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DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR

AULA 01
DAS PESSOAS NATURAIS
(arts. 1° ao 39; 70 a 78, CC)

Itens específicos previstos nos últimos editais e que serão abordados nesta aula: Pessoa Natural: conceito, capacidade e incapacidade, começo e fim, direitos da personalidade. Subitens: Pessoa Natural. Conceito. Personalidade: Início, Individualização e Término. Nascituro. Domicílio Civil. Residência. Direitos da Personalidade. Capacidade: classificação. Incapacidade. Emancipação. Registro e Averbação.

Meus amigos e alunos. Após a análise da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, que não faz parte do Código Civil (e que, apesar de ser considerada como “aula demonstrativa”, é muito importante, pois também consta do edital e por isso pode cair na prova), vamos analisar nesta aula o tema “Pessoas”, que é o primeiro ponto do Código Civil (Parte Geral). Dividiremos este tema em duas partes. Hoje veremos as Pessoas Naturais (ou Físicas). Na próxima aula veremos as Pessoas Jurídicas. Comecemos... Podemos conceituar pessoa como sendo todo ente físico ou jurídico, suscetível de direitos e obrigações. É sinônimo de sujeito de direitos. No Brasil temos duas espécies de pessoas: naturais e jurídicas. Ambas possuem aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações. Hoje veremos as Pessoas Naturais (termo mais técnico) ou físicas, analisando, basicamente, três aspectos: personalidade, capacidade e emancipação.

PERSONALIDADE DA PESSOA NATURAL
É o conjunto de caracteres próprios da pessoa, reconhecida pela ordem jurídica a alguém, sendo a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações. É atributo da dignidade do homem. Prevê o art. 1° do Código Civil que: “Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil”. Assim, o conceito de Pessoa inclui homens, mulheres e crianças; qualquer ser humano sem distinção de idade, saúde mental, sexo, cor, raça, credo, nacionalidade, etc. Por outro lado exclui os animais (que gozam de proteção legal, mas não são sujeitos de direito), os seres inanimados, etc. Concluindo: Pessoa Natural (ou Física) é o próprio ser humano.

Prof. Lauro Escobar

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DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR INÍCIO DA PERSONALIDADE Há muita polêmica doutrinária envolvendo o início da personalidade civil. São três as principais teorias sobre o tema: a) Teoria Concepcionista: a personalidade tem início com a concepção; ou seja, com a própria gravidez (momento em que o óvulo fecundado pelo espermatozoide se junta à parede do útero). b) Teoria Natalista: a personalidade se inicia a partir do nascimento da criança com vida. c) Teoria da Viabilidade: pressupõe a possibilidade de sobrevivência da criança. Países que adotam esta teoria entendem que se uma criança nasceu com uma doença que a levará a morte em poucos dias, não haverá a aquisição da personalidade. No Brasil a doutrina se manifesta de forma divergente, pois, se por um lado a lei estabelece que a personalidade civil tem início com o nascimento com vida, o mesmo dispositivo a seguir assegura ao nascituro direitos desde sua concepção. No concurso como eu faço? Em uma prova objetiva o aluno deve se limitar ao texto expresso da lei. Na omissão da banca opte pela teoria natalista que ainda é a mais aceita nos concursos. Em um prova dissertativa cite as três teorias, expondo que no Brasil há ferrenhos defensores da concepção e da natalidade, abordando os aspectos mais relevantes de cada uma. Lembrem-se: a tendência atual é proteger, cada vez mais, o nascituro e seus direitos desde a concepção. Analisando o texto legal, podemos afirmar que a personalidade da pessoa natural ou física inicia-se com o nascimento com vida, ainda que por poucos momentos. Esta é a primeira parte do art. 2° do CC. Se a criança nascer com vida, ainda que por um instante, já adquire a personalidade. Ocorre o nascimento quando a criança é separada do ventre materno (parto natural ou por intervenção cirúrgica), mesmo que ainda não tenha sido cortado o cordão umbilical. Além disso, é necessário que tenha respirado. Há nascimento e há parto quando a criança, deixando o útero materno, respira. Portanto... se o recém-nascido respirou... nasceu com vida. E é nesse momento que a personalidade civil terá início em sua plenitude, com todos os efeitos subsequentes, conforme veremos. NASCITURO O termo nascituro significa “aquele que há de nascer”. É o ente que já foi gerado ou concebido, mas ainda não nasceu, embora tenha vida intrauterina e natureza humana. Tecnicamente (teoria natalista), ele não tem personalidade, pois ainda não é pessoa sob o ponto de vista jurídico. Mas apesar de não ter personalidade jurídica, a lei põe a salvo os direitos do nascituro desde a concepção. Trata-se da segunda parte do art. 2°, CC. Na realidade o nascituro tem uma expectativa de direito. Ex.: o nascituro tem o direito de nascer e de viver (o aborto, como regra é considerado como crime arts. 124 a 127 do Código Penal).
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Proteção ao nascituro. Ele é titular de direitos personalíssimos: vida (a lei proíbe o aborto, salvo raríssimas exceções), honra, imagem, etc.; tem direito à filiação, direito de ser contemplado por doação ou por testamento (legado ou herança) sem prejuízo do recolhimento do imposto de transmissão, pode ser nomeado curador para a defesa de seus interesses, etc. Além disso, o art. 8° do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n° 8.069/90 – ECA) determina que a gestante tem condições de obter judicialmente os alimentos para garantia do bom desenvolvimento do feto (alimentos gravídicos), adequada assistência pré-natal, como consultas médicas, remédios, etc. O principal direito do nascituro é o de ter direito à sucessão. Se ele já foi concebido no momento da abertura da sucessão (morte do de cujus) legitima-se a suceder de forma legítima (conferir arts. 1.784 e 1.798, CC). Também se legitimam a suceder por testamento “os filhos ainda não concebidos de pessoas indicadas pelo testador, desde que vivas estas ao abrirse a sucessão” (art. 1.799, I, CC). Por tal motivo, tendo já tantos “direitos”, é que está crescendo a teoria concepcionista, considerando o nascituro como sendo uma Pessoa Natural. Justifica-se esta posição porque somente uma pessoa pode ser titular de direitos... e o art. 2°, CC afirma que o nascituro tem direitos... logo, tendo direitos, ele já poderia ser considerado como tendo personalidade. A situação fica ainda mais definida (segundo os seguidores desta teoria) com o art. 542, CC que estabelece: “A doação feita ao nascituro valerá, sendo aceita pelo seu representante legal”. Polêmicas à parte, o que se pode afirmar, sem medo de errar, é que o nascituro é titular de um direito eventual. Exemplo: homem falece deixando a esposa grávida. Não se pode concluir o processo de inventário e partilha enquanto a criança não nascer. O nascituro, nesta hipótese, tem direito ao resguardo à herança. Os direitos assegurados ao nascituro estão em estado potencial, sob condição suspensiva: só terão eficácia se nascer com vida. A representação do nascituro se dá por intermédio de seus pais. Nascendo com vida, as expectativas de direito se transformam em direitos subjetivos e a sua existência, no tocante aos seus interesses, retroage ao momento de sua concepção. Mas há um problema, de ordem filosófica, religiosa e jurídica envolvendo o nascituro. Isto devido ao avanço da medicina, com as técnicas de fertilização in vitro. Indaga-se: qual o momento em que podemos usar o termo nascituro de uma forma técnica? Uma corrente afirma que a vida tem início legal no momento da penetração do espermatozoide no óvulo, mesmo que fora do corpo da mulher. Para outra corrente a vida somente teria início com a concepção no ventre materno (embora ainda não se possa considerar como sendo uma pessoa). Isto porque é com a nidação (fixação do óvulo fecundado no útero) que se garante eventual gestação e o nascimento. Portanto somente será considerado como nascituro, o óvulo fecundado que for implantado no útero materno. Assim, o embrião humano congelado não poderia ser tido como nascituro, embora tenha proteção jurídica como pessoa virtual, com uma carga genética própria.
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DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR Com o objetivo de regulamentar o art. 225, §1°, inciso II da CF/88, foi editada inicialmente a Lei n° 8.974/95, proibindo e considerando como crime a manipulação genética de células humanas, a intervenção em material genético humano e a produção, guarda e manipulação de embriões humanos destinados a servir como material biológico disponível. No entanto foi aprovada a Lei n° 11.105/05, dividindo opiniões: trouxe esperança para alguns e indignação para outros. Pela nova lei é permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias, obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro, desde que: a) sejam inviáveis, ou estejam congelados há três anos ou mais; b) haja consentimento dos seus genitores. Importância de se nascer com vida Como vimos, o nascituro tem apenas expectativa de vida e é importante que nasça vivo, nem que seja por um segundo. Se nascer vivo, adquire personalidade. Será um sujeito de direitos e obrigações. No entanto, caso nasça morto, nenhum direito terá adquirido e/ou transmitido. Observem.

Demonstração

Ordem de vocação hereditária 1. Descendentes (em concorrência com o cônjuge sobrevivente): filhos, netos, bisnetos, etc.

A

B

X

Y

2. Ascendentes (em concorrência com o cônjuge sobrevivente): pais, avós, bisavós, etc. 3. Cônjuge sobrevivente. 4. Colaterais até o 4° grau: irmãos, sobrinhos, tios, primos, etc.

Z

Levando em consideração o quadro demonstrativo acima, suponhamos que X comprou um apartamento e a seguir se casou com Y pelo regime de separação parcial de bens. Faleceu um ano depois, deixando viúva grávida, pais vivos e apenas aquele apartamento para ser partilhado. Para saber quem será o proprietário do imóvel devemos aguardar o nascimento de Z. Não se pode fazer a partilha antes de seu nascimento. Vejamos as situações que podem ocorrer a partir daí.

Situações:

1) Se Z (filho de X - descendente) nascer morto, o apartamento irá para A e B, que são os pais (ascendentes) de X (observe o quadro da ordem de vocação hereditária). Neste caso Y (que é o cônjuge sobrevivente) também terá direitos sucessórios, pois atualmente é considerado herdeiro necessário e concorre com os ascendentes do falecido. 2) Se Z (descendente) nascer vivo, herdará o imóvel, em concorrência com sua a mãe Y, pois como vimos atualmente o cônjuge é considerado
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o assento será feito no “Livro C Auxiliar". 11 a 21. Observem que neste caso os pais de X nada herdarão. ☺ Observações ☺ 01) Durante nosso curso. nascituro é uma expressão mais ampla do que feto. temos o Enunciado 01 da I Jornada de Direito Civil do STJ: “A proteção que o Código confere ao nascituro alcança o natimorto. no instante em que nasceu vivo. Lauro Escobar www. ou seja. Por outro lado. tais como o nome. sob os auspícios do Superior Tribunal de Justiça em que foram aprovados alguns enunciados. qualquer uma dessas situações está correta para conceituar natimorto. ele foi um ‘sujeito de direito’. Neste livro irá constar apenas: “o natimorto de Dona Fulana. imagem. No entanto. promovidas pelo Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal. sua mãe. parte da doutrina entende que o “natimorto tem humanidade” e por isso teria direito a um nome. serão feitos dois registros: o do nascimento (constando o nome da criança. 3) Se Z nascer vivo e logo depois morrer. Se for natimorta. Como não tinha descendentes e nem cônjuge (até porque era recém-nascido) e seu pai já havia falecido. não tendo previsão no Código Civil. órgãos. vamos mencionar que jornada foi essa e o número do enunciado (como fizemos acima). os bens irão todos para sua mãe. no que concerne aos direito da personalidade. Portanto.br 5 .. como sua integridade física ou corporal (vida. que têm sido acolhidos pelo mundo jurídico. às vezes. CC) Adquirindo personalidade (aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações). é inquestionável que se a criança nasceu viva e logo depois morreu (chegou a respirar). Quando nos referirmos a elas. Sobre o tema. com sinais de vida. voz.. pois este seria o nascituro somente depois que adquiriu a forma humana. vamos mencionar a expressão “Jornadas do STJ”. Isto porque inicialmente Z herdará parte dos bens de seu pai. seu único herdeiro será o ascendente remanescente. mas. O vocábulo é composto pelas palavras latinas natus (nascido) e mortus (morto).DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR herdeiro necessário e também concorre na herança com os descendentes do falecido. Na realidade estas “jornadas” foram encontros de pessoas ligadas ao Direito Civil.”. mesmo que a criança tenha nascido morta ou morrido durante o parto. Morrendo a seguir. Prof. Possui um duplo sentido. Os dicionários jurídicos conceituam o natimorto como sendo "aquele que nasceu sem vida OU aquele que veio à luz.com. 03) É importante salientar que a expressão natimorto não é considerada juridicamente técnica. Neste caso A e B nada herdarão.pontodosconcursos. DIREITOS DE PERSONALIDADE (arts. pela nossa lei não se dá nome ao natimorto. imagem e sepultura”. transmite tudo o que recebeu a seus herdeiros. Ou seja. que todo nascimento deve ser registrado. É necessário dizer ainda. pois naqueles poucos segundos a criança teve personalidade) e logo depois o de óbito. corpo. logo morreu". 02) Segundo a doutrina. o ser humano adquire o direito de defender o que lhe é próprio.

Sobre o tema. Ex. Lauro Escobar www. Neste tópico. O art.). pode haver uma redução na indenização. cabe uma observação: embora estes direitos sejam intransmissíveis em sua essência. mas apenas exemplificativa. moral (honra. nem mesmo o agente pode renunciar a estes direitos. direitos autorais. os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis. 11. Lembrem-se: a dignidade é um direito fundamental.com. 945. autoria científica.: a autoria de uma obra literária é intransmissível. vejamos o Enunciado 04 da I Jornada de Direito Civil do STJ: “Art. a vida privada. Os direitos de personalidade são subjetivos e seu titular pode exigir de todos que tais direitos lhe sejam respeitados. levando-se em consideração o art.). os efeitos patrimoniais dos direitos de personalidade podem ser transmitidos. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. colocando-se em uma situação de risco e renunciando expressamente qualquer indenização futura decorrente de uma lesão a estes direitos. etc.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR liberdade. inciso X.br 6 . artística e intelectual. Irrenunciáveis: nem mesmo o seu titular pode abrir mão destes direitos. privacidade. Observem que a relação dos direitos de personalidade não é taxativa. Indisponíveis: não podem ser cedidos. etc. CF/88). 5°. alguns direito ultrapassa o evento morte (honra.: cessão da imagem mediante retribuição financeira). sexual. No entanto neste caso. opção religiosa. CC. • • • • Prof. Por isso dizemos que eles são erga omnes (extensíveis a todos). Absolutos: são opostos contra todos (erga omnes). imagem. disposições completadas com a Lei n° 8. da Sociedade e do Estado em relação à criança e ao adolescente. afirmando que eles são: • Inatos: os direitos de personalidade já nascem com o seu titular e acompanham até sua morte. que também prevê que são invioláveis a intimidade. memória. a título oneroso ou gratuito a terceiros. alimentos. desde que não seja permanente nem geral”. segredo pessoal ou profissional. imagem. assegurando o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente dessa violação (confiram também o art. Estabelece o art. intelectual (liberdade de pensamento.pontodosconcursos. previsto em nossa Constituição. 11: o exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação voluntária. que devem respeitá-los.). 227 da Constituição Federal dispõe sobre os deveres da Família. a honra e a imagem das pessoas. a doutrina lhe dá maior extensão. etc. CC que com exceção dos casos previstos em lei. etc.).069/90 – ECA. Apesar do Código fazer referência a apenas três características a respeito do direito de personalidade. Intransmissíveis: pertencem de forma indissolúvel ao próprio titular. porém podem ser negociados os direitos autorais sobre esta obra (ex. identidade. Assim.

também. no todo ou em parte. cuidado. Isto porque apesar de serem consideradas corretas pela doutrina. Se houver ambiguidade. por meio de ação promovida por seus sucessores. 12 e seu parágrafo. mas também pode causar sofrimento a outras pessoas a ela ligadas por estreitos laços de parentesco que não foram diretamente atingidas. para depois da morte. Inexpropriáveis: ninguém pode removê-los de uma pessoa.pontodosconcursos. CC prevê a possibilidade de exigir que cesse lesão a direito da personalidade. ao prescrever que. Lauro Escobar www. a disposição gratuita do próprio corpo. não correndo os prazos prescricionais. Em hipótese alguma será admitida a disposição onerosa de órgãos.br 7 . fique com o texto expresso da lei. 14 e seu parágrafo único. É o que se chama de dano reflexo (ou por ricochete). podendo essa disposição ser revogada a qualquer momento (art. Ou seja. O corpo. para depois da morte. CF/88). §4°. 13 e seu parágrafo único. Portanto. pelo cônjuge sobrevivente. • • Atenção Já vi provas de concursos em que foram colocadas algumas das expressões acima nas alternativas e a afirmação foi considerada como errada. Aliás. como projeção física da individualidade humana. Impenhoráveis: se não podem ser objeto de cessão ou venda. 199. sobrinhos. também não pode recair penhora sobre os mesmos. “salvo por exigência médica. é inalienável.com. Prof. ☺ Vamos acompanhar os próximos dispositivos a respeito ☺ O art. O Código Civil adotou o chamado princípio do consenso afirmativo (termo usado pela doutrina e que caiu em alguns concursos). A lei prevê também a possibilidade de defesa do direito do morto. se provaram que os efeitos do ato ilícito repercutiram também em suas pessoas. parentes em linha reta (descendentes ou ascendentes) e os colaterais até quarto grau (irmãos. b) é válida com o objetivo científico ou altruístico. na forma estabelecida em lei especial” (conferir com o art. CC prevê o direito de disposição de partes. primos. quando importar diminuição permanente da integridade física. sem prejuízo da reparação de eventuais danos materiais e morais suportados pela pessoa. para fins de transplante. É possível. com objetivo científico ou altruístico. é defeso (proibido) o ato de disposição do próprio corpo. partes ou tecido do corpo humano. podem ser reclamados judicialmente a qualquer tempo.)... leiam bem o cabeçalho da questão e comparem bem as alternativas. o ato envolve determinada pessoa (que no caso já faleceu). CC).DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR • Imprescritíveis: valem durante toda vida. ☺ Resumindo ☺ A disposição sobre o próprio corpo: a) é proibida quando importar diminuição permanente da integridade física (salvo por exigência médica). não se extinguem pelo não-uso ou pelo decurso de tempo. separadas do próprio corpo em vida para fins de transplante. estes parentes podem pedir indenização em nome próprio. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante. tios. O art. ou seja. ou contrariar os bons costumes. não estavam previstas expressamente na lei. ou. em vida. etc. por meio de ação própria. ou contrariar os bons costumes.

com dispensa da anuência para sua divulgação..211/01) trata do assunto. E os examinadores aproveitam isso para exigir questões sobre o tema. sites. Como normalmente ocorre. Vejamos algumas situações: a) pessoas famosas (ex. etc. com risco de vida. sem que sobrevenham mutilações ou deformações. OBSERVAÇÃO A Lei 9. exclusivamente. ou à família. há certas limitações ao direito de imagem. pode o médico realizar a intervenção necessária sem o consentimento de quem de direito. Não há mais a chamada supremacia do interesse médico-científico.com.434/97 (regulamentada pelo Decreto 2. 5°. etc. causando dano à sua reputação. O direito não pertence ao médico. O art. medula óssea). em evidente risco de vida. não pode Prof. material ou intelectualmente.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR segundo o qual o titular do direito pode manifestar sua vontade em ser doador de órgãos. mas. escultura. O direito à imagem se refere ao direito de ninguém ver seu rosto estampado em público ou comercializado sem seu consenso e o de não ter sua personalidade alterada. estabelecendo as regras para transplantes. o direito à imagem e os direitos a ele conexos (art. televisiva.pontodosconcursos. O art. etc.br 8 . vamos aprofundar. à presença do estado de necessidade. que se invocava em nome da coletividade. como a habilidade. em um item especial) e contra o atentado de terceiros. ao ridículo. letra “a”.). pintura. Lauro Escobar www.268/97 e posteriormente alterada pela Lei 10. decidirá se se submete ou não ao tratamento ou à intervenção cirúrgica. ao paciente que após ser informado do seu estado de saúde e das alternativas terapêuticas.: a pessoa não consegue expressar a sua vontade) em que o direito se desloca para a família do enfermo. proibindo que uma pessoa seja constrangida a submeter-se. políticos. XXVIII. mas a qualquer tempo pode revogar esta intenção.. Atribui-se à pessoa a opção ao tratamento médico ou intervenção cirúrgica para corrigir ou atenuar determinado mal ou doença. Todo procedimento médico deve ser precedido de esclarecimentos e concordância do paciente. Excetuam-se algumas hipóteses (ex. A redação do dispositivo é um pouco confusa. 20. pois elas têm sua imagem divulgada em razão de sua atividade. Permite-se a doação voluntária nas seguintes hipóteses: a) órgãos duplos (rins) e b) partes recuperáveis de órgão (fígado) ou de tecido (pele. lealdade. à ciência. implicando o reconhecimento de seu titular por meio de fotografia. desenho. de forma autônoma. a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. b) imagem-atributo: refere-se ao conjunto de caracteres e qualidades cultivadas pela pessoa. CF/88).: artistas. expondo-o ao desprezo público. competência. Dividem-se em a) imagem-retrato: é a representação física da pessoa. em face ao interesse individual. acarretando dano moral ou patrimonial. interpretação dramática. é a repercussão social da imagem. Trata-se do princípio da autonomia do paciente (ou consentimento esclarecido). E em situações extremas. CC tutela. CC trata do direito do paciente. Por isso. cinematográfica. Mesmo que saiba ou tenha consciência de que isso abreviará a sua expectativa da vida. mas mesmo assim. 15. Notem agora que os artigos de 16 a 19 do Código Civil tutelam o direito ao nome (falaremos sobre ele logo adiante.

DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR haver abusos. CC. etc.: um congresso. conversas telefônicas. um hotel ou um restaurante. tanto do autor do escrito.). imagem e nome. quando este for violado. O tratamento é bem genérico e a enumeração exposta é meramente exemplificativa. parágrafo único. mas a pessoa é tão somente parte do cenário. de certa forma. reportagens sobre tumultos. de correspondência. ascendente ou descendente (trata-se do art. a proteção dos direitos da personalidade”. etc. pois o art. O titular de um direito de personalidade. a inauguração de uma obra pública. Há diversas decisões de que não cabe direito de imagem em fotografia de acontecimento carnavalesco. prescrevendo que a vida privada da pessoa natural é inviolável (ex. CC.br 9 . a rápida evolução dos costumes do mundo atual. 5°. bancário.com. A Súmula 221 do STJ estabelece que é cabível a reparação do dano decorrente de publicação da imprensa. CC). uma exposição de objetos de arte. pois o que se pretende divulgar é o acontecimento em si (ex. pois a sua vida íntima deve ser preservada. acompanhando. enchentes. sujeita à indenização. Recomendamos o aluno. 21. 52. Como no caso havia o intuito de lucro da empresa e não houve o consentimento dos atletas. nossa legislação tutelou o direito à intimidade (art. OBSERVAÇÕES 01) Recomendamos o aluno uma atenção especial comparativa entre os arts. b) necessidade de divulgação da imagem por questões de segurança pública (ex. deixando margem para que se estenda a proteção a situações não previstas expressamente.: publicação da fotografia de um perigoso marginal procurado pela polícia).). novamente se ater ao texto legal. diante de um caso concreto. concluiu-se que foi uma prática ilícita. CF/88). E se ele já for falecido o direito será exercido pelo cônjuge. sendo que neste os colaterais foram excluídos. 12 e 20. embora o dispositivo não especifique. c) quando se obtém uma imagem. Finalmente. pois a pessoa que dele participa. no art. Na prática todas estas questões são delicadas. entende a doutrina que o companheiro(a) também é parte legítima. 02) O Código Civil não exauriu a matéria referente aos direitos de personalidade.pontodosconcursos. Caberá ao Juiz. CC estabelece que “aplica-se às pessoas jurídicas. assim. quanto do proprietário do veículo de divulgação. prevendo a possibilidade de se requerer medidas visando a proteção (impedir ou fazer cessar) dessa inviolabilidade. shows. poderá pleitear reparação de danos morais e patrimoniais. Lauro Escobar www. mas é interessante deixar claro que a Pessoa Jurídica também pode ser titular de direitos de personalidade no tange à honra. 20. para fins de concurso. decidir se houve abuso e se há direito à indenização. Observem que o primeiro é genérico (direitos da personalidade em geral) e o segundo é específico em relação ao direito de imagem. Prof. Ficou famoso um caso em que uma empresa elaborou um “álbum de figurinhas” estampando a fotografia de jogadores de futebol. 03) Embora agora não seja o momento de aprofundar. Além disso. X. “renuncia a sua privacidade”.: inviolabilidade de domicílio. no que couber.

