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LICITAÇÃO

out 6, 2010 // por Luciana // Aulas // Sem Comentários

Conceitos e Princípios Licitação é o procedimento administrativo formal em que a Administração Pública convoca, mediante condições estabelecidas em ato próprio (edital ou convite), empresas interessadas na apresentação de propostas para o oferecimento de bens e serviços. A licitação objetiva garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração, de maneira a assegurar oportunidade igual a todos os interessados e possibilitar o comparecimento ao certame ao maior número possível de concorrentes. A Lei nº 8.666 de 1993, ao regulamentar o artigo 37, inciso XXI, da Constituição Federal, estabeleceu normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. De acordo com essa Lei, a celebração de contratos com terceiros na Administração Pública deve ser necessariamente precedida de licitação, ressalvadas as hipóteses de dispensa e de inexigibilidade de licitação. Os seguintes princípios básicos que norteiam os procedimentos licitatórios devem ser observados, dentre outros: # Princípio da Legalidade Nos procedimentos de licitação, esse princípio vincula os licitantes e a Administração Pública às regras estabelecidas, nas normas e princípios em vigor. # Princípio da Isonomia Significa dar tratamento igual a todos os interessados. É condição essencial para garantir em todas as fases da licitação. # Princípio da Impessoalidade Esse princípio obriga a Administração a observar nas suas decisões critérios objetivos previamente estabelecidos, afastando a discricionariedade e o subjetivismo na condução dos procedimentos da licitação. # Princípio da Moralidade e da Probidade Administrativa

A conduta dos licitantes e dos agentes públicos tem que ser, além de lícita, compatível com a moral, ética, os bons costumes e as regras da boa administração. # Princípio da Publicidade Qualquer interessado deve ter acesso às licitações públicas e seu controle, mediante divulgação dos atos praticados pelos administradores em todas as fases da licitação. # Princípio da Vinculação ao Instrumento Convocatório Obriga a Administração e o licitante a observarem as normas e condições estabelecidas no ato convocatório. Nada poderá ser criado ou feito sem que haja previsão no ato convocatório. # Princípio do Julgamento Objetivo Esse princípio significa que o administrador deve observar critérios objetivos definidos no ato convocatório para o julgamento das propostas. Afasta a possibilidade de o julgador utilizar-se de fatores subjetivos ou de critérios não previstos no ato convocatório, mesmo que em benefício da própria Administração.

NOÇÕES GERAIS
• O Que é Licitar A execução de obras, a prestação de serviços e o fornecimento de bens para atendimento de necessidades públicas, as alienações e locações devem ser contratadas mediante licitações públicas, exceto nos casos previstos na Lei nº 8.666, de 1993, e alterações posteriores. • Por que Licitar

A Constituição Federal, art. 37, inciso XXI, prevê para a Administração Pública a obrigatoriedade de licitar. O procedimento de licitação objetiva permitir que a Administração contrate aqueles que reúnam as condições necessárias para o atendimento do interesse público, levando em consideração aspectos relacionados à capacidade técnica e econômico-financeira do licitante, à qualidade do produto e ao valor do objeto. • Quem deve Licitar

Estão sujeitos à regra de licitar, prevista na Lei nº 8.666, de 1993, além dos órgãos integrantes da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as

Distrito Federal e Municípios.555. Responsáveis pela licitação Consideram-se responsáveis pela licitação. mediante ato administrativo próprio (portaria. . Os membros da comissão de licitação respondem solidariamente pelos atos praticados. com prioridade especial para o pregão. para integrar comissão de licitação. de 8 de agosto de 2002. é necessário estimar o valor total da obra. ainda. é possível a recondução parcial desses membros. os agentes públicos designados pela autoridade de competência. A investidura dos membros das comissões permanentes não pode exceder a um ano. Após apuração da estimativa. Quando da renovação da comissão para o período subseqüente. sendo pelo menos dois deles servidores qualificados pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação. verificar se há previsão de recursos orçamentários para o pagamento da despesa e se esta se encontrará em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Pode ser permanente e especial. salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão. Estados. examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos ao cadastramento de licitantes e às licitações nas modalidades de concorrência. • Como Licitar Uma vez definido o objeto que se quer contratar.empresas públicas. mediante realização de pesquisa de mercado. deve ser adotada a modalidade de licitação adequada. no mínimo. Será permanente quando a designação abranger a realização de licitações por período determinado de no máximo doze meses. ser pregoeiro ou para realizar licitação na modalidade convite. quando o objeto pretendido referir-se a bens e serviços comuns listados no Decreto nº 3. tomadas de preços e convite. É constituída por. as sociedades da economia mista e demais entidades controladas direta e indiretamente pela União. que regulamenta esta modalidade. Será especial quando for o caso de licitações específicas. do serviço ou do bem a ser licitado. É necessário. A comissão de licitação é criada pela Administração com a função de receber. A lei não admite apenas a recondução da totalidade. por exemplo). três membros.

