~.

.

~

.
..

·."

'

-

:.·

~

--~~··
< • :

~-~:·~.~·.··:·.. . .

:•:

'_:_"

r"

·.: :·.
.

.

.

"

•.

.

. .
+

.

,.

'

·CÃJLtCüJLÕ ·.
.
.
'
~

.

'.
'

.\

Cálculo

.•, ·'
. .


~

...

-··'

•·
!-i."

·.
,. '.

.

-~

.

.,
i:• .·

·.·
' '.

'

'

TOM M.APOSTOL

CÁLCULO
VOLUME2
Cálculo com funções de várias variáveis e Álgebra Linear, com aplicações às equações diferenciais e às probabilidaddes

EDITORIAL REVERTÉ, S. A.
Barcelona- Bogotá- Buenos Aires - Caracas -México

Título da obra Original: CALCULUS, Onc-Variable Calculus, With an introduction to Linear Algebra Second Edition. Volume 2 Ediçiio original em lingua inglesa publicada por:. Blaisdell Publishing Company, Waltbam, Massachusetts, USA

Copyright © by Blaisdell Publishing Company
Traduçãp de: Joaquim Ferreira Marques Doutor em Ciências Exactas

Propiedad de: EDITORIAL REVERTÉ, S. A. Loreto, 13-15, Local B 08029 Barcelona Tel: (34) 93419 33 36 Fax: (34) 93 419 51 89 e-mail: reverte@rcverte.com www.reverte.com
Proibida a reprodução de toda ou parte desta obra, sob qualquer forma, sem por escrito do editor.
Reservados todos os direitos Edição em português
auloriza~ão

©EDITORIAL REVERTÉ, S. A., 1996
Reimpresión: octubre de 2004 lmpreso en
Espana~

Printed in Spain

ISBN:84-291-5016-I ISBN: 84-291-5014-5

Tomo2 Obra completa

Depósito Legal: B-44494-2004 lmpreso por Domingraf lmpressors Pol. lnd. Can Magarola 08100 Mollet del Vai lés (Barcelona)

.·,...

,..,

a

Jane e Stephen

'"

-:'

-

'

'•
• "!

PREFÁCIO

Este livro é a continuação do livro do autor Cdlculo, volume I, Segunda Edição. O presente volume foi escrito com a mesma ideia fundamental que norteou o primeiro. Uma adequada orientação para a. técnica ligada a um rigoroso e profundo desenvolvimento teórico. Procurou-se fazer chegar ao estudante o espírito da maternática moderna sem exagerar o formalismo. Como no Volume I. incluem-se notas históricas para dar ao estudante uma ideia da evolução do pensamento matemático. O segundo volume está dividido em três partes, intituladas Análise Linear. Análise não Linear e Tópicos Especiais. Os dois últimos capítulos do Volume I repetem-se aqui, constituindo os dois primeiros capítulos deste Volume, com a finalidade de que todo o material relativo à Álgebra Linear se apresenta de forma completa em cada um dos volumes. ·A Parte I contém umã introdução à álgebra linear, incluindo transformações lineares, m·atrizcs, determinantes, valores próprios e formas quadráticas. Fazem-se algumas aplicações à Análise, em particular ao estudo das equações diferenciais lineares. Com a ajuda do cálculo matricial estudam-se os sistemas de equações diferenciais. Demonstram-se teoremas de existência e unicidade por intermédio do método de Picard das aproximações sucessivas, que também se trata na teoria dos operadores de contracção. Na Parte 2 estuda-se o cálculo para funções de várias variáveis. O cálculo diferencial é unificado e simplificado com auxílio da álgebra linear. Incluem-se a generalização da regra de d~rivação· de uma funÇão composta para campos vectoriais e escalares e aplicações às equações de derivadas parciais e a problemas de extremos. O cálculo integral inclui os integrais de linha, integrais múltiplos, e integrais de sup_erfície, com aplicações à Análise vectorial. Aqui a exposição segue mais ou menos a linha clássica e não inclui um desenvolvimento formal das formas diferenciais. Os tópicos especiais tratados na Parte 3 são Prohabilidade.f e Análise Numérica. A parte referente às Probabitidades está dividida em dois capítulos, um que trata o

VII

VIII

Prefácio

assunto considerando o conjunto fundamental (ou espaço amostra) finito ou infinito numerável; o outro em que se consideram conjuntos fundamentais não numeráveis, variáveis aleatórias e funções de. repartição. Fazem-se algumas aplicações no estudo de variáveis aleatórias uni e bidimensionais. O último capítulo contém uma introdução à Análise Numérica, dando-se particular ênfase ao estudo de diferentes tipos de aproximação polinomial. Aqui, mais uma vez se procura a unificação das ideias pela notação e terminologia da álgebr-a linear. O livro termina co.m o estudo de fórmulas de integração aproximada, tais como a regra de Simpson, e com uma discussão da fórmula de somação de Euler. Contém este volume matéria suficiente para um curso anual com três-ou quatro tempos semanais. Pressupõe a conhecimento do cálculo para funções de uma variável tal como se estuda na maior parte dos primeifos anos dos cursos de cálcuio. O autor idealizou a matéria exposta para um curso com quatro aulas semanais, duas de exposição por parte do professor e duas para questões postas aos alunos. desenvolvido ao longo de dez semanas para cada parte e omitindo as secções assinaladas com um asterisco. Este segundo volume foi planeado de maneira a poderem omitirse vários capítulos em cursos abreviados. Por exemplo, o último capítulo de cada uma das partes pode ser omitido, sem que tal origine descontinuidade na exposição.- A Parte I proporciona material para um curso combinado de álgebra linear e equações diferenciais ordiná.rias. Cada professor pode escolher os tópicos adequados às suas necessidades e preferências por consulta do diagrama da página seguinte que coindencia a interdependência lógica dos capítulos. Mais· uma vez agradeço com prazer a colaboração de muitos amigos e colegas. Ao preparar a segunda edição recebi valiosa ajuda dos Professores Herbert S. Zuckcrman da Universidade de Washington e Basil Gordoh da Universidade da Califórnia, Los Angeles, tendo cada um deles sugerido várias modificações. Agradecimento são também devidos ao pessoal da B\aisde\1 Publishing Company pela sua assistência e cooperação. Como noutras ocasiões, é para mim uma satisfação especial exprimir a minha gratidão a minha esposa pela sua valiosa e variada colaboração. Em sinal de reconhecimento dedico-lhe gostosamente este livro. T. M.A. Pasadena. Califórnia

I ESPAÇOS LINEARES

_I
2 TRANSFORMAÇOES LINEARES E MATRIZES

15 INTRODUÇÃO À ANÁLISE NUMÉRICA

3 DETERMINANTES

6 EQUAÇ0ES DIFERENCIAl LINEARES

I r7

SISTEMAS DE EQUAÇOES plFERENCIAI

4 VALORES PRÓPRIOSE VECTORES PRÓPRIOS 5 VALORES PRÓPRIOS DE OPERADORES QUE ACTUAM EN ESPAÇOS EUCLIDEANOS

8 CÁLCULO DIFERENCIAL EM CAMPOS ESCALARES E VECTORIAIS

10 NTEGRAIS DE LINHA

13 FUNÇOES DE CONJUNTO E PROBABILIDADE ELEMENTAR

-I
~ÚLTIPLO
11 NTEGRAI

I
14 FÁLCULO DA PROBABILIDADES
~

h
9 APLICAÇ0ES DO CÁLCULO DIFERENCIAL

I
12 INTEGRAIS DE SUPERFICIE

ÍNDICE ANALÍTICO

PARTE I. ANALISE LINEAR
I. !.I.

ESPAÇOS LINEARES

1.2. 1.3. 1.4. 1.5. 1.6.
1.7.

1.8. 1.9. 1.10. 1.11. 1.12. 1.13. 1.14. 1.15. 1.16.

1.17.

Introdução 3 Definição de espaço linéar 3 5 Exemplos de espaços lineares Consequências elementares dos axiomas 6 Exercícios 8 9 Subespaços de um espaço linear 10 Conjuntos dependentes e independentes num espaço linear Bases e dimensâo 13 Componentes 15 Exercícios 15 Producto interno. espaços eUclidianos. Normas 16 Ortogonalidade num espaço euclidiano 20 Exercício~ 23 · Construçao de cónjuntos ortogonais. O método de· Gram-Schmidt Complementos ortogonais. Projeccões 30 . A melhor aproximação de elementos de um espaço euclidiano por elementos de um subespaço de dimensão finita 32 Exercícios 34

25

2.
2.1. 2.2. 2.3.

TRANSFORMAÇOES LINEARES E MATRIZES
37

Transformações lineares 35 Espaço nulo e contradomínio Nulidade e ordem 38

Xl

XII
2.4. 2.5. 2.6. 2.7. 2.8. 2.9. 2.10. 2.11. 2.12. 2.13. 2.14. 2.15. 2.16. 2.17. 2.18. 2.19: 2.20. 2.21. Exercícios 39 Operações elgébricas relativas a transformações lineares 41 Inversas 43 Transformações lineares biunívocas 46 Exercícios 48 Transformações lineares com valores determinados 50 Representação matricial das transformações lineares 51 Construção de uma representação matricial. na. forma diagonal Exercícios 56 EspaÇos lineares de matrizes 58 Isomorfismo entre transformações lineares de matrizes 59 Multiplicação de matrizes 61 Exercícios 64 Sistemas de equações lineares 66 Técnicas de cálculo 68 Inversas de matrizes quadradas 73 Exercícios 76 Exercícios variados sobre matrices 77

índice analítico

54

3.
3.1. 3.2. 3.3. 3.4. 3.5. 3.6. 3.7.

DETERMINANTES

3.8.
3.9. 3.10. 3.11. 3.12. 3.13. 3.14. 3.15. 3.16. 3.17.

Introdução 79 Justificação da escolha dos axiomas para a função determinante 80 Um conjunto de axiomas para a função determinante 82 Cálculo de determinantes 84 O teorema de unicidade 88 Exercícios 89 Producto de determinantes 91 Determinante da matriz inversa de uma matriz não singular 92 Determinantes e independência de vectores 93 Determinante de uma ma triz diagonal por blocos 93 Exercícios 95 Fórmulas para o desenvolvimento de determinantes. Menores e complementos algébricos 96 .Existência da função determinante 100 O determinante da matriz transposta 102 A matriz complementos algébricos 103 Regra de Cramer I OS Exercícios 106
4. VALORES PRóPRIOS E VECTORES PRóPRIOS

4.1. 4.2. 4.3. 4.4. 4,5.

Transformações lineares representadas por matrizes diagonais 109 Valores próprios e vectores próprios de urna transformação linear 110 Independência linear de vectores próprios correspondentes a valores próprios distintos 113 Exercícios 113 O caso de dimensão finita. Polinômios característicos 116

indice analítico
4.6. Cálculo de valores próprios e vectores próprios no caso de dimensão finita 117 4.7. Traço de uma matriz 120 4.8. Exercícios 121 4.9. Matrizes representarido a mesma transformação linear. Matrizes semelhantes 123 4.10. Exercícios 127 5. VALORES PRóPRIOS DE OPERADORES. EM ESPAÇOS EUCLIDIANOS

XIII

5.1. 5.2. 5.3. 5.4.
5.5. 5.6.

5.7.
5.8.

Valores própios e productos in~ernos 129 Transformações hermíticas e hemi·hermíticas 130 Valores próprios e vectores próprios de operadores hermíticos e hemi-hermíticos . 132 Ortogonalidade de vector"es próprios correspondentes 133 a valores próprios distintos Exercícios 134 Existência de· um conjunto ortonormal de vectores próprios para operadores hermíticos e hemi-hermíticos em espaços de dimensão finita 135 Representação matricial de operadores hermíticos 137 e hemi-hermíticos
Matrizes ht::nníliCas e hemi-hermíticas. A associada de uma matriz 138

5.9. 5.10. 5.11. 5.12. 5.13. 5.14. 5.15. *5.16.

Diagonalização de uma matriz hermítica ou hemi-hermítica 138 Matrizes unitárias. Matrizes ortogonais 139 Exercícios 140 Formas quadráticas 143 Redução de uma forma quadrática real à forma diagonal 145 Aplicações à geometria analítica 147 151 Exercícios Valores próprios de uma transformação simétrica obtidos como valores de sua forma quadrática 152 *5.17. Propriedades extremais dos valores próprios de uma transformação simétrica 154 *5.18. O caso de dimensão finita 155 5.19. Transformações unitárias 155 5.20. Exercícios 158

6. 6.1. 6.2. 6.3. 6.4. 6.5. 6.6.

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS LINEARES

Introdução histórica 161 Revisão dos resultados já establecidos relativos às equações diferenciais 162 lineares de primeira e de segunda ordem Exercícios 164 Equações diferenciais lineares de ·ordem n 165 O teorema de existéncia e unicidade 166 A dimensão do espaço sOlução de .uma equação linear homogénea 167

XIV
6.7. 6.8.
6.9. 6.10. 6.11.

lndice analítico
A álgebra de operadores de coeficientes constantes 168 Determinação de uma base de soluções para equações lineares com coeficientes constantes por factorização de operadores 170 Exercícios 175 Relação entre as equações homogêneas e nâo homogêneas 177 Determinação de uma solução particular da equação nâo homogênea. O método de variação das constantes 178 Não singularidade da matriz wronskiana de n soluções independentes de uma equação linear homogéÓea 182 Métodos especiais para determinação de soluçoes particulares de equações não homogéneas. Redução a um sistema de equações lineares de primeira ordem 184 O método do anulador para determinação de uma solução particular da equação não homogênea 185 Exercícios 188 Exercícios variados sobre equações diferenciais lineares 189 191 Equações lineares de segunda .ordem com coeficientes analíticos A equação de Legendre 194 Os polinómios de Legendre 197 Fórmula de Rodrigues para os polinómios de Legendre 199 200 Exercícios O método de Frobenius 204 A equação de Bessel 206 Exercícios 212

6.12. 6.13.

6.14. 6.15. 6.16. 6.17. 6.18. 6.19. 6.20. 6.21. 6.22. 6.23. 6.24.

7.
7.1. 7.2. 7.3. 7.4. 7.5. 7.6. 7.7.

SISTEMAS DE EQUAÇOES DIFERENCIAIS

Introdução 215 218 Conceitos do cálculo para funções matriciais Séries de matrizes. Normas de matrizes 218 220 Exercícios A matriz exponencial 221 222 A equação diferencial verificada por e 1A Teorema da unicidade para a equação diferencial matricial F' (t) = AF(t) 223 7.8. Regra do producto de exponenciais de matrizes 224 7.9. Teoremas de existência e unicidade para sistemas lineares homogêneos 7.10. O problema do cálculo de etA 226 7.11. O teorema de Cayley-Hamilton 228 7.12. Exercícios 230 7.13. Método de Putzer para o cálculo de tfA 231 7.14. Outros métodos para calcular· e 1A em casos particulares 235 238 7.15. Exercícios 7.16. Sistemas lineares não homogêneas com coeficientes constantes 239 7.17. Exercícios 241 7.18. O sistema linear geral Y'(t) = P(t)Y(t) + Q(t) 244 7.19. Resolução de sistemas lineares homogêneos por intermédio de séries de potências 248 7.20. Exercícios 249

225

índice analítico
7 .21. 7 .22. 7 .23. Demostração do teorema de existência pelo método das aproximações sucessivas 258 O método das aproximações sucessivas aplicado a sistemas não lineares 255 de primeira ordem Demostração de um teorema de existência e unicidade para sistemas não lineares de primeira ordem 257 Exercícios 259 Aproximações sucessivas e pontos fixos de operadores 261 Espaços lineares normados 262 Operadores de contracção . 263 . Teorema do ponto fixo para operadores de contracção 264 Aplicações do teorema do ponto fixo 266

XV

7'.24. *7.25. *7.26. *7.27. *7.28. ~1 .29.

PARTE 2. 8.

ANALISE NAO LINEAR

CALCULO DIFERENCIAL EM CAMPOS ESCALARES E VECTORIAIS

Funções de Rn em Rm. Campos vectoriais e escalares 273 Bolas abertas e coujontos abertos 274 Exercícios 276 Limites e continuidade 278 8.4. Exercícios 282 8.5. A derivada de um campo escalar relativamente a um vector 283 8.6. Derivadas direccionais e derivadas parciais 286 8.7. 8.8. 287 Derivadas parciais de ordem superior 8.9. Exercícios 287 288 8.10. Derivadas direccionais .e continuidade 290 8.11. A diferencial 291 8.12. Gradiente de um campo escalar 293 8.13. Uma condição suficiente de diferenciabilidade 8.14. Exercícios 295 8.15. Gener~lização do regra de derivação .de funções compostas para derivadas de campos escalares 296 8.16. Aplicações geométricas. Conjuntos de nível. Planos tangentes 298 8.17. Exercícios 301 8.18. Derivadas de campos vectoriais 303 8.19. A diferenciabilidade implica a· continuidade 304 8.20. Generalização da regra de d~rivação da função composta para derivadas de campos vectoriais 305 8.21. Forma matricial da regra de derivação para a composição 306 8.22. Exercícios 309 '8.23. Condições suficientes para a igualdade das derivadas parciais mistas 8.24. Exercícios variados 315
8.1.

8.2. 8.3.

311

9.
9.1.

APLICAÇõES DO CALCULO DIFERENCIAL
319

Equações de derivadas parciais

XVI
9.2. 9.3. 9.4. 9.5. 9.6. 9.7. 9.8. 9.9. 9.10. 9.11. 9.12. 9.13. 9.14. 9.15. 9.16. 9.17.

lndice ana/itico
Uma equação de derivadas parciais de primeira ordem 320 com coeficientes constantes Exercícios 322 - A equação unidimensional das ondas 324 Exercícios 329 331 Derivadas de funções implícitas Exemplos resolvidos 335 Exercícios 340 Máximos, mínimos e pontos sela 341 Fórmula de Taylor de segunda ordem para campos escalares 346 A natureza do ponto de estacionaridade determinada pelos valores próprios da matriz Hessiana 348 Critério das derivadas de segunda ordem para extremos de funções de duas variáveis 351 Exercícios 351 Extremos condicionados. Multiplicadores de Lagrange 353 EXercícios 357 Teorema do valor extremo para campos escalares continuas 358 O teorema da continuidade uniforme para campos escalares contínuos

361

10. 10.1. 10.2. 10.3. 10.4. 10.5. 10.6. 10.7. 10.8. 10.9. 10.10. 10.11. 10.12. .10.13. 10.14. 10.15. 10.16. 10.17. 10.18. 10.19. 10.20. 10.21.

INTEGRAIS DE LINHA

363 Integrais de linha e linhas de integração 363 Outras notações para os integrais de linha 364 Propriedades fundamentais dos integrais de linha 366 Exercícios 368 369 O conceito de trabalho como um integral de linha 370 Integrais de linha relativos ao comprimento de arco Outras aplicações dos integrais de linha 371 Exercícios 372 · Conjuntos conexos abertos. Independência da linha 374 374 O segundo teorema fundamental do cálculo para as integrais de linha Aplicações à mecânica 376 Exercícios 378 379 O primeiro teorema· fondamental do cálculo para integrais de linha Condições necessárias e suficientes para que um campo de vectores seja um gradiente 381 Condições necessárias para que um campo vectorial seja um gradiente 382 Métod~s especiais de construção de funções potenciais . 384 Exercícios 387 Aplicações às equações diferenciais exactas de primeira ordem 389 Exercícios 392 393 Funções potenciais em conjuntos convexos

Introdução

11. 11.1.

INTEGRAIS MúLTIPLOS

Introdução

397

índice ana/itico
11.2. 11.3. 11.4.
11.5. 11.6. 11.7. 11.8. 11.9. 11.10. 11.11. 11.12. 11.13. 11.14. 11.15. 11.16. 11.17. 11.18. 11.19. 11.20. 11.21. Partições de retângulos. Funções em escada 398 O integral duplo de uma função em escada 399 A definição de integral duplo de uma função definida e limitada num retângulo 401 Integrais duplos superior e inferior 402 403 Cálculo de um integral duplo por integração unidimensional repetida Interpretação geométrica do integral duplo como um volume 404 Exemplos resolvidos 405 Exercícios 407 Integrabilidade de funções continuas 408 Integrabilidade de funções limitadas com descontinuidades 409 Integrais duplos estendidos a regiões mais gerais 410 Aplicações a áreas e volumes 414 Exemplos resolvidos 415 Exercícios 417 Outras aplicações dos integrais duplos 419 Dois teoremas de Pappus 422 Exercícios 424 Teorema de Green no plano 425 Algumas aplicações do teorema de Green 429 Uma condição necessaria e suficiente para que um campo vectorial bidimensional seja um ·gradiente · 430 Exercícios 433 Teorema de Green para regiões multiplamente conexas 435 O número de giros 437 Exercícios 439 441 Mudança de variáveis num integral duplo Casos particulares da fórmula de mudança de variaveis 445 Exercícios 449 Demonstração da fórmula de mudança de variáveis num caso particular 450 Demonstração da fórmula de mudança de variáveis no caso geral 453 Extensões a um número superior de dimensões 455 Mudança de variáveis num integral n-múltiplo 457 Exemplos resolvidos 459 Exercícios 463

XVII

11.22. *11.23. *11.24. *11.25. 11.26. 11.27. 11.28. 11.29. 11.30. 11.31. 11.32. 11.33. 11.34.

12.
12.1. 12.2. 12.3. 12.4. 12.5. 12.6. 12.7. 12.8. 12.9.

INTEGRAIS DE SUPERF!CIE

Representação paramétrica de uma superfície 467 O producto vectorial fundamental 471 O producto vectorial fundamental definido uma normal à superfície 474 Exercícios 475 Área de uma superfície na representação paramé~rica Exercícios 481 Integrais de superfície 481 Mudança de representação paramétrica 484 486 Outras notações para os integrais ?e superfície

475

12. Exercícios lndice analítico 502 PARTE 3.22.4. 13. 13.2.19.14.18.13. 13.12. 12. A d~finição de probabilidade para conjuntos fundamentais não numeraveis 573 Numerabilidade de conjuntos de pontos com probabilidade positiva 574 . 14.17.10. CALCULO DAS PROBABILIDADES 14.20. 13. 13.6. 13. 13. 13. 13.23. 13.1.10.1. 13.11.15. TEMAS ESPECIAIS 13.XVIII 489 12. 13.13. 13.3.11. 13. Exercícios 506 507 12.15. Exercícios *12. Exercícios 490 12.7. Aplicações do teorema da divergência 517 12. 13.21.em n experiências dum esquema de Bernoulli 557 Exercícios 560 Conjuntos numeráveis e não numeráveis 562 Exercícios 566 · Definição de probabilidade para conjuntos fundamentais infinitos numeráveis 567 Exercícios 569 Exercícios variados sobre probabilidades 569 14. 13.17. 13. 13. Extensões do teorema de Stokes 511 12. 13. 13.9.8. O teorema da divergência (teorema de Gauss) 515 12.16.5.21.18. O rotacional e a divergência de um campo vectorial 495 12.2. 13.19. O teorema de Stokes 493 12. Outras propriedades do rotacional e da divergência 500 .14. Reconstrução de um campo vectorial a partir do seu rotacional *12.16. 13.20. Exercícios 496 12. 13. FUNÇõES DE CONJUNTO E PROBABILIDADE ELEMENTAR Introdução histórica 525 526 Funções de conjunto completamente aditivas Medidas ·finitamente aditivas 528 Exercícios 529 A definição de probabilidade para conjuntos fundamentais finitos 530 Terminologia peculiar da teoria das probabilidades 533 Exercícios 534 Exemplos resOlvidos 535 Exercícios 537 Alguns princípios básicos de análise combinatória 539 Exercícios 544 Probabilidade condicionada 545 Independência aleatória 547 Exercícios 549 551 Experiências compostas Esquema de Bernoulli 555 O número mais favorável de ocorrências do acontecimento favorável .

15. .1. 14.13. Funções de massa probabilística 585 Exercícios 588 Distribuições continuas.14.28. 15. 14.11. Um problema de número relativo à n~Jrma maximal 669 . 14.19.4.14.12.6.17. 15.24. 15.7. 14.9..16. 15. 14. 14. 14. 14. 14. 14.26.3.20.23. 14.22. 15. Análise do erro na interpolação polinomial 656 Exercícios 659 Fórmula de interpolação de Newton 662 Pontos de interpolação igualmente espaçados.8. 14. 14. 14.21.18. INTRODUÇÃO A ANALISE NUMERICA Introdução histórica 643 Aproximação p'olinornial 644 Aproximação polinomial e espaços lineares normados 646 Problemas fundamentais da aproximação polinorpial' 648 Exercícios 650 652 Polinómios interpoladores Pontos de interpolação igualmente separados 655. 14.8.4. Exercícios 66 7 15. 15. 15. 15. 15.9. 15.29.10.27. Polinómios factoriais 666 15. 14.3. 14. 14.10.6.5. Variáveis aleatórias 575 Exercícios 577 Funções de repartição 578 Discontinuidades das funções de repartição 582 Distribuções discfetas.25. 14. 14. 14.2.12. 14. O operador das diferenças sucessivas 664 15. 14.15. 14.7. 14.30. 14. 14./ndice analitico 14.11.5. 14.31. Funções densidade 614 ·Exercícios 616 Distribuição de funções de duas variáveis aleatórias 618 Exercícios 622 Esperança matemática e variância 625 Esperança matemática de uma função de urna variável aleatória 630 Exercícios Desigualdade de Tchebycheff 632 Leis dos grandes números 634 Teorema limite central do cálculo das probabilidades 637 Exercícios 639 Bibliografia 641 XIX 629 15.13 . Funções densidade 591 Distribuição uniforme num iÍl.tervalo 592 Distribuição de Cauchy 597 Exercícios 598 Distribuições exponenciais 599 602 Distribuições normais Indicações referentes a distribuições mais gerais 606 Exercícios 607 Distribuições de funções de variáveis aleatórias 608 Exercícios 609 Distribuição de Variáveis aleatórias bidimensionais 610 Distribuições discretas bidirnensionais 613 Distribuições bidimensionais continuas.

15.18. 15.21.15. Polinómios de Tchebycheff 670 Uma propriedade de mínimo dos polinómios de Tchebycheff 674 Aplicação á formuia de erro na interpolação Exercícios 675 Integração aproximada. 15. 15.19. 15.XX 15.17.22. A regra trapezoidal 677 Regra de Simpson 680 Exercícios 685 A fórmula de somação de Euler 688 Exercícios .20. 15.23. 15.694 Bibliografia 697 699 lndice analítico 672 Soluçõés dos exercícios lndice alfabético 745 .16. 15.

.· Cálculo .: .. '-' • .

PARTE I ANÁLISE LINEAR .

chamados elementos. em seguida. V chama-se um espaço linear se satisfaz aos dez axiomas que a seguir se enunciam. Vamos precisamente. Em resumo. não é necessário e. exige-se que as oper_ações gozem de certas propriedades que se tomam como axiomas do espaço linear. chqmado soma de x e y e representado p"or x + y. 1. faze:r uma descrição pormenorizada desses axiomas. um espaço linear é um conjunto de elementos de natureza qualquer· no qual se efectuam certas operações (chamadas adição e multiplicação por números). os números complexos. A todo o par de elementos x e)' de V corresponde um único elemento de V. Introdução . divididos em três grupos. Ao definir-se um espaço linear. No desenvolvimento da Matemática encontramos muitos exemplos de objectos matemáticos que podem ser adicionados uns aos outros e multiplicados por números reais. AXIOMA I. os vectores num espaço n dimensional e as· funções vectoriais.2. Em vez disso. Nestt: capítulo vamos analisar um· conceito matemático geral. chamado espaço linear. as séries infinitas. O primeiro exemplo de tais objectos são os própriOs números reais. O conjunto. que inclui todos estes exemplos e muitos outros como casos particulares.1. Definição de espaço linear S~ja V um conjunto não vazio de objectos. . Outros exemplos são as funções reais. FECHO A RESPETTO DA ADIÇÃO.\peciftcar a natureza dos elementos nem dizer como se realizam entre eles as operações acabadas de referir.1 ESPAÇOS LINEARES 1. Axiomas de fecho.

Existe um elemento em V. EXISTIÕNCIA DE SIMÉTRICOS. AXIOMA 4. Axiomas pala a multiplicação por números. Para todo o X e jJ de V. são· muitas vezes chamados espaços lineares reais. para fazer ressaltar o facto de que se multiplicam elementos de V por números reais. representado pelo símbolo O. AXIOMA 6. tem-se AXIOMA 10. Se nos Axiomas-2. e todo o par de números reais a e h. o elemento (.4 AXIOMA 2. Para todo x em V. y e Z de V. tem-se a(bx) = (ab)x. Cálculo A todo o x de V e todo o número real a corresponde um elemento de V. Para todo o x em V e todo o par de reaL'f a e b tem-se (a+ b)x = ax + bx. AXIOMA 8. PROPRIEDADE DISTRIBUTIVA PARA A ADIÇÃO· EM V. como foram definidos atrás. PROPRIEDADE COMUTATIVA. Para todo o X de V. 8 e 9 substiuimos número real por número . temse X+ y =y +X. AXIOMA 3. PROPRIEDADE DISTRIBUTIVA PARA A ADIÇÃO DE NÚMEROS. tem-se x+(y+z)=(x+y)+z. 7. AXIOMA 7. Para todo o par x e y de V e todo o real a. Os espaços lineares. lx= x. EXISTIÕNCIA DE ELEMENTO IDENTIDADE. Axiomas parti a adição. chamado o produto de a por x e representado por ax. AXIOMA 5.1 )x tem a propriedade x+(-!)x=O. PROPRIEDADE ASSOCIATIVA~ Para todo o X de V. Para todo O X. FECHO A RESPEITO DA MULTIPLICAÇÃO POR NÚMEROS REAIS. EXISTCNCJA DE ELEMENTO ZERO. tem-se a(x AXIOMA + y) = ax + ay. 9. tal que x + O= x para todo o x de V. PROPRIEDADE ASSOCIATIVA.

a estrutura resultante chama-se lim espaço /ineaJ' complexo. A multiplicação de uma função f por um escalar real a define-se do modo seguinte: af é a função cujo valor para cada x no domínio de f e af(x). O leitor verificará com facilidade que cada um dos conjuntos seguintes ~ um espaço funcionaL . com a adição e a multiplicação por escalares definida da maneira usual em função das componentes. todos os teoremas são verdadeiros igualmente para os espaços vectofiais complexos. O elemento zero é a função cujos valores são sempre zero. seja x + y a adição ordinária de números complexos e ax a multiplicação de números complexos x pelo número real a. Os exemplos que se seguem dizem-se espaços funcionaiS. com a adição de duas funções f c g definidas na forma usual: (f+ g)(x) = f(x) + g(x) para todo o real x pertencente à intersecção dos domínios de f e g. EXEMPLO I.3. O leitor pode facilmente· verificar que cada um dos seguintes exemplos satisfaz a todos os axiomas para um espaço linear real. Exemplos de espaços lineares Se especificamos qual o. 1. sem qualquer designação suplementar. conjuil. Se n = 2. obtemos um exemplo concreto de um espaço linear. os números usados como multiplicadores diamam-se escalares. números ·reais. Por vezes um espaço linear chama-se também espaço vectorial linear. ad~intin­ do N como vector normal. deve subentender-se que o espaço pode ser real ou complexo. Quando fazemos uso da expressão espaço linear. Seja V= Vn o espaço vcctorial dos sistemas de n números reais. Embora se considerem aqui fundamentalmente exemplos de espaços vectoriais lineares reais. e EXEMPLO 4. este é um espaçO linear real porque os escalares são reais. Os elementos de V sãO funções reais. Seja V= R o conjuntO dos. e sejam x multiplicação usuais de números reais. ou mais simpleSmente espaço vectorial. Seja V o conjunto de todos os vectores em V" ortogonais a um dado vector não nulo N.Espaços lineares 5 complexo. este espaço linear é uma recta que passa por O. EXEMPLO 3. Embora os elementos de V sejam números complexos.to V e dizemos como somar os seus elementos e como multiplicá-los por números. Se n = 3. Seja V~ C o conjunto dos números complexos. um espaço linear complexo admite os números complexos como escalares. + y e ax a adição e EXEMPLO 2. Um espaço linear real ·admite os números reais como escalares. é um plano que passa por O com N como vector normal.

O EXEMPLO 11. Demonstração.1. Unificando diferentes exemplos desta maneira ganhainos um conhecimento mais aprofundado de cada um.os que existiam dois. b). O conjunto de todos os polinómios de grau igual a n não é um espaço linear porque os axiomas de fecho nãO são satisfeitos. Estes . Se o intervalo é [a. O conjunto de todas as soluções de uma equação diferencial linear homogénea y. Quando se deduz um teorema a partir dos axiomas de um espaço linear. Geometria e Análise. com n fixo. bl representamos este espaço linear por C(a. EXEMPLO 9. UNICIDADE DO ELEMENTO ZERO. a soma de dois polinómios de grau n não terá necessariamente grau n. O Cálculo conjunto de todas as funções definidas num dado intervalo. um resultado válido para cada exemplo concreto. IA. Em qualquer espaço linear existe um e um só elemento zero. EXEMPLO 7. EXEMPLO 10. Algumas vezes o conhecimento de um exemplo particular ajuda-nos a antecipar ou interpretar resultados válidos para outros exemplos e põe em evidência relações que de outro modo poderiam passar desPeréebidas. Por exemplo. no Axiomá . e o. 'e o~ o. conjunto de todos os polinómios. O conjunto de soluções de uma equação diferencial não homogénea não satisfaz aos · axiomas de fecho.. por exemplo o. Consequênciils elementares dos axiomas Os teoremas que se seguem deduzem-se facilmente dos axiomas para um espaço linear. (Sempre que se considera este conjunto subentende-se que o polinómio zero está também incluido). TEOREMA 1. O conjunto de todas as funções deriváveis num dado ponto.. O conjunto de todos os polinómios de grau . violamos os axiomas de fecho. comf(l)~ O: O númerO O é fundamental neste exemplo.+ ay' + by =O. Aqui mais uma vez o O é essencial.exemplos e muitos outros mostram bem quanto o conceito de espaço linear está estendido à Algebra. O EXEMPLO 6. ·o axioma 5 diz-nos que existe pelo menos um elemento zero. com a e b constantes. conjunto de todas as funções integráveis num dado intervalo. EXEMPLO 8. EXEMPLO 12.:i n. EXEMPLO 5. de uma vez. O conjunto de todas as funções f definidas no ponto I. Tomando X~ o. O conjunto de todas as funções contínuas num dado intervalo. Suponham. Se substituirmos O por um número c não nulO. obtemos.

e y. a saber ( -l)x.. (h) x + x = 2x.. pelo que o. Somando y.. para todo o x existe um e um só y tal que x + y= O. Demonstração.. (d)Seax=O. UNICIDADE DOS ELEMENTOS SIMETRICOS.l)x. A diferença y:.. encontramos y. x + x + x = 3x.+ O.+ O. Mas O. Então x + y.y. e O= O.z +z = Ox + Ox = (O+ O)x = Ox = z. Somando z a si próprio e aplicando o Axioma 9. a ambos os membros da primeira igualdade e utilizando os Axiomas 5.. e em geral do leitor.= O.álculos algébricos elementares num espaço linear.= O. o elemento (. O Axioma 6 di~-nos que cadá x admite·pelo menos um simétrico.. Admitamos agora que x tinha dois simétricos. o· simétrico de representa-se por -X. +O= y.+ O. Vamos demonstrar (a).... e + (x + y 1 ) = y. então x = y. (e) Se ax = ay e a >' O. verificamos que . = O. tomando x =O. (g) -(x + y) = (-x) + (-y) = .Espaços lineares 7 5.. =O e x + y. pelo que x tem precisamente um simétrico. Adiconamos agora -z a ambos o"s membros e obtemos z = O.+ O. 4 e 3.3. encontramos O. Analogamente. devido à propriedade comutativa. Portanto y. Então verificam-se as seguintes propriedades: (a) Ox =O. (c) ( -a)x = . Seja z = Ox. (b)a0=0. X soma y + ( -x).. deixando as demonstrações das restantes ao cuidado Demonstração de (a). entãoou a=Ooux·=D. (b) e (c).2. X é definida pela O teorema seguinte refere um certo número de propriedades que regemo. isto é. sejam x e Y elementos arbitrários e a e b escalares arbiJrários. Notação. obtemos O. = y.. y. TEOREMA 1.. .=l x = nx. (f) Seax = bx e x >'O.= O. Num dado espaço linear.(ax) = a( -x).s c. L. Desejamos provar que z =O. Em qualquer espaço linear todo o elemento Qdmite unicamenté um simétrico. TEOREMA i . então a= h.= o.x .

3). y. Todas as funções verificando f(x) ~ /(1 . o domínio e o conjunto de todos os números reais. verificamos que z + ax = ( -a)x + ax = (-a + a)x = Ox = O. com a adição e a multiplicação por escalares reais definidas da forma usual. Todos os vectores (x. Todas as funções crescentes. Todos os polinómios de Taylor de grau ~ n para um n dado (incluindo o polinómio zero). 6. dizer quais são o-s axiomas que não se verificam. Todas as funções limitadas. 18. Todas as funçõesfcomf(l) ~ I + f(O). Exercícios Nos Exercícios I a 28. 10.O quando x. Todas as séries reais convergentes.+ P(x)y' + Q(x)y =O. 1. 4 e 5 cada função tem um domínio contendo O e I. 9. I L 7. Todas as funções racionais_f/g. Seja z ~aO.8 Cálculo SI Demonstração de (b). Nos Exercícios 3. Todas as sucessões reais convergentes. 23. y. y. Analogamente. Nos Exercícios 7 a 12. Todas as ·sucessões reais limitadas. 4. Todas as funçõesfcomf(O) ~/(1). Adicionando z a ax e utilizando o Axioma 9. y.· Todos os vectores (x. Todas as funções periódicas de período 2n. I I. Todos os vectores (x. y. z) de V3 com. 2.. Todas as séries reais absolutamente convergentes.. adicionemos z a maS. Todas as soluções da equação diferencial linear homogénea de segunda ordemy. determinar se cada um dos conjuntos dados é um espaço linear real. 17. z) de V 3 com z =O. com o-grau de f. Todos os vectores (x. com P e Q funções dadas e contínuas para todo ó x. Todas as funções/integráveis em [0.x) para todo o x. 20. Todas as funÇõesfíntegraveis em [0. I. com J~f(x)dx =O. se adicionamos a( -x) a ax e·utilizamos o Axioma 8 e a propriedade (b). 3. 24.[: que o grau de g(incluindof = 0). encontramos que a( -x) ~ -(ax). z ~ ( -a)x. z) de V3 cujas componentes satisfaÚ!m a um sistema de três equações lineares de forma: .x =O ou y =O. 14. Todas as funções f com 2{(0) ~f'( I). 15. Todas as funções racionais. comJ~f(x)dr f:. 2. 26. Todo~ os vectores (x. 12. 27. 11. As funções nos Exercícios I a 17 são reais. z) de V3 com 3x + 4y = 1. 25. 13. próprio e utilizemos o Axio- Demonstração de (c). Todos os vectores (x. Para os Exercícios em que assim não seja. Todas as funções pares. 5. Todas as funções ímpares. 16. z) de V3 com y = 5x. 22. 1]. z) de V 3 que são múltiplos escal:ires de (I. 19. z ~ -(ax). Z =O.5. Todas as funções em escada definidas em escada [0. 21. Todas as funções comf(x) ___.+ oo~ 8. y. pelo que z é o simétrico de ax. O.

x 2) = (ax1 . a(x1 . Fazendo a~ .3(a). Em cada alínea determinar se sim ou não S é um espaço linear com as "operações de adição e multiplicação por escalares ddinidas como se indica. x 2) = (ax1 .x2) + (y1 . quer (-·J)x estão em V.x2) + (y1 . x 2) ~ (lax1 (... com as mesmas operações de adição e multiplicação por escalares.y2) ~ (x1 + y 1 . vemos que (. a(x1 . satisfaz igualmente aos outros. Falta verificar os Axiomas 5 e 6. Mas x + (. ax 2). a existência em S ·do elemento zero e a existência ·do simétrico de cada elemento de S .(y. então Sé um subespaço se e só se S satisfaz aos axiomas de fecho.I )x pertenece a S. (ax2 1). Mas Ox ~ O. (b) (x1 .y2 ) ~ (lx1 +x2 (.x2) + (y. Seja V= R+.x2 ) + (y1 . Seja x um qualquer elemento de S.I )x ~ O visto que quer x. + y 2 (). e 1. pelo que O E Se o Axioma 5 é satisfeito. (d) (x1 .1 que são combinações lineares de dois vectores dados A e B. (S tem pelo menos um elemento visto que é não vazio.0). O). As propriedades comutativa e associativa para a adição (Axiomas 3 e 4) e os axiomas para a multiplicação por escalares (Axiomas 7 e lO) são automaticamente satisfeitos em S porque são válidos para todos os elementos de V.x2 + y 2 ). 31. x 2 ) de Oúmeros reais.4. dizer quais os axiomas que não são verificados. resulta que Ox está em S. (c) (x1 . a(x1 . Todos os vectores de V. seja S um conjunto não vazio de V. (b} Provar que o Axioma to não pode ser deduzido dos outros Axiomas se o Axioma 6 for substituído pelo Axioma 6':1 "Para todo x em V existe um elemento y de V tal que X+ _V= ON. (a) Provar que o Axioma lO pode ser provado a partir dos outros axiomas. Deste modo S é subespaço de V DEFINIÇÃO. 29. Um elemento x de V da forma· . ax2 ). Se S é um subespaço.y2 ) ~ (x1 + y 1 . e consequentemente o Axioma 6 é satisfeito em S. S~ia S um subconjunto não vazio de um espaço linear V. Provar que -v um espaço linear real com I como elemento zero. x 2) ~ (ax1 . ax está em S para todo o escalar a. o conjunto dos números reais positivos. . SejaS o conjunto de todos os pares ordenados (x 1.6. O teorema que apresentamos a seguir dá um critério simples para determinar se sim ou não um subconjunto de um espaço linear é um subespaço.Espaços lineares 9 28. TEOREMA 1. verificam-se todos os axiomas para um espaço linear e por conseguinte.x2 + y 2 ). Se S é um subconjunto não vazio de um espaço linear V. 32. (a) (x1 .y2 ) ~ (x1 . ~m particular. Fazendo a= O. verificam-se os axiomas de fecho. Demonstremos agora que st: S satisfaz aos axiomas de fecho. Se o conjunto não fôr um espaço linar. Se S é também um eSpaço linear. então S diz-se um· subespaço de V.3. Demonstrar as partes da d até h do Teorema 1. Defina-se a •~soma" de dois elementos x e y em V como sendo o seu produto x·y(no sentido usual) e defina-se"multiplicação" de um elemento x de V por um escalar c como sendo xc. pelo teorema 1. Subespaços de um espaço linear Dado um espaço linear V. a(x1 .) Pelo -Axioma 2. Demonstração.I. 30.

. Um certo número de perguntas se podem pôr ao chegarmos a este ponto. ••• . i+jl. cksão escalares. i-i... C2 . . diz-Se uma combinação linear finita de elementos de S. xk. =I= O diz-se ser uma. Chama-se este o subespaço gerado por S. Por exemplo. e representa-se por L(S).-· representação nao trivial de O.x.. . t. {i. ck. jl. O espaço de todos os polinómios é gerado pelo conjunto infinito dos polinómios li. i+jl. ••. pertencem todos aS e c. {0. É também gerado pelo conjunto \1. Estas noções já (oram referidas no capítulo 12 quando do estudo do espaço vectorial V. aplicam-se habitualmente estas designações aos próprios elementos dess1 . . c2 . . Conjuntos distintos podem gerar o mesmo subespaço.. l i=l 1: c. é gerado por cada um dos seguintes conjuntos de vectores {i. O conjunto de todas as combinações lineares finitas de elementos de S verificam os axiomas de fecho e por conseguinte é um subespaço de V. e por li. j. x 2 .. X2. o conjunto constando unicamente do elemento :era. }-j. (I + t). O espaço de todos os polinómios np(t) de grau . . O conjunto S diz-se linetirmente independente se não e dependente. xk e um correspondente conjunto de escalares C1 .. •. . . ..:.t'.. t/2.'lquer que sejam os elementos distintos x 1 ..• . isto é. Um conjunto S de elementos de um espaço linear V diz-se dependente se existe um conjunto finito de eli!menlos distintos de S. 1.X. tais que L CJXi =o. c2 . . bases e dimensão. não conjuntamente todos nulos. (I + t)'. Por exemplo. Ck. t•!(n + I )I..10 Cálculo onde x •. Se S é vazio. (I+ t}'>}. =O com algum C. Agora apenas as vamos generalizar aos espaÇos lineares de tipo qualquer. i=l k Uina eqúação 1=1 C. ••• . que espaços podem ser gerados por um conjunto finito de elementos? Se um espaço pode ser gerado por um conjunto finito de elementos. X 2 . quGi. n é gerado pelo conjunto de n + I polinómios. Conjuntos dependentes e independentes· num espaço linear DEFINICÃO. . o espaço V. =o k implica -Embora a dependência e irldependência sejam propriedades dos conjuntos de el( _mentos... t'/3. definimos L(S) como I OI. introduzimos os conceitos de dependência e independência linear. qual é o número mínimo de elementos necessários? Para analisar estas e outras questões. }. Xk de Se Os escalares C1 .7. por exemplo X 1.

os n + I po1inómios u0 . Admitamos por conseguinte que é verdadeira para n.1) para todo o real I. Em. tais que . cada caso o espaço linear fundamentalmente V é ·o conjunto de todas as funções reais definidas na recta real. I.~ O. No Volume I foram discutidos muitos exemplos de conjuntós dependentes e independentes de vectores de Vn· Os exemplos seguintes ilustram esses conceitos em espaços funcionais..a 1. u. então Sé dependente. ••• . EXEMPLO 3. a definição precedente concorda com a dada no Capítulo 12 para -o espaço Vn· Contudo. verificaffios que cada coeficiente ck é zero.(l) =I. Uma relação da formaLc~k =O significa que (1.Espaços lineares 11 mesmos conjuntos. u. Sejam u.. e 1 real.l funções exponenciais e consideremos os escalares c1. . t: pelo que as três funções EXEMPLO 6. EXEMPLO l. O conjuntoS= {u. c. Se O E S. } é independente.1) e fazendo 1 =O. os elementos de um conjunto independente dizemse linearmente independentes. u" são independentes.(l) = 1' para k . u.. são dependentes. U 1 . U 2 .. . Repetindo o processo. EXEMPLO 4. Se um subconjunto T de um conjunto S é dependente. . •• . Seja u. Se um elemento· de S é um múltiplo escalar do outro. u 2 (1) = sen 2 1. EXEMPLO 5. Isto é logicamente equivalente à afirmação de que cada subconjunto de um conjunto independente é' independente.c1. basta provar que para cada n.. Por exemplo.. O conjunto vazio é independente. U3. + u2 - u3 = O.. as n funções exponenciais são independentes. EXEMPLO 7. Quando I= O. 2. a presente definição não está rest_ringida a conjuntos finitos. =O. EXEMPLO 2. Se S é um conjunto finito. Derivando (1. encontramos c. então S é dependente.. O resultado verifica-se trivialmente quando n·= I. ••• . encontramos c0 =O. são números reais distintos.. Podemos demonstrá-lo por indução relativamente a n. -Para demostrar isto. Se. para todo o número real A identidade de Pitágoras mostra que u. a.(l) = cos 2 1. então S também é dependente.

S é formado por um único elemento x" com x.. .. está. Multiplicando ambos os membros de (1. a •. por hipótese. x. A demonstração faz-se por indução em k.4) Yi = Laii..2) por e.. J'k+l }_ Desejamos provar que T é dependente. que representa o número de elementos de S. obtemos (1. Deste modo. . encontramos que cada um dos n.ii j=l para cada i= I. 2.2) e aplicando a hipótese de indução. e Cz são ambos diferentes de o_ Multiplicando yl por Cz e Yz por CI e subtraindo.. ___ .. Então cada um destes elementos é um escalar multiplicado por X 1 • seja y. .3).4) não contém Xp pelo que cada y..2) Seja aMo maior-dos n números a. . a 1. Suprimindo o termo de ordem M em ( 1. pelo que y 1 e y 2 serão dependentes.I elementos. Se S ~ lx. Pela hipótese . então todo o conjunto de k + I elementos de L(S) é dependente. k +I. * TEOREMA 1. .3) • L cke(a~. cada termo com k M tende para zero e encontramos que eM~ O. Mas S' é independente e consta de k. Então. e para tal devídamos a demonstração em duas partes conforme todos estes escalares são ou não nulos_ CASO I. Tomemos um conjunto de k + I elementos em L(S). e y 2 em L(S). x..... ___ . Demonstração. demonstrado o teorema quando k = l.I()X = o.aM é negativo.12 Cálculo (1. ..está em L(S) podemos escrever k (1.1 restantes coeficientes ck é zero.. Consideremos agora dois quaisquer elementos distintos y. digamos T = {_r" y 2 .em T está no subespaço linear gerado pelo conjunto s· .+ oo na equação ( 1.}. 1=0. xd é um conjun(o independente formado por k elementos de um espaço linear V e se L(S) é o subespaço gerado por S. visto que Sé independente.x 1 e y 2 = c2x" onde c. a. Em primeiro lugar suponhamos k ~ I. o número ak. Admitamos agora que o teorema é verdadeiro para k. = c. 2.= lx.1 e provemos que é ainda verdadeiro para k. k + I_ ExaminemOs todos os escalares a. .0 MX. . Neste caso a soma em (1. ~O para cada i~ I. pois.-a. k=l Se k#: M. obtemos Esta é uma representação não trivial de O. . Visto que cada y. quando x.5..-1 que multiplicam x.

Esta equação exprime cada um dos k elemen~os C. e ' Demonstração.6. .1 elementos independentes x2 •. = L(cia 11 . o teorema 1..i=2 - a 11 )x1 . devem ser dependentes. Se V um espaço linear de dimensão finita. donde resulta Esta.= I na equação (IA) c multiplicando ambos os membros por c. para i= 2. o teorema é verdadeiro para k. 1 são nulos.I pelo que o conjunto T é dependente..(c. ficando assim completado a demonstração.y1 = anx 1 Se a-esta subtrairmos.' então cada base finita de V tem o mesmo número de elementos. Bases e dimensão DEFINIÇÃO. ••• ..Ja 11 . como uma COf!lbinação linear de k. temos k+l 2t. Por conseguinte.Y. Yk+ 1 devem ser dependenteS. . os k elementos C. Suponhamos que S é formado por k elementos e T é formada por m elementos. pelo que os elementos y~> .= a.. CASO -2. todo o conjunto de mais do que k elementos de V é dependente. Uma vez que Sé independente a gera V. Yk+l que representa o elemento zero. Está assim demonstrado o teorema no Caso I. tk+l não simultâneamente nulos.) Fazendo. ••• .4)-resulta k c. . podemos numerar de novo os y de modo a que isso se verifique.J' 1 . TEOREMA 1. k + i. (Se-necessário. 1. Caso contrário V diz-se de dimensão infinita. Admitamos que 0 11 *O. Um conjunto finito S"de elementos num espaçO linear_ V chama-se uma base finita de V se S é independente e gera V. Visto I ' . Pela hipótese de indtição. porém.5 diz-nos que cada conjunto de k + I elementos de V é dependente. com C. Sejam S e T duas bases finitas de V. Nem todos os escalares G. obtemos c.Y. Consequente-mente para determinada escolha dos escalares 12 .J 1 .y1 i=2 - y..Espaços lineares 13 de indução. ou se V é forf!1ado unicamente por O. é uma combinação linear não trivial de y 1 . mem~ro +L c1a 11x 1 • i=2 k • a membro. O espaço V diz-se de dimensão finita se têm uma base finita.) =O..8.y 1 - y. a equação (1. ' Xk..

. o conjuntos· é independente e contém k + I elementos.. EXEMPLO 1. t'.7 Seja V um espaço linear de dimensão finita com dim V= n. DemOnstração. I.. ••• .. Por isso.. O conjunto infinito li. Se S-é uma base. Se um espaço linear V tem uma base com n elementos. Se S ·não é uma base. existe algum elemento y em V. Se L(S) ~ V. repete-se o processo. TEOREMA 1. xk>y}. Caso contrário. Consequentemente. O mesmo raciocínio com S e T permutados mostra que k:::. O espaço de todos os polinômios p(t) de grau . o qual não pertencerá a L(S).5. podemos resolver esta equação em relação a y. devemos ter m s k..x.. então S · é uma base e. visto ser S um sul>conjunto de S ·. então a alínea (a) está demonstrada. \gera este espaço e nenhum conjuntofinilo de polinômios gera . a alínea (a) está demonstrada. Uma base consiste das duas funções u 1(x) =e-x.7 está demonstrada. Se este conjunto fosse dependente existiriam escalares c 10 • . Urna base deste espaço é o conjunto dos n vectores coordenados unitários. O espaço de todos os polinômios p(l) é de dimensão infinita. e escreve-se n = dim V.::: n é uma combinação linear desses n + I polinómios. Então verifica-se que: (a) Todo o conjunto de elementos independientes de V é um subconjunto de alguma base de V.~) = e'x. . I. obtendo um novo conjuntos. então S é uma base. Juntemos este elemento aS e consideremos o novo conjuntoS'= {x·1 . DEFINIÇÃO. Portanto k = m.14 Cálculo que T é um conjunto independente. Caso contrário. * i=l .·. l"l. Todo o polinômio de grau. (b) Todo o conjunto de n elementos independentes é uma base para V. Devemos assim chegar a uma base ao fim de um número finito de etapas.2r·.o espaço. Mas ck + 1 O visto x 1. o que contradiz o facto de que y não pertence a L(S). contradizendo o teorema 1.3r ~ O tem dimensão 2. ••• . podemos raciocinar de novo com s' como o flZemos com S.o qual conterá k + 2 elementos e será independente. Se L(S) ~ V. xk} qualquer conjunto independente de elementos de V. ·EXEMPLO 4. doutro. tais que I• c... I'. x k serem independentes.:. O espaço V n tem dimensão n. O espaço das soluções da equação diferencial y". não todos nulos. Se V= 10} diz-se que V tem dimensão O. EXEMPLO 3. ck+. Para demonstrar (a). a alínea (a) do teorema 1. Portanto. + c•HY = O . m.. designamos por S = {x 1 . Toda a solução é uma combinação linear destas duas. n tem dimensão n + I. . . chegando à conclusão de que y E L(S). ••• . EXEMPLO 2. u 2 (... modo obteríamos eventualmente um conjunto independente com n + I elementos. o inteiro n chamase dimensão de V. Uma base é o conjunto de n + I polinômios\1.

6. 9. designemos por S qualquer conjunto independente formado por n elementos.n)- 1. . 15.['(0) =0. n. Cnrnp(_mcntes Seja V um espaço linear de dimensão n e consideremos uffia base cujos elementos e. representeS o conjunto de todos os polinómios f em P.. X + y + Z = 0 e X - y - Z = 0.. 17.= d. X+ y = 1. o espaço linear de todos os polinómios de grau -. ou f= O.[(0) +['(O) ~o.. 12. satisfazendo às condições dadas. podemos exprimir x como uma combinaçãOIIinear destes elementos da base: n (1. e. X+ y = 0.5) x=í:ciei..x2 -y2 =0.. . se tivessemos outra representação de·x como combinação linear de e 1. [(O) ~ [(2).. c. . 14. ou f~ O. y. Com efeito. 8. calcular dim S. X= J OU X =_z. .ftem grau k. en). a base B tem· precisamente n elementos. c. k. ...d. Exercícios Em cada um dos Exercícios I a 10. X+ y +Z= 0: 4.)e. calcular dim S. com k < n. 1. 7.1 O. por exemplo B. 16. Mas pelo teorema 1. e assim s~ B.. . 2. ••• . 13. e"' por exemplo x = 2 '!= 1 d.... J(O) ~O. . para todo o i~ 1. .. .. 7. X =y.. ••• . 6.. cJ definidos por (1. então subtraindo membro a membro de (1. pelo que será (c.. . Determinar se sim ou não Sé um subespaço de P. d. com n fixo." c... Representamos uma tal base ordenada por um n-sfstema {e. . i=l Os coeficientes nesta igualdade determinam um n-sistema de números (c" c2 . f tem grau.. Se S for um subespaço. ••• . Devido à alínea (a).. cn) o qual fiça univocamente determinado para x... ·Mas porque os elementos de base são independentes. x = y =z. 5. a igualdade anterior implica c.). y = 2x e z = 3x. 19. com k < n.0. Determinar-se Sé um subespaço de V3 • Se S for um subespaço. encontramos 27~ 1 (c. 10.)= (d. X= 0. z) de V3 cujas componentes satisfazem à condição dada. Os elementos do n-sistema ordenado (c. J. . Seja P.. en se tomam segundo determinada ordem. 11.5) dizem-se as componentes de X relativamente à buse ordenada (e~" e 2. 1..Espaços lineares 15 Para demonstrar a alínea (b). Em cada um aos Exercícios 11 a 20.e 1.n.5).fé par. Se x E V. d. Sé um subconjunto de certa base. 2. J"(O) ~O..9.~O..[(0) =[(1). 18. . f é ímpar. Sé o conjunto de todos os vectores (x.

(a) {I. e-x. xe""). Introduziremos em primeiro lugar uma generalização do produto escalar que designaremos agora por produto interno e definiremos comprimentos e ângulos em função do produto interno. e"". ProdUto interno. (c) {1. T ç. (a) S c. isto é. (i) {sen x . sen 2xl. t 4 ). 12 . então L(S) ç T. (a) {I. pela fórmula (1.L(n. (h) Se S ç T s.16 Cálculo 21. L(S) repfescnta o subespaço gerado por um subconjunto S de um espaço ·linear V. (d) (e"". em vez de x · y. (d) Uma base de V não contém necessariamente uma base de S. xe"". y). No nosso estudo de Vn. (b) {t. e'"). Xn) e y = {y~" )-'2 . Yn) em Vn foi definido.. y = LxiYi· i=l Num espaço linear qualquer.elas propriedades que contam com a possibilidade de medição de comprimento de segmentos de recta e ângulos definidos por rectas chamam-se propriedades métricas. (b) dim S = dim V se e só se S = V.6) x. x 2 . Demonstrar cada uma das seguintes proposições. no Capitulo 12. e"".T. descrever o subespaço gerado por cada um dos seguintes subconjuntos de polinómios e determinar a dimensão-desse sUbespaço. (c) Toda a base de Sé parte de uma base de V. Neste Exercício. x 2e""). Seja V o espaço linear de todas as funções reais definidas na recta real. O produto escalar x · y de dois vectores x = (x 1 . 12}. ••• . Normas Na geometria euclidiana. (f) {cos x. espaços ·euclidianos. 24. (b) (e"".L(S). então L(S n 7) c. n (1. t 5).11. cos 2x. sen' xl. Calcular a dimensão do subespaço gerado por cada conjunto. (c) Um subconjuntoS de V é um subespaço de V se e só se L(S) =S. (a) S tem dimensão finita e dim S :5 dim V. V e se T é um subespaço de V. (c) (I. (I + 1)2}. Desejamos agora generalizar aquelas noções a espaços lineares mais gerais. aqu. então também o éS n T. ·seja V um espaço linear de dimensão finita e S um subespaço de V. (f) Se Se Tsão subconjuntos de V. definimos comprimento e ângulos a partir do produto escalar. (d) Se S ç. sen' xl. No espaço linear de todos os polinómios reais p{t). (e) Se Se T são subespaços de V. escrevemos (x.. (h) {I. (e) kT. então L(S) c. xe""). ch x\. a T' h. (d) {I + t.sen x}. (g) Dar um exemplo no qual L(S n 7) L(S) n L(7). para o produto interno e definimos este axiomaticamente.6). 22. V. 13. em vez de o fazermos por uma fórmula específica. Esta propriedade enuncia-se dizendo que L(S) é o menor subespaço de V que contém S. estabelecemos um certo número de propriedades que pretendemos que o produto interno possua e consideramo-las como axiomas. Determinar se cada um dos seguintes subconjuntos de V C-dependente ou independente. ••• . * 1.L(S) nL(n. Provar cada uma das proposições seguintes de (a) a (f). (g) {cos' x. 23. sen xl. e-.. . (j) {ex cos x..

Quando usarmos a expressão espaço euclidiano. x). y) =O para todo o y. sem fazer qualquer referência complementar. z) (distributividade. Define-se mim· espaço linear real V um produto interno se a cada par de elementos x e y em V corresponde um único número real (x. x) (comutatividade. No axioma da homogeneidade. Um exemplo é o espaço vectorial complexo V. x). ou simetria). Um espaço linear dotado com a operação produto interno diz-se um espaço eucli- * diano real. os teoremas que se apresentam a seguir são válidos igualmente para espaços euclidianos complexos. Um espaço linear complexo dotado de produto interno chama-se um espaço euclidiano complexo. um produto interno (x. Em v. seja (x. o produto escalar usual de x por y. Embora o nosso interesse resida fundamentalmente nos exemplos de espaços euclidianos reais. y) ~(ex. Se x (x. Do axioma da homogeneidade e (I ) obtemos a relação (3') (x. o factor escalar c pode ser qualquer número complexo.y) ~ (y. x) representa o complexo conjugado de (y. y) é um número complexo satisfazendo aos mesmos axiomas que_ os do produto interno real. encontramos (0.. (2) (x.. y) (associatividade. x) = c(y. y) + (x. y) satisfazendo aos seguintes axiomas.(C) já referido na Secção 12. y) = 2x. (Algumas vezes também se usa a designação espaço unitário).y + x.16 do Volume I. ou linearidade).) são dois vectores quaisquer de V. excepto o axioma de simetria que é substituido pela relação (!') (x. ou homogeneidade). definir (x. um matemático francês que contribuiu muito para o desenvolvimento da álgebra e análise. ·(simetría hermíticat) onde (y. Fazendo c= O em (3).y1 + x 1y 2 + x. Num espaço linear complexo.) e y (y. y e z de V e qualquer que seja o escalar real~(I) (x. y + z) ~ (x. x) >·o se x O (positividade). subentender-se-á que o espaço pode ser real ou complexo. ~ EXEMPLO 2. cy) = (cy. Nota.Espaços lineares 17· DEFINIÇÃO. x) = c(x. 1 (t) Em honra de Charles Hermite (1822-1901). y) = (y. (4) (x. quaisquer que sejlim x.. x. y. y) pela fórmula (x. O leitor verificará que cada um dos exemplos seguintes satisfaz a todos os axiomas do produto interno.. .y. (3) c(x. EXEMPLO I. y). y) ~ ~ x · y.

Se acontece que ou x = O ou y = O' a demonstração é trivial. Os valores das funções f(t) e g(t) desempenham o papel das componentes x. No espaço C(a. definimos (f. (2) e (3. Represente C(a. e Yi e a integração substitui a somação. Nb espaço linear dos polinómios reais. TEOREMA 1. z) em função de x e y servimo-nos das propriedades ( !'). Em virtude do factor exponencial. adequada de a e b.6) que define o _produto escalar de dois vectores de v•. x)(y. No exemplo 3 temos w(t) = I para todo o t. I'lum espaço euclidiano V. EXEMPLO 4. definimos u. hl. com w uma função positiva dada em C( a. Esta fórmula é análoga à Equação (1. b). EXEMPLO 3. EXEMPLO 5.y) quaisquer que sejam x e y em V. Temos a desigualdade (z. todo o produto interno verifica a desiguq/dade de Cauchy:Schwarz: j(x. o sinal de igualdade verifica-se se e só se x e y são dependentes. z) i: O para todo o par a e b. Além disso. g) = J: w(t)f(t)g(t) dt.18 Cá/cu/c Este exemplo mostra que _pode estar definido mais do que Um produto interno num dado espaço linear. Para exprimir (z. Quando explicitamos esta desigualdade em função de x e y com uma escolhe. g) =I: /(t)g(t) dt. Definamos o produto interno de duas funções f e g pela fórmula (f. obtemos a desigualdade de Cauchy-Schwarz. este integral impróprio convci"ge para todo o par de polinómiosfe g. A função w diz-se a função peso. b). Seja z = ax + by. pelo que supomos que ambos X e y são não nulos.-'j(i)g(t) dt. h) o espaço linear de todas as funções reais contínuas definidas num intervalo la.8. g) = r . Demonstração.) e concluímos que .y)j' ~ (x. com a e b escalares a serem especificados mais adiante.

y). y)(x. x) Façamos agora b = tomando a forma + h(x.?: O.r Espaços lineares 19 (z. dependendo da escolha da unidade de medida. ({' f'(t) ar)(J: g'(t) ar). a norma de um elemento dependerá da escolha do produto inerno. Esta falta de unicidade era de esperar..lsto verifica-se. DEFtNtÇÀO. . y) e suprimindo na desigualdade o factor positivo (y. x)li Exprimindo a desigualdade de Cauchy-Schwarz em . y)(y. x) :?: (x. x) = i(x. Então (y..y) + bã(y. O teorema seguinte define propriedades fundameiltais das normas que não dependem da escolha do produto interno. y)l'. encontramos para a desigualdade de Cauchy-Schwarz (J: f(t)g(t) dt)' :o. by) = aã(x. Aplicando a teorema 1. o número não negativo 11 xll definido pela igualdade llx !I chama-se a norma do elemento x. g) = J..termos de no~mas escreve-se l(x. ax) + (ax.y)l :o.f(t)g(t)dt. se e só se x e y são dependentes. ax) + (by. em particular. b= (y. z) = (ax + by. x) e a última desigualdade simplifica-se. ax + by) = (ax. O produto interno pode ser usado para introduzir o conceito métrico de comprimento em qualquer espaço euclidiano. O sinal de igualdade é válido através da demonstração.· b) com o produto interno (f.8 ao espaço C(a. by) + (by.y)(x. Num espaço euclidiano V. llxll llyllVisto ser possível definir um produto interno de diferentes maneiras. se e só se:::= O. o que prova a desigualdade de Cauchy-Schwarz. x) + bh(y. fomando a= (r. = (x. x) + ah(x.y) + b(y. - (x. y) resulta' (y. dado segmento de recta.?: O. Tal facto é análogo ao de podermos atribuir diferentes números à medida do comprimento de. x) + bh. EXEMPLO.y).

(desigualdade triangular). temos Jlx + yll = llx + cxJI = (I +c) llxJI = JlxJI + llcxJI = Jlxll + llyll. _v)l . nl cujo cosseno é igual ao valor daquele quociente. Num espaço euclidiano real V. 1. pelo que existe um e um só 8 no intervalo lO.12. x) + (y. ortogonais se o correspondente produto interno for zero. y) + (x. (c) llcx~~kl~xll (d) llx + Yll . y)l oô llxl[ll. se y =O.7) pertence ao interValo [-I. pelo que se tem llx + yll' :S: Jlxll' + llyll' + 211xll llyll = (llxll + llyll)'." ~ xll ~Y~ e l(x. o que demonstra (d). observemos que llx + yll' = (x + y. Um subconjunto S de V diz-se um subconjunto ortogonal se (x.20 Cálculo TEOREMA 1.1) cosO = (x.y) + (x. e todo o escalar c: (a) 11 xll ~O se x ~ O. (b) c (c) deduzem-se imediatamente dos axiomas do produto interno.vll.y). Demonstração. li.. (homogeneidade).vil (positividade). llxll +li . O sinal de igualdade verifica-se em (d) se x = O. com c> O. Num espaço euclidiano V. Ortogonalidade num espaço euclidiano DEFINIÇÃO. x + y) = (x. toda a norma goza das seguintes propriedades para todos os elementos x e y. Para demonstrar (d). x) = llxll' + llyll' + (x. O :s: n dado por (1. Cuando·y ~ex. y) é real. y) . . Num espaço euclidiano.. A soma (x. llxJIJiyJI Nota: A desigualdade de Cauchy-Schwarz mostra que o valor do quociente-no segundo membro de ( 1. DEFINIÇÃO. A desigualdade de Cauchy-Schwarz mostra quel(x.y) + (y. dois elementos x e y dizem-se.y) + (x. (blllxii>O se x*O. y) ~O para cada par de elementos distintos x e y de S. Um conjunto ortogonal diz-se ortonormado se cada um dos seus elementos tem norma l. As propriedades (a). o ângulo definido por dois elementos não nulos x e y define-se como sendo o número O do intervalo O ::. ou se y =ex para algum c> O.9.

7(b) mostra que Sé uma base de V.. para n ~ I.l = . o que prova que S é independente.(x)um(x) dx = O... = u. donde resulta c 1 =O.10. todo o conjunto ortogonal de elementos não nulos é independente. e tendo presente que (x. u 2 n_ 1 (x) = cos nx. (u 211 .. qu~r dizer k :2cixi=O. u 0 ) = f~ n dx = 2n e... Seja S um conjunto ortogonal de elementos não nulos de V. O teorema seguinte mostra uma relação entre oitogonalidade e dependência.~lu. obtemos um conjunto ortonormado {~ 0 . é o único elemento ortogonal a si próprio.) =O se i =F I. temos (uz.·" sen 0 2 nx dx = 7T.. Se dim V= n e se Sé formado por n elementos. Visto que nenhum elemento de Sé o elemento zero. . Então resulta .2. encontramos que c."f(x)g(x) dx. e suponhamos . u.-) *O visto que X 1 *O. } com 1{1. 2") com o produto interno (f. Por conseguinte. x.. rp. .que certa combinação linear finita de elementos de Sé igual a zero. Repetindo o raciocínio com x 1 substituido por x_. u 211 ) = . Mas (x 1 . num espaço euclidiano de dimensão finita com dim V= n. temos as relações de . Se rn * n.ll. f.. Em particular. g) = (i.11 _ 1 . u 1 . para n = 1.Espaços lineares 21 O elementó zero é ortogonal a todo o elemento de V. todo o conjUnto ortogonal formado por n elementos não nulos define uma base de V.. pela respectiva norma.. enContramos cada c1 = O. ••• ) definido da seguinte maneira u0 (x) = I. x 1 ) =O. x. TEOREMA 1. A norma de cada elemento de S calcula-se facilmente. Sé independente.. No espaço linear real C(O. . Temos (u0 . 11 u. EXEMPLO. seja S o conjunto de funções trigonométricas (u 0 . Dividindo cada u. e portanto S é um conjunto ortogonal. o teorema 1. i=l onde cada xiES: Multiplicando escalarmente ambos os membros por x.(x 1 . 0 ~os 2 nx dx = 7T.(hr e 11 u. Num espaço euclidiano V. U 271 _ 1 ) = f.. ~..ll = . •. I. para n f.ortogonalidade "'" J. Demonstração..

ei.. tem~se . Então para tod(l o pt:r de elementos x e y de V. O teorema que se segue mostra precisamente como calcular as componentes de um elemento relativamente a tal base. forma (!.. Se um elemento x se exprime como uma combinação linear dos elementos da base. Seja V um eipaço euclidiano de dimensão finita n. é dado por c1 = (x. a equação (1.' v7T sen nx para n ~ I. e 2 . n.li) f 2 ...ortonormada.. e quando (ej.(e 1 • e1 ) para j = 1.10).)_= ct<ei... · TEOREMA 1. Se {e. i=l O teorema -seguinte mostra que. num espaço euclidiano cOm dimensão finita com uma base ortonormada.. Efectuando o produto interno de cada membro de ( 1.11. finita.· Demonstração. ••• .) ci =(x. ' <p. i=I então as suas componentes na base ordenada (e 1 .. 2 . e i=l n 1) visto que (e 1.12. ej) =O se i* j.(x) = cos nx .)e. TEOREMA 1.~. enl uma base ortogonal de V. <p.9) pode escrever-se na n x = I(x. seja e ( 1.j. . ••• . Na Secção 1. ••• . enl é uma base ortonormada de V.14 provaremos que todo o espaço euclidiano de dimensão finita admite uma base ortogonal. Isto implica (1. e 2 . e1). e 1) =L ci(ei.(x) =-----..8) " x = Lc. Seja V um espaço euclidiano de dimensão n. obtemos (1. e)= I. e admita-se que S = íe 1 . e admita-se que (e. Ein particular.. en) é uma base ortonormada.9) e.=. e.22 . obtemos (x.. e 1 .e. (1.10) se s admite uma base.j.9).(x) = Cálculo . cada C. : • • .8) por ej. en) são dadas pelas fórmulas ( 1. . o produto· interno de dois elementos pode ser calculado em função das respectivas componentes.' 2rr I <p.

12) reduz-se a (1.y) ~ /. Provar que será para todo o x O ou .iy.y) =i (x. defiriindo entre si um ângulo e. Sejam X = (x I. y) ~O se e só sellx + Yll' = llxll' + IIYII'· 5. (x.13) é uma generalização do teorema de Pitágoras.. t (a) (b) (c) (x. tem-se (1. qua_ndo x = y.(x.13. y) ~ Ose e só se 11 x + cyll i. 4. A.l.Espaços lineares 23 (1. definido pela fórmula que se indica.. Provar que cada uma das proposições dos Exercícios 3 a· 7 é válida para todos os pares de elementos x e y de um espaço euclidiano. então llx . Suponhamos que retemos os três primeiros axiomas para o produto interno real (simetri~ linearidades e homogeneidade).y.12) tem a designação que se indica. y). 1. Multiplicando internamente ambos os membros da equação ( 1.iY1· i=l i=l ix. y). x) >O. determinar um elemento z =F O com (z.\· = (e) (x. (x. No espaço gerado por lx. y) (x. . ou (x. y) não seja um produto interno. 3. e. * ISugestão: Supor (x. - (x. é um produto interno para V". obtemos (1. i=l (d) (x. Caso (x. i=l . real.) i=l " (fórmula de Parseval) Em particular. Se x c r são elementos não nulos. (x +r. x ~ y) =O se e só se llxll =li .12). 11 xll para todo o real c.yll 2 = l!xll' + lly!l' . = ~ " l(x. dizer quais os axiomas que não são verificados. . em honra de M. Nota: A fórmula ( 1.ly.vil.. Exercícios I. r)~ Ose e só se llx +.~ x.. z) = 0].11) por y e aplicando a propriedade linearidade do produto interno. Para cada alínea. mas que substituímos o quatro axioma por um novo axioma (4'): (x.2 llxll llyll cosO. 6.12) (x. a equação (1. Parseval (aproximadamente 1776-1836) que obteve este tipo de fórmula num espaço funcional especial.13). i=l Demonstração. determinar se {x.) 2 i=l ix.)(y. . Quando x ~ y. X n) e y = (yl. + y.vil~ llx ~ yll. e. y) ~i x. (x..y) ~ C~1 x1y1)"'.=1 2. x) =O se e só se x = O. y) = ~ (x..)l'. e. A equação (1. y) <O para certo y =F O. x) >O para certo x =F O e (y. . x) < O.13) llxll' . 7. J'n) vectores arbitr~rios de vn.

define-se ! ro (x. g) é definido pela fórmula indicada. g) = ~00 e-f(t)g(t)dt. No espaço linear de todos os polinómios reais. (a) Sef(x)= .. dadas por u1 (t) = I . definir (a) (b) {c) li.) = (m + n)! (c) Calcular (f. definir (f. g) quando J(t) ~ (t + I)' e g(t) = t' + I. No espaço linear real C( I.. 12. g) não seja um produt~ interno.g) = (f:f(t)dt)(f>(t)dt). 1.l. duas definen um àngulo de n/3 e duas outras definem um ângulo de lf/6. (d) (f. (b) Determinar um polinômio linear g(x) =a+ bx que seja ortogonal à runção constante J(x) =L 9.. No (a) Provar que (f. determinar se sim ou não (f.g) = J: (log x)f(x)g(x) dx. Sef(t) = t. lO.. g) = f~J(t)g(t) dt. Provar que este integral imprOprio converge absolutamente para quaisquer polinômios Jeg. (b) (f. Provar que duas delas são ortogonais. 2. provar que (xn. Caso {f. e). No espaço linear Pnde todos os polinômios reais de grau:$ n.. g) é um produto interno para P11 • Calcular (f. No espaço" linear real C(.. calcular li/li. (c) (f.g) = J:f'(t)g'(i)dt. Se x = {xnl e y = ·tyn} são dois elementos de V.24 8.y) = IxnYn· R=l (a) Provar que esta série converge absolutamente: !Sugestão. f' e g· representam derivadas. . u 3 (t) = I + /. indicar quais os axiomas que não são verificados. determinar todos os polinômios lineares g ortogonais a f espaço linear d~ todos os polinômios reais. x.. Em (c). (b) Se xn(l) = tn para n =O. u 2(t) = I. . g) quando f(t) = te g(t) = at + b.y.I. Considerar as três funções u. V é formado por todas as sucessões infinitas {x nl de números reais para as quais as séries x~ convergem.g) = lf:!(t)g(t)dti. (d) Determinar todos os polinómios lineares g(l) =a+ bt ortogonais af(t) = 1 + t.. g) é um produto interno quando {f.. .. . 13.g) = f(l)g(l).. I) seja (f.l. Utilizar a desigualdade de Cauchy-Schwarz para estimar a soma I!' 1 lx.. definir um produto interno por Cálculo ([. (a) (f. u. u.

yll' ~ 2 llxll 2 + 2 llyll'17. \4.y)sex.lineares (b) Provar que V é um espaço linear com (x. g) se/(1) ~ e-• e g(l) ~ t". sey. y) + b(x. 2. vez e todos os complexos a c h.. Utilizar a desigualdade de Cauchy-Schwarz para estimar o integral ~e-1/(t)g(t)l (b) Provar que V é um espaço linear com ({. cuja demonstração ensina a construir conjuntos ortogonais. h].• uma sucessão fiÍiita ou infinita de elementos de um espaço euclidiano V. Schmidt ( 1845-1921 )_ TEOREMA l. Este resultado será deduzido como uma consecuência de um teorema geral. Yk-~).•••• x/. . (b) O subespaço gerado por y 1 • • • • • Yt. g) ~ J. (a) Provar que o integral para (f. O método de Gram-Schmidt Todo o espaço linear de dimensão finita possui uma base finita.. com w uma função positiva dada.."'ef(t)g(t)dt.yll' ~ 2(x. Definir if. g) converge absolutamente para cada par de funções f e g em V. . +co) e tais que o integral -~"'eJ'(t)dt converge. !Sugestão: dtl. (c) A suces5ão _)'1 • y 2 •• • •• . Provar que o espaço de todas as funções complexas contínuas num intervalo la. •16. com n ~O. (d) Calcular (x. •••• x 2 ) o subespaço ge..~ 1/(n+ l)paran.:: L(y. então para cada k existe um escalar ck tal que Yi = CJ.x)_ (c) llx + yll'+ llx. __ .14 Construção de conjuntos ortogonais.llx. .y) + (y. z) . (c) Calcular (f. ••• de V. provar que o produto interno tem as seguintes propriedades para todos os elementos x.\·eguintes propriedades para todo o inteiro k: (a) O elemento Yk é ortogonal a todo o elemento do subespaçO L(y 1 . (b) llx + yll 2 . 25 (c) Calcular(x. x.y. p_ Gram ( 1850-1916) e E.).. Num espaço euclidiano complexo. Existe uma sucessão correspondente de elementos Yi. podemos sempre construir uma base ortogonal.. ay + bz) ~ ã(x. 15.... g) como produto interno. e seja L(x 1 . isto é. y) (b) (x. bl se transforma num espaço unitário se definirmos um produto interno pela fórmula ([. Provar que as identidades seguintes são válidas em todo o espaço euclidiano. (a) (ax. Seja x 1 • X 2 .·l.. 1."icalares. by) ~ ab(x. a menos defactores e. com dimensão finita ou infinita. é outra sucessão de elementos de V satisfazendo às propriedades (a) e (b). y) como produto interno.y) + 2(y. Seja V o conjunto de todas as funções reais f contínuas em [0.:Yk· . x). a qual goza das . y 2 .rado pelos primeiros k daqueles elementos. (a) llx + yll' ~ llxll' + llyll' + (x.é única.IJ TEOREMA DE ORTOGONALIZAÇÃO.~ I/ney. __ . em honra de J.g) ~ J: w(t)f(t)g(t) dt.) = L(x. Se o espaço é euclidiano.y. I. contínua em \a. em qualquer espaço euclidiano. y) se X 11 = 211 e Yn = 1/n! para n ~ I. y 2 •••• . é o mesmo que o gerado por x 1 • x 2 •.. A proceso de construção chama-se o método de ortogonalização de Gram-Schmidt.Espaços .

15) ~O se i* j. . x.26 Cálculo Demonstração. . devemos provar que L(y..L aiyi •. . por indução. Xr+l - i=l ' . x. pela igualdade (1.. estão em L(x.y.+... Se Yj* O. Construamos os elementos y... fazemos y 1 = x 1 • Suponhamos agorã que construímos Y~> . o produto internodey. y. pelo que também está em L(x 1 . Assim temos que (a) e (b) foram demonstrados por indução a respeito de k.+. Assim.... y. entãO Yr+ 1 é ortogonal a y1 para qualquer escolha de a1. demonstrado (b) quando k =r+ I.).14) mostra que x<+. é dado por ••• Yr+l =. é a soma de dois elementos de L(y..+.l a todo o elemento do subespaço L(y.. Definamos y. Yj) (1.). . dado que L(y. .)..14) com os escalares a 1. Para iniciar o Processo..) e por isso estão no subespaço mais amplo L(x. y. i=l visto que {y. _.. •• : . . Isto prova (a) quando k ~ r+ I. e neste caso escolhemos a1 =O. y 2 . . x.+ 1).)...y.. Paraj::.. .) .).. Isto prova que A equação (1...y 1) .. de maneira que (a) e (b) sejam satisfeitas quando k ~r. · .. .+. O novo elemento Yr+t dado por (1...14) é a diferença de dois elementos de L(x. pois.)~ L(x. . y... a determinar. y.... o ·elemento Yr+ 1 fica bem definido e é ortogonal a cada um dos elementos precedentes y. x.. • • • • x.+ . pelo que um raciocínio semelhante_nos conduz à inclusão em sentido inverso: ficando. y. . x.y..(y. r.. Para demonstrar (b) quando k~ r+ I. ... .l. portanto é ortogoné'..+ 1 . . .+• comyi ' (yH 1 .y 1) = (x. podemos fazer y. x..) ~ L(x.. ortogonal a Yj tomando Se Yj = O..a. Os r primeiros elementos y.(y.).+ 1). . . ..yn. .. . . . .+.) = (x.a.a.

1.14) mostra que x. XJ. .· O caso k ~ I é trivial. Yk) escrevem-se (1. x. x. quer c. Pela propriedade (a). a sua diferença. Em particular. ••• .14..16) y. é ortogonal a si pi-óprio. Podemos ainda converter esta numa base ortonormada pela normalização de cada uma dos seus elementOSJ"'f...+. ••• ..14) são dados por ( 1.. construi mos o elemento Yr+• subtraindo de x... y.+• sobre Cada um· do's anteriores . . Todo o espaço euclidiano de dimensão finita possui uma baseortonor- mada..:. aos coeficientes a 1 em ( 1. Estas fórmulas descrevem o método de Gram-Schmidt para a construção de um conjunto ortogonal de elementos não nulos y. este elemento pertence a pelo que podemos escrever Hl y.Yr+ 1 são ortogonais a zr Deste modo.. . xk são independentes.. pois. . . z. . supomos que (c) é verdadeira para k = r e consideremos o elefOento y~ + 1. y) --y (y. xk. Então (1... . No método de Gram-Schmidt (1. se os primeiros k elementos X 1 . sUponhamos que s~ tem Yr+• = O para algum r. ·completada a demonstração do teorema de ortogonalização. Deste modo..'' Espaços lineares I~' 27 Finalmente demonstramos (c) por indução a respeito de k. Por conseguinte. quer y~+.16)..' para r = 1. • • • .+• a projecção de x·. isto é. isto é. Yn e por isso de x~' .13 podemos enunciar TEOREMA 1. Em virtude de (b). k . o elernerito diz-se a projecção de x sobre y. com y (x. Por outras palavras. . com z. . então y 1 . z.15). Está.. Y. _e as fórmulas definindo {y. como um corolário do Teorema 1..= O. então os elementos correspondentes y. é uma base de um espaço euclidiano de dimensão finita. se x~" . = x. . Neste caso. Yk são não nulos.+ 1 é uma combinação linear de y 1 . ••• .... + Cr+tYr+l. 2.... Se x e y são elementos de um espaço euclidiano... pelo -que z. . é uma base ortogonal para o mesmo espaço. = i=l 2 CiJ'i = z.+ 1 são dependentes.t. é ortogonal a z. Desejamos provar que z.. . pela divisão de cada um pela respectiva norma. Na construção precedente. ~ O. pelo que os elementos x~" .). Yh os quais geram o mesmo Subespaço que um dado conjunto independente x 1 . y) =1= O.+. . E L(y.

Y1 + Y2 = (O..x. y) = J~.~ = x. O método de Gram-Schmidt em V3 . os três vectores x 1 . determinar uma base ortonormada para o subespaço gerado pelostrêsveetoresx. Por conseguinte L(x 1. x(l) y(t) dt..' y. J'1 f foi construido a partir de um conjunto independente dado {X 10 X 2 .Il . Em V. Resolução.ll v6 EXEMPLO 2.. .. I. y. O.) . = R. x. I.- y1 = (4... y. lly. x 3 devem ser dependentes.. x. 1.y. 1). I. y. (2. = x2 Xa - (x. No espaço linear de todos os polinómios. x 3 1.. Polinómios de Legendre.. obtemos uma base ortonormada formada pelos dois vectores .y.) = Xa - . essa construção geométrica no espaço vectorial V.(y.) y 1 ~. Mas uma vez que y.. o. A figura LI mostra. .) (x. O• O•O) • Visto que y 3 =O. x 2 .. = x.. )'1 . ...=(S. .=(l.) é um subespaço de._ = !(1. os vectores x 1 e x 2 são independentes. ~I). -3). e y 2 pela correspondente norma. ·c-~ .. I. e y 2 são não nulos.Yt . LI. 1.} é uma base ortogonal para este subespaço. l).28 Cálculo elementos y. -1. .. Um conjunto ortogonal \y.) FIG. -3. com o produto interno (x. O conjunto !y. . Aplicando o método de Gram-Schmidt.) (y. y. 2). x. Dividindo cada um dos y.1'!. y.. = (1..=(-3. EXEMPLO I. -I. e - h 1 . consideremos a sucessão infinita x 0 . 1.Y2 (y. obtemos y.. -1.. . Ya = (x. x. -1) llY.' y.ex.--1}. dimensão 2. 2.

Yol = L. (Yo • Yo) · Utilizamos depois as relaçõeS (x2.JV (63t'. Uma vez que (y.Jt t.(t) = x.. <p.(t) = 13 - t.. (x 2 . Y~> y 2 .. no estudo complementar de equações diferenciais e provaremos que n. . Os primeiros desses polinómios calculam-se facilmente pelo método de Gram-Schmidt. obtém-se outra sucessão de polinómios y 0 .Espaços lineares 29 . dados por 'f'n= y. Analogamente.= <p. 4 - '1'2(1) = t. Quando se aplica o teorema de ortogonalização a esta sucessão. y 0 ) = L. . encontramos y.) encontramos y 1( t) = X1 = t dt = 2 e (x.) . pela primeira vez encontrados pelo matemático francês A. para obtermos y. . Yo) (y. chamam-se po/inómios de Legendre normalizados.(x 2.?Ot' + 1St).(t). •••• Ys dadas atrás. encontramos <p0 ( t) = .y. <p. Yol Yo ( t ) = x 1 ( t ) = t. it. Em primeiro lugar temos y. . (y.M.J'f (St' - 3t).znn! dtn _ 1n ) designam-se por polinómios de Legendre. {l t dt 2 = i. Os polinómios na correspondente sucessão ortonormada <p0 .(t) = x.. Yo) Y0 (t). Legendre (1752-1833) nos seus trabalhos sobre a teo~ ria do potencial. t2 dt = i.. y. Voltaremos a cncC?ntrar estes polinómios no Capítulo 6. ••• .. y 1) = L.YJI •. t {1 3 dt = O. y./JI.. <p.) {l = L.(t) = I.(t) = 1)' <p.Jt (351 30t 2 + 3)' i.• onde xn(t) = tn. ~ ( t) .(x.(t) = t.I d" ( 2 Yn ( t ) = (2n)! dt" t - 1)" • Os polinómios Pn dados por p (t) _ fi - (2n)! (t) __1_ d" (t 2 zn(n !)2 y7l . A partir das expressões paray0 .Jt (31 2 <p. ••• . i.) Y 1 (t) = 12 (Yo.(t) .Jt .(x 2.. t dt = {l O.(t) = . y.

DEFINIÇÃO. como se indica na figura 1. Dado x em V. representado na figura 1. o problema consiste em encontrar. Um elemento de V dizse ser ortogonal a S se for ortogonal a todo o elemento de S. EXEMPLO.. Interpretação geométrica do teorema da decomposição ortogonal em . o pontos o mais próximo possível de x.hipótese em que S é um subespaço.v!.evidentemente que a solução és= x. Complementos ortogonais.. determinar um elemento de S cuja distância a x seja tão pequena quanto possível. um exercício simples a verificação de que. então o ponto s mais próximo define-se pelo pé da perpendicular tirada de x para o plano S.y~. e Sé um subespaço a duas dimensões. quer S o seja ·ou não. então. Cálculo Seja V um espaço euclidiano e S um subespaço de dimensão finita.S+é um subespaço de V.30 1. É.. S perpendicular". Antes d~ analisar este problema na sua forma geral. O conjunto de todos os elementos ortogonais aS representa-se po. Pretendemos analisar o seguinte tipo de problema de aproximação.2. Dado um elemento x de V. Na . Aqui V é o espaço vectorial V.15. então SL é uma recta passando pela origem e perpendicular a este plano. Se S é um plano passando pela origem. um plano passando pela origem. Se x E S.rSl:e diz-se . Este exemplo simples sugere uma maneira de abordar o problema geral de aproximação e dá origem a discussão que se segue. Este exemplo constitui também uma interpretação geométrica para o teorema que enunciamos a seguir. então S chama-se o cOmplemento ortogonal de S. Seja S um subconjunto de um espaço euclidiano V.2. Se x não pertence aS. . FIG.2. 1. Projecções. no plano S. A distância entre os dois elementos x e y define-se pela norma 11 x. consideremos um caso particular.

t pertencem a S e sl. temos s.17) é única.!mos que a norma de x é dada pela fórmula de Pitagoras. e. é ortogonal a todo elemento de S. por exemplo (1.)e.t = O e portanto a decomposição é única.s.17) x = s +si. sl.L ~stá em Sl.. llxll' = (x. 15. . Se V é um espaço euclidiano e S um subespaço de V com dimensão finita. de uma Única maneira. e assim temos que s ..17). Visto ser _s uma combinação linear de elementos da base.. Para provar que s.. um pertenecente~a S e outro a S1... E Sl. o que significa que sl. ••• . e.17) é verdadeira. isto é. Demonstremos agora que a decomposição (1... :.. como a soma de dois elementos. tem-se (1.). = x. são ortogonais e portanto está demonstrado ( 1. -Mas s.t = tl. Admitamos a existência de duas representações para x. pelo que si é ortogonal a ej. Finalmente. Temos (sl.s. s) + (sl. e tl.sl.) e. onde sES and Além disso.. definimos os elementos se sJ. deve ser s . Dado x.18) llxll' = Jlsll' + Jlsl.. Desejamos provar que s = 1 e De {1. e..::: tl... Visto que S tem dimensão finita. provarl. TEOREMA DA DECOMPOSIÇÃO ORTOGONAL. s está em S.JI'. i=l Observa-se que cada termo (x. s + sl. si).(s.s_L. e)~ (x. por exemplo le 1. então todo o elemento x de V pode ser representado.18). e. e X = t + ll. e). do modo seguinte: (1. e1).) = (s. e1) = (x.19) s = I n (x.t é simultaneamente ortogonal e igual a t. .sl.20). Em pnmciro lugar provamos que é possível a decomposição ortogonal (1. ou seja que sl. pertencem a Sl. mostra que (1.Espaços lineares 31 TEOREMA I.1 =O.pelo que necessitamos unicamente demonstrar que s. .. Porque o elemento zero é o único elemento ortogonal a si próprio.20) x = s s + sl.tESe tJ. e 2 .19) resulta que (s...)= (x. O elementos é a soma das projecções de x sobre cada um dos elementos da base. é a projecção de x sobre e. x) = (s +si. er~l. Temos onde e sl.consideramos o produto interno de sl com qualquer elemento da base ei. a norma de x é dada pela fórmula de Pitdgoras (1.J. A definição de sl. Demonstração. admite uma base ortonormada. sendo os restantes termos nulos uma vez que s e sl. Mas de (1. E Sl.

t E S e x . com + (s - t).16. o espaço linear de todas as funções reais contínuas no intervalo 10. 2nl por polinômios trigonométricos..s = sl.} úma base ortonormada para S. pelo que se terá 11x -111' 2: 11x. isto é.s) = s + sl_. e. Considerando o teorema 1.l_ Então. e seja {e. verificando-se o sinal de igualdade se e só se t = s. tem-se llx . Se x E V.tii'- Mas lls.til para todo o I E S. 2n] e definamos um produto inlerno pela equação (f. . Demonstramos seguidamente que a projecção de x sobreS é a solução do problema de aproximação abor~ado no início desta Secção.)e. verificando-se a igualdade se e só se s = t. O..sll' + lls-:.. pelo que a sua norma é dada pela fórmula de Pitágoras llx.tU'.sll :S: llx . então a projecção de x sobre S está mais próxima de x do que qualquer outro elemento de S.16. o que completa a demonstração. se sé a projecção de x sobre S. <p.::: 1.k(x) = senkx J.I = (x .21) 'l'o(x) = 1 ... . g) = fi"f(x)g(x)dx.t. . Na Secção 1.-. •• esta é uma decomposição ortogonal de x .. onde · (1.z. 2n). cp 1. ••• ... <p. A melhor aproximação de elementos de um espaço euclidiano por elementos de um subespaço de dimensão finita TEOREMA 1. Seja V= C(O.• e. EX~MPLO I.k_. E S J. para qualquer t en} S. 1. i=l fl diz-se a projecção de x sobre o subespaço S.12 vimos um conjunto ortogonal de funções trigonométricas cp0 .(x) = cos kx . Porque s . tem-se x ..:.. . para k .til'= llx.32 G_ªlculo DEFINIÇÃO. sE Se Demonstração. o elementos definido por s= 2 (x. cp 2 . TEOREMA DE APROXIMAÇÃO.15 podemos escrever x s. Seja S um subespaço de dimensão finita de um espaço euclidiano V. Aproximação de funções contítiuas em !0." Se S é um subespaço de dimensão finita de um esptiço euclidiano V e x um elemento qualquer de V.sll'.L E S.

/. . .22) na forma n (1. a projccção de f sobre o subespaço S.. k=l 1'' o f(x) cos kx dx. 'Pk)'Pk • k=O n Este é o polinômio de grau . quandof(x) ~ sen "x.) ~ O e (f. <p. I). 'Pk) = t 2 1 sen rrl 'l'k(t) dt.I.23) aproxima f melhor do que qualquer outro polinómio trigonométrico em S. Se f E C(O.. os coeficientes (f. cos kx + bksen kx).11 é a menor possível.: n..23) onde ak = I 1T f. tem-se (f <p. 'P>n geram um subespaço S de dimensão 2n + I. Por exemplo.... bk = 1 1T f'' o f(x)sen kx dx para k =O. . I I é J. Aproximação de funções contínuas em I .I. : Em particular. represente fn a projecção de f sobre S. tp~) = J:• f(x)tp. Seja V= C(. . Os números (f.. 1T 32 2 1T 3 Porque (f. Os elementos de S dizem-se polinómios trigonométricos.. este é também a melhor aproximação quadrática.-t. EXEMPLO 2. no sentido de que a norma 11!.(t) = J . n. h). .) são dados por (f. o espaço d:1s funçõe~ reais contínuas em l . n.Espaços lineares 33 Os 2n + I elementos <p0 . <p. 0 grau _h (c) que mais se aproxima de sen 7ll no intervalo fechado.fnll é mínima. O teorema de aproximação diz-nos que o polinómio trigonométrico ( 1.) chamam-se coeficientes de Fourier de f Usando as fórmulas (1. Por conseguinte o polinómio do 1..) ~O.(x) dx.. Então temos (1. geram um subespaço S de dimensão n + I formado por todos os poljnómios de grau .I.I. Os n + I polinômios de Lcgcndre normalizados <p. seja f. Então tem-se fn =I (f.(x) =!ao +I (a.22) fn = I (f. ..1. op. .: n para o qual a norma 11!.[. 2. e seja (f g) ~ f~J(x)g(x)dx.. I). <p. <p. tratados na Secção L 14. I. Se JE C(. podemos pôr (1. li. <p.21).. <p 1) = J' J~ -1 I sen "TI dt = J~ ~ 2rr . I] por polinómios de grau :::.'P1(t) =. 'Pk)'l'k • k=O 2n onde (f.

.. dadas por .(t) ~ 1. Provar que y.1). . No espaço linear V do Exercício 5. 2) com produto interno (j. com produto interno (x. 5.2.0. 2.l). gerado pelos vectores indicados. g) = f~e.l). Provar que as funções · y.(t) ~ t'. y 1 . y. onde x. (a) x 1 ~ (1. Calcular 11/. ge~ado pelos (b)x1 ~(l.1. ••• 4.x (t)y(t)dt. uix) = sen x . Definindo (j. 1 e Yn(t) = \)-. f(x)g(x)dx.-2. .1). sejaf(x) ~ x.(t) ~ 1.0.0.l..O. scjaf(x) ~e' e determinar o polinómio do primeiro grau g mais próximo de f Calcular l[g.2. Para cada alínea determinar uma base ortonormada para o subespaço de V_..(t) =/"para n 2: O. y.1. I. y.0. u. y 2 . 2.l. Exercícios 1. No espaço linear real C(l.(t) ~ t'. g) ~f. 1. ~ (1. 9. 3. 2. x.0.-l). sejaf(x) ~ e• e mostrar que o poli nó mio constante g mais próximo defé g =! (e2 . 6.(t) ~ t. ~ (0. x 2 ~(1.O. 3) com produto interno (j. (b)x 1 ~(l..17. ~ (1. y.. y 2. 8.}\1 }' 1. Provar que as funçõeS. X 1 .(t) ~ v. x3 ~ (3. .0. No espaço linear real C(O. x3 ~(l. No espaço linear real C(O.<o ~ vs (61' - 61 + 1) "formam um conjunto ortonormado gerando o mesmo subespaço que Ll" 0 . x. 7.. seja y 0 .1).. seja x Jt) = cos nt para n =O. com o produto interno (x..0).1.1). x 2 . .1). COS nt (2 para n ~I.1.l). sejaf(x) ~ 11 x e demonstrar que o polinómio constante g mais próximo de f é g = I log. o conjunto obtido por aplicação do método de Gram-Schmidt a x 0 .~(-1. x 3 ~(1. I. No espaço linear de todos os polinómios reais.1.0).fll 2 para este g.g)J 2 para este g. g) ~ f'_.1). 2n) com produto interno g) ~ fi• f(x)g(x)dx. No espaço linear real C(. + oo) e tais que o integral f~ e-'F(t)dt convirja. x 1 \. x. x 2 .• determinar o polinórnio trigonométrico mais próximo de f 10. Para cada alínea determinar uma base ortonormada para o subespaço de V1 vectores indicados. No subespaço gerado por u0 (x) = I. y) = J.9t' + 181. y. I) com produto interno (f. g) ~f~ f(x)g(x)dx.34 Cálculo 1.y) = fó x(t)y(t)dt.1).!).tf(t)g(t)dt.(x) = cos x. ••• .6. No espaço linear real C(O. ••• . Seja V o espaço linear de todas as funções reais f continuas em 10. 3. (a) x 1 ~ (1. sejaf(x) =e-x e determinar o polinómlo de grau um que mais se aProxima de f u: . Calcular Ug -f 11 2 para este g.3). x. formam um conjunto ortonormado gerando o mesmo subespaço que x 0 ..1..1.J(x)g(x)dx.1. x. X 1.(t) ~ v3 (2t . seja x n(t) = t" para n =O. . x 3 ~ (0. n)..4t + 2.2.

chama-se a imagem de A por meio da aplicação T e representa-se por T(A ). Para cada x de V.2 TRANSFORMAÇÚES LINEARES E MATRIZES 2. A imagem do domínio V. Transformações lineares Um dos último·s objectivos da Análise é um amplo estudo de funções cujos domínio e contradomínio são subconjuntos de espaços lineares. Se V e W são espoços lineares.T(cx) = cT(x) pora todo o x de Ve todo o escalar c. Este capítulo trata dos exemplos mais simples. T( V). o conjunto de todas as imagens T(x). Sejam V e W dois conjuntos. (b) . Em primeiro lugar vamos introduzir algumas notações e terminologia re~ativas a funções quaisquer. O símbolo T:v~w será usado para indicàr que T é uma função cujo domínio é V e cujos. uma função T: V. chamados· transformações lineares. aplicações ou operadores. Suponhamos agora que V e W sãO espaços lineares admitindo o mesmo conjunto de escalares e definamos uma transformação linear do modo segUinte: DEF!NIÇAO. As propriedades de transformações mais gerais obtêm-se frequentemente aproximando-as por transformações lineares.valoreli estão em W. Tais funções chamam-se transformações.W diz-se wna tran<formação linear de V em W se possui as duas propriedades seguintes: (a) T(x + y) = T(x) + T(y) quaisquer que sejam e y em V. e dizemos que T aplica x em T(x).. o elemento T(x) em W chama-se a imagem de x por meio de aplicação T. é o contradomínio de T. para x em A.1. x . Se A é um subconjunto qualquer de V. as quais aparecem em todos os ramos da Matemática.

Quando c= O. defina. Seja V um espaço euclidiano e S um suV~ S bespaço de V com dimensão finita. . . Xn) de v. no vector y = (y. EXEMPLO 3: Multiplicação por um escalar fixo c. . 2. Défina-se T: então T(x) é a projecção de x sobre S. EXEMPLO 6. O operador derivação. Seja V o espaço linear de todas as funções reais f deriváveis num intervalo aberto (a. .. Seja V um espaço euclidiano. an.. EXEMPLO 4. As duas propriedades podem combinar-se numa única fórmula que estabelece que T(ax + by) = aT(x) + hT(y) para todo o par (x. 2.. A transformação T: V~ V. temos também a relação mais geral para n elementos quaisquer x" . Xn de V e n escalares quaisquer a. 2.mos T: Vn-+ Vm do modo seguinie: T aplica cada vector x = (x" . O leitor ·comprovará com facilidade que os exemplos seguintes são transformações lineares. ..36 Cálculo Estas propriedades significam que T preserva a adição e a multiplicação por escalares. EXEMPLO do modo seguinte: Se x E V. Equações lineares. . A transformação T: V~ V que aplica cada ele- mento de V em O chama-se a transformação zero e representa-se por O. . O espaço W é formado por todas as derivadas f'. EXEMPLO I. Para um elemento fixo z . Assim temos D: V~ W. A transformação identidade.ara i= 1. então T(x) = (x. chama-se a transformação identidade e representa-se por I ou por I v. .. onde T(x) = x para todo o x em V. . é a transformação zero..de V. Sejam V= Vn e W= Vm· Dados mn números reais ~ik• onde i= I. y. 7.. Quando c= I.. Projecção sobre um subespaço. m e k = I. Aquí tem-se T: V~ V. n. A transformação linear que aplica cada fun· ção f de V na sua derivada r chama-se o operador derivação e representa-se por D. Por indução... . . definamos T: v:.. cai-se na transformação identidade. y) em V e quaisquer que sejam os escalares a e b.. onde D (f)= r para todo o f em V. A transformação zero. m. R do modo seguinte: Se x E V... .. Ym) de Vm segundo às equações n Yi = Lai~k k=l p. onde T(x) = ex... para todo o x de V.. b). Produto interno com um elemento fixo. . EXEMPLO 5. o produto interno de x com z. EXEMPLO 2. z).

··· Transformações lineares e matrizes 37 EXEMPW 8. T representa uma transformação linear de um espaço linear V em um espaço linear W.\paço nulo de Te representa-se por N(n. o subespaço consistindo unicamente do elemento zero.2.1. O espaço nulo de T é um subespaço de V. Deste modo. Então T(x) + T(y) ~ T(x + y). b]. DEFINIÇÃO. e T(x + y) = T(x) + T(y) = O Os exemplos apresentados a seguir referem-se aoS espaços nulos das transformações lineares dadas na Secção 2. necessitamos verificar unicamente os axiomas de fecho. O conjunto de todos os elementos de V que T aplica em O chama-se o e. Se x e y estão em N( 1). Seja V o espaço linear de todas as funções reais contínuas num intervalo (a. por exemplo T(x) e T(y). T aplica o elemento zero de V no elemento zero de W.2. O espaço nulo designa-se também por núcleo de T TEOREMA 2. Também. T( V) é um subespaço de W.. o mesmo se verifica com x + y e ex qualquer que seja c. L EXEMPLO I. o espaço nulo é o próprio V. A transformação identidade. A transformação zero.If. Fazendo c~ O na relação T(cx) ~ cT(x). O espaço nulo é {0}. O operador ilitegração. EXEMPLO 2. ·Espaço nulo e contradomínio Nesta Secção. defina-se g ~ T(. verificamos que T(O) ~O. já que T(cx) = cT(x) = O. Se f E V. Demonstração: Para demonstrar que T( V) é um subespaço de W. Tomemos dois quaisquer elementos de T( V). Assim tem-se N(D = {x I x E V e T(x) = O). TEOREMA 2. Além disso.f) como sendo aquela função de V definida por g(x) = r f(t) dt Esta transformação T chama-se o operador integração. 2. pelo que cT(x) está em T( V). pelo que T(x) + T(y) está em T( V). Demonstração. Visto cada elemento de V ser aplicado no elemento zero. para qualquer escalar c temos cT(x) ~ T(cx). 0 conjunto T( V) (o contradomínio de D é um subespaço de W. .

Produto interno com um elemento fixo z. EXEMPLO 4. Operador derivação.7. quais para· i = 1.. 2. então T( V) ·é também de dimensão finita e tem-se (2. Multiplicação por um escalar fixo c. . TEOREMA 2.15).. por exemplo a base (2.. o espaço nulo é V. n. Demonstração. 2.3 TEOREMA DE NULIDADE MAIS ORDEM.2) . m. e1 . Visto ser T(x) = s. Se V tem dimensão finita. o complemento ortogonal de S. O espaço nulo é formado por todas as funções que são constantes num dado intervalo. No teorema que se segue prova-se que a contradomínio também tem dimensão finita.38 Cálculo EXEMPLO 3. Nulidade e ordem Nesta Secção T rt:presenta ainda uma transformação linear de um espaço linear V num espaço linear W.. ·estes elementos formam uma parte de uma certa base de V. Por outras Palavras. Operador integração... então o espaço nulo também tem dimensão finita. . Se c= O. tem-se a única decomposição ortogonal x = s + s~ (pelo teorema (1. o espaço nulo contém unicamente O. EXEMPLO 6. .3. Se x E V.. Projecção sobre um subespaço S. Se c* O. EXEMPLO 8. EXEMPLO 5. Se V é de dimensão finita. onde k = dim N(n. Sejam n = dim V e e 1 . Xn) de Vn para OS Equações lineares. tem-se T(x) =O se e só se x = sl. O espaço nulo consiste de todos os vectores (xl' . a nulidade n1~is a ordem de uma trãnsformação linear é igual à dimensão do seu domínio. A dimensão de N(1) chama-se a nulidade de T (dimensão do núcleo de 7). O espaço nulo contém unicamente a função zero. ••• . e assim o espaço nulo é Sl-. a essa dimensão dá-se o nome de ordem de T. O espaço nulo consiste dé todos os elementos de V ortogonais a z. do espaço nulo N(T) e do contradomínio T(V). porque é um subespaço de V. Pelo teorema 1..1) dim N( T) + dim T( V)= dim V. ek uma base para N(n. EXEMPLO 7. Interessa-nos estabelecer uma relação entre a diinensão de V.

onde (x.T(e. então pelo menos um dos dois N(T) ou T( V) é . . Quer isto di2..• .ek+r pertence ao espaço nulo N(D.) i=l i=l 1c + k+r k+r i=k+l L c.4..) i=k+l visto que T(e. define-se u:·ma transformação T: Vl __. r transformações lineares e matrizes 39 com k (2.2) são independentes.lr.Demonstremos primeiro que os r elementos em (2.3) geram Vamos agora demonstrar que estes elementos são independentes.. i=k+l A hipótese anterior implica que T ( Lc. os elementos (2.1 ). ck. mediante a fórmula dada para T(x.) = L c. • • • .e i=l k k+r i=k+l 1 - L c1e1 =0. y) é um ponto arbitrário de V2 • Em cada problema determinar se T é linear e.e. + Cf. 2. V2 . Consequentemente.T(e. em caso afirmativo. o que prova que dim T( V)~ r. isto também prova (2. Mas uma vez que ós elementos em (2.3) + r:-= n·.) =L c. ~ T(ek) ~ O.4 Exercícios Em cada um dos Exercícios I a 10. =0 i=k+l k+< ) pelo que o elemento x = -Ck+• ek+• + . Nota: Se V tem dimensão infinita. ~ .er que existem eScalares C 1 . e podemos escrever x = c 1e1 + . temos y= T(x) para algum x em V. + ck+.) =O. Pretendemos provar que os r elementos formam uma base para T( V).T(e. Admitamos· a existência de escalares ck+t• •.Ek> pelo que se terá x-x=Lc..ek+r· Daqui resulta k+r y = T(x) = Lc. y).... isto implica que todos os escalar'es c i são nulos..3) são independentes. + ck+. ..T(e. definir o correspondente espaço nulo e contradomínio. . Uma vez que k + r~ n.3) geram T( V). Uma demonstração disto é apresentada no Exercício 30 da ·secção 2. o que demonstra que os elementos em (2. . ck+rtais que k+< L c. tais que x = c 1e1 + .de dimensão infinita. e calcular as suas nulidade e ordem.T(e.) T(V). Se y E T( V).

1). b. z) = (x.\. Além disso. Cálculo 6. T(x. 8.y'. 12. 2. dada por T(x.y'). I). . 0). Tap\ica O em si próprio.y. Definir uma transformação T: V . T imprime a cada ponto uma rotação de um mesmo ângulo . = (x. x + y). q = T(p) significa que q(x) = p(x + I) para todo o real x. O) num ponto com coordenadas polares (r.y) = {2x. definir T(y) = y"' + Py' + Qy.y + 1). Fazer o mesmo em cada um dos Exercícios 16 a 23 se a transformação T: V3 _. para n ~ I. com P e Q constantes dadas. T aplica um ponto de coordenadas polares (r. 2y.y +I.x.O). 6) n~ ponto de coordenadas polares (2r. V é a que se indica. 7T]. T aplica cada ponto no ponto (I. y.y+2.y. determinar se T é linear. T(x..I).y..y. 5. 22. 11. T(x. = (x'.40 I. =a.z) = (x. T ·aplica cada ponto com coordenadas polares (r. seja T(x) = \y. = (x. 26. O. y. b).y. T(x. O). 8) um ponto com coordenadas polares (r.y) = (x. Seja V o espaço de todas as funções reais duas vezes deriváveis num intervalo a.y) T(x. 25.\ é uma sucessão convergente com limite a..z) =· (x.z+3).y) T(x.berto (a.. T(x. T(x. z) = (x + z. T(x. Seja V o espaço linear de todas as sucessões reais convergentes \xn}. z).z3 ).t) dt para a . T aplica cada ponto com coordenadas polares (r. significa que g(x) ~ x_f'(x} para todo o x em (-I. -y). T(x. I). bl. Sef E V. 18. = (x.. y.. z. 20. y) = (e". X+ y). Além disso T aplica O em si próprio. y. Em cada um dos Exercícios 24 a 27. T(x. e•).1).y.z) = (x. Seja V o espaço linear de todas as funçõ"es reais deriváveis no intervalo aberto (. três equações . 21. 19.y) = (y.y.p em torno da origem. 13.z)=(x+l. SejaS o subconjunto de V formado por todas as funções f que satisfazem às.y. 9. 15. onde (x.x). T aplica cada ponto no seu simétrico relativamente a uma recta dada passando pela origem. z) = (z. isto e.y) = (x + !. se y E V.. 20}. Seja V o espaço linear de todas as funções reais contínuas em [a. quando sejam finitas. T(x.<.1. 3. T(x. y. z) = (x + l. a transformação T: V . com ~constante. x + y). 3z).<. Além disso. Provar que T é linear a dizer quais são o espaço nulo e o contradomínio de 7: 29.. V do modo seguinte: Se x = \x. 27. y) = (x. Se JE V.. Se T for linear. Seja V o espaço linear de todos os polinómios reais. dizer quais são o espaço nulo e contradomínio e calcular a nulidade e a ordem da transformação. x . x). Se p E V. Em cada um deles.p(x) de grau ~ n. 8 + ~ ). T(x.y) T(x. 7. 10. z) é um ponto arbitrário de V3• 16. 1 aplica O em si próprio. onde y. x). 24.y. 17. 4..Vz for a que se indica.. Seja V o espaço linear de todas as funções reais contínuas no intervalo [ -7T. g = T(j) significa que g(x) = J: j(t)sen.. T(x.(x . T(x. 23. g ~ T{f}. I)_ 14.V) se define pela fórmula. y. y) T(x. Fazer o mesmo em cada um dos Exercícios 11 a 15. se a transformação T: V2 -. · 28.

Itiplicarem-se por escalares em W de acordo com a seguinte definição. !Sugestão: Suponhamos dim N(T) = k.{I + cos (x .V uma transformação linear definida do modo seguinte: Se JE V.. Sejam fi: V W e T: V W duas fun+Ões com um domínio comum V e 4 4 cujo_s valores estão num espaço linear W. O e todas as funções f não nulas de V tais que T{j) = cf{Observc·se que uma tal fuilção pertence ao contradomínio de T). Seja T: V . (cT)(x) = cT(x) para todo o x ae V. f. Se S e T são duas transformações lineares de !l' (V. [ .4) (S + T)(x) = S(x) + T(x). (d) Provar que T(V}. o conjunto !l'(V. É uma questão imediáta a verifi- . Nesie caso designamos por !l'(V. A transformação zero serve de elemento zero deste ·espaço e a transformação (.. com as operações acabadas de definir. ek. o contradomínio de T.. W) o conjunto de todas as transformações lineares de V em W. [(l)senl dl ~O. (b) Provar que S contém as funçõcsf(x) = cos nx ef(x) = sen nx para todo n = 2. . Operações algébricas relativas a transformações lineares Funções cujos valores pertencem ao espaço linear W podem somar-se entre-si·ou ITÚJ. ainda.. {e) Determinar o espaço nulo de T. (a} Provar que Sé um subespaço de V.Transformações lineares e matrizes 41 [ /(l)dl ~o. g = T(J) significa que g(x) ~[. ek+n elementos independentes de V. é uma questão simples a verificação de que S + Te cTsão também transformações lineares de !l'(V. dim T(V) =r e sejam e 1. W). 30. Os elementos T(ek+ 1 ). T(ek-1-n) são dependentes uma vez que n >r.! 2. W). Se c é qualquer escalar em W..J(I)cosldl ~o. Mais do que isso.. • • • . N(n e e 1 . 3. ••• .I )T é a simétrica de T. W uma transformacão linear de um espaço linear V em um espaço linear W. Se V possui dimensão infinita. W) é ele próprio um novo espaço linear. definimos a soma S + Te o produto cT pelas igualdades (2. {c) Provar que S tem dimensão finita.. com n >r. demonstrar que pelo menos um dos T(V) ou N(T) tem dimensão infinita. ek uma base de • • • . Utilizar esta conclusão para obter lima tal contradição. . Seja T: V.1)}/(1) d1.. DEFINIÇÃO. (f) Achar todo q real c -:F. tem dimensão finita e determinar uma base para T(J0. ek-+l• . Interessa-nos particularmente o caso em que V é também um espaço linear com os mesmos escalares que W.5.

TEOREMA 2.. temos .1. A oper. A composição de funções reais tem-se encOntrado repetidas vezes no nosso estudo e vimos que a operação não é. e S: V-+ W outra função com domínio V e valores em W. aplicamos em primeiro lugar x por Te depois aplicamos T(x) por S.5. Composição de duas transformações.estrutura algébrica de um espaço linear e pode definir-se. Portanto.ação algéb~ica mais interessante ·que se efectua com as transformações lineares é a composição ou multiplicação de transformações.4. V e W.2'( V. TEOREMA 2.e (RS)T têm domínio U e valores em X: Para cada x de U. sejam T: U ~ V uma função com domínio U e valores em V.42 Cálculo cação de que os dez axiomas para uril espaÇo· linear são satisfeitos. Se T: U ~ V. a composição s·atisfaz a propriedade associativa. 16.4). em geral. Isto está representado na figura 2. Demonstração. comutativa. S: V~ W. Ambas as funções R(SD . Esta operação não faz qualquer uso da. DEFINIÇÃO. como no caso das funções reais.1. e R: W ~X são três funções. Dados os conjuntos U. A composiçãO ST é a função ST: Ut~ W definida por (ST)(x) = S[T(x)] para todo o x em U Assim~ pafa aplicar x mediante a composicão ST. O conjunto . COntudo aqui. W) de todas as transformações lineares de V em W é um espaÇo linear com as operações de adição e multiplicação por escalares definidàs em (2. temos o seguinte. tem-se R(ST) = (RS)T. de modo seguinte: FIG. com toda a generalidade.

O leitor poderá verificar que a propriedade .!f( V. linear R: R(S + T) = RS w__. suponhase que Se T pertencem a . 2. Para quaisquer x e y de U e quaisquer escalares a e b. Definem-se as potincias inteiras de T por indução do modo seguinte: T" =I. + RT A demonstração é uma aplicação imediata da defin-ição de composição e é deixada ao leitor como exercício. tem-se :v. TEOREMA 2. Inversas No nosso estudo das funções de uma variável real aprendemos a construir novas funções por inversão das funções monótonas. W) para dar origem ao seguinte: TEOREMA 2. Sejam V e W espaços lineares com os mesmos escalares.7. U. O teorema que se enuncia a seguir mostra que a composição de transformações lineares é ainda linear. Se U.6. W são espaços lineares com Os mesmos escalares e se T: U. (a) Para qualquer função R com I'Q/ores em V. temos (ST)(ax + by) = S[T(ax + by)] = S[aT(x) + bT(y)] = aST(x) + bST(y). e tem-se R(cS) ~ c(RS). então a composição ST: V .Transformações lineares e "matrizes 43 [R(ST)](x) = R((ST)(x)] = R(S[T(x)]] ~ e [(RS)Jl(x) = (RS)[T(x)] = R[S[T(x)]]. o que prova que R(ST) (RS)T.V e S: V~ W são tran:iformações linedres. A composição pode combinar-se com as operações algébricas de adição e mu. quaisquer que sejam os inteiros não negativos m e n. Pretendemos agora generalizar n processo de inversão a uma classe mais geral de funções. (b) Para qualquer transformação. Aqui I representa a transformação identidade. Seja T: V~ V uma função que aplica V em si próprio.associativa implicã a regra· TmTn = Tm+n. (S + T)R = SR + TR e (cS)R = c(SR). V. DEFINIÇÃO. Demonstração.6. ~- f l' .W é linear. yn = rrn-1 para n :2: 1 .Jtiplicação por escalares em 2( V. W) e seja c um escalar qualquer.

. então a inversa direita é única. Antes. quando muito. pelo menos. isto é. A não unicidade pode ocorrer devido a que pode haver mais do que um x de V que se aplique num y de T( V). Uma função T: V.V é a inversa esquerda de T se S I T(x)l ~ x para todo o x em V. Para tal introduzimos duas espécies de funções inversas que chamamos inversa esquerda e inversa direita.44 Cálculo Dada uma função T..9 provaremos que se cada y em T( V) é a imagem de um só x de V.. se TR = I [T<VI... Se T tem uma inversa esquerda S. Define-se T: V.W do modo seguinte: T( I) ~ T(2) ~ O. Esta funÇão admite duas inversas direitas R: W . um x em V. V di::-se inversa direi_ta de T se TIR (y)l ~ y para todo o r em T( V). porém -vamos demonstrar que. V e R': W. então TIR(y)l ~ T(x) ~ y para cada y em T( V). 2} e R(O) =I.V definidas por EXEMPLO.W pode ter. cada y de T( V) tem a forma y ~ T(x) para. Este exemplo simples põe em eVidência que as-inversas esquerdas não existem necessariamente e que as inversas direitas não são necessariamente ~nicas.. pelo menos.8.. Dados dois cm~jumos V e W e uma jimção T: V---+ W. se onde I v é a transformação idem idade em V Uma função R: T( V) ... temos que distinguir TS de ST.. Uma função sem inversa esquerda. ela é única e. W tem.. Não é possível definir-se uma inversa esquerdas: porque requereria I = S[T(l)] = S(O) e 2 = S[T(2)] = S(O). então S é também inversa direita. V~ {I. ao mesmo tempo. comutativa. Visto a composição não ser. se existe uma inversa esquerda. No teorema 16. Com efeito. DEFINIÇÃO. · TEOREMA 2. em geral.se possível. . x. Toda a função T: V____. _é nosso objectivo encontrar. Se escolhemos um tal x e definimos R(y) ~. uma inversa esquerda.. di:-se que uma função S: T (V). isto é. com Ir( v) a transformação identidade em T(V). é inversa_direita. Seja W ~ {O}. pelo que R é uma inv"ersa direita. outra função S cuja composição com T seja a transformação idêntica. mas com duas inversas direitas._ uma inversa direita.

Aplicando S.5) ou (2. -4 (2.Transformações lineares e matrizes 45 DemonstraÇão. . isto é. Visto que SlT(x)l=x e SlT(y)] =J'. Escolhamos qualquer r de T(V). S: T(V). encontramos SlT(x)] ~ SlT(y)]. o que O teorema que apresentamos a. o que prova que a inversa esquerda é única. Uma vez que y E T( V). temos S[T(x)] = x e S'[T(x)] = x.V -que será a inT( versa esquerda de T.9. Deste modo S(y) = x e S'(y) = x. Vamos agorã demonstrar· que toda a inversa esquerda S é também inversa direita. Admitamos que T é biunívoca no seu domínio. Como y = T(x) para algum x de V.6).V. Vamos provar que S(y) = S'(_r). Mas S é uma inversa esquerda. se e só se para quaisquer x e y de V. obtemos· T(x) = T!S(y)l. Escolhamos qualquer elemento y em T( V). Isto é definamos Ssobre T(V) do modo seguinte: . Se y E T( V). Nora: A condição (2. Mas y = T(x). Uma função Tsatisfazendo a {2. temos y = T(x) para algum x em V. Definamos S(y) como sendo esse x. Desejamos provar que x = y. Demonstração. isto implica x=y.V e S': T(V). completa a demonstração. então y ~ T(x) para algum x e in V Por (2. pelo que y = TlS(y)l. visto que Se S' são ambas inversas esquerdas. o que prova que uma função com inversa esquerda é biunívoca no seu domínio. existe precisamente um x em V para o qual y ~ T(x).5) é equivalente à afirmação T(x) = T(y) (2. Demonstremos agora a propriedade inversa.seguir caracteriza todas as funções que admitem inversa esquerda. Por conseguinte S = s·. pelo que S(y) = S'(y) para todo o y em T( V). Uma função T: V W tem wúa inversa esquerda se e só se T aplica elementos distintos de V em elementos distintos de W. Aplicando T.5) implica T(x) "' T(y). Pretendemos provar a existência de uma função S: _ V).6) para quaisquer x ~ y em V diz-se biunívOc~ em V. pelo que x = S[T(x)] = S(y). Admitamos que T possui duas inversas esquerdas. TEOREMA 2. Pretendemos demonstrar que TlS(y)l = y. Suponhamos que T tem uma inversa esquerda S e admitamos que T(x) =T(y).6) implica X =y.

(b)-'é verdadeir. T(x) ~ O. DEFINIÇÃO. Consideremos dois quaisquer elementos u e ·v em v~ T(y) para algum x e algum y em V Quaisquer que sejam au + bv = aT(x) + bT(y) = T(ax + by). visto T ser linear. admitamo. A linearidade de Tper· mite-nos exprimir de diversas maneiras a propriedade para que uma transformação linear seja biunívoca. temos T(u -'v) ~ T(u).W uma transformação linear em. isto é. Então u ~ T(x) e os escalares a e b. Então T admite inversa r-• pelo teorema 2. V e W representam espaços lineares com os mesmos escalares. pelo que ST ~ I v· Desta maneira.(c). Daqui resulta. W). TEOREMA 2._.46 S(y) = x Cálculo significa que T(x) = y.s que (c) é verdadcira.(u) +bT-1 (v). r-•(au + bv) = ax + by = aT. São equii'G· lentes (a) (b) (c) as seguintes proposições: T é biunh•oca em V T é invenh•e/ e a sua inversa T.. aplicando T 1 .9. Demonstração. Transformações lineares biunívocas Nesta Secção.uímos que (b) 1mplica.10. 2.W biunívoca em V. Seja T. e T: V. V é linear. visto T' ser linear. 1 pelo que T' é linear.a. Aplicando T'. encontramos <t. Seja T: V . Vamos demonstrar que (a) implica (b).W representa uma transformação linear em !t'(V. Tornemos um x qualquer em V para o qual T(x) ~O.!l'(V. Consideremos dois quaisquer elemeri· tos u e v em V com T(u) ~'T(v). Para todo o x em V.! .T(v) ~ . W). A única inversa esquerda de T (que se . Então temos S[ T(x)l ~ x para todo o x em V.1 : T( V)_. Admitamos que (a) é verdadeira. As· sim concl. Por conseguinte (a) implica (b).V. o espaço nulo N(T) contem unicamente o elemento zero de V. a função S assim definida é a inversa esquerda de T. Vamos em seguida aplicá-los a transformações lineares. Os resultados desta Secção dizem respeito a funções quaisquer. Devido à linearidade. sabe já ser também inversa direita) representa-se por r-•. Diz-se que T é invertível e chama-se r~• a inversa de T. a T( V). Finalmente. Admitamos agora qu!. tel)los qual se vai provar que é linear. (b) implica (c) e (c) implica (a).7. implica x ~O.ue x ~ T'(O) ~O.

. dim T(V) = n. (c) implica (d)... obtemos· r(f c..v= O. Admitamos que !• c. por conseguinte.. a propriedade da transformação ser biunívoca pode ser formulada em termos de independência e dimensionalidade.. pelo que (b) implica (c). são elementos independentes de V.. (b) Se e.eP elementos independentes de V e consideremos os elementos T(e. .. Provaremos que T(x) = O implica x =O. T(e. temos que dim T(V).)} é uma base de T(V) e. por conseguinte. .l uma base de V. Admitamos agora que (b) é verdadeira.1 uma base de V.T(e. .. Mas tínhamos admitido que dim T(V) = n. Deste modo dim T(V):. . Seja {e. Se T: V. Admitamos agora que (c) é válida e seja {e.).3.)} gera T(V). admitamos que (d) é verdadeira. então T(e.l é uma base de V. x = Lciei. . por conseguinte. e a demonstração do teorema está completada.t ~ Transforrriações lineares e matrizes 47 O. pelo que u.) em T(V) são independentes. . e. .) =O i=l para certos escalàres c 1 ~ ••• ... T é biunívoca em V.. (d) Se {e..11.= .)..) =O. . n e. . Portanto. . Finalmente. i=l Portanto {7\e. T(e.W é uma transformação linear em ..).• ep são ind~pendentes.. e.• T(e) são elementos independentes de T( V).. ..:R (V.. Consideremos um elemento qualquer y em T( V).. . Então y = T(x) para algum x em V.)... •. (c) dim T(V) = n.. . T(e. Devido à linearidade. são equivalentes as seguintes proposições: (a) T é biunívoca em V. Seja {e. .. os n elementos T(e.. T(e... podemos escrever . dim V= n. . W) e V tem dimensão finita. =O i=l • visto ser T biunívoca..e. .) • . (a) implica (b). . . Se x E V. ··=1 e por isso !c.l uma base de V... então {T(e. Mas. Vamos ainda aqui provar que (a) implica (b).. pelo que = Cp= o e. Devido a (b).. pelo que se terá c.) em T(V)... cP.. Admitamos que (a) é verdadeira. Sejam e..T(e.) . . (b) implica (c).e.. Demonstração. e.. . TEOREMA 2. í=l • e por isso y • = T(x) =! c. _..)} é uma base de T(V). . e. pelo teorema 2. (c) implica (d) e (d) implica (a).. n. como se indica no teorema que apresentamos a seguir. Quando V tem dimensão finita. pelo que {T(e.). T(e. Mas e.

y. provar que as respectivas inversas também comutam. v) e dar fórmulas que determinem x e y em função deu e v. onde (x. provar que (Snn = SnTn para quaisquer inteiros n f.y. I..y. Designando-as por T1. V para as quais T( V) V.y) ~ ~ ~ 4. O).y +z. determinar se T é biunívoca em VJ.z) T(x. T(x. Se T(x) ~O. Descrever todas as funções T: V .. invertíveis e comutam.y + 1). T(x. . z + 3). Se T representam funções com domínio V e valores em V. y) 9. 14. 16. (x. Provar que a propriedade associativa para a composição implica a regra T nfTn = Tm + n_ Se T é invertível.y) 12. w) em T( V ). T(x. 22.z) T(x. 3. a inversa de ST é a composição das inversas. e definir as suas inversas. 2. definem-se po-. pelo que T é biunívoca em V. (y. (x. dizemos que Se T comutam (ou permutam). x).x + y +z). Em cada um dos Exercícios 3 . (x + l. tências pelas fórmulas T'' = I. onde (x.y) 11. lnductivamente.). y e z em 1 função deu. 21. v. T6 construir uma tábua de multiplicação mostrando a composição de cada par..y. (x. I). . (x. para cada ponto (u.y. Seja V= 10. T(x. Existem seis ao todo.Lciei. v.y + 2. para cada ponto (u. 20.. z) ~ ~ (z. Se ST = TS. I}. y. V3 pera fórmula dada para T(x. v e w. y) é um ponto arbitrário de V1 • Determinar para cada um se Té biunivoca em V1 • Caso afirmativo.y. T(x... (x. define-se uma função T: V2 . y. 18. . Se S e T comutam.y) S. T(x. ~ cn ~O. V2 pela fórmula dada para T(x.. Exercícios I. Se S e T são. visto que os elementos T(e..y. (x.48 Cá/cu/c x = .y'). z) = T·'(u.z -I). y) = T-'(u. seja (X.x + y). 15. define-se uma função T: V1 . Em geral.z) T(x.x +z). 13. por outras palavras. D'escrever todas as funções T: V . NO total são quatro. o que significa que (d) implica (a) e o teorema está demonstrado.. 23. (x + y. T 3 e T4 construir uma tábua de multiplicação que mostre a composição de cada par. T(x. ••• . ~ ~ (x. T(x. y. z) T(x.x + y. O.a 12. (x.y + l. (2x. Nos Exercícios 22 a 25.y. V. x) (x. z) é um ponto arbitrário de V1 • Em cada hipótese.T(e. z). .O).y. w) e dar fórmulas para a determinação de x. y) ~ 7. Seja T: V .3z)..). e•).8. Se S e T são invertíveis e comutam. z) T(x. Assim será x ~O.z) T(x. 24.. Em cada um dos Exercícios 13 a 20. 2}. T(en) são independentes. provar que Tn é também invertível c que (Tn):' = (T-')n. ST =F TS. T(x. definir o seu contradomínio T( V1 ).x + y). -y). 17. T(x.y. y. T(x. deduzir o seu contradomínio T(V3 ).y..y. x).. 2. seja (x.. v) em T( V1 ). (x + l.z) ~ ~ ~ ~ (x + l.2y. x + y + z).y) ~ (x'. provar que ST é também invertível e que (sn-• = T·'s·• ou. Seja V= {O. y). Designando-as por T" T2 . V uma função que aplica V sobre si próprio. 19. . i=l • e por isso T(x) = I• i=l c.. tomadas por ordem inversa. . ~ . T(x...y) ~ ~ ~ ~ ~ (e".. y) 10. y) 6. Tn = JTrrL para n ~ I. Dizer quais das funções são biunívocas em V. 8. então c. Caso afirmativo. Indicar quais das funções são biunívocas em V e definir as correspondentes inversas.

x'+ 1 • (a) Seja p(x) = 2 + 3x . (ST)'. s(x) ~ I c.1 para n?. T.TS = 1.-~ Transformações lineares e matrizes 25. Seja V o espaço linear de todos os polinómios reais p(x). T'S'. (c) Provar que T é biunívoca em V e determinar a sua inversa. z) sob (T -l)n para cada n?: 1. y. respectivamente. z) um ponto arbitrário de V.x 2 + 4x3 e determinamos a imagem de p sob cada uma das seguintes transformações. Represente Do operador derivação e seja Ta trarisformação linear que aplica p(x) em xp'(x). (b) Determinar os polinómios p de V para os quais T(p) = p. exprimir (TS)" e SirTn em função de 1 e R.x 2 + x 3 e determinar a imagem de p sob cada: uma das seguintes transformações: R.. TS. Caso afirmativo. 27. RST. w) sob cada uma das seguintes transformações: s-•. (TS)'. (c) Determinar a imagem de (x. (TS)'.T"S = nT". z) ~ (x. onde r(x) ~ p(O). k=l t(x) ~ Í k=O c.D'T'. (sn·•. Sejam V e D como no Exercício 28. TD. · 28. 30. ST. 29. y. 2. Determinar se T é biunívoca em V. s(x) e t(x). Seja V um espaço linear. z) = (z.2D)(p) _= O. y.TD.1 para todo n?. Provar que DT =I v mas que TD I v· Descrever o espaço nulo e o contradomínio de 'rD. Seja V o espaço linear de todos os polinómios reais p(x). (a) Determinar a imagem de (x. 32. (c) Determinar os polinómios p de V para os quais (DT. r-•. 1. TS. ST. T'D'. -Sejam R.TS.TD =I e que DTn.TnD = nTn. DT. + cnx" de V no polinómio r(x). T'. Sejam Se T de P( V. dizer qual é a sua inversa.TS)'..x>-•. T. x + y. com (x. v. Provar que ST". 26. Sejam S e T transformações lineares de V1 em V3 definidas petas fórmulas S(x. Indicar como devem modificar-se estas fórmulas se ST TS. 31. (TS)·•. TRS. z) sob cada uma das transformações seguintes: ST. (d) Se n ~ I. Se T funções que aplicam um polinómio arbitrário p(x) = c0 + c 1x + . S. Seja V o espaço linear de todos os polinómios reais p(x). (b) Provar que R~ Se Tsão lineares e determinar o espaço nulo e o contradomínio de cada uma.4. Provar que DT. mas seja T uma transformação linear que aplica p(x) em xp(x). Represente Do operador derivação e se) a To operador integração que aplica cada polinÓf!liO p num polinómio q dado por q(x) = J3J(t)dt.. (ST. S'. (b) Provar que S e T são biunívocas em V] e determinar a imagem de (u. Considerar o Exercício 28 da Secção 2.. provar que (S 49 + T)2 ~ S' + 2ST + T' e (S + T)3 ~ S' + 3S'T + 3ST' + T'. . DT. x + y + z). S'T'. V) e admita-se que ST. Se Se T comutam.TD )"(p) = Dn(p). (d) Determinar os polinómios p de V para os quais (DT.. y. y. y. x) e T(x. · * * D. (a) Seja p(x) = 2 + 3x.

iO=l Demonstração.j) = (x1 + 2x. O) e j = (0. Encontramos u.8). então T(x) é dada por Resolução. ••• . o que completa a demons- EXEMPLO. Esta transformação T aplica um elemento arbitrário x de V do modo seguinte: (2.8) dá T(e. podemos sempre construir uma transformação linear V~ W com valores determinados para os elementos duma base de V. W tal que (2. 2. ~ T(x) para todo o x em V.) = u• para k = I. I) do modo seguinte: T(i)=i+j. •••• Xn as componentes de x na base ordenada {e.. pelo que (2. então existe uma e uma só transformação linear T: V . un são n elementos arbitrários de um espaço linear W.. Cada x de V pode exprimir-se de uma única maneira como combinação linear de e. .j é um elemento arbitrário de x.8) Se x = !x. en• sendo os coeficientes x 1..50 2. . excepto a de ordem k.u •.. Visto que T'(x) tração.. en constitui uma base de um espaço linear n-dimensiona/ V e ui' .. é uma questão imediata a verificação de que T é linear.7) T(e. . que é I. .. Para demonstrar que existe unicamente uma transformação linear satisfazendo (2.) ~ como se pretendia provar.. Transformações lineares com valores determinados 'Cálculo Se V tem dimensão fin..T(j) = + j) + x2(2i.. n. .. en>· Se definimos Tpor (2. Se e 1 ..)i + (x1 - x 2)j. então todas as componentes de x são O.. .7).9.ta.12. Se x = ek para certo k. T(j) = 2i. Deter111inar a transformação linear T: V2 -+ V2 que aplica os elementos base i= (I.(i T(x) = x 1 T(i) + x.e•• k=l • n então T(x) = !x. designamos por T' outra transformação e calculamos T'(x). como se explica no seguinte: T: TEOREMA 2..j. Se x = x 1i + x. V.. temos T' = T. ...