No entanto na prática há um maior rigor quanto à modificação do prenome e um menor rigor em relação ao sobrenome. O pseudônimo (em latim: nome falso) consiste no nome atrás do qual se abriga um autor de obra cultural ou artística. em Prof. o tronco familiar do qual provém. São elementos constitutivos do nome: • Prenome  é o nome individual. indicando sua filiação ou estirpe.015/73). próprio da pessoa. para o exercício desta atividade específica (ex. CC). etc. estado e domicílio. José.: Júnior. que pode ser simples (ex. 17. todavia. imprescritível (não correm prazos prescricionais) e personalíssimo. mediante as ações judiciais. proibindo que o seu nome seja usado ou empregado em situações agressivas à intimidade de quem se vê exposto à veiculação pública que provoque depreciação ética. O parágrafo único deste mesmo dispositivo estabelece outra possibilidade: “A substituição do prenome será ainda admitida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime. etc. Neto.). A propósito. A) NOME É o sinal exterior pelo qual se designa e se reconhece uma pessoa. de forma expressa. Há uma proteção especial da lei em relação ao nome.). como um direito inerente à personalidade (art. etc. Antônio Pedro. • Agnome  é o sinal distintivo entre pessoas da mesma família com nomes iguais. a sua substituição por apelidos públicos notórios”. CC).pontodosconcursos. por determinação. que se acrescenta ao nome completo (ex.: João. em especial no art. Vejamos cada um deles. Filho. autor de um livro.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR INDIVIDUALIZAÇÃO DA PESSOA NATURAL Individualiza-se a pessoa natural de três formas: nome. A lei protege a honra da pessoa. Prevê o art. gozando da mesma proteção que se dá ao nome. O nome é um direito da personalidade. 19.) ou composto (ex.). nele compreendido o prenome e o sobrenome. Rodrigo. ator. que também é conferido às pessoas jurídicas. No entanto o princípio da inalterabilidade do nome sofre diversas exceções em casos justificados. essencial para o exercício de direitos e cumprimento das obrigações. podendo também ser simples ou composto.br 10 .: cantor.708/98 fez na Lei de Registros Públicos (LRP – Lei n° 6. Trata-se de direito inalienável (não pode ser vendido). ☺ Em regra o nome é imutável. moral ou jurídica.com.: José Carlos. CC que toda pessoa tem o direito ao nome. 58: “O prenome será definitivo. A lei e a jurisprudência admitem a retificação ou a alteração de qualquer dos seus elementos. • Patronímico  ou nome de família. ou simplesmente sobrenome  identifica a procedência da pessoa. pois estas também têm direito ao nome. quando usado para finalidades lícitas. Ana Maria. admitindo-se. Lauro Escobar www. É pelo nome que ela fica conhecida no seio da família e da comunidade em que vive. mesmo que a intenção na publicação ou representação não revele intuito difamatório (art. vejam a alteração que a Lei n° 9. etc. 16. A lei prevê. Laura. Aparecida. ou apelido de família.

no primeiro ano. mãe. adoção.: Nerson.com. 56 da própria LRP que permite que o interessado. casado. É irrenunciável. genro. reconhecimento de filho. • • • B) ESTADO O estado é definido como sendo o modo particular de existir. ou seja. viúvo. Apresenta três aspectos: Individual (ou físico)  são as características pessoais: idade. maior e menor. sogra. saúde mental e física. Político  identifica a pessoa a partir do local em que nasceu ou de sua condição política dentro de um País: nacional (nato ou naturalizado). 57 determina que qualquer alteração posterior de nome. após completar a maioridade civil. altere seu nome. divórcio. pois não se pode renunciar aquilo que é uma característica pessoal. ouvido o Ministério Público”. Por ser um reflexo da personalidade. §1°.: Edson Pelé Arantes do Nascimento. após audiência do Ministério Público. Trata-se de um direito indisponível (não se transferem as características pessoais) e imprescritível (o decurso de tempo não faz com Prof. o sobrenome do outro. é inalienável. desde que não prejudique os apelidos de família. serviço de proteção de vítimas e testemunhas. pois ninguém pode ser simultaneamente casado e solteiro. Luiz Inácio Lula da Silva.). a soma de qualificações de uma pessoa na sociedade. com o casamento – atualmente o art. e por sentença do Juiz a que estiver sujeito o registro. No entanto o art. etc. c) quanto à afinidade (sogro.). altura. Obs. avô. tradução de nomes estrangeiros. nora. etc. etc. divorciado). etc. de Juiz competente. desde que haja concordância recíproca. etc.br 11 . Familiar  indica a situação que a pessoa ocupa na família: a) quanto ao matrimônio (solteiro. filho. Lauro Escobar www. arquivando-se o mandado e publicando-se a alteração na imprensa. quando causar embaraços comerciais e/ou morais  trata-se da homonímia (ou homônimo).). irmão. não podendo ser objeto de comércio. É uno e indivisível. CC permite que qualquer dos nubentes acrescente ao seu. b) quanto ao parentesco consanguíneo (pai.pontodosconcursos. 1. tio. apátrida. primo.565. cunhado. etc. com uso prolongado e constante de um nome diverso do que figura no registro  admite-se a alteração do nome adicionando-se o apelido ou alcunha (ex. quando houver evidente erro gráfico (ex. sexo. etc. Vejamos outras situações: • • • • quando expuser seu portador ao ridículo ou situações vexatórias. com a união estável  a lei permite que os conviventes adotem o patronímico de seus parceiros. O estado é regulado por normas de ordem pública. Outro exemplo é o previsto no art.). peso. somente será feita por exceção e motivadamente.: já vi cair em concurso a expressão heimatlos (origem alemã) que significa apátrida.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR sentença. averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa. estrangeiro. Osvardo.

trata-se de uma situação de fato. ☺ Outras Regras ☺ A) Uma pessoa pode residir em mais de um local. O domicílio destas pessoas então será o lugar onde elas forem encontradas (art. B) Pode ocorrer que uma pessoa não tenha uma residência habitual. O exemplo clássico é o dos circenses e ciganos que a cada momento estão em uma localidade diferente (a doutrina os chama de adômidas). também chamadas de ações de estado (ex.com.br 12 . CC). 73. CC). sem que se possa considerar uma delas como sendo o seu centro principal. É o chamado domicílio aparente ou ocasional. etc. divórcio. uma hipótese de aplicação da Teoria da Aparência. Mas se a pessoa tiver várias residências. 71. tomando apenas um como sendo o centro principal de seus negócios. É o lugar onde a pessoa estabelece sua residência com ânimo definitivo de permanecer. É também domicílio da pessoa natural. Lauro Escobar www. Domicílio  é a sede da pessoa. habitualmente. o lugar onde esta é exercida (art. Possui dois elementos: a) Objetivo: é o estabelecimento físico da pessoa. As ações tendentes a afirmar. ela não tem um ponto central de negócios. o ânimo de ali permanecer em definitivo (a doutrina chama isso de animus manendi). obter ou negar determinado estado. CC). evidentemente que seu domicílio não foi alterado. este local então será o seu domicílio. seus atos e negócios jurídicos. Distinção: Residência  é o lugar em que o indivíduo se estabelece habitualmente. com a intenção de permanecer. Estas ações são personalíssimas. Trata-se de uma ficção jurídica. 70. Prof. pois falta a intenção de permanecer definitivamente neste local. o domicílio pode ser qualquer delas → o Brasil adotou o sistema da pluralidade domiciliar (art. Regra Básica: O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a residência com ânimo definitivo (art.). a fixação da residência. Se uma pessoa viajou de férias para a praia. b) Subjetivo: é a intenção. 72.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR que se percam as qualificações pessoais). pois todo sujeito necessita de um local para ser encontrado e ter um domicílio. onde alternadamente viva. tanto física como jurídica. quanto às relações concernentes à profissão. C) DOMICÍLIO O conceito de domicílio surge da necessidade legal que se tem de fixar as pessoas em determinado ponto. CC). trata-se de um conceito jurídico. mesmo que dele se ausente temporariamente. onde possam ser encontradas para responder por suas obrigações.: investigação de paternidade.pontodosconcursos. onde se presume a sua presença para efeitos de direito e onde exerce ou pratica.

Ou você assina (adere) o contrato da forma como que ele foi redigido ou o mesmo não sai. também aos Policiais Militares estaduais. Servidor Público: seu domicílio é o lugar onde exerce permanentemente sua função.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR Espécies de Domicílio 1) Domicílio Voluntário  escolhido livremente pela própria vontade do indivíduo e por ele pode ser modificado (geral: art. Marítimos (são os oficiais e tripulantes da marinha mercante): marinha mercante é a que se ocupa do transporte de passageiros e mercadorias. tutores ou curadores). Trata-se de uma orientação do STJ. neste caso poderá ser demandado no Distrito Federal ou no seu último domicílio. foi imposto por uma das partes). Não é possível ficar discutindo cláusulas contratuais. pois ela prejudica o consumidor. Preso: é o lugar onde a pessoa cumpre a sentença (não se aplica ao preso provisório. CC): local especificado no contrato para o cumprimento das obrigações dele resultantes. é necessário que haja uma decisão condenatória). CC ainda traz uma situação especial para o Agente Diplomático do Brasil que. Lembrando que contrato de adesão (ou por adesão) é aquele que já está pronto. dificultando-lhe o comparecimento em juízo”. 77. O domicílio legal é no lugar onde estiver matriculado o navio. Segundo a doutrina ele pode ser subdividido: a) domicílio contratual (art. citado no estrangeiro. que entende ser cláusula abusiva. CC. 78. 70. Assim: Incapazes (qualquer tipo de incapacidade): os incapazes têm por domicílio o de seus representantes legais (pais. Por tal motivo a tendência é não ser possível colocar o foro ou domicílio de eleição no contrato (até porque ele não foi eleito. Aplica-se este dispositivo. b) domicílio (ou foro) de eleição ou cláusula de eleição de foro (previsto no art. 76.br 13 . o da Marinha ou da Aeronáutica é a sede do comando a que se encontra imediatamente subordinado. Prof. 3) Especial  O domicílio voluntário especial merece um destaque à parte. 78. O militar reformado (aposentado) não tem mais este domicílio. Há uma forte corrente jurisprudencial negando o foro de eleição nos contratos de adesão. CC) ou estabelecido conforme interesses das partes em um contrato (especial: art. Observação: o art. CC). Lauro Escobar www.com. uma vez que o obriga a responder ação judicial em local diverso de seu domicílio (“é nula a cláusula que não fixar o domicílio do consumidor”). elaborado de forma unilateral. Observem o art. sem indicar seu domicílio no país. Militar em serviço ativo: o domicílio do militar do Exército é o lugar onde está servindo. 111 do Código de Processo Civil): escolhido pelas partes para a propositura de ações relativas às obrigações. Deixa de existir a liberdade de escolha do domicílio. 2) Domicílio Legal ou Necessário  é a lei que determina o domicílio. por analogia. Quando se tratar de ação que verse sobre imóveis a competência é a da situação da coisa. em razão da condição ou situação de certas pessoas. “quando constitui um obstáculo à parte aderente.pontodosconcursos. alega extraterritorialidade.

Preso = onde estiver cumprindo a sentença. Lauro Escobar www. para todos os efeitos legais. os direitos e as obrigações de natureza personalíssima (ex. FIM DA PERSONALIDADE DA PESSOA NATURAL A existência da pessoa natural termina com a morte (art. como regra. Quanto às relações concernentes à profissão em lugares diversos = cada um deles constituirá domicílio.140/95 que reconheceu como mortos. os “desaparecidos políticos”. Sem residência habitual = lugar onde for encontrada. Verificada a morte de uma pessoa.). Marítimo = onde o navio estiver matriculado.com. A morte real se dá com o óbito comprovado da pessoa natural. c) presumida. 6°. relação de parentesco.: dissolução do vínculo matrimonial. Servidor público = onde exercer permanentemente suas funções. A regra geral é que inicialmente se Prof. Militar (em geral) = onde servir. desaparecem. MORTE REAL  A personalidade civil termina com a morte física. CC). Quanto às relações concernentes à profissão = lugar onde a profissão é exercida.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR Domicílio Pessoa Natural – Resumo Regra = lugar onde estabelecer residência com ânimo definitivo (muda-se o domicílio transferindo a residência). Domicílio Necessário Incapaz = representante ou assistente. A doutrina acrescenta também a hipótese da Lei n° 9.br 14 . etc. No momento do falecimento a pessoa deixa de ser um sujeito de direitos e obrigações. Num sentido genérico podemos dizer que há três espécies de morte: a) real. Militar da Marinha ou Aeronáutica = sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado. Quando possui diversas residências = qualquer delas será o domicílio. deixando o indivíduo de ser sujeito de direitos e obrigações. Agente diplomático do Brasil citado no estrangeiro = poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve. b) civil. Já os direitos não personalíssimos (em especial os de natureza patrimonial) são transmitidos aos seus sucessores.pontodosconcursos.

CC é bem específico: citando situações em que se declara a morte presumida.com. incêndio. mas há certeza da morte de todos. entretanto. qualquer interessado na sua sucessão (e até mesmo o Ministério Público) poderá requerer ao Juiz a declaração de ausência e a nomeação de um curador. Com este documento é lavrada a certidão de óbito. CC. No entanto. • O art. embora viva. Atualmente. A pessoa estava viva. Se um avião explode matando todos os passageiros. que está prevista nos arts. MORTE CIVIL  A morte civil era a perda da personalidade em vida.pontodosconcursos. 22. 6° e 7°. pela justificação judicial: não foram encontrados todos os corpos. recorre-se aos meios indiretos de comprovação morte real (também chamada de justificação judicial de morte real). 6°. CC.br 15 . c) sucessão definitiva. CC). Lauro Escobar www. que irá comprovar a certeza do evento morte. 6°. a pessoa é ignorada para efeitos de herança. “quanto aos ausentes.: o estado de viuvez do cônjuge do ausente). Ausente uma pessoa. nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva”. • O art. pois exige a declaração de ausência. CC). Isto está disciplinado no art. por ato do oficial do registro civil de pessoa natural. que é bem mais complexo. 22 a 39. Trata-se da curadoria dos bens do ausente. Os bens são arrecadados e entregues ao curador apenas para os Prof. terremoto ou outra qualquer catástrofe. 7°.015/73 (Lei de Registros Públicos): "Poderão os juízes togados admitir justificação para o assento de óbito de pessoas desaparecidas em naufrágios. “como se ele morto fosse” (vejam esta expressão no art. Ausência é o desaparecimento de uma pessoa do seu domicílio. A ausência só pode ser reconhecida por meio de um processo judicial composto de três fases: a) curadoria de ausentes. Na falta do corpo. 25. mas era tratada como se estivesse morta. Os efeitos da morte presumida são patrimoniais (protege-se o patrimônio do ausente) e alguns pessoais (ex. O tema é tratado inicialmente pelos arts. 1. pode ser que não tenhamos os corpos de todos os passageiros. há resquícios de morte civil. CC. Ex. sendo esta a condição para o sepultamento. Vejamos primeiro o art.: exclusão de herança por indignidade do filho. b) sucessão provisória.816. sem deixar um representante (procurador) para administrar seus bens (art. em situações especiais. 88 da Lei n° 6. CC é genérico: trata da morte presumida. obedecendo a ordem do art. PRIMEIRA FASE: Declaração de Ausência. há o óbito comprovado de todos. Vejamos. A pessoa que deixa de dar notícias de seu paradeiro por um longo período de tempo. sem decretação de ausência. MORTE PRESUMIDA  Ocorre quando não se consegue provar que houve a morte real. devendo o mesmo ser lavrado por profissional registrado no Conselho Regional de Medicina.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR exige um atestado de óbito (para isso é necessário o corpo). Mesmo assim podemos dizer que houve a morte real. CC. quando estiver provada a sua presença no local do desastre e não for possível encontrar o cadáver para exame". Geralmente era uma pena aplicada a pessoas condenadas criminalmente. pode-se dizer ela não existe mais.

A sucessão provisória é encerrada se o ausente retornar ou se comprovar a sua morte real. Após 10 (dez) anos do trânsito em julgado da sentença de abertura da sucessão provisória. Nesta fase cessa a curatela dos bens do ausente. CC prevê uma cautela a mais. No entanto. No entanto.pontodosconcursos. Assim. Mas esta sentença determinando a abertura da sucessão ainda não produz efeitos de imediato.: irmãos. de forma provisória e condicional (e não mais o curador) que irão administrar os bens. 26. Já os demais sucessores (ex. ascendentes ou cônjuge do ausente. sem delinear definitivamente o destino dos bens desaparecido. Com a sua volta opera-se a cessação da curatela. SEGUNDA FASE: Sucessão Provisória. Apenas se antecipa a sucessão. Durante um ano (no caso do ausente não deixar representante ou procurador) devem-se expedir editais convocando o ausente para retomar a posse de seus haveres. É o que diz o art. TERCEIRA FASE: Sucessão Definitiva. etc. 28. Se o ausente não comparecer no prazo (um ou três anos. Os sucessores deixam de ser provisórios. Seu filho entrou na posse dos bens: mora em uma das casas. o ascendente e o cônjuge (herdeiros necessários) que forem sucessores provisórios do ausente e estiverem na posse dos bens terão direito a todos os frutos e rendimentos desses bens. Se seu pai retornar posteriormente. prestando caução (ou seja. dando garantias de que os bens serão restituídos no caso do ausente aparecer). No processo de ausência a sentença do Juiz é dada logo no início do processo. Os imóveis somente podem ser vendidos com autorização judicial. se o ausente retornar em até 10 (dez) anos seguintes à Prof. aquele prazo (de um ano) elevase para três anos. se estes herdeiros forem descendentes. O art. não necessitam prestar a caução.br 16 . adquirindo a propriedade plena (ou o domínio) e a disposição dos bens recebidos. CC. de uma “última chance” que se dá ao ausente. se o ausente deixou um representante para cuidar de seus interesses. É feita a partilha dos bens deixados e agora são os herdeiros. Convém acrescentar que o descendente. dependendo da hipótese). alugou a outra e tornou a fazenda extremamente produtiva. era proprietário de duas casas e uma fazenda. a ausência passa a ser presumida. Ex. Ou seja. digamos. sem que o ausente apareça. poderá ser requerida e aberta a sucessão provisória e o início do processo de inventário e partilha dos bens.) terão direito somente à metade destes frutos ou rendimentos. Isto é. Por isso os sucessores ainda não podem vender os bens.: Uma pessoa foi considerada “ausente”. Porém esta propriedade é considerada resolúvel. exercem apenas a posse dos bens do ausente. para que se inicie a sucessão provisória. concede um prazo de mais 180 dias para que o ausente reapareça e tome conhecimento da sentença que determinou a abertura da sucessão provisória de seus bens. Trata-se. o filho não será obrigado a restituir os aluguéis que recebeu com a casa e nem o que lucrou explorando a fazenda. a sentença somente irá produzir efeitos após 180 dias de sua publicação na imprensa.com. o mesmo ocorrendo se houver notícia de seu óbito comprovado. será declarada a morte presumida. Nesta fase os herdeiros ainda não têm a propriedade.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR mesmos sejam administrados (não há efeitos pessoais). Nesta ocasião converte-se a sucessão provisória em definitiva. tios. sobrinhos. Lauro Escobar www. Após este prazo.

Ou então terá direito ao preço que os herdeiros houverem recebido com sua venda. §1° do CC. É o que prevê o art. a demonstração das fases do processo. mas no estado em que se encontrarem. a pessoa já está livre para convolar novas núpcias. Isto é assim para melhor viabilizar o registro do óbito. CC. aguardando-se 10 anos. Vejamos as duas situações excepcionais: For extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida.pontodosconcursos. muito mais simples e sem necessidade de aguardar prazos. atualmente. arrecadando-se os bens que serão administrados por um curador. b) Sucessão Provisória: é feita a partilha de forma provisória. ☺ Resumindo ☺ a) Ausência (curadoria dos bens do ausente): 01 ou 03 anos. Lauro Escobar www. Aguardam-se mais dez anos.br 17 . d) Fim. Se regressar após esse prazo (portanto após 21 anos de processo). considerando-se rompido o vínculo matrimonial. pois permite a declaração da morte presumida sem decretação de ausência. É nesta fase (na sucessão definitiva – ou seja. não terá direito a mais nada. dependendo da hipótese (com ou sem representante). c) Sucessão Definitiva: na abertura já se concede a propriedade plena e se declara a morte (presumida) do ausente. No entanto este cônjuge não precisa esperar tanto tempo para se casar novamente. até 10 anos após o trânsito em julgado da sentença de abertura da sucessão provisória) que também se dissolve a sociedade conjugal. Vejamos no gráfico abaixo. é bem mais fácil. É interessante acrescentar que o art. resolver problemas jurídicos e regular a sucessão causa mortis. 1. Desaparecimento Início do Processo 1 (3) anos Ausência Curadoria Morte Presumida 10 anos Sucessão Definitiva Fim 10 anos Sucessão Provisória A hipótese do art.571. com a edição da Emenda Constitucional n° 66/2010. 38. 7°. podendo se casar novamente.com. Divorciada. Neste caso o cônjuge será considerado viúvo (torna-se irreversível a dissolução da sociedade conjugal). Seu cônjuge é reputado viúvo. CC possibilita se requerer a sucessão definitiva provando-se que o ausente conta com 80 anos de idade e que de cinco datam as últimas notícias dele. Prof. Mesmo antes de ser considerado viúvo ele pode ingressar com um pedido de divórcio.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR abertura da sucessão definitiva terá direito aos bens.

nesse caso vamos presumir que todos eles morreram no mesmo momento. ou seja. Se ficar provado que o marido ou a mulher faleceu primeiro no acidente. quem morreu em primeiro lugar. Ex. Lauro Escobar www. não haverá transferência de direitos entre eles.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR Pessoa desapareceu em campanha ou feito prisioneiro e não foi encontrado até dois anos após o término da guerra. Comoriência também é chamada de morte simultânea. sendo que os herdeiros já podem ter a posse dos bens. E com a morte deste toda a herança será transmitida somente para o irmão do que morreu por último. Trata-se de uma presunção relativa (juris tantum). Mas se não se conseguir demonstrar quem morreu primeiro. Se não houver esta relação também não haverá qualquer interesse jurídico na questão. aplica-se a comoriência. a herança de ambos é dividida à razão de 50% para os herdeiros de cada cônjuge (os irmãos). No momento da morte do primeiro cônjuge toda a herança se transmite para o outro cônjuge. Mas cada um tem um irmão. com igual relevância em matéria de efeitos dependentes de sobrevivência.com. não haverá comoriência.pontodosconcursos. basta que haja inviabilidade na apuração exata da ordem cronológica dos óbitos”. abre-se a sucessão definitiva. Exemplo: vamos supor que um casal esteja viajando de carro e sofre um acidente. devendo a sentença fixar a data provável do falecimento. um não sucederá o outro. nos casos de pessoas falecidas em lugares e acontecimentos distintos. Neste caso.: um avião caiu e todos os passageiros faleceram no acidente. 8°. COMORIÊNCIA Comoriência é o instituto pelo qual se considera que duas ou mais pessoas morreram simultaneamente. Aplica-se o instituto da morte simultânea sempre que houver uma relação de sucessão hereditária entre os mortos. Com a declaração de ausência nas hipóteses previstas. 8° do Código Civil. que admite prova em contrário. Questão Polêmica E se duas pessoas falecerem em locais diferentes. mas em datas e horas simultâneas ou muito próximas. ou seja. Outros (Maria Helena Diniz) afirmam: "Embora o problema da comoriência tenha começado a ser regulado a propósito de caso de morte conjunta no mesmo acontecimento. sempre que não se puder averiguar qual delas pré-morreu. Eles não têm descendentes e nem ascendentes. Art. mas nas mesmas circunstâncias de tempo? Há autores que defendem a posição de que somente haverá comoriência se as mortes se derem no mesmo acontecimento. O patrimônio do “morto presumido” se transforma em herança. A consequência prática é que se os comorientes forem herdeiros uns dos outros. não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros. como se pode ver da redação do art. Prof. CC: “Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião. ele se coloca.br 18 ☺ . A declaração de ausência nestes casos somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações. presumir-se-ão simultaneamente mortos”. lugar e tempo. A expressão “na mesma ocasião” não requer que o evento morte se tenha dado na mesma localidade. se o regime de bens do casamento for o da comunhão universal.

por ser pessoa (ele está vivo. Trata-se de uma inovação do atual Código. CC). etc. possui personalidade). é inerente à personalidade. Mas essa pessoa pode não ter a capacidade de fato. os militares e os servidores públicos de uma forma geral podem ser promovidos post mortem. Toda pessoa natural tem capacidade de direito. No entanto. extinção do poder familiar.br 19 . Adquire-se com o nascimento com vida e extingue-se com a morte. "Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil" (art. à honra. Ex. nem sempre se terá capacidade. independentemente de assistência ou representação. podendo receber uma doação. É a capacidade para adquirir direitos e contrair obrigações. Prof. A capacidade pode assim ser classificada: • Capacidade de direito ou de gozo (ou de aquisição de direito): própria de todo ser humano. etc.com. tratada no Direito das Sucessões. A capacidade de direito não pode ser negada ao indivíduo. permanece o direito à imagem. • Capacidade de fato ou de exercício da capacidade de direito: é a capacidade de exercitar por si mesmo os atos da vida civil. Quem tem personalidade (está vivo) tem capacidade de direito. já na capacidade temos os limites desta potencialidade. Outro efeito de suma importância é a extinção da obrigação de prestar alimentos com o falecimento do credor. os herdeiros deste assumirão a obrigação até as forças da herança.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR EFEITOS DO FIM DA PERSONALIDADE São efeitos do fim da personalidade: dissolução do vínculo conjugal e do regime matrimonial. A morte não aniquila com toda a vontade do de cujus. não podendo vender o bem que ganhou. morrendo não faz mais jus ao benefício e este não se transmite a seus herdeiros. tem capacidade de direito. extinção dos contratos personalíssimos. porém não tem capacidade de fato. 1°. Lauro Escobar www.: o “louco”. limitando o exercício (e não o gozo) dos direitos.pontodosconcursos. que pode sobreviver por meio de um testamento. mas pode sofrer restrições quanto ao seu exercício. aos direitos autorais. inerente à personalidade. no caso de morte do devedor (que é a pessoa que paga a pensão alimentícia). Observem que o credor é a pessoa que estava recebendo a pensão alimentícia. Ao cadáver é devido respeito. No Brasil não existe a incapacidade de direito. pois pode lhe faltar a plenitude da consciência e da vontade. Costuma-se dizer que a personalidade é a potencialidade resultante de um fato natural (nascer com vida). CAPACIDADE Embora baste nascer com vida para se adquirir a personalidade.

• Incapacidade Relativa → Pessoas relativamente incapazes. Por isso estes indivíduos devem ser representadas. devido a essa tenra idade. CC). Os absolutamente incapazes possuem direitos. Prof. graduando a forma de proteção: pode ser absoluta ou relativa. mas estes não podem ser exercidos pessoalmente. São eles: 1) Os menores de 16 (dezesseis) anos (critério etário)  Também chamados de menores impúberes. Ou seja. o próprio incapaz decide se pratica ou não o ato. A deficiência pode ser suprida pela assistência. A falta de representação no ato acarreta a nulidade absoluta (ato nulo) do mesmo. deve ser assistido por seu representante legal (que apenas irá presenciar o ato e assinar. sendo presumida a capacidade de fato. Devem ser representados por seus pais ou. 166. Vejamos. A incapacidade não restringe a personalidade ou a capacidade de direito. Se praticar o ato. Ou seja. na falta deles. O legislador entende que. Há uma restrição legal ao poder de agir por si.br 20 . Somente através de exceções prevista em lei (ordem pública) o indivíduo pode ser privado da capacidade de fato. A falta de assistência no ato acarreta a nulidade relativa (ato anulável) do mesmo. ela apenas limita o exercício pessoal e direto dos direitos. a documentação pertinente). Ou seja. I.pontodosconcursos. por tutores. incapacidade é a exceção. a pessoa ainda não atingiu o discernimento pleno para distinguir o que pode ou não fazer. CC) Ocorre quando houver proibição total do exercício do direito do incapaz. Lauro Escobar www. A deficiência pode ser suprida (o ato pode ser praticado) pela representação.com. (capacidade plena = capacidade de direito + capacidade de fato). ☺ Por ora fiquemos com o seguinte resumo: • Incapacidade Absoluta → Pessoas completamente privadas (proibição total) de agir na vida civil. Veremos todas as hipóteses mais adiante. junto com o incapaz. os representantes legais é que vão praticar o ato em nome do incapaz. E essa limitação deve ser sempre interpretada de forma restritiva. pois este não manifesta a sua vontade. 3°. embora com restrições. Visa proteger os que são portadores de alguma deficiência jurídica apreciável. Quem só possui a de direito tem a chamada capacidade limitada.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR Quem possui as duas espécies de capacidade (de direito e de fato) tem a chamada capacidade plena. que podem atuar na vida civil. A incapacidade é a restrição legal ao exercício dos atos da vida civil (em outras palavras: é uma restrição ao poder de agir). A) ABSOLUTAMENTE INCAPAZES (art. toda pessoa tem a capacidade de direito. CAPACIDADE DE FATO Capacidade é a regra. a nulidade absoluta do ato jurídico (art. em caso de violação. ou seja. manifestando sua vontade. acarretando.

