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Máximos e mínimos de funções Extremos relativos, extremos absolutos

Montanha mais alta máximo relativo

mínimo relativo

Vale mais baixo

Definições f(c) é um máximo relativo (ou máximo local) de f(x) f(c) é um mínimo relativo (ou mínimo local) de f(x) f(c) é máximo absoluto (ou máximo global) de f(x) f(c) é mínimo absoluto (ou mínimo global) de f(x)
FEUP / MIEQ

se f(c) ≥ f(x) para todos os pontos de uma vizinhança de c que pertençam ao domínio Df se f(c) ≤ f(x) para todos os pontos de uma vizinhança de c que pertençam ao domínio Df se f(c) ≥ f(x) para todos os pontos do domínio Df f(c) é o maior de todos os máximos relativos de f(x) se f(c) ≤ f(x) para todos os pontos do domínio Df f(c) é o menor de todos os mínimos relativos de f(x)
Joana Peres / Análise Matemátca I 1

Candidatos a extremos relativos de f(x) Pontos críticos ⇔ f ′( x) = 0 Pontos onde não existe 1ª derivada Ponto onde não existe f’(x) Ponto onde não existe f’(x) FEUP / MIEQ Joana Peres / Análise Matemátca I 2 .

Candidatos a extremos relativos de f(x) Pontos críticos ⇔ f ′( x) = 0 (ou pontos estacionários) Teorema Se c for um ponto do intervalo aberto ]a.b[ onde f(x) tem um extremo relativo. então f’(c)=0. são chamados pontos de inflexão com tangente horizontal do gráfico da função f(x). cuja derivada é igual a zero e que não são extremos relativos de f(x). FEUP / MIEQ Joana Peres / Análise Matemátca I 3 . e se f(x) for derivável em c. Os pontos.

f’(c)=0: (a) se ∃δ > 0 : f ′( x) > 0 em [c-δ . c[ e f ′( x ) < 0 em ]c.Análise da natureza dos pontos críticos de f(x) Consiste em determinar se um ponto crítico de f(x) é um extremo relativo ou se é um ponto de inflexão com tangente horizontal. c + δ ] então f(x) tem um ponto de inflexão com tangente horizontal em c. (b) se ∃δ > 0 : f ′( x) < 0 em [c-δ . (c) se ∃δ > 0 : f ′( x) tem o mesmo sinal em [c-δ . isto é. c[ e em ]c. c + δ ] então f(x) tem um mínimo relativo em c. c[ e f ′( x) > 0 em ]c. Teorema (Teste da 1ª derivada) Seja c um ponto crítico de f(x). c + δ ] então f(x) tem um máximo relativo em c. f’<0 f’>0 f’<0 c mínimo relativo f’>0 f’>0 c ponto de inflexão f’<0 f’<0 c ponto de inflexão 4 f’>0 c máximo relativo FEUP / MIEQ Joana Peres / Análise Matemátca I .

(b) se f ′′(c) > 0 então f(x) tem um mínimo relativo em c. FEUP / MIEQ Joana Peres / Análise Matemátca I 5 . f’’(c): (a) se f ′′(c ) < 0 então f(x) tem um máximo relativo em c.Análise da natureza dos pontos críticos de f(x) Teorema (Teste da 2ª derivada) Seja c um ponto crítico de f(x). f’’>0 f’’<0 c máximo relativo c mínimo relativo Observação No caso em que f’’(c) = 0 o teste da 2ª derivada é inconclusivo. isto é. f’(c) = 0. para o qual é possível calcular a 2ª derivada.

∞. + ∞[ f tem um mínimo absoluto e tem um máximo absoluto em ] .∞. b] Joana Peres / Análise Matemátca I Observação Estes gráficos mostram que uma função contínua pode ter ou não ter extremos absolutos num intervalo aberto infinito ou finito mas num intervalo fechado tem sempre um máximo absoluto e um mínimo absoluto. b[ FEUP / MIEQ f tem um mínimo absoluto e tem um máximo absoluto em [ a.Extremos absolutos de uma função f tem um mínimo absoluto mas não tem um máximo absoluto em ] . + ∞[ f não tem extremos absolutos em ] . 6 .∞. + ∞[ f não tem extremos absolutos em ] a.

b] e o menor valor calculado em 3.Extremos absolutos de uma função Caso da função contínua num intervalo fechado Propriedade das funções contínuas num intervalo fechado: Teorema Se f(x) for contínua em [a.b]. 4.b[. e nos pontos terminais do intervalo.b]. em x = a e x = b. ∀x ∈ [a. 2. então a função tem um valor mínimo e um valor máximo nesse intervalo. Determinar os pontos críticos de f em ]a. Determinar os pontos onde f’(x) não existe em ]a. corresponderá ao mínimo absoluto de f(x) em [a. O maior valor calculado em 3. 3. d ∈ [a. isto é: ∃c.b[. b] Procedimento para determinar os extremos absolutos: p 1. isto é. e 2. FEUP / MIEQ Joana Peres / Análise Matemátca I 7 . Calcular o valor de f nos pontos determinados em 1. corresponderá ao máximo absoluto de f(x) em [a. b] : f (c) ≤ f ( x) ≤ f (d ).

