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Tubos de Materiais Ferrosos

TUBOS DE AÇO GALVANIZADO
A galvanização dos tubos de aço carbono, tem como finalidade melhorar a sua resistência química. A massa média do revestimento em zinco, quer interna quer externa é de 400 g/m2, o que equivale a uma espessura de 56 µm. Os acessórios utilizados nestas redes são de fundição maleável. Os acessórios são galvanizados por imersão a quente com uma massa de 500 g/m2, o que equivale a uma espessura média da camada de zinco de 70 µm. Os acessórios são dimensionados para suportar uma pressão de 100 bar à temperatura de 20º C. Estes tubos têm aplicação em: •Instalações de aquecimento •Refrigeração •Ar condicionado •Instalações de combate a incêndios •Distribuição de água quente e fria sanitárias •Redes de ar comprimido •Rega •Condução de líquidos e gases em geral

TUBOS DE AÇO GALVANIZADO
Os revestimentos galvanizados, obtidos por imersão a quente em banho de zinco, proporcionam uma protecção contra a corrosão muito eficaz, ao material de base.

Estes revestimentos têm como característica unirem-se metalurgicamente ao material de base, o que lhe confere uma forte aderência. Estas ligações são mais duras do que o material de base e a camada exterior de zinco mais macia, o que torna o conjunto, um sistema amortecedor muito resistente aos golpes e à abrasão. Os produtos resultantes da corrosão do zinco são normalmente formados por carbonatos básicos de zinco hidratados, são insolúveis, aderentes e pouco porosos, e formam rapidamente uma película superficial de passivação muito estável que isola eficazmente o recobrimento galvanizado, impedindo o progresso da corrosão do zinco.

Tubos de Aços liga
Os aços que possuem qualquer elemento para além de ferro e carbono são designados por aços liga, considerando-se baixa liga em que os elementos adicionais são inferiores a 5 %, liga intermédia entre 5 % e 10%, e de alta liga quando contém uma quantidade superior a 10%, e aços inoxidáveis quando contêm uma quantidade de crómio igual ou superior a 12 %. São indicados para: TEMPERATURAS ELEVADAS Para temperaturas superiores ás admissíveis pelos tubos de aço carbono e mesmo para temperaturas inferiores quando é exigido grande resistência mecânica, resistência à fluência ou resistência à corrosão. BAIXAS TEMPERATURAS Temperaturas inferiores a -40º C, em que os aços carbono tornam-se quebradiços. ELEVADOS ÍNDICES DE CORROSÃO Os aços inoxidáveis devido á sua grande resistência química, são apropriados para serviços com fluidos corrosivos. UTILIZAÇÕES ISENTAS DE CONTAMINAÇÃO Em aplicações com produtos alimentares, bebidas, farmacêuticos, indústria química, em que não pode ocorrer contaminação do fluido transportado.

Tubos de Aços liga
Os aços liga mais comuns são: Molibdénio; Cromo-molibdénio; e Níquel.

Aços liga molibdénio O molibdénio aumenta a dureza e a resistência á fluência do aço, especialmente sob condições dinâmicas de altas temperaturas. Os aços liga molibdénio podem ser utilizados com temperaturas mais elevadas do que as permitidas para o aço carbono. Aços liga cromo molibdénio Contêm até 1% de Mo e até 9% de Cr, sendo materiais ferríticos (magnéticos), próprios para a utilização com temperaturas elevadas. O crómio melhora a resistência á oxidação com temperaturas elevadas e na resistência à corrosão em geral, principalmente aos meios oxidantes, sendo esses efeitos tanto mais importantes quanto maior o teor de crómio. Os aços liga com percentagens de crómio iguais ou inferiores a 2,5 % são adequados para serviços com temperaturas elevadas como por exemplo as canalizações de vapor sobreaquecido, com esforços mecânicos elevados e baixo nível de corrosão, nos quais a principal preocupação é a resistência à fluência.

Tubos de Aços liga
Os aços com teores de cromo mais elevados, são apropriados para utilização com temperaturas elevadas, esforços mecânicos reduzidos e elevado nível de corrosão, tais como em serviços com hidrocarbonetos com compostos de enxofre. Os aços carbono, liga Mo e Cr-Mo estão sujeitos a fracturas frágeis e não devem ser aplicados para temperaturas inferiores a 0º C. Aços liga níquel Os aços liga contendo níquel são materiais especiais para aplicação com temperaturas criogénicas, tanto mais baixas quanto maior a percentagem de níquel. RESUMO:
Especificação ASTM e grau A-335 Gr. P1 A-335 Gr. P5 A-335 Gr. P11 A-335 Gr. P22 A-333 Gr. 3 A-333 Gr. 7 Elementos de liga % Cr 5,00 1,25 2,25 Mo 0,5 0,5 0,5 1,0 Ni Limites de temperatura para serviço contínuo. ºC 500 480 530 530 -100 -60

3,50 2,25

Tubos de Aços inoxidáveis
A resistência à corrosão do aço é aumentada pela adição de crómio. O crómio combina-se com o ferro e o oxigénio forma um denso filme de óxido que protege a superfície metálica dos ataques químicos. Ao crómio que é o elemento de liga básico, outros elementos são acrescentados para melhorar a resistência à corrosão ou as propriedades mecânicas. A capacidade da camada de óxido para se auto corrigir, significa que o aço resiste á corrosão, não importando a quantidade de superfície removida. A adição de níquel melhora as propriedades do aço alterando a estrutura de ferrítico para austenítico. Um exemplo é o clássico aço inoxidável 18/8, AISI 304 com 18% de Cr e 8% Ni. Adição de molibdénio aumenta a resistência à corrosão. O azoto aumenta as propriedades mecânicas. O titânio e nióbio ( colômbio ) reduzem o risco de corrosão inter-granular, particularmente após soldadura. Os aços inoxidáveis com uma estrutura dupla ferritica e austenitica, os chamados aços duplos combinam as vantagens dos dois tipos proporcionando uma elevada resistência mecânica, elevada ductilidade e boa resistência à corrosão.

