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Análise – Colonização Brasileira

Vannuty de Souza Cabral
Informática 3º ano - Matutino

Análise – Colonização Brasileira

O descobrimento do Brasil deu se na época em que Portugal, que se destacava no comércio de especiarias, estava com suas atenções voltadas principalmente para o comercio oriental. A partir daí a coroa portuguesa enviou imediatamente as primeiras expedições para o Brasil de 1500-1530. Percebendo que no Brasil não encontrava lucros fáceis e imediatos, foram cortadas algumas expedições marítimas destinadas ao reconhecimento territorial brasileiro, e os que restaram, deram inicio a exploração do pau-brasil, no qual foi a primeira riqueza a ser explorada pelos europeus. Apesar de não ser tão lucrativo como os produtos africanos e asiáticos, o pau-brasil era explorado vastamente no litoral brasileiro. O mesmo era utilizado na pintura de tecido na capital de Portugal. Não demorou muito para que o rei de Portugal declarasse a exploração de pau-brasil exclusiva para a coroa portuguesa, sem cobrança de impostos ou taxas. A extração do pau-brasil dependia dos índios, no qual eles derrubavam, cortavam r levavam o produto até o local de embarque em troca de diversos objetos. Nessa época o comercio de Portugal caiu bastante, e os produtos trazidos do Brasil eram de grande importância para o comercio português, então foi enviados cinco navios com aproximadamente 400 tripulantes para dar inicio a colonização brasileira. Em 22 de janeiro de 1532, foi fundada a primeira vila brasileira, São Vicente, povoado pelos colonos, que, imediatamente, deram inicio imediatamente ao cultivo da cana-de-açúcar seguida de uma empresa açucareira no Brasil, que foi de plena importância para a sua colonização, que, no qual, era baseado, sobretudo, no monopólio comercial, m instrumento de domínio econômico da metrópole (Portugal) sobre a colônia (Brasil). Consistia no direito da coroa portuguesa de realizar comércios exclusivos com sua colônia. O governo português pouco disposto a investir na colonização brasileira, decidiu tornar isso particular, dividindo o Brasil em 15 capitanias lideradas por um capitão que era autoridade máxima em suas respectivas capitanias onde uns dos seus deveres eram: criar vilas e distribuir terras para quem desejasse cultivar, exercer plena autoridade judicial e administrativa, enviar 30 escravos anuais para Portugal e etc.

Apesar da divisão, poucas capitanias obtiveram lucros diante de interesses econômicos, devido a falta de dinheiro dos patrões para a exploração de suas capitanias, onde, muitos deixavam suas capitanias completamente falidas. Um dos principais motivos desse acontecimento era que os indígenas faziam vários ataques aos donatários devido a ocupação de suas terras. Após o fracasso das capitanias foi implantado um regimento-geral. Algumas diferenças entre as duas era que o regimento-geral tinham um sistema de defesa contra ataques estrangeiros, incentivava a exploração de metais preciosos, apoiava a religião e lutava contra a resistência indígena. Após a implantação do regimento-geral, era preciso garantir a posse da terra, protegendo-a de ameaças estrangeiras para que pudessem colonizar o Brasil. E para isso acontecer, era preciso desenvolver uma atividade sustentável que compensasse o empreendimento. A solução encontrada foi implantar a produção açucareira em trechos do litoral. Com as condições climáticas e a experiência dos portugueses no assunto, em pouco tempo, a produção açucareira superou a importância de pau-brasil, que, naquela época, faziam parte da sociedade açucareira os senhores de engenho, dito como muitos como um titulo desejado e que o seu poder era alem de seus engenhos, escravos e trabalhadores assalariados. Naquela época, a escravidão era quem sustentava o processo de colonização no Brasil, por manter o cultivo de açúcar em grande parte do litoral brasileiro, que foi marcada pelas mais diferentes caracterizações ao longo do período colonial. No caso da colonização lusitana, a utilização de escravos sempre foi vista como a mais viável alternativa para que os dispendiosos empreendimentos de exploração tivessem a devida funcionalidade. Os primeiros que realizaram o comercio de escravos foram os portugueses, devido eles terem dominado parte da costa africana, seguidos pelos holandeses, ingleses e franceses. Devido o tráfego negreiro, milhões de africanos foram exilados, arrancados da sua casa e escravizados. Além de incentivar a exploração de uma nova atividade comercial, o tráfico negreiro ainda incentivava o desenvolvimento de outras atividades econômicas. A indústria naval crescia ao ampliar a necessidade de embarcações que pudessem fazer o transporte dos negros capturados. Ao mesmo tempo, incentivou as atividades agrícolas ao ampliar, por exemplo, as áreas de plantação do tabaco, produto agrícola usualmente utilizado como moeda de troca para obtenção dos escravos. A obtenção de escravos era feita a partir de firmação de acordos comerciais com algumas tribos, principalmente as que se localizavam na região do litoral Atlântico do continente. Na verdade, a escravidão já integrava as

