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ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO

INSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA

ANÁLISE DE RISCOS
CASO PRÁTICO

Ano Letivo 2012/2013 Mestrado em Sistemas Integrados de Gestão Unidade Curricular: Gestão de Segurança e Higiene no Trabalho Docente: Prof. Carlos Aquino Mestrando: Luís Proença

Análise de Riscos .Caso prático ABREVIATURAS E SÍMBOLOS EU – União Europeia ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 2 .

.................................. 15 ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 3 .............................................................................. Avaliação de Riscos: Funções e responsabilidades segundo a Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho ................................... 5 2............................Caso prático ÍNDICE Abreviaturas e símbolos ................ 7 O que é a avaliação de riscos?.............3 2.............................................................................................................................. 7 Como avaliar os riscos .................2 2.. 14 Bibliografia .........................4 Contexto jurídico ................................... 7 2..................Análise de Riscos ........................................................................................................................................................ 4 1.....................................1 2...................................................................................................................................................... 13 Conclusão ............................................................................................................................................. 8 Registar a avaliação .................................................................................................................................................................................................................... 2 Introdução .......................................... Sobre a COFICAB .................................................

Caso prático INTRODUÇÃO Este documento apresenta o trabalho desenvolvido para a cadeira de Gestão de Segurança e Higiene no Trabalho . a avaliação de riscos é primordial. Por este motivo. ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 4 . Na União Europeia. assim como no resto do mundo. todos os anos há milhões de pessoas que se magoam no local de trabalho ou sofrem de problemas de saúde graves relacionados com a sua actividade profissional. O trabalho é sobre um caso prático de análise de riscos. A análise de riscos é a base para a prevenção de acidentes e doenças profissionais.Análise de Riscos . do Mestrado em Sistemas Integrados de Gestão do Instituto Politécnico da Guarda.

com sede em Vale de Estrela. é uma empresa que fabrica fios e cabos para o sector automóvel. a COFICAB Tunísia adquiriu um incontestável know-how na área automóvel. Sobre a COFICAB A COFICAB Portugal. competitivos. Sobre a empresa A fim de atender ao crescimento contínuo da produção de arreios na Tunísia. Esta empresa é uma das maiores empregadoras na Beira Interior. o grupo Elloumi criou em 1990 sua primeira fábrica. diversificados e em perfeita harmonia com o ambiente. COFICAB Tunísia para o fabrico de cabos para automóveis. Chakira Cable. missão e valores desta empresa. Guarda. o grupo Elloumi é pontuado com uma longa experiência na indústria de alimentação. telecomunicações e cabos especiais desde 1963 por meio de sua filial. Passo a citá-las: Visão: “Ser líder reconhecido e global no sector de fios eléctricos.Caso prático 1. o que lhe permitiu ser implantada globalmente. ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 5 . Devido a esta experiência na indústria de cabos e graças às parcerias produtivas com os seus clientes. No sítio da empresa são apresentadas algumas informações que descrevem a visão. fornecendo produtos e serviços de alta qualidade. Na verdade. Esta.Análise de Riscos . e o respeito pelas regras de segurança”. é uma das empresas mais notórias na Tunísia.” Missão: “Desenvolver o volume de negócios e a quota de mercado com a rentabilidade necessária.

Caso prático As principais estruturas da internacionalização do grupo são: 1992 COFICAB Tunísia. 2012 Open 2ª plant in Romania and Morocco. Tunis. 2001 COFICAB Marrocos. 2006 COFICAB Eastern Europe. Tunisia. Guarda.Análise de Riscos . 2009 COFICAB Medjez El Bab. 1993 COFICAB Portugal. Tanger. 2005 COFICAB Deutschland. ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 6 . Wuppertal. Arad/Romania.

