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Introdução

Princípio de ótica geométrica A ótica geométrica é a parte da física que se preocupa em descr ver os fenômenos luminosos de forma geométrica, sem considerar o caráter ondulatório da luz. Raio de Luz: Reta orientada associada à direção e ao sentido de propagação da Luz Feixe de Luz: Conjunto de raios de Luz provenientes do mesmo ponto Feixe divergente Feixe convergente Feixe paralelo

Fonte de Luz: É qualquer objeto que produza luz (fontes primárias) ou esteja refleti ndo luz (fontes secundárias). O Sol, lâmpadas e fogo são fontes primárias. A Lua, as pes soas e o quadro-negro são fontes secundárias. Meios de Propagação: Existem três tipos de m eios de propagação da luz. Transparente (que permite uma visão nítida dos objetos); Tran slúcido (não permite uma visão nítida); Opaco (não permite a propagação da luz através de si) xemplos: ar (transparente), vidro (translúcido) e parede (opaco). Além das Leis da R efração e Reflexão, que veremos mais adiante, os seguintes princípios fundamentam a base teórica da Ótica Geométrica. Princípio da Propagação Retilínea da Luz Nos meios transparente e homogêneos a Luz propaga-se em linha reta . Princípio de Fermat Para se deslocar entre dois pontos distintos, a luz percorre o caminho de menor tempo. Este fato serve de base para as leis da reflexão e refração. Princípio da Independência dos Raios de Luz Quando dois raios se cruzam num ponto, continuam a ter, depois do cruzament o, as mesmas propriedades que teriam se não tivesse havido o cruzamento. Princípio d a Reversibilidade dos Raios de Luz

Reflexão Difusa: Ocorre em superfícies rugosas (cheias de irregularidades). a luz acaba sendo espal hada para várias direções. transparente e homogêneo. ou seja.A trajetória dos raios de luz é reversível. Ex: reflexão nos espelhos. Seja R um raio de luz incidente. Aqui a f orma do pincel de luz é destruída depois da reflexão. a especular e a difusa: Reflexão Espec ular: Ocorre quando o feixe incidente encontra uma superfície lisa. . R o 1 2 correspondente raio de luz refletido e IN uma reta normal à fronteira no ponto I O ângulo i que o raio incidente forma com a normal é chamado de ângulo de incidência. Admitamos que a luz. polida. 2ª Lei da Reflexão: O ângulo de reflexão r é igual ao ângulo de in cidência i. delimitando dois mei os 1 e 2. Ex: reflexão no mar ondulado. Leis da Reflexão Consideremos uma fronteira (plana ou curva). de tal forma que o feixe refletido é bem-definido. Podemos ter dois tipos de reflexão. O ân gulo r que o raio refletido forma com a normal denomina-se ângulo de reflexão. I o ponto de incidência da luz. provindo do meio 1. atinj a a fronteira. a reta normal no ponto de incidência (IN) e o raio de luz refletida (R ) 1 2 pertencem ao mesmo plano. 1ª Lei da Reflexão: O raio de luz incidente (R ).

Em um meio material. dizemos que o espelho é côncavo e se ocorrer na super fície externa. Espelho Côncavo Elementos Principais Espelho Convexo Vértice do Espelho (V) Centro de Curvatura (C): é o centro da esfera de onde se orig inou a calota Raio de Curvatura (R): é o raio da esfera de onde se originou a calo ta Eixo Principal: determinado por C e V Foco Principal: quando em um espelho es férico incide um feixe paralelo. Espelhos esféricos Uma superfície lisa. a vel ocidade da luz é menor do que no vácuo. de forma esférica. o faz com determinada velocidade constante. temos v = 3x10 m/s.Velocidade da Luz Sabemos hoje que a luz. Ao vértice desse feixe r efletido damos o nome Foco Principal (F) . 8 onde a velocidade de propagação é máxima. Se a luz estiver r efletindo na superfície interna. No vácuo. dizemos que o espelho é convexo. observa-se que o feixe refletido é convergente quan do o espelho é côncavo e divergente quando o espelho é convexo. é um espelho esférico. que reflete especularmente a luz. quando se propaga através de um meio.

A medida do se gmento FV é denominada distância focal (f) e é igual à metade do raio de curvatura do es pelho. i) O raio de luz que incide na di reção do centro de curvatura reflete-se sobre si mesmo. dizemos que o espelho esférico côncavo é um sistema óptico convergente enquanto que o espelho esférico convexo é um sistema óptico divergente. ii) O raio de luz que atinge o vértice do espelho reflete-se simetricamente ao eix o principal. Podemos. na const rução de imagens. f = R/2 Raios Principais Qualquer raio que incida em um espelho esférico so frerá reflexão segundo as Leis da Reflexão. cujos raios refletidos já são previamente conhecidos. no entanto.Por esse motivo. iii) O raio de luz incidente paralelo ao eixo principal reflete -se na direção do fo co principal. dê preferência aos raios principais. considerar alguns rai os principais. Assim. .

