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O EMPREGO DA BOMBA DE CALOR NO ENSINO DA TERMODINÂMICA

Prof. Gilmar Orlandini1, Profa. Dra. Maria Hermínia Ferreira Tavares2

Resumo: a Termodinâmica estuda as relações entre calor e trabalho, empregando as propriedades das substâncias que atuam nestes processos. Trabalhamos interagindo com os educandos através de experimentos simples e uma bomba de calor construída para fins didáticos. O estudo da Segunda Lei da Termodinâmica possibilitou a apropriação de conceitos como espontaneidade, impossibilidade do Moto-Perpétuo e reversibilidade/ irreversibilidade, calor, temperatura e o entendimento de outras aplicações tecnológicas. A demonstração interativa partindo de produtos de tecnologia teve repercussão positiva, considerando o fato de que os alunos participaram construindo, elaborando, superando conceitos e se envolveram nas atividades passando de agentes passivos para ativos. Restou assim um indicativo que devemos considerar a relação contemporânea que ocorre no envoltório ciência – tecnologia - inovação, apesar do pequeno e decrescente número de aulas de Ciências Exatas no Ensino Médio no Brasil. Palavras-chave: energia, ensino-aprendizagem, trabalho. THE HEAT PUMP USE AT THERMODYNAMICS TEACHING Abstract: the Thermodynamics researches the energy-work relations, using the substances properties that act at these processes. We have worked through simple experiments and with an heat pump, mounted directed to didactic purposes. The Second Law study has permitted the concepts appropriation about spontaneity, Perpetual Motto impossibility, reversibility/irreversibility, heat, temperature and the understanding about several others technological applications. The interactive demonstration departing from technological products have provoked positive repercussions, considering the learner’s participation, mounting, elaborating and surpassing concepts and their participation, transforming theirselves from
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Professor PDE 2008, com graduação em Matemática com Habilitação em Física e Desenho Geométrico,

com especialização em Ensino de Ciências Exatas - Matemática, Física e Química. Atua na rede estadual de ensino do Paraná, Núcleo Regional de Cascavel. E-Mail: gilmarfisica@yahoo.com.br

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Professora orientadora, docente da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Cascavel, E-

Mail: mhstavar@gmail.com

passive to active agents. It was remained an indicative that we have to consider the contemporary relation overlapping science - technology – innovation, spite the small and decreasing Exact Sciences lessons number at the brazilian High School. Key words: energy, work, teaching –learning.

INTRODUÇÃO

A sociedade mundial vem buscando formas de economizar energia, com seu uso racional. Sabendo-se que as Máquinas Térmicas destacam-se nos sistemas poluidores, degradando energia em forma de calor, é de suma importância que a juventude aprendiz entenda e incorpore os processos e princípios que permeiam a Termodinâmica. A sociedade brasileira também busca, constantemente, tornar-se uma sociedade tecnológica, trocando os processos de produção baseados no trabalho manual por aqueles que utilizam outras formas de energia e processos de transformações. Nesta busca, estão também em foco as Máquinas Térmicas, utilizadas na grande maioria nos transportes e nos processos de refrigeração, com o emprego de motores de combustão interna, principalmente ciclos Otto e Diesel. Elas ocupam um lugar significativo na refrigeração de ambientes e na geração de energia elétrica. Este trabalho trata de Bombas de Calor, ainda pouco conhecidas no Brasil, ao contrário do que ocorre em outros países, onde são empregadas em residências e indústrias. A grande utilidade das BC ocorre devido ao uso eficiente da energia que recebem, gerando um efeito 2 a 5 vezes superior que a energia gasta para acioná-las, tendo como base de funcionamento princípios termodinâmicos, pouco explorados no Ensino Médio. Há também a preocupação em se resgatar o ensino da Termodinâmica como uma das áreas fundamentais da Física, o que tem levado professores e pesquisadores a se dedicarem à reflexão e à elaboração de alternativas, buscando superar as dificuldades encontradas na abordagem desse tema na escola básica. Conceitos Referenciais “Calor é a energia que está sendo transferida de um sistema a outro em virtude de uma diferença de temperatura. [...] O calor é uma forma de energia, e é a energia a grandeza que se conserva” (TIPLER, 2006, p.625).