Pode ser total ou parcial. porém a intervenção do Juiz é necessária. não se aceitando a demonstração de que naquele momento. Em regra. só depois de decretada a interdição é que se recusa a capacidade de exercício. que somente terá restrição aos atos que dependem da visão. não estão em condições de reger sua própria pessoa ou administrar seus bens. 3) Os que. embora estejam impedidos de praticar atos que dependam de audição (ex. o cego somente poderá fazer testamento da forma pública. Para que seja declarada a incapacidade absoluta neste caso.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR 2) Os que.pontodosconcursos. Trata-se de uma medida de proteção. Lauro Escobar www. A jurisdição voluntária se contrapõe à jurisdição contenciosa (que é caracterizada pela disputa entre duas ou mais partes.. Abrange pessoas que têm desequilíbrio mental (ex. este ato é considerado nulo. O Código Civil não estende a incapacidade: a) ao cego.: testemunha em testamento). por si só. como testemunha ocular de um fato. por motivo de ordem patológica ou acidental. b) ao analfabeto. pode ser considerado relativamente capaz ou até plenamente capaz.). jurisprudência e a doutrina admitem a produção retroativa dos efeitos da interdição em hipóteses especiais.: demência. mesmo por causa transitória. dependendo do grau de sua expressão. Isto porque há uma presunção da publicidade da sentença de interdição e conhecimento geral. congênita ou adquirida. ainda que a outra pessoa não saiba da interdição. Nosso direito não admite os chamados “intervalos lúcidos”. paranoia. No entanto. não tiverem o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil  São as pessoas que. O rito é previsto pelo Código de Processo Civil e a sentença (de natureza declaratória) deverá ser registrada no Registro Civil das Pessoas Naturais.com. em que o Poder Judiciário declara se determinada pessoa tem ou não a plena capacidade para gerir seus próprios negócios. sendo nulo qualquer ato praticado pela pessoa interditada. dependendo da hipótese concreta. além disso. Se o ato praticado pelo enfermo mental foi antes de sua interdição. é necessário um processo de interdição. e c) a senilidade ou senectude (pessoa com idade avançada). que pleiteiam providências opostas ao Juiz). em regra não se anula o negócio. desde que ele não possa manifestar sua vontade de forma alguma. as pessoas que perderam a memória. psicopatas. Mas a expressão é genérica e muito abrangente. Trata-se de um procedimento especial de jurisdição voluntária (não há bem uma disputa entre as partes. embora de forma transitória e outros casos análogos. a pessoa estava lúcida. etc. embora interditada. Ou seja. etc. Pode incluir também o surdo-mudo. também. por enfermidade ou deficiência mental. testemunha em testamentos. não é causa de restrição da capacidade. se a pessoa praticou o ato após a sua interdição. IMPORTANTE Prof. exercendo-se a jurisdição no sentido de simples administração). não puderem exprimir sua vontade  O exemplo clássico deste item é o da pessoa que sofreu um acidente e “está em coma no hospital”.br 21 . O dispositivo pode incluir. Se puder exprimir sua vontade.

sem desenvolvimento mental completo  Tratase de uma expressão de caráter genérico. parágrafo único do CC). 2) Ébrios habituais (alcoólatras). ser eleitor. no ato de obrigar-se. I.pontodosconcursos. servir como testemunha (art. alegou ser menor e revelou sua idade verdadeira. inclusive em atos jurídicos e em testamento.: casar (necessitando neste caso apenas de uma autorização de seus pais). fazer testamento (art. CC). invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte. A grande diferença entre os absolutamente incapazes e os relativamente incapazes é que no primeiro caso a pessoa não pode praticar o ato. CC). O menor. para não cumprir esta obrigação. onde o Juiz irá estabelecer os limites da curatela (maior ou menor dependendo do grau de comprometimento mental do interditado). Certos atos a pessoa já pode praticar sem assistência e são considerados válidos. Depois. tenham o discernimento reduzido  Nestes casos também deve haver um processo de interdição.br 22 . Lauro Escobar www. para eximir de uma obrigação. sua vontade é levada em conta. Eles somente poderão praticar certos atos mediante assistência de seus representantes. um rapaz com 17 anos se passou por maior de 18 anos e assumiu determinada obrigação. 4º. mas não pode praticar este ato sozinha. sob pena de anulação. por isso ela será representada. por deficiência mental. alegar sua própria torpeza). abrangendo as pessoas portadoras de alguma anomalia psíquica que apresentam sinais de desenvolvimento mental incompleto. e os que. já na segunda hipótese a pessoa pratica pessoalmente o ato. Se houver um conflito de interesses entre o incapaz e o assistente. 3) Excepcionais. 171. sendo necessária a assistência. CC) Trata-se de uma situação intermediária entre a incapacidade total e a capacidade plena.com. Afirma a doutrina que a sua pouca experiência e insuficiente desenvolvimento intelectual não lhes possibilitam a plena participação na vida civil. No entanto se o grau de dependência atingir níveis excepcionais. O efeito da violação desta norma é gerar a anulabilidade (ou nulidade relativa) do ato jurídico (art. 228. etc. aceitar mandato (ser mandatário). A dependência por álcool ou drogas faz com que a pessoa seja considerada relativamente incapaz. espontaneamente se declarou maior (art. A incapacidade relativa diz respeito àqueles que podem praticar por si os atos da vida civil. posteriormente. São eles: 1) Maiores de 16 anos e menores de 18 anos  Também chamados de menores púberes. não pode. Há outras hipóteses em que o ato pode ser ratificado ou convalidado pelo representante legal. 1. dependendo da iniciativa do lesado. 180. desde que assistidos por seus representantes legais. para eximir-se de uma obrigação. I. Neste caso também é necessário um processo regular de Prof. Ex. ou se. essa pessoa poderá ser considerada absolutamente incapaz. o Juiz lhe nomeará um curador especial. Explicando: Em um contrato. pois conscientemente declarou-se maior (não se pode. No entanto há atos que o relativamente incapaz pode praticar mesmo sem assistência. os viciados em tóxicos. CC).DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR B) RELATIVAMENTE INCAPAZES (art. Pela lei o menor não poderá fugir desta obrigação.860. entre 16 e 18 anos.

deve. Pode ser oriunda de provimento voluntário. Observem que o tutor pode representar o incapaz (se este for menor de 16 anos) ou assisti-lo (se ele for maior de 16.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR interdição. de forma testamentária. doar. No entanto se houver necessidade de pacto antenupcial haverá assistência de um curador. TUTELA E CURATELA A tutela é um instituto de caráter assistencial que tem por finalidade substituir o poder familiar. enquanto não integrado à comunhão nacional. podendo chegar à miséria. fazendo gastos excessivos e anormais. pois isso depende de sentença judicial). geralmente em razão de alguma enfermidade. 4°. O pródigo interditado não pode (sem assistência): emprestar. que de forma compulsiva.com. Protege o menor (impúbere ou púbere) não emancipado e seus bens. nomeia-se um curador para cuidar de seus interesses. O órgão que deve assisti-los é a FUNAI.pontodosconcursos. CC). reger e defender a pessoa. exercer profissão.782. Prof. também. O pródigo poderá até se casar. Neste caso a pessoa deve ser interditada para a sua própria proteção. Lauro Escobar www. dissipa seu patrimônio. Já a curatela é um encargo público (também chamado de munus) previsto em lei e que é dado para pessoas maiores. CC). O exemplo clássico da doutrina são os portadores da “Síndrome de Down”. O tutor pode realizar quase todos os atos em nome do menor (não poderá emancipá-lo. dar quitação. pois o ato nupcial pode envolver disposição de bens. vender. ou em decorrência da lei. porém menor de 18 anos). Como ele fica privado somente dos atos que possam comprometer seu patrimônio. 4) Pródigos  são os que dilapidam os seus bens ou seu patrimônio. Atenção Índios  O atual Código Civil afirma que a capacidade dos índios (chamados pela legislação anterior de silvícolas) será regulada por meio de lei especial (art. se seus pais falecerem ou forem suspensos ou destituídos do poder familiar. O exemplo clássico é o da pessoa viciada em jogos de azar. etc. alienar (ou seja. agir em juízo (vejam o art. mas que não estão em condições de realizar os atos da vida civil pessoalmente. O curador além de administrar os bens do incapaz. A Lei n° 6. e. Somente se o menor não tiver pais é que será nomeado o tutor. etc. hipotecar. 1. em seguida. Observem que poder familiar e tutela são institutos que se excluem. transigir. sob o regime tutelar.br 23 . Decorre de nomeação pelo Juiz em decisão prolatada em processo de interdição. deficiência mental ou prodigalidade. dando-lhes representação ou assistência no plano jurídico. parágrafo único.). Trata-se de um desvio de personalidade e não de uma alienação mental propriamente dita.001/73 (Estatuto do Índio) coloca o índio e sua comunidade. ele pode: exercer atos de mera administração.

embora emancipado. facultativamente. Atenção 01) Em casos raros a emancipação pode ser anulada (ex. ao desaparecerem as causas que a determinaram. cessando a incapacidade. Adquire-se a emancipação (art. EMANCIPAÇÃO Emancipação é a aquisição da capacidade plena antes dos 18 anos.: foi baseada em documentos falsos). via de regra. que também se dá aos 18 anos completos. torna-se apto a exercer pessoalmente todos os atos da vida civil sem necessidade de ser assistido por seus pais. CC). Além disso. 5°. a incapacidade cessa quando o menor completar 18 anos (art. Lauro Escobar www.com. permanecendo como inimputável). da toxicomania. o menor. 140 do Código de Trânsito Brasileiro exige que para a condução de veículos automotores o condutor seja penalmente imputável. Características: a) pura e simples (não se admitem condições ou termos). continua sendo menor. c) emancipação. CC): 1) Pela concessão dos pais ou apenas de um deles na falta do outro (emancipação parental ou voluntária)  os pais reconhecem que seu Prof. etc. ☺ Fim da Incapacidade: a) levantamento da interdição. pode-se levantar a interdição. cessando a enfermidade que a determinou.. Cuidado Não confundir capacidade civil com imputabilidade (ou responsabilidade) penal. parágrafo único. principalmente para fins penais. a emancipação não é causa de maioridade. caput. Na realidade ela é causa de cessação de incapacidade ou de antecipação da capacidade de fato (ou de exercício).br 24 . c) definitiva (se a pessoa se divorciar a emancipação continua). • Curatela: amparo a maiores sem condições de praticar atos da vida civil. o menor pode adquirir a capacidade civil plena pela emancipação. Dessa forma. 02) Emancipar não significa “tornar-se maior”. b) irrevogável (uma vez concedida os pais não podem mais revogar). 5°.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR ☺ Resumindo ☺ • Tutela: amparo a menores órfãos ou com pais suspensos ou destituídos do poder familiar. C) CAPACIDADE PLENA A incapacidade termina. b) maioridade (18 anos). Nestes casos. nos casos de loucura. Por isso é que se justifica o fato de uma pessoa poder vender sua casa (tem capacidade para tanto) e não pode tirar carteira de habilitação (o art. habilitando o indivíduo para todos os atos da vida civil. E nem com a capacidade eleitoral que se inicia.pontodosconcursos. Assim. que veremos a seguir. aos 16 anos. Já em relação à menoridade. lembrem-se que anular (cancelar ato inválido) é diferente de revogar (cancelar um ato válido).

os cônjuges. contratados e os nomeados para cargos em comissão. É necessária a anuência de ambos os pais. enquanto não atingida a maioridade.: pessoas que com 16 anos e que já é um artista expondo obras em galerias mediante remuneração.br 25 . O tutor não pode emancipar o menor. assim. Deve ser concedida pelos pais por instrumento público (escritura) e posteriormente registrada no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais. 6) Pelo estabelecimento civil ou comercial. Digamos que uma jovem de 15 anos engravidou de seu namorado que tem 23 anos e uma situação financeira confortável. O divórcio. desde que em função deles. ou pela existência de relação de emprego. Eles querem se casar. etc. CC exige a autorização de ambos os pais. 2) Por Sentença do Juiz  ocorre em duas hipóteses: a) quando um dos pais não concordar com a emancipação. O art. Na prática há certa dificuldade para se provar o que seja "economia própria" Ex.: gravidez. 18 anos completos. Mas a jovem ainda não tem a idade núbil. mesmo que menores. são considerados emancipados. não sendo necessária a homologação do Juiz.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR filho já tem maturidade suficiente para reger sua pessoa e seus bens. se o menor tiver 16 anos. o menor tenha economia própria  é necessário que o menor tenha no mínimo 16 anos completos. Na falta de um deles (morte ou interdição) permite-se que somente o outro conceda. ou em havendo divergência entre eles. 4) Pelo exercício de emprego público efetivo  excluem-se os diaristas. a emancipação destinada apenas para livrar o tutor do encargo. Mas há uma exceção: se o casamento for contraído de boa-fé. Após a celebração do casamento. Há pouca aplicação prática deste dispositivo.517. Nesta hipótese o ato produzirá efeitos de um casamento válido e a pessoa será considerada emancipada. 1.com. a autorização poderá ser suprida pelo Juiz.pontodosconcursos. contrariando a intenção do outro (conflito de vontades entre os pais). b) quando o menor estiver sob tutela. a viuvez e mesmo a anulação do casamento não implicam no retorno à incapacidade. Neste caso a emancipação deve ser feita pelo Juiz. 16 anos completos. Prof. Ex. jogador de futebol profissional. ouvido o tutor. Lauro Escobar www. 5) Pela colação de grau em curso de ensino superior  também há pouca aplicação prática devido às particularidades de nosso sistema de ensino. pois os editais de concursos públicos exigem que o candidato tenha. 3) Pelo casamento  a idade nupcial (ou idade núbil) do homem e da mulher é de 16 anos. pois já revelaria suficiente amadurecimento. No entanto o casamento nulo pode fazer com que se retorne à situação de incapaz. no mínimo. os funcionários de autarquias). Somente em casos excepcionais admite-se o casamento de quem ainda não alcançou a idade núbil (16 anos). Caso os pais não consintam com o casamento. com a participação do Ministério Público. Há entendimento que deve ser funcionário da administração direta (excluindo-se. depois de verificada a conveniência para o bem do menor. Neste caso exige-se uma sentença judicial de suprimento de idade. Evita-se. assim. O menor deve ter. no mínimo.

Não puderem exprimir a vontade. ou por sentença do juiz. 2. Divide-se em absoluta e relativa Cessação da Incapacidade: quando o menor atinge 18 anos e pela emancipação. 3°. INCAPACIDADE ABSOLUTA (art. 3.com. 4°. Estabelecimento civil ou comercial. Direitos da Personalidade: direitos subjetivos da pessoa de defender o que lhe é próprio Capacidade: medida jurídica da personalidade. Prof. 2. independentemente de homologação judicial. Incapacidade: restrição legal ao exercício de atos da vida civil. 4. Colação de grau em curso de ensino superior. Maiores de 16 e menores de 18 anos.pontodosconcursos. 2. mesmo que por causa transitória. EMANCIPAÇÃO (art. CC) 1. 5°. Excepcionais. só a do outro). Concessão dos pais (na falta de um. CC) 1. Exercício de emprego público efetivo. sem desenvolvimento mental completo. Emancipação: formas de se adquirir a capacidade civil plena antes da maioridade. Lauro Escobar www. considerado como sujeito de direitos e obrigações. Pessoa natural (ou física): é o ser humano. ouvido o tutor. em função deles. ou pela existência de relação de emprego. Pródigos. 3.br 26 . Enfermidade ou deficiência mental sem discernimento para a prática de atos. Menores de 16 anos. maior ou menor extensão dos direito de uma pessoa. 5. se o menor tiver dezesseis anos completos. viciados em tóxico e deficiência mental (discernimento reduzido). 4. Personalidade Jurídica: aptidão genérica para adquirir direitos e contrair obrigações. 3. parágrafo único. Ébrios habituais. por instrumento público. Casamento. o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR ☺ Vamos agora fornecer alguns conceitos rápidos e quadrinhos para melhor fixar a matéria ☺ Pessoa: é o ente físico ou jurídico suscetível de direitos e obrigações. CC) 1. RELATIVA (art. desde que.

a certidão de casamento. • interdição por incapacidade absoluta ou relativa. Lembrando que averbação. • Obs.: o dispositivo ainda tinha mais um inciso.). CC deve ser lavrado o registro. Segundo o art. bem como separação judicial. mas sim o cancelamento do registro anterior e a abertura de um novo registro. incapaz e interditada ou plenamente capaz. atos judiciais ou extrajudiciais que declaram ou reconhecem a filiação. pois modifica o registro anterior. Posteriormente estas pessoas se divorciam. Pelo art. CC esta situação deve ser averbada no próprio registro de casamento. • sentença declaratória de ausência e de morte presumida. A lei também prevê a averbação de outros fatos importantes no Registro Público. etc. casamentos e óbitos. Na realidade. nestes casos. No entanto este item foi revogado. pois a adoção agora é regulada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). mas ficam armazenados. Os dados sobre o processo de adoção mantém-se sob sigilo. Tem a função de ajudar o aluno a melhor assimilar os conceitos Prof. Meus Amigos e Alunos. Pelo art. 9°. 10. Como regra o registro é o ato principal e a averbação representa um ato secundário que modificou o principal. sendo que só o adotado poderá ter acesso aos mesmos.br 27 . ou seja.pontodosconcursos. Em relação às pessoas serve para preservar eventual direito de terceiros. sempre faço um quadro sinótico que é o resumo da matéria dada. • emancipação por outorga dos pais ou por sentença do Juiz. restabelecimento da sociedade conjugal (entende parte da doutrina que estes dois últimos itens estariam revogados em virtude da EC n° 66/2010. apenas esclarece alguma eventual modificação ou complemento no estado de uma pessoa. Vejamos as hipóteses: • sentenças que decretam a nulidade ou anulação do casamento. Vamos dar um exemplo para deixar bem clara a distinção entre o Registro e a Averbação. espelhando os fatos jurídicos relativos à vida em sua dinâmica. CC.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR REGISTRO e AVERBAÇÃO O último tópico desta aula diz respeito ao registro.com. o registro das pessoas naturais é um resumo de toda nossa vida. Este é um “esqueleto da matéria”. Ou seja. sendo que não é mais feita a averbação. Após apresentar a matéria em aula. CC devem ser registrados no Registro Público: • nascimentos. 9°. Ele é o meio técnico de prova legal do estado da pessoa (registro das pessoas) ou da situação dos bens (registro imobiliário). Duas pessoas se casam. para que estes saibam com quem estão se relacionando (se a pessoa é solteira ou casada. a adoção era averbada no registro de nascimento. de qualquer forma não se exige mais a separação para a efetivação do divórcio) e divórcio. 10. Lauro Escobar www. que tratava sobre a adoção. Trata-se do art.

16 a 19 do CC). 111 do Código de Prof. sem qualquer distinção. Portanto após ler todo o ponto. 2.). Em princípio o nome é imutável. onde esta é exercida (art. Domicílio (arts. CC). c) emancipação. logo morreu. os direitos do nascituro (o que está por nascer) – art. mesmo que o aluno tenha entendido a matéria dada. A experiência nos mostra que este quadro é de suma importância. Domicílio legal ou necessário: incapaz (absoluta ou relativamente). Elementos: a) objetivo (estabelecimento físico). A lei protege de forma expressa o pseudônimo. casamento. saúde mental e física. avô irmão. reconhecida pela ordem jurídica a alguém. etc. etc. homônimo. saberá situar a matéria e completá-la de uma forma lógica e sequencial.br 28 .). erro gráfico. CC). A) Início da Personalidade: nascimento com vida.). pois se aluno conseguir memorizar este quadro. imprescritível e personalíssimo. RESUMO DA AULA PESSOAS NATURAIS (FÍSICAS) CONCEITO: todo ser humano considerado como sujeito de obrigações e direitos. etc. CC. 70 a 78 do CC). CC). b) pessoa sem residência habitual → domicílio será o local onde for encontrada (art.pontodosconcursos. b) domicílio (ou foro) de eleição ou cláusula de eleição de foro (previsto no art. Estado: soma das qualificações de uma pessoa na sociedade. sexo. 73. etc. 76. Neto. patronímico (sobrenome) e agnome (Júnior. Domicílio voluntário especial: a) domicílio contratual (art. Regra básica: local onde a pessoa se presume presente para efeitos de direito. quanto ao parentesco (pai. 72.: situações vexatórias. CC). servidor público. 71. altura. Cuidado com a expressão natimorto. 78. com sinais de vida. Além disso. I. 70. mas a lei permite inúmeras exceções (ex. b) subjetivo (intenção de ali permanecer). PERSONALIDADE: conjunto de caracteres próprios da pessoa. Lugar onde se estabelece a residência com ânimo definitivo (art. 3. Estado familiar: quanto ao matrimônio (solteiro. pois o vocábulo possui duplo sentido: aquele que nasceu sem vida OU aquele que veio à luz. casado. desde a concepção. Compõe: a) personalidade. mãe.). Estado individual (idade. Elementos: prenome. Outras regras: a) pluralidade domiciliar: pessoa com diversas residências onde alternadamente viva → domicílio será qualquer delas (art.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR dados em aula. peso.com. estrangeiro. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil (art. etc. CC) que é o local especificado no contrato para o cumprimento das obrigações dele resultantes. preso e marítimo (art. É domicílio também. é ótimo para uma rápida revisão da matéria às vésperas de uma prova. militar. mas. b) capacidade. CC). viúvo. Nome: sinal exterior pelo qual se designa e se reconhece uma pessoa perante a sociedade (arts. Estado político (brasileiro nato. etc. mas a lei põe a salvo. 2°. o quadrinho de resumo deve ser também lido e relido. quanto às relações concernentes à profissão. filho. Esta é mais uma forma de fixação da aula.). 1° do CC). B) Individualização (atributos da personalidade) 1. aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações. Lauro Escobar www.). naturalizado. Características: inalienável.

Deixou resquícios no Direito das Sucessões. d) Fim: após o decurso deste prazo. aguarda-se 10 anos o retorno do ausente. um não sucede o outro. Com exceção das hipóteses previstas em lei são intransmissíveis e irrenunciáveis. Lauro Escobar www. permanece o direito à imagem. 16 a 19. à honra. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Depende de processo judicial: a) Sem decretação de ausência (art. CC. não há transferência de bens e direitos entre eles. os militares e os servidores públicos de uma forma geral podem ser promovidos post mortem. b) pessoa desapareceu em campanha ou feito prisioneiro e não foi encontrado até dois anos após o término da guerra. extinção do poder familiar.015/73 – Lei de Registros Públicos). Situação especial: agente diplomático do Brasil citado no estrangeiro poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve. CC. não terá direito a nada. nome. Morte Presumida: efeitos patrimoniais e pessoais. ao cadáver é devido respeito. CC.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR Processo Civil). Estão previstos nos arts. 1. extinção da obrigação de prestar alimentos com o falecimento do credor. etc. nula. 4. E) Comoriência: presunção relativa (juris tantum: que admite prova em contrário) de morte simultânea de duas ou mais pessoas. extinção dos contratos personalíssimos. aparência ou quaisquer outros aspectos constitutivos da sua identidade. Seu cônjuge é reputado viúvo. 20. considera-se como sendo uma cláusula abusiva e. b) Sucessão Provisória: feita a partilha de forma provisória. sempre que não se puder averiguar quem faleceu em primeiro lugar (art. 2.816. CC): a) Ausência (curadoria dos bens do ausente): 01 ou 03 anos. Morte Real com corpo (certidão de óbito) ou sem corpo (justificação judicial: art. 6°. imagem. Jurisprudência → não se admite o foro de eleição nos contratos por adesão quando dificultar os direitos do aderente em comparecer em juízo. CC): processo passa por três fases (arts. direito à privacidade: art. 88 da Lei n° 6. 13/15.com. b) reparatória. 11 a 21. CC. 7°. etc. Morte Civil: não existe mais. 22 a 39. C) Direitos da Personalidade: são os direitos subjetivos da pessoa de controlar o uso de seu corpo. que é o escolhido pelas partes para a propositura de ações relativas às obrigações. Ex. b) Com decretação de ausência (art. Aguardam-se mais dez anos. Prof. 21. Por outro lado a vontade do de cujus (falecido) pode sobreviver por meio de um testamento. encerra-se o processo e o ausente. CC). Efeitos da Morte: dissolução do vínculo conjugal e do regime matrimonial. D) Fim da Personalidade 1. se retornar. direito à imagem: art. Direito ao corpo: arts. Aplica-se o instituto sempre que houver uma relação de sucessão hereditária. aos direitos autorais.: indignidade (art.pontodosconcursos. A consequência prática é que os comorientes não herdam entre si. c) Sucessão Definitiva: na abertura já se concede a propriedade plena dos bens e se declara a morte (presumida) do ausente.br 29 . direito ao nome: arts. Além disso. CC) 3. por isso. arrecada-se os bens que serão administrados por um curador. 8°. A duas formas de proteção: a) preventiva. CC): a) for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. que não exaurem a matéria (são exemplificativos).

