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BRevê: uma metodologia objetiva de cálculo de emissões para a frota de veículos brasileira

Diana Maria Cancelli Nelson Luís Dias Lemma/UFPR 25 de abril de 2011

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Laboratório de Estudos em Monitoramento e Modelagem Ambiental - Lemma. Universidade Federal do Paraná Centro Politécnico - Jardim das Américas Caixa Postal 19100 81531-990 - Curitiba - PR Tel.: 55-41-3320-2000 E-mail: nldias@ufpr.br
ou pelos emails: dianacancelli@gmail.com ou nldias@ufpr.br.

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Sumário
1 2 3 Introdução Legislação nacional – Qualidade do ar Fatores de emissão veicular 3.1 Categorias de veículos consideradas e frota em circulação 3.2 Poluentes considerados . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.3 Fatores de emissão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.3.1 Fatores de emissão alternativos . . . . . . . . . . Como estimar as emissões veiculares? 4.1 Fonte em linha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.1.1 Exemplo 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.2 Fonte em área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.2.1 Exemplo 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.3 Observações sobre o cálculo das emissões veiculares 5 6 11 11 11 13 13 19 19 19 20 21 22 25 26 27 29

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BRevê: programa para o cálculo das emissões veiculares 5.1 Como utilizar o programa? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.1.1 Entrada de dados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.1.2 Saída de dados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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. Fonte: INEA. . . . . . . . Exemplo 1 – Emissões de CO2 por categoria de veículo. . . Exemplo 1 – Emissões de CO por categoria de veículo. .6 3. . . . . . . . . . . . *Para motocicletas usando apenas gasolina. Fatores de emissão para CO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exemplo 1 – Emissões de NMHC por categoria de veículo. . . . . . . . . . . . . . . . .8 3. . 3 12 13 15 16 16 16 17 18 18 4. Fonte: INEA. . . . . . Fonte: IBAMA (2004). . . . . . . . . . . . . Fonte: INEA. . . . . . . . . . . . . . . Fontes: IBAMA (2004) e MMA (2011). Exemplo 1 – Frota hipotética que circula durante 24 horas no trecho imaginário de 5 km. . NOx . . NMHC e MP para motores Diesel. . . . . . . . . . . .2 4.7 3. . . . . . . . . . . . .2 3. . . . . . . . . . . .9 Resoluções CONAMA relacionadas ao PROCONVE/PROMOT. . . . NMHC. . . .8 4. . . . . . . . . . . .1 4. . . . . . . . . . . . . . . em g km−1 . . . . . . .4 3. . . . . . . . . . . . . . .1 3. . . RCHO. . .Lista de Tabelas 2. . . . . . . . . . . . 22 . . . . . . . . . . . . . . 8 Resoluções CONAMA relacionadas ao PROCONVE/PROMOT – continuação. . . . . . . Fonte: INEA. . . . . Fonte: INEA. Incremento médio de emissões por acúmulo de rodagem. . . . . . . Exemplo 1 – Emissões de RCHO por categoria de veículo. Poluentes emitidos por categoria ou classe de veículo e combustível. . . . . Fatores de emissão de CO2 por tipo de combustível (Fonte: INEA – valores em kg de CO2 L−1 . . . . . . . . . . . . . . .3 3. . . . . . .1 2. . . . .4 4. . . . . Fonte: INEA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exemplo 1 – Emissões totais de poluentes pela frota durante as 24 horas consideradas e fluxo de emissão diário. . . . . . . . . .5 4. . . 10 Categorias de veículos consideradas pelo INEA. . . . . . . . . .2 2. . Fatores de emissão de CO. . . . . . . . . . . . . . Exemplo 1 – Emissões de CH4 por categoria de veículo. . . . . . . . . . . . . . . Fonte: INEA. .3 3. . . . . NOx . . . . . . Fatores de emissão de CO. . . . . Fatores de emissão alternativos – para casos em que houver somente o número total de veículos por categoria (em g km−1 ). . . . . . NMHC. . . . . . .3 4. . 20 20 20 21 21 21 22 22 . . . . . . . . . . . .7 4.6 4. Fonte: IBAMA (2004). em g por 80000 km. . . . .9 . em g km−1 . . . . . . . em g km−1 . . . NOx . . . 9 Legislação complementar ao PROCONVE/PROMOT. . . . . . . . . NOx . . . . . . . em g km−1 . . . . CH4 e MP para automóveis e veículos comerciais leves movidos a gasolina e a etanol. . . . . . . . . . . . . . NMHC e CH4 para veículos movidos a GNV. . Fatores de emissão de CO. . . . .5 3. Exemplo 1 – Emissões de NOx por categoria de veículo. . RCHO. . . . . . . . . Exemplo 1 – Emissões de MP por categoria de veículo. . . . CH4 e MP para motocicletas. . . .

. . . . . . .4.11 4. . . . . MP e CO2 para automóveis e veículos comerciais leves bicombustível ou Flex. . . .16 4. . .18 Exemplo 2 – Frota hipotética que circula durante 4 horas na área hipotética de 2 km2 . . . . . . . . Exemplo 2 – Emissões totais de cada um dos poluentes emitidos pela frota considerada. 23 23 23 23 23 23 23 24 24 5. . . . . . . . . . . . . . . . .1 5. .17 4. em g por 80000 km. . CH4 . . . . . . . . . . . . Exemplo 2 – Emissões de CH4 por categoria de veículo. . . . . . Exemplo 2 – Emissões de RCHO por categoria de veículo. . . .10 4. . . . . . . . . . . . . . . . . RCHO. .2 Fatores de emissão de escapamento zero km de CO. . . . . . . . . . . NMHC. . . . . . . . . em kg km−1 . . . . . . . .15 4. . . . . Exemplo 2 – Emissões de NMHC por categoria de veículo. . . . . . . . .13 4. . . Exemplo 2 – Emissões de MP por categoria de veículo. . . . . . . . . . . Exemplo 2 – Emissões de NOx por categoria de veículo. . . . . Exemplo 2 – Emissões de CO2 por categoria de veículo. . . . . . . . NOx . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 Incremento médio de emissões por acúmulo de rodagem para veículos bicombustível ou Flex. . . 26 4 . . . . . . . .12 4. . . . . . . . . . Exemplo 2 – Emissões de CO por categoria de veículo. . . . . . . . . . . . . .14 4. . . . . . . . . . . . . .

Capítulo 1 Introdução Este relatório. dividido em quatro partes distintas. obtenção das emissões totais para inventários de emissão entre outros tipos de estudos que exijam conhecimento das quantidades de poluentes emitidos por veículos automotores. tem como objetivo propor uma metodologia simplificada para estimar as emissões veiculares. A metodologia apresentada pode ser utilizada para obtenção das concentrações de fundo em modelos de dispersão atmosférica. • metodologia para estimativa de quantidade de poluentes emitidos por fontes móveis e • programa para o cálculo das emissões veiculares. • fatores de emissão veicular. sendo • legislação nacional relacionada com emissões de poluentes atmosféricos. 5 .