Tubos de Aços inoxidáveis
Outros elementos de liga são adicionados para melhorar as suas propriedades: Crómio Cr é único nos seus efeitos sobre a resistência à corrosão e ao encrustamento, sendo o principal constituinte de todos os aços inoxidáveis. Carbono C aumenta a resistência mecânica, mas um baixo conteúdo de carbono é preferível para evitar a corrosão após efectuarem-se as soldaduras. Níquel Ni em percentagens até 8 a 10% aumenta a sua resistência à tracção e ao impacto. O níquel combinado com crómio entra na composição dos aços inoxidáveis austeníticos. Molibdénio Mo em combinação com o crómio e o níquel, aumenta a resistência à cedência e à tracção. A adição de Molibdénio nos aços 18/8 aumenta a sua resistência aos ácidos e à corrosão porosa. Titânio Ti quando adicionado aos aços austeníticos, combina-se com o carbono formando carbonetos de titânio, impedindo o ataque inter-cristalino após soldadura. Nióbio Nb é um forte originador de carbonetos e desempenha as mesmas funções de estabilização do Ti. Azoto N utiliza-se para estabilizar a estrutura austenítica e melhorar a resistência mecânica. Silício Si e Manganês Mn elementos de liga utilizados por razões metalúrgicas.

Tubos de Aços inoxidáveis
A classificação dos aços inoxidáveis baseia-se principalmente na natureza da sua estrutura metalúrgica. Dependem fundamentalmente da composição química exacta da microestrutura, que pode ser formada pelas fases estáveis, austenítica ou ferrítica, a “dupla” é uma mistura das duas. A fase martensítica é criada quando alguns aços a temperaturas elevadas são rapidamente arrefecidos, ou quando a estrutura é endurecida por precipitação de micro constituintes.

Tubos de Aços inoxidáveis Austeníticos
Este grupo ( o mais utilizado) contém pelo menos 16 % de crómio e 6% de níquel (o grau básico é o 304 conhecido como 18/8) e varia até aos “super austeníticos” tais como o 904 L e graus com 6 % de molibdénio. Este tipo de aços é utilizado em aplicações criogénicas devido ao efeito do níquel, que transforma o aço em austenítico evitando o problema de fragilização a baixas temperaturas, que é característico noutros tipos de aços.

Características dos aços inoxidáveis
As características da grande família dos aços inoxidáveis podem ser generalizadas pelas melhores propriedades de ductibilidade, dureza e resistência à tracção, resistência à corrosão, resistência em aplicações criogénicas. Os aços austeniticos têm ainda menor resposta magnética. Estas propriedades aplicam-se particularmente à austeníticos e variam para os outros graus e famílias. família dos aços

Resposta magnética Austenítica Dupla Ferrítica Martensítica Endurecidos por precipitação Em geral não Sim Sim Sim

Resistência á corrosão Elevada Muito elevada Média Média

Resistência à Endurecimento Ductibilidade temperatura Elevada Baixa Muito alta Baixa Alta Baixa Média Baixa Baixa Soldabilidade

A frio Não Não Arrefecimento & têmpera Endurecimento por envelhecimento

Muito elevada Média Média Baixa

Muito alta Alta Baixa Baixa

Sim

Média

Média

Baixa

Baixa

Baixa

Normas dos aços inoxidáveis

Tubos de Aços inoxidáveis
PRINCIPAIS FORMAS DE CORROSÃO:

Corrosão porosa Corrosão geral Corrosão sob tensão

Corrosão intergranular

Corrosão em fendas

Tubos de Aços inoxidáveis PRESSÃO ADMISSÍVEL
Norma Sueca RN 78

Norma DIN2413 < 120º C

Norma DIN 2413<120ºC e De/Di ≤1,67 Norma DIN 2413<120ºC e De/Di ≤1,67
P = Pressão interior em bar e = espessura mínima da parede do tubo σadm =

Norma Americana ASME B31.3
P = Pressão interior em ksi ( psi = ksi×1000) e = espessura mínima da parede do tubo (mm) σadm = tensão admissível (ksi) De = Diâmetro exterior do tubo (mm) Di = Diâmetro interior do tubo (mm) Y = 0,4 para e < De/6 para e ≥ De/6

Tubos de ferro fundido
Os produtos siderúrgicos de base, ferro ou aço extra macio, aço e ferro fundido são formados essencialmente por ferro e carbono. O ferro contém entre 0 e 0,10 % de carbono; o aço 0,10 a 1,50 % e o ferro fundido de 2,20 a 4,00 %. Durante a solidificação do aço o carbono permanece combinado com o ferro. No caso do ferro fundido separa-se da massa metálica e apresenta-se sob a forma de múltiplas palhetas de grafite uniformemente distribuídas, que, debaixo de uma concentração de esforços podem originar fissuras. Os metalúrgicos têm investigado a forma de diminuir este efeito, com o ferro fundido com grafite esferoidal. Os tubos de ferro fundido cinzento são utilizados para o transporte de água, gás, água salgada, águas residuais, em serviços de baixa pressão, temperatura ambiente, e aonde não ocorrem grandes esforços mecânicos.

ferro fundido cinzento

ferro fundido esferoidal

Comparação da resistência á tracção entre materiais ferrosos

Tubos de ferro fundido
Resistência mecânica O excelente comportamento mecânico das condutas formadas por tubos de ferro fundido dúctil, permite-lhes resistir a fortes cargas mecânicas (peso do terreno, tráfego rodoviário, assentamentos ou pequenos movimentos do terreno, cargas pontuais imprevistas, etc,), é explicada pelas seguintes três características: • A maleabilidade do material

A maleabilidade do ferro fundido dúctil estende-se até à zona elástica e oferece uma elevada capacidade de absorção de energia. • A flexibilidade das ligações

A flexibilidade das ligações com juntas em elastómeros, permite à conduta de acompanhar os pequenos movimentos do terreno sem concentrar as cargas sobre os tubos. • Grandes coeficientes de segurança

Os elevados coeficiente de segurança, são a regra para o cálculo da espessura da parede dos tubos e dos acessórios.