receberem a proposta escrita e os lances verbais. em caráter excepcional e só em convite. Além do leilão e do concurso. as demais modalidades de licitação admitidas são exclusivamente as seguintes: CONCORRÊNCIA Modalidade da qual podem participar quaisquer interessados que na fase de habilitação preliminar comprovem possuir requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução do objeto da licitação. que não está limitado a valores. Modalidades de Licitação Modalidade de licitação é a forma específica de conduzir o procedimento licitatório. analisar a aceitabilidade da proposta e efetuar sua classificação. A divulgação deve ser feita mediante afixação de cópia do convite em quadro de avisos do órgão ou entidade. cadastrados ou não. a comissão pode ser substituída por servidor designado para esse fim. o pregoeiro e respectiva equipe de apoio são designados dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da licitação para. A Administração escolhe quem quer convidar. a partir de critérios definidos em lei.Nas pequenas unidades administrativas a na falta de pessoal disponível. localizado em lugar de ampla divulgação. . escolhidos e convidados em número mínimo de três pela Administração. O convite é a modalidade de licitação mais simples. exceto quando se trata de pregão. entre os possíveis interessados. habilitar o licitante e adjudicar o objeto vencedor. O valor estimado para contratação é o principal fator para escolha da modalidade de licitação. No caso de pregão. TOMADA DE PREÇOS Modalidade realizada entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas. observada a necessária qualificação. dentre outras atribuições. CONVITE Modalidade realizada entre interessados do ramo de que trata o objeto da licitação.

Para alcançar o maior número possível de interessados no objeto licitado e evitar a repetição do procedimento. PREGÃO É a modalidade licitação em que disputa pelo fornecimento de bens e serviços comuns é feita em sessão pública. No convite para que a contratação seja possível. que atendam a todas as exigências do ato convocatório. Não é suficiente a obtenção de três propostas. Quando for impossível a obtenção de três propostas válidas. razão maior de sua celeridade. a Administração deve repetir o convite e convidar mais um interessado. Esses interessados devem solicitar o convite com antecedência de até 24 horas da apresentação das propostas. circunstâncias estas que devem ser justificadas no processo de licitação. independentemente do valor estimado da contratação. no Pregão a escolha da proposta é feita antes da análise da documentação. A publicação na imprensa e em jornal de grande circulação confere ao convite divulgação idêntica à da concorrência e à tomada de preços e afasta a discricionariedade do agente público. Caso isso não ocorra. Ao contrário do que ocorre em outras modalidades. por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados. . essas circunstâncias deverão ser devidamente motivada e justificados no processo. são necessárias pelo menos três propostas válidas. ressalvadas as hipóteses de limitação de mercado ou manifesto desinteresse dos convidados. desde que cadastrados no órgão ou entidade licitadora ou no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF. enquanto existirem cadastrados não convidados nas últimas licitações. muitos órgãos ou entidades vêm utilizando a publicação do convite na imprensa oficial e em jornal de grande circulação. Os licitantes apresentam suas propostas de preço por escrito e por lances verbais. É preciso que as três sejam válidas. mas que sejam do ramo do objeto licitado. além da distribuição direta aos fornecedores do ramo. sob pena de repetição de convite. isto é.No convite é possível a participação de interessados que não tenham sido formalmente convidados. Limitações de mercado ou manifesto desinteresse das empresas convidadas não se caracterizam e nem podem ser justificados quando são inseridas na licitação condições que só uma ou outra empresa pode atender.

00 até R$ 80.555. a Administração pode optar pelo pregão. Quando se tratar de bens e serviços que não sejam de engenharia.500. quando contrata obras. tomada de preços e concorrência para contratação de bens e serviços comuns.000.000.000. Escolha da modalidade de Licitação A escolha das modalidades concorrência. bens e serviços. No entanto.000.00. Tipos de licitação .00.000. regulamentada pelo Decreto 3. mas deve ser prioritária e é aplicável a qualquer valor estimado de contratação. convertida na Lei nº 10.000.00. • Convite Obras e serviços de engenharia acima de R$ 15.500. A possibilidade de compra ou contratação sem a realização de licitação se dará somente nos casos previstos em lei. em qualquer caso.00 até R$ 1. a Administração pode utilizar a tomada de preços e. tomada de preços. de 2002. Dispensa e Inexigibilidade A licitação é regra para a Administração Pública.00. Quando couber convite. Compras e outros serviços acima de R$ 8. Compras e outros serviços acima de R$ 650. de 2000. dispensável ou inexigível. a concorrência.026.A modalidade pregão foi instituída pela Medida Provisória 2. São os casos em que a licitação é legalmente dispensada. • Tomada de Preços Obras e serviços de engenharia acima de R$ 150.00 até R$ 150. e convite é definida pelos seguintes limites: • Concorrência: Obras e serviços de engenharia acima de R$ 1. a lei apresenta exceções a essa regra. Não é obrigatória.00. de 4 de maio de 2000.000. O pregão é modalidade alternativa ao convite.000.520.

