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Cálculo

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TOM M.APOSTOL

CÁLCULO
VOLUME2
Cálculo com funções de várias variáveis e Álgebra Linear, com aplicações às equações diferenciais e às probabilidaddes

EDITORIAL REVERTÉ, S. A.
Barcelona- Bogotá- Buenos Aires - Caracas -México

Título da obra Original: CALCULUS, Onc-Variable Calculus, With an introduction to Linear Algebra Second Edition. Volume 2 Ediçiio original em lingua inglesa publicada por:. Blaisdell Publishing Company, Waltbam, Massachusetts, USA

Copyright © by Blaisdell Publishing Company
Traduçãp de: Joaquim Ferreira Marques Doutor em Ciências Exactas

Propiedad de: EDITORIAL REVERTÉ, S. A. Loreto, 13-15, Local B 08029 Barcelona Tel: (34) 93419 33 36 Fax: (34) 93 419 51 89 e-mail: reverte@rcverte.com www.reverte.com
Proibida a reprodução de toda ou parte desta obra, sob qualquer forma, sem por escrito do editor.
Reservados todos os direitos Edição em português
auloriza~ão

©EDITORIAL REVERTÉ, S. A., 1996
Reimpresión: octubre de 2004 lmpreso en
Espana~

Printed in Spain

ISBN:84-291-5016-I ISBN: 84-291-5014-5

Tomo2 Obra completa

Depósito Legal: B-44494-2004 lmpreso por Domingraf lmpressors Pol. lnd. Can Magarola 08100 Mollet del Vai lés (Barcelona)

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Jane e Stephen

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PREFÁCIO

Este livro é a continuação do livro do autor Cdlculo, volume I, Segunda Edição. O presente volume foi escrito com a mesma ideia fundamental que norteou o primeiro. Uma adequada orientação para a. técnica ligada a um rigoroso e profundo desenvolvimento teórico. Procurou-se fazer chegar ao estudante o espírito da maternática moderna sem exagerar o formalismo. Como no Volume I. incluem-se notas históricas para dar ao estudante uma ideia da evolução do pensamento matemático. O segundo volume está dividido em três partes, intituladas Análise Linear. Análise não Linear e Tópicos Especiais. Os dois últimos capítulos do Volume I repetem-se aqui, constituindo os dois primeiros capítulos deste Volume, com a finalidade de que todo o material relativo à Álgebra Linear se apresenta de forma completa em cada um dos volumes. ·A Parte I contém umã introdução à álgebra linear, incluindo transformações lineares, m·atrizcs, determinantes, valores próprios e formas quadráticas. Fazem-se algumas aplicações à Análise, em particular ao estudo das equações diferenciais lineares. Com a ajuda do cálculo matricial estudam-se os sistemas de equações diferenciais. Demonstram-se teoremas de existência e unicidade por intermédio do método de Picard das aproximações sucessivas, que também se trata na teoria dos operadores de contracção. Na Parte 2 estuda-se o cálculo para funções de várias variáveis. O cálculo diferencial é unificado e simplificado com auxílio da álgebra linear. Incluem-se a generalização da regra de d~rivação· de uma funÇão composta para campos vectoriais e escalares e aplicações às equações de derivadas parciais e a problemas de extremos. O cálculo integral inclui os integrais de linha, integrais múltiplos, e integrais de sup_erfície, com aplicações à Análise vectorial. Aqui a exposição segue mais ou menos a linha clássica e não inclui um desenvolvimento formal das formas diferenciais. Os tópicos especiais tratados na Parte 3 são Prohabilidade.f e Análise Numérica. A parte referente às Probabitidades está dividida em dois capítulos, um que trata o

VII

VIII

Prefácio

assunto considerando o conjunto fundamental (ou espaço amostra) finito ou infinito numerável; o outro em que se consideram conjuntos fundamentais não numeráveis, variáveis aleatórias e funções de. repartição. Fazem-se algumas aplicações no estudo de variáveis aleatórias uni e bidimensionais. O último capítulo contém uma introdução à Análise Numérica, dando-se particular ênfase ao estudo de diferentes tipos de aproximação polinomial. Aqui, mais uma vez se procura a unificação das ideias pela notação e terminologia da álgebr-a linear. O livro termina co.m o estudo de fórmulas de integração aproximada, tais como a regra de Simpson, e com uma discussão da fórmula de somação de Euler. Contém este volume matéria suficiente para um curso anual com três-ou quatro tempos semanais. Pressupõe a conhecimento do cálculo para funções de uma variável tal como se estuda na maior parte dos primeifos anos dos cursos de cálcuio. O autor idealizou a matéria exposta para um curso com quatro aulas semanais, duas de exposição por parte do professor e duas para questões postas aos alunos. desenvolvido ao longo de dez semanas para cada parte e omitindo as secções assinaladas com um asterisco. Este segundo volume foi planeado de maneira a poderem omitirse vários capítulos em cursos abreviados. Por exemplo, o último capítulo de cada uma das partes pode ser omitido, sem que tal origine descontinuidade na exposição.- A Parte I proporciona material para um curso combinado de álgebra linear e equações diferenciais ordiná.rias. Cada professor pode escolher os tópicos adequados às suas necessidades e preferências por consulta do diagrama da página seguinte que coindencia a interdependência lógica dos capítulos. Mais· uma vez agradeço com prazer a colaboração de muitos amigos e colegas. Ao preparar a segunda edição recebi valiosa ajuda dos Professores Herbert S. Zuckcrman da Universidade de Washington e Basil Gordoh da Universidade da Califórnia, Los Angeles, tendo cada um deles sugerido várias modificações. Agradecimento são também devidos ao pessoal da B\aisde\1 Publishing Company pela sua assistência e cooperação. Como noutras ocasiões, é para mim uma satisfação especial exprimir a minha gratidão a minha esposa pela sua valiosa e variada colaboração. Em sinal de reconhecimento dedico-lhe gostosamente este livro. T. M.A. Pasadena. Califórnia

I ESPAÇOS LINEARES

_I
2 TRANSFORMAÇOES LINEARES E MATRIZES

15 INTRODUÇÃO À ANÁLISE NUMÉRICA

3 DETERMINANTES

6 EQUAÇ0ES DIFERENCIAl LINEARES

I r7

SISTEMAS DE EQUAÇOES plFERENCIAI

4 VALORES PRÓPRIOSE VECTORES PRÓPRIOS 5 VALORES PRÓPRIOS DE OPERADORES QUE ACTUAM EN ESPAÇOS EUCLIDEANOS

8 CÁLCULO DIFERENCIAL EM CAMPOS ESCALARES E VECTORIAIS

10 NTEGRAIS DE LINHA

13 FUNÇOES DE CONJUNTO E PROBABILIDADE ELEMENTAR

-I
~ÚLTIPLO
11 NTEGRAI

I
14 FÁLCULO DA PROBABILIDADES
~

h
9 APLICAÇ0ES DO CÁLCULO DIFERENCIAL

I
12 INTEGRAIS DE SUPERFICIE

ÍNDICE ANALÍTICO

PARTE I. ANALISE LINEAR
I. !.I.

ESPAÇOS LINEARES

1.2. 1.3. 1.4. 1.5. 1.6.
1.7.

1.8. 1.9. 1.10. 1.11. 1.12. 1.13. 1.14. 1.15. 1.16.

1.17.

Introdução 3 Definição de espaço linéar 3 5 Exemplos de espaços lineares Consequências elementares dos axiomas 6 Exercícios 8 9 Subespaços de um espaço linear 10 Conjuntos dependentes e independentes num espaço linear Bases e dimensâo 13 Componentes 15 Exercícios 15 Producto interno. espaços eUclidianos. Normas 16 Ortogonalidade num espaço euclidiano 20 Exercício~ 23 · Construçao de cónjuntos ortogonais. O método de· Gram-Schmidt Complementos ortogonais. Projeccões 30 . A melhor aproximação de elementos de um espaço euclidiano por elementos de um subespaço de dimensão finita 32 Exercícios 34

25

2.
2.1. 2.2. 2.3.

TRANSFORMAÇOES LINEARES E MATRIZES
37

Transformações lineares 35 Espaço nulo e contradomínio Nulidade e ordem 38

Xl

XII
2.4. 2.5. 2.6. 2.7. 2.8. 2.9. 2.10. 2.11. 2.12. 2.13. 2.14. 2.15. 2.16. 2.17. 2.18. 2.19: 2.20. 2.21. Exercícios 39 Operações elgébricas relativas a transformações lineares 41 Inversas 43 Transformações lineares biunívocas 46 Exercícios 48 Transformações lineares com valores determinados 50 Representação matricial das transformações lineares 51 Construção de uma representação matricial. na. forma diagonal Exercícios 56 EspaÇos lineares de matrizes 58 Isomorfismo entre transformações lineares de matrizes 59 Multiplicação de matrizes 61 Exercícios 64 Sistemas de equações lineares 66 Técnicas de cálculo 68 Inversas de matrizes quadradas 73 Exercícios 76 Exercícios variados sobre matrices 77

índice analítico

54

3.
3.1. 3.2. 3.3. 3.4. 3.5. 3.6. 3.7.

DETERMINANTES

3.8.
3.9. 3.10. 3.11. 3.12. 3.13. 3.14. 3.15. 3.16. 3.17.

Introdução 79 Justificação da escolha dos axiomas para a função determinante 80 Um conjunto de axiomas para a função determinante 82 Cálculo de determinantes 84 O teorema de unicidade 88 Exercícios 89 Producto de determinantes 91 Determinante da matriz inversa de uma matriz não singular 92 Determinantes e independência de vectores 93 Determinante de uma ma triz diagonal por blocos 93 Exercícios 95 Fórmulas para o desenvolvimento de determinantes. Menores e complementos algébricos 96 .Existência da função determinante 100 O determinante da matriz transposta 102 A matriz complementos algébricos 103 Regra de Cramer I OS Exercícios 106
4. VALORES PRóPRIOS E VECTORES PRóPRIOS

4.1. 4.2. 4.3. 4.4. 4,5.

Transformações lineares representadas por matrizes diagonais 109 Valores próprios e vectores próprios de urna transformação linear 110 Independência linear de vectores próprios correspondentes a valores próprios distintos 113 Exercícios 113 O caso de dimensão finita. Polinômios característicos 116

indice analítico
4.6. Cálculo de valores próprios e vectores próprios no caso de dimensão finita 117 4.7. Traço de uma matriz 120 4.8. Exercícios 121 4.9. Matrizes representarido a mesma transformação linear. Matrizes semelhantes 123 4.10. Exercícios 127 5. VALORES PRóPRIOS DE OPERADORES. EM ESPAÇOS EUCLIDIANOS

XIII

5.1. 5.2. 5.3. 5.4.
5.5. 5.6.

5.7.
5.8.

Valores própios e productos in~ernos 129 Transformações hermíticas e hemi·hermíticas 130 Valores próprios e vectores próprios de operadores hermíticos e hemi-hermíticos . 132 Ortogonalidade de vector"es próprios correspondentes 133 a valores próprios distintos Exercícios 134 Existência de· um conjunto ortonormal de vectores próprios para operadores hermíticos e hemi-hermíticos em espaços de dimensão finita 135 Representação matricial de operadores hermíticos 137 e hemi-hermíticos
Matrizes ht::nníliCas e hemi-hermíticas. A associada de uma matriz 138

5.9. 5.10. 5.11. 5.12. 5.13. 5.14. 5.15. *5.16.

Diagonalização de uma matriz hermítica ou hemi-hermítica 138 Matrizes unitárias. Matrizes ortogonais 139 Exercícios 140 Formas quadráticas 143 Redução de uma forma quadrática real à forma diagonal 145 Aplicações à geometria analítica 147 151 Exercícios Valores próprios de uma transformação simétrica obtidos como valores de sua forma quadrática 152 *5.17. Propriedades extremais dos valores próprios de uma transformação simétrica 154 *5.18. O caso de dimensão finita 155 5.19. Transformações unitárias 155 5.20. Exercícios 158

6. 6.1. 6.2. 6.3. 6.4. 6.5. 6.6.

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS LINEARES

Introdução histórica 161 Revisão dos resultados já establecidos relativos às equações diferenciais 162 lineares de primeira e de segunda ordem Exercícios 164 Equações diferenciais lineares de ·ordem n 165 O teorema de existéncia e unicidade 166 A dimensão do espaço sOlução de .uma equação linear homogénea 167

XIV
6.7. 6.8.
6.9. 6.10. 6.11.

lndice analítico
A álgebra de operadores de coeficientes constantes 168 Determinação de uma base de soluções para equações lineares com coeficientes constantes por factorização de operadores 170 Exercícios 175 Relação entre as equações homogêneas e nâo homogêneas 177 Determinação de uma solução particular da equação nâo homogênea. O método de variação das constantes 178 Não singularidade da matriz wronskiana de n soluções independentes de uma equação linear homogéÓea 182 Métodos especiais para determinação de soluçoes particulares de equações não homogéneas. Redução a um sistema de equações lineares de primeira ordem 184 O método do anulador para determinação de uma solução particular da equação não homogênea 185 Exercícios 188 Exercícios variados sobre equações diferenciais lineares 189 191 Equações lineares de segunda .ordem com coeficientes analíticos A equação de Legendre 194 Os polinómios de Legendre 197 Fórmula de Rodrigues para os polinómios de Legendre 199 200 Exercícios O método de Frobenius 204 A equação de Bessel 206 Exercícios 212

6.12. 6.13.

6.14. 6.15. 6.16. 6.17. 6.18. 6.19. 6.20. 6.21. 6.22. 6.23. 6.24.

7.
7.1. 7.2. 7.3. 7.4. 7.5. 7.6. 7.7.

SISTEMAS DE EQUAÇOES DIFERENCIAIS

Introdução 215 218 Conceitos do cálculo para funções matriciais Séries de matrizes. Normas de matrizes 218 220 Exercícios A matriz exponencial 221 222 A equação diferencial verificada por e 1A Teorema da unicidade para a equação diferencial matricial F' (t) = AF(t) 223 7.8. Regra do producto de exponenciais de matrizes 224 7.9. Teoremas de existência e unicidade para sistemas lineares homogêneos 7.10. O problema do cálculo de etA 226 7.11. O teorema de Cayley-Hamilton 228 7.12. Exercícios 230 7.13. Método de Putzer para o cálculo de tfA 231 7.14. Outros métodos para calcular· e 1A em casos particulares 235 238 7.15. Exercícios 7.16. Sistemas lineares não homogêneas com coeficientes constantes 239 7.17. Exercícios 241 7.18. O sistema linear geral Y'(t) = P(t)Y(t) + Q(t) 244 7.19. Resolução de sistemas lineares homogêneos por intermédio de séries de potências 248 7.20. Exercícios 249

225

índice analítico
7 .21. 7 .22. 7 .23. Demostração do teorema de existência pelo método das aproximações sucessivas 258 O método das aproximações sucessivas aplicado a sistemas não lineares 255 de primeira ordem Demostração de um teorema de existência e unicidade para sistemas não lineares de primeira ordem 257 Exercícios 259 Aproximações sucessivas e pontos fixos de operadores 261 Espaços lineares normados 262 Operadores de contracção . 263 . Teorema do ponto fixo para operadores de contracção 264 Aplicações do teorema do ponto fixo 266

XV

7'.24. *7.25. *7.26. *7.27. *7.28. ~1 .29.

PARTE 2. 8.

ANALISE NAO LINEAR

CALCULO DIFERENCIAL EM CAMPOS ESCALARES E VECTORIAIS

Funções de Rn em Rm. Campos vectoriais e escalares 273 Bolas abertas e coujontos abertos 274 Exercícios 276 Limites e continuidade 278 8.4. Exercícios 282 8.5. A derivada de um campo escalar relativamente a um vector 283 8.6. Derivadas direccionais e derivadas parciais 286 8.7. 8.8. 287 Derivadas parciais de ordem superior 8.9. Exercícios 287 288 8.10. Derivadas direccionais .e continuidade 290 8.11. A diferencial 291 8.12. Gradiente de um campo escalar 293 8.13. Uma condição suficiente de diferenciabilidade 8.14. Exercícios 295 8.15. Gener~lização do regra de derivação .de funções compostas para derivadas de campos escalares 296 8.16. Aplicações geométricas. Conjuntos de nível. Planos tangentes 298 8.17. Exercícios 301 8.18. Derivadas de campos vectoriais 303 8.19. A diferenciabilidade implica a· continuidade 304 8.20. Generalização da regra de d~rivação da função composta para derivadas de campos vectoriais 305 8.21. Forma matricial da regra de derivação para a composição 306 8.22. Exercícios 309 '8.23. Condições suficientes para a igualdade das derivadas parciais mistas 8.24. Exercícios variados 315
8.1.

8.2. 8.3.

311

9.
9.1.

APLICAÇõES DO CALCULO DIFERENCIAL
319

Equações de derivadas parciais

XVI
9.2. 9.3. 9.4. 9.5. 9.6. 9.7. 9.8. 9.9. 9.10. 9.11. 9.12. 9.13. 9.14. 9.15. 9.16. 9.17.

lndice ana/itico
Uma equação de derivadas parciais de primeira ordem 320 com coeficientes constantes Exercícios 322 - A equação unidimensional das ondas 324 Exercícios 329 331 Derivadas de funções implícitas Exemplos resolvidos 335 Exercícios 340 Máximos, mínimos e pontos sela 341 Fórmula de Taylor de segunda ordem para campos escalares 346 A natureza do ponto de estacionaridade determinada pelos valores próprios da matriz Hessiana 348 Critério das derivadas de segunda ordem para extremos de funções de duas variáveis 351 Exercícios 351 Extremos condicionados. Multiplicadores de Lagrange 353 EXercícios 357 Teorema do valor extremo para campos escalares continuas 358 O teorema da continuidade uniforme para campos escalares contínuos

361

10. 10.1. 10.2. 10.3. 10.4. 10.5. 10.6. 10.7. 10.8. 10.9. 10.10. 10.11. 10.12. .10.13. 10.14. 10.15. 10.16. 10.17. 10.18. 10.19. 10.20. 10.21.

INTEGRAIS DE LINHA

363 Integrais de linha e linhas de integração 363 Outras notações para os integrais de linha 364 Propriedades fundamentais dos integrais de linha 366 Exercícios 368 369 O conceito de trabalho como um integral de linha 370 Integrais de linha relativos ao comprimento de arco Outras aplicações dos integrais de linha 371 Exercícios 372 · Conjuntos conexos abertos. Independência da linha 374 374 O segundo teorema fundamental do cálculo para as integrais de linha Aplicações à mecânica 376 Exercícios 378 379 O primeiro teorema· fondamental do cálculo para integrais de linha Condições necessárias e suficientes para que um campo de vectores seja um gradiente 381 Condições necessárias para que um campo vectorial seja um gradiente 382 Métod~s especiais de construção de funções potenciais . 384 Exercícios 387 Aplicações às equações diferenciais exactas de primeira ordem 389 Exercícios 392 393 Funções potenciais em conjuntos convexos

Introdução

11. 11.1.

INTEGRAIS MúLTIPLOS

Introdução

397

índice ana/itico
11.2. 11.3. 11.4.
11.5. 11.6. 11.7. 11.8. 11.9. 11.10. 11.11. 11.12. 11.13. 11.14. 11.15. 11.16. 11.17. 11.18. 11.19. 11.20. 11.21. Partições de retângulos. Funções em escada 398 O integral duplo de uma função em escada 399 A definição de integral duplo de uma função definida e limitada num retângulo 401 Integrais duplos superior e inferior 402 403 Cálculo de um integral duplo por integração unidimensional repetida Interpretação geométrica do integral duplo como um volume 404 Exemplos resolvidos 405 Exercícios 407 Integrabilidade de funções continuas 408 Integrabilidade de funções limitadas com descontinuidades 409 Integrais duplos estendidos a regiões mais gerais 410 Aplicações a áreas e volumes 414 Exemplos resolvidos 415 Exercícios 417 Outras aplicações dos integrais duplos 419 Dois teoremas de Pappus 422 Exercícios 424 Teorema de Green no plano 425 Algumas aplicações do teorema de Green 429 Uma condição necessaria e suficiente para que um campo vectorial bidimensional seja um ·gradiente · 430 Exercícios 433 Teorema de Green para regiões multiplamente conexas 435 O número de giros 437 Exercícios 439 441 Mudança de variáveis num integral duplo Casos particulares da fórmula de mudança de variaveis 445 Exercícios 449 Demonstração da fórmula de mudança de variáveis num caso particular 450 Demonstração da fórmula de mudança de variáveis no caso geral 453 Extensões a um número superior de dimensões 455 Mudança de variáveis num integral n-múltiplo 457 Exemplos resolvidos 459 Exercícios 463

XVII

11.22. *11.23. *11.24. *11.25. 11.26. 11.27. 11.28. 11.29. 11.30. 11.31. 11.32. 11.33. 11.34.

12.
12.1. 12.2. 12.3. 12.4. 12.5. 12.6. 12.7. 12.8. 12.9.

INTEGRAIS DE SUPERF!CIE

Representação paramétrica de uma superfície 467 O producto vectorial fundamental 471 O producto vectorial fundamental definido uma normal à superfície 474 Exercícios 475 Área de uma superfície na representação paramé~rica Exercícios 481 Integrais de superfície 481 Mudança de representação paramétrica 484 486 Outras notações para os integrais ?e superfície

475

5. 13.17. Aplicações do teorema da divergência 517 12. A d~finição de probabilidade para conjuntos fundamentais não numeraveis 573 Numerabilidade de conjuntos de pontos com probabilidade positiva 574 .17. 14.21.18.2. Outras propriedades do rotacional e da divergência 500 . 13.13.11.6. O teorema de Stokes 493 12. CALCULO DAS PROBABILIDADES 14. 12.8.4.20. 13. 13. 13.14. Exercícios *12. 13. Extensões do teorema de Stokes 511 12. 13.19. 13. Exercícios 490 12.23.12. 13. 13.9.10. 13. O rotacional e a divergência de um campo vectorial 495 12.13.12.16. O teorema da divergência (teorema de Gauss) 515 12.7. 13. Reconstrução de um campo vectorial a partir do seu rotacional *12. 13.XVIII 489 12.16. 13. 13.2. 13. 13.10. Exercícios 506 507 12.22.21.3.em n experiências dum esquema de Bernoulli 557 Exercícios 560 Conjuntos numeráveis e não numeráveis 562 Exercícios 566 · Definição de probabilidade para conjuntos fundamentais infinitos numeráveis 567 Exercícios 569 Exercícios variados sobre probabilidades 569 14. 13. 13.18.14.11. FUNÇõES DE CONJUNTO E PROBABILIDADE ELEMENTAR Introdução histórica 525 526 Funções de conjunto completamente aditivas Medidas ·finitamente aditivas 528 Exercícios 529 A definição de probabilidade para conjuntos fundamentais finitos 530 Terminologia peculiar da teoria das probabilidades 533 Exercícios 534 Exemplos resOlvidos 535 Exercícios 537 Alguns princípios básicos de análise combinatória 539 Exercícios 544 Probabilidade condicionada 545 Independência aleatória 547 Exercícios 549 551 Experiências compostas Esquema de Bernoulli 555 O número mais favorável de ocorrências do acontecimento favorável .15.19.1. Exercícios lndice analítico 502 PARTE 3.20. TEMAS ESPECIAIS 13. Exercícios 496 12.15. 13. 13.1. 13. 13.

12.26. 15. 14./ndice analitico 14. 14. Análise do erro na interpolação polinomial 656 Exercícios 659 Fórmula de interpolação de Newton 662 Pontos de interpolação igualmente espaçados.14.9.25.3.13. 14.7. 15. 15. 15.19.24.8. 14. 15. 14. 14. 14.2. Funções de massa probabilística 585 Exercícios 588 Distribuições continuas. 14. 15. 15. Polinómios factoriais 666 15. Funções densidade 614 ·Exercícios 616 Distribuição de funções de duas variáveis aleatórias 618 Exercícios 622 Esperança matemática e variância 625 Esperança matemática de uma função de urna variável aleatória 630 Exercícios Desigualdade de Tchebycheff 632 Leis dos grandes números 634 Teorema limite central do cálculo das probabilidades 637 Exercícios 639 Bibliografia 641 XIX 629 15. Funções densidade 591 Distribuição uniforme num iÍl.9. 15.17.11. Um problema de número relativo à n~Jrma maximal 669 .5.23.22.28.. 15.21.31.7.3.14. 14. 14. 14. 14.13 .4.27. 14.29. Variáveis aleatórias 575 Exercícios 577 Funções de repartição 578 Discontinuidades das funções de repartição 582 Distribuções discfetas.5. 14.10.18.6.1.16. 14.4. 14. 14.10.12.6. 15. 14. .11.tervalo 592 Distribuição de Cauchy 597 Exercícios 598 Distribuições exponenciais 599 602 Distribuições normais Indicações referentes a distribuições mais gerais 606 Exercícios 607 Distribuições de funções de variáveis aleatórias 608 Exercícios 609 Distribuição de Variáveis aleatórias bidimensionais 610 Distribuições discretas bidirnensionais 613 Distribuições bidimensionais continuas. 14. 14.30. 14.20. 14. O operador das diferenças sucessivas 664 15. 15. 14.8. 14. INTRODUÇÃO A ANALISE NUMERICA Introdução histórica 643 Aproximação p'olinornial 644 Aproximação polinomial e espaços lineares normados 646 Problemas fundamentais da aproximação polinorpial' 648 Exercícios 650 652 Polinómios interpoladores Pontos de interpolação igualmente separados 655.15. 14. 14. 14. 14. Exercícios 66 7 15.

15.694 Bibliografia 697 699 lndice analítico 672 Soluçõés dos exercícios lndice alfabético 745 .15. Polinómios de Tchebycheff 670 Uma propriedade de mínimo dos polinómios de Tchebycheff 674 Aplicação á formuia de erro na interpolação Exercícios 675 Integração aproximada. 15.17. 15.19. 15. 15. 15. 15.XX 15.23. 15.20. A regra trapezoidal 677 Regra de Simpson 680 Exercícios 685 A fórmula de somação de Euler 688 Exercícios .21.22.18.16.

· Cálculo . '-' • .: . ..

PARTE I ANÁLISE LINEAR .

divididos em três grupos. Nestt: capítulo vamos analisar um· conceito matemático geral.2. FECHO A RESPETTO DA ADIÇÃO.1. O primeiro exemplo de tais objectos são os própriOs números reais. em seguida. não é necessário e. que inclui todos estes exemplos e muitos outros como casos particulares. Ao definir-se um espaço linear. Em vez disso. Em resumo.\peciftcar a natureza dos elementos nem dizer como se realizam entre eles as operações acabadas de referir. O conjunto. as séries infinitas. Outros exemplos são as funções reais. AXIOMA I. os números complexos. 1. chamados elementos. exige-se que as oper_ações gozem de certas propriedades que se tomam como axiomas do espaço linear. Introdução . os vectores num espaço n dimensional e as· funções vectoriais. faze:r uma descrição pormenorizada desses axiomas. um espaço linear é um conjunto de elementos de natureza qualquer· no qual se efectuam certas operações (chamadas adição e multiplicação por números).1 ESPAÇOS LINEARES 1. chamado espaço linear. Axiomas de fecho. A todo o par de elementos x e)' de V corresponde um único elemento de V. Definição de espaço linear S~ja V um conjunto não vazio de objectos. V chama-se um espaço linear se satisfaz aos dez axiomas que a seguir se enunciam. Vamos precisamente. . No desenvolvimento da Matemática encontramos muitos exemplos de objectos matemáticos que podem ser adicionados uns aos outros e multiplicados por números reais. chqmado soma de x e y e representado p"or x + y.

Os espaços lineares. tal que x + O= x para todo o x de V. Existe um elemento em V. Para todo o par x e y de V e todo o real a. lx= x. EXISTIÕNCIA DE SIMÉTRICOS. AXIOMA 3. temse X+ y =y +X. 8 e 9 substiuimos número real por número . tem-se x+(y+z)=(x+y)+z. como foram definidos atrás. para fazer ressaltar o facto de que se multiplicam elementos de V por números reais. AXIOMA 8. Para todo o X de V. FECHO A RESPEITO DA MULTIPLICAÇÃO POR NÚMEROS REAIS. y e Z de V. Para todo o x em V e todo o par de reaL'f a e b tem-se (a+ b)x = ax + bx. e todo o par de números reais a e h. PROPRIEDADE ASSOCIATIVA. AXIOMA 6. PROPRIEDADE COMUTATIVA.4 AXIOMA 2. Para todo x em V. tem-se a(bx) = (ab)x. Para todo O X. Axiomas pala a multiplicação por números. 9.1 )x tem a propriedade x+(-!)x=O. EXISTIÕNCIA DE ELEMENTO IDENTIDADE. são· muitas vezes chamados espaços lineares reais. o elemento (. Axiomas parti a adição. Se nos Axiomas-2. EXISTCNCJA DE ELEMENTO ZERO. Para todo o X e jJ de V. tem-se a(x AXIOMA + y) = ax + ay. representado pelo símbolo O. AXIOMA 4. Cálculo A todo o x de V e todo o número real a corresponde um elemento de V. AXIOMA 5. PROPRIEDADE DISTRIBUTIVA PARA A ADIÇÃO DE NÚMEROS. PROPRIEDADE DISTRIBUTIVA PARA A ADIÇÃO· EM V. 7. PROPRIEDADE ASSOCIATIVA~ Para todo o X de V. AXIOMA 7. chamado o produto de a por x e representado por ax. tem-se AXIOMA 10.

e EXEMPLO 4. Seja V= Vn o espaço vcctorial dos sistemas de n números reais. O elemento zero é a função cujos valores são sempre zero. todos os teoremas são verdadeiros igualmente para os espaços vectofiais complexos. O leitor pode facilmente· verificar que cada um dos seguintes exemplos satisfaz a todos os axiomas para um espaço linear real. um espaço linear complexo admite os números complexos como escalares. este espaço linear é uma recta que passa por O. números ·reais. este é um espaçO linear real porque os escalares são reais. Embora os elementos de V sejam números complexos. conjuil. obtemos um exemplo concreto de um espaço linear. com a adição de duas funções f c g definidas na forma usual: (f+ g)(x) = f(x) + g(x) para todo o real x pertencente à intersecção dos domínios de f e g. EXEMPLO I. EXEMPLO 3. A multiplicação de uma função f por um escalar real a define-se do modo seguinte: af é a função cujo valor para cada x no domínio de f e af(x). Se n = 2. 1. ad~intin­ do N como vector normal. a estrutura resultante chama-se lim espaço /ineaJ' complexo. os números usados como multiplicadores diamam-se escalares. Seja V~ C o conjunto dos números complexos.Espaços lineares 5 complexo. + y e ax a adição e EXEMPLO 2. Por vezes um espaço linear chama-se também espaço vectorial linear. Um espaço linear real ·admite os números reais como escalares. Embora se considerem aqui fundamentalmente exemplos de espaços vectoriais lineares reais. Exemplos de espaços lineares Se especificamos qual o. Os elementos de V sãO funções reais. seja x + y a adição ordinária de números complexos e ax a multiplicação de números complexos x pelo número real a.to V e dizemos como somar os seus elementos e como multiplicá-los por números. e sejam x multiplicação usuais de números reais. é um plano que passa por O com N como vector normal. ou mais simpleSmente espaço vectorial. Quando fazemos uso da expressão espaço linear. O leitor verificará com facilidade que cada um dos conjuntos seguintes ~ um espaço funcionaL . Os exemplos que se seguem dizem-se espaços funcionaiS. com a adição e a multiplicação por escalares definida da maneira usual em função das componentes. Seja V o conjunto de todos os vectores em V" ortogonais a um dado vector não nulo N. deve subentender-se que o espaço pode ser real ou complexo. Seja V= R o conjuntO dos. Se n = 3. sem qualquer designação suplementar.3.

Se substituirmos O por um número c não nulO. O conjunto de todas as funções deriváveis num dado ponto. Quando se deduz um teorema a partir dos axiomas de um espaço linear. EXEMPLO 5. O Cálculo conjunto de todas as funções definidas num dado intervalo. Consequênciils elementares dos axiomas Os teoremas que se seguem deduzem-se facilmente dos axiomas para um espaço linear. conjunto de todas as funções integráveis num dado intervalo. um resultado válido para cada exemplo concreto. EXEMPLO 12.1. UNICIDADE DO ELEMENTO ZERO. com a e b constantes. EXEMPLO 10. O conjunto de todas as soluções de uma equação diferencial linear homogénea y. Se o intervalo é [a. Algumas vezes o conhecimento de um exemplo particular ajuda-nos a antecipar ou interpretar resultados válidos para outros exemplos e põe em evidência relações que de outro modo poderiam passar desPeréebidas. Por exemplo. O conjunto de soluções de uma equação diferencial não homogénea não satisfaz aos · axiomas de fecho.os que existiam dois. obtemos. Geometria e Análise. O conjunto de todas as funções f definidas no ponto I.. e o. (Sempre que se considera este conjunto subentende-se que o polinómio zero está também incluido). Aqui mais uma vez o O é essencial. O EXEMPLO 11. O EXEMPLO 6. O conjunto de todos os polinómios de grau . EXEMPLO 8. O conjunto de todas as funções contínuas num dado intervalo. com n fixo.+ ay' + by =O. EXEMPLO 9. comf(l)~ O: O númerO O é fundamental neste exemplo. Estes . no Axiomá . Demonstração. Unificando diferentes exemplos desta maneira ganhainos um conhecimento mais aprofundado de cada um. Suponham. b).. EXEMPLO 7.exemplos e muitos outros mostram bem quanto o conceito de espaço linear está estendido à Algebra. O conjunto de todos os polinómios de grau igual a n não é um espaço linear porque os axiomas de fecho nãO são satisfeitos. Tomando X~ o. conjunto de todos os polinómios. 'e o~ o. Em qualquer espaço linear existe um e um só elemento zero. IA. violamos os axiomas de fecho. por exemplo o. bl representamos este espaço linear por C(a. de uma vez. ·o axioma 5 diz-nos que existe pelo menos um elemento zero. TEOREMA 1.:i n. a soma de dois polinómios de grau n não terá necessariamente grau n.

entãoou a=Ooux·=D. isto é. e y. pelo que x tem precisamente um simétrico.x .l)x. . UNICIDADE DOS ELEMENTOS SIMETRICOS. (b)a0=0. (h) x + x = 2x.+ O.= O..2. = y.. Demonstração. então x = y. x + x + x = 3x. e em geral do leitor.+ O. o· simétrico de representa-se por -X. a ambos os membros da primeira igualdade e utilizando os Axiomas 5. Somando z a si próprio e aplicando o Axioma 9. (b) e (c). e + (x + y 1 ) = y. encontramos y.= O. O Axioma 6 di~-nos que cadá x admite·pelo menos um simétrico.Espaços lineares 7 5. Num dado espaço linear. Vamos demonstrar (a). Analogamente.álculos algébricos elementares num espaço linear. encontramos O. Então x + y.z +z = Ox + Ox = (O+ O)x = Ox = z.. L. e O= O.(ax) = a( -x)... Somando y. = O.. (g) -(x + y) = (-x) + (-y) = ... X soma y + ( -x).= O.s c. a saber ( -l)x. verificamos que . deixando as demonstrações das restantes ao cuidado Demonstração de (a). Notação.. Seja z = Ox. Admitamos agora que x tinha dois simétricos.. TEOREMA i . 4 e 3. Mas O. para todo o x existe um e um só y tal que x + y= O.. Portanto y. Adiconamos agora -z a ambos o"s membros e obtemos z = O. sejam x e Y elementos arbitrários e a e b escalares arbiJrários. pelo que o. (f) Seax = bx e x >'O..3. obtemos O. TEOREMA 1.+ O.. Em qualquer espaço linear todo o elemento Qdmite unicamenté um simétrico. =O e x + y. devido à propriedade comutativa.y. +O= y. X é definida pela O teorema seguinte refere um certo número de propriedades que regemo. o elemento (.+ O. (c) ( -a)x = . Então verificam-se as seguintes propriedades: (a) Ox =O..=l x = nx. (d)Seax=O.= o. Desejamos provar que z =O. A diferença y:. então a= h. tomando x =O. (e) Se ax = ay e a >' O. y.

21. 12. Todas as funções pares.5. 18. y. se adicionamos a( -x) a ax e·utilizamos o Axioma 8 e a propriedade (b). Todos os vectores (x. I L 7.[: que o grau de g(incluindof = 0). z ~ ( -a)x. 22. Todas as funções ímpares. I. 4 e 5 cada função tem um domínio contendo O e I. Todas as funÇõesfíntegraveis em [0. Todas as funções f com 2{(0) ~f'( I). 26. y. 1. I I. 11.. 2. y.+ oo~ 8. pelo que z é o simétrico de ax. com P e Q funções dadas e contínuas para todo ó x. 13.x =O ou y =O. Todas as funções em escada definidas em escada [0. Todas as séries reais absolutamente convergentes. Todas as funções crescentes. Todos os vectores (x. Todas as funçõesfcomf(l) ~ I + f(O). Todas as funções/integráveis em [0. o domínio e o conjunto de todos os números reais.O quando x. 3.. 15. As funções nos Exercícios I a 17 são reais. com o-grau de f. 25. z) de V3 cujas componentes satisfaÚ!m a um sistema de três equações lineares de forma: . Z =O. O. 3). adicionemos z a maS.8 Cálculo SI Demonstração de (b). 27. 4. Todos os polinómios de Taylor de grau ~ n para um n dado (incluindo o polinómio zero). z) de V3 com. Todas as funções periódicas de período 2n. Todas as soluções da equação diferencial linear homogénea de segunda ordemy. verificamos que z + ax = ( -a)x + ax = (-a + a)x = Ox = O. 14. y. próprio e utilizemos o Axio- Demonstração de (c). 24. y. 9. 5.x) para todo o x. comJ~f(x)dr f:. encontramos que a( -x) ~ -(ax). Todo~ os vectores (x. z) de V3 com 3x + 4y = 1. Nos Exercícios 7 a 12. z) de V3 com y = 5x. 6. com J~f(x)dx =O. y. Todas as funções comf(x) ___. dizer quais são o-s axiomas que não se verificam. Todas as funções verificando f(x) ~ /(1 . 23.· Todos os vectores (x. Todas as funções racionais. 2. 17. 1]. z) de V 3 que são múltiplos escal:ires de (I. Adicionando z a ax e utilizando o Axioma 9. Exercícios Nos Exercícios I a 28. com a adição e a multiplicação por escalares reais definidas da forma usual. Todas as séries reais convergentes. Todas as funçõesfcomf(O) ~/(1). Nos Exercícios 3. Todas as funções racionais_f/g. 20. Todos os vectores (x. Todas as sucessões reais convergentes. determinar se cada um dos conjuntos dados é um espaço linear real. z) de V 3 com z =O. 16. 10. 19. Analogamente. Todas as funções limitadas. Todos os vectores (x. Seja z ~aO. Todas as ·sucessões reais limitadas. Para os Exercícios em que assim não seja. z ~ -(ax).+ P(x)y' + Q(x)y =O.

x2 + y 2 ). S~ia S um subconjunto não vazio de um espaço linear V. pelo que O E Se o Axioma 5 é satisfeito. 31. Seja V= R+. Um elemento x de V da forma· . o conjunto dos números reais positivos. Fazendo a~ . pelo teorema 1. Falta verificar os Axiomas 5 e 6. x 2) ~ (ax1 .x2) + (y1 .. então S diz-se um· subespaço de V. quer (-·J)x estão em V. (S tem pelo menos um elemento visto que é não vazio. ~m particular. Provar que -v um espaço linear real com I como elemento zero.x2) + (y1 . Se S é um subespaço. e 1. verificam-se os axiomas de fecho. resulta que Ox está em S. Se o conjunto não fôr um espaço linar. SejaS o conjunto de todos os pares ordenados (x 1.I. dizer quais os axiomas que não são verificados. O teorema que apresentamos a seguir dá um critério simples para determinar se sim ou não um subconjunto de um espaço linear é um subespaço.0). 32. (b) (x1 . (c) (x1 . Deste modo S é subespaço de V DEFINIÇÃO. ax 2).x2 + y 2 ). a(x1 . (ax2 1). Demonstrar as partes da d até h do Teorema 1. Demonstração. x 2) ~ (lax1 (.4. Seja x um qualquer elemento de S.y2) ~ (x1 + y 1 . verificam-se todos os axiomas para um espaço linear e por conseguinte. seja S um conjunto não vazio de V.x2) + (y. Defina-se a •~soma" de dois elementos x e y em V como sendo o seu produto x·y(no sentido usual) e defina-se"multiplicação" de um elemento x de V por um escalar c como sendo xc. e consequentemente o Axioma 6 é satisfeito em S.3(a). vemos que (. + y 2 (). Se S é também um eSpaço linear. ax2 ).I )x ~ O visto que quer x. (d) (x1 .6. 29. . a(x1 .x2 ) + (y1 . Todos os vectores de V.I )x pertenece a S. x 2) = (ax1 . Mas x + (.(y. satisfaz igualmente aos outros.. (a) Provar que o Axioma lO pode ser provado a partir dos outros axiomas. As propriedades comutativa e associativa para a adição (Axiomas 3 e 4) e os axiomas para a multiplicação por escalares (Axiomas 7 e lO) são automaticamente satisfeitos em S porque são válidos para todos os elementos de V. TEOREMA 1. O).y2 ) ~ (x1 .1 que são combinações lineares de dois vectores dados A e B.Espaços lineares 9 28. (b} Provar que o Axioma to não pode ser deduzido dos outros Axiomas se o Axioma 6 for substituído pelo Axioma 6':1 "Para todo x em V existe um elemento y de V tal que X+ _V= ON. Em cada alínea determinar se sim ou não S é um espaço linear com as "operações de adição e multiplicação por escalares ddinidas como se indica. x 2 ) de Oúmeros reais. Demonstremos agora que st: S satisfaz aos axiomas de fecho. Fazendo a= O.y2 ) ~ (lx1 +x2 (. com as mesmas operações de adição e multiplicação por escalares. a existência em S ·do elemento zero e a existência ·do simétrico de cada elemento de S . Subespaços de um espaço linear Dado um espaço linear V. então Sé um subespaço se e só se S satisfaz aos axiomas de fecho. x 2) = (ax1 .y2 ) ~ (x1 + y 1 . Se S é um subconjunto não vazio de um espaço linear V. a(x1 . a(x1 . ax está em S para todo o escalar a. (a) (x1 .3. 30. Mas Ox ~ O.) Pelo -Axioma 2.

Xk de Se Os escalares C1 .. tais que L CJXi =o.t'.. ••• . c2 .. não conjuntamente todos nulos. xk e um correspondente conjunto de escalares C1 . pertencem todos aS e c. . (I + t)'. e por li.-· representação nao trivial de O. }-j. i-i.. Conjuntos distintos podem gerar o mesmo subespaço.:. =o k implica -Embora a dependência e irldependência sejam propriedades dos conjuntos de el( _mentos. X 2 . (I + t). cksão escalares.. n é gerado pelo conjunto de n + I polinómios. definimos L(S) como I OI. diz-Se uma combinação linear finita de elementos de S. t'/3. . O conjunto S diz-se linetirmente independente se não e dependente. jl. Por exemplo. t. Por exemplo.. isto é.. Ck.. .7. t•!(n + I )I. ••• . =I= O diz-se ser uma. O espaço de todos os polinómios np(t) de grau . .• . qual é o número mínimo de elementos necessários? Para analisar estas e outras questões. o espaço V. C2 . Conjuntos dependentes e independentes· num espaço linear DEFINICÃO. e representa-se por L(S). . bases e dimensão.x. que espaços podem ser gerados por um conjunto finito de elementos? Se um espaço pode ser gerado por um conjunto finito de elementos. ••. Se S é vazio.. Estas noções já (oram referidas no capítulo 12 quando do estudo do espaço vectorial V. (I+ t}'>}. i+jl.. i+jl. . }.. . X2. O conjunto de todas as combinações lineares finitas de elementos de S verificam os axiomas de fecho e por conseguinte é um subespaço de V. l i=l 1: c. {i. {0. c2 . Um certo número de perguntas se podem pôr ao chegarmos a este ponto. . 1. é gerado por cada um dos seguintes conjuntos de vectores {i. aplicam-se habitualmente estas designações aos próprios elementos dess1 . . x 2 . o conjunto constando unicamente do elemento :era. ck.'lquer que sejam os elementos distintos x 1 . Agora apenas as vamos generalizar aos espaÇos lineares de tipo qualquer..X. •. . xk. Chama-se este o subespaço gerado por S. j. . t/2. =O com algum C. introduzimos os conceitos de dependência e independência linear. Um conjunto S de elementos de um espaço linear V diz-se dependente se existe um conjunto finito de eli!menlos distintos de S. quGi.10 Cálculo onde x •. O espaço de todos os polinómios é gerado pelo conjunto infinito dos polinómios li. É também gerado pelo conjunto \1. i=l k Uina eqúação 1=1 C. por exemplo X 1.

Em.~ O. •• . + u2 - u3 = O. Se. . Quando I= O. cada caso o espaço linear fundamentalmente V é ·o conjunto de todas as funções reais definidas na recta real. O resultado verifica-se trivialmente quando n·= I. Seja u. O conjunto vazio é independente. EXEMPLO 3.. c. então S também é dependente.(l) = cos 2 1. -Para demostrar isto. Se um subconjunto T de um conjunto S é dependente. as n funções exponenciais são independentes. para todo o número real A identidade de Pitágoras mostra que u..c1.. então Sé dependente. são números reais distintos. Isto é logicamente equivalente à afirmação de que cada subconjunto de um conjunto independente é' independente. Derivando (1. tais que . a presente definição não está rest_ringida a conjuntos finitos. U 2 . u. u. a. são dependentes. e 1 real. Sejam u. Se O E S. Se um elemento· de S é um múltiplo escalar do outro. . } é independente.1) e fazendo 1 =O. EXEMPLO 2. encontramos c0 =O. u..(l) =I.. basta provar que para cada n. encontramos c. . Uma relação da formaLc~k =O significa que (1.a 1. Podemos demonstrá-lo por indução relativamente a n. U3.. I. EXEMPLO 4.l funções exponenciais e consideremos os escalares c1. Admitamos por conseguinte que é verdadeira para n. EXEMPLO 5. os elementos de um conjunto independente dizemse linearmente independentes. verificaffios que cada coeficiente ck é zero. Por exemplo. u 2 (1) = sen 2 1. os n + I po1inómios u0 . ••• . No Volume I foram discutidos muitos exemplos de conjuntós dependentes e independentes de vectores de Vn· Os exemplos seguintes ilustram esses conceitos em espaços funcionais. Repetindo o processo.. ••• . t: pelo que as três funções EXEMPLO 6. EXEMPLO l. Se S é um conjunto finito. =O.. então S é dependente. 2. EXEMPLO 7. u" são independentes.(l) = 1' para k . O conjuntoS= {u.1) para todo o real I. U 1 . a definição precedente concorda com a dada no Capítulo 12 para -o espaço Vn· Contudo.Espaços lineares 11 mesmos conjuntos..

. Pela hipótese . a. . pois. digamos T = {_r" y 2 . Então cada um destes elementos é um escalar multiplicado por X 1 • seja y. Tomemos um conjunto de k + I elementos em L(S). quando x. A demonstração faz-se por indução em k.. demonstrado o teorema quando k = l. Então.aM é negativo.2) Seja aMo maior-dos n números a. k=l Se k#: M. k + I_ ExaminemOs todos os escalares a. ___ ..está em L(S) podemos escrever k (1.. S é formado por um único elemento x" com x. * TEOREMA 1. o número ak. ___ . Em primeiro lugar suponhamos k ~ I. x.em T está no subespaço linear gerado pelo conjunto s· . a •. obtemos (1. por hipótese.. . Visto que cada y. xd é um conjun(o independente formado por k elementos de um espaço linear V e se L(S) é o subespaço gerado por S. obtemos Esta é uma representação não trivial de O. 2. 1=0. . . pelo que y 1 e y 2 serão dependentes..+ oo na equação ( 1.0 MX.4) não contém Xp pelo que cada y.. Multiplicando ambos os membros de (1. ~O para cada i~ I. Admitamos agora que o teorema é verdadeiro para k.2) por e. e Cz são ambos diferentes de o_ Multiplicando yl por Cz e Yz por CI e subtraindo. k +I. J'k+l }_ Desejamos provar que T é dependente. Deste modo.2) e aplicando a hipótese de indução. .4) Yi = Laii. Neste caso a soma em (1. Demonstração.. .I elementos. e y 2 em L(S). encontramos que cada um dos n.x 1 e y 2 = c2x" onde c.5. e para tal devídamos a demonstração em duas partes conforme todos estes escalares são ou não nulos_ CASO I. . que representa o número de elementos de S.-a.12 Cálculo (1. Consideremos agora dois quaisquer elementos distintos y. Se S ~ lx... x.ii j=l para cada i= I. visto que Sé independente.. . = c. então todo o conjunto de k + I elementos de L(S) é dependente. está.1 restantes coeficientes ck é zero.. .. Mas S' é independente e consta de k.}.1 e provemos que é ainda verdadeiro para k.= lx.. 2.-1 que multiplicam x. Suprimindo o termo de ordem M em ( 1.3).I()X = o. a 1.3) • L cke(a~. cada termo com k M tende para zero e encontramos que eM~ O.

Y. ' Xk.= I na equação (IA) c multiplicando ambos os membros por c..Espaços lineares 13 de indução.) Fazendo.= a.Ja 11 . os k elementos C. Nem todos os escalares G. Yk+l que representa o elemento zero. porém.8. . Caso contrário V diz-se de dimensão infinita. para i= 2.1 elementos independentes x2 •. CASO -2. o teorema é verdadeiro para k. ou se V é forf!1ado unicamente por O.5 diz-nos que cada conjunto de k + I elementos de V é dependente. TEOREMA 1.6. todo o conjunto de mais do que k elementos de V é dependente. k + i.i=2 - a 11 )x1 .. . = L(cia 11 . Consequente-mente para determinada escolha dos escalares 12 . ••• .y1 = anx 1 Se a-esta subtrairmos. devem ser dependentes. podemos numerar de novo os y de modo a que isso se verifique. Suponhamos que S é formado por k elementos e T é formada por m elementos. tk+l não simultâneamente nulos.J' 1 . a equação (1.' então cada base finita de V tem o mesmo número de elementos. ficando assim completado a demonstração.I pelo que o conjunto T é dependente. e ' Demonstração. temos k+l 2t. Está assim demonstrado o teorema no Caso I. pelo que os elementos y~> .. obtemos c. como uma COf!lbinação linear de k..(c.y1 i=2 - y. Se V um espaço linear de dimensão finita. Yk+ 1 devem ser dependenteS. Bases e dimensão DEFINIÇÃO. donde resulta Esta. 1. ••• .) =O. é uma combinação linear não trivial de y 1 . Por conseguinte.. Sejam S e T duas bases finitas de V.4)-resulta k c.. Admitamos que 0 11 *O. O espaço V diz-se de dimensão finita se têm uma base finita. Pela hipótese de indtição. (Se-necessário. Esta equação exprime cada um dos k elemen~os C. Visto I ' . com C.Y. 1 são nulos. o teorema 1.J 1 . Uma vez que Sé independente a gera V.. . Um conjunto finito S"de elementos num espaçO linear_ V chama-se uma base finita de V se S é independente e gera V.y 1 - y. mem~ro +L c1a 11x 1 • i=2 k • a membro.

t'. e escreve-se n = dim V. ·EXEMPLO 4.~) = e'x. repete-se o processo. l"l. Se L(S) ~ V..5.. Uma base é o conjunto de n + I polinômios\1. chegando à conclusão de que y E L(S).. Se um espaço linear V tem uma base com n elementos. Se L(S) ~ V.::: n é uma combinação linear desses n + I polinómios. O conjunto infinito li. xk} qualquer conjunto independente de elementos de V. Portanto k = m. Se S-é uma base. \gera este espaço e nenhum conjuntofinilo de polinômios gera . o conjuntos· é independente e contém k + I elementos. designamos por S = {x 1 . u 2 (.o espaço. O espaço de todos os polinômios p(l) é de dimensão infinita. * i=l . Juntemos este elemento aS e consideremos o novo conjuntoS'= {x·1 . + c•HY = O . ••• . devemos ter m s k.. O mesmo raciocínio com S e T permutados mostra que k:::. não todos nulos. a alínea (a) do teorema 1. doutro. Por isso.. Toda a solução é uma combinação linear destas duas. . .. (b) Todo o conjunto de n elementos independentes é uma base para V. a alínea (a) está demonstrada. Urna base deste espaço é o conjunto dos n vectores coordenados unitários. Mas ck + 1 O visto x 1.:. Todo o polinômio de grau. EXEMPLO 1. O espaço V n tem dimensão n.. Caso contrário. m. n tem dimensão n + I.14 Cálculo que T é um conjunto independente.7 está demonstrada. Se S ·não é uma base. tais que I• c. EXEMPLO 2. podemos raciocinar de novo com s' como o flZemos com S. Se este conjunto fosse dependente existiriam escalares c 10 • .. ••• .. Se V= 10} diz-se que V tem dimensão O. podemos resolver esta equação em relação a y. O espaço das soluções da equação diferencial y".. o qual não pertencerá a L(S). então a alínea (a) está demonstrada.. então S é uma base.3r ~ O tem dimensão 2. ck+. Devemos assim chegar a uma base ao fim de um número finito de etapas. o inteiro n chamase dimensão de V.o qual conterá k + 2 elementos e será independente. I'.x. xk>y}. TEOREMA 1. o que contradiz o facto de que y não pertence a L(S).2r·. DemOnstração.7 Seja V um espaço linear de dimensão finita com dim V= n. I. visto ser S um sul>conjunto de S ·. Uma base consiste das duas funções u 1(x) =e-x. Para demonstrar (a). existe algum elemento y em V. x k serem independentes. EXEMPLO 3. Então verifica-se que: (a) Todo o conjunto de elementos independientes de V é um subconjunto de alguma base de V. Portanto. então S · é uma base e. ••• . obtendo um novo conjuntos. Caso contrário. contradizendo o teorema 1. I. O espaço de todos os polinômios p(t) de grau . modo obteríamos eventualmente um conjunto independente com n + I elementos.·.. . Consequentemente. DEFINIÇÃO.

Com efeito. com n fixo. 10. X+ y = 0. ou f~ O. i=l Os coeficientes nesta igualdade determinam um n-sistema de números (c" c2 . 12. . com k < n.Espaços lineares 15 Para demonstrar a alínea (b). 5. 6. ••• . 7. 19. 2. . 1. X= J OU X =_z.. J(O) ~O. Se x E V. 13. 14.n)- 1.d. Representamos uma tal base ordenada por um n-sfstema {e.... e"' por exemplo x = 2 '!= 1 d. d. .6." c. y. então subtraindo membro a membro de (1..= d. . 17.['(0) =0.. [(O) ~ [(2). e. o espaço linear de todos os polinómios de grau -.0.. 9. X =y. k. Determinar-se Sé um subespaço de V3 • Se S for um subespaço. e assim s~ B.. Devido à alínea (a). c.. 7. f é ímpar.9.x2 -y2 =0. y = 2x e z = 3x.. en).n.. 8. .)= (d. por exemplo B...fé par. Cnrnp(_mcntes Seja V um espaço linear de dimensão n e consideremos uffia base cujos elementos e. Sé o conjunto de todos os vectores (x. podemos exprimir x como uma combinaçãOIIinear destes elementos da base: n (1. a igualdade anterior implica c. Os elementos do n-sistema ordenado (c. Exercícios Em cada um dos Exercícios I a 10. Determinar se sim ou não Sé um subespaço de P..[(0) =[(1).. . . J"(O) ~O.. satisfazendo às condições dadas.1 O.5) dizem-se as componentes de X relativamente à buse ordenada (e~" e 2.[(0) +['(O) ~o. se tivessemos outra representação de·x como combinação linear de e 1. designemos por S qualquer conjunto independente formado por n elementos. pelo que será (c.. Mas pelo teorema 1.). cn) o qual fiça univocamente determinado para x. encontramos 27~ 1 (c.. X= 0. 18.5) x=í:ciei. calcular dim S. .5).. c.)e. 1. para todo o i~ 1. ·Mas porque os elementos de base são independentes. Seja P. X + y + Z = 0 e X - y - Z = 0.. . ••• . representeS o conjunto de todos os polinómios f em P. Sé um subconjunto de certa base. . cJ definidos por (1.. com k < n. ... f tem grau. ••• . ou f= O. . n.. X+ y = 1. z) de V3 cujas componentes satisfazem à condição dada.. 15.. X+ y +Z= 0: 4. Se S for um subespaço. 16. en se tomam segundo determinada ordem. calcular dim S.e 1. Em cada um aos Exercícios 11 a 20.~O. . d. 2. a base B tem· precisamente n elementos. x = y =z. J..ftem grau k. 11.

espaços ·euclidianos. x 2e""). (a) S tem dimensão finita e dim S :5 dim V. Xn) e y = {y~" )-'2 . (c) (I. No espaço linear de todos os polinómios reais p{t). então L(S) c. estabelecemos um certo número de propriedades que pretendemos que o produto interno possua e consideramo-las como axiomas. (f) {cos x. e"". sen' xl. (a) S c. xe""). Neste Exercício. t 4 ). sen xl. ••• . sen 2xl. e-x.. (d) Se S ç. xe""). ch x\. ProdUto interno. No nosso estudo de Vn. (j) {ex cos x.6) x. e-.elas propriedades que contam com a possibilidade de medição de comprimento de segmentos de recta e ângulos definidos por rectas chamam-se propriedades métricas. Desejamos agora generalizar aquelas noções a espaços lineares mais gerais. (c) Um subconjuntoS de V é um subespaço de V se e só se L(S) =S.T. Yn) em Vn foi definido. em vez de o fazermos por uma fórmula específica. em vez de x · y. 23. y = LxiYi· i=l Num espaço linear qualquer. (b) dim S = dim V se e só se S = V. (I + 1)2}. n (1. (b) {t. (h) Se S ç T s. (g) Dar um exemplo no qual L(S n 7) L(S) n L(7).L(S). escrevemos (x. (a) {I. (c) {1. Esta propriedade enuncia-se dizendo que L(S) é o menor subespaço de V que contém S. . a T' h. Demonstrar cada uma das seguintes proposições. Determinar se cada um dos seguintes subconjuntos de V C-dependente ou independente. definimos comprimento e ângulos a partir do produto escalar. e'"). V. Introduziremos em primeiro lugar uma generalização do produto escalar que designaremos agora por produto interno e definiremos comprimentos e ângulos em função do produto interno. sen' xl. então também o éS n T. Provar cada uma das proposições seguintes de (a) a (f). aqu. O produto escalar x · y de dois vectores x = (x 1 . (e) kT. no Capitulo 12. * 1. (d) (e"". (g) {cos' x.L(S) nL(n. 24. x 2 . Calcular a dimensão do subespaço gerado por cada conjunto. (c) Toda a base de Sé parte de uma base de V. isto é. (a) {I. V e se T é um subespaço de V.16 Cálculo 21. (d) {I + t. 13.6). y). (d) Uma base de V não contém necessariamente uma base de S. então L(S) ç T. t 5). e"".. (h) {I. (e) Se Se T são subespaços de V. 12}. Seja V o espaço linear de todas as funções reais definidas na recta real. ·seja V um espaço linear de dimensão finita e S um subespaço de V. Normas Na geometria euclidiana. (f) Se Se Tsão subconjuntos de V.. cos 2x. ••• .11. (i) {sen x . 22. T ç. 12 .. pela fórmula (1. L(S) repfescnta o subespaço gerado por um subconjunto S de um espaço ·linear V.sen x}. xe"".L(n. para o produto interno e definimos este axiomaticamente. descrever o subespaço gerado por cada um dos seguintes subconjuntos de polinómios e determinar a dimensão-desse sUbespaço. então L(S n 7) c. (b) (e"".

(Algumas vezes também se usa a designação espaço unitário). Fazendo c= O em (3). subentender-se-á que o espaço pode ser real ou complexo. Se x (x. y) ~(ex. um produto interno (x.Espaços lineares 17· DEFINIÇÃO. y) =O para todo o y.y) ~ (y. y). No axioma da homogeneidade.. 1 (t) Em honra de Charles Hermite (1822-1901). . (4) (x.y1 + x 1y 2 + x. y) pela fórmula (x. x). Em v. x).. o produto escalar usual de x por y. x) = c(y.. y) = (y. x) = c(x. sem fazer qualquer referência complementar. Um exemplo é o espaço vectorial complexo V. z) (distributividade. Um espaço linear complexo dotado de produto interno chama-se um espaço euclidiano complexo. EXEMPLO I. excepto o axioma de simetria que é substituido pela relação (!') (x. encontramos (0. y) (associatividade. o factor escalar c pode ser qualquer número complexo. Nota. Num espaço linear complexo. os teoremas que se apresentam a seguir são válidos igualmente para espaços euclidianos complexos. Embora o nosso interesse resida fundamentalmente nos exemplos de espaços euclidianos reais. definir (x.y. ou homogeneidade). x) >·o se x O (positividade).) são dois vectores quaisquer de V. Define-se mim· espaço linear real V um produto interno se a cada par de elementos x e y em V corresponde um único número real (x. y) é um número complexo satisfazendo aos mesmos axiomas que_ os do produto interno real. ou linearidade). Do axioma da homogeneidade e (I ) obtemos a relação (3') (x. x) representa o complexo conjugado de (y. y) satisfazendo aos seguintes axiomas. y + z) ~ (x.16 do Volume I. y) + (x. seja (x. (2) (x. y) = 2x. Quando usarmos a expressão espaço euclidiano. cy) = (cy. ·(simetría hermíticat) onde (y. ~ EXEMPLO 2. Um espaço linear dotado com a operação produto interno diz-se um espaço eucli- * diano real. x) (comutatividade. ou simetria).. um matemático francês que contribuiu muito para o desenvolvimento da álgebra e análise. x. O leitor verificará que cada um dos exemplos seguintes satisfaz a todos os axiomas do produto interno.y + x. y. y) ~ ~ x · y.(C) já referido na Secção 12. (3) c(x.) e y (y. y e z de V e qualquer que seja o escalar real~(I) (x. quaisquer que sejlim x.

Nb espaço linear dos polinómios reais. x)(y. EXEMPLO 4. obtemos a desigualdade de Cauchy-Schwarz. todo o produto interno verifica a desiguq/dade de Cauchy:Schwarz: j(x. Para exprimir (z. I'lum espaço euclidiano V.y) quaisquer que sejam x e y em V.) e concluímos que . Os valores das funções f(t) e g(t) desempenham o papel das componentes x.18 Cá/cu/c Este exemplo mostra que _pode estar definido mais do que Um produto interno num dado espaço linear. TEOREMA 1. A função w diz-se a função peso.8. Além disso. z) em função de x e y servimo-nos das propriedades ( !'). hl. adequada de a e b.6) que define o _produto escalar de dois vectores de v•.y)j' ~ (x. b). No exemplo 3 temos w(t) = I para todo o t. Represente C(a. h) o espaço linear de todas as funções reais contínuas definidas num intervalo la. Esta fórmula é análoga à Equação (1. Em virtude do factor exponencial. Temos a desigualdade (z. g) = r . Demonstração. No espaço C(a. definimos (f. Seja z = ax + by. definimos u. o sinal de igualdade verifica-se se e só se x e y são dependentes. b). com w uma função positiva dada em C( a. Quando explicitamos esta desigualdade em função de x e y com uma escolhe. g) =I: /(t)g(t) dt. g) = J: w(t)f(t)g(t) dt. com a e b escalares a serem especificados mais adiante. Se acontece que ou x = O ou y = O' a demonstração é trivial. este integral impróprio convci"ge para todo o par de polinómiosfe g. Definamos o produto interno de duas funções f e g pela fórmula (f.-'j(i)g(t) dt. e Yi e a integração substitui a somação. pelo que supomos que ambos X e y são não nulos. z) i: O para todo o par a e b. EXEMPLO 3. (2) e (3. EXEMPLO 5.

Tal facto é análogo ao de podermos atribuir diferentes números à medida do comprimento de. g) = J.termos de no~mas escreve-se l(x. em particular.. ax) + (ax.r Espaços lineares 19 (z. llxll llyllVisto ser possível definir um produto interno de diferentes maneiras. ax) + (by.f(t)g(t)dt. Aplicando a teorema 1. by) + (by.?: O.y)(x. - (x.· b) com o produto interno (f. x) :?: (x. ({' f'(t) ar)(J: g'(t) ar). y)l'. Então (y. dado segmento de recta. y). = (x. se e só se x e y são dependentes. x) e a última desigualdade simplifica-se. o número não negativo 11 xll definido pela igualdade llx !I chama-se a norma do elemento x. x) + bh. dependendo da escolha da unidade de medida.y)l :o. y)(x. se e só se:::= O. x) + ah(x.y) + b(y. x)li Exprimindo a desigualdade de Cauchy-Schwarz em . Esta falta de unicidade era de esperar. O teorema seguinte define propriedades fundameiltais das normas que não dependem da escolha do produto interno.. Num espaço euclidiano V. o que prova a desigualdade de Cauchy-Schwarz. .. fomando a= (r. x) Façamos agora b = tomando a forma + h(x. z) = (ax + by. y) resulta' (y.lsto verifica-se.8 ao espaço C(a. ax + by) = (ax. x) = i(x. EXEMPLO. a norma de um elemento dependerá da escolha do produto inerno. encontramos para a desigualdade de Cauchy-Schwarz (J: f(t)g(t) dt)' :o. O produto interno pode ser usado para introduzir o conceito métrico de comprimento em qualquer espaço euclidiano. DEFtNtÇÀO.y) + bã(y.?: O. y)(y. O sinal de igualdade é válido através da demonstração. b= (y. by) = aã(x. y) e suprimindo na desigualdade o factor positivo (y.y). x) + bh(y.

Um subconjunto S de V diz-se um subconjunto ortogonal se (x. (c) llcx~~kl~xll (d) llx + Yll . . (homogeneidade). (desigualdade triangular). toda a norma goza das seguintes propriedades para todos os elementos x e y.y) + (y. temos Jlx + yll = llx + cxJI = (I +c) llxJI = JlxJI + llcxJI = Jlxll + llyll. Um conjunto ortogonal diz-se ortonormado se cada um dos seus elementos tem norma l. ou se y =ex para algum c> O. Para demonstrar (d).vll. O :s: n dado por (1. 1.y) + (x. llxll +li .y). _v)l . x) + (y.vil (positividade).y) + (x. y) + (x. pelo que existe um e um só 8 no intervalo lO. y) é real. Demonstração. y) . li. o que demonstra (d). Cuando·y ~ex. o ângulo definido por dois elementos não nulos x e y define-se como sendo o número O do intervalo O ::. com c> O. Num espaço euclidiano V..1) cosO = (x. nl cujo cosseno é igual ao valor daquele quociente. ortogonais se o correspondente produto interno for zero. As propriedades (a). x) = llxll' + llyll' + (x. dois elementos x e y dizem-se. pelo que se tem llx + yll' :S: Jlxll' + llyll' + 211xll llyll = (llxll + llyll)'. e todo o escalar c: (a) 11 xll ~O se x ~ O.7) pertence ao interValo [-I. Num espaço euclidiano real V. se y =O. DEFINIÇÃO. y)l oô llxl[ll. (blllxii>O se x*O.20 Cálculo TEOREMA 1.9. (b) c (c) deduzem-se imediatamente dos axiomas do produto interno." ~ xll ~Y~ e l(x.12. A soma (x. Num espaço euclidiano.. observemos que llx + yll' = (x + y. x + y) = (x. y) ~O para cada par de elementos distintos x e y de S. llxJIJiyJI Nota: A desigualdade de Cauchy-Schwarz mostra que o valor do quociente-no segundo membro de ( 1. O sinal de igualdade verifica-se em (d) se x = O. Ortogonalidade num espaço euclidiano DEFINIÇÃO. A desigualdade de Cauchy-Schwarz mostra quel(x.

Mas (x 1 . qu~r dizer k :2cixi=O. todo o conjunto ortogonal de elementos não nulos é independente. = u... TEOREMA 1. Em particular...(x)um(x) dx = O. Num espaço euclidiano V. •. Se dim V= n e se Sé formado por n elementos. donde resulta c 1 =O. I."f(x)g(x) dx. . U 271 _ 1 ) = f. é o único elemento ortogonal a si próprio.Espaços lineares 21 O elementó zero é ortogonal a todo o elemento de V.(hr e 11 u. Então resulta . No espaço linear real C(O.) =O se i =F I. para n f. u 211 ) = . todo o conjUnto ortogonal formado por n elementos não nulos define uma base de V. x. . u 2 n_ 1 (x) = cos nx.ll.2.~lu.. O teorema seguinte mostra uma relação entre oitogonalidade e dependência. Visto que nenhum elemento de Sé o elemento zero.l = . Dividindo cada u... o teorema 1... Se rn * n. e suponhamos . A norma de cada elemento de S calcula-se facilmente. Demonstração. EXEMPLO. ••• ) definido da seguinte maneira u0 (x) = I.(x 1 . u 1 . Por conseguinte. 11 u. ~. u. . e tendo presente que (x. Temos (u0 . Repetindo o raciocínio com x 1 substituido por x_. Seja S um conjunto ortogonal de elementos não nulos de V. num espaço euclidiano de dimensão finita com dim V= n. pela respectiva norma. obtemos um conjunto ortonormado {~ 0 .. } com 1{1. seja S o conjunto de funções trigonométricas (u 0 .ll = .ortogonalidade "'" J. (u 211 . u 0 ) = f~ n dx = 2n e. para n ~ I.10.11 _ 1 .. x. Sé independente.. temos as relações de .. x 1 ) =O.7(b) mostra que Sé uma base de V. o que prova que S é independente. para n = 1.·" sen 0 2 nx dx = 7T. encontramos que c... enContramos cada c1 = O. i=l onde cada xiES: Multiplicando escalarmente ambos os membros por x.-) *O visto que X 1 *O. 2") com o produto interno (f. g) = (i. f. rp. e portanto S é um conjunto ortogonal.que certa combinação linear finita de elementos de Sé igual a zero. 0 ~os 2 nx dx = 7T. temos (uz.

Se {e. Seja V um espaço euclidiano de dimensão n. : • • .=. en) é uma base ortonormada. O teorema que se segue mostra precisamente como calcular as componentes de um elemento relativamente a tal base. ' <p.j.) ci =(x. Se um elemento x se exprime como uma combinação linear dos elementos da base.9).12. e)= I. · TEOREMA 1. (1. TEOREMA 1. en) são dadas pelas fórmulas ( 1. obtemos (1.. e admita-se que (e..8) " x = Lc. e admita-se que S = íe 1 . Efectuando o produto interno de cada membro de ( 1.ei.10).ortonormada.j.)e. enl uma base ortogonal de V. cada C.... ••• . Então para tod(l o pt:r de elementos x e y de V.' v7T sen nx para n ~ I. e 1 .. ••• .)_= ct<ei..9) pode escrever-se na n x = I(x. tem~se . Na Secção 1. ej) =O se i* j.9) e. Ein particular. Seja V um eipaço euclidiano de dimensão finita n.' 2rr I <p.10) se s admite uma base. num espaço euclidiano cOm dimensão finita com uma base ortonormada. e 2 .. e 1) =L ci(ei. i=I então as suas componentes na base ordenada (e 1 . 2 .li) f 2 . e quando (ej.14 provaremos que todo o espaço euclidiano de dimensão finita admite uma base ortogonal.11.. obtemos (x. enl é uma base ortonormada de V.~.. finita. ••• .8) por ej.e. e. o produto· interno de dois elementos pode ser calculado em função das respectivas componentes. n.(x) = cos nx . i=l O teorema -seguinte mostra que. e 2 .· Demonstração.(x) =-----. .(e 1 • e1 ) para j = 1. seja e ( 1. forma (!.(x) = Cálculo . <p. . a equação (1.. e1). e i=l n 1) visto que (e 1. é dado por c1 = (x.22 . Isto implica (1..

Quando x ~ y. x) =O se e só se x = O.12) (x. (x. Provar que será para todo o x O ou . então llx .13) llxll' . . e.) 2 i=l ix. mas que substituímos o quatro axioma por um novo axioma (4'): (x. A.13) é uma generalização do teorema de Pitágoras..=1 2. A equação (1.)l'. Provar que cada uma das proposições dos Exercícios 3 a· 7 é válida para todos os pares de elementos x e y de um espaço euclidiano. dizer quais os axiomas que não são verificados. . + y. (x +r.13. . e. y) não seja um produto interno.. Nota: A fórmula ( 1.y) ~ /.. J'n) vectores arbitr~rios de vn. qua_ndo x = y. x) >O. defiriindo entre si um ângulo e. 1. y). X n) e y = (yl. obtemos (1. Exercícios I.y. Para cada alínea. No espaço gerado por lx.13). Caso (x. y) ~O se e só sellx + Yll' = llxll' + IIYII'· 5. 7. (x.yll 2 = l!xll' + lly!l' .11) por y e aplicando a propriedade linearidade do produto interno.. determinar um elemento z =F O com (z. Parseval (aproximadamente 1776-1836) que obteve este tipo de fórmula num espaço funcional especial. Multiplicando internamente ambos os membros da equação ( 1. 4.)(y. . a equação (1.iy. i=l (d) (x.vil.. Suponhamos que retemos os três primeiros axiomas para o produto interno real (simetri~ linearidades e homogeneidade)..12) tem a designação que se indica. y) ~ Ose e só se 11 x + cyll i.ly. y).12) reduz-se a (1. x) < O. y) ~i x. tem-se (1. y) = ~ (x. 3.l. r)~ Ose e só se llx +. = ~ " l(x.12).\· = (e) (x. x ~ y) =O se e só se llxll =li .Espaços lineares 23 (1. 11 xll para todo o real c. t (a) (b) (c) (x. real. Se x c r são elementos não nulos.y) =i (x. e.vil~ llx ~ yll.iY1· i=l i=l ix. * ISugestão: Supor (x. Sejam X = (x I. - (x.y) ~ C~1 x1y1)"'. i=l Demonstração.2 llxll llyll cosO. 6. (x.(x. i=l . é um produto interno para V".) i=l " (fórmula de Parseval) Em particular. z) = 0]. ou (x.~ x. y) <O para certo y =F O. y) (x. em honra de M. determinar se {x. definido pela fórmula que se indica. x) >O para certo x =F O e (y.

calcular li/li.g) = J:f'(t)g'(i)dt. Utilizar a desigualdade de Cauchy-Schwarz para estimar a soma I!' 1 lx.l. dadas por u1 (t) = I . definir (f. x. Caso {f. Provar que duas delas são ortogonais. determinar se sim ou não (f..y) = IxnYn· R=l (a) Provar que esta série converge absolutamente: !Sugestão. g) é um produto interno quando {f.. g) não seja um produt~ interno. No (a) Provar que (f. 1. No espaço linear real C( I. lO.I. (b) Determinar um polinômio linear g(x) =a+ bx que seja ortogonal à runção constante J(x) =L 9. (b) (f. (b) Se xn(l) = tn para n =O. g) quando J(t) ~ (t + I)' e g(t) = t' + I. u 3 (t) = I + /. .. 2. provar que (xn. Se x = {xnl e y = ·tyn} são dois elementos de V.) = (m + n)! (c) Calcular (f. No espaço linear Pnde todos os polinômios reais de grau:$ n... determinar todos os polinômios lineares g ortogonais a f espaço linear d~ todos os polinômios reais. g) é um produto interno para P11 • Calcular (f. g) quando f(t) = te g(t) = at + b. 13. definir um produto interno por Cálculo ([. definir (a) (b) {c) li.. define-se ! ro (x. (d) Determinar todos os polinómios lineares g(l) =a+ bt ortogonais af(t) = 1 + t.l.. 12. Em (c).g) = (f:f(t)dt)(f>(t)dt).g) = J: (log x)f(x)g(x) dx. Provar que este integral imprOprio converge absolutamente para quaisquer polinômios Jeg. g) = ~00 e-f(t)g(t)dt. I) seja (f.y. u 2(t) = I. Sef(t) = t. (d) (f. Considerar as três funções u. No espaço linear de todos os polinómios reais. u. V é formado por todas as sucessões infinitas {x nl de números reais para as quais as séries x~ convergem. f' e g· representam derivadas. g) = f~J(t)g(t) dt... u. .g) = f(l)g(l). (a) Sef(x)= . e).. (c) (f.24 8.. g) é definido pela fórmula indicada. No espaço" linear real C(. .g) = lf:!(t)g(t)dti.. duas definen um àngulo de n/3 e duas outras definem um ângulo de lf/6. . (a) (f. indicar quais os axiomas que não são verificados.

•••• x/.y. p_ Gram ( 1850-1916) e E. ay + bz) ~ ã(x. sey. é o mesmo que o gerado por x 1 • x 2 •.x)_ (c) llx + yll'+ llx.. +co) e tais que o integral -~"'eJ'(t)dt converge. 2. bl se transforma num espaço unitário se definirmos um produto interno pela fórmula ([..lineares (b) Provar que V é um espaço linear com (x. by) ~ ab(x. (a) (ax.. y 2 •••• . a qual goza das ..:: L(y. y) se X 11 = 211 e Yn = 1/n! para n ~ I. g) converge absolutamente para cada par de funções f e g em V.~ 1/(n+ l)paran. g) como produto interno. provar que o produto interno tem as seguintes propriedades para todos os elementos x.. a menos defactores e. y) + b(x. . é outra sucessão de elementos de V satisfazendo às propriedades (a) e (b). . 1. ••• de V. (c) A suces5ão _)'1 • y 2 •• • •• .~ I/ney. (d) Calcular (x.). Provar que as identidades seguintes são válidas em todo o espaço euclidiano.y.y) + 2(y. __ .yll' ~ 2 llxll 2 + 2 llyll'17. I. 15.) = L(x. y) como produto interno. h].yll' ~ 2(x.• uma sucessão fiÍiita ou infinita de elementos de um espaço euclidiano V."icalares..14 Construção de conjuntos ortogonais. (a) Provar que o integral para (f. Yk-~).·l. Seja x 1 • X 2 . (b) O subespaço gerado por y 1 • • • • • Yt. Seja V o conjunto de todas as funções reais f contínuas em [0.:Yk· . então para cada k existe um escalar ck tal que Yi = CJ. Existe uma sucessão correspondente de elementos Yi. e seja L(x 1 .. vez e todos os complexos a c h. com n ~O.y) + (y. cuja demonstração ensina a construir conjuntos ortogonais. (b) llx + yll 2 . Este resultado será deduzido como uma consecuência de um teorema geral. com dimensão finita ou infinita. y 2 . Se o espaço é euclidiano. em honra de J. (c) Calcular (f. Definir if. z) .y)sex. __ . A proceso de construção chama-se o método de ortogonalização de Gram-Schmidt. O método de Gram-Schmidt Todo o espaço linear de dimensão finita possui uma base finita. Num espaço euclidiano complexo. com w uma função positiva dada.é única. Utilizar a desigualdade de Cauchy-Schwarz para estimar o integral ~e-1/(t)g(t)l (b) Provar que V é um espaço linear com ({.. (a) llx + yll' ~ llxll' + llyll' + (x. 25 (c) Calcular(x.. x. g) ~ J. •16."'ef(t)g(t)dt. !Sugestão: dtl. podemos sempre construir uma base ortogonal..Espaços .g) ~ J: w(t)f(t)g(t) dt.. •••• x 2 ) o subespaço ge. y) (b) (x.\·eguintes propriedades para todo o inteiro k: (a) O elemento Yk é ortogonal a todo o elemento do subespaçO L(y 1 . isto é.rado pelos primeiros k daqueles elementos. \4. .IJ TEOREMA DE ORTOGONALIZAÇÃO. Schmidt ( 1845-1921 )_ TEOREMA l. x). Provar que o espaço de todas as funções complexas contínuas num intervalo la. em qualquer espaço euclidiano. contínua em \a. g) se/(1) ~ e-• e g(l) ~ t".llx.

). Assim temos que (a) e (b) foram demonstrados por indução a respeito de k..) e por isso estão no subespaço mais amplo L(x. .y.) ...+ 1).).+.+ . •• : . y...(y. . . pelo que também está em L(x 1 . é dado por ••• Yr+l =.. x.14) mostra que x<+. .yn. e neste caso escolhemos a1 =O.).. ...14) é a diferença de dois elementos de L(x. x.. estão em L(x. • • • • x. .y 1) = (x.. é a soma de dois elementos de L(y.).a. x. . ... Yj) (1. .(y. pelo que um raciocínio semelhante_nos conduz à inclusão em sentido inverso: ficando.14) com os escalares a 1... y. · . o ·elemento Yr+ 1 fica bem definido e é ortogonal a cada um dos elementos precedentes y. Xr+l - i=l ' .. y.26 Cálculo Demonstração. Assim. y. x. portanto é ortogoné'. por indução. Construamos os elementos y.. a determinar.y.. devemos provar que L(y.a. ..y.l.) = (x. y. Isto prova que A equação (1. Para iniciar o Processo.. Para demonstrar (b) quando k~ r+ I.. . Isto prova (a) quando k ~ r+ I.. Definamos y. . o produto internodey.. entãO Yr+ 1 é ortogonal a y1 para qualquer escolha de a1.L aiyi •. Se Yj* O. x. ...l a todo o elemento do subespaço L(y. _. Os r primeiros elementos y..). O novo elemento Yr+t dado por (1. ortogonal a Yj tomando Se Yj = O.. . podemos fazer y.+.) ~ L(x.. r. ..+.15) ~O se i* j.+ 1).. .)~ L(x. x.. dado que L(y.+.. ... fazemos y 1 = x 1 • Suponhamos agorã que construímos Y~> . pois. pela igualdade (1. i=l visto que {y. ... . de maneira que (a) e (b) sejam satisfeitas quando k ~r..+.a..+• comyi ' (yH 1 . y. demonstrado (b) quando k =r+ I. .+ 1 . Paraj::. y 2 . .y 1) ...). . ..

14) mostra que x. . pela divisão de cada um pela respectiva norma. pelo -que z. . este elemento pertence a pelo que podemos escrever Hl y. o elernerito diz-se a projecção de x sobre y. .. ·completada a demonstração do teorema de ortogonalização..14. Pela propriedade (a).' para r = 1.. ~ O.. aos coeficientes a 1 em ( 1.).+• sobre Cada um· do's anteriores . xk.14) são dados por ( 1.. 2. como um corolário do Teorema 1. supomos que (c) é verdadeira para k = r e consideremos o elefOento y~ + 1. . Yn e por isso de x~' . ••• .. Y.:. = x.. .. é ortogonal a z. x.13 podemos enunciar TEOREMA 1. pelo que os elementos x~" . y) =1= O. . ••• . Se x e y são elementos de um espaço euclidiano. então y 1 . Neste caso. z. z. xk são independentes. . _e as fórmulas definindo {y. Por conseguinte. .. Yk são não nulos.. pois. Em virtude de (b). y) --y (y. k . construi mos o elemento Yr+• subtraindo de x. XJ.+ 1 são dependentes. Yh os quais geram o mesmo Subespaço que um dado conjunto independente x 1 . Na construção precedente.+. quer y~+.= O. a sua diferença. . é ortogonal a si pi-óprio. com y (x... isto é. se os primeiros k elementos X 1 .16). Está. = i=l 2 CiJ'i = z. Yk) escrevem-se (1. se x~" . é uma base de um espaço euclidiano de dimensão finita. .. Por outras palavras. Em particular. Todo o espaço euclidiano de dimensão finita possui uma baseortonor- mada. ••• . é uma base ortogonal para o mesmo espaço. + Cr+tYr+l.Yr+ 1 são ortogonais a zr Deste modo..+ 1 é uma combinação linear de y 1 .'' Espaços lineares I~' 27 Finalmente demonstramos (c) por indução a respeito de k.· O caso k ~ I é trivial. Deste modo. . x. Desejamos provar que z. E L(y... com z. .16) y. sUponhamos que s~ tem Yr+• = O para algum r.1. . y. isto é. • • • .+. então os elementos correspondentes y..t..+• a projecção de x·. Estas fórmulas descrevem o método de Gram-Schmidt para a construção de um conjunto ortogonal de elementos não nulos y. No método de Gram-Schmidt (1... quer c. Então (1. Podemos ainda converter esta numa base ortonormada pela normalização de cada uma dos seus elementOSJ"'f...15)....

.(y.~ = x..ex..) = Xa - . x 3 devem ser dependentes. y) = J~. obtemos uma base ortonormada formada pelos dois vectores . os três vectores x 1 . 2. (2. 1. O• O•O) • Visto que y 3 =O.. LI. 1. obtemos y. determinar uma base ortonormada para o subespaço gerado pelostrêsveetoresx.. ~I). .- y1 = (4. I.--1}..y.) .. EXEMPLO I.=(S. )'1 .. = x. = (1. l).=(-3. 1). Em V. O conjunto !y. I. -I..' y. y. -1.y. . y. J'1 f foi construido a partir de um conjunto independente dado {X 10 X 2 . x 3 1.. com o produto interno (x._ = !(1. . -1) llY. -3..) é um subespaço de.28 Cálculo elementos y. y... e y 2 são não nulos. lly. O método de Gram-Schmidt em V3 ..x. x. 2). consideremos a sucessão infinita x 0 . e - h 1 . os vectores x 1 e x 2 são independentes.=(l. A figura LI mostra. Dividindo cada um dos y... . = R.Il . . Y1 + Y2 = (O. Aplicando o método de Gram-Schmidt. No espaço linear de todos os polinómios.) FIG.) y 1 ~. y. dimensão 2. essa construção geométrica no espaço vectorial V. x(l) y(t) dt.ll v6 EXEMPLO 2. Polinómios de Legendre... I. e y 2 pela correspondente norma. Mas uma vez que y. ·c-~ . Um conjunto ortogonal \y. I..) (y. o.' y. x. 1.. O. Resolução. -1.Yt .Y2 (y. . x 2 . -3). = x2 Xa - (x.} é uma base ortogonal para este subespaço. y. x. .1'!. Por conseguinte L(x 1.) (x. x. Ya = (x.

t dt = {l O.(t) . <p.) {l = L.I d" ( 2 Yn ( t ) = (2n)! dt" t - 1)" • Os polinómios Pn dados por p (t) _ fi - (2n)! (t) __1_ d" (t 2 zn(n !)2 y7l . A partir das expressões paray0 .= <p.(t) = x. ~ ( t) . (y. 4 - '1'2(1) = t.Jt .(x 2.(t) = x. y. Yo) (y. it. ••• .znn! dtn _ 1n ) designam-se por polinómios de Legendre.• onde xn(t) = tn.YJI •.) .?Ot' + 1St).y. pela primeira vez encontrados pelo matemático francês A. <p. •••• Ys dadas atrás.(t) = 13 - t. .(t) = I.. Uma vez que (y.. Quando se aplica o teorema de ortogonalização a esta sucessão. ••• . chamam-se po/inómios de Legendre normalizados./JI. Os polinómios na correspondente sucessão ortonormada <p0 . Voltaremos a cncC?ntrar estes polinómios no Capítulo 6.. obtém-se outra sucessão de polinómios y 0 . encontramos <p0 ( t) = . .Jt (351 30t 2 + 3)' i.(x 2. t {1 3 dt = O. Yol = L. . y 1) = L.(t) = t. Em primeiro lugar temos y...Espaços lineares 29 . Legendre (1752-1833) nos seus trabalhos sobre a teo~ ria do potencial.) encontramos y 1( t) = X1 = t dt = 2 e (x. dados por 'f'n= y.Jt t.) Y 1 (t) = 12 (Yo.. Os primeiros desses polinómios calculam-se facilmente pelo método de Gram-Schmidt.(t) = .(x.M.(t).Jt (31 2 <p. i. Yo) Y0 (t).(t) = 1)' <p.JV (63t'. Y~> y 2 . y.J'f (St' - 3t).. Yol Yo ( t ) = x 1 ( t ) = t. <p. . encontramos y. para obtermos y. {l t dt 2 = i. no estudo complementar de equações diferenciais e provaremos que n. y 0 ) = L. (x 2 .. (Yo • Yo) · Utilizamos depois as relaçõeS (x2. t2 dt = i. y. Analogamente.

Se S é um plano passando pela origem.15. Antes d~ analisar este problema na sua forma geral. o problema consiste em encontrar. EXEMPLO.2.. no plano S. e Sé um subespaço a duas dimensões. determinar um elemento de S cuja distância a x seja tão pequena quanto possível. Cálculo Seja V um espaço euclidiano e S um subespaço de dimensão finita.y~. Dado x em V. DEFINIÇÃO. Seja S um subconjunto de um espaço euclidiano V. FIG. . Projecções.evidentemente que a solução és= x. Este exemplo constitui também uma interpretação geométrica para o teorema que enunciamos a seguir. Complementos ortogonais. S perpendicular". então o ponto s mais próximo define-se pelo pé da perpendicular tirada de x para o plano S.. 1.hipótese em que S é um subespaço. Interpretação geométrica do teorema da decomposição ortogonal em . É. um exercício simples a verificação de que. um plano passando pela origem. A distância entre os dois elementos x e y define-se pela norma 11 x. Pretendemos analisar o seguinte tipo de problema de aproximação. consideremos um caso particular. como se indica na figura 1. Se x não pertence aS. Um elemento de V dizse ser ortogonal a S se for ortogonal a todo o elemento de S. então. então SL é uma recta passando pela origem e perpendicular a este plano.S+é um subespaço de V. o pontos o mais próximo possível de x.rSl:e diz-se . Na . O conjunto de todos os elementos ortogonais aS representa-se po.30 1. Se x E S. então S chama-se o cOmplemento ortogonal de S.2. quer S o seja ·ou não. Aqui V é o espaço vectorial V.. representado na figura 1.v!. Este exemplo simples sugere uma maneira de abordar o problema geral de aproximação e dá origem a discussão que se segue. Dado um elemento x de V.2.

Se V é um espaço euclidiano e S um subespaço de V com dimensão finita. Finalmente. deve ser s .20) x = s s + sl. e.. são ortogonais e portanto está demonstrado ( 1. s + sl. Temos onde e sl. por exemplo le 1. 15. .17) é única. llxll' = (x. t pertencem a S e sl. um pertenecente~a S e outro a S1. e). ••• . Mas de (1. o que significa que sl.tESe tJ.. e1).!mos que a norma de x é dada pela fórmula de Pitagoras. ou seja que sl. :. i=l Observa-se que cada termo (x. e X = t + ll. Dado x. Visto que S tem dimensão finita..t é simultaneamente ortogonal e igual a t.18) llxll' = Jlsll' + Jlsl.. = x. si).)= (x. e)~ (x. a norma de x é dada pela fórmula de Pitdgoras (1. A definição de sl.. E Sl. isto é.. Admitamos a existência de duas representações para x.. e tl. Desejamos provar que s = 1 e De {1. Visto ser _s uma combinação linear de elementos da base. er~l. sl. s está em S. Para provar que s.t = tl..sl. sendo os restantes termos nulos uma vez que s e sl.. e assim temos que s .pelo que necessitamos unicamente demonstrar que s.. e1) = (x. provarl. tem-se (1.consideramos o produto interno de sl com qualquer elemento da base ei. .::: tl.(s. mostra que (1. por exemplo (1.sl. E Sl. . e 2 . O elementos é a soma das projecções de x sobre cada um dos elementos da base. do modo seguinte: (1. e. Temos (sl. é a projecção de x sobre e. Demonstremos agora que a decomposição (1.s. Demonstração.J. definimos os elementos se sJ.s...) = (s. então todo o elemento x de V pode ser representado.17). admite uma base ortonormada. x) = (s +si. pelo que si é ortogonal a ej. Em pnmciro lugar provamos que é possível a decomposição ortogonal (1.JI'...17) x = s +si.L ~stá em Sl. s) + (sl. TEOREMA DA DECOMPOSIÇÃO ORTOGONAL.Espaços lineares 31 TEOREMA I.. Porque o elemento zero é o único elemento ortogonal a si próprio. onde sES and Além disso. -Mas s.t = O e portanto a decomposição é única. pertencem a Sl. temos s..20).17) é verdadeira.)e..).) e. e.19) s = I n (x.1 =O. e.s_L.19) resulta que (s. de uma Única maneira. é ortogonal a todo elemento de S.18). como a soma de dois elementos.

. .sll :S: llx .::: 1..s) = s + sl_.-.. pelo que se terá 11x -111' 2: 11x.t E S e x . com + (s - t). <p.32 G_ªlculo DEFINIÇÃO. TEOREMA DE APROXIMAÇÃO. tem-se x .. cp 2 .tii'- Mas lls.} úma base ortonormada para S.til'= llx.12 vimos um conjunto ortogonal de funções trigonométricas cp0 . sE Se Demonstração.. o elementos definido por s= 2 (x. pelo que a sua norma é dada pela fórmula de Pitágoras llx. e. 1. para qualquer t en} S. Na Secção 1.. o espaço linear de todas as funções reais contínuas no intervalo 10. isto é.t.21) 'l'o(x) = 1 . Considerando o teorema 1.(x) = cos kx . •• esta é uma decomposição ortogonal de x . cp 1.sll'.s = sl. E S J. 2n] e definamos um produto inlerno pela equação (f. EX~MPLO I... Se x E V.til para todo o I E S.l_ Então.. g) = fi"f(x)g(x)dx. e seja {e. ••• . Seja V= C(O. . verificando-se o sinal de igualdade se e só se t = s.• e. o que completa a demonstração.L E S. tem-se llx .15 podemos escrever x s. <p. O. verificando-se a igualdade se e só se s = t.16. A melhor aproximação de elementos de um espaço euclidiano por elementos de um subespaço de dimensão finita TEOREMA 1.k_. 2n).16.sll' + lls-:. Demonstramos seguidamente que a projecção de x sobreS é a solução do problema de aproximação abor~ado no início desta Secção.)e." Se S é um subespaço de dimensão finita de um esptiço euclidiano V e x um elemento qualquer de V. Aproximação de funções contítiuas em !0. Seja S um subespaço de dimensão finita de um espaço euclidiano V. então a projecção de x sobre S está mais próxima de x do que qualquer outro elemento de S. para k . 2nl por polinômios trigonométricos.z. onde · (1. se sé a projecção de x sobre S. Porque s . . .k(x) = senkx J.:. i=l fl diz-se a projecção de x sobre o subespaço S.I = (x ..tU'.

(x) =!ao +I (a. e seja (f g) ~ f~J(x)g(x)dx.-t.(t) = J .) são dados por (f. no sentido de que a norma 11!. 1T 32 2 1T 3 Porque (f. <p 1) = J' J~ -1 I sen "TI dt = J~ ~ 2rr .1. 'Pk)'Pk • k=O n Este é o polinômio de grau . Os n + I polinômios de Lcgcndre normalizados <p.: n.23) onde ak = I 1T f.I. : Em particular. Por conseguinte o polinómio do 1. Aproximação de funções contínuas em I . . <p.22) na forma n (1. Se JE C(.: n para o qual a norma 11!.. .22) fn = I (f.I. n. Por exemplo.. op. li.. I. 'P>n geram um subespaço S de dimensão 2n + I. <p. Se f E C(O..) ~ O e (f. 0 grau _h (c) que mais se aproxima de sen 7ll no intervalo fechado. 'Pk) = t 2 1 sen rrl 'l'k(t) dt. <p.. I). I)... EXEMPLO 2. este é também a melhor aproximação quadrática.'P1(t) =. I I é J. Então temos (1. 2. Os elementos de S dizem-se polinómios trigonométricos. . I] por polinómios de grau :::. seja f... tem-se (f <p. O teorema de aproximação diz-nos que o polinómio trigonométrico ( 1. Seja V= C(. h).11 é a menor possível.I. quandof(x) ~ sen "x. . os coeficientes (f./. n. Então tem-se fn =I (f. .) ~O.. a projccção de f sobre o subespaço S. k=l 1'' o f(x) cos kx dx. o espaço d:1s funçõe~ reais contínuas em l . tp~) = J:• f(x)tp.. tratados na Secção L 14.23) aproxima f melhor do que qualquer outro polinómio trigonométrico em S.fnll é mínima.(x) dx. podemos pôr (1. bk = 1 1T f'' o f(x)sen kx dx para k =O.[. <p. 'Pk)'l'k • k=O 2n onde (f. Os números (f.I.21).. .) chamam-se coeficientes de Fourier de f Usando as fórmulas (1. represente fn a projecção de f sobre S. cos kx + bksen kx).. geram um subespaço S de dimensão n + I formado por todos os poljnómios de grau . <p.Espaços lineares 33 Os 2n + I elementos <p0 . .

n).!). ~ (0. y. y. x. 1 e Yn(t) = \)-. y. Para cada alínea determinar uma base ortonormada para o subespaço de V1 vectores indicados. X 1 .. 9. y) = J. seja x Jt) = cos nt para n =O..l.O. sejaf(x) ~ x.3). Provar que y. Para cada alínea determinar uma base ortonormada para o subespaço de V_. x 1 \. 8.34 Cálculo 1.9t' + 181. .2. 2.(t) ~ v. Calcular Ug -f 11 2 para este g. .x (t)y(t)dt. No espaço linear real C(O. (a) x 1 ~ (1. No espaço linear real C(O.1.1.(t) =/"para n 2: O. ••• . COS nt (2 para n ~I.1. Calcular 11/.17. com o produto interno (x.1). . No espaço linear real C(l.2. ~ (1.• determinar o polinórnio trigonométrico mais próximo de f 10. y. 2n) com produto interno g) ~ fi• f(x)g(x)dx.6.1). I. X 1. 2) com produto interno (j.. sejaf(x) =e-x e determinar o polinómlo de grau um que mais se aProxima de f u: . 2..0.4t + 2. x3 ~ (3. Definindo (j. x 3 ~ (0. y 1 .l). x 2 ~(1. x.(t) ~ v3 (2t .0.(t) ~ 1.0. ••• 4.}\1 }' 1.. y 2. g) ~f~ f(x)g(x)dx. 2. Provar que as funçõeS.l).y) = fó x(t)y(t)dt.~(-1. 3) com produto interno (j. 6. . x.1. Exercícios 1. I) com produto interno (f. uix) = sen x .l.1. 1.(t) ~ t'.1). x 3 ~(1.O. sejaf(x) ~ 11 x e demonstrar que o polinómio constante g mais próximo de f é g = I log.<o ~ vs (61' - 61 + 1) "formam um conjunto ortonormado gerando o mesmo subespaço que Ll" 0 .0).0.(t) ~ t. seja y 0 ..2. No espaço linear real C(. gerado pelos vectores indicados.1). 3.1). dadas por . o conjunto obtido por aplicação do método de Gram-Schmidt a x 0 .tf(t)g(t)dt. . 3. Seja V o espaço linear de todas as funções reais f continuas em 10. g) = f~e. No espaço linear real C(O. y 2 . ••• . (a) x 1 ~ (1. x. I. x3 ~(l. ~ (1. onde x. 7. seja x n(t) = t" para n =O.-2.. + oo) e tais que o integral f~ e-'F(t)dt convirja. u.1). com produto interno (x. No espaço linear de todos os polinómios reais. scjaf(x) ~e' e determinar o polinómio do primeiro grau g mais próximo de f Calcular l[g.0.fll 2 para este g.(t) ~ t'.0. ge~ado pelos (b)x1 ~(l. x 2 . No subespaço gerado por u0 (x) = I.1. (b)x 1 ~(l. formam um conjunto ortonormado gerando o mesmo subespaço que x 0 .. g) ~ f'_.(x) = cos x. sejaf(x) ~ e• e mostrar que o poli nó mio constante g mais próximo defé g =! (e2 .(t) ~ 1. f(x)g(x)dx.g)J 2 para este g.l).-l).1). No espaço linear V do Exercício 5.0). y. x 2 .1... 5. g) ~f..1.J(x)g(x)dx. x.. Provar que as funções · y.

Para cada x de V.1. Tais funções chamam-se transformações. uma função T: V. Este capítulo trata dos exemplos mais simples. A imagem do domínio V. e dizemos que T aplica x em T(x). é o contradomínio de T. (b) .T(cx) = cT(x) pora todo o x de Ve todo o escalar c.W diz-se wna tran<formação linear de V em W se possui as duas propriedades seguintes: (a) T(x + y) = T(x) + T(y) quaisquer que sejam e y em V. para x em A. Transformações lineares Um dos último·s objectivos da Análise é um amplo estudo de funções cujos domínio e contradomínio são subconjuntos de espaços lineares. chamados· transformações lineares.chama-se a imagem de A por meio da aplicação T e representa-se por T(A ). x . T( V). Sejam V e W dois conjuntos. as quais aparecem em todos os ramos da Matemática.2 TRANSFORMAÇÚES LINEARES E MATRIZES 2. o elemento T(x) em W chama-se a imagem de x por meio de aplicação T. aplicações ou operadores. Se A é um subconjunto qualquer de V. Em primeiro lugar vamos introduzir algumas notações e terminologia re~ativas a funções quaisquer. O símbolo T:v~w será usado para indicàr que T é uma função cujo domínio é V e cujos. o conjunto de todas as imagens T(x). Se V e W são espoços lineares.valoreli estão em W. As propriedades de transformações mais gerais obtêm-se frequentemente aproximando-as por transformações lineares.. Suponhamos agora que V e W sãO espaços lineares admitindo o mesmo conjunto de escalares e definamos uma transformação linear do modo segUinte: DEF!NIÇAO.

y. EXEMPLO 3: Multiplicação por um escalar fixo c. . para todo o x de V. an. Por indução. EXEMPLO 6. EXEMPLO 5. . o produto interno de x com z.. onde T(x) = ex. 2. então T(x) = (x. ... 2.. EXEMPLO 2. 7. O espaço W é formado por todas as derivadas f'. . definamos T: v:. chama-se a transformação identidade e representa-se por I ou por I v.36 Cálculo Estas propriedades significam que T preserva a adição e a multiplicação por escalares. A transformação identidade. Equações lineares. b).mos T: Vn-+ Vm do modo seguinie: T aplica cada vector x = (x" . Sejam V= Vn e W= Vm· Dados mn números reais ~ik• onde i= I. temos também a relação mais geral para n elementos quaisquer x" . Aquí tem-se T: V~ V.. y) em V e quaisquer que sejam os escalares a e b. Projecção sobre um subespaço. A transformação T: V~ V. Ym) de Vm segundo às equações n Yi = Lai~k k=l p. Seja V o espaço linear de todas as funções reais f deriváveis num intervalo aberto (a.. é a transformação zero. . .. Quando c= I. 2. cai-se na transformação identidade. EXEMPLO I.de V. . . O leitor ·comprovará com facilidade que os exemplos seguintes são transformações lineares. As duas propriedades podem combinar-se numa única fórmula que estabelece que T(ax + by) = aT(x) + hT(y) para todo o par (x. Xn de V e n escalares quaisquer a.. m. . Assim temos D: V~ W... Xn) de v. O operador derivação.. z). . Seja V um espaço euclidiano. A transformação zero. m e k = I.ara i= 1. Quando c= O. . ... . EXEMPLO 4. onde T(x) = x para todo o x em V. Seja V um espaço euclidiano e S um suV~ S bespaço de V com dimensão finita. Produto interno com um elemento fixo. onde D (f)= r para todo o f em V.... A transformação T: V~ V que aplica cada ele- mento de V em O chama-se a transformação zero e representa-se por O. EXEMPLO do modo seguinte: Se x E V. R do modo seguinte: Se x E V. A transformação linear que aplica cada fun· ção f de V na sua derivada r chama-se o operador derivação e representa-se por D. no vector y = (y.. defina. Para um elemento fixo z . Défina-se T: então T(x) é a projecção de x sobre S. n..

Seja V o espaço linear de todas as funções reais contínuas num intervalo (a. O operador ilitegração.2. 0 conjunto T( V) (o contradomínio de D é um subespaço de W. Também. o mesmo se verifica com x + y e ex qualquer que seja c. necessitamos verificar unicamente os axiomas de fecho. Assim tem-se N(D = {x I x E V e T(x) = O). O espaço nulo é {0}. Demonstração. O espaço nulo de T é um subespaço de V. Fazendo c~ O na relação T(cx) ~ cT(x). Se f E V. Além disso. o subespaço consistindo unicamente do elemento zero.f) como sendo aquela função de V definida por g(x) = r f(t) dt Esta transformação T chama-se o operador integração. Então T(x) + T(y) ~ T(x + y).\paço nulo de Te representa-se por N(n.. . o espaço nulo é o próprio V. Demonstração: Para demonstrar que T( V) é um subespaço de W. L EXEMPLO I. Se x e y estão em N( 1). A transformação zero. ··· Transformações lineares e matrizes 37 EXEMPW 8. O espaço nulo designa-se também por núcleo de T TEOREMA 2. pelo que T(x) + T(y) está em T( V). pelo que cT(x) está em T( V). A transformação identidade. O conjunto de todos os elementos de V que T aplica em O chama-se o e. ·Espaço nulo e contradomínio Nesta Secção. para qualquer escalar c temos cT(x) ~ T(cx). T aplica o elemento zero de V no elemento zero de W. Visto cada elemento de V ser aplicado no elemento zero. Deste modo. b]. EXEMPLO 2.2. DEFINIÇÃO. defina-se g ~ T(. TEOREMA 2. 2. e T(x + y) = T(x) + T(y) = O Os exemplos apresentados a seguir referem-se aoS espaços nulos das transformações lineares dadas na Secção 2. Tomemos dois quaisquer elementos de T( V). T( V) é um subespaço de W.If. verificamos que T(O) ~O. T representa uma transformação linear de um espaço linear V em um espaço linear W. já que T(cx) = cT(x) = O.1. por exemplo T(x) e T(y).

2. Operador derivação.. Se c* O.2) . tem-se T(x) =O se e só se x = sl. e1 . O espaço nulo consiste de todos os vectores (xl' . Se x E V. .7. Se V é de dimensão finita. ek uma base para N(n. TEOREMA 2. a essa dimensão dá-se o nome de ordem de T. ·estes elementos formam uma parte de uma certa base de V. A dimensão de N(1) chama-se a nulidade de T (dimensão do núcleo de 7).. Produto interno com um elemento fixo z.. . Xn) de Vn para OS Equações lineares. Interessa-nos estabelecer uma relação entre a diinensão de V. Sejam n = dim V e e 1 . Operador integração. No teorema que se segue prova-se que a contradomínio também tem dimensão finita. do espaço nulo N(T) e do contradomínio T(V). o espaço nulo contém unicamente O. então T( V) ·é também de dimensão finita e tem-se (2. Pelo teorema 1. 2..1) dim N( T) + dim T( V)= dim V. Multiplicação por um escalar fixo c. por exemplo a base (2. quais para· i = 1. O espaço nulo contém unicamente a função zero. EXEMPLO 6. então o espaço nulo também tem dimensão finita.3 TEOREMA DE NULIDADE MAIS ORDEM. EXEMPLO 7. a nulidade n1~is a ordem de uma trãnsformação linear é igual à dimensão do seu domínio. Visto ser T(x) = s.. ••• . o complemento ortogonal de S.15). Projecção sobre um subespaço S.3. porque é um subespaço de V. Se c= O. Se V tem dimensão finita. Nulidade e ordem Nesta Secção T rt:presenta ainda uma transformação linear de um espaço linear V num espaço linear W. e assim o espaço nulo é Sl-.. m. Demonstração. O espaço nulo é formado por todas as funções que são constantes num dado intervalo. Por outras Palavras.38 Cálculo EXEMPLO 3.. o espaço nulo é V. O espaço nulo consiste dé todos os elementos de V ortogonais a z. EXEMPLO 4. EXEMPLO 5. EXEMPLO 8. .. onde k = dim N(n. n. tem-se a única decomposição ortogonal x = s + s~ (pelo teorema (1.

3) geram T( V).) = L c. + Cf. ~ T(ek) ~ O. . os elementos (2. define-se u:·ma transformação T: Vl __.. Admitamos· a existência de escalares ck+t• •.ek+r pertence ao espaço nulo N(D. y) é um ponto arbitrário de V2 • Em cada problema determinar se T é linear e. e calcular as suas nulidade e ordem.• . Se y E T( V).) i=k+l visto que T(e.1 ). mediante a fórmula dada para T(x..de dimensão infinita.T(e.lr. definir o correspondente espaço nulo e contradomínio. e podemos escrever x = c 1e1 + . + ck+.3) são independentes.T(e.) =L c.ek+r· Daqui resulta k+r y = T(x) = Lc. isto implica que todos os escalar'es c i são nulos.4 Exercícios Em cada um dos Exercícios I a 10.. =0 i=k+l k+< ) pelo que o elemento x = -Ck+• ek+• + .4.3) + r:-= n·..Ek> pelo que se terá x-x=Lc. temos y= T(x) para algum x em V. y).Demonstremos primeiro que os r elementos em (2. então pelo menos um dos dois N(T) ou T( V) é .) =O.T(e.e i=l k k+r i=k+l 1 - L c1e1 =0. Uma vez que k + r~ n. 2. i=k+l A hipótese anterior implica que T ( Lc. + ck+.3) geram Vamos agora demonstrar que estes elementos são independentes. Pretendemos provar que os r elementos formam uma base para T( V). . tais que x = c 1e1 + . V2 . ck+rtais que k+< L c. ck.) T(V). .T(e. Nota: Se V tem dimensão infinita.) i=l i=l 1c + k+r k+r i=k+l L c. ~ .. em caso afirmativo. r transformações lineares e matrizes 39 com k (2. Consequentemente. Quer isto di2.er que existem eScalares C 1 . . o que prova que dim T( V)~ r.....2) são independentes. onde (x. isto também prova (2.e.T(e. Mas uma vez que ós elementos em (2. • • • . o que demonstra que os elementos em (2. Uma demonstração disto é apresentada no Exercício 30 da ·secção 2.

y) = (x + !. I)_ 14.x. com P e Q constantes dadas. onde y. T(x. 5. determinar se T é linear. q = T(p) significa que q(x) = p(x + I) para todo o real x. T(x. Se JE V. x). T ·aplica cada ponto com coordenadas polares (r.y. T(x. T aplica cada ponto com coordenadas polares (r. 8... se a transformação T: V2 -.\. Fazer o mesmo em cada um dos Exercícios 16 a 23 se a transformação T: V3 _. 3z).y'. T aplica um ponto de coordenadas polares (r.. T(x.z3 ). z) = (x. = (x'.y) T(x. 21. y) = (x. I). g = T(j) significa que g(x) = J: j(t)sen. T(x.. x + y). três equações .Vz for a que se indica.V) se define pela fórmula. dada por T(x. se y E V. 3. Seja V o espaço linear de todas as sucessões reais convergentes \xn}. bl.p em torno da origem. = (x.y. 2.z) = (x..y.. y.y. b.\ é uma sucessão convergente com limite a. Provar que T é linear a dizer quais são o espaço nulo e o contradomínio de 7: 29. =a.z) = (x. SejaS o subconjunto de V formado por todas as funções f que satisfazem às. O. 2y. Fazer o mesmo em cada um dos Exercícios 11 a 15.x).y) T(x. z).<. seja T(x) = \y.y. g ~ T{f}. -y).y + 1). O). z.I). Definir uma transformação T: V .z) =· (x. dizer quais são o espaço nulo e contradomínio e calcular a nulidade e a ordem da transformação.y) = {2x. definir T(y) = y"' + Py' + Qy. Se p E V. T aplica cada ponto no ponto (I. y) T(x. 22. O) num ponto com coordenadas polares (r.y..y) T(x. 23. b). I).y. Seja V o espaço linear de todas as funções reais contínuas em [a. y. y. T(x. T(x.z+3). com ~constante. = (x. T(x. x .y +I. Seja V o espaço de todas as funções reais duas vezes deriváveis num intervalo a. Além disso. significa que g(x) ~ x_f'(x} para todo o x em (-I. 12. 20. Seja V o espaço linear de todas as funções reais contínuas no intervalo [ -7T.y'). T imprime a cada ponto uma rotação de um mesmo ângulo . 17.<. Seja V o espaço linear de todos os polinómios reais. y) = (e". Além disso. 26. 13. z) = (x + z. 15.. T(x. 24. = (x. 25.t) dt para a . z) = (x + l. z) é um ponto arbitrário de V3• 16. .y) = (x. 27. T(x. 1 aplica O em si próprio. Cálculo 6. Sef E V.p(x) de grau ~ n. V do modo seguinte: Se x = \x. 9. x). x + y).y.. y.y+2.y. y.O). 0). X+ y). 4. T(x.y) = (y. T(x. · 28. Além disso T aplica O em si próprio. Tap\ica O em si próprio.1. y. T(x. T aplica cada ponto no seu simétrico relativamente a uma recta dada passando pela origem. 7. 1). V é a que se indica.(x . Seja V o espaço linear de todas as funçõ"es reais deriváveis no intervalo aberto (. Em cada um dos Exercícios 24 a 27. 10. 7T].. 8) um ponto com coordenadas polares (r. Em cada um deles.berto (a.40 I. a transformação T: V . z) = (z. 6) n~ ponto de coordenadas polares (2r. 11.z)=(x+l. onde (x. Se T for linear. 20}. 8 + ~ ). e•). quando sejam finitas... 18. 19.1). para n ~ I. T(x. isto e.

Transformações lineares e matrizes 41 [ /(l)dl ~o.. (a} Provar que Sé um subespaço de V. ainda.. . [(l)senl dl ~O. Os elementos T(ek+ 1 ).! 2.{I + cos (x . {e) Determinar o espaço nulo de T.. . ek uma base de • • • . o contradomínio de T. W) o conjunto de todas as transformações lineares de V em W. Interessa-nos particularmente o caso em que V é também um espaço linear com os mesmos escalares que W.J(I)cosldl ~o.. Se S e T são duas transformações lineares de !l' (V.. (cT)(x) = cT(x) para todo o x ae V. (f) Achar todo q real c -:F. f. é uma questão simples a verificação de que S + Te cTsão também transformações lineares de !l'(V.. Nesie caso designamos por !l'(V.1)}/(1) d1. demonstrar que pelo menos um dos T(V) ou N(T) tem dimensão infinita. {c) Provar que S tem dimensão finita.5. W) é ele próprio um novo espaço linear. Operações algébricas relativas a transformações lineares Funções cujos valores pertencem ao espaço linear W podem somar-se entre-si·ou ITÚJ. dim T(V) =r e sejam e 1. ••• . (d) Provar que T(V}. (b) Provar que S contém as funçõcsf(x) = cos nx ef(x) = sen nx para todo n = 2. Sejam fi: V W e T: V W duas fun+Ões com um domínio comum V e 4 4 cujo_s valores estão num espaço linear W. [ . N(n e e 1 . ek+n elementos independentes de V. 30. Mais do que isso. com as operações acabadas de definir. com n >r.4) (S + T)(x) = S(x) + T(x).Itiplicarem-se por escalares em W de acordo com a seguinte definição. Se c é qualquer escalar em W. Se V possui dimensão infinita. W). definimos a soma S + Te o produto cT pelas igualdades (2. W). tem dimensão finita e determinar uma base para T(J0.. Seja T: V . É uma questão imediáta a verifi- .I )T é a simétrica de T. g = T(J) significa que g(x) ~[. 3. Seja T: V. DEFINIÇÃO.. Utilizar esta conclusão para obter lima tal contradição. • • • . ek. W uma transformacão linear de um espaço linear V em um espaço linear W. O e todas as funções f não nulas de V tais que T{j) = cf{Observc·se que uma tal fuilção pertence ao contradomínio de T). !Sugestão: Suponhamos dim N(T) = k. T(ek-1-n) são dependentes uma vez que n >r. o conjunto !l'(V. ek-+l• . A transformação zero serve de elemento zero deste ·espaço e a transformação (.V uma transformação linear definida do modo seguinte: Se JE V.

e (RS)T têm domínio U e valores em X: Para cada x de U. DEFINIÇÃO. S: V~ W. TEOREMA 2. O conjunto . tem-se R(ST) = (RS)T.1. temos . W) de todas as transformações lineares de V em W é um espaÇo linear com as operações de adição e multiplicação por escalares definidàs em (2. Isto está representado na figura 2. Dados os conjuntos U. Demonstração. comutativa. com toda a generalidade. de modo seguinte: FIG. em geral. A composiçãO ST é a função ST: Ut~ W definida por (ST)(x) = S[T(x)] para todo o x em U Assim~ pafa aplicar x mediante a composicão ST. como no caso das funções reais. Composição de duas transformações. aplicamos em primeiro lugar x por Te depois aplicamos T(x) por S.4).5. A composição de funções reais tem-se encOntrado repetidas vezes no nosso estudo e vimos que a operação não é.1. Portanto.2'( V. Se T: U ~ V. temos o seguinte. A oper.. 16. sejam T: U ~ V uma função com domínio U e valores em V. Esta operação não faz qualquer uso da. TEOREMA 2. Ambas as funções R(SD . V e W. e S: V-+ W outra função com domínio V e valores em W.estrutura algébrica de um espaço linear e pode definir-se. COntudo aqui.42 Cálculo cação de que os dez axiomas para uril espaÇo· linear são satisfeitos. e R: W ~X são três funções.4.ação algéb~ica mais interessante ·que se efectua com as transformações lineares é a composição ou multiplicação de transformações. a composição s·atisfaz a propriedade associativa.

Para quaisquer x e y de U e quaisquer escalares a e b. + RT A demonstração é uma aplicação imediata da defin-ição de composição e é deixada ao leitor como exercício. suponhase que Se T pertencem a .Transformações lineares e "matrizes 43 [R(ST)](x) = R((ST)(x)] = R(S[T(x)]] ~ e [(RS)Jl(x) = (RS)[T(x)] = R[S[T(x)]]. V.Jtiplicação por escalares em 2( V. tem-se :v. DEFINIÇÃO. Pretendemos agora generalizar n processo de inversão a uma classe mais geral de funções. (b) Para qualquer transformação. Definem-se as potincias inteiras de T por indução do modo seguinte: T" =I. U. (S + T)R = SR + TR e (cS)R = c(SR).V e S: V~ W são tran:iformações linedres. O leitor poderá verificar que a propriedade . W) e seja c um escalar qualquer. W) para dar origem ao seguinte: TEOREMA 2. Demonstração.W é linear.associativa implicã a regra· TmTn = Tm+n.!f( V. O teorema que se enuncia a seguir mostra que a composição de transformações lineares é ainda linear. 2. yn = rrn-1 para n :2: 1 . TEOREMA 2. quaisquer que sejam os inteiros não negativos m e n. Seja T: V~ V uma função que aplica V em si próprio.6.6. linear R: R(S + T) = RS w__. Sejam V e W espaços lineares com os mesmos escalares. Aqui I representa a transformação identidade. (a) Para qualquer função R com I'Q/ores em V. Se U.7. o que prova que R(ST) (RS)T. W são espaços lineares com Os mesmos escalares e se T: U. ~- f l' . Inversas No nosso estudo das funções de uma variável real aprendemos a construir novas funções por inversão das funções monótonas. então a composição ST: V . temos (ST)(ax + by) = S[T(ax + by)] = S[aT(x) + bT(y)] = aST(x) + bST(y). e tem-se R(cS) ~ c(RS). A composição pode combinar-se com as operações algébricas de adição e mu.

W pode ter. 2} e R(O) =I. cada y de T( V) tem a forma y ~ T(x) para.. isto é..V é a inversa esquerda de T se S I T(x)l ~ x para todo o x em V. se onde I v é a transformação idem idade em V Uma função R: T( V) . temos que distinguir TS de ST. Com efeito. então TIR(y)l ~ T(x) ~ y para cada y em T( V). V di::-se inversa direi_ta de T se TIR (y)l ~ y para todo o r em T( V). quando muito. se TR = I [T<VI.. outra função S cuja composição com T seja a transformação idêntica.V definidas por EXEMPLO. pelo menos.. pelo menos. Este exemplo simples põe em eVidência que as-inversas esquerdas não existem necessariamente e que as inversas direitas não são necessariamente ~nicas.se possível..44 Cálculo Dada uma função T. x.9 provaremos que se cada y em T( V) é a imagem de um só x de V. . Esta funÇão admite duas inversas direitas R: W . Para tal introduzimos duas espécies de funções inversas que chamamos inversa esquerda e inversa direita.. pelo que R é uma inv"ersa direita. No teorema 16. A não unicidade pode ocorrer devido a que pode haver mais do que um x de V que se aplique num y de T( V).. Seja W ~ {O}._ uma inversa direita. DEFINIÇÃO. uma inversa esquerda. se existe uma inversa esquerda. mas com duas inversas direitas. _é nosso objectivo encontrar.. Se escolhemos um tal x e definimos R(y) ~. Toda a função T: V____. porém -vamos demonstrar que. Se T tem uma inversa esquerda S. V~ {I. comutativa. Uma função T: V... Define-se T: V. · TEOREMA 2. um x em V. isto é. di:-se que uma função S: T (V). ao mesmo tempo. Visto a composição não ser. é inversa_direita. Dados dois cm~jumos V e W e uma jimção T: V---+ W. Não é possível definir-se uma inversa esquerdas: porque requereria I = S[T(l)] = S(O) e 2 = S[T(2)] = S(O). Uma função sem inversa esquerda.8. em geral.. então S é também inversa direita. W tem.W do modo seguinte: T( I) ~ T(2) ~ O. com Ir( v) a transformação identidade em T(V).. V e R': W. ela é única e. Antes. então a inversa direita é única.

Admitamos que T possui duas inversas esquerdas. Por conseguinte S = s·. Escolhamos qualquer r de T(V). obtemos· T(x) = T!S(y)l.5) ou (2. Mas S é uma inversa esquerda.V e S': T(V). o que prova que a inversa esquerda é única. Aplicando T. S: T(V). encontramos SlT(x)] ~ SlT(y)].6) para quaisquer x ~ y em V diz-se biunívOc~ em V.9. temos y = T(x) para algum x em V. se e só se para quaisquer x e y de V. Suponhamos que T tem uma inversa esquerda S e admitamos que T(x) =T(y). Se y E T( V). visto que Se S' são ambas inversas esquerdas. Isto é definamos Ssobre T(V) do modo seguinte: . -4 (2. pelo que y = TlS(y)l.seguir caracteriza todas as funções que admitem inversa esquerda. Pretendemos demonstrar que TlS(y)l = y. pelo que S(y) = S'(y) para todo o y em T( V). existe precisamente um x em V para o qual y ~ T(x). Admitamos que T é biunívoca no seu domínio.V.6). .V -que será a inT( versa esquerda de T. isto implica x=y. completa a demonstração. Vamos provar que S(y) = S'(_r). Como y = T(x) para algum x de V. Deste modo S(y) = x e S'(y) = x.6) implica X =y.5) é equivalente à afirmação T(x) = T(y) (2. Definamos S(y) como sendo esse x.5) implica T(x) "' T(y). TEOREMA 2. Demonstração. isto é. Aplicando S. Visto que SlT(x)l=x e SlT(y)] =J'. Escolhamos qualquer elemento y em T( V). o que prova que uma função com inversa esquerda é biunívoca no seu domínio. Uma função T: V W tem wúa inversa esquerda se e só se T aplica elementos distintos de V em elementos distintos de W. Mas y = T(x). Uma função Tsatisfazendo a {2. pelo que x = S[T(x)] = S(y). Desejamos provar que x = y. Vamos agorã demonstrar· que toda a inversa esquerda S é também inversa direita. Demonstremos agora a propriedade inversa. Pretendemos provar a existência de uma função S: _ V). então y ~ T(x) para algum x e in V Por (2. Nora: A condição (2. temos S[T(x)] = x e S'[T(x)] = x. o que O teorema que apresentamos a.Transformações lineares e matrizes 45 DemonstraÇão. Uma vez que y E T( V).

aplicando T 1 .uímos que (b) 1mplica. Vamos demonstrar que (a) implica (b). Aplicando T'. Então temos S[ T(x)l ~ x para todo o x em V. implica x ~O. r-•(au + bv) = ax + by = aT. o espaço nulo N(T) contem unicamente o elemento zero de V. visto T ser linear. Para todo o x em V. sabe já ser também inversa direita) representa-se por r-•. Daqui resulta.T(v) ~ .V. Tornemos um x qualquer em V para o qual T(x) ~O. V e W representam espaços lineares com os mesmos escalares.(b)-'é verdadeir. Devido à linearidade. Vamos em seguida aplicá-los a transformações lineares. admitamo.10. A linearidade de Tper· mite-nos exprimir de diversas maneiras a propriedade para que uma transformação linear seja biunívoca. T(x) ~ O.7. Consideremos dois quaisquer elementos u e ·v em v~ T(y) para algum x e algum y em V Quaisquer que sejam au + bv = aT(x) + bT(y) = T(ax + by).9. W). 1 pelo que T' é linear. TEOREMA 2. temos T(u -'v) ~ T(u).a.ue x ~ T'(O) ~O. Seja T: V . Por conseguinte (a) implica (b)._. a função S assim definida é a inversa esquerda de T..s que (c) é verdadcira.(c).46 S(y) = x Cálculo significa que T(x) = y. Diz-se que T é invertível e chama-se r~• a inversa de T. tel)los qual se vai provar que é linear.(u) +bT-1 (v). A única inversa esquerda de T (que se . encontramos <t. e T: V. DEFINIÇÃO.1 : T( V)_.W representa uma transformação linear em !t'(V. W).W uma transformação linear em. As· sim concl. 2. Consideremos dois quaisquer elemeri· tos u e v em V com T(u) ~'T(v).W biunívoca em V. Então T admite inversa r-• pelo teorema 2. Admitamos que (a) é verdadeira. visto T' ser linear. Transformações lineares biunívocas Nesta Secção.!l'(V. (b) implica (c) e (c) implica (a). Admitamos agora qu!. pelo que ST ~ I v· Desta maneira. isto é. Demonstração. V é linear. Então u ~ T(x) e os escalares a e b. Os resultados desta Secção dizem respeito a funções quaisquer. São equii'G· lentes (a) (b) (c) as seguintes proposições: T é biunh•oca em V T é invenh•e/ e a sua inversa T.! . Finalmente. a T( V). Seja T.

.. . Consideremos um elemento qualquer y em T( V).. são elementos independentes de V. (b) implica (c). temos que dim T(V). Quando V tem dimensão finita. í=l • e por isso y • = T(x) =! c.W é uma transformação linear em . T(e. T(e.1 uma base de V. n e.) . . pelo que se terá c.:R (V. e.) em T(V) são independentes. . Mas e. ..= .. Provaremos que T(x) = O implica x =O.. a propriedade da transformação ser biunívoca pode ser formulada em termos de independência e dimensionalidade... T é biunívoca em V. .l é uma base de V.. T(e. Finalmente. dim T(V) = n.). Seja {e. T(e. i=l Portanto {7\e..l uma base de V. _. Admitamos agora que (b) é verdadeira. . (c) implica (d) e (d) implica (a).eP elementos independentes de V e consideremos os elementos T(e.l uma base de V. TEOREMA 2..11.. pelo que {T(e. então T(e. T(e. Admitamos agora que (c) é válida e seja {e.e. admitamos que (d) é verdadeira.. dim V= n..). . Vamos ainda aqui provar que (a) implica (b). Mas. e a demonstração do teorema está completada. n. pelo que = Cp= o e. (c) implica (d). por conseguinte.. . por conseguinte.. Admitamos que !• c. . (c) dim T(V) = n. pelo que (b) implica (c).. ··=1 e por isso !c.). e.. .e.) =O i=l para certos escalàres c 1 ~ ••• .. W) e V tem dimensão finita... Devido à linearidade. ..v= O. e.)} gera T(V).T(e. . então {T(e.... (b) Se e.. .t ~ Transforrriações lineares e matrizes 47 O. obtemos· r(f c. . pelo teorema 2. Então y = T(x) para algum x em V.) • . (d) Se {e.T(e..). Deste modo dim T(V):. como se indica no teorema que apresentamos a seguir. Mas tínhamos admitido que dim T(V) = n.. Admitamos que (a) é verdadeira.. . Sejam e.)} é uma base de T(V) e. cP. Se T: V.. podemos escrever . .).)} é uma base de T(V).) =O.) em T(V).. Demonstração. x = Lciei. . são equivalentes as seguintes proposições: (a) T é biunívoca em V. Se x E V. . pelo que u.3.• T(e) são elementos independentes de T( V). ... (a) implica (b). =O i=l • visto ser T biunívoca.. .. Seja {e. . por conseguinte. •... Devido a (b)... os n elementos T(e. Portanto.. e.• ep são ind~pendentes.

. y. Provar que a propriedade associativa para a composição implica a regra T nfTn = Tm + n_ Se T é invertível. v.z -I). e definir as suas inversas.y + 2.. D'escrever todas as funções T: V . ~ ~ (x.. seja (x. . tências pelas fórmulas T'' = I. definir o seu contradomínio T( V1 ). 2.y.. 22. z) T(x.. v e w. 13. y) 6. Dizer quais das funções são biunívocas em V. y) ~ 7.y'). z) ~ ~ (z. determinar se T é biunívoca em VJ. .y + l. 15.Lciei.x + y +z).. define-se uma função T: V1 . y.. Designando-as por T" T2 . V3 pera fórmula dada para T(x.8.z) T(x. Nos Exercícios 22 a 25. V uma função que aplica V sobre si próprio. (x. Se S e T são invertíveis e comutam. 23. deduzir o seu contradomínio T(V3 ).y.y. ..y. Seja V= 10. Em geral. T(x. y) = T-'(u. Em cada um dos Exercícios 13 a 20. Assim será x ~O. T(x.. tomadas por ordem inversa. (2x. (x + l.y. onde (x. v. provar que ST é também invertível e que (sn-• = T·'s·• ou. (x.y) ~ (x'. Indicar quais das funções são biunívocas em V e definir as correspondentes inversas. a inversa de ST é a composição das inversas. Seja T: V . e•). onde (x.y) ~ ~ ~ 4. lnductivamente.y) S. para cada ponto (u. ST =F TS. T 3 e T4 construir uma tábua de multiplicação que mostre a composição de cada par. y. T(x. Se ST = TS. y e z em 1 função deu.z) ~ ~ ~ ~ (x + l.. (x + l. 16.x +z). (x..y. NO total são quatro. T(x. (x.. ••• . T(x. . definem-se po-. define-se uma função T: V2 . . (x + y. -y). T6 construir uma tábua de multiplicação mostrando a composição de cada par. v) em T( V1 ). y) é um ponto arbitrário de V1 • Determinar para cada um se Té biunivoca em V1 • Caso afirmativo. y). 18. seja (X. invertíveis e comutam.. T(x.z) T(x.48 Cá/cu/c x = . T(x. y) 10. z) T(x. z + 3). i=l • e por isso T(x) = I• i=l c. 20.y) ~ ~ ~ ~ ~ (e". Caso afirmativo. O. x + y + z). por outras palavras. Designando-as por T1. w) em T( V ). dizemos que Se T comutam (ou permutam).x + y). z) = T·'(u. provar que as respectivas inversas também comutam. (y.)..2y.z) T(x. x).).. (x. Existem seis ao todo. Se S e T são.y. T(x. 21.a 12. . Tn = JTrrL para n ~ I.y) 11. provar que Tn é também invertível c que (Tn):' = (T-')n. 3. T(x. V. Seja V= {O. y) 9. então c. I}.x + y. pelo que T é biunívoca em V. T(en) são independentes. 24.z) T(x. (x. ~ cn ~O. 8.O).x + y). Descrever todas as funções T: V . z). Se T(x) ~O. z) é um ponto arbitrário de V1 • Em cada hipótese. T(x.y. 2. 17.y. V para as quais T( V) V.y. o que significa que (d) implica (a) e o teorema está demonstrado.y. T(x.y +z. 14. visto que os elementos T(e.y + 1). x) (x. Se S e T comutam. 19.. ~ . Exercícios I. provar que (Snn = SnTn para quaisquer inteiros n f. I. O). 2}.y. Se T representam funções com domínio V e valores em V. (x. Em cada um dos Exercícios 3 .y) 12. x). para cada ponto (u.3z). T(x. V2 pela fórmula dada para T(x. v) e dar fórmulas que determinem x e y em função deu e v. I). y.. w) e dar fórmulas para a determinação de x.T(e..

(c) Determinar a imagem de (x.TD )"(p) = Dn(p).x'+ 1 • (a) Seja p(x) = 2 + 3x . (TS)'. T.. provar que (S 49 + T)2 ~ S' + 2ST + T' e (S + T)3 ~ S' + 3S'T + 3ST' + T'. T. z) = (z. z) ~ (x. dizer qual é a sua inversa. y. 31. respectivamente. 26. Caso afirmativo. 27. Se T funções que aplicam um polinómio arbitrário p(x) = c0 + c 1x + . (TS)·•. DT. Represente Do operador derivação e se) a To operador integração que aplica cada polinÓf!liO p num polinómio q dado por q(x) = J3J(t)dt.TS. S'. TS.D'T'. ST. s(x) e t(x). T'S'. (a) Determinar a imagem de (x. Sejam S e T transformações lineares de V1 em V3 definidas petas fórmulas S(x.TD =I e que DTn. v. (d) Se n ~ I.T"S = nT". RST. -Sejam R. 29. Seja V o espaço linear de todos os polinómios reais p(x). z) um ponto arbitrário de V. x + y + z). T'. V) e admita-se que ST. x) e T(x. Sejam V e D como no Exercício 28. ST. Indicar como devem modificar-se estas fórmulas se ST TS.TS = 1.. y. · * * D. DT.1 para n?. Represente Do operador derivação e seja Ta trarisformação linear que aplica p(x) em xp'(x). Provar que DT. (sn·•. TRS. S. Determinar se T é biunívoca em V.. 30.x>-•. y. 2. y. · 28. (b) Determinar os polinómios p de V para os quais T(p) = p. com (x.-~ Transformações lineares e matrizes 25. onde r(x) ~ p(O). TS. Sejam Se T de P( V. z) sob cada uma das transformações seguintes: ST. Seja V o espaço linear de todos os polinómios reais p(x). s(x) ~ I c.1 para todo n?..x 2 + 4x3 e determinamos a imagem de p sob cada uma das seguintes transformações. Seja V o espaço linear de todos os polinómios reais p(x). . Se Se T comutam. w) sob cada uma das seguintes transformações: s-•. S'T'. z) sob (T -l)n para cada n?: 1. (c) Provar que T é biunívoca em V e determinar a sua inversa. exprimir (TS)" e SirTn em função de 1 e R.2D)(p) _= O. (a) Seja p(x) = 2 + 3x.TnD = nTn. (ST. (b) Provar que S e T são biunívocas em V] e determinar a imagem de (u. 32. T'D'. Provar que ST". + cnx" de V no polinómio r(x).x 2 + x 3 e determinar a imagem de p sob cada: uma das seguintes transformações: R. 1. (b) Provar que R~ Se Tsão lineares e determinar o espaço nulo e o contradomínio de cada uma. Provar que DT =I v mas que TD I v· Descrever o espaço nulo e o contradomínio de 'rD.TS)'.4.. r-•. y. Seja V um espaço linear. (d) Determinar os polinómios p de V para os quais (DT. TD. y. (c) Determinar os polinómios p de V para os quais (DT. (TS)'. mas seja T uma transformação linear que aplica p(x) em xp(x). x + y.TD. Considerar o Exercício 28 da Secção 2. k=l t(x) ~ Í k=O c. (ST)'.