723 de 29 de outubro de 1993. posteriormente foi complementado por outras Resoluções CONAMA e instruções normativas e foi consolidado pela Lei Federal Nº 8. O PROCONVE foi desenvolvido pela CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – durante os anos 80. São estabelecidos limites para emissões por tipo de fonte e de poluente. • PROCONVE – Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores e • PROMOT – Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares. O PRONAR foi criado pela Resolução CONAMA Nº 5. Com base em legislações de países europeus foram estabelecidos limites máximos de emissão em ensaios padronizados e com combustíveis de referência para diferentes tipos de veículos automotores. padrões de qualidade do ar. desenvolvida e atualizada desde os anos 80. de 15 de julho de 1989. também foram impostas as necessidades de certificação de protótipos e veículos em produção. Dentre as criações destas legislações estão • PRONAR – Programa Nacional de Controle de Qualidade do Ar. 6 . Como forma de instrumentalizar as medidas o PRONAR incorporou os programas relacionados à qualidade do ar que já estavam em funcionamento em 1989: • PROCONVE: Programa Nacional de Controle da Poluição por Veículos Automotores. criado pela Resolução nº 18/86 do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente. O primeiro a ser estabelecido foi o PROCONVE. ao atendimento dos padrões estabelecidos e o não comprometimento da qualidade do ar nas áreas consideradas não degradadas”. de autorização especial do órgão ambiental federal para uso de combustíveis alternativos. pela limitação dos níveis de emissão de poluentes por fontes de poluição atmosférica. de recolhimento e reparo dos veículos ou motores encontrados em desconformidade com a produção ou projeto e de proibição de comercialização de modelos de veículos não homologados junto aos órgãos responsáveis. com o intuito de “permitir o desenvolvimento econômico e social do país de forma ambientalmente segura.Capítulo 2 Legislação nacional – Qualidade do ar O Brasil possui uma extensa lista de legislações relacionada à poluição do ar. com vistas à melhora da qualidade do ar. classificação de áreas conforme o nível de qualidade do ar além da implantação de uma Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar e a criação de Inventários Nacionais de Fontes e de Emissões. resoluções e instruções normativas relacionadas à qualidade do ar que vem sendo estudada.

1.• PRONACOP: Programa Nacional de Controle da Poluição Industrial.3. Com caráter informativo. • Programa Nacional de Inventário de Fontes Poluidoras do Ar. 7 . esta. de 25 de setembro de 2003. nas tabelas 2. Um histórico mais detalhado pode ser obtido no Anexo A do Primeiro Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários publicado em Janeiro de 2011 pelo MMA – Ministério do Meio Ambiente (2011b) e nos Relatórios de Qualidade do Ar do Estado de São Paulo elaborados pela CETESB (o último disponível e utilizado como referência neste trabalho é o de 2009 – CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (2010)). Tanto o PROCONVE quanto o PROMOT estabeleceram fases de implantação. seguiu padrões estabelecidos em países europeus. O PROMOT – Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares – também elaborado pela CETESB. de 26 de fevereiro 2002. • Programas Estaduais de Controle da Poluição do Ar. são listadas. e complementado pela Resolução CONAMA nº 342. Portarias e Instruções Normativas do IBAMA relacionadas à poluição do ar (IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (2004) e MMA – Ministério do Meio Ambiente (2011a)). considerando os tipos de veículos e combustíveis utilizados.2 e 2. as Resoluções CONAMA. foi estabelecido nacionalmente pela Resolução CONAMA Nº 297. A implantação em fases teve como objetivo o desenvolvimento tecnológico dos veículos automotores e consequentemente a redução das emissões de poluentes para a atmosfera. • Programa Nacional de Avaliação da Qualidade do Ar. assim como o PROCONVE. 2. sendo que em cada uma delas os veículos novos deveriam sempre ter uma produção menor de poluentes.

limites máximos de ruído com o veículo em aceleração e na condição parado – Resolução aprovada em 1992 e publicada em 1993 Estabelece. com relação à durabilidade das emissões Estabelece nova classificação de veículos automotores.I/M Complementa a Resolução no 018/86.1: Resoluções CONAMA relacionadas ao PROCONVE/PROMOT. motonetas. nacionais e importados Atualiza o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE. material particulado e evaporativa. 8 . exceto motocicletas. Fonte: IBAMA (2004). referente a emissão de ruído e poluentes atmosféricos Confirma a FASE IV prevista na Resolução Conama nº 08/93 e dá outras providências Regulamenta a implantação do Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso I/M Proíbe o uso de equipamentos que possam reduzir a eficácia do controle de emissão de poluentes e ruído Estabelece limites máximos de emissão de poluentes Tabela 2. considerando os veículos importados Atualiza o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE. triciclos. estabelecendo limites máximos de emissão de poluentes para os motores destinados a veículos pesados novos. nacionais e importados. ciclomotores. ciclomotores. triciclos. com relação à fumaça em aceleração livre para veículos a diesel Ratifica os limites máximos de emissão de ruído por veículos automotores e o cronograma para seu atendimento previsto na Resolução CONAMA nº 08/93 (art. para o controle de emissão veicular de gases. 20) Determina que a implantação dos Programas de Inspeção e Manutenção para Veículos Automotores em Uso – I/M – somente poderá ser feita após a elaboração de Plano de Controle de Poluição por Veículos em uso – PCPV – em conjunto pelos órgãos ambientais estaduais e municipais Define os itens de ação indesejável. em caráter nacional. o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE. limites máximos de ruído com o veículo em aceleração e na condição parado – Resolução aprovada em 1992 e publicada em 1993 Define as diretrizes básicas e padrões de emissão para o estabelecimento estabelecimento de Programas de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso . bicicletas com motor auxiliar e veículos assemelhados. para motocicletas. nacionais e importados. motonetas.Resolução CONAMA nº 18/86 Resolução CONAMA nº 01/93 Resolução CONAMA nº 02/93 Resolução CONAMA nº 07/93 Resolução CONAMA nº 08/93 Resolução CONAMA nº 14/95 Resolução CONAMA nº 15/95 Resolução CONAMA nº 16/95 Resolução CONAMA nº 17/95 Resolução CONAMA nº 18/95 Resolução CONAMA nº 20/96 Resolução CONAMA nº 226/97 Resolução CONAMA nº 227/97 Resolução Conama nº 230/97 Resolução Conama nº 241/98 Dispõe sobre a criação do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE Estabelece. bicicletas com motor auxiliar e veículos assemelhados. para veículos automotores nacionais e importados. que institui.