O procedimento tem início com o planejamento e prossegue até a assinatura do respectivo contrato ou a emissão de documento correspondente. . para elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos. e em particular. É obrigatório na contratação de bens e serviços de informática. em duas fases distintas: • Fase interna ou preparatória Delimita e determina as condições do ato convocatório antes de trazê-las ao conhecimento público. nas modalidades tomada de preços e concorrência. • Melhor Técnica Critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é escolhida com base em fatores de ordem técnica. • Técnica e Preço Critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é escolhida com base na maior média ponderada. cálculos.Maior ou menor lance Fases da Licitação Os atos da licitação devem desenvolver-se em seqüência lógica. Os tipos de licitação mais utilizados para o julgamento das propostas são os seguintes: • Menor Preço Critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é a de menor preço. nos casos indicados em decreto do Poder Executivo. Modalidade é procedimento. . fiscalização. É usado exclusivamente para serviços de natureza predominantemente intelectual. em especial na elaboração de projetos. considerando-se as notas obtidas nas propostas de preço e de técnica. É utilizado para compras e serviços de modo geral e para contratação e bens e serviços de informática. Tipo é o critério de julgamento utilizado pela Administração para seleção da proposta mais vantajosa. supervisão e gerenciamento e de engenharia consultiva em geral.O tipo de licitação não deve ser confundido com modalidade de licitação. a partir da existência de determinada necessidade pública a ser atendida.

sem precisar anular atos praticados. Nesse caso. devidamente necessidade. com indicação de sua aprovação da autoridade competente para início do processo licitatório. obrigatório em caso de obras e serviços. são condições necessárias para a efetivação do procedimento licitatório a existência de: • • estimativa de impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em declaração do ordenador de despesa de que o aumento tem adequação orçamentária vigor a despesa e nos dois subseqüentes. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa. Procedimentos para a abertura de processo licitatório A fase interna do procedimento relativo às licitações públicas observará a seguinte seqüência de atos preparatórios: • • solicitação expressa do setor requisitante interessado. Para a Lei de Responsabilidade Fiscal. A Fase Interna Durante a fase interna da licitação. da execução da obra ou da prestação do serviço. outras exigências foram impostas ao gestor público para promover licitações públicas. a Administração terá a oportunidade de corrigir falhas porventura verificadas no procedimento. conveniência e relevância para o interesse público.• Fase externa ou executória Inicia-se com a publicação do edital ou com a entrega do convite e termina com a contratação do fornecimento do bem. Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. verificação da adequação orçamentária e financeira. Exemplo: inobservância de dispositivos legais. indicação de recursos orçamentários para fazer face à despesa. em conformidade com a Lei de elaboração de projeto básico. motivada e analisada sob a ótica da oportunidade. em especial quando a despesa se referir à criação. ausência de informações necessárias. responsabilidade Fiscal. entre outras faltas. definição da modalidade e do tipo de licitação a serem adotados. quando for o caso. considera-se: . mediante comprovada pesquisa de mercado. estabelecimento de condições restritivas. e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. • • • • • estimativa do valor da contratação.

da Lei nº 10. ou quando o fornecimento desses materiais e serviços for feito sob o regime de administração contratada. a despesa que se conforme com as diretrizes. Pelas LDO`s para 2003 (art. 30 de julho de 2003). Obras e Serviços Para definir o objeto da licitação. A LRF ressalvou dessas exigências apenas as despesas consideradas irrelevantes. por exemplo. • o fornecimento de bens e serviços sem similaridade ou de marcas. . inciso II. da Lei nº 10. No caso de execução de obras e prestação de serviços. os objetivos. se for o caso. previstas no programa de trabalho.707. nos termos da legislação específica. inciso II. Não poderão ser incluídos no objeto da licitação: • a obtenção de recursos financeiros para execução de obras e serviços. qualquer que seja a sua origem.00. exceto nos casos de empreendimentos executados e explorados sob o regime de concessão.00 para compras e outros serviços. as licitações somente poderão ser realizadas quando: • • • houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os houver previsão de recursos orçamentários que assegurem o pagamento das dos interessados em participar do processo licitatório.• adequada com a lei orçamentária anual.24 da Lei de Licitações.98. para obras e serviços de engenharia e R$ 8. de forma que somadas todas as despesas da mesma espécie.524. a despesa objeto de dotação específica e suficiente. • a obra ou o serviço estiverem incluídos nas metas estabelecidas no PPA. realizadas e a realizar. respectivamente. previsto no ato convocatório. • compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias. salvo nos casos em que for tecnicamente injustificável. definidas para a lei de diretrizes orçamentárias (LDO). ou que seja abrangida por crédito genérico. de acordo com o respectivo cronograma de desembolso. seus custos unitários. serviços ou compras. ou seja. de 25 de julho de 2002) e para 2004 (art. obrigações decorrentes de obras ou serviços a serem executadas no exercício financeiro em curso. características e especificações exclusivas. são despesas irrelevantes aquelas cujo valor não ultrapasse os limites dos incisos I e II do art. de R$ 15.000.000. o administrador deve estar atento às peculiaridades do objeto e às diferentes exigências da Lei de Licitações na contratação de obras.110. não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício. prioridades e metas previstas nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições.

