COLECTÂNEA DE EXAMES  E PERGUNTAS DE ORAIS 
     

1.º ANO 
         

ABRIL DE 2008 
   

Gabinete De Apoio Ao Primeiro Ano 

   

      Caro colega,    À semelhança de anos anteriores, o GAPA reuniu exames para os alunos de primeiro ano, incluindo  perguntas de orais.    É necessário, no entanto, chamar a atenção para o facto de estes exames estarem ainda de acordo com  o antigo programa, sendo por esse motivo anuais, incluindo toda a matéria, sem diferenciação do que  foi leccionado no 1º e no 2º semestre. É necessário, portanto, que em virtude da matéria leccionada  tanto nas aulas teóricas, como nas aulas práticas, cada aluno faça a sua selecção.    Esperemos que esta colectânea te possa auxiliar na preparação e estudo para as frequências e exames,  contudo, devemos advertir que a recolha de perguntas não abarca todas as questões passíveis de serem  colocadas em exames escritos e exames orais e não vincula as equipas docentes. Estas perguntas  devem servir apenas como auxiliar de estudo.    Pedimos desculpa por não se encontrar disponível material da disciplina de Filosofia de Direito, mas por  ser o primeiro ano em que a disciplina é leccionada não obtivemos os conteúdos necessários, de forma  a podermos publicar.     Por fim, um muito obrigada a todos, Professores e colegas, que colaboraram nesta recolha e, que se  disponibilizaram na sua elaboração.           Boa Sorte!    GAPA    

                                 

História do Direito Português 
                                   

História do Direito Português   
Teste de avaliação contínua      I  Responda sucintamente a três das seguintes questões:    a) Justiça comutativa e justiça distributiva  b) Forais e Foros  c) Fundamentos da força vinculativa das leis no pluralismo  d) “Quaestio”      II  Desenvolva um dos seguintes temas:    a) O direito canónico no ordenamento jurídico português do período pluralista: importância, evolução e  fontes.    b) As escolas jurisprudenciais da Idade Média: caracterização, distinção e metodologia.             
Cotação:  Grupo I – 3 valores cada  Grupo II – 9 valores  Correcção formal – 2 valores 

    22.04.08               

Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa   Avaliação escrita de História do Direito Português    12 de Março de 2008  (A)      L Comente a seguinte afirmação tendo em atenção o período de 1143‐1415 (não deverá exceder 40  linhas)    Ainda que, por vezes, se tenha apresentado na qualidade de aliada, não raros são os momentos em que  a Santa Sé se apresentou como um pólo do poder que Portugal quis e teve de combater.    II. Responda sucintamente às seguintes questões (não excedendo seis linhas para cada uma):    a) Direito natural e Direito positivo;  b) O direito régio e o direito outorgado e pactuado no período do pluralismo jurídico;  c) A justiça objectiva como modelo de rectidão da justiça universal;  d) As leis de leão, Coiança e Oviedo;          Boa sorte.      Deverá responder usando:  "Times New Roman, Tamanho 12, espaço 1,5.    Grupo 1:12 valores   Grupo H: 1,5 valoresx4    A.G.: 2 valores (correcção expositiva e ortográfica)    Procure não exceder o período de 50 minutos, na realização do presente exercício.                             

FACULDADE DE DIREITO DE LISBOA  História do Direito  Exame Final (Coincidência)  Junho de 2007  I  Diga no máximo de dez linhas o que entende sobre seis dos seguintes conceitos:  a) Foral.  b) Escola dos comentadores  c) Glosa.  d) Ordenações Manuelinas.  e) Casamento de bênçãos.   f) Crimes públicos  g) Cortes  h) Escola peninsular do direito natural.  i) Humanitarismo jurídico ( século XVIII).  j) Código     II  Escolha apenas uma das seguintes leis portuguesas de Afonso II feitas na cúria de 1211 e comente o  assunto de que trata, relacionando‐o com algum dos institutos referidos nas aulas teóricas.    Lei I (Da instituição de juízes)    1. Determinou a criação de juízes com jurisdição sobre todo o reino e seus habitantes. 2. 