e dá outras providências Requisitos para adoção de sistemas de diagnose de bordo . procedimentos e limites máximos de opacidade da emissão de escapamento para serem utilizadas nos Programas de I/M Estabelece. caput e §1º da Resolução CONAMA nº 418. de 2009. de 26 de fevereiro de 2002. regulamentando o Art. limites máximos de ruído nas proximidades do escapamento. complementados e modificados. em complemento à Resolução nº 297.I/M pelos órgãos estaduais e municipais de meio ambiente e determina novos limites de emissão e procedimentos para a avaliação do estado de manutenção de veículos em uso. 4º e art. e dá outras providências Regulamenta o uso do conjunto de componentes para conversão de veículos para o gás natural e dá outras providências Fica criado o Relatório de Valores de Emissão da Produção (RVEP) para as configurações de veículos ou motores novos.Resolução CONAMA nº 242/98 Resolução CONAMA nº 251/99 Resolução CONAMA nº 252/99 Resolução CONAMA nº 256/99 Resolução CONAMA nº 268/2000 Resolução CONAMA nº 272/2000 Resolução CONAMA nº 282/2001 Resolução CONAMA nº 291/2001 Resolução CONAMA nº 299/2001 Resolução CONAMA nº 297/2002 Resolução CONAMA nº 315/2002 Resolução CONAMA nº 342/2003 Resolução CONAMA Nº 354/2004 Resolução CONAMA Nº 403/2008 Resolução CONAMA Nº 415/2009 Resolução CONAMA Nº 418/2009 Resolução CONAMA Nº 426/2010 Harmoniza o PROCONVE com o MERCOSUL Estabelece critérios. produzidos para comercialização no território nacional durante o período de um semestre civil Estabelece os limites para emissões de gases poluentes por ciclomotores. 104 do Código Nacional de Trânsito Método alternativo para monitoramento de ruído de motociclos Estabelece novos limites máximos de emissão de ruídos por veículos automotores Estabelece os requisitos para os conversores catalíticos destinados a reposição. Fontes: IBAMA (2004) e MMA (2011).OBD nos veículos automotores leves objetivando preservar a funcionalidade dos sistemas de controle de emissão. inclusive veículos encarroçados.2: Resoluções CONAMA relacionadas ao PROCONVE/PROMOT – continuação. Critérios para a elaboração de Planos de Controle de Poluição Veicular – PCPV e para a implantação de Programas de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso . para fins de inspeção obrigatória e fiscalização de veículos em uso Estabelece regras e mecanismos para inspeção de veículos quanto às emissões de poluentes e ruídos. nacionais ou importados. Tabela 2. Nova fase de exigência do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores-PROCONVE para veículos pesados novos (Fase P-7) e dá outras providências. motociclos e veículos similares novos Dispõe sobre as novas etapas do Programa de Controle de Emissões Veiculares – PROCONVE Estabelece limites para emissões de gases poluentes por ciclomotores. 5º. estabelecendo novos prazos para o Plano de Controle da Poluição Veicular e o Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso. Altera o art. 9 . nacionais ou importados. para os veículos rodoviários automotores. Nova fase (PROCONVE L6) de exigências do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores-PROCONVE para veículos automotores leves novos de uso rodoviário e dá outras providências. motociclos e veículos similares novos.

Lei no 8. nacionais ou importados. motociclos e veículos similares. para atendimento. de 28/10/93 Portaria IBAMA nº 86/96 Portaria IBAMA nº 167/97 Instrução Normativa IBAMA nº 13/2002 Instrução Normativa IBAMA nº 15/2002 Instrução Normativa IBAMA nº 17/2002 Instrução Normativa IBAMA nº 25/2002 Instrução Normativa IBAMA nº 28/2002 Dispõe sobre a redução de emissão de poluentes por veículos automotores e dá outras providências Regulamenta os procedimentos para importação de veículo automotores e motocicletas quanto aos requisitos do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE Dispõe sobre procedimentos administrativos do PROCONVE Institui o Termo de Referência para Habilitação de Agente Técnico para execução de comprovação de conformidade junto ao PROCONVE Dispõe sobre a obtenção da Certificação de Conformidade de Conjunto de Componentes do Sistema de Gás Natural. junto ao Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE Dispõe sobre a obtenção da Licença para uso da Configuração de ciclomotores. nacionais ou importados.723.3: Legislação complementar ao PROCONVE/PROMOT. Fonte: IBAMA (2004). 10 . junto ao PROMOT Institui o Selo de Homologação do PROCONVE/PROMOT. pelos fabricantes e importadores de veículos automotores Estabelece procedimentos para realização de ensaios de emissão para fins de homologação de veículos movidos a mistura Gasolina/Álcool Tabela 2.

As categorias e respectivas definições são apresentadas na tabela 3. deve-se levar em consideração a diferente composição dos combustíveis. Agência Nacional do Petróleo.2 Poluentes considerados Com base no INEA. Nas próximas seções são apresentados detalhes e informações relacionadas à metodologia de cálculo de emissões atmosféricas por veículos automotores. 3. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). tipicamente as emissões veiculares compreendem os seguintes poluentes: 11 . porém. a metodologia proposta para estimativa das emissões de poluentes por veículos automotores foi baseada no Primeiro Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários (denominado daqui em diante apenas de INEA).1. Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) e Petróleo Brasileiro S/A (Petrobrás) (MMA – Ministério do Meio Ambiente (2011b)). Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). foi elaborado por um grupo de trabalho composto pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A frota em circulação corresponde à quantidade de veículos que circulam no local para o qual se quer estimar as quantidades de poluentes emitidos. Para tanto. tipo de combustível e ano de fabricação podem ser obtidos junto aos órgãos de trânsito (DETRAN’s). Dados referentes à frota de veículos divididos por categoria.Capítulo 3 Fatores de emissão veicular Diversos conjuntos de fatores de emissão veicular. diferentes motores e diferentes limites máximos de emissão (se existirem). tais como os utilizados pela EPA (United States Environmental Protection Agency). poderiam ser utilizados no cálculo das emissões veiculares. Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). publicado em Janeiro de 2011. Para casos em que se deseja obter as emissões veiculares para uma determinada área ou via os dados de frota podem ser obtidos por estimativa ou contagem. Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Este inventário. 3.1 Categorias de veículos consideradas e frota em circulação Nesta proposta optamos por utilizar as mesmas categorias de veículos utilizadas pelo INEA.

importante atualmente devido a sua expressiva contribuição ao efeito estufa. 10 e 15 ton) Ônibus urbanos e rodoviários Diesel Tabela 3. • RCHO – Aldeídos: os mais comuns são o acetaldeído e o formaldeído. gás extremamente tóxico. diferentes poluentes são emitidos. assim como os NMHC e os RCHO. exclusive o motorista Veículo automotor destinado ao transporte de pessoas ou carga. A tabela 3. com peso bruto total de até 3500 kg Veículo automotor de duas rodas com ou sem side-car. considera que. • CO2 – Dióxido de carbono: resultante da combustão completa do carbono presente no combustível. • MP – Material particulado: pequenas partículas sólidas ou líquidas compostas pelos mais variados componentes químicos podendo ser inaláveis (quando seu diâmetro é menor que 2. com base nas resoluções CONAMA e em sua própria metodologia.Categorias Automóveis Motor/Combustível Gasolina Flex Fuel GNV Etanol Gasolina Flex Fuel GNV Etanol Gasolina Etanol Etanol Diesel Definição Veículo automotor destinado ao transporte de passageiros.1: Categorias de veículos consideradas pelo INEA. médios e pesados (acima de 3. compreende todas as substâncias orgânicas geradas no processo de combustão exceto o metano. um dos precursores do ozônio troposférico. O INEA. • NOx – Óxidos de nitrogênio: formado pela reação de oxigênio e nitrogênio presentes na atmosfera sob condições de alta temperatura e elevada pressão. estes sete poluente também são os considerados pelo INEA e incluem todos os poluentes cujos limites de emissão são regulamentados pelas resoluções CONAMA. • NMHC – Hidrocarbonetos não-metano: proveniente da combustão incompleta do combustível no motor. • CH4 – Metano: mais simples dos hidrocarbonetos. expressivo gás de efeito estufa. resultante da combustão. Nesta proposta de metodologia de estimativa de emissões veiculares utilizaremos os sete poluentes citados acima.2 apresenta os poluentes emitidos e considerados no INEA e nesta proposta para cada uma das categorias de veículos automotores.5 µg) ou não-inaláveis.5. altamente prejudicial à saúde nesse nível da atmosfera. • CO – Monóxido de carbono: resultante da combustão incompleta do carbono contido no combustível. de acordo com o tipo de combustível. com carroçaria e PBT superior a 3500 kg Veículo automotor de transporte coletivo Veículos comerciais leves Motocicletas Caminhões leves. 12 . é precursor na formação do ozônio troposférico (O3 ). com capacidade para até 8 pessoas. Fonte: INEA. são precursores do ozônio troposférico. dirigido em posição montada Veículo automotor destinado ao transporte de carga.

