. tempo integral.Nas atividades insalubres. poderá ser exigido independentemente de acordo ou contrato coletivo e deverá ser comunicado. à soma das jornadas semanais de trabalho previstas. durante o número de dias indispensáveis à recuperação do tempo perdido. 59 . § 1o Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. Art. aos quais se equiparam.Sempre que ocorrer interrupção do trabalho.os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho. em período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano. e o trabalho não poderá exceder de 12 (doze) horas. Nos demais casos de excesso previstos neste artigo. resultante de causas acidentais.Página 72 de 91 ============================================= DECRETO-LEI Nº 5. a duração do trabalho poderá ser prorrogada pelo tempo necessário até o máximo de 2 (duas) horas.Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar. Art. ou mediante contrato coletivo de trabalho. devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no registro de empregados. poderá a duração do trabalho exceder do limite legal ou convencionado. § 3o Poderão ser fixados. as quais. dentro de 10 (dez) dias. nos casos deste artigo. com quem entrarão em entendimento para tal fim. 61 . assim considerados os exercentes de cargos de gestão. por qualquer meio de transporte. 58-A. ou de força maior.

Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal. será obtido dividindo-se o salário mensal correspondente à duração do trabalho. Art. 67 . previsto neste artigo. quando o salário do cargo de confiança. ela será dada sob forma transitória. no todo ou em parte.No caso do empregado diarista. o saláriohora normal será obtido dividindo-se o salário diário correspondente à duração do trabalho. e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social. 66 . o qual. expedir instruções em que sejam especificadas tais atividades. o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e. e as regras Art. no caso de empregado mensalista.O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados mencionados no inciso II deste artigo. será.O salário-hora normal. sobre a hora diurna.Na regulamentação do funcionamento de atividades sujeitas ao regime deste Capítulo. salvo em lucros de caráter social. mensalmente organizada e constando de quadro sujeito à fiscalização. 70 . a cada período de 90 (noventa) minutos de trabalho consecutivo corresponderá um repouso de 10 (dez) minutos não deduzidos da duração normal de trabalho.Não haverá distinção entre empregados e interessados.Quando o intervalo para repouso e alimentação. não exclui o participante do regime deste Capítulo.Considera-se noturno. 67. trabalho noturno habitual. Indústria e Comércio. de 1 (uma) hora e. 68 . será feito tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. SEÇÃO IV DO TRABALHO NOTURNO Art. forem expedidas pelas autoridades competentes em matéria de trabalho. Art. Art. Industria e Comercio. se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios. 64 . devem ser exercidas aos domingos. cabendo ao Ministro do Trabalho.Página 73 de 91 disposto neste artigo. para seu cumprimento. Parágrafo único .Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia.O acréscimo a que se refere o presente artigo. Art.A permissão será concedida a título permanente nas atividades que.Salvo o disposto nos artigos 68 e 69. 58. Art. o de dias de trabalho por mês.Nos serviços que exijam trabalho aos domingos. Parágrafo único .O trabalho em domingo. em lugar desse número. e a participação em lucros e comissões. nos têrmos da legislação própria. não for concedido pelo empregador. estabelecido no Art. é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação. Em relação às empresas . 63 . deverá coincidir com o domingo. Art. Parágrafo único . este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. § 1º . é vedado o trabalho em dias feriados nacionais e feriados religiosos. o qual será. pelo número de horas de efetivo trabalho. § 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho. será sempre subordinado à permissão prévia da autoridade competente em matéria de trabalho. compreendendo a gratificação de função. salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço. Art. no mínimo. 72 . for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). na forma do Art. entretanto. os municípios atenderão aos preceitos nele estabelecidos. § 1º .Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho. por 30 (trinta) vezes o número de horas dessa duração.Sendo o número de dias inferior a 30 (trinta).Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. seja total ou parcial. 58. obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. por sua natureza ou pela conveniência pública. será estabelecida escala de revezamento. 69 . escrituração ou cálculo). para esse efeito. de cada vez. sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento).Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. com exceção quanto aos elencos teatrais. em se tratando de empresas que não mantêm. pelo menos. a que se refere o Art. salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário. adotar-se-á para o cálculo. Nos demais casos. para os efeitos deste artigo. § 4º . 65 .Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. cuja duração exceda de 6 (seis) horas. se houver. os diretores e chefes de departamento ou filial. que venham a fixar não poderão contrariar tais preceitos nem as instruções que.Em qualquer trabalho contínuo.A hora do trabalho noturno será computada como de 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. § 2º . com discriminação do período autorizado. § 2º . 73 . Art. não poderá exceder de 2 (duas) horas. pela natureza de suas atividades. SEÇÃO III DOS PERÍODOS DE DESCANSO Art. o qual. não excederá de 60 (sessenta) dias. Parágrafo único . o trabalho executado entre as 22 (vinte e duas) horas de um dia e as 5 (cinco) horas do dia seguinte. § 3º . 71 .

IV . 83 . CAPÍTULO IV DAS FÉRIAS ANUAIS SEÇÃO I DO DIREITO A FÉRIAS E DA SUA DURAÇÃO Art. Art. Art.P.Nos horários mistos. in natura. os alimentos. habitação.É vedado descontar. para a duração do trabalho semanal superior a quinze horas. na seguinte proporção: I . § 4º . vestuário. para a duração do trabalho semanal superior a vinte horas. não sendo devido quando exceder desse limite. a ausência do empregado: I . já acrescido da percentagem.Quando o empregador fornecer.Salário mínimo é a contraprestação mínima devida e paga diretamente pelo empregador a todo trabalhador. Art.Página 74 de 91 cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades.24 (vinte e quatro) dias corridos. Parágrafo único .Não será considerada falta ao serviço. quando houver tido de 6 (seis) a 14 (quatorze) faltas. Art. na seguinte proporção: I . II . 81 . para os efeitos do artigo anterior. assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos. ser-lhe-á sempre garantido o salário-mínimo. Il . para todos os efeitos. higiene e transporte. respeitados os valores nutritivos determinados nos mesmos quadros. § 2º . e capaz de satisfazer. para a duração do trabalho semanal superior a vinte e duas horas. sem distinção de sexo. ou convencionado por tarefa ou peça. vestuário.O salário mínimo pago em dinheiro não será inferior a 30% (trinta por cento) do salário mínimo fixado para a região. em que "a". em determinada época e região do País. por dia normal de serviço. o empregado terá direito a férias. III . até dez horas.nos casos referidos no Art. Quando o salário-mínimo mensal do empregado a comissão ou que tenha direito a percentagem for integrado por parte fixa e parte variável. como tempo de serviço. II .Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste Capítulo. O empregado contratado sob o regime de tempo parcial que tiver mais de sete faltas injustificadas ao longo do período aquisitivo terá o seu período de férias reduzido à metade.12 (doze) dias corridos. quando as condições da região. Parágrafo único. Na modalidade do regime de tempo parcial.durante o licenciamento compulsório da empregada por motivo de maternidade ou aborto.O Ministério do Trabalho. para a duração do trabalho semanal igual ou inferior a cinco horas. Sm o salário mínimo e P a soma dos valores daquelas parcelas na região. "b". § 3º .Poderão ser substituídos pelos equivalentes de cada grupo. "d" e "e" representam. higiene e transporte necessários à vida de um trabalhador adulto. V . 82 . § 2º . Industria e Comercio fará. zona ou subzona. para a duração do trabalho semanal superior a cinco horas. sem prejuízo da remuneração.oito dias. a revisão dos quadros a que se refere o § 1º deste artigo.A parcela correspondente à alimentação terá um valor mínimo igual aos valores da lista de provisões. 130-A. será garantida ao trabalhador uma remuneração diária nunca inferior à do salário mínimo por dia normal da região.dezesseis dias. até quinze horas.Todo empregado terá direito anualmente ao gozo de um período de férias. do período de férias. habitação. 76 . .dezoito dias. constantes dos quadros devidamente aprovados e necessários à alimentação diária do trabalhador adulto. o valor das despesas diárias com alimentação. CAPÍTULO III DO SALÁRIO MÍNIMO SEÇÃO I DO CONCEITO Art. zona ou subzona. respectivamente. Art. 129 . quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três) faltas. III .É devido o salário mínimo ao trabalhador em domicílio.30 (trinta) dias corridos. até vinte e duas horas. uma ou mais das parcelas do salário mínimo. quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) faltas. até vinte e cinco horas. Art. quando não houver faltado ao serviço mais de 5 (cinco) vezes. § 1º . VI . 473. até vinte horas. o salário em dinheiro será determinado pela fórmula Sd = Sm . as faltas do empregado ao serviço. por conta de empregador que o remunere. Art. zona ou subzona. 131 . zona ou subzona o aconselharem. § 5º . após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho. o empregado terá direito a férias. Parágrafo único. inclusive ao trabalhador rural. as suas necessidades normais de alimentação. o aumento será calculado sobre o salário mínimo geral vigente na região. "c".quatorze dias. IV . § 1º .dez dias. 78 .Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho. considerado este como o executado na habitação do empregado ou em oficina de família. para a duração do trabalho semanal superior a dez horas.O período das férias será computado.O salário mínimo será determinado pela fórmula Sm = a + b + c + d + e. também mencionados nos quadros a que alude o parágrafo anterior. periodicamente.18 (dezoito) dias corridos.doze dias. aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. vedado qualquer desconto em mês subseqüente a título de compensação. em que Sd representa o salário em dinheiro. 130 .Quando o salário for ajustado por empreitada.