Figura 2 – Esquema de funcionamento de uma Máquina Térmica. (Segunda Lei da Termodinâmica) Adiabático: Processo que ocorre sem troca de calor com o meio externo. Em um processo natural a transferência não ocorre na proporção de um para um. Considerando as definições. em linguagem gráfica. 2006. Toda máquina que tem como princípio de funcionamento o fluxo de energia térmica (calor) de um corpo ou sistema para outro corpo ou sistema denominana-se Máquina Térmica. p. 2003. uma determinada quantidade de energia é cedida a fonte fria e outra transformada em trabalho. com propósito de converter a maior quantidade possível de calor em trabalho” (TIPLER. 666-667). 409). . p. o esquema de funcionamento de uma máquina Térmica com base no fluxo de calor da fonte quente para fonte fria. “Uma Máquina Térmica é um dispositivo cíclico. pode-se elaborar. não ocorrendo uma transformação de cem por cento (Segunda Lei da Termodinâmica).Figura 1 – Conceito de calor representado na linguagem gráfica Processo natural de calor: Energia térmica flui do corpo ou sistema de temperatura maior para o corpo ou sistema de temperatura menor e nunca a contrário. ou seja. “Qualquer dispositivo capaz de converter calor em energia mecânica é chamado Máquina Térmica” (SEARS & ZEMANSKY.

que produza o único efeito de extrair calor de um reservatório e realizar uma quantidade equivalente de trabalho. Portanto. Enunciado de Clausius Refrigeradores “Um Refrigerador é basicamente uma máquina térmica operando ao revés” (TIPLER. nota-se que o fluxo de energia térmica não ocorre como em um processo natural. Enunciado de Carnot É impossível produzir um processo cujo único resultado seja a transferência de energia térmica de um corpo mais frio para um corpo mais quente. ou seja. Enunciado de Kelvin É impossível construir uma máquina térmica. É impossível que um sistema remova energia térmica de um único reservatório e converta essa energia completamente em trabalho sem que haja mudanças adicionais no sistema ou em suas vizinhanças. pode ser mais eficiente do que uma máquina reversível que opere entre os mesmos dois reservatórios. da fonte quente para fria e sim. p.2006. pode-se achar que o refrigerador estaria violando . da fonte fria para fonte quente.Enunciados equivalentes da Segunda Lei da Termodinâmica para leitura e análise comparativa. Enunciado relativo a Máquina Térmica Nenhuma máquina térmica. que opere entre dois reservatórios térmicos dados. operando em ciclos. 671) Figura 3 – Esquema de funcionamento de um Refrigerador Ao observar o esquema de funcionamento do refrigerador.

não apresentados como uma máquina térmica para fins de estudo no Ensino Médio. funcionando em ciclos. Figura 4 – Representação gráfica da admissão no ciclo Otto 2˚ tempo: Compressão . 1 Operando em sentido contrário ao da Máquina Térmica.momento em que a válvula de admissão se fecha e o pistão sobe diminuindo o volume e aumentando a pressão. em linguagem gráfica. no entanto. e. neste caso o Ciclo Otto. ocorre o aumento da temperatura. já que o enunciado se refere ao processo natural e neste caso o processo é artificial. da fonte fria para fonte quente. . o funcionamento de um motor que utiliza energia química armazenada no álcool ou gasolina. Motor de Combustão interna Não se pode deixar de falar sobre os motores de combustão interna utilizados em larga escala na sociedade. Figura 5 – Representação gráfica de processo de compressão no ciclo Otto. Estes motores geralmente operam em quatro tempos: 1˚ tempo: Admissão – momento em que a mistura de ar e vapor de combustível penetra na câmara de combustão através da válvula de admissão que se encontra aberta. tendo como princípios básicos as leis da termodinâmica.a Segunda Lei da Termodinâmica: essa interpretação não é verdade. A Figura 04 representa. conseqüentemente.

3˚ tempo: Explosão e expansão . todos os tempos do ciclo de funcionamento do motor de combustão interna. 4˚ tempo: Expulsão . vêem-se em linguagem gráfica.uma faísca é emitida pela vela inflamando os gases em alta pressão e temperatura aprisionado na câmara. Na seqüência. . O motor a diesel não possui velas de ignição: o combustível é inflamado ao entrar em contato com ar em alta pressão e temperatura na câmara de combustão. que se expandem empurrando o pistão para baixo realizando trabalho. Figura 6 – representação gráfica do processo de ignição e expansão no ciclo Otto. Figura 7 – Representação gráfica da expulsão dos gases restante da combustão. É o único momento em que o pistão realiza trabalho.momento em que a válvula de admissão se fecha e a de escape se abre e o retorno do pistão por inércia empurra o restante dos gases para fora da câmera.