não existe qualquer garantia de f(x) apresentar máximo ou mínimo absoluto. vamos ter que analisar o comportamento da função quando x tende para + ∞ e quando x tende para – ∞ no caso da função ser contínua num intervalo aberto infinito e quando x tende para os pontos terminais no caso da função ser contínua num intervalo aberto finito. Isto é. FEUP / MIEQ Joana Peres / Análise Matemátca I 8 .Extremos absolutos de uma função Caso da função contínua num intervalo aberto Se a função não for contínua. ou se o intervalo em estudo for aberto. Caso existam extremos relativos de f(x) iremos necessitar quase sempre de informação adicional sobre o contradomínio da função para podermos decidir se os extremos absolutos de f(x) existem ou não não.

Extremos absolutos de uma função Caso da função contínua num intervalo aberto infinito Se f(x) for uma função contínua definida em IR e se (a) se lim f ( x) = + ∞ = lim f ( x ) x → +∞ x → −∞ então f(x) tem um mínimo absoluto mas não tem um máximo absoluto então f(x) tem um máximo absoluto mas não tem um mínimo absoluto então f(x) não pode ter nem máximo absoluto nem mínimo absoluto (b) se lim f ( x) = − ∞ = lim f ( x) x → +∞ x →−∞ (c) se (d) se x →+∞ lim f ( x) = + ∞ ∧ lim f ( x) = − ∞ x → −∞ x → −∞ x →+∞ lim f ( x) = − ∞ ∧ lim f ( x) = + ∞ (a) FEUP / MIEQ (b) Joana Peres / Análise Matemátca I (c) (d) 9 .

Extremos absolutos de uma função Caso da função contínua num intervalo aberto finito Se f(x) for uma função contínua num intervalo aberto ]a.b[ e se (a) se x →a lim+ f ( x) = + ∞ = lim− f ( x) x →b x →b então f(x) tem um mínimo absoluto mas não tem um máximo absoluto então f(x) tem um máximo absoluto mas não tem um mínimo absoluto (b) se lim+ f ( x) = − ∞ = lim− f ( x) x →a (c) se (d) se x→a lim+ f ( x) = + ∞ ∧ lim− f ( x) = − ∞ x →b x→a + lim f ( x) = − ∞ ∧ lim− f ( x) = + ∞ x →b então f(x) não pode ter nem máximo absoluto nem mínimo absoluto (a) FEUP / MIEQ (b) Joana Peres / Análise Matemátca I (c) (d) 10 .

mas não tem extremos absolutos! Observação Se f(x) for contínua num intervalo semi-aberto. Os dois extremos relativos de f(x) em ]a.Extremos absolutos de uma função Caso da função contínua num intervalo aberto finito Teorema Se f(x) for contínua num intervalo aberto I (finito ou infinito). b]. FEUP / MIEQ Joana Peres / Análise Matemátca I 11 .b[. então f(x) tem um extremo absoluto nesse ponto. já não é possivel fazer qualquer afirmação geral acerca da existência de extremos absolutos de f(x) em I. ou ]a.b]. terá sempre de se considerar a possibilidade de o ponto onde o intervalo é fechado (x = a ou x = b) ser um dos extremos absolutos de f(x) nesse intervalo.b[ são também extremos absolutos f(x) tem dois extremos relativos em ]a. e se apresentar um único extremo relativo no ponto x0 ∈ I. ou ]– ∞. isto é. ou [a. + ∞[.b[. um intervalo do tipo [a. Observação Se a função f(x) apresentar mais do que um extremo relativo no intervalo aberto I.

4. FEUP / MIEQ Joana Peres / Análise Matemátca I 12 . 2. Sabendo que só há 100 metros de rede disponíveis para a vedação. atendendo às restrições físicas do problema que se pretende resolver. 3. qual é a área máxima do jardim? Os passos principais para a resolução destes problemas (por vezes também chamados problemas de optimização) podem ser resumidos da seguinte forma: 1. Aplicar as técnicas analíticas desenvolvidas nesta secção para calcular o valor máximo e/ou mínimo pretendido. Exprimir a quantidade que se pretende maximizar e/ou minimizar como função de uma única variável independente. Determinar o domínio da função assim obtida.Problemas de máximos e/ou mínimos aplicados Exemplo Pretende-se construir um jardim rectangular vedado a toda a volta com uma rede. utilizando as condições do problema para eliminar da fórmula obtida todas as restantes variáveis. Deduzir uma fórmula para a quantidade que se pretende maximizar e/ou minimizar em função de variáveis relevantes.

x→ +∞ . excepto possivelmente nesse ponto. x→a.∞. e se g’(x) ≠ 0 e se além disso lim f ( x) = lim g ( x) = 0 x →a x →a então f ( x) f ′( x) lim = lim x →a g ( x ) x → a g ′( x ) desde que este último limite exista. até a indeterminação ser levantada. ou então .Formas indeterminadas: a regra de L´Hôpital A forma indeterminada 0 0 Teorema (regra de L´Hôpital) Se f’(x) e g’(x) existirem num intervalo aberto contendo o ponto a.. ou seja + ∞. se tal for possível. Observação Se f ′( x) 0 lim = x → a g ′( x ) 0 a regra de L’Hôpital pode ser novamente aplicada. A regra de L’Hôpital é igualmente válida se substituirmos em cima x→a por x→a+ . x→-∞ FEUP / MIEQ Joana Peres / Análise Matemátca I 13 . e assim sucessivamente.