B) Capacidade de Fato (ou de exercício): aptidão para exercer por si os atos da vida civil. Prof.001/73 – Estatuto do Índio). IV. casamentos e óbitos.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR II. f) estabelecimento civil ou comercial ou pela existência de relação de emprego. Relativamente Incapazes (art. • emancipação por outorga dos pais ou por sentença do Juiz. por instrumento público. Subdivide-se em: 1. c) casamento – idade núbil (homens e mulheres) → 16 anos. CC): proibição total de exercício dos direitos pelo incapaz: a) menores de 16 anos. Quem tem as duas espécies de capacidade tem a capacidade plena. apenas a do outro). Absolutamente Incapazes (art. não puderem exprimir a vontade. Obs. EMANCIPAÇÃO: aquisição da capacidade plena antes dos 18 anos. Art. com economia própria → 16 anos. c) excepcionais. Obs. viciados em tóxico e os que por deficiência mental tenham discernimento reduzido. Lauro Escobar www. b) enfermidade ou deficiência mental sem discernimento. Espécies: Capacidade de Direito e Capacidade de Fato. tutores ou curadores). • sentença declaratória de ausência e de morte presumida.com. 1: Os absolutamente incapazes serão representados e os relativamente serão assistidos por seus representantes legais (pais. maiores de 18 anos (art. parágrafo único. independentemente de homologação judicial – 16 anos. quem tem personalidade (está vivo) possui capacidade de direito. CC: a) concessão dos pais (na falta de um deles. b) sentença do Juiz (ouvido o tutor. Definitiva e irrevogável. • interdição por incapacidade absoluta ou relativa. 3.pontodosconcursos. III. Devem ser registrados (art. 5°. habilitando o indivíduo para todos os atos da vida civil. 4°. sem desenvolvimento completo. 2: Os índios são regulados por legislação especial (Lei n° 6. 9°.br 30 . CC): • nascimentos. nos casos em que não há poder familiar) – 16 anos. ou seja. parágrafo único. 2. 5°. d) exercício de emprego público efetivo. Aptidão da pessoa para exercer direitos e assumir obrigações. 5°. de atuar sozinha perante o complexo das relações jurídicas. CC). e) colação de grau em curso de ensino superior. A) Capacidade de Direito (ou de gozo): própria de todo ser humano. CC): possibilidade de prática dos atos da vida civil com assistência: a) maiores de 16 e menores de 18 anos. 3°. d) pródigos (os que dissipam seus bens). CAPACIDADE. Incapacidade é a restrição legal ao exercício dos atos da vida civil. c) mesmo por causa transitória. caput. CC) ou emancipação (art. b) ébrios habituais. Cessação da Incapacidade (capacidade plena): levantamento da interdição.

CC): • sentenças que decretam a nulidade ou anulação do casamento. situações. assegurando o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente dessa violação. intransmissíveis. EXERCÍCIOS Observação: como nesta aula tratamos sobre diversos assuntos. da sua integridade física ou moral. O art. Lembrem-se: a dignidade é um direito fundamental. Comentários: renunciáveis e) absolutos. Mas em alguns casos expressamente previstos em lei é Prof. ilimitados e penhoráveis. c) absolutos. a vida privada. autoria científica.pontodosconcursos. em renunciáveis.com. absolutos. CC prescreve: “Com exceção dos casos previstos em lei. intransmissíveis. como sua integridade física (vida. Lauro Escobar www. Os direitos referentes à personalidade (arts. limitados e imprescritíveis. não permitem que o seu exercício sofra limitação voluntária. uma doação. impenhoráveis. é o direito subjetivo ao respeito ao conjunto de características personalíssimas denominado "personalidade". liberdade. ilimitados. o ser humano adquire o direito de defender o que lhe é próprio. tentei separar os exercícios por tema (personalidade. intelectual (liberdade de pensamento. que é a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR V. • atos judiciais ou extrajudiciais que declaram ou reconhecem a filiação. restabelecimento da sociedade conjugal (não se exige mais a separação para a efetivação do divórcio . sexual. Os direitos da personalidade são direitos que existem para garantir a manifestação da personalidade humana. artística e intelectual). não pode assinar um contrato abrindo mão de sua vida. imagem. etc. os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis. imprescritíveis. transmissíveis. domicílio e emancipação). limitados. opção religiosa.01) De acordo com o Código Civil. situando a matéria de forma mais didática e evitando que fique “misturada”. Desta forma uma pessoa. bem como separação judicial. identidade. determinadas d) inatos. segredo pessoal ou profissional.). moral (honra. CC). embora recém nascida. que também prevê que são invioláveis a intimidade. ilimitados e imprescritíveis. Adquirindo a personalidade. mesmo que a pessoa queira.br 31 . pode receber uma herança. a honra e a imagem das pessoas. os direitos inerentes à dignidade da pessoa humana são: a) absolutos. irrenunciáveis. capacidade. renunciáveis. Nascendo uma pessoa com vida adquire ela a personalidade. 11 a 21. etc. Devem ser averbados (art.). irrenunciáveis. Em outras palavras. alimentos. previsto em nossa Constituição. privacidade. portanto. b) relativos. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária”. 10.EC n° 66/2010) e divórcio. 11. transmissíveis. etc. etc. Vamos a eles: A) PERSONALIDADE A. intransmissíveis.

Apesar do Código Civil se referir apenas a algumas características. na “d” renunciáveis e limitados e finalmente na letra “e” penhoráveis.br 32 . Observem que o art.pontodosconcursos. à privacidade..DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR possível esta limitação. podendo o seu exercício sofrer. impenhoráveis (se não pode ser objeto de cessão. a) disponíveis.. podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. que os direitos de personalidade são: inatos (ou seja. no entanto não se deve confundir imprescritibilidade da lesão do direito de personalidade – o exercício do direito da personalidade é imprescritível – com a prescritibilidade da pretensão indenizatória de eventual dano decorrente da violação do direito de personalidade – este prescreve em três anos conforme o art. à integridade física. salvo algumas exceções previstas na Prof. Podem existir direitos de personalidade que não estejam previstos expressamente na lei. impondo à coletividade o dever de respeitá-los – costumamos dizer “oponível erga omnes”). Exemplo: eu não posso vender a autoria de um livro. Comentários: Como vimos. determinado ou limitado de direitos. CC não utiliza a expressão “ilimitados”. Gabarito: “A”. irrenunciáveis (que não se pode abrir mão). O que se quer dizer é que não existe um número certo. podem ser opostos contra todos. Portanto. A. No caso concreto. ao nome. podem ser reclamados judicialmente a qualquer tempo. de uma forma completa. Notem que nas demais alternativas há sempre pelo menos uma palavra errada: a letra “b” todas as palavras estão erradas. mas sim à possibilidade de existirem outros direitos de personalidade que não estejam previstos na lei. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Eles não se resumem ao que está na lei. CC). CC tais direitos são irrenunciáveis e intransmissíveis. Este termo se refere à impossibilidade de se imaginar um número fechado de direitos. à liberdade. porém eu posso ceder os direitos autorais referentes a este livro. intransmissíveis (não se transmitem – por exemplo – pela sucessão). limitação voluntária. a questão teve um cunho doutrinário. absolutos (ou seja. V. entre outros. 206. podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. que compreende. Com fundamento no art. podemos arrolar. parcialmente. etc. a doutrina costuma relacionar outros exemplos. à honra. 11. o direito já nasce com o indivíduo). o direito à vida. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. 11. d) intransmissíveis. c) intransmissíveis. os direitos da personalidade decorrem da própria pessoa natural. Lauro Escobar www.. na “c” estão erradas as palavras ‘transmissíveis’ e ‘renunciáveis’.02) (OAB/SP – 2005) Os direitos da personalidade são irrenunciáveis e . indisponíveis (nem mesmo o seu titular pode desprezá-los ou deles dispor de forma onerosa ou gratuita). b) intransmissíveis.com. muito menos de penhora) e inexpropriáveis (ninguém pode removê-los de uma pessoa). imprescritíveis (não correm os prazos prescricionais. A expressão não se refere à extensão do direito propriamente dito (pois na realidade todos os direitos possuem certos limites.. §3 o. Costumo sempre citar a seguinte expressão: "o seu direito termina quando começa o direito de seu próximo"). Isto é fruto de uma construção doutrinária. à intimidade.

etc. Comentários: O direito à imagem é o de não ver a sua efígie exposta em público ou comercializada sem a sua autorização. por não ser detentora de honra. se lhe atingirem a honra. a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber. a título gratuito ou oneroso durante certo lapso de tempo). os ascendentes ou os descendentes (art. parágrafo único. Como vimos o nome (incluindo o prenome e o sobrenome) da pessoa natural pode ser alterado em diversas situações (alternativa “c” está errada.br 33 . Assim. Gabarito: “D”. 11. A letra “a” está errada. a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. pois embora o art. As pessoas que podem requerer a proteção destes direitos são: os cônjuges. Gabarito: “D”.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR própria lei. a transmissão da palavra ou a publicação.com. mesmo que esta exponha o paciente a risco de vida. Finalmente a letra “e” está errada. com o objetivo científico ou altruístico. d) para a manutenção da ordem pública. O titular do direito pode ceder o exercício (e não a titularidade) de alguns dos direitos de personalidade (ex. A. 20. isto é.pontodosconcursos. CC diga que os direitos personalíssimos sejam intransmissíveis. CC prevê que ninguém pode ser constrangido a submeter-se. Ele é um direito autônomo.: direitos autorais). Lauro Escobar www. estar ligado a outro direito como a identidade. no todo ou em parte. CC permite a disposição gratuita do próprio corpo. 15. podendo seu exercício sofrer limitação voluntária. portanto). A letra “b” também está errada. 20. com risco de vida. a divulgação de escrito. honra. havendo ainda a proteção (ou tutela) dos mesmos. pode-se afirmar que: a) a pessoa jurídica não é titular de tais direitos. a boa fama ou a respeitabilidade. c) no ordenamento jurídico brasileiro.03) Sobre tutela dos direitos da personalidade assinale a alternativa CORRETA: a) falecida a pessoa. A. (embora muitas vezes estejam ligados entre si). alguns direitos podem se transmitem com a morte da pessoa (ex. não precisa.04) Sobre os direitos de personalidade. CC prevê que “salvo se autorizadas ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública. e) uma pessoa pode ser constrangida a submeter-se a uma intervenção cirúrgica. cessa a possibilidade de tutela desses direitos. O art. CC). não se admite a possibilidade de alteração do sobrenome. b) é vedada à pessoa a disposição gratuita do próprio corpo. o Código Civil admite a exposição da imagem da pessoa sem sua autorização. b) são renunciáveis. pois o art. ou se se destinarem a fins comerciais”. pois o art.: o direito de imagem pode ser cedido. No entanto em hipóteses especiais a lei permite a exposição da imagem sem autorização. necessariamente. Prof. há ressalva de “exceções previstas na lei”. 14.

Lauro Escobar www. pois o art. ou a lesão. no todo ou em parte. a boa fama ou a respeitabilidade. CC assegura às pessoas jurídicas a mesma proteção cabível para a proteção da personalidade. por terceiro. A letra “c” também está errada. CC prescreve que os direitos de personalidade são intransmissíveis. c) pelo Código Civil os direitos de personalidade são irrenunciáveis. para depois da morte”. pois os direitos da personalidade. nem se destine a fins comerciais. porém são admitidas diversas limitações voluntárias. são irrenunciáveis. ou altruístico. 13 e 14. com objetivo científico. 14: “É válida. à pessoa juridicamente capaz. e reclamar perdas e danos. A. entre os quais se pode citar a integridade física. o mesmo não se dá quanto ao pseudônimo utilizado em atividades lícitas. são irrenunciáveis. o direito de exigir sua reparação transmite-se aos sucessores. seja qual for a hipótese. que o art. pode-se afirmar: a) é vedado. devemos combinar este artigo com o art. Comentários: Prof. CC que prescreve que “o direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança”.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) é permitida a disposição livre e onerosa do próprio corpo. Vejam como o examinador gosta das “exceções”. mais uma vez. e) caracterizam-se por serem apenas extrapatrimoniais. 11. mas porque os direitos da personalidade podem ser patrimoniais em algumas hipóteses. a disposição gratuita do próprio corpo. CC regulam o tema. 943.05) (Procurador do Distrito Federal – 2005) Quanto aos direitos de personalidade. 52. sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. A letra “a” está totalmente errada. a direito da personalidade. Assim a disposição do próprio corpo deve ser gratuita e para fins específicos (e não qualquer finalidade. b) é viável a utilização. Mas este próprio artigo faz a ressalva: “com exceção dos casos previstos em lei”. no que lhes couber. dispor gratuitamente de tecidos. ainda que o titular do direito de personalidade já tenha falecido. da imagem de uma pessoa. como vimos. pois os direitos de personalidade. Finalmente a letra “e” também está errada. sendo vedado a qualquer outra pessoa levar a efeito tais medidas.br 34 . d) embora o nome de uma pessoa goze de proteção legal. Comentários: Notem.com. Os arts. Gabarito: “D”. para quaisquer fins. órgãos e partes do próprio corpo. e) apenas o titular do direito de personalidade pode exigir que cesse a ameaça. Para a resposta ficar completa e bem fundamentada. desde que tal uso não lhe atinja a honra. não só pela expressão “apenas”.pontodosconcursos. A letra “b” está errada. observem o que dispõe o art. como ficou na questão). Por isso esta alternativa acabou ficando certa. d) embora eles sejam intransmissíveis.

11. os direitos de personalidade são: a) irrenunciáveis. 5°. mas não pode o seu exercício sofrer limitação voluntária. podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. “a”. utilizado para atividades lícitas tem a mesma proteção jurídica que se dá ao nome (art. Já o art.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR O art. 20. 12. mesmo estando a pessoa viva. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. e) irrenunciáveis e intransmissíveis. nem se destine a fins comerciais. A. XXVIII. CF/88. CC não admite limitação voluntária ao direito de personalidade. etc. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. combinado com o art. mas pode o seu exercício sofrer limitação voluntária.). Lauro Escobar www. A. CC. pois o art. pois o art. 19. A letra “e” está errada. CC permite a disposição gratuita do próprio corpo. CC permite a disposição do próprio corpo. mais uma vez. portanto não é só apenas o titular do direito que pode mover ações judiciais. pois o art. para depois da morte. Gabarito: “E”. a respeitabilidade. d) renunciáveis e transmissíveis. CC tutelam o direito à imagem. primos. c) irrenunciáveis e intransmissíveis. do texto literal do art. b) renunciáveis e transmissíveis. 13 e o seu parágrafo único. porém não proíbem o seu uso por terceiros se isto não atingir a honra. Comentários: Trata-se. uma vez que o pseudônimo. a boa fama. terá legitimidade para proteger sua personalidade o cônjuge ou qualquer parente em linha reta (que são os descendentes ou ascendentes) ou colaterais até quarto grau (que são os irmãos. A letra “c” é a mais sutil: ela está errada. pois o art. 11. mas transmissíveis. Gabarito: “B”. eventuais exceções são raras e devem estar expressamente prevista na lei.pontodosconcursos. A letra “d” está errada. A letra “a” está errada. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.07) (Magistratura do Trabalho – 8a Região/PA – 2007) Assinale a alternativa CORRETA da disciplina do Código Civil sobre os direitos de personalidade: a) os direitos de personalidade são sempre intransmissíveis e irrenunciáveis. 14. no todo ou em parte. desde que para fins de transplante e desde que não importe em diminuição permanente da integridade física ou contrarie os bons costumes.com. CC). parágrafo único do CC prevê que em se tratando de pessoa falecida. A letra “d” está errada.06) (Tribunal Regional Federal . tios. O examinador apenas deseja que se complete o texto do cabeçalho com a alternativa que esteja exatamente de acordo com o dispositivo legal.br 35 . 19. CC equipara o pseudônimo ao nome para fins de proteção civil. Prof.1a Região – Técnico Administrativo – 2006) Com exceção dos casos previstos em lei. sobrinhos.

com objetivo altruístico ou científico. Portanto não é própria aos direitos de personalidade a disponibilidade (ou seja. não será utilizado em propaganda comercial.”. a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. que se invocava em nome da coletividade. desde que presente a intenção difamatória. e) o pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. Prof. no todo ou em parte. CC. bem como. Gabarito: “C”. b) irrenunciabilidade. entre outras características. A letra “b” está errada..DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) é sempre defeso o ato de disposição do próprio corpo. ou contrariar os bons costumes. em regra eles são indisponíveis). O “não” pode confundir. A alternativa “a” está errada por causa da expressão “sempre”.. Comentários: A alternativa “e” está correta. 11. 17.OAB/SP – 2008) Não é própria aos direitos da personalidade a qualidade de: a) imprescritibilidade.”. quando importar diminuição permanente da integridade física. e) impenhorabilidade. A letra “c” está errada. Na verdade a questão quer saber qual a alternativa errada. A alternativa “d” também está errada por uma sutileza. todavia é válida a disposição gratuita do próprio corpo. d) o nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público. possuem efeitos erga omnes (extensíveis a todos) e impenhoráveis. CC determina que ninguém pode ser constrangido a submeter-se.com. Notem que o art. Comentários: Cuidado com a forma de elaboração da questão. salvo as exceções previstas em lei. A alternativa utiliza a expressão “desde que presente a intenção difamatória”. pois o art. irrenunciáveis. sem autorização. Trata-se do mesmo problema da alternativa anterior: a expressão sempre.08) (CESPE/UnB . No entanto o art. mediante determinação judicial. CC prevê inicialmente que: “com exceção dos casos previstos em lei.. CC prevê o direito ao nome. Gabarito: “E”.br 36 . Portanto. 15. d) efeitos erga omnes. são imprescritíveis. Lauro Escobar www. não há mais a chamada supremacia do interesse médico-científico. “ainda quando não haja a intenção difamatória”. pois se trata do texto exato previsto no art. 13 inicia sua redação prevendo que “salvo por exigência médica.. para depois da morte. Isto porque o art. Como vimos os direitos de personalidade. os direitos de personalidade são intransmissíveis. a adoção coativa de tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. 19.pontodosconcursos. A. c) disponibilidade. com risco de vida. c) com a finalidade de preservação do direito à integridade física é possível. Atualmente adotou-se o Princípio da Autonomia do Paciente.

ou se se destinarem a fins comerciais”. permitem a cirurgia. A. a boa fama ou a respeitabilidade. ou a publicação. como o parágrafo único do art. a transmissão da palavra. Inclusive já há inúmeras decisões judiciais garantindo o direito dos transexuais de realizar a cirurgia de transgenitalização pelo Sistema Único de Saúde (SUS). e) o elemento que permite integrar o nome. a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber. CC. pois tanto o parágrafo único do art.10) (OAB/RS – 2006) Em se tratando de direitos da personalidade. CC. d) não há previsão legal que regule a possibilidade de alteração do sobrenome da pessoa. a lei civil autoriza a divulgação da imagem da pessoa sem a sua devida e prévia autorização. Não há uma previsão expressa autorizando a operação. b) impõe. preveem que ao morto também há proteção dos direitos de personalidade e atribuem legitimidade ao cônjuge sobrevivente ou a seus parentes para a propositura de ações pertinentes. a divulgação da imagem da pessoa sem a sua devida e prévia autorização. Lauro Escobar www. a) na hipótese de manutenção da ordem pública. 12. adaptando o corpo (sexo biológico) à mente (sexo psíquico) da pessoa. ou seja. pois segundo a doutrina tais direitos são absolutos.br 37 . Gabarito: “D”. podem ser opostos contra todos. Portanto é possível. c) estimula. assinale a alternativa CORRETA. A letra “c” está errada. de forma implícita. 20. no âmbito dos direitos da personalidade. no que concerne às circunstâncias de transgenitalização: a) proíbe. em casos especiais. a divulgação de escritos. c) ocorrendo a morte da pessoa. ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública. Comentários: O art.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR A.pontodosconcursos. a Lei de Registros Públicos (6. se lhe atingirem a honra. No entanto o entendimento é de que tanto a Constituição Federal como o Código Civil. Comentários: Transgenitalização é a cirurgia para alteração de sexo. a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas. CC determina que “salvo se autorizadas. objetivando distinguir pessoas de uma mesma família com nomes iguais denomina-se codinome. b) os direitos da personalidade se enquadram no campo dos direitos eminentemente relativos. d) permite. cessa a tutela sobre sua personalidade.09) (Fundação Getúlio Vargas – Magistratura do Estado do Pará) O Código Civil. 20. Quanto à possibilidade de alteração do nome.015/73) prevê expressamente inúmeras hipóteses em que isso é possível. e) vilipendia. A letra “b” está errada. Já a letra “e” não Prof.com.

Gabarito: “A”. tem legitimação para requerer a medida prevista no artigo citado: a) o cônjuge sobrevivente e os demais descendentes. a direito da personalidade. Lauro Escobar www. c) o nome da pessoa natural é protegido contra qualquer divulgação ou publicação não autorizada pelo titular. pois o interessado pode. 18. indenização pelas perdas e danos daí decorrentes. A letra “c” está errada e o erro é sutil. o interessado tem direito de reclamar somente as eventuais perdas e danos desta lesão. CC). exposição ou utilização da imagem da pessoa é. sendo necessária sua autorização se lhe atingir a honra. sem prejuízo de outras sanções previstas em lei”. podendo este obter judicialmente a cessação da divulgação ou publicação ou. d) havendo alguma lesão ao direito de personalidade. CC. Neto. ainda. além de reclamar perdas e danos. a boa fama ou a respeitabilidade. c) o cônjuge sobrevivente.pontodosconcursos. A. Caiu em outro exame do Distrito Federal. qualquer parente em linha reta e colateral até o terceiro grau.com.12) (Delegado de Polícia Civil do Estado de Goiás – 2003) O Código Civil preceitua que “se pode exigir que cesse a ameaça ou a lesão. A doutrina se refere a este termo (não está previsto na lei) como sinônimo de apelido. sem autorização. CC). Prof. 17. qualquer parente em linha reta e colateral até o segundo grau. CC. A. Em caso de morte. de maneira geral. mas apenas em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público. 2o. exigir também que cesse a ameaça ou lesão a direito de personalidade. permitida. Sobrinho. pois a existência legal da pessoa natural se dá com o nascimento com vida (art.11) (OAB/MG – 2007) Assinale a afirmativa CORRETA: a) a publicação. e reclamar perdas e danos. A letra “d” está errada. ou se destinar a fins comerciais. conforme o art. d) o cônjuge sobrevivente. Quem não se lembra da música “Codinome Beijaflor” do Cazuza? Gabarito: “A”. Comentários: Na verdade é exatamente esse o sentido e o alcance da lei. e não com o registro. Confiram o art. Também não se pode usar o nome alheio.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR estava na prova original. b) a existência legal da pessoa natural se dá a partir do registro no Cartório Civil das Pessoas Naturais. 20. qualquer parente em linha reta e colateral até o quarto grau. etc. esta proteção não é contra qualquer divulgação como exposto na questão. sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. pois este sinal distintivo se refere ao agnome (Júnior. em propaganda comercial (art.br 38 . b) o cônjuge sobrevivente.) e não ao codinome. A letra “b” está errada. pois embora o nome da pessoa seja protegido. Mas acrescentei nesta questão para ficar mais completa. A alternativa está errada.

nos termos da legislação específica: I. d) 70 anos. exceto nos serviços seletivos e especiais. 40. urbanos e semiurbanos. desconto de 50% (cinquenta por cento). incluindo-se os serviços seletivos e especiais. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. §3o No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos. exceto nos serviços seletivos e especiais. exceto nos serviços seletivos e especiais. exceto nos serviços seletivos e especiais. CC. É assegurada a reserva. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. Lauro Escobar www. II. provada a sua presença no local do acidente e não sendo encontrado o cadáver para exame: Prof. para os idosos. Gabarito: “C”. Art. §2o Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo. embora caia em alguns concursos. b) 60 anos. de 5% (cinco por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados.pontodosconcursos. Caberá aos órgãos competentes definir os mecanismos e os critérios para o exercício dos direitos previstos nos incisos I e II. as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) o cônjuge sobrevivente. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. razão pela qual fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos. 42. e) 65 anos. no mínimo. basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade. serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos. no valor das passagens. ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo. a toda pessoa com mais de: a) 65 anos. Observem que a diferença entre as alternativas é muito sutil. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. Não faz parte da aula. Gabarito: “A”. A. Parágrafo único.br 39 . §1o Para ter acesso à gratuidade. ainda que prestados paralelamente aos serviços regulares. Selecionamos esta questão devido à curiosidade do tema. com renda igual ou inferior a 2 (dois) saláriosmínimos. Ela apenas complementa o Código Civil. A. Estabelece a lei: Art. c) 65 anos.com. 12. devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos. exceto nos serviços seletivos e especiais.14) (Advogado Contencioso do BNDES – 2009) Desaparecendo alguém em uma catástrofe. 41.13) (Defensoria Pública do Estado do Ceará – FCC – 2009) O envelhecimento é um direito personalíssimo e sua proteção um direito social. os descendentes e os colaterais até o quarto grau. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semiurbanos. mesmo quando inexistir serviços regulares. Art. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á. a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) saláriosmínimos. que exige a lei de forma expressa. 39. Art. Comentários: Trata-se do texto exato previsto no parágrafo único do art. Comentários: Esta matéria está prevista na Lei n° 10. para os idosos que excederem as vagas gratuitas. nos termos da lei local.741/03 (Estatuto do Idoso). É assegurada a prioridade do idoso no embarque no sistema de transporte coletivo.

