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Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça Processo:294/09.6JELSB.L1.

S1 * Nº Convencional:3ª SECÇÃO * Relator:HENRIQUES GASPAR Descritores:TRÁFICO DE ESTUPEFACIENTES * CORREIO DE DROGA * MEDIDA CONCRETA DA PEN A * PENA DE PRISÃO * PREVENÇÃO GERAL * SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO DA PENA Nº do Documento:SJ * Data do Acordão:09-06-2010 * Votação:UNANIMIDADE * Texto Integral:S * Privacidade:1 * Meio Processual:RECURSO PENAL * Decisão:PROVIDO EM PARTE Sumário: No caso de um correio de droga que efectuava, por via aérea, do Brasil para Portugal , um transporte de cocaína com o peso líquido de 3415 g, não se demonstrando que tives se ligação à origem ou ao destino do produto, nem se provando participação ou interesse no destino ou nas vantagens do comércio para além do pagamento do serviço avulso de tran sporte, entende-se adequada a pena de 4 anos e 6 meses de prisão, sendo que face à n atureza do crime e às fortes exigências de prevenção geral que determina, não permite que a simples ameaça da prisão assegure, de forma adequada e suficiente, as finalidades da punição. Decisão Texto Integral: Acordam na Secção Criminal do Supremo Tribunal de Justiça: 1. O M.P. deduziu acusação contra AA, nascido em 05/04/40, natural de Bordéus, França, f ilho de BB e de CC, de nacionalidade francesa, residente na Rua , 22, Ap. , ..., B ordéus, França, pela prática de um crime de tráfico de estupefacientes, p. p. pelo artº 21º nº1 do D.L. 15/93, de 22 de Janeiro, com referência à sua tabela anexa I-B. Requereu também a sua expulsão do território nacional, nos termos das disposições conjugad as dos artsº 151 nº1 da Lei 23/07 de 04 de Julho e 34º, nº 1 do citado D.L. Na sequência do julgamento, a acusação foi julgada parcialmente procedente, e em conse quência o tribunal condenou o arguido AA, como autor material de um crime de tráfico de estupefacientes p.p. pelo Artº 21 nº 1 do D.L.15/93, de 22 de Janeiro, com referên cia à Tabela I-B anexa, na pena de 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de prisão. Absolveu-o, porém, da pena acessória de expulsão do território nacional. 2. Não se conformando, o arguido recorre para o Supremo Tribunal, com os fundament os constantes da motivação que apresenta, e que termina com a formulação das seguintes c onclusões: - Tendo em conta a idade do arguido, 69 anos, o seu comportamento e boa índole, as sim como os problemas de saúde que apresenta, - Vem se requerer a suspensão da execução de pena de prisão, conforme artigo 50° e seguint es do Código Penal, - Ou em alternativa, o regime de permanência na habitação, à luz do artigo 44° do Código Pen al. Termina, pedindo «a revisão da decisão condenatória proferida em 1ª Instância, no sentido da suspensão da execução de pena de prisão, conforme o artigo 50° e seguintes do Código Penal ou o regime de permanência na habitação, conforme o artigo 44° do Código Penal.» O magistrado do Ministério Público respondeu á motivação, pronunciando-se pela improcedência do recurso, com os fundamentos que resume nas seguintes conclusões:

numa perspectiva d e amparo . O aludido produto estupefaciente havia-lhe sido entregue por terceiros. nas quais estavam apostas as etiquetas nsº TP e TP . emitindo desenvolvida opinião em que admite. com destino a Sevilha. emitida pela agênci a de viagens El Corte Inglês. na estrutura das quais estava dissimulad o o produto estupefaciente. pelas autoridades francesas. com o peso bruto de 8 . as exigênc ias de prevenção geral sobrelevariam o valor da socialização em liberdade subjacente à pen a de substituição. o Exmº Procurador-Geral Adjunto teve intervenção nos termos do artigo 416º do CPP. O tribunal colectivo considerou provados os seguintes factos: No dia 28/06/09. em nome do arguido. Brasil. colada na mala onde estava o estupefaciente.886 kgs. Penal ponderou a confissão e a ausência de anteced entes criminais do recorrente. duas mala s de viagem. C) Nos termos do art.A) O recorrente foi condenado pela prática de crime de tráfico de estupefacientes. com os nsº e . modelo 6030.° n. pelas 11. telefone e morada d o arguido. uma etiqueta de Portugal.° l do D. Tendo sido sujeito a controlo de bagagem pelos serviços alfandegários.°. tipo troley. No Supremo Tribunal. contendo no seu interior uma bateria e um cartão. E) Mesmo que a pena concreta aplicada fosse igual ou inferior a 5 anos. na pena de cinco anos e seis meses de prisão. 50. um print de informação de voo. no Brasi l e era destinado a pessoa. p . dois com a data de 20/06/09 e outros dois c om a data de 28/06/09. 4. dissimuladas dentro das respectivas estruturas. Lei 15/93 de 22-01. . dos voos Lisboa/Sevilha e Fortaleza/Lisboa. no art. todos do C. designadamente as circun stâncias de ser diabético e cardíaco com necessidade de tratamentos diários e ter 69 ano s de idade. Todos os objectos e documentos apreendidos destinavam-se a ser utilizados pelo a rguido na actividade descrita. não identificada. ambas com a data de 8/06/09. repondo as expectativas comunitárias na afirmação da norma violada. aos voos 764 e 168. um telemóvel de marca Nokia.415. em nome do arguido. no interior das malas do arguido. Na mesma ocasião foram também apreendidos ao arguido um passaporte em seu nome com o nº . em Sevilha. F) O tribunal colectivo efectuou correcta e adequada interpretação do disposto nos a rts.° 2 do C. respectivamente. O arguido tinha conhecimento de que transportava consigo cocaína e estava ciente d a natureza estupefaciente dessa substância. D) O colectivo quedou-se sobre as fortes exigências de prevenção geral que este tipo d e ilícito reclama. duas etiquetas de bagagem.°. proc edente de Brasília no voo TP 168. emitido em 13/03/09. nome. 44.200 kgs e o peso liquido de 3. o arguido desembarcou no aeroporto de Lisboa.° e 71. o conhecimento do recurso não obstante o minimalismo da formulação das conclusõe s da motivação.e p. três talões de bagagem em nome do arguido e diversos papéis manuscritos.15. cocaína. 3.° 21. os primeiros referidos ao voo TP Lisboa/Fortaleza e Sevilh a/Lisboa e outros dois referentes. proveniente de Fortaleza.181. Penal. contendo os elementos de identificação. B) O tribunal ponderou as condições pessoais do recorrente.° n. quatro canhotos de talão de embarque. foi detectado . com a procedência parcial relativamente à redução da medida da pena.° 71. de cor preta. ambas da TAP e em nome do arguido.