observa-se a transformação de energia térmica em trabalho de forma parcial. A bomba de calor é eficiente em forçar o fluxo de calor no sentido contrário do natural. onde devem ser resfriados grandes ambientes e. ou seja. O funcionamento tem como base o processo termodinâmico natural que ocorre apenas em um sentido determinado pela Segunda Lei da Termodinâmica. aquecerem-se grandes quantidades de água para higienização. A Segunda Lei estabelece que num processo natural o calor flui no sentido da fonte fria e nunca o contrário.Figura 08 – Representação gráfica do funcionamento de um motor de combustão interna. de uma fonte fria para uma fonte quente. Exemplo: o que se faz com a energia térmica retirada do interior da geladeira? E com a energia retirada de ambientes condicionados? Pode-se também analisar um abatedouro de frangos. . pode-se imaginar algumas situações onde se desperdiça energia. Ao mesmo tempo. precisa-se de uma máquina que ceda energia térmica para o ambiente em questão. Exemplo: quando se quer aquecer uma sala. 1999). utilizando uma quantidade de energia pequena (WYLEN & SONNTAG. indicando limitações para o rendimento desses motores. A Bomba de Calor é uma máquina que objetiva retirar energia térmica de uma fonte fria e bombear para fonte quente. Partindo desse principio de funcionamento. de acordo com a Segunda Lei. Bombas de Calor O conceito de “Bomba de Calor” é diferente do refrigerador pelo objetivo: o refrigerador tem como objetivo resfriar um corpo e a bomba de calor aquecer. ao mesmo tempo.

Ambiente 02 – Compressor: O compressor recebe o gás em baixa pressão e temperatura e através de uma transformação adiabática eleva a pressão e temperatura. ar / água e outras. O gás absorve energia do meio vaporizando a baixa pressão. Observando a Figura 10: . ar / ar.Figura 09 . . no caso a BC água / água. Esquema de funcionamento de uma Bomba de Calor (GREF 1998).Esquema de funcionamento de uma Bomba de Calor. ocorrendo troca de calor latente da água com o gás (água → gás). No entanto. Aqui será trabalhado o funcionamento de uma Bomba de Calor de fácil confecção e domínio tecnológico.Fonte fria: Neste sistema existe gás em expansão e baixa temperatura.Ambiente 01. num processo natural de condução. Válvula de Expansão Líquido a Baixa Pressão Líquido a Alta Pressão Fonte Fria Fonte Quente Gás Baixa Pressão Gás Alta Pressão Figura 10. . o entendimento dos princípios que a regem habilita a entender BCs dos tipos: água / ar. O esquema na seqüência permite a visualização de alguns princípios de funcionamento.

. . Desenho esquemático da estrutura montada de uma Bomba de Calor Água x Água.Ambiente 04 – Válvula . Componentes necessários à confecção da BC a) Compressor elétrico. tem-se: Coeficiente de desempenho (COD) COD = Qq/τ. Pode-se encontrar o trabalho fazendo τ = Qq – Qf. MATERIAL E MÉTODOS A bomba água x água apresentada esquematicamente na figura 11 pode ser montada. onde Qq é o calor recebido pela fonte quente e τ é o trabalho realizado pelo conjunto motor e compressor sobre o gás refrigerante. Definições básicas para uma Bomba de Calor. exp an são C o m p re sso r filtro c a p ila r Figura 11. E n tra d a d e g á s (fre o n R 2 2 ) B a ixa te m p e ra tu ra e p re ssã o A lta p re ssã o e te m p .. potência 1/4HP. onde ∆t é o intervalo de tempo que o conjunto levou para bombear Qq para fonte quente.neste dispositivo ocorre uma descompressão adiabática.Ambiente 03 – Fonte quente: Neste sistema ocorre gás em alta pressão e temperatura ocorrendo troca de calor de esfriamento e condensação gás e água (gás→ água) num processo natural de condução. onde Qf é a quantidade de calor retirado da fonte fria. Potência (P) P = Qq/∆t. Com base nas leis da Termodinâmica. normalmente empregado em refrigeradores. A pressão diminui e o volume aumenta formando um ciclo fechado de funcionamento.

