Instituto Politécnico de Santarém Escola Superior de Educação de Santarém

Mestrado em Ciências da Educação Supervisão e Orientação Pedagógica - 2012-2013

A Ética Kantiana na Sociedade Actual
Fevereiro de 2013

Disciplina: Ética da Profissão Docente - 8 ECT’S Docente: Ramiro Marques

Discentes: Maria da Conceição Rosa/ Nuno Alves

Índice
   1. Introdução; 2. Biografia de Kant 3. Ética de Kant o o  3.1. Definição de Ética / Ética Kantiana; 3.2. Imperativo Hipotético versus Imperativo Categórico

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4. Qual a relevância da Ética Kantiana na actualidade? o 4.1. Mantém-se actual ou está desfasada da realidade?

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5. Conclusão 6. Bibliografia

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Com este trabalho pretendemos contextualizar e explanar os aspectos mais importantes que dão corpo à noção da Ética de Kant tentando estabelecer uma relação entre o que preconiza a Ética de Kant e a sua aplicabilidade ou não, na sociedade actual. A possibilidade de aplicação dos conceitos e elementos da Ética kantiana aos dias actuais deveria levar em consideração que a dicotomia que marca a história da humanidade, entrecortada por períodos de guerra e de paz, momentos que simplesmente são a materialização da percepção de Kant já no século XVIII, acerca da desproporção entre o crescimento do conhecimento tecnológico e científico e a lentidão do progresso ético-moral humano. A teoria ética de Kant dá-nos então um princípio da moral que pode ser aplicado a todas as questões morais. Kant enuncia-o de várias maneiras com o objectivo de esclarecer as suas implicações. É uma ética formal e autónoma. Por ser puramente formal, tem de postular um dever para todos os homens, independentemente da sua situação social e seja qual for o seu conteúdo concreto. Por ser autónoma (e opor-se assim às morais heterónomas nas quais a lei que rege a consciência vem de fora), aparece como a culminação da tendência antropocêntrica iniciada no Renascimento, em oposição à ética medieval. Finalmente, por conceber o comportamento moral como pertencente a um sujeito autónomo e livre, activo e criador, Kant é o ponto de partida de uma filosofia e de uma ética na qual o homem se define antes de tudo como ser activo, produtor ou criador.

Immanuel Kant foi um filósofo prussiano, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, nasceu em 1724 na cidade de Konigsberg na Prússia, onde estudou e ensinou até à sua morte em 1804. Nunca abandonou a sua cidade e foi lá que estudou e desenvolveu a sua actividade de docente. Na universidade de Konigsberg, ensinou lógica, geografia, metafisica e física e toda a sua vida foi sedentária e metódica. A vida de Kant confunde-se com as suas obras, embora possamos distinguir, numa e noutra, três períodos: 1. 1724 a 1755 – Época de estudos e primeiros ensaios sobre ciências da natureza. 2. 1755 a 1770 – Época de ensaios anticríticos e carreira de professor provisório. 3. 1770 a 1797 - Época de ensaios críticos e carreira de professor titular. Foi neste último período que se destacaram as suas grandes obras:

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Crítica da Razão Pura (1781); Estabelecimento da Metafísica dos Costumes (1785); Crítica da Razão Prática (1788); Crítica da Faculdade de Julgar (1790); Da paz perpétua (1795). Kant conheceu em vida, a sua grande popularidade, nos meios académicos europeus, embora do governo do seu país apenas tenha recebido respeito e consideração. Em 1788, com o novo ministro da educação que proibiu o ensino nas universidades sobre ideias religiosas, Kant recebeu uma carta mostrando o seu desagrado relativamente à sua obra “A religião dentro dos limites da razão pura”, ao que Kant respondeu que se iria abster de escrever sobre religião. Kant levou sempre uma vida tranquila, inteiramente dedicada ao ensino e à escrita. Até ao fim dos seus dias acreditou no poder da Razão, no Respeito pelas Leis Justas, na autonomia da escolha moral e no papel civilizacional da Educação. Kant era um admirador e defensor dos princípios da Revolução Francesa, que defendia os princípios universais: Liberdade, Fraternidade e Igualdade.