é uma questão imediata a verificação de que T é linear. T(j) = 2i.. . então T(x) é dada por Resolução.7) T(e. podemos sempre construir uma transformação linear V~ W com valores determinados para os elementos duma base de V.j) = (x1 + 2x.) ~ como se pretendia provar.. iO=l Demonstração. designamos por T' outra transformação e calculamos T'(x).9.. excepto a de ordem k. .50 2. n. Se e 1 . . que é I.. Transformações lineares com valores determinados 'Cálculo Se V tem dimensão fin.. •••• Xn as componentes de x na base ordenada {e...12. un são n elementos arbitrários de um espaço linear W. então todas as componentes de x são O. Cada x de V pode exprimir-se de uma única maneira como combinação linear de e.8). Encontramos u. Esta transformação T aplica um elemento arbitrário x de V do modo seguinte: (2. pelo que (2.) = u• para k = I. como se explica no seguinte: T: TEOREMA 2. Visto que T'(x) tração. então existe uma e uma só transformação linear T: V .. Para demonstrar que existe unicamente uma transformação linear satisfazendo (2.. ~ T(x) para todo o x em V. Deter111inar a transformação linear T: V2 -+ V2 que aplica os elementos base i= (I.8) dá T(e.(i T(x) = x 1 T(i) + x.j é um elemento arbitrário de x. V. I) do modo seguinte: T(i)=i+j. Se x = x 1i + x. O) e j = (0... temos T' = T. . o que completa a demons- EXEMPLO.8) Se x = !x.T(j) = + j) + x2(2i. en• sendo os coeficientes x 1. 2. en>· Se definimos Tpor (2.u •. Se x = ek para certo k.. W tal que (2.7). .ta.e•• k=l • n então T(x) = !x.)i + (x1 - x 2)j... ••• .. en constitui uma base de um espaço linear n-dimensiona/ V e ui' .j. ... .

r.9) é a coluna de ordem k.. w2 . A primeira linha é uma matriz 1 X n (t. Os escalares t.) =I r. wn uma base de W. . (2.. Suponhamos agora que o espaço W tem também dimensão finita. . a saber T(e. b .. t 12 . como uma combinação linear dos elementos de base w1. i=l ••• . Teremos um tal vector coluna para cada um dos n elementos T(e. Colocamo-los lado a lado. indicando o primeiro (o índice i) a linha.W de um espaço linear de dimensão finita V fica completamente determinada pela sua acção sobre um dado conjunto de elementos de uma base e 1 • e h ••.. T(e. encerrando-os por um par de parêntesis rectos de modo a obter-se a seguinte disposição rectangular. ••• .. 51 2..w.. tmk são as componentes de T(ek) na base ordenada (w.. en de V.).y ~ Transformações lineares e matrizes.. .. ~m.J .. e o segundo (o índice k) a coluna em que se situa t. Este arranjo diz-se uma mfltriz formada por m linhas e n colunas.. . (As dimensões ni e n podem não ser iguais. Disporemos verticalmente o m-sistema (t. .) Visto T ter valores em W.k estão afectados de dois índices.9) Esta disposiçãó chama-se um vector coluna ou uma matriz coluna. . t miJ do modo seguinte: wm).12 mostra que uma transformação linear T: V.).10.).k o elemento ik da matriz. A matriz m X I destacada em (2.. . por exemplo dim W = m e seja w1. ••• . Também se utiliza por vezes uma notação mais compacta ou .. . m onde t 1 k. Chamamo-la uma matriz m por n ou uma matriz m X n. cada elemento T(ek) pode representar-se de maneira única.k· Chamamos a l. w2 . Representação matricial das transformações lineares O teorema 2..

.. .w i=l 1 m 1. . Uma vez conhecida a matriz (t 1 as componentes de qualquer elemento T(x) relativamente à base (w. . obtemos onde cada y 1 é dado por (2.. .) =I t .. para k =I. • ... . Demonstração. m.13.. 2. W). Ym) relativamente a (w. se dispomos mn escalares conforme os elementos da matriz (t 1k) e . respectivamente. . 2. . .11) e considerando (2... wm) para W.10) T(e.13)...).... .. ..12) T(x) =I y w 1 m 1 i=1 de W com componentes Ú'" . respectiva- mente. wml· A matriz considerada define a representação matricial de T relativamente à escolha de bases ordenadas k).. wm)· Os Y. toda a trarisformação _linear T: V__. (t1 cujas colunas são as componentes de T(e. ... e seja (t 1k) uma matriz m X n cujos elementos são definidos pelas equações (2.11) -de Ji com componeTites (x 1 ... T(en) relativamente à base (w..10).... . (e.. o que completa a demonstração~ Tendo escolhido um par de bases (e.) para V e W. .. paço m dimensional W dá iugar a uma matriz m X n. . n. . eJ e (w..~ wm) pode determinar-se como se indica a seguir.52 Cálculo para presentar a matriz cujo elemento ik é t 1k.. . . . .. w.. TEOREMA 2.x mediante as equaçõ~s /lneares n (2. Xn) relativamente a (e. enJ e (w. .. Seja T uma transformação /ine~r em . en) para V e (w.. onde dim V= n e dim W = m e sejam (e. .. W admhe numa representação matricial (t 1kl· Inversamente.. en) ~aplicado por T num (2..2'(V. cada transformação linear T de um espaço n dimensional V sobre um esk). elemento • • • -. Então um elemento arbitrário (2. . .. wm) bases ordenadas de V e W. . Aplicando T a cada membro de (2.. . Assim. . estão relacionados com as componentes de .13) Yi = Ltitxk ·-· jiaiil i= 1.

onde W é o espaço tridimensional de todos os poli- nómios reais de grau ::. A imagem T(x) de um ponto arbitrário x de V é então dada pelas eqüações (2.V2 a qual aplica um v~ctor arbitrário (x. Assim. 2. no vector (y. x. Suponhamos que partimos com a matriz 2 X 3 de elementos Escolhamos as bases usuais de vectores unitários coordenados para V3 e V2 • Então. x'). EXEMPLO I.. então é fácil provar que existe precisamente uma transformação linear T: V-+ W tendo aquela representação matricial.rransformações lineares e matrizes ..~' 53 ::'escolhemos um par de bases ordenadas para V e W. Podemos considerar D como uma transformação linear de V em W.W com aqueles valores previamente determinados.= x. Em W escolhemos a base (l.10). e escolhamos a base (1. Seja V o espaço linear de todos os polinómios reais p(x) de grau .12) e (2. Então. a matriz dada representa uma transformação linear T: V3 .dada.13). Os coeficientes destes polinómios determinam as colunas da representação matricial de D. y.+Ox2 +4x3 • EXEMPLO 2.) de V. pelo teorema 2. existe uma e uma só transformação linear T: V. transformamos (derivamos) cada elemento da base de V e exprimimo-lo como uma combinação linear dos elementos da base de W.= l =I+ Ox + Ox'. D(x') = 2x = O + 2x + Ox'. Definimos muito simplesmente T com os elementos base de· V por intermédio de (2. a representação pedida vem dada pela matriz 3 X 4: .) de V..12. encontramos D(l) =O= O+ Ox + Ox'. segundo as equações lineares y. x 2 ).. Construção da representação matricial de uma transformação linear dada. Seja Do operador derivação que aplica cada polinómios p(x) em V na sua derivada p"(x). Este espaço tem dimensão 4. Para determinar arepresentação matricial de D. x. Deste modo. D(x') D(x). x. = 3x' = O + Ox + 3x'. x. 3. x'. Construção de uma dada transformação linear a partir de uma matriz . relativamente a esta escolha de bases.f) '!!f.

en). Admita-se que TE ..14) T(et) = wi pai-a i= 1. O teorema que enunciaremos a seguir mostrá que podemos fazer com que todos os elementos da matriz sejam nulos. + x + x' + x') = I f + 3x'... usando a base (I. . e a base {I. Portanto. 2. neste caso. Sejam V e W espaços lineares de dimensão finita. .. e uma base (w. Existem então uma base para V (e. I + x + x' + x') para V. . sendo o número de I igual à ordem da transformaç-ão. x. . com dim V~ n e dim W ~ m. 1). .tindo do canto superior esquerdo da matriz. . em seu lugar. I) aparecem por ordem inversa. [~ ~ ~ ~l D(l D{l D(l + x) =I. + x + x') = 2x I+ 2x. Então os elementos da base de V são transformados nos mesmos polinómios obtidos atrás. I + x + x'. é mitural tentar a escolha de bases de maneira que a matriz resultante tenha uma forma particularmente simples. Construção de uma representação matricial na forma diagonal Uma vez que é possível obter diferentes representações matriciais de uma dada transformação· linear por diferentes escolhas de bases.!l'( V.. Esta diagonal será formada por uma fileira de· elementos I seguidos de zeros. I + x. x. pelo que a representação matricial vem. wn) para W tais que (2. mas as componentes destes polinómios relativamente à nova base (x'. Os elementos da base de V transformam-se do modo seguinte: D(l) =O.14. invertamos a ordem dos elementos da base de W e utilizemos.11.. . x. r.k =O quando i i= k chama-se · matriz diagonal. a base ordenada (x'.54 Cá/cu/ Para evidenciar o facto de que a representação matricial depende não só dos elementos das bases mas também da respectiva ordem. a representação matricial de D vem agora Calculemos uma terceira representação matricial para D. excepto possivelmente ao longo da diagonal par. W) e represente r~ dim T( V) a ordem de T. Uma matriz (t. x') para W..t) com todos os elementos l. TEOREMA 2.. 2.

. o espaço N( D admite uma base formada por k eleme r . . Daqui resulta que os 1 primeiros termos em (2.16) é a.) = O para i= r+ I. Deste modo podemos juntar os elementos wr+to .=O.7.. Então T(e.. =C r= O. devemos provar que o conjunto ordenado w. sejam w.) = para i= I. para completar a demonstração. •••• wr. r pelo que (2. excepto para os r elementos da diagonal ln = f22 = ·'·= lrr = 1· Demonstração: Construímos.r "' _. Mas w 1 . o espaço T( V) tem uma base de r elementos em W. Seguidamente construímos uma base para V.15) T(e. necessitamos unicamente mostrar _que estes elementos são independentes. =O. Portanto.15) é satisfeita... er+k. Por conseguinte. .18) são zero. a matriz (t.. a equação (16. em (2. em primeiro lugar. wmde modo que (2.17) é uma base para V.· Para cada um destes elementos. w1 .. Pelo teorema 2. . Escolhamos um tal elemento de V c designemo-lo por e. uma base para W.... .vs de V.14) é satisfeita.or isso c 1 = . Suponhamos que certa combinação linear deles seja zero.15) encontramos r+k i=l r i=l Ic. i=l Aplicando Te usando as equações (2.) = Ic. Porque T( V) é um subespaço de W com dim T( V)= r.14) e (2.16) seja uma base de W.18) Ic. que designamos por er+•• . Porque dim V= n = r+ k. ••• : . estes elementos formam um subconjunto de uma certa base de W. imagem de pelo menos um elemento de V. (2.e. Pelo teorema 1.d de T relativa a estas bases tem todos os elementos zero._ Transformações lineares e matrizes 55 e (2. por exemplo 1'+k (2. wr sãO independentes e p. pelo que (2.18) se reduz a . Visto ser dim N( D = k.3 temos n = k + r.> . Cada um dos primeiros r elementos w..T(e. n. . Seja agora k a dimensão do espaço nulo N(D.w. 2.. .

. l"2 • x 3 • X 4 ..e depois duplica-se o seu comprimento para se obter T(x. tx 3 ). (a) T: vl. íx 2 .. se utilizamos a base (x..). os elementos de (2.+k são-independentes visto tormarenl uma base para N(D. Consideremos o Exemplo 2 da Secção 2. x..+k = 0 .17) formam uma base para V. onde D é o operador derivação que aplica o espaço V dos polinómios de grau 5 3 no espaço W dos polinómios de grau 5 2.. 2.14 definimos uma base qualquer para W. Neste exemplo. I) para V e a base (I. onde T(x.. Nos exercícios relativos à matriz de uma transformação linear T: V-+ W com V= W. e 2). V2 define-se do modo seguinte: Cada vector (x.em que intervenha o espaço vectorial Vn. x. y)..10... Uma transformação linear T: V2 . a menos que seja indicada outra escolha. x 3 . V2 aplica os vectores da base i e j da maneira seguinte: T(i) ~i +j. Determinar a matriz de Te de P..j) é substituida por (e 1.. !x'.. (c) T: V5 . x 4 ). (b) Determinar as matrizes de Te P. onde T(x 1. pelo que T tem ordem 3... Porque todos os c. I. toma-se a mesma base quer em V quer em W. x').4j) em funcão de i e j. (b) T: V.. a correspondente representação matricial para D tem a forma diagonal 2. EXEMPLO.. Exercícios Em todos os exercícios .j .4j) e P(3i.. 3. Determinar a matriz de cada uma das seguintes projecções. x.. T(3i .. Uma transformação linear T: V2 . Aplicando o método usado para demonstrar o teorema 2. a menos que se diga expressamente o contrário.vl.. (c) Resolver a alínea (b) se a base (i. e por isso = . Deste modo. em (2.. e.. Um conjunto de polinómios de V que se aplica nestes elementos é (x. e 2 = Ji + j. (b) a transformação zero. considera-se a base usual formada pelos vectores coordenados unitários. 4.. onde e 1 =i.) ~ (x. (c) multiplicação por unl escalar dado c. o contradomínio T( V)= W. y) transforma-se no seu simétrico relativamente ao eixo OY. TU)~ 2í . o qual é uma base para o espaço nulo-de D. = c.. x. Determinar a matriz de cada uma das seguintes transformações lineares de Vn em V. Seja T: V1 .12. Amplia·se este conjunto para obtermos uma base para V juntando-lhe o polinómio constante I. x') para W. V3 uma transformação linear tal que (a) Calcular . 5. e o teorema está demonstrado.+u .18) são nulos.. onde T(xu Xz• xl) = (x •• Xz).j. por exemplo a base (I.V. .+o Mas e. V1 ..: (a) a transformação identidade.56 Cálculo c. tx'. x. X 5 ) = (x1 .

xe"). e 3 = (0. 2e 1 + be2) No espaço linear de todas as funções reais. T(j)~(l. (b) Determinar a matriz de T.x. (sen t". . . (d) TD.. 2). (e". I +x +e"). Relativamente à base dada. (a) Calcular T(i + 2j + 3k) e determinar a nulidade e ordem de T. V a transfoqnação linear que aplica .j. Considerar o Exercício 19. w2) de V2 . seja T: V___.. Em cada caso determinar a matriz de D e de D 1 . (b) Determinar a matriz de T relativa a uma base dada. 12. I). (c) TD. e 2) para V e determiriar uma nova base da forma(e 1 para W. relativamente às quais a matriz de T . (!) . 6. e 2 = (1. (e) T'.. ·determinar a matriz década uma das seguintes transformações: (a) T.excosx). (c) Achar bases (e 1. 17. I) e T(j) ~(I. T(i + j + k) ~j- k. x 3 ) no espaço linear V de todos os polinómio(reais de grau:::= 3. 18. xl. k) de v3 e a base {wu Wz) de v2 com wl = (1. Resolver o Exercício 8 se T(i) ~(I. 5). -I). O. e 2 ) para V2 e (w1 . á forma diagonal. W 2 . W uma transformação linear tal que (a)· Calcular·T(e2 .0. Transformações lineares e matrizes T(k) ~ 57 T(j+k) ~i. e3 ) de V1 e (w1 . Seja W a imagem de V pela transf9rmação TD.3j) e determinar a nulidade (dimensão do núcleo) e a ordem T (b) Determinar a matriz de T. V3 aplica os vectores da base do modo seguinte: T(i) = (1.xsel).O). cada um com dimensão 2 e ambos com a base (eu e2 ). + ae2. Sejam V e W espaços lineares. ezx cos 3x). determinar a matriz de Trelativa às novas bases. (I. (b) Determinar a matriz de T. 16. (a) Calcular T(2i. (-cosx.xcosx). Seja T.e 1) e determinar a nulidade e a orderr. 3. 11. T(j)~(-1. O.x. p(x) em xp'(x). (c) Usar a base (i.e"). -I). (c) Utilizar a base (e 1 . cada um dos conjuntos seguintes é independente e gera um subespaço V de dimensão finita. Utilizar o conjunto dado como base para V e seja D: V___.cosx. Uma transformação linear T: V1 . 19. w3) para V3 para as quais a matriz de Ttem a forma diagonal. I + x. (senx. (d) Determinar bases (e 1. 14. 9. Para a transformação linear do Exercício 5. Wz = (1... 2i + 3j + 5k.DT. Determinar a matriz de T relativa a estas bases. relativa à base que se indica. I. T(k)~(l.tenha a forma diagonal..T'D'. (b) DT. V___. Escolher a base (I. Representando D o operador derivação. x.0. V o operador derivação. Uma transformação linear T: V2 __. 1). 8. escolham·se ambas as bases definidas por (e~> e2 .senx). 13. I. e 2 .' :J. 10. e 3 ). V2 aplica os vectores da base da maneira seguinte: T(i)~(O. (ezx sen 3x. onde e 1 = (2. 1). 1). (ersenx. Determinar bases para V e para W relativamente às quais a matriz de TD tem. (a) Calcular T(4i-j + k) e determinar a nulidade e a ordem de T. relativamente à qual a matriz de T terá a forma diagonal. de T.. 15.. 20. (l.D'T'. 0). cos x). 7. 1).

Consideradas como tal. mas esta ligação será ignorada por agora. A ligação com as transformações lineares serve como motivação para· estas definições. DEFINIÇÃO. e forem iguais os elementos aij= bupara todo o par {i. como representações de transformações lineares. n.58 2.j) e B = (bi} são iguais se e só se tiverem o mesmo número de linhas e de colunas.. i. definem-se as matrizes A +.j.13. . mas por vezes é conveniente considerar matrizes cujos elementos são de outra natureza.).B e cA do f!lOdo seguinte: x n e se c é um escalar qual- A +B = (a. m.J) chama-se o elemento ij da matriz e representa-se por a.. Espaços lineares de matrizes Cálculo Vimos corria as matrizes se apresentam de Uma maneira natural. vamos definir a adição de matrizes e a multiplicação por escalares pelo mesmo método usado para funções reais ou complexas quaisquer. Também pOdemos representar as matrizes na notação mais compacta ou A= (aii).. Visto que as matrizes são funções. J) tal que I . Sejam m e n dois inteiros positivos e Im. Mas as matrizes podem também considerar-se como existentes por direito próprio. sem neceSsariamente estarem ligados às transformações lineares. formam outra classe de objectos matemáticos relativamente aos quais podem definir-se operações algébricas. Supondo agora que os elementos da matriz são núnieros (reais ou complexos). por exemplo funções. + b. Habitualmente dispõem-se todos os valores da função num rectângulo por intermédio de m linhas e n colunas. j.. a matriz diz-se quadrada. no conjunto de todos os pares de inteiros (i.. cA = (ca. Uma matriz l X n diz-se uma matriz linha e uma matriz m X l diz-se uma matriz coluna. duas matrizes A= (a. como se indica Os elementos aij podem ser objectos arbitrários de riatureza qualQuer. Se m = n.n chama-se uma matriz m X n.J). O valor da função A(i..). Usualmente serão números reais ou complexos.. I . Duas funções são iguais se e só se tiverem o mesmo domínio e tomarem os mesmos valores em cada elemento do domínio. Se A= (aij) e B = (bij) são duas matrizes m quer. Qualquer função A cujo domínio é Im.

. Assim temos m(T) = (1. com dim V= n e dim W = m. como sendo a matriz m X n na qual todos os elementos são O. W) o espaço linear de todos as transformações lineares de V em W. [o o o]. .. Com estas definições é um exercício simples verificar que o conjunto de todas as matrizes m X n define um espaço linear. Se TE . .) para W. Os coeficientes escalares (2. Nesta discussão estas bases ·consideram-se fixas.20) são os elementos ik de m(n.19) T(e. Se os elementos·-são complexos.Transformações lineares e matrizes 59 X A soma define-se unicamente quando A e B são do mesmo tipo m linhas e mesmo número de colunas).. Com efeito.P(V. [o o].entos são números reais.. 2.~ 1 • . . RepresentamOs este espaço linear por M m. uma base para Mm. [5 I o -2 2 2A = [ -2 4-6]. Se os elem. Seja 2'( V. Isomorfismo entre transformações lineares de matrizes Voltamos agora à relação entre matrizes e transformações lineares~ Sejam V e W espaços lineares de dimensão finita.. Mm.). Por exemplo. ' [-5 -1 o 2 -I] -3 o Definimos a matriz nula O. tendo cada uma delas um elemento igual a I e todos os outros iguais a O. o o o 1 o o o o [o o o 1]. [ I -I e B= . n.w.. I O O formam uma base para o conjunto de todas as matrizes 2 X 3.. Lembramos que m(1) se define como segue: A imagem de cada elemento base ek exprime-se como uma combinação linear dos elementos da base de W: (2.) para V e uma base (w.) tik =L t.:'. . w.n é um espaço linear_ complexo. i=l m para k = I.n é um espaço linear real.14.. . seja m(7) a matriz de T relativamente às bases dadas. Se n (mesmo número de A= temos pois 2 6 A+ B = [ O -2 . as seis matrizes I [o oo]..n consiste de mn matrizes. Escolhamos uma base (e. o o. EXEMPLO. 2. o 8 (-I)B = . o espaço Mm.. É igualmente fácil provar que este espaço tem dimensão mn. e. W).

.. m estabelece uma correspondência biunívoca entre o conjunto de transformações lineares. W) = dim M .k nas equações (2.cada matriz m X n é a matriz m(D para algum Tem !f'( V. As operações de adição e multiplicação por escalares conservam-se através desta correspondência. W).) para cada elemento da base e.11 mos-. Nota: A função m chama-se um isomorfismo. Incidentemente.21) S(e...19) e (2. Portanto. Demonstração. tra .)w. Uma vez que se tem (S + T)(e.19).s restantes iguais a O. dirn 2(V. e por conseguinteS= T..~ = mn. tem-se m(S Além disso. o teor. Para provar que m é biunívoca.21) mostram que S(e. i=l e ( cT)(e•) = I (ct. . Os espaÇos lineares !P( V. Para uma dada escolha das bases. 2.w. onde S = (s.). para k = 1. m(S) = m(D +D= m(S) + m(D e implica m(cD= cm(D. Analogamente.60 Cálculo A equação (2..15. a matriz m(S) é formada pelos coeficientes s.n é linear e biunívoca em !l'(V. n Se V= W e se escolhermos a mesma base em V e W..n de matrizes m X n. W) e cuyos valores são matrizes de M m n· Uma vez que . n· O teorema que apresentamos a seguir mostra que a transformação m: !f' (V.) =I m m i=l s. TEOREMA 2.ema 2. então a matriz m(/) que corres_ponde à transformação identidade /: V.. Esta é a matriz identidade ou matriz unidad2 c representa-se por I ou por !n- . W) eM m. n... As equações (2. 2(V.+ t"J = m(S) + m(D e m(cD = (ct.20) define uma nova função m cujo domínio é !f'( V. TEOREMA DO ISOMORFISMO. W). pelo que m é biunívoca em !f'( V. ...que o domínio de uma transformação linear biunívoca tem a mesma dimensão que o respectivo contradomínio. o cont~adomínío de m é M m. S= T. coÍn cada elemento da diagon:il igual à unidade e todos o.V é umq matriz diagonal n X n.) = cm(D.) ~ T(e. Para todo S e todo Tem !f' (V. o que provoca quem é linear..) =I (s.k de (2. W) e o conjunto M m. W).n di cem-se isomorfos. W)~ Mm. i=l m obtemos m(S + = (s. W) e todo escalar c.)w. + t. pelo que S(x) = T(x) para todo x de V.. suponhamos que m(S) = m( D. A matriz m(D é formada pelos coeficientes t.k) e T =(r.

. DEFINIÇÃO. Suponhamos que U. dim V=p.W é uma transformação linear dada por ST(x) = S[T(x)] para todo x de U. e B outra matriz p X n qualquer.V e S: V. Sejam A uma matriz m X p qualquer. Vamos passar a definir multiplicação de matrizes de tal maneira que o produto de duas matrizes corresponda à composição das transformações lineares que representam.22) é simplesmente o produto escalar A.22) C~ (eij). cujo elemento ij é dado por cii = k=l L 0 iJcbki • • Nota: O produto AB só se define quando o número de colunas de A é igual ao número de linhas de 8. o que estende aos produtos a propriedade de isomorfismo. então a soma (2. V e W são de dimensão finita.15. por exemplo e O produto AB define-se romo sendo a matriz m X n. generalizaç~o de . dim W= m.W são transformações lineares. a matriz T é uma matriz p X n e a matriz de ST e uma matriz m x n. (2. A definição que a seguir se apresenta de multiplicação de matrizes permite-nos deduzir a relação m(ST) ~ m(S)m(T). a sua composição ST: U. V e W.· B i. Escolhamos bases para U.screve. a matriz m(S) é uma· matriz m X p. Multiplicação de matrizes Algumas transformações lineares podem multiplicar-se por meio da composição. Se c.Transformações lineares e matrizes 61 2. isto é.rmos A 1 para a linha de ordem i de A. Recordamos que se T: U. Relativamente a estas bases. e Bi para a coluna de ordem j de B e imaginamos estas como vectores p-dimensionais. o elemento ij de AB e o produto escalar da linha i de A com a colunaj de B: Assim a m~ltiplicaçãci de matrizes pode considerar-se como uma produto escalar. por exemplo dimU=n.

então define-se AB e BA. Seja A = [ _: : ~] e B = [: - :l Cálculo Visto que A é 2 X 3 e B é 3 X 2. A. Seja e Aqui A é 2 X 3 e B é 3 X I.62 EXEMPLO I. · B' = ( -1) · 6 A. se A= [ encontramos que . · B' 1 -7 Os elementos de A e B calculam-se do modo seguinte: A.·B' =2·(-2)+ 1·1 +(-3)·2= -9 eA. Se AB = BA.· B1 [-9].· B'] [17 21]· = [ A.· B' A. pelo que AB é a matriz 2 X I dada por AB = [A. EXEMPLO 4. . Se A e B são ambas matrizes quadradas da mesma ordem. · B'] = A.· B' = ( -1) · 4 + I · 5 + O ·O = + 1 · (-I) + O · 2 = -7.· B' = 3 · 6 + I· (-I)+ 2 · 2 = 21.12 . e 81P =B Se I. 1 ~] [13 2 -I Este exemplo prova que AB BA. Por exemplo. .· B 1 = 3 · 4 + I · 5 + 2 ·O = 17. Por exemplo. EXEMPLO 3. EXEMPLO 2. AB= A. 8 visto que A. p X n.·B'= 1·(-2)+2·1 +4·2=8. 1. * -~l BA= [-1 10] 3 . A. · B 1 A. dizemos que A e B comutam (ou que são permutáveis). AB = . é a matriz identidade p X p. A. o que acontece em geral. m X p. então IpA =A para qualquer matriz para qualquer B. o produto A · 8 é uma matriz 2 X 2.

p. .. O teorema seguinte mostra. .W são transformações lineares com U. tem-se A(BC) = (AB)C (propriedade associativa). 1 ):':. = S[T(u 1)] =J... TEOREMA 2.n (.t. Relativamente a estas. C.w.. . . (v. Se T: U. as matrizes de S. 8.~ 1 . .)w.V e S: V..ts. 1~s...~1s.. e onde Desta maneira. onde S(vk) = L s. para W.w.. Te ST estão relacionadas por m(SD = m(S)m(D. dim W = m.17.t. i=l m para k = 1. temos ST(u 1) T(u 1) • = Lt. PROPRIEDADES ASSOCIATIVA E DISTRIBUTIVA PARA A MULTIPLICAÇÃO DE MATRIZES. . 2. . para determinada escolha das bases. . V e W espaços lineares de dimensão finita.. vp) uma base para V...~ ~' Transformações lineares e matrizes 63 2 !t o [: o ~][:] = [:l [: 5 ~J[~ ~] o o 2 = [: 5 ~l Provamos agora que a matriz da composição ST é o produto de matrizes m(S) e m(T). Dadas as matrizes A. tem:se . que a operação goza de propriedade associativa e distributiva.16. Suponhamos que dim U = n. .~t. pelo que se encontra m(ST) = • )m. Wm) uma base m(S) = (s... TEOREMA 2. bases. u. 2. então. m(S)m(T).~• = Já se observou que a multiplicação de matrizes nem sempre satisfaz à propriedade comutativa... dim V= p... temos Demonstração.. (b) Suponha-se que A e B são do mesmo tipo.~ (.. (a) Se os produtos A(BC) e (AB)C têm sentido.v• ~· para j = 1. Se AC e BC têm significado.) =. porem. ....) uma base para V. n. . · (u.r• 1 S(v. Sejam e (w.. "".

Aplicando o teorema 2. d que satisfaçam à equação dada b c (b) [: o 9 6 8 4 9 4. C= m(T).X e transformações lineares T: U. Estas propriedades podem deduzir-se directamente da definição do produto de matrizes. 3.X tais que. c. 5 -2 ~1 C~[~ . (b) BA ~O. Exercícios for n~l. obtemos m(R)m(ST) ~ m(RS)m(T). mas preferimos o seguinte tipo de raciocínio. I.BA. à direita). A(2B . Introduzimos espaços lineares de dimensão finita V. Calcular. por indução. Determinar todas as matrizes B. Se . W. A demonstração de (b) pode fazer-se por um tipo de raciocínio análogo. o que demonstra (a). temos m(RS) ~ AB e m(ST) ~BC. tais que(a}AB ~ O. 2 x 2. Seja A B ~ [-: :] . à esquerda). Demonstração. 2. para cada alínea. Da propriedade associativa para a composição. -3 ~ [: ~] .V. S: V..!6.ara cada alínea determina a.16 uma vez mais a esta igualdade. Pelo teorema 2. para uma escolha ftxa das base"s. enquanto que se CA e CB têm significado. encontramos que R(ST) ~ (RS)T. B = m(S). I calcular B + C: AB.SeA~[ -II BA. R: W. P. DEFINIÇÃO. CA.16. b. definem-se potências inteiras de A.A é uma matriz quadrada. 2. se tem A= m(R).3C). ou A(BC) ~ (AB)C. AC. . do modo seguinte:· A0 =I. V. se tem C(A CA (propriedade distributiva.W.64 (A Cálculo + B)C = + B) = AC + BC + CB (propriedade distributiva. AB.

li -3 5 S. . tais qUe A 2 = O. .Transformações lineares e matrizes· 65 (a) A=[~ : ~l A= [ : -I B = [ -: ~ ~l : o 2 (b) ~1. DA~ . 2 x 2. 2 X 2. 1 9. [ -1 I · 10.13. I B = [ -2 -:] . 6. 12.C e D. · [I 2] = O I e calcUlar A n. Seja A = . 2 X 2. A 2 =I. . -1] 3 e. Tentar escrever uma fórmula geral para A n e demonstrá-la por indução. = 7.. Se ~ais que A=[_~ 8. . Verificar que:A 2 . provar que AnA m =A m+n. . Se A é uma matriz quadrada.2 X 2..]. Determinar todas as matrizes A. Verificar que A 2 [cos 20 sen 26 -sen20] cos 26 sen-O cosO · e calcular A n. [I I] O I . Determinar todaS as matrizes A. 1I. Calcular A' e A'. . A equação A 2 = I é satisfeita por cada uma das matrizes 2 X 2 [~ onde b e c são números reais arbitrários.. comuta com toda a matriz 2 X 2 se e só se A comuta com cada uma das quatro matrizes (b) Achar todas as matrizes A.. ·. Provar que A 2 = 2A -1 e calcular A wo. Seja A = [cos 0 -sen o] . tais que AC = B e . (a) Provar que uma matriz A. quaisquer que sejam os inteiros m ~O en. A=[: ~ Seja' :J· o] Verificar que A' = [: ~ . 8.B = [7 6] 9 8 7 achar as matrizes. O. Seja A = .

A matriz dos coeficientes A determina uma transfor~ação linear. x . ) uma dada matriz m X n de números. . Aqui X 11 X 2 . . chamá-se um sistema· de m equaçoes lineares com n incógnitas...Verificar que as identidades algébricas Cálculo (A + B)' = A' + 2AB + B' e (A +B)(A -B) =A' -B' e B = · 2 0 1 2 (b) Modificar os segundos membros daquelas identidades para obter fórmulas válidas para todas as matrites quadradas A e B. ·EXEMPLO 2.. EXEMPLO I. . ·. Escolhamos as bases usuais de vectores coordenados unitários em Vn e Vm.) para os quais todas as equações sejam satisfeitas. T: Vn..23) Lai~k=C. . 2. Se um só x de Vn se aplica em c. Sistemas de equações lineares Seja A= (a . [I -1] [I O] 2. Um sistema sem solução.. A = . . Um sistema com solução única. . num vector y = (y.. em outros m (2. Seja c= (eu .2. O sistema admite uma solução se e só se c perten~e ao contradomínio de T. (a). . .escrever-se mais simplesmente T(x) =c. k=l para i=l. · Sistemas lineares podem estudar-se com auxílio das transformações lineares. Um conjunto de m equações da forma n C1...k Jo-1 para i= 1. o sistema tem· mais do que uma Solução. m.. Xn · representam as incógnitas. . O sistema x + y = I. A soma de dois números não pode ser simultâneamente I e 2. ••• . à sistema tem uma solução única._.y = O tem precisamente uma solução: (x..V m• a qual aplica um vector arbitrário x = (x. . em) o vector de Vm cujas componentes são o~ números aparecendo no sistema (2.. e sejam números dadds. x + y = 2 não admite solução. x..) de v...66 14.m. A matriz A chama-se a matriz ·dos coeficientes das incógnitas do sistema. •Yml de Vm.23). Cz. ••. . Este sistema pode. O sistema x + y = I. ! ).. definido pelas m ~quações lineares n Yi = Lai~. Uma solução do sistema é qualquer sistema de n números (x.17. · (c) Para que matrizes A e B são válidas as identidades dadas ein (a)? não são válidas para as matrizes 2 X 2. y) = G. x. Se mais do que um x se aplica em c..

Então tem-se T(v) = T(x .. ' "'" l". Este diz-se o sistema homogéneo correspondente a (2.uma única equação com duas incógnitas. x = O. Se pudermos encontrar k soluções !1 independentes v.b) = T(x) . .: ~":. elas formarão uma base para N( 1).. . podemos associar outro -sistema para i= 1. O teorema que se apresenta a seguir descreve a relação entre as soluções de um sistema não homogéneo e as do sistema homogéneo correspondente. obtemos todas as soluções x = v+ b do i. Seja k a dimensão de N(1) (a nulidade de 7)..b. por O. o sistema (2. isto é. como se referiu atrás. tais cjue v= x.sistema não homogéneo.23). Uma vez que b é uma solução do sistema não homogéneo... em (2. Demonstração. Um sistema com mais de uma solução. . O sistema homogéneo tem sempre a solução.. Quaisquer· dois números cuja soma seja I definem uma solução do sistema. então o vector x =v+ b é uma solução do sistema não homogéneo. formado por ~:.~.i\ Transformações lineares e matrizes ~.. determinação do espaço nulo de T. Portanto T(x) =c se e só se T(v) =0.23) diz-se um sistema não homogéneo.nando b a cada vector v do espaço nulo de T. A cada sistema linear (2.vector X de Vn verificará O sistema homogéneo se e sÓ se T(x) =O. mas pode ter outras._ ~~-podemos obter cada v em N(1) formando todas as combinações lineares possíveis. Este teorema mostra que o problema da determinação de todas as soluções de um sistema não homogéneo se divide naturalmente em duas partes: (I) Determinação de 1 todas as soluções v do sistema homogéneo." que demonstra simultâneamente (a) e (b).v dois vectores de v. v1 do sistema homogéneo. por exemplo b.2. O sistema x + y = I.c. Seja T: Vn-+ Vm uma transformação llnear definida pela matriz dos coeficientes.18. Adicio. I. . 1 e (2) determinação de uma solução particular b do sistema não homogéneo. ()m.23). O conjunto de soluções do sistema homogéneo é o espaço nulo de T. TEOREMA 2.solução. (b) Se um vector v é uma solução do sistema homogéneo.b é uma solução do correspondente sistema homogéneo.m. I ! 1 obtido pela substituição de cada c.23). ' I. onde T é uma transformação linear definida pela matriz dos coeficientes.T(b) = T(x) . (a) Se um vector x é uma solução do sistema não homogéneo.: EXEMPLO 3. Sejam x e . . Admite-se que o sistema não homogéneo (2. tem mais do que uma . então o vector v= x. 67 !-. .23) tem uma solução. temos T(b) =c.. e . Se c* O.

. .2).2ai~k k-1 n para i = 1. . Por conseguinte. da forma (I. v. . Embora tenham sido desenvolvidos muitos métodos para resolver este problema. + t(1. -1) ou X= f. EXEMPLO. TEOREMA 2. -I) com t arbitrário. tk são escalares arbitrários. Por tal facto. . lk são escalares arbitrários.. y = 2. embora muito simples. com base (1. 2.. Diz-nos apenas o que pode obtér-se quando o sistema não homogêneo tem . O sistema x + y = 2 admite como sistema homogéneo associado. . onde x= (x.. Ao teorema 2. .uma solução. 2... m..t. . x + y =O.y= (y..y) = (0.18 pode então dar-se a nova forma... Se v. e se b é uma solução particular do sistema não homogéneo T(x) = c. Seja k a nulidade de T. .68 Cálculo onde t" . -l) = t(l. Se b é uma solução particular do sistema não homogéneo. Seja T: Vn. Esta combinação linear chama-se a solucão do sistema homogéneo... Este teorema nada nos diz como decidir se um sistema não homogêneo tem uma solução particular b.V m uma transformação tal que T(x) = y. este é um subespaço unidimensional de V. . -1).18. Uma solução particular do sistema não homogéneo é (0.. . Xn).. -1). então a solução geral do sistema não homogéneo . onde t.) e Yi = . .y. o espaço nulo é formado por todos os vectores de V.. ilustra o teorema. então todas as soluções x são dadas_por Esta combinação linear diz-se a solução geral do sistema não homogéneo... Porque (l.. O exemplo seguinte. 2) com t arbitrário. vk do ~istema homogêneo. Técnicas de cálculo Voltamos ao problema db cálculo de soluções de um sistema linear não homogéneo. . são k soluções independentes do sistema homogéneo T(x) = O. . a solução geral do sistema não homogéneo é dada por (x. .19. nem nos diz como -determinar as soluções i\.

conhecido por método de eliminação de Gauss-Jordan. y e z e intercalamos os sinais de igualdade ao longo da linha divisória da matriz. ·consideremos o sistema -3 2y + 4z = + Z= 5 x -4y +6z = 10. obtemos um novo sistema tendo precisamente as mesmas soluções que o anterior. Y~ z nem os sinais de igualdade. para obtermos as equações. Dois tais sistemas dizemse equivalentes. chegamos finalmente a um sistema equivalente que pode resolver-se por uma análise simples. (3) Adição a uma equação. Um sistema com uma única 2x. z = 31. operações linha.24) [ :1 -4 =~ 4 -:] 10 6 obtida pela junção dos segundos membros das equações do sistema à matriz dos éoeficientes. O método consiste na aplicação de três tipos de operações às equações do ·sistema linear. y = 75. de outra multiplicada por um escalar. Para evitar trabalho não copiamos as letras x.fução. Em qualquer fase do processo. O nosso objectivo consiste em chegarmos a . Os três tipos de operações fundamentais mencionados atrás efectuam-se com as linhas da matriz ampliada e chamam-se por esse facto. membro a membro.5y X- ~o. ainda que disponhamos de um calculador manual. que vamos obter pelo méto~o de eliminação de Gauss-Jordan. Ilustrare-mos o método cOm alguns exemplos concretos. (2) Multiplicação de todos os termos de uma equação por um escalar não nulo. colocamos as letras x. de duas equações. Vamos analisar um método largamente utilizado. para resolvermos um sistema de dez equações com o mesmo número de incógnitas podemos levar várias horas de cálculos. Efectuando estas operações uma a seguir à outra. Cada vez que efectuamos uma destas operações no sistema. (I) Troca. x = 124. Resultará então claro como deve o método ser aplicado em geral. entre si. o qual é relativamente simples e pode ser facilmente programado por calculadores electrónicos de alta velocidade. Este sistema tem a solução única. mas· pelo contrário trabalharemos com a matriz ampliada (2. EXEMPLO l. de uma maneira sistemática e conveniente.Transformações lineares e matrizes 69 todos eles requerem cálculos consideráveis se o sistema tem muitas equações_ Por exemplo.

-2 (2.I.26) 2 5 .24).1 e adicionamos o resultado à terceira linha. y = 75. multiplicamos a primeira linha por -2 e adicionamos o resultado à segunda linha. ou então multiplicando a primeira linha por ! . O correspondente sistema de equações é x = 124. Podemos obtener l no seu vértice superior esquerdo multiplicando a segunda linha de (2. em seguida multiplicamos a primeira linha por .70 Calculo I O O (2. lO A fase seguinte consiste em tornar nulos todos os elementos da primeira coluna. deixandO a primeira linha como está. que é a solução pretendida.26) por .J . Para se conseguir tal. Depois destas duas operações. A primeira fase consiste em obter o elemento I no vértice superior esquerdo da matriz. que aparece adjacente a 5 5 dois zeros. 3.25) [ O I O O O I 124] 75 31 a matriz ampliada depois de uma sucessão de operações linha. Obtemos então a matriz I Repetimos agora o processo na matriz -1 [ -2 21-13] -2 5 Multiplicando a segunda linha por 2 e adicionando o resultado à terceira. Permutando as duas primeiras linhas obtemos I 4 6 _:]. z = 31.27) I I -2 I o IJ. obtemos I (2. Podemos consegui-lo trocando entre si as duas primeiras linhas da matriz (2. obtemos.

podemos continuar o processo de Gauss-Jordan convertendo em zeros todos os elementos situados acima da primeira diagonal na segunda e terceira colunas. para obtermos z = 31' y = 13 + 2z = 13+ 62 = 75. 31 o 1 Finalmente multiplicamos a .25). Se efectuarmos a mesmas operações linha referidas no Exemplo I. partindo da terceira e caminhando em sentido ineverso.v= -3 (2. obtemos o I -3 -2 31] 13. Ou então.5y + 4z + u. Multiplicando a segunda linha de (2.27) por 2. Estas equações podem resolver-se sucessivamente.e adicionando o resultado à primeira linha. A correspondente matriz ampliada é [: -5 -2 -4 4 1 6 1 -1 -1 1 -3] !O 5 • 2 -1 Os coeficientes de x. z e os segundos membros são os mesmos do Exemplo I.31 = 124.terceira linha por 3 e adicionamos o resultado à primeira e em seguida multiplicamos a terceira linha por 2 e. Consideremos o seguinte sistema de 3 equações com 5 incógnitas: 2x. Um sistema com mais do que uma solução.adicionamos o resultado à segunda para obtermos a matriz (2.Transformações lineares e matrizes 71 ·Nesta fase o sistema de equações inicial pode escrever-se X- 2y + Z = 5 y-2z=!3 z = 31.28) X - 2y + Z - U +V = 5 x-4y+6z+2u-v=10. X= 5 + 2y- Z = 5 +!50. EXEMPLO 2. obtemos a matriz ampliada . y.

O) é uma solução particular do sistema não homogéneo (2. z. em V. v)= (124 + !611 - 19t. 3. 75 + 9t1 11 - llt.y. Os dois vectores (16. 75. I) são soluções do correspondente sistema homogéneo. Se fizemos u = 11 e v= 12 . 75. u. O. Esta equação dá a solução geraldo sistema. 9. I. y. -4.24) a (2.. 31 + 31 1 12 . v). o vector (x.72 Cálculo o o o o -16 19 11 -9 124] 75 .5y (2. dado por (x. 3. z em função de u e v dando-nos x = 124 + 16u. z. y. O vector (124. I).29) X- + 4z = 2y + Z = -3 5 x-4y+5z= 10. -li.4v. Este sistema é quase idêntico ao do Exemplo l. z por estas equações. obtemos a matriz ampliada . u... EXEMPLO 3. 31. O) e (-19. I ~3 4 31 O correspondente sistema de equações pode resolver-se relativamente a x. -4. - 4t2 . A correspondente matriz ampliada é -5 -2 4 -3] 10 5 . z. 9. u. I.27).28). O)+ 12 (-19.19v y= 15+ 9u-llv z= 31+ 3u. y. constituem uma base para o espaço de todas as soluções do sistema homogéneo. Consideremos o sistema 2x. -li. O. Um sistema sem solução. 31. com 11 e t 2 números reais arbitrários. 12) ·é uma soluçãoó Separando as partes contento anterior na forma e podemos escrever a igualdade (x. 11 .y. e determinarmos x. excepto que o coeficiente de z na terceira equação se mudou de 6 para 5. O. O)+ 11 (16. O. v)= (124. -4 5 Efectuando as mesmas operações do Exemplo I sobre as linhas de matriz anterior que permitiram a passagem de (2. Uma vez que são independentes.

31 ). por exemplo a equação x + y + z = 1. o número de equações não excedia o número de incógnitas.X n. Por exemplo. então A diz-se não singular e B chama-se a inversa esquerda de A. Se o número de equações for superior ao das incógnitas. Então temos o seguinte. c.~ V.30) [~ -2 1 -2 o o 31 1~]- Quando a última linha se escreve na forma de equação. 2. por exemplo a equação 2x . 8. Por conseguinte o sistema inicial não admite solução uma vez que os dois sistemas (2. Se juntamos uma nova equação a este sistema que seja satisfeita pelo mesmo termo de números. Em cada um dos exemplos precedentes. Inversas de matrizes quadradas Seja A= (a. Escolhamos a base usual do sistema de vectores unitários coordenados de Vn e seja T: V.29) e (2.19. z = 31. então o método de eliminação conduz à matriz ampliada o o o 1 o o o o o o 1 124 75 31 o com uma linha de zeros na parte inferior. o qual têm a solução x = 124. uma transformacão linear com inatriz m(D =A. Se exister outra matriz quadrada n.3y + z = 54. a qual nos leva a concluir que o sistema não admite solução. suponhamos o sistema do Exemplo 1. Contudo se juntarmos ao sistema inicial uma nova equação que não seja satisfeita pelos números ( 124.30) são equivalentes.Transformações lineares e matrizes 73 (2. então o método de eliminação conduz a uma matriz ampliada da forma o o o 1 o o o 1 1 124 75 31 O O O a com a* O. y = 75. o método de Gauss-Jordan é ainda aplicável.) uma matriz quadrada n X n. 75.om I a matriz identidade n X n. . tal que BA = I. exprime que O= 31. A última linha dá-nos uma equação O =a.

chegamos às matrizes ampliadas [~ ~ ~ o o 1 ~ [o ~o ~ 1 [~ ~ ~ O O I . então T-• T é a transformação identidade pelo que m(T-')m(n é a matriz identidade.. Inversamente. A matriz _A é não singular (regular) se e só seT é invertível. Por outras palavras. Se BA = I. Em particular.versa direita. Seja A= (a. então AB = I. Uma vez que T(x) = O. k-l onde 8 u= l se i = j. pelo que B(AX) é também uma matriz coluna de zeros. Todas as propriedades das transformações lineares invertíveis tem equivalente nas matrizes não singulares..31) que podem exprimir-se como 3 sistemas distintos de equações lineares com as seguintes matrizes ampliadas. se T é invertível. Todos estes sistemas têm a mesma matriz de coeficientes A e diferem uriicamente nos seus segundos membros. Chama-se B a inversa de A e representa-se por A -•. Deste modo A é não singular e m(T-')A = l. Vamos provar que T(x) =O implica x = O. se A é não singular e BA = l. se A é uma matriz 3 X 3. Seja X a matriz coluna n X l formada pelas componentes de x. Deste modo. A inversa A -• é também não singular e a sua inversa é A~ Vamos agora demonstrar que o problema-da determinação dos elementos da inversa de uma matriz não singular é equivalente à resolução de n sistemas diferentes de equações lineares não homogéneas. cada um destes sistemas tem uma solução única. encontramos m(T·') = B.j. existem 9 equações em (2. pode considerar-se (2. a coluna j de B.j. pelo que toda a componente de x é O. e a equação rr-• =!implica que m(nm(T-') = l ouAm(T-') =I. . Mas B(AX) = (BA)X= IX= X.• bnj. Admitamos que A é não singular e que BA = I. a 11 a 12 a 13 a21 an a 12 a 13 a21 a2~ an a21 [ aa1 a12 a22 Ga2 a1s Gza aaa aa2 aaa Oaa a2a [ aal [ aat aa2 a33 Oaa Se aplicamos o método de Gauss-Jordan. Té invertível. Multiplicando à esquerda por B. t'\1 que T(x) =O. Por exemplo.20. aikbki = ~i i.Uma vez "que A é não singular. matrizes inversas esquerdas (se existirem) são únicas e toda a inversa esquerda é ta.:f) não singular e A -• = (bif) a sua inversa. a matriz produto AX é uma matriz coluna n x l formada de zeros.31) um sistema não homogéneo de n equações lineares com n incógnitas b.mbém iii.31) '1. ôij =O se i* j. Dado x. Para cada valor fixo de j. b. Os elementos de A e A -• estão relacionados pelas n2 equações n (2.74 Cálculo TEOREMA 2. Demonstração. então B = M(T·' ).

Transformações lineares e matrizes 75 Na prática aproveita-se o facto de que os três sistemas têm a mesma matriz de coeficientes e resolvem-se os três sistemas de uma vez trabalhando com a ~atriz ampliada a. mas acontecerá que no processo de diagonalização alguns dos elementos da diagonal virão nulos. . c. 2. podemos ainda aplicar o método de Gauss-Jordan..n. Se A é singular (não regular).. k=l n i= 1. c. sendo a matriz à esquerda dessa linha a matriz identidade. onde A = (au) é a matriz dos coeficientes. Um sistema de n ·equações liniares com n incognitas està representado por 2 a. e X e C matrizes coluna. e não será possivel transformar A na matriz identidade.. AX= C. a unica soluçàP do sistema vem dada por X =. Não é necessário saber à priori se A é não singular. pode-se escrever duma maneira mais simples como uma equação matricial.A. .pk= ci. X= X C= c Se A é não singular.1 C . a33 O método de eliminação conduz-nos a A matriz à direita da linha divisória é a matriz inversa que se pretendia obter.

x + y . Este exercício mostra-nos como determinar todas_ as matrizes não singulares 2 x 2. 5. Exercícios. determinar a ser lução geral caso exista x + y + 3z = 5 2x-y+4z=ll -y+z=3. = 9. Demonstrar que o sistema x+ y + 2z = 2. 7. tem uma so- 5x + 2y.J + Z.bc *O. . Determinar todas as soluções se a= 8.y + 3z = 2. x .z . 10..y+z-u= 5 5x .76 2..6z + 2u = X.. Deduzir que [: :] é não singular se e só se ad. 3x + 2y + z = 1 5x + 3y + 3z = 2 1x + 4y + 5z = 3.. x + y + 2z + 3u + 4v =O 2x + 2y + 1z + 11u + 14v =O 3x +3y +6z +!Ou+ 15v =0. 6. 5x.2y + 5z + -u = 1 x+ y-3z+2u=2 6x + y -4z +3u =1.6z + 2u y = -1 = -2..3y + 2z + u = 3. (a) Determinar todas as soluções do sistema * 6. 3x + 2y + z = 1 5x + 3y + 3z = 2 x+ y. 2x .z=l. 2. 8. 1.2y + z +lu = -2 2x + 3y . caso em que a sua inversa é Determinar a inversa de cada: uma das matriZes dos Exercícios 12 a 16. - X - + Z - U (b) Determinar todas as soluções do sistema 5x + 2y. 3x + 2y + z = 1 Sx + 3y + 3z = 2 1x + 4y + Sz = 3 x+ y. 3x . 3. l. 4. Cálculo Aplicando o método de Gauss-Jordan a -cada Um dos sistemas seguintes.U = X+ J + Z -1 -2 6.l.20.3z + u = 5 2x-y+ z·-2u=2 1x + y .z=O.y + az lução única se a 8.. Provar que a [c d b][ d -c -b] a = (ad- bc)l.5u = 9 4x.1z + 3u = 3.

.. 0 6 2 3. a~ l(l + /SJ. o 3 o o o o o o o o 2 o o o o 3 o o il o o o o o o 2 o o 2 o 2. entfto cada matriz A.var que é singular. é não singular.l)A. Provar que L(v)L(u) = L(w). I+ (2'. Se uma matriz quadrada tem uma fila (linha ou Coluna) de zeros. Descrever completamente todas as matrizes 2 X 2. (e) Se A 3 = O. !) em (x'.vl).Transformações lineares e matrizes 77 12. z' = z. I.epresenta a velocidade de uma partícula em movimento. [: 3 2 13. então A 2 8 3 = B 1A 2 • (b) Se'A e B são não singulares. ( = a(t. Se A = [' ] determinar uma matriz não singular P tal que p-1 AP = [ ]. em que v. goza da propriedad< 1° A 2 = A. y' = y. A matriz A ~ [. e b ~ l(l.21. e a = c/ C1 . [-: -2 5 -4 J l -J 15.vxfcl). dar uma demonstração ou apresentar um contra exemplo. onde ~-I. Por outras palavras. que L(O) =I. c a vi:loCidadc da luz. S. então A . (d) Se A./SJ. A teoria da relatividade restrita utiliza o conjunto de equações x' = a(x. onde w = (u + v)CI(uv +C:). (c) Se A e B são não singulares. provar que (A + I)'. Para cada uma das proposições seguintes relativas a matrizes n X n.8 é não singular. 2. A transrormaçào linear que aplica o vector bidimensional (x. . (f) Se o produto de k matrizes A 1 • • • Ak é não singular. 1 2 Observe-se que L( v) é. onde lvl < c. B e A + 8 são não singulares.-~v]. não singular e. então A . o produto de duas transformações de Lorentz é outra transformação de Lorentz.pro. (a) Se AB + BA =O..tfl. então AB é não singular. [~ o 2 2 3 2 o o o o 16.I é não singular. ~l. 5 4 o -1 4. Se A'~ A. A. t) chama-se uma transformação de Lorentz. 6. com elementos complexos tais que A2 =A. Exercícios variados sobre matrizes. A matriz correspondente relativa às bases usuais representa-se por L(v)e é dada por L(vi ~a[ -vc. -I 3 14. [_. então A + B é não singular.

Todo o elemento é I ou -I. com n > 2. consideradas como vectores de V. . assim designadas por Hadamard (1865-1963).scs lemas e aplid. a nova matriz assim obtida diz-s~ a transposta de A e represCn"ta-se por A 1• Por exemplo. I L Ca"da_l_inha. consiste na determinação de todos os valores de n para os quais existe uma matriz de Hadamard. Zn). n X 11. y.. .. Verificar que a matriz 0 2 2. x Lcos o~ LEMA 1. (d) (A8)'~ 8!4! 8. (a) Determinar todos as matrizes de Hadamard 2 X 2 (são precisomente 8). provar que as suas linhas.. 111. .. n x n. é ortogonal parà cada real Se A qualquer matriz ortogonal senO cos 8 . Y. Este exercício esboça urna rcsolu~.+ z. Z = (z.) (x.. (c) (cA)' ~ cA'.) é ou O ou 4. . neste momento.. então 8 é ortogonal. dar uma demonstração ou então apresentar um contra exemplo. Z são vecJOres ortogonais de V11 então tem-se (X+ Y)·(X+Z)= IIXII'· LEMA 2. (c)· Se A e 8 são ortogonais. Matri::es de Hadamard. se tivermos A=[: 23]' 5 6 (a) então A' = [: : } Provar que a transposta goza das seguintes propriedades: (A')'~ A. O produto escalar de duas quaisquer linhas distintas é O. Xn). (a) Se A e B são ortogonais.basejasc em dois le·mas muito simples referentes ao espaço n dimensionaL Demonstrar cada um de.. . 9. Yn). Apesar da sua aparente simplicidade.78 7... (b) Se A e 8 são ortogonais. e foram recentemente aplicadas à construção da codificação óptica para a comunicação espacial. ..:ão parcial. A demonstração.. Uma matriz quadrada A chama-se uma matriz ortogonal se AA' = /.Se cada componente . Y =(y.-los às linhas da matriz de Hadamard para d~monstrar o teorema. considerada como um vector de Vn• tem norma igual a y0I. O principal problema não resolvido. então o produto (x1 +. Se X.H. . . (b) (A + 8)' ~A'+ 8'. Se permutamos entre si as linhas e as colunas de uma matriz rectangular A. então n é multip/o de 4. 10. Escrever X~ (x. Para cada uma das seguintes proposições relativas a matrizes n X n. então A8 é ortogonal. é ou I ou-~.\f·. -senO]. As matrizes de Hadamard aparecem em cettos problemas de geometria e na teoria dos números.·.. (e) (A•)-' ~(A -•)' se A é não singular. formam um conjunto ortogonal.. então A + 8 é ortogonal. são as matrizes n X n gozandó das propriedades seguintes: I. apresentam muitos problemas não n::so\vidos. (b) Esta parti! do exercício esboça uma demonstr:ação simples do seguinte teorenla: Se A é uma matri:: de Hadamard n X n.

ilmcnt~ Ou a:u ai. Os determinantes de segunda c terceira ordem foram introduzidos no volume I como pretexto para uma notação conveniente. Introdução Em muitas aplicações da álgebra linear à geometria e à análise. O determinante é um número atribuído à matriz e que se calcula segundo a fórmula (3. Neste capítulo estudam-se as propriedades fundamentais dos dctermirlantes c algumas das suas aplicações.' = aua!z . Para acentuar esta ligação também se escreve No volume I definiram-se ainda· os determinantes de terceira ordem em função de determinailles de segunda ordem pela fórmula 79 . . o determinante verticais) é distinto da matriz [ 011 I 011 a:u ] au Gzz I (escrito com traços 012 (escrita com parêntcSis a2l Gzz rectos). Recordamos que um determinante de segunda ordem foi definido pela fórmula (3.auazi· a~2 I A despeito da semelhança de notação.1. em certas fórmulas.1 ). o conceito de determinante desempenha um papel importante.J DETERMINANTES 3.1) I conceitu. e sobretudo compacta.

consideramos o produto misto como uma funçãÔ dos três vcctorcs linha A.. Este capítulo trata do problema mais geral. a.. A 3 • Se as linhas são dependentes o produto misto é zero. nHn voluni. onde A 1 = (a 1 " 0 12 . o determinante de uma matriz quadrada de ordem n com n um inteiro qualquer~ I. serão consideradas comq axiomas para a função determinante.e nulo. d(A 1 . A 2 . Algumas das propriedades do produto misto servirão de justificaÇão à escolha dos axiomas para a função determinante no caso de maior número de dimensôcs.· A. Em princípio. o qual porá em evidência as suas propriedades fundamentais. Se as linhàs são linearmente independentes. Neste caso os Vl.1) e (3.1 " an.'Ltorcs A 1 . A_1 • Representamos tal função por d: assim. Justificação da escolha dos axiomas para a função determinante No volum..~>. (2) deduzir outras propriedades dos determinantes a partir dos axiomas~ (3) provar que existe uma e uma só função que satisfaz aos axiomas. A 2 = (a 21 • a 21 . o nosso programa consiste de três pontos: (I) justificar a escolha dos axiomas. A 1 e A.. Essa fórmula é uma soma de n! produtos de elementos de A. o produ. O nosso ponto de vista consiste em tratar o determinante como uma função que atribui a cada matriz quadrada A um número ·chamado o determinante de A e que se representa por det A. a~. Parece assim preferível estudar determinantes de um outro ponto de vista..2). É possível definir esta função por intermédio de uma fórmula que generaliza (3.. Para grandes valores de na fórmula é de difícil manejo e raramente se usa na prática. (3.2) det [::: ::: :::] =Ou aal Oa2 a33 Cá/cu{( la. Para cstahcleccr estas propriedades de uma maneira adequada ú generalização. . AJ no espaço EJ pode exprimir-se como o determinante de uma matriz cujas linhas são as componentes dos vectorcs. A 3) = A 1 x A. Estas propriedades.~).·a~. A.1 são complanarcs c o paralelipipedo degenera numa figura plana. a 1 _1 ).e I provúmos que o produto misto de três vccto_rcs A 1 . A!. c AJ = (a.. 3. Assim temos an A1 X A 2 • A 3 = de~ a. a.n [ a.to misto Cdiferente de zero: o valor absoluto do produto é igual ao volume do paralelipípedo definido pelos três Vl'dores A1 . A~.2. de grande importância nas aplicações.80 a.

+A:.. A. (a) Homogeneidade em cada linha. (c) O produto misto é nulo se duas das filas são iguais . A.. A2 . na qual se mostra um paralelipípedo definido por A.. (d) Normalização: · d(i.3) estabelece. A. A.. A 3 • O significado geométrico da propriedade aditiva (b) num caso particular é de especial interesse. . d(tA.. 0.. j-= {0. A.l....).)= d(A. +A.. = I.-l~. A. A. A:+ C. onde i= {1.ma altura. k) !. A. . que estes dois paralelipípedos têm iguais volumes.). A.. A. Isto... lntcrprctaçào geométrica Ja propricJaJc d(A.. Cada uma destas propriedades pode ser facilmente verificada a partir das propriedades dos produto escalar e produto vectorial. k = (0.) para todo o vector C. A. A. e outro paralelipípedo definido por A. a propriedade de homogeneidade na primeira linha significa que_ . apenas..{3.)+ d(A. A.1).. A. e a relação (b) vem · l. Por exemplo. Por exemplo. I. a propriedade de aclltividade na se- gunda linha significará que / d(A 1 . ~.. A. 0). 0).. em (b)..·i J..) · para todo escalar t.3) d(A. A. Os dois paralelipipedos têm volumes iguais.·.. A. · l:l(i_ J. .. O. A. (b) Aditividade ·em cada tinha. o segundo termo do segundo membro é nulo devido a (c). \ . Algumas são sugeridas pela interpretação geométrica do produto misto como o volume do paralelipípedo determinado pelos vectores geométricos A1 .o:.. Se tomarmos C~ A. geometricamente.)~ rd(A. C.)=· d(A 1. Esta propriedade está representada na figura 3.1.+ A. é evidente devido ao facto de que os paralelipípedos têm bases de árÇas iguais e a me.)= d(A. Determinantes ! t ~Centramos a nossa atenção nas seguinles propriedades·: @ ~ 81 .j. A. A equação (3.

• A.). An e represente- DEFINIÇÃO AXIOMÁTICA DE UMA FUNÇÃO DETERMINANTE.. A. A.. A... .)= O se Ai = A. . a primeira linha pode· escrever-se d(i t•C•. .) é uma matr. k=l k=l .. A.. a linha de ordem i de A é um vector no espaço En dimensional definido por Consideremos o determinante como uma função das n linhas A1 . A•.... Se a linha de ordem k. . ••• .. A. com h o vectOr co~rdenado unitário de ordem k. •. ·. quaisquer que sejam os vectores A~> . Para todo k tem-se d(A 1 . . ••• ... ... AXIOMA 4. com i =F j. ••• . A 11 • Assim... Ako se multiplica por um escalpr t. representemos as suas linhas por A1 . A. diz-se uma função determinante de ordem n se verifica os seguintes axiomas. C. ADITIVIDADE EM CADA LINHA. para quaisquer i e j. HOMOGENEIDADE EM CADA LINHA. ••• . ). A.. An e C em En: AXIOMA I.iz n X ·n com elementos reais ou complexos.) =i t• d(C.. . . Os dois ·primeiros axiomas afirmam que o determinante de uma matriz é uma função linear de cada uma das linhas.) ou por det A.... A• + C. Isto é muitas vezes referido dizendo que o determinante é uma função multilinear das suas linhas. AXIOMA 2. . O DETERMINANTE DA MATRIZ IDENTIDADE E IGUAL A I: d(I~> . O DETERMINANTE ANULA-SE SE DUAS LINHAS SÃO IGUAIS: d(A 1 . AXIOMA 3. Ande En. Um conjunto de axiomas para a função determinante Cá/cu/ As propriedadeS do produto misto mencionadas na Secção anterior podem ser convenientemente generalizadas e usadas como axiomas para determinantes de ordem n. ... definida para cada sisteina ordenado de n vectores A 1 . tA.. Por aplicação· reiterada da propriedade de linearidade.. então o determinante vem também multiplicado por t: d( .A. ••• . Se A= (ai.A. . ••• .) + b(A 1 .82 33. Uma função d de valores reais ou complexos. .. mos o seu valor por d(A. . In)= I. . ·....) = d(A 1 . ••• . )= t d(.). .

se permutam..) = O se A. (e) O determinante anula-se se as suas linhas são linearmente dependentes. . (c) O determinante muda de sinal se duas quaisquer linhas Ai e Aj. . CP são vectores quaisquer -de En Por.. Esta observação será útil mais tarde quando se demonstrar a unicidade da função determinante. TEOREMA 3. ••.. Para demonstrar· (a) basta tomar t = .• .. A. )..1. É um facto notável que para um dado n existe uma e uma só função d que verifique os axiOmas 1. d(A..t 1 •••• ......+ A. A. = A1 quaisquer que sejam i e j com i * J. O teorema seguinte dá-nos propriedades dos determinantes deduzidas unicamente a partir dos Axiomas I. . ... O DETERMINANTE ANUALA-SE SE DUAS UNHAS CONSECUTIVAS SÃO IGUAIS. Para demonstrar (b).) =O se A. . A>+. com i* j.= A.. designamos por B a matriz com as linhas iguais às de A.. Demonstração. : .... 2 e 3'.vezes utiliza-se uma. . . .)= U se A. . 2 e 3" possui ainda mais as seguintes propriedades: (a) O determinante anula-se se tivt. A.) = -d(. A prova deste facto. Deve ter-se presente que o Axioma 4.r alguma linha de zeros: d(A.+ A.não intervém na demonstração do teorema.) =O. Uma função determinante satisfazendo aos Axiomas I. n. A. 2.·. 3' e 4. det B =O..Determinantes o·ncte. tP são escalare:.forma. . A. Uma destas propriedades é o Axioma 3.Q no Axioma l. Sejam as linhas Bk e Bk+• iguais a Ak + Ak+ . . (d) O determinante anula-se se duas quaisquer linhas são iguais: d(A.mais fraca do Axioma 3: : 83 AXIOMA 3'. um dos resultados importantes deste capítulo.I. . e C 1 •••• . 2. Então devido ao Axioma 3'. A>+ 1 .+l para algum k = I.t = O para cuaisquer k.. Podemos pois escrever d(. (b) O determinante muda de sinal se permutam duas filas consecutivas: d(...+l.+l. excepto para as linhas de ordem k e k + I. A. A. será apresentada adiante.

Mas cada termo d(A. Em tada um dos exemPlos apresentados não aplicaremos o Axioma 4 até à derradeira fase do Cálculo. utilizando a linearidade na linha de ordem i... Uma vez que são U.4) .i. A 1_ 1 • No total temos j . . Permutamos em primeiro lugar Ai sucessivamente com cada uma das linhas que a precedem A1_" Ai_. d(A. e assim está demonstrada (e). A 2 . por exemplo A1 = !Z= 2 tkAk. o que demonstra (c). cn.. igual a pelo menos um dos A 2 . . .I permutações de linhas consecutivas. Para a demonstração de (e) admite-se a existência de escalares C 1 • C2 .)= d(±t.) =O Os primeiros e quarto termos -são nulos devido ao Axioma 3 •.* O pode exprimir-se como uma combinação linear das outras linhas. 3. Cálculo de determinantes Ao chegarmos a este ponto será conveniente calcularmos alguns determinantes. . • • • . com c. Am~ Am. A... Podemos permutar as linhas A1e Ajefectuando um número ímpar de permutações de linhas consecutivas. No total temosj. visto ser A. .. .1).. Se a linha Ai é uma combinação-linear.fem A... pressupondo sempre que as funções determinante. raciocinamos da mesma maneira.. existem. .) = i. Por conseguinte os segundo e terceiro termos são simétricos.. Em cada uma de três permutações o sinal do determinante muda. EXEMPLO I. o determinante muda de sinal um número ímpar de vezes.I)= 2U.. A••. =O. Determinante de uma matriz 2 X 2.. k=2 ••• . A.. servindo-nos unicamente dos axiomas e das propriedades dadas no teorema 3. seja 8 a matriz deduzida de A por permutação das linhas A 1 e Ai.i permutações. Vamos provar que (3.. .. An) na última soma ·é zero._. .)+ d( .t.. A.. Para provar (c) podemos admitir que i< j... . A.4 e consequentemcnte det A= O.. A. tais que IL 1 c.1) +U-i.. Em seguida permutamosA 1sucessivamente com as linhas que se segl..... A. det B = -det :.. admitamos que A 1 é uma combinação linear das restantes. . Uma vez que A 1 = Ai tem-se 8 =A e por conseguinte det 8 = det A.. . A 2 .A. . Então qualquer linha A.+ 1 . )+ d( . Para demonstrar (d).. ••• .I permutações ao todo (um número ímpar). Por comodidade. não todos nulos..). A. Ai+2• •. A..das outras linhas..) + d(. Mas por (c).1. ...A.. A 11 • Por tal razão a soma total é zero. A.84 Aplicando a propriedade aditiva às linhas k e k dade anterior na·forma Cálculo + I podemos de novo escrever a igual- d( . k=2 ••• . ••• . A.4. o que demonstra (b). Devido à propriedade de linearidade da primeira linha temos d(A" A 2 .

j) = I pelo Axioma 4. Por conseguinte está demonstrado que existe uma e uma só fracção determinante de. 1): Usando a linearidade na primeira linha temos d(A 1 . A2) = a 11 a 22 .• • ann. a 21i +a22j) = a 21 d(j.(3. tlk= akklk. A.. Este raciocínio mostra que se existe uma função determ.J) = a 21 d(i. O O O d1z-se uma matriz diagonal: Cada elemento a. d(i. O) ej= (0. Determinante de uma matriz diagonal. i) = d(A 1 .J d(i. AJ = a 11 d(i..j) = a. A 2) + a 12 d(j. a21i + a.j).). como se·afirmara.. i) + a. A.j não pertencendo à diagonal (i* j) é zero.j).. Uma matriz quadrada da forma a11 O a. EXEMPLO 2. Finalmente. pelo que d(A 1 .) = (a 11a22 - Do mesmo modo se encontra d(j. uma função determinante de ordem 2. . Reciprocamente. det A = a 11aZ2 • .ridade na segunda linha obtemos d(i.4).nante para matrizes 2 X 2. A 2 ) = d(a11i + a. é fácil ·verificar que esta fórmula define.. na realidade.j). repetidas vezes. d(i..) -a21 d(i. Provaremos que o determinante de A é igual ao produto dos elementos pertencentes à diagonal principal (ou primeira diagonal). A. = d(j. dos vectores unitários coordenados i= (I.Determinantes 85 Escrevamos os vectores linha como combinações lineares. Aplicando a propriedade da homogeneidade.j.5) A linha de ordem k de A é o produto de um escalar pelo k-ésimo vector coordenado unitário.a. · obtemos . então ela terá necessariamente a forma (3. A. Usando agora a lineã. Mas d(i. ordem 2.a 12 a21 . obtemos a 1.) = d(i.

u. U2 . Do mesmo modo verificamos que det U =O se for nulo qualquer elemento da diagonal principal. Uma ma'triz quadrada da forma U= o o diz-se uma matriz triangular superior. ••• . U 13 . U. det U =O. Consi. Suponhamos. com V. n.). Daqui resulta que estes vectores geram um subespaço de dimensão no máximo.. Para especificar.deremos agora o caso geral. então. . uu.= [u 11 .I linhas (e consequentemente todas as linhas) são dependentes. Seja à primeir<i linha U1 definida como uma soma de dois vectores-linha. Todos os elementos abaixo da diagonal princi- pal são nulos. diz-nos que det I= I. det U = UnUz2 • • • Unn • Provemos em primeiro lugar que det U =-0 s..nl. u. pelo que se obtem (3. 'Un tem as dÚas primeiras componentes nulas.. U.) + det (V.•• . O. é zero.. Se fôr nulo. Pelo teorema 3.e algum elemento da diagonal u. EXEMPLO 3.. . U 12 .2. Vamos demonstrar que o determinante de tal Inatriz é igual ao produto dos elementos da sua diagonal principal. .1 (e). devido ao Teorema 3. O Axioma 4. admitamos u 22 = O. Determinante de uma matri::: triangular superior. . ••• ..1 (a).86 Cálculo Esta fórmula pode escrever-se det A = a 11 • • • ann det I.= [0. . . que algum dos elementos precedentes na diagonal. Eritão cada um dos n ~ I vectores linhas U2 . com I a matriz identidade.i= O. 0] e linha temos v. Devido à linearidade na primeira det U = det (V1 .o último elemento Unno então a última linha é O e det U = O. porém.5). Deste modo estas n.

.7) det U = det (V1 .. . . . o. V2 . u 22 . . o determinante vem multiplicado por c. c* O. . • Unn• como pretendíamos demonstrar. De cada vez que se efectua (2). u231 ••• ' u2nl· Substituindo no segundo membro de (3.Determinantes 87 Mas det (V. U2 . U n) = O.. V 2 . Un) =O visto que este é o determinante de uma matriz triangular supenor com um elemento da diagonal principal igual a zero. O. temos det U = UnU22 · . De cada vez que se efectua a operação (I) o determinante muda de sinal. U3 . Recorde-se que o método consiste na aplicação de três tipos de operações às linhas da matriz: (I) Permutação de duas linhas. O método de eliminação de Gauss-Jordan para.6) e aplicando a propriedade da linearidade na segunda linha obtemos (3. EXEMPLO 4. resolver. Vn) uma matriz diago'nal com os mesmos elementos que Una diagonal principal. V. De cada vez que se efectua (3) o determinante permanece inalterado: Desta maneira. (3) Adição a outra de uma linha multiplicada por um escalar. Por conseg~inte. se efectuarmos p .. Un).. com (v•• V2 . U3 . O] e v~= [0. temos (3.. É facil determinar a relação entre det A e det U. exprimindo-o como uma soma. Consequentemente... ••• . V~. Vn). sendo c um escalar não nulo..sistemas de equações li~eares é igualmente um dos melhores métodos para o cálculo de determinante~. visto que det '(v. Repetindo o raciocínio para cada uma das linhas seguintes no segundo membro de (3. ••• . Un)· Tratamos agora o vector-linha U2 de uma maneira análoga. Cálculo pelo método de dauss-Jordan._ •• .. ••• . (2) Multiplicação de todos os elementos de uma linha por um escalar não nulo. ••• .6) det U = det (V1 .7) obtemos finalmente detU=det(V1 . Efectuando estas operações de uma maneira sistemática podemos transformar qualquer matriz quadrada A numa matriz triangular superior U cujo determinante já sabemos calcular. segundo o exemplo 2. onde V2 = [0.

An) =O qualquer que seja a escolha de A. A.). 2 e 3. A.) = c g(/1 . .9) d(A..9) que fora deduzida unicàmente a partir dos primeiros três axiomas. 1.. Em particular. ••• . O te<irema de unicidade No Exemplo 3 da secção anterior provou-se que os Axiomas I .. Demonstração. I.. ..) = c d(/1 . . A.). 2 e 3.. se f também verifica o Axioma 4 então será . Tomando A= I na definição de g e observando que d satisfaz ao Axioma 4. A part. TEOREMA DE UNICIDADE PARA DETERMINANTES. • . Anna-espaço n dimensional tem-se (3. c• são escalares diferentes de zero usados em q operações do tipo (2)..). .f(Í4 1 .)-1 det U. encontramos · . e f é outra função satisfazendo ajJenas aos Axiomas I. . /"). .. ••• . n X n.88 Cálculo vezes a operação (I) e se c.• Anl = f(A.. . . -Mais uma vez observamos que esta fórmula é uma consequência unicamente dos. Deste modo podemos escrever (3.. TEOREMA 3. A.. ••• .u. . esta fórmula é Uma consequência dos Axiomas 1.) = d(A 1 .8) det A = ( -I)•(c1c2 • • • c..).5. Vamos provar que g(A. .11) g(A 1 . Uma vez que. .. o mesmo é verdadeiro para g. quer f. A sua demonstração não fez intervir o A~ioma 4. • •• .ir deste resultado podemos facilmente provar que não existe mais do que uma função determinante. • •• . ••• .d(A... 2 e 3 unicamente. três primeiros axiomas... ••• . Além disso... . Seja g(A. An.) = d(A. ••• ... com c um escalar dependendo de A. .• .)[(l. A. verificam os axiomas I. temos (3.10) f(A 1 .)f(/1 .. Combinando-a com (3. existe um escalar c (que depende de A) tal que (3.2 e 3 implicam a fórmula det U = u. . .então para qualquer escolha de um sistema dev""'ectores A 1.. · · · Unn det /. A. A. I. A. Por conseguinte g satisfaz também à equação (3.).. Se d é uma função satisfazendo aos quatro axiomas para uma função determinante de ordem n. 3.2.8) vemos que para toda a · · matriz A. .. quer d..

In) 89 = j(I1 .6.I z . 1.. Se de{. A. .determinante. In) - j(I1 .b). . In) = O. Os determinantes de terceira ordem podem ser calculados pela fórmula (3. I 2 2 o o 2y ~ zl = I 1 ~ calcular o determinante de cada uma das matrizes seguintes: . .. Calcular o determinante de cada uma das ffiàtrizes seguintes.'] 3. Exercícios Neste conjunto de exercícios deve admitir-se a existência da função. An) =O.2). ••• .de cada uma delas nUma matriz triangular superior -I -I (a) -I -I [: -1 _:] • (b) -I [~ b c li' c' li' d' d' .11) vem g(A. 3. l. ••• . a equação (3.. e o teorema está demonstrado. ..l 4 (<) [~ b c b' d' b' c' d' . a' li' c' (b) Determinar as fórmulas correspondentes para as d~terminantes a b c e a' b' d' 4.a)(c . .~ f ~ ~ Determinantes g(I. ... . pela transformação. (a) Provar que a b c a)(c . (a) [~ o 2] ' I (b) [3x: 3 X+ I = (b - y 3y y +I 3z:+ z +I (c) [X~ I y. Calcular cada um dos determinantes seguintes: 2 (a) I 3 -4 (b) 4 5 ·-I o o 4 8 7 (c) a o a 2 2 a o y 2. Por conseguinte.

(x) .. Defina·se F(x) = para todo x de (a.(x) [. admitindo a validade da equação (3. 9.(x) f.90 a Cálculo I o o o 4 a 2 (d) o o (e) I -I I -I -I -I -I -I -I -1 -I -I -I -I I I I -I o 3 a 3 o o o 2 a 4 _o o o I a 5. [. e demonstrar que det (U. det (A·') e A -J para a seguinte matriz triangular superior: l [..(x) [. (b) Estabelecer e demonstr. _10. Provar qUe l [.orrespondente para determinantes de terceira ordem. ' · (c) Se det U *O.J2 . (b) Provar que det-(UV) = (det U) (det V). g 2 quatro funçpes deriváveis no intervalo (a. provar que existe uma matriz triangUlar superior u-~ tal que uu-~ =I."(x) . b).(x) · [.(x) F(x) = g 1(x) g.(x) . Sejamj.(x) I [.11 . Calcular det A._provar que F' (x) = l[.(x) I g 1(x) g 2 (x) f. Uma matriz triangular inferior A= (aij) é uma matriz quadrada em que os elementos acima da diagonal principal são todos nulos. b).(x) g 3 (x) h1(x) h 2(x) h3 (x) 8..2). Provar que determinante de tal matriz é igual ao produto dos respectivos elementos da diagonal principal: det A= a. (a) Se F(x) = .1) = 1/det U. Sejam U e V duas matrizes triangulares superiores n X n.a 22···a. Estabelecer e demonstrar uma generalização do Exercício 6 para o determinante [. IJ.<ir o resultado ~. a ij = O sempre que i < j.(x) F (x) = .(x) [ 2 (x) [. g 1 (x) g 2 (x) g 1 (x) g. 6. g 1 . isto é.. (a) Provar que cada U + V e UV é uma matriz triangular superior..(x) [. .(x) f~(x) I+ l[.(x) I· 7.(x) I .

A. representamos por A. ·então tem-se (AB).7.B. n O produto de matrizes define-se unicamente se o número de colunas do factor da ~squerda. é-a matnz linha C. pressupondo evidentemente que a função determinante existe.. B.3.linha de ordem i de A pela coluna de ordemj de 8.~· ~<: . . Produto de determinantes 91 Nesta Secção usamos o teorema da unicidade para demonstrar que o determinante de um produto de duas matrizes quadradas é igual ao produto dos correspondentes determinantes dessas matrizes..= [A. Isto verifica-se sempre que A e 8 são matrizes quadradas da mesma ordem. Vamos _estabelece-las como um lema.· Mas este é também o resultado da multiplicação da matriz linha A1 por 8. LEMA 3. Então a soma (3.. A. a linha de ordem i do produto A8 é igual ao produto da linha A 1 de A pela matriz B. visto que .· B•].· B'. 3. A demonstração da fórmula para o produto fará uso de uma relação simples definida entre as linhas de AB e as de A. = A. 12) pode considerar-se como o produto escalar da. Recordamos que o produto A8 de duas matrizes A ~ (aij) e 8 ) C~ (c 1 cujo elemento qj é dado por (3. Demonstração. A. = ~ (bij) é a matriz k=l Z aikb~r.12) ci.· 8 1 . Represente 8j ·a coluna de ordem j de 8 e seja C~ A8.. Se A é uma matriz m X n e B outra matriz n X p. isto é. Portanto a linha de ordem i de C1..· Determinantes . é igual ao número de linhas do factor da direita. . det (AB) = (det A)(det B). Como habitualmente. a linha de ordem i da matriz A.

. Portanto d(B. A. Para duas quais- quer matrizes n X n. ••• .. . . A relação entre det A e det A ·I é a mais na_~ural que s~ podià_esperar. . I. A. A equação que ·pretendemos demonstrar esial?elece que (3.completada a demonstração. tem-se det (AB) = (det A)(det B)... temos que demonstrar que d(A 1B. . Determinante da matriz inversa de uma matriz não singÚlar Recordemos que urria inatriz quadrada A diz-se não singular se admite matriz inversa esquerda B tal que BA_ = 1.B. .B) = d(A.. . . . . B. . . com la matriz identidade n X n. Demonstração. ••• .92 Cálculo = [A. • •• .B).B) ~ d(A 1 . A..)d(l1B. E é agora uma questão simples comprovat 4uejsatisfaz aos Axiomas I.13) f(A 1 . 3.. ••• . . Consideremos B fixo e introduzamos uma função f definida pela fórmula f(A 1 .) = d(A. FORMULA PARA O PRODUTO DE DETERMINANTES.) d(B. Se A admite uma inversa esquerda ela é única e é também inversa direita. I. A.) ~ d(l. Consequentemente C.B.). 2 e 3 relativos à função determinante pelo que.4.8.B).13) é válida para uma matriz qualquer A..)= d(A 1 .. AB . A. Recorrendo de novo ao lema. . .· B'. . ••• . ficando assim . TEOREMA 3.. . A.)f(I1 . . Apresentamos a seguir aplicações da fórmula do produto. temos 8 1 ~ (IB). a igualdade (3. .· 11").. ·Representemos a inversa p_or A_·•. .B).. A e B.. B.).. A. .= A/l e o lema está demonstrado. e temos que provar que d(A 1B. . devido ao teorema da unicidade. A..= i. Uma vez que (AB) 1 ~ A 18... . I. A.~ ! 18. .

. A11 ) =O.5 pode deduzir-se um critério simples para averiguar a independência de vectores. ••• .3 temos AkB ~ (AB)k> com A a matriz cujas linhas são A. TEOREMA 3. 3. Ande úm espaço n-dimensional é linearmente independente se e só se d(A 1 . Provaremos mais adiante que esta condição é também suficiente. Demonstração. ~l .5... An) *O. Uma vez que A" . Consequentemente AB ~ I.B =I.. An. admitamos que A 10 • • • . ist_o é. Por conseguinte det A* O e (3. 2. . 3.2 (e) que a dependência implica d(A 1 . • • • .9. .) = I• para k = I. pelo que A é não singular e det A* O. 2. ••• . Já provámos no teorema 3.. T(A. então det A *·o e tem-se det A-1 = -·-1 . n.. a qual aplica estes n vectores nos vectores coordenados unitário~. A11 )_* O. . det A (3. Se a matriz A é não singular. formam uma base para Vn. . n.10. '::~nseguinte existe uma matr:iz·n· + n. tal que A. Para provar a inversa. 8. A 11 são independentes e demonstremos que d(A 1 . O teorema 3. Pelo teorema 2. PQr .6...Determinantes TEOREMA 93 3.. Determinante de uma matriz diagonal por blocos Uma matriz quadrada C da forma C=[. A partir da fórmula do produto temos (det A)(det A-1 ) = det (AA-1) = detl = 1. Um conjunto de n vecJores A 1 . para k = I.14) é válida. ..5 mostra que o não anulamento de det A é uma condição necessária para que A seja não singular.. Vn. . se det A* O então A ·t existe. ••• .14) Demonstração. Determinantes e independência de vectores Do teorema 3. Mas pelo lema 3. An são n-elementos independentes de um espaço n-dimensional.12 existe uma transformação linear T: vn__. ·Represente V 11 o espaço linear dos n-tuplos de escalares.

Quaisquer que sejam as matrizes quadradas A e B tem-se (3.7. Deste modo. devemos ter . Como exemplo considere-se a matriz 5 x 5 I C= o o o o o o o oo o o 2 3 o o 4 5 6 o 7 8 9 Os blocos diagvnais são neste caso A=[~ ~] e B= [~ 2 5 8 :l O teorema que se segue mostra que o determinante de uma matriz diagonal pot blocos é igual ao produto dos determinantes dos respectivos blocos diagonais. TEOREMA 3. É fácil verificar que esta função satisfaz aos quatro axiomas para uma função determinante de ordem n. Tal é possível devido ao bloco de zeros do canto superior direito. /J det [ . Consideremos agora o determinante det 0 [A Jm ]como uma função das n linhas de O .15) det [ ~ ~] = (det A)(det B). segundo a fórmula do produto de determinantes temos (3. Por conseguin- te. Demonstração. pelo teorema da unicidade. com dois blocos diagonais A e B. ~l A. ~] = det [. Admitamos que A é n X n e B é m X m. Observe-se que a matriz diagonal por blocos pode exprimir-se como um produto da forma A [O o] =[A o][I· o] B O Im O B onde In e lm são matrizes identidade de ordens nem respectivamente.16) det [.94 Cálculo onde A e B são matrizes quadradas e cada O representa uma matriz de zeros diz-se uma matriz diagonal por blocos.

Para cada uma das proposições seguintes.f I " ~ "' f Determinantes 0 ] =detA. 3. D representam matrlzes qÚadradas e O representa uma matriz de zeros.11. 2. . efectuar a""-correspondente demonstração ou apresentar um contra exemplo. Exercícios r. \. com qualquer número de blocos diagonais.16) implica (3. (a) det (A + B) = det A + det B. Estabelecer e demonstrar uma generalização do Exerdcio 3 para matrizes n x n. 6. Seja A= [: f g h : e ~ ~]- Provar que det A= det [a b] det [g h]. 95 lm ·· Um argumento semelhante mostra que det O (3. Estabelecer e demonstrar uma generalização do Exercício 5 para matrizes n X n da forma onde B. referentes a matrizes quadradas.7 para matrizes di_agonais por blocos. C. Seja A = [~ ~ : e :] . Consequentemente _. [ o] B ~ det B.15). (b) det {(A + B)2} = {det (A + B)}2 (c) det {(A + B)'} = det (A 2 + 2AB + 8 2 ) (d) det {(A + 8)2} = det(A 2 + B'). Provar que det A = det ~ :] e que detB=det . cd zw X J Z W . e f 4. 3. (a) Estabelecer o teorema 3. h B = [: ~~~ f g O O O ~J . [a b]· 5. o o c (b) Generalizar e demonstrar o teorema para matrizes diagonais por blocos. com três blocos diagonais: A o B det O [ O o] = (det A)(det B)(det C).

••• . I.. o a. a.~ d(I...96 Cálculo 7.. Por exemplo.. A equação (3..1.. J J o A. ••• . I. Nesta Secção vamos explorar a propriedade de linearidade e o teo· rema da unicidade para demonstramos que. 1). A ) para cada vector coordenado unitário I. :j· Observe-se que det A. 2.I 1 • . A. (b) A1 = (I.. In.= 'l:a. O. O. pode exprimir-se como uma combinação li· near dos n vectores coordenados unitários / 10 ••• .) = ~ a. se n = 3. . 1). A fórmula geral su· gerirá um método para..).ta. .= [a~. Cada linha de uma matriz A. A. eles podem ser calculados por intermédio de uma fórmula que exprime cada determinante de ordem n como uma combinação linear de determinantes de ordem n.1 a. I.0). = (I. a. A3 = (2. A.1. pode escrever-se n A.. a primeira linha A.. verificar se oS seguintes· conjuntos de vectores são linearmente dependentes ou independentes.. Por exemplo. é um exemplo desta formula no caso 3 X 3. A. A. -I. A equação (3. existem três matrizes desse tipo: · A. para representar a matriz obtida de A pela substitução da primeira linha A 1 pelo vecfor unitário /J.. (c) A1 = (1.. O. Servindo-se do teorema 3..=1 Uma vez que os determinantes são lineares a respeito da primeira linha temos . I. -I). 1 n Utilizemos a nbtação A. -.I.demonstrar a existência de funções determinantes por indução. = (-I.17) d(A 1 .. 0). = (0. Fórmulas para o desenvolvimento de determinantes. O).. A 2 . O). Menores e complementos algébricos Ainda não demonstrámos que a fünção determinante existe. a. A. excepto para o caso de uma matriz 2 X 2. 0. O. A. O. A3 = (1. 3. da Secção 3. .1. A. I). A. .)= a(. {3. d(l 1 . . O. -I.12.17) pode agora escrever-se na forma . 2. 3.. A. A.. se os determinantes existem. O.. I. O.= (1. I). (a) A1 = (1. O.= [L.2).. . A 2 .. A ). I. A. n X n.1).= [a~1 n 1 a.. -I). -I.6.. 0.. = (3. a~J as _A.I. 1 Quer dizer. ::J a. A. a. O). para catoular det A basta calcular d(l. a.I 1 .= (0..= (1. .

A fórmula pode escrever-se como segue: det A.l obtida da anterior por supressão da linha de ordem k e coluna de ordem j chama-se a menor k. Dada uma matriz quadrada A de ordem n i'.2) exprime o determinante de uma matriz 3 X 3 como uma combinação linear dos determinantes destes três menores. DEFINIÇÃO. Ak. 2. a menos do sinal. Três dentre eles são An- _[a" a 23 ] Oat aaa ' A igualdade (3. a matriz quadrada de udem n . Uma matriz A= (akj) de ordem 3 tem nove" menores.1 chama-se o complemento algébrico do elemento aki. . DESENVOLVIMENTO POR COMPLEMENTOS ALGÉBRICOS. pelo vector coordenado unitário 1 .Determinantes (3.. O resultado será uma fórmula de desenvolviment'o expressa em função dos elementos da linha de ordem k. exprime o determinante de A como uma combinação linear dos elementos da sua primeira linha.18) pode aplicar-se à linha de ordem k em vez da primeira linha. det A~. i=l a qual exprime o determinante de A como uma combinação linear dos elementos da linha .19) det A = I n a.8. O raciocínio efectuado para ded-uzir (3. TEOREMA 3. de ordem k.·fórmula··ao caso n X n com n ~ 2.= a 11 det A11 - a 12 det A12 +a 13 det A 13 • O teorema seguinte geiteraliza est3. então a fórmula de desenvolvimento escreve-se 1 (3... igual ao determinante de urna certa matriz de ordem n. Num teorema que apresentamos a seguir provaremos que cada complemento algébrico é. .l.18) det A= I ali det A. Estas matrizes designam-se por menores ou menores complementares (correspondentes aos elementos da linha de ordem k).=1 n 97 Esta é uma fórmula de desenvolvimento do determinante. Se Akj é a matriz obtida de A PW substituição da linha de ordem k. O númerO det Ai. j de A e representa-se por Aki EXEMPLO.

se multiplicamos a primeira linha de A.22) det A~ 1 = det A~ 1 • é uma matriz diagonal por blocos pelo que.. a 23 . 1 por -a 21 e adicionamos o resultado à segunda linha. . det A. a.9..• o a. a" . a.. a.. devido ao teorema 3. det A~ 1 onde A. a nova segunda linha vem (O. J=l - n Demonstração. = det A11 . ••• ... Uma vez que as operações do tipo (3) deixam o determinante inalterado temos (3. DESENVOLVIMENTO SEGUNDO OS MENORES DA LINHA DE ORDEM k..21) det A =I (-1)>+... Por meio de uma sucessão de tais operações elementares obterrios uma nova matriz que designaremos por A~ 1 e que é da forma A~ 1 = o o o 1 o a.20) Consequentemente o desenvolvimento de det A em função dos elementos da linha de ordem k é dado por (3. a•• Aplicando as operações elçmentares do tipo (3) às linhas da matriz. deixando os restantes inalterados. n ~ 2. podemos converter em zeros todos o~ elementos situados a seguir ao 1 na primeira coluna. a" o a.. a 2 n). 0 22 ... Por exemplo. a. 1 tem a forma 1 A~1 = a.. o complemento algébrico d~ akJ está relacionado com a matriz menor Ak1 pelafórm"ula (3. 7. A. é a menor I. . a..a.. I de A.. Para qualquer matriz n X n. Os3 o o a.98 Cálculo TEOREMA 3. a. teremos Mas A?. Consideremos em primeifo lugar o caso particular em que k = j = L A matriz A.

produzimos uma coluna de zeros a seguir ao elemento I e transformamo-la em o a. 99 a. o a. A matriz A. a.. o a_nl an. e provemos que (3.. pelo que (3. = (-1}'-\ -1r-• det A. onde B é uma matriz n X n cuja primeira linha é /i e em que a matriz menor l. = (-1)'-1 det Bli = (-1)H det At..23).20) para k = j = I. j qualquer.20) devido à matriz Akj se poder transformar numa matriz da forma Bj..23). . pelo que se tem (3. resulta imediatamente a fórmula mais geral (3.í. A~.. Portanto det A....i.23) Uma vez demonstrada (3. B•j• é Akj· Devido a (3. .. Consideremos em seguida o caso particular k = I.= det A.20)...1+1 o . O determinante muda de sinal de cada vez que permutamos duas linhas.j.I permutações sucessivas de linhas consecutivas. recorrendo a k. = (-J)<+' det Ao.24) det A~.i-l o an.23). Portanto se provarmos (3.-1 1 o a2. demonstramos também (3. Passemos então à demonstração de (3.. . 1 a. ann Mediante as operações elementares do tipo (3) sobre as linhas desta matriz.l Determinantes aZ'I.j tem a forma ·o a.. a•• .. temos det Bí.= o a2. = ( -1)~:-t det B..23). an.. estando assim demonstrada (3.24) nos dá det A~.i+l .

23) devemos demonstrar que f(J) = (-I )1-'. A função f satisfaz aos três primeiros axiomas para a função determinante de ordem n. Para n = 2 já provámos que existe uma função determinante.j. . 3. A matriz menor l. . podemos escrever (3.23) e portanto (3...25) /(A. isto é det A~ 1 = det A?1.. Consequentemente f(J) = (. o que prova (3. depois de j ..I linhas de A. digamos det A~J= f(A 1} . para demonstrar a existência da função determinante de qualquer ordem.I transposições. Considere-se agora det A:1 como uma função das n. pefo que det C= ( -1)1-'. O determinante muda de sinal em cada permutação. Concluímos assim que para provar (3.100 Cálculo Como referimos atrás o determinante não varia. A 11. Para n = I admitimos por definição que det [a"]= a .I.13. tem a formà a. Os restantes elementos não escritos são zeros.. pelo teorema da unicidade... Permutándo a primeira linha de C sucessivamente com as linhas 2.I. .1..1)1-'. chegamos à matriz identidade /. Deste modo. n x n. o l o o o o o o C= O O :~: o o O O <-- linhaj O O I o o o o. Por definição f(J) é o deter- minante da matriz o . . Existência da função determinante Vamos recorrer à indução em n. a -ordem da matriz. 3.20). com J representando a matriz identidade de ordem n.) = /(J) det A~. i :~: I colunaj Os elementos situados sobre os segmentos oblíquos são todos iguais a l. j.

n Então f satisfaz aos quatro axiomas para uma função determinante de ordem n e por conseguinte. Admita-se a existência de determinantes de ordem n. ••• .. .). seja f a função definida pela fórmula (3. .26) f(A 1 . parece lógico que uma função determinante de ordem n fosse uma das fórmulas de desenvolvimento do teorema 3...- Supondo que existe uma função determinante de ordem n. Do teorema 3.) = ta 11 det A11 = tf1 (A 1 .lj é homogénea na linha k... é homogénea na linha k.) =L( -1)1+'a 11 det A 11 • i=l .. admitamos que duas linhas consecutivas a. expressa em função dos elementos menores da TEOREMA 3. c~eficiente Se j > ·1 a primeira linha de cada menor A11 resulta multiplicada porte o a1. com k > I.~ det A 11 • 'se verificarmos que cada.0 matriz qualquer n X n... embora do mesmo tipo.26) como uma função das J. Se a linha de ordem k de A é multiplicada por I. i~ Em conclusão cadalj é homogériea na primeira linha.'' . o coeficiente a11 não é afectado. pelo que mais um~ vez t~mos J.1 resulta que f satisfaz ao Axioma 3. Um raciocínio análogo conduzirá à demonstração de que cadaJj é aditiva relativamente a . O menor A 11 não será afectado uma vez que nele não intervém a primeira linha de A. . vem multiplicada por 1. Se j-::t. Consequentemente cada. ••• .).. A. A.10.lj satisfaz aos Axiomas I e 2.) = tf. mas algunla linha de A1.(tA 1 .9. . não é afectado.qualquer linha. A. pelo que se terá J. A ~ (ajk). não é afectado. o menor A.I. A. por indução. ir: . Para uma .I. pelo que[. A.. O elemento a 11 vem multiplicado por t.Axiomas I e 2.. uma versão fraca do Axioma 3. A. diferente. . torna-se mais fácil verificar os axiomas se usarmos uma fórmula primeira coluna.~ f~·· .(A 1 .(tA 1 .. o mesmo se·verificará com f Consideremos o efeito da multiplicação da primeira linha de A por um escalar I. Para verificar que f satisfaz ao Axioma 3'. mas vem multiplicado por r. Provemos agora que[ satisfaz ao Axioma 3'. A.. A. Demon~tração.(A. por exemplo o desenvolvimento segundo os elementos menores da primeira linha. pelo que f satisfaz aos. Porém. ••• . linhas de A e escrevamos A.k.. Consideremos cada termo da soma (3.) = ( -1) 1 +'a. f~_ . os determinantes de ordem n exisie.m para todo n..·: Determinantes 101 t~ ~' "%:.

Mas At. =O para j > I. Por exemplo. mas revelam ainda um novo aspecto da teoria dos determinantes. Na demonstração anterior poderia ter-se utilizado uma função f definida em função das matrizes (fik• menores relativos à coluna k em vez das matrizes Ai•• menores relativas à primeira coluna.. Quer dizer que a soma (3. os do~s termos em (3.)= i e/satisfaz ao Axioma 4.• e ak. 3.26) consta unicamente dos dois termos correspondentes a j = k e j = k + I. se fizermos (3.. = i e aj. + (-l)k+'a. as fórmulas de desenvolvimento (3.27) f(A" .•· cada menor Ap tem duas linhas iguais pelo que det A1.aos· quatro axiomas de uma função determinante.uma conexão entre as propriedades relativas a linhas e as propriedades relativas a colunas.. A. pelo que cada termo de (3. det A.28) não só estabelecem a existência de funções determinantes.102 Cálculo de A são iguais.. Assim se provou que f verifica o Axioma 3".26) é zero excepto o primeiro. logo /(A. = at+ 1 . . que é igual a I.. é a matriz identidade de ordem n -·1. Deste modo. det A..27) diferem unicamente pelo sinal. As fórmulas de desenvolvimento (3. Çom efeito. det A>+11 • ....28) f(A 1 . =O.. Deste modo A.• I. Finalmente verifiquemos quef satisfaz ao Axioma 4. .)= 2( -l)'+>a. = Ak+•. ••• .21) são ambas iguais ao det A. Visto que as funções determinantes são únicas. A.28) e (3. . O determinante da matriz transposta Associada a cada matriz A existe outra matriz chamada a transposta de A e que se representa por A 1• As linhas de A 1 são colunas de A com a mesma ordem. se 6 • 3] então A' = [: :l Uma definição rigorosa pode ser dada do modo seguinte: ... I=~ n exactamente o mesmo tipo de demonstração permitirá conclUir que esta função f satisfaz.. (3. . Assim/(/. .14. Quando A = I temos a. isto é Ak= Ak+'" Então.)= O.) = (-!)'+'a. excepto para_ as matrizes menores A/cl e A•+•... A. Esta conexão é analisada na secção seguinte. ... 1 já que At= Ak+..

temos det 8 11 = det A1.'j~ 103 1 éa Embora a transposição -possa ser efectuada sobre qualquer matriz rectangular vamos confinar-nos às matrizes quadradas. DEI'INIÇÁO DA MATRIZ COMPLEMENTOS ALGÉBRICOS. isto é. Seja A = (a.Determinantes DEFINIÇÃO DE TRANSPOSTA. que será tratado na secção 5..).O. Para qualquer matriz A.. a transposta da matriz complementos algébricos. n x n. Contudo. por definição.I. A demonstração faz-se por indução em n. 3.~ det A11 . A transposta de uma matriz m X n.5 mostrou que se A é não singular então det A =1=. . j de A. Assim tem-se Na literatura acerca de matrizes. tem-se det A = det A'.15.teorema 3. j de au é igual a ( -1) 1+j det Ai]. a nomenclatura aciual reserva-se a palavra adjUnta para outra coisa completamente distinta.j é a1. dizem-se adjunta de A. pelo que det A = det B. pois. A matriz complementos algébricos O teorema 3. j é Cal a~1 diz-se a matriz complementos algébricos de A e representa-se por Cal A..11. Demonstração.8. então existe A-1 • Além disso dá uma fórmula explícita para expressar A-1 em função de uma matriz formada a partir dos complementos algébricos dos elementos de A. No. O teorema que se segue prova o inverso. TEOREMA 3. Então.) e 8 = A'~ (b. Admitamos. A matriz cujo elemento i.I. Para n = I e n = 2 o resultado verifica-se imediatamente. matriz. Cal a. A~ (au)7. = ( -l)'+i det A. n X m. Deste modo as somas anteriores são iguais.. Desenvolvendo det A segundo os elementos da primeira coluna e det B segundo os elementos da primeira linha temos det A= I(-l}'+'a. provando de imediato que a transposição de ~ma matriz quadrada não altera o seu determinante. 1 = a11 e Blj = (A 11 ) 1• Uma vez que estamos a admitir que o teorema é verdadeiro para matrizes de ordem n. se det A =F O. temos h. sendo AiJ a matriz menor i.9 provámos que o complemento algébrico i. Representemos este complemento algébrico por Cal a 1j. termo a termo. i-I Mas. considerando a ·definição de transposta de uma· matriz. i-I n n det B = I(-1) 1+Ibli det Bli.. At cujo elemento i. que o teorema é verdadeiro para matrizes de ordem n. especialmente nos tratados clássicos.

k.. n !a.33) é o elemento k.104 Cálculo O teorema seguinte mostra que o produto de A pela sua adjunta (a transposta da matriz complementos algébricos) é.i.31) det B = i=l 1 b0 n Cal b0 =O...32) . · . e cujas restantes linhas são as mesmas de A.33) 2ak Cal n 1 i-1 aH = ( det A 0 se se i= k i.. com n 2o 2 tem-se (3. Mas a soma figurando no primeiro membro de (3.33) implica (3. det A 1 Demonstração. TEOREMA 3. Então det B= O porque são iguais as linhas i e k de B.9 exprimimos det A em função dos complementos algébricos referentes aos elementos da linha k pela fórmula n (330) det A= 1a. Por este motivo (3.1 = . Mas porque a linha de ordem i de B é igual à linha de ordem k de A temos e Cal b.29) A(CalA)' = (det A)!.. para todo j. Em particular.(CalA)'.~1 Consideremos k fixo e apliquemos esta relação a Uma nova matriz B. cuja linha de ordem i é igual à linha de ordem k de A para algum i* k._. se det A * O a inversa dP A existe e é definida por A..12.30) e (3.tjCal a"= O i=l sek.32) podem escrever-se conjuníamente (3. Usando o teorema 3..Cala.31) significa que (3. Exprimindo o det B por intermédio dos complementos algébricos da linha i temos (3. a menos de um factor escalar.29). a matriz identi~ dade /. n·x n.. As equações (3.. =Cala. i do produto A(adj A)~ Consequentemente 13. Para qualquer matriz A. .

existe uma _única solução Xdefinida por .34) pode expressar-se como cociente de dois determinantes .=detA "2. existe uma única solução para o siste- ma definida pelas formulas 1 n X. Se num sistema de n equações linéares com n Xn n Incógnitas (3.Calah.13. 2.(Cal A)'B. .12 pode também utilizar-se para resolver um sistema de equações lineares. 3..16.. k=l para j= 1. . (i = 1.2.35).35) detA 1 .14.. REGRA DE CRAMER.n. Demonstração.34) obtém-se igualando as componentes em (3.12 temos a seguinte condição necessária e suficiente para que uma matriz quadrada seja não singular. O sistema pode escrever-se na forma matricial através da única equação AX=B. oom X ' ' '"" =""" '"'""' X • [] . em honra do matemático suiço Gabriel Cramer (1704-1752). . n) a matriz dos coeficientes A = (au) é não singular. Uma matriz quadrada A é não singular se e só se det A * O..34) X I• • • • • i=l 2ai 1x 1 = b. X = A-'B = - (3. TEOREMA 3. Deve observar-se que a fórmula para xi em (3. A fórmula (3. Regra de Cramer O teorema 3.Determinantes 105 Como um colorário directo dos teoremas 3.. desde que a matriz dos ·coeficientes seja não singular. . TEOREMA 3.. As fórmulas que se obtém traduzem a chamada regra de Cramer.5 e 3.b.

se A é igual a (b) [~ -~ 2 -2 _:]' (c) [ :: o =: . 3. '-detA' onde Cj é a matriz obtida de A pela substituição da colunaj de A pela matriz coluna B./-A é singular. 6. que passa por três pontos não colineares. 3x.\. y 1) e (x 2 . 5. (a) Justificar que cada uma das equações Que se seguem é a equação cartesiana de uma recta. 2x-y+4z~7.ix)l para cada·x em (a.(x). 2 -5 -8 4. a qual passa pelos pontos (x 1 . 7. h). (b) (adj A )'A~ (delA)/. i=l . -'-y+z~l. Provar que a derivada F'(x) é uma soma de n determinantes F' (x) ~ I• det A. (b) x +y +2z ~o.17. no plano XOY. .106 X---- Cálculo det c. (c) Estabelecer e demonstrar relações análogas para uma circunferência. Dadas n 2 funções /. 2. Determinar a matriz complementos algébricos de cada uma das seguintes matrizes: I (a) [: 2 4 ' 2] o -I 3 5 -2 2 2. no espaço tridimensional. b).y -z ~3. f2).j cada uma das quais derivável no intervalo (a. Determinar todos os valores de J . 3. provar cada uma das propriedades seguintes da correspondente matriz complementos algébricos:_ · (a) Cal (A•) ~ (adj A)'. 2x +5y +3z ~4. Resolver cada um dos sistemas seguintes. definir F(x) = det l[. Determinar a inversa de cada uma das matrizes não singulares do_ Exercício I. (c) A(adj A)'~ (adj A)'A (A permuta com a adjunta). passando por três pontos não colineares. (b) Estabelecer e demonstrar relações análogas para um plano. Exercícios J. utilizando a regra de Cramer: (a)x+2y+3z~8. Se A é uma matriz n X n com n 2:. no plano XOY. para os qua_is .:] .

em homenagem ao matemático polaco J.1 w Determinantes .107 onde A. M.(x) é a matriz obtida por derivação da·s funções-da linha i de lj1 (x)l. Provar que a derivada do determinante de W(x) é o determinante da matriz obtida derivando cada um dos elementos da ultima linha de W(x). na quàl cada linha depois da primeira é a derivada da linha· anterior. -(Sugestão: utilizar o Exercício 7. Uma matriz n X n de funções da forma W(x) = lu~i-IJ(x)I. 8. Wronski (1778-1853). chama-se a matriz Wronskiana. H.

. Transformações lineares representadas por matrizes diagonais Seja T: V. NotaçãO: Se A = (a. No teorema 2.. Se puder st!r escolhida uma base de maneira que a matriz dai resultante tenha uma forma particularmente simples.4 VALORES PRÓPRIOS E VECTORES PRÓPRIOS 4. W por uma matriz diagonal. Portanto_será de pôr a questão de se saber se cada transformação linear pode representar-se mediante una matriz diagonal.j) é uma matriz diagonal.14 prová mos que existe sempre uma base (e 1 .. Entre os mais simples tipos de matrizes estão as matrizes diagonais. . dizem-se propriedades intrínsecas de T. • • • . ao problema da determinação daquelas transformações que admitem uma representação por uma matriz.diagonal.V uma transformação linear dcfinida_num espaço linear V de dimensão finita. ­ É fácil estabelecer uma condição necessária c suficiente para que uma transfor~ mação linear tenha uma representação matricial diagonal. com dim V= n e dim W = m. ••• . tais que a matriz de T relativa a este par de bases é uma matriz diagonaL Em particular. Voltamos. 109 - . No capítulo 2 tratámos do problema de determinação de uma representação da transformação linear T: V . As propriedades de T. poderá tornar-se possível a detecção de certas propriedades intrínsecas directamente a partir de representação matricial... a 22 . Elas estarão presentes em todas as representações matriciais de T.· então.. w111 ) para W. se W = V a maÚiz será uma matriz diagonal quadrada. Com esta restrição nem sempre é possível determinar uma matriz diagonal para a representação de T. O aspecto novo do problema reside agora no facto de pretendermos usar a mesma base para V e W. ann). en) para V e uma base (w~> .1.. que são independentes de qualquer sistema de coordenadas (base) definido em V. escrevemos A = diag (a11 .

Se T admite uma representação matricial diagonal.. relativa à base (u 1. ••• . Se definirmos akk= .).k= O para i =F k. •••• Un)Demonstração.. . Visto que u~' .. reSpectivamente.Une os escalares ..). na. verificando (4.• Àn tais que (4. os valores próprios e vectores próprios duma maneira mais geral.) é uma representação de T. com dim V~ n. ·o da determinação de elementos independentes u 1.L aikei i=l = akkek já que ail..l 1 .• u.•• uk e um correspondente conjunto de escalares À 1. un). . =O para i* k. . . e. Seja T: V. ••• . Isto derrionstra (4. O escalar À diz-se um . .l1.V uma transformação linear de S em V..V urna transformação linear. A~ (a. Un de elementos de V e um correspondente conjunto de escalares À 1 . Admitamos em primeiro lugar que T admite uma representação matricial diagonal. Inversamente.:2. Seja T: S. \ 1. . • _..• ..2. ___ • •l verificando (4. relativa a determinada base (e... À. Un e escalares .Uk para k = 1. se existe um conjunto independente u1.\ diz-se um valor próprio de T se existir em S um elemento x não nulo tal que (4. •. ___ . Os espaços S ·e V não são necessariamente de dimensão ·finita. . então existe em V um conjunto independente de elementos u 1.)= Â... Estudarerrios. secção seguinte.1 )_ Os elementos uk e os escalares .2) T(x) = Àx..1 ). ••. DEFINIÇÃO. • • • • Àn verificando (4. A acção de T sobre os elementos da base é dada pela fórmula T( ek) = •· . então a matriz A = diag (Ãu .1). de uma transformação linear Nesta discussão V representa um -esp~ço ·tinear e S um subespaço de _V.lk e a. são independentes. constituem uma base para V. Assim o problema de obtenção de uma representação matricial diagonal para uma transformação linear foi transformado num outro problema. 4.1.110 Cálculo TEOREMA 4.1) dizem-se vect'ores próprios e valores próprimo de T.k) é uma matriz diagonal que representa Tem relação à base (u 1 .1) com uk = ek e Àk =ouAdmitamos agora que existem os elementos independentes u 1.. o elemento x chama-se um vector próprio de T correspondente a mlor próprio respeitante a x. então a matriz A= (a..1) T(u. Valores próprios e vectores próprios. Ã.. Um escalar.\n verificando (4.n.

Os exemplos que se segUem classificam o significado destes conceitos. Seja E(. EXEMPLO S. k do modo seguinte: T(i) ~i..) é um subespaço de S. Cada vector não nulo no plano XOY é um vector próprio com valor próprio I.\) é o espaço ntilo de T -.\~ I'· 111 . EXEMPLO 2. Rotação de um ângulo a no plano e em torno de um ponto fixo. Por conseguinte (ax + by) E E(. Este ex empio é de interesse especial porque mostra que a existência de.l.. se tivemos T(x) ~ . EXEMPLO 4. x. Os restantes vectores próprios ·são os da forma ck. o escalar zero pode ser um valor próprio. Nestt? exemplo todo o elemento não nulo de S é um vector próprio correspondente .\x e T(x) ~ l'x para um certo x x O.\) se tem T(ax + by) = aT(x) + bT(y) = ah + bÀy = À(ax + by) para escalares a e b quaisquer. E(.l. Pode ser de dimensão finita ou infinita. 1.\I. Este conjunto contém o elemento zero O e todos os vectores próprios correspondentes a J. Seja T: S.: EXEMPLO 3.2) seja sempre válida para x = O e qualquer escalar . sendo c um escalar determinado.. T(k) = = -k. O espaço E(.x. Contudo.. O espaço E(. Multiplicação por um escalar dado. j.. Se existe um vector próprio. Inversamente. então dim E(. T(j) ~ j.V a transformação linear definida pela equação T(x) ~ ex para todo x de S.l) é um subespaço. não pode ser nulo por definição.l. /'X para um certo * Nota: Embora a equação (4. reside em que deverá existir um único valor próprio J_ associado a um vector próprio dado x.l. pelo que x pertence ao espaço nulo de T. pelo que E(. a definição exclui O como vector próprio..\).lx ~ l'x donde resulta. ' ~ f Valores próprios e vectores próprios -~ Com efeito. T aclua sobre i.) formado por todos os elementos x tais que T(x) ~ .\) chama-se o espaço invariante correspondente a . correspondente a J. Existência de valores próprios nulos.veclores próprios pode li . ele. visto que E(.\. Com efeito. então . porque se x e y pertencem a E(. Uma razão do facto da exclusão do O como vector próprio.ao escalar c. Se E(.V uma transformação linear que admite o valor próprio .l.l. Seja T: S. Em geral. Simetria no plano XO Y. se O é um valor próprio para x então T(x) ~ Ox = O. * Existe precisamente um valor próprio dizendo respeito a um vector próprio dado x. É fácil provar que E(. isto é.\x.l) contém pelo menos um elemento não nulo.\) tem dimensão finita.\). cada um deles tem valor próprio .) o conjunto de todos os elementos x de S tais que T(x) = ..I.. se o espaço nulo de T contém qualquer elemento não nulo então cada um deles é um vector próprio correspondente ao valor próprio O. (R) e seja T uma reflexão no plano XOY. Seja S ~ V~ V. EXEMPLO I. com c* O.

EXEMPLO 7. z =rem. O valor próprio correspondente a f(x) ~ Cf!. Se T imprime a _z uma rotação de um ângulo a-.O de de V1 (C) pode exprimir-se na forma polar. b]. I) e com os números reais como escalares. se a não fôr um inteiro rnultiplo de n.(R) com dois elementos base (I. Quer dizer que a existência de vectores próprios e valores próprios pode depender da escolha dos escalares para V. Cada elemento z =F. V~ V. EXEMPLO 6. V~ V. V (R). (2) como um espaço linear complexo unidimensional.l = ef<rZ.x é À. cada z *O é um vector próprio com valor próprio . O operador integração. então T(z) = rei<0 + . com um elemento base I e números complexos-como escalares. Seja V o espaço linear de todas a funções reaisf admitindo derivadas de todas as ordens num dado intervalo aberto. D(j) ~F Os vectores próprios de D são as funções não nulas/satisfazendo a urna equação da forma f'=lf para algum real A. Todas as suas solu~ões são dadas pela fórmula f(x) = ce'". por conseguinte. não tem valores próprios. Seja V o espaço linear de todas as funções reais contínuas num intervalo finito [a. definamos g ~ T(j) como sendo a · função dada por g(x) = J: f(t) dt As funções próprias de T(se existirem) são as funções não nulas f satisfazendo a uma eouacão da forma . Observe-se que o valor ei'r não é real a menos que a seja um multi pio inteiro de 1r • Consideremos agora o plano como um espaço linear real. então T não admite valores próprios reais e. onoe c é urna constante arbitrária real. Esta é uma equação diferencial linear de primeira ordem. 0). Porque os escalares 2 de V (R) são números reais. Se f E V. a rotação T tem valores próprios reais somente se a é um 2 inteiro rnultiplo de n. Consideremos en primeiro lugar a segunda interpretação. O Operador derivaçiio. Assim.\ = ei<'. Em exemplos como este em que V é um espaço funcional os vectores ptóprios chamam-se funções-próprias.112 Cálculo depender do corpo fundamental de escalares. (O. Seja Da transformação linear que aplica cada f sobre a sua derivada.. O plano pode considerar-se como um espaço linear de duas maneiras diferentes: (I) como un espaço linear realbidimensional.(C). Des~e modo os vectores próprios de D são todas as funções exponenciais f(x) ~ ceAx com c* O.. Por outras palavras.

se y= ex temos T(y) = T(cx) = cT(x) = c(Ãx) = Ã(cx) = ). as únicas funções próprias possíveis são as funções exponenciais da forma J(x) ~ ce<1•1 . Com efeito. com c* O é . Um subespaço U de S diz-se invariante sob a transformação T se T aplica cada elemento de V sobre um elemento de V. então os vectores próprios u 1 .Valores próprios e vectores próprios (4. L(xj é o conjunto de todos os produtos de escalares por x.r-. É fácil mostrar .iformação linear T: S-+ V e os correspondentes valores próprios . Demonstração.. Acabámos de provar que o subespaço gerado por um vector próprio é invariante sob T. . TEOREMA 4.V uma transformação linear admitindo um valor próprio . uk são ·vectores próprios de uma tran.'. ••• . Como atrás. •••• uk ~..y.referida no teorema que se segue.que T aplica L(x) em si próprio. a partir da qual obtemos f(x) ~ cexl.2. Seja T: S.t * O. Suponhamos.uk os k vectores próprios correspondentes a valores próprios distintos.3) 113 f(t) dt = Ãf(x) J: i para algum real À. S representa um subespaço de um espaço linear V. Seja x um vector próprio correspondente a J e seja L(x) o subespaço gerado por x.própria podemos derivar esta igualdade para obter a relação f(x) ~ . Se c* O então y *O pelo que cada elemento y de L(x) não nulo é também um vector próprio correspondente a . se fazemos x =a em (4. Sejam u 1.l. A demonstração faz-se por indução em k. Independência linear de vectores próprios correspondentes a valores próprios distintos Uma das propriedades mais importantes dos valores próprios é .lf não pode ser satisfeita com uma função f não nula.-ão independentes. desde que k. nem funções próprias nem valores próprios. então.3) resulta O = Ãf(a) = Ãce"l1 • Mas porque eatJ nunca é zero. 4. ••• .lfXx). vemos que a equação T(f) = . Por outras palavras.. Se u 1 . e admitamos que existem escalares c. O subespaço gerado por um vector próprio. •••• ·'-k são distintos.. O resultado é trivial quando k = I. pelo que T não tem. Contudo.l. tais que .c O. que o teorema se demonstrou para qualquer conjunto de k-1 vectores próprios. 1 .3. isto é. EXEMPLO 8.l. Se existe uma função.

. Observe-se que o teorema 4. •••• . k-1. O teorema 4..os a equação i=l ·~· ~c. porém.L c1À1u1 =O.5). as quais podem ser representadas por matrizes diagonais..u. obtem. Tal não é possível porque dim V~ n.u.• k-l.4) e usando o facto de que T(u.1 diz-nos que a existência de n vectores próprios independentes é uma condição necessária e suficiente par~ que T tenha uma representação. é também O ..2 não é verdadeiro. tem consequências importantes para o caso de espaços de dimensão finita.5) i=l ..:t.4) • ·~· Aplicando Ta ambos os membros de (4. Se dim V~ n. ..1 e 4. ~\ 1 .é outra razão para a exclusão do O como vector próprio. T(x) = x para qualquer x. • Multiplicando (4.2. Existem transformaçoes lineares con menos do que n valores próprios.114 Cálculo ~c.matricíal diagonal. isto é. Nota: O teorema 4.encontramos (4. Se existissem ·n + 1 valores próprios distintos então. não são necessariamente distintos..2 não sei-ia verdadeiro se o elemento zero pudesse ser um vector próprio. A segunda afirmação resulta dos teoremas 4. Mas Porque u. . (4.3 diz-nos a existência de n valores próprios distintos é uma condição suficiente para T admitir uma representação matricial diagonal.(.2.4) por À.. então os correspondentes vectores próprios formam uma base para V e a matriz de T. uk. ••• ..) ~ Ã. então cada x =F O é um vector própio mas existe unicamente um valor próprio. . o que implica c. . mas pode representar-se pela matriz identidade. uk-•· são independentes. O inverso do teorema 4.:t.lk) =O para cada i= I..=O. Esta condição não é. A transformação identidade é um exemplo. Esta.• uk são independentes. O teorema 4. e subtraindo de (4. se T admite os vci:tores próprios independentes u 1 . se Té a transformação identidade.~ I. 2. pelo que os vectores próprios u.)u.REMA 4. V conteria n + I elementos independentes.. necessária.. Àk.* ~lk para i* k. me relação a esta base. 2.\ = I.~ O para . Se T tem precisamente n valores próprios distintos. Por exemplo... .. . pelo teorema 4. é uma matriz diagonal com os valores próprios como elementos diagonais.l. então os valores próprios que en dizem respeito. Demonstração.4) vemos que c. Uma vez que os valores próprios são distintos temos À. TEO. .{.2. ·Todos os seus valores próprios são iguais a I. Observação. . deve verifica-se c. toda transformação linear T: V~ V admite quando muito n valores próprios distintos. =o.3. De (4.

definir g ~ T(f).1n valor próprio. prOvar que a= O ou h~ O. :rrl.1 ). I). V goza da propriedade dê P admitir um valor próprio não negativo. V do modo seguinte: Se x = lx 11 f é uma sucessão convergente com limite a..\ = -I.\ e I'· Se ax + hy e um vector próprio de T.r corrcspondendo a valores próprios distintos. onde c.\. . Consideremos o plano como um espaÇo linear real.Valores próprios e vectores próprios 115 4.1 5...\é um valor próprio para T. 3. Seja T: S .1 =.. x é um vector próprio de T" correspondente de ~\ 11 • Utilizar depois o resultado do Exercício I para mostrar que se P é um polinómio. e determinar os vectores próprios correspondentes a cada.. 8. Provar que T admite unicamente dois valores próprios . provar que aT admite o valor próprio a. \ =O e. Suponhamos que T: V___. onde Y =a. "'T) o espaço linear real de todas as funções reais contínuas no intervalo 10.. provar que x é também um vector próprio para aT1 + bT2 • Como estão relacionados os valores próprios? 2. Provar que T admite unicamente o valor próprio I. onde n = I.correspondente a P(. Se f E V. Definase T: V .cntf(t)dt. seja T(x) = /y. Provar que cada. seja g = T(f) definida pela equação J:"(X) = f~a/(t)dt.\ 2 / = (T +. Seja V= l(O. Prova~ que cada positivo. Admitir que uma transformação linear T tem dois vectores próprios x c ..\ e um valor próprio para Te determinar as funções próprias correspondentes a ..f(t) =c" scn m. Provar que cada real . Se T: V___.P e. V tem um vector próprio x correspondente ao valor próprio J .: são. Se/E V. V= "V2 (R). 12.. \.. Quais são as funções próprias correspondentes a este valor próprio? 7. !Sugestão: Fazer uso do Exercício 11... provar que todo o vector não nulo é um vector próprio de T 2 . Seja T: S_. V uma transformação linear tal que cada elemento não nulo de S seja um vector próprio.\.X 11 para n ::::: I. 4. Exercícios I.\ 2 . seja g = T(/) deFinida pela equação K(X) = f!. Seja V o espaço linear de todas as Funções continuas em (-co. Seja V o espaço linear de todas as Funções reais deriváveis no intervalo (0.. Seja V o espaço linear de todas as funções contínuas em (~oo.\ ou -. então x é um vector próprio de P(D . Provar que x é um vector próprio de T 2 correspondendo a . Se p E V.\.\). Provar que existe um escalar c tal que T(x) =ex. Se JE V. \. "#: O. a única transformação com esta propriedade é o produto da identidade por um escalar. 9.. definir q = T(p) significando q(t) = p(t + I) para todo o real t..ti) (T-.\ negativo é um valor próprio para Te determinar as funções próprias correspondentes a . e determinar aS Funções próprias correspondentes~ ~L 6. e seja Tu ma rotação de V de 11:!2 radianos. Embora T não possua vectorcs próprios..!Sugestão: T 2 .. pondo g(l) ~ tf"(t) para todo 1 em (0.r. 1.• c que as funções próprias correspondentes a __ . +co) e tais que o integral Jx.f.\1).4. (b) Se x é um vector próprio para T1 e T2 ..\ é um valor próprio para T. 11 . provar que pelo menos um dos valores. SejaS o subespaço de todas as funções f as quais têm derivadas de segunda ordem contínuas c que verificam as condições fronteira f( O)= /("'r)= O. Seja V o espaço linear de todas as sucessões reais convergentes /xnl.f(t)dt existe para todo o real x. +oo) c tais que o integral J~·""rf(t)dt exista par"a todo o real x. Seja V o espaço linear de todos os polinómios reais p(x) de grau s n. V a transformação linear que apli~a cada f sobre a sua segunda derivada. T(f) Provar que os ·valores próprios de T são números da forma -n!. mais geralmente. (a) Se T admite t... Por outras palavras. 10. 11.

1 = À' .A)= I.a 11)(À .)Â + (a11a. Isto sugere o estudo do determinante det (U.7) é um valor próprio. (Ver Exercício 9 da Secção 4. Para n ~ 3 temos ..10). Quer dizer. Portanto. Inversamente.t é não invertível (devido ao teorema 2. 3. Se fizermos próprio se e somente se a equação (4. qualquer À do corpo fundamental de escalares que satisfaz a (4.. O caso de dimensão finita. é singular.) Para n ~ I o determinante é o polinómio linear f(À) ~À. Se A é uma representação mátricial de T.t de grau n.tn e o termo de grau zero éf(O)~ det(-A)~ (-l)•detA. a função f definida pela equação /(À) = det (ÀI . verifica a equação {4.4.T)(x) =O.A é singular se e só se det (Àl.a. uma solução não nula de (4. Pelo teorema 3. caso em que T.) .8. o termo de maior grau é .. A afirmação f(O) ~ det(. A equação T(x) ~ Àx pode escrever-se na forma * (U...lx tenha uma solução com x O.a.20..A) = O.(a11 + a.A)~ O.A) é um polinómio em .a. -a.H. então . a 11 . Para n ~ 2 temos À- det(U. Demonstração.116 Cálculo 4. - a.A é uma representação matricial para TA..6) existe se e só se a matriz de T_. -a.a. a matriz Ài.. se À é um valor próprio para T.).13.. Se A é uma matriz n X n e se I é a matriz identidade n X n..5.. sendo I a transformação identidade. À-"'' I= (À .. o problema de determinação de valores próprios de uma transformação linear T: V---+ V pode ser resolvido com recurso aos determinantes.7) det (U . pelo teorema 2.A) resulta imediatamente da definição de f Vamos provar que f é um polinómio de grau n unicamente para o caso n.A) considerado como uma função de À. .(x) =O TA~ À[- T. TEOREMA 4.a. r~lém disso. A demonstração para o caso geral pode ser feita por indução e é deixada como exercício.6) T. Polinómios característicos Se dim V~ n. Pretendemos determinar aqueles escalares À tais que a equação T(x) ~ . então À é um valor tem uma solução x não nula. um polinómi<t quadrático em À.

temos o seguinte teorema: TEOREMA 4. As raízes do polinómio característico de A são números complexos.A) = -a21 Os dois últimos termos são polinómios lineares em nómio dO 3. Os vectores próprios correspondentes a um valor próprio À são os vectores não nulos X= (x 1 . A matriz A depende de escolha da base em V. DEFINIÇÃO. Assim. Mas pode ir-se mais longe. o conjunto das raízes do polinómio característico de A deve ser independente da escolha da base. podendo algumas delas serem reais. Seja T: V-+ T uma transformação linear. lo dos valores próprios e vectores próprios no caso de espaços de dimensão finita. 4. O primeiro termo é um poli- é uma matriz n X n.Ou 117 :let (Jd . O conjunto dos valores próprios de T é formado pelas raízes do polinómio de A que pertencem a F. . mas os valores próprios de T foram definidos sem referência a uma base dada. pois na Secção seguinte demonstraremos que o próprio polinómio característico é independente da escolha da base. sendo o termo de maior grau . 0 grau. Portanto. A discussão do teorema 4. ••• .6. o determinante j(Ã) = det(Ã/. xn) considerados como matrizes coluna n X 1 -que satisfazem a equação matricial.A) chama-se o polinómio característico de A.. Demonstração.Valores próprios e vectores próprios À.A). Cálculo de valores próprios e vectores próprios no caso de dimensão finita No caso de dimensão finita os valores próprios e vectores próprios de uma transformação linear T chamam-se também valores próprios e vectores próprios de cada representação matricial de T. Retomamos agora o problema do cálcu" .P.5. os valores próprios da matriz quadradà A são as raízes do polinómio característico j(Ã) = det(Ã!. com F o corpo dos escalares de V e dim V= n. Se A À.4 mostra que cada valor próprio de T satisfaz à equação det(Ã!. Se f representa quer o campo real R quer o campo complexo C.A) =O e que qualquer raíz do polinómio característico de A que pertence a F é um valor próprio de T. Seja A e representação matricial de T.

A matriz A=[~~:] -1 -1 -2 lem o polinómio caracterlstico det (U. 0). Para determinar os vectores próprios correspondentes a "l = I. •••• Xn· Uma vez conhecido À podemos obter os vectores próprios resolvendo esse sistema. . -I. ou (U.3). 3. + x.A)X= O.I) correspondentes a "\ = .118 Cálculo AX= ÀX. Deste modo os vectores próprios correspondentes a À= I são X= 1(1. Esclarecemos o assunto com três exemplos que apresentam aspectos diferentes.l+2 pelo que os três valores próprios são distintos: l. Este é um sistema de n·equações lineares para as componentes x 1. com t qualquer escalar não nulo. Adicionando membro a membro a primeira e terceira equações encontramos x 3 =O e as lrês equações reduzem-se a X 1 +·x2 =O. = x 2 o qual pode escrever-se x1 + x2 + x3 =0 2x1 +2x2 +4x. resolvemos o sistema AX = X. I.A)= det [À~2 2 -I À-3 I -4 -1 ] = (À- l)(À + l)(À.I. . +· -~3 = 2x1 + 3x2 + 4x. Uma matriz com todos os valores próprios distintos.=O -x1 - x2 - 3x3 =O. ou [ que nos dá -1 ~ ~ -1 2xt :][::] = [::]. -2 x. -I~ e 3. com t qualquer escalai . x1 x. EXEMPLO I.I) correspondentes a À= 3. Por cálculos análogos encontramos os vectores próprios X= 1(0. e X= 1(2. .

Este tem a solução x 2 = x1 = . 1). A matriz corresponde o polinómio característico  -2 O 1  - det (U . t. -I. 2 e 4.éO t(O. -I. (0. A matriz . Uma matriz com valores próprios repetidos. com 1 *O. 0).2 Vectores próprios 1(-I.2)(J.4). Uma vez que os valores próprios são distintos os correspondentes vectores próprios (1. - 2)(J. -1).A) = dct [ 3 ~I -2 -I Ã-3 l = (J.x 1 pelo que os vectores próprios correspondentes a 2 são 1(-1. t. que se reduz a -x2 +x.) Para determinar os vectores próprios correspondentes a ~t = 2 resolvemos o sistema A X= 2X. I). Outra ltUllriz com valores próprios repetidos. -I). Os resultados podem resumir-se da maneira seguinte.zes para evidenciar que é uma raíz dupla. -I. 3. t.x 3 =O 2x1 À~ +x2 +x3 =0. -I) e (2. I) corresponden- do ao valor próprio À~ 4. Valor próprio>. Analogamente encontramos 1(1. I. I. .Valores próprios e vectores próprios 119 não nulo. I .I). 2. t. Os valores próprios são 2.éO 1(2. 3.do polinómio característico. indicando-se na terceira coluna a dimensão do espaço invariante E( À). I -I 3 EXEMPLO Vectores próprios 1(1. .é 0 dimE(À) I I 4 EXEMPLO 3.=0 x 2 · .éO dim E(À) I I 1 2. O). -I. -I) são independentes.éO I( I.I. (Citamos o valor próprio 2 duas ve. I. Os resultados podem resumir-se como segue: Valor próprio>.

