Os recursos hídricos – Módulo 2: Unidade 2.

3
(Geografia A – 10º ano)

Rui Pimenta

Programa de GEOGRAFIA A – 10º Ano

Os recursos hídricos
Módulo 2 – Unidade 2.3

outubro/novembro 2011
AEL – outubro/novembro 2011

AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DE LORDELO

Rui Pimenta

Os recursos hídricos – Módulo 2: Unidade 2.3
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Estrutura da Unidade 2.3:  Os recursos hídricos: Apontamentos prévios a importância da água enquanto recurso a disponibilidade hídrica do planeta o ciclo hidrológico

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Rui Pimenta

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Apontamentos prévios:
A água:

a importância da água enquanto recurso

 é um dos recursos mais preciosos que o planeta dá ao Homem, pois
 por toda a Terra existe em distintos estados: sólido, líquido e gasoso

 é a substância que existe em maior proporção no organismo dos seres vivos
 no corpo humano representa entre 60% a 70% do seu peso e 90% a 95% em vegetais e

nalguns animais marinhos (caso das medusas)

 é indispensável ao desempenho da generalidade das funções dos seres vivos
 o homem pode sobreviver, em média, 50 dias sem comer, mas sucumbirá após 4 ou 5 dias sem beber água  através dos líquidos e dos alimentos, os 2 a 4 litros de água que, em média, cada ser humano ingere são, porque a água não se consome, devolvidos por diversas vias

 é um factor essencial para o desenvolvimento de qualquer actividade
 na razão directa da sua > ou < quantidade e também da sua melhor ou pior qualidade

 é um factor decisivo no progresso das sociedades
 isto é, o desenvolvimento é decisivamente condicionado pela disponibilidade de recursos hídricos

Há quem chame à água “o ouro/petróleo do século XXI” e que opine que a partir do ano 2000 a grande maioria dos conflitos mundiais terá origem não na disputa de

territórios, mas na disputa da simples água potável.
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Apontamentos prévios:

a disponibilidade hídrica do planeta

Distribuição das superfícies sólidas e líquidas do nosso planeta.

Distribuição da água doce no mundo. Distribuição da água no mundo. Utilização da água por sectores em Portugal (Total das utilizações anuais: 71oo milhões de m3, excluídos o sector hidroeléctrico e a aquacultura) Rui Pimenta

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Apontamentos prévios:

a disponibilidade hídrica do planeta (síntese)

Se a água do nosso planeta (entre 1350 e 1450 milhões de km3) se encontrasse uniformemente distribuída, à volta do Globo existiria uma camada líquida com uma espessura de 300 m. Contudo, esta realidade não acontece, verificando-se que:

 a

superfície

líquida

é

superior

à

superfície

sólida

(continentes),

ocupando

preferencialmente o hemisfério sul

 os oceanos constituem, de longe, o maior reservatório de água, contendo cerca de
97% de toda a água existente na Terra

 apesar da maior parte da superfície terrestre estar coberta de água (salgada), apenas
cerca de 3% é água doce, sendo que uma ínfima parte se encontra na atmosfera (0,001%)

 menos de 1% da água doce é potável, pois o acesso aos restantes 99% está
condicionado pela existência:
 de glaciares, onde se encontram retidos cerca 69% (calotes polares). Este valor pode, contudo,

estender-se até aos 77%, aproximadamente, quando consideramos os glaciares de montanha
 de lençóis subterrâneos (aquíferos profundos), responsáveis pela retenção de 22 a 30% da água

 ao nível da sua utilização:
 a agricultura, a água, como principal fertilizante da terra, desempenha um papel e primeiro plano, sendo esta a actividade mais consumidora de recursos hídricos – cerca de 76% –, seguindo-se-lhe a indústria (19%) e o uso residencial e municipal (9%)  Exceptuando-se o caso das centrais térmicas, Portugal revela idêntico padrão de utilização da água
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Apontamentos prévios:

o ciclo hidrológico

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Apontamentos prévios:

o ciclo hidrológico (síntese 1)

A série infindável de modificações que a água sofre no ciclo hidrológico:

é desencadeado pela radiação solar, que provoca a evaporação (passagem da água do estado líquido ao estado gasoso) das superfícies líquidas (oceanos, mares, rios, lagos, ...) e a transpiração nos serves vivos

quando na atmosfera ocorre um arrefecimento da temperatura do ar, dá-se a condensação (passagem da água do estado gasoso ao estado líquido) e formam-se nuvens, as quais dão, por vezes, origem a precipitação, isto é, queda de água para a

superfície em diferentes estados – líquido (pluviosidade), sobrefusão (neve) ou sólido
(granizo, saraiva)

revela balanços distintos consoante o circuito que efectua. Assim:
 no circuito oceanos-atmosfera-ocenaos, o balanço é negativo – 87% (evaporação) menos 80% (precipitação)  no circuito continentes-atmosfera-continentes, verifica-se um mecanismo idêntico, tendo por base a evapotranspiração (13%). A parte da água que poderia constituir um excedente – 20% (precipitação) menos 13% –, só não o é porque retorna aos oceanos através dos cursos de água (escorrência superficial)

 o circuito oceanos-atmosfera-continentes-oceanos denuncia a existência do equilíbrio
hídrico, na medida em que se assegura o retorno da dos continentes aos oceanos
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Apontamentos prévios:

o ciclo hidrológico (síntese 2)

O ciclo é fechado! Toda a água que cai sobre os continentes é recuperada, directa ou indirectamente, pelos oceanos. À escala do planeta, a evaporação e a precipitação estão em equilíbrio. Os oceanos constituem o principal reservatório da hidrosfera, sendo a base de toda a água que circula neste complexo sistema: atmosfera – hidrosfera – litosfera.
Para se ter uma percepção dos fluxos de transferência de água sob a forma líquida e gasosa

(vapor de água), diga-se que: a evaporação à superfície dos oceanos põe em circulação na
atmosfera cerca de 450.000 km3 por ano, dos quais 410.000 km3 voltam a cair, sobretudo sob a forma de chuva (pluviosidade), na superfície dos oceanos/mares, e 110.000 km3, em forma de chuva, sob as terras emersas. Destes, 70.000 km3 evaporam-se (incluindo por evapotranspiração) e apenas 28.000 km3 se escoam pelos rios e 12.000 km3 subterraneamente para o oceano/mar.

De igual modo, o ciclo da água desempenha uma importante função nas transferências de
energia do planeta. A evaporação realiza-se através da absorção de energia dos oceanos e,

inversamente, a condensação liberta energia para o ar. Deste modo grandes quantidades de
energia são transferidas dos oceanos para a atmosfera.
Curiosidade: Sabia que uma molécula de água permanece 2500 anos nos oceanos (que contêm
97% da hidrosfera) e somente 10 dias na atmosfera antes de voltar ao oceano/mar.
AEL – outubro/novembro 2011 Rui Pimenta

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