ESCOLA BÁSICA DO 2º E 3º CICLOS MARQUÊS DE POMBAL

EDUCAÇÃO FÍSICA

UNIDADE DIDÁCTICA DE ANDEBOL
DOCUMENTO DE APOIO 7º ANO

a realização do I Porto-Lisboa (Junho de 1934) e a entrada da FPA como estado fundador de Federação Internacional de Andebol (IHF). Fundada em 1 de Maio de 1939. Após a Segunda Guerra Mundial. este desporto era praticado em recinto coberto e com 7 jogadores. Em 1920. Para a história ficam. em 1946. ainda na variante de onze. a modalidade mais praticada pelas mulheres portuguesas. Nos países escandinavos e por razões climáticas. Os números dizem tudo: mais de 30 mil atletas e agentes desportivos. É hoje um dos desportos colectivos mais populares a nível mundial. a seguir ao futebol. actualmente Federação de Andebol de Portugal. Actualmente o campeonato interno masculino está dividido em quatro divisões nacionais e restantes divisões regionais. nomeadamente nas cada vez mais frequentes transmissões televisivas. Hoje. a modalidade de 11 jogadores entrou em declínio. A nível europeu Portugal ainda não se encontra na condição de disputar 1 . lançou as bases do andebol de 11. já que o andebol de sete só apareceria bastante mais tarde (1949).BREVE HISTÓRIA DA MODALIDADE O Andebol era já um jogo bastante difundido na Alemanha no século XIX. a realidade é bem diferente. com a publicação das regras no extinto jornal Sports. O Andebol em Portugal O Andebol iniciou-se em Portugal em Novembro de 1929. foi o corolário lógico do desenvolvimento de uma modalidade que. professor da Escola Normal Superior de Educação Física de Berlim. Porto e Coimbra. mas jogado com as mãos. enquanto a de 7 se impunha como um desporto europeu. Divulgadas as regras e desenvolvidos os passos iniciais. prática regular de norte a sul. Ninguém duvida de que o andebol está no top das modalidades e é uma referência a nível nacional e internacional. ainda. tem o seu arranque em Portugal ligado a Armando Tschopp. praticado num campo de futebol e inspirado nas suas regras. responsável pela publicação das suas regras no extinto jornal Sports. as associações de Lisboa e Porto organizam as primeiras competições oficiais no ano de 1932. Schellenz. segundo os dados existentes. a Federação Portuguesa de Andebol. por iniciativa das associações de Lisboa. O andebol masculino passou a fazer parte das modalidades olímpicas em 1972 e o feminino em 1976. no continente e nas regiões autónomas. em Novembro de 1929. sobretudo nos meios escolares. A presença regular do andebol português nas mais importantes actividades internacionais atrai mais público e provoca um crescendo de audiência. e crê-se que o segundo desporto mais praticado em Portugal.

títulos internacionais com as grades potencias europeias ( Espanha. Rússia. Quadro de Honra em Provas Oficiais 1976 1992 1992 1993 1993 1994 1994 1994 1995 1996 1997 1999 (Portugal) – Campeão do Mundo – Grupo C (11 países) – Seniores Masculinos (Suíça) – Campeão da Europa (36 países) – Juniores Masculinos (Sub-19) (Hungria) – 6º lugar no Campeonato da Europa (28 países) – Juniores Femininos (Sub-18) (Portugal) – 1º lugar na Taça Latina (Esp. Defesa Processo defensivo que representa uma das fases fundamentais do jogo na qual a equipa desenvolve um conjunto de acções para recuperar a bola.. França. OBJECTIVO DO JOGO O Andebol compreende 2 fases de jogo: Ataque Processo ofensivo que representa uma das fases fundamentais do jogo. com vista à obtenção do golo e sem cometer infracções às leis de jogo. Ita. por exemplo). Fra.) – Juniores Masculinos (Sub-19) (Egipto)–10º lugar no Campeonato do Mundo (126 países) – Juniores Masculinos (Sub-21) ABC – Vice-Campeão Europeu de Clubes (33 países) (Israel) – Vice-Campeão Europeu (36 países) – Juniores Masculinos (Sub-19) (Dinamarca) – Campeão Europeu Escolar – Femininos (Argentina)–3º lugar no Campeonato do Mundo (137 países)– Juniores Masculinos(Sub21) (Roménia) – 7º lugar no Campeonato da Europa (38 países) – Juniores Masculinos (Sub20) (Japão) – Participação no Campeonato do Mundo – Seniores Masculinos Apuramento para a fase final do Europeu de Seniores. sem cometer infracções às leis de jogo e sem permitir que a equipa adversária obtenha golo. progressão e /finalização.. com vista à realização das acções ofensivas. contudo tem-se verificado uma constante evolução aos longos dos anos em parte devido à falta de orçamentos dos clubes que apontaram as suas energias para a aposta na formação. e Por. 2 . Os seus objectivos são manutenção da posse de bola. Alemanha. sendo determinado pela posse da bola.