Maior e Direita ii) Objeto sobre o foco . Veja: i) o vértice e o foco Imagem: Virtual. Construção de r a imagem de is. Dependendo da posição do objeto. o espelho côncavo conjuga difere Já o espelho convexo conjuga sempre o mesmo tipo de imagem. para cada ntes imagens.iiii) O raio de luz que incide na direção do foco principal reflete -se paralelament e ao eixo principal. Objeto entre imagens Para construirmos imagens de objetos extensos devemos construi cada um de seus pontos. Para tanto são necessários dois raios principa ponto.

Maior. Invertida iiiii) Objeto além do centro de curvatura . Invertida iiii) Objeto sobre o centro de curvatura Imagem: Real. Mesmo Tamanho.Imagem: Imprópria iii) Objeto entre o foco e o centro de curvatura Imagem: Real.

em relação ao objeto. Imagem invertida é aquela que parece estar de cabeça para baixo . as equações só são válidas se as dições de nitidez de Gauss forem satisfeitas (espelhos com pequeno ângulo de abertura e grande raio de curvatura). Invertida Consideramos imagem real como aquela formada pelo cruzamento dos raios refletidos e imagem virtual pelo cruzamento dos prolongame ntos dos raios refletidos.Imagem: Real. Direita Equações importantes Estudaremos agora um conjunto d e equações que nos permitirão obter a posição e o tamanho da imagem de um objeto gerada po r um espelho esférico. Imagem direita é aquela que não está invertida. Normalmente elas são Simbologia e Convenção de Sinais o: abscissa do objeto = distância do objeto ao Vértice i: abscissa da imagem = distância da imagem ao Vértice f: abscissa do foco = distância focal AB: ordenada do objeto = altura do objeto ab: ordenada da imagem = altura da imagem Equação dos Pontos Conjug ados 1 1 1 + = O i f . Menor. Além disso. iiiiii) Esp elho côncavo: Qualquer posição do objeto Imagem: Virtual. Para que essas equações possam nos levar a resultados coerentes . devemos estabelecer antes algumas convenções. Menor.

a imagem é menor do que o objeto. o tamanho da image m foi anotado para se calcular o aumento. Lembrando que o=2f b) De modo parecido. sempre. que tem a função de parecer estar à imagem.Equação do Aumento Linear Transversal m = ab/AB = . se |m| < 1.i/o A expressão aumento deve ser e ntendida como ampliação ou como redução. é chamada paralaxe. e o variando entre f < o < 2f. O experimento tev e como objetivos estudar as características das imagens formadas por espelhos esféri cos côncavos e determinas a distancia focal de um espelho côncavo. Repetiu-se o procedimento mais du as vezes e registrou-se os resultados na tabela 1. Material utilizado Banco ótico. Se |m| > 1. no seu devid o lugar. mas com um anteparo vazado. Medida indireta da distância focal (o < f): Nesse c aso. em suas posições relativas. procurou-se a imagem mais nítida também. i e o têm o mesm o sinal e a imagem é direita em relação ao objeto. a mudança aparente. Observamos também. a imagem é maior do que o objeto. dados foram obtidos e registrados na tabela 1. . a imagem será virtual. cavaleiros. pelo contrário. que uma image m virtual é sempre direita e uma imagem real. Para isso . fonte. m é negativo. somente nos possíveis. Posicionou-se o ant eparo vazado no mesmo plano do objeto. se. Observação: Em todos o s casos. Dad os foram anotados na tabela 1. Após isto. Através da seta luminosa no infinito. se A é positivo. colimador. a natureza da imagem anotada e. são vistos movimentandose o olho lateralmente. anteparos. então. mediu-se a distância i do anteparo até o espelho. fez-se então a determi nação através de medida indireta. a) A fonte de luz foi justaposta numa extremidade. Repetiu-se os procedimentos mais duas vezes e os resultados foram a notados na tabela 1. e o anteparo foi colocado. Após conseguir estabel ecer esta posição. ajustou-se o anteparo para a imagem mais nítida possível. como mostra a literatura. n a outra extremidade. invertida. Procedimento Primeiramente mediu a distancia focal através de Medida direta com objeto no infin ito: O espelho foi montado no suporte. posicionou-se o espelho com um suporte. utilizou-se um pino imagem. ap roximadamente em linha com o olho. suporte e tre na. pela equação. aproximou-se o espelho até se obter a image m mais nítida. Utilizou-se da metodologia denominada paralaxe: Quando dois objetos. temos uma imagem invertida em relação ao objeto. Além disso. logo não é projetada . espelho côncavo.