Deixou a universidade em 1797, mas escreveu até á sua morte em 1804. Ética é a parte da filosofia dedicada aos estudos dos valores morais e princípios ideais do comportamento humano. A palavra "ética" é derivada do grego ἠθικός, e significa aquilo que pertence ao ἦθος, caracter. Ética pode ser definida como a ciência ou disciplina que se ocupa da conduta humana (social, política, artística etc). Conduta que é sempre e necessariamente orientada por preceitos normativos morais, o que converte a Moral no objecto da Ética. Diferencia-se da moral, pois, enquanto esta se fundamenta na obediência a costumes e hábitos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar as acções morais exclusivamente pela razão. Distingue uma boa, de uma má prática

Durante muito tempo, a Ética de Kant foi considerada a ética iluminista, pois acreditava no poder da Razão e na eficácia da reforma das instituições. Kant era um optimista ao afirmar que a paz estaria assegurada quando os países fossem repúblicas. Para Kant o progresso era impulsionado pela educação e pela ciência, Kant influenciou-se por esta corrente e desenvolveu-a, pois tinha grandes conhecimentos de matemática, geografia e ciências. Dedicou-se ao ensino deixando grandes obras dedicadas à Ética, no entanto

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representava a rotura com a Ética anterior que se baseava em Deus, onde o sujeito estava condicionado pelo que está expresso nos livros religiosos. A ética de Kant baseia-se na inteligência, para ele a Razão é a base das condutas correctas e incorrectas, Kant baseia a sua Ética no Imperativo Categórico, defendendo que todos os sujeitos são autónomos, agindo considerando que todos agem da mesma forma, de forma a ter a certeza que a sua ação pode ser universalizada. A tradição kantiana entra em rotura com as tradições religiosa e ética clássica. Embora a sua ética assente no Imperativo Categórico Kant defende um conjunto de princípios tais como o Princípio da Lei Moral, o Princípio do Desinteresse, princípio no qual residem os Imperativos atrás referidos, o Princípio da Imparcialidade, o Princípio do Dever, o Princípio da Universalidade, o Princípio da Autonomia, e o Princípio do Respeito pelas Pessoas. No que se refere ao Imperativo Categórico, defendia que cada sujeito ao relacionar-se com outro, deveria fazê-lo de livre vontade como ser autónomo. A relação entre as pessoas deve ser o produto do auto conhecimento e não de uma situação em que estão sujeitos à sujeição e opressão, aos preconceitos morais fechados. Um exemplo disto refere-se aos crentes no Corão, o sujeito é livre para interpretar o que está escrito nos livros sagrados.

Este pensador faz a distinção entre Imperativos Hipotéticos e Imperativos Categóricos sendo que os primeiros apresentam uma acção como meio para alcançar um determinado fim, uma “qualquer outra coisa”, e os segundos propõem uma acção como boa e necessária em si mesma. A linguagem imperativa é prescritiva e os imperativos podem ser hipotéticos ou categóricos. Os primeiros são condicionais, os segundos são absolutos. Mas o que é o imperativo categórico? É um Imperativo, porque é um dever moral e é Categórico, porque atinge a todos, sem excepção propondo uma acção como boa e necessária em si mesma. A palavra “Imperativo”, significa obrigação, com a palavra “Categórico”, Kant refere-se a obrigações absolutas. Refere-se ao cumprimento do dever, é uma ordem não condicionada pelo que de satisfatório ou proveitoso pode resultar do seu cumprimento. Para Kant, a concepção de um princípio objectivo, na medida em que se impõe necessariamente a uma vontade, chama-se um mandamento, e a fórmula deste mandamento chama-se um imperativo. Todo o imperativo que mande incondicionalmente como se o ordenado fosse um bem em si, é categórico.

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Mas o que é o imperativo Hipotético? Como vimos anteriormente, a palavra “Imperativo” quer dizer obrigação. Com a palavra “Hipotético”, Kant refere-se às obrigações que adquirimos apenas na condição ou hipótese, de termos um certo desejo, ou projecto mas não sempre. Apresenta uma acção como meio para alcançar um determinado fim, uma “qualquer outra coisa”. Em conclusão, o imperativo Hipotético não é uma obrigação mas sim uma condição para chegar a um determinado fim. Este não se relaciona com acções necessárias por si só, podendo depender de outras finalidades maiores para serem realizadas.