A regra de L’Hôpital é igualmente válida se substituirmos em cima x→a por x→a+ . x→-∞ FEUP / MIEQ Joana Peres / Análise Matemátca I 14 . e assim sucessivamente. ou seja + ∞. x→a. e se g’(x) ≠ 0 e se além disso lim f ( x) = ±∞ e lim g ( x) = ±∞ x →a x →a então f ( x) f ′( x) lim = lim x →a g ( x ) x → a g ′( x ) desde que este último limite exista. ou então . até a indeterminação ser levantada.Formas indeterminadas: a regra de L´Hôpital A forma indeterminada ±∞ ±∞ Teorema (regra de L´Hôpital) Se f’(x) e g’(x) existirem num intervalo aberto contendo o ponto a. Observação ′ Se lim f ( x) = ± ∞ x → a g ′( x ) ±∞ a regra de L’Hôpital pode ser novamente aplicada. excepto possivelmente nesse ponto. se tal for possível. x→ +∞ .∞..

Exemplo Calcule o FEUP / MIEQ x →0 lim+ ( x ln x ) Joana Peres / Análise Matemátca I 15 . (± ∞ ) Esta forma indeterminada ocorre ao calcular quando lim f ( x) = 0 e lim g ( x) = ±∞ x →a x→a lim[ f ( x).g ( x)] g ( x) 1 f ( x) f ( x).g ( x) = f ( x) 1 g ( x) ou f ( x).g ( x) = e aplicar a regra de L’Hôpital conforme a indeterminação que daí resultar.g ( x)] x→ a (ou vice-versa) Neste caso temos de reescrever o produto [ f ( x).Formas indeterminadas: a regra de L´Hôpital A forma indeterminada 0 .

por meio de manipulações algébricas adequadas consegue-se. em geral. Exemplo ⎛1 Calcule o lim+ ⎜ − x →0 ⎝x 1 ⎞ ⎟ sen x ⎠ Joana Peres / Análise Matemátca I 16 FEUP / MIEQ .Formas indeterminadas: a regra de L´Hôpital A forma indeterminada (± ∞ ) − (± ∞ ) Esta forma indeterminada ocorre ao calcular x →a x →a lim[ f ( x) − g ( x)] x →a quando lim f ( x) = ±∞ e lim g ( x) = ±∞ (os dois limites têm o “mesmo sinal”) Neste caso. transformar esta forma indeterminada numa destas duas geral 0 0 ou ±∞ ±∞ e aplicar a regra de L’Hôpital.

lim g ( x) = lim h( x) = 0 x →a x →a lim g ( x) = ∞ e lim h( x) = 0 x →a x →a lim g ( x) = 1 e lim h( x) = ±∞ x →a x →a Em qualquer dos casos.(± ∞ ) FEUP / MIEQ Joana Peres / Análise Matemátca I 17 . o procedimento a seguir consiste em escrever a função exponencial generalizada sob a forma duma função exponencial de base natural: lim[h ( x ) ln g ( x ) ] h( x) h( x) h ( x ) ln g ( x ) h ( x ) ln g ( x ) x→ a [g ( x)] ≡e ⇒ lim[g ( x)] x →a ≡ lim e x →a ≡e O limite que aparece agora em expoente é obrigatoriamente do tipo 0. 2.Formas indeterminadas: a regra de L´Hôpital As formas indeterminadas: 0 0 ∞0 1±∞ lim[g ( x)] x →a h( x) Estas formas indeterminadas surgem ao calcular se ocorrer uma das três situações seguintes: 1. 3.

y = [g ( x)] h( x) ⇒ ln y = h( x) ln g ( x) (H ) 2. ou − ∞) ⎝ x →a ⎠ x →a Exemplo Calcule o lim (cos x ) x →0 1 x2 FEUP / MIEQ Joana Peres / Análise Matemátca I 18 . lim ln li l y = li [h( x) l g ( x)] = l (ou + ∞. ou − ∞) ⇒ lim y = e (ou + ∞. ou − ∞) lim ln x →a x →a L ⎛ ⎞ 3. ln⎜ lim y ⎟ = L (ou + ∞.Formas indeterminadas: a regra de L´Hôpital As formas indeterminadas: 0 0 Procedimento alternativo para calcular ∞0 h( x) 1±∞ lim[g ( x)] x →a análogo ao procedimento designado de derivação logarítmica: 1.