XIII ERIAC DÉCIMO TERCER ENCUENTRO REGIONAL IBEROAMERICANO DE CIGRÉ

Puerto Iguazú Argentina

24 al 28 de mayo de 2009

XIII/PI-B2 -14

Comité de Estudio B2 - Líneas Aéreas

MÉTODO PARA AVALIAÇÃO DA CORROSÃO DE TIRANTES EM ROCHA M. A. B. FONTAN* STN – Sistema de Transmissão Nordeste S.A. Brasil G. MOUFARREGE Cordec do Brasil Ltda. Brasil R. L. DA SILVA STN – Sistema de Transmissão Nordeste S.A. Brasil J. F.A.G. WAVRIK Consultor Brasil G. NAVA Cordec do Brasil Ltda. Brasil P. GUIDA Cordec do Brasil Ltda. Brasil

Resumo: A existência de corrosão prematura em fundações do tipo tirante ancorado em rocha tem sido constatada em várias linhas de transmissão já construídas. Esta ocorrência foi também constatada, em fundações da LT 500 KV Teresina II - Sobral III – Fortaleza II, obra situada na região nordeste do Brasil e energizada em janeiro de 2005. Duas delas com o rompimento do tirante. Dentro deste tema, o artigo técnico discorre sobre a utilização do método reflectométrico – RIMT como um recurso valioso, de custo relativamente baixo, que permite avaliar o estado de corrosão dessas fundações, sem a necessidade de realizar escavações para inspeção. São apresentados as características das fundações ensaiadas, os fundamentos do método escolhido, os custos comparativos envolvidos e os resultados específicos da obra em apreço. Palavras chave: Linhas de transmissão. Estais. Fundações. Tirantes. Corrosão. Métodos de inspeção Ensaios END. 1 INTRODUÇÃO A garantia de estabilidade das estruturas, nas linhas de transmissão está vinculada à manutenção das características técnicas de resistência de seus componentes. Quando são utilizadas estruturas metálicas treliçadas, compostas por perfis de aço galvanizado, normalmente o acompanhamento do estado de conservação das treliças é feito através de inspeções periódicas visuais. Na parte aérea das estruturas, as inspeções e as correções das eventuais anormalidades são relativamente fáceis. Por outro lado, nas partes enterradas as inspeções não são tão simples, pois exigem medidas extras para garantir a estabilidade das estruturas durante o processo de escavação. Quando são detectados danos provocados numa fundação geralmente implicam na sua substituição. Nas LTs Teresina II – Sobral III e Sobral III – Fortaleza II, ambas energizadas em 500kV, foram implantadas estruturas típicas estaiadas, tipo VX6, com quatro estais cada uma (Ver Fig.1). Como apoios de tração, foram utilizadas fundações do tipo tubulões e fundações em tirantes ancorados em rocha. A solução em tubulões constitui-se de elementos moldados "in loco", em concreto armado, na forma de tronco de cone, onde são fixadas as ancoragens. A solução em tirantes ancorados em rocha constitui-se na fixação das ancoragens diretamente no corpo da rocha. Estes estais são fixados ao solo através de hastes de aço zincado, revestidas por um tubo de PVC, preenchido com nata de cimento (Ver Fig.2). Em toda a extensão da haste foi feito o revestimento com pasta de cimento. Onde existe rocha até uma profundidade de 1,80m, o engaste foi executado diretamente nesta, limitando a utilização do tubo de PVC apenas à parte da haste fora do material consolidado. Foram utilizados espaçadores plásticos para garantir o recobrimento da barra com a pasta de cimento. Com estes cuidados, pretendeu-se garantir o perfeito isolamento do elemento metálico em relação ao solo. Assim, impedir o estabelecimento do processo
*marcio@stnordeste.com.br