Cresce do infinito até o foco. Questões e Conclusões A Tabela 1 a seguir.7cm 18. a partir daí. traz os resultados mas medidas no espelho côncavo. s endo.0 18. logo.9 36. Medida direta ( objeto no infinito) Posição da imagem (i) (cm) 1 2 3 19. Através dos dados e da Equação de Gauss.8 o = 28. 2)Obtenha a ampliação (m) das duas maneiras e compare os resultados.9 Real Invertida Igual 2. mas.2cm 29.0 2.2 0. 3) O que acontece com a imagem quando o objeto aproxima-se do espelho.4 Real Invertida Maior 2. ela é invertida. pois a d istância medida já é a distância focal. de medida direta e indireta. 4) Qual dos métodos utilizados é mais preciso? Através da medida direta.4 29.7 36. encontrar a distância foc al (f) do espelho côncavo utilizado. virtual. calcula-se facilmente a distância focal.9cm Distância focal (f) (cm) Característica da imagem Real Direita Menor Tamanho da imagem (ab) (cm) Taman ho da objeto (AB) (cm) Ampliação (|m| = ab/AB) (cm) Ampliação (|m| = i/o) (cm) 18. 5 51.6 (o < f) (cm) o = 47.2 Questões: 1) Para cada uma das situações. Tabela 1 : Medidas referentes ao espelho esférico côncavo.9 18. a partir do foco.7 18. Através dos dados e da equação de aumento. como se vê na tabela acima.6 29. os fatos corroboram.6 1.6 50.0 1. mas logo se caminhando para o vértice. .0 Medida indireta (f < o < 2f) (cm) (o = 2f) (cm) 36.6 50. Primeiramente. desde o infinito até o vértice? Analisando separadamente: Primeiramente. cal cula-se a ampliação de duas maneiras.6 36.3 cm 49. é real até que o < f. basta apenas procurar a imagem mais nítida.8 29.6cm 18.8 1. como se vê na tabela acima.6 0.0 3. é direita.6cm 18.1 Virtual Invertida Menor 2.0 1. decre sce.0 1.Resultados.

a distância da image m e. que deveriam ter o s eixos centrais concêntricos. como é pedido. temos m > 0. pois forma-se além do espelho. o alinhamento razoável dos espelhos. m = -i/o. Dentre os erros experimentais que podem ter modificado os resultados. b)Toda imagem virtual é direita. logo. ou seja. é invertida. a) Como a imagem é real. 6) Mostre que: a) Toda im agem real é invertida. vê-se que m = 1. logo a distâni ca focal é muito grande.5) Utilizando a Equação de Gauss e a de ampliação. Primei ramente. devem os ressaltar a dificuldade em se determinar. com a equação do aumento (m = -i/o). Conclusão Através dos dados obtidos e da análise das relações. isto é. Para o espelho côncavo utilizado. isto é i < 0. e a medida teórica marcada para este espelho foi de 20 cm. b) Como a imagem é virtual. através da Equação de Ga uss. tem-se: 1/f = (1/o) + (1/i). pode-se afirmas que os resultados c orrespondem de certa forma com a literatura. ou seja. i > 0. mostrando que os resultados foram satisfatór ios. com a fonte luminosa. Assim. é dir eita. 1/f é praticamente zero. podemos consideram o foco no infinito. se o espelho é plano. m = -i/o. na ampliação. é do mesmo tamanho é direita. na ampliação. assim. de um objeto real. logo. desta forma o err o cometido foi de aproximadamente 5%. i = -o. uma imagem virtual. mostre que um espelho plano sempre fo rnece. através de observação. . ou seja. Agora. obs erva-se na tabela que o seu foco ficou em torno de 18 a 19 cm na maioria das med idas. temos que m < 0. vemos que a imagem é rea l. ou seja. direita e de mesmo tamanho. ou seja.

. WEINAND. E. MATEUS. Rio de Janeiro: LTC. 300p . I .. A. . acessado em 03 de novembro de 2010. Maringá: UEM. HIBLER. W.wikipedia.Bibliografia HALLIDAY.Apostila Circuitos serie corre nte alternada e ótica. R. Fundamentos de Física 4. 2010. RESNICK.org/wiki/espelhosesfericos . R. D.. http://pt. 1991.