.12 mostra que uma transformação linear T: V. w2 . t 12 . ••• ..9) Esta disposiçãó chama-se um vector coluna ou uma matriz coluna.).).9) é a coluna de ordem k.k o elemento ik da matriz. Também se utiliza por vezes uma notação mais compacta ou . Teremos um tal vector coluna para cada um dos n elementos T(e.).. .. indicando o primeiro (o índice i) a linha. A primeira linha é uma matriz 1 X n (t..w. Colocamo-los lado a lado.k· Chamamos a l. . . (As dimensões ni e n podem não ser iguais.... como uma combinação linear dos elementos de base w1. Suponhamos agora que o espaço W tem também dimensão finita. cada elemento T(ek) pode representar-se de maneira única. .k estão afectados de dois índices. r. Este arranjo diz-se uma mfltriz formada por m linhas e n colunas. e o segundo (o índice k) a coluna em que se situa t. ••• .) Visto T ter valores em W.. en de V. . wn uma base de W. tmk são as componentes de T(ek) na base ordenada (w.J . Representação matricial das transformações lineares O teorema 2. a saber T(e. Os escalares t. w2 . .y ~ Transformações lineares e matrizes.. m onde t 1 k... A matriz m X I destacada em (2. por exemplo dim W = m e seja w1. encerrando-os por um par de parêntesis rectos de modo a obter-se a seguinte disposição rectangular. 51 2. i=l ••• . Disporemos verticalmente o m-sistema (t. ~m.. t miJ do modo seguinte: wm).) =I r. (2. Chamamo-la uma matriz m por n ou uma matriz m X n.W de um espaço linear de dimensão finita V fica completamente determinada pela sua acção sobre um dado conjunto de elementos de uma base e 1 • e h ••. T(e.... . b .10.

wm)· Os Y. .11) e considerando (2. wm) bases ordenadas de V e W. respectiva- mente. se dispomos mn escalares conforme os elementos da matriz (t 1k) e . . . 2. . wml· A matriz considerada define a representação matricial de T relativamente à escolha de bases ordenadas k).. W admhe numa representação matricial (t 1kl· Inversamente. Uma vez conhecida a matriz (t 1 as componentes de qualquer elemento T(x) relativamente à base (w. . wm) para W.... para k =I.2'(V. . TEOREMA 2.13) Yi = Ltitxk ·-· jiaiil i= 1.). enJ e (w. estão relacionados com as componentes de ..10).~ wm) pode determinar-se como se indica a seguir. Xn) relativamente a (e. Seja T uma transformação /ine~r em .. w. . toda a trarisformação _linear T: V__. . . ... eJ e (w. m. .13). T(en) relativamente à base (w.10) T(e. n.... .) para V e W.12) T(x) =I y w 1 m 1 i=1 de W com componentes Ú'" .13. o que completa a demonstração~ Tendo escolhido um par de bases (e. paço m dimensional W dá iugar a uma matriz m X n. .. (e.. Ym) relativamente a (w. Assim. . en) ~aplicado por T num (2. 2. ... cada transformação linear T de um espaço n dimensional V sobre um esk). Então um elemento arbitrário (2.11) -de Ji com componeTites (x 1 . . (t1 cujas colunas são as componentes de T(e. Aplicando T a cada membro de (2. .. respectivamente.... .. Demonstração.. . .. e seja (t 1k) uma matriz m X n cujos elementos são definidos pelas equações (2.... . obtemos onde cada y 1 é dado por (2. • .....52 Cálculo para presentar a matriz cujo elemento ik é t 1k. en) para V e (w. .... . elemento • • • -.... . ..w i=l 1 m 1.x mediante as equaçõ~s /lneares n (2. W).) =I t .. onde dim V= n e dim W = m e sejam (e.. .

= x. 2.10). x. EXEMPLO I. Assim. x.12. Para determinar arepresentação matricial de D. Construção de uma dada transformação linear a partir de uma matriz .dada. no vector (y.) de V. 3. pelo teorema 2.. Podemos considerar D como uma transformação linear de V em W.= l =I+ Ox + Ox'.V2 a qual aplica um v~ctor arbitrário (x. Este espaço tem dimensão 4. Definimos muito simplesmente T com os elementos base de· V por intermédio de (2. D(x') D(x).13). relativamente a esta escolha de bases. e escolhamos a base (1.. então é fácil provar que existe precisamente uma transformação linear T: V-+ W tendo aquela representação matricial.f) '!!f.rransformações lineares e matrizes .W com aqueles valores previamente determinados.12) e (2. Seja V o espaço linear de todos os polinómios reais p(x) de grau . Deste modo. Seja Do operador derivação que aplica cada polinómios p(x) em V na sua derivada p"(x). x').+Ox2 +4x3 • EXEMPLO 2. D(x') = 2x = O + 2x + Ox'. a representação pedida vem dada pela matriz 3 X 4: . Então. Os coeficientes destes polinómios determinam as colunas da representação matricial de D.. encontramos D(l) =O= O+ Ox + Ox'. x'. y. existe uma e uma só transformação linear T: V. x.) de V.. Construção da representação matricial de uma transformação linear dada. x 2 ). Suponhamos que partimos com a matriz 2 X 3 de elementos Escolhamos as bases usuais de vectores unitários coordenados para V3 e V2 • Então. x. segundo as equações lineares y. transformamos (derivamos) cada elemento da base de V e exprimimo-lo como uma combinação linear dos elementos da base de W. A imagem T(x) de um ponto arbitrário x de V é então dada pelas eqüações (2. Em W escolhemos a base (l. a matriz dada representa uma transformação linear T: V3 .~' 53 ::'escolhemos um par de bases ordenadas para V e W. onde W é o espaço tridimensional de todos os poli- nómios reais de grau ::. = 3x' = O + Ox + 3x'.

2. Então os elementos da base de V são transformados nos mesmos polinómios obtidos atrás. mas as componentes destes polinómios relativamente à nova base (x'. neste caso..!l'( V. pelo que a representação matricial vem.14) T(et) = wi pai-a i= 1. invertamos a ordem dos elementos da base de W e utilizemos. x.54 Cá/cu/ Para evidenciar o facto de que a representação matricial depende não só dos elementos das bases mas também da respectiva ordem.. x.t) com todos os elementos l.. usando a base (I. em seu lugar. Esta diagonal será formada por uma fileira de· elementos I seguidos de zeros.. en). I + x + x' + x') para V. 2. wn) para W tais que (2. Construção de uma representação matricial na forma diagonal Uma vez que é possível obter diferentes representações matriciais de uma dada transformação· linear por diferentes escolhas de bases. TEOREMA 2. . é mitural tentar a escolha de bases de maneira que a matriz resultante tenha uma forma particularmente simples. . I + x.tindo do canto superior esquerdo da matriz. e a base {I. . Portanto. e uma base (w. O teorema que enunciaremos a seguir mostrá que podemos fazer com que todos os elementos da matriz sejam nulos. 1). Uma matriz (t. Existem então uma base para V (e. Sejam V e W espaços lineares de dimensão finita. sendo o número de I igual à ordem da transformaç-ão. . [~ ~ ~ ~l D(l D{l D(l + x) =I. x') para W. . Admita-se que TE . + x + x' + x') = I f + 3x'. excepto possivelmente ao longo da diagonal par. x. + x + x') = 2x I+ 2x. W) e represente r~ dim T( V) a ordem de T.. Os elementos da base de V transformam-se do modo seguinte: D(l) =O.14. a representação matricial de D vem agora Calculemos uma terceira representação matricial para D. r. I) aparecem por ordem inversa. a base ordenada (x'... I + x + x'. ..k =O quando i i= k chama-se · matriz diagonal.11. com dim V~ n e dim W ~ m. .

Suponhamos que certa combinação linear deles seja zero. r pelo que (2. . Porque T( V) é um subespaço de W com dim T( V)= r. Deste modo podemos juntar os elementos wr+to .> . i=l Aplicando Te usando as equações (2. (2.15) é satisfeita.18) Ic.r "' _.16) seja uma base de W. Pelo teorema 2.. necessitamos unicamente mostrar _que estes elementos são independentes.=O.· Para cada um destes elementos. .e. para completar a demonstração. imagem de pelo menos um elemento de V. o espaço T( V) tem uma base de r elementos em W.18) são zero. devemos provar que o conjunto ordenado w. =C r= O. ••• : . n. •••• wr. =O. Portanto.w. Daqui resulta que os 1 primeiros termos em (2.18) se reduz a .) = para i= I. Então T(e.15) encontramos r+k i=l r i=l Ic. wr sãO independentes e p.. er+k. wmde modo que (2. Pelo teorema 1.or isso c 1 = .) = Ic.17) é uma base para V. Por conseguinte. sejam w. em (2..T(e.. Seja agora k a dimensão do espaço nulo N(D.. por exemplo 1'+k (2. a equação (16. Mas w 1 .. estes elementos formam um subconjunto de uma certa base de W.7..3 temos n = k + r.16) é a. pelo que (2.14) é satisfeita. Visto ser dim N( D = k. ..vs de V.. Cada um dos primeiros r elementos w. em primeiro lugar. excepto para os r elementos da diagonal ln = f22 = ·'·= lrr = 1· Demonstração: Construímos. Porque dim V= n = r+ k. 2. . uma base para W.. o espaço N( D admite uma base formada por k eleme r .15) T(e. .d de T relativa a estas bases tem todos os elementos zero. Seguidamente construímos uma base para V.14) e (2.._ Transformações lineares e matrizes 55 e (2. que designamos por er+•• .. Escolhamos um tal elemento de V c designemo-lo por e.) = O para i= r+ I. a matriz (t. w1 . .

(c) multiplicação por unl escalar dado c.. a menos que seja indicada outra escolha. (b) a transformação zero. (c) Resolver a alínea (b) se a base (i. V3 uma transformação linear tal que (a) Calcular . 4. onde T(xu Xz• xl) = (x •• Xz).. . pelo que T tem ordem 3.j .. I..+o Mas e.56 Cálculo c.V. em (2.12.+k = 0 . Determinar a matriz de cada uma das seguintes transformações lineares de Vn em V.j) é substituida por (e 1.. onde e 1 =i. Determinar a matriz de cada uma das seguintes projecções. (b) Determinar as matrizes de Te P. y) transforma-se no seu simétrico relativamente ao eixo OY.. Aplicando o método usado para demonstrar o teorema 2. Uma transformação linear T: V2 .em que intervenha o espaço vectorial Vn. Exercícios Em todos os exercícios . Uma transformação linear T: V2 . considera-se a base usual formada pelos vectores coordenados unitários..10. e o teorema está demonstrado. e. Neste exemplo. e 2 = Ji + j.4j) e P(3i. onde D é o operador derivação que aplica o espaço V dos polinómios de grau 5 3 no espaço W dos polinómios de grau 5 2.. (b) T: V. tx'.. x.. por exemplo a base (I. Consideremos o Exemplo 2 da Secção 2...18) são nulos.) ~ (x. x. TU)~ 2í . Amplia·se este conjunto para obtermos uma base para V juntando-lhe o polinómio constante I... Um conjunto de polinómios de V que se aplica nestes elementos é (x. onde T(x 1.17) formam uma base para V.. x.+u ..). Deste modo. (a) T: vl.. o qual é uma base para o espaço nulo-de D. x. Determinar a matriz de Te de P. Porque todos os c. 3. x') para W...: (a) a transformação identidade. onde T(x. !x'.. V1 . x'). V2 define-se do modo seguinte: Cada vector (x. a correspondente representação matricial para D tem a forma diagonal 2. íx 2 . x.. V2 aplica os vectores da base i e j da maneira seguinte: T(i) ~i +j. e por isso = . tx 3 ). Seja T: V1 .14 definimos uma base qualquer para W.4j) em funcão de i e j... toma-se a mesma base quer em V quer em W. (c) T: V5 .e depois duplica-se o seu comprimento para se obter T(x. y). a menos que se diga expressamente o contrário.. 2. se utilizamos a base (x. X 5 ) = (x1 . 5. I) para V e a base (I. os elementos de (2. x 4 ).+k são-independentes visto tormarenl uma base para N(D.. x 3 . Nos exercícios relativos à matriz de uma transformação linear T: V-+ W com V= W. l"2 • x 3 • X 4 . o contradomínio T( V)= W. T(3i .vl. e 2)..j.. = c. EXEMPLO.

T(j)~(-1. relativamente às quais a matriz de T . Uma transformação linear T: V1 . Seja T. (senx. w3) para V3 para as quais a matriz de Ttem a forma diagonal. 0). 2e 1 + be2) No espaço linear de todas as funções reais. e3 ) de V1 e (w1 . xe"). determinar a matriz de Trelativa às novas bases. W uma transformação linear tal que (a)· Calcular·T(e2 . 3. 18. k) de v3 e a base {wu Wz) de v2 com wl = (1. Representando D o operador derivação. I). (c) Usar a base (i.. cada um dos conjuntos seguintes é independente e gera um subespaço V de dimensão finita. (c) Utilizar a base (e 1 . (ezx sen 3x. (c) Achar bases (e 1..xcosx).' :J. (a) Calcular T(i + 2j + 3k) e determinar a nulidade e ordem de T. x..xsel). (a) Calcular T(4i-j + k) e determinar a nulidade e a ordem de T. V___. Determinar bases para V e para W relativamente às quais a matriz de TD tem. e 3 ). Utilizar o conjunto dado como base para V e seja D: V___. xl. V o operador derivação. T(i + j + k) ~j- k. (ersenx. Sejam V e W espaços lineares. (b) Determinar a matriz de T relativa a uma base dada.x. Escolher a base (I. 11.0. 1).j.tenha a forma diagonal. Resolver o Exercício 8 se T(i) ~(I. 2i + 3j + 5k.3j) e determinar a nulidade (dimensão do núcleo) e a ordem T (b) Determinar a matriz de T. Considerar o Exercício 19. relativa à base que se indica. cada um com dimensão 2 e ambos com a base (eu e2 ). 2). ezx cos 3x). (sen t". I +x +e"). V2 aplica os vectores da base da maneira seguinte: T(i)~(O. T(k)~(l. Seja W a imagem de V pela transf9rmação TD. ·determinar a matriz década uma das seguintes transformações: (a) T. Relativamente à base dada. Uma transformação linear T: V2 __.. V3 aplica os vectores da base do modo seguinte: T(i) = (1. 16. (!) . T(j)~(l. e 3 = (0. 8. 1). I. 13. Wz = (1. (b) Determinar a matriz de T. -I). O. 17. 10. (c) TD. 9. escolham·se ambas as bases definidas por (e~> e2 . W 2 . e 2 = (1. I + x. (e) T'.D'T'.O). (a) Calcular T(2i. -I). á forma diagonal. onde e 1 = (2. Transformações lineares e matrizes T(k) ~ 57 T(j+k) ~i. . x 3 ) no espaço linear V de todos os polinómio(reais de grau:::= 3. 19.. 12.e").senx).excosx). e 2 . Determinar a matriz de T relativa a estas bases. Em cada caso determinar a matriz de D e de D 1 ... e 2) para V e determiriar uma nova base da forma(e 1 para W.T'D'. cos x). 1). I. (e". relativamente à qual a matriz de T terá a forma diagonal. 15. Para a transformação linear do Exercício 5. (l. + ae2. w2) de V2 . (b) Determinar a matriz de T. p(x) em xp'(x). V a transfoqnação linear que aplica . 14. (d) TD.. 20. (d) Determinar bases (e 1. seja T: V___. e 2 ) para V2 e (w1 . 5). 1).DT. . O. (b) DT. 7.x. (-cosx. I) e T(j) ~(I.e 1) e determinar a nulidade e a orderr.cosx. (I.0. 6. de T.

a matriz diz-se quadrada. por exemplo funções. sem neceSsariamente estarem ligados às transformações lineares. . Consideradas como tal. mas esta ligação será ignorada por agora.B e cA do f!lOdo seguinte: x n e se c é um escalar qual- A +B = (a.).. i. A ligação com as transformações lineares serve como motivação para· estas definições. m. O valor da função A(i. formam outra classe de objectos matemáticos relativamente aos quais podem definir-se operações algébricas. como se indica Os elementos aij podem ser objectos arbitrários de riatureza qualQuer. e forem iguais os elementos aij= bupara todo o par {i.j) e B = (bi} são iguais se e só se tiverem o mesmo número de linhas e de colunas. Qualquer função A cujo domínio é Im. duas matrizes A= (a.58 2. cA = (ca.j. I . DEFINIÇÃO. Se m = n..J) chama-se o elemento ij da matriz e representa-se por a.13.n chama-se uma matriz m X n. definem-se as matrizes A +. como representações de transformações lineares. Se A= (aij) e B = (bij) são duas matrizes m quer. Sejam m e n dois inteiros positivos e Im. mas por vezes é conveniente considerar matrizes cujos elementos são de outra natureza. vamos definir a adição de matrizes e a multiplicação por escalares pelo mesmo método usado para funções reais ou complexas quaisquer. Também pOdemos representar as matrizes na notação mais compacta ou A= (aii).J). n. no conjunto de todos os pares de inteiros (i. Duas funções são iguais se e só se tiverem o mesmo domínio e tomarem os mesmos valores em cada elemento do domínio.. Supondo agora que os elementos da matriz são núnieros (reais ou complexos). J) tal que I . + b. Uma matriz l X n diz-se uma matriz linha e uma matriz m X l diz-se uma matriz coluna... Habitualmente dispõem-se todos os valores da função num rectângulo por intermédio de m linhas e n colunas.. Visto que as matrizes são funções.). j. Mas as matrizes podem também considerar-se como existentes por direito próprio.. Usualmente serão números reais ou complexos. Espaços lineares de matrizes Cálculo Vimos corria as matrizes se apresentam de Uma maneira natural.

como sendo a matriz m X n na qual todos os elementos são O. ' [-5 -1 o 2 -I] -3 o Definimos a matriz nula O. . o espaço Mm. Isomorfismo entre transformações lineares de matrizes Voltamos agora à relação entre matrizes e transformações lineares~ Sejam V e W espaços lineares de dimensão finita. Se os elem. com dim V= n e dim W = m..) tik =L t.19) T(e. i=l m para k = I.. n. Os coeficientes escalares (2. RepresentamOs este espaço linear por M m. W) o espaço linear de todos as transformações lineares de V em W. Assim temos m(T) = (1.) para V e uma base (w. [o o o]. Lembramos que m(1) se define como segue: A imagem de cada elemento base ek exprime-se como uma combinação linear dos elementos da base de W: (2..). É igualmente fácil provar que este espaço tem dimensão mn.. Com estas definições é um exercício simples verificar que o conjunto de todas as matrizes m X n define um espaço linear. seja m(7) a matriz de T relativamente às bases dadas. [5 I o -2 2 2A = [ -2 4-6]. o 8 (-I)B = . Se n (mesmo número de A= temos pois 2 6 A+ B = [ O -2 . EXEMPLO.~ 1 • .n é um espaço linear_ complexo. Nesta discussão estas bases ·consideram-se fixas. e.w. . . [ I -I e B= . Se os elementos·-são complexos.n consiste de mn matrizes.n é um espaço linear real. Por exemplo. Escolhamos uma base (e.Transformações lineares e matrizes 59 X A soma define-se unicamente quando A e B são do mesmo tipo m linhas e mesmo número de colunas). .:'.14. 2. Mm. 2. W). Com efeito.. tendo cada uma delas um elemento igual a I e todos os outros iguais a O.P(V. . o o. as seis matrizes I [o oo]..) para W. uma base para Mm.20) são os elementos ik de m(n.. I O O formam uma base para o conjunto de todas as matrizes 2 X 3. o o o 1 o o o o [o o o 1].entos são números reais.. Seja 2'( V. w. [o o]... Se TE .

Para uma dada escolha das bases... a matriz m(S) é formada pelos coeficientes s..) =I (s.) =I m m i=l s.. As equações (2..11 mos-. W) e o conjunto M m.que o domínio de uma transformação linear biunívoca tem a mesma dimensão que o respectivo contradomínio.)w.. A matriz m(D é formada pelos coeficientes t.). i=l m obtemos m(S + = (s.) ~ T(e. onde S = (s. n Se V= W e se escolhermos a mesma base em V e W.20) define uma nova função m cujo domínio é !f'( V.~ = mn.15. Portanto.60 Cálculo A equação (2.w. m estabelece uma correspondência biunívoca entre o conjunto de transformações lineares. + t.) para cada elemento da base e.. W) e cuyos valores são matrizes de M m n· Uma vez que . As operações de adição e multiplicação por escalares conservam-se através desta correspondência.cada matriz m X n é a matriz m(D para algum Tem !f'( V..) = cm(D. W). dirn 2(V. pelo que m é biunívoca em !f'( V.n é linear e biunívoca em !l'(V. W) eM m. o cont~adomínío de m é M m. pelo que S(x) = T(x) para todo x de V. Analogamente.V é umq matriz diagonal n X n.+ t"J = m(S) + m(D e m(cD = (ct. TEOREMA 2..n di cem-se isomorfos.k de (2. 2. Os espaÇos lineares !P( V. suponhamos que m(S) = m( D. para k = 1. W)~ Mm. então a matriz m(/) que corres_ponde à transformação identidade /: V. TEOREMA DO ISOMORFISMO.. o teor. n· O teorema que apresentamos a seguir mostra que a transformação m: !f' (V. Esta é a matriz identidade ou matriz unidad2 c representa-se por I ou por !n- .21) S(e. o que provoca quem é linear. W) = dim M ..21) mostram que S(e. W). Demonstração. Para todo S e todo Tem !f' (V. S= T. W).ema 2.k nas equações (2. Nota: A função m chama-se um isomorfismo..s restantes iguais a O.)w. 2(V. Para provar que m é biunívoca. W) e todo escalar c...19) e (2.k) e T =(r. Uma vez que se tem (S + T)(e. coÍn cada elemento da diagon:il igual à unidade e todos o. tem-se m(S Além disso.19).n de matrizes m X n. i=l e ( cT)(e•) = I (ct. e por conseguinteS= T. . tra . m(S) = m(D +D= m(S) + m(D e implica m(cD= cm(D. . n. Incidentemente.

. Recordamos que se T: U.15.screve. V e W.22) é simplesmente o produto escalar A. generalizaç~o de .· B i. e B outra matriz p X n qualquer. isto é. por exemplo dimU=n. dim W= m. Relativamente a estas bases. e Bi para a coluna de ordem j de B e imaginamos estas como vectores p-dimensionais. Suponhamos que U. Multiplicação de matrizes Algumas transformações lineares podem multiplicar-se por meio da composição.W são transformações lineares.22) C~ (eij). a matriz T é uma matriz p X n e a matriz de ST e uma matriz m x n. o elemento ij de AB e o produto escalar da linha i de A com a colunaj de B: Assim a m~ltiplicaçãci de matrizes pode considerar-se como uma produto escalar. Sejam A uma matriz m X p qualquer. a sua composição ST: U. Se c. o que estende aos produtos a propriedade de isomorfismo. a matriz m(S) é uma· matriz m X p.Transformações lineares e matrizes 61 2.V e S: V. V e W são de dimensão finita. cujo elemento ij é dado por cii = k=l L 0 iJcbki • • Nota: O produto AB só se define quando o número de colunas de A é igual ao número de linhas de 8.W é uma transformação linear dada por ST(x) = S[T(x)] para todo x de U. DEFINIÇÃO. Escolhamos bases para U. dim V=p. Vamos passar a definir multiplicação de matrizes de tal maneira que o produto de duas matrizes corresponda à composição das transformações lineares que representam. então a soma (2. por exemplo e O produto AB define-se romo sendo a matriz m X n.rmos A 1 para a linha de ordem i de A. (2. A definição que a seguir se apresenta de multiplicação de matrizes permite-nos deduzir a relação m(ST) ~ m(S)m(T).

Por exemplo. o produto A · 8 é uma matriz 2 X 2.62 EXEMPLO I.· B1 [-9].·B' =2·(-2)+ 1·1 +(-3)·2= -9 eA. Seja A = [ _: : ~] e B = [: - :l Cálculo Visto que A é 2 X 3 e B é 3 X 2. · B 1 A. pelo que AB é a matriz 2 X I dada por AB = [A. p X n. então IpA =A para qualquer matriz para qualquer B. .·B'= 1·(-2)+2·1 +4·2=8. A. · B'] = A.· B' = ( -1) · 4 + I · 5 + O ·O = + 1 · (-I) + O · 2 = -7. EXEMPLO 2.· B 1 = 3 · 4 + I · 5 + 2 ·O = 17. A. AB= A. m X p. o que acontece em geral.12 . * -~l BA= [-1 10] 3 . · B' = ( -1) · 6 A. Se AB = BA. AB = . . A. EXEMPLO 3. 1.· B'] [17 21]· = [ A. é a matriz identidade p X p. se A= [ encontramos que . EXEMPLO 4. Seja e Aqui A é 2 X 3 e B é 3 X I. Se A e B são ambas matrizes quadradas da mesma ordem.· B' = 3 · 6 + I· (-I)+ 2 · 2 = 21. dizemos que A e B comutam (ou que são permutáveis). e 81P =B Se I. · B' 1 -7 Os elementos de A e B calculam-se do modo seguinte: A. 1 ~] [13 2 -I Este exemplo prova que AB BA. então define-se AB e BA. 8 visto que A.· B' A. Por exemplo.

. vp) uma base para V. dim V= p.~• = Já se observou que a multiplicação de matrizes nem sempre satisfaz à propriedade comutativa.16.r• 1 S(v. Wm) uma base m(S) = (s. as matrizes de S.) uma base para V. Sejam e (w.~ (.v• ~· para j = 1.)w. u. 2. então.. O teorema seguinte mostra. 1~s. . 2. Dadas as matrizes A..~ 1 . TEOREMA 2. Se AC e BC têm significado.... tem:se . .. temos ST(u 1) T(u 1) • = Lt.w... m(S)m(T).ts. p. pelo que se encontra m(ST) = • )m. n.t. . Relativamente a estas. . Se T: U. PROPRIEDADES ASSOCIATIVA E DISTRIBUTIVA PARA A MULTIPLICAÇÃO DE MATRIZES..17.. .~ ~' Transformações lineares e matrizes 63 2 !t o [: o ~][:] = [:l [: 5 ~J[~ ~] o o 2 = [: 5 ~l Provamos agora que a matriz da composição ST é o produto de matrizes m(S) e m(T).. que a operação goza de propriedade associativa e distributiva. . V e W espaços lineares de dimensão finita. Suponhamos que dim U = n. ..t.. = S[T(u 1)] =J. tem-se A(BC) = (AB)C (propriedade associativa).. 1 ):':. i=l m para k = 1... para determinada escolha das bases. temos Demonstração. dim W = m. onde S(vk) = L s. .... (a) Se os produtos A(BC) e (AB)C têm sentido. C.. (v. (b) Suponha-se que A e B são do mesmo tipo.W são transformações lineares com U. . e onde Desta maneira.. Te ST estão relacionadas por m(SD = m(S)m(D.~t.w. · (u. "". TEOREMA 2.. .n (. bases. porem. para W. . 8.~1s..V e S: V.) =.

SeA~[ -II BA. Seja A B ~ [-: :] .BA. V. tais que(a}AB ~ O. B = m(S). Aplicando o teorema 2. AB. 2 x 2..3C). Introduzimos espaços lineares de dimensão finita V. S: V. W. Da propriedade associativa para a composição. AC.A é uma matriz quadrada. R: W.!6. mas preferimos o seguinte tipo de raciocínio. DEFINIÇÃO.16 uma vez mais a esta igualdade.W. d que satisfaçam à equação dada b c (b) [: o 9 6 8 4 9 4. c. enquanto que se CA e CB têm significado. A demonstração de (b) pode fazer-se por um tipo de raciocínio análogo. Calcular. Exercícios for n~l. para uma escolha ftxa das base"s. para cada alínea.ara cada alínea determina a.X e transformações lineares T: U. b. 2. . I. se tem C(A CA (propriedade distributiva. 5 -2 ~1 C~[~ . por indução.X tais que. do modo seguinte:· A0 =I. I calcular B + C: AB. se tem A= m(R). Pelo teorema 2. Determinar todas as matrizes B.64 (A Cálculo + B)C = + B) = AC + BC + CB (propriedade distributiva. temos m(RS) ~ AB e m(ST) ~BC. -3 ~ [: ~] . encontramos que R(ST) ~ (RS)T. Se .16. Estas propriedades podem deduzir-se directamente da definição do produto de matrizes. P. à esquerda). o que demonstra (a).V. definem-se potências inteiras de A. A(2B . obtemos m(R)m(ST) ~ m(RS)m(T). CA. à direita). C= m(T). Demonstração. (b) BA ~O. ou A(BC) ~ (AB)C. 2. 3.

2 x 2. Se ~ais que A=[_~ 8. tais que AC = B e . . tais qUe A 2 = O.. 8. 2 X 2. Seja A = . provar que AnA m =A m+n. Verificar que A 2 [cos 20 sen 26 -sen20] cos 26 sen-O cosO · e calcular A n. Seja A = [cos 0 -sen o] .2 X 2. -1] 3 e. O. 1I. . Determinar todas as matrizes A. 6. = 7.. · [I 2] = O I e calcUlar A n. quaisquer que sejam os inteiros m ~O en. A 2 =I.Transformações lineares e matrizes· 65 (a) A=[~ : ~l A= [ : -I B = [ -: ~ ~l : o 2 (b) ~1. Calcular A' e A'. [ -1 I · 10. . I B = [ -2 -:] . Seja A = . Provar que A 2 = 2A -1 e calcular A wo.. 1 9. 12. Se A é uma matriz quadrada. A equação A 2 = I é satisfeita por cada uma das matrizes 2 X 2 [~ onde b e c são números reais arbitrários.B = [7 6] 9 8 7 achar as matrizes. Verificar que:A 2 . DA~ .. . .]. [I I] O I . ·. Tentar escrever uma fórmula geral para A n e demonstrá-la por indução. (a) Provar que uma matriz A. Determinar todaS as matrizes A. A=[: ~ Seja' :J· o] Verificar que A' = [: ~ . li -3 5 S. comuta com toda a matriz 2 X 2 se e só se A comuta com cada uma das quatro matrizes (b) Achar todas as matrizes A. .C e D.13. 2 X 2.

23). .. definido pelas m ~quações lineares n Yi = Lai~. Um sistema sem solução. Aqui X 11 X 2 . em) o vector de Vm cujas componentes são o~ números aparecendo no sistema (2.. · (c) Para que matrizes A e B são válidas as identidades dadas ein (a)? não são válidas para as matrizes 2 X 2.Verificar que as identidades algébricas Cálculo (A + B)' = A' + 2AB + B' e (A +B)(A -B) =A' -B' e B = · 2 0 1 2 (b) Modificar os segundos membros daquelas identidades para obter fórmulas válidas para todas as matrites quadradas A e B. ·EXEMPLO 2. •Yml de Vm.. num vector y = (y..) para os quais todas as equações sejam satisfeitas. O sistema x + y = I. ••. · Sistemas lineares podem estudar-se com auxílio das transformações lineares. em outros m (2. A matriz dos coeficientes A determina uma transfor~ação linear._. . A = . . Se um só x de Vn se aplica em c. Seja c= (eu .y = O tem precisamente uma solução: (x. A matriz A chama-se a matriz ·dos coeficientes das incógnitas do sistema. .. . . O sistema admite uma solução se e só se c perten~e ao contradomínio de T. O sistema x + y = I. Cz. . m. x . ! ). Xn · representam as incógnitas. o sistema tem· mais do que uma Solução. Sistemas de equações lineares Seja A= (a . A soma de dois números não pode ser simultâneamente I e 2.V m• a qual aplica um vector arbitrário x = (x.. [I -1] [I O] 2. à sistema tem uma solução única. ••• .23) Lai~k=C. x. .2. chamá-se um sistema· de m equaçoes lineares com n incógnitas. k=l para i=l. x + y = 2 não admite solução...) de v.. ) uma dada matriz m X n de números. Um sistema com solução única. e sejam números dadds. .. (a)..escrever-se mais simplesmente T(x) =c.. Se mais do que um x se aplica em c. ·. x. y) = G. Escolhamos as bases usuais de vectores coordenados unitários em Vn e Vm.k Jo-1 para i= 1. Uma solução do sistema é qualquer sistema de n números (x. T: Vn... . Um conjunto de m equações da forma n C1.m. . Este sistema pode.66 14. 2.. EXEMPLO I..17.

.solução.b. Então tem-se T(v) = T(x . Seja k a dimensão de N(1) (a nulidade de 7). (b) Se um vector v é uma solução do sistema homogéneo. ' "'" l". Demonstração. I.vector X de Vn verificará O sistema homogéneo se e sÓ se T(x) =O. obtemos todas as soluções x = v+ b do i. . mas pode ter outras. O sistema homogéneo tem sempre a solução. I ! 1 obtido pela substituição de cada c.23). Um sistema com mais de uma solução. então o vector v= x. formado por ~:. TEOREMA 2. Adicio." que demonstra simultâneamente (a) e (b).nando b a cada vector v do espaço nulo de T. em (2..23). 67 !-. determinação do espaço nulo de T.sistema não homogéneo. Uma vez que b é uma solução do sistema não homogéneo. . O teorema que se apresenta a seguir descreve a relação entre as soluções de um sistema não homogéneo e as do sistema homogéneo correspondente. então o vector x =v+ b é uma solução do sistema não homogéneo.m.. Sejam x e . tem mais do que uma . Admite-se que o sistema não homogéneo (2. por exemplo b.i\ Transformações lineares e matrizes ~.. Quaisquer· dois números cuja soma seja I definem uma solução do sistema. ' I.: ~":.23) tem uma solução. isto é. v1 do sistema homogéneo. . o sistema (2.: EXEMPLO 3. podemos associar outro -sistema para i= 1. x = O. .c.b) = T(x) .. 1 e (2) determinação de uma solução particular b do sistema não homogéneo. onde T é uma transformação linear definida pela matriz dos coeficientes. Este diz-se o sistema homogéneo correspondente a (2.~. tais cjue v= x. Se c* O.b é uma solução do correspondente sistema homogéneo.. A cada sistema linear (2. temos T(b) =c.23) diz-se um sistema não homogéneo. ()m. Este teorema mostra que o problema da determinação de todas as soluções de um sistema não homogéneo se divide naturalmente em duas partes: (I) Determinação de 1 todas as soluções v do sistema homogéneo.. Se pudermos encontrar k soluções !1 independentes v.uma única equação com duas incógnitas.T(b) = T(x) .18. elas formarão uma base para N( 1). (a) Se um vector x é uma solução do sistema não homogéneo. O sistema x + y = I._ ~~-podemos obter cada v em N(1) formando todas as combinações lineares possíveis. Portanto T(x) =c se e só se T(v) =0..2.23)..v dois vectores de v. por O. . como se referiu atrás. Seja T: Vn-+ Vm uma transformação llnear definida pela matriz dos coeficientes. e . O conjunto de soluções do sistema homogéneo é o espaço nulo de T.

... onde t. e se b é uma solução particular do sistema não homogéneo T(x) = c. Xn).V m uma transformação tal que T(x) = y. .) e Yi = . Por tal facto.. embora muito simples.2ai~k k-1 n para i = 1.2). O exemplo seguinte. . . + t(1. 2) com t arbitrário.. Ao teorema 2. lk são escalares arbitrários. x + y =O. Por conseguinte.19. v. nem nos diz como -determinar as soluções i\.. são k soluções independentes do sistema homogéneo T(x) = O. -l) = t(l.uma solução.68 Cálculo onde t" . a solução geral do sistema não homogéneo é dada por (x.t. . m. Se b é uma solução particular do sistema não homogéneo. . tk são escalares arbitrários.18. -1). .. Diz-nos apenas o que pode obtér-se quando o sistema não homogêneo tem . -1). O sistema x + y = 2 admite como sistema homogéneo associado. Porque (l. Esta combinação linear chama-se a solucão do sistema homogéneo.. Seja T: Vn...y= (y.. vk do ~istema homogêneo. ilustra o teorema. da forma (I. Técnicas de cálculo Voltamos ao problema db cálculo de soluções de um sistema linear não homogéneo. . então todas as soluções x são dadas_por Esta combinação linear diz-se a solução geral do sistema não homogéneo.. Embora tenham sido desenvolvidos muitos métodos para resolver este problema. 2.. este é um subespaço unidimensional de V. Uma solução particular do sistema não homogéneo é (0. então a solução geral do sistema não homogéneo ..18 pode então dar-se a nova forma. ... o espaço nulo é formado por todos os vectores de V.y. . Este teorema nada nos diz como decidir se um sistema não homogêneo tem uma solução particular b. .. . com base (1. . -1) ou X= f. -I) com t arbitrário. . y = 2. TEOREMA 2. onde x= (x.y) = (0. 2. .. Se v. EXEMPLO. Seja k a nulidade de T.

obtemos um novo sistema tendo precisamente as mesmas soluções que o anterior. o qual é relativamente simples e pode ser facilmente programado por calculadores electrónicos de alta velocidade. conhecido por método de eliminação de Gauss-Jordan. Ilustrare-mos o método cOm alguns exemplos concretos. (3) Adição a uma equação. Efectuando estas operações uma a seguir à outra. chegamos finalmente a um sistema equivalente que pode resolver-se por uma análise simples. de duas equações. Dois tais sistemas dizemse equivalentes. (2) Multiplicação de todos os termos de uma equação por um escalar não nulo.Transformações lineares e matrizes 69 todos eles requerem cálculos consideráveis se o sistema tem muitas equações_ Por exemplo. membro a membro. Os três tipos de operações fundamentais mencionados atrás efectuam-se com as linhas da matriz ampliada e chamam-se por esse facto. Este sistema tem a solução única. operações linha. (I) Troca. O nosso objectivo consiste em chegarmos a . de outra multiplicada por um escalar.24) [ :1 -4 =~ 4 -:] 10 6 obtida pela junção dos segundos membros das equações do sistema à matriz dos éoeficientes. Um sistema com uma única 2x. Vamos analisar um método largamente utilizado. de uma maneira sistemática e conveniente. EXEMPLO l. mas· pelo contrário trabalharemos com a matriz ampliada (2. para resolvermos um sistema de dez equações com o mesmo número de incógnitas podemos levar várias horas de cálculos. entre si. x = 124. colocamos as letras x. para obtermos as equações. ainda que disponhamos de um calculador manual. O método consiste na aplicação de três tipos de operações às equações do ·sistema linear. Y~ z nem os sinais de igualdade.fução. y = 75. que vamos obter pelo méto~o de eliminação de Gauss-Jordan. Em qualquer fase do processo. Para evitar trabalho não copiamos as letras x.5y X- ~o. Resultará então claro como deve o método ser aplicado em geral. ·consideremos o sistema -3 2y + 4z = + Z= 5 x -4y +6z = 10. y e z e intercalamos os sinais de igualdade ao longo da linha divisória da matriz. z = 31. Cada vez que efectuamos uma destas operações no sistema.

27) I I -2 I o IJ.70 Calculo I O O (2.26) por . lO A fase seguinte consiste em tornar nulos todos os elementos da primeira coluna. -2 (2. Podemos obtener l no seu vértice superior esquerdo multiplicando a segunda linha de (2. y = 75. que aparece adjacente a 5 5 dois zeros. obtemos. Para se conseguir tal. z = 31. Permutando as duas primeiras linhas obtemos I 4 6 _:].1 e adicionamos o resultado à terceira linha. Obtemos então a matriz I Repetimos agora o processo na matriz -1 [ -2 21-13] -2 5 Multiplicando a segunda linha por 2 e adicionando o resultado à terceira. 3. em seguida multiplicamos a primeira linha por .25) [ O I O O O I 124] 75 31 a matriz ampliada depois de uma sucessão de operações linha. que é a solução pretendida. deixandO a primeira linha como está. obtemos I (2. Depois destas duas operações.24). ou então multiplicando a primeira linha por ! . O correspondente sistema de equações é x = 124.26) 2 5 . multiplicamos a primeira linha por -2 e adicionamos o resultado à segunda linha.I. A primeira fase consiste em obter o elemento I no vértice superior esquerdo da matriz. Podemos consegui-lo trocando entre si as duas primeiras linhas da matriz (2.J .

e adicionando o resultado à primeira linha.Transformações lineares e matrizes 71 ·Nesta fase o sistema de equações inicial pode escrever-se X- 2y + Z = 5 y-2z=!3 z = 31. 31 o 1 Finalmente multiplicamos a .terceira linha por 3 e adicionamos o resultado à primeira e em seguida multiplicamos a terceira linha por 2 e.28) X - 2y + Z - U +V = 5 x-4y+6z+2u-v=10.25). z e os segundos membros são os mesmos do Exemplo I. podemos continuar o processo de Gauss-Jordan convertendo em zeros todos os elementos situados acima da primeira diagonal na segunda e terceira colunas.v= -3 (2. EXEMPLO 2. Um sistema com mais do que uma solução. Consideremos o seguinte sistema de 3 equações com 5 incógnitas: 2x.5y + 4z + u. obtemos o I -3 -2 31] 13. Estas equações podem resolver-se sucessivamente. partindo da terceira e caminhando em sentido ineverso.27) por 2.31 = 124. y. Se efectuarmos a mesmas operações linha referidas no Exemplo I.adicionamos o resultado à segunda para obtermos a matriz (2. para obtermos z = 31' y = 13 + 2z = 13+ 62 = 75. obtemos a matriz ampliada . A correspondente matriz ampliada é [: -5 -2 -4 4 1 6 1 -1 -1 1 -3] !O 5 • 2 -1 Os coeficientes de x. X= 5 + 2y- Z = 5 +!50. Multiplicando a segunda linha de (2. Ou então.

19v y= 15+ 9u-llv z= 31+ 3u. 75. I) são soluções do correspondente sistema homogéneo. Esta equação dá a solução geraldo sistema.4v. obtemos a matriz ampliada . v)= (124. excepto que o coeficiente de z na terceira equação se mudou de 6 para 5. O) e (-19. z. 11 . O vector (124. -4.29) X- + 4z = 2y + Z = -3 5 x-4y+5z= 10.28). z por estas equações.72 Cálculo o o o o -16 19 11 -9 124] 75 . 12) ·é uma soluçãoó Separando as partes contento anterior na forma e podemos escrever a igualdade (x. EXEMPLO 3.. 75. O. -4. 31. u. com 11 e t 2 números reais arbitrários.. Uma vez que são independentes. z. Um sistema sem solução. -li. z em função de u e v dando-nos x = 124 + 16u. - 4t2 . 3. y. O. 9. o vector (x. O. y. -li. I ~3 4 31 O correspondente sistema de equações pode resolver-se relativamente a x. v)= (124 + !611 - 19t. v). 9. Este sistema é quase idêntico ao do Exemplo l. I. 3. Consideremos o sistema 2x. I. Se fizemos u = 11 e v= 12 . O)+ 11 (16.27). dado por (x. u. O) é uma solução particular do sistema não homogéneo (2.24) a (2. I).y.y. constituem uma base para o espaço de todas as soluções do sistema homogéneo. -4 5 Efectuando as mesmas operações do Exemplo I sobre as linhas de matriz anterior que permitiram a passagem de (2. em V.5y (2. 31. Os dois vectores (16. y. u. e determinarmos x. z. 31 + 31 1 12 .. O)+ 12 (-19. O. A correspondente matriz ampliada é -5 -2 4 -3] 10 5 . 75 + 9t1 11 - llt.

uma transformacão linear com inatriz m(D =A. então o método de eliminação conduz à matriz ampliada o o o 1 o o o o o o 1 124 75 31 o com uma linha de zeros na parte inferior. então A diz-se não singular e B chama-se a inversa esquerda de A. Por conseguinte o sistema inicial não admite solução uma vez que os dois sistemas (2. y = 75.) uma matriz quadrada n X n.30) são equivalentes. Inversas de matrizes quadradas Seja A= (a. z = 31. Se juntamos uma nova equação a este sistema que seja satisfeita pelo mesmo termo de números.19. a qual nos leva a concluir que o sistema não admite solução.~ V. . o número de equações não excedia o número de incógnitas. 75. 8.30) [~ -2 1 -2 o o 31 1~]- Quando a última linha se escreve na forma de equação. Escolhamos a base usual do sistema de vectores unitários coordenados de Vn e seja T: V.Transformações lineares e matrizes 73 (2. Por exemplo. c.3y + z = 54. Em cada um dos exemplos precedentes. Se o número de equações for superior ao das incógnitas. por exemplo a equação 2x . suponhamos o sistema do Exemplo 1.29) e (2. A última linha dá-nos uma equação O =a. 2. exprime que O= 31. Então temos o seguinte.X n. Se exister outra matriz quadrada n. o método de Gauss-Jordan é ainda aplicável. tal que BA = I. Contudo se juntarmos ao sistema inicial uma nova equação que não seja satisfeita pelos números ( 124.om I a matriz identidade n X n. por exemplo a equação x + y + z = 1. então o método de eliminação conduz a uma matriz ampliada da forma o o o 1 o o o 1 1 124 75 31 O O O a com a* O. o qual têm a solução x = 124. 31 ).

mbém iii. se A é não singular e BA = l. se T é invertível.:f) não singular e A -• = (bif) a sua inversa.j. b. Seja A= (a. Seja X a matriz coluna n X l formada pelas componentes de x. então AB = I. Mas B(AX) = (BA)X= IX= X. Vamos provar que T(x) =O implica x = O. Dado x.. encontramos m(T·') = B. então T-• T é a transformação identidade pelo que m(T-')m(n é a matriz identidade. Se BA = I..versa direita. cada um destes sistemas tem uma solução única. Uma vez que T(x) = O. Admitamos que A é não singular e que BA = I. Chama-se B a inversa de A e representa-se por A -•.31) que podem exprimir-se como 3 sistemas distintos de equações lineares com as seguintes matrizes ampliadas. Inversamente.74 Cálculo TEOREMA 2. existem 9 equações em (2. então B = M(T·' ). se A é uma matriz 3 X 3.j. t'\1 que T(x) =O. ôij =O se i* j. Multiplicando à esquerda por B. Deste modo. Deste modo A é não singular e m(T-')A = l. Demonstração. pelo que toda a componente de x é O.31) um sistema não homogéneo de n equações lineares com n incógnitas b. a 11 a 12 a 13 a21 an a 12 a 13 a21 a2~ an a21 [ aa1 a12 a22 Ga2 a1s Gza aaa aa2 aaa Oaa a2a [ aal [ aat aa2 a33 Oaa Se aplicamos o método de Gauss-Jordan. A matriz _A é não singular (regular) se e só seT é invertível. matrizes inversas esquerdas (se existirem) são únicas e toda a inversa esquerda é ta.Uma vez "que A é não singular. . chegamos às matrizes ampliadas [~ ~ ~ o o 1 ~ [o ~o ~ 1 [~ ~ ~ O O I .31) '1. e a equação rr-• =!implica que m(nm(T-') = l ouAm(T-') =I. Té invertível. Para cada valor fixo de j. Os elementos de A e A -• estão relacionados pelas n2 equações n (2. Em particular. Todos estes sistemas têm a mesma matriz de coeficientes A e diferem uriicamente nos seus segundos membros. A inversa A -• é também não singular e a sua inversa é A~ Vamos agora demonstrar que o problema-da determinação dos elementos da inversa de uma matriz não singular é equivalente à resolução de n sistemas diferentes de equações lineares não homogéneas. Todas as propriedades das transformações lineares invertíveis tem equivalente nas matrizes não singulares.20. pelo que B(AX) é também uma matriz coluna de zeros. Por exemplo.• bnj. k-l onde 8 u= l se i = j. a matriz produto AX é uma matriz coluna n x l formada de zeros. pode considerar-se (2. aikbki = ~i i. a coluna j de B. Por outras palavras.

podemos ainda aplicar o método de Gauss-Jordan. onde A = (au) é a matriz dos coeficientes.. k=l n i= 1. 2.. Se A é singular (não regular).Transformações lineares e matrizes 75 Na prática aproveita-se o facto de que os três sistemas têm a mesma matriz de coeficientes e resolvem-se os três sistemas de uma vez trabalhando com a ~atriz ampliada a. AX= C. e X e C matrizes coluna. pode-se escrever duma maneira mais simples como uma equação matricial. e não será possivel transformar A na matriz identidade. sendo a matriz à esquerda dessa linha a matriz identidade. Não é necessário saber à priori se A é não singular. a unica soluçàP do sistema vem dada por X =. .1 C .n. a33 O método de eliminação conduz-nos a A matriz à direita da linha divisória é a matriz inversa que se pretendia obter. c.A. X= X C= c Se A é não singular.pk= ci. mas acontecerá que no processo de diagonalização alguns dos elementos da diagonal virão nulos. Um sistema de n ·equações liniares com n incognitas està representado por 2 a.. c. .

7. = 9.. x + y . Provar que a [c d b][ d -c -b] a = (ad- bc)l. 2. - X - + Z - U (b) Determinar todas as soluções do sistema 5x + 2y. 6.3z + u = 5 2x-y+ z·-2u=2 1x + y . Determinar todas as soluções se a= 8.z . 3x + 2y + z = 1 5x + 3y + 3z = 2 x+ y. x .76 2... 3x .U = X+ J + Z -1 -2 6.3y + 2z + u = 3. determinar a ser lução geral caso exista x + y + 3z = 5 2x-y+4z=ll -y+z=3.6z + 2u = X. 1.y + az lução única se a 8. 10. 8.bc *O. 5.J + Z..2y + 5z + -u = 1 x+ y-3z+2u=2 6x + y -4z +3u =1... Este exercício mostra-nos como determinar todas_ as matrizes não singulares 2 x 2.l.20. . 3x + 2y + z = 1 5x + 3y + 3z = 2 1x + 4y + 5z = 3. caso em que a sua inversa é Determinar a inversa de cada: uma das matriZes dos Exercícios 12 a 16. Exercícios.y + 3z = 2. (a) Determinar todas as soluções do sistema * 6. Cálculo Aplicando o método de Gauss-Jordan a -cada Um dos sistemas seguintes. 5x.y+z-u= 5 5x . tem uma so- 5x + 2y.z=l. 3x + 2y + z = 1 Sx + 3y + 3z = 2 1x + 4y + Sz = 3 x+ y. 4.2y + z +lu = -2 2x + 3y .z=O. 2x . x + y + 2z + 3u + 4v =O 2x + 2y + 1z + 11u + 14v =O 3x +3y +6z +!Ou+ 15v =0.1z + 3u = 3.6z + 2u y = -1 = -2.5u = 9 4x. Demonstrar que o sistema x+ y + 2z = 2. 3. Deduzir que [: :] é não singular se e só se ad. l.

[~ o 2 2 3 2 o o o o 16.pro. Se uma matriz quadrada tem uma fila (linha ou Coluna) de zeros. Para cada uma das proposições seguintes relativas a matrizes n X n. c a vi:loCidadc da luz.-~v]. então A .21. [: 3 2 13. A matriz A ~ [. o produto de duas transformações de Lorentz é outra transformação de Lorentz./SJ. que L(O) =I. o 3 o o o o o o o o 2 o o o o 3 o o il o o o o o o 2 o o 2 o 2. I. .. ~l. (f) Se o produto de k matrizes A 1 • • • Ak é não singular.tfl. A teoria da relatividade restrita utiliza o conjunto de equações x' = a(x. dar uma demonstração ou apresentar um contra exemplo.l)A. -I 3 14. (e) Se A 3 = O. t) chama-se uma transformação de Lorentz. provar que (A + I)'. (d) Se A. [-: -2 5 -4 J l -J 15.Transformações lineares e matrizes 77 12. Se A'~ A. é não singular. não singular e. A. 2. S. entfto cada matriz A. ( = a(t. onde lvl < c. 6. e b ~ l(l. (a) Se AB + BA =O. Descrever completamente todas as matrizes 2 X 2. z' = z. Exercícios variados sobre matrizes.. e a = c/ C1 . A matriz correspondente relativa às bases usuais representa-se por L(v)e é dada por L(vi ~a[ -vc. onde w = (u + v)CI(uv +C:). 0 6 2 3. então A + B é não singular. [_. em que v. então A . a~ l(l + /SJ. então A 2 8 3 = B 1A 2 • (b) Se'A e B são não singulares. 5 4 o -1 4. com elementos complexos tais que A2 =A. Se A = [' ] determinar uma matriz não singular P tal que p-1 AP = [ ]. então AB é não singular. . Provar que L(v)L(u) = L(w).vxfcl). Por outras palavras. I+ (2'.I é não singular.vl). (c) Se A e B são não singulares. !) em (x'.var que é singular. y' = y.8 é não singular. B e A + 8 são não singulares. A transrormaçào linear que aplica o vector bidimensional (x. goza da propriedad< 1° A 2 = A. onde ~-I. 1 2 Observe-se que L( v) é.epresenta a velocidade de uma partícula em movimento.

dar uma demonstração ou então apresentar um contra exemplo... (a) Determinar todos as matrizes de Hadamard 2 X 2 (são precisomente 8). com n > 2.basejasc em dois le·mas muito simples referentes ao espaço n dimensionaL Demonstrar cada um de. . então A8 é ortogonal. x Lcos o~ LEMA 1. apresentam muitos problemas não n::so\vidos. As matrizes de Hadamard aparecem em cettos problemas de geometria e na teoria dos números. .+ z. O principal problema não resolvido. Todo o elemento é I ou -I. Zn).. e foram recentemente aplicadas à construção da codificação óptica para a comunicação espacial. Y.H. .. Matri::es de Hadamard. . Apesar da sua aparente simplicidade. assim designadas por Hadamard (1865-1963).78 7... Xn). (c) (cA)' ~ cA'. Se X. 111.) (x.scs lemas e aplid. a nova matriz assim obtida diz-s~ a transposta de A e represCn"ta-se por A 1• Por exemplo. é ou I ou-~. A demonstração. (c)· Se A e 8 são ortogonais.. . . I L Ca"da_l_inha. provar que as suas linhas.. (b) (A + 8)' ~A'+ 8'.. O produto escalar de duas quaisquer linhas distintas é O. (a) Se A e B são ortogonais. 9. Verificar que a matriz 0 2 2. consiste na determinação de todos os valores de n para os quais existe uma matriz de Hadamard. (b) Se A e 8 são ortogonais... n x n. Escrever X~ (x.:ão parcial. (d) (A8)'~ 8!4! 8.. Uma matriz quadrada A chama-se uma matriz ortogonal se AA' = /. são as matrizes n X n gozandó das propriedades seguintes: I. Z = (z.\f·. Y =(y. Z são vecJOres ortogonais de V11 então tem-se (X+ Y)·(X+Z)= IIXII'· LEMA 2. n X 11. então n é multip/o de 4. se tivermos A=[: 23]' 5 6 (a) então A' = [: : } Provar que a transposta goza das seguintes propriedades: (A')'~ A. 10.Se cada componente . então o produto (x1 +. Se permutamos entre si as linhas e as colunas de uma matriz rectangular A. então A + 8 é ortogonal.) é ou O ou 4. então 8 é ortogonal. consideradas como vectores de V. considerada como um vector de Vn• tem norma igual a y0I. Este exercício esboça urna rcsolu~. Para cada uma das seguintes proposições relativas a matrizes n X n. Yn). (e) (A•)-' ~(A -•)' se A é não singular.-los às linhas da matriz de Hadamard para d~monstrar o teorema.·. y. é ortogonal parà cada real Se A qualquer matriz ortogonal senO cos 8 . -senO]. formam um conjunto ortogonal. . (b) Esta parti! do exercício esboça uma demonstr:ação simples do seguinte teorenla: Se A é uma matri:: de Hadamard n X n. .. neste momento.

auazi· a~2 I A despeito da semelhança de notação. O determinante é um número atribuído à matriz e que se calcula segundo a fórmula (3.1. Introdução Em muitas aplicações da álgebra linear à geometria e à análise. . em certas fórmulas. Recordamos que um determinante de segunda ordem foi definido pela fórmula (3. Neste capítulo estudam-se as propriedades fundamentais dos dctermirlantes c algumas das suas aplicações.1 ).ilmcnt~ Ou a:u ai.1) I conceitu.' = aua!z . e sobretudo compacta. Para acentuar esta ligação também se escreve No volume I definiram-se ainda· os determinantes de terceira ordem em função de determinailles de segunda ordem pela fórmula 79 . Os determinantes de segunda c terceira ordem foram introduzidos no volume I como pretexto para uma notação conveniente. o determinante verticais) é distinto da matriz [ 011 I 011 a:u ] au Gzz I (escrito com traços 012 (escrita com parêntcSis a2l Gzz rectos). o conceito de determinante desempenha um papel importante.J DETERMINANTES 3.

Parece assim preferível estudar determinantes de um outro ponto de vista.to misto Cdiferente de zero: o valor absoluto do produto é igual ao volume do paralelipípedo definido pelos três Vl'dores A1 . Assim temos an A1 X A 2 • A 3 = de~ a. nHn voluni. (3. A_1 • Representamos tal função por d: assim.80 a.. o produ. Em princípio. A 3 • Se as linhas são dependentes o produto misto é zero. Neste caso os Vl. onde A 1 = (a 1 " 0 12 . a~. Essa fórmula é uma soma de n! produtos de elementos de A. o qual porá em evidência as suas propriedades fundamentais. Para cstahcleccr estas propriedades de uma maneira adequada ú generalização. de grande importância nas aplicações. A 1 e A.1) e (3. a. Algumas das propriedades do produto misto servirão de justificaÇão à escolha dos axiomas para a função determinante no caso de maior número de dimensôcs.2). A~. a 1 _1 ).n [ a. (2) deduzir outras propriedades dos determinantes a partir dos axiomas~ (3) provar que existe uma e uma só função que satisfaz aos axiomas. A. É possível definir esta função por intermédio de uma fórmula que generaliza (3. A!. A 2 ..· A.1 " an. o nosso programa consiste de três pontos: (I) justificar a escolha dos axiomas.~>.2) det [::: ::: :::] =Ou aal Oa2 a33 Cá/cu{( la.·a~.. Se as linhàs são linearmente independentes. A 2 = (a 21 • a 21 . A 3) = A 1 x A. a. Para grandes valores de na fórmula é de difícil manejo e raramente se usa na prática.. o determinante de uma matriz quadrada de ordem n com n um inteiro qualquer~ I. Justificação da escolha dos axiomas para a função determinante No volum.2.e nulo.e I provúmos que o produto misto de três vccto_rcs A 1 .1 são complanarcs c o paralelipipedo degenera numa figura plana.~). AJ no espaço EJ pode exprimir-se como o determinante de uma matriz cujas linhas são as componentes dos vectorcs. Estas propriedades. Este capítulo trata do problema mais geral.. 3. c AJ = (a. consideramos o produto misto como uma funçãÔ dos três vcctorcs linha A. .'Ltorcs A 1 ... d(A 1 . serão consideradas comq axiomas para a função determinante. O nosso ponto de vista consiste em tratar o determinante como uma função que atribui a cada matriz quadrada A um número ·chamado o determinante de A e que se representa por det A.

A.ma altura. que estes dois paralelipípedos têm iguais volumes.). Cada uma destas propriedades pode ser facilmente verificada a partir das propriedades dos produto escalar e produto vectorial. Por exemplo. A. 0).. j-= {0. na qual se mostra um paralelipípedo definido por A. 0). apenas. A2 . +A:.)= d(A. é evidente devido ao facto de que os paralelipípedos têm bases de árÇas iguais e a me.·. A. A. A:+ C. e a relação (b) vem · l.. (c) O produto misto é nulo se duas das filas são iguais .)..·i J.3) d(A.j. C. A..+ A..3) estabelece..{3.) para todo o vector C.. . A. Algumas são sugeridas pela interpretação geométrica do produto misto como o volume do paralelipípedo determinado pelos vectores geométricos A1 . I. Se tomarmos C~ A.. d(tA. +A. = I.1. A. A 3 • O significado geométrico da propriedade aditiva (b) num caso particular é de especial interesse. A equação (3.. A. A. A.1). k) !.)= d(A.. Esta propriedade está representada na figura 3.-l~. A. a propriedade de aclltividade na se- gunda linha significará que / d(A 1 . A...)=· d(A 1.. k = (0.. (a) Homogeneidade em cada linha..... · l:l(i_ J..o:. A. Determinantes ! t ~Centramos a nossa atenção nas seguinles propriedades·: @ ~ 81 . o segundo termo do segundo membro é nulo devido a (c).. Isto. . A. 0.) · para todo escalar t. . lntcrprctaçào geométrica Ja propricJaJc d(A. A. A.. a propriedade de homogeneidade na primeira linha significa que_ . Os dois paralelipipedos têm volumes iguais.)~ rd(A. e outro paralelipípedo definido por A. onde i= {1. A. A. (d) Normalização: · d(i. O.l. (b) Aditividade ·em cada tinha. \ . em (b). Por exemplo. A.. geometricamente. ~..)+ d(A.

••• .) = d(A 1 .. ••• .. AXIOMA 3. Um conjunto de axiomas para a função determinante Cá/cu/ As propriedadeS do produto misto mencionadas na Secção anterior podem ser convenientemente generalizadas e usadas como axiomas para determinantes de ordem n. AXIOMA 4.. An e C em En: AXIOMA I. .. A. An e represente- DEFINIÇÃO AXIOMÁTICA DE UMA FUNÇÃO DETERMINANTE.. A•. . ••• .. In)= I..)= O se Ai = A. A• + C...A. A.. .). definida para cada sisteina ordenado de n vectores A 1 . quaisquer que sejam os vectores A~> .) + b(A 1 . . . .. A 11 • Assim. Uma função d de valores reais ou complexos. A.. Ande En. a linha de ordem i de A é um vector no espaço En dimensional definido por Consideremos o determinante como uma função das n linhas A1 . Por aplicação· reiterada da propriedade de linearidade..iz n X ·n com elementos reais ou complexos..) =i t• d(C.) ou por det A.. k=l k=l .. com h o vectOr co~rdenado unitário de ordem k. .• A.. A.. ·. . ). . . com i =F j. para quaisquer i e j... . Se a linha de ordem k. O DETERMINANTE DA MATRIZ IDENTIDADE E IGUAL A I: d(I~> . HOMOGENEIDADE EM CADA LINHA.82 33. ADITIVIDADE EM CADA LINHA. ••• . •.. ••• . Os dois ·primeiros axiomas afirmam que o determinante de uma matriz é uma função linear de cada uma das linhas.. a primeira linha pode· escrever-se d(i t•C•. representemos as suas linhas por A1 . A. )= t d(. . mos o seu valor por d(A. então o determinante vem também multiplicado por t: d( . O DETERMINANTE ANULA-SE SE DUAS LINHAS SÃO IGUAIS: d(A 1 .. .).) é uma matr. Se A= (ai..A.. Isto é muitas vezes referido dizendo que o determinante é uma função multilinear das suas linhas. A.. Para todo k tem-se d(A 1 .. A. . ••• . . ••• . tA. diz-se uma função determinante de ordem n se verifica os seguintes axiomas.. Ako se multiplica por um escalpr t.. C. ·. AXIOMA 2.

) = -d(. ..= A.+l. A>+ 1 .forma. Para demonstrar· (a) basta tomar t = . Deve ter-se presente que o Axioma 4. . CP são vectores quaisquer -de En Por. será apresentada adiante.)= U se A. Uma destas propriedades é o Axioma 3. A. O teorema seguinte dá-nos propriedades dos determinantes deduzidas unicamente a partir dos Axiomas I. . .) =O. 2 e 3" possui ainda mais as seguintes propriedades: (a) O determinante anula-se se tivt.. Para demonstrar (b). 2 e 3'. A. 2. . . . A. A.. (b) O determinante muda de sinal se permutam duas filas consecutivas: d(. com i* j. Uma função determinante satisfazendo aos Axiomas I. Demonstração.Q no Axioma l. 2. (e) O determinante anula-se se as suas linhas são linearmente dependentes. excepto para as linhas de ordem k e k + I. A....) =O se A. Então devido ao Axioma 3'. Sejam as linhas Bk e Bk+• iguais a Ak + Ak+ . det B =O.·..... É um facto notável que para um dado n existe uma e uma só função d que verifique os axiOmas 1. . Esta observação será útil mais tarde quando se demonstrar a unicidade da função determinante. 3' e 4. A.t 1 •••• .mais fraca do Axioma 3: : 83 AXIOMA 3'..+ A.+l para algum k = I...+ A. .não intervém na demonstração do teorema. e C 1 •••• . designamos por B a matriz com as linhas iguais às de A. A prova deste facto. . ). se permutam. um dos resultados importantes deste capítulo. TEOREMA 3. d(A. tP são escalare:. n.r alguma linha de zeros: d(A. A.t = O para cuaisquer k.I. .1.. (d) O determinante anula-se se duas quaisquer linhas são iguais: d(A.. ••.vezes utiliza-se uma. : ..+l. A>+. O DETERMINANTE ANUALA-SE SE DUAS UNHAS CONSECUTIVAS SÃO IGUAIS.. = A1 quaisquer que sejam i e j com i * J..) = O se A.. ... Podemos pois escrever d(.. (c) O determinante muda de sinal se duas quaisquer linhas Ai e Aj.Determinantes o·ncte.• .

.t. Em cada uma de três permutações o sinal do determinante muda.fem A.) =O Os primeiros e quarto termos -são nulos devido ao Axioma 3 •.. com c.A. A.. Ai+2• •.i permutações. visto ser A. Uma vez que são U.1. o determinante muda de sinal um número ímpar de vezes. A. . Para a demonstração de (e) admite-se a existência de escalares C 1 • C2 .). A. Cálculo de determinantes Ao chegarmos a este ponto será conveniente calcularmos alguns determinantes. A 11 • Por tal razão a soma total é zero. det B = -det :. tais que IL 1 c. e assim está demonstrada (e). 3. A. .4.. A••. o que demonstra (b).. A 2 . A..... • • • . igual a pelo menos um dos A 2 . )+ d( . seja 8 a matriz deduzida de A por permutação das linhas A 1 e Ai.i. Em tada um dos exemPlos apresentados não aplicaremos o Axioma 4 até à derradeira fase do Cálculo. .. raciocinamos da mesma maneira. k=2 ••• . ..+ 1 ... .. Mas cada termo d(A.84 Aplicando a propriedade aditiva às linhas k e k dade anterior na·forma Cálculo + I podemos de novo escrever a igual- d( . . o que demonstra (c). .. servindo-nos unicamente dos axiomas e das propriedades dadas no teorema 3. pressupondo sempre que as funções determinante. k=2 ••• . Vamos provar que (3. Determinante de uma matriz 2 X 2... Para demonstrar (d).das outras linhas.. utilizando a linearidade na linha de ordem i. não todos nulos. =O..) = i. A.. . EXEMPLO I. d(A.I)= 2U. .I permutações de linhas consecutivas. cn. An) na última soma ·é zero.. . admitamos que A 1 é uma combinação linear das restantes. A... Am~ Am. A.. .* O pode exprimir-se como uma combinação linear das outras linhas.. A 1_ 1 • No total temos j . Para provar (c) podemos admitir que i< j..1) +U-i..1). A. No total temosj. Devido à propriedade de linearidade da primeira linha temos d(A" A 2 .. Em seguida permutamosA 1sucessivamente com as linhas que se segl.. Mas por (c). por exemplo A1 = !Z= 2 tkAk.) + d(. ••• . ••• .. ..4) ..I permutações ao todo (um número ímpar). . Por comodidade.)+ d( . A 2 .4 e consequentemcnte det A= O.. existem.. Se a linha Ai é uma combinação-linear. Então qualquer linha A.. Uma vez que A 1 = Ai tem-se 8 =A e por conseguinte det 8 = det A. Podemos permutar as linhas A1e Ajefectuando um número ímpar de permutações de linhas consecutivas. A. .)= d(±t.A._. Permutamos em primeiro lugar Ai sucessivamente com cada uma das linhas que a precedem A1_" Ai_. Por conseguinte os segundo e terceiro termos são simétricos.

Uma matriz quadrada da forma a11 O a. dos vectores unitários coordenados i= (I. obtemos a 1. A.a.nante para matrizes 2 X 2. uma função determinante de ordem 2. A.j). repetidas vezes.). Aplicando a propriedade da homogeneidade. Provaremos que o determinante de A é igual ao produto dos elementos pertencentes à diagonal principal (ou primeira diagonal).j). a21i + a. Mas d(i.(3.) -a21 d(i. i) + a. A. Este raciocínio mostra que se existe uma função determ. EXEMPLO 2.a 12 a21 . como se·afirmara. Reciprocamente.j).. A 2 ) = d(a11i + a. O O O d1z-se uma matriz diagonal: Cada elemento a. d(i. Por conseguinte está demonstrado que existe uma e uma só fracção determinante de..Determinantes 85 Escrevamos os vectores linha como combinações lineares. a 21i +a22j) = a 21 d(j.j não pertencendo à diagonal (i* j) é zero. Usando agora a lineã. det A = a 11aZ2 • . A.. O) ej= (0. i) = d(A 1 . então ela terá necessariamente a forma (3. pelo que d(A 1 .ridade na segunda linha obtemos d(i. tlk= akklk. · obtemos .) = d(i. Determinante de uma matriz diagonal. j) = I pelo Axioma 4. A2) = a 11 a 22 .J) = a 21 d(i.J d(i.• • ann.5) A linha de ordem k de A é o produto de um escalar pelo k-ésimo vector coordenado unitário. . ordem 2.. é fácil ·verificar que esta fórmula define.) = (a 11a22 - Do mesmo modo se encontra d(j. = d(j. d(i. Finalmente.j) = a. na realidade. AJ = a 11 d(i.j. 1): Usando a linearidade na primeira linha temos d(A 1 .4)... A 2) + a 12 d(j.

Daqui resulta que estes vectores geram um subespaço de dimensão no máximo. U.. Uma ma'triz quadrada da forma U= o o diz-se uma matriz triangular superior.e algum elemento da diagonal u. .deremos agora o caso geral.o último elemento Unno então a última linha é O e det U = O.. Para especificar.) + det (V.5). . pelo que se obtem (3. 0] e linha temos v. det U =O.I linhas (e consequentemente todas as linhas) são dependentes. que algum dos elementos precedentes na diagonal. det U = UnUz2 • • • Unn • Provemos em primeiro lugar que det U =-0 s. .= [0. O. Vamos demonstrar que o determinante de tal Inatriz é igual ao produto dos elementos da sua diagonal principal. porém.. . Pelo teorema 3. uu. Se fôr nulo. é zero. .1 (e). Todos os elementos abaixo da diagonal princi- pal são nulos. Suponhamos.•• . ••• . .i= O.= [u 11 .. U2 .nl. EXEMPLO 3. Eritão cada um dos n ~ I vectores linhas U2 . então. Do mesmo modo verificamos que det U =O se for nulo qualquer elemento da diagonal principal. U 12 . U. diz-nos que det I= I. ••• .86 Cálculo Esta fórmula pode escrever-se det A = a 11 • • • ann det I. 'Un tem as dÚas primeiras componentes nulas. u. admitamos u 22 = O. Seja à primeir<i linha U1 definida como uma soma de dois vectores-linha. n.2.. Determinante de uma matri::: triangular superior. Consi. devido ao Teorema 3. Deste modo estas n. U 13 . com V.). u. O Axioma 4..1 (a). Devido à linearidade na primeira det U = det (V1 . com I a matriz identidade.

V. onde V2 = [0.. Recorde-se que o método consiste na aplicação de três tipos de operações às linhas da matriz: (I) Permutação de duas linhas.6) det U = det (V1 . U n) = O. o determinante vem multiplicado por c. . V 2 . Repetindo o raciocínio para cada uma das linhas seguintes no segundo membro de (3. U2 . De cada vez que se efectua (3) o determinante permanece inalterado: Desta maneira. exprimindo-o como uma soma. ••• . O método de eliminação de Gauss-Jordan para. com (v•• V2 . Un). se efectuarmos p . . . Un)· Tratamos agora o vector-linha U2 de uma maneira análoga.. sendo c um escalar não nulo. temos (3. o. ••• . ••• .7) det U = det (V1 . De cada vez que se efectua a operação (I) o determinante muda de sinal. ••• . O] e v~= [0. (2) Multiplicação de todos os elementos de uma linha por um escalar não nulo. V2 . É facil determinar a relação entre det A e det U... .. Por conseg~inte. • Unn• como pretendíamos demonstrar. temos det U = UnU22 · . O.sistemas de equações li~eares é igualmente um dos melhores métodos para o cálculo de determinante~. Efectuando estas operações de uma maneira sistemática podemos transformar qualquer matriz quadrada A numa matriz triangular superior U cujo determinante já sabemos calcular. Vn).6) e aplicando a propriedade da linearidade na segunda linha obtemos (3.7) obtemos finalmente detU=det(V1 . (3) Adição a outra de uma linha multiplicada por um escalar.._ •• . visto que det '(v. U3 . . Consequentemente. V~. Cálculo pelo método de dauss-Jordan.. u231 ••• ' u2nl· Substituindo no segundo membro de (3. u 22 . segundo o exemplo 2.Determinantes 87 Mas det (V. resolver. Un) =O visto que este é o determinante de uma matriz triangular supenor com um elemento da diagonal principal igual a zero. Vn) uma matriz diago'nal com os mesmos elementos que Una diagonal principal. U3 .. c* O. EXEMPLO 4. De cada vez que se efectua (2).. .

I. o mesmo é verdadeiro para g. .. . • •• ..) = c d(/1 .9) d(A.8) vemos que para toda a · · matriz A.. An) =O qualquer que seja a escolha de A. ••• . n X n.. Deste modo podemos escrever (3.11) g(A 1 ..).. • . existe um escalar c (que depende de A) tal que (3. 2 e 3.u. . ••• ..d(A.). esta fórmula é Uma consequência dos Axiomas 1. ..) = c g(/1 . A... Anna-espaço n dimensional tem-se (3. temos (3. A. ..então para qualquer escolha de um sistema dev""'ectores A 1. A. A. se f também verifica o Axioma 4 então será .) = d(A. An.. · · · Unn det /. . 3... . verificam os axiomas I. encontramos · . I..ir deste resultado podemos facilmente provar que não existe mais do que uma função determinante. O te<irema de unicidade No Exemplo 3 da secção anterior provou-se que os Axiomas I . Seja g(A.. A. ••• .). . ..2.8) det A = ( -I)•(c1c2 • • • c. c• são escalares diferentes de zero usados em q operações do tipo (2). Em particular.. 2 e 3 unicamente. Se d é uma função satisfazendo aos quatro axiomas para uma função determinante de ordem n. A sua demonstração não fez intervir o A~ioma 4..)[(l..10) f(A 1 .5. três primeiros axiomas. . e f é outra função satisfazendo ajJenas aos Axiomas I. Tomando A= I na definição de g e observando que d satisfaz ao Axioma 4. ••• . /"). • •• .. com c um escalar dependendo de A. quer f. 2 e 3.f(Í4 1 . A. ••• . .). TEOREMA DE UNICIDADE PARA DETERMINANTES.). 1. Combinando-a com (3.• . ••• .9) que fora deduzida unicàmente a partir dos primeiros três axiomas.) = d(A 1 . ... . Uma vez que. A. .. A.88 Cálculo vezes a operação (I) e se c.2 e 3 implicam a fórmula det U = u. A part.. Vamos provar que g(A.• Anl = f(A. .)-1 det U. Demonstração. Por conseguinte g satisfaz também à equação (3. Além disso.. . -Mais uma vez observamos que esta fórmula é uma consequência unicamente dos. TEOREMA 3. quer d.)f(/1 .

determinante.. 3.6.In) 89 = j(I1 . A.~ f ~ ~ Determinantes g(I. Calcular cada um dos determinantes seguintes: 2 (a) I 3 -4 (b) 4 5 ·-I o o 4 8 7 (c) a o a 2 2 a o y 2. a equação (3... . . pela transformação.'] 3.b). (a) [~ o 2] ' I (b) [3x: 3 X+ I = (b - y 3y y +I 3z:+ z +I (c) [X~ I y. In) - j(I1 . 1. l.I z . Se de{.2).. Por conseguinte. .. In) = O. .a)(c . ••• . . (a) Provar que a b c a)(c .11) vem g(A.de cada uma delas nUma matriz triangular superior -I -I (a) -I -I [: -1 _:] • (b) -I [~ b c li' c' li' d' d' .. a' li' c' (b) Determinar as fórmulas correspondentes para as d~terminantes a b c e a' b' d' 4. An) =O. e o teorema está demonstrado. Exercícios Neste conjunto de exercícios deve admitir-se a existência da função. . Calcular o determinante de cada uma das ffiàtrizes seguintes.l 4 (<) [~ b c b' d' b' c' d' . I 2 2 o o 2y ~ zl = I 1 ~ calcular o determinante de cada uma das matrizes seguintes: . ••• . . Os determinantes de terceira ordem podem ser calculados pela fórmula (3.

(x) I .(x) . provar que existe uma matriz triangUlar superior u-~ tal que uu-~ =I. . IJ."(x) . (a) Provar que cada U + V e UV é uma matriz triangular superior. Defina·se F(x) = para todo x de (a. [. Calcular det A.1) = 1/det U.(x) [.J2 . ' · (c) Se det U *O.. (b) Estabelecer e demonstr. e demonstrar que det (U. _10.2). Estabelecer e demonstrar uma generalização do Exercício 6 para o determinante [.(x) [. 9.(x) F(x) = g 1(x) g.(x) [. b).. Uma matriz triangular inferior A= (aij) é uma matriz quadrada em que os elementos acima da diagonal principal são todos nulos.orrespondente para determinantes de terceira ordem.(x) I g 1(x) g 2 (x) f. 6. g 1 (x) g 2 (x) g 1 (x) g..90 a Cálculo I o o o 4 a 2 (d) o o (e) I -I I -I -I -I -I -I -I -1 -I -I -I -I I I I -I o 3 a 3 o o o 2 a 4 _o o o I a 5. b)..11 . a ij = O sempre que i < j. (b) Provar que det-(UV) = (det U) (det V).(x) I· 7. g 1 .(x) f~(x) I+ l[. Provar qUe l [.<ir o resultado ~. admitindo a validade da equação (3. Sejamj.(x) · [. Provar que determinante de tal matriz é igual ao produto dos respectivos elementos da diagonal principal: det A= a. (a) Se F(x) = . det (A·') e A -J para a seguinte matriz triangular superior: l [.a 22···a. Sejam U e V duas matrizes triangulares superiores n X n.(x) F (x) = . g 2 quatro funçpes deriváveis no intervalo (a.(x) I [.(x) . isto é..(x) f._provar que F' (x) = l[.(x) [ 2 (x) [.(x) g 3 (x) h1(x) h 2(x) h3 (x) 8.

é igual ao número de linhas do factor da direita. n O produto de matrizes define-se unicamente se o número de colunas do factor da ~squerda.~· ~<: . Se A é uma matriz m X n e B outra matriz n X p..· B'..12) ci. .B. A. A.· 8 1 .· Mas este é também o resultado da multiplicação da matriz linha A1 por 8. ·então tem-se (AB).7. LEMA 3. a linha de ordem i da matriz A.· B•]. visto que . A demonstração da fórmula para o produto fará uso de uma relação simples definida entre as linhas de AB e as de A.· Determinantes . Produto de determinantes 91 Nesta Secção usamos o teorema da unicidade para demonstrar que o determinante de um produto de duas matrizes quadradas é igual ao produto dos correspondentes determinantes dessas matrizes. B. = ~ (bij) é a matriz k=l Z aikb~r. Vamos _estabelece-las como um lema.3. 3. = A. Como habitualmente. 12) pode considerar-se como o produto escalar da. . det (AB) = (det A)(det B).linha de ordem i de A pela coluna de ordemj de 8. isto é. Isto verifica-se sempre que A e 8 são matrizes quadradas da mesma ordem. pressupondo evidentemente que a função determinante existe.. Represente 8j ·a coluna de ordem j de 8 e seja C~ A8. Então a soma (3. Demonstração. A.. é-a matnz linha C.. a linha de ordem i do produto A8 é igual ao produto da linha A 1 de A pela matriz B. Portanto a linha de ordem i de C1.= [A. Recordamos que o produto A8 de duas matrizes A ~ (aij) e 8 ) C~ (c 1 cujo elemento qj é dado por (3. representamos por A.

A. .) d(B. ficando assim .B) ~ d(A 1 .B. Uma vez que (AB) 1 ~ A 18.13) é válida para uma matriz qualquer A.4...= A/l e o lema está demonstrado... Demonstração. devido ao teorema da unicidade. temos 8 1 ~ (IB). .B). .). A e B. Para duas quais- quer matrizes n X n. A. 2 e 3 relativos à função determinante pelo que. Consequentemente C.~ ! 18.. .92 Cálculo = [A. a igualdade (3. A... ... ••• . com la matriz identidade n X n.B). . TEOREMA 3. A relação entre det A e det A ·I é a mais na_~ural que s~ podià_esperar. A. . . Portanto d(B.. ••• . Recorrendo de novo ao lema. . A.)d(l1B..B).= i. .B) = d(A. .) ~ d(l.· 11").8. e temos que provar que d(A 1B. Determinante da matriz inversa de uma matriz não singÚlar Recordemos que urria inatriz quadrada A diz-se não singular se admite matriz inversa esquerda B tal que BA_ = 1. E é agora uma questão simples comprovat 4uejsatisfaz aos Axiomas I.13) f(A 1 . ••• . .. A equação que ·pretendemos demonstrar esial?elece que (3. .). Se A admite uma inversa esquerda ela é única e é também inversa direita. 3. .. . AB .)f(I1 . . I. I. A.· B'.) = d(A. A. . B..B. Consideremos B fixo e introduzamos uma função f definida pela fórmula f(A 1 . . . I. A. .completada a demonstração. B. Apresentamos a seguir aplicações da fórmula do produto. temos que demonstrar que d(A 1B. ••• . ·Representemos a inversa p_or A_·•. • •• .)= d(A 1 . tem-se det (AB) = (det A)(det B).. FORMULA PARA O PRODUTO DE DETERMINANTES.. .. A. . .

formam uma base para Vn. '::~nseguinte existe uma matr:iz·n· + n.5 mostra que o não anulamento de det A é uma condição necessária para que A seja não singular.10. para k = I. tal que A. A 11 são independentes e demonstremos que d(A 1 . An) *O. ist_o é. Pelo teorema 2.5 pode deduzir-se um critério simples para averiguar a independência de vectores. • • • . A11 )_* O. a qual aplica estes n vectores nos vectores coordenados unitário~..9.Determinantes TEOREMA 93 3.. Mas pelo lema 3. 2. PQr . ••• .6. n.5. An. 3. A11 ) =O.14) Demonstração. ~l . Para provar a inversa.. Já provámos no teorema 3.3 temos AkB ~ (AB)k> com A a matriz cujas linhas são A. Um conjunto de n vecJores A 1 . se det A* O então A ·t existe.12 existe uma transformação linear T: vn__.2 (e) que a dependência implica d(A 1 .. então det A *·o e tem-se det A-1 = -·-1 .B =I. Consequentemente AB ~ I. O teorema 3. . . TEOREMA 3.) = I• para k = I. . admitamos que A 10 • • • ... Provaremos mais adiante que esta condição é também suficiente. . Se a matriz A é não singular. Por conseguinte det A* O e (3.. Determinantes e independência de vectores Do teorema 3. ·Represente V 11 o espaço linear dos n-tuplos de escalares. Determinante de uma matriz diagonal por blocos Uma matriz quadrada C da forma C=[. T(A. 3. An são n-elementos independentes de um espaço n-dimensional..14) é válida. . n.. det A (3. . 2. Ande úm espaço n-dimensional é linearmente independente se e só se d(A 1 . ••• .. A partir da fórmula do produto temos (det A)(det A-1 ) = det (AA-1) = detl = 1. Vn. Demonstração. Uma vez que A" . . ••• . 8. pelo que A é não singular e det A* O.

segundo a fórmula do produto de determinantes temos (3. Observe-se que a matriz diagonal por blocos pode exprimir-se como um produto da forma A [O o] =[A o][I· o] B O Im O B onde In e lm são matrizes identidade de ordens nem respectivamente. ~] = det [. com dois blocos diagonais A e B. Como exemplo considere-se a matriz 5 x 5 I C= o o o o o o o oo o o 2 3 o o 4 5 6 o 7 8 9 Os blocos diagvnais são neste caso A=[~ ~] e B= [~ 2 5 8 :l O teorema que se segue mostra que o determinante de uma matriz diagonal pot blocos é igual ao produto dos determinantes dos respectivos blocos diagonais.94 Cálculo onde A e B são matrizes quadradas e cada O representa uma matriz de zeros diz-se uma matriz diagonal por blocos. Consideremos agora o determinante det 0 [A Jm ]como uma função das n linhas de O . É fácil verificar que esta função satisfaz aos quatro axiomas para uma função determinante de ordem n.16) det [. Demonstração. Por conseguin- te. Admitamos que A é n X n e B é m X m. TEOREMA 3. pelo teorema da unicidade. Deste modo.7. Tal é possível devido ao bloco de zeros do canto superior direito.15) det [ ~ ~] = (det A)(det B). ~l A. devemos ter . /J det [ . Quaisquer que sejam as matrizes quadradas A e B tem-se (3.

(b) det {(A + B)2} = {det (A + B)}2 (c) det {(A + B)'} = det (A 2 + 2AB + 8 2 ) (d) det {(A + 8)2} = det(A 2 + B').11. (a) det (A + B) = det A + det B. 3. com três blocos diagonais: A o B det O [ O o] = (det A)(det B)(det C). Para cada uma das proposições seguintes. Estabelecer e demonstrar uma generalização do Exercício 5 para matrizes n X n da forma onde B. 3.15). referentes a matrizes quadradas. cd zw X J Z W . Seja A= [: f g h : e ~ ~]- Provar que det A= det [a b] det [g h]. e f 4.7 para matrizes di_agonais por blocos. Exercícios r. com qualquer número de blocos diagonais. 2. [a b]· 5. Provar que det A = det ~ :] e que detB=det . 6.f I " ~ "' f Determinantes 0 ] =detA. (a) Estabelecer o teorema 3. C. Seja A = [~ ~ : e :] . h B = [: ~~~ f g O O O ~J . . 95 lm ·· Um argumento semelhante mostra que det O (3. o o c (b) Generalizar e demonstrar o teorema para matrizes diagonais por blocos. [ o] B ~ det B. \. efectuar a""-correspondente demonstração ou apresentar um contra exemplo. Consequentemente _. D representam matrlzes qÚadradas e O representa uma matriz de zeros.16) implica (3. Estabelecer e demonstrar uma generalização do Exerdcio 3 para matrizes n x n.

Servindo-se do teorema 3. = (-I.. O. = (I.= [L. O.I. ::J a..).... 3. (c) A1 = (1. .12. I... verificar se oS seguintes· conjuntos de vectores são linearmente dependentes ou independentes. . :j· Observe-se que det A. para catoular det A basta calcular d(l. Nesta Secção vamos explorar a propriedade de linearidade e o teo· rema da unicidade para demonstramos que. A3 = (1. . 2. I. se n = 3. 1 Quer dizer. da Secção 3. A. A ). A. A equação (3... O).. Menores e complementos algébricos Ainda não demonstrámos que a fünção determinante existe.. -I.. A.I 1 . {3. A 2 . (a) A1 = (1. é um exemplo desta formula no caso 3 X 3.I. excepto para o caso de uma matriz 2 X 2.= (1. -. . Fórmulas para o desenvolvimento de determinantes. I). O.. I. Por exemplo. A 2 . O. O.96 Cálculo 7. a~J as _A. -I....demonstrar a existência de funções determinantes por indução. 0).~ d(I. O).= (0. A. Por exemplo. o a.= (1. -I)..= 'l:a. . ••• .ta. 1).17) pode agora escrever-se na forma . O.1.. 3.1. eles podem ser calculados por intermédio de uma fórmula que exprime cada determinante de ordem n como uma combinação linear de determinantes de ordem n. O. A. 1 n Utilizemos a nbtação A. a. A equação (3. Cada linha de uma matriz A. A. A.2). 0.. 0. In. . d(l 1 .. A. -I. a. pode escrever-se n A. para representar a matriz obtida de A pela substitução da primeira linha A 1 pelo vecfor unitário /J. a.. A fórmula geral su· gerirá um método para. a.= [a~. I. se os determinantes existem. existem três matrizes desse tipo: · A. O. .1.17) d(A 1 .. n X n..)= a(. A.= [a~1 n 1 a. O. -I). (b) A1 = (I. A. O).6.. J J o A. a primeira linha A. A ) para cada vector coordenado unitário I. pode exprimir-se como uma combinação li· near dos n vectores coordenados unitários / 10 ••• . a. I).1). A. A. 1).0). I. ••• .. = (3.=1 Uma vez que os determinantes são lineares a respeito da primeira linha temos .I 1 • .1 a. 2. A. A3 = (2.. I. = (0.) = ~ a.

Num teorema que apresentamos a seguir provaremos que cada complemento algébrico é.Determinantes (3.·fórmula··ao caso n X n com n ~ 2. Dada uma matriz quadrada A de ordem n i'. O númerO det Ai. 2.1 chama-se o complemento algébrico do elemento aki.18) pode aplicar-se à linha de ordem k em vez da primeira linha.8.. O raciocínio efectuado para ded-uzir (3. Uma matriz A= (akj) de ordem 3 tem nove" menores. . j de A e representa-se por Aki EXEMPLO.= a 11 det A11 - a 12 det A12 +a 13 det A 13 • O teorema seguinte geiteraliza est3. det A~.. Três dentre eles são An- _[a" a 23 ] Oat aaa ' A igualdade (3. i=l a qual exprime o determinante de A como uma combinação linear dos elementos da linha .l. Se Akj é a matriz obtida de A PW substituição da linha de ordem k. TEOREMA 3. O resultado será uma fórmula de desenvolviment'o expressa em função dos elementos da linha de ordem k. DEFINIÇÃO.l obtida da anterior por supressão da linha de ordem k e coluna de ordem j chama-se a menor k. igual ao determinante de urna certa matriz de ordem n. A fórmula pode escrever-se como segue: det A. então a fórmula de desenvolvimento escreve-se 1 (3.19) det A = I n a. ..2) exprime o determinante de uma matriz 3 X 3 como uma combinação linear dos determinantes destes três menores. exprime o determinante de A como uma combinação linear dos elementos da sua primeira linha. Estas matrizes designam-se por menores ou menores complementares (correspondentes aos elementos da linha de ordem k). a menos do sinal. a matriz quadrada de udem n .18) det A= I ali det A.=1 n 97 Esta é uma fórmula de desenvolvimento do determinante. de ordem k. pelo vector coordenado unitário 1 . DESENVOLVIMENTO POR COMPLEMENTOS ALGÉBRICOS. Ak.

Uma vez que as operações do tipo (3) deixam o determinante inalterado temos (3. Para qualquer matriz n X n. 7. det A~ 1 onde A. a. Consideremos em primeifo lugar o caso particular em que k = j = L A matriz A. podemos converter em zeros todos o~ elementos situados a seguir ao 1 na primeira coluna..20) Consequentemente o desenvolvimento de det A em função dos elementos da linha de ordem k é dado por (3.a. se multiplicamos a primeira linha de A.. a 23 .. J=l - n Demonstração. DESENVOLVIMENTO SEGUNDO OS MENORES DA LINHA DE ORDEM k. .21) det A =I (-1)>+. é a menor I. teremos Mas A?. devido ao teorema 3. a" o a.. a. a... a.. 0 22 .. Os3 o o a.. a 2 n).98 Cálculo TEOREMA 3. ••• . a.. 1 tem a forma 1 A~1 = a..9. n ~ 2. a.. a•• Aplicando as operações elçmentares do tipo (3) às linhas da matriz.. o complemento algébrico d~ akJ está relacionado com a matriz menor Ak1 pelafórm"ula (3. det A.• o a. a" . I de A.22) det A~ 1 = det A~ 1 • é uma matriz diagonal por blocos pelo que. 1 por -a 21 e adicionamos o resultado à segunda linha. A. Por exemplo. deixando os restantes inalterados. = det A11 ... a nova segunda linha vem (O. .. Por meio de uma sucessão de tais operações elementares obterrios uma nova matriz que designaremos por A~ 1 e que é da forma A~ 1 = o o o 1 o a.

resulta imediatamente a fórmula mais geral (3. = ( -1)~:-t det B... pelo que se tem (3. ann Mediante as operações elementares do tipo (3) sobre as linhas desta matriz. O determinante muda de sinal de cada vez que permutamos duas linhas...j...i.. B•j• é Akj· Devido a (3.23).. onde B é uma matriz n X n cuja primeira linha é /i e em que a matriz menor l.I permutações sucessivas de linhas consecutivas.23). = (-1}'-\ -1r-• det A. 99 a.24) nos dá det A~. 1 a. Consideremos em seguida o caso particular k = I. o a.23) Uma vez demonstrada (3.-1 1 o a2. a•• . recorrendo a k.. an. demonstramos também (3. pelo que (3. produzimos uma coluna de zeros a seguir ao elemento I e transformamo-la em o a.= det A. o a_nl an.20) para k = j = I...23). estando assim demonstrada (3. a. e provemos que (3. = (-1)'-1 det Bli = (-1)H det At...i-l o an.l Determinantes aZ'I.í. temos det Bí.. Portanto det A. .j tem a forma ·o a. j qualquer. A~.20). Passemos então à demonstração de (3.1+1 o . A matriz A.i+l . .= o a2.. Portanto se provarmos (3. .23).. = (-J)<+' det Ao.20) devido à matriz Akj se poder transformar numa matriz da forma Bj.24) det A~.

3. a -ordem da matriz.1)1-'.. A matriz menor l. tem a formà a. j. digamos det A~J= f(A 1} .13. A 11.23) e portanto (3.23) devemos demonstrar que f(J) = (-I )1-'. i :~: I colunaj Os elementos situados sobre os segmentos oblíquos são todos iguais a l. Consequentemente f(J) = (.) = /(J) det A~.. isto é det A~ 1 = det A?1.j. Deste modo..I linhas de A. Permutándo a primeira linha de C sucessivamente com as linhas 2. Os restantes elementos não escritos são zeros.I. o que prova (3. . chegamos à matriz identidade /. . 3. o l o o o o o o C= O O :~: o o O O <-- linhaj O O I o o o o. Existência da função determinante Vamos recorrer à indução em n. para demonstrar a existência da função determinante de qualquer ordem.. com J representando a matriz identidade de ordem n.I. pelo teorema da unicidade. A função f satisfaz aos três primeiros axiomas para a função determinante de ordem n.1..25) /(A. . Concluímos assim que para provar (3. pefo que det C= ( -1)1-'. O determinante muda de sinal em cada permutação. Para n = 2 já provámos que existe uma função determinante.100 Cálculo Como referimos atrás o determinante não varia.. Para n = I admitimos por definição que det [a"]= a . . podemos escrever (3. depois de j .I transposições...20). Por definição f(J) é o deter- minante da matriz o . n x n. Considere-se agora det A:1 como uma função das n.

k.lj satisfaz aos Axiomas I e 2. ••• .lj é homogénea na linha k.. Admita-se a existência de determinantes de ordem n. . O menor A 11 não será afectado uma vez que nele não intervém a primeira linha de A.m para todo n. ••• .Axiomas I e 2. o coeficiente a11 não é afectado.) = ( -1) 1 +'a. . .. Do teorema 3. i~ Em conclusão cadalj é homogériea na primeira linha. A.). por exemplo o desenvolvimento segundo os elementos menores da primeira linha.~ f~·· . c~eficiente Se j > ·1 a primeira linha de cada menor A11 resulta multiplicada porte o a1.qualquer linha... pelo que mais um~ vez t~mos J.26) como uma função das J.I. mas algunla linha de A1. Porém. . não é afectado..0 matriz qualquer n X n. f~_ . uma versão fraca do Axioma 3.. Consequentemente cada..- Supondo que existe uma função determinante de ordem n. Se a linha de ordem k de A é multiplicada por I.. o menor A. parece lógico que uma função determinante de ordem n fosse uma das fórmulas de desenvolvimento do teorema 3.) = ta 11 det A11 = tf1 (A 1 . torna-se mais fácil verificar os axiomas se usarmos uma fórmula primeira coluna. Um raciocínio análogo conduzirá à demonstração de que cadaJj é aditiva relativamente a .·: Determinantes 101 t~ ~' "%:. n Então f satisfaz aos quatro axiomas para uma função determinante de ordem n e por conseguinte. A. ••• . pelo que f satisfaz aos.'' . A.~ det A 11 • 'se verificarmos que cada. linhas de A e escrevamos A.(tA 1 . os determinantes de ordem n exisie.) = tf. A. por indução.. seja f a função definida pela fórmula (3. Consideremos cada termo da soma (3. pelo que se terá J.10. O elemento a 11 vem multiplicado por t.(A.. Provemos agora que[ satisfaz ao Axioma 3'.. é homogénea na linha k. pelo que[. vem multiplicada por 1. A. ir: . A.I.(tA 1 ..). A. admitamos que duas linhas consecutivas a. mas vem multiplicado por r. . o mesmo se·verificará com f Consideremos o efeito da multiplicação da primeira linha de A por um escalar I.. Se j-::t.(A 1 . A ~ (ajk). embora do mesmo tipo..1 resulta que f satisfaz ao Axioma 3. não é afectado. diferente. Demon~tração. expressa em função dos elementos menores da TEOREMA 3.) =L( -1)1+'a 11 det A 11 • i=l .9. com k > I. Para verificar que f satisfaz ao Axioma 3'.26) f(A 1 . Para uma .. A.

. det A.102 Cálculo de A são iguais. . Quando A = I temos a. logo /(A. O determinante da matriz transposta Associada a cada matriz A existe outra matriz chamada a transposta de A e que se representa por A 1• As linhas de A 1 são colunas de A com a mesma ordem.) = (-!)'+'a. = Ak+•.28) f(A 1 . Por exemplo..21) são ambas iguais ao det A.27) diferem unicamente pelo sinal. A. excepto para_ as matrizes menores A/cl e A•+•.26) é zero excepto o primeiro. Deste modo A. Mas At. = at+ 1 .. Deste modo. det A. isto é Ak= Ak+'" Então.. I=~ n exactamente o mesmo tipo de demonstração permitirá conclUir que esta função f satisfaz. as fórmulas de desenvolvimento (3.• e ak.27) f(A" . . + (-l)k+'a. mas revelam ainda um novo aspecto da teoria dos determinantes. Visto que as funções determinantes são únicas. A. Çom efeito.. Finalmente verifiquemos quef satisfaz ao Axioma 4.. .aos· quatro axiomas de uma função determinante. (3.. se fizermos (3.)= i e/satisfaz ao Axioma 4.14. Assim se provou que f verifica o Axioma 3". . 3. det A>+11 • .28) não só estabelecem a existência de funções determinantes.. .)= 2( -l)'+>a... Assim/(/. =O para j > I. Quer dizer que a soma (3.26) consta unicamente dos dois termos correspondentes a j = k e j = k + I.. A.• I. Esta conexão é analisada na secção seguinte..)= O. é a matriz identidade de ordem n -·1.uma conexão entre as propriedades relativas a linhas e as propriedades relativas a colunas. = i e aj... =O.. .28) e (3.. 1 já que At= Ak+. pelo que cada termo de (3. que é igual a I. se 6 • 3] então A' = [: :l Uma definição rigorosa pode ser dada do modo seguinte: . Na demonstração anterior poderia ter-se utilizado uma função f definida em função das matrizes (fik• menores relativos à coluna k em vez das matrizes Ai•• menores relativas à primeira coluna. As fórmulas de desenvolvimento (3... os do~s termos em (3.•· cada menor Ap tem duas linhas iguais pelo que det A1. ••• .

Deste modo as somas anteriores são iguais. DEI'INIÇÁO DA MATRIZ COMPLEMENTOS ALGÉBRICOS.Determinantes DEFINIÇÃO DE TRANSPOSTA.'j~ 103 1 éa Embora a transposição -possa ser efectuada sobre qualquer matriz rectangular vamos confinar-nos às matrizes quadradas. Cal a. Assim tem-se Na literatura acerca de matrizes.j é a1.teorema 3. termo a termo. i-I n n det B = I(-1) 1+Ibli det Bli. isto é.O.. i-I Mas. Para qualquer matriz A. . temos det 8 11 = det A1. que será tratado na secção 5. considerando a ·definição de transposta de uma· matriz. dizem-se adjunta de A.11. então existe A-1 • Além disso dá uma fórmula explícita para expressar A-1 em função de uma matriz formada a partir dos complementos algébricos dos elementos de A. At cujo elemento i.. por definição. TEOREMA 3. tem-se det A = det A'. Demonstração. matriz. a transposta da matriz complementos algébricos. Para n = I e n = 2 o resultado verifica-se imediatamente. n x n. pois.) e 8 = A'~ (b. Admitamos. j é Cal a~1 diz-se a matriz complementos algébricos de A e representa-se por Cal A. Então. j de au é igual a ( -1) 1+j det Ai]. O teorema que se segue prova o inverso. 1 = a11 e Blj = (A 11 ) 1• Uma vez que estamos a admitir que o teorema é verdadeiro para matrizes de ordem n. = ( -l)'+i det A.8. 3. Contudo. se det A =F O. A matriz complementos algébricos O teorema 3.5 mostrou que se A é não singular então det A =1=. temos h.). pelo que det A = det B. que o teorema é verdadeiro para matrizes de ordem n. Desenvolvendo det A segundo os elementos da primeira coluna e det B segundo os elementos da primeira linha temos det A= I(-l}'+'a. A demonstração faz-se por indução em n.~ det A11 . Representemos este complemento algébrico por Cal a 1j.9 provámos que o complemento algébrico i. sendo AiJ a matriz menor i. provando de imediato que a transposição de ~ma matriz quadrada não altera o seu determinante.. A transposta de uma matriz m X n.I... n X m. a nomenclatura aciual reserva-se a palavra adjUnta para outra coisa completamente distinta. A~ (au)7.I. No. A matriz cujo elemento i.15. Seja A = (a. j de A. especialmente nos tratados clássicos.

TEOREMA 3. Exprimindo o det B por intermédio dos complementos algébricos da linha i temos (3. e cujas restantes linhas são as mesmas de A.33) implica (3.1 = .. =Cala.9 exprimimos det A em função dos complementos algébricos referentes aos elementos da linha k pela fórmula n (330) det A= 1a.12..32) podem escrever-se conjuníamente (3. Para qualquer matriz A..i.29) A(CalA)' = (det A)!. i do produto A(adj A)~ Consequentemente 13. se det A * O a inversa dP A existe e é definida por A.33) 2ak Cal n 1 i-1 aH = ( det A 0 se se i= k i. As equações (3. n !a.(CalA)'. Em particular.29). n·x n. Mas a soma figurando no primeiro membro de (3.31) det B = i=l 1 b0 n Cal b0 =O. a menos de um factor escalar.Cala...104 Cálculo O teorema seguinte mostra que o produto de A pela sua adjunta (a transposta da matriz complementos algébricos) é. ._. para todo j.30) e (3.31) significa que (3.33) é o elemento k..tjCal a"= O i=l sek. Por este motivo (3.. · . Mas porque a linha de ordem i de B é igual à linha de ordem k de A temos e Cal b.~1 Consideremos k fixo e apliquemos esta relação a Uma nova matriz B. a matriz identi~ dade /. com n 2o 2 tem-se (3.. det A 1 Demonstração.. Então det B= O porque são iguais as linhas i e k de B. cuja linha de ordem i é igual à linha de ordem k de A para algum i* k.32) .k. Usando o teorema 3.

TEOREMA 3. As fórmulas que se obtém traduzem a chamada regra de Cramer.Calah. desde que a matriz dos ·coeficientes seja não singular. k=l para j= 1. REGRA DE CRAMER. .=detA "2.5 e 3.. X = A-'B = - (3. . 2. A fórmula (3..12 temos a seguinte condição necessária e suficiente para que uma matriz quadrada seja não singular.16.b.35) detA 1 .n.35). O sistema pode escrever-se na forma matricial através da única equação AX=B.34) pode expressar-se como cociente de dois determinantes .(Cal A)'B.34) obtém-se igualando as componentes em (3. Uma matriz quadrada A é não singular se e só se det A * O.12 pode também utilizar-se para resolver um sistema de equações lineares. n) a matriz dos coeficientes A = (au) é não singular. existe uma única solução para o siste- ma definida pelas formulas 1 n X. .. oom X ' ' '"" =""" '"'""' X • [] .2. .14.Determinantes 105 Como um colorário directo dos teoremas 3. 3. (i = 1. Deve observar-se que a fórmula para xi em (3. em honra do matemático suiço Gabriel Cramer (1704-1752).34) X I• • • • • i=l 2ai 1x 1 = b. Regra de Cramer O teorema 3.13.. TEOREMA 3. existe uma _única solução Xdefinida por .. Demonstração. Se num sistema de n equações linéares com n Xn n Incógnitas (3..

b). (a) Justificar que cada uma das equações Que se seguem é a equação cartesiana de uma recta. 3.17. Determinar todos os valores de J . 5. (c) A(adj A)'~ (adj A)'A (A permuta com a adjunta).:] .\. -'-y+z~l. 2. 7. 6. Determinar a inversa de cada uma das matrizes não singulares do_ Exercício I. (b) (adj A )'A~ (delA)/./-A é singular. passando por três pontos não colineares.ix)l para cada·x em (a. f2). 3x. y 1) e (x 2 . definir F(x) = det l[. i=l . '-detA' onde Cj é a matriz obtida de A pela substituição da colunaj de A pela matriz coluna B.106 X---- Cálculo det c. Exercícios J. (b) x +y +2z ~o.(x). no plano XOY.y -z ~3. 3. Resolver cada um dos sistemas seguintes. 2 -5 -8 4. no plano XOY. utilizando a regra de Cramer: (a)x+2y+3z~8. no espaço tridimensional. provar cada uma das propriedades seguintes da correspondente matriz complementos algébricos:_ · (a) Cal (A•) ~ (adj A)'. 2x-y+4z~7. Provar que a derivada F'(x) é uma soma de n determinantes F' (x) ~ I• det A. . (c) Estabelecer e demonstrar relações análogas para uma circunferência. Dadas n 2 funções /. que passa por três pontos não colineares. (b) Estabelecer e demonstrar relações análogas para um plano.j cada uma das quais derivável no intervalo (a. a qual passa pelos pontos (x 1 . Determinar a matriz complementos algébricos de cada uma das seguintes matrizes: I (a) [: 2 4 ' 2] o -I 3 5 -2 2 2. Se A é uma matriz n X n com n 2:. para os qua_is . 2x +5y +3z ~4. se A é igual a (b) [~ -~ 2 -2 _:]' (c) [ :: o =: . h).

chama-se a matriz Wronskiana. 8. Uma matriz n X n de funções da forma W(x) = lu~i-IJ(x)I.107 onde A. Provar que a derivada do determinante de W(x) é o determinante da matriz obtida derivando cada um dos elementos da ultima linha de W(x). na quàl cada linha depois da primeira é a derivada da linha· anterior.1 w Determinantes . H. M. em homenagem ao matemático polaco J. Wronski (1778-1853).(x) é a matriz obtida por derivação da·s funções-da linha i de lj1 (x)l. -(Sugestão: utilizar o Exercício 7.

que são independentes de qualquer sistema de coordenadas (base) definido em V. Portanto_será de pôr a questão de se saber se cada transformação linear pode representar-se mediante una matriz diagonal..1. se W = V a maÚiz será uma matriz diagonal quadrada.14 prová mos que existe sempre uma base (e 1 . Transformações lineares representadas por matrizes diagonais Seja T: V. 109 - . a 22 . com dim V= n e dim W = m. Com esta restrição nem sempre é possível determinar uma matriz diagonal para a representação de T. O aspecto novo do problema reside agora no facto de pretendermos usar a mesma base para V e W. ao problema da determinação daquelas transformações que admitem uma representação por uma matriz.. ­ É fácil estabelecer uma condição necessária c suficiente para que uma transfor~ mação linear tenha uma representação matricial diagonal. No teorema 2. poderá tornar-se possível a detecção de certas propriedades intrínsecas directamente a partir de representação matricial. ann). As propriedades de T. W por uma matriz diagonal.· então. Voltamos. • • • . w111 ) para W. dizem-se propriedades intrínsecas de T. escrevemos A = diag (a11 .4 VALORES PRÓPRIOS E VECTORES PRÓPRIOS 4. Se puder st!r escolhida uma base de maneira que a matriz dai resultante tenha uma forma particularmente simples... No capítulo 2 tratámos do problema de determinação de uma representação da transformação linear T: V ....diagonal. tais que a matriz de T relativa a este par de bases é uma matriz diagonaL Em particular. Entre os mais simples tipos de matrizes estão as matrizes diagonais. ••• . . NotaçãO: Se A = (a. Elas estarão presentes em todas as representações matriciais de T. en) para V e uma base (w~> .j) é uma matriz diagonal.V uma transformação linear dcfinida_num espaço linear V de dimensão finita.

com dim V~ n. \ 1... Estudarerrios. ___ • •l verificando (4. então a matriz A = diag (Ãu . =O para i* k.. . Se T admite uma representação matricial diagonal..n.•• uk e um correspondente conjunto de escalares À 1. • • • • Àn verificando (4. Seja T: V. •••• Un)Demonstração. .) é uma representação de T..1) dizem-se vect'ores próprios e valores próprimo de T.1.110 Cálculo TEOREMA 4. À. . os valores próprios e vectores próprios duma maneira mais geral. Admitamos em primeiro lugar que T admite uma representação matricial diagonal. se existe um conjunto independente u1. Se definirmos akk= . Isto derrionstra (4. relativa à base (u 1.l1. ___ . Un de elementos de V e um correspondente conjunto de escalares À 1 .V urna transformação linear. ••. de uma transformação linear Nesta discussão V representa um -esp~ço ·tinear e S um subespaço de _V.)= Â.:2.• Àn tais que (4. ·o da determinação de elementos independentes u 1.L aikei i=l = akkek já que ail. então existe em V um conjunto independente de elementos u 1. o elemento x chama-se um vector próprio de T correspondente a mlor próprio respeitante a x.• ..1). O escalar À diz-se um .. .. ••• . Un e escalares . .2) T(x) = Àx. Inversamente... Um escalar. reSpectivamente. A acção de T sobre os elementos da base é dada pela fórmula T( ek) = •· .Une os escalares . DEFINIÇÃO.\ diz-se um valor próprio de T se existir em S um elemento x não nulo tal que (4. relativa a determinada base (e.).\n verificando (4.. verificando (4. •.l 1 . ••• . são independentes. Assim o problema de obtenção de uma representação matricial diagonal para uma transformação linear foi transformado num outro problema.Uk para k = 1.k) é uma matriz diagonal que representa Tem relação à base (u 1 . A~ (a. 4.1 ).. então a matriz A= (a.1) T(u.• u. Os espaços S ·e V não são necessariamente de dimensão ·finita. Ã. .V uma transformação linear de S em V.1) com uk = ek e Àk =ouAdmitamos agora que existem os elementos independentes u 1. un). e. secção seguinte. constituem uma base para V.1 )_ Os elementos uk e os escalares . Valores próprios e vectores próprios. ..k= O para i =F k. na.. Seja T: S. Visto que u~' .)...lk e a.2. • _.

. O espaço E(. EXEMPLO 4. Os exemplos que se segUem classificam o significado destes conceitos. O espaço E(. não pode ser nulo por definição.\. Cada vector não nulo no plano XOY é um vector próprio com valor próprio I. EXEMPLO 2. o escalar zero pode ser um valor próprio. porque se x e y pertencem a E(. Com efeito.l. Se E(. correspondente a J. k do modo seguinte: T(i) ~i.l.\x. Por conseguinte (ax + by) E E(. (R) e seja T uma reflexão no plano XOY.\) tem dimensão finita. x. reside em que deverá existir um único valor próprio J_ associado a um vector próprio dado x.V uma transformação linear que admite o valor próprio .\). É fácil provar que E(. Uma razão do facto da exclusão do O como vector próprio. se O é um valor próprio para x então T(x) ~ Ox = O. Seja T: S.ao escalar c. Seja E(.l. sendo c um escalar determinado.l. Simetria no plano XO Y. a definição exclui O como vector próprio. se o espaço nulo de T contém qualquer elemento não nulo então cada um deles é um vector próprio correspondente ao valor próprio O.veclores próprios pode li .I. Seja T: S. isto é.) formado por todos os elementos x tais que T(x) ~ .V a transformação linear definida pela equação T(x) ~ ex para todo x de S.\).l. Em geral. E(. Seja S ~ V~ V. Multiplicação por um escalar dado. então dim E(.: EXEMPLO 3.lx ~ l'x donde resulta. ' ~ f Valores próprios e vectores próprios -~ Com efeito. ele..\) se tem T(ax + by) = aT(x) + bT(y) = ah + bÀy = À(ax + by) para escalares a e b quaisquer. Inversamente. EXEMPLO S.\) chama-se o espaço invariante correspondente a . pelo que x pertence ao espaço nulo de T.\x e T(x) ~ l'x para um certo x x O. com c* O. Este conjunto contém o elemento zero O e todos os vectores próprios correspondentes a J. Contudo. se tivemos T(x) ~ . visto que E(..\) é o espaço ntilo de T -.\~ I'· 111 .. 1.x.l) é um subespaço. T(j) ~ j.) o conjunto de todos os elementos x de S tais que T(x) = . T aclua sobre i. j.. Os restantes vectores próprios ·são os da forma ck. Existência de valores próprios nulos. T(k) = = -k. /'X para um certo * Nota: Embora a equação (4.. * Existe precisamente um valor próprio dizendo respeito a um vector próprio dado x. EXEMPLO I. Se existe um vector próprio. Nestt? exemplo todo o elemento não nulo de S é um vector próprio correspondente .2) seja sempre válida para x = O e qualquer escalar . pelo que E(.. Rotação de um ângulo a no plano e em torno de um ponto fixo.) é um subespaço de S. Este ex empio é de interesse especial porque mostra que a existência de. então . cada um deles tem valor próprio .l..l) contém pelo menos um elemento não nulo. Pode ser de dimensão finita ou infinita.\I.

Porque os escalares 2 de V (R) são números reais. se a não fôr um inteiro rnultiplo de n.112 Cálculo depender do corpo fundamental de escalares. Consideremos en primeiro lugar a segunda interpretação. O Operador derivaçiio. V (R). Em exemplos como este em que V é um espaço funcional os vectores ptóprios chamam-se funções-próprias. D(j) ~F Os vectores próprios de D são as funções não nulas/satisfazendo a urna equação da forma f'=lf para algum real A. EXEMPLO 6.(R) com dois elementos base (I. não tem valores próprios. Se f E V. Seja V o espaço linear de todas as funções reais contínuas num intervalo finito [a. O valor próprio correspondente a f(x) ~ Cf!. 0).x é À. EXEMPLO 7. por conseguinte. O plano pode considerar-se como um espaço linear de duas maneiras diferentes: (I) como un espaço linear realbidimensional. Esta é uma equação diferencial linear de primeira ordem. z =rem. (2) como um espaço linear complexo unidimensional. Quer dizer que a existência de vectores próprios e valores próprios pode depender da escolha dos escalares para V.(C).l = ef<rZ. V~ V. (O. Observe-se que o valor ei'r não é real a menos que a seja um multi pio inteiro de 1r • Consideremos agora o plano como um espaço linear real. I) e com os números reais como escalares. definamos g ~ T(j) como sendo a · função dada por g(x) = J: f(t) dt As funções próprias de T(se existirem) são as funções não nulas f satisfazendo a uma eouacão da forma . Des~e modo os vectores próprios de D são todas as funções exponenciais f(x) ~ ceAx com c* O. com um elemento base I e números complexos-como escalares. onoe c é urna constante arbitrária real. Cada elemento z =F. cada z *O é um vector próprio com valor próprio .O de de V1 (C) pode exprimir-se na forma polar. Seja V o espaço linear de todas a funções reaisf admitindo derivadas de todas as ordens num dado intervalo aberto. Todas as suas solu~ões são dadas pela fórmula f(x) = ce'". O operador integração. Seja Da transformação linear que aplica cada f sobre a sua derivada. Assim. então T não admite valores próprios reais e.\ = ei<'.. V~ V. Por outras palavras.. b]. Se T imprime a _z uma rotação de um ângulo a-. então T(z) = rei<0 + . a rotação T tem valores próprios reais somente se a é um 2 inteiro rnultiplo de n.

O resultado é trivial quando k = I. Seja T: S.l. Como atrás. Se u 1 . 1 . as únicas funções próprias possíveis são as funções exponenciais da forma J(x) ~ ce<1•1 .t * O. •••• ·'-k são distintos. tais que .própria podemos derivar esta igualdade para obter a relação f(x) ~ . ••• . então. ..referida no teorema que se segue. Demonstração.. É fácil mostrar .y.iformação linear T: S-+ V e os correspondentes valores próprios .lfXx).3. nem funções próprias nem valores próprios. se fazemos x =a em (4. Sejam u 1.lf não pode ser satisfeita com uma função f não nula. que o teorema se demonstrou para qualquer conjunto de k-1 vectores próprios. isto é.c O. vemos que a equação T(f) = . Contudo. Seja x um vector próprio correspondente a J e seja L(x) o subespaço gerado por x. Se c* O então y *O pelo que cada elemento y de L(x) não nulo é também um vector próprio correspondente a . a partir da qual obtemos f(x) ~ cexl.2.V uma transformação linear admitindo um valor próprio . L(xj é o conjunto de todos os produtos de escalares por x.. ••• .l.l. então os vectores próprios u 1 .r-. desde que k. A demonstração faz-se por indução em k. Suponhamos.-ão independentes. com c* O é . •••• uk ~. Com efeito. Se existe uma função. S representa um subespaço de um espaço linear V.3) 113 f(t) dt = Ãf(x) J: i para algum real À. se y= ex temos T(y) = T(cx) = cT(x) = c(Ãx) = Ã(cx) = ).'. Independência linear de vectores próprios correspondentes a valores próprios distintos Uma das propriedades mais importantes dos valores próprios é . TEOREMA 4. Por outras palavras. Acabámos de provar que o subespaço gerado por um vector próprio é invariante sob T. O subespaço gerado por um vector próprio.que T aplica L(x) em si próprio. uk são ·vectores próprios de uma tran.Valores próprios e vectores próprios (4.uk os k vectores próprios correspondentes a valores próprios distintos. pelo que T não tem. e admitamos que existem escalares c. Um subespaço U de S diz-se invariante sob a transformação T se T aplica cada elemento de V sobre um elemento de V. 4.. EXEMPLO 8.3) resulta O = Ãf(a) = Ãce"l1 • Mas porque eatJ nunca é zero.

. uk-•· são independentes.é outra razão para a exclusão do O como vector próprio.2 não é verdadeiro. pelo teorema 4. porém. TEO.5). necessária. as quais podem ser representadas por matrizes diagonais.. me relação a esta base..5) i=l .2. uk. A transformação identidade é um exemplo.2. Esta. se T admite os vci:tores próprios independentes u 1 .{. O inverso do teorema 4.4) e usando o facto de que T(u. . Mas Porque u.4) • ·~· Aplicando Ta ambos os membros de (4.~ O para .. pelo que os vectores próprios u. Esta condição não é.matricíal diagonal. . mas pode representar-se pela matriz identidade..(. Nota: O teorema 4.3 diz-nos a existência de n valores próprios distintos é uma condição suficiente para T admitir uma representação matricial diagonal.114 Cálculo ~c.* ~lk para i* k.1 e 4. ..4) vemos que c. toda transformação linear T: V~ V admite quando muito n valores próprios distintos.=O. Uma vez que os valores próprios são distintos temos À... O teorema 4. .lk) =O para cada i= I. Se existissem ·n + 1 valores próprios distintos então. é uma matriz diagonal com os valores próprios como elementos diagonais.. ·Todos os seus valores próprios são iguais a I. Demonstração. Tal não é possível porque dim V~ n.)u.l. • Multiplicando (4.REMA 4.. T(x) = x para qualquer x. (4. deve verifica-se c.2 não sei-ia verdadeiro se o elemento zero pudesse ser um vector próprio.os a equação i=l ·~· ~c. . então cada x =F O é um vector própio mas existe unicamente um valor próprio.. o que implica c. é também O . Observação.u. ~\ 1 . V conteria n + I elementos independentes. isto é. Se T tem precisamente n valores próprios distintos. então os correspondentes vectores próprios formam uma base para V e a matriz de T. .u.encontramos (4. .L c1À1u1 =O. O teorema 4..) ~ Ã. =o.. então os valores próprios que en dizem respeito.\ = I.3. •••• . e subtraindo de (4. De (4.• k-l. Por exemplo.4) por À. Observe-se que o teorema 4. . Existem transformaçoes lineares con menos do que n valores próprios. A segunda afirmação resulta dos teoremas 4. se Té a transformação identidade. tem consequências importantes para o caso de espaços de dimensão finita.:t.• uk são independentes. Se dim V~ n. . ••• .:t. obtem. k-1. 2. 2.1 diz-nos que a existência de n vectores próprios independentes é uma condição necessária e suficiente par~ que T tenha uma representação..~ I. não são necessariamente distintos.2. Àk.

X 11 para n ::::: I. Se T: V___..... (a) Se T admite t.\. x é um vector próprio de T" correspondente de ~\ 11 • Utilizar depois o resultado do Exercício I para mostrar que se P é um polinómio. 10. Seja V o espaço linear de todas as funções contínuas em (~oo.\ = -I. V tem um vector próprio x correspondente ao valor próprio J .. Se p E V. 12. Se f E V.Valores próprios e vectores próprios 115 4... Provar que x é um vector próprio de T 2 correspondendo a . "'T) o espaço linear real de todas as funções reais contínuas no intervalo 10.1 =.. Quais são as funções próprias correspondentes a este valor próprio? 7.. V= "V2 (R). então x é um vector próprio de P(D .\1).\ e um valor próprio para Te determinar as funções próprias correspondentes a .\ e I'· Se ax + hy e um vector próprio de T. definir g ~ T(f). \. Seja V o espaço linear de todas as Funções reais deriváveis no intervalo (0.. V do modo seguinte: Se x = lx 11 f é uma sucessão convergente com limite a. Seja T: S . pondo g(l) ~ tf"(t) para todo 1 em (0. Provar que T admite unicamente dois valores próprios .. e determinar aS Funções próprias correspondentes~ ~L 6. prOvar que a= O ou h~ O. Definase T: V . 11. +oo) c tais que o integral J~·""rf(t)dt exista par"a todo o real x. Exercícios I. Seja T: S_. Admitir que uma transformação linear T tem dois vectores próprios x c . Consideremos o plano como um espaÇo linear real. a única transformação com esta propriedade é o produto da identidade por um escalar. provar que aT admite o valor próprio a. Provar que existe um escalar c tal que T(x) =ex. +co) e tais que o integral Jx. Seja V= l(O.!Sugestão: T 2 .\. onde c. provar que pelo menos um dos valores. SejaS o subespaço de todas as funções f as quais têm derivadas de segunda ordem contínuas c que verificam as condições fronteira f( O)= /("'r)= O.: são.\ negativo é um valor próprio para Te determinar as funções próprias correspondentes a . Prova~ que cada positivo.1n valor próprio. \.1 5. Provar que cada real . provar que todo o vector não nulo é um vector próprio de T 2 . Por outras palavras.1 ).\ é um valor próprio para T. Embora T não possua vectorcs próprios.4. 9.\é um valor próprio para T...f(t)dt existe para todo o real x. Suponhamos que T: V___. Seja V o espaço linear de todas as Funções continuas em (-co.r corrcspondendo a valores próprios distintos.\ 2 / = (T +..ti) (T-.• c que as funções próprias correspondentes a __ . e determinar os vectores próprios correspondentes a cada.\ ou -.f.f(t) =c" scn m. 11 . 4. V uma transformação linear tal que cada elemento não nulo de S seja um vector próprio. Seja V o espaço linear de todas as sucessões reais convergentes /xnl. onde Y =a.cntf(t)dt.r. I). definir q = T(p) significando q(t) = p(t + I) para todo o real t. provar que x é também um vector próprio para aT1 + bT2 • Como estão relacionados os valores próprios? 2.\). 3. mais geralmente.. V a transformação linear que apli~a cada f sobre a sua segunda derivada.correspondente a P(.. Seja V o espaço linear de todos os polinómios reais p(x) de grau s n. 8. seja g = T(/) deFinida pela equação K(X) = f!. V goza da propriedade dê P admitir um valor próprio não negativo. Se/E V. T(f) Provar que os ·valores próprios de T são números da forma -n!. 1.\. Se JE V. "#: O.. :rrl. Provar que T admite unicamente o valor próprio I. . (b) Se x é um vector próprio para T1 e T2 . seja T(x) = /y.P e. seja g = T(f) definida pela equação J:"(X) = f~a/(t)dt.\ 2 . e seja Tu ma rotação de V de 11:!2 radianos.. \ =O e.. Provar que cada.. onde n = I. !Sugestão: Fazer uso do Exercício 11.

.20.A é uma representação matricial para TA. 3. - a.A)= I. Se fizermos próprio se e somente se a equação (4.1 = À' . então .A) resulta imediatamente da definição de f Vamos provar que f é um polinómio de grau n unicamente para o caso n.7) é um valor próprio. pelo teorema 2. (Ver Exercício 9 da Secção 4.. qualquer À do corpo fundamental de escalares que satisfaz a (4. TEOREMA 4.. . verifica a equação {4.A) considerado como uma função de À. a matriz Ài. Para n ~ 3 temos .5. Polinómios característicos Se dim V~ n. Quer dizer. o termo de maior grau é . a 11 .) .. Para n ~ 2 temos À- det(U.)Â + (a11a.a.6) existe se e só se a matriz de T_. um polinómi<t quadrático em À.T)(x) =O. A demonstração para o caso geral pode ser feita por indução e é deixada como exercício.). Isto sugere o estudo do determinante det (U. Se A é uma matriz n X n e se I é a matriz identidade n X n.. Inversamente.13. Se A é uma representação mátricial de T. A equação T(x) ~ Àx pode escrever-se na forma * (U. Portanto. r~lém disso.A é singular se e só se det (Àl.A) = O. O caso de dimensão finita.H.lx tenha uma solução com x O. então À é um valor tem uma solução x não nula. se À é um valor próprio para T.A) é um polinómio em .. À-"'' I= (À .) Para n ~ I o determinante é o polinómio linear f(À) ~À.. a função f definida pela equação /(À) = det (ÀI . é singular.4.8.t é não invertível (devido ao teorema 2.a 11)(À . caso em que T.a.a.(a11 + a.a.10). Demonstração. Pelo teorema 3. -a.6) T.116 Cálculo 4..t de grau n.a.A)~ O. -a. uma solução não nula de (4. o problema de determinação de valores próprios de uma transformação linear T: V---+ V pode ser resolvido com recurso aos determinantes. A afirmação f(O) ~ det(..tn e o termo de grau zero éf(O)~ det(-A)~ (-l)•detA.7) det (U ..(x) =O TA~ À[- T. sendo I a transformação identidade.. Pretendemos determinar aqueles escalares À tais que a equação T(x) ~ ..

Se f representa quer o campo real R quer o campo complexo C. os valores próprios da matriz quadradà A são as raízes do polinómio característico j(Ã) = det(Ã!. Cálculo de valores próprios e vectores próprios no caso de dimensão finita No caso de dimensão finita os valores próprios e vectores próprios de uma transformação linear T chamam-se também valores próprios e vectores próprios de cada representação matricial de T. Assim. sendo o termo de maior grau . Retomamos agora o problema do cálcu" . As raízes do polinómio característico de A são números complexos. Os vectores próprios correspondentes a um valor próprio À são os vectores não nulos X= (x 1 .Valores próprios e vectores próprios À. DEFINIÇÃO. o determinante j(Ã) = det(Ã/. Mas pode ir-se mais longe. A discussão do teorema 4. A matriz A depende de escolha da base em V.A) =O e que qualquer raíz do polinómio característico de A que pertence a F é um valor próprio de T.A) = -a21 Os dois últimos termos são polinómios lineares em nómio dO 3. O conjunto dos valores próprios de T é formado pelas raízes do polinómio de A que pertencem a F. ••• .6. com F o corpo dos escalares de V e dim V= n.4 mostra que cada valor próprio de T satisfaz à equação det(Ã!. o conjunto das raízes do polinómio característico de A deve ser independente da escolha da base. lo dos valores próprios e vectores próprios no caso de espaços de dimensão finita. pois na Secção seguinte demonstraremos que o próprio polinómio característico é independente da escolha da base. Se A À. 4.A) chama-se o polinómio característico de A. xn) considerados como matrizes coluna n X 1 -que satisfazem a equação matricial. Seja T: V-+ T uma transformação linear.5. O primeiro termo é um poli- é uma matriz n X n.A). Portanto. temos o seguinte teorema: TEOREMA 4. podendo algumas delas serem reais. . Demonstração. mas os valores próprios de T foram definidos sem referência a uma base dada.. 0 grau.Ou 117 :let (Jd .P. Seja A e representação matricial de T.

ou (U.A)X= O. Para determinar os vectores próprios correspondentes a "l = I. •••• Xn· Uma vez conhecido À podemos obter os vectores próprios resolvendo esse sistema. 3. -2 x.3). x1 x. com t qualquer escalar não nulo. resolvemos o sistema AX = X. EXEMPLO I.118 Cálculo AX= ÀX. ou [ que nos dá -1 ~ ~ -1 2xt :][::] = [::]. -I~ e 3. Esclarecemos o assunto com três exemplos que apresentam aspectos diferentes.=O -x1 - x2 - 3x3 =O.I) correspondentes a "\ = . I. A matriz A=[~~:] -1 -1 -2 lem o polinómio caracterlstico det (U. . . Por cálculos análogos encontramos os vectores próprios X= 1(0. Deste modo os vectores próprios correspondentes a À= I são X= 1(1.A)= det [À~2 2 -I À-3 I -4 -1 ] = (À- l)(À + l)(À. com t qualquer escalai . -I. . e X= 1(2.l+2 pelo que os três valores próprios são distintos: l. 0).I. + x. Uma matriz com todos os valores próprios distintos. +· -~3 = 2x1 + 3x2 + 4x. Adicionando membro a membro a primeira e terceira equações encontramos x 3 =O e as lrês equações reduzem-se a X 1 +·x2 =O. Este é um sistema de n·equações lineares para as componentes x 1. = x 2 o qual pode escrever-se x1 + x2 + x3 =0 2x1 +2x2 +4x.I) correspondentes a À= 3.

Uma vez que os valores próprios são distintos os correspondentes vectores próprios (1. que se reduz a -x2 +x. 0).4).x 1 pelo que os vectores próprios correspondentes a 2 são 1(-1. t. I -I 3 EXEMPLO Vectores próprios 1(1. I.Valores próprios e vectores próprios 119 não nulo. -I) são independentes. 1).éO 1(2. indicando-se na terceira coluna a dimensão do espaço invariante E( À). Os resultados podem resumir-se da maneira seguinte. -I) e (2. - 2)(J. A matriz corresponde o polinómio característico  -2 O 1  - det (U . 2. -I. Outra ltUllriz com valores próprios repetidos.zes para evidenciar que é uma raíz dupla. Uma matriz com valores próprios repetidos. -1). Os resultados podem resumir-se como segue: Valor próprio>. Valor próprio>. O). .éO I( I.2)(J. 3. t. (Citamos o valor próprio 2 duas ve.do polinómio característico. -I.x 3 =O 2x1 À~ +x2 +x3 =0.2 Vectores próprios 1(-I.é 0 dimE(À) I I 4 EXEMPLO 3. I. Os valores próprios são 2. I. 2 e 4. Este tem a solução x 2 = x1 = . I) corresponden- do ao valor próprio À~ 4. I).éO dim E(À) I I 1 2. I . .éO t(O. t.=0 x 2 · . A matriz . -I. Analogamente encontramos 1(1.A) = dct [ 3 ~I -2 -I Ã-3 l = (J. com 1 *O. -I.I.I). 3. t. (0. -I).) Para determinar os vectores próprios correspondentes a ~t = 2 resolvemos o sistema A X= 2X.

O. + x. I. I. -1) + b(O. Consequentemente E( À)= 2 quando À= I. o sistema AX =X consta da equação x.A 1 .. =o repetida três vezes. b. =O -3x1 . Traço de uma matriz Sejaj(Ã) o polinômio característico de uma matriz A.b) = a(1. -I) e (0.!)(À. Representemos asn raízes de /(. com a e b arbitrários e tomar x 3 = -a .. O. O a(1.\= 7 são t(l.) . Valor próprio 7 I. + x. ••• .J. n X n.3x2 + 3x3 =O.7). -1). X 2 = b. I Vectores próprios t(l. com cada raíz escrita tantas vezes quantas as unidades que o seu grau de multiplicidade indica. 3). a.I){À. 2.. Quando À= 7 o sistema AX= 7Xvem · Sx1 - x2 - x3 = O -2x1 + 4x. -I).J. pelo que os vectore·s próprios correspondentes a.A = I tem a forma (a.A) por . Assim cada vector próprio corre~pondente a . Podemos também escrever /(À) ordenado segundo forma às potências decrescentes de À na . b não ambos nulos dim E(. onde a* O e b *O. -I) forma uma base para E(l). 2. Então pelo teorema de factorização tem-se f(l) =(À. O.. Este admite a solução x2 = 2x 1.120 Cálculo admite o polinómio característico (À. Isto significa que os vectores (I. mas somente dois valores próprios distintos. 3). Para o valor próprio À= I.\) I 2 t"' Observe-se que neste exemplo existem três vectores próprios independentes.).7. Os resultados podem resumir-se como segue. com t *O. 4. .b. x 3 = 3x 1. -I)+ b(O. 1.2x. -a.An. (l. Para resolver esta equação podemos fazer x 1 =a..

:In=detA. i=l n Isto é. vé-se que .+ .Valores próprios e vectores próprios 121 Comparando esta com a forma factorizada concluimos que o termo constante c0 e o coeficiente de _tn-' são dados pelas fórmulas cn-l =-(.::enta-se por tr A. ela pode usar-se como verificação numérica no cálculo de valores próprios.tr A.. (c) [: ~l 3.. Uma vez que a soma dos elementos diagonais é fácil de calcular. para cada . por definição.. . Desta maneira temos.s O [ senO .-seno]. o produto das raízes do polinómio característico de A é igual ao determinante de A.a>O.:I 1 ···. Exercícios Determinar os valores próprios e vectores próprios de cada uma das matrizes dos Exercícios I a 3.8 pede-se uma demonstração desta fórmula.b>O. G<J. Determinar igualmente.t). Nas secções que se seguem analisaremos outras propriedades do traço de uma matriz. i-1 n O coeficiente de _tn-• é dado por cn-o = .) As duas fórmulas para cn-t mostram que trA = 2a.. a dimensão do espaço E(. = (- I)" det A. cos 8 . 2. trA = 2..t. A soma das raízes de f(A) chama-se o traço de A. e repre.:I. co. o traço de A é também igual à soma dÓs elementos diagonais de A. Podemos também calcular este coeficiente a partir de /(A) na forma de determinante e encontramos (No Exercício 12 da Secção 4.8. + Àn)• Visto ser também c. isto é. 4.:1.

(a) [-: ~l -7 o (b) [: 1 2 3] . Calcular os valores próprios e vectores próprios de cada uma das matrizes seguintes e calcular igualmente a dimensão do espaço E( . 6. Determinar todas as matrizes 2 X 2 com elementos reais cujos Valores próprios são (a) reais e distintos. Determinar depois todas as matrizes 2 x 2 com elementos complexos tendo os dois valores próprios 1 e . Oirac (1902). Se A c B são matrizes n X n. físico inglês. Provar que uma matriz quadrada A e a sua transposta A' têm o mesmo polinómio característico. provar (por indução) que o determinante j(À) = det (. (c) complexos conjugadOs. 10. = [~ -~l P. 3 (c) 3 20 [-: (o) [: -6 -6] . Nota: Pode demonstrar-se que A B e BA têm o mesmo polinómio característico. com B uma matriz diagonal. Calcular os valores próprios de cada uma das cinco matrizes._c com o coeficiente de Àn igual ao produto dos elementos principais de 8. = [~ _:] aparecem na teoria quântica e dizem-se matrizes spin de Pau/i. b. 2 4 -6 -4 o o o o o o 8. Verificar que elas têm v~lores próprios 1 e -I.I. Determinar a. Elas aparecem na resolução da equação das ondas relativista em Mecânica Quântica.A) para cada valor próprio À. dados que os vectores (1. (a) l. d.A) é um polinómio em À com f(O) = (.122 Cálculo 4.I)n det A. (b) reais e iguais. c. em honra do físico Wolfang Pau li (1900-1958). f. mas não se pede a demonstraçao para esta hipótese. 1. O) são vectores próprios da matriz 7. 1). mesmo se A é singular. 9. 11. ~· l: ] -i o o o o o o o Oll: o o -1 o o o o (d) o o o o o o (•) [l -I o o o o o j j ~· Estas chamam-se matrizes de Dirac em homenagem a Paul A. As matrizes P. . A e 8 são matrizes nx n. -1. com A não singular. e. O. -1) e (1. Se.M. 5..lB. provar que AB e BA têm o mesmo conjunto de valores próprios. = [: ~l P. (1.