tanto na localização. pode perder sua homogeneidade ao apresentar regiões de catodo e anodo. Tais características são responsáveis pela maior ou menor agressividade do solo. encontrar um processo seguro de custo compatível. escolhidas para escavação e inspeção visual para avaliação dos diversos diagnósticos obtidos. Nas hastes engastadas em rocha a inspeção visual tem um custo muito elevado. associados à agressividade natural dos solos podem contribuir para o surgimento da corrosão nas fundações dos estais. Detalhe do tirante sem o revestimento As características físico-químicas de um solo podem permitir a formação de um eletrólito capaz de torná-lo agressivo para os elementos metálicos nele submersos. Quando ocorre defeito construtivo na camada formada pela pasta de cimento (Ver Fig. Portanto suas fundações estão instaladas numa faixa contínua de terreno que se caracteriza por uma grande heterogeneidade de terrenos.de corrosão. capacidade de retenção de água. Foram experimentados diversos métodos. a garantia de isolamento do seu revestimento foi posta em cheque. grau de aeração. agravado neste projeto pela utilização de fios contrapesos em aço revestido de cobre. que podem eventualmente ocorrer por simultaneidade: Corrosão galvânica . Localizando suas possíveis avarias sem que seja necessária a realização das escavações para as inspeções visuais diretas. acidez total. o trecho de barra com revestimento vulnerável entra em contato com o meio eletrolítico 2 . A corrosão por bactérias é uma situação especial que ocorre quando produzidas reações químicas de corrosão.. em outras linhas no Brasil. resultantes da incidência elevada de determinados micro-organismos. O método RMIT foi o que apresentou os melhores resultados. Mesmo considerando um elemento metálico. teor de cloretos. devido à corrosão galvânica. Os especialistas em corrosão apontam três situações básicas de corrosão pelo solo. sobre o estado das hastes engastadas. Temos notícias de vários casos dessa natureza. Este trabalho tem o objetivo de relatar esta experiência. Vamos tratar apenas dos dois primeiros casos de corrosão: • Corrosão por corrente de fuga – correntes parasitas geradas por sistemas de tração elétrica ou sistemas de transmissão em corrente contínua que provocam a corrosão por eletrólise.3). sob a presença de uma corrente elétrica circulando entre eles. • Corrosão galvânica – dois metais submergidos no solo tido como eletrólito. pH.1.Corrosão por correntes de fuga e Corrosão por bactérias. sulfuretos e bactérias. sulfatos. quando o mesmo é enterrado atravessando. quanto na classificação dos pontos onde a corrosão já havia iniciado. como material sem heterogeneidade. funcionando como anodo e catodo. Detalhe das estruturas estaiadas 2 CORROSÃO PELO SOLO Fig. enterrados no mesmo meio eletrolítico e conectados nas hastes. Sua completa escavação danifica irremediavelmente o engaste. Daí a necessidade de inspeções. Os detalhes de projeto e os procedimentos construtivos. Desta forma. Fig. de elementos metálicos enterrados. em uma pequena amostra de 8 hastes. Por outro lado. tornou-se da maior importância. 2. as linhas de transmissão são obras chamadas de lineares. pela sua característica de extensão. que emita um diagnóstico confiável. exigindo a adoção de outra solução para esta fundação. Tendo ocorrido duas situações de rompimento de hastes. para o diagnóstico do estado das hastes engastadas em rocha.Esta heterogeneidade inclui características de resistividade elétrica. na busca por um processo não evasivo. em um ponto acima do terreno. camadas de solo com diferenças de resistividade. alcalinidade.