No primeiro momento perguntamos: “Temos duas blusas uma de lã e outra de moletom. Utilizando a BC pedagogicamente Pré-conhecimento/implementação Questões para análise de pré-conhecimento. outros ficaram em dúvida e alguns muito desconfiados. Para análise do pré-conhecimento utilizamos indagações e experimentos simples de fácil manuseio. para levá-los a uma reflexão propiciando comparações. os risos aumentaram e começaram a surgir algumas afirmações como: estas blusas nunca vão aquecer a água. Reforçando a questão perguntamos: “funciono da mesma forma no verão como no inverno?” e a resposta foi sim. f) Capilar de cobre. que blusa esquenta mais?”. d) Tubos e soldas de cobre. risos foram surgindo que interpretamos como um alto questionamento quanto a comparação da resposta às perguntas e o experimento. Figura 12 – Foto da estrutura montada.b) Duas bandejas para água. Perguntamos: “quanto tempo teríamos que esperar para a água ficar aquecida e fazermos café ou chimarrão?”. podemos ficar por muito tempo . g) Dois termômetros digitais. c) Gás Freon R22. e) Um filtro secador para refrigeradores. A Figura 12 mostra a foto da bomba montada. um grupo significativo respondeu que a de lã esquentava mais. durante o tempo de espera. Em seguida apresentamos duas garrafas PET sugerimos enrolá-las com as blusas em questão.

concomitante pedimos que lessem a temperatura nos termômetros pré posto no dispositivo e assim repetindo por mais cinco vezes até chegarmos a uma diferença de temperatura de quarenta graus e causar espanto fazendo com que alguns alunos que assistiam se deslocassem. começando um despertar para o entendimento de conceitos físicos de calor. Buscamos confirmar a superação fazendo a seguinte questão: Temos duas barras de gelo a 0 ˚C sobre uma mesa. alguns alunos levantaram a questão de violação da segunda lei pela B.Questões fundamentais aparecem nestas indagações levando-os a querer saber o que os corpos envolvidos estão trocando. ligamos a bomba por vinte segundos e perguntamos novamente e resposta foi: a do recipiente 01 está mais quente. e finalmente alguém disse: blusa não esquenta. tocaram na água e na serpentina que formara gelo na superfície. aproveitamos para apresentar e explicar a primeira e a segunda lei da termodinâmica. De imediato. Surgem alguns questionamento como: o que a blusa tem que isolar. surge a questão da bomba de calor que transfere a energia do corpo de temperatura menor para o corpo de temperatura maior.C. demonstrando que o conhecimento de senso comum ainda permanecia e necessitávamos trabalhar mais. Ficando as questões: isolante térmico impede o quê? Como? Outros questionamentos foram feitos na tentativa de mudar o conhecimento de senso comum. Qual das barras derrete primeiro? Um número pequeno de alunos respondeu: . Perguntamos então. como isso ocorre. energia térmica e por consequência iniciar o trabalho de compreensão das leis da termodinâmica que relatamos em alguns aspectos deste trabalho. temperatura. ocorrência do calor e energia térmica. Então. tão logo explicada. deixando claro que a segunda lei refere-se a ciclos termodinâmicos naturais. em que condições estes fenômenos ocorrem..a enrolada com a blusa de lã derrete primeiro. associando ao movimento das partículas e esta ao conceito de energia térmica e por conseqüência o corpo ou sistema que estiver com temperatura maior possui quantidade maior de energia térmica e pelo princípio natural ela flui para o corpo ou sistema de temperatura menor e a esse trânsito de energia térmica denominamos calor.esperando e isto não vai acontecer. não acreditando. qual é função da blusa? E levamo-los a entender que a mesma funciona como um isolante térmico.. temperatura. . e. Utilizando a bomba de calor buscamos aguçar a curiosidade e despertar para o entendimento dos conceitos e utilização dos produtos de tecnologia procedendo da seguinte maneira: Colocamos 800 g de água em cada bandeja. em alguns casos individualmente. como isso ocorreu? Momento propício para trabalharmos o conceito de calor. perguntaram: mas. solicitamos que os aprendizes tocassem na água da bandeja com os dedos e perguntamos qual estava mais “quente” ?. a do recipiente dois está mais fria. e a resposta foi que estavam iguais pois inclusive havíamos utilizado água do mesmo recipiente. sendo uma enrolada na blusa de lã e a outra não.. como está ocorrendo esta troca. Começamos trabalhando o conceito de temperatura. que requer uma explicação diferenciando os processos naturais e os artificiais.

