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anaindi : Mensagem: A INVENÇÃO DA ANTROPOLOGIA (entrevista Roy Wagner)
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A INVENÇÃO DA ANTROPOLOGIA (entrevista Roy Wagner)
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Dom , 1 de Abr de 2012 3:46 pm

Edson Edson Silva edson.edsilva1@... edson.edsilva1@...
Jorn al Foh a de São Pau l o, dom i n go, 01 de abri l de 2012 Enviar e -m ail PUBLICIDADE

A inv enção da antropologia Roy Wagner e a rev olução nos m odos de pensar RESUMO Em entrev ista a um time de antropólogos brasileiros, o norte-americano Roy Wagner, autor de "A Inv enção da Cultura" e crítico da presunção à autossuficiência dos Estados Unidos, defende o humor como forma de inv enção e argumenta que, ao rev erter causa e efeito, ele se torna o conhecimento íntimo de todas as coisas. EM AGOST O DE 2011, seis univ ersidades brasileiras receberam Roy Wagner, autor de "A Inv enção da Cultura", de 1 97 5, publicado no Brasil pela Cosac Naify em 201 0. O liv ro propôs uma v erdadeira rev olução nos modos de pensar e fazer antropologia, pondo em questão, a partir de um olhar sobre os pov os melanésios, dualidades como natureza e cultura, univ ersalismo e relativ ismo, tradição e inov ação, sujeito e objeto. Entre os trabalhos que apresentou no Brasil estão um liv ro inédito, "The Place of Inv ention", e uma reflex ão sobre a obra do polêmico antropólogo e escritor Carlos Castañeda (1 92588), à qual v em dedicando nos últimos anos um curso na Univ ersidade de V irginia, Charlottesv ille, onde ensina desde 1 97 4. Esta entrev ista, concedida aos antropólogos Florencia Ferrari, Iracema Dulley , Jamille Pinheiro, Luísa V alentini, Renato Sztutman e Stelio Marras, oferece uma amostra da prosa do autor, um crítico da presunção à autossuficiência dos EUA, país onde nasceu e se formou, mas também um contador de histórias, fascinado pelas mais diferentes culturas e práticas de conhecimento. Toda a teoria de Wagner (que é tão dele como dos melanésios) pode ser v ista como um flerte com a poesia e com o humor. Afinal, como ele não cansa de afirmar, a produção de significado no mundo é, como nesses campos, um ex ercício incessante e insistente de metaforização, isto é, inv enção. Com o resum e a questão central de "A Inv enção da Cultura", a dialética cultural entre conv enção e inv enção, m em ória e im prov isação? A memória, é claro, é uma parte v ital e básica de nós. Não conseguiríamos v iv er sem ela. Mas a cultura não se resume a ela, pois contém um outro lado, que é a inv enção. Estou usando o termo "inv enção" como uma palav ra mágica. A inv enção é a metáfora. Ex iste uma espécie de diálogo ou interação entre a memória e a inv enção. Temos que lidar com a v ida em família, as leis do direito de família ou o que algumas pessoas nos EUA entendem por v alores familiares [risos], mas também com a Constituição dos EUA, a Constituição brasileira ou a forma de gov erno brasileira. Os dois são inov ações do Nov o Mundo em relação à cultura europeia. Nossas rev oluções estabeleceram um nov o tipo de sociedade, inv entando e modificando as conv enções de uma v ez por todas, definindo parte do que constitui o hemisfério ocidental. É importante prestar atenção ao modo como as civ ilizações americanas pensam: elas pensam de modo diferente das civ ilizações do V elho Mundo.

