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Adicional de Risco

Adicional de Risco

100p. Relações trabalhistas . etc. .Legislação . : il. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS.ADICIONAL DE RISCO Copyright 2009 . RJ G941a Grupo Jurídico da ABRATEC Adicional de risco / Grupo Jurídico da ABRATEC . Sergio Henrique Cavalcanti II.Brasil.Brasil. Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público.09 013818 . 2009.Brasil.Rio de Janeiro : Insight : ABRATEC. Portuários . . CDU: 349. Portos . Salomão. III. leis.Insight Engenharia de Comunicação reaLIZaÇÃO Grupo Jurídico da ABRATEC prOduÇÃO Insight Engenharia de Comunicação prOduÇÃO GrÁFICa Ruy Saraiva CIP-BRASIL.09 17.Estatuto legal. 2. 09-3523.2(81) 16. Inclui bibliografia ISBN 978-85-98831-11-4 1.07. [organização Sergio Henrique Cavalcanti Salomão]. 3. I. Título.07.

PRESENTE PASSADO .

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS DE CONTÊINERES DE USO PÚBLICO Elaborado pelo Grupo Jurídico Julho de 2009 .860/65 ÀS RELAÇÕES ENTRE TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS E TRABALHADORES COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO QUE ATUAM JUNTO AOS OPERADORES E TERMINAIS PORTUÁRIOS ABRATEC .Adicional de Risco INAPLICABILIDADE DA LEI Nº 4.

de acordo com a classificação acima: Terminal Privado De uso público De uso privativo exclusivo De uso privativo misto Tipo de carga Carga de terceiros Carga própria Carga própria e de terceiros f. Existem outros beneficiários. julho de 2009. Nesse contexto. A ABRATEC é a entidade que representa terminais especializados. responsáveis pela movimentação de 98% (noventa e oito por cento) dos contêineres que transitam nos portos brasileiros. operados por empresas privadas. o resultado tem sido a movimentação crescente de contêineres nos portos brasileiros. Com essa iniciativa. 2) Escalação de trabalhadores portuários avulsos. e IV . a ABRATEC espera enriquecer a discussão. Durante grande parte do século XX o Setor Portuário Brasileiro esteve sob o monopólio do Estado.ADICIONAL DE RISCO OS TERMINAIS DE CONTÊINERES Não há dúvidas de que o contêiner é atualmente a majestade da logística mundial.exclusivo. Diferenças entre terminais privados de uso público e terminais de uso privativo: Terminais Privados de Uso Público Obrigatoriedade de licitação Contrato de Arrendamento Prazo determinado (até 50 anos) Terminais de Uso Privativo Inexistência de licitação Contrato de Adesão Prazo indeterminado e. III . c. quinhentos e dezoito mil. com novo marco regulatório no sistema portuário. Como não poderia deixar de ser.834 (quatro milhões. Mão de obra utilizada nesses terminais: profissionais mencionados no artigo 26 da Lei nº 8.518. além de proporcionarem a oportunidade de trabalho a expressivo contingente de trabalhadores avulsos. para movimentação de carga própria e de terceiros. Principais características dos regimes jurídicos dos terminais privados. conferencia de carga. já investiram em seus terminais de contêineres US$ 1. Rio de Janeiro. b. 2) Terminais de uso privativo. resultando na captação de recursos no valor de R$ 2. para movimentação de passageiros. oitocentos e trinta e quatro) unidades em 2008. afiliadas à ABRATEC. Suas empresas afiliadas. a ABRATEC.5 bilhão (hum bilhão e quinhentos milhões de dólares) em obras civis (construção e ampliação de berço de atracação e de pátio). por meio do seu Grupo Jurídico.misto. principalmente.estação de transbordo de cargas. que se subdividem em: I . tendo o país atingido 4.de turismo. SINOPSE ENTENDENDO O ATUAL SETOR PORTUÁRIO BRASILEIRO a. já que os terminais de contêineres geram atualmente 8. g. Também merece registro a abertura de capital de empresas operadoras de terminais. sem vínculo de emprego – contratações “turno por turno”. II .5 bilhões (dois bilhões e quinhentos milhões de reais) – na sua maior parte provenientes do exterior – que estão sendo aplicados na continuação da expansão da movimentação de contêineres nos terminais em benefício da atividade portuária e do comércio exterior brasileiro. 5 . estiva. No ano de 2009 serão investidos mais US$ 200 milhões (duzentos milhões de dólares) para continuar a inserção do Brasil no mercado mundial de movimentação de contêineres. considerando as particularidades do trabalho e do direito portuário brasileiro. Espécies de terminais portuários: 1) Terminais de uso público. Natureza da relação entre terminais e trabalhadores: 1) Vínculo empregatício a prazo indeterminado.630. elaborou o presente trabalho para oferecer subsídios. que envolvem o tema adicional de risco. Os terminais de contêineres não produzem bons resultados apenas para os agentes econômicos da cadeia logística nacional.630/93 (trabalhadores portuários de capatazia. d. bloco e vigilância das embarcações). em tecnologia de informação para controles adequados e na especialização de mão de obra. de 25 de fevereiro de 1993 – Lei de Modernização dos Portos – houve a quebra do monopólio estatal. conserto de carga. para movimentação de carga própria. exemplos: Órgãos de Gestão de Mão de Obra Avulsa (OGMOs) e a categoria econômica dos Operadores Portuários. na aquisição de modernos equipamentos. no que se refere aos efeitos sociais. Novos institutos criados. Com a Lei nº 8. desde o início da privatização dos serviços portuários.100 (oito mil e cem) empregos diretos.

como sendo de grau leve para risco de acidentes do trabalho). obrigatoriamente. exclusivamente. Tanto esse fato é uma constatação irrefutável. Observação importante: Em que pesem esses conceitos e essas distinções. b.630/93 . em respeito ao sistema legal brasileiro sobre segurança no trabalho. Relações com terceiros regidas. o adicional de risco. exclusivamente. aos trabalhadores portuários.860/65. da mesma forma que é explícita ao condicionar a isonomia ao empregado. ALCANCE DAS LEIS Nºs 4.860/65: Disciplinar as relações de trabalho entre os empregados e servidores públicos das administrações portuárias. não estão mais presentes os riscos que outrora justificaram a criação do adicional de risco na longínqua década de sessenta. O Governo Federal. a qual consta na Relação de Atividades Preponderantes e Correspondentes Graus de Risco. quando a chamada “era dos contêineres” ainda não havia se consolidado. desde 25 de fevereiro de 1993 (anteriormente. cuja exploração econômica ocorre por meio de contratos de arrendamento. Além de faltar amparo de normas complementares expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 6 . não se aplicando a situações especiais. por exemplo. dar-se-á. quando a chamada “era dos contêineres” ainda não havia se consolidado. prevista no Anexo V do Regulamento da Previdência Social – RPS.DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS a.860/65. 2) Seu caráter é geral. a aferição de trabalho insalubre ou perigoso. por normas de direito privado. e as situações em que se tornam devidos os adicionais previstos em lei.860/65 é inaplicável aos terminais de contêineres: O nosso sistema legislativo. Objetivo da Lei nº 4. novos equipamentos e tecnologias implementadas mediante robusto investimento dos terminais afastaram de vez as causas de risco de que trata o art.ADICIONAL DE RISCO h. remete o operador do Direito. Visou regular a relação entre os trabalhadores portuários avulsos e trabalhadores portuários com vínculo empregatício com os operadores portuários privados. Regime jurídico dos associados à ABRATEC: Terminais Privados de Uso Público. sejam eles vinculados por contrato de emprego a esses terminais. inciso XXXIV. dirigida ao legislador ordinário. através das Companhias Docas. como se demonstra abaixo. efetivo âmbito de aplicação da Lei n° 4. indiscriminadamente. seja aos seus empregados. não cabe falar na extensão do chamado adicional de risco. não cabendo ao Judiciário atuar como legislador INAPLICABILIDADE DA LEI Nº 4.630/93: Disciplinar a relação atual entre trabalhadores portuários e operadores portuários. considerou mínima a probabilidade de consumação de um dano à saúde ou à integridade física do trabalhador nos terminais portuários. Modernas técnicas de movimentação de mercadorias. do princípio isonômico.860/65. não ao judiciário.860/65 E 8. Visou regular a relação entre empregado ou servidor com as Companhias Docas (detentoras da Administração Portuária). no âmbito legislativo. disciplinavam essa relação as resoluções da Superintendência Nacional da Marinha Mercante – SUNAMAM). criado pela Lei nº 4. 14 da Lei nº 4. às normas existentes paralelamente à lei (normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego). seja aos trabalhadores avulsos. já que: 1) A previsão é meramente programática. excluindo vantagens afetas a servidores públicos. não havendo prática generalizada de pagamento de tal vantagem. que os terminais jamais pagaram. Objetivo da Lei nº 8. o comércio varejista de livros (os terminais portuários estão enquadrados na subclasse 5231-1/02 OPERAÇÕES DE TERMINAIS. como. equiparando esta atividade a outras também com baixíssimos graus de risco. como. portanto. por exemplo. não equiparou. sejam eles avulsos. 3)A prática da igualdade. empresas estatais que detinham exclusivamente o monopólio sobre a atividade portuária no país.860/65 – INCOMPATIBILIDADE LEGISLATIVA COM A REALIDADE ATUAL E COM A PRÁTICA PORTUÁRIA Porque a Lei nº 4. i. Tais normas é que definem expressamente as situações que levam à caracterização de trabalho insalubre ou perigoso. por obrigação legal. direitos de trabalhadores avulsos com os do trabalhador com vínculo permanente. no tocante à segurança do trabalho. no exercício de sua competência regulamentar e tendo em vista as atuais condições de trabalho nos portos brasileiros. a forma de proteção individual ou coletiva. ADICIONAL DE RISCO – INTERPRETAÇÃO DO PRINCÍPIO ISONÔMICO PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL a) Não há os riscos que outrora justificaram a criação do adicional de risco na longínqua década de sessenta. da Constituição Federal. b) O artigo 7°.

7º. conferidos à universalidade de trabalhadores. por sua vez. § 2º. e b) os terminais de uso privativo. da Lei nº 8. Trata-se de preceito isonômico referente a direitos e vantagens genéricos. a. 102. XXXIV: EXTENSÃO E ALCANCE. da CF é norma dirigida ao legislador ordinário. não autoriza a extensão.630. não autoriza. em sua atual redação: 7 . contra acórdão proferido pelo E. O Direito brasileiro prevê duas espécies de terminais portuários: a) os terminais de uso público. A igualdade assegurada refere-se aos direitos e vantagens genéricas. 1. da Constituição Federal. de 30 de março de 2009 junto ao RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº. a partir do reconhecimento do caráter discriminatório do ato legislativo.exclusivo. rompendo-se com obsoletos paradigmas. para movimentação de carga própria e de terceiros. XXXIV. Cuida-se de preceito isonômico que não autoriza. XXXIV. per si. portanto. de extensão deste por via jurisdicional. à determinada categoria de trabalhadores por ele não alcançado. PRECEITO ISONÔMICO. Revela-se. por corresponder o princípio constitucional a vantagens genéricas conferidas a todos os trabalhadores. LEI Nº. III. Presume-se. ADICIONAL DE RISCO PORTUÁRIO. 2. Tribunal Superior do Trabalho. INTELIGÊNCIA DA SÚMULA 339 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. estabelecendo-se um novo marco regulatório no sistema portuário. Inteligência da Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal. Não se admite. a postulação. a extensão de direitos conferidos por lei especial a determinada categoria de trabalhadores em face de situações peculiares. 4. VEDAÇÃO DE EXTENSÃO DO ADICIONAL DE RISCO AOS TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS E TRABALHADORES COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO.ADICIONAL DE RISCO positivo. É o que dispõe o art. ENTENDENDO O ATUAL SETOR PORTUÁRIO BRASILEIRO Durante grande parte do século XX o Setor Portuário Brasileiro esteve sob o monopólio do Estado. 4) O artigo 7º. a extensão aos avulsos. de determinada vantagem pecuniária que beneficie outro por força de lei. como é o caso do adicional de risco. da Constituição Federal. em relação às quais é imperioso prevalecer a distinção contemplada em lei específica. para movimentação de passageiros. XXXIV. da Constituição Federal. REPERCUSSÃO GERAL DO TEMA CONSTITUCIONAL. apresentam quatro subespécies: I . Parecer pelo conhecimento e provimento do recurso. 5) O artigo 7º. não admite a extensão jurisdicional nem mesmo a servidor preterido. interposto pelo Órgão de Gestão de Mão-de-Obra do Serviço Portuário Avulso do Porto Organizado de Paranaguá e Antonina –OGMO/PR. 7º. Relator: Excelentíssimo Ministro RICARDO LEWANDOWSKI) SÚMULA Nº 339. e IV . a exemplo dos Órgãos de Gestão de Mão de Obra Avulsa e da categoria econômica dos Operadores Portuários. A nova Lei criou institutos específicos. para movimentação de carga própria. 4. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. 543-A.de turismo. Dr. ART. do STF. não alcança. A Súmula nº 339. Os terminais de uso privativo. 4º. mesmo na hipótese de inconstitucionalidade por omissão parcial decorrente de ofensa ao princípio da isonomia. dos direitos conferidos em lei especial a uma determinada categoria de trabalhadores. XXXIV. nem pretendeu alcançar situações específicas.Geral da República. Nesse sentido. por si só. conferidos à universalidade de trabalhadores. da CF. de 25 de fevereiro de 1993 – Lei de Modernização dos Portos – houve a quebra do monopólio e a ruptura com o passado. TRABALHISTA. 7º. especialíssimas. com fundamento no art.misto. e não a direitos especiais de determinadas categorias. DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.” (Parecer do Excelentíssimo Subprocurador . NÃO EXTENSÃO AOS TRABALHADORES AVULSOS.860/1965.estação de transbordo de cargas. Com o advento da Lei nº 8. O preceito constitucional.630/1993. Revela-se e presume-se a repercussão geral da questão constitucional suscitada. 597. pois diz respeito à extensão e alcance do preceito contido no art. III . par. o recentíssimo parecer agora transcrito: “CONSTITUCIONAL. II . CF. VEDAÇÃO DE ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO COMO LEGISLADOR POSITIVO. art. além de implicar multiplicação de feitos em face de todos os trabalhadores avulsos que laboram em portos nacionais.124 – 4/210. do adicional de risco a quem quer que seja. o aresto recorrido contraria jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal (CPC. 3. O art. pois. pelo Judiciário. 3º). sem precedentes.

... Além disso.. destinam-se exclusivamente à movimentação e armazenagem da carga de seu próprio titular... constitui a Agência incumbida de regular e fiscalizar a atividade......Os terminais de uso privativo são voltados. No que respeita à regulação do setor portuário.518/2007 criou a Secretaria Especial de Portos – SEP e alterou o texto da Lei nº 10.. as principais características dos regimes jurídicos dos terminais antes aludidos podem ser sintetizadas no quadro seguinte: Terminal Privado De uso público De uso privativo exclusivo De uso privativo misto Tipo de carga Carga de terceiros Carga própria Carga própria e de terceiros Resumidamente. são os terminais privados de uso público. cuja exploração econômica ocorre por meio de contrato de arrendamento... precedida de licitação... movimentar subsidiariamente carga de terceiros com as mesmas características e natureza da carga própria. III ... cujo regime jurídico é apresentado a seguir: I ... Sua previsão legal tem por objetivo permitir que a mesma empresa que produz determinado bem realize seu armazenamento e sua movimentação portuária. as principais características dos terminais privados de uso público e dos terminais de uso privativo são: Terminais Privados de Uso Público Obrigatoriedade de licitação Contrato de Arrendamento Prazo determinado (até 50 anos) Terminais de Uso Privativo Inexistência de licitação Contrato de Adesão Prazo indeterminado Os associados da ABRATEC são Terminais Privados de Uso Público.. a Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ.. IV . II – uso privativo: a) exclusivo... § 2º As competências atribuídas no caput deste artigo à Secretaria Especial de Portos compreendem: I – a formulação.... programas e projetos de apoio ao desenvolvimento da infraestrutura e da superestrutura dos portos e terminais portuários marítimos. 4º. c) de turismo... de tal forma que a relação dos Terminais com quaisquer terceiros é regida exclusivamente pelas normas de direito privado.... entidade integrante da administração federal indireta......” Os terminais portuários que possuem maior representatividade na movimentação de cargas no cenário nacional.... a fim de obter economias de custos. d) Estação de Transbordo de Cargas.. II ...Os terminais privativos de uso exclusivo.. atualmente....... sequer residualmente....... tornando seu produto mais competitivo..630/93 autoriza a exploração desta atividade econômica somente por meio de contrato de arrendamento de área localizada no Porto Organizado. para movimentação de carga própria.. que atribuiu à referida Secretaria a competência para formulação de políticas e de diretrizes para o desenvolvimento e o fomento do setor de portos: “Art... Assim............ à operação com cargas de terceiros. os terminais de uso privativo exclusivo e os terminais de uso privativo misto..... .. nos termos da Lei nº 10.. 24 – A.Os terminais privados de uso público têm por objeto a movimentação e armazenagem de carga de terceiros. § 2º A exploração da instalação portuária de que trata este artigo far-se-á sob uma das seguintes modalidades: I – uso público...... para a movimentação da carga do próprio titular do terminal.. bem como dos outorgados às Companhias Docas. não se dedicando. sujeitando-se por isto a contrato de arrendamento...... b) misto...Os terminais privativos de uso misto são aqueles que....ADICIONAL DE RISCO “Art...233/2001..... especialmente.. em regra. também. promover a execução e a avaliação de medidas.. a Lei nº 11.... a fim de incrementar a competitividade dos produtos de seu titular podem.... voltando-se para a concretização de interesses públicos indisponíveis...... estando inseridos no Porto Organizado....... dentre os quais a viabilização do comércio exterior e o desenvolvimento econômico nacional.... incluindo neste diploma o art..... À Secretaria Especial de Portos compete assessorar direta e imediatamente o Presidente da República na formulação de políticas e diretrizes para o desenvolvimento e o fomento do setor de portos e terminais portuários marítimos e..... coordenação e supervisão 8 . como a própria denominação sugere.. para movimentação de passageiros.683/2003. criados para movimentar carga própria. A Lei nº 8... para movimentação de carga própria e de terceiros. 24–A.

sejam eles vinculados por contrato de emprego a esses terminais. Com efeito.” Em que pesem esses conceitos e essas distinções. não são nem jamais foram abrangidos pela Lei nº 4.º 8. estaduais ou municipais. dentro do Porto Organizado ou fora dele. acordos e tratados referentes às competências mencionadas no caput deste artigo.Consolidação das Leis do Trabalho e o Estatuto dos Servidores Públicos não atendiam à especificidade da atividade dos empregados ou servidores na realização do serviço. “Art.860/65. II – a participação no planejamento estratégico. não se confundem as categorias de trabalhadores em diferentes regimes de trabalho e em situações incomparáveis: empregado ou servidor das Companhias Docas de um lado e de outro lado o estivador. § 2º). aqui lançadas para melhor ilustrar a questão. como adicional de insalubridade ou periculosidade. ALCANCE DAS LEIS Nºs 4.Para os servidores sujeitos ao regime dos Estatutos dos Funcionários Públicos. IV – o estabelecimento de diretrizes para a representação do Brasil nos organismos internacionais e em convenções. Também a ela coube rever os salários. respectivamente. como também excluiu de seu alcance os trabalhadores portuários sejam avulsos ou com vínculo. trabalhador portuário avulso e trabalhador portuário com vinculo. de 30 de outubro de 1979. criado pela Lei nº 4. pois. Observese. assim como será a legislação do trabalho para os demais empregados. e os empregados dos operadores portuários privados. estes serão aplicados supletivamente. inclusive taxas de produção. A CLT . Neste contexto é que os atuais trabalhadores avulsos e empregados dos operadores portuários e terminais. consolidando as diversas normas existentes em resoluções. previamente ouvido o Conselho Nacional de Política Salarial (Lei nº 6.630/93.179. através das Companhias Docas. as normas para os empregados ou servidores das administrações portuárias e não para os demais trabalhadores que prestam serviços na beira do cais. já que o patamar remuneratório estabelecido pela citada Resolução. empresas estatais que detinham exclusivamente o monopólio sobre a atividade portuária no país. art. o estabelecimento de diretrizes para sua implementação e a definição das prioridades dos programas de investimentos. baixou a Resolução n. e V – o desenvolvimento da infraestrutura e da superestrutura aquaviária dos portos e terminais portuários sob sua esfera de atuação.708. III – a aprovação dos planos de outorgas.ADICIONAL DE RISCO das políticas nacionais. seja federais. as resoluções da Superintendência Nacional da Marinha Mercante – SUNAMAM. visando à segurança e à eficiência do transporte aquaviário de cargas e de passageiros. na qual fixou as tabelas de remuneração. de 30 de janeiro de 1984. A Lei nº 8. por sua vez.860/65 foi editada para disciplinar as relações de trabalho entre os empregados e servidores públicos das administrações portuárias. apenas por esse aspecto. já contemplava os adicionais de insalubridade e periculosidade. no que couber. Nesse passo. dispõe o artigo 19 do mencionado diploma legal: 9 . 19 . não havia legislação que se enquadrasse plenamente nas relações entre aquelas empresas e seus empregados ou servidores. hoje denominados. 12. como se verá adiante. Parágrafo único . privativo de uso exclusivo ou privativo de uso misto. desde já que. haja vista não se tratarem de servidores públicos estaduais ou empregados públicos do Estado e os operadores portuários ou terminais não se tratarem de empresas públicas.” A Lei em análise disciplinava. independentemente de o terminal ser de uso público. Não só é específica a Lei nº 4. disciplina a relação atual entre trabalhadores portuários e operadores portuários. aos trabalhadores portuários. não cabe falar na extensão do chamado adicional de risco. desde 25 de fevereiro de 1993. sem prejuízo das demais argumentações contidas neste trabalho.As disposições desta Lei são aplicáveis a todos os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração. deferir o adicional de risco para os portuários que prestam serviços para empresas privadas seria um verdadeiro bis in idem. interessa desde logo destacar que.860/65 quanto aos seus destinatários.DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS A Lei nº 4. Com efeito.630/93 . e antes dela. o trabalhador avulso da orla marítima. sejam eles avulsos. estando nelas inclusas todas as parcelas que compõem a remuneração do avulso.860/65. exclusivamente. dada a natureza peculiar da prestação do serviço na beira do cais. a extinta Superintendência Nacional da Marinha Mercante – SUNAMAM.860/65 e 8.

860/65. b) quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior (art.630 e 1. por contrariar disposições da lei posterior. com sentido ou caráter idêntico. Parte Geral. por aplicação serena do art. Ed. no seu § 1. p. 28).” O §1º do referido artigo. com o advento da Lei nº 8.seja por ter sido regulada toda a matéria leis citadas e Lei nº 9. qual seja. não restam dúvidas acerca do acerto da tese de revogação da Lei nº 4. § 1º. Por outro lado.º. Por seu turno. reeditada sob o nº 1. Saraiva.860/65 operou-se de pleno jure. bem como por ter o restante do seu conteúdo sido objeto de tratamento específico nas Medidas Provisórias nºs 1. 29 desta Lei.LICC). dentre outras questões. (ob. já que.29) 10 .cit.860/65 foi inteiramente revogada por normas supervenientes. reformulando conceitos e estabelecendo. horário e funcionamento dos portos. verifica-se que toda a matéria disciplinada na Lei nº 4.630. ambas de 1998. periculosidade e outros porventura existentes. o texto da Medida Provisória nº 1. de 27 de novembro de 1998.” Ocorre que os idealizadores de tais ações desprezam importante aspecto jurídico. do art. 2º. estabelece que. Com relação ao precitado art. do CPC (Código de Processo Civil). permissa venia. ampararia a pretensão dos proponentes em perceber adicional de risco merece ser prontamente rejeitada.ADICIONAL DE RISCO Do lado patronal cabe a mesma restrição e a distinção se repete: as Companhias Docas de um lado e os Operadores Portuários ou Terminais Portuários Privados. Na lição do mestre WASHINGTON DE BARROS MONTEIRO.719. há evidente intenção do legislador de remeter à negociação coletiva todas as condições do trabalho portuário avulso.630/93 disciplinou todas as atividades portuárias. etc. I. parágrafo único. Apesar de o legislador não tê-la mencionado no rol daquelas expressamente revogadas (art.657/42 (Lei de Introdução ao Código Civil . dirimindo quaisquer dúvidas acerca da revogação da Lei nº 4. estão irremediavelmente viciadas pela falta de amparo legal válido. a melhor doutrina. Nessa linha de raciocínio. não restando outro destino a elas senão a improcedência. por sua vez.860/65 As ações judiciais que versam sobre o tema em destaque pretendem ter por supedâneo o art. todas as ações baseadas na aplicação do seu artigo 14. de outro. verbis: “Art. 2º. dentre outros). última parte.” A Lei nº 8. entende-se que foi ele revogado” 2.112/90 e 8.omissis § 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare. 1º. da Lei nº 4. o Decreto-Lei nº 4. vinham sendo pagos. esta última tratou de questões específicas do trabalho portuário avulso. 2. A propósito.860/65. a composição dos turnos.630/93. que incidirá sobre o valor do salário-hora ordinário do período diurno e substituirá todos aqueles que. “é tácita a revogação se a lei nova. LICC)” 1 Ainda no esteio da lição do mestre WASHINGTON DE BARROS MONTEIRO. precipuamente. 14. estabelece que “este adicional somente será devido enquanto não forem removidas ou eliminadas as causas do risco.. a revogação da Lei nº 4. 2º.630/93 . fica instituído o ‘adicional de riscos’ de 40% (quarenta por cento). 18º. encargos fiscais e trabalhistas e intervalo obrigatório entre jornadas de trabalho.719/98. da Lei nº 4. igualmente. verbis: “Assim também se a lei nova regula a matéria de que trata a lei anterior e não reproduz determinado dispositivo.860/65 e os segundos anteriormente pelas resoluções da SUNAMAM e hoje pela Lei nº 8. convertida na Lei nº 9. a revogação de pleno jure do antigo diploma legal. a tese sustentada nas referidas ações de que o art. 29. Os primeiros regrados pela Lei nº 4. data maxima venia. que estabelece que “a fim de remunerar os riscos relativos à insalubridade. que consolidou toda a legislação portuária. sem declarar explicitamente revogada a lei anterior: a) seja com esta incompatível. 14.679.630/93. 269. Assim. entre estas a remuneração. Portanto. ADICIONAL DE RISCO – REVOGAÇÃO DA LEI Nº 4.76). Aqui nos socorre. férias. 22. 1.860/65. seja por ser seu conteúdo incompatível com as disposições contidas – Leis nºs 8. a negociação coletiva como base das relações jurídicas nos portos (arts. quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. incluindo o 13º salário.679.860/65. 8º. 8ª Ed. a definição das funções. disciplinando integralmente o procedimento para pagamento da remuneração dos TPA’s (Trabalhadores Portuários Avulsos). p. (Curso de Direito Civil. deixa claro essa assertiva.

Como dito alhures. A Lei nº 8. Caracteriza-se a Lei de Modernização dos Portos por garantir à norma coletiva um amplo espaço para se estruturar regras privadas para a relação capital/trabalho nos portos brasileiros. ou aplica-se um ou o outro. a administração portuária perdeu o privilégio da realização das operações de capatazia. insalubres ou perigosas. data venia. de que a referida Lei nº 4. o fez cumulando o adicional de “insalubridade. o Governo Federal. mesmo assim não se escaparia da realidade de terem sido derrogados. 29.860/65. A criação do OGMO – Órgão Gestor de Mão de Obra em todos os portos organizados tirou dos Sindicatos a prerrogativa nociva e distorcida da escalação dos trabalhadores sindicalizados avulsos. sendo obrigada a se eximir de atividades operacionais. inclusive e principalmente no tocante à remuneração dos trabalhadores avulsos. bem como em remover obstáculos ao pleno exercício do trabalho e da livre iniciativa. estabelecendo condições para que os serviços portuários pudessem ser operacionalizados por outras entidades mediante arrendamento. esta Lei.630/93 AUTONOMIA DA VONTADE COLETIVA – MATÉRIA AFETA À NEGOCIAÇÃO COLETIVA – LEI DE MODERNIZAÇÃO DOS PORTOS. seja no mundo jurídico. A Lei nº 8. O artigo 29 traz o conceito privatista da convenção coletiva de trabalho. Admitindo-se para argumentar estivesse a Lei nº 4. restou integralmente disciplinada a relação entre trabalhadores portuários e operadores portuários. planejador e fiscalizador. seja no mundo real. Portanto. como direito dos trabalhadores. na forma da lei. Com efeito. o que é vedado pela norma constitucional.ADICIONAL DE RISCO Ainda importa destacar que. na qualidade de Autoridade Portuária. o “adicional de remuneração para as atividades penosas. a partir da década de 90. passando a atuar apenas nas atividades inerentes ao setor público. que a Constituição.630/93. taxativamente. da sobrevivência jurídica atribuída ao referido artigo pela OJ 316 da SDI-1 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho. e assegura a autonomia coletiva como acepção de um direito inalienável de uma sociedade democrática. principalmente com as posições monopolistas das relações de trabalho e gestão portuária. cumprindo ao Estado apenas uma função supletiva e de estímulo a autorregulamentação das relações de trabalho portuárias.630/93 traduz a realidade econômica do país no tempo presente. 11 . A remuneração. é inegável que. como órgão normatizador. periculosidade e outros porventura existentes”. como é o caso do artigo 14. o estabelecimento de constituição de equipes de trabalho e vantagens remuneratórias. alterou as diretrizes básicas da política portuária nacional orientando-a para a redução da intervenção direta da União através da descentralização administrativa. pois. e de forma não cumulativa. inciso XXIII. que dispõe sobre o regime jurídico da exploração dos portos organizados e das instalações portuárias e dá outras providências. em consequência. afastando regras que não mais poderiam ser aplicadas até por desaparecimento integral da situação anterior. estabeleceu uma ruptura institucional. carecem de amparo legal. verbis: Art.630/93. a definição das funções. se pudesse ser sustentado. refletiu a significativa preocupação do Governo em fixar limites à atuação do Estado. Assim sendo. preocupado em redefinir o papel do Estado na administração dos portos organizados. com o advento da Lei nº 8. ao estabelecer em seu artigo 14 o adicional de risco. possibilitando. Nesse sentido. respeitosamente. a Constituição Federal em seu artigo 7o. reservando à negociação coletiva. disciplinados pela Convenção Coletiva aplicável às partes. a composição dos ternos e as demais condições do trabalho portuário avulso serão objeto de negociação entre as entidades representativas dos tra- A NOVA ORDEM LEGAL – ADVENTO DA LEI Nº 8.860/65 permanecesse vigente em parte para reger a relação de trabalho entre as Companhias Docas e seus servidores. autorização ou permissão para sua exploração. todos os direitos assegurados aos trabalhadores portuários estão plenamente regulados. insalubres ou perigosas.860/65 em vigor. pela Constituição de 1988. a melhoria da eficiência do sistema portuário nacional e da competitividade internacional da economia do país. alguns de seus artigos. discorda-se. estabeleceu expressamente. deixando com o setor privado a execução dos serviços.” Veja-se. Com efeito. quaisquer pedidos formulados em reclamações trabalhistas no sentido acima. A Lei nº 4. Todos esses fatos confirmam a prevalência absoluta da nova ordem jurídica que incidiu sobre a referida relação. admitindo-se pelo sabor do argumento. elencou tão somente adicional para atividades penosas. ou seja.

em decorrência da desconsideração de orientação pacificada. Várias decisões corroboram o exposto. seja para avulsos seja para empregados dos operadores portuários ou dos Terminais Portuários. pois a matéria constitui objeto de negociação coletiva. as partes devem estabelecer todos os valores a serem contraprestados pelo trabalho.630 de 1993.860 seja do ano de 1965. é no processo de negociação que pleitos como adicionais. da Lei nº 8. como ocorre a qualquer categoria profissional. e. a simples constatação da derrogação da indigitada Lei. Aliás. mas uma majoração substancial de seus ganhos a despeito de as normas coletivas normalmente preverem ou poderem prever os valores justos em face do trabalho prestado. E nesse contexto a relação entre os sindicatos de trabalhadores portuários avulsos ou não e categorias econômicas. a Constituição Federal de 1988 e a Lei nº 8. a autonomia da vontade coletiva e a circunstância de a norma coletiva prever o valor justo e acordado entre capital e trabalho pelo labor a ser desenvolvido. numa questionável e frágil construção de aplicação do princípio constitucional da isonomia. vinha exercendo seu importante papel de garantir o princípio da segurança jurídica.” Dessa forma. pois o que pretendem os demandantes nessas ações não é um simples direito que entendem fazer jus. da Constituição Federal. terminais privativos de uso exclusivo ou terminais privativos de uso misto. quando as poucas e localizadas ações que versaram sobre o tema foram sistematicamente decididas a favor da lógica da não procedência. desde os relativos às concessões governamentais. reconhecendo as convenções coletivas e conferindo aos sindicatos a negociação coletiva. a partir de 2008. A consequência de uma nova orientação no sentido de estender o adicional de risco aos atuais trabalhadores portuários. 12 . A DISCUSSÃO SOBRE O ADICIONAL DE RISCO: DA SEGURANÇA PARA A INSEGURANÇA JURÍDICA Ora. em especial. portanto. Assim. afastando sempre a tese de extensão do direito ao adicional de risco aos trabalhadores avulsos e com vínculo dos terminais. inúmeras ações individuais ou coletivas passaram a ser propostas em massa. Nesse desiderato. seja da natureza que forem. Nesse esteio.630/93. de forma ampla estabeleceu que a remuneração do trabalho avulso deve ser objeto de negociação coletiva. talvez até por falta de melhor esclarecimento da situação fática das decisões que chegavam até a Alta Corte Trabalhista pelo afunilamento da matéria de Direito própria dos recursos de revista. que já havia sido incorporada às relações entre trabalhadores e terminais privados de contêineres de uso público e à cadeia lógica de contratos firmados. sejam eles contratados como empregados. porquanto revelam. ou pelo menos a nova ordem jurídica advinda da Lei nº 8. que está em perfeita sintonia com os dispositivos constitucionais do artigo 7º. quaisquer adicionais. muito embora a Lei nº 4. até os contratos entre terminais e donos de navios para remunerar os serviços a estes prestados. justamente. ambos pessoas jurídicas de direito privado. levaria de plano ao afastamento dessas ações judiciais que buscam “estender” o direito ao adicional de risco a trabalhadores avulsos e empregados de terminais.ADICIONAL DE RISCO balhadores portuários avulsos e dos operadores portuários. Aliás. Assim. com intensificação em 2009. no qual se incluem todos os valores e. falta razoabilidade a tais pleitos. muito embora não tenha reconhecido a derrogação. vem se desenvolvendo ao longo de anos. significará passivo a ameaçar todo o segmento operacional portuário. Dessa forma. já elevada à condição de fonte formal de direito pela Constituição (artigo 7º. justamente em razão das peculiaridades da atividade portuária. a tentativa dos que pleiteiam o pagamento de adicional de risco. o artigo 29. Portanto. XXVI e do artigo 8º. III. pois a norma em referência é expressa ao impor que a remuneração e condições de trabalho devem ser objeto de negociação. passou-se a vivenciar indesejável situação de completa insegurança jurídica. em respeito ao comando do artigo 29.630/93. em especial pelo Colendo Tribunal Superior do Trabalho. devem ser dirimidos. encontra óbice intransponível. constata-se que quem daquela forma demanda carece de interesse processual. que privilegiaram a autonomia coletiva de vontades. que. Com a divergência de julgados sobre o tema. fruto de decisão das entidades representativas das categorias profissional e econômica. foi o que ocorreu durante décadas. recentemente. ou seja. a autonomia da vontade coletiva. sejam eles avulsos. os ajustes normativos adquirem força de lei categorial. inciso XXVI). acima reproduzido. não podem ser denunciados individualmente. teve destacada a sua importância como regramento da relação capital-trabalho. nos terminais privados de uso público. através de sindicatos ou empresas individualmente consideradas.