imediatamente. potência não constante.C. estas observações só foram possíveis devido ao processo experimental. que procedemos.C. segundos. considerando dissipações de energia. impossibilidade do Moto-Perpétuo e reversibilidade/ irreversibilidade. teria um mínimo e um máximo devido a temperatura do gás na serpentina e da água do recipiente estarem ficando próximas. cento e vinte segundos e cento e oitenta segundos.Neste momento. Os dados foram: A Adotamos então. 1ª 2ª Recipiente 1Temperatura ºC 22 31 Recipiente 1Temperatura ºC 22 36 Recipiente 1Temperatura ºC 22 40 Recipiente 2Temperatura ºC 22 15 Recipiente 2Temperatura ºC 22 12 Recipiente 2Temperatura ºC 22 7 Tempo em segundo 0 90 Tempo em segundo 0 120 Tempo em segundo 0 180 Análise quantitativa do primeiro procedimento Potência do conjunto motor-compressor=186. segundo a sugestão de um aluno. abordando as leis da termodinâmica. fazermos uma sequência de tomada de dados ligando e desligando a cada trinta segundos.C. 1ª 2ª 2ª Pcd. surgiu uma observação de que a B. que é. troca de energia água/tubulação e de a mesma ser deficitária devido não ter agitadores. surgiram outras questões do possível fracasso do procedimento. fazendo a leitura dos termômetros em cada recipiente. 1ª 2ª 3ª Pcd. o procedimento por intervalos de tempo contínuo de noventa 1ª Pcd. tal como: qual o coeficiente de desempenho? Esta questão nos levou a fazer tomadas de dados e cálculos para sabermos o COD da B. Análise quantitativa Surgiram várias questões referentes à B.5W . falta de isolamento dos recipientes. pressão do gás. fizemos aulas expositivas utilizando um projetor de mídia e o software PowerPoint. dando ênfase a espontaneidade.

∆t=800.456.570 = 1.∆t=800.4.8/33.90 = 16.4.4/16.110.8J Trabalho do conjunto moto-compressor = 186.182.4J Trabalho do conjunto moto-compressor = 186.5.∆t=800.14= 33.5.5.182.2J Trabalho do conjunto moto-compressor = 186.79 Análise quantitativa do primeiro procedimento-fonte fria Potência do conjunto motor-compressor=186.∆t=800.180 = 33.Calor transferido para recipiente 01 = m.4/22.5W Calor retirado recipiente 02 = m.838.120 = 22.120 = 22.110.40 Análise quantitativa do segundo procedimento-fonte fria Potência do conjunto motor-compressor=186.c.50 Análise quantitativa do terceiro procedimento-fonte fria Potência do conjunto motor-compressor=186.380 = 2.380J COD = 46.785 = 1.380J CODR = 33.380 = 1.570J COD = 60220.5W .79 Análise quantitativa do segundo procedimento Potência do conjunto motor-compressor=186.182.40J Trabalho do conjunto moto-compressor = 186.00J Trabalho do conjunto moto-compressor = 186.5W Calor transferido para recipiente 01 = m.456/22.2/16.4.c.182.c.4.5W Calor retirado do recipiente 02 = m.c.5.419.5W Calor transferido para recipiente 01 = m.5.785 = 1.7= 23.220.∆t=800.785 J CODR = 23.785 J COD = 30.90 = 16.18= 60.c.4.14= 46838.09 Análise quantitativa do terceiro procedimento Potência do conjunto motor-compressor=186.182.419.9= 30.

isolamento. A percepção de o COD ser acima de 100% nos levou a análise de possibilidade de aplicações da bomba no cotidiano como exemplo. variação da temperatura entre os meios.49 Análise do processo quantitativo Ao analisarmos este processo.182.15= 50184. levantamos a possibilidade de melhorar a eficiência da bomba com resfriadores. isolantes e outros mecanismos.00J Trabalho do conjunto moto-compressor = 186. a energia retirada do interior da geladeira ser usada para aquecer a água para o banho.5.180 = 33. agitadores. Ao perceber estes fatores.570 = 1. diminuirá ainda mais. no entanto. Quantitativamente. lavar a louça.4.570.184/33.∆t=800. surgiram questionamentos de aplicabilidades nos processos industriais. Poderíamos explorar muitos outros fatores e aprofundá-los. Avaliação Este trabalho foi implementado segundo o cronograma: 2ª Série “A” Maio Conteúdo 1 9 Aula experimental (Exp. pode-se observar que a eficiência da bomba depende de outros fatores como: velocidade da troca de energia com o meio. a carga horária de Física é muito pequena e. surgiram muitas questões: Como o COD ou CODR haviam dado valores acima de 100%? De onde surge a energia que possibilita o COD e CODR ser acima de 100%? Levamos ao estudo do objetivo da bomba que é de retirar energia da fonte fria e bombeá-la para fonte quente e isso possibilita soma da energia advinda da fonte fria mais a resultante de parte do trabalho realizado pela bomba. em 2010. pressão do gás no interior. roupa e outras aplicabilidades domésticas.Calor retirado recipiente 02 = m.00J CODR = 50.c. 1 e 2) Aula experimental Bomba de calor (1) Tratamento teórico x x 2 1 2 6 2 8 2 4 9 Junho 1 6 1 8 2 3 2 5 3 0 Jul 1 .