Reservou para si e para os seus sucessores o poder de modificar as decisões desses juízes.    Lei XXIII (Da livre manifestação de vontade no matrimónio)  1. Porque os matrimónios devem ser livres e os que são celebrados sob coacção não têm bom futuro; 2.  Estabelecemos que, nem nós nem os nossos sucessores, possamos forçar alguém a celebrar  matrimónio.    III  Escolha um dos seguintes temas e desenvolva‐o.  1) O direito subsidiário nas Ordenações Afonsinas, Manuelinas e Filipinas..  2) A Codificação oitocentista em Portugal.  3) Humanismo jurídico na Europa e em Portugal.  *****  Classificação  I ‐ Cada alínea: 1,5 valores 

II ‐  4 valores  III ‐  5 valores  Correcção expositiva e ortográfica: 2 valores. Atenção: serão penalizados os erros ortográficos.                                                                        

História do Direito  Exame Final  Junho de 2007    I  Diga no máximo de dez linhas para cada resposta o que entende sobre seis dos seguintes conceitos:  a) Carta de povoação.  b) Escola dos glosadores  c) Comentário.   d) Ordenações Afonsinas.   e) Direito de troncalidade.  f) Casamento de publica fama.  g) Assento da Casa da Suplicação.  h) Escola peninsular do direito natural.  i) Humanitarismo (século XVIII).  j) O Novo Código de 1778.    II  Escolha apenas uma das seguintes leis portuguesas de Afonso II feitas na cúria de 1211 e comente o  assunto de que trata relacionando‐o com algum dos institutos referidos nas aulas teóricas.    Lei II (Da lei do reino e dos direitos da Igreja)  “1. Determinou [D. Afonso II] que tanto as suas leis como os decretos da Santa Igreja sejam observados.  2. No respeitante aos direitos [ao direito?] da Santa Igreja de Roma esclareceu que, se as suas leis os  não respeitarem, bem como à Santa Igreja, não deverão ser consideradas válidas nem produzirão  quaisquer efeitos”.   Lei XIV (Dos omezios)  “1.Considerando que os maus actos, quando não são logo atalhados, atingem muitas vezes graves  proporções e que de um omezio não findo podem seguir‐se grandes danos paro Reino e para o povo. 2.  Estabelecemos que os omezios, tanto os em curso como os que venham a iniciar‐se, sejam  considerados findos do seguinte modo: a) se o omezio tiver na origem uma morte e a essa se seguir a  morte de outrem da parte de quem inicialmente a causou, o omezio seja logo considerado findo  mesmo que a segunda morte seja de pessoa de maior valia, sem prejuízo de se compensar a diferença  de valia entre as pessoas mortas através de açoites, bens, ou de outra forma que os nossos juízes  considerarem justa; b) se o omezio não se iniciar por uma morte, a parte desonrada deverá receber  fiadores da outra parte nos termos em que nós ou os nossos juízes consideramos adequado, se se  quiser que seja o tribunal a resolver a questão e a decisão proferida encerrará o omezio; c) quem violar  esta determinação e continuar o omezio seja condenado em quinhentos soldos de ouro e seja 

desterrado, se assim o entendermos; d) a mesma pena seja aplicada ao omezio iniciado em  consequência de morte, se no prazo de um ano ninguém da parte dos agressores tiver sido morto ou  sofrido punição equivalente. Neste caso os parentes do morto escolham um dos que esteve envolvido  na violência e todos os restantes fiquem em segurança.”    III  Escolha um dos seguintes temas e desenvolva‐o.  1) O humanismo jurídico na Europa e em Portugal.  2) O quadro jurídico emergente da Lei da Boa Razão.    3) A codificação oitocentista em Portugal     *****    Classificação  I ‐ Cada alínea: 1,5 valores  II ‐  4 valores  III ‐  5 valores  Correcção expositiva e ortográfica: 2 valores. Atenção: serão penalizados os erros ortográficos                                         