nem tampouco no orçamento apresentado junto à proposta. a contratação é feita sob os seguintes regimes: * empreitada por preço global. A empreitada por preço unitário é usada quando se contrata a execução da obra ou serviço por preço certo de unidades determinadas. execução indireta – quando a Administração contrata com terceiros a execução das obras e dos serviços. Nesse regime. * empreitada integral. geralmente. Devem ser atendidos os requisitos técnicos e legais para o uso do objeto. em contratações de objetos mais comuns. * tarefa. A empreitada por preço global é utilizada quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo e total. levando em conta o prazo total da execução. . ou seja. Na execução indireta. compreendendo todas as etapas da obra. quando os quantitativos de materiais empregados são pouco sujeitos a alterações durante a execução da obra ou da prestação de serviços e podem ser aferidos mais facilmente. com ou sem fornecimento de materiais. serviços e instalações necessárias. cujas quantidades de serviços e dos materiais relativos às parcelas de maior relevância e do valor significativo são definidas de forma exata no ato convocatório. o contratado assume inteira responsabilidade pela execução do objeto até a sua entrega ao órgão ou entidade da Administração em condições de ser utilizado.A execução das obras e dos serviços deve ser programada sempre em sua totalidade. * empreitada por preço unitário. com previsão de seus custos atual e final. A tarefa é utilizada quando se contrata a mão-de-obra para pequenos trabalhos por preço certo. e será realizada sob a forma de: • • execução direta – quando a Administração utiliza meios próprios. A empreitada integral é usada quando se pretende contratar o objeto em sua totalidade. Esse uso diz respeito à segurança estrutural e operacional e deve ter as características adequadas às finalidades para as quais o objeto que foi contratado. É empregada com mais freqüência em projetos de maior complexidade. Seu uso se verifica. A empreitada por preço global e a empreitada por preço unitário são os regimes mais utilizados de contratação.

O projeto básico Toda licitação de obra ou serviço deve ser precedida da elaboração do projeto básico. de paredes levantadas. que possam culminar com acréscimos quantitativos além dos limites legais. de pintura. Na empreitada por preço unitário. a Administração deverá fornecer.666 de 1993. pois seus quantitativos são pouco sujeitos a alterações. Independentemente da modalidade adotada. A licitação sob o regime de preço unitário é mais indicada quando o objeto incluir o fornecimento de materiais ou serviços com previsão de quantidades ou cujos quantitativos correspondam às previsões reais do projeto básico ou executivo. com adequado nível de precisão. A lei estabelece que o projeto básico deve estar anexado ao ato convocatório. o pagamento deve ser efetuado após a conclusão dos serviços ou etapas definidos em cronograma físico-financeiro. obrigatoriamente. concretagem da laje. por exemplo: fundações. a fim de evitar distorções na execução de obras ou na prestação de serviços. cobertura. dele sendo parte integrante. de colocação de piso. deve conter os seguintes elementos: . relativamente as obras. Deve ser elaborado com base nas indicações de estudos técnicos preliminares. a realidade da execução da obra ou da prestação de serviços. o pagamento deve ser realizado por unidades feitas. estrutura. com nível de precisão adequado. os quais devem retratar. pintura e outras etapas. Tem como objeto assegurar a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento. de colocação de gesso. e deve ser elaborado segundo as exigências contidas na Lei nº 8.Na empreitada por preço global. para caracterizar a obra ou o serviço. todos os elementos e informações necessárias para que os licitantes possam elaborar suas propostas de preços com total e completo conhecimento do objeto da licitação. Possibilita a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução. revestimento. Exemplo: metragem executada das fundações. A legislação determina que o projeto básico. Projeto básico é o conjunto de elementos necessários e suficientes. É recomendável que o estabelecimento das quantidades a serem licitadas e contratadas seja o mais exato possível. junto com o ato convocatório. ou complexo de obras ou serviços.