Para resolver esta equação podemos fazer x 1 =a. Os resultados podem resumir-se como segue. 1. Quando À= 7 o sistema AX= 7Xvem · Sx1 - x2 - x3 = O -2x1 + 4x.2x. com cada raíz escrita tantas vezes quantas as unidades que o seu grau de multiplicidade indica.I){À. a. 2. b não ambos nulos dim E(. Assim cada vector próprio corre~pondente a .. o sistema AX =X consta da equação x. Representemos asn raízes de /(. Isto significa que os vectores (I. I. 3). X 2 = b. =o repetida três vezes.A 1 .b. 2. -1).. O a(1.. (l. =O -3x1 .3x2 + 3x3 =O.\) I 2 t"' Observe-se que neste exemplo existem três vectores próprios independentes. -a. + x.J. O. 4.J.b) = a(1. Este admite a solução x2 = 2x 1. ••• .) . -I)+ b(O. 3). com t *O. onde a* O e b *O. I. -I).!)(À. . Então pelo teorema de factorização tem-se f(l) =(À. I Vectores próprios t(l. + x.7). Podemos também escrever /(À) ordenado segundo forma às potências decrescentes de À na . O.A) por . -I) e (0. Consequentemente E( À)= 2 quando À= I. Para o valor próprio À= I.. -I) forma uma base para E(l). b. mas somente dois valores próprios distintos.).\= 7 são t(l. Valor próprio 7 I. x 3 = 3x 1. pelo que os vectore·s próprios correspondentes a. -1) + b(O.7. O.. com a e b arbitrários e tomar x 3 = -a . Traço de uma matriz Sejaj(Ã) o polinômio característico de uma matriz A.120 Cálculo admite o polinómio característico (À.An.A = I tem a forma (a. n X n.

a dimensão do espaço E(. Determinar igualmente.. + Àn)• Visto ser também c.+ ..tr A.:I.) As duas fórmulas para cn-t mostram que trA = 2a. A soma das raízes de f(A) chama-se o traço de A.-seno]. = (- I)" det A. o traço de A é também igual à soma dÓs elementos diagonais de A. ela pode usar-se como verificação numérica no cálculo de valores próprios.. o produto das raízes do polinómio característico de A é igual ao determinante de A. G<J. por definição. 2.8 pede-se uma demonstração desta fórmula. trA = 2.:I 1 ···. (c) [: ~l 3. 4. Nas secções que se seguem analisaremos outras propriedades do traço de uma matriz..t). isto é. para cada . Podemos também calcular este coeficiente a partir de /(A) na forma de determinante e encontramos (No Exercício 12 da Secção 4. vé-se que .:In=detA. e repre. co. i-1 n O coeficiente de _tn-• é dado por cn-o = ..t.Valores próprios e vectores próprios 121 Comparando esta com a forma factorizada concluimos que o termo constante c0 e o coeficiente de _tn-' são dados pelas fórmulas cn-l =-(. Desta maneira temos. . Exercícios Determinar os valores próprios e vectores próprios de cada uma das matrizes dos Exercícios I a 3. Uma vez que a soma dos elementos diagonais é fácil de calcular.::enta-se por tr A.:1. i=l n Isto é.8.s O [ senO . cos 8 .a>O.b>O.

-1. 1. (1. 2 4 -6 -4 o o o o o o 8. -1) e (1. Nota: Pode demonstrar-se que A B e BA têm o mesmo polinómio característico. mesmo se A é singular. 3 (c) 3 20 [-: (o) [: -6 -6] . 9. (a) [-: ~l -7 o (b) [: 1 2 3] . 11. Se A c B são matrizes n X n.lB. Elas aparecem na resolução da equação das ondas relativista em Mecânica Quântica.A) é um polinómio em À com f(O) = (. dados que os vectores (1. Provar que uma matriz quadrada A e a sua transposta A' têm o mesmo polinómio característico. d. = [~ _:] aparecem na teoria quântica e dizem-se matrizes spin de Pau/i. 6. As matrizes P. (c) complexos conjugadOs. Determinar depois todas as matrizes 2 x 2 com elementos complexos tendo os dois valores próprios 1 e . 10. Calcular os valores próprios e vectores próprios de cada uma das matrizes seguintes e calcular igualmente a dimensão do espaço E( . c. (b) reais e iguais. b. ~· l: ] -i o o o o o o o Oll: o o -1 o o o o (d) o o o o o o (•) [l -I o o o o o j j ~· Estas chamam-se matrizes de Dirac em homenagem a Paul A. com A não singular. A e 8 são matrizes nx n.. com B uma matriz diagonal. .A) para cada valor próprio À.122 Cálculo 4. = [: ~l P.M. e. Se. Determinar a. mas não se pede a demonstraçao para esta hipótese. f.I. O. 1). provar que AB e BA têm o mesmo conjunto de valores próprios. (a) l._c com o coeficiente de Àn igual ao produto dos elementos principais de 8. em honra do físico Wolfang Pau li (1900-1958). = [~ -~l P. Verificar que elas têm v~lores próprios 1 e -I. Calcular os valores próprios de cada uma das cinco matrizes. 5. físico inglês. O) são vectores próprios da matriz 7. Oirac (1902). Determinar todas as matrizes 2 X 2 com elementos reais cujos Valores próprios são (a) reais e distintos.I)n det A. provar (por indução) que o determinante j(À) = det (.

. Provar cada uma das seguintes proposições relativas ao traço..) relativamente à base (w.)=Ib.. e. definida por estes escalares é não singular porque representa uma transformação linear que aplica uma base de V sobre outra base de V. .8) T(e. Para isso vamos analisar mais em pormenor a relação entre matrizes que representem a mesma transformação.. Provar que A e B têm o mesmo polinómio característico se n = 2.Valores próprios e vectores próprios 123 12.ek k=l para j= 1.). Matrizes representando a mesma transformação linear.) =I n a. t4. Recordemos como se definem as representações matriciais·. e... . Então tem-se n a matriz (4.n. T(e. mas que tal não se verifica se·n > 2... + te B. A representação matricial de T relativa a esta escolha de bases é a matriz mx n cujas colunas são as componentes de T(e. en podemos escrever u 1 =Lc~:.. Isto significa que se tem (4.. Diferentes representações matriciais são devidas a diferentes escolhas das bases. Matrizes semelhantes Nesta Secção vamos demonstrar que duas representações matriciais distintas de uma transformação linear têm ..10) resultam igualmente as equações - . para algum conjunto de escalares ckJ· Então a matriz C~ (ck1).. Sejam (e. . Admitamos que T: V . 13. .. Consideremos agora o C<lliO em que V= W. (a) (b) (c) (d) tr (A + B) ~ te A tr (cA) ~c te A. k~l para j=l..) em V e W. . e admitamos que se considera a mesma base ordenada (e. Provar (por indução) que o coeficiente de Àn-1 emj(Ã) é -tr A. . w.9) T(u.j e (W. Sejam A -e 8 matrizes n X n com det A = det B e tr A = tr 8.2..2. .10) uj pertence ao espaço gerado por e 1 . 4.. ... . W é uma aplicação de um espaço n dimensional V num espaço m dimensional W. . 2. para k = 1... te (AB) ~te (BA)... te A' ~te A. ~ (bkJ) i=l Escolhamos agora outra base ordenada (u..u. . Seja A ~ (a..n..) bases ordenadas para V e Wrespectivamente.. . . .) para V e W e seja B de T relativa a esta nova base.k) a matriz de T relativa a esta base.).e. . Seja A uma matriz nx n com o polinómio característico f (A).9. n ••• .. Aplicando Ta ambos os membros de (4.. .. u. Visto que cada (4. . n. . W.o mesmo polinómio característico. n:><n.

.. respectivamente.124 n Cálculo T(u 1)=2.12) Analogamente. U'= UB.)]. . I X n cujos elementos são os das bases que se cons. . T(e.). U=EC. .8). e U' = [T(u.) k=l (4. ... Se duas matrizes nX n. u.6.11) escrevem-se. Portanto UB = Uc-' AC. (4. (4..13) E'=EA. as equações (4.ideram.10) pode escrever-se como uma simples equação matricial (4. . então existe uma matriz não singular C tal que B = c-•Ac.. .13) resulta U'= UB e U' =E' C= EAC = UC-1AC.... Então o conjunto de equações em (4. Sejam e U = [u1 . representam a mesma transformação linear T. T(u.1 T(e. Para encontrarmos a relação entre A e B exprimimos U' de duas maneiras diferentes em função deU.).2. Porque os ui são independentes teremos B = c-•Ac.11) podem escrever-se de modo mais simples na forma matricial introduzindo matrizes cujos elementos sejam vectores. se introduzimos E' = [T(e. A e B. Mas cada elemento nesta equação matricial é uma combinação linear dos vectores base u 1 .11) para j=1.12) resulta E= uc-•. •. ••• . Demonstrámos assim o seguinte: TEOREMA 4.9) e (4.] matrizes linha. . Os sistemas de equações de (4.n. De (4.8) a (4.c. De (4. u.)] . U'=E'C.

Demonstração. _.16) S(u 1) = ~ b.u. TEOREMA 4.. se A é a_matriz de T relativa à ba~e E= le~' . 2. . . ••• . .16) podem escrever-se.tiek i<-1 para j = 1. As equações (4.. ·. ~ ck.)] = EA... . Demostraremos que S = T provando que T(u) = S(u) para cadaj. un vectores definidos por fl (4..T(ek) ou Aplicando Ta (4. Se A e B são duas matrizes n x n relacionadas ·pela equação da forma B = L 1AC.)] = EAC: . Seja T a transformação linear que admite A como representação matricial relativa à base E.. Sejam u~' .) = ~a.7. de maneira simplificada.14) u1 = _2c. Escolhamos uma base E= [e~' ..14) obtemos também a relação T(u 1) = [T(u1). . T(e. onde os escalares ck. peJo· que V= [u~' . com C uma matriz -n X n não singular. T(u..15) e T(e. e seja S a transformação que admite B como representação relativa à base U Tem-se então fl (4. i~l para k =I. 2. enl é se B é a matriz de T relativa à base u =lu]' . [T(e1). então A -e B representam a mesma transformação linear. n.15) e (4.-. [S(u1 ).· uni.i são os elementos de C Visto C ser não singular representa uma transrormação linear invertível. . . S(u. na forma matricial....e. u) é também uma base para V e tem-se U = t:C.6 é também verdadeiro. Mas sabe-se que ••• ... .então para c pode tomar-se a matriz não singular que relaciona as duas bases através da equação matricial V= EC O inverso do teorema 4.. 2. . e nl para um espaço n-dimeiis-iona\ V. . n. k-1 para j = I.)] = UB. .. n fl (4.. . .Valores próprios e vectores próprios 125 Além disso.

·se T: V . Matrizes semelhantes tem o mesmo polinórnio característico e portanto oS mesmos valores próprios.j- G-1 AC = J. IO. · DEFINIÇÃO. Este polinómio ch~ma-se também o polinómio caraCterístico de T..B = J... Duas matrizes n X n são seme!hantes se e só se representam a mesma transformação linear.. ·Àn em F.c-•AC = C-1(:U- A)C. pelo que T =S. Por exemplo. Se A e B são semelhantes.1AC) = det (C-1)(det A)(det C)= det A.C. é uma transformação linear com F o corpo dos escalares de ·e se Se admité que o polinômio característico de T tem n raizes distintas À 1 .= n.8. Portanto temos B = :U.9.6. então: . O teorema que se segue é uma combinação dos teoremas 4.9 em conjunto mostram que todas as representações matriciais de uma dáda transformação linear T têm o mesmo polinómio característico. o mesmo determinante visto que det (G. as matrizes A e B representam a mesma transformação linear.2 e 4.valores próprios comq elementos principais: TEOREMA 4. (a) Os correspondeiltes vectores próprios u 1 . Isto mostra que . . ••• .. 4. Os teoremas 4. pelo que det (:U-8) = det (U-A).1/C .. .tf-8 e U-A são semelhantes. Deste modo T(x) = S(x) para todo x em V.10.6 e 4. Demonstração. Por outras palavras. que prova que T(u) = S(uj) para cada j. Duas matrizes '! x n. u. Matrizes semelhantes gozam de muitos propriedades importantes. têm. Esta propriedade conduz-nos ao seguinte teorema. No teorema 4.5. (b) A matriz de T relativa à base ordenada U =lu. V V e· dírri V.7 podem combinar-se para dar origem a: TEOREMA 4. Os teoremas 4. .. F representa quer o corpo dos reais R quer o corpo complexo C.l é a matriz diagonal A !endo os. A e B. . dizem-se semelhantes se exisiir uma matriz · não singular C ta/que B = C ·• A C.. unforma uma base para V. existe uma matriz n:lo singular C tal que C ·• A C.126 UB 0 Cálculo = ECB = EC(C-1AC) = EAC. TE:0REMA 4. • • • .8 e 4.

o teorema 4. mas não são semelhantes. Admitindo -que -ly. Porque existem n raízes distintas. exprimir C em função de A e 8. . J'2 )C. y 2 ) e (z 1 . ~[ 2 -1 o I]. Para cada alínea. (y 1 . x 2 ) A.l então. 4. Se os valores próprios não são distintos. então A ainda pode ser semelhante a uma matriz diagonal.10 chama-se uma matriz diagonafizadora. ••• .T relativa a outra base ••• ..1A C seja uma matriz diagonal ou explic~r porque razão não existe tal C . Exercícios 0 1 ] c [I ] têm_ os mesmos 1. x 2 ).. x 2 l B. Pelo teorema 4. Dão-se três bases no plano. Se (e 1 . Provar que as matriZes [I próprios. 127 . Com A. Nos exercícios que se seguem são dados alguns exemplos. é um valor próprio. O 1 O 1 2.1 O.11 Se os valores próprios de A são distintos. un são independente-s. então A é semelhante a uma matriz diagonal. a matriz de T relativa a Ué a matriz diagonal A. (d) A . lz 11 z2 ) = lx 1. . (c) A ~[ -1 2 4I]· .). E~ \e. z2 ) reSpectivamente. ••• . A= c-•Ac.. onde C é a matriz não singular relacionando as duas bases pela equação Demonstração.6. 4. e a alínea (a) fica demonstrada. Com respeito a estas bases um ponto tem coordinadas (x. o que demonstra (b).) = À .10 mostra que a coluna de ordem k de C é formada pelas componentes do vectór próprio uk relativo a (/ 10 • • • n)... Isto Verifica-se-á se e só se existirem k vectores próprios independentes correspondentes a cada valor próprio de multiplicidade k. 3. mostrar que os valores próprios de A não são distintos más que A tem três vectores pr:óprios independentes. c IZ 1 . e 11 ) é uma base dos vectores coordenados unitários (/ 1 . e.. Nota: A matriz não singular C do teorema 4.5 cada raíz À. vaiare~ (a) A~[: ~l (b) A ~ · [I 2] 5 4 .2 diz-nos que os correspondentes vectores próprios u 1.U. Por conseguinte formam uma base para V. Visto que T(u .Valores próprios e vectores próprios A= diag (Ã1 . -?" 2 1 =·\y 1. Para provar (c) usamos o teorema 4. ••• . /") então â equação U =EC no teorema 4. B e C matrizes 2 X 2. (c) Se A é a matriz de. y 2 l = lx 1.<. . Para cada alínea determinar uma matriz não-singUlar C tal que C. Dctêrminar uma -matriz não singular C tal que ('-' AC seja uma matriz diagonal.

I A · (a) [2 -1]• (b) [ 2I]· -1 4 [ o O -1 O 6. mas qt.c 0 cada uma é semelhante a· uma matriz triangular da forma[-' ].. (d) det A ~ I. provar que os valores próprios de A -~ são os recíprocos dos valores próprios de A. (b) Se A é -não singular. (b) n é par. 8..128 Cálculo (a) A=[~ ~ ~l o 2 (b)A=[ I -: -:]. :]e com el~ -1 -3 7. (a) A é não singular. Dada uma matriz n X n. A. (c) A não tem valores próprios reais. .:.provar que as seguintes proposições relativas a A. -1 -1 I 5. com elementos reais e tal que A2 =-. Dete~minar os valores própnos c vcctores próprios da matriz srovar que não é semelhante a uma matnz dtagonal.{. (a) Provar que uma matriz quadrada A é não singular se e só se O não é um valor próprio de A. com }. Mostra que nenhuma das seguintes matrizes é semelhante a uma matriz diagonal. um valor próprio.

y) + (z. y) = (x. f. * ! (I') ·~- (x. :. y) = (y. ... De (I') e (3) resulta (3') · fi (x. Valores próprios e produtos internos ESte capítulo descreve alg_umas propriedades dos valores próprios e vectores próprios de transformações lineares que operam em espaços euclidianos. y). y) é real. y) = cj'x. x).5 VALORES PRÚPRIOS DE OPERADORES EM ESPAÇOS EUCLIDIANOS 5. Num espaço euclidianq real o produto interno (x.1.deve entender-se que ~ espaço pode ser real ou complexo. onde a barra representa o complexo conjugado. Recordemos as propriedades fundamentais do produto interno. pelo que a propriedade (4) tem '~'~significado se o espaço é complexo. S~~ ~ue significa que os escalares são os conjugados quando são tomados do segundo ~t·:· ·. y) = (y. y) (linearidade) (3) (ex. Tomando x = y em (I) vemos que (x. x) (simetria) (2) (x + z. v) (homogeneidade) (4) (x. Embora a maior parte das ~~ . y) de do~s elementos x e y é um número real satisfazendo às seguintes propriedades: (I) (x.fazendo às mesmas propriedades.~ sinietriâ hermítica. cy) = c(x. com excepção ·da simetria que é substituída pela . I · Quando usamos a expressão espaço euclidiano sem qualquer outra -designação. x) >O se x O (positividade) Num espaço euclidiano complexo o produto interno é um número complexo satis~.~. Em (3) o escalar c é complexo. factor. espaços lineares dotados com a estructura de produto interno. i i:. isto é.

x) é imaginário puro. então (5.. se e só se (T(x). . T(x)) para o vector próprio x. podemos dividir por (x.1. T(x)) (x. No caso real as transformações dizem-se simétricas e hemisimétricas. que dependem do facto do espaço euclidiano fundamental ter um produto interno real ou complexo. Estes operadores têm duas espécies de designação. V um subespaço de E.E uma transformação linear admitindo um valor próprio À com um correspondente vector próprio x..130 Cálculo nossa aplicaçoes digam respeito a espaços de dimensão finita. x) = (Àx. x) Várias propriedades dos valores próprios podem facilmente deduzir-se das equações (5. T(x)) para o vector próprio x. Estas transformações aparecem em enorme variedade de aplicações distintas.2) para o complexo conjugado de . é imaginário puro (. TEOREMA 5. x) = (x. I= (x.1 ).1 ). Por exemplo. Uma vez que T(x) = . x) = -(x. O primeiro teorema vai mostrar que os valores próprios (se existirem) poderão exprimir-se em função do produto interno. x) Demonstração. De (5. não se impõe estarestrição à priori. operadores hermíticos definidos em espaços de dimensão infinita desempenham um papel importante na mecânica quântica. Também . (Esta condição é trivial num espaço euclidiano real). x) para obtermos (5. Se E representa um espaço euclidiano.1) À = (T(x).t =X) se e só se (T(x). Transformações hermíticas e hemi-hermíticas Nesta Secção vamos fazer a introdução de dois tipos importantes de operadores lineares definidos para espaços euclidianos. No caso chamam-se hermíticas e hemi-hermíticas. e T: V.2. se e só se (T(x).1.tx tem-se (T(x). isto é. Por exemplo. x) é real. Discutiremos fundamentalmentê o caso complexo visto que não apresenta dificuldades suplementares.2) vemos que À é real (À= X) se e só se ( T(x). x). da simetria hermítica do produto interno temos a fórmula análoga (5. (x. x). Porque x * O. 5. x) = À(x.1) e (5. isto é.t.

b) o espaço de todas as funções reais contínuas num intervalo fechado [a. Seja E um espaço euclidiano e V um subespaço de E. Seja V um subespaço de C(a. Para este T. g(t)Tf(t)} dt = O se T é simétrico. T(g)) = J!.f(t)Tg(t)dt. b). b) do Exemplo I.4) é a derivada do produto Jg. No espaço C(a. EXEMPLO 3.4) . Multiplicação por uma Junção dada.E di i-se hermítica em V se (T(x). Seja D: V. y) = (x.' espaço de todas as funções f que admitem derivada contínua no intervalo aberto (a. Neste caso a função integranda (5. Nota: Como já mencionámos.3) e (5. b) do Exemplo I. as transformações hermíticas dizem-se simetricas. um operador hermítico T pode passar-se de um para outro factor de um produto interno sem que o valor deste se altere. É fácil provar que D é hemi-simétrico. f' {J(t)Tg(t) + g(t)Tf(t)} dt =O se T é hemi-simétrico. Por outras palavras. Seja C(a. EXEMPLO I. seja V o sub.I: {f(t)Tg(t) a . T(y)) para todo o par x. ~ransformações hemi-hermiticas dizem-se hemi-simétricas. o produto de p por f. escolhamos uma função p e definamos T(f) = pf. e que verificam ainda as condições de Jrontera f(a) = f(b). y em V. Deste modo as condições para simetria e hemi-simetria vêm (5. bl. Simetria e hemi-simetria no espaço C(a. Se T: V. Uma transformação linear T: V. a multiplicação por·uma função fixa é um operador simétrico. b) •. b). b) o opera~ dor derivação dado por D(f) =f. Efectuando essa mesma troca coni um operador hemi-hermítico o produto interno muda de sinal. com o produto internO real (f. y em V. g) = I: f(t)g(t) dt. No espaço C(a. EXEMPLO 2. O operador derivação.C(a. g em C(a.y) = -(x. b) é uma transformação linear então (f. se E ê um espaço euclidiano real. Por conseguinte. b) visto que a função integranda é zero. T(y)) para todo o par x.3) é satisfeita quaisquer que sejam f e. onde Tg(t) significa T(g)(t).. pelo que o integral é igual a ~: t.C(a. r . O operador T diz-se hemi-hermítico em V se (T(x).Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 131 DEFINIÇÃO. a equação (5.

gT{f) = f(pg)'.: cXC:!nplo c importante na lCoria das equações diferenciais lineares de segunda ordem. onde p é uma função de qa.3.do-·operador de Sturm-Liouvil/e. Seja x um vector próprio correspondente a À.gT{f)} dt =fpg' 1:. Então temos . À é real: À= X. b] e que satisfazem igualmente às duas condições de fronteria (5. Por conseguinte T-é simétrico em V. Valores próprios e vectores próprios de operadores hermíticos e hemi-hermíticos Com respeito aos valores próprios temos o seguinte: Se T admite um valor próprio À. uma vez que f e g satisfazem ambas às condições (5. Paí-a averiguar da sua simetria observamos que fT(g). p(b)f(b) = o. encontramos I: {!T(g). b].ioul'il/e: Fst. Consideremos oespaÇosqa. (b) Se T é hemi-hermítico. então: (a) Se T é hermítico. À é imaginário puro: À= -X.132 Cálculo J: {fg)'(t) dt = f(b)g(b). Uma vez que ambosfeg satisfazem as condições limites.3) e integrando ambos f!:f·(pg)'dt e f~g·(pn'dt por partes.2.5). b) o operador definido pela equação T(f) = (p/')' + qj. b) do Exemplo I uma vez mais. ESte é-. bl. e seja V o subespaço de todas as funções f que admitem derivada de segunda ordem contínua em [a. Elas dizem respeito ao valor próprio O. para algum real À.O--Chifia.\'turm-/.f(a)g(a). 5. b) e T: V~ qa. e também satisfazem às condições (5.gpf' 1:+ I: pf'g' dt =O. temosf(b)g(b). Assim. as coridições limites implicam a hemi-simetria de D. Demonstração. EXEMPLO 4. As funções próprias de T são aquelas funções não nulas f que satisfazem.g(pn·.I: pg'f' dt. TEOREMA 5.5). b) com derivada contínua em [a. Seja q outra função dada em qa. As únicas funções próprias no subespaço V são as funções constantes. Utilizando esta igualdade em (5.5) p(a)J(a) = O.·adores dt' . Opt·. à equação diferenciá! da forma (pf')' + qf = Àf em [a.f(a)g(a) =O.

sen kt. os valores próprios de Tdevem ser simultanea· mente reais e imaginários puros e por conseguint'e todos os valores próprios de operadores hemi-simétricos devem ser zeros (caso . x) Se T é hermítico temos (T(x). T(y)).3. (x. x) (x. Porque c.y) e (x." uma vez que todos os valores próprios devem ser reais se o produto interno é real.. T{y) internos (T(x). T(x)). consideremos <1: equação diferencial do movimento harmónico simples ' J'+k'f=O no intervalo 10. T(y)) = (x. Para as transformações hermíticas e hemi-hermíticas podemos afirmar algo mais. 5. f'Y) = P. Se T é hcmi-hermítico temos (T(x). f'· Deste modo (x.2). T(x)) pelo que À~ -X . y) o que implica (x.* O para .(x. cos kt +c.~ O.. x) ~ . Apliquemos o teorema 5.f num intervalo [a. Temos (T(x). y) ~ p. com k* O.2 não nos diz nada acerca dos valores prÓ· prios de T. A condição de fronteriaf(O) ~O implica c. serik" ~O. y) ~f' (x. Se T é hermitico podemos escrever À(x.Valores próprios de operadores em espaços euclidianos A= (T(x). o teorema 5. Se T é uma transformação hermítica ou hemi-hermítica e .x. T(x)) pelo que À~ :X. y) =O. isto é. x) 133 e A = (x..3 às funções não nulas que satisfazem à equação diferencial da forma (5. nl. y) e (x.6) comp~ I. Demonstração. q~O e À~ -k'. Se T é hemi-simétrico. implica c. x) ~ (x. Ortogonalidade de vectores próprios correspondentes a valores próprios distintos Valores próprios distintos de uma transformação linear qualquer correspondem a vectores próprios independentes (pelo teorema 4. Esta é a forma de (5. y) ~ ~ f'(X. y) ~O por ser À* f'· Se T é hemi-hermítico obtemos À(x. EXEMPLO. TEOREMA 5. bl e as quais verificam também as condições p(a)f(a) ~ p(b)f(b) ~O./(")~ O. A conclusão é que duas quaisquer soluções f e g correspondendo a dois valores distintos de À são ortogonais. y).6) (pf')' + qf = /. Escrevemos T(x) ~ ÀX.(x. Todas as soluções são dadas por f(t) ~c.(x. A segUflda condição.4.(x. Por exemplo. y) visto que p.y) = /. y) ~ -p(x.y) ~ f'Y e comparemos os dois produtos = (/. Nota: Se T é simétrico. (x.existam). y) ~O.A e p são valores próprios distintos de T com correspondentes vectores próprios x e y. então x e y são ortogonais.

onde w é uma determinada função positiva em ·C(a. Provar que T é hemisimétrico.5. Provar que T é simétrico. 8. y) = J. 11 com o produto interno (f.g) = J: f(t)g(t)w(t) dt. (a) Provar que rn é hermítica para todo inteiro positivo n. isto é. Seja T: V~ C(O. soluções não nulas que verifiquem as condições de fronteria existem se e só se k fôr inteiro. 2.V uma transformação hermÉtica. Exercícios · I. (b) Provar que o produto (composiÇão) T1 T2 é hermítica se T1 e T1 comutam. Seja C(O. I) o espaço linear real de todas as funções reais contínuas em {0. T(j) = j e T(k) = -k. Seja V o espaço euclidiano real de todos os polinómios com o produto interno (f.E e T2 : V.± 2. Seja V= Vl(R) com o produto escalar como produto interrio. g) = = f! 1 f(t)g(t)dt.. seja T(i) =i. o que significa que k é um inteiro. I) o operador integração definido por Tf(x) = f~J"(t)dt. (a) 1J(x) =J(-x). (d) Tf(x) = f(x) -f( -x). Estas soluções são f(t) ~ sen nt. se T1 T1 = T2 T1 • 5. Seja . sendo c um escalar determinado. (a) Provar que aT1 + bT1 é hermítica para todo o par de escalares reais a e b.. 6. .(x. . b). Seja T(x) =ex para todo x um espaço linear V. isto é. Suponhamos T: V. Provar que À é um valor próprio de T com x como vector próprio se e só se (T(x). Determinar quais das seguintes transformações T: V--+ V são simétricas ou hemi-simétricas. 3. g) = f:J(t)g(t)dt. No Exemplo 4 da Secção 5. e que r-' é hermítico se T é in·vertíveL (h) O que pode concluir-se acerca de T" e r-' se T é hemi-hermítico? 4. Por outras palavras.t um escalar e x um elemento não nulo de V. 7. = O 5.2 modificar o produto interno do modo seguinte: (f.. Seja E um espaço eucHdiano. n = ± I. Seja V o subespaço de todos os f tais qlle f:J(t)dt =O. (b) Tf(x) = f(x)f( -x).E uma dada transformação linear.E duas transformações hermíticas. Sejam T1 : V. A condição de ortogonalidade implicada pelo teorema 5. V um subespaço e T: V.134 Cálculo uma solução não nula. y) para todo y em E.3 transforma-se aqui na relação conhecida J: sen nt sen mt dt se m2 e n 2 são inteiros distintos. Seja T uma simetria no plano XOY. deve ter-se sen for= O. Modificar o operador de SturmLiouville· T escrevendo . Provar que T é simétrico se V é um espaço euclidiano real. (c) Tf(x) =J(x) +J(-x).

(b) Derivar n + 1 vezes a equação (a).3 se baseiam na afirmação de que T admite um valor próprio. Este exercício põe em evidência que os polinómios de ~egendre (introduzidos na Secção 1. (f) Se Q(x) é real para todo x provar que T é hermítica. Existência de um conjunto ortonormal de vectores próprios para operadores hermíticos e hemi-hermíticos em espaços de dimensão finita Ambos os teoremas 5. y) + (T(y). (a) Verificar que (t'. (Sugestão: Utilizar o facto de que Q(x + ty) é igual à sua conjugada para todo o escalar t. provar que Q(x) é real para todo x. rrespondente para Q(x + ty). Neste exemplo as condições de.(t) corresponde ao valor próprio À= n(n + 1).14) são funções próprias do operador de Sturm-Liouville.f'"'(t) 2"n! R ? onde f. (c) Mostrar que a equação em (b) pode ser de novo escrita na forma !(t' - I)P~(I)]' ~ n(n + I)P. Seja V um subespaço de um espaço euclidiano complexo E.(t) ~ (t' . (a) Se Té hermítica em V.. Como sabemos os valores próprios não existem necessariamente.E uma -transformação linear e defina-se uma função de valores escalares Q em V do modo seguinte: Q(x) ~ (T(x). (c) Provar que Q(tx) ~ tiQ(x) para qualquer escalar t. (d) Provar que Q(x + y) ~ Q(x) + Q(y) + (T(x).LA função própria P. 9.l 10.fronteira para a simetria são automaticamente satisfeitos visto p(l) = p(. (ver p.I)". onde p(t) ~ t'.l)f. todos . e determinar a fórmula co. x) para qualquer x em V.Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 135 T(fj ~ (pf')' w + qf. mediante a fórmula de Leibniz. 5. Seja T: V.llf~•+2l(t) + 21(n + l)j~•+l'(t) + n(n + l)f~•'(t) ~ 2nif~•+ll(t) + 2n(n + l)f~"'(t). Isto mostra que P n(t) é uma função própria do operador de Sturm-Liouville T dado no intervalo[ -I.~)=O. Se T é hermítico.(t) ~ Zntf. se T actua num espaço complexo de dimensão finita. (b) Se Té hemi-hermítica. x).2 e 5. Provar que este operador modificado é simétrico no subespaço V. provar que Q(x) é imaginária pura para todo x.l2ip0 do volume I) para obter (t' .6. I] por T(f) ~ <Pn·. então os valores próprios existem sempre urna vez que são as raízes do polinómio característico. Os polinómios de Legendresão definidos pela equação I PR (t) ~.. Contudo.(t). (e) Se Q(x) ~O para todo x provar que T{x)_~ O para todo x.(I).

de norma I.c. pelo que x pertence ao espaço gerado por v 1 ~ ••• . Para tal necessitamos saber que dim s.v 2 . é parte de uma base de V. Deste modo o conjunto ortogonal u1. u1) = (x. então T tem precisamente um valor próprio. Uma vez que T é hermítico em S.. Tomemos agora qualquer x em·s. mantendo u 1 como primeiro elemento da base).c = {x I x E V. e escrevamos Então x.1(x. Suponhamos que T é hermítico. Qualquer vector próprio u1 de norma I é uma base ortonormada para V. pelo que T(x) E s. u.) = = A.. ••• .). • . Se T é hemi-hermítico. 5. J. Então T(u. Servindo-nos desta propriedade podemos provar que T admite um conjunto ortonormado de vectores próprios que geram todo o espaço.·L Demonstremos em seguida que T aplica SJ. 11 = I. se T é hermitico ou hermi-hermítico. por exemplo a base (u. un é uma . . V Podemos supôr.. (Lembramos que um conjunto ortogonal se diz ortonormado se cada um dos seus elementos tem norma I). = n. uJ = O. = (x.. com Àk o valor próprio respeita~te a Ut. Se n = 1.136 ·Cálculo os valores próprios são reais..) =O visto que a base é ortonormada.c podemos aplicar a hipótese de indução para concluir que T admite n.I.7(a) sabemos que u. temos .. Recorremos à demonstração por indução em n. u1) = O}. A. sem perda de generalidade. numa base ortonormada. .c = n.4. (T(x). · TEOREMA vectores próprios u 1. Demonstração. Se dim V= n e T: V. Devemos aplicar a hipótese de indução ao subcspaçoS_L formado por todos os elementos de V que são ortogonais a u. ••• .c em si próprio. (x. Consequentemente a matriz de T relativa a esta base é a matriz diagonal A = diag (A.1u1) = 1. e Uu. para Te um vector próprio correspondente u. então existem n ••• . (Caso contrário aplicamos o método de Gram-Schmidt para a transformar 11 ). s. Vn· Consequentemente dim SJ. em si próprio. ..l. Un que constituem uma base ortonormada para V. Sabemos também que dois valores próprios distintos dizem respeito a vectores próprios ortogonais. todos os valores próprios são imaginários puros. .. Seja S o subespaço gerado por u.u. Suponhamos que o teorema· é verdadeiro para todo ci espaço euclidiano de dimensão n . Unos quais formam uma base ortonormada para SJ. Pelo teorema 1.. Para demonstrar que é também verdadeiro para V escolhamos um valor próprio A. Se x E SJ.V é hermítico ou hemi-hermítico. ·.I e que T aplica s.l vectores próprios u2 . T(u 1)) = (x. que esta é uma base ortonormada.

). Caracterizemos agora estes conceitos por intermédio da repfesentação matricial de T. então: (a) T é hermítica se e só se (T(ej). y. um deles como combinação linear dos elementos da base. Uma vez que A é a matriz de Ttemos T(ej) = Ik~. e1) =O.. T(e. T(y)) =I I n n x. seja x = 2. . Consideremos dois quaisquer elementos x e y de V e exprimamos cad!J. en) for uma base ortonormada para V e A= (aij) arepre- sentação matricial de uma transformação linear T: V-+ V relativa a esta base então tem-se que: (a) T é hermítica se e só se aiJ= ~. (b) T é hemi-hermítica se e só se a.) =Ía. Consequentemente temos. i=l i=l As proposições (a) e (b) são consequêncià imediata destas equações.e.V. Tomando o produto interno de T(ej) por e1 e recorrendo à linearidade deste produto obtemos (T(e.e.5. TEOREMA 5.. Se (e.e.)..~ y.. Um raciocínio semelhante é válido no caso de Tser hemi-hermítlco. y) = (~/ 1 T(e 1). Então temos - (T(x).. Demonstração... e o teorema fica demonstrado na hipótese de Tser hemitico.))...7. e1) = I.~- ~~ Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 137 base ortonormada para V. e. y) = ~x 1 ( T(e1).(e. e1). (b) T é hemi-hermítica se e só se (T(e). TEOREMA 5. 1 Analogamente encontrãmos (x. visto que (e.. e.. k=l J:z=l Mas (e. salíro se k =i. .(ej. e. .t~ x 1Y.para quaisquer i e j. pelo que a última soma se simplifica e se reduz a a9{e1.) = .(e..akjek.y..(T(e 1). T(e 1)) para quaisquer i e j. e1) = . e. 5. Demonstração.6. e1) = (ej. . en) é uma base de V e T. x 1e1 e y = 2. Uma transformação hermítica ou hemi-hermítica pode caracterizar-se pela sua acção sobre os elementos de uma base qualquer.. Representação matricial de operadores hermíticos e hemi·hermíticos Nesta Secção supomos que V é um espaço euclidiano de dimensão finita. T(e 1)) para quaisquer i e j..). Se (e.)= (±a. .V uma transformação linear.j= -ãji para quaisquer i e j.

A definição dada aqui concorda com a nomenclatura actual da teoria de operadores lineares. Trocando. A =li\ A matriz é hemi-ht:rmítica se A = -:-A 1• A tra·nsposta da conjugada recebe uma designação especiaL DEFINIÇÃO DA MATRIZ ASSOCIADA (TRANSCONJUGADA) DE UMA MATRIZ. uma matriz quadrada A é hermítica se A= A ~e hemi-hermíticaseA=-A 't: Nota: A maior parte da antiga litc:ratura relativa a matrizes utiliza a denominação de adjunta para a matriz complementos algébricos. = (e1 .6 sugere a seguinte definição. 5. A matriz A é hermítiCa se e só se é igual à transposta da sua conjugada. A 1• designà-se por associada (ou transconjugada) de A e representa-se por A~ Portanto.• en) a base ortonorm<.y) = 2. tomando os conjugados. com C uma matriz não singular cuja inversa é a sua associada. x.7.5.• Àn) dos seus valores próprios. Seja V o espaço . Para completar a demonstração recorremos ao teorema 5. e utilizando a simetria hermítica do produto interno. hermítica ou hemi-hermítica é semelhante à matriz diagonal A = diag (À. Estas matrizes podem introduzir-se doutro modo.138 Cálculo a. . Seja A a matriz obtida pela substituição de cada elemento de A pelo seu complexo conjugado. L' (e~> = C~ Demonstração.) para quaisquer i e j. Diagonalização de uma matriz hermítica ou hemi-hermítica. consideremos o produto interno definido por (x.6 estabelece que uma transformação T num espaço V de dimensão finita é hermítica ou hemi-hermítica conforme a sua matriz relativa a uma base ortonormada é hermítica ou hemi-hermítica. A associada de uma matriz O teorem·a 5.e.e y = ~ y. = (T(e1). Toda a matriz A.entre si os índices i e j..9. Então . Além disso.e..de A..i = - ãji para i e j quaisquer. que é um ente completamente distinto.. tem-se A= c-•AC. A matriz A diz-se a matriz conjugada. DEFINIÇÃO.dos n-tuplos de números complexos. Uma matriz quadrada A=' (aij) diz-se hermítica se aij = aji para i e j quaisquer. Dada uma matriz qualquer A. e seja ···. T(e. Se x = . e.)) para quaisquer i e j.ji1• Para a matriz dada A. O teorema 5. 5. n X n. Matrizes henniticas e hemi-hermiticas.. seja T a transformação representada por A relativa à base escolhida.lda·de vectores ·coordenados unitários. a transposta da conjugada.8.Lx. encontramos ã. TEOREMA 5.. A matr-iz diz-se hemi-hermítica se a.

-I). pelo que se terá A~ C-'AC.~ t(l... A matriz reàl hermítica A = [~ ~] tem os valores próprios À. onde c~ (eij) é a matriz não singular relacionando as duas bases: · Uj Esta equação mostra que a coluna de ordem j de C é formada pelas componentes de relativas a (e. Deste modo a matriz I* * c= J5 Verifica-se com facilidade que C'AC 1[ 2 1] -1 2 c•~ é a matriz diagonalizadora de A.). é dado por (u 1 .} é um conjunto ortonormado.... Os dois vectores próprios u.7 diz-nos também qual a maneira de determinar a matriz diagonalizadora C. Neste caso C'' visto que 1 é real. ~ Ie A. A. Posto que tanto A como Arepresentam Telas são semelhantes...4 diz-nos que V admite uma base ortonormada de vectores próprios (u. • • • • un e depois utilizamos as componentes de uj (relativas à base formada pelos vectores coordenados unitários) como elementos da coluna de ordemj de C. EXEMPLO I. 2) com t ~ 11/5 formam um conjunto ortonormado. Uma matriz quadrada A diz-se unitária se AA •~ I.Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 139 o teorema 5.7 ou deixa A invariável ou simplesmente reordena os elementos diagonais. t O.. . 2). ~ [~ ~]. O. o valor próprio pertenéente a u.. e. .. 5. u. Os vectores próprios correspondentes a I são 1(2. Os corresponlentes a 6 sao 1(1. pelo Nota: A demonstração do teorema 5. EXEMPLO 2. Determinamos um conjunto ortonormado de vectores próprios u 1. ~ t(2. Nota: Toda a matriz real unitária é ortogonal visto ·que A*= A·•: . . então a matriz diagonalizadora C do teorema 5. A matriz diz-se ortogonal se AA 1 ~ I. . Deste modo c.~ 6. sendo A.. isto mostra que que C"'~ C~ CC*~ I.).10.êki" k=l • Visto que lu. u. -I) eu.:) = Lc~:..j é a componente de ordem i de uj. O produto interno de ui eu. . . ..). . Se A é já uma matriz diagonal. u. Matrizes unitárias. Matrizes ortogonais DEFINIÇÃO. a respeito da qual T tem uma representação em matriz diagonal A~ diag (A.

com uma matriz hemi-simétrica. de uma maneira única. Exercícios I. É um exercício simples a verificação de que a decomposição é única. hermíticas. Tal não é verdadeiro para as matrizes hemi·hermíticas reais (Ver Exercício li da Secção 5. Todos os elementos diagonais de uma matriz hemi-hermítica são imaginários puros. 2 2+i]·-h erm1ttcas. a matriz B ~!(A + A*)é hermítica. A pri.11 ). Se A = 3 +i] I+ i [ 3. HA +A'). -2] [i -2] 2 3i são hemi-hermíticas. e a segunda não. Se A é real. Todos os elementos diagonais de uma matriz hemi-simétrica são zeros. A sua soma é A. . com B uma matriz hermítica e C uma matriz hemi-hermítica . como a soma de uma matriz simétrica. 7 diz-nos que uma matriz hermítica ou hemi-hermítica pode sempre ser diagonalizada por meio de uma matriz unitária. EXEMPLO 4. ~ det (AA') ~ (det A){det A')~ (det A)'.. 4i 2] . Assim temos os conceitos seguintes DEFINIÇÃO. Ambas as matrizes [I é simétrica. TodoS os elementos diagonais de unia matriz hermítica são reais. A'= [ I+ i 32 i] 4i elA*= [ I . Assim. . 5. Assim. A pnme1ra .A*)é hemi-hermítica. Portanto uma matriz hermítica real pode ser diagonalizada por uma matriz real ortogonal.. hemi-simétricas.i 2 -4i EXEMPLO 5.i . toda a matriz quadrada A pode ser expressa por uma soma A ~ B + C. toda a matriz hermítica real é simétrica. Para uma matriz quadrada qualqu~r A. EXEMPLO 8. Uma matriz quadrada A com elementos reais ou complexos diz-se simétrica se A = A t. henhítica. diz-se hemi-simétrica se A = -A 1• EXEMPLO 3. !(A. hemihermiticas. pelo que dct A ~ Se A é ortogonal tem-se I ± I. EXEMPLO 7. EXEMPLO 6.140 Cálculo O teorema 5. .11. mas uma matriz simétrica não será necessariamente hermítica.A'). e a matriz C= 4(A . então à = [I -i 3 +i -4i 2J .. EXEMPLO 9. Uma matriz real. D"et"erminar quais das seguintes matrizes são simétricas. e a · e Ambas as matrizes [O 0 2 segund~ não. sao 3 . meira é hemi-simétrica. a sua associada é igual à sua transposta A*~ A'. tem valores próprios reais e os vectores própfios correspondentes podem tornar-se reais. Também toda a matriz quadrada A pode ser expressa.

a + 6). provar que A = . Em cada um dos Exercícios 5 a 8 determinar: (a) um conjunto ortogonal dos vectores próprios pára A. A= ·[cos senO ~sen cosO °] é-uma matriz ortogonal (b) Seja Ta transformação linear com a matriz anterior A relativa à base ordinária {i. -2 -3 o 2. :]. . Assim. Esta [ senO cosO representa uma rotação de um ângulo 6. a segunda representa uma simetria em relação ao eixo OY. a) sobre o ponto com coordenadas polares (r. k. Determinar todas as matrizes 2 X 2 impróprias. .jl. . (a) Verificar que a matriz 2 X 2. = cosO . Uma matriz ortogonal real A diz-se própria se det A I_ e imprópria s~ det A = -I. A primeira representa uma · O -1 O I · cos O -senil] J simetria no plano XOY effi relação a OX. Provar que T aplica cada ponto do plano com coordenadas polares (r. T é uma rotação do plano en torno da origen.· 0 (a) [: :j· -1 I simetria no plano XOY) o (b) [: o o (c) [ ~ -0 :] (simetria em relação ao eixo OX) -1 -:1 I -o: -o~] O O·] (simetria a respeito da origem) (d) O cosO -senO cosO (rotação em torno de OX) [ O senO (e) [-: co: -s:no] O O senO (rotação em tomo de OX seguida de simetria em relação ao plano YOZ). -3 4i 6 (c) [~i -2 -3 . e (b) uma matriz unitária C tal que C"' AC seja uma matriz diagonal. Seja V o espaço real tridimensional com abas~ usual i. Provar·que cada uma das seguintes matrizes é ortogonal e representa a transformação indicada. 0 0 (b) Provar que [I e [-I ] -são matrizes impróprias.4. o (d) [~I O :]. sendo 6 ângulo de rotação. 3.para algum 6. (a) Se A é uma_matriz 2 X 2 _própria.j.Valores próprios de operadores em espaços ·euclidianos 141 (b) [~ -2 o :].

. (a) Se A e B são unitárias.A) (I+ A)· 1 é ortogonal. 11. então B é unitária.vx/C'). ) = (x. então A + B é unitária. y'=y.vt). então AB é unitária. .v re resenta a velocidade dum objecto em -movimento. provar que ambas· as matrizes I. Seja a um número real diferente de zero e A a ma~riz hem i-simétrica A = a ]· .~. x~) = (x ·. (c) Se A e AB são unitárias. z. A= [ 9 12]. y'. t) em (x ·. O 8. z.. y. 12 16 Cálculo 6. 9. z '. xh x . Se A é uma matriz real hem i-simétrica. A transformação linear que aplica (x. A teoria da relatividade restrita utiliza as equações x' = a(x.. ict) e (x~. 13.. z '.nenhuma matriz ortogonal C tal que C-1AC seja uma matriz diagonal. A=[: : ~l o seno] I O . (b) Se A e B são· unitárias. -l coso (b) . -a 0 (a) Determinar um conjunto ortonormado de vectores próprios de A. t) diz-se uma transformação de Lorentz.v'~ i v'~] . y '. (b) Determinar uma matriz unitária C(al que c~ 1 AC é uma matriz diagonal. e . Mostrar que as quatro equações podem escrever-se na forma de uma equação matricial o o I O o o o TJ [o . (a) Sejam (x 1 . o são reais). (c) Provar. x. x. (b) Provar que a matriz 4 X 4 da alínea (a) é Ortogonal mas não unitária.142 S. O tv'3 tv'6 . 10. z ' =z. A=[: =. 14. c a velocidade da luz.·b. a = c! c 2 .. . (d) Se A e B são unitárias. ! v'2 t v'3' -t v'(i t' = a(t . (c) [ -senO O cosO [p'2 -l. que não existe.]. · · 12. então_A + B nã~ é unitária. efectuar a correspondente demonstração ou apresentar um contra exemplo. ict). Aqui . Se os valores· próprios de" uma matriz A hermítica ou h~mi-hermítica são todos iguais a c. provar que A = cl. xl. Dizer quais das matrizes seguintes são uni~árias e quais são ortogonais (a. y. Para cada uma das proposições seguintes relativas a matrizes n X n.A=z [ o -2] o· 7.vz.A e I+ A são não singulares e que (1.

~ ~/. x). .X. com uma base ortonormada (e.). T: V. DEFINIÇÃO.V uma transformação simétrica e A~ (au) a matriz de T relativa àquela hase. T(y)) para quaisquer x e y em V Dado T.x.e.x.T(e.12.7) Q(x) = 11a.Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 143 5.. • . Q(x) é um polinómio do segundo grau nas componentes de x.8) • n Q(x) = 11a.(T(e. .) = . e. definimos uma função real Q em V pela equação Q(x) = (T(x). ( A soma que aparece em (5. .T(e.) uma base ortonormada para um espaço euclidiano real V. Seja V um espaço euclidiano real qualquer.~x.V o espaço euclidiano real e seja T: V.x. TEOREMA 5.. (T(x)..e. A forma quadrática (Q(x) ~ (T(x).7) já que au ~ aF~ T(e..x.7) é ainda provida de significado mesmo se a matriz A é não simétrica. A designação "quadrática" é sugerida pelo teorema seguinte que mostra que. de V pe/a dup/a soma (5. ej). i=~"i=l se x = 2xtei.) e A ~(a.). ·~ualdade que demonstra (5. Formas quadráticas Seja . Devido à linearidade temos T(x) ~ 1 x.). no caso de dimensão finita.X:. x) está relacionada com A do modo seguinte: n • (5.8) contém unicamente termos quadráticos e pode escrever-se mais simplesmente na forma Q(x) = i=l ia. A função de valores escalares Q definida em cada elemento X ~ 1 X. i= I • Demonstração. Portanto Q(x) '= (i.) qualquer matriz n X n de escalares. então a. Sejam (e....8. A função Q chama-se a forma quadrática associada com T.). i=l i=l diz-se uma forma quadrática assoCiada com A_· Se A é uma matriz diagonal. e.. Isto significa que T pode ser mudado de um para outro factor no produto interno . e.V um operador simétrico.x. . y) = (x.).j~ O se i-j pelo que a soma em (5..

XA j de A. . Concluímos assim que matrizes diferentes podem conduzir à mesma forma quadrática.. XAX 1.X. ao somarem-se. O produto XA é uma matriz I X n. A equação (5..J é uma matriz linha 1 Xn e A~ laij) é uma matriz n x n. então XAX1 é uma matriz 1 X 1 cujo elemento é ..X. 2..8) escreve-se mais simplesmente na forma seguinte: Q(x) ~ XAX 1 • EXEMPW I. . x 2]. O que é um exemplo de seguinte teorema: . -·4x 1X2 pelo que XAX' ~ XBX'.9.8) também pode exprimir-se como um produto de três matrizes.3x 2 . e por conseguente XAX' EXEMPW x.9) e chamar o produto XAX' uma forma quadrática. y. com a soma (5. = [x.][ -2 Em ambos os Exemplos I e 2 os termos rectangulares dão. Xz ] • Então temos XA = [xu ..{:~ = x.3x 2 x1 x 1x 2 + 5x1. 3~2 .] .. TEOREMA 5. pelo menos uma dessaS matrizes é simétrica. A dupla soma em (5... · (5.l cujo elemento YJ = i-1 IxiaH. n [y. . X= [x1.] = [x 1 5 . Observe-se qUe. Então temos -2 5 1 XBX' = [x. Se X~ lx. -'x1 + 5x. Portanto o produto XAX' é uma matriz I X I cujo único elemento é o produto escalar Nota: É usual identificar a matriz l X I. A= [ _ I -I] 3 5 . x...9) Z za. x.][ -31 1 . Seja B = [ 2 I . i=li=l ~ n n Yi é o produto escalar de X pela coluna Demonstração. -x + 5x 1 - 2 ].144 Cálculo Neste caso a forma quadrática diz-se uma forma diagonal.. X = [x1 ..

pelo que se tem (XAX 1) 1 = = XA 'X'. temos A = C 1A C..7. Demonstração. e À 1 . =I À. i=l n Yn l é a matriz linha Y = XC.19. o quadrado do comprimento do vector X= (x.. Uma transformaçã<>-linear · Y =XC. t l. e qualquer matriz linha X.yi. Deste modo a equação = (YC')A(YC')' = Y(C 1AC)Y' = YAY1 • Nota: O teorema 5. donde resulta que Y tem o mesmo ~omprimento que X.Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 145 TEOREMA 5. Se XAXt é uma forma quadrática associada com uma matriz simétrica real A e se C é uma matriz ortogonal que converte A numa matriz diagonal A = CA C.). é semelhante à matriz diagonal. . define uma nova forma quadrática Y A Y' com A= CIC 1 =CC'= f. . n X n . Mas a transposta de um produto de matrizes é o produto das transpostas das matrizes factores consideradas por ordem inversa. Além disso.10. pelo teorema 5. onde C é uma matriz ortogonal.l.. então tem-se XAX' = YAY' onde Y = {y 1.5. Deste modo XAX' = !XAX' + !XA•X• = XBX 1• . Uma vez que C é ortogonal temos Y = XC implica X= YC'. ..11 exprime que a transformação linear Y = XC réduz a formo quadrática XAX 1 à forma diagonal YA Y 1• EXEMPLO I.l.1 = C'. Vamos agora demonstrar que C pode utilizar-se para converter a forma quadrática XAX 1 numa forma diagonal. . ••• . Uma transformação linear que preserva o comprimento de cada vector diz-se uma isometria. XAX' = = (XAX')'. . .. •••• À~ são os valores próprios de A.). Para qualquer matriz A. temse XAX' = XBX' com B a matriz simétrica B = l(A +A').. TEOREMA 5. Redução de uma forma quadrática real à forma diagonal Uma matriz simétrica real A é hermítica.13. Demonstração. dos seus valores próprios. Uma vez que XIX'= YIY' temos li XII'= 11 fll'. x. onde C é uma matriz ortogonal. e obtemos XAX' c. Porque XAX' é uma matriz I X I elá é igual à sua transposta. A= diag (. Portanto. A forma quadrática correspondente n à matriz identidade é XIX'= i=l Ix: = IIXII'.. Estas transformações serão analisadas mais em pormenor na Seccão. I X n..

. -I). x. + 5x. • ~ (x. representado na figura 5. I~ 1/y's. com A~ G:] .. I.x.j ?(y. u. x. y... Resolução. para algum c. FIG. A figura 5. posta na forma~ 2xf·+ 4x. A transformação linear Y ~ XC pode considerar-se como uma rotação que aplica os vectpres da base. representa a mesma elipse no sistCma de coordenadas inicial.. o conjunto de pontos (x. ~ 6. ~ I. sobre os novos vectores u. A elipse admite a equação cartesiana XAXt= 9 no sistema X.x 2 + 5x~ =c. Esta matriz simétrica foi diagonalizada no Exemplo I a seguir ao teorema 5. Um ponto de coordenadas (x.·A correspondente forma diagonal é -1 2 O resultado deste exemplo é susceptível de uma interpretação geom~trica simplt:s.1... é idêntico ao conjunto de pontos (y. y. Ela tem os valores próprios À. 2 1 u. y. y. x. Uma matriz diagonalizadora é C= r[· ] . .) em relação à segunda.t.OX2 .146 Cálculo EXEMPLO 2. + 6yj ~c é a equação cartesiana de uma elipse se C> O. Visto que XAX' ~ Y A Y'.7. à forma diagonal.) satisfazendo a Y A Y' ~c. i e j. ~ t(l.y:r) relativa à base u. u2 x. S. ~ 1(2..OY2 • .1 mostra a elipse correspondente a c= 9. u2 da base. eu. x 2 ) relatiya à base i. Portanto a equação XAX' =c. Determinar uma matriz ortogonal C que reduza a forma quadrática Q(x) ~ 2xl + 4x. A segunda equação escrita na'formaY. Escrevemos Q(x) ~ XAX'.) em relação à primeira base admita novas coordenadas (y. Rotação dos eixos por uma matriz ortogonal. 2). e um conjunto ortonormado de vectores próprios u. e·a equação Y A yr = 9 no sistema Y.) satisfazendo à equação XAX' ~c.

1 = I.Valores próprios de· operadores em espaços euclidianos 147 5... escrevemos x 1 para x.t . e À. Esta reduz a parte quadrática de (5. uma elipse.À. X= YC e obtemos t:.11) representa uma elipse se À 1 .14.12) + 4x1x 2 + 5xi + 4x1 + J3x 2 .x. À 2 têm o mesmo sinal. onde À. l . 1 com novos coeficientes d' e é nos termos lineares. e u 2 determina um novo conjunto de eixos coordenados. 2) com t = 11..· )' t(2.10) ":em . Y. -I). onde X= (x. À.matricial.lt. + 5x~ é uma das analisadas no Exemplo 2 da Secção anterior. e À 1À. x 2 em vez de y. Para deter· -1 2 ~ minar o efeito sobre a parte linear escrevemos a equação da rotação Y = XC na forma !!. pelo que o tipo de cónica se identificará pela análise dos vectores próprios À. < O. a b/2] · (5. ' ·'• bola se qualquer dos valores À . uma hipér- bole ou uma parábola ou um dos casos degenerados (o conjunto vazio. Verificaremos que este conjunto é sempre uma cônica.. a equação (5. Uma matriz ortogonal diagonalizante é \': C= t [ 2 I] ~· . uma hipérbole se À 1 e À 2 têm sinais contrários e uma pará.y 2 .. + À. Um conjunto ortonormado de vectores próprios u. um único ponto. Para estarmos de acordo com a notação usada ·antes. > O.12) à forma Y. 2x' + 4xy + 5y' + 4x + 2x~ 13y- *= O. são os valores próprios de A. ou uma ou duas rectas).l e A = [ b/2 Por uma rotação Y =XC reduzimos esta forma c .yl. y) no plano que satisfazem a uma equação cartesiana da forma (5.l. pela forma quadrática ax' + bxy + cy'.10) ax 2 + bxy + cy' + dx + ey +f= O. A sua matriz tem valores próprios . Se a cónica é não degenerada...l A forma quadrática 2xi + 4x. .11) À 1 y~ + Ã2yi + d'y + e'y2 +f= O. relativamente aos quais a equação cartesiana (5. Os três casos correspondem a A. Escrevemos novamente =O.[5. =O.f 1 (5. e exprimimos esta forma quadrática como um produto. isto é. = r(l. Vamos apresentar alguns exemplos específicos. fôr nulo. Aplicações à geometria analítica A redução de uma forma quadrática à forma diagonal pode ser utilizada para iden· tificar o conjunto de todos os pontos (x. Nesta equação não há termos rectangulares da forma y. u. O tipo de cónica é definido pelos termos do segundo grau.À.e À. EXEMPLO I. x. + 6Y.u. isto é. e À. quadrática à forma diagonal À. ~i= 6 e um conjunto «?rtonormado = :.

[21 4 .~ = [ 2-2] -2 -1 .148 Cálculo [x.j5 y 1 + 6.J5>• + 6(y..j5y. Esta matriz tem os valores próprios . A equação cartesiana transformada vem Yi + 6y:. No sistema O' Z.). transforma-se em . + Geometricamente isto é equivalente a definir um novo sistema de eixo~ coordenados paralelos aos eixos do sistema OY.). x. escrevemos de novo a equação na forma seguinte (y.j5y. Um conjunto ortonormado de vectores próprios é u.j5(-y. = y. EXEMPLO 2.] 1 . + 13x. 3.] = .j5 (2y. = 1 .OY. s x.OY2 .).. são determinados pelos vectores próprios u. ~ 1(1. a qual é a equação de uma elipse cujo centro é o ponto -iVS) no sistema coordenado OY. 9 3/2 2 ' Na figura 5.j5 y. . Completando os quadros em y. 2x'.. 13 x.( -y.Z2 a equação da elipse escreve-se simplesmente zi + 6zi = 9. ou ~+~=1.Js>' = 9.. - +y. + 2y.y'-4x + IOy.1). "5 + 2y.- U/5. tis. t. Uma matriz diagonalizadora ortogonal é C= 1[ - 2 '] . -1 2 A equação da rotação X~· YC vem 1 x. Escrevamos a equação na forma A parte quadrática e XAX'. = ~(2y.. Àz ~- 2. = . e y. + 2y. 1 Portanto a parte linear 4x. como se indica na figura 5.2.' x.2 está traçada a elipse e os três sistemas de eixos coordenados. - t. u. com 1 ~ 1/yS.. e ·u2 .j5 (y.).) + . . = .j5(2y. ~ 1(2. mas com a origem no centro da elipse.J5. z. Os sentidos positivos de Oy. Podemos simplificar a equação um pouco mais escrevendo z. 1 + y.j5(-y. + t.' y..) = -. . e Oy. com A À. + 6. .13 ~O. = y.! =O. 2).4xy. + y.

2z.+2y2)-13=0. ou 2 2 3Y1 . 3zi. a qual representa uma hipérbol<.-2y 2 2 - v5 4 (2y.- x.de operadores em espaços euclidianos 149 z. A translação z 1 = y 1 z 2 = y 2 . - l. z.+y 2) + 10 ( -y.obtemos a equação 3(y. Y. -------'----.20x + 15y =O.. W5) no sistema OY. = 12.h/s.z2 2 2 4 6 = 1. Rotação e translação de eixos coordenados. A rotação Y = XC é seguida da translação Z 1 = Y1 .f5l 2 - 2(y2 - N5)2 = 12. Os vectores próprios u. e y. ÓiJ ~.2Y2 - . forma .ws-·simplifica esta equação para -hfS.jS Y2 18 16 - 13 = O. Completando os quadrados em y.Valores próprios .jS Y1 + . lbrtanto as equações transformadas vem 2 3y.3 (a). e u.. A hipérbole está traçada na fig.20x 1 + 15x 2 = O.. determinam os semi-eixos positivos OY1 e OY2 • EXEMPLO 3..2. 5. 5._ com centro em(hfS. Escrevemos de novo a equação na 9xi + 24x1 x 2 + 16xi ." Z 2 = Y2 + ~=5. r _ 1 vS . FIG.. 9x' + 24xy + 16y'.

Por.- x. x 2 + 2y 2 =O. As duas últimas podem considerar-se como casos degenerados da elipse.4y. Simplificando esta equaÇão chega-se a Y.~ 25. ~ O. 4). ~O fiG. ---:-----. x. Estas podem considerarse como casos degenerados da parábola.). I I I I I ! I y.. 5. + 3y. + 3y.4. y.3 (b). ~ t(J. a equação de uma parábola com vértice na origem. são À..) =o.~f(3y.3. O conhecimiento unicamente dos valores próprios não revela se a equação cartesiana representa uma cónica degenerada. A equação x' -4y' ~O representa duas rectas que se intersectam já que é satis- . A equação y'. a primeira representa uma elipse não degenerada. 4 [3 -4] 3 . = i(3y. .) + '1{4y. x. + y. A equação x. 9 12] Os seus valores propnos [ 12 16 . Um conjunto ortonormado de vectores próprios é u. EXEMPLO 4. - 4y.I. Portanto a equação cartesiana· transformada escreve-se 25yi. Casos degenerados. a segunda só é verificada para (x. (a) Hipérbole: Jz~. O.). Uma matriz ortogonal diagonalizadora é C = i. O) e a terceira representa o conjunto vazio. da rotação X~ YC' dá-nos . A parábola está traçada na fig. y) ~ (0. A matriz simétrica para a parte quadrática é A = . z. O gráfico da equação y' ~O é o eixo OX. As cUrvas dos Exemplos 2 e 3. u. I Cálculo y. 5.2z~ = 12 (b) Parábola: Y. + y. .150 • x.~ .I ~O representa duas rectas paralelas y ~ I e y ~ . e x 2 + 2y2 = -1 admitem todas os mesmos valores próprios. = t(4y. 3). x. ~ K. as três equações x 2 + 2y 2 = l. À. exemplo.

J. determinar: {a) uma matriz simétrica A para a forma qüadrática.15. 19x' + 4xy + 16y2 . Portanto o produto dos seus valores próprios é J. y' -2xy +5x ~o.2x + 2y + 3 ~O. 17.24x1 x 2 + 41xi. Porém. y'.y . 5x' + 6xy + 5y' . 6.). x' +4xy -2y2 -12 ~o. 9x' + 24xy + 16y' . + 3x. (c) um conjunto ortonormado de vectores próprios..b1 diz-se o descriminante da forma quadrática ax 2 + bxy + cy 1 • Nos !'xemplos I. 14.b'). 4.6 ~O. Se a equação ax 1 + bxy + cy 2 = I representa uma elipse~ provar que a área da região que ela limita é 2n!. 2.to'= t(4ac.. 3. Exercícios Em cada um dos Exercícios I a 7. = ac.Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 151 feita se x.4xy + 2y2 . vemos que a cónica é uma elipse. Para que valor (ou valores) de c será o gráfico da equação 2xy.4x + 1y +c= O um par de rectas? 20. .b2 é positivo.). 18.. 2 e 3 o descriminailte tem os valores 34..a [ -b/2] Â.xi34xi .2 ~O. respectivamente. 10...!b') =(À.)(À.À2 . xy + y. 2x' + 4xy + Sy'. 3xi + 4x1x 2 + 8x1x 3 + 4x2x 3 x. xi + x 1 x 2 + x 1 x 3 + x~3 .:t. se a equação cartesiana ax' + bxy + cy' + dx + ey +f~ O representa uma cónica não degenerada.c -b/2 2 = À - (a+ c)À + (ac.5 ~O.212x + 104y ~ 356. (b) os valores próprios de A. 2xi + 4x1x3 + xi 7. 13.52x + 14y ~ 6. então o tipo de cónica pode ser determinado de modo muito fácil. 19. y' -2xy +x' -5x =0.. hipérbole ou parábola conforme 4ac . 11. Visto que o tipo de cónica se determina pelo sinal do produto . 12. 9. x 1x 2 • xi + 2x1 x 2 . 5. x' + 2xy + y'.j4ac. 5x'. negativo ou nulo. -24 e O. (d) uma matriz diagonalizadora ortogonal C 1.2x. 8. e pode portanto considerar-se como um caso degenerado da hipérbole.2x.2 =O.2xy + 2x2 .2y ~O ou se x + 2y ~O.J.4 =O.b1 • Isto confere ao descriminanle 4ac -11 um significado geométrico. o polinómio característico da matriz da forma quadrática + bxy + cy' é ax' det Â. O número 4ac. 4xi 5. identificar a cónica definida pela respectiva equação e desenhá-la. + 4x1x 2 + x~.. 15. Em cada um dos Exercícios 8 a 18. 16.

a11x.. . x) ~ L O conjunto de todos os x d<. Os pontos(± I .x. Então T(x) ~ . A elipse exterior tem por equação cartesiana 4xi + 8x~ ~ 8 e é formada por todos os pontos satisfazendo a Q(x) ~ 8. nos quais a elipse interior é tangente ao círculo unid~de. vamos encontrar uma relação. f=l 1=1 • • Os valores próprios de T são . ~ 4. x) = À(x. quando ± I. Com efeito.A. os valores máximo e mínimo que Q· toma no círculo unidade + x~ = I.perda de continuidade. quando x 2 =O e o seu valor máximo. ~ visto que (x.( R) EXEMPLO. satisfazendo Q(x) ~ 4. ou ~eixar-se para posterior leitura.12. A equação (5.4 mostra o círculo unidade e duas elipses. É formada por todos os pontos x ~ (x. Se T: v~ V é uma transformação simétrica num espaço euclidiano real (T( x). respectiVamente. são vectores próprios correspondentes ao valm t As sCcções assinaladas ~m asterisco podem suprimir-se. xl = Este alcança o seu valor mínimo. V~ V.13) demonstra o seguinte teorema TEOREMA I chama-se V e Q( x) ~ 5. Seja com a base usual (i. onde -l=:.Ax pelo que se tem (5. ~ 8..A. x.13) Q(x) = (T(x).x. x) = (ÂX.l. A elipse interior tem a equação cartesiana 4xi + 8xi ~ 4.0). x) = À. A figura 5.=:. x) a esfera unitária de V. então os valores próprios de T (se existirem) encontram-se entre os valores que Q toma na esfera unitária de V..entre os valores próprios de um operador simétrico e a sua forma quadrática. Seja T uma transfOrmação simétrica coin matriL A =:= [ ma quadrática de T é dada por O 8 4 O] Então a for- Q(x) = }.Y satisfazendo a (x. x). É fácil de ver que estes valores próprios ~ são. neste círculo temos Q(x) = 4(x~ + x:) + 4x~ = 4 + 4xi.) no plano. 4. }. 8. · Suponhamos que x é um vector próprio com norma I corresponden~o a um valor próprio . · .152 Cálculo • 5.A.16t Valores próprios de uma transformação simétrica obtidos como valoi-es de sua forma quadrática Prescindindo agora da exigência de que V seja de dimensão finita. j) e o produto escalar como produto interno. sem. = 4x~ + 8x~.

Aplicando a linearida.y) Q(x) + 2t(T(x). Consequentemente p'(O) ~O. de de T. se Q não muda de sinal então Q é nulo unicamente no espaço nulo de T. TEOREMA 5.13. ilustrada com ~m exemplo bidimensional. x) + t(T(x). Escolhamos um escalar real te consideremos Q(x + ty). Se Q é não negativa em V temos a desigualdade at + by' <e O para todo real t. Vector próprio correspondente a 4 Q(x) ~ 4 vector elipse FIG. 5. pelo que (T(x). y) e b ~ Q(y). x + ty) (T(x). Então se Q(x) ~O para algum x em V tem-se igualmente T(x) ~o. Admita-se que Q não muda de sinal em V. o polinómio quadrático p(t) ~ at + ht' teni o seu . (T(x onde a ~ 2 (T(x). Demonstração. x). e simetria de T. Seja T: v~ V urna transformação simétrica num espaço euclidiano real V dotado com a forma quadrática Q(x) ~ (T(x). ± I) da elipse exterior são vectores próprios correspondentes ao valor próprio 8. Os pontos (0. Mas p'(O)= a== 2(T(x). Na secção que se segue provaremos que o menor e m<iior valor próprio (se existirem) são sempre os valores mínimo e máximo que Q toma na esfera unitária. y) + t'Q(y) = at + bt'.valor mínimo para t ~O. Por outras palavras. Na discussão destas propriedades extremas faremos uso do seguinte teorema relativo a formas quadráticas.y) + t(T(y). x + ty) = (T(x) + tT(y). . x) + t'(T(y). linearidade do produto interno. Por outras palabras. o qual não exige que V seja de dimensão finita. Suponhamos Q(x) ~O para algum x em V e seja y qualquer elemento de V.Valores próprios de operadores ein espaços euclidianos x. temos Q(x + ty) = = = + ty). Relação geométrica entre os valores próprios de Te os valores de Q na esfera unidade.4. próprio 4. Vector próprio correspondente a 8 153 Q(x) ~ 8 nesta elipse x. o exemplo anterior ilustra propriedades extremais dos valores próprios que são válidas com maior generalidade. y).

obtendo· (T(x).15) para x = ay. Admitamos que nxn =a. x) ~ O. Se Q é não positiva em V obtemos p(t) = at + bt 2 <:.y. Então X= ay. Demonstràçãá. Quando x = u temos t Se V tem dimensão infinita. y) . Então u é um vector próprio d~ T. (.15) (T(x).154 Cálculo y) =O. y) = I. x) =. o valor extremo de Q na esfera unitária. x). o correspondente valor próprio é Q(u). (x) = (S(x). . dada por Q. Uma· vez que (T(x). Multiplicando ambos os membros desta igualdade por a' obtemos (5. x) = I. u) = I. y) visto que (y. Uma vez que y era arbitrário. Seja T: V.:. A transformação línear S é simétrica. x) é não negativa em V. Isto prova qUe T(x) = O. Entre todos os valores que Q toina na esfera unidade. i). Na secção 9. Se (x. Demonstremos agora que (5. Então temos (5. admita-se que existe um extremo t (máximo ou mínimo) num ponto u com (u. x): ~ (Àx. x) = l. e consequentemente p"(O) =O como anteriormente. onde S= T. Mas ( T(y). * 5.1y.14) Q(x) ~ Q(u) para todo x .l4) pode escrever-se (5.15) é válida para qualquer x em v..Âl. A desigualdade (5. e seja Q(x) = (T(x). Propriedades extremais dos valores próprios de uma transformação simétrica Vamos agora demonstrar q!le os valores extremos de uma forma quadrática na esfera unitária são valores próprios. (5.. x) = (. Seja .. podemos· escrever de novo a desigualdade (5. Isto é uma consequência dum teorema mais geral sobre valores extremos de funções contínuas. x) = a'(i.V uma transformação linear simétrica num espaço euclidiano real V. Q tem sempre um máximo e um mínimo em pontos da esfera unidade.16-apresenta-se uin caso particular desse teorema.(. . x) = I temos Q(u) = . x) <:O. x) x) pelo que a desigualdade com tanto que (x.x.16) estabelece que a forma quadrática Q.1(x.17. o mesmo acontecendo em (5. y). TEOREMA 5.1x. T(x)) =O. ay) = a'(T(y).16) (S(x). No caso de dimensão finita. y) e (J.1 = Q(u).Ax. O para todo t. ou (5.que verifique (x. a forma quadrática Q não terá necessariamente um extremo na esfera unitária·. podemos em particular tomar y = T(x). Por conseguinte (T(x). Será o caso quando T não admite valores próprios.(T(x). onde IIYII = I.15) na forma (T(x) . pelo que p tem um máximo quando t =O. x).14) ·tem-se uma desigualdade.14. x) = (T(ay).16).1x.1x. AdmitamOs que Q tem um mínimo em u. Quando x = u em ·(5.

pode obter-se de maneira análoga como o valor mínimo de Q na esfera unidade Sn-> no espaço de dimensão (n.Valores prciprios de operadores em espaços euclidianos 155 ~O.nto de vectores próprios u.. (A esfera unidade Sn-• é um subconjunto da esfera unidade de V).18.k + ·1. Está assim completada a demonstração se Q tem um mínimo em u. Aplicando o teorema 5.14... Seja u.6. O maior destes valores mínimos Àn.. é também o valor máximo que Q toma _em cada uma das esferas S n.I e que T aplica SL em si próprio. um vector próprio na esfeni unidade que minimiza Q. Se existir um máximo em u todas as desigualdades da demonstração anterior se invertem e aplicamos o teorema 5.13 devemos ter S (u) ~O.). e o maior valor próprio é o máximo de Q na referida esfera. pelo que u é um vector próprio para T.4 da Secção 5. pdo teorema 5.·.. Na hipótese de dimensão finita são representadas por matrizes unitárias..19.2) formado por todos os elementos ortogonais quer a u 1 quer a u2 • Continuando este processo. o menor valor próprio À 1 é o mínimo de Q na esfera uni~ dade. Se À é um valor próprio de À 1 qualquer vector próprio correspondente a À deve ser ortogonal a u1• Por conseguinte é natural procurar um tal vector Próprio no complemento ortogonal do espaço gerado por u. O caso de dimensão finita Suponhamos agora que dim V~ n. T(u) ~ Au. de dimensão n. Portanto._ verificamos que cada valor próprio Àk é o mínimo valor que Qk toma numa esfera unidade S n-k-H num subespaço de dimensão n .-k H· O correspondente conju. (u) * 5. e A~ Q(u) é o'correspondente valor próprio.= Q(u. .. Então A.14 ao subespaço Sj_ verificamos que A.I. Un formam uma base ortonormada para V. O complemento ortogonal SL consiste de todos os elementos de V ortogonais a u'" Em particular. t Fez-se isto na demonstração do teorema 5. . t Seja Sn-• a esfera unidade no subespaço Sj_. restringidos a determinados subconjuntos da esfera unidade. Com facilidade se verifica que dim SL ~ n.. por exemplo Segundo o teorema 5. Por outras palavras. Q. Transformações unitárias Concluímos este capítulo com uma breve discussão sobre outra classe importante de transformações conhecidas por transformações unitárias. onde u 2 é um ponto que minimiza Q em Sn_ 1• O vector próprio seguinte. Pretendemos agora demonstrar que os valores próprios intermédios também se apresentam como valores extremos de Q.13 à forma quadrática não positiva Q. . Então T tem n valores próprios reais os quais podem dispor-se por ordem crescente. SejaS o sub-espaço gerado por u. · * 5.\ 3 . SJ_ contém de todos os vectores próprios correspondentes aos valores próprios À A..). ~ Q(u.

T(y)) ~O (T preserva a ortogonalidade). devido a ser T(x).17) significa que· T preserva os produtos internos. pelo que se tem · (T-'(x).17). y) quaisquer que sejam x e y em V. Àn)• onde . (b) Se x e y são vectores próprios correspondentes aos valores próprios distintos À e p. Então x * (J. pelo que T é invertível. Para demonstrar (a). A matriz de T relativa a esta base é a matriz diagonal A ~ diag (À. (b) 11 T(x)U ~ Hxll (T preserva a norma). (a) Se T tem um valor próprio À então (À(~ l. x) = (x. v)= (T(u). Seja T: V. Se T: V. então x e y são ortogonais.E uma transformação unitária em V.17) obtemos a À.Yll (T preserva as distãncias).16. r-• Demonstração.x. Uma transformação linear T: V -E diz-se unitária em V se t5. (c) Se V= E e dim V= n.. designe x u-m vector próprio cor(espondente O e T(x) ~ . ••• . TEOREMA 5. próprios t_emos o seguinte teorema. Deste modo é natural esperar que T conserve também a ortogonalidade e as normas. T(y)) = (x. un de Tos quais constituem uma base ortonormada para V. (d) T é invertível. A alínea (c) resulta de (b).. e se V é um espaço complexo. x) ou ll(x..E é uma transformação unitária em V. e é unitária em T( V). Para demonstrar (d) usamos (b) a qual nos mostra que T(x) ~ O implica x ~ O.15.tx. . TEOREMA 5.T(y)O ~ Ox.\k é o valor próprio correspondente a uk· Demonstração. Pelo que respeita os valores próprios e vectores.T(y) ~ T(x.y). A equação (5. T-1 (y)) = (u. (c) RT(x) . T(v)) = (x. Se x E T( V) e y E T( V) podemos escrever x ~ T(u). Quando E é um espaço euclidiano real uma transformação unitária diz-se também uma transformação ortogonal. então existem vectores-próprios u 1.17): A alínea (b) resulta de se fazer x ~y em (5. então para quaisquer x e y de V tem-se: (a) (x. Tomando y ~ x na equação (5. x). y) ~ O implica (T(x).y ~ T(v). Seja E um espaço euclidiano e V um subespaço de E. Ãx) = (x. . Portanto 7"' é unitária em T( V). .156 Cálculo DEANIÇAO.y). A alínea (a) é consequência imediata da equação (5. uma vez que estas derivam do produto interno.17) (T(x).

T(y) ~ py e efectuamos o produto interno ( T(x).. Temos (T(x). .. Por conseguinte T(x)sSi se xE Si pelo que· T aplica S.4. Portanto À{i I e (x. escrevemos T(x) ~ ÀX.Escolhamos agora qualquer (T(x). . y) ~O a menos que Àji ~ I. . À~ fi. Mas . u. Seja dim V~ n e E= (e.y) visto que T é unitária..) =O}. A alínea (c) demonstra-se por indução em n.p(x.:-'T(u. Aqui u. T(y)) de duas maneiras. Os dois teoremas que se seguem dizem respeito a propriedades das transformações unitárias num espaço de dimensão finita. TEOREMA 5. À~ p. o que nos perniite suprimir aqui os seus pormenores.17.l em si próprio. e. pelo que (x. Valores próprios de operadores em espaços euclidianos :.. de forma muito semelhante à que utilizámos para demonstrar o teorema 5. ~\À.x. (x.18) (T(e. sendo * s.py) = J. I. Apenas apresentamos um esboço da demonstração..) uma base dada em V.) ~ À..y).). é um vector próprio de T com valor próprio À. em s.U ~ I devido a (a). T(e1)) =(e. y) ~ (x.. y) ~O.y) já que x e y são vectores pr~rios. T(y)) = (J.) = X. Temos também (T(x). A única transformação exigida diz respeito à parte da demonstração em que se prova que T aplica S em si próprio.deduzimos u1 = J. o que contradiz a afirmação de que À e p são distintos..L e observese que T(u1)) = J.. Desta maneira Àfi(x. l 1 T(u1)) = ~emonstração À1 (T(x). Uma transformação linear T: V~ V é unitária se e só se (5. Da equação T(u.j' ~!. O resto da é idêntica à do teorema 5.ut .. e1) para todo i ej. T(u 1) X visto que À.4 em que se estabelece um resultado análogo para os operadores hermíticos. x) >O e ÀÁ ~ jÀj'.: z 157 Uma vez que (x.t = {x I X E v.. pelo que se Àji ~ I deverá verificar-se ià ~ Àji. Para demonstrar (b). u1) =O.1 (x. u1) = (T(x). isto implica jÀj ~ I. T(y)) = (x.

Provar que T é unitário se e só se lei = I. (b) Se V é unidimensional. V--. Os valores próprios de A são números complexos de valor absoluto I. se A é real. TEOREMA 5..) define uma base ortonormada para V e A =(ai) é a representação matricial de uma transformàção linear T: V--+ V relativa àquela base.)= L. então T é unitária se e só se A é unitária. V a transformação dada por T(x) =ex.. a equação (5. e. e. T(y)).19) A* A= I..20) (ei. Porque (e 1. onde c é um eScalar fixo.ãkiak..19. A e A *são unitárias. então det A ~ ± I.20.158 Cálculo Em particular. isto é.akiãk. se E é ortonormada então T é unitária se e só se T aplica E sobre uma base ortonormada. provar que as únicas transformaçõeS unitárias em V são as defi- . 5.18. TEOREMA (a) (b) (c) (d) 5.17. A é não singular e A ' ~A~ As matrizes A'. = !.19) implica n n k=l (5. Indicações para a demonstração. . y = Íy 1e1 • Então tem-se e Compare-se agora (x. (<l) Seja T:. Toda a matriz unitária A goza das seguintes propriedades. Escreva-se x = Í xiei. .· k=l Compare-se agora isto com (5. Sugestões para a demonstração.20) e aplique-se o teorema 5. se e só se (5. ej) é o elemento ij da matriz identidade. Se dim V~ n e (e.19 é deixada ao leitor como exercício. A demonstração do teorema 5. Exercícios I. !det A I~ I. y) com (T(x).

2. 14. Se T é linear e preserva a norma.I)] !a(! -i) . provar que (I. Seja V um espaço real euclidiano de dimensão n. un) duas bases ortonormadas para um espaço euclidiano V. Dizer quais das seguintes matrizes são normais. provar que T é unitária. 8.A e I+ A são não singulares e· (I -A) (I +A) -• é unitária. Provar cada uma das proposições seguintes relativas à matriz real ortogonal n X n. 13.. Provar que qualquer matriz unitária pode ser diagonalizada por uma matriz unitária. Sejam (e. provar que 'f2 = I. (d) Matrizes hemi-simétricas. provar que A -i/é não singular e que (A -i/) -• (A + i/) é unitária. é um valôt próprio complexo de A. (a) Se J. li.onjugados.x. então A tem pelo menos um valor próprio real. Se n é ímpar. Se A é uma matriz hemi-hermitica. então À= l e À= -I. 10. Uma matriz quadrada diz-se normal se AA*= A*A. existem unicamente duas transformações ortogonais. 3. (b) Se .Valores próprios de operadores em espaços euclidianos 159 nida_s em (a). Uma transformação ortogonal T V---+ V com determinante I diz-se uma rotação. é um valor próprio real de A. Em particular. 6.I como valor próprio de grau de multiplicidade k. (c) Se n é ímpar. se V é um espaço real unidimensional. . . os valores próprios não reais de A ocorrem em pares (. (c) Matrizes sirn~tricas. Provar que U*AU é normaL .\. 4. A. T(x) = x e T(x) = . en) e (u 1. (a) Matrizes hermíticas. (b) Matrizes hemi-hermíticas. Se A é hermítica.. 12.. Dada uma matriz real ortogonal A com . provar que 1. provar que I é um valor próprio para T. (f) Matrizes ortogonais. Isto prova que cada rotação num espaço de dimensão -ímpar tem um eixo fixo I Sugestão: usar o Exercício 2].A)(/+ A) -• é hemihermítica. Se A é uma matriz unitária e se I+ A é não singular. Se T: V---+ V é unitária e hermítica. Se A e uma matriz normal (AA *=A *A) e s~ Ué uma matriz unitária. Por outras palavras. então o complexo conjugado 1-é também um valor próprio de A. Determinar o real a tal que a matriz seguinte seja unitária !a(2i . ~a(2 -i) 9. Provar que existe uma transformação unitária Ta qual aplica uma destas bases na outra. 7. (e) Matrizes unitái-ias. ••• . provar que det A= (-1)\ 5.

.•.. ' . ..'• ' ·. } . .

subtracção.. composição e integração. Tornou-se de imediato evidente que relativamente poucas equações diferenciais poderiam ser resolvidas por processos elementares.1. Leibniz e os Bernoulli resolveram alguns exemplos simples de equações diferenciais de primeira e segunda ordens. tentar deduzir propriedades da solução a partir da própria equação diferencial. Uma fase importante da teoria desenvolveu-se nos princípios do século XIX.. Durante o século XVIII foram desenvolvidos métodos mais sistematizados. . Métodos especiais. poderiam ser expressas por intermédio de funções elementares do cálculo. de maniera mais ou menos casual. Foi devido a este ponto de vista que os matemáticos começaram a considerar as equações diferenciais como fontes de novas funções. aplicadas unicamente um númeroJinito de ve:zes às funções usuais do cálculo. pareciam sugerir que as soluções de todas as eq'uações diferenciais. Em contrapartida. divisão.. Lagrange e Laplace. tais como a separação de variáveiS e o uso de factores integrantes foram inventados. Deste modo. antes do final do século xvu. originadas por problemas geométricos e físicos.6 EQUAÇÚES DIFERENCIAIS LINEARES 6. ltt. .. Introdução histórica A história das equações diferenciais começa no século XVII quando Newton. Estes primeiros descobrimentos. multiplicação. Pouco a pouco os matemáticos começaram a dar-se conta de que era vão o empenho de tentar descobrir métodos gerais para resolver todas as equações diferenciais. . principalmente por Euler. verificaram ser mais proveitoso averiguar se se sim ou não uma aplicação diferencial dada tem solução e. .. paralelamente à ~endência de conseguir um desenvolvimento melhor estruturado e mais 161 . postas por alguns problemas de geometria e mecânica. iniciados cerca de 1690. caso afirmativo. a maior parte do primitivo trabalho foi orientado para o desenvolvimento de técnicas mais ou menos engenhosas tendentes a resolver equações diferenciais por processos elementares ~orno por exemplo a adição.

2) f(x) = bé-A!xl + . A secção seguinte é dedicada a uma revisão dos principais resultados obtidos a referentes a esses equações. satisfaz a certas condições gerais. onde P. f(x. com P e Q funções conhecidas. a saber as de primeira e as de segunda ordem com coefícientes constantes. y). O trabalho de Cauchy garante a existência de uma solução da equação de Ricatti. salvo para uns poucos tipos. Revisão dos resultados já estabelecidos relativos às equações diferenciais lineares de primeira e de segunda ordem Uma equação diferencial linear de primeira ordem é _da forma (6.y) tem uma solução sempre que o segundo membro.1) y' + P(x)y = Q(x). r). No Volume I demonstrámos um teorema de existência e unicidade para esta equação (teorema 8. As equações lineares de segunda ordem são da forma P. Q e R admitam desenvolvimentos em série de potências em (-r. Entre estes estão as chamadas equações diferenciais lineares que se apresent_am em grande diversidade de problemas científícos. Esta função é dada pela fórmula explicita (6.1) e à condição inicial f( a) ~ b. Seja a um ponto qualquer de J e b um número real qualquer. A experiência tem provado que é difícil obter resultados de grande generalidade relativos às soluções das equações diferenciais.--t(xl r Q(t). TEOREMA 6. Em 1820.1.". Cauchy obteve o primeiro "teorema de existência" para as equações diferenciais. tendo provado que toda a equação diferencial de primeira ordem da forma y' =f(x.3) que voltamos a enunciar agora. Em 1841 Joseph Liouville (1809-1882) mostrou que em alguns casos essa solução não pode obter-se por meios elementares.2. 6.1') dt. Q e R são funções dadas. Sejam P e Q funções contínuas num intervalo aberto J.(x)y" + P1 (x)y' + P2(x)y = R(x). r) centrado na origem. em qualquer intervalo aberto (-r. Um exemplo importante é. a equação de Ricatti y' = P(x)y' + Q(x)y + R(x).162 Cálculo rigoroso do Cálculo. Então existe uma e uma só função y ~ f(x) que satisfaz à equação diferencial (6. Alguns tipos simples destas equações foram estudados no Volume I. . desde que P. com A(x) = J! P(t) dt.

P.(x) = cos kx e u. TEOREMA 6.4) pode exprimir-se na forma ~ ~ j. P.Equações diferenciais lineares 163 Se os coeficientes P. e R. P1. e f.(x) = x (b) Se d >O. Contudo.3) no intervalo(-oo. onde a e b são constantes reais dadas. r2 -ia-_ ik.4) y = e-•• 12 [c1u1 (x) + c.2) capaz de exprimir essas soluções em função de P. nesta generalização relativamente simples de (6. todas as soluções podem determinar-se explicitamente por meio de polinómios e funções exponenciais e trigonométricas como se afirma no teorema seguinte que já foi demonstrado no volume I (teorema 8. excepto em casos particulares. P.· ciais complexas J.(x) = e'•x e f.(x) = sen kx. Se d > O ambas as raízes são reais e a solução em (6.2. As suas raízes são dados por 71 = -a+ 2 .'3). a teoria está longe de ser completa.4b é o descriminante da equação do segundo grau (6. com c 1 e c 2 constantes.:!a+ ik.(x) = e'•x é uma solução complexa da equação diferelicial (6.3) + ay' + by =O.. +oo)temaforma (6. sendo k = (c) Se d <O.4b. Se os coeficientes são constantes e se R é nula. Assim. Cada uma das funções exponen. com k-= í/ -'d. e o segundo membro R são contínuas em algum intervalo J e se P. um teorema de existência (exposto na Secção 6.(x)].(x) = I e u. Se d < O.. então u. conforme se indica: (a) Se d =O. Obtemos soluções reais examinando as partes real e imaginária de J. não se anula em J. Escrevendo r1 = -. as raízes r. Esta é a equação caracterísiica da equação diferencial (6.5) garante que sempre existem soluções no intervalo J. então u.:temos = .. 7).(x) = e:kx.. tJd. e r. 1). não existe uma fórmula geral análoga a (6. Consideremos a equação diferencial y" (6.u.5) r2 +ar+b=O. ÍV _ O número d =a'. então u. são complexos cÓnjugados. e as funções u1(s) e u2 (x) determinados de acordo com o sinal de d.j ~. sendo k = -d. Toda a solução de (6.3).(x) = ekx e u.Jd O sinal de d determina a natureza destas raízes. Seja d =a' .

Provar que a substituição y = uv transforma a equação y-+ P(x)y" + Q(x)y ~ R(x) numa equação linear de primeira ordem em v'. uma das quais tem n vezes a área da outra. 4. (a) Seja u uma solução. por simples análise da equação e utilizar o método da alínea {a) para determinar uma solução de y' . Se uma cultura de bactérias cresce proporcionalmente à quantidade existente em cada instante e se a população duplica ao fim de uma hora. traçadas a partir de um ponto da curva. da equação de segunda ordem y" + P(x)y' + Q(x)y =O. provar que a equação diferencial y"" + k 2y =O tem precisamente uma solução cujo gráfico passa por {a. formam um rectângulo com os r_eferidos eixos. Determinar todos os valores da constante k. y' + 4y ~o. não nula.'. 3. Equações diferenciais lineares de primeira b'tdem. determinar todas as soluções em (-co.3y ~ e'-• em ( -oo. 3 resolver o problema os valores iniciais no intervalo indicadv. +co). quanto crescerá ao fim de duas horas? 5.. y" ~o. Exercícios Os exercíCios que se seguem foram seleccionados do Capitulo 8 do Volume I e constituem uma !Ívsão referente às equações diferenciais lineares de primeira e segunda ordem. I.4y' + x 2 (y' ~ 4y) ~ 2xe-•'l• tal que y =O e y' = 4 quando x =O. Uma curva de equação y = f(x) passa pela origem.2y' 10. b) é um ponto dado no plano e se m é um número real dado.3. (b) Obter uma solução não nula da equação y"".Sy =O. A curva devide um tal rcctângulo em duas partes A e B.2y = x 5 em (0.(x).(x) . Se (a.4y' + x 2{J. I.4_r) =O. Considerar os valores de k positivos e negativos. Determinar a função f 6.4y 8. com y = 2 quando i =O. -i. y". 7. 2. solução geral que se apresenta em (6. . b) e tem aí declive m. determin~r a correspondente solução y = J.)4 Cálculo .(x) e_(. 9. +oo). xy'. Equações diferenciais lineares de segunda ordem com coeficientes constantes. 2. com y ~O quando x ~O. y·. . Discutir separadamente o caso k =O. 2. Para cada um desses valores· de k. Rectas paralelas aos eixos.4) é uma combinação linear das partes reais partes imaginárias def. tais que a equação diferencial y"" + ky =O admite uma solução não trivial y = f"(x) para a qual /"(0) = f"(l) =O. Nos Exercícios I. Em cada um dos :xercícios 7 a 10. +co). + 2y' + y =o. y' + y tgx = sen 2x em (-h 2 ). y' . com y = I quando x = I.

]. + PJ<•-u + · · · + P nf· L= D" +P1 D"-1 + ··· +P. P.6) por P0 e escrever a equação diferencial com o primeiro coeficiente igual a 1. P. por vezes. Portanto.(x)y = 1 1 R(x). quer ilimitado. ..4./ u2(x) = e-x/ 2 senx. Na notação operacional a equação diferendial (6. . u2(x) = e-•. 2 cos x. A discussão das equações lineares pode simplificar-se-mediante o recurso à riotaç"ão de operadores. algumas vezes. No nosso estudo da equação linear supor-se-á sempre que todos os coeficientes são funções contínuas num certo intervalo J. .t. Pontos para os quais P.6) o coeficiente P.(x) =O chamam-se pontos singulares da equação.7) y<•> + P. . com Dk o operador derivação de ordem k. desempenha um papel especial. 14. .> + · · · + P. u2 (x) = S<nh x.j(•l existem e são contínuas em J.n funções dadas em 'ir (J) e consideremos o operador L: <ir"(J). A presença de pontos singulares introdUz.(x)y = R(x). = cosh x. Para evitar essas dificuldades admitimos que a função P0 nunca se anula em J. (c) u1(x) = e-. uma vez que determina a ordem da equação. (b) u1 (x) = e"'. Inicialmente o seu ·deslocamento é I.(x)y<•-u + · · · + P.Equações diferenciais lineares 165 13. P. Calcular o seu deslocamento e aceleração quando a velocidade é /8. determinar uma equação diferencial linear de segunda ordem verificada poru 1 eu 2 (a) u1 (x) =e'. dificuldades que requerem um estudo especial.. Seja P. A palavra "intervalo" designará quer um intervalo limitado. Então podemos dividir ambos os meinbros de (6. que multiplicam as derivadas das várias ordens da função desconhecida y dizem-se os coeficientes da equação. no estudo geral supomos sempre que a equação diferencial é da forma (6. Uma partícula está animada de movimento harmónico simples..6) P 0 (x)y<•> + P (x)y<•.'if (J) o espaço linear de todas as funções de' valores reais...7) escreve-se muito simplesmente . As funções P.. (d) u1 (x) (e) u1 (x) = sen(2x +I). Para cada alínea... u2 (x) = xe2". u 2 (x) = sen(2x + 2)... Seja. a sua velocidade é I e a sua aceleração é -12. contínuas num intervalo J e seja 'ifn(J) o subespaço de todas as funções f cujos n primeiras derivadas]. . Na equação diferencial (6.'ir (J) definido por L(/) =f'"' O operador L escreve-se. Equações diferenciais lineares de ordem n Uma equação diferencial linear de ordem n é da forma (6. 6.

Com efeito provaremos que (6. Este chama-se também o espaço solução da equação. SeXo EJ e se k0 . O operador L chama-se um operador diferencia/linear de urdem ll. Esta diz-se a equação homogénea correspondente a L(y) = R. Uma solução desta equação é qualquer função y em 'C"(J) que verifique (6. Quer isto dizer que L é um operador linear.8) no intervalo J. O teorema de existência e unicidade · TEOREMA 6. existe uma e uma só função y = f(x) que satisfaz à equação diferencial homogénea L(y) = O em J e que igualmente satisfaz às condições iniciais . para qualquer constante c. k 1 • • • • • /(. Embora 'C•(J) seja de dimensão infinita._ 1 são n números reais dados. funções contínuas num intervalo aberto 1. Por tal facto iniciaremos o nosso estudo pela equação homogénea.)+ L(y.) e que L(cy) ~ cL(y).8) L(y) =R. + y. e seja L o operador diferencia/linear L= n• + P.renciais lineares.5. TEOREMA DE EXISTENCIA E UNICIDADE PARA EQUAÇOES LINEARES DE ORDEM n. Verificaremos adiante que podemos resolver a equação não homogénea sempre que seja possível resolver a correspondente equação homogénea. O teorema de dimensional idade estabelecer-se-à como uma consequência de um teorema de existência e unicidade que vamos estudar a seguir. É fácil verificar que L(y. O conjunto das soluções de uma equação homogénea é c espaço nulo N(L) do operador L. na qual o segundo membro aparece substituido por zero. a equação L(y) ~ R diz-se uma equação não homogénea.) ~ L(y. A equação (6. A cada equação linear L(y) = R podemos assim associar a equação L(y) =O. •••• P. com n a ordem do operador L.3.D•-• + · · · + P •. resulta que o espaço solução N(L) tem sempre dimensão finita. O espaço solução é um subespaço de 'C•(J).9) dim N(L) = n. Por isso se designa a equação L (y) ~ R por equação linear.166 Cálculo (6.9) chama-se o teorema de diinensiona/idade para operadores dife. Sejam P 1 • P2 . Quando R não identicamente nulo. 6.

EOREMA 6.• u. Nota: O vector do espaço n dimensional definido por (J(x. Se u.3.. . T é biunívoca em N(L ). pelo teorema 2.)). a equação homogénea L(y) = O tem precisamente uma solução y = f(x) em J com aquele vector valor inicial em x0 • Por exemplo. resulta que qualquer conjunt~ de n soluções independentes servirá como base. Seja L: <C"(J)- <C (J) um opera. Portanto. TEOREMA DE D!MENSIONALIDADE. então toda a solução y = f(x) em J pode exprimir-se na forma (6. .. dado por (6.. dor diferencia/linear de ordem n.. . A dimensão do espaço solução de uma equação linear homogénea T.(x). c1 • .5.11) a combinação linear do segundo membro..4. uma vez sabido que o espaço solução tem dimensão n.).11) f(x) =L c. Seja V" o espaço linear n-dimensional dos n-tuplos de escalares. . teoremas de existência e unicidade mais gerais que se estudam do Capítulo 7. . · 6. e o teorema 2. para o caso de equações de coeficientes constantes.Equações diferenciais lineares 167 f<•.['(x0 ).10) L= D" +P. ••• . Portanto.<(f (J) um operador diferencial linear de ordem n. j'(x. diz-nos que se escolhemos um ponto x 0 em J e um vector -DO espaço n dimensional. T(f) = (f(x0). no ponto dado x0 .11 mostra que dím N(L) = dim v. com constantes arbitrárias c 1•• ••• cn• chama-se a solução geral da equação diferenciaL .D"-1 + . como corolário do teorema de dimensionalidade temos: TEOREMA 6..). Seja T a transformação linear que aplica cada função f do espaço solução N(L) sobre o vector valor inicial de f em x. quando n = 2 existe precisamente uma solução com o valor prescritof(x 0 ) e a derivada prescritaf'(x0 ). Logo T ·• é também biunívoca e aplica V • sobre N (L). Seja L: <C"(J). Na Secção 7. • cksão constantes. onde x. +Pn. Nota: Uma vez que todas as soluções da equação diferencial L(y) =O estão contidas na fórmula (6. Demonstração. A demonstração do teorema de existência e unicidade obter-se-á como um corolário dos. Então o espoço solução da equação L(y) =O tem dimensão n.= n.. k~l n onde c 1 . O teorema de unicidade diz-nos que T(f) = O implica f= O.u.. são n soluções independent~s da equação diferencial homogénea L(y) =O em J.>(x 1 0 )) chama-se o vector valor inicial de f em x 0 • O teorema 6. 10.9 apresenta-se outra demonstração parll o mesmo teorema. é um ponto fixo de J.6.['•-ll(x.

. multiplicação por escalares e composição ou multiplicaÇão) podem aplicar-se. dado um polinómio real qualquer p. p A(r) = a0r" + a1r•-1 + · · · + a•. 7. Contudo. de operadores d~ coeficientes constantes satisfazem às propriedades . O teorema seguinte mostra que esta . O produto de A e B (por qualquer ordem) é também um operador de coeficientes constantes. comutativa. como quaisquer outras transformações lineares. 1 Nesta Secção interessa-nos considerar funç'ões possuindo derivadas de todas as_ordens em (~oo. A álgebra de operadores de coeficientes constante" Um operador A de coeficientes constantes é um operador linear da forma (6. para todo real r terp-s~.. porque D'D' = D'D' para quaisquer inteiros positivos r e s dois quaisquer operadores de coeficientes . Entre estas estão as equações diferenciais com coeficientes constantes que voltamos a considerar. . produtos.168 Cálculo O teorema de dimensionalidade diz-nos que o espaço solução de uma equação diferencial linear homogénea de ordem n tem sempre uma base de n soluções. O operador A pode aplicar-se a qualquer função y com derivadas até à ordem n em um certo intervalo. O conjunto de tais funções representa-se por t:ta:J e será referido como a classe das funções infinitamente deriváveis.constantes são permutáveis: AB = BA.tA são também operadores com coeficientes constantes. e produtos por escalares. aos operadores de coeficientes constantes. Se y E q. Uma vez que a soma A + B e os produtos . Inversamente. · têm-se inventado métodos especiais para equações particulares. Se ao* O o operador diz-se de ordem n. Igualmente._ 1y' + a. a~> .12) onde D é o operador derivada e a0 . Com efeito.. . associativa e distributiva. oo então A (y) pertence também a CC 00 • As operações algébricas usuais com transformações lineares (adição. A cada operador de coeficientes constantes A associamos um polinómio p A• chamado o polinómio característico de A. 6.12). existe um correspondente operador A cujos coeficientes são os mesmos· de p. não se conhece nenhum método simples para determinar uma base de soluções para toda a equação diferencial linear.> + · · · + a.y. o conjunto de todos os operadores de coeficientes constantes é um espaço linear. mas não nos diz como determinar tal base.em particular. PA é o polinómio que tem os mesmOs coeficientes que A. ~ são constantes reais. Sejam A e B dois-operadores de coefiCientes Constantes (não necessariamente da mesma ordem).. sendo o resultado uma função A(y) dada por A(y) = a0y<•> + ai)'<•. isto é. Deste modo somas. ~-. +oo). Se A é dado por (6.

respectivamente. Por exemplo. pelo teorema -6.5 1-j) .e I admite uma factoriz. e À um número real. e produtos por escalares dos polinómios PA e p 8 também é válida para os operadores A e B.6. a alínea (a). se PA(r) = p 8 (r)pc{r)..e O.13). existe uma factorização correspondente do operador A. esta correspondência associa . racteristicos p A e p 8 .. cada factor deve ser o polinómio característico de um certo · operador com coeficientes constantes. tem-se e B(y) = p B(r)e''.). A equação A(y) = B(y) implica PA(r) ~ p 8(r). ambos os polinómios têm o mesmo grau e os mesmos_ coeficientes. Pretendemos provar que A(y) = B(y) para todo y em ~oo: Uma vez que PA = p 8. com r constante. Uma vez que r é arbitrária deve ter-se PA = p 8 .= À·p.)(D.6. Uma vez que y!k)= rke" para cada k . r 2 . l~- 4: O teorema fundamental da álgebra diz-nos que todo o polinómio p A(r) de grau n . Se A e B são operadores de coeficientes constantes com polinómios ca-.r.. SuponhamospA = p 8 . Em particular.r 1)(r .r. a factorização correspondente de A toma a forma A= a0 (D. (c) e (d) resultam imediatamente da definição de polinómio característico. Por conseguinte A e 8 têm á mesma ordem ·e os mesmos coeficientes.) · · · (r . Além disso. ••• .13) p 1(r) = a0 (r . pelo que. estando assim demonstrada a alínea (a).Equações diferenciais lineares 169 associação entre operadores e polinómios é uma correspondência biunívoca. Se PA(r) pode factorizar-sc como um produto de n factores lineares.ação da forma (6.rJ · · · (D.6 resulta que toda a relação algébrica que inclua somas. r. por exemplo (6. pelo que A(y) = B(y) para cada y em ~oo Demonstremos agora que A = B implica que PA = p 8 .). As alíneas {b). as raízes da equação ~'. Consideremos em primeiro lugar. Demonstração. então A = BC.r. A relação A = B significa que A(y) = B(y) para todo y em ~ 00 • Façamos y =e". então tem-se: (a) A= B se e só se PA = PB• (b) PA+B = PA + PB• (c) PAB = PA · PB• {d) Pu. sendo r.a somas e produtos de operadores e produtos de operadores por escalares as correspondentes somas e produtos dos respectivos polinómios característicos e produtos destes por escalares. Do teorema 6.r. se o polinómio característico PA pode ser factorizado como um produto de dois ou mais polinómios. TEOREMA 6.

Os dois factores lineares.3). pelo que A tem a factorização A= (D. Tal facto proporciona-nos uma factorização correspondente do operador A como um produto de operadores com coeficientes constantes de primeira e segunda ordem com coeficientes reais. Seja A = D' .) ~ N(L) para todo i= I. podem combinar-se para dar um factor quadrático r -lar+ a 1 + /) 2 cujos coeficientes são reais.8. Cada raíz escreve-se tantas vezes quantas as unidades do seu grau de multiplicidade.5D + 6.. k.7.2)(D .5D EXEMPLO +6 = (D . pelo que . correspondentes a cada tal par de raízes. de soluções para equações lineares com coeficientes 6.l)(r.. . o operador A admite a factorização D' . PA(r) 2.l)(D.2)(r.l)(D' + 1).2r" + 2r'. Determinação de uma constantes por factorização. .l)(r' admite a factorização r'. Porque o polinómio característico PA(r) admite a factorização r' . ou. se {'> O.14) N(A.3). Se u é o espaço nulo do último factor An tem-se Ak(u) = O. por outras palavras (6.de operadores O teorema que se apresenta a seguir mostra como. 2. As raízes podem ser reais ou complexas: Porque pA(r) tem coeficientes reais. todo o polinómio PA(r) pode fáctorizar-se num produto de polinómios lineares e quadráticos com coeficientes reais. a.2D' + 2D' .Sr + 6 = (r.170 Cálculo chamada a equação característica de A.2r+ + 1). Deste modo.2D + I. Seja A = D'. a+ i/). Demonstração. TEOREMA 6. a factorização de operadores com coeficientes constantes nos auxilla a resolver equações diferenciais lineares com coeficientes constantes. * EXEMPLO I. por exemplo base então o espaço solução da equação diferencial linear L(y) =O contém o espaço solução de cada uma das equações diferenciais A1(y) = O. as raízes COQlplexas aparecem em pares conjugados.i/). O polinómio característico I= (r. Se L é um operador com coeficientes constantes que pode ser factorizado como um produto de operadores com coeficientes consiantes.

Vamos mostrar como pode o teorema ser utilizado para resolver equações diferenciais homogéneas com coeficientes constantes._. Tem-se a factorização L= a0 (D.8.15) é dada por O método usado para resolver o Exemplo I permite-nos encontrar uma base para o espaço solução de qualquer operador com coeficientes constantes que possa decompor-se num produto de factores lineares distintos. Mas porque os operadores de coeficientes constantes permutam. Determinar uma base de soluções para a equação diferencial (D3 - (6. . No capítulo l (pg. dependentes da natureza das raízes da equação característica. são independentes. . A equação é da forma L(y) = O com L= D 3 - 1D +6= (D.. O Teorema 6. Porque três soluções independentes de uma equação de terceira ordem formam uma base para o espaço solução. 11) demonstrou-se que u. k=l Demonstração. no intervalo (.16) y =Ic.J · · · (D.(u) = (A 1 • • • A~<-1)(0) = O. Se L(u) =O. + 3).r.r. CASO I. Resolução. . podem sempre reorde- nar-se os factores de tal modo que qualquer um deles seja o último e portanto está demonstrada (6. r1 .2 contém u. (x) =e { o de D . Raízes reais e distintas EXEMPLO I. u. · · · AJ(u) = (A 1 • • • A.)A. Deste modo o espaço nulo de L contém o espaço nulo do último factor A •.e'•'. u.. • • r n• então a solução geral da equação diferencial L(y) = O. Se fôr L um operador de coeficientes constantes cuja equação característica pL(r) =O admite n raízes reais e distintas r 1 . Escolheremos exemplos que ilustram aspectos diferentes.r1)(D. o operador L diz-se anular u. é dada pela fórmula n (6.(x) = e-'x.l contém u. TEOREMA 6.(x) =e'~ e o de D + 3 conté~p u. + oo ). a solução geral de (6.7 diz-nos que se um tactor A1 de L anula u.).14).15) ?D + 6)y =O.2)(D O espaço nulo de D .oo. então L também anula u.!)(D.Equacões diferenciais lineares 171 L(u) = (A 1A.

As mfunções são m elementos independentes anulados pelo operador (D .16) .r)m~• a ambos os membros desta equação obtemos O no segundo membro. xm-•. que o teorema é verdadeiro param _: I. Demonstração. algumas das quais múltiplas. Para completar a demonstração torna-se necessário proVar que (D . Se uma raíz r tem multiplicidade m.. Se m = l existe unicamente uma função. O teorema que se segue mostra como obter m soluções independentes no espaço nulo deste factor.rxm-1e'" = (m - l)xm. pelo que u mé anulado por (D .r)m ê um facto r de L.17) No capítulo (pag. TEOREMA 6.•••• um_. são também anuladaS por (D . Uma vez que (D .r)m-' anula um_.r)mum ~O. CASO li. . então.. li) provou-se que estas funções são independentes. u1 (. x.x) = erx. ••• . Está pois completada a demonstração.r)m. uma vez que (D . . Admitamos. Posto que tem-se (D .r)m = (D .. as funções (6. . então (D .2e"~~: + xm-lre= - rxm-lerx Quando aplicamos (D .r)(xm-1e"') = D(xm-1e'")... Um-• são anulados por (D.r)m-1 as funções u11 .. Tal significa que as funções u.r)m anula um. . .r)m.Porque o espaço nulo de (D..r)m .) contém u.r)(D . a qual é evidentemente anulada por (D -r).17) não são independentes e consequentemente não constituem uma base para o espaço solução.r. Para provar que u. u2 . mas não distintas.172 Cálculo . o espaço nulo de L contém as n funções (6. Raízes reais.9.r)m recorrendo à indução em m.(x) ~ e''X. . A independência destas funções resulta da Independência dos po1inómios l.. Por conseguinte (D . Um são anuladas por (D. Se todas as raízes forem reais. portanto formam uma base para o espaço solução da equação L(y) ~O.r)m-•. xz. pelo que a solução geral é dada por (6.

. O operador L admite a factorizaçãó L= (D -2)'(D + 3). u.(x) ~e-x.D') y ~ 0.2)'. pelo que a solução geral da equação diferencial é O teorema 6. q formam uma base para o espaçosolução da equação. Integrar a equação (D' + 2D' . u. Resolução. 2. u~(x) = xe-x. .. A parte da base correspondente ao factor D 2 é u 1(x) = I. Se as raízes distintas são.· ~ . Se se utilizam _exponenciais complexas. . As seis funções u.9. _..9) constituem uma base do espaço nulo de L. a parte correspondente ao factor (D-I) é u.2D' . são independentes (ver Exercício 17 da Secção 6. u2(x) = xe"' pertencem ao espaço nulo de (D.(x) = e->x pertence ao espaço nulo de (D + 3).. Se se OP. a parte da base correspondente a rP é dada por mP funções onde q = 1. onde L = D' . r2 .8D + 12. Uma vez que a soma das multiplicidades m 1 + . ••• .. 2. u 6 (x) = x 2 e-x. Determinar a solução geral da equação diferencial L(y) =O.2D'.9 diz-nos como determinar uma base· de soluções para uma equação diferencial linear de ordem n de coeficientes constantes.. u6 são independentes. mk. a ordem da equação.. as funções uf'.. rk e se aparecem com graus de multiplicidade m" m 2 . · EXEMPLO 3. No Exercício 17 da Secção 6.. Quando P toma os valores I.- ·-U.9 delineamos uma demonstração para provar que todas estas funções são independentes. mfl.D' =e D'(D. + rnk é igual a n..I) (D + 1)'. A função u. e a parte correspondente ao factor (D +I)' é u. r 1 . ••. Pelo teorema 6.D' . Tem-se D' + 2D'. EXEMPLO 2. ..Equações diferenciais lineares 173 . na hipótese da equação característica possuir apenas raízes reais ainda que algumas delas sejam multiplas. pelo que a solução geral da equação é · >. as duas funções u1 (x) = e"'.. ~ CASO 111. . ..(x) ~ex. u2 (x) = x. não há necessidade de distinguir entre raízes -reais e complexas na equação característica da equação diferencial L(y)=O. Raízes complexas. Resolução.. Uma vez que u. k obtemos no total m 1 + · · · + mk funções..

5 .9 apresentam-se esboços de demonstrações). 2 ± i.x) cos x + (c. A demonstração desta proposição pode efectuar-se facilmente.18) D' .9y'" + 34y-.. As suas raízes são 2. y'" . 6. (No Exercício 20 da Secção 6.2ocD + oc2 + fi' . EXEMPLO 5. . EXEMPLO 4.2.2í.66y" + 65y"(r . . .. O ~spaço nulo deste operador de segunda ordem contém as duas funções independentes u(x) = e•x cos {3x e v(x) = e•x sen {3x. (6. 2 ± 3i. 2 ± i. por indução em m. factoriza-se o operador L em factores lineares e quadráticos com coeficientes reais.. y-- 2y" + 4y'- Sy =O.2ocD contém 2m funções independentes u. y-. O espaço nulo do operador [D'.4y" + 13y" =O. as suas raízes são l. a-i{) corresponde a um factor quadrático. r' .m. Cada par de raízes complexas conjugadas a+f3i. + c x)senx].(x) + oc2 + fJ'r q=l. 2í. 25y =O. A equação característica é r" .ez + e'"[(c. a solução geral f. Os exemplos seguintes ilustram algumas das hipóteses. pelo que a solução geral da equação diferencial é y EXEMPLO = c1e2:1:: + c2 cos 2x + c3sen2x. tem as raízes O. + c.I )(r2 4r A equação característica pode escrever-se - + 5)2 = O. então o factor quadrático aparece elevado à potência m.2r2 + 4r - 8 = (r - 2)(r2 + 4) = O . Se o par de raizes a± í{3 tem multiplicidade m. de maneira que a solução geral da equação diferencial é y = ·c. = x"-'t!'" cos {Jx.4r' + 13r =O. A equação característica.174 Cálculo sejam soluções de valor real.

= ~O. (g) u1 (x) = cosh x. y'" 9. u3 (x) = e'. Provar que as n funções são independentes. . y'" . Uma equação diferencial. .. Ua(X) = e2'. Q" n polinómios. u2 (x) ~ xe-"'... li. Pode dar-se outra deinonstração baseada na ordem de grandeza quando x ____. como foi feito no Exemplo 7 da Secção 1. u 2 (x) ~e". (e) u1 (x) ~ x'. li).y =o. 13. Utilizar a indução em n. Exercícios Determinar a soluçãO geral de cada uma das equações diferenciais dos Exercícios I a 12 1. determinar uma equação diferencial linear com coeficientes constantes verificada por todas as funções que se indicam u2(x) = e-:r:. + 4y'" + By" + 8y' + 4y + 2y" + y ~O. (f) u1 (x) = e-2 . . u3 (x) ~ x'e-2x.t. cP+'' p + I escal3.3y" + 3y' . + By''' + 16y" ~O. 8. y"'.Q. c. y'" + 4y" + 4y' ~O. +co) se todas as raízes da equa_ção característica são não positivas? I S. linear de coeficientes constantes tem a equação característica f(r) =O. u3 (x) = e---2:1::. u3 (x) ~ xe". u 2 (x) ~e". cos 3x. .y"'. + oo.r. 7.9. 16. u4(x) = e-2:1::. u 2 (x) = x. provar que toda a solução da equação diferencial tende para zero quando x __. y' 41 10.. y'" 12. . (b) u 1 (x) ~ e-2x. Para n = I e n = 2 o resultado é facilmente verificável. u4{x) = xsenh x.. 14..y ~O. 6.. Seja r.. Suponhamos que a proposiçãó. . y'" + 4y'" + 6y" + 4y' + y ~o. (h) u1 (x) = coshxsenx. . . determinar a solução particular y rencial f(x) da equação dife- y"' . uix) = xé.(x)e'"' ~ O.Equações diferenciais lineares 175 6. y'''. u3 (x) = x.2y".. 5. nenhum dos quais é o polinómios nulo. Se m é uma constante positiva. + oo. 4. u3 (x) = x cosh x. (d) u 1 (x) ~ x. u2 (x) = e-2z sin 3x. Usar então a hipótese de indução para mostrar que todos os escalares c" ~ão O.3y' ~o.(x) = xe-2:1::. k=l Multiplicar ambos os membros _por e-rp+lx e derivar a equação obtida.fi-. (a) u1(x) = ~. r(O) ~ I. u 2 (x) =senh x.my" + nfly' - rrfly = O que satisfaz às condições f(O) ~ f(O) =o O. Esboço da demonstração. y'" + 16y ~o. Se todas as raízes da equação característica forem negativas.res reais tais que P+l I c..é ·verdadeira para n = p e sejam c. 2. + 4y''' + 4y" ~o. J''' 11._ .y' =o.7 (pg. u3 (x) ~ xe". '"' n números reais distintos e sejam Q. y'". (c) u1 (x) = 1. Em cada alínea. ... . O que pode concluir-se acerca do comportamento de todas as soluções no intervalo {0. 3.16y ~O. u2(x) =-'ienhxcosx.fi.

.. q satisfazendo a I ::::. . se L= 2D 2 .] r=O k 20.2. provar que ~ L(u) = L~ k=O n (kl(O) •"'. onde ué uma runção dada de x.. . p::::. provar que (Sugestão: Utilizar o Exercício 18. m-1. . xu.• xm-lu. r 2. (d) Servir-se da alínea (c) para provar que o operador(D 2 .m.. I :5 p::.n.176 Cálculo 17. SejaM= Lm. Provar que p'(t) = = q(t)m. 19. (a) Seja p(t) = g(t)mr(t). m > I. Mais geralmente.. •••• m".3. conjuntamente Com a rórmula de Leibniz para a derivada de ordem n de um produto: (uv)(k) = L (~)u(k-Tlv(r) . seja Por exemplo quando p = I as funções correspondentes são Provar que as n funções uq. . Com a notação do Exercício 18. provar que onde LOH =L.1.1s(t). (b) Seu admite derivadas até à ordem n .] 18. k inteiros postttvos e r. (a) Seu admite derivadas até à ordem n. (0 operador L(ml não deve confundir-se com a potência Lm. ' " ' k números reais distintos e n = m. (b) Seja L um operador direrencial com coeficientes constantes que anula u. como sendo o operador cujo polinómio característico é a d~rivada p(ml(r). k. Provar que cada uma das derivadas M'.2âD + a 2 + /P) anula cada uma das runções Jéle~ sen /)x e x!Jetn cos fh para q = I. Por exemplo. com q e p polinómios e m um inteiro positivo. 2. .. P assim definidas são independentes. defina-se a daivada de ordem m. (c) Servir-se da alínea (b) e do Exercício 19 para provar que M a~ula cada uma das r unções u. m=0.. ••• . Sejam m. Mw. a potência de L de ordem m. seu e v têm derivadas até à ordem n.. mp.. + ·.· + mk.. m1 .. . com s um polinómio. Para cada par de 'inteiros p. Seja L' o operador diferencial linear de coeficientes constantes cujo polinómio característico é o polinómio derivado p'(r).). . [Sugestão: Recorrer ao Exercício 16. Seja L um operador diferencial linear de coeficientes constantes de ordem n com polinómio característico p(r).3D + I então C= 4D . L<ml. Mlm-ntambém anula u.

19).. . ••• .10.19) onde c. O conjunto de soluções da equação não homogénea é análogo ao plano que Passa por um determinado ponto. Toda a solução y = f(x) da equação não homogénea é da forma (6._ y. _ k! k=O 2 n (kl(~) 6.Equações diferenciais lineares 177 21. O teorema que se segue estabeleCe a relação entre as soluções da equação homogénea L(y) =O e as de uma equação não homogénea L(y) = R(x).19) (com constantes arbitrárias c~" c 2 . e (2) determinar uma.solução particular da· equação não homogénea L(y) = R. Pela linearidade temos L (f_. a qual nos ajuda a clarificar o seu significado. dois problemas: (I) Determinar a solução geral de equação homogénea L(y) =O. da equação homogénea L(y) =O. Seja L: 'if n(J). . Portanto f. Se a é constante ·t seu tem n _derivadas. Not-a: O teorema IJ.m estando assim demonstrado (6.y.R= O. . Uma vez que todas as soluções de L(y) =R estão contidas em (6. Un n soluções independentes da equação homogénea L(y) =O. a soma do segundo membro de (6. Vamos ver em seguida que podemos sempre resolver o problema (2) se podermos resolver o problema (I). cn) chama-se: a solução geral da equaç-ão não homogénea. Na prática para utilizar o teorema 6. onde R E 'if (J).10 estabelece que a solução geral da equação não homogénea se obtém somando a y 1 a solução geral da equação homogénea. TEOREMA 6. Um por exemplo f.19). k=l n Demonstração.'if (J) um operador diferencial linear de ordem n. e y 1 uma solução particular da equação não homogénea L(y) =R. Seja L um operador de ordem n com coeficientes constantes e cujo polinómio característico é p(r). ••• . cnsão constantes. Relação eótre as equações homogéneas e nâo homogéneas Voltamos de novo à equação diferencial linear de ordem n com coeficientes não necessariamente constantes. •. provar que L(ettxu(x}) = ettx .) =O.IU admite uma interpretação geométrica simples. pertence ao espaço solução da equação homogénea L(y.10 temos que resolver. P _ u<kl(x).y 1 é uma cofnbinação linear de U 1 .10. .) = L(f). O espaço Solução da equação homogénea é análogo ao planO paralelo que passa pela origem. detenninamos uma solução particular e somamos a está todas as soluções . Para determinar todos os· pontos de um planó determinamos um ponto particular do plano e juntamos-lhe todos os pontos de um plano paralelo que pas~a pela origem.. Sejam U 10 • • • . Para determinar todas as so-luções de L(y) = R. f(x) = Yt(x) + Ickuk(x). pelo que f.) =R.y 1 = c 1u 1 + ·· · + CJ1.L(y. O teorema 6.

u'). O método conduz a um sistema de n equações algébricas r:~. . Temos n funções v1 . .n a determinar. vn.178 Cálculo 6. une do segundo membro R. u) =O. da equação não homogerea 1 (y\ ~R. r. . . se conhecermos n soluções independentes u.22) y.20) pode escrever-se como um produto interno. Se impomos a condição de que o segundo termo no segundo membro de (6. Determinação de uma solução particular da equação não homogénea. onde v eu são funções vectoriais n dimensionais dadas por Tentamos escolher v de tal maneira que o produto interno definido y 1 satisfaÇa à equação não homogénea L(y) ~R.. vn são funções que podem ser calculadas por intermédio deu. y.... . u'). A integração das derivadas dá-nos as funções pretendidas r. O segundo membro de (6. . . obtemos y~ =(v. u") +(v'..)). Este sistema pode sempre resolver-se lineares. L(u... Começãmos por calcular a primeira derivada de y 1 • Encontramos (6. u).luçã~ particular da forma (6. u). . u. v. ..20) em que t 1 . y.11. Para o caso de uma equação de ordem n os pormenores podem simplificar-se pelo uso de notação vectorial e matricial. Vamos tratar um método conhecido por variação dizs constantes que nos indica como determinar y.21) y 1 = (v. O método proporciona uma so. (6.. . O método de variação das constantes Voltamos agora a nossa atenção para o problema de determinaçao de uma solução particular y. u') +(v'.. ••• . a fórmula para simplifica-se e fica y. pelo que cteverá ser possível estabelecer n condições que as relacionem.. .22) deva ser nulo. da equação homogénea L(y) ~O. ••• . = Derivando a relação para (v.. O método foi pela primeira vez usado por Johann Bernoulli para resolver equações lineares de _primeira ordem e depois por Lagrange em 1774 para resolver equações lineares de segunda ordem. com tanto que (v'.). com L(u) ~ (L(u... satisfeitas pelas derivadas porque a respectiva matriz dos coeficientes é não singular. dado que L(u) ~O. =(v.

Assim L(y.(x)y ={(v. por agora. O)+ R(x) = R(x). .. . Admitamos. u1 11 ) + · · · + P.. Estas condições estabelecem que (v'. u 1•-11 ) = R(x). Seja D" + P.I condições relativas a obtemos t. também se simplifica e escreve-se y~ =(v. u<n-1)) = R(x). ~ R(x). Derivando aiÍlda uma vez Impondo a condição (v' u<n-1)) 1 ~ R(x). u!kl) =O par. u"). e W e a matriz n X n cujas linhas são formadas pelos componentes de u e suas sucessivas· derivadas: . L(u)) + R(x) =(v.(x)(v. I. desde que também (v'. que se podem satisfazer as n C()ndições impostas a v. pelo que y.se for possível satisfazer as n condições impostas a r. u) •1 =(v. Se continuamos este raciocínio para as n . L~ desde que (v'.(x).(x)D•-• + ··· + P. u'•') + R(x).2 e que (v'.l primeiras derivadas de y 11 obtemos Obtivemos. Quando aplicamos L ay.) (6.a k =O.23) onde u(x) é uma matriz coluna n X I.t ' f Equações diferenciais lineares 179 Se pudermos escolher v de maneira que (v'. O método terá êxito . a última equação vem y:• =(v. é uma solução da equação não homogénea. çncontramos L(y 1 ) = y\•' + P 1(x)yj•-11 + · · · + P. u') =·0. Podemos pois éscrever estas n equações como uma simples equação matricial. u) ~O então a fórmula paray. u1• 1) + R(x)} + P 1(x)(v.até ao momento n. n.

W= A matriz W chama-se a matriz wronskiana de u 11 ••• . umá solução particular de L(y) = R é dada pelo produto interno . com A fórmula y.180 Cálculo u. u. v( c) + z) = (u. z). u. v(c)) + (u. segundo J.. Wronski {1778-1853). O primeiro termo (u. Por outras palavras. H. M. Demonstraremos. = (u. que a matriz wronskiana é não singular. visto que é uma combinação de U 1 . ti( c)) satisfaz à equação homogénea. u. u. ••• . v) para a solução particular toma agora o aspecto y1 = (u. z) como uma solução particular da equação não homogénea. na secção seguinte. Por conseguinte podemos omitir este termo e utilizar o segundo termo (u.23) por W{x)-• para se obter Escolhamos dois pontos c e x no intervalo J considerado e integremos esta equação vectorial no intervalo de c a x. Por- tanto podemos multiplicar ambos os membros de {6. v) = (u..

(x). n X l. definido (6. . e u2 é i .. Uma solução particular y.duas soluções independentes u. Sejam u. une c um ponto qualquer de J. W é a matriz wronskiana de u1. . definida pela equação (6. Tudo o que se exige é que R seja integrável em [c. Resolução. L(y) = O.- 1 + e• no intervalo (-co.. Determinar a solução geral da equação diferenciai 2 y" .. ·da equação não homogénea L(y) = R é dada pela fórmula y. (x) =e-\ u2 (x) =e-x.Equações diferenciais lineares 181 Observe-se que não é necessário que a função R seja contínua no intervalo J. Podemos resumir os resultados desta secção no seguinte teorema. un n soluções independentes da equação diferencial/inea< homogénea de ordem n.11. x].24) pode substituir-se por um integrai indefinido EXEMPLO \. TEOREMA 6. +co). lln os elementos da maúiz coluna v. k=l • com v..y = . ..24) Nesta fórmula. . num intervalo J.(x) =I u..· A matriz wronskiana deu. Nota: O .(x)v.inte~ral ••• . A equação homogénea (D' .l) y =O tem as .

isfazem u.. . a que sat. u.x + log (I + e") v2(x) = e" --=--.xe" + (e" . Fazêmo-lo demonstrando que a determinante de W é uma função exponencial.] . un. Consequentemente a solução geral da equação diferencial é y = c1u 1(x) = 1 + c2u2(x) + v1(x)u 1(x) + v2(x)u 2(x) c e" + c.. a qual nunca se anula no intervalo J considerado. = [ -ex.12.(x)y =O..I + -e" ) dx = l+ex = -e-• . a matriz é não singular e a sua inversa é dada por W(x)-1 =- 1[-e-" -2 -e" -e~] • e" Portanto W(x)-1 I [o] 1 = 1 e" -2 [-e-"] e temos Ol [ R(x)W(x)- 1 2 -e-• =.(x)y<•.. .ndo cada componerlte do vector no segundo membro encontramos v1(x) = e f e-• . Porque det W(x) = ""2.e-• .1> + · · · + P. 6..._tem a forma (6.dx f I+ e" -log(l +e").I .dx = l+e!JJ f( . de uma equação homogéne. . Seja w(x) = det W(x) para todo x em J e suponhamos que a equação diferencial.a L(y) =O é não singular..e-•) log (I + e").. e-• . .25) y<•> + P. I+ e" Integra.. J J I +e" e-• ] . [ 2 1 +e 1 ex.. . . Não singularidade da matriz wronskiana de n soluções independentes de uma equação linear homogénea Nesta secção vamos demonstrar que a matriz wronskiana W de n soluções independentes u.182 Cálculo W(x) = [ : :.

U 11 ). Multiplicando a última linha de w por P. u<n-2 1.21. visto que u verifica a equação diferencial (6.. o mesmo se verifica com u. . seja f a combinação linear * . Além disso. O determirlllnte wronskiario satisfaz à equação diferencial de primeira ordem (6. Resolvendo (6. Uma vez que cada componente de u satisfaz à equação diferencial (6. Fazêmo-lo por redução ao absurdo. . . u<nl)...27)... u<n. Portanto o determinante é zero. membro a membro. por exemplo t = t 0 . Seja u o vector linha u = (u.(x) temos também ... Utilizando as componentes deste vector não nulo. . . .26). Uma vez que det W(l 0 ) ~O.17).27) w(x) = w(c) exp [- t P 1 (1) dt] (fórmula de Abel). ... Consequentemente se c E J tem-se (6. O...26) em J. u'. cJ (0. Quer dizer w' ·= det (u. Escolhamos um valor fixo de t em J. e consideremos o sistema linear de equações algébricas W(t0 )X= O. a matriz W(1 0 ) é singular pelo que este sistema admite uma solução não nula. As linhas da matriz wronskiana _W são os vectores u. w(x) *O para todo x em J. seja X~ (c. u: . . . . Seguidamente vamos provar que w(c)"' O para algum c em J.. u<nl + P 1 (x)u<n-11). .. A derivada de w é o determinante da matriz obtida por derivação da última liriha de W (ver Exerci cio 8 da Secção 3.Equações diferenciais lineares 183 Então tem-se: ·TEOREMA 6. Demonstração.. u'. . u<n-l)_ Consequentemente podemos escrever w = det W = det (u. Mas as linhas deste último determinante são dependentes. u'.26) obtemos a fórmula de Abel (6. as-duas últimas equações encontramos w' + P1(x)w = det (u.. 0).25).. onde X é um vector coluna.25). Suponhamos que w(l) ~O para todo t em J. ... u<n-11). o que significa que w satisfaz a (6.12. Somando.

dt. Uma sol~ção particular é Substituindo na equação u ~ (D ..2)y = xe"+«'. Significa isto que c.2)y obtemos uma equação diferencial linear de primeira ordem para y.1. Deste modo w(t) O./ é a solução zero. se a equação tem coeficientes constantes podemos reduzir o problema ao da resolução de uma sucessão de equações diferenciais lineares de primeira ordem. para algum 1 em J. particulares.2)y.184 Cálculo f(t) = c1u 1(t) + · · · + c. 6. O método geral ilustra-se melhor com um exemplo simples.) = J'(t.l)(D.i)u = xe"i·x'.~ O. Então a equação vem (D . Por exemplo. Tomando para este valor de I o c na fórmula de Abel. Está assim completamente demonstra- * do o teorema 6.u.28) Resolução. o que é absurdo. Redução a um sistema de equações lineares de primeira ordem Embora o método de variação das constantes seja um método geral para determinação de uma solução particular de L(y) ~ R. ·~c. vemos que w(x) *O para todo x em J.(t).. . ~ .. A função f assim definida satisfaz L(j) ~O em J.(O) ~O) é dada por Yt(x) = !e2r fo:c et2_. visto que é uma combinação linear de u. pelo teorema de unicidade. Determinar uma solução particular da equação (D.) =o.1 verificamos que ull)a solução particular (com y. EXEMPLO I. = J<•-ll(t. Resolvendo esta pelo teorema 6. A equação matricial W(t 0 )X ~O implica que J(t. Seja u ~ (D .13. Métodos espec1a1s para determinação de soluções particulares de equações não homogéneas. (6.) = .12. Esta é uma equação diferencial linear de primeira ordem em n que pode ser resolvida segundo o teorema 6. é possível estabelecer métodos especiais que são muitas vezes mais fáceis de aplicar quando a equação assume formas.. . u•. Por coriseguinte f tem cOmO valor inicial o vector O em t = 10 de modo que. ...

O método do anulador para determinação de uma solução particular da equação não homogénea O método que vamos passar a tratar pode utilizar-se caso a equação L(y) . -2i. Visto que os últimos quatro termos são anuladas por L. c5 de tal maneira que grau satisfazendo a L(y. 0 + x + I.29) D'(D'. 2i. obtemos uma solução particular y 1 que é um polinómio do 4. EXEMPLO I. O. O. O. As raizes da equação característica são O. com L~ D'. Em princípio o método é muito simples. 2. pelo que todas as soluções de (6. podemos tomar c6 = c1 = c8 = c9 =O e tentar determinar Cp . O. Resolução. . podemos determinar o seu espaço nulo pelo cálculo das raízes da equação característica de A L. a partir desse espaço nulo.. O exemplo seguinte esclarece a aplicação do método. Aplicamos o operador A a ambos os membros da equação diferencial L(y) ~R e obtemos uma nova equação A L(y) ~O a qual deve ser satisfeita por todas as soluções da equação original. -2. consideramos a equação diferencial como resolvida. . de maneira que L(y) ~ x' + x + I.28) é 6. que satisfaz a L(y. por exemplo A(R) ~O. O segundo membro. é anulado pelo operador 0 5 • Portanto qualquer solução da equação dada é também uma solução da equação (6.) ~R. Visto que A L é outro operador com coeficientes constantes. para simplificar. um polinómio do quarto grau.= R tenha coeficientes constantes e o segundo membro R seja anulado po~ um operador de coeficientes constantes. Determinar uma solução particular da equação (D'. uma vez que a solução ·é expressa por meio de integrais de funções elementares. A solução geral (6. Escrevamos.14.16)y =O.Equações diferenciais lineares 185 Muito embora o integral não possa ser expresso por meio de funções elementares. de uma função particular y.29) se encontràm na combinação linear Desejamos escolher os c.) ~ x' Por outras palavras.16.. Então o problema reduz-se à escolha.16)y = x' + x + I.