práticas sociais e econômicas dos africanos mesmo antes do processo colonial. Em geral, essa população escrava era resultado da realização de guerras ou da aplicação de penas contra aqueles que cometessem algum tipo de delito. Trazidos ao ambiente colonial, esses escravos eram usualmente separados de seus amigos e familiares para que evitassem qualquer tentativa de fuga. Após serem vendidos a um grande proprietário de terras, os escravos eram utilizados para o trabalho nas grandes monoculturas e recolhidos em uma habitação coletiva conhecida como senzala. Esse tipo de escravo era conhecido como escravo de campo ou escravo de eito e compunha boa parte da população escrava da colônia. A rotina de trabalho desses escravos era árdua e poderia alcançar um turno de dezoito horas diárias. As condições de vida eram precárias, sua alimentação extremamente limitada e não contava com nenhum tipo de assistência ou garantia. Além disso, aqueles que se rebelavam contra a rotina imposta eram mortos ou torturados. Mediante tantas adversidades, a vida média de um escravo de campo raramente alcançava um período superior a vinte anos. Com sua forte presença no desenvolvimento histórico da sociedade brasileira, a escravidão africana trouxe marcas profundas para a atualidade. Entre outros problemas destacamos a desvalorização atribuída às atividades braçais, um imenso processo de exclusão socioeconômica e, principalmente, a questão do preconceito racial. Mesmo depositado no passado, podemos ver que as heranças de nosso passado escravista ecoam na constituição da sociedade brasileira. Já em 1580, o rei de Portugal, D. Henrique, morreu sem deixar herdeiros, encerrando a dinastia de Avis, então, devido disputas militares, o rei da Espanha, Felipe II, que invadiu e conquistou Portugal, dando inicio ao domínio espanhol, que se estendeu até o ano de 1640, e que, durante esses 60 anos, o Brasil praticamente não obteve mudanças significativas, mas, as conseqüências da União Ibérica, no plano internacional, repercutiram diretamente no Brasil. Devido isso, as relações comerciais entre Portugal e Holanda foram afetadas pelo conflito aberto entre governo da Espanha e suas antigas missões, Felipe II proibiu os produtores e comerciantes das colônias pertencentes ao império espanhol de comercializar com os holandeses, pretendendo, assim, impor-lhes um bloqueio econômico, que ficou conhecida como embargo espanhol, que representou graves prejuízos aos holandeses, que tomaram algumas providencias.