Cálculo da pressão de funcionamento
A pressão de funcionamento admissível (PFA) é determinada de acordo com a norma EN 545

Donde:
Com: PFA = Pressão de funcionamento admissível em bar e = Espessura da parede do FFD em mm Rm = Tensão de ruptura do FFD em MPa (Rm > 420 MPa) D = Diâmetro exterior do tubo em mm Cs = Coeficiente de segurança (Cs = 3) As condutas de ferro fundido dúctil dispõem de um coeficiente de segurança de 3 entre a pressão de serviço admissível e a pressão de ruptura calculada.

Protecção Interior
Revestimento com argamassa de cimento
Os tubos de FFD podem ser dotados de um revestimento interior de argamassa de cimento segundo a norma EN 545, respectivamente DIN 2880. Este revestimento contém um cimento ligante de alto forno muito resistente aos sulfatos. A argamassa é centrifugada nos tubos por dispositivos que produzem uma aceleração da ordem de 50 vezes a aceleração da gravidade.

TUBOS DE METAIS NÃO FERROSOS INTRODUÇÃO
Os tubos de metais não ferrosos, têm uma boa resistência á corrosão, mas uma resistência mecânica e uma resistência a temperaturas elevadas inferior à dos tubos construídos em materiais ferrosos, apresentando no entanto um comportamento muito melhor quando se trata de operarem a baixas temperaturas. Os principais tipos de tubos de materiais não ferrosos, utilizados em redes de fluidos são:

• Cobre e as suas ligas. • Alumínio e respectivas ligas. • Chumbo • Níquel e ligas de níquel • Titânio Zircónio e respectivas ligas

1. COBRE E SUAS LIGAS Introdução
Como principais variedades deste tipo de tubos, temos os tubos de cobre puro, latões e ligas de cupro-níquel. Têm excelente resistência á oxidação e agentes atmosféricos, água e água salgada, alcalis, ácidos diluídos, compostos orgânicos e fluidos corrosivos. Podem ser utilizados em serviço permanente com temperaturas compreendidas entre -180º C e 200º C, pelo que são muito utilizados em criogenia e redes de fluidos medicinais, cloro, etc. Os tubos de cobre e de latão possuem um elevado coeficiente de transferência de calor pelo que são utilizados no fabrico de permutadores de calor (serpentinas e feixes tubulares), condensadores, redes de aquecimento e refrigeração (transporte de fluidos frigorigénios). Os tubos de pequenos diâmetros até 50 mm, são utilizados em redes de ar comprimido, transporte de óleos, vapor de BP e sinais de instrumentação. As ligas de cobre estão sujeitas a corrosão severa quando estão sob tensão na presença de amónia, aminas e outros compostos à base de nitratos. Não são utilizados na indústria alimentar nem na farmacêutica devido á formação de resíduos tóxicos originados pela corrosão.

Propriedades
Na série electroquímica dos elementos, o cobre está próximo da zona mais nobre e não é atacado pelos ácidos, mesmo fortes, não é oxidante pelo que poderá permanecer em contacto com produtos oxidantes sem consequências. Em geral resiste a ambientes fortemente alcalinos e a soluções salinas. Outra característica de importante é a sua baixa afinidade com o oxigénio á temperatura ambiente, pelo que o torna adequado para as redes de distribuição de oxigénio medicinal. O metal endurecido é difícil de dobrar e o seu grão cristalino é muito fino.Através de um tratamento térmico, conhecido por recozedura, retoma as características mecânicas iniciais e torna a ser facilmente moldado. A recozedura não deverá ser muito acentuada pois provoca um engrossamento do grão cristalino. Na presença de uma atmosfera fortemente oxidante, como é o caso de uma soldadura por brasagem forte, verifica-se um enorme engrossamento do grão. O efeito desta transformação é a fragilização da liga metálica que poderá provocar rotura.Esta é a razão pela qual é aconselhável trabalhar a temperaturas mais baixas tal como acontece na brasagem fraca (branda).

Características técnicas
Os tubos de cobre são fornecidos em três estados físicos, recozido, semi-duro e encruado. Os tubos recozidos são comercializados em rolos e o encruado em varas. O estado físico define as características mecânicas dos tubos, carga de rotura, alongamento, etc. que determinam a resistência à pressão interior, a plasticidade e a deformabilidade a frio. O tubo recozido tem uma elevada deformabilidade que torna possível a sua curvatura, com uma máquina manual até ao diâmetro de 22 × 1,5 mm, nos tubos encruados podem realizar-se curvas manuais até ao calibre 16 × 1,0 mm. Para dimensões superiores, utilizam-se máquinas hidráulicas de accionamento manual ou motorizadas

Características técnicas (continuação)
Devido à sua plasticidade os tubos de cobre podem aplicar-se em situações muito sinuosas, tais como nos edifícios antigos, serpentinas de painéis, pavimentos radiantes e equipamentos térmicos. A plasticidade do tubo de cobre, entretanto, vem em detrimento da resistência mecânica, apesar da resistência dos tubos de cobre à pressão interior permanecer ainda muito elevada quando comparada com materiais alternativos. Estes tubos são fornecidos em varas com os comprimentos de 3, 5 e 7 m para facilidade de transporte e em bobines de 25, 50 e 100 m limitadas pelo peso. No caso de fornecimento industrial aa bobines poderão ter comprimentos muito superiores. São tubos lisos com uma rugosidade absoluta da superfície interior da ordem de 0,0015 mm. Devido a possuírem superfícies lisas, estes tubos são praticamente insensíveis aos fenómenos de incrustações, provocadas por depósitos calcários. Os tubos podem ser divididos em dois grandes grupos:

Tubos industriais. Tubos para redes de edifícios e similares.

Tubos industriais
A este grupo pertencem os tubos de permutadores de calor, para equipamentos de dessalinização, baterias alhetadas, circuitos de refrigeração, águas de salmoura, redes de ar comprimido industrial e outras aplicações. Tratam-se de tubos de fabrico especial, de acordo com as especificações particulares dos clientes.

Tubos para redes de edifícios e similares
A este grupo pertencem os tubos para: Condução de água destinada ao consumo humano ou outras Redes de aquecimento. Redes de fluidos refrigerantes, Transporte de combustíveis líquidos e gasosos. Distribuição de gás terapêutico ou medicinal Ar comprimido terapêutico e medicinal, etc.

