UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE - CCBS DEPARTAMENTO DE QUÍMICA - DEQUI CURSO DE FARMÁCIA PROFª

SÔNIA TANAKA

RELATÓRIOS (PRÁTICA I E II)

São Luís – MA 2012

MA 2012 .GILCILENE MOURA MORAIS FA10237-09 RELATÓRIOS (PRÁTICA I E II) Relatórios apresentados à disciplina de Análise Instrumental. Disciplinaesta ministrada pela Profª Dra.UFMA. São Luís . do curso de Farmácia da Universidade Federal do Maranhão . Sônia Tanaka.

RELATÓRIO I: Aplicação da Lei de Beer para uma solução de CrCl3 1. O espectrofotômetro utilizado nesta prática é de feixe simples. Neste experimento a lei de Beer pode ser claramente demonstrada obtendose as absorbâncias de solução diluídas de uma espécie absorvente. Em concentrações 0.01 M). afirma Skoog. conforme representado pela equação: A= log (1/T)= -log T = a. podendo alterar a capacidade das moléculas de absorver um determinado comprimento de onda da radiação. INTRODUÇÃO A espectroscopia de absorção molecular está baseada na medida da transmitância T ou absorbância A de soluções contidas em células transparentes tendo um caminho óptico de b cm. isso pode causar um desvio da linearidade entre absorbância e concentração.01 mol. seu funcionamento pode ser observado no esquema a seguir: Imagem I:Esquema óptico de um espectrofotômetro de UV com feixe simples . L-1 a distância média entre as moléculas responsáveis pela absorção diminui. De forma comum. em diferentes concentrações.b. Como a extensão da interação depende da concentração. a concentração C de um analito absorvente está relacionada linearmente à absorbância.c A lei de Beer é bem sucedida ao descrever o comportamento da absorção de soluções com concentrações relativamente baixas (usualmente < 0. Para isso será utilizado um espectrofotômetro que seja sensível à região do visível do espectro. em Princípios de Análise Instrumental.

Realizou-se a leitura. 0.). Solução de CrCl30. 0. Modelo: 50 conc – UV-visible Spectrophotomer (Imagem em anexo). com intuito de determinar tão concentração. Anotaram-se os valores das absorbâncias encontradas. para cada concentração (0.05 M.05M.2.Marca: Cary. Posteriormente adicionou-se a cubeta a solução de Cloreto de Cromo III (CrCl3) com o comprimento de onda 424 a 624 nm.05 M. utilizada como o branco (padrão) realizou-se a leitura. e a partir destes valores elaborou-se uma curva de calibração. Cubeta 1. MATERIAIS E REAGENTES Espectrofotômetro .0 cm água destilada. . PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Inicialmente preparou-se uma solução de Cloreto de Cromo III (CrCl3) 0. Em seguida adicionou-se a cubeta de 1. Repetiu-se o procedimento variando o comprimento da onda a cada 20 nm. Determinar a concentração de uma amostra a partir da absorbância.0 cm.02 M.03 M. 0. 4. 0. OBJETIVOS   Obter um espectro de Absorção da solução de CrCl3.  3.01 M. até 624 nm. Adicionou-se também no espectrofotômetro uma amostra de concentração desconhecida.04 M. Obter uma curva de calibração com base na absorção molecular da solução de CrCl3em diferentes concentrações.

6396 0.0 564. variando o comprimento da onda a cada 20 nm.0 544.7083 0.2342 0.0 624.0 Com base nos dados adquiridos nas análises construiu-se um espectro de absorção.5717 0.5468 Comprimento da onda (nm) 424. Este é mostrado a seguir: .1741 0.3870 0.0 464.5062 0.0 484. que traz a relação entre absorbância e comprimento de onda.0 444.0 504. Os resultados obtidos estão mostrados em uma tabela abaixo: Tabela I:Leituras realizadas em diferentes comprimentos de onde e suas respectivas absorbâncias.5.0 524.1565 0.2598 0. Leitura 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Absorbância 0.4290 0. RESULTADOS E DISCUSSÕES Durante a análise repetiu-se a leitura para cada amostra.0 584.0 604.0968 0.0 424.