No Brasil é utilizada desde a metade da década de 90 para a auscultação e monitoração de cabos protendidos e tirantes. O método RIMT é um processo de ensaio eletrônico não destrutivo baseado no Campo de Reflectometria (TDR . Dependendo da gravidade dos parâmetros. O sinal utilizado é um impulso elétrico de curtíssima duração. Início do processo de corrosão 3 SÍNTESE DO MÉTODO RIMT Fig. O refinamento deste princípio foi desenvolvido nos anos 90. qualificar e graduar eventuais anomalias ou patologias presentes no aço (corrosão). capaz de acelerar o desgaste da parte desprotegida do tirante (Ver Fig. Neste caso. através de um consórcio entre empresas da Suíça e Itália. ao longo do elemento metálico. com os equipamentos e softwares disponíveis.Time Domain Reflectometry). Captado no seu retorno ao aparelho emissor é então submetido a posterior análise. um impulso de tensão sinusoidal de curtíssima duração (2ηs a 2µs) é aplicado na extremidade de uma barra de aço protendida. Fig. Falha no revestimento da barra Fig. refletindo modificações na sua freqüência e sobrepondo-se ao sinal emitido. por corrosão do tipo localizada. Pela análise do caminhamento temporal do sinal refletido é possível traçar as características do aço de protensão e a relevância das eventuais anomalias encontradas. Isso ocorre por causa de variações localizadas de 3 . Posteriormente. Rompimento da barra Vários métodos têm sido utilizados para avaliação do estado de corrosão de fundações nas linhas de transmissão. 6. o fenômeno pode provocar o rompimento precoce da barra. 3. Consiste no envio de um sinal com alta freqüência. por força da diferença de potencial que se estabelece.favorável.4. É feita a interpretação do sinal de modo a localizar.4). Detalhe do sistema de ancoragem Fig . como mostrado abaixo (Ver Fig. 5. graduar e localizar patologias em cabos protendidos e tirantes com uma tolerância de 8%.5). Esta tecnologia vem sendo aplicada em grande escala na Europa há mais de 20 anos. é possível detectar. Inúmeras informações podem ser retiradas utilizando as características de um impulso elétrico. sendo captado por um fio de referência chamado de antena. Um aparelho está conectado ao elemento de aço a ser testado. O sinal é lançado. o método escolhido foi originalmente desenvolvido para detecção de patologias em armaduras ativas. O impulso que percorre a barra protendida vem parcialmente. emitido. Hoje. com formato de onda e amplitudes conhecidas. e na interpretação do seu comportamento pela resposta do sinal. este método foi aplicado em hastes de estai de linhas de transmissão. Exemplificando. Surge então condições de uma pilha galvânica potencialmente ativa.

Do ponto de vista estrutural. observamos que a gama de ondas sinusoidais que os compõem são de freqüência muito elevada. b) Variação de fase = tipo de anomalia que a gerou. Os parâmetros elétricos do material analisado podem ser sintetizados do seguinte modo: a) Resistência (R) = tipo. d) Deformação = tipo do meio atravessado durante o seu percurso. Fig. Um impulso pode ser decomposto em um número elevadíssimo de ondas sinusoidais. Outro fenômeno que nos interessa é o “efeito de pele” ou “skin effect”. Fig. Com isso. nos limitaremos a analisar os mais evidentes. anomalias na superfície do condutor em exame. barra. Se os impulsos utilizados são de curta duração e com breve tempo de saída (na ordem de 2ηs a 3µs). Devido a esta variação. c) Capacitância (C) = tipo do meio entre ambos condutores e tipo das eventuais anomalias. As anomalias relevantes são aquelas notadas de modo irregular. Tais grandezas se correlacionam pela seguinte fórmula: U/I = Z.) e a antena (que recebe o reflexo do sinal). Sob o ponto de vista vetorial. A outra parte continua a viajar ao longo do percurso original. resultando assim em informações sobre o fenômeno. Porém.impedância. 7. 8. uma parte da onda é refletida à fonte emissora. etc. Aqueles que podem traduzir as características físico-mecânicas do meio condutor e do dielétrico. a variação nos parâmetros elétricos pode ser localizada na superfície do mesmo. Detalhe de elaboração dos ensaios. o vetor corrente defasa em ângulo negativo ou horário. presença de diferentes tipos de material ou meios nos quais o corpo em teste está inserido. com certo ângulo de desfasamento que depende do valor de Z. ao deparar-se com uma capacitância. se a onda encontra uma indutância durante seu percurso. as informações que podem ser geradas pela análise do impulso elétrico e da correlação com a sua reflexão são: a) Tempo de eco = posição da anomalia que o gerou. Sob freqüências elevadas. A parte refletida do sinal (eco) contém informações sobre: a) A posição da variação que a gerou. b) Indutância (L) = geometria. paralelo entre ambos. de modo a obter as informações desejadas. 4 . Entre os inúmeros fenômenos atuantes. b) O tipo de variação que a gerou e a sua entidade. Quando a onda encontra uma variação de um ou ambos os parâmetros citados. Isso se deve a um andamento não perfeito. dimensão do condutor em exame. As duas grandezas elétricas que caracterizam as ondas sinusoidais são a tensão (U) e a corrente (I). ocorre a variação da amplitude da onda e do defasamento dos dois vetores. onde Z é a impedância. verificamos que os vetores tensão e a corrente viajam no condutor sem um faseamento perfeito. devidas basicamente às anomalias encontradas no decorrer do seu percurso. Os fenômenos particulares com tal gama de freqüência devem ser tratados. o vetor corrente defasa em ângulo positivo ou anti-horário. As informações obtidas são de caráter elétrico que podem ser correlacionadas com as informações físicas-mecânicas que realmente nos interessam. este fenômeno faz com que a corrente tenda a percorrer a parte mais superficial do condutor. Croqui ilustrativo de obtenção do sinal. as anomalias regulares e uniformes provêm da variação da geometria entre o condutor linear (cabo. c) Amplitude = entidade (valor em amplitude) da anomalia que a gerou. De modo contrário. Na maioria dos casos. Cada uma delas carregando dados sobre a situação físico-elétrica do meio atravessado. Particularmente. pela Análise de Fourier.