A primeira investida holandesa ocorreu em 8 de maio de 1624, na Bahia, que, apesar deles terem ocupado Salvador, os holandeses não conseguiram passar muito tempo na cidade. Depois, com um poderoso esquadrão, os holandeses invadiram Pernambuco, que na época era a capitania mais lucrativa. Depois de 5 anos de luta, os holandeses conseguiram dominar todo o território dos engenhos de açúcar. Iniciada uma guerrilha, o avanço holandês foi impedido, porém, estes já haviam conquistado a cidade de Salvador. Mas a presença dos holandeses no Brasil não durou muito. No ano de 1625, a Jornada dos Vassalos, esquadra lusoespanhola, conseguiu expulsar os holandeses com ajuda dos brasileiros. Mas houve uma segunda invasão holandesa no Brasil, desta vez em Pernambuco. O ano era 1630 e uma tripulação liderada por Diederik van Waerdenburch desembarcou em Olinda com 70 embarcações e iniciou a invasão. O responsável pela capitania era Matias de Albuquerque, que iniciou nova guerrilha contra os holandeses. O maior conflito foi na Baía da Traição em 1631, quando o espanhol D. Antônio de Oquendo afundou afundou a embarcação do almirante holandês Adrian Jansen Pater. Apesar da vitória espanhola, um brasileiro chamado Antonio Domingos Calabar teria traído o governo brasileiro dando dicas sobre cidades do litoral nordestino para os holandeses. Com isso, eles conquistaram diversos fortes, dominando totalmente a região em 1635. Neste mesmo ano, houve a queda do Arraial de Bom Jesus, o que fez com que Matias de Albuquerque fosse para Alagoas. Lá, foi para a cidade de Porto Calvo, onde encontrou um grupo de holandeses dentre o qual estava Calabar. Matias e seus homens derrotaram os holandeses, prenderam e esquartejaram o suposto traidor da pátria. Em 1644, Nassau demitiu-se por descordar com alguns interesses da Companhia das Índias Ocidentais. Neste período, a Companhia e a Holanda passavam por sérios e problemas. Para suprí-los, começaram a exigir demais dos Senhores de Engenho. Isso deu início à Insurreição Pernambucana, movimento para expulsar os holandeses do Brasil. Liderada por André Vital de Negreiros e outros comparsas, a Insurreição conseguiu expulsar os holandeses em 1654. Entre as batalhas, destacam-se a do Monte das Tabocas, Guararapes e Campina do Taborda. A formação do Brasil foi conseqüência de um processo complicado, o qual envolveu vários agentes da colonização européia e foi marcada por muitos conflitos com os povos indígenas. No final do século XVI a população brasileira variou entre 70 mil e 100 mil habitantes, nesta população estavam contidos os índios, os quais mantinham contato com o colonizador e os próprios colonos. Essa população espalhava-se de forma descontinua no litoral brasileiro, indo desde Natal até

Itanhaém. Ainda no século XVI, apenas o povoado de Piratininga formava exceção ao povoamento litorâneo. Os portugueses permaneceram no litoral vivendo próximo aos portos de embarque dos navios. Segundo os pensamentos do frei Vicente do Salvador os mesmos pareciam explorar o Brasil com os olhos voltados para Portugal. A partir de meados do século XVII, a ocupação territorial ganhou força em direção ao interior e ao litoral norte. A conquista e ocupação do interior do território da colônia resultaram de ações de diferentes sujeitos históricos: os exploradores, bandeirantes, jesuítas missionários e criadores de gado. O governo Colonial preparou varias expedições militares para ocupar e proteger as terras brasileiras que estavam ameaçadas pela presença de estrangeiros. Apesar de essas expedições terem o apoio do governo, foram os luso-brasileiros e seus aliados indígenas que lutaram, verdadeiramente, pela conquista do norte e nordeste do território da colônia. Como conseqüência de tudo isto foi formadas cidades, como: Filipéia de Nossa Senhora das Neves, Forte dos Reis Magos, Fortaleza de São Pedro e Forte do Presépio. Na segunda metade do século XVIII foram realizadas expedições do “Sertão adentro”, com objetivos estratégicos, para a ocupação do oeste e sudoeste e ao mesmo tempo conter os avanços espanhóis, não obedecendo ao tratado de Tordesilhas. O território brasileiro vem sendo explorado desde o inicio do século XVI pelos colonos portugueses em busca de ouro em varias expedições, estas organizadas pelo governo, as chamadas entradas. A partir do século XVII, além das entradas, foram organizadas expedições patrocinadas por particulares, chamadas de bandeiras. As bandeiras eram compostas de brancos, mestiços e índios. O líder responsável por sua organização e comando era chamado de armador. Houve três tipos básicos de bandeirismo: o apresador, o prospector e o sertanismo de contrato. As expedições dos bandeirantes que se dedicavam ao apresamento e à prospecção geralmente partiam de São Paulo em busca de alternativas para sobreviver. Grande parte da população pobre da vila de São Vicente dirigiu-se para São Paulo, fugindo da miséria provocada pelo declínio dos negócios açucareiros, e começou a dedicar-se ao apresamento de índios para vende-los como escravos. Entre os vários métodos utilizados pelos bandeirantes e outros colonos portugueses para capturar indígenas no século XVI estava a compra de índios aprisionados em guerras intertribais (resgates).

