You are on page 1of 7

Universidade Te nológi a Federal do Paraná

Departamento A adêmi o de Quími a e Biologia

Té ni as de ionização e separação de ions para
CG-MS

Gustavo Juliani Costa
Patri k Rodrigues Batista

Orientador: Prof. Dr. Paulo Roberto Oliveira

Curitiba  PR
2012

1

o que permite a análise de ions negativos. [1℄ 2. Thomson determinou a razão massa/ arga do elétron. [1℄ A energia para remover um elétron de um átomo ou molé ula é seu poten ial de ionização. J. transferên ia de elétrons e formação de adutos. Os prin ipais fundamentiais datam do m dos anos 1890. [1℄ 2 2. [1℄ Variar o gás na CI-MS possibilita que se variem a seletividade da ionização e o grau de fragmentação dos íons. as molé ulas devem ser transformadas em parti ulas arregadas pela fonte de ionização antes de serem analisadas e dete tadas. Quase todos os gases ou liquidos altamente voláteis podem ser utilizados om gás reagente na CI-MS. quando J. omo transferên ias de prótons.1 Introdução Os prin ipios que delineiam a espe trometria de massa são bem anteriores a todas as outras té ni as instrumentais. as molé ulas da amostra são ombinadas om um uxo de gás reagente ionizado. depois que o uxo de molé ulas desta tiver entrado no espe trmetro de massa. quando foram disponibilizados intrumentos baratos e onáveis. [1℄ Nas dé adas de 1980 e 1990. o desenvolvimento de té ni as de ionização para ompostos om pesos mole ulares (PM) altos e amostras biológi as introduziu a espe trometria de massa para novos pesquisadores. A olisão entre elétrons e molé ulas retira um elétron da molé ula. Uma pla a repelente. Quando as molé ulas da amostra olidem om o gás reagente pré-ionizado. e Wien estudou a deexão magnéti a de raios anódi os e determinou que os raios eram arregados positivamente. [1℄ O métedo mais simples e omum de onverter a amostra em ions é pela ionização por elétrons. riando um átion. Contudo. Dempster . Esses elétrons de alta energia atingem o uxo de molé ulas. dire iona os ions para um série de pla as a eleradoras. algumas delas são ionizadas por vários me anismos. Algumas molé ulas são onvertidos em ions negativos por meio da absorção de elétrons. é emitido um feixe de elétrons de alta energia a partir de um lamento aque ido até varios milhares de graus Celsius. Outra vantagem são instrumentos baratos e robustos. em alguns equipamentos é possivel inverter a polaridade das pla as a eleradoras e repelentes. [1℄ A prin ipal vantagem da CI-MS é a produção seletiva de íons quase mole ulares [(M+H)+ ℄ inta tos. em 1918. [1℄ A EI-MS tem suas vantagens na espe trometria de massa de pequenas molé ulas orgâni as.1 Métodos de Ionização Ionização por elétrons Independentemente do método de introdução da amostra. Na EI-MS.2 Ionização Quími a Na espe trometria de massa/ionização quími a (CI-MS). [1℄ 2 .J. O equipamento de ionização não é aro e é robusto. A pla a repelente absrove esse ions. o método de espe trometria de massa não se popularizou até aproximadamente 50 anos atrás. em um poten ial elri o positivo. [1℄ O primeiro espe trmetro de massa foi onstruido por A. A es olha deve ser feita om uidado para adequar melhor a anidade protni a do gás reagente à da amostra. presente em alta quantidade em omparação om a amostra.