respeitando as regras de jogo. 3 .O objectivo de cada equipa é introduzir a bola na baliza da equipa adversária e impedir que a bola entre na sua baliza.

executa uma rotação da frente para trás e de baixo para cima até à altura do ombro.  Braço ligeiramente flectido. acompanhada de uma rotação do tronco e da bacia à rectaguarda (ARMAR O BRAÇO)  A bola será lançada com um movimento de extensão do braço de trás para a frente. na direcção do companheiro.  A trajectória da bola deve ser tensa.ELEMENTOS TÉCNICOS PASSE OMBRO Componentes críticas  A perna contrária à mão hábil à frente e orientada na direcção do passe. 4 .

executa uma rotação da frente para trás e de baixo para cima até à altura do ombro. os dedos da mão é que imprimem a direcção à bola para o solo.  A bola deve bater no solo a mais ou menos ¾ da distância entre o passador e o receptor. 5 .  Braço ligeiramente flectido.  A bola será lançada com um movimento do cotovelo de trás para a frente e de cima para baixo e de flexão do pulso.PASSE PICADO Componentes críticas  A perna contrária à mão hábil à frente e orientada na direcção do passe.  A trajectória da bola deve ser tensa.

 Ao contacto com a bola. 6 .RECEPÇÃO Componentes críticas  Jogador receptor deve estar orientado na direcção do companheiro possuidor da bola (passador).  Jogador receptor deve ir ao encontro da bola  Na altura da recepção os braços devem encontrar-se estendidos. deve flectir-se os cotovelos para amortecer a velocidade da bola e protegê-la com o corpo. com os cotovelos descontraídos.

7 .DRIBLE DE PROGRESSÃO Componentes críticas     Olhar dirigido para a frente. empurrando-a e amortecendo-a. Conduzir a bola à frente. Mão aberta com a palma virada para o solo. Contactar a bola com os dedos.

 Durante o movimento de remate. o peso do corpo é mudado de trás para a frente. Rosto do jogador está orientado para a baliza para vigiar a posição da baliza e do GR. A bola será rematada com um movimento de extensão do braço de trás para a frente. na direcção da baliza.REMATE APOIADO Componentes críticas     Braço move-se como no passe de ombro (ARMAR O BRAÇO). 8 . Ombro e a perna contrária ao braço de remate estão orientados para a baliza.

semi-flectidos e um pé à frente do outro 9 .I.DESMARCAÇÃO – MOVIMENTAÇÃO OFENSIVA Componentes críticas  O jogador sem bola deve libertar-se da oposição directa do adversário através de fintas e mudanças de direcção  Criar uma linha de passe que possibilite a recepção da bola em boas condições  Criar uma zona livre que poderá ser ocupada por um colega MARCAÇÃO/DEFESA INDIVIDUAL – MOVIMENTAÇÃO DEFENSIVA Componentes críticas  Colocar-se entre o adversário e a baliza  Acompanhar o adversário com e sem posse de bola  Ter sempre em atenção os movimentos do adversário e da bola  Adoptar uma posição defensiva básica. com os M.

O. 2002 – 1ª edição  Bota. Porto. Silvina. Editorial Kapelusz. Educação Física – 7/8/9 º anos de escolaridade. da Escola Superior de Educação de Leiria. Fevereiro.variante de Educação física. Ioan.Hándbol: Del aprendizage a la competencia.. 10 . Horizontes Pedagógicos. Porto Editora.  Programas de Educação Física do 3º ciclo do ensino básico. Texto Editora. 2001. 1976. no ano lectivo de 2002/2003. Bota.  Pais. 2000. H. Coelho.  Dossier do núcleo de estágio de Educação Física da Escola Secundária de Anadia do ano 2000/2001. 1999. Documento compilado a partir de unidades didácticas realizadas no âmbito do estágio do Curso de professores do Ensino Básico . Lisboa. J.  Kosler. Buenos Aires. Hoje há EDUCAÇÃO FÍSICA. Lisboa. Maria. Pereira. Adriano. Romão. Paula. 3º ciclo. Andebol – 500 Exercícios para a sua aprendizagem. Ministério da Educação.BIBLIOGRAFIA  Barata.. .