dielétrico) estabelecemos as seguintes relações: • Redução de secção do cabo significa: Aumento de R e L. todas localizadas na LT 500kV Teresina II – Sobral III – C2. • Oxidação do cabo significa: Aumento de R. obtendo a variação da impedância e determinando os fatores resistividade. • Variação física-mecânica do meio envolvente significa: Variação de L. deixando os demais inalterados (com respeito a uma situação de integridade do conjunto barra de aço . em barras de aço com defeitos propositalmente e previamente conhecidos. Temos que: L . com as suas características em relação ao dielétrico. Seguindo critérios paramétricos e variando um deles aleatoriamente.meio envolvente .distância cabeça de ancoragem obtida mediante a relação L = V*t/2. Algumas hastes ensaiadas na primeira etapa foram testadas novamente. de C e da velocidade de propagação do impulso V. t . para cada anomalia detectada.é a velocidade d e propagação da onda elétrica no conjunto aço igual a 1. localizadas na LT 500kV Teresina II – Sobral III e LT 500 KV Sobral III – Fortaleza II . Exemplo do sinal processado 5 . indutância e capacitância.432 -108 m/seg. As características particulares estão relacionadas com a medição do tamanho do sinal. A reatância capacitiva depende essencialmente do meio físico envolvente e circunvizinho. Nesta etapa uma barra de aço foi utilizada para graduação do sistema. Fig.intervalo de tempo de teste desde a partida do impulso até a chegada do eco refletido. reatância indutiva XL = wL e reatância capacitiva XC = -1/wC). foi realizada uma segunda etapa de ensaios RIMT para a avaliação de integridade de monobarras de fundações de estais. Considera-se tanto o trecho acima do nível do terreno (fora e dentro do tubo de PVC) bem como o enterrado. A velocidade média do sinal é de 1415 cm/ηs. Em agosto de 2008. forte aumento de L e leve incremento de C. A análise do comportamento temporal indica o comprimento das barras como se exemplifica na TABELA – I. identificamos cada tipo de anomalia. • Imperfeição construtiva ou efeito deletério no envolvimento do aço de protensão significa: Aumento de C. formulando as correlações entre os diferentes tipos de anomalias e os três componentes da impedância Z (resistência ôhmica R. podemos fazer verificações diretas. se estabelece que a resistência ôhmica e a reatância indutiva estão ligadas intimamente às características elétricas da barra de aço protendido. os resultados obtidos na barra de tirante da fundaçãoA da torre 62/2. Em ultima análise.Realizando de experimentações em laboratório. Vamos considerar como exemplo. Analisando o sinal.C2.9. V . 4 APLICAÇÃO NA LT 500 KV TERESINA II – SOBRAL III – FORTALEZA II Em maio foram realizados 12 testes para a avaliação de monobarras de fundações ancoradas em rocha para estais.