W é uma aplicação de um espaço n dimensional V num espaço m dimensional W.. Visto que cada (4. 4.e.9) T(u.10) resultam igualmente as equações - .. n ••• . Consideremos agora o C<lliO em que V= W.) relativamente à base (w... . para k = 1.. Provar que A e B têm o mesmo polinómio característico se n = 2. definida por estes escalares é não singular porque representa uma transformação linear que aplica uma base de V sobre outra base de V. (a) (b) (c) (d) tr (A + B) ~ te A tr (cA) ~c te A. ... . 2. . mas que tal não se verifica se·n > 2.. 13. para algum conjunto de escalares ckJ· Então a matriz C~ (ck1). te (AB) ~te (BA). Então tem-se n a matriz (4. + te B. en podemos escrever u 1 =Lc~:. .o mesmo polinómio característico.2. .) em V e W.. .) =I n a. W.9. . . . u. Provar cada uma das seguintes proposições relativas ao traço.k) a matriz de T relativa a esta base.... Matrizes representando a mesma transformação linear.)... . Matrizes semelhantes Nesta Secção vamos demonstrar que duas representações matriciais distintas de uma transformação linear têm . e. T(e. k~l para j=l.ek k=l para j= 1. Isto significa que se tem (4. A representação matricial de T relativa a esta escolha de bases é a matriz mx n cujas colunas são as componentes de T(e. Sejam (e..)=Ib.. Admitamos que T: V ..2. n:><n.8) T(e. Recordemos como se definem as representações matriciais·. ~ (bkJ) i=l Escolhamos agora outra base ordenada (u. Sejam A -e 8 matrizes n X n com det A = det B e tr A = tr 8.u.)..n... Provar (por indução) que o coeficiente de Àn-1 emj(Ã) é -tr A.. .) bases ordenadas para V e Wrespectivamente. ... n. . Aplicando Ta ambos os membros de (4. .. . e admitamos que se considera a mesma base ordenada (e.. e..) para V e W e seja B de T relativa a esta nova base.. Diferentes representações matriciais são devidas a diferentes escolhas das bases. t4. .j e (W.10) uj pertence ao espaço gerado por e 1 .Valores próprios e vectores próprios 123 12. . .. Seja A uma matriz nx n com o polinómio característico f (A).n. w. Para isso vamos analisar mais em pormenor a relação entre matrizes que representem a mesma transformação. te A' ~te A. Seja A ~ (a.

. T(e.) k=l (4. e U' = [T(u.)] . representam a mesma transformação linear T.9) e (4. .124 n Cálculo T(u 1)=2. U'=E'C.. De (4. .. I X n cujos elementos são os das bases que se cons.8) a (4. u.12) resulta E= uc-•. .1 T(e. U'= UB. •. T(u. Os sistemas de equações de (4. De (4.11) escrevem-se.ideram.. A e B.. Sejam e U = [u1 .10) pode escrever-se como uma simples equação matricial (4. . Porque os ui são independentes teremos B = c-•Ac. (4. Para encontrarmos a relação entre A e B exprimimos U' de duas maneiras diferentes em função deU. Mas cada elemento nesta equação matricial é uma combinação linear dos vectores base u 1 ..12) Analogamente. ••• .6.8).). (4.n. Se duas matrizes nX n. .)].] matrizes linha. Portanto UB = Uc-' AC. U=EC.c..2. então existe uma matriz não singular C tal que B = c-•Ac..).11) podem escrever-se de modo mais simples na forma matricial introduzindo matrizes cujos elementos sejam vectores. Então o conjunto de equações em (4. .13) E'=EA. .13) resulta U'= UB e U' =E' C= EAC = UC-1AC.11) para j=1. u. as equações (4. . Demonstrámos assim o seguinte: TEOREMA 4. se introduzimos E' = [T(e. respectivamente.

_.7. peJo· que V= [u~' . ·. [T(e1).. ~ ck. e nl para um espaço n-dimeiis-iona\ V.. Sejam u~' . S(u.16) podem escrever-se. Mas sabe-se que ••• . 2. Se A e B são duas matrizes n x n relacionadas ·pela equação da forma B = L 1AC. Demostraremos que S = T provando que T(u) = S(u) para cadaj. onde os escalares ck..i são os elementos de C Visto C ser não singular representa uma transrormação linear invertível. se A é a_matriz de T relativa à ba~e E= le~' .e.14) u1 = _2c. un vectores definidos por fl (4. . e seja S a transformação que admite B como representação relativa à base U Tem-se então fl (4. Seja T a transformação linear que admite A como representação matricial relativa à base E. .Valores próprios e vectores próprios 125 Além disso. 2..· uni. As equações (4..6 é também verdadeiro....) = ~a.. .15) e (4.15) e T(e. . Demonstração.)] = UB. . T(u. u) é também uma base para V e tem-se U = t:C..tiek i<-1 para j = 1. ••• ..)] = EA. na forma matricial. n.16) S(u 1) = ~ b. k-1 para j = I. . [S(u1 ).u. . 2. . . i~l para k =I.14) obtemos também a relação T(u 1) = [T(u1).então para c pode tomar-se a matriz não singular que relaciona as duas bases através da equação matricial V= EC O inverso do teorema 4. com C uma matriz -n X n não singular. n fl (4. . enl é se B é a matriz de T relativa à base u =lu]' . ... Escolhamos uma base E= [e~' .T(ek) ou Aplicando Ta (4...-.)] = EAC: . . T(e. TEOREMA 4. então A -e B representam a mesma transformação linear.. . de maneira simplificada. n.

. Esta propriedade conduz-nos ao seguinte teorema. Isto mostra que .. Matrizes semelhantes gozam de muitos propriedades importantes.tf-8 e U-A são semelhantes. é uma transformação linear com F o corpo dos escalares de ·e se Se admité que o polinômio característico de T tem n raizes distintas À 1 . pelo que T =S. ·se T: V . IO.7 podem combinar-se para dar origem a: TEOREMA 4. .126 UB 0 Cálculo = ECB = EC(C-1AC) = EAC. que prova que T(u) = S(uj) para cada j. F representa quer o corpo dos reais R quer o corpo complexo C.6.. Por exemplo. ·Àn em F. 4. Deste modo T(x) = S(x) para todo x em V. · DEFINIÇÃO.5. Por outras palavras. Se A e B são semelhantes.9 em conjunto mostram que todas as representações matriciais de uma dáda transformação linear T têm o mesmo polinómio característico. o mesmo determinante visto que det (G.8..10.l é a matriz diagonal A !endo os. Demonstração. (a) Os correspondeiltes vectores próprios u 1 . • • • . Duas matrizes '! x n. (b) A matriz de T relativa à base ordenada U =lu. TE:0REMA 4. Matrizes semelhantes tem o mesmo polinórnio característico e portanto oS mesmos valores próprios.1AC) = det (C-1)(det A)(det C)= det A. pelo que det (:U-8) = det (U-A).1/C .2 e 4.. então: . V V e· dírri V. Os teoremas 4. existe uma matriz n:lo singular C tal que C ·• A C. unforma uma base para V.. . No teorema 4.valores próprios comq elementos principais: TEOREMA 4. as matrizes A e B representam a mesma transformação linear... dizem-se semelhantes se exisiir uma matriz · não singular C ta/que B = C ·• A C. ••• . A e B. Portanto temos B = :U.c-•AC = C-1(:U- A)C. Este polinómio ch~ma-se também o polinómio caraCterístico de T.8 e 4. têm. O teorema que se segue é uma combinação dos teoremas 4.C.6 e 4.. u.B = J. . Os teoremas 4.= n. Duas matrizes n X n são seme!hantes se e só se representam a mesma transformação linear.j- G-1 AC = J.9.

<. é um valor próprio. Porque existem n raízes distintas. então A é semelhante a uma matriz diagonal. exprimir C em função de A e 8. lz 11 z2 ) = lx 1.2 diz-nos que os correspondentes vectores próprios u 1. E~ \e. então A ainda pode ser semelhante a uma matriz diagonal.1 O. ••• . Visto que T(u . (c) Se A é a matriz de. B e C matrizes 2 X 2. J'2 )C. onde C é a matriz não singular relacionando as duas bases pela equação Demonstração. e 11 ) é uma base dos vectores coordenados unitários (/ 1 .5 cada raíz À. . 4. mas não são semelhantes. Provar que as matriZes [I próprios. Nos exercícios que se seguem são dados alguns exemplos.. x 2 ) A. Para cada alínea. ~[ 2 -1 o I]. Com respeito a estas bases um ponto tem coordinadas (x. . (c) A ~[ -1 2 4I]· ..1A C seja uma matriz diagonal ou explic~r porque razão não existe tal C .10 chama-se uma matriz diagonafizadora.T relativa a outra base ••• . e. 3. Se (e 1 . Admitindo -que -ly. 4. Por conseguinte formam uma base para V. Para provar (c) usamos o teorema 4.l então. o teorema 4. (y 1 . x 2 ).) = À .10 mostra que a coluna de ordem k de C é formada pelas componentes do vectór próprio uk relativo a (/ 10 • • • n).. ••• . 127 .6. ••• . y 2 ) e (z 1 . /") então â equação U =EC no teorema 4.U. o que demonstra (b). e a alínea (a) fica demonstrada. x 2 l B.Valores próprios e vectores próprios A= diag (Ã1 . Nota: A matriz não singular C do teorema 4. vaiare~ (a) A~[: ~l (b) A ~ · [I 2] 5 4 . Pelo teorema 4.11 Se os valores próprios de A são distintos. c IZ 1 .. y 2 l = lx 1. Se os valores próprios não são distintos. (d) A . Exercícios 0 1 ] c [I ] têm_ os mesmos 1. A= c-•Ac. z2 ) reSpectivamente. mostrar que os valores próprios de A não são distintos más que A tem três vectores pr:óprios independentes. -?" 2 1 =·\y 1.).. a matriz de T relativa a Ué a matriz diagonal A. Isto Verifica-se-á se e só se existirem k vectores próprios independentes correspondentes a cada valor próprio de multiplicidade k. Para cada alínea determinar uma matriz não-singUlar C tal que C. un são independente-s. Dctêrminar uma -matriz não singular C tal que ('-' AC seja uma matriz diagonal.. Dão-se três bases no plano. O 1 O 1 2. Com A. .

. 8. (c) A não tem valores próprios reais. mas qt. (b) Se A é -não singular.:.128 Cálculo (a) A=[~ ~ ~l o 2 (b)A=[ I -: -:]. Dada uma matriz n X n. .provar que as seguintes proposições relativas a A. A.c 0 cada uma é semelhante a· uma matriz triangular da forma[-' ].. (a) A é não singular. I A · (a) [2 -1]• (b) [ 2I]· -1 4 [ o O -1 O 6. Dete~minar os valores própnos c vcctores próprios da matriz srovar que não é semelhante a uma matnz dtagonal.{. com }. (b) n é par. (a) Provar que uma matriz quadrada A é não singular se e só se O não é um valor próprio de A. :]e com el~ -1 -3 7. (d) det A ~ I. um valor próprio. Mostra que nenhuma das seguintes matrizes é semelhante a uma matriz diagonal. com elementos reais e tal que A2 =-. provar que os valores próprios de A -~ são os recíprocos dos valores próprios de A. -1 -1 I 5.

5 VALORES PRÚPRIOS DE OPERADORES EM ESPAÇOS EUCLIDIANOS 5. espaços lineares dotados com a estructura de produto interno. i i:.~ sinietriâ hermítica. x). Recordemos as propriedades fundamentais do produto interno. Embora a maior parte das ~~ .. S~~ ~ue significa que os escalares são os conjugados quando são tomados do segundo ~t·:· ·. . factor. Num espaço euclidianq real o produto interno (x. :. pelo que a propriedade (4) tem '~'~significado se o espaço é complexo.. y) (linearidade) (3) (ex. Em (3) o escalar c é complexo. Tomando x = y em (I) vemos que (x. f. y).~. onde a barra representa o complexo conjugado.deve entender-se que ~ espaço pode ser real ou complexo. com excepção ·da simetria que é substituída pela . cy) = c(x. x) >O se x O (positividade) Num espaço euclidiano complexo o produto interno é um número complexo satis~. De (I') e (3) resulta (3') · fi (x. x) (simetria) (2) (x + z.1. v) (homogeneidade) (4) (x. y) + (z. y) de do~s elementos x e y é um número real satisfazendo às seguintes propriedades: (I) (x. Valores próprios e produtos internos ESte capítulo descreve alg_umas propriedades dos valores próprios e vectores próprios de transformações lineares que operam em espaços euclidianos. isto é. y) = cj'x. y) = (y. I · Quando usamos a expressão espaço euclidiano sem qualquer outra -designação. y) é real.fazendo às mesmas propriedades. y) = (y. y) = (x. * ! (I') ·~- (x.

x) é imaginário puro. se e só se (T(x). x) = (x. x) Demonstração. T(x)) para o vector próprio x.E uma transformação linear admitindo um valor próprio À com um correspondente vector próprio x. isto é. da simetria hermítica do produto interno temos a fórmula análoga (5. então (5. Estas transformações aparecem em enorme variedade de aplicações distintas. operadores hermíticos definidos em espaços de dimensão infinita desempenham um papel importante na mecânica quântica. (x. Porque x * O. I= (x. Uma vez que T(x) = . é imaginário puro (. Por exemplo. que dependem do facto do espaço euclidiano fundamental ter um produto interno real ou complexo. x) = (Àx.1 ). e T: V. TEOREMA 5. x).t.. .t =X) se e só se (T(x). isto é.1) e (5. T(x)) (x. Transformações hermíticas e hemi-hermíticas Nesta Secção vamos fazer a introdução de dois tipos importantes de operadores lineares definidos para espaços euclidianos. No caso chamam-se hermíticas e hemi-hermíticas. Estes operadores têm duas espécies de designação. Também . Por exemplo.2) vemos que À é real (À= X) se e só se ( T(x). x). não se impõe estarestrição à priori. Discutiremos fundamentalmentê o caso complexo visto que não apresenta dificuldades suplementares.130 Cálculo nossa aplicaçoes digam respeito a espaços de dimensão finita.1. x) = À(x. T(x)) para o vector próprio x. se e só se (T(x). 5. podemos dividir por (x.1 ). Se E representa um espaço euclidiano. De (5.tx tem-se (T(x). No caso real as transformações dizem-se simétricas e hemisimétricas. x) = -(x. x) Várias propriedades dos valores próprios podem facilmente deduzir-se das equações (5.2.2) para o complexo conjugado de . O primeiro teorema vai mostrar que os valores próprios (se existirem) poderão exprimir-se em função do produto interno. (Esta condição é trivial num espaço euclidiano real).1. V um subespaço de E..1) À = (T(x). x) para obtermos (5. x) é real.

T(g)) = J!. b) o espaço de todas as funções reais contínuas num intervalo fechado [a. g) = I: f(t)g(t) dt. O operador derivação. T(y)) para todo o par x. T(y)) para todo o par x. y em V. b). e que verificam ainda as condições de Jrontera f(a) = f(b). b) visto que a função integranda é zero.C(a. Neste caso a função integranda (5.3) é satisfeita quaisquer que sejam f e. É fácil provar que D é hemi-simétrico. Se T: V.Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 131 DEFINIÇÃO. Seja C(a. se E ê um espaço euclidiano real.3) e (5.y) = -(x. b) do Exemplo I.f(t)Tg(t)dt.E di i-se hermítica em V se (T(x). y em V. Simetria e hemi-simetria no espaço C(a. Para este T. b) do Exemplo I. b) o opera~ dor derivação dado por D(f) =f. EXEMPLO I. pelo que o integral é igual a ~: t. EXEMPLO 3. Por outras palavras. a multiplicação por·uma função fixa é um operador simétrico.4) é a derivada do produto Jg. escolhamos uma função p e definamos T(f) = pf. ~ransformações hemi-hermiticas dizem-se hemi-simétricas.4) . O operador T diz-se hemi-hermítico em V se (T(x). b). b) é uma transformação linear então (f. Multiplicação por uma Junção dada. Seja V um subespaço de C(a. Uma transformação linear T: V. onde Tg(t) significa T(g)(t). No espaço C(a. as transformações hermíticas dizem-se simetricas. seja V o sub. g em C(a. Efectuando essa mesma troca coni um operador hemi-hermítico o produto interno muda de sinal. No espaço C(a. Seja E um espaço euclidiano e V um subespaço de E. g(t)Tf(t)} dt = O se T é simétrico. Por conseguinte.C(a. Seja D: V.I: {f(t)Tg(t) a . bl. b) •. y) = (x. Nota: Como já mencionámos. o produto de p por f. a equação (5. com o produto internO real (f. r .' espaço de todas as funções f que admitem derivada contínua no intervalo aberto (a. Deste modo as condições para simetria e hemi-simetria vêm (5.. f' {J(t)Tg(t) + g(t)Tf(t)} dt =O se T é hemi-simétrico. um operador hermítico T pode passar-se de um para outro factor de um produto interno sem que o valor deste se altere. EXEMPLO 2.

5.g(pn·.do-·operador de Sturm-Liouvil/e. Então temos .132 Cálculo J: {fg)'(t) dt = f(b)g(b).3) e integrando ambos f!:f·(pg)'dt e f~g·(pn'dt por partes. TEOREMA 5. Seja q outra função dada em qa. Utilizando esta igualdade em (5. encontramos I: {!T(g).gpf' 1:+ I: pf'g' dt =O.gT{f)} dt =fpg' 1:. uma vez que f e g satisfazem ambas às condições (5. à equação diferenciá! da forma (pf')' + qf = Àf em [a. para algum real À. (b) Se T é hemi-hermítico. À é imaginário puro: À= -X.5). e também satisfazem às condições (5.f(a)g(a).2. b) o operador definido pela equação T(f) = (p/')' + qj.gT{f) = f(pg)'. As funções próprias de T são aquelas funções não nulas f que satisfazem. b] e que satisfazem igualmente às duas condições de fronteria (5. Demonstração. b) com derivada contínua em [a.3. temosf(b)g(b). Elas dizem respeito ao valor próprio O.I: pg'f' dt. Opt·. Por conseguinte T-é simétrico em V.ioul'il/e: Fst. Assim.·adores dt' .5) p(a)J(a) = O. Uma vez que ambosfeg satisfazem as condições limites. b) do Exemplo I uma vez mais. À é real: À= X. b) e T: V~ qa. Paí-a averiguar da sua simetria observamos que fT(g).\'turm-/. Valores próprios e vectores próprios de operadores hermíticos e hemi-hermíticos Com respeito aos valores próprios temos o seguinte: Se T admite um valor próprio À. onde p é uma função de qa.5).: cXC:!nplo c importante na lCoria das equações diferenciais lineares de segunda ordem. EXEMPLO 4. e seja V o subespaço de todas as funções f que admitem derivada de segunda ordem contínua em [a. As únicas funções próprias no subespaço V são as funções constantes. então: (a) Se T é hermítico. ESte é-. bl. Consideremos oespaÇosqa. as coridições limites implicam a hemi-simetria de D.f(a)g(a) =O. b]. Seja x um vector próprio correspondente a À.O--Chifia. p(b)f(b) = o.

y) ~ p. TEOREMA 5. Por exemplo. y) ~O. y) e (x.6) (pf')' + qf = /. Demonstração.(x. Apliquemos o teorema 5. A segUflda condição. Nota: Se T é simétrico. então x e y são ortogonais. T(x)).2). A conclusão é que duas quaisquer soluções f e g correspondendo a dois valores distintos de À são ortogonais. A condição de fronteriaf(O) ~O implica c." uma vez que todos os valores próprios devem ser reais se o produto interno é real. T(x)) pelo que À~ :X.2 não nos diz nada acerca dos valores prÓ· prios de T. y) ~O por ser À* f'· Se T é hemi-hermítico obtemos À(x.6) comp~ I. y) ~ -p(x. y) =O.* O para . x) ~ (x. bl e as quais verificam também as condições p(a)f(a) ~ p(b)f(b) ~O./(")~ O.(x. nl. Se T é hcmi-hermítico temos (T(x). Temos (T(x). y) o que implica (x. Esta é a forma de (5.Valores próprios de operadores em espaços euclidianos A= (T(x). Se T é hermitico podemos escrever À(x. y) ~f' (x. Porque c. y) visto que p. T(y)) = (x. o teorema 5.(x. os valores próprios de Tdevem ser simultanea· mente reais e imaginários puros e por conseguint'e todos os valores próprios de operadores hemi-simétricos devem ser zeros (caso . Ortogonalidade de vectores próprios correspondentes a valores próprios distintos Valores próprios distintos de uma transformação linear qualquer correspondem a vectores próprios independentes (pelo teorema 4. q~O e À~ -k'.~ O.y) ~ f'Y e comparemos os dois produtos = (/.3 às funções não nulas que satisfazem à equação diferencial da forma (5. 5. x) (x. x) ~ . consideremos <1: equação diferencial do movimento harmónico simples ' J'+k'f=O no intervalo 10.3. (x.f num intervalo [a. f'· Deste modo (x. com k* O. T(y)). serik" ~O.y) = /. T{y) internos (T(x)..x. implica c. EXEMPLO.4. cos kt +c. T(x)) pelo que À~ -X .(x. y) ~ ~ f'(X.. f'Y) = P.existam). Escrevemos T(x) ~ ÀX. sen kt.A e p são valores próprios distintos de T com correspondentes vectores próprios x e y. Se T é hemi-simétrico. isto é. Todas as soluções são dadas por f(t) ~c. (x. x) 133 e A = (x.y) e (x. Para as transformações hermíticas e hemi-hermíticas podemos afirmar algo mais.. y). Se T é uma transformação hermítica ou hemi-hermítica e . x) Se T é hermítico temos (T(x).

Exercícios · I.. b). Suponhamos T: V. . sendo c um escalar determinado. Seja C(O. deve ter-se sen for= O. Seja . Seja V= Vl(R) com o produto escalar como produto interrio.E duas transformações hermíticas.V uma transformação hermÉtica. onde w é uma determinada função positiva em ·C(a. Modificar o operador de SturmLiouville· T escrevendo . = O 5. I) o operador integração definido por Tf(x) = f~J"(t)dt. e que r-' é hermítico se T é in·vertíveL (h) O que pode concluir-se acerca de T" e r-' se T é hemi-hermítico? 4. 11 com o produto interno (f. isto é. 7. Seja E um espaço eucHdiano. (b) Tf(x) = f(x)f( -x). No Exemplo 4 da Secção 5. y) para todo y em E. Provar que T é hemisimétrico.. A condição de ortogonalidade implicada pelo teorema 5. Sejam T1 : V.3 transforma-se aqui na relação conhecida J: sen nt sen mt dt se m2 e n 2 são inteiros distintos. Provar que T é simétrico se V é um espaço euclidiano real. . 8. o que significa que k é um inteiro. Por outras palavras. Seja V o subespaço de todos os f tais qlle f:J(t)dt =O.g) = J: f(t)g(t)w(t) dt.± 2. Seja T(x) =ex para todo x um espaço linear V.E e T2 : V. y) = J. isto é. 2. (a) Provar que aT1 + bT1 é hermítica para todo o par de escalares reais a e b.t um escalar e x um elemento não nulo de V. 3.. g) = = f! 1 f(t)g(t)dt. soluções não nulas que verifiquem as condições de fronteria existem se e só se k fôr inteiro. (d) Tf(x) = f(x) -f( -x). (c) Tf(x) =J(x) +J(-x). T(j) = j e T(k) = -k. Determinar quais das seguintes transformações T: V--+ V são simétricas ou hemi-simétricas.5.2 modificar o produto interno do modo seguinte: (f. Estas soluções são f(t) ~ sen nt. g) = f:J(t)g(t)dt. (a) Provar que rn é hermítica para todo inteiro positivo n. Seja T: V~ C(O. se T1 T1 = T2 T1 • 5. I) o espaço linear real de todas as funções reais contínuas em {0. Seja T uma simetria no plano XOY. Provar que À é um valor próprio de T com x como vector próprio se e só se (T(x). 6. (b) Provar que o produto (composiÇão) T1 T2 é hermítica se T1 e T1 comutam. (a) 1J(x) =J(-x). Seja V o espaço euclidiano real de todos os polinómios com o produto interno (f. Provar que T é simétrico. V um subespaço e T: V.134 Cálculo uma solução não nula.(x.E uma dada transformação linear. n = ± I. seja T(i) =i.

E uma -transformação linear e defina-se uma função de valores escalares Q em V do modo seguinte: Q(x) ~ (T(x). y) + (T(y). Os polinómios de Legendresão definidos pela equação I PR (t) ~. (c) Provar que Q(tx) ~ tiQ(x) para qualquer escalar t.6. Existência de um conjunto ortonormal de vectores próprios para operadores hermíticos e hemi-hermíticos em espaços de dimensão finita Ambos os teoremas 5. mediante a fórmula de Leibniz.. x).(t) ~ (t' . se T actua num espaço complexo de dimensão finita. todos . Se T é hermítico.2 e 5. Como sabemos os valores próprios não existem necessariamente.l)f. então os valores próprios existem sempre urna vez que são as raízes do polinómio característico. (b) Se Té hemi-hermítica. (a) Se Té hermítica em V. Este exercício põe em evidência que os polinómios de ~egendre (introduzidos na Secção 1. Seja T: V.(t) ~ Zntf. (ver p.l2ip0 do volume I) para obter (t' . Contudo.l 10. provar que Q(x) é imaginária pura para todo x. 5.~)=O.LA função própria P.fronteira para a simetria são automaticamente satisfeitos visto p(l) = p(.llf~•+2l(t) + 21(n + l)j~•+l'(t) + n(n + l)f~•'(t) ~ 2nif~•+ll(t) + 2n(n + l)f~"'(t). Seja V um subespaço de um espaço euclidiano complexo E.3 se baseiam na afirmação de que T admite um valor próprio. (f) Se Q(x) é real para todo x provar que T é hermítica.(t) corresponde ao valor próprio À= n(n + 1). Isto mostra que P n(t) é uma função própria do operador de Sturm-Liouville T dado no intervalo[ -I. (d) Provar que Q(x + y) ~ Q(x) + Q(y) + (T(x).Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 135 T(fj ~ (pf')' w + qf. I] por T(f) ~ <Pn·. rrespondente para Q(x + ty). e determinar a fórmula co.14) são funções próprias do operador de Sturm-Liouville. (Sugestão: Utilizar o facto de que Q(x + ty) é igual à sua conjugada para todo o escalar t. x) para qualquer x em V.f'"'(t) 2"n! R ? onde f. (c) Mostrar que a equação em (b) pode ser de novo escrita na forma !(t' - I)P~(I)]' ~ n(n + I)P. (e) Se Q(x) ~O para todo x provar que T{x)_~ O para todo x. provar que Q(x) é real para todo x.(I).(t). 9. Provar que este operador modificado é simétrico no subespaço V. (b) Derivar n + 1 vezes a equação (a). onde p(t) ~ t'. Neste exemplo as condições de. (a) Verificar que (t'..I)".

. Devemos aplicar a hipótese de indução ao subcspaçoS_L formado por todos os elementos de V que são ortogonais a u. V Podemos supôr. Sabemos também que dois valores próprios distintos dizem respeito a vectores próprios ortogonais. e escrevamos Então x. numa base ortonormada. u1) = O}. = (x. Consequentemente a matriz de T relativa a esta base é a matriz diagonal A = diag (A. ••• .l. Recorremos à demonstração por indução em n. Demonstração. . • . Uma vez que T é hermítico em S.. (Lembramos que um conjunto ortogonal se diz ortonormado se cada um dos seus elementos tem norma I). que esta é uma base ortonormada. u.. temos . então existem n ••• . .c podemos aplicar a hipótese de indução para concluir que T admite n. de norma I.. A. Se T é hemi-hermítico. J.. Un que constituem uma base ortonormada para V. un é uma .V é hermítico ou hemi-hermítico. Servindo-nos desta propriedade podemos provar que T admite um conjunto ortonormado de vectores próprios que geram todo o espaço.136 ·Cálculo os valores próprios são reais. Para tal necessitamos saber que dim s.I e que T aplica s. Suponhamos que o teorema· é verdadeiro para todo ci espaço euclidiano de dimensão n .) = = A. Seja S o subespaço gerado por u. em si próprio.I. com Àk o valor próprio respeita~te a Ut. se T é hermitico ou hermi-hermítico.) =O visto que a base é ortonormada.c = {x I x E V. .. sem perda de generalidade. 5.c = n.v 2 . mantendo u 1 como primeiro elemento da base). para Te um vector próprio correspondente u.c. 11 = I. T(u 1)) = (x. por exemplo a base (u. · TEOREMA vectores próprios u 1.u.l vectores próprios u2 . pelo que x pertence ao espaço gerado por v 1 ~ ••• . Se n = 1. Se dim V= n e T: V.). s. ••• .7(a) sabemos que u.c em si próprio. pelo que T(x) E s.. ·.. u1) = (x.4. Tomemos agora qualquer x em·s. (T(x). e Uu. então T tem precisamente um valor próprio.1(x. (Caso contrário aplicamos o método de Gram-Schmidt para a transformar 11 ).·L Demonstremos em seguida que T aplica SJ. = n. . Qualquer vector próprio u1 de norma I é uma base ortonormada para V. Pelo teorema 1. (x. Deste modo o conjunto ortogonal u1. Suponhamos que T é hermítico. Unos quais formam uma base ortonormada para SJ. Se x E SJ. é parte de uma base de V. Então T(u. uJ = O.. Vn· Consequentemente dim SJ. Para demonstrar que é também verdadeiro para V escolhamos um valor próprio A.1u1) = 1. todos os valores próprios são imaginários puros.

seja x = 2. e1) =O.~- ~~ Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 137 base ortonormada para V.5.6.)= (±a. en) é uma base de V e T. x 1e1 e y = 2. Caracterizemos agora estes conceitos por intermédio da repfesentação matricial de T. e1) = (ej.. .~ y.). e.. um deles como combinação linear dos elementos da base. e o teorema fica demonstrado na hipótese de Tser hemitico... Então temos - (T(x). Tomando o produto interno de T(ej) por e1 e recorrendo à linearidade deste produto obtemos (T(e. 1 Analogamente encontrãmos (x. Se (e. i=l i=l As proposições (a) e (b) são consequêncià imediata destas equações.. (b) T é hemi-hermítica se e só se (T(e). salíro se k =i.(e. T(e.akjek.. y. 5.). en) for uma base ortonormada para V e A= (aij) arepre- sentação matricial de uma transformação linear T: V-+ V relativa a esta base então tem-se que: (a) T é hermítica se e só se aiJ= ~. Consideremos dois quaisquer elementos x e y de V e exprimamos cad!J. T(e 1)) para quaisquer i e j.(ej. TEOREMA 5.j= -ãji para quaisquer i e j. (b) T é hemi-hermítica se e só se a. y) = ~x 1 ( T(e1). Representação matricial de operadores hermíticos e hemi·hermíticos Nesta Secção supomos que V é um espaço euclidiano de dimensão finita.V uma transformação linear.e.) =Ía..)). Uma transformação hermítica ou hemi-hermítica pode caracterizar-se pela sua acção sobre os elementos de uma base qualquer. Demonstração. y) = (~/ 1 T(e 1). . .(e.e. Demonstração. pelo que a última soma se simplifica e se reduz a a9{e1.para quaisquer i e j.. e1). .. T(y)) =I I n n x.t~ x 1Y. TEOREMA 5.y. e. então: (a) T é hermítica se e só se (T(ej). . Um raciocínio semelhante é válido no caso de Tser hemi-hermítlco.. Consequentemente temos. k=l J:z=l Mas (e.)... T(e 1)) para quaisquer i e j.. e..7. Se (e.) = .(T(e 1). visto que (e. Uma vez que A é a matriz de Ttemos T(ej) = Ik~.. e1) = . e1) = I.V. e.e.

9. TEOREMA 5.entre si os índices i e j..• Àn) dos seus valores próprios. Dada uma matriz qualquer A.e y = ~ y. com C uma matriz não singular cuja inversa é a sua associada. tomando os conjugados. 5. O teorema 5. 5. Então . que é um ente completamente distinto.138 Cálculo a. A 1• designà-se por associada (ou transconjugada) de A e representa-se por A~ Portanto. Seja V o espaço . consideremos o produto interno definido por (x. Toda a matriz A. A matriz A diz-se a matriz conjugada.. tem-se A= c-•AC. seja T a transformação representada por A relativa à base escolhida. A matriz A é hermítiCa se e só se é igual à transposta da sua conjugada. Diagonalização de uma matriz hermítica ou hemi-hermítica.. Além disso.5. Uma matriz quadrada A=' (aij) diz-se hermítica se aij = aji para i e j quaisquer. a transposta da conjugada. encontramos ã.. = (e1 . A definição dada aqui concorda com a nomenclatura actual da teoria de operadores lineares. hermítica ou hemi-hermítica é semelhante à matriz diagonal A = diag (À..6 sugere a seguinte definição.8.i = - ãji para i e j quaisquer.dos n-tuplos de números complexos. x. e.e.Lx. Para completar a demonstração recorremos ao teorema 5. uma matriz quadrada A é hermítica se A= A ~e hemi-hermíticaseA=-A 't: Nota: A maior parte da antiga litc:ratura relativa a matrizes utiliza a denominação de adjunta para a matriz complementos algébricos.de A. e utilizando a simetria hermítica do produto interno.. A =li\ A matriz é hemi-ht:rmítica se A = -:-A 1• A tra·nsposta da conjugada recebe uma designação especiaL DEFINIÇÃO DA MATRIZ ASSOCIADA (TRANSCONJUGADA) DE UMA MATRIZ. A matr-iz diz-se hemi-hermítica se a. Se x = . Matrizes henniticas e hemi-hermiticas. n X n. = (T(e1). Seja A a matriz obtida pela substituição de cada elemento de A pelo seu complexo conjugado.)) para quaisquer i e j. T(e.) para quaisquer i e j.lda·de vectores ·coordenados unitários. Estas matrizes podem introduzir-se doutro modo. .y) = 2.e.ji1• Para a matriz dada A. DEFINIÇÃO. e seja ···.• en) a base ortonorm<. L' (e~> = C~ Demonstração. A associada de uma matriz O teorem·a 5.7.6 estabelece que uma transformação T num espaço V de dimensão finita é hermítica ou hemi-hermítica conforme a sua matriz relativa a uma base ortonormada é hermítica ou hemi-hermítica. Trocando.

~ Ie A. • • • • un e depois utilizamos as componentes de uj (relativas à base formada pelos vectores coordenados unitários) como elementos da coluna de ordemj de C. 5.~ 6.. A matriz diz-se ortogonal se AA 1 ~ I. . . . Os vectores próprios correspondentes a I são 1(2. Uma matriz quadrada A diz-se unitária se AA •~ I. . Determinamos um conjunto ortonormado de vectores próprios u 1. A.Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 139 o teorema 5... EXEMPLO 2. Deste modo c. Deste modo a matriz I* * c= J5 Verifica-se com facilidade que C'AC 1[ 2 1] -1 2 c•~ é a matriz diagonalizadora de A... ~ [~ ~]. u. Matrizes ortogonais DEFINIÇÃO. O produto interno de ui eu. isto mostra que que C"'~ C~ CC*~ I. então a matriz diagonalizadora C do teorema 5. u. Se A é já uma matriz diagonal. O. Os dois vectores próprios u. pelo Nota: A demonstração do teorema 5.~ t(l. o valor próprio pertenéente a u. Matrizes unitárias. sendo A. Nota: Toda a matriz real unitária é ortogonal visto ·que A*= A·•: .). Posto que tanto A como Arepresentam Telas são semelhantes. . Neste caso C'' visto que 1 é real.:) = Lc~:.êki" k=l • Visto que lu. -I). . A matriz reàl hermítica A = [~ ~] tem os valores próprios À.j é a componente de ordem i de uj... 2).4 diz-nos que V admite uma base ortonormada de vectores próprios (u. t O.... pelo que se terá A~ C-'AC.7 diz-nos também qual a maneira de determinar a matriz diagonalizadora C. ~ t(2.. u.).7 ou deixa A invariável ou simplesmente reordena os elementos diagonais.} é um conjunto ortonormado. -I) eu. a respeito da qual T tem uma representação em matriz diagonal A~ diag (A. Os corresponlentes a 6 sao 1(1. é dado por (u 1 . . onde c~ (eij) é a matriz não singular relacionando as duas bases: · Uj Esta equação mostra que a coluna de ordem j de C é formada pelas componentes de relativas a (e.10. e. EXEMPLO I. ..).. 2) com t ~ 11/5 formam um conjunto ortonormado.

~ det (AA') ~ (det A){det A')~ (det A)'. e a matriz C= 4(A . Também toda a matriz quadrada A pode ser expressa. D"et"erminar quais das seguintes matrizes são simétricas. Assim. como a soma de uma matriz simétrica. Ambas as matrizes [I é simétrica. pelo que dct A ~ Se A é ortogonal tem-se I ± I. Para uma matriz quadrada qualqu~r A.i . com B uma matriz hermítica e C uma matriz hemi-hermítica . Uma matriz quadrada A com elementos reais ou complexos diz-se simétrica se A = A t.140 Cálculo O teorema 5.A'). TodoS os elementos diagonais de unia matriz hermítica são reais. Uma matriz real. sao 3 .11. Tal não é verdadeiro para as matrizes hemi·hermíticas reais (Ver Exercício li da Secção 5. hemi-simétricas. Portanto uma matriz hermítica real pode ser diagonalizada por uma matriz real ortogonal.11 ). toda a matriz hermítica real é simétrica.. Se A é real. 4i 2] . henhítica. -2] [i -2] 2 3i são hemi-hermíticas. EXEMPLO 6. A sua soma é A. . com uma matriz hemi-simétrica. . . Assim temos os conceitos seguintes DEFINIÇÃO. EXEMPLO 9. EXEMPLO 8.i 2 -4i EXEMPLO 5.. hermíticas. A'= [ I+ i 32 i] 4i elA*= [ I . a sua associada é igual à sua transposta A*~ A'. A pri. diz-se hemi-simétrica se A = -A 1• EXEMPLO 3. !(A.A*)é hemi-hermítica. Se A = 3 +i] I+ i [ 3. Todos os elementos diagonais de uma matriz hemi-simétrica são zeros.. toda a matriz quadrada A pode ser expressa por uma soma A ~ B + C. A pnme1ra . Todos os elementos diagonais de uma matriz hemi-hermítica são imaginários puros. EXEMPLO 7. 7 diz-nos que uma matriz hermítica ou hemi-hermítica pode sempre ser diagonalizada por meio de uma matriz unitária. Assim. EXEMPLO 4. a matriz B ~!(A + A*)é hermítica. e a · e Ambas as matrizes [O 0 2 segund~ não. então à = [I -i 3 +i -4i 2J . tem valores próprios reais e os vectores própfios correspondentes podem tornar-se reais. e a segunda não. mas uma matriz simétrica não será necessariamente hermítica. É um exercício simples a verificação de que a decomposição é única. Exercícios I. hemihermiticas. 2 2+i]·-h erm1ttcas. HA +A'). meira é hemi-simétrica. de uma maneira única. 5.

sendo 6 ângulo de rotação. = cosO . Provar que T aplica cada ponto do plano com coordenadas polares (r. 0 0 (b) Provar que [I e [-I ] -são matrizes impróprias. a + 6). (a) Se A é uma_matriz 2 X 2 _própria. -3 4i 6 (c) [~i -2 -3 . Assim. . 3. Provar·que cada uma das seguintes matrizes é ortogonal e representa a transformação indicada. :]. Em cada um dos Exercícios 5 a 8 determinar: (a) um conjunto ortogonal dos vectores próprios pára A.4. Esta [ senO cosO representa uma rotação de um ângulo 6. .para algum 6. e (b) uma matriz unitária C tal que C"' AC seja uma matriz diagonal. provar que A = . . o (d) [~I O :]. Seja V o espaço real tridimensional com abas~ usual i. A= ·[cos senO ~sen cosO °] é-uma matriz ortogonal (b) Seja Ta transformação linear com a matriz anterior A relativa à base ordinária {i. Determinar todas as matrizes 2 X 2 impróprias. T é uma rotação do plano en torno da origen. -2 -3 o 2. A primeira representa uma · O -1 O I · cos O -senil] J simetria no plano XOY effi relação a OX. a) sobre o ponto com coordenadas polares (r. Uma matriz ortogonal real A diz-se própria se det A I_ e imprópria s~ det A = -I.j. (a) Verificar que a matriz 2 X 2.jl.· 0 (a) [: :j· -1 I simetria no plano XOY) o (b) [: o o (c) [ ~ -0 :] (simetria em relação ao eixo OX) -1 -:1 I -o: -o~] O O·] (simetria a respeito da origem) (d) O cosO -senO cosO (rotação em torno de OX) [ O senO (e) [-: co: -s:no] O O senO (rotação em tomo de OX seguida de simetria em relação ao plano YOZ).Valores próprios de operadores em espaços ·euclidianos 141 (b) [~ -2 o :]. a segunda representa uma simetria em relação ao eixo OY. k.

14. então_A + B nã~ é unitária.. 11. (d) Se A e B são unitárias. t) diz-se uma transformação de Lorentz. A= [ 9 12]. · · 12. provar que A = cl. A=[: =. Para cada uma das proposições seguintes relativas a matrizes n X n. o são reais). O 8. A=[: : ~l o seno] I O . ict). x~) = (x ·. (b) Determinar uma matriz unitária C(al que c~ 1 AC é uma matriz diagonal. Se os valores· próprios de" uma matriz A hermítica ou h~mi-hermítica são todos iguais a c. z. Seja a um número real diferente de zero e A a ma~riz hem i-simétrica A = a ]· . (b) Provar que a matriz 4 X 4 da alínea (a) é Ortogonal mas não unitária. que não existe. . -l coso (b) . (a) Se A e B são unitárias. -a 0 (a) Determinar um conjunto ortonormado de vectores próprios de A. . Dizer quais das matrizes seguintes são uni~árias e quais são ortogonais (a.. 13. x. e . xl. a = c! c 2 . c a velocidade da luz. y.·b. O tv'3 tv'6 . ) = (x. ict) e (x~. 12 16 Cálculo 6. 10. Aqui .~.142 S. Mostrar que as quatro equações podem escrever-se na forma de uma equação matricial o o I O o o o TJ [o . então AB é unitária.vt).nenhuma matriz ortogonal C tal que C-1AC seja uma matriz diagonal. A teoria da relatividade restrita utiliza as equações x' = a(x.vx/C'). t) em (x ·. z ' =z. (c) Se A e AB são unitárias. (c) [ -senO O cosO [p'2 -l. A transformação linear que aplica (x. provar que ambas· as matrizes I. efectuar a correspondente demonstração ou apresentar um contra exemplo. então A + B é unitária. xh x .. (c) Provar.. (a) Sejam (x 1 .A=z [ o -2] o· 7. z '.]. (b) Se A e B são· unitárias. ! v'2 t v'3' -t v'(i t' = a(t . z. Se A é uma matriz real hem i-simétrica. 9. y. . y'=y.v re resenta a velocidade dum objecto em -movimento.vz.A e I+ A são não singulares e que (1. x. então B é unitária. y '. y'.A) (I+ A)· 1 é ortogonal.v'~ i v'~] . z '.

7) Q(x) = 11a.x. com uma base ortonormada (e.x.).X:. x).. no caso de dimensão finita. A função de valores escalares Q definida em cada elemento X ~ 1 X.~ ~/. e. ej). A função Q chama-se a forma quadrática associada com T.). Sejam (e. de V pe/a dup/a soma (5. então a. i= I • Demonstração..x. ... Seja V um espaço euclidiano real qualquer.).x. definimos uma função real Q em V pela equação Q(x) = (T(x).) uma base ortonormada para um espaço euclidiano real V.~x. Isto significa que T pode ser mudado de um para outro factor no produto interno .) e A ~(a. Devido à linearidade temos T(x) ~ 1 x.8) contém unicamente termos quadráticos e pode escrever-se mais simplesmente na forma Q(x) = i=l ia.. • ..7) já que au ~ aF~ T(e. Formas quadráticas Seja . .e.) qualquer matriz n X n de escalares.j~ O se i-j pelo que a soma em (5.e. ·~ualdade que demonstra (5.).V um operador simétrico. .X. A designação "quadrática" é sugerida pelo teorema seguinte que mostra que. x) está relacionada com A do modo seguinte: n • (5.x.Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 143 5..). T: V.) = . e.V o espaço euclidiano real e seja T: V. ..T(e.. A forma quadrática (Q(x) ~ (T(x). ( A soma que aparece em (5.8) • n Q(x) = 11a.(T(e. i=l i=l diz-se uma forma quadrática assoCiada com A_· Se A é uma matriz diagonal. Q(x) é um polinómio do segundo grau nas componentes de x.12. T(y)) para quaisquer x e y em V Dado T.8. DEFINIÇÃO.V uma transformação simétrica e A~ (au) a matriz de T relativa àquela hase.T(e. e. Portanto Q(x) '= (i. y) = (x.7) é ainda provida de significado mesmo se a matriz A é não simétrica. i=~"i=l se x = 2xtei. TEOREMA 5. (T(x).

] = [x 1 5 . A= [ _ I -I] 3 5 ... . = [x..9.. .. Portanto o produto XAX' é uma matriz I X I cujo único elemento é o produto escalar Nota: É usual identificar a matriz l X I. XAX 1..J é uma matriz linha 1 Xn e A~ laij) é uma matriz n x n.. 2. -x + 5x 1 - 2 ]. 3~2 .. -·4x 1X2 pelo que XAX' ~ XBX'.3x 2 .] . n [y. ao somarem-se. XA j de A.9) Z za.. A dupla soma em (5. O que é um exemplo de seguinte teorema: . com a soma (5. x.8) escreve-se mais simplesmente na forma seguinte: Q(x) ~ XAX 1 • EXEMPW I.l cujo elemento YJ = i-1 IxiaH. .][ -31 1 .][ -2 Em ambos os Exemplos I e 2 os termos rectangulares dão.{:~ = x. y. TEOREMA 5. X= [x1. A equação (5. x. Observe-se qUe.8) também pode exprimir-se como um produto de três matrizes..144 Cálculo Neste caso a forma quadrática diz-se uma forma diagonal. e por conseguente XAX' EXEMPW x. x 2].X. Xz ] • Então temos XA = [xu . · (5. Então temos -2 5 1 XBX' = [x. O produto XA é uma matriz I X n.. X = [x1 . -'x1 + 5x. então XAX1 é uma matriz 1 X 1 cujo elemento é . Concluímos assim que matrizes diferentes podem conduzir à mesma forma quadrática..3x 2 x1 x 1x 2 + 5x1.X. pelo menos uma dessaS matrizes é simétrica. Se X~ lx.9) e chamar o produto XAX' uma forma quadrática. Seja B = [ 2 I . i=li=l ~ n n Yi é o produto escalar de X pela coluna Demonstração.

Demonstração. Porque XAX' é uma matriz I X I elá é igual à sua transposta. .. Portanto. Redução de uma forma quadrática real à forma diagonal Uma matriz simétrica real A é hermítica. Para qualquer matriz A.1 = C'. A= diag (. Vamos agora demonstrar que C pode utilizar-se para converter a forma quadrática XAX 1 numa forma diagonal.19. e obtemos XAX' c. =I À.l.5.yi. . I X n. Uma transformação linear que preserva o comprimento de cada vector diz-se uma isometria.13. temos A = C 1A C. pelo teorema 5.). pelo que se tem (XAX 1) 1 = = XA 'X'. n X n . Uma vez que C é ortogonal temos Y = XC implica X= YC'.. Uma transformaçã<>-linear · Y =XC. Uma vez que XIX'= YIY' temos li XII'= 11 fll'.10. então tem-se XAX' = YAY' onde Y = {y 1.11 exprime que a transformação linear Y = XC réduz a formo quadrática XAX 1 à forma diagonal YA Y 1• EXEMPLO I. Deste modo a equação = (YC')A(YC')' = Y(C 1AC)Y' = YAY1 • Nota: O teorema 5. Mas a transposta de um produto de matrizes é o produto das transpostas das matrizes factores consideradas por ordem inversa. ••• . . e À 1 . Além disso. i=l n Yn l é a matriz linha Y = XC. •••• À~ são os valores próprios de A. XAX' = = (XAX')'. define uma nova forma quadrática Y A Y' com A= CIC 1 =CC'= f. Estas transformações serão analisadas mais em pormenor na Seccão. o quadrado do comprimento do vector X= (x. onde C é uma matriz ortogonal. dos seus valores próprios... x. TEOREMA 5.. A forma quadrática correspondente n à matriz identidade é XIX'= i=l Ix: = IIXII'.7.l. e qualquer matriz linha X.Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 145 TEOREMA 5. donde resulta que Y tem o mesmo ~omprimento que X.). Deste modo XAX' = !XAX' + !XA•X• = XBX 1• .. . Demonstração. . temse XAX' = XBX' com B a matriz simétrica B = l(A +A'). é semelhante à matriz diagonal. ... Se XAXt é uma forma quadrática associada com uma matriz simétrica real A e se C é uma matriz ortogonal que converte A numa matriz diagonal A = CA C. onde C é uma matriz ortogonal. t l.

u2 da base. o conjunto de pontos (x.OY2 • . x 2 ) relatiya à base i.. I~ 1/y's.) satisfazendo à equação XAX' ~c.. com A~ G:] . e·a equação Y A yr = 9 no sistema Y. y. ~ t(l. A figura 5. ~ I.y:r) relativa à base u. x.) em relação à primeira base admita novas coordenadas (y. A segunda equação escrita na'formaY. representado na figura 5.. posta na forma~ 2xf·+ 4x. é idêntico ao conjunto de pontos (y. u. A transformação linear Y ~ XC pode considerar-se como uma rotação que aplica os vectpres da base. e um conjunto ortonormado de vectores próprios u. sobre os novos vectores u. Portanto a equação XAX' =c. Esta matriz simétrica foi diagonalizada no Exemplo I a seguir ao teorema 5. Rotação dos eixos por uma matriz ortogonal. ~ 6.x 2 + 5x~ =c. à forma diagonal.1. u2 x. I. Um ponto de coordenadas (x. • ~ (x. Resolução.j ?(y. FIG. .. representa a mesma elipse no sistCma de coordenadas inicial. i e j.OX2 ... x.t. y. Determinar uma matriz ortogonal C que reduza a forma quadrática Q(x) ~ 2xl + 4x. A elipse admite a equação cartesiana XAXt= 9 no sistema X. Escrevemos Q(x) ~ XAX'.·A correspondente forma diagonal é -1 2 O resultado deste exemplo é susceptível de uma interpretação geom~trica simplt:s.) em relação à segunda. + 6yj ~c é a equação cartesiana de uma elipse se C> O.) satisfazendo a Y A Y' ~c. ~ 1(2. + 5x. Uma matriz diagonalizadora é C= r[· ] .x.146 Cálculo EXEMPLO 2. Ela tem os valores próprios À. S. x. -I).1 mostra a elipse correspondente a c= 9. para algum c.. 2). y. 2 1 u.. y. Visto que XAX' ~ Y A Y'.7. eu.

= r(l.Valores próprios de· operadores em espaços euclidianos 147 5.. uma elipse. pelo que o tipo de cónica se identificará pela análise dos vectores próprios À.t . e À 1À. são os valores próprios de A. uma hipérbole se À 1 e À 2 têm sinais contrários e uma pará. e u 2 determina um novo conjunto de eixos coordenados. Vamos apresentar alguns exemplos específicos..10) ":em .matricial. 2) com t = 11. Um conjunto ortonormado de vectores próprios u.f 1 (5.u. e À.12) + 4x1x 2 + 5xi + 4x1 + J3x 2 . ou uma ou duas rectas).. u. e exprimimos esta forma quadrática como um produto. X= YC e obtemos t:. + 5x~ é uma das analisadas no Exemplo 2 da Secção anterior. x 2 em vez de y.11) À 1 y~ + Ã2yi + d'y + e'y2 +f= O. 1 = I.11) representa uma elipse se À 1 . 1 com novos coeficientes d' e é nos termos lineares.À. À. onde X= (x. < O. EXEMPLO I.e À.À. A sua matriz tem valores próprios .yl. + À. Verificaremos que este conjunto é sempre uma cônica. um único ponto. a b/2] · (5. O tipo de cónica é definido pelos termos do segundo grau. quadrática à forma diagonal À.. Esta reduz a parte quadrática de (5.l A forma quadrática 2xi + 4x.· )' t(2. fôr nulo. y) no plano que satisfazem a uma equação cartesiana da forma (5. relativamente aos quais a equação cartesiana (5. isto é. . Os três casos correspondem a A.y 2 ..l e A = [ b/2 Por uma rotação Y =XC reduzimos esta forma c .. ' ·'• bola se qualquer dos valores À . Aplicações à geometria analítica A redução de uma forma quadrática à forma diagonal pode ser utilizada para iden· tificar o conjunto de todos os pontos (x.lt. À 2 têm o mesmo sinal. Y.l. =O..14. Para deter· -1 2 ~ minar o efeito sobre a parte linear escrevemos a equação da rotação Y = XC na forma !!. isto é. uma hipér- bole ou uma parábola ou um dos casos degenerados (o conjunto vazio. e À. + 6Y. 2x' + 4xy + 5y' + 4x + 2x~ 13y- *= O. pela forma quadrática ax' + bxy + cy'. a equação (5. escrevemos x 1 para x. > O.10) ax 2 + bxy + cy' + dx + ey +f= O.[5.12) à forma Y. onde À. ~i= 6 e um conjunto «?rtonormado = :.x. Nesta equação não há termos rectangulares da forma y. Se a cónica é não degenerada. Para estarmos de acordo com a notação usada ·antes. l . Uma matriz ortogonal diagonalizante é \': C= t [ 2 I] ~· . -I). x. Escrevemos novamente =O.

+ 2y.j5 (2y.] 1 . e ·u2 .OY2 . -1 2 A equação da rotação X~· YC vem 1 x.' y. No sistema O' Z. 13 x.j5 (y. com A À.. Podemos simplificar a equação um pouco mais escrevendo z.13 ~O.J5. + y. mas com a origem no centro da elipse.J5>• + 6(y.j5(-y.! =O. + 13x.2 está traçada a elipse e os três sistemas de eixos coordenados.). e y. a qual é a equação de uma elipse cujo centro é o ponto -iVS) no sistema coordenado OY. s x. 3. t.4xy.' x.).. Os sentidos positivos de Oy.. com 1 ~ 1/yS. são determinados pelos vectores próprios u. - t. .. como se indica na figura 5. "5 + 2y.j5y. = . e Oy. = y.OY.j5 y 1 + 6. Uma matriz diagonalizadora ortogonal é C= 1[ - 2 '] .)..148 Cálculo [x.j5 y. = y.Js>' = 9. Um conjunto ortonormado de vectores próprios é u. = ~(2y.j5(-y.) = -. Àz ~- 2. - +y. Esta matriz tem os valores próprios .).2. + Geometricamente isto é equivalente a definir um novo sistema de eixo~ coordenados paralelos aos eixos do sistema OY. = . ou ~+~=1. + 6. A equação cartesiana transformada vem Yi + 6y:.. Escrevamos a equação na forma A parte quadrática e XAX'.( -y.- U/5. . .] = ..j5(2y. 2). = 1 . u. ~ 1(1. EXEMPLO 2. [21 4 . 9 3/2 2 ' Na figura 5. .Z2 a equação da elipse escreve-se simplesmente zi + 6zi = 9. z. tis.) + .y'-4x + IOy. escrevemos de novo a equação na forma seguinte (y. ~ 1(2. 1 Portanto a parte linear 4x.1). Completando os quadros em y. x. transforma-se em . + t.j5y. + 2y.~ = [ 2-2] -2 -1 . 1 + y. 2x'.

..+y 2) + 10 ( -y.- x. e y. Rotação e translação de eixos coordenados.20x 1 + 15x 2 = O.jS Y2 18 16 - 13 = O.+2y2)-13=0. r _ 1 vS . Os vectores próprios u. W5) no sistema OY.2z. lbrtanto as equações transformadas vem 2 3y. = 12..2. -------'----. 5. A rotação Y = XC é seguida da translação Z 1 = Y1 . determinam os semi-eixos positivos OY1 e OY2 • EXEMPLO 3. z." Z 2 = Y2 + ~=5. Completando os quadrados em y.jS Y1 + . 3zi. ou 2 2 3Y1 . 9x' + 24xy + 16y'.2Y2 - .20x + 15y =O.3 (a). ÓiJ ~.ws-·simplifica esta equação para -hfS.z2 2 2 4 6 = 1._ com centro em(hfS. A translação z 1 = y 1 z 2 = y 2 .de operadores em espaços euclidianos 149 z. forma . e u.Valores próprios . Escrevemos de novo a equação na 9xi + 24x1 x 2 + 16xi .f5l 2 - 2(y2 - N5)2 = 12..h/s. 5. FIG..-2y 2 2 - v5 4 (2y.obtemos a equação 3(y. Y. A hipérbole está traçada na fig. a qual representa uma hipérbol<. - l.

9 12] Os seus valores propnos [ 12 16 .). ~ t(J. 5.I. + 3y. Uma matriz ortogonal diagonalizadora é C = i. As duas últimas podem considerar-se como casos degenerados da elipse. z. 4). a segunda só é verificada para (x. 3). A equação x.4. Por. ~O fiG.2z~ = 12 (b) Parábola: Y. A parábola está traçada na fig. x. A equação x' -4y' ~O representa duas rectas que se intersectam já que é satis- . y. + 3y. e x 2 + 2y2 = -1 admitem todas os mesmos valores próprios. a primeira representa uma elipse não degenerada. 4 [3 -4] 3 . a equação de uma parábola com vértice na origem. À.3. - 4y. são À.I ~O representa duas rectas paralelas y ~ I e y ~ . I I I I I ! I y. = i(3y.~ . as três equações x 2 + 2y 2 = l.) =o. u. . O) e a terceira representa o conjunto vazio. da rotação X~ YC' dá-nos . A matriz simétrica para a parte quadrática é A = .~f(3y. + y. A equação y'. x 2 + 2y 2 =O..) + '1{4y. O conhecimiento unicamente dos valores próprios não revela se a equação cartesiana representa uma cónica degenerada.). = t(4y. EXEMPLO 4. Um conjunto ortonormado de vectores próprios é u.4y. y) ~ (0. Estas podem considerarse como casos degenerados da parábola. ~ O. x. Portanto a equação cartesiana· transformada escreve-se 25yi.- x. . As cUrvas dos Exemplos 2 e 3.150 • x.. + y. x. Casos degenerados. Simplificando esta equaÇão chega-se a Y. I Cálculo y. ---:-----. O. exemplo. 5. ~ K.~ 25. (a) Hipérbole: Jz~.3 (b). O gráfico da equação y' ~O é o eixo OX.

12.24x1 x 2 + 41xi. 6.y . 5x' + 6xy + 5y' .J. Se a equação ax 1 + bxy + cy 2 = I representa uma elipse~ provar que a área da região que ela limita é 2n!. e pode portanto considerar-se como um caso degenerado da hipérbole. Para que valor (ou valores) de c será o gráfico da equação 2xy.). = ac. x 1x 2 • xi + 2x1 x 2 .. O número 4ac.6 ~O. 3. 10. (d) uma matriz diagonalizadora ortogonal C 1.À2 . Exercícios Em cada um dos Exercícios I a 7.)(À. 9x' + 24xy + 16y' . Em cada um dos Exercícios 8 a 18.).to'= t(4ac. 16.4 =O. 13. xy + y.c -b/2 2 = À - (a+ c)À + (ac. 3xi + 4x1x 2 + 8x1x 3 + 4x2x 3 x.. Portanto o produto dos seus valores próprios é J.. 2xi + 4x1x3 + xi 7. 19. y'.5 ~O..4x + 1y +c= O um par de rectas? 20.212x + 104y ~ 356. Porém.. + 3x.b'). 4xi 5. 19x' + 4xy + 16y2 . identificar a cónica definida pela respectiva equação e desenhá-la. (c) um conjunto ortonormado de vectores próprios.b1 diz-se o descriminante da forma quadrática ax 2 + bxy + cy 1 • Nos !'xemplos I. 9.15. 2. 14.2x. então o tipo de cónica pode ser determinado de modo muito fácil. xi + x 1 x 2 + x 1 x 3 + x~3 . 2 e 3 o descriminailte tem os valores 34. 8. x' +4xy -2y2 -12 ~o. determinar: {a) uma matriz simétrica A para a forma qüadrática. . se a equação cartesiana ax' + bxy + cy' + dx + ey +f~ O representa uma cónica não degenerada.2 =O.!b') =(À.4xy + 2y2 .2y ~O ou se x + 2y ~O. 5x'.Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 151 feita se x. 18.J. 4.. -24 e O. + 4x1x 2 + x~.2 ~O. 17. 5..52x + 14y ~ 6. 11. (b) os valores próprios de A.:t.. 15. hipérbole ou parábola conforme 4ac . o polinómio característico da matriz da forma quadrática + bxy + cy' é ax' det Â. 2x' + 4xy + Sy'.2xy + 2x2 . Visto que o tipo de cónica se determina pelo sinal do produto . vemos que a cónica é uma elipse. y' -2xy +5x ~o.2x + 2y + 3 ~O. y' -2xy +x' -5x =0.j4ac.2x.xi34xi . negativo ou nulo.b2 é positivo.a [ -b/2] Â. respectivamente. x' + 2xy + y'.b1 • Isto confere ao descriminanle 4ac -11 um significado geométrico.

.perda de continuidade. ~ visto que (x. x) = (ÂX. são vectores próprios correspondentes ao valm t As sCcções assinaladas ~m asterisco podem suprimir-se. a11x. É formada por todos os pontos x ~ (x.Ax pelo que se tem (5.Y satisfazendo a (x. respectiVamente. }.entre os valores próprios de um operador simétrico e a sua forma quadrática. x) = À(x.16t Valores próprios de uma transformação simétrica obtidos como valoi-es de sua forma quadrática Prescindindo agora da exigência de que V seja de dimensão finita. A elipse exterior tem por equação cartesiana 4xi + 8x~ ~ 8 e é formada por todos os pontos satisfazendo a Q(x) ~ 8. x. = 4x~ + 8x~.x. · . 8.13) demonstra o seguinte teorema TEOREMA I chama-se V e Q( x) ~ 5. os valores máximo e mínimo que Q· toma no círculo unidade + x~ = I. neste círculo temos Q(x) = 4(x~ + x:) + 4x~ = 4 + 4xi. onde -l=:. Os pontos(± I .A. nos quais a elipse interior é tangente ao círculo unid~de. quando ± I. x) ~ L O conjunto de todos os x d<.13) Q(x) = (T(x). ~ 8.x. · Suponhamos que x é um vector próprio com norma I corresponden~o a um valor próprio . Seja T uma transfOrmação simétrica coin matriL A =:= [ ma quadrática de T é dada por O 8 4 O] Então a for- Q(x) = }. sem. então os valores próprios de T (se existirem) encontram-se entre os valores que Q toma na esfera unitária de V.A.152 Cálculo • 5.A. x).4 mostra o círculo unidade e duas elipses.l. j) e o produto escalar como produto interno.12. Se T: v~ V é uma transformação simétrica num espaço euclidiano real (T( x). Com efeito... A figura 5.=:.. x) a esfera unitária de V. satisfazendo Q(x) ~ 4. A equação (5. É fácil de ver que estes valores próprios ~ são. A elipse interior tem a equação cartesiana 4xi + 8xi ~ 4. x) = À. Seja com a base usual (i. xl = Este alcança o seu valor mínimo. f=l 1=1 • • Os valores próprios de T são . quando x 2 =O e o seu valor máximo. ~ 4. Então T(x) ~ .0). vamos encontrar uma relação.) no plano. V~ V. 4.( R) EXEMPLO. ou ~eixar-se para posterior leitura.

linearidade do produto interno. o qual não exige que V seja de dimensão finita. Então se Q(x) ~O para algum x em V tem-se igualmente T(x) ~o. Na discussão destas propriedades extremas faremos uso do seguinte teorema relativo a formas quadráticas. y) + t'Q(y) = at + bt'. ± I) da elipse exterior são vectores próprios correspondentes ao valor próprio 8. Por outras palabras. 5.y) Q(x) + 2t(T(x). ilustrada com ~m exemplo bidimensional. e simetria de T. y). x) + t(T(x). . temos Q(x + ty) = = = + ty). próprio 4.y) + t(T(y).valor mínimo para t ~O. Mas p'(O)= a== 2(T(x). o exemplo anterior ilustra propriedades extremais dos valores próprios que são válidas com maior generalidade. Suponhamos Q(x) ~O para algum x em V e seja y qualquer elemento de V.13. de de T. Vector próprio correspondente a 4 Q(x) ~ 4 vector elipse FIG. se Q não muda de sinal então Q é nulo unicamente no espaço nulo de T. Admita-se que Q não muda de sinal em V. Os pontos (0. Se Q é não negativa em V temos a desigualdade at + by' <e O para todo real t. x + ty) (T(x).Valores próprios de operadores ein espaços euclidianos x. (T(x onde a ~ 2 (T(x). pelo que (T(x).4. Relação geométrica entre os valores próprios de Te os valores de Q na esfera unidade. x) + t'(T(y). x + ty) = (T(x) + tT(y). Demonstração. TEOREMA 5. Na secção que se segue provaremos que o menor e m<iior valor próprio (se existirem) são sempre os valores mínimo e máximo que Q toma na esfera unitária. Aplicando a linearida. Vector próprio correspondente a 8 153 Q(x) ~ 8 nesta elipse x. x). Consequentemente p'(O) ~O. Seja T: v~ V urna transformação simétrica num espaço euclidiano real V dotado com a forma quadrática Q(x) ~ (T(x). o polinómio quadrático p(t) ~ at + ht' teni o seu . y) e b ~ Q(y). Por outras palavras. Escolhamos um escalar real te consideremos Q(x + ty).

admita-se que existe um extremo t (máximo ou mínimo) num ponto u com (u. x) x) pelo que a desigualdade com tanto que (x. Então temos (5. x): ~ (Àx. Por conseguinte (T(x). x) = (. Uma· vez que (T(x). Propriedades extremais dos valores próprios de uma transformação simétrica Vamos agora demonstrar q!le os valores extremos de uma forma quadrática na esfera unitária são valores próprios. x). a forma quadrática Q não terá necessariamente um extremo na esfera unitária·. ay) = a'(T(y).16) estabelece que a forma quadrática Q.(T(x).16). Será o caso quando T não admite valores próprios. y) visto que (y. x).1 = Q(u).15) é válida para qualquer x em v. Se Q é não positiva em V obtemos p(t) = at + bt 2 <:. (5.14) ·tem-se uma desigualdade.15) (T(x). Multiplicando ambos os membros desta igualdade por a' obtemos (5. y) . Uma vez que y era arbitrário. ou (5. TEOREMA 5. o valor extremo de Q na esfera unitária. x) = I temos Q(u) = .x.1y.15) na forma (T(x) . Quando x = u em ·(5. obtendo· (T(x). Quando x = u temos t Se V tem dimensão infinita. y) = I.1x. Se (x.Âl. podemos· escrever de novo a desigualdade (5. Q tem sempre um máximo e um mínimo em pontos da esfera unidade.14) Q(x) ~ Q(u) para todo x . .1x.16-apresenta-se uin caso particular desse teorema.que verifique (x.:. Entre todos os valores que Q toina na esfera unidade. Demonstremos agora que (5. O para todo t. Na secção 9. Isto prova qUe T(x) = O. x) = (T(ay). x) <:O. Seja . T(x)) =O. podemos em particular tomar y = T(x)... o mesmo acontecendo em (5.V uma transformação linear simétrica num espaço euclidiano real V. Mas ( T(y). Seja T: V.15) para x = ay. x) = a'(i. (. No caso de dimensão finita. Então X= ay.1(x. onde S= T.154 Cálculo y) =O. Admitamos que nxn =a. i).Ax. x) = I. A desigualdade (5. x) ~ O. Então u é um vector próprio d~ T. x) = l. pelo que p tem um máximo quando t =O. . Isto é uma consequência dum teorema mais geral sobre valores extremos de funções contínuas. e seja Q(x) = (T(x). x) é não negativa em V. y)..14. AdmitamOs que Q tem um mínimo em u. u) = I.17. * 5. o correspondente valor próprio é Q(u). dada por Q.16) (S(x). onde IIYII = I.y. Demonstràçãá. e consequentemente p"(O) =O como anteriormente. (x) = (S(x). y) e (J. A transformação línear S é simétrica.(.1x.l4) pode escrever-se (5. x) =.

SJ_ contém de todos os vectores próprios correspondentes aos valores próprios À A.). é também o valor máximo que Q toma _em cada uma das esferas S n. t Fez-se isto na demonstração do teorema 5. um vector próprio na esfeni unidade que minimiza Q. O maior destes valores mínimos Àn..k + ·1. Seja u. . pelo que u é um vector próprio para T. Na hipótese de dimensão finita são representadas por matrizes unitárias.I.Valores prciprios de operadores em espaços euclidianos 155 ~O..-k H· O correspondente conju. onde u 2 é um ponto que minimiza Q em Sn_ 1• O vector próprio seguinte. SejaS o sub-espaço gerado por u. Então T tem n valores próprios reais os quais podem dispor-se por ordem crescente. T(u) ~ Au.nto de vectores próprios u.13 devemos ter S (u) ~O. restringidos a determinados subconjuntos da esfera unidade.·. Transformações unitárias Concluímos este capítulo com uma breve discussão sobre outra classe importante de transformações conhecidas por transformações unitárias. Q.4 da Secção 5. Se À é um valor próprio de À 1 qualquer vector próprio correspondente a À deve ser ortogonal a u1• Por conseguinte é natural procurar um tal vector Próprio no complemento ortogonal do espaço gerado por u.19. Está assim completada a demonstração se Q tem um mínimo em u.2) formado por todos os elementos ortogonais quer a u 1 quer a u2 • Continuando este processo. ~ Q(u.6..I e que T aplica SL em si próprio. (A esfera unidade Sn-• é um subconjunto da esfera unidade de V). Por outras palavras.. Portanto. Pretendemos agora demonstrar que os valores próprios intermédios também se apresentam como valores extremos de Q.\ 3 . O complemento ortogonal SL consiste de todos os elementos de V ortogonais a u'" Em particular. de dimensão n. e A~ Q(u) é o'correspondente valor próprio. o menor valor próprio À 1 é o mínimo de Q na esfera uni~ dade.. (u) * 5.14. e o maior valor próprio é o máximo de Q na referida esfera.18. Aplicando o teorema 5. Se existir um máximo em u todas as desigualdades da demonstração anterior se invertem e aplicamos o teorema 5. t Seja Sn-• a esfera unidade no subespaço Sj_. Então A._ verificamos que cada valor próprio Àk é o mínimo valor que Qk toma numa esfera unidade S n-k-H num subespaço de dimensão n . pdo teorema 5. por exemplo Segundo o teorema 5.= Q(u.). · * 5. Com facilidade se verifica que dim SL ~ n.. O caso de dimensão finita Suponhamos agora que dim V~ n.13 à forma quadrática não positiva Q...14 ao subespaço Sj_ verificamos que A. Un formam uma base ortonormada para V. .. pode obter-se de maneira análoga como o valor mínimo de Q na esfera unidade Sn-> no espaço de dimensão (n. .

TEOREMA 5. y) quaisquer que sejam x e y em V. T-1 (y)) = (u.y).17) significa que· T preserva os produtos internos. x) = (x. Seja T: V. Tomando y ~ x na equação (5. . .Yll (T preserva as distãncias). Uma transformação linear T: V -E diz-se unitária em V se t5. pelo que T é invertível.17).17) obtemos a À. Então x * (J. uma vez que estas derivam do produto interno.tx. x) ou ll(x. pelo que se tem · (T-'(x). A matriz de T relativa a esta base é a matriz diagonal A ~ diag (À. Quando E é um espaço euclidiano real uma transformação unitária diz-se também uma transformação ortogonal. Àn)• onde .T(y)O ~ Ox.15. então para quaisquer x e y de V tem-se: (a) (x. (a) Se T tem um valor próprio À então (À(~ l. Deste modo é natural esperar que T conserve também a ortogonalidade e as normas.17): A alínea (b) resulta de se fazer x ~y em (5. e se V é um espaço complexo.E é uma transformação unitária em V.\k é o valor próprio correspondente a uk· Demonstração. designe x u-m vector próprio cor(espondente O e T(x) ~ . e é unitária em T( V). (b) 11 T(x)U ~ Hxll (T preserva a norma). Portanto 7"' é unitária em T( V). Para demonstrar (d) usamos (b) a qual nos mostra que T(x) ~ O implica x ~ O. (b) Se x e y são vectores próprios correspondentes aos valores próprios distintos À e p.T(y) ~ T(x.x. (d) T é invertível.16. Para demonstrar (a). . Se T: V. Se x E T( V) e y E T( V) podemos escrever x ~ T(u). TEOREMA 5. T(y)) = (x. então x e y são ortogonais. Seja E um espaço euclidiano e V um subespaço de E.. Ãx) = (x.E uma transformação unitária em V. então existem vectores-próprios u 1. (c) RT(x) . ••• . próprios t_emos o seguinte teorema. y) ~ O implica (T(x).y). T(y)) ~O (T preserva a ortogonalidade). un de Tos quais constituem uma base ortonormada para V. T(v)) = (x. A alínea (c) resulta de (b).. devido a ser T(x).17) (T(x). v)= (T(u).156 Cálculo DEANIÇAO. r-• Demonstração. x). A alínea (a) é consequência imediata da equação (5.y ~ T(v). (c) Se V= E e dim V= n. A equação (5.. Pelo que respeita os valores próprios e vectores.

Temos também (T(x).y) já que x e y são vectores pr~rios. sendo * s. A alínea (c) demonstra-se por indução em n.).. Por conseguinte T(x)sSi se xE Si pelo que· T aplica S. Apenas apresentamos um esboço da demonstração.:-'T(u.) =O}.y). . y) ~ (x. Valores próprios de operadores em espaços euclidianos :. l 1 T(u1)) = ~emonstração À1 (T(x).. u.x.Escolhamos agora qualquer (T(x). . e1) para todo i ej.. T(y)) de duas maneiras.t = {x I X E v. isto implica jÀj ~ I... Desta maneira Àfi(x. y) ~O. de forma muito semelhante à que utilizámos para demonstrar o teorema 5.deduzimos u1 = J.ut . o que nos perniite suprimir aqui os seus pormenores. Da equação T(u. T(y)) = (x.4 em que se estabelece um resultado análogo para os operadores hermíticos.l em si próprio. T(y) ~ py e efectuamos o produto interno ( T(x).j' ~!.L e observese que T(u1)) = J.U ~ I devido a (a).. À~ p. ~\À. o que contradiz a afirmação de que À e p são distintos. escrevemos T(x) ~ ÀX. u1) = (T(x). Seja dim V~ n e E= (e..y) visto que T é unitária..p(x. Os dois teoremas que se seguem dizem respeito a propriedades das transformações unitárias num espaço de dimensão finita. é um vector próprio de T com valor próprio À. e.: z 157 Uma vez que (x. pelo que se Àji ~ I deverá verificar-se ià ~ Àji.) uma base dada em V. . u1) =O.1 (x. T(e1)) =(e. TEOREMA 5.18) (T(e.. Para demonstrar (b)..) = X. À~ fi. Portanto À{i I e (x.4. Aqui u. pelo que (x. A única transformação exigida diz respeito à parte da demonstração em que se prova que T aplica S em si próprio. T(u 1) X visto que À. em s. x) >O e ÀÁ ~ jÀj'. Uma transformação linear T: V~ V é unitária se e só se (5. I.py) = J.. T(y)) = (J. Mas . Temos (T(x). O resto da é idêntica à do teorema 5.17.) ~ À. (x. y) ~O a menos que Àji ~ I.

ãkiak. Exercícios I. isto é. A é não singular e A ' ~A~ As matrizes A'.) define uma base ortonormada para V e A =(ai) é a representação matricial de uma transformàção linear T: V--+ V relativa àquela base.19) A* A= I.19) implica n n k=l (5. se e só se (5. então T é unitária se e só se A é unitária. TEOREMA (a) (b) (c) (d) 5.19. A e A *são unitárias. 5.. provar que as únicas transformaçõeS unitárias em V são as defi- .20) e aplique-se o teorema 5. ej) é o elemento ij da matriz identidade. Se dim V~ n e (e.. Sugestões para a demonstração. TEOREMA 5. T(y)). Escreva-se x = Í xiei.· k=l Compare-se agora isto com (5. Porque (e 1. e. .20) (ei. V--. e.akiãk. !det A I~ I. então det A ~ ± I.. se A é real.19 é deixada ao leitor como exercício. onde c é um eScalar fixo. (b) Se V é unidimensional. = !. se E é ortonormada então T é unitária se e só se T aplica E sobre uma base ortonormada. Os valores próprios de A são números complexos de valor absoluto I. a equação (5. A demonstração do teorema 5. V a transformação dada por T(x) =ex.20. (<l) Seja T:.17. Toda a matriz unitária A goza das seguintes propriedades. . y = Íy 1e1 • Então tem-se e Compare-se agora (x.)= L.18.158 Cálculo Em particular. Indicações para a demonstração. y) com (T(x). Provar que T é unitário se e só se lei = I..

7. provar que 1. provar que T é unitária.I como valor próprio de grau de multiplicidade k.onjugados. 10. Em particular. 3. Determinar o real a tal que a matriz seguinte seja unitária !a(2i .A e I+ A são não singulares e· (I -A) (I +A) -• é unitária. (f) Matrizes ortogonais. Uma transformação ortogonal T V---+ V com determinante I diz-se uma rotação. . Se T: V---+ V é unitária e hermítica. se V é um espaço real unidimensional. (a) Matrizes hermíticas. provar que I é um valor próprio para T.A)(/+ A) -• é hemihermítica. provar que det A= (-1)\ 5. 8. Sejam (e. A. Se A é hermítica. Uma matriz quadrada diz-se normal se AA*= A*A.I)] !a(! -i) . li. Se A é uma matriz unitária e se I+ A é não singular.. ~a(2 -i) 9. (b) Se . (b) Matrizes hemi-hermíticas. é um valôt próprio complexo de A.. Se T é linear e preserva a norma.x. provar que A -i/é não singular e que (A -i/) -• (A + i/) é unitária. Dizer quais das seguintes matrizes são normais. Isto prova que cada rotação num espaço de dimensão -ímpar tem um eixo fixo I Sugestão: usar o Exercício 2]. 13. T(x) = x e T(x) = .\. 2. Provar cada uma das proposições seguintes relativas à matriz real ortogonal n X n. então o complexo conjugado 1-é também um valor próprio de A. existem unicamente duas transformações ortogonais. Por outras palavras. ••• . Seja V um espaço real euclidiano de dimensão n. Se A é uma matriz hemi-hermitica. en) e (u 1..Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 159 nida_s em (a). provar que 'f2 = I. Provar que qualquer matriz unitária pode ser diagonalizada por uma matriz unitária. provar que (I. . (d) Matrizes hemi-simétricas. un) duas bases ortonormadas para um espaço euclidiano V. 14. (a) Se J. Provar que existe uma transformação unitária Ta qual aplica uma destas bases na outra. 6. 4. Dada uma matriz real ortogonal A com . Se A e uma matriz normal (AA *=A *A) e s~ Ué uma matriz unitária. 12. os valores próprios não reais de A ocorrem em pares (. (c) Se n é ímpar. Se n é ímpar. então À= l e À= -I. (e) Matrizes unitái-ias. (c) Matrizes sirn~tricas. então A tem pelo menos um valor próprio real. Provar que U*AU é normaL . é um valor próprio real de A.

} .'• ' ·. . .•.. .. ' .

aplicadas unicamente um númeroJinito de ve:zes às funções usuais do cálculo. ltt. Pouco a pouco os matemáticos começaram a dar-se conta de que era vão o empenho de tentar descobrir métodos gerais para resolver todas as equações diferenciais. Estes primeiros descobrimentos. composição e integração. subtracção.. caso afirmativo. antes do final do século xvu. paralelamente à ~endência de conseguir um desenvolvimento melhor estruturado e mais 161 . divisão. principalmente por Euler.. originadas por problemas geométricos e físicos.. Introdução histórica A história das equações diferenciais começa no século XVII quando Newton. Leibniz e os Bernoulli resolveram alguns exemplos simples de equações diferenciais de primeira e segunda ordens. Durante o século XVIII foram desenvolvidos métodos mais sistematizados. a maior parte do primitivo trabalho foi orientado para o desenvolvimento de técnicas mais ou menos engenhosas tendentes a resolver equações diferenciais por processos elementares ~orno por exemplo a adição. Lagrange e Laplace. poderiam ser expressas por intermédio de funções elementares do cálculo. Em contrapartida. .6 EQUAÇÚES DIFERENCIAIS LINEARES 6. .. tais como a separação de variáveiS e o uso de factores integrantes foram inventados. .. Deste modo. pareciam sugerir que as soluções de todas as eq'uações diferenciais. . de maniera mais ou menos casual. Uma fase importante da teoria desenvolveu-se nos princípios do século XIX. multiplicação. Foi devido a este ponto de vista que os matemáticos começaram a considerar as equações diferenciais como fontes de novas funções. Métodos especiais. iniciados cerca de 1690. verificaram ser mais proveitoso averiguar se se sim ou não uma aplicação diferencial dada tem solução e. tentar deduzir propriedades da solução a partir da própria equação diferencial. Tornou-se de imediato evidente que relativamente poucas equações diferenciais poderiam ser resolvidas por processos elementares. postas por alguns problemas de geometria e mecânica.1.

(x)y" + P1 (x)y' + P2(x)y = R(x). Seja a um ponto qualquer de J e b um número real qualquer. Em 1820. Em 1841 Joseph Liouville (1809-1882) mostrou que em alguns casos essa solução não pode obter-se por meios elementares. onde P. desde que P.y) tem uma solução sempre que o segundo membro. r). No Volume I demonstrámos um teorema de existência e unicidade para esta equação (teorema 8. Um exemplo importante é. Então existe uma e uma só função y ~ f(x) que satisfaz à equação diferencial (6. em qualquer intervalo aberto (-r. Q e R admitam desenvolvimentos em série de potências em (-r. . Alguns tipos simples destas equações foram estudados no Volume I. A secção seguinte é dedicada a uma revisão dos principais resultados obtidos a referentes a esses equações. com P e Q funções conhecidas. Sejam P e Q funções contínuas num intervalo aberto J. TEOREMA 6. Q e R são funções dadas.3) que voltamos a enunciar agora. Cauchy obteve o primeiro "teorema de existência" para as equações diferenciais. tendo provado que toda a equação diferencial de primeira ordem da forma y' =f(x.2) f(x) = bé-A!xl + .1. r) centrado na origem. f(x.1) e à condição inicial f( a) ~ b.--t(xl r Q(t). Entre estes estão as chamadas equações diferenciais lineares que se apresent_am em grande diversidade de problemas científícos. salvo para uns poucos tipos. a saber as de primeira e as de segunda ordem com coefícientes constantes.2. com A(x) = J! P(t) dt. satisfaz a certas condições gerais. 6. O trabalho de Cauchy garante a existência de uma solução da equação de Ricatti. Revisão dos resultados já estabelecidos relativos às equações diferenciais lineares de primeira e de segunda ordem Uma equação diferencial linear de primeira ordem é _da forma (6.162 Cálculo rigoroso do Cálculo.".1') dt. a equação de Ricatti y' = P(x)y' + Q(x)y + R(x). As equações lineares de segunda ordem são da forma P. Esta função é dada pela fórmula explicita (6. y).1) y' + P(x)y = Q(x). A experiência tem provado que é difícil obter resultados de grande generalidade relativos às soluções das equações diferenciais.

2. Assim. não existe uma fórmula geral análoga a (6. e R.4) y = e-•• 12 [c1u1 (x) + c. Se d > O ambas as raízes são reais e a solução em (6. Esta é a equação caracterísiica da equação diferencial (6.3). e o segundo membro R são contínuas em algum intervalo J e se P.5) garante que sempre existem soluções no intervalo J. sendo k = (c) Se d <O. e f.4) pode exprimir-se na forma ~ ~ j. Contudo.. Consideremos a equação diferencial y" (6. Escrevendo r1 = -. Obtemos soluções reais examinando as partes real e imaginária de J.3) + ay' + by =O. Se os coeficientes são constantes e se R é nula. onde a e b são constantes reais dadas.Equações diferenciais lineares 163 Se os coeficientes P.(x) = e'•x e f. sendo k = -d..j ~.:temos = . um teorema de existência (exposto na Secção 6. ÍV _ O número d =a'. e r. Cada uma das funções exponen.:!a+ ik..Jd O sinal de d determina a natureza destas raízes. Se d < O. Seja d =a' . não se anula em J. todas as soluções podem determinar-se explicitamente por meio de polinómios e funções exponenciais e trigonométricas como se afirma no teorema seguinte que já foi demonstrado no volume I (teorema 8.(x) = e:kx. com c 1 e c 2 constantes. r2 -ia-_ ik.. P1. tJd.4b é o descriminante da equação do segundo grau (6. 7). TEOREMA 6. e as funções u1(s) e u2 (x) determinados de acordo com o sinal de d.(x) = sen kx.(x)].(x) = x (b) Se d >O. excepto em casos particulares. então u.u.3) no intervalo(-oo. então u.(x) = ekx e u. P. então u.4b. P. 1). são complexos cÓnjugados.'3). com k-= í/ -'d.(x) = e'•x é uma solução complexa da equação diferelicial (6.· ciais complexas J.5) r2 +ar+b=O.(x) = I e u. nesta generalização relativamente simples de (6.2) capaz de exprimir essas soluções em função de P. conforme se indica: (a) Se d =O. As suas raízes são dados por 71 = -a+ 2 . +oo)temaforma (6.(x) = cos kx e u. as raízes r. Toda a solução de (6. a teoria está longe de ser completa. P.

Se (a.4y' + x 2 (y' ~ 4y) ~ 2xe-•'l• tal que y =O e y' = 4 quando x =O. (b) Obter uma solução não nula da equação y"". b) é um ponto dado no plano e se m é um número real dado. 4. com y ~O quando x ~O. y' + 4y ~o.3. 3 resolver o problema os valores iniciais no intervalo indicadv. .. Considerar os valores de k positivos e negativos. y·. solução geral que se apresenta em (6. determinar todas as soluções em (-co.4y' + x 2{J. Rectas paralelas aos eixos.2y' 10. com y = I quando x = I.(x). + 2y' + y =o. da equação de segunda ordem y" + P(x)y' + Q(x)y =O. +co). (a) Seja u uma solução.'.)4 Cálculo . -i. y". formam um rectângulo com os r_eferidos eixos. Discutir separadamente o caso k =O.4y 8. 3.2y = x 5 em (0. I.(x) e_(. Nos Exercícios I. xy'. b) e tem aí declive m. +co). não nula.4_r) =O. Uma curva de equação y = f(x) passa pela origem. 2.4) é uma combinação linear das partes reais partes imaginárias def. y' + y tgx = sen 2x em (-h 2 ). tais que a equação diferencial y"" + ky =O admite uma solução não trivial y = f"(x) para a qual /"(0) = f"(l) =O. provar que a equação diferencial y"" + k 2y =O tem precisamente uma solução cujo gráfico passa por {a. por simples análise da equação e utilizar o método da alínea {a) para determinar uma solução de y' . Provar que a substituição y = uv transforma a equação y-+ P(x)y" + Q(x)y ~ R(x) numa equação linear de primeira ordem em v'. 2. y' . 7. quanto crescerá ao fim de duas horas? 5. 9. Para cada um desses valores· de k. uma das quais tem n vezes a área da outra. com y = 2 quando i =O. I. . +oo). Determinar a função f 6. 2. Equações diferenciais lineares de primeira b'tdem. Se uma cultura de bactérias cresce proporcionalmente à quantidade existente em cada instante e se a população duplica ao fim de uma hora. traçadas a partir de um ponto da curva.Sy =O. Equações diferenciais lineares de segunda ordem com coeficientes constantes.3y ~ e'-• em ( -oo. Determinar todos os valores da constante k. Em cada um dos :xercícios 7 a 10. Exercícios Os exercíCios que se seguem foram seleccionados do Capitulo 8 do Volume I e constituem uma !Ívsão referente às equações diferenciais lineares de primeira e segunda ordem. A curva devide um tal rcctângulo em duas partes A e B. determin~r a correspondente solução y = J.(x) . y" ~o.

]. A palavra "intervalo" designará quer um intervalo limitado. Portanto. A presença de pontos singulares introdUz. com Dk o operador derivação de ordem k. Seja. P. = cosh x.(x)y = 1 1 R(x). Para evitar essas dificuldades admitimos que a função P0 nunca se anula em J.6) P 0 (x)y<•> + P (x)y<•.. a sua velocidade é I e a sua aceleração é -12.'ir (J) definido por L(/) =f'"' O operador L escreve-se. . Seja P..(x)y<•-u + · · · + P.'if (J) o espaço linear de todas as funções de' valores reais. 2 cos x. Inicialmente o seu ·deslocamento é I.(x)y = R(x). u 2 (x) = sen(2x + 2). Na notação operacional a equação diferendial (6. 6.t. Na equação diferencial (6. desempenha um papel especial.6) por P0 e escrever a equação diferencial com o primeiro coeficiente igual a 1. Para cada alínea.Equações diferenciais lineares 165 13. Pontos para os quais P. quer ilimitado. A discussão das equações lineares pode simplificar-se-mediante o recurso à riotaç"ão de operadores. uma vez que determina a ordem da equação. u2 (x) = xe2".(x) =O chamam-se pontos singulares da equação.. P. No nosso estudo da equação linear supor-se-á sempre que todos os coeficientes são funções contínuas num certo intervalo J. (c) u1(x) = e-.. Uma partícula está animada de movimento harmónico simples. u2(x) = e-•. .7) y<•> + P. . P. Então podemos dividir ambos os meinbros de (6. . que multiplicam as derivadas das várias ordens da função desconhecida y dizem-se os coeficientes da equação.4. determinar uma equação diferencial linear de segunda ordem verificada poru 1 eu 2 (a) u1 (x) =e'. As funções P.6) o coeficiente P.j(•l existem e são contínuas em J... + PJ<•-u + · · · + P nf· L= D" +P1 D"-1 + ··· +P. algumas vezes.. u2 (x) = S<nh x. (b) u1 (x) = e"'../ u2(x) = e-x/ 2 senx. por vezes. contínuas num intervalo J e seja 'ifn(J) o subespaço de todas as funções f cujos n primeiras derivadas].> + · · · + P. 14. . no estudo geral supomos sempre que a equação diferencial é da forma (6.7) escreve-se muito simplesmente . dificuldades que requerem um estudo especial.. Equações diferenciais lineares de ordem n Uma equação diferencial linear de ordem n é da forma (6.. .n funções dadas em 'ir (J) e consideremos o operador L: <ir"(J). (d) u1 (x) (e) u1 (x) = sen(2x +I). Calcular o seu deslocamento e aceleração quando a velocidade é /8.

Com efeito provaremos que (6.)+ L(y. funções contínuas num intervalo aberto 1.9) chama-se o teorema de diinensiona/idade para operadores dife. 6.8) no intervalo J. O conjunto das soluções de uma equação homogénea é c espaço nulo N(L) do operador L._ 1 são n números reais dados. Esta diz-se a equação homogénea correspondente a L(y) = R. É fácil verificar que L(y. TEOREMA DE EXISTENCIA E UNICIDADE PARA EQUAÇOES LINEARES DE ORDEM n.renciais lineares. Quando R não identicamente nulo. O espaço solução é um subespaço de 'C•(J). e seja L o operador diferencia/linear L= n• + P. existe uma e uma só função y = f(x) que satisfaz à equação diferencial homogénea L(y) = O em J e que igualmente satisfaz às condições iniciais . Por isso se designa a equação L (y) ~ R por equação linear.D•-• + · · · + P •. a equação L(y) ~ R diz-se uma equação não homogénea.8) L(y) =R.3. na qual o segundo membro aparece substituido por zero.9) dim N(L) = n. A equação (6. A cada equação linear L(y) = R podemos assim associar a equação L(y) =O. Quer isto dizer que L é um operador linear. Embora 'C•(J) seja de dimensão infinita.166 Cálculo (6. resulta que o espaço solução N(L) tem sempre dimensão finita. •••• P. Uma solução desta equação é qualquer função y em 'C"(J) que verifique (6.) ~ L(y.) e que L(cy) ~ cL(y). k 1 • • • • • /(. + y. Por tal facto iniciaremos o nosso estudo pela equação homogénea. SeXo EJ e se k0 . Este chama-se também o espaço solução da equação. O operador L chama-se um operador diferencia/linear de urdem ll. O teorema de dimensional idade estabelecer-se-à como uma consequência de um teorema de existência e unicidade que vamos estudar a seguir. Verificaremos adiante que podemos resolver a equação não homogénea sempre que seja possível resolver a correspondente equação homogénea. O teorema de existência e unicidade · TEOREMA 6.5. para qualquer constante c. com n a ordem do operador L. Sejam P 1 • P2 .

dado por (6. . A demonstração do teorema de existência e unicidade obter-se-á como um corolário dos. TEOREMA DE D!MENSIONALIDADE.6.11 mostra que dím N(L) = dim v. · 6.D"-1 + . . resulta que qualquer conjunt~ de n soluções independentes servirá como base. pelo teorema 2.. Portanto. Seja T a transformação linear que aplica cada função f do espaço solução N(L) sobre o vector valor inicial de f em x. e o teorema 2. . Se u. Portanto. • cksão constantes. k~l n onde c 1 . Seja L: <C"(J)- <C (J) um opera.3. a equação homogénea L(y) = O tem precisamente uma solução y = f(x) em J com aquele vector valor inicial em x0 • Por exemplo.• u. diz-nos que se escolhemos um ponto x 0 em J e um vector -DO espaço n dimensional.11) a combinação linear do segundo membro. Nota: O vector do espaço n dimensional definido por (J(x. dor diferencia/linear de ordem n. Seja V" o espaço linear n-dimensional dos n-tuplos de escalares. T(f) = (f(x0). Nota: Uma vez que todas as soluções da equação diferencial L(y) =O estão contidas na fórmula (6. ••• . O teorema de unicidade diz-nos que T(f) = O implica f= O.(x).11) f(x) =L c. A dimensão do espaço solução de uma equação linear homogénea T.>(x 1 0 )) chama-se o vector valor inicial de f em x 0 • O teorema 6..)). uma vez sabido que o espaço solução tem dimensão n.EOREMA 6.). então toda a solução y = f(x) em J pode exprimir-se na forma (6.10) L= D" +P. c1 • ..9 apresenta-se outra demonstração parll o mesmo teorema. teoremas de existência e unicidade mais gerais que se estudam do Capítulo 7. +Pn.u. Na Secção 7. Então o espoço solução da equação L(y) =O tem dimensão n. é um ponto fixo de J. com constantes arbitrárias c 1•• ••• cn• chama-se a solução geral da equação diferenciaL .['•-ll(x. 10. .. quando n = 2 existe precisamente uma solução com o valor prescritof(x 0 ) e a derivada prescritaf'(x0 ).. onde x. no ponto dado x0 . . Logo T ·• é também biunívoca e aplica V • sobre N (L).= n. T é biunívoca em N(L )..<(f (J) um operador diferencial linear de ordem n.. Seja L: <C"(J).Equações diferenciais lineares 167 f<•. são n soluções independent~s da equação diferencial homogénea L(y) =O em J. j'(x. para o caso de equações de coeficientes constantes. Demonstração.4.['(x0 ).).5.. como corolário do teorema de dimensionalidade temos: TEOREMA 6.

e produtos por escalares. oo então A (y) pertence também a CC 00 • As operações algébricas usuais com transformações lineares (adição.constantes são permutáveis: AB = BA.12) onde D é o operador derivada e a0 . Se ao* O o operador diz-se de ordem n.168 Cálculo O teorema de dimensionalidade diz-nos que o espaço solução de uma equação diferencial linear homogénea de ordem n tem sempre uma base de n soluções. 6. comutativa.. A cada operador de coeficientes constantes A associamos um polinómio p A• chamado o polinómio característico de A.> + · · · + a. Uma vez que a soma A + B e os produtos .tA são também operadores com coeficientes constantes.. O operador A pode aplicar-se a qualquer função y com derivadas até à ordem n em um certo intervalo.y. . O produto de A e B (por qualquer ordem) é também um operador de coeficientes constantes. . Igualmente. Sejam A e B dois-operadores de coefiCientes Constantes (não necessariamente da mesma ordem). Contudo. de operadores d~ coeficientes constantes satisfazem às propriedades . dado um polinómio real qualquer p. Entre estas estão as equações diferenciais com coeficientes constantes que voltamos a considerar. mas não nos diz como determinar tal base. ~ são constantes reais. PA é o polinómio que tem os mesmOs coeficientes que A. multiplicação por escalares e composição ou multiplicaÇão) podem aplicar-se. aos operadores de coeficientes constantes. Com efeito.. existe um correspondente operador A cujos coeficientes são os mesmos· de p. como quaisquer outras transformações lineares.12). isto é. +oo). Deste modo somas._ 1y' + a. · têm-se inventado métodos especiais para equações particulares. a~> . sendo o resultado uma função A(y) dada por A(y) = a0y<•> + ai)'<•. 7. o conjunto de todos os operadores de coeficientes constantes é um espaço linear. 1 Nesta Secção interessa-nos considerar funç'ões possuindo derivadas de todas as_ordens em (~oo. para todo real r terp-s~. associativa e distributiva. porque D'D' = D'D' para quaisquer inteiros positivos r e s dois quaisquer operadores de coeficientes . A álgebra de operadores de coeficientes constante" Um operador A de coeficientes constantes é um operador linear da forma (6. Se A é dado por (6. ~-. produtos. Se y E q.. Inversamente. não se conhece nenhum método simples para determinar uma base de soluções para toda a equação diferencial linear.em particular. p A(r) = a0r" + a1r•-1 + · · · + a•. O teorema seguinte mostra que esta . O conjunto de tais funções representa-se por t:ta:J e será referido como a classe das funções infinitamente deriváveis.

então tem-se: (a) A= B se e só se PA = PB• (b) PA+B = PA + PB• (c) PAB = PA · PB• {d) Pu. Por exemplo. TEOREMA 6..a somas e produtos de operadores e produtos de operadores por escalares as correspondentes somas e produtos dos respectivos polinómios característicos e produtos destes por escalares.r. respectivamente. e produtos por escalares dos polinómios PA e p 8 também é válida para os operadores A e B.r. Se A e B são operadores de coeficientes constantes com polinómios ca-. Do teorema 6. (c) e (d) resultam imediatamente da definição de polinómio característico. Uma vez que y!k)= rke" para cada k .6. As alíneas {b). Demonstração. a alínea (a). Por conseguinte A e 8 têm á mesma ordem ·e os mesmos coeficientes.e I admite uma factoriz.6 resulta que toda a relação algébrica que inclua somas. pelo que A(y) = B(y) para cada y em ~oo Demonstremos agora que A = B implica que PA = p 8 .13). r 2 . pelo teorema -6. Uma vez que r é arbitrária deve ter-se PA = p 8 .). pelo que. as raízes da equação ~'. Consideremos em primeiro lugar.) · · · (r .. então A = BC. tem-se e B(y) = p B(r)e''. se o polinómio característico PA pode ser factorizado como um produto de dois ou mais polinómios. ambos os polinómios têm o mesmo grau e os mesmos_ coeficientes.r. e À um número real.13) p 1(r) = a0 (r . r. Pretendemos provar que A(y) = B(y) para todo y em ~oo: Uma vez que PA = p 8.6.= À·p. a factorização correspondente de A toma a forma A= a0 (D.Equações diferenciais lineares 169 associação entre operadores e polinómios é uma correspondência biunívoca. com r constante. existe uma factorização correspondente do operador A.). A relação A = B significa que A(y) = B(y) para todo y em ~ 00 • Façamos y =e".r 1)(r . ••• . racteristicos p A e p 8 .. Além disso. l~- 4: O teorema fundamental da álgebra diz-nos que todo o polinómio p A(r) de grau n . cada factor deve ser o polinómio característico de um certo · operador com coeficientes constantes. estando assim demonstrada a alínea (a). por exemplo (6.e O.rJ · · · (D. Se PA(r) pode factorizar-sc como um produto de n factores lineares. sendo r. se PA(r) = p 8 (r)pc{r).)(D.ação da forma (6.5 1-j) .r. Em particular. A equação A(y) = B(y) implica PA(r) ~ p 8(r). esta correspondência associa . SuponhamospA = p 8 .

k. de soluções para equações lineares com coeficientes 6. correspondentes a cada tal par de raízes. pelo que A tem a factorização A= (D. podem combinar-se para dar um factor quadrático r -lar+ a 1 + /) 2 cujos coeficientes são reais.l)(r. PA(r) 2. O polinómio característico I= (r.i/).3).. Se L é um operador com coeficientes constantes que pode ser factorizado como um produto de operadores com coeficientes consiantes. todo o polinómio PA(r) pode fáctorizar-se num produto de polinómios lineares e quadráticos com coeficientes reais.2D + I.l)(D' + 1). a factorização de operadores com coeficientes constantes nos auxilla a resolver equações diferenciais lineares com coeficientes constantes.. pelo que . Deste modo.2D' + 2D' . se {'> O. ou.8. * EXEMPLO I.3). Seja A = D'. o operador A admite a factorização D' . a+ i/).de operadores O teorema que se apresenta a seguir mostra como. Demonstração.Sr + 6 = (r. Seja A = D' .) ~ N(L) para todo i= I.14) N(A. TEOREMA 6.2r+ + 1). a.5D EXEMPLO +6 = (D . por outras palavras (6.7. Cada raíz escreve-se tantas vezes quantas as unidades do seu grau de multiplicidade. Se u é o espaço nulo do último factor An tem-se Ak(u) = O. Tal facto proporciona-nos uma factorização correspondente do operador A como um produto de operadores com coeficientes constantes de primeira e segunda ordem com coeficientes reais. .l)(r' admite a factorização r'. Porque o polinómio característico PA(r) admite a factorização r' . As raízes podem ser reais ou complexas: Porque pA(r) tem coeficientes reais. por exemplo base então o espaço solução da equação diferencial linear L(y) =O contém o espaço solução de cada uma das equações diferenciais A1(y) = O. as raízes COQlplexas aparecem em pares conjugados. Determinação de uma constantes por factorização.2)(r.2)(D .170 Cálculo chamada a equação característica de A.l)(D. 2.5D + 6.2r" + 2r'. . Os dois factores lineares.

.14). k=l Demonstração. no intervalo (. Porque três soluções independentes de uma equação de terceira ordem formam uma base para o espaço solução. Raízes reais e distintas EXEMPLO I.16) y =Ic. O Teorema 6. r1 .J · · · (D.l contém u. . TEOREMA 6. é dada pela fórmula n (6.Equacões diferenciais lineares 171 L(u) = (A 1A. podem sempre reorde- nar-se os factores de tal modo que qualquer um deles seja o último e portanto está demonstrada (6.r1)(D.2)(D O espaço nulo de D . a solução geral de (6.7 diz-nos que se um tactor A1 de L anula u.r. então L também anula u. CASO I. 11) demonstrou-se que u. o operador L diz-se anular u. + 3). (x) =e { o de D .oo. u.r. são independentes. No capítulo l (pg. .2 contém u.(x) = e-'x. Tem-se a factorização L= a0 (D. Se L(u) =O. Resolução.e'•'.(u) = (A 1 • • • A~<-1)(0) = O. Determinar uma base de soluções para a equação diferencial (D3 - (6. · · · AJ(u) = (A 1 • • • A.15) é dada por O método usado para resolver o Exemplo I permite-nos encontrar uma base para o espaço solução de qualquer operador com coeficientes constantes que possa decompor-se num produto de factores lineares distintos.15) ?D + 6)y =O. u.(x) =e'~ e o de D + 3 conté~p u._. + oo ).8.!)(D.)A. Escolheremos exemplos que ilustram aspectos diferentes.. . Deste modo o espaço nulo de L contém o espaço nulo do último factor A •. A equação é da forma L(y) = O com L= D 3 - 1D +6= (D. Vamos mostrar como pode o teorema ser utilizado para resolver equações diferenciais homogéneas com coeficientes constantes. Mas porque os operadores de coeficientes constantes permutam. Se fôr L um operador de coeficientes constantes cuja equação característica pL(r) =O admite n raízes reais e distintas r 1 .). • • r n• então a solução geral da equação diferencial L(y) = O. dependentes da natureza das raízes da equação característica.

r)m anula um..r)m = (D . Admitamos. As mfunções são m elementos independentes anulados pelo operador (D . Um são anuladas por (D.x) = erx.9. as funções (6.. mas não distintas. li) provou-se que estas funções são independentes. o espaço nulo de L contém as n funções (6. pelo que u mé anulado por (D .. Tal significa que as funções u. algumas das quais múltiplas.r)m ê um facto r de L.. TEOREMA 6.r)(D . O teorema que se segue mostra como obter m soluções independentes no espaço nulo deste factor. que o teorema é verdadeiro param _: I. então (D ..r)m-•. ••• . Raízes reais. Para completar a demonstração torna-se necessário proVar que (D .(x) ~ e''X. .172 Cálculo . Para provar que u.r)m.r)m. a qual é evidentemente anulada por (D -r). . u2 .r)m-' anula um_. Se m = l existe unicamente uma função. pelo que a solução geral é dada por (6.rxm-1e'" = (m - l)xm. Se todas as raízes forem reais. portanto formam uma base para o espaço solução da equação L(y) ~O.r)m-1 as funções u11 .r)mum ~O.r.16) .2e"~~: + xm-lre= - rxm-lerx Quando aplicamos (D .17) No capítulo (pag..r)(xm-1e"') = D(xm-1e'").Porque o espaço nulo de (D. são também anuladaS por (D . Está pois completada a demonstração. Demonstração. CASO li.r)m . xz. .. xm-•.r)m recorrendo à indução em m. A independência destas funções resulta da Independência dos po1inómios l. . Por conseguinte (D . uma vez que (D .•••• um_. Uma vez que (D .17) não são independentes e consequentemente não constituem uma base para o espaço solução. x. Se uma raíz r tem multiplicidade m. . então. ..) contém u. u1 (. Um-• são anulados por (D.r)m~• a ambos os membros desta equação obtemos O no segundo membro. Posto que tem-se (D .

. as funções uf'. q formam uma base para o espaçosolução da equação.- ·-U. mfl.· ~ . onde L = D' .8D + 12..(x) ~ex.. r2 . Integrar a equação (D' + 2D' .9 delineamos uma demonstração para provar que todas estas funções são independentes. Se as raízes distintas são.. Pelo teorema 6.9.Equações diferenciais lineares 173 .(x) ~e-x. .D' =e D'(D.. EXEMPLO 2. mk.D' . pelo que a solução geral da equação é · >. _.. A parte da base correspondente ao factor D 2 é u 1(x) = I. k obtemos no total m 1 + · · · + mk funções. r 1 . u2(x) = xe"' pertencem ao espaço nulo de (D. Quando P toma os valores I. Uma vez que a soma das multiplicidades m 1 + . Tem-se D' + 2D'. Se se OP. 2. u6 são independentes. . Resolução. . + rnk é igual a n. pelo que a solução geral da equação diferencial é O teorema 6. as duas funções u1 (x) = e"'. u. A função u. u~(x) = xe-x. ••• . .. na hipótese da equação característica possuir apenas raízes reais ainda que algumas delas sejam multiplas. .I) (D + 1)'. . a parte correspondente ao factor (D-I) é u. e a parte correspondente ao factor (D +I)' é u.9 diz-nos como determinar uma base· de soluções para uma equação diferencial linear de ordem n de coeficientes constantes..D') y ~ 0. a parte da base correspondente a rP é dada por mP funções onde q = 1.2D'. rk e se aparecem com graus de multiplicidade m" m 2 . O operador L admite a factorizaçãó L= (D -2)'(D + 3). u 6 (x) = x 2 e-x. Raízes complexas. Uma vez que u. a ordem da equação. As seis funções u..2)'. ••. não há necessidade de distinguir entre raízes -reais e complexas na equação característica da equação diferencial L(y)=O.(x) = e->x pertence ao espaço nulo de (D + 3). ~ CASO 111. são independentes (ver Exercício 17 da Secção 6. u2 (x) = x...2D' . 2. u. No Exercício 17 da Secção 6. Resolução.... Se se utilizam _exponenciais complexas. · EXEMPLO 3. Determinar a solução geral da equação diferencial L(y) =O.9) constituem uma base do espaço nulo de L.

y'" .m.(x) + oc2 + fJ'r q=l. + c. y-.ez + e'"[(c. 2í. 6.4y" + 13y" =O. = x"-'t!'" cos {Jx.66y" + 65y"(r . 2 ± i. Os exemplos seguintes ilustram algumas das hipóteses. + c x)senx]. tem as raízes O.x) cos x + (c. As suas raízes são 2.. Se o par de raizes a± í{3 tem multiplicidade m.I )(r2 4r A equação característica pode escrever-se - + 5)2 = O. então o factor quadrático aparece elevado à potência m.2r2 + 4r - 8 = (r - 2)(r2 + 4) = O . a solução geral f.2í. factoriza-se o operador L em factores lineares e quadráticos com coeficientes reais. y-- 2y" + 4y'- Sy =O. (No Exercício 20 da Secção 6.9y'" + 34y-. de maneira que a solução geral da equação diferencial é y = ·c.2ocD contém 2m funções independentes u. Cada par de raízes complexas conjugadas a+f3i. O espaço nulo do operador [D'.174 Cálculo sejam soluções de valor real.18) D' . A demonstração desta proposição pode efectuar-se facilmente. .. A equação característica. EXEMPLO 4. r' .2ocD + oc2 + fi' . 25y =O. 2 ± i. EXEMPLO 5. as suas raízes são l. A equação característica é r" .2.9 apresentam-se esboços de demonstrações). 2 ± 3i.4r' + 13r =O. O ~spaço nulo deste operador de segunda ordem contém as duas funções independentes u(x) = e•x cos {3x e v(x) = e•x sen {3x.. pelo que a solução geral da equação diferencial é y EXEMPLO = c1e2:1:: + c2 cos 2x + c3sen2x. (6. por indução em m. . a-i{) corresponde a um factor quadrático. 5 . .

t. y'" + 4y" + 4y' ~O. y' 41 10. . u2(x) =-'ienhxcosx._ . u3 (x) ~ xe".Equações diferenciais lineares 175 6.y"'. li.. 2. y'" 9.. . 4.3y' ~o. +co) se todas as raízes da equa_ção característica são não positivas? I S. '"' n números reais distintos e sejam Q. Pode dar-se outra deinonstração baseada na ordem de grandeza quando x ____. y'" .y =o.. 5. Exercícios Determinar a soluçãO geral de cada uma das equações diferenciais dos Exercícios I a 12 1.. (d) u 1 (x) ~ x. O que pode concluir-se acerca do comportamento de todas as soluções no intervalo {0. determinar uma equação diferencial linear com coeficientes constantes verificada por todas as funções que se indicam u2(x) = e-:r:. u3 (x) ~ xe". u3 (x) = x cosh x.3y" + 3y' . Para n = I e n = 2 o resultado é facilmente verificável. Suponhamos que a proposiçãó.y ~O. 7. + 4y''' + 4y" ~o. como foi feito no Exemplo 7 da Secção 1.. Seja r. 8. . Usar então a hipótese de indução para mostrar que todos os escalares c" ~ão O.fi-. Utilizar a indução em n.Q.res reais tais que P+l I c. y'". (a) u1(x) = ~.9. (h) u1 (x) = coshxsenx.(x) = xe-2:1::. determinar a solução particular y rencial f(x) da equação dife- y"' .7 (pg. cP+'' p + I escal3. u4{x) = xsenh x. uix) = xé. y'" 12. (f) u1 (x) = e-2 . + oo.my" + nfly' - rrfly = O que satisfaz às condições f(O) ~ f(O) =o O. + oo. u3 (x) = e---2:1::.. u 2 (x) = x. . provar que toda a solução da equação diferencial tende para zero quando x __. Esboço da demonstração. u2 (x) = e-2z sin 3x. + 4y'" + By" + 8y' + 4y + 2y" + y ~O. . r(O) ~ I. (e) u1 (x) ~ x'. (g) u1 (x) = cosh x. Q" n polinómios. cos 3x. + By''' + 16y" ~O. Provar que as n funções são independentes. nenhum dos quais é o polinómios nulo. y'" + 4y'" + 6y" + 4y' + y ~o. (c) u1 (x) = 1. 3.. y'''. Ua(X) = e2'. . .. Uma equação diferencial.y' =o.fi..(x)e'"' ~ O. 13. linear de coeficientes constantes tem a equação característica f(r) =O.r. u2 (x) ~ xe-"'. Em cada alínea. Se todas as raízes da equação característica forem negativas. . c. u 2 (x) ~e". .2y". 16. 6. u3 (x) = e'.. . u 2 (x) =senh x. u3 (x) = x. y"'.. (b) u 1 (x) ~ e-2x.. y'" + 16y ~o. u4(x) = e-2:1::. 14. li). u3 (x) ~ x'e-2x. k=l Multiplicar ambos os membros _por e-rp+lx e derivar a equação obtida. J''' 11.16y ~O. u 2 (x) ~e". Se m é uma constante positiva. = ~O.é ·verdadeira para n = p e sejam c.

provar que onde LOH =L. com q e p polinómios e m um inteiro positivo. Com a notação do Exercício 18. I :5 p::. m > I.. m1 .· + mk. r 2. (d) Servir-se da alínea (c) para provar que o operador(D 2 ..] r=O k 20. Seja L um operador diferencial linear de coeficientes constantes de ordem n com polinómio característico p(r). m=0. (a) Seu admite derivadas até à ordem n. ' " ' k números reais distintos e n = m.m. provar que (Sugestão: Utilizar o Exercício 18. (a) Seja p(t) = g(t)mr(t)..). •••• m".2âD + a 2 + /P) anula cada uma das runções Jéle~ sen /)x e x!Jetn cos fh para q = I. 19. defina-se a daivada de ordem m. ••• . (0 operador L(ml não deve confundir-se com a potência Lm. seja Por exemplo quando p = I as funções correspondentes são Provar que as n funções uq. . xu.. 2. L<ml. p::::. . Mais geralmente.. [Sugestão: Recorrer ao Exercício 16.. Sejam m. Mw. conjuntamente Com a rórmula de Leibniz para a derivada de ordem n de um produto: (uv)(k) = L (~)u(k-Tlv(r) .• xm-lu. Provar que p'(t) = = q(t)m. .1s(t). SejaM= Lm. k. a potência de L de ordem m. .3D + I então C= 4D . com s um polinómio. Mlm-ntambém anula u. Seja L' o operador diferencial linear de coeficientes constantes cujo polinómio característico é o polinómio derivado p'(r). Por exemplo. . .1. (b) Seu admite derivadas até à ordem n .n. (c) Servir-se da alínea (b) e do Exercício 19 para provar que M a~ula cada uma das r unções u.176 Cálculo 17. . como sendo o operador cujo polinómio característico é a d~rivada p(ml(r).] 18.2.3.. provar que ~ L(u) = L~ k=O n (kl(O) •"'. (b) Seja L um operador direrencial com coeficientes constantes que anula u. k inteiros postttvos e r.. seu e v têm derivadas até à ordem n. Para cada par de 'inteiros p. .. se L= 2D 2 .. + ·. Provar que cada uma das derivadas M'. mp. q satisfazendo a I ::::. m-1. P assim definidas são independentes. onde ué uma runção dada de x.

) =R. cnsão constantes.10 estabelece que a solução geral da equação não homogénea se obtém somando a y 1 a solução geral da equação homogénea. Sejam U 10 • • • . da equação homogénea L(y) =O.10. _ k! k=O 2 n (kl(~) 6.y. Se a é constante ·t seu tem n _derivadas. Seja L: 'if n(J). a qual nos ajuda a clarificar o seu significado. Um por exemplo f. P _ u<kl(x). . ••• .y 1 é uma cofnbinação linear de U 1 . .solução particular da· equação não homogénea L(y) = R. cn) chama-se: a solução geral da equaç-ão não homogénea. e y 1 uma solução particular da equação não homogénea L(y) =R. pelo que f. a soma do segundo membro de (6. O teorema 6. Seja L um operador de ordem n com coeficientes constantes e cujo polinómio característico é p(r).L(y.. pertence ao espaço solução da equação homogénea L(y. .'if (J) um operador diferencial linear de ordem n. O conjunto de soluções da equação não homogénea é análogo ao plano que Passa por um determinado ponto. k=l n Demonstração.Equações diferenciais lineares 177 21. TEOREMA 6. Pela linearidade temos L (f_. Vamos ver em seguida que podemos sempre resolver o problema (2) se podermos resolver o problema (I). Na prática para utilizar o teorema 6._ y.19) onde c. Uma vez que todas as soluções de L(y) =R estão contidas em (6. Not-a: O teorema IJ.) =O. onde R E 'if (J).10. detenninamos uma solução particular e somamos a está todas as soluções . O teorema que se segue estabeleCe a relação entre as soluções da equação homogénea L(y) =O e as de uma equação não homogénea L(y) = R(x).19). e (2) determinar uma.19). provar que L(ettxu(x}) = ettx . f(x) = Yt(x) + Ickuk(x).y 1 = c 1u 1 + ·· · + CJ1. Portanto f. •. ••• .10 temos que resolver.. .) = L(f).IU admite uma interpretação geométrica simples. O espaço Solução da equação homogénea é análogo ao planO paralelo que passa pela origem. Para determinar todas as so-luções de L(y) = R.19) (com constantes arbitrárias c~" c 2 .m estando assim demonstrado (6. Toda a solução y = f(x) da equação não homogénea é da forma (6. Relação eótre as equações homogéneas e nâo homogéneas Voltamos de novo à equação diferencial linear de ordem n com coeficientes não necessariamente constantes.R= O. Para determinar todos os· pontos de um planó determinamos um ponto particular do plano e juntamos-lhe todos os pontos de um plano paralelo que pas~a pela origem. Un n soluções independentes da equação homogénea L(y) =O. dois problemas: (I) Determinar a solução geral de equação homogénea L(y) =O.

11. u. obtemos y~ =(v. Para o caso de uma equação de ordem n os pormenores podem simplificar-se pelo uso de notação vectorial e matricial. r.. u). (6. . com tanto que (v'. O segundo membro de (6. .20) em que t 1 . .. . Temos n funções v1 . L(u.. se conhecermos n soluções independentes u.. Vamos tratar um método conhecido por variação dizs constantes que nos indica como determinar y. Este sistema pode sempre resolver-se lineares. v. Se impomos a condição de que o segundo termo no segundo membro de (6. y. . a fórmula para simplifica-se e fica y. onde v eu são funções vectoriais n dimensionais dadas por Tentamos escolher v de tal maneira que o produto interno definido y 1 satisfaÇa à equação não homogénea L(y) ~R. = Derivando a relação para (v.178 Cálculo 6. une do segundo membro R.)).). A integração das derivadas dá-nos as funções pretendidas r. u") +(v'. satisfeitas pelas derivadas porque a respectiva matriz dos coeficientes é não singular. com L(u) ~ (L(u.22) y.. u') +(v'. =(v. O método foi pela primeira vez usado por Johann Bernoulli para resolver equações lineares de _primeira ordem e depois por Lagrange em 1774 para resolver equações lineares de segunda ordem.. u) =O. ••• . O método proporciona uma so. . da equação homogénea L(y) ~O..20) pode escrever-se como um produto interno. Começãmos por calcular a primeira derivada de y 1 • Encontramos (6. O método de variação das constantes Voltamos agora a nossa atenção para o problema de determinaçao de uma solução particular y.. y. vn. . u').luçã~ particular da forma (6. vn são funções que podem ser calculadas por intermédio deu.. O método conduz a um sistema de n equações algébricas r:~.n a determinar.. . . Determinação de uma solução particular da equação não homogénea. ••• . u'). u).. pelo que cteverá ser possível estabelecer n condições que as relacionem...22) deva ser nulo.21) y 1 = (v. da equação não homogerea 1 (y\ ~R. dado que L(u) ~O. .. .

por agora. também se simplifica e escreve-se y~ =(v. L~ desde que (v'.2 e que (v'. u"). u) •1 =(v. O método terá êxito . u1• 1) + R(x)} + P 1(x)(v. Podemos pois éscrever estas n equações como uma simples equação matricial.até ao momento n.(x). n. Estas condições estabelecem que (v'.se for possível satisfazer as n condições impostas a r. I. u1 11 ) + · · · + P. Admitamos.l primeiras derivadas de y 11 obtemos Obtivemos.(x)D•-• + ··· + P..(x)(v. a última equação vem y:• =(v. pelo que y. çncontramos L(y 1 ) = y\•' + P 1(x)yj•-11 + · · · + P. Assim L(y.) (6. O)+ R(x) = R(x).. L(u)) + R(x) =(v. Se continuamos este raciocínio para as n . u!kl) =O par. u) ~O então a fórmula paray. desde que também (v'.t ' f Equações diferenciais lineares 179 Se pudermos escolher v de maneira que (v'.I condições relativas a obtemos t.(x)y ={(v. u'•') + R(x).a k =O. é uma solução da equação não homogénea. u') =·0. Seja D" + P. Quando aplicamos L ay. ~ R(x).23) onde u(x) é uma matriz coluna n X I. que se podem satisfazer as n C()ndições impostas a v. Derivando aiÍlda uma vez Impondo a condição (v' u<n-1)) 1 ~ R(x). . . u 1•-11 ) = R(x). e W e a matriz n X n cujas linhas são formadas pelos componentes de u e suas sucessivas· derivadas: . u<n-1)) = R(x).

v) = (u. M. H. v) para a solução particular toma agora o aspecto y1 = (u. com A fórmula y. = (u. ti( c)) satisfaz à equação homogénea. Wronski {1778-1853). W= A matriz W chama-se a matriz wronskiana de u 11 ••• . na secção seguinte.23) por W{x)-• para se obter Escolhamos dois pontos c e x no intervalo J considerado e integremos esta equação vectorial no intervalo de c a x. v(c)) + (u. z). que a matriz wronskiana é não singular. Por conseguinte podemos omitir este termo e utilizar o segundo termo (u. segundo J. v( c) + z) = (u. u. visto que é uma combinação de U 1 . z) como uma solução particular da equação não homogénea. u. Por- tanto podemos multiplicar ambos os membros de {6. umá solução particular de L(y) = R é dada pelo produto interno . Por outras palavras.180 Cálculo u... Demonstraremos. ••• . O primeiro termo (u. u. u.

.l) y =O tem as . num intervalo J. Sejam u.· A matriz wronskiana deu..(x)v. e u2 é i .. Nota: O . n X l.24) Nesta fórmula. une c um ponto qualquer de J. Resolução.. .y = . x]. L(y) = O. (x) =e-\ u2 (x) =e-x.(x) =I u.(x). TEOREMA 6.. . lln os elementos da maúiz coluna v. Uma solução particular y.11. ·da equação não homogénea L(y) = R é dada pela fórmula y. Podemos resumir os resultados desta secção no seguinte teorema. +co).. W é a matriz wronskiana de u1. .- 1 + e• no intervalo (-co. k=l • com v. A equação homogénea (D' .duas soluções independentes u.. Determinar a solução geral da equação diferenciai 2 y" . un n soluções independentes da equação diferencial/inea< homogénea de ordem n. definido (6.inte~ral ••• .24) pode substituir-se por um integrai indefinido EXEMPLO \. definida pela equação (6. Tudo o que se exige é que R seja integrável em [c.Equações diferenciais lineares 181 Observe-se que não é necessário que a função R seja contínua no intervalo J.

xe" + (e" .182 Cálculo W(x) = [ : :. I+ e" Integra. . [ 2 1 +e 1 ex. . J J I +e" e-• ] .. a que sat.e-•) log (I + e")..isfazem u. a matriz é não singular e a sua inversa é dada por W(x)-1 =- 1[-e-" -2 -e" -e~] • e" Portanto W(x)-1 I [o] 1 = 1 e" -2 [-e-"] e temos Ol [ R(x)W(x)- 1 2 -e-• =.] .dx = l+e!JJ f( .. un.(x)y<•. u.I . 6.1> + · · · + P.. . .I + -e" ) dx = l+ex = -e-• . Porque det W(x) = ""2..dx f I+ e" -log(l +e")..x + log (I + e") v2(x) = e" --=--.a L(y) =O é não singular.._tem a forma (6. Fazêmo-lo demonstrando que a determinante de W é uma função exponencial. . de uma equação homogéne.ndo cada componerlte do vector no segundo membro encontramos v1(x) = e f e-• . = [ -ex..25) y<•> + P. . Seja w(x) = det W(x) para todo x em J e suponhamos que a equação diferencial. e-• . Consequentemente a solução geral da equação diferencial é y = c1u 1(x) = 1 + c2u2(x) + v1(x)u 1(x) + v2(x)u 2(x) c e" + c.(x)y =O. Não singularidade da matriz wronskiana de n soluções independentes de uma equação linear homogénea Nesta secção vamos demonstrar que a matriz wronskiana W de n soluções independentes u..e-• ..12. a qual nunca se anula no intervalo J considerado.

26) obtemos a fórmula de Abel (6. o que significa que w satisfaz a (6. o mesmo se verifica com u. seja X~ (c. . Utilizando as componentes deste vector não nulo. .....12.. 0). O determirlllnte wronskiario satisfaz à equação diferencial de primeira ordem (6... . u'. e consideremos o sistema linear de equações algébricas W(t0 )X= O. Somando. Escolhamos um valor fixo de t em J.. Suponhamos que w(l) ~O para todo t em J. Mas as linhas deste último determinante são dependentes. . Seja u o vector linha u = (u. onde X é um vector coluna. . u: .. u<nl).27).26). . . u<nl + P 1 (x)u<n-11).(x) temos também . Demonstração. .25). u'. visto que u verifica a equação diferencial (6.27) w(x) = w(c) exp [- t P 1 (1) dt] (fórmula de Abel). Consequentemente se c E J tem-se (6. Portanto o determinante é zero. Fazêmo-lo por redução ao absurdo. a matriz W(1 0 ) é singular pelo que este sistema admite uma solução não nula. u<n. w(x) *O para todo x em J. Uma vez que cada componente de u satisfaz à equação diferencial (6. Multiplicando a última linha de w por P. por exemplo t = t 0 . seja f a combinação linear * . Quer dizer w' ·= det (u. .25). Seguidamente vamos provar que w(c)"' O para algum c em J. As linhas da matriz wronskiana _W são os vectores u.. .17).Equações diferenciais lineares 183 Então tem-se: ·TEOREMA 6.21. .. A derivada de w é o determinante da matriz obtida por derivação da última liriha de W (ver Exerci cio 8 da Secção 3. u<n-l)_ Consequentemente podemos escrever w = det W = det (u. Além disso. . u'.. U 11 ).. Uma vez que det W(l 0 ) ~O.. .. u<n-2 1. u<n-11). Resolvendo (6... as-duas últimas equações encontramos w' + P1(x)w = det (u. O. membro a membro.26) em J. cJ (0..

. Deste modo w(t) O. Esta é uma equação diferencial linear de primeira ordem em n que pode ser resolvida segundo o teorema 6. ·~c.i)u = xe"i·x'. Então a equação vem (D . EXEMPLO I.184 Cálculo f(t) = c1u 1(t) + · · · + c. Está assim completamente demonstra- * do o teorema 6. se a equação tem coeficientes constantes podemos reduzir o problema ao da resolução de uma sucessão de equações diferenciais lineares de primeira ordem./ é a solução zero.2)y obtemos uma equação diferencial linear de primeira ordem para y..2)y. .u. para algum 1 em J.(O) ~O) é dada por Yt(x) = !e2r fo:c et2_. u•. ~ . (6. dt.2)y = xe"+«'. Métodos espec1a1s para determinação de soluções particulares de equações não homogéneas. Significa isto que c.) =o.13..12. visto que é uma combinação linear de u. Uma sol~ção particular é Substituindo na equação u ~ (D . Seja u ~ (D .) = .) = J'(t. = J<•-ll(t. O método geral ilustra-se melhor com um exemplo simples. pelo teorema de unicidade. é possível estabelecer métodos especiais que são muitas vezes mais fáceis de aplicar quando a equação assume formas.1. A função f assim definida satisfaz L(j) ~O em J. Por exemplo. Resolvendo esta pelo teorema 6.1 verificamos que ull)a solução particular (com y.(t). A equação matricial W(t 0 )X ~O implica que J(t.l)(D. particulares.28) Resolução... Por coriseguinte f tem cOmO valor inicial o vector O em t = 10 de modo que. . . 6. Tomando para este valor de I o c na fórmula de Abel. Redução a um sistema de equações lineares de primeira ordem Embora o método de variação das constantes seja um método geral para determinação de uma solução particular de L(y) ~ R. Determinar uma solução particular da equação (D. o que é absurdo.~ O.. vemos que w(x) *O para todo x em J.

Aplicamos o operador A a ambos os membros da equação diferencial L(y) ~R e obtemos uma nova equação A L(y) ~O a qual deve ser satisfeita por todas as soluções da equação original. Então o problema reduz-se à escolha.. A solução geral (6. a partir desse espaço nulo. .14.= R tenha coeficientes constantes e o segundo membro R seja anulado po~ um operador de coeficientes constantes.28) é 6. Visto que os últimos quatro termos são anuladas por L.Equações diferenciais lineares 185 Muito embora o integral não possa ser expresso por meio de funções elementares. As raizes da equação característica são O. Determinar uma solução particular da equação (D'. podemos tomar c6 = c1 = c8 = c9 =O e tentar determinar Cp . podemos determinar o seu espaço nulo pelo cálculo das raízes da equação característica de A L. O segundo membro. Visto que A L é outro operador com coeficientes constantes. é anulado pelo operador 0 5 • Portanto qualquer solução da equação dada é também uma solução da equação (6. 0 + x + I. pelo que todas as soluções de (6.16)y =O. O exemplo seguinte esclarece a aplicação do método. O. de uma função particular y. EXEMPLO I. O. . Resolução. O método do anulador para determinação de uma solução particular da equação não homogénea O método que vamos passar a tratar pode utilizar-se caso a equação L(y) . de maneira que L(y) ~ x' + x + I. 2. 2i. O. com L~ D'. Escrevamos.16)y = x' + x + I.29) D'(D'. um polinómio do quarto grau.16. que satisfaz a L(y.. -2.) ~R. c5 de tal maneira que grau satisfazendo a L(y. uma vez que a solução ·é expressa por meio de integrais de funções elementares. Em princípio o método é muito simples. para simplificar.) ~ x' Por outras palavras. por exemplo A(R) ~O. consideramos a equação diferencial como resolvida. -2i. O.29) se encontràm na combinação linear Desejamos escolher os c. obtemos uma solução particular y 1 que é um polinómio do 4.

motivo.) = x' + x +I. PretendemoS escolher a.e = x4 +x+ 1. d. 3. onde a. Verificamos que a função R(x) = xex é uma solução da equação homogénea (D. Igualando os coeficientes dos termos semelhantes obtemos . Úaqui concluimos 16y:" = 24a.l)'y =O. e=-~. Portanto. pelo que a solução particular y. a= -1. b.Sy" + 6y = xex. 2. Esta equação diferencial tem as raízes características I. e admite as soluções independentes u1(x) =eu. A correspondente equação homogénea escreve-se (D.2)(D. quaisquer que sejam ' .) = xex. d de tal maneira que a solução y. c. = ax' + bx3 + ex'+ dx +e. Interessa-nos agora uma solução particular y 1 da equação não homogénea.5D + 6.1)2 (D. onde R(x) = xex e L= D' . Visto que L(ce-zx + de")= O. encontramos que qualquer função que satisfaça (6. Resolver a equação diferencial y·. d= -1. porque todas as suas soluções se encontram ria combinação linear y = ae' + bxe' + ce'" + dr!'". donde y:" = 3a/2.30) o operador (D.3)y =O. I. e que satisfaçam a -ia -:. b.3)y ==O.ax4 - bx3 - cx 2 - dx . A equação diferencial é da forma (6. verifique L(y.1)'. Substituindo na equação diferencial L(y.2)(D. se aplicamos a ambos os membros de (6. Resolução. temos que determinar a.186 Cálculo 16y.30) L(y) =R. uix) = e 3x. é dada por EXEMPLO 2. b.30) deve também satisfazer à equação (D. c. c. d são constantes. b =c= o.

Do nosso conhecimento das equações diferenciais lineares homogéneas com coeficientes constantes sabemos que as únicas funções reais anuladas por operadores com coeficientes constan.Equações diferenciais lineares 187 os c e d necessitamos unicamente· escolher a e b pelo que L(aex + bxex) = xex e tomamos c = d = O.x sen {Jx y = xm-rezx cos {1x óU y ~ xm-Iea. b = Í· Assim y. D 2 (y1) = (a + b)rr + bxrf'.x sen {1x nm D-a (D.1. Se fizermos y. Será sempre aplicável se podermos determinar um operador de coeficientes constantes A que anule R. Função Anulador y = xm-1 Y =ea.1.x y = Xm-Iea. Portanto. cada uma ocorrendo com multiplicidade m.1 sen {1x y = ea. + 2b)e" + bxe". Para facilitar a resolução de alguns exercícios.x y = COS {3x OU" y =Sen {Jx y = xm-1 cos {1x ou y = xm. =i e'+ ! xex e a solução geral de L(y) = R é dada pela fórmula y = c1e2" + c2e3" + !rf' + !xe". pelo que são anuladas pelo operador lD'-2aD +(a'+ fl')lm.tes são combimwões lineares de funções da forma onde m é um inteiro positivo e a e {3 são constantes reais.x cos (1x OU y = ea. pelo que a equação (D'. = xex vem (2a . temos D(y1) = (a = ae" + bxrr.5D + 6)y. apresentamos a seguir uma lista desses anuladores na tabela 6. Dividindo por ex e igualando os coeficientes dos termos -semelhantes encontramos a= i.caSos particulares TABELA 6.3b)e" + 2bxrr = xe". A função y =xm-leax é uma solução da equação diferencial com uma raíz característica a com multiplicidade m. O método usado nos exemplos anteriores chama-se o método do anulador.a)m [J2 +fi' - (D' D2 [D2 + {J2)m 2ocD 2ocD + (oc2 + {32 ) - + (oc2 + {J2)]m . Cada uma das funçõesy = xm-1 eaxcos {Jx e y = xm-1 eax sen {Jx é uma solução de uma equação diferencial com raízes caracterlsticas completas a ± i~. junto com alguns dos seus . esta função tem o anulador (D-a)m.

ou tg x. com a e b constantes. =r. y(4) . (a} Utilizar o método do anulador para provar que a equação diferencial A(y) = e~x tem uma solução particular da forma e"' se a não for raíz do polinômio PA(b) Se a é uma raíz simples de PA (multiplicidade I).t)R(t) dt para qualquer escolha de c. Seja C= AB. y'" . 1.15.4y = e2:&. mostrar que a fórmula para y 1(x) vem . São dados dois operadores de coeficientes constantes A e 8 cujos polinômios característicos não tem zeros em comum. Em particular. de coeficientes constantes. 10. Seja A um operador de coeficientes constantes com polinómio característico p_. 6. seja f Ulpa solução particular de L(y) =O satisfazendo às condições f(O) =O e f'( O)= I. y" . para um dado y verificando a condição c(y) =O existe somente um par y 1 .. 5. (a) Provar que toda a solução da equação difeiencial C(y) =O tem a forma y = y 1 + y 2 . provar que a equação A(y) solução particular xe~x = e•r:r:tem a (c) Gcrleralizar os resultados de (a) e (b) quando a é um zero de pA com multiplicidade m. y"'. 8. 14. ou algum outro método para determinar uma solução particular. Mostrar que uma solução particular de L(y) = = R e dada pela fórmula y1 (x) ~ J: f(x .y' ~e". Se L(y) = y ~ + ay '+ by. 8.188 Cálculo Embora o método do anulador seja muito eficiente quando aplicável.: xe~g. Se R(x) tem a forma ex'. está limitada a sua utilização a equações cujos segundos membros R tenham um anulador com coeficientes constantes. 9. onde A(y. y" + 4y ~senx. y" + 2/ ~ 3xe".y' = + e-. y" . (b) Demonstrar que as funções y 1 e y 2 na alínea (a) são univocarnente determinadas. +co). 3. 7. Se um operador A. 11.) ~O. isto é. devemos neste caso recorrer ao método de variação das constantes. mostrar que o produto AB anula f+ g. Exercícios _Em cada um dos Exercícios I a 10. log x. 12. anula f e outro operador de coeficientes constantes. determinar a_solução geral no intervalo (-oo. ~ y'" + 3y" + 3y' + y = y" + y = xésen2x. anula g. se as raízes da equação característica são iguais. I J.2/ + y ~ e" +e"'.x.y = x 2e-x.) ~O e B(y.y' 2. o método não é utilizável.y2 com as propriedades da alínea (a). y" -. 4. 6.. por exemplo r 1 = r2 = m.