b) trata-se de morte presumida.16) (CESPE/UnB FINEP – Financiadora de Estudos e ProjetosAnalista Jurídico .2009) Pedro. inciso II. CC determina que “pode ser declarada a morte presumida. Comentários: Trata-se da justificação judicial.pontodosconcursos. costumo usar nas audiências de julgamento).015/73 (Lei de Registros Públicos). assinale a opção CORRETA.br 40 . sem decretação de ausência. disciplinada no art. A. c) morte civil. e) será declarado morto apenas depois de contar oitenta anos de idade e haverem decorrido cinco anos de suas últimas notícias. A perícia concluiu pela impossibilidade de haver sobrevivente. b) somente será considerado morto vinte anos depois de passada em julgado a sentença de abertura da sucessão provisória. Comentários: O art. 7°. sem decretação de ausência de pessoa desaparecida em campanha ou feito prisioneiro. o piloto e o copiloto viajavam de avião quando sofreram grave acidente aéreo. Lembrando que “juiz togado” é uma expressão da própria lei referindo-se ao Juiz graduado em Direito. em grande parte. d) poderão os juízes togados. carbonizados. sem decretação de ausência. Toga é o vestuário especial que o Juiz usa nas audiências (eu. que a lei considera como fato extintivo da pessoa natural. fato que dificultou a identificação. seu filho Paulo. configurada está a: a) declaração judicial de morte presumida. a equipe de resgate havia encontrado apenas 10 corpos.15) (ESAF – AFRFB/2009) Se uma pessoa. A. Nove corpos foram identificados e nenhum era de Pedro ou de Paulo. Considerando essa situação hipotética. mediante justificação. Após vinte dias. que participava de operações bélicas. Lauro Escobar www. Gabarito: “D”. d) morte presumida pela declaração judicial de ausência.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) será declarado morto à vista após a confecção do Boletim de Ocorrência registrando o sinistro e de sua apresentação no Cartório de Pessoas Naturais. não for encontrada até dois anos após o término da guerra. determinar a lavratura do assento de óbito. e) morte real. Prof. será declarado morto.com. particularmente. e encerrou as buscas. c) se o ausente contar com 70 anos e decorrendo cinco anos de suas últimas notícias. dez outras pessoas. aprovado em concurso de provas e títulos para o ingresso na Magistratura. 88 da Lei n° 6. b) comoriência. a) essa situação configura típico caso de morte civil. não for encontrado até dois anos após o término da guerra”. Gabarito: letra “A”.

devendo o juiz. por se tratar de direito personalíssimo. III. não há de se falar em comoriência. se houver. declarar ambos como ausentes e promover.com. deve ser declarada a ausência. descobrindo-se sua origem genética. Gabarito: “B”. ASSINALE: a) os itens I. diante das alternativas apresentadas a única correta é a letra “b”. B) CAPACIDADE B. Lauro Escobar www. 7°. A. é um dos direitos da personalidade. e) o desaparecimento de Pedro e Paulo impõe preliminarmente a nomeação de curador para administrar os bens dos ausentes. não puderem exprimir sua vontade. b) somente o item I está correto. c) somente pode ser intentada após a ação de anulação de registro. c) os itens I. de ofício.pontodosconcursos.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) nessa situação. Os menores de 16 anos. por causa transitória. b) prescreve em quatro anos. II. IV. CC (morte presumida. Comentários: O direito de ser reconhecido como filho. Os maiores de 80 anos. assinale a alternativa correta quanto ao direito de ser reconhecido como filho. que não se submete a qualquer prazo prescricional ou decadencial. mediante a ação própria de investigação de paternidade. Os que. de natureza vitalícia. Gabarito: “A”. Prof. Os silvícolas. d) somente pode ser proposta se vivo o pai. nos termos da LRP. II e IV são considerados corretos. Comentários: Pessoalmente entendo que o mais fácil seria entrar com pedido de justificação judicial. IV e V estão corretos. No entanto. por enfermidade ou deficiência mental. somente podendo ser considerado como morto presumido nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva.01) São consideradas absolutamente incapazes pela atual legislação civil: I.17) (VUNESP – Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – 2011) Considerando a jurisprudência majoritária do Superior Tribunal de Justiça. V. a) é imprescritível. em seguida a sucessão provisória. não tiveram o necessário discernimento para a prática desses atos.br 41 . a contar da maioridade ou emancipação do filho. Os que. d) nesse caso. por tratar-se de circunstância vedada na legislação vigente. nos termos do art. sem decretação de ausência).

por enfermidade ou deficiência mental. Finalmente a alternativa “e” também está errada. os que. c) 16 anos. Portanto o que está afirmado nas proposições I. CC arrola as pessoas que são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I. e) todas as alternativas estão corretas. por si só não limita a capacidade da Pessoa Natural. por enfermidade ou deficiência mental. os que. em razão e por causa permanente. O Código anterior dizia que o silvícola era relativamente incapaz. não puderem exprimir sua vontade. determina que a capacidade do índio será regulada pela legislação especial (Estatuto do Índio). os toxicômanos. O atual.br 42 . Esta somente será considerada incapaz se a velhice originar um estado patológico. A velhice (senilidade ou senectude). os pródigos e os toxicômanos são causas de incapacidade relativa. pois menciona o pródigo. os ébrios habituais. que trata dos absolutamente incapazes. os pródigos. A letra “d” também está errada. Gabarito: “C”. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. que é relativamente incapaz. os que.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) somente o item V está incorreto.pontodosconcursos. CC. Comentários: O art. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil. A letra “b” está errada quanto à idade (o correto seria 16 anos) e no tópico “os excepcionais sem desenvolvimento mental completo” (pois esta é uma causa de incapacidade relativa). os menores de dezesseis anos. além de não usar mais este termo. 3°. b) 18 anos. por si só não é incapaz. Gabarito: “C”.com. II. portanto o item III também está errado. A alternativa “a” esta errada. não puderem exprimir sua vontade. uma doença (esclerose mental). os que. Comentários: Esta alternativa está completa. pois os ébrios habituais. 3°. Lauro Escobar www. no entanto o inciso III do art. por enfermidade ou deficiência mental. B. A palavra “silvícola” não consta mais do Código Civil. os que mesmo por causa transitória. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil. pois contempla todas as hipóteses do art. d) 16 anos. IV e V está correto. e) 16 anos. 5° fala em “mesmo por causa transitória não puderem exprimir a sua vontade”. os que somente não puderem exprimir sua vontade. hipótese em que a incapacidade resulta do estado psíquico e não da velhice propriamente dita (item II errada). pois fala daqueles que não podem expressar ou exprimir a vontade somente por causa permanente. os que por enfermidade ou deficiência mental. mesmo por causa transitória. os pródigos. O maior de 80 anos. os excepcionais sem desenvolvimento mental completo. Prof.02) São absolutamente incapazes os menores de: a) 16 anos. III.

pois não há registro retroativo.com. Portanto ela é absolutamente capaz.05) (OAB/RS – 2006) Quanto à capacidade civil. Observem que todas as demais alternativas estão previstas no mencionado dispositivo e. Portanto o critério etário (relativo à idade) apontado na questão (entre 14 e 18 anos) está errado. Lauro Escobar www. Gabarito: “B”. tenham o discernimento reduzido. apesar disso. c) os maiores de 14 e menores de 18 anos.pontodosconcursos. Gabarito: “C”. 2°.br 43 . é o registro da pessoa jurídica que faz com que ela “nasça”. Prof. e) não será considerada pessoa. que sempre trabalhou na roça. CC). portanto. E não com o efetivo registro do nascimento. B. No teste em análise. não existe juridicamente como pessoa natural. d) é pessoa absolutamente incapaz.03) É INCORRETO afirmar que são incapazes. os viciados em tóxicos. 4o. por deficiência mental. sem desenvolvimento mental completo. e os que. Comentários: O início da personalidade civil da pessoa natural ou física se dá com o nascimento com vida (art. os ébrios habituais. d) os pródigos. Veremos na aula sobre pessoas jurídicas que o registro delas é um ato constitutivo. na prática terá muitos problemas pela falta de registro (ou certidão de nascimento). podemos afirmar que: a) os menores de 18 anos são absolutamente incapazes para exercer pessoalmente qualquer ato da vida civil. mas menores de 18 anos. tenham o discernimento reduzido. corretas. isto é. nem mesmo se for registrada. sem desenvolvimento mental completo e os pródigos. a certidão de nascimento somente vai declarar uma situação que já ocorreu (o próprio nascimento). sendo que por esse motivo não teve o seu registro de nascimento realizado: a) por não ter sido registrada ainda. e) os viciados em tóxicos que por este motivo tenham o discernimento reduzido. Comentários: São relativamente incapazes (art. CC) os: maiores de 16. B. ou seja. No entanto. b) é pessoa plenamente capaz. b) os excepcionais.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR B. por deficiência mental. relativamente a certos atos ou à maneira de exercê-los: a) os ébrios habituais e os que. os excepcionais. c) é pessoa relativamente incapaz. Para a pessoa física o registro é um ato declaratório.04) Uma pessoa com dezenove anos de idade. a pessoa tem 19 anos e não há nada que limite a sua capacidade.

Lauro Escobar www. Gabarito: “D”. B.com. c) seja pessoa física. III. entre eles o de contratar. sem ter sido assistido. ou à maneira de exercê-los. Portanto as alternativas “a” e “c” estão erradas. A capacidade de direito não pode ser negada ao indivíduo. Segundo o art. mas pode sofrer restrições quanto ao seu exercício. CC os pródigos são incapazes. A questão trata da capacidade para os atos jurídicos. pois a incapacidade absoluta neste caso seria para os menores de 16 anos.07) A venda de um imóvel por um menor. não puderem exprimir sua vontade. A letra “b” está errada. Comentários: Capacidade é a aptidão para exercer.: doente mental). Não pode emprestar. Concurso 171) O Código Civil exige. sem haja vício de vontade. que é própria de todo ser humano. É a capacidade para adquirir direitos e contrair obrigações. portanto há vício de vontade. A alternativa “d” está errada.06) (Magistratura . Comentários: Embora baste nascer com vida para se adquirir a personalidade. para a validade na realização de um ato jurídico. seja assistido por seu representante legal. 4°. os atos da vida civil. IV. não puderem exprimir sua vontade são absolutamente incapazes (art. com dezessete anos de idade. dotado de personalidade jurídica. que o agente seja capaz. A capacidade pode ser classificada em: a) de direito ou de gozo. b) tenha capacidade de fato ou exercício. Logo está se referindo à capacidade de fato.. hipotecar. Tal disposição legal configura a exigência de que o agente: a) tenha capacidade de gozo ou de direito. alienar. ou seja. para exercitar os direitos. O pródigo (pessoa que de forma compulsiva dissipa seu patrimônio) pode praticar. pois o menor de 16 anos deve ser representado (e não assistido) por seus representantes legais. d) os pródigos são incapazes relativamente a certos atos. Ele será interditado e o seu representante legal irá assisti-lo nos atos.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) são relativamente incapazes os que. pois os menores de 16 anos são absolutamente incapazes e não podem realizar os negócios da vida civil. etc. nem sempre se terá capacidade. Gabarito: “B”. por si só e de forma válida os atos da vida civil que não envolvam e nem comprometam seu patrimônio. por si só. A letra “a” está errada. mesmo por causa transitória.pontodosconcursos. relativamente a certos atos. pois uma pessoa pode ter mais de 18 anos e ser incapaz (ex. CC). sob pena de nulidade. c) somente tenha sempre mais de 18 anos. b) de fato ou de exercício que serve para exercitar por si os atos da vida civil.São Paulo. inerente à personalidade e que só se perde com a morte.br 44 . dar quitação. B. mas após sua aprovação no concurso Prof. pois as pessoas que mesmo por causa transitória. A letra “c” está errada. d) mesmo menor de 16 anos. Trata-se da capacidade de fato (ou capacidade para exercício do direito). a letra “e” também está errada. c) os menores de 16 anos já podem contratar. 3°.

1. pois a causa legal de emancipação é “pelo estabelecimento civil ou comercial ou pela existência de relação de emprego. fazer testamento (art. Além disso. podem ser testemunhas em atos jurídicos e elaborar o seu próprio testamento. O fato de ter ingressado em uma faculdade não o emancipa. De fato. acarretando. o menor. Comentários: Observem como uma questão relativamente fácil pode se tornar um pouco mais difícil pela redação das alternativas. é considerado relativamente incapaz. já pode praticar alguns atos.: a compra e venda de um imóvel). O examinador redigiu as alternativas de uma maneira em que o candidato deve pensar um pouco mais ao analisálas. c) anulável. servir como testemunha em contratos (art. entre 16 e 18 anos. entre 16 e 18 anos. mesmo sem assistência. tais como: casar (embora necessite para tanto de autorização dos pais – art. será: a) inexistente. CC). CC). A alternativa “a” está errada. desde que. porque o agente é absolutamente incapaz. d) nosso Código Civil trata do instituto da comoriência. etc. em razão de sua relevância para esse ramo do Direito Civil. seria necessário ser assistido pelos seus representantes legais. b) ineficaz. pois menciona que a incapacidade absoluta gera a anulação do ato. CC). 666. ser eleitor. a letra “c” está correta. porque o agente não foi assistido nem representado. b) os menores somente são capazes de direitos e obrigações. quando representados ou assistidos.com. porque o agente é relativamente incapaz. Da mesma forma. c) os menores relativamente incapazes. Logo. Lauro Escobar www. 1517. parágrafo único. independente da presença de assistente. Comentários: Como vimos anteriormente. pois um menor. quando houver proibição total do exercício do direito pelo incapaz.pontodosconcursos.br 45 . CC). para realizar um negócio jurídico válido (ex. Gabarito: “C”. no livro do Direito das Sucessões. o menor com 16 anos completos tenha economia própria”. d) anulável. B.08) Assinale a alternativa CORRETA: a) a incapacidade será absoluta. que trata sobre a presunção absoluta de morte simultânea. em função deles. do qual participou pagando a inscrição com suas próprias economias. seria considerado absolutamente incapaz e o negócio seria reputado como nulo).DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR vestibular. sob pena de anulação deste negócio (se fosse menor de 16 anos. celebrar contrato de trabalho. receber poderes no contrato de mandato (art. pois a causa de emancipação é o fato ter colado grau em curso de ensino superior. I. porque o menor não foi emancipado. em caso de violação do preceito.860. 228. a possibilidade de decretação da anulação do ato. Na Prof. exige conhecimentos específicos da parte especial do Código. o fato de ter pago sua inscrição com economia própria não o emancipa.

pois o Brasil (art. com ou sem declaração de ausência.10) (Procurador do Banco Central – 2005) São relativamente incapazes: Prof. O problema da nulidade ou anulabilidade será visto mais adiante. Já a letra “d” também está errada. os menores possuem capacidade de direito ou gozo (que é inerente à personalidade). pois a comoriência é tratada na Parte Geral do Código e trata da presunção relativa de morte simultânea. CC as pessoas nele arroladas são relativamente incapazes. 4°. III. inicia-se a personalidade com o nascimento com vida. 7°. CC permite. B. Portanto a expressão ‘somente’ está errada. Lauro Escobar www.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR verdade a incapacidade absoluta gera a nulidade absoluta do ato. se for emancipada. 7°. é CERTO que: a) os ébrios habituais. d) a menoridade cessa aos 21 anos completos. não for encontrado até 02 (dois) anos após o término da guerra. quando tratarmos do tema Negócio Jurídico. pois traz o texto expresso do art. Portanto a expressão “só” tornou a alternativa errada. ainda que presumida e o art. além disso. CC determina que a menoridade cessa ao 18 anos completos. como veremos na análise da alternativa “e”. pois uma pessoa. B. 6°. CC prevê que a existência da pessoa natural termina com a morte. ainda que presumida. com maior profundidade. A alternativa “a” está errada. pois o art. pois de acordo com o art. e) a declaração da morte presumida só poderá ser requerida se alguém. 2°. A segunda parte da alternativa está correta. A alternativa “b” está errada. Gabarito: “C”. CC. b) a personalidade civil da pessoa começa com a concepção e termina com a morte. não é apenas esta hipótese que autoriza a declaração da morte presumida. quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Outro exemplo é o caso em que “for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida” (art. II. o ato é nulo de pleno direito. c) os excepcionais. CC) adotou a Teoria Natalista. 5°.09) (Analista Judiciário – 4a Região – 2005) A respeito das Pessoas Naturais. ou seja.com. A letra “e” também está errada. e não com a concepção (embora a lei ponha a salvo os direitos do nascituro). desaparecido em campanha. mesmo menor pode ser considerada capaz. Gabarito: “C”. CC). em circunstâncias especiais a declaração de morte presumida sem a decretação de ausência.pontodosconcursos. pois o art. Comentários: Esta alternativa está certa. relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer.br 46 . os viciados em tóxico e os pródigos são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. A “b” também está errada. ou seja. sem desenvolvimento mental completo são incapazes. 4°. Embora a alternativa traga um exemplo de morte presumida sem declaração de ausência. A letra “d” está errada.

pois o art. A letra “c” está errada. isto é. 6°. 4°. quando o correto seria 10 (dez) Prof. Gabarito: “C”. 7°. por causa transitória. pois a pessoa natural (ou física) quando completa 18 anos já é considerada absolutamente capaz. portanto. A letra “d” está errada. a) a qual pode ser declarada. b) presumindo-se a morte quanto aos ausentes. d) e o ausente será presumido morto somente depois de contar 80 (oitenta) anos de idade e de 05 (cinco) anos antes forem suas últimas notícias. pois afirma que a morte nunca poderia ser presumida. no entanto é a única que não contém erros. CC determina que a existência da pessoa natural termina com a morte. pois como vimos da leitura do art. Finalmente a letra “e” está errada. também. Comentários: De fato.pontodosconcursos. Lauro Escobar www. Trata-se. A letra “b” está errada. provando-se que o ausente conta com 80 (oitenta) anos de idade e que de 05 (cinco) datam as últimas notícias dele. c) a qual nunca pode ser presumida. nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) os que por enfermidade ou deficiência mental não tiverem o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil. e) e o ausente será considerado presumidamente morto depois de 10 (dez) anos do pedido de sucessão definitiva. o art. CC). quanto aos ausentes. pois afirma que o ausente será presumido morto depois de 10 (dez) anos do pedido de sucessão definitiva. se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. d) os que. B. A letra “b” também está errada. não traga todas as hipóteses do rol dos relativamente incapazes (art. CC a presunção da morte se dá nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva (e não provisória. de uma hipótese a mais de presunção de morte e não ‘somente’ esta hipótese (como afirmado na questão). o que vai de encontro com os artigos mencionados. sem decretação de ausência. 3°. b) os maiores de 18 (dezoito) e menores de 21 (vinte e um anos). pelo Juiz. “d” e “e” trazem hipóteses de absolutamente incapazes (art.11) (Procurador do Banco Central – 2005) A existência da Pessoa Natural termina com a morte. desde que aberta a sua sucessão provisória. se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. I. CC prevê que se pode requerer a sucessão definitiva. 38. não puderem exprimir sua vontade.com. c) os ébrios habituais e os viciados em tóxicos que tenham o discernimento reduzido. Observem que as letras “a”. Comentários: Embora a alternativa apontada como correta não esteja completa. No entanto o art. CC). CC permite a declaração de morte presumida sem a declaração de ausência. 6°. como na questão).br 47 . e) os menores de 16 (dezesseis) anos. presumindo-se esta.

liberdade. artística e intelectual). dissipa os seus bens ou seu patrimônio. As pessoas com idade avançada podem realizar os negócios da vida civil normalmente. c) o pródigo é considerado. da prática de atos que possam comprometer o seu patrimônio. moral (honra. sem assistência do curador. O art. por si só. 7°. e) o instituto da incapacidade visa proteger os que são portadores de alguma deficiência jurídica apreciável. CC e incapacidade relativa → art. etc. 3°.Advogado da IRB – Brasil Resseguros – 2008) Assinale a opção FALSA: a) o direito à personalidade é o direito da pessoa defender o que lhe é próprio. Comentários: O que ocorre é exatamente o contrário. como a arteriosclerose. d) o direito brasileiro não admite a declaração de morte presumida sem decretação de ausência. 4°. estando privado. Lauro Escobar www. CC). B.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR anos depois do trânsito em julgado da sentença que concedeu a abertura da sucessão provisória (art. retirando o discernimento para a prática desses negócios. CC admite a declaração de morte presumida sem decretação de ausência. quanto à definição de incapacidade. segredo pessoal ou profissional. para cuidar de seus bens. A alternativa “b” está correta. que irá assisti-lo. como sua integridade física (vida. a velhice). graduando a forma de proteção.).12) (ESAF . CC). poderá haver interdição se a velhice originar de um estado patológico. nomeando-se um curador. imagem. a privacidade. desaparecido em campanha ou feito prisioneiro. privacidade. Prof. 37. relativamente incapaz. intelectual (liberdade de pensamento. a liberdade. fazendo gastos excessivos e anormais. sempre que for extremamente provável a morte de alguém que estava em perigo de vida e se alguém. retirando-lhe o necessário discernimento para pratica atos negociais. se sofre interdição.com. A letra “c” está correta. a identidade. a honra. hipótese em que a incapacidade resulta do estado psíquico e não da velhice propriamente dita. com certa graduação (incapacidade absoluta → art. que visa a proteção. A alternativa “a” está correta. o ser humano adquire o direito de defender o que lhe é próprio. Por fim a letra “e” está exata. viabilizar o registro do óbito. como a vida. não é causa de interdição. não for encontrado até dois anos após o término da guerra. pois o pródigo é o que dilapida. b) pessoa idosa poderá sofrer interdição se a senectude originar um estado patológico. alimentos. opção religiosa ou sexual. Por isso deve ser interditado. No entanto.pontodosconcursos. em casos excepcionais. Gabarito: “A”. autoria científica. pois adquirindo a personalidade. a imagem.br 48 . para. Trata-se de um desvio de personalidade e não de alienação mental. Gabarito: “D”. etc. identidade. É o que se extrai da Constituição Federal e dos artigos de 11 a 21 do CC. Portanto ele fica privado dos atos que possam comprometer seu patrimônio. etc.). A senectude ou senilidade (ou seja. resolver problemas jurídicos e regular a sucessão causa mortis.

habitualmente. Com a declaração do Juiz. c) a capacidade dos índios. desde que. Lauro Escobar www. ou pela existência de relação de emprego.14) (Tribunal de Contas da União – Analista de Controle Externo – ESAF .br 49 . e não for encontrado até dois anos após o termino da guerra. d) admite-se a morte presumida sem decretação de ausência. e) se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro. a) a capacidade de fato é a aptidão de exercer por si os atos da vida civil. de imediato. A letra “b” está errada: a doutrina costuma citar esse exemplo como causa de emancipação “por estabelecimento civil ou comercial. b) artista plástico menor. pois esta figura somente aparece na fase de ausência.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR B. Finalmente a letra “e” está errada. maior e menor. b) o portador de doença neurológica degenerativa progressiva grave. expõe. sendo: irrenunciável. é tido como absolutamente incapaz. inalienável.pontodosconcursos. não for encontrado até dois anos após o término da guerra. pela sua gradativa assimilação à civilização.13) (Controladoria Geral da União – 2006) Assinale a opção VERDADEIRA. resolver problemas jurídicos gerados com o desaparecimento e regular a sucessão causa mortis. já pode se declarada a morte presumida sem a declaração de sua ausência (art. a) a capacidade de exercício pressupõe a de gozo e esta não pode subsistir sem a de fato ou de exercício. A letra “a” está errada. fase esta que não existe nesta hipótese.com. indisponível e imprescritível. os bens transmitem-se. por não ter discernimento. para viabilizar o registro de óbito. em função deles. A letra “c” está errada. c) a condenação criminal acarreta incapacidade civil. A situação inversa é a verdadeira: a capacidade de fato (ou exercício) depende da capacidade de gozo (ou direito). pois capacidade civil e a criminal são independentes. pois ninguém pode ser simultaneamente casado e solteiro. pois afirma que a capacidade de gozo não pode subsistir sem a capacidade de fato. De fato deve haver um requerimento dos interessados (parentes). Mas não há nomeação de curador. CC). brasileiro e estrangeiro. para os herdeiros. B. mediante remuneração.2006) Aponte a opção FALSA. seus parentes poderão requerer ao Juiz a declaração de sua ausência e nomeação de curador. o menor com 16 (dezesseis) anos completos tenha economia própria”. pois se alguém desaparecer em campanha ou for feito prisioneiro. Gabarito: “D”. devendo ser interditado e representado. 7°. nos termos do atual Código Civil. d) o estado civil é uno e indivisível. com 16 anos de idade. deverá ser regida por leis especiais. o estado de uma pessoa é regulado por normas de ordem pública. que. numa galeria. uno e indivisível. Comentários: De fato. salvo nos casos de dupla nacionalidade. Prof. não adquire capacidade. em casos excepcionais (ex.: naufrágio).

desde a concepção. A letra “b” está errada. Gabarito: “E”. pois a capacidade relativa é entre os 16 e 18 anos (e não 21 como na questão). também reger e defender esta pessoa. impossibilidade (mesmo que transitória) de expressar a vontade. viva. b) da pessoa moral inicia-se com o nascimento com vida. em razão de enfermidade mental ou de prodigalidade.Defensoria Pública do Estado do Ceará .DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) a curatela é um instituto de interesse público. O domicílio do marítimo é. Gabarito: “E”. pois se refere à personalidade e consequentemente à capacidade de direito (e não de fato ou exercício). A letra “a” está errada.2009) A capacidade de fato. d) será absoluta a partir dos dezoito anos incompletos e não é perdida em razão do envelhecimento. 45. c) é relativa entre os dezesseis e vinte e um anos de idade e absoluta a partir de então. CC). Comentários: O erro da questão está na expressão “somente”.. etc. C) DOMICÍLIO C.com. ou seja.01) (FCC – TRF/1a Região – Analista Judiciário – 2006) Considere as seguintes assertivas a respeito do domicílio: I. é um munus público. em regra.br 50 . alcoolismo ou vício em drogas. II. Há outros fatores que também são levados em conta (arts. por si só. A letra “c” está errada. A letra “d” está errada. além de administrar os bens do incapaz. e a personalidade desta tem início com a inscrição de seu ato constitutivo no respectivo registro (art. Prof. não está em condições de fazê-lo. a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado. B. considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. alternadamente. e) não se apura exclusivamente com base no critério etário. relativo à idade. cometido por lei a alguém somente para administrar os bens de pessoa maior que. Se a pessoa natural tiver diversas residências. mas a lei põe a salvo. pois a pessoa moral é a pessoa jurídica. a) da pessoa natural inicia-se com o nascimento com vida. mas a lei põe a salvo. Comentários: A capacidade de fato realmente não é apurada exclusivamente com base no critério etário. Lauro Escobar www.15) (FCC . O curador deve. os direitos do nascituro. ou melhor. onde.pontodosconcursos.. pois a partir dos 18 anos completos (e não incompletos) a pessoa passa a ser absolutamente capaz. os direitos do nascituro. desde a concepção. 3° e 4° do CC) como: a enfermidade ou deficiência mental. prodigalidade.