BARRA ηs 62/2 A 124 V = 0.12.14 . A diferença entre comprimento teórico (fornecido pelo contratante) e comprimento medido (apresentado na tabela) se deve à influência do que chamamos “ecos de fundo”. Esquema de pinçamento 6 . tem no mínimo 8.11. sobre o solo e perpendicularmente à fundação. A “antena” foi posicionada horizontalmente. Podem ser interferências do sistema de aterramento. A linha azul significa o comportamento do sinal na barra testada. 9 que a linha de cor vermelha significa a condição teórica.Verificamos na Fig. a barra da fundação “A”. O comprimento medido é obtido a partir do programa de análise que processa e lê o tempo desses ecos de fundo.7m e no máximo 9. admitindo-se um erro não superior a 5%.0. Eco de fundo significa tudo com o que o sinal se depara (além das efetivas anomalias) e que deve ser filtrado. dá o valor do comprimento medido do cabo. obtém um valor médio que multiplicado por cada tempo do eco de fundo. Por isso. umidade.30 O losango de cor lilás indica o fim da haste a 124 ηs.com o comprimento teórico. torre 62/2. Entre os dois quadriláteros laranjas. está a segunda zona de defeito entre 74 ηs e 96 ηs. O sinal é armazenado na memória do próprio aparelho e oupload dos dados foi feito para um laptop. Fig. Fig. diferentes materiais em contato com o aço. Tal valor deve ser compatível . de 11 ηs a 40 ηs do lançamento do sinal. Entre os dois primeiros quadriláteros verdes se encontra a primeira zona de defeito. O sinal foi aplicado na barra Incotep 22 D através do pinçamento uma braçadeira de aço acoplada ao olhal ou diretamente sobre o mesmo. a diferença entre os comprimentos resulta no erro médio da localização da anomalia. Detalhe do aparelho RIMT Fig. Ou seja. 10. O olhal foi devidamente polido com lixa para metais de modo a garantir um bom contato elétrico. Características do aço x parâmetros elétricos TABELA I – COMPRIMENTO DA BARRA DA FUNDAÇÃO-A TORRE 62/2 COMPRIMENTO DA BARRA TORRE .15 m/ηs De (m) 8. que vem posicionada sempre em relação ao comprimento medido e não ao comprimento teórico. Assim.3m em relação ao ponto de envio do sinal (olhal). etc.70 A (m) 9.

Algumas considerações são importantes: a) Anomalias contínuas são consideradas de grau semelhante ao máximo presente na zona considerada. Presença de corrosão difusa. Reexames mensais. crosta de notável relevância 5 Comprometimento da funcionalidade. Verificar a gravidade. Formação de camada esparsas de corrosão.2 m uma anomalia de grau 3. GRAU Anomalia média. Sem redução Oxidação muito superficial e difusa. TABELA II – RESULTADOS DA BARRA DA FUNDAÇÃO-A TORRE 62/2 ANOMALIAS DE CORROSÃO TORRE . Pontos de oxidação mais relevantes.15 m/ηs De (ηs) 11 74 A (ηs) 40 96 De (m) 0. Zonas GRAU Anomalia leve. Processo de campo A TABELA II indica o diagnóstico de corrosão da barra-A da torre 62/2. A cada 6 ou 12 meses.8 m a 3. • Uma anomalia de corrosão de grau 2 entre 0. GRAU Anomalia irrelevante. Leve oxidação localizada. 7 . ou dano mecânico. Métodos complementares Substituição ou reforço.0 m.2 A (m) 3. c) As indicações de anomalias próximas do ponto de lançamento do sinal podem resultar de influências do acoplamento da instrumentação ou a dispersão da energia emitida por causa da geometria da ancoragem Foram detectadas na barra-A da estrutura 62/2 as seguintes anomalias. Média de 1 a 2 anos Verificar evolução.0 7. 14. 13.0. • De 5.BARRA 62/2 A V = 0. b) A presença de água é um fator preponderante no comportamento do sinal visto que os valores de impedância elétrica do solo são alterados. Verificar evolução. 6 PROVIDÊNCIAS Nenhuma intervenção aplicável Verificar evolução. 5. GRAU Redução relevante da secção útil do Formação de crosta superficial. Processo de aferição Fig.8 5. Discreta redução da Em profundidade e extensão. Rompimento da haste por corrosão GRAU Redução total da secção útil do cabo. 2 de óxido superficial.2 Grau 2 3 TABELA III – GRADUAÇÃO DA CORROSÃO ATRIBUIÇÕES GRAU QUALIFICAÇÃO Perda da superfície protetora. 3 secção do aço. Forte corrosão com presença de GRAU Redução da secção útil.Fig. 4 aço.2 m a 7. conforme graduação indicada na TABELA III. CONCLUSÕES Os resultados obtidos nos ensaios realizados na LT 500 KV Teresina II – Sobral III – Fortaleza II estão indicados na TABELA IV.14 . 1 de secção útil.