Normas
Em toda as aplicações, os tubos de cobre são idênticos, sendo a norma de fabrico utilizada na Europa a EN 1057. Os tubos podem ser submetidos a tratamentos superficiais internos e de revestimento exterior de forma a darem uma resposta adequada às diferentes exigências. Estes revestimentos e tratamentos especiais são objecto de normas particulares.

Tubo nu O tubo clássico é fornecido sem revestimento exterior de acordo com a norma EN 1057, e os tamanhos mais utilizados são os da tabela 8.6. Estes tubos são utilizados, principalmente para redes domésticas de gás, água potável, fluido refrigerante, aquecimento e ar comprimido. Na composição dos painéis radiantes são utilizados os tubos 12×1 e 14×1 × × que são fornecidos em rolos de 100 m, de forma a construir-se a serpentina, mesmo de grande comprimento, sem ser necessário efectuarem-se emendas nos tubos. Os tubos também podem ser fornecidos com um tratamento especial da superfície interior para melhorar a resistência à corrosão, em particular a puntiforme. Tubo revestido a PVC O primeiro revestimento aplicado em tubos de cobre foi o PVC (policroleto de vinilo) estabilizado com uma espessura de 1,5 mm e resistente a temperaturas superiores a 100º C. Os tubos revestidos a PVC estão normalmente disponíveis no estado recozido em rolos com as dimensões da tabela 8.7.

Tubos pré-isolados
Para corresponderem às exigências das normas, passaram a ser fabricados tubos pré-isolados. O material mais utilizado é o polietileno expandido PE, devido á sua flexibilidade, resistência mecânica, estabilidade ao tempo e elevado poder isolante. Estas características são conseguidas através da capacidade de se obter, após a expansão do material plástico, uma estrutura com células fechadas, através da qual a condutibilidade térmica diminui notavelmente. O isolamento é acabado com um revestimento que consiste numa película de polietileno aplicada por extrusão, para lhe conferir uma óptima resistência à abrasão.

Tabela 8.8 – Características do isolamento em polietileno expandido L rolos D rolos De×e Material Poliuretano mm m cm Condutibilidade térmica a 40º C 0,038 W/m.K 10×1 80 80 Temperatura de serviço -30 a + 95º C 12×1 80 80 Densidade média do revestimento 30 kg/m3 14×1 80 80 Espessura mínima do revestimento 6,5 mm 16×1 85 85 Resistência à difusão do vapor µ > 10.000 18×1 85 85 Reacção ao fogo Classe 1 22×1 85 85

Espessura mm 6,5 6,5 6,5 6,5 6,5 9,0

O revestimento de PVC proporciona ao tubo as seguintes vantagens: •Redução da condensação sobre a superfície exterior do tubo quando a sua temperatura é inferior á do ponto de rossio do ar ambiente circundante. •Redução das manchas não estéticas nem higiénicas devidas á condensação; •Absorção da expansão térmica devido à superfície interior do revestimento que permite que o tubo de cobre se movimente sem as limitações de aderência das argamassas de cimento; •Protecção contra danos o transporte e na obra; •Protecção contra a agressividade do meio em redes industriais que possam gerar-se durante os processos de fabrico.
Tabela 8.7 – Dimensões de tubos revestidos a PVC Dimensões em mm Comprimento dos rolos De × e m 6,0 × 1,0 50 8,0 × 1,0 50 10,0 × 1,0 50 12,0 × 1,0 50 14,0 × 1,0 50 15,0 × 1,0 50 16,0 × 1,0 50 18,0 × 1,0 50 22,0 × 1,0 25 22,0 × 1,5 25 Diâmetro exterior dos rolos 92 cm

Tubos para gases medicinais e terapêuticos
Os principais gases medicinais e terapêuticos utilizados são o oxigénio (O2), dióxido de carbono (anidrido carbónico CO2), anestesiantes como o protóxido de azoto (N2O) e ar comprimido medicinal para accionamento dos aparelhos médicos. Os tubos de cobre devido à sua características, são muito utilizados na construção deste tipo de redes, pois são fáceis de instalar e são seguros, principalmente na distribuição de oxigénio devido à sua notável resistência à oxidação. A particularidade destes gases é do seu impacto directo sob a saúde humana, pelo que são de uma pureza elevada e assim devem permanecer em todo o circuito de distribuição. A superfície interna dos tubos deverá estar isenta de substâncias ou partículas, que ao serem transportadas pelo gás, possam tornar-se nocivas ou danificar os equipamentos médicos. Para eliminar possíveis partículas, os tubos são lavados cuidadosamente com solventes, conforme prescrito nas normas EN 12735 e ASTM B280, para retirar todos os resíduos internos indesejáveis, conferindo às superfícies interior e exterior uma aspecto brilhante e isento de fenómenos de oxidação. Os tubos são fornecidos com as suas extremidades tamponadas, para impedir o inquinamento do seu interior.

Tubos pré-isolados para refrigeração
Entre os modernos sistemas de refrigeração, estão muito difundidos os de expansão directa de fluidos refrigerantes, em que estes circulam entre as unidades interiores e as exteriores através de redes muitas vezes com extensões apreciáveis. Para estes serviços deverá considerar-se não só as excelentes características dos tubos de cobre, mas a exigência de uma elevada limpeza interior para evitar a danificação do equipamento de climatização. Pelo que estes tubos sofrem um tratamento superficial igual ao dos tubos destinados a gases medicinais e além disso são isolados para evitar o desperdício de energia e a condensação sobre a superfície exterior (espessura normal do isolamento 10 mm). Fornecem-se tubos pré-isolados com dimensões, tolerâncias e limpeza da superfície interior conforme a norma ASTM B-280.

Alumínio e respectivas ligas
Os tubos de alumínio são muito leves, possuem um elevado coeficiente de transmissão de calor e são resistentes aos agentes atmosféricos à água e vários compostos orgânicos, incluindo ácidos orgânicos. Os resíduos que resultam da sua corrosão não são tóxicos. A resistência mecânica do alumínio puro é muito baixa, é melhorada com a adição de pequenas quantidades de Fe, Si, Mg e outros metais. Os tubos de alumínio e ligas de alumínio, são próprios para utilização em contínuo com temperaturas compreendidas entre -270 e 200º C. O seu excepcional comportamento com temperaturas muito baixas, tornamno muito utilizado em serviços criogénicos devido ao seu reduzido custo relativamente a outros materiais. São empregues em sistemas de aquecimento, de refrigeração, serviços criogénicos e em que não se podem contaminar os fluidos transportados.