00 0.01 0. Padrão 1 2 3 4 5 6 Concentração (mol.0001 0.04 0.4142 0.1600 0.Imagem I:Espectro de absorção: Absorbância x Comprimento de onda (nm) Uma curva de calibração foi construída a partir dos seguintes dados: Tabela II:Absorbância em diferentes concentrações.02 0.03 0.05 Absorbância 0.L-1) 0.5497 0.2773 0.6937 .

Imagem II: Absorbância x Concentração da amostra (mol. onde pode-se observar a relação entre absorbância e concentração da amostra em estudo. sendo este igual a 0.9985. dessa forma pode-se afirmar que encontra-se dentro da reta.6567. .Com base nesses dados construiu-se uma curva de calibração. Determinação da concentração de CrCl3 em uma amostra desconhecida A partir dos valores encontrados na curva de calibração foi possível a determinação da concentração da amostra.00019 pode-se determinar a concentração pela seguinte equação: ⁄ A concentração encontrada foi 0. Sendo que absorbância Aequivale a 14.0222 mol. e o coeficiente angular equivale a 0.L-1) A partir desta curva pode-se obter o coeficiente de correlação.L-1.

Sendo. . isso se deu pelo fato de haver uma relação linear entre a concentração da substância e o comprimento de onda observado (λ).O comprimento da onda foi escolhido para determinar a concentração da amostra desconhecida. isso ocorreu neste experimento. Para que a concentração possa ser determinada dessa forma é necessário que absorbância resultante da amostra esteja contida no intervalo da reta. válido a utilização deste para determinação quantitativa do analito. portanto.

CONCLUSÃO Na Lei Fundamental de Espectrofotometria. ou Lei de Beer a absorbância é proporcional à concentração da espécie química absorvente.6. Os resultados obtidos neste experimento encontram-se de acordo com a Lei de Beer. a espessura atravessada pelo feixe luminoso e demais fatores. Verifica-se uma relação linear entre absorbância e concentração. sendo constante o comprimento de onda. Sendo possível determinação de concentrações desconhecidas a partir da curva de calibração elabora. e de uma relação logarítmica entre transmitância e concentração. Pois observou-se uma relação de proporcionalidade entre absorbância e concentração. .

ANEXOS .

Imagem 3: Espectrofotômetro .

C. All. N. Disponível em: <w3. et.ufsm. São Paulo: Artmed. J. T. . H. A. R. ESPECTROSCOPIA NA REGIÃO DO ULTRAVIOLETA/VISÍVEL. A. Princípio de Análise Instrumental.. NOBLE. P.> Data de acesso: 22/05/2012.> Data de acesso: 21/05/2012 SKOOG. F. 2009. NIEMAN. A.. J. BRANCO .REFERÊNCIAS LEMOS. Disponível em: <http://pt. D.. M. SANTOS. SEGAT.br/piquini/biomol09/espectroscopia_UV_Visivel. N. HOLLER. NEVES. G. A. D.scribd.. N.doc.. ESPECTROSCOPIA VISÍVEL E ULTRAVIOLETA.com/doc/53575282/Espectroscopia-na-Regiao-do-UV-VIS.

São eles: Potenciometria. INTRODUÇÃO A eletroanalítica compreende um grupo de métodos analíticos baseado nas prioridades elétricas (corrente. A eficiência desta técnica resulta da sua habilidade de rapidamente fornecer informações sobre a termodinâmica de processos redox.por voltametria cíclica. Onde umpotencial é aplicado entre os dois eletrodos em forma de varredura. A onda triangular produz uma varredura no sentido direto e inverso. Voltametria. da cinética de reações heterogêneas de transferência de elétrons e sobre reações químicas acopladas a processos adsortivos. A resposta de corrente de um pequeno eletrodo estacionário em uma solução mantida em repouso é excitada na forma de uma onda triangular.O potencial e a corrente resultante são registrados simultaneamente./ Fe2+(CN)64. Este ciclo é repetido diversas vezes. A curva corrente vs. Condutometria. Voltametria cíclica é a técnica mais comumente usada para adquirir informações qualitativas sobre processos eletroquímicos. isto é. Voltametria é uma técnica eletroanalítica que se baseia nos fenômenos que ocorrem na interface entre a superfície do eletrodo de trabalho e a camada fina de solução adjacente a essa superfície. Essa técnica se subdivide em algumas outras. tais como: voltametria cíclica.RELATÓRIO II: Determinação dos valores de potencial e número de elétrons do par Fe3+(CN)63. Eletrogravimetria. como mostrada na imagem abaixo: Imagem I:Forma de aplicação do potencial da voltametria cíclica. potencial obtida é chamada de voltamograma. voltametria de redissolução anódica e catódica. 1. variando-o a uma velocidade constante em função do tempo. Coulometria. . voltametria de impulsos com amostragem de corrente. tensão e resistência) das soluções.