As duas curvas têm iguais dedives na origem.7y" + 14y'.2y' +y = e''(e" .y ~ 1/x.QD 2 é um operador de coeficientes constantes de primeira ordem. J. +oo). determinar u(x) e Q(x) explicitamente em funções de x. Este exercício mostra que se fôr conhecida uma solução u 1 de L(y) =O. 4. (b) Mostrar que D 2 Q. i.5y""" O. Sabendo que a equação diferencial y" + 4xy· + Q(x)y =O tem duas soluções da forma y 1 = u(x) e y2 = xu(x).QD·' é um operador de coeficientes constantes de segunda ordem. y" . Uma curva integral y = u(x). (d) Enunciar a generalização sugerida pelo operador DnQ. +oo). definido por I(y) = y para todo y em C(/": (a) Provar que DQ.(t)]' . uma segunda solução u2 da equação homogênea é dada por {' Q(t) dt u 2 (x) . 20.u1 (x) [u. e c é um ponto qualquer de J. 19.16. Q(y){x) = x· y(x). Urna curva integral y = u(x) da equação diferencial y".y"+4y=sec2x. Determinar as fun- ções u e v se as duas curvas tem iguais declives na origem -e se .4y' + 29y =O intersecta uma curva integral y = v(x) da equação diferencial y" + 4y' + 13y =O na origem. y" . Exercícios variados sobre equações diferenciais lineares l. y' + Pzy. (c) Mostrar que DJQ. 16. (-~·~)· ( 18. Designe-se por I o operador identidade. Seja Q o operador "multiplic~lção por x". da equação diferencial y" + 4y'. necessitamos conhecer duas soluções linearmente independentes da equação homogênea. (0. e determinar este operador explicitamente como Um polinómio linear em D. 6. Estas duas s·oluções São independentes . [v(x)]' 5 h m . Em cada um dos Exercícios 16 a 20.. u(x) 6 x-w 2. y". -~ . 3. para todo y da classe qjoo e todo real x. onde Q(x) emJ. Seja L(y) = yw + P. y". Determinar u e v se u'(n/2) = I. determinar a solução geral da equação diferencial no intervalo dado.QD ~ I. (0.y =sec3 x -secx.QDn e demonstrá-la por indução.sto é. e se u 1 nunca se anula no intervalo J.~)(-oo.4y =O.. 17.Equações diferenciais lineares 189 15. Para se resolver a equação não homogériea L(y) = R pelo método de variação dos constantes.8y ~ 1ogx. = e-fP.(x)dx.3y'. e determinar este operador explicitamente como um polinómio do segundo grau em D. intersectá na origem uma curva integral y = v(x). +oo).=-. onde u(O) = 1.1)2 . da equação diferencial y".

x)y' + 2x(2 . 11. Por análise directa da equação obter uma solução não nula e determinar depois a solução geral da equação 9-iferen·cial (y" . Determinar a solução geral da equação Cálculo xy" . Seja g(x)= ffe'/t dt se x >-o.3x")y" + 4/ + 6xy ~ O. determinar a solução geral da equação no iÍltervalo .Z(x + l)y' + (x + Z)y ~ x"e"' para x >O.x) 3 • 9. 7. dado que existe uma solução particular da forma y = xm para x > O. Determinar a solução geral da equação x"(l .y ~O.4y) ~ o.x .(I .: 6. Determinar uma solução da equação homogênea por tentativas e determinar em seguida a solução geral da equação x(l . dado que a equação homogénea tem uma solução da formay =em.2x)y' + (x2 - 3x' + l)y ~ (I . 5..e"')y ~ O. sabendo que a correspondente equação hornogénea iem uma solução da forma y = xc. I f(x) = -e"'''' X verifica a equação diferencial linear x 2y" + (3x .190 (a) Provar que a função u 2 Satisfaz L(y) =O. Determinar a solução geral da equação diferencial 4x'y" + 4xy'.x 2 )y' + (I . 10. sabendo que tem uma solução que é um polinómio em x. Determinar a solução geral da equação (2x -.) Determinar todos os valores da constante a tais que a função f definida por . (b) Provar que u 1 e u 2 São independentes em J. (Não tentar calcular o integral.x)y' + 2(1 + x)y ~ x". Uma vez sabido isto. 8.4/) + x"(y' -:.x)y" . +oo). .(0.

f(x) = - r.9. dada por (6. term~ a termo.(x..x 0 \ < r.)". Equaç&.(x)y = o são analíticos num intervalo (x 0 . convergente no intervalo dado. . Obtemos pois 00 00 y' = L na. P 2(x) =L c.x0)"-2 = L(n .l)a. Se P. por- tanto P 1(x) =L b.+2(x. y" = Ln(n.r. Vamos demonstrar este teorema para equações de segunda ordem e discutiremos depois um exemplo importante que se apresenta en muitas aplicações.x 0 )".(x n=O x.(x 11=0 00 x 0 )".x0)". . então a equação diferencial (6. Pretendemos encontrar uma solução ntl forma de série de potências (6. X0 +r). . e P2 são 00 ana~lticas num intervalo aberto (x0 00 - r.x 0)" • n=O .32). Para -isso substituímos as séries dadas para P 1 e P 2 na equação diferencial e determinamos em seguida relações às quais devem satisfazer os coeficientes a. x 0 + r). As derivadas y' e y --podem obter-se derivando. Demonstração. o desenvolvimento de y em série de potências (ver teorema 11. Se os coeficientes de uma equação diferencial linear homogénea y<•J + p 1(x)y<•-11 + . convergente para_ \x. Volume 1). .13.31) y" + P 1(x)y' + P 2(x)y =O tem duas soluções independentes u 1 e u 2 as quais são analiticas no mesmo intervalo.+l(x n=O 00 .17.Equações diftÚenciais lineares 6.32) y = L a.. un• cada uma das quais é analítica no mesmo intervalo.x 0 )". + p .. satisfaça à equação.(x 1!=0 00 x 0 )". n~2 + 2)(n + l)a. + r) se f admite um desenvolvi- L a. então pode demonstrar-se que existem n soluçõe~ independentes u. TEOREMA 6. x.1 = L (n + l)a.s lineares de segunda ordem com coeficientes analíticos 191 Uma função f diz-se analítica no intervalo (x 0 mento em série de potêncras nesse intervalo.(x 11=1 00 . de modo a que a função y.(x 11=0 ..

.({n + 2)(n + l)a.t[(k + l)ak+lbn-k+ a>cn->l)(x. an+• e os coeficientes das funções P 1 e P 2 • Escolhamos valores arbitrários para os dois primeiros coeficientes a 0 e a.33) conver. t M e A fórmula de recorrência implica a desigualdade t Os leitores não familiarizados com o produto de séries de potências podem consultar o Exercício 7 da da Secção 6.x 0)" =O..(x)y' e P. Finalmente. 2.ge no intervalo dado.r. A . Portanto a equação diferencial verificar-se-á se escolhemos os coeficientes ande maneira que a fórmula (6..33) para determinar os restantes coeficientes a 2 .. . isto é e para algumM.l :-.31 ). demonstramos que podemos escolher a0 e a. x. para obter duas soluçoes independentes.-. >O. Isto pode fazer-se majorando a série (6.(x)y são dados pelas séries de potênciast e Quando estas séries se substituem na equação diferencial (6. .fase imediata na demonstração consiste em provar que a série assim definida converge para todo x no intervalo (x0 ..+ 2 = -L [(k + k=O n l)ak+ 1 bn-> + akcn-kl para n = O. a 3 . >O e algum M. e tM. Uma vez que as séries para P 1 e P2 convergem absolutamente para x = x 1 . + r). x 0 +r) e t =\X 1 -X0 1.31) encontramos . ••• .. e utilizemos (6.2l. Esta fórmula exprime a 11 + 2 por intermédio dos coeficientes procedentes a 0 . Provemos então que a série (6.33) (n + 2)(n + l)a.+2 +. a~> . .32) cujos coeficientes são definidos por (6.32) satisfará à equação diferencial (6. SejaM o maior dos valores M. 1. em função de a0 e a 1 • Este processo garante que a série de potências (6. · Seja X 1 =I= x 0 um ponto fixo no intervalo (x 0 -r.192 Cálculo Os produtos P.32) por outra série de potências que se saiba ser convergente.~. os termos destas séries são limitados. Então temos lb.

Xul < t. pelo que a série I an(X. Os dois primeiros coeficientes a0 e a 1 representam os valores iniciais de y e da sua derivada no ponto x 0 • Se u1 é a série de potências solução com a0 = 1 e a1 =O.ependentes e o teorema está demonstrado. Por isso a.ln+' = (n + l)n + (n + 2)Mt lx (n + 2)(n + 1)1 quandO n-+ co.Xol t e encontramos A. x.X 01 < t.. e u2 a solução com a0 -= O e a 1 = I.(x 0) =O.x.la 11.+21x. u1 e u2 serão ind.x. Este limite é menor que I se lx.(x. de maneira que u 2(x 0) =O e u.t• 1 k=O para n 2: O. ~ então as soluções .34) encontramos que (n + 2)(n + I )A nH . Mas porque t IX 1 x. de maneira que u 1(x0 ) = 1 e u. + r).34) e subtraindo t ·• vezes a equação resultante de (6. a série "i n.(x0 ) = 1.I em (6. Substituindo n por n .l c uma vez que X 1 era um ponto arbi(x0 L trário no intervalo (x0 . Então lanl 5 A ri para todo n 2: O.x0 1"+ 2 An+l lx . .'Ç'(k + I)A. A 1 =. e definamos A 2 .r.34) (n + 2)(n + !)A•+' =n+l L .Equações diferenciais lineares 193 Façamos agora A 0 = ja 0 j. X 0 + r).x0 1" converge seix.l.x 0 1"· Apliquemos agora o critério do cociente para provar que I A~x.x.X0 )" converge se I x.Xo)" converge para todo x em r.t-'(n + I )nA n+• ~ M(n + 2)A n+•· Portanto· A _A n+2- (n n+l + l)n + (n + 2)Mt (n + 2)(n + 1)1 ' _ Xol--+ lx.x 0 )" é dominada pela série I A J x.l < t. ••• sucessivamente pela fórmula de recorrência M n+l (6. A 3 .

é mais simples deixar a equação na forma (6. as soluções nàl nulas da equação de Legendre são funções próprias de T correspondentes ao valor próprio a(a + I).+ 1) ' 1.(o. em forma de séries de potências. A equação de Legendre pode escrever-se nesta forma se dividirmos ambos os.35) resulta y" com + P (x)y' + P. ambos P.x') = 1j :f~o>"'" para lxl < I. T(fY= (pf) ·.I e = a(a À= + 1).(x)y =O.194· Cálculo 6. em ligação. A equação de Legendre pode escrever-se [(x'.y. Uma vez que 11(1 . Estes são os mesmos polinómios que encontrámos atrás. o que significa ser da forma T(y) = J.35) e tentar encontrar uma série de potências solução da forma * . com p(x) = x'. Quando a é um inteiro positivo encontraremos para a equação soluções sob a forma de polinómios chamados po/inómios de Legendre. Posto que p(x) satisfaz às condições de fronteira. pg. De (6. o operador T é simétrico relativamente ao produto interno (f.2xy' + ot(ot + !)y =O. 29).x')y".18. +I) pelo que o teorema 6. com o método de Gram-Schmidt (Capítulo I. (6. A equação de Legendre Nesta secçã'? vamos encontrar Soluções. admitem desenvolvimientos em séries de potências no intervalo (-1.13 o coeficiente de y" é I. Esta equação aparece em problemas de atracção e de fluxo de calor com simetria esférica. com a qualquer constante real. membrOs por I . para a equação de Legendre.35) (!. Por conseguinte.x 2 se x' I. e P. p(l) = p(-1) =o. g) = t f(x)g(x) dx.3). Na equação diferencial tratada no teorema 6.2 1-x e P2( X ) -o.!)y']' = ot(ot + !)y. A teoria geral_ dos OperadOres ·simétricos diz-nos que as funções próprias correspon- dentes a valores próprios· distintos são ortogonais (teorema 5.x'. sendo T um operador de Sturm-LiouviHe.. 1 2x P1(x)= . Para encontrar a fórmula por recorrência para os coeficientes.13 é aplicável.

+'=- (n .I. + <X( <X + i)a.+ x" -L n(n n=O n-o 2 =L [(n + 2)(n + 1)a•+• - ~ Se substituirmos estas séries na equação diferencial (6. obtemos y' = Z: nanxn-1 n=l ~ 00 e y" =L n(n n=% ~ ·~ 1)a.2n + 2) ·(o: + 1)(o: + 3) · · ·(o: + 2n . e só se. 1·2 2)(o: + 1)(o: 4! a. • . e. Esta relação permite-nos determinar a2 . podemos calcular a 3 . em geral. ou (6..]x".x• 1)a.x•-•. 3. = O para todo n "O. Derivando esta série. (2n)! · I) a0 • ~~ podendo esta fórinula demonstrar-se por indução.o:)(n + I + o:)a.1)a.+2 (n n(n .Equações diferenciais lineares 195 válida no intervalo aberto (.2) · · ·(o: .!)a. ••• .x'}y" =L n(n n=2 ~ 1)a. sucessivamente em função de a0 • Analogamente. a 4 . 4 = (_ 1).2)(o: + 3) a.n)(<X + n + I) (n + l)(n + 2) a.x• =L (n + 2)(n + 1)a.. . Esta equação é a mesma que + 2)(n + !)a•+• a. + 2)(n + l)a.x•-• -L n(n n=2 ~ 1)a.36) ("' . concluímos que a equação verificar-se-á se. em função de a 1• Para os coeficientes com índices pares temos Uz = - o:(o: + I) ao. a5 .=(-1) no:(o: . Para os coeficientes com índices ~. a 1 . os coeficientes verificarem a relação (n ·-· n(n . (1 . . termo a termo. = _ (o: . I). Deste modo temos 2xy' = e ~ n~l Z: 2na 11 X 11 = 2 2nanX n=O ~ 11 . o:(o: - + 3) ao • a. a 6 . . ímpares encontramos I .35). = O..2na.

l)(« . Visto u.38) u.40) u (x) = l 1 +(2m!)~ (m!)' .3) · · · (« . seja a= 2m.. (m 2"ml ~ n)! · e (« + l)(« + 3) · · · (« + 2n .ç(-1)• (2m+ 2k)! x.(o) = l.35) no intervalo aberto (-I. Quando a é O ou um inteiro par positivo.x _ +:S ~{-l)" {« .(x) = l e y = a0u1(x) + a1u2 (x).(O) =O.36) satisfeita separadamente pelas coeficientes pares e ímpares.l) = (2m+ 2n)! m! 2"(2m)! (m + n)! a fórmula para u 1 (x) neste caso escreve-se (6. u.l) = (2m + l)(2m + 3) · · ·{2m + 2n .l}(«. serem independentes.(O) = l.37) com a. cada uma das funções U 1 e U 2 é uma solução de equações diferenciais (6.35).196 Cálculo a. . O critério do cociente mostra que cada uma destas séries converge para lxl < l.(O) =O. I) é dada pela combinação linear (6.2n + l) · {« + 2}{oc + 4) · · · (« + 2n) x••+I (2n + l}! . Uma vez que se tem «(« . visto ser a relação (6. +L( -l)" «(« ro n~t .2n + 2) = .2n + 2) = 2m(2m .3) · · · («.n+I=(-1) n («. u. 2) · · · (« .2n + 2) · (« + l){« + 3) · · · (« + 2n .(x) . e a.2) · · · (2m .39) u.2n + l} · {« + 2)(« + 4) · • · {« + 2n) · {2n+l)! a. constantes arbiti-árias.k}! (m + k}! (2k}! .. a série que defirle y pode escrever-se (6.37) onde (6. Também. (m. Estas soluções satisfazem às condições iniciais u. .2) · · · (« ..' a série para u 1(x) transforma-se num polinómio de grau 2m contendo unicamente potências pares de x. a solução geral da equação de Legendre (6. Por conseguinte.l) x'" · {2n)! (6. e u. u.

I. "~ O. t ~· e par. Vamos provar que este é o polinómio de Legendre de grau n introduzido no capítulo I. 3) os polinômios correspondentes l . Vamos estabelecer.Equações diferenciais lineares 197 l'or exemplo.40) é o produto de uma constante por P 11(x). 2. + .40) no produto de uma cons. os papés de u 1 c u2 aparecem trocados~ a ~ri e para u 2 (x) vem um polinómio e a série para u 1 (x) não é um polinómio.tarott" oor P J.41 ).r)! (n . P. P. t(63x' .41) () u.}-x4 . 6.10x2 1 .2r)! x"-''. Seja (6. Quando ti é par é o produto de uma constante pelo polinômio u. Analogamente.(231x'.(x) = . 5 (m ~ O. encontramos -que a soma (6.41).3x).(x) = x.5).I}.1. I.x.maior inteiro :S n/2. quando a~ I. podemos substituir o índice de somação k na equação (6. 2). 2 Por exemplo. quand~ n é ímpar.40) e (6. em primeiro lugar. por exemplo n =2m. devido ao coeficiente de x 2 n+' nunca se anular. 4.k.2r)! T=O ·c onde (n/21 representa o .(x) = t Quando n + 3). 3.40) por um novo índice r.19.40). uma mudança de índice transforma a som'a (6. 2" L.:J.30x' P. Os polinómios de Legendre Algumas das propriedades das soluções polinomiais da equação de Legendre podem deduzir-se directamente da equação diferencial ou das fórmulas (6.x + =X (m!) ~( I)• (2m+ 2k +I)! 2w (2m+IJ!6(m-k)!(m+k)!(2k+l)!x . 2. 6 (111 ~ O. uma fórmula simples que contém (a menos de factores constantes) os polinômios (6. quando n é ímpar. r! (n . A série para u2 (x) não é um Polinómio quando (t é par.40) e (6.3x3 . (x) dado em (6. Concretamente se n = 2m+ I temos (6. quando são u1 (x) =I. é o produto de uma constante pelo polinômio u.x).(x) dado em (6. . P.42) PnCxl = _!_'~ -1)'(2n . ~· .(x) = !(5x'. Outras deduzem-se mais facilmente partindo de outra fórmula para esses polinómios que vamos deduzir agora. onde r= m .41)t Os sete primeiros polinômios de Legendre são definidos por P0 (x) =I. P.315x' + 105x'. P1 (x) =. Quando n é um inteiro ímpar positivo. os correspondentes polinômios sã'? u.(x) = !(35x' .(x) = t(3x' .70x3 + 15x).

a menos de factores escalares..(x). . .(x).. Gráficos dos polinômios de Legendre no intervalo 1.(x) . x 2 • ••• .11. . . . Também. com o prodUto interno. uma vez queP.. . x.1. PJ. P. y. construímos outro conjunto ortogonal de polinómios y 0 . . g) = fJ(x)g(x) dx. x• para todo n.. y. y. Exemplo 2. . excepto para factores escalares. os polinómios de Legendre são os obtidos por aplicação do método de ortogonalização de GramSchmidt aos polinómios I. x. teorema de ortogonalização (teorema 1.1 representa os gráficos das cinco primeiras dessas funções no intervalo -1. . .x) geram o mesmo subespaço que 1.. Em primeiro lugar observe-se que se m n os polinómios Pn e Pm s·ão ortogonais porque são funções próprias .14..(x) geram o mesmo subespaço que 1. Podemos agora demonstrar que... x.13) diz-nos que. Por tal facto devemos ter.(x). y Po FIG. O .. (f. * P !x) = c. tem grau n e P0 = 1. os polinómios · P. . y.98 Cálculo \ figura 6.y. tais que y..1..de um operador simétrico correspondendo a valores próprios distintos.1].(x). x•: Na Secção 1. 6. . existe unicamente um conjunto de funções ortogonais com esta propriedade.

De (6.(l} = I. de maneira que c.I )•. r Quando (n/2) < r:::.20.42) vemos que c---(2n)! . é o coeficiente de x• em P.. . Deste modo não se altera a soma se fizermos com que r tome os valores de O a n..(x) = .(x).2xy' ! + n(n + !)y = O !\ f. Com a fórmula de Rodrigues e a equação diferencial. P.!(n. e portanto a sua derivada de ordem n é zero. . Fórmula de Rodrigues para os polinómios de Legendre Na soma (6.(x) é I.'Ç' (-1)'( )x'"-2' ..(x) é o único polinómio que satisfaz à equação de Legendre (I .2"(n!)' · 6.42).2r)! n-2:r 2n-2:r x =-x (n. Algumas dessas propriedades apresentam-se a seguir.2r)! dx" em que (~) an e I I . e escrevemos a soma na forma · 1 d" [n/2l n P.r)!= n! r ' (n) é o coefiCiente binomial. Esta é a conhecida fórmula de Rodrigues. o termo x 2 n. definindo P.(x) = . As correspondentes demonstrações serão efectuadas no próximo conjunto de exercícios. Para cada n ~ O temos P. podemos derivar um número importante de propriedades dos polinómios de Legendre.(x 2 2"n! dx" - I}".x')y" . em homenagem a Olinde Rodrigues (17941851).2 r tem grau inferior a n. Quer dizer que podemos escrever I d" P.(x). um economista e reformador francês. Além disso.Equações diferenciais lineares 199 para algum escalar c•. O coeficiente de x• em y. observamos que (2n . Isto dá-nos Vemos agora que a sorna do segundo membro é o desenvolvimento do binómio (x' . n. 2"n! · ax• r-o L.. ~: k' e tem o valor I quaqdo x = I.

Isto prova que Pn é uma função par quando n é par.. 6.(x) = I e a solução u 2 .(x)P m(x) dx = O se m 'i' n.41).(x). P.(-x) = {-l)"P.= -+ 1 2 f' ~· -1 f(x)P.linómio de grau n pode "ser expresso como uma combinação linear de polinômios de Legendre P.. Quando m = n temos a expressão da norma IIP.. Já mencionámos a relação de ortogonalidade t P .. (b) Verificar directamente que a função u~ da alínea (a) é uma solução da equação de Legendre quando a = O.. Exercícios I. n onde 2k c. A partir da relação de ortogonalidade resulta que t g{x)P . I). Mostrar que a função f definida por .(x).21.n zeros reais e distintos situados no intervalo (. (a) Mostrar que a soma da série com u2 é dada por u2 (x) ~ 2 log 1 _ I I +X x .200 Cálculo Para cada n :=::O temos P. e uma função ímpar quando n é ímpar.. P•.I.ll' =f' _. ?. 1 Todo o po. para [xl < I.. A equação de Legendre (6. [P.(x) dx. . se fé um polinômio de grau n temos f(x) = Ic.{x) dx = O para todo o polinômio g de grau menor que n.P. Esta propriedade pode usar-se para provar que os polinómios de Legendre Pn têm .35) com a= O tem uma solução em forma de polinómio u. não um polinómio dada pela série na eqUação (6. Com efeito. .(x)]'dx =-+ 2n 2 -·.

B(x) ~ 1. b.l)y']' . em forma de série de potências. 4.Lanx" válida para x -=1=. Determinar A e 8 em função de a e b.a equação diferencial x'y" + x'y' - <= + 2)y ~o - válida num intervalo da forma (-r. . em forma de série de potências.35) pode escrever-se na forma [(x' '. (h) Utilizar o rnétodo seguido em (a) para transformar a equação (x' .x 0)".2xy' + 21Xy =O num intervalo da forma (-r. Dadas duas funções analíticas A e 8 num intervalo (x0 r.x0 )"..z-log I _ x para lxl <I satisfaz à equação de Legendre (6. Achar duas soluções independentes.1)/ .39). c são constantes com a > b e 4c + I >O. 5.b)y']' .x)y" + (2x .a)(x . r). r). ·6.«(« i+ X + l)y ~o. Q. mostrar que a equação diferencial do tipo · [(x . 7. em forma de série de potências. (x0 pode demonstrar-se que o produto C(x) = A (x) B(x) é também uma função analítica em ..r. Determinar uma solução.35) com a = I. Determinar uma segunda solução da formay = x ~z .2y ·. (<Ü Se a. Mostrar que uma destas soluções é um pOiinómio quando a é inteiro não negativo. 3.Equações diferenciais lineares X 201 f(x) ~ I .O d~ numa equação de Legendre.(x n=O 00 . Exprimir esta função como uma combinação linear das soluções u 1 e U 2 _dadas na equação (6. Determinar uma solução. b. por exemplo A(x) ~ }': a. x 0 + r).38) e (6.. A equação de Legendre (6. para a equação diferencial xy" + (3 + x')y' + 3x'y ~O válida para todo o valor de x.O. Este exercício mostra que C admite um desenvolvimento em série de potências .(x 11=0 .cy ~O pode tran~formar-se numa equação de LegCndre mediante uma mudança de variável da forma x = A t + B. com A > O. equação de Hermite y" . x 0 + r).

20.(x . k~O · ·(b) Fazer uso dO facto de que A (k)(x0)_""'"" k! ake B<n-kXxo) n = (n- k)! bn-k para obter c<nl<xo) = n! I a. (b) Provar que P. (a) Recorrer à fórmula de Rodrigues para demonstrar que P.. P11 (x) representa o polinómio de Legendre de grau n. (a) Sejaf(x) = (x 2 - 1 -1 P.(x).202 C(x) = Cálculo (a) Utilizar a regra de Leibniz para a derivada de ordem n de um pro_duto para demonstrar que a derivada de ordem n de C é dada por c<•>(x) ·-· l c. (c) Provar que Pn{x) é o único polinórnio solução da equação de Legendre (com a= n) tendo o valor 1 quando x = 1. 8..(x) = 2" (x + !)" + (x- I I)Q. 1) 11 • Recorrendo à integração por partes provar que Aplicar esta fórmula repetidamente para deduzir que o integral do primeiro membro é igual a .e P m para mostrar que (b) Se m n.(1)= 1 equeP. • =i (~)A<kl(x)B<~•>(x). isto prova a fórmula pretendida para c 11 • Nos exercícios 8 a 14. onde Q 11 (x) é um polinórnio. 9. Estes exercícios constituem esquemas de demonstrações das propriedades· dos polinómios de Legendre referidos na Secção 6.. integrar a equação da a1ínea (a) de -1 a I para estabelecer outra demonstração da relação de ortogonalidade * f 10. onde Cn = ·~ akbn-k • .thn-k· k=O Visto que c(nl(x0 ) = n! C11 .(-1) = (-1)•.(x)Pm(x) dx =O. (a) Usar as equações diferenciais a que satisfazem P .x 0)".

I) serão raízes simples.P1 . (2n + 1)(2n 2n(2n .x 1)(x ._ .x1 )"dx em Jô'12sen 2 "+ 1t dt. P 2 . (a) Se f é um polinómio de grau n.seja Qm(x) = (x . O~ m '5: n. Significa isto que P. seja. Q0 (x) = 1. ••• . k=O !Isto é possível devido ao Exercício tl(c).2) · · · 2 · . (b) Suponhamos que P. x.2m+ 2 'f' [(x)P m(x) dx. cos t transforma o integral f~( I. 1).Equações diferenciais tmeares (b) A substituição x a relação = 203 i' ' 0 . 1).---.Xm). em cada pontoxde(-1.estejam em (-I.1. (b) Exprimir o polinómio f(x) =r como uma combinação linear de P 0 . Por outras palavras. provar que a desigualdade m < n conduz a uma conclusão absurda.J. Qm(x) tem o mesmo sinal que P.J Para um valor de m fixo. Utilizar os Exercícios 9(b) e IO(b) para deduzir a relação Cm =. Utilizar os Exercícios 9 e li para demonstrar que I~J. (a) Mostrar que l -1 [Pn(x)]' 2 dx = 2n +I . (a) Com o auxilio do teorema de Rolle provar que P.(x). P3 e P4 • (c) Mostrar que todo o polinómio f de grau n se pode exprimir como uma combinação linear dos polinómios de Legendre P 0 . 12.) · · · (x . 1). todas situadas no intervalo aberto ( -1. 1). -1 13.x. . Utilizar sen2n+1 t dt · = -.. tem ·m raízes no int~rvalo (-1. X 20 • • • . · (C) Com recurso à alínea (b) e ao Exercício 13.=:---'-:-.' · 14. Se m =O.(x). (x)P. tem n raízes reais distintas.integrar de -I a I.P.(x)dx. escrever [(x) =i c. . não pode ter raízes multiplas no intervalo aberto (. Pn. multiplicar ambos os membros desta equação por P m(x) e . (a) Provar que o valor do integral J~ 1 P.g(x)Pix)d. quaisquer raízes de P . Provar que.J= O para todo pÓlinómio g de grau inferior a n. onde x 1 . onde Qn(x) é um polinómio de grau inferior a n. P 1. 15.que .::---.sãom raízesdeP11 em (. 1).I)· · · 3 · I e a fórmula de Rodrigues para obter f 11. Se m~l.(x)P~+ 1 (x)dx é independente-de n: (b) Calcular o integral J~1 x P.:---.

+ r). Por exemplo. em forma de séries de potências. Se dividirmos ambos os membros de (6. do coei ente mostra que esta série de potências converge unicamente para x =O. Se admitimos que existe uma solução da formay = e substituímos esta série na equaçãO diferencial somos conduzidos à formula n2 - n + = n. da equação diferencial (6.204 Cálculo 6. ou P2 não for analític~ numa vizinhança de X 0. e P 2 são funções anaHticas. pode ou não existir a solução série de potências na vizinhança de x 0 • Por ·exemplo. Neste caso dizemos que x 0 é um ponto singular regular da equação.x.17 aprendemos a determinar soluções.13.44) tem o valor O quando x =O. Se um dos coeficientes P. A dificuldade aqui é que o coeficiente de y" em (6.1 1 Embora isto nos dê uma série de potências y L af?<k que verifica formalmente (6. =O.44) na forma (6.)' a equação vem . válida em qualquer intervalo aberto centrado na origem. porque quando escrevemos a equação (6.43) y" + P1 (x)y' + P. onde os coeficientes P.45) (x . em que P e Q admitem desenvolvimentos em séries de potências em algum intervalo aberto (x0 . supon- hamos que tentamos determinar uma série de potências solução da equação diferencial (6. O método de Frobenius Na Secção 6. X 1 -Estas funções não admitem desenvolvimentos em série de potências em torno da Origem.43) encontrámos que os coeficientes P.r. Assim. o critério.(x)y = O num intervalo centrado num pronto x 0 . Este exemplo não contradiz o teorema 6. não existe uma solução de (6.2· X e P.43) equivalente a uma eauação diferencial da forma (6.44) x'y"-y'-y=O ~ Gf?<k numa vizinhança de x. x.x 0)'y" + (x - x 0)P(x)y' + Q(x)y = O. Para apreciar as dificultades que se apresentam na investigação das equações diferenciais na vizinhança de um ponto singular é necessario um conhecimiento da teoria das funções de um variável complexa. por outras palavras.44). suponhamos a equação diferencial em (6. Contudo.22.44) sob a forma de uma série de potências. e P2 são dados por 1 P 1(x) = . alguns casos particulares importantes das equações com pontos singulares podem ser tratados por métodos elementares. a equação diferencial tem um ponto singular em x = O.(x) = .2· .45) por (x.

eu. Esta equação quadrática chama-se a equação indiciai da equação diferencial dada (6. e a. Enunciaremos o teorema de Frobeníus. A equação diferencial (6.. Prentice-Hall.(x) = lx ._ a 2 não é um número inteiro. O tipo de solução obtido pelo método de Frobenius depende de se estas raízes diferem ou não por um número inteiro.46) t(t.l. Co.13 não será aplicável.x. Voi..) e Q(x._ e :a.x. Sejam a.x. 1966.15. TEOREMA 6.1~ = N. SEGUNDO CASO DO TEOREMA DE FROBENtUS. quer o coeficiente de y' quer o coeficiente_ de y não admitirão desenvolvimento em série de po.l"' L an(x . An /ntrodution to Ordinary Differentlal Equatlons. um inteiro não negativo.. Ana(vsis. ou E.)n. as raízes da equação indiciai e admita-se que :a1 . da forma (6. que dependem da natureza das raízes da equação quadrática (6.45) tem uma solução u. t Para o estudo da demonstração ver E. A.)n.) =O. Sejam a 1 e a 2 raízes da equação indiciai.) "'O e Q"(x. li. raízes da equaçiio indiciai e admita-se que a 1 __.Equações diferenciais lineares y" 205 P(x) y' + + Q(x) y = O x.) *O ou Q(x. Ambas as sér.x. pelo que o teorema 6.) são termos constantes no desenvolvimento de P e Q em série de potências. R= O com b.49) u 2{x) = lx .14. mas não daremos a demonstraçãot.) * O. (x.ies convergem no intervalo jx. Os coeficientes P(x.47) e outra solução independente u.I)+ P(x0 )t + Q(x.· tências em torno do ponto x. TEOREMA 6.l"' n=O I bn(x - x. Estas raízes podem ser reais ou complexas. 1961.. Se P(x. ou se Q(x. Hille. . A equação diferencial (6.45).x. O teorema de Frobcnius desdobra-se em duas partes. Coddington.l < r.x.) *O. da forma (6. e (6. Blaisdell Pub.x. iguais ou distintas.) 2 para x * x. Em 1873 o matemático alemão Gcorg Frobenius ( 1849-1917) desenvolveu um método muito prático para tratar tais equações. da forma (6. Sejam . = 1. n=O 00 00 com a0 = 1.l"' L bn(x . a equação de Bessel..45) tem duas soluções independentes u.)n + C u1{x) log lx - x.. Na próxima Secção apresentaremos pormenores da demonstração para um caso especial importante.48) u.47) u 1(x) = lx.x. e a equação diferencial é satisfeita para O < I x .x 0 j < r. PRIMEIRO CASO DO TEOREMA DE FROBENIUS.

49) x 2y" + xy' + (x' - oc2)y = O.a')y.~ O. Como no caso anterior ambas as séries convergem no intervalo \x.x".50) dá-nos y' = txt-t L 0 n=O ro 11 X 11 +x ro 1 . 6. As funções de Bessel aparecem igualmente em certos problemas da Teoria dos Números. de modo que o coeficiente de cada potência de x seja "nulo. fluxo de calor em cilindros e propagação de corrente eléctrica em conductores cilindricos.2 na 11 X 11 - 1 = xt-t L (n + t)a ro 11 X 11 • n~o n=O Analogamente. A equação de Bessel Vamos aqui aplicar o método sugerido por Frobenius para resolver a equação de Bessel (6.' Í {n + !){n + I - l)a. Se N >O.x• xt n=O n=O + xt . ~O. ~ I. muito embora tivesse já aparecido anteriormente nas investigações de Daniel Bernoulli (1732) e Euler (1764). A equação de Bessel tem a forma (6.a.L anxn+Z n=O xt L OC1Q 11X" = n=O L [(n + t)2 - 00 oc2]a 11X" + Xt ~ anx"Hn=O 00 n=O Façamos agora L(y) =O. obtemos L{y) = x' I ro {n + l)(n + I ~ l)a. pelo que o ponto x.45) com x. A derivação de (6. P(x) ~ I. Consideramos.x.50) y = lxl'Ia. isto exige que .x". A constante C é diferente de zero se N ~O. Para o termo independente é necessário que (t'. x >O. válida para_ tOdo real x.206 Cálculo onde b. Algumas das suas soluções são conhecidas por funções de Besse/. com a possível excepção de x =O.* O. e Q(x) ~ x'. pelo que lx[t ~ xt. n-O Se L(y) ~ x'y. n=O com a 0 *O. W. obtemos y" = x 1.a'. vam_os tentar determinar soluções da forma m (6. em primeiro lugar.x• + x' I 00 ro {n + l)a. Esta equação aparece em problemas relativos a vibrações de membranas." + xy' + (x' . onde a é uma co-nstante não negativa. Visto que P e Q são analiticas em todo o eixo real. I < r. Como procuramos uma solução com a. é um ponto singular regular. a constante C pode ou não ser zero.X 0 \ <r e as soluções são válidas por O < I x . A equação recebeu o nome do astróriomo alemão F. )a. Bessel ( 1784-1816). suprimamos xt e tentemos determinar os a.23.

• - (n + <X) an 22 - "'' = . Consideremos em primeiro lugar a escolha t = a._.s oo O critério do cociente mostra que a série de potências que aparece nesta fórmula converge para todo o real x. a.Equações diferenciais lineares (6.1)"x 2 " ) é uma solução da equação de Bessel válida para todo o real *O.54) f. (-: 1) a 2 0 242! (I + <X)(2 +. -a0 .-"a"'""'''n(n + 2<X)' pelo que a 3 = a 5 = a 7.53) a . Para este t.<X)' -a.. Deste modo a função/.= 4(4 + 2<X) = .. a.51) 207 Esta é a equação indiciai.x"l+ ( .(x) = ao lxl" ( 1 + .. = O para n ~ 2. Pimi os valores de a para os quais existem/~ (O) e/. A segunda fórmula pode escrever-se (6.. Nesta discussão admitimos que x > O. +i<)··· (n + "') Consequentemente a escolha dá-nos a solução (-1)"x'• ) 22 "n! (1 + <X)(2 +<X)··· (n +<X) y=a.a 2 = =O. Uma vez que a> O. a2n = 2'"n! (1 t =a - + "X2 '.= O.. = 6(6 + 2<X) = (-ll'ao 26 3! (1 + ")(2 + <X)(3 + <X)' e.52) [(! + <X)2 - "']a1 =O e [(n + <X) 2 - "'la. Para os coeficientes com índices pares temos a. as restantes equações para a determinação -dos coeficientes escrevem-se (6. Fazendo t =a obtemos a mesma solução. a solução também é válida para x ~O. a primeira destas equações implica que . (0).a São os únicos valores possíveis de t que podem dar-nos uma solução do tipo desejado. + a. As suas raízes a e.a. -ao = 2(2 + 2<X) = 22(1 + <X) ' -a. em geral. excepto que o factor xa é substituido por ( -x)a.s oo ( 2 "n! (I + <X)(2 +<X)··· (n +<X) 2 . = . dada pela equação (6. =O. x . Se x < O podemos repetir a discussão com x 1 substituido por ( ~x) 1 • Encontramos ainda que t deve satisfazer à equação t 2 .

+ a.2oc)a.equivalentes a e n(n .55) f~(x) = a. Para o conseguir necessitamos de algumas. e se a não for um inteiro não negativo encontrámos outra solução f-a dada pela equação (6. com a substituído por -a~ somos conduzidos à solução (6. Contudo. e a outra não. A solução f -a foi obtida sob a hipótese de que 2a não é um inteiro positivo."') oo " 2 n~l 2 ) válida para todo o real x O. propriedades da função gama de Euler que passamos a recordar.208 Consideremos agora a raíz as equações t ~ Cálculo -a da equação indiciai.0<)2 - "''la. Uma vez que esta fórmula de recorrência é a mesma que (6. A integração por partes conduz à r(s + 1) = s r(s). uma vez que uma· delas-+ oo quando x-O. em vez de (6. = + a. [(1 . ' --==-n(n. lxl-• 1 + {-1)"x . Assim. estas equações dão-nos a 1 =O e an= a. com tanto que a o não seja."')(2..._. = O.53).54). ef_a são independentes.2"') para n ~ 2. Seguidamente simplificaremos a forma das soluções. O.. temos a série solução la dada pela equação (6.56) Isto implica .0<) 2 - oc2]a1 = O e [(n . Obtemos.55). Se 2a não for inteiro. . ( L 2 "n! (1.que >·o e diverge se s . As duas soluções f._. para cada a. * Para cada real s > O define-se f (s) pelo integral impróprio Este integral converge se s equação funcional (6. que são . a série para f -a tem ainda sentido no caso dé 2a ser um inteiro positivo.. O. Pode verificar-se que f -a satisfaz à equação de Bessel para tal valor de a. O.52)."') · · · (n.

(x) quando x >O. a solução para x > O pode escrever-se (6. r(s + 3) = (s + 2)r(s + 2) = (s + 2) (s + l)s r(s).56) na forma (6. Podemos exprimir este produto por intermédio da função gama fazendo s = I + a em (6..58) tem agora sigI.= 2-•/ f(l +a) na equação (6.57) são agora válidas para todo o real s para o qual ambos os membros tenham significado. s para -2 < s < -I. para os números reais. (6. Visto que r( I)= flf'e' dt =I.58) r(s) = r(s + 1) . em que n é um inteiro positivo qualquer. positivos da função factorial definida para números inteiros. Assim se conclui que a função gama é uma extensão. a função de Bessel é dada pela série de potências .57) r(s + n) = (s + n . A equação funcional (6. Continuando deste modo. Deste modo.57) encontramos r(n + 1) = n!. e. (n +a). e podemos usar esta equação pani definir r(s) nificado se s + 2 > O. r(n + 1 + oc) (1 + oc)(2 + oc) • · · (n + oc) = . Obtemos .. se escolhemos a.Equações diferenciais lineares 209 r(s + 2) = (s + l)r(s +I)= (s + l)s r(s). r(! + oc) Deste modo.54) contém o produto (I + a)(2 +a) .54) e representamos a função resultante J. A equação funcional (6.59) J.(x) por J . Quando a é um inteiro não negativo por exemplo a = p. não inteiros.57).56) e a sua generalização (6. A série para !a na equaçao (6.-1)" + oc) (x)'". em geral. O segundo membro de (6.I)· · · (s + l)s r(s) para todo o inteiro positivo n. * *- * Voltemos de novo à discussão da equação de Bessel. s O. quando fazemos s =I em (6. podemos generalizar a definição de T(s) por indução ao intervalo aberto da forma -n < s < -n + I.(x) = X)"~ (+ 1 2 (2 ~ n! r(n. podemos usar esta equação para definir r(s) se -I < s < O. Escrevemos (6. A função· J a definida por esta equação para x >O e a ~ O chama-se a função de Bessel de primeira espécie e de ordem a.. s O segundo membro tem sentido se s + I > O e s O.56) pode usar-se para a eXtensão de f(s) ·a vaiores negativos de s.

.o:) (2 .. 2 Fazendo s ~ I -a em (6. por exemplo a= p. a =F l..59).( l -a). Portanto. Extensas tabelas das funções de Bessel estão já calculadas. Portanto.f é uma Solu1 ção da equação de Bessel para x > O. se (X não for um inteiro positivo. +I- o:) = (I .55) com a0 = x > O.: . se x >O e a> O.(x) na equação (6. indepen- é um inteiro não negativo. > O. as duas soluções la(x) e ]_ r(x)são llnearmente independentes no semi eixo real positivo (visto que o seu cociente ilão é constante) e a solução geral da equação de Bessel para x > O é y Se a = c. 2. 10 e 1 1 • y J.o:) r(! ...2.Outra solução.a) e vemos que a série para J _jx) é a mesma que para f _.r:~ 'r..J. . Gráficos das funções de Bessel } 0 e ) 1 • Podemos definir uma nova função J -• por substituição de a por -a em (6. ) . 1.() (p = O.6n!(n+ p)! 2 J. Se a não for inteiro. Esta é também uma solução da equação de Bessel para x <O. 2. isto é. 6.o:) (x)'". J _. encontrámos unicamente a so- lução J P e os seus produtos por constantes válidos para x ..(x) + c2J~(x).o:)· · · (n . definimos J~(x) = x)~~ (-1)" (2 .210 X Cálculo = ~ ( -1)" (~)2n+v . se a não for um inteiro positivo. 3.6 n! r(n + I . se a é tal que r(n + I ~ q) tem significado. FIG.57) obtemos r(n 2. Na figura 6.2 representam-se os gráficos de duas funções.

·se multiplicamos uz(x) por . Este estabelece que se u.16..(x) f Q(t) . Para a equação de Bessel temos P.(x)x-•• I 00 B.2P L B. uma segunda solução u. . n=O 00 Esta é -a forma da solução indicada pelo segundo caso do-teorema de Frobenius. No intervalo 1 a função gP admite um desenvolvimento em série de · g.(x) = 1/x.dt..60) toma a forma.(t)IJ.59) podemos escrever 1 1 [J. mais uma série da forma x.(x) e tem a forma K. f se c e x estão num intervalo I no qual J P não se anula.x". 1 00 L Integrando termo a termo de c a x obtemos um termo logarítmico A 2 " log x (da potência r'). é uma solução de y • + P.(x) = u.(t)' onde gp(O) potências * O.(t)]' = t'• g.(t) =I A. 1 t[J (I)]' = P t'""' n=O A.(x) . pelo que Q(x) = 1/x e uma segunda solução ti.1/A 2P a solução resultante designa-se por K. Por conseguinte a equação (6.x".. independente de u.x".(x) = J . é dada pelo integral u.y =O que nunca se anula num intervalo /.t" n=O 00 o qual pode determinar-se igualando coeficiente na identidade g.(x) log X + x-• I c. = onde Q(x) = e-fP.60) toma a forma u2 (x) = A.t". [u.(t)F = t'P.60) 1 u 2(x) = J. .(x) log x + J. Se admitirmos a existência de um tal desenvolvimento. da equação (6.Equações diferenciais lineares 211 dente desta. A esta segunda solução pode dar-se-lhe outras formas.(t)] 2 .(t)] 2 . ' t[J. Por exemplo. n-0 Pode demonstrar-se que o coeficiente A 1P *O. pode ser encontrada pelo método descrito no Exercício 4 da Secção 6. . é dada pela fórmula · (6.(x)dx.dt.y · + P . o integrando em (6._J.

(a) Seja f uma. a sua solução geral é y =A cos x + B sen x. (b) Quando 4a 2 = ·t a equação diferencial da alínea (a) transformase em y" + y =O.28 para á demonstração de· que 2 J e-uzdu = tf Jn. Exercícios I. Utilizar a representação das funções de Bessel era. No conjunto de exercícios que se apresenta ·a seguir são analisadas mais algumas propriedades das funções de Bessel. (Ver Exe~cício 16 da Secção 11.K.24. (c) Deduzir as fórmulas da _ alínea (b) directamente a partirdassériesparaJ.) .(x)) ~ x«J. O resultado firial pode ser expresso por onde h 0 =O e hn = I + j + . ~o. A série do segundo membro converge para todo o real x.. e determinando os coeficientes Cn de modo que a equação seja satisfeita. Demonstrar queg verific:i a equação diferencial = x 1/ 2 /(x)-para y" + 1 +""4x' y ( I ..I. J!. + 1/n para n >.'> or. 12 (x)eJ_. substituindo o segundo membro na equação de Bessel. 6.-i(x) = ( rrx 2 )~ sen x J_!.séries de potências para provar que d (a) dx (x«J. solução qualquer da equação de Bessel·de ordem a e i?(x) x > O.212 Cálculo Uma vez cheg-ados a esta fórmula. Utilizar este facto e a igualdade f r(t) = yÇ"para mostrar que. para x > O. t A mudança de variável I = ..(x).(x) + c. Porque K P não é o produto de uma constante por JP' a solução geral da equação de Bessel neste caso para x >O é y = c. podemos verificar que existe realmente uma solução deste tipo.J. 2. 12(x).i(X) = ( 2 1TX )~ COS X._1 (x).r dá-nos F(i) = Jo--t f 1-~e-l dt =_ 2 f 00 00 e--uZ Jo du ='v. A função KP definida para x >O por esta fórmula chama-se a função de Bessel de segunda espécie de ordem p. Os pormenores deste cálculo são extensos e por tal motivo são omitidos.4•') .

. existe uma raíz de J.(x) é uma função elementar para todo a que seja igual a um meio de um inteiro ímpar.:..+l(x).(axh) para x > O. 3 •.!.. entre cada par de raízes positivas de .. (a) A partir das relações do Exercício 2 deduzir as fórmulas de recorrência e (b) Utilizar as relaçõe~ da alínea (a) para deduzir as fórmulas e 5. 3. e é também uma raíz de G.1+ 1 .Õquações diferenciais lineares d (b) dx (x-•J.. 2 )~(senx ~- cosx .. é raíz de F...2). Seja F. Provar que e 7.... e uma raíz de J:>+ 1 entre cada par de raízes positivas deJ.(x) e G.(x) = . + 1 se intercalam. e só se. (Ver figura 6..(x)J. 2.(x) para x >O. 6.... demonstrar queiJ.!. Do exercício l(b) e de uma fórmula de recorrência conveniente mostrar que J%(x) = ( ./:t:. isto é. 9. 1 e n=O I (2n + 1)J.. Mostrar que g.•J. Observação. satisfaz à equação diferencial se. Seja g.(x)l5 1 eiJ.fa·é uma solução da equação de Btsscl de ordem a. e . 8. J .+ (x) ~ !x.(. Recorrer ao Exercício 8 para exprimir a solução geral de cada uma ·das seguintes equações diferenciais por inter:médio das funções de Bessel para x > O... onde a e h são constantes não nulas.(x)l 5 t /2 para n ~ 1.~·) = x-. e todox 5O.. ) · Achar uma forma análoga para J~ 31 :(x).(x)) 213 ~ -x-•J. ... (a) Usar as identidades do Exercício 6 para ·provar que Ji(x) +2 n=l I J!(x) . 1 (b) A partir da alínea (a). 4.-.(x) = x·•J. Utilizar o teorema de Rolle e o Exercício 2 para demonstrar que os raizes positivas de .1. Observar que cada raíz positiVa de J.

n=O 00 válidas para x >O.. Determinar uma série solução com t não inteiro.214 Cálculo (a) y' +xy =0. Determinar essas soluções.x)y' + y =0 tem duas soluções independentes da forma y = xt L CnXn.x'' k=O k=O com a0 *O. r). 11.. A equação diferencial não linear y" + y + ay 1 =O é "ligeiramente" não linear se a fôr uma constante pequena. Mostrar que para x >'O pode exprimir-se por intermédio de uma função de Bessel. mostrar que t satisfaz à equação quadrática da forma t 1 + bc +c= O. (c) y' +xmy=O.ndições iniciais J' = I e y' =O quando x =O.equação Ka(x) = xcf.x'. 12.Jax") para x > O. 15. P(x) e Q(x). Generalizar o Exercício g· quando fa e ga estão relacionados pela.x. não nula. válida para O < x < r. Se a equação diferencial tem uma solução sob a forma de série da forma Y = xt L n=O ~ CnXn. (a) xy" + 6y' + y =O.tx. u~o(O~ =O e u. convergente cada uma num intervalo aberto (-r. e Q(x) admitem desenvolvimentos em série de potências A(x) = k=O l ~ a.determmaru0 (x) e u 1 (x). igualar as potencms de a: e. 16.. (c) xy' + 6y' + x'y =O. (d) x'y'.oo < x < co.0) = u~O) para n ./. (d) x'y' + (x' + i)y =O. Determinar a e c. Considerar um caso particular do Exercício 13 no qual A (x) = I .xy' + (x + l)y =O. ' . A equaçãodiferencial2x2y" + (x2 . P(x) = IP. tentamos escolher os coeficientes un(x) de tal maneira que u0 (Q) = I. P(x) =~-e Q(x) = . Substituir esta série na equação diferencial. P(x). Achar então a soluçãó geral das seguintes equações por intermédio das funções de Bessel para x > O. (b) y' + x 2y =O. Considere uma equação diferencial linear de segunda ordem da forma x2 A(x)y' + xP(x)y' + Q(x)y =O. onde A (x). Existe uma identidade para a função de Bessel da forma com a e c constantes. Suponha-se que existe uma solução que pode exprimir-se como uma-série de potências de a da forma y = I 00 un(x)oc" (válida em algum intervalo O < a < r) n=O e que esta solução satisfaz às co. Para se ajustar a esta~ condições iniciai~. (b) xy' + 6y' + xy =O. e determine b e cem funçã9 dos coeficientesdassériesdeA (x).::: I. 10. Determinar uma série de potências solução da equação diferencial xy" + Y + y =O convergente para .x'. 13. 14. Q(x) = I ro q.

Por exemplo. mostraram a importância do estabelecimento de teoremas gerais garantindo a existência de soluções para certas classes específicas de equações diferenciais. Este capítulo é dedicado à demonstração daquele teorema e tópicos com ele relacionados..1) pode escrever-se como um sistema de duas equações de prirrieira ordem: Y~ = Y2 y~ = (7. Os trabalhos_de Cauchy.1. onde Y1 = y. = y. e y. O capítulo 6 indica o uso que pode fazer-se de um teorema de existência e uniCidade no estudo de equações diferenciais lineares.2) y1 - 2ty2 + et_. 215 . Então tem-se y. a equação de segunda ordem (7.1) y"+2ty'-y=e' pode transformar-se num sistema de duas equações de primeira ordem pela introdução de duas funções desconhecidas y. Introdução Embora o estudo das equações diferenciais tivesse começado no século XVII. e outros. só no século XIX os matemáticos se aperceberam de que relativamente poucas equações diferenciais podiam ser resolvidas por meios elementares. A teoria da existência de equações diferenciais de ordem superior pode relacionarse ao caso de primeira_ ordem pela introdução de sistemas da equações. Liouville. e (7.7 SISTEMAS DE EQUAÇÚES DIFERENCIAIS 7." = y·.

isto é.(1)y. Yn são funções incógnitas que interessa determinar. As funções y. q.3) Pu(t)y. As funções Pik e g. escrevemos Y! = y.). =·y e introduzimos uma nova função desconhecida para cada uma das derivadas sucessivas de y.4) y'"' + al)'<~ll + · · · + a..(i) y~ = Pn1(t)y 1 + p.5) Y~-1 = Yn Y~ = -anY1- an-1Y2. Neste capítulo consideramos sistemas formados por n equações diferenciais lineares de primeira ordem contendo n funções desconhecidas Yo . definida pelas equações .. Y3 = Y~. y. porque cada uma delas contém as duas funções desconhecidas.. Yn· Estes sistemas têm a·forma y. Suponhamos que a equação de ordem n é (7. . + q.).(t)y2 + · · · + P••(t)y. .. A discussão dos sistemas pode ser consideravelmente simplificada pelo recurso à notação vectorial e matricial.· · ' .. Com os coeficientes a. que aparecem em (7.(t). . fUnções dadas. Consideremos o sistema geral (7. e uma função matricial P = [p. escrevemos y.U1Yn + R(t). + q. + P12(t)y 2 + · · · + p 1.). e escrevemos (7 .. cada equação do sistema contém mais do que uma função incógnita pelo que as equações não se podem resolver separadamente. .y = R(t).216 Cálculo Não é possível resolver estas equações separadamente pelos métodos do Capítulo 6.. Para transformar esta equação num sistema.... Sistemas deste tipo chamam-se sistemas lineares de primeira ordem. · Uma equação diferencial linear de ordem n pode sempre transformar-se num sistema linear. · · · • Yn = Y~-1. Em geral. .4) na forma de sistema Y~ = Y2 Y~ = Ys (7. ..3) consideram-se como funções dadas definidas num determinado intervalo J.3) e introduzamos as funções vectoriais Y = (y.. = (7. . Q = (q.

1 que.. No caso n = 1 (o caso escalar) sabemos do teorema 6..3) na forma mais simples: (7. e a é qualquer ponto de J.(t)] para cada t de J." e-A"'Q(t) dt. Consideremos os vectores como matrizes colunas n X I e escreve- mos o sistema (7.q. .6) Y' = P(t)Y + Q(t). R(t) -a. . quando P(t) é uma função matricial n X n e Q(t) é unia função vectorial n-dimensional. y. isto é. . onde a E J e 8 =:(h" b2 ..(t)).6) são dados pela fórmula explícita (7. o -an-1 o -an~2 o -a.Sistemas de equações diferenciais Y(t) 217 = (YI(t). se P e Q são contínuas em J.7) Y(x) = e-"'•'Y(a) + e-"'" 1 J. bn) é um vector n-dimensional dado. ••• . no sistema (7 . Para isso temos que atribuir um significado aos integrais de matrizes e às exponenciais d. Por exemplo.e matrizes. ... Por tal motlvo vamos efectuar breve digressão referente ao cálculo com funções matriciais. Y= P(t) = o o 1 o 1 o o o Q(t) .(t).= o o o y.(t)). Um problema de valores iniciais para o sistema (7. Q(t) = (q.2) temos No sistema (7 . a qual satisfaz a (7 .P(t)dt. P(t) = [p. .5) temos Yl y. todas as soluções de (7.6) e que também satisfaz a uma condição inicial da forma Y(a) = B. Mostraremos que esta fórmula pode generalizar-se de maneira adequada para sistemas. onde A (x) = f.6) é encontrar uma função vec- torial Y.

7 . temos (P + Q)' = P' + Q' + P'Q caso P e Q sejam do mesmo tipo e tem-se igualmente . Séries de matrizes. com P uma função matricial derivável e g uma função escalar derivável. se P e Q ~ão funções matriciais deriváyeis. sempre que todas as derivadas pj1 existam. bl. Se P(t) ~ lpjj(t)l. P'(t) = [p. As demonstrações destas propriedades sãO pedidas no conjunto de exercícios apresentados em 7 .. P(t) dt = [I: p. então F'(t) ~ g(t)Plg(t)). A regra de derivação da função composta continua válida. O leitor pode verificar que a propriedade de linearidade para integrais se generaliza ás Continuidade e derivabilidade de funções matriciais definem-se igualmente a partir dos respectivos elementos. isto é.(t) dt] . Quer· dizer.218 Cálculo 7. Dizemos que uma função matricial P = lp. Tal conceito expõe-se na secção seguinte. definimos o integral HP(t)dt pela equação I: funÇões matriciais. O teorema da derivada nula. se F(t) ~ Plg(t)l.) uma matriz n X n de elementos reais ou complexos. Conceitos do cálculo para funções matriciais A generalização dos conceitos de integral e derivada para funções matriciais é ime· diata. A definição da exponencial de uma matriz não é tão simples e exige mais preparação.8) para todo o par s e t.) é contínua em t se cada elemento Pijé contínuo em I.4.(t)]. Em particular. É fácil provar as regras fundamentais da {t) derivação para somas e produtos.3. . (PQ)' = PQ' se se define o produto PQ.2. Por exemplo. Pretendemos definir a exponencial eA de maneira que possua algumas das propriedades fundamentais da exponencial ordinária de valores reais ou complexos. e o primeiro e segundo teoremas fundamentais do cálculo são também válidos para funções matriciais. o integral da matriz P(t) é a matriz obtida por integração de cada elemento de P(t). pretende-se • a verificação da propriedade (7.. supondo evidentemente que cada elemento é integrável em la. Normas de matrizes Seja A = [a. A derivada P' define-~e pela matriZ que se obtém derivando cada elemento.

9). se podem demonstrar as propriedades seguintes. Existem outras definições de norma também usadas às vezes. designe-se o elemento ij de Ck por cg! Se todas as séries ro (7. n X n.. Contudo.9) se A fôr uma matriz.9) onde O e I são as matrizes. uma generalização de valor absoluto de um núffiero.8) e (7 .8) e (7.RIE CONVERGENTE DE MATRIZES. temos que a norma de A é a soma· dos valores absolutos de todos os seus elementos. m. Se A = [a 1 é uma matriz m X n.10).11) IIAII = I :21aHI· i=li=l Por outras palavras.. zero e identidade respectivamente. mas aqui escolheu-se esta devido à facilidade com que.. . DEFINIÇÃO DE UMA Sf.10) k=l """ -ç c'. definiremos eA por meio de um desenvolvimento effi série de potências Sabemos que esta fórmula é válida se A fôr um número real ou complexo e provaremos que ela implica as propriedades (7 . a norma de A. representada porRA n... de elej] mentos reaiS ou complexos. Um critério de convergência simples e útil para uma série de matrizes pode ser estabelecido por intermédio da norma de uma matriz. . Pode parecer natural definir eA como a matriz [e 01il. Pelo contrario. . isso é inaceitável visto que tal definição não satisfaz a nenhuma das propriedades (7. e a sua soma define-se como a matriz m X n cujo elemento ij é a série (7.Sistemas de equações diferenciais reais e da relação 219 (7. . Antes porém de podernos efectuar as demonstrações torna-se necessário explicar. Dada uma sucessão {Ck} de matrizes m X n cujos elementos são números reais ou complexos.Ck é convergente. o que se entende por uma série convergente de matrizes.. dizemos então que a série de matrizes !~i. DEFINIÇÃO DE NORMA DE UMA MATRIZ. a partir dela. (i= 1.j = 1. . n) são convergentes. define-se como sendo o número não negativo dado por m n (7.

CRITÉRIO DE CONVERGÊNCIA DE UMA SÉRIE DE MATRIZES. pelo que a série de matnzes ck é convergente.4.i].P e Q devem ser do mesmo tipo. Verificar que a propriedade de linearidade dos integrais também é válida para integrais de funções matriciais. Q supõe-se não singular.220 Cálculo TEOREMA 7.J. Se {C.. O teorema seguinte dá-nos uma útil condição suficiente para a convergência de uma série de matrizes. (a) (P + Q)' = p' + Q'. Estas desigualdades são úteis na discussão da exponencial de uma matriz. (a) ~eja Puma função matficial derivável.11) resulta Observe-se que no caso particular em que B =A. Em (a). Demonstração. B = [b. (d) (PQ-1)' = -PQ-1Q'Q-1 +P'Q-1.. IIABII ~ IIAIIIIBII. Representemos por clfl o elemento ij de Ck. (i. (c) (Q-")' = -Q-1Q'Q-1. 3. Escrevendo A= [a.g:eral para a derivação de pk e demonstrá-la por inducão . TEOREMA 7.k=• 7 . Em (c) e (d). uma sucessão de matrizes m X n tais que 2k= 1ll Ckll converge. As outras demonstrações são mais simples e como tal são deixadas ao leitor como exercício. Exercícios I.)·. admitindo que A é m x n e B é n x p.L k= 1 cijk)_ Logo cada uma das séries L. Demonstração..~t cijk) é convergente.. Vamos demonstrar unicamente o resultado para UABU. temos AB = r Lk~l a. (b) (PQ)' =PQ' +P'Q. então a série de matrizes C k também cqnverge. Provar que as derivadas de P 2 e P 3 são dadas pelas 'fórmulas (P2)' = PP' + P'P. Visto que lcij'll ~ 11 Ckll• a convergência de ~k= 1 11. ·2_.Ckll implica a convergência absoluta de cada uma das séries . de modo a que P + Q tenha significado: Em (h) e (d) não é necessários que sejam do mesmo tipo. Para as matrizes rectangu/ares A e B e todo o escalar real ou complexo c tem-se liA+ Bll ~ liA li + IIBII. admitindo que P e Q são deriváVc"is. llcAII = lciiiAII. a desigualdade para IIABII se converte em liA 'li :S liA 11'· Por indução temos IIA'II ~ IIAII' para k = 1. ~se rever uma fórmula . pelo que de (7. Verificar _cada uma das seguintes regras de derivação para funções matriciais. 3..2. PROPRIEDADES FUNDAMENTAIS DAS NORMAS.1.bt. (P")' =P"P' +PP'P +P'P2 .l.2.i é. L k= 1 L.. . bastando que o produto tenha significadO.

. 7. Seja D uma matriz diagonal n x n. então a função matricial Pé constante em (a. b] provar que IIJ: P(t) dtll . 10. provar que = diag (J.. Se a série matricial "J. Definir a função composta F(t) = P[g(t)l e provar a regra de derivação F(t) ~ g'(t)P'Ig(t)l.Sistemas de equações diferenciais 221 4.pertencente li um intervalo aber!O (a.. por exemplo D = diag p.:k=• A(f c..)B . Demonstrar o teorem_a: Se P'(t) = O para todo !. J: IIP(t) 11 dt. Seja Puma função matricial derivável e g uma função escalar derivável cujo contradomínio é um subconjunto do domínio de P.. 9. 8. À. 5. 1. b}.. Àn). A matriz exponencial Aplicando o teorema 7. D converge. . Estabelecer c demonstrar generalizações dos primeiro e segundo teoremas fundamentais do cálculo para funções matriciais..5.2 é fácil provar que a série matricial (7. b)... ·Provar que a série matricial (A C ~fi) também ·converge e que a sua soma é a matriz. ••• . Seja D uma matriz diagonal n X n.'t'=ockDk 12.. Aqui A e B sião matrizes tais que os produtos ACkB tem significado.12) k=O Lk! oo A• " . Se uma função matricial Pé integrá vil num intervalo [a. 7 . Provar as propriedades seguintes da norma de matrizes liA +Bil. Supor que a série matricial li=• Ck converge. 1\AII + 1\BI\. "J. com cada Ck uma matrizn X n. 6.. •.J Provar que a série de matrizes 2~=uDkfk! converge e é também uma matriz diagonal (O termo correspondente a k =O subentende-se que é a matriz identidade/.) 11. 1\cAII ~ lcii\AII. Estabelecer e demonstrar uma fórmula para a integração por partes na qual os integrandos são funções matriciais.

n X n. · DEFINIÇÃO DA EXPONENCIAL DE UMA MATRIZ. A' . A equação diferencial verificada por e 1A Sejam t um número real. o teorema 7. tem:-se . Uma vez que! a'lk! converge para todo real a.2 implica que a série em (7 . Para qualquer matriz A. (O termo correspondente a k =O subentende-se ser a matriz identidade L) A norma de cada termo satisfaz à desigualdade I A'II s: li Ali'. Com auxílio das equações diferenciais estudar-se-ão outras propriedades da exponencial de uma matriz.-'=:L-oo k=O k! Observe-se que esta definição implica e"= I. A uma matriz n X n e E(l) a matriz n X n E(l) =eu.12) converge para qualquer matriz quadrada A. Em primeiro lugar vamos obter uma equação diferencial à qual satisfaça E. isto é. Demonstração. onde O é a matriz nula. Vamos considerar A fixo e estudar esta matriz como uma função de t. da definição de uma série matricial.Então o elemento ij de t'A 'I k! é t"ch'lf k!. Da definição de exponencial de uma matriz tem-se Seja c}'l o elemento ij de A'. de ele- mentos rea~s ou complexos. TEOREMA 7 . Por conseguinte.3. define-se a exponencial e" como sendo a matriz n X n definida pela série convergente (7.6. k! k! .222 Cálculo Converge para qualquer matriz quadrada A de elementos reais ou complexos. 7 .12). Para cada real t a função matricial E definida por E(t) equação diferencial matricial = erA satisfaz à E'(t) = E(t)A = AE(t).

e a sua inversa é e-tA. Portanto a sua derivada existe para todo 1 e é dada pela série deiivada. Porque A comuta com A' poderíamos também escrever A k+ 1 AA • para obter .a relação E'(t) AE(I). convergente para 1 qualquer. A demonstração faz uso do Seguinte teorema: TEOREMA 7. k=O ~ -.. n X n.Sistemas de equações diferenciais 1• oo -A• = [2:oo1 • -c~~)]· kl . k=O k. NÃO SINGULARIDADE DE etA. Seja F a função matricial definida para todo real t pela equação . Na última equação aplicámos. Nota: A demonstração anterior também prova que A comuta com etA.13) Cada elemento do segundo membro de (7.14) Por conseguinte etA é não singular. .3. o que = = completa a demonstração.7.13) é uma série de potências em t. I ~ .a propriedade A'+'= A'A. Isto prova que a derivada E'( I) existe e é dada pela série matricial E'(t) =L.. Teorema da unicidade para a equação diferenCial matricial F'(t) = AF(t) A ·seguir vamos ocupar-nos de um teorema de unicidade que caracteriza todas as soluções da equação diferencial matricial F(t) = AF(t). Vamos provar que F(t) é a matriz identidade /. usando o resultado do teorema 7. demonstrando que a derivada F(t) é a matriz nula.4. 2: kl k=O k=O 223 (7. t'A•+~ L.~ = (~ t•A•) A = E(t)A. k. e qUil/- quer escalar t tem-se (7. encontramos :·. Derivando F como um produto. Para qUil/quer matriz A. 7.-. Demonstração..

Derivando este produto obtemos G'(t) = e-'-'P(t) - Ae-'AF(t) = e-tAAF(t) - e-'. Um contra exemplo é dado no Exercício 13 da Secção 7. 7 .15) F(t) = e'"'B. Multiplicando por etA e aplicando (7 .t?lb eA+B nem sempre é verdadeira para exponenciais de matrizes. Sejam A e B duas matrizes constantes do tipo n x n.8. G(t) = G(O) = F(O) = B. já que A permuta com erA. F é uma matriz constante. não é difícil provar que a fórmula é verdadeira para matrizes A e B que sejam permutáveis. Demonstração: Em primeiro lugar observe-se que erAB é uma solução. TEOREMA 7. satisfazendo ao problema do valor inicial F' (t) para -ao< t <+ao é = AF(t).6.14). Mas F(O) ~e DA e-DA~ l. TEOREMA DE UNICIDADE.16) . = Nota: O mesmo tipo de demonstração mostra que F(t) do problema do valor inicial F'(t) ~ F(t)A. Portanto. F(O) ~ B. então tem-se (7.224 Cálculo F'(t) = = e'A(e-•Ay + (e'-"ye-'-" = e'-"(-Ae-'-") + Ae'-"e-•A -AetAe-tA + AetAe-tA = 0 .5. Por conseguinte G(t) é uma matriz constante. segundo o teorema da derivada nula. TEOREMA 7.12. pelo que F(t) ~ l para todo I. A única função matricial F. Porém. F(O) = B (7. Se A e B são duas matrizes permutáveis. Isto demonstra (7. Seja F um á solução qualquer e considere-se a função matricial· G(t) = e-'-"F(t). AB ~ BA. n x n. Regra do produto de exponenciais de matrizes A regra do produto de exponenciais eA. HerA é a única solução quer dizer e-tAF(t) ~ B.14) obtemos (7 .<AF(t) = O..15).

?.e'--'Be'B (A + B)e'"'e'B = (A + B)F(t). As matrizes sA e tA permutam.9.Sistemas de equações diferenciais 225 Demonstração: Da igualdade AB = BA deduzimos que A'B = A(BA) = (AB)A = (BA)A = BA 2 . Escrevendo etA como uma série de potências encontramos que B também permuta com elA para qualquer real t. B permuta com qualquer potência de A. EXEMPLO. onde A é uma matriz constante n X I! e Y é uma função vectorial n dimensional (considerada como uma matriz coluna n x I). Utilizaremos a expo- nencial de uma matriz para dar uma fórmula explicita para a solução de um tal sistema. n X ne B um vectorndimensional dado.. ..?.16). quaisquer que sejam os escalares s e t. pelo que B permuta com A'. diz-se um sistema linear homogéneo com coeficientes constantes. Por conseguinte Quando t = I obtemos (7 . Pelo teorema de unicidade temos F(t) = e•<. Por indução. Seja agora F a função matricial definida pela equação Derivando F(t) e tendo em conta que B permuta com elA encontramos F'(t) = (A = + B)e'<. Teoremas de existência e unicidade para sistemas lineares·homogéneos A equação diferencial vectorial Y'(t) =A Y(t). Y(O) = B.17) Y'(t) = AY(t). TEOREMA. pelo que F(t) = O para todo t. O problema de valor inicial (7.<+Bl (A + B)etl. Logo temos 7. Mas F(O) =O.<+Bl - Ae'--'e'B.. Sejam A uma dada matriz constante.<+BlF(O).

nesta hipótese erA é uma matriz diagonal definida por e'-'- = mf" diag ( " . se existe uma matriz não singular C tal que c-' AC seja uma matriz diagonal. então cada potência de A é também uma matriz diagonal. Por conseguinte. .. l. . ••• . seja c-• A C= D.•) ·Lk. pois A• = diag (Ã~..oo < I < + oo. 7 . teríamos que calcular todas as potências A k para k = O. Então é fácil verificar que G'(t) = O. 2.18) dá-nos Y'(t) = AetAB = AY(t). pelo que G(t) = G(O) = Z(O) = B.7 dê uma fórmula explícita para a solução de um sistema homo- géneo com coeficientes constantes.Cálculo tem uma só solução no intervalo .. Esta solução é dada pela fórmula Y(t) = (7. uma tarefa desanimadora. Uma vez que Y(O) = B. e-rAZ(t) = B. . Por exemplo.18) e'-"B.. ainda permanece. Seja Z(t) outra função vectorial satisfazendo a Z'(t) = AZ(t) com Z(O) = B e seja G(t) = e-tAZ(t). J. Para provar que é a única solução raciocinamos como na demonstração do teorema 7. Do mesmo modo se pode tratar o caso mais geral com o valor inicial Y(a) = B. Esta seria.Â1•··· Lk' • k=O . mf" ••• . " ..5. Por outras palavras. · eu•) • Outro caso fácil de manejar é aquele em que A é uma matriz que pode diagonalizarse. na generalidade. Ã!). a única solução do problema de valor inicial Y'(t) = AY(t). Y(a) = B. então temos A= CDc-•. Por exemplo. é Y(t) = e(t-a)AB. -k=O . Mais geralmente. donde resulta A'= (CDc-1)(CDG-1) = CD'G-1 . .. A derivação de (7.17). esta é uma soluÇão do problema do valor inicial (7. Ân = d1'ag (eu. Demonstração. a menos que A seja uma matriz cujas potências possam calcular-se facilmente. pelo que Z(t) = erAB = Y(t). A= diag (Ã 1 . O problema do cálculo de erA Embora o teorema 7. o problema do cálculo efectivo de etA. . e depois calcular a soma de cada série I l'~ot•cf}lt k !. onde cf}l é o elemento ij de A •. se A é uma matriz diagonal.I O. Se fossemos calcular etA directamente a partir da definição pela série.).

Desde que estas sejam conhecidas. y. b = -d. Fazendo c= d = I escolhemos -1] Consequentemente et. c e d quaisquer.)= . Esta matriz tem valores próprios distintos À.. + 2y. b. desde que a= 4c. Pela determinar C podemos escrever AC = CD. pelo que existe uma matriz não singular C=[: = 6 . = + 4y. .t 1 ' = Cetvc-1 = = EXEMPLO ![4 -1] [e" o] [ 11] ~[: -1][ 5 1 1 O e' -1 4 1 e" -et 2. À. pelo que a utilidade das observações precedentes é limitada. · Multiplicando as matrizes. onde D = diag (À.. Resolução. 227 A' = CD'c-1 • Portanto neste caso temos Aqui a dificuldade reside na determinação de C e da sua inversa. À. elA calcula-se com facilidade.= I. Resolver o sistema linear y. verificamos que esta equação é satisfeita por escalares a. ou [0 1 o] .= 6. = 5y. . :J tal que C''AC= D. y.Sistemas de equações diferenciais e mais geralmente. Evidentemente que nem toda a matriz é diagonalizável. A = ·[5 4] 1 2 . EXEMPLO I. Calcular e•A para a matriz 2 X 2.

. Putzer num artigo publicado no American Mathematical Monthly. Baseia-se o método num famoso teorema atribuido a Arthur Cayley (1821-1895) e Wiiliam Rowan Hamilton (1805-1865). A satisfaz à equação (7. y.(O) = 3.19) /(l) = det (Àf. J.(O) = 2. encontramos 4e" e6 t + 4et 4e'] [2] 3 donde se obtém y1 = 4é'. O TEOREMA DE CAYLEY-HAMILTON. cuja natureza depende das multiplicidades dos valores próprios de A. isto é. É válido para todas as matrizes A e não exige transformações preliminares de qualquer espécie. mações matriciais prévias. A maior parte desses métodos é bastante mais complicada e exige transfor.8. o qu"al se pode usar quer A seja ou não diagonizáve1. Em primeiro lugar vamos demonstrar o teorema de Cayley-Hamilton e em seguida aplicá-lo à obtenção da fórmula de Putzer para o cálculo de e•A. Y(O) = GJ· onde A=[~ :1 Pelo teorema 7.228 Cálculo sujeito às condições iniciais y. 7. Numa secção posterior discutiremos um método práctico e direito de cálculo de erA.11. Recorrendo à matriz e<A._1À"~1 + · · · + c1l + c0 o seu polinómio característico. Conhecem-se vários métodos para o cálculo de e<A quando A não pode ser diagonalizada.21) A (Cal A)'= (det A)l. 2-7. calculada no Exemplo I.12 o qual estabelece que para qualquer matriz quadrada A se tem (7. então f(A) = O. Este método foi desenvolvido por E.7 a solução é Y(t) = e•A Y(O). Resolução. Voi. o qual afirma Que toda a matriz quadrada satisfaz à sua equação característica. Se A é uma matriz n X n é (7. A demonstração baseia-se no teorema 3. O teorema de Cayley-Hamilton TEOREMA 7. pg.2et. Na forma matricial o sistema pode escrever-se Y'(t) = A Y(t).A) = À" + c.20) Demonstração. 73 (1966).

AI.L Multipliquemos ainda as equações (7.'c.22) A. Os termos do primeiro membro anulam-se e obtemos . Esta operação é possível porque (7.A/.l..A) L .22f obtemos a relação (7. Aplicando isto em (7 . Uma vez que det {.24) J..).A/.I.A."Bn-1 +L J."l +L J. a equação (7. A ideia da demonstração consiste em fazer ver que também é válida quando À se substitui por A. Deste modo.A)= (J.•B.Sistemas de equações diferenciais 229 .A/~ Apliquemo& esta fórmula .AI.25) sucessivamente por A".A.25) B0 - AB1 = c1 I -AB0 = c0I. cada elemento de Cal (. Excepto para um facto r ± I. em cada uma das quais podemos igualar os coeficientes de potências semelhantes de . Os elementos da matriz Cal (. ••• .)l. = f(J.[.com A substituído por =/{.A){ Cal(). l e adicionemos os resultados.A/./. k=O onde cada coeficiente Bk é uma matriz n X n corri elementos escalares.A de ordem n. Por conseguinte n-1 (Cal(J.A em (7.'(Bk-1k=l n-1 AB. A. cada tal complemento algébrico é o determinante de uma matriz l)lenor de .)I k=O n-1 o qual pode de novo escrever-se na forma (7.24) é equivalente a n' equações escalares. Esta equação é válida para qualquer real .A) são os complementos algébricos de .1.A/.A)}•. é um polinómio em À de grau :5n.21) escreve-se (7.A)}'= LÀ'B.I.I + c.I. A".A) e consequentemente de {Cal (.23) (ÀI .A)}' =f(J.24) obtemos as equações Bn-t =I Bn-2 ---:- ABn-1 = cn-tl (7.A).AB0 = J. k~l n-1 Igualando agora os coeficientes das potências iguais de .

12. (O teorema de CayleY-Hamilton pode auxiliar na resolução).20A A' = = + 12/. 20A + 12/).168A + 1081. (b) Calcular e".20A' + 12A = 9(9A' 61A'. A=[: ~l 0 2.26) resulta também A(A'.20A' + 12A Também se pode utilizar para exprimir A-' como um polinómio em A. A matriz A = : [ ~ ~J tem como polinómio característico - 3 f(À) =(À.9A' + 20A - 121 = O.230 Cálculo Está pois demonstrado o teorema de Cayley-Hamilton. Cayley anunciou que o teorema era verdadeiro para qualquer tipo de matrizes. cost . A=[~ . -sent cos t . A= [-Io ~l . 7-12.6) = À 9À' + 20À.d 3. Esta equação pode usar-se para exprimir A 3 e todas a potências superiores de A em função de /. Nota: Hamilton demonstrou o teorema em 1853 para uma classe especial de matrizes. . 5 4 O' EXEMPLO. temos A'= 9A'. (a) exprimir A-1 .9A + 201) ~ 12/.Exercícios Em cada um dos Exercícios 1 a 4.2)(À.A=[: 5. mas não apresentou qualquer demonstração. e obtemos A-• = h(A' . A e A'. A2 e todas as potências superiores de A como· uma combinação lin~ar de I e A.I)(À. (a) Se A = [ -I IJ O ~l eC_. Por exemplo.9A + 20/).26) A' . O teorema de Cayley-Hamilton estabelect que A satistaz à equação (7. provar que = [ ~l sentl 4. De (7. 9A' . I. Alguns anos mais tarde.

A'. Calcular a dCrivada de eA(I) quando A(t) = [: . A.1• Resulta que cada uma das potências superiores An+l. A 2 . ••• . pode também exprimir-se como uma combinação de/..Sistemas de equaçoes diferenctais 231 (b)" Determinar_a fórmula_ correspondente para elA quando A· = [ a . tkA.. Em cada um dos Exercícios 8. tkA 2 . . • •:-. A. pressO!como um polinómio em A da fornu n-1 é'= 2. · Método de Putzer para o cálculo de •"' O teorema de Cayley-Hamilton mostra que a n-ésima potência de qualquer matriz A.1• Portanto.provar que -h a b] ~ ~ e''''~ eF(e'~ 7. 1 1) 6. a. Se A = [: : :]. 7.. nas séri_es infinitas definindo etA. a derivada de eA(t) é eA(t)A'(t). se pode exprimir como uma combinação linear das p'otências inferiores I. ] e mostrar que o resultado não é igmil a nenhum dos dois produtos eAt•lA'(t) ou A'(t)eA<•>. An. b reais. A=[: : IL SeA = [~ -I J o O ~]·exprimir e•A como uma combinação linear de/. An+z. Se A(t) e uma função escalar de t.. (a) calcular A 11.27) k=O . Se F(t) [: '].. eBe·\ eA+B quando A = [: :] e8= [~ -~] e observar que ostrês resultadossão distintos. . ••• . A. A. lO.comx~ch ey~sh x' Y 2 I L y' xy x' nem sempre é verdadeira para as expo- 13. e exprimir A 3 em função de/. cada termo tkAkJ k! com k ~ n é uma· combinação linear de tkJ. provar que eA = O I [=y x: ~y]. 9. q. n X n. (7. A2 • (b) Calcular •"'· 8.(t)A'. tkAn-l_ Por conseguinte pode pensar-se que é~ possa ser ex .13. A 2 . Calcular cada uma das matrizes eAeB. An. Este exemplo mostra que a equação eA+B = eAeB nenciais de matrizes. . 12.

n X n e defina-se uma sucessão de polinômios em A do modo seguinte: (7.(A) =TI (A. nomeadamente. . este sistema particular tem uma matriz triangular c as soluções podem determi?tar-se de forma sucessiva..29) não exprime. k-0 Observe-se que F(O)= <.29) ....(t) funções esGalares definidas por (7.(A).. . e'A = I r•+>(t)P. .(t) = Â.31) F( I) = I rk+ 1(t)P.. Nota: A equação (7 .(A). :.. Estes polinólnios calculam-se facilmente desde que os valores próprios de A estejam determinados.. (k = 1. por definição O.30) são de cálculo fácil. k=O onde os coeficientes escalares r 1(t).Âmi).232 Cálculo onde os coeficientes escalares q. . Demonstração. ·k=O • k=O onde r0 (t) é. m=l fl-k k para. . Pn_ 1(A). n. .(A) =I {r..(t). .. n .28) P 0(A) =I.(t) em (7 . Àn os valores próprios de uma matriz A. 2.30) obtemos fl-1 fl-1 F'(t) =I r~1(1)P.(t) + Âwrw(t))P. erA directamente em potências de A.(t) dependem de t. 2. TEOREMA 7 . Derivando (7. P..(A). . mas como uma· combinação linear dos polinómios P 0 (A).. Putzer desenvolveu dois métodos úteis para exprimir etA como um polinômio em A.(t).1). como se indica em (7.(A) = I. .r. (7. Provaremos que F(t) = e"'.27). Embora isto exija a resolução de um sistema de equações diferenciais lineares. provando que F satisfaz à mesma equação diferencial que e<A. P 1(A). F(t) = AF(t). Também os coeficientes r 1(t)•.. Então tem-se (7.(O)P. À igualdade anterior podemos dar a forma ..(O) = 1. . Sejam À.30) r. . .31) e utilizando as fórmulas de recorrência (7. k = 1. Sejam r. rn(t) são determinados por recorrência a partir do sistema de equações diferenciais lineares r. r.30) e seja F uma função matricial definida por n-1 (7.9. O teorema que a seguir se indica descreve o mais simples dos dois métodos. r .

temos que resolver o sistema.(A) vem F'(t}. Exprimir erA como uma combinação linear de I e A.2 = À.l. da qual resulta F'(t) = AF(t).--::"cemas de equaçoes diferenciais fl-2 233 F'(t) = ~>w(I)Pw(A) k=O +k=O Àwrw(t)P.l}F(t) .de equações di- r. I.l.. Escrevendo ferenchiis À1 = . sendo A uma matriz 2 X 2 com ambos os valores-próprios iguais a À.F(t) =(A.l.(O) = 1.I)F(t) = AF(t} - l. Resolvendo sucessivamente estas equações diferenciais encontramos r 1(1) = e".I)P. O teorema de Cayley-Hamilton implica que P.28) vê-se que Pk+o(A) =(A. 1 11-1 e substituindo-lhe À ..(A) =(A..~À h+ . r._..(A) + (1>+1 - lJP. Uma vez que F(O).7) mostra que F(t) = etA. EXEMPLO I.Àk+ol)Pk(A). k=O = (A .(A)}. r 2(1) = te".l}1r>+1(t)P.f(t) = 1 ~.l.(A). F'(t).l.l.F(t) = O.(t)Pk(A) obtemos a igualdade (7. r. Resolução.F(t).\. Àr1(t).r.(t)P. r 2(0)=0. pelo que Pw(A) + (lw - lJP.(A) = (A .(A) = (A Por conseguinte a equação (7 .I){F(t).F(t) = 1 rw(t){Pw(A) .r ..lwl}P. n-2 + (Àw. .l.. Mas de (7. o teorema da unicidade (teorema 7.l.(t) = Àr2(t) + r 1(t).(A)..32) escreve-se n-2 . pelo que a última equação = (A .(A).(A)} .(t)P.(t) .32) F'(t)..)P.l.

34)·serão reais.-p.e I J.. . Os termos contendo i anulam.{Jt (A - "I .p ~ p. à Resolver o Exemplo I se os valores próprios de A são e p. = " + i{i' Então à .{(fi cos {Jt -o: sen{Jt)I {J . ·.=e<-i{J. + sen {Jt A}.pt (A - e<l .t serão também números complexos. Visto que P0(A) ~ I e P. 2if3 pelo que a equação (7 .34) vem = e«'( e1P1I + e'P' ~/-.(A) ~A . .I) J.. +e e_Pt A.-p. = e". os exponenciais e.t.t)I + te"A. .(t).. p são números complexos. Mas se À e p forem complexos conjugados.r1(1). Por exemplo.AI. As suas soluções são dadas por eAt . p. Se os valores próprios .J.. .(t) = w.-p.AI. r 1(0)=1. J.-p.H = e"I +e H .33) EXEMPLO 2.i{JI)) = e••( (cos {Jt + isen {Jt)l + se. à I e P. os escalares multiplicando I e A em (7. r 1(1) r 2 (1) = ePt J.J.34) etA e<A é . a fórmula pedida para (7.p.t At e .:. _ut = ). r.... suponhamos ).se e resulta (7. Neste caso o sistema de equações diferenciais é r.(t) = J. com *I"· Resolução.~ (A .AJ e ep. a fórmula pedida para e<A é e'A = e" I + te"( A - ÀI) = e"(l . {J"" o.(A) ~A.(t) + r.234 Cálculo ~ Posto que P0(A) (7. r 2(0)=0.i{JI))..35) e'-"' = .

e (c) quando A tem dois valores próprios diStintos e um deles precisamente com multiplicidade I.t.10. Outros métodos para calcular e« em casos particolares O método de Putzer para exprimir etA como um polinómio em A é completamente geral. temos é'= e"'e'<A-m =(e"!) k=O ' L . ••• .37) F(t) =I e"'L. 2. n .. Se A é uma matriz n X n com todos os valores próprios iguais a À. TEOREMA 7 . devido a ser válido para qualquer matriz quadrada A.(A-).14. Um método geral contudo nem sempre é o mais conveniente para ser usado em determinados casos particulares. i*k Nota: Os polinómios Lk(A) chamam-se coeficientes de interpolação de Lagrange.Sisremas de equações diferenciais 235 7. Se A é uma matriz n X n. k! ~ I O teorema de Cayley-Hamilton implica que (Á .(A). À 2. (b) quando todos os valores próprios de A são distintos. . Nesta secção vamos apresentar métodos mais simples para o cálculo de e1A.37) vemos que . n. com n valores próprios distintos ../) permutam. e o teorema está demonstrado.(A) k=l n e verificamos que F satisfaz à equação diferencial F( I)= AF(t) e à condição inicial F(O) = /.(A) = i=l fr para k = 1.)./)k = O para todo k i. Àn então tem-se e'A =I e"'L.!)'.). k=l n onde Lk(A) é um polinómio em A de grau n. TEOREMA 7. então tem-se (7. Definimos uma função matricial F pela equação (7... Demonstração. . De (7 .li..!.I dado pela fórmula L.. em três casos particulares: (a) Quando todos os valores próprios de A são iguais. Uma vez que as matrizes Àl[ e 1(A . I i.36) Demonstração.

Àk/)Lk(A) = Ô para todo k.!"I= A .M)•-•.<I)• +e" . k! k=O k=O n-2 + e'·' " k! (A !.)(A . na -forma rmita. O primeiro membro é O pelo teorema de Cayiey-Hamilton. Usando esta relação repetidamente encontramos . TEOREMA 7 . mediante a aplição do teorema de Cayley-Hamilton. Visto que A . Calculemos agora. pelo que (A .)I encontramos (A .F'(t) = ~ e"•( A . O teorema que apresentamos a seguir trata do caso em que A tem dois valores pró- prios distintos.).)(A . k=n-l ÀI) • =e" 2:0 •~ k! t.15 está esboçada uma demonstraÇão de (7. k=l No Exercício 16 da Secção 7.À!~ (/"..U)n-I(A .~o 2: (n.J.12.J.J.(!" .I e I" multiplicidade I. pelo que F satisfaz à equação difereneial F"(t) = AF(t). então verifica-se À Demonstração..[)• .M)"-'+'. a série com Írtdtce r.38)..lO começamos por escrever rok n-2k ook é" = e"". k=l Pelo teorema de Cayley-Hamilton temos (A. L.À!)• L.236 n Cálculo AF(t) .1. k! L.!"I) = (A . Se A é uma matriz n X n (n 2: 3) com dois valores próprios distintos e I"· tendo À multiplicidade n ... a qual se escreve n (7. Para completar a demonstração necessitamos provar que F satisfaz à condição inicial F(O) = I.l)" = (!" .k (A.J.(A .M)' = e" "!.(A)..!_ (A .(A) =I .38) ~L..)..+r)! ro tn-l+r (A.J)•-•.. um dos quais tem precisamente multiplicidade I. Como na demonstração do teorema 7.À•l)L.

com À * f.I) 2 • Ordenando segundo as potências de A obtemos (7.•) (I' .. CASO I. então e'A = e"{I + t(A .(A . .vi)+ . A fórmula explícita do teorema 7. v. Se uma matriz 3 X 3.40) e'A = ( -2te' + e21 )I + {(31 + 2)e'. tem os valores próprios À./)(A .Sistemas de equações diferenciais 237 t ~i! Deste modo a série em r vem 'i-' r=O L (n. Chegados a este ponto podemos calcular (A -I)' ou A' e efectuar as operações indicadas em (7.' -A) - ~ 2 (A.pi) e +e . tem valores próprios distintos f.vi) .39) ou (7. A.((t + l)e'.À)'( A - ur1 = 1 Loo k=n-1 lk (I'. 2 e portanto a fórmula do Caso 3 dá-nos (7. Porque o caso 3 X 3 aparece mU:itas vezes na prática.39) e'A =e'{I+ t(A.2e21}A. A. 7. então + t(A - U)} + eJlt (f.1 + r)! a:> tn-t+r <P .e')( A . A.À){p ./) 2}.U)2 . As fórmulas explícitas dos teoremas 7. mas os pormenores são mais complicados. Se uma matriz 3 X 3.12 pode também ser deduzida por aplicação do método de Putzer.12 servem para quaisquer matrizes em que n ~ 3. I. (À .I)} +(e".'. as fórmulas para este caso são apresentadas a seguir para maior comodidade de utilização.J'(A - ut-1 o que completa a demonstração. CASO 2.p)(Â . À.À)n-1 k! {f< . então e tA =e "(A .U)(A .e"} A'.I)2 • f' . e'A = e"{I f.J. Se uma matriz 3 X 3. À. À.pi)(A ..10.40) para escrevermos o resultado como uma matriz 3 x 3. tem valores próprios À.U - _t_e.11 e 7. Calcular e« quando A = [~ -~ 1 - Resolução: Os valores próprios de A são I.J.'. (A .•) (v .À)(• .Àl) + ft'(A . (A .J.'.J.À EXEMPLO. H CASO 3.I) 2 te'(A.p) À.

A~[. (h) DCterminar a fórmula correspondente se A for uma matriz 4 X 4 com todos os valores próprios iguais a À. -6 Y(O) ~ [~]. Em cada um dos Exercícios 8 a 15. A ~ [~ -~l Y(O) 10. 4. o -I A~ A~ o o 4 3. A ~ [ O ~1. o ~ [:]. O -6 -11 -6 l ~ l "-l: À. -(1 + 4)e' + 4e'' -(1 7. o 13. o {] . :l 2 o o 3 o o ~· 7.15. sugcito à condição inicial dada 8. Y(O) 11. exprimir etA como um polinómio em A. Y(O) ~ [:]. A~[: -1 o -I A~ [ o 5. A [~ ~ ~~ : l ~ -J Y(O) [ ~ [:J 9. (a) Uma matriz A. I. ·2. resolver o sistema Y'=AY. 3 X 3. A~[: ~l O ~ [:J Y(O) 12. [5 -2] . A ~ [-~ -1 2 -6 -11 " A { ~ J Y(O • ~ <> A ~ li ~l Y~) p -2 =:].238 Cálculo -21e' +e" eu= [ -2(1 - (31 + l)e' + 2e" 2(1 + 2)e' + 4e" + 2)e' (31 + 5)e' (31 + S)e' - 2e'' 4e'' Se" + l)e' + e''] -(1 + 2)e' + 2e'' . A~ -5 [ -15 7 3] . Exercícios Para cada uma das matrizes dos· Exercícios I a 6. tem todos os seus valores própiios iguais a Demonstrar que e'"' !e"((.12 t 2 - 2Ãt + 2)1 + ( -2ÃI 2 + 2t)A + 2 2 1 A }. [I2 -12] .

k=l Provar que p(. Este exercício esboça uma demonstração da Equação (7. À.I que satisfaz às n equações p(!.16. /_.). Sistemas lineares não homogéne~ com coeficientes constantes Consideremos em seguida o problema de valor inicial não homogéneo (7.L. Ãn são n escalares distintos..(!. . n. Aqui A é uma matriz constante n X n.*k i=l onde À 0 • • .AY(t)} = e-tAQ(t). . (a) Provar que :' (b) Sejam Yn .) = iy. 239 '. Podemos obter uma fórmula explicita para a solução deste problema pelo mesmo processo usado para tratar o caso escalar.k= 1Lk(Ã) =I para todo e verificar que para toda a matriz quadrada A se tem onde I é a matriz identidade._ {! é uma função vectorial· ndimensional (considerada como uma matriz coluna n x I) contínua em J. .42) e-tA{Y'(t). Seja Lk(. . .41) pela matriz exponencial é-tA e escrevemos de novo a equação diferencial na forma (7. 7. .l) é o único polinômio de grau ~ n.11. para k = I.~ ~~ Sistemas de equações diferenciais .....41) Y'(t) = A Y(t) + Q(t).I definido pela equação L. um intervalo J. (c) Provar que I.:l) um polinômio em À de grau n.(!. e seja p(!.~:teorema 7.. Multiplicamos em primeiro lugar ambos os membros de (7. 16. 2. e a é um ponto dado de J.38) utilizada na demonstração do .) = y..)= Tr . Y(a) = B. Yn• n escalares arbitrários.

De acordo com o teorema 7.. obtemos Multiplicando por guinte. Se A é uma matriz constante n X n e Q uma função vectorial n dimensional contínua em J.13 com um exemplo. +co). em que A= r~ 2 -: -:].42) é a derivada do produto e~tA Y(t). Portanto. O segundo termo é a solução do problema não homogéneo Y'(t) = AY(t) + Q(t). Ilustramos o teorema 7. no intervalo (-co. Y(a) ~ B. Observe-se que o primeiro termo. a dificuldade de aplicação desta fórmula na prática reside rio cálculo de exponenciais de matrizes. com x E J.13. se integramos ambos os membros de (7. EXEMPLO I.240 Cálculo O primeiro membro de (7 . Y(a) = B. é a solução do problema homogéneo Y"(t) ~A Y(t).44) Y(x) = e"A J: e~tAQ(t) dt J: e<•~<>AQ(t) dt. tem uma solução única em J dada pela fórmula (7. Resolver o problema de valor inicial Y'(t) = AY(t) + Q(t).43) Como no caso homogéneo. 1 3 Q(t)= [e~']· te" B = [:]. Y(a) =O.13. exA obtemos a fórmula explicita (7.43) que aparece no teorema se- TEOREMA 7.42) de a a x. O Resolução. = . a solução é dada por (7. Y(O) = B. e<x-a)AB. então o problema do valor inicial Y'(t) = AY(t) + Q(t).

t Integrando.-t>AQ(I) = e21 '-"{1 nesta fórmula para obtermos · e(x-l)A. + ie2x - i -:.IJ O t(x .21)2 e2 " [ !e'•-t-x-x'] O -.. Z' (1) = AZ(I) + Q(t).ix fx2 As linhas desta matriz são as funções pedidas 7. !éx - !x - !x 2 - }x 3 Uma vez que se tem A-21= O ro -1 1 I l2 encontramos -:J e (A . para obtermos exA = e 2'{1 = + x(A..21) }Q(I) = e'• O +(A.14. y.'~· *'í~ '!!. e 2'1e-" .2/)e" I 1] [ [ x . Deste modo o 2 + (x.t) .t) + l(A- 2I)'e2' [e'•e-" - 2(x O 1) . Seja Z uma so~ução do sistema não homogéneo y. 2 e 4.I)(A. y.21)2 .17. -.2(x..f - .21)} + !(e'• .Sistemas de equações diferenciais ~ Os valores próprios·de A são 2.1) - 1](A.l)(A . Para calcular 241 exA " usamos a fórmula do caso III.· ~ .1J . vem Y(x) =i" e'•-t>AQ(t) dt = e'•[ ~ ]· + 2/)e'•[t~'] tx' .44) é e'. Exercícios I.e'')(A.t l . tx' (A _ + _!(A 4 .2/) + He'1• .21) }.21(x . 2 Secção 7.1 2/) Podemos substituir x por x integrando em (7.2x .!xe''(A 2 e2 '{1 + x(A .2/) + t(e2 ' . .21) = [ 2 -~ o o o -~l = e"'[-::: : :: :: : :::] .

Usar o método sugerido pelo Exercício 3 para determinar uma solução do sistema não homogéneo Y'(t) = AY(t) + e:e~C.8) +e"' 8. (b) Se a não é um valor próprio de A. Frequentemente dispõe-se de outros métodos para determinar uma solução particul~r Z(t) que se assemelha à função dada Q(t). com valor inicial Y(a). S. je{x-a)A- [fA. (a) Sejam A uma matriz constante n X n.242 Cálculo num intervalo J. 2. Provar que a solução do sistema Y' (I) = A Y(t) em (~co. Se a solução particular Z (t) assim obtida não tem o valor inicial pedido. 4. +oo) é dada pela fórmula (b) Se A é não singular.A )B = C. Provar que existe unicamente uma solução do sistema não homogêneo Y' (t) = A Y(t) + Q(t) em J. 3. . Y(a) = B. Os exercícios 2. Sejam A uma matriz constante n X n. 3. Q(t) = e"'C.Z(a)). a qual é dada pela fórmula Y(t) = Z(t) + e<t-a>A{ Y(a) . com C e D vectores constantes. tem uma Soluçãe ~·t) = = eat B sé. (c) Se a não é um valor próprio de A. Sejam A uma matriz constante n X n c B e C vectores constantes n-dimensionais e m um inteirf'l positivo. (a) Provar que o sistema não homogéneo· Z'(t) = AZ(t) + eat c. B e C vectores constantes n-dimensionais e fr um escalar dado.1 • ~l C= Gl B = [:} a= O. onde 8 = (<>1-A)-' C. 8 e C vectores constantes n-dimensionais. e só se. com Y(O) ~ GJ. mostrar que o integral da alínea (a) tem o valor (c) Calcular Y(x) quando A= -1 [ -2 . 5 e 7 indicam tais métodos para Q(t) = C. (a/. com valor iniciiil Z(a). modificamos Z(t) como indicámos no Exercício I para obter outra solução Y(t) com o valor inicial pretendido. + C. Q(t) = tmC. e Q(t) = (cos at)C + (sen at)D. provar que o vector B pode sempre escolher-se de maneira que o sistema em (a) tenha uma solução da" forma Z(t) = earB. provar que toda a solução do sistema r·(c) = AY(t) + ea' C tem a forma Y(t) =e" ( Y(O) .

Provar que o sistema não homogéneo Y'(t) = AY(t) + (cosat)C + lsenat)D. 7. . Bm para uma tal solução. Determinar os cOeficientes 8 0 . tem uma solução p_articular da forma Y(t) = (cos at)E + ísenat)F. o veCtor inicial 8 pode seffipre ser escolhido de tal maneira que o sistema tem uma sólução da forma indicada. se e só se I C=. Sistemas de equações diferenciais 243 ·i (a} Provar que o sistemà não homogéneo Y'(t) =A Y(t) + tmÇ. Sejam A uma matriz constante n x n.Yz· (b} Determinar uma solução do s!s(ema com y. C para uma tal solução. (a} Determinar uma solução particular da forma Y(t) = 8 0 + t8 1 + t 2 Bl + t 3 8 3 • (b} Determinar uma solução do sistema com y. Y(O) =· B. Bm são vectores constantes. Y(O) = B. ••• . tem uma solução particular da forma onde 8 0 . 8 1. Observar que se A 2 + a 2 l é não singular. = 3Jt + y.1 Am+lB. 8. + 2y. (a} Determinar uma solução particular do sistema não homogéneo Yi Y2 = y1 + 3y2 + 4sen2t = = Yt.- m.(O) y 2 (0) = I. Determinar E e F em função de A. com E e F vectores constantes. 6. + t' y.*' ~ i f. provar que o vector inicial B pode sempre escolher-se de maneira que o sistema dado em (a) tenha uma solução da forma indicada. B. Considere o sistema não homogéneo y. + t'. (O)= y 2 (0) = l. (b) Se A é não singular. ••• . se e só se (A'+ a'l)B = -(AC + aD). C. 8. = 2y. D ve_ctores constantes n-dimensionais e a uma número real dado diferente de zero. 8 1.

para obtermos e-··""'Y(x). em que a ex são pontos de J.45) Y'(t) = P(t) Y(t) + Q(t).45) por e-A(<). um teorema geral de existência e unicidade que demonstraremos mais adiante diz-nos que para cada a em J e cada vector inicial 8 existe precisamente uma solução para o problema do valor inicial (7 . A~ [ 2 -1]· -3 Q(t) 7e' [ -3e' + 12 27] • 12.e-A<aJY(a) = J: e-"'"'Q(t) dt.18. O primeiro membro é a derivada do produto e-A(<) Y(t). Y(t) são matrizes coluna n X I. . -3 Y(O) ~ ~ GJ Q(t) ~ [.46) e-··""{Y'(t) .244 Em cada um dos Exercícios 9 a 12. No caso escalar (n ~I) a equação diferencial (7. Consequentemente podemos integrar os membros de a a x. Y(a) = B.45) pode resolver-se do modo seguinte: Seja A (x) ~ f§P(t)dt e multipliquemos ambos os membros de (7 . n x n. Voltamos agora ao caso mais geral (7.J [ í~i • --4.} ~ Y(O) [:J Y(O) ~ 11. O teorema 7. não é necessariamente constante. A~[-: =~ =l Q(t) ~ [~l ~ Y(O) ~ [ -:l 1. A~ 4 [ -2 -5 l -5 10.42 7. Nesta secção utilizamos este resultado a fim de obtermos urna fórmula para a solução.13.13 dá-nos uma forma explícita para a solução do sistema linear Y'(t) = AY(t) + Q(t)..P(t) Y(t)) = e-"'"'Q(t).45).J. A~ [ :r -1]. Se P e Q são contínuas num intervalo aberto J. resolver o sistema não homogéneo Y'(t) subordinado ·à condição inicial dada = Cálculo AY(t) + Q(t) 9. onde A é uma matriz constante n x n e Q(t). O sistema linear geral Y"(t) P(t)Y(t) + Q(t) Y(a) = B.. escrevendo a equação diferencia] na forma (7. onde a matriz P(t).0-º. generalizando o teorema 7.

F(a)Y(a) =f: F(t)Q(t) dt. Infelizmente esta fórmula de derivdção nem sempre é verdadeira quando A é uma fun-: ção matriciaL Porexemplo. Feito isto a última equação dá-nos {F(t) Y(t))' = {F'(t) + F(t)P(t)} Y(t) + F(t)Q(t).12). Por conseguinte torna-se necessário modificar o raciocínio para generalizar a equação (7. n X n. Adicionemos agora F'(t) Y(t) a ambos os membros a fim de transformarmos o primeiro membro na derivada do produto F(t) Y(t). além disso. a matriz f(x) é não singular.<<•> J: e-A<"Q(t) dt.46) é a derivada do produto e-A(t) Y(t). Se podemos escolher a matriz F(t) de tal maneira que a soma {F'(I) + F(t)P(t)} no segundo membro s.eja a matriz nula. .47) eA(x) obtemos a fórmula Y(x) = _. não especificada. obtemos a fórmula explkita (7. F(t). Neste ponto servimo-nos do facto de que a derivada de e-A(tl é -P(t)e--A(1l.Sistemas de equações diferenciais 245 Multiplicando por (7. Integrando de a a x obtemos F(x)Y(x). A única parte deste racioCínio que não se aplica de imediato a funções matriciais é a afirmação de que o primeiro membro de (7.éfalsapara. Esta é uma generalização da fórmula escalar (7. No caso escalar isto é uma consequência da fórmula de derivação de funções exponenciais: Se E(t) = eA"'. 1 Se. Resulta a relação F(t) Y'(t) = F(t)P(t) Y(t) + F(t)Q(t). O processo funcionará" se pudermos determinar uma função matricial F (1). que satisfaça à equação difc.<<•>e-A'•'Y(a) + _.47) ao caso matriciaL Admitamos que multiplicamos cada membro de (7.48) Y(x) = F(x)-'F(a)Y(a) + F(x)- J:F(t)Q(t) dt.45) por uma matriz n X n. A(t)= [~ ~]-(Ver Exercício 7 da Secção 7 .afunçãomatricial2x 2. então E'(t) = A'(t)eA"'. a última equação simplifica-se para {F(t) Y(t)}' = F(t)Q(t).rencial matricial F'(t) = -F(t)P(t) t: seja não singular.47).

Aqui P(x)• representa a transposta de P(x). Demonstração. TEOREMA 7 .49) F'(x) = -F(x)P(x) em J com o valor inicial F( a)= I. com valor inicial G(a) =I. Seja G(x) a matriz n x n cuja coluna de ordem k é Y.14 é dada na Secção 7. admite em J uma solução que é um vector n-dimensional.49) com valor inicial F(a) ~ /. TEOREMA 7. Acresce ainda que F(x) é não singular para todo o x deJ. n X n. Tomemos agora a transposta de cada membro de (7.(x) em J com vector inicial Yk(a) = lt. contínua num intervalo aberto J e se a E J e B é um vector n-dimensional dado. vez de uma matriz coluna. Y(a) = B. Ainda a função incógnita está multiplicada à direita por . Dada uma função matricial P. obtemos {G'(x)}' = -G(x)'P(x). (7. o sistema linear homogéneo Y'(t) =A(t)Y(t).15. contínua um intervalo aberto J.45) com Q(t)~ O.50) G'(x) = -P(x)'G(x) em J. onde Ik é a coluna de ordem k da m·atriz identidade /. Se A(t) é uma fu~ão matricial n X n. n X n. Uma vez que a transposta de um produto é o produto das transpostas por ordem inversa.21. existe uma função matricial F. excepto que.246 Cálculo Observe-se que esta equação diferencial é muito semelhante à equação diferencial original (7. e dado um ponto qualquer a em J. A demonstração dependerá do seguinte teorema para sistemas lineares homogéneos. Também a transposta da derivada G. Com auxílio deste teorema podemos demonstrar o seguinte.' é a derivada da transposta G•. Seja Y. Então G satisfaz à equação diferencial matricial. que satisfaz à equação diferencial matricial (7.a função desconheci<!a F(t) é uma matriz quadrada em.14. Portanto a matriz F(x) ~ G(x)• satisfaz à equação diferencial (7.(x) uma solução vectorial da equação diferencial Y~(x) = -P(x)'Y. . n X n.50).P(t) em vez de o estar à esquerda por P(t). Provaremos a seguir que a equação diferencial para F tem sempre uma solução não singular.(x). A demonstração de 7.

16 proporcione uma fórmula explícita para a. Seja H uma função matricial n X n. + F(x)-1 f: Y(a) = B. pelo que H(x) é a inversa de F(x). Na secção seguinte vamos analisar um método por séries de potências que algumas vezes é usado de preférênci .F(x)P(x)H(x) = O para todo x em J.. em J. Os resultados desta secção podem resumir-se no teorema seguinte: TEOREMA 7. . na resolução de sistemas lineares hOmogéneos. A determinação de F exige a solução de n sistemas lineares homogéneos (7. em J é dada pela fórmula (7.Sistemas de equações diferenciais 247 Demonstremos agora que F(x) é não singular construindo a sua inversa. a solução do problema de valor inicial (7.solução do sistema linear geral (7.. P. Y(a) =I. e uma/unção vectorial n-dimensional Q. A matriz F(x). Completamos assim a demonstração do teorema.53).16. Deste modo o produto F(x)H(x) é constante.. H(a) =I. Embora o teorema 7. F(x)H(x) = F(a) H(a) = /. O produto F(x)H(x) tem a derivada F(x)H'(x) + F'(x)H(x) = F(x)P(x)H(x) . a coluna de ordem k de/. Então H satisfaz ao problema de valor inicial H'(x) = P(x)H(x).. é a transposta da matriz cuja coluna de ordem k é a solução do problema de valor inicial (7. n x n.53) • y'(x) = -P(x)'Y(x). ambas contínuas no intervalo aberto J.51). onde h é a coluna de ordem k da matriz identidade I. a fórmula nem sempre é útil para o cálculo da solução devi-.52) Y(x) = F(x)-'Y(a) F(t)Q(t) dt.51) Y'(x) = P(x) Y(x) + Q(x). do à dificuldade criada pela determinação da matriz funcional F. Dada uma função matricial n X n. cuja coluna de ordem k é a solução da equação diferencial Y'(x) = P(x) Y(x) com valor inicial Y(a) = 1.

Resolvendo estas equações sucessivamente encontramos Bk = .B. Y(O) = B. •••• Se a série de potências resultante para Y(x) converge em algum intervalo {xl <r.54 no interva· lo{xl <r. ••• . A2 . se A (x) é uma matriz constante A. o vector inicial prescrito. • • • • • Uma vez que Y(O) 8 0 . (k + I)Bk+ 1 = AB• para k ~ I.55) (k + I)B>+ = r=O IA.}. obtendo o seguinte sistema de equações: = (7. Y'(x) = A(x) Y(x). Consequentemente a série solução neste caso escreve-se . . A1 .19..55) se escreve B1 = AB. Consideremos um sistema linear -homogéneo (7.A•s k! para .. + · · · + x'A• + . B" B 1 . n X n. r. pelo que o sistema de equações (7 .= B.. Tentemos encontrar uma solução em forma de série de potências Y(x) = B 0 + xB1 + x2B 2 + · · · + x'B• + · · · . onde os coeficientes A 0 . Estas equações podem ser sucessivamente resolvidas relativamente aos vectores 8 1 . então Y(x) será uma solução do problema de valor inicial 7.. Para determinar os restantes coeficientes substituímos a série de potências para Y(x) na equação diferencial e igualamos os coeficientes dos termos de igual grau._. com os coeficientes vectoriais 8 0 ..248 Cálculo Lembramos ao leitor. são matrizes n X n dadas. admite um desenvolvimento em série de potências de x convergente em algum intervalo aberto contendo a origem. seja A(x) = A 0 + xA 1 + x'A. 7. o qual ainda não foi demonstrado.14. Resolução de sistemas lineares homogéneos por-intermédio de séries de potências.16 se baseia na do teorema 7. onde r= min {r. no qual a matriz dada A(x). Por exemplo. uma vez mais.k' I • <::. 1 k para k = I. 2.54). o teorema de existência para sistemas lineares homogêneos.. . B 2 . então A 0 =A e Ak =0 para k ~ I. que a demonstração do teorema 7.. a condição inicial será satisfeita tomando 8 0 .. para JxJ < r1 .!.

Sejam Q(r). "':<_ 00 k e"AB. +oo). Sejam A (t) uma função matricial n X 1. onde A é uma matriz constante n X n e r um inteiro pOsitivo. Supôr que n Xn CE(l) = eA(II. provai" que o problema de valor inicial Y' (1) = A' (1) Y(l) + Q(l). E'(l) = A"(1)E(1).k.ralo J.. Provar que E'(t) = A'(t) E(l) em ( -oo. (a) Seja A(t) = t'A. ambas contínuas num inter. AkB = k=l . Mostrar que a solução se pode escrever 3.. Y(t) e B malriz. seja A(l) = r=O I t'A. Seja E(t) = eA(I). onde q(x) = fjp(l)dl.1 l!f" \}\ .":_\c t~:. a= O. sendo os coeficientes permutáveis A .As= A .Sistemas de equações diferenciais 249 Y(x) = B + L. 2. e Q(x) =·xc. Exercícios 1. tem a seguinte solução em J: 4. Seja puma função real e Q uma função matricial n X I. 7. p(x) = 2x.20. Y(a) = B. +oo). Este exercício mostra exemplos de funções rna~riciais A(t) para os quai!. Y(a) = B. Considerar o caso especial do Exercício 1 no qual A é não singular. (c) Resolver o sistema linear homo_géneo .es coluna E' (1) = A' (t)E(I) num intervalo aberto J. Seja A uma matriz constante n X n. (b) SejaA(t) um polinómio em t com coeficientes matriciais. Se a E J e se A' e Q são contínuas em J.. Provar que o problema de valor inicial Y' (x) = p(x)A Y(x) + Q(x).!f r para quaisquer r e _s. com C um vector constante. Provar que E\1) = A"(I)E(I) em ( -oo. Isto está de acordo com o resultado anteriormente obtido para sistem!!S com coeficientes constantes. tem a solução Y(x) = eo:lxlA B + eoü:IA J: e-o:<tlAQ(t) dt em J.

250 Y'(t) ~(I+ tA)Y(t). e G. Caqué em 1864.ç. mediante um descnvolvfmento em série. Desenvolver um processo para resolver.. Demonstração do teorema de existência pelo método-das aproximações sucessivas Vamos ocupar-nos em seguida da demonstração da existência e unicidade de uma solução para qualquer sistema linear e homogéneo.(-l)'x''A') (2k)! B + ( xi +L. Provar que o sistema tem a solução seguinte. Y(x) ~ ( I+ L. Toma-se como tal o veétor inicial B dado. 6. O . 7. Suponhamos que a função matricial n X n. Foi mais tarde estendido ao estudo de equações lineares de ordem n respectivamente por J. O método foi publicado pela primeira vez por Liouville em 1838 em ligação com o estudo das equações diferenciais lineares de segunda ordem.21.56) Y'(t) = A(t) Y(t). alguns autores citam-no como o método de Picard. mas também se usa em alguns-. Em 1890 Emile Picard (1856-1941) generalizou o método de modo a abarcar também as equações diferenciais não lineares.casos parà obter as aproximações numéricas das soluções.. Reano em 1888.. L. (7. Y'(O) =C. contínua num intervalo aberto J. . Y'(t) = A(t)B. com Y(O) = B. A(x). ·Em reconhecimento às suas contribuições neste d~mínio. onde A é uma matriz constante n X n. em que A é uma matriz constante n X n. com Y(O) ~ B.56). Y'(O) =C. um método iterativo aplicável igualmente em muitos outros problemas. Substituirmos em seguida esta solução no segundo membro da equação e obtermos uma nova equação diferencial. O interesse do método é não somente teórico. . +co). embora tal não seja indispensável..método começa com uma suposta solução da equação (7. onde A (t) é uma função matricial n X n. Consideremos o sistema de segunda ordem y-(x) + AY(x) =O. (Zk k=l . Y(O) ~ Cálculo B no intervalo ( -ro. Fuchs em 1870. k=l . Utilizaremos o método das aproximações sucessivas. em for~ ma de série. o seguinte sistema linear homogéneo de segunda ordem: Y"(x) ~ A(x) Y(x). Provaremos que para qualquer ponto a em J e cualquier vector inicial B dado existe precisamente uma solução Y(t) em J que satisfaz a condição inicial Y(a) = B. 5.(-l)'x"+1A') + I)! C convergente para -co < x < ro. admite um desenvolvimento em série de potências convergente para lxl < r.ç.

A é uma matriz constante n X n. Esta equação tem precisamente uma solução em J satisfazendo à condição inicial (a)= 8.57) Y. O nosso objectivo consiste em provar que a sucessão de funções assim definida converge para uma função limite Y. Y.58) rk+l(x) = B + t A(t) Y.. chamam-se aproximações sucessivas de Y.. Y1(x) Y2(x) = B + f: A8 dt = B + xAB.56) e resolvemos a equação resultante para determinar r. As funções Y. 1.. Este processo gera uma sucessão de funções Y0.(t) dt para k = O.(a) = 8._.. Esta equação tem uma solução única Y. onde é dada pela fórmula r(x) ~ = exAB para todo x real. (7. de J. Substituamos agora r(t) por r.. r. . onde Y0 = B e em que Yk+l se determina a partir de Yk mediante a fórmula de recorrência.(x) = 8. e assim sucessivamente. Vamos agora mostrar como pode esta solução obter-se pelo método das aproximações sucessivas. nomeadamente" r.. no segundo membro de (7 . em J com Y. Sabemos que a solução Consideremos o problema de valor inicial r'(t) = AY(t). a qual é uma solução da equação diferencial (7. r(O) = 8. com r. .. More""'''' "' ~..(x) = 8 + t A(t)r. 1 Por indução encontramos Y.. A fórmula de recorrência (7...Isw·~ r. pelo que a resolver de tmedtato pela mtegraçao de ambos os membros de a a x. Yh Y2 . ••• .-Nesta equação o ·~. .(x) = B + xA8 + tx'A'B + · · · + :! x•A•B = (%(xr~)')B. sendo x um ponto arbitrário. A hipótese inicial é Y. Substituímos então r. Y1(x) = 8 + t A(t)8 dt. . (1) no segundo membro da equação diferencial original (7 . equação se pode segundo membro não contém já_ a função incógnita. .56) em J e satisfaz também à condição inicial r(a) = 8. =B +f: AY (t)dt = B + f:(A8 + tA'B)dt = B + xAB + !x'A'B.(t) dt.(O) = 8.58) dá-nos EXEMPLO. .56) para obtermos uma nova equação diferencial Y'(t) = A(t)Y1 (t). (7. Antes de estudarmos a convergência do processo ilustramo-lo com um exemplo. 2.

Entãó podemOs escrever (7. Nesta série recorremos à norma matricial introduzida na Secção 7. (0 número M depende de J. Portanto.58).Y.Ym(x)) ·converge para todo x em J. Para maior simplicidade. para cada x em J~> a série em 7.(x).59) Y.. Isto implica que a série converge uniformemente em J 1• Para estimar a grandeza dos termos de (7. oo demonstramos que a série (7. obtemos lim Y. de J e que contenha a.(x) . cada elemento é limitado no intervalo fechado e limitado J. quando k.(x) .. + oo) . Consideremos um subintervalo limitado e fechado J. e"AB ·~00 para todo x.)..(x) = I: A(t)B dt.(x) = Y0(x) +L {Ym+l(x)m-0 k-1 Ym(x)).oo.60) L {Ym+.61 é majorada por uma série convergente de termos coristantes. Para provar que a sucessão converge escrevemos cada termo Yt(x) na forma (7.61) L 11 Ym+l(x) m~o 00 . Uma vez que cada elemento de A(t) é contínuo em J.. 11 :.. Assim.(x) m=O 00 . pelo que temos . a norma de uma matriz é a soma dos valores absolutos de todos os seus elementos.62) 11 Y.Ym(x)ll converge. neste exemplo pudemos mostrar directamente que as sucessivas aproximações convergem para uma solução· do problema de valor inicial em ( -oo..xA. Voltamos agora à sucessão geral definida pela fórmula de recorrência (7. Inicialmente. Consequentemente o integrando em (7 . temos Y. onde M é a soma dos limites de todos os elementos de A(t) no intervalo J. Com esta finalidade basta provar que a série (7. Vamos demonstrar que.252 Cálculo A soma do segundo membro é parte da série de:e.(x)ll = 11 J: A(t)B dt I: IIA(t)ll IIBII dt.61) aplicamos a fórmula de recorrência repetidamente.3. Demonsiração da convergência da sucessão das sucessivas aproximações. Para provar que Yk(x) tende para um limite quando kc.62) é limitado por IIBII M. admitimos que a < x. Consequentemente IIA(t)ll o> M.Y.

Por conseguinte a série (7. . defina-se Y(x) para cada x em J.Y0 .a) > a em J. onde resulta a estimativa e para todo x em J.i~ •:' i$.. a 2! para todo x >a em J.1).(x) ..61) converge uniformemente em J. uma vez mais. pela equação · Y(x) = lim Y.. por intermédio de Y..61) é majorada pela série convergente IIBII m~o (m 2 oo (ML)m+l + 1)! = IIBII (eM L .: para Y.. (c) Y(a) = B e Y'(x) = A(x) Y(x) para todo x em J. e usemos depois a estimativa acabada de obter "' ~.:.(x).(x)ll .. Por indução encontramos e para todo x >a em ) 1 • Se x <a um raciocínio semelhante dá-nos a mesma desigualdade com 1x. . O raciocínio efectuado mostra que a sucessão das sucessivas aproximações converge sempre e a convergência é uniforme em J.ai em vez de (x-a). Se representamos por L a amplitude do intervalo J" então temos \X. .Y..:. Usemos agora a fórmula de recorrência...(t)... A alínea (c) mostra que Y é uma solução do problema de valor inicial em J.Y. IIBII M' f" (t ..a)' 11 11 .a\6 L para todo x em ] 1.:.(x).a) dt = IIBIIM'(x .. isto é.(x)ll = f: A(t){Y.Y. para obtermos 11 Y.Y. A:-w Vamos provar que Y goza das seguintes propriedades: (a) Y é contínua em J.Y.. Isto demonstra que a série (7 . 'I :~. Seja Y a função limite.(t)} dt I: IIA(t)ll IIBII M(t ~ a) dt . para todo x t IIBII M dt = IIBII M(x .. :i'· Sistemas de equações diferenciais 253 11 Y.. para ·exprimir a diferença Y2 .. (b) Y(x) = B +f: A(t) Y(t) dt para todo x em J.

temos Z'(t). Sejam Y e Z duas soluções em J. Se J. Vamos demonstrar que Z(x) = Y(x) para todo x em J. Y'(x) existe e é igual a A(x) Y(x) em J. Consequentemente Y é ela própria contínua em 1 1 • Demonstração de (b).(t) dt. A fórmula de recorrência (7. TEOREMA DE UNICIDADE PARA SISTEMAS LINEARES HOMOGÉNEOS. existe uma solução em todo o intervalo J. sabe-se que é qualquer subintervalo fechado e limitado de J contendo a. TEOREMA 7.254 Cálculo Demonstração de (a)..17. Seja J.58) estabelece que Yk+l(x) = B Deste modo Y(x) =lim Yk+l(x) = B · k--+co +f: A(t)Y. o processo de obtenção de Y(x) não varia porque só inclui a integração de a e x. pelo teorema 11. Escolhamos x em J.(t) dt = k-ooo +I: A(t)lim Y. Demonstração de (c). contendo ·a.(t) dt k-><X> = B +f: A(t)Y(t) dt. Demonstração. O intervalo J. Cada elemento da função limite Y é o limite de uma sucessão uniformemente convergente de funções ·contínuas pelo que. a equação diferencial Y'(l) = A(t)Y(t) tem quando muito uma solução em J satisfazendo a uma condição inicial dada Y(a) = B. Devido a (a) o integrando em (b) é contínuo em ] 1 pelo que. A permutação do símbolo limite com o símbolo de integral é válida devido à convergência uniforme da sucessão {}'•} em J.1 do Volume I. pelo primeiro teorema fundame'ntal do cálculo. se aumenta. A equação Y(a) = B resulta de (b).. e integremos esta equação de a a x para obtermos . B + lim f: A(t)Y.. cada elemento de Y é também contínuo em J. Se A (I) é contínuo num intervalo aberto J. o que implica que Z = Y em todo intervalo J.Y'(t) == A(t){Z(t)- Y(t)}.. Cada função Yk é uma matriz coluna cujos elementos são funções escalares contínuas em J. Posto que para todo x de J existe um subintervalo de J fechado e limitado· e que contém a e x. Visto que quer Y quer Z são soluções.. qualquer subintervalo limitado e fechado de J.

MM. oidade..F é uma dada função vectorial n-dimensional. um vector n-dimensional. Consideremos um sistema de primeira ordem da forma (7. e Y é uma função vectorial n dimensional a determinar.63) I[Z(x) . M IJ: IIZ(t) . un\ limite superior para função contínua BZ(t). Introduzindo (7. Isto implica a desigualdade (7.Y(t)} dt.64) no segundo membro de (7. Continua num intervalo aberto J. Então a desigualdade (7.Y(x)ll :::.Y(t)ll em J. onde.. M'M. tem uma e uma só solução em J. Y'(t) = A (I) Y(t).j? [f Sistemas de equações diferenciais 255 Z(x).Y(x)il :::.66) Y' = F(t. TEOREMA 7.ai dt I= M'M 1 lx ~ai' (7. Seja A uma função matricial n X n. lx-ai.64) IIZ(x). onde M é um limite superior para IIA(tH em J. Y).65) Quando m ~ oo o segundo membro tende para O.22. SejaM.Y(t)ll dt I. 7.Y(x) =f: A(t){Z(t). Pretendemos uma solução Y q!Je verifique a equação .63) dá-nos (7.Y(x)ll :::. Y(a) = B.. e o teorema está demonstrado. Por indução encontramos IJ: 11. Se a E J e B é um qualquer vector n-dimensional.63) obtemos IIZ(x).18.. pelo que Z(x) = Y(x).. O método das aproximações sucessivas aplicado a sistemas não lineares de primeira ordem O método das aproximações sucessivas pode também aplicar-se a certoS sistemas não lineares. O resultado desta secção pode resumir-se no seguinte teorema de existência e uni. o sistema linear e homogéneo..

com y ~ O quando x ~ O.(x) = l :l' 2 t dt . com quando x ~O.. Y. fazendo Y0 fórmula de recorrência B ~ B e definindo Yk+ 1 em função de Yk pela (7. respectivamente. Antes de analisarmos a coitvergência do processo VamOs analisar:'a resOlução de alguns exemplos unidimensionais.+ . x 2 +f: e•'+<dt. xa x7 2xn .. Y. esta sucessão convirgirá para uma função limite Y que satisfará à equação diferencial dada e à condição inicial dada.. Porém. Por exemplo.256 Y'(t) Cálculo = F[t.(x)= 3 .+ . xls -+•z 2 o = -.(t)] dt para k = O. J o J o l'( t' + -t') dt =· ~ + -x' . O exemplo que apresentamos a seguir apresenta uma dificuldade suplementar que pode sur~ir no cálculo das sucessivas aproximações. Partimos da hipótese inicial Y0 (x) =O e calculamos Y.a F.J e B é um vector n-dímensional dado. Y. 59535 É agora claro que será necessário um enorme trabalho para ·calcular outras aproximações.. .. De maneira análoga ao caso linear~ construimos uma sucessão das· sucessivas apro- ximações Y0 .. onde a f=.(x). as duas aprOximações seguinte Y4 e Y5 serão polinómios de graus 31 e 63. EXEMPLO I. 1. Consideremos o problema de valor inicial não linear y' ~ x' + y'. 3 xa [1 + fi(t)] dt = . Sob certas condições impostas . EXEMPLO y ~O 2.(x) = J: (2t + 1) dt = x' + x.+ . para um dado x é possível calcu- .(x) = Y. 2. . Y(t)] para cada t em algum intervalo J e que também satisfaz a uma condição inicial dada. Y. a o 3 63 3 63 2079 . Y. seja Y(a) ~ B.. 9 3 63 ''[t'+ (t3 t7)'] d t = .67) Yw(x) = + J: F[t. Consideremos o problema de valor inicial não linear y' ~ 2x + eY.. Escolhemos Y0 (x) =O e determinamo~ as três aproximações seguintes como se indica: Y. Calculemos algumas aproximações da solução.. =f: (2t + e''+t) dt = Aqui está-se impedido de presseguir pelo facto de que o último integral não pode ser calculado por meio de funções elementares. . escolhidos para ilustrar algumas das dificuldades que podem apresentar-se na prática.

· . (a -h. O valor real do método reside na sua aplicação ao estabelecimento de teoremas de existência . isto é. n (7. sendo M uma constante positiva. Uma condição de Lipschitz não é uma restrição muito forte para uma dada função e permite-nos. Y(x) é contínua no intervaló.(x).h. em contrapartida. primeira ordçm não lineares. lineares de primeira ordem Voltamos agora a nossa atenção para um teorema de existência e unicidade aplicável a sistemas de. o método das aproximações sucessivas não é. 11 Y. Impondo restrições adequadas à funcão que apa~ece no segundo membro da equação diferencial Y'=F(x. a+ h) para toda a função Y que seja contínua em (a. Y)-. Finalmente. Seguidamente admitamos que a função composta G(x) ~ F(x. Y) em S. Esta é a chamada condição de Lipschitz. onde h > O e k >·o.·uma aproximação numérica para o integral e. Representamos por S um conjunto no espaço de dimensão (n + I) definido por S = {(x. Z)ll S A li Y. Y(x)) E S para todo ó x em (a.21.68) IIF(x. por seu intermédio. Y) e (x. ·a+ h) e que goza da propriedade de (x. Demonstração de um teorema de existência e unicidade para sistemas não . [Se ~ I.Bll :5: k). muito útil para a determinação explicita de soluções. sendo A uma constante positiva. podemos generalizar o método de demonstração usado no caso linear da Secção 7 .23. trata-se de um rectângulo com centro em (a.h. . em homenagem a Rudolph Lipschitz que foi o primeiro a introduzi-la em 1876. Esta hipótese asse'gura a existência dos integrais que ap~reçam no método de aproximações sucessivaS e implica também a continuidade das funções assim construídas. admitamos que F verifica uma condição da forma I!F(x. Z) em S. Y)ll S M . Admitamos a EJ e seja B um vector n-dimensional dado. para todo (x. . 8) e cujos lados medem 2h e 2k]. por vezes.Zll para todo o par de pontos (x. generalizar a demonstração cb existêncla e unicidade·do caso linear para o caso não linear. a+ h). Seja J o intervalo aberto onde se pretende uma solução.l ' Sistemas de equações diferenciais 257 lar. F(x. Como o provam as dificultades mostradas nos dois exemplos. Y). obter uma apro- ximação para Y. Admitamos que o domínio de F inclui um conjunto S deste tipo e que F é limitado em S.Y) I lx-ai :5: h.

Isto pode ~. Y m+ 1(x)) na Secção 7. Quando m =O temos (x. Y(x)) para todo x em f . Y(x)) E Se Y'(x) = F(x. Ym+l(x) = B +J: F[t. Seja Y. Demonstração. 8).258 Cálculo TEOREMA 7.(x) Y..69) = B e definamos as funções vectoriais Y. A convergência da sucessão { Ym(x)} pode agora estabelecer-se exactamente como Y. tal que (x. Ym(t)]ll dt I:":: M It dt I= M \x-a\.(x) = Y0 (x) +L {Ym+l(x)m=O ·-· Ym(x)} e provemos que Yk(x) tende para um limite quando k-•oo.. Y. às condições de Lipschitz atrás referidas. usando a fórmula de recorrência e a condição de Lipschitz.. Visto a demonstração ser análoga à do caso linear. no con- junto S.Bll ~c :"::I t \\F(t. Ym(x) ES para algum me cada x de f.69) e (7. onde c= min {h. que está em S. EXISTENCIA E UNICIDADE DE SOLUÇ0ES PARA SISTEMAS DE PRIMEIRA ORDEM NÁO LINEARES. Utilizando (7.. Ym (x)) E S para todo x em f. . Consequentemente a fórmula dt recorrência é provida de significado para todo m ~ O e todo x em /.19.68) obtemos 11 Ym+l(x). Definimos então a função limite Y por . com Y(a) = B. demonstrando que a série L m=O ~ 11 Ym+l(x). Isto é facilmente demonstrado por indução em m. Para que a fórmula de recorrência seja provida de significado necessitamos saber que (x..(x)) = (x.. indicamos uni- camente os passos principais.c..a \m+l + I)! :0:: MAmm+l (m + I)! c que se demonstra por indução.aJ para todo x em/.. Escrevamos E S para todo x em f.Y (x)ll m m+l < - MAm\ (m x . Ym(t)] dt para m =O.Ym(x)ll converge em f. I. . kl M} então existe uma e uma só função Y definida em f. 2. em f pela fórmula de recorrência. isto implica que o que mostra que (x. (7. Admita-se que F é limitada e contínua e que satisfaz.. Se f é um intervalo aberto (a.mcluir-se da desigualdade 11 Y (x).21. . Admitamos então que (x. Visto serJx. a +c).

(b) A-plicar o método das aproximações sucessivas. Exercícios I. Aplicar o método das aproximações sucessivas ao problema de valor inicial não linear y'=x+y2. (a) Determinar a sOlução exacta Y deste problema. com y =O quando x =O. Considerar a "inconveniente" hipótese inicial Y0 (x) resultado do Exemplo I da Secção 7 . Y(t)] dt.17. : precisamente como no caso linear. 5. Considerar o problema de valor inicial não linear com y = I calcular Y 3 (x). = (a) Aplicar o método das aproximações sucessivas. com y = O quando x = I. partindo da hipótese inicial Y0 (x) Determinar Yn(x) explicitamente e mostrar que lim Yn(x) ~ = I. = O. 2. 4. e corriparar com o quando x = O. 7.r f Sistemas de equações diferenciais Y(x) = lim Ym(x) 259 para todo x em I e verificamos que satisfaz a equação integral Y(x) = B + t F[t. Y(x) para todo reai x. Tomar Y0 (x) =O como Função inicial e calcular Y3 (x).22. com y = I quando x = O. Aplicar o método das aproximações sucessivaS ao problema de valor inicial não linear y'~x'+y'. Aplicar o método de aproxiiÍlações sucessivas ao problema de valor inicial não linear y' = 1 i i + xy2 . 3 3. A unicidade pode então demonstrar-se pelo mesmo método utilizado na demonstração ·do teorema 7. Considerar o problema de valor inicial linear y'+y~2e". [ 't Tomar Y0 (x) =O como função inicial e calcular Y (x). I .24.. Está assim demonstrada a existência da solução. com y =O quando x =O. partindo da hipótese inicial Y (x) 0 e calcular f 2 (x).

Considerar o problema de valor inicial y• = x'y' + x'y. partindo das funções iniciais Y (x) = 5 e Z0 (x) = I e determinar 0 Y. sendo z ~ y'. Tfansfõrmar este problema noutro equivalente que incluia um sistema de duas equações com duas funções desconhecidas y ~ Y(x) e z = Z(x). z' = 3xy + x 2 zt com ·condições iniciais y = 2 e z =O quando x =O.(x). Partindo das hipóteses iniciais. I] X [-I. com y= 5 e y' = I ·quando x =O. (d) Resolver a equação diferencial por separação de variáveis e demonstrar assim que existe uma única solução Y do problema de valor inicial no intervalo ( -n/2. quando·muito. n/2) e nunca num intervalo mais amplo. 6. 1]. Neste exemplo. Determinar os seis primeiros termos não nulos deste desenvolvimento e comparar com o resultado da alínea (a). Aplicar então o método das aproximaçõeS sucessivas. c) tal que o gráfico de cada função de aproximação Y.(x) = I + 2 + 40 + 60 + 192' Z. mas convergem para uma função limite unicamente no intervalo (-7l/2. Z0 (x) = O. 9. Considerar o sistema de equações y'=2x+z. as aproximações sucessivas definem-se em todo o eixo real. Determinar duas funções y = Y(x} e· z = Z(x) que satisfaçãm simultaneamente ao sistema de equações. (a) Aplicar o método das aproximações sucessivas. .19 para mostrar que o problema de valor inicial tem. (c) Supôr que a solução y = Y(x) admite um desenvolvimento em série de potências na vizinhança da origem. rr/2). com y =O quando x =O. Determinar o menor M tal que lf(x. Considerar o problema de valor inicial /=l+y'. y)J . uma solução em qualquer intervalo da forma (-h. Partir da hipótese inicial Y0 (x) = I. (x).260 Cálculo (b) Seja R ~ [-I.i M em R. 7. em I esteja em R.(x) = 2+ 8 1 3x' x' + 10 + 64 3x' 7x' x" + 360 + 256 · 8. Y0 {x) = 2.. h). partindo da hipótese inicial f 0 (x) =='O e calcular r. utilizar o método das aproximações sucessivas e determinar Yix) e Zix}.(x) e Z. Z 0 (x) = 1/2 e utilizar o método das aproximações sucessivas para obter as furições de aproximação X 3x" x' x' Y. (c) Usar o teorema 7. y' =z. z' = x"(y + z) com as condições iniciais y = I e z = 1/2 quando x =O. Achar um intervalo l= (-c. (b) Provar que toda a função de aproximação Yn está definida em todo o eix(! real.

l). ..x -2. satisfaz à equação integral Y = B + f: AY(t) dt.00 . partindo com a função inicial Y (x) =O. Aproximações sucessivas e pontos fixos ·de operadores f A ideia fundamental do método das aproximações sucessivas pode utilizar-se. y). (d) Aplicar o método das aproximações a este ·problema de valor inicial.:. 0 * 7.x o if if if if 0. partindo da função inicial Y (x) = x: Determinar Y. (b) Mostrar que f não satisfaz em R à condição de Lipchitz. . (a) Provar que lf(x. 11 X= X X X X I -I.Sistemas de equações diferenciais 10. l) está em R.y) ~ {'"' 2. mas também em muitas outras imporiantes questões de análise.: l. mostrar que y = Cx 2 é uma solução do problema de valor inicialy' = f(x.00 . Na demonstração do teorema 7. Y(a) ~ B. (c) Para cada constante C satisfazendo a ICI. O resto do presente capítulo reforinula o método das aproximações sucessivas de uma maneira que amplia muito o âmbito das suas aplicações.18 construímos uma sucessão de funções (Yk} segundo a fórmula Y>+ 1(x) = B + f: AY. 11 do seguinte modo: [(x. Determinar Yix) e mostrar que as aproximações convergem para 0 uma solução do problema no intervalo (-l. y)l ..(x) e mostrar 0 que as funções de aproximação convergem para uma solução diferente de qualquer das soluções da alínea (c).(t) dt. Mostrar também que o gráfico de cada uma destas soluções em (-I. partindo com a função inicial Y (x) = x 3 • 0 (g) Repetir a alínea (d). y < -x'. O segundo membro desta fórmula pode considerar-se como um operador T que converte certas funções Y em novas funções T{Y) mediante a equação T(Y) = B + J: AY(t) dt. Na demonstração do teOrema 7.25. não somente para estabelecer teoremas de exi'stência para as equações diferenciais. com y = Oquando x =O. Sejafuma função definida no rectângulo R~ 261 I -I. (e) Repetir a alínea (d). partindo com a função inicial Y (x) = x'n.8 encontrámos que a solução Y do problema devalor inicial Y"(t) ~ AY(t).00 e e e lyl "' x'' y > x2.i 2 para todo (x. (f) Repetir a alínea (d). y) em R.