Calor sensível .Calor e Energia ..processos de transferência de energia térmica .Mudanças de Fases Primeira Lei da Termodinâmica Segunda Lei da Termodinâmica Segunda Lei da Termodinâmica .Unidades de calor x x 19 19 26 26 2 2 9 9 16 16 23 23 30 30 1 x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x .Entropia Bomba de Calor (2) Avaliação Escrita (prova) Avaliação .Calor e Energia .Calor Específico .Unidades de calor .Calor Latente . 1 e 2) Aula experimental Bomba de calor (1) Tratamento teórico .trabalhos experimentais 2ª Série “B” Conteúdo Aula experimental (Exp.Capacidade Térmica .

Calor Latente .trabalhos experimentais Prova de Física Aluno___________________________nº_______série___turma_______ x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x 01.Calor sensível .Entropia Bomba de Calor (2) Avaliação Escrita (prova) Avaliação . Considere as três situações: I.Mudanças de Fases Primeira Lei da Termodinâmica Segunda Lei da Termodinâmica Segunda Lei da Termodinâmica .processos de transferência de energia térmica .. A Segunda Lei da Termodinâmica principia que o fluxo de energia térmica (calor) ocorre nos processos naturais sempre do corpo ou sistema de temperatura maior para o corpo ou sistema de temperatura menor . A bomba de calor transfere energia térmica da fonte fria para fonte quente.Capacidade Térmica .Calor Específico . é correto afirmar que: a) ela viola a Segunda Lei da Termodinâmica b) ela não viola a Segunda Lei da Termodinâmica por se tratar de processo não natural c) ela viola por se tratar de processo artificial d) ela viola por se tratar de processo natural 02.

e) condução e irradiação. Uma chaleira com água está sendo aquecida num fogão. Em uma transformação isobárica não varia a pressão. A primeira Lei da Termodinâmica principia o não rendimento de 100% a) Só I é verdadeira b) I e II são verdadeira c) Só II é verdadeira d) Só I e III são verdadeiras e) Todas são verdadeiras 4. II. Em uma transformação isocórica não varia a temperatura. Considere as três situações: I A Primeira Lei da Termodinâmica pode ser representada por (ΔU = Q . b) irradiação e condução. A Segunda Lei da Termodinâmica afirma que nos processos termodinâmicos o rendimento nunca será de 100% a) Só I é verdadeira b) I e II são verdadeira c) Só II é verdadeira d) Só I e III são verdadeiras e) Todas são verdadeiras 03.II. 5. podemos dizer que: a) Só I é verdadeira b) I e II são verdadeira c) Só II é verdadeira d) Só III é verdadeira e) Todas são verdadeiras d) condução e convecção. . Na ordem desta descrição. Em uma transformação isotérmica não varia o volume. I. III. A Segunda Lei da Termodinâmica é uma lei de conservação da energia III. III. onde ΔU é energia interna. O calor se transfere através da parede do fundo da chaleira para a água que está em contato com essa parede e daí para o restante da água. c) convecção e irradiação. calor e trabalho. Q é calor e T o trabalho realizado II.T ). o calor se transmitiu predominantemente por: a) irradiação e convecção. A Primeira Lei da Termodinâmica da relação de conservação da energia interna. Com relação às três afirmativas acima.