Para uma reação reversível. n = número de elétrons. O microeletrodo é comumente feito de um material inerte. carbono. (3) eletrólito de suporte. o potencial de redução formal (E0) de um par reversível é centrado entre o potencial do pico anódico e o catódico. v = velocidade de varredura (v/s). uma reação que ocorre com velocidade suficientemente alta para estabelecer um equilíbrio dinâmico na interface. ou seja.69x105 n3/2 A D1/2 c v½ Onde: Ip =corrente de pico (A).059 V. a corrente de pico é descrita pela equação de Randles-Sevcik (varredura direta do primeiro ciclo): Ip = 2. eletrodo de referência e eletrodo de suporte. D = coeficiente de difusão (cm2/s). Célula eletroquímica:Três eletrodos imersos em solução contendo o analito e um excesso de eletrólito não reativo (eletrólito suporte). como ouro. c = concentração (mol/cm3). Potenciostato:o sistema potenciostático de três eletrodos é constituído por: (1) fonte:sinal cc variável. bateria ligada em série com resistor variável R. (2) eletrodo de trabalho. . mercúrio. a técnica é chamada de polarografia. A = área do eletrodo (cm). (5) A corrente flui entre eletrodo de trabalho e eletrodo de suporte. Para um sistema reversível. Quando o microeletrodo é constituído de um eletrodo gotejante de mercúrio. ou seja: E0 = (Epa + Epc)/2 O número (n) de elétrons transferidos na reação de eletrodo para um par reversível pode ser determinado por meio da separação entre os potenciais de picos e é aproximadamente 0. (6) Sinal de corrente resultante é medido em função do potencial aplicado entre eletrodo de trabalho e de referência. podendo ser estes: a) Microeletrodo (de trabalho): onde ocorre a reação de interesse. (4) voltímetro digital resistência elevada (>1011 Ω) – não deixa passar corrente pelo medidor e eletrodo de referência. platina. Esses eletrodos são diferenciados tanto em tipo quanto em função.

Este experimento objetiva utilizar a técnica de voltametria cíclica (VC) para determinar os valores de potencial (Ep) e número de elétrons (n) do par FeIII(CN)63/FeII(CN)64-. O eletrólito suporte é uma solução de substância iônica cuja concentração costuma ser tipicamente entre 10 a 100 vezes maior que as demais espécies na célula eletroquímica. o eletrólito suporte deve ser neutro. Isto porque o O2 é eletroativo e produz duas ondas polarográficas nessa região (catódica). para ser comparado ao novo potencial da reação. etc. O eletrólito suporte deve ser eletroinativo na janela de potencial do eletrodo na qual os estudos com o analito de interesse são realizados. Há a necessidade da remoção do oxigênio atmosférico dissolvido nas soluções. etc. apresentando resultados com boas precisão e exatidão.b) Eletrodo de referência (geralmente de calomelano saturado ou de Ag / AgCl. Alguns eletrólitos de suporte são descritos abaixo:  Ácidos: HCl. Por isso tem que desaerar a solução pela passagem de um gás inerte. NH4OH. H2SO4. KOH. fosfato. Além disto. isento de O2. .  Bases: NaOH. c) Eletrodo auxiliar: fio enrolado de Pt . etc. Deve ser composto de uma solução de um sal conhecido que serve para medir a condutividade da solução.As técnicas voltamétricas são aplicadas na determinação de elementos eletroativos a nível de traços. . H3PO4. não reagindo com o analito eletroativo ou nenhum de seus subprodutos. Possui potencial conhecido.  Tampões: citrato.conduz eletricidade da fonte para o microeletrodo. borato.