invocado tantas vezes para justificar que prejuízos decorrentes de mudanças bruscas de entendimento jurisprudencial seriam “mera conseqüência de ser empreendedor”. que teve como únicos destinatários servidores e empregados públicos. 8º. em última análise o princípio maior da segurança jurídica. em detrimento da manutenção de uma infraestrutura de logística e serviços portuários a preços razoáveis e competitivos. como. assim como todos os outros princípios jurídicos. reduzindo a geração de mais oportunidades e ganhos para os próprios portuários. diminuindo sua capacidade de geração de postos de trabalho. portanto. RISCO DO NEGÓCIO DE QUEM EMPREENDE VERSUS INSEGURANÇA JURÍDICA De lembrar. Definitivamente. Portanto. em detrimento da valorização do mercado brasileiro. Com o brusco aumento do custo com inserções tardias de adicionais. como o de risco. Com efeito. nenhum interesse de classe ou particular prevalecerá sobre o interesse público. consequentemente. por óbvio. todos perderão. da Lei nº 4. ou entre prestador e tomador de serviços. uma intencional alteração de jurisprudência sedimentada por décadas. consequentemente. que objetiva equilibrar as relações entre empregado e empregador. devendo ter sua aplicação limitada a outros princípios igualmente importantes. Também não é admissível o prejuízo à expansão dessa infraestrutura. quem mais perderá será a massa de trabalhadores da órbita portuária. evidentemente. Impor ao setor portuário o ônus de arcar tardia e inoportunamente com um custo adicional de 40% sobre o valor da mão de obra. refletir a realização do interesse da coletividade em geral. por exemplo. sobretudo quando a aplicação destes.860/65. etc. O que se defende é que não se altere um entendimento jurisprudencial já consolidado. também. o aumento do valor de impostos e da taxa de juros. da eficiên- cia dos portos e da garantia do equilíbrio econômico financeiro dos contratos de arrendamento. sem dúvida. É importante registrar que não se está defendendo a supressão. os concorrentes diretos são os terminais de Buenos Aires e Montevidéu. para estender. Casos esses portos sustentem tarifas mais atraentes. Ocorrendo isso. quarenta anos depois. uma vantagem criada exclusivamente em favor de servidores e empregados públicos. dependente hoje integralmente do investimento e da valorização dos terminais em território nacional. a queda de preços em prejuízo ao custo de produção. que o conceito de risco do negócio do empregador. descabe a aplicação por mera extensão pretensamente isonômica do artigo 14. para os produtos brasileiros que são exportados por meio dos portos. 13 . por exemplo. na contramão de tudo que se busca hoje. perdendo negócios e. no mundo atual. de um direito do trabalhador portuário em nome da eficiência dos serviços portuários e da competitividade do produto brasileiro no mercado externo. os serviços portuários têm íntima relação com o interesse público. sobretudo por sua importância estratégica para o comércio exterior e pela influência que exercem sobre a competitividade externa dos produtos nacionais. Muito embora prestados por empresas privadas. no Rio Grande do Sul. neste ponto. 8º. sob pena de falsamente favorecer a categoria dos portuários. deve ser também avaliada sob a ótica da modicidade dos preços portuários. da CLT. a aceitação ou não dos serviços e produtos pelo público consumidor. A questão. a empregados e trabalhadores avulsos que prestam serviços a empresas privadas. Recorde-se. Portanto. não é isso. ocasionando evasão de capital para o Exterior. a grande tendência é a de que as cargas migrem para lá. estava a referir-se. mas. não é absoluto o princípio pro operario. No terminal de contêineres do Porto do Rio Grande. restando repudiada a ideia de prevalência do interesse de classe sobre o interesse público. na aplicação e interpretação da legislação trabalhista. segundo o qual. por meio de uma nova interpretação extensiva e forçada de lei já revogada. aos riscos normais de mercado. quando o legislador trabalhista mencionou o risco do negócio como uma das características de quem é empregador.ADICIONAL DE RISCO Na questão econômica se há que salientar que os contratos firmados pelos terminais de contêineres com os diversos armadores que neles operam basearam-se nos valores praticados em instrumentos normativos ou preestabelecidos com os trabalhadores. significa transferir estes custos adicionais para os preços dos serviços portuários e. os terminais deixam de ser competitivos e atraentes. não engloba. pelo Judiciário. afetando. no caso concreto. o princípio insculpido no art. da CLT. em uma época marcada pela ineficiência estatal no gerenciamento dos portos e por paradigmas totalmente revistos e derrogados pelo novo modelo instituído a partir da década de noventa. nos termos do disposto no precitado art. o equilíbrio do mercado nacional e internacional.

o de periculosidade e o de insalubridade. há importantes fatores em matéria de segurança do trabalho que aqui não podem ser olvidados. nem jamais se inseriu. da Constituição. não havendo espaço para o adicional de risco compor os fundamentos jurídicos das ações referidas. lançar-se. não se insere. em razão dos aspectos jurídicos já abordados. em tese de aplicabilidade pura e simples de arcaica norma. sendo. o Ministério do Trabalho e Emprego contempla em suas normas regulamentadoras apenas dois tipos de adicional: o de insalubridade (Norma Regulamentadora n° 15. há apenas dois adicionais passíveis de serem contemplados em lei. DA NÃO SOBREVIVÊNCIA DO CONCEITO LEGAL DO ADICIONAL DE RISCO . O ADICIONAL DE RISCO NO PLANO ADMINISTRATIVO . por responder pelo risco do negócio. DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO Também no plano administrativo essa realidade se revela por inteiro. insalubres ou perigosas”.860/65.214/78.NORMA REGULAMENTADORA Nº 29. porquanto reserva o tema para regramento em lei. quando não elididas as situações previstas como tal. da mesma forma como não estabeleceu discricionariedade ao aplicador da norma para efeito de apurar riscos. INAPLICABILIDADE DA LEI Nº 4. sob pena de considerar que determinado segmento da sociedade.INCOMPATIBILIDADE LEGISLATIVA COM A REALIDADE ATUAL E COM A PRÁTICA PORTUÁRIA Não fosse a certeza da inaplicabilidade do artigo 14. na medida em que esta estabeleceu apenas três condições ambientais adversas de trabalho como sendo passíveis de recebimento de adicionais (termos do inciso XXIII. cegamente. ao estabelecer disposições específicas relativas à segurança e à saúde no trabalho portuário. Assim sendo. se vida jurídica agonizante ainda tives- 14 . Com efeito. portanto. o trabalho insalubre. Por essa razão. daquele Ministério. aos terminais de contêineres. acenando apenas com o supedâneo genérico do princípio da isonomia. Com efeito. e com ela concordar obediente como se pertencesse a uma casta desprotegida do princípio da segurança jurídica. inciso XXIII. este último não regulamentando. muito menos aquela provocada por oscilação jurisprudencial.CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. ambas do Ministério do Trabalho e Emprego. Admitindo-se ainda para argumentar. seria incontornável não admitir que pelo menos o artigo 14 da lei em referência foi derrogado pela Constituição Federal. sendo esse mais um significativo argumento a afastar a tese das oportunistas reclamações trabalhistas. fiel à restrição constitucional acima apontada. para beneficiar segmento de trabalhadores avulsos e trabalhadores com vínculo para os quais não foi dirigida. data maxima venia. da Portaria nº 3. qual seja o da segurança jurídica. não pode ser oposta como argumentação jurídica válida a afirmação de que o empregador. a Norma Regulamentadora n° 29. da mesma Portaria. Portanto. necessariamente. no conceito de risco do negócio a insegurança jurídica. haveria manifesta incompatibilidade de seu artigo 14 com o que dispõe o artigo 7°.214). quais sejam. seja pela hierarquia das normas. revogadas as suas disposições por dois princípios básicos de hermenêutica. deve inserir nesse conceito a insegurança jurídica. Explica-se: A Lei Fundamental é clara ao estabelecer “adicional de remuneração para as atividades penosas. uma previsão legal de eficácia contida. seja pela circunstância de a lei nova revogar a anterior quando houver incompatibilidade. no caso o dos empregadores em geral. e por força da própria Constituição Federal. não dispôs sobre quaisquer adicionais e nem situações em que adicionais seriam devidos. estando. pudessem ser afastados todos os esclarecimentos até agora lançados. atualmente.214) e o de periculosidade (Norma Regulamentadora n° 16.860/65 ainda permaneceria em vigor após o advento da atual Constituição Federal. quando presente o perigo. mesmo que se admitisse que a Lei n° 4. da Portaria nº 3. do artigo 7°).869/65 . a esse campo.ADICIONAL DE RISCO Data maxima venia. Além disso. Não é tecnicamente aceitável. e quando o trabalho fosse penoso. trata-se de norma vinculada à segurança do trabalho que. nada dispondo sobre adicional de risco ou outros riscos porventura existentes. DA PORTARIA Nº 3. já que o tema remete o intérprete. não está protegido pelo princípio universalmente aceito pelo Estado Democrático de Direito. da Lei nº 4. ou seja. assim.

conforme pode ser constatado no artigo 19. os terminais portuários estão enquadrados na subclasse 5231-1/02 OPERAÇÕES DE TERMINAIS. a forma de proteção individual ou coletiva. dependeria. como sendo de grau leve para risco de acidentes do trabalho. havendo. sua supressão. analisando-se os termos da indigitada Lei. constata-se que seu plano de eficácia estaria restrito à administração do porto. 3 Tanto isso é verdade que. as hipóteses de percepção de adicionais.ADICIONAL DE RISCO se. o trabalho portuário já não é mais considerado. 14. quando a chamada “era dos contêineres” ainda não havia se consolidado. Tais normas é que definem expressamente as situações que levam à caracterização de trabalho insalubre ou perigoso. de acordo com a vigente Classificação Nacional de Atividades (instrumento de padronização nacional dos códigos de atividade econômica e dos critérios de enquadramento utilizados pelos diversos órgãos da Administração Tributária do país). da CLT. 11. considerou mínima a probabilidade de consumação de um dano à saúde ou à integridade física do trabalhador nos terminais portuários. (Paixão. É inegável. por exemplo. Atualmente. Além disso. AUSÊNCIA DE AMPARO LEGAL PARA OUTORGAR DIREITO AO ADICIONAL DE RISCO – PLANO DA EFICÁCIA.860/65. DO ARTIGO 5°. inciso II. de acordo com as particularidades de cada atividade. até mesmo com base no parágrafo primeiro daquele mesmo dispositivo legal. obrigatoriamente. como insalubre. que necessita de esforço bem menor por parte do trabalhador. que. 15 . p. prevista no Anexo V do Regulamento da Previdência Social – RPS. é o artigo 196. como. claramente. remetem ao quadro de atividades de operações insalubres ou perigosas. que dispunha: 3. 93 e 94). DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL Permanecendo nesse exercício hipotético de considerar em vigor a Lei nº 4. portanto. autorizando. São Paulo. os novos equipamentos e as tecnologias implementadas mediante robusto investimento dos terminais. o nível de automação tem reduzido à minoria as cargas ensacadas e. o que se revela adequado. no mínimo. em respeito ao sistema legal brasileiro sobre segurança no trabalho. “pela sistemática atual. Atualmente. que além de faltar amparo de normas complementares expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. lacuna administrativa para a execução da Lei (Art. a aferição de trabalho insalubre ou perigoso. o esforço extraordinário a que era sujeito o trabalhador portuário de outrora”. ainda. da Lei nº 4. 2008.” Ora. o comércio varejista de livros (subclasse 4761-0/01). 87. em conseqüência. no exercício de sua competência regulamentar e tendo em vista as atuais condições de trabalho nos portos brasileiros. caso vida agonizante ainda tivesse o dispositivo. de acordo com a lição de Cristiano Paixão e Ronaldo Curado Fleury. INAPLICABILIDADE DA LEI Nº 4. afastaram de vez as causas de risco de que trata o art. as modernas técnicas de movimentação de mercadorias. equiparando esta atividade a outras também com baixíssimos graus de risco. Mais eloquente. de forma geral. atraindo a incidência da menor alíquota da contribuição para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa (SAT). e as situações em que se tornam devidos os adicionais previstos em lei. da aferição das reais condições de trabalho do segmento e de um arcabouço normativo atualizado e próprio a indicar. em face das modificações na forma de prestação de serviços na área portuária. invariavelmente. não estão mais presentes os riscos que outrora justificaram a criação do adicional de risco na longínqua década de sessenta. Trabalho portuário: a modernização dos portos e as relações de trabalho no Brasil. a qual consta na Relação de Atividades Preponderantes e Correspondentes Graus de Risco. Essa linha de encadeamento legislativo está muito bem representada pelos artigos 189 e seguintes da CLT. por exemplo. às normas existentes paralelamente à lei. não expede normas nem instruções a respeito do adicional de risco. como. Método. respeitadas as normas do art. necessariamente.860/65 SOB PENA DE VIOLAÇÃO DO INCISO II. Recorde-se que nosso sistema legislativo no tocante à segurança do trabalho. que pontifica: “Os efeitos pecuniários decorrentes do trabalho em condições de insalubridade ou periculosidade serão devidos a contar da data da inclusão da respectiva atividade nos quadros aprovados pelo Ministério do Trabalho. além da conteinerização crescente. portanto. Em outras palavras. órgão ao qual cabe estabelecer disposições complementares às normas de segurança no trabalho. remete o operador do Direito. da Constituição Federal). o próprio Poder Executivo Federal. o Ministério do Trabalho e Emprego. Cristiano.860/65. as hipóteses de incidência. não sem antes referir que tais normas também deverão prever as formas de eliminação ou neutralização de agentes nocivos ou perigosos.

rescindido estará o contrato. insubsistente restaria o argumento de que o artigo 7°. terminais privativos de uso exclusivo e terminais privativos de uso misto. estaduais ou municipais. sob pena de violação flagrante ao inciso II. observe-se que o caput do artigo 19 da Lei em questão. sejam federais. esse é o espírito da norma. como seria em caso de contrato de empreitada. Com efeito. Para os servidores sujeitos ao regime dos Estatutos dos Funcionários Públicos. no âmbito legislativo. inclusive.004/1965) foi enfática ao estabelecer a política adotada em matéria portuária. através da mensagem de veto. exclusivamente. efetivo âmbito de aplicação da Lei n° 4. o contrato é manifestamente atípico e se desenvolve por prazo certo. Nesse particular. ou seja. não poderá deixar de fazê-lo em relação ao trabalhador avulso. uniformizando direitos.860/65. ADICIONAL DE RISCO – INTERPRETAÇÃO DO PRINCÍPIO ISONÔMICO PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL Mesmo que em vigor estivesse a Lei nº 4. As disposições desta Lei são aplicáveis a todos os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração. da Constituição Federal. ou seja. 16 . êstes serão aplicados supletivamente. estabelecendo um novo regramento. quando comparados a direitos estabelecidos em outros ordenamentos jurídicos. Muito embora o adicional de risco não seja devido em qualquer situação. horário noturno em período distinto à Consolidação das Leis do Trabalho. Parágrafo único. portanto. com o mesmo operador portuário ou não. no que couber. os direitos consagrados em lei.860/65. não sabe quais trabalhadores atuarão em determinado turno e nem mesmo possui gerência quanto ao estabelecimento da escala. porque a previsão é meramente programática. quando restou excluída a expressão “respeitados. dirigida ao legislador ordinário. sob a justificativa de que “um dos objetivos principais da proposição governamental foi estabelecer a uniformização no regime de trabalho nos portos organizados”. A prática da igualdade dar-se-á. mas não o estendeu a trabalhadores portuários avulsos ou com vínculo de emprego e muito menos para empresas privadas. da Constituição. acordos e contratos coletivos de trabalho”.) O âmbito de aplicação da Lei é de objetiva constatação. não ao Judiciário. continuando em nosso exercício hipotético. direitos de trabalhadores avulsos com os do trabalhador com vínculo permanente. Nessa atipicidade contratual. o contrato envolvendo trabalhador avulso. seu caráter é geral. especial e que previa. Primeiramente.ADICIONAL DE RISCO “Art. A justificativa do Poder Executivo (Mensagem n° 1. sempre que o avulso é escalado para trabalhar num terminal de contêineres e a este respondeu. Mais uma forte razão para afastar a tese de possibilidade de acrescer mais vantagens ao ajustado.” (g. excluindo vantagens afetas a servidores públicos. Posteriormente. assim como será a legislação do trabalho para os demais empregados. terminado o turno para o qual foi escalado o trabalhador. em especial. sendo oportuno destacar que se considerasse as condições de trabalho inaceitáveis ou a remuneração pré-ajustada não condizente. n. havendo condições preestabelecidas de remuneração e trabalho. perpetuando tratamento discriminatório e seletivo. tanto que o operador. formam-se novos contratos. operadoras de terminais de uso público. inciso XXXIV. não cabendo ao Judiciário atuar como legislador positivo. equiparou. não havendo entre as partes elo de subordinação que impusesse sujeição às condições oferecidas. ajustadas entre sindicatos ou entre sindicato e empresa. não há o estabelecimento de condições contratuais diretamente entre as partes. se afasta ainda mais da procedência desse pretenso direito. o Poder Executivo deixou claro. ao assegurar o legislador determinado direito ao trabalhador com vínculo permanente. poderia não responder à escala. mas sempre com prazo determinado. não se admitindo interpretação extensiva para criar outras obrigações. Além disso. O AVULSO: CONTRATO DE TRABALHO A PRAZO CERTO E OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS. que o objetivo da norma era corrigir distorções e uniformizar direitos nos portos. entre outras vantagens. excetuandose as hipóteses de cessão em caráter permanente ou de vínculo de emprego. da mesma forma que é explícita ao condicionar a isonomia ao empregado. mormente por extensão de um adicional previsto para situação que sequer existe mais no mundo jurídico. indiscriminadamente. do artigo 5°. Não obstante. De outra parte. Portanto. 19. ou seja. entretanto. teve veto parcial na sua origem. está ciente das condições de trabalho e dos valores que receberá. de curtíssima duração. não se aplicando a situações especiais.

860/1965. de extensão deste por via jurisdicional. conferidos à universalidade de trabalhadores. Trata-se de preceito isonômico referente a direitos e vantagens genéricos.ADICIONAL DE RISCO SÚMULA Nº339. a extensão de direitos conferidos por lei especial a determinada categoria de trabalhadores em face de situações peculiares. o adicional de risco. por divergência jurisprudencial apenas quanto aos temas “prescrição . 102. formulados pelos Exmos. Não se admite. dentre elas.trabalhador avulso” e “adicional de risco . Dito recurso tem por Relator o Excelentíssimo Ministro RICARDO LEWANDOWSKI. Rio de Janeiro. 7º. O art. Nesse sentido. negar-lhe provimento. 17 . 8. a E. INTELIGÊNCIA DA SÚMULA 339 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. II . XXXIV. em 30 de março de 2009. ART. O preceito constitucional. nem pretendeu alcançar situações específicas. mesmo na hipótese de inconstitucionalidade por omissão parcial decorrente de ofensa ao princípio da isonomia.Refeito o Relatório ante a modificação no “quorum” em razão da relevância da matéria. Cuida-se de preceito isonômico que não autoriza. Presume-se. consolidando o seu posicionamento. NÃO EXTENSÃO AOS TRABALHADORES AVULSOS. REPERCUSSÃO GERAL DO TEMA CONSTITUCIONAL. julho de 2009. com fundamento no art. da Constituição Federal. no mérito: I) por unanimidade. não é admissível a extensão jurisdicional nem mesmo a servidor preterido de determinada vantagem pecuniária que beneficie outro por força de lei. DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. da CF é norma dirigida ao legislador ordinário.860/65. PRECEITO ISONÔMICO. além de implicar multiplicação de feitos em face de todos os trabalhadores avulsos que laboram em portos nacionais. 5. negar-lhe provimento. Rosa Maria Weber e Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. 7. ADICIONAL DE RISCO PORTUÁRIO. a postulação. Inteligência da Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal.O Exmo. conferido a todos os trabalhadores. Observações: I . XXXIV: EXTENSÃO E ALCANCE. e recentemente foi objeto de corretíssimo Parecer proferido pelo Excelentíssimo Subprocurador . par. a partir do reconhecimento do caráter discriminatório do ato legislativo. Tribunal Superior do Trabalho. que assim se manifestou: “CONSTITUCIONAL. pois diz respeito à extensão e alcance do preceito contido no art. XXXIV. 543-A. nos termos do disposto no parágrafo 9º do artigo 131 do RITST. Ministros Luiz Philippe Vieira de Mello Filho e Lelio Bentes Corrêa. SDI-I4 decidiu pela inaplicabilidade do adicional ao trabalhador portuário avulso. como é o caso do adicional de risco. 7º. à determinada categoria de trabalhadores por ele não alcançado. após intenso debate entre os Excelentíssimos Ministros. por corresponder o princípio constitucional a vantagens genéricas. Ademais. por si só. Na oportunidade.8 Decisão: por unanimidade. conhecer dos embargos. pois o aresto recorrido contrária jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal (CPC. contra acórdão proferido pelo E. da Constituição Federal.124 – 4/210. o RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 597. em Sessão Especial. TRABALHISTA. Revela-se e presume-se a repercussão geral da questão constitucional suscitada. com relação à prescrição . 6. II) por maioria. Parecer pelo conhecimento e provimento do recurso.trabalhador avulso”. da CF. e. Ministro Presidente da Sessão deferiu os pedidos de juntada de voto vencido ao pé do acórdão.trabalhador avulso. está em trâmite no Excelso Supremo Tribunal Federal. especialíssimas.1643/2001-022-09-00. vencidos os Exmos. 4. Ministros Lelio Bentes Corrêa. data maxima venia.Geral da República. 3º). VEDAÇÃO DE EXTENSÃO DO ADICIONAL DE RISCO AOS TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS E TRABALHADORES COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO. não alcança. LEI Nº 4. a extensão pelo Judiciário do adicional de risco a quem quer que seja. não autoriza. é de destacar-se que o artigo 7º. interposto pelo Órgão de Gestão de Mão-de-Obra do Serviço Portuário Avulso do Porto Organizado de Paranaguá e Antonina –OGMO/PR. III. VEDAÇÃO DE ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO COMO LEGISLADOR POSITIVO. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. Ainda transitando pelo campo da hipótese de admissão de sobrevivência jurídica da Lei nº 4. Dr.” SEÇÃO ESPECIALIZADA EM DISSÍDIOS INDIVIDUAIS (SDI-1) DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO CONSOLIDA SEU POSICIONAMENTO QUANTO AO TEMA ADICIONAL DE RISCO Em 28 de maio de 2009.trabalhador avulso”. Processo: E-ED-RR . art. 7º. CF. portanto. os 15 ministros que compõem a SDI-1 – órgão responsável pela uniformização da jurisprudência trabalhista no egrégio Tribunal Superior do Trabalho – manifestaram-se sobre diversas matérias polêmicas. quanto ao “adicional de risco . Revela-se. XXXIV. a.

GLOSSÁRIO DE DIREITO PORTUÁRIO Anexo 1 Glossário de Direito Portuário 18 .ANEXO 1 .

Aracaju. abastecimento. Juazeiro. sujeitam-se a mera autorização. sob determinadas regras ditadas pela Lei. exercendo a preparação do navio o apresta para uma viagem detendo. desembaraço. dentre os quais a viabilização do comércio exterior e o desenvolvimento econômico nacional. Salvador. assim. Vila do Conde. podem. Age ela como preposta do armador. utilizando espaço portuário próprio. O armador afretador ou locatário é a pessoa a quem o proprietário cede a embarcação. movimentar carga de terceiros. Cais: Plataforma em parte da margem de um rio ou porto de mar em que atracam os navios e se faz o embarque ou desembarque de pessoas ou mercadorias. Ponta da Madeira. Contêiner flat rack – tipo de contêiner aberto. precedido de licitação. Tomador de mão-de-obra: Aquele que utiliza força de trabalho portuária realizada com vínculo empregatício a prazo indeterminado ou avulso. Itajaí. sem prévia licitação. Sujeitam-se. Terminais de uso público: Pessoas jurídicas que. O fretamento a casco nu envolve não só a cessão dos espaços de carga do navio. após o que o mesmo é fechado sob lacre (lacrado) e transportado no porão e/ou convés de um navio para ser aberto (desovado) no porto ou local de destino. Operador portuário: Figura jurídica criada pela Lei 8. teriam de ser transportadas soltas em navios convencionais. Praia Mole. Esperança. Poderá ser por viagem (Voyage Charter Party – VCP). Terminais especializados: Pessoas jurídicas que. Terminais de uso misto: Pessoas jurídicas que. 8. Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ: Entidade integrante da administração federal indireta é a agência incumbida de regular e controlar a atividade de transportes aquaviários no país. para operarem em área do porto organizado. São Sebastião. Santarém. Itacoatiara. de outro modo. ou utilizam equipamento para movimentação e armazenagem de acessório de embalagem. utilizando espaço portuário próprio têm por objeto principal a movimentação da carga do próprio titular do terminal. Maceió. Sepetiba. Terminal Bianchini. Suape. utilizando espaço portuário próprio. por tempo (Time Charter Party – TCP) ou visando a uma partida de mercadoria envolvendo vários navios (Contract Of Afreightment – COA ). realizada no porto organizado por operadores portuários ou fora dele por operador portuário pré-qualificado. às quais.233/2001). também. O armador gerente pessoa a quem os proprietários de um mesmo navio transferem a administração deste. Pré-qualificação: Habilitação feira junto à Administração do Porto pelas antigas agências marítimas. Itaqui. Santos. carregamento. Cáceres. usado para cargas compridas ou de forma irregular. cimento. responsável pela direção e coordenação das operações portuárias que efetuar. Contêiner para automóveis – automóveis. por exemplo. Capuaba. Cabedelo. Porto Alegre. saco com café (coffee bags). ilhéus. Tubarão. mas. de Alex Sandro Stein). movimentam e armazenam produtos com característica especial. Fretamento: Contrato segundo o qual o fretador cede a embarcação a um terceiro (afretador). a própria armação do navio. etc. Os tipos mais comuns são: Contêiner comum – carga geral diversificadas (mixed general cargo). Operação portuária: Movimentação e armazenagem de mercadorias destinadas ou provenientes de transporte aquaviário. com a função de gerenciar e fiscalizar todas as atividades e operações portuárias no âmbito do porto. Forno. Rio de Janeiro. Belém. contêineres (terminal de contêiner).233/2001.Fortaleza (Mucuripe). Terminal de Trigo e Soja (TTS). Cotrijuí. tais como. Complexo de Embarque de Grãos e Farelos. Terminais de uso privativo: Pessoas jurídicas que. INCOBRASA. por isso. consiste em um saco resistente utilizado para acondicionamento de granéis sólidos.ANEXO 1 . São Francisco do Sul. desenvolvem suas atividades a prazo indeterminado (art.GLOSSÁRIO DE DIREITO PORTUÁRIO Agência Marítima ou de Navegação: Empresa contratada pelo armador para representar os seus interesses em terra. Corumbá. Pelotas. também. Barra do Riacho. caracterizando-se por ser um contentor. Angra dos Reis. Contêiner flexível – Também conhecido como big bag. Contêiner: Acessório de embalagem. Podem recusar carga. os lucros auferidos. Armador: Representante ou proprietário do navio. SOCEPPAR. granéis (terminal graneleiro). Recife.630/93. 43 da Lei nº 10. possuindo apenas paredes frontais. ao regime de concessão. O armador proprietário é o proprietário do navio e que. Aratu. ficando responsável de receber os fretes e providenciar os fretamentos. b) Curso de Direito Portuário. interromper sua operação e definir livremente o preço a ser cobrado por sua atividade. Cais de Vitória. 19 . grande caixa ou recipiente metálico no qual uma mercadoria é colocada (estufada ou ovada). como por exemplo. Petrolina. descarregamento. para efeito de usufruir em conjunto os rendimentos auferidos. Areia Branca. Docas: Parte de um porto de mar ladeada de muros ou cais. Estrela. Contêiner frigorífico – produtos perecíveis. Portos Brasileiros (Principais): Manaus. para movimentar carga própria. (Fonte de informações para elaboração deste glossário: a) Manual do Trabalho Portuário e Ementário (Ministério do Trabalho e Emprego).630/93 (“Lei de Modernização dos Portos”). Complexo Portuário de Vitória. não sendo necessária a sua pré-qualificação. SANBRA. Contêiner teto aberto (open top) – trigo. Cercado. Paul. n. sempre em conformidade com a legislação aplicável. onde as embarcações tomam ou deixam carga. é a pessoa jurí- dica pré-qualificada para a execução de operação portuária na área do porto organizado. mediante contrato de locação ou fretamento. Caracaraí. e que vai auferir os lucros de tal embarcação. Natal. voltando-se para a concretização de interesses públicos indisponíveis. Contêiner tanque – produtos líquidos. Pirapora. permitindo que a empresa que produz determinado bem realize o armazenamento de seu produto e sua movimentação portuária. Porto de Rio Grande. como. Não prestam serviço público. nos termos da Lei nº 10. Porto Velho. Companhias Docas: Antigas autoridades portuárias. Portainer: Equipamento automático para movimentação de contêineres. utilizando espaço portuário próprio têm por objeto a prestação do serviço público de movimentação e armazenagem de carga. Ladário. Paranaguá. em que o cessionário será o empregador da tripulação. A lei considerou a Administração do Porto como operadora portuária nata.

ANEXO 2 .PARECER DA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA Anexo 2 Parecer da Procuradoria Geral da República 20 .

ANEXO 2 .PARECER DA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA 21 .

PARECER DA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA 22 .ANEXO 2 .

PARECER DA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA 23 .ANEXO 2 .

ANEXO 2 .PARECER DA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA 24 .

PARECER DA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA 25 .ANEXO 2 .

PARECER DA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA 26 .ANEXO 2 .

PARECER DA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA 27 .ANEXO 2 .

ANEXO 3 .SUMÁRIO DE JURISPRUDÊNCIA Anexo 3 Sumário de Jurisprudência 28 .

860/65. por injunção da Lei 4.2217/2005-010-17-00. da Lei nº 4. que estão ligados ao órgão de gestão de mão de obra do trabalho portuário. ao pagamento do adicional de risco previsto no art. 1875/2003-022-09-00-8: adicional de risco. RR . não podendo ser estendido a trabalhadores de terminais portuários privados. Nessas circunstâncias. apenas sendo devido aos servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração.3: adicional de risco não é devido aos trabalhadores portuários avulsos no que tange ao artigo 7º. pois tal norma é de natureza especial.860/65.630/93. tendo a referida Lei criado disposição específica a ser aplicada apenas neste âmbito.630/93.4132/2006-022-12-00. apenas ao vinculado a Administração do Porto. RR . o que afasta a possibilidade de extensão do pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos.8: adicional de risco.860/65.1165/2002-322-09-00. da Lei nº 8.5509/2005-050-12-00.2: adicional de risco não é devido ao trabalhador portuário avulso.1225/2002-010-05-00. somente é devido aos servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos. RR . por injunção da Lei 4.0: adicional de risco previsto na Lei 4.1: Os trabalhadores que prestam serviços em terminal privativo. RR . de aplicação restrita. RR .326/2005-022-09-00. RR .860/65 e 18. em virtude de ele. 14 da Lei nº 4. somente é devido aos servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos. que estão ligados ao órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário. estão submetidos às regras de direito privado. não se estendendo o pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos. não incidindo a Lei n.860/65. RR .860/65. salvo se tiver sido objeto de negociação coletiva. 29 . vantagem conferida apenas aos trabalhadores dos portos organizados.860/65. portanto. 14 da Lei 4. § 2º.860/65. somente ser devido aos empregados portuários.201/2002-001-05-00.1: adicional de risco somente é devido aos servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos. que estão ligados ao órgão de gestão de mãode-obra do trabalho portuário.630/93. previsto no art.860/65.5: não é aplicável aos trabalhadores avulsos o pretendido adicional de risco.8: não cabe adicional de risco aos trabalhadores portuários que se fundamentam na Lei nº 4.1509/2005-445-02-01. a concessão desse adicional viola a literalidade dos arts. RR . somente é devido aos servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos.º4.6: terminal portuário de uso privativo submete-se às regras de direito privado. XXXIV da CR/88. RR 1643/2001-022-09-00/40-8: não é aplicável aos trabalhadores avulsos o pretendido adicional de risco.1402/2003-008-17-00. que exigem que os trabalhadores sejam empregados ou que pertençam à Administração do Porto Organizado.860/65 é benefício limitado aos trabalhadores de Portos Organizados.SUMÁRIO DE JURISPRUDÊNCIA TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO RR . o que afasta a possibilidade de extensão do pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos. não há falar em incidência do artigo 14. que estão ligados ao órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário. o que afasta a possibilidade de extensão do pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos. da Lei nº 8. em virtude de ele. 6º.6: incabível é a concessão do adicional de risco com base no fato de tão-só o trabalhador laborar na área portuária.860/65. que estabelece o regime de trabalho nos portos organizados.860/65. RR 415/2003-022-09-00: o adicional de risco foi criado pela Lei nº 4.1725/2001-022-09-00. não se podendo a ela conferir a amplitude geral.630/93. 14 da Lei 4.ANEXO 3 . na conformidade da Lei 8.1881/2003-022-09-00. por força do art. previsto no art. 19 da Lei nº 4. que trata do regime de trabalho nos portos organizados e tem suas disposições aplicáveis especificamente a -todos os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração. I.2: adicional de risco. Recurso de revista conhecido e provido. 14 da Lei 4. salvo se tiver sido objeto de negociação coletiva. na conformidade da Lei 8. não fazendo jus. RR . ED-RR . somente ser devido aos empregados portuários. previsto no art.