Obviamente se os dados de frota estiverem disponíveis o resultado das estimativas será muito mais preciso.2: Poluentes emitidos por categoria ou classe de veículo e combustível. A partir de. Na tabela 3.Poluente/Classe de veículo Automóveis e comerciais leves Gasolina Automóveis e comerciais leves Etanol Motocicletas Gasolina Motocicletas Etanol Veículos Diesel Veículos a GNV CO √ √ √ √ √ √ NOx √ √ √ √ √ √ MP √ √ √ RCHO √ √ √ NMHC √ √ √ √ √ √ CH4 √ √ √ √ √ CO2 √ √ √ √ √ √ Tabela 3. são apresentados nesta seção.7.4. em alguns casos foram feitas algumas adaptações que serão descritas posteriormente. 80000 km os fatores de emissão de alguns dos poluentes devem ser incrementados pelos valores apresentados na tabela 3. RCHO. os fatores de emissão são apresentados na tabela 3. 3. estas informações são apresentadas na tabela 3. Estes fatores são utilizados para veículos novos e que rodaram até 80000 km. Fonte: INEA.3 apresenta os fatores de emissão para automóveis e veículos comerciais leves e respectivos anos de fabricação para veículos movidos a gasolina e a etanol para CO. conforme a tabela 3. Como já citado anteriormente os fatores de emissão foram retirados do Primeiro Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários (MMA. Para veículos diesel. os fatores de emissão são apresentados na tabela 3. Para casos em que não se conhece a distribuição completa da frota sugere-se a utilização de fatores de emissão alternativos (apresentados na próxima subseção). CH4 e MP.3. 3. A tabela 3.6 são apresentadas as quantidades de poluentes emitidos por quilômetro rodado por motocicleta. 2011). Para os veículos movidos a GNV. Os fatores de emissão apresentados nesta seção devem ser utilizados quando se conhece as informações de composição da frota em circulação de acordo com ano de fabricação. 2011) são divididos por ano de fabricação.5.2. e a cada. NMHC.8. para casos em que a distribuição completa da frota de veículos em circulação na via ou área de interesse não 13 .3 Fatores de emissão Os fatores de emissão de poluentes para cada uma das categorias de veículos. NOx . Para compatibilizar as unidades com os outros fatores de emissão foram utilizadas valores médios de quilometragem rodada por litro de combustível km L−1 e fatores de emissão em g km−1 foram obtidos. Então. tipo de combustível e quilometragem dos veículos. Sabendo da dificuldade existente em obter dados de frota de veículos por ano e tipo de combustível apresentamos aqui uma alternativa aos fatores de emissão apresentados na seção anterior.1 Fatores de emissão alternativos Os fatores de emissão sugeridos no Primeiro Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários (MMA. tipo de combustível e consideraram a quilometragem rodada para veículos leves. Para o CO2 o INEA apresenta fatores de emissão em kg L−1 .

estiver disponível. sugere-se a utilização de uma divisão simplificada de categorias de veículos cujos fatores de emissão são apresentados na tabela 3.9. 14 .

5 0.67 0.240 0.440 0.014 0.0011 – 0.117 0.090 0.3 4.014 0.004 0.040 1.103 0.74 0.21 0.011 0.37 0.0 1.3 10.11 0.039 0.0024 – 0.110 0.77 0.0104 NMHC 2.6 0.014 0.069 0.045 0.0024 – 0.8 11.08 0.088 0.255 0.0011 – 0.45 0.020 0.014 0.0024 – 0.125 0.7 0.090 0.0011 – 2004 2005 2006–2007 2008 2009 Tabela 3.3 1.66 0.088 0.7 4.105 0.117 0.098 0.040 0.24 0.36 1.032 0.55 1.3 0.09 0.22 0.022 0.36 1.083 0.032 RCHO 0.012 0.014 0.025 0.0024 – 0.002 0.7 0.8 1.195 0.0152 0.445 1.3 15.21 0.052 0.08 0.240 0.0011 – 0.004 0.30 0.510 0.6 6. Fonte: INEA.004 0.165 0.255 0.2 1.0014 0.Ano modelo Até 1983 1984–1985 1986–1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Combustível Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Gasolina Etanol Flex – Gasolina Flex – Etanol Gasolina Etanol Flex – Gasolina Flex – Etanol Gasolina Etanol Flex – Gasolina Flex – Etanol Gasolina Etanol Flex – Gasolina Flex – Etanol Gasolina Etanol Flex – Gasolina Flex – Etanol Gasolina Flex – Gasolina Flex – Etanol CO 33.6 1.023 0.060 0.030 CH4 0.0011 – 0.011 0.149 0.011 MP 0.04 0.040 0.0011 – 0.132 0.040 0.210 0. NOx .82 0.0011 – 0.6 3.6 4.451 0.125 0.19 1.16 0.035 0.240 0.35 0.105 0.0024 – 0.160 0.6 0.020 0.82 0.23 0.004 0.032 0.2 0.0 16.027 0.012 0.040 0.075 0.6 0.041 0.300 0.048 0.103 0.004 0. 15 .105 1.0011 – 0.027 0.09 0.105 0.083 0.46 0.08 0.8 1.10 0.014 0.032 0.9 1.23 0.004 0.450 0.0024 – 0.139 0.09 0.003 0.004 0.027 0.043 0.0011 – 0.042 0.7 0.510 0.51 0.5 13.0011 – 0.0 16.3 0.013 0.0011 0.051 0.019 0.081 0.33 0.70 1.79 0.220 0.4 1.360 0.67 0.004 0.027 0.003 0.042 0.240 0.08 0.038 0.1 1.05 0. RCHO.149 0.0024 0.05 0.3: Fatores de emissão para CO.60 0.07 0.005 0.0011 – 0.043 0.240 0.14 0.0011 – 0.020 0.035 0.6 1.36 1.016 0.8 3. em g km−1 .080 0.2 1.36 1.019 0.08 0.14 0.0024 – 0.110 0.451 0.186 0.8 13.12 0.037 0.43 0.9 0.060 0.05 0.5 8.56 NOx 1.36 2.0024 – 0. CH4 e MP para automóveis e veículos comerciais leves movidos a gasolina e a etanol.083 0.510 0.11 0.445 1.48 0.04 0.2 3.4 1.0011 – 0.0024 – 0.73 0.007 0.030 0.05 0.11 0.037 0.045 0.39 0.11 0.016 0.2 6.0024 – 0.029 0.0011 – 0.04 0.67 0.0020 0.14 0.50 0.48 0.4 6.63 0.51 0.025 0.014 0.036 0.0011 – 0.0 0.7 0.083 0.514 0.47 0.004 0.0017 0.017 0.04 0.5 0.0024 – 0.0 4.014 0.186 0.74 0.12 0.34 0.019 0.0024 – 0.18 0.048 0.003 0.0011 – 0.195 0.020 0.042 0.9 1.39 0.0 28. NMHC.017 0.8 0.4 1.33 0.11 0.035 0.075 0.0011 – 0.935 0.2 12.125 0.05 0.050 0.04 0.9 22.514 0.04 0.71 0.025 0.034 0.0 18.300 0.595 0.150 0.40 0.032 0.045 0.083 0.013 0.105 0.100 0.0 18.05 0.090 0.027 0.