2. espe trometria de massa de íon se undário (SIMS). [1℄ 3 . Té ni as de ionização desenvolvidas mais re entemente permitem a análise de molé ulas grandes. O pro esso ontinua até que íons da amostra. a densidade de arga de ada gotí ula aumenta até que as forças repulsivas eletrostáti as ex edam a tensão super ial da gotí ula. A ESI tornou-se muito mais omum do que a TSI nas últimas duas dé adas e. e pequenas goti ulas arregadas são expulsas para dentro da âmara de ionização. Na ionização por dessorção. [1℄ A ESI-MS não é limitada ao estudo de biomolé ulas grandes. Compostos muito pou o voláteis para serem introduzidos por métodos de sonda direta ou muito polares ou termi amente lábies para serem introduzidos por métodos GC-MS são ideais para o estudo por LC-MS usando té ni as ESI. A TSI o orre por um me anismo semelhante.4 Ionização por eletrospray (ESI) Uma té ni a ainda mais útil para estudar biomolé ulas om alto peso molé ular e outros ompostos lábeis e não voláteis é a ionização por eletrospray (ESI) e sua prima ionização por termospray (TSI). omo os poliptidios e oligonu leotidios. [1℄ 2.matrizes usados em MALDI são es olhidos por sua apa idade de absorver a luz ultravioleta. em vez de um om poten ial eletróstati o. isto é. Na ESI uma solução que ontém a amostra é borrifada na ponta de um tubo apilar no para dentro de uma âmara aque ida. e ionização por dessorção a laser assistido por matriz (MALDI). om peso mole ular entre 100 e 1. As goti ulas arregadas enfrentam um ontrauxo de um gás de se agem que evapora as molé ulas de solvente das gotí ulas. omo depende de uma amostra em solução. mas depende de um tubo apilar aque ido. Íons mole ulares em SIMS e FAB são tipi amente [(M+H)+ ℄ ou [(M+H)− ℄. Na ESI. e feixe de Ar ou Xe são omuns em FAB. Métodos de ionização SIMS e FAB podem ser usados em ompostos de amostras om pesos molé ulares de até mais ou menos 20. Feixes de Ar+ ou Cs+ são usados om frequên ia na SIMS. por ausa da perda de prótons da amostra para espé ies bási as na solução. podem ser estudadas. podem-se formar também íons negativos. é possível a dete ção de íons positivos e negativos. Os ompostos. Como a FAB utiliza átomos neutros para ionizar a amostra. para formar goi ulas arregadas. A maioria da MALDI utiliza laser de nitrgenio. O tubo apilar pelo qual a solução da amostra passa tem um poten ial de alta voltegem em sua super ie. não voláteis.000.500. Assim.3 Té ni as de ionização por dessorção (SIMS. sejam deixados na fase gasosa. são té ni as de ionização por dessorção. Muitas molé ulas pequenas. utilizada em uma faixa de pesos mole ulares e exige pou a amostra. Três desses métodos. bombardeamento de átomos rápidos (FAB). FAB e MALDI) Tanto o método EI quanto o CI exigem uma amostra relativamente volátil (baixo peso mole ular). a amostra a ser analisada é dissolvida ou dispersa em uma matriz e olo ada no aminho de um feixe de íons de alta energia. quando então rompe-se as gotí ulas em gotí ulas menores. livres de solvente. é o método mais lógi o de se empregrar em sistemas LC-MS. em pressão quase atmosféri a.