Níquel e suas ligas
As principais ligas para a construção de tubos, são o níquel comercial, metal Monel liga com 67% de Ni e 30% de Cu, Inconel liga formada com 80% de Ni e 13% de Cr. Os tubos construídos nestes materiais, são excepcionalmente resistentes à corrosão, têm muito boas qualidades mecânicas e podem ser utilizados tanto com baixas como elevadas temperaturas. Além de resistirem aos ambientes corrosivos usuais podem ser utilizados em serviços com diversos ácidos diluídos e alcalis quente. O mais corrente é o metal Monel, em redes de água salgada, ácido sulfúrico diluído, ácido clorídico diluído, alcalis aquecidos e serviços com fluidos corrosivos ou quando não é admitida a contaminação do fluido conduzido. Para os serviços com fluidos oxidantes, os limites de temperatura são: •Metal monel •Níquel •Incoloy 550º C 1.050º C 1.100º C

O limite de temperaturas negativas é de -200º C para todas as ligas de níquel. O elevado custo destes materiais limita a sua utilização a serviços muito específicos.

Chumbo
Os tubos de chumbo são pesados, macios e de muito baixa resistência mecânica. São muito resistentes á corrosão, quer seja pelos agentes atmosféricos, solo, águas incluindo águas salgadas e aciduladas, álcalis halogéneos e a outros agentes corrosivos. É dos raros materiais metálicos que suporta o ácido sulfúrico com qualquer concentração. A temperatura limite de serviço varia entre 120 e 200º C de acordo com a liga de chumbo. Utiliza-se embora raramente, em canalizações de baixa pressão na indústria.

Titânio Zircónio e respectivas ligas
São materiais que há não poucos anos, eram utilizados apenas em aplicações experimentais devido ao seu elevado custo. Hoje em dia devido ao seu relativo embaratecimento, têm emprego corrente na indústria para situações difíceis. São metais que apresentam propriedades superiores no que diz respeito à corrosão, qualidades mecânicas e resistência à temperatura. O seu peso específico é metade do peso do aço. O seu comportamento à corrosão é superior ao dos aços inoxidáveis e dos tubos de ligas de níquel.

Tubos de Materiais Plásticos

TUBOS DE PLÁSTICO GENERALIDADES
Os materiais plásticos sintéticos são o grupo mais importante dos materiais não metálicos utilizados em redes de fluidos, substituindo a partir da década de 1980 os materiais tradicionais, devido ao seu menor custo. De um modo geral os plásticos apresentam as seguintes características:
São leves, com uma densidade compreendida entre 0,9 e 2,2. Muito resistentes á corrosão. Paredes lisas com um baixo coeficiente de atrito. Facilmente manuseáveis e trabalháveis Baixa condutibilidade térmica e eléctrica Cor própria e duradoura com dispensa de pinturas de protecção e acabamento • Boa aparência • • • • • •

• Código de cores proveniente de fábrica para identificação das canalizações • Fraca resistência ao calor, temperaturas de serviço reduzidas. • Reduzida resistência mecânica, o limite da resistência à tracção é da ordem de 15 a 100 MPa para a maior parte dos plásticos. • Pouca estabilidade dimensional, estão sujeitos á deformação por fluência para qualquer valor da temperatura. • Elevado coeficiente de dilatação, podendo atingir valores 15 vezes superiores aos do aço. • Alguns plásticos são combustíveis. • São muito resistentes aos ácidos diluídos, alcalis, soluções salinas e ácidas, água salgada e a uma grande variedade de produtos químicos. A maioria dos plásticos é atacada pelos ácidos minerais concentrados. • Os hidrocarbonetos assim como os solventes orgânicos dissolvem alguns dos plásticos.

Os plásticos dividem-se em dois grandes termoplásticos e os plásticos termoestáveis.

grupos,

os

Os termoplásticos amolecem com aplicação de calor, antes de sofrerem qualquer decomposição química, por essa razão podem ser repetidamente amolecidos, moldados e reempregados. Os plásticos termoestáveis, não podem ser conformados pelo calor. Os materiais termoplásticos são utilizados no fabrico de tubos de pequeno diâmetro, sendo os termoestáveis mais utilizados nos tubos de grande diâmetro. De acordo com as suas propriedades, utilizam-se tubos de materiais plásticos para serviços com temperaturas moderadas e esforços mecânicos moderados.

Na generalidade os materiais plásticos têm um comportamento relativamente á corrosão completamente diferente dos metais, não ocorrendo o fenómeno da corrosão lenta e progressiva característica dos metais. Os plásticos ou resistem indefinidamente aos agentes corrosivos, ou são por eles atacados e rapidamente destruídos, por esse motivo não tem sentido a aplicação de sobreespessura para corrosão. A destruição dos materiais plásticos ocorre por dissolução ou por reacção química directa. Como as borrachas os plásticos sofrem um processo de envelhecimento lento quando expostos por longo tempo á radiação solar, por acção dos raios ultravioleta, tornando-se frágeis (quebradiços). Adicionam-se determinados pigmentos aos plásticos para melhorar o seu comportamento á acção dos raios ultravioletas. Não podem ser empregues em redes cuja avaria ou destruição pela acção das chamas provenientes de um incêndio possam provocar graves prejuízos ou quebra de segurança, mesmo que a sua temperatura de serviço seja reduzida, por exemplo redes de incêndios ou salas de caldeiras.

TUBOS DE PVC ou U-PVC
O Policroleto de Vinilo (PVC) é um termoplástico utilizado no fabrico de tubos de PVC rígido, isto é, sem plastificantes.