História do Direito  Exame Final  I  Diga em cinco linhas para cada resposta o que entende sobre cinco dos seguintes conceitos   a) Auctoritas.  b) Opinião comum dos doutores.  c) Alvidro.  d) Perda da paz.  e) Casa da Suplicação  f) Usus modernus pandectarum.  g) Extinção dos forais.    II  Escolha apenas uma das seguintes leis portuguesas de Afonso II feitas na cúria de 1211 e comente o  assunto de que trata, relacionando‐o com algum dos institutos referidos nas aulas teóricas.    Lei II ‐ (Da lei do reino e dos direitos da Igreja)  1. Determinou [D. Afonso II] que tanto as suas leis como os decretos da Santa Igreja sejam observados. 2.  No respeitante aos direitos [ao direito?] da Santa Igreja de Roma esclareceu que, se as suas leis os não  respeitarem, bem como à Santa Igreja, não deverão ser consideradas válidas nem produzirão quaisquer  efeitos.   Lei XIV (Dos omezios)  1.Considerando que os maus actos, quando não são logo atalhados, atingem muitas vezes graves  proporções e que de um omezio não findo podem seguir‐se grandes danos paro Reino e para o povo. 2.  Estabelecemos que os omezios, tanto os em curso como os que venham a iniciar‐se, sejam considerados  findos do seguinte modo: a) se o omezio tiver na origem uma morte e a essa se seguir a morte de outrem da  parte de quem inicialmente a causou, o omezio seja logo considerado findo mesmo que a segunda morte  seja de pessoa de maior valia, sem prejuízo de se compensar a diferença de valia entre as pessoas mortas  através de açoites, bens, ou de outra forma que os nossos juízes considerarem justa; b) se o omezio não se  iniciar por uma morte, a parte desonrada deverá receber fiadores da outra parte nos termos em que nós ou  os nossos juízes consideramos adequado, se se quiser que seja o tribunal a resolver a questão e a decisão  proferida encerrará o omezio; c) quem violar esta determinação e continuar o omezio seja condenado em  quinhentos soldos de ouro e seja desterrado, se assim o entendermos; d) a mesma pena seja aplicada ao  omezio iniciado em consequência de morte, se no prazo de um ano ninguém da parte dos agressores tiver  sido morto ou sofrido punição equivalente. Neste caso os parentes do morto escolham um dos que esteve  envolvido na violência e todos os restantes fiquem em segurança.    Lei XXIII (Da livre manifestação de vontade no matrimónio) 

1. Porque os matrimónios devem ser livres e os que são celebrados sob coacção não têm bom futuro; 2.  Estabelecemos que, nem nós nem os nossos sucessores, possamos forçar alguém a celebrar matrimónio.    III  Leia atentamente as seguintes frases, escolha uma e comente o que nela se contem dizendo se  concorda ou não, justificando:  1) Em 1211 Afonso II elaborou uma lei que dava prioridade ao direito canónico sempre que estivesse em  oposição ao direito régio.   2) A Lei da Boa Razão de 1769 é um diploma legal que se ajusta bem ao quadro político e jurídico  próprio da época em que foi elaborada.       IV  Escolha um dos seguintes temas e desenvolva‐o  1) As escolas jurídicas prudenciais na difusão do direito romano na Europa, a partir do seculo XII.  2) As Ordenações portuguesas. O di     *****  Classificação  I ‐ Cada alínea: 1,5 valores  II ‐  2 valores  III ‐  3 valores  IV ‐ 5 valores  Correcção expositiva e ortográfica: 2,5 valores. Atenção: serão penalizados os erros ortográficos.              

         
   

História do Direito  Exame Final 
      I  Diga em cinco linhas o que entende sobre cinco dos seguintes conceitos:  a) Foral  b) Glosa   c) Façanha   d) Sucessão legitimária  e) Assento  f) Penas infamantes  g) Leis fundamentais no século XVIII     II  Leia atentamente as seguintes frases, escolha uma e comente o que nela se contem  dizendo se concorda ou não, justificando:  1) Em 1211 Afonso II elaborou uma lei que dava prioridade ao direito canónico sempre  que estivesse em oposição ao direito régio.   2)  A  Lei  da  Boa  Razão  de  1769  é  um  diploma  legal  que  se  ajusta  bem  ao  quadro  político e jurídico próprio da época em que foi elaborada.       III  “Em  2006  o  Ministro  da  Justiça  anunciou  que,  para  descongestionar  os  tribunais  estava  em  estudo  um  projecto  de  alteração  ao  Processo  Penal,  nos  termos  do  qual  se  pretendia  que  em  crimes  com  pena  máxima  até  cinco  anos  de  prisão,  arguido  e  a  vítima  pudessem  livremente  chegar  a  um  acordo  pelo  qual  o  primeiro  compensasse  o  segundo,  o  qual,  a  existir  e  a  ser  cumprido,  dispensaria  o  julgamento  em  Tribunal.  O  acordo  poderia  consubstanciar‐se  no  pagamento  de  uma  indemnização,  num  pedido  de  desculpas,  na  prestação de serviços ou em outro comportamento lícito face ao direito. Apenas no caso de  não existir acordo ou de não ser cumprido correria o processo em Tribunal”.         a) Comente a intenção governativa face ao que estudou sobre a evolução histórica do  direito penal português.   b)  Emita  a  sua  opinião  sobre  um  projecto  de    reforma  processual  penal  com  estas  caractarísticas        IV    Escolha um dos seguintes temas e desenvolva‐o  1) As escolas jurídicas prudenciais na difusão do direito romano na Europa, a partir do  seculo XII.  2) As Ordenações portuguesas.     *****  Classificação  I ‐ Cada alínea: 1,5 valores  II ‐  2 valores  III ‐  3 valores  IV ‐ 5 valores  Correcção  expositiva  e  ortográfica:  2,5  valores.  Atenção:  serão  penalizados  os  erros  ortográficos.  

