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A qual obediência Deus quer me levar? Tenho me perguntado isso a cada dia!

Aos poucos, o Espírito Santo tem me revelado que Deus quer me levar a uma verdadeira e perfeita obediência: “A obediência do Cristo”, a obediência da renúncia, pois é impossível chegar à obediência sem passar, antes, pela renúncia e pela “morte da minha vontade”. Não posso dizer que é fácil, mas também não posso dizer que é difícil, a ponto de você não conseguir viver. Obediência é uma aventura que desafia a razão, o racional. Porque não dizer: “Obediência é uma loucura!” Só os loucos conseguem obedecer com perfeição! Obedecer é uma sabedoria de Deus. é uma pedagogia Divina que nos santifica. olhando para a vida dos profetas, para a vida dos santos, fico imaginado Noé, quando Deus o mandou construir aquela arca. Fico imaginado o que se passou pela sua cabeça, pelo seu coração, os medos e as incertezas que sentiu. E Abraão... Imagine pegar o próprio filho para oferecer em sacrifício a Deus! E se fosse você? Você teria coragem? Fico pensando em Moisés diante do Mar Vermelho, com o cajado na mão pedindo para as águas se abrirem. Quando olho para esses homens, vejo o quanto preciso ainda caminhar para aprender a obedecer, mas tenho aprendido que a obediência é um caminho a ser trilhado a cada dia, a começar das pequenas coisas. Quem não conseguir obedecer nas pequenas coisas, não será capaz de obedecer nas grandes! Uma das coisas que nos impedem de obedecer é olhar para os pecados das nossas autoridades; precisamos aprender que pecados, eles sempre terão, pois perfeito só Deus! Mas para obedecer é preciso olhar além, é preciso transpor a pessoa, a situação. Quem não faz isso, não vai conseguir obedecer. É preciso acreditar que a autoridade exercida pela pessoa, foi Deus quem constituiu (cf. Rm 13,1) Quando aprendemos a obedecer desta forma, a obediência deixa de ser um peso, o que, na verdade, ela nunca foi. A achamos e a julgamos desta forma, porque não conhecíamos e não sabíamos obedecer de verdade. A obediência é um principio fundamental para o alcance dos objetivos e das metas de um grupo. Sem obediência, entramos no mundo da desorganização e do individualismo. A partir da sua família e, se estendendo ao seu trabalho, à sua vida de Comunidade, enfim, a tudo que o insere em um contexto de hierarquia. Se faltar obediência, faltará a ordem; se faltar a ordem faltará a paz! O Espírito Santo é o melhor formador de obediência! Assim como Ele formou os profetas, formou os santos, formou Maria... Ele quer formar a mim e a você no silêncio do nosso coração. Faça essa experiência de se deixar formar pelo Espírito de Deus, deixe que Ele o conduza à docilidade de mente e de coração. Se você se deixar formar nesta escola do Espírito, vai receber o diploma da submissão e da obediência. A obediência é caminho de santidade para todos nós! Conhecendo mais um pouco a obediência O que é obediência cega? Este é um grau elevado de obediência que todos precisamos almejar, é aquela obediência que é executada sem uso da razão, é aquela obediência que não questiona, mas que somente executa e, com precisão, a ordem recebida. É um pouco parecida com a obediência militar. O que é submissão? É a obediência do coração, é aquela obediência que ninguém vê só Deus. Eu posso muito bem ser obediente, mas não ser submisso! Deus abençoe você! A necessidade de se mover o coração... Dentro do ser humano é difícil definir um padrão de reações, de ações ou até mesmo de saber lidar com variedades de acontecimentos. Por exemplo: na mulher, as informações precisam ser detalhadas, ilustradas, resolvidas com calma e sem agitação ou até mesmo sem pressa. Já, para o homem tudo é muito simples, prático e muitos desejam que tudo seja resolvido na hora. Vivemos num mundo, onde, muitas vezes não sabemos dialogar, esperar, falar na hora certa e com isso não sabemos resolver o que é preciso para agir da maneira certa. É preciso entender que para resolver uma situação, muitas vezes precisamos esperar, fazer silêncio, mas não deixando de ter a atitude de procurar, dentro do possível, resolver as situações pelas quais passamos. Muitas vezes, não entendemos as atitudes do ser humano, não sabemos o que leva uma pessoa a ser indiferente, ficar passiva na hora em que acontece uma situação complicada e acabamos proferindo, falamos palavras desagradáveis. "E aí? O que fazer? A pessoa já errou, já me feriu... Como concertar isso?" Dentro da palavra "obediência" encontramos: ato de obedecer; ato de sujeitar, depender, submissão, docilidade. A obediência também é um voto, um ato de sujeitar-se a uma ordem sem discussão. Dentro de nós é preciso haver uma determinação para obedecer, para fazermos a diferença. É preciso que o coração se mova e saia do egoísmo. Com a obediência, vem junto a humildade, que é uma virtude, que nos revela os nossos sentimentos de fraqueza e mostra a nossa pequenez. Através da humildade é que percebemos que precisamos ser submissos.