JURISPRUDÊNCIA Anexo 4 Jurisprudência 30 .ANEXO 4 .

salvo disposições especiais em contrário.A jurisprudência atual da SBDI-1 adota a tese de que.860/65. no caso do trabalhador avulso. AUSÊNCIA DE SUBMISSÃO.A igualdade de direitos. instituído pela Lei nº 4. vínculo de trabalho subordinado. regulada pela CLT. já que se limitou a aludir à necessidade de constituição no âmbito do órgão gestor de mão-de-obra de comissão paritária para a solução dos litígios decorrentes da aplicação das normas ali referidas. é de 5 (cinco) anos. III . por força da norma constitucional. a composição dos termos e as demais condições do trabalho avulso serão objeto de negociação entre as entidades representativas dos trabalhadores portuários avulsos e dos operadores portuários-. qualifica-se como igualdade ficta. INCISO XXXIV DA CONSTITUIÇÃO. II .TRABALHADOR AVULSO. da mesma forma que. contempladas no âmbito da legislação extravagante. suscitada à guisa de violação do artigo 93. I . prevista no artigo 7º. a teor do seu artigo 19.ANEXO 4 . ainda que eventualmente o Regional não tivesse examinado determinado aspecto ou aspectos veiculados no recurso ordinário dos recorrentes.860/65. estabelece. I .Recurso não conhecido.Significa dizer que a norma do artigo 29 da Lei 8. a fundamentação da decisão impugnada autoriza manifestação conclusiva desta Corte sobre as questões de fundo invocadas no apelo extraordinário. que dispõe sobre o regime jurídico da exploração dos portos organizados e das instalações portuárias. Incidência da Súmula nº 333/TST. inciso XXXIV. no caso do empregado propriamente dito. I . a definição das funções.Recurso provido para declarar a prescrição de todos os direitos anteriores a dois anos. dada a igualdade de direitos entre o empregado e o trabalhador avulso. não se pode negar que a prescrição aplicável. pois trata desigualmente os desiguais. inciso XXXIV. inciso IX da Constituição. da Constituição. é hipótese diversa da arbitragem no âmbito dos trabalhadores portuários avulsos. no curso do período em que o avulso presta serviços no tomador. Nesse sentido precedentes de Turmas do TST. Precedentes de Turmas do TST. ao passo que.Nesse sentido. que -A remuneração. PRESCRIÇÃO BIENAL. sob pena de prescrição. IV .Tendo por norte a desigualdade material da relação jurídica do trabalhador avulso e do empregado propriamente dito. ADICIONAL DE RISCO . só se aplica. há mera relação de trabalho. o seu prazo é de 2 (dois) anos para reclamar seus direitos. na medida em que. II . VI . entre o trabalhador com vínculo empregatício e o trabalhador avulso. alcançando especificamente os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração.JURISPRUDÊNCIA ADICIONAL DE RISCO Tribunal Superior do Trabalho RR . que fora instituído. estando ao contrário em consonância com o princípio maior da igualdade do artigo 5º caput da Constituição. II .Não se divisa a preliminar de negativa de prestação jurisdicional.630/93 tenha o legislador erigido condição para o ajuizamento da reclamatória trabalhista. TRABALHADOR AVULSO.Não se extrai do artigo 23 da Lei 8.No mais.A obrigatoriedade de se submeter a controvérsia à Conciliação de Conciliação Prévia. da Constituição da República. por ser disposição especial. cuja Comissão Paritária detém competência para os litígios decorrentes dos artigos 18. INAPLICABILIDADE.Afora essa constatação. no seu artigo 29.630/1993 FRENTE AO ARTIGO 7º.Com isso se impõe a ilação de a equiparação ficta de direitos se referir aos proverbiais direitos trabalhistas contemplados nos vários incisos do artigo 7º da Constituição e na Consolidação das Leis do Trabalho. para os empregados portuários. na medida da respectiva desigualdade. se tal tiver sido objeto de negociação entre as entidades representativas dos trabalhadores portuários avulsos e dos operadores portuários. como o fez no artigo 625-D da CLT em relação às comissões de conciliação prévia. III . VII . pela Lei nº 4. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 29 DA LEI 8. rompida a prestação de serviços e. sobressai a conclusão de que aquele só terá direito ao adicional de risco. extraída da diversidade de relação jurídica subjacente à relação de trabalho avulso e à relação de trabalho subordinado. con- tados da propositura da ação ajuizada em 11/7/2002. constata-se que o adicional de risco. ao regime de trabalho nos portos organizados. Recurso não conhecido. eventual decisão que 31 . a seu turno. 19 e 21 da Lei dos Portos.1225/2002-010-05-00. visto que compulsando a decisão impugnada percebe-se terem sido enfrentadas todas as questões relevantes para o deslinde da controvérsia. I . Precedentes de Turmas.630/1993.3: ACÓRDÃO (4ª Turma) BL/dm/BL COMISSÃO PARITÁRIA.630/1993. portanto o contrato de trabalho atípico.A Lei nº 8. V . NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. II . Isso por conta da manifesta distinção da relação jurídica de ambos com o tomador do serviço. não colide com a igualdade ficta contemplada no artigo 7º.

32 . Argúem preliminares de nulidade por ausência de submissão à comissão de conciliação prévia e por negativa de prestação jurisdicional. quando do ajuizamento.avulso e adicional de risco .Recurso provido para.JURISPRUDÊNCIA estendesse ao trabalhador avulso o adicional de risco que fora previsto para o empregado portuário. 896 da CLT. às fls.630/1993. 1056/1064. Contra-razões às fls. do CPC. 1 . 1021). dos trabalhadores portuários. Pretende a extinção do feito. Consignou que -à época em que aforada a ação ainda não restava definido quanto a ser exigível. 19 e 21 desta lei.3. no todo ou em parte. de comprovar.COMISSÃO PARITÁRIA. VIII . traria subjacente declaração incidental de inconstitucionalidade do artigo 29 da Lei nº 8.avulso. deixando as rés. 1020/1027. inciso IV. Reforça esse entendimento com o advento dos artigos 625-A e 625-D da CLT. aos quais foi negado provimento. Os recursos foram admitidos pelo despacho de fls. o atendimento ao pressuposto aventado (art. 625-A. Comissão Paritária para solucionar litígios decorrentes da aplicação das normas a que se referem os arts. in verbis: -Deve ser constituída. pretendem a reforma da decisão. 1158/1159. com base no artigo 267. nos seguintes temas: prescrição bienal . Vistos. inclusive. CLT). rejeitou a preliminar de nulidade processual por não submetida a demanda à comissão de conciliação prévia e negou provimento ao recurso ordinário dos reclamados. nos termos do acórdão de fls. no âmbito do órgão de gestão de mão-de-obra.Aqui vem a calhar o que preconiza a Súmula Vinculante nº 10 do STF. de que -Viola a cláusula de reserva de plenário (CF. a controvérsia deveria ser submetida previamente à comissão paritária prevista no artigo 23 do diploma legal mencionado. nº TST-RR-1225/2002-010-05-00..1 .. E OUTRO e são Recorridos ADEILDO MARQUES DE CERQUERIA E OUTROS. as partes devem recorrer à arbitragem de ofertas finais. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista. 1162/1168. O artigo 23 da Lei 8. O Tribunal Regional manteve a sentença que rejeitara a preliminar de ausência de pressuposto de desenvolvimento válido e regular do processo. relativo ao pagamento do adicional de insalubridade. artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que. As reclamadas interpõem recursos de revista. com arrimo nas alíneas “a” e “c” do art. da violação ao artigo 625-D da CLT e da divergência jurisprudencial colacionada. pelo acórdão de fls. 1067/1108 e 1112/1153. AUSÊNCIA DE SUBMISSÃO O recorrente alega que. O TRT da 5ª Região. em face da inobservância do requisito constante do artigo 23 da Lei 8. arrimada unicamente na igualdade ficta do artigo 7º.CONHECIMENTO 1. julgar improcedente o pedido de adicional de risco. em que são Recorrentes AGÊNCIA MARÍTIMA BRANDÃO FILHOS LTDA. determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para que prossiga no exame do pedido subsidiário dos reclamantes. reformando a decisão recorrida. afasta sua incidência.630/93. a existência da Comissão Paritária no OGMO.ANEXO 4 . para cuja higidez jurídica seria imprescindível a observância do princípio da reserva de plenário do artigo 97 da Constituição.630/93. sendo os conflitos trabalhistas decorrentes do trabalho portuário regulado pela Lei 8. Foram interpostos embargos declaratórios. VOTO Analisa-se conjuntamente os recursos de revistas das reclamadas.(fl. Dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. sem que ele tivesse sido objeto de negociação entre as entidades representativas dos trabalhadores portuários avulsos e dos operadores portuários. Caso ultrapassada. embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. instituidores da Comissão de Conciliação Prévia. conquanto extemporaneamente. § 1° Em caso de impasse. inciso XXXIV da Constituição. sob pena de nulidade do processo.630/93 dispõe. em razão da perfeita identidade de matérias. 18. É o relatório.

não impõe condição para o ajuizamento da reclamação trabalhista. Segunda Turma. De fato. Situação na qual a ação foi julgada improcedente. § 3° Os árbitros devem ser escolhidos de comum acordo entre as partes e o laudo arbitral proferido para solução da pendência possui força normativa.8.362/1999. 23 da Lei 8. O juízo arbitral previsto no artigo 23 da Lei nº 8. DJ-24/3/2006) “CARÊNCIA DE AÇÃO. DJ-30/9/2005) Ademais.” (RR-541.0. não é precedente necessário para a propositura de reclamação trabalhista. com a declaração da inexistência do vínculo de emprego. é hipótese diversa da arbitragem no âmbito dos trabalhadores portuários avulsos. SUBMISSÃO À COMISSÃO PARITÁRIA. Relator Ministro José Simpliciano Fontes de F. Precedente turmário. AUSÊNCIA DE IMPOSIÇÃO LEGAL.” (AIRR-85299/2003-900-02-00.630/93. Extinto o processo. Cabe registrar. Ofensa ao disposto no artigo 5º. XXXV. procedimento extrajudicial com o fito de compor os conflitos de interesses concernentes ao obreiro avulso. Recurso de revista conhecido e desprovido. A instituição das Comissões Paritárias não teve o condão de criar novo pressuposto processual. Diferentemente do fenômeno processual que ocorre em relação ao art. É que a obrigatoriedade de se submeter a controvérsia à Conciliação de Conciliação Prévia.ANEXO 4 .630/93. donde se conclui que o comparecimento do Reclamante à Comissão Paritária é facultativo. cuja Comissão Paritária detém competência para os litígios decorrentes dos artigos 18.” (AIRR-1931/1999441-02-40. os seguintes precedentes de Turma no mesmo sentido: “RECURSO DE REVISTA DO RECLAMADO. Primeira Turma. DJ-4/4/2008) “AGRAVO DE INSTRUMENTO DA CODESP. ou seja. O artigo 23 da Lei nº 8. § 3º.630/93. 19 e 21 da Lei dos Portos. na condição de trabalhador avulso. independentemente de homologação judicial-.LEI DOS PORTOS SUBMISSÃO DO LITÍGIO À CONCILIAÇÃO PRÉVIA ANTES DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO TRABALHISTA . VIOLAÇÃO DO ARTIGO 5º. Juiz Convocado Ricardo Machado. XXXV.630/1993) não prevê sanção alguma para as hipóteses em que o Empregado não se submete a tais Comissões.6. LEI Nº 8. DJ-7/12/2007) “CERCEAMENTO DO DIREITO DE AÇÃO. em face da comprovação de que o reclamante desempenhava atividades de amarrador. com fundamento no inciso VI do artigo 267 do Código de Processo Civil. porque não cumprido o requisito estabelecido no artigo 23 da referida Lei nº 8. a submissão 33 . Terceira Turma. no concernente à tentativa prévia de composição do conflito mediante comissão paritária instituída no âmbito do órgão gestor de mão-de-obra. Recurso de revista conhecido por violação e provido. sem julgamento do mérito. da Lei nº 8. conquanto a fundamentação da Turma Regional tenha se amparado precipuamente na análise da inexigibilidade da submissão à Comissão de Conciliação Prévia do artigo 625-D da CLT. 19 e 20 desta Lei. já que se limitou a aludir à necessidade de constituição no âmbito do órgão gestor de mão-de-obra de comissão paritária para a solução dos litígios decorrentes da aplicação das normas ali referidas. não se extrai do preceito em foco tenha o legislador erigido condição para o ajuizamento da reclamatória trabalhista. Ressalte-se que o dispositivo citado pela parte (art. Relator Ministro Aloysio Corrêa da Veiga. não constitui uma condição da ação. SUBMISSÃO PRÉVIA.630/93. Sexta Turma. LEI DOS PORTOS. Fernandes. como o fez no artigo 625-D da CLT em relação às comissões de conciliação prévia.” (RR-1543/2006-022-09-00. que impõe. regulada pela CLT. Relator Ministro Lelio Bentes Corrêa. inciso XXXV. na forma do disposto no artigo 57.JURISPRUDÊNCIA § 2° Firmado o compromisso arbitral. até porque o direito de ação é uma garantia fundamental prevista no art. quanto às horas extras e demais pedidos. 625-D da CLT. Agravo de Instrumento não provido. COMISSÃO PARITÁRIA. CARÊNCIA DE AÇÃO. 5º. O objetivo do legislador ao instituí-las foi o de privilegiar a adoção de soluções autônomas nos conflitos trabalhistas. DA CONSTITUIÇÃO FEDE- RAL. Nesse sentido são os seguintes precedentes: “CARÊNCIA DE AÇÃO . como já se expôs anteriormente.DESNECESSIDADE. por outras razões. da Constituição Federal. o recurso não logra o conhecimento mediante o argumento de violação ao dispositivo consolidado.630/93 ao consignar que deve ser constituída Comissão Paritária para solucionar litígios decorrentes da aplicação das normas a que se referem os artigos 18. da Constituição Federal de 1988 que se reconhece configurada. como condição da ação. não será admitida a desistência de qualquer das partes.

PRESCRIÇÃO . inciso IX da Constituição. Entendem que a cada término de vínculo contratual. a fundamentação da decisão impugnada autoriza manifestação conclusiva desta Corte sobre as questões de fundo invocadas no apelo extraordinário. da Constituição Federal. DJ. DJ-09/2/2007) “RECURSO DE REVISTA COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA LEI Nº 8.TRABALHADOR AVULSO Sustentam as recorrentes que a decisão regional ofende o artigo 7º. assim. O Tribunal de origem manteve a sentença no tocante à prescrição. Sexta Turma. ARB I TRAGEM. 1088. por divergência jurisprudencial. nesse passo. oriundo do TRT da 17ª Região. visto que compulsando a decisão impugnada percebe-se terem sido enfrentadas todas as questões relevantes para o deslinde da controvérsia. da Constituição. 34 . Não há. deve ser contado o prazo prescricional bienal. Não é obrigatória. este último diploma legislativo não impõe condição para o ajuizamento da reclamação trabalhista. Rejeitou a tese recursal de que a cada escala de trabalho do avulso forma-se um novo contrato com o tomador de serviços e ao término de cada prestação de serviço começa a fluir o biênio prescricional. Comissão Paritária para solucionar litígios decorrentes da aplicação dos arts.630/93 (Lei dos Portos) apenas enuncia que deve ser constituída.” (RR-1279/1999-004-02-85. O recurso logra conhecimento por divergência com o segundo aresto transcrito à fl.630/93. incisos XXIX e XXXIV. pois. a que se refere o art. Trabalhador avulso. dado não existir contrato de trabalho. Não se extrai.” (AIRR2453/1999-301-02-41. Asseverou que nos termos do artigo 7º. Ministra Relatora Maria Cristina Irigoyen Peduzzi. Não conheço. Para o trabalhador avulso. Ante o exposto. sendo desnecessário. PRELIMINAR DE CARÊNCIA DA AÇÃO. o que atrai a incidência da Súmula nº 296/TST. os trabalhadores avulsos sujeitam-se ao mandamento contido no inciso XXIX do mesmo artigo constitucional. Incólume o artigo 7º. encontrando-se superada a divergência jurisprudencial colacionada pelo recorrente.2 .” (AIRR-1994/1999-442-02-40. suscitada à guisa de violação do artigo 93. inciso XXXIV. XXXV da CF/88. tenha o legislador expressamente imposto a arbitragem no âmbito portuário como condição da ação para propositura da reclamação trabalhista.ANEXO 4 . de forma a obstar a admissibilidade do recurso. o art. Terceira Turma. incide a Súmula nº 333 do TST. que ocorre diretamente entre o trabalhador e a empresa tomadora de serviços.852/2000. cada serviço realizado é considerado per se. 1. Apresentam arestos para cotejo. Os arestos trazidos para confronto referem-se à necessidade de submissão do litígio à comissão de conciliação prévia do artigo 625-D da CLT. 1. 23 da Lei nº 8. portanto. 18. assim redigido -Prescrição. RECURSO DE REVISTA. no âmbito do órgão de gestão de mão-de-obra. 1. consoante pacífica jurisprudência é aplicável aos trabalhadores avulsos a prescrição bienal. a submissão ao juízo arbitral. devendo o lapso prescricional de dois anos começar a fluir da data do pagamento pelos serviços efetuados-. é distinta das comissões prévias de conciliação. Precedentes desta Corte. Ministro Relator Ives Gandra Martins Filho. previstas na Lei nº 9.3 . Relator Juiz Convocado Luiz Antonio Lazarin. PORTUÁRIOS. como reconhecer violação do art.630/93 CARÊNCIA DA AÇÃO A esfera administrativa. de molde a afastar a regra geral do livre acesso ao Poder Judiciário insculpida no artigo 5º. incisos XXIX e XXXIV. Vale dizer. e não à arbitragem. não conheço do recurso. 23 da Lei 8.630/93. ainda que eventualmente o Regional não tivesse examinado determinado aspecto ou aspectos veiculados no recurso ordinário dos recorrentes. 23 da Lei dos Portos. prevista no artigo 23 da Lei nº 8. Quarta Turma. Dessume-se da decisão recorrida que o Regional decidiu que aplica-se aos trabalhadores avulsos apenas a prescrição qüinqüenal do artigo 7º.22/6/2007) “AGRAVO DE INSTRUMENTO. inciso XXIX.630/93. da interpretação do artigo 23 da Lei nº 8.JURISPRUDÊNCIA do litígio à Comissão de Conciliação Prévia (via administrativa extrajudicial). da Constituição Federal. da Constituição Federal.PRELIMINAR DE NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL Não se divisa a preliminar de negativa de prestação juris- dicional. Conheço. Afora essa constatação. o esgotamento da esfera administrativa. 19 e 21 dessa lei. DJ-06/10/2006) Desse modo.

inexistindo vínculo de emprego. dada a igualdade de direitos entre o empregado e o trabalhador avulso. nas quais pretendessem o pagamento de verbas trabalhistas que lhes foram estendidas a par- tir de igualdade meramente ficta com os trabalhadores com vínculo de emprego. nova contratação adquire contornos de independência do anterior. Deste modo. O art.fls. vez que restringiu o direito apenas aos empregados efetivos ou servidores públicos integrantes do quadro funcional das administrações dos portos-. 7º. vem a calhar os seguintes precedentes: -A Constituição Federal. EMPREGADO DE TERMINAL PRIVATIVO. seja a bienal ou a qüinqüenal. portanto o contrato de trabalho atípico. 2. à vista do que dispõe o inciso XXXIV. Efetivamente. (Acórdão . sendo forçosa a ilação de que haver-se-ia de cogitar da prescrição civil. 7º da Constituição. tendo como intermediador obrigatório o Órgão de Gestão de Mão-de-Obra OGMO. inciso XXIX da Constituição.. assim redigido: -ADICIONAL DE RISCO. sob pena de prescrição. inciso XXXVI. na Ogmo. por divergência jurisprudencial. não se poderia cogitar da prescrição do artigo 7º. PORTUÁRIO. 35 . e não em relação à prescrição. garante a igualdade de direitos entre o trabalhador avulso e o com vínculo empregatício. o inciso XXXIV do artigo 7º da Lei Maior assegura igualdade de direitos entre os dois tipos de trabalhadores. da Constituição garantir a igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício e o avulso não atraia necessariamente a aplicação da prescrição das ações trabalhistas do artigo 7º. portanto.JURISPRUDÊNCIA 1.ADICIONAL DE RISCO O Regional deferiu o pedido de adicional de risco.860/65 que instituiu o adicional de risco. enquanto que o vínculo contratual se dá diretamente entre o avulso e o tomador dos serviços. culminando por priorizar a incidência da prescrição bienal em detrimento da prescrição qüinqüenal. não havendo restringir sua aplicação às hipóteses de prestação de serviços com vínculo de emprego. e sim a prescrição do Direito Civil. por força da norma constitucional. pois a equiparação se dava e se dá em relação a direitos trabalhistas.(RR-1417/2001-001-13-00. norteada pela natureza civil da relação jurídica entre o trabalhador avulso e a empresa tomadora do seu serviço. oriundo do TRT da 12ª Região. XXIX. O recurso desafia o conhecimento por divergência jurisprudencial com o primeiro paradigma transcrito à fl.860/65. inciso XXIX da Constituição. O trabalhador avulso é aquele que presta serviços a diversas empresas. não se pode negar que a prescrição aplicável. TRABALHADOR AVULSO Este magistrado já adotou a tese de a prescrição aplicável ao trabalhador avulso não ser a prescrição trabalhista do artigo 7º. 1101. XXXIV. 1023). Ademais. que pelo Código de 16 era de 20 anos e pelo Código de 2002 passou a ser de 10 anos. Salientava na oportunidade que a circunstância de o artigo 7º. da mesma forma que. A prescrição aplicável ao trabalhador avulso é a mesma prevista para o trabalhador com vínculo de emprego. inciso XXIX. cuja jurisprudência se consolidou no sentido da aplicação da prescrição trabalhista do artigo 7º. malgrado o trabalhador avulso tivesse os mesmos direitos dos empregados.4 . é de 5 (cinco) anos. Esse entendimento no entanto restou superado no âmbito desta Corte.630/93. Com isso queria dizer que.496/2007. cumprido seu objeto. VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. não alcança os trabalhadores portuários avulsos. O Órgão de Gestão de Mão-de-obra. no caso de a ação se reportar a direitos oriundos do término da prestação de serviços. constituise em mero responsável pela arrecadação e repasse da remuneração dos trabalhadores.ANEXO 4 . no art. da Constituição. não obstante fosse competente a Justiça do Trabalho para conhecer das ações movidas por eles. aplicável aos trabalhadores avulsos portuários o adicional de risco de que cogita a Lei nº 4.4) RECURSO DE EMBARGOS. rompida a prestação de serviços e. daí o termo inicial para efeito da prescrição. o seu prazo é de 2 (dois) anos para reclamar seus direitos. no curso do período em que o avulso presta serviços no tomador. de forma que. sem a formação de vínculo de emprego.1 . APLICABILIDADE AO TRABALHADOR PORTU Á RIO AVULSO. Isso porque o mencionado dispositivo refere-se a “relações de trabalho” de forma ampla. PRESCRIÇÃO BIENAL. da Constituição da República.PRESCRIÇÃO BIENAL. Nesse sentido. do art. conforme o disposto na Lei nº 8. deve ser provido os embargos para aplicar a prescrição bienal. 14 da Lei nº 4. Conheço do recurso.

Embargos conhecidos e providos quanto ao tema.Da interpretação do art. dentro do biênio prescricional contado da extinção contratual. adotando o posicionamento dominante deste Tribunal. 7.JURISPRUDÊNCIA nos termos do art. 7. consubstanciada na seguinte ementa: TRABALHADOR AVULSO . o beneficiário dos serviços prestados pelo avulso ficaria em situação desigual e desprivilegiada em relação aos e m pregadores que mantêm vínculo de emprego permanente. na medida em que. dou provimento ao recurso para declarar a prescrição de todos os direitos anteriores a dois anos. 7º. 1167. DJ 01/08/2008) RECURSO DE EMBARGOS. há de ser observada tanto pelo trabalhador com vínculo permanente como pelo trabalhador avulso a contagem da prescrição com limite constitucional de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Ora. XXIX. nasce para o titular da pretensão o direito de verificar a existência de crédito trabalhista. em que se adotou tese oposta à do Regional. Vieira de Mello Filho. in i ciando-se a partir daí a contagem do prazo prescricional. ao atribuir igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso . ou seja. a partir de cada trabalho ultimado. nasce para o titular da pretensão o direito de verificar a existência de crédito trabalhista. muito embora não se desconheça a atipicidade da relação jurídica que une um avulso ao tomador do seu serviço. contados da propositura da ação ajuizada em 11/7/2002. 3. ao fundamento de ele ser aplicável aos trabalhadores avulsos portuários. contemplada no inciso XXXIX. Desse modo. 2. I) PRESCRIÇÃO. não permitiria que se atribuísse para situações consideradas pelo ordenamento jurídico como idênticas tratamentos diferenciados. fulmina definitivamente a pretensão trabalhista. 1. Rel.2 . O princípio da isonomia. (ERR-1501/2001-003-13-00. (E-ED-RR-87/2002022-09-00. contados da extinção do contrato de trabalho. Recurso de Embargos desprovido. XXIX.TRABALHADOR AVULSO O Regional deferiu o pedido de adicional de risco. calcado na igualdade substancial prevista na Constituição Federal em seu art. II. terminou por resolver a questão que ora se busca decifrar. RECURSO DE EMBARGOS INTERPOSIÇÃO APÓS A EDIÇÃO DA LEI Nº 11. DJ 27/6/2008) Desse modo. DJ-28/03/2008.ANEXO 4 . art. 5. Aloysio Corrêa da Veiga. consoante orienta a máxima latina dormientibus non succurrit ius (o direito não socorre os que dormem). oriundo do TRT da 17ª Região. do art. no particular. se virtuais direitos trabalhistas foram sonegados ou não-reconhecidos ao trabalhador avulso.ADICIONAL DE RISCO A Lei nº 4. (EED-RR-15/2002-022-09-00. Min. da Constituição Federal. na hipótese de trabalhador avulso. Se assim não fosse. Rel. TRABALHADOR AVULSO PORTUÁRIO X TRABALHADOR COM VÍNCULO EMPR E GATÍCIO PERMANENTE. invocado na conformidade da súmula 337. calcado na igualdade substancial (CF. O inciso XXXIV do art. às ações trabalhistas ajuizadas pelo trabalhador avulso. para verificar qual será o prazo prescricional a ser observado pelo trabalhador avulso. cujo contrato de trabalho deve ser considerado como aquele que decorreu da prestação dos serviços. contado da extinção de cada prestação de serviço executada junto à empresa que o contratou. se para o trabalhador com vínculo permanente a contagem da prescrição tem limite constitucional de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. 5. SBDI-1.°. sendo que. malgrado não faça expres- 36 . Com isso. Assim. 4. Recurso de embargos conhecido e provido.°. 7º da Constituição. defende justamente a igualdade de tratamento para situações consideradas no ordenamento jurídico. atribui igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso.496/2007 PRESCRIÇÃO TRA- BALHADOR AVULSO PORTUÁRIO .860/65.860/65 não diz respeito aos trabalhadores avulsos. se qüinqüenal ou bienal contado da extinção do contrato de trabalho. à vista da igualdade entre o trabalhador avulso e o empregado. 5º. outra solução não poderá ser dada ao trabalhador avulso. o contrato de trabalho deve ser considerado como aquele que decorreu da prestação dos serviços. Min. da CF. 2. Cinge-se a controvérsia na interpretação do art. muito embora não se desconheça a atipicidade da relação jurídica que une um avulso ao tomador do seu serviço. 7°. de que cogita a Lei nº 4.° da Carta Magna.ADICIONAL DE RISCO . O recurso desafia o conhecimento por divergência jurisprudencial com o paradigma de fl. II). se infere que o prazo prescricional a ser observado pelo trabalhador avulso é o bienal. iniciando-se a partir daí a contagem do prazo prescricional. Rel. O inciso XXXIV do art. Assim. 7° da Carta Magna. XXIX. já que estes sabem que a inércia do ex-empregado pelo prazo de dois anos. pois o princípio da isonomia. da Constituição Federal. Min. impõe-se que este reivindique o mais breve possível. Maria de Assis Calsing). a partir de cada trabalho ultimado.

I A igualdade de direitos.860/65 e 18. extraída da diversidade de relação jurídica subjacente à relação de trabalho avulso e à relação de trabalho subordinado. entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalha- 37 . ao regime de trabalho nos portos organizados. na medida da respectiva desigualdade. que exigem que os trabalhadores sejam empregados ou que pertençam à Administração do Porto Organizado. inciso XXXIV. ADICIONAL DE RISCO . posto que a melhor interpretação do aludido dispositivo conduz à igualdade in genere. não alcançando os direitos específicos dos empregador. Vem a calhar o vetusto e sempre novo ensinamento de Rui Barbosa. se tal tiver sido objeto de negociação entre as entidades representativas dos trabalhadores portuários avulsos e dos operadores portuários. cuja atribuição essencial é administrar o fornecimento de mão-de-obra.TRABALHADOR AVULSO. ao passo que.630/1993. a teor do seu artigo 19. só se aplica.JURISPRUDÊNCIA sa menção apenas aos empregados. a definição das funções.(TST. A igualdade de direitos. na medida em que sejam desiguais. Nessas circunstâncias. portanto. adicional de insalubridade e de periculosidade. salvo disposições especiais em contrário. Significa dizer que a norma do artigo 29 da Lei 8. pois trata desigualmente os desiguais. 2ª TURMA. para os empregados portuários. I.630/93. A Lei nº 8. Com isso se impõe a ilação de a equiparação ficta de direitos se referir aos proverbiais direitos trabalhistas contemplados nos vários incisos do artigo 7º da Constituição e na Consolidação das Leis do Trabalho. estabelece. pela Lei nº 4. considerando a própria diversidade e peculiaridade do trabalho avulso não há se falar em direito ao adicional de risco. Nesse sentido.630/1993. contempladas no âmbito da legislação extravagante. alcançando especificamente os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração. na medida em que. ou a desiguais com igualdade. estabelecida no inciso XXXIV do artigo 7º da Constituição Federal.860/65. Assim. Tendo por norte a desigualdade material da relação jurídica do trabalhador avulso e do empregado propriamente dito. no caso do empregado propriamente dito. No caso. conforme se constata dos seguintes precedentes: -ADICIONAL DE RISCO INDEVIDO . in verbis: A regra da igualdade consiste senão em aquinhoar desigualmente os desiguais. por sinal. inciso XXXIV. que -A remuneração. da Constituição da República. E aqui nem se argumente com a igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício e o trabalhador avulso. trata-se de trabalhadores avulsos. proporcionada à desigualdade natural. estando ao contrário em conso- nância com o princípio maior da igualdade do artigo 5º caput da Constituição. Incabível é a concessão do adicional de risco com base no fato de tão-só o trabalhador laborar na área portuária. da Constituição. no seu artigo 29. vínculo de trabalho subordinado. que não podem.. Isso por conta da manifesta distinção da relação jurídica de ambos com o tomador do serviço. seria desigualdade flagrante. 19 da Lei nº 4. Tratar como desiguais a iguais. há mera relação de trabalho. deixa transparecer um sentido de continuidade da prestação dos serviços. Revista conhecida em parte e provida. constata-se que o adicional de risco. é que se acha a verdadeira lei da igualdade. Nessa desigualdade social. por ser disposição especial. da Lei nº 8. Nesse sentido. ser considerados empregados nem trabalham para empresa de exploração portuária. inciso XXXIV. prevista no artigo 7º. e não igualdade real. que dispõe sobre o regime jurídico da exploração dos portos organizados e das instalações portuárias. da Constituição Federal. prevista no artigo 7º. no caso do trabalhador avulso. já se pronunciou este Tribunal Superior. a concessão desse adicional viola a literalidade dos arts.TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO.16/09/2005) RECURSO DE REVISTA DOS RECLAMANTES. qualifica-se como igualdade ficta.860/65. RR201/2002-001-05-00. arregimentados que foram pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso. que fora instituído. a seu turno. DJ . instituído pela Lei nº 4.ANEXO 4 . entre o trabalhador com vínculo empregatício e o trabalhador avulso. não colide com a igualdade ficta contemplada no artigo 7º. a composição dos termos e as demais condições do trabalho avulso serão objeto de negociação entre as entidades representativas dos trabalhadores portuários avulsos e dos operadores portuários-. sobressai a conclusão de que aquele só terá direito ao adicional de risco.

sem que ele tivesse sido objeto de negociação entre as entidades representativas dos trabalhadores portuários avulsos e dos operadores portuários. DJ 08/02/2008). julgar improcedente o pedido de adicional de risco. DJ 04/04/2008) TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO . somente é devido aos servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos. assim considerados os trabalhadores com vínculo de emprego com a Administração do Porto .630/1993. como ocorre exatamente com respeito ao adicional de risco no âmbito do trabalho portuário. III .Saliente-se. afasta sua incidência. inciso XXXIV. o que contraria um dos princípios elementares de Hermenêutica Jurídica . Aqui vem à baila o que preconiza a Súmula Vinculante nº 10 do STF.Com efeito. Recurso conhecido e desprovido. II . que eventual decisão que estendesse ao trabalhador avulso o adicional de risco que fora previsto para o empregado portuário. que -a gestão da mão-de-obra do trabalho portuário avulso deve observar as normas do contrato.860/65. se tal tiver sido objeto de contrato. (TST. dou provimento ao recurso de revista para. 22). que trata do regime de trabalho nos portos organizados e tem suas disposições aplicáveis especificamente a -todos os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração. para repetir a expressão do artigo 19 daquele Diploma legal. IV . acordo ou convenção coletiva de trabalho. ISTO POSTO 38 . arrimada unicamente na igualdade ficta do artigo 7º. V . na CLT e legislação extravagante.860/65. DJ 16-5-2008) ADICIONAL DE RISCO. no mais. vínculo de trabalho subordinado. Saliente-se. inciso XXXIV da Constituição. que dispõe sobre o regime jurídico da exploração dos portos organizados e das instalações portuárias. O adicional de risco.860/65 é devido exclusivamente aos portuários. para cuja higidez jurídica seria imprescindível a observância do princípio da reserva de plenário do artigo 97 da Constituição. de outra parte. a seu turno. determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para que prossiga no exame do pedido subsidiário dos reclamantes. diante da manifesta distinção da relação jurídica de ambos com o tomador do serviço. o que afasta a possibilidade de extensão do pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos. artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que. estabelece.JURISPRUDÊNCIA dor avulso.Com isso se impõe a ilação da equiparação ficta de direitos se referir aos proverbiais direitos trabalhistas contemplados nos vários incisos do artigo 7º da Constituição. traria subjacente declaração incidental de inconstitucionalidade do artigo 29 da Lei nº 8.6ª TURMA . sem que ele tivesse sido ajustado em contrato.ADICIONAL DE RISCO EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO VERBA INDEVIDA. da Constituição Federal.630/1993. na medida que em relação ao trabalhador avulso há mero vínculo de trabalho autônomo e em relação ao empregado propriamente dito. que o fora exclusivamente para esse. a evidência de que eventual decisão que estendesse ao trabalhador avulso o adicional de risco que fora previsto para o empregado portuário. de acordo ou convenção coletiva de trabalho. convenção ou acordo coletivo de trabalho. o adicional de risco foi criado pela Lei nº 4.RR-1165/2002-322-09-00. Estender-se tal parcela aos trabalhadores portuários avulsos apenas em razão do fato de estarem no mesmo espaço dos portuários com vínculo seria conceder à norma especial eficácia geral. ARTIGO 19 DA LEI Nº 4. salvo disposição em contrário. reformando a decisão recorrida. que estão ligados ao órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário. qualifica-se como igualdade ficta. ( TST. no todo ou em parte. inciso XXXIV da Constituição.Significa dizer que a norma da legislação extravagante não colide com a igualdade ficta contemplada no artigo 7º.ANEXO 4 . VI .Do exposto. arrimada unicamente na igualdade ficta do artigo 7º. não padecendo por isso de insinuada inconstitucionalidade.(artigo 19). embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.A Lei nº 8.RR-415/2003-022-09-00.7ª TURMA .RR-1725 /2001-022-09-00. O adicional de risco previsto pela Lei nº 4. (TST . de que -Viola a cláusula de reserva de plenário (CF. EXTENSÃO A TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS.2. relativo ao pagamento do adicional de insalubridade.860/65. para cuja higidez jurídica seria imprescindível a observância do princípio da reserva de plenário do artigo 97 da Constituição.630/1993. de tal sorte que aquele só terá direito ao adicional de risco.4ª TURMA . traria subjacente declaração incidental de inconstitucionalidade da Lei nº 8. 14 da Lei 4. tendo por norte a desigualdade material da relação jurídica do trabalhador avulso e do empregado propriamente dito. previsto no art.(art.

dar-lhe provimento para declarar a prescrição de todos os direitos anteriores a dois anos. contados da propositura da ação ajuizada em 11/7/2002. no mérito. muito antes do advento da atual Constituição Federal . 7º. concluiu: -E de fato o recorrente que é trabalhador avulso (estivador) não é beneficiário da disposição do artigo 14 da Lei 4. O reclamante interpõe recurso de revista (fls. Já o recorrente possui regulamentação de sua remuneração no disposto no artigo 29 da Lei 8. XXIII e XXXIV.SOPESP. a igualdade assegurada no inciso XXXIV. Não houve remessa dos autos à Procuradoria Geral do Trabalho. da Constituição de Federal e contrariedade à Súmula nº 91 do Tribunal Superior do Trabalho. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Admitido o recurso por meio do despacho de fls.630. por unanimidade. 156-163).CONHECIMENTO ADICIONAL DE RISCO. Para tanto. relatados e discutidos estes autos do Recurso de Revista n° TST-RR-1509/2005-445-02-01. XXXIV. no mérito. dar-lhe provimento para. Além disso. e -adicional de risco-.860 foi editada em 1965 . por divergência jurisprudencial.860/65. negou provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamante.860/65. e. Para tanto. apenas quanto aos temas -prescrição bienal . determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para que prossiga no exame do pedido subsidiário dos reclamantes. por seu conteúdo genérico.. LEI 4. indica afronta aos artigos 14 da Lei nº 4. 147-151. Não se identifica violação direta do inciso XXXIV do artigo 7º da Constituição Federal. 24 de setembro de 2008. Sra. TUÁRIO DO PORTO ORGANIZADO DE SANTOS OGMO/SANTOS.02.JURISPRUDÊNCIA ACORDAM os Ministros da 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. ADICIONAL DE RISCO. em face da orientação emanada no artigo 82 do Regimento Interno do Tribunal Superior do Trabalho. mediante o acórdão de fls. por divergência jurisprudencial. sob o fundamento de que a parcela não é devida ao trabalhador avulso por estar incluída no valor do salário por dia ajustado em norma coletiva. 39 . Brasília. no caso a CODESP.860/65. aplica-se apenas aos próprios direitos assegurados ao longo do artigo 7º. consoante os termos do artigo 19. VOTO I . Transcreve arestos para o confronto de teses.1509/2005-445-02-01. MINISTRO BARROS LEVENHAGEN Relator ______________________________________ RR .tendo restrita aplicação. Recurso de revista não conhecido. VIOLAÇÃO NÃO CARACTERIZADA.). aos servidores sujeitos ao regime dos Estatutos dos Funcionários Públicos Federais.portanto. julgar improcedente o pedido de adicional de risco. ARTIGO 7º. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 164-167. mediante o acórdão de fls. mantendo a sentença que indeferiu o pagamento do adicional de risco.1993 (. conhecer do recurso de revista do reclamado. manteve a sentença que indeferiu o pagamento de adicional de risco ao reclamante. por maioria. Vencida a Exma. e.8: ACÓRDÃO 5ª Turma EMP/ms TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. Portanto.8. ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO POR- Contra-razões apresentadas pelas reclamadas às fls. O Regional.ANEXO 4 . EXTENSÃO A TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS. Vistos. Ministra Maria de Assis Calsing. já que o artigo 19 dessa mesma Lei restringe a concessão da parcela aos empregados pertencentes à administrações dos portos. em que é Recorrente MAURÍCIO DIAS FERNANDES e Recorrido SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO . pois é necessário lembrar que a Lei nº 4.. de 25. Estaduais ou Municipais. 147-151. 167-172 e 173-180. o benefício é dirigido apenas ao trabalhador portuário com vínculo empregatício ou estatutário. reformando a decisão recorrida. É o relatório.trabalhador avulso-. relativo ao pagamento do adicional de insalubridade. pretendendo a reforma da decisão.