I. c. motivo. A correspondente equação homogénea escreve-se (D. se aplicamos a ambos os membros de (6. Resolver a equação diferencial y·. b =c= o. pelo que a solução particular y.3)y =O. b.l)'y =O. Portanto. Igualando os coeficientes dos termos semelhantes obtemos .ax4 - bx3 - cx 2 - dx . Esta equação diferencial tem as raízes características I.186 Cálculo 16y. temos que determinar a. donde y:" = 3a/2. Interessa-nos agora uma solução particular y 1 da equação não homogénea. a= -1.30) o operador (D. Verificamos que a função R(x) = xex é uma solução da equação homogénea (D. encontramos que qualquer função que satisfaça (6.1)2 (D. verifique L(y.2)(D.2)(D. d de tal maneira que a solução y. porque todas as suas soluções se encontram ria combinação linear y = ae' + bxe' + ce'" + dr!'". 3. c. Resolução.5D + 6. e=-~. d são constantes. b.Sy" + 6y = xex. uix) = e 3x. Substituindo na equação diferencial L(y. PretendemoS escolher a. c. e admite as soluções independentes u1(x) =eu. quaisquer que sejam ' . d= -1.e = x4 +x+ 1. é dada por EXEMPLO 2. Visto que L(ce-zx + de")= O. b.) = xex. A equação diferencial é da forma (6.1)'. d.3)y ==O. e que satisfaçam a -ia -:. Úaqui concluimos 16y:" = 24a. onde R(x) = xex e L= D' . = ax' + bx3 + ex'+ dx +e. 2.30) deve também satisfazer à equação (D.30) L(y) =R. onde a.) = x' + x +I.

= xex vem (2a . Portanto. pelo que são anuladas pelo operador lD'-2aD +(a'+ fl')lm. Do nosso conhecimento das equações diferenciais lineares homogéneas com coeficientes constantes sabemos que as únicas funções reais anuladas por operadores com coeficientes constan. + 2b)e" + bxe". cada uma ocorrendo com multiplicidade m. =i e'+ ! xex e a solução geral de L(y) = R é dada pela fórmula y = c1e2" + c2e3" + !rf' + !xe". pelo que a equação (D'.3b)e" + 2bxrr = xe". D 2 (y1) = (a + b)rr + bxrf'. b = Í· Assim y. O método usado nos exemplos anteriores chama-se o método do anulador.1. Se fizermos y. junto com alguns dos seus .x cos (1x OU y = ea.Equações diferenciais lineares 187 os c e d necessitamos unicamente· escolher a e b pelo que L(aex + bxex) = xex e tomamos c = d = O.a)m [J2 +fi' - (D' D2 [D2 + {J2)m 2ocD 2ocD + (oc2 + {32 ) - + (oc2 + {J2)]m .caSos particulares TABELA 6.1 sen {1x y = ea.x y = Xm-Iea. Será sempre aplicável se podermos determinar um operador de coeficientes constantes A que anule R. Cada uma das funçõesy = xm-1 eaxcos {Jx e y = xm-1 eax sen {Jx é uma solução de uma equação diferencial com raízes caracterlsticas completas a ± i~.1. Dividindo por ex e igualando os coeficientes dos termos -semelhantes encontramos a= i.5D + 6)y. temos D(y1) = (a = ae" + bxrr. apresentamos a seguir uma lista desses anuladores na tabela 6. A função y =xm-leax é uma solução da equação diferencial com uma raíz característica a com multiplicidade m. Para facilitar a resolução de alguns exercícios.x y = COS {3x OU" y =Sen {Jx y = xm-1 cos {1x ou y = xm.tes são combimwões lineares de funções da forma onde m é um inteiro positivo e a e {3 são constantes reais.x sen {1x nm D-a (D. esta função tem o anulador (D-a)m. Função Anulador y = xm-1 Y =ea.x sen {Jx y = xm-rezx cos {1x óU y ~ xm-Iea.

ou algum outro método para determinar uma solução particular. log x. 9.y' 2. ~ y'" + 3y" + 3y' + y = y" + y = xésen2x. 11. y(4) . (b) Demonstrar que as funções y 1 e y 2 na alínea (a) são univocarnente determinadas. mostrar que a fórmula para y 1(x) vem . 8. está limitada a sua utilização a equações cujos segundos membros R tenham um anulador com coeficientes constantes. anula f e outro operador de coeficientes constantes. 5. anula g. 6.2/ + y ~ e" +e"'. isto é. 3. 4. São dados dois operadores de coeficientes constantes A e 8 cujos polinômios característicos não tem zeros em comum.4y = e2:&.y = x 2e-x.y' = + e-. 12.y' ~e". y" + 4y ~senx. 6. Seja C= AB. (a) Provar que toda a solução da equação difeiencial C(y) =O tem a forma y = y 1 + y 2 . provar que a equação A(y) solução particular xe~x = e•r:r:tem a (c) Gcrleralizar os resultados de (a) e (b) quando a é um zero de pA com multiplicidade m. Mostrar que uma solução particular de L(y) = = R e dada pela fórmula y1 (x) ~ J: f(x . I J. Em particular. 8. y'" . 1. Seja A um operador de coeficientes constantes com polinómio característico p_. seja f Ulpa solução particular de L(y) =O satisfazendo às condições f(O) =O e f'( O)= I. determinar a_solução geral no intervalo (-oo. se as raízes da equação característica são iguais. mostrar que o produto AB anula f+ g. =r.) ~O e B(y.. com a e b constantes. o método não é utilizável. (a} Utilizar o método do anulador para provar que a equação diferencial A(y) = e~x tem uma solução particular da forma e"' se a não for raíz do polinômio PA(b) Se a é uma raíz simples de PA (multiplicidade I). devemos neste caso recorrer ao método de variação das constantes.15.y2 com as propriedades da alínea (a). 14. 10.) ~O. Exercícios _Em cada um dos Exercícios I a 10. para um dado y verificando a condição c(y) =O existe somente um par y 1 . y" + 2/ ~ 3xe". Se R(x) tem a forma ex'. y"'. Se L(y) = y ~ + ay '+ by.188 Cálculo Embora o método do anulador seja muito eficiente quando aplicável. onde A(y.x. de coeficientes constantes. ou tg x..t)R(t) dt para qualquer escolha de c. y" . +co). Se um operador A. por exemplo r 1 = r2 = m. y" . y" -. 7.: xe~g.

Seja Q o operador "multiplic~lção por x". (-~·~)· ( 18. necessitamos conhecer duas soluções linearmente independentes da equação homogênea. Urna curva integral y = u(x) da equação diferencial y". = e-fP. y" . Este exercício mostra que se fôr conhecida uma solução u 1 de L(y) =O. y". As duas curvas têm iguais dedives na origem.8y ~ 1ogx. Para se resolver a equação não homogériea L(y) = R pelo método de variação dos constantes. (0. (0. 17. y" .2y' +y = e''(e" . +oo). onde u(O) = 1.16. (d) Enunciar a generalização sugerida pelo operador DnQ. 3. e c é um ponto qualquer de J. determinar a solução geral da equação diferencial no intervalo dado.4y' + 29y =O intersecta uma curva integral y = v(x) da equação diferencial y" + 4y' + 13y =O na origem.1)2 .(x)dx. e determinar este operador explicitamente como Um polinómio linear em D. Q(y){x) = x· y(x). (c) Mostrar que DJQ.y"+4y=sec2x. 16. Exercícios variados sobre equações diferenciais lineares l.QDn e demonstrá-la por indução.5y""" O.QD 2 é um operador de coeficientes constantes de primeira ordem. intersectá na origem uma curva integral y = v(x). 20. onde Q(x) emJ.u1 (x) [u. i. e determinar este operador explicitamente como um polinómio do segundo grau em D. +oo).QD·' é um operador de coeficientes constantes de segunda ordem. (b) Mostrar que D 2 Q.QD ~ I. Em cada um dos Exercícios 16 a 20.~)(-oo.4y =O. Determinar u e v se u'(n/2) = I. da equação diferencial y" + 4y'. u(x) 6 x-w 2.=-. y".3y'. Seja L(y) = yw + P. da equação diferencial y". [v(x)]' 5 h m .sto é. 4.(t)]' . 19. Designe-se por I o operador identidade. +oo). e se u 1 nunca se anula no intervalo J. determinar u(x) e Q(x) explicitamente em funções de x.7y" + 14y'.y ~ 1/x. -~ . Sabendo que a equação diferencial y" + 4xy· + Q(x)y =O tem duas soluções da forma y 1 = u(x) e y2 = xu(x).Equações diferenciais lineares 189 15. 6. y' + Pzy. para todo y da classe qjoo e todo real x. Uma curva integral y = u(x).. J. uma segunda solução u2 da equação homogênea é dada por {' Q(t) dt u 2 (x) . Estas duas s·oluções São independentes . Determinar as fun- ções u e v se as duas curvas tem iguais declives na origem -e se . definido por I(y) = y para todo y em C(/": (a) Provar que DQ..y =sec3 x -secx.

10.3x")y" + 4/ + 6xy ~ O. Por análise directa da equação obter uma solução não nula e determinar depois a solução geral da equação 9-iferen·cial (y" . Determinar a solução geral da equação x"(l . +oo). dado que existe uma solução particular da forma y = xm para x > O. (b) Provar que u 1 e u 2 São independentes em J.190 (a) Provar que a função u 2 Satisfaz L(y) =O. (Não tentar calcular o integral.y ~O. I f(x) = -e"'''' X verifica a equação diferencial linear x 2y" + (3x . 5. .2x)y' + (x2 - 3x' + l)y ~ (I .) Determinar todos os valores da constante a tais que a função f definida por . Determinar a solução geral da equação (2x -.x)y' + 2x(2 .4y) ~ o. Determinar uma solução da equação homogênea por tentativas e determinar em seguida a solução geral da equação x(l .(0.x) 3 • 9. sabendo que a correspondente equação hornogénea iem uma solução da forma y = xc.x 2 )y' + (I . Determinar a solução geral da equação Cálculo xy" . Determinar a solução geral da equação diferencial 4x'y" + 4xy'. dado que a equação homogénea tem uma solução da formay =em.(I .x)y' + 2(1 + x)y ~ x".: 6. 11.. Uma vez sabido isto.x . determinar a solução geral da equação no iÍltervalo .e"')y ~ O. 8.4/) + x"(y' -:. Seja g(x)= ffe'/t dt se x >-o.Z(x + l)y' + (x + Z)y ~ x"e"' para x >O. sabendo que tem uma solução que é um polinómio em x.x)y" . 7.

então a equação diferencial (6. As derivadas y' e y --podem obter-se derivando. Demonstração. x.9. Se P.+l(x n=O 00 .+2(x..x0)"-2 = L(n . . Obtemos pois 00 00 y' = L na. Para -isso substituímos as séries dadas para P 1 e P 2 na equação diferencial e determinamos em seguida relações às quais devem satisfazer os coeficientes a. P 2(x) =L c. convergente para_ \x.r. o desenvolvimento de y em série de potências (ver teorema 11. dada por (6.x0)". Se os coeficientes de uma equação diferencial linear homogénea y<•J + p 1(x)y<•-11 + . X0 +r). Pretendemos encontrar uma solução ntl forma de série de potências (6.(x 11=0 .(x n=O x.. y" = Ln(n. Volume 1). satisfaça à equação.(x. + r) se f admite um desenvolvi- L a..x 0)" • n=O .1 = L (n + l)a.13.31) y" + P 1(x)y' + P 2(x)y =O tem duas soluções independentes u 1 e u 2 as quais são analiticas no mesmo intervalo.(x 1!=0 00 x 0 )". f(x) = - r..32).l)a. + p .x 0 \ < r.17. . n~2 + 2)(n + l)a.x 0 )". term~ a termo. un• cada uma das quais é analítica no mesmo intervalo. então pode demonstrar-se que existem n soluçõe~ independentes u.)". Equaç&.x 0 )". convergente no intervalo dado. de modo a que a função y. por- tanto P 1(x) =L b.32) y = L a. TEOREMA 6. x 0 + r).(x 11=0 00 x 0 )".Equações diftÚenciais lineares 6.(x 11=1 00 . Vamos demonstrar este teorema para equações de segunda ordem e discutiremos depois um exemplo importante que se apresenta en muitas aplicações. .(x)y = o são analíticos num intervalo (x 0 .s lineares de segunda ordem com coeficientes analíticos 191 Uma função f diz-se analítica no intervalo (x 0 mento em série de potêncras nesse intervalo. . e P2 são 00 ana~lticas num intervalo aberto (x0 00 - r.

. Portanto a equação diferencial verificar-se-á se escolhemos os coeficientes ande maneira que a fórmula (6..33) (n + 2)(n + l)a. Uma vez que as séries para P 1 e P2 convergem absolutamente para x = x 1 .t[(k + l)ak+lbn-k+ a>cn->l)(x..l :-.32) cujos coeficientes são definidos por (6. Isto pode fazer-se majorando a série (6. 2. Então temos lb. e tM. . os termos destas séries são limitados.fase imediata na demonstração consiste em provar que a série assim definida converge para todo x no intervalo (x0 .+ 2 = -L [(k + k=O n l)ak+ 1 bn-> + akcn-kl para n = O.2l.~.. 1.192 Cálculo Os produtos P. SejaM o maior dos valores M. + r). a 3 . x 0 +r) e t =\X 1 -X0 1. an+• e os coeficientes das funções P 1 e P 2 • Escolhamos valores arbitrários para os dois primeiros coeficientes a 0 e a.r.32) por outra série de potências que se saiba ser convergente.(x)y são dados pelas séries de potênciast e Quando estas séries se substituem na equação diferencial (6. para obter duas soluçoes independentes.33) para determinar os restantes coeficientes a 2 .32) satisfará à equação diferencial (6.31 ). A . . ••• .x 0)" =O. em função de a0 e a 1 • Este processo garante que a série de potências (6. Esta fórmula exprime a 11 + 2 por intermédio dos coeficientes procedentes a 0 . .. isto é e para algumM. demonstramos que podemos escolher a0 e a.33) conver. Provemos então que a série (6.31) encontramos . t M e A fórmula de recorrência implica a desigualdade t Os leitores não familiarizados com o produto de séries de potências podem consultar o Exercício 7 da da Secção 6. >O e algum M. x.(x)y' e P.({n + 2)(n + l)a. Finalmente. e utilizemos (6. a~> .-.ge no intervalo dado.+2 +. · Seja X 1 =I= x 0 um ponto fixo no intervalo (x 0 -r. >O..

x 0 1"· Apliquemos agora o critério do cociente para provar que I A~x. ~ então as soluções .34) (n + 2)(n + !)A•+' =n+l L .. Então lanl 5 A ri para todo n 2: O.'Ç'(k + I)A. u1 e u2 serão ind.l < t.Xo)" converge para todo x em r. X 0 + r).t• 1 k=O para n 2: O.x. + r).la 11.Equações diferenciais lineares 193 Façamos agora A 0 = ja 0 j.Xul < t.t-'(n + I )nA n+• ~ M(n + 2)A n+•· Portanto· A _A n+2- (n n+l + l)n + (n + 2)Mt (n + 2)(n + 1)1 ' _ Xol--+ lx. Os dois primeiros coeficientes a0 e a 1 representam os valores iniciais de y e da sua derivada no ponto x 0 • Se u1 é a série de potências solução com a0 = 1 e a1 =O. de maneira que u 1(x0 ) = 1 e u. Substituindo n por n .+21x.x0 1" converge seix. Por isso a.(x 0) =O. de maneira que u 2(x 0) =O e u. e u2 a solução com a0 -= O e a 1 = I. ••• sucessivamente pela fórmula de recorrência M n+l (6.I em (6. pelo que a série I an(X.x0 1"+ 2 An+l lx .x. e definamos A 2 . A 1 =.(x.ln+' = (n + l)n + (n + 2)Mt lx (n + 2)(n + 1)1 quandO n-+ co.(x0 ) = 1.x 0 )" é dominada pela série I A J x. Este limite é menor que I se lx. x. a série "i n.34) e subtraindo t ·• vezes a equação resultante de (6.X0 )" converge se I x. A 3 . Mas porque t IX 1 x.34) encontramos que (n + 2)(n + I )A nH .ependentes e o teorema está demonstrado.r.Xol t e encontramos A.x.l. .X 01 < t.l c uma vez que X 1 era um ponto arbi(x0 L trário no intervalo (x0 .

+ 1) ' 1. Uma vez que 11(1 . A equação de Legendre pode escrever-se nesta forma se dividirmos ambos os. admitem desenvolvimientos em séries de potências no intervalo (-1.2xy' + ot(ot + !)y =O.35) (!.y. o que significa ser da forma T(y) = J. p(l) = p(-1) =o. sendo T um operador de Sturm-LiouviHe. membrOs por I .13 é aplicável. é mais simples deixar a equação na forma (6. com a qualquer constante real. e P. 1 2x P1(x)= .!)y']' = ot(ot + !)y. De (6.x'. (6. Quando a é um inteiro positivo encontraremos para a equação soluções sob a forma de polinómios chamados po/inómios de Legendre. com o método de Gram-Schmidt (Capítulo I. Estes são os mesmos polinómios que encontrámos atrás.18.35) resulta y" com + P (x)y' + P. Para encontrar a fórmula por recorrência para os coeficientes.194· Cálculo 6. Posto que p(x) satisfaz às condições de fronteira. Esta equação aparece em problemas de atracção e de fluxo de calor com simetria esférica. 29).x') = 1j :f~o>"'" para lxl < I.x 2 se x' I. pg. A teoria geral_ dos OperadOres ·simétricos diz-nos que as funções próprias correspon- dentes a valores próprios· distintos são ortogonais (teorema 5. para a equação de Legendre.(o. Por conseguinte. A equação de Legendre Nesta secçã'? vamos encontrar Soluções. em forma de séries de potências. A equação de Legendre pode escrever-se [(x'.3). Na equação diferencial tratada no teorema 6.2 1-x e P2( X ) -o. ambos P.35) e tentar encontrar uma série de potências solução da forma * .(x)y =O. em ligação. g) = t f(x)g(x) dx.13 o coeficiente de y" é I. as soluções nàl nulas da equação de Legendre são funções próprias de T correspondentes ao valor próprio a(a + I). o operador T é simétrico relativamente ao produto interno (f. T(fY= (pf) ·. com p(x) = x'.x')y". +I) pelo que o teorema 6..I e = a(a À= + 1).

Derivando esta série.x'}y" =L n(n n=2 ~ 1)a. podemos calcular a 3 . sucessivamente em função de a0 • Analogamente.2na.+ x" -L n(n n=O n-o 2 =L [(n + 2)(n + 1)a•+• - ~ Se substituirmos estas séries na equação diferencial (6.. = O para todo n "O.2n + 2) ·(o: + 1)(o: + 3) · · ·(o: + 2n .Equações diferenciais lineares 195 válida no intervalo aberto (. concluímos que a equação verificar-se-á se.+2 (n n(n . os coeficientes verificarem a relação (n ·-· n(n .1)a. = _ (o: . ímpares encontramos I . Esta relação permite-nos determinar a2 .x• 1)a. I). a 6 . a 4 . a 1 . ••• . • . termo a termo. (2n)! · I) a0 • ~~ podendo esta fórinula demonstrar-se por indução.x•-•. = O.o:)(n + I + o:)a.I.35). . em função de a 1• Para os coeficientes com índices pares temos Uz = - o:(o: + I) ao.x• =L (n + 2)(n + 1)a. (1 . Esta equação é a mesma que + 2)(n + !)a•+• a. .!)a. o:(o: - + 3) ao • a. ou (6. . + 2)(n + l)a.2) · · ·(o: . 3. e.36) ("' . e só se.]x". Para os coeficientes com índices ~..2)(o: + 3) a. Deste modo temos 2xy' = e ~ n~l Z: 2na 11 X 11 = 2 2nanX n=O ~ 11 .. + <X( <X + i)a. 1·2 2)(o: + 1)(o: 4! a.x•-• -L n(n n=2 ~ 1)a.=(-1) no:(o: .+'=- (n . a5 . 4 = (_ 1). obtemos y' = Z: nanxn-1 n=l ~ 00 e y" =L n(n n=% ~ ·~ 1)a.n)(<X + n + I) (n + l)(n + 2) a. em geral.

2n + 2) · (« + l){« + 3) · · · (« + 2n .37) onde (6.(O) =O.l) = (2m + l)(2m + 3) · · ·{2m + 2n . e a.3) · · · («.l) = (2m+ 2n)! m! 2"(2m)! (m + n)! a fórmula para u 1 (x) neste caso escreve-se (6.2) · · · (« .(x) = l e y = a0u1(x) + a1u2 (x).196 Cálculo a.35). serem independentes. Também. a série que defirle y pode escrever-se (6. u.. cada uma das funções U 1 e U 2 é uma solução de equações diferenciais (6.(O) = l. u.2n + l} · {« + 2)(« + 4) · • · {« + 2n) · {2n+l)! a. u. constantes arbiti-árias. . 2) · · · (« .36) satisfeita separadamente pelas coeficientes pares e ímpares. seja a= 2m.38) u. Uma vez que se tem «(« . (m 2"ml ~ n)! · e (« + l)(« + 3) · · · (« + 2n .l) x'" · {2n)! (6. Estas soluções satisfazem às condições iniciais u.(x) .2) · · · (2m .35) no intervalo aberto (-I.40) u (x) = l 1 +(2m!)~ (m!)' .. Quando a é O ou um inteiro par positivo.2n + 2) = 2m(2m .l}(«.(O) =O. .(o) = l.2n + 2) = ..' a série para u 1(x) transforma-se num polinómio de grau 2m contendo unicamente potências pares de x. e u. I) é dada pela combinação linear (6. visto ser a relação (6.k}! (m + k}! (2k}! . (m.2n + l) · {« + 2}{oc + 4) · · · (« + 2n) x••+I (2n + l}! .x _ +:S ~{-l)" {« . O critério do cociente mostra que cada uma destas séries converge para lxl < l.37) com a. Por conseguinte.ç(-1)• (2m+ 2k)! x.3) · · · (« . +L( -l)" «(« ro n~t . a solução geral da equação de Legendre (6.39) u.n+I=(-1) n («. Visto u.l)(« .

é o produto de uma constante pelo polinômio u.41) () u.40) por um novo índice r.40) e (6.maior inteiro :S n/2. onde r= m . Concretamente se n = 2m+ I temos (6.(231x'. os correspondentes polinômios sã'? u.x + =X (m!) ~( I)• (2m+ 2k +I)! 2w (2m+IJ!6(m-k)!(m+k)!(2k+l)!x .tarott" oor P J. P.3x).41).(x) = t(3x' . em primeiro lugar. A série para u2 (x) não é um Polinómio quando (t é par.315x' + 105x'. podemos substituir o índice de somação k na equação (6.41 ).30x' P.(x) = . 2 Por exemplo.(x) = !(35x' .(x) dado em (6. t ~· e par.}-x4 .41)t Os sete primeiros polinômios de Legendre são definidos por P0 (x) =I. Vamos estabelecer. por exemplo n =2m. P.(x) = !(5x'. t(63x' .10x2 1 . os papés de u 1 c u2 aparecem trocados~ a ~ri e para u 2 (x) vem um polinómio e a série para u 1 (x) não é um polinómio. . 2.1. Outras deduzem-se mais facilmente partindo de outra fórmula para esses polinómios que vamos deduzir agora. Quando n é um inteiro ímpar positivo. + . Quando ti é par é o produto de uma constante pelo polinômio u. (x) dado em (6. 4. Os polinómios de Legendre Algumas das propriedades das soluções polinomiais da equação de Legendre podem deduzir-se directamente da equação diferencial ou das fórmulas (6. 2. Analogamente. 3) os polinômios correspondentes l .:J.40) no produto de uma cons.I}.40) é o produto de uma constante por P 11(x). quando são u1 (x) =I.40) e (6. P. 3. P. ~· . devido ao coeficiente de x 2 n+' nunca se anular. I. 6 (111 ~ O.2r)! T=O ·c onde (n/21 representa o . uma mudança de índice transforma a som'a (6. uma fórmula simples que contém (a menos de factores constantes) os polinômios (6.r)! (n . Seja (6. 6.x. quand~ n é ímpar. 5 (m ~ O.42) PnCxl = _!_'~ -1)'(2n . 2" L.k. encontramos -que a soma (6.3x3 .(x) = t Quando n + 3).x).Equações diferenciais lineares 197 l'or exemplo. "~ O. 2). quando n é ímpar. r! (n .40).70x3 + 15x).2r)! x"-''.(x) = x. Vamos provar que este é o polinómio de Legendre de grau n introduzido no capítulo I. quando a~ I.19.5). P1 (x) =. I.

.(x). (f. .1]. . os polinómios de Legendre são os obtidos por aplicação do método de ortogonalização de GramSchmidt aos polinómios I. y. x.. ... existe unicamente um conjunto de funções ortogonais com esta propriedade.13) diz-nos que. * P !x) = c.. x. tem grau n e P0 = 1.. teorema de ortogonalização (teorema 1.1.y. tais que y. g) = fJ(x)g(x) dx. Em primeiro lugar observe-se que se m n os polinómios Pn e Pm s·ão ortogonais porque são funções próprias . x 2 • ••• . PJ.. x• para todo n. x. P. Por tal facto devemos ter.(x). y Po FIG.14.. . . Podemos agora demonstrar que. . x•: Na Secção 1. .1. y. O .11.(x).de um operador simétrico correspondendo a valores próprios distintos.x) geram o mesmo subespaço que 1. . com o prodUto interno. os polinómios · P.(x) geram o mesmo subespaço que 1. Também. uma vez queP.(x).. . .1 representa os gráficos das cinco primeiras dessas funções no intervalo -1. Gráficos dos polinômios de Legendre no intervalo 1. 6... a menos de factores escalares. .98 Cálculo \ figura 6. y. Exemplo 2.(x) . excepto para factores escalares. . construímos outro conjunto ortogonal de polinómios y 0 . y.

...2"(n!)' · 6. De (6. Com a fórmula de Rodrigues e a equação diferencial.2 r tem grau inferior a n. r Quando (n/2) < r:::. e portanto a sua derivada de ordem n é zero.(x). O coeficiente de x• em y.(x 2 2"n! dx" - I}".I )•. o termo x 2 n.(x) = . e escrevemos a soma na forma · 1 d" [n/2l n P.!(n.(x) é o único polinómio que satisfaz à equação de Legendre (I . Deste modo não se altera a soma se fizermos com que r tome os valores de O a n.x')y" .2r)! n-2:r 2n-2:r x =-x (n. um economista e reformador francês. Esta é a conhecida fórmula de Rodrigues. de maneira que c. . Para cada n ~ O temos P. é o coeficiente de x• em P. Quer dizer que podemos escrever I d" P.42). Isto dá-nos Vemos agora que a sorna do segundo membro é o desenvolvimento do binómio (x' . 2"n! · ax• r-o L.r)!= n! r ' (n) é o coefiCiente binomial.42) vemos que c---(2n)! . observamos que (2n . As correspondentes demonstrações serão efectuadas no próximo conjunto de exercícios. P. n.Equações diferenciais lineares 199 para algum escalar c•.20. podemos derivar um número importante de propriedades dos polinómios de Legendre. Além disso.(x).2r)! dx" em que (~) an e I I . Algumas dessas propriedades apresentam-se a seguir. Fórmula de Rodrigues para os polinómios de Legendre Na soma (6.. em homenagem a Olinde Rodrigues (17941851). definindo P.(x) é I..(x) = .'Ç' (-1)'( )x'"-2' .2xy' ! + n(n + !)y = O !\ f. ~: k' e tem o valor I quaqdo x = I.(l} = I.

(-x) = {-l)"P. Esta propriedade pode usar-se para provar que os polinómios de Legendre Pn têm . . . [P.(x)]'dx =-+ 2n 2 -·. Exercícios I.200 Cálculo Para cada n :=::O temos P. Já mencionámos a relação de ortogonalidade t P . A equação de Legendre (6.21. ?. A partir da relação de ortogonalidade resulta que t g{x)P .41).n zeros reais e distintos situados no intervalo (.P. e uma função ímpar quando n é ímpar. Isto prova que Pn é uma função par quando n é par. Quando m = n temos a expressão da norma IIP. (b) Verificar directamente que a função u~ da alínea (a) é uma solução da equação de Legendre quando a = O.= -+ 1 2 f' ~· -1 f(x)P. 6.. não um polinómio dada pela série na eqUação (6.{x) dx = O para todo o polinômio g de grau menor que n. Mostrar que a função f definida por .(x)P m(x) dx = O se m 'i' n. (a) Mostrar que a soma da série com u2 é dada por u2 (x) ~ 2 log 1 _ I I +X x . se fé um polinômio de grau n temos f(x) = Ic.. n onde 2k c. I).(x) dx.35) com a= O tem uma solução em forma de polinómio u. para [xl < I.ll' =f' _.linómio de grau n pode "ser expresso como uma combinação linear de polinômios de Legendre P. P•..I.(x) = I e a solução u 2 . Com efeito. P.(x).. 1 Todo o po...(x)..

a equação diferencial x'y" + x'y' - <= + 2)y ~o - válida num intervalo da forma (-r.39). com A > O.z-log I _ x para lxl <I satisfaz à equação de Legendre (6.a)(x . em forma de série de potências.cy ~O pode tran~formar-se numa equação de LegCndre mediante uma mudança de variável da forma x = A t + B.(x n=O 00 . 5.x 0)". por exemplo A(x) ~ }': a. x 0 + r). em forma de série de potências.b)y']' .. mostrar que a equação diferencial do tipo · [(x . Achar duas soluções independentes. 7. b.2y ·.x0 )". Determinar uma solução. ·6. Dadas duas funções analíticas A e 8 num intervalo (x0 r. Determinar uma solução.35) com a = I.2xy' + 21Xy =O num intervalo da forma (-r.O d~ numa equação de Legendre.O. r). Mostrar que uma destas soluções é um pOiinómio quando a é inteiro não negativo..l)y']' .1)/ . . equação de Hermite y" . em forma de série de potências.Equações diferenciais lineares X 201 f(x) ~ I . b. (x0 pode demonstrar-se que o produto C(x) = A (x) B(x) é também uma função analítica em .x)y" + (2x .(x 11=0 .Lanx" válida para x -=1=. r). A equação de Legendre (6.r. x 0 + r). para a equação diferencial xy" + (3 + x')y' + 3x'y ~O válida para todo o valor de x. Este exercício mostra que C admite um desenvolvimento em série de potências . c são constantes com a > b e 4c + I >O. 3.35) pode escrever-se na forma [(x' '.38) e (6. Determinar A e 8 em função de a e b. Exprimir esta função como uma combinação linear das soluções u 1 e U 2 _dadas na equação (6. 4. Determinar uma segunda solução da formay = x ~z . (<Ü Se a. (h) Utilizar o rnétodo seguido em (a) para transformar a equação (x' . B(x) ~ 1..«(« i+ X + l)y ~o. Q.

x 0)".20.(x . (c) Provar que Pn{x) é o único polinórnio solução da equação de Legendre (com a= n) tendo o valor 1 quando x = 1. onde Cn = ·~ akbn-k • .(x). 9. onde Q 11 (x) é um polinórnio.202 C(x) = Cálculo (a) Utilizar a regra de Leibniz para a derivada de ordem n de um pro_duto para demonstrar que a derivada de ordem n de C é dada por c<•>(x) ·-· l c. P11 (x) representa o polinómio de Legendre de grau n. (a) Recorrer à fórmula de Rodrigues para demonstrar que P. integrar a equação da a1ínea (a) de -1 a I para estabelecer outra demonstração da relação de ortogonalidade * f 10..(x)Pm(x) dx =O. • =i (~)A<kl(x)B<~•>(x).(1)= 1 equeP.thn-k· k=O Visto que c(nl(x0 ) = n! C11 .(-1) = (-1)•. isto prova a fórmula pretendida para c 11 • Nos exercícios 8 a 14.(x) = 2" (x + !)" + (x- I I)Q. (b) Provar que P. (a) Usar as equações diferenciais a que satisfazem P .e P m para mostrar que (b) Se m n.. (a) Sejaf(x) = (x 2 - 1 -1 P. 8.. 1) 11 • Recorrendo à integração por partes provar que Aplicar esta fórmula repetidamente para deduzir que o integral do primeiro membro é igual a . k~O · ·(b) Fazer uso dO facto de que A (k)(x0)_""'"" k! ake B<n-kXxo) n = (n- k)! bn-k para obter c<nl<xo) = n! I a. Estes exercícios constituem esquemas de demonstrações das propriedades· dos polinómios de Legendre referidos na Secção 6.

(a) Mostrar que l -1 [Pn(x)]' 2 dx = 2n +I . seja. (2n + 1)(2n 2n(2n . onde x 1 .estejam em (-I. Se m =O. Significa isto que P. escrever [(x) =i c. provar que a desigualdade m < n conduz a uma conclusão absurda. onde Qn(x) é um polinómio de grau inferior a n. 1).:---. -1 13. .g(x)Pix)d. 12.J.x. 1). quaisquer raízes de P . 1).P1 .(x)P~+ 1 (x)dx é independente-de n: (b) Calcular o integral J~1 x P. P 1. X 20 • • • . · (C) Com recurso à alínea (b) e ao Exercício 13. k=O !Isto é possível devido ao Exercício tl(c). I) serão raízes simples. em cada pontoxde(-1. tem n raízes reais distintas._ .1. Se m~l. (a) Provar que o valor do integral J~ 1 P.=:---'-:-.seja Qm(x) = (x .) · · · (x . cos t transforma o integral f~( I. (a) Com o auxilio do teorema de Rolle provar que P. Pn. O~ m '5: n. Q0 (x) = 1. Utilizar os Exercícios 9 e li para demonstrar que I~J.x 1)(x .que . multiplicar ambos os membros desta equação por P m(x) e . (b) Suponhamos que P. Utilizar sen2n+1 t dt · = -.P.(x)dx. x.Equações diferenciais tmeares (b) A substituição x a relação = 203 i' ' 0 .J= O para todo pÓlinómio g de grau inferior a n. Qm(x) tem o mesmo sinal que P.x1 )"dx em Jô'12sen 2 "+ 1t dt. 1). Provar que.2m+ 2 'f' [(x)P m(x) dx. ••• .(x). não pode ter raízes multiplas no intervalo aberto (. Por outras palavras.integrar de -I a I.sãom raízesdeP11 em (. todas situadas no intervalo aberto ( -1. (a) Se f é um polinómio de grau n. P 2 .::---. . Utilizar os Exercícios 9(b) e IO(b) para deduzir a relação Cm =.J Para um valor de m fixo.' · 14.---. 1).(x). (b) Exprimir o polinómio f(x) =r como uma combinação linear de P 0 . tem ·m raízes no int~rvalo (-1.Xm).I)· · · 3 · I e a fórmula de Rodrigues para obter f 11..2) · · · 2 · . (x)P. 15. P3 e P4 • (c) Mostrar que todo o polinómio f de grau n se pode exprimir como uma combinação linear dos polinómios de Legendre P 0 .

x.17 aprendemos a determinar soluções. Contudo.44) tem o valor O quando x =O.43) equivalente a uma eauação diferencial da forma (6.(x) = . não existe uma solução de (6.44) na forma (6.(x)y = O num intervalo centrado num pronto x 0 . Por exemplo. pode ou não existir a solução série de potências na vizinhança de x 0 • Por ·exemplo.44) x'y"-y'-y=O ~ Gf?<k numa vizinhança de x.)' a equação vem . Para apreciar as dificultades que se apresentam na investigação das equações diferenciais na vizinhança de um ponto singular é necessario um conhecimiento da teoria das funções de um variável complexa. porque quando escrevemos a equação (6. Este exemplo não contradiz o teorema 6. =O. alguns casos particulares importantes das equações com pontos singulares podem ser tratados por métodos elementares. suponhamos a equação diferencial em (6.x 0)'y" + (x - x 0)P(x)y' + Q(x)y = O. O método de Frobenius Na Secção 6. onde os coeficientes P. Neste caso dizemos que x 0 é um ponto singular regular da equação. válida em qualquer intervalo aberto centrado na origem.13. Se admitimos que existe uma solução da formay = e substituímos esta série na equaçãO diferencial somos conduzidos à formula n2 - n + = n. supon- hamos que tentamos determinar uma série de potências solução da equação diferencial (6.204 Cálculo 6. e P 2 são funções anaHticas. + r). do coei ente mostra que esta série de potências converge unicamente para x =O. por outras palavras.44). e P2 são dados por 1 P 1(x) = .43) y" + P1 (x)y' + P. em forma de séries de potências.44) sob a forma de uma série de potências. a equação diferencial tem um ponto singular em x = O. o critério. X 1 -Estas funções não admitem desenvolvimentos em série de potências em torno da Origem.x.r.45) (x .43) encontrámos que os coeficientes P. ou P2 não for analític~ numa vizinhança de X 0.2· X e P. A dificuldade aqui é que o coeficiente de y" em (6.45) por (x.2· .22. Se dividirmos ambos os membros de (6. em que P e Q admitem desenvolvimentos em séries de potências em algum intervalo aberto (x0 .1 1 Embora isto nos dê uma série de potências y L af?<k que verifica formalmente (6. da equação diferencial (6. Se um dos coeficientes P. Assim.

Sejam a 1 e a 2 raízes da equação indiciai. e (6.x.· tências em torno do ponto x. raízes da equaçiio indiciai e admita-se que a 1 __.47) u 1(x) = lx. li.45) tem duas soluções independentes u. e a. pelo que o teorema 6.(x) = lx .l < r. TEOREMA 6. A equação diferencial (6.45). R= O com b. Estas raízes podem ser reais ou complexas. Na próxima Secção apresentaremos pormenores da demonstração para um caso especial importante. t Para o estudo da demonstração ver E._ a 2 não é um número inteiro. ou E. Em 1873 o matemático alemão Gcorg Frobenius ( 1849-1917) desenvolveu um método muito prático para tratar tais equações. O teorema de Frobcnius desdobra-se em duas partes.) e Q(x. 1961. mas não daremos a demonstraçãot. Prentice-Hall. da forma (6.l"' L an(x . Voi.49) u 2{x) = lx .l"' L bn(x . Ambas as sér. quer o coeficiente de y' quer o coeficiente_ de y não admitirão desenvolvimento em série de po. Ana(vsis.x. PRIMEIRO CASO DO TEOREMA DE FROBENIUS. An /ntrodution to Ordinary Differentlal Equatlons. Se P(x..) *O ou Q(x._ e :a... SEGUNDO CASO DO TEOREMA DE FROBENtUS.)n + C u1{x) log lx - x. O tipo de solução obtido pelo método de Frobenius depende de se estas raízes diferem ou não por um número inteiro.) * O. Coddington. A.l. da forma (6..14.) *O. Sejam .) 2 para x * x.15.x.) =O. Blaisdell Pub. um inteiro não negativo. ou se Q(x. Os coeficientes P(x.)n. 1966. as raízes da equação indiciai e admita-se que :a1 . iguais ou distintas.)n.47) e outra solução independente u.13 não será aplicável.48) u. e a equação diferencial é satisfeita para O < I x . Sejam a.45) tem uma solução u. Esta equação quadrática chama-se a equação indiciai da equação diferencial dada (6.) são termos constantes no desenvolvimento de P e Q em série de potências.) "'O e Q"(x. (x.ies convergem no intervalo jx.I)+ P(x0 )t + Q(x.46) t(t.Equações diferenciais lineares y" 205 P(x) y' + + Q(x) y = O x.x. TEOREMA 6. = 1.x 0 j < r. .x..x. A equação diferencial (6.x. da forma (6. que dependem da natureza das raízes da equação quadrática (6.1~ = N. n=O 00 00 com a0 = 1. eu.l"' n=O I bn(x - x.. Hille. Co. a equação de Bessel. Enunciaremos o teorema de Frobeníus.x.

206 Cálculo onde b. em primeiro lugar. Bessel ( 1784-1816). isto exige que . Se N >O. Para o termo independente é necessário que (t'.~ O. e Q(x) ~ x'. Consideramos.X 0 \ <r e as soluções são válidas por O < I x .' Í {n + !){n + I - l)a.a'.23. obtemos y" = x 1.50) dá-nos y' = txt-t L 0 n=O ro 11 X 11 +x ro 1 . A constante C é diferente de zero se N ~O. a constante C pode ou não ser zero. com a possível excepção de x =O.50) y = lxl'Ia. A equação de Bessel Vamos aqui aplicar o método sugerido por Frobenius para resolver a equação de Bessel (6. Esta equação aparece em problemas relativos a vibrações de membranas. Como procuramos uma solução com a.2 na 11 X 11 - 1 = xt-t L (n + t)a ro 11 X 11 • n~o n=O Analogamente.45) com x. A equação recebeu o nome do astróriomo alemão F. n-O Se L(y) ~ x'y." + xy' + (x' . onde a é uma co-nstante não negativa. é um ponto singular regular. vam_os tentar determinar soluções da forma m (6. I < r. obtemos L{y) = x' I ro {n + l)(n + I ~ l)a. A derivação de (6. x >O. )a. n=O com a 0 *O.x". muito embora tivesse já aparecido anteriormente nas investigações de Daniel Bernoulli (1732) e Euler (1764). P(x) ~ I. pelo que lx[t ~ xt. de modo que o coeficiente de cada potência de x seja "nulo. Como no caso anterior ambas as séries convergem no intervalo \x. ~ I. A equação de Bessel tem a forma (6. W. ~O. suprimamos xt e tentemos determinar os a.x• xt n=O n=O + xt .a. pelo que o ponto x.49) x 2y" + xy' + (x' - oc2)y = O.a')y. As funções de Bessel aparecem igualmente em certos problemas da Teoria dos Números. 6.L anxn+Z n=O xt L OC1Q 11X" = n=O L [(n + t)2 - 00 oc2]a 11X" + Xt ~ anx"Hn=O 00 n=O Façamos agora L(y) =O.x". Algumas das suas soluções são conhecidas por funções de Besse/.* O. fluxo de calor em cilindros e propagação de corrente eléctrica em conductores cilindricos. válida para_ tOdo real x. Visto que P e Q são analiticas em todo o eixo real.x.x• + x' I 00 ro {n + l)a.

=O.a. x .51) 207 Esta é a equação indiciai. Se x < O podemos repetir a discussão com x 1 substituido por ( ~x) 1 • Encontramos ainda que t deve satisfazer à equação t 2 .-"a"'""'''n(n + 2<X)' pelo que a 3 = a 5 = a 7. Uma vez que a> O. a. = 6(6 + 2<X) = (-ll'ao 26 3! (1 + ")(2 + <X)(3 + <X)' e. Para este t. Para os coeficientes com índices pares temos a.1)"x 2 " ) é uma solução da equação de Bessel válida para todo o real *O. + a..52) [(! + <X)2 - "']a1 =O e [(n + <X) 2 - "'la.54) f. As suas raízes a e. Consideremos em primeiro lugar a escolha t = a..Equações diferenciais lineares (6._. a2n = 2'"n! (1 t =a - + "X2 '.(x) = ao lxl" ( 1 + . = . +i<)··· (n + "') Consequentemente a escolha dá-nos a solução (-1)"x'• ) 22 "n! (1 + <X)(2 +<X)··· (n +<X) y=a.53) a . a solução também é válida para x ~O. Fazendo t =a obtemos a mesma solução. excepto que o factor xa é substituido por ( -x)a. a.a São os únicos valores possíveis de t que podem dar-nos uma solução do tipo desejado. -a0 . a primeira destas equações implica que .• - (n + <X) an 22 - "'' = . (0).x"l+ ( .a 2 = =O. = O para n ~ 2.. (-: 1) a 2 0 242! (I + <X)(2 +.<X)' -a. as restantes equações para a determinação -dos coeficientes escrevem-se (6.= 4(4 + 2<X) = . A segunda fórmula pode escrever-se (6. -ao = 2(2 + 2<X) = 22(1 + <X) ' -a.s oo ( 2 "n! (I + <X)(2 +<X)··· (n +<X) 2 .= O. Pimi os valores de a para os quais existem/~ (O) e/. Nesta discussão admitimos que x > O.s oo O critério do cociente mostra que a série de potências que aparece nesta fórmula converge para todo o real x.. Deste modo a função/.. dada pela equação (6. em geral.

Seguidamente simplificaremos a forma das soluções. e a outra não. ' --==-n(n. para cada a.55). Uma vez que esta fórmula de recorrência é a mesma que (6. lxl-• 1 + {-1)"x .52)."') · · · (n.56) Isto implica .0<) 2 - oc2]a1 = O e [(n ."')(2.55) f~(x) = a.que >·o e diverge se s . ef_a são independentes.2"') para n ~ 2.0<)2 - "''la._. + a. Assim.2oc)a. As duas soluções f.53). temos a série solução la dada pela equação (6. = + a. Para o conseguir necessitamos de algumas. * Para cada real s > O define-se f (s) pelo integral impróprio Este integral converge se s equação funcional (6.54). que são . uma vez que uma· delas-+ oo quando x-O. em vez de (6. com a substituído por -a~ somos conduzidos à solução (6. . ( L 2 "n! (1. [(1 . a série para f -a tem ainda sentido no caso dé 2a ser um inteiro positivo. estas equações dão-nos a 1 =O e an= a. Se 2a não for inteiro._.equivalentes a e n(n .. = O. Contudo. e se a não for um inteiro não negativo encontrámos outra solução f-a dada pela equação (6.. propriedades da função gama de Euler que passamos a recordar. O. O... com tanto que a o não seja. Obtemos. A integração por partes conduz à r(s + 1) = s r(s). A solução f -a foi obtida sob a hipótese de que 2a não é um inteiro positivo.208 Consideremos agora a raíz as equações t ~ Cálculo -a da equação indiciai. Pode verificar-se que f -a satisfaz à equação de Bessel para tal valor de a. O."') oo " 2 n~l 2 ) válida para todo o real x O.

58) tem agora sigI. r(n + 1 + oc) (1 + oc)(2 + oc) • · · (n + oc) = . quando fazemos s =I em (6. * *- * Voltemos de novo à discussão da equação de Bessel. se escolhemos a..(x) por J .54) e representamos a função resultante J.54) contém o produto (I + a)(2 +a) . não inteiros.56) pode usar-se para a eXtensão de f(s) ·a vaiores negativos de s.. (6. a solução para x > O pode escrever-se (6. Assim se conclui que a função gama é uma extensão. O segundo membro de (6.I)· · · (s + l)s r(s) para todo o inteiro positivo n. Podemos exprimir este produto por intermédio da função gama fazendo s = I + a em (6.. A série para !a na equaçao (6. podemos usar esta equação para definir r(s) se -I < s < O. em que n é um inteiro positivo qualquer. Obtemos . Escrevemos (6.(x) = X)"~ (+ 1 2 (2 ~ n! r(n. Visto que r( I)= flf'e' dt =I. A equação funcional (6.59) J. A função· J a definida por esta equação para x >O e a ~ O chama-se a função de Bessel de primeira espécie e de ordem a. Continuando deste modo. s para -2 < s < -I.57).57) encontramos r(n + 1) = n!. (n +a). a função de Bessel é dada pela série de potências . e.57) r(s + n) = (s + n . para os números reais. Deste modo. em geral. r(! + oc) Deste modo.56) e a sua generalização (6. A equação funcional (6.-1)" + oc) (x)'".56) na forma (6. e podemos usar esta equação pani definir r(s) nificado se s + 2 > O. positivos da função factorial definida para números inteiros. Quando a é um inteiro não negativo por exemplo a = p.(x) quando x >O. s O.= 2-•/ f(l +a) na equação (6. r(s + 3) = (s + 2)r(s + 2) = (s + 2) (s + l)s r(s). podemos generalizar a definição de T(s) por indução ao intervalo aberto da forma -n < s < -n + I.Equações diferenciais lineares 209 r(s + 2) = (s + l)r(s +I)= (s + l)s r(s).57) são agora válidas para todo o real s para o qual ambos os membros tenham significado. s O segundo membro tem sentido se s + I > O e s O.58) r(s) = r(s + 1) .

. se x >O e a> O.o:) r(! . 2.2 representam-se os gráficos de duas funções. 3.6n!(n+ p)! 2 J.(x) + c2J~(x).6 n! r(n + I .J. encontrámos unicamente a so- lução J P e os seus produtos por constantes válidos para x .r:~ 'r. Se a não for inteiro. Portanto.57) obtemos r(n 2. Esta é também uma solução da equação de Bessel para x <O. 10 e 1 1 • y J. Portanto. indepen- é um inteiro não negativo.o:) (2 .210 X Cálculo = ~ ( -1)" (~)2n+v . por exemplo a= p.(x) na equação (6. se a não for um inteiro positivo. as duas soluções la(x) e ]_ r(x)são llnearmente independentes no semi eixo real positivo (visto que o seu cociente ilão é constante) e a solução geral da equação de Bessel para x > O é y Se a = c. 6...( l -a).f é uma Solu1 ção da equação de Bessel para x > O. se a é tal que r(n + I ~ q) tem significado. > O.55) com a0 = x > O. . se (X não for um inteiro positivo.Outra solução.() (p = O. Gráficos das funções de Bessel } 0 e ) 1 • Podemos definir uma nova função J -• por substituição de a por -a em (6. Na figura 6.o:)· · · (n .. ) .2. definimos J~(x) = x)~~ (-1)" (2 .: .a) e vemos que a série para J _jx) é a mesma que para f _.. 2.. isto é. Extensas tabelas das funções de Bessel estão já calculadas.o:) (x)'". FIG. +I- o:) = (I .59). 1. a =F l.. J _. 2 Fazendo s ~ I -a em (6.

(x) f Q(t) .(t) =I A. Por conseguinte a equação (6.(x) = 1/x.60) toma a forma.. [u.(x) log x + J.Equações diferenciais lineares 211 dente desta. uma segunda solução u. = onde Q(x) = e-fP. n-0 Pode demonstrar-se que o coeficiente A 1P *O. é uma solução de y • + P.(t)] 2 . Se admitirmos a existência de um tal desenvolvimento. pelo que Q(x) = 1/x e uma segunda solução ti.(t)F = t'P. independente de u.t" n=O 00 o qual pode determinar-se igualando coeficiente na identidade g.(x) . ..(x) e tem a forma K.(x)dx.(x)x-•• I 00 B.(t)IJ.t".60) 1 u 2(x) = J. mais uma série da forma x.(t)] 2 .59) podemos escrever 1 1 [J. é dada pelo integral u.x".(x) = u.(x) log X + x-• I c. ' t[J.dt.x".(x) = J . o integrando em (6. ·se multiplicamos uz(x) por . Por exemplo. .2P L B. n=O 00 Esta é -a forma da solução indicada pelo segundo caso do-teorema de Frobenius.x".(t)]' = t'• g. f se c e x estão num intervalo I no qual J P não se anula.dt.(t)' onde gp(O) potências * O. Para a equação de Bessel temos P. . 1 00 L Integrando termo a termo de c a x obtemos um termo logarítmico A 2 " log x (da potência r').. pode ser encontrada pelo método descrito no Exercício 4 da Secção 6. A esta segunda solução pode dar-se-lhe outras formas.60) toma a forma u2 (x) = A. da equação (6.1/A 2P a solução resultante designa-se por K. Este estabelece que se u.16. No intervalo 1 a função gP admite um desenvolvimento em série de · g.y =O que nunca se anula num intervalo /._J. é dada pela fórmula · (6.y · + P . 1 t[J (I)]' = P t'""' n=O A.

. t A mudança de variável I = . Utilizar a representação das funções de Bessel era.212 Cálculo Uma vez cheg-ados a esta fórmula. (c) Deduzir as fórmulas da _ alínea (b) directamente a partirdassériesparaJ.'> or. 6. (a) Seja f uma. Utilizar este facto e a igualdade f r(t) = yÇ"para mostrar que. a sua solução geral é y =A cos x + B sen x.. J!. (Ver Exe~cício 16 da Secção 11.(x). e determinando os coeficientes Cn de modo que a equação seja satisfeita.-i(x) = ( rrx 2 )~ sen x J_!.4•') . ~o. 12(x).séries de potências para provar que d (a) dx (x«J.(x)) ~ x«J. 12 (x)eJ_. Os pormenores deste cálculo são extensos e por tal motivo são omitidos. 2. substituindo o segundo membro na equação de Bessel. A função KP definida para x >O por esta fórmula chama-se a função de Bessel de segunda espécie de ordem p.r dá-nos F(i) = Jo--t f 1-~e-l dt =_ 2 f 00 00 e--uZ Jo du ='v._1 (x). O resultado firial pode ser expresso por onde h 0 =O e hn = I + j + . podemos verificar que existe realmente uma solução deste tipo.28 para á demonstração de· que 2 J e-uzdu = tf Jn.24. + 1/n para n >. para x > O. Porque K P não é o produto de uma constante por JP' a solução geral da equação de Bessel neste caso para x >O é y = c.(x) + c..J.i(X) = ( 2 1TX )~ COS X. A série do segundo membro converge para todo o real x. No conjunto de exercícios que se apresenta ·a seguir são analisadas mais algumas propriedades das funções de Bessel. (b) Quando 4a 2 = ·t a equação diferencial da alínea (a) transformase em y" + y =O.) .I.K. solução qualquer da equação de Bessel·de ordem a e i?(x) x > O. Demonstrar queg verific:i a equação diferencial = x 1/ 2 /(x)-para y" + 1 +""4x' y ( I . Exercícios I.

e uma raíz de J:>+ 1 entre cada par de raízes positivas deJ. Observação. 3.~·) = x-.+ (x) ~ !x.:.2)..(x) e G. Seja g. Recorrer ao Exercício 8 para exprimir a solução geral de cada uma ·das seguintes equações diferenciais por inter:médio das funções de Bessel para x > O. (a) Usar as identidades do Exercício 6 para ·provar que Ji(x) +2 n=l I J!(x) .(x) = x·•J.. J .fa·é uma solução da equação de Btsscl de ordem a. e . Observar que cada raíz positiVa de J.(x)J. Utilizar o teorema de Rolle e o Exercício 2 para demonstrar que os raizes positivas de .. 9...(x) = .(axh) para x > O.. Seja F. (a) A partir das relações do Exercício 2 deduzir as fórmulas de recorrência e (b) Utilizar as relaçõe~ da alínea (a) para deduzir as fórmulas e 5. 8.(x)l 5 t /2 para n ~ 1. 1 (b) A partir da alínea (a). 2 )~(senx ~- cosx . satisfaz à equação diferencial se.!.!. existe uma raíz de J. é raíz de F.. 1 e n=O I (2n + 1)J. 6.. onde a e h são constantes não nulas.•J. demonstrar queiJ.. Provar que e 7....(x) para x >O. e é também uma raíz de G.Õquações diferenciais lineares d (b) dx (x-•J. (Ver figura 6. 4.. e só se./:t:. 3 •.(x) é uma função elementar para todo a que seja igual a um meio de um inteiro ímpar.. isto é.1. Mostrar que g.(x)) 213 ~ -x-•J.. . + 1 se intercalam.-.(x)l5 1 eiJ... e todox 5O. ) · Achar uma forma análoga para J~ 31 :(x)..1+ 1 .(. Do exercício l(b) e de uma fórmula de recorrência conveniente mostrar que J%(x) = ( . entre cada par de raízes positivas de . 2...+l(x)..

P(x) =~-e Q(x) = . r). Determinar uma série solução com t não inteiro. u~o(O~ =O e u. mostrar que t satisfaz à equação quadrática da forma t 1 + bc +c= O. ' . Determinar a e c.0) = u~O) para n .214 Cálculo (a) y' +xy =0. (d) x'y'. 14.oo < x < co. (c) y' +xmy=O. Determinar essas soluções. A equaçãodiferencial2x2y" + (x2 . 13. 15..equação Ka(x) = xcf. Existe uma identidade para a função de Bessel da forma com a e c constantes.::: I. (b) xy' + 6y' + xy =O. 12.x)y' + y =0 tem duas soluções independentes da forma y = xt L CnXn. convergente cada uma num intervalo aberto (-r. A equação diferencial não linear y" + y + ay 1 =O é "ligeiramente" não linear se a fôr uma constante pequena. Q(x) = I ro q.Jax") para x > O. Considere uma equação diferencial linear de segunda ordem da forma x2 A(x)y' + xP(x)y' + Q(x)y =O. P(x) = IP. Considerar um caso particular do Exercício 13 no qual A (x) = I . (d) x'y' + (x' + i)y =O. Se a equação diferencial tem uma solução sob a forma de série da forma Y = xt L n=O ~ CnXn.. (b) y' + x 2y =O. Achar então a soluçãó geral das seguintes equações por intermédio das funções de Bessel para x > O. tentamos escolher os coeficientes un(x) de tal maneira que u0 (Q) = I. válida para O < x < r. onde A (x). Substituir esta série na equação diferencial. 10. P(x).x'. e Q(x) admitem desenvolvimentos em série de potências A(x) = k=O l ~ a.. Mostrar que para x >'O pode exprimir-se por intermédio de uma função de Bessel.x.x'' k=O k=O com a0 *O. igualar as potencms de a: e.determmaru0 (x) e u 1 (x).ndições iniciais J' = I e y' =O quando x =O.tx. Generalizar o Exercício g· quando fa e ga estão relacionados pela. 16. 11. (c) xy' + 6y' + x'y =O. e determine b e cem funçã9 dos coeficientesdassériesdeA (x). n=O 00 válidas para x >O. Para se ajustar a esta~ condições iniciai~. Determinar uma série de potências solução da equação diferencial xy" + Y + y =O convergente para . não nula.x'.xy' + (x + l)y =O./. Suponha-se que existe uma solução que pode exprimir-se como uma-série de potências de a da forma y = I 00 un(x)oc" (válida em algum intervalo O < a < r) n=O e que esta solução satisfaz às co. P(x) e Q(x). (a) xy" + 6y' + y =O.

mostraram a importância do estabelecimento de teoremas gerais garantindo a existência de soluções para certas classes específicas de equações diferenciais.1) pode escrever-se como um sistema de duas equações de prirrieira ordem: Y~ = Y2 y~ = (7. O capítulo 6 indica o uso que pode fazer-se de um teorema de existência e uniCidade no estudo de equações diferenciais lineares.7 SISTEMAS DE EQUAÇÚES DIFERENCIAIS 7. a equação de segunda ordem (7. e y. onde Y1 = y.1) y"+2ty'-y=e' pode transformar-se num sistema de duas equações de primeira ordem pela introdução de duas funções desconhecidas y. Este capítulo é dedicado à demonstração daquele teorema e tópicos com ele relacionados. e (7." = y·. Então tem-se y. Introdução Embora o estudo das equações diferenciais tivesse começado no século XVII. = y. só no século XIX os matemáticos se aperceberam de que relativamente poucas equações diferenciais podiam ser resolvidas por meios elementares. Por exemplo.1. e outros. A teoria da existência de equações diferenciais de ordem superior pode relacionarse ao caso de primeira_ ordem pela introdução de sistemas da equações. Liouville. 215 .2) y1 - 2ty2 + et_.. Os trabalhos_de Cauchy.

(i) y~ = Pn1(t)y 1 + p.· · ' .. e escrevemos (7 .. . .4) y'"' + al)'<~ll + · · · + a. Suponhamos que a equação de ordem n é (7.. porque cada uma delas contém as duas funções desconhecidas. Y3 = Y~. definida pelas equações .).216 Cálculo Não é possível resolver estas equações separadamente pelos métodos do Capítulo 6. = (7.5) Y~-1 = Yn Y~ = -anY1- an-1Y2. Com os coeficientes a. escrevemos Y! = y.(t)y2 + · · · + P••(t)y. isto é. As funções Pik e g.y = R(t). e uma função matricial P = [p. . · Uma equação diferencial linear de ordem n pode sempre transformar-se num sistema linear.(1)y.. . que aparecem em (7. =·y e introduzimos uma nova função desconhecida para cada uma das derivadas sucessivas de y. . + P12(t)y 2 + · · · + p 1.. cada equação do sistema contém mais do que uma função incógnita pelo que as equações não se podem resolver separadamente.4) na forma de sistema Y~ = Y2 Y~ = Ys (7.3) e introduzamos as funções vectoriais Y = (y. + q.3) Pu(t)y. Para transformar esta equação num sistema. fUnções dadas.)... escrevemos y. Yn são funções incógnitas que interessa determinar. Consideremos o sistema geral (7. As funções y. A discussão dos sistemas pode ser consideravelmente simplificada pelo recurso à notação vectorial e matricial. · · · • Yn = Y~-1. Q = (q. . + q.. Sistemas deste tipo chamam-se sistemas lineares de primeira ordem. Em geral.). ..U1Yn + R(t). y.. q.. Neste capítulo consideramos sistemas formados por n equações diferenciais lineares de primeira ordem contendo n funções desconhecidas Yo . Yn· Estes sistemas têm a·forma y..3) consideram-se como funções dadas definidas num determinado intervalo J.(t).

(t)] para cada t de J.(t)). Consideremos os vectores como matrizes colunas n X I e escreve- mos o sistema (7. se P e Q são contínuas em J.5) temos Yl y.. . no sistema (7 . Y= P(t) = o o 1 o 1 o o o Q(t) . P(t) = [p. e a é qualquer ponto de J.6) são dados pela fórmula explícita (7. . ••• .P(t)dt. bn) é um vector n-dimensional dado.e matrizes..q.= o o o y.1 que. onde a E J e 8 =:(h" b2 . onde A (x) = f. y. Mostraremos que esta fórmula pode generalizar-se de maneira adequada para sistemas.2) temos No sistema (7 . Por exemplo.Sistemas de equações diferenciais Y(t) 217 = (YI(t). Um problema de valores iniciais para o sistema (7. .7) Y(x) = e-"'•'Y(a) + e-"'" 1 J. a qual satisfaz a (7 . . Para isso temos que atribuir um significado aos integrais de matrizes e às exponenciais d. Por tal motlvo vamos efectuar breve digressão referente ao cálculo com funções matriciais.3) na forma mais simples: (7. todas as soluções de (7....6) e que também satisfaz a uma condição inicial da forma Y(a) = B. Q(t) = (q. quando P(t) é uma função matricial n X n e Q(t) é unia função vectorial n-dimensional.6) Y' = P(t)Y + Q(t). R(t) -a. . isto é. o -an-1 o -an~2 o -a.6) é encontrar uma função vec- torial Y.(t)).(t). No caso n = 1 (o caso escalar) sabemos do teorema 6." e-A"'Q(t) dt.

2.. supondo evidentemente que cada elemento é integrável em la. se P e Q ~ão funções matriciais deriváyeis. com P uma função matricial derivável e g uma função escalar derivável.3.(t)]. Tal conceito expõe-se na secção seguinte. pretende-se • a verificação da propriedade (7. O leitor pode verificar que a propriedade de linearidade para integrais se generaliza ás Continuidade e derivabilidade de funções matriciais definem-se igualmente a partir dos respectivos elementos.218 Cálculo 7. É fácil provar as regras fundamentais da {t) derivação para somas e produtos. (PQ)' = PQ' se se define o produto PQ. Normas de matrizes Seja A = [a. P'(t) = [p. Séries de matrizes.. As demonstrações destas propriedades sãO pedidas no conjunto de exercícios apresentados em 7 . Quer· dizer. Conceitos do cálculo para funções matriciais A generalização dos conceitos de integral e derivada para funções matriciais é ime· diata.) é contínua em t se cada elemento Pijé contínuo em I. A derivada P' define-~e pela matriZ que se obtém derivando cada elemento. A definição da exponencial de uma matriz não é tão simples e exige mais preparação. P(t) dt = [I: p. isto é. definimos o integral HP(t)dt pela equação I: funÇões matriciais. Se P(t) ~ lpjj(t)l. temos (P + Q)' = P' + Q' + P'Q caso P e Q sejam do mesmo tipo e tem-se igualmente . A regra de derivação da função composta continua válida.) uma matriz n X n de elementos reais ou complexos. se F(t) ~ Plg(t)l. bl. 7 . Pretendemos definir a exponencial eA de maneira que possua algumas das propriedades fundamentais da exponencial ordinária de valores reais ou complexos. .(t) dt] .4. então F'(t) ~ g(t)Plg(t)). Por exemplo. Dizemos que uma função matricial P = lp. o integral da matriz P(t) é a matriz obtida por integração de cada elemento de P(t). Em particular. sempre que todas as derivadas pj1 existam.8) para todo o par s e t. O teorema da derivada nula. e o primeiro e segundo teoremas fundamentais do cálculo são também válidos para funções matriciais.

. mas aqui escolheu-se esta devido à facilidade com que. Dada uma sucessão {Ck} de matrizes m X n cujos elementos são números reais ou complexos.11) IIAII = I :21aHI· i=li=l Por outras palavras. DEFINIÇÃO DE UMA Sf.8) e (7 . o que se entende por uma série convergente de matrizes.10) k=l """ -ç c'.9) se A fôr uma matriz. Existem outras definições de norma também usadas às vezes. . e a sua soma define-se como a matriz m X n cujo elemento ij é a série (7.. (i= 1.Ck é convergente. Um critério de convergência simples e útil para uma série de matrizes pode ser estabelecido por intermédio da norma de uma matriz.9). se podem demonstrar as propriedades seguintes. a partir dela.Sistemas de equações diferenciais reais e da relação 219 (7. a norma de A.10). Se A = [a 1 é uma matriz m X n. uma generalização de valor absoluto de um núffiero. . isso é inaceitável visto que tal definição não satisfaz a nenhuma das propriedades (7. n) são convergentes.. dizemos então que a série de matrizes !~i...9) onde O e I são as matrizes. . Antes porém de podernos efectuar as demonstrações torna-se necessário explicar. Pelo contrario. DEFINIÇÃO DE NORMA DE UMA MATRIZ. temos que a norma de A é a soma· dos valores absolutos de todos os seus elementos.8) e (7. de elej] mentos reaiS ou complexos. n X n. Pode parecer natural definir eA como a matriz [e 01il.RIE CONVERGENTE DE MATRIZES. . Contudo. zero e identidade respectivamente. representada porRA n. m.. define-se como sendo o número não negativo dado por m n (7.j = 1. designe-se o elemento ij de Ck por cg! Se todas as séries ro (7. . definiremos eA por meio de um desenvolvimento effi série de potências Sabemos que esta fórmula é válida se A fôr um número real ou complexo e provaremos que ela implica as propriedades (7 .

llcAII = lciiiAII. O teorema seguinte dá-nos uma útil condição suficiente para a convergência de uma série de matrizes. Estas desigualdades são úteis na discussão da exponencial de uma matriz. (b) (PQ)' =PQ' +P'Q.. Vamos demonstrar unicamente o resultado para UABU. pelo que a série de matnzes ck é convergente. 3. ~se rever uma fórmula .4. ·2_. Q supõe-se não singular. Se {C. Visto que lcij'll ~ 11 Ckll• a convergência de ~k= 1 11. B = [b. Para as matrizes rectangu/ares A e B e todo o escalar real ou complexo c tem-se liA+ Bll ~ liA li + IIBII.l. (i.k=• 7 . admitindo que P e Q são deriváVc"is. Demonstração.i é. Demonstração. TEOREMA 7. 3..)·.220 Cálculo TEOREMA 7. L k= 1 L. (a) ~eja Puma função matficial derivável.~t cijk) é convergente.g:eral para a derivação de pk e demonstrá-la por inducão . (a) (P + Q)' = p' + Q'.. Verificar que a propriedade de linearidade dos integrais também é válida para integrais de funções matriciais. Verificar _cada uma das seguintes regras de derivação para funções matriciais. (d) (PQ-1)' = -PQ-1Q'Q-1 +P'Q-1.P e Q devem ser do mesmo tipo. PROPRIEDADES FUNDAMENTAIS DAS NORMAS. bastando que o produto tenha significadO. de modo a que P + Q tenha significado: Em (h) e (d) não é necessários que sejam do mesmo tipo. Em (c) e (d). temos AB = r Lk~l a.. então a série de matrizes C k também cqnverge. CRITÉRIO DE CONVERGÊNCIA DE UMA SÉRIE DE MATRIZES. As outras demonstrações são mais simples e como tal são deixadas ao leitor como exercício.. a desigualdade para IIABII se converte em liA 'li :S liA 11'· Por indução temos IIA'II ~ IIAII' para k = 1. . Exercícios I.i]. Provar que as derivadas de P 2 e P 3 são dadas pelas 'fórmulas (P2)' = PP' + P'P.11) resulta Observe-se que no caso particular em que B =A.J.2. admitindo que A é m x n e B é n x p.1. IIABII ~ IIAIIIIBII. Escrevendo A= [a. pelo que de (7. (c) (Q-")' = -Q-1Q'Q-1. (P")' =P"P' +PP'P +P'P2 .L k= 1 cijk)_ Logo cada uma das séries L..2.bt. uma sucessão de matrizes m X n tais que 2k= 1ll Ckll converge. Representemos por clfl o elemento ij de Ck. Em (a).Ckll implica a convergência absoluta de cada uma das séries .

2 é fácil provar que a série matricial (7. b] provar que IIJ: P(t) dtll . Se uma função matricial Pé integrá vil num intervalo [a..) 11.J Provar que a série de matrizes 2~=uDkfk! converge e é também uma matriz diagonal (O termo correspondente a k =O subentende-se que é a matriz identidade/.. Seja Puma função matricial derivável e g uma função escalar derivável cujo contradomínio é um subconjunto do domínio de P. Seja D uma matriz diagonal n X n.. "J. Aqui A e B sião matrizes tais que os produtos ACkB tem significado.. •. 6. 7 .'t'=ockDk 12.. por exemplo D = diag p. 10. 9. Provar as propriedades seguintes da norma de matrizes liA +Bil.Sistemas de equações diferenciais 221 4. J: IIP(t) 11 dt. . com cada Ck uma matrizn X n. 5.5. Se a série matricial "J. b}. Supor que a série matricial li=• Ck converge. . b). Seja D uma matriz diagonal n x n. Definir a função composta F(t) = P[g(t)l e provar a regra de derivação F(t) ~ g'(t)P'Ig(t)l... À. Estabelecer c demonstrar generalizações dos primeiro e segundo teoremas fundamentais do cálculo para funções matriciais. ••• . 1. ·Provar que a série matricial (A C ~fi) também ·converge e que a sua soma é a matriz.. Estabelecer e demonstrar uma fórmula para a integração por partes na qual os integrandos são funções matriciais.pertencente li um intervalo aber!O (a.)B .. Demonstrar o teorem_a: Se P'(t) = O para todo !. A matriz exponencial Aplicando o teorema 7. Àn). 1\cAII ~ lcii\AII. 1\AII + 1\BI\.:k=• A(f c. 8..12) k=O Lk! oo A• " . D converge. então a função matricial Pé constante em (a. provar que = diag (J. 7.

TEOREMA 7 . Para cada real t a função matricial E definida por E(t) equação diferencial matricial = erA satisfaz à E'(t) = E(t)A = AE(t). Da definição de exponencial de uma matriz tem-se Seja c}'l o elemento ij de A'. k! k! . Uma vez que! a'lk! converge para todo real a. isto é. onde O é a matriz nula. A equação diferencial verificada por e 1A Sejam t um número real.3.Então o elemento ij de t'A 'I k! é t"ch'lf k!. A uma matriz n X n e E(l) a matriz n X n E(l) =eu. Em primeiro lugar vamos obter uma equação diferencial à qual satisfaça E. Vamos considerar A fixo e estudar esta matriz como uma função de t. n X n.12).6. (O termo correspondente a k =O subentende-se ser a matriz identidade L) A norma de cada termo satisfaz à desigualdade I A'II s: li Ali'. A' .-'=:L-oo k=O k! Observe-se que esta definição implica e"= I. da definição de uma série matricial.222 Cálculo Converge para qualquer matriz quadrada A de elementos reais ou complexos.12) converge para qualquer matriz quadrada A. de ele- mentos rea~s ou complexos. 7 . Demonstração. define-se a exponencial e" como sendo a matriz n X n definida pela série convergente (7. tem:-se . Com auxílio das equações diferenciais estudar-se-ão outras propriedades da exponencial de uma matriz. · DEFINIÇÃO DA EXPONENCIAL DE UMA MATRIZ. o teorema 7. Por conseguinte. Para qualquer matriz A.2 implica que a série em (7 .

Na última equação aplicámos. convergente para 1 qualquer. Isto prova que a derivada E'( I) existe e é dada pela série matricial E'(t) =L. e qUil/- quer escalar t tem-se (7.3.-. k=O k..a propriedade A'+'= A'A. NÃO SINGULARIDADE DE etA. Demonstração. k=O ~ -.7. Portanto a sua derivada existe para todo 1 e é dada pela série deiivada. o que = = completa a demonstração.14) Por conseguinte etA é não singular. demonstrando que a derivada F(t) é a matriz nula. Porque A comuta com A' poderíamos também escrever A k+ 1 AA • para obter . Seja F a função matricial definida para todo real t pela equação .4. usando o resultado do teorema 7. k. 7. t'A•+~ L. Teorema da unicidade para a equação diferenCial matricial F'(t) = AF(t) A ·seguir vamos ocupar-nos de um teorema de unicidade que caracteriza todas as soluções da equação diferencial matricial F(t) = AF(t).. Vamos provar que F(t) é a matriz identidade /. Derivando F como um produto. Nota: A demonstração anterior também prova que A comuta com etA.~ = (~ t•A•) A = E(t)A. encontramos :·. n X n. A demonstração faz uso do Seguinte teorema: TEOREMA 7. . 2: kl k=O k=O 223 (7.13) Cada elemento do segundo membro de (7.Sistemas de equações diferenciais 1• oo -A• = [2:oo1 • -c~~)]· kl .13) é uma série de potências em t.a relação E'(t) AE(I). Para qUil/quer matriz A. e a sua inversa é e-tA.. I ~ .

HerA é a única solução quer dizer e-tAF(t) ~ B.224 Cálculo F'(t) = = e'A(e-•Ay + (e'-"ye-'-" = e'-"(-Ae-'-") + Ae'-"e-•A -AetAe-tA + AetAe-tA = 0 . Isto demonstra (7. F é uma matriz constante. Seja F um á solução qualquer e considere-se a função matricial· G(t) = e-'-"F(t).15). F(O) ~ B. Regra do produto de exponenciais de matrizes A regra do produto de exponenciais eA.t?lb eA+B nem sempre é verdadeira para exponenciais de matrizes.6. TEOREMA 7. Porém.12. Um contra exemplo é dado no Exercício 13 da Secção 7. Demonstração: Em primeiro lugar observe-se que erAB é uma solução. Derivando este produto obtemos G'(t) = e-'-'P(t) - Ae-'AF(t) = e-tAAF(t) - e-'. n x n.5. Se A e B são duas matrizes permutáveis.14) obtemos (7 . Multiplicando por etA e aplicando (7 . Sejam A e B duas matrizes constantes do tipo n x n.<AF(t) = O. AB ~ BA. 7 . G(t) = G(O) = F(O) = B. TEOREMA 7.14). = Nota: O mesmo tipo de demonstração mostra que F(t) do problema do valor inicial F'(t) ~ F(t)A. TEOREMA DE UNICIDADE. não é difícil provar que a fórmula é verdadeira para matrizes A e B que sejam permutáveis. satisfazendo ao problema do valor inicial F' (t) para -ao< t <+ao é = AF(t). Por conseguinte G(t) é uma matriz constante..8.16) . F(O) = B (7. pelo que F(t) ~ l para todo I. Portanto. A única função matricial F.15) F(t) = e'"'B. já que A permuta com erA. então tem-se (7. segundo o teorema da derivada nula. Mas F(O) ~e DA e-DA~ l.

pelo que F(t) = O para todo t.<+BlF(O).Sistemas de equações diferenciais 225 Demonstração: Da igualdade AB = BA deduzimos que A'B = A(BA) = (AB)A = (BA)A = BA 2 . Utilizaremos a expo- nencial de uma matriz para dar uma fórmula explicita para a solução de um tal sistema. Por conseguinte Quando t = I obtemos (7 .. TEOREMA. Escrevendo etA como uma série de potências encontramos que B também permuta com elA para qualquer real t..17) Y'(t) = AY(t). Teoremas de existência e unicidade para sistemas lineares·homogéneos A equação diferencial vectorial Y'(t) =A Y(t). onde A é uma matriz constante n X I! e Y é uma função vectorial n dimensional (considerada como uma matriz coluna n x I).<+Bl - Ae'--'e'B. pelo que B permuta com A'.e'--'Be'B (A + B)e'"'e'B = (A + B)F(t). As matrizes sA e tA permutam. Seja agora F a função matricial definida pela equação Derivando F(t) e tendo em conta que B permuta com elA encontramos F'(t) = (A = + B)e'<. quaisquer que sejam os escalares s e t.?. .<+Bl (A + B)etl.?. Pelo teorema de unicidade temos F(t) = e•<. Sejam A uma dada matriz constante. O problema de valor inicial (7. diz-se um sistema linear homogéneo com coeficientes constantes.. Mas F(O) =O. B permuta com qualquer potência de A. Por indução.9. n X ne B um vectorndimensional dado.16). EXEMPLO. Y(O) = B. Logo temos 7.

. é Y(t) = e(t-a)AB.5.17). .18) dá-nos Y'(t) = AetAB = AY(t).Cálculo tem uma só solução no intervalo .•) ·Lk. a única solução do problema de valor inicial Y'(t) = AY(t). Do mesmo modo se pode tratar o caso mais geral com o valor inicial Y(a) = B. na generalidade.. nesta hipótese erA é uma matriz diagonal definida por e'-'- = mf" diag ( " . Esta seria. Demonstração. J. a menos que A seja uma matriz cujas potências possam calcular-se facilmente. pelo que G(t) = G(O) = Z(O) = B.. ainda permanece. Para provar que é a única solução raciocinamos como na demonstração do teorema 7. mf" ••• . . .. teríamos que calcular todas as potências A k para k = O.oo < I < + oo.7 dê uma fórmula explícita para a solução de um sistema homo- géneo com coeficientes constantes. Por outras palavras. · eu•) • Outro caso fácil de manejar é aquele em que A é uma matriz que pode diagonalizarse. Ã!). donde resulta A'= (CDc-1)(CDG-1) = CD'G-1 . Seja Z(t) outra função vectorial satisfazendo a Z'(t) = AZ(t) com Z(O) = B e seja G(t) = e-tAZ(t). seja c-• A C= D. onde cf}l é o elemento ij de A •. Mais geralmente. Esta solução é dada pela fórmula Y(t) = (7. " . Ân = d1'ag (eu. -k=O . . e depois calcular a soma de cada série I l'~ot•cf}lt k !. uma tarefa desanimadora.. .Â1•··· Lk' • k=O . 2. Então é fácil verificar que G'(t) = O. esta é uma soluÇão do problema do valor inicial (7. se A é uma matriz diagonal. O problema do cálculo de erA Embora o teorema 7.). A= diag (Ã 1 . Uma vez que Y(O) = B.I O. e-rAZ(t) = B.. Y(a) = B. se existe uma matriz não singular C tal que c-' AC seja uma matriz diagonal. l. A derivação de (7. pelo que Z(t) = erAB = Y(t). o problema do cálculo efectivo de etA. Se fossemos calcular etA directamente a partir da definição pela série. pois A• = diag (Ã~.18) e'-"B. 7 . Por conseguinte. ••• . então temos A= CDc-•. Por exemplo. Por exemplo. então cada potência de A é também uma matriz diagonal.

)= .= I. À.. onde D = diag (À. Esta matriz tem valores próprios distintos À.= 6. pelo que a utilidade das observações precedentes é limitada.Sistemas de equações diferenciais e mais geralmente. y. . verificamos que esta equação é satisfeita por escalares a. Evidentemente que nem toda a matriz é diagonalizável.. Desde que estas sejam conhecidas. + 2y. = + 4y. elA calcula-se com facilidade. Resolução. A = ·[5 4] 1 2 . Fazendo c= d = I escolhemos -1] Consequentemente et. b. y. . À. Pela determinar C podemos escrever AC = CD. Resolver o sistema linear y. b = -d. desde que a= 4c. ou [0 1 o] . 227 A' = CD'c-1 • Portanto neste caso temos Aqui a dificuldade reside na determinação de C e da sua inversa. · Multiplicando as matrizes. EXEMPLO I.t 1 ' = Cetvc-1 = = EXEMPLO ![4 -1] [e" o] [ 11] ~[: -1][ 5 1 1 O e' -1 4 1 e" -et 2. pelo que existe uma matriz não singular C=[: = 6 . c e d quaisquer. = 5y. :J tal que C''AC= D. Calcular e•A para a matriz 2 X 2.

Baseia-se o método num famoso teorema atribuido a Arthur Cayley (1821-1895) e Wiiliam Rowan Hamilton (1805-1865).(O) = 3. cuja natureza depende das multiplicidades dos valores próprios de A.7 a solução é Y(t) = e•A Y(O). O teorema de Cayley-Hamilton TEOREMA 7. A demonstração baseia-se no teorema 3. isto é. Voi.20) Demonstração. Putzer num artigo publicado no American Mathematical Monthly.21) A (Cal A)'= (det A)l. Recorrendo à matriz e<A. Se A é uma matriz n X n é (7.19) /(l) = det (Àf.11. pg. Numa secção posterior discutiremos um método práctico e direito de cálculo de erA. . Este método foi desenvolvido por E.A) = À" + c._1À"~1 + · · · + c1l + c0 o seu polinómio característico. encontramos 4e" e6 t + 4et 4e'] [2] 3 donde se obtém y1 = 4é'. É válido para todas as matrizes A e não exige transformações preliminares de qualquer espécie. Na forma matricial o sistema pode escrever-se Y'(t) = A Y(t).12 o qual estabelece que para qualquer matriz quadrada A se tem (7.(O) = 2. calculada no Exemplo I. Em primeiro lugar vamos demonstrar o teorema de Cayley-Hamilton e em seguida aplicá-lo à obtenção da fórmula de Putzer para o cálculo de e•A. Y(O) = GJ· onde A=[~ :1 Pelo teorema 7. A maior parte desses métodos é bastante mais complicada e exige transfor. O TEOREMA DE CAYLEY-HAMILTON.8. o qual afirma Que toda a matriz quadrada satisfaz à sua equação característica. então f(A) = O. 2-7.2et. 73 (1966). A satisfaz à equação (7.228 Cálculo sujeito às condições iniciais y. y. o qu"al se pode usar quer A seja ou não diagonizáve1. mações matriciais prévias. Conhecem-se vários métodos para o cálculo de e<A quando A não pode ser diagonalizada. Resolução. 7. J.

A.A)}'= LÀ'B.AI. é um polinómio em À de grau :5n.24) obtemos as equações Bn-t =I Bn-2 ---:- ABn-1 = cn-tl (7. = f(J.I.A)}' =f(J.AB0 = J.A. k=O onde cada coeficiente Bk é uma matriz n X n corri elementos escalares. Por conseguinte n-1 (Cal(J. a equação (7. A".A/.A){ Cal(). Os termos do primeiro membro anulam-se e obtemos . Deste modo.•B.)I k=O n-1 o qual pode de novo escrever-se na forma (7.l. Aplicando isto em (7 . A ideia da demonstração consiste em fazer ver que também é válida quando À se substitui por A.A/~ Apliquemo& esta fórmula . Excepto para um facto r ± I./.24) é equivalente a n' equações escalares. cada tal complemento algébrico é o determinante de uma matriz l)lenor de .A).1.A/.24) J.com A substituído por =/{. Esta operação é possível porque (7.I + c.. ••• .25) sucessivamente por A".)l."Bn-1 +L J.23) (ÀI .A) e consequentemente de {Cal (.[.A em (7. k~l n-1 Igualando agora os coeficientes das potências iguais de .A) L .A/.I.L Multipliquemos ainda as equações (7."l +L J.25) B0 - AB1 = c1 I -AB0 = c0I.AI.A)}•.A) são os complementos algébricos de .'c. Uma vez que det {.22) A.A de ordem n.22f obtemos a relação (7. Esta equação é válida para qualquer real .).Sistemas de equações diferenciais 229 .'(Bk-1k=l n-1 AB. Os elementos da matriz Cal (.I.A)= (J. cada elemento de Cal (.21) escreve-se (7.A/. l e adicionemos os resultados.A. em cada uma das quais podemos igualar os coeficientes de potências semelhantes de ..

d 3.9A + 201) ~ 12/. A=[: ~l 0 2. A= [-Io ~l . A=[~ .168A + 1081.20A' + 12A = 9(9A' 61A'. 7-12. 9A' . Nota: Hamilton demonstrou o teorema em 1853 para uma classe especial de matrizes. provar que = [ ~l sentl 4. Por exemplo. A2 e todas as potências superiores de A como· uma combinação lin~ar de I e A. De (7.20A' + 12A Também se pode utilizar para exprimir A-' como um polinómio em A. . Esta equação pode usar-se para exprimir A 3 e todas a potências superiores de A em função de /. A e A'.6) = À 9À' + 20À.I)(À. 20A + 12/).26) resulta também A(A'. (O teorema de CayleY-Hamilton pode auxiliar na resolução). O teorema de Cayley-Hamilton estabelect que A satistaz à equação (7.2)(À.Exercícios Em cada um dos Exercícios 1 a 4. Alguns anos mais tarde. temos A'= 9A'. (a) exprimir A-1 .230 Cálculo Está pois demonstrado o teorema de Cayley-Hamilton. (b) Calcular e". mas não apresentou qualquer demonstração.9A + 20/).20A A' = = + 12/.9A' + 20A - 121 = O. I.A=[: 5. A matriz A = : [ ~ ~J tem como polinómio característico - 3 f(À) =(À. (a) Se A = [ -I IJ O ~l eC_. -sent cos t . cost .12. e obtemos A-• = h(A' .26) A' . Cayley anunciou que o teorema era verdadeiro para qualquer tipo de matrizes. 5 4 O' EXEMPLO.

Se A = [: : :]. A=[: : IL SeA = [~ -I J o O ~]·exprimir e•A como uma combinação linear de/. (a) calcular A 11. .(t)A'. An+z. A2 • (b) Calcular •"'· 8. pode também exprimir-se como uma combinação de/. se pode exprimir como uma combinação linear das p'otências inferiores I. b reais. (7.27) k=O .13.1• Resulta que cada uma das potências superiores An+l. A. 7. 12. · Método de Putzer para o cálculo de •"' O teorema de Cayley-Hamilton mostra que a n-ésima potência de qualquer matriz A. An. A 2 . ••• . ••• .1• Portanto. ] e mostrar que o resultado não é igmil a nenhum dos dois produtos eAt•lA'(t) ou A'(t)eA<•>. tkA..provar que -h a b] ~ ~ e''''~ eF(e'~ 7. A 2 . e exprimir A 3 em função de/. eBe·\ eA+B quando A = [: :] e8= [~ -~] e observar que ostrês resultadossão distintos. • •:-. A. 9. . nas séri_es infinitas definindo etA. Este exemplo mostra que a equação eA+B = eAeB nenciais de matrizes.. n X n.Sistemas de equaçoes diferenctais 231 (b)" Determinar_a fórmula_ correspondente para elA quando A· = [ a .. provar que eA = O I [=y x: ~y]. cada termo tkAkJ k! com k ~ n é uma· combinação linear de tkJ. A'. tkA 2 . A.. An. a derivada de eA(t) é eA(t)A'(t). 1 1) 6. Calcular cada uma das matrizes eAeB. Se A(t) e uma função escalar de t.. tkAn-l_ Por conseguinte pode pensar-se que é~ possa ser ex . Se F(t) [: ']. lO. q.comx~ch ey~sh x' Y 2 I L y' xy x' nem sempre é verdadeira para as expo- 13. A. a. Calcular a dCrivada de eA(I) quando A(t) = [: . pressO!como um polinómio em A da fornu n-1 é'= 2. Em cada um dos Exercícios 8. .

Àn os valores próprios de uma matriz A. À igualdade anterior podemos dar a forma .. n X n e defina-se uma sucessão de polinômios em A do modo seguinte: (7.(A) = I.. Derivando (7..r. .. .(A).(t) + Âwrw(t))P.(t).(t) em (7 .30) são de cálculo fácil. 2. Estes polinólnios calculam-se facilmente desde que os valores próprios de A estejam determinados.(t) funções esGalares definidas por (7.9. r . nomeadamente. Nota: A equação (7 .(A) =TI (A.(O)P.(t) dependem de t. 2. mas como uma· combinação linear dos polinómios P 0 (A). e'A = I r•+>(t)P..28) P 0(A) =I. Também os coeficientes r 1(t)•.31) e utilizando as fórmulas de recorrência (7. por definição O. P. Sejam r.. . k = 1. k=O onde os coeficientes escalares r 1(t).. (k = 1. .30) r. . Então tem-se (7.(t) = Â. . . .. .. provando que F satisfaz à mesma equação diferencial que e<A. :. ·k=O • k=O onde r0 (t) é. .(A). O teorema que a seguir se indica descreve o mais simples dos dois métodos. r. Pn_ 1(A). como se indica em (7. F(t) = AF(t). (7. n. Putzer desenvolveu dois métodos úteis para exprimir etA como um polinômio em A.29) não exprime. k-0 Observe-se que F(O)= <. P 1(A).(O) = 1. ..29) ...1).Âmi).27).30) e seja F uma função matricial definida por n-1 (7.(t). .30) obtemos fl-1 fl-1 F'(t) =I r~1(1)P. Embora isto exija a resolução de um sistema de equações diferenciais lineares.. TEOREMA 7 . erA directamente em potências de A. m=l fl-k k para. rn(t) são determinados por recorrência a partir do sistema de equações diferenciais lineares r.(A). Sejam À. Provaremos que F(t) = e"'.232 Cálculo onde os coeficientes escalares q. este sistema particular tem uma matriz triangular c as soluções podem determi?tar-se de forma sucessiva..(A) =I {r.31) F( I) = I rk+ 1(t)P. n . Demonstração.

l}1r>+1(t)P.(A)}.I)F(t) = AF(t} - l.l.(A) = (A Por conseguinte a equação (7 . Mas de (7.l. Exprimir erA como uma combinação linear de I e A.\.(A) = (A . temos que resolver o sistema.. EXEMPLO I.Àk+ol)Pk(A)..32) escreve-se n-2 .(t)Pk(A) obtemos a igualdade (7.(A) + (1>+1 - lJP.F(t).F(t) = 1 rw(t){Pw(A) . Escrevendo ferenchiis À1 = . Resolução.r .(A). O teorema de Cayley-Hamilton implica que P. r. da qual resulta F'(t) = AF(t). Àr1(t).F(t) =(A.l}F(t) ._. n-2 + (Àw.(A) =(A.28) vê-se que Pk+o(A) =(A.. sendo A uma matriz 2 X 2 com ambos os valores-próprios iguais a À.l. Resolvendo sucessivamente estas equações diferenciais encontramos r 1(1) = e".l.(A)} .(O) = 1.de equações di- r.l. r 2(1) = te".lwl}P.. 1 11-1 e substituindo-lhe À .~À h+ .(t)P. o teorema da unicidade (teorema 7.2 = À. Uma vez que F(O). pelo que Pw(A) + (lw - lJP.F(t) = O. pelo que a última equação = (A ... F'(t). I.7) mostra que F(t) = etA.(A) vem F'(t}. .l.32) F'(t).(t) = Àr2(t) + r 1(t).I)P.r.l.--::"cemas de equaçoes diferenciais fl-2 233 F'(t) = ~>w(I)Pw(A) k=O +k=O Àwrw(t)P. r. k=O = (A .I){F(t).)P.f(t) = 1 ~.l.. r 2(0)=0.(A)..l.(t) .(A).(t)P.

. à Resolver o Exemplo I se os valores próprios de A são e p. r 1(1) r 2 (1) = ePt J.(t) = w. +e e_Pt A. Visto que P0(A) ~ I e P. J.34) vem = e«'( e1P1I + e'P' ~/-.t.se e resulta (7.. r. suponhamos ).-p. As suas soluções são dadas por eAt .=e<-i{J. . p são números complexos.t serão também números complexos.r1(1)..AI.(t). 2if3 pelo que a equação (7 . + sen {Jt A}.-p. ..{Jt (A - "I .-p.t)I + te"A.I) J. Os termos contendo i anulam.~ (A .(A) ~A . a fórmula pedida para e<A é e'A = e" I + te"( A - ÀI) = e"(l . os escalares multiplicando I e A em (7.J. Mas se À e p forem complexos conjugados..p. à I e P.(A) ~A. _ut = ).i{JI)) = e••( (cos {Jt + isen {Jt)l + se.{(fi cos {Jt -o: sen{Jt)I {J . com *I"· Resolução.34) etA e<A é .33) EXEMPLO 2. {J"" o.234 Cálculo ~ Posto que P0(A) (7. = e". .i{JI)).(t) + r.. .AJ e ep. ·.34)·serão reais.(t) = J. Neste caso o sistema de equações diferenciais é r..-p.H = e"I +e H . p.AI.:.p ~ p.e I J. = " + i{i' Então à .pt (A - e<l .t At e .J. r 1(0)=1. Se os valores próprios . r 2(0)=0.35) e'-"' = . a fórmula pedida para (7. Por exemplo. os exponenciais e..

com n valores próprios distintos .37) vemos que .)./) permutam. n . e o teorema está demonstrado.!. TEOREMA 7. .14. i*k Nota: Os polinómios Lk(A) chamam-se coeficientes de interpolação de Lagrange. Um método geral contudo nem sempre é o mais conveniente para ser usado em determinados casos particulares. k! ~ I O teorema de Cayley-Hamilton implica que (Á .. Demonstração. Uma vez que as matrizes Àl[ e 1(A .10. De (7 .(A) k=l n e verificamos que F satisfaz à equação diferencial F( I)= AF(t) e à condição inicial F(O) = /..(A) = i=l fr para k = 1.37) F(t) =I e"'L. 2..li. Nesta secção vamos apresentar métodos mais simples para o cálculo de e1A.). ./)k = O para todo k i. Àn então tem-se e'A =I e"'L.. então tem-se (7. À 2. devido a ser válido para qualquer matriz quadrada A. e (c) quando A tem dois valores próprios diStintos e um deles precisamente com multiplicidade I. Se A é uma matriz n X n com todos os valores próprios iguais a À. em três casos particulares: (a) Quando todos os valores próprios de A são iguais. (b) quando todos os valores próprios de A são distintos. k=l n onde Lk(A) é um polinómio em A de grau n.Sisremas de equações diferenciais 235 7. I i.(A-).t.!)'.. n. ••• . TEOREMA 7 . Outros métodos para calcular e« em casos particolares O método de Putzer para exprimir etA como um polinómio em A é completamente geral.36) Demonstração. Se A é uma matriz n X n.I dado pela fórmula L.. temos é'= e"'e'<A-m =(e"!) k=O ' L .(A). Definimos uma função matricial F pela equação (7.

Usando esta relação repetidamente encontramos .(A). k=n-l ÀI) • =e" 2:0 •~ k! t.12.À!~ (/". a qual se escreve n (7.M)' = e" "!.!"I) = (A .Àk/)Lk(A) = Ô para todo k. k! k=O k=O n-2 + e'·' " k! (A !.)(A .J.). Calculemos agora.M)•-•.. k=l Pelo teorema de Cayley-Hamilton temos (A.À!)• L.).15 está esboçada uma demonstraÇão de (7..(A . k=l No Exercício 16 da Secção 7. a série com Írtdtce r. Se A é uma matriz n X n (n 2: 3) com dois valores próprios distintos e I"· tendo À multiplicidade n .(!" . então verifica-se À Demonstração.k (A.<I)• +e" ..J)•-•. k! L.À•l)L.[)• .!_ (A .U)n-I(A . um dos quais tem precisamente multiplicidade I.J.!"I= A ..38) ~L. pelo que (A . na -forma rmita.J..M)"-'+'.lO começamos por escrever rok n-2k ook é" = e"".l)" = (!" .)I encontramos (A .J..F'(t) = ~ e"•( A .I e I" multiplicidade I..)(A . TEOREMA 7 . pelo que F satisfaz à equação difereneial F"(t) = AF(t).38).+r)! ro tn-l+r (A.236 n Cálculo AF(t) .1.. Visto que A . O primeiro membro é O pelo teorema de Cayiey-Hamilton..(A) =I . O teorema que apresentamos a seguir trata do caso em que A tem dois valores pró- prios distintos. L. Para completar a demonstração necessitamos provar que F satisfaz à condição inicial F(O) = I. mediante a aplição do teorema de Cayley-Hamilton.~o 2: (n. Como na demonstração do teorema 7.

J.'. 2 e portanto a fórmula do Caso 3 dá-nos (7.I) 2 • Ordenando segundo as potências de A obtemos (7.Àl) + ft'(A .À EXEMPLO../)(A . e'A = e"{I f.J.pi) e +e . então e tA =e "(A .I) 2 te'(A..10.e')( A . 7.12 pode também ser deduzida por aplicação do método de Putzer.vi)+ . H CASO 3. À.J.1 + r)! a:> tn-t+r <P . as fórmulas para este caso são apresentadas a seguir para maior comodidade de utilização.U)2 . então e'A = e"{I + t(A .À)'( A - ur1 = 1 Loo k=n-1 lk (I'.I)2 • f' .J. À. tem os valores próprios À. Se uma matriz 3 X 3.'.2e21}A. Se uma matriz 3 X 3. A. Calcular e« quando A = [~ -~ 1 - Resolução: Os valores próprios de A são I. Chegados a este ponto podemos calcular (A -I)' ou A' e efectuar as operações indicadas em (7.U - _t_e.vi) .Sistemas de equações diferenciais 237 t ~i! Deste modo a série em r vem 'i-' r=O L (n. tem valores próprios À.•) (v . A. Porque o caso 3 X 3 aparece mU:itas vezes na prática.40) e'A = ( -2te' + e21 )I + {(31 + 2)e'.•) (I' . .I)} +(e". então + t(A - U)} + eJlt (f.À){p . Se uma matriz 3 X 3.À)n-1 k! {f< .((t + l)e'.12 servem para quaisquer matrizes em que n ~ 3.(A .11 e 7.40) para escrevermos o resultado como uma matriz 3 x 3.À)(• . (À . v. À.pi)(A .'.p)(Â . mas os pormenores são mais complicados. CASO I. (A . I. As fórmulas explícitas dos teoremas 7. (A .' -A) - ~ 2 (A.p) À.J'(A - ut-1 o que completa a demonstração. CASO 2.e"} A'.U)(A ./) 2}. A fórmula explícita do teorema 7.39) ou (7. com À * f. A.39) e'A =e'{I+ t(A. tem valores próprios distintos f.

sugcito à condição inicial dada 8. :l 2 o o 3 o o ~· 7. A~[: ~l O ~ [:J Y(O) 12. ·2. Y(O) 11. A ~ [ O ~1. [5 -2] .12 t 2 - 2Ãt + 2)1 + ( -2ÃI 2 + 2t)A + 2 2 1 A }. (h) DCterminar a fórmula correspondente se A for uma matriz 4 X 4 com todos os valores próprios iguais a À. A~[: -1 o -I A~ [ o 5. -6 Y(O) ~ [~]. A~ -5 [ -15 7 3] . I. O -6 -11 -6 l ~ l "-l: À. o -I A~ A~ o o 4 3. o {] . A ~ [-~ -1 2 -6 -11 " A { ~ J Y(O • ~ <> A ~ li ~l Y~) p -2 =:]. 3 X 3.238 Cálculo -21e' +e" eu= [ -2(1 - (31 + l)e' + 2e" 2(1 + 2)e' + 4e" + 2)e' (31 + 5)e' (31 + S)e' - 2e'' 4e'' Se" + l)e' + e''] -(1 + 2)e' + 2e'' . Em cada um dos Exercícios 8 a 15. exprimir etA como um polinómio em A. o ~ [:]. Y(O) ~ [:]. o 13. -(1 + 4)e' + 4e'' -(1 7. tem todos os seus valores própiios iguais a Demonstrar que e'"' !e"((.15. A ~ [~ -~l Y(O) 10. A [~ ~ ~~ : l ~ -J Y(O) [ ~ [:J 9. 4. [I2 -12] . A~[. Exercícios Para cada uma das matrizes dos· Exercícios I a 6. (a) Uma matriz A. resolver o sistema Y'=AY.

) = iy.41) pela matriz exponencial é-tA e escrevemos de novo a equação diferencial na forma (7. e seja p(!. para k = I.42) e-tA{Y'(t). /_.11. Sistemas lineares não homogéne~ com coeficientes constantes Consideremos em seguida o problema de valor inicial não homogéneo (7.~:teorema 7.I que satisfaz às n equações p(!. Y(a) = B. .AY(t)} = e-tAQ(t). Yn• n escalares arbitrários.._ {! é uma função vectorial· ndimensional (considerada como uma matriz coluna n x I) contínua em J. k=l Provar que p(.:l) um polinômio em À de grau n. . Podemos obter uma fórmula explicita para a solução deste problema pelo mesmo processo usado para tratar o caso escalar.16.)= Tr . .38) utilizada na demonstração do .). Seja Lk(.) = y. 2. Ãn são n escalares distintos.k= 1Lk(Ã) =I para todo e verificar que para toda a matriz quadrada A se tem onde I é a matriz identidade.(!. . 16. ..~ ~~ Sistemas de equações diferenciais . À.. 7. Este exercício esboça uma demonstração da Equação (7.l) é o único polinômio de grau ~ n.*k i=l onde À 0 • • . 239 '.I definido pela equação L. um intervalo J. Aqui A é uma matriz constante n X n. (a) Provar que :' (b) Sejam Yn . e a é um ponto dado de J.41) Y'(t) = A Y(t) + Q(t).(!... n.L.. (c) Provar que I. . Multiplicamos em primeiro lugar ambos os membros de (7..

13. Resolver o problema de valor inicial Y'(t) = AY(t) + Q(t). De acordo com o teorema 7. +co). Y(a) = B. com x E J.13. O segundo termo é a solução do problema não homogéneo Y'(t) = AY(t) + Q(t). é a solução do problema homogéneo Y"(t) ~A Y(t).42) de a a x.. se integramos ambos os membros de (7. Ilustramos o teorema 7.44) Y(x) = e"A J: e~tAQ(t) dt J: e<•~<>AQ(t) dt. Observe-se que o primeiro termo. obtemos Multiplicando por guinte. então o problema do valor inicial Y'(t) = AY(t) + Q(t). Y(O) = B.240 Cálculo O primeiro membro de (7 .42) é a derivada do produto e~tA Y(t). Y(a) ~ B. EXEMPLO I. O Resolução. Se A é uma matriz constante n X n e Q uma função vectorial n dimensional contínua em J. a dificuldade de aplicação desta fórmula na prática reside rio cálculo de exponenciais de matrizes. Y(a) =O. tem uma solução única em J dada pela fórmula (7. a solução é dada por (7. exA obtemos a fórmula explicita (7. 1 3 Q(t)= [e~']· te" B = [:]. = .43) que aparece no teorema se- TEOREMA 7.13 com um exemplo. Portanto.43) Como no caso homogéneo. em que A= r~ 2 -: -:]. e<x-a)AB. no intervalo (-co.

para obtermos exA = e 2'{1 = + x(A.I)(A. 2 Secção 7. Para calcular 241 exA " usamos a fórmula do caso III..21) }.· ~ . tx' (A _ + _!(A 4 .14.1J .1 2/) Podemos substituir x por x integrando em (7..2(x. 2 e 4.21) }Q(I) = e'• O +(A. y.t l .'~· *'í~ '!!.2/) + He'1• . e 2'1e-" .f - .2/)e" I 1] [ [ x .2x . -.-t>AQ(I) = e21 '-"{1 nesta fórmula para obtermos · e(x-l)A.l)(A .t) + l(A- 2I)'e2' [e'•e-" - 2(x O 1) .1) - 1](A.21(x . vem Y(x) =i" e'•-t>AQ(t) dt = e'•[ ~ ]· + 2/)e'•[t~'] tx' .2/) + t(e2 ' . .21)} + !(e'• .e'')(A. + ie2x - i -:. y. Z' (1) = AZ(I) + Q(t). Exercícios I.IJ O t(x . !éx - !x - !x 2 - }x 3 Uma vez que se tem A-21= O ro -1 1 I l2 encontramos -:J e (A .t Integrando. Deste modo o 2 + (x.21)2 e2 " [ !e'•-t-x-x'] O -. Seja Z uma so~ução do sistema não homogéneo y..17.21) = [ 2 -~ o o o -~l = e"'[-::: : :: :: : :::] .Sistemas de equações diferenciais ~ Os valores próprios·de A são 2.!xe''(A 2 e2 '{1 + x(A .ix fx2 As linhas desta matriz são as funções pedidas 7.44) é e'.t) .21)2 .

(a) Provar que o sistema não homogéneo· Z'(t) = AZ(t) + eat c. 3. a qual é dada pela fórmula Y(t) = Z(t) + e<t-a>A{ Y(a) . (c) Se a não é um valor próprio de A. provar que toda a solução do sistema r·(c) = AY(t) + ea' C tem a forma Y(t) =e" ( Y(O) . modificamos Z(t) como indicámos no Exercício I para obter outra solução Y(t) com o valor inicial pretendido. 5 e 7 indicam tais métodos para Q(t) = C. e só se. (b) Se a não é um valor próprio de A. Sejam A uma matriz constante n X n c B e C vectores constantes n-dimensionais e m um inteirf'l positivo. (a) Sejam A uma matriz constante n X n. (a/. com valor iniciiil Z(a). com valor inicial Y(a). com Y(O) ~ GJ.8) +e"' 8. mostrar que o integral da alínea (a) tem o valor (c) Calcular Y(x) quando A= -1 [ -2 . + C. Provar que a solução do sistema Y' (I) = A Y(t) em (~co. Sejam A uma matriz constante n X n.Z(a)). Q(t) = e"'C. +oo) é dada pela fórmula (b) Se A é não singular. Se a solução particular Z (t) assim obtida não tem o valor inicial pedido. Frequentemente dispõe-se de outros métodos para determinar uma solução particul~r Z(t) que se assemelha à função dada Q(t). tem uma Soluçãe ~·t) = = eat B sé. S. 3. e Q(t) = (cos at)C + (sen at)D. com C e D vectores constantes. Usar o método sugerido pelo Exercício 3 para determinar uma solução do sistema não homogéneo Y'(t) = AY(t) + e:e~C. 8 e C vectores constantes n-dimensionais.1 • ~l C= Gl B = [:} a= O. Q(t) = tmC. je{x-a)A- [fA. 4. B e C vectores constantes n-dimensionais e fr um escalar dado. onde 8 = (<>1-A)-' C.242 Cálculo num intervalo J. provar que o vector B pode sempre escolher-se de maneira que o sistema em (a) tenha uma solução da" forma Z(t) = earB. Provar que existe unicamente uma solução do sistema não homogêneo Y' (t) = A Y(t) + Q(t) em J.A )B = C. Os exercícios 2. Y(a) = B. 2. .

6. tem uma solução p_articular da forma Y(t) = (cos at)E + ísenat)F. . Determinar os cOeficientes 8 0 . o veCtor inicial 8 pode seffipre ser escolhido de tal maneira que o sistema tem uma sólução da forma indicada.1 Am+lB. 8 1. provar que o vector inicial B pode sempre escolher-se de maneira que o sistema dado em (a) tenha uma solução da forma indicada. se e só se (A'+ a'l)B = -(AC + aD). 8 1. Y(O) =· B. + t'. C para uma tal solução. Sejam A uma matriz constante n x n. D ve_ctores constantes n-dimensionais e a uma número real dado diferente de zero.*' ~ i f. Bm são vectores constantes. (O)= y 2 (0) = l. = 2y. 8. Y(O) = B. (a} Determinar uma solução particular do sistema não homogéneo Yi Y2 = y1 + 3y2 + 4sen2t = = Yt. ••• . tem uma solução particular da forma onde 8 0 . Considere o sistema não homogéneo y. se e só se I C=. 7. = 3Jt + y. Determinar E e F em função de A. + t' y.Yz· (b} Determinar uma solução do s!s(ema com y.- m. Sistemas de equações diferenciais 243 ·i (a} Provar que o sistemà não homogéneo Y'(t) =A Y(t) + tmÇ. B.(O) y 2 (0) = I. Observar que se A 2 + a 2 l é não singular. Provar que o sistema não homogéneo Y'(t) = AY(t) + (cosat)C + lsenat)D. C. ••• . + 2y. (b) Se A é não singular. (a} Determinar uma solução particular da forma Y(t) = 8 0 + t8 1 + t 2 Bl + t 3 8 3 • (b} Determinar uma solução do sistema com y. com E e F vectores constantes. 8. Bm para uma tal solução.

A~ [ :r -1]. A~ [ 2 -1]· -3 Q(t) 7e' [ -3e' + 12 27] • 12.J [ í~i • --4.45). resolver o sistema não homogéneo Y'(t) subordinado ·à condição inicial dada = Cálculo AY(t) + Q(t) 9. não é necessariamente constante. -3 Y(O) ~ ~ GJ Q(t) ~ [.13.13 dá-nos uma forma explícita para a solução do sistema linear Y'(t) = AY(t) + Q(t). generalizando o teorema 7.45) por e-A(<).} ~ Y(O) [:J Y(O) ~ 11. para obtermos e-··""'Y(x). O primeiro membro é a derivada do produto e-A(<) Y(t). um teorema geral de existência e unicidade que demonstraremos mais adiante diz-nos que para cada a em J e cada vector inicial 8 existe precisamente uma solução para o problema do valor inicial (7 . escrevendo a equação diferencia] na forma (7.0-º. onde A é uma matriz constante n x n e Q(t).42 7. em que a ex são pontos de J.46) e-··""{Y'(t) . O teorema 7. Voltamos agora ao caso mais geral (7. A~ 4 [ -2 -5 l -5 10. n x n.J.45) pode resolver-se do modo seguinte: Seja A (x) ~ f§P(t)dt e multipliquemos ambos os membros de (7 .244 Em cada um dos Exercícios 9 a 12.P(t) Y(t)) = e-"'"'Q(t). O sistema linear geral Y"(t) P(t)Y(t) + Q(t) Y(a) = B.45) Y'(t) = P(t) Y(t) + Q(t).. .18. Se P e Q são contínuas num intervalo aberto J.. Nesta secção utilizamos este resultado a fim de obtermos urna fórmula para a solução. onde a matriz P(t). No caso escalar (n ~I) a equação diferencial (7. A~[-: =~ =l Q(t) ~ [~l ~ Y(O) ~ [ -:l 1. Y(a) = B. Consequentemente podemos integrar os membros de a a x.e-A<aJY(a) = J: e-"'"'Q(t) dt. Y(t) são matrizes coluna n X I.

47). Integrando de a a x obtemos F(x)Y(x).47) eA(x) obtemos a fórmula Y(x) = _. obtemos a fórmula explkita (7. No caso escalar isto é uma consequência da fórmula de derivação de funções exponenciais: Se E(t) = eA"'.<<•>e-A'•'Y(a) + _. a última equação simplifica-se para {F(t) Y(t)}' = F(t)Q(t). a matriz f(x) é não singular. n X n.afunçãomatricial2x 2.eja a matriz nula. então E'(t) = A'(t)eA"'. Por conseguinte torna-se necessário modificar o raciocínio para generalizar a equação (7. que satisfaça à equação difc. Feito isto a última equação dá-nos {F(t) Y(t))' = {F'(t) + F(t)P(t)} Y(t) + F(t)Q(t). 1 Se.Sistemas de equações diferenciais 245 Multiplicando por (7. Esta é uma generalização da fórmula escalar (7. além disso. Neste ponto servimo-nos do facto de que a derivada de e-A(tl é -P(t)e--A(1l.rencial matricial F'(t) = -F(t)P(t) t: seja não singular. Se podemos escolher a matriz F(t) de tal maneira que a soma {F'(I) + F(t)P(t)} no segundo membro s. O processo funcionará" se pudermos determinar uma função matricial F (1). Infelizmente esta fórmula de derivdção nem sempre é verdadeira quando A é uma fun-: ção matriciaL Porexemplo.12).F(a)Y(a) =f: F(t)Q(t) dt. F(t).45) por uma matriz n X n.éfalsapara. . A(t)= [~ ~]-(Ver Exercício 7 da Secção 7 . Resulta a relação F(t) Y'(t) = F(t)P(t) Y(t) + F(t)Q(t).48) Y(x) = F(x)-'F(a)Y(a) + F(x)- J:F(t)Q(t) dt. não especificada. Adicionemos agora F'(t) Y(t) a ambos os membros a fim de transformarmos o primeiro membro na derivada do produto F(t) Y(t). A única parte deste racioCínio que não se aplica de imediato a funções matriciais é a afirmação de que o primeiro membro de (7.<<•> J: e-A<"Q(t) dt.46) é a derivada do produto e-A(t) Y(t).47) ao caso matriciaL Admitamos que multiplicamos cada membro de (7.

que satisfaz à equação diferencial matricial (7. Também a transposta da derivada G. Provaremos a seguir que a equação diferencial para F tem sempre uma solução não singular.' é a derivada da transposta G•. n X n.21. Seja Y. (7. Dada uma função matricial P. Portanto a matriz F(x) ~ G(x)• satisfaz à equação diferencial (7.50). Com auxílio deste teorema podemos demonstrar o seguinte. . com valor inicial G(a) =I. Então G satisfaz à equação diferencial matricial. onde Ik é a coluna de ordem k da m·atriz identidade /. TEOREMA 7 . A demonstração dependerá do seguinte teorema para sistemas lineares homogéneos. contínua um intervalo aberto J.a função desconheci<!a F(t) é uma matriz quadrada em.(x).49) com valor inicial F(a) ~ /. existe uma função matricial F. Seja G(x) a matriz n x n cuja coluna de ordem k é Y. Ainda a função incógnita está multiplicada à direita por .246 Cálculo Observe-se que esta equação diferencial é muito semelhante à equação diferencial original (7. contínua num intervalo aberto J e se a E J e B é um vector n-dimensional dado.(x) em J com vector inicial Yk(a) = lt.P(t) em vez de o estar à esquerda por P(t). e dado um ponto qualquer a em J.(x) uma solução vectorial da equação diferencial Y~(x) = -P(x)'Y. Uma vez que a transposta de um produto é o produto das transpostas por ordem inversa. admite em J uma solução que é um vector n-dimensional.49) F'(x) = -F(x)P(x) em J com o valor inicial F( a)= I. Y(a) = B.45) com Q(t)~ O. excepto que. Acresce ainda que F(x) é não singular para todo o x deJ.50) G'(x) = -P(x)'G(x) em J. n X n. o sistema linear homogéneo Y'(t) =A(t)Y(t).14. vez de uma matriz coluna.14 é dada na Secção 7. Se A(t) é uma fu~ão matricial n X n. n X n. Aqui P(x)• representa a transposta de P(x). obtemos {G'(x)}' = -G(x)'P(x). TEOREMA 7.15. A demonstração de 7. Tomemos agora a transposta de cada membro de (7. Demonstração.

solução do sistema linear geral (7. Então H satisfaz ao problema de valor inicial H'(x) = P(x)H(x). Dada uma função matricial n X n..Sistemas de equações diferenciais 247 Demonstremos agora que F(x) é não singular construindo a sua inversa. cuja coluna de ordem k é a solução da equação diferencial Y'(x) = P(x) Y(x) com valor inicial Y(a) = 1. . a coluna de ordem k de/. P.16...52) Y(x) = F(x)-'Y(a) F(t)Q(t) dt. Completamos assim a demonstração do teorema. onde h é a coluna de ordem k da matriz identidade I. O produto F(x)H(x) tem a derivada F(x)H'(x) + F'(x)H(x) = F(x)P(x)H(x) . F(x)H(x) = F(a) H(a) = /. na resolução de sistemas lineares hOmogéneos. do à dificuldade criada pela determinação da matriz funcional F. e uma/unção vectorial n-dimensional Q.53). Deste modo o produto F(x)H(x) é constante. em J é dada pela fórmula (7. Na secção seguinte vamos analisar um método por séries de potências que algumas vezes é usado de preférênci .53) • y'(x) = -P(x)'Y(x). + F(x)-1 f: Y(a) = B. pelo que H(x) é a inversa de F(x). A matriz F(x). em J. H(a) =I.51). a solução do problema de valor inicial (7. Y(a) =I. Os resultados desta secção podem resumir-se no teorema seguinte: TEOREMA 7. Seja H uma função matricial n X n. ambas contínuas no intervalo aberto J.51) Y'(x) = P(x) Y(x) + Q(x). A determinação de F exige a solução de n sistemas lineares homogéneos (7. n x n. é a transposta da matriz cuja coluna de ordem k é a solução do problema de valor inicial (7..F(x)P(x)H(x) = O para todo x em J.16 proporcione uma fórmula explícita para a. Embora o teorema 7. a fórmula nem sempre é útil para o cálculo da solução devi-.

o qual ainda não foi demonstrado. o vector inicial prescrito. se A (x) é uma matriz constante A. Y(O) = B. 1 k para k = I.54 no interva· lo{xl <r. A1 . (k + I)Bk+ 1 = AB• para k ~ I. que a demonstração do teorema 7. + · · · + x'A• + .B._. Y'(x) = A(x) Y(x). Resolvendo estas equações sucessivamente encontramos Bk = .. admite um desenvolvimento em série de potências de x convergente em algum intervalo aberto contendo a origem. seja A(x) = A 0 + xA 1 + x'A. para JxJ < r1 .k' I • <::.55) se escreve B1 = AB. ••• . então Y(x) será uma solução do problema de valor inicial 7.54).. são matrizes n X n dadas.A•s k! para . então A 0 =A e Ak =0 para k ~ I..16 se baseia na do teorema 7. Estas equações podem ser sucessivamente resolvidas relativamente aos vectores 8 1 .}.. onde r= min {r. Por exemplo. a condição inicial será satisfeita tomando 8 0 .19. r.248 Cálculo Lembramos ao leitor.= B. . B" B 1 . o teorema de existência para sistemas lineares homogêneos... Para determinar os restantes coeficientes substituímos a série de potências para Y(x) na equação diferencial e igualamos os coeficientes dos termos de igual grau. •••• Se a série de potências resultante para Y(x) converge em algum intervalo {xl <r. A2 .14. Consequentemente a série solução neste caso escreve-se .55) (k + I)B>+ = r=O IA. obtendo o seguinte sistema de equações: = (7.!. Consideremos um sistema linear -homogéneo (7.. com os coeficientes vectoriais 8 0 . 7. onde os coeficientes A 0 . uma vez mais. • • • • • Uma vez que Y(O) 8 0 . B 2 . . pelo que o sistema de equações (7 . 2. Tentemos encontrar uma solução em forma de série de potências Y(x) = B 0 + xB1 + x2B 2 + · · · + x'B• + · · · . Resolução de sistemas lineares homogéneos por-intermédio de séries de potências. n X n.. no qual a matriz dada A(x).

Seja A uma matriz constante n X n. Y(a) = B. 7. Considerar o caso especial do Exercício 1 no qual A é não singular. +oo). Sejam Q(r)..k. provai" que o problema de valor inicial Y' (1) = A' (1) Y(l) + Q(l).As= A . onde A é uma matriz constante n X n e r um inteiro pOsitivo. onde q(x) = fjp(l)dl. e Q(x) =·xc. Provar que E\1) = A"(I)E(I) em ( -oo. tem a seguinte solução em J: 4.Sistemas de equações diferenciais 249 Y(x) = B + L. Se a E J e se A' e Q são contínuas em J. sendo os coeficientes permutáveis A . "':<_ 00 k e"AB.!f r para quaisquer r e _s. Exercícios 1. Sejam A (t) uma função matricial n X 1. ambas contínuas num inter.20. com C um vector constante.1 l!f" \}\ . Provar que o problema de valor inicial Y' (x) = p(x)A Y(x) + Q(x). (c) Resolver o sistema linear homo_géneo . AkB = k=l . seja A(l) = r=O I t'A. Y(a) = B.. Seja E(t) = eA(I). E'(l) = A"(1)E(1). Y(t) e B malriz. (a) Seja A(t) = t'A. Este exercício mostra exemplos de funções rna~riciais A(t) para os quai!. (b) SejaA(t) um polinómio em t com coeficientes matriciais. Seja puma função real e Q uma função matricial n X I. Provar que E'(t) = A'(t) E(l) em ( -oo. 2. a= O.es coluna E' (1) = A' (t)E(I) num intervalo aberto J. +oo). Supôr que n Xn CE(l) = eA(II.ralo J..":_\c t~:. Mostrar que a solução se pode escrever 3. p(x) = 2x. tem a solução Y(x) = eo:lxlA B + eoü:IA J: e-o:<tlAQ(t) dt em J. Isto está de acordo com o resultado anteriormente obtido para sistem!!S com coeficientes constantes.

Provaremos que para qualquer ponto a em J e cualquier vector inicial B dado existe precisamente uma solução Y(t) em J que satisfaz a condição inicial Y(a) = B.. contínua num intervalo aberto J. 5. . mas também se usa em alguns-. O . Y'(O) =C. 6. Utilizaremos o método das aproximações sucessivas. onde A é uma matriz constante n X n.. L. O interesse do método é não somente teórico. Provar que o sistema tem a solução seguinte. Caqué em 1864. (7. Demonstração do teorema de existência pelo método-das aproximações sucessivas Vamos ocupar-nos em seguida da demonstração da existência e unicidade de uma solução para qualquer sistema linear e homogéneo. em for~ ma de série.casos parà obter as aproximações numéricas das soluções. +co). Consideremos o sistema de segunda ordem y-(x) + AY(x) =O. Desenvolver um processo para resolver.(-l)'x''A') (2k)! B + ( xi +L. Y(x) ~ ( I+ L. Fuchs em 1870. Reano em 1888. com Y(O) = B. Toma-se como tal o veétor inicial B dado. Y(O) ~ Cálculo B no intervalo ( -ro. O método foi publicado pela primeira vez por Liouville em 1838 em ligação com o estudo das equações diferenciais lineares de segunda ordem.ç.. em que A é uma matriz constante n X n.(-l)'x"+1A') + I)! C convergente para -co < x < ro. Em 1890 Emile Picard (1856-1941) generalizou o método de modo a abarcar também as equações diferenciais não lineares. admite um desenvolvimento em série de potências convergente para lxl < r.56) Y'(t) = A(t) Y(t). alguns autores citam-no como o método de Picard. mediante um descnvolvfmento em série. k=l .ç. Y'(t) = A(t)B. o seguinte sistema linear homogéneo de segunda ordem: Y"(x) ~ A(x) Y(x). Foi mais tarde estendido ao estudo de equações lineares de ordem n respectivamente por J.21. embora tal não seja indispensável.56).método começa com uma suposta solução da equação (7. . um método iterativo aplicável igualmente em muitos outros problemas. 7. Suponhamos que a função matricial n X n. (Zk k=l . Substituirmos em seguida esta solução no segundo membro da equação e obtermos uma nova equação diferencial. com Y(O) ~ B.. onde A (t) é uma função matricial n X n. Y'(O) =C. A(x).250 Y'(t) ~(I+ tA)Y(t). e G. ·Em reconhecimento às suas contribuições neste d~mínio.

. Yh Y2 .56) para obtermos uma nova equação diferencial Y'(t) = A(t)Y1 (t). Esta equação tem precisamente uma solução em J satisfazendo à condição inicial (a)= 8..._. A hipótese inicial é Y... nomeadamente" r. no segundo membro de (7 . e assim sucessivamente. . chamam-se aproximações sucessivas de Y. More""'''' "' ~. onde é dada pela fórmula r(x) ~ = exAB para todo x real. Y. 2. =B +f: AY (t)dt = B + f:(A8 + tA'B)dt = B + xAB + !x'A'B. com r. r(O) = 8. (1) no segundo membro da equação diferencial original (7 . 1 Por indução encontramos Y.58) dá-nos EXEMPLO. em J com Y. pelo que a resolver de tmedtato pela mtegraçao de ambos os membros de a a x. ••• .(t) dt para k = O. Substituamos agora r(t) por r. r. (7. onde Y0 = B e em que Yk+l se determina a partir de Yk mediante a fórmula de recorrência..(x) = B + xA8 + tx'A'B + · · · + :! x•A•B = (%(xr~)')B. Este processo gera uma sucessão de funções Y0. Sabemos que a solução Consideremos o problema de valor inicial r'(t) = AY(t). Esta equação tem uma solução única Y. Substituímos então r. Y1(x) Y2(x) = B + f: A8 dt = B + xAB. a qual é uma solução da equação diferencial (7..56) e resolvemos a equação resultante para determinar r. ...58) rk+l(x) = B + t A(t) Y. Antes de estudarmos a convergência do processo ilustramo-lo com um exemplo..(O) = 8.(t) dt.(a) = 8. equação se pode segundo membro não contém já_ a função incógnita. .(x) = 8 + t A(t)r. 1... Y1(x) = 8 + t A(t)8 dt. . Vamos agora mostrar como pode esta solução obter-se pelo método das aproximações sucessivas.(x) = 8. (7.Isw·~ r. A é uma matriz constante n X n. A fórmula de recorrência (7. As funções Y.57) Y. O nosso objectivo consiste em provar que a sucessão de funções assim definida converge para uma função limite Y. sendo x um ponto arbitrário.-Nesta equação o ·~. de J.56) em J e satisfaz também à condição inicial r(a) = 8. .

(x) = Y0(x) +L {Ym+l(x)m-0 k-1 Ym(x)). Entãó podemOs escrever (7. obtemos lim Y. 11 :..(x).(x)ll = 11 J: A(t)B dt I: IIA(t)ll IIBII dt. oo demonstramos que a série (7.. admitimos que a < x. para cada x em J~> a série em 7.). neste exemplo pudemos mostrar directamente que as sucessivas aproximações convergem para uma solução· do problema de valor inicial em ( -oo. quando k..xA.3. Para maior simplicidade.. a norma de uma matriz é a soma dos valores absolutos de todos os seus elementos. Voltamos agora à sucessão geral definida pela fórmula de recorrência (7.(x) m=O 00 .62) é limitado por IIBII M. Para provar que Yk(x) tende para um limite quando kc..252 Cálculo A soma do segundo membro é parte da série de:e.(x) = I: A(t)B dt. (0 número M depende de J.(x) . temos Y.Y. Nesta série recorremos à norma matricial introduzida na Secção 7.oo.61) aplicamos a fórmula de recorrência repetidamente. Uma vez que cada elemento de A(t) é contínuo em J.. Demonsiração da convergência da sucessão das sucessivas aproximações.(x) . cada elemento é limitado no intervalo fechado e limitado J.59) Y.Ym(x)ll converge.60) L {Ym+. Com esta finalidade basta provar que a série (7. Portanto. de J e que contenha a.Y. + oo) .58). Consequentemente IIA(t)ll o> M. Assim. Para provar que a sucessão converge escrevemos cada termo Yt(x) na forma (7. e"AB ·~00 para todo x. onde M é a soma dos limites de todos os elementos de A(t) no intervalo J.61) L 11 Ym+l(x) m~o 00 . Consequentemente o integrando em (7 .61 é majorada por uma série convergente de termos coristantes. Vamos demonstrar que. Inicialmente.62) 11 Y. Consideremos um subintervalo limitado e fechado J. Isto implica que a série converge uniformemente em J 1• Para estimar a grandeza dos termos de (7.Ym(x)) ·converge para todo x em J. pelo que temos .

:.61) converge uniformemente em J.(t).(x).Y. O raciocínio efectuado mostra que a sucessão das sucessivas aproximações converge sempre e a convergência é uniforme em J.(x)ll = f: A(t){Y. defina-se Y(x) para cada x em J.. (c) Y(a) = B e Y'(x) = A(x) Y(x) para todo x em J. .Y.61) é majorada pela série convergente IIBII m~o (m 2 oo (ML)m+l + 1)! = IIBII (eM L .: para Y. Seja Y a função limite.Y0 . A alínea (c) mostra que Y é uma solução do problema de valor inicial em J.(x)ll ...Y.a\6 L para todo x em ] 1. ..(x) . pela equação · Y(x) = lim Y..ai em vez de (x-a). IIBII M' f" (t . para todo x t IIBII M dt = IIBII M(x .(x). uma vez mais. :i'· Sistemas de equações diferenciais 253 11 Y..1).(t)} dt I: IIA(t)ll IIBII M(t ~ a) dt .Y. Por conseguinte a série (7.:..a) dt = IIBIIM'(x . . por intermédio de Y. a 2! para todo x >a em J.Y. Usemos agora a fórmula de recorrência..a)' 11 11 . Se representamos por L a amplitude do intervalo J" então temos \X.i~ •:' i$. (b) Y(x) = B +f: A(t) Y(t) dt para todo x em J. A:-w Vamos provar que Y goza das seguintes propriedades: (a) Y é contínua em J... e usemos depois a estimativa acabada de obter "' ~.:. para obtermos 11 Y... 'I :~... onde resulta a estimativa e para todo x em J. Isto demonstra que a série (7 ...a) > a em J. para ·exprimir a diferença Y2 .. isto é. Por indução encontramos e para todo x >a em ) 1 • Se x <a um raciocínio semelhante dá-nos a mesma desigualdade com 1x.

Demonstração. A fórmula de recorrência (7. Devido a (a) o integrando em (b) é contínuo em ] 1 pelo que. cada elemento de Y é também contínuo em J.(t) dt = k-ooo +I: A(t)lim Y. Se A (I) é contínuo num intervalo aberto J. sabe-se que é qualquer subintervalo fechado e limitado de J contendo a.254 Cálculo Demonstração de (a).17.(t) dt. contendo ·a. Consequentemente Y é ela própria contínua em 1 1 • Demonstração de (b).1 do Volume I. Seja J. pelo primeiro teorema fundame'ntal do cálculo. Posto que para todo x de J existe um subintervalo de J fechado e limitado· e que contém a e x. A equação Y(a) = B resulta de (b). temos Z'(t). Demonstração de (c). qualquer subintervalo limitado e fechado de J. O intervalo J. Escolhamos x em J. TEOREMA 7.(t) dt k-><X> = B +f: A(t)Y(t) dt... Cada elemento da função limite Y é o limite de uma sucessão uniformemente convergente de funções ·contínuas pelo que. Vamos demonstrar que Z(x) = Y(x) para todo x em J. o processo de obtenção de Y(x) não varia porque só inclui a integração de a e x. a equação diferencial Y'(l) = A(t)Y(t) tem quando muito uma solução em J satisfazendo a uma condição inicial dada Y(a) = B.. Y'(x) existe e é igual a A(x) Y(x) em J. TEOREMA DE UNICIDADE PARA SISTEMAS LINEARES HOMOGÉNEOS.58) estabelece que Yk+l(x) = B Deste modo Y(x) =lim Yk+l(x) = B · k--+co +f: A(t)Y. o que implica que Z = Y em todo intervalo J.Y'(t) == A(t){Z(t)- Y(t)}. A permutação do símbolo limite com o símbolo de integral é válida devido à convergência uniforme da sucessão {}'•} em J. e integremos esta equação de a a x para obtermos . existe uma solução em todo o intervalo J. Cada função Yk é uma matriz coluna cujos elementos são funções escalares contínuas em J. pelo teorema 11. Sejam Y e Z duas soluções em J.. Visto que quer Y quer Z são soluções. B + lim f: A(t)Y. se aumenta. Se J..

Pretendemos uma solução Y q!Je verifique a equação . Consideremos um sistema de primeira ordem da forma (7. un\ limite superior para função contínua BZ(t). lx-ai. e Y é uma função vectorial n dimensional a determinar.63) obtemos IIZ(x)..Y(t)ll dt I. M'M. Então a desigualdade (7.Y(x)ll :::. MM. 7.. Isto implica a desigualdade (7.. M IJ: IIZ(t) . Se a E J e B é um qualquer vector n-dimensional. SejaM. oidade. Y'(t) = A (I) Y(t).65) Quando m ~ oo o segundo membro tende para O. onde. O método das aproximações sucessivas aplicado a sistemas não lineares de primeira ordem O método das aproximações sucessivas pode também aplicar-se a certoS sistemas não lineares.ai dt I= M'M 1 lx ~ai' (7. onde M é um limite superior para IIA(tH em J.18. Continua num intervalo aberto J.63) dá-nos (7. Introduzindo (7. Y).Y(t)ll em J.F é uma dada função vectorial n-dimensional. O resultado desta secção pode resumir-se no seguinte teorema de existência e uni.22. e o teorema está demonstrado. pelo que Z(x) = Y(x).Y(x)ll :::..63) I[Z(x) . o sistema linear e homogéneo.Y(x) =f: A(t){Z(t). TEOREMA 7. Seja A uma função matricial n X n. Por indução encontramos IJ: 11.Y(t)} dt. tem uma e uma só solução em J. um vector n-dimensional.64) no segundo membro de (7.64) IIZ(x).. Y(a) = B.Y(x)il :::.j? [f Sistemas de equações diferenciais 255 Z(x).66) Y' = F(t..

. =f: (2t + e''+t) dt = Aqui está-se impedido de presseguir pelo facto de que o último integral não pode ser calculado por meio de funções elementares. Y. Consideremos o problema de valor inicial não linear y' ~ 2x + eY. Y. Y(t)] para cada t em algum intervalo J e que também satisfaz a uma condição inicial dada.(t)] dt para k = O. J o J o l'( t' + -t') dt =· ~ + -x' . EXEMPLO I. Partimos da hipótese inicial Y0 (x) =O e calculamos Y. Y.. Y. Y. De maneira análoga ao caso linear~ construimos uma sucessão das· sucessivas apro- ximações Y0 . x 2 +f: e•'+<dt.(x) = J: (2t + 1) dt = x' + x. xa x7 2xn .(x)= 3 .67) Yw(x) = + J: F[t. escolhidos para ilustrar algumas das dificuldades que podem apresentar-se na prática. 9 3 63 ''[t'+ (t3 t7)'] d t = .(x) = l :l' 2 t dt . para um dado x é possível calcu- .a F..+ .. . O exemplo que apresentamos a seguir apresenta uma dificuldade suplementar que pode sur~ir no cálculo das sucessivas aproximações. xls -+•z 2 o = -. 3 xa [1 + fi(t)] dt = . seja Y(a) ~ B. Calculemos algumas aproximações da solução.(x) = Y. 59535 É agora claro que será necessário um enorme trabalho para ·calcular outras aproximações. EXEMPLO y ~O 2... Antes de analisarmos a coitvergência do processo VamOs analisar:'a resOlução de alguns exemplos unidimensionais. esta sucessão convirgirá para uma função limite Y que satisfará à equação diferencial dada e à condição inicial dada. Sob certas condições impostas . com y ~ O quando x ~ O.J e B é um vector n-dímensional dado.. com quando x ~O. Por exemplo. 2. Consideremos o problema de valor inicial não linear y' ~ x' + y'. respectivamente. as duas aprOximações seguinte Y4 e Y5 serão polinómios de graus 31 e 63. Porém. a o 3 63 3 63 2079 . Escolhemos Y0 (x) =O e determinamo~ as três aproximações seguintes como se indica: Y..256 Y'(t) Cálculo = F[t. . .. onde a f=. fazendo Y0 fórmula de recorrência B ~ B e definindo Yk+ 1 em função de Yk pela (7.+ .(x). 1.+ .