As bandeiras de apresamento, a qual foi criada para o aprisionamento e a escravização dos indígenas legalmente, tornaram-se um grande negócio durante o período do domínio holandês no Brasil (1637-1654). Até meados do século XVII, os bandeirantes paulistas empreenderam muitos ataques aos aldeamentos fundados pelos jesuítas espanhóis, espalhados ao longo dos rios Paraguai e Paraná, nos atuais estados do Paraná e Mato Grosso. Após a expulsão dos holandeses do Brasil o tráfico negreiro foi reorganizado, sendo constituído em função de dois objetivos principais: a repressão aos grupos indígenas rebelados e a captura de escravos fugitivos (sertanismo de contrato) e a busca por metais preciosos (bandeirismo prospector). Como a caça aos índios já não estava sendo tão lucrativa, os bandeirantes resolveram irem a procura de metais precioso. Animados com as pequenas quantidades de ouro encontradas no inicio do século XVII nas cidades de São Paulo, Curitiba e Paranaguá, decidiram entrar pelo sertão em busca de jazidas mais abundantes. Um dos lideres bandeirantes era Fernando Dias Paes o qual em a sua trajetória foi seguida por outros bandeirantes, que no final do século XVII, encontraram ouro em Minas Gerais, dentre eles estavam: Antônio Rodrigo Arzão, Pascoal Moreira Cabral e Bartolomeu Bueno da Silva. A colonização portuguesa não respeitou o Tratado de Tordesilhas, expandindo as fronteiras do Brasil por meio da ação dos bandeirantes Jesuítas e Pecuaristas. Os Jesuítas eram sacerdotes pertencentes à Companhia de Jesus ou Ordem Jesuítica, fundada na Europa por Inácio de Loyola, em 1534. Desde os primeiros tempos, os jesuítas dedicaram-se à catequização dos indígenas e, nesse trabalho, combatiam os costumes e as tradições indígenas que se chocavam com o cristianismo. Os jesuítas queriam a aculturação dos índios. Enquanto os adultos trabalhavam para suprir a necessidades materiais da aldeia, as crianças aprendiam a ler, escrever e contar. Havia outras maneiras que os jesuítas encontraram para romper com os costumes indígenas, dentro delas estava a separação de cada família nas aldeias, onde cada uma tinha sua própria casa, interferindo na estrutura da vida tribal, onde a moradia era comunitária. Muitos colonos queriam capturar e escravizar os indígenas, para utilizálos como mão-de-obra, já os jesuítas queriam aculturá-los, essa contrariedade gerou vários conflitos entre os colonos e os jesuítas, como a chamada Revolta de Beckman. No entanto a pecuária exerceu um importante papel na economia colonial. Além de abastecer a população, os animais serviam de força motriz e

de transporte. Há ainda um aspecto fundamental que tornava a pecuária singular em relação às principais atividades econômicas do Brasil Colônia: tinha como finalidade, basicamente, atender ao mercado interno, e seus lucros ficavam na colônia. Pretendendo incentivar a lucrativa produção açucareira, cujos engenhos se estendiam pelas áreas litorâneas, a administração portuguesa chegou a proibir, em 1701, a criação de gado numa faixa de 80 quilômetros a partir da costa. Os pecuaristas foram então obrigados a instalar suas fazendas de gado no interior, em áreas que não eram apropriadas á agricultura exportadora. Dessa forma, no período colonial, a pecuária desenvolveu-se principalmente em duas grandes zonas criatórias: as caatingas do nordeste e as campinas do sul, área antes povoada. Para fixar as novas fronteiras coloniais na América, vários tratados internacionais foram assinados entre os governos de Portugal, Espanha e França, como: Tratado de Utrecht (1713 e 1715), Tratado de Madri (1750), Tratado de Santo Ildefonso (1777) e o Tratado do Badajós (1801). Com o descobrimento do ouro no final do século XVII em Minas Gerais um grande número de portugueses passaram a migrar para o Brasil, o que deixou o governo português bastante preocupado, pois o número de pessoas que deixavam Portugal era alarmante para um país tão pequeno, então o governo resolveu lançar um decreto restringindo a emigração para o Brasil, a qual só passou a ser concedida com um passaporte especial. Minas Gerais passou por rápidas transformações, e a descoberta do ouro contribuiu para a formação de varias vilas e cidades como, Vila Rica, Ribeirão do Carmo, São João Del Rei e Sabará. Os paulistas e os portugueses travaram um grande conflito denominado de Guerra dos Emboabas, isso ocorreu, pois, os mesmos também queriam explorar o ouro encontrado na cidade de Minas Gerais. O conflito teve fim em 1709, no chamado Capão da Traição, quando muitos paulistas foram mortos por um exercito emboaba (como era denominado os portugueses por povos da colônia), de cerca de mil homens, comandados por Bento do Amaral Coutinho. Como o fim da guerra dos emboabas não favoreceu os paulistas, eles procuraram novas jazidas de ouro em outras regiões do Brasil, o que resultou na descoberta de metal nos atuais estados de Mato Grosso (1718) e Goiás (1725), territórios que pertenciam na época à capitania de São Paulo. As minas pertenciam à coroa Portuguesa, a qual viu no ouro a possibilidade de melhorar sua economia, então o governo português organizou um rígido esquema administrativo para controlar a região mineradora, onde o principal órgão desse esquema era a Intendência das Minas. Para facilitar o controle do com a circulação do ouro, foi proibido o mesmo ser vendido em pó, criando as Casas de Fundição, onde todo ouro era obrigatoriamente fundido e transformado em barras. Havia um selo que tornava o ouro legalmente