Por outras palavras. onde o símbolo do segundo membro sigmfica o máximo valor absoluto de 'I' em J.262 Cálculo Na notação por intermédio do operador 7. Uma função real N definida em S chama-se norma se possuir as seguintes propriedades: (a) (b) (c) (d) N(x)? O para todo x de S. Nesta notação as propriedades fundamentais escrevem-se: (a) 11 xll ? O para todo x em S. Para medir a dimensão deste erro introduzimos uma norma no espaço. Seja S um espaço linear arbitrário. N(x) =O implica x =O. Um espaço linear ao qual se atribui determinada norma diz-se um espaço linear normado. Seja C(J) o espaço linear das funções reais contínuas num intervalo fechado e limitado J. N(x + y) ~ N(x) + N(y) para todo o par x e y de S. a igualdade anterior significa que t = T(Y). A norma max. · * 7. . designa-se 11 x . N(cx) =I c IN(x) para todo x de Se qualquer escalar c. a qual s·e designa por erro de aproximação. Se o espaço é euclidiano. operador. EXEMPLO. (b) llcxll = lclllxll para todo x em Se qualquer escalar c. Se x e y pertencem a S. definimos 119'11 = max <cJ l<p(x)l. (c) llx + Yll ~ llxll + IIYII para todo (x. y) 1 i 2 _ Contudo vamos interessar-nos por uma norma particular. Uma tal função Y diz-se um ponto fixo do operador T.y. a qual não resulta da definição de produto interno. (d) 11 xn =o implica X= O. A norma de x representa-se por vezes por llxll em vez de N(x). O leitor pode verificar que esta norma goza das quatro propriedades fundamentais. a solução Y não se altera por aplicação do operador T. . isto é. Vamos por tal motivo passar ao estudo sistemático de tal problema. y) de S. consideramos a diferença x.26. Por conseguinte vale a pena tentar descobrir prop~:iedades de operadores que garantam a existência de um ponto fixo.llxll = (x. Espaços lineares normados Para formular o método das aproximações sucessivas de uma maneira geral é conveniente trabalhar com espaços lineares. Se 'i' E C(J). Vários problemas importantes de Análise se podem formular de modo que a sua solução dependa da existência de um ponto fixo para certo. DEFINIÇÃO DE NORMA. Quando falamos de aproximação de um elemento x de S mediante outro elemento y de S. então possui sempre uma norma que é consequência do produto interno. Seja S um espaço linear qualquer.yll como sendo a distância de x a y.

Para demonstrar tal afirmação basta provar que a norma max não possui alguma dos propriedades a que . quer dizer se rp é contínua em J. satisfazem todas as normas deduzidas a partir da noção de produto interno. Estes são os chamados operadores de contracção. "a repa do paralelogramo" llx + Yll' + llx. y(t} = 1 .t. ~>(I) I é contínua em 1. Operadores de contracção Nesta Secção consideramos o espaço linear normado C(1) de todas as funções reais contínuas num intervalo fechado e limitado J. de contracção se existir uma cons(ante de funçõe.) A regra do paralelogramo nem sempre é satisfeita pela norma max.rll ~11x. ~tl.I é um número real fixo. Em cada caso cp é uma função arbitrária em C(J) e T(rp)(x) define-se para cada x de 1 pela fórmula que se indica T(cp)(x) = Àcp(x).> rp e q> de C(1) . pelo que a regra do paralelogramo * 7. sejam x e y funções definidas no intervalo 10.Sistemas de equações diferenciais 263 A norma max não resulta da definição de produto interno. li por x(t) = t. onde b é uma constante e a função compostaflt.>e tenha (f.rll ~I.13. se uma norma resulta de um produto interno. cp(t)] dt.T(</>)11 é menos do que o produto de 11'1'. no quall1q1jj é a norma ma>.27.. cp(t) dt. Interessam-nos agora aqueles operadores T para os quais a distância 11 T(rp). onde c é um dado ponto de 1. Por exemplo. \'eriflcam!o Um operador T: C(J) ~ C(1) diz-se O~ o'<_ I. T( cp)(x) = b + t f[t. (Ver Exercício 16 da Secção 1. Con- sideremos um operador T: C(1)~ C(J) de domínio C(1) e cujo contradomínio é um subconjunto de C(1).. então T(rp) também é contínua em J. tal que para todo o par .Yll' = 2 llxll' + 2 llyll' é válida para todo o par x e y de S.rll ~llx + .</>11 por uma constante"< I. Então temos li XII não se verifica. As fórmulas seguintes representam alguns exemplos simples de tais operações. definem-se de modo seguinte: DEFINIÇAO DE UM OPERADOR DE CONTRACÇAO. T( cp}(x) = t onde .. Por exemplo.

'l'(t)l dt I S K llp.f[t. onde "\ é uma constante. Consequentemente este é um operador de contracção se e só se [AI< I.C(J) é um operador de contracção então existe uma e uma só função 'I' em C(J) tal que * 7. Teorema do ponto fixo para operadores de contracçao O teorema seguinte mostra que cada operador de contracção admite um único ponto fixo.28. Com efeito. 'I'(I)]} dt I: :. caso em que IAI pode usar-se como constante de contracção. TEOREMA 7. Seja L(J) a amplitude do intervalo J. então T é um operador de contracção com constante de contracção a:= KL(J).'1'11Se KL(J) < I. Visto que IT(p)(x).zl para todo x de J e quaisquer reais z e y.v>(x)J.20.70) Cálculo IIT{p). podemos facilmente provar que T é um operador de contracção KL(J). EXEMPLO I. <p(t)J .T('l')ll :::.T(\')(x)l :<. Se kL(J) < I. ~ndefsatisfaz à condição de Lipschitz da forma lf(x.264 (7.f(x. para todo x em J temos [T(p)(x). Seja T um operador definido por T(q>)(x) = . Seja 'l'o qualquer função de C(J) e definamos uma sucessão de funções {cp.'1'11- A constante a chama-se constante de contracção para T.71) T(p) ='I'· Demonstração.y). Kly.Mp(x). z)J:::. "11'1'. Seja T(<p)(x) = b + J:flt.T(t/J)II =IAIII'I'.} rhediante a fórmula de recorrência . Nota: A desigualdade (7.'l'lllt dtl:::. tem-se UT(q>). q>(t)ldt.. (7. Se T: C(J).T('!')(x)l = IJ: {f[t. • 11'1' -1'11 . KL(J) 11'1'-. para qualquer x de J. 70) é válida se e só se [T(<p)(x). EXEMPLO 2.t/JII. K é uma constante positiva.T('!')(x)l = 1-'-ll'l'(x). K It lp(t).

'l't-1~ s Moc•.74) ficará demonstrada se provarmos que (7. Demonstramos (7. e a é uma constante de contracção para T. A convergência uniforme da série estabelecer-se-á pOr comparação com a série geométrica convergente onde M ~I "Poli + II. ter-se-á . Para demonstrar (7.74) observamos que Por consegmnte a desigualdade (7. .18 . Demonstraremos que a sucessão {ç>.)(x)- 7\'l'>-1)(x)l S oc 11'1'>. O método é análogo ao utilizado na demonstração do teorema 7. Escrevemos cada cpncomo uma soma da forma (7.75) é válida para k + I se o for l'l'w(x).73) <p0 (x) +I {'l'k+l(x) k=O .'l'•(x)i = IT(<p. 11.72) <p.'l'oll S ll'1'1ll para k~ observemos ·que + ll'l'oll = M.2. 00 <p.(x) t +I {'l'•+>(x). 75) por indutção.~ i Sistemas de equações diferenciai~ 265 pâra n =O.. A comparação é proporcionada pela desigualdade (7. Em seguida provaremos que a soma desta série é o ponto fixo referido.75) para todo k <e I. Uma vez que a desigualdade anterior é válida para todo o x em J. temos ll'1'1. a quat é a mesma que (7:75).<p.(x) = <p.P... Para demonstrar que (7.. Para k = I. I. ~ ? f Observe-se que 'l'n+• E C(J) para cada n.} converge para uma função limite 9' em C(J). 1.{x)} k=O n-1 e provamos a convergência de {q>n} demonstrando que a sé[ie (7..74) a qual permanece válida para cada x em J e cada k.(x)) converge uniformemente em J..

* 7.).<p.74) no último passo da demonstração. Por fim vamos demonstrar que o ponto fixo tp é único. · k=n Quando n -ao.77) implica m IT(<p)(x).T(w)ll S: rx 11'1'. Recorrendo à propriedade de contracção de T temos (7.29.4'11.(x)}.4'11 ~O c portanto rp.NClA DA FUNÇÃO IMPLICITA. Seja t/J outra função de C(J) tal que T(t/J) ~ t/J.)(x)i S: rx j<p(x). Mas porque também se tem llrp. O.73) converge· uniformemente em J. Consequentemente q> ~ T(tp).'l'n+l(x)l = IT(<p)(x). UM TEOREMA SOBRE A EXISTf. pelo que l"n+. ~O. isto significa quo llrp.'1'11- Daqui resulta que (l-a) llrp-9'Ji :s. <:O. Mas visto que l"n+ 1(x)-q>(x) quando n-oo. Atendendo a que a< I podemos dividir por l-a para obtermos a desigualdade llrp-9"11 :s. (x). k=O m A função tp é contínua em J porque é a soma de uma série uniformemente convergente de funções contínuas. O. Está pois comple- tamente demonstrado o teorema do ponto fixo. Por conseguinte a série (7.- q. Então tem'se 11'1'. pelo que 'I' é um ponto fixo.7'2) e (7. Aplicações do teorema do ponto fixo.T(tp)(x).266 Cálculo Isto demonstra (7. Se f se define numa banda R da [arma . O primeiro dá-nos uma condição suficiente para que u111a equação da formaf(x. a série do segundo membro tende para O.2!.'l'n+l(x)l S: MLrx>+'. Por conseguinte (7. Para se fazer uma ideia do âmbito de aplicação do teorema do ponto fixo vamos utilizá-lo para demonstrar dois teoremas· importantes.'1'11 = IIT(<p).76) <p(x) = lim 'l'n(x) = <p0(x) n-> oo +L {'l'w(x). Se representarmos a sua soma por q>(x) temos (7. Para demonstrar que tp é um ponto fixo de T comparamos T(q>) com ~"•+ 1 ~ T(q>. isto prova que q>(x)~ T(tp)(x) para todo x em J.T(<p. TEOREM<\ 7.75) por inducção.77) IT(<p)(x).'l'n(x)l- Mas de (7. y) ~O definay como função de x.76) encontramos tendo-se utilizado (7.

f[x. Y(x)] == O Nota: Expressamos este resultado dizendo que a equação f(x." !'l· \". e definamos um operador T: C~ C pela equação 1 .80) dá-nos ·\..80) T{ q.f[x. M De acordo com o teorema da média tem-se Jlx.f[x..f[x. b]. b]: Demonstração.T{'l'){x) = q./[x.!' r. M .M .>(x)] M para cada x em [a.>)(x) . Isto dá-nos (7. o que significa Y(x) = Y(x) .f[~ z(x)]).'l'(x) . D..y)\as.78) O< m s. Aqui M é a constante positiva de (7. se a derivada parcial D.>{x). Uma vez sabido isto deduzir-se-á que T tem um ponto ftxo único Y e~ C. q. então existe uma e uma só função y = Y(x). z(x)][q.78). Designemos por C o espaço linear das funções contínuas em [a. .79).. e tal que (7.J[x.tp E C.>(x) .79) ·para todo x em [a. ~. = D2 f[x. <p(x)l é contínua em [a. ~ Por conseguinte (7.y) s. J. y) em R. Para esta função Y temos Y = T( Y). y) = O serve para definir y implicitamente como função de x em [a. q.>(x)-. como se pretendia . bl. A função T(<p) E C sempre que.>(x). Sistemas de equações diferenciais 267 ·R={(x. q. b].-ro<y<+ro}. Para demonstrar que T é um operador de contracção consideramos a diferença (7. y)' .>)(x).\'(x)](t- D. 'l'(x)] com z{x) entre <p(x) e (7. b].~· para todo x em [a. para todo (x.'existe e satisfaz à desigualdade da forma (7. ' T(q.>(x)]. Provaremos que T é Um operador de contracção.f{x.b.>)(x) = q. b] a função compasta g(x) = f\x.'l'(x)]. ~ .. . e se ainda para cada função <p contínua em [a.T('l')(x) = [q. Y(x)] . 'l'(x)]. sendo m e M constantes em que m $ M. b]. 1 .· ~.f(x. b]..>(x)] . coniínua em [a.xs. T(q.81) ~(x).

a ::. função definida e limitada no quadrado é uma constante dada. e a demonstração está completada. M..84) [K(x..'/'(x)( ( 1 . Visto que O < m . bl. y) I a ::.a) existe uma e uma só função 'I' em C que satisfilz d equação integral (1 . A outra aplicação do teorema do ponto fixo estabelece um teorema de existência para a equação integral (7.T('/')(x)( ::.82) [T(rp)(x). Uma solução da equação integral é qualquer função q> de C que satisfaz (7 . _ m. .83).. bL Logo T é um operador de contracção.83).. a: <: I. 1 M M Consequentemente (7. com M >·o. continua em la. temos O .78) implica que 0 <1_ • D 2 J[x. UM TEOREMA DE EXIST!.83) rp(x) = '/'(x) + À J: K(x..22..85) IÀ( < 1 M(b. A função K chama-se o núcleo da equação integral. então para cada À tal que (7.'1'11.268 Cálculo A hipótese (7. b]. A desigualdade (7 . x S b.NCIA PARA EQUAÇOES INTEGRAIS. y ::.y)[ S M para todo o ponto (x.. e K é uma dada S = {(x. Suponhamos que. Seja C o espaço linear das funções contínuas em [a. onde a: = I -·m/ M. se tem (7.82) é válida para todo x em [a. Quer dizer que T(q>) E C sempre que 'I' E C. b). y) de S. sob as condições precedentes. Se.. À t/J é uma função dada.81) dá-nos a desigualdade (7. t)<p(t) dt. z(x)]::. TEOREMA 7..o núcleo K é tal que o operador T definido por T(rp)(x) = '/'(x) +À J: K(x. t)rp(t) dt aplica C em C.) S: odrp.. Jrp(x) .

85) resulta que O . Tomemos duas quaisquer funções tp.a) II'P1. onde a~ I.Sistemas de equações diferenciais 269 Demonstráção. Provemos que T é um operador de .:õ a < I.T(rp2)(x)l::. "'b . IÀI M(b. e tp 2 de C e consideremos a diferença )(x) . pelo que T é um operador de: contracção com a constante de contracção a. Deste modo TJem·um único ponto fixo 'I' em C Esta função 'I' satisfaz a (7.T(rp.83). K(x. .a). - Utilizando a desigualdade (7 .oontracç.rp.li M(b. Por (7.rp.'Pzll.(t)J dt.84) podemos escrever IT(rp1 )(x). t)(rp1(t).io.)(x) = À T(rp1 J.ll = "'II'P1.

PARTE 2 ANÁLISE NÃO LINEAR .

. Este capítulo estende os conceitos de· limite. . Quando m.. mas restringimos os espaços V e W a serem de dimensão finita. mais suscintamente.) de R". e os vectores com letras tipo negrito. Se f é um campo vectorial escrevemos f(x) ou f(x. Concretamente.8 CÁLCULO DIFERENCIAL EM CAMPOS ESCALARES E VECTORIAIS ·· 8.. Nos ·capítulos lO e 11 faz-se o rÍlesmo para o conceito de integral. . uma tal função diz-se uma função real de uma variável real. Campos vectoriais e escalares A parte I deste volume foi dedicada principalmente às transformações lineares T:v-w de um espaço linear V noutro espaço linear W. Quando n = 1 e m > l diz-se uma função vectorial de uma variável reaL No Volume I foram amplamente estudados exemplos de tais funções. Notação: Os escalares representar-sc-ão com letra de tipo corrente.. .. Se/é um campo escalar definido num ponto x= (x. Funções de R nem Rm. uni campo escalar. x.1. Quando m > I chama-se uma função vectorial de uma variável vectorial. consideraremos funções com dominio no espaço n dimensional Rn e contradomínio no Cspaço m-dimcnsional Rm. x.. Quando ambos os valores m e n são iguais a l. Utilizaremos o prodouto interno 273 .) usam-se indistintamente para representar o valor de f num certo ponto. x... x. Na parte 2 vamos prescindir da: exigência de que T seja linear. .. .= I a função diz real de uma variável vectorial ou. ou simplesmente um campo vectorial. as notações f(z) e /(x.) para representar o valor da função em x. continuidade e derivada a campos escalares e vectoriais... No presente capítulo suporemos n > I e m <: I.

. O conjunto de todos os pontos interiores deSdiz-se o interi01 de S e representa-se por int S.274 CálcuJ e a correspondente norma li XII~ (x·x)'i'. No caso unidimensional a derivada é o instrumento matemático que dá conta dessa mudança. Um conjunto aberto contendo um ponto a designa-se muitas vezes por vizinhança de a. x. x... a função f assim definida constitui um cainpo escalar. todo o ponto interior a de S pode ser envolvido por uma n-. Pontos de R' representam-se habitualmente por (x..). . vamos considerar generalizações de intervalos abertos chamados conjuntos abertos. r) consiste de todos os pontos cuja distância a a é menor que r. . Por outras palavras.). 8. Em R 1 ela é muito simplesmente um intervalo aberto com centro em a.bola B(a) tal que B(a) <. Os campos escalares e vectoriais definidos em subconjuntos de R 2 e R 3 apresentamse com frequênci~ nas aplicações da matemática às Ciências e Engenharia. cujos pontos pertencem todos a S. Em R 2 é um disco circular. pontos de R' por (x.) ey ~ (y. y) em vez de (x. é importante saber como varia o campo ao passar de um para outro ponto. Bolas abertas e conjuntos abertos Sejam a um ponto dado em Rn e· r um número positivo dado. Por outras palavras. quer com campos vectoriais. x. O conjunto de todos os pontos x de Rn tais que llx.. Seja S um subconjunto de R" e admita-se que a E S. z) em vez de (x.). x. Um conjunto S de R" diz-se aberto se todos os seus pontos são pontos interiores. A teoria da derivação no caso unidimensional trata com funções definidas em intervalos abertos. obtemos um exemplo de um campo vectorial.. Representamos tal conjunto por B(a) ou por B(a.. e em R3 é uma esfera de centro ·a e raio r..S. Então a diz-se um ponto interior de S se existir uma n-bo/a aberta com centro em a. Em problemas de Hsica tratando quer com campos escalares. A bola B(a. y. onde x ~ (x.. y. . se a cada ponto x da atmosfera atribuirmos um número realf(x) que represente a temperatura em x.. DEFINIÇÃO DE UM PONTO 1)\ITERIOR. . r). Para generali~ar a teoria a R".2..ali< r chama-se n-bola aberta de raio r e centro a. x. DEFINIÇÃO DE UM CONJUNTO ABERTO. Por exemplo.. Se atribuirmos a cada ponto citado num vector representando a velocidade do vento naquele ponto. Sé aberto se e só se S = int S. y. .

:o A.ali< r. devido a que um subconjunto de R' não pode conter uma 2-bola. X A2 é o conjunto definido em R 2 por A 1 xA 2 ={(a 1 . r)~ A. g_2.) E A. então A 1 x A2 será um subconjunto aberto de R 2 • Para demonstrar isto. Os conjuntos A. r) então llx. se x ~ (x. Para alguns pontos o raio deste disco é muito pequeno. pelo que A 1 X A2 é aberto.a2 )la1 EA 1 e a2 EA 2 ). r2). y A..:onjunto aberto em R 2 • F1G. r2) em A 2.275 EXEMPLO. I) desenhada na figura 8. EA. I) é um t.:ular "FIG. r1 ) e X 2 F.. Com efeito. Deste modo x 1 E A 1 e x. r 1)em A 1 e uma l-bola B (a2. Em R' o tipo mais simples de conjunto aberto é um intervalo aberto.! < Y 1 e Ix"1 . Pode facilmente provar-se que a 2-bola 8 (a. x A. pelo que (x.a 2 1 < r 2 • Logo X 1 E B{al. A de dois ou mais intervalos abertos é também aberto. L O dis~. X A2 é um rectângulo. O leitor deverá provar que um subconjunto aberto de R 1 não é mais um conjunto aberto quando considúado como um subconjunto de R 2 . r) está em A 1 X A2 • Por conseguinte todo o ponto de A 1 X A 2 é um ponto interior.: B (li. X /J(O.pode encerrar-se numa l-bola situada inteiramente no intervalo dado.1 é um exemplo de um conjunto aberto de R'. A 2-bola S ~ 8(0. . pelo que !x 1 -a. x. 8.. Na figura 8. O produto cartesiano de dois intervalos abertos C um rectângulo aberto. Um intervalo fechadc b} não é um conjunto aberto porque nenhum dos pontos extremos do intervalc . x A. Disco cin.}. . r. o seu produto cartesiano A..i· Se A 1 e A2 são subconjuntos abertos de R 1 .2 apresenta-se um exemplo. Seja r~ min lr. escolhamos um ponto qualquer a= (au a 2) em A 1 X A 2 • Devemos mostrar que a é um ponto interior de A1 X A2 • Uma vez que A1 e A2 são abertos em R' existe uma l-bola B (al. Em R 2 podem construir-se alguns conjuntos abertos tomando o produto cartesiano de conjuntos abertos de R'.) é um qualquer ponto de B(a. Todo o ponto a de S é o centro de um disco situado completamente em S. Isto prova que cada ponto de 8 (a. Se A1 e A 2 são subconjuntos de R'.. x. e A 2 são intervalos e A..

Õ. +2 2). e !2! < I. !J2.2) =sen(x'+y' c= -1. (b)3x'+2y2 <6. lyl < I. (k) X > J. (f) x' +4y' +422 -2x + 16y +402 + 113 <0.!J2. (f).y) ~e'". se Sé ou não aberto. Um ponto x diz-se ser exterior a um conjunto S de R" se existir uma n-bola B(x) que não contenha pontos de S. (f) x >O e y . e !2! < I. (i) I <x<2 e y>O.<. (e) x + y + 2 <I e x >O. y >O. 2 >O.y') >O.y) = cos (x + y).e.o. O conjunto de todos os pontos de an exteriores a S chama-se o exterior de Se representa-se por ext S.{(x.ama-se um conjunto de nível de f (Problemas de natureza geométrica e física tratando cOm conjuntos de nível serão analisados neste capítulo.y. (a) x' + y' < I.os pontos (x.276 Cálculo DEFINIÇOES DE EXTERIOR E FRONTEIRA. (g) xy < I. I.r) =c ch.x'. 12.x) >O. 3. obtido pela supressão do 'ponto x em A_. Um ponto que não é nem ponto interior nem ponto exterior de S chama-se um Ponto fronteiro de S. Estes conceitos estão representados na figura 8. I.e'.lx}. (d) X :2: 0 e J > 0. .y) = x' + y_2 .1.I > O. (a) Se A é um conjunto no espaço n-dimensional e se x EA. (a) 2 2 y' . c~ O. (a) f(x.1)(4. O exterior de Sé o conjunto de todos X tais que I X~ > I. Exercícios I.!. 2 e 3 < y < 4. determinar se Sé ou não aberto. c~ ~1.. c =e-'. S é todo o ·espaço Rn. Em cada uma das alíneas seguintes S é o conjunto de todos os pontos (x. y. (n) (2x .z)~-x-+y+z:·· . l.-I. -t. Em cada uma das alíneas seguintes S é o conjunto de todos . Fazer um gráfico representando o conjuntoS e explicar. geqmetricamente. (h) I s.3. c= O. 2) ~ x' + 2y' + 322. Sejam f um campo escala_r definido num conjunto S e c um número real dado. (j) x :<:y.e-1 . I. Fazer o desenho relativo aos conjuntOs de nível correspondendo aos valores de c dados. O conjunto de todos os pontos x de S tais qucf(. (c) f(x. (b) lxl < I. A fronteira de s consiste de todos X tais que n = I. 2. (I) y > x' e lxl < 2.x'.y 2)(x' + y'. (b)f(x. é aberto. (e) f(x.-1.0. x' - 4.) Para cada um dos seguintes campos escalares. (m) (x' + y'.e'.<O. (d)f(x. y) do plano que verificam as desigualdades dadas. x s. (c) lxl <I e !yl <I.y. O cpnjunto de todos pontos fronteiros de S formam a fronteira de S a qual se representa por as. mostrar que o conjunto A . z) do espaço tridimensional satisfazendo às desigualdades dadas. (d) lxl S: I. xO 8. 9. (e) lxl S: I e lyl S: I. Indicar no gráfico a fronteira de S.y. IJI < I. 4. 6. (c) x + y + 2 < I.

mostrar que A . e utilizar este facto para provar que a fronteira as é sempre um conjunto fechado. (c) Se A e 8 são intervalos fechados do eixo real. y) em R 2 satisfazendo às condições dadas. simultaneamente aberto e fechado. mostrar que A u B e A n B são abertos .x'.if.aberto.um subintervalo fechado de A. (a) x 2 + y' ~ O. (j) y ~x'. (d) A intersecção de uma colecção finita de conjuntos abertos é um aberto. (b) Provar que R"= (int S) u (ext S) uaS. 6. 8. (g} I :S: X :S: 2. (d) A união de um número finito de conjuntos fechados é um Conjunto fechado. 10. (c) x' + y' :S: I. Em cada uma das alíneas seguintes. provar que A u {x·l ê também fechado. 7. a diferenÇa A . 9. 3 :S: y < 4. b] no eixo real é um conjunto fechado.. (b) R• é fechado.2. Conjuntos-fechados. (d) Se A é um intervalo fechado do eixo real. Provar as seguintes propriedades de conjuntos abertos em R". 5. (c) A intersecção de uma colecção qualquer de conjuntos fechados é um fechado. t (c) Se A e B são intervalos abertos do eixo real. Um -conjuntoS em R 11 diz-se fechado se o seu complemento R 11 . provar que x é um ponto t Se A e B são conjuntos. mostrar que a·seu complemento (relativamente a todo o eixo real) é abert<?. 3 :S:y :S: 4. (a) O conjunto vazio 0 é fechado. (e) Dar um exemplo para mostrar que_ a união de uma colecção infinita de conjuntos fechados não é necessariamente fechada. (b) x 2 + y' <0. mostrar que A u B e A n B são fechados.. Fazer um gráfico mostrando o conjuntoS e explicar geometricamente se S é aberto.. uma união de conjuntos disjuntos.B é aberto. Provar as seguintes propriedades dos conjuntos fechados em R". Dado um conjunto S em R 11 e um ponto x gozando da propriedade de que toda a bola B(x) contém pontos interiores e exteriores a S simultâneamente. (c} A união de uma família qualquer de conjuntos abertos é um aberto. (b) R" é aberto.. (b) Provar que o intervalo fechado [a.S é . . seja S o conjunto de todos os pontos (x.8 (chamado o complemento de B relativamente a A) é o conjunto de todos os elementos de A que não pertencem a B. (c) Dar um exemplo para mostrar que a intersecção de uma Colecção infinita de conjuntos abertos não é necessariamente um aberto... (a) O conjunto vazió 0 é aberto. Poden utilizar-se os resultados do Exercício 5. (h) I :S: X :S: 2. Os três exercícios que se seguem referem-se a propriedades de conjuntos fechados. fechado. (a) Se A é um conjunto fechado no espaço n-dimensional ex é um ponto não pertencente a A. SejaS um subconjunto de R 11• (a) Provar que ambos int Se ext S são conjuntos abertos. (f) I <x'+y 2 :S:2.álculo diferencial em campos escalares e vectoriais 277 (b) Se A é um intervalo aberto no eixo real e B é. (d) I < x' + y' < 2. (k) y ~ x 2 and lxl < 2. (e) I :S:x2 +y' . (I) y ~ x' and lxl :S: 2. (i) y . ou nem aberto nem fechado.

z)-+(a. Vamos formular as definições p~ra campos vectoriais. y) em vez de x e (a.f(x)~bquando x~a) (8. não surpreenderá que rÍuitas das propriedades· dos limites e da continuidade possam igualmente generalizar-se. b) em vez de a e exprimirmos a relação limite (8. Será a inversa verdadeira. produtos e cocientes são também válidos para campos·escalares.v)-->{n. y. Se escrevermos h =x-a. cada po_nto fronteiro de S gozará necessariamente desta propriedade? 11. Por exemplo. O símbolo limite na equação (8. Uma função f diz-se contínua em a se fé definidaem a e se lim f(x) =f(a). ·Provar que ext S = int(R". 8.bil =O. Nesta definição não se exige que f seja definida no próprio ponto a.blf =O. Se a E R" e b E Rm escrevemos (8. mas podem estabelecer-se os teoremas .1) para .v.2) é o limite usual do cálculo etementar.bl f(x. y.2) vem llhll--0 lim llf(a +h).2) li:f-olJ-0 lim llf(x).e) f(x. isto é.1) do modo seguinte: lim (:t".4. SejaS um subconjunto de R". (8.278 Cálculo fronteiro de S. Para campos vectoriais não se definem os cocientes. Consideremos uma função f: S ~ Rm. Clas serão também aplicáveis a campos escalares. y) = b. c) e escrevemos lim {:t". z) = b. ·~· Dizemos que fé contínua num conjuntoS se {for contínua em cada ponto de S. Porque estas definições são extensões directas das dadas para o caso unidimensional. b. Limites e continuidade Os conceitos de limite e continuidade são facilmente generalizáveis a campos escalares e vectoriais. Para pontos de R 2 escrevemos (X. 12. Provar que um conjunto Sem R" é fechado se e só se S = (int S) u aS. Para ponto de R' pomos x = (x. os teoremas relativos a limites e continuidade de somas.S).limf(x) = b ·-· (ou. onde Sé um subconjunto de R".b. z) e a= (a.

Demonstraremos unicamente (c) e (d).c) +h· [g(x). cada componente/k é contínua naquele ponto. donde se obtém (d).. ·~· ·~· lim Jlf(x)Jl = \lh\1.(x). Porquelf(x).h· c= [f(x). produtos internos e normas...I). L Se lim f(x) ~ b e lim g (x) ~c.h)· [g(x). cada um dos valores da função f(x) tem m componentes e podemos escrever f(x) = (f. (c) (d) lim f(x) · g(x) =h· c.cJl + llh\1 llg(x) . (b) são deixadas ao leitor como exercício. Apliquemos agora a desigualdade triangular e a desigualdade de Cauchy-Schwarz oara obtermos OS: 11/(x) · g(x) - h· cJl S: llf(x) - h li llg(x) .c] +c· [f(x). Prova- é contínua num ponto se. ·~· b·cll~ EXEMPLO I. multiplicação por escalares. fm dizem-se componentes do campo vectoriàl f.. Para demonstrar (c) escrevemos as demonstrações de (a) e f(x) · g(x)..(x) é dada pelo produto escalar e.. Se um campo vectorial f tem valores em Rm. isto prova quellf(x)· g(x)O quando x~a. então tem-se . a x-a (a) lim [f(x) + g(x)] = h + c.bii~O elig(x). remos que f . TEOREMA 8.. .cii~O quando x~a. (b) lim Ãf(x) = Âh para todo escalar À.c li + Jlc\1 llf(x) - h \I. Continuidade e componentes de um campo vectorial. o que demonstra (c). e sô se. Designemos por o vector unitário coordenado de ordem k (todas as suas componentes são zeros excepto a de ordem k que é igual a .h). Os m campos escalares J. . Demonstração. Então[. Jm(x)). ..Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais _ 279 seguintes respeitantes a somas. Tomando f(x) ~ g_(x) na alínea (c) encontramos lim llf(x)ll' = llbll'.r .

+ hJ(•. Continuidade das transformações lineares.Utilizando de novo a linearidade temos f(h) ~ h. Um polinómio de duas variáveis x e y. xn. ••• . Seja f: R•. EXEMPLO 4.X 1 Y. Além disso. . EXEMPLO 3. Consequentemente.).) + .• . Basta portanto demonstrar que f( h).280 f. Continuidade dos polinómios de ft variáveis.. Um polinómio é contínuo em todo Rn devido a que é uma soma finita de produtos de campos . ·-· a aplicação repetidas das alíneas (a) e (b) do teorema 8.O..(x)e•.f. f(x) ~ x. A função identidade. Continuidade da função identidade.(x) = x 2 .. Devido à linearidade temos f( a + h) =f(a) +f(h). dado por P(x. + h. fm é também um ponto de continuidade de f. i=O i=O é·continuo em todo o ponto (x. é contínua em todo R". Elas constituem n campos escalares definidos por / 1 (x) = x 1 .1 mostra que cada ponto de continuidade de[ é também um ponto de continuidade de f •.Rm uma transfor- mação linear. Um campo escalar P. defi- nido em R"por uma fórmula da forma chama-se polinómio de n variáveis Xp .en../. uma vez que se tem m f(x) = 2.as suas componentes são também contínuas em todo R". EXEMPLO 2... Escrevendo h em função das suas componentes temos h= h 1e 1 + . .O.f(e...escalares contínuos em todo R~ Por exemplo.J.O quando h..O quando h. Isto mostra quef(h).y)de R'.1 mostra que um ponto de continuidade de todas as m componentes J. . Cálculo Deste modo a alínea (c) do teorema 8. y) = I I • Q C.(x) = f(x) · e•. Vamos demonstrar que f é contínua em cada ponto a de R".(x) = x •.

í t ~~ Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 281 EXEMPLO 5. Demonstração.f(b)il =O. Continuidade de funções racionais.f[g(a)] = f(y) -f(h). sendo Se g é continua em a e se fé continua em g(a). x+y log [cos (x 2 +y 2 )]. TEOREMA 8. A primeira é contínua em todos os pontos do plano. . n =I. Temos pois· f[g(x)] . y) tais que x 2 + y' = n7t/2. onde P e Q são polinómios nas componentes de x.b quando x-a. e a quarta em todos os pontos para os quais x' + y' não seja um múltiplo ímpar de "/2. A terceira é contínua em todos os pontos (x. e a segunda em todos os pontos excepto a origem .f[g(a)]ll = lim llf(y). o qual está relacionado com a continuidade de funções compostas.:-aJl-+0 Jim IJJ(g(x)J. y) é dado por fórmulas tais como sen (x'y).. então a função composta Jb gé continua ema. ESte facto é ilustrado pelo exemplo seguinte . lO conjunto de (x. O teorema pre~edente implica a cqntinuidade dos campos escalares h. . pelo que se. onde n(x. a. Sejam f e g funções tais que a função composta f o g esteja ·definida em (f o g)(x) = f[g(x)].. Por hipótesey. Uma função de duas variáveis pode ser contínua a respeito de cada uma das variáveis separadamente a ser descontínua considerada como função das duas variáveis em conjunto. Mais exemplos de funções contínuas podem ser construídos com auxílio do teorema que se segue. Sejam y = f(x) e b = g(a). 5. y) para oS quais x + y O. x-a EXEMPLO 6.terá J\:. Um campo escalar f definido por f(x) = P(x)!Q(x). ou famílias de curvas. 3.. Nestes exemplos as funções são contínuas em todos-os pontos em que estão definidas.2. é uma família de circunferências centradas na origeml. diz-se uma função racional. pelo quejb gé contínua em a. Estes exemplos rriostram que as descontinuidades de uma função de duas variáveis podem ser pontos isolados. Uma tal função é contínua em cada ponto em que Q(x) *O. log (x' + y'). * EXEMPLO 7. curvas. _ IIY-hll-•0 Portanto limflg\x)l = Jtg(a)l.

y) = X Cálculo xy 2 +y 2 se (x.5. ~ lim {limj(x.y) ~ arccos . pelo que a função tem o valor constante O ao longo de todo o eixo OX. f é contínua em y =O. y) ~ log (x 2 (c) j(x. se fizermos y ~O e considerarmos f unicamente uma função de x.. e se existirem os limites unidimensionais limj(x.y) provar que lim [lim[(x.y) ~ x'•''· (e) j(x.y) ~ arctan .y) ~- + y'). a função não é contínua em (0. x) = x 2 /(2x 2 ) =!.x2+y2 ~ (d) [(x. (f) j(x.. (g) j(x.y) 2. Analogamente. y) do eixo OX temos y ~O e f(x.. O) = O.. y) para os quais f é contínua (a) [(x.. Exercícios Os exercícios apresentados nesta Secção referem-se a limites e continuidade de campos escalares definidas em subconjuntos do plano._. y) .y) . (x. Para pontos (x. 8. Se ~ (j) [(x. ti lim ((x. pelo que se fizermos x =O e considerarmos f unicamente como uma -função de y.. f(O. y) ~ x2 tan-.282 f(x. em cada ponto da recta y ~ x (excepto na: origem) a função toma o valor constante!.y)-(a. I. o exercício mostra que a -existência do limite bidimensiorial e dos dois limites unidimensionais implicam a existência e . y) do plano definidos pela expressão do segundo membro.y) ~ arcsen. O) ~O. pois f(x. 0).a limj(x. O)*!. f torna o valor constante O em todos os pontos do eixo OY. y) ~ f(x.. y) ~ x" + y' - 4x2y 2 . v-+b Os dois limites desta igualdade chamam-se limites iterados. Deste modo. (b) [(x. f não é contínua na origem..< ((!. visto existirem sobre esta recta pontos tão próximos da origem quanto se queira e porquef(O.j X x2 + y2 . Em cada um dos exemplos seguintes define-se um campo escalar f mediante a equação dada para todos os pontos (x. X (i) f(x. Com efeito. y y arctan-.jxly. Em cada exemplo determinar o conjunto de pontos (x.O).y)] :v-----b :c---+a ~L..y) =L. X X+ y 1 -xy . I y cos x 2 • (h) j(x..y)] :c. Porém considerada como função de duas variáveis.f é contínua em x =O..y) ~ .

y =O. ~ lim [lim[(x.(0.. Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 283 ~ ' igualdade dos dois limites iterados. y). O) para que f seja contínua na origem? 9.6. y) ~ x'y' + (x _ y)' Demonstrar que lim [limf(x.. (0. Seja f um campo escalar definido num conjunto J de R" e seja a um ponto interior a S.. * * 8. Será f contínua na origem? 8. Sef(a) *O. y) ~ (x'. y) ~ lsen(x' + y')l!(x' + y') quando (x.. O. 0).O quando (x. ':ff. Sejaf(x. Derivadas de campos vectoriais serão estudados na Secção 8. 3...y) ~ {:'""~ se se y =F O.(0... ~ I más que lim [limf(x. É pOssível definir /(0. {Sugestão: Examinar f sobre a recta }' = xL Serve este exercício para mostrar que a inversa do Exercício 2 nem sempre é verdadeira.(1 11-+0 Explicar porque razão isto não contradiz o Exercício 2.y)-0 quando (x.y)] . y) ~ (x..i O ou se y ~ x' ef(x. Seja [(x. y) . O)? 7.y)l(x + y) se x + y *O. Utilizar este resultado e o quando (x. A derivada de um campo escalar relativamente a um vector Esta Secção é dedicada às derivadas de campos escalares.. Pretendemos estudar como varia o campo quando se passa de a para um . O) como deve ser definida f (0.... O) de modo que f seja contínua em (O. 0). Provar quef(x. Sejaf(x.... y) (0.I .y)] . Determinar o limite de f(x. y) ~ I se O< y < x'. seja f(x. Se f(x. mas que lim [limf(x. }') não tende para um limite quando (x. y) não tende para um limite [(x.y)].18. (0. 0)..lim [limf(x.y) 2 .( ~. Se (x. Determinar uma curva passando pela origem ao longo da qual (excepto na origem)f(x. O) ao longo de qualquer recta passando pela origem.. Seja do Exercício 2 para provar que f(x. y) ~O se y .y)] . (A inversa não é sempre verdadeira. y)---+ (0.. 6. 4. .. y). No exercício apresenta-se um contra exemplo)..y')l(x' + y'). Provar que lim [lim[(x.-o x----o-o ~ -1...y)] y-+0 x---0 y-PO mas que f(x. y) quando (x.. y) (0.y)] :z:--t-0 x2y2 sempre que x 2y 2 + (x ~O . provar que existe uma n-bola B(a) na qual f tem o mesmo sinal quef(a). y) .. y) tome o valor constante I. y).. O) ao longo de recta y = mx._. 0). 5. Seja f um campo escalar contínuo num ponto interior a de um conjuntoS de R". Mostrar quef(x. v--o :r:-+0 x--.

Cálculo ponto próximo. Somos assim condUzidos a definição seguinte: DEFINIÇÃO DE DERIVADA DE UM CAMPO ESCALAR RELATIVAMENTE A UM VECTOR. A distância de ~ até a + kY é li kYII =I hl IIY~. Da4o um campo _escalar f S-. isto é. 8.4. Na figura ·8. sejam a um ponto interior de S e y um ponto arbitrário de R n. Em geral a maneira segundo a qual um campo varia dependerá da direcção em que nos movamos a partir de a.y) = limf(a h_. (Ver figura 8.y) e define-se (8.f(a) h quanifo o limite do ~egundo membro existe. Se h for escolhido de modo que lhlll. o segmento de a até a. onde S ~ R n. FtG. onde h é um número real.O + hy). O ponto a + hy está na n-bola B(a. mas sLJficientcmentc pequeno para garantir que a+ hyE Se fOrmemos a razão iricremental (8.. 8. existe uma n-bola B(a. O eoeiente define a variação media de f ao longo do segmento unindo a a a+ hy.+ kv estará em _S.4) f'(a.dl <r. O ponto a + hy perlence à recta passando por a paralela a y.4) Consideremos h* O. suponhamos que nos deslocamos de a para o ponto a + y ao longo do segmento de recta unindo a e a+ y. r) se llhyll < r. Cada ponto deste segmento é da forma a + hv. r) situado inteiramente em S. Supongamos que especificamos esta direcção por outro vector y.3. O. FtG. admitamos que f( a) é a temperatura num ponto a de uma sala aquecida e com urna janela aberta. mas se nos movermos em sentido contrário a temperatura aumentará. R. . Interessa-nos conhecer o comportamento deste coei ente quando h__. A derivada de f em a relativamente a y representa-se pelo símbolo f'(a. Por exemplo.3 apresenta-se um exemplo..3) f( a + hy) -f(a) h O numerador deste cociente diz-nos como varia a função quando se passa de a a a+ hy. Visto que a é interior a S. Se nos deslocarmos na direcção da janela a temperatura diminuirá..

:: 1 il [(a+ y).. a razão incre·mental (8.3) é O para todo h* O. Façamos g(t) = f(a + ty) =(a + ty) ·(a + (Y) =a· a + 2ta ·y + t'y·y.y). Se y = O. Em particular..:t. Seja g(t) = f(a +i_r).· Fazendo h~ .'' ·se existir a derivada /(a+ ty. I I· Um corolário simples do teorema 8. I . pelo 4"" '::. Quer dizer. [·.--1 TEOREMA 8.y).4. O obtemos (8. y) existe sempre e é dada por f'(a. Se uma das derivadas g'(t) ou f'( a + ty. introduzimos a função * f sobre a recta que passa por a e a + y com g(t) =f( a + ty). de maneira que g'(O) = f'(a. · ·:~ y Para estudar o comportamento de O.. .7 O teorema que se apresenta a seguir relativa às derivadas g'(t) e f'( a+ ty. Derivada de uma transformação linear.[(a) =f'(z. O) existe sempre e é igual a O. 11 xll' para todo x em R•.y) =f(y) '' para todo a de Se todoyde R".''' EXEMPLO l.f'( a. onde z = a + Oy. TEORE. y) existir. conseguinte g'(t) = 2a·y + 2ty·y.3 é o teorema da média para campos escalares. Neste caso . Se f S ~R é linear então f( a + hy) =f(a)+ hf(y) e a razão incrementai (8. Por I . / Resolução. temos g(t + h) h g(t) = f(a + ty + hy) h f(a + ty) . a derivada de uma transformação linear \o relativamente a y é igual ao valor da função em y.~ tt ~ w ~ Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais j 285 ~ " '' . '..5) g'(t) =f'(a + ty. . y) para todo t no intervalo O . . Demonstração.MA 8.5). Construindo a razão incrementai para g.3) é igual a f{y) para todo h* O.f'(a.3. quando t =O temos g'(O) = f'(a.y) = 2a-y. TE:OREMA DA MÉDIA PARA AS DERIVADAS DE CAMPOS ESCALARES.y).~.y). então a outra também existe e as duas são iguais (8. y) se f(x) = EXEMPLO 3. l. t . ' ·f: EXEMPLO 2. então para algum'6 1~ no intérvalo aberto O < (} < l tem-se :l·r': {. Calcular f'( a.

ax -(a.g(O) trado.3) representa a variação média de f por unidade de ·distância ao longo do segmento unindo a a . ~f( a+ y). Se a~ (a.f( a) e g'(O) 8. b. Oy. Assim. a derivada f'( a.b. quando Jly~ = I. Em R 2 os vectores unitários coordenados representam-se habitualmente por i e j.J(a 1 . Seja g(t) lo [0. b). se a~ (a.286 Demonstração.7.g(O) = g'(O). b). Se y é um vector unitário. y) chama-se a derivada direccional de f em a segundo a direcção de y.frk• ou ainda mais simplcsmente. eJ. Em R'. DEFINIÇÃO DAS DERIVADAS DIRECCIONAL E PARCIAL. o< e< 1.a + hy.b. Neste caso a razão incrementai (8. respectivamente. y) fica o teorema demons- Porque g(l).-k escreve-se sem ápice. b. c).). c).fk. a. Aplicando o teorema da média a g no intervaonde ~f'(a+ g(l). as derivadas parciais f'( a. Em particular.j) escrevem-se também aj (a. i) ef'(a.se y = e1c (o vector coordenado unitário de ordem k) a derivada direccional j'(a. 11 tem-se ~ f(a Cálculo + ty).c). DJ(a) =f'(a. b) ax e -(a. ay a! e -(a. Para a derivada parcial DJ(a) usam-se igualmente as notações: D. a distância de a a a+ hy é ]h]. Derivadas direccionais e derivadas parciais No caso particular-em que y é um vector unitário isto é. ••• . a derivada f'( a. é Por vezes a derivada/~. aJ . aJ az . c) as derivadas parciais DJ(a).. y) chama-se derivada direccional. ek) denomina-se derivada parcial relativamente a ek e ·representa-se também pelo símbolo DJ(a). ay . DJ(a) e DJ(a) re oresentam-se também por aj -(a.

9.E_ iJy iJx . y) para o campo escalar definido em Rn pela equaçãof(x) = x. (D. DJ. j(x.(D... Em cada um dos Exercícios 4 a 9.0). calcular todas as derivadas de primeira ordem do campo escalar dado.f) D.f= D..(D.iJx iJy · Esta derivada pode ou não ser igual à outra derivada parcial mista .. Calcular a derivadaf(. iJ'f iJy iJx ' iJ'f D. 3.9. 2.fl_ .(D. .. onde a é um vector constante.f) = . X- X+ y J x >" Y' ..[).J) '= iJx'.. j(x.y) = .fl_ .iJy iJx · (i}f) Na Secção 8. iJ'f iJx iJy D. j(x. Na notação o a ordem de derivação exprime-se como se indica: iJx iJy ..r..y) = x' S.Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 287 8.y) = + y 2 sin (xy). iJ'f D. y.8 Derivadas parciais de ordem superior A derivação parcial origina. . D. . n n i=l i=l a fixo.J) = . Nos Exercícios 8 e 9os campos estão definidos em a_n.(D..f. ·. Algumas vezes usamos a notação D '· j' para a derivada parcial de segunda ordem Dt(Dj). Um campo escalar f é definido em Rn por f(x) = a·x. (b) Tomar n = 2 em (a) e determinar todos os pontos (x. (DJ) representa a derivada parcial de D. . 8...E_ (i)f) .. y) para x ey arbirtários. . As derivadas parciais de D. * 8.f). Rn uma transformação linear dada. novos campos escalares DJ. T(x). Por exemplo. .x1 .. Note-se que D.f) = iJy' . que se escrevem: D 1(D.j~.23 provaremos que as duas derivadas parciais mistas acabadas de referir são iguais em cada ponto se uma delas for contínua· numa vizinhança do ponto.23 se apresentará um exemplo no qual D. xi + yj + zk) =O.y) >" (0.f) num ponto. a partir de um dado campo f. Ainda na Secção 8. Exercícios I. (a) Resolver o Exercício I quandof(x) = Jlx 11'.(são as derivadas parciais de segunda ordem de f Para funções de duas variáveis existem quatro derivadas parciais de segunda ordem. xi + yj) = 6. y) para os quais _!'(2i + Jj. . j(x) = a ·x . ~~·· ' 6. (c) Tomar n = 3 em (a) e determinar todos os pontos {x.jxzx+ yz ' (x.y) = .· . 7..f relativamente à primeira variável.. Calcular j'(x. z) para os quais f'( i+ 2j + 3k. 4. Seja T: Rn .(D..f(x.. j(x) =L L aé.

J(x. ta + (I .r. f(x. f(x.y) >O para um vector fixo a e todo Vector não nulo y. (x../) equação: Determinar um valor da constante n tal que v satisfaça a_ seguinte 19. j(x. 18. calcular todas as derivadas parciais de primeira ordem.y) ~ x' 11. L (a) Provar que toda a n-bola é convexa. (b) Supor quej'(x. 16.. . provar -que f é consiante em S. O que pode concluirse acerca de f neste caso? 21. (a) Supor que_f'(x.. Isto prova que a existência de /'(a) implica a continuidadé de/ em a. j(x. . h Coando h-O o segundo membro tende para o limitef'(a)·O ~O e por issof(a +h)f(a). = tn e_---~rt{4l)'.. 2.r. Dado z = u(x. Tal afirmação demonstra-se facilmente pela escolha de um h* O e escrevendo .. 8.· 20.y) ~ arctan (y/x). tan (x'/y).y) ~ + y' .JX!Y. 10..I5. · 22: (a) Demonstrar que não existe nenhum campo escalar f tal quej'(a.(D 2 f) são iguais. j(x. h. y y~>(O.y) ~ ~ -cosx I .y) ~ arccos . (b) Se f'(.y) 13.+z Oz àz ax ay ~o. a existência de derivada de uma função f num ponto im· plica a continuidade nesse ponto.r em B(a). 1:. li e 12 verificar que as derivadas parciais D. X> 0. f( a + h) .t)b E S.10. Derivadas direccionais e continuidade Na teoria unidimensional. todó x num conjunto convexo abertoS e para todo r em R". yy~>O.f(a) = f( a + h) -f(a).J(x.y) 14.. Nos Exercícios 10.y) ~ x<•'r.4x'y'. X oF 0. _y) =O para todo x em alguma n-bola B(a) para todo o vectory. yy~>O. (b) Dar um exemplo de um campo escalar f tal quej'(. j(x. y)eax+by e azu!_(axa.y) =O. y) =O para..288 Cálculo Em cada um dos Exercícios to a 17.. log (x2 + y'). para todo 1 no intervalo O:. por outras palavras.y) >O para um vector fixoye todo o vector . Um conjuntoS em Rn diz-se convexo se para todo o par de pontos a e bem S o segmento de recta de a a b está também em S.y) =O para um vectorfix~_y_e para todo . Seja v{Y. Utilizar o teorema da média para provar que f é constante em B(a ).y) ~arctan---.O). 1 x+ y -xy 12. LJeterminar valores das ·constantes a e b tais que . 17.

Contudo. Seja f o campo escalar definido em R' do modo seguinte: xy' J(x. Existe uma generalização mais adequada. h. hbJ = h h ab' h'b' · f( a + hy) -f(a) h a'+ Fazendo h. Então se h* O podemos escrever f( a + hy) -f(a) = f(a + hy) -f(a). permite-nos generalizar os principais teoremas da derivação a uma dimensão ao caso de maior número de dimensões. b) um vector qualquer. Esta é a chamada diferencial total ou simplesmente diferencial.y) para um dadoy implica que logo a existência ·-· EXEMPLO. Suponha- mos que a derivadaf'(a. embora. O exemplo precedente mostra que a existência de todas as derivadas direccionais num ponto não implica a continuidade nesse_ ponto.y·)·O dej'(a.Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 289 Admitamos o mesmo raciocínio aplicado a uma campo escalar qualquer. ao mesmo tempo. Se a* O e h* O temos f(hy). O) e y ~(a. as derivadas direccionais não constituem uma extensão satisfatória do conceito unidimensional de derivada. b) encontramos. quej'(O. Seja a ~ (0.f(a) quando x-a ao longo de toda a recta que passe por a. em cada ponto da parábola x ~ y' (excepto na origem) a função f tem o valor t. limf(a + hy) =f(a) para algumy. y) =O.y)=-x2 + y" se x #O. a função f não é contínua em O. J(x)-0 quando x-O ao longo de qualquer recta passando pela origem.y) existe para todas as direcçõesy. a qual implica a continuidade e. f(O. de maneira análoga. Igualmente. y.f( a) quando x-a ao longo da recta passando por a e paralela a y.y) existe para certo y.yi ~O. .O encontramos j'(O. O exemplo que se apresenta a seguir descreve um campo escalar que admite derivada direccional em O segundo qualquer direção mas que não é contínuo em O. y) ~ b'!a. Se y ~ (0. esta conclusão não é necessariamente verdadeira. Tal significa quef(x). Se }(a. Visto que tais pontos existem tão próximos da origem quanto se queria e porque f( O)~ O. y) existe para todo o 'vector. Quando h-O o segundo 'membro tende para o limitef'(a. Tal facto parece sugerir que fé continua em a.f( O) f(ha. Portantoj'(O. h ~O. Por tal motivo. então f(x). Surpreendentemente.

h). v).6) obtemos a fórmula [(a+ h) =[(a)+ f'(a)h +hE(a. de modo que a+ v E B(a. h) = f(a + h~ - f(a) _/'(a) seh.O. para a diferença /(a+ r).R um campo escalar definido num conjuntoS de Rn_ Sejam a um ponto interior de S e B(a. DEFINIÇÃO DE UM CAMPO ESCALAR DIFERENCIÁVEL. h).(~).6) resulta que E(a. Diz-se que f é diferenciável em a se existir uma transformação de R" em R. e uma função escalar E(a. Dá-nos. v) tal que (8.·Young em 1908 e por M. r) uma n-bola contida em S. para 11~11 <r.290 Cálculo 8. Sef(a) existe. r). Seja fS.6) E( a. O valor T0 (v) é um número real. Fréchet em 1911 num contexto mais geral. e definamos E(a. onde E(a. Por conseguinte o erro hE(a. O erro na aproximação é llvll E( a. A transformação linear Ta chama-se a dife- Nota: A diferencial Ta é uma transformação linear.f(a). A diferencial Lembramos que no caso unidimensional uma função f possuindo derivada em a pode ser aproximada na vizinhança de a mediante num polinómio de Taylor linear. h).f( a) por meio de f{a)h.ll. uma equação que é válida também para h =O. . um termo que é de ordem inferior a 11•11 quando llrll-0.7). v)-0 quando rencial de f em a. 11~11-0. H.~) =001~11) quando llvll-0. O erro cometido é hE(a. h) é de ordem inferior a h para valores pequenos de h. De (8.éO. não um número. A diferencial foi introduzida por W. A equação (8.7) f(a +v) =f(a) + T. Esta é a fórmula de Taylor de primeira ordem para aproximar f( a + h). h) a diferença (8. uma aproximação linear. isto é. definido para cada ponto v de R". v). Esta propriedade de aproximação de uma função derivável por uma função linear sugere um modo de generalização do conceito de diferenciabilidade ao caso de maior número de dimensões. chama-se fórmula de Taylor de primeira ordem para f(a + ~). que é válida para llvll <r. T. De (8. O) =O. E(a. designemos por E(a.(v) + 11•11 E(a.O quando h. Seja~ um vector tal que llvll <r.

A equação (8. h Porque 11•11 ~O quando h~ O é visto que Ih I h = ± I. Se_.9) f'(a.Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 291 O teorema que se segue mostra yuc. o segundo membro de (8.10) dá-nos (8. .12. Nesta fórmula tomemos v= hy. Ynl tem-se (8. Gradiente de um campo escalar A fórmula do teorema 8. y) é uma combinação linear das componentes de y. =Vf( a)· y.8) T. Então li vil <r.y) existe para todo y em R ne tem-se (8. O)= O.-= (. . que exprimef(a..Y· pode escrever-se como um produto escalar f'(a. v) ~o quando li vil ~o.: se a diferencial existe é única. y) =L D.(y) =f'(a. Visto f ser diferenciável em a ternos uma fórmula de Taylor * (8..y).8).J(a)y. se y = (y.r.J(a)y. onde h* O e lhiii.8) é trivial se _v= O. y) =L D.Y O. visto que ambos T0 ( O)= O e f( a.. Por conseguinte podemos supor que . . v). Ynl temos y = L~=lYkek• onde resulta 8. Portanto o primeiro membro tende para o mesmo limite.10) f(a +v) =f(a) + T~(v) + Jlvll E(a. Visto que T0 é linear.y) como numa combinação linear das componentes de .f(a) = T.11) f( a+ hy). k=l n .5. Com efeito.(v) = = T 0 (h_Y) = hT0 (y). f(a.(y) h + lhiiiYII E(a.O. Diz-se igualmente como calcular T0 (y) para todo y em R".9). o que demonstra (8. v) para 11•11 <r para algum r> O. k=l n Demonstração. . Se f é diferenciável em a com diferencial T0 . Além disso.11) tende para o limite Ta(v) quando h. onde E(a.YII <r. temos T.. Portanto (8.. Façamos agora uso da linearidade de Ta para deduzir (8.5.. então a derivadaf(a.. TEOREMA 8.

Jf é' a componente '' . . v)l.. v).f(a). v)~O quando 0•11 ~o. IIVf(a)llllvll Isto mostra que f(a +~>~f( a) quando 11 vil~ O. Aplicando a desigualdade triangular e a desigualdade de Cauchy-Schwarz encontramos O:>. . v)l.o papel da derivada f( a). De (8. 8.J(a)l :>.10) ·pode agora escrever-se na forma (8. + llviiiE(a. TEOREMA. FIG. '1 f( a) ' '\ ' \ \ \ /y~ a~ ~~a~. Este é chamado gradiente de f O gradiente v fé um campo vectorial definido em cada ponto a em que existem as derivadas parciais DJ(a). . Demonstração..continuo em a. lf(a +v). então f é contínua em a.12) tem-se lf(a + v) - f(a)l = IVf( a)· v + 11 vil E(a. A partir da fórmula de Taylor podemos facilmente provar que a diferenciabilidade implica a continuidade. DJ(a)). pelo que f é. 8. Escrita nesta forma assemelha-se à fórmula de Taylor unidimensional com o vector gradiente v f( a) desempenhando . . Relação geométrica entre a derivada direccional e o vector gradiente. 5. DJ(a).12) f( a+ v) =f(a)+ Vf( a)· v+ 11•11 E(a. .6. onde E(a. A fórmula de Taylor de primeira ordem (8.. de '1/(a) segundo o vector unitário y. Vf(a) Cálculo = (D. Usa-se igualmente a notação gradfem vez de v/ O símbolo v lê-se "nabla". Se um campo escalar f é diferenciável em a...292 onde vf(a) é o vector cujas componentes são as derivádas parciais de f em a.

mas f não é continua em O.Y. UMA CONDIÇÃO SUFICIENTE DE DIFERENCIABILIDADE. íJy No espaço tridimensional a fórmula correspondente é "f( v x. num dado ponto a o campo escalar sofre a variação máxima na direcção do vector gradiente. isto é... a existência de todas estas derivadas parciais não implica necessariamente que/seja diferenciável em a. z) k. z) .f existirem numa certa n-bola B(a) e forem contínuas em a. quer a derivada parcial D J( O) quer D. Uma condição suficiente de diferenciabilidade Se/ é diferenciável em a. 7 diz-se continuamente diferenciável em a. Um contra exemplo é dado pela função f(x. y ) " - of(x.f(a) existem.Y tem a mesma direcção que vf(a).f(O) existem. y) . .. A figura 8. No espaço bidimensional o vector gradiente escreve-se muitas veze~ "f( x. y. r) é O. y. Se as derivadas parciais DJ. já discutida na Secção 8. y. A derivada é máxima quando cos 8 = I. y) admite uma relação geométrica simples com o vector gradiente.5 representa os vectores v f( a) e y aplicados no ponto a. D. D. /(0. .. a derivada direccionalf(a.: Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 293 Quando . Para esta função. então todas as derivadas parciais DJ(a). z )= of(x. Quando v f( a) é ortogonal a y.y) =Vf( a)· y = IIVf(a)IIIIYII cosO= IIVf(a)ll cosO. _ TEOREMA 8~7. z) • + íJf(x. y) =o.com v f( a). Por outras palavras. . l íJx + íJf(x. quando . então f é diferenciável em a. . se x::F-0.1 O. y. Nota: Um campo escalar satisf3zendo à hipótese do teorema 8. Isto mostra que a derivada direccional é a componente do vector gradiente na direcção de y. . . íJy J íJz 8. y) ]. além disso.é um vector unitário a derivada direccional f( a.13. AdmitamOs que v/(a) O e seja O ângulo dey. este máximo é igual ao comprimento do vector gradiente. Y) = xy' X 2 + y. pelo que f não pode ser diferenciável em O. Contudo. íJx • + of(x. ! O teorema seguinte mostra que a existência de derivadas parciais contínuas num ponto implica a diferenciabilidade nesse ponto. Então tem-se * f'(a.

. DJ../(a)= Vf(a) ·v+ Cálculo llvll E(a.f(c.is que v0 =O e vn = u.f)a)u.. u =À f(a sendo . Seja . Introduzindo (8. Escolhamos estes vectores de maneira que verifiquem a relação vk = "k-E + ukek.f. k=l n onde v 0 .)= Ãu. Escrevamos agora a diferençaf(a +v)-/(a) (8.eJ -f(a + Ãv... Deste m. + . Àvk-l· Os dois pontos bk e bk + Àukek diferem unicamente nas compo- nentes de ordem k. = 11•11 E( a.) k=l n D.f(a + Ãv._.294 Demonstração. Exprimindo u em função das suas componentes temos com ep e 1 .l suficientemente pequeno de maneira que a+~ esteja na bola B(a) em que existem as derivadas D.).f(a)}u.f(a) = f(a + Ãu). • • • .13) f( a+ v). vê-se que E(a.13) obtemos f(a + v) I Z~P f(a) = Â I D. k=l n Mas v f( a) .14) f( h. •)-O quando ~·11-0.)}. .f(a)}u.Vf(a) · v = Â. D.f( h.lu*" k· Observe-se que bk.D. v0 =O~ Então o termo de ordem k da soma (8.(~) apenas pode ser V/(a)·~.• ~ À v/(a).)u•.e. v) =I {D.) - f(hJ. Fazendo .a e por isso ck-+a quando À-+Ü. pelo que n + v) - f(a) .lu. v).f(c. com E(a. na forma ••• . I E(a. e porque caúaderivada parcial DJé contínua ema. o teorema está demonstrado. Se provarmos que f(a +v)._.f(c. onde ck pertence ao segmento definido pari> ke b k +.Então ~~.l ~ ~·11.lu.)..) .O. ~)-O quando llzill.reve-se f( a onde bk =a+ + Ãvk-1 + Ãu. en vectores unitários. v 1 . vn são vectores quaisquer de Rn ta.f(a) =I {!(a+ ÃvJ. ficando completada a demonstração do teorema.13) es._1 ) =f(h. T. {D.J(c.e. Visto que <•-a quandóll~ll-0.14) em (8. com Uull = I. .:>do podemos aplicar o teorema da média do cálculo diferencial para escrevermos (8. v). . + Ãu.

b e c tais que a derivada direccional def(x.x 2 . no ponto (I. I) na direcção de 2i +i. onde S s. Em R 3 consideremos r{x. 2) e calcular a derivada direccional na dirccção do ponto {4. Todas . z) . y. Calcular ainda 'Vf(a). se (x. (d) f(x.. 2) e . (b) Demonstrar que 'V(r 11 } = nr". y) = 3x 2 + Y tem o máximo valor possível.y. Yn e para todo x em B(a). 6). z) = 2. I.y.2 na direcção do ponto ( 1. Considerem-se as seis proposições seguintes relativas a um campo escalar f S-. Calcular as deriv3.. I. y.·y)= 1 e f' (a. Um campo escalar diferenciável f tem.3z2 ). O) na direcção de i . 11. 2).y. y.y) =O para n vectores independentesy 1 . (e) j(x. z) = x•'. derivada di receio na! + 2 na direcçàü do ponto (2. provar que fé constante em B(a). {Sugestão: Utilizar o Exercício 7(d). (e) grad g (f) = ·g gradf. (a) f é contínua em a. em todos os pontos para os qums g *O. 3.x' + y 2 scn(xy). 7.Jgradg g2 . .r em B(a). 2. (b) f é diferenciável em a.f(a. z). 8.· 6.yZ + 2z2 • (b) j(x. y.. y.log (x 2 + 2y2 .x'j'z'. onde _r= 2í + 3j e z =i+ j. y) para os quaisj(a. provar que fé constante·em B(a). 9. Determinar o vector gradiente em cada ponto em que exista para os campos escalares defi- nidos pelas equações seguintes: (a) f(x. z). Determinar os pontos (x.as derivadas parciais de primeira ordem de f existem numa vizinhança ·de a e são contínuas em a:· . -1) tenha o valor máximo 64 na direcção parabola ao eixo oz. z). (a) Demonstrar que ~r(x. z} é um vector unitário na direcção de r(x. Sej'(x.das direccionais dos seguintes campos escalares nos pontos e segundo as direcções indicadas. z) = x' + 2y' + 3z' em (I. (c) grad (cf) =c gradfse c for constante. z) = (xly)• em (I.y) 7 e"cosy. R 11 e a é um ponto interior de S.j + 2k. (c) .l (c} Será válida a fórmula da alínea (b) quando n for um inteiro negativo ou zero? (d) Determinar um campo escalar /tal que 'V/= r. y) está restringido aos pontos do círculo x 2 + y 2 := I.y. Determinar o vcctor gradiente em (I.h• . Demonstrar as seguintes propriedades do gradiente: (a) grad/= OseféconstanteemS. (b) Sef(. . (b) grad (f+ g) = gradf + grad g.y).k. z) = xi + yj + zk e r(x. I). y. (a) f(x. Traçar um gráfico mostrando o conjunto de todos os pontos (x. (b)f(x.. Supor que f é diferenciável em cada ponto de uma n-bola B(a).y. Dado um campo escalar diferenciável num ponto a de R2 .2 r se n é um inteiro positivo. z)ll.diferencial em campos escalares e vectoriais 295 Exercícios 1. Sejam/ e g campos escalares diferenciáveis num conjunto aberto S. (a) Se 'Vf(x) =O para todo x em B(a}. 2. 10. (c) f(x. Supor que fé diferenciável em cada ponto de uma n-bola B(a). y) e as direcções segundo as quais a derivada direccional de f(x.y) existe para todo y em R 11 • (d). Determinar os valores das cOnstantes a.y.r) ""f(a) para todo . R. 5. xi + yj) = 6. 4. (f) j(x. provar-que 'Vf( a)~ O. z) = llr{x. (d) grad (jg) ~ grad g + g grad f. z) = = ax)l + byz + cz 2 x 3 no ponto (I. admita-se que j'(a.

e que pretendemos saber como a temperatura varia quando o ponto x se desloca ao longo da curva C definida no sólido. bl. .t teoria de derivação a uma dimensãO. Vainos em seguida obter uma extensão da fórmula quando f se substitui por um campo escalar definido num conjunto do espaço n-dimensional _e r é substituída por uma função vectorial de uma variável real cujos valores pertencem ao domíniô de f Posteriormente generalizaremos a fórmula de modo a cobrir as hipóteses em que tanto f como r são campos vectoriais. a b c d e f ------1a T ------1b T c T ------1d T . a regra de derivação de uma função composta permite-nos calcular a derivada de g(t) ~ j[r(t)l pela fórmula g'(t) =J'[r(t)]· r'(t). podemos introduzir uma nova funçãp g media:ôte a f<?rmula g(t) = f[r(t)] se astsb. Se a curva é dada por uma função ·vectorial r definida no intervalo [a. Esta função composta g exprime a temperatura como uma função do parâmetro t e a sua derivada g'(t) mede a variação da temperatura ao longo da curva. se (a) implica sempre (b) escrever T no segundo quadrado da primeira linha.. (f) f(x) ~ llx.1 e T ------1~ f T 8... Por exemplo...a 11 para todo x em R•.. Cálculo Numa tabela semelhante à representada aqui.. A diagonal principal já foi marcada.. A seguint< generalização da regra de derivação da função composta já conhecida.296 (e) 'Vf(a) ~O... É fácil enumerar exemplos práticos nos quais se verifique a composição de um campo escalar com um campo vectorial. marcar com T o quadrado correspon· te se a proposição da linha (x) implica sempre a posição da coluna (y). Generalização da regra de derivação de funções compostas para derivadas de campos escalares N:. suponhamos que f(x) mede a temperatura num· ponto x de um sólido no 3-espaço.. permite-nos calcular a derivada g'(t) sem determinar explicitamente g(t). Por exemplo.15.

Sé aberto existe uma n-bola + h) - Demonstração. Tomemos h* O. Se T(t) é um vector unitário na direcção de r'(t) (T é o vector unitário tangente)..f[r(t)] cos {J(t). Defina-se a função composta g(t) = /[r(t)] ~. Temos agora y._ ~(Seja I um ponto de J no qual r '(t) existe e admita-se que f é diferenciável em r(t).y .TEORE~A 8.8.YII.. Visto que y g(t r(t + h)h g(t) =Vf( ) .~0§/wlo -~"' . T(t) chama-se a derivada direccional de f ao longo da curva C ou na direcção de C. = rt(). Observe-se que l\" y. Quando a função r descreve . E a.. Então g'(t) existe e é igual ao produto escalar ·r~' ~.::.15) g'(t) =Vf( a)· r'(t). f !~ onde <r (I) e f3 (t) são ·os ângulos definidos por T(l) e pelos semi-eixos positivos OX e OY. se tEJ. a derivada direccional de f ao longo de C vem Vf[r(t)]· T(t) = D. supondo que r'.Y =._ .y).r(t) h + llr(t + h) h r(t)ll . t. Para uma curva plana podemos escrever T(t) = cos o:(t) i+ cos {J(t)j. ii g =for por Sejam f um campo escalar definido num conjunto aberto-s de Rn e r ~t~T uma funçao vectorial que aplica um intervalo J de R 1 em S. l' Aplicando a fórmula de Taylor de primeira ordem para f temos )i.r(l). y). d!lorooo<o/ om wmJX" "co/oroo ' "='"" "" ~f. ( ) Fazendo h-O obtemos (8. com t um ponto de J no qual r '(t) existe. Derivada direccional ao longo de uma Curva.Oquando II.O. (8. + h) -r(I) temos onde E(a.Jma curva C.o quando h -o. . com a= r(t). Porque B(a) situada em S. a derivada r' é o vector velocidade (tangente à curva) e a derivada g' em (8. Façamos a g(t g(t) = /[r(t + h)] - /[r(l)] =f(a + y) - f(a).. ~? ::. r(t a + h). mas suficientemente \/ pequeno para que r(t +h) esteja em B(a). .~_:·'.O. o produto escalar Llf[r(t)l. r(t +h).. e seja .J[r(t)] cos o:(t) + D. f( a + y) -f(a) = Vf( a)· y = + IIYII E(a.15) é a derivada de f relativamente ao vector velocidade. EXEMPLO I.15)..

inverterá o sentido da derivada direccional. A parábola define-se parametricamente pela equação vectorial r(l) = ti+ (1 2 . admitindo uma tangente em cada um dos seus pontos. Conjuntos de nível. r( I)= i+ 2j. Deste modo. Quando r= C. (b) A derivada direccional de f ao longo de C é zero. r·(l) = i+ + (2t. e c uma constante. Para esta representação de C o vector tangente unitária T(l) ~(i+ j)i/2ê a derivada direccional pretendida é Ll/(1.cos~ of + -cos {J. ax oy No ponto. EXEMPLO 2. isto mostra que LI/é perpendicular a r· em C. Determinar a derivada direccional do campo escalarf(x. (1. y) o vector gradiente é ~ 3xy Vf(x.3y)i. y) =c define uma curva C.4i.2) tem-se Llf(l. 8. 2). Num ponto arbitrário (x. T(l) = . de maneira abreviada of Vf· T = . Resolução·. Uma vez que g·= Llfr.298 Cá leu/á Esta fórmula escreve-se. por sua vez. Admitamos que a equação cartesianaj{x. ambas as proposições (b) e (c) são consequências de (a).x + 2 no ponto (l.16.fT.t + 2)j. Deste modo. Sejam f um campo escalar não constante. diferenciável em todo o plano.j fôr paralelo a T. 2) = . Se T é um· vector unitário tangente a C. Pela regra de derivação da função composta temos g·(l) = = Ll}lr(t)]·r·(t).3j.I )j e r'( I) =i+ j. logo LI/ é normal a C. a função g tem o valor constante c pelo que g·(t) =O se r(l) E C. (a) O vcctor gradiente LI/ é normal a C. Uma mudança na representação poderá inverter o sentido de T. 2). Resolução.3xj. Planos tangentes. Provar que f possui as seguintes propriedades em cada ponto de C. mas isso. A regra de derivaçlo da função composta pode-utilizar-se para deduzir propriedades geométricas do vector gradiente. Este produto é·nulo se Ll/fôr perpendicular a T e tem o seu máximo· valor se !'J. o seu valor depende da representação paramétrica escolhida para C. a derivada direCcional de . y) = x' ao longo da parábola y = x'. y) = of i+ ofj = (2x. (c) A derivada direccional de f tem o seu valor máximo na direcção normal a C.[L EXEMPLO 3. oy ax Alguns autores escrevem dflds para a derivada direccional tlfT. Visto que a derivada direccional ao longo de C é definida por intermédio de T. Seja f um campo escalar ddinido num cnn_junto S de . consideremos qualquer curva plana r com uma equação vectorial da forma r(t) ~ X(t)i + Y(t)j e introduzamos a função g(t) = }lr(t)l. muitas vezes.7/. Aplicações geométricas. Para demonstrar (a).f ao longo de C é o produto escalar J.

.Vas de temperatura constante) chamam-se isotérmicas. e consideremos uma curva r situada na superficie _e passando por a... por outras palavras.1findica · a direcção das linhas de fluxo.:. L(c).. ou. 8. Com este objectivo admitimos que é representada parametri- . Seja a um ponto desta superfície. y.7.6.Cálculo diferencial em campos . -a. Consideremos agora um campo escalar f. FIG. O conjunto L(c) chama-se um conjunto de nível de f Em R'\ L(c) diz-se uma curva de nível. numa folha plana delgada o fluxo de calor fazse ao longo da família de curvas orto!ionais às isotérmicas .. __.-. y) =c. O vector gradiente .. Como se mostrou no Exemplo 3 da secção anterior. O vector gradiente t1f é normal a cada curva r na superfície de nível J(x. vamos demonstrar que 11/(a) é perpendicular ao v~ctor tangente a r em a. Por exemplo. esta direcção é normal às isotérm. Logo. 'f!J Vf ~~ . y) representa a temperatura em (x.y) as curvas de nível def(cu. pelo que L(c) = {x I x E S e f(x) = c}. .·. z) =c. - . 8.6 estão representadas essas linhas.' I !"' 'supafície de ní"d L(c) isotérmicas FI_G. são as trajectórias ortogonais às isotérmicas. Aquelas são as chamadas linhas de fluxo. se f(x.i. As curvas a tracejado são isotérmicas:f(x. Representemos este conjunto porL(c).escalares· e vectoriais 299 R• e consideremos aqueles pontos x ae S para os quais/(x) toma um valor constante.. Na figura 8. Vamos demonstrar que o vector gradiente Lij(a) é normal a esta curva em a. Famílias de conjuntos de nível aparecem em muitas aplicações físicas. . diferenciável num conjunto aberto S de R\ e examinemos uma das suas superficies de nível. O fluxo de calor faz-se na direcção da variação mais rápida da temp~ratura.. em R3 diz-se uma superfície de nível. ·por exemplo /(x) =c.cas.7. como se mostra nan figura 8.

pasando todas pelo ponto a. 8JL O vector gradiente d.f(a) é normal a este plano. y. o gradiente de f em a.) como se afirmara. temos g'(t) ~O em J.J. é perpendicular ao vector tangente r '(t. definida em certo intervalo J de R'. Se g(l) ~ flr(t)l para 1 em J. um\ plano tangente Cálculo sup~rfícic de ni\·cl /. Por outras palavras. De acordo coi\l a discussão precedente.8)./(a). Se !!.f é normal ao plano tangente à superfície de nível J(x. a regra de derivação da função composta estabelece que g'(t) = Vf[r(t)]· r'(t).(c) FIG. à equação.j. Em particular. Tomemos agora uma família de curvas na superfície de nível L(c). e o gradiente !J.. Este é o plano tanJ(ente à superfície do nível L(c) em ./(a) não é um vector nulo. os vectores tangentes de todas estas curvas são perpendiculares ao vector gradiente !!. Visto que g é constante em J. . z) ~ c..) ~a-encontramos que VJ(a) · r'(t1) =O. a função r satisfaz. f(r(t)] = para todo t . (Ver figura 8. Uma vez que r está situada na superfície de nível L(c)..em J. aqueles vectores tangentes definem um plano. camente por uma função vectorial derivavel r.300 .. escolhendo 11 de tal maneira que g(t.

X(t) =e. Para os campos escalares definidos em R2 é válida uma discussão análoga. a= (x. num ponto a de uma curva de nível. y). (a) Aplicar a regra de derivação da função composta para provar que F'(t) = iifx'(t) ax + ay iif.) + D3 f(a)(z. (b) De uma maneira análoga. é perpendicular ao vector tangente à curva em a. (c) f(x.f[X(t). Y(l)]. Recorda-se que as derivadas parciais na fórmula da alínea (a) são funções compostas dadas por . Tendo em conta o Exercício I. Deste modo. y = Y(t) definem u como função de t. calcular F'(t) e FN(t) em função de t para cada um dos seguintes éasos particulares: (a) f(x. . Y(t)' = e-•. com vector normal N. 2. seja u=F(t). z. Portanto a tangente à curva de nível L(c) num ponto a= (x..Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 301 Sabemos do Volume I que um plano tangente passando por a. ~= D. X e Y.). y. y. exprimir a segunda derivida FN(l) em função das derivadas de f.· .j(a)i + D. ·Para obtermos a equação cartesiana deste plano exprimimos x..xJ + D.f(a)j + D.j(a)(x. onde af/ax e af/ay são calculadas em [X(t).y) = <!"' cos (xy'). Escrevendo x = (x. Y(t) = t'.x 1) + D. 8. z). Neste exercício deve pressupor-se a existência e cpntinu_idade de todas as derivadas que se considerem. No exemplo 3 da Secção anterior provámos que o vector gradiente tlj(a). Y'(t).f[X(t). Y(t)].a) = O.y) = log [(I+ e"')/(1 + e•')]. Exercícios I.. e Vj(a) = D. Y(t)]. obtemos a equação cartesiana D. X(t) =cosi.17.) é a recta de equação cartesiana D. X(t) = t. (b)f(x. a e tlj(a) por intermédio das suas componentes.j(a)(y - y. é formado por todos os pontos x de R' verificando N · (x .y 1) =O.f(a)(y.y) = x 2 + y'. x = X(t).z1) = O. o plano tangente à superfície de nível L (c) em a será formado por todos os pontos de R' satisfazendo a VJ(a) ·(x-a)= O.j(a)(x . As equações u = f(x.f(a)k. y.{ ~ D. Y(t) =:sen I.

y. z) da superfície. calcuhir a derivada direccional de l para os pontos e direcções que se indicam: (a) f(x. Verificar que o plano tangente a esta superfície no ponto (x0 . mostrar que f deve tomar valores iguais nos pontos (O. z) =I=. 8.y.'l'(r1 +r. a saber u = U(x. mostrar que a equação i 1 +r~= constaÓte (a que essas distfu.(0. O. Determinar fórmulas explicitas para U(x. z0 ) e pertencem à superfície. Determinar uma constante c tal que em qualquer ponto da interseccão de duas esferas (x .2. y. (b) Admitirá a superfície z = f(x. z) = x 2 + }. z0 ).. 9. onde T é o vector tangente ~nitária à curva. O. + y 2 + z2 = 3 e x2 + (y .jx2 + y' + (x' + y')h num ponto qualquer (x.1.1 V(x. Determinar a equação cartesiana do plano t~ngente à superfície xyz.cias satisfazem) implica a relação T. y0 . 6. O. 5) ao longo da curva de intersecção de duas superfícies 2x2 + 2yl. y) e V(x.l Se (x0 . Determinar um par de equações cartesianas lineares para a recta que é tangente a ambas as superfíciesx 2 +Y+2z 2 =4ez=ex-Ynoponto{1. a) e (O. e provar que os vectores .(0.1 U(x.c)2 7. y) e . Se . y.}. Se r 1 e r2 representam as distâncias de um ponto (x. y0 . (a) Determinar um vector V(x. O)_ S. . z) é sempre paralelo a xi + yj + zk. 1).I)' + z2 ~ I os correspondentes planos tangentes sejam perpendiculares entre si.1f(x. z0 ) é um ponto da supeffície z = xy. y. z) e o semi-eixo positivo OZ c determinar o limite de cose quando (x.)~O. (b) f(x.. Interpretar este resultado geometricamente e com ele demonstrar que a tangente faz ângulos iguais com as rectas unindo (x.2 num ponto geral da superfície x 1 + y + z 1 = 4 na direcção da normal exterior no referido ponto. y) aos focos. z) = Jx. 2.5y + 2z em (2. z). y) são perpendiculares em cada ponto (x. y) ~ v'lxYI(a) Verificar que ilf/Ox e.a\. y 0 . 0). {x. y.302 Cálculo 3. Mostrar que o volume do tetraedro limitado por este plano e os três planos coordenados é 9 al /2. y. z0 ) contém aquelas duas rectas. 11. y. y 0 . Em cada alínea. {b) Determinar o cosseno do ângulo O entre V(x.af!ily são ambas nulas na origem. y) de uma elipse aos focos. 4.y).z2 = 25 e x 2 + J? =: z 2• 4. então as duas rectas z = YoX. O. y) um plano tangente na origem !Sugestão: Considerar a secção feita na superfície pelo plano x = y. z) normal à superfície z ~ . As duas equações eu cos v= x e eu sen v= y dçfinem u e v como funções de x e y. y = Yo e z = Xo)'. (c) j(x. 10. l) na dir. x = X 0 intersectam-se em (x0 .= a 3 rium ponto qualquer {x0 . válida. y).z 2 em (3. para x >O.ecção da normal exterior à esfera x 1 + y 1 + + z 1 = 9. y) e v= V(x. y). Sejaf(x. 12. z) = x 2 . y. .

y) = (f{(a.. Designemos por fk a componente de ordem k de f. . ..(a) · ye.y)e•• 1. com li vil< r para algum r> O. Observemos que a derivada f~ a.17) Ta(Y) = f'(a.O. y) existe se e só se fi(a.f(a) por y.n(a..18.Além disso. A derivadaf'(a.y).f(a) • h _ sempre que tal limite exista. y). . Para os campos escalares demonstrou-se que Ta é o produto escalar do vector gradiente t:. A fórmula de Taylor de primeira ordem (8.y) pela fórmula f'(a. Sejaf:S-Rm um campo vectorial definido num subconjunto S de R•..r..Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 8. A transformação linear Ta chama-se a diferencial total ou simplesmente diferencial de f em a. .. .(a.:=1 m em que ek é o vector coordenado unitário de ordem k. ..VJ.y) existe para cada k = I. .fm) e se y = (y. v) é um vector em R'". . m. se f= (f.16) é válida para todo v. 2.. =(Vf.). Para campos vectoriais provaremos que T0 (y) é um vector cuja componente de ordem k é o produto escalar . y) existe para todo a em Rn e tem-se (8. Derivadas de campos vectoriais 303 A teoria da derivação para campos vectoriais é uma extensão directa da mesma teoria para campos escalares./k(a)·.y) = limf(a h-o + hy).16) f( a+ v)= f( a)+ Ta( v)+ 1 vil E(a. Dizemos que f é diferenciável num ponto interior a se existir uma transfqrmação c linear tal que (8.1. O termo E(a.O quando v.. .9. v).( a)· y.. . ot=l . tem-se m Ta(Y) = "L.f.. y. <. em cujo caso se tem f'(a. Se f é diferenciável em a com diferencial Ta então a derivada ](a. . Se a é um ponto interior de S e se y é um vector qualquer de R•.y)) = L.y) é um vector de Rm. v). com E(a. definimos a derivada](a.r) TEOREMA 8. Vfm(a) · y)..

v)= hTa(Y) + JhJJJyll E(a. A diferencial Ta representa-se também por [la). como um produto matricial T.f(a+ v)= f( a)+ f'(a)(v) + Jvll E( a. sendo Df(a) a matriz m X n cuja linha k é t'J.(a) Dnf. temos · · f(a + hy).(a) Df(a) ~ D.y)e• k=l =Í Vf. v).18) basta observar que f'(a.18) do teorema 8. v).(a) · ye•.(a). o jacobiano Df(a) é uma representação matricial desta transformação. componentes do vector f(a)(v) podemos usar o produto matricial Df(a)v ou a fórmula (8. A fórmula de Taylor de primeira ordem toma a forma (8.304 Cálculo Demonstração.y)~ O e Ta(O) ~O.17).!9) .f(a).(y) = Df(a)y.y) =Í J. Assim tem-se D. Tomando v~ hy na fórmula de Taylor. Se um campo vectorialf é diferenciável em a.(a) Dnf.J.19.10.J1 (a) D.(a) A matriz jacobiana Df(a) fica definida em cada ponto em que existam as mn derivadas parciais Djf. .9. A diferenciabilidade implica a continuidade TEOREMA 8. Para demonstrar (8. O seu elemento kj é a derivada parcial D J.f. Para calcular as.J1 (a) D. Consequentemente podemos admitir que y. Ela é semelhante à fórmula de Taylor unidimensional.(a.< O. v)~ O quando v~ O. de uma maneira mais simples.(a) e em quey é considerado como uma matriz coluna n x I. Sey~ O. k=l A equação (8.(a) .J. onde E(a. A matriz Df(a) chama-se a matriz jacobiana de f em a.18) pode também escrever-se. Raciocinamos como no caso escalar. A derivada f\ a) é uma transformação linear. Dividindo por h e fazendo h~ O obtemos (8.= T0 (hy) + llhyll E(a. então f é contínuo em a . entãof(a. 8.

Seja b = g(a) e admita-se que f é diferenciável em b.. onde Mf. e o teorema está demonstrado.(a)ll. O quando . Da definição de h resulta (8. com diferencial F(b). Introduzindo (8.~. I 1..: Mf.a) 11•11 .· 305 ~~ monstra r este teorema.y). A fórmulll de Taylor aplicada a g(a +_v) dá-nos (8. ~.< lineares FI h) e g'(a).22) v= g'(a)(y) + IIYII E.20.llvJ. 8. recorremos à fórmula de Taylor para de- f~ A parte linear F(a)(v) tende igualmente para O. Demonstração. 18) juntamente com a desigualdade triangular . porque as transformações lineares são contínuas em O.22) em (823) obtemos t . Então h é diferenciável em a . Sejam f e 'g campos vectoriais tais que a função composta h= f . 11 :::...._ j.b. Demonstração.<endo a diferencial h'(a) dada por h'(a) =f'(b) o g'(a).23) f(b +v) -f(b) =f'(b)(v) v)~ + 11•11 Ep.'-"· ~T l·:"c !. -Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais . f onde Ef.21) h(a + y) - h(a) = f[g(a + y)] - f[g(a)] = f(b + v) -f(h).o c. y) ~ O quando y ~ O · A fórmula de Taylor relativa af(b + v) dá-nos (8._ . v). e a desigualdade de Cauchy-Schwarz obtendo llf'(a)(v)ll = 11 J.I'Vf.:·.(a)JIIIvJJ..g(a).a) "' =I llvf. esteja definida numa vizinhança do ponto a. Como no caso escalar..(a)' v e. 19) o termo de erro 11 ••li E(a. com . Generalização da regra de derivação da função composta para derivadas de campos vectoriais TEOREMA 8.vf. Se fizermos v~ O em (8. Ao chegar a este ponto é conveniente derivar uma desigualdade útil para a demons- tração da regra de derivação composta que apresentamos a seguiL A desigualdade diz respeito ao campo vectorialf. composição das transformaçõe.~O..(a. sendo v= g(a +_v)..-·. onde Eg(a. Admita-se_ que g seja di(erencidvel em a. v)~ O.(a). diferenciável em a: ela estabelece que (8.~..h(a) para valores pequenos de llyll e demonstremos que se obtém uma fórmula de Taylor de primeira ordem. vi :::.diferencial g'(a).20) 11/'(a)(v)ll :::. Consideremos a diferença h(a +_v). k=l Para sua demonstração utilizamos (8.

25) tende para O quandoy.25) tendem para O quando pelo que E(a. de (8. O cociente 11•11/IIYII permanece limitado porque. Esta é a forma matricial. as quais representam as transformações lineares h'(a).o. Assim. onde E(a. ' 11•11 + IIYII E/h. 8. Portanto ambos os termos do segundo membro de (8.O. onde g é diferenciável em a e f é diferenciável em h ~ g(a). v) =f'(h)g'(a)(y) + IIYII E(a.25) o factor Ej(b. y)) + li vil Ejh. (8.25) O). Isto demonstra que h é diferenciável em a e que a diferencial h'(a) é igual à composiçãof'(h) o g'(a). No segundo termo do segundo membro de (8. da regra de derivação da junção composta.O porque Eg(a.y)ll. temos 11•11:::.21. Df(b) e Dg(a). onde E(a. h ~g(a) E R• e f(b) E Rm.O.O ·porque •. Forma matricial da regra de derivação para a composição Seja h ~f o g.21) obtemos a fórmula de Taylor h(a + y).h(a) =f'(h)g'(a)(y) + IIYII E(a.O quando y.y). Mg(a) IIYII + IIYIIIIEg(a. ónde h = g(a).O e as transformações lineares são contínuas em O.O quando y. Pode também ·escrever-se como um conjunto de equações escalar~s expressando cada matriz em função dos seus elementos.20). y). Suponhamos que a E RP.24) f( h+ v).~).y). y.O.y).O quando y. Podemos exprimir a regra por meio das matrizes jacobianas Dh(a).22) é (8. y)) Para completar a demonstração necessitamos provar que E(a.24) e (8. y) =f (h)(Eg(a. y)-+ O quando y.f( h)= f'(h)g'(a)(y) CálcuiG + f'(h)(IIYII Eg(a. v). O primeiro termo do segundo membro de (8. por(8.306 (8. obtemos (8.O.~ Oe E(a. A regra de derivação para a composição indicada estabelece que h'(a) = f'(h)o g'(a).r(b) e g'(a) respectivamente. Porque a composição de' transformações lin·eares corresponde à multiplicação dos correspondentes matrizes. Então h(a) E Rm e podemos escrever .26) Dh(a) = Df(h) Dg(a). v) se y T" O.

m e j=1. 2. .:. p. Na notação (8. 307 f .([. .. definidas por Dh(a) = [D 1 h.. 2.(b)D 1g. as ax as ay as ah at ax at ê!y -=--+--ar ax at ay ê!t . t) = 1 + DJ(x.J... .. Admitamos que f é um campo escalar (m ~ I). Df(b) é m X n e Dg(a) é n x p.y) D. y = g...(g. t). • • · . . DJ(x. t) D. n D 1h... Nesta hipótese obtinha-se n unicamente uma equação. t).plwlo · >1( d<loro~lo/ om oom"' oxoloro• ' "''"'""_ g .(h.D.D.f(b)D 1 g. A matriz Dh(a) é m X p. a este par de equações pode dar-se a forma ah aj ax aj ay -=--+--.' A equação matricial (8. .(bJG:. I) e b ~· (x.2. '. · · · • gn). Ponhamos a~ (s.. em função das · derivadas parciais das componentes de f e 9· EXEMPLO L Extensão da regra de derivação para campos escalares.26) é equivalente às mp equações escalares. y).p. Então as com- ponentes x e y estão relacionadas com s e t pelas equações x = g 1 (s. . k=l Consideremos agora p ~ 2 e n ~ 2. k=l para i= 1.(a).(s.y) D1g 2(s. A regra de derivação das funções compostas dá-nos um par de equações para as derivadas parciais de h: D1h(s.g (s. • • • Jm)' h . t). · O caso particular p ~ I já foi considerado na Secção 8.(a)J~.1 S.h(s.g1 (s.. . h'(a) = 2.y) D. · · Estas equações exprimem as derivadas parciais das componentes de h.g.(a) = 2. t) = DJ(x.. .J. t) + DJ(x.27) a. Df(b) = [D. t). .(s.y) D. Então h é também um campo escalar e existem p equações ~a regra da derivação. DJ(b)g~(a). uma para cada uma das derivadas parciais de h: n D1h(a) = 2.(a). hm) · .. k=l para j = 1.

Derivadas parciais de segunda ordem. como funções de r e e.27).J(r cos O. 8) =f(rcos 8. EXEMPLO . rsen 8). y) a temperatura em (x. Obtemos assim (8. sendo f(x.rsenO aj + rcose. 1) e 'I' em vez de h. eapay.f(r cose. . a'rp = _. cada um dos quais deve derivar-se como um produto. As equações x=rcosO.29) .constante.28) - i!rp = -cos fJ + -scnfJ. i!J i!f ar ax ay -= -r-senO+r-cose. Coordenadas polares.a e . (o[\+ rofo(cosO) + rcose.devemos ter presente que.rscn·o.. apax e apay são dadas por funções compostas OX aj = D.(of). Substituindo estas fórmulas em (8. e) em vei de (s.-rcoseaf. ay ar ox -=-rsenO. Se definimos coordenadas polares r e O por x =r cos O e y =r sen 8. Cálculo EXEMPLO 2. y). exprimindo a derivada parcial a'<p!ae' em função das derivadas parciais de f Resolução.27) obtemos (8. Existem dois termos no se- gundo membro. escrevendo (r. ao ae oy = . Continuar o Exemplo 2. Començamos com a fórmula de atp!ae dada em (8. f=rsenf:J dão-nos -=cosO ox or ' -=senO. Exprimir as derivadas parciais a<piar e o<p!ae em função das derivadas p·arciais af!ax Resolução.3. considerando r como uma . A temperatura de uma placa delgada é representada por um campo escalar f.28) e derivamos relativamente a O. r senO) e ·o f= ay D. ax ao ax oy ao ay} ~· Para calcularmos as derivadas de apax e apay relativamente .308 .E. Servimo-nos da regra de derivação da função composta tal como está expressa em (8. of oy · Estas são as expressões pedidas para a<pl ar e a<p/ ao. r scn O). a temperatura vem dada como uma função de r e O definida por rp(r.ofo(scne) _ rscnO.E. · ax ao ao ax} oy .E_(of) ae'.(o[\.E_. ao orp ao i!J ax ay = ao rcos O.

aY!as. mostrar que .22.22. t). ondef(x. Calcular iJf/ ax e a/1 ay reco. I. ay' Analogamente..[. digamos u ~ F(s. ax ao ay ao ax' ay ax a(D. 3. e-.f) ax a(D. a'f .. t) definem u com uma função de se/.27).f)ax + a(D. y). 8. v~= (x + y)/2 muda f(u. ajlay. utilizando (8.a'f o'f ao• ax ax' ay ax aJ . . aX!as.29) obtemos a•cp = . o'f . y)l.::. sen (} cos (} .r sen (} cos e-. substituindo f por Dj para obtermos 1_(aj) ao ax a (aj) ao ay = a(D. As equações u = f(x.r)/2. e af/ Jv. nX!at. y) ~ Flg(x.r sen e.j) ay a'j ax ao ay ao ax ay a'j . y). y)] ay • aJ . Nestes exercícios pressupomos a diferenciabilidade de toda~ as funções que neles se consi- .. A substituição t ~ g(x.. Exercícios ~=.f)ay = a'j (-r senO)+ a'j (r cosO). y) explicitamente em função de x e y e calcular aj! ax e ajl ay directaniente de f 2.r . ag (b) Considerar o caso particular F(t) = esen 1 . (a) Mostrar que ay = F [g(x. as suas derivadas relativamente a O têm que determinar-se de acor. Aplicar de maneira adequada a regra de derivação da função composta para expressar-as derivadas parciais oFI Jx e JFI Jy em runção das deriVadas parciais a/1 ap.sen. encontramos . y = Y(s. determinar f(x. aY!at. v) em F(x.r cos ( ja1 + r . Apliquemos de novo (8.i !Fi:· Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 309 ~{.27) com f substituido por D. t). x = X(s. ay ax ay ay' Esta é a fórmula pretendida para a'<ptae'. e i!'cpf(i!O i!r) são pedidas no Exercício 5 da Secção 8. y) = cos (x2 + y 2 ).rrendo às fórmulas da alínea {a). g(x. él'cpf(ar ao). (a) Usar uma forma adequada da regra de deriVação da função composta para exprimir as derivadas parciais aFias eaF!at em função de ofiax. Fórmulas análogas para as derivadas parciais a•cpfar•. A substituição u ~ (x . Quando estas expressões se introduzem em-(8. .=---+---=--(-rsenO)+-(rcosO). do com a regra para a derivação de funções compostas.y) transforma F(t) emf(x.Por conseguinte. Comprovar o resultado. y). (b) Se a'fi(ax ay) ~ a'jt(ayax).+ r cos e.

zfé a nlati-iz id"entidàde de ordem 3. I)~ s . 6.t)=r2 -s2 +·t 2 • 8.+ s + t.1)/2. do modo seguinte: Vh(a) ~ i k=l D•f(b)Vg. Y(r.t 2 . a saber u = F(r. z ~ Z(s.12 . t).s. u = F(r. 7. . Resolver o Exerâio 6 em cada um dos seguintes casos particulares: (a) X(r. 1) definem u como uma função de r. Usar uma forma adequada da regra de derivação da função composta para exprimir _as derivadas parciais aFI as. Usar uma forma adequada da regra de derivação de função composta para exprimir as derivadas parciais aFiar. Exprimir as derivadas parciais de segunda ordem J1 tp/ ar\ J 2tpl(ar aO) e à2 qJ/ (aO ar) em termos das derivadas parciais de f Podem utilizar-se as fórmulas estabelecidas no Exemplo da Secção 8. s. Usar uma forma apropriada da regra de deriv~ção da função composta para exprimir as derivadas parciais aFiar. 1). y = Y(r. onde R = (g. z). Z(r. (b) Determinar todos os campos vectoriais diferenciáveis f R.. Seja h(. Y(r. A introdução de coordenadas polares transforma f(x.. provar que._ Y(s. onde x =r cos 8 e y = r sen 8. t) =r..310 Cálculo (c) Determinar fórmulas análogas para as derivadas parciais à 2 FI(asat) e a2 Fiat 2 • 4.s.21. aFias e aF!at em função das derivadas parciais de f.1. s. 1) ~ (s . se t. s. t) = 2r + s . s. t) delmem u como uma função de r. (b)X(r.. aFI iJt em função das derivadas parciais de f. y. x ~ X(r. 11. 1) ~·s/1.2s + 31. t). Resolver o Exercício 3 em cada um dos seguintes cas9s particulares: (a) X(s. t) ~ 2sl. 1) ~si. I) ~si. s. Usar a regra de derivação da função composta para provar que o gradiente de h pode exprimir-se como uma combinação linear dos vectores gradienies das componentes de g. 1). As equações u = f(x. Y(r.. Y eZ. }'. 12.. Y(r. s. s. Resolver o Exercéio 8 em cada um dos seguintes casos particulares (a) X(s. z). 1) ~ r 2 + s 2 + 12 • (c) X(r. 13. x ~ X(s. (a) Se f(x. 3 .s. s. u = F(s.Xe Y. 1) ~ (s + 1)/2 5. s. I). z) é a matriz·identidade de ordem 3. y ~ Y(s. (c) Determinar todos os campos vCctoriais diferenciáveis f R 3 . a matriz jacobiana Df(x. 1) ~ 1. t. (c) X(s. 1) ~r + s + I.(a). Y e Z. y) em rp(r. Resolver o Exercício 10 em cada um dos seguinles casos particulares (a) X(r. Y(s. s. t) =r . (b) X(r. . I) ~r + s. y). (b) X(s. 1) e z ~ Z(r. s. 10. s.. s. s.t. t). As equações u ~ f(x. t) ~ s 2 . y ~ Y(r. t) ~ s +I. X. I) ~si. s.t)=r 2 -s2 . s. t). y. Z(r. z) = xi + }j + zk. y.. Y(s. Y(r. e 1 é um campo escalar ~iferenciável em b = g (a). t) ~ s 2 + 12 .R3 p·aia os quais a matriz jacobiana Df(x. R1 para os quais a matriz . y.r) = /lg-(~)1. g 11 ) é um campo vectorial diferenciável em a. As equações u ~ f(x. Z(s. s e t. 1) ~ s + I. (b) X(s. aFtas e iJFIJt em função das derivadas parciais de f. X. 8). 1) ~ s/1.l)=r 2 +s2 +t 2 . 9. Y(s. I) ~ r/s. Y(s. I) definem u como uma função de s. Z(s. x = X{r..

w) ~ fl. x2. .. Seja f R2 ___. R1 e'g: R-' . _r• . k) ~ + 4x 2y' 2 · 2 2 (x + y) ~ y') . q(y). se k* O temos DJ(O.. se (x. encontramos lim f( h.f(O. . 15. r. R-'___.y) g(u. :~:' t.f(O.Dd(O... y) e Dg{u. J queremos significar D. R 2 e g. q e r s:to ·contínuas dadas. D2 $ Condições suficientes para a igualdade das derivadas parciais· mistas Se f é uma função real de duas variáveis. (u + 2v 2 + 3w3) i + (2v . 2 ' k-o k Agora temos Dtf(O. O) . R-' dois campos vectoriais definidos do modo seguinte: f(x. O) h-o h y(x 4 ...f(x. O) estabelece que (8. 1'.. Com a notação D. (a) Calcular cada uma das matrizes jacobianas DJ(x. 1'.. O)~ -I e D. y) = xy X 2 + y2 para (x.. se f é definidapor ' .:) e Dg(u. Por exemplo. O)~ f(O. O). (c) Calcular a rnatrizjacobiana Dll(l.g(u. w). O..e. r. Isto pode ver-se do modo se- D . é fácil provar que D. 1). * 8.. v. w)l..J'(O.·.(DJ)~ a'fi(ayax). (a) Calcular cada uma das matrizes jacobianas Df(x._ y2 f(x. O) =. (h} Calcular a função composta h(u.u2)j..0. onde p.if~. y) = * (0. -I. z) ~ (x2 + y + z) i + (2x + y + z 2)j.J queremos significar 1 f não são necessariamente D. w)l. O) = lim Dtf(O.J(O. as duas derivadas parciais mistas D.J(O. 0). guinte: A definição de D. w) =:= fl... k) . y) = Portanto. 14.23. O) ·. \- Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais jacobiana é a matriz diagonal da forma diag (p(x).y. w).(DJ)~ a'f!(axay) e com D. r(z))..30) I. = O D.g{U.. • -k'lk' -k e por isso . O).. R2 dois campos vectoriais definidos do seguinte modo: 311 run~ücs -~{· f(x.J e iguais. w) ~e"+". Sejam[ R-' . y) "" (0. ''· w): (b) Calcular a função composta h (u.+ ~ sen (y + 2x)j. (c) Calcular a matriz jacobiana Dh(u.·.

9. O)= I.. k) em função de D. b) = D 2.J(a. Escolhamos h e k não nulos e tais que o rectângulo R(h. b) (a +h. b + k) e (a. O)= -I.30) encontramos qúe D. Esta é a combinação dos valores de f nos vértices de R(h. 0).f( a+ h. O)* D..f existam num conjunto aberto Se se (a. No exemplo que acabámos de referir as duas derivadas parciais· mistas D.J . k) com vértices (a. k Aplicando este resultado em (8. b + k) + f(a. (Ver figura 8..f(a. Demonstração. e por isso D.. .. UMA CONDICÃO SUFICIENTE PARA A IGUALDADE DAS DERIVADAS PARCIAIS MISTAS: Se f é um campo escalar tal que as derivadas parciais D. Mais precisamente. tomados com os sinais indicados na figura 8. D. (a+ h. b) se pelo menos numa delas fôr contínua numa vizinhança desse ponto. b + k) esteja situado em S. ' · Consideremos uma nova função G de uma variável definida pela equacão G(x) = f(x. b). h + k) - f(x. h) . d(h. b + k).(h. podemos enuncíar·o seguinte teorema: TEOREMA 8.f D.31) · D 1 . Devemos exprimir <1 (h. b)..9).. ./não são ambas continuas na origem.. _tem-se (8.D.9..312 Cálculo D. b) -f(a..f. k) =f(a+ h. (a+ h. . Pode demonstrar-se que as duas derivadas parciais mistas são iguais num ponto (a.J e D 2 • 1/ são continuas./(0. O) = -l./e também de ~.J e D.J(O.f(O. b) é um ponto de Sem que ambas as derivadas D.J e D2 . Um raciocínio semelhante mostra que D.12. b).. k) é u_mà combinação de valores de f nos vértices C~nsideremos a expressão t. + + (a./(0. Demonstraremos em primeiro lugar que elas são iguais se ambas forem contínuas. k) .. k}. b). b) FIG. 8.J(O./(Ó.

).32) !l(h. (8.f(x 1 . .Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 313 para todo x compreendido entre a e a + h.31).f(a. D 2 . b)]. TEOREMA 8.f(x.J(a. em que y.. !gúalando as duas expressões de t. y 1) '·~· .. está entre a e a+ h. k) = h[D.33) !l(h.' (8.DJ(x.. então a derivada D.j.. 1/ é contínua em S.J existem num conjunto aberto S contendo (a. Definamos L'.f(a.f(x 1 .f(x.32) obtemos G(a +h). k). onde x.36) !l(h. k).32) escreve-se (8.- ·.. b + k)- D. Fazendo agora (h.f(a.12.13. k) obtemos D.) está algures no rectângulo R(h.35) !l(h.~. (h. (h. y.. Se f é um campo escalar tal que as derivadas parciais D. y 1)..12.33) obtemos (8. Aplicando· o teorema da média ao segundo membro de (8. a saber._. O) e tendo em conta a continuidade de D.. y. b). Então temos (8..G(a) = hG'(x. Aplicando o mesmo processo à função H(y) =f( a+ h. b) = D.f e D. Aplicando o teorema da média sao segundo membro de (8. dando-nos .J(x1 ._. k) -----w.34) !l(h. k))._. (Geometricamente. b) e se.= D 2. ' ' O raciocínio efectuado pode modificar-se para demOnstrarmos uma versão mais forte do teorema 8.). J obtemos (8.34) é ainda válida.f(x... y). O ponto (x. b) existe e tem-se D.f(x 1 . k) = hkD2 . k) = hkD. além disso. i. k) = G(a + h) - G(a). y. D. k) tal como na demonstração do teorema 8. b). Demonstração. k). y.. está entre b e b + k.). y 1) = D. b + k)·. J e D. k) ~(O. Uma vez que G'(x) = DJ(x. A parte da demonstração conduzindo à equação (8.. (8. y) encontramos uma segunda expressão para L'. estamos a considerar os valores de f naqueles pontos em que uma recta vertical arbitráriaintersecta os lados horizontais de R(h.. onde (x._.(h.) também pertence a R(h.

b). b) k ..36).f(a. o facto de que x depende de k de uma maneira desconhecida torna necessário um raciocínio algo mais complicado. quando k-0 então podemos utilizar a continuidade de D 2 ~Jpara provar que Urna vez que o limite X estará no intervalo a::.. b). ·-· hk Tendo em conta (8. h-+0 k-oO · Quando k-0. k-+0 .j(a. b) Para completarmos a demonstração temos que provar que ·-· lim D2 •.J(a..f(a.J(a..D f(a. (8. b .) do rectângulo R(h. + k). b) h D. .39) lim [lim D2. y1 ). seja X. mas o comportamento de x.1 1m . b) estabelece que (8. b)h D 2 j(a.38) sabemos que existe o seguinte limite: ·-· lim D 2. b) = lim I!.j(a.d(x1 .f(x 1 . y ) = D 2 . b). podemos escrever (8. X~ a+ h.. D2 f(a Dl2J a. b).314 para algum (x. . o ponto y..f( a+ h. 2 b) h .38) D. k). h-+0 + h.tf(x... b) = limf(a...j(a + h. -b. Da definição de DJtem-se · D.j(a + h. y. como uma função de k é desconhecido. k).( h. Devido à equação (8. 1 ·-· lim D2.37) '( b) _ .J(x. e D. b k-+0 + k). que é exactamente o que se pretende demonstrar. k Deste modo a razão incrementai em (8. b). podemos então supor h-+0 e deduzir (8.37) pode escrever-se D. b) = iimf(a +h.39).f(x1 . y 1)] = D 2 .j(a + h. Se soubermos que x 1 se aproxima de algum limite.J(a. Vamos provar que este limite existe e que o seu valor é D. A definição de D. Contudo.. y 1). O resto da demonstração não é aplicável já que é necessária a existência da derivada D... b).

D. b) significa que existe um disco aberto N... Para completar a demonstração teremos que ' r 'f t ~. 0). F(h). Mas este é precisamente o significado da proposição e.) estará em ~.j (0... D. Exercícios Variados I. 0).. • b)i:::.. Se escolhermos h e k de modo que lhl < a12 elkl < at2. Seja • um número positivo dado. y).. y) E N. O) existem e são nulas.f(a..y' + y' se (x.J em (a...J(a. b)i • < 2.. IF( h)- D.. \ (8. DJ(O. Nota: Deve ter-se presente que o teorema é também válido se permutamos os papeis desempenhados p~las duas derivadas D 1 . g "_{. 0).J(a. 2 < •. O). Determinar um campo escalar f que satisfaça às seguintes condições: (a) As derivadas parciais DJ(O. com tanto que O< lhl < d/2. y. 2.) e podemos escrever (8.40) ID 2..). a.· t Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais I· t.J em (a.. 0). [(O.41) t o:::. Seja/a função defiriida por f(x.. ·-· lim F(h) = D 2.J{x.y) . o ponto (x.. todo o rectângulo representado ~ na figura 8.J(O. com centro em (a.) tende para F( h) e os outros termos em (8./(x...24. Calcular. b) 8.J(O.41) são independentes de k... b) e raio tal que ·-· lim F( h) = D. y. O termo D. O) ~o.. estará contido na vizinhança N e.J. Fixemos h e façamos k~O.9. 315 Designemos este limite po. O) e'D...<(O. 0). Temos portanto O:::. .40) é verdadeiro quando (x. b).f(x.J e D 2 ..y) ~y x' x'. A continuidade de D.D. em particular. y. y) = (x. como já foi dito. Para isso apelamos para a definição de continuidade de D. b). isto completa a demonstração.N. D.J(a. Explicar por que razão tal função f não pode ser diferenciável em (0. Portanto (8. (b) A derivada direccional na origem e na direcção do vector i+ j e:Xiste e tem valor 3. quando existam as seguintes derivadas par~iais: Dj(O. ID. y. b)i < E 2 sempre que (x.J(a..

determinar as constantes a e b tais QUe . A mudança de variáveis x = ut. d) (o interior de R). Supor que as equações u = f(x. 5.y)U 2 = 2 para todo O par X e y. y) em g(u. xy".!f) transformaf(x. Mostrar que a derivada parcial mista D2 -.z transformaf(x. y) nunca se anula (Pode admitir-se a existência e continuidade de todas as derivadas calculadas). * aJ ay a'[ ax" a'[ ay' a'[ ax ay a'[ ay ax ~- Duas funções F e G de uma variável e a função z de duas variáveis estão relacionadas pela equação [F(x) + G(y)] 2 e''"·'' = 2F' (x)G'_(y) sempre que F(x) + G(y) =F O. Considerar o Exercício 9.. 0). b) X (c. SeJa f(x. dl. (b) Supor que J:[f:J(x.+ y (a) Provar que a derivada f'( O. 10. y >O. e Y. dl pela equação A(y) = ff!!(x. a) existe para cada vector a e calcular o seu valor em função das componentes de a. Define-sef(x.= [a. y = ut. y = Y(t) definem ú como função de 1.316 Catcuf. v) em R. y) (0. 8(1)1. y) em g(u. v}. .se/ é ou não contínua na origem. 3. (b) Sen\Tf(x. A mudança de variáveis x = u + u. 1 z(x. O)= O. 6. Utilizar este resultado para demonstrar que ag/av existe e é contínuo no rectângulo abertoS= (a. X. Supor u e v expressas parametricamente do modo seguinte: u =A (1). .-------s se (x. Em R-define-se um' novo campo escalar do modo seguinte g(u.y)dx] dy. (b) Determinar .v) = t[f:J(x. Um campo escalar f é limitado e contínuo num rectângulo R.. . y). 9. Calcular o valor de iPgj(av au} no ponte em oue u = t. e seja <p(l) = giA (t).y)dy] dx para todo (u. (a) Pode demonstrar-se que para cada u fixo em [a. 'v= B(t). bl a função A-definida em !c. v). y = t{u 2 . d]. y) = JpYe-''dt para x >O. Calcular Jf! ax em função de x e y. ag!av e a1 g!(auav) em funçãodasderivadasparciais de f (Pode supor-se a igualdade das derivadas parciais mistas). ef(O. 1g(u. (a) Calcular aglau. bl X [c.y)dx] dy = J:[J:f(x. x = X(l).1-E(U. 4. v) em cada ponto de S. u = F(t). y)dx é continua em (c. Calcular a terceira derivada F-(t) em função das derivadas de f. v= I. Provar que g é diferenciável em Se que as derivadas parciais mistas D 1 . 7. . v) e D 2 . sabendo que -=-=-=-=-=1 nesse ponto. v) existem e são iguais af(u.y) = ::.

2 + z1 = I se intersectam ortogonalmente. 11. y. mostrar que: (a) A · V -.cY = 1 e x 2 + }. com r= xi + yj + zk e A e B vectores constantes.: (b) B · V A · V -. c) no 3-espaço. Determinarf(x). Um cilindro de equaçãoy = f(x) é tangente à superfície z2 + 2xz + y =O em todos os pontos comuns às. Se A e B são vectores constantes. para os quais as duas esferas (x -a)Z + (y ~ bY + (z. A·B iJ. (Supor que R está situado tio primeiro quadrante). y.Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 317 (a) Determinar~·(r) em função de/. 12. Seja r = xi + yj + zk e r = ]]r\1. (b) Calcular ~·(r) em função de r quandof(x. z) = B X (r X A)+ A X (r X 8).: (1) 7 ( (1)) ~ - A· r . mostrar que Vf(x. Determinar o Conjunto de todos os póntos (a.:>.duas superficies. y) ~ e-'+1" e A (r)= B(r) = r'. 14. A ·e 8'. b. Sef(x. z) =(r X A)· (r X B). (Os respectivos planos tangentes deverão ser perpendiculares em cada ponto da interseCção). . 3A·rB·r ~ r' ---.

Por exemplo. Cada uma delas é uma equação ·de derivadas parciais linear e homogénea.2) a'j(x.9 APLICAÇÚES DO CÁLCULO DIFERENCIAL 9. existe uma diferença importante entre equações lineares diferenciais ordinárias e de derivadas parciais a qual deve ser mencionada desde o princípio. no~ quais/é uma função de duas variáveis.2 é a equação de Laplace bidimensional.1. Equações de derivadas parciais Os teoremas de cálculo diferencial desenvolvidos no Capítulo 8 admitem uma larga variedade de aplicações. funções implicitas e problemas de extremos. y) ax' + a'j(x. Evidenciaremos esta diferença 319 .2) o conjunto das soluções é um espaço linear. Urna equação relacionando um campo escalar f e as suas derivadas parciais chamase uma equação de derivadas parciais.1) aj(x.1) e (9. onde L é um operador diferencial linear contendo uma ou rmis derivadas parciais. Dois exemplos simples. isto é. A equação 9. são a equação de primeira orde1_11 (9. cada uma tem a forma L(/)= O. y) = o ay' . ax e a equação de segunda ordem (9. Todavia. Parte da teoria das equações diferenciais ordinárias lineares pode generalizar-se às equações de derivadas parciais. Este capítulo ilustra o seu uso em alguns exemplos relacionados com equações de derivadas parciais. y) = O. Começamos com algumas notas elementares relativas às equações de derivadas parciais. é fácil verificar que para cada uma das equações (9.

3) f'(x) =O. Por exemplo. as curvas de nível de f são as rectas 2x.1) é de dimensão infinita. podemos tomar g(y) = e<> e fazer com . y). Esta relação diz-nos que o vector gradiente 17 f(x.1) é f(x.4) 3 àf(x. Em seu lugar.3y =c. Como ~ de supor. Mas a função mais geral satisfazendo a (9. Por outras palavras. a natureza destas condições tem uni efeito fundamental na existência ou na unicidade das soluções.3) é unidimensional. Em muitos problemas fazendo intervir equações de derivadas parciais é necessário escolher. necessita-se de uma integração para fazer desaparecer cada derivada parc{al. com C uma constante arbitrária. onde g é qualquer função de y.320 Cálculo comparando a equação de derivadas parciais (9. Exprimimos o primeiro membro como num produto escalar. Isto ocorre num espaço solocão de dimensão infinita.2. . Visto que g é arbitrária. uma solução particular que satisfaça a uma ou mais condições auxiliares. Um estudo sistemático de tais problemas não será efectuado neste livro. A função mais geral satisfazendo a (9. y) = g(y). y) àx + 2 àf(x. podemos facilmente obter um conjunto infinito de soluções independentes. Por outras palavras. do conjunto de soluções.que c varie no campo real. o espaço~solução de (9.1) com a equação diferencial ordinária (9. Em certos aspectos este exemplo é ti pico do que acontece em geral. y) é ortogonal ao vector 3i + 2j em cada ponto (x. trataremos alguns casos particulares para ilustrar as ideias introduzidas no Capítulo 8. durante o processo de resolução de uma equação de derivadas parciais de primeira ordem. o espaço-solução de (9. e escrevemos a equação na forma (3i + 2j) · Vf(x.y) =O. ày Todas as soluções desta equação podem ser determinadas mediante considerações de natureza geométrica. y) =O. y) é ortogonal às curvas de nível de f Logo essas curvas de nível devem ser rectas paralelas a 3i + 2j. Nesta fase introduz-se uma função arbitrária na solução. Uma equação de derivadas parciais de primeira ordem com coeficientes constantes Consideremos a equação de derivadas parciais de primeira ordem (9. Assim.3) éf(x) = C. Em dada altura. Mas sabemos também que 17f(x. 9.

Aplicações do cálculo diferenciai 321 Deste modo f(x. v)= f(Au + Bv. y) transforma-se numa função deu e v. Escolheremos as constantes A. na realidade.4).4). v)= au o. Cu+ Dv).5) para algum g. f f Lvisto que 1 satisfaz a (9. ax ay Consequentemente.6) x = Au + Bv. Para o conseguirmos. a1 aJ .3y). satisfazer a (9. B. D de -maneira que h satisfaça à equação mai_s simples ~ (9. Verifiquemos agora que.5) deve.4). Isto sugere que (9. y =Cu+ Dv. pelo que a equação para ' . y) é constante quando 2x. Utilizando a regra da derivação de funções compostas.3y) para alguma função g.5) f(x. introduzimos uma mudança de variáveis lineares. para calcular as derivadas parciais de f. por exemplo h(u. % = -3g'(2x. encontramos aJ - ax = 2g(2x- . o campo escalar/definido por (9.4) terá necessariamente a forma (9. 3y). C.3y o fôr. y) = g(2x . (9. temos r ap au toma a forma ap ay = -(312) cap ax>. Inversamente.f satisfaz a (9.7) i Resoiveremos depois esta equação e mostraremos quef tem a forma desejada. para toda a função diferencial g. 3 -+2-=6g(2x-3yl -6g 'C 2x-3y) =0. podemos provar que toda a função diferenciável/ que satisfaz a (9. Apli~ando a regra de derivação da função composta encontramos f ah(u. Por seu intermédio a função f(x.

· I. l<eciprocaniente.y) = h(u.10) tem necessariamente a forma (9 . y) ax + b a[(x.9) para certa função g. para todo x.3y~ (28. v)= g(v) = g(2x. a função h satisfaz a (9.7). deve admitir·se diferenciabilidade de todas as funções que se considerem. temos v= 2x. Para exprimirmos v em função de x e y eliminamos u de (9.4) tem a forma (9.3D 3 ~ 1.ay). 9.9) f(x. v)= g(v) para alguma função g. Por conseguinte. TEOREMA9. por exemplo h(u. que satisfaça à condição f(x~ O) = sen x.3D)r. o que prova que toda a solução diferenciável f de (9. Exactamente o mesmo tipo de raciocínio serve para a demonstração dó seguinte teorema relativo a equações de derivadas parciais de primeira ordem com coeficientes constantes.8) Fazendo A ~ 3 e C~ 2 x ~ 3u + Bv. toda a solução diferenciável de (9. D ~ l. y) oj(x. Para esta escolha a transformação (9.3y).6) é não singular.7) se escolhemos A encontramos (9. oitde a e b são constantes nao ambas nulas. Exercícios No conjunto de Exercícios que se apresenta a seguir.322 Cálculo ~!C.+3-- ax ay ~o . Se g é uma função diferenciável em R\ e f é um campo escalar definido em R' pela equação · (9. y=2u+Du. de maneira que 28. pelo que h(u. h verificará (9. então f satisfaz à equação de derivadas de primeira ordem (9. y) = o ay em todo R'.3y e portanto f(x. j') '= g(bx . Escolhemos agora 8 e D. por exemplo B ~ 2.3. . y) 4-.l.8) e obtemos 2x.5). v) é unicamente uma função d"e v. Para esta escolha de A e C.10) a aj(x. D~::terminar a solução da equação de derivadas parciais àj(x.

y) em g(s. 8. e1 ).•.é. =0 ' provar que g(u.:. y} = f(xly) para y *O. Asubstituição x =e"'. para todo x. (a) Se u(x. Ox õx õy õy2 Introduzir a mudança linear de variáveis. Mostrar que u satisl"az à equação de derivadas parciais da forma x 2 àx.sfaça. D.Pg/(au a v)= O. õx ày Ou . x = Au + Bv. e ·seja g(u. C. t). . y) = f(x. Cu+ Dv). não nulos. Supôr que f satisfaz à equação de derivadas parciais -2 2---3-=0. õu x . com tp 1 (u) e rp 2(v) unicamente funções deu e v. Determinar uma solução tal que v( I. Ou au !' . Determinar a solução da equaçf10 de derivadas parciais àf(x. C e Dsão constantes. àx ày õv õv ~. I! x) = 1/ x para todo x Se g(u. O)= O e DJ(x.-2--=0 Ux ay 323 que satisfaça à condição f{O. onde A. v)= l(Au + Bv. de A. Resolver esta equação para g e por seu mtermédio determinar f. _r= Cu+ Dv.y .. O)= e"\ para todo x. t) =f( e'.y) àf(x. f'"'"'""'"""''""'"""'""'"::·~:::~(:..=O.y)u.:.plicações do cálculo diferencial ).. . y = e transforma f(x.'). provar que v satisfaz à equaçf10 de derivadas parciais x .=0.+y. tais qu. 1 '~ 'F· E' l· r7.y' ay = G(x. I)= 2 e D 1 v(x. Calcular valores inteiros. Admitindo que f satisfaz ü equação de derivadas parciais .. sendo g(s.•.. provar que u satisfaz à equação de derivadas parciais . (Supor a igualdade das derivadas parciais mistas).") Ou àv * O. v) satisfaz à equação de derivadas parciais _a'"-g"'(u:. 3.~ex'. v)= tp 1(u) + fP 2 (v).y) 5-.e K sati. B. y).e determinar G(x. ' Determinar uma solução tal que u(x. (b} Se v(x. y).. -~)=. ã'f a'j a'j l '. 5. respectivamente .

324

mostrar que g satisfaz ú equação_ de derivadas parciais

8. Seja f um campo escalar diferenciável num conjunto abei-to S de R". Dizemos queféhornogéneo de grau p em S se J(tx) para todo
t
~

t"f(x)

> O e cada x em S para o qualt.r E S. Para um campo escalar homogéneo de grau
x · VJ(x)
~

p provar que se tem

p J(x)

para todo .r em S.
(x~>

Este é o chamado teorema de Euler sobre funções homogeneas. Se .r= enunciar-se do seguinte modo

... , xn) pode

[Sugestão: para x fixo, definir g(t) ~ f(tx) e calcular g"(l )]. 9. Demonstrar o recíproco do teorema de Euler, isto é,. se f satisfaz a x. 'Vf(x) = pf(x) para todo x pertencente a um abertoS, então f é homogenea de grau p em S. !Sugestão: Para x fixo, definir K(l) ~ f(t.r)-v f(.r) e calcular g\t)J. 10. Demon-strar a segumte generalização do teorema de Euler para fu'nçõcs homogéneas de grau p no caso bidimensianal (SUpor a igualdade das derivadas parciais m.istas).

a'[ x'-

a.r + 2xy-- + y'ax ay . aj'

a"f

. a'[

~p(p -J){.

·

9.4. A equação unidimensional das ondas

Imaginemos uma corda de comprimento infinito esticada ao longo do eixo OX e podendo vibrar no plano XOY. Representamos por y ~ f(x, I) o desiocamento da corda, paralelo a a, no ponto x e no instante 1. Suponhamos que, no instante 1 ~ O, a corda é deslocada de modo a tomar a forma de uma curva dada y ~ F(x). Na figura 9.1(a) apresenta-se um exemplo. As figuras 9.1(b) e 9.l(c) mostrao possíveis curvas de deslocamentos para posteriores valores de 1. Consideremos o deslocamento f(x, 1) como uma função descónhecida de x e I, a determinar. Um modelo matemático para este problema (sugerido por considerações ·de carácter fisico que não serão analisados aqui) é a equação de derivadas parciais

Aplicações do cálculo diferenciei

325

em que c é uma constante positiva dependendo das características físicas da corda. Esta equação designa-se por equação das ondas unidimensional. Resolveremos esta equação tendo em conta certas condições auxiliares.
y

y

y=flx,!)
-I O
(a) 1 =O

yl
/\
-2 - I O I
(c) I = I

----4~c'----+-x
(b) I = I

_!\., •
2

. y~flx, I)
x

FIG. 9.1. A curva de deslocamento y

=

j(x, y) para diferentes valores de t.

Visto que o deslocamento inicial é a curva dada y = F(x), teremos que determinar uma solução satisfazendo à condição.
f(x, O) = F(x).

Admitimos igualmente que Õy/Õt, a velocidade do deslocamento paralela OY, é definida para o instante t = O, a saber
DJ(x, O) = G(x),

sendo G uma função dada. Parece razoável pensar que esta informação seja suficiente para determinar o movimiento subsequente da corda. Mostraremos, na verdade, que assim é, determinando a função f por intermédio de F e G. A solução exprime-se numa forma dada por Jean d'Aiembert (1717-1783), um matemático e filósofo francês.
TEOREMA 9.2. SOLUÇÃO DE D'ALEMBERT DA EQUAÇÃO DAS ONDAS. Sejam F e G funcx!es dadas tais que G seja deriváve/ e F duas vezes derivável em R'. A função f definida ( por

(9.11)
~~satisfaz

f(x, t)

F(x

+ ct) + F(x 2

ct)

+ _I_ i"+''c(s) ds
2c
x-ct

à equação das ondas a uma dimensão

'

: (9.12)

a't= c , a'f at' ax'

326.
e às condições iniciais

Cálculo

(9.13)

f(x, O)= F(x),

D,f(x, O) = G(x).

Inversamente, qualquer Junção f, com derivadas parciais mistas igua(s." que satisfaça a (9.12) e (9.13) necessariamente tem a forma (9.11).

Demonstração. É um exercício imediato verificar que a função f definida por (9.11) satisfaz à equação das ondas e às condições iniciais, deixando-se tal verificação ao cuidado do leitor. Demonstraremos a inversa. Uma maneira_ de proceder consiste ·em supô r que f é uma solução da equação das ondas, introduzir uma mudança linear_ de variáveis,
x = Au

+ Bv,

t

=Cu+ Dv,

que transformaf(x, t) numa função deu e v,

g(u, v) =f(Au

+ Bv, Cu+

Dv),

e escolher as constantes A, B, C, D de maneira tal que g satisfaça à equação ·mais simples

i!'g --=0. i!u i!v
Resolvendo esta equação encontramos g(u, v)~ <p, (u) +"''(v), onde <p, (u) é apenas função deu e <p,(v) é unicamente função de v. As constantes A, 8, C, D escolhem-se de modo que u ~ x + ct, v~ x- ct, donde se obtem (9.14)
f(x, t) = cp 1 (x + ct)

+ cp,(x -

ct).

<p,

Em seguida usamos as condições iniciais {9.13) para determinarmos as furições cp, e por intermédio das funções dadas F e G. Obtemos (9.14) por outr-o método que utiliza o teorema 9.1 e evita a mudança de

variáveis. Començamos, em primeiro lugar, pot escrever a equação das ondas na
forma (9.15)

L 1(L,f) =O,

onde L 1 e L2 são operadores diferenciais lineares de primeira ordem, definidos por

i! i! L =--c1 i!t i!x '
Sejafuma solução de (9.15) e

i! . i! L.=-+c-. i!t i!x

'Aplicações do cálculo diferencial u(x, 1) = L,f(x, t).

327

:A equação (9 .15) estabelece que u satisfaz à equação de primeira ordem L, (u) = O. iogo, pelo teorema 9.1 temos
u(x, t)

=

<p(x

+ ct)

'para uma certa função 'fJ. Seja <P qualquer primitiva de <fJ, <P(y) = H''l'(.<)ds, e ponhamos
1 v(x, I) = - <P(x
2c

+ ct).

Vamos demonstrar que L,(v) =L, (f). Temos

ov ox =
pelo que

-

1

2c

<P'(x

+ ct)

e

av ar
<p(x

-=-~

1 ~·( x+ct) 2 '

L,v

ov = - + cov = <P\'(x + ct) = ar ax

+ ct) = u(x, t) =

' Lz.1.

'Quer isto dizer que a diferença f~ v satisfaz· à equação de primeira ordem
L 2 ( / - v) =0.

hlo teorema 9.1 deve ter-se f(x, y) - vl(x, 1) =
conseguinte

~ (x-

ct) para certa função ~· Por

f(x, t) = v(x, t)

+ 'P(x -

1 ct) = - <P(x 2c

+ ct) + 'f(X 2

cl).

estando assim demonstrada (9.14), com <fJ, =
.~'

ic</J e '1'

=

Façamos agora uso das condições iniciais (9.13) para determinarmos as funções e <fJ, por intermédio das funções dadas F e G. A relação f(x, O)= F(x) implica <p 1 (x)
=

:(9.16)

+ <p,(x) =

F(x).

A outra condição inicial, D,[ (x, O)
9.17)

G(x), implica

c<p{(x) - c<p;(x) = G(x).

crivando (9.16) obtemos
9.18) <p{(x)

+ <p;(x) =

F'(x).

328 Resolvendo (9.17) e (9.18) em relação a cp; (x) e cp;(x) encontramos
<p;(x)

Cálculo

=.!. F'(x) +..!.. G(x),
2 2c

1 1 <p;(x) = - F'(x) - - G(x).

2

2c

Integrando estas igualdades temos
( ) fPtX-cpl· (O) - F(x) - F(O)

2

.
F(O)

+ 2 G(s) ds' .!..f.'
c o
-1

( f!12X ) -p2(o) -

_ F(x)

~

2

2c o

l'

G(s)ds.

Na prímeira equação substituimos x por x + ct; na segunda substituimos x por x- ct. Somando as equações resultantes, membro a membro, e considerando que cp, (O)+ cp,(O) ~ F(O), obtemos
. · f(x, t)

=

<p 1(x

+

ct)

+

<p 2(x - ct)

=

F(x

+ ct) + F(x _.:_ ct) + -1
2

2c

l'+<'G(s) ds.
z-ct

o que completa a demonstração.
EXEMPLO. Suponhamos o deslocamento inicial dado por

F(x) =

L + cos {o

71'X

para -1 ::::; x ::::; I , para lxl
~

1.

y

y

~f(x.O) ~

F(x)

yl
y~J(x,2)

-4
(a) 1 ~ O

3 -2

;(Io
(b) I
~

,A
I
2

o X

3

4

2

FIG. 9.2. Solução da equação das ondas, representada para t

=

Ue t

=

2.

O gráfico de F está traçado nas figuras 9.l(a) e 9.2(a). Admitamos que a velocidade inicial G(x) ~O, para todo x. Então a solução das ondas é dada pela fórmula

f ( X, t)

=

F(x

+ et) + F(x 2

ct)

.

·.Aplicações do cálculo diferencial

329

As figuras 9.1 e 9.2 mostram a curva y ~ f(x, I) para diferentes valores de t. A figura põe em evidência que a solução da equação das ondas é uma combinação de duas ondas estacionárias, uma deslocando-se para a direita e a outra para a esquerda, ambas com velocidade c.

!
I
f'

No -conjunto de exercícios que se apresenta a seguir são dados outros exemplos de

: '· · · aplicação da generalização da regra de derivação das funções compostas no estudo .. das equações de derivadas parciais.

9.5. Exercícios
Nos exercícios que se seguem admite-se sempre a diferenciabilidade de todas as funções que se considerem. 1. Se k é uma constante positiva e g(x, t) =i x/kl. seja

i I
f

;f
·Th·

$;

~

I
(\• ~
~-

"

ôt (b) Provar quefsatisfaz à equação de derivadas pan:1ms
õx õx

(a) Provar que àf =

e~gz õg

e

-=e-Y-.
Ot

ar

, ag

à'f
k õx2 =

a/

àf

.
(a equação do calor)

1
I
)!:

2. Considerar um campo escalar f definido em R1 , tal que f(x, y) dependa _unicamente da disLância r de (x. y) à Origem,f(x, J') = g(r), com r= (x~ + _1,2) 1n. (a) Provar que para (x. y) (0, O) se tem

'*

à'f à'f I ---, + h.2 ~ -g'(r) +g"(r).
õx õ.r r

(b) Supor além disso que f satisfaz à equação de Laplace

I

oxz + ayz =0,
para todo (x, y) =F (0, 0). Demonstrar, recorrendo à alínea (a), quef(x, y) =a log (x 2 + y 2 ) + b para (x, y) =F (O. 0), onde a e b são constantes. Repetir o Exercício 2 no caso n-dimensional, com n ~).isto é, admitir quef(x) =f (X 1, ..• , x.) ~ g(r), com r~ U.rll. Mostrar que
-

iPf

iPf

IJ.

I
1.:.:-

à'J

õxi

à'f n-1 + .. · + - ~ --g'(r) + g"(r)
õx! r

para .x

* O. Se f satisfaz à equação de Laplace n-dimensional,

330
para todo .r =t= O, provar quef(xJ
=

Cálculo
al]x[j2-n + b para x =F O, com a e b constantes.
pe~a

Nota: O operador linear·V 2 definido

equação

chama..:se /aplaciano nMdimensional. 4. Laplaciano a duas dimensões em coordenadas polares. A introdução de coordenadas polares x =r cos 8, y =r sen 8, transformaf(x, y) em g(r, O). Ycrificar as fórmulas seguintes:
(a)

11

Vj(r cos 6, r senO)II' =

-

. (a)'+ ~l(ãg)' . a; ao
I ã'g I ãg

(b)

- +- - õr2 +-- +-- • - - r 2 082 r Or Ox2_ õy 2

ã'f

ã'f

ã'g .

5. Lnplaciano a três dimensões em coordenadas esféricas. A introdução de coordenadas esfériCas
x = pcos Osen q;,

y

=

psenOsenq;,

z

=

pcos rp,

transforma /(x, y, z) em F(p, O, ~). Este exercício prova como proceder para exprimir o laplaciano v_·lf por intermédio das derivadas pitrciais de F. (a) Introduzir em primeiro lugar as coordenadas polares x =r cos '8', y = r senO· para transformarf(x, y, zJ em g(r, O, z). Recorrer ao Exercício 4 para provar que

V''=-+--+--+- ' ' õr 2 r 2 iJ(} 2 r Õr. õz 2
(b) Transformar g(r, 6, z) em F(p,IJ, tp} fazendo z = p cos-cp, r= psenlfl. Notar que, excepto para uma mudança de notação, esta transformação é a mesma que foi utilizada na alínea (a). Provar que

. ã'g

1 ã'g.