Esta hipótese asse'gura a existência dos integrais que ap~reçam no método de aproximações sucessivaS e implica também a continuidade das funções assim construídas. primeira ordçm não lineares. Impondo restrições adequadas à funcão que apa~ece no segundo membro da equação diferencial Y'=F(x. Y) e (x. sendo M uma constante positiva. isto é. Z) em S. 8) e cujos lados medem 2h e 2k]. .· . Y) em S. por seu intermédio. em contrapartida. para todo (x. Esta é a chamada condição de Lipschitz. sendo A uma constante positiva. obter uma apro- ximação para Y.Zll para todo o par de pontos (x. trata-se de um rectângulo com centro em (a. a+ h). Como o provam as dificultades mostradas nos dois exemplos. Seguidamente admitamos que a função composta G(x) ~ F(x. Uma condição de Lipschitz não é uma restrição muito forte para uma dada função e permite-nos. n (7. [Se ~ I. O valor real do método reside na sua aplicação ao estabelecimento de teoremas de existência . lineares de primeira ordem Voltamos agora a nossa atenção para um teorema de existência e unicidade aplicável a sistemas de. por vezes. Demonstração de um teorema de existência e unicidade para sistemas não .Bll :5: k). Y(x) é contínua no intervaló. Z)ll S A li Y. Y(x)) E S para todo ó x em (a. Y)ll S M .h. generalizar a demonstração cb existêncla e unicidade·do caso linear para o caso não linear. Representamos por S um conjunto no espaço de dimensão (n + I) definido por S = {(x. muito útil para a determinação explicita de soluções. a+ h) para toda a função Y que seja contínua em (a.l ' Sistemas de equações diferenciais 257 lar. Finalmente.68) IIF(x. Y)-. Admitamos a EJ e seja B um vector n-dimensional dado. Admitamos que o domínio de F inclui um conjunto S deste tipo e que F é limitado em S. onde h > O e k >·o.h. Y).(x). em homenagem a Rudolph Lipschitz que foi o primeiro a introduzi-la em 1876.21.·uma aproximação numérica para o integral e. ·a+ h) e que goza da propriedade de (x. admitamos que F verifica uma condição da forma I!F(x. (a -h.23. 11 Y. . F(x. podemos generalizar o método de demonstração usado no caso linear da Secção 7 .Y) I lx-ai :5: h. o método das aproximações sucessivas não é. Seja J o intervalo aberto onde se pretende uma solução.

. onde c= min {h. I. a +c).. Escrevamos E S para todo x em f. Para que a fórmula de recorrência seja provida de significado necessitamos saber que (x.258 Cálculo TEOREMA 7. usando a fórmula de recorrência e a condição de Lipschitz. Y(x)) para todo x em f .Y (x)ll m m+l < - MAm\ (m x . Seja Y. Utilizando (7. EXISTENCIA E UNICIDADE DE SOLUÇ0ES PARA SISTEMAS DE PRIMEIRA ORDEM NÁO LINEARES. Ym+l(x) = B +J: F[t. Admitamos então que (x. . em f pela fórmula de recorrência. Y(x)) E Se Y'(x) = F(x. Isto é facilmente demonstrado por indução em m.. Y. Definimos então a função limite Y por ..21. 8).. kl M} então existe uma e uma só função Y definida em f. . Visto serJx.(x)) = (x. Admita-se que F é limitada e contínua e que satisfaz..(x) = Y0 (x) +L {Ym+l(x)m=O ·-· Ym(x)} e provemos que Yk(x) tende para um limite quando k-•oo... às condições de Lipschitz atrás referidas. Se f é um intervalo aberto (a. 2..69) e (7.Ym(x)ll converge em f. Y m+ 1(x)) na Secção 7. Visto a demonstração ser análoga à do caso linear. indicamos uni- camente os passos principais.69) = B e definamos as funções vectoriais Y.Bll ~c :"::I t \\F(t. Ym(t)] dt para m =O. Ym(x) ES para algum me cada x de f.aJ para todo x em/. no con- junto S. isto implica que o que mostra que (x. que está em S.19. com Y(a) = B.c. (7. Demonstração. Isto pode ~. Ym (x)) E S para todo x em f. Quando m =O temos (x.mcluir-se da desigualdade 11 Y (x).68) obtemos 11 Ym+l(x). demonstrando que a série L m=O ~ 11 Ym+l(x). Ym(t)]ll dt I:":: M It dt I= M \x-a\..(x) Y. Consequentemente a fórmula dt recorrência é provida de significado para todo m ~ O e todo x em /.a \m+l + I)! :0:: MAmm+l (m + I)! c que se demonstra por indução. tal que (x. A convergência da sucessão { Ym(x)} pode agora estabelecer-se exactamente como Y.

Aplicar o método de aproxiiÍlações sucessivas ao problema de valor inicial não linear y' = 1 i i + xy2 . I . 7.24.r f Sistemas de equações diferenciais Y(x) = lim Ym(x) 259 para todo x em I e verificamos que satisfaz a equação integral Y(x) = B + t F[t. Considerar o problema de valor inicial não linear com y = I calcular Y 3 (x). Aplicar o método das aproximações sucessivaS ao problema de valor inicial não linear y'~x'+y'. [ 't Tomar Y0 (x) =O como função inicial e calcular Y (x). partindo da hipótese inicial Y0 (x) Determinar Yn(x) explicitamente e mostrar que lim Yn(x) ~ = I. Aplicar o método das aproximações sucessivas ao problema de valor inicial não linear y'=x+y2. = O. Y(x) para todo reai x. com y = O quando x = I. 4. Considerar o problema de valor inicial linear y'+y~2e". Considerar a "inconveniente" hipótese inicial Y0 (x) resultado do Exemplo I da Secção 7 . = (a) Aplicar o método das aproximações sucessivas. 3 3. com y =O quando x =O.22.17. 5. Exercícios I. partindo da hipótese inicial Y (x) 0 e calcular f 2 (x). 2. e corriparar com o quando x = O. Y(t)] dt. com y =O quando x =O. Tomar Y0 (x) =O como Função inicial e calcular Y3 (x). (a) Determinar a sOlução exacta Y deste problema. : precisamente como no caso linear. (b) A-plicar o método das aproximações sucessivas. com y = I quando x = O.. A unicidade pode então demonstrar-se pelo mesmo método utilizado na demonstração ·do teorema 7. Está assim demonstrada a existência da solução.

z' = x"(y + z) com as condições iniciais y = I e z = 1/2 quando x =O. Determinar duas funções y = Y(x} e· z = Z(x) que satisfaçãm simultaneamente ao sistema de equações. h). partindo das funções iniciais Y (x) = 5 e Z0 (x) = I e determinar 0 Y. (a) Aplicar o método das aproximações sucessivas. (c) Usar o teorema 7. uma solução em qualquer intervalo da forma (-h. Considerar o problema de valor inicial /=l+y'.(x) = I + 2 + 40 + 60 + 192' Z.(x) = 2+ 8 1 3x' x' + 10 + 64 3x' 7x' x" + 360 + 256 · 8. n/2) e nunca num intervalo mais amplo. ..(x). Aplicar então o método das aproximaçõeS sucessivas. com y =O quando x =O. (x). sendo z ~ y'. Partindo das hipóteses iniciais. Determinar os seis primeiros termos não nulos deste desenvolvimento e comparar com o resultado da alínea (a). em I esteja em R. utilizar o método das aproximações sucessivas e determinar Yix) e Zix}. Tfansfõrmar este problema noutro equivalente que incluia um sistema de duas equações com duas funções desconhecidas y ~ Y(x) e z = Z(x). c) tal que o gráfico de cada função de aproximação Y. rr/2). 1]. Neste exemplo. com y= 5 e y' = I ·quando x =O. partindo da hipótese inicial f 0 (x) =='O e calcular r. quando·muito. Z0 (x) = O. y)J . Considerar o problema de valor inicial y• = x'y' + x'y. Y0 {x) = 2. as aproximações sucessivas definem-se em todo o eixo real. Z 0 (x) = 1/2 e utilizar o método das aproximações sucessivas para obter as furições de aproximação X 3x" x' x' Y.(x) e Z. Achar um intervalo l= (-c. y' =z. Determinar o menor M tal que lf(x.19 para mostrar que o problema de valor inicial tem. 6. 7. (c) Supôr que a solução y = Y(x) admite um desenvolvimento em série de potências na vizinhança da origem.i M em R. (d) Resolver a equação diferencial por separação de variáveis e demonstrar assim que existe uma única solução Y do problema de valor inicial no intervalo ( -n/2. mas convergem para uma função limite unicamente no intervalo (-7l/2. z' = 3xy + x 2 zt com ·condições iniciais y = 2 e z =O quando x =O. I] X [-I.260 Cálculo (b) Seja R ~ [-I. (b) Provar que toda a função de aproximação Yn está definida em todo o eix(! real. 9. Partir da hipótese inicial Y0 (x) = I. Considerar o sistema de equações y'=2x+z.

8 encontrámos que a solução Y do problema devalor inicial Y"(t) ~ AY(t).x o if if if if 0. partindo com a função inicial Y (x) = x 3 • 0 (g) Repetir a alínea (d). com y = Oquando x =O. partindo da função inicial Y (x) = x: Determinar Y. Sejafuma função definida no rectângulo R~ 261 I -I. (b) Mostrar que f não satisfaz em R à condição de Lipchitz..y) ~ {'"' 2. (f) Repetir a alínea (d). Determinar Yix) e mostrar que as aproximações convergem para 0 uma solução do problema no intervalo (-l.Sistemas de equações diferenciais 10.(x) e mostrar 0 que as funções de aproximação convergem para uma solução diferente de qualquer das soluções da alínea (c). (a) Provar que lf(x.25. l) está em R.x -2. Na demonstração do teorema 7.00 e e e lyl "' x'' y > x2.00 . mas também em muitas outras imporiantes questões de análise.:.(t) dt. (d) Aplicar o método das aproximações a este ·problema de valor inicial. Mostrar também que o gráfico de cada uma destas soluções em (-I.i 2 para todo (x. mostrar que y = Cx 2 é uma solução do problema de valor inicialy' = f(x. partindo com a função inicial Y (x) = x'n. Y(a) ~ B. . . (c) Para cada constante C satisfazendo a ICI. O resto do presente capítulo reforinula o método das aproximações sucessivas de uma maneira que amplia muito o âmbito das suas aplicações. 11 X= X X X X I -I. 11 do seguinte modo: [(x.: l. y)l . partindo com a função inicial Y (x) =O. y < -x'. satisfaz à equação integral Y = B + f: AY(t) dt.00 . y) em R. 0 * 7. (e) Repetir a alínea (d).18 construímos uma sucessão de funções (Yk} segundo a fórmula Y>+ 1(x) = B + f: AY. y). Na demonstração do teOrema 7. não somente para estabelecer teoremas de exi'stência para as equações diferenciais. Aproximações sucessivas e pontos fixos ·de operadores f A ideia fundamental do método das aproximações sucessivas pode utilizar-se. l). O segundo membro desta fórmula pode considerar-se como um operador T que converte certas funções Y em novas funções T{Y) mediante a equação T(Y) = B + J: AY(t) dt..

a igualdade anterior significa que t = T(Y). y) de S. designa-se 11 x . Se x e y pertencem a S. então possui sempre uma norma que é consequência do produto interno. y) 1 i 2 _ Contudo vamos interessar-nos por uma norma particular. Uma tal função Y diz-se um ponto fixo do operador T. onde o símbolo do segundo membro sigmfica o máximo valor absoluto de 'I' em J. Quando falamos de aproximação de um elemento x de S mediante outro elemento y de S. operador. Nesta notação as propriedades fundamentais escrevem-se: (a) 11 xll ? O para todo x em S. definimos 119'11 = max <cJ l<p(x)l. DEFINIÇÃO DE NORMA. a qual s·e designa por erro de aproximação. N(x) =O implica x =O. Seja S um espaço linear arbitrário. Um espaço linear ao qual se atribui determinada norma diz-se um espaço linear normado.262 Cálculo Na notação por intermédio do operador 7. . Para medir a dimensão deste erro introduzimos uma norma no espaço.26. N(x + y) ~ N(x) + N(y) para todo o par x e y de S. Vários problemas importantes de Análise se podem formular de modo que a sua solução dependa da existência de um ponto fixo para certo. isto é. Por outras palavras. Vamos por tal motivo passar ao estudo sistemático de tal problema. EXEMPLO. a qual não resulta da definição de produto interno. A norma max. a solução Y não se altera por aplicação do operador T. A norma de x representa-se por vezes por llxll em vez de N(x). O leitor pode verificar que esta norma goza das quatro propriedades fundamentais. . · * 7. Se o espaço é euclidiano. Seja S um espaço linear qualquer. N(cx) =I c IN(x) para todo x de Se qualquer escalar c. (c) llx + Yll ~ llxll + IIYII para todo (x. consideramos a diferença x. Seja C(J) o espaço linear das funções reais contínuas num intervalo fechado e limitado J. (b) llcxll = lclllxll para todo x em Se qualquer escalar c. Uma função real N definida em S chama-se norma se possuir as seguintes propriedades: (a) (b) (c) (d) N(x)? O para todo x de S.llxll = (x. Se 'i' E C(J).y. Por conseguinte vale a pena tentar descobrir prop~:iedades de operadores que garantam a existência de um ponto fixo.yll como sendo a distância de x a y. (d) 11 xn =o implica X= O. Espaços lineares normados Para formular o método das aproximações sucessivas de uma maneira geral é conveniente trabalhar com espaços lineares.

) A regra do paralelogramo nem sempre é satisfeita pela norma max.I é um número real fixo.> rp e q> de C(1) .27.. li por x(t) = t.. Con- sideremos um operador T: C(1)~ C(J) de domínio C(1) e cujo contradomínio é um subconjunto de C(1). T( cp}(x) = t onde . onde c é um dado ponto de 1. ~tl. As fórmulas seguintes representam alguns exemplos simples de tais operações. quer dizer se rp é contínua em J. de contracção se existir uma cons(ante de funçõe. se uma norma resulta de um produto interno. definem-se de modo seguinte: DEFINIÇAO DE UM OPERADOR DE CONTRACÇAO. sejam x e y funções definidas no intervalo 10. no quall1q1jj é a norma ma>. Interessam-nos agora aqueles operadores T para os quais a distância 11 T(rp). T( cp)(x) = b + t f[t. Estes são os chamados operadores de contracção. (Ver Exercício 16 da Secção 1.rll ~llx + . cp(t) dt. Então temos li XII não se verifica. \'eriflcam!o Um operador T: C(J) ~ C(1) diz-se O~ o'<_ I. Por exemplo. satisfazem todas as normas deduzidas a partir da noção de produto interno. então T(rp) também é contínua em J.13.Yll' = 2 llxll' + 2 llyll' é válida para todo o par x e y de S.Sistemas de equações diferenciais 263 A norma max não resulta da definição de produto interno. ~>(I) I é contínua em 1.. y(t} = 1 .</>11 por uma constante"< I. Em cada caso cp é uma função arbitrária em C(J) e T(rp)(x) define-se para cada x de 1 pela fórmula que se indica T(cp)(x) = Àcp(x). pelo que a regra do paralelogramo * 7.t. Por exemplo. Para demonstrar tal afirmação basta provar que a norma max não possui alguma dos propriedades a que . onde b é uma constante e a função compostaflt. Operadores de contracção Nesta Secção consideramos o espaço linear normado C(1) de todas as funções reais contínuas num intervalo fechado e limitado J.rll ~I. "a repa do paralelogramo" llx + Yll' + llx.>e tenha (f.T(</>)11 é menos do que o produto de 11'1'. tal que para todo o par .rll ~11x. cp(t)] dt.

~ndefsatisfaz à condição de Lipschitz da forma lf(x.20.T('l')ll :::.v>(x)J.y). Seja L(J) a amplitude do intervalo J. KL(J) 11'1'-.71) T(p) ='I'· Demonstração.'1'11Se KL(J) < I. Se kL(J) < I. para qualquer x de J. Teorema do ponto fixo para operadores de contracçao O teorema seguinte mostra que cada operador de contracção admite um único ponto fixo. Visto que IT(p)(x).f[t. podemos facilmente provar que T é um operador de contracção KL(J). Seja 'l'o qualquer função de C(J) e definamos uma sucessão de funções {cp. 'I'(I)]} dt I: :. z)J:::.264 (7. 70) é válida se e só se [T(<p)(x). <p(t)J .70) Cálculo IIT{p).f(x. onde "\ é uma constante. q>(t)ldt. Consequentemente este é um operador de contracção se e só se [AI< I. Se T: C(J).t/JII. Com efeito.zl para todo x de J e quaisquer reais z e y.T('!')(x)l = 1-'-ll'l'(x). • 11'1' -1'11 . K é uma constante positiva.'1'11- A constante a chama-se constante de contracção para T. então T é um operador de contracção com constante de contracção a:= KL(J).T(t/J)II =IAIII'I'.'l'lllt dtl:::. Seja T(<p)(x) = b + J:flt.T('!')(x)l = IJ: {f[t. Nota: A desigualdade (7. caso em que IAI pode usar-se como constante de contracção. Seja T um operador definido por T(q>)(x) = . EXEMPLO 2.C(J) é um operador de contracção então existe uma e uma só função 'I' em C(J) tal que * 7. para todo x em J temos [T(p)(x).T(\')(x)l :<. EXEMPLO I.} rhediante a fórmula de recorrência .28.'l'(t)l dt I S K llp. K It lp(t). Kly. tem-se UT(q>). (7. TEOREMA 7. "11'1'.Mp(x)..

a quat é a mesma que (7:75).(x) t +I {'l'•+>(x)..(x)) converge uniformemente em J.<p.72) <p.'l'oll S ll'1'1ll para k~ observemos ·que + ll'l'oll = M.. 11.74) ficará demonstrada se provarmos que (7. Para demonstrar (7. Em seguida provaremos que a soma desta série é o ponto fixo referido.75) para todo k <e I.'l'•(x)i = IT(<p..{x)} k=O n-1 e provamos a convergência de {q>n} demonstrando que a sé[ie (7. ~ ? f Observe-se que 'l'n+• E C(J) para cada n. e a é uma constante de contracção para T.73) <p0 (x) +I {'l'k+l(x) k=O .P.)(x)- 7\'l'>-1)(x)l S oc 11'1'>.2.(x) = <p.. 00 <p.} converge para uma função limite 9' em C(J).75) é válida para k + I se o for l'l'w(x). Para demonstrar que (7. Demonstramos (7. Para k = I.74) a qual permanece válida para cada x em J e cada k. 1.~ i Sistemas de equações diferenciai~ 265 pâra n =O. Uma vez que a desigualdade anterior é válida para todo o x em J. Escrevemos cada cpncomo uma soma da forma (7. I. ter-se-á .. A comparação é proporcionada pela desigualdade (7. .74) observamos que Por consegmnte a desigualdade (7.18 . 75) por indutção. temos ll'1'1.'l't-1~ s Moc•.. O método é análogo ao utilizado na demonstração do teorema 7. A convergência uniforme da série estabelecer-se-á pOr comparação com a série geométrica convergente onde M ~I "Poli + II. Demonstraremos que a sucessão {ç>.

pelo que 'I' é um ponto fixo.77) implica m IT(<p)(x). Por fim vamos demonstrar que o ponto fixo tp é único.'l'n+l(x)l = IT(<p)(x).NClA DA FUNÇÃO IMPLICITA.'1'11- Daqui resulta que (l-a) llrp-9'Ji :s.). Se representarmos a sua soma por q>(x) temos (7. Para se fazer uma ideia do âmbito de aplicação do teorema do ponto fixo vamos utilizá-lo para demonstrar dois teoremas· importantes.29. O. isto significa quo llrp.7'2) e (7.)(x)i S: rx j<p(x).4'11 ~O c portanto rp. O primeiro dá-nos uma condição suficiente para que u111a equação da formaf(x. Mas visto que l"n+ 1(x)-q>(x) quando n-oo. k=O m A função tp é contínua em J porque é a soma de uma série uniformemente convergente de funções contínuas. * 7.(x)}. y) ~O definay como função de x. <:O. O. Atendendo a que a< I podemos dividir por l-a para obtermos a desigualdade llrp-9"11 :s. Por conseguinte (7.73) converge· uniformemente em J.76) encontramos tendo-se utilizado (7. UM TEOREMA SOBRE A EXISTf. Então tem'se 11'1'. pelo que l"n+. TEOREM<\ 7.76) <p(x) = lim 'l'n(x) = <p0(x) n-> oo +L {'l'w(x). Recorrendo à propriedade de contracção de T temos (7. (x).'1'11 = IIT(<p). Mas porque também se tem llrp.2!.'l'n(x)l- Mas de (7.75) por inducção. Consequentemente q> ~ T(tp).- q.74) no último passo da demonstração.T(tp)(x).<p. · k=n Quando n -ao.T(<p.4'11. Se f se define numa banda R da [arma . Aplicações do teorema do ponto fixo. a série do segundo membro tende para O. Está pois comple- tamente demonstrado o teorema do ponto fixo. Por conseguinte a série (7.'l'n+l(x)l S: MLrx>+'.T(w)ll S: rx 11'1'.77) IT(<p)(x). ~O.266 Cálculo Isto demonstra (7. Para demonstrar que tp é um ponto fixo de T comparamos T(q>) com ~"•+ 1 ~ T(q>. Seja t/J outra função de C(J) tal que T(t/J) ~ t/J. isto prova que q>(x)~ T(tp)(x) para todo x em J.

e se ainda para cada função <p contínua em [a. A função T(<p) E C sempre que. b].-ro<y<+ro}. b]: Demonstração. Provaremos que T é Um operador de contracção.y)\as.. 1 .>{x). o que significa Y(x) = Y(x) . coniínua em [a. para todo (x.>)(x) = q.f{x. <p(x)l é contínua em [a. Para esta função Y temos Y = T( Y).79) ·para todo x em [a. y) em R.>)(x) .f[x. se a derivada parcial D.'existe e satisfaz à desigualdade da forma (7. z(x)][q. q..80) dá-nos ·\.M .'l'(x)]. b].y) s.· ~. 'l'(x)] com z{x) entre <p(x) e (7./[x.T('l')(x) = [q. y)' .>)(x).78) O< m s.~· para todo x em [a. Para demonstrar que T é um operador de contracção consideramos a diferença (7.f[x. Uma vez sabido isto deduzir-se-á que T tem um ponto ftxo único Y e~ C. = D2 f[x.>(x) . . 'l'(x)]. J. e tal que (7.J[x. q.>(x)]. b]. Y(x)] . então existe uma e uma só função y = Y(x).xs.\'(x)](t- D. bl. b]. como se pretendia . T(q. M . Designemos por C o espaço linear das funções contínuas em [a. ~ Por conseguinte (7. y) = O serve para definir y implicitamente como função de x em [a.b.!' r. D.80) T{ q.>(x)-.>(x)] M para cada x em [a. Isto dá-nos (7.>(x). ~. M De acordo com o teorema da média tem-se Jlx." !'l· \".>(x)] . b] a função compasta g(x) = f\x...f(x.'l'(x) . ~ . Y(x)] == O Nota: Expressamos este resultado dizendo que a equação f(x.tp E C.78).81) ~(x). b].. . q. f[x. Sistemas de equações diferenciais 267 ·R={(x.f[x.f[~ z(x)]). e definamos um operador T: C~ C pela equação 1 . sendo m e M constantes em que m $ M. ' T(q. Aqui M é a constante positiva de (7..T{'l'){x) = q.79).

x S b. e a demonstração está completada.y)[ S M para todo o ponto (x. b). A outra aplicação do teorema do ponto fixo estabelece um teorema de existência para a equação integral (7... bL Logo T é um operador de contracção. então para cada À tal que (7. .. Se. a ::. Suponhamos que. se tem (7. A desigualdade (7 .268 Cálculo A hipótese (7. Uma solução da equação integral é qualquer função q> de C que satisfaz (7 .78) implica que 0 <1_ • D 2 J[x. _ m.NCIA PARA EQUAÇOES INTEGRAIS. Seja C o espaço linear das funções contínuas em [a.83).81) dá-nos a desigualdade (7. TEOREMA 7. y) I a ::. com M >·o. b].83) rp(x) = '/'(x) + À J: K(x..82) é válida para todo x em [a. Visto que O < m . A função K chama-se o núcleo da equação integral. t)<p(t) dt. temos O . a: <: I.. Quer dizer que T(q>) E C sempre que 'I' E C. M. e K é uma dada S = {(x. Jrp(x) ..a) existe uma e uma só função 'I' em C que satisfilz d equação integral (1 .85) IÀ( < 1 M(b..'1'11. z(x)]::.22. continua em la.83). função definida e limitada no quadrado é uma constante dada. bl.o núcleo K é tal que o operador T definido por T(rp)(x) = '/'(x) +À J: K(x... sob as condições precedentes. onde a: = I -·m/ M.T('/')(x)( ::. y ::.) S: odrp. UM TEOREMA DE EXIST!. y) de S. À t/J é uma função dada.84) [K(x.'/'(x)( ( 1 . 1 M M Consequentemente (7.. t)rp(t) dt aplica C em C.82) [T(rp)(x).

Tomemos duas quaisquer funções tp.T(rp2)(x)l::.a). . e tp 2 de C e consideremos a diferença )(x) . t)(rp1(t). Por (7.li M(b.io.Sistemas de equações diferenciais 269 Demonstráção.oontracç. - Utilizando a desigualdade (7 .T(rp. onde a~ I. pelo que T é um operador de: contracção com a constante de contracção a.)(x) = À T(rp1 J. "'b .rp. Provemos que T é um operador de .84) podemos escrever IT(rp1 )(x). Deste modo TJem·um único ponto fixo 'I' em C Esta função 'I' satisfaz a (7.85) resulta que O . IÀI M(b.rp.83).ll = "'II'P1.:õ a < I.a) II'P1.'Pzll.(t)J dt. K(x.

PARTE 2 ANÁLISE NÃO LINEAR .

) de R". e os vectores com letras tipo negrito. Utilizaremos o prodouto interno 273 . Este capítulo estende os conceitos de· limite.) usam-se indistintamente para representar o valor de f num certo ponto. Quando m.. Quando ambos os valores m e n são iguais a l. Se/é um campo escalar definido num ponto x= (x. Campos vectoriais e escalares A parte I deste volume foi dedicada principalmente às transformações lineares T:v-w de um espaço linear V noutro espaço linear W..= I a função diz real de uma variável vectorial ou. Quando n = 1 e m > l diz-se uma função vectorial de uma variável reaL No Volume I foram amplamente estudados exemplos de tais funções. .. Nos ·capítulos lO e 11 faz-se o rÍlesmo para o conceito de integral. . x.. Funções de R nem Rm. .. Na parte 2 vamos prescindir da: exigência de que T seja linear. No presente capítulo suporemos n > I e m <: I. consideraremos funções com dominio no espaço n dimensional Rn e contradomínio no Cspaço m-dimcnsional Rm. ..) para representar o valor da função em x. as notações f(z) e /(x. x. ..8 CÁLCULO DIFERENCIAL EM CAMPOS ESCALARES E VECTORIAIS ·· 8. Notação: Os escalares representar-sc-ão com letra de tipo corrente.. mais suscintamente. ou simplesmente um campo vectorial. Se f é um campo vectorial escrevemos f(x) ou f(x. x.1.. Quando m > I chama-se uma função vectorial de uma variável vectorial. Concretamente. mas restringimos os espaços V e W a serem de dimensão finita. . x. uni campo escalar. uma tal função diz-se uma função real de uma variável real. continuidade e derivada a campos escalares e vectoriais..

r) consiste de todos os pontos cuja distância a a é menor que r. quer com campos vectoriais. x. A bola B(a.S. Para generali~ar a teoria a R". cujos pontos pertencem todos a S. Os campos escalares e vectoriais definidos em subconjuntos de R 2 e R 3 apresentamse com frequênci~ nas aplicações da matemática às Ciências e Engenharia. é importante saber como varia o campo ao passar de um para outro ponto. r). obtemos um exemplo de um campo vectorial. Seja S um subconjunto de R" e admita-se que a E S.ali< r chama-se n-bola aberta de raio r e centro a. Por outras palavras.2. DEFINIÇÃO DE UM CONJUNTO ABERTO.. . Então a diz-se um ponto interior de S se existir uma n-bo/a aberta com centro em a. Em R 2 é um disco circular. y. x.. x..274 CálcuJ e a correspondente norma li XII~ (x·x)'i'... . pontos de R' por (x. y) em vez de (x. . . No caso unidimensional a derivada é o instrumento matemático que dá conta dessa mudança. e em R3 é uma esfera de centro ·a e raio r.) ey ~ (y. Sé aberto se e só se S = int S. z) em vez de (x. Representamos tal conjunto por B(a) ou por B(a. se a cada ponto x da atmosfera atribuirmos um número realf(x) que represente a temperatura em x. DEFINIÇÃO DE UM PONTO 1)\ITERIOR.. Se atribuirmos a cada ponto citado num vector representando a velocidade do vento naquele ponto. Por exemplo. Um conjunto aberto contendo um ponto a designa-se muitas vezes por vizinhança de a. Em problemas de Hsica tratando quer com campos escalares. Em R 1 ela é muito simplesmente um intervalo aberto com centro em a.. A teoria da derivação no caso unidimensional trata com funções definidas em intervalos abertos. Por outras palavras. y.). Bolas abertas e conjuntos abertos Sejam a um ponto dado em Rn e· r um número positivo dado..). Pontos de R' representam-se habitualmente por (x..). . a função f assim definida constitui um cainpo escalar. x. 8. y. vamos considerar generalizações de intervalos abertos chamados conjuntos abertos.bola B(a) tal que B(a) <. O conjunto de todos os pontos x de Rn tais que llx. todo o ponto interior a de S pode ser envolvido por uma n-.. x.. O conjunto de todos os pontos interiores deSdiz-se o interi01 de S e representa-se por int S.. Um conjunto S de R" diz-se aberto se todos os seus pontos são pontos interiores. onde x ~ (x.

pelo que !x 1 -a. X /J(O. X A2 é o conjunto definido em R 2 por A 1 xA 2 ={(a 1 .}. pelo que (x.a2 )la1 EA 1 e a2 EA 2 ).:onjunto aberto em R 2 • F1G. EA.. L O dis~. r2) em A 2.a 2 1 < r 2 • Logo X 1 E B{al.ali< r. então A 1 x A2 será um subconjunto aberto de R 2 • Para demonstrar isto.. A 2-bola S ~ 8(0.: B (li. O leitor deverá provar que um subconjunto aberto de R 1 não é mais um conjunto aberto quando considúado como um subconjunto de R 2 . escolhamos um ponto qualquer a= (au a 2) em A 1 X A 2 • Devemos mostrar que a é um ponto interior de A1 X A2 • Uma vez que A1 e A2 são abertos em R' existe uma l-bola B (al. Disco cin. Em R' o tipo mais simples de conjunto aberto é um intervalo aberto. Pode facilmente provar-se que a 2-bola 8 (a. r. pelo que A 1 X A2 é aberto.) é um qualquer ponto de B(a. Se A1 e A 2 são subconjuntos de R'.. Um intervalo fechadc b} não é um conjunto aberto porque nenhum dos pontos extremos do intervalc . Deste modo x 1 E A 1 e x. 8. r 1)em A 1 e uma l-bola B (a2. Todo o ponto a de S é o centro de um disco situado completamente em S. x A. Os conjuntos A. Com efeito. Para alguns pontos o raio deste disco é muito pequeno.1 é um exemplo de um conjunto aberto de R'.. x. O produto cartesiano de dois intervalos abertos C um rectângulo aberto. I) desenhada na figura 8.i· Se A 1 e A2 são subconjuntos abertos de R 1 . y A. Na figura 8. I) é um t. se x ~ (x. Isto prova que cada ponto de 8 (a. r) então llx.2 apresenta-se um exemplo. x A.275 EXEMPLO. A de dois ou mais intervalos abertos é também aberto. g_2. X A2 é um rectângulo. r)~ A. r1 ) e X 2 F.. Em R 2 podem construir-se alguns conjuntos abertos tomando o produto cartesiano de conjuntos abertos de R'. r2). devido a que um subconjunto de R' não pode conter uma 2-bola.:ular "FIG.pode encerrar-se numa l-bola situada inteiramente no intervalo dado. .. Seja r~ min lr.:o A.) E A. r) está em A 1 X A2 • Por conseguinte todo o ponto de A 1 X A 2 é um ponto interior. e A 2 são intervalos e A. o seu produto cartesiano A. . x.! < Y 1 e Ix"1 .

4. (a) f(x. Fazer o desenho relativo aos conjuntOs de nível correspondendo aos valores de c dados. (f).2) =sen(x'+y' c= -1. (b) lxl < I. x s. c~ O. determinar se Sé ou não aberto.<O.y) = cos (x + y).<.o. 9. Exercícios I. I.-1. se Sé ou não aberto. c =e-'.y. (a) Se A é um conjunto no espaço n-dimensional e se x EA. (i) I <x<2 e y>O.y 2)(x' + y'.e-1 .y. 12. !J2.276 Cálculo DEFINIÇOES DE EXTERIOR E FRONTEIRA. 2 >O. I.I > O. (d)f(x. c= O.r) =c ch. (g) xy < I. 2) ~ x' + 2y' + 322. 6. Sejam f um campo escala_r definido num conjunto S e c um número real dado.x'.-I. O conjunto de todos os pontos de an exteriores a S chama-se o exterior de Se representa-se por ext S. Indicar no gráfico a fronteira de S. (a) x' + y' < I.y) = x' + y_2 . (d) lxl S: I.z)~-x-+y+z:·· . (e) lxl S: I e lyl S: I.. (c) x + y + 2 < I.{(x.e'. A fronteira de s consiste de todos X tais que n = I. (f) x' +4y' +422 -2x + 16y +402 + 113 <0.1. Em cada uma das alíneas seguintes S é o conjunto de todos . é aberto. (I) y > x' e lxl < 2. (c) lxl <I e !yl <I. lyl < I. y. -t. c~ ~1.x) >O. (e) x + y + 2 <I e x >O.1)(4.x'. y) do plano que verificam as desigualdades dadas.) Para cada um dos seguintes campos escalares.!J2. geqmetricamente.y) ~e'". 2. 3.os pontos (x.!. Um ponto que não é nem ponto interior nem ponto exterior de S chama-se um Ponto fronteiro de S. (b)f(x. e !2! < I. x' - 4.e'. +2 2). I. (m) (x' + y'. (n) (2x . O conjunto de todos os pontos x de S tais qucf(. (h) I s. z) do espaço tridimensional satisfazendo às desigualdades dadas. (j) x :<:y. Em cada uma das alíneas seguintes S é o conjunto de todos os pontos (x. l. (e) f(x. (a) 2 2 y' . (k) X > J. xO 8.e. y >O. (d) X :2: 0 e J > 0. 2 e 3 < y < 4. O exterior de Sé o conjunto de todos X tais que I X~ > I.Õ. Fazer um gráfico representando o conjuntoS e explicar.y') >O. S é todo o ·espaço Rn.3. IJI < I. mostrar que o conjunto A . e !2! < I. O cpnjunto de todos pontos fronteiros de S formam a fronteira de S a qual se representa por as.lx}. (c) f(x. (b)3x'+2y2 <6. (f) x >O e y .0. Um ponto x diz-se ser exterior a um conjunto S de R" se existir uma n-bola B(x) que não contenha pontos de S. .y. Estes conceitos estão representados na figura 8.ama-se um conjunto de nível de f (Problemas de natureza geométrica e física tratando cOm conjuntos de nível serão analisados neste capítulo. obtido pela supressão do 'ponto x em A_.

(d) A intersecção de uma colecção finita de conjuntos abertos é um aberto. (a) x 2 + y' ~ O. 7. b] no eixo real é um conjunto fechado. t (c) Se A e B são intervalos abertos do eixo real. 6. a diferenÇa A . (a) Se A é um conjunto fechado no espaço n-dimensional ex é um ponto não pertencente a A. Conjuntos-fechados. (h) I :S: X :S: 2.. uma união de conjuntos disjuntos. 9. mostrar que a·seu complemento (relativamente a todo o eixo real) é abert<?. (b) Provar que o intervalo fechado [a. Fazer um gráfico mostrando o conjuntoS e explicar geometricamente se S é aberto. mostrar que A . (d) A união de um número finito de conjuntos fechados é um Conjunto fechado. 10.8 (chamado o complemento de B relativamente a A) é o conjunto de todos os elementos de A que não pertencem a B. (c) Se A e 8 são intervalos fechados do eixo real. (a) O conjunto vazio 0 é fechado..S é . (I) y ~ x' and lxl :S: 2.B é aberto. (g} I :S: X :S: 2.if. simultaneamente aberto e fechado. Provar as seguintes propriedades de conjuntos abertos em R".. 5. . (c} A união de uma família qualquer de conjuntos abertos é um aberto.. (c) x' + y' :S: I. 8.um subintervalo fechado de A.x'. (e) I :S:x2 +y' . (d) Se A é um intervalo fechado do eixo real. (i) y . 3 :S:y :S: 4. Dado um conjunto S em R 11 e um ponto x gozando da propriedade de que toda a bola B(x) contém pontos interiores e exteriores a S simultâneamente. (c) Dar um exemplo para mostrar que a intersecção de uma Colecção infinita de conjuntos abertos não é necessariamente um aberto. (b) Provar que R"= (int S) u (ext S) uaS. (j) y ~x'. Os três exercícios que se seguem referem-se a propriedades de conjuntos fechados. (b) x 2 + y' <0. ou nem aberto nem fechado.. (a) O conjunto vazió 0 é aberto. (b) R" é aberto. (c) A intersecção de uma colecção qualquer de conjuntos fechados é um fechado. (f) I <x'+y 2 :S:2. Em cada uma das alíneas seguintes. seja S o conjunto de todos os pontos (x.. (d) I < x' + y' < 2.aberto. Um -conjuntoS em R 11 diz-se fechado se o seu complemento R 11 . (e) Dar um exemplo para mostrar que_ a união de uma colecção infinita de conjuntos fechados não é necessariamente fechada. provar que A u {x·l ê também fechado.álculo diferencial em campos escalares e vectoriais 277 (b) Se A é um intervalo aberto no eixo real e B é.2. 3 :S: y < 4. Provar as seguintes propriedades dos conjuntos fechados em R". e utilizar este facto para provar que a fronteira as é sempre um conjunto fechado. mostrar que A u B e A n B são abertos . SejaS um subconjunto de R 11• (a) Provar que ambos int Se ext S são conjuntos abertos. (b) R• é fechado. y) em R 2 satisfazendo às condições dadas. mostrar que A u B e A n B são fechados. provar que x é um ponto t Se A e B são conjuntos. (k) y ~ x 2 and lxl < 2. fechado. Poden utilizar-se os resultados do Exercício 5.

1) do modo seguinte: lim (:t". 8. y. y) em vez de x e (a. mas podem estabelecer-se os teoremas .z)-+(a.4.f(x)~bquando x~a) (8.278 Cálculo fronteiro de S. Uma função f diz-se contínua em a se fé definidaem a e se lim f(x) =f(a). os teoremas relativos a limites e continuidade de somas. (8. cada po_nto fronteiro de S gozará necessariamente desta propriedade? 11. Clas serão também aplicáveis a campos escalares. z) e a= (a. Nesta definição não se exige que f seja definida no próprio ponto a.S). Se a E R" e b E Rm escrevemos (8. Para campos vectoriais não se definem os cocientes. onde Sé um subconjunto de R". Consideremos uma função f: S ~ Rm.2) li:f-olJ-0 lim llf(x).bl f(x.e) f(x. não surpreenderá que rÍuitas das propriedades· dos limites e da continuidade possam igualmente generalizar-se. Será a inversa verdadeira. O símbolo limite na equação (8.bil =O. Provar que um conjunto Sem R" é fechado se e só se S = (int S) u aS. b. produtos e cocientes são também válidos para campos·escalares. y. z) = b. c) e escrevemos lim {:t". Vamos formular as definições p~ra campos vectoriais. Porque estas definições são extensões directas das dadas para o caso unidimensional. Para pontos de R 2 escrevemos (X. 12. Por exemplo. Se escrevermos h =x-a.limf(x) = b ·-· (ou.v)-->{n. b) em vez de a e exprimirmos a relação limite (8. ·Provar que ext S = int(R".b. ·~· Dizemos que fé contínua num conjuntoS se {for contínua em cada ponto de S. Limites e continuidade Os conceitos de limite e continuidade são facilmente generalizáveis a campos escalares e vectoriais.2) é o limite usual do cálculo etementar. SejaS um subconjunto de R". isto é.1) para .blf =O.v. Para ponto de R' pomos x = (x.2) vem llhll--0 lim llf(a +h). y) = b.

a x-a (a) lim [f(x) + g(x)] = h + c. (b) são deixadas ao leitor como exercício. Então[.c) +h· [g(x). o que demonstra (c). TEOREMA 8.(x). cada um dos valores da função f(x) tem m componentes e podemos escrever f(x) = (f.. Para demonstrar (c) escrevemos as demonstrações de (a) e f(x) · g(x).. remos que f . fm dizem-se componentes do campo vectoriàl f. (b) lim Ãf(x) = Âh para todo escalar À.cJl + llh\1 llg(x) . Continuidade e componentes de um campo vectorial.. Jm(x)). Se um campo vectorial f tem valores em Rm. isto prova quellf(x)· g(x)O quando x~a. ·~· b·cll~ EXEMPLO I. Demonstração. ·~· ·~· lim Jlf(x)Jl = \lh\1. (c) (d) lim f(x) · g(x) =h· c. Os m campos escalares J. multiplicação por escalares.r .. Designemos por o vector unitário coordenado de ordem k (todas as suas componentes são zeros excepto a de ordem k que é igual a .cii~O quando x~a..h· c= [f(x). L Se lim f(x) ~ b e lim g (x) ~c. Porquelf(x).h). . e sô se.(x) é dada pelo produto escalar e.h)· [g(x)..bii~O elig(x). Demonstraremos unicamente (c) e (d).c li + Jlc\1 llf(x) - h \I.I). cada componente/k é contínua naquele ponto. . Tomando f(x) ~ g_(x) na alínea (c) encontramos lim llf(x)ll' = llbll'. então tem-se . produtos internos e normas.. donde se obtém (d).Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais _ 279 seguintes respeitantes a somas. . Prova- é contínua num ponto se. Apliquemos agora a desigualdade triangular e a desigualdade de Cauchy-Schwarz oara obtermos OS: 11/(x) · g(x) - h· cJl S: llf(x) - h li llg(x) .c] +c· [f(x)..

xn. ·-· a aplicação repetidas das alíneas (a) e (b) do teorema 8. . Um polinómio é contínuo em todo Rn devido a que é uma soma finita de produtos de campos . Consequentemente. Continuidade das transformações lineares.. . Além disso. Devido à linearidade temos f( a + h) =f(a) +f(h). A função identidade. fm é também um ponto de continuidade de f..).escalares contínuos em todo R~ Por exemplo.O. Um polinómio de duas variáveis x e y..O.en. Um campo escalar P. EXEMPLO 3.X 1 Y. uma vez que se tem m f(x) = 2.1 mostra que um ponto de continuidade de todas as m componentes J.(x) = x 2 . Elas constituem n campos escalares definidos por / 1 (x) = x 1 .(x) = x •.1 mostra que cada ponto de continuidade de[ é também um ponto de continuidade de f •. + hJ(•. Continuidade da função identidade. defi- nido em R"por uma fórmula da forma chama-se polinómio de n variáveis Xp .y)de R'. y) = I I • Q C. Vamos demonstrar que f é contínua em cada ponto a de R". f(x) ~ x. EXEMPLO 4. dado por P(x.280 f.) + .f(e. Basta portanto demonstrar que f( h). + h. Cálculo Deste modo a alínea (c) do teorema 8. EXEMPLO 2. Continuidade dos polinómios de ft variáveis..O quando h./. é contínua em todo R"..• .O quando h.Rm uma transfor- mação linear.as suas componentes são também contínuas em todo R".(x) = f(x) · e•.(x)e•. ••• . i=O i=O é·continuo em todo o ponto (x. Escrevendo h em função das suas componentes temos h= h 1e 1 + .Utilizando de novo a linearidade temos f(h) ~ h. Seja f: R•.f. .. Isto mostra quef(h)..J...

y) tais que x 2 + y' = n7t/2. onde P e Q são polinómios nas componentes de x. sendo Se g é continua em a e se fé continua em g(a).í t ~~ Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 281 EXEMPLO 5. O teorema pre~edente implica a cqntinuidade dos campos escalares h..terá J\:. então a função composta Jb gé continua ema. y) é dado por fórmulas tais como sen (x'y). diz-se uma função racional. Nestes exemplos as funções são contínuas em todos-os pontos em que estão definidas. Sejam y = f(x) e b = g(a). TEOREMA 8. a. x+y log [cos (x 2 +y 2 )]. o qual está relacionado com a continuidade de funções compostas.f[g(a)]ll = lim llf(y).. * EXEMPLO 7. n =I.b quando x-a.f(b)il =O. log (x' + y'). onde n(x. 3. A terceira é contínua em todos os pontos (x. Um campo escalar f definido por f(x) = P(x)!Q(x). ou famílias de curvas. y) para oS quais x + y O. Mais exemplos de funções contínuas podem ser construídos com auxílio do teorema que se segue.f[g(a)] = f(y) -f(h). Por hipótesey. lO conjunto de (x. e a quarta em todos os pontos para os quais x' + y' não seja um múltiplo ímpar de "/2. Sejam f e g funções tais que a função composta f o g esteja ·definida em (f o g)(x) = f[g(x)]. e a segunda em todos os pontos excepto a origem . ESte facto é ilustrado pelo exemplo seguinte .. A primeira é contínua em todos os pontos do plano.:-aJl-+0 Jim IJJ(g(x)J. x-a EXEMPLO 6. Temos pois· f[g(x)] . Demonstração. Uma função de duas variáveis pode ser contínua a respeito de cada uma das variáveis separadamente a ser descontínua considerada como função das duas variáveis em conjunto. é uma família de circunferências centradas na origeml. Uma tal função é contínua em cada ponto em que Q(x) *O. .2. 5. Estes exemplos rriostram que as descontinuidades de uma função de duas variáveis podem ser pontos isolados. curvas. _ IIY-hll-•0 Portanto limflg\x)l = Jtg(a)l. Continuidade de funções racionais. pelo quejb gé contínua em a. . pelo que se.

y) para os quais f é contínua (a) [(x. x) = x 2 /(2x 2 ) =!. y) = X Cálculo xy 2 +y 2 se (x.y)-(a. y) do eixo OX temos y ~O e f(x. pelo que se fizermos x =O e considerarmos f unicamente como uma -função de y. pelo que a função tem o valor constante O ao longo de todo o eixo OX.y) ~ x'•''· (e) j(x. X X+ y 1 -xy . pois f(x. y) ~ f(x.y) ~ arcsen. f torna o valor constante O em todos os pontos do eixo OY.. 8.< ((!._. y) do plano definidos pela expressão do segundo membro. y) ~ x2 tan-. v-+b Os dois limites desta igualdade chamam-se limites iterados. e se existirem os limites unidimensionais limj(x. o exercício mostra que a -existência do limite bidimensiorial e dos dois limites unidimensionais implicam a existência e . (x.. visto existirem sobre esta recta pontos tão próximos da origem quanto se queira e porquef(O. f não é contínua na origem.5.y) . y y arctan-. ~ lim {limj(x. Para pontos (x. Com efeito.jxly.y) 2..y) =L. a função não é contínua em (0.y) ~ arctan . y) . f(O. ti lim ((x. y) ~ log (x 2 (c) j(x. Em cada exemplo determinar o conjunto de pontos (x..x2+y2 ~ (d) [(x. Exercícios Os exercícios apresentados nesta Secção referem-se a limites e continuidade de campos escalares definidas em subconjuntos do plano.j X x2 + y2 .. f é contínua em y =O. O) ~O..y) ~- + y'). I y cos x 2 • (h) j(x... 0)..a limj(x. X (i) f(x. em cada ponto da recta y ~ x (excepto na: origem) a função toma o valor constante!. (g) j(x. I.y)] :c.. Em cada um dos exemplos seguintes define-se um campo escalar f mediante a equação dada para todos os pontos (x. Porém considerada como função de duas variáveis.282 f(x. se fizermos y ~O e considerarmos f unicamente uma função de x. y) ~ x" + y' - 4x2y 2 . (b) [(x. (f) j(x. Se ~ (j) [(x.y)] :v-----b :c---+a ~L.y) ~ . O)*!. Deste modo.. Analogamente. O) = O.f é contínua em x =O.y) provar que lim [lim[(x.y) ~ arccos .O).

. y)...18. No exercício apresenta-se um contra exemplo). Pretendemos estudar como varia o campo quando se passa de a para um ..6.( ~._. 0). y) ~ (x'. Determinar o limite de f(x. }') não tende para um limite quando (x. (A inversa não é sempre verdadeira..y)-0 quando (x. Sejaf(x. y) (0. y)---+ (0. y) (0.. Seja f um campo escalar definido num conjunto J de R" e seja a um ponto interior a S.y)] y-+0 x---0 y-PO mas que f(x.. y) ~ I se O< y < x'.lim [limf(x.y)l(x + y) se x + y *O. y) ~ x'y' + (x _ y)' Demonstrar que lim [limf(x. (0. 6. Seja [(x. 4... 0). 0). Mostrar quef(x. mas que lim [limf(x.. ~ I más que lim [limf(x. Provar que lim [lim[(x. Utilizar este resultado e o quando (x.. y).i O ou se y ~ x' ef(x. Provar quef(x. Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 283 ~ ' igualdade dos dois limites iterados. .(0. 0).. O) ao longo de qualquer recta passando pela origem.y')l(x' + y'). provar que existe uma n-bola B(a) na qual f tem o mesmo sinal quef(a).(0.. {Sugestão: Examinar f sobre a recta }' = xL Serve este exercício para mostrar que a inversa do Exercício 2 nem sempre é verdadeira..y)]. Sejaf(x. y =O.. 5. Será f contínua na origem? 8. y) ~ (x. O) para que f seja contínua na origem? 9. Seja f um campo escalar contínuo num ponto interior a de um conjuntoS de R". Sef(a) *O. O) como deve ser definida f (0. O) ao longo de recta y = mx. y) ... Se f(x. (0. Determinar uma curva passando pela origem ao longo da qual (excepto na origem)f(x.. y).O quando (x.y)] :z:--t-0 x2y2 sempre que x 2y 2 + (x ~O . y) ...y)] . y) quando (x. ':ff. O)? 7. v--o :r:-+0 x--. y) ~O se y . Se (x.y)] . * * 8. y) ~ lsen(x' + y')l!(x' + y') quando (x. ~ lim [lim[(x.. seja f(x. Seja do Exercício 2 para provar que f(x...y)] . y) não tende para um limite [(x. A derivada de um campo escalar relativamente a um vector Esta Secção é dedicada às derivadas de campos escalares. y) tome o valor constante I. O) de modo que f seja contínua em (O. O.(1 11-+0 Explicar porque razão isto não contradiz o Exercício 2.I ..-o x----o-o ~ -1.. Derivadas de campos vectoriais serão estudados na Secção 8.y) ~ {:'""~ se se y =F O.y) 2 . 3.. É pOssível definir /(0.

y) e define-se (8.4) f'(a. Supongamos que especificamos esta direcção por outro vector y. (Ver figura 8. onde S ~ R n.. Em geral a maneira segundo a qual um campo varia dependerá da direcção em que nos movamos a partir de a.dl <r. o segmento de a até a. R. Cada ponto deste segmento é da forma a + hv.4) Consideremos h* O. r) situado inteiramente em S.. FtG. existe uma n-bola B(a. O ponto a + hy perlence à recta passando por a paralela a y. Da4o um campo _escalar f S-.f(a) h quanifo o limite do ~egundo membro existe. isto é.3 apresenta-se um exemplo. O ponto a + hy está na n-bola B(a. r) se llhyll < r. mas sLJficientcmentc pequeno para garantir que a+ hyE Se fOrmemos a razão iricremental (8..3. Se nos deslocarmos na direcção da janela a temperatura diminuirá. Interessa-nos conhecer o comportamento deste coei ente quando h__.+ kv estará em _S. O eoeiente define a variação media de f ao longo do segmento unindo a a a+ hy. 8.4. 8. FtG.y) = limf(a h_.O + hy). A derivada de f em a relativamente a y representa-se pelo símbolo f'(a. A distância de ~ até a + kY é li kYII =I hl IIY~.Cálculo ponto próximo. sejam a um ponto interior de S e y um ponto arbitrário de R n. Por exemplo. . onde h é um número real. Se h for escolhido de modo que lhlll. Na figura ·8. suponhamos que nos deslocamos de a para o ponto a + y ao longo do segmento de recta unindo a e a+ y.3) f( a + hy) -f(a) h O numerador deste cociente diz-nos como varia a função quando se passa de a a a+ hy. Visto que a é interior a S. Somos assim condUzidos a definição seguinte: DEFINIÇÃO DE DERIVADA DE UM CAMPO ESCALAR RELATIVAMENTE A UM VECTOR. O. admitamos que f( a) é a temperatura num ponto a de uma sala aquecida e com urna janela aberta. mas se nos movermos em sentido contrário a temperatura aumentará.

a derivada de uma transformação linear \o relativamente a y é igual ao valor da função em y. I ..[(a) =f'(z. então a outra também existe e as duas são iguais (8.:t. · ·:~ y Para estudar o comportamento de O.3. Calcular f'( a.~ tt ~ w ~ Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais j 285 ~ " '' . ' ·f: EXEMPLO 2. Neste caso .5). Façamos g(t) = f(a + ty) =(a + ty) ·(a + (Y) =a· a + 2ta ·y + t'y·y.f'( a.:: 1 il [(a+ y).3 é o teorema da média para campos escalares. Por I . [·. .''' EXEMPLO l. Demonstração.~. I I· Um corolário simples do teorema 8. y) se f(x) = EXEMPLO 3.7 O teorema que se apresenta a seguir relativa às derivadas g'(t) e f'( a+ ty... Em particular. conseguinte g'(t) = 2a·y + 2ty·y. de maneira que g'(O) = f'(a. TEORE.y). Se y = O. Seja g(t) = f(a +i_r).MA 8.5) g'(t) =f'(a + ty. y) existe sempre e é dada por f'(a. então para algum'6 1~ no intérvalo aberto O < (} < l tem-se :l·r': {. t .y). O) existe sempre e é igual a O. y) para todo t no intervalo O . Se f S ~R é linear então f( a + hy) =f(a)+ hf(y) e a razão incrementai (8. O obtemos (8.4.'' ·se existir a derivada /(a+ ty. '.--1 TEOREMA 8. / Resolução. l. Se uma das derivadas g'(t) ou f'( a + ty.y).· Fazendo h~ . pelo 4"" '::. TE:OREMA DA MÉDIA PARA AS DERIVADAS DE CAMPOS ESCALARES. .y). introduzimos a função * f sobre a recta que passa por a e a + y com g(t) =f( a + ty). Derivada de uma transformação linear. 11 xll' para todo x em R•. quando t =O temos g'(O) = f'(a.3) é O para todo h* O. temos g(t + h) h g(t) = f(a + ty + hy) h f(a + ty) ..y) =f(y) '' para todo a de Se todoyde R". .3) é igual a f{y) para todo h* O. onde z = a + Oy.f'(a. a razão incre·mental (8. y) existir. Construindo a razão incrementai para g. Quer dizer.y) = 2a-y.

fk.g(O) trado. é Por vezes a derivada/~. Derivadas direccionais e derivadas parciais No caso particular-em que y é um vector unitário isto é. DEFINIÇÃO DAS DERIVADAS DIRECCIONAL E PARCIAL. quando Jly~ = I. y) chama-se a derivada direccional de f em a segundo a direcção de y. c). ek) denomina-se derivada parcial relativamente a ek e ·representa-se também pelo símbolo DJ(a). ••• .. o< e< 1.c). a derivada f'( a. DJ(a) e DJ(a) re oresentam-se também por aj -(a. Se y é um vector unitário. b. Em R'. se a~ (a.g(O) = g'(O). respectivamente. Seja g(t) lo [0. c) as derivadas parciais DJ(a).7. a derivada f'( a. Em particular.b.-k escreve-se sem ápice. Neste caso a razão incrementai (8. a.J(a 1 .286 Demonstração. aJ . ~f( a+ y). eJ. 11 tem-se ~ f(a Cálculo + ty). b) ax e -(a.se y = e1c (o vector coordenado unitário de ordem k) a derivada direccional j'(a. aJ az . ay .3) representa a variação média de f por unidade de ·distância ao longo do segmento unindo a a . Assim. as derivadas parciais f'( a. b. a distância de a a a+ hy é ]h].). Em R 2 os vectores unitários coordenados representam-se habitualmente por i e j. ax -(a. i) ef'(a. DJ(a) =f'(a. b). b).b. Oy. y) chama-se derivada direccional.a + hy. ay a! e -(a.frk• ou ainda mais simplcsmente.j) escrevem-se também aj (a. c). Se a~ (a. Aplicando o teorema da média a g no intervaonde ~f'(a+ g(l). Para a derivada parcial DJ(a) usam-se igualmente as notações: D. y) fica o teorema demons- Porque g(l).f( a) e g'(O) 8.

E_ iJy iJx . Um campo escalar f é definido em Rn por f(x) = a·x.jxzx+ yz ' (x. calcular todas as derivadas de primeira ordem do campo escalar dado..f) num ponto. Calcular j'(x.23 provaremos que as duas derivadas parciais mistas acabadas de referir são iguais em cada ponto se uma delas for contínua· numa vizinhança do ponto.fl_ ... * 8. Por exemplo.8 Derivadas parciais de ordem superior A derivação parcial origina. . . .x1 . Nos Exercícios 8 e 9os campos estão definidos em a_n.f) = iJy' .f(x.23 se apresentará um exemplo no qual D. xi + yj) = 6..j~..(D. ·. Algumas vezes usamos a notação D '· j' para a derivada parcial de segunda ordem Dt(Dj). (c) Tomar n = 3 em (a) e determinar todos os pontos {x...f.f= D. Na notação o a ordem de derivação exprime-se como se indica: iJx iJy . T(x).· . onde a é um vector constante.f) = . Calcular a derivadaf(.9.(D. a partir de um dado campo f. . 3. n n i=l i=l a fixo. D. (D.iJx iJy · Esta derivada pode ou não ser igual à outra derivada parcial mista . As derivadas parciais de D. 2. 9.J) = .(D.Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 287 8. iJ'f iJy iJx ' iJ'f D. iJ'f D. Em cada um dos Exercícios 4 a 9. . . iJ'f iJx iJy D. que se escrevem: D 1(D. (a) Resolver o Exercício I quandof(x) = Jlx 11'...y) = + y 2 sin (xy)... 7.iJy iJx · (i}f) Na Secção 8. novos campos escalares DJ. j(x. y) para os quais _!'(2i + Jj.f).E_ (i)f) . y) para x ey arbirtários.[). ~~·· ' 6. y.f) D. xi + yj + zk) =O.f relativamente à primeira variável.(D. . Ainda na Secção 8.y) = . 4. 8. DJ. z) para os quais f'( i+ 2j + 3k.y) = . X- X+ y J x >" Y' ..y) = x' S.(são as derivadas parciais de segunda ordem de f Para funções de duas variáveis existem quatro derivadas parciais de segunda ordem.r. y) para o campo escalar definido em Rn pela equaçãof(x) = x. Seja T: Rn .J) '= iJx'. j(x) =L L aé. (b) Tomar n = 2 em (a) e determinar todos os pontos (x. j(x) = a ·x .. Exercícios I.y) >" (0....fl_ . j(x. Note-se que D.0). (DJ) representa a derivada parcial de D..(D. Rn uma transformação linear dada.. j(x.

Utilizar o teorema da média para provar que f é constante em B(a ). (b) Se f'(. 17.r em B(a). Seja v{Y.I5. f( a + h) .y) ~ ~ -cosx I . · 22: (a) Demonstrar que não existe nenhum campo escalar f tal quej'(a. por outras palavras.y) 13. y)eax+by e azu!_(axa. f(x. Derivadas direccionais e continuidade Na teoria unidimensional../) equação: Determinar um valor da constante n tal que v satisfaça a_ seguinte 19. L (a) Provar que toda a n-bola é convexa. f(x. calcular todas as derivadas parciais de primeira ordem.y) 14. a existência de derivada de uma função f num ponto im· plica a continuidade nesse ponto. (x.y) =O para um vectorfix~_y_e para todo .y) ~ arccos .y) ~ + y' .y) ~ x<•'r. (a) Supor que_f'(x.4x'y'. yy~>O.. para todo 1 no intervalo O:. y) =O para.. 16. Um conjuntoS em Rn diz-se convexo se para todo o par de pontos a e bem S o segmento de recta de a a b está também em S. j(x.y) ~ x' 11.y) ~ arctan (y/x).y) ~arctan---.. y y~>(O. log (x2 + y'). LJeterminar valores das ·constantes a e b tais que . Dado z = u(x. tan (x'/y). yy~>O.J(x. Nos Exercícios 10.+z Oz àz ax ay ~o. 2. provar -que f é consiante em S. ta + (I .y) >O para um vector fixoye todo o vector . . todó x num conjunto convexo abertoS e para todo r em R". j(x. 10. _y) =O para todo x em alguma n-bola B(a) para todo o vectory. Tal afirmação demonstra-se facilmente pela escolha de um h* O e escrevendo . X> 0.f(a) = f( a + h) -f(a). = tn e_---~rt{4l)'. h. j(x.10..y) >O para um vector fixo a e todo Vector não nulo y. O que pode concluirse acerca de f neste caso? 21. . h Coando h-O o segundo membro tende para o limitef'(a)·O ~O e por issof(a +h)f(a).(D 2 f) são iguais. 18. (b) Supor quej'(x.288 Cálculo Em cada um dos Exercícios to a 17. j(x. J(x.t)b E S. 1 x+ y -xy 12.JX!Y. Isto prova que a existência de /'(a) implica a continuidadé de/ em a.r. X oF 0. li e 12 verificar que as derivadas parciais D....O). 1:.y) =O.r.· 20. 8. (b) Dar um exemplo de um campo escalar f tal quej'(..

quej'(O. Esta é a chamada diferencial total ou simplesmente diferencial. O) e y ~(a. de maneira análoga. O exemplo precedente mostra que a existência de todas as derivadas direccionais num ponto não implica a continuidade nesse_ ponto. Se a* O e h* O temos f(hy). Visto que tais pontos existem tão próximos da origem quanto se queria e porque f( O)~ O. b) um vector qualquer. Então se h* O podemos escrever f( a + hy) -f(a) = f(a + hy) -f(a). Quando h-O o segundo 'membro tende para o limitef'(a. Seja f o campo escalar definido em R' do modo seguinte: xy' J(x. Suponha- mos que a derivadaf'(a. Por tal motivo. a qual implica a continuidade e. Contudo. y) =O. y) existe para todo o 'vector. O exemplo que se apresenta a seguir descreve um campo escalar que admite derivada direccional em O segundo qualquer direção mas que não é contínuo em O.y) para um dadoy implica que logo a existência ·-· EXEMPLO. J(x)-0 quando x-O ao longo de qualquer recta passando pela origem.O encontramos j'(O. Igualmente.f( O) f(ha. limf(a + hy) =f(a) para algumy.y·)·O dej'(a.y)=-x2 + y" se x #O. Se y ~ (0.f(a) quando x-a ao longo de toda a recta que passe por a.y) existe para certo y. a função f não é contínua em O. y) ~ b'!a. Portantoj'(O.f( a) quando x-a ao longo da recta passando por a e paralela a y. Se }(a.Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 289 Admitamos o mesmo raciocínio aplicado a uma campo escalar qualquer. h. y. h ~O. Tal facto parece sugerir que fé continua em a.yi ~O. as derivadas direccionais não constituem uma extensão satisfatória do conceito unidimensional de derivada.y) existe para todas as direcçõesy. Tal significa quef(x). embora. Surpreendentemente. esta conclusão não é necessariamente verdadeira. em cada ponto da parábola x ~ y' (excepto na origem) a função f tem o valor t. b) encontramos. permite-nos generalizar os principais teoremas da derivação a uma dimensão ao caso de maior número de dimensões. Seja a ~ (0. então f(x). ao mesmo tempo. hbJ = h h ab' h'b' · f( a + hy) -f(a) h a'+ Fazendo h. f(O. . Existe uma generalização mais adequada.

Seja~ um vector tal que llvll <r. designemos por E(a.6) E( a. Esta é a fórmula de Taylor de primeira ordem para aproximar f( a + h).ll. A transformação linear Ta chama-se a dife- Nota: A diferencial Ta é uma transformação linear. para 11~11 <r. para a diferença /(a+ r). O erro na aproximação é llvll E( a. h). que é válida para llvll <r. O erro cometido é hE(a. h) = f(a + h~ - f(a) _/'(a) seh.(v) + 11•11 E(a. O) =O. uma equação que é válida também para h =O. A diferencial Lembramos que no caso unidimensional uma função f possuindo derivada em a pode ser aproximada na vizinhança de a mediante num polinómio de Taylor linear.f( a) por meio de f{a)h. uma aproximação linear. chama-se fórmula de Taylor de primeira ordem para f(a + ~). O valor T0 (v) é um número real. E(a. onde E(a. .6) obtemos a fórmula [(a+ h) =[(a)+ f'(a)h +hE(a.O. Diz-se que f é diferenciável em a se existir uma transformação de R" em R. De (8. H. r) uma n-bola contida em S.éO. Sef(a) existe.7).O quando h. definido para cada ponto v de R". De (8. e definamos E(a. Por conseguinte o erro hE(a. um termo que é de ordem inferior a 11•11 quando llrll-0. Seja fS. Fréchet em 1911 num contexto mais geral.R um campo escalar definido num conjuntoS de Rn_ Sejam a um ponto interior de S e B(a. h). v). v). 11~11-0.f(a). de modo que a+ v E B(a. v)-0 quando rencial de f em a. não um número. A equação (8. DEFINIÇÃO DE UM CAMPO ESCALAR DIFERENCIÁVEL. h).·Young em 1908 e por M. v) tal que (8. h) é de ordem inferior a h para valores pequenos de h. isto é. r).7) f(a +v) =f(a) + T. Esta propriedade de aproximação de uma função derivável por uma função linear sugere um modo de generalização do conceito de diferenciabilidade ao caso de maior número de dimensões.~) =001~11) quando llvll-0. A diferencial foi introduzida por W. T.(~).290 Cálculo 8.6) resulta que E(a. Dá-nos. h) a diferença (8. e uma função escalar E(a.

5.. onde E(a.Y· pode escrever-se como um produto escalar f'(a. A equação (8.-= (. Ynl temos y = L~=lYkek• onde resulta 8.: se a diferencial existe é única..8) é trivial se _v= O. Além disso. Gradiente de um campo escalar A fórmula do teorema 8. k=l n Demonstração.y) como numa combinação linear das componentes de .y).12. Portanto o primeiro membro tende para o mesmo limite.5. Façamos agora uso da linearidade de Ta para deduzir (8. .11) f( a+ hy).J(a)y.YII <r.9).8) T. y) =L D.. Diz-se igualmente como calcular T0 (y) para todo y em R".8).10) dá-nos (8. Com efeito. se y = (y... h Porque 11•11 ~O quando h~ O é visto que Ih I h = ± I. v) ~o quando li vil ~o. . então a derivadaf(a. Portanto (8. =Vf( a)· y.Y O. o segundo membro de (8.f(a) = T. Visto que T0 é linear. f(a. ..O. k=l n . y) é uma combinação linear das componentes de y.y) existe para todo y em R ne tem-se (8. que exprimef(a. y) =L D.10) f(a +v) =f(a) + T~(v) + Jlvll E(a.Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 291 O teorema que se segue mostra yuc. onde h* O e lhiii.9) f'(a.r.(y) =f'(a.J(a)y. o que demonstra (8. v).. O)= O. Ynl tem-se (8. Se_. v) para 11•11 <r para algum r> O. Então li vil <r. Nesta fórmula tomemos v= hy. temos T.11) tende para o limite Ta(v) quando h. . Por conseguinte podemos supor que . Se f é diferenciável em a com diferencial T0 . visto que ambos T0 ( O)= O e f( a. Visto f ser diferenciável em a ternos uma fórmula de Taylor * (8. TEOREMA 8.(y) h + lhiiiYII E(a.(v) = = T 0 (h_Y) = hT0 (y).

8. . de '1/(a) segundo o vector unitário y. Usa-se igualmente a notação gradfem vez de v/ O símbolo v lê-se "nabla". Demonstração. TEOREMA. Escrita nesta forma assemelha-se à fórmula de Taylor unidimensional com o vector gradiente v f( a) desempenhando .J(a)l :>. . . onde E(a. pelo que f é. 5. Se um campo escalar f é diferenciável em a.12) tem-se lf(a + v) - f(a)l = IVf( a)· v + 11 vil E(a.6. DJ(a).o papel da derivada f( a).continuo em a.10) ·pode agora escrever-se na forma (8. lf(a +v). v). Vf(a) Cálculo = (D. DJ(a)). FIG. De (8.. Aplicando a desigualdade triangular e a desigualdade de Cauchy-Schwarz encontramos O:>..f(a). . . A partir da fórmula de Taylor podemos facilmente provar que a diferenciabilidade implica a continuidade. Este é chamado gradiente de f O gradiente v fé um campo vectorial definido em cada ponto a em que existem as derivadas parciais DJ(a).12) f( a+ v) =f(a)+ Vf( a)· v+ 11•11 E(a. '1 f( a) ' '\ ' \ \ \ /y~ a~ ~~a~. então f é contínua em a.. IIVf(a)llllvll Isto mostra que f(a +~>~f( a) quando 11 vil~ O. Relação geométrica entre a derivada direccional e o vector gradiente.. 8..Jf é' a componente '' .292 onde vf(a) é o vector cujas componentes são as derivádas parciais de f em a. v)l. + llviiiE(a. A fórmula de Taylor de primeira ordem (8. v)~O quando 0•11 ~o. v)l.

Quando v f( a) é ortogonal a y. y. já discutida na Secção 8. y) =o. A figura 8.f(a) existem.. isto é. r) é O. Nota: Um campo escalar satisf3zendo à hipótese do teorema 8. se x::F-0. y) admite uma relação geométrica simples com o vector gradiente. ! O teorema seguinte mostra que a existência de derivadas parciais contínuas num ponto implica a diferenciabilidade nesse ponto. l íJx + íJf(x. . . 7 diz-se continuamente diferenciável em a. AdmitamOs que v/(a) O e seja O ângulo dey. No espaço bidimensional o vector gradiente escreve-se muitas veze~ "f( x.5 representa os vectores v f( a) e y aplicados no ponto a. . . Então tem-se * f'(a. _ TEOREMA 8~7. Isto mostra que a derivada direccional é a componente do vector gradiente na direcção de y. num dado ponto a o campo escalar sofre a variação máxima na direcção do vector gradiente.Y. Um contra exemplo é dado pela função f(x. y ) " - of(x. Contudo. a existência de todas estas derivadas parciais não implica necessariamente que/seja diferenciável em a.com v f( a). UMA CONDIÇÃO SUFICIENTE DE DIFERENCIABILIDADE. então todas as derivadas parciais DJ(a). z )= of(x. quando . este máximo é igual ao comprimento do vector gradiente. . Por outras palavras. y. íJy No espaço tridimensional a fórmula correspondente é "f( v x. A derivada é máxima quando cos 8 = I. Para esta função.1 O. Uma condição suficiente de diferenciabilidade Se/ é diferenciável em a. z) .. pelo que f não pode ser diferenciável em O. a derivada direccionalf(a.: Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 293 Quando . íJy J íJz 8. além disso.Y tem a mesma direcção que vf(a). z) • + íJf(x. z) k.é um vector unitário a derivada direccional f( a.y) =Vf( a)· y = IIVf(a)IIIIYII cosO= IIVf(a)ll cosO. Se as derivadas parciais DJ. íJx • + of(x. y. y) . . y) ]. mas f não é continua em O. /(0. então f é diferenciável em a. y. quer a derivada parcial D J( O) quer D..f existirem numa certa n-bola B(a) e forem contínuas em a. Y) = xy' X 2 + y.f(O) existem. D.13. D..

J(c. v).(~) apenas pode ser V/(a)·~.13) es.)u•..). Se provarmos que f(a +v). Escolhamos estes vectores de maneira que verifiquem a relação vk = "k-E + ukek. + Ãu.13) obtemos f(a + v) I Z~P f(a) = Â I D.reve-se f( a onde bk =a+ + Ãvk-1 + Ãu.)= Ãu.)}.294 Demonstração. D._.:>do podemos aplicar o teorema da média do cálculo diferencial para escrevermos (8.Vf(a) · v = Â.l ~ ~·11.f(a + Ãv. v 1 .) - f(hJ.f(a)}u. com E(a. Escrevamos agora a diferençaf(a +v)-/(a) (8.lu. T.eJ -f(a + Ãv.. v) =I {D. ._1 ) =f(h.e.f(c. v).is que v0 =O e vn = u.• ~ À v/(a). Deste m. onde ck pertence ao segmento definido pari> ke b k +. v0 =O~ Então o termo de ordem k da soma (8.f( h.l suficientemente pequeno de maneira que a+~ esteja na bola B(a) em que existem as derivadas D.13) f( a+ v). vê-se que E(a. Fazendo . k=l n onde v 0 ..14) f( h. + . en vectores unitários. . . = 11•11 E( a. vn são vectores quaisquer de Rn ta. e porque caúaderivada parcial DJé contínua ema.D.. DJ. Seja .. ficando completada a demonstração do teorema.f(a) = f(a + Ãu). o teorema está demonstrado.).f(a) =I {!(a+ ÃvJ. u =À f(a sendo .a e por isso ck-+a quando À-+Ü.lu*" k· Observe-se que bk.f(c./(a)= Vf(a) ·v+ Cálculo llvll E(a. com Uull = I.Então ~~. Visto que <•-a quandóll~ll-0.) k=l n D.f(a)}u. {D. • • • . I E(a.f(c. na forma ••• . Introduzindo (8.f. k=l n Mas v f( a) . Exprimindo u em função das suas componentes temos com ep e 1 ..lu.e. pelo que n + v) - f(a) .O._.) .f)a)u. ~)-O quando llzill. •)-O quando ~·11-0.14) em (8. Àvk-l· Os dois pontos bk e bk + Àukek diferem unicamente nas compo- nentes de ordem k.

z)ll. y.j + 2k. Traçar um gráfico mostrando o conjunto de todos os pontos (x.y. z). provar que fé constante em B(a). z) = xi + yj + zk e r(x. z) = llr{x.· 6. Determinar os valores das cOnstantes a. Yn e para todo x em B(a). y. z) = 2. (a) f é contínua em a.3z2 ). 2) e calcular a derivada direccional na dirccção do ponto {4. (a) Se 'Vf(x) =O para todo x em B(a}. .y..diferencial em campos escalares e vectoriais 295 Exercícios 1. R 11 e a é um ponto interior de S.Jgradg g2 . y) para os quaisj(a.log (x 2 + 2y2 .as derivadas parciais de primeira ordem de f existem numa vizinhança ·de a e são contínuas em a:· .y.das direccionais dos seguintes campos escalares nos pontos e segundo as direcções indicadas. em todos os pontos para os qums g *O.2 na direcção do ponto ( 1. z) = = ax)l + byz + cz 2 x 3 no ponto (I.y). {Sugestão: Utilizar o Exercício 7(d). 9.yZ + 2z2 • (b) j(x. Considerem-se as seis proposições seguintes relativas a um campo escalar f S-.y) existe para todo y em R 11 • (d). (b) Sef(. Todas .y.y) =O para n vectores independentesy 1 .l (c} Será válida a fórmula da alínea (b) quando n for um inteiro negativo ou zero? (d) Determinar um campo escalar /tal que 'V/= r. I. (c) . Determinar o vector gradiente em cada ponto em que exista para os campos escalares defi- nidos pelas equações seguintes: (a) f(x. Sejam/ e g campos escalares diferenciáveis num conjunto aberto S. Um campo escalar diferenciável f tem. Em R 3 consideremos r{x.h• . Supor que f é diferenciável em cada ponto de uma n-bola B(a). O) na direcção de i . (b) grad (f+ g) = gradf + grad g. (b) Demonstrar que 'V(r 11 } = nr". (d) grad (jg) ~ grad g + g grad f. Calcular ainda 'Vf(a). z).r em B(a). y. provar-que 'Vf( a)~ O. admita-se que j'(a.. (c) grad (cf) =c gradfse c for constante. Demonstrar as seguintes propriedades do gradiente: (a) grad/= OseféconstanteemS.y) 7 e"cosy. z) = x•'. y. 7.2 r se n é um inteiro positivo.x' + y 2 scn(xy). onde _r= 2í + 3j e z =i+ j. 8. xi + yj) = 6. z) .x 2 .y..x'j'z'. Sej'(x.·y)= 1 e f' (a. derivada di receio na! + 2 na direcçàü do ponto (2. . no ponto (I. I) na direcção de 2i +i.r) ""f(a) para todo . Calcular as deriv3. z} é um vector unitário na direcção de r(x. -1) tenha o valor máximo 64 na direcção parabola ao eixo oz. Supor que fé diferenciável em cada ponto de uma n-bola B(a). 2). y. (e) j(x. 2. 3. (b) f é diferenciável em a.k. onde S s. provar que fé constante·em B(a).f(a. 10. y) e as direcções segundo as quais a derivada direccional de f(x. (e) grad g (f) = ·g gradf. Determinar o vcctor gradiente em (I. (a) Demonstrar que ~r(x. 11. I. y. 2. 4. Dado um campo escalar diferenciável num ponto a de R2 . y) = 3x 2 + Y tem o máximo valor possível. 2) e . b e c tais que a derivada direccional def(x. z). z) = x' + 2y' + 3z' em (I. z) = (xly)• em (I. (d) f(x. R. (a) f(x.. 6). (c) f(x. y) está restringido aos pontos do círculo x 2 + y 2 := I. se (x. (b)f(x. Determinar os pontos (x. (f) j(x. I). 5.y.

. Generalização da regra de derivação de funções compostas para derivadas de campos escalares N:. Por exemplo.296 (e) 'Vf(a) ~O. a regra de derivação de uma função composta permite-nos calcular a derivada de g(t) ~ j[r(t)l pela fórmula g'(t) =J'[r(t)]· r'(t).. (f) f(x) ~ llx. marcar com T o quadrado correspon· te se a proposição da linha (x) implica sempre a posição da coluna (y)..t teoria de derivação a uma dimensãO.a 11 para todo x em R•.... Por exemplo. A seguint< generalização da regra de derivação da função composta já conhecida. É fácil enumerar exemplos práticos nos quais se verifique a composição de um campo escalar com um campo vectorial.. suponhamos que f(x) mede a temperatura num· ponto x de um sólido no 3-espaço. Vainos em seguida obter uma extensão da fórmula quando f se substitui por um campo escalar definido num conjunto do espaço n-dimensional _e r é substituída por uma função vectorial de uma variável real cujos valores pertencem ao domíniô de f Posteriormente generalizaremos a fórmula de modo a cobrir as hipóteses em que tanto f como r são campos vectoriais. Se a curva é dada por uma função ·vectorial r definida no intervalo [a. a b c d e f ------1a T ------1b T c T ------1d T . . podemos introduzir uma nova funçãp g media:ôte a f<?rmula g(t) = f[r(t)] se astsb.. Cálculo Numa tabela semelhante à representada aqui.1 e T ------1~ f T 8. e que pretendemos saber como a temperatura varia quando o ponto x se desloca ao longo da curva C definida no sólido. permite-nos calcular a derivada g'(t) sem determinar explicitamente g(t). A diagonal principal já foi marcada.. se (a) implica sempre (b) escrever T no segundo quadrado da primeira linha. Esta função composta g exprime a temperatura como uma função do parâmetro t e a sua derivada g'(t) mede a variação da temperatura ao longo da curva.. bl.15..

com a= r(t).y). f !~ onde <r (I) e f3 (t) são ·os ângulos definidos por T(l) e pelos semi-eixos positivos OX e OY. Observe-se que l\" y. e seja .Jma curva C..15). mas suficientemente \/ pequeno para que r(t +h) esteja em B(a). a derivada r' é o vector velocidade (tangente à curva) e a derivada g' em (8. Tomemos h* O. ii g =for por Sejam f um campo escalar definido num conjunto aberto-s de Rn e r ~t~T uma funçao vectorial que aplica um intervalo J de R 1 em S._ . T(t) chama-se a derivada direccional de f ao longo da curva C ou na direcção de C. E a.r(t) h + llr(t + h) h r(t)ll . (8. Para uma curva plana podemos escrever T(t) = cos o:(t) i+ cos {J(t)j.15) g'(t) =Vf( a)· r'(t). . l' Aplicando a fórmula de Taylor de primeira ordem para f temos )i. y). Façamos a g(t g(t) = /[r(t + h)] - /[r(l)] =f(a + y) - f(a). ~? ::. . ( ) Fazendo h-O obtemos (8.. Defina-se a função composta g(t) = /[r(t)] ~. Sé aberto existe uma n-bola + h) - Demonstração.O.~_:·'. se tEJ.O. com t um ponto de J no qual r '(t) existe.f[r(t)] cos {J(t)._ ~(Seja I um ponto de J no qual r '(t) existe e admita-se que f é diferenciável em r(t). Porque B(a) situada em S. supondo que r'. EXEMPLO I. Derivada direccional ao longo de uma Curva. Quando a função r descreve .TEORE~A 8.15) é a derivada de f relativamente ao vector velocidade. r(t +h)..8. f( a + y) -f(a) = Vf( a)· y = + IIYII E(a.Oquando II. a derivada direccional de f ao longo de C vem Vf[r(t)]· T(t) = D. = rt()..YII. r(t a + h).o quando h -o.r(l).y . d!lorooo<o/ om wmJX" "co/oroo ' "='"" "" ~f. Então g'(t) existe e é igual ao produto escalar ·r~' ~. Se T(t) é um vector unitário na direcção de r'(t) (T é o vector unitário tangente). t.::. Visto que y g(t r(t + h)h g(t) =Vf( ) .J[r(t)] cos o:(t) + D. + h) -r(I) temos onde E(a.. Temos agora y..Y =. o produto escalar Llf[r(t)l.~0§/wlo -~"' .

2) tem-se Llf(l. Resolução·. Sejam f um campo escalar não constante. (1. admitindo uma tangente em cada um dos seus pontos.cos~ of + -cos {J. Pela regra de derivação da função composta temos g·(l) = = Ll}lr(t)]·r·(t). de maneira abreviada of Vf· T = . (a) O vcctor gradiente LI/ é normal a C.[L EXEMPLO 3. consideremos qualquer curva plana r com uma equação vectorial da forma r(t) ~ X(t)i + Y(t)j e introduzamos a função g(t) = }lr(t)l. inverterá o sentido da derivada direccional. Uma mudança na representação poderá inverter o sentido de T. a derivada direCcional de . 2). Resolução. y) = of i+ ofj = (2x. Para demonstrar (a). 8. 2). Este produto é·nulo se Ll/fôr perpendicular a T e tem o seu máximo· valor se !'J. r·(l) = i+ + (2t.4i. Deste modo. Se T é um· vector unitário tangente a C. Aplicações geométricas. EXEMPLO 2. Quando r= C. Provar que f possui as seguintes propriedades em cada ponto de C.I )j e r'( I) =i+ j.3y)i.f ao longo de C é o produto escalar J. T(l) = . ax oy No ponto.x + 2 no ponto (l. Visto que a derivada direccional ao longo de C é definida por intermédio de T.3j.298 Cá leu/á Esta fórmula escreve-se. oy ax Alguns autores escrevem dflds para a derivada direccional tlfT. Deste modo. e c uma constante. y) = x' ao longo da parábola y = x'. Uma vez que g·= Llfr.7/.3xj. mas isso. Conjuntos de nível. y) =c define uma curva C. ambas as proposições (b) e (c) são consequências de (a). Planos tangentes. r( I)= i+ 2j. (b) A derivada direccional de f ao longo de C é zero. Num ponto arbitrário (x. Admitamos que a equação cartesianaj{x. por sua vez.t + 2)j.fT.j fôr paralelo a T. A parábola define-se parametricamente pela equação vectorial r(l) = ti+ (1 2 . a função g tem o valor constante c pelo que g·(t) =O se r(l) E C. Para esta representação de C o vector tangente unitária T(l) ~(i+ j)i/2ê a derivada direccional pretendida é Ll/(1. diferenciável em todo o plano. Determinar a derivada direccional do campo escalarf(x. Seja f um campo escalar ddinido num cnn_junto S de . isto mostra que LI/é perpendicular a r· em C. y) o vector gradiente é ~ 3xy Vf(x. muitas vezes. (c) A derivada direccional de f tem o seu valor máximo na direcção normal a C. 2) = . o seu valor depende da representação paramétrica escolhida para C.16. A regra de derivaçlo da função composta pode-utilizar-se para deduzir propriedades geométricas do vector gradiente. logo LI/ é normal a C.

Aquelas são as chamadas linhas de fluxo.cas. 'f!J Vf ~~ . Na figura 8. como se mostra nan figura 8. Como se mostrou no Exemplo 3 da secção anterior. ·por exemplo /(x) =c.. e consideremos uma curva r situada na superficie _e passando por a. diferenciável num conjunto aberto S de R\ e examinemos uma das suas superficies de nível. O vector gradiente . O fluxo de calor faz-se na direcção da variação mais rápida da temp~ratura. por outras palavras. esta direcção é normal às isotérm. Famílias de conjuntos de nível aparecem em muitas aplicações físicas. 8. Consideremos agora um campo escalar f.. em R3 diz-se uma superfície de nível.7. O vector gradiente t1f é normal a cada curva r na superfície de nível J(x. Vamos demonstrar que o vector gradiente Lij(a) é normal a esta curva em a. As curvas a tracejado são isotérmicas:f(x.y) as curvas de nível def(cu.i. .·. __. ou. se f(x.1findica · a direcção das linhas de fluxo. pelo que L(c) = {x I x E S e f(x) = c}. y) representa a temperatura em (x. Representemos este conjunto porL(c). são as trajectórias ortogonais às isotérmicas. -a. numa folha plana delgada o fluxo de calor fazse ao longo da família de curvas orto!ionais às isotérmicas ..Vas de temperatura constante) chamam-se isotérmicas.. Logo. 8. Com este objectivo admitimos que é representada parametri- ..7.6..6 estão representadas essas linhas.Cálculo diferencial em campos .escalares· e vectoriais 299 R• e consideremos aqueles pontos x ae S para os quais/(x) toma um valor constante.:. y. O conjunto L(c) chama-se um conjunto de nível de f Em R'\ L(c) diz-se uma curva de nível. y) =c.. . vamos demonstrar que 11/(a) é perpendicular ao v~ctor tangente a r em a.-. L(c). Seja a um ponto desta superfície. Por exemplo. FIG.. - .' I !"' 'supafície de ní"d L(c) isotérmicas FI_G. z) =c.

Se !!. Por outras palavras.J. escolhendo 11 de tal maneira que g(t. 8JL O vector gradiente d. o gradiente de f em a. a regra de derivação da função composta estabelece que g'(t) = Vf[r(t)]· r'(t). y. definida em certo intervalo J de R'. à equação. Em particular. temos g'(t) ~O em J. Este é o plano tanJ(ente à superfície do nível L(c) em ..) ~a-encontramos que VJ(a) · r'(t1) =O. Tomemos agora uma família de curvas na superfície de nível L(c). ..8)./(a). a função r satisfaz.em J./(a) não é um vector nulo.f(a) é normal a este plano.) como se afirmara. z) ~ c. os vectores tangentes de todas estas curvas são perpendiculares ao vector gradiente !!. e o gradiente !J. f(r(t)] = para todo t . Se g(l) ~ flr(t)l para 1 em J.j.(c) FIG. (Ver figura 8.. é perpendicular ao vector tangente r '(t. pasando todas pelo ponto a. aqueles vectores tangentes definem um plano. camente por uma função vectorial derivavel r. um\ plano tangente Cálculo sup~rfícic de ni\·cl /.f é normal ao plano tangente à superfície de nível J(x. Visto que g é constante em J. De acordo coi\l a discussão precedente.300 . Uma vez que r está situada na superfície de nível L(c)..

exprimir a segunda derivida FN(l) em função das derivadas de f. a e tlj(a) por intermédio das suas componentes.y) = x 2 + y'.a) = O. X e Y.f(a)(y. onde af/ax e af/ay são calculadas em [X(t). ~= D. Y(l)]. No exemplo 3 da Secção anterior provámos que o vector gradiente tlj(a).x 1) + D. z).17. y.j(a)(y - y. z. Y(t)' = e-•. é perpendicular ao vector tangente à curva em a. (b) De uma maneira análoga.f(a)k. (b)f(x.y) = log [(I+ e"')/(1 + e•')]. ·Para obtermos a equação cartesiana deste plano exprimimos x. . com vector normal N. 2. Exercícios I. Neste exercício deve pressupor-se a existência e cpntinu_idade de todas as derivadas que se considerem.. Y'(t).. Y(t)]. X(t) =cosi.{ ~ D. X(t) =e. As equações u = f(x. Y(t)]. Recorda-se que as derivadas parciais na fórmula da alínea (a) são funções compostas dadas por .). 8. obtemos a equação cartesiana D.) é a recta de equação cartesiana D. y. X(t) = t. Para os campos escalares definidos em R2 é válida uma discussão análoga.f(a)j + D. y.) + D3 f(a)(z.y) = <!"' cos (xy').. calcular F'(t) e FN(t) em função de t para cada um dos seguintes éasos particulares: (a) f(x. Y(t) =:sen I. seja u=F(t).xJ + D.Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 301 Sabemos do Volume I que um plano tangente passando por a. x = X(t). e Vj(a) = D. Y(t) = t'. (c) f(x.j(a)(x. a= (x.· . Tendo em conta o Exercício I.z1) = O. Deste modo. Portanto a tangente à curva de nível L(c) num ponto a= (x. é formado por todos os pontos x de R' verificando N · (x . y = Y(t) definem u como função de t.f[X(t).f[X(t). (a) Aplicar a regra de derivação da função composta para provar que F'(t) = iifx'(t) ax + ay iif. num ponto a de uma curva de nível.j(a)i + D.j(a)(x . y).y 1) =O. Escrevendo x = (x. o plano tangente à superfície de nível L (c) em a será formado por todos os pontos de R' satisfazendo a VJ(a) ·(x-a)= O.

y 0 . válida. y) um plano tangente na origem !Sugestão: Considerar a secção feita na superfície pelo plano x = y. e provar que os vectores . então as duas rectas z = YoX.'l'(r1 +r. z) é sempre paralelo a xi + yj + zk. mostrar que f deve tomar valores iguais nos pontos (O. Se . z) normal à superfície z ~ .z2 = 25 e x 2 + J? =: z 2• 4.jx2 + y' + (x' + y')h num ponto qualquer (x. z). (b) f(x. z) = Jx. O. y) de uma elipse aos focos.302 Cálculo 3. y) ~ v'lxYI(a) Verificar que ilf/Ox e. z0 ) e pertencem à superfície. y.cias satisfazem) implica a relação T. Determinar uma constante c tal que em qualquer ponto da interseccão de duas esferas (x . 2.. z) da superfície.c)2 7. onde T é o vector tangente ~nitária à curva. 12. y. 5) ao longo da curva de intersecção de duas superfícies 2x2 + 2yl. 8.z 2 em (3. 9.2 num ponto geral da superfície x 1 + y + z 1 = 4 na direcção da normal exterior no referido ponto. (c) j(x. a saber u = U(x.1f(x.ecção da normal exterior à esfera x 1 + y 1 + + z 1 = 9.a\. Interpretar este resultado geometricamente e com ele demonstrar que a tangente faz ângulos iguais com as rectas unindo (x. y). y0 .= a 3 rium ponto qualquer {x0 . z0 ) contém aquelas duas rectas. 4. .y). Verificar que o plano tangente a esta superfície no ponto (x0 .)~O. . mostrar que a equação i 1 +r~= constaÓte (a que essas distfu. l) na dir.}.l Se (x0 . y) e . z0 ) é um ponto da supeffície z = xy. Em cada alínea. 11. Determinar a equação cartesiana do plano t~ngente à superfície xyz. y.(0. Mostrar que o volume do tetraedro limitado por este plano e os três planos coordenados é 9 al /2. 6. z) =I=. a) e (O. 10. z) e o semi-eixo positivo OZ c determinar o limite de cose quando (x. As duas equações eu cos v= x e eu sen v= y dçfinem u e v como funções de x e y.1. {b) Determinar o cosseno do ângulo O entre V(x. y = Yo e z = Xo)'. z0 ). y. O. para x >O. y 0 .2. y). y) aos focos. y) são perpendiculares em cada ponto (x. 1).5y + 2z em (2. y. y.1 U(x. Se r 1 e r2 representam as distâncias de um ponto (x. z) = x 2 . Sejaf(x.. y) e v= V(x. O.1 V(x. (b) Admitirá a superfície z = f(x. y0 . Determinar fórmulas explicitas para U(x. y) e V(x.(0. (a) Determinar um vector V(x. {x. O)_ S. y. 0). y. calcuhir a derivada direccional de l para os pontos e direcções que se indicam: (a) f(x.y.I)' + z2 ~ I os correspondentes planos tangentes sejam perpendiculares entre si. + y 2 + z2 = 3 e x2 + (y . z) = x 2 + }. Determinar um par de equações cartesianas lineares para a recta que é tangente a ambas as superfíciesx 2 +Y+2z 2 =4ez=ex-Ynoponto{1. O. x = X 0 intersectam-se em (x0 .af!ily são ambas nulas na origem.

y)e•• 1. =(Vf. Vfm(a) · y).fm) e se y = (y.VJ. . tem-se m Ta(Y) = "L.16) f( a+ v)= f( a)+ Ta( v)+ 1 vil E(a.17) Ta(Y) = f'(a.16) é válida para todo v.../k(a)·.( a)· y. .y). . O termo E(a.y) existe para cada k = I.Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 8.r) TEOREMA 8. ot=l . .). <. y.O.O quando v. v) é um vector em R'"....(a.f. A derivadaf'(a. . definimos a derivada](a. Observemos que a derivada f~ a.y) = (f{(a. Designemos por fk a componente de ordem k de f.y) é um vector de Rm..(a) · ye... Se a é um ponto interior de S e se y é um vector qualquer de R•.:=1 m em que ek é o vector coordenado unitário de ordem k. . 2. em cujo caso se tem f'(a..y) pela fórmula f'(a. v).. A fórmula de Taylor de primeira ordem (8. y) existe se e só se fi(a.9.y)) = L. Sejaf:S-Rm um campo vectorial definido num subconjunto S de R•.1.f(a) por y. Para os campos escalares demonstrou-se que Ta é o produto escalar do vector gradiente t:. ..n(a. com li vil< r para algum r> O.Além disso. . m.r.f(a) • h _ sempre que tal limite exista.. A transformação linear Ta chama-se a diferencial total ou simplesmente diferencial de f em a.18. Dizemos que f é diferenciável num ponto interior a se existir uma transfqrmação c linear tal que (8. Para campos vectoriais provaremos que T0 (y) é um vector cuja componente de ordem k é o produto escalar . . y). . Derivadas de campos vectoriais 303 A teoria da derivação para campos vectoriais é uma extensão directa da mesma teoria para campos escalares. v). y) existe para todo a em Rn e tem-se (8. Se f é diferenciável em a com diferencial Ta então a derivada ](a. se f= (f.y) = limf(a h-o + hy). . com E(a.

18) do teorema 8.y) =Í J.!9) . Para demonstrar (8.(a.y)e• k=l =Í Vf.< O. como um produto matricial T. v)= hTa(Y) + JhJJJyll E(a. onde E(a. temos · · f(a + hy). Para calcular as. v).18) basta observar que f'(a.(a) A matriz jacobiana Df(a) fica definida em cada ponto em que existam as mn derivadas parciais Djf. Ela é semelhante à fórmula de Taylor unidimensional.(a) Df(a) ~ D. sendo Df(a) a matriz m X n cuja linha k é t'J. Dividindo por h e fazendo h~ O obtemos (8.y)~ O e Ta(O) ~O. Raciocinamos como no caso escalar.(a) Dnf.J. k=l A equação (8.9.J. Assim tem-se D. A derivada f\ a) é uma transformação linear. A fórmula de Taylor de primeira ordem toma a forma (8. O seu elemento kj é a derivada parcial D J. v).f(a+ v)= f( a)+ f'(a)(v) + Jvll E( a. Consequentemente podemos admitir que y.10.(a) e em quey é considerado como uma matriz coluna n x I.304 Cálculo Demonstração.(y) = Df(a)y.f(a). A matriz Df(a) chama-se a matriz jacobiana de f em a. 8. A diferenciabilidade implica a continuidade TEOREMA 8. A diferencial Ta representa-se também por [la). o jacobiano Df(a) é uma representação matricial desta transformação.= T0 (hy) + llhyll E(a. Tomando v~ hy na fórmula de Taylor.(a). .f.(a) .19.J1 (a) D.18) pode também escrever-se. Se um campo vectorialf é diferenciável em a.17). v)~ O quando v~ O.(a) · ye•. Sey~ O. entãof(a.J1 (a) D. componentes do vector f(a)(v) podemos usar o produto matricial Df(a)v ou a fórmula (8. de uma maneira mais simples.(a) Dnf. então f é contínuo em a .

. Da definição de h resulta (8. f onde Ef. Então h é diferenciável em a .:·. sendo v= g(a +_v).<endo a diferencial h'(a) dada por h'(a) =f'(b) o g'(a). 18) juntamente com a desigualdade triangular .. k=l Para sua demonstração utilizamos (8. recorremos à fórmula de Taylor para de- f~ A parte linear F(a)(v) tende igualmente para O.22) v= g'(a)(y) + IIYII E.y)..: Mf.(a)' v e..diferencial g'(a).. Se fizermos v~ O em (8.g(a). 19) o termo de erro 11 ••li E(a. Demonstração.(a)JIIIvJJ.· 305 ~~ monstra r este teorema. e o teorema está demonstrado.< lineares FI h) e g'(a).. Consideremos a diferença h(a +_v).a) "' =I llvf. Demonstração. A fórmulll de Taylor aplicada a g(a +_v) dá-nos (8.20. y) ~ O quando y ~ O · A fórmula de Taylor relativa af(b + v) dá-nos (8. -Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais .(a).(a)ll. onde Mf.I'Vf. I 1.llvJ.. Ao chegar a este ponto é conveniente derivar uma desigualdade útil para a demons- tração da regra de derivação composta que apresentamos a seguiL A desigualdade diz respeito ao campo vectorialf.20) 11/'(a)(v)ll :::. Admita-se_ que g seja di(erencidvel em a. v).(a.~.h(a) para valores pequenos de llyll e demonstremos que se obtém uma fórmula de Taylor de primeira ordem. ~. Generalização da regra de derivação da função composta para derivadas de campos vectoriais TEOREMA 8.o c. Como no caso escalar.~. onde Eg(a...22) em (823) obtemos t . com .b. Sejam f e 'g campos vectoriais tais que a função composta h= f .a) 11•11 . Introduzindo (8. com diferencial F(b).21) h(a + y) - h(a) = f[g(a + y)] - f[g(a)] = f(b + v) -f(h).23) f(b +v) -f(b) =f'(b)(v) v)~ + 11•11 Ep. 8. porque as transformações lineares são contínuas em O. e a desigualdade de Cauchy-Schwarz obtendo llf'(a)(v)ll = 11 J.'-"· ~T l·:"c !.-·. esteja definida numa vizinhança do ponto a.~O. Seja b = g(a) e admita-se que f é diferenciável em b.. O quando . composição das transformaçõe.vf. vi :::. v)~ O._ . diferenciável em a: ela estabelece que (8._ j. 11 :::.

8. Df(b) e Dg(a). y)) + li vil Ejh.22) é (8. por(8. Isto demonstra que h é diferenciável em a e que a diferencial h'(a) é igual à composiçãof'(h) o g'(a).25) o factor Ej(b. Suponhamos que a E RP.24) f( h+ v).~). da regra de derivação da junção composta. O cociente 11•11/IIYII permanece limitado porque. Então h(a) E Rm e podemos escrever . h ~g(a) E R• e f(b) E Rm. onde E(a.306 (8. ' 11•11 + IIYII E/h.O porque Eg(a. temos 11•11:::. v) se y T" O. y. Esta é a forma matricial. Assim.O.O quando y.y).f( h)= f'(h)g'(a)(y) CálcuiG + f'(h)(IIYII Eg(a.y)ll.O ·porque •. y). No segundo termo do segundo membro de (8. Pode também ·escrever-se como um conjunto de equações escalar~s expressando cada matriz em função dos seus elementos. ónde h = g(a).r(b) e g'(a) respectivamente. A regra de derivação para a composição indicada estabelece que h'(a) = f'(h)o g'(a).O. onde E(a. onde g é diferenciável em a e f é diferenciável em h ~ g(a). (8.25) tende para O quandoy.24) e (8. as quais representam as transformações lineares h'(a).26) Dh(a) = Df(h) Dg(a). de (8. obtemos (8. y) =f (h)(Eg(a.O e as transformações lineares são contínuas em O.O quando y.~ Oe E(a. O primeiro termo do segundo membro de (8.21.y). y)-+ O quando y. Portanto ambos os termos do segundo membro de (8.o. v).y).h(a) =f'(h)g'(a)(y) + IIYII E(a. Forma matricial da regra de derivação para a composição Seja h ~f o g. Porque a composição de' transformações lin·eares corresponde à multiplicação dos correspondentes matrizes.21) obtemos a fórmula de Taylor h(a + y). v) =f'(h)g'(a)(y) + IIYII E(a.25) tendem para O quando pelo que E(a. y)) Para completar a demonstração necessitamos provar que E(a. Mg(a) IIYII + IIYIIIIEg(a. Podemos exprimir a regra por meio das matrizes jacobianas Dh(a).O.25) O).20).O.O quando y.

Na notação (8. t)..(s.(g.J.' A equação matricial (8. Nesta hipótese obtinha-se n unicamente uma equação. as ax as ay as ah at ax at ê!y -=--+--ar ax at ay ê!t . · O caso particular p ~ I já foi considerado na Secção 8. Ponhamos a~ (s. k=l para i= 1. t) D..(bJG:. t) = DJ(x. Df(b) é m X n e Dg(a) é n x p. · · Estas equações exprimem as derivadas parciais das componentes de h.(h. · · · • gn). p. • • · .. k=l Consideremos agora p ~ 2 e n ~ 2.26) é equivalente às mp equações escalares.(b)D 1g. uma para cada uma das derivadas parciais de h: n D1h(a) = 2. t) = 1 + DJ(x.(a).(a).y) D. t).h(s.. em função das · derivadas parciais das componentes de f e 9· EXEMPLO L Extensão da regra de derivação para campos escalares..([. 307 f . 2. .y) D..y) D1g 2(s. A matriz Dh(a) é m X p.D.(s. .. . y). h'(a) = 2. definidas por Dh(a) = [D 1 h. . m e j=1.g. t). . Então h é também um campo escalar e existem p equações ~a regra da derivação. y = g. A regra de derivação das funções compostas dá-nos um par de equações para as derivadas parciais de h: D1h(s. t). k=l para j = 1.D.:. a este par de equações pode dar-se a forma ah aj ax aj ay -=--+--.1 S. DJ(b)g~(a).plwlo · >1( d<loro~lo/ om oom"' oxoloro• ' "''"'""_ g .(a) = 2.27) a.J..f(b)D 1 g.p.2. . . I) e b ~· (x. Admitamos que f é um campo escalar (m ~ I). n D 1h. t) + DJ(x. Então as com- ponentes x e y estão relacionadas com s e t pelas equações x = g 1 (s. Df(b) = [D.. '. hm) · . . . 2.g1 (s. • • • Jm)' h .y) D.g (s.(a)J~. DJ(x.....

28) e derivamos relativamente a O.a e .29) . Servimo-nos da regra de derivação da função composta tal como está expressa em (8. Derivadas parciais de segunda ordem. . Existem dois termos no se- gundo membro.ofo(scne) _ rscnO. Exprimir as derivadas parciais a<piar e o<p!ae em função das derivadas p·arciais af!ax Resolução.J(r cos O. escrevendo (r.27) obtemos (8.constante. rsen 8). Obtemos assim (8. e) em vei de (s. apax e apay são dadas por funções compostas OX aj = D.. Cálculo EXEMPLO 2. 1) e 'I' em vez de h. Substituindo estas fórmulas em (8. EXEMPLO . f=rsenf:J dão-nos -=cosO ox or ' -=senO. sendo f(x. r senO) e ·o f= ay D. As equações x=rcosO.E_(of) ae'.f(r cose. · ax ao ao ax} oy . eapay. Se definimos coordenadas polares r e O por x =r cos O e y =r sen 8. a'rp = _.3. A temperatura de uma placa delgada é representada por um campo escalar f. Coordenadas polares.devemos ter presente que. cada um dos quais deve derivar-se como um produto. ax ao ax oy ao ay} ~· Para calcularmos as derivadas de apax e apay relativamente . Continuar o Exemplo 2.-rcoseaf. ao orp ao i!J ax ay = ao rcos O.308 .27). como funções de r e e. of oy · Estas são as expressões pedidas para a<pl ar e a<p/ ao. r scn O). y) a temperatura em (x. (o[\+ rofo(cosO) + rcose.rsenO aj + rcose. a temperatura vem dada como uma função de r e O definida por rp(r. ao ae oy = .(o[\. considerando r como uma . y).E_. exprimindo a derivada parcial a'<p!ae' em função das derivadas parciais de f Resolução. 8) =f(rcos 8.E. Començamos com a fórmula de atp!ae dada em (8. i!J i!f ar ax ay -= -r-senO+r-cose.rscn·o.(of). ay ar ox -=-rsenO.E.28) - i!rp = -cos fJ + -scnfJ.

y) explicitamente em função de x e y e calcular aj! ax e ajl ay directaniente de f 2.f)ax + a(D. ondef(x.a'f o'f ao• ax ax' ay ax aJ . encontramos . (a) Mostrar que ay = F [g(x. ajlay. e i!'cpf(i!O i!r) são pedidas no Exercício 5 da Secção 8. substituindo f por Dj para obtermos 1_(aj) ao ax a (aj) ao ay = a(D.r cos ( ja1 + r . I. nX!at.[. y) ~ Flg(x. e-. Apliquemos de novo (8. v~= (x + y)/2 muda f(u. . 3. digamos u ~ F(s.. aY!at. ay ax ay ay' Esta é a fórmula pretendida para a'<ptae'.r . 8.. A substituição u ~ (x . t). (b) Se a'fi(ax ay) ~ a'jt(ayax).::.sen.29) obtemos a•cp = . Quando estas expressões se introduzem em-(8. y = Y(s. y)] ay • aJ . x = X(s. Nestes exercícios pressupomos a diferenciabilidade de toda~ as funções que neles se consi- . do com a regra para a derivação de funções compostas. g(x.r sen (} cos e-. Calcular iJf/ ax e a/1 ay reco.f) ax a(D. utilizando (8.=---+---=--(-rsenO)+-(rcosO). él'cpf(ar ao). (a) Usar uma forma adequada da regra de deriVação da função composta para exprimir as derivadas parciais aFias eaF!at em função de ofiax. y).27) com f substituido por D. Fórmulas análogas para as derivadas parciais a•cpfar•. Aplicar de maneira adequada a regra de derivação da função composta para expressar-as derivadas parciais oFI Jx e JFI Jy em runção das deriVadas parciais a/1 ap.r)/2.27). as suas derivadas relativamente a O têm que determinar-se de acor. sen (} cos (} . Exercícios ~=.r sen e. y).i !Fi:· Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 309 ~{.rrendo às fórmulas da alínea {a). aY!as.22. . y).22.j) ay a'j ax ao ay ao ax ay a'j . v) em F(x. aX!as.f)ay = a'j (-r senO)+ a'j (r cosO). determinar f(x. e af/ Jv. y) = cos (x2 + y 2 ). Comprovar o resultado. y)l.Por conseguinte..+ r cos e. ay' Analogamente. t) definem u com uma função de se/. mostrar que ..y) transforma F(t) emf(x. ag (b) Considerar o caso particular F(t) = esen 1 . a'f . As equações u = f(x. t). o'f . A substituição t ~ g(x. ax ao ay ao ax' ay ax a(D.

t) delmem u como uma função de r. onde R = (g. s.r) = /lg-(~)1. y = Y(r.t)=r 2 -s2 . 1). x = X{r. Usar uma forma adequada da regra de derivação de função composta para exprimir as derivadas parciais aFiar.. 1). Y(s. s. Y(r. onde x =r cos 8 e y = r sen 8. x ~ X(s. zfé a nlati-iz id"entidàde de ordem 3.+ s + t.(a). Y(r._ Y(s. t) =r . a matriz jacobiana Df(x. Seja h(. I) ~si. t) ~ 2sl. t) =r. Y(r. 1) ~ (s + 1)/2 5. s. y. I)~ s . X. 10. 1) ~ 1. t). X. z). Usar a regra de derivação da função composta para provar que o gradiente de h pode exprimir-se como uma combinação linear dos vectores gradienies das componentes de g.s. (c) Determinar todos os campos vCctoriais diferenciáveis f R 3 . y) em rp(r. y). do modo seguinte: Vh(a) ~ i k=l D•f(b)Vg. 1) ~ r 2 + s 2 + 12 • (c) X(r.1)/2. (b) X(s. t) = 2r + s . t). A introdução de coordenadas polares transforma f(x. (a) Se f(x. (b)X(r.. 12.s.Xe Y. 1) ~si. t) ~ s +I. I).12 . 11.s. Y e Z. x ~ X(r. Usar uma forma adequada da regra de derivação da função composta para exprimir _as derivadas parciais aFI as.t 2 . 1) definem u como uma função de r. y ~ Y(r. 13. provar que. t. Y(r. 1) e z ~ Z(r. t) ~ s 2 + 12 . 1) ~r + s + I. Resolver o Exercício 10 em cada um dos seguinles casos particulares (a) X(r. s. s e t. Resolver o Exerâio 6 em cada um dos seguintes casos particulares: (a) X(r. z ~ Z(s. y. Z(r. 9. a saber u = F(r. s. Y(s. s. se t. u = F(r. 7.. Resolver o Exercéio 8 em cada um dos seguintes casos particulares (a) X(s. Usar uma forma apropriada da regra de deriv~ção da função composta para exprimir as derivadas parciais aFiar. s. As equações u ~ f(x. Z(s. (b) Determinar todos os campos vectoriais diferenciáveis f R. I) definem u como uma função de s. e 1 é um campo escalar ~iferenciável em b = g (a)..2s + 31. s.t)=r2 -s2 +·t 2 • 8.l)=r 2 +s2 +t 2 . 1) ~ (s . s. Y eZ.t. (b) X(r. u = F(s. s. I) ~ r/s. As equações u ~ f(x.. t). s. aFias e aF!at em função das derivadas parciais de f. .R3 p·aia os quais a matriz jacobiana Df(x. Y(s. I) ~r + s. As equações u = f(x. 1) ~ s/1.310 Cálculo (c) Determinar fórmulas análogas para as derivadas parciais à 2 FI(asat) e a2 Fiat 2 • 4. Exprimir as derivadas parciais de segunda ordem J1 tp/ ar\ J 2tpl(ar aO) e à2 qJ/ (aO ar) em termos das derivadas parciais de f Podem utilizar-se as fórmulas estabelecidas no Exemplo da Secção 8. (b) X(s. 1) ~·s/1. }'.. s. Resolver o Exercício 3 em cada um dos seguintes cas9s particulares: (a) X(s. Z(r..21. g 11 ) é um campo vectorial diferenciável em a. R1 para os quais a matriz . 8). Z(s. aFtas e iJFIJt em função das derivadas parciais de f. Y(r. s. y ~ Y(s. z) = xi + }j + zk. s. I) ~si. t) ~ s 2 . 1) ~ s + I. 6. (c) X(s. Y(s. s. z) é a matriz·identidade de ordem 3. y. aFI iJt em função das derivadas parciais de f.1. z).. y. s. 3 .. . t).

v. q(y). onde p. (c) Calcular a matriz jacobiana Dh(u. w) =:= fl. é fácil provar que D.. w) ~e"+". R-' dois campos vectoriais definidos do modo seguinte: f(x.. Com a notação D. * 8.. w). y) = Portanto.e. y) "" (0. se (x. r. .J(O. R 2 e g.g(u. r. _r• . O). 1'. O. 1'.. w) ~ fl.0. \- Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais jacobiana é a matriz diagonal da forma diag (p(x). Por exemplo.·. R1 e'g: R-' . (h} Calcular a função composta h(u. O) = lim Dtf(O. O) estabelece que (8.. 2 ' k-o k Agora temos Dtf(O. as duas derivadas parciais mistas D. z) ~ (x2 + y + z) i + (2x + y + z 2)j. 1). O) h-o h y(x 4 . O) =. R-'___...·. Isto pode ver-se do modo se- D . .+ ~ sen (y + 2x)j.Dd(O. O)~ f(O.. y) = xy X 2 + y2 para (x.if~. :~:' t. Seja f R2 ___. -I. (a) Calcular cada uma das matrizes jacobianas DJ(x. = O D.. (u + 2v 2 + 3w3) i + (2v .J e iguais. guinte: A definição de D.y._ y2 f(x. 14. encontramos lim f( h. O)~ -I e D. 0)..(DJ)~ a'f!(axay) e com D.. y) = * (0. w). k) ~ + 4x 2y' 2 · 2 2 (x + y) ~ y') .f(x..:) e Dg(u. Sejam[ R-' .J(O. (c) Calcular a rnatrizjacobiana Dll(l. q e r s:to ·contínuas dadas. O) .. w)l. D2 $ Condições suficientes para a igualdade das derivadas parciais· mistas Se f é uma função real de duas variáveis. x2.(DJ)~ a'fi(ayax)..J'(O.g{U.30) I.J queremos significar 1 f não são necessariamente D.u2)j.f(O. r(z)).. ''· w): (b) Calcular a função composta h (u. k) .. • -k'lk' -k e por isso .f(O. w)l. J queremos significar D.23. se k* O temos DJ(O. O).y) g(u... R2 dois campos vectoriais definidos do seguinte modo: 311 run~ücs -~{· f(x. 15. y) e Dg{u. O) ·. (a) Calcular cada uma das matrizes jacobianas Df(x. se f é definidapor ' .

/(0. . Um raciocínio semelhante mostra que D.J . Demonstração. Escolhamos h e k não nulos e tais que o rectângulo R(h. b + k) + f(a. No exemplo que acabámos de referir as duas derivadas parciais· mistas D./e também de ~.. O) = -l. O)= I.J(O. k}..f(a. h) . 0). Demonstraremos em primeiro lugar que elas são iguais se ambas forem contínuas.f. + + (a. Mais precisamente. 8. O)* D. Pode demonstrar-se que as duas derivadas parciais mistas são iguais num ponto (a.J(O. . k Aplicando este resultado em (8. b)... (a+ h. b) se pelo menos numa delas fôr contínua numa vizinhança desse ponto. d(h.J e D.31) · D 1 .. b + k).(h. b) = D 2. k) em função de D. UMA CONDICÃO SUFICIENTE PARA A IGUALDADE DAS DERIVADAS PARCIAIS MISTAS: Se f é um campo escalar tal que as derivadas parciais D. k) com vértices (a.J e D 2 • 1/ são continuas.. e por isso D.f existam num conjunto aberto Se se (a. k) é u_mà combinação de valores de f nos vértices C~nsideremos a expressão t. .f( a+ h.12.D. Esta é a combinação dos valores de f nos vértices de R(h.312 Cálculo D. b).J(a./não são ambas continuas na origem. h + k) - f(x. ' · Consideremos uma nova função G de uma variável definida pela equacão G(x) = f(x. O)= -I..J e D2 ..9). b) -f(a.. (a+ h. b) FIG. b).. (Ver figura 8.9.. b) é um ponto de Sem que ambas as derivadas D.f(O. D./(0. b) (a +h.9. podemos enuncíar·o seguinte teorema: TEOREMA 8./(Ó.. _tem-se (8.f D. Devemos exprimir <1 (h. k) . tomados com os sinais indicados na figura 8. b). b + k) esteja situado em S. b + k) e (a.30) encontramos qúe D. k) =f(a+ h.

a saber.33) obtemos (8. k) = G(a + h) - G(a).) também pertence a R(h.f(a. J obtemos (8.32) obtemos G(a +h). Então temos (8. O) e tendo em conta a continuidade de D. .DJ(x. y 1) '·~· . b)].12. y 1) = D.G(a) = hG'(x.12. b + k)- D... b).. y. ' ' O raciocínio efectuado pode modificar-se para demOnstrarmos uma versão mais forte do teorema 8..31)..(h._.f(a..J(x1 . y._.j.. Uma vez que G'(x) = DJ(x. 1/ é contínua em S. Se f é um campo escalar tal que as derivadas parciais D.f(x 1 . (8. k) = h[D. Aplicando· o teorema da média ao segundo membro de (8.32) !l(h.32) escreve-se (8.. k)). (h. onde (x.f(x. então a derivada D. TEOREMA 8. b) existe e tem-se D. (8.33) !l(h.13.). Definamos L'.~. Aplicando o teorema da média sao segundo membro de (8. D. y.. k) tal como na demonstração do teorema 8.) está algures no rectângulo R(h.. y). (Geometricamente.). Demonstração. J e D. D 2 ._. dando-nos .- ·.= D 2. k) -----w. b) e se.. em que y. k) obtemos D.f(x 1 .Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 313 para todo x compreendido entre a e a + h.f(x. está entre b e b + k.).f(x. (h. y. y) encontramos uma segunda expressão para L'. b). k). i. k) = hkD. !gúalando as duas expressões de t..' (8.36) !l(h. b) = D. k) = hkD2 .34) é ainda válida.. y 1). O ponto (x. b + k)·. estamos a considerar os valores de f naqueles pontos em que uma recta vertical arbitráriaintersecta os lados horizontais de R(h.J(a.f(x 1 . k).34) !l(h. Fazendo agora (h.J existem num conjunto aberto S contendo (a.f e D. Aplicando o mesmo processo à função H(y) =f( a+ h.35) !l(h. k) ~(O. A parte da demonstração conduzindo à equação (8. onde x.f(a. além disso._.. está entre a e a+ h. k).

mas o comportamento de x.tf(x. Devido à equação (8. o facto de que x depende de k de uma maneira desconhecida torna necessário um raciocínio algo mais complicado.314 para algum (x.J(x. ...37) '( b) _ . b)h D 2 j(a. y 1)] = D 2 . b) k . (8. quando k-0 então podemos utilizar a continuidade de D 2 ~Jpara provar que Urna vez que o limite X estará no intervalo a::.39) lim [lim D2. k). seja X.1 1m .. y1 )... k-+0 .f( a+ h. b) estabelece que (8.. b). Se soubermos que x 1 se aproxima de algum limite. h-+0 k-oO · Quando k-0. o ponto y.) do rectângulo R(h.j(a + h.38) D. Contudo. y. + k). Da definição de DJtem-se · D. podemos então supor h-+0 e deduzir (8.j(a + h.J(a. b) = iimf(a +h.. k Deste modo a razão incrementai em (8. ·-· hk Tendo em conta (8. b). e D. que é exactamente o que se pretende demonstrar. b) h D. como uma função de k é desconhecido.. Vamos provar que este limite existe e que o seu valor é D.. b).j(a. O resto da demonstração não é aplicável já que é necessária a existência da derivada D.d(x1 . X~ a+ h.f(x 1 . b . 1 ·-· lim D2. b). A definição de D.f(a. b) = lim I!.j(a + h. . D2 f(a Dl2J a. b) = limf(a.f(a. b). -b. h-+0 + h. y 1). podemos escrever (8... k).39).J(a.( h. b k-+0 + k).37) pode escrever-se D. 2 b) h . b) Para completarmos a demonstração temos que provar que ·-· lim D2 •..j(a..36).f(x1 .38) sabemos que existe o seguinte limite: ·-· lim D 2. y ) = D 2 .J(a. b).D f(a.

Para isso apelamos para a definição de continuidade de D. ID.J(a. b) 8. ·-· lim F(h) = D 2..y' + y' se (x. y) = (x. y) E N.... Se escolhermos h e k de modo que lhl < a12 elkl < at2. b) significa que existe um disco aberto N. 315 Designemos este limite po. Explicar por que razão tal função f não pode ser diferenciável em (0. com tanto que O< lhl < d/2.J e D 2 .40) é verdadeiro quando (x. (b) A derivada direccional na origem e na direcção do vector i+ j e:Xiste e tem valor 3. o ponto (x..J(a. 0). g "_{. 2. com centro em (a. DJ(O. b).. Temos portanto O:::.f(x.. \ (8. Para completar a demonstração teremos que ' r 'f t ~. y).J. O termo D. 0). em particular.. 0). Exercícios Variados I.. isto completa a demonstração. Determinar um campo escalar f que satisfaça às seguintes condições: (a) As derivadas parciais DJ(O..D.<(O..41) são independentes de k.J(a. b) e raio tal que ·-· lim F( h) = D. [(O. b)i • < 2. Seja/a função defiriida por f(x. D..N.).D. Calcular. estará contido na vizinhança N e. F(h). Mas este é precisamente o significado da proposição e.. 0).. 0).y) ~y x' x'. como já foi dito.y) .9..J{x.) tende para F( h) e os outros termos em (8. D./(x. b)i < E 2 sempre que (x.J(O. Fixemos h e façamos k~O..f(a. • b)i:::. todo o rectângulo representado ~ na figura 8. Nota: Deve ter-se presente que o teorema é também válido se permutamos os papeis desempenhados p~las duas derivadas D 1 ... O). y. 2 < •.. . Portanto (8.J(O.) estará em ~.. y.J em (a.. y.41) t o:::. O) e'D.. IF( h)- D.· t Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais I· t. A continuidade de D. quando existam as seguintes derivadas par~iais: Dj(O.. a.J em (a.40) ID 2. b)..24. y. O) existem e são nulas. Seja • um número positivo dado.) e podemos escrever (8.j (0.J(a. O) ~o..

Calcular a terceira derivada F-(t) em função das derivadas de f. A mudança de variáveis x = u + u. v) em cada ponto de S. Provar que g é diferenciável em Se que as derivadas parciais mistas D 1 . v) e D 2 .se/ é ou não contínua na origem. d) (o interior de R). Supor que as equações u = f(x.316 Catcuf. e seja <p(l) = giA (t). .= [a. 1 z(x. 10. Um campo escalar f é limitado e contínuo num rectângulo R. . bl a função A-definida em !c.+ y (a) Provar que a derivada f'( O. e Y. Calcular o valor de iPgj(av au} no ponte em oue u = t. 4. dl pela equação A(y) = ff!!(x. (a) Calcular aglau.y)dx] dy. . v). Considerar o Exercício 9. 8(1)1. dl. (a) Pode demonstrar-se que para cada u fixo em [a. y) em g(u.y) = ::. y) em g(u.v) = t[f:J(x. x = X(l). y) nunca se anula (Pode admitir-se a existência e continuidade de todas as derivadas calculadas).y)dx] dy = J:[J:f(x. Define-sef(x. u = F(t). 6. 9. (b) Supor que J:[f:J(x. Calcular Jf! ax em função de x e y.y)U 2 = 2 para todo O par X e y. y) (0. (b) Determinar . Utilizar este resultado para demonstrar que ag/av existe e é contínuo no rectângulo abertoS= (a. sabendo que -=-=-=-=-=1 nesse ponto. v= I. 7. 0).. . A mudança de variáveis x = ut. ef(O. y >O.. Supor u e v expressas parametricamente do modo seguinte: u =A (1). v) existem e são iguais af(u. d]. X. bl X [c. SeJa f(x. y). b) X (c. Mostrar que a derivada parcial mista D2 -. 5. v}. xy". 'v= B(t). y = ut. 3. determinar as constantes a e b tais QUe . y = Y(t) definem ú como função de 1. 1g(u. y = t{u 2 . ag!av e a1 g!(auav) em funçãodasderivadasparciais de f (Pode supor-se a igualdade das derivadas parciais mistas). O)= O.-------s se (x. a) existe para cada vector a e calcular o seu valor em função das componentes de a. y) = JpYe-''dt para x >O. y)dx é continua em (c.y)dy] dx para todo (u. * aJ ay a'[ ax" a'[ ay' a'[ ax ay a'[ ay ax ~- Duas funções F e G de uma variável e a função z de duas variáveis estão relacionadas pela equação [F(x) + G(y)] 2 e''"·'' = 2F' (x)G'_(y) sempre que F(x) + G(y) =F O.1-E(U.!f) transformaf(x. Em R-define-se um' novo campo escalar do modo seguinte g(u.z transformaf(x. (b) Sen\Tf(x. v) em R.

b. mostrar que Vf(x. z) = B X (r X A)+ A X (r X 8). 11.2 + z1 = I se intersectam ortogonalmente. 12. Determinar o Conjunto de todos os póntos (a. (Supor que R está situado tio primeiro quadrante). 3A·rB·r ~ r' ---. A ·e 8'. com r= xi + yj + zk e A e B vectores constantes. Um cilindro de equaçãoy = f(x) é tangente à superfície z2 + 2xz + y =O em todos os pontos comuns às. c) no 3-espaço. mostrar que: (a) A · V -. A·B iJ. Determinarf(x). Sef(x. (b) Calcular ~·(r) em função de r quandof(x.:>. . y) ~ e-'+1" e A (r)= B(r) = r'. Se A e B são vectores constantes. y.Cálculo diferencial em campos escalares e vectoriais 317 (a) Determinar~·(r) em função de/.duas superficies. para os quais as duas esferas (x -a)Z + (y ~ bY + (z. y. z) =(r X A)· (r X B). (Os respectivos planos tangentes deverão ser perpendiculares em cada ponto da interseCção).cY = 1 e x 2 + }.: (1) 7 ( (1)) ~ - A· r . Seja r = xi + yj + zk e r = ]]r\1. 14.: (b) B · V A · V -.

funções implicitas e problemas de extremos.1) e (9. existe uma diferença importante entre equações lineares diferenciais ordinárias e de derivadas parciais a qual deve ser mencionada desde o princípio. Cada uma delas é uma equação ·de derivadas parciais linear e homogénea. y) ax' + a'j(x. y) = O. Começamos com algumas notas elementares relativas às equações de derivadas parciais. Este capítulo ilustra o seu uso em alguns exemplos relacionados com equações de derivadas parciais. A equação 9. Por exemplo.1. cada uma tem a forma L(/)= O. no~ quais/é uma função de duas variáveis.1) aj(x. y) = o ay' . Dois exemplos simples. Parte da teoria das equações diferenciais ordinárias lineares pode generalizar-se às equações de derivadas parciais.2) o conjunto das soluções é um espaço linear.9 APLICAÇÚES DO CÁLCULO DIFERENCIAL 9. é fácil verificar que para cada uma das equações (9.2) a'j(x. Evidenciaremos esta diferença 319 . isto é. ax e a equação de segunda ordem (9. Urna equação relacionando um campo escalar f e as suas derivadas parciais chamase uma equação de derivadas parciais. Todavia. onde L é um operador diferencial linear contendo uma ou rmis derivadas parciais. são a equação de primeira orde1_11 (9.2 é a equação de Laplace bidimensional. Equações de derivadas parciais Os teoremas de cálculo diferencial desenvolvidos no Capítulo 8 admitem uma larga variedade de aplicações.

Em muitos problemas fazendo intervir equações de derivadas parciais é necessário escolher. Em certos aspectos este exemplo é ti pico do que acontece em geral. trataremos alguns casos particulares para ilustrar as ideias introduzidas no Capítulo 8. Isto ocorre num espaço solocão de dimensão infinita. do conjunto de soluções.3) éf(x) = C. o espaço~solução de (9. Esta relação diz-nos que o vector gradiente 17 f(x. as curvas de nível de f são as rectas 2x.que c varie no campo real.1) é f(x. podemos facilmente obter um conjunto infinito de soluções independentes. Assim. Mas sabemos também que 17f(x.2. Um estudo sistemático de tais problemas não será efectuado neste livro.3) f'(x) =O. y) = g(y). . uma solução particular que satisfaça a uma ou mais condições auxiliares. 9. y) àx + 2 àf(x. Visto que g é arbitrária. y) é ortogonal às curvas de nível de f Logo essas curvas de nível devem ser rectas paralelas a 3i + 2j. Uma equação de derivadas parciais de primeira ordem com coeficientes constantes Consideremos a equação de derivadas parciais de primeira ordem (9. y) =O. y) é ortogonal ao vector 3i + 2j em cada ponto (x. Por exemplo.3y =c. necessita-se de uma integração para fazer desaparecer cada derivada parc{al. a natureza destas condições tem uni efeito fundamental na existência ou na unicidade das soluções. Nesta fase introduz-se uma função arbitrária na solução. durante o processo de resolução de uma equação de derivadas parciais de primeira ordem. Como ~ de supor. Em seu lugar. ày Todas as soluções desta equação podem ser determinadas mediante considerações de natureza geométrica. Em dada altura. y).320 Cálculo comparando a equação de derivadas parciais (9. Exprimimos o primeiro membro como num produto escalar. o espaço-solução de (9. Por outras palavras. Mas a função mais geral satisfazendo a (9. A função mais geral satisfazendo a (9.3) é unidimensional.y) =O.1) com a equação diferencial ordinária (9.4) 3 àf(x. Por outras palavras. com C uma constante arbitrária.1) é de dimensão infinita. podemos tomar g(y) = e<> e fazer com . e escrevemos a equação na forma (3i + 2j) · Vf(x. onde g é qualquer função de y.

a1 aJ . y) = g(2x . introduzimos uma mudança de variáveis lineares. Para o conseguirmos. Inversamente. y) é constante quando 2x. Escolheremos as constantes A. f f Lvisto que 1 satisfaz a (9. y =Cu+ Dv.5) f(x. Isto sugere que (9.4). pelo que a equação para ' .3y o fôr. y) transforma-se numa função deu e v.4) terá necessariamente a forma (9. o campo escalar/definido por (9.6) x = Au + Bv. v)= f(Au + Bv. na realidade.5) para algum g. 3y). B. Utilizando a regra da derivação de funções compostas. C.4). podemos provar que toda a função diferenciável/ que satisfaz a (9.7) i Resoiveremos depois esta equação e mostraremos quef tem a forma desejada.3y).4). temos r ap au toma a forma ap ay = -(312) cap ax>. (9. v)= au o. ax ay Consequentemente. Cu+ Dv). para toda a função diferencial g. satisfazer a (9. 3 -+2-=6g(2x-3yl -6g 'C 2x-3y) =0. Por seu intermédio a função f(x. D de -maneira que h satisfaça à equação mai_s simples ~ (9. para calcular as derivadas parciais de f.3y) para alguma função g. % = -3g'(2x. por exemplo h(u.Aplicações do cálculo diferenciai 321 Deste modo f(x.f satisfaz a (9. Verifiquemos agora que. encontramos aJ - ax = 2g(2x- .5) deve. Apli~ando a regra de derivação da função composta encontramos f ah(u.

a função h satisfaz a (9. D~::terminar a solução da equação de derivadas parciais àj(x. TEOREMA9.3D)r. de maneira que 28.7) se escolhemos A encontramos (9.+3-- ax ay ~o . Para exprimirmos v em função de x e y eliminamos u de (9.10) tem necessariamente a forma (9 .y) = h(u. que satisfaça à condição f(x~ O) = sen x. y=2u+Du. por exemplo B ~ 2.l. y) = o ay em todo R'. Escolhemos agora 8 e D. Exercícios No conjunto de Exercícios que se apresenta a seguir.9) f(x. y) oj(x. Exactamente o mesmo tipo de raciocínio serve para a demonstração dó seguinte teorema relativo a equações de derivadas parciais de primeira ordem com coeficientes constantes. h verificará (9. Para esta escolha de A e C. y) 4-.8) Fazendo A ~ 3 e C~ 2 x ~ 3u + Bv. Se g é uma função diferenciável em R\ e f é um campo escalar definido em R' pela equação · (9.322 Cálculo ~!C.8) e obtemos 2x. 9.6) é não singular.ay). v)= g(v) para alguma função g.10) a aj(x.3.5).3y). temos v= 2x. para todo x. o que prova que toda a solução diferenciável f de (9. v) é unicamente uma função d"e v. · I. y) ax + b a[(x.9) para certa função g. Para esta escolha a transformação (9. pelo que h(u. D ~ l. j') '= g(bx . toda a solução diferenciável de (9. oitde a e b são constantes nao ambas nulas.7). . Por conseguinte. v)= g(v) = g(2x. por exemplo h(u.3D 3 ~ 1. l<eciprocaniente.4) tem a forma (9. deve admitir·se diferenciabilidade de todas as funções que se considerem. então f satisfaz à equação de derivadas de primeira ordem (9.3y~ (28.3y e portanto f(x.

_r= Cu+ Dv. sendo g(s. Ou au !' .. y) em g(s.'). (a) Se u(x. v)= l(Au + Bv.. y) = f(x. Resolver esta equação para g e por seu mtermédio determinar f. Asubstituição x =e"'. Supôr que f satisfaz à equação de derivadas parciais -2 2---3-=0. (Supor a igualdade das derivadas parciais mistas). àx ày õv õv ~. ' Determinar uma solução tal que u(x.y) àf(x.sfaça. Mostrar que u satisl"az à equação de derivadas parciais da forma x 2 àx. . -~)=.y)u.•. . D. de A. t).-2--=0 Ux ay 323 que satisfaça à condição f{O. tais qu.•. não nulos.. 5.=0. Cu+ Dv). O)= O e DJ(x. respectivamente . 1 '~ 'F· E' l· r7.:. Determinar a solução da equaçf10 de derivadas parciais àf(x.+y. v) satisfaz à equação de derivadas parciais _a'"-g"'(u:. I)= 2 e D 1 v(x. y} = f(xly) para y *O. t) =f( e'. y). onde A.e K sati. (b} Se v(x. f'"'"'""'"""''""'"""'""'"::·~:::~(:. I! x) = 1/ x para todo x Se g(u. Ox õx õy õy2 Introduzir a mudança linear de variáveis.. 8. õx ày Ou . Admitindo que f satisfaz ü equação de derivadas parciais . C e Dsão constantes. y = e transforma f(x. Calcular valores inteiros. B.y) 5-. õu x . C.é. provar que u satisfaz à equação de derivadas parciais .y' ay = G(x.~ex'.plicações do cálculo diferencial ).Pg/(au a v)= O.") Ou àv * O.y . para todo x. Determinar uma solução tal que v( I..:. x = Au + Bv. =0 ' provar que g(u. 3. v)= tp 1(u) + fP 2 (v). O)= e"\ para todo x. y).=O.. e1 ). e ·seja g(u. ã'f a'j a'j l '. com tp 1 (u) e rp 2(v) unicamente funções deu e v.e determinar G(x. provar que v satisfaz à equaçf10 de derivadas parciais x .

324

mostrar que g satisfaz ú equação_ de derivadas parciais

8. Seja f um campo escalar diferenciável num conjunto abei-to S de R". Dizemos queféhornogéneo de grau p em S se J(tx) para todo
t
~

t"f(x)

> O e cada x em S para o qualt.r E S. Para um campo escalar homogéneo de grau
x · VJ(x)
~

p provar que se tem

p J(x)

para todo .r em S.
(x~>

Este é o chamado teorema de Euler sobre funções homogeneas. Se .r= enunciar-se do seguinte modo

... , xn) pode

[Sugestão: para x fixo, definir g(t) ~ f(tx) e calcular g"(l )]. 9. Demonstrar o recíproco do teorema de Euler, isto é,. se f satisfaz a x. 'Vf(x) = pf(x) para todo x pertencente a um abertoS, então f é homogenea de grau p em S. !Sugestão: Para x fixo, definir K(l) ~ f(t.r)-v f(.r) e calcular g\t)J. 10. Demon-strar a segumte generalização do teorema de Euler para fu'nçõcs homogéneas de grau p no caso bidimensianal (SUpor a igualdade das derivadas parciais m.istas).

a'[ x'-

a.r + 2xy-- + y'ax ay . aj'

a"f

. a'[

~p(p -J){.