Fabricam-se com diâmetros até 630 mm pelo processo de extrusão e diâmetros até cerca de 1.000 mm segundo o processo de Wickel “winding”. São tubos muito utilizados para canalizações de distribuição de drenagem de esgotos, condução de ácidos, álcalis e outros produtos corrosivos. O tubo de PVC não plastificado para esgoto no interior dos edifícios, produzido de acordo com a EN 1329.
Diâmetro Espessura

32 40 50 75 90 110 125

3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,2 3,2

TUBOS DE PVC-C
O PVC-C (Cholorinated Polyvinyl Chloride) é um PVC modificado, com uma tracção adicional sob elevada temperatura, que provoca uma orientação da estrutura molecular, alongando-a, que melhora substancialmente as propriedades do PVC, aumenta a sua resistência mecânica e química, a temperatura de serviço é mais elevada que a do PVC assim como a durabilidade. Têm uma parede mais fina do que os tubos de PVC para a mesma resistência mecânica.

Os tubos de PVC-C permitem a condução de líquidos corrosivos aquecidos até uma temperatura de 100º C. São fáceis de instalar, sendo as suas uniões efectuadas por soldadura a frio com solventes ou por abocardamento.

Possuem uma condutibilidade térmica baixa, pelo que reduzem a formação de condensados na parede exterior devido á humidade ambiente e permitem manter a temperatura dos fluidos com um isolamento mínimo. A tensão admissível de trabalho é aproximadamente dupla da do PVC. Maior secção de escoamento, para o mesmo diâmetro nominal o caudal transportado é aproximadamente 5% superior. A textura laminada deste material confere-lhe uma resistência ao impacto superior à dos tubos convencionais de PVC.

TUBOS DE POLIETILENO DE BAIXA DENSIDADE (PE)
O polietileno é o mais leve e de menor custo dos termoplásticos, tem uma elevada resistência aos ácidos minerais aos álcalis e aos sais. É um material combustível de baixa resistência mecânica compreendida entre 12 e 25 MPa com limites de temperatura compreendidos entre -35 e 50º C. Estes tubos restringe-se aos sistemas sem responsabilidade tais como os de rega de baixa pressão.

TUBOS DE POLIETILENO DE ALTA DENSIDADE (PEAD)
O polietileno de alta densidade é um material do tipo parcialmente cristalino de alta densidade 940 kg/m3, a que se adiciona um aditivo de carvão com uma concentração da ordem de 2,5 %. Possui um baixo módulo de elasticidade e alta tenacidade mesmo quando submetido a baixas temperaturas. Fabricam-se tubos correntemente até ao diâmetro de 1600 mm, mas quando fabricados pelo método Wickel podem atingir 2500 mm.

Aplicam-se em canalizações de água potável, aquedutos de irrigação, colectores de esgoto, transporte de gás e para condutas sob pressão para os mais variados fluidos líquidos ou gases, instalações fabris, instalações interiores.

Os coeficientes de rugosidade destes tubos são reduzidos, a rugosidade física é comparável à do vidro ou de metais polidos.

Os tubos são resistentes às danificações mecânicas durante o transporte e assentamento e condições climatéricas e geológicas.

TUBOS DE POLIETILENO RETICULADO (PEX)
O Polietileno é um dos mais importantes termoplásticos mas contudo é um dos materiais de maior restrição em muitas aplicações por apresentar baixo ponto de fusão, tendência de as trincas propagarem-se quando tencionado e oferecer uma baixa resistência à acção dos hidrocarbonetos. Num esforço para lidar com essas desvantagens desenvolveu-se o polietileno reticulado A reticulação define-se como um processo que altera a estrutura química de tal forma que as cadeias do polímero são ligadas umas ás outras para formarem uma rede tridimensional por meio de uniões químicas.

Tubos de Polietileno Reticulado PEX
A promoção de ligações cruzadas é uma maneira de se modificar as características dos polímeros, visto que a reticulação dificulta a fusão e o escoamento quando aquecido. Assim, através da reticulação, o polímero semi-cristalino exibirá propriedades mecânicas de termoplásticos abaixo da temperatura de fusão Tm, e de elastómero (borracha) acima desta temperatura, aumentando a sua viscosidade na forma fundida, a resistência à deformação e a resistência ao aparecimento e propagação de trincas. O polietileno reticulado emprega-se em tubulações de água quente, isolamento de cabos eléctricos, gás e etc. Recentemente, o seu emprego estendeu-se à indústria de petróleo e gás, principalmente no sector de tubulações flexíveis, visto ser um material de custo relativamente baixo e apresentar uma boa resistência química e mecânica. Marcação dos tubos PEX Na norma EN ISO 15875 1,2 destacam-se as seguintes características: Referência não só ao tubo, mas também ao conjunto do sistema. Coeficientes de segurança, pressões máximas de serviço admissíveis. Modernização dos ensaios e parâmetros de controlo de qualidade a realizar em fábrica. Criou o conceito de Classe de Aplicação, de acordo com a seguinte tabela:

Códigos de construção de redes ACS na Europa:

TUBOS PRÉ ISOLADOS Os tubos de polietileno (PE e PEX) podem ser fornecidos com isolamento incorporado, havendo soluções que compreendem desde um até quatro tubos condutores para diferentes aplicações das quais se distinguem:

POLIPROPILENO (PP-H) O polipropileno PP-H ou PP (homopolímero) é uma poliolefina fabricada a partir do propileno gasoso. Tem todas as boas propriedades do PEAD e excedendo-o com: Menor densidade Elevada resistência aos ataques químicos Elevada resistência mecânica Bom comportamento com temperatura desde 0º C, até 80º C. Período de vida útil longo O polipropileno é um material combustível, mas não é considerado como inflamável. As principais aplicações do polipropileno são: Redes de água potável e esgotos industriais e domésticos. Águas pluviais. Circuitos de água quente. Redes de água gelada. Construção naval. Redes de ar comprimido. Indústria alimentar. Indústria química. Indústria farmacêutica. Emissários submarinos POLIPROPILENO RETICULADO (PP-R) O polipropileno também está disponível como um copolímero, que lhe aumenta a sua resistência às baixas temperaturas mas apresenta menor resistência á tracção.