1 ãg

ã2g

V'J-- +-- + - - + sen- - + - -rp·aoz. - fP õtp Pz sen - apz P õP Pz ÕfPz Pz
6. Este exercício põe em evidência como aparece a equação de Legendre, quando se procuram soluÇões da equação de Laplace tendo uma- forma especial. Seja f um campo esq~.lar satisfazendo à equação de Laplace tridimensional, V 2f =o:· lntr~duzir coordenadas esféricas como no Exercício 5 e fazer F(p, 6, <p) = f(x, y, z). (a) Admita-se qUe se procuram S!Jiuções da equação de LaplaCe tais que F(p, (}~ q1) é iridependente de O e tem a forma particular F(p, 8, <p) =p"G(<p)~ Mostrar que f satisfaz à equação de Laplace se G sat_isfazer à equaçã·o diferencial ordinária de segunda ordem d'G dG d<p' + cot <p d<p + n(n + I)G ;=O.

· ã2 F

2 ãF

I ã2 F

cos <p ãF

I

ã'F

(b) A mudança de variável.x = cos <p (<p =are cos x, -I s x S I) transforma G(<p) em g(x). Provar que g satisfaz à equação de Legendré

.. Aplicações do cálcUlo diferencial
(I - x 2 ) dx' - 2xdx

331
dg

d'g

+ n(n + t)g

.
=O.

1. Equação das ondas a duas dimensões. Uma membrana delgada e flexível está estendida sobre o plano XOY e pode vibrar. Seja z = f(x, y, t) o deslocamento da membran~ em relação a XOY, no ponto (x. y) e no instante t. Considerações físicas sugerem que f satisfaz à equação das ondas a duas dimensões,

sendo c uma constante positiva dependendo das características físicas da membrana. Este exercício revela uma conexão entre esta equação e a equação dÍferencial de Bessel. (a) Introduzir coordenadas polares x =r cos 8, y =r sen 9, e seja F(r, 8, t) = f(r cos 8, r sen 8, t). Se f verifica a equação das ondas, mostrar que F satisfaz à equação

(b) Se F(r, O, I) é independente de O, por exemplo F(r, plifica-se para

o, t) =~(r, I) a equação em (a) sim-

I 1

i f

Seja agora tp uma solução tal que tp(r, t) se t:xprime pelo produto de uma função de r por uma função de t, rp(r, t) = R(r) T(t). Provar que cada uma das funções R e T satisfaz a uma equação dtferencial ordinária linear de segunda ordem. (c) Se a função T da alínea (b) é periódica com período 2rrl c, provar que R satisfaz à equação de Bessel r' R"+ rR" +r'R~ O.

9.6. Derivadas de funções implícitas

Certas superfícies no espaço tridimensional são representados por equações cartesianas da forma
F(x,y,z) =0.

~ ~

I

Uma tal equação diz-se que define numa representação implicita da superfície. Por exemplo, a equação r+ y 2 + z 2 ~ I =O representa a superfície de uma esfera unitária com centro na origem. Algumas vezes é possível resolver a equação F(x, y, z) =O em relação a uma das variáveis, exprimindo-a em função das duas restantes, pot _·exemplo z em função de x e y. Isto conduz-nos a uma ou mais equações da forma z=f(x,y). _Para a esfera obtermos duas soluções,

332

Cálculo

z =VI- x'- y 2

e

uma representando a semi-esfera superior, a outra a semi-esfera inferior. No caso geral pode não ser uma questão fácil obter uma fórmula explícita para z em função de x e y. Por exemplo, não existe nenhum método simples que permita resolver, em ordem a i, a equação Y + xz + z2 - ez- 4 =O. Contudo, uma utilização adequada da regra de derivação da função composta torna possível deduzir várias propriedades das derivadas e sem um conhecimento explícito de f(x, y). O processo é analisado nesta secção. Admitamos que existe uma função f(x, y) tal que

apax ap ay

(9.19)

F[x, y,f(x,y)] = O

para todo (x, y) em algum conjunto aberto S, embora não seja possível obter fórmulas explícitas para o cálculo de f(x, y). Exprimimos tal circunstância dizendo que a equação. F(x, y, z) =O define z implicitamente como uma função de x e y e escrevemos
z=f(x,y).

Introduzamos agora uma função auxiliar g definida em S do modo seguinte:
g(x,y) = F[x,y,f(x,y)].

A equação (9.19) estabelece que g(x,y)~ O em S, logo as derivadas parciais agtnx e agtay são também O em S. Mas podemos também calcular estas derivadas parciais pela regra da derivação de uma função composta. Para o cOnseguir escrevemos
g(x,y) = F[u 1(x,y), u2 (x,y), u3 (x,y)],

onde u, (x, y) ~ x, u, (x, y) ~ y, e u, (x, y) ~ f(x, y). A regra referida dá-nos as fórmulas

og OX

=

D F ou 1 2 õx

+

D F ou, 2 õx

+

D F ori, 3 õx

e

onde cada derivada parcial Dfl" deve ser calculada em (x, yJ(x, y)). Uma vez que se tem
Õu 1 =I

õx

'

au2 õx

=o,

-=-

ou, õx

Õj ox'

e

Õg

Õx

=o,

a primeira das equações precedentes escreve-se

~Aplicações
(9.20)

~~ .. ·

do cálculo diferencial -

333

"'

",~,Resolvendo esta em ordem a apax obtemos
aj = _ D1 F(x, y,f(x, y)] ax D3 F(x, y,f(x, y)]

1\,,

!

f..

"2

,. naqueles pontos para os quais D,F(x, y, f(x, y)l *O. Por um raciocínio análogo ob:,, temos a fórmula correspondente para apay: aj = ay. D,F(x, y,f(x, y)] D,F(x, y,f(x, y)]

\:

::: nos pontos para os quais D,F[x, y, f(x, y)l *O. Estas fórmulas escrevem-se habi:~~ tualmente na forma mais sintética: a1 aFfay -=--ay aFjaz

'1

yz + xz + :z- e::- c= O detine z como uma x e y. por exemplo z = f(x. y): Determinar um valor para a constante c tal que f(O, e)~ 2, e calcular as derivadas parciais apax e Jf/Jy no ponto (x, y) ~ (0, e).
EXEMPLO. Admitamos que a equação

runção

Resolução. Quando x = O, y

=

e, e z

=

2, a equaçõe escreve-se ez
~

+4-

e2

-

c= O,

· a qual indica que
.~ obtém-se

c~

4. Seja F(x, y, z)

y' + xz + z'- e - 4. De (9.20) e (9.21) a1 = _ _ _z""y _ _ x+2z-ez ay

a1 z -=-----

dx

X+

2z- ez'

Quando x = 0, y "=e, e z ~ 2 encontramos apax ~ 2/(e'- 4) e af/ ay =.2el(e'- 4). Observe-se que é possível calcular as derivadas parciais apax e apay recorrendo unicamente ao valor de f(x, y) no ponto (0, e).
A discussão acabada de fazer pode ser generalizada a funções de mais do que duas ·. variáveis.
TEOREMA 9.3. Seja F um campo escalar diferenciável num conjunto aberto T de R". Sup9ndo que a equaciio

define

Xn

implicitamente como uma função diferenciável de

X 1, ...• Xn~•·

para todos OS pontOS (x 1, ••• , Xn~l) em a/gum conjunto aberto" S de cada k = I, 2, ... , n- I, a derivada parcial DJ é dada pela fórmula

Rn-l,

então para

334
(9.22)

Cálculo
D.f=- D.F D.F

nos pontos em que D.F* O. As derivadas parciais DkF e D.F que aparecem em (9.22) devem calcular-se no ponto (x 1 , x,, ... , x._,,f(x,, x,, ... , x._,)).

A demonstração constitue uma generalização directa do raciocínio efectuado para deduzir as equações (9.20) e (9.21) e deixa-se ao cuidado do leitor. A discussão pode generalizar-se noutro sentido. Admitamos que temos duas superflcies com as seguintes representações implícitas:
(9.23)

F(x,y, z) =O,

G(x,y, z) =O.

Se estas superfícies se intersectam ao longo de uma curva C, pode ser possível obter numa representação paramétrica de C resolvendo as duas equações (9.23) simultâneamente em relação a duas das variáveis em função do terceira, por exemplo x e y em função de z. Suponhamos que é possível resolve-la relativamente a x e y e que as .soluções sejam dadas pelas equações
X=

X(z),

y = Y(z)

para todo z em certo intervalo aberto (a, b). Então·quando x e y se substituem por X(z) e Y(z), respectivamente, as duas equações em (9.23) são identicamente satisfeitas, isto é, podemos escrever FIX(z), Y(z), zl ~O e G[X{z), Y(z), z] ~O para todo z em (a. b). Mais uma vez, recorrendo à regra de derivação da função composta. podemos calcular as derivadas X'(z) e Y'(z) sem um conhecimento explícito de X(z) e Y(z). Com esse objectivo introduzamos novas funções/ e g definidas por

f(z) = F[X(z), Y{z), z]

e

g(z) = G [X(z), Y(z), z].

Então f(z) ~ g(z) ~O para todo z em (a, b) e consequentemente as derivadas j'(z) e g'(z) são também nulas em (a, b). Pela regra de derivação referida estas derivadas são definidas pelas fórmulas

f'(z) = i!F X'(z) i!x

+ i!F Y'(z) + i!F,
i!y i!z

g'(z) = iJG X'(z) i!x

+ iJG
i!y

Y'(z) +iJG. · i!z

Visto que j'(z) e g'(z) são ambas nulas, podemos determinar X'(z) e Y'(z) pela resolução do seguinte par de equações /ineO.res simultâneas:

i!F X'(z) i!x
iJG X'(z) i!x

+ i!F
i!y

Y'(z) = - i!F' i!z Y'(z) = - iJG. i!z

+ iJG
i!y

Aplicações do cálculo diferencial

335

, Nos pontos em que o determinante do sistema não for nulo, estas equações têm uma ' solução única a qual, de acordo com a regra de Cramer, pode exprimir-se do modo
seguinte:

(9.24)

X'(z) =

oF oz ac oz oF ax a -c ax
-

oF oy ac oy aF ay ac ay

r'(z) = -

ax a -c ax aF ax ac ax

a - F -aF az ac az aF ay ac ay

Os determinantes figurando em (9.24) são determinantes de matrizes jacobianas e dizem-se, por isso, determinantes jacobianos. Uma notação especial é por vezes usada para representar este tipo de determinantes. Escrever-se

a aJ, f, ax, ax, au,, ... ,f.) = a(x,, ... , x.)
det

aJ. a!. ax, ax,
mente na forma

aJ. ax

Recorrendo a esta notação, as fórmUlas (9.24) podem exprimir-se mais resumida-

(9.25)

X'(z) =

.

a(F, G)/a(y, z) a( F, G)fa(x, y)'

Y'(z) = a(F, G)/a(z, x).

a(F, G)/a(x, y)

1

(O sinal menos incorporou-se nos numeradores por troca das colunas). O método pode ser generalizado para. tratar situações mais gerais nas quais são dadas m equações com n variáveis, sendo n > m, obtendo-se m variáveis em função das n- m restantes. As derivadas parciais das novas funçõ.es assim definidas podem

exprimir-se como cocientes de determinantes jacobianos, generalizando (9.25). Um exemplo com m = 2 e n = 4 apresenta-se no Exercício 3 da Secção 9.8.
9.7. Exemplos resolvidos
Vamos apresentar alguns dos conceitos da anterior secção na resolução de alguns problemas relativos a funções definidas implicitamente;

336

Cálculo

EXEMPLO L Supor que a equação g(x, y) ~O define y como uma função derivável de x, seja y ~ Y(x), para todo x em algum intervalo aberto (a, b). Exprimir a derivada Y'(x) em função das derivadas parciais de g.

Resolução. Seja G(x) ~ glx, Y(x)i para x em (a, b). Então a equação g(x, y) implica G(x) ~O em (a, h). Pela regra de derivação da função composta temos
G'(x) = ilg · 1 ilx

~o

+ ilg Y'(x),
ily

donde se obtém
(9.26)

ilgfilx .
Y'(x) = - ilgfily

nos pontos X de (a, b) para os quais agtaY'F O. As derivadas parciais agtax e agtay são dadas pelas fórmulas agtax ~ D,gix, Y(x)) e agtay ~ D,g[x, Y(x)]. EXEMPLO 2. Quando se elimina y das duas equações z ~ f(x, y) e g(x, y) ~O, o resultado pode exprimir-se na forma z ~ h(x). Escrever a derivada h'(x) em função das derivadas parciais de f e g.

Solução. Admitamos que a equação g{x, y) ~ O pode resolver-se relativamente a y em função de x e que a solução é dada por y = Y(x) para todo x em certo interva~à aberto (a, h). Então a função h é dada pela fórmula
h(x) = f[x, Y(x)]

se x

E

(a, b).

Aplicando a regra de derivação da função composta temos

'( ) ilf x h x =ilf + - Y'( ). ilx ily
Resolvendo à e<juação (9.26) do Exemplo 1 obtemos a fórmula·

ag at _ of

ilg

h,(x) = '-'a y'-'il-"x-:::-iJ'-"y'-'iJ-"x ilg ily

As derivadas parciais do segundo membro são calculadas no ponto (x, Y(x)). Observe-se que o numerador pode também exprimir-se como um determinante jacobiano, dando-nos
h'(x) = il{f, g)fil(x, y)

ilgfily

, p/icações do cálculo diferenciai

337

EXEMPLO 3. As duas equações 2x = v2 - u2 e y = uv definem u e V como funções de ix ey. Determinar fórmulas correspondentes a jju!jjx, jjuloy, avliJx, jjvlay.

Resolução. Mantendo y fixo e derivando ambas as equações relativamente a x, tendo -:_presente que u e v são funções de x e y, obtemos

av au 2=2v--2u-

ôx

ôx

e

av au O=u-+v-. ôx ôx

:Resolvendo estas equações simultâneas em relüção a

avlax e autax obtemos

au u dx = - u2 + v2

e

ôv v -----

'Por outro lado, se fixamos x e derivamos ambas as equações relativamente a y ob,temos

av au 0=2v--2u-

ôy

ôy

e

1=u-+v-.

ôv

ôu

ôy

ôy

;Para solução deste sistema de equações encontramos

au
Oy = u2
EXEMPLO
'.

v

+

v2

e

-=---

av ôy

u

u'

+ v'·

4. Seja n definido como função de x e y pela equação

f;
• ·;

~~eterminar j}u/j}x e j}u/j}y por intermédio das derivadas parciais de F.
Resolução. Suponhamos que u ~ g(x, y) para todo (x, y) em algum conjunto aberto

u = F(x

+ u,yu).

·s. Substituindo g(x, y) por u na equação original obtemos
:(9.27)
g(x,y) = F[u 1 (x,y), u,(x,y)],

.f"

~onde u,(x, y) ~ x + g(x, y) e u,(x, y) ~ y
~mos

g(x, y). Mantenhamos agora y fixo e deriveambos os membros de (9.27) relativamente a x, aplicando no segundo membro regra de derivação da função composta, obtendo

:(9.28)

ôg
ax

=

DF ôu 1 1 ôx

+

DF ôu,. 2 ôx

Mas j}u,/j}x ~ I+ j}g/j}x, e j}u,lj}x = y j}g/j}x. Por conseguinte (9.18) escreve-se

338

ilg = ax

D 1F ·

(1 + - + D F · (yilg) . ilg) ax
2

ax

Resolvendo esta equação relativamente a agtax (e escrevendo autax em vez de agi ax) obtemos

àu
iJx·

-D 1 F D,F + v D.F- 1

Do mesmo modo encontramos

àg=DFàu 1 +D·Fau,=DFàg+DF(_ àg+ (x )). 1 2 1 2 ày ày ày ày y ày g ,y
Isto conduz-nos à equação.

àu ày

-g(x, y) D,F

D1 F

+ y D,F -

1

As derivadas parciais D,F e D,F são calculadas no ponto (x

+ g(x, y), yg(x, y).

EXEMPLO 5. Quando se elimina u entre as equações x = u + u e y = uv2 , obtemos uma equação da forma F(x, y, v)= O, a qual define v implicitamente como uma funçãc de x e y, por exemplo v~ h(x, y). Provar que

àh àx

h(x, y) 3h(x, y) - 2x

e determinar uma fórmula semelhante para ahtay.

Resolução. Eliminando u entre as duas equações obtem-se
xv2 -v'-y=O.
Seja F a função definida por

F(x,y, v)= xv'- v3

-

y.

A discussão da Secção 9.6 é aplicável aqui e podemos escrever
(9.29)

oh=_ àF(àx àx àF(àv

e

oh= _ ilFfoy ày àF(àv

Mas a FI a x ~v', a FI a v~ 2xv- 3v 2 , e a FI ay ~ - I. Por conseguinte. a cquaçüo (9.29
~.:screve-se

. , Aplicações do cálculo diferencial

339
v

-=

oh

~
!

~e

OX

v' ---=-2xv- 3v
2

2x- 3v

h(x, y) 3h(x, y)- 2x

;; = -

1 2xv-=- 3v'

2xh(x, y)

~

EXEMPLO 6. A equação F(x, y. z) define z implicitamente como uma função de x e y, seja z ~ f(x, y) Supondo que a' Ft(a x a z) ~ a' Ft(a z a x), provar que

~O

~

3h'(x, y) ·

I
~

i (9.30)

o'J
ox' = -

(~) (~' - (~) (~) (~) + (~' (~)
2

(;;r

~onde as derivadas parciais do segundo membro são calculadas em (x, y,f(x, y)).

Resolução. Pela equação (9 .20) da Secção 9.6 temos

. (9.31)

of oFfox -=--ox oFfoz

.·Devemos ter presente que na realidade este cociente significa
D 1F[x, y,f(x, y)] D 3 F[x, y,f(x, y)]

. Introduzamos G(x, y) ~ D,Fix, y, f(x, y)l e H(x, y) ~ D,F(x, y,f(x, y)l. É nosso pro: pósito calcular a derivada parcial, com respeito a x., do cociente

of G(x, y) -= ----, ox H(x, y)
· ; :'mantendo y fixo. A regra de derivação do cociente dá-nos

i
. : (9;32)
:!li

HoG _ GoH

o'f -=
ox
2

ax

ax

H'

·.{Un.. a :yez que G e H são funções compostas, usamos a correspondente regra de deri: J;vação para calcular as derivadas parciais a Gta X e a Htax. Para a G!ax temos

~

~ OX
-

+D o'F .o'F of ='-+~-.
.

.

= D 1 (D 1F) • 1

2

(D 1 F) ··O+ D 3(D 1F) · -

~ OX

õx'

ôz élx élx

340

Cálculo

Analogamente, encontramos

.aH = õx

D 1(D,F) · I

+ D,(D 3F) ·O + D 3(D3F} ·õf õx

à'F Õ'F õj =--+--. Õx Õz õz' Õx
Introduzindo· estas derivadas em (9.32) e substituindo o[lox pelo segundo membro de (9.31) obtemos a formula (9.30).

9.8. Exercícios
Nos exercícios apresentados a seguir deve admitir-se sempre a existência c continuidade das derivadas que se considerem. I. As duas equações x + y = ulv e xy = u -. v determinam _x e y implicitamente como funções de u e v, seja x = X(u, v) e y = Y(u, tv). Mostrar que iJXI iJu = (xv- I )/(x- y) se x y e determinar fórmulas análogas para iJX/Jv, iJY/iJu, OY/iJ.v. 2. As duas equações x + y = uv e xy = u- v determinam x e v como funções deu e y, a saber . x ~ X(u. y) e v~ V(u, y). Mostrar que aXI au ~ (u + v)/(1 + yu) se I + )'li'#• O, e determfnar fórmula análogas para iJX/ ay, a VI au, a VI iJy. . 3. As duas equações F(x, y, u, v)=: O e G(x, y, u, v)= O determinam x ey implicitamente como funções deu e 11, sejam x = X(u, v) e y = Y(u, v). Mostrar que

*

ax

ou

o(F, G)/ o(y, u) õ(F, G)lõ(x,y)

em pontos para os quais o jacobiano O( F, G)l d(x, z) *O, e determinar fórmulas semelhantes para as derivadas parciais dX/iJt', dY/iJu, e dY/itv. · 4. A intersecção de duas superfícies definidas pelas equações cartesianas 2x 2 + 3y~- Z 2 = 25 e x 2 + _,.z = :: 2 define uma curva C passando pelo ponto ·p= (;=f:J, 4). Estas equações podem resolver-se em relação a x e a _r em função de :z para darem uma representação paramétrica de C, com ::como parftmetro. (a) Determinar o vector tangente unitária Ta C no ponto P scn recorrer ao conhecimento explícito da representação paramétrica. (b) Confrontar o resultado da alínea (a) com o obtido mediante uma repn::scntação paramétrica de C com ::como parâmetro. 5. As três equações F(u, v)= O, u = Xy, e v= J x 2 + zz definem uma superfície no espaço OXYZ Determinar o vector normal a esta superfície no ponto x = I, y = I, z = J3 se fõr sabido que D,F(I, 2) ~ I e D,F(I. 2) ~ 2. 6. As três equações

x

2

+ z2 + y 2 - sen(uv) + 2z2 xy -.senucosv + z
x2
-

ycos(uv)

=O,
=

2,

=O,

z1 = A(x - x1) + B(y - y 1). definida pela i equação F(x. Seja f e g duas funções de uma variável real e definamos F(x. zlx) =O define= implicitamente como uma função de x ey. A equação x + z + (y + z)l = 6 define z como função implícita de x e y. u = rr/2. z =O.y).. Jf/ ay e Jljl(Jx ay) em função de x. y). y) = f[x + g(y)l. A equação linear que define o plano tangente no ponto P. Seja u outra função real de duas variáveis reais tal que as derivadas parciais au! ax c au! ay estejam relacionadas pda equação F(àu/ ax. z = f(x. lO. I. Achar as fórmulas correspondentes a todas as derivadas parciais de F de primeira e segunda ordem. 12. \'=O. Máximos. 7. Calcular a derivada D 1 J em função de x. Provar que existe uma constante n tal que . Supor que iJ 2 u/(Jx ay) = à1 u/(Jy Jx). defínida explicitamente por uma equação da forma z = f(x. ~ ·i' I f ~' e determinar n. y e z. z = f(x.y)lx[ é difer"ente de zero. X 2 + }' 1 + z 2) =O define z como função implícita de x e y. a gradiente deste campo é defínido pelo vector t·. A cquaçãof(y/x. 9. z. Determinar as derivadas parciais ilf/ ilx e e Jf/ Jy em função de D 1 F e D 2 F. Se f é diferenciável. seja z = g(x. Verificar a relação oF o2F oF o2F ax ax ay = ay ax2 • } ~·· l ~ ~ 9. auJay) =O. Seja F uma função real de duas variáveiS reais e suponhamos que as derivadas parciais d 1 F e D 1 F são diferentes de zero.9. 11. Calcular as derivadas parciais Jx! au e iJx/ av no ponto x = y = I. z) =f(x. z =f (x. f'). y c z.• · ·: . expressas em função das derivadas de f e g. ver-se = ·(x. y).y.y) nos pontos em que DJ]ylx. y e z como funções de u c v. 8. g(x.z.. y. Calcular as derivadas parciais Jfl ax.Aplicações do cálculo diferencial 341 definem x. y). .y). pode_ ser considerada como uma superfície de nível do campo escalar F.) pode escre- t I z . A equação sen (x + y) + sen (v+ z) = I define z como função implícita de x e y. mínimos e pontos sela ''r Uma superfície. A equação F(x + y + z. Mostrar que og x ox +Y og oy =g(x.

A função f diz-se ter um máximo relativo em a se a desigualdade em (9. O conceito de máximo. diz-se um ponto de estacionaridade da superfície o ponto (x..que acabou de referir-se que existe um plano tangente à superfície z ~ j(x. essas categorias corresp<Jndeh. Se fi diferenciável em a e se vf(a) ~ o. ao fundo. respectivamente ao cume da montanha. e às gargantas. com Quando ambos os coeficientes A e B são nulos. então todas as derivadas parciais de primeira ordem D.. Por outro lado. definidos em subconjuntos de an. DEFINIÇÃO. respectivamente. y.y1). Se a superfície se imaginar como um terren·o montanhoso. Os adjectivos global e local são algumas vezes utilizados em vez -dos termos absoluto e relativo. Os mínimo absoluto_ e mínimo relativo definem-se de uma maneira análoga. . y) no ponto (a. mínimo e pontos sela pode definir-se para campos escalares arbitrários.342 Cálculo e B = D 2f(x 1 . . Os pontos de estacionaridade de uma superfície classificam-se habitualmente em três categorias: máximos. é fácil construir exemplos nos quais o anulamento de todas as derivadas parciais em ti! não implica necessariamente um extremo em a. um máximo relativo em a é o máximo absoluto em certa vizinhança de a.33) f(x) ~f(a) para todo X em S.33) é satisfeita para todo o x pertencente a uma certa n-bola B(a) de S. significa o . f(a)) paralelo ao plano XOY. num tal ponto.) diz-se um ponto de estacionaridade ou um ponto crítico da função f O plano tangente à superfície. DEFINIÇÃO. .33). Se f possui -um extremo num ponto interior a e é aí diferenciável.. Por outras palavras. V f(a) ~ O.J(a) devem anular-se: Por outras palavras. Um número que seja quer máximo relativo ou mín{mo relativo de f chamase em extremo de f . o ponto a diz-se de estacionaridade de f Um ponto de estacionaridade de f diz-se um ponto sela se toda a n-bola · B(a) contém pontos x tais quej(x) <fia) e outros pontos para os quaisfix) >fia). o mínimo f(a) chama-se o valor máximo absoluto de f em S. o pontos P. DEFINICAo. Diz-se que um campo escalar f tem um máximo absoluto num ponto a de um conjuntoS de R" se (9.dos vales. mínimos e pontos sela. Verifica-se tal circunstância nos chamados pontos Sela que se definem a seguir. (Isto pode demonstrar-se facilmente mantendo fíxa cada componente e reduzindo o problema ao caso unidimensional. é paralelo a XOY.f(a). recorrendo a uma desigualdade de sentido contrário à de (9. D.) No caso· em que n = 2.

O) rara tOdO 0 par C\-.(((). Na vizinhança da origem tem a forma representada na figura 9.3.. 9. y (a) :: = 2 .J(a). alguns dos quais se encontram desenhados na fi~l!Ll l) __1(h). EXEMPLO I. z = f(x. Os exemplos que se apresentam a seguir ilustram estes diferentes tipos de pontos de estacionaridade. Exemplos I e 2. . mínim-os e pontos de inflexão. Em todos os exemplos os pontos de estacionaridade em questão situam-se na origem. FJG. = _\' + _\ Exemplo 2: Mínimo relati.x'. Máximo relativo.s de _estacionaridade se classificam em máximos.vo na origem. As curvas de nível são círculos.xc . Tal superfície é um paraholoide de revolução.y· z X (<-'):. \') 2 ( Y~ -1- 1'') . ( im~l \'L'/ L!LlL' Ffx._\').~ --.y'.Aplicações do cálculo diferencial 343 A situaÇão é algo parecida com o caso unidimensional em que os pontc. y) = 2.

z y (a) z = xy (b) Curvas de nível: xJ. estando traçadas na figura 9. admitindo os eixos coordenados como assíntotas. donde resulta f(x. FIG_ 9. enquanto que para pontos nos segundo e quarto quadrantes x e y tem sinais opostos. excepto em que existe um mínimo na origem em vez de um máximo. A forma da superfície. Ambas as derivadas parciais apax e apay são' nulas na origem. Consequentemente. EXEMPLO 2. Ponto sela.5(a). mas ele é também um máximo 1bsoluto. outro parabolóide de revolução. para pontos (x. x e y têm o mesmo sinal. z = f(x.344 Cálculo resulta que f não só tem um máximo relativo em (0. O) e pontos em que~ função excede f(O. Ponto sela. z = f(x.Ambas as derivadas parciais afi ax e aj!y se anulan na origem. 0). é essencialmente a mesma que a do Exemplo I.4(b). mas não existe nem máximo nem mínimo relativo nesse pontÇ. y) = xy. É. 0). Mínimo relativo. evidente que a origem é um ponto sela. y) > O= f(O. . 9A(a). 0). z = f(x. na vizinhança da origem. pelo que a origem é um ponto sela. EXEMPLO 4. como se representa na fig. Con efeito. dando-nos f(x. Esta superfície está representada na figura 9. Na proximidade da origem. A presença de tal ponto é revelada igualmente na figura 9.Jxy 2 =c.5(b) algumas curvas de nível. na qual se representam algumas das curvas de nível nas vizin-: hanças de (0. y) = x'. Estas são hipérboles. é um paraboloide hiperbólico. Na vizinhança da origem é semelhapte a uma sela.4. Exemplo 3.3xy'. está representada na figura 9. Esta superfície. em cada vizinhança da origem existem pontos nos quais a função é menor quef(O. Ponto sela na origem. 0). esta superfície tem o aspecto dum colo duma montanha na vizinhança de três piCos.3(c) e algumas das suas curvas de nível estão traçãdas em 9. y) <O= f(O. y) no primeiro e terceiro quadrantes. EXEMPLO 3. A superfície.3(b). 0). y) = x' + y'.

I) ________ . Exemplo 6. Mínimo relativo na origem. Exemplo S. (b) Curvas de nível: x!y 1 =c. =c.w. FtG. FIG.x! =c._~+H.-r-r-----~x (a) :: = I . Ponto sela na origem._.x" (b) Curvas dc nível: I . y X (a) :: = x"y~ FKi. Máximo relativo na origem. Exemplo 4.5. 9. 345 . y Plano tangente em(O.O.3. 7. 9.c=O (b) Curvas de nívd: x·' . z 9.6.

346 Cálculo EXEMPLO 5. As secções planas. As curvas de nível [representadas na figura 9. z ~ f(x. Existe um mínimo absoluto na origem. a função toma unicamente valores não negativos ao longo de_ todas as suas curvas de nível. y).y. calculadas em a. Neste caso. y) ~f(O.x'. O) para todo o ponto (x.x' . onde E( a. Para determinar o sinal algébrico doj(a + y). Mínimo relativo.6(b)l são hipérboles admitindo os eixos coordenados por assíntotas.. z ""j(x. Se x ~a+ y. o termo i. . Ó) para todo (x. y). temos t Devida a Ludwig Otto H esse ( 1811-1874). devido ao facto def(x. A matriz. n X n. 9.r!l E( a. porém. Neste caso a superfície é um cilindro de geratrizes paralelas ao eixo OY. I ~ f(O. definidas por planos paralelos ao eixo OX.7(b).y). Existe obviamente um máximo absoluto na origem. Esta superfície tem o aspecto de um vale circundado por quatro montanhas. As curvas de nível constituem uma família de rectas paralelas como se indica na figura 9.r!l E( a. das derivadas parciais de segunda ordem D 1j(x) chama-se a matriz hessiana t e representa-se por H(x). y) ""x'y' . a natureza de tal ponto fica determinada pelo sinal da diferença f(x). Num ponto de estacionaridade. como sugere a figura 9. O teorema que se segue prova que se f admite derivadas parciais de segunda ordem contínuas em a.7(a).10. Fórmula de Taylor de segunda ordem para campos escalares Se um campo escalar diferenciável f admite um ponto de estacionaridade em a.f( a) necessitamos mais informação relativa ao termo de erro ~.!).f( a) para x próximo de a. são parábolas. uma ·vez que j(x. y) ~ I . Observe-se que estas cL~:rvas de nível são semelhantes às dos Exemplo 3. Máximo relativo. então temos a fórmula de Taylor de primeira ordem f( a + y) - f(a) = Vf( a)· y + [ly[l E( a. um matemático alemão autor de muitas contribuições à teoria das superfícies. y). i=l i=l • • mais um termo de_ ordem inferior a JlrR 2 • Os coeficientes da forma quadrática são as . Então. EXEMPLO 6. y). y) ~ I . y) é igual à forma quadrática ~ L L D"f(a)y.. derivadas parciais de ·segunda ordem D 1 [ ~ D 1(D. V f( a)~ O e a fórmula de Taylor vem f(a + y). como se mostra na figura 9.6(a).f(a) = IIYII E(a. y) ~O quando as y ~ O.

Então f(a + y). Yn) se considera como uma matriz linha I X n e :r' é a sua transposposta. contínuas numa n-bo/a B(a).. y) ___. yH(a)y' + lly!i' E.f = Dj! e a matriz H( a) é simétrica..34) f(a + y) - f(a) =Vf( a) · y + -1 yH(a + cy)y'. pelo que a regra de derivação da função composta nos conduz a g'(u) • = VJ[r(u)] · r'(u) = VJ[r(u)] · y =I D .)". D . Consideremosy fixo e definamos g(u).36) g(1) .. para u real. a TEOREMA 9. Temos r"(u) = y. A fórmula de Taylor. A forma quadrática pode escrever-se mais simplesmente na notação matricial como segue: I I • • D.. Obtemos (9.y... onde r(u) o= a+ uy. onde E. g'(O) = ilf(a)·y. admitindo derivadas parciais de segunda ordem..35) f(a + y) - J(a) = Vf(a) · y + . 2! O<c<l. podemos calcular a sua derivada aplicando a correspondente regra. FÓRMULA DE TAYLOR DE SEGUNDA ORDEM PARA CAMPOS ESCALARES.J(a)y. y).O. i=l i=l onde y = (y.. Visto ser g uma função composta definida por g(u) = f[r(u)). = yH(a)y'. Se f é um campo escalar.(a.( a. I I.4..J são contínuas. lima matriz coluna n X I. temos D. Quando as derivadas parciais D . Esta pode também escrever-se na forma (9. .7 do Volume I). . Demonstração. dando uma aproximação quadrática para f(a + y) -f(a).g(O) = g'(O) + -1 2! g"(c).Aplicações do cálculo diferencial H(x) = (D. Aqui utilizou-se para o resto a fórmula de Lagrange (ver Secção 7.f(a) = g( I)= g(O). Em particular..u:. Demonstraremos o teorema aplicando a fórmula de Taylor de segunda ordem a g no intervalo [0.O quando y. Aplicando mais uma vez a mesma regra de derivação· encontramos .J(r(u)]y i=l 1. 1~t 347 sempre que tais derivadas existam.J(x)]7.I. desde que r(u) E B(a). então para todo y em R" tal que a + y E B(a) tem-se com (9. com O<c<l. pela igualdade g(u) =f(a + uy) para-I:. toma agora seguinte forma.

O.v =F O. · + cy).1 _llyii'IE..>'11' E.(a. Esta Secção é dedicada à demonstração desta afirmação. A natureza do ponto de estacionaridade determinada pelos valores próprios da matriz Hessiana Num ponto de estacionaridade tem-se V f( a)= O.11. 9. y).r).f(a + cy). · .j(a)l para .y 1 = yH[r(u)]y'. .r. 1 • . O)= O. Cálculo = .. (a. pelo que a fórmula de Taylor dada em .F O..D.r) tender para zero mais rapidamente que llyll'.(a. De (9:37). pelo que a equação (9.y. e seja E.(a.(a. Para demonstrar (9.37) IIYII 2 E. : : . I· .34).y) pela equação (9. y)-0 quando .D. (a.(a. obtemos .r.(a.j(a)}y.LLID.35) definimos E. 'ílf(a) · Y +- 1 2! yH(a)Ji' + IIYII 2 E. Então a equação (9. de modo que E. parece razonável esperar que para valores de y pequenos o sinal de f( a+ y)-f(a) seja o mesmo da forma quadrática yH(a)y'.(a.O.O quando y. y).y)l::::.348 g"(u) = . Porque cada derivada parcial de segunda or~em Duf é co!ltínua em a.(9 . Visto o ter mó 11.H(a)}y' se y .D1 J[r(u)]y. y)...35) vem /(a+ y) -f(a)= !yH(a)y' + llyll' E.y)l = L L {D"f(a i=l 1=1 2I . temos Dijf(a + c. D. (~.36) se transforma na (9.j(a)JIIyll i=l i=l • 2 • · Dividindo por llyll' obtemos a desigualdade 1 IE.O.. Deste modo g'(c) = yH(a + <y)y'.j(a 2 i=l i=l n n + cy)- D. 2L L JD. consequentemente a natureza de um ponto de estacionaridade poderá ser determinado pelo sinal da forma quadrática.34) toma a forma f(a + y) -f(a) = . - - Para completar a demonstração necessitamos mostrar que E.y{H(a 2! + cy).~ D.f[r(u)]y 1) y.Dijf(a) quando .(a. o que completa a demOnstração.y) 1 = .~ ~.

Para este_..•· O. então tem-se: (a) Se todos os valores próprios de H(a) são positivos.< parciaisde(segunda/ordemDiif contínuas mima n-bola B(a). hipóte~e Nota: Na hipótese (a).. (b) Se todos os valores próprios de H(a) são negatil'Os.• 11.l.r =1=. onde E2 (a.xl • onde x = (x 1 .r = . Provaremos que existe um número positivo r tal que.-. O teorema apresentado a seguir descreve a natureza de pontos de estacionaridade em função do sinal da forma quadrática xH(a). . de maneira que cada . Se todos os valores próprios são positivos. Mas porque . Inversamente.A 11 são os valores próprios de A~ Os valores próprios são reais visto que A é simétrica..(a.38) mostra que Q(y) >O .rL'. e H(a) representa a matriz hessiana num ponto de estacionaridade a.. TEOREMA 9. Demonstração..rC temos y = .··· =L . TEOREMA 9.y).r= . f tem um mínimo relativo em a. Segundo o teorema 5. Portanto Q(y) > O para todo _Y O.Aplicações do cálculo diferencial 349 Em primeiro lugar estabelecemos uma conexão entre o sinal da forma quadrática e os seus valores próprios. se Q(_Y) >O para todo y *O podemos escolher . (c) Si: H(a) tem valores próprios positivos e negativos..38) Q{y) = yAy' = L .·.O. Seja A= (aijl uma matriz simétrica real n X n e considere-se Q(y) = yAy' 1 . a forma quadrática diz-se definida positiva. ••• -. a equação (9.. * O se e só se todos os valores próprios de A são negativos. x 11 ) é a matriz coluna . isto é. (9.6.YC. de maneira que x O se e só se . então f tem um ponto sela e_m a.11 existe uma matriz ortogonal C que reduz a forma quadrática yAy' à forma diagonal.=1 La. Está assim demonstrada a alínea (a)._. .38) dá-nos Q(y) = . se O< llyll < r. >O.f(a) = tQ(y) + Jlyll' E..5. Se f é um campo escalar com derivada. l. •=1 n n tem-se então: (a) Q(r) >O para todo y (b) Q(r) <O para todo y * O se e só se todos os valores próprios de A são positivos.y.c seja o vector coordenado . . 1. !I Demonstração. A demonstração de (b) é inteiramente análoga. .Y de maneira que x =_..39) f(a + y). Seja Q(y) = xH(a)_Y 1• A fórmula de Taylor dá-nos (9.A.f tem um máximo relativo em a.y. na (b) diz-se definida negativa. aequação (9.O.f( a) é o mesmo que o de Q(y).Y'· sempre que * * * I I. e .l. o sinal algébrico de f(a + y).y)-0 quando _v.

Esta conclusa o completa a demonstração do teorema.39) mostra que f(a + y) -f(a) ~ !Q(y)..-• >O para todo y O. Para demonstrar (b) podemos seguir um raciocínio análogo.350 Cálculo Admitamos em primeiro lugar que todos os valores próprios A. argumentando do mesmo modo.. . Estes ·números são os valores próprios da matriz simétrica real H(a). l-t 2II.y)[ <ih IIYII' < tQ(y).(a.f Para demonstrar (C). Escolhamos. Uma vez que quando y. Porque E.-iH(a). vemos que para taly o sinal de f(a+ y)-f(a) é o mesmo de Q(y).. 2 dois valores próprios de H( a) de sinais contrá- rios. como atrás. a forma quadrática . Seja h~ mio números I À. f tem em a um ponto sela. Se u < h. Então para cada real u satisfazendo a-h< u <h os e são valores próprios de sinais contrários para a matriz H(a). o que demonstra a alínea (a). Então.. a forma quadrática y(H(a). existe um número positivo r tal que! E.ui. onde I é a matriz identidade n x n. os n números Âl. Podem estabecer-se critérios para estudar tai·s exemplos. seu E (-h.O quando ..ully' torna quer valores positivos quer negativos em toda a vizinhança de y~ O. Portanto. Pelo teorema 9..5. Para taly temos O~ IIYII'[E.6 não dá qualquçr informaçãO relativa ao ponto de estacionaridade.u são também positivos. Tornando u ~ 1h obtemos a desigualdade Q(y) para todo.''* O.IIYII' [E. de H(a) são positivos.(a.ull_•·• é definida positiva.Yil <r. 1. o·s quais fazém 'intervir deriVadas de ordem superior.. e consequentemente ylH(a).ull_. o teoi"ema 9. e J. e a fórmula de Taylor (9. ._. Nota: Se todos os valores próprios de· H(a) são nulos.1.(a. Seja h o menor valor próprio. uin r> O tal que /E. sejam À 1. y). estes porém não serão tradàdos aqui.ui.O. · . Deste modo f tem um mínimo relativo em a. Â.O aparecem valores positivos e negativos.. .•·. . o_u mais simplesmente aplicar a alínea (a) a.)l <±h sempre que O< II.y)[ >O..(a.y)/ <~h 8empre que O< Oyll <r. . Portanto * yH(a)y' > y(ul)y' = u lfyll' > th IIYII' para todo real u < h. h).u.( a.

1. ~ 1' li estão relacionados com os coeficientes pelas equações À1 +À2 =A+C. y) ~ e ttg(x.cos y)' ~O.1 = O na origem. >O e A> O. Ainda o teorema 9.J:i(a)-] = O é uma . y) =I + x'·+ (I. 2n~ ). (d) referir-nos-cmos aos Exemplos 4 e 5 da Secção 9. TEOREMA 9. Para demonstrar. .9..Exemplo 5 é um mínimo relativo. f(x. No Exemplo 4 a origem é um pqnto -Sela. e . C = D 2 ..J admite um mínimo re/atil•o em a. pelo que A e C têm o mesmo sinal. Por exemplo. mas os cálculos são extensos.1. À·" À. i J..f(a). o critério não é conclusi•·o.B'.) admitindo derivadas parciais de segunda ordem contínuas numa 2-bola B(a) e sejam A= D 1 •1J(a).2 cos y. o que prova (b) e (c).cos y)'. o critério é aplicável. Estes são os pontos (0. 'r. __ Se d < O os valores próprios tem sinais contrários. < OJ admite um ponto sela em a. (c) Se t!.l.J(a) e do determinante da ma. e no i'"*. (b) Se t!. ·. Se t!.f(a). Este sinal terá forçosamente que ser o de . quando c.(A+ C)À +/!. B = D. > O. >O e A < OJ admite um máximo relativo em a.12. À ' . x. y) como uma soma escrevendo g(x.7. Critério das derivadas de segunda ordem para extremos de funções de duas variáveis 351 No caso em que n ~ 2 a natureza de um ponto de estacionaridade pode também ·. . triz Hessiana.. pois A +C~ . ' ' ' Os valores próprios I • " f J ~' Demonstração. quando n é qualquer inteiro·. Neste caso podemos exprimir g(x.=O.. Seja a um ponto de estacionaridade de um campo escalar f(x._.l. Vemos por sua vez que f tem máximos relativos nos pontos para os quais x' ~ O e (I . (a) Se t!. ] = AC. = . Neste caso AC > 8 2 ~O. Em ambos os exemplos temos . y) ~ x' + 2 + cos' y. (d) Se t!._. o que demonstra (a).Aplicações do cálculo diferencial .não constituir a maneira mais simples . ~ O. !!' f ·~· Então verifica-se: ~. de determinar a natureza de um ponto de estacionaridade. equação quadrática. Neste caso a equação característica det [Àl.determinar-se pelo da derivada de segunda ordem D. li I e /!. pelo que f admite um ponto sela em a. + .. os valores próprios têm o mesmo sinal.9.-~· f: det H(a) = det [. pode ..7 seja aplicável. y) com g(x.

).J +F nesse mínimo.ej{x 1 . '* 14. 3..4x 2_J' + yz. • • • •Yn (não necessariamente distintos). 8. O :5 y :5 1.y'. 13.2x + y.[(x)}'dx seja o menor possível se (a)f(x) ~ x'. z ~ x" + y' . y) no plano para os quais DJ(x.13.1) 2 • z ~ x' . z ~ x'y'(6 . y) ~·o. com A> O e B' <A C.y) como factor. (d) Terá f um mínimo absoluto ou um máximo absoluto em todo o plano? Justificar as respostas.• xn e noutros números y 1 . (b)f(x) ~ (x' + I)-•·..(y . z ~ 2x". e os pontos sela para a fun· ção f(x. y 1) no qual f tem um mínimo.6xy + 3y').l (c) Quais dos pontos. 17. z = x 2 . 19. isto é. tal quef(x. (b) Determinar todos os pontos (x.y).y)(x + y. z ~ x" . y) < O. 4. 16. 9. Mostrar que sobre toda a recta y = mx a funçàoJern um m 1 ~ nimo em (0. 5. y) =O. relativos e absolutos. !Sugestão: DJ(x. J\) = Dx 1 + EJ!-.numa soma de quadrados.) = y. 2. y) ~ (3-x)(J. Determinar todos os valores extremos. z = (x . +y2 +3arctan~. 20. de estacionaridade são máximos relativos? Quais são mínimos relativos? Quais são nem mínimos nem máximos? JUstificar as respostas. Sejaf(x.. determinar e claSsifiCar (caso existam) os pontos de estacionaridade das superfícies cujas equações cartesianas se indicam 1. é em geral. Fazer um desenho indicando o conjunto de pontos (x. y) > o e o conjunto para os quaisf(x.B' B I C E D E F 21. 18. Sejaf(x. Dados n números distintos x 1. [Sugestão: TransforrrÍar a parte quadrática. y) = 3x" . 0). Exercícios Cálculo Nos Exercícios 1 a 15. z = sen x sen y sen (x + y).xy. para cada i. 6. ~ z = sen x cosh y.x . Seja f(x. y) ~ Ax' +·2Bxy + Cy' + 2Dx + 2Ey +F.3y'.1 a:'+~>.352 9. ~x -2y +log.y. impossível determinar uma rectaf{x) = ax + b que passe pelos pontos (x. Contudo podemos ·I I I I encontrar uma função lineara qual torna mfnirno o "err~ quadrático total" .3f (a) Fazer um desenho representando o conjunto de pontos (x. _ z ~ e2 3•(8x2 . 10. Método dos menores quadrados. Determinar as constantes a e b tais que o integral J: {ax + b.xy + y 2 .3x + ?y.x 2 .y + J)2.25)e-la:'+xY+Y'>. x >0.y. z _15. y) = xy(l . z = (5x + 7y . O ~ y S' 1r • • 7. (a) Provar Que existe um ponto (x 1 .3xy' + y'.: x z ~ x 2 + (y . y) para os quaisf(x. y) admite {3. 12.3xy. O :::..jx• z = (x2 + y 2 )e.) ~ AC. li. y) = DJ(x. y) para os quaisf(x.1) 2 • z ~ 1 + x' .y 1 ) no quadro O :5 x :5 I. mas que não existe mínimo relativo em nenhuma vizinhança bidimensional da origem. •••. rr. (c) Mostrar que A BD f(x.] (b) Provar qU.

• • • . Multiplicadores de Lagrange Iniciamos esta Secção com dois exemplos de problemas de extremos sujeitos a determinadas condições (ou ligações). y. 9. EXEMPLO I. 11. .Aplicações do cálculo diferencial E(a. z) representa a tel)lperatura em (x.) - y. 25. Se f(x. Verificar que o campo escalar f(x.. Se . z11 são n números reais dados.14. :: 11 n pontos distintos num m espaço. b. Seja a um ponto de estacionaridade de um campo escalar f. L k=l n zk{centroide).ll'. ••• .y.· dimensional. onde(x.z.. c) ~ i=l i [J(x. determinar os valores máximo e mínimo da temperatura ao longo de uma dada curva C no espaÇo tri. determinar os pontos de ·S mais da origem. b) 353 ~i i=l [J(x.4xyz admite um ponto de estacionaridade em (1.) são n pontos distintos dados e :: 1 .] 2 . f(x. 24. z). isto é. 23. Gencraliz~tr o método dos menores quadrados ao espaço tridimensional. .r)= ax + hy + c a qual minimize o erro quadrático total E(a. y. y. z) = x• + y•+ z4 . y. Dada uma superfície S que não contém a origem. z) = (x' + y' + z2)li. EXEMPLO 2.]' Determinar os valores de a e b para os quais isso se verifica. Provar que f admite um ponto sela em a se pelo menos dois dos elementos diagonais da matriz Hessiana H(a) têm sinais contrários. com derivadas parciais de se· gunda ordem contínuas numa n-bola B(a).) ._r. Provar que f tem um mínimo no ponto a=~ . Sejam z 1 . determinar uma função linear( (x. Extremos condicionados. Ambos os exemplos são casos particulares do seguinte problema geral: Determinar os valores de um campo escalar f(x) quando x está sujeito à restrição de pertencer a um dado subc01ijunto do domínio de f · No Exemplo I o c<1mpo escalar a ser minimizado é a função distância. e determinar a natureza desse ponto de estacionaridade pelo cálculo dos valores próprios da sua matriz Hessiana.r E Rm! definanios f(x) ~L llx~1 n z. I. l).

Os pontos (x 1 . O campo escalar f e as funções de condição g 1 . 7 da obra do autor Mathematical Ana/ysis. Na prática para determinarmos os pontos extremos -consideramos o sistema de n + m_ equações formadas com as m equações de condição (9.. O método dos multiplicadores de Lagrange. por exemplo (9. O método é válido se o número de condições. e se nem todos os determinantes jacobianos das funções de condição com respeito a m das variáveis x 1 .40) g 1(x 1 . Se um campo escalar f(x. Àm introduzidos como auxiliares na resolução deste tipo de problemas chamam-se os multiplicadores de Lagrange. S. A demonstração da validade do método é um resultado importante estudado em cursos mais avançados de Cálculo c não será discutido aqui (Ver Cap. Resolução Geometrica do Exemplo I. xn) = O.. Em vez disso apresentaremos argumentos geométricos para mostrarmos como o método é aplicável nos dois exemplos enunciados no início desta Secção.. . Pretendemos determinar os pontos de uma dada superfície S que estão mais próximos da origem. Xn e À 1 .. Barcelona). e depois apresentaremos argumentos geométri~ cos para mostrarmos como é aplicável aos dois exemplos atrás mencionados.. Vg.l 1 . . muito complicados. Os problemas de extremos condicionados são. Introduz-se um multiplicador para cada condição. ••• . por exemplo. na maior parte das_ vezes. z) do espaÇo tridimensional dista r da origem se e só se estive( sobre a esfei-a x2+y2+z2=r2.41) Àm tais que V f= À. ••• . ••• . x n são nulos no valor extremo em questão. A. • . é menor do que o número de variáveis n. ••• . Nesta Secção discutimos o método dos multiplicadores de Lagrange aplicável na resolução de tais problemas. se fõr uma superfície como no Exemplo I.. + · · · + Àm Vgm em cada ponto extremo. Addison-Wesley. . Tais equaçõ-es devem resolver-sé (se possível) em relação às n + m incógnitas x 1 . . Vamos primeiramente descrever o método na sua forma geral. onde m < n.354 Cálculo o subconjunto restrictivo é a superfície dada S. Um ponto (x. então existem m escalares (9. Editorial Reverté.. m.) admite um extremo relativo quando sujeito a mcondições. Os escalares . y. Métodos particulares são possíveis quando o subconjunto restricto tem uma estrutura simples. .40) e as n equações escalares determinadas pela relação vectorial (9. tradução espanhola Análisis Matemático. ••• . xn) em que ocorrem extremos relativos encontram-se entre as soluções dessas equações. ou uma curva como no Exemplo 2. ••• . ••• . ' À 1.41). No Exemplo 2 o subconjunto é a curva dada C. gm supõem-se diferenciáveis.Àm. não se conhece um método geral que permita resolvê-los em toda a sua generalidade. x.

9. 9. este plano . z) . Se começamos com r= O e aumentarmos r até que a referida superfí. .estamos perante um problema de extremos com duas condições.·Se consideramos a geo~étrica curva C como a interse:::. Vg 2 e Vf estão FIG. Esta é a equação vectorial (9.8. y. y. z) = (x' + y' + z')''' a qual há ·~! que minimizar.y. ~ em cada ponto de contacto. deverá ser igualmente tangerite à superfície de nível tangente aS nesse mesm.· . Os dois vectores · gradiente V g 1 e V g2 são normais a essas suPerfícies. . . Deste modo existirá uma ~ constante À tal que . .41) obtidapelo método de · . . a curva ~ de intersecção. p. . Os vectores Vg 1.) Mostraremos a seguir que o vector gradiente Vf da ~ função temperatura é também normal a C em cada extremo relativo sobre C. cie de nível seja tangente à superfície dada S.Aplicações do cálculo diferencial 355 . Vf(x. Se S admite plano tangente em cada ponto de contacto. (Ver figura 9. a situados no mesmo plano. z) =O.8.:(:~:~~l: O. f(x. ·· ~ . z) =r. Resolução ·do Exemplo 2. z) =O deve ser paralelo ao vector . I Esta esfera é uma supérfície·de nivel da funçãof(x. de S o mais próximo possível da origem. Portanto o vector gradiente de superfície g(x. cada ponto de contacto será um ponto t'. y. C.y. -Pretendemos obter os Valores extiemos de~ uma função temperaturaf(x. O véctor gradiente Vf está situado num plano normal.uperfí:ies. gradiente da superfície de nivel de contacto. y. Para determinarmos as coordenadas dos ~ pontos de contacto admit_imos ~ue Sé definida por uma equação cartesiana da-forma g(x. z) ao longo de uma dada curva C. logo também o são a C. z) =À Vg(x. y. I ~· ~' ~ Lagrange quando existir uma única condição.:~ :)u: . 9. o ponto. ~ ~:FtG. Isto i t ~· 'li I * ~ #.

Se q> admite um extremo relativo -num ponto interior t 1 de [a..(y. logo Vf é perpendicular a a'(l.9. Todavia. àg. Mas a'(t. z) ~ z e g. um plano e um cilindro.(x. consequentemente se Vg 1 e Vg 2 são independentes podemos exprimir Vf como uma combinação linear de vg. O problema obviamente tem uma solução.356 Cálculo implica que V/ está situado no mesmo plano que vg. onde I varia num dado intervalo [a.(x. = k. avgz.. O produto vcctorial é dado por i Vg.) é tangente a C. o método de Lagrange é aplicável sempre que esta condição seja satisfeita.vg. ~ ê evidente que não eXistem escalares À 1 e À 2 que verifiquem a equação (9.10. y. onde g.g. + . z) ~ x' + y' ao longo ·da curva de intersecção de duas superficies g.). e V g 2 são independentes se e só se o seu produto vectorial é não nulo. Sobre a curva C a temperatura vem numa função de I.' g. y. como se indica na figura 9. = àg. àx ày àz Portanto. Se V. b] devemos ter rp'(t.) j à(z. a independência de Vg 1 e v_g 2 significa que nenhum dos três determinantes jacobianos do segundo membro ·são nulos. y. àg. porquef(x. x) à(y.1)'. Por outro lado.) i+ à(g.) k. Como foi referido anteriormente. à(x. y. Esta é a equação vectorial (9. nesse ponto os vectores gradiente são vg. z) ~z'. intersectam-se segundo a rccta C representada na figura 9. são dependentes o método pode falhar. y. . seja Vf= Ã. y.. Para provar que vf é normal a C num ponto extremo. b).(x.)l está num plano normal a C. a regra de derivação da função composta diz-nos que q>'(l) é dada pelo produto escalar <p'(l) = Vf[a(l)]· a'(l). àx ày àg. 1. z) representa. e vg 2 .. 0).' g. àz = à(g. y.41). Por exemplo.(x.Vg. z) ao eixo OZ e esta distância é mínima em C quando o ponto é (0. àg.' g. e v/= 2j. As duas superfícies. X .. por exemplo q>(l) ~fia( I)).j k Vg. Este produto escalar é nulo em 1. imaginamos C como sendo definida por uma função vectorial a(l). Vg 2 = O. Os dois vectores gr~diente V g.41) proporcionada pelo método de Lagrange quando existem duas condições. z) ~o. a distância do ponto (x. y) àg. z) =0 e g. pelo que Vf[a(l. z) + à(g. e V g.) =O. suponhamos que tentarmos aplicar o método de Lagrange para a determinação dos valores extremos de f(x.

15. . Determinar os pontos da curva de interseccào de duas superfícies x2-xy+y2-z2=l e x2+y2=1 que estão o mais próximo possível da origem. 3. 5.2y + 2z sobre a esfera xz + J. Um cx~mplo em que l) mCtodo de Lagrange não é: aplicável. = I. (b) Determinar os valores extremos dez= x 1 + ). Supôr a e b números positivos fixos.y = 71/4. Determinar os valores extremos do campo escalar f(x. Exercícios I.r/h= I. 10. :: > O. :::") = xayhzrsob a conh. (a) Determinar os valores extremos dez= x/a+ y/b sob a condição de x 2 + y 2 = I. diçào de x + _..i. 9.f(x. z =O. y =O. y. Determinar a menor distância do ponto (I.. + . y. O) à parábola J:-~ = 4x. Determinar os pontos de z 2 . 8. determinar o máximo valor de.xy = I mais próximos da origem. 7. com a condição x + y = I. Determinar as distâncias máxima e mínima da origem à curva 5x 2 + 6xy + 5y 1 = 8.IO. e um plano que i: tangente ao elipsoide um ponto do octante x > O. z) = x. Determinar o võlume máximo limitado pelos planos x =O.:2 = I. sob a condição x. Aplicações do cálculo diferencial z 357 X FIG. interpretar geometricamente os problemas.l + . .2 sob a condição de x/a+ _. IJ. b e c são números positivos. Determinar os valores extremos de z = xy. [ 9.)' > O. Determinar os extremos dez= cos 2 x + cos 2 y. 6.: 4. Se a. Para cada caso. 2.

l}. Tal intervalo define-se como o produto cartesiano de n intervalos fechados unidimensionais.11 ilustra o método para o caso em que n = 2. bl e /f' = [ak> bkl.B ) e determinar uma fórmula análoga pára m2 • 13.. b].. A figura 9. b..)l x 1 E [a1 . bl.}'> o. Raciocinemos por redução ao absurdo. 12.• X 1<.]. Demonstração. O tal que 1/(x)[ .. em que A >O e 8 2 < AC. b) = [a. b.. quando n = 2 o produto cartesiano [a. . E [a.l = {(x 1 . A+ C+ J(A. Por exemplo. b. . . b] de R". b. bl. b.. Demonstremos em primeiro lugar que a continuidade de f implica a limitação.. Utilizar o método dos multiplicadores de Lagrange para determinar a máxima e mínima distâncias de um ponto da elipse x 2 + 4y 2 = 4 à recta x + y = 4."z > o~ Utilizar o resultado para provar que para números reais e positivos a. qual deve ser o ângulo que formam esses lados com o fundo (base menor do trapézio) se quizermos que a área da secção seja máxima? 9. Determinar o máxiino de log X + log y + 3 log z sobre a parte da esfera x 2 + z2 = 5r'em que X >O.358 Cá/cu/o i I. bl é um rectângulo.. 14.16.! 1 • .. c se tem ab<f' <:. A demonstraçao do teorema do valor extremo é paralela à demonstração dada no Volume I para o caso unidimensional.C)2 + 4B2 M' = ---=-7:o:---::oh'----2 2(AC.) x · · · X [a. Se os lados iguais do trapézio medem c metros.. Se f é um campo escalar continuo em cada ponto de um intervalo fechado [a. TEOREMA 9. pelo que I(l) = J~l) X •.. Teorema do valor extremo para campos escalares contínuos O teorenia ·do valor extremo para funções contínuas reais· num intervalo fechado e limitado pode generalizar-se a campos escalares. Seja!'" =[a. bn) escrevemos [a. 27 ( +r a+ b + c\5 5 J. Consideremos campos escalares contínuos num intervalo fechado n-dimensional. Provar que· .) e b =(h. para provarmos em seguida que f alcança efectivamente os seus valores máximo e mínimo em la. existe um número C"..i C para todo x em [a. Se a= (a. . ••• . A secção de um canal é um trapézio isósceles. x.8. Dada a secção cónica Ax2 + 2Bxy + Cy2 =I. a. x. .. recorrendo ao método das bissecções sucessivas. então f é limitado em [a. TEOREMA DE LIMITAÇÃO PARA CAMPOS ESCALARES CONT(NUOS. . isto é. b]. Admitamos que/ é não limitado em [a.. representem me M as distâncias da origem aos pontos mais pr?ximos e mais afastado da cónica.

b].11. a lft!'etade esquerda /f'. .31 X ••• X I'" n. bl). 9. Existem exactamente 2" produtos deste tipo.'. . Jlm).. .p/ícações do cálculo diferencial 359 Hi ' 1-. . A função/não é ~ínitada em Um pelo menos desses subintervalos (se estivesse limitàda erri todos também =estava em [a.J(2l.fn' · nde cadaj. e a sua reunião é igual a [a. obtendo um conjunto infinito de intervalos n-dimen- ( I ra•s [(i).--/\~1-.jPL~ 1 I I ' I f. . . Representemos por I"' um deles que. Consideremos agora todos os produtos ftrtesianos possíveis da forma I 1 " 11.. Cada um deles é um bintervalo n-dimensional de [a.: t-----f\1) _ _ _ _~' ' ' FIG. cada um dos quais f é não limitada. Representação do método dà bissecção sucessiva no plano. O intervalo = J~m) X J(m) pode representar-se na forma J(m) X /~m).----------. de amplitude Hbk. Procedamos agora com 1m como o fizemos com JW.ak). b]. e a metade direita lk. bissectando cada componente unidimensional fk'' e chegando a um intervalo n-dimensional Jd> no ·qual/ é não limi. cOm Jlm+l) s.~ 1 ou 2. Continuamos o processo. expressamos do modo se]l:lmte : nde cada lk" é um dos submtervalos unidimensionais de li". ..· jrla. issectemos cada intervalo unidimensional /k 1 ' para formarmos -dois subintervalos.

bl. h]. o supremo de todos os extremos esquerdos akml (m = I. Seja g(x) = M. pelu que o recíproco 1/g é contínuo em[<>. Esta desigualdade implica IJ(x)l < I + IJ(t)i para todo x em B(t. O ponto t = (t.1 bissecções sucessivas de !a.J(x). Basta provar que f atinge o seu supremo em [a.42) para k = 1. . I para todo x em B(t... .t·) é um conjunto de números reais limitado superior e inferiormente. b[ de R". Portanto este conjunto possui um· supremo e um _ínfimo os quais se representam por sup f e in f f. então existem pontos cedem [a... 2. r) n [a. Esta contradiyão l:Ompleta a demonstração. b]. Quer dizer. escrevemos supf= sup {J(x) x I E [a. pelo que f é limitada no conjunto B(t. r) n [a. in f/= in f (f(x) x I E [a. h]). . n. o conjunto de todos os valores da funçãof(. Pela continuidade de f em t existe uma n-bola B(t. Se f é limitada em [a... Se f é contínua num intervalo fechado [a.·b] tais que f(c) = supf e f(d) = infj. h]). ) e o seu valor comum representado por t. r) na qual se tem JJ(x). respectivamente. h].42) seja menor que rifo. In) está em [a. . contradizendo o facto de que fé não limitada em f(m). Por conseguinte para esse valor de ma função f é limitada em J(ml. r) n [a. TEOREMA DOS VALORES EXTREMOS PARA CAMPOS ESCALARES. b]. bl não oxiste nehhum x para o qualf(x) = M e chegaremos a um absurdo.o ínfimo de f é o supremo de -f SejaM= sup f Suporemos que em [a. .f(t)i s. h].. b]. 2. Pelo teorema 9. TEOREMA 9. então como uma consequência porque . . Mas este conjunto contém todo o intervalo f(m) quando m é suficientemente grande para que cada um dos n números (9. O resultado para o ínfimo aparece·. fazendo Ilm) = [a~ml. b. Demonstração. 2.. Para todo x de [a..l. ) deve ser portanto igual ao ínfimo de todos os pontos extremos direitos blml(m = I. b~m)J temos (9. Para cada k fixo. b] será entãc g(x) > O.360 Cálculo Uma vez que cada intervalo unidimensional tkm) se obtém por m. b]. Demonstremos agora que uma função contínua torna ambos os valores in f/e supfem [a. 1/g é limitad' .8.9...

b]. r) t'l [a. Se f é um campo escalar contínuo num intervalo fechado [a. falso. b) num número finito de subintervalos tais · que a oscilação de f em cada subintervalo seja menor que e. Escrevamos [a._. TEOREMA 9. .17. 'Xr-1• x. xl. obtemos um ponto tem [a. pelo menos. b]. os valores máximo e mínimo de f em la.. o qual nos diz que pode efectuar-se uma partição do intervalo ]a. e seja Pk uma partição do intervalo [a. bl tal que a oscilação de f em cada subintervalo seja arbitrariamente pequena.. Demonstração. n.} ~ ~.... b]. bl.. bl de R". b] pertencendo a todos estes subintervalos. bl. A demonstração é inteiramente análoga ao caso unidimensional ' pelo que referiremos as passagens principais.10.·O teorema da oscilação umlorme também chamado o teorema da continuidade uniforme. o que contradiz o facto de M ser o menor limite superior de/em [a... b]. utilizando o método das bissecções sucessivas. Suponhamos que o teorema é . [<2 1 . I"'.l•o em l(ml. O produto cartesiano ' P=P1 x···xPn chama-se uma partição do intervalo [a. o intervalo )<m> está contido no conjunto B(t. Tal como no caso unidimensional temos um teorema de oscilação uniforme. é um conjunto de pontos ~ pk = {xo. quando m é suficientemente grande. bl num número finito de subintervalos em cada um dos quais a oscilação de f 'seja menor que Eo-· Por bissecções sucessivas obtemos um conjunto infinito de subin· '. b]. ~ .m(f) chama-se a oscilação de f em [a.. ·'Pela continuidade de f em t existe uma n-bola B(t.<0 ~ x. valo [a.l. b] de R". b}. e designemos por M(f) e m(f).f(x) > 1/C. ~ x. Mas.~ bk. um x em [a..l X . bl ~·ra. O teorema da continuidade uniforme para campos escalares contínuos Seja/contínua num intervalo limitado fechado [a. admitamos que para algum <0 não pode ser feita uma partição do inter. r) tal que a oscilação de f é menor . ~ x. com C> O.tal que ak= . Isto implica M. ••• .1/C para todo x em [a. em cada um dos quais a oscilação de f é pelo menos 100 • Consi· derando o menor limite superior dos extremos esquerdos dos intervalos componentes de I"'.pelo que a oscilação de f não é maior que . Logof(x) ~ M para. tervalos 1m. respectivamente. P. 6].. então para todo E > O existe uma partição de [a. b]. . isto é. Vamos raciocinar por redução ao ab· ' surdo.Aplicações do cálculo diferencial 361 em [a. isto . em B(t. o que contradiz o facto de que a oscilação de f é pelo menos <o em 1<m>. b.. 9. . A diferença M(f). quer dizer 1/g(x) < C para todo x em [a. toma agora a forma seguinte..é. bkl. pelo que f(x) < M.·..que J:•. r)() [a. X [a.

Os integrais de linha são de importância fundamental. senta-se por f· da.. quer em Matemática pura. f · 10. O interv~lo [a. primeiro para". Nest~ c_apítulo generaliza-se a noção de _integr:al n~mtr~ ~irecção. por a-. ou integral de contorno. quer aplicada. b]. À curva dá~se o nome de · linha de integração. Quando 1 vai tomando os valores J. para funções matriciais . O ponto usa-se proposi.. Aparecem em ligações com as noções de trabalho. e o integrando é um campo vectorialf definido e_ limitado ao longo da curva. Se a é contÍ!lua em J o gráfico diz-se urna curva. funções reais definidas e intervalos finitos. O conceito foi depois generalizado para funções vectoriais e. ou por algum outro símbolo semelhante. e noutras questões físicas · em que se estuda o comportamento de um campo escalar ou vectorial ao longo de ._ integral curvilíneo. :163 .1. os valores da função a(t) defi· nem um conjunto de pontos no espaço n dimensional chamados o grdfico dá função. no Capítulo 7 do Volume 11. . variação na entropia. e depois para funções não limitadas e intervalos in finitos. mais concretamente a curva descrita . Integrais de linha e linhas de integração Antes de se apresentar a definição de integrais -de linha. Seja a uma função vectorial definida num intervalo finito fechado J ~ [a. O integral chama-se integral de linha. bJ e substltutdo por uma curva_ no espaço n -dtmenstonal deftmda por uma funçao vectorialcx. energia pote-ncial. tadamente para sugerir um produto interno de dois vectores.2. Introdução -~ J· limitadas em 1 c f'- No volume I estudámos o integral f~ f(x) 1dx. vamos recordar a definição de curva dada no volume I. iif l ~: 10 INTEGRAIS DE LINHA I f i: 10. fluxo de _calor. uma curva.. circulação de um fluido.f . e repre.

Neste exemplo a curva admite tangente em todos os seus pontos à excepção de um número finito deles.364 Cálculo No estudo das curvas efectuado no volume I verificámos que difere. Estes pontos excepcionais subdividem a curva em arcos. A linha diz-se seccionalmente regular (regular por intervalos) se pode efectuar-se uma partição do intervalo [a.1) Jf· dcx = J: J[cx(t)]· cx'(t) dt. o integral de linha Jf. tO. de f ao longo de C. Outras notações para os integrais de linha Se C revresenta o gráfico de a. a~(t) Nota: Em muitos dos exemplos que aparecem na prática o produto escalar f[a(t)I. A figura !O. Seja a uma linha secciona/mente regular no espaço n dimensional definido num intervalo [a.quer como integral próprio ou integral impróprio. b). Se a= a(a) e b = a(b) representam as extremidades de C. Uma tal função designar-se-á linha continua. Seja 1= [a.ntes fun-ções podem dar lugar a uma mesma curva por formas distintas. isto é.da pode também escrever"se fcf-dae chama-se o integral. bJ num número finito de subintervalos em cada um dos quais ela seja regular. 10. excepto possivelmente num número finito de pontos. a própria função a.ecimento da curva em si mesma. caso em que o integral existe como um integral próprio. O integral de linha de f ao longo de a representa-se pelo símbolo f f. No estudo dos integrais de linha inte'ressanos não somente o conh. bl um intervalo finito fechado em R'.3. Sef!tpre que o integral do segundo membro existe.contínuo. . I. I representa uma curva seccionalmente regular (regular por intervalos). FIG. mas também a maneira como a curva foi originada. Curva plana seccionalmente regular (regular por intervalos). e seja f um campo vectorial definido e limitado sobre o gráfico de a. ao longo dos Quais a tangente à curva muda de direcção de uma maneira contínua. em diferentes direcções ou com diferentes velocidades. é limitado em [a.da e chama-se o integral de linha de [de ..da e define-se por . . DEFINIÇÃO. por exemplo. DEFINIÇÃO DE INTEGRAL DE LINHA._ h1 e . (10. o integral de linha algumas vezes escreve-se também f! f ou f~[. A linha diz-se regular se a derivada a' existe e é continua num intervalo aberto (a. bl. Vmafunçãoa: J~R· continua em· J diz-se uma linha continua no espaço n dimensional.

y.. y ~ t. a Neste caso o integral de linha pode também escrever-se J!.[a(t)]o:~(t) dt. k=l I J' J.dx + /..da 1 + · · · + ff. z = oc3 (1) 011 e escrevemos o integral de linha f c f· da na forma f cf.ti+ (t' + l)j.: para todo (x. Portanto o produto escalar de j1a(t)l e a'( r) vem igual a w.dx + J. O 5 I 5 I. 17 12 . seja.= J.dz. t~.JY i+ (x' + y)j . ~- 'i"·" {0.(x. No caso tridimensional usam-se as três equações paramétricas.\' .Integrais de linha 365 a a b ao longo de a. Quando f e a se exprimem em função. O 5 t 5 I..(x. f= (f. 0) a (I. Neste caso usa-se muitas vezes o símbolo f para significar a integração ao longo de uma linha fechada.y. . z) dz. y)dy. e o integral de linha f c f.0) f· da.. Quando se utiliza a notação f!fdeveter-se em mente que o integral depende não somente dos pontos extremos a e b.'.dy. No caso bidimensional a linha a define-se habitualmente por um par . Quando a~ balinha diz-se fechada./. y)dx + J. ao longo ~ de cada um dos seguintes caminhos: (a) a recta de equações paramétricas x ~ I. Calcular o integral de linha de f de (0. z) dy + f. y) = .(t). y = o:. ~~+ 13 + I e encontramos . !i_ Resolução.' <.de equações paramétricas.da •. da escreve-se fc. 0 EXEMPLO. I). y ~ t'. mas também da linha a que os une. ou fcf. '. Seja [um campo vectorial bidimensional definido por ·'' f(x. y) com y 2: O. z) dx + f.dy + f. x = oc1(1). Para a linha da alínea (a) fazemos a(t) ~ti+ tj: Então a'(t) ~ i+ j e ( j1a(t)l ~. f.(x.. então J f. (b) a curva de equações paramétricas x ~ 1'.Jí + f+ o t) dl = -.(x.1) transforma-se numa soma de integrais.(x. ~.) e o integral do segundo membro de (10. . das suas componentes. .y. y = oc2 (1).

b]. Então a'(t) ~ 2ti + 3t'j f[a(t)l ~ + (t' + t')j.indo os dois pontos. não supreenderá verificar que gozam de muitas das propriedades destes últimos. usando a mesma curva mas com uma diferente representação paramétrica. Deste modo /[tt(t)]· tt'(t) = 2tli e + 3t' + 3t5 ' + 3t 5 ) pelo que r<w> f· dtt . b]. 10. Por exemplo.. e da propriedade aditiva a respeito do caminho de integração: f c f·dtt=fa1 f·dtt+Jc. c] e [c. quer dizer. e· as curvas C. (i +tt''i) = . É esta uma propriedade geral dos integrais de linha que passamos a demonstrar. 42 (0. gozam de uma propriedade de linearidade a respeito do integrando. f (af + bg) · dtt = a f f.~ + ttJ·f + !t'' cujo integral desde O a I é 59/42. para algum c satisfazendo a a < c < b. onde as duas curvas C. e C.366 Cálculo ~ t 312 i Para o caso da alínea (b) fazemos a(t) ~ t'i + t'j.3t' dt ~ = -.4.dtt + b f g · dtt.0) Este exemplo mostra que o integral de um ponto a outro depende em geral da linha un. Servem estes cálculos para mostrar que o valor do integral de linha é independente da representação paramétrica usada para definir a curva. respectivamente. a curva C é definida por uma função a definida no intervalo [a. são as definidas por a(t) quando t varia nos subintervalos [a. e C. Calculemos agora a alínea (b) uma vez mais. como anteriormente. resultam directamente da · definição de integral de linha e como tal são deixados ao leitor como exercício. a = f'· O (2t% +. As demonstrações destas propriedades. A referida curva pode representar-se por com Isto conduz-nos à relação /[j3(t)]· j3'(t) = (t~i + (1 3 O :5: t :5: I . f-dtt. + t~)j). formam a curva C. . Propriedades fundamentais dos integrais de linha Visto os integrais de linha se definirem por intermédio de integrais ordinários.

a função h preserva a orientação. Em (a). u u b --~~--~~~~--~-~ b --~- I h I h I a ---- I I I a --~---1-~-----~--- 1 c (a) d I --t------Lc------------. b). A função u define uma mudança de parâmetro. a função h inverte a orientação. Se ex e.1. Se a derivada de u fôr sempre negativa. f TEOREMA 10.2 apresentam-se exemplos. Seguidamente examinaremos o comportamento dos integrais de linha ao efectuar-se uma mudança de parâmetro. Duas linhas a e passim relacio- distintas da mesma curva. Um" mud"nça de parâmetro definida por u~ h(t).0.cionalmente regulares.I'""''"" do Uoh• 367 'I I ~. muda de sinal ~e a mudança de parâmetro inverte a orientação. a u uma função real derivável.Preserva ~ orientação. Diz-se que proporcionam representações paramétricas é uma linha contínua que tem o mesmo gráfico que a. 102. COMPORTAMENTO DE UM INTEGRAL DE LINHA SOB UMA MUDANÇA DE PARÂMETRO. dJ pela equação (3(t) = a[u(t)] ~: nados dizem-se equivalentes. Na figura 1. d). O teorema que estudamos a seguir mostra que um integral de linha não se altera sob uma mudança do parâmetro que . Sejam a uma linha contínua definida num intervalo [a. Em (b). Supomos que ambos os integrais f· da e Jf-df3existem.{Jsão duas linhas set. Então a função (3 definida em [c. então tem-se . b). no segundo caso diz-se que· u inverte a orientação. d). No primeiro caso diz-se que a função u preserva a ortentação. e tal que o contradomínio de u seja [a. a função u é crescente e dizemos então que às duas linhas a e (3·corresponde C com a mesmo sentido. com u' nunca nula num intervalo [c. Se a derivada de ufôr sempre positiva em [c.~d--~t I (b) FIG. Seja C o gráfico comum das duas linhas equivalentes a e (3. dizemos que a a e (3 corresponde C com sentidos opostos.

de (0. z) = 2xyi + (x' + z)j + yk. z) = (Y. f(x. f(x. osr:::. y. = c c No último integral introduzimos a substituição v= u(t). z) = xi + yj + (xz. e o sinal . f(x.2xy)i + (y'. 7.y)j.5.2yx)j. . O) ao longo da curva y= I -(I .cos t)j. O.y')j.x 2k. O) a (2. de (I. 4). 4.368 Cálculo se a e f3 originam C com o mesmo sentido.. de (0.d(3 J' f[(3(t)J · (3'(1) dt J' f(a[u(t)J) · a'[u(t)]u'(t) dt.f(x. no sentido directo. ao longo da linha definida por a(t) = ti+ tlj + t 1k. Basta demonstrar o teorema para linhas regulares. e se a e ~originam C com sentidos opostos. 6. y) = (x' + y')i + (x'.utiliza o sinal + se a= u(c) e b = u(d). a onde se . dv= u'(t)dt a fim de obtermos fa f· d(3 = f u(d) u(c) f(a(v)) · a'(v) dv = ± f' f( a( v))· a '(v) dv = ± fc f· da. ao longo da linha definida por a(t) = a(t. 4. onde use define num intervalo [c. . 0:<.z 2 )i + 2yzj. O. y) = (2a. Pela regra referida temos (3'(t) = a'[u(t))u'(t). I) a (I. I) ao longo da parábolay= x'. 10. Demonstração. O) a (I. d] e a se define em [a. y.se a= u(d) e b = u(c). 5.t~2n. bi. 3. Ao longo do segmento de recta que definem.y) = (x'. 2. y. I) ao longo do segmento de recta que · definem. 2. f(x. ao longo da elipse completa b2 x 2 + a 2y2 = a 2 b2 .x).sen t)i + a( I . 2) a (3. O primeiro caso verifica-se se a e~ originam C na mesmo sentido lo segundo se originam C em sentidos opostos. = Portanto temos fc J. A demonstração é uma aplicação simples da generalização da regra de derivação da função composta.y)k.y)i + xj.J. l. de (-1. f(x. Exercícios Em cada um dos Exercícios I a 8 calcular o integral de linha do campo vectorialfao longo da linha indicada. uma vez que podemos depois invocar a propriedade aditiva a respeito da linha de integração para deduzir o resultado para linhas seccional mente regulares. f(x. As linhas a e (3 estão relacionadas por uma equação da forma (3(t) = a[u(t)l. y) = (x + y)i + (x.

e+ }.~. Admitindo que a' é continua em [a. e seja c= (c.2xy)dy. r ~- .. Vamos demonstrar esta afirmação num caso particular. (h) C é a intersecção de duas superfícies z = xy e x 2 + ... fé igual a ~r r ff" da. onde C é a parábola y ~ x' de (-2.) uma linha unindo a e b. a '· Para este campo de forças o trabalho depende unicamente dos pontos extremos a e b e não da curva que os une. onde C é o quadrado de vértices (I. ~ ~ directo. - I). I)..= I c• f' n k=l o:~(t) n dt = Ic. Os exemplos que se seguem ilustram algumas propriedades fundamentais do trabalho.r= I.fcydx+zdy+xdz.(a)] =c· [a. f(x. z) ~ xi +>i+ (xz. I). 10. percorrido uma f' vez no sentido directo.-1 ·! Consideremos uma partícula movendo-se ao lOngo de uma curva sob a acção 'de um campo de forças f.6.r)dx + (y'.. e (0.Integrais de linha 369 8. Se fór uma força cons· tante. seccional mente regular. . a sua energia cinética é !mrl(t). • 12. calcular o valor do integral de linha dado. Uma partícula de massa m move-se ao longo de uma curva sob a acção de um campo de forças f Se a velocidade da partícula no instante t é b(t). on d e C e o c1rcu Io x ' .y)k. . Se a curva é a repr~sentação 'gráfica de a. então o trabalho realizado por \.I.(x x2+y2 . (.a).2 + z 2 = 2(x + y). .). O exemplo da página 365 é o de um campb de forças não conservativo. Trabalho produzido por uma força constante. bl. A 4. c. Provar que a variação da ener- . percorrida uma vez no sentido retrógrado observado acima de XOY. Numa secção posterior determinaremos todos os campOs de forças conservativos. .._: Em cada um dos Exercícios 9 a 12. o trabalho produzido por define-se através do integral de linha f f. Oo"t~l.onde (a) C é a curva de intersecção de duas superfícies x + y = 2 e . ao longo da linha definida por a(t) ~ t'i + 2lj + 4t'k.a). EXEMPLO 2.~ 10. . fc~ : ~ . curva é percorrida uma vez no sentido retrógrado quando vista da origem. ~: 11. O couceito de trabalho como um ·integral de linha '.y) dy .a.da. pode provar-se que o trabalho realizado por f ao deslocar uma particula de um ponto a para um ponto b.. Aqueles para os quais ela se verifica dizem-se conservativos.(b) -oc. + }" = . 4) a (I. (0. 0). fc(x'. i' . o produto escalar da força pelo vector deslocamento b.(a)] =c· (b. a saber a( a)= a e a(b) ~ b.. Porém nem todos os campos de forças gozam desta propriedade.[o:.(b). por "exemplo f= c. . a ' • percorn'd o urna vez no sent1do . 0). fc (x + y) dx. r EXEMPLO I.a. a. O principio do trabalho e energia. k=l . y. 9. Seja a= (a. ao longo de qualquer trajectória sec· cionalmente regular unindo a e b é c ·(b.

dr = I' f[r(t)]· r'(t) dt = . ·(b) r(a) f . Integrais de linha relativos ao comprimento de arco Seja a uma linha com derivada a' contínua num intervalo [a.!mv (a). O integral de linha de tp a respeito do comprimento do arco ao longo de C representa-se pelo símbolo dq> e define-se r fc <p ds = J: <p[<X(t)]s'(t) dt. o producto escalar de um campo vectorialf definido sobre C pelo vector unitário tangen- . & Integrando de a e b obtemos I. o gráfico de a. representando v(t) o vector velocidade no inStante t. dt . sempre que o integral do segundo membro existe.dr. 10. r(b) r(a) f .!. Consideremos agora' um campo escalar <p definido por q>[a(r)l ~ fla(t)l. b].fmv'(a). = ll<X'(r)JI.370 Cálculo gia cinética em determinado intervalo de tempo é igual ao trabalhO realizado por f nesse intervalo de tempo. O gráfico de a é uma curva rectificável. A derivada do comprimento de arco é dada por s'(t) ·C Seja 'i' um campo escalar definido e limitado em C. bl é J~. O trabalho efectuado por durante o intervalo de tempo la.mv 2(b) 2 · . Pretendemos provar que · I. T(t). Deste modo f[r(t)]· r'( r)= f[r(t)]· v(t) = mv'(t) · v(t) = tm li_ (v(t) · v(t)) = ~m li_ (v'(t)). dr = . como se pretendia demonstrar. f Resolução. A grandeza do vector velocidade é v(t) ~ Jlv(r)IJ. a fmv'(t) L= fmv'(b). . No VolUme I provámos que a correspondente função comprimento do arcos é definida pelo integral s(t) = J: JI<X'(u)JI du.{f.7. 2 Pela segunda lei de Newton do movimento temos f[r(r)] = mr"(t) = mv'(t). . Seja r(t) a posição da partícula no instante t.

z) ds. Então a massa total M do fio é dada pelo integral de linha de q> relativo ao comprimento de arco: M = fc <p(x. Um fio de densidade constante diz-se homogéneo.T ds é o chamado imegral do fluxo de f ao longo de C. 10. y. Quando C é uma curva fechada o integral do fluxo diz-se a circulação de f ao longo de C. y. Resolução. y.j a'+ b' e . sendo q>(x. y. 2 Porque s'(t) ~ Ha'(t)ll e a'(t) ~ -a sen tlt+ a cos tj + bk.onsequente . ji. e o integral de linha fcf. z) ds. z) cujas coordenadas são dadas pelas fór- mulas xM = fc x<p(x.8. t) a massa por unidade de comprimento no ponto (x. O centro de massa do fio é o ponto (x. y. Por exemplo. Estes termos· são usuais na teoria do fluxo de fluídos. y. Determinar a massa M de uma espira completa de uma mola em forma de hélice cilíndrica de equação vectorial ct(t) =a cos ti+ asentj + btk se a densidade em (x. Outras aplicações dos integrais de linha Os integrais de linha com respeito ao comprimento de arco ocorrem também em problemas relacionados com a distribuição de massas ao longo de uma curva. 0 iM = fc z<p(x. Neste caso o centro de maSsa chamase também o centroide. Nesta hipótese o integral de linha fc'l'ds é o mesmo que o integral f[ct(t))· ct'(t) · ds = f[ct(t)) ·dct . Quando f representa o campo das velocidades. Admitamos que a densidade é definida por um campo escalar q>. jiM = J y<p(x. o produto escalar f· T dá a componente tangencial da velocidade. z) for x' + y' + z'. O integral que define M é M = fc (x' + y' + z') ds = J. y. z) de C. imaginemos uma curva C no espaço tridimensional materializada por um fio de arame de densidade variável.. i EXEMPLO I.= f[ct(t)) ds dt · T(t)s'(t) = <p[ct(t))s'(t). z) ds.'• (a' cos t + a'sen' t + b't')s'(t) dt. z) ds. tem-se s'(t) ~ .Integrais de linha 371 Jd· da porque te T(l) ~ (da/ds).

Ja' + b 2 Jo (a rb 2 +bt 2 2 ) di= . Os integrais de linha podem utilizar-se para definir o momento de inércia de um fio em reláção a um eixo. 2.9. Exercícios I. Esta força actua sobre uma partícula fazendo deslocá-la desde (0.J a2 + b2 (2rr a + 4rr b 2 2 A determinação das c~ordenadas x e y é pedida no Exercício 15 da Secção 10.y)k. y) = cxyi + xt>flj.3 2 3 2 • Neste exemplo a coordenada Z do centro de massa é dada por zM = t z(x' + y' + z 2 ) ds = . y. Determinar o trabalho total efectuad6 pela força f(x.yl)i + 2xyj ao deslocar uma partícula (no sentido directo) percorrendo uma vez o quadrado ·definido pelos eixos coordenados e pelas rectas x = a e y = a. z) é a densidade em (x.Ja + b 2 2 (2rra + s rr b ) . Os momentos de inércia em relação aos eixos coordenados representam-se por I x• Yy e I z EXEMPLO 2. O) até à recta x = I ao longo de uma curva definida por y=a:Xb.Ja 2 + b2 4 2 ). y. Um campo de forças bidimenslonal f é definido pela equação f(x. onde a> O e b >o. onde M é a massa que se calculou no Exemplo I. Calcular o trabalho efectuado por esta força ao deslocar uma partícula de (0. z) ds·. em que q>(x. z)<p(x. z) representa a distância de um ponto (x. y) = (x 2 . y. no espaço tridimensional. y.y.= J (x + y )(x + y + z )ds = a J (x'+y + z )ds = Ma 2 2 2 2 2 2 2 2 0 0 2 . z) = x' + y'+ z'. Aqui 8'(x. 2. Se 8(x. O. Determinar um valor de a (em função de c) tal que o trabalhO efectuado por esta força seja independente de b. z). 10.372 Cálculo M = . a > O.9. é definido porf(x. y. Resolução. pelo que se terr I. O) para (I. com c uma constante positiva. 4). . o momento de inércia I L define-se pelo integral IL = fc ó'(x. y. ao longo do segmento de recta unindo estes dOis pontos. i)= xi + yj + (xz. z) = x' + y' =a' e tp(x. 3. Um campo de forças[. Calcular o momento de inércia /z da espira completa de mola helicoidal referida no Exemplo I. J:• bt(a' + b't') dt = b. z) de C um eixo L. y. y.

z) é x 2 • 14. Determinar a cota Z do seu centro de massa. nos Exercícios 7 a 10. Determinar as coordenadas X e y do centro de massa de uma espira completa da mola refe. onde C tem a equação vectorial Ct(t)~ f a(/-sent)i + a(l. A trajectória é percorrida no sentido retrógrado quando observada do semi-eixo positivo oz. I. Para a espira completa da mola referida no Exemplo I da Secção 10. O. I. 6. c\X2 + jl)ds. com O < 8 < n/2.cost)j. A trajectória é percorrida no sentido directo para um observador perpendicular a XOY Segundo OZ positivo.• ~. y.t :<. 0). y. fc(x + y)d>.y. 1). o :<.h .y)k ao longo da curva de intersecção da esfera X 2 +r+ z 2 = 4 e o plano z = y tg 8. y.8. onde C tem a equação vectorial «(t) = tcosti + tsentj + tk. 7. 16._ r= . com respeito ao comprimento de arco. ' 5. Um campo de forças f. com z f. c ylds. 15. Calcular o trabalho efectuado por f ao deslocar uma partícula perco· + rrendo uma vez o contorno do triângulo de vértices (0. Um fio homogêneo tem a forma da porção da curva de intersecção da supeJficie x 2 + Y =rcom a superficie X. 11. O) e (0. (a) Provar que o centro de massa está situado sobre o eixo de simetria a uma distância de 2ohr do centro. z) ~ 373 yzi +xzj + x(y + l)k. (I. y'2). . 0)..(t) = a(cos t f + tsen t)i + a(sent - t cos t)j. calcular os momentos de inércia I x e 1_1. I). sabendo que a densidade em (x. onde C tem a equação vectOrial cr. é dado pela fórmula f(x. y) e jxj + IYIIJ. 10. se a densidade do fio em (x. percorrida no sentido di- recto. -I) por esta ordem. 9. f cz ds. z) ~ (y. 12. Calcular os integrais de linha. Calcular o trabalho efectuado por um campo de forçasf{x. (-I. z) = yli + z 2j + x 2k ao longo da curva de intersecção da esfera x 2 + Jo2 + z 2 = a 2 e o cilindro x 2 + y = ax... I. Um fio tem a forma do circulo x 2 -+ y = a 2 • Determinar a sua massa e o momento de inércia · em relação a um diâmetro. (b) Provar que o momento de inércia em relação ao diâmetro passando pelas extremidades do fio é fMa 1 . onde M é a massa dO lio. Calcular o trabalho efectuado pelo campo de forças f(x. O) e (I. (I.z)i + (z -x)i + (x. rida no . 8. comprendida entre os pontos (0.onde C é o triângulo de vértices (0.8.Integrais de linha 4. O. Determinar a .massa de um fio cuj~l fl>rma é a da curva de intersecção da· esfera x 2 + y + z 2 = I pelo plano x + y + z = O. no espaço tridimensional. Considerar um fio homogéneo de forma'semicircular de raio a. O e a> O.Exemplo I da secção 10.

como se demOnstrou no Volume I (Teorema 5. para cada.4. juntos abertos não vazios e disjuntos.10. o ·integral depende unicamente dos pontos extremos a e b e nãO da linha que os une. bl. Na figura 10. Exemplos correspondentes a estes. Sejam a e b dois pontos de S e consideremos o integral de linha de f de a e b ao longo de certa linha de S. Dizemos que. a união de dois discos circulares disjuntos. Para certos campos vectoriais. Para i{ue campos vectoriais s4o os integrais _de linha independentes da linha ao longo do qual se definem? Para responder a esta questão vamos generalizar o primeiro e segundo teoremas fundamentais do cálculo aos integrais de Iiílha. de que se apresenta um exemplo na figura 10. em geral. (b) um poliedro. com a:(a)= a e a:(b) = b. par de pontos a e b em Sexista uma linha seccional mente regular a:. bl. em cada caso só são considerados os pontos interiores. isto é. ver o cap. Um conjunto aberto S diz-se que é não conexo se Sé a união de dois ou mais con- (a) 1-l(j_ 10.374 Cá/cu/c I 0.'i. Independência da linha SejaS um conjunto aberto de R". definida num intervalo [a. O segundo teorema fundamental do cálcülo para os integrais de linha O segundo teorema fundamental para funções reais.. O conjuntoS diz-se conexo (por arcos) se cada par de pontos de S pode unir-se mediante uma linha seccional mente regular cujo gráfico esteja situado em S. .11. 10. no espaço tridimensional seriam (a) um elipsoide. (b) (c) ~1hcrtos Exemplos d.-.o integral de linha de f e independente da linha ao longo da qual se define em s se e independente da linha unindo a a b para todo o par de pontos de S. Addison-Wesley (edição -spanhola Análisis matemáJico. Nest~ caso dizemos que o integral é independente da linha unindo a a b. 10. Seja f um campo vectorial contíriuo num conjunto aberto conexo S. Pode mostrar-se que a classe de conjuntos abertos conexos é idêntica à dos conjuntos abertos não conexost.3). tal que a:( I) E S para cada t de [a.. S. da linha unindo a a b.3.:onjumos conexos FIG.: . Conjuntos conexos abertos. Edilorial Reverté. estabelece que · t Para um estudio mais profundo da conexão de conjuntos..i. Um conjunto n:u) conno S.4. O valor do integral depende. A. Barcelona). 8 da obra do mesmo autor Mathemalical Analy. e (c) um toro.3 estão representados três exemplos de conjuntos abertos conexos no plano. seccionalmente regular.

f.tp(a).desde que rp'seja contínua em algum intervalo aberto contendo a e b.'·" . Escolhamos doi~ pontos quaisquer a e bem Se unamo-los por uma linha seccionalmente regular a em S definida num intervalo (a. Vcp[«(t)]· «'(t) = g'(t). bl.2. pelo teorema 5.ionalrnente regular a em S tem-se J: Vcp · d« = cp(b) . SEGUNDO TEOREMA FUNDAMENTAL DO CÁLCULO PARA INTEGRAIS Se tp é um campo escalar diferenciável. . Pelo teorema 5.cp(a).tp é :constante no intervalo aberto (a. \· ''~tntegrais de linha 375 J: qi(t) dt = cp(b).• DE LINHA: TEOREMA 10.3. é contínuo no intervalo àberto (a. Demonstração. -tem-se J: cp'(t) dt (!0. ·Pelo teorema 3.. b). Mas como . _. b) comf'(x)= tp'(x) para ·:todo x em (a. a diferença f.1 do Volume I.> TEOREMA 10. bi definimos J(x) = J~ cp'(t)dt.cp(b) = f(a). Demonstração. Então o integral de linha de v 'I' de a a b ao longo de a é dado por J: Mas Vcp · d« =f: Vcp[«(t)]· «'(t) dt.·f(a)= O. f(b).2 do Volume I. com gradiente continuo V cp num con- junto conexo aberto S de Rn. então para dois quaisquer pontos a e b ligados por uma · linha sect.cp(a). Se (pé uma função real contínua num interralo Fechado [a. tante no intervalo fechado la. bl. . b). b). fica demonstrada ( 10. bl. Para generalizar ~tste resultado aos integrais de linha necessitamos de uma versão ligeiramente mais ':forte do teorema em que a continuidade de rp' se supõe unicamente no intervalo aberto ((a.cp(a). Devido à continuidade. Deste modo.tp é também cons. Em particular.2) = cp(b). h] e se se ad:fftite que o integral J~({J '(t)dt existe e <p. b].cp(a). Para cada x em la. b).4 do Volume I. f é contínua num intervalo fechado la. Pretendemos provar que f(b) = cp(b) . Suponhamos em primeiro lugar que a é regular em (a. f é derivável no intervalo aberto (a.2) .

No espaço tridimensional. A derivada g' é contínua no intervalo aberto (a.12. pelo que q>(b) -.[ct(lk-1)]} = <p(b) - cp(a). z) = nr"~'r. no espaço bidimensional dizem-se linhas equipotenciais._.q.14. EXEMPLO I. .) Por conseguinte q> é um potencial do campo vectorial f(x. 18 da Secção 8.(b). Como uma consequência do teorema 103 vemos que o integral de linha de-um -gradiente é independente da linha em qualquer conjunto aberto conexo S no qual o gradiente seja contínuo. seja t:p(x. Por outras palavras. (Ver Exercício.).g(a) = q>[ct(b)] ~ q>[ct(a)] = q. Cá/cu/. com r= (x 2 Para cada inteiro n temos + y 2 + z 2 ) 1' 2 • onde r~ xi + yj + zk.14 provare. Para uma linha fechada temos b =a. Quando a é seccionalmerite regular efectuamos uma partição· do: intervalo. Portanto podemos aplicar o teorema 10.:.. a palavra uequipotencial"' aparece substituída por "isotérmica". b) porque Vq> é contínuo em Se a é regular.(a).2 a g obtendo J: Vq> · dct = J: g'(t) dt = g(b). o integral de linha de um gradiente contínuo é zero ao longo de toda a linha fechada secciona/mente regular situada em S.) de subintervalos [t.y. (Se t:p representa a temperatura. os conjuntos de nível de q> chamam-se superficies equipotenciais. Como pretendíamos demonstrar.os·(teorema 10. No espaço tridimensional. {t l a ' V<p k=l e<(tk-1) r =I {<p[ct(tk)] k=1 q. b] num número finito (por exemplo r.ç•(a) =O. Obtemos então · J. então q> chama-se uma função potencial para f.4) que os gradientes são os únicos c~mpos vectoriais contínuos gozando desta propriedade. z) = rn. Aplicações à mecânica Se um campo vectorial f é o gradiente de um campo escalar q>. y.[ a·. Isto demonstra o teorema se a é regular. se t:p representa a pressão aparece a palavra "isobárica". b a V<p =I ' f.376 onde g é a funçüo composta definida em [a. Na Secção 10. em cada um dos quais a seja regular e aplicamos o que açabámos de demonstrar a cada l!ID dos subintervalos. tkl. 10. h[ pela fórmula g{t) = q>[ct(t)].

Se os dois pontos pertencem à mesma superfície equipotendal então r. z) = GmMr-1 • Este é o potencial nel. a-equação (10.Vtoniano. . No Exemplo 2 da Secção 10. vemos que a força gravitacional f é o gradiente do \• campo escalar dado por p(x. z~V 12 e r2 = (x~ + y~ + zD 1 n.3 diz-nos que o trabalho efectuado por f ao deslocar uma partícula de a para . O potencial newtoniano.!. }Integrais de linha 377 superfícies equipàtenciais de cp são esferas centradas na origem. da partícula de massa m. a variação da função potencial.k(a) = p(x) . k(x)-k(a). Seja f um campo de forças contínuas admitindo um potencial cp num conjunto aberto conexo S. O escalar -q>(x) chama-se a energia potencialt da partícula. EXEMPLO 3.y. y. y 2 . Se a se considera fixo e se faz variar x no conjuntoS. O teorema 10.3) diz-nos que a soma de k(x) com -q>(x) é constante.) . temos . . O princípio da conservação da energia mecânica. beste modo.p(a). se uma campo de forçãs f é um gra- 1 li. = r 2 e o trabalho é nulo. ou (10. O trabalho efectuado pela força gravitacional ao deslocar uma partícula de massa m de(x.Ji f.• /= -GmMr-'r. em relação àquela origem. z 2) = GmM (. representando k(x) a energia cinética da partícula quando colocada em x. rl r2 onde r 1 = (x~ + y~ +. z.6 prová mos que este trabalho é igual a variação da energia cinética da partícula.p(a).. então r=llrll e -r/r é um vector unitário com o mesmo sentido que f.!. !: 1 t Alguns autores referem-se a -tp como sendo a função potencial de {pelo que a energia potencial em x será igual ao valor da [unção potencial• em x. z 1) - p(x 2 .7 k(x) . Quer dizer. Definindo a origem na partícula de massa M ·e sendo r = xi + }j + zk o vector posicional.p(x) = k(a) . A lei de gravitação de Newton estabelece que a força f que numa partícula de massa M exerce sobre outra partícula-de massa m é um vector de grandeza GmM!r 2 .. y.) a (x. sendo G uma constante e r a distância entre as duaS partículas. ( Fazendo n = -I no Exemplo I. EXEMPLO 2.3) k(x) ....r.) é p(x 1 . pelo que a lei de Newton toma a forma v.. z. ao longo de qualquer linha seccionalmente regular em S. é q>(x)-q>(a). y 1 .

(d) S ={(x. (b) S ={(x. (a) S = {(x.y. ôQ õx' · ax • ay • f é o gtadiente de alguma função potencial rp. se provar que ôP ay em cada ponto de S. -Num campo conservativo não se realiza trabalho algum no movimento de uma partícula ao longo de uma curva fechada voltando ao ponto de partida.rgia total.y)ll <x' +y' <2). uma vez que estes tendem a transformar energia mecânica em energia calorífica.y) =: P(x. se conserva. se fé o gradiente de certo potencial rp. 3. Dado· um campo vectorial tridimensional f(x.y)j.y)l x' +y' >0). são contínuas num conjunto aberto S. z)i em que as derivadas parciais ôP ôP ôQ ôQ ôR ôR + Q(x. no qual as derivadas parCiais . provar que · · c:=m todo o poilto de S. ôQ ôR = ôy Tz . (a) f(x.y)lx'+y 2 >1 e (x-3) 2 +y2 >1}.y) I x' + y' < 1}.y. Determinar quais dos seguintes conjuntos abertos S de R2 são conexos. Um campo de forças admitindo uma função potencial diz-se conservativo porque a ene. y) = yi + (xy . (c) S = {(x. ay • Tz • ax • a. Dado um campo vectorial bidimensional f(x. · (b) f(x. z) = P(x.y) = yi.y) I x' + y' :2: 0}. Para cada um dos campos vectoriais seguintes.CP! iJy e aQ/ax são continuas num conjunto abertoS. Para cada conjunto conexo definir dois pontos arbitrários distintos de S e explicar como se poderia encontrar em S uma curva seccionalmente regular de S ligando os dois pontos. a soma das energias cinética e potencial de uma partícula movendo-se neste campo é constante. (f) S={(x. 10. z)k. (e) S={(x. soma das energias cinética e potencial.13. 4. Detérminar então uma curva fechada C tal que f cf=F O.y. utilizar o resultado do Exercício 2 para provar que f não é um gradiente. 2.y. Exercícios I.y)l + Q(x.378 Cálculo diente. z)j + R(x. Em Mecânica este é o chamado princípio de conservação da energia (mecânica). Um campo de forças não será conservativo se no sistema existirem atrito ou viscosidade.xj.x)j.y)lx'+y'<I ou (x-3) 2 +y2 <1}.

Um campo de. :f:.-O) até à origem. O) a (I. Calcular o trabalho realizado no deslocamento de uma partícula do ponto (I . 6. 7. 10. Um campo de forças define-se em coordenadas polares pela eguação 3. · (b) Determinar o trabalho total realizado quandof(a) ~ l. z) ~ xyi yi + zj + yzk. y) = (3y 2 + 2)i + l6xj no deslocamento de uma partícula de (-I. ao longo da espiral de equação r= e. Provar que tal campo de forças é conservativo.f(h).y) ~ (x + y)i + (x.(t)_ = cos ti +sen tj quando ·t varia de O a n. g(b) ~ 4.y. y. No espaço tridimensional um campo de forças f define-se pela equação f(x. g(a) 8. cada um dos resultado do llf 5. (a) Provar que o trabalho realizado por esta força ao deslocar uma partícula ao longo da curva ct(l) ~ J(t)i + g(t)j' a ~ t ~ b. Determinar o trabalho realizado pela força F (x. F(r. Paraf(x. z) ~ (a) (b) f(x.y)j. aplicar ocurva fechada CExerdcio 4 para provar f um gradiente. se cp(x) = J: /(t) dt.:•.11 generalizámos o segundo teorema fundamental do cálculo a inte- grais de linha. Aqui vamos igualmente generalizar o primeiro teorema fundamental.8• 9. Lembramos que o prinieiro teorema fundamental estabelece que todo o integral indefinido de uma função contínua/tem uma derivàda igual a f.quez) nãoyié +seguintes campos vectoriais. y) = f(r)r. depois numa tal quefcf O. . !((a) e g(b). para que valor de b) será mínimo o trabalho realizado? 10.forças bidimensional F define-se por + etk F(x. Determinar.14. + (x' + 1ll + z'k. (a) Determinar sefé ou não conservativo (b) Calcular o trabalho realizado ao deslocar uma partícula ao longo da curva definida por cr. ~ xj + xk.~Integrais . de linha 379 ~~. com r= xi + }j e r = llrll. então nos pontos de continuidade de f temos cp' (x) = f(x). ~ depende unicamente def(a). O) ao longo da semi-elipse superior de equação h 2 x 2 + y 2 =Ir Para que elipse (isto é.f(b) ~ 2.. isto é. O primeiro teorema fundamental do cálculo para integrais de linha Na Secção 10. Um campo de forças "central" F no plano pode definir-se por F (x.O) ~ -4 sen e i + 4 sen 8j. y.

Demonstração. isto é.4.(t) =X+ thy. n e cada valor de x em S.380 Cálculo Para obtermos a generalizaçãO deste teorema aos integfais de linha começamos com um campo vectorial f. Para que esta definição de q>{x) não seja ambígua. Em particular. onde a é a função que define C.. Designemos então por <p o campo escalar definido por <p(x) = J: f· da. Sob estas considerações.regular entre um ponto fixq a de S a um ponto arbitrário x. . se o integral de linha de f é independente da linha cónsiderada em Se se a é um ponto fixo de S e o campo escalar tp definido em S é dado por 10. onde O~t~l. e podemos formar a razão incrementai <p(x + hy) h <p(x) Devido à propriedade aditiva dos integrais de linha. o ponto . PRIMEIRO TEOREMA FUNDAMENTAL PARA INTEGRAIS DE LINHA. necessitamos saber que o integral depende unicamente de x e não da curva particular considerada para unir a a x. a generalização do primeiro teqrema fundamental toma a forma seguinte: TEOREMA Se f é um campo. !'rovaremos que a derivada parcial D k'l'(x) existe e é igual afk(x). com a uma qualquer linha seccionalmente regular de cp existe e é igual a f.. então o gradiente para todo x em S. r) uma n-bola com centro era x e raio r. o numerador deste cociente pode escrever-se . Portanto. Se y é um vector tangente unitário. a componente de ordem k def(x) para cada k = I. situada em S.. 2.. <p(x + hy) - <p(x) = J.-. . Seja 8(. é natural exigir que o integral de linha defseja independente da linha considerada em S.r. . · (•+hyf ·da.r+ hy também está em S para todo o real h ~atisfazendo a O< lhl < r. e integramo-lo ao longo de uma curva C seccional mente . e a linha unindo x a x + hy pode ser uma qualquer seccionalmente regular contida em S. podemos utilizar o segmento de recta definido por a. cada ponto x de S pode ser alcançado por uma tal curva. Contínuo num conjunto conexo aberto S. vectorial contínuo num conjúnto coitexo S de Rn. V<p(x) =f(x) de S unindo a com . Visto S ser conexo.

a razão incrementai vem 381 . h Prove isto que a derivada parcial lJ.r) existe e é igual af1 (x). r) pela equação g( t) = J: J.<p(x) = h 1 i /(x o + thy) · y dt. Condições necessárias e suficientes para que um campo de vectores seja um gradiente Os primeiro e segundo teoremas fundamentais para os integrais de lirlha dizem-nos que uma condição necessária e suficiente para que um campo de vectores contínuos seja um gradiente num conjunto conexo aberto é que o seu inte"grà1 de linha entre dois pontos quaisquer seja independente da linha considerada.g . .Jk x .) h q>(x) =! if. g•(O) = / 1(x).(x Em particular. (b) O integral de linha de f-é independente da linha considerada em S. é zero.g(O) _ '(O)_ '( ) 11m . q>(x I1m h->0 + he. se fizermos h-O em (10. Se f é um campo vectorial contínuo num conjunto conexo aherto S de Rn.q>(x) -_ h h-oO .. CONDIÇ0ES NECESSÁRIAS E SUFICIENTES PARA QUE UM CAMPO VECTORIAL SEJA uM GRADIENTE. r) e que g'(t) = J. (c) O integral de linha de f ao longo de qualquer linha fechada secciona/mente.Integrais de linha Porque att) = hr.r-~u/ar contida em S.1 <p(. Portanto.5) encontramos .r + thy)·y = f 1 (x + th~ 1 ). Fazemos depois a mudança de variável u = ht. seccional mente regular. o primeiro teorema fundamental para integrais definidos diz-nos que g'(l) existe para todo t em (-r. Como cada componente fk é contínua em S.(x h o + uek) du = g(h) h g(O) ' .4) <p(x + hy).15.(x + ue. + tek). 10. é zero. onde g é a função definida no intervalo aberto (-r. como se afirmou.5) <p(x + he. Tomemos agora y = r h o vector coordenado unitário de ordem k e observemos que o integrando vem f(. então são equivalentes as três proposições seguintes: (a) fé o gradiente de alguma função potencial em S.4) na forma (10.) du .). du = hdt e escrevemos (10. Todas estas condições estão· reunidas no seguinta teorema.-: (10. g(h) . Devemos agora provar que esta condição é equivalente à afirmação de que o integral de linha ao longo de qualquer linha fechada.5. TEOREMA 10.

t:S..<p(x) ~ fk(x).. Se Dktp(x) f (x) para algum k e algum x.. se b:S. Se o integral de linha de f é independente da linha considerada em S. y(l) = Então y define uma curva fechada C tal que f C f·dy=J Cl f"da- J f'd(3. Por exemplo. Todavia. não implica necessariamente que f seja um gradiente.16. Para completar a demonstração vamos provar que (c) implica (b). Contudo.. este campo vectorialnão é um gradiente. ser o integral de linha fi. Seja C 1 o gráfico· de uma função a definida num intervalo [a. a componente de ordem k de f Se D. o que prova (b)..f=F O para uma determinada curva fechada C. o gráfico de (3 definida em [c. Seja f~ (f. entãof não é um gradiente. então fé um gradiente em S 'I' um potencial.. S. di. y} = xi + xyj é nulo para todo o círculo com centro na origem. para todo x de Se k qualquer.6.f·da ~ kf·d(3 pelo que o integral de fé independente da linha. 10. Vamos provar que (b) implica (a).f·dy~ O devido a (c)..382 Cálculo Demonstração. Podemos pois afirmar que (a). Consideremos uma nova função y do modo seguinte: a(t) ((3(b + d. definimos muito simplesmente um campo escalar rp integrando f desde um ponto fixo até um ponto arbitrário·x de S. e C. Este critério é particularmente útil na prática devido a não exigir qualquer integração. ·e * TEOREMA 10. ao longo uma linha conveniente de. Condições necessárias para que um campo vedorial seja um gradiente O primeiro teorema fundamental pode ser utilizado para verificar se sim ou não um dado campo vcctorial é um gradiente nUm conjunto conexo aberto S. bl. CONDIÇOES NECESSÁRIAS PARA QUE UM CAMPO VECfORIAL SEJA UM GRADIENTE. lemos Jr. A proposição (b) implica (a) devido ao primeiro teorema fundamental. fnl um campo vectorial continuamente diferenciável . Admitamos que é verdadeira a proposição (c) e sejam C 1 e C2 duas qUaisquer curvas seccional mente regulares em S e com as mesmas extremidades. · O teorema que· se segue constitui outro critério para verificar quando um campo vectorialfnão é um gradiente...b+d-c. . O segundo teorema fundamental mostra que (a) implica (c).Jzer'? para uma curva fechada particular C ou ainda para infinitamente muitas curvas fechadas. Calculamos então as derivadas parciais dct rp e comparamos Dk'l' com j.t) se a:S. Cz Visto que fc. (a) implica (c) e (c) implica (b)..t:S.b. Nota: Se '(. o leitor pode compro bar facilmente que o integral dC linha do campo vectorial f(x. então f não é um gradiente em S.. (b) e (c) são equivalentes.

então as derivadas parciais das componentes de f estão relacionadas pelas fórmulas (10.y) = x 3y. Se 'i'· Isto significa que f é um gradiente. Verificar se o campo vectorial f(x.f1 (x.. y) D. j. . Seja S o conjunto de todos (x.f.6). y) excepto quando x ~O ou y não é um gradiente em nenhum subconjunto aberto de R 2 .q> para cada j ~ I.(x. ~ Visto D. . n. Se f é um gradiente em S.(x. }. as duas derivadas par- ciais mistas D. * 1. O) em R' e f um campo vec- . /.. DJ. EXEMPLO 2.(x. 2. Aqui temos f.y) = 3x'y.'l' são iguais em Se portanto fica demonstrado (10. = D.j. Derivando ambos os membros desta igualdade em relação a x 1 encontramos Analogamente.(x..(x.D 1tp e Dp. y) torial definido em S por * (0.= D.Integrais de linha 383 num conjunto aberto S de Rn.y) = 3x'yi + x 3yj é ou não um gradiente em qualquer subconjunto aberto de R 2 . y) = 3x'y. j ~ D. 2. . Resolução. As derivadas parciais D 2 ~ c D J.6) para i. este campo vectorial O exemplo que se segue mostra que as condições do teorema 10. . então f~ I' <p para alguma função potencial f. são dadas por D.6 não são sempre suficientes para que um campo vectorial seja um gradiente. n e qualquer x de S. EXEMPLO I.y) = 3x2 .. Mas como as derivadas parciais Djj e D )i são contínuas em S.(x) I.(x) = DJ. ternos D. Demonstração.q>.D.

Métodos·especiais de construção de funções potenciais O primeiro teorema fundamental para os integrais de linha dá-nos também um método para a construção de funções potenciais. Para provar que f não é um gradiente em S calculamos o integral de linha de f ao longo do círculo unitário definido por tt(t) = cos ti +sen tj.. b) ao longo do segmento paralelo a OX. por exemplo b.9. Secção 10. integrando f de algum ponto fixo a a um ponto arbitrário x de S.(x. + ---. em todo o conjuntoS mas que. Mas. Se f é um gradiente contínuo num conjunto conexo S. f não é um Resolução.y)~ D. Outras propriedades deste campo vectorial serão estudadas no Exercício 18 da Secção 10. Se fé um gradiente contínuo num rectângulo aberto de R".18).um segmento paralelo a OY. obtemos-uma QOYa função pÇ>tencial </J.5. apesar disso. (Ver teorema 10.17. y) ao longo de. 0 :S: I :S: 2.de um contorno fechado não ser nulo. EXEMPLO I. b) até (x. pode construir-se um potencial cp integrando de um ponto fixo até um ponto arbitrário ao longo de linhas formadas por segmentos paralelos aos eixos coordenados. b) até (x.---+ X }' X • 2] • Mostrar que D.384 f( X. Visto o integral de linha ao longo .) 10. y) de S. Obtemos 1 f· da= :r f'' f[a(t)]· a'(t) dt f'' (setf t + cos 1) dt 0 = 2 0 = 2. Construção de um potencial num rectângulo aberto. o integral de linha de f é independente da linha em S.J. Se partinpos doutro ponto inicial.fnão é um gradiente em S. -y . Podemos integrar ei:n primeiro lugar de (a.---+2 l X }' . y ) = Cálculo ---. sendo esta·cons~ante o valor do integral de f de a a b. O campo escalar assim obtido depende da escolha do ponto inicial a. e em seguida de (x.J. rp e </J podem diferir unicamente por uma constante.. ~ D. devido à propriedade aditiva dos integrais de linha. No final do presente capítulo provaremos que as condições necessárias do teorema 10. Deste modo podemos determinar uma função potencial rp. O leitor pode verificar com facilidade que D.J. Ao longo do segmento paralelo a OX a representação paramétrica .6 são também suficientes se forem satisfeitas num cOnjunto convexo aberto.y)para todo (x..(x. Um exe_mplo bidimensional está representadO na figura 10.. gradiente em S. (Ver Exercício 17. recorrendo a qualquer linha seccional mente regular situada em S.18. Os exemplos que se seguem ilustram o uso de diferentes escolhas das linhas de integração.f.

y) (a. b) (a._(x. a fórmula resultante para um potencial q>(x. e-ao longo do segmento paralelo a OY recorremos à representação a(t) = xi + tj. t) dt. ·paralelo a OY e depois de (a.Integrais de linha a(l) =ti+ bj. Sef(x. y)i + j. y) ao longo do seg. Poderíamos também integrar em primeiro lugar de (a. 385 a::. y). suponhamos que um campo vectorial tridimensional[~([. '!'(X. y) até (x. Duas linhas poligonais de (a.(x. t) dt + J: J. y) = J: J.y) devido ao !nu:gr:a1 de linha de um gradiente ser independente da linha.( a. y) dt. b) FIG. muitas vezes. Isto dá-nos uma outra fórmula para . y) é 'P(x. Por exemplo.. 10..8) conduzem ao mesmo valor para 10(x. y)j. y) ao longo de um segmento paralelo a representado a tracejado na figura I0. x. o cálculo de funções pocm:~ai. t::. y) ~ f. O de integrais indefinidos simplificam-nos. EXEMPLO . y).(t. b) a (a. b/ dt + J: f. Construção de uma função potencial utilizando integrais indefinidos.(t. y) r-------------1 - I i1 (x. 2..5./.5..f.7) e (10. (x. h) a (x.s. y) = J: f.x. Ambas as fórmulas (10.

Resolução. · Integrando a componente. z) dz r(x. oy or -!: oz - 3 em todo o conjuntO S. r(x. y). Determinar uma função potencial cp para o campo vectorial definido em RJ pela equação f(x.386 Cálculo f. z) = + C(x. z) = 2 2 - . onde B(x. Analogamente. B(x. z) dx + A(y. z) = (2xyz + z'. z) e uma "constante de integração" a determinar. z).).. relativamente a x encontramos r(x. 'P(x. z). y) = x'yz + xz 2z + C(x. vamos tentar determinar um potencial como . z) = e. Sem saber à priori se f admite ou não .(x. z) tenham segundos membros equivalentes. relativamente a z obtemos mais duas relações a ta r(x.y. y.2xy' + B(x. z) dy + B(x. onde A(y. corno se verifica no exemplo que a seguir se apresenta. .(x. z) e C(x. y). z) e C(x. z) x yz.4xy) dy + B(x. y. z). y.uma função potencial cp.. y) são funções a determinar.) é o gradiente de uma função potencial 'I' num conjunto aberto S de R'.(x. z) = f (x'y + 2xz . y.2) dz + C(x. y. Recorrendo aos integrais indefinidos e integrando a primeira destas equações relativamente a x (mantendo y e z constantes) encontramos r(x. Determinar 'I' significa determinar três funções A(y. relativamente a y e Oq>! oz ~f. or 0'1' -=f2. f f. y. z) = x 2 yz + xz' - 2xy2 + x + A(y. Integrando]. Então tem-se OX =f. se integramos a equação 'I' y ~!. EXEMPLO 3. y.2)k. e depois f~ em relação a z. z) = f (2xyz + z' - 2y 2 + I) dx + A(y. encontramos =f (x'z. y) tais que as três expressões de <p(x. z) = fJ. admitindo que tal potencial cp existe. y. y.foi referido no Exemplo 2. y. em relação a y. z) f J. Em muitos casos isso pode conseguir-se por análise directa.2y' + i)i + (x'z.4xy)j + (x'y + 2xz.

Se f é um gradiente contínuo num conjunto aberto convexo. Construção de um potencial num conjunio convexo. a~ longo do segmen:o de rccta unindo a a .9) .10) .se uma função potencial cp por integração de f de um -ponto fixo a de S até um ponto ~~a_~bitrário . a(t) =a+ t(x. QuandoJfôr um gra·fliente. então pode construirli. Tal segmento pode defil.9) na Forma mais simples <p(x) = J: f(tx) · x dt. =r . . Um coiljunto S de A1.c2 + x..2xr' Fará com que as três expréssões coinci- ram.mr-se parametncamente pela funçao · ~: t(I0. . Se S contém a origem podemos tomar a = O escrever (10.6. 1 Exercícios ":Em cada um dos Exercícios l a 12.6 apresenta-se um exemplo. define·se um ·campo vectorialf. ~Por simples análise das expressões obtidas. :~r= x'yz + xz' - Zxy' +X - Zz ~é um potencial correspondente a f em R'. ~ FIG.~~-~Integrais de linha 387 . )') = x. com raqui reSUlta a'(t) = X . pelas fórmulas dadas. 11 ~ EXEMPLO 4.2o. .a. . ~B(x.~ara cada um determinar se fé ou não o gradiente de um campo esCalar.Todo o ~conjunto convexo é conexo.a).' pelo que O potencial COrrespondente é dado pelO integral <p(x) I I..1·. Num cOnJunto convexo S.\::~10.r. e C(x.R diz-se convexo se cada par de pontos de S pode unir-se por um segmento de recta. por COnseguinte q•~~:~.18. 10. f( a+ t(x _·a)) -(x-a) dt- Convexo Não convexo I~10. determinar a correspondente função potencial tp. 1: lcujos pontos pertencem todos a S Na Figura 10. vemos que a escolha de A(y. o segmento unmdo dois pontos quaisquer a e b de S está emS. :-) = ~ 2:-. o)= .

8.y) = [sin (xy) + xy cos (xy)]i + x' cos (xy)j. z) = (2x' + 8xj')i + (3x'y. 5. Determinar umá função potencial para/ em S.f(x. z) = (4xy. y) (0.y.2 deve ser tratado separadamente.ysinx + x)i + (cosx + xcosy + y)j. z) = xi + yj + zk. O caso em que p = .y. muito embora No Exemplo 2 da Secção 10. movendo-se cada partícula sobre uma recta que passa pela origem. 15. por todo S.y. f(x.y) = xi + yj. f(x. +j' 1 ' gradiente em S.16 mostrou-se que f não D.y./2 = D 2 1. 2. Resolver o Exercício 15 para o campo vectorial definido pela equação f(x) =g'(r) x. t4.f(x. f(x. 4. (h) Determinar uma função potencial da velocidade sempre que esta seja um gradiente. y) de S se tem e um D. f(x. f(x.(x. r com g uma função real admitindo derivada contínua em todo R 1• Os exercícios que se_ seguem r'eferem-se ao campo vectorial f definido no conjunto S de to. + x' X. SejaS o conjunto de todos os pontos x -=F O em R'! Sejam r= llxll efo campo vectorial detinido em S por f(x) = r•x.3x'z2 + l)i + 2(x2 + 1)j.3x'j'k. z) = 3Jh'i + 4x'z'j . 12. . 11. Este exercicio mostra que f C um gradiente no conjunto .z) =(Y'cosx +z3 )i.x 2 +j' 1 x.y) = D.f. Um fluido desloca-se no plano XOY. f(x. f(x.y)k. O) em R' pela equação * f ( ) = . 6. 10. 7.(4j'z 2 + 2x'z)k.f1 (x.(2x'z + 3z2 )k. z) = (x + z)i.y).(Y + z)i + (x. 18. (a) Determinar os valores de a e n para os quais o campo vectorial das velocidades é o gradiente de um certo campo escalar. com a e n constantes.y. f(x.y) = (siny. Verificar que para todo o ponto (x. z) = 2xj'i + x 2z3j + 3x'yz2k. cotu puma constante real. Se uma partícula estiver a uma distância r da origem a sua velocidade é arn.tjJ é constante em S.=(2xe' +y)i+ (re' +x -2y)i. 3. 9. f(x. O caso em que n =-I deve ser-considerado separadamente.(4 -2ysinx)j + (3xz2 +2)k.y Y. y. Se ambos tp e tjJ são funções potencial para um campo veciorial contínuo f num ·conjunto conexo abertoS de R n.3xy)j.f(x.y) j'-x' (x' + y')'.388 I. y. 17. y) = 3x'yi + x'j. Cálculo 13. 16. provar que lfJ.dos os pontos (x.

7fl2 < rp < n/2. exprimir x e y em coordenadas polares. d~ forma . x=rcoso. y)Q(x. y)Q(x. I Deve ter-se presente a definição da função arco tangente: Para qualquer real/.y)dx + Q(x. Sopomos que P e Q são contínuas em algum conjunto aberto conexo S do plano. mas tambéin do conjunto em que o campo vectorial se define.y).y)ly =0. escrevendo dy/dx em vez de y'. transformamos esta equação em outra da forma Q(x.19.f(x. (a) Se (x. y) =O. X + 1r se X <0. formado por todos os pontos de XOYexcepto os do semi-eixo negativo OX. 10.Integrais de linha T =R 2 389 -{(x. Provar que 8 é dado pelas fórmulas arctan l ~ X se se X >0. =0. y) em T Isto prova que 8 é uma função potencial para f no conjunto T. Q(x. A cada tal equação diferencial podemos associar um campo vectorial V. are tg t é o número real único tp que verifica as duas condições tg tp = t e .11) P(x. y) em vez de -/(x.y)dy =O. x :>O}. < 1t. y). Escrevendo P(x. Aplicações às equações diferenciais exactas de primeira ordem Algumas equaçoes diferenciais de primeira ordem podem resolver-se com recurso às funções potenciais. Se multiplicarmos ambos os membros por um tactor não nulo. Este exercício ilustra o facto de que a existência de uma função potencial depende não somente do campo vectorial f. y)y'. a eQuação diferencial toma a forma (10. y) E T. onde r> O e -n < 8 y =rsenO.] (b) Provar que ae x ay=x'+y' para todo (x. 0= 2 X arctan l.. Suponhamos uma equação diferencial de primeira ordem da forma y' = f(x. y) e usando a notação de Leibniz para as derivadas.

y) + Q(x. A equação diferencial (10. supomos que existe uma solução Y da equação diferencial (10.y) Cálculo = P(x. y) de S. y)y' =O.14) + Q(x.7. Isto prova que toda a solução y satisfaz à equação q>(x.13) implica que g é constante em (a. isto é. Provámos assim o seguinte teorema: TEOREMA 10. se V(x. por (10. Admita-se que a equação diferencial P(x. consequentemente. b) pela equação g(x) = 9'[x. onde y = Y(x) e y' = Y'(x). e a equação diferencial (10. y) = C. Mais precisamente. Y(x)J.y) dy =O . sendo C constante. y) = V q>(x. y) = C. Quando uma tal função 'I' existe. onde q> é um certo campo escalar. b).12) g'(x) = D 1 rp[x. Logo.y) + Q(x.11) diz-se exacta em S se o campo vectorial V for o gradiente de um potencial.11).y)j.y)i + Q(x. A derivada de g vem então (10.y) dx (10. A equação (i0. Y(x)) + D 29'[X. pelo que g'(x) =O para todox em (a. y) + Q(x. Com tal finalidade introduzimos a função composta g definida em (a. y) para todo ponto (x. então P(x. Suponhamos que a equação (10. As componentes P e Q são os coeficientes ae dx e dy na equação (10.agora que toda a solução desta equação diferencial verifica a rela- ção q>(x. Se y satisfaz a (10. Y(x)) = C para uma certa constante C.11) escreve-se Vamos demonstrar. P(x. Vamos provar que 9'(X.y) =C define y como uma função derivável de x. por exemplo y = Y(x) para x um intervalo (a. tal que o ponto (x. h) e.11). b). b). Y(x 1) esteja em S para todo x de (a. y)y' =O.390 V(x. h).y)y'. de maneira que y é uma solução.11) definida num interv"lo aberto (a. g é constante em (a. e seja g(x) = q>[x. tem-se aq>tax = p e aq>tay = Q. Podemos agora conduzir a raciocínio em sentido inverso para obtermos uma solução da equação dir'erencial.13) rp(x. Y(x)].12). b). Y(x)]Y'(x) =P(x.

e seja tp um campo escalar satisfazendo a e à<p = Q ày em todo S. Construímos uma função potencial ({J e escrevemos q>(x. com C constante. Então toda a solução y = Y(x) de (10.Integrais de linha t. y)= 3x'+ 6xy' e Q(x. EXEMPLO 2. Seja dada a equação diferencial -=- dy dx 3x2 + 6xy 2 6x2y + 4y 3 • Desembaraçando de denominadores. então esta função é uma solução da equação diferencial (10. Inversamente.7. cujo gráfico esteja em S.13) como uma representação de uma família a um parâmetro de curvas integrais. na forma implícita. y) = c define y implicitamente como uma função derivável de x. podemos escrever a equação (3x' + 6xy') dx + (6x'y + 4j') dy =O. 391 exacta num conjwzto aberto conexoS. Este é agora um caso particular de (10. com P(x. y) = x' + 3x'y' +r.14). Esta representa.) = C para algum (x" y. y) = C. Pelo teorema 10. Considere-se a equação diferencial de primeira ordem . O teorema precedente proporciona-nos um método directo de resolução das equações diferenciais exactas de primeira ordem..14). Neste caso particular a equação é do segundo grau em y' e pode resolver-se de modo a obter-se uma fórmula dando y em função de x e C.14). uma família "de curvas integrais. cada solucão da equação diferencial satisfaz a x' + 3x2y' + y' = C para algum C. Integrando P relativamente a x e Q relativamente a y e comparando os resultados. Portanto podemos usar a equação (10. Evidentemente que os únicos valores admissiveis de C são aqueles para os quais q>(x.) de S. verificamos que a função potencial vem dada por <p(x. y)= 6x'y + 4y'. Sempre que esta equação potencial 'I' e lamente como uma função de x. a correspondente y satisfaz a (10. EXEMPLO I. Y(x)l = C para certa constante C. se a equação <p(J. y. satisfaz á equação tp{X.14)..

!'(x. y) = 2x. 2.15). I.16) verifica a relação xy' =C. (x' -y)dx.obtemos uma equação diferencial que já é exacta. esta equação diferencial não é exacta. y) diz-se um factor integrante da equação original.3 cos 3y coS 2x dy =O. y) a transforme numa equação diferencial exacta. . por exemplo f(x). admite o factor integrante p(x) = e-fP(x)d. O factor y.UC Usar esta equação para deduzir as seguintes regras de determinação de factores integrantes: (a) Se (iJP/ ay ~ iJQ/ iJx)IQ é unicamente uma função de x. (JX'y + 8xy2) dx + (x" + 8x2y + 12ye') dy =O. Por exemplo. então e ff(x)dx é um factor integrante. y'-+ P(x)y = Q(x). 3. a saber (10. se a multiplicação de uma equação diferencial linear de primeira ordem por um facto r não nulo I' (x. (x + 2y)dx + (2x + y)dy =O. Seja 1'-(x. a uln ·parâmetro.15) numa equação diferencial exacta. 10.392 (10. Nos exercícios que se seguem analisam-se alguns casos particulares de equações diferenciais para as quais se podem encontrar facilmente factores integrantes. de curvas integraiS. Exercícios Provar que as equações dos Exercícios I a 5 são exactas. que transformou (10. 5. Aplicar o Exercício 7 na determinação de factores integrantes para as seiuintes equações. então efg{ylJ:•·é um factor integrante.15). e para cada uma determinar uma família.r. Provar que a equação diferencial linear de primeira ordem.20. . y) um factor integrante _da equução diferencial P(x. 4. Um potencial para o campo vectorial y'i + 2xyj é <p(xy) = xy'. y) = 2xy' é outro factor integrante de (10. 2xydx 6.(x +seh 2 y)dy =0. y) = y e Q(x. + x'dy =O. Visto que BPIB Y= I e iJQIB < = 2. Neste caso P(x. 4 'ienx sen3y cos x dx . Resolver a equação neste caso.15) ydx Cálculo + 2xdy =O. Esta relação representa também uma família de curvas integrais para a Equação (10. 8. :::)dy =O.16) y'dx + 2xydy =O. · (b) Se (iJQJax ~ iJP(iJy)!P é unicamente função de y. por exemplo g(y). Uma equação diferencial pode admitir mais do que um factor integrante. 7. e determinar as respectivas famílias de curvas integrais a um parâmetro. e toda a solução de (10. o factor /'(X. Em geral. Contudo se multiplicamos ambos os membros por y. chama-se um factor integrante. y)dx + Q(x. Provar lJ.

p(x) = .tany)dx + dy ~O. A demonstração fará uso do seguinte teorema relativo à derivação sob o sinal de integral. Admita-se que 1/J é um campo escalar definido em Jn+o• tal que a derivada parcial D.(2x + y)dy ~O. t). Funções potenciais em conjuntos convexos No teorema 10..g(y)P(x.I/J seja contínua em J n+ 1. Nesta secção vamos provar que as condições são. . TEOREMA 10. Demonstrou-se aí.f.op(x. que estas condições nem sempre são suficientes. (a) (2x 2y + y') dx + (2x' . tO. de curvas integrais para ·cada equação (3y + 4xy2 ) dx + (4x + 5x'y) dy (6y + x 2y 2) dx + (8x + x'y) dy ~O. t) dt .. seja um gradi~nte num conjunto aberto ·s de Rn. t) dt. y}u:r =O. (b) (e"secy. provar que exp iff(x)dx + .xy'dy ~O. • .aQt ax ~ j(x)Q(x. A derivada porcial D . Determinar o correspondente factor integrante ·de cada uma das equações seguintes e obter uma família a um parâmetro de curvas integrais.._ J: D..(x) = D1j. n. . 9. com k um dos valores I. Represente-se cada ponto de J n+ 1 por (x.(x) são necessárias para que um campo vectotial f= (].xy) dy ~ O. y). (b) (x' + j')dx.Integrais de linha 393 (a) ydx. Seja S um intervalo fechado em R" com interior não vazio e J ~ [a. y). Determinar tal factor integrante e obter uma família a um parâmetro. continuamente diferenciável. 10. fn). x. b] um intervalo fechado em R 1• Seja ln+ 1 o intervalo fechado S x J em Rn+ 1.fg(y)dy} e um facto r integrante da equação diferencial P(x. ~O. suficientes sempre que o conjunto S seja convexo../p existe em cada ponto interior de S e é dada pela fórmula D.h. As equações diferenciais seguintes têm um factor integrante comum.21. por meio de um exemplo. Defina-se um campo escalar cp em S pela equação op(x) = J: tp(x. (x. em que x E S e t E J. 2.6 provou-se que as condições D." t). t) = (x1 . Se aP/ ay..8. y)dx + Q(x. ••• .

Nota: Este teorema indica que se_pode derivar sob o sinal de integral.h•::!•:. Tendo em conta a continuidade uniforme de D.'!'(x. t). sempre que O < Ihl < 8... Visto que int S é aberto.. t)) dt. como se pretendia demonstrar... E int S para todo h satisfazendo a O < h < r.x. Aqui é o vector coordenado unitário de ordell). k em Rn.<p(x)h Ja r· D.. e.'P(x.v.1p(x. t) dt.. Portanto p(x + he.<p(x) existe e é igual a f!D .). existe um r> O tal que x + he..17) vem <pT'(C:. com z pertencente ao segmento de recta que une x com x + he.f D.teorema para dar a seguinte condição necessária e suficiente para que um campo vectorial seja uin grad~ente num ·conjunto convexo. t)) dt. t) dt I< • sempre que O< Ih I < ó. em Sx J {teorema 9. J: {tp(x + he. ) a ~ t a· t. O último integrá! tem um modo absoluto que não excede onde o máXimo e alcançado para todo z do segmento que une x· com x + heh e todo t de (a. Escolhamos qualquer x do interior de S.1p(x. Cálculo J: tp(x.. t). t)dt. t). Para tal h temos (10.:+:.. Deste modo (10. Demonstração.. Isto prova que D. t) dt = i'rv.)----'<p~(~x) = h ·a l' v•..:.:.1p(X. t). t) dt = J: D. Portanto I<p(x + he~).. t) =h Dk'P(Z.)- p(x). Aplicando o teorema da média ao integrando temos · 1p(x + he.nz.17) p(x + he. . Vamos em seguida usar este.1p(x.'P(Z.394 Quer dizer. tem-se D..<p(x).10) chegamos à conclusão de que para todo c >'O existe um 8 >O tal que esse máximo seja < <l(b. bl..a).p(x.

Façamos agora g(t) ~ [.(tx)) · x. Temos poranta D. admitimos (10.[. t) ~ f(tx) · x. t) = g(t) + tg'(t).'fJ(X. n e pode ser alculada derivando sob o sinal de integral. no último passo da demonstração. Então g'(t) = V[. t) dt.18) e construimos um potencial cp em S. endo-se utilizado. 2. 2.10).... o Para calcular D.18) D. . .j.. t)..cp(x) existe para cada k ~ I. do teorema 10.(tx). tem-se p(x) = J. equação {10. .(tx) + t(D 1/.' f(tx) · x dt = J: 'P(x. que a condição é necessária. I) dt .8 em TX J.. D. ntegrando.p(x.(x) = D.[. . admitimos que S contém a origem.. com J~ [0. a relação (10. . D.(tx). Para provar jue é suficiente.(tx) · x •elo que a última fórmula para D.(x) ~ >ara todo x de Se todos os valores de k..(tx) · x.f.'fJ(X.f. 1) = f. Sabemos. derivamos o produto escalar f(tx)·x e obtemos D.{f(tx)} · x = f(tx) · '• + t(D. n.(tx) + t'Vj.(tx)) · x = [.. Então fé um gradiente em S se e só se 10. t) = f(tx) · D.Integrais de linha 395 TEOREMA 10. Como se provou ttrás. .a de O a I obtemos .18).6. . Por comodidade. fn) um campo vectorial continuamente diferenciável '1Um conjunto convexo abertoS de Rn.<p{x) = ... I].. . Existe um subintervalo fechado n-dimensional T de S com inteior não vazio tal que 1/J satisfaz à hipótese do teorema 10. . j I.9. Seja f~ (J. Demonstração. D.. mde 1/J(x. Seja cp{x) o integral de f ao ongo do segmento de recta de O até um ponto arbitrário x de S. 'o r conseguinte a derivada parcial D . .(tx).x + D. t) se escreve Dk'f(X.p(x. .•[' Dk'fJ(X.