21 0.0035 0.12 1.29 RCHO 0.224 NOx 0.10 NMHC 2.5: Fatores de emissão de CO.13 0.Combustível/Poluente Gasolina Etanol CO 0.09 0.10 0.023 0. Fonte: INEA.17 0.0035 0.0038 NMHC 0. NMHC.10 6.00065 0.16 0. CH4 e MP para motocicletas.12 2.0140 0.83 1. Ano . em g por 80000 km. 16 .05 3.modelo Até 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 CO 19.0140 0.020 NMHC 0.16 0.024 RCHO 0.263 0.00276 Tabela 3.09 0.18 0. NOx .05 0.03 0.0035 0. NOx .14 CH4 0. Fonte: INEA.22 Tabela 3.21 1. *Para motocicletas usando apenas gasolina.66 0.18 0. Combustível/Poluente GNV CO 0.05 0. em g km−1 .0035 0.030 0.6: Fatores de emissão de CO. NMHC e CH4 para veículos movidos a GNV.56 NOx 0.03 MP* 0.0035 Tabela 3.0287 0.36 6.39 0.49 0.02 NOx 0.18 0.71 0.4: Incremento médio de emissões por acúmulo de rodagem.026 CH4 0.12 0. RCHO. Fonte: INEA.30 0.27 0. em g km−1 .

01 1.08 1.010 0.054 0.51 0.785 0.68 2.45 0.328 0.73 8.28 0.34 0.81 0.064 0. Fonte: INEA. NMHC e MP para motores Diesel.Categoria Comerciais leves Ano Até 1993 1994–1997 1998–2002 2003–2008 2009 em diante Até 1993 1994–1997 1998–2002 2003–2008 2009 em diante Até 1993 1994–1997 1998–2002 2003–2008 2009 em diante Até 1993 1994–1997 1998–2002 2003–2008 2009 em diante Até 1993 1994–1997 1998–2002 2003–2008 2009 em diante Até 1993 1994–1997 1998–2002 2003–2008 2009 em diante CO 0.391 0.823 0.74 1.35 0.96 7.34 8.37 0.49 3.153 0.92 0.39 0.095 0. 17 .46 0.11 0.163 0.95 2.131 0.21 NMHC 4.37 0.084 0.024 Caminhões leves (3.28 0.60 4.66 0.30 17.08 1.45 2.09 0.17 13.99 1.28 2.449 0.85 0.23 5.27 0.12 0.160 0.14 0.38 0.409 0.11 NOx 0. em g km−1 .85 5.274 0.43 8.31 12.25 1.81 2.57 11.58 0.5–10 ton) Caminhões médios (10–15 ton) Caminhões pesados (mais de 15 ton) Ônibus urbanos Ônibus rodoviários Tabela 3.69 0.12 0.44 1.04 7.92 0.40 MP 0.38 0. NOx .21 1.136 0.06 2.040 0.14 1.36 3.84 3.28 0.46 2.087 0.20 0.21 0.32 2.37 0.80 5.06 3.06 1.77 0.20 1.39 1.84 7.211 0.008 0.98 0.31 3.28 4.42 0.07 0.69 0.223 0.60 2.83 0.099 0.26 1.50 1.053 0.08 0.75 1.23 0.62 0.07 0.013 0.023 1.032 0.15 0.10 10.033 0.13 0.539 0.7: Fatores de emissão de CO.19 0.

8: Fatores de emissão de CO2 por tipo de combustível (Fonte: INEA – valores em kg de CO2 L−1 . 10 e 15 ton) Ônibus urbanos e rodoviários CO 1.0 445.015 0.15 0. médios e pesados (acima de 3.Combustível Gasolina Etanol Diesel GNV Valor do INEA kg de CO2 L−1 2.0 6.15 0.0 210.1 – – MP 0.0 7.0 445. Categorias/Poluentes (g/km) Automóveis e veículos comerciais leves Motocicletas Caminhões leves.010 0.0 7.4 0.2 3.0 286.0 CH4 0.0 Tabela 3.0 Fator de emissão g de CO2 por km−1 227. 18 .5 5.4 0.1 NOx 0.5.0 445.233 2.671 1.2 CO2 210.15 0.9: Fatores de emissão alternativos – para casos em que houver somente o número total de veículos por categoria (em g km−1 ).5 RCHO 0.0 1.01 – – – NMHC 0.0 176.0 Tabela 3.0 9.0 1.999 Quilometragem média por litro de combustível km rodado L−1 10.269 1.4 0.

i . 4. Fr.i é o fator de emissão do poluente i (dado em g km−1 ) e L é o comprimento total da via para a qual se deseja estimar a quantidade de poluentes emitidos (dado em km). L×t (4. Fe. através de uma contagem simples realizada durante 24 horas.1. Desta forma. temos uma frota de veículos obtida. Queremos estimar a quantidade de poluentes emitidos durante um período de 24 horas. vamos utilizar os fatores de emissão apresentados na tabela 3. 19 . (4.i = Elinha.Capítulo 4 Como estimar as emissões veiculares? Neste capítulo apresentamos a metodologia de cálculo para estimar os poluentes emitidos por veículos em fontes em linha e em área. resultou em: Neste caso.i é quantidade emitida do poluente i (em kg).2) onde t é o tempo total (em horas) para o qual foi calculado Elinha. EL.1 Exemplo 1 Vamos supor um trecho de uma rodovia ou uma avenida. EL.1) onde Elinha.9. j × Fe. Não é possível obter com exatidão a distribuição de veículos por ano de fabricação e por tipo de combustível. • Fe.1 – 4 categorias de veículos. 4.1 Fonte em linha A quantidade de poluentes emitidos por automóveis que circulam numa via pode ser obtida através de Elinha. de bastante fluxo veicular. Caso se deseje obter a taxa de emissão do poluente i. Os dados para a aplicação da equação 4.i : fatores de emissão da tabela 3.1 são • Fr. supostamente.9 – para 7 poluentes. Supondo que a contagem/amostragem do número de veículos que passam nesse trecho de rodovia durante as 24 horas. j : dados de frota da tabela 4. distribuídos por categoria.h-1.i (em kg h−1 km−1 ) kg.km-1) deve-se utilizar.i × L. com uma extensão de 5 km.i .i = Fr. j é a quantidade total de veículos da categoria j que circulam na via de interesse durante um determinado tempo.