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Isso constitui um ataque à racionalidade. não como forma de alteração de perspectiv as. Uma piada inv enta. as pessoas que aperfeiçoam e modificam nossa sociedade. no computador. Não significa que esse processo seja ilógico. E nossos grandes inv entores. Em uma piada.groups. Tendemos a aderir a ideais platônicos. São memórias artificiais. considerando o modo como normalmente pensamos sobre ela. O que eles fazem é integrar a alteração de perspectiv as que ex iste em uma piada à antropologia de uma maneira bastante sorrateira e sutil. com algo um pouco confuso. E. A ideia de causa e efeito só pode funcionar quando a causa e o efeito são a mesma coisa. que não quer ouv ir o que outras pessoas têm a dizer. É muito difícil ensinar antropologia a pessoas assim! Com o se dá essa dialética entre os pov os que estudou na Nov a Guiné? Minha ex periência entre eles me ensinou que a conv enção é o que damos como certo. Estamos acostumados a pensar no humor como forma de entretenimento. As conv enções são simples. como uma maneira de pensar sobre as coisas.com/group/anaindi/message/14943 2/3 . como fazemos com nossos códigos de lei. criamos uma separação ou um espaço artificial. no Ocidente m oderno. Ex iste um tipo de ironia ou senso de humor na base de todas as culturas. com o racionalidade. em primeiro lugar. A causa é o que Wittgenstein chamou de superstição. pois é a base da ex istência. O senso de humor é algo que pessoas têm. Essas pessoas. se usamos o humor. não nos encontramos no fim do conhecimento. Toda metáfora é um ato de humor.yahoo. rev ertemos causa e efeito. como os índios que conheci na Amazônia. se não fizéssemos isso.tem um im pacto forte sobre o que concebem os. o que fazemos é nos diferenciar "contra" ela. Toda metáfora é uma piada. Quando falamos de causa e efeito. Wittgenstein prov av elmente diria que a lógica é o humor. descobrimos onde reside esse humor. de alteração sujeito-objeto. O que estou tentando dizer ao afirmar isso sobre o humor é que. nossas constituições. É preciso enfatizar isso. na biblioteca. ela usa a perspectiv a para inv entar. a causa e o efeito são rev ersos. isso se faz com tal sutileza que acabamos achando que estamos lidando com fatos antropológicos. br. dadas como certas. são considerados ex cêntricos. V amos pensar nisso de modo analítico. nominação. ela possui um poder de corte. mas no início. É um ex ercício de v er a partir de uma perspectiv a e então se deslocar para outra repentinamente. é o que ex iste. e que não percebemos facilmente. em muitos casos. o objetiv o do liv ro "A Inv enção da Cultura" foi fazer com que as pessoas usassem a ideia da inv enção como uma coisa em si mesma. É um país que sente muito orgulho de si próprio. produzem formas estonteantes de arte. tratamos a conv enção como um ideal. Fomos treinados a pensar na cultura como um conjunto de memórias que dev e ser ex altado. Ele desprezav a totalmente a ideia de causa e efeito. Como indiv íduos.08/02/13 anaindi : Mensagem: A INVENÇÃO DA ANTROPOLOGIA (entrevista Roy Wagner) Em sua obra há um a associação entre perspectiv ism o e hum or. lógica. O que v ocê cham a de "deslocam ento perspectiv ista" -e sua tradução na ideia de inv enção. É por isso que o humor é o conhecimento íntimo de todas as coisas. Os Estados Unidos parecem estar presos a um tipo de mentalidade assim. Tudo isso é diferenciação. e é assim que produzimos a diferenciação. é o que é dado. Qual é o lugar do hum or no seu trabalho? O humor é uma forma de inv enção. No entanto. Por não ser conv enção. tecnologia) é baseado na relação de causa e efeito. Temos que aprender a pensar em cada metáfora como uma torção irônica de palav ras. Os barok (Papua Nov a Guiné) me contaram que quando aprendemos que tudo funciona por meio de um truque.dir. organizações gov ernamentais e educacionais. dotadas de uma criativ idade marav ilhosa. mitos. de perspectiv as. Na civ ilização ocidental. Ao morar em um país. a lógica não é causa e efeito. não teríamos nada para chamar de razão ou lógica. Tudo o que nós chamamos de razão (e tudo o que nós chamamos de tecnologia -razão. conhecidas por todos. Procuramos o conhecimento onde ele fica armazenado. Você poderia falar m ais sobre isso? O [Carlos] Castañeda nos dá uma lição muito importante sobre o humor.

de modo que os protestos dos hippies acabaram. e um sistema de escrita. Edson Edson Silva edson.08/02/13 anaindi : Mensagem: A INVENÇÃO DA ANTROPOLOGIA (entrevista Roy Wagner) Em "A Inv enção da Cultura". de certa maneira. Tradução: Iracema Dulley e Jamille Pinheiro. Algumas pessoas tentaram fazer contracultura nov amente. A íntegra da entrev ista será publicada na próx ima edição da "Rev ista de Antropologia". nos EUA. < Me nsage m ante rior | Próx im a m e nsage m > Ex pandir m e nsage ns Nom e /E-m ail C lassificar por data 1 de Abr de 2012 4:55 pm A INVENÇÃO DA ANTROPOLOGIA (ent revist a Roy Wagner) Jornal Foha de São Paulo.Diretrizes . os pov os tribais. argumento que os pov os indígenas. A contracultura operou por algum tempo. por razões políticas ou por outras razões. pela propaganda. não têm gov erno nem religião centralizados -e o que são um gov erno e uma religião centralizados.. algo que se mostrou ameaçador para muitos americanos. dom ingo. Assim. sugada para dentro.yahoo.com/group/anaindi/message/14943 3/3 . sendo usados em comerciais para v ender produtos.. senão formas profundamente enraizadas de conv enção? Com o descrev e o im pacto da antropologia na contracultura e v ice-v ersa.uma diferenciação inov adora que aconteceu no interior da cultura americana. a contracultura foi corrompida pela conv enção e usada para estender a cultura conv encional. ela era muito prov ocadora nos EUA. Muitos dos tropos poderosos e inov adores criados pela contracultura na década de 1 97 0 foram assimilados pela propaganda e coisas do tipo. 01 de abril de 2 01 2 [im age: Ilustrissim a] [im age: Ilustrissim a] A inv enção da antropologia * Roy Wagner e a rev olução. da USP.. Política de Privacidade . mas depois foi. em abril.groups. Mas em 2001 já hav ia se tornado terrorismo.. a contracultura foi -e acho que meu liv ro deix a isso claro.dir. mais tarde.Termos do Serviço . mas não funcionou da mesma forma que nos anos 1 97 0. Portanto.edsilva1@. Todos os direitos reservados. e em seu trabalho em particular? A contracultura foi algo que ex istiu de forma muito deliberada e determinante nos anos 1 97 0. < Tópico anterior | Próximo tópico > Mensagem OK Buscar: OK Avançado Copyright © 2010 Yahoo! do Brasil Internet Ltda. totalmente dissolv ida. Na época em que escrev i "A Inv enção da Cultura". Mas muito do que produziu foi assimilado pela mídia.Ajuda br.