o processo de avaliação dos riscos e as funções que competem aos principais agentes que participam no processo1. pois. É.Caso prático 2. Luxemburgo: Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Europeias. 2. todos os interessados devem conhecer bem o contexto jurídico.Análise de Riscos . 2. uma análise sistemática de todos os aspectos do trabalho. relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho.pt ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 7 . Avaliação de Riscos: Funções e responsabilidades segundo a Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho A segurança e a saúde dos trabalhadores são protegidas na Europa através de uma abordagem baseada na avaliação e na gestão dos riscos. 3 Portugal: http://www.1 Contexto jurídico A directiva-quadro da UE 2 destaca o papel crucial desempenhado pela avaliação de riscos. os conceitos. As avaliações de risco permitem que os empregadores tomem as medidas necessárias para proteger a segurança e a saúde dos seus trabalhadores. 2 Directiva 89/391/CEE do Conselho. A adequação da organização e implementação das medidas necessárias.gov. de 12 de Junho de 1989.act. A directiva-quadro foi transposta para a legislação nacional.2 O que é a avaliação de riscos? A avaliação de riscos é o processo de avaliação dos riscos para a segurança e a saúde dos trabalhadores decorrentes de perigos no local de trabalho. 1996. Estas medidas incluem:    A prevenção dos riscos profissionais. Mas para que seja possível efectuar uma avaliação eficaz dos riscos no local de trabalho. A prestação de informação e formação aos trabalhadores. O empregador tem o dever geral de assegurar a segurança e a saúde dos trabalhadores em todos os aspectos relacionados com o trabalho. que 1 O conteúdo da presente ficha técnica baseia-se na publicação Guia para a Avaliação de Riscos no Local de Trabalho. os Estados-Membros têm o direito de adoptar disposições mais restritivas para proteger os seus trabalhadores (consulte a legislação específica do seu país)3. Não obstante.

operações de manutenção. Muitas vezes.  analisar sistematicamente todos os aspectos do trabalho. As medidas de prevenção ou protecção que existem.Análise de Riscos . ou deveriam existir. Eles saberão quais as etapas do processo de trabalho que normalmente seguem.3 Como avaliar os riscos Os princípios orientadores que devem ser tidos em consideração no processo de avaliação de riscos 4 podem ser divididos em cinco etapas. se existem formas mais rápidas de resolver problemas ou de executar uma tarefa difícil e quais as medidas de precaução aplicadas.observar o que se passa realmente no local de trabalho ou durante a actividade laboral (a prática pode divergir da teoria) produção) 4 Ainda que. consultar os trabalhadores e/ou os seus representantes sobre os problemas que lhes tenham surgido. se tal não for o caso. alterações nos ciclos de algumas das cinco etapas sejam diferentes.Caso prático identifica:    Aquilo que é susceptível de causar lesões ou danos. A possibilidade de os perigos serem eliminados e.Identificação dos perigos e das pessoas em risco Análise dos aspectos do trabalho que podem causar danos e identificação dos trabalhadores que podem estar expostos ao perigo. no seu país. a forma mais rápida e segura de identificar perigos consiste em questionar os trabalhadores envolvidos na actividade que está a ser avaliada. ou mesmo que analisar as operações não rotineiras e intermitentes (por exemplo. isto é: . ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 8 . os princípios orientadores devem ser os mesmos. o processo de avaliação de riscos esteja dividido em mais ou menos etapas. A identificação dos perigos em todos os aspectos relacionados com o trabalho deve ser realizada através das seguintes acções:   circular pelo local de trabalho e observar tudo o que possa causar danos. 2. Etapa 1 . para controlar os riscos.

Para o efeito.manuais de instruções ou fichas de dados dos fabricantes e fornecedores . por exemplo. interrupções da actividade laboral  ter em conta os perigos a longo prazo para a saúde. etc. doença crónica). factores de risco psicossociais ou decorrentes da organização do trabalho  consultar os registos de acidentes de trabalho e de problemas de saúde da empresa  procurar obter informações de outras fontes. provável ou inevitável a longo prazo)  a gravidade do dano provável (por exemplo. bem como riscos mais complexos ou menos óbvios. deve considerar-se:  o grau de probabilidade de um perigo ocasionar danos (por exemplo. tais como: . possível mas não muito provável.Caso prático . Etapa 2 — Avaliação e priorização dos riscos Apreciação dos riscos existentes (gravidade e probabilidade dos mesmos. como. lesão grave (fractura. se é improvável.organismos nacionais.ter em atenção acontecimentos não planeados mas previsíveis. amputação.sítios Web sobre saúde e segurança no trabalho .) e classificação desses riscos por ordem de importância. danos menores. lesão sem gravidade (hematoma. É essencial definir a prioridade do trabalho a realizar para eliminar ou evitar os riscos. por exemplo. associações comerciais ou sindicatos . ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 9 .Análise de Riscos .regulamentos e normas técnicas. laceração). incidente sem lesões. morte ou morte múltipla)  a frequência da exposição dos trabalhadores (e o número de trabalhadores expostos). como os níveis elevados de ruído ou a exposição a substâncias prejudiciais.