i × 5 (g dia−1 ) Automóveis 12000 1. Caso se deseje obter o fluxo horário de emissão basta dividir os valores obtidos por 24 horas.i .3: Exemplo 1 – Emissões de NOx por categoria de veículo. para cada um dos 7 poluentes considerados. As somas dos Elinha.4 6000 Ônibus 1000 0. j × Fe.3) onde Earea.5 3000 Tabela 4. médios e pesados) Ônibus (urbanos e rodoviários) número de veículos em 24 horas 12000 1000 3000 1000 Tabela 4.i × 5 (g dia−1 ) Automóveis 12000 0. em um período de 24 horas. Poluente: NOx Fr.i × l. em kg h−1 km−2 . j (veículos dia−1 ) Fe.i EA. são apresentadas na tabela 4.0 15000 Ônibus 1000 1. 4.i (g km−1 ) Elinha.Categorias Automóveis e veículos comerciais leves Motocicletas Caminhões (leves.0 15000 Caminhões 3000 1. As emissões devem ser estimadas separadamente para cada tipo de poluente. j × Fe.4) A×t onde A é o tamanho da área de interesse em km2 .2: Exemplo 1 – Emissões de CO por categoria de veículo.8 temos as quantidades emitidas.i é a quantidade emitida do poluente i (em kg). Poluente: CO Fr.1: Exemplo 1 – Frota hipotética que circula durante 24 horas no trecho imaginário de 5 km.i = Fr. é obtida através de Earea. (4. (4.i = Fr.2 Fonte em área A quantidade de poluentes emitidos por automóveis que circulam numa determinada área pode ser obtida através de Earea.15 750 Caminhões 3000 0.4 24000 Motocicletas 1000 0. j (veículos dia−1 ) Fe.1 5500 Tabela 4.i (g km−1 ) Elinha.2 72000 Motocicletas 1000 3.i = Fr. Nas tabelas 4.i para cada poluente. l (em km) é a soma da extensão das vias existentes na área de interesse.i = . 20 . j × Fe. • L: a extensão do trecho de rodovia é de 5 km.9 assim como EL.2 a 4. nas 24 horas. A taxa de emissão de poluente por unidade de área EA.i – fluxo diário de emissão por unidade de comprimento da via. em unidades de kg dia−1 .

i : fatores de emissão da tabela 3. com aproximadamente 2 km2 e com extensão total de vias de 6 km.i . vamos utilizar os fatores de emissão apresentados na tabela 3.15 9000 Motocicletas 1000 0. através de uma contagem simples realizada durante 4 horas.2.5 3000 Caminhões 3000 5.i × 5 (g dia−1 ) dia−1 ) Automóveis 12000 0. Poluente: CH4 Fr. durante as 4 horas de maior intensidade de tráfego temos os valores apresentados na tabela 4. temos uma frota média de veículos obtida.0 0 Tabela 4. 4.i (g km−1 ) Elinha. Somando as quantidades de cada um dos poluentes emitidos – Earea. Nas tabelas 4.i. distribuídos por categoria.18. Da mesma forma que no Exemplo 1. queremos estimar a quantidade de poluentes emitidos durante o horário de maior fluxo – 17:00 às 20:00.hora (obtidas pela divisão simples por 4 horas) e as emissões horárias por unidade de área EA.4 24000 Motocicletas 1000 0.i = Fr.4: Exemplo 1 – Emissões de RCHO por categoria de veículo.11 a 4. hipoteticamente. para cada um dos poluentes considerados. j (veículos Fe.Poluente: RCHO Fr.i (g km−1 ) Elinha. em um período de 4 horas. as emissões devem ser estimadas separadamente para cada tipo de poluente. Neste caso. j × Fe.0 0 Caminhões 3000 0. são os apresentados na tabela 4.1 Exemplo 2 Vamos supor uma área de bastante fluxo veicular. por exemplo do centro de uma cidade. A suposta contagem/amostragem do número de veículos que passam por essa área durante essas 4 horas.10. Nesta tabela temos ainda as emissões horárias Earea.i × 5 (g dia−1 ) Automóveis 12000 0.6: Exemplo 1 – Emissões de CH4 por categoria de veículo. Poluente: NMHC Fr.i = Fr.0 0 Ônibus 1000 0.9.i (g km−1 ) Elinha. • A: área de 2 km2 . • l: a extensão total das vias é de 6 km (soma dos comprimentos de todas vias que compõe a área de interesse). Assim como para as fontes em linha.i = Fr.0 75000 Ônibus 1000 9.9 – 7 poluentes. j : dados de frota da tabela 4. • Fe. j (veículos Fe.5: Exemplo 1 – Emissões de NMHC por categoria de veículo. Os dados para a aplicação da equação 4.1 500 Caminhões 3000 0.10 – 4 categorias de veículos.0 0 Ônibus 1000 0.3 são: • Fr.17 temos as quantidades emitidas.i – pelos veículos que circulam na área de interesse. 21 . j × Fe.0 0 Tabela 4. j (veículos dia−1 ) Fe.0 45000 Tabela 4. j × Fe.01 600 Motocicletas 1000 0.i × 5 (g dia−1 ) dia−1 ) Automóveis 12000 0.

0 Tabela 4.75 0.Poluente: MP Fr.15 2250 Ônibus 1000 0.5 33.0 6675000 Ônibus 1000 445.i = Fr.12 29.i × 5 (g dia−1 ) dia−1 ) Automóveis 12000 0.i × 5 (g dia−1 ) dia−1 ) Automóveis 12000 210.0 1050000 Caminhões 3000 445. j (veículos Fe.i (kg dia−1 km−1 ) 21.8: Exemplo 1 – Emissões de CO2 por categoria de veículo.75 0.9 0.i = Fr. Poluente CO NOx RCHO NMHC CH4 MP CO2 ∑ Elinha.i (kg dia−1 ) 107.015 900 Motocicletas 1000 0.7: Exemplo 1 – Emissões de MP por categoria de veículo.0 EL. Para os casos em que a composição for conhecida.i (g km−1 ) Elinha.6 147. 4.0 12600000 Motocicletas 1000 210.84 4510.i (g km−1 ) Elinha. j × Fe.0 9.01 50 Caminhões 3000 0.4 1. j × Fe. Poluente: CO2 Fr. j (veículos Fe.5 6.3 Observações sobre o cálculo das emissões veiculares Os exemplos apresentados são para casos em que se desconhece a composição da frota de veículos por ano e tipo de combustível. o processo de obtenção das quantidades de poluentes emitidos é semelhante.0 2225000 Tabela 4.2 1000 Tabela 4.5 4.2 22550. basta relacionar os veículos (por ano e tipo de combustível) aos seus respectivos fatores de emissão. 22 .9: Exemplo 1 – Emissões totais de poluentes pela frota durante as 24 horas consideradas e fluxo de emissão diário.

16: Exemplo 2 – Emissões de MP por categoria de veículo.0 6000 Ônibus 300 9.13: Exemplo 2 – Emissões de RCHO por categoria de veículo.4 12000 Motocicletas 1000 0.10: Exemplo 2 – Frota hipotética que circula durante 4 horas na área hipotética de 2 km2 .i (g km−1 ) Earea. j × Fe. Poluente: NMHC Fr. j × Fe.i × 6 (g por 4h−1 ) Automóveis 5000 1. j (veículos em 4 horas) Fe. j (veículos em 4 horas) Fe.i = Fr.Categorias Automóveis e veículos comerciais leves Motocicletas Caminhões (leves.12: Exemplo 2 – Emissões de NOx por categoria de veículo. j (veículos em 4 horas) Fe.01 60 Caminhões 200 0. Poluente: CO Fr.2 36000 Motocicletas 1000 3.4 480 Ônibus 300 0. Poluente: MP Fr. médios e pesados) Ônibus (urbanos e rodoviários) número de veículos em 4 horas 5000 1000 200 300 Tabela 4.14: Exemplo 2 – Emissões de NMHC por categoria de veículo.i × 6 (g por 4h−1 ) Automóveis 5000 0. j (veículos em 4 horas) Fe.i = Fr.0 0 Ônibus 300 0.0 16200 Tabela 4.i (g km−1 ) Earea.i × 6 (g por 4h−1 ) Automóveis 5000 0.i = Fr. j (veículos em 4 horas) Fe.0 0 Tabela 4.i × 6 (g por 4h−1 ) Automóveis 5000 0.i (g km−1 ) Earea.i × 6 (g por 4h−1 ) Automóveis 5000 0. j × Fe. 23 . j × Fe.i = Fr.0 1200 Ônibus 300 1. Poluente: RCHO Fr.0 0 Tabela 4. j × Fe.0 0 Ônibus 300 0.1 1980 Tabela 4.015 450 Motocicletas 1000 0.0 18000 Caminhões 200 1.0 0 Caminhões 200 0. Poluente: NOx Fr. Poluente: CH4 Fr.i (g km−1 ) Earea.i (g km−1 ) Earea.15 4500 Motocicletas 1000 0.i = Fr.2 360 Tabela 4.11: Exemplo 2 – Emissões de CO por categoria de veículo.4 12000 Motocicletas 1000 0.1 600 Caminhões 200 0.i = Fr.i (g km−1 ) Earea. j (veículos em 4 horas) Fe.i × 6 (g por 4h−1 ) Automóveis 5000 0.01 300 Motocicletas 1000 0.15 180 Ônibus 300 0.15 900 Caminhões 200 0.15: Exemplo 2 – Emissões de CH4 por categoria de veículo. j × Fe.5 900 Tabela 4.5 3000 Caminhões 200 5.