·

9.4. A equação unidimensional das ondas

Imaginemos uma corda de comprimento infinito esticada ao longo do eixo OX e podendo vibrar no plano XOY. Representamos por y ~ f(x, I) o desiocamento da corda, paralelo a a, no ponto x e no instante 1. Suponhamos que, no instante 1 ~ O, a corda é deslocada de modo a tomar a forma de uma curva dada y ~ F(x). Na figura 9.1(a) apresenta-se um exemplo. As figuras 9.1(b) e 9.l(c) mostrao possíveis curvas de deslocamentos para posteriores valores de 1. Consideremos o deslocamento f(x, 1) como uma função descónhecida de x e I, a determinar. Um modelo matemático para este problema (sugerido por considerações ·de carácter fisico que não serão analisados aqui) é a equação de derivadas parciais

Aplicações do cálculo diferenciei

325

em que c é uma constante positiva dependendo das características físicas da corda. Esta equação designa-se por equação das ondas unidimensional. Resolveremos esta equação tendo em conta certas condições auxiliares.
y

y

y=flx,!)
-I O
(a) 1 =O

yl
/\
-2 - I O I
(c) I = I

----4~c'----+-x
(b) I = I

_!\., •
2

. y~flx, I)
x

FIG. 9.1. A curva de deslocamento y

=

j(x, y) para diferentes valores de t.

Visto que o deslocamento inicial é a curva dada y = F(x), teremos que determinar uma solução satisfazendo à condição.
f(x, O) = F(x).

Admitimos igualmente que Õy/Õt, a velocidade do deslocamento paralela OY, é definida para o instante t = O, a saber
DJ(x, O) = G(x),

sendo G uma função dada. Parece razoável pensar que esta informação seja suficiente para determinar o movimiento subsequente da corda. Mostraremos, na verdade, que assim é, determinando a função f por intermédio de F e G. A solução exprime-se numa forma dada por Jean d'Aiembert (1717-1783), um matemático e filósofo francês.
TEOREMA 9.2. SOLUÇÃO DE D'ALEMBERT DA EQUAÇÃO DAS ONDAS. Sejam F e G funcx!es dadas tais que G seja deriváve/ e F duas vezes derivável em R'. A função f definida ( por

(9.11)
~~satisfaz

f(x, t)

F(x

+ ct) + F(x 2

ct)

+ _I_ i"+''c(s) ds
2c
x-ct

à equação das ondas a uma dimensão

'

: (9.12)

a't= c , a'f at' ax'

326.
e às condições iniciais

Cálculo

(9.13)

f(x, O)= F(x),

D,f(x, O) = G(x).

Inversamente, qualquer Junção f, com derivadas parciais mistas igua(s." que satisfaça a (9.12) e (9.13) necessariamente tem a forma (9.11).

Demonstração. É um exercício imediato verificar que a função f definida por (9.11) satisfaz à equação das ondas e às condições iniciais, deixando-se tal verificação ao cuidado do leitor. Demonstraremos a inversa. Uma maneira_ de proceder consiste ·em supô r que f é uma solução da equação das ondas, introduzir uma mudança linear_ de variáveis,
x = Au

+ Bv,

t

=Cu+ Dv,

que transformaf(x, t) numa função deu e v,

g(u, v) =f(Au

+ Bv, Cu+

Dv),

e escolher as constantes A, B, C, D de maneira tal que g satisfaça à equação ·mais simples

i!'g --=0. i!u i!v
Resolvendo esta equação encontramos g(u, v)~ <p, (u) +"''(v), onde <p, (u) é apenas função deu e <p,(v) é unicamente função de v. As constantes A, 8, C, D escolhem-se de modo que u ~ x + ct, v~ x- ct, donde se obtem (9.14)
f(x, t) = cp 1 (x + ct)

+ cp,(x -

ct).

<p,

Em seguida usamos as condições iniciais {9.13) para determinarmos as furições cp, e por intermédio das funções dadas F e G. Obtemos (9.14) por outr-o método que utiliza o teorema 9.1 e evita a mudança de

variáveis. Començamos, em primeiro lugar, pot escrever a equação das ondas na
forma (9.15)

L 1(L,f) =O,

onde L 1 e L2 são operadores diferenciais lineares de primeira ordem, definidos por

i! i! L =--c1 i!t i!x '
Sejafuma solução de (9.15) e

i! . i! L.=-+c-. i!t i!x

'Aplicações do cálculo diferencial u(x, 1) = L,f(x, t).

327

:A equação (9 .15) estabelece que u satisfaz à equação de primeira ordem L, (u) = O. iogo, pelo teorema 9.1 temos
u(x, t)

=

<p(x

+ ct)

'para uma certa função 'fJ. Seja <P qualquer primitiva de <fJ, <P(y) = H''l'(.<)ds, e ponhamos
1 v(x, I) = - <P(x
2c

+ ct).

Vamos demonstrar que L,(v) =L, (f). Temos

ov ox =
pelo que

-

1

2c

<P'(x

+ ct)

e

av ar
<p(x

-=-~

1 ~·( x+ct) 2 '

L,v

ov = - + cov = <P\'(x + ct) = ar ax

+ ct) = u(x, t) =

' Lz.1.

'Quer isto dizer que a diferença f~ v satisfaz· à equação de primeira ordem
L 2 ( / - v) =0.

hlo teorema 9.1 deve ter-se f(x, y) - vl(x, 1) =
conseguinte

~ (x-

ct) para certa função ~· Por

f(x, t) = v(x, t)

+ 'P(x -

1 ct) = - <P(x 2c

+ ct) + 'f(X 2

cl).

estando assim demonstrada (9.14), com <fJ, =
.~'

ic</J e '1'

=

Façamos agora uso das condições iniciais (9.13) para determinarmos as funções e <fJ, por intermédio das funções dadas F e G. A relação f(x, O)= F(x) implica <p 1 (x)
=

:(9.16)

+ <p,(x) =

F(x).

A outra condição inicial, D,[ (x, O)
9.17)

G(x), implica

c<p{(x) - c<p;(x) = G(x).

crivando (9.16) obtemos
9.18) <p{(x)

+ <p;(x) =

F'(x).

328 Resolvendo (9.17) e (9.18) em relação a cp; (x) e cp;(x) encontramos
<p;(x)

Cálculo

=.!. F'(x) +..!.. G(x),
2 2c

1 1 <p;(x) = - F'(x) - - G(x).

2

2c

Integrando estas igualdades temos
( ) fPtX-cpl· (O) - F(x) - F(O)

2

.
F(O)

+ 2 G(s) ds' .!..f.'
c o
-1

( f!12X ) -p2(o) -

_ F(x)

~

2

2c o

l'

G(s)ds.

Na prímeira equação substituimos x por x + ct; na segunda substituimos x por x- ct. Somando as equações resultantes, membro a membro, e considerando que cp, (O)+ cp,(O) ~ F(O), obtemos
. · f(x, t)

=

<p 1(x

+

ct)

+

<p 2(x - ct)

=

F(x

+ ct) + F(x _.:_ ct) + -1
2

2c

l'+<'G(s) ds.
z-ct

o que completa a demonstração.
EXEMPLO. Suponhamos o deslocamento inicial dado por

F(x) =

L + cos {o

71'X

para -1 ::::; x ::::; I , para lxl
~

1.

y

y

~f(x.O) ~

F(x)

yl
y~J(x,2)

-4
(a) 1 ~ O

3 -2

;(Io
(b) I
~

,A
I
2

o X

3

4

2

FIG. 9.2. Solução da equação das ondas, representada para t

=

Ue t

=

2.

O gráfico de F está traçado nas figuras 9.l(a) e 9.2(a). Admitamos que a velocidade inicial G(x) ~O, para todo x. Então a solução das ondas é dada pela fórmula

f ( X, t)

=

F(x

+ et) + F(x 2

ct)

.

·.Aplicações do cálculo diferencial

329

As figuras 9.1 e 9.2 mostram a curva y ~ f(x, I) para diferentes valores de t. A figura põe em evidência que a solução da equação das ondas é uma combinação de duas ondas estacionárias, uma deslocando-se para a direita e a outra para a esquerda, ambas com velocidade c.

!
I
f'

No -conjunto de exercícios que se apresenta a seguir são dados outros exemplos de

: '· · · aplicação da generalização da regra de derivação das funções compostas no estudo .. das equações de derivadas parciais.

9.5. Exercícios
Nos exercícios que se seguem admite-se sempre a diferenciabilidade de todas as funções que se considerem. 1. Se k é uma constante positiva e g(x, t) =i x/kl. seja

i I
f

;f
·Th·

$;

~

I
(\• ~
~-

"

ôt (b) Provar quefsatisfaz à equação de derivadas pan:1ms
õx õx

(a) Provar que àf =

e~gz õg

e

-=e-Y-.
Ot

ar

, ag

à'f
k õx2 =

a/

àf

.
(a equação do calor)

1
I
)!:

2. Considerar um campo escalar f definido em R1 , tal que f(x, y) dependa _unicamente da disLância r de (x. y) à Origem,f(x, J') = g(r), com r= (x~ + _1,2) 1n. (a) Provar que para (x. y) (0, O) se tem

'*

à'f à'f I ---, + h.2 ~ -g'(r) +g"(r).
õx õ.r r

(b) Supor além disso que f satisfaz à equação de Laplace

I

oxz + ayz =0,
para todo (x, y) =F (0, 0). Demonstrar, recorrendo à alínea (a), quef(x, y) =a log (x 2 + y 2 ) + b para (x, y) =F (O. 0), onde a e b são constantes. Repetir o Exercício 2 no caso n-dimensional, com n ~).isto é, admitir quef(x) =f (X 1, ..• , x.) ~ g(r), com r~ U.rll. Mostrar que
-

iPf

iPf

IJ.

I
1.:.:-

à'J

õxi

à'f n-1 + .. · + - ~ --g'(r) + g"(r)
õx! r

para .x

* O. Se f satisfaz à equação de Laplace n-dimensional,

330
para todo .r =t= O, provar quef(xJ
=

Cálculo
al]x[j2-n + b para x =F O, com a e b constantes.
pe~a

Nota: O operador linear·V 2 definido

equação

chama..:se /aplaciano nMdimensional. 4. Laplaciano a duas dimensões em coordenadas polares. A introdução de coordenadas polares x =r cos 8, y =r sen 8, transformaf(x, y) em g(r, O). Ycrificar as fórmulas seguintes:
(a)

11

Vj(r cos 6, r senO)II' =

-

. (a)'+ ~l(ãg)' . a; ao
I ã'g I ãg

(b)

- +- - õr2 +-- +-- • - - r 2 082 r Or Ox2_ õy 2

ã'f

ã'f

ã'g .

5. Lnplaciano a três dimensões em coordenadas esféricas. A introdução de coordenadas esfériCas
x = pcos Osen q;,

y

=

psenOsenq;,

z

=

pcos rp,

transforma /(x, y, z) em F(p, O, ~). Este exercício prova como proceder para exprimir o laplaciano v_·lf por intermédio das derivadas pitrciais de F. (a) Introduzir em primeiro lugar as coordenadas polares x =r cos '8', y = r senO· para transformarf(x, y, zJ em g(r, O, z). Recorrer ao Exercício 4 para provar que

V''=-+--+--+- ' ' õr 2 r 2 iJ(} 2 r Õr. õz 2
(b) Transformar g(r, 6, z) em F(p,IJ, tp} fazendo z = p cos-cp, r= psenlfl. Notar que, excepto para uma mudança de notação, esta transformação é a mesma que foi utilizada na alínea (a). Provar que

. ã'g

1 ã'g.

1 ãg

ã2g

V'J-- +-- + - - + sen- - + - -rp·aoz. - fP õtp Pz sen - apz P õP Pz ÕfPz Pz
6. Este exercício põe em evidência como aparece a equação de Legendre, quando se procuram soluÇões da equação de Laplace tendo uma- forma especial. Seja f um campo esq~.lar satisfazendo à equação de Laplace tridimensional, V 2f =o:· lntr~duzir coordenadas esféricas como no Exercício 5 e fazer F(p, 6, <p) = f(x, y, z). (a) Admita-se qUe se procuram S!Jiuções da equação de LaplaCe tais que F(p, (}~ q1) é iridependente de O e tem a forma particular F(p, 8, <p) =p"G(<p)~ Mostrar que f satisfaz à equação de Laplace se G sat_isfazer à equaçã·o diferencial ordinária de segunda ordem d'G dG d<p' + cot <p d<p + n(n + I)G ;=O.

· ã2 F

2 ãF

I ã2 F

cos <p ãF

I

ã'F

(b) A mudança de variável.x = cos <p (<p =are cos x, -I s x S I) transforma G(<p) em g(x). Provar que g satisfaz à equação de Legendré

.. Aplicações do cálcUlo diferencial
(I - x 2 ) dx' - 2xdx

331
dg

d'g

+ n(n + t)g

.
=O.

1. Equação das ondas a duas dimensões. Uma membrana delgada e flexível está estendida sobre o plano XOY e pode vibrar. Seja z = f(x, y, t) o deslocamento da membran~ em relação a XOY, no ponto (x. y) e no instante t. Considerações físicas sugerem que f satisfaz à equação das ondas a duas dimensões,

sendo c uma constante positiva dependendo das características físicas da membrana. Este exercício revela uma conexão entre esta equação e a equação dÍferencial de Bessel. (a) Introduzir coordenadas polares x =r cos 8, y =r sen 9, e seja F(r, 8, t) = f(r cos 8, r sen 8, t). Se f verifica a equação das ondas, mostrar que F satisfaz à equação

(b) Se F(r, O, I) é independente de O, por exemplo F(r, plifica-se para

o, t) =~(r, I) a equação em (a) sim-

I 1

i f

Seja agora tp uma solução tal que tp(r, t) se t:xprime pelo produto de uma função de r por uma função de t, rp(r, t) = R(r) T(t). Provar que cada uma das funções R e T satisfaz a uma equação dtferencial ordinária linear de segunda ordem. (c) Se a função T da alínea (b) é periódica com período 2rrl c, provar que R satisfaz à equação de Bessel r' R"+ rR" +r'R~ O.

9.6. Derivadas de funções implícitas

Certas superfícies no espaço tridimensional são representados por equações cartesianas da forma
F(x,y,z) =0.

~ ~

I

Uma tal equação diz-se que define numa representação implicita da superfície. Por exemplo, a equação r+ y 2 + z 2 ~ I =O representa a superfície de uma esfera unitária com centro na origem. Algumas vezes é possível resolver a equação F(x, y, z) =O em relação a uma das variáveis, exprimindo-a em função das duas restantes, pot _·exemplo z em função de x e y. Isto conduz-nos a uma ou mais equações da forma z=f(x,y). _Para a esfera obtermos duas soluções,

332

Cálculo

z =VI- x'- y 2

e

uma representando a semi-esfera superior, a outra a semi-esfera inferior. No caso geral pode não ser uma questão fácil obter uma fórmula explícita para z em função de x e y. Por exemplo, não existe nenhum método simples que permita resolver, em ordem a i, a equação Y + xz + z2 - ez- 4 =O. Contudo, uma utilização adequada da regra de derivação da função composta torna possível deduzir várias propriedades das derivadas e sem um conhecimento explícito de f(x, y). O processo é analisado nesta secção. Admitamos que existe uma função f(x, y) tal que

apax ap ay

(9.19)

F[x, y,f(x,y)] = O

para todo (x, y) em algum conjunto aberto S, embora não seja possível obter fórmulas explícitas para o cálculo de f(x, y). Exprimimos tal circunstância dizendo que a equação. F(x, y, z) =O define z implicitamente como uma função de x e y e escrevemos
z=f(x,y).

Introduzamos agora uma função auxiliar g definida em S do modo seguinte:
g(x,y) = F[x,y,f(x,y)].

A equação (9.19) estabelece que g(x,y)~ O em S, logo as derivadas parciais agtnx e agtay são também O em S. Mas podemos também calcular estas derivadas parciais pela regra da derivação de uma função composta. Para o cOnseguir escrevemos
g(x,y) = F[u 1(x,y), u2 (x,y), u3 (x,y)],

onde u, (x, y) ~ x, u, (x, y) ~ y, e u, (x, y) ~ f(x, y). A regra referida dá-nos as fórmulas

og OX

=

D F ou 1 2 õx

+

D F ou, 2 õx

+

D F ori, 3 õx

e

onde cada derivada parcial Dfl" deve ser calculada em (x, yJ(x, y)). Uma vez que se tem
Õu 1 =I

õx

'

au2 õx

=o,

-=-

ou, õx

Õj ox'

e

Õg

Õx

=o,

a primeira das equações precedentes escreve-se

~Aplicações
(9.20)

~~ .. ·

do cálculo diferencial -

333

"'

",~,Resolvendo esta em ordem a apax obtemos
aj = _ D1 F(x, y,f(x, y)] ax D3 F(x, y,f(x, y)]

1\,,

!

f..

"2

,. naqueles pontos para os quais D,F(x, y, f(x, y)l *O. Por um raciocínio análogo ob:,, temos a fórmula correspondente para apay: aj = ay. D,F(x, y,f(x, y)] D,F(x, y,f(x, y)]

\:

::: nos pontos para os quais D,F[x, y, f(x, y)l *O. Estas fórmulas escrevem-se habi:~~ tualmente na forma mais sintética: a1 aFfay -=--ay aFjaz

'1

yz + xz + :z- e::- c= O detine z como uma x e y. por exemplo z = f(x. y): Determinar um valor para a constante c tal que f(O, e)~ 2, e calcular as derivadas parciais apax e Jf/Jy no ponto (x, y) ~ (0, e).
EXEMPLO. Admitamos que a equação

runção

Resolução. Quando x = O, y

=

e, e z

=

2, a equaçõe escreve-se ez
~

+4-

e2

-

c= O,

· a qual indica que
.~ obtém-se

c~

4. Seja F(x, y, z)

y' + xz + z'- e - 4. De (9.20) e (9.21) a1 = _ _ _z""y _ _ x+2z-ez ay

a1 z -=-----

dx

X+

2z- ez'

Quando x = 0, y "=e, e z ~ 2 encontramos apax ~ 2/(e'- 4) e af/ ay =.2el(e'- 4). Observe-se que é possível calcular as derivadas parciais apax e apay recorrendo unicamente ao valor de f(x, y) no ponto (0, e).
A discussão acabada de fazer pode ser generalizada a funções de mais do que duas ·. variáveis.
TEOREMA 9.3. Seja F um campo escalar diferenciável num conjunto aberto T de R". Sup9ndo que a equaciio

define

Xn

implicitamente como uma função diferenciável de

X 1, ...• Xn~•·

para todos OS pontOS (x 1, ••• , Xn~l) em a/gum conjunto aberto" S de cada k = I, 2, ... , n- I, a derivada parcial DJ é dada pela fórmula

Rn-l,

então para

334
(9.22)

Cálculo
D.f=- D.F D.F

nos pontos em que D.F* O. As derivadas parciais DkF e D.F que aparecem em (9.22) devem calcular-se no ponto (x 1 , x,, ... , x._,,f(x,, x,, ... , x._,)).

A demonstração constitue uma generalização directa do raciocínio efectuado para deduzir as equações (9.20) e (9.21) e deixa-se ao cuidado do leitor. A discussão pode generalizar-se noutro sentido. Admitamos que temos duas superflcies com as seguintes representações implícitas:
(9.23)

F(x,y, z) =O,

G(x,y, z) =O.

Se estas superfícies se intersectam ao longo de uma curva C, pode ser possível obter numa representação paramétrica de C resolvendo as duas equações (9.23) simultâneamente em relação a duas das variáveis em função do terceira, por exemplo x e y em função de z. Suponhamos que é possível resolve-la relativamente a x e y e que as .soluções sejam dadas pelas equações
X=

X(z),

y = Y(z)

para todo z em certo intervalo aberto (a, b). Então·quando x e y se substituem por X(z) e Y(z), respectivamente, as duas equações em (9.23) são identicamente satisfeitas, isto é, podemos escrever FIX(z), Y(z), zl ~O e G[X{z), Y(z), z] ~O para todo z em (a. b). Mais uma vez, recorrendo à regra de derivação da função composta. podemos calcular as derivadas X'(z) e Y'(z) sem um conhecimento explícito de X(z) e Y(z). Com esse objectivo introduzamos novas funções/ e g definidas por

f(z) = F[X(z), Y{z), z]

e

g(z) = G [X(z), Y(z), z].

Então f(z) ~ g(z) ~O para todo z em (a, b) e consequentemente as derivadas j'(z) e g'(z) são também nulas em (a, b). Pela regra de derivação referida estas derivadas são definidas pelas fórmulas

f'(z) = i!F X'(z) i!x

+ i!F Y'(z) + i!F,
i!y i!z

g'(z) = iJG X'(z) i!x

+ iJG
i!y

Y'(z) +iJG. · i!z

Visto que j'(z) e g'(z) são ambas nulas, podemos determinar X'(z) e Y'(z) pela resolução do seguinte par de equações /ineO.res simultâneas:

i!F X'(z) i!x
iJG X'(z) i!x

+ i!F
i!y

Y'(z) = - i!F' i!z Y'(z) = - iJG. i!z

+ iJG
i!y

Aplicações do cálculo diferencial

335

, Nos pontos em que o determinante do sistema não for nulo, estas equações têm uma ' solução única a qual, de acordo com a regra de Cramer, pode exprimir-se do modo
seguinte:

(9.24)

X'(z) =

oF oz ac oz oF ax a -c ax
-

oF oy ac oy aF ay ac ay

r'(z) = -

ax a -c ax aF ax ac ax

a - F -aF az ac az aF ay ac ay

Os determinantes figurando em (9.24) são determinantes de matrizes jacobianas e dizem-se, por isso, determinantes jacobianos. Uma notação especial é por vezes usada para representar este tipo de determinantes. Escrever-se

a aJ, f, ax, ax, au,, ... ,f.) = a(x,, ... , x.)
det

aJ. a!. ax, ax,
mente na forma

aJ. ax

Recorrendo a esta notação, as fórmUlas (9.24) podem exprimir-se mais resumida-

(9.25)

X'(z) =

.

a(F, G)/a(y, z) a( F, G)fa(x, y)'

Y'(z) = a(F, G)/a(z, x).

a(F, G)/a(x, y)

1

(O sinal menos incorporou-se nos numeradores por troca das colunas). O método pode ser generalizado para. tratar situações mais gerais nas quais são dadas m equações com n variáveis, sendo n > m, obtendo-se m variáveis em função das n- m restantes. As derivadas parciais das novas funçõ.es assim definidas podem

exprimir-se como cocientes de determinantes jacobianos, generalizando (9.25). Um exemplo com m = 2 e n = 4 apresenta-se no Exercício 3 da Secção 9.8.
9.7. Exemplos resolvidos
Vamos apresentar alguns dos conceitos da anterior secção na resolução de alguns problemas relativos a funções definidas implicitamente;

336

Cálculo

EXEMPLO L Supor que a equação g(x, y) ~O define y como uma função derivável de x, seja y ~ Y(x), para todo x em algum intervalo aberto (a, b). Exprimir a derivada Y'(x) em função das derivadas parciais de g.

Resolução. Seja G(x) ~ glx, Y(x)i para x em (a, b). Então a equação g(x, y) implica G(x) ~O em (a, h). Pela regra de derivação da função composta temos
G'(x) = ilg · 1 ilx

~o

+ ilg Y'(x),
ily

donde se obtém
(9.26)

ilgfilx .
Y'(x) = - ilgfily

nos pontos X de (a, b) para os quais agtaY'F O. As derivadas parciais agtax e agtay são dadas pelas fórmulas agtax ~ D,gix, Y(x)) e agtay ~ D,g[x, Y(x)]. EXEMPLO 2. Quando se elimina y das duas equações z ~ f(x, y) e g(x, y) ~O, o resultado pode exprimir-se na forma z ~ h(x). Escrever a derivada h'(x) em função das derivadas parciais de f e g.

Solução. Admitamos que a equação g{x, y) ~ O pode resolver-se relativamente a y em função de x e que a solução é dada por y = Y(x) para todo x em certo interva~à aberto (a, h). Então a função h é dada pela fórmula
h(x) = f[x, Y(x)]

se x

E

(a, b).

Aplicando a regra de derivação da função composta temos

'( ) ilf x h x =ilf + - Y'( ). ilx ily
Resolvendo à e<juação (9.26) do Exemplo 1 obtemos a fórmula·

ag at _ of

ilg

h,(x) = '-'a y'-'il-"x-:::-iJ'-"y'-'iJ-"x ilg ily

As derivadas parciais do segundo membro são calculadas no ponto (x, Y(x)). Observe-se que o numerador pode também exprimir-se como um determinante jacobiano, dando-nos
h'(x) = il{f, g)fil(x, y)

ilgfily

, p/icações do cálculo diferenciai

337

EXEMPLO 3. As duas equações 2x = v2 - u2 e y = uv definem u e V como funções de ix ey. Determinar fórmulas correspondentes a jju!jjx, jjuloy, avliJx, jjvlay.

Resolução. Mantendo y fixo e derivando ambas as equações relativamente a x, tendo -:_presente que u e v são funções de x e y, obtemos

av au 2=2v--2u-

ôx

ôx

e

av au O=u-+v-. ôx ôx

:Resolvendo estas equações simultâneas em relüção a

avlax e autax obtemos

au u dx = - u2 + v2

e

ôv v -----

'Por outro lado, se fixamos x e derivamos ambas as equações relativamente a y ob,temos

av au 0=2v--2u-

ôy

ôy

e

1=u-+v-.

ôv

ôu

ôy

ôy

;Para solução deste sistema de equações encontramos

au
Oy = u2
EXEMPLO
'.

v

+

v2

e

-=---

av ôy

u

u'

+ v'·

4. Seja n definido como função de x e y pela equação

f;
• ·;

~~eterminar j}u/j}x e j}u/j}y por intermédio das derivadas parciais de F.
Resolução. Suponhamos que u ~ g(x, y) para todo (x, y) em algum conjunto aberto

u = F(x

+ u,yu).

·s. Substituindo g(x, y) por u na equação original obtemos
:(9.27)
g(x,y) = F[u 1 (x,y), u,(x,y)],

.f"

~onde u,(x, y) ~ x + g(x, y) e u,(x, y) ~ y
~mos

g(x, y). Mantenhamos agora y fixo e deriveambos os membros de (9.27) relativamente a x, aplicando no segundo membro regra de derivação da função composta, obtendo

:(9.28)

ôg
ax

=

DF ôu 1 1 ôx

+

DF ôu,. 2 ôx

Mas j}u,/j}x ~ I+ j}g/j}x, e j}u,lj}x = y j}g/j}x. Por conseguinte (9.18) escreve-se

338

ilg = ax

D 1F ·

(1 + - + D F · (yilg) . ilg) ax
2

ax

Resolvendo esta equação relativamente a agtax (e escrevendo autax em vez de agi ax) obtemos

àu
iJx·

-D 1 F D,F + v D.F- 1

Do mesmo modo encontramos

àg=DFàu 1 +D·Fau,=DFàg+DF(_ àg+ (x )). 1 2 1 2 ày ày ày ày y ày g ,y
Isto conduz-nos à equação.

àu ày

-g(x, y) D,F

D1 F

+ y D,F -

1

As derivadas parciais D,F e D,F são calculadas no ponto (x

+ g(x, y), yg(x, y).

EXEMPLO 5. Quando se elimina u entre as equações x = u + u e y = uv2 , obtemos uma equação da forma F(x, y, v)= O, a qual define v implicitamente como uma funçãc de x e y, por exemplo v~ h(x, y). Provar que

àh àx

h(x, y) 3h(x, y) - 2x

e determinar uma fórmula semelhante para ahtay.

Resolução. Eliminando u entre as duas equações obtem-se
xv2 -v'-y=O.
Seja F a função definida por

F(x,y, v)= xv'- v3

-

y.

A discussão da Secção 9.6 é aplicável aqui e podemos escrever
(9.29)

oh=_ àF(àx àx àF(àv

e

oh= _ ilFfoy ày àF(àv

Mas a FI a x ~v', a FI a v~ 2xv- 3v 2 , e a FI ay ~ - I. Por conseguinte. a cquaçüo (9.29
~.:screve-se

. , Aplicações do cálculo diferencial

339
v

-=

oh

~
!

~e

OX

v' ---=-2xv- 3v
2

2x- 3v

h(x, y) 3h(x, y)- 2x

;; = -

1 2xv-=- 3v'

2xh(x, y)

~

EXEMPLO 6. A equação F(x, y. z) define z implicitamente como uma função de x e y, seja z ~ f(x, y) Supondo que a' Ft(a x a z) ~ a' Ft(a z a x), provar que

~O

~

3h'(x, y) ·

I
~

i (9.30)

o'J
ox' = -

(~) (~' - (~) (~) (~) + (~' (~)
2

(;;r

~onde as derivadas parciais do segundo membro são calculadas em (x, y,f(x, y)).

Resolução. Pela equação (9 .20) da Secção 9.6 temos

. (9.31)

of oFfox -=--ox oFfoz

.·Devemos ter presente que na realidade este cociente significa
D 1F[x, y,f(x, y)] D 3 F[x, y,f(x, y)]

. Introduzamos G(x, y) ~ D,Fix, y, f(x, y)l e H(x, y) ~ D,F(x, y,f(x, y)l. É nosso pro: pósito calcular a derivada parcial, com respeito a x., do cociente

of G(x, y) -= ----, ox H(x, y)
· ; :'mantendo y fixo. A regra de derivação do cociente dá-nos

i
. : (9;32)
:!li

HoG _ GoH

o'f -=
ox
2

ax

ax

H'

·.{Un.. a :yez que G e H são funções compostas, usamos a correspondente regra de deri: J;vação para calcular as derivadas parciais a Gta X e a Htax. Para a G!ax temos

~

~ OX
-

+D o'F .o'F of ='-+~-.
.

.

= D 1 (D 1F) • 1

2

(D 1 F) ··O+ D 3(D 1F) · -

~ OX

õx'

ôz élx élx

340

Cálculo

Analogamente, encontramos

.aH = õx

D 1(D,F) · I

+ D,(D 3F) ·O + D 3(D3F} ·õf õx

à'F Õ'F õj =--+--. Õx Õz õz' Õx
Introduzindo· estas derivadas em (9.32) e substituindo o[lox pelo segundo membro de (9.31) obtemos a formula (9.30).

9.8. Exercícios
Nos exercícios apresentados a seguir deve admitir-se sempre a existência c continuidade das derivadas que se considerem. I. As duas equações x + y = ulv e xy = u -. v determinam _x e y implicitamente como funções de u e v, seja x = X(u, v) e y = Y(u, tv). Mostrar que iJXI iJu = (xv- I )/(x- y) se x y e determinar fórmulas análogas para iJX/Jv, iJY/iJu, OY/iJ.v. 2. As duas equações x + y = uv e xy = u- v determinam x e v como funções deu e y, a saber . x ~ X(u. y) e v~ V(u, y). Mostrar que aXI au ~ (u + v)/(1 + yu) se I + )'li'#• O, e determfnar fórmula análogas para iJX/ ay, a VI au, a VI iJy. . 3. As duas equações F(x, y, u, v)=: O e G(x, y, u, v)= O determinam x ey implicitamente como funções deu e 11, sejam x = X(u, v) e y = Y(u, v). Mostrar que

*

ax

ou

o(F, G)/ o(y, u) õ(F, G)lõ(x,y)

em pontos para os quais o jacobiano O( F, G)l d(x, z) *O, e determinar fórmulas semelhantes para as derivadas parciais dX/iJt', dY/iJu, e dY/itv. · 4. A intersecção de duas superfícies definidas pelas equações cartesianas 2x 2 + 3y~- Z 2 = 25 e x 2 + _,.z = :: 2 define uma curva C passando pelo ponto ·p= (;=f:J, 4). Estas equações podem resolver-se em relação a x e a _r em função de :z para darem uma representação paramétrica de C, com ::como parftmetro. (a) Determinar o vector tangente unitária Ta C no ponto P scn recorrer ao conhecimento explícito da representação paramétrica. (b) Confrontar o resultado da alínea (a) com o obtido mediante uma repn::scntação paramétrica de C com ::como parâmetro. 5. As três equações F(u, v)= O, u = Xy, e v= J x 2 + zz definem uma superfície no espaço OXYZ Determinar o vector normal a esta superfície no ponto x = I, y = I, z = J3 se fõr sabido que D,F(I, 2) ~ I e D,F(I. 2) ~ 2. 6. As três equações

x

2

+ z2 + y 2 - sen(uv) + 2z2 xy -.senucosv + z
x2
-

ycos(uv)

=O,
=

2,

=O,

y). y e z como funções de u c v.. Verificar a relação oF o2F oF o2F ax ax ay = ay ax2 • } ~·· l ~ ~ 9. Achar as fórmulas correspondentes a todas as derivadas parciais de F de primeira e segunda ordem. y) = f[x + g(y)l. X 2 + }' 1 + z 2) =O define z como função implícita de x e y.z1 = A(x - x1) + B(y - y 1). a gradiente deste campo é defínido pelo vector t·. 12. A equação x + z + (y + z)l = 6 define z como função implícita de x e y. 8. 11. Determinar as derivadas parciais ilf/ ilx e e Jf/ Jy em função de D 1 F e D 2 F. z) =f(x.y)lx[ é difer"ente de zero. z. Jf/ ay e Jljl(Jx ay) em função de x. auJay) =O. A equação linear que define o plano tangente no ponto P. y.z. A equação sen (x + y) + sen (v+ z) = I define z como função implícita de x e y. ver-se = ·(x. zlx) =O define= implicitamente como uma função de x ey. 7. u = rr/2.y). A equação F(x + y + z. Provar que existe uma constante n tal que . \'=O. Mostrar que og x ox +Y og oy =g(x.y) nos pontos em que DJ]ylx. y). z = f(x. ~ ·i' I f ~' e determinar n. pode_ ser considerada como uma superfície de nível do campo escalar F. lO.) pode escre- t I z .y). Seja F uma função real de duas variáveiS reais e suponhamos que as derivadas parciais d 1 F e D 1 F são diferentes de zero. Se f é diferenciável. Seja u outra função real de duas variáveis reais tal que as derivadas parciais au! ax c au! ay estejam relacionadas pda equação F(àu/ ax. z =f (x. A cquaçãof(y/x. g(x. seja z = g(x. Supor que iJ 2 u/(Jx ay) = à1 u/(Jy Jx). Máximos. I. Calcular as derivadas parciais Jx! au e iJx/ av no ponto x = y = I. y c z. mínimos e pontos sela ''r Uma superfície. y e z. z =O. defínida explicitamente por uma equação da forma z = f(x. Calcular a derivada D 1 J em função de x. expressas em função das derivadas de f e g.. . 9. Calcular as derivadas parciais Jfl ax. definida pela i equação F(x.• · ·: . z = f(x.9. Seja f e g duas funções de uma variável real e definamos F(x.y. y). f').Aplicações do cálculo diferencial 341 definem x.

Os adjectivos global e local são algumas vezes utilizados em vez -dos termos absoluto e relativo. . respectivamente. num tal ponto. é paralelo a XOY. Se a superfície se imaginar como um terren·o montanhoso. DEFINIÇÃO. com Quando ambos os coeficientes A e B são nulos.33) f(x) ~f(a) para todo X em S. D. é fácil construir exemplos nos quais o anulamento de todas as derivadas parciais em ti! não implica necessariamente um extremo em a. então todas as derivadas parciais de primeira ordem D. essas categorias corresp<Jndeh. A função f diz-se ter um máximo relativo em a se a desigualdade em (9. o mínimo f(a) chama-se o valor máximo absoluto de f em S. o ponto a diz-se de estacionaridade de f Um ponto de estacionaridade de f diz-se um ponto sela se toda a n-bola · B(a) contém pontos x tais quej(x) <fia) e outros pontos para os quaisfix) >fia).33). y) no ponto (a. DEFINIÇÃO. DEFINICAo..f(a).. mínimo e pontos sela pode definir-se para campos escalares arbitrários. .342 Cálculo e B = D 2f(x 1 . O conceito de máximo. Um número que seja quer máximo relativo ou mín{mo relativo de f chamase em extremo de f . y. respectivamente ao cume da montanha. Diz-se que um campo escalar f tem um máximo absoluto num ponto a de um conjuntoS de R" se (9. Verifica-se tal circunstância nos chamados pontos Sela que se definem a seguir.) No caso· em que n = 2.dos vales.. Por outras palavras.y1). Por outro lado. recorrendo a uma desigualdade de sentido contrário à de (9. ao fundo. . Os pontos de estacionaridade de uma superfície classificam-se habitualmente em três categorias: máximos. o pontos P. diz-se um ponto de estacionaridade da superfície o ponto (x. e às gargantas. V f(a) ~ O. (Isto pode demonstrar-se facilmente mantendo fíxa cada componente e reduzindo o problema ao caso unidimensional.que acabou de referir-se que existe um plano tangente à superfície z ~ j(x. mínimos e pontos sela.J(a) devem anular-se: Por outras palavras. Os mínimo absoluto_ e mínimo relativo definem-se de uma maneira análoga. significa o . f(a)) paralelo ao plano XOY. Se f possui -um extremo num ponto interior a e é aí diferenciável. Se fi diferenciável em a e se vf(a) ~ o. um máximo relativo em a é o máximo absoluto em certa vizinhança de a.) diz-se um ponto de estacionaridade ou um ponto crítico da função f O plano tangente à superfície. definidos em subconjuntos de an.33) é satisfeita para todo o x pertencente a uma certa n-bola B(a) de S.

s de _estacionaridade se classificam em máximos.~ --.. z = f(x. y (a) :: = 2 . EXEMPLO I. FJG. = _\' + _\ Exemplo 2: Mínimo relati.y· z X (<-'):. As curvas de nível são círculos. \') 2 ( Y~ -1- 1'') . Exemplos I e 2. Os exemplos que se apresentam a seguir ilustram estes diferentes tipos de pontos de estacionaridade.x'. Máximo relativo. .Aplicações do cálculo diferencial 343 A situaÇão é algo parecida com o caso unidimensional em que os pontc. Tal superfície é um paraholoide de revolução.J(a).3. y) = 2.xc .y'. alguns dos quais se encontram desenhados na fi~l!Ll l) __1(h). Na vizinhança da origem tem a forma representada na figura 9. mínim-os e pontos de inflexão._\'). 9.vo na origem.O) rara tOdO 0 par C\-. ( im~l \'L'/ L!LlL' Ffx. Em todos os exemplos os pontos de estacionaridade em questão situam-se na origem.((().

Na proximidade da origem. na vizinhança da origem. Esta superfície está representada na figura 9.3(b). evidente que a origem é um ponto sela. y) = x'.5(a). esta superfície tem o aspecto dum colo duma montanha na vizinhança de três piCos. A superfície. donde resulta f(x. A presença de tal ponto é revelada igualmente na figura 9. z = f(x. Ponto sela. y) = x' + y'. Estas são hipérboles. excepto em que existe um mínimo na origem em vez de um máximo.4. mas não existe nem máximo nem mínimo relativo nesse pontÇ. Ponto sela na origem. 0). z y (a) z = xy (b) Curvas de nível: xJ. é essencialmente a mesma que a do Exemplo I. Ponto sela. 0). para pontos (x. O) e pontos em que~ função excede f(O. Exemplo 3.344 Cálculo resulta que f não só tem um máximo relativo em (0. y) > O= f(O.4(b). y) = xy. dando-nos f(x.3(c) e algumas das suas curvas de nível estão traçãdas em 9. é um paraboloide hiperbólico. 0). y) no primeiro e terceiro quadrantes.3xy'. . 9A(a). pelo que a origem é um ponto sela. EXEMPLO 4.Ambas as derivadas parciais afi ax e aj!y se anulan na origem. A forma da superfície. Con efeito. É. z = f(x. Na vizinhança da origem é semelhapte a uma sela. como se representa na fig. enquanto que para pontos nos segundo e quarto quadrantes x e y tem sinais opostos. 0). EXEMPLO 2.5(b) algumas curvas de nível. Esta superfície. x e y têm o mesmo sinal. FIG_ 9. outro parabolóide de revolução. 0). mas ele é também um máximo 1bsoluto. está representada na figura 9. Mínimo relativo. em cada vizinhança da origem existem pontos nos quais a função é menor quef(O. admitindo os eixos coordenados como assíntotas. na qual se representam algumas das curvas de nível nas vizin-: hanças de (0. Consequentemente. y) <O= f(O. EXEMPLO 3. estando traçadas na figura 9.Jxy 2 =c. z = f(x. Ambas as derivadas parciais apax e apay são' nulas na origem.

9.5. =c.w. (b) Curvas de nível: x!y 1 =c.3. 9.x! =c. I) ________ . Mínimo relativo na origem.-r-r-----~x (a) :: = I . Ponto sela na origem._. Exemplo 6. Exemplo S. Exemplo 4. FtG. z 9. 7. FIG.c=O (b) Curvas de nívd: x·' .x" (b) Curvas dc nível: I . Máximo relativo na origem. y X (a) :: = x"y~ FKi. 345 .O._~+H.6. y Plano tangente em(O.

6(b)l são hipérboles admitindo os eixos coordenados por assíntotas. n X n. um matemático alemão autor de muitas contribuições à teoria das superfícies.!). y). y) ~ I . V f( a)~ O e a fórmula de Taylor vem f(a + y). Fórmula de Taylor de segunda ordem para campos escalares Se um campo escalar diferenciável f admite um ponto de estacionaridade em a. I ~ f(O. Existe um mínimo absoluto na origem. Esta superfície tem o aspecto de um vale circundado por quatro montanhas. Mínimo relativo. temos t Devida a Ludwig Otto H esse ( 1811-1874). porém..r!l E( a.x' .10.346 Cálculo EXEMPLO 5. z ""j(x. EXEMPLO 6. Neste caso. y) é igual à forma quadrática ~ L L D"f(a)y. a natureza de tal ponto fica determinada pelo sinal da diferença f(x). Num ponto de estacionaridade.y. As secções planas. y) ~ I . y) ~f(O. Se x ~a+ y. Máximo relativo..y).f( a) para x próximo de a. O) para todo o ponto (x. y) ~O quando as y ~ O. como se mostra na figura 9. são parábolas. As curvas de nível constituem uma família de rectas paralelas como se indica na figura 9.7(a). Ó) para todo (x. z ~ f(x. Para determinar o sinal algébrico doj(a + y).6(a). Existe obviamente um máximo absoluto na origem. Neste caso a superfície é um cilindro de geratrizes paralelas ao eixo OY.x'. y). definidas por planos paralelos ao eixo OX.f( a) necessitamos mais informação relativa ao termo de erro ~. como sugere a figura 9.f(a) = IIYII E(a. das derivadas parciais de segunda ordem D 1j(x) chama-se a matriz hessiana t e representa-se por H(x). devido ao facto def(x. y). Então. 9. y) ""x'y' . calculadas em a. As curvas de nível [representadas na figura 9. i=l i=l • • mais um termo de_ ordem inferior a JlrR 2 • Os coeficientes da forma quadrática são as .r!l E( a. derivadas parciais de ·segunda ordem D 1 [ ~ D 1(D. . Observe-se que estas cL~:rvas de nível são semelhantes às dos Exemplo 3. o termo i. então temos a fórmula de Taylor de primeira ordem f( a + y) - f(a) = Vf( a)· y + [ly[l E( a. O teorema que se segue prova que se f admite derivadas parciais de segunda ordem contínuas em a. onde E( a. a função toma unicamente valores não negativos ao longo de_ todas as suas curvas de nível.7(b). uma ·vez que j(x. y). A matriz.

y) ___. Em particular.4. A forma quadrática pode escrever-se mais simplesmente na notação matricial como segue: I I • • D...J(r(u)]y i=l 1. com O<c<l.7 do Volume I). Yn) se considera como uma matriz linha I X n e :r' é a sua transposposta. Obtemos (9. podemos calcular a sua derivada aplicando a correspondente regra..f = Dj! e a matriz H( a) é simétrica.. Quando as derivadas parciais D .y. para u real. = yH(a)y'. yH(a)y' + lly!i' E.u:. g'(O) = ilf(a)·y. dando uma aproximação quadrática para f(a + y) -f(a). a TEOREMA 9. Esta pode também escrever-se na forma (9. Visto ser g uma função composta definida por g(u) = f[r(u)). Demonstraremos o teorema aplicando a fórmula de Taylor de segunda ordem a g no intervalo [0. Aqui utilizou-se para o resto a fórmula de Lagrange (ver Secção 7.34) f(a + y) - f(a) =Vf( a) · y + -1 yH(a + cy)y'. Então f(a + y).. onde r(u) o= a+ uy. pelo que a regra de derivação da função composta nos conduz a g'(u) • = VJ[r(u)] · r'(u) = VJ[r(u)] · y =I D .(a.J são contínuas.)".36) g(1) . i=l i=l onde y = (y. 1~t 347 sempre que tais derivadas existam.... admitindo derivadas parciais de segunda ordem. Se f é um campo escalar. onde E.f(a) = g( I)= g(O). lima matriz coluna n X I. 2! O<c<l.g(O) = g'(O) + -1 2! g"(c). Consideremosy fixo e definamos g(u). temos D.J(a)y. Demonstração. .. FÓRMULA DE TAYLOR DE SEGUNDA ORDEM PARA CAMPOS ESCALARES. A fórmula de Taylor. desde que r(u) E B(a).( a.35) f(a + y) - J(a) = Vf(a) · y + .J(x)]7. então para todo y em R" tal que a + y E B(a) tem-se com (9. D .O.Aplicações do cálculo diferencial H(x) = (D. .. pela igualdade g(u) =f(a + uy) para-I:. y). Aplicando mais uma vez a mesma regra de derivação· encontramos . contínuas numa n-bo/a B(a).I.O quando y. toma agora seguinte forma. I I. Temos r"(u) = y.

H(a)}y' se y .O. Visto o ter mó 11.y. - - Para completar a demonstração necessitamos mostrar que E.O.(9 . 1 • . Porque cada derivada parcial de segunda or~em Duf é co!ltínua em a.37) IIYII 2 E. Para demonstrar (9.D.O quando y. pelo que a equação (9.(a. pelo que a fórmula de Taylor dada em .~ ~.f[r(u)]y 1) y. o que completa a demOnstração. De (9:37). Esta Secção é dedicada à demonstração desta afirmação.348 g"(u) = .(a.. O)= O.D1 J[r(u)]y.>'11' E.f(a + cy).j(a)l para .Dijf(a) quando ..(a.. · + cy).(a.(a.1 _llyii'IE.F O.35) definimos E. Deste modo g'(c) = yH(a + <y)y'.11. (~.y) 1 = .r) tender para zero mais rapidamente que llyll'.(a.LLID. 2L L JD.y)l = L L {D"f(a i=l 1=1 2I . (a.. e seja E.~ D. . consequentemente a natureza de um ponto de estacionaridade poderá ser determinado pelo sinal da forma quadrática.j(a)}y.r. y). : : . 9. de modo que E.y) pela equação (9.(a. D.D.j(a)JIIyll i=l i=l • 2 • · Dividindo por llyll' obtemos a desigualdade 1 IE. y).y 1 = yH[r(u)]y'.v =F O..(a.r).y{H(a 2! + cy).j(a 2 i=l i=l n n + cy)- D. · . I· .y)l::::. parece razonável esperar que para valores de y pequenos o sinal de f( a+ y)-f(a) seja o mesmo da forma quadrática yH(a)y'.34) toma a forma f(a + y) -f(a) = .O.. y). temos Dijf(a + c. obtemos .35) vem /(a+ y) -f(a)= !yH(a)y' + llyll' E. A natureza do ponto de estacionaridade determinada pelos valores próprios da matriz Hessiana Num ponto de estacionaridade tem-se V f( a)= O. y)-0 quando . Então a equação (9. 'ílf(a) · Y +- 1 2! yH(a)Ji' + IIYII 2 E. Cálculo = .r. (a.36) se transforma na (9.34).

••• -.l. •=1 n n tem-se então: (a) Q(r) >O para todo y (b) Q(r) <O para todo y * O se e só se todos os valores próprios de A são positivos. Para este_.6. e . a equação (9.. .y. na (b) diz-se definida negativa. o sinal algébrico de f(a + y). O teorema apresentado a seguir descreve a natureza de pontos de estacionaridade em função do sinal da forma quadrática xH(a). 1.f tem um máximo relativo em a. de maneira que cada . x 11 ) é a matriz coluna . . .f(a) = tQ(y) + Jlyll' E.. onde E2 (a.·.38) dá-nos Q(y) = ..A.r= . TEOREMA 9.. Mas porque . e H(a) representa a matriz hessiana num ponto de estacionaridade a._.38) Q{y) = yAy' = L .rC temos y = . Inversamente. Demonstração. se Q(_Y) >O para todo y *O podemos escolher .11 existe uma matriz ortogonal C que reduz a forma quadrática yAy' à forma diagonal.r = .-. hipóte~e Nota: Na hipótese (a). então tem-se: (a) Se todos os valores próprios de H(a) são positivos.l. Seja A= (aijl uma matriz simétrica real n X n e considere-se Q(y) = yAy' 1 .Y de maneira que x =_. (b) Se todos os valores próprios de H(a) são negatil'Os.f( a) é o mesmo que o de Q(y).< parciaisde(segunda/ordemDiif contínuas mima n-bola B(a).Aplicações do cálculo diferencial 349 Em primeiro lugar estabelecemos uma conexão entre o sinal da forma quadrática e os seus valores próprios. de maneira que x O se e só se . (c) Si: H(a) tem valores próprios positivos e negativos. Seja Q(y) = xH(a)_Y 1• A fórmula de Taylor dá-nos (9. Portanto Q(y) > O para todo _Y O. A demonstração de (b) é inteiramente análoga. Se f é um campo escalar com derivada.38) mostra que Q(y) >O .r =1=. então f tem um ponto sela e_m a. >O.rL'. Provaremos que existe um número positivo r tal que. Está assim demonstrada a alínea (a).A 11 são os valores próprios de A~ Os valores próprios são reais visto que A é simétrica.y).=1 La.O.• 11.. se O< llyll < r. isto é. (9.O. a forma quadrática diz-se definida positiva..xl • onde x = (x 1 .•· O.. * O se e só se todos os valores próprios de A são negativos. Se todos os valores próprios são positivos. Segundo o teorema 5. l.(a..c seja o vector coordenado ..y.5.y)-0 quando _v.··· =L .Y'· sempre que * * * I I. !I Demonstração.39) f(a + y). f tem um mínimo relativo em a. TEOREMA 9. .YC. aequação (9.

o que demonstra a alínea (a). Estes ·números são os valores próprios da matriz simétrica real H(a). f tem em a um ponto sela. vemos que para taly o sinal de f(a+ y)-f(a) é o mesmo de Q(y). de H(a) são positivos. Â..ui. Seja h o menor valor próprio. estes porém não serão tradàdos aqui. onde I é a matriz identidade n x n.)l <±h sempre que O< II. Portanto * yH(a)y' > y(ul)y' = u lfyll' > th IIYII' para todo real u < h. Podem estabecer-se critérios para estudar tai·s exemplos..(a. Tornando u ~ 1h obtemos a desigualdade Q(y) para todo.6 não dá qualquçr informaçãO relativa ao ponto de estacionaridade.(a.''* O.Yil <r. o teoi"ema 9.. o_u mais simplesmente aplicar a alínea (a) a. seu E (-h. Se u < h.u. existe um número positivo r tal que! E. uin r> O tal que /E. h).ull_. .ull_•·• é definida positiva.y)[ >O. ..u são também positivos. . sejam À 1. Então para cada real u satisfazendo a-h< u <h os e são valores próprios de sinais contrários para a matriz H(a). Para demonstrar (b) podemos seguir um raciocínio análogo.5. Porque E. . l-t 2II.39) mostra que f(a + y) -f(a) ~ !Q(y). Esta conclusa o completa a demonstração do teorema.. Portanto.1.(a.. Pelo teorema 9.•·. a forma quadrática . · .O.ui. e a fórmula de Taylor (9..ully' torna quer valores positivos quer negativos em toda a vizinhança de y~ O.(a. 2 dois valores próprios de H( a) de sinais contrá- rios. Deste modo f tem um mínimo relativo em a. Escolhamos. Seja h~ mio números I À. y). os n números Âl. como atrás. e consequentemente ylH(a).. Nota: Se todos os valores próprios de· H(a) são nulos.y)/ <~h 8empre que O< Oyll <r.IIYII' [E. Para taly temos O~ IIYII'[E.-• >O para todo y O. Uma vez que quando y.O aparecem valores positivos e negativos.O quando .-iH(a). a forma quadrática y(H(a).350 Cálculo Admitamos em primeiro lugar que todos os valores próprios A.( a. o·s quais fazém 'intervir deriVadas de ordem superior. e J.f Para demonstrar (C).. argumentando do mesmo modo. Então. 1. .y)[ <ih IIYII' < tQ(y)._.

e no i'"*. !!' f ·~· Então verifica-se: ~..Exemplo 5 é um mínimo relativo. ' ' ' Os valores próprios I • " f J ~' Demonstração. pois A +C~ . À·" À. (d) referir-nos-cmos aos Exemplos 4 e 5 da Secção 9.determinar-se pelo da derivada de segunda ordem D. .f(a). Ainda o teorema 9. ~ 1' li estão relacionados com os coeficientes pelas equações À1 +À2 =A+C. (b) Se t!.1 = O na origem.l. C = D 2 . Este sinal terá forçosamente que ser o de .1. pode . Neste caso AC > 8 2 ~O. o critério não é conclusi•·o. __ Se d < O os valores próprios tem sinais contrários. B = D. = .. Critério das derivadas de segunda ordem para extremos de funções de duas variáveis 351 No caso em que n ~ 2 a natureza de um ponto de estacionaridade pode também ·. Por exemplo. i J.9. 'r. Em ambos os exemplos temos .12.. o que demonstra (a)._. de determinar a natureza de um ponto de estacionaridade. e .=O. >O e A < OJ admite um máximo relativo em a.7. o que prova (b) e (c). Para demonstrar.J(a) e do determinante da ma..B'. li I e /!.cos y)'. triz Hessiana. pelo que f admite um ponto sela em a.9.J admite um mínimo re/atil•o em a. y) =I + x'·+ (I. quando c.f(a).J:i(a)-] = O é uma . Estes são os pontos (0. No Exemplo 4 a origem é um pqnto -Sela.7 seja aplicável. (a) Se t!. >O e A> O. y) com g(x..não constituir a maneira mais simples .(A+ C)À +/!.-~· f: det H(a) = det [.) admitindo derivadas parciais de segunda ordem contínuas numa 2-bola B(a) e sejam A= D 1 •1J(a).2 cos y. y) ~ e ttg(x. y) ~ x' + 2 + cos' y. (d) Se t!. os valores próprios têm o mesmo sinal. (c) Se t!.cos y)' ~O. f(x. x. ·. + . > O. equação quadrática. quando n é qualquer inteiro·. ~ O. À ' .. o critério é aplicável. Seja a um ponto de estacionaridade de um campo escalar f(x. mas os cálculos são extensos.. TEOREMA 9. Se t!.Aplicações do cálculo diferencial ._.1. pelo que A e C têm o mesmo sinal. ] = AC. Vemos por sua vez que f tem máximos relativos nos pontos para os quais x' ~ O e (I .l. < OJ admite um ponto sela em a. y) como uma soma escrevendo g(x. 2n~ ). Neste caso podemos exprimir g(x. . Neste caso a equação característica det [Àl.

relativos e absolutos.] (b) Provar qU.J +F nesse mínimo. z ~ x" + y' .3xy. 13. (a) Provar Que existe um ponto (x 1 . y) = DJ(x. y) > o e o conjunto para os quaisf(x. (b)f(x) ~ (x' + I)-•·. Exercícios Cálculo Nos Exercícios 1 a 15..2x + y. y) = xy(l .y + J)2. J\) = Dx 1 + EJ!-.: x z ~ x 2 + (y . Dados n números distintos x 1. mas que não existe mínimo relativo em nenhuma vizinhança bidimensional da origem. é em geral. impossível determinar uma rectaf{x) = ax + b que passe pelos pontos (x.y) como factor. 4. O ~ y S' 1r • • 7. y) ~ (3-x)(J. +y2 +3arctan~. Fazer um desenho indicando o conjunto de pontos (x.1) 2 • z ~ 1 + x' . 6. y) ~·o. z = x 2 .y. Mostrar que sobre toda a recta y = mx a funçàoJern um m 1 ~ nimo em (0. Sejaf(x.y)(x + y.y. 10.x . y 1) no qual f tem um mínimo. y) < O.25)e-la:'+xY+Y'>. z = sen x sen y sen (x + y).• xn e noutros números y 1 . Sejaf(x.352 9. li. 9. y) admite {3. determinar e claSsifiCar (caso existam) os pontos de estacionaridade das superfícies cujas equações cartesianas se indicam 1.3xy' + y'. y) para os quaisf(x.3y'.3f (a) Fazer um desenho representando o conjunto de pontos (x.B' B I C E D E F 21. [Sugestão: TransforrrÍar a parte quadrática.1) 2 • z ~ x' . z ~ x'y'(6 . com A> O e B' <A C.ej{x 1 . Determinar as constantes a e b tais que o integral J: {ax + b. z ~ 2x". '* 14. z = (x .). 20.y 1 ) no quadro O :5 x :5 I.numa soma de quadrados. 12. 8. z = (5x + 7y . Contudo podemos ·I I I I encontrar uma função lineara qual torna mfnirno o "err~ quadrático total" . O :5 y :5 1.1 a:'+~>. x >0. Método dos menores quadrados. 16. (b) Determinar todos os pontos (x.jx• z = (x2 + y 2 )e.13.x 2 . y) no plano para os quais DJ(x. e os pontos sela para a fun· ção f(x. _ z ~ e2 3•(8x2 .) = y..[(x)}'dx seja o menor possível se (a)f(x) ~ x'. isto é.l (c) Quais dos pontos. 19. •••. Determinar todos os valores extremos. Seja f(x. 0).) ~ AC.6xy + 3y'). de estacionaridade são máximos relativos? Quais são mínimos relativos? Quais são nem mínimos nem máximos? JUstificar as respostas. para cada i. y) =O. 17.(y . 18.3x + ?y. ~ z = sen x cosh y. tal quef(x. • • • •Yn (não necessariamente distintos). 5. z ~ x" . 2. ~x -2y +log.xy + y 2 . y) para os quaisf(x. rr.xy. y) ~ Ax' +·2Bxy + Cy' + 2Dx + 2Ey +F.y).. !Sugestão: DJ(x. O :::.. 3.y'. (d) Terá f um mínimo absoluto ou um máximo absoluto em todo o plano? Justificar as respostas. z _15.4x 2_J' + yz. (c) Mostrar que A BD f(x. y) = 3x" .

l). Gencraliz~tr o método dos menores quadrados ao espaço tridimensional. determinar uma função linear( (x. Seja a um ponto de estacionaridade de um campo escalar f. z) = x• + y•+ z4 . isto é. e determinar a natureza desse ponto de estacionaridade pelo cálculo dos valores próprios da sua matriz Hessiana. z) representa a tel)lperatura em (x. Provar que f admite um ponto sela em a se pelo menos dois dos elementos diagonais da matriz Hessiana H(a) têm sinais contrários.) .y. • • • . 9. f(x.) - y.r)= ax + hy + c a qual minimize o erro quadrático total E(a.) são n pontos distintos dados e :: 1 .ll'. z11 são n números reais dados. y. b.Aplicações do cálculo diferencial E(a. .. z) = (x' + y' + z2)li. Verificar que o campo escalar f(x. 11. Multiplicadores de Lagrange Iniciamos esta Secção com dois exemplos de problemas de extremos sujeitos a determinadas condições (ou ligações). c) ~ i=l i [J(x. b) 353 ~i i=l [J(x. com derivadas parciais de se· gunda ordem contínuas numa n-bola B(a).r E Rm! definanios f(x) ~L llx~1 n z. determinar os valores máximo e mínimo da temperatura ao longo de uma dada curva C no espaÇo tri.z. . z). y. ••• .] 2 .. 25. onde(x. y. L k=l n zk{centroide). Provar que f tem um mínimo no ponto a=~ . Ambos os exemplos são casos particulares do seguinte problema geral: Determinar os valores de um campo escalar f(x) quando x está sujeito à restrição de pertencer a um dado subc01ijunto do domínio de f · No Exemplo I o c<1mpo escalar a ser minimizado é a função distância. I.· dimensional.14. 24.]' Determinar os valores de a e b para os quais isso se verifica. Sejam z 1 ._r. Extremos condicionados. Se f(x. y. 23. Dada uma superfície S que não contém a origem. EXEMPLO 2.4xyz admite um ponto de estacionaridade em (1. EXEMPLO I. :: 11 n pontos distintos num m espaço. determinar os pontos de ·S mais da origem. Se .

O campo escalar f e as funções de condição g 1 . + · · · + Àm Vgm em cada ponto extremo. Vamos primeiramente descrever o método na sua forma geral. e depois apresentaremos argumentos geométri~ cos para mostrarmos como é aplicável aos dois exemplos atrás mencionados. O método dos multiplicadores de Lagrange.. xn) = O.41) Àm tais que V f= À. . Resolução Geometrica do Exemplo I.. Pretendemos determinar os pontos de uma dada superfície S que estão mais próximos da origem. e se nem todos os determinantes jacobianos das funções de condição com respeito a m das variáveis x 1 .. por exemplo (9. . se fõr uma superfície como no Exemplo I. gm supõem-se diferenciáveis. ••• .40) e as n equações escalares determinadas pela relação vectorial (9. Um ponto (x. ••• . A.. xn) em que ocorrem extremos relativos encontram-se entre as soluções dessas equações. Na prática para determinarmos os pontos extremos -consideramos o sistema de n + m_ equações formadas com as m equações de condição (9.354 Cálculo o subconjunto restrictivo é a superfície dada S. Barcelona). z) do espaÇo tridimensional dista r da origem se e só se estive( sobre a esfei-a x2+y2+z2=r2. ou uma curva como no Exemplo 2. Introduz-se um multiplicador para cada condição. na maior parte das_ vezes. ••• . Métodos particulares são possíveis quando o subconjunto restricto tem uma estrutura simples. x. Tais equaçõ-es devem resolver-sé (se possível) em relação às n + m incógnitas x 1 .Àm. Editorial Reverté.) admite um extremo relativo quando sujeito a mcondições. 7 da obra do autor Mathematical Ana/ysis. muito complicados. ' À 1.41). ••• . m. O método é válido se o número de condições. onde m < n. Se um campo escalar f(x. .. ••• . por exemplo. y. tradução espanhola Análisis Matemático. Em vez disso apresentaremos argumentos geométricos para mostrarmos como o método é aplicável nos dois exemplos enunciados no início desta Secção. Os problemas de extremos condicionados são.l 1 . S.. Addison-Wesley. ••• . No Exemplo 2 o subconjunto é a curva dada C. Àm introduzidos como auxiliares na resolução deste tipo de problemas chamam-se os multiplicadores de Lagrange. ••• .Os pontos (x 1 . é menor do que o número de variáveis n. . Vg. Xn e À 1 . não se conhece um método geral que permita resolvê-los em toda a sua generalidade.40) g 1(x 1 . então existem m escalares (9.. x n são nulos no valor extremo em questão. . Nesta Secção discutimos o método dos multiplicadores de Lagrange aplicável na resolução de tais problemas. • . A demonstração da validade do método é um resultado importante estudado em cursos mais avançados de Cálculo c não será discutido aqui (Ver Cap. Os escalares .

uperfí:ies.8. y.:~ :)u: . . 9. z) =O. ~ em cada ponto de contacto. y. logo também o são a C. este plano .· . deverá ser igualmente tangerite à superfície de nível tangente aS nesse mesm.estamos perante um problema de extremos com duas condições. I ~· ~' ~ Lagrange quando existir uma única condição. z) =r. Isto i t ~· 'li I * ~ #. ~ ~:FtG. Os dois vectores · gradiente V g 1 e V g2 são normais a essas suPerfícies. Os vectores Vg 1. C. Vf(x. . de S o mais próximo possível da origem. -Pretendemos obter os Valores extiemos de~ uma função temperaturaf(x. z) =À Vg(x. Se S admite plano tangente em cada ponto de contacto. Resolução ·do Exemplo 2. . 9. Se começamos com r= O e aumentarmos r até que a referida superfí. y. Vg 2 e Vf estão FIG. Esta é a equação vectorial (9. f(x. O véctor gradiente Vf está situado num plano normal. I Esta esfera é uma supérfície·de nivel da funçãof(x. (Ver figura 9. a curva ~ de intersecção.y.8. . ·· ~ . y.y. z) = (x' + y' + z')''' a qual há ·~! que minimizar. p. Para determinarmos as coordenadas dos ~ pontos de contacto admit_imos ~ue Sé definida por uma equação cartesiana da-forma g(x. z) ao longo de uma dada curva C. cie de nível seja tangente à superfície dada S. .) Mostraremos a seguir que o vector gradiente Vf da ~ função temperatura é também normal a C em cada extremo relativo sobre C. y.Aplicações do cálculo diferencial 355 . . gradiente da superfície de nivel de contacto. z) . o ponto.9. z) =O deve ser paralelo ao vector . cada ponto de contacto será um ponto t'. Portanto o vector gradiente de superfície g(x.:(:~:~~l: O. a situados no mesmo plano. Deste modo existirá uma ~ constante À tal que .·Se consideramos a geo~étrica curva C como a interse:::.41) obtidapelo método de · .

o método de Lagrange é aplicável sempre que esta condição seja satisfeita.)l está num plano normal a C.41). z) ~ x' + y' ao longo ·da curva de intersecção de duas superficies g. àz = à(g.j k Vg. intersectam-se segundo a rccta C representada na figura 9.) =O. 1. z) + à(g. X . Por exemplo. z) ~z'. como se indica na figura 9. z) ao eixo OZ e esta distância é mínima em C quando o ponto é (0.9.) j à(z... Todavia. àg.356 Cálculo implica que V/ está situado no mesmo plano que vg. 0). a independência de Vg 1 e v_g 2 significa que nenhum dos três determinantes jacobianos do segundo membro ·são nulos. consequentemente se Vg 1 e Vg 2 são independentes podemos exprimir Vf como uma combinação linear de vg. e V g 2 são independentes se e só se o seu produto vectorial é não nulo. b] devemos ter rp'(t.(x. Como foi referido anteriormente. y. imaginamos C como sendo definida por uma função vectorial a(l). Por outro lado. a distância do ponto (x. e V g.(y. e vg 2 . àg. suponhamos que tentarmos aplicar o método de Lagrange para a determinação dos valores extremos de f(x. Mas a'(t. à(x.41) proporcionada pelo método de Lagrange quando existem duas condições. + . y. onde I varia num dado intervalo [a.' g.10.(x. avgz. z) representa. ~ ê evidente que não eXistem escalares À 1 e À 2 que verifiquem a equação (9. são dependentes o método pode falhar. um plano e um cilindro.' g.).. = àg. y. àx ày àg. nesse ponto os vectores gradiente são vg.) é tangente a C. y. logo Vf é perpendicular a a'(l.(x. .) k. pelo que Vf[a(l. y. Os dois vectores gr~diente V g.Vg. z) ~o. Este produto escalar é nulo em 1..g. àx ày àz Portanto. Para provar que vf é normal a C num ponto extremo. O problema obviamente tem uma solução.. porquef(x.1)'.(x.) i+ à(g. por exemplo q>(l) ~fia( I)). seja Vf= Ã.' g. y. As duas superfícies. àg. Se q> admite um extremo relativo -num ponto interior t 1 de [a. = k. a regra de derivação da função composta diz-nos que q>'(l) é dada pelo produto escalar <p'(l) = Vf[a(l)]· a'(l). O produto vcctorial é dado por i Vg. b). x) à(y. z) =0 e g. Se V. e v/= 2j. y. onde g. Vg 2 = O.vg. Esta é a equação vectorial (9. z) ~ z e g. Sobre a curva C a temperatura vem numa função de I. y) àg.

6. interpretar geometricamente os problemas.xy = I mais próximos da origem. Se a. + . Exercícios I. :: > O.. Determinar os valores extremos de z = xy.y = 71/4.f(x.l + . 9. y =O. :::") = xayhzrsob a conh. Determinar os extremos dez= cos 2 x + cos 2 y.i. (a) Determinar os valores extremos dez= x/a+ y/b sob a condição de x 2 + y 2 = I. 2. diçào de x + _. sob a condição x. Determinar o võlume máximo limitado pelos planos x =O. . e um plano que i: tangente ao elipsoide um ponto do octante x > O. Supôr a e b números positivos fixos..15. 8. com a condição x + y = I.2y + 2z sobre a esfera xz + J. IJ. z) = x. (b) Determinar os valores extremos dez= x 1 + ). [ 9. z =O.:2 = I. O) à parábola J:-~ = 4x.)' > O. 10. Determinar os pontos da curva de interseccào de duas superfícies x2-xy+y2-z2=l e x2+y2=1 que estão o mais próximo possível da origem. Determinar os valores extremos do campo escalar f(x.IO. Determinar os pontos de z 2 . Determinar as distâncias máxima e mínima da origem à curva 5x 2 + 6xy + 5y 1 = 8. 5. b e c são números positivos. y. determinar o máximo valor de.: 4. Um cx~mplo em que l) mCtodo de Lagrange não é: aplicável. 7. y. = I. Aplicações do cálculo diferencial z 357 X FIG. Determinar a menor distância do ponto (I.2 sob a condição de x/a+ _. .r/h= I. Para cada caso. 3.

bl e /f' = [ak> bkl. 12. A demonstraçao do teorema do valor extremo é paralela à demonstração dada no Volume I para o caso unidimensional.l = {(x 1 . Se f é um campo escalar continuo em cada ponto de um intervalo fechado [a. b. TEOREMA DE LIMITAÇÃO PARA CAMPOS ESCALARES CONT(NUOS.) e b =(h.]. .358 Cá/cu/o i I. bl.! 1 • . então f é limitado em [a... qual deve ser o ângulo que formam esses lados com o fundo (base menor do trapézio) se quizermos que a área da secção seja máxima? 9. b. ••• . . x. Utilizar o método dos multiplicadores de Lagrange para determinar a máxima e mínima distâncias de um ponto da elipse x 2 + 4y 2 = 4 à recta x + y = 4. Se os lados iguais do trapézio medem c metros. Se a= (a. x. A secção de um canal é um trapézio isósceles. . para provarmos em seguida que f alcança efectivamente os seus valores máximo e mínimo em la. existe um número C". Admitamos que/ é não limitado em [a. pelo que I(l) = J~l) X •. 14. em que A >O e 8 2 < AC.16. Teorema do valor extremo para campos escalares contínuos O teorenia ·do valor extremo para funções contínuas reais· num intervalo fechado e limitado pode generalizar-se a campos escalares. A figura 9. b].) x · · · X [a. Consideremos campos escalares contínuos num intervalo fechado n-dimensional. bl é um rectângulo. b. TEOREMA 9.11 ilustra o método para o caso em que n = 2. Seja!'" =[a. Por exemplo... a. quando n = 2 o produto cartesiano [a...l}. bn) escrevemos [a..i C para todo x em [a. b] de R". Raciocinemos por redução ao absurdo.. Dada a secção cónica Ax2 + 2Bxy + Cy2 =I.• X 1<. c se tem ab<f' <:. isto é..}'> o.8."z > o~ Utilizar o resultado para provar que para números reais e positivos a. bl.. b) = [a. A+ C+ J(A. Determinar o máxiino de log X + log y + 3 log z sobre a parte da esfera x 2 + z2 = 5r'em que X >O. . recorrendo ao método das bissecções sucessivas. representem me M as distâncias da origem aos pontos mais pr?ximos e mais afastado da cónica. . Tal intervalo define-se como o produto cartesiano de n intervalos fechados unidimensionais.. b. E [a. 27 ( +r a+ b + c\5 5 J... Demonstremos em primeiro lugar que a continuidade de f implica a limitação.)l x 1 E [a1 . Demonstração. Provar que· .B ) e determinar uma fórmula análoga pára m2 • 13. . b].C)2 + 4B2 M' = ---=-7:o:---::oh'----2 2(AC. b. O tal que 1/(x)[ ..

issectemos cada intervalo unidimensional /k 1 ' para formarmos -dois subintervalos. b].fn' · nde cadaj. a lft!'etade esquerda /f'.p/ícações do cálculo diferencial 359 Hi ' 1-. obtendo um conjunto infinito de intervalos n-dimen- ( I ra•s [(i). Consideremos agora todos os produtos ftrtesianos possíveis da forma I 1 " 11. . .11.. e a metade direita lk. bl). cOm Jlm+l) s. Procedamos agora com 1m como o fizemos com JW. Representemos por I"' um deles que. bissectando cada componente unidimensional fk'' e chegando a um intervalo n-dimensional Jd> no ·qual/ é não limi. . .J(2l.~ 1 ou 2. Jlm). .. . O intervalo = J~m) X J(m) pode representar-se na forma J(m) X /~m). cada um dos quais f é não limitada. Continuamos o processo.jPL~ 1 I I ' I f. 9. b].'. A função/não é ~ínitada em Um pelo menos desses subintervalos (se estivesse limitàda erri todos também =estava em [a.31 X ••• X I'" n. Cada um deles é um bintervalo n-dimensional de [a. de amplitude Hbk.. expressamos do modo se]l:lmte : nde cada lk" é um dos submtervalos unidimensionais de li".· jrla.ak).--/\~1-. e a sua reunião é igual a [a. . Representação do método dà bissecção sucessiva no plano.----------. Existem exactamente 2" produtos deste tipo.: t-----f\1) _ _ _ _~' ' ' FIG.

bl.1 bissecções sucessivas de !a. Se f é contínua num intervalo fechado [a.·b] tais que f(c) = supf e f(d) = infj. h]. TEOREMA DOS VALORES EXTREMOS PARA CAMPOS ESCALARES. b].42) seja menor que rifo. b].l. Para todo x de [a. o supremo de todos os extremos esquerdos akml (m = I. Demonstração. In) está em [a.. 2. r) n [a. Mas este conjunto contém todo o intervalo f(m) quando m é suficientemente grande para que cada um dos n números (9. Seja g(x) = M.o ínfimo de f é o supremo de -f SejaM= sup f Suporemos que em [a..J(x).. O resultado para o ínfimo aparece·. 1/g é limitad' . b~m)J temos (9. Demonstremos agora que uma função contínua torna ambos os valores in f/e supfem [a. contradizendo o facto de que fé não limitada em f(m). 2. h]. Pelo teorema 9.. h]). ) deve ser portanto igual ao ínfimo de todos os pontos extremos direitos blml(m = I. r) na qual se tem JJ(x).t·) é um conjunto de números reais limitado superior e inferiormente. Quer dizer. b]. Para cada k fixo. h]). I para todo x em B(t. n.42) para k = 1. fazendo Ilm) = [a~ml. Pela continuidade de f em t existe uma n-bola B(t. b]. . b] será entãc g(x) > O. 2. Por conseguinte para esse valor de ma função f é limitada em J(ml. pelu que o recíproco 1/g é contínuo em[<>. pelo que f é limitada no conjunto B(t. escrevemos supf= sup {J(x) x I E [a. in f/= in f (f(x) x I E [a... então como uma consequência porque . b... TEOREMA 9.. Portanto este conjunto possui um· supremo e um _ínfimo os quais se representam por sup f e in f f. então existem pontos cedem [a. r) n [a.. respectivamente. .360 Cálculo Uma vez que cada intervalo unidimensional tkm) se obtém por m. o conjunto de todos os valores da funçãof(. Esta contradiyão l:Ompleta a demonstração. . .8. . b[ de R". h]. bl não oxiste nehhum x para o qualf(x) = M e chegaremos a um absurdo. O ponto t = (t.9. .. Esta desigualdade implica IJ(x)l < I + IJ(t)i para todo x em B(t. Se f é limitada em [a. ) e o seu valor comum representado por t.f(t)i s. Basta provar que f atinge o seu supremo em [a. r) n [a.

Demonstração. bl de R". e seja Pk uma partição do intervalo [a. b]. xl. Tal como no caso unidimensional temos um teorema de oscilação uniforme.é.17. P. X [a. ·'Pela continuidade de f em t existe uma n-bola B(t.1/C para todo x em [a. r) t'l [a.. .. pelo que f(x) < M. o intervalo )<m> está contido no conjunto B(t. isto . Logof(x) ~ M para. bkl. ~ x... respectivamente..10. n. bl ~·ra. pelo menos. . utilizando o método das bissecções sucessivas. é um conjunto de pontos ~ pk = {xo. 9. toma agora a forma seguinte. com C> O. então para todo E > O existe uma partição de [a. b]. b] pertencendo a todos estes subintervalos. e designemos por M(f) e m(f). A diferença M(f). bl tal que a oscilação de f em cada subintervalo seja arbitrariamente pequena. 6]. b]. falso. Suponhamos que o teorema é . o que contradiz o facto de que a oscilação de f é pelo menos <o em 1<m>..<0 ~ x.. Isto implica M.pelo que a oscilação de f não é maior que . . A demonstração é inteiramente análoga ao caso unidimensional ' pelo que referiremos as passagens principais. Mas._. b. b) num número finito de subintervalos tais · que a oscilação de f em cada subintervalo seja menor que e. valo [a.m(f) chama-se a oscilação de f em [a. Escrevamos [a. Se f é um campo escalar contínuo num intervalo fechado [a. b]. tervalos 1m. o qual nos diz que pode efectuar-se uma partição do intervalo ]a. [<2 1 . b].} ~ ~.tal que ak= . b] de R".que J:•. bl. em cada um dos quais a oscilação de f é pelo menos 100 • Consi· derando o menor limite superior dos extremos esquerdos dos intervalos componentes de I"'.·O teorema da oscilação umlorme também chamado o teorema da continuidade uniforme.l X ..Aplicações do cálculo diferencial 361 em [a. isto é. bl num número finito de subintervalos em cada um dos quais a oscilação de f 'seja menor que Eo-· Por bissecções sucessivas obtemos um conjunto infinito de subin· '. 'Xr-1• x. b}. b].l•o em l(ml. quer dizer 1/g(x) < C para todo x em [a.. O teorema da continuidade uniforme para campos escalares contínuos Seja/contínua num intervalo limitado fechado [a. o que contradiz o facto de M ser o menor limite superior de/em [a. I"'..~ bk.f(x) > 1/C. ~ x.. ~ . admitamos que para algum <0 não pode ser feita uma partição do inter.. os valores máximo e mínimo de f em la.l. um x em [a.·. obtemos um ponto tem [a. r) tal que a oscilação de f é menor . r)() [a.. O produto cartesiano ' P=P1 x···xPn chama-se uma partição do intervalo [a. em B(t. TEOREMA 9. quando m é suficientemente grande. ••• . bl. Vamos raciocinar por redução ao ab· ' surdo..

2. e repre. Os integrais de linha são de importância fundamental. vamos recordar a definição de curva dada no volume I. fluxo de _calor. funções reais definidas e intervalos finitos. ou integral de contorno. O conceito foi depois generalizado para funções vectoriais e. senta-se por f· da. para funções matriciais ._ integral curvilíneo.. circulação de um fluido. no Capítulo 7 do Volume 11. quer em Matemática pura. e o integrando é um campo vectorialf definido e_ limitado ao longo da curva.1. :163 . O ponto usa-se proposi. b]. energia pote-ncial. por a-. . O interv~lo [a. bJ e substltutdo por uma curva_ no espaço n -dtmenstonal deftmda por uma funçao vectorialcx. À curva dá~se o nome de · linha de integração. O integral chama-se integral de linha. Seja a uma função vectorial definida num intervalo finito fechado J ~ [a. mais concretamente a curva descrita . iif l ~: 10 INTEGRAIS DE LINHA I f i: 10. ou por algum outro símbolo semelhante. Se a é contÍ!lua em J o gráfico diz-se urna curva. quer aplicada. uma curva.. e depois para funções não limitadas e intervalos in finitos. f · 10. os valores da função a(t) defi· nem um conjunto de pontos no espaço n dimensional chamados o grdfico dá função. Integrais de linha e linhas de integração Antes de se apresentar a definição de integrais -de linha.f . tadamente para sugerir um produto interno de dois vectores. Introdução -~ J· limitadas em 1 c f'- No volume I estudámos o integral f~ f(x) 1dx. variação na entropia. Nest~ c_apítulo generaliza-se a noção de _integr:al n~mtr~ ~irecção. Aparecem em ligações com as noções de trabalho. Quando 1 vai tomando os valores J. primeiro para". e noutras questões físicas · em que se estuda o comportamento de um campo escalar ou vectorial ao longo de ..

Vmafunçãoa: J~R· continua em· J diz-se uma linha continua no espaço n dimensional. I.. e seja f um campo vectorial definido e limitado sobre o gráfico de a.da pode também escrever"se fcf-dae chama-se o integral. Se a= a(a) e b = a(b) representam as extremidades de C. ao longo dos Quais a tangente à curva muda de direcção de uma maneira contínua. tO. DEFINIÇÃO DE INTEGRAL DE LINHA. Seja 1= [a. A linha diz-se regular se a derivada a' existe e é continua num intervalo aberto (a. caso em que o integral existe como um integral próprio. isto é. é limitado em [a.ecimento da curva em si mesma. DEFINIÇÃO.1) Jf· dcx = J: J[cx(t)]· cx'(t) dt. O integral de linha de f ao longo de a representa-se pelo símbolo f f. FIG. Curva plana seccionalmente regular (regular por intervalos). em diferentes direcções ou com diferentes velocidades. bJ num número finito de subintervalos em cada um dos quais ela seja regular.da e chama-se o integral de linha de [de . b). de f ao longo de C. (10.ntes fun-ções podem dar lugar a uma mesma curva por formas distintas. o integral de linha Jf._ h1 e .364 Cálculo No estudo das curvas efectuado no volume I verificámos que difere. I representa uma curva seccionalmente regular (regular por intervalos).quer como integral próprio ou integral impróprio. No estudo dos integrais de linha inte'ressanos não somente o conh. Neste exemplo a curva admite tangente em todos os seus pontos à excepção de um número finito deles.da e define-se por . A linha diz-se seccionalmente regular (regular por intervalos) se pode efectuar-se uma partição do intervalo [a. Uma tal função designar-se-á linha continua. . bl. 10. excepto possivelmente num número finito de pontos. por exemplo. o integral de linha algumas vezes escreve-se também f! f ou f~[. . a~(t) Nota: Em muitos dos exemplos que aparecem na prática o produto escalar f[a(t)I.contínuo. mas também a maneira como a curva foi originada. Estes pontos excepcionais subdividem a curva em arcos. Sef!tpre que o integral do segundo membro existe. Outras notações para os integrais de linha Se C revresenta o gráfico de a. Seja a uma linha secciona/mente regular no espaço n dimensional definido num intervalo [a. bl um intervalo finito fechado em R'. a própria função a.3. A figura !O.

y) = .de equações paramétricas. Calcular o integral de linha de f de (0. t~.(x.(x.\' .da •. Portanto o produto escalar de j1a(t)l e a'( r) vem igual a w. ~~+ 13 + I e encontramos . ~- 'i"·" {0.(x. f= (f. Para a linha da alínea (a) fazemos a(t) ~ti+ tj: Então a'(t) ~ i+ j e ( j1a(t)l ~. Quando a~ balinha diz-se fechada.dx + J. O 5 t 5 I.'. 0) a (I. seja. . I).dy + f.. da escreve-se fc.= J.Jí + f+ o t) dl = -. Seja [um campo vectorial bidimensional definido por ·'' f(x./. ao longo ~ de cada um dos seguintes caminhos: (a) a recta de equações paramétricas x ~ I. y ~ t'. z) dy + f. Neste caso usa-se muitas vezes o símbolo f para significar a integração ao longo de uma linha fechada.dy. No caso bidimensional a linha a define-se habitualmente por um par . a Neste caso o integral de linha pode também escrever-se J!. !i_ Resolução. das suas componentes. z) dz. 17 12 . O 5 I 5 I. y = o:.[a(t)]o:~(t) dt. ou fcf. e o integral de linha f c f.ti+ (t' + l)j. ~. . Quando se utiliza a notação f!fdeveter-se em mente que o integral depende não somente dos pontos extremos a e b. (b) a curva de equações paramétricas x ~ 1'.dz.. '.da 1 + · · · + ff. k=l I J' J.' <..) e o integral do segundo membro de (10.(x. y)dx + J.. f. No caso tridimensional usam-se as três equações paramétricas.: para todo (x. .y. z) dx + f.y.Integrais de linha 365 a a b ao longo de a.1) transforma-se numa soma de integrais. z = oc3 (1) 011 e escrevemos o integral de linha f c f· da na forma f cf. 0 EXEMPLO. Quando f e a se exprimem em função. x = oc1(1). y ~ t. y = oc2 (1). y)dy..JY i+ (x' + y)j .(x. então J f.y.(t).dx + /. y) com y 2: O.0) f· da. mas também da linha a que os une.

~ + ttJ·f + !t'' cujo integral desde O a I é 59/42. 42 (0. não supreenderá verificar que gozam de muitas das propriedades destes últimos. .3t' dt ~ = -. f-dtt.366 Cálculo ~ t 312 i Para o caso da alínea (b) fazemos a(t) ~ t'i + t'j. são as definidas por a(t) quando t varia nos subintervalos [a. Calculemos agora a alínea (b) uma vez mais. usando a mesma curva mas com uma diferente representação paramétrica.0) Este exemplo mostra que o integral de um ponto a outro depende em geral da linha un. 10. + t~)j). onde as duas curvas C. É esta uma propriedade geral dos integrais de linha que passamos a demonstrar. quer dizer. e· as curvas C. Servem estes cálculos para mostrar que o valor do integral de linha é independente da representação paramétrica usada para definir a curva. resultam directamente da · definição de integral de linha e como tal são deixados ao leitor como exercício. e C. b]. respectivamente. a curva C é definida por uma função a definida no intervalo [a. gozam de uma propriedade de linearidade a respeito do integrando. a = f'· O (2t% +. e C. formam a curva C. Deste modo /[tt(t)]· tt'(t) = 2tli e + 3t' + 3t5 ' + 3t 5 ) pelo que r<w> f· dtt . para algum c satisfazendo a a < c < b.indo os dois pontos. Por exemplo. (i +tt''i) = .. Então a'(t) ~ 2ti + 3t'j f[a(t)l ~ + (t' + t')j. As demonstrações destas propriedades.dtt + b f g · dtt. c] e [c. e da propriedade aditiva a respeito do caminho de integração: f c f·dtt=fa1 f·dtt+Jc. f (af + bg) · dtt = a f f. como anteriormente. Propriedades fundamentais dos integrais de linha Visto os integrais de linha se definirem por intermédio de integrais ordinários.4. A referida curva pode representar-se por com Isto conduz-nos à relação /[j3(t)]· j3'(t) = (t~i + (1 3 O :5: t :5: I . b].

dizemos que a a e (3 corresponde C com sentidos opostos.0. No primeiro caso diz-se que a função u preserva a ortentação. a função h inverte a orientação. Seguidamente examinaremos o comportamento dos integrais de linha ao efectuar-se uma mudança de parâmetro.Preserva ~ orientação. e tal que o contradomínio de u seja [a. Se ex e. b). Sejam a uma linha contínua definida num intervalo [a.~d--~t I (b) FIG. dJ pela equação (3(t) = a[u(t)] ~: nados dizem-se equivalentes. a u uma função real derivável. a função u é crescente e dizemos então que às duas linhas a e (3·corresponde C com a mesmo sentido.I'""''"" do Uoh• 367 'I I ~. Em (a). a função h preserva a orientação. d). Supomos que ambos os integrais f· da e Jf-df3existem.2 apresentam-se exemplos.1. muda de sinal ~e a mudança de parâmetro inverte a orientação. 102. O teorema que estudamos a seguir mostra que um integral de linha não se altera sob uma mudança do parâmetro que . Na figura 1. f TEOREMA 10. Um" mud"nça de parâmetro definida por u~ h(t). com u' nunca nula num intervalo [c. Duas linhas a e passim relacio- distintas da mesma curva. então tem-se . Seja C o gráfico comum das duas linhas equivalentes a e (3. Então a função (3 definida em [c. Diz-se que proporcionam representações paramétricas é uma linha contínua que tem o mesmo gráfico que a. b). A função u define uma mudança de parâmetro.cionalmente regulares. Em (b). d).{Jsão duas linhas set. no segundo caso diz-se que· u inverte a orientação. Se a derivada de u fôr sempre negativa. COMPORTAMENTO DE UM INTEGRAL DE LINHA SOB UMA MUDANÇA DE PARÂMETRO. u u b --~~--~~~~--~-~ b --~- I h I h I a ---- I I I a --~---1-~-----~--- 1 c (a) d I --t------Lc------------. Se a derivada de ufôr sempre positiva em [c.

onde use define num intervalo [c.x 2k. 7. 2) a (3. z) = xi + yj + (xz. f(x.y')j. A demonstração é uma aplicação simples da generalização da regra de derivação da função composta.y)k.J. = Portanto temos fc J.sen t)i + a( I . I) ao longo da parábolay= x'. Exercícios Em cada um dos Exercícios I a 8 calcular o integral de linha do campo vectorialfao longo da linha indicada. f(x. ao longo da linha definida por a(t) = ti+ tlj + t 1k. 2.2xy)i + (y'. e o sinal . 2.d(3 J' f[(3(t)J · (3'(1) dt J' f(a[u(t)J) · a'[u(t)]u'(t) dt. Pela regra referida temos (3'(t) = a'[u(t))u'(t). 6. 5.cos t)j.5. Basta demonstrar o teorema para linhas regulares. y. l. 4). y) = (2a.f(x. de (-1. As linhas a e (3 estão relacionadas por uma equação da forma (3(t) = a[u(t)l.se a= u(d) e b = u(c). z) = (Y. Ao longo do segmento de recta que definem. d] e a se define em [a. de (0.utiliza o sinal + se a= u(c) e b = u(d). bi. O. a onde se . f(x.2yx)j. 4. no sentido directo. z) = 2xyi + (x' + z)j + yk. osr:::. de (I. 10. .x). f(x. ao longo da linha definida por a(t) = a(t.y)i + xj. f(x. y) = (x + y)i + (x. I) a (I. 0:<. O primeiro caso verifica-se se a e~ originam C na mesmo sentido lo segundo se originam C em sentidos opostos. 4. O) a (I.z 2 )i + 2yzj.y)j. 3. O) a (2. e se a e ~originam C com sentidos opostos. uma vez que podemos depois invocar a propriedade aditiva a respeito da linha de integração para deduzir o resultado para linhas seccional mente regulares.368 Cálculo se a e f3 originam C com o mesmo sentido.. de (0. ao longo da elipse completa b2 x 2 + a 2y2 = a 2 b2 . y) = (x' + y')i + (x'. O) ao longo da curva y= I -(I . y. Demonstração. f(x. O.t~2n.y) = (x'. = c c No último integral introduzimos a substituição v= u(t). y. dv= u'(t)dt a fim de obtermos fa f· d(3 = f u(d) u(c) f(a(v)) · a'(v) dv = ± f' f( a( v))· a '(v) dv = ± fc f· da. I) ao longo do segmento de recta que · definem. .

. Trabalho produzido por uma força constante. fc (x + y) dx. então o trabalho realizado por \.r= I. Provar que a variação da ener- . Se a curva é a repr~sentação 'gráfica de a. ao longo da linha definida por a(t) ~ t'i + 2lj + 4t'k. ~ ~ directo.) uma linha unindo a e b. . a ' • percorn'd o urna vez no sent1do . bl.2xy)dy. Oo"t~l. r EXEMPLO I. Numa secção posterior determinaremos todos os campOs de forças conservativos. (h) C é a intersecção de duas superfícies z = xy e x 2 + . c. EXEMPLO 2.fcydx+zdy+xdz. pode provar-se que o trabalho realizado por f ao deslocar uma particula de um ponto a para um ponto b.).(a)] =c· (b.y)k.y) dy . Admitindo que a' é continua em [a. k=l . 9.-1 ·! Consideremos uma partícula movendo-se ao lOngo de uma curva sob a acção 'de um campo de forças f. e seja c= (c. Vamos demonstrar esta afirmação num caso particular. Porém nem todos os campos de forças gozam desta propriedade. ~: 11. Se fór uma força cons· tante. y. A 4.r)dx + (y'. Seja a= (a.(b). o trabalho produzido por define-se através do integral de linha f f. Uma partícula de massa m move-se ao longo de uma curva sob a acção de um campo de forças f Se a velocidade da partícula no instante t é b(t). ao longo de qualquer trajectória sec· cionalmente regular unindo a e b é c ·(b. 4) a (I. i' ..a. calcular o valor do integral de linha dado. percorrida uma vez no sentido retrógrado observado acima de XOY.6..2 + z 2 = 2(x + y). 10. 0). . + }" = . fé igual a ~r r ff" da. r ~- . onde C é o quadrado de vértices (I. - I)... por "exemplo f= c.~. (.(x x2+y2 .(a)] =c· [a...a. percorrido uma f' vez no sentido directo. e (0. • 12.~ 10.a).(b) -oc. a '· Para este campo de forças o trabalho depende unicamente dos pontos extremos a e b e não da curva que os une. . fc~ : ~ . Os exemplos que se seguem ilustram algumas propriedades fundamentais do trabalho.da.. curva é percorrida uma vez no sentido retrógrado quando vista da origem. I). f(x. . .a).I. fc(x'.onde (a) C é a curva de intersecção de duas superfícies x + y = 2 e ._: Em cada um dos Exercícios 9 a 12.= I c• f' n k=l o:~(t) n dt = Ic. a. O couceito de trabalho como um ·integral de linha '.e+ }. I). onde C é a parábola y ~ x' de (-2. O principio do trabalho e energia.[o:. a saber a( a)= a e a(b) ~ b. . a sua energia cinética é !mrl(t). seccional mente regular. on d e C e o c1rcu Io x ' . 0). z) ~ xi +>i+ (xz. o produto escalar da força pelo vector deslocamento b. O exemplo da página 365 é o de um campb de forças não conservativo.Integrais de linha 369 8. (0. Aqueles para os quais ela se verifica dizem-se conservativos.

O gráfico de a é uma curva rectificável. r(b) r(a) f .!mv (a). & Integrando de a e b obtemos I. sempre que o integral do segundo membro existe. 2 Pela segunda lei de Newton do movimento temos f[r(r)] = mr"(t) = mv'(t). o gráfico de a.!. b]. dr = . 10. Pretendemos provar que · I. A derivada do comprimento de arco é dada por s'(t) ·C Seja 'i' um campo escalar definido e limitado em C.7. O trabalho efectuado por durante o intervalo de tempo la. dt .370 Cálculo gia cinética em determinado intervalo de tempo é igual ao trabalhO realizado por f nesse intervalo de tempo. No VolUme I provámos que a correspondente função comprimento do arcos é definida pelo integral s(t) = J: JI<X'(u)JI du. como se pretendia demonstrar. . Seja r(t) a posição da partícula no instante t. O integral de linha de tp a respeito do comprimento do arco ao longo de C representa-se pelo símbolo dq> e define-se r fc <p ds = J: <p[<X(t)]s'(t) dt. = ll<X'(r)JI. representando v(t) o vector velocidade no inStante t.fmv'(a). . a fmv'(t) L= fmv'(b). Integrais de linha relativos ao comprimento de arco Seja a uma linha com derivada a' contínua num intervalo [a.{f. dr = I' f[r(t)]· r'(t) dt = . A grandeza do vector velocidade é v(t) ~ Jlv(r)IJ. Consideremos agora' um campo escalar <p definido por q>[a(r)l ~ fla(t)l. f Resolução. bl é J~. o producto escalar de um campo vectorialf definido sobre C pelo vector unitário tangen- . ·(b) r(a) f . T(t). Deste modo f[r(t)]· r'( r)= f[r(t)]· v(t) = mv'(t) · v(t) = tm li_ (v(t) · v(t)) = ~m li_ (v'(t)).dr.mv 2(b) 2 · .

sendo q>(x.j a'+ b' e .. t) a massa por unidade de comprimento no ponto (x. Resolução. i EXEMPLO I. Estes termos· são usuais na teoria do fluxo de fluídos. O centro de massa do fio é o ponto (x. e o integral de linha fcf. y.= f[ct(t)) ds dt · T(t)s'(t) = <p[ct(t))s'(t). tem-se s'(t) ~ . jiM = J y<p(x. O integral que define M é M = fc (x' + y' + z') ds = J. Então a massa total M do fio é dada pelo integral de linha de q> relativo ao comprimento de arco: M = fc <p(x. Outras aplicações dos integrais de linha Os integrais de linha com respeito ao comprimento de arco ocorrem também em problemas relacionados com a distribuição de massas ao longo de uma curva. y. Neste caso o centro de maSsa chamase também o centroide. Determinar a massa M de uma espira completa de uma mola em forma de hélice cilíndrica de equação vectorial ct(t) =a cos ti+ asentj + btk se a densidade em (x. y. imaginemos uma curva C no espaço tridimensional materializada por um fio de arame de densidade variável. y. Por exemplo. Admitamos que a densidade é definida por um campo escalar q>. 0 iM = fc z<p(x. Quando C é uma curva fechada o integral do fluxo diz-se a circulação de f ao longo de C.onsequente .Integrais de linha 371 Jd· da porque te T(l) ~ (da/ds). z) ds. 2 Porque s'(t) ~ Ha'(t)ll e a'(t) ~ -a sen tlt+ a cos tj + bk. z) ds. y. 10.'• (a' cos t + a'sen' t + b't')s'(t) dt. y. z) de C. z) ds. z) ds. z) for x' + y' + z'.8. ji. z) cujas coordenadas são dadas pelas fór- mulas xM = fc x<p(x. Nesta hipótese o integral de linha fc'l'ds é o mesmo que o integral f[ct(t))· ct'(t) · ds = f[ct(t)) ·dct . y. Quando f representa o campo das velocidades. Um fio de densidade constante diz-se homogéneo. o produto escalar f· T dá a componente tangencial da velocidade.T ds é o chamado imegral do fluxo de f ao longo de C.

J:• bt(a' + b't') dt = b. z) = x' + y'+ z'.J a2 + b2 (2rr a + 4rr b 2 2 A determinação das c~ordenadas x e y é pedida no Exercício 15 da Secção 10. pelo que se terr I. Esta força actua sobre uma partícula fazendo deslocá-la desde (0.9.Ja + b 2 2 (2rra + s rr b ) . Resolução. 10. 2. 3. y. y. o momento de inércia I L define-se pelo integral IL = fc ó'(x. y. onde a> O e b >o. z) = x' + y' =a' e tp(x. Um campo de forças bidimenslonal f é definido pela equação f(x. Exercícios I. z) de C um eixo L. y) = (x 2 . onde M é a massa que se calculou no Exemplo I. y.Ja' + b 2 Jo (a rb 2 +bt 2 2 ) di= . 4). O. y. z). y. é definido porf(x. z) ds·. y) = cxyi + xt>flj. O) até à recta x = I ao longo de uma curva definida por y=a:Xb. y. Um campo de forças[. z) é a densidade em (x. Calcular o momento de inércia /z da espira completa de mola helicoidal referida no Exemplo I. com c uma constante positiva.Ja 2 + b2 4 2 ).y)k. Determinar um valor de a (em função de c) tal que o trabalhO efectuado por esta força seja independente de b.372 Cálculo M = . Os momentos de inércia em relação aos eixos coordenados representam-se por I x• Yy e I z EXEMPLO 2. i)= xi + yj + (xz. ao longo do segmento de recta unindo estes dOis pontos. z)<p(x. no espaço tridimensional. . Aqui 8'(x.= J (x + y )(x + y + z )ds = a J (x'+y + z )ds = Ma 2 2 2 2 2 2 2 2 0 0 2 . Determinar o trabalho total efectuad6 pela força f(x.y.9. 2. O) para (I.3 2 3 2 • Neste exemplo a coordenada Z do centro de massa é dada por zM = t z(x' + y' + z 2 ) ds = .yl)i + 2xyj ao deslocar uma partícula (no sentido directo) percorrendo uma vez o quadrado ·definido pelos eixos coordenados e pelas rectas x = a e y = a. Os integrais de linha podem utilizar-se para definir o momento de inércia de um fio em reláção a um eixo. Se 8(x. Calcular o trabalho efectuado por esta força ao deslocar uma partícula de (0. a > O. y. z) representa a distância de um ponto (x. em que q>(x.

com O < 8 < n/2. I. 0). O e a> O. 1).massa de um fio cuj~l fl>rma é a da curva de intersecção da· esfera x 2 + y + z 2 = I pelo plano x + y + z = O. O. (a) Provar que o centro de massa está situado sobre o eixo de simetria a uma distância de 2ohr do centro. onde C tem a equação vectOrial cr.. z) = yli + z 2j + x 2k ao longo da curva de intersecção da esfera x 2 + Jo2 + z 2 = a 2 e o cilindro x 2 + y = ax. A trajectória é percorrida no sentido retrógrado quando observada do semi-eixo positivo oz. (-I. y'2). nos Exercícios 7 a 10.y)k ao longo da curva de intersecção da esfera X 2 +r+ z 2 = 4 e o plano z = y tg 8. Considerar um fio homogéneo de forma'semicircular de raio a. f cz ds. Calcular os integrais de linha.• ~. no espaço tridimensional. 6. Determinar a cota Z do seu centro de massa. z) ~ (y. ' 5._ r= . rida no . Um fio tem a forma do circulo x 2 -+ y = a 2 • Determinar a sua massa e o momento de inércia · em relação a um diâmetro. 16. Determinar a . Um campo de forças f. I). Um fio homogêneo tem a forma da porção da curva de intersecção da supeJficie x 2 + Y =rcom a superficie X.8.y. 0). Calcular o trabalho efectuado por f ao deslocar uma partícula perco· + rrendo uma vez o contorno do triângulo de vértices (0. Calcular o trabalho efectuado por um campo de forçasf{x. O) e (0.. sabendo que a densidade em (x. fc(x + y)d>. y. é dado pela fórmula f(x. (I. 12.(t) = a(cos t f + tsen t)i + a(sent - t cos t)j. z) ~ 373 yzi +xzj + x(y + l)k.z)i + (z -x)i + (x. 9. onde M é a massa dO lio. com respeito ao comprimento de arco. 11. A trajectória é percorrida no sentido directo para um observador perpendicular a XOY Segundo OZ positivo. (I. onde C tem a equação vectorial «(t) = tcosti + tsentj + tk. percorrida no sentido di- recto. y.8. y. com z f. c ylds. Determinar as coordenadas X e y do centro de massa de uma espira completa da mola refe. I. (b) Provar que o momento de inércia em relação ao diâmetro passando pelas extremidades do fio é fMa 1 .t :<. calcular os momentos de inércia I x e 1_1. Calcular o trabalho efectuado pelo campo de forças f(x. Para a espira completa da mola referida no Exemplo I da Secção 10.cost)j. c\X2 + jl)ds. y) e jxj + IYIIJ. 15. onde C tem a equação vectorial Ct(t)~ f a(/-sent)i + a(l.onde C é o triângulo de vértices (0.Exemplo I da secção 10. o :<. 8. 7. comprendida entre os pontos (0.h . O. O) e (I. I..Integrais de linha 4. se a densidade do fio em (x. 10. z) é x 2 • 14. -I) por esta ordem. .

Edilorial Reverté. ver o cap. isto é. Exemplos correspondentes a estes. O valor do integral depende. S. par de pontos a e b em Sexista uma linha seccional mente regular a:. Pode mostrar-se que a classe de conjuntos abertos conexos é idêntica à dos conjuntos abertos não conexost.:onjumos conexos FIG.10. (b) (c) ~1hcrtos Exemplos d.11. .374 Cá/cu/c I 0. Para i{ue campos vectoriais s4o os integrais _de linha independentes da linha ao longo do qual se definem? Para responder a esta questão vamos generalizar o primeiro e segundo teoremas fundamentais do cálculo aos integrais de Iiílha.'i. Addison-Wesley (edição -spanhola Análisis matemáJico. 10. tal que a:( I) E S para cada t de [a. Um conjunto aberto S diz-se que é não conexo se Sé a união de dois ou mais con- (a) 1-l(j_ 10.3. Na figura 10.. bl. seccionalmente regular. Nest~ caso dizemos que o integral é independente da linha unindo a a b. em cada caso só são considerados os pontos interiores. Dizemos que. e (c) um toro. o ·integral depende unicamente dos pontos extremos a e b e nãO da linha que os une. Independência da linha SejaS um conjunto aberto de R".: . Barcelona). Seja f um campo vectorial contíriuo num conjunto aberto conexo S. no espaço tridimensional seriam (a) um elipsoide.i.4. de que se apresenta um exemplo na figura 10..4. 8 da obra do mesmo autor Mathemalical Analy. juntos abertos não vazios e disjuntos. definida num intervalo [a. para cada.. em geral. Sejam a e b dois pontos de S e consideremos o integral de linha de f de a e b ao longo de certa linha de S.o integral de linha de f e independente da linha ao longo da qual se define em s se e independente da linha unindo a a b para todo o par de pontos de S. O conjuntoS diz-se conexo (por arcos) se cada par de pontos de S pode unir-se mediante uma linha seccional mente regular cujo gráfico esteja situado em S. (b) um poliedro. da linha unindo a a b. estabelece que · t Para um estudio mais profundo da conexão de conjuntos. Para certos campos vectoriais. O segundo teorema fundamental do cálcülo para os integrais de linha O segundo teorema fundamental para funções reais.3). a união de dois discos circulares disjuntos. bl. Um conjunto n:u) conno S. Conjuntos conexos abertos.3 estão representados três exemplos de conjuntos abertos conexos no plano. com a:(a)= a e a:(b) = b. como se demOnstrou no Volume I (Teorema 5. A.-. 10.

Para generalizar ~tste resultado aos integrais de linha necessitamos de uma versão ligeiramente mais ':forte do teorema em que a continuidade de rp' se supõe unicamente no intervalo aberto ((a. Pelo teorema 5. b). b).·f(a)= O.4 do Volume I. Demonstração.'·" .desde que rp'seja contínua em algum intervalo aberto contendo a e b. bl. h] e se se ad:fftite que o integral J~({J '(t)dt existe e <p.2) = cp(b). com gradiente continuo V cp num con- junto conexo aberto S de Rn.. bl. f. bi definimos J(x) = J~ cp'(t)dt. SEGUNDO TEOREMA FUNDAMENTAL DO CÁLCULO PARA INTEGRAIS Se tp é um campo escalar diferenciável. \· ''~tntegrais de linha 375 J: qi(t) dt = cp(b).cp(a). .cp(b) = f(a).cp(a). Escolhamos doi~ pontos quaisquer a e bem Se unamo-los por uma linha seccionalmente regular a em S definida num intervalo (a. bl. a diferença f. ·Pelo teorema 3.cp(a). pelo teorema 5. -tem-se J: cp'(t) dt (!0. _.cp(a).tp(a).• DE LINHA: TEOREMA 10. fica demonstrada ( 10. f(b). Então o integral de linha de v 'I' de a a b ao longo de a é dado por J: Mas Vcp · d« =f: Vcp[«(t)]· «'(t) dt. então para dois quaisquer pontos a e b ligados por uma · linha sect.3.2) .> TEOREMA 10. Se (pé uma função real contínua num interralo Fechado [a. b) comf'(x)= tp'(x) para ·:todo x em (a. Para cada x em la.1 do Volume I. f é contínua num intervalo fechado la. f é derivável no intervalo aberto (a. é contínuo no intervalo àberto (a. Mas como . tante no intervalo fechado la. Suponhamos em primeiro lugar que a é regular em (a. Em particular. Demonstração. b). Vcp[«(t)]· «'(t) = g'(t). b]. Devido à continuidade. .ionalrnente regular a em S tem-se J: Vcp · d« = cp(b) .2. b).tp é também cons. Pretendemos provar que f(b) = cp(b) .tp é :constante no intervalo aberto (a.2 do Volume I. Deste modo.

os conjuntos de nível de q> chamam-se superficies equipotenciais. 18 da Secção 8. em cada um dos quais a seja regular e aplicamos o que açabámos de demonstrar a cada l!ID dos subintervalos. y. (Ver Exercício.y. EXEMPLO I. o integral de linha de um gradiente contínuo é zero ao longo de toda a linha fechada secciona/mente regular situada em S.g(a) = q>[ct(b)] ~ q>[ct(a)] = q. . tkl.) de subintervalos [t.(a).14. Aplicações à mecânica Se um campo vectorial f é o gradiente de um campo escalar q>. h[ pela fórmula g{t) = q>[ct(t)]. no espaço bidimensional dizem-se linhas equipotenciais.. z) = nr"~'r.12. com r= (x 2 Para cada inteiro n temos + y 2 + z 2 ) 1' 2 • onde r~ xi + yj + zk.:.ç•(a) =O.q. seja t:p(x.(b). Como pretendíamos demonstrar. b] num número finito (por exemplo r. {t l a ' V<p k=l e<(tk-1) r =I {<p[ct(tk)] k=1 q.2 a g obtendo J: Vq> · dct = J: g'(t) dt = g(b). Como uma consequência do teorema 103 vemos que o integral de linha de-um -gradiente é independente da linha em qualquer conjunto aberto conexo S no qual o gradiente seja contínuo. A derivada g' é contínua no intervalo aberto (a.). Portanto podemos aplicar o teorema 10. pelo que q>(b) -. b) porque Vq> é contínuo em Se a é regular.[ a·. (Se t:p representa a temperatura. Cá/cu/. 10.14 provare. Na Secção 10. b a V<p =I ' f.) Por conseguinte q> é um potencial do campo vectorial f(x.[ct(lk-1)]} = <p(b) - cp(a).4) que os gradientes são os únicos c~mpos vectoriais contínuos gozando desta propriedade. No espaço tridimensional. Obtemos então · J. a palavra uequipotencial"' aparece substituída por "isotérmica". Quando a é seccionalmerite regular efectuamos uma partição· do: intervalo. Por outras palavras. então q> chama-se uma função potencial para f.376 onde g é a funçüo composta definida em [a. z) = rn. se t:p representa a pressão aparece a palavra "isobárica". Isto demonstra o teorema se a é regular. No espaço tridimensional. Para uma linha fechada temos b =a._.os·(teorema 10.

. EXEMPLO 3. y 2 . se uma campo de forçãs f é um gra- 1 li. rl r2 onde r 1 = (x~ + y~ +.!. ao longo de qualquer linha seccionalmente regular em S. sendo G uma constante e r a distância entre as duaS partículas.p(x) = k(a) . Se os dois pontos pertencem à mesma superfície equipotendal então r. a-equação (10. EXEMPLO 2.r. . pelo que a lei de Newton toma a forma v. k(x)-k(a). !: 1 t Alguns autores referem-se a -tp como sendo a função potencial de {pelo que a energia potencial em x será igual ao valor da [unção potencial• em x. O potencial newtoniano. = r 2 e o trabalho é nulo. beste modo. z) = GmMr-1 • Este é o potencial nel. ou (10. a variação da função potencial. temos .3) diz-nos que a soma de k(x) com -q>(x) é constante. da partícula de massa m. é q>(x)-q>(a)... A lei de gravitação de Newton estabelece que a força f que numa partícula de massa M exerce sobre outra partícula-de massa m é um vector de grandeza GmM!r 2 . Quer dizer.!. representando k(x) a energia cinética da partícula quando colocada em x. }Integrais de linha 377 superfícies equipàtenciais de cp são esferas centradas na origem.) é p(x 1 .Ji f. z. vemos que a força gravitacional f é o gradiente do \• campo escalar dado por p(x.3) k(x) . Definindo a origem na partícula de massa M ·e sendo r = xi + }j + zk o vector posicional. O teorema 10.p(a). y 1 .. então r=llrll e -r/r é um vector unitário com o mesmo sentido que f. Seja f um campo de forças contínuas admitindo um potencial cp num conjunto aberto conexo S.. y. z. z 2) = GmM (. . No Exemplo 2 da Secção 10.k(a) = p(x) . em relação àquela origem. y. Se a se considera fixo e se faz variar x no conjuntoS.) a (x.) .y. ( Fazendo n = -I no Exemplo I. O escalar -q>(x) chama-se a energia potencialt da partícula. O princípio da conservação da energia mecânica.• /= -GmMr-'r.6 prová mos que este trabalho é igual a variação da energia cinética da partícula. z 1) - p(x 2 .Vtoniano. z~V 12 e r2 = (x~ + y~ + zD 1 n.p(a).. O trabalho efectuado pela força gravitacional ao deslocar uma partícula de massa m de(x.7 k(x) .3 diz-nos que o trabalho efectuado por f ao deslocar uma partícula de a para .

ôQ ôR = ôy Tz .y) I x' + y' :2: 0}. se fé o gradiente de certo potencial rp.y)lx'+y'<I ou (x-3) 2 +y2 <1}.y)lx'+y 2 >1 e (x-3) 2 +y2 >1}. (a) f(x. 3. z) = P(x. 10. (b) S ={(x. Determinar quais dos seguintes conjuntos abertos S de R2 são conexos.378 Cálculo diente. se conserva.y) = yi.xj. soma das energias cinética e potencial.y.y) I x' + y' < 1}.y)l + Q(x. Dado· um campo vectorial tridimensional f(x.y.y)ll <x' +y' <2). y) = yi + (xy . Um campo de forças não será conservativo se no sistema existirem atrito ou viscosidade. Em Mecânica este é o chamado princípio de conservação da energia (mecânica). Para cada um dos campos vectoriais seguintes. ay • Tz • ax • a. a soma das energias cinética e potencial de uma partícula movendo-se neste campo é constante. (a) S = {(x. (d) S ={(x. 2. são contínuas num conjunto aberto S. · (b) f(x. Dado um campo vectorial bidimensional f(x. ôQ õx' · ax • ay • f é o gtadiente de alguma função potencial rp. (e) S={(x.rgia total.x)j.y)l x' +y' >0). -Num campo conservativo não se realiza trabalho algum no movimento de uma partícula ao longo de uma curva fechada voltando ao ponto de partida. z)k.y.CP! iJy e aQ/ax são continuas num conjunto abertoS. utilizar o resultado do Exercício 2 para provar que f não é um gradiente.13. Um campo de forças admitindo uma função potencial diz-se conservativo porque a ene. uma vez que estes tendem a transformar energia mecânica em energia calorífica.y) =: P(x. Detérminar então uma curva fechada C tal que f cf=F O. z)i em que as derivadas parciais ôP ôP ôQ ôQ ôR ôR + Q(x. Para cada conjunto conexo definir dois pontos arbitrários distintos de S e explicar como se poderia encontrar em S uma curva seccionalmente regular de S ligando os dois pontos.y)j. Exercícios I. z)j + R(x.y. no qual as derivadas parCiais . provar que · · c:=m todo o poilto de S. se provar que ôP ay em cada ponto de S. (f) S={(x. (c) S = {(x. 4.

y.14.-O) até à origem. com r= xi + }j e r = llrll. y) = f(r)r.~Integrais . então nos pontos de continuidade de f temos cp' (x) = f(x). Calcular o trabalho realizado no deslocamento de uma partícula do ponto (I .O) ~ -4 sen e i + 4 sen 8j. + (x' + 1ll + z'k. se cp(x) = J: /(t) dt. No espaço tridimensional um campo de forças f define-se pela equação f(x. !((a) e g(b). (a) Provar que o trabalho realizado por esta força ao deslocar uma partícula ao longo da curva ct(l) ~ J(t)i + g(t)j' a ~ t ~ b. Determinar. · (b) Determinar o trabalho total realizado quandof(a) ~ l. depois numa tal quefcf O. 6. aplicar ocurva fechada CExerdcio 4 para provar f um gradiente.y. 10. Paraf(x.. ~ depende unicamente def(a). ~ xj + xk. Provar que tal campo de forças é conservativo. .f(h). z) ~ (a) (b) f(x. cada um dos resultado do llf 5. Um campo de forças "central" F no plano pode definir-se por F (x.quez) nãoyié +seguintes campos vectoriais.:•. z) ~ xyi yi + zj + yzk.y) ~ (x + y)i + (x.8• 9. Um campo de. O) ao longo da semi-elipse superior de equação h 2 x 2 + y 2 =Ir Para que elipse (isto é.f(b) ~ 2. Lembramos que o prinieiro teorema fundamental estabelece que todo o integral indefinido de uma função contínua/tem uma derivàda igual a f. O primeiro teorema fundamental do cálculo para integrais de linha Na Secção 10. (a) Determinar sefé ou não conservativo (b) Calcular o trabalho realizado ao deslocar uma partícula ao longo da curva definida por cr.forças bidimensional F define-se por + etk F(x. O) a (I. g(a) 8.11 generalizámos o segundo teorema fundamental do cálculo a inte- grais de linha. Determinar o trabalho realizado pela força F (x. y. 7.(t)_ = cos ti +sen tj quando ·t varia de O a n. isto é.y)j. g(b) ~ 4. Um campo de forças define-se em coordenadas polares pela eguação 3. y) = (3y 2 + 2)i + l6xj no deslocamento de uma partícula de (-I. F(r. Aqui vamos igualmente generalizar o primeiro teorema fundamental. para que valor de b) será mínimo o trabalho realizado? 10. :f:. de linha 379 ~~. ao longo da espiral de equação r= e.

Designemos então por <p o campo escalar definido por <p(x) = J: f· da.. · (•+hyf ·da. . V<p(x) =f(x) de S unindo a com . Em particular. então o gradiente para todo x em S. . o ponto . !'rovaremos que a derivada parcial D k'l'(x) existe e é igual afk(x). Se y é um vector tangente unitário. Visto S ser conexo. Para que esta definição de q>{x) não seja ambígua.r+ hy também está em S para todo o real h ~atisfazendo a O< lhl < r. Portanto.regular entre um ponto fixq a de S a um ponto arbitrário x. Contínuo num conjunto conexo aberto S. o numerador deste cociente pode escrever-se . vectorial contínuo num conjúnto coitexo S de Rn. onde a é a função que define C.. situada em S. onde O~t~l. e podemos formar a razão incrementai <p(x + hy) h <p(x) Devido à propriedade aditiva dos integrais de linha. necessitamos saber que o integral depende unicamente de x e não da curva particular considerada para unir a a x. . PRIMEIRO TEOREMA FUNDAMENTAL PARA INTEGRAIS DE LINHA. e integramo-lo ao longo de uma curva C seccional mente . 2. e a linha unindo x a x + hy pode ser uma qualquer seccionalmente regular contida em S. <p(x + hy) - <p(x) = J.(t) =X+ thy. n e cada valor de x em S.380 Cálculo Para obtermos a generalizaçãO deste teorema aos integfais de linha começamos com um campo vectorial f. isto é. Seja 8(. a componente de ordem k def(x) para cada k = I. r) uma n-bola com centro era x e raio r. Demonstração.. é natural exigir que o integral de linha defseja independente da linha considerada em S. podemos utilizar o segmento de recta definido por a.4.. se o integral de linha de f é independente da linha cónsiderada em Se se a é um ponto fixo de S e o campo escalar tp definido em S é dado por 10.-. com a uma qualquer linha seccionalmente regular de cp existe e é igual a f. Sob estas considerações. a generalização do primeiro teqrema fundamental toma a forma seguinte: TEOREMA Se f é um campo.r. cada ponto x de S pode ser alcançado por uma tal curva.

g•(O) = / 1(x). g(h) . du = hdt e escrevemos (10.(x + ue. CONDIÇ0ES NECESSÁRIAS E SUFICIENTES PARA QUE UM CAMPO VECTORIAL SEJA uM GRADIENTE.5.-: (10. (c) O integral de linha de f ao longo de qualquer linha fechada secciona/mente.) h q>(x) =! if. 10.g(O) _ '(O)_ '( ) 11m . Se f é um campo vectorial contínuo num conjunto conexo aherto S de Rn. h Prove isto que a derivada parcial lJ.r + thy)·y = f 1 (x + th~ 1 ). se fizermos h-O em (10. r) e que g'(t) = J.<p(x) = h 1 i /(x o + thy) · y dt. Fazemos depois a mudança de variável u = ht.r) existe e é igual af1 (x). (b) O integral de linha de f-é independente da linha considerada em S. então são equivalentes as três proposições seguintes: (a) fé o gradiente de alguma função potencial em S.5) <p(x + he. TEOREMA 10. .1 <p(. q>(x I1m h->0 + he.4) na forma (10. r) pela equação g( t) = J: J. Condições necessárias e suficientes para que um campo de vectores seja um gradiente Os primeiro e segundo teoremas fundamentais para os integrais de lirlha dizem-nos que uma condição necessária e suficiente para que um campo de vectores contínuos seja um gradiente num conjunto conexo aberto é que o seu inte"grà1 de linha entre dois pontos quaisquer seja independente da linha considerada. é zero.q>(x) -_ h h-oO . + tek). a razão incrementai vem 381 .Jk x .).(x h o + uek) du = g(h) h g(O) ' . como se afirmou.15.5) encontramos .) du . Todas estas condições estão· reunidas no seguinta teorema. o primeiro teorema fundamental para integrais definidos diz-nos que g'(l) existe para todo t em (-r. onde g é a função definida no intervalo aberto (-r. é zero.4) <p(x + hy).(x Em particular. seccional mente regular. Devemos agora provar que esta condição é equivalente à afirmação de que o integral de linha ao longo de qualquer linha fechada. Tomemos agora y = r h o vector coordenado unitário de ordem k e observemos que o integrando vem f(.r-~u/ar contida em S. Portanto..Integrais de linha Porque att) = hr. Como cada componente fk é contínua em S.g .

entãof não é um gradiente. Contudo.. não implica necessariamente que f seja um gradiente. Seja C 1 o gráfico· de uma função a definida num intervalo [a. O segundo teorema fundamental mostra que (a) implica (c). se b:S.f·dy~ O devido a (c). Vamos provar que (b) implica (a).. a componente de ordem k de f Se D. Podemos pois afirmar que (a).b+d-c.. · O teorema que· se segue constitui outro critério para verificar quando um campo vectorialfnão é um gradiente.t:S. Admitamos que é verdadeira a proposição (c) e sejam C 1 e C2 duas qUaisquer curvas seccional mente regulares em S e com as mesmas extremidades. este campo vectorialnão é um gradiente.<p(x) ~ fk(x). (b) e (c) são equivalentes. bl. ao longo uma linha conveniente de.. Nota: Se '(. (a) implica (c) e (c) implica (b). ser o integral de linha fi.. Consideremos uma nova função y do modo seguinte: a(t) ((3(b + d. o que prova (b). CONDIÇOES NECESSÁRIAS PARA QUE UM CAMPO VECfORIAL SEJA UM GRADIENTE. y} = xi + xyj é nulo para todo o círculo com centro na origem. A proposição (b) implica (a) devido ao primeiro teorema fundamental. Condições necessárias para que um campo vedorial seja um gradiente O primeiro teorema fundamental pode ser utilizado para verificar se sim ou não um dado campo vcctorial é um gradiente nUm conjunto conexo aberto S. y(l) = Então y define uma curva fechada C tal que f C f·dy=J Cl f"da- J f'd(3. Este critério é particularmente útil na prática devido a não exigir qualquer integração. Cz Visto que fc.Jzer'? para uma curva fechada particular C ou ainda para infinitamente muitas curvas fechadas.16. o leitor pode compro bar facilmente que o integral dC linha do campo vectorial f(x. então f não é um gradiente em S. di. definimos muito simplesmente um campo escalar rp integrando f desde um ponto fixo até um ponto arbitrário·x de S.f·da ~ kf·d(3 pelo que o integral de fé independente da linha.t:S. o gráfico de (3 definida em [c.t) se a:S. Seja f~ (f. Por exemplo.b. então fé um gradiente em S 'I' um potencial. ·e * TEOREMA 10. Se o integral de linha de f é independente da linha considerada em S.. para todo x de Se k qualquer.. . fnl um campo vectorial continuamente diferenciável .f=F O para uma determinada curva fechada C. 10. Para completar a demonstração vamos provar que (c) implica (b). lemos Jr... e C.6.. Se Dktp(x) f (x) para algum k e algum x. Todavia.. S. Calculamos então as derivadas parciais dct rp e comparamos Dk'l' com j.382 Cálculo Demonstração.

* 1.(x. .(x) = DJ.y) = 3x'y. /. j ~ D. Derivando ambos os membros desta igualdade em relação a x 1 encontramos Analogamente.6 não são sempre suficientes para que um campo vectorial seja um gradiente.. j.Integrais de linha 383 num conjunto aberto S de Rn.y) = 3x2 . = D.= D. y) torial definido em S por * (0. Se f é um gradiente em S.(x. y) excepto quando x ~O ou y não é um gradiente em nenhum subconjunto aberto de R 2 . n e qualquer x de S.(x. as duas derivadas par- ciais mistas D. EXEMPLO I.y) = x 3y. n. . As derivadas parciais D 2 ~ c D J. Aqui temos f. y) D. y) = 3x'y. Se 'i'· Isto significa que f é um gradiente..'l' são iguais em Se portanto fica demonstrado (10. Seja S o conjunto de todos (x. Resolução. EXEMPLO 2..D 1tp e Dp. então f~ I' <p para alguma função potencial f. }. são dadas por D. O) em R' e f um campo vec- . ternos D.j.D.(x.(x.6). ~ Visto D. Mas como as derivadas parciais Djj e D )i são contínuas em S.y) = 3x'yi + x 3yj é ou não um gradiente em qualquer subconjunto aberto de R 2 . então as derivadas parciais das componentes de f estão relacionadas pelas fórmulas (10.f1 (x. . Verificar se o campo vectorial f(x.6) para i. Demonstração. .f. 2.q> para cada j ~ I. DJ.. este campo vectorial O exemplo que se segue mostra que as condições do teorema 10. 2.(x) I.q>.

o integral de linha de f é independente da linha em S. obtemos-uma QOYa função pÇ>tencial </J.18).J. gradiente em S. Se fé um gradiente contínuo num rectângulo aberto de R".(x. em todo o conjuntoS mas que.) 10. rp e </J podem diferir unicamente por uma constante. O leitor pode verificar com facilidade que D.. y ) = Cálculo ---.f. devido à propriedade aditiva dos integrais de linha. Construção de um potencial num rectângulo aberto.de um contorno fechado não ser nulo. 0 :S: I :S: 2. y) de S. Ao longo do segmento paralelo a OX a representação paramétrica .J. -y . Um exe_mplo bidimensional está representadO na figura 10.---+ X }' X • 2] • Mostrar que D. (Ver teorema 10.y)para todo (x.. (Ver Exercício 17.9. Se partinpos doutro ponto inicial.6 são também suficientes se forem satisfeitas num cOnjunto convexo aberto.18. + ---. b) ao longo do segmento paralelo a OX.y)~ D. sendo esta·cons~ante o valor do integral de f de a a b... Obtemos 1 f· da= :r f'' f[a(t)]· a'(t) dt f'' (setf t + cos 1) dt 0 = 2 0 = 2. b) até (x. Para provar que f não é um gradiente em S calculamos o integral de linha de f ao longo do círculo unitário definido por tt(t) = cos ti +sen tj.J. pode construir-se um potencial cp integrando de um ponto fixo até um ponto arbitrário ao longo de linhas formadas por segmentos paralelos aos eixos coordenados.fnão é um gradiente em S.---+2 l X }' . Deste modo podemos determinar uma função potencial rp.5. Secção 10. O campo escalar assim obtido depende da escolha do ponto inicial a. Os exemplos que se seguem ilustram o uso de diferentes escolhas das linhas de integração. e em seguida de (x.17.um segmento paralelo a OY. por exemplo b.384 f( X. Outras propriedades deste campo vectorial serão estudadas no Exercício 18 da Secção 10. Se f é um gradiente contínuo num conjunto conexo S. EXEMPLO I. b) até (x. y) ao longo de. f não é um Resolução. Métodos·especiais de construção de funções potenciais O primeiro teorema fundamental para os integrais de linha dá-nos também um método para a construção de funções potenciais. integrando f de algum ponto fixo a a um ponto arbitrário x de S. Podemos integrar ei:n primeiro lugar de (a. recorrendo a qualquer linha seccional mente regular situada em S. Mas.(x. ~ D. Visto o integral de linha ao longo . No final do presente capítulo provaremos que as condições necessárias do teorema 10. apesar disso.

x. b) FIG.5. Isto dá-nos uma outra fórmula para .(x. y) é 'P(x. ·paralelo a OY e depois de (a. t::.. y). y)i + j. b) a (a. (x._(x..( a. y) (a. o cálculo de funções pocm:~ai. 2. 385 a::. Duas linhas poligonais de (a. b/ dt + J: f.f.Integrais de linha a(l) =ti+ bj. y) = J: f. Por exemplo. y) ao longo de um segmento paralelo a representado a tracejado na figura I0.8) conduzem ao mesmo valor para 10(x. t) dt. b) (a. 10. y)j.5. Ambas as fórmulas (10. '!'(X. Poderíamos também integrar em primeiro lugar de (a. t) dt + J: J.(t. h) a (x./. e-ao longo do segmento paralelo a OY recorremos à representação a(t) = xi + tj. EXEMPLO . x.. y) dt. suponhamos que um campo vectorial tridimensional[~([.7) e (10. y) ~ f. y) até (x. y) ao longo do seg. y). y) r-------------1 - I i1 (x.y) devido ao !nu:gr:a1 de linha de um gradiente ser independente da linha. muitas vezes.s.. Construção de uma função potencial utilizando integrais indefinidos. O de integrais indefinidos simplificam-nos. a fórmula resultante para um potencial q>(x.(t. y) = J: J. Sef(x.

z) = f (x'y + 2xz . y. encontramos =f (x'z.2)k. y) = x'yz + xz 2z + C(x.(x.(x.2y' + i)i + (x'z. y. y.foi referido no Exemplo 2. z) x yz. or 0'1' -=f2. y.4xy)j + (x'y + 2xz. z) e C(x. B(x. y. 'P(x. z) dy + B(x. z) = + C(x. y). se integramos a equação 'I' y ~!. f f. y. z). Resolução. z) dx + A(y. oy or -!: oz - 3 em todo o conjuntO S. Recorrendo aos integrais indefinidos e integrando a primeira destas equações relativamente a x (mantendo y e z constantes) encontramos r(x. z) = (2xyz + z'. Integrando].2xy' + B(x. z). Sem saber à priori se f admite ou não . z). y) são funções a determinar. z) e uma "constante de integração" a determinar.4xy) dy + B(x.) é o gradiente de uma função potencial 'I' num conjunto aberto S de R'. z) e C(x.2) dz + C(x..uma função potencial cp. corno se verifica no exemplo que a seguir se apresenta. z) = x 2 yz + xz' - 2xy2 + x + A(y.).386 Cálculo f. relativamente a y e Oq>! oz ~f. z) tenham segundos membros equivalentes. y. Determinar uma função potencial cp para o campo vectorial definido em RJ pela equação f(x. onde A(y. vamos tentar determinar um potencial como .. y) tais que as três expressões de <p(x. z) = 2 2 - . z) = f (2xyz + z' - 2y 2 + I) dx + A(y. y. y. y. y). z) dz r(x.(x. z) = fJ. Então tem-se OX =f. z) f J. . Analogamente. Determinar 'I' significa determinar três funções A(y. admitindo que tal potencial cp existe. r(x. e depois f~ em relação a z. EXEMPLO 3. z) = e. relativamente a z obtemos mais duas relações a ta r(x. Em muitos casos isso pode conseguir-se por análise directa. relativamente a x encontramos r(x.y. onde B(x. · Integrando a componente. em relação a y.

a~ longo do segmen:o de rccta unindo a a . :~r= x'yz + xz' - Zxy' +X - Zz ~é um potencial correspondente a f em R'.se uma função potencial cp por integração de f de um -ponto fixo a de S até um ponto ~~a_~bitrário . Num cOnJunto convexo S. 1: lcujos pontos pertencem todos a S Na Figura 10. 1 Exercícios ":Em cada um dos Exercícios l a 12. Se S contém a origem podemos tomar a = O escrever (10. f( a+ t(x _·a)) -(x-a) dt- Convexo Não convexo I~10.~~-~Integrais de linha 387 .6 apresenta-se um exemplo.~ara cada um determinar se fé ou não o gradiente de um campo esCalar. com raqui reSUlta a'(t) = X . Um coiljunto S de A1. )') = x.9) na Forma mais simples <p(x) = J: f(tx) · x dt. define·se um ·campo vectorialf.\::~10.c2 + x. vemos que a escolha de A(y. a(t) =a+ t(x. ~Por simples análise das expressões obtidas. ~ FIG. por COnseguinte q•~~:~. o segmento unmdo dois pontos quaisquer a e b de S está emS. QuandoJfôr um gra·fliente.' pelo que O potencial COrrespondente é dado pelO integral <p(x) I I. Se f é um gradiente contínuo num conjunto aberto convexo. .6. ~B(x. . =r . 11 ~ EXEMPLO 4.Todo o ~conjunto convexo é conexo. Construção de um potencial num conjunio convexo.10) . o)= ..mr-se parametncamente pela funçao · ~: t(I0. ..18.r.a. e C(x. pelas fórmulas dadas.2xr' Fará com que as três expréssões coinci- ram.1·. determinar a correspondente função potencial tp. então pode construirli.2o.R diz-se convexo se cada par de pontos de S pode unir-se por um segmento de recta. . 10.9) . Tal segmento pode defil.a). :-) = ~ 2:-.