Art. § 2º . em igual prazo. em um só período.Em igual prazo.O empregado não poderá entrar no gozo das férias sem que apresente ao empregador sua Carteira de Trabalho e Previdência Social. 137 .As férias serão concedidas por ato do empregador.O empregado estudante.Os membros de uma família.Durante as férias. Art. II . desde que ele compareça ao estabelecimento dentro de 90 (noventa) dias da data em que se verificar a respectiva baixa. § 2º . com antecedência mínima de 15 (quinze) dias. um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos. § 1º . o empregador comunicará ao órgão local do Ministério do Trabalho. § 3º . e VI . as férias serão sempre concedidas de uma só vez.Iniciar-se-á o decurso de novo período aquisitivo quando o empregado.permanecer em gozo de licença. § 3º . 134. § 2º . com antecedência de. ao sindicato representativo da categoria profissional. se assim o desejarem e se disto não resultar prejuízo para o serviço. bem como afixará aviso nos respectivos locais de trabalho. e. e IV . III . menor de 18 (dezoito) anos.Aos menores de 18 (dezoito) anos e aos maiores de 50 (cinqüenta) anos de idade.INSS. que trabalharem no mesmo estabelecimento ou empresa. § 1º . para fins de aplicação da multa de caráter administrativo.Poderão ser concedidas férias coletivas a todos os empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores da empresa. SEÇÃO II DA CONCESSÃO E DA ÉPOCA DAS FÉRIAS Art. entendendo-se como tal a que não tiver determinado o desconto do correspondente salário. com percepção do salário. anotada no livro ou nas fichas de registro dos empregados. o empregador pagará em dobro a respectiva remuneração. III . .A concessão das férias será participada. 135 . § 1º . § 1º . com percepção de salários. o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador.As férias poderão ser gozadas em 2 (dois) períodos anuais desde que nenhum deles seja inferior a 10 (dez) dias corridos. ao empregado.Para os fins previstos neste artigo. nos 12 (doze) meses subseqüentes à data em que o empregado tiver adquirido o direito.deixar de trabalhar. e providenciará a afixação de aviso nos locais de trabalho. 133.Não terá direito a férias o empregado que. Art. embora descontínuos. o empregado poderá ajuizar reclamação pedindo a fixação. igualmente. quanto for impronunciado ou absorvido. para que nela seja anotada a respectiva concessão. Art. com a antecedência mínima de 15 (quinze) dias. Art.A época da concessão das férias será a que melhor consulte os interesses do empregador. 136 .por motivo de acidente do trabalho ou enfermidade atestada pelo Instituto Nacional do Seguro Social .nos dias em que não tenha havido serviço. 133 . da época de gozo das mesmas. terá direito a fazer coincidir suas férias com as férias escolares.A interrupção da prestação de serviços deverá ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. 138 . nos mesmos termos. excetuada a hipótese do inciso IV do Art.Página 75 de 91 observados os requisitos para percepção do saláriomaternidade custeado pela Previdência Social. comunicará. IV . Dessa participação o interessado dará recibo. V . § 2º .Para os fins previstos no inciso lIl deste artigo a empresa comunicará ao órgão local do Ministério do Trabalho.tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses. terão direito a gozar férias no mesmo período.Vencido o mencionado prazo sem que o empregador tenha concedido as férias.Somente em casos excepcionais serão as férias concedidas em 2 (dois) períodos. por sentença. devida ao empregado até que seja cumprida. 30 (trinta) dias. salvo na hipótese do inciso III do Art. § 2º . § 3º . as datas de início e fim da paralisação total ou parcial dos serviços da empresa.justificada pela empresa.A sentença dominará pena diária de 5% (cinco por cento) do salário mínimo da região. após o implemento de qualquer das condições previstas neste artigo. 139 . 134 . § 1º .durante a suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo ou de prisão preventiva.Cópia da decisão judicial transitada em julgado será remetida ao órgão local do Ministério do Trabalho. Art. o empregador enviará cópia da aludida comunicação aos sindicatos representativos da respectiva categoria profissional.deixar o emprego e não for readmitido dentro de 60 (sessenta) dias subseqüentes à sua saída. por mais de 30 (trinta) dias. § 2º . § 1º . no curso do período aquisitivo: I . as datas de início e fim das férias.O tempo de trabalho anterior à apresentação do empregado para serviço militar obrigatório será computado no período aquisitivo. SEÇÃO III DAS FÉRIAS COLETIVAS Art.A concessão das férias será. 132 . por mais de 30 (trinta) dias. 133. em virtude de paralisação parcial ou total dos serviços da empresa. no mínimo.Sempre que as férias forem concedidas após o prazo de que trata o Art. salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido com aquele. retornar ao serviço. por escrito. precisando quais os estabelecimentos ou setores abrangidos pela medida.

se for o caso. terá direito à remuneração relativa ao período incompleto de férias. 130. SEÇÃO V DOS EFEITOS DA CESSAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO Art. desde que não excedente de vinte dias do salário. 134 ou. qualquer que seja a sua causa. § 1º .Os empregados contratados há menos de 12 (doze) meses gozarão. Art. para cada empregado. a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão. § 4º . apurar-se-á a média do período aquisitivo. § 6º .O empregado que for despedido sem justa causa. de acordo com o Art. Art. noturno.Quando o salário for pago por tarefa tomar-se-á por base a media da produção no período aquisitivo do direito a férias.Quando o número de empregados contemplados com as férias coletivas for superior a 300 (trezentos). após 12 (doze) meses de serviço.O abono de férias deverá ser requerido até 15 (quinze) dias antes do término do período aquisitivo. 149 . correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. terá direito à remuneração relativa ao período incompleto de férias. o empregado.É facultado ao empregado converter 1/3 (um terço) do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário. se for o caso. Art. § 3º . independendo de requerimento individual a concessão do abono.O empregado perceberá. do regulamento da empresa.Página 76 de 91 Art. cujo modelo será aprovado pelo Ministério do Trabalho. de conformidade com o disposto no artigo anterior. novo período aquisitivo. após a atualização das importâncias pagas. aplicando-se o valor do salário na data da concessão das férias. ou quando o valor deste não tiver sido uniforme será computada a média duodecimal recebida naquele período. 145 . 144. durante as férias.Na cessação do contrato de trabalho. caberá à empresa fornecer ao empregado cópia visada do recibo correspondente à quitação mencionada no Parágrafo único do Art. 148 . bem como o concedido em virtude de cláusula do contrato de trabalho. .O carimbo.A parte do salário paga em utilidades será computada de acordo com a anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social. o empregador anotará na Carteira de Trabalho e Previdência Social as datas dos períodos aquisitivos correspondentes às férias coletivas gozadas pelo empregado. 142 . então.O pagamento da remuneração das férias e. no momento das férias. iniciando-se. 449. de convenção ou acordo coletivo. 146 . Parágrafo único . 143 serão efetuados até 2 (dois) dias antes do início do respectivo período. antes de completar 12 (doze) meses de serviço.Tratando-se de férias coletivas. para os efeitos do Art. Art.Na cessação do contrato de trabalho. na proporção de 1/12 (um doze avos) por mês de serviço ou fração superior a 14 (quatorze) dias. férias proporcionais.Adotado o procedimento indicado neste artigo. mediante carimbo. 135. Art. 147 . § 2º .Os adicionais por trabalho extraordinário. comissão ou viagem.Quando da cessação do contrato de trabalho.Quando o salário for pago por hora com jornadas variáveis. a conversão a que se refere este artigo deverá ser objeto de acordo coletivo entre o empregador e o sindicato representativo da respectiva categoria profissional. § 5º . § 1º .O empregado dará quitação do pagamento. insalubre ou perigoso serão computados no salário que servirá de base ao cálculo da remuneração das férias. na oportunidade. 143 . apurar-se-á a média percebida pelo empregado nos 12 (doze) meses que precederem à concessão das férias. 140 . a empresa poderá promover.A remuneração das férias. não integrarão a remuneração do empregado para os efeitos da legislação do trabalho. § 2º . SEÇÃO VI DO INÍCIO DA PRESCRIÇÃO Art. o do abono referido no Art. as férias concedidas. 145.A prescrição do direito de reclamar a concessão das férias ou o pagamento da respectiva remuneração é contada do término do prazo mencionado no Art. o empregado não estiver percebendo o mesmo adicional do período aquisitivo. será devida ao empregado a remuneração simples ou em dobro. aplicando-se o valor da remuneração da tarefa na data da concessão das férias. § 3o O disposto neste artigo não se aplica aos empregados sob o regime de tempo parcial. dispensará a referência ao período aquisitivo a que correspondem. O abono de férias de que trata o artigo anterior.Se. 141 . terá natureza salarial.Quando o salário for pago por percentagem. Parágrafo único . da cessação do contrato de trabalho. mediante incidência dos percentuais dos reajustamentos salariais supervenientes. anotações de que trata o Art. conforme o caso. no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes. § 1º. SEÇÃO IV DA REMUNERAÇÃO E DO ABONO DE FÉRIAS Art. § 1º . com indicação do início e do termo das férias. ainda quando devida após a cessação do contrato de trabalho. § 2º . Art. ou cujo contrato de trabalho se extinguir em prazo predeterminado. desde que não haja sido demitido por justa causa. § 3º .

aos tripulantes ali residentes. não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: I – vestuários. a qualquer título. Parágrafo único . em cada caso. § 3º .Os embarcadiços. como também as comissões. hospitalar e odontológica. fornecer habitualmente ao empregado. § 3º . 457 . a multa será aplicada em dobro. como contraprestação do serviço. § 1º . VI – previdência privada. § 1º Os valôres atribuídos às prestações "in natura" deverão ser justos e razoáveis. embaraço ou resistência à fiscalização. os dos percentuais das parcelas componentes do salário-mínimo (arts. para todos os efeitos legais. a pedido dos interessados e com aquiescência do armador. 459 . § 5º . para todos os efeitos legais. IV – assistência médica. § 1º . as gorjetas que receber. 458 . compreendendo os valores relativos a matrícula. no porto de registro ou armação. § 4º . parceladamente.O pagamento do salário. que deverá designá-lo para qualquer de suas embarcações ou o adir a algum dos seus serviços terrestres. por fôrça do contrato ou do costume. em qualquer hipótese. terá computado. e II . V – seguros de vida e de acidentes pessoais.Página 77 de 91 SEÇÃO VII DISPOSIÇÕES ESPECIAIS Art. CAPÍTULO II DA REMUNERAÇÃO Art.Em caso de necessidade. por determinação do armador. equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho. nos portos de escala de grande estadia do navio. percentagens e gratificações. SEÇÃO VIII DAS PENALIDADES Art. será acrescida da importância correspondente à etapa que estiver vencendo.O tripulante. respeitadas a condição pessoal e a remuneração.Enquanto não se criar um tipo especial de caderneta profissional para os marítimos. 81 e 82). ficando obrigado a concedêlas o armador em cujo serviço ele se encontra na época de gozá-las. como adicional nas contas. assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado. ao terminar as férias. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. o tempo de serviço prestado ao primeiro. por escrito. 152 .Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado. salvo no que concerne a comissões.Tratando-se de habitação coletiva. quando o empregado não for sindicalizado. mediante requerimento justificado: I . § 2o Para os efeitos previstos neste artigo. § 6º . diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. respectivamente. § 4º . e destinada a distribuição aos empregados. compreende-se no salário. na página das observações. como também aquela que fôr cobrada pela emprêsa ao cliente. § 2º . ressalvado ao tripulante o direito ao respectivo gozo posteriormente. percentagens. para a prestação do serviço. antes do início da viagem. 151 . no gozo de férias. o valor do salário-utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de cohabitantes. 153 . para o efeito de gozo de férias. poderá o armador ordenar a suspensão das férias já iniciadas ou a iniciar-se. determinada pelo interesse público. e comprovada pela autoridade competente. apresentarse-á ao armador.Compreendem-se na remuneração do empregado. Art.A habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder. 150 . a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do saláriocontratual.Não se incluem nos salários as ajudas de custo. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. § 2º . quando se tratar de sindicalizado. anuidade. III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno.O tripulante que. . livros e material didático.Em caso de reincidência. qualquer que seja a modalidade do trabalho. ao armador. não deve ser estipulado por período superior a 1 (um) mês.Além do pagamento em dinheiro. gratificações ajustadas. habitação.do sindicato. as férias serão anotadas pela Capitania do Porto na caderneta-matrícula do tripulante.As infrações ao disposto neste Capítulo serão punidas com multas de valor igual a 160 BTN por empregado em situação irregular. para gozarem férias nas condições deste artigo. mensalidade.Integram o salário não só a importância fixa estipulada. além do salário devido e pago diretamente pelo empregador. § 3º . for transferido para o serviço de outro. vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa.O Delegado do Trabalho Marítimo poderá autorizar a acumulação de 2 (dois) períodos de férias do marítimo. II – educação. Art. vedada. emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei.As férias poderão ser concedidas. Art.A remuneração do tripulante. a alimentação. deverão pedi-las.da empresa. não podendo exceder.Será considerada grande estadia a permanência no porto por prazo excedente de 6 (seis) dias. Art. em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros. em percurso servido ou não por transporte público. prestada diretamente ou mediante seguro-saúde.