[2℄ Quando o feixe de íons entra no analisador..2 Setor Magnéti o Setor magnéti o é o tipo mais antigo de espe trmetro de massas. é mais simples variar o ampo magnéti o (B) ontinuamente de forma que as espé ies de toda faixa de m/z são fo alizadas no ponto f1 uma de ada vez. em 1955.. m2/z . J. não tem limite máximo de massa. f3. a valores onstantes de ampo magnéti o.. mas são a elerados de maneiras diferentes devido à sua m/z e hegam ao dete tor em tempos diferentes. rn. Se um dete tor for posi ionado em f1 ele registrará a hegada dos íons de m1/z. f3. ao invés de usar uma série de dete tores. ou em pressão atmosféri a por ionização por eletrospray (ESI) ou por ionização quími a (APCI). e assim por diante. r3. fn.3 Separadores de Massa 3. Todos os íons que adentram ao TOF re ebem um pulso de energia igual (pulso de extração). [2℄ O uso ombinado de setores magnéti os e elétri os gera o espe trmetro de massas de fo alização dupla em que o feixe de íons é fo alizado primeiro pela energia inéti a e depois pela razão massa/ arga. m3/z. que podem ionizar ma romolé ulas sem induzir fragmentação.. publi aram o desenho daquele que seria o primeiro espe trmetro de massas omer ial. os outros íons de m2/z. podendo analisar ompostos de massa baixa até ma romolé ulas. .. m3/z. [2℄ Na dé ada de 50. mn/z também seriam registrados.. [2℄ A resolução é o prin ipal problema dos analisadores TOF lineares. fn. pois é afetada por fatores que alterem a distribuição de energia dos íons de mesmo m/z. Portanto são espe ialmente adequados para a oplar om té ni as suaves de ionização omo ESI e MALDI. Assim. Esse tipo de instrumento opera om altos poderes de resolução e exatidão. Porém.. fazendo que tenham alta sensibilidade. WILEY e MCLAREN. os íons de razão massa/ arga m1/z. f2. [2℄ 4 . o ampo magnéti o faz om que os íons sigam uma trajetória ir ular. os analisadores TOF.. e serão fo alizados nos pontos f1. e se outros dete tores forem olo ados em ada ponto f2.. B. ... Os íons om menor m/z terão maior velo idade e hegarão primeiro ao dete tor. os íons podem ser formados na fase gasosa por diversas fontes: no vá uo por ionização por elétrons (EI) ou por dessorção assistida por lazer (MALDI). mn/z terão raios de urvatura r1. Em teoria. [2℄ Antes de adentrar o analisador por tempo de vo. . os setores magnéti os foram os primeiros espe trmetros de massas omer iais e permane eram omo a úni a opção de alta resolução até a dé ada de 80..1 TOF (tempo de vo) O on eito de analisador de massa por tempo de vo (TOF) foi desenvolvido por STEPHENS em 1946 [1℄ e os primeiros espe tros publi ados por CAMERON e EGGERS em 1948 [2℄.. mas os primeiros aparelhos não tiveram muita a eitação devido a sua baixa resolução. eram dete tados em pla as fotográ as. Estes analisadores também têm alta taxa de transmissão de íons. pela medida do tempo de vo dos íons no tubo. r2. . por volta de 1910 ele já era usado por J. No instrumento de Thomson os íons eram gerados por dis arga elétri a e. O raio da trajetória que um íon segue depende da sua razão m/z: íons maiores se movem numa trajetória de raio maior e íons menores se movem numa trajetória de raio menor. depois de separados de a ordo om sua m/z por ampos magnéti o e elétri o. [2℄ 3.. . Thomson para analisar os raios positivos.. pode-se deduzir sua m/z. Desta forma.