d) somente condução não exige contato entre os corpos. 07. b) convecção somente. I . irradiação. Considere as três situações seguintes: I . convecção. condução. convecção ou radiação.As transformações ac e bc têm a mesma variação de energia interna. e) condução. e) condução. 08.Bronzeamento da pele num "Banho de Sol”. relacionadas às transformações de um gás ideal mostradas na figura: d) radiação somente.Na transformação ab. do ponto de temperatura mais alta ao de temperatura mais baixa. convecção e radiação exigem contato.Circulação de ar numa geladeira. II . condução. . b) convecção e radiação não exigem contato entre os corpos..Aquecimento de uma barra de ferro. o sistema realiza trabalho. c) somente a radiação não exige contato entre os corpos. c) radiação e convecção. e) condução e radiação. II . irradiação. convecção. Quando há diferença de temperatura entre dois pontos. convecção e radiação: a) condução e convecção não exigem contato entre os corpos. irradiação. Considere as afirmativas abaixo. 09. convecção. o principal tipo de transferência de calor que ocorre em cada uma: a) convecção. O "transporte" de calor se dá juntamente com o transporte de massa no caso da: a) condução somente. nesta mesma ordem. c) condução.6 . A transferência de calor de um corpo para outro pode se dar por condução. irradiação. b) convecção. Associe. o calor pode fluir entre eles por condução. condução. III . d) irradiação.

a) 1.8 b) 2. todas são falsas 10. b) maior for a pressão e maior for a variação de volume. apontando a opção CORRETA: a. 11. apenas I e III são verdadeiras b. durante a compressão é. e. a opção correta é: a. realizado por um gás. Um cilindro com pistão. sofreu expansão. Na etapa AB.III . isométrica. A variação da energia interna do gás. A transformação AB é isobárica e a transformação BC. c. O trabalho.20 litros.0 litros. O trabalho feito pelo gás no ciclo ABCA é positivo. apenas I e II são verdadeiras e. b. O trabalho realizado sobre o gás na etapa CA foi de 8 J. numa expansão é tanto maior quanto: a) maior for a pressão e menor for a variação de volume. A transformação CA é isotérmica.Na transformação bc. apenas II e III são verdadeiras c. d. Uma amostra de gás ideal sofre as transformações mostradas no diagrama pressão x volume. na etapa BC. todas são verdadeiras d. Observe-o bem e analise as afirmativas abaixo. O gás é comprimido adiabaticamente sob pressão média de 1000N/m2 até que o volume atinja o valor de 0. de volume igual a 2. o trabalho é nulo e o sistema cede calor à vizinhança. contém um gás ideal.0 c) 200 d) 1800 e )2000 12. sobre pressão constante. em J. . o gás sofreu compressão e. Entre as alternativas seguintes. ilustrado abaixo.

e) N. Com os dados apresentados no gráfico encontre o trabalho correspondente.2 6 25 20 28 27 27 15 29 21 1 8 8 9 2 18. verificamos que as questões que tratam da interpretação e aplicação da segunda lei em contexto natural ou artificial um grupo significativo teve .1 81.8 31.6 56.32 alunos Acerto % Questão Acertos Acerto % 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13.1 43.3 90.4 40. d) menor for a pressão e maior for a variação de volume.4 84.3 68. BC.1 13. a) a transformação AB.5 3.A.1 25.3 Avaliação – prova escrita Ao analisarmos acertos e erros.R.c) menor for a pressão e menor for a variação de volume.4 25.8 65. CD.32 alunos Questão Acertos 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13.5 84.6 78. 13.4 46.8 78.1 62.2 11 13 25 26 29 26 22 21 18 11 8 9 14 10 34.6 21.0 28.0 25. DE.9 90. ABCD (10 3 N/m2) 6 A B 2 D 3 C 10 (m3) Turma “B” .1 13.1 6.3 Turma “A” .0 28.5 87.3 34.6 81.