O pagamento do salário realizado com inobservância deste artigo considera-se como não feito.Em se tratando de salário pago na base de tarefa. visando a que as mercadorias sejam vendidas e os serviços prestados a preços razoáveis. Em caso de rescisão de contrato de trabalho. § 2º . ou que tenham mais de 12 (doze) meses de serviço na empresa. aos Estados. Terá força de recibo o comprovante de depósito em conta bancária. § 4º .Não havendo prazo estipulado.No caso do parágrafo anterior. o mais tardar.O pagamento de comissões e percentagens só é exigível depois de ultimada a transação a que se referem. sem justo motivo. § 2º . Art. II . será feito de acordo com a média dos últimos 12 (doze) meses de serviço.trinta dias aos que perceberem por quinzena ou mês. sem intuito de lucro e sempre em benefício das empregados. § 3º . O disposto no caput não se aplica à União. § 1º . garantida sempre a integração desse período no seu tempo de serviço. . na mesma localidade. em estabelecimento de crédito próximo ao local de trabalho. ou.A prestação. deverá ser efetuado. mediante sua impressão digital. em espécie. § 1º . 466 .oito dias. Parágrafo único.Observado o disposto neste Capítulo.A falta de aviso prévio por parte do empregado dá ao empregador o direito de descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo.Sempre que não fôr possível o acesso dos empregados a armazéns ou serviços não mantidos pela Emprêsa. por qualquer forma. § 1º . a seu rogo. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica.A cessação das relações de trabalho não prejudica a percepção das comissões e percentagens devidas na forma estabelecida por este artigo. o empregado terá direito a perceber salário igual ao daquela que. § 3º . § 1º . ao Distrito Federal. é lícito à autoridade competente determinar a adoção de medidas adequadas. Parágrafo único . para os fins deste Capítulo. 463 . Art. a parte incontroversa dessas verbas. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e merecimento.Na falta de estipulação do salário ou não havendo prova sobre a importância ajustada. Art. salvo quando este resultar de adiantamentos. a parte que. a todo trabalho de igual valor. do salário será paga em moeda corrente do País.A falta do aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso.Em caso de dano causado pelo empregado. 465. prestado ao mesmo empregador. é exigível o pagamento das percentagens e comissões que lhes disserem respeito proporcionalmente à respectiva liquidação. havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias. não sendo esta possível. 467. Art. o cálculo. corresponderá igual salário. § 5o O valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado.Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira. o desconto será lícito. § 4º . § 2º . na mesma empresa. § 4º . CAPÍTULO VI DO AVISO PRÉVIO Art. fizer serviço equivalente ou do que for habitualmente pago para serviço semelhante. assinado pelo empregado. O pagamento dos salários será efetuado em dia útil e no local do trabalho.É vedado à emprêsa que mantiver armazém para venda de mercadorias aos empregados ou serviços estimados a proporcionar-lhes prestações " in natura " exercer qualquer coação ou induzimento no sentido de que os empregados se utilizem do armazém ou dos serviços. para os efeitos dos parágrafos anteriores. se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior. sem distinção de sexo. a liberdade dos empregados de dispôr do seu salário. aos Municípios e as suas autarquias e fundações públicas. à data do comparecimento à Justiça do Trabalho.Trabalho de igual valor. 461 . dentro do horário do serviço ou imediatamente após o encerramento deste. § 2º . Art.Página 78 de 91 § 1º Quando o pagamento houver sido estipulado por mês.Nas transações realizadas por prestações sucessivas. o empregador é obrigado a pagar ao trabalhador. 462 . Parágrafo único. sob pena de pagá-las acrescidas de cinqüenta por cento. dentro de cada categoria profissional. 487 . Art. Art.É devido o aviso prévio na despedida indireta. salvo quando efetuado por depósito em conta bancária. nacionalidade ou idade. observado o disposto no artigo anterior. aberta para esse fim em nome de cada empregado.O pagamento do salário deverá ser efetuado contra recibo. quiser rescindir o contrato deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de: I . entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos.Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado. desde de que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrência de dolo do empregado. com o consentimento deste. de dispositvos de lei ou de contrato coletivo. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antingüidade. 464 . § 3º . até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido. é vedado às emprêsas limitar.O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial.Sendo idêntica a função. em se tratando de analfabeto. 460 . Art.

durante o prazo do aviso prévio. antes de seu termo. gerência ou outros de confiança imediata do empregador. § 3º . dado o grau de incompatibilidade resultante do dissídio. Art. 477 e 478. Parágrafo único . que será seu Presidente.A suspensão.O empregador que. Parágrafo único . § 1º . sem prejuízo do salário integral. quando por sua repetição ou natureza representem séria violação dos deveres e obrigações do empregado. cometer qualquer das faltas consideradas pela lei como justas para a rescisão. sem prejuízo do salário integral. perdurará até a decisão final do processo. 499 .Caso seja aceita a reconsideração ou continuando a prestação depois de expirado o prazo. é garantida a indenização proporcional ao tempo de serviço nos termos dos arts. 493 . paga em dobro.Constitui falta grave a prática de qualquer dos fatos a que se refere o Art. e por 7 (sete) dias corridos. mas. § 2º . 497 . . sujeita-se ao pagamento da remuneração correspondente ao prazo do referido aviso. é assegurada. sem a ocorrência de motivo de força maior. 494 . 487 desta Consolidação. Art. 647 .A despedida que se verificar com o fim de obstar ao empregado a aquisição de estabilidade sujeitará o empregador a pagamento em dobro da indenização prescrita nos arts. na hipótese do inciso lI do Art. salvo no caso de falta grave.O empregado que contar mais de 10 (dez) anos de serviço na mesma empresa não poderá ser despedido senão por motivo de falta grave ou circunstância de força maior. filial ou agência. se não o houver. devidamente comprovadas.Cada Junta de Conciliação e Julgamento terá a seguinte composição: a) um juiz do trabalho. Art. sem prejuízo da indenização que for devida.É facultado ao empregado trabalhar sem a redução das 2 (duas) horas diárias previstas neste artigo. é assegurado aos empregados estáveis. à outra parte é facultado aceitar ou não a reconsideração. sendo um representante dos empregadores e outro dos empregados. na forma do artigo anterior. o contrato continuará a vigorar. perante autoridade local competente do Ministério do Trabalho e Previdência Social ou da Justiça do Trabalho. beneficia o empregado pré-avisado da despedida. Art. Art.Não haverá estabilidade no exercício dos cargos de diretoria.Reconhecida a inexistência de falta grave praticada pelo empregado. durante o prazo do aviso. que integra seu tempo de serviço para todos os efeitos legais. Art. que só tenha exercido cargo de confiança e que contar mais de 10 (dez) anos de serviço na mesma empresa. Art. ao empregado estável despedido é garantida a indenização por rescisão do contrato por prazo indeterminado. 496 . mas a sua despedida só se tornará efetiva após o inquérito e que se verifique a procedência da acusação. perde o direito ao restante do respectivo prazo.Página 79 de 91 § 6o O reajustamento salarial coletivo. por 1 (um) dia.Quando a reintegração do empregado estável for desaconselhável. 490 . especialmente quando for o empregador pessoa física. a reversão ao cargo efetivo que haja anteriormente ocupado. 482. durante o prazo do aviso prévio dado ao empregado. 495 . Parágrafo único .Haverá um suplente para cada vogal. determinado no curso do aviso prévio. que ali exerçam suas funções. o tribunal do trabalho poderá converter aquela obrigação em indenização devida nos termos do artigo seguinte.O pedido de demissão do empregado estável só será válido quando feito com a assistência do respectivo Sindicato e. 477 e 478. Parágrafo único . na hipótese do inciso l. Art. 488 . direito à indenização.O empregado que. sem ocorrência de motivo de força maior. e se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador. 492 .Ao empregado despedido sem justa causa. Art. b) dois vogais. será reduzido de 2 (duas) horas diárias. praticar ato que justifique a rescisão imediata do contrato.Dado o aviso prévio. no caso deste artigo. caso em que poderá faltar ao serviço. Art. ressalvado o cômputo do tempo de serviço para todos os efeitos legais. se a parte notificante reconsiderar o ato.Em caso de fechamento do estabelecimento. fica o empregador obrigado a readmiti-lo no serviço e a pagar-lhe os salários a que teria direito no período da suspensão. 500 . ou supressão necessária de atividade. como se o aviso prévio não tivesse sido dado.O horário normal de trabalho do empregado. Art. a rescisão torna-se efetiva depois de expirado o respectivo prazo.Considera-se como de serviço todo o tempo em que o empregado esteja à disposição do empregador. Art. 491 . 498 . mesmo que tenha recebido antecipadamente os salários correspondentes ao período do aviso. 489 . CAPÍTULO VII DA ESTABILIDADE Art. Parágrafo único .Ao empregado garantido pela estabilidade que deixar de exercer cargo de confiança.O empregado acusado de falta grave poderá ser suspenso de suas funções. CAPÍTULO II DAS JUNTAS DE CONCILIAÇÃO E JULGAMENTO SEÇÃO I DA COMPOSIÇÃO E FUNCIONAMENTO Art.Extinguindo-se a empresa.