horário das visitas de manutenção. obras e serviços contratados por sociedades de economia mista e empresas públicas.00. quando não puder ser feito no próprio prédio. semanal. além de autarquias e fundações qualificadas na forma de agências executivas. de forma detalhada. além de ser peça imprescindível para execução de obra ou prestação de serviço. se o projeto básico for falho ou incompleto. mediante regras estabelecidas pela Administração. quando for o caso. material mínimo necessário para estoque no local dos serviços. quinzenal. se diária.000. periodicidade de visitas. orçamento detalhado do custo global da obra. O projeto básico. • • R$ 15. mensal. competente. para obras e serviços de engenharia. com registro na entidade profissional existência de plantonistas quando for o caso. . por exemplo. serviços e fornecimentos propriamente avaliados. exigência de oficina. é o documento que propicia à Administração conhecimento pleno do objeto que se quer licitar. identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos.• • • • • • desenvolvimento da solução escolhida. prazo para atendimento às chamadas. Os valores referidos serão acrescidos de 20% (vinte por cento) para compras. relação do material de reposição que deverá estar coberto pelo futuro contrato. clara e precisa. R$ 8. Em qualquer licitação de obras e serviços. etc. a licitação estará viciada e a contratação não atenderá aos objetivos da Administração. As obras e serviços limitados aos valores máximos a seguir estão dispensados de licitação e desobrigam o agente público da elaboração do projeto básico. local de conserto dos equipamentos.000. dentre outras informações essenciais: • • • • • • • • • • detalhamento do objeto. fundamentado em quantitativos de incorporar à obra. Deve permitir ao licitante as informações necessárias à boa elaboração de sua proposta. para quaisquer outros serviços. Um projeto básico bem elaborado para contratação de serviços de manutenção preventiva e corretiva. deve fornecer. subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra. soluções técnicas globais e localizadas.00. equipe mínima/composição da equipe técnica. a que estará sujeito.

No caso. Projeto executivo é o conjunto de elementos necessários e suficientes à realização do empreendimento a ser executado. No ato convocatório deve ser informado se há projeto executivo disponível. da execução da obra. ou na execução. de responsável pela elaboração de projeto básico ou executivo ou da qual o autor do projeto seja dirigente. como já exposto. com nível máximo de detalhamento possível de todas as suas etapas. na data da sua publicação. e o licitante ou responsável pelos serviços. supervisão ou gerenciamento. econômica. • o servidor dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsáveis pela licitação. desde que nas funções de fiscalização. apenas na qualidade de consultor ou técnico. incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários. pessoa física ou jurídica. gerente. e o local onde possa ser examinado e adquirido. responsável técnico ou subcontratado. acionista ou detentor de mais de 5% (cinco por cento) do capital com direito a voto. a licitação deverá prever a elaboração do competente projeto executivo por parte da contratada ou por preço previamente fixado pela Administração. e exclusivamente a serviço da Administração. Considera-se participação indireta a existência de qualquer vínculo de natureza técnica. financeira ou trabalhista entre o autor do projeto. fornecimento e obras. ou controlador. direta ou indiretamente. desde que autorizado pela Administração. Licitação Dispensável Simone Zanotello No que tange à figura da licitação dispensável. da licitação. da prestação dos serviços e do fornecimento de bens necessários à obra ou serviços: • • o autor de projeto básico ou executivo. Quem não pode participar da licitação? Não podem participar. Esse entendimento é extensivo aos membros da comissão de licitação. comercial. a Administração tem a . pessoa física ou jurídica. a empresa.O projeto executivo Nas licitações para contratação de obras também é exigido projeto executivo. isoladamente ou em consórcio. uma vez que este poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e serviços. É permitido ao autor do projeto a participação na licitação de obra ou serviços. Para realização do procedimento licitatório não há obrigatoriedade da existência prévia de projeto executivo.

XIII. Algumas dessas hipóteses. Trata-se de hipótese de dispensa de licitação em razão do valor. conforme nos ensina o mestre Marçal Justen Filho: “A Lei prevê diversas hipóteses. XIV e XVII). V. do inciso I do artigo anterior.faculdade de não realizar o procedimento licitatório para algumas hipóteses. e se justifica pela necessidade de se ter procedimentos mais rápidos e sem burocracia para as contratações de menor valor. X.” Vejamos cada uma das hipóteses de licitação dispensável. este inciso atende ao princípio da conveniência administrativa. Portanto. ou se essas obras ou serviços forem de mesma natureza e no mesmo local. a chamada “economia processual”. 8. conforme demonstra o professor Adilson Abreu Dallari: “O princípio da conveniência administrativa é o mais débil de todos. por exemplo.883. e a . que abrange obras e serviços de engenharia. não poderá se configurar o desmembramento para a aplicação deste inciso. . I a XXVIII da Lei Federal n. XII e XVIII). inclusive. as quais foram ampliadas e alteradas através da Lei n°. Em suma.destinação da contratação: quando a contratação não for norteada pelo critério de vantajosidade econômica. não cabendo ao administrador a criação de outras situações: I – para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea “a”. 24. I e II). . podem ser classificadas de acordo com o desequilíbrio na relação custo/benefício. incs. do seguinte modo: . em prejuízo do procedimento licitatório. VIII. e pode tornar dispensável a licitação com fundamento na presunção de legitimidade dos atos da Administração. XV. VII. podendo ser realizadas de forma conjunta e concomitantemente. salientando que essa listagem também possui caráter exaustivo. porque o Estado busca realizar outros fins (incs. As situações nas quais a licitação poderá ser dispensável se encontram indicadas no art. Abrangeria. XVI. IX. desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente. IV.custo temporal da licitação: quando a demora na realização da licitação puder acarretar a ineficácia da contratação (incs. 8.666/93. .ausência de potencialidade de benefício: quando inexistir potencialidade de benefício em decorrência da licitação (incs.custo econômico da licitação: quando o custo econômico da licitação for superior ao benefício dela extraível da licitação (incs. É uma das figuras mais comuns dentro da Administração Pública. XIX e XX). Essas hipóteses podem ser sistematizadas segundo o ângulo da manifestação de desequilíbrio na relação custo/benefício. XI. III. No entanto. ou seja. tal figura não poderá ser aplicada se se referir a parcelas de uma mesma obra ou serviço. VI. a dispensa de licitação para contratações de pequeno vulto.