. (.997. Trata-se. o fundamento para pagamento formalizado através da remuneração diária decorreu de uso e costume. Com a previsão inicial (através de Resolução e. não há como se sustentar a ocorrência de pagamento complessivo. não merece ser conhecido o recurso de revista. pelas regras da interpretação de lei. fundamento que legitima a quitação. os três arestos trazidos às fls. Portanto. da CLT..860/65. 160 e o terceiro às fls.(. que não há como se sustentar a ocorrência de pagamento complessivo.). no pertinente à continuidade do pagamento mesmo após expirado o prazo de validade da convenção coletiva de trabalho.. 162-163. De fato. consoante os termos do artigo 19. pois o Regional registrou. Desse modo. Quanto aos arestos paradigmas apresentados às fls. O primeiro e terceiro por serem inespecíficos quanto ao pagamento do adicional de risco ao trabalhador avulso. a remuneração do trabalhador avulso já era composta pela parcela referente ao adicional de risco na taxa remuneratória. Este somente ocorre em relação a empregador. cumpre ressaltar que a igualdade assegurada no inciso XXXIV.630/93. Houve legítimo estabelecimento do pagamento da parcela com a remuneração-diária do avulso. então.179/84 (extinta Superintendência Nacional da Marinha Mercante).portanto. historicamente.JURISPRUDÊNCIA Esta negociação consolidou-se pela cláusula 18ª da Convenção Coletiva de 1. Os arestos apresentados às fls.ANEXO 4 . A questão quanto à forma de pagamento exige solução no artigo 8º da CLT. que ratificou o critério por norma coletiva. nos termos da Resolução Sunavam n.. não enfrentando a matéria sob o mesmo enfoque do decidido pelo Regional que entendeu ser legítimo o pagamento da parcela mesmo após expirado o prazo de vigência da norma coletiva. XXXIV. Inexiste. (. por outro lado. tal norma é de natureza especial. nas mesmas condições desfavoráveis ao exercício da profissão.. nos termos do artigo 8º da CLT.179/84 e na norma coletiva.. muito antes do advento da atual Constituição Federal . pois é necessário lembrar que a Lei nº 4. 157158. tendo em vista ser empregado que prestava serviço em área portuária. vê-se que são inservíveis para o conhecimento do recurso de revista por dissenso pretoriano. ofensa ao artigo 14 da Lei nº 4. não se podendo a ela conferir a amplitude geral suscitada pelo recorrente quando. considerando que o Regional é soberano para avaliar as provas apresentadas nos autos. foi aceita pelo sindicato. -a-. norma coletiva). nos termos do artigo 8º da CLT. a disposição que prevê o cálculo do adicional de risco atrelado ao valor da diária. conforme já registrado.). Estaduais ou Munici- pais. nos termos do que preceitua a Súmula nº 126. portanto de aplicação restrita. da Constituição Federal e 14 da Lei 4. 8. O segundo por ser oriundo de Órgão não previsto no artigo 896. aplica-se apenas aos próprios direitos assegurados ao longo do artigo 7º.860 foi editada em 1965 .(fls. Isto se consolidou na Resolução Sunavam n. que engloba títulos salariais numa mesma rubrica. O reclamante sustenta que faz jus à percepção do adicional de risco. aos servidores sujeitos ao regime dos Estatutos dos Funcionários Públicos Federais. 516-517). Deixa-se de analisar. concluo que a partir da expiração do prazo de vigência da norma coletiva. pois. Para analisar a questão e verificar a existência ou não do salário complessivo. uma vez que este somente ocorre quando o empregador engloba títulos salariais numa mesma rubrica. Não se identifica violação direta do inciso XXXIV do artigo 7º da Constituição Federal. Pelas razões expostas. Por fim.150. não é autorizado tal procedimento. Indica violação dos artigos 7º. Além disso.860/65 e transcreve arestos para o confronto de teses. porquanto tratam de prorrogação de validade do acordo coletivo por meio de termo aditivo. juntamente com os demais empregados do porto. não conheço do recurso . 8. Necessário destacar que antes da própria Lei 8. por seu conteúdo genérico.) Na realidade o adicional de risco vem sendo pago ao recorrente. 161-162 são inespecíficos. cujo reexame é inviável nesta colenda Corte. de matéria de prova. à fl. ISTO POSTO 40 .tendo restrita aplicação. Não há como conhecer do recurso também que diz respeito à contrariedade à Súmula nº 91 do Tribunal Superior do Trabalho. portanto. seria necessário revolver as provas dos autos. sucessivamente.

em razão da peculiaridade da prestação de serviço.OGMO/PR E OUTRA. ARTIGO 7º. in casu. sendo devidas as parcelas do período não-prescrito até a efetiva implantação pelo órgão gestor (parcelas vencidas e vincendas).prescrição aplicável-. 5281-5344. XXIX. Por sua vez. declarar que a responsabilidade das rés é solidária pelo pagamento das parcelas. Conforme entendimento há muito pacificado por este c. APLICAÇÃO DO ITEM I DA SÚMULA 219/TST. O e. Vistos. alterando a redação da parte dispositiva do recurso adesivo dos reclamantes. mediante o v. da Constituição Federal de 1988 é aplicável aos trabalhadores avulsos. para repetir a expressão do artigo 19 daquele Diploma legal. O adicional de risco previsto pela Lei nº 4. sendo plenamente possível a contratação coletiva da remuneração da forma como pactuado na norma coletiva válida para as partes e devidamente paga.(fls. Estender-se tal parcela aos trabalhadores portuários avulsos apenas em razão do fato de estarem no mesmo espaço dos portuários com vínculo seria conceder à norma especial eficácia geral. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família-. o que contraria um dos princípios elementares de Hermenêutica Jurídica. deu-lhe provimento parcial para -deferir o pagamento do adicional de risco. Não havendo tese na decisão recorrida acerca da matéria. por unanimidade.1725/2001-022-09-00. Tribunal.860/65. 5234-5247.JURISPRUDÊNCIA ACORDAM os Ministros da Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho.860/65. ante a impossibilidade de confronto com as alegações apresentadas. EMMANOEL PEREIRA Ministro Relator ______________________________________ RR . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. acórdão às fls. HIPÓTESE DE CABIMENTO. que -qualquer adicional devido encontra-se devidamente pago e em sua integralidade. EXTENSÃO A TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS. no caso dos portuários. restando prejudicado o pedido sucessivo de adicional de insalubridade. SALÁRIO COMPLESSIVO. deferir os honorários de advogado. conforme previsto na Lei nº 4. não se conhece do recurso. Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região. não conhecer do recurso de revista.2. as reclamadas interpõem recurso de revista às fls. não decorre pura e simplesmente da sucumbência.(fl. complementado às fls. Prejudicado. 5274-5279. Brasília. ADICIONAL DE RISCO.ANEXO 4 . assim considerados os trabalhadores com vínculo de emprego com a -Administração do Porto-. CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO. ARTIGO 19 DA LEI Nº 4. RECURSO DE REVISTA ADESIVO DOS RECLAMANTES. Sustentam tese no sentido de que a prescrição a ser aplicada. é a bienal. 5337) e 41 .860/65. 12 de março de 2008. sendo certo que. tão-somente. Recurso de revista conhecido e provido. Inconformadas. não fazendo jus ao adicional previsto no artigo 14 da Lei 4.725/2001-022-09-00. XXIX. nunca superiores a 15% (quinze por cento). com reflexos em 13º salário. ela é sempre bienal. férias proporcionais com um terço e FGTS (8%). PRESCRIÇÃO APLICÁVEL. em que são Recorrentes JAYME CASSILHA E OUTRO e ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO SERVIÇO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE PARANAGUÁ E ANTONINA . em sede de embargos de declaração. a prescrição definida pelo artigo 7º. que se refere apenas a empregados ou servidores da Administração do Porto. TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS. Incidência da Súmula 297/TST. no importe de 15% sobre o montante da condenação. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios.860/65 é devido exclusivamente aos portuários. -Na Justiça do Trabalho. que os reclamantes são trabalhadores avulsos portuários. negou provimento ao recurso ordinário das reclamadas no tocante ao tema -trabalhador portuário avulso . 5277-5278).OGMO/PR E OUTRA e Recorridos OS MESMOS.2: ACÓRDÃO 6ª Turma GMHSP/pmv/ev RECURSO DE REVISTA DO ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO SERVIÇO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE PARANAGUÁ E ANTONINA . HONORÁRIOS ASSISTENCIAIS. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista nº TST-RR-1.

5540-5541 e 5575-5576). da Constituição Federal. Tribunal. como Juiz Convocado: -AGRAVO DE INSTRUMENTO. insculpido no art. na medida em que -a cada engajamento no trabalho. OGMO. tendo a Corte a quo deixado de conhecer de seu apelo quanto ao pedido principal (adicional de risco) deveria apreciar o sucessivo (adicional de insalubridade) e que. 5285). uma nova contratação adquire contornos de independência da anterior. Tribunal Regional. incorreu em violação do artigo 289 do CPC e divergência jurisprudencial.TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO . tendo como intermediador o Órgão Gestor de Mão-de-Obra. ela é sempre bienal. registrando: -As recorrentes renovam a argüição de prescrição bienal do direito de ação. representação (fls. entendimento em sentido contrário implicaria em ofensa ao princípio isonomia. TRABALHADOR AVULSO. Assim.(fl.OGMO/PR E OUTRA (FLS.(fl. 7°. 5235-5236). -a-. XXIX. mero responsável pela arrecadação e repasse da remuneração dos trabalhadores. independentes e não contínuos.ANEXO 4 . -por se tratarem de vários contratos individuais. da Lei nº 8. no caso dos portuários. mediante acórdão às fls.PRESCRIÇÃO APLICÁVEL O e. 4955 e 4959) e preparo (fls. Nesse sentido já me pronunciei quando compunha a 2ª Turma. restando prescritas todas as parcelas atinentes aos contratos cuja extinção se deu antes do período de dois anos. somente o término da relação mantida entre o avulso e o órgão gestor de mão-de-obra é que pode ser equiparado à extinção do contrato de que trata o art. da Constituição Federal de 1988 é aplicável aos trabalhadores avulsos. 5281-5344) Satisfeitos os pressupostos referentes à tempestividade (fls. 5285). sendo certo que. às diferentes empresas portuárias. mas com as reclamadas e não ficou demonstrado o desligamento dos autores do Sindicato da categoria ou a perda da condição de avulsos pela extinção do registro ou da inscrição no cadastro de trabalhadores portuários de que trata o art. Assim. 7°. o artigo 7º. motivo pelo qual ao término de cada prestação de serviço do avulso. Ministério Público do Trabalho. Recorrendo adesivamente. 4958.CONHECIMENTO 1. PRESCRIÇÃO A natureza atípica do contrato do trabalhador portuário avulso. deve-se dar o início do prazo prescricional bienal. 5280 e 5281). inciso XXXIV da Carta da República. negou provimento ao recurso ordinário das reclamadas no tocante ao tema em epígrafe.630/93. O vínculo de trabalho não se formou com os tomadores de serviço. que presta serviço a diversas empresas. da Carta Maior resta perfeitamente aplicável ao presente caso. com os quais não man- 42 . argumenta que. XXIX. Conforme entendimento há muito pacificado por este c. forma-se entre o trabalhador avulso e o operador portuário uma nova relação de trabalho e cumprido o seu objeto. 4972. a intervenção do d. 5281-5344.RECURSO DE REVISTA DO ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO SERVIÇO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE PARANAGUÁ E ANTONINA .(fls. alegam as reclamadas que o entendimento da Corte a quo de que aos trabalhadores avulsos se aplica a prescrição qüinqüenal é contrário à Constituição Federal (artigo 7º. OGMO.JURISPRUDÊNCIA que são indevidos honorários assistenciais a quem não se encontra assistido por seu sindicato de classe. pelas razões de revista às fls. XXIX. embora com curtíssimo período de duração. Ademais. Inconformadas. em razão da peculiaridade da prestação de serviço. 1 . a prescrição prevista pelo artigo 7º. RECURSO DE REVISTA. não o fazendo. 52345247. a cada escala de trabalho do avulso. VOTO I . Admitidos na origem (fls. 5545-5565 (reclamantes) e 5577-5590 (OGMO). 27. XXIX e XXXIV) e divergente da jurisprudência pátria. alegando a formação de um contrato de trabalho com os reclamantes a cada vez em que os serviços foram prestados. sendo dispensada. 5345 e 5346). pois os trabalhadores avulsos não teriam assegurado a prescrição qüinqüenal.1 . É o relatório. passo à análise dos pressupostos específicos do recurso. os recursos mereceram contra-razões às fls. Com razão. na forma regimental. sustentam os reclamantes que.

Min. a ação estará fatalmente prescrita.TERMO INICIAL. Rel. DJU de 8. No rol do art. contados da propositura da ação. por imperativo constitucional. DJU de 17. da CF. em tese. de modo que não se deve obstar a incidência da prescrição . da mesma forma que. considerado como um contrato a prazo determinado com o navio. 4ª Turma. com a intermediação do Órgão Gestor de Mão-de-Obra OGMO (que.ANEXO 4 . quando esta ocorrer no curso do contrato.. por intermediação do sindicato ou da OGMO. em que se pleiteia justamente o registro como trabalhador avulso no OGMO. enquanto que o vínculo contratual se dá diretamente entre o avulso e o tomador dos serviços.2006) Cito.(TST-RR-51717 /2001-022-09-00. O que se questiona é o marco inicial da prescrição. a depender de cada caso .. no caso em tela. 7º se encontra o inciso XXIX. Assim. o OGMO ao empregador (já que recebe as verbas salariais e as repassa ao trabalhador).5. XXXIV.7. a sua aplicação bienal. O Órgão de Gestão de Mão-de-obra é simples responsável pela arrecadação e repasse da remuneração dos trabalhadores.àquele que prestar seus serviços ao tomador. Rel. sob pena de prescrição. XXXIV.2. 4. daí o termo inicial para efeito da prescrição. é de 5 (cinco) anos. I A douta maioria desta 4ª Turma adota a tese de que. substituiu. o seu prazo é de 2 (dois) anos para reclamar seus direitos. DJU de 5. Recurso de revista conhecido e provido. dada a natureza especial do trabalho que desempenha.2. Milton de Moura França. 2. TRABALHADOR AVULSO. O trabalhador avulso é aquele que presta serviços a diversas empresas. uma 43 .2006) -TRABALHADOR AVULSO PRESCRIÇÃO BIENAL APLICABILIDADE CF. 7º. XXIX. diferentemente do parágrafo único do mesmo dispositivo (que trata dos domésticos e elencou apenas alguns dos incisos do art. Ora. faz com que o prazo prescricional da ação trabalhista se conte a partir de cada contrato e não apenas do último. Na realidade. Min. 7º. Assim.(TST-AIRR-51532/2001-32209-40.. inclusive porque beneficia-se diretamente dos resultados do labor então executado pelo avulso. b) a baixa do registro no OGMO. 7º. os sindicatos obreiros. por força da norma constitucional.9. novo vínculo se forma adquirindo peculiaridades distintas do anterior. O trabalhador avulso portuário presta serviços sob a modalidade de engajamento nos navios que aportam.(TST-RR-51.. sem a formação de vínculo de emprego. nos termos do inciso XXIX do artigo 7º da Constituição Federal. portanto o contrato de trabalho atípico. declarando-se prescritos os direitos decorrentes de contratações que tenham se extinguido até o limite de dois anos antes da propositura da ação.seja bienal ou qüinqüenal. conforme o disposto na Lei nº 8. de modo que a decisão que se encontra em sintonia com tal entendimento não ofende nenhum preceito constitucional. A Constituição Federal. PRESCRIÇÃO .OGMO. não se pode negar que a prescrição aplicável. cumprida a finalidade para a qual foi contratado.(TST-AIRR51736/2001-322-09-40. dada a igualdade de direitos entre o empregado e o trabalhador avulso.JURISPRUDÊNCIA tém vínculo empregatício. 5. Agravo de instrumento improvido.2006) -PRESCRIÇÃO BIENAL. ainda. garante a igualdade de direitos entre o trabalhador avulso e o com vínculo empregatício. 3. assimilado. Rel.2. Agravo de instrumento não provido. O trabalhador avulso equipara-se ao empregado com vínculo empregatício permanente para fins de direitos sociais. SUMARÍSSIMO.1. qualquer das duas teses que se adote quanto ao marco inicial. por analogia. tendo como intermediador obrigatório o Órgão de Gestão de Mão-de-Obra . cumprido seu objeto. concedeu ao trabalhador avulso todos os direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais com vínculo empregatício reconhecido.524/2001-322-09-41. a primeira conclusão a que se chega é a de que a prescrição bienal não pode. nesse mister. 7º). de forma que.PRESCRIÇÃO . Renato de Lacerda Paiva. outros precedentes desta Corte: -TRABALHADOR AVULSO . II Recurso provido para declarar a prescrição de todos os direitos anteriores a dois anos.2006) -RECURSO DE REVISTA. duas são as possibilidades de consideração do marco prescricional: a) a data do encerramento de cada engajamento.8. da Constituição Federal). pois. quando se tratar de trabalhador avulso. nova contratação adquire contornos de independência da anterior. 2ª Turma.TRABALHADOR AVULSO. no art. conforme a Lei nº 8. é com o tomador de serviço que a relação de trabalho efetivamente se concretiza. 4ª Turma. ser descartada em relação ao trabalhador avulso. que trata do prazo prescricional (unificado o critério para trabalhadores urbanos e rurais a partir da Emenda Constitucional nº 28/00). ART. a. Impõe-se. de modo que. sendo bienal a partir da extinção do contrato e qüinqüenal a contar da data da lesão. O art. Min. 1. no curso do período em que o avulso presta serviços no tomador. DJU de 24.630/93. rompida a prestação de serviços e. Antônio José de Barros Levenhagen. oportunidade em que o termo inicial para a contagem do prazo prescricional de dois anos deverá incidir (artigo 7º. XXIX E XXXIV MARCO INICIAL.630/93).

fazendo jus. esse prazo inicia-se a cada novo dia de trabalho prestado à empresa portuária que contrata seus serviços por meio do sindicato da categoria ou do órgão gestor de mãode-obra (OGMO). constitui-se em mero responsável pela arrecadação e repasse da remuneração dos trabalhadores. enquanto que o vínculo contratual se dá diretamente entre o avulso e o tomador dos serviços.5. portanto.. incontroverso nos autos que os reclamantes são trabalhadores portuários avulsos (arrumadores).JURISPRUDÊNCIA vez que a denegação de registro se deu em janeiro de 1997. Conquanto referida lei regule as atividades dos empregados do porto organizado. Na realidade. deu provimento ao recurso adesivo dos reclamantes. A Constituição Federal. Recurso de revista provido. Impõe-se.5. garante a igualdade de direitos entre o trabalhador avulso e o com vínculo empregatício. Ofensa direta a dispositivo da Constituição Federal não demonstrada. declarando-se prescritos os direitos decorrentes de contratações que tenham se extinguido até o limite de dois anos antes da propositura da ação. novo vínculo se forma adquirindo peculiaridades distintas do anterior. XXIX. estão expostos aos mesmos agentes e condições de trabalho dos portuários registrados. no caso. DJU de 20.2005. 1. 5ª Turma. a figura do sindicato não deve superar os argumentos então traçados pela doutrina no sentido de se constituir. com supedâneo no art. Min.CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO O Colegiado a quo. conforme o disposto na Lei nº 8...efetivamente se concretiza.5. TRABALHADOR AVULSO INTERMEDIADO PELO SINDICATO PRESCRIÇÃO TERMO INICIAL (divergência jurisprudencial).6. apenas. de modo que. 2ª Turma.. 2ª Turma. TRABALHADOR AVULSO.2 .EXTENSÃO A TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS e SALÁRIO COMPLESSIVO . XXXIV. ou seja. José Luciano de Castilho Pereira. Rel.(TST-RR-1417/2001-00113-00.ANEXO 4 . de forma que.(TSTAIRR e RR-548/1999-007-17-00.9.(TST-RR-201/2002-001-05-00. Nessa condição. a sua aplicação bienal. valendo-se da seguinte fundamentação: -Inicialmente. Min. A diferença é que. XXIX. de modo a adaptar sua aplicação a situação fática não regulamentada.4. pois. no art. sem a formação de vínculo de emprego. Renato de Lacerda Paiva. da CF).508/2001-008-17-00. da Constituição Federal de 1988. O Órgão de Gestão de Mão-de-obra. Min. PRESCRIÇÃO.2. DJU de 17.032/2002-443-02-00. ao adicional de risco previsto no art. Interpretação do texto constitucional.0. conforme consignado na decisão regional. é com o tomador de serviço que a -relação de trabalho. tendo como intermediador obrigatório o Órgão de Gestão de Mão-de-Obra OGMO.. Acórdão regional em que se declara prescrita pretensão de trabalhador avulso. dois anos a contar da extinção do contrato de trabalho. Em atenção ao princípio constitucional que assegura a igualdade de direitos entre os trabalhadores avulsos e os que mantêm vínculo de emprego permanente (artigo 7º. Gelson de Azevedo. `a-. Rel. Milton de Moura França. XXIII da CF.2005) -RECURSO DE REVISTA DO SINDICATO PROFISSIONAL. DJU de 13. Recurso de revista de que não se conhece. Ives Gandra Martins Filho.10. 7º. DJU de 28. oportunidade em que O TERMO INICIAL PARA A CONTAGEM DO PRAZO PRESCRICIONAL DE DOIS ANOS deverá incidir (artigo 7º. CONHEÇO do recurso de revista por violação do artigo 7º. Min. Recurso de revista conhecido e desprovido.2004) Com esses fundamentos. Min.630/93. o adicional de risco previsto 44 . destacamos) -TRABALHADOR AVULSO PRESCRIÇÃO TERMO INICIAL. 4ª Turma. 14 da Lei 4860/65. Rel. inclusive porque beneficia-se diretamente dos resultados do labor então executado pelo avulso. manifestada em ação ajuizada mais de dois anos da data da ocorrência da lesão. DJU de 16. nova contratação adquire contornos de independência da anterior.(TST-RR-2.2005) -TRABALHADOR AVULSO PRESCRIÇÃO TERMO INICIAL O prazo prescricional para que o trabalhador portuário avulso ajuíze uma reclamação trabalhista é o mesmo aplicado ao trabalhador que mantém vínculo de emprego.9.ADICIONAL DE RISCO .(TSTRR-1. PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO. 7°. no tocante ao adicional de risco. XXXIV. cumprido seu objeto. mero responsável pela intermediação e representação da categoria.2005) -RECURSO DE REVISTA. Rel. 4ª Turma. O trabalhador avulso é aquele que presta serviços a diversas empresas. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido. da CF). Rel. daí o termo inicial para efeito da prescrição. cumprida finalidade para a qual foi contratado.

. também não impedem o acolhimento do pedido com base em legislação diversa. 76.(fls. pois submetidos aos mesmos riscos e às mesmas condições de trabalho dos demais empregados.ANEXO 4 . conforme previsto na Lei nº 4. terço de férias. 5277). Da mesma forma. 4383. expostos aos mesmos riscos. quanto à primeira questão. Não fosse assim. as reclamadas. 5244-5246). 5247). permanece em pleno vigor o art. quando o OGMO assumiu a administração do porto.JURISPRUDÊNCIA no art. bem como pela inexistência de salário complessivo. Não sendo o caso de revogação expressa ou de dispositivo conflitante com a nova lei. possuem legislação específica (Lei 8. complementou aquela Corte: -. quanto à controvérsia em torno do salário complessivo. 4383). ou a invocação da Lei 8630/93 em Convenções Coletivas. 5300-5327 (adicional de risco . fl.860/65. 53035304). pois essa não disciplina a questão posta. . Em sede de embargos de declaração. e 19 da Lei 8. restando prejudicado o pedido sucessivo de adicional de insalubridade. Denuncia violação dos artigos 18. até porque. Inegável a existência de risco no local de trabalho.630/93 estabelece suas atribuições como sendo a de administrar o fornecimento da mão-de-obra do trabalhador portuário e do trabalhador portuário-avulso. 14 é vantagem que se estende aos reclamantes. como dito. EM DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO ADESIVO DOS RECLAMANTES para: deferir o pagamento do adicional de risco. tanto é que a categoria dos arrumadores recebeu o adicional de risco até agosto de 1996. ambos poderiam exercer as mesmas funções nos mesmos locais. não fazendo jus ao adicional previsto no artigo 14 da Lei 4. 13° salário e FGTS.convenções coletivas de trabalho).(fl. XXIII... não impede o direito obreiro. 18 da Lei nº 8. como dito. os autores estavam submetidos aos mesmos riscos que os trabalhadores com vínculo de emprego. a princípio. in casu. alegam as reclamadas que merece ser reformado o acórdão regional ante a imperiosa observância às normas convencionais. a resposta ao item 27 do laudo (fl. item 25. com reflexos em férias. 45 . Ante o exposto. no sentido de que. com reflexos em 13º salário. nem esgota a matéria. trata-se de labor em iguais condições de risco.. Destarte. Não há que se falar sobre a não aplicação da Lei 4860/65 aos avulsos.extensão a trabalhadores portuários avulsos) e 5327-5340 (salário complessivo . sustentam que os reclamantes são trabalhadores avulsos portuários. fl. 14 da Lei 4860/65. que -o órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso não pode ser considerado empregador dos Recorridos. Da mesma forma. É o que consta do laudo pericial. não permanecem trabalhadores portuários diretamente ligados à APPA no local onde trabalham os avulsos. O laudo aponta existência de risco na faixa portuária e esclarece que não há diferença entre o risco a que nela se submete o trabalhador com vínculo de emprego e o trabalhador avulso (item 39. sendo devidas as parcelas do período não-prescrito até a efetiva implantação pelo órgão gestor (parcelas vencidas e vincendas).. Por sua vez. precisamente às fls. até porque. resta prejudicado o deferimento do adicional de insalubridade. in casu. I. a referida Lei 8630 teria incluído o adicional de risco no rol do art. uma vez que o artigo 19 da aludida lei é expresso no sentido de que -As disposições desta Lei são aplicáveis a todos os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração-. além de outras que igualmente não se confundem com aquelas inerentes à condição de empregador.(fls. Aduz.860/65. Aliás.630/93). deve ser alterada a redação do dispositivo (fl. afim de que conste o seguinte: Por unanimidade de votos.. da CF/88. Em razões de revista. acrescentando que os avulsos. ainda. defere-se aos reclamantes o pagamento do adicional de risco. a ausência de previsão do adicional de risco em norma coletiva.630/93 e 7º. concluo que no exercício de suas funções. conforme previsto na Lei 4860/65. não há que se falar em revogação da Lei 4860/65 pela Lei 8630/93. que elenca expressamente os dispositivos infraconstitucionais por ela revogados. em face do princípio da isonomia. férias proporcionais com um terço e FGTS (8%). 4386). Em vista do acolhimento da pretensão. uma vez que o art.

Incabível é a concessão do adicional de risco com base no fato de tão-só o trabalhador laborar na área portuária. o Sindicato profissional e sua assembléia (recorrentes) acordaram que a relação tinha exclusiva disciplina da Lei n. É que. violação dos artigos 29 da Lei 8. ser considerados empregados nem trabalham para empresa de exploração portuária. e 8º. trata-se de trabalhadores avulsos. o óbice da Súmula 297/TST. a concessão desse adicional viola a literalidade dos art. DJU de 16.630/93 e 7º. Revista conhecida em parte e provida. como não há debate explícito sobre o tema (normas coletivas . Com efeito. que não podem. que -A norma coletiva apresenta-se como óbice à pretensão dos Recorridos. Nessas circunstâncias. e muito menos com a sistemática remuneratória havida entre arrumadores e APPA. Revista conhecida e provida.(fl. que exigem que os trabalhadores sejam empregados ou que pertençam à Administração do Porto Organizado.(fl. 19 da Lei nº 4. arregimentados que foram pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso. Incabível é a concessão do adicional de risco com base no fato de tão-só o trabalhador laborar na área portuária.TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO INTERMEDIADO PELO ÓRGÃO GESTOR DE MÃO-DE-OBRA.6.630/93.(TST-RR-761. da Lei nº 8.. Nessa linha são os seguintes precedentes: -ADICIONAL DE RISCO INDEVIDO . trata-se de trabalhadores avulsos. na hipótese. 5337). No caso. 5ª Turma. não guardando qualquer relação com a APPA. do recurso de revista apenas quanto ao tópico -adicional de risco . 5329). o que contraria um dos princípios elementares de Hermenêutica Jurídica. que não podem.extensão a traba- 46 .860/65 e do art. e 8º. No entanto.2005) -RECURSO DE REVISTA DO RECLAMADO ADICIONAL DE RISCO INDEVIDO .JURISPRUDÊNCIA Aduzem que -Naquele instrumento coletivo. Rel. Não merece ser conhecido o recurso das reclamadas no tocante a esse último ponto (salário complessivo .TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO. Insistem que -qualquer adicional devido encontra-se devidamente pago e em sua integralidade. 2ª Turma.860/65 e 18. assim considerados os trabalhadores com vínculo de em- prego com a -Administração do Porto-.normas coletivas de trabalho). XXVI. portanto. DJU de 8. também não impedem o acolhimento do pedido com base em legislação diversa. 18. No caso. cuja atribuição essencial é administrar o fornecimento de mão-de-obra. José Luciano de Castilho Pereira. arregimentados que foram pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso.860/65 é devido exclusivamente aos portuários. não aborda a circunstância específica no tocante ao critério de pagamento do adicional ou dos adicionais. ou a invocação da Lei 8630/93 em Convenções Coletivas. da CF/88 e trazem arestos para confronto.630/93. da CF/88.(fl. Juiz Convocado José Pedro de Camargo. III. da Lei nº 8.059/2001. Inespecíficos os arestos apresentados para confronto.(TST-RR-201/2002-001 -05-00.ANEXO 4 . I. III.9. Rel. com expresso reconhecimento de que a remuneração (incluídos os adicionais) devida era tão-somente a convencionada e constante dos anexos da CCT. ante a ausência do devido prequestionamento. que exigem que os trabalhadores sejam empregados ou que pertençam à Administração do Porto Organizado. sendo plenamente possível a contratação coletiva da remuneração da forma como pactuado na norma coletiva válida para as partes e devidamente paga. I. Indenes os artigos 29 da Lei 8. incide. entendendo. assiste razão às reclamadas quanto à impossibilidade da extensão do adicional de risco aos trabalhadores avulsos portuários.2005) CONHEÇO. para repetir a expressão do artigo 19 daquele Diploma legal.630/93. Nessas circunstâncias.salário complessivo). dessa forma. 8. 5329). 5245).4. Assim. a concessão desse adicional viola a literalidade dos arts. XXVI. 19 da Lei nº 4. cuja atribuição essencial é a de administrar o fornecimento de mão-de-obra. Estender-se tal parcela aos trabalhadores portuários avulsos apenas em razão do fato de estarem no mesmo espaço dos portuários com vínculo seria conceder à norma especial eficácia geral. neste aspecto. Denunciam.6.. portanto. ser considerados empregados nem trabalham para empresa de exploração portuária. Min. embora o Tribunal Regional tenha registrado que -a ausência de previsão do adicional de risco em norma coletiva.(fl.630/93 e 7º. o adicional de risco previsto pela Lei nº 4. portanto.