i (g km−1 ) Earea.i × 6 (g por 4h−1 ) Automóveis 5000 210.1 1.0 EA.125 Tabela 4.0 630000 Motocicletas 1000 210.05 3225.1475 1.0 801000 Tabela 4. j × Fe.3 37.2 5.28 0.57 0.25 EA.18 14.Poluente: CO2 Fr. 24 .i (kg por 4h−1 ) 57.18: Exemplo 2 – Emissões totais de cada um dos poluentes emitidos pela frota considerada.295 3.65 0.i = Fr.3 1.0 534000 Ônibus 300 445.i. Poluente CO NOx RCHO NMHC CH4 MP CO2 ∑ Earea.2625 806. j (veículos em 4 horas) Fe.275 0.785 0.0 1260000 Caminhões 200 445.i (kg h−1 km−2 ) 7.6375 0.17: Exemplo 2 – Emissões de CO2 por categoria de veículo.13125 403.075 9.0375 4.hora (kg h−1 ) 14.

Para carros flex as médias dos incrementos 25 .3) são apresentados na tabela 5. RCHO. foi desenvolvido.4.Capítulo 5 BRevê: programa para o cálculo das emissões veiculares Para facilitar o cálculo das emissões veiculares.08 0.06 0.005 0.5 0. isto corresponde a dizer que os veículos utilizam 50% do tempo gasolina e outros 50% do tempo. MP e CO2 conforme a metodologia apresentada anteriormente.47 0.2.. 2. Para o desenvolvimento do programa foram realizadas algumas considerações em função dos fatores de emissão: 1. NMHC.060 0.45 NOx 0.06 0.0 202.005 0. Para automóveis e veículos comerciais leves bicombustíveis ou Flex foi utilizada a média os fatores de emissão para gasolina e etanol.py”. são apresentados na tabela 5.021 0.083 0.lemma.078 0.031 CH4 0. NOx .0085 0.br/. Os incrementos dos fatores de emissão (a cada 80000 km rodados) para automóveis bicombustíveis ou Flex seguiram a mesma idéia: utilizou-se médias entre os incrementos dos fatores para veículos movidos a gasolina e a etanol. possui código aberto e está disponível em: “www.0 202.028 0.0086 0. os novos fatores de emissão para carros Flex (baseados naqueles apresentados na tabela 3.0 202.0085 0.027 0. Ano 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 CO 0. O programa tem opção para cálculo de fonte em área ou em linha e para distribuição de frota completa ou geral e calcula as emissões de CO. os incrementos dos fatores de emissão para veículos bicombustíveis.026 0. NOx . NMHC. O programa.0064 NMHC 0.ufpr.”. em linguagem de programação Python.0085 0.09 0.61 0. desenvolvido no Lemma/UFPR (Laboratório de Estudos em Monitoramento e Modelagem Ambiental da Universidade Federal do Paraná).0 202.005 0. CH4 .1.081 0.47 0. etanol. RCHO. MP e CO2 para automóveis e veículos comerciais leves bicombustível ou Flex.0 202.044 0. CH4 .032 0.005 0.0 202.027 0. o programa “BReve.09 0.. Para CO2 o valor médio foi retirado da tabela 3.8.011 MP 0.005 0.078 0. A partir da tabela 3.0085 0.1: Fatores de emissão de escapamento zero km de CO.43 0.005 CO2 202. em kg km−1 .031 RCHO 0.012 0.005 0.0 Tabela 5.42 0.074 0. para cada 80000 km.

em média. O programa retorna as emissões por categoria de veículo e poluente em kg.2: Incremento médio de emissões por acúmulo de rodagem para veículos bicombustível ou Flex. 3.00065 Tabela 5. Para todas as outras categorias de veículos e tipos de combustíveis foram utilizados os fatores de emissão apresentados anteriormente. RCHO e NOx para esta categoria foram incrementados de acordo com o ano de fabricação do veículo da seguinte forma: • fabricados de 2005 a 2009: não são incrementados.py [in] [out] • no Windows deve ser executado via linha de comando no PROMPT do MS-DOS: $ BReve.Poluente Flex CO 0. em g por 80000 km.python.py [in] [out] 26 . assim os fatores de emissão para CO.org).025 NMHC 0. 4. comprimento da via ou tamanho da área de interesse e respectiva soma das vias existentes nessa área além do tempo para o qual se deseja calcular as emissões. Para utilização do programa são necessários dados de distribuição da frota (completa ou geral). as emissões horárias por poluente (em kg h−1 ) e os fluxos de emissão por poluente em kg h−1 km−1 ou kg h−1 km−2 . • fabricados de 1984 a 1989: são incrementados quatro vezes. NMHC. Para incrementar os fatores de emissão de automóveis e veículos comerciais leves considerouse que.024 RCHO 0.1 Como utilizar o programa? O programa pode ser executado em qualquer computador que possua um interpretador Python (disponível em www. • fabricados de 2000 a 2004: são incrementados uma vez. Na sequência seguem as instruções para a utilização do programa. • fabricados de 1995 a 1999: são incrementados duas vezes. 5. • fabricados até 1983: são incrementados cinco vezes.243 NOx 0. a cada 5 anos um veículo roda 80000 km. Ele deve ser executado via linha de comando da seguinte forma: • em sistemas operacionais Linux o programa deve ser executado via linha de comando: $ . • fabricados de 1990 a 1994: são incrementados três vezes./BReve.