III . pelo período de 2 (dois) anos. § 2º Os suplentes de juiz do trabalho receberão. podendo o Presidente da Junta. d) julgar as exceções de incompetência que lhes forem opostas. Art. 648 .Na execução e na liquidação das decisões funciona apenas o Presidente. § 1º Nas 7ª e 8ª Regiões da Justiça do Trabalho. § 1º . no interesse da Justiça do Trabalho. em geral. ainda.Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: a) conciliar e julgar: I . c) julgar os embargos opostos às suas próprias decisões. só podendo ser estendida ou restringida por lei federal. § 2º . Art. SEÇÃO II DA JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA DAS JUNTAS Art.Terão preferência para julgamento os dissídios sobre pagamento de salário e aqueles que derivarem da falência do empregador. dentre brasileiros. por antiguidade e merecimento. Parágrafo único . Art. ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro.os dissídios concernentes a remuneração. podendo ser reconduzidos. c) julgar as suspeições argüidas contra os seus membros. Parágrafo único.Página 80 de 91 Art. na falta. às Juntas de Conciliação e Julgamento: a) requisitar às autoridades competentes a realização das diligências necessárias ao esclarecimento dos feitos sob sua apreciação. f) exercer. e) expedir precatórias e cumprir as que lhes forem deprecadas. 651 .Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho.os demais dissídios concernentes ao contrato individual de trabalho.A jurisdição de cada Junta de Conciliação e Julgamento abrange todo o território da Comarca em que tem sede. IV . prestar serviços ao empregador. As leis locais de Organização Judiciária não influirão sôbre a competência de Juntas de Conciliação e Julgamento já criadas até que lei federal assim determine. V . sempre que a reclamação também versar sobre outros assuntos.O ingresso na magistratura do trabalho farse-á para o cargo de juiz do trabalho substituto. ou por sorteio. nas localidades fora das respectivas sedes. especializados em direito do trabalho. d) impor multas e demais penalidades relativas aos atos de sua competência. reclamante ou reclamado. sem direito a acesso nomeados pelo Presidente da República. quaisquer outras atribuições que decorram da sua jurisdição. se a designação ou posse for da mesma data. quando em exercício. 654 .A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado. constituir processo em separado. SEÇÃO III DOS PRESIDENTES DAS JUNTAS Art.A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento. é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. indispensável a presença do Presidente. 653 . férias e indenizações por motivo de rescisão do contrato individual de trabalho. II . será competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. a critério do . válido por 2 (dois) anos e prorrogável.os dissídios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de empregado. desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário. estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro. As nomeações subsequentes por promoção alternadamente. Parágrafo único . de reconhecida idoneidade moral. os parentes consangüíneos e afins até o terceiro grau civil.Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial.A incompatibilidade resolve-se a favor do primeiro vogal designado ou empossado.As Juntas poderão conciliar. 649 . porém. bacharéis em direito. Art. a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e.No julgamento de embargos deverão estar presentes todos os membros da Junta. § 2º . instruir ou julgar com qualquer número. 650 .Compete. a pedido do interessado. 652 . vencimentos iguais aos dos juízes que substituírem. representando contra aquelas que não atenderem a tais requisições. cujo voto prevalecerá em caso de empate. para os trabalhos da mesma Junta. b) realizar as diligências e praticar os atos processuais ordenados pelos Tribunais Regionais do Trabalho ou pelo Tribunal Superior do Trabalho.os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice. § 1º . § 3º . § 3º Os juízes substitutos serão nomeados após aprovação em concurso público de provas e títulos realizado perante o Tribunal Regional do Trabalho da Região. b) processar e julgar os inquéritos para apuração de falta grave.São incompatíveis entre si. estabelecida neste artigo. sendo. haverá suplentes de juiz do trabalho presidente de Junta.as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão-de-Obra OGMO decorrentes da relação de trabalho.

sem motivo justificado. cuja aceitação será facultativa.O Juiz-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho ou. além dos que decorram do exercício de sua função: a) manter perfeita conduta pública e privada. II . Art. caso haja mais de um pedido. que remeterá o respectivo termo ao presidente do Tribunal Regional da Jurisdição do empossado.Página 81 de 91 mesmo órgão.conceder medida liminar.conceder medida liminar. 657 . a juízo do Tribunal Regional do Trabalho respectivo. c) residir dentro dos limites de sua jurisdição.representar ao Presidente do Tribunal Regional da respectiva jurisdição. será feito dentro de cada Região: a) pela remoção de outro presidente. Art. Art.Os Presidentes e os Presidentes substitutos tomarão posse do cargo perante o presidente do Tribunal Regional da respectiva jurisdição.Os Presidentes de Junta e os Presidentes Substitutos perceberão os vencimentos fixados em lei. até decisão final do processo.O Juiz do Trabalho Substituto.Para o fim mencionado no caput deste artigo. 656 . para os fins do Art. pelo Tribunal Regional do Trabalho da respectiva Região. vagos ou criadas por lei. 660 . o território da Região poderá ser dividido em zonas. perceberão os vencimentos destes. . em reclamações trabalhistas que visem a tornar sem efeito transferência disciplinada pelos parágrafos do artigo 469 desta Consolidação. suspenso ou dispensado pelo empregador. Nos Estados que. que este indicar. presidentes de Junta. de quem este indicar. não forem sede de Tribunal Regional do Trabalho.Competem privativamente aos Presidentes das Juntas. IV . § 6º Os juízes do trabalho. b) idoneidade para o exercício das funções. § 5º O preenchimento dos cargos do presidente de Junta. VlIl . VI . as seguintes atribuições: I . não havendo disposição regimental específica. 655 . ao Secretário e aos demais funcionários da Secretaria. sempre que não estiver substituindo o Juiz-Presidente de Junta. fará a lotação e a movimentação dos Juízes Substitutos entre as diferentes zonas da Região na hipótese de terem sido criadas na forma do § 1º deste artigo. além das que lhes forem conferidas neste Título e das decorrentes de seu cargo. no caso do Art. X . dentro de quinze dias. § 1º .executar as suas próprias decisões. Art. as proferidas pela Junta e aquelas cuja execução lhes for deprecada. não podendo ausentar-se sem licença do Presidente do Tribunal Regional. 727.São deveres precípuos dos Presidentes das Juntas. § 4º Os candidatos inscritos só serão admitidos ao concurso após apreciação prévia.Os Juízes do Trabalho Substitutos. § 2º . até 15 de fevereiro de cada ano. § 4º .A designação referida no caput deste artigo será de atribuição do Juiz-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho ou. juizes substitutos e suplentes de juiz tomarão posse perante o presidente do Tribunal da respectiva Região. b) pela promoção de substituto. d) despachar e praticar todos os atos decorrentes de suas funções. III . SEÇÃO IV DOS VOGAIS DAS JUNTAS Art. que procederá na forma prevista no § 1º. VII . § 1º Nos Estados em que não houver sede de Tribunais a posse dar-se-á perante o presidente do Tribunal de Apelação. a posse dar-se-á perante o presidente do Tribunal de Justiça. sujeitandose ao desconto correspondente a 1 (um) dia de vencimento para cada dia de retardamento. obedecido o critério alternado de antigüidade e merecimento. e organizado de acordo com as instruções expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. poderá ser designado para atuar nas Juntas de Conciliação e Julgamento. 658 . uma só vez. a quem caberá expedir o respectivo ato. Nos Territórios a posse dar-se-á perante o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da respectiva Região. 894. em reclamações trabalhistas que visem reintegrar no emprego dirigente sindical afastado. § 3º . dos seguintes requisitos: a) idade maior de 25 (vinte e cinco) anos e menor de 45 (quarenta e cinco) anos.despachar os recursos interpostos pelas partes.convocar os suplentes dos vogais. não havendo disposição regimental específica. por igual período. prevalecendo a antigüidade no cargo. no impedimento destes. Art. quando designados ou estiverem substituindo os Juízes Presidentes de Juntas.assinar as folhas de pagamento dos membros e funcionários da Junta.apresentar ao Presidente do Tribunal Regional. compreendendo a jurisdição de uma ou mais Juntas. contados da abertura da vaga. até decisão final do processo.Os vogais das Juntas são designados pelo Presidente do Tribunal Regional da respectiva jurisdição. dentro dos prazos estabelecidos. o relatório dos trabalhos do ano anterior.presidir às audiências das Juntas. ao Presidente do Tribunal Regional. desde que a remoção tenha sido requerida.dar posse aos vogais nomeados para a Junta. no caso de falta de qualquer vogal a 3 (três) reuniões consecutivas. b) abster-se de atender a solicitações ou recomendações relativamente aos feitos que hajam sido ou tenham de ser submetidos à sua apreciação. fundamentando a decisão recorrida antes da remessa ao Tribunal Regional. ou submetendo-os à decisão da Junta. V . 659 . que remeterá o têrmo ao presidente do Tribunal Regional da jurisdição do empossado. IX . § 2º Nos Territórios a posse dar-se-á perante a Juiz de Direito da capital.