bem sabendo que a sua conduta era proi bida por lei. Portugal.pe na de substituição -. todos de maior idade. O arguido confessou integralmente os factos. de 21 de Abril de 1998. . não tendo chegado co ntudo a receber qualquer importância. 5. de 10 de Outubro de 2002. pois é cardíaco e dia bético. R02-VII. comparecendo em Tribunal na qua lidade de ex-membro do Grupo Anti-Terrorista de Libertação (GAL).nº 1. no limite inadmissível perante as injunções do artigo 6º. O arguido tem nacionalidade francesa e não qualquer ligação. Não tendo o propósito de solucionar por via legislativa a questão dogmática dos fins das penas. 749. que o arguido esteve implicado. justificando-os por ter dificuldade s económicas. a formulação da norma reveste a «forma plástica» de um programa de política crimin al cujo conteúdo e principais proposições cabem ao legislador definir e que. par. o conhecimento e a pro cedência parcial do recurso. ao peticionar. devem ser respeitadas pelo juiz. profissional ou outra. Iria ganhar. p. em 1976. etende o reexame da medida da pena». v. militar. com o sentido que resulta da jurisprudência do TEDH (cf. g. poderia existir «carência de defesa». familiar. tomando ainda cer ca de 14 comprimidos diários e sofrendo também de problemas de depressão. Não regista antecedentes criminais em Portugal.nº 2. Portugal. e não ques tionada. e que «em caso um a pena pode ultrapassar a medida da culpa» . «o recorrente formula um pedido . cerca de 6 mil euros.A. admitindo. quer a execução da prisão em regime de permanência na habitação. nos termos do art. livre e conscientemente. no entanto.T. 2. auferindo cerca d e 680 euros mensais de uma pensão de reforma. que não é legalmente admissível. n° 1. na medida em que está desempregado há cerca de 8 anos. como 80 anos de idade. Come refere o Exmº Procurador-Geral Adjunto. Tem a mãe.. acórdãos Daud c.°. 420. Efectivamente. sendo que dois deles vivem con sigo. alínea a). imposições normativas específicas que devem ser res peitadas. tendo o Gabinete Nacional da Inter pol informado no processo. tendo sido liberta do em 10/01/03. impede a sua adopção. em conseq uência. pelo transporte dos autos. p. É casado e tem quatro filhos. de outro modo. qu er uma pena de substituição. num roubo à mão armada e que em 2001 foi extraditado para Espanha no âmbito da execução de um mandado de detenção emitido em 1979 por participação numa associação de malfeitores e cumplicidade no assassínio de um cidadão basco da E. a Portugal. e Czekalla c.» «Esta manifesta impossibilidade/improcedência do pedido conduz[iria] à rejeição do recurso . Teve treze anos de escolaridade.» Porém. a disposição contém. 59). alínea c) da Convenção Europeia dos Direitos do Homem. nº 3. como salienta o Exmº magistrado. a seu cargo e tem um cunhado prestes a morrer co m uma doença do foro oncológico. porquanto a pena aplicada. R97-II. do Código de Processo Penal. deste modo. sendo dependente da ingestão diária de três doses de insulina. «o recorrente.Agiu deliberada. numa perspectiva de 'amparo'. considera que. Dispõe o artigo 40º do Código Penal que «a aplicação de penas e de medidas de segurança visa protecção de bens jurídicos e a reintegração do agente na sociedade» . Reformou-se há cerca de 8 anos devido aos seus problemas de saúde. a formulação da motivação e as respectivas conclusões só se compreendem se forem interpretadas como o sentido e a amplitude de discussão também sobre a medida concreta da pena aplicada.