onde o navio estiver matriculado. alternadamente viva. o militar. III e IV. Comentários: Qualquer das residências. Gabarito: “C”. pois o domicílio do marítimo é o lugar onde o navio estiver matriculado (parte final do parágrafo único do art. 76. CC determina que se uma pessoa natural tiver diversas residências. e. a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado. pois quando uma pessoa não tem uma residência habitual seu domicílio é o lugar onde ela for encontrada (art. o militar. onde. Lauro Escobar www. d) o local onde estiver residindo há mais tempo.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR III. e) somente se o imóvel for de sua propriedade. o marítimo e o preso. A questão trata do Domicílio da pessoa física ou natural. A afirmativa III também está errada. 76. está CORRETO o que se afirma SOMENTE em: a) I e III. e o do preso. nos termos do art. A afirmativa II está errada. o lugar em que exercer permanentemente suas funções. o servidor público. CC) e não o lugar onde residem seus ascendentes ou descendentes. A afirmativa I está correta. Gabarito: “B”. IV. que não tenha residência habitual. 71. c) I. onde residam os descendentes. II e III. b) o local de sua propriedade em que começou a residir em primeiro lugar. o lugar onde residam seus ascendentes e. b) I e IV. o lugar em que cumprir a sentença. A afirmativa IV também está correta. na falta deles. CC). pois o art. e) II.02) (FCC – TRT 16a Região/MA – Analista Judiciário – 2009) Pessoa que seja possuidora de duas residências regulares. d) I. Conclui-se que nosso legislador adotou o princípio da pluralidade domiciliar. CC que têm domicílio necessário: o incapaz (seja absoluta ou relativamente). considera-se domicílio qualquer uma delas. o marítimo e o preso. que é o lugar onde a pessoa estabelece a sua residência com ânimo definitivo. III e IV.com. 73. c) qualquer das residências. CC. Completa o parágrafo único deste dispositivo afirmando: o domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente. o do militar. o do marítimo. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural. Comentários: Somente as alternativas I e IV estão corretas.pontodosconcursos. o servidor público. 71. sendo da Marinha ou da Aeronáutica. Têm domicílio necessário o incapaz. O seu domicílio poderá ser: a) a localidade em que por último passou a residir. pois prevê o art. Prof. onde servir. o do servidor público. C. De acordo com o Código Civil brasileiro.br 51 .

o Código Civil aponta um domicílio para ela. sendo que o art. Gabarito: “A”. mesmo que dele se ausente temporariamente.br 52 . a qual não terá direito de opção. Considerando que Maria nasceu no Rio de Janeiro.com. No entanto existem várias exceções a este princípio (arts. Por isso.04) (Advogado do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – 2006) A respeito do domicílio. que é uma situação jurídica. CC aponta Prof. inclusive as estatais (ou seja. 73. não tenha um ponto central de negócios. b) as pessoas jurídicas estatais – União. sendo uma situação de fato) é diferente do domicílio. Lauro Escobar www. o domicílio dos circenses. possuem domicílio. somente. Comentários: O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece residência em um estabelecimento físico (elemento objetivo) com ânimo definitivo (elemento subjetivo) conforme o art. é o lugar onde eles forem encontrados. mesmo que uma pessoa não tenha uma residência fixa habitual. Assim. 70. nos termos do art. A alternativa “b” está errada. que seus pais residem em São Paulo e que seus filhos residem em Salvador. as de Direito Público). e) São Paulo. CC. d) Salvador. sendo este o lugar onde ela for encontrada. A letra “a” está errada. de acordo com o Código Civil brasileiro. c) como vigora em nosso sistema o princípio da unicidade de domicílio. Sua vida é viajar pelo Brasil fazendo espetáculos. somente. nos inovadores termos do Código Civil de 2002. marque a afirmação CORRETA: a) o conceito de domicílio confunde-se com o de residência. d) havendo pluralidade de residências. e) é instituto caracterizado por um elemento objetivo. 71 a 73. é vedado ao particular possuir domicílio. qual seja. configurado pela intenção (animus) de permanência definitiva. c) Rio de Janeiro. 75. pois as Pessoas Jurídicas. dos ciganos.pontodosconcursos. o estabelecimento físico da pessoa e outro subjetivo. somente. b) Rio de Janeiro ou Salvador. Comentários: O conceito de domicílio surge da necessidade legal que se tem de fixar as pessoas em determinado ponto do território nacional.03) (FCC – TRF/1ª Região – Técnico Administrativo – 2006) Maria é artista circense. Estados e Municípios – não possuem um domicílio. pois mesmo nos dias atuais o conceito de residência (lugar em que o indivíduo habita com a intenção de permanecer. CC. C. cabe à autoridade pública indicar o domicílio da pessoa natural.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR C. ter-se-á como domicílio civil de Maria: a) o lugar em que for encontrada. CC). etc.

deverá indicar um local específico para todas as relações correspondentes.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR quais são estes domicílios. d) pode ser plural.07) (OAB/MG INCORRETA: 2007) Sobre domicílio. c) somente o marítimo. C. Observem que o parágrafo único do art. C. CC não traz o dever de se indicar um local específico para as relações correspondentes. desde que a pessoa natural tenha diversas residências onde alternadamente viva. como consagrado pelo Código Civil. As pessoas casadas atualmente também não possuem domicílio casado (a título de curiosidade citamos que pelo Código anterior a mulher casada tinha domicílio necessário: era o de seu marido.05) Assinale a alternativa CORRETA de acordo com as normas do Código Civil em vigor. pois o militar da reserva (em outras palavras. CC). As alternativas “c” e “d” estão erradas. 76. quando a pessoa tiver mais de uma residência. a) é único e consiste no local em que a pessoa estabelece residência com ânimo definitivo. b) apenas o preso e o militar. sendo que será domicílio qualquer uma delas. 71. b) é único e consiste no centro de ocupação habitual da pessoa natural. 71. assinale a alternativa a) o domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente. Daí estar a letra “c” errada.br 53 . o aposentado) não possui domicílio necessário. Prof. o mesmo se diga em relação à expressão ‘somente’ da alternativa “c”. b) o domicílio do preso é o lugar onde foi processado. d) o militar da ativa ou da reserva. C. Comentários: Já vimos que a lei brasileira prevê a possibilidade da pluralidade domiciliar (art. A letra “b” está errada por causa da palavra ‘apenas’. CC. Gabarito: “A”.com.06) O domicílio. Gabarito: “E”. Gabarito: “D”. Possui(em) domicílio necessário: a) o servidor público. a sua escolha. Lauro Escobar www. pois nossa legislação adotou o princípio da pluralidade domiciliar (art. c) é considerado o local onde a pessoa exerce sua profissão. mas isso já está totalmente ultrapassado).pontodosconcursos. CC).. e) as pessoas casadas. 72. o militar e o incapaz. c) o domicílio do militar é o lugar onde servir. Se a pessoa exercer a profissão em locais diversos.. A letra “d” está errada. Comentários: Esta questão está prevista no art.

e) voluntário especial. No entanto. o lugar onde ela é exercida. é interessante deixar claro que sentença é a decisão do Juiz de primeiro grau. Comentários: De uma forma geral. desconsiderando-se qualquer outra localidade onde também a exerça. cada uma deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem (art. Gabarito: “B”. b) o lugar onde esta é exercida. C. C. Notem que a lei menciona “sentença”.pontodosconcursos. Observem que se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos. CC). e) o domicílio do marítimo é o do lugar onde o navio estiver matriculado Comentários: Na realidade o domicílio do preso é o local onde ele cumpre a sentença (e não onde foi processado). parágrafo único do CC. e se exercitar a profissão em lugares diversos. 76. Gabarito: “B”. quanto às relações concernentes à profissão. domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo (art.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) o domicílio do servidor público é o lugar em que exerce permanentemente suas funções. 70. c) legal. Se houver recurso desta sentença o processo será encaminhado para o Tribunal de Justiça. b) aparente.09) (Controladoria Geral da União – 2006) Os marítimos têm por domicílio o local onde estiver matriculado o navio. d) somente um único lugar onde esta é exercida em caráter permanente e principal. c) o lugar em que for encontrada em dia útil. No entanto é também domicílio. Tal domicílio é: a) voluntário geral. 72 e parágrafo único do CC). para ser mais técnico.com. quanto às relações concernentes à profissão: a) somente o lugar em que a pessoa natural estabelecer a sua residência com ânimo definitivo. Por isso costumo dizer que o domicílio do preso é o local onde cumpre a decisão (termo que abrange tanto a sentença como o acórdão) condenatória. cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem. Não está errado. Lauro Escobar www.08) (Procurador do Banco Central – 2005) Considera-se domicílio da Pessoa Natural. Prof. ainda que com habitualidade. d) ocasional. A decisão do Tribunal é chamada de Acórdão (e não sentença). independentemente de exercê-la com habitualidade em outro local. e) apenas o lugar para o qual estiver inscrita em caráter permanente no órgão de classe correspondente. conforme o art.br 54 .

a afirmação II está errada (art. CC).pontodosconcursos. a afirmação IV está errada (art. sempre. É correto o que se afirma APENAS em: (A) I e II.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR Comentários: A doutrina costuma classificar o domicílio em: a) voluntário (geral ou especial) e b) legal (ou necessário). Gabarito: “C”. CC enumera as hipóteses de domicílio necessário. II e III. (C) I e III. Gabarito: “C”. 76).com. e) o domicílio do diplomata será. b) o preso em cumprimento de sentença. (E) III e IV. o Distrito Federal. porém a) quanto às relações concernentes à profissão também será domiciliada onde a profissão for exercida. d) se tiver diversas residências. Comentários: Prof. o militar. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural. CC). C. não perde o seu domicílio. IV. que será considerado o local de sua última residência. 73. 75.10) (FCC – TJ/PE – Técnico Judiciário – 2007) Considere as afirmativas abaixo sobre domicílio civil. Entre eles está o domicílio dos marítimos (oficiais e tripulantes da marinha mercante).11) (Auditor Fiscal do Estado da Paraíba – ICMS/PB – 2006) O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. ainda que a pena seja elevada. o lugar onde for encontrada. apenas sua sede será considerada domicílio para quaisquer atos praticados. III. o domicílio deve ser necessariamente o local da residência dos contraentes. C. considerar-se-á domiciliada no local em que primeiro houver estabelecido residência. a afirmação III está correta (art. O art. Comentários: A afirmação I está correta (art. (B) I. CC). o marítimo e o preso. Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes. onde. enquanto servir no estrangeiro. 78. II. 76. Nos contratos escritos. (D) II e III. alternadamente. I. Têm domicílio necessário o incapaz. c) o itinerante não tem domicílio. que não tenha residência habitual. §1°. viva. Lauro Escobar www.br 55 . o servidor público.

O domicílio do servidor público é o local onde ele exerce suas funções com caráter de permanência. julgue os itens seguintes. CC). Na questão faltou esse “ânimo definitivo”. nos termos do art. Exercícios como esse servem para demonstrar que nem sempre as provas são “redondinhas”. CC é muito claro no sentido de que não tendo residência habitual o domicílio da pessoa será no local onde for encontrada. II. d) I. Comentários: O gabarito oficial afirmou que somente as afirmativas III e IV estariam corretas.. Ao estabelecer os requisitos para determinação do domicílio civil. 73. conforme a teoria do domicílio aparente. no caso o servidor era em caráter transitório.12) (CESPE – Defensor Público Estadual/PI – 2009) A respeito do domicílio civil. a lei civil optou por acolher a unidade de domicílio em oposição à pluralidade adotada em outros ordenamentos. Prof. Lembrando apenas que o no caso do diplomata o domicílio será o Distrito Federal ou no último ponto do território nacional onde o teve (art. no qual se sabe que pernoita.pontodosconcursos.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR Nos termos do art. Gabarito: “A”. este poderá. sim ser o seu domicílio. então o seu domicílio será considerado o local onde for encontrada (art. Lauro Escobar www. O art. III e IV. C. Houve uma tentativa para anular a questão sendo que a banca alegou que no exemplo dado. 70. pois se a pessoa não tem residência. e) II. De fato. IV.. Estão certos apenas os itens a) I e II. o item III está certo. Se alguém puder ser encontrado habitualmente em determinado endereço. pois nosso ordenamento admite a pluralidade domiciliar. CC). Discordo desse entendimento. de modo que o exercício de cargo de confiança em caráter transitório não modifica o domicílio original. pode ser demandada onde se encontre. c) III e IV. 72. não alterando o domicílio original. E o fato de a pessoa apenas pernoitar em determinado lugar não caracteriza o ânimo definitivo em residir. I. no caso do item I. Ora. 73. se ela pernoita habitualmente em um determinado lugar conhecido. III. pois o art. Pessoa que tenha diversas moradas. E o item IV também está correto. b) I e III.br 56 .com. CC. No entanto. afastando-o do conceito de residência. O item II realmente está errado. tenho minhas dúvidas. este será seu domicílio. o domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. 77. CC. II e IV. Gabarito oficial: “C”. 76. sem que se consiga detectar qualquer habitualidade na sua permanência em qualquer uma delas. parágrafo único estabelece como domicílio necessário do servidor público o lugar onde exercer permanentemente suas funções.

quanto às relações concernentes à profissão. 75. se o menor tiver dezesseis anos completos. b) o domicílio da pessoa natural. a) o domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. Comentários: A alternativa “a” está correta nos termos do art. b) Maria e Mariana. 72.br 57 . D) EMANCIPAÇÃO D. A letra “b” está correta nos termos do art. Somente no caso de Maria é que realmente houve a cessação da incapacidade Prof.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR C. ou pela existência de relação de emprego. Cessará. mediante instrumento público. CC. não poderão os contratantes especificar como domicílio o lugar onde exerçam e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes. 5°. Considerando-se que Maria contraiu matrimônio com João. a incapacidade pelo(a): I. II. Lauro Escobar www.01) (FCC – TRF . CC. desde que. III. colação de grau em curso de ensino superior. CC: A menoridade cessa aos dezoito anos completos. cada um deles será considerado domicilio para os atos nele praticados. CC. Gabarito: “C”. A alternativa “d” está certa conforme o disposto no art. cessou a incapacidade para os atos da vida civil para: a) Maria e Mônica. para os menores. §1°. IV. V. e) Maria. ou por sentença do Juiz. c) Maria. estabelecimento civil ou comercial. Mariana e Mônica. será considerado o lugar onde esta é exercida. ou de um deles na falta do outro. Indústria e Comércio Exterior – MDIC – Analista de Comércio Exterior – 2012) Assinale a opção incorreta.com. Parágrafo único. Comentários: A questão trata da emancipação da Pessoa Natural. 70. CC.13) (ESAF – Ministério do Desenvolvimento. c) nos contratos escritos. exercício de emprego público efetivo. A letra “c” está errada nos termos do art. d) tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes. quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. CC. III. e) quanto às pessoas jurídicas. concessão dos pais.pontodosconcursos.Analista Judiciário – 2006 – 1a Região) Maria. Mariana e Mônica são menores de idade. Mariana exerceu emprego público transitório e Mônica colou grau em curso de ensino médio. d) Mônica. independentemente de homologação judicial. prevista no art. o domicílio do município é o lugar onde funcione a administração municipal. 78. 75. casamento. Finalmente a alternativa “e” está correta segundo o art. em função deles. ouvido o tutor.

Continuando: quanto ao exercício do direito de voto não há previsão legal relacionado com a capacidade civil. c) pela existência de relação de emprego. parágrafo único do CC. b) pela aprovação em concurso público. ainda que o menor não tenha dezesseis anos completos. Finalmente deve ser esclarecido que o tutor não pode emancipar seu representado. sendo certo que o casamento é uma delas. pois a emancipação se dá com a colação de grau (e não com o ingresso) em ensino superior. 5°. a letra Prof.com. Veja a “pegadinha” da letra “b”: é a colação de grau em ensino superior que emancipa uma pessoa natural. Por isso que eu sempre digo que as questões não podem ser lidas de forma afoita. com dezesseis anos completos. b) o ingresso em curso superior.pontodosconcursos. parágrafo único.02) É considerado como uma das formas de emancipação: a) o contrato de trabalho.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR para os atos da vida civil. sendo que apenas o emprego público efetivo é causa de emancipação (inciso III). desde que. Gabarito: “D”. pois é pelo exercício de emprego público efetivo (e não pela simples aprovação em concurso). depois de verificada a conveniência para o bem do menor. Um contrato de trabalho (letra “a”) por si só. e) o consentimento do tutor mediante instrumento público. 5°. d) por sentença do Juiz. se o menor tiver 16 anos. E não o seu ingresso em curso superior. Notem que Maria se casou e o casamento é uma modalidade de emancipação (inciso II). A letra “a” está errada. Já Mônica colou grau em curso de ensino médio. V. logo está errada. Lauro Escobar www. ouvido o tutor. Assim quem emancipa é o Juiz e o tutor deve ser apenas consultado sobre a possibilidade. D. um munus). tenha economia própria. d) o casamento.03) (Ordem dos Advogados do Brasil/MG – 2007) A incapacidade cessará para os menores: a) pelo ingresso em curso de ensino superior. Comentários: O art. Mariana exerceu emprego público transitório. Neste caso a emancipação é feita pelo Juiz. Gabarito: “E” D. não emancipa ninguém. ouvidos os pais. o menor. Mas apenas o curso superior é causa de emancipação (inciso IV). Tenha calma: leia o cabeçalho com atenção e a seguir todas as alternativas. pois desta forma ele estaria se livrando de uma obrigação legal (de um encargo. a letra “b” está errada. CC. Comentários: Trata-se da aplicação do art. c) o exercício do direito ao voto.br 58 . arrola as hipóteses de emancipação. vá eliminando as mais absurdas e somente ao final da leitura atenta de todas as alternativas assinale a que entenda como correta. em função dela.

E o casamento é uma forma de emancipação (art. Gabarito: “D”.05) Assinale a alternativa INCORRETA: a) a incapacidade relativa.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR “d” está errada.br 59 e os alcoólatras são considerados como . já que com o divórcio a emancipação perdeu seus efeitos. não afeta a aptidão para o gozo de direitos. E observem que a questão pede que seja assinalada a alternativa incorreta. pois Flávia não atingiu a maioridade. inciso V do CC permite a emancipação pela existência de emprego. ao contrário da incapacidade absoluta. 7°. A letra “a”. II do CC) e o divórcio não faz com que se perca a emancipação. ouvido o tutor (e não os pais). 5°. sem decretação da ausência se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. parágrafo único. desde que tenha 16 anos completos. b) a emancipação do menor pode ser obtida com a relação de emprego que proporcione economia própria. pois o art. Lauro Escobar www. tanto a incapacidade absoluta como a relativa (espécies de capacidade de fato ou exercício). pois em qualquer locação de imóvel basta a idade de dezesseis anos do locador para sua validade. pois o art. realmente está errada. Comentários: A questão trata de temas variados desta aula. celebra um contrato de locação de um imóvel de sua propriedade. já que com o divórcio a emancipação perdeu seus efeitos.pontodosconcursos. c) nulo. c) pode ser declarada a morte presumida. Logo o negócio é plenamente válido por ter sido realizado por pessoa emancipada. desde que com autorização dos pais ou responsáveis. com dezessete anos de idade. 5°.com. pois Flávia está emancipada. Logo foi casada. Comentários: Observem que apesar de ter 17 anos e ter celebrado um contrato sem a assistência de seus. e) os viciados em tóxicos relativamente incapazes. A letra “c” também está correta. D. sem a assistência de seus pais. D. A alternativa “b” está correta. não afetam a aptidão para o gozo de direitos (capacidade de direito). desde que tenha 16 anos completos. Pode-se afirmar que o contrato é: a) nulo em virtude da incapacidade de Flávia. divorciada. parágrafo único. CC permite a declaração de morte presumida sem Prof. d) a mulher pode casar-se com 16 anos. pois a emancipação será concedida pelo Juiz. b) anulável em virtude da incapacidade de Flávia. d) válido. uma vez que o exercício será sempre possível com a representação. Flávia é divorciada. Além disso. pois a incapacidade relativa é suprida pela assistência e não pela representação. e) válido.04) Flávia. desde que o menor tenha 16 anos completos. Gabarito: “C”.

pois os relativamente capazes (embora este termo não esteja errado. CC). Comentários: O casamento é uma das hipóteses de emancipação. com a colação de grau superior e com o estabelecimento civil ou comercial com economia própria. Trata-se de um dispositivo referente ao Direito de Família (art. equiparado ao nascituro. Gabarito: “D”.pontodosconcursos. D. Lauro Escobar www. e) o tutor pode emancipar o relativamente incapaz. por isso é uma das causa em que a incapacidade poderá cessar. ou de seus representantes legais. CC: O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar. considerando as normas do Código Civil em vigor. exigindo-se autorização de ambos os pais. de acordo com a legislação em vigor. e os que. de autorização dos pais. A letra “e” está correta. b) os absolutamente incapazes. para tanto. nos casos em que não há poder familiar. b) a emancipação pode se dar com a concessão dos pais. entre as alternativas seguintes.07) Assinale. CC prevê que os ébrios habituais. 1. com emprego público efetivo. Finalmente vimos que o tutor não pode emancipar o menor. nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão provisória. tenham o discernimento reduzido são relativamente incapazes. pois os absolutamente incapazes devem ser representados (e não assistidos) por seus representantes legais. Acrescente-se que celebrado o casamento de uma pessoa com 16 anos ocorre a emancipação. a CORRETA. A letra “b” também está errada.br 60 . quanto aos ausentes. ouvido o tutor.517.06) Assinale a alternativa CORRETA: a) são considerados relativamente capazes os maiores de dezoito e menores de vinte e um anos. pois o art. d) para os menores a incapacidade poderá cessar com o casamento. com o casamento. presume-se esta. a) a existência da pessoa natural termina com a morte. D. c) os pródigos são considerados absolutamente incapazes.511. enquanto não atingida a maioridade civil). desde que assistidos pelos pais. Se este não tiver pais a emancipação deve ser concedida pelo Juiz. cessando a incapacidade e ficando o menor habilitado para a prática de todos os atos na vida civil (arts. 4°. pois tanto a mulher como o homem podem se casar aos 16 anos.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR decretação de ausência na hipótese narrada na questão. Prof.com. os viciados em tóxicos. com a sentença do Juiz. é mais técnico usar a expressão “relativamente incapazes”) são as pessoas maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. A letra “d” também está correta. Gabarito: “A”. 5° e 1. Os pródigos são considerados relativamente incapazes (letra “c” errada). c) o embrião fecundado in vitro e não implantado no útero materno é sujeito de direito. necessitando. estão aptos a praticar os atos da vida civil. A letra “a” está errada. que irá apenas consultar o tutor a respeito (letra “e” errada). por deficiência mental. II.

tendo-se em vista o que será melhor para o menor (alternativa “e” errada). pois o art.br 61 . por sentença do Juiz. Se houver um conflito entre os pais o próprio Juiz é quem decidirá pela emancipação (ou não) do menor.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) embora o nome de uma pessoa goze de proteção legal. Comentários: A alternativa correta trata da leitura atenta do art. por instrumento público. pois o instituto é da comoriência (e não comociência). como na questão). Comentários: A emancipação do menor de 18. independentemente de ser ouvido o tutor. as hipóteses de emancipação. Trata-se de um erro sutil. A letra “e” está errada. No entanto a questão como um todo. mas maior de 16 anos se dará por concessão de ambos os pais (na falta de um o outro). pois em que pese algumas posições doutrinárias divergentes. a presunção (que é relativa. 2°. 6°. e) se dois indivíduos falecerem na mesma ocasião. Além disso. pois não basta somente ter 16 anos. mas ela está incompleta. o mesmo não se dá quanto ao pseudônimo utilizado em atividades lícitas. ao menor de 16 (dezesseis) anos completos. Isto ainda pode mudar no futuro. pois o art. A alternativa “d” também está incorreta. A letra “c” está incorreta. admite prova em contrário) é de que ambos morreram simultaneamente (art.08) A emancipação do menor estará CORRETA. CC fala em abertura da sucessão definitiva (e não provisória. Portanto não há esta equiparação pela lei. 5° e seu parágrafo único do CC. alcançada esta idade não há emancipação automática. automaticamente. Além disso. D. d) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos. CC equipara o pseudônimo ao nome para fins de proteção civil. por meio de instrumento público. devemos nos ater ao que diz o texto de nosso Código Civil. independentemente de homologação judicial (alternativa “b” errada). mas em havendo um conflito de interesses entre ambos o juiz nomeará um tutor para a emancipação. pois ainda não nasceu. ou seja.com. independentemente de homologação judicial. O art. concedida por seus pais por instrumento público. 19. Mas atualmente não há equiparação do embrião fecundado in vitro e ainda não implantado no útero materno com o nascituro propriamente dito. b) por concessão dos pais. homologado judicialmente. 8°. nada mencionando sobre embriões e a hipótese da fecundação in vitro. CC). se: a) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos. Gabarito: “B”. ou seja. A Prof. e) se o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos qualquer um dos pais poderá emancipá-lo. o nascituro não é um sujeito de direitos. CC prevê que a lei põe a salvo os direitos do nascituro. Lauro Escobar www.pontodosconcursos. principalmente sendo a atividade lícita. c) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos. Vejam que se o aluno for afoito. ocorreu o instituto da comociência em que se presume que a pessoa mais velha morreu primeiro. pode assinalar a alternativa “a” como correta. pode ser considerada perigosa! A letra “a” está errada.

Gabarito: “E”. o local onde servir (portanto. no ato constitutivo da entidade. EXCETO: a) pela concessão dos pais. em função dela.com. c) pelo exercício de emprego público efetivo. 76 e seu parágrafo único do CC.09) (Magistratura do Trabalho – 8a Região/PA – 2007) Diz a lei que são hipóteses em que cessa a incapacidade dos menores.pontodosconcursos. neste caso. b) Para que a ocorrência de fato natural não resulte em extinção de uma pessoa jurídica. QUESTÃO 01 (CESPE/UnB – Analista Processual – MPU/2010) Considerando a regulamentação constitucional e civilista. estas pessoas possuem domicílio necessário). representa um atributo. Prof. julgando as assertivas e colocando CERTO ou ERRADO. d) pela colação de grau em curso de ensino superior. Gabarito: “C”. e) pela existência de relação de emprego. através de uma sentença. b) pelo casamento. manutenção de suas atividades. COMENTÁRIOS: a) Errado. sendo que no processo o tutor será apenas consultado sobre a possibilidade de emancipação. independentemente de homologação judicial. pode-se prever. D. inserimos mais exercícios. o do preso condenado e do incapaz. Meus amigos e alunos: a exemplo da aula anterior. Só que estes seguem o padrão da CESPE/UnB. c) Personalidade jurídica. parágrafo único. 5°. será nomeado um tutor. definida como a maior ou menor extensão dos direitos e das obrigações de uma pessoa. As demais alternativas estão previstas no dispositivo citado. desde que. o domicílio necessário. mas este não poderá emancipar o menor. mas sim domicílio necessário). Comentários: O art. pois se o menor não estiver sob o poder familiar por algum motivo. o menor com quinze anos completos detenha economia própria. CC determina que a emancipação. o domicílio do marítimo e do militar do Exército é o de eleição da pessoa natural.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR letra “d” também está errada. nestas hipóteses. O domicílio do marítimo é o local onde o navio estiver matriculado e o do militar do exército. mediante instrumento público.br 62 . julgue os próximos itens: a) De acordo com o Código Civil. se dá se o menor tiver dezesseis anos completos. a emancipação neste caso será feita pelo Juiz. Conferir art. V. ou de um deles na falta do outro. para que ela fique ainda mais completa. Lauro Escobar www. Já o domicílio do preso condenado é lugar onde está cumprindo a sentença e o do incapaz o do seu representante ou assistente (portanto. não há domicílio de eleição.