com um pequeno diálogo explicativo. Quando perguntados sobre porque inferiram como violação da segunda lei o fluxo de energia térmica de corpos ou sistemas de temperatura menor para temperaturas maior em processos artificiais. utilização do ferramental e raciocínio matemático. Questões que tratam dos processos de calor os alunos na maioria demonstraram ter assimilado. por outro lado. dissipar energia para o ambiente. ta difícil trocar. questionar e discutir conhecimentos de senso comum. os processos naturais e os no diálogo. pouco calor hoje? Estamos sofrendo pela falta de calor. ouvir. neste trabalho. . apreendido pois. artificiais. independente de ser processo natural ou artificial. ter dificuldade de leituras em linguagens gráficas. 2) Buscou-se.dificuldades. pode-se propiciar a possibilidade da mudança conceitual. tendência natural da energia térmica. aproximar-se o educando e o professor de um ensino partindo de aplicações dos conhecimentos científicos em produto de tecnologia. disseram relações entre grandezas físicas. outro fato muito significativo foi quando visitamos uma fábrica de cerveja onde uma caldeira à combustão aquecia a água e do outro lado um resfriador elétrico era utilizado para baixar a temperatura da água anteriormente aquecida e os alunos criticaram propondo a utilização de uma bomba de calor que retirasse a energia térmica do contêiner de resfriamento e bombeasse para o contêiner de aquecimento. CONCLUSÕES O trabalho teórico e experimental com os alunos possibilitou que se chegasse às conclusões: 1) A negação de processos tecnológicos e seus artefatos no ensino significa ficar-se alheio ao mundo contemporâneo e ir contra um indicativo direcional. não conversão de cem por cento de energia térmica em trabalho. como está a bomba de calor. propiciando possibilidades de construção de seus próprios conceitos baseados na cultura científica. os alunos demonstraram ter na grande maioria. disseram ter entendido que o fluxo de energia sempre se dá de temperaturas maiores para temperaturas menores. principalmente quando levados a análise de utilizaram-se de termos e definições coerentes com os conhecimentos científicos abordados pela física. quando questionados. No viés do entendimento e apropriação dos conhecimentos ligados aos fenômenos estudados como a definição de física de calor. No entanto. as questões elaboradas utilizando linguagem gráfica e que se fazia necessário o ferramental matemático permearam um número de acertos baixo.. 3) Surgiu a oportunidade de ver. minhas partículas estão muito agitadas. liga o ventilador para aumentar a dissipação. podemos utilizá-la para aumentar a minha dissipação? . como exemplo: “Em dias de temperaturas próximas de 36 Cº eles dizem: E ai professor..” .

PACCO. Campinas: Autores Associados. Disponível em: http://www. SWISHER.br/pir/arquivos/congressos/AGRENER2004/Fscommand/PDF/Agrener/ Trabalho%2020. J. 6) A crescente política de desvalorização das Ciências da Natureza. Bomba de Calor Água-Água Acionada a Biogás Para Aquecimento e Resfriamento em Fazendas Leiteiras Visando a Racionalização no Uso da Energia Elétrica. JANNUZZI. C.4) Os resultados obtidos.biof.seeds. 2. Acesso em 18 de julho de 2008. R. A. grandezas físicas e ferramental matemático. Matemática e Suas Tecnologias que vem ocorrendo no Ensino Médio em detrimento de outras disciplinas tende a formar um número cada vez maior de analfabetos tecnológicos.. linguagens gráficas.. BALDASSIN JÚNIOR. conservação de energia e fontes renováveis.pdf . 5) O baixo rendimento apresentado em algumas questões mostra a necessidade de um trabalho mais intenso nos aspectos que relacionam processos naturais. B...gov. G.br/diaadia/diadia/arquivos/File/livro_e_diretrizes/diretrizes/ diretrizesfisica72008.pr.pdf . R. CORTEZ. H. 1997. Acesso em 26 de julho 2008. sendo que este trabalho não pode ser feito devido ao pequeno número de aulas de Física.Segunda Lei da Termodinâmica.diaadiaeducacao. M. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. Acesso em 15 de maio de 2008. tanto na prova teórica como na avaliação de discurso e interação professor-aluno-artefato. . 368p. 1998. L..br/fisbio/bmw128/Biof_Apost_2. C. indicam que a estratégia didática implementada tendo como base produtos de tecnologia é positiva na construção dos conceitos básicos para o estudo da Termodinâmica.usp. 246 p. Diretrizes Curriculares de Física para o Ensino Médio do Estado do Paraná.pdf. GREF-GRUPO DE REESTRUTURAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA.. NEVES. A. LUCAS JR. Física – Vol. Planejamento Integrado de recursos energéticos: meio ambiente. JORDAN. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Ciência e Tecnologia no Ensino Médio . Disponível em: http://www.ufrj. J. Disponível em:em:www. L.

328p. G. P. MOSCA. SEARS. Termodinâmica. Rio de Janeiro-Rj: LTC. A. Oscilações e Ondas. . 2003. Física II – Termodinâmica e Ondas. ZEMANSKY. São Paulo: ADDISON WESLEY. 2006.. 5 ed.Livros Técnicos e Científicos Editora S. Física: Mecânica. v.TIPLER.A. 1.