negociado, o qual comprovava o pagamento do quito, chamado de ouro quintado, e quem fosse pego portando ouros não-quitados poderia sofrer penas severas. Diversos mineradores revoltaram-se conta a criação das Casas de Fundição, que dificultavam a circulação e o comércio do ouro dentro da capitania, facilitando apenas a cobrança de impostos. Apanhado de surpresa, o governo fingiu aceitar as exigências e prometeu acabar com as Casas de Fundição, ganhando tempo para montar sua tropa e reagir energicamente, mas não acabou muito bem. Líderes do movimento foram presos e Felipe dos Santos, condenado: foi enforcado e esquartejado em praça pública em 16 de julho de 1720. Destacava-se também a exploração de diamantes que ocorreu a partir de 1729, no Arraial do Tijuco. Desde o início da exploração, o governo português tinha dificuldade em controlar a cobrança de impostos sobre os diamantes. Devido a essas dificuldades, em 1740 o governo português decidiu entregar a extração das pedras preciosas a particulares. Em 1771, foi quando a Coroa portuguesa decidiu assumir diretamente a extração diamantina e criou a Intendência dos Diamantes. Em Minas Gerais a No século XVIII, o ouro atraiu muitas pessoas para o interior do território brasileiro, favorecendo o desbravamento e o aumento da população. Em 1763, a capital da colônia foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, mudanças que reflete o deslocamento do centro econômico do nordeste açucareiro para a região mineradora do sudoeste. As questões em torno da exploração do ouro também contribuíram para aguçar a oposição de interesses entre os colonos brasileiros e o governo português. Ao longo do século XVIII, com a intensa exploração aurífera, até mesmo as maiores jazidas foram se esgotando. Na segunda metade do século, a produção do ouro caiu brutalmente. Em 1750, o soberano português determinou que a soma final do quinto deveria atingir 100 arrobas de ouro por ano. Os mineradores não conseguiam extrair ouro suficiente para pagar os impostos, e as dividas foram se acumulando. Em 1765, foi decretada a derrama, a cobrança de todos os impostos atrasados. A produção aurífera brasileira foi bastante significativa nos primeiros 70 anos do século XVIII. Nesse período, o Brasil produziu mais ouro do que toda a América espanhola em 357 anos. Essa riqueza, porém, não foi utilizada para o desenvolvimento da colônia. Nem mesmo os comerciantes e a família real de Portugal lucraram tanto como o ouro brasileiro, apesar de terem recebido um quinto de toda sua produção. Após ser libertar do domínio espanhol, Portugal procurou ajuda política e militar dos ingleses, que em troca

foram dominando a economia portuguesa por meio de diversos tratados. Exportando os produtos agrícolas para o mercado inglês, e importado para fabricantes britânicos manufaturadas por preços elevados, os governantes de Portugal estavam sempre em divida com seus parceiros. As condições expressas no Tratado de Methuen não foram, porém, os únicos fatores responsáveis pelas dificuldades do desenvolvimento industrial português. As causas da não-industrialização de Portugal são antigas, e continuam sendo objeto de estudo de historiadores.

Comentários
Percebemos que a colonização brasileira foi bastante agitada, portugueses, espanhóis, holandeses e até mesmo os indígenas buscavam seu espaço em terras colonizadas, sendo para o cultivo de cana-de-açúcar, extração de metais preciosos ou até mesmo para seu próprio sustento. E de tudo o que mais me chama atenção é que, nessa época, tudo era motivo de conflitos e guerra entre os países, seja por motivos comerciais ou seja por motivos territoriais. Devia ser um sofrimento, tanto para os que guerreavam tanto para a família do soldado.