Se os riscos não puderem ser evitados ou prevenidos. Na determinação de uma estratégia para reduzir ou controlar os riscos. Etapa 3 — Decisão sobre medidas preventivas Identificação das medidas adequadas de eliminação ou controlo dos riscos.Análise de Riscos . por exemplo:     avaliando se a tarefa ou actividade é necessária.Caso prático Um processo directo. utilizando diferentes substâncias ou processos de trabalho.PME). Tal poderá ocorrer no caso da utilização de processos e tecnologias mais complexos no local de trabalho. é necessário avaliar de que forma podem estes ser reduzidos de modo a que a saúde e a segurança das pessoas expostas não sejam comprometidas. que não exige qualificações especializadas ou técnicas complicadas. ou perigos. tais como os relacionados com a saúde. Entre os aspectos a considerar nesta fase. baseado na apreciação. poderá não ser possível identificar os perigos e avaliar os riscos sem recorrer a conhecimentos. Este é provavelmente o caso da maioria das empresas (principalmente das pequenas e médias empresas . que podem não ser rapidamente ou facilmente identificáveis. eliminando o perigo. destacam-se: A possibilidade de prevenir ou evitar os riscos. os empregadores devem ter em conta os seguintes princípios gerais de ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 10  . apoio e aconselhamento especializados. Noutros casos. nomeadamente actividades que acarretam perigos pouco relevantes ou locais de trabalho cujos riscos são bem conhecidos ou facilmente identificáveis e com meios de controlo facilmente disponíveis. pode ser suficiente para muitos perigos ou actividades do local de trabalho. podendo exigir a realização de análises e medições. É possível eliminar o risco? Essa possibilidade pode ser assegurada.

materiais ou outros elementos causadores de perigo por outros meios alternativos)  desenvolver um plano de prevenção coerente que integre a tecnologia. tendo em vista.) quem faz o quê e quando 11 ESTG – Instituto Politécnico da Guarda . Uma aplicação eficaz implica o desenvolvimento de um plano que especifique:    as medidas a implementar os meios afectados (tempo. nomeadamente. especialmente no que se refere à concepção dos postos de trabalho. etc. através da elaboração de um plano de prioridades (provavelmente não será possível resolver imediatamente todos os problemas) e especificando a quem compete fazer o quê e quando. despesas. Etapa 4 — Adopção de medidas Aplicação das medidas preventivas e de protecção.Análise de Riscos . as relações sociais e a influência de factores relacionados com o ambiente de trabalho  dar prioridade às medidas de protecção colectiva em relação às medidas de protecção individual (por exemplo. a organização do trabalho. as condições de trabalho.Caso prático prevenção:   combater o risco na origem adaptar o trabalho ao indivíduo. controlando a exposição a vapores através de sistemas de ventilação local em vez de recorrer a máscaras respiratórias)  fornecer instruções adequadas aos trabalhadores. atenuar o trabalho monótono e o trabalho cadenciado e reduzir os efeitos destes sobre a saúde   adaptar-se ao progresso técnico substituir o que é perigoso pelo que é isento de perigo ou menos perigoso (substituir máquinas. à escolha dos equipamentos de trabalho e dos métodos de trabalho e de produção. prazos de execução das tarefas e meios afectados à aplicação das medidas.