MÉRITO 2. 5278). a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. Hipótese de cabimento . portanto.EXTENSÃO A TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS Conhecida a revista por violação de dispositivo de lei.(fl. da CF/88 e 19 da Lei nº 4. no tocante ao adicional de insalubridade.PRESCRIÇÃO APLICÁVEL Conhecida a revista por violação direta e literal de dispositivo da Constituição.extensão a trabalhadores portuários avulsos.trabalhador avulso portuário-. por contrariedade à Súmula nº 219/ TST. determino o retorno dos autos ao TRT de origem a fim de que aprecie o pedido sucessivo dos reclamantes objeto de seu recurso ordinário. 5566-5574).JURISPRUDÊNCIA lhadores portuários avulsos-.ADICIONAL DE RISCO . e.e -honorários assistenciais-.3 . da Constituição Federal de 1988. in verbis: -Honorários advocatícios. aplicando-se a Lei 1. pois. ao fundamento de que -entende-se ampliado o benefício da assistência judiciária gratuita para além do monopólio sindical. 2.2 . o seu provimento é medida que se impõe. com a redação da Lei 7. dar-lhe provimento para determinar a incidência da prescrição bienal prevista no aludido artigo 7º. conhecer do recurso de revista das reclamadas quanto aos temas -prescrição . em síntese. por violação do artigo 7º.537/02. XXIX. 1.No mesmo sentido. por maioria. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho. o seu provimento é medida que se impõe. sentença quanto aos honorários em tela. Na Justiça do Trabalho.(fl. decidiu a Corte a quo reformar a sentença para acrescer à condenação o pagamento de honorários advocatícios à base de 15%.(fl. A controvérsia encontra-se pacificada nesta Corte pela aludida Súmula nº 219. 5246). Dou provimento. -adicional de risco . em conseqüência. respectivamente. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. entende-se revogada a disposição contida no artigo 14 da Lei 5. nunca superiores a 15% (quinze por cento).584/70. o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita E A ASSISTÊNCIA POR SINDICATO (grifamos). 2 . segundo a qual -Na Justiça do Trabalho.TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO . no mérito. que continha a exigência de assistência sindical. contada a partir do dia da prestação 47 . da Constituição Federal de 1988. que -É incontroverso nos autos que os Autores não estão assistidos pelo Sindicato da Categoria não preenchendo os requisitos legais para a sua concessão. contada a partir do dia da prestação de serviços.HONORÁRIOS ASSISTENCIAIS No particular. Em sede de embargos de declaração.510/86 para a concessão de honorários de advogado. 2.3 . por violação do artigo 19 da Lei nº 4. 5341). Irresignadas. alegam as reclamadas.860/65 e contrariedade à Súmula 219/TST. ao recurso de revista para determinar a incidência da prescrição bienal prevista no artigo 7º.060/50. denunciam contrariedade às Súmulas 219 e 329/ TST. o provimento é medida que se impõe. XXIX. violação do artigo 14 da Lei 5. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. XXIX. restando prejudicado o recurso de revista adesivo (fls. a Orientação Jurisprudencial nº 305 da e. Com razão. Dou provimento ao recurso de revista para excluir da condenação o adicional de risco e. Assim.1 . CONHEÇO. SBDI-1.HONORÁRIOS ASSISTENCIAIS Conhecido o recurso por contrariedade a súmula de jurisprudência uniforme desta Corte.860/65.584/70 e trazem arestos a cotejo. complementou aquele Tribunal: -Após a edição da Lei 10. para restabelecer a r.ANEXO 4 .

HORÁCIO SENNA PIRES Ministro Relator ______________________________________ RR . determino o retorno dos autos ao TRT de origem a fim de que aprecie o pedido sucessivo dos reclamantes objeto de seu recurso ordinário. O art.1165/2002-322-09-00. 7º se encontra o inciso XXIX.860/65. Vistos. 5. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido em parte. somente é devido aos servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos. no tocante ao adicional de insalubridade. exsurge uma nova relação independente da anterior. 14 da Lei 4.CONDENAÇÃO AO PAGAMENTO DE PARCELAS VINCENDAS POSSIBILIDADE . o que afasta a possibilidade de extensão do pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos.APLICABILIDADE . 5566-5574). não há como se afastar a conclusão de que o marco extintivo se aplica a cada engajamento concreto. relatados e discutidos estes autos de Recurso 48 . diferentemente do parágrafo único do mesmo dispositivo (que trata dos domésticos e elencou apenas alguns dos incisos do art. O que se questiona é o marco inicial da prescrição. nesse mister. Ministro Maurício Godinho Delgado que negava provimento ao apelo para manter a condenação. sendo certo que o Órgão de Gestão de Mão-de-obra tem por finalidade administrar o fornecimento de mão-de-obra. por analogia. 05 de março de 2008. Brasília. ser descartada em relação ao trabalhador avulso. sendo bienal a partir da extinção do contrato e qüinqüenal a contar da data da lesão. a curtíssimo prazo. Na realidade. No rol do art. XXIX E XXXIV. Assim. a primeira conclusão a que se chega é a de que a prescrição bienal não pode. Sr. dada a natureza especial do trabalho que desempenha. deve ser deferida a integração do adicional enquanto o trabalho for executado sob essas condições. por imperativo constitucional. II) TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO . 4862-4895). 7º). 2. que trata do prazo prescricional (unificado o critério para trabalhadores urbanos e rurais a partir da Emenda Constitucional 28/00).630/93).JURISPRUDÊNCIA de serviços. o OGMO ao empregador (já que recebe as verbas salariais e as repassa ao trabalhador). substituiu. com a intermediação do Órgão Gestor de Mão-de-Obra . vencido o Exmo. III) ADICIONAL DE INSALUBRIDADE . conforme a Lei 8.TRABALHADOR AVULSO . o vínculo contratual se dá diretamente entre o trabalhador avulso e a empresa tomadora de serviços.ANEXO 4 . Por conseguinte. O adicional de risco. sentença (fls.ART. DA CF . 4. já que sua contratação é sempre -ad hoc-. quando esta ocorrer no curso do contrato.VERBA INDEVIDA. O trabalhador avulso portuário presta serviços sob a modalidade de engajamento nos navios que aportam. Assim. 194 da CLT traz previsão expressa quanto à exclusão do pagamento do adicional de insalubridade na hipótese de restar demonstrada a eliminação dos agentes insalubres. a cada contratação. em tese.OGMO (que. Nessa linha.MARCO INICIAL. na parte em que indeferira o pedido de honorários assistenciais e excluir da condenação o adicional de risco. considerado como um contrato a prazo determinado com o navio. XXXIV.ADICIONAL DE RISCO . que estão ligados ao órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário. concedeu ao trabalhador avulso todos os direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais com vínculo empregatício reconhecido. 1. assimilado. restando prejudicado o recurso de revista adesivo (fls.ART. previsto no art. da CF. restabelecer a r. duas são as possibilidades de consideração do marco prescricional: a) a data do encerramento de cada engajamento.1: ACÓRDÃO 7ª TURMA IGM/mgf/rf I) PRESCRIÇÃO BIENAL . além de gerir a arrecadação e o repasse da remuneração aos trabalhadores. quando se tratar de trabalhador avulso. sendo reconhecido o labor em condições insalubres. O regime de contratação do trabalhador avulso é distinto do trabalhador comum. de maneira que. b) a baixa do registro no OGMO. merece reforma a decisão regional que concluiu pela impossibilidade de condenação ao pagamento das parcelas vincendas do referido adicional. 3. os sindicatos obreiros. 194 DA CLT.EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO . 7º. Assim. 7º. Em conseqüência da não-extensão aos trabalhadores portuários avulsos do adicional de risco (pedido principal). para postular os direitos dele decorrentes. O art.

por divergência jurisprudencial. no particular.EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO Tese Regional: O adicional de risco portuário somente é devido aos empregados da administração portuária.398). 27. Ante o exposto. os empregados receberam o referido adicional até agosto de 1996. ao adicional de risco. 2.369).290-2. VOTO I) CONHECIMENTO 1) PRESSUPOSTOS GENÉRICOS O recurso é tempestivo (cfr. nos termos do art.353 é divergente e específico. 5º. XXXIV.352-2. postulando a reforma do julgado quanto à prescrição. ao adicional de insalubridade e aos honorários advocatícios (fls. Antítese Recursal: O adicional de risco previsto no art. -caput-. 7º.360 é divergente e específica.378). Por fim.358-2.393-2.455).165/2002-322-09-00. ao sufragar a tese de que o adicional em questão é devido a todos os trabalhadores portuários.860/65 é extensivo aos trabalhadores portuários avulsos. c) LIMITAÇÃO DA CONDENAÇÃO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE À DATA DA PROPOSITURA DA AÇÃO Tese Regional: Não é possível a condenação ao pagamento de adicional de insalubridade para o futuro. Antítese Recursal: Aplica-se a prescrição qüinqüenal aos trabalhadores avulsos.350) e tem representação regular (fls. 2. § 3º. Ademais.860/65. por divergência jurisprudencial. 14 da Lei 4. foram apresentadas contra-razões (fls. 2. RELATÓRIO Contra a decisão do 9º Regional que deu provimento parcial ao recurso ordinário dos Reclamantes e do Reclamado . 9-28 e 1. 2. não sendo aplicável a prescrição bienal. Ademais. tendo como marco inicial o encerramento de cada prestação de serviços do trabalhador às diferentes empresas portuárias (fl. em que são Recorrentes WILTON MATTOS SANTOS FILHOS e OUTROS e Recorridos ROCHA TOP TERMINAIS E OPERADORES PORTUÁRIOS LTDA.350-2. da CF e em divergência jurisprudencial (fls. 2.630/93. É o relatório. 2. 2. sendo dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. XXIII. XXIX e XXXIV. 12.262-2.ANEXO 4 . § 3º. 14 e 18 da Lei 4. no caso em apreço.264).OGMO/PR e negou provimento ao recurso da Reclamada .1. § 2º.260-2.296). 49 . CONHEÇO do apelo. a partir de agosto de 1996 vigorou disposição convencional expressa acerca da supressão do pagamento do adicional de risco aos trabalhadores avulsos (fls.Rocha Top (fls. não tendo sido os Autores condenados ao pagamento de custas. Síntese Decisória: A primeira ementa colacionada à fl. não restou demonstrado que os Reclamantes cessaram suas atividades como trabalhadores portuários avulsos.266). ao consignar que o direito de ação do trabalhador avulso prescreve em cinco anos. b) ADICIONAL DE RISCO PORTUÁRIO .OGMO/PR. Síntese Decisória: O segundo aresto de fl. 2. CONHEÇO do apelo. ainda que não vinculados à empresa portuária.399-2. 2. fls. 2. uma vez que trabalhavam expostos aos mesmos agentes e nas mesmas condições de trabalho dos portuários registrados. 2) PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS a) TRABALHADOR AVULSO . 82.297 e 2. 2. 7º. 2. Os recurso vem amparado em violação dos arts. os Reclamantes interpõem o presente recurso de revista.358). da Lei 8. da CF e em divergência jurisprudencial (fls. Logo.PRESCRIÇÃO Tese Regional: É aplicável a prescrição bienal aos trabalhadores avulsos. A revista lastreia-se em violação dos arts. em face do princípio da isonomia.272) e rejeitou os embargos declaratórios (fls. do RITST. somente com a exclusão do registro ou cadastro no OGMO é que seria possível o início do prazo de dois anos para o trabalhador pleitear seus direitos.JURISPRUDÊNCIA de Revista TST-RR-1.528). XXI. Admitido o recurso (fls. e ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO SERVIÇO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE PARANAGUÁ E ANTONINA . Outrossim. II.

em tese. pois os empregados não se encontram assistidos pelo sindicato da sua categoria profissional (fl. resta atingida pela preclusão. conforme a Lei 8.375). I. Logo. do TST. Os apelos vêm amparados em violação do art. embora tenha sido o Regional instado a fazê-lo por meio dos embargos declaratórios. A matéria. Assim. por divergência jurisprudencial.270-2. Antítese Recursal: Os Reclamantes pleitearam na inicial a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade em parcelas vincendas. Assim. considerado como um contrato a prazo 50 .PRESCRIÇÃO O art.ANEXO 4 . Com efeito. 2. pois os Reclamantes eram trabalhadores avulsos. A revista vem amparada em violação dos arts. 7º). a primeira conclusão a que se chega é a de que a prescrição bienal não pode. 2. já existe previsão legal no sentido de que o pagamento do referido adicional cessará com a eliminação da insalubridade. Antítese Recursal: A decisão merece reforma quanto aos honorários advocatícios. os sindicatos obreiros. 128 e 460 do CPC e em divergência jurisprudencial (fls.265). quando se tratar de trabalhador avulso. XXXIV. CONHEÇO do apelo. 7º se encontra o inciso XXIX. quando esta ocorrer no curso do contrato. No rol do art.271). concedeu ao trabalhador avulso todos os direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais com vínculo empregatício reconhecido. sendo bienal a partir da extinção do contrato e qüinqüenal a contar da data da lesão. 194 da CLT já prevê a cessação do pagamento da referida parcela na hipótese eliminação do risco à saúde. duas são as possibilidades de consideração do marco prescricional: a data do encerramento de cada engajamento. 7º. substituiu.JURISPRUDÊNCIA pois as condições insalubres podem vir a ser excluídas. no particular. 2. por sua vez. Os Recorrentes. Assim. II) MÉRITO 1) TRABALHADOR AVULSO . mesmo após a promulgação da Carta de 1988. a condenação deve limitar-se à data da propositura da ação (fls. Síntese Decisória: Verifica-se que o acórdão hostilizado não revela pronunciamento sobre os aspectos atinentes à inovação recursal e ao julgamento -extra petita-. com a intermediação do Órgão Gestor de Mão-de-Obra . pois o art. o trabalhador avulso portuário presta serviços sob a modalidade de engajamento nos navios que aportam. por óbice das Súmulas 219 e 329 do TST. assim.377). nesse mister. 2. NÃO CONHEÇO da revista.630/93). segundo as quais a condenação em honorários advocatícios nesta Justiça Especializada. por imperativo constitucional. Ante o exposto. o pleito atinente à limitação da condenação em sede de recurso ordinário é inovatório e o seu deferimento pelo Regional caracteriza julgamento -extra petita-. diferentemente do parágrafo único do mesmo artigo (que trata dos domésticos e elencou apenas alguns dos incisos do art. Assim. a teor do disposto na Súmula 297. sendo certo que os Reclamados não contestaram especificamente esse pedido. d) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Tese Regional: Não é devido o pagamento dos honorários advocatícios. sujeita-se ao atendimento das condições expressas na Lei 5. o primeiro aresto transcrito à fl.3692.584/70 . Todavia. ser descartada em relação ao trabalhador avulso. não argüiram preliminar de nulidade por negativa de prestação jurisdicional. que trata do prazo prescricional (unificado o critério para trabalhadores urbanos e rurais a partir da Emenda Constitucional 28/00). quanto à tese da limitação da condenação. da CF. 194 da CLT. 5º. manteve-se silente. da CF e em divergência jurisprudencial (fls. 2. dada a natureza especial do trabalho que desempenha. e.374 das razões recursais espelha dissonância temática ao assentar a tese de que a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade deve contemplar as parcelas vincendas. Além disso. Síntese Decisória: O Regional decidiu a controvérsia em consonância com as Súmulas 219 e 329 do TST. pois a relação havida entre os Litigantes não era de emprego. devendo a parte estar assistida por sindicato da sua categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do seu sustento ou de sua família. XXXV. O que se questiona é o marco inicial da prescrição.OGMO (que.375-2.

PRESCRIÇÃO . oportunidade em que o termo inicial para a contagem do prazo prescricional de dois anos deverá incidir (artigo 7º. 7º.(TST-RR-936/2000-005 -17-00. 1. 7º. de forma que. a partir do rompimento das atividades com o tomador de serviços portuários. Na realidade. Recurso de revista de que não se conhece. -RECURSO DE REVISTA . 7º da Constituição Federal. pelas reparações a lesões a direitos trabalhistas consumadas no qüinqüênio imediatamente anterior ao ajuizamento da ação. Min.524/2001-322-09-41. 4. em razão da ausência de vínculo 51 . inclusive porque beneficia-se diretamente dos resultados do labor então executado pelo avulso. além de gerir a arrecadação e o repasse da remuneração aos trabalhadores. novo vínculo se forma adquirindo peculiaridades distintas do anterior. portanto. tendo como intermediador obrigatório o Órgão de Gestão de Mão-de-Obra OGMO. daí o termo inicial para efeito da prescrição. sendo certo que o Órgão de Gestão de Mão-de-obra tem por finalidade administrar o fornecimento de mão-de-obra. Min. 3.4. mesmo porque o OGMO não é empregador do trabalhador avulso (não passa de intermediador da contratação). 2. Nesse sentido os seguintes precedentes desta Corte: -PRESCRIÇÃO . inciso XXIX.PRESCRIÇÃO . O art. nos termos do inciso XXIX do artigo 7º da Constituição Federal. Rel. cujo biênio se inicia ao ensejo da cessação do contrato de emprego. Por conseguinte. Min. garante a igualdade de direitos entre o trabalhador avulso e o com vínculo empregatício. Rel.8. sujeita-se à prescrição qüinqüenal a ação para reparar qualquer lesão a direito do trabalhador. para postular os direitos dele decorrentes. da Constituição da República assegura ao trabalhador avulso os mesmos direitos dos trabalhadores com vínculo de emprego permanente. sem a formação de vínculo de emprego.TRABALHADOR AVULSO. no art. não há como se afastar a conclusão de que o marco extintivo se aplica a cada engajamento concreto. 7º. a cada contratação. -TRABALHADOR AVULSO . constitui-se em mero responsável pela arrecadação e repasse da remuneração dos trabalhadores.(TSTRR-1. Recurso de revista conhecido e provido. XXXIV. de modo que. já que sua contratação é sempre -ad hoc-. Moura França. 2ª Turma. Daí se segue que se aplica ao trabalhador avulso o prazo de prescrição inscrito no art.PRESCRIÇÃO . da Constituição Federal).417/2001-001-13-00. de maneira que. Decisão regional em que se afasta a prescrição bienal. por analogia. da Constituição Federal.630/93. O trabalhador avulso equipara-se ao empregado com vínculo empregatício permanente para fins de direitos sociais. João Oreste Dalazen. XXIX. Rel.PRAZO . O termo inicial do prazo de prescrição do trabalhador avulso há que observar a especificidade da respectiva relação de trabalho. DJ de 17/09/04).TRABALHADOR AVULSO. enquanto perdurar cada relação de trabalho. ou a baixa do registro no OGMO. Renato Paiva.SUMARÍSSIMO .(TST-RR-51. Assim.JURISPRUDÊNCIA determinado com o navio. enquanto que o vínculo contratual se dá diretamente entre o avulso e o tomador dos serviços. o trabalhador avulso dispõe de um prazo final de prescrição bienal para demandar. Recurso de revista provido. inc. assimilado. O regime de contratação do trabalhador avulso é distinto do trabalhador comum. 1ª Turma. XXXIV. É o critério que se impõe por analogia com o fluxo do prazo prescricional consagrado para o trabalhador com vínculo empregatício permanente. pois.TOMADOR DE SERVIÇOS PORTUÁRIOS. O trabalhador avulso é aquele que presta serviços a diversas empresas. a sua aplicação bienal. Na realidade. a. O Órgão de Gestão de Mão-de-obra. porém. é com o tomador de serviço que a relação de trabalho efetivamente se concretiza. por intermediação do sindicato ou da OGMO. não viola os incisos XXIX e XXXIV do art. de modo que não se deve obstar a incidência da prescrição seja bienal ou qüinqüenal. 4ª Turma.8. o vínculo contratual se dá diretamente entre o trabalhador avulso e a empresa tomadora de serviços.TERMO INICIAL. -RECURSO DE REVISTA . Impõe-se.AVULSO . exsurge uma nova relação independente da anterior. A partir da cessação da relação de trabalho com cada tomador de serviços. DJ de 08/09/06). cumprida a finalidade para a qual foi contratado.ANEXO 4 .TRABALHADOR PORTUÁRIO . conforme o disposto na Lei nº 8. A Constituição Federal. a curtíssimo prazo. o OGMO ao empregador (já que recebe as verbas salariais e as repassa ao trabalhador).ÓRGÃO GESTOR DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO . DJ de 17/11/06). declarando-se prescritos os direitos decorrentes de contratações que tenham se extinguido até o limite de dois anos antes da propositura da ação. nova contratação adquire contornos de independência da anterior. cumprido seu objeto. enquanto não exaurido o biênio. Decisão de Tribunal Regional do Trabalho que reconhece a prescrição bienal do direito de ação de trabalhador avulso. a depender de cada caso àquele que prestar seus serviços ao tomador.

salvo se tiver sido objeto de negociação coletiva. da Constituição Federal. O adicional de risco previsto na Lei nº 4. Incabível é a concessão do adicional de risco com base no fato de tão-só o trabalhador laborar na área portuária. que estão ligados ao órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário. Rel.PRESCRIÇÃO . na conformidade da Lei 8. nos termos do art.ARTIGO 7º. no caso dos portuários. Os arts.EMPREGADOS NÃO PORTUÁRIOS.) Art. a prescrição definida pelo artigo 7º. portanto. e não os empregados submetidos a norma geral da CLT. ao estabelecer a igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. que instituiu o adicional de risco aos empregados que não pertencem às Administrações dos Portos Organizados. do art. (.342/2001-005-1300.. em razão da peculiaridade da prestação de serviço.(TST-RR-790.ANEXO 4 . Rel.TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO.TRABALHADOR AVULSO.630/1993. ser considerados empregados nem trabalham para empresa de exploração portuária. da Lei nº 8. A fim de remunerar os riscos relativos à insalubridade. XXIX. Min. DJ de 19/10/07).A. 14 da Lei 4. inciso XXXIV.860/65 e 18.345/2001. da Constituição Federal de 1988 é aplicável aos trabalhadores avulsos. 20 da Lei nº 8. com sentido ou caráter idêntico. I. Conforme entendimento há muito pacificado por este c.860/65. Assim sendo. da Constituição Federal. Juíza Convocada Kátia Arruda.Daí a razão de não ser aplicável aos trabalhadores avulsos o pretendido adicional de risco.7. vinham sendo pagos. 14. o que afasta a possibilidade de extensão do pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos. por injunção da Lei 4. que prevê os requisitos para a concessão do adicional de periculosidade e insalubridade. DJ de 17/03/06).(TST-RR-87/2002-022-09-00. -ADICIONAL DE RISCO . que não podem. no particular. Horácio Senna Pires. XXIX.860/65 alcança apenas os empregados portuários. A aludida lei instituiu o adicional de risco exclusivamente para os servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos. já que o órgão de gestão de mão-de-obra atua como mero intermediador da contratação. arregimentados que foram pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso. III . Recurso de revista parcialmente conhecido e não provido. XXIX. NEGO PROVIMENTO ao recurso de revista. periculosidade e outros porventura existentes.630/93. 7º. 4ª Turma. fica instituído o “adicional de riscos” de 40% (quarenta por cento) que incidirá sobre o valor do salário-hora ordinário do período diurno e substituirá todos aqueles que. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. ou não. ele é sempre bienal. 2) ADICIONAL DE RISCO PORTUÁRIO . Min. DJ de 26/10/07). trata-se de trabalhadores avulsos. Recurso de revista a que se dá provimento. Revista 52 . com regime especial. Inobservância do art.3. Juíza Convocada Maria Doralice Novaes. a fim de lhe estender direitos assegurados à universalidade dos empregados. 6ª Turma. DJ de 01/12/06). I .(TST-RR-1. 5ª Turma.881/2003-02209-00. II . Nessas circunstâncias. cuja atribuição essencial é administrar o fornecimento de mão-de-obra. 19. AGENTE E COMISSARIA . -ADICIONAL DE RISCO INDEVIDO . -RECURSO DE REVISTA DA RODRIMAR S. a concessão desse adicional viola a literalidade dos arts..860/65. em virtude de ele. Nesse sentido. No caso.EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO Cinge-se a controvérsia à aplicação.5. 4ª Turma. sendo certo que. As disposições desta Lei são aplicáveis a todos os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração-. somente ser devido aos empregados portuários.JURISPRUDÊNCIA de emprego entre as partes.TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS . Barros Levenhagen.630/93. 19 da Lei nº 4.Recurso desprovido (TST-RR-1. colhem-se os seguintes precedentes desta Corte: -ADICIONAL DE RISCO .O artigo 7º. em relação às quais há de prevalecer a distinção contemplada na legislação infraconstitucional. 14 e 19 do referido preceito legal dispõem que: -Art. afastada sua aplicação a hipóteses específicas. Rel. fê-lo de forma genérica. tendo em vista que a contagem do prazo prescricional bienal começa a fluir da cessação da prestação de serviço ao tomador de serviço portuário. Rel. Tribunal. que exigem que os trabalhadores sejam empregados ou que pertençam à Administração do Porto Organizado.9.

Luciano de Castilho Pereira. -in verbis-: -Art . DOU PROVIMENTO ao apelo para.2: ACÓRDÃO 7ª TURMA IGM/rr/ca I) PRESCRIÇÃO BIENAL . Todavia. que assegura ao trabalhador avulso os mesmos direitos do trabalhador com vínculo empregatício estável. restabelecer a sentença que condenou a Reclamada ao pag a mento das parcelas vincendas relativas ao adicional de insalubrid a de .O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de periculosidade cessará com a eliminação do risco à sua saúde ou integridade física. Rel. 7º. ambos por divergência jurisprudencial. não há como se afastar a conclusão de que o marco extintivo do direito de ação se aplica a cada engajamento concreto. 2ª Turma. o referido dispositivo legal traz previsão expressa quanto à exclusão do pagamento do adicional de insalubridade na hipótese de restar demonstrada a eliminação dos agentes insalubres.MARCO INICIAL. 1. Na realidade. 194 . Ainda que a hipótese dos autos não seja a de inclusão em folha de pagamento do adicional em comento. por entender que a referida parcela tem caráter excepcional e que as condições insalubres podem ser elididas no futuro.(TST-RR-201/2002-001 -05-00. DJ de 16/09/05). não há que se falar em impossibilidade de condenação da Reclamada ao pagamento das parcelas vincendas do adicional de insalubridade. 53 . Brasília. por unanimidade. quanto ao tópico. o valor correspondente em folha de pagamento.ANEXO 4 . 3) LIMITAÇÃO DA CONDENAÇÃO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE À DATA DA PROPOSITURA DA AÇÃO . restabe- lecer a sentença que co n denou a Reclamada ao pagamento das parcelas vincendas relativas ao adicional de insalubridade . já que sua contratação é sempre -ad hoc-. reformando o acórdão regional.ART. e. por força do comando do inciso XXIV.PARCELAS VINCENDAS O Regional. condenada ao pagamento do adicional de insalubridade ou periculosidade. a empresa deverá inserir. da CF. deve ser deferida a integração do adicional e n quanto perdurar o trabalho sujeito às condições i n salubres. tendo sido reconhecido o labor em cond i ções insalubres . para postular os direitos dele deco r rentes. 7º. Min. O regime de contratação do trab a lhador avulso é distinto do trabalh a dor comum. o vínculo co n tratual se dá diretamente entre o trabalhador avulso e a empresa tom a dora de serviços. tendo incidência sobre a espécie a prescrição bienal prevista no art. r e formando o acórdão regional. Assim sendo. além de gerir a arrecadação e o repasse da remuneração aos trabalh a dores. dar-lhe provimento para. Nessa linha. sendo certo que o Órgão de Gestão de Mão-de-obra tem por finalidade adm i nistrar o fornecimento de mão-de-obra. a curtíssimo prazo. Ante o exposto. vale destacar o entendimento perfilhado na Orientação Jurisprudencial 172 da SBDI-1 do TST no sentido de que. verifica-se que o entendimento do Tribunal de origem não se coaduna com o disposto no art. Assim.JURISPRUDÊNCIA conhecida em parte e provida.APLICABILIDADE . no particular. no mérito. DA CF . no pa r ticular. conhecer do recurso de revista quanto à prescrição aplicável ao trabalhador avulso e quanto à limitação aos trabalhadores portuários da condenação do adicional de insalubridade. no particular. 2. XXIX.5509/2005-050-12-00.6. XXIX E XXXIV. 18 de dezembro de 2007. nos termos desta Seção e das normas expedidas pelo Ministério do Trabalho-.TRABALHADOR AVULSO . 194 da CLT. Assim. NEGO PROVIMENTO ao recurso de revista. assentou não ser po s sível a condenação em parcelas vincendas do adicional de insalubr i dade . a cada contratação. mês a mês e enquanto o trabalho for executado sob essas condições. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Egrégia 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. IVES GANDRA MARTINS FILHO MINISTRO-RELATOR ______________________________________ RR . exsurge uma nova relação independente da anterior. Pelo exposto. de maneira que.

54 . a cada novo ingresso na escala.JURISPRUDÊNCIA II) TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO .). II) MÉRITO 1) TRABALHADOR AVULSO .063-1.OGMO/SFS e Recorrido ANTÔNIO CARLOS GREGÓRIO. ao sufragar a tese de que o adicional em questão é devido exclusivamente para a categoria dos portuários.630/93 e 7º. 1. VOTO I) CONHECIMENTO 1) PRESSUPOSTOS GENÉRICOS O apelo é tempestivo (cfr. Houve caracterização de divergência jurisprudencial (fls.093-1. encontrando-se devidamente preparado. por divergência jurisprudencial. 2) PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS a) TRABALHADOR AVULSO . 525 e 526) e tem representação regular (fl. § 2º. 14 da Lei 4. 553) e depósito recursal efetuado no limite legal (fl. nem com o operador portuário. 14 e 19 da Lei 4. 554). em que é Recorrente ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO DE SÃO FRANCISCO DO SUL .EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO . O recurso é fundamentado em violação dos arts. Síntese Decisória: A ementa colacionada à fl. nos termos do art. somente é devido aos servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos.VERBA INDEVIDA. 18 da Lei 8. XXXIV e XXVI.860/65. XXIII. 7º). 14 da Lei 4. 7º.PRESCRIÇÃO BIENAL Tese Regional: Não é possível afirmar que. o Reclamado interpõe o presente recurso de revista. 41). É o relatório. diferentemente do parágrafo único do mesmo artigo (que trata dos domésticos e elencou apenas alguns dos incisos do art. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista TST-RR-5. concedeu ao trabalhador avulso todos os direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais com vínculo empregatício reconhecido. pois estes não formam vínculo empregatício nem com o OGMO. da CF e em divergência jurisprudencial (fls. sendo quinquenal durante o período em que se mantiver cadastrado no órgão gestor da mão-de-obra e sujeito ao cumprimento de escalas por ele determinadas (fl. a prescrição bienal é aplicável tão-somente a partir do desligamento do trabalhador avulso.860/65. Recursos de revista conhecido e provido. O adicional de risco. II. previsto no art.). postulando a reforma do julgado nos tópicos atinentes à prescrição e ao adicional de risco (fls. 556). 83. foram apresentadas contrarrazões (fls.PRESCRIÇÃO BIENAL O art. do RITST. Admitido o apelo (fl. CONHEÇO dos apelos. da CF.ADICIONAL DE RISCO . 531-547). b) ADICIONAL DE RISCO PORTUÁRIO . 520). Síntese Decisória: O segundo aresto trazido a confronto na fl.860/65 é extensivo aos trabalhadores portuários avulsos (fls.-521v. Logo. na medida em que alberga a tese da aplicabilidade da prescrição bienal ao trabalhador avulso. XXXIV. 526-552). sendo dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. Antítese Recursal: O adicional de risco portuário somente é devido aos empregados da administração portuária.EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO Tese Regional: O adicional de risco previsto no art.2. que estão ligados ao órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário. 520v. 562-568).065 e 1. Assim. 530 estabelece divergência jurisprudencial específica com o acórdão recorrido. o avulso está diante de nova rela- ção de trabalho. 542 é divergente e específica. Antítese Recursal: A incidência da prescrição bienal é aplicada aos avulsos. fls. razão pela qual CONHEÇO.ANEXO 4 . o que afasta a possibilidade de extensão do pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos.115).509/2005-050-12-00. 518-524v. RELATÓRIO Contra o acórdão do 12º Regional que deu provimento ao recurso ordinário do Reclamante e negou provimento ao recurso adesivo do Reclamado (fls. com custas recolhidas (fl. Vistos. pois nunca deixou de estar ligado ao OGMO.

O trabalhador avulso equipara-se ao empregado com vínculo empregatício permanente para fins de direitos sociais. -RECURSO DE REVISTA . conforme a Lei 8. o vínculo contratual se dá diretamente entre o trabalhador avulso e a empresa tomadora de serviços. a depender de cada caso àquele que prestar seus serviços ao tomador. sendo bienal a partir da extinção do contrato e quinquenal a contar da data da lesão. inclusive porque beneficia-se diretamente dos resultados do labor então executado pelo avulso. o trabalhador avulso portuário presta serviços sob a modalidade de engajamento nos navios que aportam.TOMADOR DE SERVIÇOS PORTUÁRIOS. inciso XXIX.524/2001-322-09-41. que trata do prazo prescricional (unificado o critério para trabalhadores urbanos e rurais a partir da Emenda Constitucional 28/00). 7º. 1.8. com a intermediação do Órgão Gestor de Mão-de-Obra . nesse mister.(TST-RR-51.8. Com efeito.(TST-RR-936/2000-005 -17-00. enquanto perdurar cada relação de trabalho. cujo biênio se inicia ao ensejo da cessação do contrato de emprego. Min. 7º da Constituição Federal. É o critério que se impõe por analogia com o fluxo do prazo prescricional consagrado para o trabalhador com vínculo empregatício permanente. ou a baixa do registro no OGMO. Daí se segue que se aplica ao trabalhador avulso o prazo de prescrição inscrito no art. já que sua contratação é sempre -ad hoc-. sujeita-se à prescrição qüinqüenal a ação para reparar qualquer lesão a direito do trabalhador. 55 . duas são as possibilidades de consideração do marco prescricional: a data do encerramento de cada engajamento. enquanto não exaurido o biênio. dada a natureza especial do trabalho que desempenha. DJ de 17/11/06). o trabalhador avulso dispõe de um prazo final de prescrição bienal para demandar.AVULSO . 7º. Assim.PRESCRIÇÃO . porém. de maneira que. 7º se encontra o inciso XXIX. XXXIV. Nesse sentido temos os seguintes precedentes desta Corte: -PRESCRIÇÃO . oportunidade em que o termo inicial para a contagem do prazo prescricional de dois anos deverá incidir (artigo 7º. quando esta ocorrer no curso do contrato.OGMO (que substituiu. Renato Paiva. 1ª Turma. O art. 3. Por conseguinte. ser descartada em relação ao trabalhador avulso. não há como se afastar a conclusão de que o marco extintivo se aplica a cada engajamento concreto.SUMARÍSSIMO . Assim. considerado como um contrato a prazo determinado com o navio. O regime de contratação do trabalhador avulso é distinto do trabalhador comum. 4. a curtíssimo prazo. quando se tratar de trabalhador avulso. a primeira conclusão a que se chega é a de que a prescrição bienal não pode. cumprida a finalidade para a qual foi contratado. não viola os incisos XXIX e XXXIV do art. em tese. DJ de 08/09/06). sendo certo que o Órgão de Gestão de Mão-de-obra tem por finalidade administrar o fornecimento de mão-de-obra. Na realidade.TRABALHADOR AVULSO. de modo que não se deve obstar a incidência da prescrição seja bienal ou qüinqüenal. A partir da cessação da relação de trabalho com cada tomador de serviços. Recurso de revista conhecido e provido.PRAZO . por analogia. para postular os direitos dele decorrentes. a. por imperativo constitucional. Rel.JURISPRUDÊNCIA No rol do art. assimilado. exsurge uma nova relação independente da anterior. da Constituição Federal. além de gerir a arrecadação e o repasse da remuneração aos trabalhadores. Na realidade. 2ª Turma. da Cons- tituição da República assegura ao trabalhador avulso os mesmos direitos dos trabalhadores com vínculo de emprego permanente. Min. o OGMO ao empregador (já que recebe as verbas salariais e as repassa ao trabalhador). é com o tomador de serviço que a relação de trabalho efetivamente se concretiza. Recurso de revista de que não se conhece. a cada contratação. 2. Decisão de Tribunal Regional do Trabalho que reconhece a prescrição bienal do direito de ação de trabalhador avulso.630/93). da Constituição Federal). novo vínculo se forma adquirindo peculiaridades distintas do anterior. inc. Assim. mesmo porque o OGMO não é empregador do trabalhador avulso (não passa de intermediador da contratação). por intermediação do sindicato ou da OGMO. Rel. O que se questiona é o marco inicial da prescrição. a partir do rompimento das atividades com o tomador de serviços portuários.ANEXO 4 . João Oreste Dalazen. XXIX. de modo que.TRABALHADOR PORTUÁRIO . pelas reparações a lesões a direitos trabalhistas consumadas no qüinqüênio imediatamente anterior ao ajuizamento da ação. os sindicatos obreiros. O termo inicial do prazo de prescrição do trabalhador avulso há que observar a especificidade da respectiva relação de trabalho.ÓRGÃO GESTOR DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO . nos termos do inciso XXIX do artigo 7º da Constituição Federal.