8 2 4.2 2 4.5 2 61/1 C 1.6 1 139/1 C 4.3 2 2.1 2 0.5 1 3.0 7.7 6.6 7.2 2 5.2 7.5 1 61/1 B 3.4 8.5 1.5 2.0 2.6 2.6 2 148/2 C 0.1 2 0.8 2.8 2.2 8.5 1.8 3.9 7.3 5.5 6.0 3 62/2 C 5.4 1.8 2 62/2 B 5.1 5.7 8.9 7.1 5.6 1 2.1 1 5.1 1 4.7 1.6 2 4.5 3 148/2 B 4.3 1.1 2 1.4 1.1 2 0.3 1 1.8 3.8 2 61/1 C 5.2 5.9 2 5.1 1 5.7 6.0 1 4.0 7.8 1 61/1 B 0.1 5.6 1.2 2 0.7 2.2 2 2.9 2.8 2 4.5 2 4.3 1 3.6 2 62/2 A 6.2 3 56/2 B 5.1 9.1 2 0.0 7.8 2 0.3 1 2.3 1.4 1.5 2 61/1 A 3.0 2 62/2 A 5.5 1.8 3.2 8.8 1 2.8 1.5 2 61/1 A 0.2 2 4.8 2 7.2 2 Torre Barra 172/2 172/2 172/2 172/2 172/2 196/2 196/2 196/2 196/2 196/2 196/2 196/2 196/2 207/2 207/2 207/2 207/2 207/2 207/2 207/2 297/2 297/2 297/2 297/2 297/2 297/2 297/2 297/2 297/3 297/2 297/2 323/1 323/1 323/1 323/1 323/1 323/1 323/1 C C D D D A A B B C C D D B B C C D D D A A A B B B C C D D D B B B B B B B POSIÇÃO GRAU De(m) A(m) 0.8 1.1 6.4 2 8.2 2 0.8 1 5.1 5.8 1 6.9 5.5 1 61/1 B 2.8 2 62/2 B 7.4 1.4 6.0 1 2.5 2 148/2 D 3.3 4.8 2 0.0 2 1.1 3 62/2 B 0.8 1 0.1 1 4.8 1 0.8 2 4.1 7.4 1.3 2 0.0 5.TABELA IV – RESULTADOS OBTIDOS POSIÇÃO Torre Barra GRAU De(m) A(m) 56/2 A 0.2 2 0.0 2 3.8 2.8 2.2 5.9 1.4 1 61/1 C 3.6 1 61/1 D 5.8 2.3 2.8 1.4 2 62/2 D 0.1 2 4.4 1.2 7.5 1.2 3 62/2 B 0.3 3.4 1.5 2 139/1 C 0.5 2.1 1 0.3 3.0 8.4 1 62/2 B 1.3 5.2 2 0.6 2 7.4 1.7 1.4 1 3.4 1.9 6.3 6.8 2.5 2.6 2.0 2 4.3 3.0 3 62/2 C 0.3 2 5.5 1.4 1.2 2 2.5 1.0 3.0 5.4 3.6 1 0.8 2.7 2 56/2 A 4.0 1 61/1 C 7.6 2 62/2 A 3.3 8.6 2 3.8 1 5.8 3 0.9 1 148/2 C 4.6 1 61/1 D 0.5 3.5 3 139/1 D 0.5 1.3 1.1 2 2.1 5.1 6.7 2 62/2 A 0.6 2 4.0 3 62/2 D 5.8 1 7.1 1 61/1 A 5.1 3 0.1 2 62/2 A 0.3 2 0.5 2 5.8 3.9 6.5 2.5 2.7 3 148/2 B 0.5 3 148/2 A 3.3 5.8 2 7.3 2 56/2 D 5.4 1 62/2 B 3.0 2 4.9 6.3 1 0.8 2 Primeira bateria Segunda bateria 8 .4 2 139/1 A 4.5 1.2 2 61/1 C 0.5 6.0 5.7 1.2 2 2.0 2 0.8 2 2.3 2 0.0 2 4.3 3.9 5.1 2 1.1 2 139/1 A 0.4 1.2 5.5 1 0.2 2 0.4 2 0.5 2 139/1 B 0.2 7.2 5.3 5.0 1 4.4 2.8 8.8 6.2 2 0.1 5.8 2.4 1 139/1 D 3.5 1.0 2 0.8 2 0.5 2 139/1 C 1.0 2 62/2 B 5.1 3 56/2 D 0.4 2.3 3.1 2 0.6 2 148/2 D 0.2 5.8 1 61/1 B 6.4 2.3 3.5 1.9 5.4 1.5 3 139/1 B 3.0 1 4.7 1.3 3.4 2 7.4 1.8 2 0.9 7.8 3.1 2 0.0 6.1 2 0.0 6.4 2.6 2.5 1.0 7.9 2 0.5 3.4 1.5 1.3 1 0.7 7.3 1 0.9 2 4.4 1.9 5.8 2.3 3.6 1.2 2 Torre Barra 62/2 62/2 62/2 62/2 62/2 62/2 62/2 62/2 62/2 73/1 73/1 73/1 73/1 73/1 73/1 73/1 73/1 139/1 139/1 139/1 139/1 139/1 139/1 139/1 139/1 139/1 145/1 145/1 145/1 145/1 145/1 145/1 145/1 145/1 145/1 145/1 145/1 148/2 148/2 148/2 148/2 148/2 148/2 148/2 148/2 148/2 148/2 148/2 172/2 172/2 172/2 172/2 C C C C D D D D D A B B B C D D D A A B B C C D D D A A A B B C C C D D D A A A B B C C C D D D A A B B POSIÇÃO GRAU De(m) A(m) 0.5 1.4 1.6 2 148/2 A 0.8 1 6.0 2 1.