Os íons são ata ados por todas as direções para que eles viajem em órbitas dis retas dentro do ampo.O setor magnéti o de fo alização dupla trabalha om alta resolução ( 50000). o que signi a que os íons de todos os valores m/z estão armazenados no dispositivo. Alemanha) no omeço de 1950. o espe trmetro de massas quadrupolo íon trap (QIT  do inglês Quadrupole ion trap) (agora denominado omo 3D Ion Trap quadrupolo para diferen iá-lo do QIT linear e do orbitrap) foi um desenvolvimento da te nologia do quadrupolo.3 Quadrupolos O analisador de massas quadrupolar foi desenvovido em pararelo ao analisador ion trap pelo premio Nobel Wolfgang Paul. A RF é variada para que ions de diferente m/z obtenham uma trajetoria estável ao longo do quadrupolo hegando ao dete tor. mas om uma amplitude variável. [2℄ Um analisador de massas quadrupolar onsiste de quatro ilindros metali os paralelos nos quais se apli am uma orrente elétri a do tipo DC e um poten ial RF (rádio frequên ia) alternante. [2℄ Os QIT diferem de todos os outros espe trmetros de massas devido operar a altas pressões.4 Ion Trap Introduzido omer ialmente na dé ada de 80. gerando assim um espe tro de massas. O Quadrupolo é um tipo de analisador de massas mais utilizado em espe trometria de massas. [2℄ 3. [2℄ 5 . O poten ial RF é usualmente apli ado a uma freqüên ia xada em um ltro quadrupolo de transmissão. porém. A pressão de operação adequada é mantida por um uxo ontínuo de gás hélio ou gás argnio para o espe trmetro de massa. a qual in lui o quadrupolo de transmissão e os ltros de massas monopolo. de modo que a amplitude da sua deslo ação aleatória sobre o eixo z é diminuída. [2℄ 3. Suas trajetorias serão dependentes ao ampo elétri o produzido onde apenas ions de uma parti ular m/z (razão massa sobre arga) terão uma trajétoria estável e hegarão ao dete tor. Em um espe trometro de massas quadrupolar o analisador de massas quadrupolo é o omponente do instrumento responsável por ltrar os íons . aproximadamente 10− 1 Pa quando para os outros 10− 4 Pa para os quadrupolos de transmissão e 10− 7 Pa para os espe trmetros reTof. O uso deste gás tamponante esfria os íons por olisão. mas simpli adamente seguem uma trajetória heli oidal. O uso de quadrupolos om ampos elétri os para manipular íons foi primeiramente explorado por Wolfgang Paul e olaboradores na Universidade de Bonn (Bonn. o ampo do quadrupolo é tri-dimensional. exatidão e grande faixa dinâmi a (>10 ). Os ions produzidos na fonte de ionização do instrumentos são fo alizados ao entro da região entre os quatros ilindros e atravessam quadrupolo axialmente. A trajetoria dos ions é um pou o omplexa. [2℄ No QIT. o amorte imento dos movimentos de íons estende a razão m/z dos íons permitindo um armazenamento e resolução e iente. reduzindo as energias de rotação e vibração. Os íons são separados om base na estabilidade de suas trajetórias em um ampo elétri o sendo este riado por os ilações elétri as apli adas nos ilindros metáli os. om base em sua relação massa arga (m/z). os íons traps quadrupolares são distinguidos pelo uso dos poten iais suplementares alternantes para o poten ial RF. um dos pioneiros na área de espe trometria de massas.

Esta os ilação i lotrni a é sentida pelos eletrodos re eptores (superior e inferior). Varre-se então rapidamente a frequên ia da voltagem rf (pulso) mantendo-se B onstante. Os íons formados dentro da ela (ou ali injetados) se movem em uma trajetória ir ular perpendi ular ao eixo do ampo magnéti o. uma baixa voltagem d é apli ada aos eletrodos de aprisionamento gerando um ampo elétri o E perpendi ular ao ampo magnéti o B.3. Após pou as rotações. Prin ípio bási o: Aprisionamento de íons em uma ampo magnéti o/elétri o. este absorve energia om aumento de velo idade e do raio de sua orbita mas sem alterar a frequên ia de sua os ilação.5 Ressonân ia Ci lotrni a de Í ons (ICR) e Transformada de Fourier ( FT. sendo o espe tro de massas obtido pela apli ação de FT. de frequên ia angular (frequên ia de ressonân ia i lotrni a) w propor ional ao ampo magnéti o B e as suas m/z's: zeB m wc (1) Para evitar que íons es apem da ela. Rápida pode ser realizada. os íons que absorveram energia estarão se movendo sin ronizadamente. produzindo uma orrente om frequên ia iqual a variação de Wrf Wc .MS) Uma ela úbi a é posi ionada no entro de um íma super ondutor ( 3-7 Tesla). frequên ia de rf ( Wrf ) Quando a se iguala a frequên ia angular de os ilação de algum íon: w . seguido da medida de suas frequên ias de ressonân ia i lotrni a. [3℄ 6 . [3℄ Uma voltagem rf é apli ada aos eletrodos transmissores (laterais).

S. GARY M. V. tros opia. R.iqs .pdf a esso: 17/02/2013.Referên ias [1℄ DONALD L. G.espe trometriademassas.br/les/2008/05/ ursoem-2.SP: Cengage Learning. J.br a esso: 17/02/2013. São Paulo . 7 . PAIVA. K. om. Introdução à espe - [2℄ http://www. 2010.usp. [3℄ qopn. LAMPMAN.