Nas localidades onde houver mais de um Juízo de Direito a competência é determinada. quando investidos na administração da Justiça do Trabalho. para esclarecimento do caso. 662.A investidura dos vogais das Juntas e seus suplentes é de 3 (três) anos. § 2º . à escolha de 3 (três) nomes que comporão a lista.Em falta de indicação pelos Sindicatos. A escolha dos vogais das Juntas e seus suplentes far-se-á dentre os nomes constantes das listas que. morte ou renúncia serão designados novo vogal e o respectivo suplente. § 6º . b) ter reconhecida idoneidade moral. designará este. submetidas às suas deliberações. § 1º . a pedido. 666 . as perguntas que quiserem fazer. com a jurisdição que lhes for determinada pela lei de organização judiciária local. aplicando-se à eleição o disposto no Art. Art. e) estar quite com o serviço militar.Na falta do suplente. dentre os nomes constantes das listas a que se refere o Art. entre os Juízes do Cível. por distribuição ou pela divisão judiciária local. b) aconselhar às partes a conciliação. o Presidente do Tribunal designará imediatamente relator. por impedimento. morte ou renúncia. 667 . § 2º . por fim. o Presidente providenciará a designação de novo vogal ou suplente. observados os requisitos exigidos para o exercício da função. Art. 663 . 662. c) votar no julgamento dos feitos e nas matérias de ordem interna do Tribunal. é a mesma das Juntas de Conciliação e Julgamento. § 3º Dentro de quinze dias. assim como nos casos de impedimento. Art. os nomes dos vogais e dos respectivos suplentes. o qual. serão esses representantes livremente designados pelo Presidente do Tribunal Regional do Trabalho. os Juízos de Direito são os órgãos de administração da Justiça do Trabalho. 668 .A competência dos Juízos de Direito. durante metade desse período.Recebida a contestação.Se o Tribunal julgar procedente a contestação. e) formular. por intermédio do Presidente. até o máximo de 20 (vinte) por mês. d) estar no gozo dos direitos civis e políticos. 665 . § 4º . por meio de representação escrita. para esse efeito. na forma da Seção II do Capítulo II. 664 . será competente o Juiz do Cível mais antigo. na conformidade da lei de organização respectiva. providenciará para que tudo se realize com a maior brevidade. cada Sindicato de empregadores e de empregados. sem interrupção. ser dispensado. CAPÍTULO III DOS JUÍZOS DE DIREITO Art. podendo. aos litigantes. § 1º .Enquanto durar sua investidura. testemunhas e peritos. Parágrafo único . 524 e seus §§ 1º a 3º. c) ser maior de 25 (vinte e cinco) anos e ter menos de 70 (setenta) anos. forem encaminhadas pelas associações sindicais de primeiro grau ao presidente do Tribunal Regional.Por audiência a que comparecerem. d) pedir vista dos processos pelo prazo de 24 (vinte e quatro) horas. ou nas localidades onde não existirem Sindicatos. entretanto. na primeira sessão.Página 82 de 91 Art. com base territorial extensiva à área de jurisdição da Junta. mediante convocação do Presidente da Junta. de nomes para representantes das respectivas categorias profissionais e econômicas nas Juntas de Conciliação e Julgamento.Na hipótese da dispensa do vogal a que alude este artigo. além das referidas no Art. § 2º Recebidas as listas pelo presidente do Tribunal Regional. CAPÍTULO IV DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO SEÇÃO I DA COMPOSIÇÃO E DO FUNCIONAMENTO . dirigida ao presidente do Tribunal Regional. Art.Para esse fim. gozam os vogais das Juntas e seus suplentes das prerrogativas asseguradas aos jurados. submetendo.A prova da qualidade profissional a que se refere a alínea "f" deste artigo é feita mediante declaração do respectivo Sindicato. f) contar mais de 2 (dois) anos de efetivo exercício na profissão e ser sindicalizado. contados da data da posse. Art.Para o exercício da função de vogal da Junta ou suplente deste são exigidos os seguintes requisitos: a) ser brasileiro. aquele que tiver servido.São prerrogativas dos vogais das Juntas.Os vogais das Juntas e seus suplentes tomam posse perante o Presidente da Junta em que têm de funcionar.Quando o critério de competência da lei de organização judiciária for diverso do previsto no parágrafo anterior. no todo ou em parte. expedindo para cada um deles um título. 661 . mediante a apresentação do qual será empossado. § 1º . se houver necessidade de ouvir testemunhas ou de proceder a quaisquer diligências.Nas localidades não compreendidas na jurisdição das Juntas de Conciliação e Julgamento. § 5º . a contestação ao parecer do Tribunal. servindo os designados até o fim do período. os vogais das Juntas e seus suplentes perceberão a gratificação fixada em lei. dentro de cinco dias. sua substituição far-se-á pelo suplente. sem efeito suspensivo. Art. Art. 665: a) tomar parte nas reuniões do Tribunal a que pertençam. pode ser contestada a investidura do vogal ou do suplente. procederá. na ocasião determinada pelo Presidente do Tribunal Regional. 669 . por qualquer interessado.

Rio de Janeiro e Espírito Santo.241. § 1º As Turmas somente poderão deliberar presentes. Art.Para os trabalhos dos Tribunais Regionais existe a mesma incompatibilidade prevista no Art. Art. São Paulo (2ª Região). e de seis juízes classistas. 672 .430. que criou a 14ª Região. 6ª Região . 673 . poderá o Presidente de uma Turma convocar juízes de outra. Art. 8. a jurisdição e a categoria dos Tribunais Regionais. ressalvada. § 2º Nos Tribunais Regionais constituídos de seis ou mais juízes togados. que criou a 11ª Região. Art. (Vide Leis nºs: 6. no Tribunal Pleno. de 1975. que criou a 23ª Região. 8ª Região . no mínimo. assim como os Presidentes de Turmas. Paraíba e Rio Grande do Norte. § 4º No julgamento de recursos contra decisão ou despacho do Presidente. 7.671. observados. de 1991. 7.A ordem das sessões dos Tribunais Regionais será estabelecida no respectivo Regimento Interno. que criou a 21ª Região. um dêles será escolhido dentre advogados. de seis juízes togados. deliberarão com a presença. § 6º Os Tribunais Regionais. os critérios de livre escolha e antigüidade. da classe a que pertencer o ausente ou impedido. 6. Pernambuco. 7. vitalícios e de dois classistas. 6. um dentre membros do Ministério Público da União junto à Justiça do Trabalho e os demais dentre juízes do Trabalho Presidente de Junta da respectiva Região. o território nacional é dividido nas oito regiões seguintes: 1ª Região . 7ª Região . 4ª Região . na forma prevista no parágrafo anterior. do número de seus juízes.O número de regiões. 7. § 5º Haverá um suplente para cada Juiz classista. os Tribunais Regionais elegerão os respectivos Presidente e VicePresidente. pelo menos. somente podem ser alterados pelo Presidente da República.Página 83 de 91 Art. os da 5ª e 6ª Regiões.431. um representante dos empregados e outro dos empregadores. que criou a 9ª Região.233. 2ª Região . e de quatro classistas. que criou a 22ª Região. pelo desmembramento do Estado de Mato Grosso. facultada essa divisão aos constituídos de pelo menos. 8. onde as houver. que criou a 13ª Região. vitalícios. 676 . todos nomeados pelo Presidente da República. Os tribunais têm sede nas cidades: Rio de Janeiro (1ª Região).Estados da Bahia e Sergipe.324. alternadamente. temporários. 6. os da 7ª e 8ª Regiões.Estados de Alagoas. excetuada a hipótese de declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público. temporários. 8. de 1989.Os Tribunais Regionais. Fortaleza (7ª Região) e Belém (8ª Região). Rondônia e Roraima. Belo Horizonte (3ª Região). Nas sessões administrativas.Para efeito da jurisdição dos Tribunais Regionais. § 7º Dentre os seus juízes togados. de sete juízes togados. 3ª Região . cabendo-lhe. na convocação de juízes inferiores. as decisões tomar-seão pelo voto da maioria dos juízes presentes. de 1989.Os Tribunais Regionais das 1ª e 2ª Regiões compor-se-ão de onze juízes togados. que criou o Estado de Mato Grosso de Sul. paritàriamente.Estados de Minas Gerais e Goiás e Distrito Federal. 31. de 1981. ainda. de 1986. entre êles os dois classistas. da metade e mais um. de 1991.Estados de São Paulo.A competência dos Tribunais Regionais determina-se pela forma indicada no Art.Estados da Guanabara. e de dois classistas. § 3º O Presidente do Tribunal Regional. três dos seus juízes. do Vice-Presidente ou de Relator. que criou a 16ª Região. de 1985.Estados do Ceará. doze juízes. Para a integração dêsse quorum.520. Acre e Territórios Federais do Amapá. Paraná e Mato Grosso.927. 8. que unificou os Estados da Guanabara e Rio de Janeiro. 674 . o Presidente votará como os demais juízes. 671 . de 1974. 8. Recife (6ª Região). de 1992.219. que criou a 20ª.928. que criou o Estado de Rondônia. 677 . a hipótese de declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público (artigo 111 da Constituição). § 2º Nos Tribunais Regionais. disporão sôbre a substituição de seus juízes. de 1992 e Leis Complementares nºs: 20. em sua composição plena. de 1981.215. empregadores e empregados. de 1988.873. que criou a 19ª Região. e menos de onze. Salvador (5ª Região). vitalícios. temporários. o voto de qualidade. um representante dos empregados e outro dos empregadores. que criou a 12ª Região. 7. 670 .915. sendo idêntica a forma de sua resolução. SEÇÃO II DA JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA Art. de 1986. ocorrendo empate. que criou a 10ª Região.221. § 4º Os juízes classistas referidos neste artigo representarão. que criou a 17ª Região.872. de oito juízes togados. que criou a 15ª Região. Porto Alegre (4ª Região). prevalecerá a decisão ou despacho recorrido. 8. temporários. além do Presidente. 5ª Região . no respectivo regimento interno. de 1981. Parágrafo único.523. de 1977. vitalícios. 41. 651 e seus . que criou a 18ª Região. Cada turma se comporá de três juízes togados e dois classistas. Art. § 8º Os Tribunais Regionais da 1ª e 2ª Regiões dividirse-ão em Turmas. sòmente terá voto de desempate. Pará. os da 3ª e 4ª Regiões. estabelecidos nos artigos anteriores. de 1991. de 1981.Estados do Amazonas. dos quais. 648.Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Piauí e Maranhão. 7. de 1991.