também deverá se evitar o chamado “fracionamento de licitação”. conforme entendimento do professor Carlos Pinto Coelho Motta: “Tenho entendido que tais limites para a chamada “dispensabilidade” de licitação. equipamentos e demais itens. que também se justificam em virtude do valor de pequena monta.complementação ou a padronização de equipamentos”. compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez. I. na forma da lei. para objetos similares. não se justificando que. empresa pública e por autarquia e fundação qualificadas. II – para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea “a”. mas que. III – nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem. nos casos previstos nesta Lei. que se reúnem para reivindicar supostos direitos. só pode ser utilizado para fins de dispensa uma vez em cada exercício. Para o controle imediato dessa situação. Significa que o limite de valor. sociedade de economia mista. tanto para compras e serviços como para obras e serviços de engenharia. É o que nos ensina o professor Benedicto de Tolosa Filho: “As licitações que se relacionam diretamente com o evento devem ser dispensadas.” Por fim. e às compras de materiais. do inciso II do artigo anterior e para alienações. No entanto. no entanto. permitindo-se entretanto o parcelamento do fornecimento ou da execução (art. Este inciso diz respeito aos demais serviços (que não os de engenharia). Nesta hipótese. haverá a possibilidade de firmá-las sem contratação. valem para todo o exercício financeiro. sob pena de graves riscos. mas somente as que estejam estritamente ligadas aos eventos. no que tange às razões de sua aplicabilidade. só as aquisições relacionadas com esses eventos admitirão a dispensa de licitação. nas hipóteses dos incs. Já a grave perturbação da ordem se refere a situações provocadas por pessoas. excedem as suas prerrogativas individuais. Se o Brasil estiver em guerra com outras nações. Devem ser consideradas as mesmas observações feitas para o inc. adotando-se um limite anual. serviços ou a . agasalhadas nesse pretexto. como Agências Executivas. a fim de que as contratações que garantam a segurança nacional não sejam prejudicadas pela demora de um certame licitatório. desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço.). se ajuste a execução de obras. 24 dispõe que os percentuais neles referidos serão de 20% (vinte por cento) para compras. 8o. I e II. atingindo também a coletividade. obras e serviços contratados por consórcios públicos. também se pode dispensar a licitação. o parágrafo único do art.

inclusive respondendo no âmbito criminal. nada jamais terá o custo levantado oportunamente. trata-se de hipóteses que atendem ao princípio da impossibilidade jurídica de realização da licitação. Cada vez que um gestor admite quebrar o galho do defeito do serviço com a emergência. Se a Administração Pública não agir. e vamos ter sempre um serviço mal gerido. obras. um defeito de gestão. de acordo com o professor Adilson de Abreu Dallari: “O princípio da impossibilidade jurídica seria aplicável quando o confronto dos interesses em jogo pudesse resultar em ofensa aos princípios fundamentais do regime jurídico administrativo: supremacia do interesse público sobre o privado e indisponibilidade dos interesses públicos. equipamentos e outros bens. argüindo-se que é emergência. bens. contados da ocorrência da emergência ou calamidade. serviços. serviços. é evidente. exigindo rápidas providências do Poder Público para debelar ou minorar suas conseqüências lesivas. Situação de emergência é. muitas vezes. serviços. mal gerenciado. uma improvisação. comprometendo sua segurança e pondo em risco obras.” . uma falta de planejamento. mal prestado.aquisição de bens para unidades administrativas da área atingida. a solução de emergência esconde uma imprevidência. poderá ser considerada omissa. Os casos de emergência se caracterizam pela necessidade imediata de resolução de um problema que possa trazer prejuízos à população. e não uma ausência de planejamento e de gestão administrativa. quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas. à saúde ou à incolumidade de pessoas ou bens de uma coletividade. toda aquela que põe em perigo ou causa dano à segurança. Nas palavras de Jessé Torres Pereira Júnior: “Então. que exige um atendimento imediato. terá estudos técnicos prévios de viabilidade. pois. etc. nessas circunstâncias.” Portanto. públicos ou particulares. provavelmente. estão lesando o Erário. Não é só uma questão de legalidade. o estado de emergência deve caracterizar uma situação imprevisível. e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos. equipamentos e outros bens. públicos ou particulares. Tudo em cima da hora fica mais caro e não sai bem feito. E serviços. Na conceituação de Hely Lopes Meirelles: “A emergência que dispensa a licitação caracteriza-se pela urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas.” IV – nos casos de emergência ou de calamidade pública. porque tudo se resolve de improviso. Nada jamais será feito com planejamento. com antecedência. está dando asas a permanente improvisação. vedada a prorrogação dos respectivos contratos. porque vão custar mais caro.” Entretanto. é uma questão também de gestão. obras.