3x'z2 + l)i + 2(x2 + 1)j. y) de S se tem e um D. f(x. f(x.f.(4 -2ysinx)j + (3xz2 +2)k. Este exercicio mostra que f C um gradiente no conjunto . por todo S.y. y. Determinar umá função potencial para/ em S. 5. Um fluido desloca-se no plano XOY.3x'j'k. 10. provar que lfJ. O caso em que n =-I deve ser-considerado separadamente. r com g uma função real admitindo derivada contínua em todo R 1• Os exercícios que se_ seguem r'eferem-se ao campo vectorial f definido no conjunto S de to. z) = (2x' + 8xj')i + (3x'y. 7. 11. t4. y) (0. muito embora No Exemplo 2 da Secção 10.y) = D.y) = [sin (xy) + xy cos (xy)]i + x' cos (xy)j. z) = (4xy. f(x. z) = (x + z)i. O) em R' pela equação * f ( ) = .2 deve ser tratado separadamente.z) =(Y'cosx +z3 )i. +j' 1 ' gradiente em S.f(x.y. Verificar que para todo o ponto (x.f1 (x.388 I.y) = xi + yj.f(x.(x. movendo-se cada partícula sobre uma recta que passa pela origem. f(x. com a e n constantes. Resolver o Exercício 15 para o campo vectorial definido pela equação f(x) =g'(r) x. 12.tjJ é constante em S. f(x. f(x.y. 18.y).y.(2x'z + 3z2 )k. z) = 3Jh'i + 4x'z'j .y)k.f(x. (a) Determinar os valores de a e n para os quais o campo vectorial das velocidades é o gradiente de um certo campo escalar. . SejaS o conjunto de todos os pontos x -=F O em R'! Sejam r= llxll efo campo vectorial detinido em S por f(x) = r•x.dos os pontos (x.y. f(x. Se ambos tp e tjJ são funções potencial para um campo veciorial contínuo f num ·conjunto conexo abertoS de R n. (h) Determinar uma função potencial da velocidade sempre que esta seja um gradiente. 15. Se uma partícula estiver a uma distância r da origem a sua velocidade é arn. y.=(2xe' +y)i+ (re' +x -2y)i.y) j'-x' (x' + y')'. 6.ysinx + x)i + (cosx + xcosy + y)j. 2. y) = 3x'yi + x'j. f(x.(4j'z 2 + 2x'z)k. + x' X.x 2 +j' 1 x. z) = 2xj'i + x 2z3j + 3x'yz2k./2 = D 2 1. 17.16 mostrou-se que f não D. 8.y Y. f(x.3xy)j.(Y + z)i + (x. cotu puma constante real. 16. 4. 3. Cálculo 13.y) = (siny. z) = xi + yj + zk. O caso em que p = . 9.

escrevendo dy/dx em vez de y'. (a) Se (x. y)Q(x. =0. Q(x.19.7fl2 < rp < n/2. < 1t. 10.y)dx + Q(x. Se multiplicarmos ambos os membros por um tactor não nulo. Suponhamos uma equação diferencial de primeira ordem da forma y' = f(x. y) E T. X + 1r se X <0. a eQuação diferencial toma a forma (10. y)Q(x. x :>O}. mas tambéin do conjunto em que o campo vectorial se define. x=rcoso.] (b) Provar que ae x ay=x'+y' para todo (x. transformamos esta equação em outra da forma Q(x.y). exprimir x e y em coordenadas polares. Provar que 8 é dado pelas fórmulas arctan l ~ X se se X >0. y) e usando a notação de Leibniz para as derivadas.11) P(x.y)ly =0. y) =O.f(x.Integrais de linha T =R 2 389 -{(x.. A cada tal equação diferencial podemos associar um campo vectorial V.y)dy =O. Este exercício ilustra o facto de que a existência de uma função potencial depende não somente do campo vectorial f. y). Escrevendo P(x. 0= 2 X arctan l. Aplicações às equações diferenciais exactas de primeira ordem Algumas equaçoes diferenciais de primeira ordem podem resolver-se com recurso às funções potenciais. d~ forma . formado por todos os pontos de XOYexcepto os do semi-eixo negativo OX. I Deve ter-se presente a definição da função arco tangente: Para qualquer real/. y) em T Isto prova que 8 é uma função potencial para f no conjunto T. y)y'. Sopomos que P e Q são contínuas em algum conjunto aberto conexo S do plano. onde r> O e -n < 8 y =rsenO. are tg t é o número real único tp que verifica as duas condições tg tp = t e . y) em vez de -/(x.

por exemplo y = Y(x) para x um intervalo (a. então P(x. consequentemente. As componentes P e Q são os coeficientes ae dx e dy na equação (10. pelo que g'(x) =O para todox em (a. isto é.7. Y(x)) = C para uma certa constante C.13) implica que g é constante em (a.13) rp(x. tal que o ponto (x.y) =C define y como uma função derivável de x.y)y'.11) definida num interv"lo aberto (a. Y(x)J. b) pela equação g(x) = 9'[x.12). y) de S.11) diz-se exacta em S se o campo vectorial V for o gradiente de um potencial. b). y) + Q(x. y)y' =O.y) + Q(x. b). y) + Q(x. Admita-se que a equação diferencial P(x. Provámos assim o seguinte teorema: TEOREMA 10. y) = V q>(x.y) Cálculo = P(x. b). P(x.y)i + Q(x.11). e a equação diferencial (10. supomos que existe uma solução Y da equação diferencial (10. onde y = Y(x) e y' = Y'(x).14) + Q(x. Isto prova que toda a solução y satisfaz à equação q>(x. por (10. Com tal finalidade introduzimos a função composta g definida em (a. Se y satisfaz a (10.11) escreve-se Vamos demonstrar. Y(x)]Y'(x) =P(x. y) para todo ponto (x. Suponhamos que a equação (10. Logo. h). b). A equação diferencial (10. Y(x)) + D 29'[X. h) e. Mais precisamente.y) dy =O . Quando uma tal função 'I' existe. Vamos provar que 9'(X. y) = C.agora que toda a solução desta equação diferencial verifica a rela- ção q>(x.390 V(x.y)j. e seja g(x) = q>[x. A derivada de g vem então (10. tem-se aq>tax = p e aq>tay = Q.12) g'(x) = D 1 rp[x. sendo C constante.11). se V(x. y)y' =O. Podemos agora conduzir a raciocínio em sentido inverso para obtermos uma solução da equação dir'erencial. A equação (i0. Y(x 1) esteja em S para todo x de (a.y) dx (10. de maneira que y é uma solução. Y(x)]. g é constante em (a. y) = C. onde q> é um certo campo escalar.

y)= 6x'y + 4y'. com C constante.. Neste caso particular a equação é do segundo grau em y' e pode resolver-se de modo a obter-se uma fórmula dando y em função de x e C. a correspondente y satisfaz a (10.) de S.14). verificamos que a função potencial vem dada por <p(x. uma família "de curvas integrais.14). Evidentemente que os únicos valores admissiveis de C são aqueles para os quais q>(x. y) = c define y implicitamente como uma função derivável de x. se a equação <p(J. Este é agora um caso particular de (10. O teorema precedente proporciona-nos um método directo de resolução das equações diferenciais exactas de primeira ordem. Então toda a solução y = Y(x) de (10.7.14). Seja dada a equação diferencial -=- dy dx 3x2 + 6xy 2 6x2y + 4y 3 • Desembaraçando de denominadores.13) como uma representação de uma família a um parâmetro de curvas integrais. Inversamente. y.Integrais de linha t. Construímos uma função potencial ({J e escrevemos q>(x. Integrando P relativamente a x e Q relativamente a y e comparando os resultados. y)= 3x'+ 6xy' e Q(x. y) = x' + 3x'y' +r.. Y(x)l = C para certa constante C.) = C para algum (x" y. Sempre que esta equação potencial 'I' e lamente como uma função de x. EXEMPLO I. então esta função é uma solução da equação diferencial (10. cujo gráfico esteja em S.14). Esta representa. Pelo teorema 10. com P(x. satisfaz á equação tp{X. cada solucão da equação diferencial satisfaz a x' + 3x2y' + y' = C para algum C. na forma implícita. podemos escrever a equação (3x' + 6xy') dx + (6x'y + 4j') dy =O. EXEMPLO 2. e seja tp um campo escalar satisfazendo a e à<p = Q ày em todo S. 391 exacta num conjwzto aberto conexoS. Considere-se a equação diferencial de primeira ordem . y) = C. Portanto podemos usar a equação (10.

Resolver a equação neste caso. 5. 7.r. Uma equação diferencial pode admitir mais do que um factor integrante. 4 'ienx sen3y cos x dx . 2. 3. de curvas integraiS. 10. (x' -y)dx. que transformou (10. y'-+ P(x)y = Q(x). e determinar as respectivas famílias de curvas integrais a um parâmetro. Por exemplo. + x'dy =O. chama-se um factor integrante. Contudo se multiplicamos ambos os membros por y. 8. então e ff(x)dx é um factor integrante. Em geral.15). se a multiplicação de uma equação diferencial linear de primeira ordem por um facto r não nulo I' (x. I. y)dx + Q(x. Provar que a equação diferencial linear de primeira ordem. y) = 2x.15). 4. :::)dy =O. esta equação diferencial não é exacta.15) numa equação diferencial exacta. y) a transforme numa equação diferencial exacta. y) = 2xy' é outro factor integrante de (10. por exemplo g(y).20.(x +seh 2 y)dy =0. a saber (10.UC Usar esta equação para deduzir as seguintes regras de determinação de factores integrantes: (a) Se (iJP/ ay ~ iJQ/ iJx)IQ é unicamente uma função de x. y) diz-se um factor integrante da equação original. Provar lJ.16) y'dx + 2xydy =O. Nos exercícios que se seguem analisam-se alguns casos particulares de equações diferenciais para as quais se podem encontrar facilmente factores integrantes.obtemos uma equação diferencial que já é exacta. Visto que BPIB Y= I e iJQIB < = 2. Esta relação representa também uma família de curvas integrais para a Equação (10. o factor /'(X. Um potencial para o campo vectorial y'i + 2xyj é <p(xy) = xy'. e para cada uma determinar uma família. · (b) Se (iJQJax ~ iJP(iJy)!P é unicamente função de y. admite o factor integrante p(x) = e-fP(x)d. O factor y. (x + 2y)dx + (2x + y)dy =O. Neste caso P(x. . 2xydx 6. (JX'y + 8xy2) dx + (x" + 8x2y + 12ye') dy =O.16) verifica a relação xy' =C. por exemplo f(x). e toda a solução de (10.3 cos 3y coS 2x dy =O. . então efg{ylJ:•·é um factor integrante.392 (10. Seja 1'-(x. y) um factor integrante _da equução diferencial P(x. Aplicar o Exercício 7 na determinação de factores integrantes para as seiuintes equações. a uln ·parâmetro. Exercícios Provar que as equações dos Exercícios I a 5 são exactas.15) ydx Cálculo + 2xdy =O. !'(x. y) = y e Q(x.

(b) (x' + j')dx. Seja S um intervalo fechado em R" com interior não vazio e J ~ [a.. (a) (2x 2y + y') dx + (2x' .(x) = D1j. . seja um gradi~nte num conjunto aberto ·s de Rn.aQt ax ~ j(x)Q(x. provar que exp iff(x)dx + . y}u:r =O.xy'dy ~O.tany)dx + dy ~O. (x. t) dt .op(x. com k um dos valores I.(x) são necessárias para que um campo vectotial f= (].6 provou-se que as condições D. 10.(2x + y)dy ~O. b] um intervalo fechado em R 1• Seja ln+ 1 o intervalo fechado S x J em Rn+ 1. t) = (x1 . suficientes sempre que o conjunto S seja convexo. ••• . Se aP/ ay." t). fn).. TEOREMA 10.g(y)P(x. por meio de um exemplo.. tO. 2. As equações diferenciais seguintes têm um factor integrante comum. .. Defina-se um campo escalar cp em S pela equação op(x) = J: tp(x. que estas condições nem sempre são suficientes. n.. 9..8. Represente-se cada ponto de J n+ 1 por (x. y). em que x E S e t E J. • . A demonstração fará uso do seguinte teorema relativo à derivação sob o sinal de integral. x. Funções potenciais em conjuntos convexos No teorema 10. ~O.f. (b) (e"secy. t) dt.p(x) = . t).fg(y)dy} e um facto r integrante da equação diferencial P(x. Determinar tal factor integrante e obter uma família a um parâmetro. y). de curvas integrais para ·cada equação (3y + 4xy2 ) dx + (4x + 5x'y) dy (6y + x 2y 2) dx + (8x + x'y) dy ~O._ J: D.I/J seja contínua em J n+ 1.h.21. continuamente diferenciável.xy) dy ~ O. A derivada porcial D . Determinar o correspondente factor integrante ·de cada uma das equações seguintes e obter uma família a um parâmetro de curvas integrais. Nesta secção vamos provar que as condições são. Demonstrou-se aí.Integrais de linha 393 (a) ydx. Admita-se que 1/J é um campo escalar definido em Jn+o• tal que a derivada parcial D./p existe em cada ponto interior de S e é dada pela fórmula D. y)dx + Q(x.

em Sx J {teorema 9. J: {tp(x + he. O último integrá! tem um modo absoluto que não excede onde o máXimo e alcançado para todo z do segmento que une x· com x + heh e todo t de (a.p(x.. Nota: Este teorema indica que se_pode derivar sob o sinal de integral. Vamos em seguida usar este. t)) dt. ..<p(x)... k em Rn.x.'P(Z..<p(x) existe e é igual a f!D ..a). Portanto I<p(x + he~). t) dt = i'rv. ) a ~ t a· t.10) chegamos à conclusão de que para todo c >'O existe um 8 >O tal que esse máximo seja < <l(b..1p(x.f D. Visto que int S é aberto. t).:. t)dt.h•::!•:.v. sempre que O < Ihl < 8. t).:+:. Tendo em conta a continuidade uniforme de D...1p(x. bl. t) dt I< • sempre que O< Ih I < ó.<p(x)h Ja r· D.394 Quer dizer.17) p(x + he.. t). Deste modo (10. t) dt = J: D..)- p(x).teorema para dar a seguinte condição necessária e suficiente para que um campo vectorial seja uin grad~ente num ·conjunto convexo.'P(x. Escolhamos qualquer x do interior de S. E int S para todo h satisfazendo a O < h < r.:. t)) dt. Demonstração. t) dt.1p(X.)----'<p~(~x) = h ·a l' v•.)...'!'(x. e.nz. Portanto p(x + he. t) =h Dk'P(Z. como se pretendia demonstrar.1p(x.. com z pertencente ao segmento de recta que une x com x + he. existe um r> O tal que x + he.. t). Cálculo J: tp(x. Aplicando o teorema da média ao integrando temos · 1p(x + he. Aqui é o vector coordenado unitário de ordell). Para tal h temos (10. tem-se D. Isto prova que D.17) vem <pT'(C:.

18) D. no último passo da demonstração.. derivamos o produto escalar f(tx)·x e obtemos D. t) = g(t) + tg'(t).(tx) + t(D 1/.•[' Dk'fJ(X. Como se provou ttrás.cp(x) existe para cada k ~ I. t) se escreve Dk'f(X.9.j. fn) um campo vectorial continuamente diferenciável '1Um conjunto convexo abertoS de Rn. mde 1/J(x.(tx) · x. .(tx) + t'Vj. n.(tx)) · x = [... tem-se p(x) = J.8 em TX J. .x + D. Seja cp{x) o integral de f ao ongo do segmento de recta de O até um ponto arbitrário x de S. do teorema 10. n e pode ser alculada derivando sob o sinal de integral..(tx). D.6. t) ~ f(tx) · x. I) dt .f. D. t) dt.18) e construimos um potencial cp em S.. 1) = f. Seja f~ (J.[.(x) = D.. j I.18).. Sabemos. a relação (10.a de O a I obtemos .(tx)) · x.10).<p{x) = . I]. .Integrais de linha 395 TEOREMA 10. . . Temos poranta D.[. admitimos (10. .. . 'o r conseguinte a derivada parcial D . . Para provar jue é suficiente.'fJ(X. Existe um subintervalo fechado n-dimensional T de S com inteior não vazio tal que 1/J satisfaz à hipótese do teorema 10. admitimos que S contém a origem. Por comodidade.'fJ(X. que a condição é necessária. t). . Façamos agora g(t) ~ [. Então g'(t) = V[... equação {10.. Então fé um gradiente em S se e só se 10. . Demonstração.' f(tx) · x dt = J: 'P(x.f.(tx) · x •elo que a última fórmula para D. endo-se utilizado. 2..(x) ~ >ara todo x de Se todos os valores de k.{f(tx)} · x = f(tx) · '• + t(D. com J~ [0. ntegrando. 2. .p(x. o Para calcular D.p(x.. D.(tx). t) = f(tx) · D.(tx).

19) toma a forma D.• O g(t) dt. 0 = 0 0 Calculando o último integral mediante uma integração por partes vem ·-O r· tg'(t) dt = tg(t) I'_ cg(t) O ·O dt = g(1) :_ 1.19) - l' D•1p(x.<p(x) = g(l) = J. Consequentemente (10. t) l' g(t) dt + l' tg'(t) dt.396 Cálculo D.(x). Isto mostra que'Vq> =f em S.qc(x) = (10. . o que completa a demonstração.

11 INTEGRAIS MÚLTIPLOS I t ~ ~ ~ li>' 11. são úteis no cálculo e transformaçõeS de i integrais.se apresentam na prática podem calcular-se por integração unidimensional reiterada. Veremos que grande número de integrais duplos que . chamado a região de integração. Começamos por considerar regiões rectangulares. Apresentam-se depois aplicações dos integrais duplos a problemas de cálculo de· áreas. Em primeiro t lugar analisaremos a definição de integral duplo. primeiramente para funções definidas e limitadas em intervalos finitos. bl é substituído por um conjunto bidimensional Q.1. O integral ~ resultante diz-se um integral duplo e representa-se pelo símbolo Jf f.. mais adiante consideraremos regiões mais gerais com contornos y curvilíneos. No Capítulo 10 do Volume 11 generalizou-se o conceito de integral introduzindo-se os integrais ·de linha. os símbolos dx e dy não desempenham qualquer papel na definição do integral duplo..: em escada e só depois para funções mais gerais. Neste Capítulo generaliza-se o conceito ainda noutra direcção. contudo. a defiJ nição não proporciona um método útil para o cálculo de integrais. Encontraremos também Uma conexão-entre integrais duplos e integrais dé linha. Introdução t i i ~ ~ i. volumes. Q . O programa a desenvolver neste capítulo consiste de várias etapas.f·. Q ou por Jf f(x. Como no caso unidimensional. e mais tarde para funções não limi. O intervalo unidimensional [a. centro de massa e outros conceitos 397 .O método é análogo ao caso unidift mensional tratado no Volume I. O integral define-se em primeiro lugar para funções -~.~:: tadas e intervalos infiriitos. y) dx dy.. I J * Tal como no caso unidimensional. i· No Volume I estudaram-se os integrais de forma J!J(x)dx. massas. O integrando é um campo escalar f definido e limitado em Q.

vindo para a soma (11. a fórmula ( 11. y) dx dy.2) ff f= k(b Q a)(d . e a fórmula diz-se proporcionar um cálculo do integral duplo por integração repetida ou iterada..1y1 no lugar de (Yj. Nos teoremas que se seguem.1).3) é válida para funções em escada.~1 n m Para termos presente como esta soma é construida.t..y.1). Em particular. y) dx] dy Q.c). escrevemos -para o integral o símbolo fJ f(x. s e t apresentam funções em· escada . escrevemos algumas vezes L1x. tem-se (11.x. As propriedades que se apresentam a seguir para os integrais duplos de uma função em escada são generalizações dos correspondentes teoremas para ó caso unidimensional. quando f é uma função em escada do tipo acabado de descrever. Somando para i ej e considerando (11.X.1) I Ic. desde que f seja constante nos subrectângulos abertos de Q._. podemos escrever fJ f= J::J J::_J(x.3) e aos teoremas correspondentes para o caso de uma dimensão. Podem demonstrar-se como consequências directas da definição (11. em vez de (x.c= t dy. = J::J J:. y) dx] dy = J: [J:t<x. y) dyJdx. i=l . Porque se tem b-a=Lbdx e d.1}. encontramos que (11. f(x..2) pode de novo escrever-se (11. o valor do integral não se altera se a partição P for substituída por outra partição mais fina P'. Q Os integrais figurando no segundo e terceiro membros da igualdade são integrais unidimensionais. y) = k quando a < x < b e c < y < d. sejaf(x. Independentemente dos valores de f sobre os lados de Q. Q · o qual não é mais do que uma alternativa para a notação f._. Q Note-se que se f é constante no interior de Q. o valor do integral é independente da escolha de P.Yj. Assim.t. (f. ou recorrendo ao uso da fórmula ( 11..) e . . Por uma questão de brevidade. y) dy] dx.3) ff f= J: [f: f(x.400 Cálculo Como no caso unidimensional. .

. Se Q se divide em dois rectângulos Q. \' menta de recta.intermédio de duas fun~ -Me t(x. DEFINIÇÃO DO INTEGRAL DE UMA FUNÇÃO LIMITADA ESTENDIDA A UM RECTÃNGULO. y) 2: O para cada (x.=:'o.s(x. 2 2 Q Q Q TEOREMA 11. ff s(x. Q Q Em particular. y) em Q. PROPRIEDADE DE LINEARIDADE. A definição de integral duplo de uma runção definida e limitada num rectângulo Seja f uma função que é definida e limitada num rectângulo Q. Q As demonstrações destes teoremas são deixadas ao leitor como exercícios. y) + c t(x.y)l ~ M se (x. suponhamos que lf(x.2. y) ~ M para todo (x.·. y) (11.I Integrais múltiplos ~' f· 401 j' definidas num rectângulo Q. se t(x.y) em Q.. onde s(x.4.. CÓnsideremoS agora duas quaisquer funções em escadas e /. !·. y) dx dy. y) em Q. Para evitar caír-se em casos particulares triviais supomos .4) s(x. tais que ções em escada constantes se t.y) para cada porto (x. então Jf s(x. definidas em Q.:. e Q.y) E Q. isto é. = Q Q. então Jf t(x. TEOREMA DE COMPARAÇÃO. 11..y)dxdy . y) dx dy + c ff t(x. Se existir um e . y) dx dy ~ ff t(x. y) para todo (x. Então f pode permanecer limnada por cima e por baixo por. t (x. Quaisquer que sejam os números reais cl e C 2 tem-se ff [c.y) ~ t(x. y) dx dy + Jf s(. Q não -é nem um ponto nem um seg. concretamente. Se s(x. TEOREMA I 1.5) . PROPRIEDADE DA ADITIVIDADE. y) em Q. y) dx dy Jf s(x. que Q é um rectângulo não degenerado.3. tem-se ff s(x. y) dx dy. y)] dx dy =c.y) ~f(x. y) dx dy. y) <.1.um só número I tal que (11. ~ TEOREMA 11.

Q Quando um tal I existe. f}.. caso em que se terá · II f= sup S ':" inf T..4.. a função f diz-se integráve/ em Q. uma vez que f é limitada.5). · Seja S o conjunto de todos os números ff s obtidos quando se toma como s todas as e funções em escada abaixo de f. Então. f(f) = inf{U I lf::. ínfT::s. t. º º fJ s:::. Toda a função f limitada num rectângulo Q tem um integral inferior I (f) e um integral superior l(f) satisfazendo às desigualdades . f. e escrevemoss .f. este número 1 chama-se o integral duplo de f estendido a Q e representa-se pelo símbolo ou Jf f(x.4). I}. Integrais duplos superior e inlerior A definição do integral duplo é inteiramente análoga ao caso unidimensional. fJ Q Q t para todos e t satisfazendo as~~~ t..J é integrável em Q se e só se sup S = in f T.. O precedente argumento prova o seguinte teorema:..... 11..402 Cálwlo para cada par de funções em escada satisfazendo às desigualdades ( 11.4). Consequentemente.. Isto mostra que ambos os valores sup S e inf T satisfazem a ( 11. y) dx dy.. TEOREMA 11. t. Portanto S tem um supremo e T um ínfimo e satisfazem âs desigualdades fJ ~ conjunto de todos os números f f t obtido . Admitamos que f é limitado num rectângulo Q sejam s e t duas funções em escada satisfazendo a (11. fJ s . J t se s . Também. Dizemos que s está abaixo e tancima de f. Q O número sup S diz-se o integral inferior de f e representa-se por /(f). e seja quando t representa cada uma das funções em escada acima de f Ambos os~onjuntos S e T são não vazios.. O número inf T chama~se o integral superior de f e representa-se por i(f). Integrais duplOs superiores e inferiores podem também ser definidos em analogia com· o caso unidimensional. tem-se [(f)= sup {U sI s:::. pelo J que cada elemento de S é menor do que qualquer elemento de T.. supS:::.5.

3). Para cada y fixo em (c. sejam igualmente válidos para os integrais duplos em geral. estabelecidos para funções em escada na Secção 11. Q Uina vez que as precedentes definições são inteiramente análogas ao caso unidimensional. As demonstrações destas propriedades ·são análogas às do caso unidimensional e por tal facto omiti-las-em os. caso em que se terá ff f= !(f)= i(f). o segundo teorema fundamental do cálculo proporciona um método prático para o cálculo de integrais. h] temos J: s(x.5. tem-se a fórmula Q (11. O resultado é uma generalização da fórmula ( 11. TEOREMA 11. podemos integrar ambas as desigualdades relativamente a y no intervalo (c. Seja f definida e limitada num rectângulo Q = (a. Integramos relativamente a x e no intervalo (a. d) e admitase que f é integráve/ em Q. y)dx existe e represente-se o seu valor por A(y). y) dx] dy. I. d) admita-se que o íntegra/ unidimensional f!/(x. y) dx. Escolhamos duas quaisquer funções em escada s e t satisfazendo as :Sf :5 t em Q. então será igual ao íntegra/ duplo f f f Por outras palavras. = Q Demonstração. Q Q . 11. permite-nos calcular certos integrais duplos por intermédio de duas integrações unidimensionais sucessivas. bl x (c.3) para obter ff s :0:: J:A(y) dy :0:: ff t._ tnúltiplos 403 ff s :0:: J(f) :0:: !(f) :0:: ff t Q Q para todas as funções em escada s e t com s :5 f :5.6. a qual já foi demonstrada para funções em escada. Se o íntegra/ f~A(y)dy existir. Visto que o integral f~A(y)dy existe. não deve surpreender que as propriedades de linearidade e aditividade e o teorema de comparação. y) dx dy l" [J:f(x. Cálculo de um integral duplo por integração unidimensional repetida Na teoria da integração unidimensional. di e utilizar a Equação (11.3. A função f é integrável em Q se e só se os seus integrais superior e inferior são iguais. O teorema que apresentamos a seguir conduz-fios a um resultado semelhante para a teoria da integração bidimensional.6) ff f(x. y) dx :0:: A(y) :0:: J: t(x.

. d) em m subintervalos. 11.. Uma função f definida num rectângulo Q diz-se . DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO EM ESCADA.3. x P. &I e [c. Uma partição P' de Q diz-se ser mais fina que P se P ç P'. Uma par_tição de um rectânguloQ. d). I L I. Consideremos duas partições P1 e P2 . I está representado um exemplo. v) I x E [a.. O gráfico é formado por placas rectangulares paralelas ao plano XO Y.--. d). O produto cartesiano P 1 X P 2 diz definir uma partição de Q.---.-.---.2 mostra um exemplo de uma partição de Q em 30 subrectângulos.' . FIG.---. sejam e Pz = {yo.. divide Q em mn rectângulos.. c _____ s=±±=±±J . a partição P = P." .398 Cálculo relacionados com estes. isto é. Chama-se um subrectângulo aberto de P ou de Q. bl e [c. h] X [c. b] y e v E [c. se cada ponto de P pertence também a P'. Uma função . decompôr [c. produto cartesiano dos dois intervalos fechados [a. d]}. Yo = c.1 a h FIG....2. d] = i(x. O gráfico de um exemplo de tal tipo de função está representado na figura 11. A figura 11.t ... Partições de rectângulos..d] d ------.2.'ler uma função em escada se existe uma partição P de Q tal que f seja constante em cada um dos subrectângulos abertos de P. Q = (a.. Q ~ [a. O produto cartesiano de dois subintervalos abertoS de P 1 e P 2 é um subrectângulo aberto (sem lados). respectivamente de [a.. bl em n subintervalos e P. 11. Xn = b. decompôr [a. Um rectângulo Q.. Visto P. produto car- tesiano de dois intervalos. Funções em escada Seja Q um rectângulo. Por· fim indicamos como podem este conceitos ser generalizados para um espaço a n dimensões...h] x [c. Na figura li.--. Ym = d. onde x 0 = a.Yt• · · · •Ym-t•Ym}..

x.) X (Yj-J•Yj) de um rectângulo Q. se P e P' são partições de Q tais que f seja constante nos suhrectângulos abertos de P e g seja constante nos subrectângulos de P'.Y.)(Y.=1 .. O integral duplo de uma função em escada Sejam P ~ P._ 1. Seja f umafunçiio em . .-·escada que. Assim. X.._. (x. Assim. a soma· de todos estes produtos torna-se como definição do integral duplo de f sobre Q.1) ff f= i l Q i=l t. mas os valores nesses pontos não são relevantes para a teoria da integração. Gráfica de uma função em escada definida num rectângulo em escada também possui valores bem definidos em cada um dos pontos dos contornos dos subrectângulos.torna o valor constante cij no subrectângu/o aberto (x. uma partição de um rectângulo Q em mn subrectângulos e fuma função em escada que é constante nos subrectângulos abertos de Q. Designemos por Qij o subrectângulo determinado por [x 1_ 1 . x. o conjunto de funções em escada definidas em Q constitui um espaço linear. então c 1 / + c 2 g é constante nos subrectângulos abertos da união Pu P' (que podemos chamar refinamento de P e P').J e [yj_ 1.3. X P. 11. temos a seguinte definição: DEFINIÇÃO DO INTEGRAL DUPLO DE UMA FUNÇÃO EM ESCADA. 11.-1). então a combinação linear C 1 f+ c2 g é também uma função em escada.í ~ ~ ~ Integrais múltiplos 399 ' F1G.. Se f e g são duas funções em escada definidas num dado rectângulo Q.. y) e seja cij o valor constante de f no interior de Qij. .j e altura cij é o produto Para qualquer função em escada f. Se f é positiva.3. O integral duplo de f em Q define-se pela fórmula (11. o volume da caixa com base Q. positiva ou não. Com efeito.

.6). y) em Q e O .r c d 1 O conjunto de ordenadas S de f sobre Q (a) ' Secção plana com área A(y}= f:J(x. Se f é não negativa. z) do 3-espaço com Gdfico de/ c d b'-----7-'--.. (x. 11. bl. O vOlume de Sé o integral da área da secção plana: v(S) = f: A(y) dy.5 admite uma interpretação geométrica simples. É formado por todos os pontos entre o rectângulo Q e a superfície z = f(x.4(a)). Z .4. Se mudarmos a ordem de integração. .4. temos uma fórmula análoga. Por conseguinte f~A (y)dy = f fJ. Interpretação geométrica do integral duplo como um volume O teorema 11. y).7.o único número com esta propriedade é o integral duplo de f em Q. Q a qual é válida se supomos que f~ f(x. O processo consiste pois em integrar f com respeito a x de a a b (mantendo y fixo) e em segundo integrar o resultado com respeito ay de c a d. y) dy] dx.6) diz-se proporcionar um cálculo do integral duplo por integracão repetida ou iterada. representada na figura 11. 11. y. y) chama-se o conjunto de f sobre Q.fJ t para todas as funções A fórmula ( 11. o que demonstra a equação ( 11. y)dy existe para cada x fixo em [a. a saber (11. f(x.y)dx (b) FIG. bl e é integrável em [a. Para cada .7) ff f(x. Visto que f é integrável em Q. y) dx dy = J: CJ: f(x.404 Cálculo Portanto f~A(y)dy é um número compreendido entre f f s e em· escada s e t aproximando f por baixo e por cima~ respectivamente.. (Ver figura 11. Q . o conjunto S dos pontos (x.

o teorema 2. Assim. ~ qu~ o integral existe. ·- .' _região de imegração para o 2. -. deSignando O reSultado . Q . dl o integral A(y) = • . admitindo 11. temos . X -. Visto que a área da secção A (y) é integrável erri (c. por A (y). ! i Y> x: 2 Y = x2 v< x 2 x.6.. Int_egramos em _primeiro lugar em relação a x e . FIG. A tegião d~ re~rese~tada n~ ~gur~ ':· sen y~ yex)dxdy. -1 . . .. .yc) 1". 1 ~ [ Exemplo L_ · Ex~m_plo . 1 ~ = :_ey _+ yfe.Integrais múltiplos intervalo [c. S..mostra que o volu:ine de conjunto de ordenadas de /. dl.ye"_) dx. 11. (x' seny . .. Resolução.7 do Volume I diz-nos que o integral ftA(y)dyé igual av(S). .5. Exemplos resolvidos .7) dá-nos outra maneira de calcular o volúme do conjunto de ordenadas. _ :t=-'-1 r • ' '' • f .a o FIG.ações do teorema 11..5.sobre Q é ig~al ao integral duplo f fj: _ .~ Vamos de seguida efectuar aplic.405 f'} c y) dx •.'calcular ff (x ültegráção -~stá . EXEMPLO I. ' .. Se Q= (-1~ '1] X!(). A . . 11. 11. -Aqui integramos a área das secções plartas Produzidas pOr planos paralelos ao plano YOZ.-· A equação ( 11. k A(y) = J'cx seny.5 por meio de dois exemplos numéricos. n/2l. o volume de.8. · ...· A região de integração par. ... o teorema 1 r..5 . 2 ._ \. (J ' • • •• a área da secção plana de S definida por um plano paralelo·ao-plano XOZ(região sombreada na figura 11. . para integrandos não negativos·. .4(b).

I.v't dt fx' + i(2 - x')'1'.x2) 3''] dx = t x')''' -1 Jo f' (2.x'l dy = J:' v'x'. ~[x(2 - + 3xv'2. ff Jly. A parábola y = x 2 está também desenhada devido à presença de IY.. 21.e)rr /8.y'y. ff (x scny. No primeiro integral efectuamos a mudança de variável t ~ x 2 . 2 EXEMPLO 2.. J' [i x3 +i (2.' v'iY.y dy + J:.x' + 6 arcsen(J=J 1: = ~ + ~.6. Q Resolução.ye") dx dy = f.e) f.406 Aplicando o teorema I 1. + J:~•' Jt dt = Lembramos que x é considerado como constante em cada um destes integrais.5 encontramos· Cálculo . t. Acima desta parábola temos y > x 2 e abaixo y < x 2 • Isto sugere que devidamos o integral de H(x) do modo seguinte: H(x) =f. 0 Como prova -dos cálculos podemos i~tegrar em primeiro lugar em relação a y. Se integramos em primeiro lugar em relação a ye designamos o resultado por H(x). Q 0 •/2A(y) dy = I' f.x 2 1 no integrando. temos H(x) ~f. • y dy =(l/e. A região de integração é o rectângulo representado na figura 11.x' dy. y(y. (-rr'e"/8 + x) dx =(l/e.x')'"dx .x'l dx dy.' v'iY.x' (dy. ff (x seny Q ye") dx dy .5 temos JJ Q v'iY- x'l dx dy = .x 2 • Isto dá-nos H(x) = J.e)rr /8. J . [J:'' (x seny - ye") dy dx J = t.y e no segundo fazemos t = y.''' (-ey + yfe) dy 0 2 = (1/e. li x 10.x'J dy = - J:. Se Q ~ 1. Aplicando o teorema 11. calcular o integral duplo admitido a sua existência.

ffJ(x + y) dx dy. Q 2 2 Q Q Q Q = Q Q Q Q = X[!. ff y-•e••tv dxdy. f(x. 3].3xy')dxdy. e f(l) representa o maior inteiro ~ 1. I> 0. I] 1]. onde = [O. !]...IJ'fntegraís múltiplos I~- 407 ~0 mesmo resultado se obteria integrando em primeiro lugar em [cálculos são mais complicados.n] x [O. I] x 10./Y + x. Resolver o ExercíCio 10 quando Q = X+ J nas restantes hipóteses. · onde =[O. t: rel~ção a x.y} = (O 12. n] x [O. 7. [- I. I] x [0.9. Q 2 onlle = [0. ff sin xsin ydxdy. n]. Estabelecer as hipóteses utilizadas respeitantes à existência. Q Q onde ff <. onde Q = [O.y) = ( O Representar o conjunto de ordenad"as de f sobre Q e calcular o volume deste conjunto de ordenadas_ por integração dupla. 2] x [O.a existência do integral. n/2]. admitindo a existência de cada integral Q I. u/2] x [0. 1]. Resolver o Exercício tO quando f(x. 10. ff sen (x + y) dx dy. fJ (x" + 3x y + j')dxdy. mas os r:u. onde [0. I] x [0.n]. I] do modo seguinte: I -XQ y se x+y:o:. onde = [0. · nas restantes hipóteses. Exercícios i: Calcular os integrais duplos ~- por integração repetida. l . a 9. 2]. Q = [0. 4. I] x [1. ff (cos (x + y)l dxdy.mostrar que um integral duplo da forma fJJ(y)g(y) dx dy é· igual ao produto de dois integrais unidimensionais. Se Q é um rectângulo. 3.) 11. 8. (Admitir. lJ e . onde [0. 6. ff xy(x + y) dx dy. 5. Seja f definida num rectângulo Q = (0. 2. I] X 1-' I.

(f).8) mostra que f é limitada em Q..y) = {O 13. nas restantes hipóteses. Sejam agora terior de cada Qk do modo seguinte: s(x) = m. nas restantes hipóteses. Es·-.ril duplo fff. y) dy] dx. suposo . TEOREMA 11. J = Q Demonstraçiío.m. bl X lc. 2. Pelo teorema da continuidade uniforme. . . então f é integrável em Q.y) = { O Representar a parte de existir Q na qual/é não nula e calcular o valor do integ.(f) . O teorema (9. INTEGRABILIDADE DE FUNÇOES CONTINUAS.6. I... + y)-' f(x. 11.408 x' [(x.(f) para cada k = I.(f) . Integrabilidade de funções contínuas O teorema da continuidade uniforme (teorema 9. y) dx] dy J: [i" f(x.10) pode utilizarse para provar a integr"abilidade de urna função que seja contínua num rectângulo. 21 (x Cálculo + y' X se x 1 + y 2 :::. .. Qn tais que a oscilação de f em cada subrectângulo seja menor que E. Pretendemos provar que[(/) =T(f). Seja/ definida num rectângulo Q ~ 11. Então temos M. Q · 14. dl. fJ! existe e é igual a O. I I X 10. Representemos. respectivamente. o valor do integral pode obter-se por integração unidimensional repetida (11. 41 do modo seguinte: se x::sy:52x.. s <• e t duas funções em escada definidas no in- t(x) = M.8) J f= J: [J: f(x. pelo que f admite um integral superior e um integral inferior. . I I do modo seguinte: [(x. Se umafunçiío f é contínua num rectângulo Q = [a. I I.10.y) Provar qu~ o integral duplo ~ (. os valores máximo e mínimo absolutos de/ em Qk. n. por Mdf) e mk(j).. Seja/ definida no rectângulo Q ~ 10. colhamos i :> O. x =y. A /ém disso. ~ se x y. ~e. para esta escolha de ·E existe uma partição P de Q num número finito (digamos n) de subrectângulos Q.

) quando y~y. y)dx.. Q k=l em que a (Qk) é a área do rectângulo Qk· A diferença destes dois integrais é com a(Q) a área de Q.a) max lf(x.. f (f).Integrais múltiplos 409 Nos pontos fronteira definimos s(x) ~ m e t(x) ~ M. Deste modo o integral f dA (y)dy existe e.(f)a(Q. o mínimo e máximo valores absolutos de f em Q. Então temse s ~f::::.f(x.. (b.) k=l e Jf I = IM. º º Fazendo E ~o vemos que {(f)~ T(f).f(x. Diz-se que o conjunto A tem medida nula se para todo E > Oexiste vm conjunto finito de rectângulos mja união Contém A e cuja soma das áreas não excede E. Integrabilidade de funções limitadas com descontinuidades Seja/ definida e limitada num rectângulo Q.y)dx existe. Interessa provar que A é contínua em !c.A(y1 ) = onde resulta J: {f(x.6 provámos que o integral duplo de f sobre Q existe se f for contínua em todos os pontos de Q.f(x.são dois pontos quaisquer de k. y). y). f ft. di.. uma vez que o integrando é contínuo· em Q. Se y e y. respectivamente. em que m eM são. y. Para cada y fixo em [c.b == (b- a) lf(x1 ... y) .A(y. j(j) -!(f)::=.f(x. pelo teorema 11. No teorema 11.8). di o integral simples fgf(x.)l atinge o seu valor máximo.. é um ponto de [a.. desde que o conjunto das descontinuidades não seja demasiado grande.: t para todo x em Q. pelo que A é contínuo emy. y. di temos A(y) .11. Do mesmo modo temos ff s Q = Ím. resulta a desigualdade O::=.)l ::=. y).:e::. bl no qual!/(x. DEFINIÇÃO DE UM CONJUNTO LIMITADO DE MEDIDA NULA.)) dx IA(y). Seja A (y) ~ J!if(x. Seja A um subconjunto limitado do plano. Nesta secção vamos demonstrar que o integral também existe se f tem descontinuidades em Q.5. Provamos a seguir que o integral duplo é igual aos dois integrais simples sucessivos (integrais repetidos) de (11. .)! onde x. 11.(J)a(Q. Uma vez que f fs. l(j). w(Q).. é igual a f f f Um raciocír n nio semelhante é ainda válido quando se inverte a ordem de integração. Para medir a grandeza do conjunto de descontinuidades introduzimos o seguinte conceito. Esta desigualdade mostra que A(y)~A(y.. y. y1)1 a:. pelo que fé integrável em Q.).

. t em todo Q. (Isto é normal porque D tem medida nula). As demonstrações são.!(f) :>.. Fazendot. dl. Se o conjunto das descontinuidades de f em Q é um conjunto de medida nula..s estendido aos rectãngulos que contém pontos de D. w(Q) + 2M<l. resulta do cálculo do integral de 1. Dado ~ > O. TEOREMA 11. seja menor que ô. (d) Todo o segmento de recta tem medida nula.. Argumentando do mesmo modo que na demonstração do teoref!la 11. Integrais duplos estendidos a regiões mais gerais Ate aqui os integrais duplos foram definidos unicamente para domínios de integração rectangulares...fi s::.9) obtemos a desigualdade O :5: I (f) .j(j). . então o integral duplo f existe.. (a) Qualquer conjunto finito de pontos no plano tem medida nula. l(j). Seja M >O. fQf Demonstração. um conjunto plano limitado de medida nula pode ser contido por uma reunião de rectângulos cuja área total seja arbitrariamente pequena.. que contém pontos de D. 2 M B.s estendido aos rectângulos contendo unicamente pontos de continuidade de f. As seguintes proposições relativas a conjuntos limitados de media nula são consequências imediatas desta definição. -:? I 1. . (b) A reunião de um número finito de conjuntos limitados de medida nula tem também medida nula (c) Todo o subconjunto de um conjunto de medida nula tem medida nula. o_ segundo termo. Q Q O primeiro termo.. obtemos O. Não é contudo dificil estender o conceito a domínios rt:~ais gerais.410 Cálculo Por outras palavras. por esse motivo. Uma vez que li é arbitrário isto implica que j(j) ~ I (j). t(x) = M.. Nos restantes subrectângulos de P definamos s e t tal como na demonstração do teorema 11. De (11. deixadas ao leitor como exercícios. seja P uma partição de Q tal que a soma das áreas de todos os subrectângulos de P.12.. w(Q). tal que Ifi.6 obtemos a desigualdade (11 9) fi t . bl X [c. pelo que f é integrável em Q.. Será então s . <a(Q)+ 2M<l.6. Definamos nestes subrectângulos funções em escadas e t do modo seguinte: s(x) = -M. resulta do cálculo do integral de t . M em Q. Represente Do conjunto das descontinuidades de f em Q.. Seja f definida e limitada num rectãngu/o Q ~[a. f.7. 2Mli.

Tipo I.8 Uma região 1' do tipo IL . l. e encerremo-la num rectângulo Q.y) = (O. outras palavras. b]. Seja/ definida e li miem S. Pergunta-se agora se sim ou não a função/é integrável Q.y) I a~ x ~ b e <p1 (x) ~y ~ <p 2 (x)}. Nurna região do . estendemos a definição de f a todo o rectângulo Q fazendo com f seja nula no exterior de S. se (x.y)ES. Definamos uma nova função f em Q do modo seguinte: f(x. bl. por definiÇão. 11.7. para cada ponto I em [a. se (x.). está representadlo na figura 11. porque .411 Seja S uma região limitada.(x) - d 1------------. dizemos que f é integrável em Se que. a qual pode designar-se do Tipo I.y)EQ-S. Uma tal é limitada. a recta ~ 1 intersecta S segundo um segmento que une a curva y ~ <p. bl. 11. e satisfazendo a ~ 'l'z· Um exemplo de uma tal região. j~ ~ Consideremos em primeiro lugar conjuntos S de pontos no plano XO Y definidos do rnoclo seguinte: S = {(x. y y ~ 'P.7 Uma região S do tipo I FIG.oncle "'' e "'' são funções contínuas num intervalo fechado [a. (x) a y ~ q>2 (x). Caso afirmativo.y) /(x.fP• e Cf12 são cont[nuas e por conseguinte limitadas em [a. x= --r---~------------~~x h FIG.

e pelos dois segmentos de recta.10). As descontimlidades de f em Q serão as de f em S. medida nula. bl. Seja A o gráfico de q>.. ~ ljJ.13 do Volume I) para obtermos uma partição P de [a. cp é uma função real contínua num intervalo [a. serão de um destes dois tipos ou poderão ser decompostas num número finito de partes.esentamos a seguir prova que cada um dos gráficos tem também medida nula. Se tp tem medida nula.(y). cada uma das quais será de um destes dois tipos. TEOREMA 11. Regiões do tipo li são também limitadas.412 Cálculo Outro tipo de região T (tipo 11) pode ser definido do modo seguinte: T={(x. Encerremos S num rectângulo Q e definamos] em Q como está indicado na equação (11. e apliquerrios o teorema da continuidade uniforme (teorema 3. paralelos aOY. que unem as extremidades dos gráficos. Todas as regiões que se considerem. A={(x. mais aqueles pontos da fronteira de S nos quais f não é nula. O teorema que ~pr. 11. . dJ sendo ljJ. b] num número finito de subintervalos tais que a oscilação de tp em cada subintervalo de P seja menor que •/(b . e ljJ 2 são continuas num intervalo [c.b). S~jaf definida e limitada numa região S do tipo I.y)!y=<p(x) e a:o. isto é. < ljJ 2 • Como exemplo temos a figura 11..8.y)!c:'>:y:'>:d e onde ljJ. Demonstração de·que o gráfico de uma função contínua tp tem medida nula. Escolhamos € >O.9. Cada um desses segmentos de recta tem. relativamente a cada subintervalo de P o gráfico de cp está situado num rectângulo de altura <i(b _:_ a). Logo todo o gráfico de tp está contido numa união de um •/(b-a) a FIG. então o gráfico de Demonstração. Neste caso rectas paralelas a OX intersectam T segundo segmentos que unem as curvas x. de cp.8. Portanto.a).x:o. A fronteira de S é constituida pelos gráficos de cp.(y) e x 2 ~ ljJ.

y) dx] dy. Q ! f· ~ Se q>. Aplicando a versão do teorema r 11. a 41>th:l ~- Demonstraçiio. d}. y) dy J····· f(x.! é integrável em Q. d]. Sejam Q ~(a. naturalmente.9. tem quando muito duas descontinuidades em [c. Os únicos pontos de descontinuidade possíveis para] são os pontos da fronteira de S. y) dx dy = T J t CJ.1 I). e rp.11) JJJ(x.) Neste caso a ordem de integração é irrelevante e podemos escrever .12) implica (I 1.10). então f é integrável em Te a fórmula ·' para a integração repetida vem i c (11. y) dy = ••''' pelo que a equação ( 11. Admita-se quej está definida e limitada em Se que f é contínua no interior de S. Portanto f. y) dy existe.y)ia<x<b e cp1 (x)<y<cp. y) ~ f(x. O teorema que apresentamos a seguir prova que o integral duplo . SejaS uma região do Tipo I. y).. b) o integraifg!(x. di um rectângulo que contém S.) Isto prova que o gráfico de q> tem medida nula. um teorema análogo para uma região T do tipo 11.Integrais múltiplos 413 número finito de rectângulos. Se f é definida e limitada em Te contínua no interior de T. s f f (11.12) JfJ= J: [i"J(x. enquanto que /(x.7) temos (11. (Ver figura 11.(x)}.5 dada pela equação (ll. Então o integral duplo J f existe e pode calcular-se mediante integraçiio unidimensional repetida.f Jfexiste se f for s contínua em int S (o interior de S). Algumas regiões são simultaneamente do tipo I e do tipo li. y) ~O para os restantes valores de y em [c.~: f(x. TEOREMA 11. Uma vez que a fronteira de S tem medida nula.:.9. Existe. y) dx dy = s J' [J••'•' f(x.y)dy] dx. cuja soma das áreas é E. compreendida entre os gráficos de rp. bl X (c. Para cada x fixo em (a. y) dy] dx. uma vez que o integrando ~. e/ uma função definida por (I 1. (x)-> Y-> rp.d}(x.13) J f(x.(x) então J(x. (Regiões limitadas por circunferências e elipses são disso exemplo. Este é o conjunto intS={(x.

y) I a~ x ~ b e <p1 (x) ~ y ~ tp 2 (x)}._ O mtcgral . y) dxJdy.. Assim conclui mos que os integrais duplos podem ser utilizados no cálculo de áreas.. y) E S e O .. ' ··''' Em alguns casos um desses integrais pode ser mais fácil de calcular do que o outro. a q:>l(x) J ··.414 Cálculo • 1 [J••'"' f(x.9. z) no espaço tridimensional tais que (x. obtemos IsI ax ay =I: cr.~\-!) .13.r. f' [J••'"' f(x.(X) Y~'f. o integral do segundo membro é igual à área da região S. y)d_r •. . o conjunto de pontos (x. y. li 10. Se f é não e contínua em S. o integral ••'"' J f(x. comf(x. torna-se por isso vantajoso examiná-los antes de proceder ao cálculo efectivo de um integral duplo.. Aplicando o teorema 11.(. y) diz-se o conjunto de ordenadas de f sobre S. y) dr é a área de uma · · y) dy sccç~o plana do conJ·unto de ordenadas. Na figura 11. y) em S. Pelo teorema 2.f(x.10 está representado um exemplo. q:>l x) < f(x. Se f é não negativa. O inllo!gral . f(x. y) dyJdx a ••'"' = Jd [J••''' f(x. 11.(x) FtG. y) ~ I para todo (x. Aplicações a áreas e volumes· Seja Suma região do Tipo I definida por S = {(x.<xJ] ax. z.l) Y~'f'.1 do Volume I.~. y) dy <Pth::l z plana f ~. J .. dx e o volume do conjunto de ordenadas.(x).

e tendo em conta a simetria. y) = c·. sendo g(x.( 1 - 4 4 X~ . y) E S.j 1-x [a 2 2 8 8 0 0 . definida por um plano para'. vem o volume do sólido elipsoidal dado por V= ff (g-f)=2 ff g=8c f..9 mostra que o integral duplo de f sobre S é igual ao integral da área das secções. Efectuando a mudança de variável y= Ab sen t. o integral duplo f f é igual ao volume do conjunto de ordenadas de{ 'sobre S.~Integrais múltiplos f 415 '~'representa a área da secção plana do referido conjunto.JA'. 113. É evidente que obse:rvaçõcs análogas se aplicam a regiões do tipo li. Calcular o volume do sólido constituído pelo elipsoide f Resolução. p./1 .y) = -g(x. a' . Então o integral do parêntesis escreve-se J:"" . O sólido em questão está compreendido entre os gráficos das funções c g. A fórmula ( 11.leio ao plano YOZ (a parte sombreada da figura 11.•[J. Por conseguinte.y f(Ab) 2 2 2 dy . então o integral duplo Jf(g.) Mais geralmente.9.10).J1.y fb'dy =A J:"' .y'/b' e /(x.A'b = . (Ver teorema 2.14.f) é igual ao volume do sólido compreendido entre os gráficos das funções f e g.dt. J Seja A= v'l- x'!a'. ' ~ s . sendo S a região elíptica dada por Aplicando o teorema 11.y).11) do teorema : 11. dy= Ab cost.x'fa' . Exemplos resolvidos EXEMPLO I.7 do Volume I. Aqui (x.y2 fb 2 dy dx.'v''-•'1•' . encontramos para o último integral A'b i• I' o cos' t dt TT TTb = . 11. se fe g são ambas contínuas em S com f :5 g.

A fegião S é o conjunto d~e pontos situados en~re duas curvas y 1.uta~ a_ ordem _de intcgra~ão. 1 _ 0 • EXEMPLO 3. (Ver figura I LII ). 'J. umaes_fer"a 'de "raio a cujo Volume é jna 3• . Resolução. e sobre o intervalo[ O.c]' dy. fsfj(x.11 c Exemplo 2 FtG. cálculo dos integrais. a integraçã~ Co~ respeito iyefectua-se no intervalo de x 2 ·a x.[{(x. reduz-se ao .. I I. y) dx dy. d) dx dy. repetidos Dçterminar a regiãO Se perm. Um 'integral duplo de uma função positiva f. 11.416 Portanto Cálculo V . o 4 a No.2 . . reduz-se ao cálcu. s· EXEMPLO 2. y) d. Isto significa que a região é do Tipo I e está limitada pelas duas curvas y =· X 2 e .. . Exemplo 3.= 8c l''ib ( 1 .lo dos integrais repelidos:· · .abc: · 4 · J · =f o sólido é.1) y ~ 4y/3 '----o~x FtG. Para cada x fixo ~Dtre O e I. U~a ~ez que Sé também do tipo 11 podemos inverter a ordem de integração obtendo ·· - 1 ['1v'~ f(x.y = x. .em que a ="b x') dx = . O integral duplo de .uma função posiiiva_t. caso par-ticUlai. I LI i .

_. 0). I Nos Exercícios 9 a 18 supomos que o integral duplo de uma função positiva f. I.'[J. f(x. por um integral duplo. J:[f.. 0 4 0 Nos Exercícios I a 5. Portanto a região Sé do tipo li e está situada entre as duas curvas x ~ 4y/3 e x ~ .f)dx dy.j25.y >O}.f (x2 . J.y'. y) dyJdx. a região deve dividir-se em duas. esboçar um desenho da regtâo de integração e calcular o integral duplo. fi x )ldx dy.y) ~ 3x + y e S = {(x. 16}. 0). (n. 2.y) x 2 + y'. f 11. (0. Fazer um desenho do sólido referido e calcular o seu volume por integração dupla. Resolução.f(x. 36. se reduz aos integrais repetidos dados. 6. nl. Jfex+y dx dy. Esta região. estendido a uma região S. representada na figura 11.y)dx] dy.y) ~ x 2 + y 2 e S ~ {(x... Exercícios 4 0 [f'"'' f(x. J:U:-.y'. lO... Calcular. Uma pirâmide está limitada pelos três planos coordenados e o plano x + 2y + 3z = 6. (c) j(x. a integração com respeito a x é referida ao intervalo de 4y/3 a y'25.. o volume do conjunto entre. o 4v/3 Determinar a região S e permutar a ordem de integração.y) = y + 2x + 20 e S ~ {(x. I}.y)dy] dx.15. 9. o plano XOYe os planos x = 1 ex= 3.y)llxl. sendo S a região limitada pela curva y = sen x e o intervalo [0. s 4. . y) llxl + lyl<. ambas do tipo I. s . ffx cos (x + y) dx dy. 7. lyl. sendo S o trapézio com vértices (0.yz. Para cada r fixo entre O e 3. y) dyJdx + i' [f V 25-x' f(x. 3.:• j(x... J. um· sólido está limitado pela superfície z = x 2 . I l. (n. x > O. (b) j(x. I.f(x. y) dxJdy. ( 1. (I. sendo S a região triangular cujos vértices são (0. y) ll. f eSse: (a) j(x.12.' [i v. Em cada exercícios traçar-um ésboço de S e permutar a ordem de integração. Fazer um desnho do referido sólido é calcular o seu volume por intermédio de um integral duplo. I)..y) 4x2 + 9y2 . 8. s J!(I + x) sen y dx dy. Quando se inverte a ordem.. dxJdy. sendo S a região do primeiro quadrante entre as hipérboles xy = 5..0). 0). o resultado é a sorna de dois integrais. n). 2 I e xy =-2 e as s duas rectas y = x e y = 4x. sendo S ~ l(x. 2). é um sector circular.Integrais múltiplos 417 f.

' V= o ~J(x. Efectuar. 21.y)dx ascnc vcotc Jdy. o volume V do sólido situado abaixo do paraboloide z = x 2 +. Quando por um integral duplo se calculou o volume V do sólido sob a superficie z = f(x..f(x. J:[J~ . por dupla integração. obteve-se a seguinte soma de integrais repetidos v= J~u: (x' + y')dx dy + J J:u:-. 15.y)dy] dx.y)dyJdx. y) ~ ex(xly) 11 ~ 22. J Desenhar a região S e exprimir V por integrais repetidos nos quais a ordem de integração esteja invertida... Calcular o integral I= zf. (b) Efectuar a integração e calcular V quando f(x.. Ao calcular·se.y)dx Jdy. Dado que O < a < b e O < c < n/2. f~U::J<x.. f'[fv.J<x.f(x.y)dx dy+ Va2-:vt • . também.[J: .418 Cálculo 12._. y) e acima da região S de XOY. ---4i 13.. f' [f'~· f(x.. y) e acima de uma região S do plano XOY obteve-se a seguinte soma de integrais: ·~"'[fvo.[C:~.:::.? e acima de uma região S do plano XOY. desenhar S dando as equações de todas as curvas que formam a sua fronteira.v.y)dy] dx. 16. o volume V do sólido situado sob a superfície z = f(x.-•' dyJdx .::.:=. obteve-se a seguinte soma de integrais repetidos (a) Desenhar a regiãO Se exprimir V por integrais repetidos nos quais a ordem de integração seja invertida. por dupla integração. f(x.y)dyJdx. Seja A = f~e-•'dt e B = J~ze-•'dt. 19. J J J'~"'[f. 1 . 20.. Ao calcular-se.y)dy] dx. (x' + y')dx dy. (z --4)/4 14. a integração e calcular V. f. f' [f''-4)/2 0 -~f(x. 18..

Designando por A a área de Se por b a altura do cone. Designemos por P o vector que une a origem a um ponto arbitrário. chama-se a massa total do sistema. P 2 .: I = mA . 2:~=1 mk o deriominador. Inverter a ordem de integração para derivar a fórmula J· ' í :. um fictício "'ponto de equilíbrio" do sistema. visto verificar-se Quer isto dizer que a posição do centro de massa depende unicamente dos pontos P 1 . segundo um vector A. 23. ( 11. m 2 . Já vimos que os integrais duplos podem servir no cálculo de volumes de sólidos [' e áreas de regiões planas. ••• . to C dado pela equação vectorial C= I:~• m. os quais são de ' grande importância na física e engenharia. . centro de mass~ '.. f (b) O volume do cone é lA h. I:. mn estão localizadas nos pontos P 1. Ynl e se o centro de massa tem coordenadas (x.. Se cada massa mk for transladada. y). Outras aplicações dos integrais duplos .nB +e 1 - e 1 4 1 • r ! Servir-se desta fórmula para testar a resposta. a equação vectorial que define C pode ser substituida pelas equações escalares . e momento de inércia podem ser definidos e calculados com a ajuda de integrais du'.. ••• .~t/ntegrais múltiplos em função de A e 8. Obtem-se um cone unindo todos os pontos de uma região planaS com um ponto não situado K no plano de S.. o centro de massa do sistema define-se como sendo o pon. ••• . Muitos outros conceitos tais como massa. se O<: t <:h.. no espaçc tridi~· mensional.).). y. . quantidade calculada teoricamente e representa. Esta secção é dedicada a uma breve discussão destes tópicos. ~ 24. para um novo ponto Qk em que Qk = Pk. Existem inteiros e positivos mentais que ~ . Se n massas positivas m 1 . por assim dizer. O centro de massa é uma . pios. (x. ' t 1: onde a e m são constantes. mas não da origem.mk. Pm respectivamente. (x. . Se as massas estão todas situadas num plano em pontos com coordenadas (x. P n e das respectivas massas. o centro de massa é também transladado de A. : P 2 . '' 1 J:[f: em<a-xl [(x) dx dy J ~ J: (a - x)em<a~) [(x) dx.16.y. provar que: ~ (a) A área da secção _produzida por um plano paralelo à base e à distância t do vértice é (ti h)' A.J'•. a > O. +A.

a densidade é constante. y) dx dy e jim(S) =ff yf(x. e momerito -de inércia definem-se -por intermédio de inte. membros das equações (11. B· H f(x. definimOs centro de massa da placa como sendc o ponto (. Neste caso a massa total da placa obtem-se efectuando o produto da densidade pela área da placa. Neste caso não se exige que f seja não negativa. mkxk> diz-se o momento estático da massa mk relativamente ao eixo OY. o factor c aparecendo em cada um dos.420 e Cálculo No numerador da fracção definindo . y) dx dy . definida em S e que f(x.ito. Se uma massa m igual à massa total do sistema. Se a placa for construída com um material homogéneo~ então a densidade é constante. Por .· Quando. consideremos uma lâmina que tenha a forma de uma região plana S. se a função densidade f é integrável sobreS. fosse colocada no centro de massa. em vez de estar situada num número firiito de pontos discretos. y) dx dy. Admitamos a matéria distribuída _sobre essa lâmina com uma densidade conhecida.< (11. Com isto significamqs que existe uma função não negativa!. s Os integrais do segundo membro são os momentos da placa relativamente a<> eixo OY e OX. em vez de somas. Por exemplo._s_c-:----Jfdxdy s cltama-se a densidade média da placa. k=l n Quando consideramos sistemas cuja maSsa total está distribuída em certa região do plano. centro de massa. este cociente define o valor médio da função f em S. Y) determinado pelas equaçõe.S é considerada como uma figura geométrica · em vez de uma placa. Se . o seu momento estático relativa· mente ao eixo O Y seria igual ao do sistema mX =L mkxk. graiS.Xm(S) =fsf xf(x.X.14) . os conceitos de massa.14) elimina-se e obtemos . definimos a massa total m(S) da placa pela equação m(S) = O cociente ff f(x. Quando a densidade varia de ponto para ponto utilizamos o integral duplo da densidade como definição da massa total. y) = c. Por outras palavras. y) dx dy area= massa . y). y) representa a massa por unidade de área no ponto (x.alogia coin o caso firi. respectivamente. por exemplo f(x.aO. o termo de ordem k da soma.X.

O momento polar de inércia depende da localização da origem. 2 s A soma desies dois integrais chama-se o momento polar de inércia / 0 em relação à origem =I. y)f(x. Nesta hipótese o ponto {x. y) I b' :5 x' + y' :5 a'}.Integrais múltiplos xa(S) = 421 fJ x dx dy s e ya(S) = fJ y dx dy. y) a distância dum ponto {x. e são dados pelos integrais I. y) chama-se ocentroide da placa (ou da região S). Resolução. = fJ y'f(x. Os momentos estáticos e momentos de inércia em relação a OX e O Y dependem da localização da origem e da orientação dos eixos. Se existirem dois eixos de simetria o centroide estará sobre o ponto de intersecÇão. Calcular o momento polar de inércia. Uma placa delgada de densidade constante c está limitada por duas circunferências concêntricas cujos raios são a e b e o centro é a origem. O integral para / 0 é / 0 = c fsf (x' + y') dx dy. y) dx dy s chama-se o momento de inércia da placa relativamente a L. t ~ EXEMPLO I. ~- 1 ' Nota: A massa c o centro de rriassa de uma placa são propriedades do corpo e são independentes da localização da origem e das direcções dos eixos coordenados. Os momentos de inércia em relação aox eixos OX e OY representam-se por lx e ly. y) dx dy. s em que a(S) é a área de S. mas não das direcções escolhidas para os eixos coordenados. Quando f(x. Então o número I L definido pela equação IL = ff cl'(x. = ff x f(x. Sendo L uma recta -no plano da placa. Estas propriedades. respectivamente. seja o (x.y) ~I. y) dx dy. y) dx dy s / 0 e I. são muitas vezes úteis no cálculo do centro de massa e momentos de inércia pelas simplificações que introduzem nos cálculos. o centroide estará sobre esse eixo. /L chama·se o momento de inércia ou segundo momento da região S relativamente a L.= fsf (x' + y')f(x. com S ~ !(x. O < b < a. y) de SaL.+ I. Para simplificar os cálculos escrevemos o integral como uma diferença de dois integrais . facilmente demonstráveis a partir das definições dadas. Se uma placa homogénea admite um eixo de simetria.

A primeira relaciona o centroide de uma região plana com o volume do sólido de revolução obtido por rotação da região em torno de um eixo d~ seu plano. x::.-:-c.. a abcissa X do centroide é X= n/2: A ordenada ji é dada por y= fS ydxdy nrs~'""ydy]dx ". Podemos recorrer à integração repetida para calcularmos o integral estendido a S(a) para encontrarmos e ff I (x 2 + y') dx dy = 4 "[fv. isto é.Q (x' + y') Jo - S(a) l dy dx J = "". • 0 (Omitimos os pormenores dos cálculos devido ao facto do integral poder calcularse mais facilmente recorrendo a coordenadas polares. Dois teoremas de Pappus Pappus de Alexandria..) Pappus descobriu um certo número de interessantes propriedades dos centroides. Tomamos a região S limitada pela curva y = sen x e com O::. Quando Q roda para gerar S.17. - b') (a' + b') = 2 m a' + b'.--. com m = nc(a' ~ b'). o centroide descreve uma circunferência de raio y.) Portanto 0 = 7TC (a' . b). Slal S(bl onde S(a) e S(b) são discos circulares de raiOS a b. . duas das ·quais Se expõem a seguir.b') = 2 1rc(a2 . g.c ff (x' + y') dx dy. respeCtivamente.. o que será estudado na secção 11.27. v(S) o volume de S. 2 . e y a ordenada do centroide de Q. Resolução. Por simetria. Consideremos uma região plana Q.. com O . n. que viveu no final do Século 11. f Seja S o sólido de revolução gerado pela rotação de Q em torno de eixo.-. EXEMPLO 2.422 [0 Cálculo = c ff (x' + y') dx dy . (Deles se conservam os seis últimoS e parte do segundo. foi um dos ~ltimos geómetras da Escola de AleXandria de matemáticos gregos. Escreveu um compêndio de oito livros onde recolheu a maior parte dos con·hecimentos matemáticos daquele tempo.. a massa da placa..8.H dx dy Hsenx dx s 7T 2 8 11. Determinar o centroide da região plana limitada pOr um arCo de sinusoide. O teorema de Pappus estabelece que o volume de S é igual ao perímetro desta circunferência multiplicado pela área de Q. situada entre os gráficos de duas funçõs contínuas f e g num intervalo (a.= . Seja a(Q) a área de Q. .

"R'. Centroide de um semicírculo. então Q = {(x. Volume dum toro. Temosy= bea(Q) = = ( Q de raio R em torno de um eixo do seu plano e a uma distância b >'R do centro de Q. 423 f(I1.g 2(x)] dx e que y é dado por ya(Q) =ff y dy dx J: [J:c~' y dyJdx J: Hf'(x) = = Q g (x)] dx. Quando Q roda em torno do eixo OX gera uma esfera cujo volume é t "R'. A área de Q e t"R'. onde (11. Seja S o toro gerado pela rotação de um eixo circular i O volume de Sé facilmente calculável pelo teorema de Pappus. com a e b escalares não neJ<ativos cuja soma vale 1·. Mais geralmente. que apresentamos a seguir. EXEMPLO 2. Uma combinação linear desta forma diz-se uma . Sejam m(A) e m(B) as massas de A e B e representem CA e C 8 vectores dirigidos da origem para os respectivos centros de massa. sejam A e B duas placas delgadas que são ou disjuntas. estabelece que o centroide da reunião de duas regiõnes planas disjuntas A e B está situado sobre o segmento definido pelos centroides de A e B. ou se intersectam segundo um conjunto de pontos de medida nula. Então a união A uB tem massam(A)+ m(B) e o seu centro de massa é determinado pelo vector C.15) Para demonstrar esta fórmula observamos que o volume é dado pelo integral v(S) = rr f: [f'(x) .16) c m(A)CÁ m(A) + m(B)CB + m(B) O cociente que define C é uma combinação linear da forma aCA + bC8 .i O outro teorema de Pappus.=-: 0}. · 4R ' onde resulta y = T. EXEMPLO I.15). y . Pelo teorema de Pappus temos trrR' = 2rry(!rrR2). 2 r t f Comparando estas duas fórmulas obtemos ( 11.! ' ~Integrais múltiplos v(S) = 1rrya(Q). pelo que v(S) = 1rrya(Q) = 2-rr" R'b. Seja y a ordenada do centroide. O exemplo seguinte mostra que o teorema de Pappus pode também usarse na determinação de centroides.y)jx' + y' ~R'.

Exercícios Nos exercícios I a 8. Em cada caso desenhar a região S e determinar as coordenadas X e f do centroide. r. f(x.y)=l.y>O.x :$. 16. x>O.-Jx+.x:$. f(x. 17. câda uma das quais possui simetria geométrica.y=fo. h >0. 11. A fórmula de Pappus (11. y y . se a densidade em cada ponto é igual ao produto das distânciaS do ponto aos dois lados conscutivos AB e AD. y =logx.Zy + 8 =o. y=2x. x=Zy.18. no primeiro quadrante.x :$. 2. O :$. l. 6. r. limitada por uma ou mais curvas definidaS pelas equações dadas.424 Cálculo wmbinação convexa de C A e C 8 • A extremidade de C está pois no segmento de recta definido por C A e C g. ~ + b = l ' y =0.16) resulta inmediatamente da definição de centro de massa dada em (11. X= -2. y =0. O :$.w. ~ X 13. 7. a região S é limitada por uma ou mais curvas definidas pelas equações dadas. A demonstração é deixada ao leitor como exercício. X+ 3y + 5 =o. 4. 9. f(x. xy=Z. e /Y de uma placa delgadaS no plano XOY. 14. y = cosx.x :$. Nos Exercícios i I a 16. y ~sen 2 x.r) 2 = r'.xy=l. y =0. x = O.y=senx. O :$.. X =4. 10. y=O. x+y=Z. Determinar a sua massa se a densidade em cada ponto (x. No Exercício 21 da Secção seguinte dão-se exemplos. Seja S uma placa delgada de massa me L 0 e L duas rectas paralelas situadas no plano de S. Em cada exercício [(x. f(x. O :$.a. x.r) 2 + (y .2. Demonstrar o teorema dos eixos paralelos: . O<c<a.y)/(l + x). w. O:$. Uma placa delgada é limitada por um arco de parábola y = 2x. S.x:$. f(x. y) de S. 3.y)=l./Y=I. calcular os momentos de inércia(. y = -seit2 x.x 2 e por OX no intervalo O ~ x ~ 2. Determinamos o centroide de cada parte e formamos depois uma adequada combinação convexa para determinarmos o centroide da reunião.y) =xy. y :$..a. das-quais L 0 passa pelo centro de massa de S. y) é (I . y) = I. x =O. (x . y =O. y =0. 8. 11. É particularmente útil na prática quando uma placa de densidade constante é constituída por diferentes partes. y =sen 1 x. y 2 =5-x.14). x :$. = O. y=O.s + y% = l.y) =I. + h = 1. X. y) representa a densidade num ponto arbitrário (x. x=O. y =e". J(x.y=x2 . Determinar o centro de massa de uma placa delgada com a forma de rectângulo A BCD.y'=x+3. X y -w:$. I :$. 12.y)=lx-yl. O teorema pode generalizar-se de uma maneira simples à reunião de três ou mais regiões. 15.

Seja L a recta do plano da placa passando pelo centro-da elipse e fazendo um âlgulo a com o eixo de comprimento 2a. fluxo de fluidos e à reflexão e refracço da luz e do som. .4] x [0. a mais corrente é na forma da identidade: (11.13.19. onde h é a distância entre as duas rectas L e L 0 • (Sugestão: Uma criteriosa escolha dos eixos simplificará a demonstração). Existe um teorema análogo. (d) A u B u C. de tal maneira que ó centroide de TU D esteja situado no interior do triângulo. para os integrais de linha. como se indica na figura 11. § Em homenagem a George Green (1793-1841}. O contorno de urna placa é uma elipse de semi-eixos a e b. A base de T coincide com um lado do rectângulo R de base I e altura 2. 4] X (3. 21. 22. é o contOrno da região R. 19. Determinar a distância média de um vértice de um quadrado de lado h aos pontos interiores do quadrado. 1]. Teorema de Green no plano O segundo teorema fundamental do cálculo. provar que o momento de inércia [L é igual a lm(a 2 sen 2 a+ b1 cos2 a). A curva C. C os seguintes rectângulos do plano XOY. estabelece que o integral de linha de um gradiente V f ao longo de uma linha unindo dois pontos a e b pode exprimir-se em função dos valoresf(a) e. B = [2.Integrais múltiplos 425 18. (c) B u C. a um ponto fixo P0 cuja distância ao centro do círculo é /:1. § Pode enunciarse de várias maneiras. no interior de um círculo de raio r. e o símbolo de integração. Determinar um valor de h de tal maneira que o centroide de R u T esteja sobre o lado comun de R e T. Determinar o valor médio da função 0 2 sobre a região definida pelo círculo.f(b). pelo qual se exprime o integral duplo estendido a uma região plana R como um integral de linha tomado ao longo da curva fechada que constitui afronteira de R..17) ff(~. 20. (b) A u C. Se a densidade é constante e se a massa da placa é m. 23. que aparece no segundo membro. Seja li a distância de um ponto arbitrário P. 4]. Um triângulo isósceles T tem base 2r e altura h. Determinar a relação que deve existir entre r e h. 3] X [I' 3]' C = (2. um matemátiCo inglês que se debruçou sobre as aplicações da matemática à e1ectricidade e magnetismo. em duas dimensões. Usar o teorema de Pappus para determinar o centroide de cada uma das seguintes figuras: (a) A u B. A= [0.f indica que esta se faz ao longo desse contorno e no sentido directo. Este teorema é usualmente referido como o teorema de Green. A base de T coincide com o diâmetro do contorno de um semicírculo D de raio r. Sejam A. 11. Um triângulo isósceles T tem base I e altura h.~D dxdy = R iPdx +Qdy. B. O teorema que ostenta o nome de Green aparece já nos trabalhos de Gauss e Lagrange.

em homenagem a Camille Jordan ( 1838-1922). elipses. bem como a continuidade de aPio y e aQio X em R. A outra é não limitada e chama-se o exterior (ou região exterior) de C. valores diferentes de 1 dão lugar a pontos distintos da curva. o resultado é conhecido pelo teorema da curva de Jordan. ou polígonos elementares. curva C como fronteira comum. excepto para os extremos do intervalo [a. A circunferência é o exemplo típico da curva fechada simples. Uma dessas regiões é limitada e chama-se o interior (ou região interior) de C. Suponhamos que C é descrita por uma função vectorial contínua a definida num intervalo [a. bl diz-se uma. Até final do século XIX Jordari e outros matemáticos publicaram demonstrações incompletas. Segundo. percorrido no sentido directo São necessários dois tipos de hipóteses para a validade desta identidade. simples. impõem-se condições às funções P e Q para assegurar a existência dos integrais. Primeiro. Para explicar o que deve entender-se por curva fechada simples fazemos referência à função vectorial que a define. 'que C tem um comprimento finito.13.13).a(1 2 ) para todo o par de valores 11 if. embora o teorema seja válido sob hipóteses menos restrictivas. Para algumas curvas de Jordan familiares tais como circunferências. Se a(a) = a(b). Toda a curva de Jordan C decompõe o plano em dois conjuntos abertos conexos disjuntos admitindo a. Quer isto dizer que. evidentemente. é instructivamente evidente que a curva divide o plano numa região interior e noutra exterior. O termo "rectificável" significa. rectificáve/. (Um exemplo é·a parte sombreada da figura 11.426 Cálculo c FIG~ 11. Isto implica a continuidade de P e Q em C. um famoso matemático francês que foi dos pioneiros nos conceitos de curvas fechadas simples e de comprimento de arco. bl. A curva C pode ser qualquer curva fechada. curva rechada simples. mas provar que isto é verdadeiro para uma curva de Jordan qualquer não é tarefa fácil. As mais frequentes são que P e Q sejam continuamente diferenciáveis num conjunto aberto S contendo a região R. Uma curva fechada na qual tr{t 1)=F. existem condições de natureza geométrica a serem -impostas à região R e á sua fronteira C. Jordan foi o primeiro a referir que esta proposição exige demonstração. A curva C é o contorno de R. bl.12 do intervalo semi-aberto (a. Em 1905 o matemático americano Oswald Veblen (188{}-1960) estabeleceu a primeire . a curva diz-se fechada. Curvas fechadas simples planas chamam-se habitualmente curvas de Jordan.

veis. Tendo assinalado algumas das difi.l8). para a validade da identidade (11.ap) dxdy = ax ay . O teorema de Green ·é válido ser:Jpre que C . pdo que o tratamento não será completamente rigoroso.20) I . Admita-se que R é um subconjunto de S. Com deito.20) como casos particulares fazendo P =O e Q =O. TEOREMA DE GREEN PARA REG10NES PLANAS LIMITADAS POR CURVAS DE JORDAN SECCIONALMENTE REGULARES.19) t e (11.ão ~. o significado da expressão "'percorrer a curva no sentido directo" é intuitivamente evidente. (Trad. Mais uma vez. porque é verdadeiro para certas regiões particulares. Jc f onde o integral de linha se torna ao longo de C no sentido directo. e represente R a união de C com o seu interior.17). num tratamento abSolutamente rigoroso do teorema de Green ter-se-á que definir esta a pressão em termos complectamente analíticos.18 é equivalente às duas fórmulas (11.19) e ( 11. de maneira abreviada. isto é. Nesta discussão o significado de "sentido dirccto" sed intuitivo. mente diferenciáveis num conjunto aberto S do plano XO Y. Então verifica-se a identidade 1(11. · Existe outra dificuldade técnica associada com a formulação do teorema de Green. Inversamente. ·Já observámos que.18) é verdadeiro podemos obter ( 11. tem sempre a região R à sua esquerda. e a região R a reunião de C com o seu interiort.lnrdan seccionalmente regular. t Na obra do autor Malhemalical Analrsis. .urva de .24. para algumas curvas de Jordan usuais tais como as referidas atrás. a curva C deve ser percorri' da no sentido directo. espanhola Anahsis Matemático) no capitulo 10 encontra· se uma demonstração do teorema de Grecn para rc:giões com esta generalidade.' Integrais múltiplos 427 ~demonstração completa deste teorema.10. Uma deliniç. vamos enunciá-lo na forma geral e indicaremos. Contudo. Nota: A identidade em 11. isto significa que um indivíduo caminhando ao longo da curva neste sentido. se ( 11. em termos de função vcctorial "que define a curva.culdades associadas com a formulação do teorema de Green. respectivamente . somando-as membro a membro deduz-se ( 1l. TEOREMA 11. seja uma curva de Jordan rectificável. Intuitivamente. restringimos a nossa discussão aqui a curvas seccionalmente regulares. Seja C uma r. Pdx + Qdy. Sejam P e Q campos escalares continua-.J. se ambas são verdadeiras.ossível é a esboçada na Secção 11. . Uma vez que não definimos integrais de linha ao longo de curvas arbitrárias rectificá.18) IJ( R aQ.

f(x)] dx -i' P[x.J aP dy dx · <l f{:d ày aP dy dx a g(z) ày . e dois y y . FIG. Vamos provar (11. Por outro lado. usamos a representação vectorial a( I) =ti+ + f(t}j para obtermos . Green para uma região mais geral. A fronteira C de R é formada por quatro partes. o integral curvilíneo JcP dx pocie escrever. Demonstra~. Calculemos em primeiro lugar o integral duplo(àPiày) dx dy por integração ff R repetida. percorridos no sentido indicado pelas setas (figura 11.15.dx dy = aP · ày .:ão do teorema de Green para uma região particular..J = J'[J"'' -.428 Cálculo Demonstração para regiões particulares. bl com f<. (o gráfico de g). g(x)] dx.20) para uma região R do Tipo I. (o gráfico de f).21) - "' R ff -. Para calcular o integrai ao longo de C.:y=f(x) -+--~a~-------------bL-~x --f-------------------. ao longo de cada segmento paralelo a O Y. outro superior C. li 14 Demonstração do teorema de 11. é zero. Uma tal região é da forma onde f e g são contínuas em [a. g.X ~IG. Integrando em primeiro lugar com respeito a y temos (11.se: f P dx =f · P dx + J P dx. segmentos de recta paralelos a OY. ..14). - J'[J'''' -. = f P[x. um arco inferior C. C C1 Cz· uma vez que o integral de linha.

lemonstração do teorema de Green quer para regiões do Tipo I. Obtem-se assim uma t.2. EXEMPLO 2. y) = (y + 3x)i + (2y.21) obtemos (11. 0).2Ó). e a soma dos integrais de linha ao Imlgo das fronteiras das subregiões é igual ao in~egral de linha ao longo da fronteira de R. EXEMPLO I. Calcular o integral de linha Jc(5-xy-y')dx-(2xy-x')dy. g(t)] dt.x e C a elipse. Uma vez feito isto. sendo C o quadrado de vértices (0.J(t)] dt . Algumas aplicações do teorema de Green Os exemplos que apresentamos a seguir ilustram algumas aplicações do teorema de Green. aplicã-se o teorema a cada subregião e adicionam-se os resultados. (I. o teorema pode ser demonstrado para aquelas • . Um raciocínio semelhante permitirá demonstrar (11. I). usamos a representação a(t) =ti+ g(t)j e tomamos em conta a inversão do sentido para obtermos · Jo. I). como se sugere na figura.P/ = . la Portanto temos c._ f p dx = ~f' P[t. Os integrais de linha ao longo das secções transversais anulam-se aos pares. 0).. O trabalho é igual a J cP dx + Q dy. R em que a(R) é a área da região interior à elipse.Integrais múltiplos 429 f P dx = f' P[t.• fc P dx f: P[t. 11. Jc1 la Para calcular o integral ao longo de C. como se representa na figura 11. .f: P[t. Resolução. Í Comparando esta equação com a fórmula (11. percorrido no sentido directo.47<. Q = 2y. sendo P = y + 3x.efectuam-se cortes transversais. o teorema de Green dá-nos a a a ay 0 J Pdx + Qdy = Jf (-2)dxdy = -2a(R). uma vez que Ql X . o trabalho efectuado pelo campo de forças f(x.x)j actuando sobre uma partícula obrigando-a a descrever uma vez a elipse 4 x' + y' = 4 no sentido directo.J(t)] dt.15. a sua área é 1<ab = h e o valor do integral de linha é . (0. por intermédio do teorema de Green. Calcular. = regiões R que podem decompor-se num número finito de regiões daqueles dois tipos. ·'"'· quer do Tipo 11. (I.19) para regiões do Tipo 11. Com essa finalidade . Porque a elipse tem semi-eixos a= I e b = 2. g(t)] dt .20.

y) ~ ~ ! x e P(x.!. o integral de linha para a área escreve-se a(R) · =! f' {.22) iJP=iJQ i!y i!x . aS:. o valor do integral de linha é %.J.!. Logo. podemos aplicar o teorema de Green para exprimir a(R) como um integral de linha. A área expressa como um integral de linha. Y'(t) I 11.430 Cálculo Resolução. f' 2 ). temos . representando X a abcissa do centroide do quadrado. X'(t) I Y(t) dt. podemos tomar Q(x. y)j um campo vectorial que é continuamente diferen· ciável num conjunto abertoS do plano. e aQ!ax-aP!ay~3x.!Y· Se R é uma região cuja fronteira é uma curva de Jordan C. y) ~ .a P!ay~ I.Y(t)X'(t) + X(t)Y'(t)} dt = . Q~x'. EXEMPLO 3.21 Uma condição necessária e suficiente para que um campo vectorial bidimensional seja um gradiente Sejaf(x. -ydx+xdy. y)i + Q(x. y= Y(t). Pdx+Qdy=. G 2 G Se a curva fronteira C se define parametricamente por x=X(t). a(R)=J.tS:. y)~ P(x. Se fé um gradiente em S temos (11. Visto que X é obviamente!. X(t) 2 ). O integral duplo para a área a(R) da região R pode escrever-se em quePe Q são tais que aQ!ax. pelo teorema de Green. Neste caso P~5-xy-y'. Por exemplo. Ia P dx + Q dy "" 3 II x dx dy R = 3x.-2xy.b.

todo par de pontos a e x pode unir-se m:ediante uma linha poligonal em escada simples. nos. uma coroa circular não é sim~ plesmente conexa porque o seu ·complemento é não conexo.. .em S..i x+y . a dos conjuntos simplesmente conexos. ~com todas as curvas intermédias durante a deformação permanecendo completamente ·-. Intuitivamente falando. mas f não é um gradiente em S. : 0 campo vectorial f(x.y)i+ Q(x. por : uma escala poligonal cujos lados são paralelos aos eixos coordenados e que não se intersectam. X . de a a x. 0)}. dizemos que Sé simplesmente conexo quando não tem '"buracos". Estes definem-se como a seguir se indica. .o que não seja simplesmente conexo chama-se multiplamente conexo.{(0. Se o integral de linha de f.22) é necessária para que f seja um gradiente. Vamos agora provar que também é uma cOndição suficiente. estabe~lece que um conjunto conexo aberto Sé simplesmente conexo se o seu complemento (relativo a todo o plano) não é conexo. DEFINIÇÃO DE UM CONJUNTO PLANO SIMPLESMENTE CONEXO. Por outras palavras. No teorema 10. a condição (I 1. o interior de c e tamb. ciente para que f seja um gradiente em S se Sé convexo. I ( " ' r um gradiente. para cada curva de Jordan ~c situada em S. a condição (11.)ntegrais múltiplos 431 em todo S.9 provou-se que a condição (11.22) em todo o conjuntoS= R'. Como já foi observado. Com auxilio do teorema de Green podemos generalizar este resultado a uma classe mais geral de conjuntos pia.tfm um subcpnjUIJlO de S.23) t ax en todos os pontos de S.11. verifica (11.22) é uma condição necessária e sufi. esta condição não é suficiente.y)jumcampo vectorialcontinuamente ! diferenciável num conjunto S simplesmente conexo aberto no plano. Por exemplo. y) = -y . Seja S um conjunto ·conexo aberto no plano. Então S diz-se simplesmente conexo se.y)= P(x.í . Como já se fez notar. Uma outra definição.' rência cOncêntrica com as anteriores e cujo raio esteja compreendido entre os daquelas . tem o mesmo valor para cada hnha :. 1 ! l em s se e-so...23) é necessária para quefsej" Pode demonstrar-se q!le em qualq!!er conjunto plano conexo aberto S. isto é. não é um subconjunto da coroa. Entãof é um gradiente ~ t i (11. a qual pode mostrar-se ser equivalente à anterior. interior a uma circunfe. Por exemplo. Demonstração. Sejaf(x. se !' TEOREMA 11. Outra maneira de descrever a conexão simples consiste em dizer que nela uma curva C 1 de S ligando dois quaisquer pontos pode ser continuamente deformada até outra curva qualquer C2 de S unindo esses dois pontos. Um conjunto abertO co-~ nex. Uma coroa circular (conjunto de pontos situados entre duas circunferências concêntricas) não é simplesmente conexa porque toda a região.i x+y + .

R 111 • (Ao longo do segmento pq essas duas linhas poligonais coincidem). uma vez que cada segmento comum é percorrido du. R< . 11. A linha a cheio representa C. e formarão fronteiras de um número finito de regiões poligonais.. Na figura 11. Algumas partes destas linhas poligonais podem coincidir ao longo de certos segmentos de recta. desde a. tegral de x até a ao longo de C. . e a linha a tracejado representa C2 e as partes sombreadas representam R 1 .4 prova que f é um gradiente em S.16. então o mesmo raciocínio empregado para demonstrar o teorema 10.. mais o in·. Rm. As restantes partes intersectar-se-ão quando muito um número finito de vezes. pelo teorema de Green. em sentidos opostoS. f P dx + Q dy = ±fi(~. FIG. e a sua soma é zero. necessitamos verificar somente que o integral de linha de f. tem o mesmo valor para toda a linha poligonal em escada em S unindo a a x. Observemos agora que o integral de linha de f desde a a x ao longo de C1 . cada uma das regiões Rk é um subconjunto de S. O integral sobre a fronteira r k de cada região Rk é também zero porque.. Independência da linha numa região -simplesmente conexa . Uma vez que S se supõe ser simplesmente conexa. e C2 duas linhas poligonais em escada simples deSunindo a a x.até x. Sejam c.16 apresenta-se um exemplo. seja R~> .-~:) dx dy. é zero porque o integral ao longo da linha fechada é uma soma de integrais tomados sobre os segmentos comuns a C 1 e Cl mais os integrais tomados ao longo das fronteiras das regiões Rk. Por conseguinte. ••• .432 Cálculo polihonal em e~cada simples de S unindo a a x. podemos escrever r. Os· integrais calculados ao longo dos segmentos comuns anulam-se dois a dois.as vezes.

dCfinem-se dois campos vectoriais f e g do modo seguinte: f(x. y) = -x'y e~y' + 1/(x' + y'). Sejam u e v campos escalares admitindo derivadas parciais de primeira e segunda ordens continuas num conjunto aberto conexo S do plano. Se f e g são continua_mente diferenciáveis num conjunto con~o abertoS do plano. calcular o integral de linhaJr dx + Q dy ao longo da fronteira do quadrado de lado 2a determinado pelas desigualdadislxl ~a 'f elyl ~a. y) = xe->" e Q(x. ax ay ax ay Derivadas normais. Provar que: (a) ~c"vdx + uvdy = ! .y)= ( .j. 0).i + . 2. 5. (e)· C tem a equação vectorial a(!)= 2 cos' ti+ 2 senJ tj. (b) u av) dx ax + (u av -v au) dy .. Aplicar o teorema de Green para calcular O.integral de linhayldx + x dy quando (a) C é o quadrado com vértices (0. 2).Integrais múltiplos 433 e o integrando do integral duplo é zero devido à hipótese aPia y = aQta X. isto implica que fé um gradiente em S. àx ay àx ay Determinar o Valor do integral dUplo f ff ·g dx dy se é sabido que sobre a fronteira de R se R tem u(x. O~ t ~ 2 n. (d) C é o circulo de raio 2 e centro na origem..:.a- f Pdx+Qdy=fa f·Tds.:. 2). Exercícios l. (c) C é o quadrado com vértices(± 2. ao longo de C. r. (2. é igual ao calculado ao longo de c. 11.r= I. au au) (av av) g(x. provar _ ~~ejcf'Vg· da:= -~cgvf*da para toda a curva de Jordán CsecCionalmente regular 6.y) = v(x. 0). c (b) C é o quadrado com vértices(± I.) + u( ::.± 1). Seja R uma região de S cuja fronteira é uma curva de Jordan C secci~nalmente regular.. ay ay = Jf R (u ~ -v~) dx dy. (2. Dados dois campos escalares u e v.22. 3.J.. a secção 10. ..y)j. Se P(x. (v ax a~ 2 'fc JJ(v(::.7 definimos integrais de linha a respeito do comprimentO de arco de tal modo que_ é válida a seguinte igualdade: . Resulta que o integral de a a . y) = y.)) R dxdy. ± 2). y) = I e v(x. (0.. Seja C uma curva fechada simples no plano XOY e / 1 o momento de inércia (em relação ao eixo OZ) da região interior a C Mostrar que existe um inteiro n tal que 4. 0). continuamente diferenciáveis num conjunto aberto que contém o disco circular R cuja fronteira é a circunferência x 2 +..y)i + u(x. Como já se observou..r.. (0.

a derivada direccional de tp na direcção de n. if::ds = JJ (fV'g + Vf· Vg)dxdy. a derivada normal atp/ an define-se em C mediante a equação a'I' an=VqJ·n. seja 'a(t) = X(t)i + Y(t)j. i(t:: -g :~ ds JJ (f'l'g -g'l'!Jdxdy. Sejam f e g campos escalares admitindo derivadas parciais contínuas de primeira e segunda ordein num conjunto abertoS no plano. Supor que a equação diferencial =v 2 g = O em R) P(x. 7. Provar as seguintes identidades.. Se f= Qi. o vector unitário n é n = sen 8 i-cos Oj. mostrar que (O produto escalarf·n dá a componente normal de f ao longo de C. te~ ds = R R = R A identidade (c) é conhecida por fórmula de 9reen. (0 produto escalar f· T dá a componente tangencial de f ao longo de C.v:tp em C. Estes conceitos aparecem nos restantes exercícios desta secção. Designese por R uma região (em S) cuja fronteira é uma curva C de Jordan seccionalmente regular.Pj.X'(t)j) sempre que fta'(r)O *O. y) que nos permite obter uma família de soluções a Um parâmetro da forma tp{_t.434 Cálculo sendo f= Pi + Qj e To vecior unitário tangente a C.) 8. ela mostra que an ~ f-ds= ag 0 ~ g-ds at 0 an com f e g harmónicas em R (isto é. y) é tg 8.y)dy =O admite um factor integrante u(x. y) = C Se o declive da curva tp(x. evidentemente. o vector unitário normal exterior n a C define-se pela equação I n(t) = ll«'(t)ll (Y'(t)i.y) dx + Q(x.) Se C é uma curva de Jordan definida por uma função a contitÍuamente diferenciável. Esta é. y) = C em (x. quando v 2/ 9. com V 2U= d2ular + d2u/ay 2 • (a) (b) (c) JJ V'gdxdy. . Se tp é um campo escalar com gradiente.

s contendo R. . .17.+Qdy).y)g(x. de. . onde _arptiJn = Vtp_·n. .y). TEoREi. · ·· .C1 que não é interior :. ~egulares . ~ . . 11. "' ..y) e ~~ ' . . .eis num conjunto :aberto ._. (a) Duas quaisquer dessas-curva~ não Se intersectam. : : . rlntegrais múltiplos Existe um campo escalar g(x. ( Náfigura. ·C3 • • • • .=·f: (P. .n ~ara regiões multiplamente ~onexas ~ t - o teorem~ de_:Green ..· nexa.Dcmonslr"a~ão do teorema de Green _para uma régião _multiplamente co~ nexa. ~ Sejam -c. ..cn. A FIG. . · ~ Seja R a região formada jJela união de C1 com a·poréãodo interiOr:~e. .curvas de ~ordan secc~onatm.ôP)·dxd... _.. y) tal que a derivada normai. ·:· • • ·c:n· e_s~ão _todas situOdas ncO_ int~r~or_:de ~.17 e~tá ~epresentado um exemplo de propriedades: · · ._das seguintes ) .intf~dução de secçOés t'r-ansv~rsais· que transformam R na união de urri número finito de regiões-simplesmente conexas limitadas por· cUrvas d~ Jordan. _. d. . P(x.-.. ..tA DE GREEN PARA REGI0ES MULTIPLAMENTECONEXAS. ·. : .u(x.I . · -~ a ce_rlaS re-giõeS multipla- TEOREMA 11:12. ~ - . a qualquer das curvas -Cz.: .· · (11. ff(õQ_:.23 · Teorema de Gr.I>_LJ> I . para g(x. Uma região mulliplaffientc co~ .. . f'JG. .. : .ente · . ·· Ct ·. . . .o. . r l ~· fó~mula - 435 õn = . -(b) As curvas C2 . ~=2 c.• . . . identidade: tal região J. ·n . Sejam P e Q continuamente 'diferenciá•.dx+Qdy)~i f:(P~.· g. . ! O teorema podé de~onsúaf-se ·rec-~rre~do à.. UL. 1 Í.. . ~ É* 11.x .24) R " . -\I.. .. . " .}jade gencr·at_i~~u::_se para· ~e a~licar mente conexas.. Então é válida a seguinte. "12>.a_ cada parte sep-~radamen- c. _ f (c)AwrvaC1 estano !nlerwrda-curvaC1 para_Io:f:J. Oy . ·: ' .:... pete~ffiinar_ uma fórmula ~xplícifá. .. y) eril funç~o de. Cn. ip é dada pela Õ<p ..gO?antJ. : : t ....Aplica-se o teorema" ?e ·Green.

25). a condição JPtay= JQ/Jx não implica necessariamente independência do integral em r. Seja K. adicionando-se depois os resultados. Para uma região simplesmente conexa.ll). (b) Os pontos interiores a C. Visto que JP/Jy= JQ/Jx em S. (A figura 11.lação à linha ao longo do qual se calcula. está no interior de C. Por indução pode demonstrar-se o caso mais geral com um número n de curvas. 11. a metade inferior de C.18. (11.: devido ao sentido Segundo o qual é percorrida a curva C2 • Ora a igualdade anterior corresponde a ( 11. a equação (11. + Q dy) - f c.quando n = 2. como se indica na figura. o primeiro membro da equação (11.) Então tem-se TEOREMA DA LINHA DE INTEGRAÇÃO.24) quando n = 2. Demonstração. INVARIÂNCIA DE UM INTEGRAL DE UNHA FACE Á DEFORMAÇÃO Sejam P e Q continuamente diferenciáveis num conjunto conexo abertoS do plano e admita-se que JP/Jy= JQ/Jx em todo S.24) é aplicável quando n = 2. a condição a na y =a Qta X implica que o integral de linha fPdx + Qdy é independente do caminho ao longo do qual se consi" dere (teorema ll. pertences a S.. Vamos exemplificar como pode efectuar-se a demonstração. a curva de Jordan formada pela metade superior de C. que são exteriores a C. (P dx + Q dy). e os dois segmentos A B e CD.. a curva de Jordan formada pela metade inferior de C.25) 1 Ycl P dx + Q dy = ~c2 P dx +Q dy sendo ambas as curvas percorridas no mesmo sentido. A região R consiste daqueles pontos situados entre as curvas C.436 Cálculo te. Consideremos as secções A B e CD.24) é zero e obtemos (11. . e adicionemos as duas identidades obtidas. neste caso existe ·um substituto para a condição de independência referida que pode deduzir-se do teorema 11. Sob as condições estabelecidas. O.oP) dx dy = ay f (P dx c. a metade superior de C. resultando então a igualdade If (ax R oQ . Contudo. e C. Seja K.12. duas curvas de Jordan seccionalmente regulares situadas em Se satisfazento às seguintes condições: (a) C.19 representa um exemplo. e C. Sejam C. A ideia da demonstração quando n = 2 está figurada com o exemplo da figura 11. sinal m~nos aparece.13. e os segmentos A B e CD. e das próprias curvas. se Sé não simplesmente conexa. Apliquemos agora o teorema de Green a cada uma das regiões limitadas por K. Os integrais de linha ao longo das secções transversais anulam-se (visto cada tal secção ser percorrida duas vezes em sentidos contrários).. sendo C1 a maior. e K. C e C2 são duas circunferências. Como já fizemos notar.

O conjunto S súpõe-se ser aberto e conexo-não necessariamente simplesmente conexo. :hrl pela· equação (l1. Num estudo absolutamente rigoroso do teorema de Greco será necessário descrever analiticame_nte o significado da ·expressão :'percorrer uma curva fechada no sentido directo".13 é por vezes referido como afirmando que se aPtay= aQtax em S. o valor do integral de linha ao longo de uma curva fechada simples. se substituirmos t por .respeito da runcão vectoriât a que define a curva.26) obtemos uma nova função da qual se diz descrever a circunferência no sentido negativo ou inverso (o sentido do movimento.curva ao longo da qual se efectua a integração e também do sentido segundo o qual a curva é descrita. permanece inalterado se a curva se deforma até co in· cidir com outra curva simples. Invariância do integral de linha face à deformação da linh_a de integração. Por exemplo. fechada. a função vectorial·a definida no intervalo [0.24. Esta função particular -diz-se descrever a circunferêncía no sentido positivo (ou directo) (contrário ao do mo· vimento dos ponteiros do relógio).da. 11.I no ~egun­ do membro de (I 1.19. Para algumas curvas particulares isto pode · conseguir-se por cOnvencõcs específicas a . * 11.Integrais múltiplos 437 O teorema 11. dos ponteiros do relógio). Por exemplo.{x0 .2G) f a( I) = (a cosI + x 0 )i + (a sen t + y 0)j j define uma circunferência de raío a com centro em . y0 ). as curvas intermediárias que se vão obtendo por deformação da inicial permaneçam em S. Demos assim uma deScrição analítica completa de sentido positivo e sentido negativo . seccional mente regular de S. pertencente a S.. desde que todas FIG. a identidade no teorema de Green exige que o integral de linha seja calculado no sentido directo. o número de giros Vimos que o valor de um integral de linha depende muitas vezes. seccionalmente regular. Por outro lado.

Então o número de giros de a. resumidamente. a x 0 ]Y'(t). interior a c c c ~ ~ Número de giros+ 1 NUmero de giros. fc (x.) é + I ou -I para todo o ponto P.1 se P0 é interior a C. quando vai descrevendo uma dada curva fechada. b. em relação ao ponto P 0 . Para curvas seccionalmente regulares tal será possível fazerse pela introdução do conceito do número de giros. P. P. Tal facto permite-nos definir orie.y 0 ]X'(t) dt. um método de introdução do número de giros.20. Todavia. Valores possíveis do número de giros de uma curva de Jordan C com respeito ao ponto P0 • C. já não é tão simples definir a mesma ideia para uma curva fechada arbitrária.). descrita por uma função vectoriala definida num intervalo [a.Yol dx 2. por exemplo a(t) = X(t)i + Y(t)j se a. bl..x 0) 2 + (x .28) _!_ 1 -(y .20.l dizemos .27) W(a.Xo) dy + (y -.::. Seja C uma curva plana fechada. Pode demonstrar-se que o valor deste integral é sempre um inteiro. negativo ou ri. define-se como sendo o valor do seguinte integral: (11. seccionalmente regular. y 0 ) um ponto_ não·pertencente a C. W(a. [X(t) .. se C é uma curva de Jordan (curva fechada simples) este inteiro é zero se P0 é exteriOr a C e toma os valores +I ou . é + I para todo ponto P. para em seguida indicarmos como pode ser usado para atribuir sentidos positivos e negativos a curvas fechadas. W(a. representa-se pOr W(a.. t. interior a C dize· mos Que a define C no sentido positivo ou diredn.Yol' ..(Y(t). Nesta Secção vamos desacrever.y 0 ] 2 Este é o mesmo que o integral de linhr (11.) Consequentemente. um artificio analítico que nos dá um método matematicamente preciso de contar o número de vezes que um raio vector a "gira em torno. de um dado ponto.I Número de giros O FIG.ulo.::.ntações positivas e negativas para C do modo seguinte: Se o número ·de giros. Po) =_!_f' (X(t) 2.X 0 ] 2 + (Y(t). Se o número de giro é .438 Cálculo para a circunferência. 11. Seja P0 = (x0 . P 0 ). (Ver figura 11. positivo. Além disso.

{a) Se {O. y)( x' + y' > OI e seja ainda y P(x... vamente podemos usar a representação dada em ( 11.j êy êx para r> O. Represente C u'ma curva de Jordan seccionalmente regular situado na coroa cir· cular I < x 2 + y 2. e o integrando em ( 11. * 11.)=1 2rr o i'' 1dt= 1.. e é fácil verificar que a y = aQ!a X em toda a região S. seja ê(log r) ê(log r) f(x. aberta. o teorema 11.y) = x' + y'. 2.). onde resulta W(cx. se (x. y.P. Para uma circunferência orientada positi. = y. ~. . C no sentido negativo ou inverso. Por um raciocínio análogo encontramos que o integral vale -I quando C é descrita negativamente.·tuir a curva C por uma circunferência com centro em (x0 . dependendo o valor do facto da circunferência ser : descrita positivamente ou negativamente.. determinar todos os valores possíveis do integral de linha de f ao longo de C. conseguinte.28) com . -x Q(x.y) = . y 0 ) sem mudar o valor do :=·integral. Nesse caso temos f X(t) = acos t + x 0 .26). Seja S uma região conexa.13. y.t para uma cUrva fechada simples que circunde o ponto (x0 . y. < 25.161. Verificamos seguidamente que para uma circunferência o integral que define . c explicar quando é que ocorre o sinal +. formada por todos os .x. =O fm encontrado no Exemplo 2 da Secçao 10. O) é interior a C provar que o integral de linha Jc P dx + Qdy tem o valor± 21r. reco:.25I.flntegrais múltiplos 439 l'i'que a define. Por na . (b) Calcular o integral de linha f cP dx + Q dy quando (0.) é interior a C. o número de giros é + I ou . o integral de linha ( 11.y) = x' + y' se {x. O) é áterior a C.27) é identicamente igual a I. Seja S ~ Exercícios l(x. y0 )... rremos ao teorema 11. Para demonstrarmos que o integral que define o número de giros é sempre + l ou '-I. Está assim demonstrado que o número de giros é +I ou .13 diz-nos que podemos substi. .).v) E S. l_?m exemplo do integral (11.I..·pontos do plano excepto (x. para uma curva simples fechada contendo no seu interior o ponto (x. Y(t) = asent + y 0 .28) pode então escrever-se na •forma cP dx + Qdy.. Se r~ xi + yj e r ~(Ir (I.i .. Seja C uma curva de Jordan seccional mente regular em S.

determina o valor de/. Seja 1. 11.escja l"=to.22.Pdx + Qdy. . tal como se indica na fig._1.1)1 + Y =L x 2 + Y =i.y) = -y [ (x -I)' Q(x. onde P(x.três circunferências de centro nesses três pontos. 5. C2 é a maior.1) 2 + y 2 I + y' + x 2 + y' + (x + 1)2 + y' x + -+ y' (x + 1) 2 I + y' · -+ x + x' I I J Na figUra 11. e (x + 1)1 + y ==: :1. . C1 é a circunferência menor. para regiões planas conexas só com dois buracos. 12 = 9 e/. .21.z ~!(com sentido positivo). ~fc.traç-J.1-.y) . Sejam P e Q dois campos escalares com derivadas continuas que satisfazem a iJP/ ay = iJQtilx em todo o plano. Se / 2 = 61r e / 3 = 2"'. mostrar que não existe nenhuma curva fechada f ao longo da qual· f Pdx + Qdy ~ I.Pdx + Qdy. (c) Se I. 11.-é a curva formada por três circunferências intermédias (x.= 12.440 Cálculo 3. x 2 + }._ _:x~-~~=-~ (x .22.=: iiQ I ilx em toda a região R. 11.. isto é.= 15.z = 4 (com_sentido negátivo).das como se indicam. c FIG.= 12. Resolva o Exercício 3 para' regiões triplamente conexas. x 1 + J. (a) Determinar o val~r de' JcP dx + Q dy. quantos valores distintos são possíveis para os integrais de linha fcPdx + Qdy. · (h) Traçar outra curva fechada r ao longo da qual Jp dx + Q dy = I lndicannodesenhoqual o sentido em r é percorrida.21. c se tlP/ iJy -. nalmcnte regulares c situadas ein R? · 4. Se P e Q são continuamente difercnciaveis numa região duplamente conexa R. 6. c. ExerCício 6. onde C é a figura em forma de oito representada na figura. excepto em três pontos. Uma região plana conéxa com um só "buraCo" diz-se duftlamente conexa. = 15. Suponhamos que/.. . o FIG. / 2 = 10. (A coroa 1 < xz + 2 )' < 25 constitue um exemplo). tomados sobre curvas-de Jordan seccio. Sejam C~> C2 e C. Exercício 5. e C~.

. . es(endido a uma região S do plano XOY. v). v). 11.Integrais múltiolos 441 i ~_frequentemente calcular integrais coffiplicados transformando-os noutros mais simlfples. . y) dx dy. _v)= X(u. . [c. .~ . y = Y(u. v)i + Y(u. Por seu intermédio transforma-se um ~. o método de substituição permite-nos J: J: r· ~· ~. Mudança de variáveis num integral dupl<> ~~ t Na teoria da integração a uma dimensão.lculados. É are- ~·dação entre as regiões S e T e os integrandos j(x.· f(x) dx = /[g(t)]g'(t) dt.· y) e F(u.__ O método baseiase [. Demonstrámos esta fórmula (no Volume I) sob a hipótese ~. Aplicação definida pela equação vCctorial r(u. v ~do modo seguinte: 1(11. as qua1s ·relacionam x. y com u.. ou noutros tipos que podem ser mais facilmente c<i. O método de substituição para os integrais duplos é mais complicado que .29).~e uma função ? que ~parece na equação :~(11.:.. ~· lt. uma para x c -~::no ~:Outra para y. chamada a fórmu· de mudança de variáveis num integral duplo. · Existe uma fórmula análoga a (11. v) du dv. i caso unidimensional.30) . 1:(11. r(u. d]. v) I f --~+-------------------~u o it" '!'": FIG.'( k y ~ Y(u.·integral da forma ( [J(x.-de que g admite derivada contínua num intervalo. noutro in~:la :f> fi tegral duplo . estendido a uma nova região T do plano UOV. a saber X e Y. v)j.T (f F(u..29) para o caso bidimensional. porque existem duas substituições a efectuar.:na fórmula ~.f 14:..29) " ~11. u) que vamos passar a t. temos agora duas funcões.onde a~ g(c) e b ~ g(d).26.v) 'it '!( . ~ v ·[li' t ~ x = X(u:v) I . Isto significa que em ve!. x = X(u.23. '&. d]· e qué f é contínua no" con~ junto de valores que toma g(1) quando (varia no intervalo [c.a·nalisúr.

v)]jJ(u.das funções que surgem na prática.30). e a partir da origem. é igual a ÕX ÕY õu J(u.30) podem resolver~se de modo a darem u e 'v em função de x e y. y) do plano XOY. O vector r depende simultaneamente de u e :til e pode considerar-se como uma função vectorial de duas variáveis definida pela equação (11. chamada aplicação inversa da definida por (11. traçamos o raio vector r para um ponto genérico (x. y) dx dy ff f[X(u. que aparece no integrando do segundo membro. As chamadas aplicações biunívocas são de importância fundamental. v) descreve pontos de S. A aplicação pode também exprimir-se mediante uma função vectorial. naturalmente. A fórmula para mudança de variáveis nos integrais duplos pode escrever-se: (11. uma vez que transforma pontos de S em pontos de T. Hipóteses análogas se admitem para as funções U e V. Quanto tal é possível podemos exprimir o resultado na forma u= U(x. vJ percorre a região T. v)j se (u. v)= õu õv õX õY õv . como se sugere na figura 11.442 Cálculo As duas equações (11. v) E T.30) definem uma aplicação que faz corresponder a um ponto (u. Bta equação chama-se a equação vectorial da aplicação. = S T O factor J(u.y). por outras palavras. Y(u. v)j du dv. Algumas vezes as duas equações em (11. No plano XOY. v)i + Y(u. o ponto (x. como se indica na figura 11.y). ax1av. Quando (u.32) ff f(x.23. Estas equações definem uma aplicação do plano XOY no plano UO V. v= V(x. Consideraremos aplicações para as quais as funções X e Y são contínuas e têm derivadas parciais contínuas ax1au.29).31) r(u. v). desempenha o papel do factor g'(t) que figura na fórmula (11. y) de S.23. a Y!au e a Y!av em S. Estas transformam pontos distintos dt:: Tem pontos distintos de S.30}. e extremidade de r(u. Um conjunto T de pontos no plano UO V é aplicado sobre outro conjunto S do plano XO Y. dois pontos distintos de T não podem transformar-se no mesmo ponto de S mediante uma aplicação biunívoca. v') do plano UOV. Tais aplicações estabelecem uma co'rrespondência biunívoca entre os pontos de Te os correspondentes de Se permitem-nos (pelo menos teoricamente) voltar de S a T pela aplicação inversa (que. v). Este factor chama-se o determinante Jacobiano da aplicação definida por ( 11. v) = X(u. é também biunívoca). Estas hipóteses não constituem restrições muito fártes visto serem satisfeitas pela maior parte.

v) ~ v~ar ~~ au curva u -----+------------------. de S Neste caso particular (11.32). •' :.30 do livro do mesmo autor Mathematical Analysis (trad. em complemento das '. Introduzamos agora duas novas funções vectoriais V1 e V2 que se obtêm tomando as deri-vadas parciais dos componentes de r com respeito a u e v. Interpretação geométrica da fórmula (11.i!W' ~. Tomemos uma região T no plano UOV. Na Secção 11.. Pode provar-set que (11. o caso em que S é um rcctângulo e a função f tem o valor constante I em cada ponto . concretamente. v)i du dv.~h Ver teorema 10. respectivamente~ .32) é válida se. Y.32) vem (11. v y v= constante x = ~ y X(u. e seja S o conjunto dos pontos do plano XOY sobre os quais é aplicado T. em vez de J(u.imples o qual justifica a validade da fórmula (11._X FIG.'' ?ftntegrais múltiplos R' '!%. ou se o Jacobiano se anula num subconjunto de medida nula. espanhola "Análisis Matemático). v) nunca se anula.' %-'< 443 :?Algumas vezes usa-se o símbolo a(x. 1'). = s T Ainda para este caso a demonstração não é simples. Uma curva u e o correspondente vector velocidade. supomos que a aplicação de T ·em S e biunívoca e que o jacobiano J(u. A fórmula é ainda válida se a aplicação não for biunivoca apenas num subconjunto de T de medida nula. hipóteses de continuidade de X.33).33).23.29 é dada uma demonstração de ( 11.31).33) com recurso ao teorema de Green._u ----+--------------------. Na Secção 11. A parte restante desta Secção é destinada à apresentação de um argumento geométrico :.. 11. v). U e V já referidas. .v) Y(u.. Y)ra(u.33) fJ dx dy fJ il(u.24. como se indica na figura li . para representar o :J·jacobiano.32) pode de:duzir-se como uma consequência de um dos seus casos particulares. Não discutiremos as condições mais gerais sob as quais é válida a fórmula de transformação (11.30 mostraremos como a fórmula de transformação (11. por intermédio da função vectorial r dada por (11.

A área deste paralelogramo é dada pela grandeza do produto vect<>rial dos vectores V1du e V2 dv: esta é igual a· · u(V. definimos e Cálculo Estes vcctores.v~--·--··--- x y ~ ~ X(u.-25. calculamos o produto V-. o vector. Llu e Llv no plano UOVÚansforma-se numa porção do plano XOY que é um quase pa_ralelogramo.u) ~e X (V.6. A imagem de uma região rectangular no plano UO V é um paralelogramo curvo_ no plano XO Y. durante o tempo Llv um ponto da curva v move-se de uma distância aproximadamente igual a 11 V2 ]] dr. desloca-se·ao longo da curva aproximadamente do valor do produto 11 V. cada vector V2 representa o vector velocidade de uma curva v obtida fazendo-se u =constante. 11 Llu (visto que 11 V. como se indica na figura 11.v)ll = IIV1 X V2 116. Por isso a região rectangular com i::tdos y v + t'. V1 representa a velocidade do vector posicional r e é portanto tangente_ à curva traçada pela extremidade de r. Se considerarmos oparâmetro u como representando o «tempo». -Por ca<. durante o tempo Llu.ia ponto da região S passam uma curva .V. pod~m interpretar-se geometricamente do modo seguinte: Consideremos um segmento de recta no plano UOVe paralelo a OU(vé constante ao longo de tal segmento): A função vectorial r aplica este segmento sobre uma curva (chamada a curva u) no plano XOY. Se Llu é a medida de um pequeno intervalo de tempo então um ponto da curva U. <:ujos l~dos são os vectores V.v) --+-------------x FIG.6.44 Quer dizer.u6. X ~2 em ru·nção das componentes dos vectores V1 e V2 vem .25. Consideremos agora um pequeno rectângulo com lados Ll. Do meSino modo.du e _Vid~· como se vê na figura l l.u e urna curva v.v) nu.v. Analógamente.24. como sugere a figura 11..u e Ll. 11. 11 representa a velocidade e Llu o intervalo de tempo).25.

que sabemos ser o valor do integral duplo rdx dy. ~). v)k. Neste caso escrevemos r e 9 em vez de u e v e definimos a aplicação pelas duas equações: x=rcos8.27. para obtermos ·a área do paralelogramo temos que multiplicar a área do rectângulo por I J(u. O)= r cose.to de recta. as observações efectuadas sugerem que esta soma é aproximadamente igual à área de S.(ll. .33). X(r.25 é quase igual a 1J(u... Casos particulares da fórmula de mudança de variáveis EXEMPLO I. a fórmulá de transformação. v)l. Como já referimos. Coordenadas polares. Como referimos atrás. Isto é o que se. men. v)ILiu Llv.+ 2n. (AtribuímoS a J o valor zero no exterio·r de T. Se J(u. O)= rsen e. será dada mais ·adiante. J12 = ax au au au = ax ax ar av o j k ax ay o av av ar au ar av k = J(u.. ~ô integrais múltiplos i 445 r J11 X ~~ . ·Y(r. uma demonstração de (11. o jacobiano J é quase constante nesse rectângulo e cansequente mente Jactua de modo algo semelhante a uma função em escada em R. Tais pontos dizem-se pontos singulares da aplicação. suficientemerite grande para conter toda a região Te consideremos um subrectàngulo genérico de P de. 11. Portanto a grandeza de V. Seja P uma partição de um rectângulo R.32) com dois exemplos importantes.32) é também válida se existir apenas um número finito de tais pontos singul~res ou. quando os pontos singulares formam um conjunto de medida nula. são paralelos (visto ser nul9 o respectivo produto vectorial) e o paralelogramo degenera num seg:. v)l e a área do paralelogramo curvo da figura 11. o "paralelogramo" tem a mesma área que " o rectângulo e a aplicação conserva a área. e v. v)~ O num ponto particular (u. complicados.) Se consideramos J como uma autêntica função em escada.verifica em todas as aplicações que usaremos. que apenas sug~re porquê podemos esperar a validade de uma fórmulà como (11. digamos. Para obtermos uma aplicação biunívoca fazemos r> o e restringimos e aos valores de um intervalo da forma e. Se du e à v são pequenos. y=rsen9.. v) = I para todos os pontos de T.e "" e. Isto sugere que o jacobiano pode considerar-se como um "'factor de ampliação" das áreas. n ·s r Esta discussão geométrica.totalmente diferente. fiais general mente. então o integral duplo de I J I sobre R (e consequentemente sobre é uma soma de produtos da forma 1J(u. v)ILiu LI v e. Quer dizer. x V.i f. é exactamente 1J(u. seguindo uma via . pode tornar'se a base de uma demonstração rigorosa.33).. lados ilu e ilv. r· Se J(u. Caso contrário. . os dois vectores v. mas os pormenores são muito extensos e. mais ainda. Na próxima secção ilustramos o uso da fórmula (11.

pelo que as distân<:ias ao longo da curva O vêm ·multiplicadas pelo facto r r. r ___ = = r cos curva r (fi = Constantd curva O = constante) (J r senO r = constante --~--_L_ ______L_______ r FIG.II =r.446 Cálculo Por exemplo. como se mostra na figura 11.r sen (J i+ r cos () j. Por outro lado.26 o x _.se quando r~ O. O)= or or ax oY I cose = -rsenO senO = r(cos' rcos e I e +sen' O) = r. y) dx dy = ff f(r cosO. . mas tal facto nãó afecta a validade da fórmula de transformação porque o conjunto de pontos com r= O tem medida nula. S T As curvas r são rectas passando pela origem e as curvas 8 são círculos centrados na origem.32) vem ff f(x. O jacobiano anula. ai x X [0. r'sen O) r dr dO. ae ae Logo a fórmula (11. 11.26.. h) no plano rO. pelo que não há distorção das distâncias ao' longo das curvas r. O determinante jacobiano desta aplicação é ax oY J(r. A imagem de um rectângulo no plano OrO é um "paralelogramo . temos v2 = . temos 11 v. ~ eos O i+ sen Oj. IIV. Transformação por coordenadas polares. no plano XO Y limitado por raios e dois arcos de circunferência. 11 ~ I. Visto que V. a aplicação é biunívoca em qualquer subconjunto do rectângulo (0.

f ~·· tntegrms múltiplos 447 ~·. mas os cálculos são mais complicados. e a sua área é a do rectângulo multiplicada pelo factor 1 J(u. consideremos o integral que permite o cálculo do volume de um octante de esfera de rato a.J T a2 - rr r2 r dr dO = -rr r . O determinante jacobiano é J(u.34) podem resolver-se de modo a obtermos u e v em função de x e y. v~= iAD. y =Cu+ Dv. e para assegurar a transformação inversa supomos que AD -·BC* O. X em que a região de integração T é agora um rectângulo [IJ. dx dy.r')% a2 .r2 2 o 2 -3 l" I" = 0 rra' . Transformações lineares. Cu + Dv) du dv. As transformações lineares transformam rectas paralelas em rectas paralelas. tnl. EXEMPLO 2.J~· dt· = . y) dx dy = S [AD . D são constantes dadas . ~ a região Sé o primeiro quadrante do disco circular x 2 + Y das polares o volume vem ond~ a2 • Em coordena- ff . C. fsf .Ja' . Uma transformação linear é uma aplicação defindia por um par de equações da forma (11. Integrando primeiramente em relação a O e em seguida em relação ·a r obtemos fi . v)= AD. 6 O mesmo resultado pode ser obtido considerando coordenadas rectangulares. Isto garante-nos que as duas equações lineares (11.BC. Portanto a imagem de um rectângulo no plano uv é um. Por exemplo. x' ..y.Ja' T r' r dr diJ. 8. T Para ilustrar um exemplo em que é útil uma mudança de variáveis linear consideremos o integral .· (a' .BC[ fJ f(Au + Bv.32) vem então fJ f(x. A fórmu- la ( 11.BCi..-. As coordenadas polares são particularmente bem adequadas quando a região de ~~ integração tem fronteiras ao longo das quais r ou IJ são constantes. al [0.34) x=Au+Bv.p·aralelogramo no plano XOY. onde A.

A presença de . 2 v=.1· = (V. Integrando em primeiro lugar em reiUção a u encontramos 2 1 ff T eu/V du dv = . v=y+x. Para determinar a imagem Tde S no plano uv observamos que as rectas x =O· e y =O apliCam-se rias rectas u =:v e u = -v. a recta x + y = 2 transforma-se na fecta v= 2. v)= -1. 11. Resolvendo relativamente a x e a y encontramos v-u x=-2 v e v+u y=--.e 1). eUj1J du 2o-v 1l'[f" Jdv = - 2o ll' ( V e - - . 11.x.2 X= . respectivamente. O determinante jacobiano é J(u. O integral duplo em questão vem Jf S - e<•-•1!<•+•> dx dy =~f T f e•l• du dv...-1 e o .. . (Ver figura. Aplicação por uma transformação linear. Pontos interiores aS verificam O < x + y < 2 e transformam-se em pontos de T verificando O <v < 2.27.27). Portanto a nova região de· integração T é uma região triangular~ como se indica na figura I L27. .LI) (v+ u) FIG.x e y + x no integrando sugere a mudança de variáveis _u =y-.448 Cálculo JJef"-:!:l/fv+zl dx dy • s onde S é o triângulo limitado pela recta x + y = 2 e pelos dois eixos coordenados.dv = e.

. 1}. S ~{(x.x'+y'..y. 0 0 8. Se r> O... 4. I -x. (d) Usar a alínea (c) para provar que r(t) = J.C.. I + I + 5. Nos exercícios 10 a 13. n).y)'sen' (x + y) dx dy s sendo S a paralelogramo de vértices (n. f: [f:. (a)· Déterminar uma transformação linear u = ax + by.y)la 2 .-<•'""'' dx dy < I (r) <ff e-<•'+>'J dx dy..y.y)dxdy por integrais repetidos em coordenadas polares s Em cada um dos Exercícios I a 5. 10) deverá aplicar-se num ponto do eixo u. ri..-. (A letra a representa uma constante positiva.. transformar cada um dos integrais dados em um ou mais integrais repetidos em coordenadas polares 10.) 6. 12. (3. S~{(x. fazer um desenho da região Se exprimir o integral duplo 1. que aplique S num rectâilgulo R do plano uv com vértices opostos (0.. f. 14. Exerdcios 449 - Ç: ' f ff(x.r Integrais múltiplos 11 ~28. n).. mudar o integral para coordenadas polares e calcular.. + y')dxJdy. 0 0 (x2 - + y 2)-li dy (x2 f•[J v.co.y)lx' . o seu valor.jx• + y') dyJdx. f'[f"•-•' f(x.. Em cada um dos Exercícios 6 a 9. S ~ {(x. -1 :>.e-•'du. com r o símbolo da função gama.. Recorrer a uma transformação linear conveniente para calct~lar o integral duplo ff (x .. I. 2 ~ {(x. 11. .. 2). (2n.T2. f R (b) Se C 1 e C2 são discos circulares inscrevendo e circunscrevendo R.. onde a >O. 0).O :>.S~{(x. (2.x.y) dyJdx. 3. 0 •-• Jdx. S 2. (n. O vértice (2. 17).y)dy] dx. provar que ff . [f v 2o•-•' (x' + y')dyJdx.y) x y' ... 10). e (I. onde O<a<b. 9. 2 Ct Ct (c) Exprimir os integrais estendidos a C1 e C2 em coordenadas polares e Usar (b) para deduzir que /(r) -V1f quando r. 0)..x. v= ex + dy. O) e (4. 2x}. f:[f: f(x. a 2}. (b) Calcular o integral duplo J xy dx dy transformando-o num integral equivalente sobre s J o rectangulo R da alínea (a). f: [f:"' J(. (0... 15.b 2 }. sendo R o quadrado R ~ I. (a) Mostrar que !'(r)~ f f e -(x' + Y?dx dy.. 7). Isto demonstra que f~ e-tt du = v. y) x 2 y' . 2n). r] X I.r..r. 16. seja /(r)~ ~... 1}.y)IO . Um paralelogramoS do plano XOYtem por vértices (0.

3).. Considerar a aplicação definida pelas duas equações x = u1 . r) = ff R (p' + x' + y')• sobre o disco circular R= l(x. v)J du dv = S T pode deduzir-se·como uma const:.Ja' + e = b' + c)du.y) I x' + y' . (I. Determinar os valores de p para os quais I(p. (a) Calcular o determinante jacobiano J (u. Demonstração da fórmula de mudança de variáveis num caso particular Como já referimos. y) dx dy ff f(X(u.if. v)]}J(u. s ..S é a região do primeiro quadrante limitada pelas curvas xy = t..29. r) tende para um limite quando r-++ oo. I} 22. 19. Jf [(x + y) dx dy = tJ(u) du. onde . Neste caso a fórmula simplifica-se para . 2). y) 1x' + y'. (b) Desígne-se porTo rectângulo no plano"" com vértices (I. Considerar a aplicação definida pelas equações X= U +V. (b) Um triângulo T no plano uv t'em vértices (0. 11. Deesenhar a sua 'imagem S no plano XOY.y) Jlxl + lyl . Y(u. Cálculo (a) Calcular o jacobiano J (u. 0).35) ff f(x. 11. (2. a fórmula (11. Nos Exercícios 20 a 22 provar as igualdades dadas por introdução de uma adequada mudança de variáveis em cada caso. Calcular o integral duplo dxdy f I(p. log 2 t. 1).. onde S = {(x.y + l)·' dx dy. y 4x. (2. (c) Calcular a área de S por intermédio de um integral duplo estendido aS e também por intermédio de um integral duplo estendido a T (d) Calcular f f(x.. 1}. v). y) I x 2 + Y ~ r1 \. (2. y = 2w. Representar. 0). por meio de um desenho. f: [(u) du. 1). x = y. v).. 3).. v'). 21. (0.450 17.4uência do caso particuiar em que Sé um rectângulo e f é identicamente I. (c) Calcular o integral duplo fxy dx dy recorrendo à mudança de variáveis x = u 2 .vl. c com c~ i(x. 18. xy = 2. If [(ax + by + c)dxdy ff[(xy) dx dy s = s = 2 s onde S = {(x. ~f(u. a imagem S no plano XOY... 20.

(Ver figura 11.v) y ~ Y(u. ax ax J(u. e J (u.35) a partir do caso particular (11. v)/ du dv. v) é o seguinte: .v) FIG. · 1\ aplicação inversa· é dada por x = X(u. u x ~ X(u.y).~· ~ Integrais múltiplos 451 i (11. O significado do sinal de J (u.36). v). v). v)= au av ay ay . Para a demonstração supomos que as funções X e Y possuem derivadas parciais contínuas de segunda ordem e que o jacobiano nunca se anula em R*: Então J (u. ou sempre negativo.y).36). v) representa o determinante jacobiano. y = Y(u.28. y v= V(x.au av Nesta Secção usamos o teorema de Green para provarmos (11.28) obtida por uma aplicação biunívoca u = U(x. v) é sempre positivo. A fórm"ula de mudança de variáveis para integrais duplos deduzida do · teorema de Green.36) Jf dx dy = Jf /J(u. e na Secção seguinte deduzimos a fórmula mais geral (11. R R* Aqui R representa um rectângulo no plano XOY e R* a sua imagem no plano UV. 11.

. Suponhamos que C* é definida por uma função a num intervalo la. v) > O. transformamos o integral duplo do plano UV num integral de linha ao longo da fronteira C* de R~ O integrando. A ideia da demonstração consiste em exprimir cada integral duplo de ( 11. V(t)]i + V(t)j.36) como um integral de linha. escrevendo onde Q(x. . av au -au -~(xaY) -~(xaD av av au/" Aplicando o teorema de Green ao integral duplo sobre R*encontramos . (x ay du + X ay dv) . av . para completarmos a demonstração de (l1. . o ponto imagem (u. Na demonstração vamos supor que J (u. Deste modo. ôv Introduzimos uma parametrização para C* e utilizemo-la para achar uma representação de C. Començamos com o integral duplo no plano XOY. recorrendo ao teorema de Green. J (u. y) ~ x e P(x. au . v) descreve o contorno de R*no sentido directo se J(u.36) necessitamos somente provar que (11. Aqui C é a fronteira de R. v) é positivo e no sentido inverso se J (u. Analogamente. y) integral de linha ~O. J(u.37) f o X dy =fc• (x ay du +X ay dv). descrita no sentido directo. pode escrever-se J(u v)= ax ay _ ax aY = ax aY + x a'Y _ x a'Y _ ax ay ' au av av au au av au av av au. SCJa a(t) = U(t)i Designemos por (3(t) = X[U(t). bl. V(t)]j.452 Cálculo quando um ponto (x. + Y[U(t). y) descreve a fronteira de R no sentido directo. v). v) é negativo. ff R • v) du dv = f c•au. Verificamos depois a igualdade dos dois integrais de linha exprimindo cada um deles na forma paramétrica. Pelo teorema de Green este integral duplo é igual ao · · fcPdx+Qdy=J0 xdy.

+ é!Y V'(t)) é!v dt. é!u é!v é!u é!v xdy = f'x[U(t). bJ.dx 1 e Ll. Demonstramos primeiramente que (11. V(t)J(é!Y U'(t) é!u Jc f J. y) dx dy ff s[X(u. v)]JJ(u. e seja c.38) ff f(x.30.39) ao rectângulo R.37) são iguais. v)J du dv S T a partir do caso particular' tratado na Secção anterior.1 o valor constante que s toma no subrectângulo aberto Rij· Aplicando (11. . onde s é qualquer função em escada definida em R.39) fJ dx dy fJ IJ(u. v). o que prova (11.seja Puma partição de R em mn subrectângulos R1j de lados .y. 11.·· Integrais múltiplos 453 Então quando t varia no intervalo [a. v). = R R• em que R é um rectângulo e R* a sua imagem no plano uv. v)J du dv.obÍêm-se igualmente parametrando o integral de linha sobre C* em (11. o vcctor a(t) descreve a curva C* e /}(1) a curva C A derivada de /} é dada por · {3'(t) = Logo . Y(u. = R R* . (11. v)J du dv.j encontramos -· !::.xJ!. v)J du dv. Portanto os dois integrais de linha em (11.41) 1 ~ ~ . = fJ dx dy = fJ IJ(u.37). v)]JJ(u. Demonstração da fórmula de mudança de variáveis no-caso geral Nesta Secção deduzimos a fórmula geral de mudança de variáveis. Y(u. O úÚimo integral estendido a (a. bl . Com esta finalidade.36). Ru Rii* ' ) ~- Multiplicando ambos os membros por ciJ ·e somando a respeito dos· ín.[é!X U'(t) +é!X V'(t)Ji + [é!Y U'(t) + é!Y V'(t)Jj. y)dxdy =ff f[X(u.y1. (11.dices i e j obtemos (11.40) ff s(x.

x. v)] ~f[X(u. v) [J(u. v)[ du dv ~ ff T(u. y) dx dy e JJt(x. Seguidamente vamos demonstrar que a função em esCadas. Y(u. v)[ du dv. as desigualdades preceoentes são as mesmas que ff s(x. Então temos que .43). v) [J(u. v) domesmo modo. v). y) dx dy =ff F(u.40).y. v)] para todo u ponto (u. v)[ du dv ~ ff t(x. Y(u. Ro* _ Recorrendo à propriedade aditiva dos integrais duplos vemos que (11. para todos os pontos (x.42) é a mesma que (I 1. v) crn lugar de slX(u. v). v) [J(u. v).40). em (11. • • • Devido a ( 11. implica que Jf f(x.dv R R' e por conseguinte ( 11. v) [J(u. v) pertencente-à imagem R*: Por uma questão de brevidade..y). v)][J(u. Então verifica-se também (I 1. y) dx dy ~ ff F(u. Y(u.39). (I 1. = ~ ~ i=l i=l i=l i=l n m n m ff s[X(u. Seja f intcgrável sobre um rectângulo R e escolhamos funções em escadas e t verificando as desigualdades (11.42) ~ ~c.y) dx dy para qualquer par de funções R em escadas e t verificao- JRJ do ( 11.44) por J J(u. MultiplicanUu as desigualdades (1) .y) ~ t(x. escrevemos S(u.y) ~f(x. v)[ du dv. Por f ser integrável. J R v) I J(u. Y(u. y) de R.t. a igualdade anterior é equivalente a Cálculo (11. v).40). v) e T(u. Uma vez demonstrada a validade de (11.t. Y(u.40) é uma conseq uência de ( 11..38) para rectângulos.44) s[X(u. v)]~ I[X(u. pode ser substituida por qualquer função f para a qual existam ambos os membros de ( 11. Então.v)l e definimos F(u. R R* R Portanto JR' F(u.454 Uma vez que sé uma função em escada. podemos facilmente generalizárla a regiões mais gerais S pelo processo habitual de definir um rectângulo R contendo Se substituindo a função f por uma outra. v)l du dv é um número com prendido entre os integrais s(x. v)[ du. v)[ du dv ~ fJ F(u.40). v). v) [J(u. y) dx dy. v)l c integrando sobre R* obtemos ff S(u.43) s(x.38) é válida para funções integráveis definidas ·sobre rectângulos.Z que coincida com f em Se se anule no exterior de S.

. com a =(a. diz-se uma partição de [a.31.. s f··· f f(x s 1 . la~' b...39). define-se como o produto dos comprimentos dos intervalos componentes (b 1 - a. bl.f definido e limitado num conjuntoS do espaço n dimensional. ou de (a. b.). v)[ du dv =ff F(u. Quando n = 3 escrevemos (x.. z) dx dy dz. uma consequência de (11.}. ...an). • • .) e representamos os integrais triplos por fff f. . referimos apenas os resultados O integrando é um campo escalar .J. v). O volume de [a.. · · · dxn. o produto cartesiano P = P. Extensões a um número superior de dimensões O conceito de integral múltiplo pode generalizar-se do espaço bidimensional para um espaço a n dimensões. x. . Uma função f. fsf(x)dx. b) é o produto cartesiano de n intervalos abertos (a.. s Em primeiro lugar definimos o integral n-múltiplo para uma função em escada definida num intervalo n-dimensional. definida em la. Y(u. O integral de ordem n de uma tal função em escada define-se pela fórmula f . P n são partições de.. . na verdade. . x.. Xn) dx. (a. v)i du dv S R R• T o que demonstra que (11. . v)]IJ(u. bn)· Um intervalo aberto n-dimensional (a. s ou fff f(x. representa-se pelo símbolo ou principais.)··· (bn.. a. é o valor constante que f toma no subintervalo de ordem· i e v1 é o seu volume. x. com n sinais de integral. ·f f= Ic. Visto que o desenvolvimento do assunto é completamente análogo ao caso em que n = 2. y. Se P1 . x P.) e b = (b. v) [J(u. z) em vez de (x.. diz-se uma função em escada se é constante sobre cada um dos subintervalos abertos definidos por alguma partição P.b) i onde c. A soma é uma soma finita estendida a todos os subintervalos de P. ou mais simplesmente com um sinal de integral. .. . . 11.38) é. O integral de f sobre S. Lembramos que um intervalo n-dimensional fechado la: bl é o produto cartesiano de n intervalos unidimensionais fechados lak. y. ... . X . b).Integrais múltiplos 455 ff f= ff f= ff /[X(u.. lam bnl.. chamado um integral n-múltiplo. bkl. 6].. com n qualquer ~ 3. onde x = (x. . bl..v. respectivamente.