assinar as folhas de pagamento dos vogais e servidores do Tribunal. VII . 680. Art. ou entre aquêles e estas. os juízes de direito investidos na jurisdição trabalhista.Na falta ou impedimento do Juiz classista da Junta e do respectivo suplente. aos vogais e suplentes e funcionários do próprio Tribunal e conceder férias e licenças aos mesmos e aos vogais e suplentes das Juntas. designando os vogais que os devem relatar. o que deve exercer a função de distribuidor. Xl . êstes de decisões denegatórias de recursos de sua alçada. c) processar e julgar em última instância: 1) os recursos das multas impostas pelas Turmas. como os conflitos de jurisdição entre Turmas. V . SEÇÃO III DOS PRESIDENTES DOS TRIBUNAIS REGIONAIS Art. compete o julgamento das matérias a que se refere o artigo anterior. dentre os funcionários do Tribunal e das Juntas existentes em uma mesma localidade. ao Presidente do Tribunal de Apelação relativamente aos Juízes de Direito investidos na administração da Justiça do Trabalho. ou parcialmente sempre que se fizer necessário. VIII . exceto a de que trata o inciso I da alínea c do Item I. e) julgar as exceções de incompetência que lhes forem opostas. sobre as Juntas. exceto no caso do item I. IX .convocar suplentes dos vogais do Tribunal.Página 84 de 91 parágrafos e. § 2º . 4) as impugnações à investidura de vogais e seus suplentes nas Juntas de Conciliação e Julgamento. é facultado ao Presidente . sempre que houver ame e perturbação da ordem. IV . a força necessária. 682 . b) julgar os agravos de petição e de instrumento. nos casos de dissídio coletivo. alínea a . Compete. XIII . as Juntas de Conciliação e Julgamento. 3) os conflitos de jurisdição entre as suas Turmas.ao Tribunal Pleno. 2) a extensão das decisões proferidas em dissídios coletivos. no interêsse da Justiça do Trabalho. quando divididos em Turmas. II . § 1º . dos juízes de direito investidos na jurisdição trabalhista.despachar os recursos interpostos pelas partes. observada a ordem de antigüidade entre os substitutos desimpedidos.requisitar às autoridades competentes.Aos Tribunais Regionais.designar. ainda. pelo menos uma vez por ano.representar ao Presidente do Tribunal Superior do Trabalho contra os Presidentes e os vogais. 2) as ações rescisórias das decisões das Juntas de Conciliação e Julgamento. d) julgar as suspeições arguidas contra seus membros. b) processar e julgar originàriamente: 1) as revisões de sentenças normativas. 678 . dêste artigo. 895.presidir às audiências de conciliação nos dissídios coletivos. Art.designar os vogais das Juntas e seus suplentes.executar suas próprias decisões e as proferidas pelo Tribunal. quando julgar conveniente. representando contra aquelas que não atenderem a tais requisições. c) impor multas e demais penalidades relativas e atos de sua competência jurisdicional.Aos Tribunais Regionais não divididos em Turmas. inciso 1.presidir às sessões do Tribunal.Na falta ou impedimento do Presidente da Junta e do substituto da mesma localidade. nos impedimentos destes. Xll . conciliar e julgar originàriamente os dissídios coletivos. assim como dos juízes de primeira instância e de seus funcionários. as seguintes atribuições: II .Os presidentes e vice-presidentes dos Tribunais Regionais do Trabalho tomarão posse perante os respectivos Tribunais. é facultado ao Presidente do Tribunal Regional designar substituto de outra localidade. b) fiscalizar o comprimento de suas próprias decisões. Das decisões das Turmas não caberá recurso para o Tribunal Pleno. e julgar os recursos interpostos das decisões das Juntas dos juízes de direito que as impuserem. especialmente: a) processar. Parágrafo único. as demais atribuições que decorram de sua Jurisdição. além das que forem conferidas neste e no título e das decorrentes do seu cargo. e solicitá-la. pelo local onde este ocorrer. 681 . aos Tribunais Regionais.dar posse aos Presidentes de Juntas e Presidentes Substitutos. XIV . Art.distribuir os feitos. 2) as reclamações contra atos administrativos de seu presidente ou de qualquer de seus membros. VI . d) julgar em única ou última instâncias: 1) os processos e os recursos de natureza administrativa atinentes aos seus serviços auxiliares e respectivos servidores.às Turmas: a) julgar os recursos ordinários previstos no Art. Art. X . nos casos de dissídio coletivo. c) declarar a nulidade dos atos praticados com infração de suas decisões. ou suas Turmas: a) determinar às Juntas e aos juízes de direito a realização dos atos processuais e diligências necessárias ao julgamento dos feitos sob sua apreciação. 727 e seu Parágrafo único. das Turmas e de seus próprios acórdãos. compete: I .Competem privativamente aos Presidentes dos Tribunais Regionais. 3) os mandados de segurança.exercer correição. em geral. III . g) exercer. f) requisitar às autoridades competentes as diligências necessárias ao esclarecimento dos feitos sob apreciação. alínea "c" . 679 . nos casos previstos no Art.

Página 85 de 91 do Tribunal Regional designar suplente de outra Junta. sempre que necessário. 690 . é a instância suprema da Justiça do Trabalho. § 2º . aplicam-se as disposições do Art. licença. CAPÍTULO V DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO SEÇÃO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. por intermédio do Ministro da Justiça e Negócios Interiores. alheios aos interesses profissionais.Aos juízes representantes classistas dos Tribunais Regionais aplicam-se as disposições do Art. Art. a fim de que seja . 661. § 1º Ocorrendo a hipótese prevista neste artigo o Presidente do Tribunal comunicará imediatamente o fato ao Ministro da Justiça e Negócios Interiores. as dos arts. organizará.O Tribunal Superior do Trabalho. desconto equivalente a 1/30 (um trinta avos) por processo retido. na ocasião determinada pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho.Dentre os Juízes Togados do Tribunal Superior do Trabalho. e dois. Art.Os Juízes representantes classistas que retiverem processos além dos prazos estabelecidos no Regimento Interno dos Tribunais Regionais sofrerão automaticamente.Os vogais dos Tribunais Regionais tomam posse perante o respectivo Presidente. dentre magistrados da Justiça do Trabalho. serão eleitos o Presidente. 685 . dentre membros do Ministério Público da União junto à Justiça do Trabalho. § 1º .O Presidente do Tribunal Superior do Trabalho submeterá os nomes constantes das listas ao Presidente da República.O Tribunal Superior do Trabalho compõe-se de dezessete juízes com a denominação de Ministros. 663. com observância da paridade de representação de empregados e empregadores.Os juízes togados escolher-se-ão: sete. representantes dos empregadores e empregados. funcionarão seus substitutos.A escolha dos vogais e suplentes dos Tribunais Regionais. o Vice-Presidente e o corregedor. mediante convocação do próprio Presidente do Tribunal ou comunicação do secretário deste. Art.Aos Juízes representantes classistas dos empregados e dos empregadores. nomeados pelo Presidente da República de conformidade com o disposto nos §§ 2º e 3º dêste artigo. Parágrafo único . respeitada a categoria profissional ou econômica do representante e a ordem de antigüidade dos suplentes desimpedidos. 693 . em representação paritária dos empregadores e dos empregados.O Tribunal funciona na plenitude de sua composição ou dividido em Turmas.Para o efeito deste artigo. 689 . 665 e 667. sendo: a) onze togados e vitalícios. a convocação competirá diretamente ao Presidente do Tribunal Superior do Trabalho § 2º . Art. Art. o Conselho de Representantes de cada associação sindical de grau superior. § 1º . na gratificação mensal a que teriam direito. bem assim. ou na forma indicada no Art. 685. 687 . e como auxiliares destes. 686 e. por maioria de votos. Parágrafo único .Na falta ou impedimento dos Presidentes dos Tribunais Regionais. dois. de notável saber jurídico e reputação ilibada. Importará em renúncia o não comparecimento do membro do Conselho. dentre advogados no efetivo exercício da profissão. perceberão os Juízes representantes classistas e suplentes dos Tribunais Regionais a gratificação fixada em lei. depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal. 696. Os Juízes representantes classistas dos Tribunais Regionais são designados pelo Presidente da República. com mandato de três anos. é feita dentre os nomes constantes das listas para esse fim encaminhadas ao Presidente do Tribunal Superior do Trabalho pelas associações sindicais de grau superior com sede nas respectivas Regiões. maiores de trinta e cinco anos. 683 . b) seis classistas.Nos demais casos. além dos presidentes das turmas na forma estabelecida em seu regimento interno. SEÇÃO IV DOS JUÍZES REPRESENTANTES CLASSISTAS DOS TRIBUNAIS REGIONAIS Art. Parágrafo único . a mais de três sessões ordinárias consecutivas.Nos casos de férias. 694 . dentre brasileiros natos. SEÇÃO II DA COMPOSIÇÃO E FUNCIONAMENTO DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Art. nos Tribunais Regionais. Art. com sede na Capital da República e jurisdição em todo o território nacional.Na falta ou impedimento de qualquer Juiz representante classista e seu respectivo suplente. § 1º . por 30 (trinta) dias. 684. 688 . sendo a nova escolha feita dentre os nomes constantes das listas a que se refere o Art. uma lista de 3 (três) nomes.Por sessão a que comparecerem. nomeados pelo Presidente da República. Art. morte ou renúncia. § 3º . é facultado ao Presidente do Tribunal Regional designar um dos Juízes classistas de Junta de Conciliação e Julgamento para funcionar nas sessões do Tribunal. o Presidente Substituto assumirá imediatamente o exercício. até o máximo de quinze por mês. ciente o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho. sem motivo justificado. respeitada a categoria profissional ou econômica do representante.

os debates poderão tornar-se secretos. § 2º . ou decorrentes da Constituição Federal. compostas de 5 (cinco) juízes. no mínimo. para invalidar lei ou ato do poder público. convocar sessões extraordinárias. de igual categoria. b) julgar. nos feitos pendentes de sua decisão. a designação do substituto será feita dentre os nomes constantes das listas de que trata o 2º do Art. SEÇÃO III DA COMPETÊNCIA DO CONSELHO PLENO Art. Parágrafo único. Art. b) julgar os embargos opostos às decisões de que tratam as alíneas "b" e "c" do inciso I deste artigo. Art.As sessões do Tribunal serão públicas e começarão às 14 (quatorze) horas. quando arguido. nos casos previstos em lei. o qual poderá. mas poderão ser prorrogadas pelo Presidente em caso de manifesta necessidade. c) homologar os acordos celebrados em dissídios de que trata a alínea anterior. c) julgar os agravos de instrumento dos despachos que denegarem a interposição de recursos ordinários ou de revista. sempre que for necessário. na forma que dispuser o Regimento do Tribunal Superior do Trabalho. § 1º . 699 . quando esta divirjam entre si ou de decisão proferida pelo próprio Tribunal Pleno. suspeição e outras nos casos pendentes de sua decisão.Ao Tribunal Pleno compete: I .O Tribunal Superior do Trabalho não poderá deliberar. 707 . em única instância. em matéria de embargos na forma estabelecida no regimento interno.Em caso de licença. b) superintender todos os serviços do Tribunal.Página 86 de 91 feita a substituição do juiz renunciante. a decisão proferida nos embargos de que trata o inciso II. assim resolva a maioria de seus membros. deste artigo. 702 . além do Presidente. os Ministros do Tribunal poderão ser substituídos mediante convocação de Juízes. f) estabelecer súmulas de jurisprudência uniforme. 697 . e) julgar as suspeições arguidas contra o presidente e demais juízes do Tribunal. SEÇÃO VI DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Art. d) julgar os agravos dos despachos do presidente. d) julgar os embargos de declaração opostos aos seus acordaos. três de seus membros. . b) conciliar e julgar os dissídios coletivos que excedam a jurisdição dos Tribunais Regionais do Trabalho. terminando às 17 (dezessete) horas. na forma prescrita no Regimento Interno. só poderão deliberar com a presença de pelo menos. g) aprovar tabelas de custas emolumentos.em última instância: a) julgar os recursos ordinários das decisões proferidas pelos Tribunais Regionais em processos de sua competência originária. II . na plenitude de sua composição senão com a presença de pelo menos nove de seus juízes. cabendo também a este funcionar como relator ou revisor nos feitos que lhe forem distribuídos conforme estabelecer o regimento interno. além do respectivo presidente. em última instância. do Art. 693. 902. por motivo de interesse público. determinando aos Tribunais Regionais e aos demais órgãos da Justiça do Trabalho a realização dos atos processuais e das diligências necessárias. e) julgar os embargos de declaração opostos aos seus acordãos.O Tribunal reunir-se-á em dias previamente fixados pelo Presidente. § 2º Para os efeitos do parágrafo anterior. 701 . os conflitos de jurisdição entre Tribunais Regionais do Trabalho e os que se suscitarem entre juízes de direito ou juntas de conciliação e julgamento de regiões diferentes. § 2º É da competência de cada uma das turmas do Tribunal: a) julgar.As sessões extraordinárias do Tribunal só se realizarão quando forem comunicadas aos seus membros com 24 (vinte e quatro) horas. nos casos previstos em lei. h) elaborar o Regimento Interno do Tribunal e exercer as atribuições administrativas previstas em lei. enquanto não for preenchido o cargo. nos termos dos §§ 2º e 3º. de qualquer dos Tribunais Regionais do Trabalho. 700 . fixando os dias para a realização das sessões ordinárias e convocando as extraordinárias. e) julgar as habilitações incidentes e arguições de falsidade. sem prejuízo das sanções cabíveis. As turmas do Tribunal. desde que. nos casos previstos em lei. os recursos de revista interpostos de decisões dos Tribunais Regionais e das Juntas de Conciliação e julgamento ou juízes de dirieto. d) fazer cumprir as decisões originárias do Tribunal. superior a trinta dias. bem como estender ou rever suas próprias decisões normativas. de antecedência. Art. § 1º Quando adotada pela maioria de dois terços dos juízes do Tribunal Pleno. ou que forem contrárias à letra de lei federal. d) julgar os agravos de despachos denegatórios dos presidentes de turmas. terá força de prejulgado. c) expedir instruções e adotar as providências necessárias para o bom funcionamento do Tribunal e dos demais órgãos da Justiça do Trabalho.Nas sessões do Tribunal. c) julgar embargos das decisões das Turmas.Compete ao Presidente do Tribunal: a) presidir às sessões do Tribunal.em única instância: a) decidir sobre matéria constitucional. alínea "c". ou de vacância. Art. nos termos da lei.