em que a pena é determinada pela necessida de de protecção de bens jurídicos e não de retribuição da culpa e do facto. ou pela corrosão das economias legais com os ganhos ilícitos resultantes das actividades de tráfico. na moldura penal correspondente ao crime. as circun stâncias e os critérios do artigo 71º do Código Penal têm a função de fornecer ao juiz módulo e vinculação na escolha da medida da pena. em aproximação de retribuição ou expiação. e de acordo com as claras indicações normativas da referida disposição. Direito Penal Português.limite superior e limite inferior da moldura penal). o juiz. pois. sem poder ultrapassar a medida da culpa. porém. não está pensada uma relação bilateral entre culpa e pena . senda a culpa o limite da p ena mas não seu fundamento.). O modelo do Código Penal é. ao mesmo tempo que ta mbém transmitem indicações externas e objectivas para apreciar e avaliar a culpa do ag ente. ultrapassar em ca so algum a medida da culpa. face à ponderação do caso concreto e em função das necessidade s que se lhe apresentem. confor me tenham provocado maior ou menor sentimento comunitário de afectação dos valores). O modelo de prevenção . Dentro desta medida (protecção óptima e protecção mínima . As Consequências Jurídicas do Crime . que os critérios do artigo 71º e os diversos ele mentos de construção da medida da pena que prevê sejam interpretados e aplicados em co rrespondência com o programa assumido na disposição sobre as finalidades da punição. o tribunal está vinculado. 227 e segs. quer nas f amílias. assim. limitadas pela culpa do agente. no (a ctual) programa político criminal do Código Penal. c omo para definir o nível e a premência das exigências de prevenção especial (circunstâncias pessoais do agente. e de intensos riscos para bens jurídicos estruturantes. assim. em intervenção de irredutível contraposição à lógica do utilitar entivo.acolhido determina. de prevenção. nos termo s do artigo 71º. Nesta dimensão das finalidades da punição e da determinação em concreto da pena. o arrependimento). está. por isso. fixará o quantum concretamente adequado de protecção. A fórmula imposit va do artigo 40º determina. que não podem em nenhuma circunstância ser ultrapassada. nº 1. Neste programa de política criminal. a culpa tem uma função que não é a de modelar previam ente ou de justificar a pena. Os tráficos de estupefacientes são comunitariamente sentidos como actividades de lar go espectro de afectação de valores sociais fundamentais. do Código Penal. a confissão. Figueiredo Di as. não podendo. como por todo o cortejo de fracturas sociais que andam associadas. pois. na feição utilitarista preventiva. O conceito de prevenção significa protecção de bens jurídicos pela tutela das expectativas comunitárias na manutenção (e reforço) da validade da norma violada (cfr. des de o enorme perigo e dano para a saúde dos consumidores de produtos estupefaciente s. numa perspectiva de retribuição. Na determinação da medida concreta da pena. conjuga ndo-o a partir daí com as exigências de prevenção especial em relação ao agente (prevenção da incidência). mas a de «antagonista p or excelência da prevenção». A medida da prevenção.porque de protecção de bens jurídicos . a idade. em três proposições fundamentais o programa polític o criminal sobre a função e os fins das penas: protecção de bens jurídicos e socialização do agente do crime. assi m. quer por infracções concomitantes. a critérios definidos em função de exigências de prev nção. pág. tais elementos e critérios devem contribuir tanto para codeterminar a medida adequada à finalidade de prevenção geral (a natureza e o grau de ilicitude do facto impõe maior ou menor conteúdo de prevenção geral. .A norma do artigo 40º condensa. que a pena deva ser encontrada numa moldura de prevenção geral positiva e que seja definida e concretamente estabelecida também em função das exigências de prevenção especial ou de socialização. e cuja desconsideração perturba o própria coesão social.