PRFV (PRV) (poliéster reforçado com fibra de vidro)
São tubos de resina de poliéster reforçado com fibra de vidro aos quais por vezes se juntam outros aditivos tais como a sílica, designados por PRFV ou por vezes referenciados simplesmente como PRV, manufacturados por enrolamento filamentar helicoidal. O poliéster é um material termoestável muito resistente á corrosão. É um material de construção constituído por uma matriz de poliéster insaturado polimerizado, envolvendo um reforço de fibra de vidro, resultando uma distribuição anisotrópica das suas características mecânicas em função da orientação das fibras de reforço.

Aplicam-se em condutas de água e residuais,contudo, devido á incorporação de fibra de vidro não é permitido a utilização destes tubos nem para água potável nem na indústria alimentar.

Gamas de fabrico
Fabricam-se tubos de PRFV correntemente até ao diâmetro de 3,0 metros, em varas com 6,0 e 12,0 m de comprimento e para classes de pressão até 32 bar, mas como o seu processo de fabrico é muito versátil, alguns fabricantes fornecem qualquer outra medida e configuração por encomenda. Diâmetros de fabrico corrente

A resina e a fibra de vidro, formam um material compósito com grande resistência a corrosão. Devido a esta característica, os tubos de PRFV têm um baixo custo de implantação, pois não é necessário aplicar-se qualquer tipo de medida para protecção contra a corrosão ou revestimento, tal como protecção catódica, aplicação de mantas plásticas, galvanização, pinturas entre outros.

Rugosidade e resistência à abrasão Os tubos apresentam uma baixa rugosidade e uma excelente resistência à abrasão, podendo ser aplicados para velocidades médias de escoamento elevadas A baixa rugosidade e a resistência à corrosão impedem a formação de incrustações devido à precipitação calcária (água dura).

Leveza Montagem aérea num desumidificador industrial Esta característica proporciona custos de transporte reduzidos, manuseio assim como montagem fáceis, não é necessária a utilização na obra de equipamentos de elevação e transporte de grande porte. Montagem em vala Os tubos montados em vala, requerem uma compactação perfeita do material de enchimento, para o efeito recomenda-se a utilização de técnicas apropriadas tais como a rega entre camadas.

Utilização Devido á grande resistência à corrosão, elevada pressão de serviço, resistência à abrasão, diâmetros admissíveis até 3,6 m, estes tubos são utilizados para: Água bruta; Esgotos domésticos e industriais; Irrigação; Água salgada; Centrais hidroeléctricas; Emissários submarinos; Circuitos de refrigeração de termoeléctricas; Aplicações industriais em líquidos e gases corrosivos; Condutas de ar e chaminés industriais; Água do sistema de refrigeração; Lodos dos decantadores; Ácidos, soda cáustica e salmouras; Gases incondensáveis dos aquecedores e evaporadores.

Chaminé industrial

Condutas de água de arrefecimento

POLICARBONATO (PC) Os Policarbonatos são um grupo particular entre os polímeros termoplásticos. Caracterizam-se por serem facilmente trabalháveis, moldáveis e transformáveis a quente; razões pelas quais, estes plásticos são muito utilizados na indústria química. As suas propriedades (resistência à temperatura e á propagação da chama, resistência aos impactos e propriedades ópticas) posicionam-nos entre os plásticos de engenharia. Os policarbonatos recebem o seu nome devido a serem polímeros com grupos functionais interligados entre si por grupos carbonato (-O-(C=O)-O-) numa longa cadeia molecular. Os tubos de Policarbonato (PC) são extrudidos a partir deste componente termoplástico, ligeiro, durável, resistente aos impactos e retardante à propagação da chama

Dimensões:Diâmetros desde 3 mm até 200 mm; Espessuras de parede a partir de 0,025 mm até paredes espessas. Utilização:Aplicações Médicas;Transporte pneumático

TUBOS DE POLIESTIRENO (PS) O Poliestireno com a designação abreviada de PS, é um polímero aromático fabricado com base no monómero aromático estireno, um hidrocarboneto líquido que é comercialmente obtido a partir do petróleo pela indústria química. O Poliestireno é uma substância termoplástica, que se apresenta no estado sólido (vidrada) à temperatura ambiente, mas flui quando aquecida a uma temperatura superior á temperatura de transição de vidro (para moldagem ou extrusão), e retoma o estado sólido novamente quando arrefecida. Tubos Os tubos de Poliestireno (PS) são fabricados por extrusão a partir deste composto termoplástico que é quimicamente resistente. É um plástico opaco com excelente rigidez, é termicamente estável e tem uma temperatura de fusão elevada, pode ser extrudido com diversas dimensões e cores. Dimensões: Diâmetros desde 3 mm até 200 mm; Espessuras de parede a partir de 0,025 mm até paredes espessas. Utilização Indústria do papel; Indústria têxtil

TUBOS DE POLISULFONE (PSU OU PSF) “Polisulfone” C27H22O4S descreve uma família de polímeros termoplásticos. Eles contêm o radical arilo SO2, a razão da definição do grupo “sulfone”. Os Polysulfones foram introduzidos em 1965 pela “Union Carbide”. Estes polímeros caracterizam-se pela sua rigidez e estabilidade com temperaturas elevadas. É um material duro, rígido, de elevada resistência mecânica, transparente, que conserva as suas propriedades entre -100 °C e +150 °C. É muito resistente aos ácidos minerais, alcalis, e electrólitos, com pH compreendido entre 2 a 13. Este tipo de plástico pode ser utilizado em acessórios certificados pela FDA (Food and Drug Administration) para aplicações em medicina, e indústria alimentar Dimensões: Diâmetros desde 3 mm até 200 mm; Espessuras de parede a partir de 0,025 mm até paredes espessas. Utilização Sistemas de filtração Transporte de alimentos e bebidas Aplicações médicas

Tubos de Materiais Elastómeros

TUBOS DE BORRACHA GENERALIDADES Fabricam-se tubos de diferentes tipos de borrachas, naturais e sintéticas, para uma grande faixa de pressões e temperaturas. A maioria dos tubos de borracha são flexíveis, e são utilizados principalmente devido a essa propriedade.

Os diferentes tipos de borrachas naturais e sintéticas, designam-se genericamente por elastómeros. Cada tipo tem propriedades próprias, mas todos apresentam como característica principal uma extraordinária elasticidade, em que atingem a ruptura com uma deformação elástica muito elevada (alongamento compreendido entre 300 a 700%), sem que restem deformações permanentes. Os limites de temperatura de serviço estão compreendidos entre -50 e 100º C.