Industria e Comercio. Parágrafo único . § 3º . § 2º . 764 . i) dar posse e conceder licença aos membros do Tribunal.Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à conciliação. § 1º . pelas normas estabelecidas neste Título. proferindo decisão na forma prescrita neste Título. 709 . mas participará. embora não relate nem revise processos. sem razões que o justifiquem. outrossim.O Presidente terá 1 (um) secretário por ele designado dentre os funcionários lotados no Tribunal. respeitado o disposto no parágrafo anterior. que lhes forem cometidos pelos respectivos Presidentes.Incumbe aos Oficiais de Justiça e Oficiais de Justiça Avaliadores da Justiça do Trabalho a realização dos atos decorrentes da execução dos julgados das Juntas de Conciliação e Julgamento e dos Tribunais Regionais do Trabalho. § 2º Nas localidades onde houver mais de uma Junta. não tiver sido cumprido o ato. sujeitando-se o serventuário às penalidades da lei. cabendo-lhe. quando inexistir recurso específico.Compete ao Vice-Presidente do Tribunal: a) substituir o Presidente e o Corregedor em suas faltas e impedimentos. ou pelo mais idoso quando igual a antigüidade.Exercer funções de inspeção e correição permanente com relação aos Tribunais Regionais e seus presidentes. o Presidente da Junta poderá atribuir a realização do ato a qualquer serventuário. § 5º Na falta ou impedimento do Oficial de Justiça ou Oficial de Justiça Avaliador.Das decisões proferidas pelo Corregedor. § 1º . votar em incidente de inconstitucionalidade. j) apresentar ao Ministro do Trabalho. a atribuição para o comprimento do ato deprecado ao Oficial de Justiça ou Oficial de Justiça Avaliador será transferida a outro Oficial. o prazo previsto no Art. reger-se-á. caberá o agravo regimental. § 1º Para efeito de distribuição dos referidos atos. os juízes e Tribunais do Trabalho empregarão sempre os seus bons ofícios e persuasão no sentido de uma solução conciliatória dos conflitos. das sessões do Tribunal Pleno. cada Oficial de Justiça ou Oficial de Justiça Avaliador funcionará perante uma Junta de Conciliação e Julgamento. 888. nos casos do artigo. salvo quando da existência.O processo da Justiça do Trabalho. 763 . Art. com voto.Não havendo acordo. . 708 .Página 87 de 91 e) submeter ao Tribunal os processos em que tenha de deliberar e designar. destinado à distribuição de mandados judiciais. nos processos administrativos e nos feitos em que estiver vinculado por visto anterior à sua posse na Corregedoria. TÍTULO X DO PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. terá o Oficial de Justiça Avaliador. § 3º No caso de avaliação. o juízo conciliatório converter-se-á obrigatoriamente em arbitral. em todo o território nacional. § 2º . eleito dentre os Ministros togados do Tribunal Superior do Trabalho: I . e será auxiliado por servidores designados nas mesmas condições. h) conceder licenças e férias aos servidores do Tribunal. SEÇÃO VII DAS ATRIBUIÇÕES DO VICE-PRESIDENTE Art. ainda mesmo depois de encerrado o juízo conciliatório. quando não se encontrar em correição ou em férias. Juntas de Conciliação e Julgamento e outros órgãos. de órgão específico. g) determinar as alterações que se fizerem necessárias na lotação do pessoal da Justiça do Trabalho. sempre que. será o Tribunal presidido pelo Juiz togado mais antigo. nos Tribunais Regionais do Trabalho. bem como conceder licenças e férias aos Presidentes dos Tribunais Regionais. II . 721 . para o Tribunal Pleno. após o decurso de 9 (nove) dias. para cumprimento da ato. f) despachar os recursos interpostos pelas partes e os demais papéis em que deva deliberar.Decidir reclamações contra os atos atentatórios da boa ordem processual praticados pelos Tribunais Regionais e seus presidentes.Para os efeitos deste artigo. Parágrafo único . os respectivos relatores.Na ausência do Presidente e do Vice-Presidente. fazendo remoções ex officio de servidores entre os Tribunais Regionais. bem como impor-Ihes as penas disciplinares que excederem da alçada das demais autoridades. no que concerne aos dissídios individuais e coletivos e à aplicação de penalidades. o relatório das atividades do Tribunal e dos demais órgãos da Justiça do Trabalho.É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo. bem como conceder as requeridas que julgar convenientes ao serviço. até 31 de março de cada ano.Compete ao Corregedor. SEÇÃO V DOS OFICIAIS DE DILIGÊNCIA Art.O Corregedor não integrará as Turmas do Tribunal. SEÇÃO VIII DAS ATRIBUIÇÕES DO CORREGEDOR Art. respeitada a lotação de cada órgão. § 4º É facultado aos Presidentes dos Tribunais Regionais do Trabalho cometer a qualquer Oficial de Justiça ou Oficial de Justiça Avaliador a realização dos atos de execução das decisões dêsses Tribunais. na forma do Regimento Interno.

assegurando justos salários aos trabalhadores. (Vide Leis nºs 409. 773 . e são contínuos e irreleváveis. Art. permitam também justa retribuição às empresas interessadas. 778 . 775 . ou recebida a notificação.As certidões dos processos que correrem em segredo de justiça dependerão de despacho do juiz ou presidente. ainda. ou retenção. (Vide Leis nºs 409. os processos nos cartórios ou secretarias. SEÇÃO IV DAS PARTES E DOS PROCURADORES Art. não possam fazê-lo. serão estabelecidas condições que. 782 . Art.563. .A compensação. de 1943 e 6. podendo.As partes. ou quando tiverem de ser remetidos aos órgãos competentes. Art. 765 . 777 .Os termos relativos ao movimento dos processos constarão de simples notas. Art. representações. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. ou provisionado.Nos dissídios individuais os empregados e empregadores poderão fazer-se representar por intermédio do sindicato. sob pena de responsabilidade do servidor. a partir da data em que for feita pessoalmente. de 1978) Art. TERMOS E PRAZOS PROCESSUAIS Art. terminarão no primeiro dia útil seguinte. podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas. com ampla liberdade. de 1943 e 6.Terá preferência em todas as fases processuais o dissídio cuja decisão tiver de ser executada perante o Juízo da falência. exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste Título.Os atos processuais serão públicos salvo quando o contrário determinar o interesse social. no caso de não ser encontrado o destinatário ou no de recusa de recebimento.As partes poderão requerer certidões dos processos em curso ou arquivados. ficando traslado.Salvo disposição em contrário. de 1943 e 6. inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil.563. ao Tribunal de origem. 772 . as quais serão lavradas pelos escrivães ou secretários. Art. e realizarse-ão nos dias úteis das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. quando estas. o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho. os atos e termos processuais. Art. ser prorrogados pelo tempo estritamente necessário pelo juiz ou tribunal. 769 . Juízo ou Tribunal.Nos casos omissos. ou em virtude de força maior. as petições ou razões de recursos e quaisquer outros papéis referentes aos feitos formarão os autos dos processos. poderão consultar.563. (Vide Leis nºs 409. 779 . atos e processos relativos à Justiça do Trabalho. de 1978) Art. 766 .Tratando-se de notificação postal. conforme o caso. Art. Parágrafo único . 781 . na presença de 2 (duas) testemunhas. a devolvê-la.Os documentos juntos aos autos poderão ser desentranhados somente depois de findo o processo. Art.Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.Os prazos estabelecidos neste Título contam-se com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do vencimento. 780 . Art. em caso de recurso ou requisição. § 1º . mediante autorização expressa do juiz ou presidente. de 1943 e 6. requerimentos. 768 . datadas e rubricadas pelos secretários ou escrivães. solicitador. Parágrafo único .São isentos de selo as reclamações. 771 . Art. 774 . os quais ficarão sob a responsabilidade dos escrivães ou secretários. (Vide Leis nºs 409. ou. não poderão sair dos cartórios ou secretarias.Os requerimentos e documentos apresentados. o Correio ficará obrigado. serão firmados a rogo. CAPÍTULO II DO PROCESSO EM GERAL SEÇÃO I DOS ATOS. advogado. 791 . entretanto.O vencimento dos prazos será certificado nos processos pelos escrivães ou secretários. 776 . domingo ou dia feriado.563.Página 88 de 91 Art. 767 . datilografados ou a carimbo.Os autos dos processos da Justiça do Trabalho. Art.Os Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo andamento rápido das causas.Os prazos que se vencerem em sábado. os prazos previstos neste Título contam-se. devidamente comprovada. salvo se solicitados por advogados regularmente constituído por qualquer das partes.Os atos e termos processuais.Nos dissídios sobre estipulação de salários. por motivo justificado. de 1978) Art. daquela em que for afixado o edital na sede da Junta. Parágrafo único . de 1978) Parágrafo único .Os atos e termos processuais poderão ser escritos a tinta. só poderá ser argüida como matéria de defesa. que devam ser assinados pelas partes interessadas. daquela em que for publicado o edital no jornal oficial ou no que publicar o expediente da Justiça do Trabalho.A penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado. Art. ou seus procuradores. 770 . sempre que não houver procurador legalmente constituído. Art.