• T: tempo utilizado (em horas). para fonte em linha use ’0’. por um arquivo neste formato.1 Entrada de dados O arquivo-exemplo “arq_in. para fonte em linha use ’0’. existem dois arquivos que acompanham o código-fonte do programa e devem estar no mesmo diretório deste: • “arq_fe. • Opcao3: opção para casos em que se conhece o número de veículos movidos à GNV. Além do arquivo contendo o código do programa (“BReve.1. sendo – 1: se o usuário deseja calcular as emissões para uma fonte em linha – 2: se o usuário deseja calcular as emissões para uma fonte em área • L: comprimento (em km) da via de interesse para o caso de fonte em linha.onde “[in]” deve ser substituído pelo nome do arquivo de entrada (mais detalhes na sequência) e “[out]” é o nome do arquivo de saída.py”). • “arq_in. Ao abrir o arquivo “arq_in. obrigatoriamente.txt” deverá ser renomeado pelo usuário. se o usuário desejar incluí-los deve usar ’S’ e se não desejar deve usar ’N’. O usuário deverá fornecer os dados necessários para o cálculo das emissões veiculares. Juntamente com estes arquivos há ainda o manual do programa e o arquivo contendo a licença GNU.txt”: contém os fatores de emissão listados anteriormente e não deve ser alterado pelo usuário. para fonte em área use ’0’.txt” há um texto indicando as opções existentes e variáveis necessárias.txt”: arquivo-exemplo de entrada (o “[in]” da linha de comando) deve ser substituído. sendo: • Opcao1: deve ser indicado o tipo de composição de frota que o usuário possui sendo – A: se o usuário possui dados de composição de frota completa (incluindo ano de fabricação e tipo de combustível utilizado – B: se o usuário possui apenas dados gerais de composição da frota (dividido apenas entre as principais categorias existentes • Opcao2: tipo da fonte. 27 . • l: soma do comprimento (em km) das ruas existentes na área de interesse para o caso de fonte em área. A entrada de dados no arquivo deve ser feita conforme descrição abaixo. 5. • A: tamanho da área de interesse (em km2 ) para o caso de fonte em área.

-----------------------------------------------------------------------------Entrada de dados de FROTA GERAL para cálculo de emissões veiculares AVCL: Automóveis e veículos comerciais leves MOTO: Motocicletas CLMP: Caminhões (leves. Da mesma forma. o restante do arquivo será ignorado pelo programa e não precisa ser alterado. se a opção escolhida for para frota completa. Quando a opção escolhida for esta.txt” é utilizado pelo programa quando se tem apenas os dados de composição de frota geral.• QtdeGNV: quantidade de veículos movidos a GNV. todos os veículos fabricados antes de 1983 devem ser somados aos fabricados neste ano: 28 . divididos por tipo de combustível (gasolina. médios e pesados) OUR: Ônibus (urbanos e rodoviários) -----------------------------------------------------------------------------Categorias quantidade AVCL 12000 MOTO 1000 CLMP 2000 OURO 1000 Para “Opcao1 = A” é necessário alterar as quantidades de veículos (definidas aleatoriamente no arquivo-exemplo) conforme as categorias. ano de fabricação e tipo de combustível • Automóveis e veículos comerciais leves. além das opções apresentadas no trecho anterior é necessário alterar as quantidades de cada uma das quatro categorias de veículos (conforme exemplo abaixo). álcool e flex).txt” as opções utilizadas foram: • Opcao1: A (composição completa de frota dividida por ano e tipo de combustível) • Opcao2: 2 (fonte em área) • L: 0 (variável usada somente para fonte em linha) • l: 10 km (soma total das vias na área de interesse) • A: 4 km2 (tamanho da área de interesse) • T: 2 horas • Opcao3: S (serão incluídas as emissões dos veículos movidos a GNV) • QtdeGNV: 200 (número de veículos circulando na área de interesse) ---------------------------------------------------------------------------------------------Opcao1 Opcao2 L l A T Opcao3 QtdeGNV A 2 0 10 4 2 S 200 O trecho seguinte do arquivo-exemplo “arq_in. No arquivo-exemplo “arq_in. este trecho será ignorado pelo programa. Nesses casos. ou seja para “Opcao1 = B”. se não desejar incluí-los use 0.

.2 Saída de dados As emissões calculadas pelo programa. ano de fabricação. . . .-----------------------------------------------------------------------------Entrada de dados de frota completa para cálculo de emissões veiculares -----------------------------------------------------------------------------Automóveis e veículos comerciais leves Ano de fabricação Gasolina Etanol Flex 1983 2000 300 0 1984 2000 300 0 . 29 . . .1. gravadas no arquivo cujo nome foi informado na linha de comando (em “[out]”) são apresentadas em formato diferente de acordo com a “Opcao1”. . tipo de combustível e poluente emitido. todos os fabricados antes de 1993 devem ser somados a estes.5 a 10 ton) CAME: Caminhões médios (10 a 15 ton) CAPE: Caminhões pesados (mais de 15 ton) ONUR: Ônibus urbanos ONRO: Ônibus rodoviários -----------------------CAt/AnoFab a1993 1994-1997 1998-2002 2003-2008 2009d COLE 10 100 1000 10000 10000 CALE 1000 1000 1000 1000 1000 CAME 1000 1000 1000 1000 1000 CAPE 1000 1000 1000 1000 1000 ONUR 1000 1000 1000 1000 1000 ONRO 1000 1000 1000 1000 1000 5. . Para a “Opcao1=A”. todas as fabricadas antes de 2002 devem ser somadas às fabricadas neste ano: -----------------------------------------------------------------------------Motocicletas Ano de fabricação Gasolina Etanol 2002 500 50 2003 500 50 2004 500 50 2005 500 50 2006 500 50 2007 500 50 2008 500 50 2009 500 50 • Veículos movidos a diesel são divididos em 6 subcategorias conforme trecho de arquivo abaixo. assim como todos os fabricados após 2009 e no próprio ano: -----------------------------------------------------------------------------Veículos movidos a diesel COLE: Comerciais leves CALE: Caminhões leves (3. 2008 2000 300 1000 2009 2000 300 1000 • Motocicletas divididas entre etanol e gasolina. . temos as seguintes informações: • emissões – em kg – no período de tempo considerado e trecho percorrido distribuídas por categoria. . .

• Motocicletas. temos as seguintes informações: • emissões – em kg – no período de tempo considerado e trecho percorrido distribuídas por categoria e poluente emitido. • Veículos movidos a diesel. subdividos em 6 categorias: – Comerciais leves – Caminhões leves (3. • ao final há o fluxo total de emissões por poluente – em kg h−1 km−1 ou em kg h−1 km−2 – considerando todos os veículos em circulação. 30 . • fluxo de emissão por poluente – em kg h−1 km−1 para fonte em linha ou em kg h−1 km−2 para fonte em área – para cada categoria de veículo. As categorias de veículos são apresentadas na seguinte ordem: • Automóveis. • emissões totais horárias – em kg h−1 – no trecho percorrido divididas por poluente emitido. veículos comerciais leves e movidos a GNV.• emissões totais horárias – em kg h−1 – no trecho percorrido divididas por categoria e poluente emitido. • fluxo de emissão por poluente – em kg h−1 km−1 para fonte em linha ou em kg h−1 km−2 para fonte em área – para cada categoria de veículo.5 a 10 ton) – Caminhões médios (10 a 15 ton) – Caminhões pesados (mais de 15 ton) – Ônibus urbanos – Ônibus rodoviários Para a “Opcao1=B”.

br/port/conama. IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (2004).antt.Referências Bibliográficas CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (2010). Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE/PROMOT. Coleção Meio Ambiente.br/inventario/documentos/inventarionacional20110209. Série Diretrizes – Gestão Ambiental. Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. http://www. 31 . http://www. MMA – Ministério do Meio Ambiente (2011a).gov. MMA – Ministério do Meio Ambiente (2011b).pdf. Primeiro Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários: Relatório Final.gov.mma. Relatório de qualidade do ar no estado de São Paulo 2009.