 quando a avaliação não pode ser aplicável pelo facto de os dados ou informações em que se baseia deixarem de ser válidos  quando as medidas de prevenção e de protecção actualmente existentes 5 Um «quase acidente» é uma situação imprevista de que não resultaram lesões.Caso prático   o prazo de conclusão da aplicação das medidas. e o prazo para a revisão das medidas de controlo. mas que. ou seja. tais como a introdução de um novo processo. nomeadamente novas oficinas ou instalações  após a implementação de novas medidas na sequência da avaliação. incluindo:   o grau de probabilidade de mudança na actividade laboral mudanças que possam alterar a percepção do risco no local de trabalho. não seja criado um novo problema. É importante envolver os trabalhadores e os seus representantes no processo: informando-os acerca das medidas aplicadas. doenças ou danos. novos equipamentos ou materiais. Etapa 5 — Acompanhamento e revisão A avaliação deve ser revista a intervalos regulares. Deve ainda ser revista sempre que se verifiquem na organização mudanças relevantes. dando-lhes formação ou instruções sobre as medidas ou procedimentos que serão aplicados. poderia ter tido consequências dessa natureza. ou na sequência dos resultados de uma investigação sobre um acidente ou um «quase acidente»5. do modo como serão aplicadas e da pessoa responsável pela sua aplicação. para assegurar que se mantenha actualizada. devendo as novas condições de trabalho ser avaliadas a fim de analisar as consequências da alteração. potencialmente.Análise de Riscos . alterações na organização do trabalho e novas situações laborais. que ao encontrar a solução para um problema. ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 12 . devendo ser analisada e revista em função das necessidades e na sequência de vários motivos. É essencial que o risco não seja transferido para outro plano. A avaliação de riscos não é uma actividade de natureza definitiva.

 controlo destinado a avaliar se foram tomadas as medidas necessárias.Caso prático são insuficientes ou desadequadas. os seguintes elementos:  nome e função da pessoa ou pessoas que procederam à avaliação. em caso de alteração das circunstâncias. ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 13 . tais como o nome da pessoa responsável e a data.  perigos e riscos identificados.  elementos de prova a apresentar à autoridades de fiscalização. porque existem novas informações disponíveis relativas a medidas de controlo específicas  na sequência das conclusões da investigação de um acidente ou de um "quase acidente" (um "quase acidente" é uma situação imprevista de que não resultaram lesões.  uma eventual revisão.  informações sobre a aplicação das medidas. Esse registo pode ser utilizado como base para:  informações a transmitir às pessoas em causa.Análise de Riscos .  medidas de protecção necessárias.  informações sobre as medidas de acompanhamento e de revisão subsequentes.  informações sobre a participação dos trabalhadores e dos seus representantes no processo de avaliação de riscos. no mínimo.  grupos de trabalhadores expostos a riscos específicos. Recomenda-se o registo de. doenças ou danos. potencialmente.4 Registar a avaliação Os resultados da avaliação de riscos relacionados com o trabalho devem ser guardados num registo. por exemplo. incluindo datas e nomes das pessoas envolvidas. mas que. poderia ter tido consequências dessa natureza) 2.

ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 14 . garantindo que todos os riscos relevantes são tidos em consideração e.Caso prático CONCLUSÃO A análise de riscos deverá ser cuidadosamente efectuada e adequada à realidade de cada empresa. a indicação de medidas de segurança adequadas. o registo dos resultados da avaliação e a revisão da avaliação a intervalos regulares. para que esta se mantenha actualizada. Sendo a análise de riscos o pilar de toda a actividade relacionada com a segurança do trabalho.Análise de Riscos . a verificação da eficácia das medidas adoptadas. a sua implementação eficaz é essencial. não apenas os mais imediatos ou óbvios.

Análise de Riscos .pt/dspace/handle/10314/680 Agência Europeia para a Segurança e Saúde no trabalho.coficab. Acedido a 14 de Janeiro de 2013 em http://bdigital.eu Coficab.europa.pt/ ESTG – Instituto Politécnico da Guarda 15 .Caso prático BIBLIOGRAFIA Biblioteca Digital do IPG.ipg. Acedido a 11 de Janeiro de 2013 em https://osha. Acedido a 11 de Janeiro de 2013 em http://www. Portugal.