TERMO INICIAL.860/65. a fim de lhe estender direitos assegurados à universalidade dos empregados. colhem-se os seguintes precedentes desta Corte: -ADICIONAL DE RISCO . A Constituição Federal. O trabalhador avulso é aquele que presta serviços a diversas empresas. Min. AGENTE E COMISSARIA . 14. no caso dos portuários.PRESCRIÇÃO . da Constituição Federal.PRESCRIÇÃO . a sua aplicação bienal. Rel. portanto.TRABALHADOR AVULSO.417/2001-001 -13-00. DJ de 17/09/04). DJ de 01/12/06).. da Constituição Federal. nova contratação adquire contornos de independência da anterior. para declarar prescritos os direitos oriundos de contratações anteriores ao biênio do ajuizamento da ação.PRESCRIÇÃO . II . em relação às quais há de prevalecer a distinção contemplada na legislação infraconstitucional. inciso XXXIV. O Órgão de Gestão de Mão-de-obra. 5ª Turma.) Art. ou não. 4ª Turma. Tribunal. somente ser devido aos em- 56 . afastada sua aplicação a hipóteses específicas. Rel. XXXIV. da Constituição Federal de 1988 é aplicável aos trabalhadores avulsos.. no art. Rel. nos termos do art. periculosidade e outros porventura existentes. por injunção da Lei 4. 6ª Turma. em virtude de ele. Impõe-se. 7º. A aludida lei instituiu o adicional de risco exclusivamente para os servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos.A. sem a formação de vínculo de emprego.ANEXO 4 . Nesse sentido. fica instituído o `adicional de riscos.TRABALHADOR AVULSO. Os arts. enquanto que o vínculo contratual se dá diretamente entre o avulso e o tomador dos serviços.TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS . XXIX. Min. -RECURSO DE REVISTA . As disposições desta Lei são aplicáveis a todos os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração-. em razão da ausência de vínculo de emprego entre as partes.Daí a razão de não ser aplicável aos trabalhadores avulsos o pretendido adicional de risco. fê-lo de forma genérica. a prescrição definida pelo artigo 7º. (. Juíza Convocada Kátia Arruda.630/1993. nesse tópico. I .ARTIGO 7º. 20 da Lei nº 8. Inobservância do art. XXIX. DOU PROVIMENTO ao recurso. Recurso de revista provido. cumprido seu objeto.7. declarando-se prescritos os direitos decorrentes de contratações que tenham se extinguido até o limite de dois anos antes da propositura da ação.de 40% (quarenta por cento) que incidirá sobre o valor do salário-hora ordinário do período diurno e substituirá todos aqueles que. Assim sendo. b) ADICIONAL DE RISCO PORTUÁRIO . conforme o disposto na Lei nº 8. ao estabelecer a igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. 14 e 19 do referido preceito legal dispõem que: -Art.4. sendo certo que. do art. pois. 14 da Lei 4. em razão da peculiaridade da prestação de serviço. tendo em vista que a contagem do prazo prescricional bienal começa a fluir da cessação da prestação de serviço ao tomador de serviço portuário. Moura França. vinham sendo pagos.(TST-RR-1.O artigo 7º. 19. daí o termo inicial para efeito da prescrição. que instituiu o adicional de risco aos empregados que não pertencem às Administrações dos Portos Organizados. o que afasta a possibilidade de extensão do pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos.3.860/65. Decisão regional em que se afasta a prescrição bienal. já que o órgão de gestão de mão-deobra atua como mero intermediador da contratação.630/93. ele é sempre bienal.(TST-RR-1. de forma que. Conforme entendimento há muito pacificado por este c. garante a igualdade de direitos entre o trabalhador avulso e o com vínculo empregatício. tendo como intermediador obrigatório o Órgão de Gestão de Mão-de-Obra OGMO. -RECURSO DE REVISTA DA RODRIMAR S. DJ de 19/10/07). 7º.JURISPRUDÊNCIA -TRABALHADOR AVULSO . A fim de remunerar os riscos relativos à insalubridade. com sentido ou caráter idêntico. constitui-se em mero responsável pela arrecadação e repasse da remuneração dos trabalhadores. Recurso de revista a que se dá provimento. XXIX. que estão ligados ao órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário.(TST-RR-87/2002-022-09-00. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988.EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO Cinge-se a controvérsia à aplicação. Horácio Senna Pires.342/2001005-13-00.

2ª Turma.345/2001. 18 de março de 2009. Brasília. na conformidade da Lei 8. 4ª Turma. 83. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista TST-RR-326/2005-022-09-00. Min.JURISPRUDÊNCIA pregados portuários. -ADICIONAL DE RISCO INDEVIDO . que prevê os requisitos para a concessão do adicional de periculosidade e insalubridade. não conheceu do recurso adesivo dos Reclamados (fls. que exigem que os trabalhadores sejam empregados ou que pertençam à Administração do Porto Organizado. ambos por divergência jurisprudencial. É o relatório. No caso. os Reclamantes interpõem o presente recurso de revista. dar-lhe provimento para declarar prescritos os direitos oriundos de contratações anteriores ao biênio do ajuizamento da ação e excluir a condenação referente ao pagamento do adicional de risco e seus reflexos. Vistos. 662665). salvo se tiver sido objeto de negociação coletiva. VOTO I) CONHECIMENTO 57 . Rel. 4ª Turma.TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO. e. cuja atribuição essencial é administrar o fornecimento de mão-de-obra.ADICIONAL DE RISCO . Revista conhecida em parte e provida. 844-890). que estão ligados ao órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário. O adicional de risco. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Egrégia 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. Barros Levenhagen. 14 da Lei 4. II.326/2005-022-09-00. Juíza Convocada Maria Doralice Novaes. 787-812).Recurso desprovido. DJ de 26/10/07). DOU PROVIMENTO ao recurso de revista do Reclamado para excluir a condenação referente ao pagamento do adicional de risco e seus reflexos. arregimentados que foram pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso.VERBA INDEVIDA. em que são Recorrentes ACIR POSSAS e OUTROS e Recorridos ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO SERVIÇO PORTUÁRIO DO PORTO DE PARANAGUÁ E ANTONINA . Recurso de revista parcialmente conhecido e não provido.EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO . nos termos do art. Nessas circunstâncias. ser considerados empregados nem trabalham para empresa de exploração portuária. e não os empregados submetidos a norma geral da CLT. RELATÓRIO Contra a decisão do 9º Regional que negou provimento ao recurso ordinário dos Reclamantes. Rel. I.ANEXO 4 .8. com regime especial.860/65 e 18.860/65. Luciano de Castilho Pereira.860/65 alcança apenas os empregados portuários. Pelo exposto. § 2º. foram apresentadas contrarrazões (fls. o que afasta a possibilidade de extensão do pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos.630/93. da Lei nº 8. no mérito. III . postulando a reforma do julgado quanto ao adicional de risco e ao adicional de insalubridade (fls. a concessão desse adicional viola a literalidade dos arts. Rel.9. DJ de 16/09/05). 19 da Lei nº 4. Admitido o recurso (fls. do RITST.(TST-RR-790. Incabível é a concessão do adicional de risco com base no fato de tão-só o trabalhador laborar na área portuária. que não podem. O adicional de risco previsto na Lei nº 4.881/2003-02209-00. Min. -ADICIONAL DE RISCO . por unanimidade. DJ de 17/03/06). 841-843).5.EMPREGADOS NÃO PORTUÁRIOS. conhecer do recurso de revista quanto à prescrição bienal do trabalhador avulso ao adicional de risco.OGMO/PR e OUTRO. portanto. previsto no art.630/93. 639-650) e rejeitou os seus embargos declaratórios (fls. Recurso de revista parcialmente conhecido e desprovido.(TST-RR-1.8: ACÓRDÃO 7ª TURMA IGM/rr/ca TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO . somente é devido aos servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos. sendo dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho.6.(TST-RR-201/2002-001-05-00. IVES GANDRA MARTINS FILHO MINISTRO-RELATOR ______________________________________ RR . trata-se de trabalhadores avulsos.

Logo. O recurso vem amparado em violação do art. em divergência jurisprudencial e em violação dos arts. os empregados receberam o referido adicional até agosto de 1996. que instituiu o adicional de risco aos empregados que não pertencem às Administrações dos Portos Organizados. ao sufragar a tese de que o adicional em questão é devido a todos os trabalhadores portuários. pois a prova pericial foi no sentido de que não restou caracterizada a atividade insalubre (fls. do art. Síntese Decisória: O Regional decidiu a controvérsia em consonância com as Súmulas 219 e 329 do TST. 649). A revista veio fundamentada em contrariedade à Súmula 289 do TST. Síntese Decisória: Verifica-se que o apelo não prospera. não se encontram assistidos por entidade sindical (fl. 786-787) e tem representação regular (fls. NÃO CONHEÇO do apelo. 641-643).ANEXO 4 . Antítese Recursal: A decisão merece reforma quanto aos honorários advocatícios. 7º. pois parte de premissa fática diversa daquela consignada no acórdão regional. Logo. além de sucumbentes. 645-648).860/65 é extensivo aos trabalhadores portuários avulsos. CONHEÇO do apelo. uma vez que os Reclamantes. Antítese Recursal: Os Reclamantes pleitearam a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade. no particular. fls.EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO Cinge-se a controvérsia à aplicação. 58 . ainda que não vinculados à empresa portuária. no particular. e 192 da CLT (fls.860/65. em contrariedade à Súmula 91 do TST e em divergência jurisprudencial (fls. 11-33). da CF. Outrossim. pois teria ficado provado o desempenho de suas atividades laborativas em condições insalubres. uma vez que trabalhavam expostos aos mesmos agentes e nas mesmas condições de trabalho dos portuários registrados. 789-802). Antítese Recursal: O adicional de risco previsto no art. XXII. Ademais. Os apelos vêm amparados em divergência jurisprudencial (fls. não tendo sido os Autores condenados ao pagamento de custas. XXIII e XXXIV. o óbice da Súmula 126 do TST. por divergência jurisprudencial. 14 da Lei 4. 2) PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS a) ADICIONAL DE RISCO PORTUÁRIO . 795 é divergente e específica. 810-814). a partir de agosto de 1996. Assim. por óbice das Súmulas 219 e 329 do TST. c) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Tese Regional: Não é devido o pagamento dos honorários advocatícios.EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO Tese Regional: O adicional de risco portuário somente é devido aos empregados da administração portuária. 7º.JURISPRUDÊNCIA 1) PRESSUPOSTOS GENÉRICOS O recurso é tempestivo (cfr. em face do princípio da isonomia. b) ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Tese Regional: Não é possível a condenação ao pagamento de adicional de insalubridade.584/70 . no caso em apreço. NÃO CONHEÇO da revista. Síntese Decisória: A primeira ementa colacionada à fl. mesmo após a promulgação da Carta de 1988. somente com a revisão de fatos e provas se poderia concluir que havia o desempenho de atividade em condições insalubres. pois os Reclamantes eram trabalhadores avulsos. uma vez que a relação havida entre os Litigantes não era de emprego. no tópico. 803-811). 14 da Lei 4. Portanto. II) MÉRITO ADICIONAL DE RISCO PORTUÁRIO . devendo a parte estar assistida por sindicato da sua categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do seu sustento ou de sua família. XXI. XXIII e XXXIV. vigorou disposição convencional expressa acerca da supressão do pagamento do adicional de risco aos trabalhadores avulsos (fls. incide. ou não. segundo as quais a condenação em honorários advocatícios nesta Justiça Especializada. sujeita-se ao atendimento das condições expressas na Lei 5.

Min. A aludida lei instituiu o adicional de risco exclusivamente para os servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos. (. e.860/65 alcança apenas os empregados portuários.345/2001. Juíza Convocada Maria Doralice Novaes.630/93. -ADICIONAL DE RISCO INDEVIDO . negar-lhe provimento. As disposições desta Lei são aplicáveis a todos os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração-. inciso XXXIV.201/2002-001-05-00. salvo se tiver sido objeto de negociação coletiva. arregimentados que foram pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso. Rel. No caso. o que afasta a possibilidade de extensão do pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos. com regime especial. no mérito. a concessão desse adicional viola a literalidade dos arts.Daí a razão de não ser aplicável aos trabalhadores avulsos o pretendido adicional de risco. e não os empregados submetidos a norma geral da CLT. I . III . conhecer do recurso de revista quanto ao adicional de risco. em virtude de ele.TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO.) Art.ANEXO 4 . II . que prevê os requisitos para a concessão do adicional de periculosidade e insalubridade. com sentido ou caráter idêntico. na conformidade da Lei 8.RELATOR ______________________________________ RR .(TST-RR-201/2002-001 -05-00. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Egrégia 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. -ADICIONAL DE RISCO . 19.TRABALHADOR AVULSO. no caso. Nesse sentido. Rel.860/65 e 18. ao estabelecer a igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. Pelo exposto. Nessas circunstâncias. colhem-se os seguintes precedentes desta Corte: -ADICIONAL DE RISCO .. A fim de remunerar os riscos relativos à insalubridade. fê-lo de forma genérica.EMPREGADOS NÃO PORTUÁRIOS.6.. Rel.6: ACÓRDÃO 2ª TURMA LCP/AC/SM TRABALHADOR AVULSO . Luciano de Castilho Pereira. Incabível é a concessão do adicional de risco com base no fato de tão-só o trabalhador laborar na área portuária. A diferença é que.881/2003-02209-00.5. por unanimidade.(TST-RR-790. que estão ligados ao órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário. Min. 4ª Turma.9. da Constituição Federal. DJ de 17/03/06). esse prazo inicia-se a cada novo dia de trabalho prestado à 59 . Barros Levenhagen. da Lei nº 8.TERMO INICIAL .O artigo 7º. 19 da Lei nº 4. que não podem. que exigem que os trabalhadores sejam empregados ou que pertençam à Administração do Porto Organizado. Revista conhecida em parte e provida. somente ser devido aos empregados portuários. 11 de março de 2009. ser considerados empregados nem trabalham para empresa de exploração portuária.Recurso desprovido.PRESCRIÇÃO . 2ª Turma. O adicional de risco previsto na Lei nº 4.O prazo prescricional para que o trabalhador portuário avulso ajuize uma reclamação trabalhista é o mesmo aplicado ao trabalhador que mantém vínculo de emprego. portanto.630/93.860/65. fica instituído o `adicional de riscos. por divergência jurisprudencial. em relação às quais há de prevalecer a distinção contemplada na legislação infraconstitucional. periculosidade e outros porventura existentes. a fim de lhe estender direitos assegurados à universalidade dos empregados. ou seja. Recurso de revista parcialmente conhecido e não provido. 4ª Turma. por injunção da Lei 4. Brasília. 14 e 19 do referido preceito legal dispõem que: -Art. dois anos a contar da extinção do contrato de trabalho. trata-se de trabalhadores avulsos. quanto ao tópico.JURISPRUDÊNCIA Os arts. I. 14. NEGO PROVIMENTO ao recurso de revista.de 40% (quarenta por cento) que incidirá sobre o valor do salário-hora ordinário do período diurno e substituirá todos aqueles que. afastada sua aplicação a hipóteses específicas.(TST-RR-1. DJ de 26/10/07). cuja atribuição essencial é administrar o fornecimento de mão-de-obra. IVES GANDRA MARTINS FILHO MINISTRO . vinham sendo pagos. DJ de 16/09/05).

uma vez que as alegações trazidas pelos Autores encontram-se irremediavelmente preclusas.) ainda que não se verifique a ocorrência de relação de emprego entre o trabalhador avulso e o sindicato agenciador de mão-de-obra e empresas tomadoras. com fundamento nas alíneas do art.PERÍCIA NULA 1.OGMOSA E OUTRO e Recorridos MARCO ANTÔNIO FRANCO DA COSTA E OUTROS. Contra-razões às fls. Aduziu que a prescrição absoluta somente foi aplicada no que toca aos 1º. 10º e 11º Autores em relação apenas à segunda Acionada.TRABALHADOR AVULSO O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. O D.ter descumprido a regra disposta no art. VOTO REVISTA DE REVISTA DA TECON SALVADOR S/A Satisfeitos os pressupostos extrínsecos de admissibilidade. tendo em vista que o v.860/65 e 18. Não conheço. 431 DO CPC . arregimentados que foram pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso. Nessas circunstâncias. que exigem que os trabalhadores sejam empregados ou que pertençam à Administração do Porto Organizado.CONHECIMENTO Alega a Recorrente a nulidade da perícia -sub examem-. 16591675 e OGMOSA e Outro às fls. 1 . Tecon Salvador S/A às fls. Acórdão atacado não debateu. Vistos. Irresignados. nos anos anteriores à propositura da presente Ação.1 . há entre eles uma relação jurídica de prestação de serviços que se equipara ao vínculo empregatício. por meio das Decisões de fls. Ademais. 431-A do CPC. No mais. a concessão desse adicional viola a literalidade dos arts. em momento algum. ADICIONAL DE RISCO INDEVIDO .VIOLAÇÃO DO ART.JURISPRUDÊNCIA empresa portuária que contrata seus serviços por meio do sindicato da categoria ou do órgão gestor de mão-deobra (OGMO). da Lei nº 8. 1638/1641 e 1655/1656.630/93. no mérito. recorrem de revista os Reclamados. Entretanto. 60 . 201/214. Incabível é a concessão do adicional de risco com base no fato de tão-só o trabalhador laborar na área portuária.ANEXO 4 . Emerge a Súmula nº 297/TST.1 . rejeitou a prejudicial de mérito de prescrição do direito de ação dos Autores e. 1678/1694. 2 . 3º.. que não podem. 8º. 19 da Lei nº 4. I. Revista conhecida em parte e provida. que acolhera a prejudicial de prescrição total apenas com relação a cinco Reclamantes que. foi aplicada tãosomente a prescrição qüinqüenal. inova a Recorrente ao discutir tal questão. cuja atribuição essencial é administrar o fornecimento de mão-de-obra. RELATÓRIO sessão de julgamento. ser considerados empregados nem trabalham para empresa de exploração portuária. eis que a mesma sequer havia sido suscitada anteriormente. não laboraram para a segunda Reclamada (WILPORT). 1998/1999. No caso.6.CONHECIMENTO A Decisão regional manteve o entendimento da Sentença de 1º Grau. a fim de limitar a condenação do adicional de risco ao pagamento proporcional ao período de efetiva exposição de cada um dos Reclamantes ao risco e reflexos. em que são Recorrentes TECON SALVADOR S/A e ÓRGÃO GESTOR DE MÃO DE OBRA DOS PORTOS ORGANIZADOS DE SALVADOR E ARATU . trata-se de trabalhadores avulsos.PREMLIMINAR DE NULIDADE .PRESCRIÇÃO .TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO. Por fim esclareceu o seguinte: -(.. O Recurso foi recebido por meio do Despacho de fls. de acordo com a Lei Complementar nº 75/93. Ministério Público do Trabalho poderá opinar na 2. tal matéria. o Apelo não tem como prosperar. buscando a reforma do julgado. deu provimento parcial ao Recurso dos Reclamados. 896 da CLT. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista nº TST-RR-201/2002-001-05-00. em virtude do fato do -expert. portanto.

1664. Assim. não se pode negar que a prescrição aplicável.ADICIONAL DE RISCO 3. além do fato de que o OGMOSA não se trata de empregador. 61 . ainda que prestado de forma descontinuada. o Regional registrou que a Reclamada. Acosta arestos ditos como divergentes. portanto. conforme o disposto na Lei nº 8. 19 da Lei nº 4.860/65. para efeito de aplicação da prescrição bienal. daí o termo inicial para efeito da prescrição. 7º. da Constituição Federal. o trabalho avulso não se exaure em si mesmo na medida em que se protrai no tempo. sob pena de prescrição. A Reclamada. XXIX. O 1º aresto relativo à matéria. Como visto. mas de administrador da mão-de-obra portuária avulsa. Portanto. Com estes fundamentos. 3 . dois anos a contar da extinção do contrato de trabalho. a sua aplicação bienal. na medida em que o primeiro dispositivo estabelece que o adicional em comento somente é devido aos servidores ou funcionários da Administração do Porto Organizado.MÉRITO O art. O trabalhador avulso é aquele que presta serviços a diversas empresas. dou provimento ao Recurso de Revista para declarar a prescrição de todos os direitos atinentes aos contratos cujos pagamentos foram anteriores a dois anos contados da propositura da ação.do art. enquanto que o vínculo contratual se dá diretamente entre o avulso e o tomador dos serviços. uma vez que tal hipótese se equipara ao término de uma relação de trabalho. no particular.CONHECIMENTO O Regional. rompida a prestação de serviços e.860/65. transcrito à fl. deu provimento parcial ao Recurso dos Reclamados. atualmente. dada a igualdade de direitos entre o empregado e o trabalhador avulso. ao analisar a matéria relativa ao deferimento do adicional de risco aos empregados avulsos. A diferença é que. pois. cumprido seu objeto. no curso do período em que o avulso presta serviços no tomador. Aduz que o lapso de dois anos deve ser aplicado ao final de cada uma das prestações de serviços. a fim de limitar a condenação do adicional em questão ao pagamento proporcional ao período de efetiva exposição de cada um dos Reclamantes ao risco e reflexos.1 . por divergência. O entendimento desta Turma é no sentido de que o prazo prescricional para que o trabalhador portuário avulso ajuize uma reclamação trabalhista é o mesmo aplicado ao trabalhador que mantém vínculo de emprego.2 . O Órgão de Gestão de Mão-de-Obra.OGMO. Sentença. Correta a r. declarando-se prescritos os direitos decorrentes de contratações que tenham se extinguido até o limite de dois anos antes da propositura da ação. 7º da CF/88. por força da norma constitucional. 5º da Constituição Federal/88.630/93 e o -caput. sendo que os Autores são trabalhadores portuários avulsos. em suas razões recursais. faz as vezes de administradora do porto organizado e. é de 5 (cinco) anos. assim. I. uma vez ser incontroverso que os mesmos laboram na área portuária. 18. ou seja. esse prazo inicia-se a cada novo dia de trabalho prestado à empresa portuária que contrata seus serviços por meio do sindicato da categoria ou do órgão gestor de mãode-obra (OGMO).JURISPRUDÊNCIA conforme preconiza o inciso XXXIV do art. apontando afronta ao art. Em suas Razões de Revista a Reclamada insiste na prescrição bienal. na OGMO. 1639).ANEXO 4 . de forma que. da Lei nº 8. portanto o contrato de trabalho atípico. Conheço por divergência jurisprudencial. bem assim o art. nova contratação adquire contornos de independência da anterior. 2. os trabalhadores avulsos por elas arregimentados ficam protegidos pela Lei nº 4. XXXIV. aponta como violados os termos do art. da Carta Magna garante a igualdade de direitos entre o trabalhador avulso e o com vínculo empregatício. da mesmo forma que.630/93. 7º. às diferentes empresas portuárias. no caso. autorizando o conhecimento da Revista. o seu prazo é de 2 (dois) anos para reclamar seus direitos.(fl. Impõe-se. tendo como intermediador obrigatório o Órgão de Gestão de Mão-de-Obra . que assegura o adicional de risco. sem a formação de vínculo de emprego. constitui-se mero responsável pela arrecadação e repasse da remuneração dos trabalhadores. revela tese oposta à preconizada pelo Regional.

II -Recurso desprovido. pois. na conformidade da Lei 8. I . Por unanimidade. a fim de lhe estender direitos assegurados à universalidade dos empregados. para. ADICIONAL DE RISCO .860/65. Por outro lado. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.630/93 c/c o 19 da Lei nº 4. conhecer do Recurso de Revista quanto ao Adicional de Risco. por força da norma constitucional.ANEXO 4 . por unanimidade. pelo Regional. foi violado. uma vez que o art. 18 da Lei nº 8. no mérito. Por unanimidade. do CPC . reformando o julgado recorrido. a conseqüência lógica imperativa é dar-lhe provimento.Trabalhador Avulso e. no mérito. TRABALHADOR AVULSO.JURISPRUDÊNCIA No entanto. o seu prazo é de 2 (dois) anos para reclamar seus direitos. não conhecer do Recurso de Revista quanto à Preliminar de Nulidade .630/93 estabelece suas atribuições como sendo a de administrar o fornecimento da mão-de-obra do trabalhador portuário e do trabalhador portuário-avulso. ao estabelecer a -igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso-. não se pode negar que a prescrição aplicável. prejudicado o exame do Recurso de Revista do OGMOSA e Outro por versar sobre matérias já devidamente analisadas. entendo que o fato de ostentarem a qualidade de trabalhadores avulsos já afasta dos Autores o direito ao mencionado benefício. dar-lhe provimento para. -dada a igualdade de direitos entre o empregado e o trabalhador avulso. porque a prova emprestada indicou que o agente -ruído. em relação às quais há de prevalecer a distinção contemplada na legislação infraconstitucional.não ultrapassava os limites de tolerância estabelecidos no Anexo 1 da NR 15 e porque os reclamantes não comprovaram o labor dentro 62 .2 .Recurso desprovido. sob pena de prescrição-. ser conhecida a Revista por ofensa ao art. e.860/65.860/65. Merece. inciso XXXIV.630/93. 18 da Lei nº 8. II . por versar sobre matérias já devidamente analisadas no Recurso de Revista da Tecon Salvador. afastada sua aplicação a hipóteses específicas.630/93 c/c o 19 da Lei nº 4.630/93 c/c o 19 da Lei nº 4.O artigo 7º. portanto o contrato de trabalho atípico. salvo se tiver sido objeto de negociação coletiva. além de outras que igualmente não se confundem com aquelas inerentes à condição de empregador. somente ser devido aos empregados portuários.860/65. 18 da Lei nº 8. Brasília. 19 da Lei nº 4. Dessa maneira. indeferir a verba adicional de risco e julgar improcedente o pedido inicial.O TRT confirmou a sentença que indeferira o pagamento de adicional de insalubridade. I . I A douta maioria desta 4ª Turma adota a tese de que. rompida a prestação de serviços e.1881/2003-022-09-00. 18 da Lei nº 8. 3. por violação legal. o art. na medida em que o art. fê-lo de forma genérica. o Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso não pode ser considerado empregador dos Autores. em virtude de ele.Daí a razão de não ser aplicável aos trabalhadores avulsos o pretendido adicional de risco. da Constituição Federal. dar provimento ao Recurso para declarar a prescrição de todos os direitos atinentes aos contratos cujos pagamentos foram anteriores a dois anos contados da propositura da ação.violação do art. excluir a verba adicional de risco da condenação e julgar improcedente o pedido inicial. da mesma forma que.TRABALHADOR AVULSO. reformando o Acórdão recorrido. restando prejudicada a análise do Recurso de Revista do OGMOSA e Outro. I S T O P O S T O: ACORDAM os Ministros da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho. 17 de agosto de 2005.5: ACÓRDÃO (4ª Turma) BL/lra PRESCRIÇÃO BIENAL. 431-A.Perícia Nula.MÉRITO Conhecida a Revista por violação do art. JOSÉ LUCIANO DE CASTILHO PEREIRA Presidente e Relator ______________________________________ RR . à míngua do preenchimento dos pressupostos legais relacionados à necessidade de os trabalhadores serem empregados e de pertencerem à Administração do Porto organizado.860/65 restringe sua aplicação aos servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração. conhecer do Recurso de Revista quanto à Prescrição . por injunção da Lei 4. uma vez que concedeu o adicional de risco aos Autores com base no único fundamento de laborarem na área portuária. é de 5 (cinco) anos. no curso do período em que o avulso presta serviços no tomador. III .

tendo em vista as condições especiais em que o trabalho é realizado pelo funcio- 63 . nos termos do art. Os reclamantes interpõem recurso de revista às fls. previsto no artigo 14 da Lei 4. III .1 .(fls. Registre-se. as parcelas exigíveis anteriormente ao biênio que antecede o ajuizamento da ação.OGMO/PR e OUTRA..TRABALHADOR AVULSO O Tribunal de origem. que o `adicional de riscos-. -Adicional de insalubridade. adota a tese de que o direito de ação do trabalhador avulso prescreve em cinco anos. 1548/1560. Primeira Turma é no sentido de que deve ser aplicada a prescrição bienal aos trabalhadores avulsos portuários. A revista foi admitida pelo despacho de fls.860/65). 1569/1573 foram desprovidos 1576/1579. 1585. em que são Recorrentes ANTÔNIO CARLOS DE ARAÚJO FRANÇA e OUTROS e são Recorridos ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO SERVIÇO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE PARANAGUÁ E ANTONINA . posto que a sua pretensão está fundamentada em Lei aplicável apenas aos empregados da APPA (Lei 4.5.e -Honorários advocatícios-. reformou a sentença para declarar prescrita a pretensão.CONHECIMENTO 1. O TRT da 9ª Região. 1550/1551) O segundo aresto de fls. A para -declarar prescritas. negou provimento aos apelos dos reclamantes e do reclamado. deu provimento ao recurso ordinário da Sadia S. haveria a alegada insalubridade pelo contato com o agente -frio-. oriundo do TRT da 2ª Região. segundo o laudo pericial. XXIX. A.JURISPRUDÊNCIA de frigoríficos. pelo voto da maioria da Turma julgadora. 1618/1619. em relação às prestações de serviços de cada reclamante à Sadia S. 7º da CF/88. e não o período em que se vinculou ao OGMO. cuidam-se de trabalhadores avulsos. nos termos da parte final do inciso XXIX do art.ANEXO 4 . uma vez que deve ser observado o período que o trabalhador avulso prestou serviços à empresa tomadora.Recurso não conhecido. não é possível a equiparação pretendida. 82 do Regimento Interno do TST. Os embargos declaratórios de fls. já que para concluir pela existência de contato com os agentes insalubres mencionados seria inevitável revolver o acervo fático-probatório.PRESCRIÇÃO .. 1559). nº TST-RR-1881/2003-022-09-00. a reforma do julgado esbarra na Súmula nº 126/TST. 7º. I .2 . com fulcro nas alíneas “a” e “c” do artigo 896 da CLT. É o relatório.Análise prejudicada em razão da manutenção da improcedência da reclamatória. II . 1620/1688.trabalhador avulso-. A. porque esta alcança apenas os trabalhadores que prestam serviços mediante contrato de trabalho. por divergência jurisprudencial. Dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. da CF. Vistos. pois. -Adicional de risco-. por falta de regulamentação autorizadora de seu pagamento aos avulsos. a ele não se aplicando a prescrição bienal. ainda. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista. periculosidade e outros porventura existentes. Os autores não pertencem ao quadro de funcionários da APPA.860/65. VOTO 1 . A decisão está assim fundamentada. das parcelas exigíveis anteriormente ao biênio que antecede o ajuizamento da ação. in verbis: -Não fazem jus os reclamantes à parcela.(fls. HONORÁRIOS ADVOCATICIOS. pelo acórdão de fls. Contra-razões apresentadas às fls. Por outro lado. única hipótese em que. em relação às prestações de serviços de cada reclamante à Sadia S..ADICIONAL DE RISCO O Regional convalidou a sentença que indeferira o pedido de adicional de risco. Em conseqüência. tem por objetivo remunerar os riscos relativos à insalubridade. credencia o apelo ao conhecimento. o que não ocorre com os avulsos. 1582/1609. em oposição ao acórdão regional. 1. na forma do art. pretendendo a reforma da decisão recorrida nos seguintes temas: -Prescrição . Asseverou.Tendo em vista que o Regional dirimiu a controvérsia com base nos fatos e provas produzidos nos autos. Conheço. regidos exclusivamente pela CLT (normas gerais) e/ou instrumentos coletivos próprios. ou seja. consoante o voto proferido pelo Juiz Revisor: -O entendimento predominante majoritário desta E..

já que para concluir pela existência de contato com os agentes insalubres mencionados seria inevitável revolver o acervo fático-probatório. que peço vênia para transcrever: -A Constituição Federal. não se pode cogitar da prescrição do artigo 7º.TRABALHADOR AVULSO PORTUÁRIO . inexistindo vínculo de emprego. enquanto que o vínculo contratual se dá diretamente entre o avulso e o tomador 64 . mesmo que equiparado ao empregado para fins de direitos trabalhistas. 7º. Relator Ministro Milton de Moura França. e sim do empregador. 205 do Código Civil/2002). ao passo que a prescrição ali contemplada não é direito do empregado. alegando que o laudo pericial evidenciou que trabalhavam expostos aos agentes insalubres frio e ruído. inciso XXIX. inciso XXXVI. porque a prova emprestada indicava que o agente -ruído. não há que se falar no pagamento de adiciional de risco. pois a equiparação se dá em relação a direitos trabalhistas. Equivale a dizer que. sem a proteção de EPIs adequados. portanto. XXXIV. constituise em mero responsável pela arrecadação e repasse da remuneração dos trabalhadores. O Órgão de Gestão de Mão-de-obra. garante a igualdade de direitos entre o trabalhador avulso e o com vínculo empregatício. segundo o laudo pericial. Não conheço. a relação jurídica é essencialmente de natureza civil. O trabalhador avulso é aquele que presta serviços a diversas empresas. assim entendido como categoria diferenciada.ANEXO 4 . incidindo a Súmula nº 296/TST neste particular. Assim. da hodierna Carta Política-. assim redigido: -ADICIONAL DE RISCO . 1554/1555) O recurso comporta conhecimento por divergência jurisprudencial com o primeiro paradigma transcrito 1. declinou os seguintes fundamentos. haveria a alegada insalubridade.630/93. em condições de atrair a prescrição vintenária do artigo 177 do Código Civil de 1916 (art. XXIX. do art. 1.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE O TRT.4. Os reclamantes investem contra o julgado. Transcrevem arestos ao cotejo de teses. DJ 17/9/2004).594. por divergência jurisprudencial. razão por que entende contrariada a Súmula nº 289/TST e violados os arts. no julgamento de hipótese idêntica envolvendo o mesmo reclamado (RR-1417/2001-00113-00. Tendo em vista que o Regional dirimiu a controvérsia com base nos fatos e provas produzidos nos autos. por somente serem inteligíveis dentro do contexto fático de que emanaram.MÉRITO 2. Conheço. determina que a remuneração dos trabalhadores avulsos portuários será objeto de negociação entre as `entidades representativas dos trabalhadores portuários avulsos e dos operadores portuários-.3 .PRESCRIÇÃO BIENAL.(fls. malgrado o trabalhador avulso tenha os mesmos direitos dos empregados.2. 7º.não ultrapassava os limites de tolerância estabelecido no Anexo 1 da NR 15 e porque os reclamantes não comprovaram o labor dentro de frigoríficos. 192 da CLT e 436 do CPC.. transcrevendo a decisão de 1º grau. que. 2 . Ao contrário. conforme o disposto na Lei nº 8. da Constituição da República. oriundo do TRT da 5ª Região. tendo como intermediador obrigatório o Órgão de Gestão de Mão-de-Obra OGMO. a reforma do julgado esbarra na Súmula nº 126/TST.860/65. da forma pretendida pelos reclamantes. que no seu artigo 29. 1592). 192 da CLT e 436 do CPC e os arestos apresentados são inespecíficos. TRABALHADOR AVULSO A circunstância de o artigo 7º.Afigura-se aplicável aos trabalhadores avulsos portuários o adicional de risco de que cogita a Lei nº 4. no art. à vista do que dispõe o inciso XXXIX.JURISPRUDÊNCIA nário ou empregado portuário. da Constituição. Os autores regem-se pela Lei 8. confirmou o indeferimento do pagamento de adicional de insalubridade.630/93. da Constituição garantir a igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício e o avulso não atrai necessariamente a aplicação da prescrição das ações trabalhistas do artigo 7º. sem a formação de vínculo de emprego. não há como divisar violação aos arts.1 . única hipótese em que. Contudo este não é o entendimento majoritário desta 4ª Turma.2 (fls. Desta forma. fonte indicada no item 3.