CC exige que haja uma sentença. fez. Alguns autores ainda exigem que haja o trânsito em julgado da decisão condenatória. julgue os seguintes itens. 46. herdando ele todos os bens e passando a residir com seus avós maternos. essa venda é anulável. sendo a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações. sozinho e de boa-fé. reconhecida pela ordem jurídica a alguém. Personalidade é o conjunto de caracteres próprios da pessoa. Tempos depois. c) Certo. faleceram em grave acidente automobilístico. c) Errado. 7°.pontodosconcursos. Prescreve o art. sendo a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações. a venda de uma casa de praia a um casal de argentinos residentes na França. nas hipóteses do art.com.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) Certo. o domicílio deste será o voluntário. o domicílio necessário do preso somente se aplica quando houver sentença condenatória. pois trata-se de negócio jurídico efetuado por indivíduo relativamente incapaz não assistido por seus representantes legais. de fato. jovem de 19 anos de idade. c) Pode ser declarada por sentença a morte presumida da pessoa natural sem a necessidade da decretação da sua ausência. Personalidade é o conjunto de caracteres próprios da pessoa. A expressão “ocorrência de fato natural” utilizada pelo examinador para a extinção da pessoa jurídica significa que pelo menos um dos sócios faleceu (a morte é um fato natural). Nessa situação. b) Certo. COMENTÁRIOS: a) Certo.TCU – Analista de Controle Externo – 2008) Julgue os itens a seguir: a) Os pais de Hortelino. Está errado afirmar que ela se define como maior ou menor extensão dos direitos e obrigações. E esta. VI. É atributo da dignidade do homem. CC que o registro deve conter as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio. QUESTÃO 02 (CESPE/UnB – Analista e Técnico Judiciário – Área Judiciária – TRT 17a Região/ES – 2009) A respeito das pessoas naturais e jurídicas. 76. pode ser uma causa de extinção da pessoa jurídica. Ocorre que o ato constitutivo da entidade pode prever o prosseguimento das suas atividades por intermédio dos demais membros ou de seus herdeiros. Lauro Escobar www. Prof. e do domicílio. a) No caso de preso ainda não condenado. CC. O art.br 63 . Portanto. reconhecida pela ordem jurídica a alguém. b) Personalidade jurídica é a potencialidade de a pessoa adquirir direitos ou contrair obrigações na ordem civil. não abrangendo casos de prisão provisória. necessitando saldar dívidas contraídas com cartão de crédito. Pode ser declarada por sentença a morte presumida da pessoa natural sem a necessidade da decretação da sua ausência. QUESTÃO 03 (CESPE/UnB .

no Estado do Piauí. Nesse caso. Lauro Escobar www. durante o período em que ele estiver exercendo esse cargo. configurando-se o que se denomina domicílio necessário. nos termos do Código Civil vigente. COMENTÁRIOS: a) Errado. caso ele seja aprovado no vestibular. com dezesseis anos de idade. com sede em São Paulo. No caso ele foi nomeado para um cargo em comissão (que não é permanente). No caso concreto é Teresina. De acordo com o art. Ranulfo passará a ter por domicílio a Capital Federal. Genivaldo poderá demandar judicialmente a referida instituição financeira na própria capital piauiense.2008) Suponha-se que Aldo. apesar de não ter 18 anos de idade. c) Caso Aldo se case com Maria.pontodosconcursos. b) Errado. adquiriu um automóvel por meio de financiamento obtido junto à financeira da própria montadora. 5o.) o outro poderá emancipar sozinho. QUESTÃO 04 (CESPE/UnB – Advogado Geral da União . residente em Teresina-PI. julgue os itens em seguida.com. de dezessete anos de idade. foi nomeado para o cargo em comissão de diretor financeiro de uma autarquia com sede em Brasília. Somente na hipótese de um dos pais faltar (ex. etc. Roraima. c) Genivaldo. deseja ser emancipado por seus pais. caput. CC prevê que os contratantes podem especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes. b) A hipótese de emancipação apresentada é classificada pela doutrina como emancipação voluntária. tornar-se-á plenamente capaz. e) Caso Aldo seja emancipado com a concordância de seus pais e queira se casar após a emancipação. Nessa situação. CC). Hortelino possui 19 (dezenove) anos de idade. perda ou suspensão do poder familiar. 5°. c) Certo. será automaticamente emancipado. inciso I do CC. Nessa situação e de acordo com a legislação civil vigente relativa à emancipação e à família.: morte.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) Ranulfo. essa emancipação terá efeito de pleno direito. 76. ausência. auditor-fiscal lotado na Delegacia da Receita Federal em Boa Vista-RR. para se emancipar alguém é necessária a concessão de ambos os pais. parágrafo único. Portanto seu domicílio continua sendo em Boa Vista. COMENTÁRIOS: a) Errado. O art. inobstante tal fato. Prof.br 64 . o mesmo ocorrendo com ela. ainda assim deverá ter a autorização deles. Portanto a venda que realizou é considerada válida. CC). Com essa idade já é absolutamente capaz (art. local onde foi assinado o contrato. a) Se apenas o pai de Aldo desejar emancipá-lo. 78. O domicílio necessário do servidor público é o local onde ele exerce permanentemente suas funções (art. d) Supondo que Aldo esteja concluindo a 3a série do ensino médio.

CC). lembrando que a idade nupcial é de 16 anos.br 65 . Uma vez emancipado pela concessão dos pais. parágrafo único. c) Errado. O casamento é forma de emancipação da pessoa natural.INSS/2008 – Analista do Seguro Social) Acerca da tutela e curatela no direito civil. b) Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião. previsto no art. CC. pois já é emancipado e. CC.pontodosconcursos. julgue os seguintes itens. 8o. não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros. conforme o art.511. enfim. vender. c) Certo. Lembrando que o divórcio e a viuvez não implicam no retorno à incapacidade. b) Certo. doar. Lauro Escobar www. Já a capacidade de fato ou de exercício é a aptidão para exercitar por si próprio os atos da vida civil. Trata-se do instituto da comoriência. c) O foro de eleição constitui espécie de domicílio necessário ou legal especial. 5°. Uma delas é emancipação voluntária (ou emancipação parental). presumir-se-ão simultaneamente mortos. QUESTÃO 05 (CESPE/UnB . hipotecar. 5°. a pessoa já pode realizar todos os atos negociais em nome próprio. inclusive se casar. própria de todo ser humano e que só se perde com a morte.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) Certo. Ambos necessitarão apenas da autorização de seus pais para o casamento (art. por tal motivo.com. Prof. d) Errado.INSS/2008 – Analista do Seguro Social com Formação em Direito) No que concerne ao direito civil das pessoas. e) Errado. A emancipação também é conhecida como antecipação dos efeitos da maioridade e possui muitas espécies. em que os pais autorizam a emancipação. parágrafo único. CC). absolutamente capaz. Trata-se de uma questão em que se exige do candidato o conhecimento de expressões sinônimas. Pode comprar. II. sem necessitar de homologação do Juiz. COMENTÁRIOS: a) Errado. 1. julgue os itens subsequentes. inciso IV. A emancipação se dá com a efetiva realização do casamento. QUESTÃO 06 (CESPE/UnB . sem assistência ou autorização de seus pais. para adquirir direitos e contrair obrigações. a) A capacidade de fato ou de exercício da pessoa natural é a aptidão oriunda da personalidade para adquirir direitos e contrair obrigações na vida civil. É a capacidade de direito que é oriunda da personalidade. O foro de eleição é uma espécie de domicílio voluntário especial. A emancipação se dá com a colação de grau superior (faculdade) e não o fato de ter sido aprovado em um vestibular (confira: art. realizar todos os atos da vida civil.

ou seja. o que lhe assegura compensação financeira pelo uso não autorizado de seu nome. Protege o menor (impúbere ou púbere) não emancipado e seus bens. c) O nome do renomado pesquisador faz parte de seus direitos de propriedade. Lauro Escobar www. b) A divulgação da referida descoberta. como no caso em que uma pessoa. por objeto. podem coexistir e. em situações bem especiais. A tutela é um instituto de caráter assistencial que tem por finalidade substituir o poder familiar. Admite-se. na realidade. a produção de efeitos de forma retroativa. o erro da questão reside na expressão “em qualquer hipótese”. COMENTÁRIOS: a) Errado. feita pelo cientista francês à imprensa. Neste caso a doutrina entende que há a possibilidade de retroatividade da sentença de interdição. se seus pais falecerem ou forem suspensos ou destituídos do poder familiar. mas ainda não declarado por sentença como tal. porém domiciliado na Alemanha. a personalidade jurídica dessa heroína teria se iniciado no momento em que foi concebida. grau da doença mental. a um só tempo.11/4/2007. p. se a doença era aparente ou não. julgue os itens a seguir. 75 . Assim.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) Tutela e poder familiar são institutos jurídicos que não se excluem. Leva-se em consideração: a data da realização do negócio (próxima a do ingresso com ação). classifica-se como um fato jurídico stricto sensu. podem ser de uma múmia egípcia. assim. pois a partir desse momento estariam legalmente assegurados os seus direitos. (Revista IstoÉ . somente produz efeitos após o seu trânsito em julgado. as regras relativas ao princípio e término de sua personalidade jurídica seriam as contidas no direito alemão. a) Se Joana d’Arc fosse brasileira. A regra é que a sentença somente produz efeitos após o seu trânsito em julgado. porém. QUESTÃO 07 (CESPE/UnB – Analista Judiciário TST – 2008) O cientista francês Philippe Charlier trouxe à tona uma revelação inimaginável: os restos mortais da guerreira e mártir francesa Joana d’Arc são falsos — e.com adaptações). d) Se o cientista em questão fosse de nacionalidade brasileira. Considerando a notícia acima e a legislação civil brasileira. etc. terem ambos. vendeu sua casa e a ação de interdição somente foi proposta posteriormente à venda. COMENTÁRIOS: Prof.com. Somente se pode falar em tutela se não houver poder familiar. o mesmo incapaz. se era ou não do conhecimento da outra parte. Portanto são institutos que se excluem. b) A sentença que declara a interdição do incapaz. em qualquer hipótese.pontodosconcursos. valor do negócio. reconhecidamente por todos da comunidade em que vive (inclusive pelo comprador) como doente mental. b) Errado (questão de doutrina).br 66 .

se um dos cônjuges for menor. o nome. a) O menor que for emancipado aos dezesseis anos de idade em razão de casamento civil e que se divorciar aos dezessete anos retornará ao status de relativamente incapaz. Esta situação não se enquadra no disposto no art. a personalidade da pessoa natural se inicia com o nascimento com vida. julgue o item a seguir. A pluralidade domiciliar somente é aplicável na hipótese de alternância da residência. c) Errado. Como o relatado na questão não se encaixa nestas hipóteses. a morte. b) No que concerne a domicílio. COMENTÁRIOS: a) Errado. Os arts.com. será considerado emancipado. c) A fixação da residência em determinado lugar configura o elemento subjetivo inerente ao conceito legal do domicílio da pessoa natural.br 67 . Após a celebração de um casamento. não haverá esta compensação financeira. QUESTÃO 09 (CESPE/UnB – Analista Judiciário STM/2011) No que se refere ao Novo Código Civil. 17 e 18. 7o. CC prevê que embora a lei ponha a salvo os direitos do nascituro. é correto afirmar que. sobre a Lei de Introdução do Código Civil. julgue os itens seguintes. O elemento subjetivo é a intenção de permanecer neste local.pontodosconcursos. bem como em propagandas comerciais sem autorização. É o que prevê o art. 15. O art. A fixação da residência em determinado local configura o elemento objetivo. tendo uma pessoa natural vivido sucessivamente em diversas residências. QUESTÃO 08 (CESPE/UnB – Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo – 2009) De acordo com o Código Civil. CC. qualquer uma delas será considerada como domicílio seu. a viuvez e mesmo a Prof. 2o. CC determinam que o nome de uma pessoa não pode ser usado em publicações que exponham a pessoa ao desprezo publico.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) Errado. da LICC prevê que “a lei do País em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade. a capacidade e os direitos de família”. A questão fala em “tendo vivido sucessivamente”. CC. O art. com ânimo definitivo (também chamado de animus manendi). caput. d) Certo. a) O indivíduo não pode ser constrangido a submeter-se a tratamento ou a intervenção cirúrgica com risco de morte. A resposta para esta questão está na aula anterior. Lauro Escobar www. Veremos em aula mais adiante que fato jurídico em sentido estrito é o nascimento. b) Errado. O divórcio. COMENTÁRIOS: a) Certo. b) Errado (pegadinha). bem como outros fatos naturais dos quais não dependem da vontade humana. 71. No caso concreto a divulgação da descoberta é um fato que depende da vontade humana c) Errado.

d) intransmissíveis.: a questão original falava em “separar judicialmente”. podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.01) De acordo com o Código Civil. irrenunciáveis. A. limitados e imprescritíveis. limitados. podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. c) absolutos. Em relação a um casamento nulo (não é a hipótese da questão) “pode” fazer com que se retorne à situação de incapaz. Lauro Escobar www. d) para a manutenção da ordem pública. absolutos. podendo o seu exercício sofrer.04) Sobre os direitos de personalidade.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR anulação do casamento ocorrida logo a seguir não implicam no retorno à incapacidade. intransmissíveis. o Código Civil admite a exposição da imagem da pessoa sem sua autorização. por não ser detentora de honra. A.03) Sobre tutela dos direitos da personalidade assinale a alternativa CORRETA: a) falecida a pessoa. irrenunciáveis. 2005) Os direitos da personalidade são a) disponíveis. parcialmente. renunciáveis e) absolutos. LISTA DE EXERCÍCIOS SEM COMENTÁRIOS A) PERSONALIDADE A.br 68 .. ilimitados. determinadas d) inatos. transmissíveis. Obs. renunciáveis. imprescritíveis. Prof. b) relativos. os direitos inerentes à dignidade da pessoa humana são: a) absolutos. c) no ordenamento jurídico brasileiro. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. em renunciáveis. ilimitados e penhoráveis. b) intransmissíveis. intransmissíveis. No entanto a doutrina entende que a separação judicial foi revogada de nosso ordenamento jurídico. mesmo que esta exponha o paciente a risco de vida. situações. transmissíveis.pontodosconcursos. A. b) é vedada à pessoa a disposição gratuita do próprio corpo.. intransmissíveis. impenhoráveis. limitação voluntária.02) (OAB/SP – irrenunciáveis e . não se admite a possibilidade de alteração do sobrenome. e) uma pessoa pode ser constrangida a submeter-se a uma intervenção cirúrgica. cessa a possibilidade de tutela desses direitos. c) intransmissíveis. ilimitados e imprescritíveis.com. pode-se afirmar que: a) a pessoa jurídica não é titular de tais direitos.

e reclamar perdas e danos. seja qual for a hipótese. porém são admitidas diversas limitações voluntárias. b) renunciáveis e transmissíveis. entre os quais se pode citar a integridade física. e) irrenunciáveis e intransmissíveis. pois os direitos de personalidade.pontodosconcursos. para quaisquer fins. da imagem de uma pessoa. ainda que o titular do direito de personalidade já tenha falecido. por terceiro.br 69 . e) caracterizam-se por serem apenas extrapatrimoniais. à pessoa juridicamente capaz.07) (Magistratura do Trabalho – 8a Região/PA – 2007) Assinale a alternativa CORRETA da disciplina do Código Civil sobre os direitos de personalidade: Prof. d) renunciáveis e transmissíveis. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. os direitos de personalidade são: a) irrenunciáveis. d) embora o nome de uma pessoa goze de proteção legal. desde que tal uso não lhe atinja a honra.06) (FCC – Tribunal Regional Federal .1a Região – Técnico Administrativo – 2006) Com exceção dos casos previstos em lei. d) embora eles sejam intransmissíveis. mas não pode o seu exercício sofrer limitação voluntária. mas pode o seu exercício sofrer limitação voluntária. b) é viável a utilização. podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. sendo vedado a qualquer outra pessoa levar a efeito tais medidas. e) apenas o titular do direito de personalidade pode exigir que cesse a ameaça. pode-se afirmar: a) é vedado. a boa fama ou a respeitabilidade. A. Lauro Escobar www. c) irrenunciáveis e intransmissíveis. são irrenunciáveis. c) é permitida a disposição livre e onerosa do próprio corpo. A. o mesmo não se dá quanto ao pseudônimo utilizado em atividades lícitas.05) (Procurador do Distrito Federal – 2005) Quanto aos direitos de personalidade. o direito de exigir sua reparação transmite-se aos sucessores. mas transmissíveis. órgãos e partes do próprio corpo. a direito da personalidade.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) são renunciáveis. podendo seu exercício sofrer limitação voluntária. c) pelo Código Civil os direitos de personalidade são irrenunciáveis.com. A. dispor gratuitamente de tecidos. ou a lesão. nem se destine a fins comerciais.

A. e) vilipendia. b) irrenunciabilidade.09) (Fundação Getúlio Vargas – Magistratura do Estado do Pará) O Código Civil.08) (CESPE/UnB .10) (OAB/RS – 2006) Em se tratando de direitos da personalidade. todavia é válida a disposição gratuita do próprio corpo. b) os direitos da personalidade se enquadram no campo dos direitos eminentemente relativos.pontodosconcursos.br 70 . desde que presente a intenção difamatória. c) com a finalidade de preservação do direito à integridade física é possível. Lauro Escobar www. b) impõe. e) o pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. a lei civil autoriza a divulgação da imagem da pessoa sem a sua devida e prévia autorização. sem autorização. não será utilizado em propaganda comercial. a adoção coativa de tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. a) na hipótese de manutenção da ordem pública.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) os direitos de personalidade são sempre intransmissíveis e irrenunciáveis. c) ocorrendo a morte da pessoa. Prof. assinale a alternativa CORRETA. para depois da morte. no que concerne às circunstâncias de transgenitalização: a) proíbe. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.com. no todo ou em parte. d) o nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público. A. e) impenhorabilidade. quando importar diminuição permanente da integridade física. c) disponibilidade.OAB/SP – 2008) Não é própria aos direitos da personalidade a qualidade de: a) imprescritibilidade. no âmbito dos direitos da personalidade. A. c) estimula. d) efeitos erga omnes. cessa a tutela sobre sua personalidade. b) é sempre defeso o ato de disposição do próprio corpo. mediante determinação judicial. com objetivo altruístico ou científico. d) permite. bem como. ou contrariar os bons costumes. d) não há previsão legal que regule a possibilidade de alteração do sobrenome da pessoa.

A. indenização pelas perdas e danos daí decorrentes. exceto nos serviços seletivos e especiais.br 71 . A. b) a existência legal da pessoa natural se dá a partir do registro no Cartório Civil das Pessoas Naturais. qualquer parente em linha reta e colateral até o quarto grau. e reclamar perdas e danos. c) o nome da pessoa natural é protegido contra qualquer divulgação ou publicação não autorizada pelo titular. urbanos e semiurbanos. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. os descendentes e os colaterais até o quarto grau. incluindo-se os serviços seletivos e especiais. permitida. de maneira geral. o interessado tem direito de reclamar somente as eventuais perdas e danos desta lesão. razão pela qual fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos. b) o cônjuge sobrevivente. a toda pessoa com mais de: a) 65 anos.pontodosconcursos. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. sendo necessária sua autorização se lhe atingir a honra. exposição ou utilização da imagem da pessoa é. a direito da personalidade. b) 60 anos. qualquer parente em linha reta e colateral até o terceiro grau. podendo este obter judicialmente a cessação da divulgação ou publicação ou. Prof. a boa fama ou a respeitabilidade. ainda que prestados paralelamente aos serviços regulares. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. d) 70 anos.11) (OAB/MG – 2007) Assinale a afirmativa CORRETA: a) a publicação.13) (Defensoria Pública do Estado do Ceará – FCC – 2009) O envelhecimento é um direito personalíssimo e sua proteção um direito social. exceto nos serviços seletivos e especiais. exceto nos serviços seletivos e especiais. sem prejuízo de outras sanções previstas em lei”. A. ou se destinar a fins comerciais. objetivando distinguir pessoas de uma mesma família com nomes iguais denomina-se codinome. c) o cônjuge sobrevivente.12) (Delegado de Polícia Civil do Estado de Goiás – 2003) O Código Civil preceitua que “se pode exigir que cesse a ameaça ou a lesão. Lauro Escobar www. e) o cônjuge sobrevivente.com. c) 65 anos.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) o elemento que permite integrar o nome. ainda. qualquer parente em linha reta e colateral até o segundo grau. Em caso de morte. d) o cônjuge sobrevivente. d) havendo alguma lesão ao direito de personalidade. tem legitimação para requerer a medida prevista no artigo citado: a) o cônjuge sobrevivente e os demais descendentes.

c) se o ausente contar com 70 anos e decorrendo cinco anos de suas últimas notícias. será declarado morto. sem decretação de ausência. A. A. o piloto e o copiloto viajavam de avião quando sofreram grave acidente aéreo. mesmo quando inexistir serviços regulares.pontodosconcursos. d) nesse caso. b) comoriência. configurada está a: a) declaração judicial de morte presumida. Prof. devendo o juiz. e) morte real. e) será declarado morto apenas depois de contar oitenta anos de idade e haverem decorrido cinco anos de suas últimas notícias. assinale a opção CORRETA. não for encontrada até dois anos após o término da guerra.com. que a lei considera como fato extintivo da pessoa natural. em grande parte. provada a sua presença no local do acidente e não sendo encontrado o cadáver para exame: a) será declarado morto à vista após a confecção do Boletim de Ocorrência registrando o sinistro e de sua apresentação no Cartório de Pessoas Naturais. d) poderão os juízes togados. Lauro Escobar www.16) (CESPE/UnB FINEP – Financiadora de Estudos e ProjetosAnalista Jurídico . d) morte presumida pela declaração judicial de ausência.2009) Pedro. deve ser declarada a ausência. b) trata-se de morte presumida. e) o desaparecimento de Pedro e Paulo impõe preliminarmente a nomeação de curador para administrar os bens dos ausentes. por tratar-se de circunstância vedada na legislação vigente.14) (Advogado Contencioso do BNDES – 2009) Desaparecendo alguém em uma catástrofe. a equipe de resgate havia encontrado apenas 10 corpos. e encerrou as buscas.15) (ESAF – AFRFB/2009) Se uma pessoa. seu filho Paulo. mediante justificação. Nove corpos foram identificados e nenhum era de Pedro ou de Paulo. Considerando essa situação hipotética. exceto nos serviços seletivos e especiais. A perícia concluiu pela impossibilidade de haver sobrevivente. somente podendo ser considerado como morto presumido nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva.br 72 . sem decretação de ausência. c) nessa situação. b) somente será considerado morto vinte anos depois de passada em julgado a sentença de abertura da sucessão provisória. fato que dificultou a identificação.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) 65 anos. dez outras pessoas. não há de se falar em comoriência. determinar a lavratura do assento de óbito. Após vinte dias. carbonizados. a) essa situação configura típico caso de morte civil. c) morte civil. A. se houver. que participava de operações bélicas.

por enfermidade ou deficiência mental. c) somente pode ser intentada após a ação de anulação de registro. ASSINALE: a) os itens I. os excepcionais sem desenvolvimento mental completo. B) CAPACIDADE B. IV – os que. A.17) (VUNESP – Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – 2011) Considerando a jurisprudência majoritária do Superior Tribunal de Justiça. os pródigos. b) 18 anos. II e IV são considerados corretos. B. Prof. não tiveram o necessário discernimento para a prática desses atos. por causa transitória. a) é imprescritível. d) somente o item V está incorreto. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil. IV e V estão corretos. e) 16 anos. não puderem exprimir sua vontade. não puderem exprimir sua vontade. d) somente pode ser proposta se vivo o pai.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR de ofício. b) prescreve em quatro anos. os toxicômanos. os que. c) 16 anos. os pródigos. d) 16 anos.br 73 . III – os silvícolas. declarar ambos como ausentes e promover.01) São consideradas absolutamente incapazes pela atual legislação civil: I – os menores de 16 anos. os que somente não puderem exprimir sua vontade. mediante a ação própria de investigação de paternidade. os ébrios habituais. os que por enfermidade ou deficiência mental. Lauro Escobar www. por enfermidade ou deficiência mental. c) os itens I. em razão e por causa permanente.02) São absolutamente incapazes os menores de: a) 16 anos. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil. em seguida a sucessão provisória. II – os maiores de 80 anos. por enfermidade ou deficiência mental. os que. b) somente o item I está correto. os que mesmo por causa transitória. assinale a alternativa correta quanto ao direito de ser reconhecido como filho.pontodosconcursos. e) todas as alternativas estão corretas. V – os que. por se tratar de direito personalíssimo.com. a contar da maioridade ou emancipação do filho. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil.