<p(x) = g(l) = J. o que completa a demonstração.396 Cálculo D.(x).• O g(t) dt.19) toma a forma D.19) - l' D•1p(x. 0 = 0 0 Calculando o último integral mediante uma integração por partes vem ·-O r· tg'(t) dt = tg(t) I'_ cg(t) O ·O dt = g(1) :_ 1. t) l' g(t) dt + l' tg'(t) dt. .qc(x) = (10. Isto mostra que'Vq> =f em S. Consequentemente (10.

centro de massa e outros conceitos 397 . Encontraremos também Uma conexão-entre integrais duplos e integrais dé linha. Apresentam-se depois aplicações dos integrais duplos a problemas de cálculo de· áreas. No Capítulo 10 do Volume 11 generalizou-se o conceito de integral introduzindo-se os integrais ·de linha. são úteis no cálculo e transformaçõeS de i integrais.: em escada e só depois para funções mais gerais. O integrando é um campo escalar f definido e limitado em Q. Começamos por considerar regiões rectangulares.1. chamado a região de integração. contudo. bl é substituído por um conjunto bidimensional Q.. Q ou por Jf f(x.. mais adiante consideraremos regiões mais gerais com contornos y curvilíneos. O integral ~ resultante diz-se um integral duplo e representa-se pelo símbolo Jf f. O integral define-se em primeiro lugar para funções -~. Introdução t i i ~ ~ i. os símbolos dx e dy não desempenham qualquer papel na definição do integral duplo.11 INTEGRAIS MÚLTIPLOS I t ~ ~ ~ li>' 11. Neste Capítulo generaliza-se o conceito ainda noutra direcção. Em primeiro t lugar analisaremos a definição de integral duplo. O intervalo unidimensional [a.. Veremos que grande número de integrais duplos que .se apresentam na prática podem calcular-se por integração unidimensional reiterada. volumes.f·. i· No Volume I estudaram-se os integrais de forma J!J(x)dx. primeiramente para funções definidas e limitadas em intervalos finitos. O programa a desenvolver neste capítulo consiste de várias etapas.~:: tadas e intervalos infiriitos. I J * Tal como no caso unidimensional.O método é análogo ao caso unidift mensional tratado no Volume I. a defiJ nição não proporciona um método útil para o cálculo de integrais. Como no caso unidimensional. Q . y) dx dy. e mais tarde para funções não limi. massas.

Porque se tem b-a=Lbdx e d. e a fórmula diz-se proporcionar um cálculo do integral duplo por integração repetida ou iterada. quando f é uma função em escada do tipo acabado de descrever. y) = k quando a < x < b e c < y < d.X. o valor do integral é independente da escolha de P._. Em particular. y) dyJdx. Q · o qual não é mais do que uma alternativa para a notação f. = J::J J:.. tem-se (11.Yj.c= t dy.3) ff f= J: [f: f(x. Podem demonstrar-se como consequências directas da definição (11.t. Assim.1y1 no lugar de (Yj. y) dx] dy Q.x. vindo para a soma (11. Por uma questão de brevidade..c).1}._. a fórmula ( 11. y) dx] dy = J: [J:t<x. Independentemente dos valores de f sobre os lados de Q.400 Cálculo Como no caso unidimensional. i=l . podemos escrever fJ f= J::J J::_J(x. ..3) é válida para funções em escada.2) ff f= k(b Q a)(d .) e . escrevemos -para o integral o símbolo fJ f(x. f(x.1).3) e aos teoremas correspondentes para o caso de uma dimensão.2) pode de novo escrever-se (11. . desde que f seja constante nos subrectângulos abertos de Q. Q Os integrais figurando no segundo e terceiro membros da igualdade são integrais unidimensionais.1) I Ic. s e t apresentam funções em· escada . ou recorrendo ao uso da fórmula ( 11. Somando para i ej e considerando (11.t. Nos teoremas que se seguem.y. sejaf(x. encontramos que (11.1). em vez de (x. y) dy] dx. escrevemos algumas vezes L1x. As propriedades que se apresentam a seguir para os integrais duplos de uma função em escada são generalizações dos correspondentes teoremas para ó caso unidimensional. o valor do integral não se altera se a partição P for substituída por outra partição mais fina P'.~1 n m Para termos presente como esta soma é construida. (f. Q Note-se que se f é constante no interior de Q.. y) dx dy.

= Q Q. tais que ções em escada constantes se t. que Q é um rectângulo não degenerado.y)l ~ M se (x.y) ~f(x.. suponhamos que lf(x.. Q Q Em particular. ~ TEOREMA 11. y) dx dy. Q não -é nem um ponto nem um seg. y) <. 11. y) dx dy. y) em Q. 2 2 Q Q Q TEOREMA 11. y) dx dy + c ff t(x. Se s(x. y) em Q. isto é. y) dx dy.·. y) ~ M para todo (x.3. y) (11.5) . definidas em Q.s(x.. PROPRIEDADE DE LINEARIDADE. então Jf s(x. DEFINIÇÃO DO INTEGRAL DE UMA FUNÇÃO LIMITADA ESTENDIDA A UM RECTÃNGULO. TEOREMA DE COMPARAÇÃO.I Integrais múltiplos ~' f· 401 j' definidas num rectângulo Q.1. \' menta de recta. y) dx dy ~ ff t(x. PROPRIEDADE DA ADITIVIDADE.y) em Q. tem-se ff s(x. concretamente. Então f pode permanecer limnada por cima e por baixo por.um só número I tal que (11. y) dx dy + Jf s(.y) para cada porto (x.:. então Jf t(x.intermédio de duas fun~ -Me t(x. Se existir um e .y) ~ t(x. y) dx dy Jf s(x. y)] dx dy =c. y) 2: O para cada (x. Quaisquer que sejam os números reais cl e C 2 tem-se ff [c. y) em Q. se t(x.. Se Q se divide em dois rectângulos Q. ff s(x. Para evitar caír-se em casos particulares triviais supomos . y) + c t(x. y) para todo (x. CÓnsideremoS agora duas quaisquer funções em escadas e /. A definição de integral duplo de uma runção definida e limitada num rectângulo Seja f uma função que é definida e limitada num rectângulo Q. !·. Q As demonstrações destes teoremas são deixadas ao leitor como exercícios.2. t (x.4) s(x.=:'o.4. TEOREMA I 1.y) E Q. e Q. onde s(x.y)dxdy .

f(f) = inf{U I lf::.. O número inf T chama~se o integral superior de f e representa-se por i(f). t. tem-se [(f)= sup {U sI s:::. e escrevemoss . Portanto S tem um supremo e T um ínfimo e satisfazem âs desigualdades fJ ~ conjunto de todos os números f f t obtido .. I}. J t se s . Então. caso em que se terá · II f= sup S ':" inf T. TEOREMA 11. f.. supS:::. uma vez que f é limitada. º º fJ s:::. pelo J que cada elemento de S é menor do que qualquer elemento de T. f}.4). O precedente argumento prova o seguinte teorema:. Dizemos que s está abaixo e tancima de f.4).5).f... Q Quando um tal I existe... fJ s . Integrais duplOs superiores e inferiores podem também ser definidos em analogia com· o caso unidimensional.. ínfT::s. a função f diz-se integráve/ em Q. y) dx dy.. Também... t. Isto mostra que ambos os valores sup S e inf T satisfazem a ( 11. Integrais duplos superior e inlerior A definição do integral duplo é inteiramente análoga ao caso unidimensional.. Consequentemente. · Seja S o conjunto de todos os números ff s obtidos quando se toma como s todas as e funções em escada abaixo de f. 11..J é integrável em Q se e só se sup S = in f T. Toda a função f limitada num rectângulo Q tem um integral inferior I (f) e um integral superior l(f) satisfazendo às desigualdades . Admitamos que f é limitado num rectângulo Q sejam s e t duas funções em escada satisfazendo a (11.402 Cálwlo para cada par de funções em escada satisfazendo às desigualdades ( 11.4. este número 1 chama-se o integral duplo de f estendido a Q e representa-se pelo símbolo ou Jf f(x. e seja quando t representa cada uma das funções em escada acima de f Ambos os~onjuntos S e T são não vazios. Q O número sup S diz-se o integral inferior de f e representa-se por /(f).. fJ Q Q t para todos e t satisfazendo as~~~ t.5.

_ tnúltiplos 403 ff s :0:: J(f) :0:: !(f) :0:: ff t Q Q para todas as funções em escada s e t com s :5 f :5.3) para obter ff s :0:: J:A(y) dy :0:: ff t. di e utilizar a Equação (11.6. Visto que o integral f~A(y)dy existe. Integramos relativamente a x e no intervalo (a. Se o íntegra/ f~A(y)dy existir. y) dx. y) dx dy l" [J:f(x. d) admita-se que o íntegra/ unidimensional f!/(x. y) dx] dy. permite-nos calcular certos integrais duplos por intermédio de duas integrações unidimensionais sucessivas.5. o segundo teorema fundamental do cálculo proporciona um método prático para o cálculo de integrais. Q Q .3. não deve surpreender que as propriedades de linearidade e aditividade e o teorema de comparação. sejam igualmente válidos para os integrais duplos em geral. O resultado é uma generalização da fórmula ( 11. caso em que se terá ff f= !(f)= i(f). As demonstrações destas propriedades ·são análogas às do caso unidimensional e por tal facto omiti-las-em os.6) ff f(x. h] temos J: s(x. = Q Demonstração. A função f é integrável em Q se e só se os seus integrais superior e inferior são iguais. I. Q Uina vez que as precedentes definições são inteiramente análogas ao caso unidimensional. 11. podemos integrar ambas as desigualdades relativamente a y no intervalo (c. a qual já foi demonstrada para funções em escada. O teorema que apresentamos a seguir conduz-fios a um resultado semelhante para a teoria da integração bidimensional. Escolhamos duas quaisquer funções em escada s e t satisfazendo as :Sf :5 t em Q. y) dx :0:: A(y) :0:: J: t(x. Seja f definida e limitada num rectângulo Q = (a. tem-se a fórmula Q (11. Para cada y fixo em (c. y)dx existe e represente-se o seu valor por A(y). d) e admitase que f é integráve/ em Q. TEOREMA 11. bl x (c. Cálculo de um integral duplo por integração unidimensional repetida Na teoria da integração unidimensional. então será igual ao íntegra/ duplo f f f Por outras palavras. estabelecidos para funções em escada na Secção 11.3).

Funções em escada Seja Q um rectângulo...---.. onde x 0 = a.398 Cálculo relacionados com estes. Visto P. produto car- tesiano de dois intervalos. Yo = c..t . FIG. respectivamente de [a.. v) I x E [a.2... d). d]}. d) em m subintervalos.3...-. x P. Um rectângulo Q. Por· fim indicamos como podem este conceitos ser generalizados para um espaço a n dimensões. I L I. bl e [c. O produto cartesiano de dois subintervalos abertoS de P 1 e P 2 é um subrectângulo aberto (sem lados). Q = (a. Chama-se um subrectângulo aberto de P ou de Q. Q ~ [a. d). bl em n subintervalos e P. divide Q em mn rectângulos. 11. Xn = b. Uma partição P' de Q diz-se ser mais fina que P se P ç P'.. sejam e Pz = {yo.' . se cada ponto de P pertence também a P'.. O gráfico é formado por placas rectangulares paralelas ao plano XO Y.'ler uma função em escada se existe uma partição P de Q tal que f seja constante em cada um dos subrectângulos abertos de P. isto é." .. Partições de rectângulos.---..Yt• · · · •Ym-t•Ym}. DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO EM ESCADA.2 mostra um exemplo de uma partição de Q em 30 subrectângulos..2. O gráfico de um exemplo de tal tipo de função está representado na figura 11. Ym = d. h] X [c.--. A figura 11. b] y e v E [c.h] x [c. Na figura li.---.d] d ------. a partição P = P. Uma função . Uma par_tição de um rectânguloQ. I está representado um exemplo. c _____ s=±±=±±J . O produto cartesiano P 1 X P 2 diz definir uma partição de Q. produto cartesiano dos dois intervalos fechados [a.--. &I e [c. 11. Uma função f definida num rectângulo Q diz-se . decompôr [a...1 a h FIG. Consideremos duas partições P1 e P2 .. decompôr [c. d] = i(x.

. y) e seja cij o valor constante de f no interior de Qij. O integral duplo de uma função em escada Sejam P ~ P. mas os valores nesses pontos não são relevantes para a teoria da integração.x. então c 1 / + c 2 g é constante nos subrectângulos abertos da união Pu P' (que podemos chamar refinamento de P e P').1) ff f= i l Q i=l t. x. o volume da caixa com base Q.j e altura cij é o produto Para qualquer função em escada f.J e [yj_ 1. então a combinação linear C 1 f+ c2 g é também uma função em escada.. X P. a soma· de todos estes produtos torna-se como definição do integral duplo de f sobre Q.í ~ ~ ~ Integrais múltiplos 399 ' F1G. Se f e g são duas funções em escada definidas num dado rectângulo Q. temos a seguinte definição: DEFINIÇÃO DO INTEGRAL DUPLO DE UMA FUNÇÃO EM ESCADA. Assim. se P e P' são partições de Q tais que f seja constante nos suhrectângulos abertos de P e g seja constante nos subrectângulos de P'. Se f é positiva. Designemos por Qij o subrectângulo determinado por [x 1_ 1 . X. (x. . 11.)(Y. 11.. Seja f umafunçiio em . .3.Y._.-·escada que. uma partição de um rectângulo Q em mn subrectângulos e fuma função em escada que é constante nos subrectângulos abertos de Q.=1 .) X (Yj-J•Yj) de um rectângulo Q.-1).torna o valor constante cij no subrectângu/o aberto (x. o conjunto de funções em escada definidas em Q constitui um espaço linear. Com efeito. Gráfica de uma função em escada definida num rectângulo em escada também possui valores bem definidos em cada um dos pontos dos contornos dos subrectângulos. positiva ou não. Assim.3.._ 1. O integral duplo de f em Q define-se pela fórmula (11.

7) ff f(x. 11. Q a qual é válida se supomos que f~ f(x. Se mudarmos a ordem de integração. É formado por todos os pontos entre o rectângulo Q e a superfície z = f(x. y.o único número com esta propriedade é o integral duplo de f em Q. y) dy] dx. y) dx dy = J: CJ: f(x. (x.4. y) em Q e O .4. bl e é integrável em [a. a saber (11. . Se f é não negativa.6). o que demonstra a equação ( 11. o conjunto S dos pontos (x. temos uma fórmula análoga.5 admite uma interpretação geométrica simples.. Visto que f é integrável em Q. 11. f(x. y)dy existe para cada x fixo em [a.fJ t para todas as funções A fórmula ( 11. Para cada . z) do 3-espaço com Gdfico de/ c d b'-----7-'--. Interpretação geométrica do integral duplo como um volume O teorema 11. (Ver figura 11. Z .7.4(a)). Por conseguinte f~A (y)dy = f fJ.6) diz-se proporcionar um cálculo do integral duplo por integracão repetida ou iterada.r c d 1 O conjunto de ordenadas S de f sobre Q (a) ' Secção plana com área A(y}= f:J(x. y) chama-se o conjunto de f sobre Q. Q . O processo consiste pois em integrar f com respeito a x de a a b (mantendo y fixo) e em segundo integrar o resultado com respeito ay de c a d.. bl.404 Cálculo Portanto f~A(y)dy é um número compreendido entre f f s e em· escada s e t aproximando f por baixo e por cima~ respectivamente. representada na figura 11. y).. O vOlume de Sé o integral da área da secção plana: v(S) = f: A(y) dy.y)dx (b) FIG.

-. para integrandos não negativos·. ! i Y> x: 2 Y = x2 v< x 2 x. o teorema 2. Se Q= (-1~ '1] X!(). Visto que a área da secção A (y) é integrável erri (c.. ·- . Exemplos resolvidos ._ \... Assim. Resolução.. . (x' seny .6. deSignando O reSultado . 11.5 por meio de dois exemplos numéricos. Q . ..8.' _região de imegração para o 2. A . -1 .yc) 1".. k A(y) = J'cx seny.sobre Q é ig~al ao integral duplo f fj: _ . · .ações do teorema 11. . 1 ~ = :_ey _+ yfe..4(b). o teorema 1 r. n/2l.5 .'calcular ff (x ültegráção -~stá . por A (y). .. . FIG.5.5. dl o integral A(y) = • .. S. dl.Integrais múltiplos intervalo [c. Int_egramos em _primeiro lugar em relação a x e .. temos . . ~ qu~ o integral existe.mostra que o volu:ine de conjunto de ordenadas de /. -Aqui integramos a área das secções plartas Produzidas pOr planos paralelos ao plano YOZ. .ye"_) dx. (J ' • • •• a área da secção plana de S definida por um plano paralelo·ao-plano XOZ(região sombreada na figura 11. A tegião d~ re~rese~tada n~ ~gur~ ':· sen y~ yex)dxdy. 11.a o FIG. . X -.~ Vamos de seguida efectuar aplic. 1 ~ [ Exemplo L_ · Ex~m_plo .· A região de integração par. ' . 11. admitindo 11. .7 do Volume I diz-nos que o integral ftA(y)dyé igual av(S). EXEMPLO I.-· A equação ( 11.405 f'} c y) dx •.. _ :t=-'-1 r • ' '' • f . 2 . o volume de.7) dá-nos outra maneira de calcular o volúme do conjunto de ordenadas.

• y dy =(l/e.e) f. t. calcular o integral duplo admitido a sua existência. No primeiro integral efectuamos a mudança de variável t ~ x 2 .x'l dy = J:' v'x'.x')'"dx . y(y. 0 Como prova -dos cálculos podemos i~tegrar em primeiro lugar em relação a y.5 temos JJ Q v'iY- x'l dx dy = . + J:~•' Jt dt = Lembramos que x é considerado como constante em cada um destes integrais. A parábola y = x 2 está também desenhada devido à presença de IY. Se integramos em primeiro lugar em relação a ye designamos o resultado por H(x).6. Se Q ~ 1.x2) 3''] dx = t x')''' -1 Jo f' (2. Acima desta parábola temos y > x 2 e abaixo y < x 2 • Isto sugere que devidamos o integral de H(x) do modo seguinte: H(x) =f.' v'iY. Q Resolução.x' + 6 arcsen(J=J 1: = ~ + ~..ye") dx dy = f. (-rr'e"/8 + x) dx =(l/e. temos H(x) ~f.I.v't dt fx' + i(2 - x')'1'.y e no segundo fazemos t = y. A região de integração é o rectângulo representado na figura 11. li x 10. J' [i x3 +i (2.5 encontramos· Cálculo .x' dy. ff (x seny Q ye") dx dy . 2 EXEMPLO 2.406 Aplicando o teorema I 1.y dy + J:. ff (x scny.. 21.' v'iY.x'J dy = - J:. [J:'' (x seny - ye") dy dx J = t. Aplicando o teorema 11.e)rr /8.x'l dx dy.x' (dy. ff Jly. J . ~[x(2 - + 3xv'2.y'y.''' (-ey + yfe) dy 0 2 = (1/e.x 2 1 no integrando.x 2 • Isto dá-nos H(x) = J.e)rr /8. Q 0 •/2A(y) dy = I' f.

onde = [0. 2. Exercícios i: Calcular os integrais duplos ~- por integração repetida. u/2] x [0. ff y-•e••tv dxdy. n]. onde [0. I] x 10.y} = (O 12. [- I. I] x [1.n]. 2]. I] x [0.9. onde = [O. ff (cos (x + y)l dxdy.y) = ( O Representar o conjunto de ordenad"as de f sobre Q e calcular o volume deste conjunto de ordenadas_ por integração dupla. I] X 1-' I. Resolver o Exercício tO quando f(x. t: rel~ção a x. 2] x [O. lJ e . 5. (Admitir. ff sen (x + y) dx dy. 3. Seja f definida num rectângulo Q = (0. Q 2 onlle = [0. f(x. I] x [0. onde Q = [O. I] do modo seguinte: I -XQ y se x+y:o:. 1]. a 9. fJ (x" + 3x y + j')dxdy. Resolver o ExercíCio 10 quando Q = X+ J nas restantes hipóteses. Q Q onde ff <.. admitindo a existência de cada integral Q I. I] 1]. 6. · onde =[O. onde [0.. 7.IJ'fntegraís múltiplos I~- 407 ~0 mesmo resultado se obteria integrando em primeiro lugar em [cálculos são mais complicados. 3]. l . mas os r:u. 8. I> 0. !]. Estabelecer as hipóteses utilizadas respeitantes à existência. n/2].a existência do integral. Q = [0.3xy')dxdy. ff xy(x + y) dx dy. ffJ(x + y) dx dy. e f(l) representa o maior inteiro ~ 1.) 11. n] x [O. Q 2 2 Q Q Q Q = Q Q Q Q = X[!. ff sin xsin ydxdy.mostrar que um integral duplo da forma fJJ(y)g(y) dx dy é· igual ao produto de dois integrais unidimensionais.n] x [O. Se Q é um rectângulo./Y + x. 10. 4. · nas restantes hipóteses.

Qn tais que a oscilação de f em cada subrectângulo seja menor que E. I I X 10.8) J f= J: [J: f(x. I I. Q · 14. Seja/ definida no rectângulo Q ~ 10. . colhamos i :> O. O teorema (9. Integrabilidade de funções contínuas O teorema da continuidade uniforme (teorema 9. dl. 2. suposo . A /ém disso. pelo que f admite um integral superior e um integral inferior. I. por Mdf) e mk(j). I I do modo seguinte: [(x. n. o valor do integral pode obter-se por integração unidimensional repetida (11.ril duplo fff.8) mostra que f é limitada em Q. então f é integrável em Q.10) pode utilizarse para provar a integr"abilidade de urna função que seja contínua num rectângulo.y) Provar qu~ o integral duplo ~ (. ~ se x y.y) = {O 13. TEOREMA 11. os valores máximo e mínimo absolutos de/ em Qk. . y) dy] dx.10. 21 (x Cálculo + y' X se x 1 + y 2 :::. respectivamente.. + y)-' f(x. 11. Es·-. Pelo teorema da continuidade uniforme..m.408 x' [(x. s <• e t duas funções em escada definidas no in- t(x) = M. .(f). Então temos M. 41 do modo seguinte: se x::sy:52x. Representemos.. INTEGRABILIDADE DE FUNÇOES CONTINUAS.(f) para cada k = I. nas restantes hipóteses. Pretendemos provar que[(/) =T(f).. para esta escolha de ·E existe uma partição P de Q num número finito (digamos n) de subrectângulos Q. Seja/ definida num rectângulo Q ~ 11. Sejam agora terior de cada Qk do modo seguinte: s(x) = m. fJ! existe e é igual a O. Se umafunçiío f é contínua num rectângulo Q = [a. J = Q Demonstraçiío. nas restantes hipóteses. bl X lc. y) dx] dy J: [i" f(x.y) = { O Representar a parte de existir Q na qual/é não nula e calcular o valor do integ.6.(f) .(f) . x =y. .. ~e..

Uma vez que f fs.). di. Provamos a seguir que o integral duplo é igual aos dois integrais simples sucessivos (integrais repetidos) de (11. l(j). w(Q). (b.5.)! onde x.b == (b- a) lf(x1 .:e::.A(y. Q k=l em que a (Qk) é a área do rectângulo Qk· A diferença destes dois integrais é com a(Q) a área de Q. y.. Se y e y.) quando y~y.a) max lf(x..(f)a(Q.f(x.Integrais múltiplos 409 Nos pontos fronteira definimos s(x) ~ m e t(x) ~ M. Seja A (y) ~ J!if(x. é igual a f f f Um raciocír n nio semelhante é ainda válido quando se inverte a ordem de integração. pelo que A é contínuo emy. Deste modo o integral f dA (y)dy existe e. y)dx.)) dx IA(y). pelo que fé integrável em Q. uma vez que o integrando é contínuo· em Q.8). em que m eM são.f(x. DEFINIÇÃO DE UM CONJUNTO LIMITADO DE MEDIDA NULA. Diz-se que o conjunto A tem medida nula se para todo E > Oexiste vm conjunto finito de rectângulos mja união Contém A e cuja soma das áreas não excede E.)l ::=. desde que o conjunto das descontinuidades não seja demasiado grande. 11. di o integral simples fgf(x. y).)l atinge o seu valor máximo.) k=l e Jf I = IM. f (f). y). resulta a desigualdade O::=. Nesta secção vamos demonstrar que o integral também existe se f tem descontinuidades em Q. pelo teorema 11. respectivamente.A(y1 ) = onde resulta J: {f(x.f(x.6 provámos que o integral duplo de f sobre Q existe se f for contínua em todos os pontos de Q. y. No teorema 11... é um ponto de [a. y1)1 a:.11.: t para todo x em Q. y) . di temos A(y) .. bl no qual!/(x. Interessa provar que A é contínua em !c.f(x.. Então temse s ~f::::. j(j) -!(f)::=. º º Fazendo E ~o vemos que {(f)~ T(f). Integrabilidade de funções limitadas com descontinuidades Seja/ definida e limitada num rectângulo Q.. o mínimo e máximo valores absolutos de f em Q.(J)a(Q.... .são dois pontos quaisquer de k. y. Para medir a grandeza do conjunto de descontinuidades introduzimos o seguinte conceito.y)dx existe. Seja A um subconjunto limitado do plano. Esta desigualdade mostra que A(y)~A(y. y). Do mesmo modo temos ff s Q = Ím. Para cada y fixo em [c. f ft.

Q Q O primeiro termo. Argumentando do mesmo modo que na demonstração do teoref!la 11.. Se o conjunto das descontinuidades de f em Q é um conjunto de medida nula.. fQf Demonstração.12. que contém pontos de D.9) obtemos a desigualdade O :5: I (f) . Integrais duplos estendidos a regiões mais gerais Ate aqui os integrais duplos foram definidos unicamente para domínios de integração rectangulares. As demonstrações são. resulta do cálculo do integral de t . -:? I 1.s estendido aos rectãngulos que contém pontos de D. o_ segundo termo.410 Cálculo Por outras palavras. . Será então s . (Isto é normal porque D tem medida nula). Uma vez que li é arbitrário isto implica que j(j) ~ I (j). (d) Todo o segmento de recta tem medida nula. (b) A reunião de um número finito de conjuntos limitados de medida nula tem também medida nula (c) Todo o subconjunto de um conjunto de medida nula tem medida nula.!(f) :>. Seja M >O. w(Q) + 2M<l.. <a(Q)+ 2M<l. 2Mli. t(x) = M.6.. obtemos O.. l(j). Dado ~ > O..6 obtemos a desigualdade (11 9) fi t . (a) Qualquer conjunto finito de pontos no plano tem medida nula. Nos restantes subrectângulos de P definamos s e t tal como na demonstração do teorema 11. então o integral duplo f existe. tal que Ifi. . pelo que f é integrável em Q.... deixadas ao leitor como exercícios.7. seja P uma partição de Q tal que a soma das áreas de todos os subrectângulos de P. Definamos nestes subrectângulos funções em escadas e t do modo seguinte: s(x) = -M..s estendido aos rectângulos contendo unicamente pontos de continuidade de f. Não é contudo dificil estender o conceito a domínios rt:~ais gerais. por esse motivo. um conjunto plano limitado de medida nula pode ser contido por uma reunião de rectângulos cuja área total seja arbitrariamente pequena. As seguintes proposições relativas a conjuntos limitados de media nula são consequências imediatas desta definição. Represente Do conjunto das descontinuidades de f em Q. TEOREMA 11.. 2 M B.. t em todo Q. bl X [c. dl.j(j). De (11. Fazendot. w(Q). f. resulta do cálculo do integral de 1.fi s::. Seja f definida e limitada num rectãngu/o Q ~[a. M em Q.. seja menor que ô.

Definamos uma nova função f em Q do modo seguinte: f(x.fP• e Cf12 são cont[nuas e por conseguinte limitadas em [a. Nurna região do .(x) - d 1------------. bl. se (x. x= --r---~------------~~x h FIG. 11. dizemos que f é integrável em Se que. b]. e satisfazendo a ~ 'l'z· Um exemplo de uma tal região.y)ES. y y ~ 'P. por definiÇão. Caso afirmativo.Tipo I.oncle "'' e "'' são funções contínuas num intervalo fechado [a. (x) a y ~ q>2 (x).7.8 Uma região 1' do tipo IL .7 Uma região S do tipo I FIG.y) = (O. Seja/ definida e li miem S.411 Seja S uma região limitada. estendemos a definição de f a todo o rectângulo Q fazendo com f seja nula no exterior de S. 11. Uma tal é limitada. e encerremo-la num rectângulo Q. j~ ~ Consideremos em primeiro lugar conjuntos S de pontos no plano XO Y definidos do rnoclo seguinte: S = {(x. l.y) /(x.). Pergunta-se agora se sim ou não a função/é integrável Q. outras palavras. bl. está representadlo na figura 11. porque .y) I a~ x ~ b e <p1 (x) ~y ~ <p 2 (x)}.y)EQ-S. a qual pode designar-se do Tipo I. para cada ponto I em [a. se (x. a recta ~ 1 intersecta S segundo um segmento que une a curva y ~ <p.

relativamente a cada subintervalo de P o gráfico de cp está situado num rectângulo de altura <i(b _:_ a).412 Cálculo Outro tipo de região T (tipo 11) pode ser definido do modo seguinte: T={(x.9... Se tp tem medida nula. b] num número finito de subintervalos tais que a oscilação de tp em cada subintervalo de P seja menor que •/(b .10). e apliquerrios o teorema da continuidade uniforme (teorema 3.8.a). A={(x. bl. Logo todo o gráfico de tp está contido numa união de um •/(b-a) a FIG. Portanto.(y) e x 2 ~ ljJ. Escolhamos € >O. medida nula. Cada um desses segmentos de recta tem. e pelos dois segmentos de recta. As descontimlidades de f em Q serão as de f em S. Encerremos S num rectângulo Q e definamos] em Q como está indicado na equação (11. Neste caso rectas paralelas a OX intersectam T segundo segmentos que unem as curvas x. Regiões do tipo li são também limitadas.esentamos a seguir prova que cada um dos gráficos tem também medida nula. que unem as extremidades dos gráficos. S~jaf definida e limitada numa região S do tipo I.y)!y=<p(x) e a:o. cp é uma função real contínua num intervalo [a.y)!c:'>:y:'>:d e onde ljJ. A fronteira de S é constituida pelos gráficos de cp. TEOREMA 11. < ljJ 2 • Como exemplo temos a figura 11. dJ sendo ljJ. serão de um destes dois tipos ou poderão ser decompostas num número finito de partes. então o gráfico de Demonstração.x:o.8. paralelos aOY. ~ ljJ. e ljJ 2 são continuas num intervalo [c. Todas as regiões que se considerem. . 11. Demonstração de·que o gráfico de uma função contínua tp tem medida nula.13 do Volume I) para obtermos uma partição P de [a. O teorema que ~pr. Seja A o gráfico de q>. isto é. de cp. cada uma das quais será de um destes dois tipos.b).(y). mais aqueles pontos da fronteira de S nos quais f não é nula.

compreendida entre os gráficos de rp.:.7) temos (11.d}(x. TEOREMA 11. bl X (c.f Jfexiste se f for s contínua em int S (o interior de S). (Regiões limitadas por circunferências e elipses são disso exemplo.y)dy] dx.13) J f(x.. Sejam Q ~(a. uma vez que o integrando ~. s f f (11. enquanto que /(x. Então o integral duplo J f existe e pode calcular-se mediante integraçiio unidimensional repetida. Portanto f.9. y). Se f é definida e limitada em Te contínua no interior de T. tem quando muito duas descontinuidades em [c. Algumas regiões são simultaneamente do tipo I e do tipo li. O teorema que apresentamos a seguir prova que o integral duplo .(x)}.~: f(x.12) implica (I 1. (x)-> Y-> rp. Q ! f· ~ Se q>. y) dy J····· f(x. y) dx] dy. naturalmente. di um rectângulo que contém S. y) ~O para os restantes valores de y em [c.) Isto prova que o gráfico de q> tem medida nula.y)ia<x<b e cp1 (x)<y<cp. Para cada x fixo em (a. Existe. y) dx dy = s J' [J••'•' f(x.) Neste caso a ordem de integração é irrelevante e podemos escrever .1 I). y) dy existe.(x) então J(x. y) dy = ••''' pelo que a equação ( 11. (Ver figura 11. cuja soma das áreas é E.12) JfJ= J: [i"J(x. Admita-se quej está definida e limitada em Se que f é contínua no interior de S. então f é integrável em Te a fórmula ·' para a integração repetida vem i c (11. Este é o conjunto intS={(x. d}. Uma vez que a fronteira de S tem medida nula.! é integrável em Q. e rp. e/ uma função definida por (I 1.5 dada pela equação (ll. y) ~ f(x. y) dx dy = T J t CJ. um teorema análogo para uma região T do tipo 11. Aplicando a versão do teorema r 11. d]. y) dy] dx.11) JJJ(x.9.Integrais múltiplos 413 número finito de rectângulos.10). Os únicos pontos de descontinuidade possíveis para] são os pontos da fronteira de S. SejaS uma região do Tipo I. a 41>th:l ~- Demonstraçiio. b) o integraifg!(x.

~\-!) . torna-se por isso vantajoso examiná-los antes de proceder ao cálculo efectivo de um integral duplo. y) diz-se o conjunto de ordenadas de f sobre S.(X) Y~'f. y) dxJdy. y) dy <Pth::l z plana f ~.. y. 11. o integral do segundo membro é igual à área da região S. Na figura 11. f(x. y) E S e O .13._ O mtcgral . Aplicando o teorema 11.y) I a~ x ~ b e <p1 (x) ~ y ~ tp 2 (x)}..(x). z) no espaço tridimensional tais que (x. Pelo teorema 2.. f' [J••'"' f(x.1 do Volume I.. y) ~ I para todo (x.(x) FtG.414 Cálculo • 1 [J••'"' f(x.~. O inllo!gral . Se f é não negativa.. ' ··''' Em alguns casos um desses integrais pode ser mais fácil de calcular do que o outro. z. J . . o integral ••'"' J f(x.<xJ] ax.f(x. o conjunto de pontos (x. Assim conclui mos que os integrais duplos podem ser utilizados no cálculo de áreas. comf(x. a q:>l(x) J ··. y)d_r •. q:>l x) < f(x. y) dr é a área de uma · · y) dy sccç~o plana do conJ·unto de ordenadas.10 está representado um exemplo. Se f é não e contínua em S. obtemos IsI ax ay =I: cr.r. dx e o volume do conjunto de ordenadas. li 10. y) em S.(.9. Aplicações a áreas e volumes· Seja Suma região do Tipo I definida por S = {(x. y) dyJdx a ••'"' = Jd [J••''' f(x.l) Y~'f'.

y'/b' e /(x.11) do teorema : 11. se fe g são ambas contínuas em S com f :5 g. Então o integral do parêntesis escreve-se J:"" .y). y) = c·.leio ao plano YOZ (a parte sombreada da figura 11. Exemplos resolvidos EXEMPLO I. ' ~ s . sendo g(x. e tendo em conta a simetria.J1.9.y2 fb 2 dy dx.y) = -g(x.'v''-•'1•' . o integral duplo f f é igual ao volume do conjunto de ordenadas de{ 'sobre S. então o integral duplo Jf(g.dt. definida por um plano para'. Efectuando a mudança de variável y= Ab sen t.~Integrais múltiplos f 415 '~'representa a área da secção plana do referido conjunto.y f(Ab) 2 2 2 dy . J Seja A= v'l- x'!a'.14.•[J. p.x'fa' .10). Calcular o volume do sólido constituído pelo elipsoide f Resolução. a' . 11./1 .JA'.f) é igual ao volume do sólido compreendido entre os gráficos das funções f e g. encontramos para o último integral A'b i• I' o cos' t dt TT TTb = . y) E S. É evidente que obse:rvaçõcs análogas se aplicam a regiões do tipo li. 113.. sendo S a região elíptica dada por Aplicando o teorema 11.y fb'dy =A J:"' .) Mais geralmente. dy= Ab cost.j 1-x [a 2 2 8 8 0 0 . vem o volume do sólido elipsoidal dado por V= ff (g-f)=2 ff g=8c f.7 do Volume I. (Ver teorema 2.( 1 - 4 4 X~ . Aqui (x.9 mostra que o integral duplo de f sobre S é igual ao integral da área das secções.A'b = . O sólido em questão está compreendido entre os gráficos das funções c g. A fórmula ( 11. Por conseguinte.

= 8c l''ib ( 1 . cálculo dos integrais.lo dos integrais repelidos:· · . reduz-se ao cálcu.1) y ~ 4y/3 '----o~x FtG. ..abc: · 4 · J · =f o sólido é.2 . I LI i . O integral duplo de . s· EXEMPLO 2. y) d.c]' dy.uta~ a_ ordem _de intcgra~ão.uma função posiiiva_t. A fegião S é o conjunto d~e pontos situados en~re duas curvas y 1. a integraçã~ Co~ respeito iyefectua-se no intervalo de x 2 ·a x. Isto significa que a região é do Tipo I e está limitada pelas duas curvas y =· X 2 e . (Ver figura I LII ). Exemplo 3. y) dx dy. e sobre o intervalo[ O. 11.11 c Exemplo 2 FtG.416 Portanto Cálculo V . o 4 a No.em que a ="b x') dx = .[{(x. . 'J. fsfj(x. Resolução. d) dx dy.y = x. umaes_fer"a 'de "raio a cujo Volume é jna 3• .. U~a ~ez que Sé também do tipo 11 podemos inverter a ordem de integração obtendo ·· - 1 ['1v'~ f(x. Um 'integral duplo de uma função positiva f. caso par-ticUlai. reduz-se ao . repetidos Dçterminar a regiãO Se perm. 1 _ 0 • EXEMPLO 3. . Para cada x fixo ~Dtre O e I. I I.

9. f 11. y) dyJdx.'[J. Fazer um desenho do sólido referido e calcular o seu volume por integração dupla. (c) j(x.. nl. 6. 2. por um integral duplo. Quando se inverte a ordem. J:[f. x > O. estendido a uma região S. 0). sendo S ~ l(x. (n. (0. J. 0 4 0 Nos Exercícios I a 5. y) dxJdy. é um sector circular. a região deve dividir-se em duas. ambas do tipo I.y >O}. f(x. I. I Nos Exercícios 9 a 18 supomos que o integral duplo de uma função positiva f. (n. dxJdy. 3. Exercícios 4 0 [f'"'' f(x. sendo S o trapézio com vértices (0.. y) ll. Jfex+y dx dy. lyl._. 0). o plano XOYe os planos x = 1 ex= 3. n). um· sólido está limitado pela superfície z = x 2 . Para cada r fixo entre O e 3.y) x 2 + y'.15. sendo S a região limitada pela curva y = sen x e o intervalo [0.y) = y + 2x + 20 e S ~ {(x. s 4.f (x2 .0). Uma pirâmide está limitada pelos três planos coordenados e o plano x + 2y + 3z = 6.. o resultado é a sorna de dois integrais. Calcular. 0). fi x )ldx dy..f(x. 16}. o volume do conjunto entre.y'.y) ~ 3x + y e S = {(x.y) ~ x 2 + y 2 e S ~ {(x. f eSse: (a) j(x.y'.. sendo S a região triangular cujos vértices são (0.y)dy] dx. I). esboçar um desenho da regtâo de integração e calcular o integral duplo. y) dyJdx + i' [f V 25-x' f(x.. a integração com respeito a x é referida ao intervalo de 4y/3 a y'25. I. ( 1. Fazer um desnho do referido sólido é calcular o seu volume por intermédio de um integral duplo. s J!(I + x) sen y dx dy.Integrais múltiplos 417 f. Resolução.j25. 2)..f)dx dy. 36.:• j(x. y) llxl + lyl<. J. Esta região. (I.. 8. representada na figura 11. s . o 4v/3 Determinar a região S e permutar a ordem de integração.' [i v. I l.y)dx] dy.y) 4x2 + 9y2 . 2 I e xy =-2 e as s duas rectas y = x e y = 4x. I}.yz. J:U:-. .12...f(x. Em cada exercícios traçar-um ésboço de S e permutar a ordem de integração. lO. (b) j(x.y)llxl. 7.. Portanto a região Sé do tipo li e está situada entre as duas curvas x ~ 4y/3 e x ~ . se reduz aos integrais repetidos dados. ffx cos (x + y) dx dy. sendo S a região do primeiro quadrante entre as hipérboles xy = 5.

y) ~ ex(xly) 11 ~ 22.[C:~.::.418 Cálculo 12...y)dx ascnc vcotc Jdy. Calcular o integral I= zf. f(x. 16.? e acima de uma região S do plano XOY. 18. y) e acima da região S de XOY..v.:=.[J: .. por dupla integração. desenhar S dando as equações de todas as curvas que formam a sua fronteira.y)dy] dx.-•' dyJdx .' V= o ~J(x. (z --4)/4 14. f'[fv. obteve-se a seguinte soma de integrais repetidos (a) Desenhar a regiãO Se exprimir V por integrais repetidos nos quais a ordem de integração seja invertida... 19. J Desenhar a região S e exprimir V por integrais repetidos nos quais a ordem de integração esteja invertida. f' [f'~· f(x. também.y)dy] dx. Dado que O < a < b e O < c < n/2.y)dyJdx. Ao calcular-se. 20.f(x. 15. J J J'~"'[f._.y)dx dy+ Va2-:vt • . por dupla integração.J<x.:::. ---4i 13. (b) Efectuar a integração e calcular V quando f(x.y)dyJdx. o volume V do sólido situado sob a superfície z = f(x.y)dy] dx. f~U::J<x. a integração e calcular V.. J:[J~ . Seja A = f~e-•'dt e B = J~ze-•'dt. f... f' [f''-4)/2 0 -~f(x. Efectuar.y)dx Jdy. obteve-se a seguinte soma de integrais repetidos v= J~u: (x' + y')dx dy + J J:u:-. y) e acima de uma região S do plano XOY obteve-se a seguinte soma de integrais: ·~"'[fvo. 1 .f(x. 21. Ao calcular·se. o volume V do sólido situado abaixo do paraboloide z = x 2 +. Quando por um integral duplo se calculou o volume V do sólido sob a superficie z = f(x. (x' + y')dx dy.

Inverter a ordem de integração para derivar a fórmula J· ' í :. 23. Ynl e se o centro de massa tem coordenadas (x. '' 1 J:[f: em<a-xl [(x) dx dy J ~ J: (a - x)em<a~) [(x) dx. Se n massas positivas m 1 ... no espaçc tridi~· mensional. para um novo ponto Qk em que Qk = Pk. Existem inteiros e positivos mentais que ~ . Pm respectivamente. Designemos por P o vector que une a origem a um ponto arbitrário. f (b) O volume do cone é lA h. (x. y). a equação vectorial que define C pode ser substituida pelas equações escalares . ••• . Obtem-se um cone unindo todos os pontos de uma região planaS com um ponto não situado K no plano de S. quantidade calculada teoricamente e representa. ~ 24.. o centro de massa é também transladado de A.). +A. Já vimos que os integrais duplos podem servir no cálculo de volumes de sólidos [' e áreas de regiões planas.mk. e momento de inércia podem ser definidos e calculados com a ajuda de integrais du'. : P 2 . segundo um vector A. O centro de massa é uma . por assim dizer.). ' t 1: onde a e m são constantes. a > O. chama-se a massa total do sistema. Designando por A a área de Se por b a altura do cone. visto verificar-se Quer isto dizer que a posição do centro de massa depende unicamente dos pontos P 1 . ••• . Se as massas estão todas situadas num plano em pontos com coordenadas (x. se O<: t <:h. . Se cada massa mk for transladada.y.J'•. o centro de massa do sistema define-se como sendo o pon. Muitos outros conceitos tais como massa.16. Esta secção é dedicada a uma breve discussão destes tópicos. m 2 . P n e das respectivas massas. provar que: ~ (a) A área da secção _produzida por um plano paralelo à base e à distância t do vértice é (ti h)' A. pios. um fictício "'ponto de equilíbrio" do sistema. centro de mass~ '. ( 11.. y.: I = mA . ••• .~t/ntegrais múltiplos em função de A e 8. os quais são de ' grande importância na física e engenharia. I:. P 2 .. . mn estão localizadas nos pontos P 1. .nB +e 1 - e 1 4 1 • r ! Servir-se desta fórmula para testar a resposta. to C dado pela equação vectorial C= I:~• m. Outras aplicações dos integrais duplos . (x. 2:~=1 mk o deriominador. mas não da origem.

membros das equações (11. o factor c aparecendo em cada um dos. Admitamos a matéria distribuída _sobre essa lâmina com uma densidade conhecida.< (11. Se uma massa m igual à massa total do sistema.X. s Os integrais do segundo membro são os momentos da placa relativamente a<> eixo OY e OX. y) = c. o termo de ordem k da soma. B· H f(x. respectivamente. em vez de somas. consideremos uma lâmina que tenha a forma de uma região plana S. Quando a densidade varia de ponto para ponto utilizamos o integral duplo da densidade como definição da massa total. k=l n Quando consideramos sistemas cuja maSsa total está distribuída em certa região do plano. definimos a massa total m(S) da placa pela equação m(S) = O cociente ff f(x.Xm(S) =fsf xf(x. y) dx dy area= massa . Com isto significamqs que existe uma função não negativa!. definida em S e que f(x.alogia coin o caso firi. y) representa a massa por unidade de área no ponto (x.· Quando. este cociente define o valor médio da função f em S. graiS.14) . em vez de estar situada num número firiito de pontos discretos. Por outras palavras. o seu momento estático relativa· mente ao eixo O Y seria igual ao do sistema mX =L mkxk. centro de massa._s_c-:----Jfdxdy s cltama-se a densidade média da placa. por exemplo f(x.14) elimina-se e obtemos . y) dx dy e jim(S) =ff yf(x. a densidade é constante. Se a placa for construída com um material homogéneo~ então a densidade é constante.420 e Cálculo No numerador da fracção definindo . Y) determinado pelas equaçõe. e momerito -de inércia definem-se -por intermédio de inte. y) dx dy . mkxk> diz-se o momento estático da massa mk relativamente ao eixo OY. y).X. Neste caso não se exige que f seja não negativa. se a função densidade f é integrável sobreS. os conceitos de massa. y) dx dy. Neste caso a massa total da placa obtem-se efectuando o produto da densidade pela área da placa. definimOs centro de massa da placa como sendc o ponto (.S é considerada como uma figura geométrica · em vez de uma placa.aO. Se . Por exemplo. Por .ito. fosse colocada no centro de massa.

seja o (x. Então o número I L definido pela equação IL = ff cl'(x.= fsf (x' + y')f(x. Estas propriedades. y) de SaL. Calcular o momento polar de inércia. facilmente demonstráveis a partir das definições dadas. O < b < a.y) ~I. y) I b' :5 x' + y' :5 a'}.Integrais múltiplos xa(S) = 421 fJ x dx dy s e ya(S) = fJ y dx dy. y) dx dy. Os momentos estáticos e momentos de inércia em relação a OX e O Y dependem da localização da origem e da orientação dos eixos. Uma placa delgada de densidade constante c está limitada por duas circunferências concêntricas cujos raios são a e b e o centro é a origem. Quando f(x. s em que a(S) é a área de S. Para simplificar os cálculos escrevemos o integral como uma diferença de dois integrais . e são dados pelos integrais I. Se uma placa homogénea admite um eixo de simetria. /L chama·se o momento de inércia ou segundo momento da região S relativamente a L. Resolução. = fJ y'f(x. Nesta hipótese o ponto {x.+ I. y) dx dy s chama-se o momento de inércia da placa relativamente a L. y)f(x. com S ~ !(x. O integral para / 0 é / 0 = c fsf (x' + y') dx dy. O momento polar de inércia depende da localização da origem. mas não das direcções escolhidas para os eixos coordenados. y) dx dy s / 0 e I. Sendo L uma recta -no plano da placa. 2 s A soma desies dois integrais chama-se o momento polar de inércia / 0 em relação à origem =I. = ff x f(x. Os momentos de inércia em relação aox eixos OX e OY representam-se por lx e ly. são muitas vezes úteis no cálculo do centro de massa e momentos de inércia pelas simplificações que introduzem nos cálculos. respectivamente. y) dx dy. Se existirem dois eixos de simetria o centroide estará sobre o ponto de intersecÇão. t ~ EXEMPLO I. y) a distância dum ponto {x. y) chama-se ocentroide da placa (ou da região S). ~- 1 ' Nota: A massa c o centro de rriassa de uma placa são propriedades do corpo e são independentes da localização da origem e das direcções dos eixos coordenados. o centroide estará sobre esse eixo.

f Seja S o sólido de revolução gerado pela rotação de Q em torno de eixo.27.17. n.. isto é. v(S) o volume de S... Por simetria. Podemos recorrer à integração repetida para calcularmos o integral estendido a S(a) para encontrarmos e ff I (x 2 + y') dx dy = 4 "[fv..) Portanto 0 = 7TC (a' . . que viveu no final do Século 11. Escreveu um compêndio de oito livros onde recolheu a maior parte dos con·hecimentos matemáticos daquele tempo.) Pappus descobriu um certo número de interessantes propriedades dos centroides. Consideremos uma região plana Q. duas das ·quais Se expõem a seguir.Q (x' + y') Jo - S(a) l dy dx J = "".H dx dy Hsenx dx s 7T 2 8 11. Tomamos a região S limitada pela curva y = sen x e com O::. O teorema de Pappus estabelece que o volume de S é igual ao perímetro desta circunferência multiplicado pela área de Q. foi um dos ~ltimos geómetras da Escola de AleXandria de matemáticos gregos. b). o centroide descreve uma circunferência de raio y. g.-. a abcissa X do centroide é X= n/2: A ordenada ji é dada por y= fS ydxdy nrs~'""ydy]dx ". respeCtivamente. . x::. Quando Q roda para gerar S. Seja a(Q) a área de Q. com O . Determinar o centroide da região plana limitada pOr um arCo de sinusoide. (Deles se conservam os seis últimoS e parte do segundo.b') = 2 1rc(a2 . a massa da placa. com m = nc(a' ~ b').. Resolução. Slal S(bl onde S(a) e S(b) são discos circulares de raiOS a b.= . Dois teoremas de Pappus Pappus de Alexandria.--.-:-c. - b') (a' + b') = 2 m a' + b'. o que será estudado na secção 11. • 0 (Omitimos os pormenores dos cálculos devido ao facto do integral poder calcularse mais facilmente recorrendo a coordenadas polares. situada entre os gráficos de duas funçõs contínuas f e g num intervalo (a. e y a ordenada do centroide de Q. 2 . EXEMPLO 2..8. A primeira relaciona o centroide de uma região plana com o volume do sólido de revolução obtido por rotação da região em torno de um eixo d~ seu plano.c ff (x' + y') dx dy.422 [0 Cálculo = c ff (x' + y') dx dy .

Seja S o toro gerado pela rotação de um eixo circular i O volume de Sé facilmente calculável pelo teorema de Pappus.=-: 0}.y)jx' + y' ~R'. O exemplo seguinte mostra que o teorema de Pappus pode também usarse na determinação de centroides.15). Quando Q roda em torno do eixo OX gera uma esfera cujo volume é t "R'.16) c m(A)CÁ m(A) + m(B)CB + m(B) O cociente que define C é uma combinação linear da forma aCA + bC8 . EXEMPLO 2.i O outro teorema de Pappus. que apresentamos a seguir. sejam A e B duas placas delgadas que são ou disjuntas. onde (11. Uma combinação linear desta forma diz-se uma . pelo que v(S) = 1rrya(Q) = 2-rr" R'b.g 2(x)] dx e que y é dado por ya(Q) =ff y dy dx J: [J:c~' y dyJdx J: Hf'(x) = = Q g (x)] dx. com a e b escalares não neJ<ativos cuja soma vale 1·. Temosy= bea(Q) = = ( Q de raio R em torno de um eixo do seu plano e a uma distância b >'R do centro de Q. Mais geralmente. Então a união A uB tem massam(A)+ m(B) e o seu centro de massa é determinado pelo vector C. y . ou se intersectam segundo um conjunto de pontos de medida nula. Pelo teorema de Pappus temos trrR' = 2rry(!rrR2). então Q = {(x. EXEMPLO I.15) Para demonstrar esta fórmula observamos que o volume é dado pelo integral v(S) = rr f: [f'(x) .! ' ~Integrais múltiplos v(S) = 1rrya(Q). 2 r t f Comparando estas duas fórmulas obtemos ( 11. 423 f(I1. "R'. Volume dum toro. Seja y a ordenada do centroide. estabelece que o centroide da reunião de duas regiõnes planas disjuntas A e B está situado sobre o segmento definido pelos centroides de A e B. Centroide de um semicírculo. · 4R ' onde resulta y = T. Sejam m(A) e m(B) as massas de A e B e representem CA e C 8 vectores dirigidos da origem para os respectivos centros de massa. A área de Q e t"R'.

= O. r. ~ X 13. A demonstração é deixada ao leitor como exercício. f(x. x>O. X+ 3y + 5 =o. y=O. Seja S uma placa delgada de massa me L 0 e L duas rectas paralelas situadas no plano de S. calcular os momentos de inércia(. x=O. y =0. 17. y =0. y = -seit2 x. y ~sen 2 x.r) 2 = r'. 6.y>O. no primeiro quadrante. y =sen 1 x. 14. se a densidade em cada ponto é igual ao produto das distânciaS do ponto aos dois lados conscutivos AB e AD.w. 3. 16. y =O.xy=l.Zy + 8 =o. Em cada caso desenhar a região S e determinar as coordenadas X e f do centroide. y) é (I .y)=l. Determinar o centro de massa de uma placa delgada com a forma de rectângulo A BCD. y 2 =5-x.s + y% = l. + h = 1. x :$. 2. O teorema pode generalizar-se de uma maneira simples à reunião de três ou mais regiões. r.y)/(l + x). das-quais L 0 passa pelo centro de massa de S.16) resulta inmediatamente da definição de centro de massa dada em (11.x 2 e por OX no intervalo O ~ x ~ 2.x :$. ~ + b = l ' y =0. x. S. y =e". l.x :$. y) de S. x+y=Z. xy=Z. 4.y) =I.y)=l. Em cada exercício [(x. f(x. 15. O<c<a. Demonstrar o teorema dos eixos paralelos: . É particularmente útil na prática quando uma placa de densidade constante é constituída por diferentes partes.14).. (x .424 Cálculo wmbinação convexa de C A e C 8 • A extremidade de C está pois no segmento de recta definido por C A e C g. a região S é limitada por uma ou mais curvas definidas pelas equações dadas. Nos Exercícios i I a 16.y=fo. O :$.2. 10. x = O. y :$.-Jx+. h >0.r) 2 + (y . f(x. y y . O :$. O :$. 11. A fórmula de Pappus (11.x:$. y = cosx. No Exercício 21 da Secção seguinte dão-se exemplos. câda uma das quais possui simetria geométrica. I :$. 8. f(x. O :$.x :$. X= -2. J(x../Y=I. Determinar a sua massa se a densidade em cada ponto (x. 12. w. Determinamos o centroide de cada parte e formamos depois uma adequada combinação convexa para determinarmos o centroide da reunião. 7. e /Y de uma placa delgadaS no plano XOY. X. X =4. limitada por uma ou mais curvas definidaS pelas equações dadas.y'=x+3.a. Exercícios Nos exercícios I a 8. y =0.x:$. y=2x. 11. y) representa a densidade num ponto arbitrário (x. y) = I. x =O. f(x. O:$.y=senx. x=Zy. Uma placa delgada é limitada por um arco de parábola y = 2x. y=O. 9.y) =xy.y)=lx-yl.y=x2 . y =logx.18. X y -w:$.a.

~D dxdy = R iPdx +Qdy. B. 3] X [I' 3]' C = (2. fluxo de fluidos e à reflexão e refracço da luz e do som. a mais corrente é na forma da identidade: (11. um matemátiCo inglês que se debruçou sobre as aplicações da matemática à e1ectricidade e magnetismo. . Determinar o valor médio da função 0 2 sobre a região definida pelo círculo. Determinar a relação que deve existir entre r e h.17) ff(~. 21. estabelece que o integral de linha de um gradiente V f ao longo de uma linha unindo dois pontos a e b pode exprimir-se em função dos valoresf(a) e. provar que o momento de inércia [L é igual a lm(a 2 sen 2 a+ b1 cos2 a). é o contOrno da região R.f indica que esta se faz ao longo desse contorno e no sentido directo. onde h é a distância entre as duas rectas L e L 0 • (Sugestão: Uma criteriosa escolha dos eixos simplificará a demonstração). Seja L a recta do plano da placa passando pelo centro-da elipse e fazendo um âlgulo a com o eixo de comprimento 2a. Se a densidade é constante e se a massa da placa é m. Teorema de Green no plano O segundo teorema fundamental do cálculo. para os integrais de linha.. a um ponto fixo P0 cuja distância ao centro do círculo é /:1. no interior de um círculo de raio r. Um triângulo isósceles T tem base I e altura h. de tal maneira que ó centroide de TU D esteja situado no interior do triângulo. § Pode enunciarse de várias maneiras. 23.13. (c) B u C. A curva C. Determinar a distância média de um vértice de um quadrado de lado h aos pontos interiores do quadrado. A base de T coincide com um lado do rectângulo R de base I e altura 2. 4] X (3. § Em homenagem a George Green (1793-1841}.4] x [0. Seja li a distância de um ponto arbitrário P. Este teorema é usualmente referido como o teorema de Green. 4]. A base de T coincide com o diâmetro do contorno de um semicírculo D de raio r. O contorno de urna placa é uma elipse de semi-eixos a e b. 22.f(b). B = [2. (d) A u B u C. 20. 11. C os seguintes rectângulos do plano XOY. como se indica na figura 11. 1]. que aparece no segundo membro. pelo qual se exprime o integral duplo estendido a uma região plana R como um integral de linha tomado ao longo da curva fechada que constitui afronteira de R. e o símbolo de integração. (b) A u C. em duas dimensões. Sejam A. Existe um teorema análogo. 19.19. O teorema que ostenta o nome de Green aparece já nos trabalhos de Gauss e Lagrange. A= [0. Usar o teorema de Pappus para determinar o centroide de cada uma das seguintes figuras: (a) A u B. Determinar um valor de h de tal maneira que o centroide de R u T esteja sobre o lado comun de R e T. Um triângulo isósceles T tem base 2r e altura h.Integrais múltiplos 425 18.

percorrido no sentido directo São necessários dois tipos de hipóteses para a validade desta identidade. As mais frequentes são que P e Q sejam continuamente diferenciáveis num conjunto aberto S contendo a região R. Uma dessas regiões é limitada e chama-se o interior (ou região interior) de C. simples. Primeiro. impõem-se condições às funções P e Q para assegurar a existência dos integrais. valores diferentes de 1 dão lugar a pontos distintos da curva. bl diz-se uma. Para explicar o que deve entender-se por curva fechada simples fazemos referência à função vectorial que a define. excepto para os extremos do intervalo [a. (Um exemplo é·a parte sombreada da figura 11. Em 1905 o matemático americano Oswald Veblen (188{}-1960) estabeleceu a primeire . a curva diz-se fechada. curva C como fronteira comum.a(1 2 ) para todo o par de valores 11 if. A outra é não limitada e chama-se o exterior (ou região exterior) de C. curva rechada simples. Suponhamos que C é descrita por uma função vectorial contínua a definida num intervalo [a. existem condições de natureza geométrica a serem -impostas à região R e á sua fronteira C. Se a(a) = a(b).13. bem como a continuidade de aPio y e aQio X em R. embora o teorema seja válido sob hipóteses menos restrictivas. O termo "rectificável" significa.13). Segundo. evidentemente. um famoso matemático francês que foi dos pioneiros nos conceitos de curvas fechadas simples e de comprimento de arco. 'que C tem um comprimento finito. rectificáve/. Isto implica a continuidade de P e Q em C. bl. Até final do século XIX Jordari e outros matemáticos publicaram demonstrações incompletas. mas provar que isto é verdadeiro para uma curva de Jordan qualquer não é tarefa fácil. ou polígonos elementares. Toda a curva de Jordan C decompõe o plano em dois conjuntos abertos conexos disjuntos admitindo a. Quer isto dizer que. é instructivamente evidente que a curva divide o plano numa região interior e noutra exterior. em homenagem a Camille Jordan ( 1838-1922). o resultado é conhecido pelo teorema da curva de Jordan. Uma curva fechada na qual tr{t 1)=F. Para algumas curvas de Jordan familiares tais como circunferências. A curva C pode ser qualquer curva fechada. A circunferência é o exemplo típico da curva fechada simples. Jordan foi o primeiro a referir que esta proposição exige demonstração. elipses. bl.426 Cálculo c FIG~ 11. Curvas fechadas simples planas chamam-se habitualmente curvas de Jordan. A curva C é o contorno de R.12 do intervalo semi-aberto (a.

TEOREMA DE GREEN PARA REG10NES PLANAS LIMITADAS POR CURVAS DE JORDAN SECCIONALMENTE REGULARES. porque é verdadeiro para certas regiões particulares. Tendo assinalado algumas das difi.20) como casos particulares fazendo P =O e Q =O. se ( 11. num tratamento abSolutamente rigoroso do teorema de Green ter-se-á que definir esta a pressão em termos complectamente analíticos. TEOREMA 11. de maneira abreviada. pdo que o tratamento não será completamente rigoroso. . Seja C uma r.18) é verdadeiro podemos obter ( 11. O teorema de Green ·é válido ser:Jpre que C . somando-as membro a membro deduz-se ( 1l.ap) dxdy = ax ay .19) t e (11. mente diferenciáveis num conjunto aberto S do plano XO Y.24.urva de . tem sempre a região R à sua esquerda. restringimos a nossa discussão aqui a curvas seccionalmente regulares. e a região R a reunião de C com o seu interiort. Contudo. Admita-se que R é um subconjunto de S. em termos de função vcctorial "que define a curva. Sejam P e Q campos escalares continua-.20) I . Uma deliniç.culdades associadas com a formulação do teorema de Green. para a validade da identidade (11. (Trad. vamos enunciá-lo na forma geral e indicaremos. respectivamente . espanhola Anahsis Matemático) no capitulo 10 encontra· se uma demonstração do teorema de Grecn para rc:giões com esta generalidade. Uma vez que não definimos integrais de linha ao longo de curvas arbitrárias rectificá.19) e ( 11. se ambas são verdadeiras.ão ~. seja uma curva de Jordan rectificável. Pdx + Qdy.lnrdan seccionalmente regular. veis.l8). t Na obra do autor Malhemalical Analrsis. Com deito. a curva C deve ser percorri' da no sentido directo. . Intuitivamente. e represente R a união de C com o seu interior. isto significa que um indivíduo caminhando ao longo da curva neste sentido. Então verifica-se a identidade 1(11.18 é equivalente às duas fórmulas (11. Mais uma vez.J. Inversamente. o significado da expressão "'percorrer a curva no sentido directo" é intuitivamente evidente. Nesta discussão o significado de "sentido dirccto" sed intuitivo. isto é.10. · Existe outra dificuldade técnica associada com a formulação do teorema de Green.' Integrais múltiplos 427 ~demonstração completa deste teorema.18) IJ( R aQ. para algumas curvas de Jordan usuais tais como as referidas atrás.ossível é a esboçada na Secção 11. Nota: A identidade em 11.17). ·Já observámos que. Jc f onde o integral de linha se torna ao longo de C no sentido directo.

g. é zero.J = J'[J"'' -. um arco inferior C.dx dy = aP · ày .se: f P dx =f · P dx + J P dx. = f P[x. Para calcular o integrai ao longo de C. Uma tal região é da forma onde f e g são contínuas em [a. C C1 Cz· uma vez que o integral de linha. FIG. (o gráfico de g).:y=f(x) -+--~a~-------------bL-~x --f-------------------. segmentos de recta paralelos a OY. percorridos no sentido indicado pelas setas (figura 11.14). Calculemos em primeiro lugar o integral duplo(àPiày) dx dy por integração ff R repetida. o integral curvilíneo JcP dx pocie escrever. A fronteira C de R é formada por quatro partes. Por outro lado. (o gráfico de f).21) - "' R ff -..:ão do teorema de Green para uma região particular..20) para uma região R do Tipo I. e dois y y .J aP dy dx · <l f{:d ày aP dy dx a g(z) ày . ao longo de cada segmento paralelo a O Y.428 Cálculo Demonstração para regiões particulares.15. usamos a representação vectorial a( I) =ti+ + f(t}j para obtermos . bl com f<. f(x)] dx -i' P[x. Green para uma região mais geral. Demonstra~. li 14 Demonstração do teorema de 11. g(x)] dx. Vamos provar (11. outro superior C. Integrando em primeiro lugar com respeito a y temos (11.X ~IG. - J'[J'''' -. .

0).21) obtemos (11.2.20. la Portanto temos c. (0..15.f: P[t. Com essa finalidade . Calcular o integral de linha Jc(5-xy-y')dx-(2xy-x')dy. o trabalho efectuado pelo campo de forças f(x. R em que a(R) é a área da região interior à elipse. a sua área é 1<ab = h e o valor do integral de linha é .efectuam-se cortes transversais. o teorema pode ser demonstrado para aquelas • . . g(t)] dt.x)j actuando sobre uma partícula obrigando-a a descrever uma vez a elipse 4 x' + y' = 4 no sentido directo. I). (I.x e C a elipse.47<. Um raciocínio semelhante permitirá demonstrar (11. Porque a elipse tem semi-eixos a= I e b = 2.Integrais múltiplos 429 f P dx = f' P[t. o teorema de Green dá-nos a a a ay 0 J Pdx + Qdy = Jf (-2)dxdy = -2a(R).P/ = . uma vez que Ql X . EXEMPLO 2. Resolução. y) = (y + 3x)i + (2y. EXEMPLO I. Os integrais de linha ao longo das secções transversais anulam-se aos pares. usamos a representação a(t) =ti+ g(t)j e tomamos em conta a inversão do sentido para obtermos · Jo. como se representa na figura 11. O trabalho é igual a J cP dx + Q dy.J(t)] dt. Calcular. Í Comparando esta equação com a fórmula (11.• fc P dx f: P[t. aplicã-se o teorema a cada subregião e adicionam-se os resultados. Algumas aplicações do teorema de Green Os exemplos que apresentamos a seguir ilustram algumas aplicações do teorema de Green.J(t)] dt . percorrido no sentido directo. (I. = regiões R que podem decompor-se num número finito de regiões daqueles dois tipos. g(t)] dt .2Ó)._ f p dx = ~f' P[t. e a soma dos integrais de linha ao Imlgo das fronteiras das subregiões é igual ao in~egral de linha ao longo da fronteira de R.19) para regiões do Tipo 11.lemonstração do teorema de Green quer para regiões do Tipo I. ·'"'· quer do Tipo 11. como se sugere na figura. por intermédio do teorema de Green. Q = 2y. Jc1 la Para calcular o integral ao longo de C. 11. sendo P = y + 3x. sendo C o quadrado de vértices (0. Obtem-se assim uma t. I). 0). Uma vez feito isto.

Visto que X é obviamente!. pelo teorema de Green. EXEMPLO 3. Logo.21 Uma condição necessária e suficiente para que um campo vectorial bidimensional seja um gradiente Sejaf(x. a(R)=J. y) ~ .!Y· Se R é uma região cuja fronteira é uma curva de Jordan C.J. o valor do integral de linha é %. podemos aplicar o teorema de Green para exprimir a(R) como um integral de linha.a P!ay~ I. G 2 G Se a curva fronteira C se define parametricamente por x=X(t). podemos tomar Q(x. o integral de linha para a área escreve-se a(R) · =! f' {.Y(t)X'(t) + X(t)Y'(t)} dt = . Se fé um gradiente em S temos (11.!. Q~x'.!.tS:. y= Y(t). Neste caso P~5-xy-y'. -ydx+xdy. e aQ!ax-aP!ay~3x. Y'(t) I 11.-2xy. Pdx+Qdy=. f' 2 ). temos . X'(t) I Y(t) dt. y)j um campo vectorial que é continuamente diferen· ciável num conjunto abertoS do plano. O integral duplo para a área a(R) da região R pode escrever-se em quePe Q são tais que aQ!ax. aS:. Por exemplo. representando X a abcissa do centroide do quadrado.y) ~ ~ ! x e P(x. y)~ P(x.22) iJP=iJQ i!y i!x . y)i + Q(x.430 Cálculo Resolução. A área expressa como um integral de linha.b. Ia P dx + Q dy "" 3 II x dx dy R = 3x. X(t) 2 ).

todo par de pontos a e x pode unir-se m:ediante uma linha poligonal em escada simples. uma coroa circular não é sim~ plesmente conexa porque o seu ·complemento é não conexo.o que não seja simplesmente conexo chama-se multiplamente conexo. Demonstração. se !' TEOREMA 11. Sejaf(x. ~com todas as curvas intermédias durante a deformação permanecendo completamente ·-. No teorema 10. Um conjunto abertO co-~ nex..9 provou-se que a condição (11.11. y) = -y .. não é um subconjunto da coroa. I ( " ' r um gradiente. tem o mesmo valor para cada hnha :.em S. mas f não é um gradiente em S. Se o integral de linha de f. . DEFINIÇÃO DE UM CONJUNTO PLANO SIMPLESMENTE CONEXO. 1 ! l em s se e-so. Por exemplo. o interior de c e tamb.22) é uma condição necessária e sufi. Como já se fez notar. verifica (11. Estes definem-se como a seguir se indica.{(0. . dizemos que Sé simplesmente conexo quando não tem '"buracos".i x+y + .í . Então S diz-se simplesmente conexo se. a condição (I 1. ciente para que f seja um gradiente em S se Sé convexo.y)= P(x. Por outras palavras. esta condição não é suficiente.22) em todo o conjuntoS= R'. : 0 campo vectorial f(x.23) t ax en todos os pontos de S.. interior a uma circunfe.y)i+ Q(x. Com auxilio do teorema de Green podemos generalizar este resultado a uma classe mais geral de conjuntos pia.tfm um subcpnjUIJlO de S. Outra maneira de descrever a conexão simples consiste em dizer que nela uma curva C 1 de S ligando dois quaisquer pontos pode ser continuamente deformada até outra curva qualquer C2 de S unindo esses dois pontos. Uma outra definição. a condição (11. por : uma escala poligonal cujos lados são paralelos aos eixos coordenados e que não se intersectam. 0)}.22) é necessária para que f seja um gradiente. Intuitivamente falando. a qual pode mostrar-se ser equivalente à anterior.. Entãof é um gradiente ~ t i (11. X . Como já foi observado.' rência cOncêntrica com as anteriores e cujo raio esteja compreendido entre os daquelas . isto é.23) é necessária para quefsej" Pode demonstrar-se q!le em qualq!!er conjunto plano conexo aberto S. Por exemplo.)ntegrais múltiplos 431 em todo S. de a a x. nos. Vamos agora provar que também é uma cOndição suficiente. a dos conjuntos simplesmente conexos.y)jumcampo vectorialcontinuamente ! diferenciável num conjunto S simplesmente conexo aberto no plano. estabe~lece que um conjunto conexo aberto Sé simplesmente conexo se o seu complemento (relativo a todo o plano) não é conexo.i x+y . Seja S um conjunto ·conexo aberto no plano. para cada curva de Jordan ~c situada em S. Uma coroa circular (conjunto de pontos situados entre duas circunferências concêntricas) não é simplesmente conexa porque toda a região.

pelo teorema de Green. e a sua soma é zero. em sentidos opostoS. FIG.. . tem o mesmo valor para toda a linha poligonal em escada em S unindo a a x.16 apresenta-se um exemplo. Independência da linha numa região -simplesmente conexa .16. Observemos agora que o integral de linha de f desde a a x ao longo de C1 . R 111 • (Ao longo do segmento pq essas duas linhas poligonais coincidem). Sejam c. uma vez que cada segmento comum é percorrido du. Por conseguinte.. podemos escrever r. f P dx + Q dy = ±fi(~. Os· integrais calculados ao longo dos segmentos comuns anulam-se dois a dois.432 Cálculo polihonal em e~cada simples de S unindo a a x. e a linha a tracejado representa C2 e as partes sombreadas representam R 1 . mais o in·. seja R~> . Na figura 11.até x. necessitamos verificar somente que o integral de linha de f. tegral de x até a ao longo de C. As restantes partes intersectar-se-ão quando muito um número finito de vezes. e C2 duas linhas poligonais em escada simples deSunindo a a x. 11.-~:) dx dy. cada uma das regiões Rk é um subconjunto de S. A linha a cheio representa C. e formarão fronteiras de um número finito de regiões poligonais. Algumas partes destas linhas poligonais podem coincidir ao longo de certos segmentos de recta. Rm. ••• . R< . O integral sobre a fronteira r k de cada região Rk é também zero porque.4 prova que f é um gradiente em S.. Uma vez que S se supõe ser simplesmente conexa.as vezes. então o mesmo raciocínio empregado para demonstrar o teorema 10. desde a. é zero porque o integral ao longo da linha fechada é uma soma de integrais tomados sobre os segmentos comuns a C 1 e Cl mais os integrais tomados ao longo das fronteiras das regiões Rk.

. (2..7 definimos integrais de linha a respeito do comprimentO de arco de tal modo que_ é válida a seguinte igualdade: . Seja C uma curva fechada simples no plano XOY e / 1 o momento de inércia (em relação ao eixo OZ) da região interior a C Mostrar que existe um inteiro n tal que 4. (0. . y) = -x'y e~y' + 1/(x' + y'). au au) (av av) g(x.y) = v(x. 2. Exercícios l. Se f e g são continua_mente diferenciáveis num conjunto con~o abertoS do plano. Sejam u e v campos escalares admitindo derivadas parciais de primeira e segunda ordens continuas num conjunto aberto conexo S do plano.i + .22. Se P(x. Seja R uma região de S cuja fronteira é uma curva de Jordan C secci~nalmente regular. Como já se observou.:. ay ay = Jf R (u ~ -v~) dx dy. 3. dCfinem-se dois campos vectoriais f e g do modo seguinte: f(x. y) = I e v(x..Integrais múltiplos 433 e o integrando do integral duplo é zero devido à hipótese aPia y = aQta X. calcular o integral de linhaJr dx + Q dy ao longo da fronteira do quadrado de lado 2a determinado pelas desigualdadislxl ~a 'f elyl ~a. a secção 10. 5. Dados dois campos escalares u e v.y)j. (e)· C tem a equação vectorial a(!)= 2 cos' ti+ 2 senJ tj.a- f Pdx+Qdy=fa f·Tds..j. (b) u av) dx ax + (u av -v au) dy . continuamente diferenciáveis num conjunto aberto que contém o disco circular R cuja fronteira é a circunferência x 2 +. 0). 11. O~ t ~ 2 n.r. provar _ ~~ejcf'Vg· da:= -~cgvf*da para toda a curva de Jordán CsecCionalmente regular 6. y) = y. ax ay ax ay Derivadas normais. (0.y)= ( . é igual ao calculado ao longo de c.. (c) C é o quadrado com vértices(± 2....integral de linhayldx + x dy quando (a) C é o quadrado com vértices (0. isto implica que fé um gradiente em S. Provar que: (a) ~c"vdx + uvdy = ! . ± 2). 0).) + u( ::. Aplicar o teorema de Green para calcular O.r= I. (d) C é o circulo de raio 2 e centro na origem. c (b) C é o quadrado com vértices(± I.:. Resulta que o integral de a a . ao longo de C. (v ax a~ 2 'fc JJ(v(::. y) = xe->" e Q(x.J. (2. r.)) R dxdy. àx ay àx ay Determinar o Valor do integral dUplo f ff ·g dx dy se é sabido que sobre a fronteira de R se R tem u(x.± 1).. 2). 2). 0).y)i + u(x.

o vector unitário normal exterior n a C define-se pela equação I n(t) = ll«'(t)ll (Y'(t)i.y)dy =O admite um factor integrante u(x. Provar as seguintes identidades. Esta é. Estes conceitos aparecem nos restantes exercícios desta secção. seja 'a(t) = X(t)i + Y(t)j. quando v 2/ 9.X'(t)j) sempre que fta'(r)O *O. y) = C Se o declive da curva tp(x. Designese por R uma região (em S) cuja fronteira é uma curva C de Jordan seccionalmente regular.Pj.. te~ ds = R R = R A identidade (c) é conhecida por fórmula de 9reen.v:tp em C. y) é tg 8. a derivada normal atp/ an define-se em C mediante a equação a'I' an=VqJ·n.y) dx + Q(x. a derivada direccional de tp na direcção de n. Se tp é um campo escalar com gradiente. y) = C em (x. ela mostra que an ~ f-ds= ag 0 ~ g-ds at 0 an com f e g harmónicas em R (isto é. 7. evidentemente. mostrar que (O produto escalarf·n dá a componente normal de f ao longo de C. Sejam f e g campos escalares admitindo derivadas parciais contínuas de primeira e segunda ordein num conjunto abertoS no plano. .) 8. Se f= Qi. (0 produto escalar f· T dá a componente tangencial de f ao longo de C. Supor que a equação diferencial =v 2 g = O em R) P(x. com V 2U= d2ular + d2u/ay 2 • (a) (b) (c) JJ V'gdxdy. o vector unitário n é n = sen 8 i-cos Oj. if::ds = JJ (fV'g + Vf· Vg)dxdy.) Se C é uma curva de Jordan definida por uma função a contitÍuamente diferenciável. y) que nos permite obter uma família de soluções a Um parâmetro da forma tp{_t.434 Cálculo sendo f= Pi + Qj e To vecior unitário tangente a C. i(t:: -g :~ ds JJ (f'l'g -g'l'!Jdxdy.

y) e ~~ ' . pete~ffiinar_ uma fórmula ~xplícifá. . UL... Cn..tA DE GREEN PARA REGI0ES MULTIPLAMENTECONEXAS. . A FIG.x . : : . .· nexa. para g(x. TEoREi. r l ~· fó~mula - 435 õn = .· g.• ..=·f: (P. · ·· .· · (11. ·n . ·:· • • ·c:n· e_s~ão _todas situOdas ncO_ int~r~or_:de ~. .u(x.. . ·.gO?antJ..+Qdy).ente · . . ·: ' . . a qualquer das curvas -Cz.23 · Teorema de Gr.. y) tal que a derivada normai. .I ..intf~dução de secçOés t'r-ansv~rsais· que transformam R na união de urri número finito de regiões-simplesmente conexas limitadas por· cUrvas d~ Jordan. ~ Sejam -c. Sejam P e Q continuamente 'diferenciá•...-. -(b) As curvas C2 . . : : t .cn. de... "' .. . ~=2 c..eis num conjunto :aberto . . . f'JG. Oy . . y) eril funç~o de.o.. . _. . P(x. ~egulares . : .. ~ . . . : .Aplica-se o teorema" ?e ·Green. . ~ - . _ f (c)AwrvaC1 estano !nlerwrda-curvaC1 para_Io:f:J. rlntegrais múltiplos Existe um campo escalar g(x. "12>..dx+Qdy)~i f:(P~. (a) Duas quaisquer dessas-curva~ não Se intersectam.C1 que não é interior :.}jade gencr·at_i~~u::_se para· ~e a~licar mente conexas._das seguintes ) . s contendo R. .24) R " ._..n ~ara regiões multiplamente ~onexas ~ t - o teorem~ de_:Green . . .17. · -~ a ce_rlaS re-giõeS multipla- TEOREMA 11:12.17 e~tá ~epresentado um exemplo de propriedades: · · .a_ cada parte sep-~radamen- c. . onde _arptiJn = Vtp_·n. ·· Ct ·.Dcmonslr"a~ão do teorema de Green _para uma régião _multiplamente co~ nexa.ôP)·dxd. Então é válida a seguinte. ! O teorema podé de~onsúaf-se ·rec-~rre~do à.y)g(x. 11. . -\I.. · ~ Seja R a região formada jJela união de C1 com a·poréãodo interiOr:~e.: . 1 Í. Uma região mulliplaffientc co~ . ·C3 • • • • . ip é dada pela Õ<p .. ff(õQ_:.y). identidade: tal região J. ( Náfigura. " ..I>_LJ> I . _. . d. .curvas de ~ordan secc~onatm. ~ É* 11.:. ..

. + Q dy) - f c. Sob as condições estabelecidas. Sejam C. A ideia da demonstração quando n = 2 está figurada com o exemplo da figura 11. Os integrais de linha ao longo das secções transversais anulam-se (visto cada tal secção ser percorrida duas vezes em sentidos contrários). (P dx + Q dy). Seja K. Por indução pode demonstrar-se o caso mais geral com um número n de curvas. que são exteriores a C. Consideremos as secções A B e CD.24) quando n = 2.12.19 representa um exemplo. A região R consiste daqueles pontos situados entre as curvas C.: devido ao sentido Segundo o qual é percorrida a curva C2 • Ora a igualdade anterior corresponde a ( 11. a condição JPtay= JQ/Jx não implica necessariamente independência do integral em r. a equação (11.quando n = 2. e adicionemos as duas identidades obtidas. duas curvas de Jordan seccionalmente regulares situadas em Se satisfazento às seguintes condições: (a) C. 11. pertences a S. adicionando-se depois os resultados. Demonstração. o primeiro membro da equação (11.24) é zero e obtemos (11. a condição a na y =a Qta X implica que o integral de linha fPdx + Qdy é independente do caminho ao longo do qual se consi" dere (teorema ll. e os dois segmentos A B e CD. e das próprias curvas. (b) Os pontos interiores a C. . Apliquemos agora o teorema de Green a cada uma das regiões limitadas por K.) Então tem-se TEOREMA DA LINHA DE INTEGRAÇÃO. neste caso existe ·um substituto para a condição de independência referida que pode deduzir-se do teorema 11. e C. Como já fizemos notar.25). Seja K. se Sé não simplesmente conexa.18.lação à linha ao longo do qual se calcula.25) 1 Ycl P dx + Q dy = ~c2 P dx +Q dy sendo ambas as curvas percorridas no mesmo sentido. Contudo. e C.24) é aplicável quando n = 2.. sinal m~nos aparece.13. e K.. está no interior de C.ll). (11. a metade inferior de C. sendo C1 a maior. O. Vamos exemplificar como pode efectuar-se a demonstração. Visto que JP/Jy= JQ/Jx em S. C e C2 são duas circunferências. a curva de Jordan formada pela metade inferior de C. resultando então a igualdade If (ax R oQ .oP) dx dy = ay f (P dx c. Para uma região simplesmente conexa. a metade superior de C. e os segmentos A B e CD. INVARIÂNCIA DE UM INTEGRAL DE UNHA FACE Á DEFORMAÇÃO Sejam P e Q continuamente diferenciáveis num conjunto conexo abertoS do plano e admita-se que JP/Jy= JQ/Jx em todo S. como se indica na figura.436 Cálculo te. a curva de Jordan formada pela metade superior de C. (A figura 11.

Para algumas curvas particulares isto pode · conseguir-se por cOnvencõcs específicas a . dos ponteiros do relógio). permanece inalterado se a curva se deforma até co in· cidir com outra curva simples. seccional mente regular de S. desde que todas FIG. o valor do integral de linha ao longo de uma curva fechada simples.da. fechada. Num estudo absolutamente rigoroso do teorema de Greco será necessário descrever analiticame_nte o significado da ·expressão :'percorrer uma curva fechada no sentido directo". Demos assim uma deScrição analítica completa de sentido positivo e sentido negativo . se substituirmos t por .26) obtemos uma nova função da qual se diz descrever a circunferência no sentido negativo ou inverso (o sentido do movimento. o número de giros Vimos que o valor de um integral de linha depende muitas vezes.respeito da runcão vectoriât a que define a curva. Esta função particular -diz-se descrever a circunferêncía no sentido positivo (ou directo) (contrário ao do mo· vimento dos ponteiros do relógio). Por exemplo. as curvas intermediárias que se vão obtendo por deformação da inicial permaneçam em S.{x0 . :hrl pela· equação (l1. a função vectorial·a definida no intervalo [0.24..19. Por outro lado. pertencente a S.2G) f a( I) = (a cosI + x 0 )i + (a sen t + y 0)j j define uma circunferência de raío a com centro em . Invariância do integral de linha face à deformação da linh_a de integração.curva ao longo da qual se efectua a integração e também do sentido segundo o qual a curva é descrita. 11. Por exemplo. O conjunto S súpõe-se ser aberto e conexo-não necessariamente simplesmente conexo. * 11.13 é por vezes referido como afirmando que se aPtay= aQtax em S. seccionalmente regular. y0 ).I no ~egun­ do membro de (I 1. a identidade no teorema de Green exige que o integral de linha seja calculado no sentido directo.Integrais múltiplos 437 O teorema 11.

Para curvas seccionalmente regulares tal será possível fazerse pela introdução do conceito do número de giros. Nesta Secção vamos desacrever. P.438 Cálculo para a circunferência.27) W(a. a x 0 ]Y'(t).::.(Y(t). t. Então o número de giros de a. P 0 ).) é + I ou -I para todo o ponto P.x 0) 2 + (x . (Ver figura 11. descrita por uma função vectoriala definida num intervalo [a.). já não é tão simples definir a mesma ideia para uma curva fechada arbitrária.Yol' . se C é uma curva de Jordan (curva fechada simples) este inteiro é zero se P0 é exteriOr a C e toma os valores +I ou .y 0 ]X'(t) dt. resumidamente. é + I para todo ponto P.Yol dx 2. W(a. em relação ao ponto P 0 . positivo.ntações positivas e negativas para C do modo seguinte: Se o número ·de giros. P. fc (x.) Consequentemente. interior a c c c ~ ~ Número de giros+ 1 NUmero de giros.Xo) dy + (y -. Valores possíveis do número de giros de uma curva de Jordan C com respeito ao ponto P0 • C.l dizemos .28) _!_ 1 -(y . interior a C dize· mos Que a define C no sentido positivo ou diredn.y 0 ] 2 Este é o mesmo que o integral de linhr (11. Tal facto permite-nos definir orie. y 0 ) um ponto_ não·pertencente a C.. bl. 11.X 0 ] 2 + (Y(t).::. Seja C uma curva plana fechada. para em seguida indicarmos como pode ser usado para atribuir sentidos positivos e negativos a curvas fechadas. define-se como sendo o valor do seguinte integral: (11. Po) =_!_f' (X(t) 2... um artificio analítico que nos dá um método matematicamente preciso de contar o número de vezes que um raio vector a "gira em torno. Todavia.ulo.I Número de giros O FIG.1 se P0 é interior a C. um método de introdução do número de giros.20. representa-se pOr W(a.20. [X(t) . Se o número de giro é . Além disso. Seja P0 = (x0 . Pode demonstrar-se que o valor deste integral é sempre um inteiro. negativo ou ri. por exemplo a(t) = X(t)i + Y(t)j se a. seccionalmente regular. quando vai descrevendo uma dada curva fechada.. de um dado ponto. b. W(a.

j êy êx para r> O. Para uma circunferência orientada positi. y 0 ) sem mudar o valor do :=·integral. dependendo o valor do facto da circunferência ser : descrita positivamente ou negativamente.·tuir a curva C por uma circunferência com centro em (x0 . {a) Se {O. o integral de linha ( 11.·pontos do plano excepto (x.x. Por na .) é interior a C.. l_?m exemplo do integral (11. < 25. Seja C uma curva de Jordan seccional mente regular em S.v) E S.13 diz-nos que podemos substi. vamente podemos usar a representação dada em ( 11.28) pode então escrever-se na •forma cP dx + Qdy. =O fm encontrado no Exemplo 2 da Secçao 10.flntegrais múltiplos 439 l'i'que a define. formada por todos os . y0 ). seja ê(log r) ê(log r) f(x. Está assim demonstrado que o número de giros é +I ou . Seja S uma região conexa. ~. reco:. e o integrando em ( 11.y) = . Y(t) = asent + y 0 . 2.. c explicar quando é que ocorre o sinal +.13. O) é interior a C provar que o integral de linha Jc P dx + Qdy tem o valor± 21r. o teorema 11. y. O) é áterior a C. (b) Calcular o integral de linha f cP dx + Q dy quando (0. Seja S ~ Exercícios l(x.P. = y. y. rremos ao teorema 11. para uma curva simples fechada contendo no seu interior o ponto (x. e é fácil verificar que a y = aQ!a X em toda a região S.. aberta.i . se (x. C no sentido negativo ou inverso.I. y)( x' + y' > OI e seja ainda y P(x.t para uma cUrva fechada simples que circunde o ponto (x0 . * 11... Se r~ xi + yj e r ~(Ir (I. onde resulta W(cx. ..26). . Por um raciocínio análogo encontramos que o integral vale -I quando C é descrita negativamente.y) = x' + y' se {x.28) com .27) é identicamente igual a I. -x Q(x.25I.y) = x' + y'. determinar todos os valores possíveis do integral de linha de f ao longo de C.).). Verificamos seguidamente que para uma circunferência o integral que define .. Para demonstrarmos que o integral que define o número de giros é sempre + l ou '-I.)=1 2rr o i'' 1dt= 1. Nesse caso temos f X(t) = acos t + x 0 ... Represente C u'ma curva de Jordan seccionalmente regular situado na coroa cir· cular I < x 2 + y 2. o número de giros é + I ou . conseguinte. y.161.

_1.y) = -y [ (x -I)' Q(x.z ~!(com sentido positivo). . · (h) Traçar outra curva fechada r ao longo da qual Jp dx + Q dy = I lndicannodesenhoqual o sentido em r é percorrida. ~fc. onde P(x. o FIG. excepto em três pontos._ _:x~-~~=-~ (x .1) 2 + y 2 I + y' + x 2 + y' + (x + 1)2 + y' x + -+ y' (x + 1) 2 I + y' · -+ x + x' I I J Na figUra 11. = 15. (a) Determinar o val~r de' JcP dx + Q dy.-é a curva formada por três circunferências intermédias (x. x 2 + }. . isto é.escja l"=to. 11. e (x + 1)1 + y ==: :1. onde C é a figura em forma de oito representada na figura.y) . Se / 2 = 61r e / 3 = 2"'. Se P e Q são continuamente difercnciaveis numa região duplamente conexa R.Pdx + Qdy. Uma região plana conéxa com um só "buraCo" diz-se duftlamente conexa.três circunferências de centro nesses três pontos. / 2 = 10. 12 = 9 e/. 11.das como se indicam.21. 11.21. c se tlP/ iJy -.traç-J. Resolva o Exercício 3 para' regiões triplamente conexas. Sejam C~> C2 e C. nalmcnte regulares c situadas ein R? · 4.= 12. 5. determina o valor de/..=: iiQ I ilx em toda a região R. C2 é a maior. . 6. x 1 + J. (A coroa 1 < xz + 2 )' < 25 constitue um exemplo). c.Pdx + Qdy. (c) Se I. tomados sobre curvas-de Jordan seccio. c FIG. quantos valores distintos são possíveis para os integrais de linha fcPdx + Qdy. para regiões planas conexas só com dois buracos.22. Sejam P e Q dois campos escalares com derivadas continuas que satisfazem a iJP/ ay = iJQtilx em todo o plano.= 15. e C~. ExerCício 6. .1)1 + Y =L x 2 + Y =i. mostrar que não existe nenhuma curva fechada f ao longo da qual· f Pdx + Qdy ~ I. Suponhamos que/. Exercício 5.22..z = 4 (com_sentido negátivo).440 Cálculo 3. C1 é a circunferência menor.1-. tal como se indica na fig. Seja 1.= 12.

noutro in~:la :f> fi tegral duplo . i caso unidimensional. y) dx dy. x = X(u. estendido a uma nova região T do plano UOV. Aplicação definida pela equação vCctorial r(u. v)..:na fórmula ~. v)i + Y(u. Mudança de variáveis num integral dupl<> ~~ t Na teoria da integração a uma dimensão. Isto significa que em ve!.v) 'it '!( .· f(x) dx = /[g(t)]g'(t) dt..a·nalisúr.30) . d]. v). .29) para o caso bidimensional. 1:(11. y com u.:. porque existem duas substituições a efectuar. a saber X e Y. ou noutros tipos que podem ser mais facilmente c<i. v) I f --~+-------------------~u o it" '!'": FIG. ~ v ·[li' t ~ x = X(u:v) I . ~· lt.'( k y ~ Y(u.· y) e F(u.. O método de substituição para os integrais duplos é mais complicado que .Integrais múltiolos 441 i ~_frequentemente calcular integrais coffiplicados transformando-os noutros mais simlfples. v) du dv. _v)= X(u.-de que g admite derivada contínua num intervalo. uma para x c -~::no ~:Outra para y. d]· e qué f é contínua no" con~ junto de valores que toma g(1) quando (varia no intervalo [c. Demonstrámos esta fórmula (no Volume I) sob a hipótese ~. chamada a fórmu· de mudança de variáveis num integral duplo. .·integral da forma ( [J(x. '&.29).. v ~do modo seguinte: 1(11. [c.29) " ~11. y = Y(u.f 14:. es(endido a uma região S do plano XOY. .23. 11.. v)j. r(u. Por seu intermédio transforma-se um ~. as qua1s ·relacionam x. É are- ~·dação entre as regiões S e T e os integrandos j(x.__ O método baseiase [. .lculados. u) que vamos passar a t.T (f F(u.onde a~ g(c) e b ~ g(d).~ .~e uma função ? que ~parece na equação :~(11. · Existe uma fórmula análoga a (11. o método de substituição permite-nos J: J: r· ~· ~.26. temos agora duas funcões.

y) de S. y) dx dy ff f[X(u. v) = X(u.32) ff f(x. uma vez que transforma pontos de S em pontos de T. Bta equação chama-se a equação vectorial da aplicação. Algumas vezes as duas equações em (11. o ponto (x. naturalmente. No plano XOY.y). a Y!au e a Y!av em S. traçamos o raio vector r para um ponto genérico (x. é também biunívoca). O vector r depende simultaneamente de u e :til e pode considerar-se como uma função vectorial de duas variáveis definida pela equação (11. v)]jJ(u.y). Um conjunto T de pontos no plano UO V é aplicado sobre outro conjunto S do plano XO Y. v)i + Y(u. desempenha o papel do factor g'(t) que figura na fórmula (11.31) r(u. As chamadas aplicações biunívocas são de importância fundamental. Hipóteses análogas se admitem para as funções U e V. A aplicação pode também exprimir-se mediante uma função vectorial. chamada aplicação inversa da definida por (11. Estas equações definem uma aplicação do plano XOY no plano UO V. v) E T. A fórmula para mudança de variáveis nos integrais duplos pode escrever-se: (11. é igual a ÕX ÕY õu J(u. e extremidade de r(u. Y(u. v)j se (u. vJ percorre a região T. v)j du dv. ax1av. Quanto tal é possível podemos exprimir o resultado na forma u= U(x. como se indica na figura 11.30) podem resolver~se de modo a darem u e 'v em função de x e y. y) do plano XOY.29).442 Cálculo As duas equações (11.das funções que surgem na prática. = S T O factor J(u. Tais aplicações estabelecem uma co'rrespondência biunívoca entre os pontos de Te os correspondentes de Se permitem-nos (pelo menos teoricamente) voltar de S a T pela aplicação inversa (que. Consideraremos aplicações para as quais as funções X e Y são contínuas e têm derivadas parciais contínuas ax1au. v). Estas transformam pontos distintos dt:: Tem pontos distintos de S. e a partir da origem. que aparece no integrando do segundo membro. por outras palavras.30). v) descreve pontos de S.30}. v') do plano UOV.23. Quando (u. como se sugere na figura 11. dois pontos distintos de T não podem transformar-se no mesmo ponto de S mediante uma aplicação biunívoca. Este factor chama-se o determinante Jacobiano da aplicação definida por ( 11. Estas hipóteses não constituem restrições muito fártes visto serem satisfeitas pela maior parte. v= V(x.23. v)= õu õv õX õY õv . v).30) definem uma aplicação que faz corresponder a um ponto (u.

= s T Ainda para este caso a demonstração não é simples.29 é dada uma demonstração de ( 11.31).32) pode de:duzir-se como uma consequência de um dos seus casos particulares._X FIG. Tomemos uma região T no plano UOV. Interpretação geométrica da fórmula (11. . v y v= constante x = ~ y X(u.'' ?ftntegrais múltiplos R' '!%. Introduzamos agora duas novas funções vectoriais V1 e V2 que se obtêm tomando as deri-vadas parciais dos componentes de r com respeito a u e v. supomos que a aplicação de T ·em S e biunívoca e que o jacobiano J(u.30 mostraremos como a fórmula de transformação (11.32) vem (11.v) Y(u.v) ~ v~ar ~~ au curva u -----+------------------.23. Pode provar-set que (11.~h Ver teorema 10.imples o qual justifica a validade da fórmula (11.. respectivamente~ . 1'). em complemento das '. Uma curva u e o correspondente vector velocidade. espanhola "Análisis Matemático). ou se o Jacobiano se anula num subconjunto de medida nula. v). Na Secção 11. Y)ra(u. 11. Na Secção 11.33). para representar o :J·jacobiano. Y. •' :.' %-'< 443 :?Algumas vezes usa-se o símbolo a(x.24._u ----+--------------------.. v)i du dv. em vez de J(u. como se indica na figura li . por intermédio da função vectorial r dada por (11. Não discutiremos as condições mais gerais sob as quais é válida a fórmula de transformação (11. o caso em que S é um rcctângulo e a função f tem o valor constante I em cada ponto . A parte restante desta Secção é destinada à apresentação de um argumento geométrico :.30 do livro do mesmo autor Mathematical Analysis (trad. hipóteses de continuidade de X.32). de S Neste caso particular (11.33).i!W' ~.32) é válida se. A fórmula é ainda válida se a aplicação não for biunivoca apenas num subconjunto de T de medida nula.33) com recurso ao teorema de Green. e seja S o conjunto dos pontos do plano XOY sobre os quais é aplicado T. U e V já referidas. v) nunca se anula.. concretamente.33) fJ dx dy fJ il(u.

24.v)ll = IIV1 X V2 116.V. durante o tempo Llv um ponto da curva v move-se de uma distância aproximadamente igual a 11 V2 ]] dr. X ~2 em ru·nção das componentes dos vectores V1 e V2 vem . como sugere a figura 11.u) ~e X (V. Se considerarmos oparâmetro u como representando o «tempo». A área deste paralelogramo é dada pela grandeza do produto vect<>rial dos vectores V1du e V2 dv: esta é igual a· · u(V. pod~m interpretar-se geometricamente do modo seguinte: Consideremos um segmento de recta no plano UOVe paralelo a OU(vé constante ao longo de tal segmento): A função vectorial r aplica este segmento sobre uma curva (chamada a curva u) no plano XOY.u6.25.. V1 representa a velocidade do vector posicional r e é portanto tangente_ à curva traçada pela extremidade de r. cada vector V2 representa o vector velocidade de uma curva v obtida fazendo-se u =constante. Llu e Llv no plano UOVÚansforma-se numa porção do plano XOY que é um quase pa_ralelogramo. definimos e Cálculo Estes vcctores.u e Ll. Analógamente.v) --+-------------x FIG. calculamos o produto V-. desloca-se·ao longo da curva aproximadamente do valor do produto 11 V. durante o tempo Llu. <:ujos l~dos são os vectores V. 11 representa a velocidade e Llu o intervalo de tempo). -Por ca<.6. o vector.v) nu. como se indica na figura 11.6. A imagem de uma região rectangular no plano UO V é um paralelogramo curvo_ no plano XO Y. Do meSino modo.u e urna curva v.44 Quer dizer.25. 11 Llu (visto que 11 V. 11.v.du e _Vid~· como se vê na figura l l. Se Llu é a medida de um pequeno intervalo de tempo então um ponto da curva U.ia ponto da região S passam uma curva . Por isso a região rectangular com i::tdos y v + t'. Consideremos agora um pequeno rectângulo com lados Ll.v~--·--··--- x y ~ ~ X(u.-25.

r· Se J(u. digamos. então o integral duplo de I J I sobre R (e consequentemente sobre é uma soma de produtos da forma 1J(u.. v)l e a área do paralelogramo curvo da figura 11. pode tornar'se a base de uma demonstração rigorosa. v)l. quando os pontos singulares formam um conjunto de medida nula.e "" e.) Se consideramos J como uma autêntica função em escada. Casos particulares da fórmula de mudança de variáveis EXEMPLO I. x V. Coordenadas polares. v)ILiu LI v e. v)~ O num ponto particular (u. (AtribuímoS a J o valor zero no exterio·r de T. ~).. suficientemerite grande para conter toda a região Te consideremos um subrectàngulo genérico de P de. seguindo uma via . Para obtermos uma aplicação biunívoca fazemos r> o e restringimos e aos valores de um intervalo da forma e.verifica em todas as aplicações que usaremos. ·Y(r.32) com dois exemplos importantes. Neste caso escrevemos r e 9 em vez de u e v e definimos a aplicação pelas duas equações: x=rcos8.33). n ·s r Esta discussão geométrica. lados ilu e ilv. mas os pormenores são muito extensos e. que sabemos ser o valor do integral duplo rdx dy. uma demonstração de (11. o "paralelogramo" tem a mesma área que " o rectângulo e a aplicação conserva a área. Seja P uma partição de um rectângulo R.i f.33). J12 = ax au au au = ax ax ar av o j k ax ay o av av ar au ar av k = J(u.. complicados. Tais pontos dizem-se pontos singulares da aplicação. v)k. Como referimos atrás.totalmente diferente. Caso contrário. ~ô integrais múltiplos i 445 r J11 X ~~ .to de recta. que apenas sug~re porquê podemos esperar a validade de uma fórmulà como (11. O)= r cose. Na próxima secção ilustramos o uso da fórmula (11. a fórmulá de transformação. Como já referimos. Se J(u. fiais general mente. 11.. será dada mais ·adiante.32) é também válida se existir apenas um número finito de tais pontos singul~res ou.. Portanto a grandeza de V. Se du e à v são pequenos. y=rsen9. o jacobiano J é quase constante nesse rectângulo e cansequente mente Jactua de modo algo semelhante a uma função em escada em R. as observações efectuadas sugerem que esta soma é aproximadamente igual à área de S. mais ainda. v)ILiu Llv. Isto sugere que o jacobiano pode considerar-se como um "'factor de ampliação" das áreas. e v. O)= rsen e.(ll.25 é quase igual a 1J(u. os dois vectores v.+ 2n. X(r.27. Quer dizer. é exactamente 1J(u. Isto é o que se. . v) = I para todos os pontos de T. men. . são paralelos (visto ser nul9 o respectivo produto vectorial) e o paralelogramo degenera num seg:. para obtermos ·a área do paralelogramo temos que multiplicar a área do rectângulo por I J(u.

A imagem de um rectângulo no plano OrO é um "paralelogramo . ae ae Logo a fórmula (11. ai x X [0. pelo que as distân<:ias ao longo da curva O vêm ·multiplicadas pelo facto r r.26 o x _. . h) no plano rO. y) dx dy = ff f(r cosO. O jacobiano anula.26.. 11. ~ eos O i+ sen Oj. 11 ~ I. S T As curvas r são rectas passando pela origem e as curvas 8 são círculos centrados na origem. Transformação por coordenadas polares. r ___ = = r cos curva r (fi = Constantd curva O = constante) (J r senO r = constante --~--_L_ ______L_______ r FIG. temos 11 v. Por outro lado. O determinante jacobiano desta aplicação é ax oY J(r. a aplicação é biunívoca em qualquer subconjunto do rectângulo (0. pelo que não há distorção das distâncias ao' longo das curvas r. como se mostra na figura 11.II =r. no plano XO Y limitado por raios e dois arcos de circunferência. r'sen O) r dr dO. temos v2 = . IIV.r sen (J i+ r cos () j. O)= or or ax oY I cose = -rsenO senO = r(cos' rcos e I e +sen' O) = r.446 Cálculo Por exemplo.se quando r~ O. Visto que V. mas tal facto nãó afecta a validade da fórmula de transformação porque o conjunto de pontos com r= O tem medida nula.32) vem ff f(x.

34) podem resolver-se de modo a obtermos u e v em função de x e y.p·aralelogramo no plano XOY. Integrando primeiramente em relação a O e em seguida em relação ·a r obtemos fi . O determinante jacobiano é J(u. x' .BC. As transformações lineares transformam rectas paralelas em rectas paralelas. Cu + Dv) du dv.· (a' .Ja' . Transformações lineares. As coordenadas polares são particularmente bem adequadas quando a região de ~~ integração tem fronteiras ao longo das quais r ou IJ são constantes. v~= iAD.. T Para ilustrar um exemplo em que é útil uma mudança de variáveis linear consideremos o integral . ~ a região Sé o primeiro quadrante do disco circular x 2 + Y das polares o volume vem ond~ a2 • Em coordena- ff .32) vem então fJ f(x.f ~·· tntegrms múltiplos 447 ~·.J T a2 - rr r2 r dr dO = -rr r . e a sua área é a do rectângulo multiplicada pelo factor 1 J(u. Por exemplo. mas os cálculos são mais complicados. tnl. dx dy. v)= AD. onde A.. C.BCi.r')% a2 .y.34) x=Au+Bv.-.J~· dt· = . D são constantes dadas .BC[ fJ f(Au + Bv. Uma transformação linear é uma aplicação defindia por um par de equações da forma (11. 6 O mesmo resultado pode ser obtido considerando coordenadas rectangulares. EXEMPLO 2. 8.r2 2 o 2 -3 l" I" = 0 rra' .Ja' T r' r dr diJ. fsf . y) dx dy = S [AD . consideremos o integral que permite o cálculo do volume de um octante de esfera de rato a. y =Cu+ Dv. e para assegurar a transformação inversa supomos que AD -·BC* O. Portanto a imagem de um rectângulo no plano uv é um. A fórmu- la ( 11. X em que a região de integração T é agora um rectângulo [IJ. Isto garante-nos que as duas equações lineares (11. al [0.

11.x e y + x no integrando sugere a mudança de variáveis _u =y-.x. Pontos interiores aS verificam O < x + y < 2 e transformam-se em pontos de T verificando O <v < 2. 2 v=..27). Para determinar a imagem Tde S no plano uv observamos que as rectas x =O· e y =O apliCam-se rias rectas u =:v e u = -v. (Ver figura..27. a recta x + y = 2 transforma-se na fecta v= 2. v=y+x. respectivamente.-1 e o . A presença de .2 X= . O determinante jacobiano é J(u. Portanto a nova região de· integração T é uma região triangular~ como se indica na figura I L27. v)= -1. Integrando em primeiro lugar em reiUção a u encontramos 2 1 ff T eu/V du dv = .LI) (v+ u) FIG. Aplicação por uma transformação linear. Resolvendo relativamente a x e a y encontramos v-u x=-2 v e v+u y=--.dv = e. .e 1). O integral duplo em questão vem Jf S - e<•-•1!<•+•> dx dy =~f T f e•l• du dv..1· = (V.448 Cálculo JJef"-:!:l/fv+zl dx dy • s onde S é o triângulo limitado pela recta x + y = 2 e pelos dois eixos coordenados. 11. eUj1J du 2o-v 1l'[f" Jdv = - 2o ll' ( V e - - . .

.y)lx' . S~{(x... f'[f"•-•' f(x. (d) Usar a alínea (c) para provar que r(t) = J. 2 Ct Ct (c) Exprimir os integrais estendidos a C1 e C2 em coordenadas polares e Usar (b) para deduzir que /(r) -V1f quando r. f R (b) Se C 1 e C2 são discos circulares inscrevendo e circunscrevendo R. (a)· Déterminar uma transformação linear u = ax + by. f: [f:"' J(. I -x. 0 •-• Jdx. 16. (0. 1}. onde O<a<b. O) e (4. f:[f: f(x. 3...-.. 4. S ~{(x.x. 15. Nos exercícios 10 a 13. f.. ..-<•'""'' dx dy < I (r) <ff e-<•'+>'J dx dy.. 2x}.y.jx• + y') dyJdx. I + I + 5. onde a >O. (A letra a representa uma constante positiva. 10). (n.y)la 2 . Se r> O. Isto demonstra que f~ e-tt du = v. 0 0 (x2 - + y 2)-li dy (x2 f•[J v.y) dyJdx. S 2. mudar o integral para coordenadas polares e calcular. 0 0 8. 14. v= ex + dy..co. 2n).r. ri. que aplique S num rectâilgulo R do plano uv com vértices opostos (0. o seu valor.. 0). fazer um desenho da região Se exprimir o integral duplo 1. -1 :>. 2 ~ {(x.b 2 }. provar que ff . 12. (3..S~{(x.. 0).O :>. + y')dxJdy.y) x y' ..) 6.e-•'du. (a) Mostrar que !'(r)~ f f e -(x' + Y?dx dy.. 17).r Integrais múltiplos 11 ~28.. Em cada um dos Exercícios 6 a 9.. 7).y)IO .T2. n).. 1}. r] X I. n). f: [f:. [f v 2o•-•' (x' + y')dyJdx.. 10) deverá aplicar-se num ponto do eixo u.r.. Recorrer a uma transformação linear conveniente para calct~lar o integral duplo ff (x . (2. (2n. Um paralelogramoS do plano XOYtem por vértices (0.y)'sen' (x + y) dx dy s sendo S a paralelogramo de vértices (n. seja /(r)~ ~.. e (I.y. 11... transformar cada um dos integrais dados em um ou mais integrais repetidos em coordenadas polares 10. O vértice (2.C. S ~ {(x. (b) Calcular o integral duplo J xy dx dy transformando-o num integral equivalente sobre s J o rectangulo R da alínea (a).y)dy] dx.x'+y'. 2). com r o símbolo da função gama. a 2}. I. 9.x. y) x 2 y' ...y)dxdy por integrais repetidos em coordenadas polares s Em cada um dos Exercícios I a 5. sendo R o quadrado R ~ I. Exerdcios 449 - Ç: ' f ff(x.

log 2 t. x = y. 1).y) Jlxl + lyl . r) = ff R (p' + x' + y')• sobre o disco circular R= l(x..29.. (2. y) I x 2 + Y ~ r1 \. f: [(u) du. 3). (2.. a fórmula (11. (c) Calcular a área de S por intermédio de um integral duplo estendido aS e também por intermédio de um integral duplo estendido a T (d) Calcular f f(x. I} 22. v). 3).. 19. 0). r) tende para um limite quando r-++ oo. Neste caso a fórmula simplifica-se para . (a) Calcular o determinante jacobiano J (u. 0). 11. xy = 2.. (2. onde . 2). 20. onde S = {(x.. Y(u. y 4x. v)J du dv = S T pode deduzir-se·como uma const:. y) 1x' + y'. Considerar a aplicação definida pelas duas equações x = u1 .if. Determinar os valores de p para os quais I(p. 11. y) dx dy ff f(X(u. c com c~ i(x. 21.y) I x' + y' . s . Nos Exercícios 20 a 22 provar as igualdades dadas por introdução de uma adequada mudança de variáveis em cada caso. Deesenhar a sua 'imagem S no plano XOY. Considerar a aplicação definida pelas equações X= U +V. (0. 1)..S é a região do primeiro quadrante limitada pelas curvas xy = t. v'). 1}. (b) Desígne-se porTo rectângulo no plano"" com vértices (I. Jf [(x + y) dx dy = tJ(u) du. Cálculo (a) Calcular o jacobiano J (u. Representar. v).Ja' + e = b' + c)du.vl. a imagem S no plano XOY. v)]}J(u. Demonstração da fórmula de mudança de variáveis num caso particular Como já referimos.35) ff f(x.y + l)·' dx dy. (c) Calcular o integral duplo fxy dx dy recorrendo à mudança de variáveis x = u 2 . (I. (b) Um triângulo T no plano uv t'em vértices (0. ~f(u. por meio de um desenho.450 17. Calcular o integral duplo dxdy f I(p.4uência do caso particuiar em que Sé um rectângulo e f é identicamente I.. 18.. y = 2w. If [(ax + by + c)dxdy ff[(xy) dx dy s = s = 2 s onde S = {(x.

v) é o seguinte: .v) FIG. ou sempre negativo. y v= V(x.36).y). R R* Aqui R representa um rectângulo no plano XOY e R* a sua imagem no plano UV. v)/ du dv.35) a partir do caso particular (11. ax ax J(u. v).v) y ~ Y(u.au av Nesta Secção usamos o teorema de Green para provarmos (11.28) obtida por uma aplicação biunívoca u = U(x.36) Jf dx dy = Jf /J(u. 11. v) é sempre positivo. O significado do sinal de J (u.36). y = Y(u. u x ~ X(u. v)= au av ay ay . v). e na Secção seguinte deduzimos a fórmula mais geral (11.~· ~ Integrais múltiplos 451 i (11. e J (u.28. (Ver figura 11. A fórm"ula de mudança de variáveis para integrais duplos deduzida do · teorema de Green. Para a demonstração supomos que as funções X e Y possuem derivadas parciais contínuas de segunda ordem e que o jacobiano nunca se anula em R*: Então J (u.y). v) representa o determinante jacobiano. · 1\ aplicação inversa· é dada por x = X(u.

y) integral de linha ~O. y) descreve a fronteira de R no sentido directo. escrevendo onde Q(x. av au -au -~(xaY) -~(xaD av av au/" Aplicando o teorema de Green ao integral duplo sobre R*encontramos . y) ~ x e P(x.36) como um integral de linha. Pelo teorema de Green este integral duplo é igual ao · · fcPdx+Qdy=J0 xdy. J (u. ff R • v) du dv = f c•au. Verificamos depois a igualdade dos dois integrais de linha exprimindo cada um deles na forma paramétrica. v) descreve o contorno de R*no sentido directo se J(u. A ideia da demonstração consiste em exprimir cada integral duplo de ( 11. pode escrever-se J(u v)= ax ay _ ax aY = ax aY + x a'Y _ x a'Y _ ax ay ' au av av au au av au av av au. . Na demonstração vamos supor que J (u. + Y[U(t). recorrendo ao teorema de Green.37) f o X dy =fc• (x ay du +X ay dv). . v) > O. av . V(t)]j. SCJa a(t) = U(t)i Designemos por (3(t) = X[U(t). J(u. Aqui C é a fronteira de R. descrita no sentido directo. Suponhamos que C* é definida por uma função a num intervalo la. transformamos o integral duplo do plano UV num integral de linha ao longo da fronteira C* de R~ O integrando.36) necessitamos somente provar que (11. v) é negativo. ôv Introduzimos uma parametrização para C* e utilizemo-la para achar uma representação de C. Analogamente. o ponto imagem (u. au . Deste modo. V(t)]i + V(t)j. v) é positivo e no sentido inverso se J (u. Començamos com o integral duplo no plano XOY.452 Cálculo quando um ponto (x. para completarmos a demonstração de (l1. . bl. (x ay du + X ay dv) . v).

1 o valor constante que s toma no subrectângulo aberto Rij· Aplicando (11. v)]JJ(u. v)J du dv.obÍêm-se igualmente parametrando o integral de linha sobre C* em (11. + é!Y V'(t)) é!v dt. Demonstramos primeiramente que (11. Ru Rii* ' ) ~- Multiplicando ambos os membros por ciJ ·e somando a respeito dos· ín. Y(u. v). v)J du dv.y.40) ff s(x. V(t)J(é!Y U'(t) é!u Jc f J.j encontramos -· !::. Demonstração da fórmula de mudança de variáveis no-caso geral Nesta Secção deduzimos a fórmula geral de mudança de variáveis.39) fJ dx dy fJ IJ(u.[é!X U'(t) +é!X V'(t)Ji + [é!Y U'(t) + é!Y V'(t)Jj.·· Integrais múltiplos 453 Então quando t varia no intervalo [a. (11. = R R* . Portanto os dois integrais de linha em (11.39) ao rectângulo R. Com esta finalidade. (11. bl . y)dxdy =ff f[X(u. v). onde s é qualquer função em escada definida em R. .dx 1 e Ll. O úÚimo integral estendido a (a.xJ!.37) são iguais.37). o que prova (11. é!u é!v é!u é!v xdy = f'x[U(t).seja Puma partição de R em mn subrectângulos R1j de lados . o vcctor a(t) descreve a curva C* e /}(1) a curva C A derivada de /} é dada por · {3'(t) = Logo . v)]JJ(u. e seja c. y) dx dy ff s[X(u. 11. = R R• em que R é um rectângulo e R* a sua imagem no plano uv.36). v)J du dv S T a partir do caso particular' tratado na Secção anterior. bJ.41) 1 ~ ~ . = fJ dx dy = fJ IJ(u.y1.dices i e j obtemos (11.38) ff f(x. v)J du dv. Y(u.30.

44) por J J(u. y) de R.43). v)] para todo u ponto (u. Ro* _ Recorrendo à propriedade aditiva dos integrais duplos vemos que (11. y) dx dy ~ ff F(u. v) domesmo modo. MultiplicanUu as desigualdades (1) .40) é uma conseq uência de ( 11.454 Uma vez que sé uma função em escada. • • • Devido a ( 11.40). v)l du dv é um número com prendido entre os integrais s(x. v) [J(u. Uma vez demonstrada a validade de (11. v) e T(u.dv R R' e por conseguinte ( 11.40).40).. Y(u. J R v) I J(u. a igualdade anterior é equivalente a Cálculo (11.x. podemos facilmente generalizárla a regiões mais gerais S pelo processo habitual de definir um rectângulo R contendo Se substituindo a função f por uma outra. v) crn lugar de slX(u. v)][J(u. escrevemos S(u. R R* R Portanto JR' F(u. (I 1. v)[ du dv ~ ff t(x.44) s[X(u.39). Y(u. v) [J(u.v)l e definimos F(u. Então. v).y.. Então temos que . v)]~ I[X(u. v) [J(u. pode ser substituida por qualquer função f para a qual existam ambos os membros de ( 11. em (11. v). Y(u. v)[ du.y) ~ t(x.42) ~ ~c. para todos os pontos (x. Seja f intcgrável sobre um rectângulo R e escolhamos funções em escadas e t verificando as desigualdades (11. = ~ ~ i=l i=l i=l i=l n m n m ff s[X(u. y) dx dy e JJt(x. v) [J(u. y) dx dy. Y(u. v). implica que Jf f(x. v) pertencente-à imagem R*: Por uma questão de brevidade.42) é a mesma que (I 1.t. v) [J(u. v)[ du dv ~ fJ F(u.43) s(x. y) dx dy =ff F(u. Seguidamente vamos demonstrar que a função em esCadas.y) ~f(x. Y(u.38) para rectângulos. v)[ du dv ~ ff T(u. v)[ du dv. v)l c integrando sobre R* obtemos ff S(u.y) dx dy para qualquer par de funções R em escadas e t verificao- JRJ do ( 11. as desigualdades preceoentes são as mesmas que ff s(x. v)] ~f[X(u. Por f ser integrável.t.38) é válida para funções integráveis definidas ·sobre rectângulos.40).Z que coincida com f em Se se anule no exterior de S. Então verifica-se também (I 1. v). v)[ du dv.y). v).

define-se como o produto dos comprimentos dos intervalos componentes (b 1 - a.) e representamos os integrais triplos por fff f. Lembramos que um intervalo n-dimensional fechado la: bl é o produto cartesiano de n intervalos unidimensionais fechados lak.. a.. s Em primeiro lugar definimos o integral n-múltiplo para uma função em escada definida num intervalo n-dimensional. Extensões a um número superior de dimensões O conceito de integral múltiplo pode generalizar-se do espaço bidimensional para um espaço a n dimensões. s f··· f f(x s 1 . é o valor constante que f toma no subintervalo de ordem· i e v1 é o seu volume. v)]IJ(u. v)[ du dv =ff F(u.J. (a. lam bnl. x. Uma função f. 11. fsf(x)dx. Xn) dx. com n sinais de integral.39). x..f definido e limitado num conjuntoS do espaço n dimensional...Integrais múltiplos 455 ff f= ff f= ff /[X(u. y.v. z) em vez de (x.. ou de (a. b).. v). . representa-se pelo símbolo ou principais. . x. O integral de f sobre S. o produto cartesiano P = P.. ou mais simplesmente com um sinal de integral.) e b = (b. chamado um integral n-múltiplo. • • . b) é o produto cartesiano de n intervalos abertos (a. O integral de ordem n de uma tal função em escada define-se pela fórmula f . . Se P1 ... . P n são partições de. bl. na verdade.. Quando n = 3 escrevemos (x. uma consequência de (11. X .). O volume de [a. A soma é uma soma finita estendida a todos os subintervalos de P.. definida em la.b) i onde c.. diz-se uma partição de [a. b. · · · dxn.an). com n qualquer ~ 3. ·f f= Ic. Visto que o desenvolvimento do assunto é completamente análogo ao caso em que n = 2.. Y(u.. x P. v)i du dv S R R• T o que demonstra que (11. . bkl. .. com a =(a. onde x = (x. z) dx dy dz. diz-se uma função em escada se é constante sobre cada um dos subintervalos abertos definidos por alguma partição P. . ..31. bn)· Um intervalo aberto n-dimensional (a.. .)··· (bn.}.. y.38) é. . . v) [J(u. 6]. s ou fff f(x. referimos apenas os resultados O integrando é um campo escalar . bl. la~' b. respectivamente. ..

z) dz] dx dy. chamada a projecção de S no plano XOY. f diz-se ser integrável em Tal como no caso bidimensional. e cp. z) dx dy dz = JJ [f••'"·•' f(x.dimeilsão ·inferior. Por exemplo. então bl e o número I chama-se o integral n-múltiplo de f. cp. . seguindo o processo usual. Sejam s e t funções em escada tais que s . temos --a formula para as integrações repetidas (11. Se f é Contínua no interior de. Também existe se f é limitada em [a. As rectas paralelas ao eixo OZ intersectam este conjunto segundo segmentos de rectas que unem a superfície inferior com a superfície superior. definimos o integral para funções limitadas mais gerais definidas em intervalos. o integral existe se f é contínua em [a. (Na figura 11. Isto reduz o cálculo a um integral duplo sobre a projecção Q. bl e se o conjunto de descontinuidades de f tem medida n-dirnensional nula. Para definirmos um integral n-multiplo de uma função limitada/sobre um conjunw limitadoS mais geral. y) e (talvez) uma porção do cilindro gerado por uma recta movendo-se paralelamente ao eixo OZ ao longo do contorno de Q.vl Quer dizer. o integral de f sobreS define-se como o integraldefsobre algum intervalo que contenha S. Um conjunto limitado S tem medida n-dimensional nula se para· cada E >O existe um cOnjunto finito d~ intervalos n-dimensionais cuja união inclui S e tal que soma dos respectivos volumes não excede €.S..456 Cálculo A partir da definição de integral n-multiplo para funções em escada. y. bi. y) 5: z 5: cp. z) [ (x. suponhamos que Sé um conjunto no espaço tr-idimen- sional definido do modo seguinte: (11.1<~. y)..29 mostra-se um exemplo). são contínuas em S. s Q q. y) E Q e cp 1(x. onde Q é uma região bidimensional.$ t em [a. Se existir um e um só número I tal que [a. a primeira integração é efectuada relativamente a z desde a superfície fronteira inferior até à superior.(x.45) S = {(x. para x e y fixos. f. Conjuntos deste tipo São limitados por duas superfícies com equações cartesianas z = tp 1 (x. o qual pode ser resolvido pelos métodos já expostos atrás. Alguns integrais múltiplos podem calcular-se pelo uso repetido de integrais de .. qumsquer que sejam s e t satisfazendo a s ~~~ t. y. y)). h].46) fff f(x. substituimosfpor uina nova função/ a qual coincide_comf em Se se anula fora de S. e z = tp 2 (x. y.

Por exemplo.46). QxR Q R com tanto que todos os integrais múltiplos intervenientes existam. 11. Mudança de variáveis num integral n-múltiplo . X 11 por n equações da ~orma I .45) para os quais os eixos OX e OY desempenham o papel do eixo OZ. ou podem decompor-se num número finito de partes cada um das quais é de um desses tipos. Os integrais triplos sobre tais conjUntos podem calcular-se por repetição.1 . sendo as projecções tomadas respectivamente sobre YOZ e XOZ." A fórmula para a mudança de variáveis num integral duplo admite uma extensão directa para integrais n-multiplos. com fórmulas análogas a ( 11. então um integral (m + k)-múltiplo sobre Q X R reduz-se à integração repetida de um m-múltiplo integral com um k-múltiplo integral.{ das com x~" ... Introduzamos novas variáveis u 1 . . se Q é um intervalo k-dimensional e R um intervalo mn-dimensional. Há mais dois tipos de conjuntos análogos aos descritos em (11. I ···I f= I ···I [f · · ·I f dx. A maior parte dos conjuntos tridimensionais que aparecem na prática são de um dos três tipos mencionados.29. · · · dxr] dxm+l · · · dxm+k. ao calcularmos o volume de uma esfera no espaço n-dimensiónal. Veremos ainda neste capítulo um exemplo do que se acaba de referir. Existem muitas fórmulas de integração repetida para integrais n-múltiplos quando n > 3.f t '#:' Integrais múltiplos z 457 ~--· {' X FtG.:çào Q no plano XOr. Um sólidoS e a sua projet.. un relaciona. ••• .32. 11.

47) f f(x) dx = fTJ[X(u)Jidet DX(u)l du. Para o caso tridimensional escrevemos (x. y.(u) ··· Como no caso bidimensional. Em função das componentes temos D1~1(u) D 2X1 (u) DX(u) = [ · D. . Z) em vez de (X. A fórmula de transformação por integrais n-múltiplos toma a forma (11.. w). T onde J (u. Y(u... Suponhamos que a aplicação· X é biunívoca e continuament~ diferenciável em T. z) dx dy dz s =fff f(X(u. w) em vez de (u. u. w). Un).X.48) Jff f(x. iJX iJY iJZ iJu iJu iJu J(u. Z(u. (u.. w)l du dv dw.458 Cálculo X~).. y. 8 com DX(u) = IDjXk(u)l a matriz jacobiana do campo vectorial X. é X= (X.) e (X. definem uma aplicação vectorial X:T~S Então estas equações de um conjunto T do espaço n-d1mensiona1 noutro conjunto S do mesmo espaço. ou se o jacobiano se anula num tal subconjunto. w)]IJ(u. X. . v. . v. v. Façamos x = (x. É ainda válida se a aplicação deixa apenas de ser biunívoca num subconjunto de T tendo medida ndimensional nula.. Y. se introduzirmos a função vectorial r definida pela equação . x 2 ...(u) D 2X.. x 3 ). v.. a fórmula de transformação é válida se X é biunívoca em Te se o jacobiano J (u) = det DX(u) nunca se anula em T... A fórmula de transformação para integrais triplos toma a forma (11.). xm). b~ w) é o determinante jacobiano.. . v. Com efeito. X. u. z) em vez de (x 1 . v. w) = iJX iJY iJZ iJv iJv iJv iJX iJY iJZ iJw iJw iJw No espaço tridimensronal o determinante jacobiano pode considerar-se como um factor de ampliação de volumes. . . a= (u.

Coordenadas cilíndricas. O.u C. z) senO O = -r senO r cosO O = r(cos2 O + sen' O) = r. X V3 1t. w) = X(u. n. w)j + Z(u. Escrevemos aqui r.) As fronteiras deste sólido são superfícies que se obtêm quando se faz respectivamente u = constante. v.33. z = z. para obtermos uma ·aplicação biunívoca d~vemos fazer r> O e restringir fJ a valores de um dado intervalo da forma 8 1 ~ O ~ 00 + 27l. Exemplos resolvidos Nos dois exemplos que apresentamos a seguir estudam-se dois casos particulares importantes de ( 11. au au au au v. v= constante e w = constante. o o I .Integrais múltiplos 459 r(u. (Ver figura 11.48). EXEMPLO I.u C. O volume de um paralelipípedo é igual ao valor absoluto do produto triplo escalar dos três vectores que o definem. w)i + Y(u. w)k. V. v. aw um raciocínio semelhante ao dado na secção I 1. = ôr av = ax i + ay j + az k. O. w)l C.u) · (V. substitui mos x e y pelas suas coordenadas polares no plano XOY o deixamos z inalterado.=ar =axi+ayj+azk. v. e os vectores V.Llv e V3Llw. v.= ar = ax i+ i)y j aw aw aw + az k. O determinante jacobiano da aplicação em ( 11.v C. w e definimos a aplicação pelas equações (11. . pelo que o volume do paralelipípedo curvo será aproximadamente igual a I(V1 C.v C. z em vez deu.30. A figura 11. v. De novo.49) x=rcosO.w)l = IV1 • V. av av av v. y=rsene.1 w no espaço OUVW se transforma num sólido que é um quase "paralelipípedo" curvo do espaço OXYZ definido pelos três vectores V.49\ é cosO J(r. v.u. 11.26 sugere que um paralelipípedo rectângulo de arestas .w. L'>v) X (V3 C.Llu.à. Por outras palavras.w = IJ(u.30 mostra o que acontece a um paralelipipedo rectângulo no espaço rOz.v.

úWfdCil<tJ~tS cskric~:- l_-l(o.constante r• =constante x --f' scn 1:J cosO Y = J' scn . u.30. II.----------~~y p X 'r-P cos_cp '' . mas tal não afecta a validade da fórmula de transformação devido ao facto de o conjunto dos pontos com r= O ter medida nula..Õcs z H =. Transformação por coordenadas cilíndricas.JI Transforma~.== x=rcosO y = r sin O constante -r = constante }-------8 T FtG. EXEMPLO 2.460 ' z z Cálculo .ào ror . . z) dx dy dz = JJJf(r cos 8. O.48) vem JJJJ(x.iJ scn O fl L' OS f) )------~8 ~---------+. S T O determinante jacobiano anula-se quando r= O. cp em vez de define-se pelas equai. 11_. r sen18. z)r dr d8 dz. e por conseguinte a fórmulade transformação em (11. 1\ \\'c a aplica~ão Coordenadas esféricas. Neste caso usam-se os símbolos p. y..

z) dx dy dz fff F(p. temos v(S) = f ·s··f dx 1 • • • dx •. O determinante jacobiano é cos () sen (/J J(p.Integrais múltiplos x ~ p cos 6 sen tp.: mensional. I X ···X [a. O conceito de volume pode generalizar-se a certas classes de conjuntos (chamados conjuntos mensuráveis) num -espaço n dimensional de tal maneira que se Sé mensurável então o seu volume é igual ao integral da função constante I sobre S. = -p 2 senf!J. as süperfícies 6 = constante são planos passando pelo eixo OZ.l._ Isto coincide com a fórmula da~a anteriormente para o volume de um . ? se v(S) representa o volume de S. z ~ p cos tp. .. Em vez disso.p senO sencp p cos () cos p p cosO sencp o . ... Volume de um intervalo n dimensional.p sen·q.31. O. cp) = sen 8 sen rp cos rp . ' . O.). h. ' ! . 'I' < "• temos I J(p. nal. o integral múltiplo para o cálculo de iJ(S) é o 1 . e O < 'P < "· As superfícies p ~ constante são esferas centradas na origem. digamos S ~[a. h. a fórmUla de mudança de variáveis é ainda válida porque o conjunto de pontos com 'I'~ O tem medida nula. p cos q>).31. Não tentaremos descrever a classe dos conjuntos para os quais esta fórmula é _válida. = S T na qual se escreveu F(p. O. . = (b a . Portanto o paralelipípedo · rectângulo no espaço OpOq> transforma-se num sólido da forma indicada na figura 11. p senO cos cp Visto que sen 'I'> O se O.. EXEMPLO 3. l~ ·' '·'' v(S) = J'• dx Ut 1 • • • J'· dx. Quer dizer.a. 1 - a 1) · • • (b. y. Para obter uma aplicação biunívoca fazemos p > O. O s 11 s 2. e as superfícies rp = constante são cones circulares com eixo coincidente com OZ.. exporemos o modo como o integral pode calcular-se em alguns casos particulares. O significado geométrico de p.intervalo n-di. Embora o determinante jacobiano se anule quando tp = O. ~i·. O. de variáveis para integrais triplos vem q)l ~ p' sen q> e a fórmula de mudança 2 fff f(x. 461 y ~ p sen 6 sen tp. q>) em vez def(p cos _O sen q>. Se-Sé um intervalo n-dimensio- . p senO sen q>. produto de n integrais unidimen~ionais. cp)p sen cp dp dO dcp. 11 e 'I' está indicado na figura 11.

1 .___ 1 .x.$:1 ! J.:::.(a)...(a).2) múltiplo e um integral duplo.._. ai. ••• . Iax..ca> =I .(a) ~ 2a.(a) = {(x 1 .(a) = a• v. Vamos provar que (li 50) .462 Cálculo EXEMPLO 4. ax. = S. Para n ~ I a fórmula dá V. Para n ~ 2 dá V.x~_. V (a) = • rctn + 1) a• ' onde r é a função gama.52) V(l).(a) '1T n/2 o volume de S.SOY basta provar que n/2 (I 1. como segue: (11.. S.51) v. Logo v. ... o que demonstra {11.53) v.. para provar (li..(l) em S.(l) ~·v.r(!n + 1) x~ ~ I Observe-se em primeiro lugar que x~ -+ · · · + x~ se e só se . Seja s..50) para n ~ 3.Ca) S. a amplitude do intervalo [-a. ::. Portanto. ..x~-1 .ca> =I ..(1) = ! If [ :l:n-t+z.(a) a esfera n-dimensional (ou n-bola) de raio a definida por S. x.t-z 11 -t-Xn 2 2 li ! O integral do parê':ltesis está estendido a uma esfera S..ú). Portanto podemos escrever o integral para V n( I) como uma integração repetida de um integral (n._._2(R). a'}.. .. pelo que é igual a v..51).( a)~ na2 .x~)"/2-1 v. I :1::1+· · ·+z." " ._. Vamos demonstrar (11. A aplicação tem determinantejacobiano a•.(1)....- • . e seja v. e x~_ 1 + · · · + x!_ 2 ~.(!). o volume de uma esfera de raio a é an vezes o volume de uma esfera de raio 1. ax._. .x~. a área de um círculo de raio a. Iax.(R) = R·-•v. au.x! + x! ~ 1.. Por outras palavras. onde R= y'l. O volume de uma esfera n-dimensional. . Em primeiro lugar provamos que para cada a >O temos (11.(1) = (1 . Para demonstrarmos isto usamos uma mudança de variábel linear x~ au para aplicar S.. Ia• au..) lxi + · · · + x!. =I .

_.53) vem j. pelo que r (H~ h(. porque r(s + I)~ sr(s). Para cada um deles descrever a região de integração S recorrendo a um desenho. 11. z ~OI. " ~ Integrais múltiplos ~\· 463 Xn. onde S é o sólido formado pela folha superior do cone z2 = x 2 + z 2 e o s plano z = I. 1 onde S é o sólido limitado pela superfície z = :Xy e os planos y = x. z)dxdydz de uma função positiva·reduz-se s à integração repetida 4tre se indica. onde Sé o sólido limitado por ~ +~ + ~ f ff v' = t.(l) para todo n 2 I. v.( I)= v.q 4._. z)l x' + y' + z'"' I.28). fff(~ + ~ + ~) dxdydz.~ j. um desenho da região de integração. para cada um. s f Jf xy'Lz dx dy dz. . f J (I + x + y + z). Exercícios Calcular cada um dos integrais triplos dos Exercícios I a 5.34.. os números Vn(l) sattsfazem à fórmula de recorrência v.· e /(I)~ V.: v.lanox+y+z= I. x = 1.( I) :c2+:112:::::._. 2:screvamos agora x em vez de x n-l e y em vez de Então ( 11.( I) = - z. y. mostrando a sua projecção no plano XOY. Também /(2) ~ V. 2 X + Y dx dy dz. Nos Exercícios 6. Fazer. s ez=O 2.52). o qu~ prova (11. Também. secção 11. l Jf (I .(!) n se n 2 3. Mas a sucessão de números {j(n\1 definida por 1Tnl2 f(n) = r(tn + I) satisfaz à mesma fórmula de recorrência. Deve admitir-se a existência de todos os integrais encontrados. xyzdxdydz.y ~O. '-' Calculamos o integral duplo fazendo a mudança para coordenadas polares e obtemos v.x'.. 2 n Por outras palavras._.(!) ". Exprimir depois o integral tri-plo como um ou mais integrais iepetidos nos quais a primeira integração se efectua em relação ay. 3. r(t) ~F (ver Exercício 16. 7 e 8 o integral triplo JJJJ(x. onde S é o sólido limitado pelos três planos coordenados ·e o J s J. onde S ~ {(x.3 dx dy dz. 5.( I)~ "• logo tem-se f(n) ~ V.(!)= v. I.(l) ~ 2.y.(!)('" f' Jo )o (I - r')"''-' r dr dO= v. JJf . x ~ O.y 2 )"1 dx dy.