29 mostra-se um exemplo). ..45) S = {(x. para x e y fixos. Se f é Contínua no interior de. são contínuas em S. y) 5: z 5: cp. y.. z) dz] dx dy. f.$ t em [a. temos --a formula para as integrações repetidas (11. Alguns integrais múltiplos podem calcular-se pelo uso repetido de integrais de . s Q q.S. y) e (talvez) uma porção do cilindro gerado por uma recta movendo-se paralelamente ao eixo OZ ao longo do contorno de Q.dimeilsão ·inferior. então bl e o número I chama-se o integral n-múltiplo de f. substituimosfpor uina nova função/ a qual coincide_comf em Se se anula fora de S.1<~. chamada a projecção de S no plano XOY. e z = tp 2 (x. z) dx dy dz = JJ [f••'"·•' f(x. z) [ (x. Conjuntos deste tipo São limitados por duas superfícies com equações cartesianas z = tp 1 (x. bl e se o conjunto de descontinuidades de f tem medida n-dirnensional nula. Por exemplo. o integral existe se f é contínua em [a.vl Quer dizer. onde Q é uma região bidimensional. y. o qual pode ser resolvido pelos métodos já expostos atrás. cp.. y) E Q e cp 1(x. Um conjunto limitado S tem medida n-dimensional nula se para· cada E >O existe um cOnjunto finito d~ intervalos n-dimensionais cuja união inclui S e tal que soma dos respectivos volumes não excede €. y)).(x. Isto reduz o cálculo a um integral duplo sobre a projecção Q.456 Cálculo A partir da definição de integral n-multiplo para funções em escada.46) fff f(x. Para definirmos um integral n-multiplo de uma função limitada/sobre um conjunw limitadoS mais geral. qumsquer que sejam s e t satisfazendo a s ~~~ t. Também existe se f é limitada em [a. y). seguindo o processo usual. o integral de f sobreS define-se como o integraldefsobre algum intervalo que contenha S. Sejam s e t funções em escada tais que s . As rectas paralelas ao eixo OZ intersectam este conjunto segundo segmentos de rectas que unem a superfície inferior com a superfície superior. f diz-se ser integrável em Tal como no caso bidimensional. definimos o integral para funções limitadas mais gerais definidas em intervalos. (Na figura 11. Se existir um e um só número I tal que [a. suponhamos que Sé um conjunto no espaço tr-idimen- sional definido do modo seguinte: (11. e cp. a primeira integração é efectuada relativamente a z desde a superfície fronteira inferior até à superior. y. bi. h].

:çào Q no plano XOr. se Q é um intervalo k-dimensional e R um intervalo mn-dimensional. Veremos ainda neste capítulo um exemplo do que se acaba de referir. ••• . 11.. Há mais dois tipos de conjuntos análogos aos descritos em (11. com fórmulas análogas a ( 11..32. 11. sendo as projecções tomadas respectivamente sobre YOZ e XOZ. Introduzamos novas variáveis u 1 . Por exemplo. un relaciona. A maior parte dos conjuntos tridimensionais que aparecem na prática são de um dos três tipos mencionados. Um sólidoS e a sua projet. Os integrais triplos sobre tais conjUntos podem calcular-se por repetição. Mudança de variáveis num integral n-múltiplo .1 . Existem muitas fórmulas de integração repetida para integrais n-múltiplos quando n > 3. I ···I f= I ···I [f · · ·I f dx. X 11 por n equações da ~orma I .{ das com x~" . ." A fórmula para a mudança de variáveis num integral duplo admite uma extensão directa para integrais n-multiplos..46). ao calcularmos o volume de uma esfera no espaço n-dimensiónal.f t '#:' Integrais múltiplos z 457 ~--· {' X FtG. ou podem decompor-se num número finito de partes cada um das quais é de um desses tipos.45) para os quais os eixos OX e OY desempenham o papel do eixo OZ. · · · dxr] dxm+l · · · dxm+k.29. então um integral (m + k)-múltiplo sobre Q X R reduz-se à integração repetida de um m-múltiplo integral com um k-múltiplo integral. QxR Q R com tanto que todos os integrais múltiplos intervenientes existam.

47) f f(x) dx = fTJ[X(u)Jidet DX(u)l du. . Com efeito.. w)l du dv dw. .458 Cálculo X~). Em função das componentes temos D1~1(u) D 2X1 (u) DX(u) = [ · D. A fórmula de transformação por integrais n-múltiplos toma a forma (11. w)]IJ(u. É ainda válida se a aplicação deixa apenas de ser biunívoca num subconjunto de T tendo medida ndimensional nula. v...(u) D 2X. se introduzirmos a função vectorial r definida pela equação . y. Façamos x = (x.X. b~ w) é o determinante jacobiano.. . v. Y.48) Jff f(x. w) = iJX iJY iJZ iJv iJv iJv iJX iJY iJZ iJw iJw iJw No espaço tridimensronal o determinante jacobiano pode considerar-se como um factor de ampliação de volumes. a= (u. . Y(u... é X= (X. v.) e (X. Z) em vez de (X. Un). y. v. Z(u.. Para o caso tridimensional escrevemos (x. x 2 . w). . w).). 8 com DX(u) = IDjXk(u)l a matriz jacobiana do campo vectorial X. x 3 ). w) em vez de (u.. a fórmula de transformação é válida se X é biunívoca em Te se o jacobiano J (u) = det DX(u) nunca se anula em T.. T onde J (u. u. ou se o jacobiano se anula num tal subconjunto.. iJX iJY iJZ iJu iJu iJu J(u. X. A fórmula de transformação para integrais triplos toma a forma (11... v. (u. Suponhamos que a aplicação· X é biunívoca e continuament~ diferenciável em T. v. z) em vez de (x 1 . z) dx dy dz s =fff f(X(u.. X. . xm). definem uma aplicação vectorial X:T~S Então estas equações de um conjunto T do espaço n-d1mensiona1 noutro conjunto S do mesmo espaço. u.(u) ··· Como no caso bidimensional.

w)k. De novo. Escrevemos aqui r.Integrais múltiplos 459 r(u. au au au au v. w e definimos a aplicação pelas equações (11. V. w) = X(u. w)j + Z(u. av av av v. A figura 11. z em vez deu.v C. O. v. w)l C. v. v. o o I .v.Llv e V3Llw.=ar =axi+ayj+azk.1 w no espaço OUVW se transforma num sólido que é um quase "paralelipípedo" curvo do espaço OXYZ definido pelos três vectores V.30 mostra o que acontece a um paralelipipedo rectângulo no espaço rOz. X V3 1t. v. v. O determinante jacobiano da aplicação em ( 11. v= constante e w = constante.49) x=rcosO. (Ver figura 11. EXEMPLO I. Exemplos resolvidos Nos dois exemplos que apresentamos a seguir estudam-se dois casos particulares importantes de ( 11. pelo que o volume do paralelipípedo curvo será aproximadamente igual a I(V1 C. Coordenadas cilíndricas.30. y=rsene.u C.33. = ôr av = ax i + ay j + az k.26 sugere que um paralelipípedo rectângulo de arestas . substitui mos x e y pelas suas coordenadas polares no plano XOY o deixamos z inalterado. para obtermos uma ·aplicação biunívoca d~vemos fazer r> O e restringir fJ a valores de um dado intervalo da forma 8 1 ~ O ~ 00 + 27l. Por outras palavras.à.= ar = ax i+ i)y j aw aw aw + az k.) As fronteiras deste sólido são superfícies que se obtêm quando se faz respectivamente u = constante.u.w.w)l = IV1 • V. z) senO O = -r senO r cosO O = r(cos2 O + sen' O) = r.u C. w)i + Y(u. O volume de um paralelipípedo é igual ao valor absoluto do produto triplo escalar dos três vectores que o definem. v.48). e os vectores V. n. aw um raciocínio semelhante ao dado na secção I 1. z = z.w = IJ(u.49\ é cosO J(r. O.u) · (V.Llu. .v C. 11. L'>v) X (V3 C.

z)r dr d8 dz. cp em vez de define-se pelas equai.JI Transforma~.30.iJ scn O fl L' OS f) )------~8 ~---------+. y.constante r• =constante x --f' scn 1:J cosO Y = J' scn . 11_. Transformação por coordenadas cilíndricas. Neste caso usam-se os símbolos p. II.Õcs z H =.ào ror .----------~~y p X 'r-P cos_cp '' .== x=rcosO y = r sin O constante -r = constante }-------8 T FtG. u. O. r sen18. úWfdCil<tJ~tS cskric~:- l_-l(o. EXEMPLO 2.. 1\ \\'c a aplica~ão Coordenadas esféricas.460 ' z z Cálculo . S T O determinante jacobiano anula-se quando r= O.48) vem JJJJ(x. z) dx dy dz = JJJf(r cos 8. .. mas tal não afecta a validade da fórmula de transformação devido ao facto de o conjunto dos pontos com r= O ter medida nula. e por conseguinte a fórmulade transformação em (11.

y. 'I' < "• temos I J(p. as süperfícies 6 = constante são planos passando pelo eixo OZ. z) dx dy dz fff F(p. O determinante jacobiano é cos () sen (/J J(p. EXEMPLO 3.31.intervalo n-di. p cos q>).p sen·q. cp) = sen 8 sen rp cos rp ... nal. cp)p sen cp dp dO dcp. produto de n integrais unidimen~ionais.p senO sencp p cos () cos p p cosO sencp o .: mensional. = -p 2 senf!J. = S T na qual se escreveu F(p.. Não tentaremos descrever a classe dos conjuntos para os quais esta fórmula é _válida._ Isto coincide com a fórmula da~a anteriormente para o volume de um . . h. O. p senO cos cp Visto que sen 'I'> O se O.l. Portanto o paralelipípedo · rectângulo no espaço OpOq> transforma-se num sólido da forma indicada na figura 11. h. 1 - a 1) · • • (b. Para obter uma aplicação biunívoca fazemos p > O. e as superfícies rp = constante são cones circulares com eixo coincidente com OZ. 11 e 'I' está indicado na figura 11. Embora o determinante jacobiano se anule quando tp = O. temos v(S) = f ·s··f dx 1 • • • dx •.31. o integral múltiplo para o cálculo de iJ(S) é o 1 . a fórmUla de mudança de variáveis é ainda válida porque o conjunto de pontos com 'I'~ O tem medida nula. ' ! . O significado geométrico de p. p senO sen q>. Em vez disso. O. O. ~i·. digamos S ~[a. = (b a . ' . e O < 'P < "· As superfícies p ~ constante são esferas centradas na origem. exporemos o modo como o integral pode calcular-se em alguns casos particulares. . q>) em vez def(p cos _O sen q>. O conceito de volume pode generalizar-se a certas classes de conjuntos (chamados conjuntos mensuráveis) num -espaço n dimensional de tal maneira que se Sé mensurável então o seu volume é igual ao integral da função constante I sobre S. I X ···X [a. z ~ p cos tp. . O s 11 s 2.. 461 y ~ p sen 6 sen tp. de variáveis para integrais triplos vem q)l ~ p' sen q> e a fórmula de mudança 2 fff f(x. O..). l~ ·' '·'' v(S) = J'• dx Ut 1 • • • J'· dx. ? se v(S) representa o volume de S.Integrais múltiplos x ~ p cos 6 sen tp.a. Se-Sé um intervalo n-dimensio- . Volume de um intervalo n dimensional. Quer dizer.

au. =I .(1).- • ..) lxi + · · · + x!.51) v. ••• .2) múltiplo e um integral duplo. e seja v... como segue: (11.53) v.. para provar (li. x... I :1::1+· · ·+z. O volume de uma esfera n-dimensional. = S.x~. Vamos provar que (li 50) .x~-1 . ax.___ 1 .SOY basta provar que n/2 (I 1.(a).:::. V (a) = • rctn + 1) a• ' onde r é a função gama. a amplitude do intervalo [-a... Para n ~ I a fórmula dá V. Vamos demonstrar (11. Por outras palavras...( a)~ na2 .._._2(R).x! + x! ~ 1. A aplicação tem determinantejacobiano a•.. a área de um círculo de raio a. Para demonstrarmos isto usamos uma mudança de variábel linear x~ au para aplicar S. . ai.1 . Seja s. a'}. ::.(a) '1T n/2 o volume de S.x~_. ..50) para n ~ 3.t-z 11 -t-Xn 2 2 li ! O integral do parê':ltesis está estendido a uma esfera S. Portanto.462 Cálculo EXEMPLO 4....x.(!). Iax. Portanto podemos escrever o integral para V n( I) como uma integração repetida de um integral (n.(a) a esfera n-dimensional (ou n-bola) de raio a definida por S..52) V(l).ca> =I .. o volume de uma esfera de raio a é an vezes o volume de uma esfera de raio 1.. Ia• au.r(!n + 1) x~ ~ I Observe-se em primeiro lugar que x~ -+ · · · + x~ se e só se . Em primeiro lugar provamos que para cada a >O temos (11.._. onde R= y'l.ca> =I . e x~_ 1 + · · · + x!_ 2 ~. ax.ú).(R) = R·-•v. o que demonstra {11. Para n ~ 2 dá V. pelo que é igual a v.(l) em S.51).(1) = ! If [ :l:n-t+z. S. Iax.(1) = (1 ._. .Ca) S.(a) = {(x 1 .x~)"/2-1 v. ..(l) ~·v._." " .(a) = a• v. . Logo v.(a) ~ 2a.$:1 ! J..(a).

34. Mas a sucessão de números {j(n\1 definida por 1Tnl2 f(n) = r(tn + I) satisfaz à mesma fórmula de recorrência. I. 5.( I)~ "• logo tem-se f(n) ~ V. secção 11. 11. .~ j. Exprimir depois o integral tri-plo como um ou mais integrais iepetidos nos quais a primeira integração se efectua em relação ay.y 2 )"1 dx dy. z)dxdydz de uma função positiva·reduz-se s à integração repetida 4tre se indica. 2 X + Y dx dy dz.y.3 dx dy dz.(!)= v. y.(l) para todo n 2 I. onde S é o sólido limitado pelos três planos coordenados ·e o J s J. Fazer. Nos Exercícios 6. JJf . os números Vn(l) sattsfazem à fórmula de recorrência v.(!) n se n 2 3. z)l x' + y' + z'"' I._. Também. s f Jf xy'Lz dx dy dz. pelo que r (H~ h(. onde S é o sólido formado pela folha superior do cone z2 = x 2 + z 2 e o s plano z = I. 2 n Por outras palavras._. s ez=O 2. o qu~ prova (11.(!)('" f' Jo )o (I - r')"''-' r dr dO= v. 1 onde S é o sólido limitado pela superfície z = :Xy e os planos y = x.· e /(I)~ V. " ~ Integrais múltiplos ~\· 463 Xn. um desenho da região de integração. x ~ O.53) vem j.: v.28). 2:screvamos agora x em vez de x n-l e y em vez de Então ( 11. fff(~ + ~ + ~) dxdydz._.q 4.( I)= v. f J (I + x + y + z). Também /(2) ~ V. onde Sé o sólido limitado por ~ +~ + ~ f ff v' = t. v. Para cada um deles descrever a região de integração S recorrendo a um desenho.(l) ~ 2. 7 e 8 o integral triplo JJJJ(x. Deve admitir-se a existência de todos os integrais encontrados. xyzdxdydz.. '-' Calculamos o integral duplo fazendo a mudança para coordenadas polares e obtemos v. para cada um.y ~O. r(t) ~F (ver Exercício 16._.. 3.( I) :c2+:112:::::. porque r(s + I)~ sr(s). x = 1.lanox+y+z= I. onde S ~ {(x.( I) = - z. Exercícios Calcular cada um dos integrais triplos dos Exercícios I a 5.(!) ". z ~OI.x'.52). mostrando a sua projecção no plano XOY. l Jf (I .

o seu volume V é dado pelo integral triplo V= JfJ dxdydz. onde Sé a esfera de raio a e centro na origem. ff ff 14. Admitir a existência de todos os integrais encontrados. Mostrar que o jacobiano é igual a Os iri.z)dz] dy)dx. momentos de inércia e outros conceitos físicos relacionados com sólidos.tegrais triplos podem ser·utilizados para calcular volumes. J' (J":-•' [J'. Calcular os integrais dos Exercícios 10.y.Cálculo . onde a. Jff(y 2 + z2 )dxdydz.. J:U:[f:+•'J(x. b.-J(x.v 1-:'C· v x2-y2 8. y = bpsenm O"enn cp. a superficie z = x 2 + y2 s e o plano x + y = I. Se S é um sólidO..y. onde Sé o sol ido limitado por duas esferas concêntricas de raio a e b. de raio a. 15 . fffdxdydz. z) dz]dy) dx. Calcular os integrais nos Exercícios 13. massas. Provar que J: u: [J: J(t) dt] du) dv ~ J: = 2 (x . z) (massa por unidade de volumes). m e n são constantes positivas. li. f<xz + yl)dxdydz. 12. centros de maSsa. 12 por uma mudança para coordenadas cilindricas. -1 . está s situada no plano XOYe o eixo coi_ncide com OZ. 16. As coordenadas polares esféricas generalizadas podem definir-se pela seguinte aplicação x s = ap cosm 8:senn cp. fffdxdydz. .ffJl(x-a) 2 + (y-bY + (z-c)·t/l] dxdydz. ·c. J:u:-•[J:+• j(x. 6. 10. e (a. f dx dydz. onde Sé uma esfera de raio R ·e centro na oris gero. 9. y~ z) em cada dos seus pontos (x. 13. onde Sé o sólido limitado pelos três planos coordenados. y. z = cp cos" cp.z)dz]dy)dx. a sua massa M é dada por . b.y.1) /(1) dt. 7. s Se o sóhdo se supõe com densidade f(x. 14 e 15 mediante uma mudança para coordenadas polares esféricas. c) é um ponto fixo no exterior dessa esfera. onde S é o sólido limitado pela superfície x 2 +I= 2z e o plano z = 2. s 11. (O < a < b)· s e centro na origem. onde Sé o cone circular recto de altura h e cuja base.

Considere o sólido definido por duas semi-csfer. z) de S à recta L.2 = 2x e o cone z=Jx 2 +_t. supondo a sua densidade constante. raio da base a. se a sua densidade em cada ponto é directarnente proporcional à. y. s em que c'P(x. Determinar o centro de massa de um cubo de aresta h se a sua densidade em cada ponto for directamente proporcional ao quadrado da distância desse ponto a um vértice da base. 21. Determinar o volume do sólido limitado superiormente pela esfera x 2 + y + z2 = 5 e-inferiormente pelo paraboloide x 2 + }. 27. 23.:x· O moment_ó de inércia I L em relação à recta L é definida por IL ~ JJJ<~'(x. z) representa a distância do ponto genérico (x. Z} em que x~~ e de modo análogo para por JJJ xf(x. 24. 17. s e o respectivo centro de massa será o pontO (X. 20. o cilindro x 2 + }.distância deste ponto à base.y. densidade constante. (com O < a < b).z)dxdydz.z)dxdydz s 2 e fórmulas semelhantes para I yz e I . Um cone circular recto tem altura h. 26. s y e z. se a sua densidade em cada ponto é directamentc proporcional à distância desse pOnto ao eixo do cone. Calcular a massa do sólido compreendido entre duas esferas concêntricaS de raios a e b. determinar o centro de massa. e massa M. 25.y.y. Um cone circular recto homogéneo tem altura h. 22.z)dxdydz.Integrais múltiplos 465 M~ JfJJ(x. Determinar o centro de massa de um cone circular recto de altura h.2. O· mom~nto de inércia lxy em relação ao plano XOY é definido I. MOstrar 4ue os momentos de inércia em relação aos eixos coordenados são 18. Determinar o volume do sólido limitado pelo plano XOY.z)J(x. ji. ~om O <a < b.z = 4z. y. Determinar o centro de massa de um cone circular recto de altura h. Determinar o momento de inércia de uma esfera de raio R e rriassa M relativamente a um diâmetro.z)dxdydz.y. 19.y. Se a densidade for constante. Sf a densidade em cada ponto for igual ao quadrado da distância deste ponto ao centro. Determinar o seu momento de inércia em relação a uni eixo passando pelo vértice paralelo à base.as concêntrícas de raios a e b.. . Provar que a distância do seu_centroide à base é l h.~ JJJ z f(x.

±a). 0). n.52) para provar que 2J'''cos• tdt = ...( I). Seja S.l + .(a) o volume de S. o volume da esfera n-dimensional de raio I.·.(a). (b) Para n ~ 2 exprimir o integral que dá V.. o 2 rG + 1) 1 . O..) lixci + lx. 0).(a) ~ a"V.(l) como uma integração repetida de um integral simples e um integral (n.(a) o seguinte conjuntó no espaço n-dimensional. em que a > O e n ~ 2: s..(l) quando n = 2 e n = 3. S. 462.V.._.(l) ~ v~. a).1}. (b} Utilizar a alínea (a) e a equação (11. 0) e (±a. O. S. .(a) =f .)~ _r_(.(a) = {(x1 .(a) =a' V. f dx. . dado por v.(l). Quando n = 2 o conjunto é um quadrado com vértices (0..(a) =I·. 29.(a) = 2nanfn. Se o cogumelo é considerado hori10géneo com simetria axial e o seu centro de massa está situado no plano em que a haste se liga à extremidade. 'x. Seja S . pg. (a) Em rel'ação com o Exemplo 4. É necessário transportar o satélite para Cabo Kennedy numa caixa cúbica cuja aresta interior mede D. como uma integração repetida de um integral (n.(l) J -1 l (1 -lxiJ•-•dx .. determinar R . . d"·· e provar que . + lx.(a) (a) Provar que V.. ••• .(a) = {(x.x')Cn-1)12 dx. Provar que uma terça parte do volume da caixa fica vazia. Determinar o momento de inércia de um cilindro de raio a e massa M se a sua densidade em cada ponto é proporcional 'à distância deste ponto ao eixo do ·cilindro.1)-múltiplo e provar que v.I) múltiplo e deduzir que V.I} múltiplo e · um integral simPles e com base nisso provar que Vn(l) = 2V.Ca) (c) Exprimir o integral que dá V. ±a. A haste de um cogumelo é um ciliridro circular recto de diâmetro I e altura 2 e a sua extremidade é uma semi-esfera de raio R.(l). ±a) e (±a.l :s. a para cada (a) Esboçar um desenho de S.) lix. i= I.(l) como uma: integração repetida de um integral simples e outro integral (n.. ·I dx.(a) =-. Seja V. 31.(l). (b) Seja v.. n.. . . x.. 33._"~-+-=-"-) .-. Um satélite artificiai tem uma superfície exterior constituida por partes de dois cilindros circulares de iguais diâmetros D.466 Cálculo 28. ·dx•. 30. 2 =- v_. n (c) Recorrendo às alíneas (a) e (b) provar que v. . com a> 0: s. exprimir o integral que dá V.. cujos eixos se intersectam perpendicularmente.. Q11ando n = 3 é um octaedro com vétices (0. 2"a" 32.l :s.(l)l' (1 o .(a) o seguinte conjunto no n-espaço. (0.

efectuado no Volume I. ponto que se move no espaço com dois graus de liberdade. Quando tal é possível obtemos uma representação explícita. e z em função de dois.1. 467 .y'. y). Grosseiramente falando. parâmetros uev: -v (12. Antes que possamos estudar de maneira compreensível o que são os integrais de superfície.l = O.x'. dada por uma ou mais equações da forma z =f(x.tação vectorial ou paramétrica. z) ~O. Um é a representação implícita.12 INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE 12. y. z = Z(u. na qual descrevemos uma superfície como um conjunto de pontos (x. Resolvendo em ordem a z obtemos duas soluções. uma superfície é o lugar geométrico definido por um. y = Y(u. v). Por exemplo.1) x = X(u. na qual três equações exprimem x. v). z) verificando uma equação da forma F(x. No estudo de geometria analítica. y. Por vezes tal equação pode resolver-se em relação a uma das variáveis exprimindo-a em função das outras duas. seja por exemplo z em função de x e y. Representação paramétrica de uma superfície Este capítulo é dedicado ao estudo dos integrais de superfície e respectivas aplicaçõeS. v). A primeira dá-nos uma representação explícita da ·semi-esfera superior e a. trata-se da represeõ. y. Pode considerar-se o integral de superfície como o equivalente bidimensional do integral de linha. analisámos dois métodos para definir tais lugares geométricos por meio de fórmulas matemáticas. segunda uma representação do mesino tipo para a semi-esfera inferior: Existe uril terceiro método de representação de superfícies. sendo a região de integração uma superfície em vez de uma curva. uma esfera de raio 1 e centro na origem tem a representação implícita x 2 + y + z2 . z ~v I x' y' e z ~ I . o qual é de maior utilidade no estudo dqs integrais de superfície. temos que estar de acordo sobre o que deve entender-se por uma superfície.

v)~ v.v) z ~ Z(u.1) na equação vectorial da forma (12. se fõr possível resolver as duas primeiras equações (12. v)i + Y(u. z) da superfície.1. y =a sen u cos v. muitas representações paramétricas para a mesma superfície.3) x =a cos u cos v. Esta é a chamada equação veciorial da superfície. EXEMPLO I. y). z =a sen v representam uma esfera de raio a e centro na origem.3) obtemos x 2 + y 2 + z2 = a 2 • concluindo assim que todo o ponto (x. y. z v x ~ ~ y X(u. Y(u. As três equações (12. Representação paramétrica da esfera.v) X FIG. v). Os parâmetros . Outra maneira de expressar a mesma ideia consiste em dizer que a superfície é a imagem de uma região plana T por intermédio da aplicação definida por ( 12. v) é permitido variar sobre um conjunto conexo bidimensional T do plano OUV. fazendo X(u. z). Representação param~lrica de uma superfície. por intermédio de três equações paramétricas a um parâmetro. v)j + Z(u. e os correspondentes pontos (x. 12.1 ). v) E T.z ~ f(x. Por outro lado. com (u. como se sugere na figura 12. no espaço. v) = X(u.2) r(u. y. Uma delas pode sempre obter-se a partir da forma explícita .1) em relação a u e v em função de x e y e substituímos na terceira obtemos a representação explícita z ~ f(x.468 Cálculo Aqui ao ponto (u. Quadrando e somando membro a membro as três equações ( 12. y. podemos combinar as três equações paramétricas (12. v)~ u. Este método de descrição de uma superfície é análogo à representação de uma curva. y.3) está situado sobre a esfera. Z(u. v)~ f(u. z) que verifica ( 12.1) torna possível transmitir dois graus de liberdade ao ponto (x. · Se introduzimos o raio vector r da origem ao ponto genérico (x. A presença de dois parâmetros em ( 12.1.v) Y(u. z) constituem uma porção de superfície no espaço OXYZ. y). Existem. v)k. naturalmente.

.2.3 _mostra o rectângulo a ser deformado numa semi-esfera.0)..f..2. O he- misfério superior e a imagem do rectângulo [0.(o polo norte).~. Deformação de um rectângulo numa semi-esfera. A base AB transforma-se aqui no equador. ~) é aplicado no hemisfério superior. . 12.3.X [. . u e v neste exemplo podem interpretar-se geometricamente como sendo os ângulos representados na figura 12.' de superficie z 469 . Representação paramétrica de uma esfera. ~·Integrais ~~~. FIG. os pontos definidos por (12..] X [0..~. i~_' ~ v t. br) x [0. A figura 12. Imagmemos que o rectângulo era construido em material plástico flexível capaz de esticar ou encolher.3) descrevem toda a esfera. ~) e o inferior a do rectângulo [0.12.. A figura 12.2. e o lado superior CD degenera · num ponto.~1.]. Se fizerrnos variar o ponto (u..3dá-nos uma ideiadecomoo rectângulo [0.: FIG. ~- i. 2. v) no rectângulo T= [0. 2"1 X[.· '0. os lados apostos AD e BC são levados à coincidência.

Quando (u. Outro exemplo de superfície degenerada ocorre quando X(u. e Z(u. A equação vectorial Cálculo r(~. Em. como se indica na figura 12. as funções X. Se escrevermos t ~ u + u. ou qualquer outro conjunto simplesmente conexo· limitado por uma curva simples. T será um rectângulo. 12.v)= v sen a cos ui+ V se~ a sen uj +v cosa k representa o cone circular recto da figura 12. vemos que a superfície degenerá na curva de equações paramétricas X= t. hl. y. 11. z = tl. com o~ t ~ 2. podem os parâmetros u e ·v ser interpretados geometricamente. Y e Z são constantes. Y(u.apresentaremos.2) supoem-se contínuas em T. y. Y e Z que aparecem nas equações paramétricas (12.transforma-se no Cone obrigando os lados AD e BC a coincidirem.. pontos distintos de T ·aplicam-se em pontos distintos da superfície. ou numa curva.tal hipótese.5. toda a C!Jrva simples fechada em T aplica-se numa curva simples fechada pertencente à superfície. . na qual o ângulo a -representa a semi. Represenlação paramétrica do cone.4. . e fazendo com que a lado AB degenere um ponto (o vértice do cone). a imagem r(T) é uma curva.1) ou na equação vectorial (12. A superfície da figura 12. Representação paramétrica de um cone. z) definem o cone de altura h cos (1'. brl x 10. v) varia no rectângulo lO. por v z X FIG. Se X. FIG. v)~ ~ (u + v)'. 12. Por exemplo. z) do cone. a imagem r(T) é um único ponto. eu o ângulo polar. fechada. Estes casos podem evitar:-se impondo certas restrições à função r que define a aplicação. Deformação de um rectângulo num cone. No estudo geral das superfícies. Se a função r é biunívoca em T~ a irilagem r(D chama-se-á superfície paramétrica simples ou superficie elementar. A imagem de T atrás da aplicação r chama-se uma superfície paramétrica e representa-se pelo símbolo r:(D . Mais uma vez. abertura do cone. Uma superfície paramétrica r(D pode degenerar num ·ponto.5 representa uma fase intermédia da deformação. c é a distância do vértice ao pontó (x.4.470 EXEMPLO 2. como se explica na Secção seguinte. deformação. 11 X 10. os pontos correspondentes (x. Em particular.5. v)~ u +v. Um rectângulo em matéria plástica pode. Y e Z são independentes de v. e . y = 12·. com T ~ [0. v)~ (u +v)'. Se as três furyções X. um circulo. exemplos que .Em inuitos dos.

X) j +o( X.v)ET. 6 . v)i + Y(u. v) = X(u. av ov ov ov 0 produto vectorial destes dois vectores. ar ou ax i+ ay i+ az k ou ou ou com (u. v) o(u. . v) 1. o(u.2. Se X. v)k. I 2. temos (12. O produto vectorial fundamental Consideremos uma superfície definida pela equação vectorial r(u. d F IG. Com efeito.. designar-se-á por produto vectorial fundamental da representação r. -e~>< T au ih uu ul _ . }') k.4) - ar ou X ox oY oY az az ox --or = OU OU OU = ou ou i+ ou ou i+ ou ou lk ox oY ov oY oz oz ox ---ox . Z) i+ o(Z... v)j + Z(u. consideremos os dois vectores = e ar= ax i+ aY i+ az k. I nt~rpretaçao geometnca os vectores . v) o(u. arJau X arJav. As suas componentes podem exprimir-se por intermédio de determinantes jacobianos.Integrais de superfície· 471 12.oY oz ov ov ov ov ov ov OV ov ov = o(Y. Y e Z são diferenciáveis em T.- i j k ox oY oz -- z t r v t I --X ÔU ' àr àr or -1---------------~-u r------------------------Y X ~· ~ i \!!: iir dr ·iir O r .

472

Cálculo

Se (u, v) é um ponto de T no qual arlau e ar!avsão contínuas e o produto vectorial fundamental é não nulo; então o ponto imagem r(u, v) chama-se ponto regular de r. Pontos nos quais ar!au e ar! a v não são contínuos, ou em que ar!au X ar! a v= O. dizem-se pontos singulares de r. Uma superfície r(D diz-se regular se todos os seus pontos o forem. Toda a superfície admite mais do que uma representação paramétrica. Alguns dos exemplos que analizaremos a seguir mostram que um ponto de uma superfície pode ser regular para uma determinada representação, mas singular noutra. O signifícado geométrico de pontos regulares e singulares pode explicar-se do modo seguinte: Consideremos em T um segmento de recta horizontal. A sua imagem por r é uma curva (chamada a curva u) pertencente à superfície r(D. Para um v fíxo, consideremos o parâmetro u como representando o tempo. O vector ar!au é o vector velocidade ao longo desta curva. Quando u varia de L1u, um ponto inicialmente situado em r(u, v) move-se ao longo de uma curva u de uma distância aproximadamente igual a uar!aunL1u, uma vez que llar/aun representa a velocidade do ponto ao percorrer a curva -u. Analogamente, para u fixo, um ponto da curva v desloca-se, durante o intervalo de tempo di!, de uma distância aproximadamente igual a llar/avll L1v. Um rectâgulo de T com· área L1vL1u transforma-se numa porção de r(D que aproximaremos por um paralelogramo determinado pelos vectores (ar! au) L1u e (ar/ a v) L1v. (Ver fígu- · ra 12.6.) A área do paralelogramo determinado por (ar!au)L1u e (ar!av)L1v é o módulo do respectivo produto vectorial,

Deste modo a grandeza do produto vectorial fundamental pode considerar-se como um factor de ampliação de áreas. Nos pontos em que este produtO vectorial é nulo o paralelogramo degenera numa curva ou num ponto. Em todo o .ponto regular os ve.ctores ar!au e ar! a v determinam um plano cujo eixo é o vector ar!au X ar!av. Na próxima Secção demonstraremos que ar!au X ar! a v é normal a toda a curvaregular da superfície; por este motivo o plano defínido por ar!au e ar!av chama-se o plano tangente à superfície. A continuidade de ar!au e ar!av implica a continuidade de ar!au X ar!av; esta, por sua vez, signifíca que o plano tangente varia continuamente para uma superfície regular. Vemos assim que a continuidade de ar!au e ar! a v X evita a ocorrência de arestas, ou pontos na superfície; o não anulamento de assegura a não existência dos casos degenerado~ antes citados.

artav

artau

EXEMPLO 1. Superjicies com uma representação explícita. z = f(x, y). Para uma superfície com uma representação explícita da forma z = f(x, y), podemos usar x e Y como parâmetros~ o que nos conduz à equação vectorial

r(x, y)

= xi + yj + f(x, y)k.

Esta representação conduz-nos sempre a uma superfície paramétrica simples. A re•. gião T diz-se a protecção da superfície sobre o plano XOY. (Na fígura 12.7 está repre, sentado um exemplo.) Para calcular o produto vectorial fundamental observemos que

Integrais de superficie

473

e se f é diferenciável. Isto dá-nos
i
Õr õr -x-= ax Õy

Õr Õy

=i+ Õf k,
Õy

j

k
of i ay

1

·. (12.5)

f o o = _ of i _ ax ax

+ k.

o

1

Õf ày

Uma vez que a componente segundo OZ de arJax X arJay é I, o produto vectorial fundamental nunca se anula. Portanto os únicos pontos singulares que podem aparecer nesta representação são pontos para os quais pelo menos uma das derivadas parciais a/fax ou aflay deixa de ser contínua. Um caso espeCífico é o da equação z =V l - x 2 - y 2 , o qual representa uma semiesfera de raio I e centro na origem, se x 1 + y 2 ~ 1. A equação vectorial

r(x,y)

= xi + yj + ../1- x'- y'k

aplica o círculo de raio I, T~ {(x, y) I x' + y';:; I} sobre a semi-esfera, segundo uma aplicação biunívoca. As derivadas parciais arJax e artay existem e são contínuas em todo o interior do círculo, mas não existem sobre a sua fronteira. Consequentementecada ponto do equador é um ponto singular desta representação.
EXEMPLO 2. Consideremos a mesma semi-esfera do Exemplo I, mas desta vez como

·. a imagem do rectângulo T ~ [0, h] X [0, ~I através da aplicação

r(U, v)= a cos u cos v i+ a sen u cos v j +a Sen v k.

Os vectores a,Jau e arrav são dados por

ou

Or = -a sen u cos v i + a cos u cos vi,

.

àv

Or = -a cos u sen_vi-a.sen u sen vj +a cos vk.

Um cálculo fácil mostra que o respectivo produto vectorial e igual a

-

àr

au av

x - = a cos v r(u, v).

Õr

474

Cálculo

A imagem de. T não é uma superfície paramétrica simples porque esta aplicação não é biunívoca em T. Com efeito, cada ponto do segmento de recta 11 ~ !n, O;;; u ;;; 2n, é aplicado no ponto (0, O, a) (o polo norte). Também, devido à periocidade do seno e cosseno, r toma os mesmos valores nos pontos (0, v) e (2n, v), pelo que os lados direito e esquerdo de T são aplicados sobre a mesma curva, um arco de circunferência que une o polo norte ao ponto (a, O, O) do equador. (Ver figura 12.3.) Os vectores e v são contínuos em todo o T. Uma vez que X ~a' cos v, os únicos pontos singulares desta representação aparecem quando cos •v ~O. O polo norte é o único de tais pontos.

ar!au ar! a

uar!au arJavu

12.3. O produto vectorial fundamental definindo uma normal à superfície
Consideremos uma superficie paramétrica regular r{n. e seja C* uma curva regular em T. Então a imagem C~ r( C*) é uma curva regular situada na superfície. Provaremos que em cada ponto de C o vector X é normal a C, como indicado na figura 12.6. Suponhamos que C* é definida por uma função a definida num intervalo (a, bl, seJa

ar!au ar! av

a(t) = U(t)i

+ V(t)j.
Y[a(t)]j + Z[a(t)]k.

Então a imagem da curva C é representada por uma função composta

p(t)

= r[a(t)] =

X[a(t)]i

+

Pretendemos provar que a derivada p'(t) é perpendicular ao vector X com as derivadas parciais e calculadas em (U(J), V(t)). Para calcular p '(t) derivamos cada componente de p(t) (teorema 8.8) e obteremos

ar!au ar!av

ar!au arJav,

(12.6)

p'(t) = VX · a'(t)i + VY · a'(t)j + VZ · a'(t)k,

·onde os vectores gradientes v X, v Y e v Z se calculam em (U(t), V(t)). A equação (12.6) pode escrever-se na forma
p'(t) =

ar U'(t) + ar V'(t)' au av

com as derivadas e calculadas em (U(t), V(l)). Uma vez que e são, cada um deles, perpendiculares ao produto vectorial X o X é riormal a C, como mesmo se pode afirmar para p'(t). Isto prova que X diz-se ser normal à sutínhamos afirmado. Por este motivo, o vector perfície r(D. Em cada ponto regular P de r(D o vector X é diferente de zero; o plano que passa por P e admite este vector como eixo chama-se o plano tangente à superfície em P.

arta.v

artau artov

artau artav artau ar! av artau artav

artau artau artav,

l

lntegrais de superfície

475

_

No·s Exercícios I a 6, eliminar os parâmetros u e v a fim de se obter a equação cartesiana, t~~provando que a equação vectorial dada representa a superfície que se indica. Calcular, tam~i- bém. o produto vectorial fundamental àr/ iJu X àr/ iJv em função deu e v. _ -;-: :1:. l. Plano r(u, v) = (x0 + a 1u + b1v)i + (y0 + a 2 u + b 2v)j + (z0 + a 3 u + b3 v)k. 2. Paraboloide elíptico: r(u, v) = au cos v i+ busenvi + u2 k. ;, 3. Elipsoide: r(u, v)= asenucos v i+ bsenusen vj +ecos u k. 4. Superjicie de revolução: r(u. v)= u cos v i + usenvj + [(u)k.
·.

.

12•4. Exerc•c•os

••

1

r(u, v)= ui+ asenvj + acos vk. 6. Toro: r(u, v)= (a + b cos u) sen vi+ (a + b tos u) cos v j + b sen u k, em que O < b < a. Qual o significado geométrico de a e b?
Nos Exercícios 7 a 10 calcular a grandeza do produto vectorial àr/àu X àr/à.'v em função deue·v. 7. 8. 9. 10.

S. Cilindro:

i,

r(u, v)= asetlucosh vi+ bcos ucosh vj + csenh vk. r(u, v)= (u + v)i + (u- v)j + 4v 2k. r(u, v) = (u + v)i + (u 2 + v2 )j + (u' + v')k. r(u,v) =ucosvi+usenvj +!u2 Sen2vk.

12.5. Área de uma superfície na representação paramétrica Seja S = r(T) uma superfície paramétrica representada por uma função vectorial r definida na região T do plano OUV. Na Secção 12.2 vimos que a grandeza do produto vectorial fundamental artau X artav pode ser interpretada como um factor de ampliação de áreas. (Ver figura 12.6.) Um rectângulo em T de área L1u L1v transformase. por intermédio de r num paralelogramo curvilíneo de S com área aproximadamente igual a

11

~:X ~:

11

!lu tlv.

Esta observação sugere a seguinte definição
DEFINIÇÃO DE ÃREA DE UMA SUPERF!CIE NA REPRESENTAÇÃO PARAMÉTRICA .. A

área de S. representada por a (S), define-se pelo integral duplo
(12.7)

a(S)

=

JJ ~: X~:
11
T

11

du dv.

476

Cálculo

Por outras palavras. para determinar a área de S calculamos em primeiro lugar o produto vectorial fundamental X e integramos depois o seu comprimento sobre a região T. Quando X v está expresso em função das suas componentes, por intermédio da equação (12.4), obtemos

ar!au arrav ari au aria.
Z))'
V)

(12.8)

a(S) =

fi J(a(Y,
T

+ (a(z, X))'+ (a(X, Y))' du dv.
a(u, v) a(u, v)
.

a(u,

Escrito nesta forma, o integral para a área de uma superfície assemelha-se ao integral para o cálculo do comprimento de arco de uma curva. t Se Sé dada explicitamente por uma equação da forma z = f(x."y). podemos usar x e y para parâmetros. O produto vectorial fundamental é dado pela equação ( 12.5), pelo que se tem

z

FtG. 12.7. Uma superfícieS com uma representação explícita, z a projecção de.S no plano XOY.

=

j{x,y). A região T é

t Uma vez que o .integral.(l2.7) contém r._, a· área de uma superficie dependerá da função usada·para representar a superfície: Quando analisarmos os integrais .de superfície provareinos (Secção 12.8) que sob certas condiÇões gerais área é independ"ente da representação pararnétricá. o resultado é análogo ao teorema 10.1, no qual analisámos a invariância dos integrais de.linha perante uma mudança do parâmetro.

a

Integrais de superfície

477

Neste caso o integral de superfície vem
(12.9) a(S)

=

JJ J1 + (:~)' + (~)' dx dy,
T .

onde a região T é agora a projecção de S sobre o plano XOY, como se mostra na figura 12.7. Quando S está num plano paralelo ao plano XOY, a função/e constante, pelo que apax ~ ajtay ~o, e a equação (12.9) vem então
a(S) =

Jf dx dy.
T

o que está de acordo com a fórmula usual para o cálculo de áreas de regiões planas. A equação (12.9) pode escrever-se de outra maneira·a qual nos fará compreender melhor o seu significado geométrico. Em cada ponto de S, represente r o ângulo entre o vector normal a S, N ~ artax X artay, e o vector unitário coordenado k. (Ver figura 12.8.) Uma vez que a componente segundoOZ de N é I, temos cos y = \INII\Ik\1 = \IN\1 = 11 ~: x
e

N-k

1

1

~: 11'

consequentemente

li orfox

X

orfoy li= 1/cos y Portanto a equação· (12.9) vem.

(12.10)

a(S) =

JfT

1 - dx dy. cosy

Suponhamos agora que S está situada num plano não perpendicular ao plano XOY. Então r é constante e a equação (12.10) estabelece que a área de S ~(área de T)/
cos y, ou que

(12.11)

a(T) = a(S).cos y.

,~

A equação (12.11) designa-se algumas vezes por prinéípio do cosseno para as áreas. Diz-nos que se uma região S num plano é projectada sobre uma região T noutro plano, sendo y o ângulo dos dois planos, a área de T é igual a cos y vezes a área de S. Esta fórmula é, evidentemente, verdadeira quando S é o rectângulo indicado na figura 12.9, porque as distâncias numa direcção sao encurtadas por um factor cos y, enquanto que as consideradas na direcção perpendicular permanecem inalteradas na mesma projecção. A equação (12.11) estende esta propriedade a qualquer região plana S.

~:

478
z
N

Cálculo

y

a

b
r-------------------~y
X

a cos y

y

FIG. 12.8. A grandeza de:- x - é 1/cos y.

ar ox

ar oy

FIG. 12.9. O princípio do cosseno para as áreas para o caso de um rectângu\o.

Suponhamos agora que S é dada por uma equação da forma F(x, y, z) = O. Se S puder projectar-se da uma forma biunívoca sobre o plano XOY, a equação F(x,y,z) =O define z como função de x e y, isto é z = f(x, y) e as derivadas parciais iJjtiJx e iJjtiJy estão relacionadas com as de F pelas igualdades

of = _ i!F/i!x iJx i! F /i!z

e

-= ----

of oy

oF/oy i!F/i!z

nos pontos em que iJF!iJz *O. Substituindo estes cocientes em (12.9), encontramos (12.12)
a(S) =

JJ J(oF/i!x)' + (i!F/oy)' + (iJF/iJz)' dx dy.
T

{iJF/iJz{

EXEMPLO I. Área de uma semi-esfera. Consideremos uma semi-esferaS de raio a e centro na origem. Dispomos de imediato da re resentação implícita x' + y' + z' = a', z ~ O; a representação explícita é z = a2 - x 2 - Y; e a representação paramétrica é

(12.13)

r(u, v)= a cos u cos vi+ aseil.ucos v j +a senvk.

Para calcular a área de S a partir da representação implícita vamos utilizar (12.12) com F(x,y, z) = x' + y' + z 2 - a'. As derivadas· parciais de F são à F!iJ x = 2x, iJ F!iJ y =· 2y, iJ FliJ z = 2z. A semi-esfera S proyecta-se, numa correspondênciabiunívoca, sobre o círculo D = {(x, y)/ x' + y' :5 a 2 } no plano XOY. Não podemos aplicar (12.12) directamente porque a derivada parcial íJF!íJz é zero sobre a fronteira de D. Contudo, a derivada iJF!iJz é não nula em todo

Integrais de superfície

479

o interior de D pelo que podemos considerar um círculo menor concêntrico com o primeiro D(R) de raio R, com R < a. Se S(R) representa a parte correspondente ao hemisfério superior, a equação (12.12) é agora aplicável e encontramos área de S(R) =ff
D<R>

.J( 2x)' + (2y)' + (2z)' dx dy
j2zl
1

=ff~dxdy=aff
D(R)

D(R)

.Ja

2

,
-

-X

y

2

dxdy.

O último integral pode calcular-se facilmente usando coordenadas polares, obtendo-se: área de S(R) Quando
R~a

=

- )o

a. (''[ (R

Jo

1

.jaz _

,2 r dr] d8 = 2rra(a - .Ja' -

R').

a área de S(R) tende para o limite 2na'.

Podemos evitar a passagem ao limite no exemplo precedente recorrendo à representação paramétrica dada em ( 12.13). Os cálculos do Exemplo 2 da Secção mostram que

11

~: x ~: 11 =

lia cos v r(u, v)ll = a'Jcos vi.

Oeste modo podemos aplicar a equação ( 12.7), tomando para a rcgiao To rectângulo [0, 2,] x [0, j>rl. Encontramos

a(S)

=

a'

ff jcos vi du dv = a' f:• [f:''cos v dv] du == 2rra
T .

2

EXEMPLO 2. Outro teorema de Pappus. Um dos teoremas de Pappus estabelece que a superfície de revoluçao, obtida por rotação de uma curva plana, de comprimento L. em torno de um eixo do seu plano, tem a área 27fLh, sendo h a distância ao eixo de rotação do centroide da curva. Usaremos a fórmula ( 12.7) para demonstrar este teorema.

Suponhamos uma curva C, inicialmente no plano XOY, que roda em torno do eixo

OZ. Seja z ~ J(x) a equação dessa curva no plano XOZ, com a~ x ~ b, a;;; O. A superfície de revolução S assim gerada pode definir-se pela equação vectorial
r (u;v)
~

u cos v i+ u sen ;v j

+ f(u)k,

onde (u, v) E [a, bJ x 10, 2n}. Os parâmetros u e v podem interpretar-se como o raio vector e o ftngulo polar de um sistema de coordenadas polares, como se indica na figura 12.10. Se a~ u~ b, todos os pontos (x, y, z) a uma dada distância u do eixo OZ têm a mesma cota, f(u), pelo que estao todos sobre a superfície. O produto vectorial fundamental desta representação é

480 i
-X-=

Cálculo
j
sen v

k

õr õu

õr õv

cos v

f'(u) = -uf'(u)cosvi- uf'(u)senvj+ uk,

-u sen v u cos v

o
11 =

e por isso
11

~: ~:
X

uJl

+ [f'(u)]'.

z

!
b
X

'

'' '

v

FtG. 12.10. Área de uma supcrricic de. n:volução ddermini-lda por aplicação do
teorema de Pappus.

Deste modo a equação (12.7) escreve-se

a(S) =

J:' [J: uJ 1 + [f'(u)]' duJdv 21TJ: uJ 1 + [f'(u)]' du.
=

O último integral pqde exprimir-se na formct c x ds~ um integral de linha a respeito do comprimento de arco tomado ao longo de C Como tal, é igual a JiL, sendo Ji a abcissa do centroide de C e L o comprimento de C (Ver Secção 10.8.) Consequentemente a área de Sé lnLJi, o que demonstra o teoremade Pappus.

f

Integrais de superfície

481

12.6. Exercícios
I. Seja S um paralelogramo não paralelo a ·qualquer dos planos coordenados. Sejam 5 1 , 5 2 e 5_1 as áreas das projecções de S sobre os três ·pianos coordenados. Provar que a área de S 2. Calcular a área da região que o plano x + y + z =a determina no cilindro x 1 -i- _1.1 =a~. 3. Calcular a área da superfície da esfera x~ + _r 2 + : 1 = a 2 , situada no interior do cilindro x 1 + J..l = a_v, com a >O. 4. Calcular a érea da porção dà superfície z 1 = 2xy situada acima do primeiro quadrante do plano XOY e limitado pelos planos x = 2 e y = I. 5. Uma superfícieS admite a representa-ção paramétrica

cjs~ + s~ +Si.

r(u, v)

=

u cos v i+ u;senvj

+ u2k,

6.
7. 8. 9.

com O :5 u :5 4 e O :5 l; :5 br. (a) Provar que S é uma parte de uma superfície de revoluÇão. Fazer um desenho c indicar o significado geometrico dos parâmetros u e r na superfície. (h) Calcular o producto vectorial fundamental Or/ Ou x Or/ Ov em função deu e r. (c) A área de Sé n (65y'65- 1)/n, com n inteiro. Calcular o valor de n. 2 Calcular a área da porção da superfície cónica x 2 + y 2 = = situada acima de XOY e limitada pela esfera x 2 + }.2 + z2 = 2ax. Calcular a área da porção da superfície cónica x 1 + y 1 = z1 que está situada entre os planos z =O ex+ 2z = 3. Calcular a área da porção do paraboloide x 2 + z 2 = 2ay cortada pela plano _r= a. Calcular a área do toro de equação vectorial.
r(u, v) =(a

+ b cos u)senv i+

(a

+ b cos u) cos vj + bsenu k,

em que O< b <a e O:::; u -:o;; 2n, O -:o;; v -:o;; 2n. [Sugestão: Usar o teort!ma de Pappus.] 10. Uma esfera está inscrita num cilindro circular recto. A esfera é cortada por dois planos paralelos perpendiculares ao Cix.o do cilindro. Demonstrar que as partes da esfera e do cilindro compreendidas entre esses dois planos têm a mesma área. li. Sejam To círculo de raio e unid~de no plano OU V,

2u
r(u, v)=
\

u+v+

2

2

I i+ -,--,------.lj

2v

u+v+

+ u+v+ 2 2

u2 +v2 -1

1 k.

(a) Determinar a imagem, por r, de cada urna dos seguintes conjuntos: o círculo unitário u 2 +.z.· 2 = I; o intervalo -I .::5 u .::5 l; a parte da recta u =T situada em T. (b) A superfícieS= r{T) é muito conhecida. Indicar o seu nome e desenhá-la. (c) Determinar a imagem por r do plano OU V. Indicar por meio de um desenho qual o significado geométrico _dos parâmetros u e v. ·

·. 1

l_ 12.7. Integrais de superfície
Os integrais de superfície são, em muitos aspectos, análogos aos integrais de linha: a integração é estendida a uma superfície em vez de uma curva. Definimos os inte. grais _de linha mediante uma representação paramétrica para a curva. Analogamente,

' definiremos integrais de superfície por intermédio de uma representação paramétrica

482

Cálculo

da superfície. Teremos então que provar que, sob certas condições gerais, o valor do integral é independente da representação considerada.
DEFINIÇÃO DE INTEGRAL DE SUPERFICIE. Seja S = r(t) uma superjicie na représen· fação paramétrica descrita par uma função diferenciável r definida numa região T do pia u H e seja f um campo escalar definido e limitado em S. O integral de superficie de f sobre S representa-se pelo símbolo f f dS [ou par jf(x. y. z) dSJ e define-se pela igualdade

f r(n

f

s

(12.14)

sempre que o integral duplo do segundo membro existe.

Os exemplos que se seguem ilustram algumas aplicações dos integrais de superfície.
EXEMPLO I. Área de uma superficie.

Quando/= I, a equação (12.14) escreve-se

O integral duplo do segundo membro é o que foi usado atrás na Secção (12.5) para definir área de uma superfície. Assim, a área de S é igual ao integral de superfície JÍ dS. Por tal motivo, o símbolo dS chama-se por vezes ''eletnento de área da super-

rC6

fície" e o integral de superfície

mento de área da superfície, estendido a toda a superfície r( n.
EXEMPLO 2. Centro de massa. Momento de inércia. Se num campo escalar, f é iriterpretado como sendo a densidade de massa de uma lâmina delgada com a forma de S, a massa total m da superfície obtem-se pela equação

r(n

f ff

dS diz-se ser um integral de f ein relação ao ele-

m

=

fJ f(x, y, z) dS.
s

O seu centro de massa é o ponto (x, ji, i) com coordenadas definidas por

xm =

fsf xf(x, y, z) dS,

ym =

fJ yf(x, y, z) dS,
s

zm =

fsf zf(x, y, z) dS.

O momento de inércia h de S em relação a L é definido por

Integrais de superficie

483
IL =

Jf li'(x, y, z)f(x, y, z) dS,
s

representando li (x, y, z) a distância a L do ponto genérico da superfície. Como exemplo, determinemos o centro de massa da superfície de uma semi-esfera homogénea de raio a. Consideremos a representação paramétrica

r(u, v)= a cos ucos vi+ asenucos vj

+ asenvk,

com (u, v) E [0, 2,] X [0, n/2). Esta representação particular já foi analisada no· Exemplo 2 da Secção 12.2, onde verificámos que a grandeza do produto vectoriai fundamental é a'[cos ·v[. Neste exemplo a densidade f é constante, f= c, e a massa m e 2na 2c, produto da área S por c. Devido à simetria, as coordenadas X e y do centro de massa são nulas. A cota i é dada por

zm =c
=

ff z dS = c ff a senv ·a' )cos v) du dv
S T
3

21ra c

pelo que

z C" a 12.

l

rr/2

senv cos v dv

=

Tra 3 c = - m,

a

o

2

EXEMPLO 3. Fluxo de fluido através de uma superfície. Consideremos um fluido como um conjunto de pontos ditos partículas. A cada partícula (x, y, z) atribuimos um vector V(x, y, z) que representa a sua velocidade. Constroi-se assim o campo de velocidade da corrente do fluido. O campo de velocidades pode ou não variar com o tempo. Consideremos unicamente fluxos estacionários, isto é, fluxos para os quais a velocidade V(x, y, z) depende unicamente da posição da partícula e não do tempo. Designemos por l'(x, y, z) a densidade (massa por unidade de volume) do fluido no ponto (x, y, z). Se o fluido é incompressivel, a densidade p será constante. Se é compressivel, tal como um gás, a densidade pode variar de ponto para ponto. Em qualquer das hipóteses a densidade é um campo escalar associado à corrente de fluido. O produto da densidade pela velocidade representamo-lo por F; isto é,

F(x, y, z)

=p(x, y, z)V(x, y, z).
massa (unidade de área)( unidade de tempo)

Este é um campo vectorial chamado a densidade de fluxo da corrente. O vector F(x,y, z) tem a mesma direcção que a velocidade, e a sua grandeza tem as dimensões massa unidade do volume distância unidade de tempo

Por outras palavras, o vector densidade de fluxo F (x, y, z) diz-nos quanta massa de fluido, por unidade de área, passa pelo ponto (x, y, z) na dirécção de V(x, y, z) por unidade de tempo.

484

Cálculo
~r (D

Seja S

uma superfície paramétrica simples. Em cada ponto regular de S

designemos por n o vector unitário normal com sentido concordante ·com o do produto vectorial fundamental, isto é, seja

i!r i!r -x(12.15)

n=

11

~> ~:11"

i!u

i!v

0 produto escalar F· n representa a componente do vector densidade de nuxo segun-

do R. A massa de fluido que passa através de S, na unidade de tempo, na direcção e sentido de R, define-se pelo integral de superfície

12.8. Mudança de representação paramétrica

Debruçamo-nos agora sobre a análise da independência dos integrais de superfície
em face de uma mudançà da representação paramétrica daquela. Suponhamos que uma função r aplica uma região A do plano OUV sobre uma superfície paramétrica r(A). Supongarnos também que A é a imagem da região B no plano st através de uma aplicação biunívoca, continuamente diferenciável, G definida por
(12.16)

G(s, t) = U(s, t)i + V(s, t)j

se (s,t)EB.

Consideremos a função R definida em B pela equação
(12.17)

R(s, t) = r[G(s, t)].

(Ver figura 12.11). Duas funções r e R assim relacionadas dizem-se equivalentes regularmente. Funções t;quivalentes _regularmente representam a mesma sUperfície, isto é, r(A) e R(B) como conjuntos de pontos são idênticos. (Isto é uma consequência do facto de G ser biunívoca.) O teorema que apresentamos a seguir trata da relação entre
os respectivos produtos vectoriais fundamentais.

TEOREMA ·12.1. Sejam r e R funções equivalentes regularmente relacionadas pela equaçõo (12.17), onde G ~ Ui+ Vj é uma apiicaçõo biunívoca, contin'!amente diferenciável, de uma região B do plano OST sobre uma região A do plano OUV, dada por (12.16). Então tem-se (12.18)

i!R i!R - x - = or x i!r)i!(U, V)' ( i!u ov i!(s, 1) i!s i!t

Integrais de superfície

485

v

/
FIG. 12.11. Duas representações paramétricas da mesma superfície.

com as derivadas parciais a r/a u e a r/a v calculadas no ponto ( U(s, t), V(s, t)). Quer dizer o· produto vectorial fundamental de R é igual ao de r multiplicado pelo determinante jacobiano da aplicação G. Demonstração. As derivadas Rias e R! t podem calcular-se por derivação de ( 12.17). Aplicando a cada componente de R o teorema 8.8 e recordando os termos,
encontramos

a

a a
e

iJR = ilr iJU ils ilu ils

+ ilr iJV
ilv ils

iJR = ilr iJU ilt ilu ilt

+ ilr iJV'
ilv ilt

onde as derivadas arJau e ar! a v são calculadas em (U(s, t), V(s, 1)). Multiplicando vectorialmente., membro a membro, estas duas equações, tendo presente a ordem dos factores, obtemos

iJR - X - = ilr iJR -· ( ilu ils ilt

X

ilr) (ÔU iJV _ ÔU iJV) ilv ils ilt ilt ils

=

ilr X ilr)il(U, V). ( ilu ôv il(s, 1)

como queríamos d~monstrar.

A invariância dos integrais de superfície para representações paramétricas equivalentes regularmente é agora uma consequência imediata do teorema 12.1.

486

Cálculo

TEOREMA 12.2. Sejam r e R funções equivalimtes regularmente. como as descritas no teorema 12.1. Se o integral de superfície J f dS existe, então existe também o integral

f

de superficie

R(6i

f ff dS e tem-se
r<Al

r{A)

ff f dS = ff f dS.
R{B)

Demonstração.· Por. definição de integral de superfície temos

riA.)

ff f

dS =

ff f[r(u, v)]ll ~:
A

X

~:li du dv.
.

Usamos em seguida a aplicação G do teorema 12.1 para transformar este integral num integral duplo estendido a uma região B do plano OST. A fórmula de mudança de variáveis nos integrais duplos garante-nos que

ff
A

f[r(u,

v)]ll ~:

X

~:li du dv =

ff
H

f{ r[ G(s, t)l}

li~: ~: IW~~: ~)
X

I

dsdt,

em que as derivadas e do segundo membro são calculadas em (U(s, t), V(s, t). Por causa da equação (12.18), o integral sobre B é igual a

artau artav

ff
B

f[R(s,

t)]ll ~~

X

~~li ds dt.
f Jf dS, e a demonstraH(Bl

Mas esta é, .por sua vez, a definição do integral de superfície ção fica assim completa.

12.9. Outras notações para os integrais de superfície Se S = r(D é uma superfície na representação parametnca, o produto vectorial fundamental N~ X é normal aS em cada ponto regular da superfície.

artau artav

Em cada ponto existem duas normais unitárias, uma "• çom o sentido de N e outra n 2 com o sentido contrário. Assim.

e

Seja n uma das duas normais n 1 e n 2 . Seja F um campo vectorial definido em S ·e adJ mitamos que o integral de superfíCie J F· n dS existe. Então ·podemos escrever

s

se n = n2 • Suponhamos agora que exprimimos F e r em função das respectivas componentes. muitas vezes. v) . v)i + r + Z(u. v)k. v) = X(u. av onde se usa o sinal + se n =:= ni e o sinal .22) Os integrais que aparecem em (12.y. cada integral duplo do segundo membró deve ser substituido pelo simétrico.y.21) e (12. v)] a( Y. Então o produto vectorial fundamental de é dado por Se n ~ n. a(u.y. v)j r(u. . · B(u. z) dy A dz +fsf Q(x. y. v)] a(l'. Assim. a equaçüo (12. y.22) são também referidos como integrais de superfície. Z) du dv. o integral de superfície' fP dy A dz é definido por f (12. F[r(u.Integrais de superfície 487 (12. a forma mais resumida (12. z) dz A dx +fsf R(x.20) Jf S F· n dS = Jj' T P[r(u. v) T · T se n = n2 . z) = P(x.y. s ou ainda mais abreviadamente (12. por exemplo. v) a(u. v)] éJ(Z. À soma dos integrais duplos do segundo membro dá-se. z)i e + Q(x. X) du dv +ff R[r(u. v)] · n(u. ilP~Ah+QbAh+RhA~..21) fsf P(x. Y) du dv. v) S li~: X ~:li dudv X = ±ff T T .19) vem (12. z)j + R(x. Z) du dv a(u.19) f f F· n dS = f f F[r(u. z)k Y{u. y.23) ff S P dy A dz = Jf T s P[r(u. v)] a(X. v)]· ar au ar du dv. SCJU F(x. z) dx A dy. v) +ff Q[r(u.

devemos ter em consideração a ordem segundo a qual os símbolos dy e dz aparecem no integral de superfície. Pé uma função -de três.. .o em função dos cossenos dir.25) ff (Pcos<X + Q cos p + Rcos y) dS =ff P dy A·dz + Q dz s s Se n = n 2 temos. v) o(u. Se n = n. Em seguida. A dx +R dx A dy. porque o(Y. quer n 2 • Os cossenos directores dependerão da escolha da normal.24) se n n 1 • Se n fsf F· = n dS = ff P dy A dz + Q dz 8 dx + R dx A dy = n 2 o integral do segundo membro deve substituir-se pelo simétrico. por sua vez.20) vem (12. a fórmula (12. e podemos escrever ff F· ndS =f•f (Pcos<>< + Qcosp + Rcos y)dS. Y) ---=---o(u. A despeito da semelhança na notação. Em· primeiro lugar. Z) o(Z. o integral do primeiro membro de (12.488 Cálculo Esta notação é sugerida pela fórmula de mudança de variáveis num integral duplo.ff P dy 8 A dz = -ff P dz 8 A A dy. seja 11 = cos oc i+ cos {3j + cos y k' então F· n = P cos a+ Q cos fl + R cos y.ectores. s Esta equação é válida quando n é quer n.24) para escrevermos (12. v) e portanto .variáveis.23) não é um integral duplo. Esta fórmula é semelhante à seguinte fórmula para os integrais de linha Se o vector unitário normal n é express. podemos usar (12. Nesta notação.

Represente n o vector unitário normal a S cuja componente segundo OZ é não negativa. Seja no vector normal unitário exterior a S. com (x. y. y. z ~O e F(x. 6. Q e R estão calculados em (x. e seja F(x. (0.y. calcular o valor do integral de superticie . O) e (0.f(x.v)j + (I . I.y)] T ixdxdy.2 + z2 = a 2 . Seja S a semi-esfera r+ Y +r= I.f(x. y) = xi + :d + f(x.2u)k. O. projecção de S no plano XOY. Calcular o valor do integral de superfície F· n dS. v) ~ (u + ~).Integrais de superfície (12. Utilizar a representação paramétrica r(x.y.y)] ~dxdy. Se Sé a superfície da esfera x 2 + }. utilizando: s (a) a representação vectorial r(U. SejaS a mesma superfície do Exercício 5 e cp um campo escalar.y. Sejam F= Pi + Qj + Rk e na normal unitária aS cuja componente segundo OZ é não negativa. y) 5. y).y.y. 4. 0). CalCular o integral de superticie F. y) a variar numa região plana T. Determinar o centro de massa da superfície da semi-esfera homogénea x 2 + y + z2 = a 2 . (b) a representação explícita z ~VI. O. Mostrar que o momento de inércia de uma superfície esférica homogénea em relação a um dos seus diâmetros é igual a jma 2 .f(x. z) = xi + yj + zk.y. 2. y)).26) 489 ff (P cos oc + Q cos {J + R cos y) dS = -ff P dy A dz + Q dz A·dx + R dx A dy. situada acima de OXY. 'l'(x. z) dS ~fi 'l'[x. + (u .z)dyAdz ~-fi T[x. 8 8 12.z)dz Adx ~-fi 'l'[x.x'.n dS. Seja S a ·superfície plana cuja fronteira é o triângulo com vértices (I. Provar que: (a) (b) (c) fi fi fi S 8 'l'(x. y. z) = xi + yj.y'. sendo ma massa e a o seu raio. ·T S 7. J-')k e provar que ff ff onde P. v)= sen u cos ci + sen u sen vj + cos uk.f(x. T(x.y)] T I + i!x i!y (ilf)' + (i!f)' dxdy. utilizando: s (a) a representação vectorial r(u. 3. Seja S uma superfície paramétrica descrita pela fórmula explícita z = f(x.10. (b) uma representação explícita da forma z = f(x. Exercícios / 1. I).

9.de superfície esférica que fica interior ao cone..S). e seja cp(x. z ~O.1 2) 2 se ltls. ·pelas designações de teorema de Stokes t e teorema da div~r­ gência. =d com o eixo 0Z1 normal ao plano x + y + z = t. 8.X 2 .fi. . Esta Secção trata do primeiro. ~idrodinâmica é t Em honra de G. Provar que ~<p(x. e seja..(2x + y)j + zk.)' 2 . Stokes (1819-1903). 12.: 2 se (x. Escolher uma representação para a qual o produto vectorial fundamental tenha a direcção e o sentido da normal exterior. Seja S a porção do plano x +. z) =O em qualquer outra hipótese.y. z) = xi.. z) = I . Uma folha -de papel de forma rectangular c homogênea de base 211a e altura h é enrolada de modo a dar-lhe a forma de um cilindro circular recto de raio da base a.11.z)dS= {:8 .)3.r+ z = t determinada na esfera de raio unidade x 2 + y 2 + z2 = l Seja tp(x. Na base inferior a normal unitária é -k.z 2 x' + I) dS. Calcular o momento de inércia de S em relação a um eixo situado no plano da base e que é tangente à circunferência que a limita. Se a semi·abertura do cone é a.490 Cálculo JJx~ dy s A dz + yzdz A dx + x 2 dx A dy. SejaS a semi-esfera x 2 + y 2 + :: 2 = I. O teorema de Stokes A parte restante deste càpítulo é dedicada especialmente a duas generalizações do segundo teorema fundamental do cálculo aos integrais de superfície. Uma superfície esférica homogênea de raio a é intersectada pela folha superior do cone circular recto cujo vértice está situado no centro da esfera. y 1 .? = 2x intersecta uma porção de superfície S ria folha superior do cone x 1 + y 2 = z1 . li. y. estudado na Secção 12. -(3 ~ . y. Calcular a massa do . determine· (em função· de i1 e a) o centro de massa da porçào. se ltl > .n. o teorema da divergência será. Calcular o valor do integral de superfíCie ff s (x' . Considerar o Exercício \0. CalcUlar o momento de inércia de Sem relação a um eixo contendo uma diâmetro da base. respectivamente. 14. 12. 13. z) é interior a esta esfera. Elas são conhecidas.')uiestão: Introduzir novas coordenadas (x 1 . Resolver o Exercício 12 se S inclui também a base plana da semi-esfera. Uma corrente de fluido tem um vector·densidade de fluxo F (x. corri O< a<. y.y' + y'z' . J'..19. 10. matemático irlandês que trouxe contribuições fundamentais a na óptica. [.G.Ouido passando através de S na unidade de tempo e na direcção de n. o vcctor unitário normal dirigido para o exterior da esfera. O cilindro x 2 +. Usar depois coordenadas polares no plano OX 1 Y1 como parâmetros para .

Suponha-se Suma superjicie paramétrica simples regular. TEOREMA DE STOKES. l ~' A curva r é decrita no sentido positivo e a curva C no sentido que resulte de aplicar a r a função r. S = r(n.3. (Ver figura 12.- éiy oz éJQ) dy A dz + (é)p .. O teorema de Stokes relaciona um integral de superfície com um integral de linha e pode enunciar-se do modo seguinte: TEOREMA 12. seccionalmente regular. e re- presentem P. o qual estabelece que com S uma reg1ao plana limitada por uma curva fechada simples C percorrida no sentido directo..27) ff ( s é)R .) Admita-se também que r é uma aplicação biunívoca cujas componentes admitem derivadas parciais de segunda ordem contínuas em certo conjunto aberto contendo TU r.dx A dy . sendo T uma região do plano OUV limitada por uma curva de Jordan r. . Um exemplo de uma superfície à qual o teorema de Stokes é aplicável. z v n r c )--------------------y X FIG_ 12.12. Q e R campos escalares continuamente diferenciáveis em S.éJR) dz A dx + (éJQ .. Então tem-se (12.éJP) éiz éix éix éiy = fc P dx + Q dy + R dz. Seja C a imagem de r por r.12.Integrais de superlicie 491 O teorema de Stokes é uma extensão directa do teorema de Green.

492 Cálculo Demonstração: Para demonstrar o teorema basta estabelecer as três seguintes fórmulas. v) = P[X(u.iJP dx iJy 8 A dy + iJP dz A ·ax) . v)j + Z(u. iJv . iJx Ja Í R dz =f s f(. ~(p av iJu No Exercício 13 da Secção 12. v)k e exprimamos o integral de superfície estendido a S na forma ff s (~ iJP dx A dy + iJP dz A dx) iJy · iJz = f T f(. v). mostramos que este integral de linha é igual a J dx. v) Designemos por p a função composta dada por p(u. membro a membro. v) (12. iJ(u. v)i + Y(u. iJz i a Q dy= f f (. Y) iJP iJy iJ(u.du iJu iJX + p . O último integrando pode então escrever-se _ iJP iJ(X. v).28) f.dv.iJR dz ax A dx + iJR dy A dz). Uma vez que as três são semelhantes.29' + iJp iJ(Z. Aplica-se então o teorema de Green para exprimir o integral duplo sobre T como um integral de linha ao longo de r. provamos unicamente a primeira O camino para a demonstração consiste em exprimir o integral de superfície como um integral duplo sobre T. v) = X(u.13 esboça-se a demonstração de {12.27) do teorema de Stokes. (12.-iJ ( p .· du dv = iJu iJv iJv ou f. Z(u.iJQ dy A dz iJz 8 + iJQ dx A dy). v)]. v) + iJz iJ(Z. iJy A sua adição. cP Escrevamos r(u. Y(u. dá-nos a fórmula (12. Y) i}y iJ(u. v) ~ iJu (p iJX) _ av iJX) . r iJX p .29).X) = iJz iJ(u. Finalmente. X)) du dv. a P dx = f f (.iJP iJ(X. Aplicando o teorema de Green ao integral duplo sobre T obtemos ff ( T iJX) J -iJ ( p iJX) .

y. Ja .31) rot·F~ (oR_oQ)i+ (oP _oR)j+ (oQ_oP)k. Parametremos da num intervalo [a. y. s onde n é o vector normal unitária com o mesmo sentido que o produto vectorial fun-: damental da superfície.30). (12. or or -xou ov O integral de linha na fórmula de Stokes (12. isto é. z)i + Q(x. Exprimindo então cada integral de linha em termos da sua representação paramétrica encontramos i ox pr ou du + p ox dv ~ ov J.28). O rotacional de F é outro campo vectorial definido por (12. Deste modo. oy oz i7z ox ox oy As componentes do rot F são as funções figurando no integral de superfície da fórmula de Stokes. P dx.27).12. o integral de superfície pode escrever-se Jf (rol F)· n dS. Deste modo. y.30) ex(!) ~ r por intermédio de y defini- r[y(t)] a correspondente parametrização de C.Integrais de superfície 493 sendo r percorrida no sentido fronteiro. a forma mais simplês para o teorema de Stokes é Jf (rot F)·ndS ~f F·dcx. y. 12. o o que completa a demonstração de (12. b] e seja (12. s . com a definindo C dada por (12. Seja F um campo vectorial diferenciável dado por F(x. O rotacional e a divergência de um campo vectorial O integral de superfície que aparece no teorema de Stokes pode exprimir-se ·de uma forma mais simples por intermédio do rotacional de um campo vectorial. z)k.27) pode escrever-se na forma fc F-da. z)j + R(x. z) ~ P(x.

mas cada "produto" tal como I y vezes R deve interpretar-se como a derivada parcial RI y. ·F de modo puramente formal. a divergCncia.tp para representar o gradiente de um campo escalar q>.494 Cálculo Para o caso especial em que Sé a região do plano XOY e. v x F.32) define um campo escalar chamado a divergência de F. esta fórmula reduz-se ao teorema de Green Jf (aQ_ a~ dxdy ax ay} s = f.. interpretando mais uma Vez os produtos tais como Otàx vezes P como sendo BP!Ox. encontramos que (12. . Já usamos o símbolo V. . um vcctor.+ak . i j k rol F= a a a ax ay az p Q R eR _ aQ)i+ (ap _ aR)J+ (aQ _ ap)k. escrever esta fórmula como um produto vectorial. X F. de- finindo por Esta fórmula pode ser i~terpretada como uma multiplicação "formal do símbolo vec- torial V pelo campo escalar f/J· Assim. ay az az ax ax ay Este determinante desenvolve-se segundo os elementos da primeira linha. o gradiente. aR A equação (12. e o rotacional podem representar-se simbolicamente pelos produtos vcp. A equação (12.31) definindo o rotacional pode memorizar-se facilmente considerando-a como o desenvolvimento de um determinante de terceira ordem. e escreve-se divF. do mesmo modo. Podemos. __ . aa a a rot F= V onde o símbolo V é tratado como se fuss~. respectivamente.32) V·F=-+-+-.+a. . a .Pdx + Qdy. ax ay Õz aP aQ.az V _a.n"" k.] . v· F. ax ay Se formarmos o ''produto escalar"' Ll.

·:9. sendo C a intersecção do cilindro .xzk. usar o teorema de Stokes para provar que os integrais de linha tem os ~valores dados.a(a + b). onde Sé a porçao do paraboloide z = 1 -:. continuamente diferenciável sobre um conjunto conexo abertoS no n-espaço.2. y. z > O. F(x. z) = >. com O < b <a. . O ~ y ~ 2.' 8. fc.. + X)j + xzk.z')dx + (z'. F(x. k = I.z = 3a12.. vel num conjunto conexo S do 3-espaço. z) = (y. z ~O.z)i + yzj. y. Demonstração: No caso tridimensional as relaçõeS (12. f c(Y + z)dx + (z + x)dy + (x + y)dz = O. é um gradiente em S se e só se as derivadas parciais de todos as componentes de f . !0.Integrais de superfície 495 Alguns dos teoremas atrás demonstrados podem expnm1r-se em termos do rotacional. .fdx + xydv+ x. c<r'. I. n). verificam as relaçõeS (12. A normal n é a normal ~: unitária dirigida para o exterior do tetraedro. F(x. ' 6. n é a normal unitária com componente segundo OZ não negativa.33) (j.idz =O. onde C é a curva de intersecção do cilindro 2 •t· x + Y = 2y e o plano y = z. com C a curva de intersecção da esfera x 2 +. com C a curva do Exercício 6. Jc(y.x')dy + (x'.x 1 . então F é um gradiente em S se e só se . ~ Nos Exercícios 5 a lO.9) provámos que um campo vectorial f= (f.J.l com z ~O. Exercícios Em cada um dos Exercícios I a 4. sendo C a curva de intersecção da semi·~· esfera x 2 + y + z1 = 2ax. ·onde S é a semi-esfera X 1 + yl + z 2 = 1.x 1 +.fn).. e n é a normal unitária com componente segundo OZ não negativa.F(x. z) = yi + zj + xk. Em cada exemplo explicar qual o sentido em que deve percorrer-se C para chegar tà solução dada.34) f rotF=OemS . Se F= Pi + Qj + Rk é um campo vectorial continuamente diferenciá.x)dy + (x. . · plano x + y + z = O.f= a 2 e o plano x/a+ z/b = I.. 2. Por exemplo no teorema (10.33)são'equivalentes à afirmação de que rot F= O. y.' 5. y. b > O. O~ z ~ 2 não situadas no plano XOY. Na hipótese do espaço tridimensional o teorema 10..fcrdx + zdy + xdz = na\/3. O ~ y ~a.yj + x 2yk. e o cilindro x 2 + y = 2bx. (12. . 12.z)dx + (z. 2.y)dz ~ z. O~ z ~a pelo plano x + y 4. 3. A normal unitária n é dirigida para o exterior.13. transformar o integral de superfície f J(rot F)· n dS um s integral de linha recorrendo ao teorema de Stokes e calcular depois o integral. sendo S formada pelas faces do cubo O ~ x ~ 2.y')dz = 9a'l2. Jc<Y z f .4. sendo S formada pelas três faces não no plano YOZ do tetraedro limitado pelos três planos ·coordenados e o plano 3x + y + 3z = 6. . .f+ z2 = a 2 e o .. z) = xzi. 7. . a> O. ~ ·. sendo C a curva de intersecção do cubo O ~ x ~a. 4. + 2 )dx + (X 2 + z 2 )dy + (x1 + jl)dz = 2nalr.9 pode enunciar-se do modo seguinte: TEOREMA 12.

Q = xl(x' + y'). a( ax) ou P av - a( ax) av P av ap acx. 12.14. onde P = .35) 1 aQ 2 ilx _ aP oy o iJR OX iJP oz o . Calcular ap/ au e dp/ av e utilizar a alinea (a) para deduzir a equação (12. R= z. e seja Do toro gerado pela rotação do círculo (x .2)2 + z1 = I. Se F= Pi + Qj + Rk. (a) Utilizar a fórmula de derivação do produto para provar que (b) Seja agora p(u. e uma matriz hemi-simétrica. Y) ·= . Toda a matriz real A pode escrever-se como uma s"oma de uma matriz simétrica. Outras propriedades do rotacional e da divergência O rotacional e a divergência de um campo-vectorial estão relacionados com a matriz jacobiana. Seja F= Pi + Qj + Rk. 13.29). X) o(u. Este exercício esbOÇa uma demonstração de ( 12. y = O. z) = ily ilz iJQ iiQ iJQ ilx ày ilz oR ox aR ay aR oz O traço desta matriz (a soma dos elementos da diagonal principal) é a divergência de F. z = O. sendo C a curva que limita uma superfície paramétricaS s e n a normal unitária a S conveniente.496 Cálculo 11. Quando A é a matriz jacobiana DF. y.A'). v).Qdy + Rdz = 2 Jfa · ndS. v) + oz 'P acz. v) · 12. em torno do eixo OZ.29). sendo a um vector constante.ay o(u. v)!. v). mostrar que f cPdx -f. v)= PIX(u. Provar que rot F= O. usada na demonstração do teorema de Stokes. Y(u. !(A+ A'). a parte hemi-simétrica vem o (12. !(A. ama triz jacobiana de F é i)p i)p i)p ilx DF(x. mas que f c Pdx + Qdy + Rdz não é zero se a curva C for a circunferência x 2 + J1 = 4. Se r= xi + yj + zk e Pi + Qj + Rk = axr.yl(x' + y'). Z(u.

z) = z. y. Mais geralmente. Sejam F(x. g'(y). z) = x.:.. y.. se F(x. ?' . z) ~ xy'z'i + z' sen yj + x'eYk. Suponhamos que F é um .Integrais de superfície 497 Os elementos não nulos desta matriz são as componentes do rot F e seus simétricos. gradiente. R(x. Então tem-se P(x.i r~ ~-·· .f(x). pelo que div F= J'(x) + g'(y) EXEMPLO + h'(z) e rotF= O. Seja F(x. por exemplo F= grad 'I'= Jq>/Jxi + Jq>/Jyj + Jq>/Jzk.2xyz'k.. e a correspondente matriz jaco~iana é a matriZ identidade 3 X 3.y. EXEMPLO I. 2. A divergência e o rotacional de um gradiente.y. z) = y.35) são nulos e rot F= O.<· 2xe11 di v F x 2e11 O Por conseguinte = y 2z 2 + z2 cos y 2xe•)j. z) = f(x)i + g(y}j + h(z)k. h'(z) na diagonal principal e nulos os restantes elementos.y. fi Deste modo. z) = xi + yj + zk. div F = __'E ~ a• + a• + a• • __'E __'E ax' ay' az' . [ .36) i: \t~ a''l' ax• a''I' axay a•'l' ax az a''I' ayax a''I' ay' a''l' ay az a' 'I' azax a' 'I' az ay a' 'I' az' ?. Por conseguinte div F= 3 e rot F= O. A matriz jacobiana é .2z seny)i + (2xy'z- EXEMPLO 3. e rot F= (x'e•. todos os elementos de (12.-. y.y· (12. 2zseny . Se a matriz jacobiana DF é simétrica. Q(x. A matriz jacobiana é y 2 z2 O 2xyz2 z cos y 2 2xy'z ]. a matriz jacobiana tem os elementos ..!..

498 Cálculo A expressão do segundo membro chama-se o laplaciano de cp e escreve-se muitas vezes. Do Exemplo 2 da Secção 10. (x' + y')' + y')' o F~ + y')' o o o o y2 _ x2 -2xy· (x' + y')' onde resulta de imediato que di v F= O e rot O em S.--z' + x+y2l x+y 2 y. Sabemos também. SejaS o conjunto de todos (x. e o rotacional de um rotacional. a matriz é simétrica e o_rot F é zero: Por outras palavras. A divergênCia. se (x.y) =.37) mostra que o gradiente de uma função harmónica tem divergência nula. y) (0. o rotacional de F é um novo campo vectorial e é possível calcular a sua divergência c o seu rotacionaL A matriz jacobiana do rot F é . EXEMPLO 4. Um campo vectorial com divergência nula e rotacional nulo. seja um gradiente.4.6 sabemos que F não é um gradiente em S (se bem que F seja um gradiente em todo o rectângulo que não contenha a origem).36) são contínuas. 0). Se as derivadas parciais mistas na matriz (12. Quandov"<p =O. que se rot F= O num conjunto convexo abertoS. A matriz jacobiana é 2xy (x' DF(x.37) div (V<p) = '\''<p. a função 'I' diz-se harmónica. então F é um gradiente em S. mas abreviadamente V 2 f[J. continuamente diferenciável. Assim. a divergência de. do teorema 12.y -. Se F= Pi + Qj + Rk. Um campo com rotacio'nal nulo diz-se irrotacional. EXEMPLO 5. então F não é um gradiente em ·s. A equação (12. se rot F* O num conjunto abertoS. e seja * F() =x. rot (grad <p) = O para todo o campo escalar cp com derivadas parciais de segunda ordem miStas contínuas. Quer dizer. x. Este exemplo mostra que a condição rot F= O é necessária para que um campo vectorial F. y) E S.un gradiente \lcp é o laplaciano de !f'· Em nOtação simbólica escreve-se (12. (x' y2 _ x2 .

38) rol (rol F) = grad (di v F). .. divergência.15 é solicitada a demonstração de (12. no Exercício da Secção 12. gradiente..V' F. .15 <:· solicita-se a respectiva demonstração. se a e b são constantes. encontramos que div (rol F) =O e (12.-o'P o'Q ox' OX oy oy ax oy' a'R _ a'Q oz oy oz' a'P a'R ---oz' az ax o'Q _ a'P az OX az oy Se admitimos que todas as derivadas parciais rriistas são contínuas. Estas propriedades são consequências :·· imediatas das definições de_ rotacional e divergência.38). A identidade (12. então (12..39) e (12. são operadores lineares.40) di v (aF + bG) = a di v F + b div G. O rotaCional e a divergência possuem algumas propriedades gerais análogas às da derivaçãO ordinária. tt : . . Gozam também da propriedade análoga a regra da derivação para o produto: (12. o'Q ax oy ax oz oy 2 oy az o'P a'R . isto é. Em primeiro lugar. sendo V' F definido pela equação 'í1 2F = ('íl'P)i + ('í12Q)j + ('íl'R)k.. com 'I' qualquer campo escalar diferenciável.Integrais de superfície 499 o'R _ a'Q _ o'R _. rol (aF + bG) =a rol F+ b rotG.41) e (12.38) relaciona os quatro operadores. rotacional e laplaciano No Exercício 7 da Secção 12.o'P a'R OX é)z ox' oyoz oyox o'Q _ o'P .42) rot(<pF) =<prol F+ V<p X F..

ou como V· (l'<p). No Exemplo 3 mostramos que div (V<p) ~ 17 2 tp. definiu-se como sendo No Exemplo 5 o laplacianoV 'F de um campo· vectorial definiu-se pelas suas componentes. (b) F(x. temos V 2 =V ··V. íl.500 . logo podemos escrever V ·V f? para uma ou outra dessas expressões sem perigo de am-. Então. y.42) toma uma forma muito mais parecida com a regra usual de derivação do produto: · V· (<pF) = 'P V· F+ V<p ·F e V X (<pF)= <pV X F+ V<p X F. Exercícios \_ Para cada um dos campos vectoriais seguintes determinar a matriz jacobiana e calcular o rotacional e a divergência (a) F(x. V)q>· que é' :ll'<p. Portanto a expressão V· V F é provida de significado unicamente quando é interpretada como (V·V·)F.de memória.15.z)j + (y. Estas observações fazem sobressair o facto de que embora as fórmulas simbólicas apareçam muitas vezes como convenientes no manejo e retenção . que é div (Vj>).+ílx íly ílz Cálculo cada uma das fórmulas (12. Se utilizarmos mais uma vez o vector simbólico íl.tem significado porque V F não está definido. V 2tp. A expressão (V· V) F é V'F. verdadeiro.2x)k. . No Exemplo 3 o laplaciano de um campo escalar. z) ~ (2z . V· (VF) não . e podemos escrever V2 <p = (V · V)<p e V'F =(V· V)F.V 2F se interpretarmos v 2 como o operador simbólico V'=~+~+~­ ílx' oy• oz' Esta fórmula paraV 2 também se obterá pelo "produto escalar . í)k V =-•+-.3y)i + (3x. Todavia. a'q>ta x' + a'q>ta y' + a'q>ta z'. porém. é necessária uma utilização cautelosa_ 12. biguidade. Tal não é. z) ~ (x' + yz)i + (y' + xz)j + (z 2 + xy)k. que já se definiu. pelo que se terá (V· V)<p =V· (V<p).41) e (12. deste vector simbólico v por si próprio.. Obtêm-se fórmulas correctas para V 2tp .y. quando 'I' é substituído pelo campo vectorial F. Consideremos agora a fórmula V ··V 'I'· Isto pode interpretar-se como (V.

14. R c com 1· a tangente unitária aCeso comprimento de arco.j. e.Integrais de superficie 501 2. Demonstrar que rot (rot F)= grad (di v F). existe um p não nulo tal que 11F seja um gradiente. e r(x. F é sempre perpendicular ao seu rotacionaL Quando ó campo é bidimensional. Seja F(x. 11. mostrar que rot (A x r)= 2r1.F· (V x G).Xzj + xy 3en(cos z)k. y. mas que F·rot F= O. este exercício constitui uma condição necessária para que a equação diferencial Pdx + Qdy =O admita um factor integrante.lk_ Mostrar que rot F nem sempre ê nuio. y. . a e b.y. Essa definiçãO deve ser tal que a fórmula seguinte seja uma consequência do teorema dr Green: · · f . Um campo vectorial F não será gradiente de um potencial a menos que rot F= O. Provar a identidade V· (F x G) ~ G ·(V x F).constante. Determinar em campo escalar p. (d) F(x. 8. se F· rot F= O numa região conveniente. 13. 3. y) = yci + x.4. z) = éJ: 11i + cos xy j + cos xz 2 k.xcosy)j. Se r= xi + yj + ::k e t1 é um vector .cny i + y 2 'sen. A curva é descrita no sentido direcio. 10.=O ' sendo a a função qué define C. Calcular div (V X r) e rot (V X r). n representa a normal unitária dirigida para o exterior de C.y. Uma região plana R é limitada por uma curva de Jordan seccionalmente regular C. determinar todos os inteiros n para os quais div (rnr) =O. Sejam Y(x. 7.l existir. 6. 12: Demonstrar que o teorema de Green pode traduzir-se pela igual_dadc Jf (rot V)·kdxdy ~TV· Tds. Se r= xi + yj + zk e r= llr!l.(z. com c uma constante positiva. por exemplo F= Pi + Qj. A demonstração do recíproco não pedida). --f\1 2F na hipótese de serem contínuas as derivadas parciais mistas de segunda ordem das componentes de F. calcular rot lf(r)rl. (e) F(x.42) . Provar que se um tal f. z) ~ (z + . tal que 11F é um gradiente.= llxi + J:ill. 9. 5. Todavia pode ser possível detcrininar um campo escalar não nulo 11 tal que 11F seja um gradiente. Se r= xi + Ji + zk e r= llrll.. e usar o teorema de Green para provar que i. (A inversa é também verdadeira. Demonstrar as propriedades elementares do rotacional e da divergência indicada em (12. z) = x 2 :. y) = xi + yj: Seja R uma região plana limitada por uma curva de Jordan C. com F e c campos vectoriais diferenciáveis. Os momentos de inércia de R em relação aos eixos OX e OY são. sendo/uma funçãoderivável. Calcular o integral de linha Te V(r') · nds em função de a e b. Seja F um campo vectorial bidimensional. z) = y1-z 2i + z 1 x) + X 1}.s representa o cOmprimento de arco. seccionalmentc regular. isto é. JC Vxr·da.39) e (12.cny)i. Dar uma definição do integral de linha c F X da. respectivamente. (c) F(x._No integral r. Determinar um campo vcctorial cujo rotacional é xi + yj + zk ou provar que não existe um tal campo vectorial.

5.44). provámos na Secção 12. para o sistema 112.43) admitir uma solução em algum conjunto aberto Sé necessário ter (12. Q e R. Por conseguinte. Para estabeleCer a suficiência dessa condiçãO temos que determinar três funções L.502 Cálculo fF C X da. Nem sempre é possível resolver tal sistema. R com R uma· região plana limitada por l. M e N·que satisfaçam às três equaçÕes (12. Consideremos agora uma questão análoga referente ao rotacional. Então as segunda e terceira equações ( 12.43) escrevem-se é!N = -Q ax e -=R.Jma curva fechada simples C * 12.· é!M ax Isto significa que deve ser .43) para as trios funções desconhecidas L. Dado um campo vectorial. existirá um G tal que rot G = F? Suponhamos que escrevemos F= Pi + Qj + Rk e G = Li+ Mj + Nk. quando Sé um intervalo tridime. Esta condição é também suficiente para que o sistema ( 12.= k ff (div F)dxdy.44) é!P é!Q é!R -+-+-=0 é!x é!y àz em todo S.43) tenha uma solução se restringirmos de maneira conveniente o conjunto S em que se verifica (12. então existe um campo vec!Orial c·tal que rot G = F se e só se div F= O em lodo S.nsional. Demonstramos a seguir que a condição (12. quando são dados P. F. Para resolvermos a equação rot G = F temos que resolver o sistema de equações de derivadas parciais (12. TEOREMA 12. Se F é continuamente diferenciável num intervalo aberto S do espaço tridimensional.44) é suficiente. Demonstração.16. uma vez que a divergência de um rotacional é sempre zero. A necessidade da condição div F= O já foi estabelecida. Reconstru_ção de um campo vectorial a partir do seu rotacional Ao estudarmos o gradiente aprendemos a verificar se um campo vcctorial é ou não um gradiente. Me N.14 que a divergência de um rotacional é sempre zero. Tentemos resolver o problema partindo da hipótese de que L= O. Por exemplo.43).

Quer dizer que podemos escrever (12. y. z) . aplicando o teorema 10. z).Integrais de superfície 503 N(x. .46) escreve-se então (12. D. a equação (12. z) dt. y. y.a:o = L' :to D2 Q(t.43) exige (12. y. z "' ag y. & Usando a condição (12. A equação (12.. z). y. ag ay "' . y. u) du . z) = -f' P(x •• 0.. y. z) dt . z).D.45) · Para a escolha de Me N acabada de referir vem: (12. z) = ~J' Q(t.49) vem ~ --a = ~ -a Y Z i' . y. Zo . az •• az J' J" Permutamos em seguida.R(t. f• R(t. Assim. z) ~O.)'. y. z) dt + f(y.aM = ay az - --:- a Q(t. Tentemos determinar uma solução comf(y. z). y.-a R(t.47) ·e a L'Q(t.Q(t.48) -a aZ i' = R(t. z) = . A primeira equação (12. az Portanto (12. entre si. . aM -a .8.D. as operações_ de derivação e integração. y. y. - az . z ) -~.P(t.45) será satisfeita se es~olhermos g de maneira que agtaz = . z) e g(y..R(t.46) aN .P(x0 . y.-a y i' [ .P(x0 . y. y.. z) dt (12.P(t.. podemos tomar g(y. z) dt + g(y.49) aN. z) são independentes de x. z) dt a Y . . y. z) dt . z) d t -~ = P(x. z) dt = zo i' :ro D.44) podemos substituir o integrando em (12.49) por D. z)] dt . por exemplo. onde cada integração é feita ao longo de um segmento de recta contido em S e as "constantes de integração" f(y. z) •• e M(x.

Se adicionarmos a este G qualquer gradiente V rp. EXEMPLO. y. z) dt. Me N é fácil verificar recorrendo a (12. uma vez que rot(\rp) ~O. . Usaremos o teorema de Stokes para provar que este Vnão.G = l'q> para algum gradiente Í'q> continuamente diferenciável. . y. Deve ter-se presente que a precedente demonstração não somente estabelece a existência de um campo vectoria1 C cujo rotacional é F. É fácil verificar aue di v V= O em . consequentemente 11 = G +I' rp. O teorema 12.é ·Um rotacional em D (embora o seja em todo o intervalo aberto tridimensional que não contenha a origem). Pelo teorema 10. Pelo teorema de Stokes podemos escrever (12. z) = - J" Q(t. sendo neste exemplo n = -3.47) e (12. :ro y. "" Com esta escolha de L.48).43) são satisfeitas. pelo que rot (H. Com efeito. Para um dado F. inas também fornece um método direçto para determinar G por integração respeitante às componentes de F. O exemplo que se segue mostra-·que esta proposição não é verdadeira para conjuntos abertos quaisquer. z) =O e M(x. é fácil provar que todas as soluções continuamente diferenciáveis devem ser da forma G +'\cp Na realidad(!. temos a fórmula geral div (r"r) = (n + 3)r". o campo vectorial G que construímos não é a única solução da equação rot G =:. N(x. y. que as três equações (12.5 estabelece que. Um campo· vectorial-·solenoidal que não é um rotacional. Para isso admitamosqueexisteum campovectorial Utal que V= rot U em D e chegamos a uma contradição. y. onde L(x. z) dt- f' P(x zo 0. Seja D a região do espaço tridimensional limitado por duas esferas concêntricas com centro na origem a raios a e b.50) Jf (rot U) · n dS f s = 0 U · da.continuamente diferenciável. então rot H= rot G. obtemos outra solução porque rot (G + l'q>) = rot G + rot (\q>) = rot G =F.um campo vectorial é solenoidal num intervalo aberto S do espaço tridimensional se e só se for o rotacional de outro campo vectorial em S. y. u) du. r= xi + yj + zk e r= llrll. z) = f" R(t. se H é outra solução. conduzindo-nos a rot G = F como pretendíamos..orno afirmá mos. sendo O< a< b.G) = O.:F. Seja V= rir'.toda a região D.504 Cálculo Este argumento leva-nos a· considerar o campo vectorial G = Li+ Mj + Nk. Além disso.9 resulta que H. Um campo vectorial F para o q!lal div F= O costuma designar-se por campo solenoidal.

50) tende para 4n. sendo M uma constante dependendo de V. Uma vez que rot (rot V)· n r 1 = -r3 ·. o valor do integral de superfície em (12. Seja na normal unitária dirigida para o exterior de U= V= rlr 1 . É fácil provar que para qualquer mtegral de linha f cU· da se verifica a desigualdade Ifc U ·da. Examinemos em segui~a o integral de linha em (12. 2 r r r Sobre a superfície S este produto escalar tem o valor constante 1/R'. o comprimento de C e o valor do integral de linha tendem para zero.Integrais de superficie 505 z c n s . sendo a < R < b. 8 Quando a "calote polar" se reduz a um ponto. i~ M ·(comprimento de C). n dS = ~.= -. ··-·c-~---· Y FIG. A superfícieS e a curva C da equação ( 12. (Com efeito. por conseguinte.13. M pode tomar-se como sendo o máximo valor de 11 VIl ao longo de C. temos S~ de maneira que n =r/r. a área de S tende pará 4nR' (a área de toda a esfera) e. e destacamos uma pequena "calote polar".) Deste modo. Para construir S. JJ dS = áre~~e s. ao reduzir-se a "calote polar" a um ponto.50). A parte restante é a superfície S. A curva C é o bordo circular que se indica. Deste modo tem-se JJ (rot s V).50). tomamos uma superfície esférica de raio R concêntrica com as fronteiras de D. 12. Então ~~ ' . como se indica na figura.13. onde C e S são a curva e a superfície representadas na fígura 12.

z) = . sendo r'= xi + yj + zk e r= llrll. para algum campo vectorial U continuamente diferenciável (em todoS). Então existe um campo vectorial U. o integral de superfície em (12. com f" solenóidal e G irrotacional. tal que F= rot G em todo o espaço. Admitir que todos os campos considerados são continuamente diferenciáveis em S (intervalo aberto). z) = L(x. escolher um intervalo tridimensional S que não contenha a origem a exprimir r 3 r como um rotacional em S. Seja F(x. 5. existem superficies fechadas em D que não são fronteiras completas de sólidos contidos inteiramente em D. y. z)i + M(x. em todo E 3• Qual é o campo vectorial mais geral.. Seja 11 = F+ (. 6. tal que F= rot U e um -campo escalar tp tal que C= V<p em S.· (b) Provar que (ii) implica (i).17. Se dois campos vcctoriais V e l' são irrotacionais.y. Por exemplo.x}j + (x. Mostrar que n = -3 é o único valor de n para o qual rrrr é. Seja r= xi + Ji + zk e r= llrll. Quer dizer. A demonstraçãe desta proposição é difícil e não será.y)k é solenoidal. 0). nenhuma esfera centrada na origem é a fronteira completa de um sólido completamente contido em D. qualquer curva fechada simples em D é o bordo de uma superfície paramétrica contida totalmente em D). solenoidal para r* O. não é um rotacional no conjunto de todos os pontos distintos de (0. ou então apresentar um contra exemplo. * 12. y. da forma G(x. gozando desta propriedade? 2. pode provar-se que existe um campo vectorial U tal que V= rot U em D se e só se di v V= O em toda a região D. z) = (y. y.506 Cálculo estamos perante uma contradição. Para este n. Considerem-se as duas seguintes proposições relativas a l': (i) rot V= O e V= rot U. z)i. Provar que o campo vectorial F(x. (ii) Existe um campo escalar <p tal queV<p seja continuame~_te diferenciável e tal que V= grad <p e VZp = O em todo S. y. Exercícios I. Portanto não pode existir na região D uma função U cuja rotacional seja V. Se a região D goza de propriedade de que cada superfície fechada em D é a fronteira de um sólido completamente situado em D. continuamente dcrivável. y. z) cujo rotacional é 2i + j + 3k. 3. tal qUe o campo vectorialf(r)r seja solenoidal. Provar que li e tp satisfazem às seguintes equações de derivadas parciais . mostrar que o campo vectorial U X l' é solenoidal. 8. Determinar um campo vectorial G(x. a que é igual. tomar um valor arbitrariamente próximo de zero. continuamente diferenciável. Determinar um campo vectorial Continuamente diferenciável C. O. A dificuldade aqui é divida à estrutura geométrica da região D. um campo vectorial que é simultaneamente irrotacional e solenoidal em Sé o gradiente de uma função harmónica em S. 7.zi + xyk.z)i + (z.50) pode fazer-se tomar um valor tão próximo quanto se queira de 4n e o integral de linha. por tal motivo. e determinar um campo vectorial G tal que F= rot G em todo o espaço (tridimensional). Seja V um_ campo vectorial continuamente diferenciável em certo intervalo aberto do espaço tridimensional. Nota: Embora r 3r seja um rotacional num tal S. Qual é a forma mais geral de C? 4. (a) Provar que (i) implica (ii). Embora tal região seja simplesmente conexa (isto é. apresentada aqui. Determinar a forma mais geral da função f de uma va'riável.

14 (com um número finito de buracos). )'. z) = x 2yi + ylzj + z 2 xk. mas mais gerais. em que F é solenoidal e G irrotacional.. continuamente diferenciável em S. Extensões do teoremaoe Stokes O teorema de Stokes pode generalizar-se a superfícies regulares simples. z) = x·'. 507 grad (div U)-<:'U~ rot H. porque pode demonstrar-se que todo o campo vectoriall/. 9. Seja Il(x. {b) Determinar se sim ou não qualquer· dos três campos vectoriais seguintes p~dem ser utilizados como F na alínea (a): (i) V(uv). 12. e n o vector normal unitário com componente 12. com F um rotacional e C um gradiente. pode exprimir-se na forma H= F+ G. a imagem S ~ r(T) conterá o mesmo número de buracos que T. s sendo S a semi-esfera x + segundo OZ não negativa. Determinar os campos vectoriais F e G. (c) Se u(x. excepto em que usaremos o teorema de Green para regiões multiplamente conexas (teorema v z I r ~.c v campos eséalares continuamente diferenciáveis num intervalo aberto R doespaço tridimensional. Para generalizar o teorema de Stokes a tais superfícies seguiremos o mesmo tipo de raciocínio que na demonstração precedente. Extensão do teorema de Stokes a superfícies que são imagens biunívocas de régiões multiplamente conexas. Nota: Este exercício tem largas aplicações.y' +. z1 e v(x~ y. Sejam 11. ~ I :· r ~ Jf ~r------------------u X c y FIG. z 2:: O. (iii) vVu. calcular o integral de superfície JJ "ílu x "ílv·ndS. :-) = x + y + :. (a) Mostrar que existe um campo vcctorial F tal que Vu X V v= rot F em todo R. y. 10.Integrais de superfície V2 97 = div H. .18. Se T é uma região multiplamente conexa semelhante à que se apresenta na figura 12. tais que H= F+ G. (i i) u'Vt'. 2 J? + z 2 = I.14.

indicados. = com C. r n. Vamos apresentar algumas das possibilidades atra· vés de alguns exemplos.12). respectivamente. respectivamente. Se aplicamos o teorema de Stokes a cada parte SI e s2 e adicionamos membro a· membro obtemos (12. O teorema de Stokes pode igualmente generalizar-se a algumas (mas não todas) superfícies regulares não simples.15. . p.(t) = r[y. com sinais adquados.como a reunião de duas superfícies paramétricas regulares si~ pies S 1 e S 2 . C. r. As curvas C.51) com n 1 e n 2 as normàis determinadas pelos p~odutos vectoriais fundamentais de r 1 e r 2 . como se mostra· na figura 12.27) necessitamos de uma soma de integrais de linha. Por exemplo. orientada positivamente. r. Extensão do teorema de Stokes a um cilindro.(t)l. + fc.eu as imagens Cj e ( 2 de 1\ c 1'2 . a identidade no teorema de Stokes toma a forma fsf (rot F)· ndS fc F· dp +fc. Aqui. Consideremos em primeiro lugar o cilindro desenhado na figura 12. e p. imagens de dois rectângulos :idjacentes T1 e T2 .(t)l. ri e r2. e y. r. 12.508 Cálculo 11. se T tem dois buracos. Em vez do integral de linha que aparece em(12. Neste exemplo as representações r 1 e r 2 podem escolher-se de modo que estejam de acordo na intersecção r\ n r2. respe_ctivamente. e f 2 nos sentidos. f 1 e f 1 são percorridos como se indica. de T1 e y2 a fronteira de rz igualmente orientada positivamente. p 1 e p 2 as funções compostas p(l) = r[y(t)l. F· dp. tomados ao longo das imagens das curvas que constituem a fronteira de T. F· dp. l'· y. as Funções p 1 e p 2 definidas por p 2 (1) = r 2 [y 2 (t)] oescrev. p. através das aplicações r 1 e r 2 . r.(t) = r[y. FtG. Se y 1 descreve a fronteira r 1 ..14. são as funções que definem r. e C2 serão descritas· nos sentidos i~duzidos pela aplicação r a partir de r. respectivamente. C1 e C 2 as im:igens de f. e se as curvas fronteira f. e f 2 .15. Pode considerar-se. .

e c. para a banda de Mõbius. podem substituir-se por uma soma de integrais de linha ao longo dos dois círculos c. e c. Esta equação é a extensão do teoreffia de Stokes para um cilindro. encontramos duas dificuldades. Isto não é. n. as duas normais n 1 e n 2 não têm sentidos concordantes em toda a intersecção C. Trouxe algumas contribuições importantes à Mecânica Celeste. superfície. obtemos (12. t Devida a A. a normal unitária n é a mesma que n 1 em S 1 e que n 2 em S 2 • Consequentemente a soma dos integrais de superfície do primeiro membro de (12. Mas se tentamos manter os dois integrais de superfície e os dois integrais de linha como atrás. Definem-se p 1 e p2 . (12. Mõbius (1790-1868).51 ). Os dois integrais de linha. Consequentemente. como fizemos para o cilindro. e c. A primeira. e C. em vez de duas. mas os seus trabalhos· mais importantes dizem respeito à geometria i à teoria dps números.15 através das setas .16). as representações r 1 e r 2 podem escolher-se de maneira que p1 e p 2 definam sentidos opostos ao longo de cada arco da intersecção c\ () como se indica na figura 12.. .52) onde. as imagens de dois rectângulos adjacentes T1 e T2 • Esta superficie particular chama-se a superficie de Mobiust. u S 2 • A equação (12.51) é igual a ff (rot F)· n dS. u S 2 neste caso é uma curva fechada simples C. Com 26 anos de idade fo-i nomeado professor de Astronomia em Leipzig. como fizemos para o cilindro. US2 como um integral de linha sobre a fronteira completa de S. no segundo membro de ( 12. n C2 anulam-se. dizem-se formar a fronteira completa de S.52) exprime o integral de superfície de(rot F)·n sobreS.. formando os bordOs superior e -inferior de S 1 u S 2 . Portanto não podemos definir uma normal n para a. Suponhamos agora que aplicamos os mesmos conceitos à superficie representada na figura 12. c. C. visto que os integrais de linha ao longo de cada "arco da intersecção C. Se aplicamos o teorema de Stokes a cada uma das partes S 1 e S 2 . e seja na normal unitária correspondente determinada pelo produto vectorial fundamental de r. um aluno de Gauss. u S. nos integrais de linha. 81uSz Neste exemplo.C2 • (Ver figura 12. tal como os definimos para o exemplo anterior do cilindro. fazendo n = n 1 sobre S 1 e n = n 2 sobre S 1 .Integrais de superfície 509 Designemos agora por r a aplicação de T1 u T2 • que coincide com r 1 em T1 e com r 2 em T2 . O bordo de S. são descntas no sentido induzido por T1 e T 2 • As duas circunferêftcias c. a equação (12.16. Uma vez que as normais n 1 e n 2 têm sentidos concordantes_ em S 1 n S 2 . F.51). pode construir-se facilmente um modelo de tal superfície recorrendo a uma tira rectanguiar de papel. cargo que desempenhou até à sua morte. Esta é ainda a reunião de duas superfícies paramétricas regulares simples S 1 e S 1 .51) pode escrever-se c2. dando a um dos lados extremos uma meia vOlta e justapondo em seguida esses lados extremos. Esta curva constitui a fronteira completa da superfície de Mõbius.

uma dessas partes é descrita duas vezes no mesmo sentido. Para uma superfície orientávc\ S 1 US' 2 . relevante.16. e o teorema de Stokes não pode estender-se à superfícies de Mõbius.510 n. Para um estudo rigoroso destaS c de outras propriedades de superfí_cies orie~táveis e não orientáveis. Portanto a soma dos integrais de linhá em (12.contínua sobre toda a superfície. contudo. -Isto cortduz-nos à definição de_ uma normal descontínua mas as descontinuidades assim introduzidas formam um conJunto de medida nula no' plano OUV e não afectam a existência ou o valor do integral dé superfície Jf B1v8s (rol F)· n dS. A superfície de Mõbius· considerada cornO.linha. Um modelo em papel de urna superfície orientável tem sempre "duas faces que podem diferenciar-se pintando-as com cores diferentes. Obsermção: O cilindro e a superfície de Mobius são exemplos de superfícies. a reunião de duas superfícies paramétricas simples. não orientável tal escolha não é possível. consul- pccti~arnente. porque podemos definir n como sendo n 1 sobre S 1 e. e depois definir n c_omo sendo n 2 em todo o resto. Cálculo n. . As supcrfíciés não orientáveis possuem unicamente uma face.em Ct n C2 . FIG. Uma dificuldade mais sCria aparece quando tentamos manter os integrais de . resorientdveis e não orientáveis. as aplicações r 1 c r 2 podem sempre ser escolhidas de maneira que p 1 e p 2 delinam sentidos opostos em cada um dos arcos de intersecção C1 n C1 • Para uma superfície-. formada por duas superfícies paramétricas regulares simples Como as consideradas atrás. No caso de uma superfície não orientável tal definição _ não é possível.16. Neste exemplo não é possível escolher as aplicações r 1 e r 2 de maneira que p 1 e p 2 definam sentidos opostos em cada uma das partes de C 1 n C2 • É o que se indica pelas setas na figura 12. Pa·ra uma superfície regular orientável pode definir-se um vector normal unitário de uma maneira. Sobre este arco os correspondentes integrais de linha não se anulam necessariamente um ao outro como aconteceu no caso do cilindro. Não vamos definir estes termos aqui com rigor.51) não é necessariamente igual ao integral de linha tomado ao longo da fronteira completa de S 1 u S 2 . 12. mas vaml?s contudo mencionar algumas das suas diferenças. O teorema de Stokes não se aplica a uma superfície de Mõbius.

Atribuimos a r. n C2 e podemos reunir os integrais sobre S 1 e S 2 num único integral.51) anulam-se mutuamente. obtemos (12. n. Outra superfície orientável é a esfera desenhada na figura 12. e a superfície S. p2 . O teorema de Stokes pode generalizar-se a superfícies Orientáveis por urri processo análogo ao seguido para o caso do cilindro.51) como anteriormente. R 1 e n 2 podem escolher-se de maneira q~e os sentidos definidos por p 1 e p 2 sejam opostos em C1 e C2 . 511 s. 12. e ni têm sentidos concordantes em C.17. 12. C11 C2 o mesmo significado que nos exemplOs anteriores. Atém disso. como se sugere pelas setas na figura 12. sobre a esfera. (O que é possível porque S. Os dois integrais de linha do segundo membro de (12.19 O teorema da divergência (teorema de Gauss) O teorema de Stokes exprime uma relação entre um integral estendido a uma determinada superfície e o integral de linha tomado ao longo da curva ou curvas qu"e constituem a fronteira da referida superfície. Esta superfície é a reunião de duas superfícies paramétricas simples (semi-esferas) S 1 e SH as quais se podem considerar como imagens de um círculo do plano XOY através das aplicações r 1 e r 2 . Neste caso as curvas C1 e C2 estão completamente identificadas pela aplicação r (coincidem ao longo do equador). Isto é válido não. u S. p 1 .17.somente para.17. obtendo-se pois a fórmula fJ StuSz (rot F)· n dS =O. a esfera. diz-se fechada. f IG. ExtensãO do teorema de Stokes a uma esfera. Se aplicarmos o teorema de Stokes a cada semi-esfera e adicionarmos as igualdades correspondentes. O teorema da divergência exprime uma relação I . respectivamente. mas para qualquer superfície fechada orientável.Integrais de superfície ta r qualquer tratado de topologia combinatória. e S2 são orientáveis). As normais n.

F e n em função das respectivas componentes. Sejam V um sólido no espaço tridimensional/imitado por uma superjicie fechada orientável Se n a normal unitária para o exterior de S. Se f' é um campo vectoria/ continuamente diferenciável definido em V.12 Cálculo entre um integral triplo estendido a um sólido e um integral de superfície tomado sobre a superfície fronteira desse sólido..y)SzS. .. n (12. A superfície fronteira S é formada pela parte superior S.54) cos rxi + cos {Jj + cos JJJ(:: v + :~ + 0 0~) dx dy dz ~ JJ (P cosa+ Q cos P+ R cos y) dS. s JJ s s Demonstração. y).. y. y) em T. TEOREMA 12. y.J(x. z) e ~ P(x. e (possível- . y. y) para todo (x. y).. = v s Nota: Exprimindo. Toda a recta paralela ao eixo OZ que atravesse T intersecta o sólido V ao longo de um segmento de recta que une a superfície z = g(x. a parte inferior S.53) pode escrever-se (12. JJg:dxdydz= JJ RcosydS. JJJ:ºdxdydz = JJ Qcos{JdS. tem:se (12.y)emT. definida pela fórmula explícita z ~ f(x. TEOREMA DA DIVERGtNCIA. sendo T uma região conexa de XOY e f e g Junções continuas em T com g(x.y) pam (x. definida por z ~ g(x. z) satisfazendo a uma relação da forma g(x. z)j + R(x. y.5.j(x.53) fJ j(div F) dxd"y dz fJ F· n dS.. y).6..y. v s e somá-los membro a membro para se obter (12. Comecemos pela terceira c vamos demonstrá-la para sólidos de um tipo muito especial. y)..54). Basta estabélecer as três seguintes igualdades JJJ~~dxdydz = v v y Pcos~as. z)i = + Q(x. Geometricamente. por exemplo F(x. z)k yk. y) com a superfície z ~ f(x. Admitamos que V é um conjunto de pontos (x. isto significa que T é a projecção de V no plano ·xo Y.

. aR -dz 1 T tt. não positiva em S.18 apresenta-se um exemPio). y)J} dx dy. paralelo a OZ).55) JJJ ~= dx dy dz JJ {R[x. Consideremos então a fórmul2 Jf. A normal exterior a S tem componente segundo OZ não negativa em S. Exemplo pe sólido projectáveis -xy. z X F IG. y.mente) por -uma parte S 3 de uma superfície cilindrica gerada por .Para o integral de superfície J?Odemos escrever (12. g(x. A ideia para a demonstração é muito simples~~f::xprimimos o integra. (Na figura 12.56) JJ Rcos y dS = Jf R cosydS+ Jf Rcos ydS + Jf R cosy dS. elipsoides.r Integrais de superfície 513 -. = V T :. dando-nos (12. 12.--dxdydz = JJ [J '•·•> az Jdxdy. y. Sólidos deste tipo dizem-se "projectáveis em XOY''.18. B • • • .C:~t. e é paralela a XO Yem S.J(x. OZ movendo-se ao longo da fronteira de T. y)).uma paralela ao eixo . cubos) e muitos outros sólidos que não são convexos (como por exemplo o tipo de eixo : .J V uz o R .l triplo como um integral duplo estendido à projecção T. exemplo esferas.R[x. Incluem-se neste tipo todos os sólidos convexos (por.fl) O integral a respeito de z pode calcular-se mediante o segundo teorema fundamental do cálculo. Mostramos em seguida que este integral duplo tem o mesmo valor que o integral de superfície considerado no enunciado.

Comparando-a com (12. · . y. y)] = S T R[x. a normal n é paralela ao plano XO Y. T Sobre s. + yj + g(x. y)]} dx dy. É evidente que se V for "projectável em YOZ'' podemos utilizar o me• mo tipo de argumento para demonstrar que fff ~: v y dx dy dz = Jf s P cos oc. pelo que cos I'~ O e o integral estendido _ a S 3 é nulo~ Sobre_ a superfície Si recorremos à representação' r(x. Concluimos assim que o teorema da divergência é verdadeiro para todos os sólidos projectáveis sobre os três ·planos coordenados. Em particular o teorema é válido para todo o sólido conexo.f(x.dS. g(x. e se V for "projectável em XOZ'' obtemos ssgQ dx dy dz fJ Q v s = cosft dS.r/J X X Jr/J y pelo que. y. g(x. Na demonstração precedente a hipótese de que V é projectável em XOYpermite-nos exprimir o integral triplo sobre V como um integral duplo sobre a sua projecção T no plano XO Y.26). y) = xi e sobre + yj + f(x.514 Cálculo Em S.56) vem ff R cos y dS ff {R[x. a normal n tem o sentÍdo oposto de a. y)] dx dy. devido a ( 12. s2 'r(x. y) = xi SobreS. y)k. a normal n tem o mesmo sentido que o produto vectorial Or!dx x Jr!Jy. y. se terá - If R dx Sz A dy = - If R[x. y)k. y)] dx dy.j(x.55) vemos que Jff~~ dxdydz v =Jf s RcosydS. pelo que podemos escrever [ver equação ( 12. y. T Deste modo (12.25)1 If R cos y dS = fJ R dx Jf R cos y dS = 81 A dy = fJ R[x.

Uma mudança de eixos significará.12 pelas fórmulas 2 (I. Estas fórmulas mostram que o rotacionãl e a divergência constituem propriedades intrínsecas do campo vectorial F e não dependem da escolha parti. Seja tp = di v F. Seja V{t) uma esfera de raio t >O com centro no ponto a do espaço tridimensional. respectivamente. tem-se í (12. TEOREMA 12. ·-· JV(t)l BW ~ Demonstração.iJQ)i + (iJP. e aplicamos o teorema da divergência a cada parte. dependem da escolha dos eixos coordenados no espaço tridimensional. Quando adicionamos os integrais de superfície estendidos às quatros partes ·encontramos que as contribuições das faces comuns às partes adjacentes se anulam mutuamente. 57) div F = iJP h +~ +• iJQ iJR . uma correspondente mudança .59) 1 div F(a) = lim-. O integral triplo estendido a todo o toro é a soma dos integrais triplos estendidos a cada uma das quatro partes. Estas componentes. uma vez.iJP)k. Este exemplo ilustra o modo como o teorema de divergência pode estender-se a certos sólidos.JfF·ndS. 12. que as normais exteriores tem sentidos opostos sobre cada par de tais faces.7. mas não em XOZ ou YOZ. não convexos.58) rot F= (iJR . Seja F um campo vectoria/ continuamente diferenciável em V(t). e represente S(t) a fronteira de V(t). Dado < > O temos que determinar um 15 > O tal que .Integrais de superficie 515 Um toro de eixo paralelo a OZ é "projectável em XOY". nas funções div F e rot F.i! R) i+ (iJQ. Para generalizar o teorema da divergência a um tal sólido dividimos o toro em quatro partes iguais por planos que passam pelo seu eixo e são paralelos aos planos XOZ e YOZ.e (12.20 Aplicações do teorema da di•ergência Os conceitos do rotacional e divergência de um campo vectorial F= Pi + Qi + Rk foram introduzidos na Secção 12. iJy iJz iJz àx iJx iJ y · Para se calcular div F e rot F a partir destas fórmulas necessita-se o conhecimento das componentes de F. Analisemos em primeiro lugar a fórmula para a divergência. Então se IV(t)l representa o volume de V(t ).al nos quais não intervêm as componentes de F. por sua vez. presumivelmente. cular dos eixos coordenados. uma mudànça nas componentes de F e. e se n é a normal unitária exterior a S. Com o auxílio do teorema de Stokes e do teorema da diver- gência podemos obter fórmulas para a divergência e rotacion. Deste modo a soma dos integrais de superfície relativas às quatro partes é igual ao integral de superfície estendido a todo o toro.

a divergência em a pode ser interpretada como o coeficiente. o limite deste cociente é a divergência de F em a. por unidade de tempo. ~ \V(t)l < V(tJ < [V(t)[. VW Se aplicamos o teorema de divergência ao primeiro integral triplo do segundo membro e transpomos esse termo para o primeiro membro. O mesmo teorema permanece verdadeiro se. Se escolhemos para V(l) um cubo com as arestas paralelas aos eixos coordenados e o centro em a.57) que exprime div F e Junção das componentes de F.O.59) não intervêm as componentes de F. podemos servir-nos de (12.'l'(x)l e integramos ambos os membros desta igualdade sobre a esfera V( I) de raio 1 < h. \V(t)l Sltl sempre que O< t < ô. Visto que <pé contínua em a. Por isso.60) é válida com l.. Então o integral de superfície Jr F· R dS mede a massa total do fluido passando S'(t) através de S na unidade de tem pu e no sentido de R. na fórmula (12. Em alguns livros de análise vectorial.<p(a)l < ~ 2 sempre que x eB(a.de vadação da massa. encontramos <p(a) JV(t)l = fff <p(x) dx dy dz + fff [<p(a) y(t) <p(x)] dx dy dz. por unidade de volume.59) é tomada como definipio de divergência.JJF· ndS I<< . Portanto.21. h) tal que [<p(x). .7 pode ser utilizado para dar uma interpretação física da divergência. Suponhamos que F representa o vector densidade de fluxo de uma corrente estacionária..516 Cálculo 1 (12. aplicar-se-ia exactamente a mesma definição. Além disso. O cociente • ff F· S(t) R dS/1 V(l)l repre- senta a massa por unidade de volume que passa através de S na unidade de tempo e no sentido de n. Na demonstra<. Por exemplo. Quando dividimos esta desigualdade por I V(t)l vemos que (12. Quanto t-+ O. Tal facto permite imediatamente atribuir um significado físico à divergência.ão anterior não fizemos qualquer uso especial do facto de que V(l) era uma esfera. cada V(l) pode ser um cubo inscrito numa esfera de raio I em torno de a. fJJ [<p(a). Este procedimento esboça-se no Exercício 14 da Secção 12. a equação (12.. para o< dado existe uma 3-bola B(a.59) para deduzir (12. obtemos a relação I<p(a) \V(t)l - fJ SW F· n dS I:.60) I <p(a). em vez de esferas.<p(x)l dx dy dz :-::. se escrevermos <p(a) = <p(x) + [tp(a). O teorema 12.. Portanto ela é válida em qualquer sistema de coordenadas. com tanto que estes sólidos contenham o ponto a e tendam para a quando 1. h). o que demonstra o teorema. =h. utili- zarmos qualquer conjunto de sólidos V( I) para os quais o teorema da divergência seja válido. em a.

a qual estabelece que (12.61) ou ser estabelecida independentemente. o limite em (12. A parte menor constitui um sólido V limitado por uma superfície fechada S 0 formada de duas partes. o integral de linha ao longo de C(t) chama-se a circulação de F ao longo de C(t). rot F(x) e raciocinamos como atrás. calcular o valor do integral de superfície f ff . a qual pode ser deduzida de (12. z) = x 1 i+ Yi + t 2 k. n· rot F(a) pode ser considerada como uma "densidade de circulação" de F em a.62) n· rotF(a)=lim- 1 ·-· IS(t)l j -.Integrais de superficie 517 Existe uma fórmula análoga a (12. os produtos escalares i· rot F.7. k. Existe outra fórmula em que intervem o rotacional. excepto em que usamos integrais de superfície em vez de integrais triplos e o teorema de Stokes em vez do teorema da divergência. 2. Assim. onde V(t) e S(t) têm o mesmo significado que no teorema 12.62) pode ser estabelecida pelo mesmo método. Quando n toma sucessivamente os valores i. O vector n é a normal unitária a S(t). A demonstração de (12. Verificar o resultado através do cálculo directo s do integral de superfície dado. y ~ l. O integral de superfície que figura no segundo membro tem um integrando vectorial. Se F é um campo de velocidade. aPlicar o teorema da divergência para calcular o integral de superfície F· n dS. e n a normal unitária dirigida para o exterior de S.parte esférica S 1 e uma parte plana S 1 .59) que é muitas vezes usada como uma alternatíva. O ~ x ~ I.( z ~ I.. O campo vectorial F é suposto continuamente diferenciável em S(t). A esfera x 2 + Y + z 2 = 25 é intersectada pelo plano z = 3. 2\ exactamente da mesma maneira. Se F(x. a fórmula ( 12. j · rot F. uma. e IS(t)l representa a sua área. j. e que se escreve (12. O :s. e k · rot F são as componentes do rot F no sistema cartesiano rectangular. Se a normal unitária exterior de V é cosa i + cos f3 j + cos r k. Nesta fórmula.21 Exercícios 1. Uma demonstração de (12. y. S(t) é um círculo de raio t e centro a. O .61) é análoga à do teorema 12. f 12.na definição de rotacional.61) é tomada como ponto de partida para a definição de rotacional.59). Quando a equação (12.1: C(t) F·da. com respeito ao plano perpendicular a n em ·a.58) para as componentes rectangulares de rot F pode ser deduzida de ( 12.usado na demonstração de ( 12. Seja S a superfície do cubo. Tais integrais podem definir-se por intermédio das componentes..7.61) 1 rot F(a)=lim•-• IV(t)l sw -ffn x FdS.62) representa a circulação por unidade de área no ponto a. Fazemos <p(x) = n. e a a função que define C(t) num sentido tal quando observado de n parece positivo.

s v v se f e g são ambas harmóniéa em V. f) e o volume I J!1 de V. ·v 2 7. t: também por aplicação da teorema da divergência. Jfinds = fff V'fdxdydz. s. f e g. JJ(t::-g%)ds= JfJ (fV'g-gV j)dxdydz. Jfl Oh e Jg/ ôh representam derivadas direccionais dos campos esca-lares V do tipo considerado no teorema de divergência. s ff (xz cosa + 2yz cos P + 3z2 cos y) dS. s v sempre que f seja harmónica em V. (d) Exprimir f j(x2 +. 6. (b) Sé a base plana 5 2 . Admita·se que se conhecem o centro de massa (X. s se f é harmónica em V. direcção da normal unitária n. Calcular os seguintes integrais de superfíCie 'em função de l Jt1 e X. JJ%ds=o s JJt::dS= ffftV'gdxdydz+ Jff Vf·Vgdxdydz. + y cos P + z·cos y) dS. Z. y. Deve admitir-se a continuidade de todas as derivadas que se considerem·. exterior a uma superfície fechadaS que limita um sólido Nos Exercícios 4 a 10.f) (xi + yj) · n dS em função do volume[ ~e de um momento de inér~ia s do sólido.518 Cálculo ff (xzcos a+ yzcos p + cos y)dS s se (a) S é a parte esférica S 1. 3. Seja R= cos a i+ cos f3 j + Cos F k a normal unitária exterior superfície fechada s que limita um sólido homogêneo V do tipo considerado no teorema da divergê"ncia. 4. Em Cada um dos eXercícios provar a proposição enunciada. na. (c) Sé toda a superfície fronteira S 0 • Resolver a alínea (c) conl os resultados das alíneas (a) e (b). y. s s 11 (y' cosa + 2xy cos p- xz cos y) dS. Visto que iJf!iJn = vfn e iJg!iJn = \Jg·n. a (a) (b) (c) 11 (x cosa. ..

e IV(t)l é o volume de V(t). = Ll/. área da intersecção de fJ (S) com a esfera de raio unidade e céntro em P. Provar quell2(S)I ~ 28. Integrais de superfície 519 dS. Representem F e G dois campos vectoriais continuamente diferenciáveis tais que rot F= rot G e ainda G ·n e divF=divG em todo V. Consequentemente o ·ângulo sólido pode medir-se pela.ida do ângulo sólido l2 (S). = a (a) Demonstrar que _este coctente e igual ao integral de superfície r·n --. Seja S a parte menor da superfície da esfera intersectada pelos dois planos. FIG.G.tro P· O cociente area de l:(a) a' representa-se por 1!2 (S)I e usa-se como uma med. Seja S uma superfície paramétrica regular gozando da propiedade de que ca:da recta passando por um ponto P. Seja I:(a) a interSecção de O(S) com a superfície da esfera de raio a e Cen.intersecta S quando muito uma vez. li. Demonstrar que F= C em todo V. [Sugestão: Aplicar ·o teorema da divergência à parte de Q(S) compreendida entreS c L"(a). O conjunto D(S) chama-se ângulo sólido de vértice P subteoso por S. Isto mostra que o cociente l!l(S)I é ind. Seja V uma i_egião convexa do espaço tridimensional cuja fronteira é uma ·superfície fechada S e seja n a normal unitária exterior de S.19).! (b) Dois piaDos iriterseciam-se ao longo do diâmetro de uma: esfera com centro em P. L (a). V'J(a) =~~I ~t)l ff in S(t) ficie de V(t). . Seja !l (S) o conjunto das rectas passando por P e intersectando S. O ângulo sólido Q(S) com vértice em P subtenso a uma superfície S. .é 6.Vfll dx dy d= v A partir daqui dc"'""'trar 4ue e utilizar uma identidade conveniente para provar qUe H~ O em V. = F· n em toda a superfície S.. r ff 8 onde r é _ó raio vector de -p para um pOnto arbitrário de S.:adS. O ângulo de intersecçãO . Provar que txiste quando muito um campo _vectorial F veríficando as três condições seguintes: rot F= G e divF=g emV. onde V(t) é o sólido esférico de raio te centro a.epeitdente do rajo a. !Jfi!.t Dado um campo vectorial C e dois campos escalares f e g~ cadã um deles continuamente· 1 diferenciável nurri sólido convexo V . determinar um campo escalar f tal que 11 ~O. S(t) é a super- 10. 12.19.limitado por uma superfície fechada S. e r= ~rl O vector n é a normal unitária -a S dirigida para o lado contrário ao de P. (Sugestão: Sendo H= F. com O < O < n. (Ver figura 12. Seja n a normal unitária exterior a S. A sua medida é definida pelo cociente 1!2 (S) 1 área d.

Um campo escalar tp que é não nulo goza das propriedades e div(<pV<p) = IO<p. Para um dado campo vectorial F que é continuamente diferenciável em a. F nesse sistema de coordenadas. Escolham-se os eixos coordenados OXYZ paralelos às arestas de V(t) e sejam P. 12.19. . lSugestão: Exprimir o integral de superfície como uma soma de seis integrais duplos tomados sobre as faces do cubo. 15. e utilize-se este limite como a definição da divergência di v F (a). área de 1: (a) A sua medida é definida pelo_cocientei. Provar que div F(a) = D 1 P(ci) + DzQ(a) + D 3 R(a).o.520 Calculo FIG. Designe-se por n a normal unitária exterior a S(t) e seja IV(t) I o volume do cubo.O(S)I ===~-=c= a' ·14. admita-se que existe o liffiite · ~~ IV~t)l S<tl fi F· ndS. Seja V(t) uln cubo de aresta 2t ·e centro a. e represente_ S(t) a sua superfície fronteira. Provar depois que l/l-V(t)l vezes a soma dos dois integrais duplos estendidos às faces perpendiculares ao eixo OZ tende para o limite D 3 R(a) quando t __. O ângulo sólido H (S) com vértice em P subtenso a uma superfície S.. Q e R as componentes de. Raciocinar de maneira análoga para os restantes termos(.

Integrais de superlicie Calcular o integral de superfície 521 ff an s -dS a'P - ' Õ!p! onde S é a superfície de uma esfera unitária com centro na origem. an é a derivada . e direccional de rp na direcção da normal unitária exterior a S.

PARTE 3 TÚPICOS ESPECIAIS .

hecedor do conteúdo dessa correspondência publicou (em 1657) o primeiro livro sobre a teoria d~s probabilidades. O cientista Christian Huygens. Quem mais contribuiu para o se.u desenvolvimento. O jogo consistia em lançar um par de dados 24 vezes. por dois famosos matemáticos franceses. Introdução histórica Uma disputa entre jogadores em 1654 levou à criação. um professor de Leibniz.jogos de azar" e desenvolveu-se rapidamente durante o século xvm. Antoinc Gombard. durante esse períúdo. um nobre francês interessado em questões de jogos e apostas. conduziu de~ Méré a acreditar que seria vantajoso apostar por um "duplo seis" nos 24 lançamentos.. devido às suas alusões aos· . intitulado De Ratiociniis in Ludo A /eae. Uma regra de jogo. Blaise Pascal c Picrrc de Fermat. na qual se estabeleceram pela primeira vez os princípios fundamentais da teoria das probabilidades. t Algumas vezes citado como James Bernoulli. nos vinte e quatro lançamentos. chamou a atenção de Pascal para uma aparente contradição num popular "jogo de dados". foram Jacob Bernoulli t ( 1654-1705) e Abraham de Moivre (1667-1754). de uma teoria matemática das probabilidades. aparentemente bem estabelecida. era um tratado com problemas associados com os jogos. o problema estava em decidir se era correcto apostar a mesma importância a favor ou contra o aparecimento de pelo menos um '"duplo seis".1