SEÇÃO VIII DAS AUDIÊNCIAS Art. § 2º . a reclamação será apresentada diretamente à secretaria da Junta. é obrigado a dar-se por suspeito. Art. mediante edital afixado na sede do Juízo ou Tribunal. 813 . podendo mandar retirar do recinto os assistentes que a perturbarem. o suplente do membro suspeito. Art. será logo convocado para a mesma audiência ou sessão.O juiz ou presidente manterá a ordem nas audiências. 799 . b) amizade íntima. ou ao cartório do Juízo. 801 .As demais exceções serão alegadas como matéria de defesa. poderá ser designado outro local para a realização das audiências. salvo quando houver matéria urgente. poderão ser convocadas audiências extraordinárias. podendo. Art. quanto a estas. Proceder-se-á da mesma maneira quando algum dos membros se declarar suspeito. as exceções de suspeição ou incompetência.Página 89 de 91 § 2º . § 1º . na falta destes.563. Parágrafo único . Art. de 1978) Parágrafo único . bem como as ocorrências eventuais. não caberá recurso. não mais poderá alegar exceção de suspeição. (Vide Leis nºs 409. (Vide Leis nºs 409. 814 . Art. ou para a seguinte. abrir-se-á vista dos autos ao exceto. julgada procedente a exceção de suspeição. pela Procuradoria da Justiça do Trabalho. SEÇÃO VI DAS EXCEÇÕES Art.À hora marcada.Se se tratar de suspeição de Juiz de Direito. aceitou o juiz recusado ou. Art. para instrução e julgamento da exceção. se procurou de propósito o motivo de que ela se originou. por algum dos seguintes motivos. 817 . em relação à pessoa dos litigantes: a) inimizade pessoal. A suspeição não será também admitida. o qual continuará a funcionar no feito até decisão final.Sempre que for necessário. Parágrafo único . com a antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas. de 1943 e 6. ou 1 (um) escrivão do cível. depois de conhecida. somente podem ser opostas. CAPÍTULO III DOS DISSÍDIOS INDIVIDUAIS SEÇÃO I DA FORMA DE RECLAMAÇÃO E DA NOTIFICAÇÃO Art. § 1º . e pode ser recusado. o juiz ou presidente não houver comparecido.Nas Juntas de Conciliação e Julgamento e nos Tribunais Regionais.Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado.O registro das audiências será feito em livro próprio. pelo sindicato.Apresentada a exceção de suspeição. Art.As audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho serão públicas e realizar-se-ão na sede do Juízo ou Tribunal em dias úteis previamente fixados.Se.563. os escrivães ou secretários. 792 . se do processo constar que o recusante deixou de alegá-la anteriormente. devendo a decisão ser proferida na primeira audiência ou sessão que se seguir.O juiz. pelo Ministério Público estadual ou curador nomeado em juízo.Nas localidades em que houver apenas 1 (uma) Junta de Conciliação e Julgamento. A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e. salvo. .Nas causas da jurisdição da Justiça do Trabalho. c) parentesco por consangüinidade ou afinidade até o terceiro grau civil. comparecendo com a necessária antecedência. presidente ou vogal. por 24 (vinte e quatro) horas improrrogáveis. 793. Art. no entanto. as partes alegá-las novamente no recurso que couber da decisão final. será este substituído na forma da organização judiciária local. o juiz ou Tribunal designará audiência dentro de 48 (quarenta e oito) horas. constando de cada registro os processos apreciados e a respectiva solução.Às audiências deverão estar presentes. § 1º . até 15 (quinze) minutos após a hora marcada. salvo sobrevindo novo motivo. § 2º . finalmente.Os maiores de 18 (dezoito) e menores de 21 (vinte e um) anos e as mulheres casadas poderão pleitear perante a Justiça do Trabalho sem a assistência de seus pais.Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência. de 1978) Art. d) interesse particular na causa. 800 . observado o prazo do parágrafo anterior. entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas. com suspensão do feito. 815 . devendo o ocorrido constar do livro de registro das audiências. 802 . 837 . quando já a conhecia. tutores ou maridos.Apresentada a exceção de incompetência. ou que. testemunhas e demais pessoas que devam comparecer. § 2º .Em casos especiais. sendo feita pelo secretário ou escrivão a chamada das partes. o juiz ou presidente declarará aberta a audiência. 816 .Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz. os presentes poderão retirar-se. não podendo ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas. de 1943 e 6.Do registro das audiências poderão ser fornecidas certidões às pessoas que o requererem. se terminativas do feito.

depois de 5 (cinco) dias. § 1º .o pedido deverá ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente.Página 90 de 91 Art.a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de quinze dias do seu ajuizamento. 852-E. Art. Art. ou. a qualificação do reclamante e do reclamado. ainda que não requeridas previamente. do disposto nos incisos I e II deste artigo importará no arquivamento da reclamação e condenação ao pagamento de custas sobre o valor da causa. 852-D. se se tratar de empregados da mesma empresa ou estabelecimento. § 2º . sob a direção de juiz presidente ou substituto. autárquica e fundacional. far-se-á a notificação por edital. § 1º O não atendimento. 852-F. de acordo com o movimento judiciário da Junta de Conciliação e Julgamento. § 4º Somente quando a prova do fato o exigir. que será a primeira desimpedida.Nas localidades em que houver mais de 1 (uma) Junta ou mais de 1 (um) Juízo. As demandas sujeitas a rito sumaríssimo serão instruídas e julgadas em audiência única. § 2º As partes e advogados comunicarão ao juízo as mudanças de endereço ocorridas no curso do processo. Art. SEÇÃO II-A DO PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO Art. podendo constar de pauta especial. no que couber. em qualquer fase da audiência. 841 . ao reclamado. poderão ser acumuladas num só processo. . Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo. Serão decididos. O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas. incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado. Parágrafo único. para comparecer à audiência do julgamento. em 2 (duas) vias datadas e assinadas pelo escrivão ou secretário.A notificação será feita em registro postal com franquia. pelo reclamante. Art. Art. 852-C. ou do termo. Não comparecendo a testemunha intimada. Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo: I . a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante. a reclamação será. as afirmações fundamentais das partes e as informações úteis à solução da causa trazidas pela prova testemunhal. podendo limitar ou excluir as que considerar excessivas. preliminarmente. a reclamação deverá conter a designação do Presidente da Junta. II . Art. 852-G. § 1º Sobre os documentos apresentados por uma das partes manifestar-se-á imediatamente a parte contrária. 852-H. na ausência de comunicação. Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento. na forma do disposto no Capítulo II. notificando-o ao mesmo tempo. a reclamação será reduzida a termo.Se verbal. Art. sujeita a distribuição.A reclamação poderá ser escrita ou verbal. bem como para apreciá-las e dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica. ou do juiz de direito a quem for dirigida. comprovadamente convidada. Art.não se fará citação por edital. salvo absoluta impossibilidade. 839 . § 3º Só será deferida intimação de testemunha que.O reclamante será notificado no ato da apresentação da reclamação ou na forma do parágrafo anterior. deste Título. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração Pública direta. § 1º . Art. 842 . e pelos sindicatos de classe. se necessário. deixar de comparecer. Seção II. todos os incidentes e exceções que possam interferir no prosseguimento da audiência e do processo. pessoalmente. o pedido. 838 . As demais questões serão decididas na sentença. de plano.A reclamação poderá ser apresentada: a) pelos empregados e empregadores. afixado na sede da Junta ou Juízo.Recebida e protocolada a reclamação. b) por intermédio das Procuradorias Regionais da Justiça do Trabalho. o disposto no parágrafo anterior. III . o escrivão ou secretário. ou for legalmente imposta. Art. o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as vantagens da conciliação e usará os meios adequados de persuasão para a solução conciliatória do litígio. inserto no jornal oficial ou no que publicar o expediente forense. ou por seus representantes.Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria. na falta. que poderá ser convocado para atuar simultaneamente com o titular. ou escrivão do cível. reputando-se eficazes as intimações enviadas ao local anteriormente indicado.Sendo escrita. a critério do juiz. uma breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio. 852-A. Aberta a sessão. § 2º As testemunhas. considerado o ônus probatório de cada litigante. remeterá a segunda via da petição. Na ata de audiência serão registrados resumidamente os atos essenciais. observado. § 2º . será deferida prova técnica. até o máximo de duas para cada parte. 852-B. Art. o juiz poderá determinar sua imediata condução coercitiva. dentro de 48 (quarenta e oito) horas. impertinentes ou protelatórias. sem interrupção da audiência. 840 . Se o reclamado criar embaraços ao seu recebimento ou não for encontrado. comparecerão à audiência de instrução e julgamento independentemente de intimação.

br/Ccivil_03/Leis/L8112cons.4shared. atendendo aos fins sociais da lei e as exigências do bem comum.planalto.112/90 – Regime Jurídico dos Servidores Públicos: www. § 1º O juízo adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime. Art. desde logo.452/43 – Consolidação das Leis Trabalhistas: www.gov.htm Lei 9.planalto. A sentença mencionará os elementos de convicção do juízo.htm Decreto-Lei 5. dispensado o relatório. o objeto da perícia e nomear perito.blogspot.htm Exercícios: www. com resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência.br/Ccivil_03/LEIS/L9784. fixar o prazo.html Lei 8.gov.784/99 – Processo Administrativo: www.planalto. § 7º Interrompida a audiência.com/dir/2345374/8522f371/Administrativo.gov.concurseirosdobrasil. no prazo comum de cinco dias.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%E7ao.com/ . o seu prosseguimento e a solução do processo dar-se-ão no prazo máximo de trinta dias.br/ccivil/Decreto-Lei/Del5452. 852-I.planalto. § 6º As partes serão intimadas a manifestar-se sobre o laudo. ============================================================================================= FONTES: ============================================================================================= • • • • • • Constituição Federal: www.htm Atos Administrativos: www.Página 91 de 91 incumbindo ao juiz. § 3º As partes serão intimadas da sentença na própria audiência em que prolatada.gov. salvo motivo relevante justificado nos autos pelo juiz da causa.