6. 7. ff ff 14. Jff(y 2 + z2 )dxdydz. 15 . Admitir a existência de todos os integrais encontrados. momentos de inércia e outros conceitos físicos relacionados com sólidos. -1 .y. f dx dydz. está s situada no plano XOYe o eixo coi_ncide com OZ. Provar que J: u: [J: J(t) dt] du) dv ~ J: = 2 (x . y = bpsenm O"enn cp.y. ·c. Mostrar que o jacobiano é igual a Os iri.ffJl(x-a) 2 + (y-bY + (z-c)·t/l] dxdydz. y~ z) em cada dos seus pontos (x. onde S é o sólido limitado pela superfície x 2 +I= 2z e o plano z = 2. f<xz + yl)dxdydz. b. . e (a. z) (massa por unidade de volumes). 12. fffdxdydz.1) /(1) dt. J:u:-•[J:+• j(x.Cálculo . 14 e 15 mediante uma mudança para coordenadas polares esféricas. 12 por uma mudança para coordenadas cilindricas. a superficie z = x 2 + y2 s e o plano x + y = I. li.. y. b. J:U:[f:+•'J(x. onde a. 16.tegrais triplos podem ser·utilizados para calcular volumes. fffdxdydz. As coordenadas polares esféricas generalizadas podem definir-se pela seguinte aplicação x s = ap cosm 8:senn cp. massas. 10. 13. onde Sé uma esfera de raio R ·e centro na oris gero. Se S é um sólidO. c) é um ponto fixo no exterior dessa esfera. a sua massa M é dada por . o seu volume V é dado pelo integral triplo V= JfJ dxdydz.y.z)dz]dy)dx. Calcular os integrais dos Exercícios 10. (O < a < b)· s e centro na origem. s 11. z) dz]dy) dx. s Se o sóhdo se supõe com densidade f(x.v 1-:'C· v x2-y2 8. m e n são constantes positivas. onde Sé o cone circular recto de altura h e cuja base. onde Sé o sol ido limitado por duas esferas concêntricas de raio a e b. onde Sé a esfera de raio a e centro na origem. onde Sé o sólido limitado pelos três planos coordenados.z)dz] dy)dx. 9. J' (J":-•' [J'. de raio a.. Calcular os integrais nos Exercícios 13. centros de maSsa.-J(x. z = cp cos" cp.

Determinar o centro de massa de um cone circular recto de altura h. raio da base a. determinar o centro de massa. Determinar o seu momento de inércia em relação a uni eixo passando pelo vértice paralelo à base.2. Provar que a distância do seu_centroide à base é l h. Determinar o volume do sólido limitado pelo plano XOY. s y e z. 17. e massa M. y. (com O < a < b). o cilindro x 2 + }..z)dxdydz. Z} em que x~~ e de modo análogo para por JJJ xf(x. s e o respectivo centro de massa será o pontO (X. Considere o sólido definido por duas semi-csfer. Determinar o centro de massa de um cone circular recto de altura h. supondo a sua densidade constante.distância deste ponto à base. Um cone circular recto homogéneo tem altura h.z)J(x. s em que c'P(x. Sf a densidade em cada ponto for igual ao quadrado da distância deste ponto ao centro.y. Determinar o momento de inércia de uma esfera de raio R e rriassa M relativamente a um diâmetro. 23.z)dxdydz s 2 e fórmulas semelhantes para I yz e I .Integrais múltiplos 465 M~ JfJJ(x. ~om O <a < b. 26. 20. 27.z = 4z. z) representa a distância do ponto genérico (x.~ JJJ z f(x. 25.as concêntrícas de raios a e b. Se a densidade for constante. Determinar o centro de massa de um cubo de aresta h se a sua densidade em cada ponto for directamente proporcional ao quadrado da distância desse ponto a um vértice da base.y.:x· O moment_ó de inércia I L em relação à recta L é definida por IL ~ JJJ<~'(x. Um cone circular recto tem altura h. se a sua densidade em cada ponto é directarnente proporcional à.y. Calcular a massa do sólido compreendido entre duas esferas concêntricaS de raios a e b. Determinar o volume do sólido limitado superiormente pela esfera x 2 + y + z2 = 5 e-inferiormente pelo paraboloide x 2 + }. O· mom~nto de inércia lxy em relação ao plano XOY é definido I.z)dxdydz.y. ji. 19. se a sua densidade em cada ponto é directamentc proporcional à distância desse pOnto ao eixo do cone.2 = 2x e o cone z=Jx 2 +_t. y.y. densidade constante. z) de S à recta L. 24.z)dxdydz. 21. . MOstrar 4ue os momentos de inércia em relação aos eixos coordenados são 18. 22.

f dx. A haste de um cogumelo é um ciliridro circular recto de diâmetro I e altura 2 e a sua extremidade é uma semi-esfera de raio R. i= I._"~-+-=-"-) . Quando n = 2 o conjunto é um quadrado com vértices (0. n. S... d"·· e provar que . determinar R . ·dx•. (b) Seja v.. ·I dx. com a> 0: s. O.(a) =I·.. cujos eixos se intersectam perpendicularmente.(l).. Provar que uma terça parte do volume da caixa fica vazia. 2"a" 32.(a) o seguinte conjunto no n-espaço.. Seja S. O.(a).(a) = 2nanfn. . 462. 0).466 Cálculo 28.l :s. como uma integração repetida de um integral (n. a para cada (a) Esboçar um desenho de S. (0.(a) ~ a"V..(a) =f .(a) o volume de S.(l) como uma integração repetida de um integral simples e um integral (n..(a) =-.. .(l) como uma: integração repetida de um integral simples e outro integral (n. ±a.. É necessário transportar o satélite para Cabo Kennedy numa caixa cúbica cuja aresta interior mede D.(a) o seguinte conjuntó no espaço n-dimensional. n. exprimir o integral que dá V. o 2 rG + 1) 1 . 30. Seja S .)~ _r_(. pg.V..l + .±a). 0).(l). 31.(l). Determinar o momento de inércia de um cilindro de raio a e massa M se a sua densidade em cada ponto é proporcional 'à distância deste ponto ao eixo do ·cilindro.(a) (a) Provar que V. .Ca) (c) Exprimir o integral que dá V. n (c) Recorrendo às alíneas (a) e (b) provar que v. (b} Utilizar a alínea (a) e a equação (11. dado por v. Seja V. a). Se o cogumelo é considerado hori10géneo com simetria axial e o seu centro de massa está situado no plano em que a haste se liga à extremidade. Q11ando n = 3 é um octaedro com vétices (0.I) múltiplo e deduzir que V.) lix. (a) Em rel'ação com o Exemplo 4. + lx. ±a) e (±a.(l) J -1 l (1 -lxiJ•-•dx . Um satélite artificiai tem uma superfície exterior constituida por partes de dois cilindros circulares de iguais diâmetros D.-.l :s. ••• . 0) e (±a.(a) =a' V.(a) = {(x. 2 =- v_.(a) = {(x1 . x.) lixci + lx.(l) ~ v~. . . (b) Para n ~ 2 exprimir o integral que dá V.(l) quando n = 2 e n = 3.·. 33.._. . o volume da esfera n-dimensional de raio I..(l)l' (1 o .52) para provar que 2J'''cos• tdt = .1}.. em que a > O e n ~ 2: s. 'x.1)-múltiplo e provar que v.I} múltiplo e · um integral simPles e com base nisso provar que Vn(l) = 2V..( I). 29.x')Cn-1)12 dx. S.

l = O. na qual três equações exprimem x. uma superfície é o lugar geométrico definido por um. 467 . v). A primeira dá-nos uma representação explícita da ·semi-esfera superior e a.tação vectorial ou paramétrica. Por vezes tal equação pode resolver-se em relação a uma das variáveis exprimindo-a em função das outras duas. Quando tal é possível obtemos uma representação explícita. Por exemplo. z) verificando uma equação da forma F(x. segunda uma representação do mesino tipo para a semi-esfera inferior: Existe uril terceiro método de representação de superfícies. y. dada por uma ou mais equações da forma z =f(x. e z em função de dois. Antes que possamos estudar de maneira compreensível o que são os integrais de superfície. y = Y(u. v). y). temos que estar de acordo sobre o que deve entender-se por uma superfície. Pode considerar-se o integral de superfície como o equivalente bidimensional do integral de linha. uma esfera de raio 1 e centro na origem tem a representação implícita x 2 + y + z2 . z) ~O. v).1. Representação paramétrica de uma superfície Este capítulo é dedicado ao estudo dos integrais de superfície e respectivas aplicaçõeS.y'.1) x = X(u. z ~v I x' y' e z ~ I . seja por exemplo z em função de x e y. Grosseiramente falando. parâmetros uev: -v (12. Um é a representação implícita. na qual descrevemos uma superfície como um conjunto de pontos (x.12 INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE 12.x'. analisámos dois métodos para definir tais lugares geométricos por meio de fórmulas matemáticas. y. trata-se da represeõ. sendo a região de integração uma superfície em vez de uma curva. z = Z(u. y. o qual é de maior utilidade no estudo dqs integrais de superfície. efectuado no Volume I. ponto que se move no espaço com dois graus de liberdade. Resolvendo em ordem a z obtemos duas soluções. No estudo de geometria analítica.

1) na equação vectorial da forma (12. Z(u. Representação param~lrica de uma superfície. z) da superfície. v) E T. y. y =a sen u cos v.1. z) constituem uma porção de superfície no espaço OXYZ.1. naturalmente.468 Cálculo Aqui ao ponto (u.v) z ~ Z(u. · Se introduzimos o raio vector r da origem ao ponto genérico (x. Quadrando e somando membro a membro as três equações ( 12.2) r(u. fazendo X(u. Este método de descrição de uma superfície é análogo à representação de uma curva. por intermédio de três equações paramétricas a um parâmetro. no espaço. v)~ f(u. Y(u. y.v) Y(u. e os correspondentes pontos (x. v)i + Y(u.1 ). v) é permitido variar sobre um conjunto conexo bidimensional T do plano OUV. As três equações (12.3) x =a cos u cos v. 12. Outra maneira de expressar a mesma ideia consiste em dizer que a superfície é a imagem de uma região plana T por intermédio da aplicação definida por ( 12. Os parâmetros . podemos combinar as três equações paramétricas (12. com (u. muitas representações paramétricas para a mesma superfície. z).z ~ f(x. Uma delas pode sempre obter-se a partir da forma explícita . Esta é a chamada equação veciorial da superfície. Por outro lado. v)~ v. Existem. z) que verifica ( 12. A presença de dois parâmetros em ( 12. Representação paramétrica da esfera.1) em relação a u e v em função de x e y e substituímos na terceira obtemos a representação explícita z ~ f(x. v)k. z v x ~ ~ y X(u. y.3) obtemos x 2 + y 2 + z2 = a 2 • concluindo assim que todo o ponto (x. y. v) = X(u. se fõr possível resolver as duas primeiras equações (12. y).1) torna possível transmitir dois graus de liberdade ao ponto (x. v).3) está situado sobre a esfera. v)~ u. y). z =a sen v representam uma esfera de raio a e centro na origem. como se sugere na figura 12.v) X FIG. v)j + Z(u. EXEMPLO I.

. br) x [0.· '0. 12.. ~- i. u e v neste exemplo podem interpretar-se geometricamente como sendo os ângulos representados na figura 12.(o polo norte).12. A figura 12. A figura 12. A base AB transforma-se aqui no equador. 2. Imagmemos que o rectângulo era construido em material plástico flexível capaz de esticar ou encolher. Representação paramétrica de uma esfera. 2"1 X[. ~) é aplicado no hemisfério superior. O he- misfério superior e a imagem do rectângulo [0. i~_' ~ v t. Deformação de um rectângulo numa semi-esfera.... os pontos definidos por (12.3dá-nos uma ideiadecomoo rectângulo [0.2.]. .] X [0.2.X [.. ~·Integrais ~~~.f.3 _mostra o rectângulo a ser deformado numa semi-esfera. v) no rectângulo T= [0. e o lado superior CD degenera · num ponto. FIG..~1. os lados apostos AD e BC são levados à coincidência.~.3) descrevem toda a esfera.2.0).' de superficie z 469 .~.3..: FIG. Se fizerrnos variar o ponto (u. ~) e o inferior a do rectângulo [0.

Y(u. na qual o ângulo a -representa a semi.4. Estes casos podem evitar:-se impondo certas restrições à função r que define a aplicação. fechada.transforma-se no Cone obrigando os lados AD e BC a coincidirem. toda a C!Jrva simples fechada em T aplica-se numa curva simples fechada pertencente à superfície. como se indica na figura 12. v)~ u +v. z) do cone. y = 12·. com T ~ [0. abertura do cone. a imagem r(T) é uma curva. FIG. os pontos correspondentes (x. Quando (u. Representação paramétrica de um cone. pontos distintos de T ·aplicam-se em pontos distintos da superfície. Se escrevermos t ~ u + u. Em particular.. hl. Y e Z são independentes de v. e fazendo com que a lado AB degenere um ponto (o vértice do cone). c é a distância do vértice ao pontó (x. A equação vectorial Cálculo r(~. deformação. Um rectângulo em matéria plástica pode. com o~ t ~ 2. Se a função r é biunívoca em T~ a irilagem r(D chama-se-á superfície paramétrica simples ou superficie elementar. Deformação de um rectângulo num cone. podem os parâmetros u e ·v ser interpretados geometricamente. exemplos que . z = tl. v) varia no rectângulo lO. as funções X.tal hipótese.5 representa uma fase intermédia da deformação. Mais uma vez.Em inuitos dos.5. A superfície da figura 12. Se as três furyções X.1) ou na equação vectorial (12. e .v)= v sen a cos ui+ V se~ a sen uj +v cosa k representa o cone circular recto da figura 12. a imagem r(T) é um único ponto. . T será um rectângulo. 12. . z) definem o cone de altura h cos (1'. Represenlação paramétrica do cone. v)~ (u +v)'. No estudo geral das superfícies. Y e Z que aparecem nas equações paramétricas (12. Em. 12.4. e Z(u. Outro exemplo de superfície degenerada ocorre quando X(u. y.apresentaremos. ou qualquer outro conjunto simplesmente conexo· limitado por uma curva simples. v)~ ~ (u + v)'. Por exemplo. Se X. Uma superfície paramétrica r(D pode degenerar num ·ponto. 11. por v z X FIG. y. A imagem de T atrás da aplicação r chama-se uma superfície paramétrica e representa-se pelo símbolo r:(D . eu o ângulo polar. brl x 10. 11 X 10. vemos que a superfície degenerá na curva de equações paramétricas X= t.470 EXEMPLO 2. Y e Z são constantes.5.2) supoem-se contínuas em T. como se explica na Secção seguinte. ou numa curva. um circulo.

v) 1. }') k.. arJau X arJav.2. Y e Z são diferenciáveis em T. d F IG. temos (12.. X) j +o( X. Z) i+ o(Z. designar-se-á por produto vectorial fundamental da representação r. . o(u.- i j k ox oY oz -- z t r v t I --X ÔU ' àr àr or -1---------------~-u r------------------------Y X ~· ~ i \!!: iir dr ·iir O r . v)i + Y(u.. ar ou ax i+ ay i+ az k ou ou ou com (u. consideremos os dois vectores = e ar= ax i+ aY i+ az k. I nt~rpretaçao geometnca os vectores . Se X. v) = X(u.4) - ar ou X ox oY oY az az ox --or = OU OU OU = ou ou i+ ou ou i+ ou ou lk ox oY ov oY oz oz ox ---ox . O produto vectorial fundamental Consideremos uma superfície definida pela equação vectorial r(u. v)j + Z(u. I 2. v) o(u.v)ET. 6 . As suas componentes podem exprimir-se por intermédio de determinantes jacobianos. v)k.oY oz ov ov ov ov ov ov OV ov ov = o(Y. av ov ov ov 0 produto vectorial destes dois vectores. v) o(u. -e~>< T au ih uu ul _ .Integrais de superfície· 471 12. Com efeito.

472

Cálculo

Se (u, v) é um ponto de T no qual arlau e ar!avsão contínuas e o produto vectorial fundamental é não nulo; então o ponto imagem r(u, v) chama-se ponto regular de r. Pontos nos quais ar!au e ar! a v não são contínuos, ou em que ar!au X ar! a v= O. dizem-se pontos singulares de r. Uma superfície r(D diz-se regular se todos os seus pontos o forem. Toda a superfície admite mais do que uma representação paramétrica. Alguns dos exemplos que analizaremos a seguir mostram que um ponto de uma superfície pode ser regular para uma determinada representação, mas singular noutra. O signifícado geométrico de pontos regulares e singulares pode explicar-se do modo seguinte: Consideremos em T um segmento de recta horizontal. A sua imagem por r é uma curva (chamada a curva u) pertencente à superfície r(D. Para um v fíxo, consideremos o parâmetro u como representando o tempo. O vector ar!au é o vector velocidade ao longo desta curva. Quando u varia de L1u, um ponto inicialmente situado em r(u, v) move-se ao longo de uma curva u de uma distância aproximadamente igual a uar!aunL1u, uma vez que llar/aun representa a velocidade do ponto ao percorrer a curva -u. Analogamente, para u fixo, um ponto da curva v desloca-se, durante o intervalo de tempo di!, de uma distância aproximadamente igual a llar/avll L1v. Um rectâgulo de T com· área L1vL1u transforma-se numa porção de r(D que aproximaremos por um paralelogramo determinado pelos vectores (ar! au) L1u e (ar/ a v) L1v. (Ver fígu- · ra 12.6.) A área do paralelogramo determinado por (ar!au)L1u e (ar!av)L1v é o módulo do respectivo produto vectorial,

Deste modo a grandeza do produto vectorial fundamental pode considerar-se como um factor de ampliação de áreas. Nos pontos em que este produtO vectorial é nulo o paralelogramo degenera numa curva ou num ponto. Em todo o .ponto regular os ve.ctores ar!au e ar! a v determinam um plano cujo eixo é o vector ar!au X ar!av. Na próxima Secção demonstraremos que ar!au X ar! a v é normal a toda a curvaregular da superfície; por este motivo o plano defínido por ar!au e ar!av chama-se o plano tangente à superfície. A continuidade de ar!au e ar!av implica a continuidade de ar!au X ar!av; esta, por sua vez, signifíca que o plano tangente varia continuamente para uma superfície regular. Vemos assim que a continuidade de ar!au e ar! a v X evita a ocorrência de arestas, ou pontos na superfície; o não anulamento de assegura a não existência dos casos degenerado~ antes citados.

artav

artau

EXEMPLO 1. Superjicies com uma representação explícita. z = f(x, y). Para uma superfície com uma representação explícita da forma z = f(x, y), podemos usar x e Y como parâmetros~ o que nos conduz à equação vectorial

r(x, y)

= xi + yj + f(x, y)k.

Esta representação conduz-nos sempre a uma superfície paramétrica simples. A re•. gião T diz-se a protecção da superfície sobre o plano XOY. (Na fígura 12.7 está repre, sentado um exemplo.) Para calcular o produto vectorial fundamental observemos que

Integrais de superficie

473

e se f é diferenciável. Isto dá-nos
i
Õr õr -x-= ax Õy

Õr Õy

=i+ Õf k,
Õy

j

k
of i ay

1

·. (12.5)

f o o = _ of i _ ax ax

+ k.

o

1

Õf ày

Uma vez que a componente segundo OZ de arJax X arJay é I, o produto vectorial fundamental nunca se anula. Portanto os únicos pontos singulares que podem aparecer nesta representação são pontos para os quais pelo menos uma das derivadas parciais a/fax ou aflay deixa de ser contínua. Um caso espeCífico é o da equação z =V l - x 2 - y 2 , o qual representa uma semiesfera de raio I e centro na origem, se x 1 + y 2 ~ 1. A equação vectorial

r(x,y)

= xi + yj + ../1- x'- y'k

aplica o círculo de raio I, T~ {(x, y) I x' + y';:; I} sobre a semi-esfera, segundo uma aplicação biunívoca. As derivadas parciais arJax e artay existem e são contínuas em todo o interior do círculo, mas não existem sobre a sua fronteira. Consequentementecada ponto do equador é um ponto singular desta representação.
EXEMPLO 2. Consideremos a mesma semi-esfera do Exemplo I, mas desta vez como

·. a imagem do rectângulo T ~ [0, h] X [0, ~I através da aplicação

r(U, v)= a cos u cos v i+ a sen u cos v j +a Sen v k.

Os vectores a,Jau e arrav são dados por

ou

Or = -a sen u cos v i + a cos u cos vi,

.

àv

Or = -a cos u sen_vi-a.sen u sen vj +a cos vk.

Um cálculo fácil mostra que o respectivo produto vectorial e igual a

-

àr

au av

x - = a cos v r(u, v).

Õr

474

Cálculo

A imagem de. T não é uma superfície paramétrica simples porque esta aplicação não é biunívoca em T. Com efeito, cada ponto do segmento de recta 11 ~ !n, O;;; u ;;; 2n, é aplicado no ponto (0, O, a) (o polo norte). Também, devido à periocidade do seno e cosseno, r toma os mesmos valores nos pontos (0, v) e (2n, v), pelo que os lados direito e esquerdo de T são aplicados sobre a mesma curva, um arco de circunferência que une o polo norte ao ponto (a, O, O) do equador. (Ver figura 12.3.) Os vectores e v são contínuos em todo o T. Uma vez que X ~a' cos v, os únicos pontos singulares desta representação aparecem quando cos •v ~O. O polo norte é o único de tais pontos.

ar!au ar! a

uar!au arJavu

12.3. O produto vectorial fundamental definindo uma normal à superfície
Consideremos uma superficie paramétrica regular r{n. e seja C* uma curva regular em T. Então a imagem C~ r( C*) é uma curva regular situada na superfície. Provaremos que em cada ponto de C o vector X é normal a C, como indicado na figura 12.6. Suponhamos que C* é definida por uma função a definida num intervalo (a, bl, seJa

ar!au ar! av

a(t) = U(t)i

+ V(t)j.
Y[a(t)]j + Z[a(t)]k.

Então a imagem da curva C é representada por uma função composta

p(t)

= r[a(t)] =

X[a(t)]i

+

Pretendemos provar que a derivada p'(t) é perpendicular ao vector X com as derivadas parciais e calculadas em (U(J), V(t)). Para calcular p '(t) derivamos cada componente de p(t) (teorema 8.8) e obteremos

ar!au ar!av

ar!au arJav,

(12.6)

p'(t) = VX · a'(t)i + VY · a'(t)j + VZ · a'(t)k,

·onde os vectores gradientes v X, v Y e v Z se calculam em (U(t), V(t)). A equação (12.6) pode escrever-se na forma
p'(t) =

ar U'(t) + ar V'(t)' au av

com as derivadas e calculadas em (U(t), V(l)). Uma vez que e são, cada um deles, perpendiculares ao produto vectorial X o X é riormal a C, como mesmo se pode afirmar para p'(t). Isto prova que X diz-se ser normal à sutínhamos afirmado. Por este motivo, o vector perfície r(D. Em cada ponto regular P de r(D o vector X é diferente de zero; o plano que passa por P e admite este vector como eixo chama-se o plano tangente à superfície em P.

arta.v

artau artov

artau artav artau ar! av artau artav

artau artau artav,

l

lntegrais de superfície

475

_

No·s Exercícios I a 6, eliminar os parâmetros u e v a fim de se obter a equação cartesiana, t~~provando que a equação vectorial dada representa a superfície que se indica. Calcular, tam~i- bém. o produto vectorial fundamental àr/ iJu X àr/ iJv em função deu e v. _ -;-: :1:. l. Plano r(u, v) = (x0 + a 1u + b1v)i + (y0 + a 2 u + b 2v)j + (z0 + a 3 u + b3 v)k. 2. Paraboloide elíptico: r(u, v) = au cos v i+ busenvi + u2 k. ;, 3. Elipsoide: r(u, v)= asenucos v i+ bsenusen vj +ecos u k. 4. Superjicie de revolução: r(u. v)= u cos v i + usenvj + [(u)k.
·.

.

12•4. Exerc•c•os

••

1

r(u, v)= ui+ asenvj + acos vk. 6. Toro: r(u, v)= (a + b cos u) sen vi+ (a + b tos u) cos v j + b sen u k, em que O < b < a. Qual o significado geométrico de a e b?
Nos Exercícios 7 a 10 calcular a grandeza do produto vectorial àr/àu X àr/à.'v em função deue·v. 7. 8. 9. 10.

S. Cilindro:

i,

r(u, v)= asetlucosh vi+ bcos ucosh vj + csenh vk. r(u, v)= (u + v)i + (u- v)j + 4v 2k. r(u, v) = (u + v)i + (u 2 + v2 )j + (u' + v')k. r(u,v) =ucosvi+usenvj +!u2 Sen2vk.

12.5. Área de uma superfície na representação paramétrica Seja S = r(T) uma superfície paramétrica representada por uma função vectorial r definida na região T do plano OUV. Na Secção 12.2 vimos que a grandeza do produto vectorial fundamental artau X artav pode ser interpretada como um factor de ampliação de áreas. (Ver figura 12.6.) Um rectângulo em T de área L1u L1v transformase. por intermédio de r num paralelogramo curvilíneo de S com área aproximadamente igual a

11

~:X ~:

11

!lu tlv.

Esta observação sugere a seguinte definição
DEFINIÇÃO DE ÃREA DE UMA SUPERF!CIE NA REPRESENTAÇÃO PARAMÉTRICA .. A

área de S. representada por a (S), define-se pelo integral duplo
(12.7)

a(S)

=

JJ ~: X~:
11
T

11

du dv.

476

Cálculo

Por outras palavras. para determinar a área de S calculamos em primeiro lugar o produto vectorial fundamental X e integramos depois o seu comprimento sobre a região T. Quando X v está expresso em função das suas componentes, por intermédio da equação (12.4), obtemos

ar!au arrav ari au aria.
Z))'
V)

(12.8)

a(S) =

fi J(a(Y,
T

+ (a(z, X))'+ (a(X, Y))' du dv.
a(u, v) a(u, v)
.

a(u,

Escrito nesta forma, o integral para a área de uma superfície assemelha-se ao integral para o cálculo do comprimento de arco de uma curva. t Se Sé dada explicitamente por uma equação da forma z = f(x."y). podemos usar x e y para parâmetros. O produto vectorial fundamental é dado pela equação ( 12.5), pelo que se tem

z

FtG. 12.7. Uma superfícieS com uma representação explícita, z a projecção de.S no plano XOY.

=

j{x,y). A região T é

t Uma vez que o .integral.(l2.7) contém r._, a· área de uma superficie dependerá da função usada·para representar a superfície: Quando analisarmos os integrais .de superfície provareinos (Secção 12.8) que sob certas condiÇões gerais área é independ"ente da representação pararnétricá. o resultado é análogo ao teorema 10.1, no qual analisámos a invariância dos integrais de.linha perante uma mudança do parâmetro.

a

Integrais de superfície

477

Neste caso o integral de superfície vem
(12.9) a(S)

=

JJ J1 + (:~)' + (~)' dx dy,
T .

onde a região T é agora a projecção de S sobre o plano XOY, como se mostra na figura 12.7. Quando S está num plano paralelo ao plano XOY, a função/e constante, pelo que apax ~ ajtay ~o, e a equação (12.9) vem então
a(S) =

Jf dx dy.
T

o que está de acordo com a fórmula usual para o cálculo de áreas de regiões planas. A equação (12.9) pode escrever-se de outra maneira·a qual nos fará compreender melhor o seu significado geométrico. Em cada ponto de S, represente r o ângulo entre o vector normal a S, N ~ artax X artay, e o vector unitário coordenado k. (Ver figura 12.8.) Uma vez que a componente segundoOZ de N é I, temos cos y = \INII\Ik\1 = \IN\1 = 11 ~: x
e

N-k

1

1

~: 11'

consequentemente

li orfox

X

orfoy li= 1/cos y Portanto a equação· (12.9) vem.

(12.10)

a(S) =

JfT

1 - dx dy. cosy

Suponhamos agora que S está situada num plano não perpendicular ao plano XOY. Então r é constante e a equação (12.10) estabelece que a área de S ~(área de T)/
cos y, ou que

(12.11)

a(T) = a(S).cos y.

,~

A equação (12.11) designa-se algumas vezes por prinéípio do cosseno para as áreas. Diz-nos que se uma região S num plano é projectada sobre uma região T noutro plano, sendo y o ângulo dos dois planos, a área de T é igual a cos y vezes a área de S. Esta fórmula é, evidentemente, verdadeira quando S é o rectângulo indicado na figura 12.9, porque as distâncias numa direcção sao encurtadas por um factor cos y, enquanto que as consideradas na direcção perpendicular permanecem inalteradas na mesma projecção. A equação (12.11) estende esta propriedade a qualquer região plana S.

~:

478
z
N

Cálculo

y

a

b
r-------------------~y
X

a cos y

y

FIG. 12.8. A grandeza de:- x - é 1/cos y.

ar ox

ar oy

FIG. 12.9. O princípio do cosseno para as áreas para o caso de um rectângu\o.

Suponhamos agora que S é dada por uma equação da forma F(x, y, z) = O. Se S puder projectar-se da uma forma biunívoca sobre o plano XOY, a equação F(x,y,z) =O define z como função de x e y, isto é z = f(x, y) e as derivadas parciais iJjtiJx e iJjtiJy estão relacionadas com as de F pelas igualdades

of = _ i!F/i!x iJx i! F /i!z

e

-= ----

of oy

oF/oy i!F/i!z

nos pontos em que iJF!iJz *O. Substituindo estes cocientes em (12.9), encontramos (12.12)
a(S) =

JJ J(oF/i!x)' + (i!F/oy)' + (iJF/iJz)' dx dy.
T

{iJF/iJz{

EXEMPLO I. Área de uma semi-esfera. Consideremos uma semi-esferaS de raio a e centro na origem. Dispomos de imediato da re resentação implícita x' + y' + z' = a', z ~ O; a representação explícita é z = a2 - x 2 - Y; e a representação paramétrica é

(12.13)

r(u, v)= a cos u cos vi+ aseil.ucos v j +a senvk.

Para calcular a área de S a partir da representação implícita vamos utilizar (12.12) com F(x,y, z) = x' + y' + z 2 - a'. As derivadas· parciais de F são à F!iJ x = 2x, iJ F!iJ y =· 2y, iJ FliJ z = 2z. A semi-esfera S proyecta-se, numa correspondênciabiunívoca, sobre o círculo D = {(x, y)/ x' + y' :5 a 2 } no plano XOY. Não podemos aplicar (12.12) directamente porque a derivada parcial íJF!íJz é zero sobre a fronteira de D. Contudo, a derivada iJF!iJz é não nula em todo

Integrais de superfície

479

o interior de D pelo que podemos considerar um círculo menor concêntrico com o primeiro D(R) de raio R, com R < a. Se S(R) representa a parte correspondente ao hemisfério superior, a equação (12.12) é agora aplicável e encontramos área de S(R) =ff
D<R>

.J( 2x)' + (2y)' + (2z)' dx dy
j2zl
1

=ff~dxdy=aff
D(R)

D(R)

.Ja

2

,
-

-X

y

2

dxdy.

O último integral pode calcular-se facilmente usando coordenadas polares, obtendo-se: área de S(R) Quando
R~a

=

- )o

a. (''[ (R

Jo

1

.jaz _

,2 r dr] d8 = 2rra(a - .Ja' -

R').

a área de S(R) tende para o limite 2na'.

Podemos evitar a passagem ao limite no exemplo precedente recorrendo à representação paramétrica dada em ( 12.13). Os cálculos do Exemplo 2 da Secção mostram que

11

~: x ~: 11 =

lia cos v r(u, v)ll = a'Jcos vi.

Oeste modo podemos aplicar a equação ( 12.7), tomando para a rcgiao To rectângulo [0, 2,] x [0, j>rl. Encontramos

a(S)

=

a'

ff jcos vi du dv = a' f:• [f:''cos v dv] du == 2rra
T .

2

EXEMPLO 2. Outro teorema de Pappus. Um dos teoremas de Pappus estabelece que a superfície de revoluçao, obtida por rotação de uma curva plana, de comprimento L. em torno de um eixo do seu plano, tem a área 27fLh, sendo h a distância ao eixo de rotação do centroide da curva. Usaremos a fórmula ( 12.7) para demonstrar este teorema.

Suponhamos uma curva C, inicialmente no plano XOY, que roda em torno do eixo

OZ. Seja z ~ J(x) a equação dessa curva no plano XOZ, com a~ x ~ b, a;;; O. A superfície de revolução S assim gerada pode definir-se pela equação vectorial
r (u;v)
~

u cos v i+ u sen ;v j

+ f(u)k,

onde (u, v) E [a, bJ x 10, 2n}. Os parâmetros u e v podem interpretar-se como o raio vector e o ftngulo polar de um sistema de coordenadas polares, como se indica na figura 12.10. Se a~ u~ b, todos os pontos (x, y, z) a uma dada distância u do eixo OZ têm a mesma cota, f(u), pelo que estao todos sobre a superfície. O produto vectorial fundamental desta representação é

480 i
-X-=

Cálculo
j
sen v

k

õr õu

õr õv

cos v

f'(u) = -uf'(u)cosvi- uf'(u)senvj+ uk,

-u sen v u cos v

o
11 =

e por isso
11

~: ~:
X

uJl

+ [f'(u)]'.

z

!
b
X

'

'' '

v

FtG. 12.10. Área de uma supcrricic de. n:volução ddermini-lda por aplicação do
teorema de Pappus.

Deste modo a equação (12.7) escreve-se

a(S) =

J:' [J: uJ 1 + [f'(u)]' duJdv 21TJ: uJ 1 + [f'(u)]' du.
=

O último integral pqde exprimir-se na formct c x ds~ um integral de linha a respeito do comprimento de arco tomado ao longo de C Como tal, é igual a JiL, sendo Ji a abcissa do centroide de C e L o comprimento de C (Ver Secção 10.8.) Consequentemente a área de Sé lnLJi, o que demonstra o teoremade Pappus.

f

Integrais de superfície

481

12.6. Exercícios
I. Seja S um paralelogramo não paralelo a ·qualquer dos planos coordenados. Sejam 5 1 , 5 2 e 5_1 as áreas das projecções de S sobre os três ·pianos coordenados. Provar que a área de S 2. Calcular a área da região que o plano x + y + z =a determina no cilindro x 1 -i- _1.1 =a~. 3. Calcular a área da superfície da esfera x~ + _r 2 + : 1 = a 2 , situada no interior do cilindro x 1 + J..l = a_v, com a >O. 4. Calcular a érea da porção dà superfície z 1 = 2xy situada acima do primeiro quadrante do plano XOY e limitado pelos planos x = 2 e y = I. 5. Uma superfícieS admite a representa-ção paramétrica

cjs~ + s~ +Si.

r(u, v)

=

u cos v i+ u;senvj

+ u2k,

6.
7. 8. 9.

com O :5 u :5 4 e O :5 l; :5 br. (a) Provar que S é uma parte de uma superfície de revoluÇão. Fazer um desenho c indicar o significado geometrico dos parâmetros u e r na superfície. (h) Calcular o producto vectorial fundamental Or/ Ou x Or/ Ov em função deu e r. (c) A área de Sé n (65y'65- 1)/n, com n inteiro. Calcular o valor de n. 2 Calcular a área da porção da superfície cónica x 2 + y 2 = = situada acima de XOY e limitada pela esfera x 2 + }.2 + z2 = 2ax. Calcular a área da porção da superfície cónica x 1 + y 1 = z1 que está situada entre os planos z =O ex+ 2z = 3. Calcular a área da porção do paraboloide x 2 + z 2 = 2ay cortada pela plano _r= a. Calcular a área do toro de equação vectorial.
r(u, v) =(a

+ b cos u)senv i+

(a

+ b cos u) cos vj + bsenu k,

em que O< b <a e O:::; u -:o;; 2n, O -:o;; v -:o;; 2n. [Sugestão: Usar o teort!ma de Pappus.] 10. Uma esfera está inscrita num cilindro circular recto. A esfera é cortada por dois planos paralelos perpendiculares ao Cix.o do cilindro. Demonstrar que as partes da esfera e do cilindro compreendidas entre esses dois planos têm a mesma área. li. Sejam To círculo de raio e unid~de no plano OU V,

2u
r(u, v)=
\

u+v+

2

2

I i+ -,--,------.lj

2v

u+v+

+ u+v+ 2 2

u2 +v2 -1

1 k.

(a) Determinar a imagem, por r, de cada urna dos seguintes conjuntos: o círculo unitário u 2 +.z.· 2 = I; o intervalo -I .::5 u .::5 l; a parte da recta u =T situada em T. (b) A superfícieS= r{T) é muito conhecida. Indicar o seu nome e desenhá-la. (c) Determinar a imagem por r do plano OU V. Indicar por meio de um desenho qual o significado geométrico _dos parâmetros u e v. ·

·. 1

l_ 12.7. Integrais de superfície
Os integrais de superfície são, em muitos aspectos, análogos aos integrais de linha: a integração é estendida a uma superfície em vez de uma curva. Definimos os inte. grais _de linha mediante uma representação paramétrica para a curva. Analogamente,

' definiremos integrais de superfície por intermédio de uma representação paramétrica

482

Cálculo

da superfície. Teremos então que provar que, sob certas condições gerais, o valor do integral é independente da representação considerada.
DEFINIÇÃO DE INTEGRAL DE SUPERFICIE. Seja S = r(t) uma superjicie na représen· fação paramétrica descrita par uma função diferenciável r definida numa região T do pia u H e seja f um campo escalar definido e limitado em S. O integral de superficie de f sobre S representa-se pelo símbolo f f dS [ou par jf(x. y. z) dSJ e define-se pela igualdade

f r(n

f

s

(12.14)

sempre que o integral duplo do segundo membro existe.

Os exemplos que se seguem ilustram algumas aplicações dos integrais de superfície.
EXEMPLO I. Área de uma superficie.

Quando/= I, a equação (12.14) escreve-se

O integral duplo do segundo membro é o que foi usado atrás na Secção (12.5) para definir área de uma superfície. Assim, a área de S é igual ao integral de superfície JÍ dS. Por tal motivo, o símbolo dS chama-se por vezes ''eletnento de área da super-

rC6

fície" e o integral de superfície

mento de área da superfície, estendido a toda a superfície r( n.
EXEMPLO 2. Centro de massa. Momento de inércia. Se num campo escalar, f é iriterpretado como sendo a densidade de massa de uma lâmina delgada com a forma de S, a massa total m da superfície obtem-se pela equação

r(n

f ff

dS diz-se ser um integral de f ein relação ao ele-

m

=

fJ f(x, y, z) dS.
s

O seu centro de massa é o ponto (x, ji, i) com coordenadas definidas por

xm =

fsf xf(x, y, z) dS,

ym =

fJ yf(x, y, z) dS,
s

zm =

fsf zf(x, y, z) dS.

O momento de inércia h de S em relação a L é definido por

Integrais de superficie

483
IL =

Jf li'(x, y, z)f(x, y, z) dS,
s

representando li (x, y, z) a distância a L do ponto genérico da superfície. Como exemplo, determinemos o centro de massa da superfície de uma semi-esfera homogénea de raio a. Consideremos a representação paramétrica

r(u, v)= a cos ucos vi+ asenucos vj

+ asenvk,

com (u, v) E [0, 2,] X [0, n/2). Esta representação particular já foi analisada no· Exemplo 2 da Secção 12.2, onde verificámos que a grandeza do produto vectoriai fundamental é a'[cos ·v[. Neste exemplo a densidade f é constante, f= c, e a massa m e 2na 2c, produto da área S por c. Devido à simetria, as coordenadas X e y do centro de massa são nulas. A cota i é dada por

zm =c
=

ff z dS = c ff a senv ·a' )cos v) du dv
S T
3

21ra c

pelo que

z C" a 12.

l

rr/2

senv cos v dv

=

Tra 3 c = - m,

a

o

2

EXEMPLO 3. Fluxo de fluido através de uma superfície. Consideremos um fluido como um conjunto de pontos ditos partículas. A cada partícula (x, y, z) atribuimos um vector V(x, y, z) que representa a sua velocidade. Constroi-se assim o campo de velocidade da corrente do fluido. O campo de velocidades pode ou não variar com o tempo. Consideremos unicamente fluxos estacionários, isto é, fluxos para os quais a velocidade V(x, y, z) depende unicamente da posição da partícula e não do tempo. Designemos por l'(x, y, z) a densidade (massa por unidade de volume) do fluido no ponto (x, y, z). Se o fluido é incompressivel, a densidade p será constante. Se é compressivel, tal como um gás, a densidade pode variar de ponto para ponto. Em qualquer das hipóteses a densidade é um campo escalar associado à corrente de fluido. O produto da densidade pela velocidade representamo-lo por F; isto é,

F(x, y, z)

=p(x, y, z)V(x, y, z).
massa (unidade de área)( unidade de tempo)

Este é um campo vectorial chamado a densidade de fluxo da corrente. O vector F(x,y, z) tem a mesma direcção que a velocidade, e a sua grandeza tem as dimensões massa unidade do volume distância unidade de tempo

Por outras palavras, o vector densidade de fluxo F (x, y, z) diz-nos quanta massa de fluido, por unidade de área, passa pelo ponto (x, y, z) na dirécção de V(x, y, z) por unidade de tempo.

484

Cálculo
~r (D

Seja S

uma superfície paramétrica simples. Em cada ponto regular de S

designemos por n o vector unitário normal com sentido concordante ·com o do produto vectorial fundamental, isto é, seja

i!r i!r -x(12.15)

n=

11

~> ~:11"

i!u

i!v

0 produto escalar F· n representa a componente do vector densidade de nuxo segun-

do R. A massa de fluido que passa através de S, na unidade de tempo, na direcção e sentido de R, define-se pelo integral de superfície

12.8. Mudança de representação paramétrica

Debruçamo-nos agora sobre a análise da independência dos integrais de superfície
em face de uma mudançà da representação paramétrica daquela. Suponhamos que uma função r aplica uma região A do plano OUV sobre uma superfície paramétrica r(A). Supongarnos também que A é a imagem da região B no plano st através de uma aplicação biunívoca, continuamente diferenciável, G definida por
(12.16)

G(s, t) = U(s, t)i + V(s, t)j

se (s,t)EB.

Consideremos a função R definida em B pela equação
(12.17)

R(s, t) = r[G(s, t)].

(Ver figura 12.11). Duas funções r e R assim relacionadas dizem-se equivalentes regularmente. Funções t;quivalentes _regularmente representam a mesma sUperfície, isto é, r(A) e R(B) como conjuntos de pontos são idênticos. (Isto é uma consequência do facto de G ser biunívoca.) O teorema que apresentamos a seguir trata da relação entre
os respectivos produtos vectoriais fundamentais.

TEOREMA ·12.1. Sejam r e R funções equivalentes regularmente relacionadas pela equaçõo (12.17), onde G ~ Ui+ Vj é uma apiicaçõo biunívoca, contin'!amente diferenciável, de uma região B do plano OST sobre uma região A do plano OUV, dada por (12.16). Então tem-se (12.18)

i!R i!R - x - = or x i!r)i!(U, V)' ( i!u ov i!(s, 1) i!s i!t

Integrais de superfície

485

v

/
FIG. 12.11. Duas representações paramétricas da mesma superfície.

com as derivadas parciais a r/a u e a r/a v calculadas no ponto ( U(s, t), V(s, t)). Quer dizer o· produto vectorial fundamental de R é igual ao de r multiplicado pelo determinante jacobiano da aplicação G. Demonstração. As derivadas Rias e R! t podem calcular-se por derivação de ( 12.17). Aplicando a cada componente de R o teorema 8.8 e recordando os termos,
encontramos

a

a a
e

iJR = ilr iJU ils ilu ils

+ ilr iJV
ilv ils

iJR = ilr iJU ilt ilu ilt

+ ilr iJV'
ilv ilt

onde as derivadas arJau e ar! a v são calculadas em (U(s, t), V(s, 1)). Multiplicando vectorialmente., membro a membro, estas duas equações, tendo presente a ordem dos factores, obtemos

iJR - X - = ilr iJR -· ( ilu ils ilt

X

ilr) (ÔU iJV _ ÔU iJV) ilv ils ilt ilt ils

=

ilr X ilr)il(U, V). ( ilu ôv il(s, 1)

como queríamos d~monstrar.

A invariância dos integrais de superfície para representações paramétricas equivalentes regularmente é agora uma consequência imediata do teorema 12.1.

486

Cálculo

TEOREMA 12.2. Sejam r e R funções equivalimtes regularmente. como as descritas no teorema 12.1. Se o integral de superfície J f dS existe, então existe também o integral

f

de superficie

R(6i

f ff dS e tem-se
r<Al

r{A)

ff f dS = ff f dS.
R{B)

Demonstração.· Por. definição de integral de superfície temos

riA.)

ff f

dS =

ff f[r(u, v)]ll ~:
A

X

~:li du dv.
.

Usamos em seguida a aplicação G do teorema 12.1 para transformar este integral num integral duplo estendido a uma região B do plano OST. A fórmula de mudança de variáveis nos integrais duplos garante-nos que

ff
A

f[r(u,

v)]ll ~:

X

~:li du dv =

ff
H

f{ r[ G(s, t)l}

li~: ~: IW~~: ~)
X

I

dsdt,

em que as derivadas e do segundo membro são calculadas em (U(s, t), V(s, t). Por causa da equação (12.18), o integral sobre B é igual a

artau artav

ff
B

f[R(s,

t)]ll ~~

X

~~li ds dt.
f Jf dS, e a demonstraH(Bl

Mas esta é, .por sua vez, a definição do integral de superfície ção fica assim completa.

12.9. Outras notações para os integrais de superfície Se S = r(D é uma superfície na representação parametnca, o produto vectorial fundamental N~ X é normal aS em cada ponto regular da superfície.

artau artav

Em cada ponto existem duas normais unitárias, uma "• çom o sentido de N e outra n 2 com o sentido contrário. Assim.

e

Seja n uma das duas normais n 1 e n 2 . Seja F um campo vectorial definido em S ·e adJ mitamos que o integral de superfíCie J F· n dS existe. Então ·podemos escrever

s

Integrais de superfície 487 (12. por exemplo. F[r(u.22) Os integrais que aparecem em (12. z) dx A dy. Assim. v) T · T se n = n2 . X) du dv +ff R[r(u. v)] a( Y.21) e (12. Então o produto vectorial fundamental de é dado por Se n ~ n. y. s ou ainda mais abreviadamente (12. a forma mais resumida (12. y. a(u.y. v) . v) = X(u. v)j r(u. v) a(u.y.y. z) = P(x.22) são também referidos como integrais de superfície. v)]· ar au ar du dv. · B(u. Z) du dv. v)i + r + Z(u. av onde se usa o sinal + se n =:= ni e o sinal .y. Y) du dv.21) fsf P(x. v)] a(X. v)] a(l'. y. z) dz A dx +fsf R(x.23) ff S P dy A dz = Jf T s P[r(u. z)k Y{u. z)i e + Q(x. z)j + R(x. ilP~Ah+QbAh+RhA~. v)] · n(u.19) f f F· n dS = f f F[r(u. . Z) du dv a(u.se n = n2 • Suponhamos agora que exprimimos F e r em função das respectivas componentes.20) Jf S F· n dS = Jj' T P[r(u. v) +ff Q[r(u. cada integral duplo do segundo membró deve ser substituido pelo simétrico. v)] éJ(Z.19) vem (12. muitas vezes. v) S li~: X ~:li dudv X = ±ff T T . SCJU F(x. a equaçüo (12. z) dy A dz +fsf Q(x. o integral de superfície' fP dy A dz é definido por f (12. À soma dos integrais duplos do segundo membro dá-se.. v)k.

v) o(u. quer n 2 • Os cossenos directores dependerão da escolha da normal.20) vem (12. seja 11 = cos oc i+ cos {3j + cos y k' então F· n = P cos a+ Q cos fl + R cos y. Y) ---=---o(u. A dx +R dx A dy. Em· primeiro lugar. A despeito da semelhança na notação. Z) o(Z. s Esta equação é válida quando n é quer n. porque o(Y.24) se n n 1 • Se n fsf F· = n dS = ff P dy A dz + Q dz 8 dx + R dx A dy = n 2 o integral do segundo membro deve substituir-se pelo simétrico. e podemos escrever ff F· ndS =f•f (Pcos<>< + Qcosp + Rcos y)dS. Esta fórmula é semelhante à seguinte fórmula para os integrais de linha Se o vector unitário normal n é express.24) para escrevermos (12. a fórmula (12. v) e portanto .25) ff (Pcos<X + Q cos p + Rcos y) dS =ff P dy A·dz + Q dz s s Se n = n 2 temos. Em seguida. Nesta notação.ff P dy 8 A dz = -ff P dz 8 A A dy.. o integral do primeiro membro de (12.ectores. devemos ter em consideração a ordem segundo a qual os símbolos dy e dz aparecem no integral de superfície. podemos usar (12.o em função dos cossenos dir. Se n = n.variáveis. Pé uma função -de três.23) não é um integral duplo. . por sua vez.488 Cálculo Esta notação é sugerida pela fórmula de mudança de variáveis num integral duplo.

+ (u . utilizando: s (a) a representação vectorial r(u. v) ~ (u + ~). Sejam F= Pi + Qj + Rk e na normal unitária aS cuja componente segundo OZ é não negativa.z)dyAdz ~-fi T[x. (b) uma representação explícita da forma z = f(x. O. y)).y'. SejaS a mesma superfície do Exercício 5 e cp um campo escalar.f(x. e seja F(x. projecção de S no plano XOY. z) = xi + yj. 8 8 12.10.n dS. Seja S uma superfície paramétrica descrita pela fórmula explícita z = f(x. y.y.y)] T I + i!x i!y (ilf)' + (i!f)' dxdy.y. O) e (0. 2.y.2 + z2 = a 2 . y) = xi + :d + f(x. 3. com (x. (0.f(x. z) = xi + yj + zk.y)] T ixdxdy. Utilizar a representação paramétrica r(x. Seja S a semi-esfera r+ Y +r= I. Determinar o centro de massa da superfície da semi-esfera homogénea x 2 + y + z2 = a 2 . ·T S 7. Provar que: (a) (b) (c) fi fi fi S 8 'l'(x. 'l'(x. z ~O e F(x. y.x'. Seja S a ·superfície plana cuja fronteira é o triângulo com vértices (I. y.26) 489 ff (P cos oc + Q cos {J + R cos y) dS = -ff P dy A dz + Q dz A·dx + R dx A dy. z) dS ~fi 'l'[x.f(x. 0).2u)k. y) a variar numa região plana T. Seja no vector normal unitário exterior a S.z)dz Adx ~-fi 'l'[x. 4.y)] ~dxdy.y. utilizando: s (a) a representação vectorial r(U.v)j + (I .y. Calcular o valor do integral de superfície F· n dS. Represente n o vector unitário normal a S cuja componente segundo OZ é não negativa. y). v)= sen u cos ci + sen u sen vj + cos uk. O. J-')k e provar que ff ff onde P. y) 5. T(x. situada acima de OXY.Integrais de superfície (12.f(x. Mostrar que o momento de inércia de uma superfície esférica homogénea em relação a um dos seus diâmetros é igual a jma 2 . (b) a representação explícita z ~VI. Se Sé a superfície da esfera x 2 + }. CalCular o integral de superticie F.y. Q e R estão calculados em (x. I). Exercícios / 1. sendo ma massa e a o seu raio. 6. I. calcular o valor do integral de superticie .

)' 2 .y. -(3 ~ . Uma folha -de papel de forma rectangular c homogênea de base 211a e altura h é enrolada de modo a dar-lhe a forma de um cilindro circular recto de raio da base a.11.X 2 ..fi.y' + y'z' . CalcUlar o momento de inércia de Sem relação a um eixo contendo uma diâmetro da base. Provar que ~<p(x.. corri O< a<. z) =O em qualquer outra hipótese.')uiestão: Introduzir novas coordenadas (x 1 . z) é interior a esta esfera.490 Cálculo JJx~ dy s A dz + yzdz A dx + x 2 dx A dy.Ouido passando através de S na unidade de tempo e na direcção de n. SejaS a semi-esfera x 2 + y 2 + :: 2 = I. z) = xi. z ~O. O teorema de Stokes A parte restante deste càpítulo é dedicada especialmente a duas generalizações do segundo teorema fundamental do cálculo aos integrais de superfície.19.de superfície esférica que fica interior ao cone.1 2) 2 se ltls. 13.r+ z = t determinada na esfera de raio unidade x 2 + y 2 + z2 = l Seja tp(x. J'. estudado na Secção 12. y 1 . o vcctor unitário normal dirigido para o exterior da esfera. Uma corrente de fluido tem um vector·densidade de fluxo F (x. determine· (em função· de i1 e a) o centro de massa da porçào. Calcular o valor do integral de superfíCie ff s (x' . ~idrodinâmica é t Em honra de G. Se a semi·abertura do cone é a. Resolver o Exercício 12 se S inclui também a base plana da semi-esfera. e seja cp(x. matemático irlandês que trouxe contribuições fundamentais a na óptica. y. 8. Seja S a porção do plano x +. Stokes (1819-1903).. Esta Secção trata do primeiro.. 12.: 2 se (x. =d com o eixo 0Z1 normal ao plano x + y + z = t. Calcular o momento de inércia de S em relação a um eixo situado no plano da base e que é tangente à circunferência que a limita. Usar depois coordenadas polares no plano OX 1 Y1 como parâmetros para .? = 2x intersecta uma porção de superfície S ria folha superior do cone x 1 + y 2 = z1 . respectivamente.z 2 x' + I) dS. o teorema da divergência será. Calcular a massa do . e seja. 14. Considerar o Exercício \0.S). li. [. 10.G. Na base inferior a normal unitária é -k. Elas são conhecidas. y. Escolher uma representação para a qual o produto vectorial fundamental tenha a direcção e o sentido da normal exterior.n. 12.)3. y. ·pelas designações de teorema de Stokes t e teorema da div~r­ gência. . Uma superfície esférica homogênea de raio a é intersectada pela folha superior do cone circular recto cujo vértice está situado no centro da esfera. O cilindro x 2 +.z)dS= {:8 . z) = I . 9. se ltl > .(2x + y)j + zk.

dx A dy . Um exemplo de uma superfície à qual o teorema de Stokes é aplicável.3.27) ff ( s é)R .éJP) éiz éix éix éiy = fc P dx + Q dy + R dz. Seja C a imagem de r por r. l ~' A curva r é decrita no sentido positivo e a curva C no sentido que resulte de aplicar a r a função r.- éiy oz éJQ) dy A dz + (é)p . O teorema de Stokes relaciona um integral de superfície com um integral de linha e pode enunciar-se do modo seguinte: TEOREMA 12. .. seccionalmente regular. sendo T uma região do plano OUV limitada por uma curva de Jordan r. o qual estabelece que com S uma reg1ao plana limitada por uma curva fechada simples C percorrida no sentido directo.. (Ver figura 12.12. TEOREMA DE STOKES.Integrais de superlicie 491 O teorema de Stokes é uma extensão directa do teorema de Green.) Admita-se também que r é uma aplicação biunívoca cujas componentes admitem derivadas parciais de segunda ordem contínuas em certo conjunto aberto contendo TU r.12.éJR) dz A dx + (éJQ . Então tem-se (12. S = r(n. Q e R campos escalares continuamente diferenciáveis em S. e re- presentem P.. z v n r c )--------------------y X FIG_ 12. Suponha-se Suma superjicie paramétrica simples regular.

Y(u. Uma vez que as três são semelhantes. Aplicando o teorema de Green ao integral duplo sobre T obtemos ff ( T iJX) J -iJ ( p iJX) . v) (12. v) Designemos por p a função composta dada por p(u. X)) du dv. cP Escrevamos r(u.iJP dx iJy 8 A dy + iJP dz A ·ax) . (12. dá-nos a fórmula (12. membro a membro. v) + iJz iJ(Z. iJx Ja Í R dz =f s f(. a P dx = f f (. iJv .iJR dz ax A dx + iJR dy A dz).dv. Y) i}y iJ(u. provamos unicamente a primeira O camino para a demonstração consiste em exprimir o integral de superfície como um integral duplo sobre T.· du dv = iJu iJv iJv ou f. v). v)].iJP iJ(X. v)j + Z(u. v)i + Y(u. iJ(u. v) = X(u. Aplica-se então o teorema de Green para exprimir o integral duplo sobre T como um integral de linha ao longo de r.29).28) f. mostramos que este integral de linha é igual a J dx. Finalmente. O último integrando pode então escrever-se _ iJP iJ(X.492 Cálculo Demonstração: Para demonstrar o teorema basta estabelecer as três seguintes fórmulas.du iJu iJX + p . iJy A sua adição.-iJ ( p .X) = iJz iJ(u.iJQ dy A dz iJz 8 + iJQ dx A dy). v). v) ~ iJu (p iJX) _ av iJX) .13 esboça-se a demonstração de {12.29' + iJp iJ(Z. iJz i a Q dy= f f (. Y) iJP iJy iJ(u. v) = P[X(u. Z(u.27) do teorema de Stokes. ~(p av iJu No Exercício 13 da Secção 12. r iJX p . v)k e exprimamos o integral de superfície estendido a S na forma ff s (~ iJP dx A dy + iJP dz A dx) iJy · iJz = f T f(.

31) rot·F~ (oR_oQ)i+ (oP _oR)j+ (oQ_oP)k. com a definindo C dada por (12. o integral de superfície pode escrever-se Jf (rol F)· n dS. b] e seja (12. Deste modo.Integrais de superfície 493 sendo r percorrida no sentido fronteiro.28). Ja . z)i + Q(x. Seja F um campo vectorial diferenciável dado por F(x. O rotacional e a divergência de um campo vectorial O integral de superfície que aparece no teorema de Stokes pode exprimir-se ·de uma forma mais simples por intermédio do rotacional de um campo vectorial. o o que completa a demonstração de (12. Deste modo.30) ex(!) ~ r por intermédio de y defini- r[y(t)] a correspondente parametrização de C. isto é. or or -xou ov O integral de linha na fórmula de Stokes (12. (12. Parametremos da num intervalo [a. P dx.30). z)j + R(x.27) pode escrever-se na forma fc F-da. z) ~ P(x. y.27). Exprimindo então cada integral de linha em termos da sua representação paramétrica encontramos i ox pr ou du + p ox dv ~ ov J. y. s . 12. y. z)k. s onde n é o vector normal unitária com o mesmo sentido que o produto vectorial fun-: damental da superfície.12. O rotacional de F é outro campo vectorial definido por (12. a forma mais simplês para o teorema de Stokes é Jf (rot F)·ndS ~f F·dcx. y. oy oz i7z ox ox oy As componentes do rot F são as funções figurando no integral de superfície da fórmula de Stokes.

respectivamente.31) definindo o rotacional pode memorizar-se facilmente considerando-a como o desenvolvimento de um determinante de terceira ordem.tp para representar o gradiente de um campo escalar q>. v x F. __ .n"" k.Pdx + Qdy.32) define um campo escalar chamado a divergência de F. . encontramos que (12. ax ay Õz aP aQ.. i j k rol F= a a a ax ay az p Q R eR _ aQ)i+ (ap _ aR)J+ (aQ _ ap)k. o gradiente.] . ·F de modo puramente formal. mas cada "produto" tal como I y vezes R deve interpretar-se como a derivada parcial RI y. esta fórmula reduz-se ao teorema de Green Jf (aQ_ a~ dxdy ax ay} s = f. aR A equação (12.+ak .32) V·F=-+-+-. e o rotacional podem representar-se simbolicamente pelos produtos vcp. . escrever esta fórmula como um produto vectorial. Já usamos o símbolo V. a . A equação (12. ax ay Se formarmos o ''produto escalar"' Ll. e escreve-se divF. interpretando mais uma Vez os produtos tais como Otàx vezes P como sendo BP!Ox.494 Cálculo Para o caso especial em que Sé a região do plano XOY e. v· F.+a. . ay az az ax ax ay Este determinante desenvolve-se segundo os elementos da primeira linha. de- finindo por Esta fórmula pode ser i~terpretada como uma multiplicação "formal do símbolo vec- torial V pelo campo escalar f/J· Assim.az V _a. Podemos. X F. um vcctor. do mesmo modo. a divergCncia. aa a a rot F= V onde o símbolo V é tratado como se fuss~.

sendo C a curva de intersecção da semi·~· esfera x 2 + y + z1 = 2ax. Jc(y.. com C a curva de intersecção da esfera x 2 +. .4.y')dz = 9a'l2. 2. z) = (y. ·:9. O~ z ~a pelo plano x + y 4. 12.fcrdx + zdy + xdz = na\/3. · plano x + y + z = O.2. (12.z)dx + (z. a> O.x')dy + (x'.9) provámos que um campo vectorial f= (f. . vel num conjunto conexo S do 3-espaço. F(x. z > O. 4. !0. y.idz =O. Se F= Pi + Qj + Rk é um campo vectorial continuamente diferenciá. + 2 )dx + (X 2 + z 2 )dy + (x1 + jl)dz = 2nalr. transformar o integral de superfície f J(rot F)· n dS um s integral de linha recorrendo ao teorema de Stokes e calcular depois o integral. Por exemplo no teorema (10. Demonstração: No caso tridimensional as relaçõeS (12. e o cilindro x 2 + y = 2bx.fn). I.yj + x 2yk. ~ Nos Exercícios 5 a lO. . O~ z ~ 2 não situadas no plano XOY. n).. k = I. sendo S formada pelas faces do cubo O ~ x ~ 2. y. Em cada exemplo explicar qual o sentido em que deve percorrer-se C para chegar tà solução dada. onde C é a curva de intersecção do cilindro 2 •t· x + Y = 2y e o plano y = z.9 pode enunciar-se do modo seguinte: TEOREMA 12. f c(Y + z)dx + (z + x)dy + (x + y)dz = O. A normal unitária n é dirigida para o exterior.a(a + b). continuamente diferenciável sobre um conjunto conexo abertoS no n-espaço.f= a 2 e o plano x/a+ z/b = I. O ~ y ~a.34) f rotF=OemS .f+ z2 = a 2 e o . . n é a normal unitária com componente segundo OZ não negativa.z)i + yzj. com O < b <a.' 8. 3. sendo C a curva de intersecção do cubo O ~ x ~a.y)dz ~ z.l com z ~O. b > O. e n é a normal unitária com componente segundo OZ não negativa. 7. O ~ y ~ 2. usar o teorema de Stokes para provar que os integrais de linha tem os ~valores dados. . F(x. z) = yi + zj + xk. F(x.. é um gradiente em S se e só se as derivadas parciais de todos as componentes de f . com C a curva do Exercício 6.13. z ~O. c<r'.J.33) (j. z) = >.Integrais de superfície 495 Alguns dos teoremas atrás demonstrados podem expnm1r-se em termos do rotacional.xzk. Na hipótese do espaço tridimensional o teorema 10..z')dx + (z'.x 1 . ·onde S é a semi-esfera X 1 + yl + z 2 = 1. . A normal n é a normal ~: unitária dirigida para o exterior do tetraedro. Exercícios Em cada um dos Exercícios I a 4.fdx + xydv+ x.' 5. y. verificam as relaçõeS (12.33)são'equivalentes à afirmação de que rot F= O. fc. ~ ·. sendo C a intersecção do cilindro .x)dy + (x.. então F é um gradiente em S se e só se .F(x. y.x 1 +. 2.z = 3a12. ' 6. Jc<Y z f .. onde Sé a porçao do paraboloide z = 1 -:. + X)j + xzk. z) = xzi. . sendo S formada pelas três faces não no plano YOZ do tetraedro limitado pelos três planos ·coordenados e o plano 3x + y + 3z = 6.

Se F= Pi + Qj + Rk. z = O.14. Outras propriedades do rotacional e da divergência O rotacional e a divergência de um campo-vectorial estão relacionados com a matriz jacobiana. y = O. Q = xl(x' + y').35) 1 aQ 2 ilx _ aP oy o iJR OX iJP oz o . (a) Utilizar a fórmula de derivação do produto para provar que (b) Seja agora p(u. ama triz jacobiana de F é i)p i)p i)p ilx DF(x. v).Qdy + Rdz = 2 Jfa · ndS. em torno do eixo OZ.yl(x' + y'). Este exercício esbOÇa uma demonstração de ( 12. e uma matriz hemi-simétrica.496 Cálculo 11. v)!.ay o(u.A'). v). mostrar que f cPdx -f. X) o(u. Se r= xi + yj + zk e Pi + Qj + Rk = axr. sendo C a curva que limita uma superfície paramétricaS s e n a normal unitária a S conveniente.29). Quando A é a matriz jacobiana DF. Z(u. a( ax) ou P av - a( ax) av P av ap acx. sendo a um vector constante. v)= PIX(u. a parte hemi-simétrica vem o (12. Y(u. onde P = . Y) ·= . usada na demonstração do teorema de Stokes. y. Toda a matriz real A pode escrever-se como uma s"oma de uma matriz simétrica. mas que f c Pdx + Qdy + Rdz não é zero se a curva C for a circunferência x 2 + J1 = 4. Provar que rot F= O. v) · 12.29). v) + oz 'P acz. Calcular ap/ au e dp/ av e utilizar a alinea (a) para deduzir a equação (12. 12. e seja Do toro gerado pela rotação do círculo (x . 13. R= z.2)2 + z1 = I. z) = ily ilz iJQ iiQ iJQ ilx ày ilz oR ox aR ay aR oz O traço desta matriz (a soma dos elementos da diagonal principal) é a divergência de F. Seja F= Pi + Qj + Rk. !(A+ A'). !(A.

y. z) = f(x)i + g(y}j + h(z)k. pelo que div F= J'(x) + g'(y) EXEMPLO + h'(z) e rotF= O.!. ?' . fi Deste modo. Mais geralmente. e a correspondente matriz jaco~iana é a matriZ identidade 3 X 3.. z) = xi + yj + zk. EXEMPLO I. div F = __'E ~ a• + a• + a• • __'E __'E ax' ay' az' . a matriz jacobiana tem os elementos .35) são nulos e rot F= O.. 2zseny .2z seny)i + (2xy'z- EXEMPLO 3.2xyz'k. A matriz jacobiana é y 2 z2 O 2xyz2 z cos y 2 2xy'z ].y· (12.. por exemplo F= grad 'I'= Jq>/Jxi + Jq>/Jyj + Jq>/Jzk. todos os elementos de (12. Se a matriz jacobiana DF é simétrica.y. Então tem-se P(x. y. Seja F(x. y.. [ .Integrais de superfície 497 Os elementos não nulos desta matriz são as componentes do rot F e seus simétricos. Q(x. Suponhamos que F é um . 2.. R(x. z) = z.36) i: \t~ a''l' ax• a''I' axay a•'l' ax az a''I' ayax a''I' ay' a''l' ay az a' 'I' azax a' 'I' az ay a' 'I' az' ?. Sejam F(x. z) = y. A matriz jacobiana é . se F(x. gradiente. h'(z) na diagonal principal e nulos os restantes elementos. A divergência e o rotacional de um gradiente.f(x).i r~ ~-·· .<· 2xe11 di v F x 2e11 O Por conseguinte = y 2z 2 + z2 cos y 2xe•)j. y.-. e rot F= (x'e•. z) = x. g'(y).y. z) ~ xy'z'i + z' sen yj + x'eYk.:. Por conseguinte div F= 3 e rot F= O.

Quer dizer. Assim. EXEMPLO 4. x.y -. (x' + y')' + y')' o F~ + y')' o o o o y2 _ x2 -2xy· (x' + y')' onde resulta de imediato que di v F= O e rot O em S. a divergência de. que se rot F= O num conjunto convexo abertoS. o rotacional de F é um novo campo vectorial e é possível calcular a sua divergência c o seu rotacionaL A matriz jacobiana do rot F é .4. y) (0. e o rotacional de um rotacional. a matriz é simétrica e o_rot F é zero: Por outras palavras. 0). se (x. A divergênCia. então F é um gradiente em S.un gradiente \lcp é o laplaciano de !f'· Em nOtação simbólica escreve-se (12.36) são contínuas. e seja * F() =x.498 Cálculo A expressão do segundo membro chama-se o laplaciano de cp e escreve-se muitas vezes.37) mostra que o gradiente de uma função harmónica tem divergência nula. do teorema 12.y) =. Se as derivadas parciais mistas na matriz (12. mas abreviadamente V 2 f[J.37) div (V<p) = '\''<p. Um campo vectorial com divergência nula e rotacional nulo. A matriz jacobiana é 2xy (x' DF(x. Do Exemplo 2 da Secção 10. Quandov"<p =O. EXEMPLO 5. seja um gradiente.--z' + x+y2l x+y 2 y. (x' y2 _ x2 . y) E S. Este exemplo mostra que a condição rot F= O é necessária para que um campo vectorial F. A equação (12. SejaS o conjunto de todos (x. continuamente diferenciável.6 sabemos que F não é um gradiente em S (se bem que F seja um gradiente em todo o rectângulo que não contenha a origem). Sabemos também. então F não é um gradiente em ·s. a função 'I' diz-se harmónica. Se F= Pi + Qj + Rk. Um campo com rotacio'nal nulo diz-se irrotacional. se rot F* O num conjunto abertoS. rot (grad <p) = O para todo o campo escalar cp com derivadas parciais de segunda ordem miStas contínuas.

38) relaciona os quatro operadores.38). .41) e (12. Gozam também da propriedade análoga a regra da derivação para o produto: (12. encontramos que div (rol F) =O e (12. Estas propriedades são consequências :·· imediatas das definições de_ rotacional e divergência..o'P a'R OX é)z ox' oyoz oyox o'Q _ o'P .38) rol (rol F) = grad (di v F). .15 é solicitada a demonstração de (12.. então (12.V' F. isto é. se a e b são constantes. gradiente.42) rot(<pF) =<prol F+ V<p X F.-o'P o'Q ox' OX oy oy ax oy' a'R _ a'Q oz oy oz' a'P a'R ---oz' az ax o'Q _ a'P az OX az oy Se admitimos que todas as derivadas parciais rriistas são contínuas. tt : . rotacional e laplaciano No Exercício 7 da Secção 12. são operadores lineares. A identidade (12.39) e (12. o'Q ax oy ax oz oy 2 oy az o'P a'R . .. rol (aF + bG) =a rol F+ b rotG. divergência.15 <:· solicita-se a respectiva demonstração. Em primeiro lugar. no Exercício da Secção 12.40) di v (aF + bG) = a di v F + b div G.Integrais de superfície 499 o'R _ a'Q _ o'R _. sendo V' F definido pela equação 'í1 2F = ('íl'P)i + ('í12Q)j + ('íl'R)k.. com 'I' qualquer campo escalar diferenciável.. O rotaCional e a divergência possuem algumas propriedades gerais análogas às da derivaçãO ordinária.

que é div (Vj>). . (b) F(x. z) ~ (2z . Todavia. definiu-se como sendo No Exemplo 5 o laplacianoV 'F de um campo· vectorial definiu-se pelas suas componentes.z)j + (y. biguidade. é necessária uma utilização cautelosa_ 12. Estas observações fazem sobressair o facto de que embora as fórmulas simbólicas apareçam muitas vezes como convenientes no manejo e retenção . verdadeiro.500 .2x)k.V 2F se interpretarmos v 2 como o operador simbólico V'=~+~+~­ ílx' oy• oz' Esta fórmula paraV 2 também se obterá pelo "produto escalar . que já se definiu.de memória.+ílx íly ílz Cálculo cada uma das fórmulas (12. íl. pelo que se terá (V· V)<p =V· (V<p). quando 'I' é substituído pelo campo vectorial F.41) e (12. V)q>· que é' :ll'<p. e podemos escrever V2 <p = (V · V)<p e V'F =(V· V)F. V· (VF) não . í)k V =-•+-.tem significado porque V F não está definido.y. a'q>ta x' + a'q>ta y' + a'q>ta z'. Tal não é.3y)i + (3x. temos V 2 =V ··V. A expressão (V· V) F é V'F. Consideremos agora a fórmula V ··V 'I'· Isto pode interpretar-se como (V. Exercícios \_ Para cada um dos campos vectoriais seguintes determinar a matriz jacobiana e calcular o rotacional e a divergência (a) F(x. y. z) ~ (x' + yz)i + (y' + xz)j + (z 2 + xy)k. V 2tp. Se utilizarmos mais uma vez o vector simbólico íl. ou como V· (l'<p). deste vector simbólico v por si próprio. Então. No Exemplo 3 mostramos que div (V<p) ~ 17 2 tp. No Exemplo 3 o laplaciano de um campo escalar. Portanto a expressão V· V F é provida de significado unicamente quando é interpretada como (V·V·)F.15. Obtêm-se fórmulas correctas para V 2tp .. porém.42) toma uma forma muito mais parecida com a regra usual de derivação do produto: · V· (<pF) = 'P V· F+ V<p ·F e V X (<pF)= <pV X F+ V<p X F. logo podemos escrever V ·V f? para uma ou outra dessas expressões sem perigo de am-.

z) = y1-z 2i + z 1 x) + X 1}. determinar todos os inteiros n para os quais div (rnr) =O. (d) F(x. Calcular o integral de linha Te V(r') · nds em função de a e b. z) = éJ: 11i + cos xy j + cos xz 2 k.constante.Xzj + xy 3en(cos z)k. 7. isto é. y) = yci + x. Todavia pode ser possível detcrininar um campo escalar não nulo 11 tal que 11F seja um gradiente. 11. calcular rot lf(r)rl.j.xcosy)j. Seja F(x. este exercício constitui uma condição necessária para que a equação diferencial Pdx + Qdy =O admita um factor integrante.l existir. Provar que se um tal f. 13.cny)i. Essa definiçãO deve ser tal que a fórmula seguinte seja uma consequência do teorema dr Green: · · f . Se r= xi + yj + zk e r= llr!l.y. 10.y. (e) F(x.lk_ Mostrar que rot F nem sempre ê nuio. A demonstração do recíproco não pedida).cny i + y 2 'sen. sendo/uma funçãoderivável. Demonstrar que rot (rot F)= grad (di v F). existe um p não nulo tal que 11F seja um gradiente._No integral r.42) . y) = xi + yj: Seja R uma região plana limitada por uma curva de Jordan C. tal que 11F é um gradiente. 9. Um campo vectorial F não será gradiente de um potencial a menos que rot F= O. Dar uma definição do integral de linha c F X da. Uma região plana R é limitada por uma curva de Jordan seccionalmente regular C. . Demonstrar as propriedades elementares do rotacional e da divergência indicada em (12. Se r= xi + Ji + zk e r= llrll. Determinar um campo vcctorial cujo rotacional é xi + yj + zk ou provar que não existe um tal campo vectorial.(z. seccionalmentc regular.=O ' sendo a a função qué define C. (c) F(x. Provar a identidade V· (F x G) ~ G ·(V x F). se F· rot F= O numa região conveniente. 14.4. 6. n representa a normal unitária dirigida para o exterior de C. Se r= xi + yj + ::k e t1 é um vector . R c com 1· a tangente unitária aCeso comprimento de arco. 12: Demonstrar que o teorema de Green pode traduzir-se pela igual_dadc Jf (rot V)·kdxdy ~TV· Tds. respectivamente.F· (V x G).Integrais de superficie 501 2. a e b. 3. y. JC Vxr·da. com F e c campos vectoriais diferenciáveis. Os momentos de inércia de R em relação aos eixos OX e OY são. mas que F·rot F= O. A curva é descrita no sentido direcio. Determinar em campo escalar p.s representa o cOmprimento de arco.39) e (12. Seja F um campo vectorial bidimensional. e usar o teorema de Green para provar que i. z) ~ (z + . --f\1 2F na hipótese de serem contínuas as derivadas parciais mistas de segunda ordem das componentes de F. F é sempre perpendicular ao seu rotacionaL Quando ó campo é bidimensional. Sejam Y(x. e. por exemplo F= Pi + Qj. Calcular div (V X r) e rot (V X r). (A inversa é também verdadeira. y. z) = x 2 :. 5. com c uma constante positiva. mostrar que rot (A x r)= 2r1.. e r(x. 8.= llxi + J:ill.

Nem sempre é possível resolver tal sistema. Dado um campo vectorial. quando Sé um intervalo tridime. Se F é continuamente diferenciável num intervalo aberto S do espaço tridimensional. uma vez que a divergência de um rotacional é sempre zero.16.43) tenha uma solução se restringirmos de maneira conveniente o conjunto S em que se verifica (12. Por exemplo.· é!M ax Isto significa que deve ser . Consideremos agora uma questão análoga referente ao rotacional. Esta condição é também suficiente para que o sistema ( 12. Demonstramos a seguir que a condição (12. Para resolvermos a equação rot G = F temos que resolver o sistema de equações de derivadas parciais (12. A necessidade da condição div F= O já foi estabelecida. provámos na Secção 12. M e N·que satisfaçam às três equaçÕes (12. Então as segunda e terceira equações ( 12. F. Tentemos resolver o problema partindo da hipótese de que L= O. quando são dados P.44) é!P é!Q é!R -+-+-=0 é!x é!y àz em todo S.44) é suficiente.nsional.Jma curva fechada simples C * 12.44). R com R uma· região plana limitada por l. Q e R. Me N.43) admitir uma solução em algum conjunto aberto Sé necessário ter (12. Reconstru_ção de um campo vectorial a partir do seu rotacional Ao estudarmos o gradiente aprendemos a verificar se um campo vcctorial é ou não um gradiente. Para estabeleCer a suficiência dessa condiçãO temos que determinar três funções L.43). Por conseguinte. para o sistema 112.502 Cálculo fF C X da.14 que a divergência de um rotacional é sempre zero. TEOREMA 12. então existe um campo vec!Orial c·tal que rot G = F se e só se div F= O em lodo S.43) escrevem-se é!N = -Q ax e -=R.43) para as trios funções desconhecidas L.= k ff (div F)dxdy. Demonstração.5. existirá um G tal que rot G = F? Suponhamos que escrevemos F= Pi + Qj + Rk e G = Li+ Mj + Nk.

P(t.Q(t.aM = ay az - --:- a Q(t. y. z) = -f' P(x •• 0. & Usando a condição (12.P(x0 .49) aN. z) dt.44) podemos substituir o integrando em (12.P(x0 .45) · Para a escolha de Me N acabada de referir vem: (12. z).-a y i' [ . as operações_ de derivação e integração.P(t. z) dt . y. z) dt = zo i' :ro D. .. z) . y.D. y. . az Portanto (12. y. A equação (12.a:o = L' :to D2 Q(t.R(t. y. y.49) vem ~ --a = ~ -a Y Z i' .. y. z) dt + g(y. y. Assim.D. z) dt (12. Tentemos determinar uma solução comf(y. y. f• R(t. entre si.48) -a aZ i' = R(t.)'. y. aplicando o teorema 10.8. onde cada integração é feita ao longo de um segmento de recta contido em S e as "constantes de integração" f(y. z) ~O. z) dt + f(y.46) aN . z) e g(y. az •• az J' J" Permutamos em seguida.45) será satisfeita se es~olhermos g de maneira que agtaz = . z)] dt . y. D. y. z). z) dt .47) ·e a L'Q(t.R(t. y. podemos tomar g(y. u) du . z) = ~J' Q(t. a equação (12...43) exige (12. . Quer dizer que podemos escrever (12. z) = . z ) -~. z) dt a Y . z). z) •• e M(x.-a R(t.Integrais de superfície 503 N(x. y.49) por D. por exemplo. A primeira equação (12. z "' ag y.46) escreve-se então (12. z) d t -~ = P(x. z) são independentes de x. ag ay "' . y. z). Zo .. aM -a . - az .

Deve ter-se presente que a precedente demonstração não somente estabelece a existência de um campo vectoria1 C cujo rotacional é F.. O exemplo que se segue mostra-·que esta proposição não é verdadeira para conjuntos abertos quaisquer. y.9 resulta que H.43) são satisfeitas.G) = O. se H é outra solução. Um campo· vectorial-·solenoidal que não é um rotacional. consequentemente 11 = G +I' rp. z) =O e M(x.é ·Um rotacional em D (embora o seja em todo o intervalo aberto tridimensional que não contenha a origem). É fácil verificar aue di v V= O em . . z) = f" R(t. Seja V= rir'. Se adicionarmos a este G qualquer gradiente V rp. z) dt- f' P(x zo 0. Para um dado F. obtemos outra solução porque rot (G + l'q>) = rot G + rot (\q>) = rot G =F.orno afirmá mos.5 estabelece que. Além disso. onde L(x. Um campo vectorial F para o q!lal div F= O costuma designar-se por campo solenoidal. Pelo teorema de Stokes podemos escrever (12.toda a região D. N(x.50) Jf (rot U) · n dS f s = 0 U · da. y. . inas também fornece um método direçto para determinar G por integração respeitante às componentes de F. Usaremos o teorema de Stokes para provar que este Vnão. z) dt. "" Com esta escolha de L. sendo O< a< b. conduzindo-nos a rot G = F como pretendíamos.:F.47) e (12. Com efeito. y. então rot H= rot G. Seja D a região do espaço tridimensional limitado por duas esferas concêntricas com centro na origem a raios a e b.G = l'q> para algum gradiente Í'q> continuamente diferenciável. u) du. uma vez que rot(\rp) ~O.um campo vectorial é solenoidal num intervalo aberto S do espaço tridimensional se e só se for o rotacional de outro campo vectorial em S.continuamente diferenciável. z) = - J" Q(t. Pelo teorema 10.504 Cálculo Este argumento leva-nos a· considerar o campo vectorial G = Li+ Mj + Nk. :ro y. y. pelo que rot (H. O teorema 12. y. Para isso admitamosqueexisteum campovectorial Utal que V= rot U em D e chegamos a uma contradição. sendo neste exemplo n = -3. temos a fórmula geral div (r"r) = (n + 3)r".48). Me N é fácil verificar recorrendo a (12. r= xi + yj + zk e r= llrll. o campo vectorial G que construímos não é a única solução da equação rot G =:. é fácil provar que todas as soluções continuamente diferenciáveis devem ser da forma G +'\cp Na realidad(!. EXEMPLO. que as três equações (12.

13. ··-·c-~---· Y FIG. JJ dS = áre~~e s.50). i~ M ·(comprimento de C). 12. (Com efeito.13. ao reduzir-se a "calote polar" a um ponto. sendo M uma constante dependendo de V. sendo a < R < b.Integrais de superficie 505 z c n s . onde C e S são a curva e a superfície representadas na fígura 12. Para construir S. tomamos uma superfície esférica de raio R concêntrica com as fronteiras de D.50). como se indica na figura. É fácil provar que para qualquer mtegral de linha f cU· da se verifica a desigualdade Ifc U ·da. o valor do integral de superfície em (12. por conseguinte. 2 r r r Sobre a superfície S este produto escalar tem o valor constante 1/R'. A parte restante é a superfície S. A curva C é o bordo circular que se indica. o comprimento de C e o valor do integral de linha tendem para zero. a área de S tende pará 4nR' (a área de toda a esfera) e. Então ~~ ' . Seja na normal unitária dirigida para o exterior de U= V= rlr 1 . A superfícieS e a curva C da equação ( 12. Deste modo tem-se JJ (rot s V). 8 Quando a "calote polar" se reduz a um ponto. n dS = ~. temos S~ de maneira que n =r/r.50) tende para 4n.= -. M pode tomar-se como sendo o máximo valor de 11 VIl ao longo de C. Uma vez que rot (rot V)· n r 1 = -r3 ·. Examinemos em segui~a o integral de linha em (12.) Deste modo. e destacamos uma pequena "calote polar".

y. a que é igual. solenoidal para r* O. Provar que li e tp satisfazem às seguintes equações de derivadas parciais . y. z) = L(x. y. um campo vectorial que é simultaneamente irrotacional e solenoidal em Sé o gradiente de uma função harmónica em S. Quer dizer. qualquer curva fechada simples em D é o bordo de uma superfície paramétrica contida totalmente em D). tal qUe o campo vectorialf(r)r seja solenoidal.. da forma G(x. (a) Provar que (i) implica (ii). A demonstraçãe desta proposição é difícil e não será. 5.50) pode fazer-se tomar um valor tão próximo quanto se queira de 4n e o integral de linha. escolher um intervalo tridimensional S que não contenha a origem a exprimir r 3 r como um rotacional em S. Provar que o campo vectorial F(x. continuamente dcrivável. 7. Embora tal região seja simplesmente conexa (isto é. e determinar um campo vectorial G tal que F= rot G em todo o espaço (tridimensional).zi + xyk. Mostrar que n = -3 é o único valor de n para o qual rrrr é. tomar um valor arbitrariamente próximo de zero. Qual é a forma mais geral de C? 4. Então existe um campo vectorial U. apresentada aqui. Portanto não pode existir na região D uma função U cuja rotacional seja V. z)i.y. Exercícios I. pode provar-se que existe um campo vectorial U tal que V= rot U em D se e só se di v V= O em toda a região D. y. Seja 11 = F+ (. Seja V um_ campo vectorial continuamente diferenciável em certo intervalo aberto do espaço tridimensional. mostrar que o campo vectorial U X l' é solenoidal. para algum campo vectorial U continuamente diferenciável (em todoS). ou então apresentar um contra exemplo. 3. z) cujo rotacional é 2i + j + 3k. em todo E 3• Qual é o campo vectorial mais geral. o integral de superfície em (12.y)k é solenoidal. Se a região D goza de propriedade de que cada superfície fechada em D é a fronteira de um sólido completamente situado em D.x}j + (x. z) = . gozando desta propriedade? 2.z)i + (z. Determinar um campo vectorial G(x.· (b) Provar que (ii) implica (i). z)i + M(x. Por exemplo. sendo r'= xi + yj + zk e r= llrll. por tal motivo. com f" solenóidal e G irrotacional. Seja F(x. Se dois campos vcctoriais V e l' são irrotacionais. Seja r= xi + Ji + zk e r= llrll. Determinar um campo vectorial Continuamente diferenciável C. * 12. 8. z) = (y.17. existem superficies fechadas em D que não são fronteiras completas de sólidos contidos inteiramente em D. O. não é um rotacional no conjunto de todos os pontos distintos de (0. nenhuma esfera centrada na origem é a fronteira completa de um sólido completamente contido em D. Para este n. A dificuldade aqui é divida à estrutura geométrica da região D. y. Determinar a forma mais geral da função f de uma va'riável. 0). Nota: Embora r 3r seja um rotacional num tal S.506 Cálculo estamos perante uma contradição. Considerem-se as duas seguintes proposições relativas a l': (i) rot V= O e V= rot U. continuamente diferenciável. tal que F= rot U e um -campo escalar tp tal que C= V<p em S. (ii) Existe um campo escalar <p tal queV<p seja continuame~_te diferenciável e tal que V= grad <p e VZp = O em todo S. Admitir que todos os campos considerados são continuamente diferenciáveis em S (intervalo aberto). tal que F= rot G em todo o espaço. 6.

14. (c) Se u(x. Determinar os campos vectoriais F e G. continuamente diferenciável em S.. . mas mais gerais. :-) = x + y + :. y.y' +. a imagem S ~ r(T) conterá o mesmo número de buracos que T. Extensão do teorema de Stokes a superfícies que são imagens biunívocas de régiões multiplamente conexas.c v campos eséalares continuamente diferenciáveis num intervalo aberto R doespaço tridimensional. tais que H= F+ G. Extensões do teoremaoe Stokes O teorema de Stokes pode generalizar-se a superfícies regulares simples. Sejam 11. pode exprimir-se na forma H= F+ G. {b) Determinar se sim ou não qualquer· dos três campos vectoriais seguintes p~dem ser utilizados como F na alínea (a): (i) V(uv). 2 J? + z 2 = I. z) = x·'. excepto em que usaremos o teorema de Green para regiões multiplamente conexas (teorema v z I r ~.18.Integrais de superfície V2 97 = div H. calcular o integral de superfície JJ "ílu x "ílv·ndS. com F um rotacional e C um gradiente.14 (com um número finito de buracos). Nota: Este exercício tem largas aplicações. 9. Seja Il(x. z1 e v(x~ y. porque pode demonstrar-se que todo o campo vectoriall/. e n o vector normal unitário com componente 12. z 2:: O. em que F é solenoidal e G irrotacional. (iii) vVu. z) = x 2yi + ylzj + z 2 xk. (i i) u'Vt'. ~ I :· r ~ Jf ~r------------------u X c y FIG. s sendo S a semi-esfera x + segundo OZ não negativa. Para generalizar o teorema de Stokes a tais superfícies seguiremos o mesmo tipo de raciocínio que na demonstração precedente. (a) Mostrar que existe um campo vcctorial F tal que Vu X V v= rot F em todo R. )'. 10. 12. 507 grad (div U)-<:'U~ rot H. Se T é uma região multiplamente conexa semelhante à que se apresenta na figura 12.

(t)l. . e p. como se mostra· na figura 12. e y. respe_ctivamente. e C2 serão descritas· nos sentidos i~duzidos pela aplicação r a partir de r. através das aplicações r 1 e r 2 . r. r. C1 e C 2 as im:igens de f. Pode considerar-se. l'· y.27) necessitamos de uma soma de integrais de linha. tomados ao longo das imagens das curvas que constituem a fronteira de T. e f 2 . Aqui. respectivamente.(t)l. . se T tem dois buracos. a identidade no teorema de Stokes toma a forma fsf (rot F)· ndS fc F· dp +fc. As curvas C. r. com sinais adquados.15. Neste exemplo as representações r 1 e r 2 podem escolher-se de modo que estejam de acordo na intersecção r\ n r2.51) com n 1 e n 2 as normàis determinadas pelos p~odutos vectoriais fundamentais de r 1 e r 2 . ri e r2. e f 2 nos sentidos. FtG. Consideremos em primeiro lugar o cilindro desenhado na figura 12. imagens de dois rectângulos :idjacentes T1 e T2 . respectivamente. r n.14.. Se aplicamos o teorema de Stokes a cada parte SI e s2 e adicionamos membro a· membro obtemos (12. F· dp. Por exemplo. Extensão do teorema de Stokes a um cilindro. = com C. p 1 e p 2 as funções compostas p(l) = r[y(t)l. C. as Funções p 1 e p 2 definidas por p 2 (1) = r 2 [y 2 (t)] oescrev.12). são as funções que definem r.15. indicados. f 1 e f 1 são percorridos como se indica. O teorema de Stokes pode igualmente generalizar-se a algumas (mas não todas) superfícies regulares não simples. p. Em vez do integral de linha que aparece em(12. 12. Vamos apresentar algumas das possibilidades atra· vés de alguns exemplos.(t) = r[y. p. orientada positivamente. de T1 e y2 a fronteira de rz igualmente orientada positivamente.508 Cálculo 11. F· dp.eu as imagens Cj e ( 2 de 1\ c 1'2 .como a reunião de duas superfícies paramétricas regulares si~ pies S 1 e S 2 . respectivamente. e se as curvas fronteira f. Se y 1 descreve a fronteira r 1 . + fc. r.(t) = r[y.

podem substituir-se por uma soma de integrais de linha ao longo dos dois círculos c. nos integrais de linha. (12. Mõbius (1790-1868).52) onde. em vez de duas.C2 • (Ver figura 12. são descntas no sentido induzido por T1 e T 2 • As duas circunferêftcias c.16. dizem-se formar a fronteira completa de S. visto que os integrais de linha ao longo de cada "arco da intersecção C. a equação (12. encontramos duas dificuldades. US2 como um integral de linha sobre a fronteira completa de S. e C. Trouxe algumas contribuições importantes à Mecânica Celeste. a normal unitária n é a mesma que n 1 em S 1 e que n 2 em S 2 • Consequentemente a soma dos integrais de superfície do primeiro membro de (12. as duas normais n 1 e n 2 não têm sentidos concordantes em toda a intersecção C. cargo que desempenhou até à sua morte. tal como os definimos para o exemplo anterior do cilindro. F. Esta é ainda a reunião de duas superfícies paramétricas regulares simples S 1 e S 1 .15 através das setas . n.51). como fizemos para o cilindro. um aluno de Gauss.16). e seja na normal unitária correspondente determinada pelo produto vectorial fundamental de r. obtemos (12.52) exprime o integral de superfície de(rot F)·n sobreS. t Devida a A. Definem-se p 1 e p2 . 81uSz Neste exemplo. C. Consequentemente. u S. .. fazendo n = n 1 sobre S 1 e n = n 2 sobre S 1 . e c.. Com 26 anos de idade fo-i nomeado professor de Astronomia em Leipzig. c.51) é igual a ff (rot F)· n dS. u S 2 neste caso é uma curva fechada simples C. superfície. Portanto não podemos definir uma normal n para a. Uma vez que as normais n 1 e n 2 têm sentidos concordantes_ em S 1 n S 2 . Isto não é.Integrais de superfície 509 Designemos agora por r a aplicação de T1 u T2 • que coincide com r 1 em T1 e com r 2 em T2 . A primeira. Esta curva constitui a fronteira completa da superfície de Mõbius. as representações r 1 e r 2 podem escolher-se de maneira que p1 e p 2 definam sentidos opostos ao longo de cada arco da intersecção c\ () como se indica na figura 12. como fizemos para o cilindro. as imagens de dois rectângulos adjacentes T1 e T2 • Esta superficie particular chama-se a superficie de Mobiust. u S 2 • A equação (12. e c. mas os seus trabalhos· mais importantes dizem respeito à geometria i à teoria dps números. Esta equação é a extensão do teoreffia de Stokes para um cilindro. Suponhamos agora que aplicamos os mesmos conceitos à superficie representada na figura 12. dando a um dos lados extremos uma meia vOlta e justapondo em seguida esses lados extremos.51) pode escrever-se c2. para a banda de Mõbius. no segundo membro de ( 12. Mas se tentamos manter os dois integrais de superfície e os dois integrais de linha como atrás. formando os bordOs superior e -inferior de S 1 u S 2 . n C2 anulam-se. pode construir-se facilmente um modelo de tal superfície recorrendo a uma tira rectanguiar de papel. O bordo de S. Se aplicamos o teorema de Stokes a cada uma das partes S 1 e S 2 . e c.51 ). Os dois integrais de linha.

as aplicações r 1 c r 2 podem sempre ser escolhidas de maneira que p 1 e p 2 delinam sentidos opostos em cada um dos arcos de intersecção C1 n C1 • Para uma superfície-. não orientável tal escolha não é possível.16. a reunião de duas superfícies paramétricas simples. A superfície de Mõbius· considerada cornO. porque podemos definir n como sendo n 1 sobre S 1 e. e depois definir n c_omo sendo n 2 em todo o resto. Um modelo em papel de urna superfície orientável tem sempre "duas faces que podem diferenciar-se pintando-as com cores diferentes. FIG. relevante.51) não é necessariamente igual ao integral de linha tomado ao longo da fronteira completa de S 1 u S 2 . consul- pccti~arnente. Não vamos definir estes termos aqui com rigor. Neste exemplo não é possível escolher as aplicações r 1 e r 2 de maneira que p 1 e p 2 definam sentidos opostos em cada uma das partes de C 1 n C2 • É o que se indica pelas setas na figura 12. uma dessas partes é descrita duas vezes no mesmo sentido.16. Sobre este arco os correspondentes integrais de linha não se anulam necessariamente um ao outro como aconteceu no caso do cilindro. mas vaml?s contudo mencionar algumas das suas diferenças. -Isto cortduz-nos à definição de_ uma normal descontínua mas as descontinuidades assim introduzidas formam um conJunto de medida nula no' plano OUV e não afectam a existência ou o valor do integral dé superfície Jf B1v8s (rol F)· n dS. Cálculo n. contudo. Para uma superfície orientávc\ S 1 US' 2 . O teorema de Stokes não se aplica a uma superfície de Mõbius. resorientdveis e não orientáveis.em Ct n C2 . Pa·ra uma superfície regular orientável pode definir-se um vector normal unitário de uma maneira. . Portanto a soma dos integrais de linhá em (12. As supcrfíciés não orientáveis possuem unicamente uma face. Para um estudo rigoroso destaS c de outras propriedades de superfí_cies orie~táveis e não orientáveis.contínua sobre toda a superfície. No caso de uma superfície não orientável tal definição _ não é possível.510 n.linha. e o teorema de Stokes não pode estender-se à superfícies de Mõbius. formada por duas superfícies paramétricas regulares simples Como as consideradas atrás. Uma dificuldade mais sCria aparece quando tentamos manter os integrais de . Obsermção: O cilindro e a superfície de Mobius são exemplos de superfícies. 12.

ExtensãO do teorema de Stokes a uma esfera.17. Outra superfície orientável é a esfera desenhada na figura 12. 12.51) como anteriormente. R 1 e n 2 podem escolher-se de maneira q~e os sentidos definidos por p 1 e p 2 sejam opostos em C1 e C2 .17. f IG. a esfera. C11 C2 o mesmo significado que nos exemplOs anteriores. Neste caso as curvas C1 e C2 estão completamente identificadas pela aplicação r (coincidem ao longo do equador). u S. diz-se fechada. Esta superfície é a reunião de duas superfícies paramétricas simples (semi-esferas) S 1 e SH as quais se podem considerar como imagens de um círculo do plano XOY através das aplicações r 1 e r 2 . e a superfície S. Isto é válido não.somente para. n C2 e podemos reunir os integrais sobre S 1 e S 2 num único integral. O teorema de Stokes pode generalizar-se a superfícies Orientáveis por urri processo análogo ao seguido para o caso do cilindro. respectivamente. p2 . e S2 são orientáveis).Integrais de superfície ta r qualquer tratado de topologia combinatória. n. sobre a esfera. O teorema da divergência exprime uma relação I . 12. como se sugere pelas setas na figura 12. 511 s. mas para qualquer superfície fechada orientável. e ni têm sentidos concordantes em C.17. As normais n. obtendo-se pois a fórmula fJ StuSz (rot F)· n dS =O. Os dois integrais de linha do segundo membro de (12.51) anulam-se mutuamente. (O que é possível porque S.19 O teorema da divergência (teorema de Gauss) O teorema de Stokes exprime uma relação entre um integral estendido a uma determinada superfície e o integral de linha tomado ao longo da curva ou curvas qu"e constituem a fronteira da referida superfície. Atribuimos a r. p 1 . Atém disso. Se aplicarmos o teorema de Stokes a cada semi-esfera e adicionarmos as igualdades correspondentes. obtemos (12.

Comecemos pela terceira c vamos demonstrá-la para sólidos de um tipo muito especial. JJg:dxdydz= JJ RcosydS. sendo T uma região conexa de XOY e f e g Junções continuas em T com g(x.j(x. .54). Toda a recta paralela ao eixo OZ que atravesse T intersecta o sólido V ao longo de um segmento de recta que une a superfície z = g(x... y).y)emT. A superfície fronteira S é formada pela parte superior S. JJJ:ºdxdydz = JJ Qcos{JdS.J(x. z) satisfazendo a uma relação da forma g(x. por exemplo F(x.6. isto significa que T é a projecção de V no plano ·xo Y. y. z)k yk. z) e ~ P(x. Sejam V um sólido no espaço tridimensional/imitado por uma superjicie fechada orientável Se n a normal unitária para o exterior de S. TEOREMA 12.53) fJ j(div F) dxd"y dz fJ F· n dS. z)i = + Q(x.y. y).5. z)j + R(x.y) pam (x. y) com a superfície z ~ f(x... n (12. y. Admitamos que V é um conjunto de pontos (x. y.. s JJ s s Demonstração. y. v s e somá-los membro a membro para se obter (12. Geometricamente. tem:se (12. definida pela fórmula explícita z ~ f(x. e (possível- .12 Cálculo entre um integral triplo estendido a um sólido e um integral de superfície tomado sobre a superfície fronteira desse sólido. Basta estabélecer as três seguintes igualdades JJJ~~dxdydz = v v y Pcos~as.53) pode escrever-se (12. y).y)SzS.54) cos rxi + cos {Jj + cos JJJ(:: v + :~ + 0 0~) dx dy dz ~ JJ (P cosa+ Q cos P+ R cos y) dS. a parte inferior S. Se f' é um campo vectoria/ continuamente diferenciável definido em V. = v s Nota: Exprimindo. F e n em função das respectivas componentes. y) para todo (x. TEOREMA DA DIVERGtNCIA. y). y) em T. definida por z ~ g(x...

55) JJJ ~= dx dy dz JJ {R[x. não positiva em S. = V T :. e é paralela a XO Yem S. cubos) e muitos outros sólidos que não são convexos (como por exemplo o tipo de eixo : . 12. paralelo a OZ). (Na figura 12. z X F IG.18 apresenta-se um exemPio).C:~t. g(x.mente) por -uma parte S 3 de uma superfície cilindrica gerada por . elipsoides.J V uz o R .56) JJ Rcos y dS = Jf R cosydS+ Jf Rcos ydS + Jf R cosy dS. Incluem-se neste tipo todos os sólidos convexos (por.--dxdydz = JJ [J '•·•> az Jdxdy. y)J} dx dy. Exemplo pe sólido projectáveis -xy. Sólidos deste tipo dizem-se "projectáveis em XOY''. B • • • . Mostramos em seguida que este integral duplo tem o mesmo valor que o integral de superfície considerado no enunciado. A ideia para a demonstração é muito simples~~f::xprimimos o integra. y)). y.Para o integral de superfície J?Odemos escrever (12.l triplo como um integral duplo estendido à projecção T.J(x.uma paralela ao eixo . exemplo esferas. aR -dz 1 T tt.r Integrais de superfície 513 -. OZ movendo-se ao longo da fronteira de T..fl) O integral a respeito de z pode calcular-se mediante o segundo teorema fundamental do cálculo. dando-nos (12. y. A normal exterior a S tem componente segundo OZ não negativa em S.R[x.18. Consideremos então a fórmul2 Jf.

devido a ( 12. y. Na demonstração precedente a hipótese de que V é projectável em XOYpermite-nos exprimir o integral triplo sobre V como um integral duplo sobre a sua projecção T no plano XO Y. s2 'r(x. y)k. e se V for "projectável em XOZ'' obtemos ssgQ dx dy dz fJ Q v s = cosft dS. Concluimos assim que o teorema da divergência é verdadeiro para todos os sólidos projectáveis sobre os três ·planos coordenados. pelo que cos I'~ O e o integral estendido _ a S 3 é nulo~ Sobre_ a superfície Si recorremos à representação' r(x. pelo que podemos escrever [ver equação ( 12. y) = xi e sobre + yj + f(x. É evidente que se V for "projectável em YOZ'' podemos utilizar o me• mo tipo de argumento para demonstrar que fff ~: v y dx dy dz = Jf s P cos oc. a normal n tem o sentÍdo oposto de a. g(x.25)1 If R cos y dS = fJ R dx Jf R cos y dS = 81 A dy = fJ R[x. a normal n tem o mesmo sentido que o produto vectorial Or!dx x Jr!Jy. y. g(x. y) = xi SobreS.dS. y)]} dx dy. y)k.j(x. a normal n é paralela ao plano XO Y. · .r/J X X Jr/J y pelo que. Em particular o teorema é válido para todo o sólido conexo. y)] dx dy.56) vem ff R cos y dS ff {R[x. y)] = S T R[x. T Sobre s. Comparando-a com (12.55) vemos que Jff~~ dxdydz v =Jf s RcosydS. y.f(x. T Deste modo (12.26). y. y)] dx dy. se terá - If R dx Sz A dy = - If R[x. + yj + g(x.514 Cálculo Em S.

e (12. não convexos. cular dos eixos coordenados. Dado < > O temos que determinar um 15 > O tal que . 57) div F = iJP h +~ +• iJQ iJR .7. mas não em XOZ ou YOZ.20 Aplicações do teorema da di•ergência Os conceitos do rotacional e divergência de um campo vectorial F= Pi + Qi + Rk foram introduzidos na Secção 12. presumivelmente.iJQ)i + (iJP. por sua vez. Para generalizar o teorema da divergência a um tal sólido dividimos o toro em quatro partes iguais por planos que passam pelo seu eixo e são paralelos aos planos XOZ e YOZ. ·-· JV(t)l BW ~ Demonstração. iJy iJz iJz àx iJx iJ y · Para se calcular div F e rot F a partir destas fórmulas necessita-se o conhecimento das componentes de F. Então se IV(t)l representa o volume de V(t ). Uma mudança de eixos significará. Com o auxílio do teorema de Stokes e do teorema da diver- gência podemos obter fórmulas para a divergência e rotacion. Seja F um campo vectoria/ continuamente diferenciável em V(t). Deste modo a soma dos integrais de superfície relativas às quatro partes é igual ao integral de superfície estendido a todo o toro. 12. e se n é a normal unitária exterior a S. Estas fórmulas mostram que o rotacionãl e a divergência constituem propriedades intrínsecas do campo vectorial F e não dependem da escolha parti.al nos quais não intervêm as componentes de F. O integral triplo estendido a todo o toro é a soma dos integrais triplos estendidos a cada uma das quatro partes.58) rot F= (iJR . que as normais exteriores tem sentidos opostos sobre cada par de tais faces.i! R) i+ (iJQ. uma mudànça nas componentes de F e. e aplicamos o teorema da divergência a cada parte. uma correspondente mudança . e represente S(t) a fronteira de V(t). Estas componentes. Quando adicionamos os integrais de superfície estendidos às quatros partes ·encontramos que as contribuições das faces comuns às partes adjacentes se anulam mutuamente. Analisemos em primeiro lugar a fórmula para a divergência. tem-se í (12.iJP)k. nas funções div F e rot F. uma vez.59) 1 div F(a) = lim-. Seja V{t) uma esfera de raio t >O com centro no ponto a do espaço tridimensional. TEOREMA 12. Seja tp = di v F.JfF·ndS. Este exemplo ilustra o modo como o teorema de divergência pode estender-se a certos sólidos.Integrais de superficie 515 Um toro de eixo paralelo a OZ é "projectável em XOY".12 pelas fórmulas 2 (I. dependem da escolha dos eixos coordenados no espaço tridimensional. respectivamente.

60) I <p(a).57) que exprime div F e Junção das componentes de F. a divergência em a pode ser interpretada como o coeficiente. se escrevermos <p(a) = <p(x) + [tp(a). ~ \V(t)l < V(tJ < [V(t)[.. com tanto que estes sólidos contenham o ponto a e tendam para a quando 1. Quanto t-+ O. aplicar-se-ia exactamente a mesma definição. Na demonstra<.516 Cálculo 1 (12. o limite deste cociente é a divergência de F em a.. Este procedimento esboça-se no Exercício 14 da Secção 12. O teorema 12.'l'(x)l e integramos ambos os membros desta igualdade sobre a esfera V( I) de raio 1 < h. =h.O. . Além disso. O mesmo teorema permanece verdadeiro se. Então o integral de superfície Jr F· R dS mede a massa total do fluido passando S'(t) através de S na unidade de tem pu e no sentido de R. a equação (12. h). Visto que <pé contínua em a. h) tal que [<p(x).de vadação da massa. em a.. Em alguns livros de análise vectorial. \V(t)l Sltl sempre que O< t < ô. Quando dividimos esta desigualdade por I V(t)l vemos que (12.<p(a)l < ~ 2 sempre que x eB(a.7 pode ser utilizado para dar uma interpretação física da divergência. cada V(l) pode ser um cubo inscrito numa esfera de raio I em torno de a. podemos servir-nos de (12. por unidade de tempo.21.<p(x)l dx dy dz :-::. em vez de esferas. fJJ [<p(a).59) é tomada como definipio de divergência.59) não intervêm as componentes de F. Por isso. Portanto. na fórmula (12. O cociente • ff F· S(t) R dS/1 V(l)l repre- senta a massa por unidade de volume que passa através de S na unidade de tempo e no sentido de n. Tal facto permite imediatamente atribuir um significado físico à divergência. por unidade de volume.JJF· ndS I<< ..60) é válida com l. Se escolhemos para V(l) um cubo com as arestas paralelas aos eixos coordenados e o centro em a. Suponhamos que F representa o vector densidade de fluxo de uma corrente estacionária.59) para deduzir (12. Por exemplo. encontramos <p(a) JV(t)l = fff <p(x) dx dy dz + fff [<p(a) y(t) <p(x)] dx dy dz. utili- zarmos qualquer conjunto de sólidos V( I) para os quais o teorema da divergência seja válido. para o< dado existe uma 3-bola B(a.ão anterior não fizemos qualquer uso especial do facto de que V(l) era uma esfera. obtemos a relação I<p(a) \V(t)l - fJ SW F· n dS I:. Portanto ela é válida em qualquer sistema de coordenadas. o que demonstra o teorema. VW Se aplicamos o teorema de divergência ao primeiro integral triplo do segundo membro e transpomos esse termo para o primeiro membro.

O campo vectorial F é suposto continuamente diferenciável em S(t). Se a normal unitária exterior de V é cosa i + cos f3 j + cos r k. 2\ exactamente da mesma maneira. e n a normal unitária dirigida para o exterior de S.Integrais de superficie 517 Existe uma fórmula análoga a (12.62) n· rotF(a)=lim- 1 ·-· IS(t)l j -. Uma demonstração de (12.usado na demonstração de ( 12. k. Assim. 2.59) que é muitas vezes usada como uma alternatíva.62) pode ser estabelecida pelo mesmo método. Se F(x.61) é análoga à do teorema 12. Tais integrais podem definir-se por intermédio das componentes. e IS(t)l representa a sua área. e a a função que define C(t) num sentido tal quando observado de n parece positivo. os produtos escalares i· rot F.1: C(t) F·da.na definição de rotacional. rot F(x) e raciocinamos como atrás. e k · rot F são as componentes do rot F no sistema cartesiano rectangular.61) 1 rot F(a)=lim•-• IV(t)l sw -ffn x FdS.62) representa a circulação por unidade de área no ponto a.21 Exercícios 1. Se F é um campo de velocidade. j. a qual pode ser deduzida de (12. Existe outra fórmula em que intervem o rotacional. a fórmula ( 12. j · rot F. A demonstração de (12. Nesta fórmula. Quando n toma sucessivamente os valores i. A parte menor constitui um sólido V limitado por uma superfície fechada S 0 formada de duas partes. o limite em (12. o integral de linha ao longo de C(t) chama-se a circulação de F ao longo de C(t).7.7.parte esférica S 1 e uma parte plana S 1 .59).. f 12.. y. aPlicar o teorema da divergência para calcular o integral de superfície F· n dS. Seja S a superfície do cubo. O . calcular o valor do integral de superfície f ff .61) é tomada como ponto de partida para a definição de rotacional. excepto em que usamos integrais de superfície em vez de integrais triplos e o teorema de Stokes em vez do teorema da divergência.( z ~ I. com respeito ao plano perpendicular a n em ·a. onde V(t) e S(t) têm o mesmo significado que no teorema 12. S(t) é um círculo de raio t e centro a. O :s. Fazemos <p(x) = n.58) para as componentes rectangulares de rot F pode ser deduzida de ( 12. O integral de superfície que figura no segundo membro tem um integrando vectorial. n· rot F(a) pode ser considerada como uma "densidade de circulação" de F em a. uma. O ~ x ~ I. Quando a equação (12. e que se escreve (12. A esfera x 2 + Y + z 2 = 25 é intersectada pelo plano z = 3. a qual estabelece que (12. Verificar o resultado através do cálculo directo s do integral de superfície dado. z) = x 1 i+ Yi + t 2 k.61) ou ser estabelecida independentemente. y ~ l. O vector n é a normal unitária a S(t).

s s 11 (y' cosa + 2xy cos p- xz cos y) dS. s ff (xz cosa + 2yz cos P + 3z2 cos y) dS. 6. s. s se f é harmónica em V. f e g. y. Jfl Oh e Jg/ ôh representam derivadas direccionais dos campos esca-lares V do tipo considerado no teorema de divergência. (b) Sé a base plana 5 2 . 3. Admita·se que se conhecem o centro de massa (X. (d) Exprimir f j(x2 +. Jfinds = fff V'fdxdydz. Em Cada um dos eXercícios provar a proposição enunciada. + y cos P + z·cos y) dS. 4. a (a) (b) (c) 11 (x cosa. y. exterior a uma superfície fechadaS que limita um sólido Nos Exercícios 4 a 10. JJ(t::-g%)ds= JfJ (fV'g-gV j)dxdydz. . direcção da normal unitária n. Z.518 Cálculo ff (xzcos a+ yzcos p + cos y)dS s se (a) S é a parte esférica S 1. na. s v sempre que f seja harmónica em V. Seja R= cos a i+ cos f3 j + Cos F k a normal unitária exterior superfície fechada s que limita um sólido homogêneo V do tipo considerado no teorema da divergê"ncia. (c) Sé toda a superfície fronteira S 0 • Resolver a alínea (c) conl os resultados das alíneas (a) e (b). f) e o volume I J!1 de V. s v v se f e g são ambas harmóniéa em V. JJ%ds=o s JJt::dS= ffftV'gdxdydz+ Jff Vf·Vgdxdydz. t: também por aplicação da teorema da divergência. Calcular os seguintes integrais de superfíCie 'em função de l Jt1 e X.. Deve admitir-se a continuidade de todas as derivadas que se considerem·. Visto que iJf!iJn = vfn e iJg!iJn = \Jg·n. ·v 2 7.f) (xi + yj) · n dS em função do volume[ ~e de um momento de inér~ia s do sólido.

intersecta S quando muito uma vez. Consequentemente o ·ângulo sólido pode medir-se pela.:adS.19). O conjunto D(S) chama-se ângulo sólido de vértice P subteoso por S. e IV(t)l é o volume de V(t). . r ff 8 onde r é _ó raio vector de -p para um pOnto arbitrário de S. Isto mostra que o cociente l!l(S)I é ind.. Demonstrar que F= C em todo V. onde V(t) é o sólido esférico de raio te centro a. Representem F e G dois campos vectoriais continuamente diferenciáveis tais que rot F= rot G e ainda G ·n e divF=divG em todo V.G.limitado por uma superfície fechada S. . Integrais de superfície 519 dS. li. = a (a) Demonstrar que _este coctente e igual ao integral de superfície r·n --.! (b) Dois piaDos iriterseciam-se ao longo do diâmetro de uma: esfera com centro em P. S(t) é a super- 10. O ângulo sólido Q(S) com vértice em P subtenso a uma superfície S. 12. Provar que txiste quando muito um campo _vectorial F veríficando as três condições seguintes: rot F= G e divF=g emV.epeitdente do rajo a.19. Seja S uma superfície paramétrica regular gozando da propiedade de que ca:da recta passando por um ponto P. FIG. [Sugestão: Aplicar ·o teorema da divergência à parte de Q(S) compreendida entreS c L"(a). com O < O < n. Seja V uma i_egião convexa do espaço tridimensional cuja fronteira é uma ·superfície fechada S e seja n a normal unitária exterior de S.Vfll dx dy d= v A partir daqui dc"'""'trar 4ue e utilizar uma identidade conveniente para provar qUe H~ O em V. determinar um campo escalar f tal que 11 ~O. = F· n em toda a superfície S. = Ll/.é 6. O ângulo de intersecçãO .tro P· O cociente area de l:(a) a' representa-se por 1!2 (S)I e usa-se como uma med. Seja S a parte menor da superfície da esfera intersectada pelos dois planos.t Dado um campo vectorial C e dois campos escalares f e g~ cadã um deles continuamente· 1 diferenciável nurri sólido convexo V . Seja n a normal unitária exterior a S. (Ver figura 12. área da intersecção de fJ (S) com a esfera de raio unidade e céntro em P. Provar quell2(S)I ~ 28. A sua medida é definida pelo cociente 1!2 (S) 1 área d. e r= ~rl O vector n é a normal unitária -a S dirigida para o lado contrário ao de P. (Sugestão: Sendo H= F. Seja I:(a) a interSecção de O(S) com a superfície da esfera de raio a e Cen. V'J(a) =~~I ~t)l ff in S(t) ficie de V(t). !Jfi!.ida do ângulo sólido l2 (S). Seja !l (S) o conjunto das rectas passando por P e intersectando S. L (a).

15. Um campo escalar tp que é não nulo goza das propriedades e div(<pV<p) = IO<p. Raciocinar de maneira análoga para os restantes termos(. F nesse sistema de coordenadas. Provar que div F(a) = D 1 P(ci) + DzQ(a) + D 3 R(a). O ângulo sólido H (S) com vértice em P subtenso a uma superfície S. Seja V(t) uln cubo de aresta 2t ·e centro a.o. Q e R as componentes de. lSugestão: Exprimir o integral de superfície como uma soma de seis integrais duplos tomados sobre as faces do cubo. .520 Calculo FIG. 12.19..O(S)I ===~-=c= a' ·14. Provar depois que l/l-V(t)l vezes a soma dos dois integrais duplos estendidos às faces perpendiculares ao eixo OZ tende para o limite D 3 R(a) quando t __. Designe-se por n a normal unitária exterior a S(t) e seja IV(t) I o volume do cubo. Escolham-se os eixos coordenados OXYZ paralelos às arestas de V(t) e sejam P. e utilize-se este limite como a definição da divergência di v F (a). e represente_ S(t) a sua superfície fronteira. admita-se que existe o liffiite · ~~ IV~t)l S<tl fi F· ndS. Para um dado campo vectorial F que é continuamente diferenciável em a. área de 1: (a) A sua medida é definida pelo_cocientei.

an é a derivada . e direccional de rp na direcção da normal unitária exterior a S.Integrais de superlicie Calcular o integral de superfície 521 ff an s -dS a'P - ' Õ!p! onde S é a superfície de uma esfera unitária com centro na origem.

PARTE 3 TÚPICOS ESPECIAIS .

intitulado De Ratiociniis in Ludo A /eae.jogos de azar" e desenvolveu-se rapidamente durante o século xvm. durante esse períúdo. aparentemente bem estabelecida. era um tratado com problemas associados com os jogos. Embora alguns problemas especiais relativos a jogos de azar tivessem sido resolvidos por alguns matemáticos italianos nos séculos XV e XVI. O jogo consistia em lançar um par de dados 24 vezes. Blaise Pascal c Picrrc de Fermat.13 FUNÇÚES DE CONJUNTO E PROBABILIDADE ELEMENTAR 13. por dois famosos matemáticos franceses. de uma teoria matemática das probabilidades.hecedor do conteúdo dessa correspondência publicou (em 1657) o primeiro livro sobre a teoria d~s probabilidades. Uma regra de jogo.u desenvolvimento. devido às suas alusões aos· . Este e outros problemas postos por de Méré motivaram uma troca de correspondência entre Pascal e Fermat.1. não tinha sido desenvolvida qualquer teoria geral antes dessa famosa correspondência. um professor de Leibniz. Cavaleiro de Méré. chamou a atenção de Pascal para uma aparente contradição num popular "jogo de dados". Introdução histórica Uma disputa entre jogadores em 1654 levou à criação. con. t Algumas vezes citado como James Bernoulli. o problema estava em decidir se era correcto apostar a mesma importância a favor ou contra o aparecimento de pelo menos um '"duplo seis". Quem mais contribuiu para o se. foram Jacob Bernoulli t ( 1654-1705) e Abraham de Moivre (1667-1754). nos vinte e quatro lançamentos. na qual se estabeleceram pela primeira vez os princípios fundamentais da teoria das probabilidades. um nobre francês interessado em questões de jogos e apostas.. Antoinc Gombard. conduziu de~ Méré a acreditar que seria vantajoso apostar por um "duplo seis" nos 24 lançamentos. 525 . A teoria de probabilidades tornou-se rapidamente popular. mas os seus próprios cálculos mostravam-lhe o contrário. O cientista Christian Huygens.

o desenvolvimento da teoria das probabilidades foi estimulado pela variedade das suas aplicações. von Míses e Kolc mogorov. conduzem a um conceito mais geral o de função de conjunto finitamente aditiva. outras aplicações ocorrem em campos tão diferenciados como a genética. uma monografia do matemático russo A. Chelsea. mas suficientemente ampla para que seja aplicável a uma classe de fenômenos também.século XX pelo tratamento da teoria ·das probabilidades de uma maneira axiomática. Para preparar o caminho. a economia e a engenharia. o mais amplopossível. Mais adiante introduziremos a probabilidade como outro exemplo de uma função deste tipo. 13. Todas estas medidas têm certas propriedades em comum.gica da matéria como ciência dedutiva e motivar o interesse do leitor pelo pensamento probabilístico. Laplace provou que essa teoria das probabilidades tinha aplicações em muitos problemas científicos e práticos. A estadística matemática é um dos exemplos mais importantes de aplicação da teoria das probabilidades. Foundations of Probability Theory.2. fundamentalmente à teoria dos jogos de azar. A teória dos erros. o comprimento de uma curva. Inversamente. a teoria das probabilidades consistia praticamente na análise matemática dos jogos de azar. Analogamente ao que se passou com muitos outros ramos da matemática. e a mecânica esWtÍstica são exemplos de algumas das aplicações importantes da teoria das probabilidades. ou a massa de um sistema de partículas é um número que mede o tamanho ou o conteúdo de um conjunto. ideias rerináram-se mais e a teoria das probabilidades é agora parte de uma teoria mais geral conhecida por teoria da medida. tais como lançamento de moedas. Desde então a. Neste capítulo apresentamos as noções básicas de uma teoria moderna das probabilidades.. conjuntamente com as suas ligações com a teoria da medida. Uma das dificuldades no desenvolvimento de uma teoria maiemática das probabilidades foi a de conseguir uma definição de probabilidades suficientemente rigorosa para a sua utilização matemática. Estabelecidas de forma abstracta. Kolmogorov esboçava uma aproximação axiomática que constitui a base para a moderna teoria.Y. Funções de conjunto completamente aditivas A área de uma região. Em 1933. dados e jogos de cartas. a psicologia. 1950). São muitos os autores que contribuíram com os seus resultados para a teoria das probabilidades desde o tempo de Laplace. Esta introdução pretende põr em evidência a estrutura ló. entre os mais importantes contam-se Chebyshev. cada avanço na teoria alargava o âmbito da sua influência. analisamos primeiramente algumas propriedades comúns a todas estas funções. O assunto foi definitivamente resolvido no. Markov. . (A monografia de Kolmogorov encontra-se traduzida em inglês. A pesquisa de uma definição completamente aceitável durou cerca de três séculos e foi caracterizada por muita contra-· vérsia. Antes de Laplace. Dão-se também algumas aplicações. a análise actuarial. N. desenvolvidas no século XIX.526 Cálculo Em 1812 Pierre de Laplace (1749-1827) introduziu um grande número de ideias c técnicas matemáticas no seu livro Théorie Analytique des Probabilités.

a qual é fOrmada unicainente pelos dois conjuntos especiais: 0 e S. tais que A u B perten(Xl tam!Jém a . Desfas exigências resulta o teorema seguinte: ii .. ~ {0. Toda a álgebra de Boole s1' constituídá por subconjuntos de S satisfaz às relações de inclusão .1). uma família d de conjuntos e cujos valores da função são números reais. . É frequente ter que efectuar as operações de união. ' I. No outro extremo está a classe d .#. Isto implica que o conjunto vazio 0 perlence a.s/' é fechada a respeito destas operações restringimos da ser uma Álgebra de Boo/e. Uma e/asse não vazia .. A área. visto que 0 ~ A . A propriedade da aditividade finita de funções de conjunto na Equação (13.A para algum A em sf. S}.# de subconjuntos de um dado conjunto universal S diz-se uma dlgehra de Boa/e se para todo A e B em .:c Uma função f d .mçoes de conjunto e probabilidade elementar 527 .91'. Nas aplicações usuais.R diz-se completamente aditiva se (13..R. A menor dessas álgebras é a classe d.. Se A é um conjunto da classe do valor da função em A representa-se por f(A ). Nesta secção analisam-se consequências de (13.A o complemento de A relativamente a S.cÇões e diferenças. Uma função de conjunto I d . intersecção e COfllplementação sobre os conjuntos de si'.~ com A'= S.9/ 0 ç si ~.Jd e A'Ed. que se define do modo seguinte: DEFINICÃO DE UMA ÁLGEBRA DE BOOLE DE CONJUNTOS. o comprimento e a massa são todos exemplos de funções de conjunto completamente aditivas.. 1·: Uma álgebra de Boole d é também fechada a respeito das interse. cujo domínio é. Para se ass_egurar que ..1) exige '/ que A e B sejam ·disjuntos.ç d.- . diz-se urna funÇão de conjunto. .sd i em ~- A UBE. Também o conjunto unive_rsal S pertence a .1) f( A U B) = f(A) + f(B) sempre que A e B sejàm conjuntos disjuntos em d . que é formada por todos os subconjuntos de S. DEFINIÇÃO DE UMA FUNÇÃO DE CONJUNTO COMPLETAMENTE ADITIVA. chamado o conjunto universal. os conjuntos de si são subconjuntos de um dado conjunto S. uma vez que se tem A n B = (A' U B')' e A-B=AnB'.91' visto que S = o'. A partir dos subconjuntos de um conjunto universal dado S podem construir-se grande número de álgebras de Boole.

então para todos os conjuntos A e 8 de si tem-se (a) f( A U B) S f( A) + f(B). /(A)~ O para todo A da claSse si que se considera.1 obtemos imediatamente medidas. Também A n B ·e A n B são conjuntos disjuntos cuja união é A. Medidas finitamente aditivas As funções de conjunto que representam áreas.A são disjuntos e a sua união é A u B. Para demonstrar ( 13. B. Subtraindo (13.1) temos (13. .. Consequentemente. então para todo o par de conjuntos A e B de . (b) f(B. por ( 13. Os conjuntos A e 8. ·· a5 seguintes propriedades das TEOREMA 13. ou simplesmente uma medida.91 tem-se (13.A)= f(B). Por exemplo. (Propriedade monótona) s (d) /(0) =o.2. DEFINIÇÃO DE UMA MEDIDA FINITAMENTE ADITIVA.1) a A c B. aplicando (13. (c) f(A) /(B) se. A. Quer dizer. pelo que ( 13. Se f si. (13.2).f(A) se A <.9/. são todas funções de conjunto não negativas.. Áplicando o teorema 13. comprimentos.5) de (13. Logo.528 Cálculo TEOREMA 13.1) nos dá (13.3) f(A U B) =f(A) + f(B) n B).1.4) /(A U B) = f(A n B') + f(B). 13. Demonstraçiio.negativa f: d-+ R que é finitamente aditiva diz-se que é uma medida finitamente aditiva.3. Se f siR é uma medidaflnitamenteaditivadeflnidasobreumaá/gebra de Boole . Uma funçiío de conjunto não .5) /(A)= /(A n B') + f(A n B).3). e massas têm várias propriedades em comum.3) observe-se que A n B · e 8 são conjuntos disjuntos cuja união é A u B.2) f(A U B) =f(A) + f(B.f(A A).A obtemos (13.. B.4) obtemos (13.R é uma função de conjunto finitamente aditiva definida sobre uma álgebra de Boole si de conjuntos.

O número de elementos de um conjunto finito. pelo que v( A U B) = k +m = v( A) + v(B). Sejam A. beffi sucedidos" formavam um subconjunto A de 400 elementos. Exprimir de uma maneira análoga a união de três conjuntos A 1 u A z u A 1 e. A análise de um conjuntoS formado por 1000 licenciados) universitários dez anos depois da licenciatura revelou que os . . A alínea (c) é consequência de (b) e (d) obtém-se fazendo A~ 8 ~ 0 em (b). seja v(A) o número de elementos distintos de A. ou ambas as coisas. anl um conjunto formado por n elementos (distintos).. Seja da classe de todos os subconjuntos de um dado conjunto fundamental e sejam A e B conjuntos arbitrários de sd. pelo que v é uma medida. O Exercício 1(b) evidencia a possibilidade de exprimir a união de dois conjuntos como uma união de dois· conjuntos disjuntos.91 de conjuntos. recorrendo às uniQes e intersecções de A e B e dos seus complementos A· e B · relativamente a S.) 2. se A tem k elementos e 8 tem rn elementos. (b) _Determinar o número exacto de indíviduos de c<ida um dos cinco subconjuntos pre· cedentes. mais geralmente.. (a) Empregando a notação da teoria dos conjuntos.Ir ~. (d) (A n B) u (A n 8) =A. An n conjuntos de st1 tais que Ai~Aj= 0 se i -=F j.: . (c) A n B e A n s· são disjuntos. e que a intersecção A n B era formada por 200 elementos. E fácil verificar que esta função é finitamente aditiva em d. (Esta igualdade exprime A u B como a união de conjuntos disjuntos). e seja si a classe de todos os subconjuntos de S. Seja S = la~' 0 2 . mas não as duas coisas. Para cada A de si. os licenciados por Caltech formavam um subconjunto B de 300 elementos. (ii) "Bem sucedidos". nem licenciados por Caltech. Se A e 8 são disjuntos é evidente que a união . (Uma tal colecção diz-se uma colecção disjunta de conjuntos. ou licenciados por: Caltech. . (Esta igualdade exprime A como uma união de dois conjuntos disjuntos..4 u B é um subconjunto de S com k + m elementos..) Se a u"'ião U A" pertence a . Seia f uma função de conjunto finitameme aditiva definida numa classe . Esta· função de conjunto particular é não negativa. 3.91 para todo 1 monstrar por indução que k = :~ ' rn ~ n. ••• . então vXA) ~ k e v(8) ~ m. )f >:t: Funções de conjunto e probabilidade elementar 529 Demonstração. A alínea (a) resulta de (\3:3). de n conjuntos A 1 u A 2 u A 1 •• • u A n· Ilustrar com um diagrama para o caso em que n = 3. de. EXEMPLO. (b) A u B =(A n B) u B. e a alínea (b) de (13. ou licenciados pOr Caltech. (v) Pertencentes a não mais do que um dos subconjuntos A ou B.4... 4. (iv) Ou "bem sucedidos". (iii) "Berri sucedidos".: f'. Provar que: (a) A n 8 ·e B são disjuntos.2). Com deito. mas não licenciados por Caltech. descrever os conjuntos de pessoas de S que gozam da propriedade Seguinte: (i) Nem "bem sucedidos". Exercícios I. 13.

= {a 1 }. S representa -um conjunto finito formado por n elementos distintos.2f(A n 8). Admita-se que f(A n B) ~ f(A)f(B) para do_is subconjuntos 'particulares A e B de S. A. a probabilidade é um tipo específico de medida (aqui represéntada por P) definida sobre uma álgebra de Boole específica !11 de conjuntos. DEFINIÇÃO DE PROBABILIDADE PARA CONJUNTOS FuNDAMENTAIS FINITOS.(A ll C) n(Cll 8). provar que f( A v B) ~f( A') + f(B') . então para todo o par A· e B em .= {ak}. n 5. Se A e B· são dois conjuntos. Oz. Os elementos de . •.S} é a mais pequena álgebra de Boole contendo A. 6. 7 e 8.. ·seja A 1 = {a 1 }. Na teoria das probabilidades o conjunto universal S chama-se o conjunto fundamental. (f) Se f é uma função de conjunto·finitamente aditiva sobre a álgebra de Boole d de todos os subconjuntos de um lado conjunto S. provar que 81" contém 2k+ 1 subconjuntos de S se k < n e 2-n subconjuntos se k = ri. definida sobre a álgebra de Boole de ~od9s os subconjuntos de um conjunto fundamental dado S.1 B é disjunto com cada um dos conjuntos A e B. . (a) A ll 8 ~ 8 L!. (d) A .1 B =(A . Provar cada uma das seguintes propriedades ·da diferença simétrica. {b) A ll A~ 0.qf são subconjuntos de um conjunto ~niversal S. Se &J k representar a menor álgebra de Boole que contém os k subconjuntos A 1 = {a 1 }.f(A')f(B'). A~. Seja iJ1 uma Álgebra de Boole cujos elementos são subconjuntos de um dado conjunto finito S. C~ A L!. A definição de probabilidade para conjuntos fundamentais finitos Na linguagem das funções de conjunto. universo ou espaço amostra.B) n(B.. Seja A 1 = {a 1 } o subconjunto formado unicamente pelo elemento a 1 • Provar que a classe ~ 1 = {0. C).d B é o conjunto definido pela equação A . Resolver o exercício· análogo ao anterior para. 10. A 1 .. Descrever..5.. Seja f uma função de conjunto finitamente aditiva. (c) A L!.~ la. . (8 L!.A). a menor álgt=bra de Boate /!1 2 contendo quer A u q·uer A 2 • 7. 9. A. . A 2 = {a 2 1. 8 <.}. 6. A 2 = {a2 !. a Saber S = {a 1. de uma mancha semelhante à usada no Exercício 5. 13. A2 = {a 2}. Vamos analisar a definição de probabilidade em primeiro lugar para conjuntos fundamentais finitos e mais tarde ·para espaços amostras infinitos.N tem-se f(A ll 8) ~ f(A) + f(8). (e) (A ll 8)L!. . a sua diferença simétrica A .530 Cálculo Nos Exercícios 5.~. e A. O }. Se f (S) = 2. 8. os subconjuntos A.

Por exemplo. efectuan- . H e T.idade. são quatro no total. definida sobre :J1 • diz-se uma medida de probabilidade se verifica as seguintes condições: (a) Pé finitamente aditiva. O terno (S. os valores P(H) ~ ~ e P(T) ~ j são tão aceitáveis como P(H) ~ P(T) ~ . Visto que H e Tsão . há alguma liberdade na atribuição de probabilidades aos outros dois conjuntos. lançamento da moeda ao ar·. Todavia. a! . onde H ~·{h} e T~ {tl.p. a propriedade aditiva exige que P(H) + P(T) = P(S) = I. H e T. a álgebra de Boole :!& formada por certos subconjuntos de S.a todas as condiçõeS que se exigem para uma medida de probabilidade. Para uma dada moeda. P) designa-se frequentemente por espaço de probabilidade. P(0) ~O. A propriedade (c) requer que P(S) ~ I. 0. e. as hipóteses possíveis são "cara". todos os resultados possíveÍs na experiência de. Em muitas das aplicações elementares a álgebra de Boole :!4 é tomada como sendo a famiÜa de todos os subconjuntos de S. A teoria para moedas imparciais pode então ser usada para testar -a perfeição de uma outra móeda. O jogo de lançamento de uma moeda ao ar constitui uma aplicação prática da teoria das probabilidades. É importante ter presente que para uma descrição completa da medida de probabilidade devem precisar-se três coisas: O espaço amostra (ou conjunto fundamental) S. e a função de conjunto P. tl. Por outras palavras. porém..Funções de conjunto e probabilidade elementar 531 Uma Junção de conjunto P. EXEMPLO. Para os subconjuntos 0 e S não há opção para a escolha dos valores da probabil. que designaremos reSpectivamente por h e 1. Em seguida atribuímos probabilidades a cada um ·destes subconjuntos. uma vez que P é unia medida não negativa.. o conjunto fundamental Sé {h. Com efeito. Para conjunto fundamental tomamos o conjunto de. cruz". pod-eremos atribuir valores diferentes àquelas duas probabilidades.. Se escolhermos p ~ l podemos deduzir consequênc1as lógicas na hipótese de que a moeda' é perfeita ou imparcial. o conjunto formado por h e 1. Para P(H) e P(T) podemos tomar valores quaisquer negativos. a moeda estiver .. e a função resultante P satisfará . Assim. Se admitirmos que a moneda é imparcial não hã à priori qualquer razão para preferir cara ou ·cruz.I. S.ou . viciada.. Para álgebra de Boole tomamos a colecção de todos os subconj-untOs de S.disjuntos e que a sua união éS. não existe um métodp matemático para determinar qual a probabilidade p que é a "real". isto significa que para conjuntos fundamentais finitos a probabilidade é simplesmente uma medida que atribui o valor I a todo o conjunto. Se. pelo que parece natural atribuir os valores P(H) = P(T) = não t. e tais que a soma seja igual a. para qualquer real p no intervalo O 5 p 5 I podemos definir P(H) ~ p e P(T) ~ I . (b) Pé não negativa. Neste caso. (c) P(S) ~ I.

. uma vez definido o espaço de probabilidades. As questões probabilísticas têm muitas vezes lugar em situações designadas por "experiências". Não tentaremos definir o que se entende por uma experiência. selecção de um número numa lista telefónica. P({a2}). Para simplificar a.}. cada subconjunto A de S é uma união disjunta dos conjuntos anteriores. A teoria das probabilidades é o estudo das consequências lógicas que podem deduzir-se. a. escrevemos P(a 1) em vez de P({a1}). . e se L!i? é formada por todos os subconjuntos de S. Nós aprofundaremos um pouco -estas observações quando tratarmos com exemplos específicos nas secções que se seguem. Este número chama-se também-a probabilidade do ponto a 1• Consequentemente. O exemplo precedente constitui uma aplicação típica dos conceitos da teoria das probabilidades. . a propriedade aditiva exige que P(A) =L P({a i= I k 1}).J1 . como fizemos no lançamento da moeda ao ar. e P(A ) fica determinada pela propriedade aditiva.}._)! e a escolha de P dependerão da . a função probabilidade P fica completamente determinada se conhecermos os seus valores nos subconjuntos formados por um só elemento. uma parte da arte de aplicar a teoria das probabilidades ao mundo real. em vez disso. a nossa primeira tarefa é definir um conjunto fundamental S que possa usar-se para representar todas as hipóteses possíveis resultantes da experiência. Por exemplo. lançamento de um par de dados. registo da radiação medida por um contador Geiger. a atribui- . Isto pertence à teoria dos jogos de azar~ e apenas a expressão pode sugerir se sim ou não a escolha foi bem feita. ••• . é. mencionaremos alguns exemplos correntes: lançamento de uma ou.. teoria de probabilidades-nem sequer é matemática. mais moedas. Fazer uma boa escolha do espaço de probabili- dade não é. O ohjectivo da teoria das probabilidades não é discutir se o espaço de probabilidade (S.}). Se S ={a.532 Cálculo do um grande número de lançamentos e comparando os resultados com as. a. . O testar o acordo entre a teoria e a evidência empírica-pertence a um importante ramo das probabilidades aplicadas conhecido por inferênCia estatística. P) foi bem escolhido.. distribuir uma baralho de cartas. quando A= {a1 } U {a2} u · · · u {a.informação conhecida acerca ·dos detalhes da experiência e das questões a que pretendemos responder. Em seguida. notação e a terminologia. predições baseadas na teoria. extrair uma bola de uma urna. e não será estudad9 neste livro. P({a.@ de subconjuntos de S (habitualmente todos os subconjuntos de S) e então definimos uma medida de probabilidade P em :JíJ • A escolha do conjunto S. pelo contrário.. contar o número de alunas de um determinado curso. a escolha de. escolhemos uma álgebra de Boole . Para discutir as questões de probabilidade que estão ligadas