Tal como muitos outros filósofos, Kant pensava que a moralidade podia resumir-se num princípio fundamental, a partir do qual derivam todos os nossos deveres e obrigações. Chamou a este princípio “imperativo categórico”. Na crença de Kant, a moralidade exige que tratemos as pessoas “sempre como um fim e nunca apenas como um meio”. Quando Kant afirmou que o valor dos seres humanos “está acima de qualquer preço” não tinha em mente apenas um efeito retórico, mas sim um juízo objectivo sobre o lugar dos seres humanos na ordem das coisas. Há dois factos importantes sobre as pessoas que apoiam, do seu ponto de vista, este juízo. Primeiro, uma vez que as pessoas têm desejos e objectivos, as outras coisas têm valor para elas em relação aos seus projectos. As meras “coisas” (e isto inclui os animais que não são humanos, considerados por Kant incapazes de desejos e objectivos conscientes) têm valor apenas como meios para fins, sendo os fins humanos que lhes dão valor. Isto é, se quisermos viajar, um carro terá valor para nós; mas além de tal desejo o carro não tem valor. Segundo, e ainda mais importante, os seres humanos têm “um valor intrínseco, isto é, dignidade”, porque são agentes racionais, ou seja, agentes livres com capacidade para tomar as suas próprias decisões, estabelecer os seus próprios objectivos e guiar a sua conduta pela razão. Uma vez que a lei moral é a lei da razão, os seres racionais são a encarnação da lei moral em si. A única forma da bondade moral poder existir é as criaturas racionais apreenderem o que devem fazer e, agindo a partir de um sentido de dever, fazê-lo. Isto, pensava Kant, é a única coisa com “valor moral”. Assim, se não existissem seres racionais a dimensão moral do mundo simplesmente desapareceria. Não faz sentido, portanto, encarar os seres racionais apenas como um tipo de coisa valiosa entre outras. Eles são os seres para quem as meras “coisas” têm valor, e são os seres cujas acções conscientes têm valor moral. Kant conclui, pois, que o seu valor tem de ser absoluto, e não comparável com o valor de qualquer outra coisa.
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Se o seu valor está “acima de qualquer preço”, então os seres racionais têm de ser tratados “sempre como um fim e nunca apenas como um meio”. Isto significa, a um nível muito superficial, que temos o dever estrito de beneficência relativamente às outras pessoas: temos de lutar para promover o seu bem-estar; temos de respeitar os seus direitos, evitar fazer-lhes mal, e, em geral, “empenhar-nos, tanto quanto possível, em promover a realização dos fins dos outros”. Mas a ideia de Kant tem também uma implicação um pouco mais profunda. Os seres de que estamos a falar são racionais, e “tratá-los como fins em si” significa respeitar a sua racionalidade. Assim, nunca podemos manipular as pessoas, ou usá-las, para alcançar os nossos objectivos, por melhores que esses objectivos possam ser. A concepção kantiana da dignidade humana não é fácil de entender; é provavelmente a noção mais difícil de definir. Kant pensava que se tomarmos a sério a ideia da dignidade humana seríamos capazes de entender a prática da punição de crimes de uma forma nova e reveladora.

No plano filosófico, a Ética contemporânea foi uma reação contra o formalismo kantiano. Notadamente, a Ética dos nossos dias possui um conceito de difícil apreensão, não só em razão da sua generalidade expositiva, mas, e principalmente, em função da sua abstracção. Como argumento envolto pela subjectividade humana, é articulável, capaz de ceder a interesses escusos e se permitir a uma instrumentalidade serviente, ditada por valores vulneráveis e corruptíveis quando surpreendidos pela instantaneidade das circunstâncias, num apego apaixonado mais aos factos que às convicções. Os movimentos sociais, formados na passagem do século XX para o século XXI têm-se configurado de uma nova forma. Os movimentos sociais até os anos 80 do século XX constituíam-se tendo em vista, fundamentalmente, o reconhecimento da identidade sociocultural dos seus membros, fossem eles negros, mulheres, homossexuais, ambientalistas, camponeses, índios etc. Os movimentos sociais actuais, formados sob a globalização da economia e, por consequência, a globalização das contradições e conflitos sociais que dela decorrem, tem unificado as causas dos diversos grupos à causa da ruptura com a estrutura económica sob o mercado globalizado. O modelo civilizatório da globalização é responsabilizado por estes movimentos e pelas novas dimensões e qualidades das contradições e conflitos actuais e, portanto, deve ser combatido. Legitimidade e consenso num sentido ético implica reconhecer e tratar todo o indivíduo como ser humano, que portanto pode e deve saber e decidir, e não simplesmente sofrer acções definidas numa esfera alheia à sua participação e controle, ainda que pretensamente endereçada ao seu próprio bem. De facto, ainda que numa iniciativa política redundasse em um bem às