escoimados das causas ensejadoras de inabilitação e/ou desclassificação. justificadamente. como inundações. aos bens. É o entendimento do professor Benedicto de Tolosa Filho: “Essa licitação tecnicamente é considerada deserta e não deve ser confundida com a licitação frustrada ou fracassada. epidemias. é preciso que o Executivo declare esse estado de calamidade. via decreto. V – quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta. também não pode ser aplicada para o caso de um dos itens de uma licitação não ter recebido nenhuma oferta. etc. essas contratações. O primeiro deles é que nos casos de inabilitação dos licitantes e/ou desclassificação de suas propostas. Admissível apenas quando ninguém apresentar proposta. pois isso traria prejuízos à Administração. ou porque esses foram inabilitados ou tiveram suas propostas desclassificadas (licitação fracassada). e não havendo possibilidade de repetição do certame. dentre outras. por conseqüência. terremotos. no prazo de 8 (oito) dias úteis (ou de 3 (três) dias úteis no caso de convite). e tal ação não resultou efetiva.) do art. não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração. embasando. às atividades. somente há que se salientar dois aspectos. todas as condições preestabelecidas. caso em que antes da possibilidade de dispensa de licitação deve ser observada a regra estabelecida no parágrafo único (atual § 3o. da Lei 8. que possibilita aos licitantes a representação de nova documentação ou de proposta. neste caso.” Nessa mesma esteira temos a professora Maria Sylvia Zanella di Pietro: . trazendo conseqüências desastrosas à saúde.Já a calamidade pública tem origem em ações da natureza. que apenas admite a dispensa na hipótese da licitação resultar deserta. situação denominada item fracassado ou itens prejudicado. não cabendo para os casos de licitação fracassada ou mesmo de item sem cotação: “Inciso V – Licitação deserta. a licitação poderá ser dispensável. que atingem a população. permanecendo as inabilitações e/ou desclassificações. 8. para que seja possível a utilização desta hipótese de dispensa de licitação. 48.666/93 (apresentação de novos documentos e/ou propostas. situações essas denominadas licitação fracassada. que ocorre quando. § 3o. não é aplicável quando todos são inabilitados ou todas as propostas são desclassificadas. a dispensa só será permitida se o administrador já se utilizou do disposto no art. embora acudissem licitantes.666/93. Caso uma licitação não possa ser concluída em virtude da ausência de licitantes (licitação deserta).” (grifo nosso) Opinião diversa tem o professor Paulo Boselli. No entanto. mantidas. vendavais. ou foram inabilitados (documentação em desarmonia com o edital ou o convite) ou foram desclassificadas as propostas (em desacordo com o edital ou convite). Nesta hipótese. 48 da Lei n°.

a escassez de oferta pode acarretar elevação desmensurada de preços. poderá dispensar a licitação. através da ampliação da oferta. pois estar-se-ia contratando em condições que não foram oferecidas aos demais prováveis interessados. pode intervir no domínio econômico do país. inclusive quanto à documentação exigida para a habilitação. os utilizadores daquela obra. em que aparecem interessados. Neste caso. conforme nos alerta o professor Benedicto de Tolosa Filho: “No entanto. sob pena de se afrontar o princípio da isonomia. Para tanto. objetivando evitar o abuso do poder econômico e a concorrência desleal. no sentido de não ser possível efetivar a dispensa quando não acorrerem licitantes. O segundo aspecto se refere ao fato de que a contratação oriunda da dispensa deverá ser firmada nos mesmos termos do instrumento convocatório. caso isso não seja concretizado. O mestre Marçal Justen Filho nos auxiliará a compreender melhor esse conceito: “Trata-se dos casos em que a União ofertará ou adquirirá bens ou serviços visando restabelecer o equilíbrio do mercado. convidou mal”. haja vista que após a Administração efetivar todas as tentativas para obter sucesso em sua licitação.” . quando. sendo possível a aplicação da dispensa. em verdade. com o qual corroboramos. serviço ou material não podem ser prejudicados.” Permitimo-nos comungar do entendimento do professor Benedicto de Tolosa Filho. A União. A União. para salvaguardar o interesse coletivo em detrimento do interesse particular.” VI – quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento. reduzir preços. efetivará contratações em igualdade com os particulares. por força constitucional. mas nenhum é selecionado. em especial a escolha dos convidados pela própria Administração: “Em princípio. senão haverá afronta ao princípio da isonomia. caso seja necessário. face às características dessa modalidade. Por exemplo. deverão ser mantidas todas as condições estabelecidas no edital da licitação que restou deserta. atuando para normalizar o abastecimento ou regular os preços. não parece mesmo razoável que lhe seja permitido servir-se da possibilidade de “ausência de interesse” para contratar diretamente. A União poderá desfazer-se de estoques para. há parecer do ilustre doutrinador Jorge Ulisses Jacoby Fernandes. Intervirá no mercado para ampliar a oferta ou a procura. como na modalidade de convite é a Administração quem escolhe os possíveis futuros licitantes. em decorrência da inabilitação ou da desclassificação. a dispensa de licitação não é possível. Quanto às licitações na modalidade de convite.“A licitação deserta não se confunde com a licitação fracassada.