PERGUNTAS DE ORAIS    1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. Usus modernus pandectarum! O que é?  Código civil: data, autor, porque o fez? Influências.  Em que consiste Direito Positivo?  Direito Divino /Direito Natural.  Como é aplicado o Direito canónico em Portugal no período pluralista?  Critério do pecado. Explique os termos deste conceito.  Data do Decreto de Graciano.  Justiça Comutativa/Distributiva  Justiça objectiva (bonus pater famílias) /universal. 

10. Constituição do Código Visigótico. Importância.  11. O que são Cortes? Quando apareceram? Natureza jurídica das Cortes?  12. Esponsais: enquadramento histórico‐juríco na Idade Média.  13. Fontes subsidiárias das Ordenações Manuelinas.  14. Humanitarismo jurídico.  15. Decreto/Decretal.  16. Foral/carta de povoação: conceitos e antagonismos.  17. José Anastácio de Figueiredo, foi uma utor que contribui para o conceito de façanha?  18. Costume judicial. Indentifique.  19. Cartas de privilégio: Direito outorgado/ Direito pactuado  20. Cartas de povoação  21. Forais  22. Foros  23. Direito sucessório: Sucessão legitimária/legitima  24. Dever Geral do Conselho das Cortes. Qual o significado?  25. Teorias da origem do poder. Identifique.  26. Princípio do Q.O.T.  27. Direito de representação no Direito sucessório português.  28. Formas de auto‐tutela: composição no Direito penal medieval.  29. Dialéctica e retórica na construção argumentativa do discurso jurídico.  30. Ordenações. Afonsinas: hierarquia de fontes principais e subsidiárias.  31. Direito de representação como excepção ao princípio da proximidade de grau.  32. Ars Inveniendi.  33. Esponsais.  34. Concórdias/Concordatas  35. Escolas Glosadores, Pós‐glosadores e Comentadores. Identifique cronologicamente as Escolas e  analise as mesmas. 

36. Corpus Iuris Civilis: Justiniano quem foi?  37. Iura própria.  38. Até quando estiveram as Ordenações Filipinas vigentes?  39. Evolução do termo “lei”.  40. Crimes públicos.  41. Perda de paz relativa (passos e reforma processual) /absoluta.  42. Sobrejuiz/Juiz de fora.  43. Data do 1º Código Civil.  44. Polémica do novo código.  45. Foral/carta de povoação.  46. Lei do ósculo.  47. Dispensa de lei.  48. Direito Prudencial.  49. Importância da opinião de Bártolo ao nível dos tribunais no período monista.  50. Tipos de sucessão no Direito medieval.  51. Regime de bens de casamento na Idade Média.  52. Cúria/Corte.  53. Fonte de Direito Canónico.  54.  Humanismo: identifique a corrente e as suas principais características.  55.  Formas de casamento medieval.  56.  Compiladores das Ordenações Manuelinas.  57.  Data das Afonsinas.  58.  Estilo da corte.  59.  Direito subsidiário das ordenações. Identifique se nas várias ordenações do Reino ocorreu  evolução de entendimento ao nível da matéria do Direito subsidiário.  60. Primitiva: Caracterização.  61. Em que consiste o Direito da troncalidade?                       

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