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custas da transparência, da justiça, da liberdade e da moral seria tão-somente um bem superficial e momentâneo que configuraria num prejuízo profundo e estratégico para a liberdade, justiça e igualdade, isto é, para a realização da Ética no mundo. É neste sentido que a ética kantiana está desfasada da realidade na actual sociedade, onde a Política e a Moral se configuram como esferas distintas da vida social, podendo e devendo assumir uma relação que respeite a autonomia e a especificidade de cada uma. Todavia, deve ser uma relação de complementaridade. A ação política não pode prescindir-se da Moral. A Moral vigente configura expectativas nos sujeitos sociais que, quando contrariadas profundamente, dificilmente permitirá à política legitimidade. Por outro lado, quando a Política se submete à Moral vigente, perde em grande medida o seu poder transgressor, visto que esta Moral expressa, legitima e justifica uma determinada hegemonia social. A Moral não pode prescindir-se da Política, sem a qual dificilmente adquirirá uma dimensão social mais flexível às mudanças e a uma maior tolerância. É necessário preservar ou mesmo reconstruir as identidades culturais comunitárias. A condição de classes e grupos sociais actuando como sujeitos sociais e políticos possui como fundamento a cultura de cada povo. Esta necessidade torna-se urgente quando os centros de poder do capital accionam poderosas forças pasteurizadoras e homogeneizadoras da cultura, a exemplo dos novos medias, dos oligopólios de informação, dos novos kits culturais. A abstracção em relação a contextos do mundo da vida, torna-se inevitável no que se refere ao âmbito da fundamentação. A universalidade abstracta das normas aceites como válidas, mediante a fundamentação, decorre de uma necessária descontextualização das mesmas, logo o imperativo categórico não conseguiria revogar a abstracção a ele inerente, na medida em que é aplicado, sem nenhuma mediação, a máximas e acções. "Kant entendia que a razão prática só coincidia com a moralidade na qualidade de instância examinadora de normas". Assim, a filosofia moral kantiana seria uma teoria unilateral que se resumiria a ficar concentrada tão-somente em questões de fundamentação, enquanto a ética do discurso procura fugir dessa limitação. Por isso, a ética do discurso é uma teoria reconstrutiva das próprias condições do entendimento. A Ética possui, então, dois itinerários. Do individuo para a comunidade e da comunidade para o indivíduo. Todavia, em qualquer um dos itinerários a realização da Ética no mundo demanda uma moral transgressora, uma política libertária, um humanismo holístico. E não menos importante, uma determinação incondicional em realizá-la. A sociedade actual não pressupõe uma ética moralista mas antes uma ética dialógica. A democracia deve ser encarada como uma comunidade real de comunicação, onde a sociedade e o sujeito não se constituem pela subjectividade ou objectividade, mas sim pela

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intersubjectividade, na qual a determinação moral dos sujeitos e a realização ética na prática dialógica se estabelecem pela interacção argumentativa de reconhecimento universal de diferentes culturas.

Procurámos abordar a ética kantiana situando-a no seu tempo, através da biografia e obra do seu ideólogo. Descrevemos de forma breve a concepção da sua filosofia e os seus principais marcos e valores, e finalmente contextualizámo-la na sociedade actual correlacionando a sua ética com a moral e política actuais tentando demonstrar que se encontra desfasada dessa mesma realidade. Em resumo, a Ética de Kant baseou-se em princípios morais (excluindo impulsos, desejos e formas de pensar subjectivas). Esta originou o respeito pela liberdade e é determinante dos fins (“Respeita o próximo como a ti mesmo.”), ou seja, a dignidade do ser humano, implica o tratamento do ser humano como fim, e não como meio para o atingir, reconhecendo-lhe assim a sua forma de ser irrepetível, como pessoa, mas a sua igualdade e dignidade em direitos. Na ética kantiana, o respeito pela dignidade humana e pelos direitos humanos é precedida de uma moral de desinteresse e universalidade, que é fundamental a todos os homens. É individualista e simultaneamente universalista. Em verdade, no mundo actual, a Ética localiza-se como parte indissociável da Lógica Deontológica, que, embora seja um segmento das ciências exactas, comporta em si a Estética, e esta por sua vez, a ênfase do belo universal e dos valores que transcendem. Portanto, a Ética desejada encontra-se centrada nas disposições da sociedade, na conduta prática de cada uma de suas unidades individuais, no agir que contribui para edificar no mesmo tempo/espaço o bem comum.

VÁZQUEZ, Adolfo Sânchez. Ética. Rio de Janeiro: Civilização, 1989.
http://pt.scribd.com/ramiromarques/ http://www.eses.pt/usr/ramiro/index.htm http://www.eses.pt/usr/ramiro/docs/etica_pedagogia/%C3%89tica_de_kant.pdf http://www.eses.pt/usr/ramiro/docs/etica_pedagogia/A%20%C3%89TICA%20DEKANT.pdf http://www.eses.pt/usr/ramiro/docs/etica_pedagogia/imperativocateg%C3%B3rico_Kant.pdf http://www.eses.pt/usr/ramiro/docs/etica_pedagogia/etica_nos_media.pdf http://www.eses.pt/usr/ramiro/docs/etica_pedagogia/etica_comunicacao.pdf

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