Revista conhecida em parte e provida.2 . TRABALHADOR AVULSO. incisos XXIX e XXXIV. trata-se de trabalhadores avulsos. nego provimento ao recurso de revista. é de 5 (cinco) anos. 2.860/65. nova contratação adquire contornos de independência do anterior. já se pronunciou este Tribunal Superior..860/65. nego provimento ao recurso de revista.(TST. da mesma forma que. por força da norma constitucional. da Lei nº 8. fê-lo de forma genérica. a concessão desse adicional viola a literalidade dos arts. adotando o posicionamento prevalecente neste Colegiado. estabelece que -a gestão da mão-de-obra do trabalho portuário avulso deve observar as normas do contrato. 19 da Lei nº 4. conhecer do recurso quanto aos temas -Prescrição bienal . somente ser devido aos empregados portuários.16/09/2005) Do exposto.(artigo 19). em relação às quais há de prevalecer a distinção contemplada na legislação infraconstitucional.630/1993. Aplicou a prescrição qüinqüenal por não ter notícia de que o contrato de trabalho tivesse sido extinto. por unanimidade. 65 . RECURSO DE REVISTA DA OGMO/PR PRESCRIÇÃO BIENAL. no mérito. que não podem.630/93. portanto. da Constituição Federal. Nessas circunstâncias. DJ .Dessume-se da decisão recorrida que o Regional decidiu que aplica-se aos trabalhadores avulsos a prescrição do artigo 7º.ANEXO 4 . 4ª Turma) BL/dm/BL 1. RR201/2002-001-05-00. Prejudicada a análise do tema -Honorários advocatícios-. 10 de outubro de 2007.trabalhador avulso-. da Constituição Federal. afastada sua aplicação a hipóteses específicas.e -adicional de risco . in verbis: ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. que exigem que os trabalhadores sejam empregados ou que pertençam à Administração do Porto Organizado. por injunção da Lei nº 4.Assim. que dispõe sobre o regime jurídico da exploração dos portos organizados e das instalações portuárias. da Constituição Federal. rompida a prestação de serviços e. o seu prazo é de 2 (dois) anos para reclamar seus direitos. no curso do período em que o avulso presta serviços no tomador. 22). Nesse sentido. Efetivamente. daí o termo inicial para efeito da prescrição. na Ogmo. cuja atribuição essencial é administrar o fornecimento de mão-de-obra.AVULSO -ADICIONAL DE RISCO INDEVIDO . Relator: Ministro José Luciano de Castilho Pereira. inciso XXIX. Brasília. cumprido seu objeto. ser considerados empregados nem trabalham para empresa de exploração portuária. 2ª TURMA. portanto o contrato de trabalho atípico.JURISPRUDÊNCIA dos serviços.630/93. I . Daí a razão de não ser aplicável aos trabalhadores avulsos o pretendido adicional de risco. MINISTRO BARROS LEVENHAGEN Relator ______________________________________ RR 415/2003-022-09-00: ACÓRDÃO (Ac.860/65 e 18. salvo se tiver sido objeto de negociação coletiva. inciso XXXIV. A Lei nº 8. No caso. O artigo 7º. arregimentados que foram pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso. I. não se pode negar que a prescrição aplicável. ao estabelecer a -igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso-. a fim de lhe estender direitos assegurados à universalidade dos empregados. negar-lhes provimento.ADICIONAL DE RISCO . que dispõe sobre o regime de trabalho nos portos organizados e tem suas disposições aplicáveis especificamente a -todos os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração. na conformidade da multicitada Lei 8. em virtude de ele. Incabível é a concessão do adicional de risco com base no fato de tão-só o trabalhador laborar na área portuária. e.Não se caracteriza a divergência jurisprudencial com os paradigmas confrontados.TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO. convenção ou acordo coletivo de trabalho(art.trabalhador avulso. porque inespecíficos. de forma que. dada a igualdade de direitos entre o empregado e o trabalhador avulso. Incólume o artigo 7º. II . sob pena de prescrição. ambos por divergência jurisprudencial. O adicional de risco foi criado pela Lei nº 4.

hoje assegurada constitucionalmente (art. colhe-se do art.Recurso não conhecido. II . BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA . que trata do regime de trabalho nos portos organizados e tem suas disposições aplicáveis especificamente a -todos os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração(artigo 19). prevista no artigo 7º. ADICIONAL DE INSALUBRI-DADE.O artigo 460 do CPC não foi prequestionado.Tampouco se caracteriza a violação aos artigos 189.Com isso se impõe a ilação da equiparação ficta de direitos se referir aos proverbiais direitos trabalhistas contemplados nos vários incisos do artigo 7º da Constituição. mesmo que a assistência judiciária tenha sido prestada por advogado livremente constituído pela parte. nem buscou o recorrente explicitação de dado eminentemente fáticos em embargos declaratórios.Recurso não conhecido.PREVISÃO EM NORMA COLETIVA.Estabelecido na decisão recorrida que os equipamentos de proteção individual fornecidos não atenuavam a insalubridade. 2.RECLAMANTES ASSISTIDOS POR ADVOGADO PARTICULAR. como ocorre exatamente com respeito ao adicional de risco no âmbito do trabalho portuário. que -a gestão da mão-de-obra do trabalho portuário avulso deve observar as normas do contrato. LXXIV). na CLT e legislação extravagante.Significa dizer que a norma da legislação extravagante não colide com a igualdade ficta contemplada no artigo 7º. o adicional de risco foi criado pela Lei nº 4.JURISPRUDÊNCIA visto que expressam tese no sentido de que ao fim de cada prestação de serviço do avulso deve ser contata a prestação bienal. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE PAGAMENTO CONJUNTO COM OUTRAS VERBAS .Recurso de revista desprovido. RECURSO DE REVISTA DOS RECLAMANTES. Porque não há menção na decisão regional. comprovável a partir de o salário percebido ser inferior ao dobro do mínimo ou mediante declaração pessoal do interessado. argumentada com base em elementos fáticos inapreciáveis por esta Corte Superior. Enquanto a assistência judiciária se reporta à representação técnica. a justiça gratuita refere-se exclusivamente às despesas processuais. não se caracteriza a violação ao artigo e nem a divergência jurisprudencial com os múltiplos paradigmas confrontados. 297 do TST. VI . da Constituição Federal.Saliente-se. na medida que em relação ao trabalhador avulso há mero vínculo de trabalho autônomo e em relação ao empregado propriamente dito. os benefícios da justiça gratuita se orientam unicamente pelo pressuposto do estado de miserabilidade da parte. que o fora exclusivamente para esse. III . inciso XXXIV.Além disso.De outro lado. de acordo ou convenção coletiva de trabalho. a evidência de que eventual decisão que estendesse ao trabalhador avulso o adicional de risco que fora previsto para o empregado portuário. quer digam respeito aos honorários periciais. inciso V. 6º. II .TRABALHADOR AVULSO. premissa fática intangível a teor da Súmula nº 126 do TST. Estabelecido na decisão que a condenação a parcelas vincendas está limitada pela adoção de providências para eliminar ou neutralizar a insalubridade não se divisa a propalada violação ao artigo 194 da CLT. questão que não foi debatida na decisão recorrida.(art. incide a obstaculizar o conhecimento do recurso de revista a Súmula nº 297 do TST. da Constituição Federal. I . de outra parte.Com efeito. V . qualifica-se como igualdade ficta. que dispõe sobre o regime jurídico da exploração dos portos organizados e das instalações portuárias. entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. IV .584/70 ter havido incorporação da Lei nº 1. não se caracteriza a contrariedade à Súmula 80 do TST. III . tendo por norte a desigualdade material da relação jurídica do trabalhador avulso e do empregado propriamente dito. c/c art. I .060/50.860/65. ADICIONAL DE RISCO . nem a divergência com os múltiplos paradigmas confrontados ao arrepio da Súmula 337-I da CLT. não restou prequestionada a previsão em norma coletiva de pagamento de verbas conjuntas em um único título.Recurso não conhecido. 3º. inciso XXXIV. não padecendo por isso de insinuada inconstitucionalidade. sem que ele tivesse sido ajustado em contra- 66 . convenção ou acordo coletivo de trabalho. III .Assim delineada a distinção entre assistência judiciária e justiça gratuita.Recurso não conhecido. III . I . se tal tiver sido objeto de contrato. diante da manifesta distinção da relação jurídica de ambos com o tomador do serviço. II . garante ao destinatário da justiça gratuita a isenção de todas as despesas processuais. vínculo de trabalho subordinado. 192 e 195 da CLT.ANEXO 4 . 22). II . cujo art. pois não estabelecido o conflito analítico de teses. a seu turno.A igualdade de direitos.A Lei nº 8. é bom salientar não haver nenhuma sinonímia entre os benefícios da justiça gratuita e o beneplácito da assistência judiciária. 5º. 14 da Lei nº 5.Fixado pelo Regional que os acordos coletivos colacionados aos autos não fazem previsão expressa acerca do adicional de insalubridade. I .630/1993. II . salvo disposição em contrário. conforme exige a Súmula n. quer se refiram a custas. III . Dessa forma.De plano. a qual exige a eliminação da insalubridade pelo fornecimento de aparelhos protetores. IV . estabelece. de tal sorte que aquele só terá direito ao adicional de risco. conforme a Súmula 126 do TST. PARCELAS VINCENDAS. I .

ANEXO 4 - JURISPRUDÊNCIA

to, acordo ou convenção coletiva de trabalho, arrimada unicamente na igualdade ficta do artigo 7º, inciso XXXIV da Constituição, traria subjacente declaração incidental de inconstitucionalidade da Lei nº 8.630/1993, para cuja higidez jurídica seria imprescindível a observância do princípio da reserva de plenário do artigo 97 da Constituição. Recurso conhecido e desprovido. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE - EXPOSIÇÃO À POEIRA DE SOJA, FARELO DE SOJA E MILHO. I - A decisão recorrida, como se vê, está em consonância com a notória jurisprudência do TST, cristalizada na Orientação Jurisprudencial nº 4-I da SBDI-1 do TST. II - Desse modo, vem à baila a Súmula nº 333 do TST, extraído da alínea ”a” do art. 896 da CLT, em que os precedentes da SDI foram erigidos à condição de requisitos negativos de admissibilidade da revista. III - Despiciendo o exame da especificidade dos arestos transcritos a título de divergência jurisprudencial, por superados, a teor do § 4º do art. 896 da CLT. IV - Recurso não conhecido. DESCONTOS FISCAIS. Decisão regional proferida com lastro na Súmula nº 368 do TST, erigida à condição de requisito negativo de admissibilidade do recurso, na esteira do parágrafo 5º do artigo 896 da CLT. II - Recurso não conhecido. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. I - Decisão regional proferida com lastro na Súmula nº 219 do TST, erigida à condição de requisito negativo de admissibilidade do recurso, na esteira do parágrafo 5º do artigo 896 da CLT. II - Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista, nº TST-RR-415/2003-022-09-00.2, em que é Recorrente CARLOS ROBERTO GONÇALVES HONÓRIO E OUTROS e ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DEOBRA DO SERVIÇO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE PARANAGUÁ E ANTONINA - OGMO/PR e é Recorrido ARMAZÉNS GERAIS TERMINAL LTDA. O TRT da 9ª Região, pelo acórdão de fls. 910/936, deu provimento parcial aos recursos ordinários das reclamadas para determinar a incidência do adicional de insalubridade sobre o salário mínimo e dos descontos fiscais sobre o valor total da condenação. Quanto ao recurso ordinário dos reclamantes, negou-lhe provimento. Foram interpostos embargos declaratórios, aos quais foi dado provimento parcial, nos termos do acórdão de fls. 959/964. Novos declaratórios, também providos parcialmente, conforme acórdão de fls. 971/973.

A reclamada, OGMO/PR, e os reclamantes interpõem recurso de revista, com arrimo nas alíneas ”a” e ”c” do artigo 896 da CLT. A reclamada, às fls. 989/1261, pretendendo a reforma da decisão recorrida nos seguintes temas: prescrição - trabalhador avulso, adicional de insalubridade, parcelas vincendas e assistência gratuita. Os reclamantes, às fls. 1362/1386, buscam a reforma da decisão quanto aos tópicos: adicional de risco, adicional de insalubridade (pedido sucessivo), descontos fiscais e honorários advocatícios. As revistas foram admitidas pelo despacho de fls. 1400/1403. Contra-razões apresentadas 1410/1438 e 1448/1455. às fls. 1405/1409,

Dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. É o relatório. VOTO De início, determino a correção da numeração de todas as páginas do 6º volume em razão do erro de paginação gerado pelos termos de abertura (fl. 1216) e de encerramento (fl. 1015). I - RECURSO DE REVISTA DA OGMO/PR 1 - CONHECIMENTO 1.1 - PRESCRIÇÃO - TRABALHADOR AVULSO Sustenta o recorrente que a decisão regional ofende o artigo 7º, incisos XXIX e XXXIV, da Constituição Federal, pois, consoante pacífica jurisprudência é aplicável aos trabalhadores avulsos a prescrição bienal. Entende que a cada término de vínculo contratual, que ocorre diretamente entre o trabalhador e a empresa tomadora de serviços, é contado o prazo prescricional bienal. Traz arestos para cotejo. O Tribunal de origem manteve a sentença no tocante à prescrição. Rejeitou a tese recursal de que a cada escala de trabalho do avulso forma-se um novo contrato com o tomador de serviços e ao término de cada prestação de serviço começa a fluir o biênio prescricional. Asseverou que nos termos do artigo 7º, inciso XXXIV, da Constituição, os trabalhadores avulsos sujeitam-se ao

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ANEXO 4 - JURISPRUDÊNCIA

mandamento contido no inciso XXIX do mesmo artigo constitucional. Expôs a seguinte fundamentação: -A presente reclamação trabalhista, onde os autores portuários avulsos, reivindicam pagamento por dias trabalhados, foi ajuizada em 24-02-2003. Não se tem notícia de que o contrato de trabalho tenha sido extinto. Desta feita, a aplicação qüinqüenal aplicável ao caso inviabiliza apenas o deferimento de pedidos referentes a direito legalmente exigíveis em data anterior a 24-021998- (Fl. 915). Dessume-se da decisão recorrida que o Regional decidiu que aplica-se aos trabalhadores avulsos a prescrição do artigo 7º, inciso XXIX, da Constituição Federal. Aplicou a prescrição qüinqüenal por não ter notícia de que o contrato de trabalho tivesse sido extinto. Incólume o artigo 7º, incisos XXIX e XXXIV, da Constituição Federal. Não se caracteriza a divergência jurisprudencial com os paradigmas confrontados às fls. 1021/1022, porque inespecíficos, visto que expressam tese no sentido de que ao fim de cada prestação de serviço do avulso deve ser contata a prestação bienal, questão que não foi debatida na decisão recorrida. Não conheço. 1.2 - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE PAGAMENTO CONJUNTO COM OUTRAS VERBAS Sustenta o recorrente que o adicional de insalubridade já foi quitado pelo salário pago, conforme autorizado em norma coletiva válida. Afirma que não se trata de salário complessivo, pois o artigo 29 da Lei nº 8.630/1993 permite a negociação coletiva da remuneração do trabalho portuário avulso. Aduz não ter sido -contemplado o de insalubridade de forma individualizada, por vontade das partes e até porque referidas verbas já se encontram inclusas todas as parcelas que compõem a remuneração do avulso- (fl. 1027). Indica violação aos artigos 611 da CLT; 7º, inciso XXVI, e 8º, inciso III, da Constituição. Traz arestos para cotejo. O Regional rejeitou a pretensão do recorrente em ver aplicável o art. 29 da Lei nº 8.630/1993, segundo o qual -A remuneração, a definição das funções, a composição

dos termos e as demais condições do trabalho portuário avulso serão objeto de negociação entre as entidades representativas dos trabalhadores portuários avulsos e dos operadores postuários.-, porque os acordos coletivos colacionados aos autos não fazem previsão expressa acerca do adicional de insalubridade. Salientou, ainda, que a possibilidade de negociação quanto ao adicional de insalubridade considerar a natureza indisponível do direito assegurado pela Constituição Federal (acórdão - fl. 921). Fixado pelo Regional que os acordos coletivos colacionados aos autos não fazem previsão expressa acerca do adicional de insalubridade, premissa fática intangível a teor da Súmula nº 126 do TST, não se caracteriza a violação ao artigo e nem a divergência jurisprudencial com os múltiplos paradigmas confrontados. De outro lado, não restou prequestionada a previsão em norma coletiva de pagamento de verbas conjuntas em um único título. Porque não há menção na decisão regional, nem buscou o recorrente explicitação de dado eminentemente fáticos em embargos declaratórios. Dessa forma, incide a obstaculizar o conhecimento do recurso de revista a Súmula nº 297 do TST. Não conheço. 1.3 - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Insurge-se o recorrente contra a condenação ao pagamento de adicional de insalubridade. Argumenta que os recorridos não estavam expostos a ruídos acima do limite de tolerância permitido para um período de 6 horas. Além disso, os EPI-s comprovadamente recebidos e utilizados inibiam a ação desses agentes agressivos. Indica violação aos artigos 189, 192 e 195 da CLT e contrariedade à Súmula nº 80 do TST. Traz arestos para cotejo. O Regional manteve a insalubridade decorrente da exposição a ruído, porque acima dos níveis legais permissíveis. Expôs a seguinte fundamentação: -No que tange ao ruído existente no ambiente, a perícia apontou laudo realizado pelo próprio OGMO (2º Réu), que no período de 1997 a 2003 (observe-se que esta ação foi ajuizada em 24-02-2003), os níveis de pressão sonora medidos foram: a) na descarga de soja em grão em caminhões 92,00 dB(A), em média; e b) na descarga de soja em grão em vagões 90,00 dB(A) em média (fl. 330).

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ANEXO 4 - JURISPRUDÊNCIA

Consta do laudo que era fornecido ao Reclamante o protetor auricular tipo plug, mas que tal equipamento não atenuava os efeitos do agente físico ruído (quesito 13 - fl. 337). .......................................................................................... O perito informou que os Reclamantes cumpriam turnos de 6 horas, mas que, na prática, podem trabalhar dois turnos seguidos (quesito 3 - fl. 334). De qualquer sorte, a exposição pelos Reclamantes extrapolava os níveis permissíveis, o que autoriza acompanhar a condenação em adicional de insalubridade.- (fls. 918/919). Extrai-se que a decisão está fundada na constatação em laudo pericial realizado pelo próprio OGMO que a exposição dos trabalhados extrapolava os níveis de ruído permissíveis, o que não era atenuado pela utilização de EPI. Estabelecido na decisão recorrida que os equipamentos de proteção individual fornecidos não atenuavam a insalubridade, não se caracteriza a contrariedade à Súmula 80 do TST, a qual exige a eliminação da insalubridade pelo fornecimento de aparelhos protetores; nem a divergência com os múltiplos paradigmas confrontados ao arrepio da Súmula 337-I da CLT, pois não estabelecido o conflito analítico de teses. Tampouco se caracteriza a violação aos artigos 189, 192 e 195 da CLT, argumentada com base em elementos fáticos inapreciáveis por esta Corte Superior, conforme a Súmula 126 do TST. Não conheço. 1.4 - PARCELAS VINCENDAS O Regional convalidou a condenação ao pagamento de parcelas vincendas até a implantação do pagamento do adicional de insalubridade pelo OGMO ou até sejam adotadas providências para eliminar ou neutralizar a insalubridade, porque os recorridos continuavam na condição de trabalhadores portuários avulsos. Sinalou que a diretriz da condenação evita desgaste desnecessário da máquina judiciária. (Acórdão - fl. 924). Entende o recorrente que deve ser excluído o pagamento de parcelas vincendas do adicional de insalubridade tendo em vista sua temporariedade e transitoriedade, já que -pode ser eliminado diante da ausência dos agentes

insalubres que lhe deram causa- (fl. 1053). Indica violação aos artigos 194 da CLT e 460 do CPC. O artigo 460 do CPC não foi prequestionado, conforme exige a Súmula n. 297 do TST. Estabelecido na decisão que a condenação a parcelas vincendas está limitada pela adoção de providências para eliminar ou neutralizar a insalubridade não se divisa a propalada violação ao artigo 194 da CLT. Não conheço. 1.5 - ASSISTÊNCIA GRATUITA O Regional manteve a concessão do benefício da Justiça gratuita aos recorridos, por considerar suficiente a -simples afirmação da parte de que não está em condições de pagar as custas do processo e os honorários de advogado sem prejuízo próprio ou de sua família- (fl. 925). Salientou que os honorários advogatícios foram indeferidos pela sentença (fl. 924). O segundo aresto transcrito à fl. 1058 expressa tese do TRT da 17ª Região que autoriza o conhecimento do recurso, por divergência, ao consignar que não faz jus ao benefício da Lei 1.060/50 o reclamante assistido por advogado particular. Conheço, por divergência. 2 - MÉRITO 2.1 - BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA - RECLAMANTES ASSISTIDOS POR ADVOGADO PARTICULAR. De plano, é bom salientar não haver nenhuma sinonímia entre os benefícios da justiça gratuita e o beneplácito da assistência judiciária. Enquanto a assistência judiciária se reporta à representação técnica, hoje assegurada constitucionalmente (art. 5º, LXXIV), a justiça gratuita refere-se exclusivamente às despesas processuais, mesmo que a assistência judiciária tenha sido prestada por advogado livremente constituído pela parte. Assim delineada a distinção entre assistência judiciária e justiça gratuita, colhe-se do art. 14 da Lei nº 5.584/70 ter havido incorporação da Lei nº 1.060/50, cujo art. 3º, inciso V, c/c art. 6º, garante ao destinatário da justiça gratuita a isenção de todas as despesas processuais, quer se refiram a custas, quer digam respeito aos honorários periciais.

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por ausência de previsão legal. 1. O recurso desafia o conhecimento por divergência jurisprudencial com o segundo paradigma transcrito 1. em que os precedentes da SDI foram erigidos à condição de requisitos negativos de admissibilidade da revista.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE . a incidência no caso de decisão judicial deve se dar sobre o total dos rendimentos ou da conta apurada. -Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional. 4. § 1º.AGENTE AGRESSIVO POEIRA. salientando que a teor do disposto no art. Do exposto. II .1 .ANEXO 4 . A decisão recorrida. e artigos 55 e 56 do Decreto-Lei nº 3. comprovável a partir de o salário percebido ser inferior ao dobro do mínimo ou mediante declaração pessoal do interessado. sendo necessária a classificação da atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho-. farelo de soja e milho. in verbis: -Note-se que é do credor a responsabilidade pelo imposto sobre a renda ou valores que venha a receber. indica violação ao artigo 192 da CLT.. Asseverou que a Constituição de 1988 ao garantir igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo permanente e o trabalhador avulso. por divergência jurisprudencial.(fl. Insurgem-se os recorrentes contra a exclusão do adicional de insalubridade por exposição à poeira de soja. reversíveis à entidade que a prestou.Afigura-se aplicável aos trabalhadores avulsos portuários o adicional de risco de que cogita a Lei nº 4. quer à guisa de violação de dispositivo de lei.3 . 7º. por falta de regulamentação autorizadora de seu pagamento aos avulsos. extensiva às normas de proteção à saúde dos trabalhadores. está em consonância com a notória jurisprudência do TST.541/92. Por isso. extraído da alínea “a” do art.TRABALHADOR AVULSO PORTUÁRIO .RECURSO DE REVISTA DOS RECLAMANTES 1 . a qual não fora elidida por meios eficazes de proteção. cristalizada na Orientação Jurisprudencial nº 4-I da SBDI-1 do TST. ao passo que os benefícios da justiça gratuita se orientam unicamente pelo pressuposto do estado de miserabilidade da parte. Salientou que -à luz da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SDI-1 do C. 896 da CLT. 919).ADICIONAL DE RISCO O Regional convalidou a sentença que indeferiu o pedido de adicional de risco. Argumentam que a Constituição deve ser respeitada (art. assim redigido: -ADICIONAL DE RISCO . à vista do que dispõe o inciso XXXIX.JURISPRUDÊNCIA Vale observar que a assistência judiciária de que cuida a Lei nº 5. O Regional indeferiu a insalubridade por exposição à poeira de soja. pois assim lhes assegura a igualdade de tratamento. 926. (Acórdão .169.000/99. Não conheço. vem à baila a Súmula nº 333 do TST.860/1965. Por outro lado.584/70 foi erigida apenas a um dos requisitos da condenação a honorários advocatícios. TST. XXIII e XXXIV).. Desse modo.2 . consignou o Regional. pelo que o apelo extraordinário não logra conhecimento.CONHECIMENTO 1. da hodierna Carta Política-. 46. XXII. Apontam os dispositivos constitucionais acima citados como ofendidos e trazem arestos para cotejo. para caracterizar a insalubridade na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho.(grifos no original) 70 .860/65. como se vê. ao devedor cumpre efetuar o cálculo e o recolhimento do tributo. não lhes estendeu os direitos previstos na Lei n. oriundo do TRT da 5ª Região. nego provimento ao recurso.fls. 896 da CLT). quer à guisa de divergência jurisprudencial com arestos já superados no âmbito desta Corte (§ 4º do art. 1. farelo de soja e milho.DESCONTOS FISCAIS Às fls. da Lei nº 8. Afirmam que a decisão desconsiderou o laudo pericial que atestou a existência de insalubridade no ambiente de trabalho pelo agente agressivo poeira. 930/934). segundo a qual. Conheço. do art. inciso I. 7º. não bastando a constatação por laudo pericial. não podendo ser preteridos apenas por não haver sido classificada como insalubre pelo Ministério do Trabalho a poeira originada pelas mercadorias movimentadas no ambiente de trabalho.

ANEXO 4 - JURISPRUDÊNCIA

A decisão se harmoniza com a mais recente jurisprudência sumulada desta Corte, cristalizada na Súmula n. 368, que estabelece: -DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. COMPETÊNCIA. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. FORMA DE CÁLCULO. (conversão das Orientações Jurisprudenciais nos 32, 141 e 228 da SDI-1) Alterada pela Res. 138/2005, DJ 23.11.2005 I. A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previdenciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário-de-contribuição. (ex-OJ nº 141 - Inserida em 27.11.1998) II. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais, resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial, devendo incidir, em relação aos descontos fiscais, sobre o valor total da condenação, referente às parcelas tributáveis, calculado ao final, nos termos da Lei nº 8.541/1992, art. 46 e Provimento da CGJT nº 03/2005. (ex-OJ nº 32 - Inserida em 14.03.1994 e OJ nº 228 - Inserida em 20.06.2001) III. Em se tratando de descontos previdenciários, o critério de apuração encontra-se disciplinado no art. 276, §4º, do Decreto n º 3.048/99 que regulamentou a Lei nº 8.212/91 e determina que a contribuição do empregado, no caso de ações trabalhistas, seja calculada mês a mês, aplicando-se as alíquotas previstas no art. 198, observado o limite máximo do salário-de-contribuição. (ex-OJ nº 32 - Inserida em 14.03.1994 e OJ 228 - Inserida em 20.06.2001)-. Desse modo, vem à baila o parágrafo 5º do artigo 896 da CLT, em que os enunciados da Súmula de Jurisprudência deste Tribunal Superior foram erigidos à condição de requisitos negativos de admissibilidade da revista, descredenciando à consideração deste Tribunal as ofensas apontadas e a divergência jurisprudencial colacionada. Não conheço. 1.4 - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O Regional manteve o indeferimento de honorários advocatícios, sob o fundamento de que não estavam pre-

sentes os pressupostos da Lei nº 5.584/70. Indiscernível, portanto, a ofensa aos dispositivos legais invocados, uma vez que a decisão regional foi proferida com lastro nas Súmulas nºs 219 e 329 do TST, erigidos à condição de requisito negativo de admissibilidade do recurso, na esteira do parágrafo 5º do artigo 896 da CLT. 2 - MÉRITO 2.1 - ADICIONAL DE RISCO - TRABALHADOR AVULSO A igualdade de direitos, prevista no artigo 7º, inciso XXXIV, da Constituição Federal, entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso, qualifica-se como igualdade ficta, diante da manifesta distinção da relação jurídica de ambos com o tomador do serviço, na medida que em relação ao trabalhador avulso há mero vínculo de trabalho autônomo e em relação ao empregado propriamente dito, vínculo de trabalho subordinado. Com isso se impõe a ilação da equiparação ficta de direitos se referir aos proverbiais direitos trabalhistas contemplados nos vários incisos do artigo 7º da Constituição, na CLT e legislação extravagante, salvo disposição em contrário, como ocorre exatamente com respeito ao adicional de risco no âmbito do trabalho portuário. Com efeito, o adicional de risco foi criado pela Lei nº 4.860/65, que trata do regime de trabalho nos portos organizados e tem suas disposições aplicáveis especificamente a -todos os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração- (artigo 19). A Lei nº 8.630/1993, que dispõe sobre o regime jurídico da exploração dos portos organizados e das instalações portuárias, estabelece, a seu turno, que -a gestão da mão-de-obra do trabalho portuário avulso deve observar as normas do contrato, convenção ou acordo coletivo de trabalho- (art. 22). Significa dizer que a norma da legislação extravagante não colide com a igualdade ficta contemplada no artigo 7º, inciso XXXIV, da Constituição Federal, não padecendo por isso de insinuada inconstitucionalidade, tendo por norte a desigualdade material da relação jurídica do trabalhador avulso e do empregado propriamente dito, de tal sorte que aquele só terá direito ao adicional de risco, que o fora exclusivamente para esse, se tal tiver

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ANEXO 4 - JURISPRUDÊNCIA

sido objeto de contrato, de acordo ou convenção coletiva de trabalho. Nesse sentido, por sinal, já se pronunciou este Tribunal Superior, in verbis: -ADICIONAL DE RISCO INDEVIDO - TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO. Incabível é a concessão do adicional de risco com base no fato de tão-só o trabalhador laborar na área portuária. Nessas circunstâncias, a concessão desse adicional viola a literalidade dos arts. 19 da Lei nº 4.860/65 e 18, I, da Lei nº 8.630/93, que exigem que os trabalhadores sejam empregados ou que pertençam à Administração do Porto Organizado. No caso, trata-se de trabalhadores avulsos, que não podem, portanto, ser considerados empregados nem trabalham para empresa de exploração portuária, arregimentados que foram pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso, cuja atribuição essencial é administrar o fornecimento de mão-de-obra. Revista conhecida em parte e provida.- (TST, 2ª TURMA, RR201/2002-001-05-00, Relator: Ministro José Luciano de Castilho Pereira, DJ - 16/09/2005) Saliente-se, de outra parte, a evidência de que eventual decisão que estendesse ao trabalhador avulso o adicional de risco que fora previsto para o empregado portuário, sem que ele tivesse sido ajustado em contrato, acordo ou convenção coletiva de trabalho, arrimada unicamente na igualdade ficta do artigo 7º, inciso XXXIV da Constituição, traria subjacente declaração incidental de inconstitucionalidade da Lei nº 8.630/1993, para cuja higidez jurídica seria imprescindível a observância do princípio da reserva de plenário do artigo 97 da Constituição. Do exposto, nego provimento ao recurso de revista. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade, conhecer do recurso de revista do reclamado, apenas quanto ao tema -benefícios da justiça gratuita - reclamantes assistidos por advogado particular-, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, negar-lhe provimento. Por unanimidade, conhecer do recurso de revista dos reclamantes, apenas quanto ao tema -adicional de risco-, por divergência jurisprudencia, e, no mérito, por maioria, negarlhe provimento, vencida a Exma. Ministra Maria de Assis Calsing.

Brasília, 30 de abril de 2008. BARROS LEVENHAGEM Ministro Relator ______________________________________ RR 1643/2001-022-09-00/40-8: ACÓRDÃO (4ª Turma) BL/dm/BL PRESCRIÇÃO BIENAL. TRABALHADOR AVULSO. I A douta maioria desta 4ª Turma adota a tese de que, -dada a igualdade de direitos entre o empregado e o trabalhador avulso, por força da norma constitucional, não se pode negar que a prescrição aplicável, no curso do período em que o avulso presta serviços no tomador, é de 5 (cinco) anos, da mesma forma que, rompida a prestação de serviços e, portanto o contrato de trabalho atípico, o seu prazo é de 2 (dois) anos para reclamar seus direitos, sob pena de prescrição-. II -Recurso desprovido. ADICIONAL DE RISCO - TRABALHADOR AVULSO. I - O artigo 7º, inciso XXXIV, da Constituição Federal, ao estabelecer a -igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso- fê-lo de forma genérica, a fim de lhe estender direitos assegurados à universalidade dos empregados, afastada sua aplicação a hipóteses específicas, em relação às quais há de prevalecer a distinção contemplada na legislação infraconstitucional. II - Daí a razão de não ser aplicável aos trabalhadores avulsos o pretendido adicional de risco, em virtude de ele, por injunção da Lei 4.860/65, só ser devido aos empregados portuários, salvo se tiver sido objeto de negociação coletiva, na conformidade da Lei 8.630/93. Recurso conhecido e desprovido. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LIMITAÇÃO DA CONDENAÇÃO ÀS PARCELAS VENCIDAS. INOVAÇÃO RECURSAL. JULGAMENTO EXTRA PETITA. I - Verifica-se da decisão proferida em embargos de declaração que tanto a questão da inovação recursal quanto do julgamento extra petita não foram prequestionadas, dada a inércia das partes em suscitá-las em contra-razões ao recurso ordinário das reclamadas. II - Incidência da Súmula nº 297 do TST. III - Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista, nº TST-RR-1643/2001-022-09-00.8, em que são Recorrentes WILTON MATTOS SANTOS FILHO e OUTROS e são Recorridos ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO SERVIÇO PORTUÁRIO AVULSO

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ANEXO 4 - JURISPRUDÊNCIA

DO PORTO ORGANIZADO DE PARANAGUÁ E ANTONINA - OGMO/PR e OUTRO. O TRT da 9ª Região, pelo acórdão de fls. 1.219/1.270, acolheu prejudicial de mérito, declarando prescritos os direitos de ação referentes às prestações de serviços dos Autores decorrentes dos contratos firmados entre a OGMO/PR e a CENTROSUL, cuja resilição ocorreu antes de 18/12/1999, e deu provimento ao recurso ordinário da reclamada para: a)limitar a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade do período imprescrito até o ajuizamento da ação; b) determinar a incidência das contribuições previdenciárias sobre o valor principal corrigido da condenação tributável e, posteriormente, após o referido abatimento, incluir juros de mora, para deduzir os já autorizados descontos fiscais, porém, sobre o total do crédito, ao final. Quanto ao recurso adesivo dos reclamantes, negou-lhe provimento. Foram interpostos embargos declaratórios, aos quais foi negado provimento, nos termos do acórdão de fls. 1.285/1.296. O reclamante interpõe recurso de revista, às fls. 1.413/1.444, com arrimo nas alíneas “a” e “c” do artigo 896 da CLT, pretendendo a reforma da decisão recorrida nos seguintes temas: prescrição - trabalhador avulso, adicional de risco (pedido principal) e adicional de insalubridade (pedido sucessivo). A revista foi 1.445/1.448. admitida pelo despacho de fls.