• 1 barra apresenta uma zona de corrosão Na segunda bateria de ensaios foi analisado um total de 42 barras. Após as inspeções. Serve como monitoração para efeito de futura manutenção preventiva: A simples instalação de conexões elétricas especiais nos cabos permite o acompanhamento do fenômeno (localizado em ensaios previamente executados) ao longo da sua vida útil. • 10 barras apresentam grau 3 de corrosão. perfazendo 57% do total ensaiado. perfazendo 9. sendo que em 100% observamos algum grau de anomalia.00 /por fundação. • 13 barras apresentam grau 2 de corrosão. visualizando em tempo hábil sua eventual evolução. com a retirada do PVC e da nata de cimento. 3.000.6% do total ensaiado. sob as características do projeto anterior. • 3 barras apresentam grau 1 de corrosão • 14 barras apresentam duas zonas de corrosão. observamos algum grau de anomalia. Applications Au Contrôle Non Destructif Des Disposifs De Précontrainte (CEBTP / CEMEREX) [3] Rapport De La Démonstration De La Méthode De Mésure RIMT (CSTC) [4] The Reflectometric Impulse Measurement Technique For The QA Of The Grouting Process (BBRI) 9 . o RIMT apresenta ainda as seguintes vantagens: 1. Para validar os resultados dos ensaios RIMT. sendo que em 100%. É um método não destrutivo: basta apenas um contato elétrico com o condutor linear. • 41 barras apresentam grau 2 de corrosão. perfazendo 97. É um método ágil e eficiente: o equipamento portátil realiza até 100 testes em um só dia em cabos de até 100 metros. • 4 barras apresentam grau 3 de corrosão. 2. uma vez que após a retirada da rocha não foi possível o reaproveitamento das mesmas. 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] Nondestructive Evaluation of Pre and Post-Tensioning Tendons: Void Detection and Corrosion Monitoring (University of Delaware . • 40 barras (95% do total ensaiado) apresentaram mais de 1 zona com anomalia.Na primeira bateria de ensaios foi analisado um total de 15 barras. foram realizadas 8 escavações de estais. • 24 barras apresentam grau 1 de corrosão. Frente aos métodos de ensaio tradicionais. implicando num custo médio de R$16.College of Engineering) [2] Étude De La Réflectometrie.5% do total ensaiado. Sendo que o custo de cada ensaio RIMT representa apenas cerca de 5% do custo das inspeções por escavação + recuperação. tais fundações foram recuperadas.