520/2002. na dimensão do art. 8. 48. será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços. como estarem em desacordo com o edital ou apresentarem preços inexeqüíveis. a contratação não poderá ser efetivada. e por isso resta plenamente justificada a dispensa de licitação. Essas operações interventivas são incompatíveis com processos prolongados e muito difundidos de aquisição de bens. Esta hipótese de dispensa poderá ser aplicada quando uma licitação apresentar preços excessivos. observado o parágrafo único do art. Outros fatores ensejadores de desclassificação da proposta não irão caracterizar a dispensa. 48 desta Lei e. com o objetivo de não trazer prejuízos à população. Do contrário. forçar a queda ou a regularização do preço. casos em que.” Com relação à contratação embasada neste inciso. trata-se de situações nas quais se busca a estabilização da economia do país. por valor não superior ao constante do registro de preços. É o que nos esclarece o ilustre doutrinador Jorge Ulisses Jacoby Fernandes: “Poderá ocorrer que as propostas de preços sejam desclassificadas por motivos vários. é utilizada pelo governo brasileiro para realizar contratos administrativos de bens e serviços comuns. mas a Administração só poderá utilizar o permissivo da contratação direta prevista no inciso VII do art. contrata-se sem licitação a aquisição de certo produto para pô-lo no mercado e. mesmo após concedido o prazo para formulação de novas propostas. foi criada através da lei federal 10. essa deverá ser efetivada com valor não superior ao preço registrado. Portanto. Esses motivos levam à desclassificação das propostas de preços. ou dos serviços. caso a Administração tenha esse registro.666/93.” Portanto. independentemente do valor estimado. § 3o. Pregão eletrônico A modalidade licitatória chamada pregão eletrônico. desse modo. ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes. 24 quando todas as que alcançarem a fase de abertura da proposta forem desclassificadas por ofertarem preços sobrevalorizados. ou para obrigar os particulares a desovarem seus estoques e normalizar o abastecimento. há que existir um interessado em fornecer à Administração por um preço adequado. da Lei n°. nos termos do art. I e II. persistindo a situação. 48. Esta lei também criou o chamado .Ou nas palavras do mestre Diogenes Gasparini: “Assim. VII – quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional. Salienta-se que somente se a desclassificação das propostas for motivada por “preço excessivo” é que caberá a aplicação deste permissivo legal.

Na administração pública. liderada por um pregoeiro devidamente designado pelo órgão da administração pública licitante. Em seguida. o fornecedor está habilitado a participar dos pregões referentes àquele órgão. Inicia-se com a fixação da menor proposta. Como funciona O fornecedor interessado em participar do pregão eletrônico deve cadastrar-se por meio do web site do órgão solicitante. na medida em que dispensa a presença dos contendentes. O pregão ocorre como um leilão ao contrário. verifica-se a habilitação da empresa vencedora.“pregão presencial”. Finalmente. a identidade dos autores dos lances não é revelada aos demais concorrentes. permitindo a participação de várias empresas de diversos estados. tendo simplificado significativamente muitas das etapas mais burocráticas que tornavam morosa a contratação com a administração pública. os proponentes podem manifestar a intenção de interpor recursos. a habilitação da segunda colocada é verificada. Igualmente tornou mais eficiente e barato o processo licitatório. Normalmente. desde que não firam os princípios constitucionais. É um método que amplia a disputa licitatória. a contratação é efetuada após a decisão dos recursos interpostos. O pregão eletrônico foi criado visando. que obrigava os contendentes a comparecerem à negociação. transparente e que possibilita uma negociação eficaz entre os licitantes. Ao final da sessão. O pregoeiro então instiga os concorrentes a fazer lances até que não haja mais propostas. aumentar a quantidade de participantes e baratear o processo licitatório. o pregão iniciou-se pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). basicamente. Após a confirmação da certificação. em 1998. que permite o acesso à opção para certificação da empresa. . com prazo determinado. onde as propostas são apresentadas pelos concorrentes. Se ela não estiver perfeitamente habilitada. onde ganha o fornecedor que pedir o menor preço pelo mercadoria ou serviço. Se trata de uma modalidade ágil. As agências reguladoras possuem autonomia para efetuar sua regulamentação nos processos licitatórios. O fornecedor normalmente recebe uma senha. O pregão eletrônico acontece como numa sala de bate-papo.