Algumas borrachas ardem facilmente e outras têm uma combustão muito lenta. A maioria das borrachas deteriora-se rapidamente quando expostas aos agentes solares, tornando-se quebradiças. A adição de negro de fumo melhora a sua resistência à exposição solar e aumenta a sua resistência ao desgaste superficial. Para serviços severos, os tubos são reforçados por lonas e malhas metálicas vulcanizadas na borracha. Os tubos de borracha podem ser de borracha natural, conhecida por borracha pura ou latex, ou uma variedade de componentes sintéticos tais como: Silicone; EPDM; Viton; Neoprene; Poliuretano, Polisulfide; Butilo; SBR; Vinil; Nitrilo; Acrilico ou poliacrilato; Isopreno, etc.

Os tubos de borracha são próprios para muitas aplicações quer com líquidos quer com gases. Servem para transportarem uma grande variedade de líquidos tais como refrigerantes, hidráulicos, escorrencias, água e água salgada, material muito viscoso como graxas e xaropes. O material dos tubos determina as suas propriedades e como consequência as suas aplicações. As características mais importantes a considerar na selecção de um tubo de borracha, são a pressão de serviço e a capacidade de admitir vácuo, resistência aos ácidos e a outros solventes, flexibilidade e rigidez, raios de curvatura, campo de temperatura admissível e dimensões, tais como diâmetro exterior e interior e espessura da parede. Os tubos de borracha aplicam-se na indústria aeroespacial, química, criogenia, laboratórios, sanitária, refrigeração, ar condicionado, óleos/combustíveis, confecção alimentar, tubos esterilizados para medicina/cirurgia e indústria farmacêutica em aplicações hidráulicas, pneumáticas, de processo e outras. Existem borrachas resistentes a ambientes com temperaturas elevadas e corrosivos, à prova de explosões. Para bombeamentos, ar comprimido e aplicações com vácuo.

Diferentes tipos de reforço

As cores correntes para os tubos de borracha são o vermelho, preto, castanho e amarelo. Também podem ser transparentes, translúcidos ou policromáticos. Os tubos de látex são os que se apresentam numa maior variedade de cores, que incluem as cores primárias, preto pastéis, fluorescentes, âmbar, bronze, prata, etc.

TUBOS DE LÁTEX

Os tubos de borracha não sintéticos, são fabricados com látex liquido natural por um processo de imersão de que resulta um tubo sem costura muito macio e durável. A principal aplicação destes tubos é em medicina com destaque em cirurgia, mas as suas propriedades tornam-nos adequados para outras aplicações. Estes tubos suportam esterilizações frequentes, e a sua tranlucidez natural permite visualizar o escoamento dos líquidos no seu interior. A lisura natural dos tubos de Látex quer interior quer exterior, permite um escoamento fácil e reduz a possibilidade de formação de crostas, estes tubos estão isentos de plastificantes e coagulantes que podem contaminar o fluido em escoamento.

Extracção do látex numa seringueira

Todas as propriedades referidas, aliadas à sua superior elasticidade e resiliência mesmo após pulsações, alongamentos ou curvaturas repetidas, tornam estes tubos não só adequados para a indústria dos cuidados de saúde, mas também para a indústria alimentar, instrumentação, etc.

A borracha natural resiste às águas inclusive ácidas e alcalinas, aos ácidos diluídos aos sais e a numerosos outros meios corrosivos. É atacada pelos produtos petrolíferos e por vários solventes e compostos orgânicos. Os tubos de borracha natural são os que requerem menor quantidade de energia para a sua produção.

BR (ESTIRENO-BUTADIENO). Entre as borrachas sintéticas distingue-se o SBR que é uma borracha sintética de baixo custo, de uso geral, com propriedades semelhantes às da borracha natural. Mangueira de incêndios revestida a borracha

TUBOS DE EPDM Os tubos de EPDM são formados por um elastómero não-polar, tecnicamente designado por uma borracha de Etileno Propileno Dieno Monómoro. Especificamente, estes tubos são muito comuns na indústria automobilística, redes de vácuo, sistemas de rega. Os tubos de EPDM são bons isolantes eléctricos e são próprios para serviços com líquidos à prova de incêndios, acetonas, água quente e fria, álcoois, alcalis e alguns ácidos. Não são resistentes para a maioria dos óleos, gasolina, querosene, hidrocarbonetos, solventes halogenados e ácidos concentrados. São resistentes aos efeitos de longa duração no tempo tais como o calor, ozono e oxidação.

NEOPRENE A borracha de Neoprene com a designação comercial de um elastómero sintético policloropreno polímero de cloropreno (CR). É um dos melhores elastómeros para todos os propósitos, com uma boa resistência ao ozono, raios solares, oxidação e muitos derivados de petróleo. Outras vantagens inclui-se o seu óptimo comportamento com água e muitos outros produtos químicos, assim como as suas boas características de resiliência e de tensão de tracção. O neoprene é de custo mais elevado que as outras borrachas sintéticas, mas a sua resistência aos produtos petrolíferos, ozono, óleos e à maioria de produtos químicos, justificam o aumento de custo. A principais limitações na utilização do Neoprene prendem-se com a não resistência aos ataques por ácidos fortemente oxidantes, ésteres, acetonas, hidrocarbonetos clorados, aromáticos e nitro. O EPDM pode também servir de revestimento interior, exterior ou ambos. de mangueiras.

TUBOS DE SILICONE O silicone é próprio para transportar ar com temperaturas muito baixas desde -60º C e elevadas até 300º C. Os tubos de silicone, são muito flexíveis, de elevada pureza, de longa duração e oferecem uma elevada resistência aos agentes químicos, flutuações de temperatura e abrasões. Tubos de silicone para aplicações em medicina

Construção de tubo de silicone reforçado · A. Suporte: Mola helicoidal de aço revestido a cobre ou bronze. · B. Cobertura: Manta de fibra de vidro impregnada com borracha de silicone. · C. Corda: Corda de fibra de vidro revestida com silicone.