mesmo por causa transitória. Concurso 171) O Código Civil exige. c) os maiores de 14 e menores de 18 anos. e) não será considerada pessoa. b) tenha capacidade de fato ou exercício. Lauro Escobar www. c) os menores de 16 anos já podem contratar. seja assistido por seu representante legal. c) é pessoa relativamente incapaz. mas após sua aprovação no concurso Prof. B. dotado de personalidade jurídica. para a validade na realização de um ato jurídico.05) (OAB/RS – 2006) Quanto à capacidade civil. com dezessete anos de idade. B. B.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR B. e) os viciados em tóxicos que por este motivo tenham o discernimento reduzido. d) os pródigos são incapazes relativamente a certos atos. c) seja pessoa física. sendo que por esse motivo não teve o seu registro de nascimento realizado: a) por não ter sido registrada ainda. sem ter sido assistido.03) É INCORRETO afirmar que são incapazes. b) são relativamente incapazes os que.07) A venda de um imóvel por um menor.pontodosconcursos. b) os excepcionais. tenham o discernimento reduzido. nem mesmo se for registrada. por deficiência mental.06) (Magistratura . relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: a) os ébrios habituais e os que. que sempre trabalhou na roça. d) os pródigos.com. que o agente seja capaz. Tal disposição legal configura a exigência de que o agente: a) tenha capacidade de gozo ou de direito. sem desenvolvimento mental completo.04) Uma pessoa com dezenove anos de idade. não existe juridicamente como pessoa natural. podemos afirmar que: a) os menores de 18 anos são absolutamente incapazes para exercer pessoalmente qualquer ato da vida civil. d) é pessoa absolutamente incapaz. não puderem exprimir sua vontade. c) somente tenha sempre mais de 18 anos. d) mesmo menor de 16 anos.br 74 . pois não há registro retroativo. B. b) é pessoa plenamente capaz. sem haja vício de vontade.São Paulo.

porque o menor não foi emancipado. que trata sobre a presunção absoluta de morte simultânea. acarretando. será: a) inexistente. relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer. os viciados em tóxico e os pródigos são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. porque o agente é relativamente incapaz. porque o agente não foi assistido nem representado. em razão de sua relevância para esse ramo do Direito Civil. por causa transitória. d) nosso Código Civil trata do instituto da comoriência. d) a menoridade cessa aos 21 anos completos. não for encontrado até 02 (dois) anos após o término da guerra. desaparecido em campanha. do qual participou pagando a inscrição com suas próprias economias. b) os maiores de 18 (dezoito) e menores de 21 (vinte e um anos). com ou sem declaração de ausência. independente da presença de assistente. a possibilidade de decretação da anulação do ato. d) anulável. podem ser testemunhas em atos jurídicos e elaborar o seu próprio testamento. B. no livro do Direito das Sucessões. d) os que. ainda que presumida. em caso de violação do preceito. c) anulável. c) os menores relativamente incapazes. b) ineficaz.pontodosconcursos.br 75 .com. e) a declaração da morte presumida só poderá ser requerida se alguém. quando representados ou assistidos. b) os menores somente são capazes de direitos e obrigações.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR vestibular. Lauro Escobar www. c) os excepcionais. é CERTO que: a) os ébrios habituais.10) (Procurador do Banco Central – 2005) São relativamente incapazes: a) os que por enfermidade ou deficiência mental não tiverem o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil. B. B. não puderem exprimir sua vontade. b) a personalidade civil da pessoa começa com a concepção e termina com a morte. c) os ébrios habituais e os viciados em tóxicos que tenham o discernimento reduzido. quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. quando houver proibição total do exercício do direito pelo incapaz.09) (Analista Judiciário – 4a Região – 2005) A respeito das Pessoas Naturais. Prof.08) Assinale a alternativa CORRETA: a) a incapacidade será absoluta. porque o agente é absolutamente incapaz. sem desenvolvimento mental completo são incapazes.

d) o estado civil é uno e indivisível. habitualmente. desde que aberta a sua sucessão provisória. sem decretação de ausência.Advogado da IRB – Brasil Resseguros – 2008) Assinale a opção FALSA: a) o direito à personalidade é o direito da pessoa defender o que lhe é próprio. brasileiro e estrangeiro. a imagem. estando privado. viabilizar o registro do óbito. a honra. e) o instituto da incapacidade visa proteger os que são portadores de alguma deficiência jurídica apreciável. B. B. a privacidade. d) e o ausente será presumido morto somente depois de contar 80 (oitenta) anos de idade e de 05 (cinco) anos antes forem suas últimas notícias. como a vida. resolver problemas jurídicos e regular a sucessão causa mortis. e) e o ausente será considerado presumidamente morto depois de 10 (dez) anos do pedido de sucessão definitiva. expõe.11) (Procurador do Banco Central – 2005) A existência da Pessoa Natural termina com a morte. a liberdade. não adquire capacidade. b) presumindo-se a morte quanto aos ausentes. mediante remuneração. etc. b) pessoa idosa poderá sofrer interdição se a senectude originar um estado patológico.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) os menores de 16 (dezesseis) anos. da prática de atos que possam comprometer o seu patrimônio. a) a capacidade de exercício pressupõe a de gozo e esta não pode subsistir sem a de fato ou de exercício. com 16 anos de idade. retirando-lhe o necessário discernimento para pratica atos negociais. Prof. d) o direito brasileiro não admite a declaração de morte presumida sem decretação de ausência.pontodosconcursos. salvo nos casos de dupla nacionalidade. b) artista plástico menor. que. para. maior e menor. Lauro Escobar www. se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. a identidade. numa galeria.com. c) o pródigo é considerado. pelo Juiz. graduando a forma de proteção. em casos excepcionais.13) (Controladoria Geral da União – 2006) Assinale a opção VERDADEIRA. sem assistência do curador. relativamente incapaz. B. c) a condenação criminal acarreta incapacidade civil.br 76 . se sofre interdição.12) (ESAF . pois ninguém pode ser simultaneamente casado e solteiro. a) a qual pode ser declarada. c) a qual nunca pode ser presumida.

II. não está em condições de fazê-lo. a) a capacidade de fato é a aptidão de exercer por si os atos da vida civil. c) é relativa entre os dezesseis e vinte e um anos de idade e absoluta a partir de então. desde a concepção.15) (FCC . B. b) o portador de doença neurológica degenerativa progressiva grave.: naufrágio). pela sua gradativa assimilação à civilização. o lugar onde residam seus ascendentes e. é tido como absolutamente incapaz. os direitos do nascituro. a) da pessoa natural inicia-se com o nascimento com vida. deverá ser regida por leis especiais.. em razão de enfermidade mental ou de prodigalidade.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro. d) admite-se a morte presumida sem decretação de ausência. nos termos do atual Código Civil. em casos excepcionais (ex.br 77 . resolver problemas jurídicos gerados com o desaparecimento e regular a sucessão causa mortis. onde. seus parentes poderão requerer ao Juiz a declaração de sua ausência e nomeação de curador. alternadamente. mas a lei põe a salvo. que não tenha residência habitual. C) DOMICÍLIO C. ou melhor. e) não se apura exclusivamente com base no critério etário. Prof. Lauro Escobar www.pontodosconcursos. cometido por lei a alguém somente para administrar os bens de pessoa maior que. mas a lei põe a salvo. é um munus público. desde a concepção. por si só. b) da pessoa moral inicia-se com o nascimento com vida.01) (Analista Judiciário – TRF 1a Região – 2006 – FCC) Considere as seguintes assertivas a respeito do domicílio: I. e) a curatela é um instituto de interesse público.2006) Aponte a opção FALSA. O domicílio do marítimo é.14) (Tribunal de Contas da União – Analista de Controle Externo – ESAF . para viabilizar o registro de óbito. não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural. por não ter discernimento. d) será absoluta a partir dos dezoito anos incompletos e não é perdida em razão do envelhecimento. devendo ser interditado e representado. na falta deles. III.Defensoria Pública do Estado do Ceará . considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. os direitos do nascituro. viva.2009) A capacidade de fato. c) a capacidade dos índios. onde residam os descendentes. em regra. Se a pessoa natural tiver diversas residências. B..com. a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado.

nos inovadores termos do Código Civil de 2002. e) somente se o imóvel for de sua propriedade. Estados e Municípios – não possuem um domicílio.com. somente. b) as pessoas jurídicas estatais – União. c) I. Prof. está CORRETO o que se afirma SOMENTE em: a) I e III. a qual não terá direito de opção. é vedado ao particular possuir domicílio.br 78 . d) Salvador.04) (Advogado do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – 2006) A respeito do domicílio. c) qualquer das residências.02) (Analista Judiciário – TRT 16a Região/MA – 2009 – FCC) Pessoa que seja possuidora de duas residências regulares. b) I e IV. ter-se-á como domicílio civil de Maria: a) o lugar em que for encontrada. e) São Paulo. o militar. III e IV. d) havendo pluralidade de residências. II e III. III e IV.03) (Técnico Administrativo – TRF 1a Região – 2006) Maria é artista circense. Sua vida é viajar pelo Brasil fazendo espetáculos. o servidor público. b) o local de sua propriedade em que começou a residir em primeiro lugar. d) o local onde estiver residindo há mais tempo.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR IV. C. C. C. e) II. marque a afirmação CORRETA: a) o conceito de domicílio confunde-se com o de residência. o marítimo e o preso.pontodosconcursos. c) Rio de Janeiro. somente. De acordo com o Código Civil brasileiro. cabe à autoridade pública indicar o domicílio da pessoa natural. c) como vigora em nosso sistema o princípio da unicidade de domicílio. de acordo com o Código Civil brasileiro. que seus pais residem em São Paulo e que seus filhos residem em Salvador. Considerando que Maria nasceu no Rio de Janeiro. somente. O seu domicílio poderá ser: a) a localidade em que por último passou a residir. Têm domicílio necessário o incapaz. b) Rio de Janeiro ou Salvador. d) I. Lauro Escobar www.

07) (OAB/MG INCORRETA: 2007) Sobre domicílio. b) o domicílio do preso é o lugar onde foi processado.br 79 .pontodosconcursos. o militar e o incapaz. como consagrado pelo Código Civil. c) o domicílio do militar é o lugar onde servir. desconsiderando-se qualquer outra localidade onde também a exerça. quanto às relações concernentes à profissão: a) somente o lugar em que a pessoa natural estabelecer a sua residência com ânimo definitivo. d) o domicílio do servidor público é o lugar em que exerce permanentemente suas funções. c) o lugar em que for encontrada em dia útil. b) apenas o preso e o militar. Prof. desde que a pessoa natural tenha diversas residências onde alternadamente viva. C. cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem.06) O domicílio. d) o militar da ativa ou da reserva.com. b) o lugar onde esta é exercida.05) Assinale a alternativa CORRETA de acordo com as normas do Código Civil em vigor. qual seja. deverá indicar um local específico para todas as relações correspondentes. ainda que com habitualidade. e se exercitar a profissão em lugares diversos.08) (Procurador do Banco Central – 2005) Considera-se domicílio da Pessoa Natural. assinale a alternativa a) o domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente. d) somente um único lugar onde esta é exercida em caráter permanente e principal. configurado pela intenção (animus) de permanência definitiva. d) pode ser plural. a) é único e consiste no local em que a pessoa estabelece residência com ânimo definitivo. C. c) somente o marítimo. o estabelecimento físico da pessoa e outro subjetivo. Lauro Escobar www.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) é instituto caracterizado por um elemento objetivo. C. Possui(em) domicílio necessário: a) o servidor público. b) é único e consiste no centro de ocupação habitual da pessoa natural. c) é considerado o local onde a pessoa exerce sua profissão. e) o domicílio do marítimo é o do lugar onde o navio estiver matriculado C. e) as pessoas casadas. Se a pessoa exercer a profissão em locais diversos.

o servidor público. C. que será considerado o local de sua última residência. b) aparente.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) apenas o lugar para o qual estiver inscrita em caráter permanente no órgão de classe correspondente. e) voluntário especial. o lugar onde for encontrada. I.com. d) se tiver diversas residências. e) o domicílio do diplomata será. Lauro Escobar www. Nos contratos escritos. o domicílio deve ser necessariamente o local da residência dos contraentes. independentemente de exercê-la com habitualidade em outro local. Tal domicílio é: a) voluntário geral. III.br . considerar-se-á domiciliada no local em que primeiro houver estabelecido residência. sempre. C. o militar.09) (Controladoria Geral da União – 2006) Os marítimos têm por domicílio o local onde estiver matriculado o navio.11) (Auditor Fiscal do Estado da Paraíba – ICMS PB/2006) O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. e) III e IV.pontodosconcursos.Técnico Judiciário TJ-PE/2007) Considere as afirmativas abaixo sobre domicílio civil. C. onde. não perde o seu domicílio. c) legal. apenas sua sede será considerada domicílio para quaisquer atos praticados. b) I. II e III.10) (FCC . Têm domicílio necessário o incapaz. É correto o que se afirma APENAS em: a) I e II. IV. o Distrito Federal. Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes. c) I e III. 80 Prof. viva. o marítimo e o preso. porém a) quanto às relações concernentes à profissão também será domiciliada onde a profissão for exercida. alternadamente. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural. enquanto servir no estrangeiro. d) II e III. II. ainda que a pena seja elevada. d) ocasional. b) o preso em cumprimento de sentença. que não tenha residência habitual. c) o itinerante não tem domicílio.

Lauro Escobar www.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR C. Considerando-se que Maria contraiu matrimônio com João. II.13) (ESAF – Ministério do Desenvolvimento. afastando-o do conceito de residência. quanto às relações concernentes à profissão. b) I e III. sem que se consiga detectar qualquer habitualidade na sua permanência em qualquer uma delas. a lei civil optou por acolher a unidade de domicílio em oposição à pluralidade adotada em outros ordenamentos. e) quanto às pessoas jurídicas. D) EMANCIPAÇÃO D. O domicílio do servidor público é o local onde ele exerce suas funções com caráter de permanência. c) III e IV. o domicílio do município é o lugar onde funcione a administração municipal. III e IV. pode ser demandada onde se encontre. este será seu domicílio. Mariana exerceu emprego público transitório e Mônica colou grau em curso de ensino médio. no qual se sabe que pernoita.01) (TRF . Indústria e Comércio Exterior – MDIC – Analista de Comércio Exterior – 2012) Assinale a opção incorreta. cessou a incapacidade para os atos da vida civil para: a) Maria e Mônica. III. Ao estabelecer os requisitos para determinação do domicílio civil.Analista Judiciário – 2006 – 1a Região) Maria. Mariana e Mônica são menores de idade. julgue os itens seguintes. Pessoa que tenha diversas moradas. cada um deles será considerado domicilio para os atos nele praticados. de modo que o exercício de cargo de confiança em caráter transitório não modifica o domicílio original. d) I. I. a) o domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. C. c) nos contratos escritos.pontodosconcursos. Se alguém puder ser encontrado habitualmente em determinado endereço. IV.com.12) (CESPE – Defensor Público Estadual/PI – 2009) A respeito do domicílio civil. d) tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes. não poderão os contratantes especificar como domicílio o lugar onde exerçam e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes. e) II. Estão certos apenas os itens a) I e II. será considerado o lugar onde esta é exercida. conforme a teoria do domicílio aparente. II e IV.br 81 . b) o domicílio da pessoa natural. Prof.

DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) Maria e Mariana. c) Maria, Mariana e Mônica. d) Mônica. e) Maria. D.02) É considerado como uma das formas de emancipação: a) o contrato de trabalho. b) o ingresso em curso superior. c) o exercício do direito ao voto. d) o casamento. e) o consentimento do tutor mediante instrumento público. D.03) (Ordem dos Advogados do Brasil/MG – 2007) A incapacidade cessará para os menores: a) pelo ingresso em curso de ensino superior. b) pela aprovação em concurso público. c) pela existência de relação de emprego, desde que, em função dela, o menor, com dezesseis anos completos, tenha economia própria. d) por sentença do Juiz, ouvidos os pais, ainda que o menor não tenha dezesseis anos completos. D.04) Flávia, divorciada, com dezessete anos de idade, celebra um contrato de locação de um imóvel de sua propriedade, sem a assistência de seus pais. Pode-se afirmar que o contrato é: a) nulo em virtude da incapacidade de Flávia, já que com o divórcio a emancipação perdeu seus efeitos. b) anulável em virtude da incapacidade de Flávia, já que com o divórcio a emancipação perdeu seus efeitos. c) nulo, pois Flávia não atingiu a maioridade. d) válido, pois Flávia está emancipada. e) válido, pois em qualquer locação de imóvel basta a idade de dezesseis anos do locador para sua validade. D.05) Assinale a alternativa INCORRETA: a) a incapacidade relativa, ao contrário da incapacidade absoluta, não afeta a aptidão para o gozo de direitos, uma vez que o exercício será sempre possível com a representação. b) a emancipação do menor pode ser obtida com a relação de emprego que proporcione economia própria, desde que tenha 16 anos completos. c) pode ser declarada a morte presumida, sem decretação da ausência se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida.

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DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) a mulher pode casar-se com 16 anos, desde que com autorização dos pais ou responsáveis. e) os viciados em tóxicos relativamente incapazes. e os alcoólatras são considerados como

D.06) Assinale a alternativa CORRETA: a) são considerados relativamente capazes os maiores de dezoito e menores de vinte e um anos. b) os absolutamente incapazes, desde que assistidos pelos pais, estão aptos a praticar os atos da vida civil. c) os pródigos são considerados absolutamente incapazes. d) para os menores a incapacidade poderá cessar com o casamento. e) o tutor pode emancipar o relativamente incapaz. D.07) Assinale, considerando as normas do Código Civil em vigor, entre as alternativas seguintes, a CORRETA. a) a existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão provisória. b) a emancipação pode se dar com a concessão dos pais, com a sentença do Juiz, ouvido o tutor, nos casos em que não há poder familiar; com o casamento; com emprego público efetivo, com a colação de grau superior e com o estabelecimento civil ou comercial com economia própria. c) o embrião fecundado in vitro e não implantado no útero materno é sujeito de direito, equiparado ao nascituro, de acordo com a legislação em vigor. d) embora o nome de uma pessoa goze de proteção legal, o mesmo não se dá quanto ao pseudônimo utilizado em atividades lícitas. e) se dois indivíduos falecerem na mesma ocasião, ocorreu o instituto da comociência em que se presume que a pessoa mais velha morreu primeiro. D.08) A emancipação do menor estará CORRETA, se: a) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos, automaticamente. b) por concessão dos pais, ao menor de 16 (dezesseis) anos completos, por instrumento público, homologado judicialmente. c) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos, concedida por seus pais por instrumento público, independentemente de homologação judicial. d) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos, por sentença do Juiz, independentemente de ser ouvido o tutor. e) se o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos qualquer um dos pais poderá emancipá-lo, mas em havendo um conflito de interesses entre ambos o juiz nomeará um tutor para a emancipação.

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DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR D.09) (Magistratura do Trabalho – 8a Região/PA – 2007) Diz a lei que são hipóteses em que cessa a incapacidade dos menores, EXCETO: a) pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial. b) pelo casamento. c) pelo exercício de emprego público efetivo. d) pela colação de grau em curso de ensino superior. e) pela existência de relação de emprego, desde que, em função dela, o menor com quinze anos completos detenha economia própria.

LISTA DE EXERCÍCIOS SEM COMENTÁRIOS CESPE/UnB – Certo ou Errado
QUESTÃO 01 (CESPE/UnB – Analista Processual – MPU/2010) Considerando a regulamentação constitucional e civilista, julgue os próximos itens: a) De acordo com o Código Civil, o domicílio do marítimo e do militar do Exército é o de eleição da pessoa natural; o do preso condenado e do incapaz, o domicílio necessário. b) Para que a ocorrência de fato natural não resulte em extinção de uma pessoa jurídica, pode-se prever, no ato constitutivo da entidade, manutenção de suas atividades. c) Personalidade jurídica, definida como a maior ou menor extensão dos direitos e das obrigações de uma pessoa, representa um atributo. QUESTÃO 02 (CESPE/UnB – Analista e Técnico Judiciário – Área Judiciária – TRT 17a Região/ES – 2009) A respeito das pessoas naturais e jurídicas, e do domicílio, julgue os seguintes itens. a) No caso de preso ainda não condenado, o domicílio deste será o voluntário. b) Personalidade jurídica é a potencialidade de a pessoa adquirir direitos ou contrair obrigações na ordem civil. c) Pode ser declarada por sentença a morte presumida da pessoa natural sem a necessidade da decretação da sua ausência. QUESTÃO 03 (CESPE/UnB - TCU – Analista de Controle Externo – 2008) Julgue os itens a seguir: a) Os pais de Hortelino, jovem de 19 anos de idade, faleceram em grave acidente automobilístico, herdando ele todos os bens e passando a residir com seus avós maternos. Tempos depois, necessitando saldar dívidas contraídas com cartão de crédito, fez, sozinho e de boa-fé, a venda de uma casa de praia a um casal de argentinos residentes na França. Nessa situação, essa venda é anulável, pois trata-se de negócio jurídico efetuado
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DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR por indivíduo relativamente incapaz não assistido por seus representantes legais. b) Ranulfo, auditor-fiscal lotado na Delegacia da Receita Federal em Boa Vista-RR, foi nomeado para o cargo em comissão de diretor financeiro de uma autarquia com sede em Brasília. Nessa situação, durante o período em que ele estiver exercendo esse cargo, Ranulfo passará a ter por domicílio a Capital Federal, configurando-se o que se denomina domicílio necessário. c) Genivaldo, residente em Teresina-PI, adquiriu um automóvel por meio de financiamento obtido junto à financeira da própria montadora, com sede em São Paulo. Nesse caso, inobstante tal fato, Genivaldo poderá demandar judicialmente a referida instituição financeira na própria capital piauiense, local onde foi assinado o contrato. QUESTÃO 04 (CESPE/UnB – Advogado Geral da União - 2008) Suponha-se que Aldo, com dezesseis anos de idade, deseja ser emancipado por seus pais. Nessa situação e de acordo com a legislação civil vigente relativa à emancipação e à família, julgue os itens em seguida. a) Se apenas o pai de Aldo desejar emancipá-lo, essa emancipação terá efeito de pleno direito, nos termos do Código Civil vigente. b) A hipótese de emancipação apresentada é classificada pela doutrina como emancipação voluntária. c) Caso Aldo se case com Maria, de dezessete anos de idade, tornar-se-á plenamente capaz, apesar de não ter 18 anos de idade, o mesmo ocorrendo com ela. d) Supondo que Aldo esteja concluindo a 3a série do ensino médio; caso ele seja aprovado no vestibular, será automaticamente emancipado. e) Caso Aldo seja emancipado com a concordância de seus pais e queira se casar após a emancipação, ainda assim deverá ter a autorização deles. QUESTÃO 05 (CESPE/UnB - INSS/2008 – Analista do Seguro Social com Formação em Direito) No que concerne ao direito civil das pessoas, julgue os itens subsequentes. a) A capacidade de fato ou de exercício da pessoa natural é a aptidão oriunda da personalidade para adquirir direitos e contrair obrigações na vida civil. b) Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos. c) O foro de eleição constitui espécie de domicílio necessário ou legal especial. QUESTÃO 06 (CESPE/UnB - INSS/2008 – Analista do Seguro Social) Acerca da tutela e curatela no direito civil, julgue os seguintes itens.
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a um só tempo. b) A divulgação da referida descoberta. Lauro Escobar www. d) Se o cientista em questão fosse de nacionalidade brasileira. 75 . tendo uma pessoa natural vivido sucessivamente em diversas residências. podem ser de uma múmia egípcia. somente produz efeitos após o seu trânsito em julgado. classifica-se como um fato jurídico stricto sensu. QUESTÃO 07 (CESPE/UnB – Analista Judiciário TST – 2008) O cientista francês Philippe Charlier trouxe à tona uma revelação inimaginável: os restos mortais da guerreira e mártir francesa Joana d’Arc são falsos — e.11/4/2007.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) Tutela e poder familiar são institutos jurídicos que não se excluem. assim. Considerando a notícia acima e a legislação civil brasileira. em qualquer hipótese. a) Se Joana d’Arc fosse brasileira. o que lhe assegura compensação financeira pelo uso não autorizado de seu nome. o mesmo incapaz. c) O nome do renomado pesquisador faz parte de seus direitos de propriedade. a personalidade jurídica dessa heroína teria se iniciado no momento em que foi concebida. na realidade.com. pois a partir desse momento estariam legalmente assegurados os seus direitos. p.pontodosconcursos. julgue os itens a seguir. b) No que concerne a domicílio. c) A fixação da residência em determinado lugar configura o elemento subjetivo inerente ao conceito legal do domicílio da pessoa natural. a) O menor que for emancipado aos dezesseis anos de idade em razão de casamento civil e que se divorciar aos dezessete anos retornará ao status de relativamente incapaz.br 86 .com adaptações). é correto afirmar que. terem ambos. porém domiciliado na Alemanha. a) O indivíduo não pode ser constrangido a submeter-se a tratamento ou a intervenção cirúrgica com risco de morte. QUESTÃO 09 (CESPE/UnB – Analista Judiciário STM/2011) No que se refere ao Novo Código Civil. (Revista IstoÉ . julgue os itens seguintes. as regras relativas ao princípio e término de sua personalidade jurídica seriam as contidas no direito alemão. QUESTÃO 08 (CESPE/UnB – Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo – 2009) De acordo com o Código Civil. julgue o item a seguir. podem coexistir e. qualquer uma delas será considerada como domicílio seu. por objeto. Prof. ou seja. b) A sentença que declara a interdição do incapaz. feita pelo cientista francês à imprensa.

11) A A.06) B B.br 87 .15) E D.07) B D.04) D D.03) C B.10) A A.11) A A.05) D B.12) C A.09) C B.DIREITO CIVIL: AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL PROFESSOR LAURO ESCOBAR GABARITO “SECO” DOS EXERCÍCIOS A.08) C D.02) D A. Lauro Escobar www.14) E B.17) A B.02) C C.13) C GABARITO “SECO” CESPE/UnB Questão 01 a) Errado b) Certo c) Errado Questão 02 a) Certo b) Certo c) Certo Questão 03 a) Errado b) Errado c) Certo Questão 04 a) Errado b) Certo c) Certo d) Errado e) Errado Questão 05 a) Errado b) Certo c) Errado Questão 06 a) Errado b) Errado Questão 07 a) Errado b) Errado c) Errado d) Certo Questão 08 a) Certo b) Errado c) Errado Questão 09 a) Errado Prof.09) E C.14) D A.08) C B.01) C B.05) A C.03) C D.05) A D.06) D C.07) E A.04) E C.13) D B.01) E D.03) A C.04) B B.02) D D.pontodosconcursos.05) B A.04) D A.07) C B.com.01) B C.16) B A.07) B C.08) C A.09) D A.06) D D.08) B C.09) C C.03) D A.01) A A.11) A B.12) C C.02) C B.13) A A.06) E A.12) D C.10) C C.10) C B.15) A B.