Muitas vezes, não conseguimos entender e nem tampouco aceitar, mas é preciso fazer com que o meu eu seja menos importante do que a outra pessoa, do que os sentimentos e da vida do outro. Com a humildade vem uma palavra chamada "honra", que é um sentimento que leva o homem a procurar merecer e manter a consideração pública: homenagem, virtude, talento, boas qualidades, bom nome, honestidade, dignidade, distinção. A honra leva uma pessoa a ser humilde e obediente naquilo que é o correto, naquilo que é preciso ser e buscar. Maria: Mãe da humanidade Obediência guiada pela fé, inspirada pelo amor Assume o tom de vigília natalícia a Liturgia do último domingo do advento. Acrescenta Miquéias uma particularidade às profecias messiânicas: indica-nos o lugar de nascimento do Messias em uma aldeia, pátria de Davi, de cuja descendência era esperado o Salvador. "E tu, Belém de Efrata, tão pequena entre as cidades de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel" (Mq 5,1). Na frase que segue "suas origens são antigas, desde os dias mais remotos" (ibidem), pode-se ver uma alusão às origens eternas e, portanto, à divindade do Messias. Tal é a interpretação de S. Mateus, que no seu Evangelho refere esta profecia como resposta dos sumos sacerdotes acerca do lugar de nascimento de Jesus (2,4-6). Também como Isaías (7,14), fala Miquéias da Mãe do Messias -"dará à luz aquele que deve dar à luz" (Mq 5,2) - sem nomear o pai, deixando assim entrever, ao menos indiretamente, seu nascimento extraordinário. Apresenta enfim sua obra: salvará e reunirá "o resto" de Israel, guia-loá como pastor "com a força do Senhor", estenderá seu domínio "até aos confins da terra" e trará a paz (ibidem, 2.3). É esboçada pela profecia de Miquéias a figura de Jesus, nascido humilde e desconhecido em Belém, contudo Filho de Deus, vindo a remir o "resto de Israel" e trazer salvação e paz a todos os homens. A este quadro segue um outro mais interior - apresentado por S. Paulo - que põe em relevo as disposições do Filho de Deus no momento da sua encarnação: "Eis que venho... para fazer, ó Deus, a tua vontade" (Hb 10,7). Não foram os antigos sacrifícios suficientes para expiar os pecados dos homens nem para prestar a Deus um culto digno dele. Então se oferece o Filho: assume o corpo que o Pai lhe preparou, nesse corpo nasce e vive no tempo, como vítima oferecida em sacrifício ininterrupto, que será consumado na Cruz. Único sacrifício agradável a Deus, capaz de redimir os homens e vindo a abolir todos os outros sacrifícios. "Eis que venho": a obediência à vontade do Pai é o motivo profundo de toda a vida de Cristo, de Belém ao Gólgota e à Ressurreição. O Natal já está na linha da Páscoa; um e outra formam apenas dois momentos de um único holocausto dirigido à glória de Deus e à salvação da humanidade. O "eis que venho" do Filho tem o mais perfeito eco no "eis aqui a serva do Senhor", da Mãe. Também a vida de Maria é contínua oferta à vontade do Pai, realizada numa obediência guiada pela fé e inspirada pelo amor... "Por sua fé e obediência gera, na terra, o próprio Filho do Pai" (LG 63); por sua fé e obediência, logo após a mensagem do Anjo parte depressa para oferecer à prima Isabel seus préstimos de "escrava" dos homens, não menos que de Deus. E eis o grande serviço de Maria à humanidade: levar-lhe Cristo como o levou a Isabel. Por meio da Vlrgem-Mãe, de fato, visita o Salvador a casa de Zacarias e enche-a do Espírito Santo, de tal modo que descobre Isabel o mistério cumprido em Maria, e João exulta no seio da mãe. Tudo isto aconteceu porque Maria acreditou na palavra de Deus e, crendo, ofereceu-se à vontade divina: "Bem-aventurada aquela que acreditou" (Lc 1,45). O exemplo de Maria ensina como pode uma simples criatura associar-se ao mistério de Cristo elevar Cristo ao mundo, mediante um "sim" continuamente repetido na fé e vivido na obediência amorosa à vontade de Deus.