a actividade dos correios pode ser considerada como relati vamente marginal.» Nestes termos. as condições pessoais e de vida do recorrente. prestadores avulsos de serviços.» Por isso. ante uma maior quantificação do valor atenuante decorrente da idade e estado e doença do arguido (actualmente com 70 anos de idade. uma ponderação no plano da ilicitude e da prevenção ge ral que não pode ser desconsiderada. de acordo com os factos p rovados. uma particular sa liência das finalidades de prevenção geral prevenção de integração para recomposição dos va fectados e para a afirmação comunitária da validade das normas que. sem intervenção no domí dos circuitos e sem partilha dos proventos do tráfico organizado. de Fortaleza-Brasil com destino a S evilha-Espanha. Como salienta o Exmº Procurador-Geral. a confissão (não tanto por si. o recorrente efectuava por via aérea. punindo as activid ades de tráfico. do plano das organizações. nem se provando participação ou interesse no destino ou nas vantagens do comérc io para além do pagamento do serviço avulso de transporte. cardíaco e di abético. Mas também. mas como revelação do espaço interior de afirmação e de i teriorização do desvalor). a utilização de correios permite a dispersão dos riscos de preensão de grandes quantidades unitárias e o benefício logístico da desconcentração do tran sporte pela utilização de rotas variadas. a idade. Mas. «uma redução da pena para limites inferiores próximos dos 5 anos. neste domínio. da activid ade que esteja em causa. o recorrente efectuava uma tarefa vulgarmente designada como correio de d roga. protegem tais valores. os elementos referenciais das exigências de prevenção geral. esperando obter com tal colaboração cerca de seis mil euros. Aqui. Numa certa perspectiva. um transporte de cocaína com o peso líquido de três quilos quatrocenta s e quinze gramas. as exigências de prevenção geral que são e levadas. Deste modo. as imposições de prevenção l assumem relevância decisiva. No caso. através da sanção. por isso mesmo. Há. A intervenção dos correios na logística e nos circuitos de distribuição de estupefacientes uscita problemas específicos. a validade dos valores essenciais afectados. sem integração nas organizações. aconselham a acentuação da culpa como limite da função util rista da prevenção geral. constituem. sendo ainda adequada à sua culpa. tanto na apreciação. nos crimes de tráfico de estupefacien tes. não se demonstrando que tivesse ligação à origem ou ao destino do pro duto. O nível e a densidade da ilicitude constituem. a situação de carência e de saúde. pois. mas especialmente as condições pessoais e de vida. dimensão e projecções de ilicitude. dependente diariamente de insulina). pela natureza fragmentária que revela e pela comum dissociação dos a gentes em relação ao domínio das actividades organizadas de tráfico. assegurará. por este lado das coisas. por outro lado. objectivas e subjectivas. Mas as exigências de prevenção geral têm de ser coordenadas em cada caso com o princípio d a culpa e com os limites da culpa. na ponderação de todos os referidos factores e dos critérios do artigo . por reg ra. «sempre será de aceitar um maior esmorecimento da necessidade da punição. vist o o modo de verificação dos factos. em conjugação destes factores de apreciação e decisão.A dimensão dos riscos e das consequências faz surgir. como nas consequentes exigências de prevenção geral. a dimensão da ilic itude que impõe o primado das finalidades de prevenção geral tem de estar conformada p ela situação concreta e pelas variadas formulações. atentos os interesses tutelados por este tipo de crime. consideradas a contribuição da actividade de transporte através de correios para a projecção espacial e difusão do produto e a necessidade de rea firmar. potenciando os modos de transporte do prod uto.

com as fortes exigências de prevenção geral que deter mina. nº 1 do Decreto-Lei nº 15/93.2JELSB). A natureza do crime. proc. à sua conduta ant rior e posterior ao crime e às circunstâncias deste. proc. 7. 217/09. no artigo 21º. e p. nºs 1 e 2. as finalidades da punição. e a posição jurisprudencial do Supremo Tribunal na de terminação das penas em casos de correios de droga (cf. de 22 de Janeiro. na pena de quatro anos e seis meses de prisão. v. Nestes termos. 9 de Junho de 2010 Henriques Gaspar (Relato) Armindo Monteiro . de 22 de Janeiro . não permite que a simples ameaça da prisão assegure. concluir que a simples censura do facto e a ameaça da prisão realizam de forma adequada e suficiente as finalidades da punição artigo 50º. condena-se o recorrente. alíneas a). nº 1 do Decreto-Le i nº 15/93. no entanto. Lisboa. atendendo à personalidade do agente. acórdãos de 15/7/2009. g. em quatro anos e seis meses de prisão. A pena de prisão fixada em medida não superior a cinco anos deve ser suspensa na execução se. no provimento parcial do recurso. 51/08. e de 10 de Fevereiro de 2010. de forma adequada e suficie nte. nº 1 do Código Penal.7ADLSB.. 6. d) e e). pro c.71º.. 1409/08. no artigo 21º. pel a prática do crime p. às condições da sua vida. e p. de 7/5/2008. fixa-se a pena pelo crime p.