Ef = +600 mV.  Preencheu-se a célula eletroquímica com K3Fe(CN)6 até imersão dos eletrodos. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL  Inicialmente preparou-se uma solução de K3Fe(CN)61.5 mol/L Nitrogênio gasoso (Inerte) 4.  Durante a desoxigenação.  Conectou-se o eletrodo de trabalho. ajustar os parâmetros do equipamento (com eletrodo de trabalho desconectado): Ei = -100 mV. 3. 75.  Iniciou-se a varredura para obter o voltamograma cíclico (VC) do par redox FeIII(CN)63-/FeII(CN)64-.  Desaerou-se a solução com gás inerte (N2) por aproximadamente 10 min.1 mol/L. direção = negativa para a positiva.  Repetiu-se os experimentos para as velocidades 25.0 mM em K2SO4. MATERIAIS E REAGENTES MATERIAIS Célula eletroquímica Lixa para polimento Potenciostato REAGENTES Água Solução de K3Fe(CN)6 1.2.0 mM Solução de Na2SO4 0. OBJETIVO  Determinar os valores de potencial de pico do parFeIII(CN)63-/FeII(CN)64pela técnica de voltametria cíclica. lavagem com água e ultra-som.  Observar o comportamento de uma reação de oxi-redução reversível. 0. .  Efetuou-se um pré-tratamento da superfície do eletrodo de trabalho através de um polimento com alumina. v = 100 mV/s. 50. 110mV/s.  Observou-se os resultados e anotou-se.

isso se dá na superfície do eletrodo de trabalho. qualquer aumento no potencial gera uma queda da corrente.0 0. e essa se eleva.2 0. que representa graficamente a redução do ferricianeto (FeIII(CN)63-) a ferrocianeto (FeII(CN)64-). deixando esse valor bem pequeno. posteriormente. à medida que o potencial aplicado aumenta.5.6 25 mV 50 mV 75 mV 100 mV Ip/  A E/V vs Ag/AgCl Imagem II: Voltamogramacíclico para o par FeIII(CN)63-/FeII(CN)64Como pode-se observar no voltamograma. A onda observada durante a aplicação do potencial corresponde à onda catódica. sendo que este poderia interferir diretamente no resultado final da análise. Isso se deve ao fato do oxigênio se tratar de uma espécie eletroativa. as diferenças nas velocidades de reação. Não causando danos as interpretações dos resultados. dificultando a interpretação dos dados. Com esta análise foi obtido voltamograma. Com tal redução no potencial acarreta um decréscimo da corrente a um pico negativo e. pois este trata-se de uma gás inerte. A amostra foi desaerada com a utilização do gás nitrogênio. . A partir da formação do pico. para próximo do valor inicial. RESULTADOS E DISCUSSÕES Antes do início da análise realizou-se a desaeração da amostra. como é possível observar a seguir: 20 15 10 5 0 -5 -10 -15 -0.4 0. que mostra as diferenças de potenciais. interferiram diretamente na corrente. até que haja uma inversão do potencial. com o intuito de eliminar o oxigênio presente no meio reacional. formando assim um pico.2 0.

CONCLUSÃO Com base nos resultados obtidos nas análises verificou-se que a voltametria cíclica ilustra uma reação reversível. tendendo a diminui até o valor inicial conforme haja o gasto do produto. a voltametria cíclica é uma técnica eficaz para a identificação qualitativa e quantitativa de espécies químicas. 6. uma reação que ocorre com velocidade suficientemente alta para estabelecer um equilíbrio dinâmico na interface. que alcançará seu pico negativo máximo. Em suma. ocorre simultaneamente a oxidação do produto (FeII(CN)64-). o potencial de redução formal de um par reversível é centrado entre o potencial do pico anódico e o catódico. levando a uma onda anódica.Quando ocorre a inversão do potencial. . ou seja. que estão devidamente descritas no gráfico acima exibido.

UNIVERSIDADE Federal de Juiz de Fora. D. A. D.REFERÊNCIAS HARRIS. 2009. NIEMAN.ufjf.. Rio de Janeiro: LTC. F.br/nupis/files/2011/07/Voltametria. Análise Química Quantitativa. Métodos Eletroanalíticos: Voltametria.pdf. J. Data de acesso: 22/05/2012. C. T. A. Princípio de Análise Instrumental.. 2008. 7ª edição. Disponível em: www. . SKOOG. HOLLER. São Paulo: Artmed.

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