SUL, cuja resilição ocorrera antes de 18/12/1999. A decisão está assim ementada: -PRESCRIÇÃO BIENAL. TRABALHADOR AVULSO. OGMO/PR. A prescrição bienal, no caso do trabalhador avulso, não pode ser contada somente a partir do seu desligamento do órgão gestor de mão-de-obra (OGMO/ PR), vez que este é mero intermediário entre o avulso e o tomador de serviços, mas, sim, da data em que se operou a prestação de serviços que originou a lesão ao trabalhador. A prescrição bienal deve ser aplicada ao final de cada uma das prestações de serviços do trabalhador avulso às diferentes empresas portuárias, tendo em vista que a situação daquele se equipara ao término de uma relação de trabalho-. (fl. 1.219). O primeiro aresto de fls. 1.417, oriundo do TRT da 2ª Região, credencia o apelo ao conhecimento, pois, em oposição ao acórdão regional, admite a aplicação da prescrição qüinqüenal ao final de cada prestação de serviços pelo trabalhador avulso. Conheço, por divergência jurisprudencial. 1.2 - ADICIONAL DE RISCO (PEDIDO PRINCIPAL) O Regional convalidou a sentença que indeferiu o pedido de adicional de risco, por falta de regulamentação autorizadora de seu pagamento aos avulsos, principalmente porque o instrumento normativo que regula a relação de trabalho não o assegura (acórdão - fls. 1.257/1.263). O recurso desafia o conhecimento por divergência jurisprudencial com o primeiro paradigma transcrito 1.425, oriundo do TRT da 5ª Região, fonte indicada no item 3.2.2 (fl. 1.425), assim redigido: -ADICIONAL DE RISCO - TRABALHADOR AVULSO PORTUÁRIO - Afigura-se aplicável aos trabalhadores avulsos portuários o adicional de risco de que cogita a Lei nº 4.860/65, à vista do que dispõe o inciso XXXIX, do art. 7º, da hodierna Carta Política-. Conheço, por divergência jurisprudencial.

Contra-razões apresentadas às fls. 1.449/1.489. Dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. É o relatório. VOTO 1 - CONHECIMENTO

1.3 - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE 1.1 - PRESCRIÇÃO - TRABALHADOR AVULSO O Tribunal de origem reformou a sentença para pronunciar a prescrição bienal dos direitos de ação referentes às prestações de serviços dos Autores decorrentes dos contratos firmados entre a OGMO/PR e a CENTROInsurgem-se os recorrentes contra a limitação do pagamento do adicional de insalubridade até a data do ajuizamento da ação. Sustentam que fizeram pedido de parcelas vincendas, o que não foi contestado pelas reclamadas. Por isso, alegam tratar-se de inovação recursal. Além

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daí o termo inicial para efeito da prescrição. é de 5 (cinco) anos.ADICIONAL DE RISCO . TRABALHADOR AVULSO A circunstância de o artigo 7º. Relator Ministro Milton de Moura França.fê-lo de forma genérica.PRESCRIÇÃO BIENAL. Contudo este não é o entendimento majoritário desta 4ª Turma.JURISPRUDÊNCIA disso. que dispõe sobre o regime jurídico da exploração dos portos organizados e das instalações portuárias. Sendo assim. da mesma forma que. ao passo que a prescrição ali contemplada não é direito do empregado.AVULSO O adicional de risco foi criado pela Lei nº 4. rompida a prestação de serviços e. Fundamentam o recurso em divergência jurisprudencial e em violação aos artigos 128 e 460 do CPC. A Lei nº 8. malgrado o trabalhador avulso tenha os mesmos direitos dos empregados. da Constituição. por 74 . Daí a razão de não ser aplicável aos trabalhadores avulsos o pretendido adicional de risco. portanto.2 .630/1993. 2. Ao contrário. da Constituição da República. 1.Assim. o seu prazo é de 2 (dois) anos para reclamar seus direitos. no julgamento de hipótese idêntica envolvendo o mesmo reclamado (RR-1417/2001-00113-00. O trabalhador avulso é aquele que presta serviços a diversas empresas. O Órgão de Gestão de Mão-de-obra. a relação jurídica é essencialmente de natureza civil. 7º. da Constituição Federal. conforme o disposto na Lei nº 8. inciso XXIX. constitui-se em mero responsável pela arrecadação e repasse da remuneração dos trabalhadores. nego provimento ao recurso de revista. afastada sua aplicação a hipóteses específicas. pois a equiparação se dá em relação a direitos trabalhistas. e sim do empregador. na Ogmo. não se pode cogitar da prescrição do artigo 7º. no art. Não conheço.860/65. de forma que.4. da Constituição garantir a igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício e o avulso não atrai necessariamente a aplicação da prescrição das ações trabalhistas do artigo 7º. Efetivamente. que dispõe sobre o regime de trabalho nos portos organizados e tem suas disposições aplicáveis especificamente a -todos os servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração. inexistindo vínculo de emprego. Verifica-se da decisão proferida em embargos de declaração (fls. inciso XXXVI. em relação às quais há de prevalecer a distinção contemplada na legislação infraconstitucional. no curso do período em que o avulso presta serviços no tomador. XXXIV. o recurso esbarra no óbice da Súmula nº 297 do TST.294) que tanto a questão da inovação recursal quanto do julgamento extra petita não foram prequestionadas. que peço vênia para transcrever: -A Constituição Federal. declinou os seguintes fundamentos. sob pena de prescrição. em virtude de ele. dada a inércia das partes em suscitálas em contra-razões ao recurso ordinário das reclamadas.(art. tendo como intermediador obrigatório o Órgão de Gestão de Mão-de-Obra OGMO. que. por força da norma constitucional. a fim de lhe estender direitos assegurados à universalidade dos empregados. ao estabelecer a -igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso.ANEXO 4 . inciso XXXIV. 2 .290/1. cumprido seu objeto.(artigo 19).1 . dada a igualdade de direitos entre o empregado e o trabalhador avulso. nova contratação adquire contornos de independência do anterior. 205 do Código Civil/2002). estabelece que -a gestão da mão-de-obra do trabalho portuário avulso deve observar as normas do contrato. não se pode negar que a prescrição aplicável. adotando o posicionamento prevalecente neste Colegiado. Equivale a dizer que.630/93. em condições de atrair a prescrição vintenária do artigo 177 do Código Civil de 1916 (art.MÉRITO 2. portanto o contrato de trabalho atípico. convenção ou acordo coletivo de trabalho. entendem estar caracterizado o julgamento extra petita. DJ 17/9/2004). sem a formação de vínculo de emprego. mesmo que equiparado ao empregado para fins de direitos trabalhistas. garante a igualdade de direitos entre o trabalhador avulso e o com vínculo empregatício. O artigo 7º. enquanto que o vínculo contratual se dá diretamente entre o avulso e o tomador dos serviços. 22). XXIX.

860/65 e 18. a decisão proferida pela Corte de origem. em que são Recorrentes RODRIMAR S. 1. ambos os Reclamados interpõem os presentes recursos de revista. Brasília.042). firmou-se no sentido de que a condenação em honorários advocatícios..SÚMULAS 219 E 329 DO TST . merece reforma.e -adicional de risco .EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO . trata-se de trabalhadores avulsos.025-1. nego provimento ao recurso de revista. da Lei nº 8. A jurisprudência desta Corte Superior. Revista conhecida em parte e provida. que estão ligados ao órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário. 75 .875/2003-022-09-00.630/93. na conformidade da multicitada Lei 8. II) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS . Do exposto. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. 2. que não podem. Incabível é a concessão do adicional de risco com base no fato de tão-só o trabalhador laborar na área portuária. (fls.JURISPRUDÊNCIA injunção da Lei 4. MINISTRO BARROS LEVENHAGEN Relator ______________________________________ 1875/2003-022-09-00-8: ACÓRDÃO 7ª TURMA IGM/mgf/rf I) TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO .8. No caso.091-1.OGMO/PR e Recorridos ANTÔNIO CARLOS DE ARAÚJO FRANÇA e OUTROS.(TST. no sentido de adequar-se à jurisprudência pacificada do Tribunal Superior do Trabalho. consubstanciada nas Súmulas 219 e 329. ser considerados empregados nem trabalham para empresa de exploração portuária. negar-lhes provimento. Relator: Ministro José Luciano de Castilho Pereira.16/09/2005).630/93. só ser devido aos empregados portuários. Nessas circunstâncias. . nesta Justiça Especializada. postulando a reforma do julgado nos tópicos atinentes à prescrição.061-1.VERBA INDEVIDA.860/65. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. a concessão desse adicional viola a literalidade dos arts. já se pronunciou este Tribunal Superior.860/65. 14 da Lei 4. in verbis: -ADICIONAL DE RISCO INDEVIDO . que exigem que os trabalhadores sejam empregados ou que pertençam à Administração do Porto Organizado.A.AGENTE E COMISSARIA e ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO SERVIÇO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE PARANAGUÁ E ANTONINA . salvo se tiver sido objeto de negociação coletiva. 19 da Lei nº 4. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista TST-RR-1. Recursos de revista de ambos os Reclamados parcialmente conhecidos e providos. 2ª TURMA. no mérito. portanto. RR201/2002-001-05-00.VERBA INDEVIDA. devendo a parte estar assistida por sindicato da sua categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar em juízo sem comprometimento do seu sustento ou do de sua família.TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO. RELATÓRIO Contra o acórdão do 9º Regional que deu provimento parcial ao recurso ordinário do Reclamado . por unanimidade. O adicional de risco. que entendeu que os honorários em comento eram devidos independentemente da assistência sindical. e. deu provimento ao recurso adesivo dos Reclamantes e julgou prejudicado o recurso da Reclamada .Rodrimar S. o que afasta a possibilidade de extensão do pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos. arregimentados que foram pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso.OGMO/ PR.trabalhador avulso. nunca superior a 15%.158).ADICIONAL DE RISCO . 1. previsto no art. ambos por divergência jurisprudencial. Assim sendo. cuja atribuição essencial é administrar o fornecimento de mão-de-obra. conhecer do recurso quanto aos temas -Prescrição bienal . 05 de setembro de 2007. DJ . Vistos.trabalhador avulso-. 1. I. Nesse sentido.A.072 e 1.AUSÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SINDICAL . ao adicional de risco e aos honorários advocatícios (fls. somente é devido aos servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos.ANEXO 4 .

161). Antítese Recursal: Forma-se uma nova relação de trabalho entre os trabalhadores avulsos e os tomadores de serviços a cada engajamento no trabalho. por divergência jurisprudencial. II. 76 . aplicase a prescrição bienal. os empregados receberam o referido adicional até agosto de 1996 (fls. 7º. os Reclamados não cuidaram de atacar o segundo fundamento regional. o que demonstra a inadequação do remédio processual. 1.ANEXO 4 . 14 da Lei 4. não sendo necessária a assistência pelo sindicato da sua categoria profissional (fl.073. 1. Os recursos são fundamentados em violação dos arts. VOTO RECURSOS DE REVISTA DA RODRIMAR S. XXIX e XXXIV. Outrossim. Ademais. 2) PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS a) TRABALHADOR AVULSO . no caso em apreço. 1. por não existir vínculo com o tomador de serviços. CONHEÇO dos apelos. 1.125 é divergente e específica. em suas razões recursais.EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO Tese Regional: O adicional de risco previsto no art. 1.065 e 1. por óbice da Súmula 422 desta Corte. a Súmula 422 do TST fixa o entendimento de que o recurso de revista que não impugna os fundamentos da decisão recorrida não preenche os requisitos de admissibilidade do art.860/65 é extensivo aos trabalhadores portuários avulsos. 82. pois os empregados colacionaram declaração de carência econômica.JURISPRUDÊNCIA Admitidos ambos os apelos (fls. 1. 1. 1. fls. Síntese Decisória: A ementa colacionada à fls.029-1. Segundo.261-1.159 e 1. XXVI. sendo dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. XXIII. uma vez que trabalhavam expostos aos mesmos agentes e nas mesmas condições de trabalho dos portuários registrados. Primeiro.065-1. a necessária motivação. da CF e em divergência jurisprudencial (fls. em face do princípio da isonomia.A. ao sufragar a tese de que o adicional em questão é devido exclusivamente para a categoria dos portuários. nos termos do art. tendo em vista as particularidades que envolvem a prestação de serviço desses trabalhadores. b) ADICIONAL DE RISCO PORTUÁRIO .091). faltando-lhe. analisa-se em conjunto ambos os apelos. 148 e 730).630/93. 1. encontrando-se devidamente preparados. 14 e 19 da Lei 4. Logo.160) e depósito recursal efetuado no limite legal (fls. não lhes sendo aplicável a prescrição bienal.115-1.074 e 1. Nesse sentido. não há notícia nos autos de que tenha havido cessação do vínculo jurídico existente entre os Reclamantes e os Reclamados (fls.115). do RITST.860/65 e 18 da Lei 8. cujo marco inicial é o término de cada prestação de serviço.063-1.061 e 1.036).060. 1. Antítese Recursal: O adicional de risco portuário somente é devido aos empregados da administração portuária. I) CONHECIMENTO 1) PRESSUPOSTOS GENÉRICOS Os apelos são tempestivos (cfr.264-1.093-1. As revistas lastreiam-se em violação do art.270).026-1. do CPC. 1. entendeuse que não seria aplicável a prescrição bienal ao trabalhador avulso.154). NÃO CONHEÇO das revistas. portanto. no particular. Todavia. 1. II. É o relatório.028). com custas recolhidas (fls. c) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Tese Regional: Os honorários advocatícios são devidos. Assim. 514. § 2º. foram apresentadas contra-razões (fls.1241. o Regional consignou que não existem informações nos autos de que houve cessação do vínculo jurídico entre os Reclamantes e os Reclamados. da CF e em divergência jurisprudencial (fls. Síntese Decisória: A decisão regional foi assentada sobre dois fundamentos independentes. 1. 7º. e têm representação regular (fls.070 e 1.PRESCRIÇÃO Tese Regional: O direito de ação dos trabalhadores avulsos prescreve em cinco anos.037). Assim. o que impossibilitaria a fixação do marco inicial da prescrição bienal.262). E DO OGMO/PR Considerando a identidade de matérias versadas nos recursos de revista interpostos pelos Reclamados. inexistindo vínculo contratual com o tomador de serviços. XXXIV.

072 e 1. 14 da Lei 4. da Constituição Federal.158). -ADICIONAL DE RISCO INDEVIDO .(TST-RR-790. Juíza Convocada Maria Doralice Novaes.EMPREGADOS NÃO PORTUÁRIOS. na conformidade da Lei 8. -ADICIONAL DE RISCO . II .860/65 alcança apenas os empregados portuários. afastada sua aplicação a hipóteses específicas. s e gundo as quais a condenação em honorários advocatícios nesta Justiça Especializada.O artigo 7º. vinham sendo pagos. ou não. I . que não podem.ANEXO 4 .Daí a razão de não ser aplicável aos trabalhadores avulsos o pretendido adicional de risco.881/2003-02209-00.630/93. 19 da Lei nº 4. salvo se tiver sido objeto de negociação coletiva. no particular. o que afasta a possibilidade de extensão do pagamento do referido adicional aos trabalhadores avulsos. que instituiu o adicional de risco aos empregados que não pertencem às Administrações dos Portos Organizados. A fim de remunerar os riscos relativos à insalubridade. No caso. Logo. devendo os mencionados honorários serem excluídos da condenação.5.Recurso desprovido. periculosidade e outros porventura existentes. do art. que estão ligados ao órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário.EMPREGADO NÃO LIGADO À ADMINISTRAÇÃO DO PORTO Cinge-se a controvérsia à aplicação. O adicional de risco previsto na Lei nº 4. ao dispor que o advogado é indispensável à administração da justiça. Incabível é a concessão do adicional de risco com base no fato de tão-só o trabalhador laborar na área portuária. Barros Levenhagen. 4ª Turma. 14 e 19 do referido preceito legal dispõem que: -Art. 14 da Lei 5. a fim de lhe estender direitos assegurados à universalidade dos empregados. que exigem que os trabalhadores sejam empregados ou que pertençam à Administração do Porto Organizado. não derrogou as disposições legais que prevêem as condições da condenação em honorários advocat í cios nesta Justiça Especializada. em virtude de ele.. em contrariedade às Súmulas 219 e 329 do TST e em divergência jurisprudencial (fls.584/70. As disposições desta Lei são aplicáveis a todos os servidores ou empregados pertencentes às Adminis- trações dos Portos organizados sujeitos a qualquer regime de exploração-. 14. 4ª Turma.TRABALHADOR AVULSO. Rel. I.TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO. III . Os arts. e não os empregados submetidos a norma geral da CLT. Nessas circunstâncias. o art. 133 da CF . em relação às quais há de prevalecer a distinção contemplada na legislação infraconstitucional.584/70 .JURISPRUDÊNCIA Antítese Recursal: Não são devidos os honorários advocatícios. da Lei nº 8.860/65 e 18. sujeita-se ao atendimento das condições expressas na Lei 5. com regime especial.345/2001.de 40% (quarenta por cento) que incidirá sobre o valor do salário-hora ordinário do período diurno e substituirá todos aqueles que. Recurso de revista parcialmente conhecido e não provido. fica instituído o `adicional de riscos.154-1. a concessão desse adicional viola a literalidade dos arts. Rel.. DJ de 17/03/06).630/93. tendo em vista que os Autores não preencheram os requisitos legais. mesmo após a promulgação da Carta de 1988. Ademais. (.860/65. por contraried a de às Súmulas 219 e 329 do TST. fê-lo de forma genérica.(TST-RR-1.9. por injunção da Lei 4. Os apelos vêm amparados em violação do art. Min. inciso XXXIV. 77 . trata-se de trabalhadores avulsos. colhem-se os seguintes precedentes desta Corte: -ADICIONAL DE RISCO . CONHEÇO das revistas.) Art. que prevê os requisitos para a concessão do adicional de periculosidade e insalubridade. somente ser devido aos empregados portuários.070-1. expressas na lei supramencion a da. DJ de 26/10/07). A aludida lei instituiu o adicional de risco exclusivamente para os servidores ou empregados pertencentes à Administração dos Portos. 1. Nesse sentido. devendo a parte estar assistida por sindicato da sua categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do seu sustento ou de sua família. 19. Síntese Decisória: A revista tem prosseguimento g a rantido pela invocada contrariedade às Súmulas 219 e 329 do TST. II) MÉRITO 1) ADICIONAL DE RISCO PORTUÁRIO .860/65. ao estabelecer a igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. com sentido ou caráter idêntico.

O adicional de risco previsto na Lei 4.6. cuja atribuição essencial é administrar o fornecimento de mão-de-obra. A própria lei que estabeleceu o adicional de risco prevê que ele `substituirá todos aqueles que.. conhecer dos recursos de revista de ambos os Reclamados quanto ao adicional de risco. PORTO PRIVADO . ficando caracterizada a insalubridade em grau médio (20%) nessas atividades. 1.. por unanimidade.032 e 1. Pelo exposto. Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. o Tribunal de origem assim se manifestou: -O referido laudo pericial concluiu que no período em que os reclamantes prestavam serviços à 1ª reclamada. por contrariedade às Súmulas 219 e 329 do TST. O eg. em que é Recorrente BRASFLEX . 78 .(fls. reformando. quando a mesma atuava como Operadora Portuária. conforme Anexo nº 1 da Norma Regulamentadora nº 15. reformando o acórdão regional.) Em vista do acolhimento da pretensão. restabelecer a sentença que rejeitou o pleito atinente ao adicional de risco e seus reflexos e condenou os Reclamados ao pagamento do adicional de insalubridade e reflexos.0: ACÓRDÃO (Ac. o seu PROVIMENTO é mero corolário para. não podendo ser estendido a trabalhadores de terminais portuários privados. excluir da condenação o pagamento dos honorários advocatícios e restabelecer a sentença que rejeitou o pleito atinente ao adicional de risco e seus reflexos e condenou os Reclamados ao pagamento do adicional de insalubridade e reflexos.0. 14 da Lei 4. no particular. no particular. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Egrégia 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. 547). IVES GANDRA MARTINS FILHO MINISTRO-RELATOR ______________________________________ RR . de mesma natureza (pagamento por exposição a agentes perigosos e insalubres) sobre mesmo fato gerador. Afastada a condenação ao pagamento do adicional de risco. 431-440. Vistos. excluir da condenação o pagamento dos honorários advocatícios. vinham sendo pagos(art. por entender este juízo que não é admitida a cumulação de ambos títulos. Ao analisar a questão referente ao adicional de risco.1402/2003-008-17-00. Revista conhecida em parte e provida.860/65 é benefício limitado aos trabalhadores de Portos Organizados.JURISPRUDÊNCIA portanto.ANEXO 4 . Luciano de Castilho Pereira. Rel. e. PORTUÁRIOS. no particular. quanto aos honorários advocatícios. (. Brasília. cumpre a esta Corte analisar o pedido sucessivo formulado pelos Reclamantes. Recurso de Revista conhecido e provido. o acórdão regional. 2ª Turma) GMJSF/TRD/vlp/saf ADICIONAL DE RISCO. 2) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Conhecidos os recursos de revista por contrariedade às Súmulas 219 e 329 do TST.036). 12 de dezembro de 2007. dar-lhes provimento para. arregimentados que foram pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso. DJ de 16/09/05). por meio do v. ser considerados empregados nem trabalham para empresa de exploração portuária.860/65). REFORMO. Min. por divergência jurisprudencial. deu provimento parcial ao Recurso Ordinário do Reclamante. com sentido ou caráter idêntico.(TST-RR-201/2002-001 -05-00. tendo a referida Lei criado disposição específica a ser aplicada apenas neste âmbito. resta prejudicada a condenação em adicional de insalubridade. DOU PROVIMENTO aos recursos de revista dos Reclamados para. no mérito. reformando o acórdão regional.214 de 08/06/78 do Ministério do Trabalho (fl. 2ª Turma.TUBOS FLEXÍVEIS LTDA. para acrescer à condenação o pagamento do adicional de risco e reflexos e determinar prejudicada a condenação em adicional de insalubridade e reflexos. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista n° TST-RR-1402/2003-008-17-00. e são Recorridos MARCELO GONÇALVES BELCHIOR e FLEXIBRÁS TUBOS FLEXÍVEIS LTDA. de forma habitual e intermitente. Portaria nº 3. atinente à condenação dos Reclamados ao pagamento do adicional de insalubridade. os reclamantes estavam expostos a agentes insalubres. acórdão de fls.

285/302 constatou que o reclamante trabalhava em área portuária privativa (fls. com fulcro no artigo 896. tendo a referida Lei criado disposição específica a ser aplicada neste âmbito apenas.A Reclamada sustenta que seria cabível o adicional de risco apenas aos trabalhadores de Portos Organizados. alíneas -a.(Processo: E-RR . especificamente no que diz respeito ao trabalho em condições 79 .) -(.PORTUÁRIO . Relator Ministro: José Luciano de Castilho Pereira.. 479-483... VOTO O Recurso de Revista é tempestivo (fls.. conforme fls. do Regimento Interno do Tribunal Superior do Trabalho. como no caso dos autos.7 Data de Julgamento: 16/06/2003. Os autos não foram enviados ao douto Ministério Público do Trabalho. de aplicação restrita. 460. 479-483. Data de Publicação: DJ 28/11/2008. Argumenta que o pagamento do adicional deve ser proporcional ao tempo efetivamente trabalhado sob as condições de risco. oriundo da SBDI-1 do TST. que têm os seus contratos regidos pela CLT. Embargos da Reclamada não conhecidos e Embargos do Reclamante conhecidos em parte e desprovidos. 465477. seu Recurso não foi admitido. Segundo a Lei nº 4.630/93).860/65. § 2º.860/65. a Reclamada junta aresto à fl.ADICIONAL DE RISCO . por força do artigo 83. O Recurso foi admitido às fls.ANEXO 4 . o adicional de risco portuário é devido aos servidores ou empregados pertencentes às Administrações dos Portos organizados. que adota tese de que o adicional de risco seria exclusivo aos trabalhadores de Portos Organizados.860/65 é uma vantagem atribuída apenas aos trabalhadores portuários que laboram em portos organizados. 14 da Lei nº 4. 463 e 464). É o relatório. O adicional de risco previsto no art. resta claro que o Embargante pertence à categoria dos metalúrgicos. não alcançando os empregados dos portos privativos. de igual forma. 456 e 457). 43) e satisfeito o preparo (fls.532397/1999.. Relator Ministro: Emmanoel Pereira. A par disso. 14 da Lei 4.) Citem-se precedentes de Turmas desta Corte: -O laudo pericial de fls. A Reclamada interpôs Recurso de Revista às fls. o que.e -c-. O adicional de risco. Trata-se de norma de natureza especial.TERMINAL PRIVATIVO . LEI Nº 4. LEI Nº 4. posto que a Lei nº 4. não se estendendo aos trabalhadores em portos privados.860/65. IMPOSSIBILIDADE. entende-se que o trabalho em terminal privativo não afasta a incidência do adicional de risco portuário. por divergência jurisprudencial. Junta arestos. Indica violação do art. Contra-razões foram apresentadas às fls. entendidos como tais aqueles concedidos ou explorados pela União (Lei 8. Contudo..860/65 não tem a sua aplicação restrita aos portos públicos organizados. PORTO PRIVADO a) Conhecimento Assim decidiu o Regional à fl. que opera terminal privativo. previsto no art.VERBA INDEVIDA.) RECURSO DE REVISTA DA RECLAMADA . Cite-se precedente da SBDI-1 do TST: -(.(Processo: RR . Data de Publicação: DJ 08/08/2003. 433: O adicional de risco previsto na Lei 4.860/65. afasta a viabilidade da pretensão exordial. 296).860/65 é benefício limitado aos trabalhadores de Portos Organizados. 5ª Turma. estando sujeitos às normas da CLT alusivas ao trabalho em condições de periculosidade. somente é devido aos trabalhadores que prestam serviços em portos organizados. mas também atinge os terminais privativos. 14 da Lei 4.) EMBARGOS DO RECLAMANTE ADICIONAL DE RISCO. No entanto. da CLT.JURISPRUDÊNCIA O Reclamante interpôs Recurso de Revista às fls. EXTENSÃO A OUTRAS CATEGORIAS PROFISSIONAIS. não podendo ser estendido a trabalhadores de terminais portuários privados. Conheço. regular a representação processual (fl.4 Data de Julgamento: 12/11/2008. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. b) Mérito -ADICIONAL DE RISCO DE RISCO PORTUÁRIO. ADICIONAL DE RISCO. PORTUÁRIOS.860/65.1193/2004003-17-00. 465477. Com efeito. 4910-493. não podendo ser conferido aos empregados da Embargada.

adotando os seguintes fundamentos: -ADICIONAL DE RISCO PORTUÁRIO Pretende o reclamante o pagamento do adicional de risco portuário percentual de 40% sobre o valor da remuneração. 448/449. Inconformada. VOTO Tempestivo o apelo (fls.1. Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.860/65. 790-B da CLT. vantagem conferida apenas aos trabalhadores dos portos organizados.860/65. É o relatório.e -c. a Ré interpôs recurso de revista. estão preenchidos os pressupostos genéricos de admissibilidade.1627/2004002-17-00. Pretende. 3ª Turma) GMALB/pr/abn/ps RECURSO DE REVISTA. estão submetidos às regras de direito privado. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho. Assiste-lhe parcial razão. Honorários periciais a cargo do Reclamante. para condenar a Reclamada ao pagamento das diferenças do adicional de risco portuário. com base nas alíneas -a.do art.TVV e Recorrido FABIO ROGERIO OLIVEIRA MIZZETTI. por força do art. 80 . dar-lhe provimento. 374). reformou a sentença. 7ª Turma. regular a representação (fls. 428 e 430). no mérito. para excluir da condenação o adicional de risco. 790-B da CLT. TERMINAL PRIVATIVO. ao pagamento do adicional de risco previsto no art. sucumbente no objeto da perícia. de acordo com o art. 407/409).0 Data de Julgamento: 11/06/2008. 11 de março de 2009. Inicialmente cumpre-me ressaltar que não há que falar em ônus da prova da reclamada quanta a existência de pagamento do adicional de risco. 6º. em que é Recorrente TERMINAL DE VILA VELHA S.1: ACÓRDÃO (Ac. pagas as custas (fl. a desconsideração do acordo coletivo por contrário ao texto legal e pagamento de forma integral. O Eg. sucumbente no objeto da perícia. dou provimento ao Recurso de Revista. Firmado por assinatura digital (MP 2.A. no particular. conhecer do Recurso de Revista.630/93. § 2º. Contra-razões a fls.. 83). de acordo com o art. por unanimidade.ADICIONAL DE RISCO.CONHECIMENTO. na forma do acordo coletivo.(Processo: RR . tão-somente. Data de Publicação: DJ 20/06/2008. Relator Ministro: Ives Gandra Martins Filho. deu provimento parcial ao recurso ordinário interposto pelo Reclamante e provimento ao apelo da Reclamada. Honorários periciais a cargo do Reclamante. ADICIONAL DE RISCO. Vistos. para excluir da condenação o pagamento do salário-família. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista n° TST-RR-2217/2005-010-17-00.. 14 da Lei nº 4. em síntese. 896 da CLT. a aplicação da Lei 4. as diferenças do adicional de risco portuário considerando-se o percentual de 40% sobre a remuneração. por divergência jurisprudencial.1 . Brasília. 421/427. 453/478. O Regional.ANEXO 4 . 1 .2217/2005-010-17-00. 373) e efetuado o depósito recursal no valor da condenação (fl.200-2/2001) JOSÉ SIMPLICIANO FONTES DE F. O recurso foi admitido pelo despacho de fls. 1.) Assim. art. Ministério Público do Trabalho (RI/TST. postulando. 430/446. Verifica-se que o autor em sua peça de ingresso declara que percebia o adicional em 10% sobre seu salário. da Lei nº 8. para excluir da condenação o adicional de risco. e. Recurso de revista conhecido e provido.JURISPRUDÊNCIA insalubres ou perigosas. Os trabalhadores que prestam serviços em terminal privativo. não fazendo jus. portanto. Os autos não foram encaminhados ao D. FERNANDES Ministro Relator ______________________________________ RR . pelas razões de fls. pelo acórdão de fls.

no que tange a redução de salários e demais direitos decorrentes. “ova” e “desova” de “containers”. Qualquer transação que não esteja nos parâmetros da Constituição Federal é nula. a norma coletiva que institui percentual de adicional de risco inferior àquele previsto em lei. Não é de qualquer forma não. a apreciação do recurso limitar-se-á à questão do percentual devido. 250. saúde ou higiene. a lei não permite que o grupo substitua o indivíduo. a ponto de abranger questões onde a Constituição não autorizou intromissão do sindicato. não há margem para a supressão de direitos. Só que a redução do salário só pode ser feita quando estiver em jogo a sobrevivência da empresa e. atropelamento em razão do intenso tráfego de carretas. ou se da lei 4. segundo o laudo de fl. deverá incidir sobre o valor do salário-hora ordinário e será devido durante o tempo efetivo no serviço considerado sob risco. não é tão ampla. esclareceu os riscos típicos da operação portuária a que se sujeitava o autor queda de cargas suspensas. não comungo deste raciocínio.860/65. ligamento de cargas em costados de navios e pátio. A Constituição Brasileira permite a flexibilização em alguns casos específicos. A r. não há dúvida alguma que o adicional é devido. sendo devida as diferenças e a base de cálculo de incidência do adicional. Dessa forma.ANEXO 4 . queda de equipamentos ao solo. embora larga. em determinadas questões. nos termos do artigo 14. na área do cais de atracação. faz jus à percepção do adicional de risco portuário o empregado que trabalha sujeito aos riscos inerentes à área portuária. apreciou a matéria: ` flexibilização no Direito do Trabalho. verifica-se que faz jus ao adicional de risco portuário o trabalhador que desenvolve atividades na área do porto e sujeito aos riscos inerentes desta área. o que se observa das atividades pres- 81 . In casu. Isto mostra o quão sujeito a risco pode ser e é o trabalhador na área portuária. Dir-se-á: a CF autoriza até redução de salário. adotando a tese jurídica de que a Constituição Federal autoriza a flexibilização de direitos trabalhista mediante negociação coletiva.adicional de forma proporcional? É. que com acuidade. 243. o adicional de risco portuário se aplica tanto aos que trabalham em portos públicos organizados. valoriza a negociação coletiva e seus instrumentos formalizadores. Ou seja. concluído que o autor “executava atividades exposto a outros riscos porventura existentes oriundos da operação portuária”. Ressalto meu entendimento de que. 14 da Lei 4860/65. Tendo o laudo pericial. mesmo com aval do sindicato. portanto. do emprego. porque. Compartilho do entendimento esposado pela Juíza Maria Francisca dos Santos Lacerda. restou cabalmente comprovado que o reclamante desenvolvia atividades/operações portuárias (carga e descarga de navios). Em se tratando de matéria de segurança. queda de altura superior às do piso (fl. o adicional de risco portuário. Todavia. Pois bem. da Lei 4. As atividades prestadas pelo autor. ainda que sob o argumento de que o adicional seria pago até mesmo quando o empregado não estivesse sob a exposição de risco.Nesse passo. nos termos do art. caput e. E.§ 2º. Atividades exercidas. nem todo direito trabalhista pode ser objeto de negociação coletiva. no caso dos autos. eram: amarração de navios em terra.860/65. 244). sujeito aos riscos inerentes à área do porto. Por outro lado. o que dirá de pagamento : . sentença indeferiu o pleito de diferenças de adicional de risco. limpeza de pátios e instalações. auxílio na carga e descarga de navios e carretas. apesar de suas conclusões. viola a norma constitucional. inclusive. Data vênia os que assim pensam. à fl. quanto aos que laboram em terminais privativos. outrora. normas relativas a segurança e medicina do trabalho não podem ser negociadas. A discussão cinge-se à forma como ele deve ser pago. Para mim. se do acordo coletivo. na forma que era efetuado o pagamento. Aliás há não muito tempo um amarrador no cais de Capuaba (Vila Velha) teve parte da perna decepada por uma corda de amarração que se desprendeu violentamente.JURISPRUDÊNCIA Portanto. portanto. mas não vai além disso. O laudo.

O adicional de risco dos portuários. SBDI-1. Ante o exposto. Por unanimidade. conhecer do recurso de revista. Pelo exposto.860/65. No que toca à legislação específica dos trabalhadores portuários (Lei nº 4.860/65.860/65.2 . -ADICIONAL DE RISCO.10. não há falar em incidência. João Batista Brito Pereira. SBDI-1.630/93.Recorre de revista a Reclamada.ANEXO 4 . Min. SBDI-1. 14 e 19 da Lei nº 4. permanecia em área de risco de forma permanente. Conheço do recurso de revista. PORTUÁRIO. Precedentes da C. dou provimento ao recurso de revista para excluir da condenação o pagamento das diferenças do adicional de risco portuário.630/93. in DJ 12. Recurso de Embargos de que não se conhece. previsto no art.2006). os seguintes precedentes: -RECURSO DE REVISTA DA RECLAMADA ADICIONAL DE RISCO TERMINAL PORTUÁRIO DE USO PRIVATIVO Estando o terminal portuário de uso privativo submetido às regras de direito privado.0.2007). José Luciano de Castilho Pereira.860/65 é uma vantagem atribuída apenas aos trabalhadores portuários que laboram em portos organizados. quanto ao pagamento das custas processuais. 243. da Lei nº 8. inverto os ônus da sucumbência. in DJ 10. estando sujeitos às normas da CLT alusivas ao trabalho em condições de periculosidade. 14 da Lei nº 4. observo que o Regional decidiu em conformidade com o que preceituado em seu art. por maioria. Rel.(TSTE-RR-1306/2000-005-17-00. Recurso de Revista conhecido e provido. § 2º. Aponta violação dos arts. para excluir da condenação o pagamento das diferenças do adicional de risco portuário. Os arestos colacionados a fls. previsto no art. consignam entendimento divergente daquele adotado na decisão regional. Prejudicado o exame do tema -descontos fiscais e previdenciários-. dar-lhe provimento. Min. que estabelece o regime de trabalho nos portos organizados. sustentando que é detentora de porto privado e que o Reclamante pertence à categoria dos ferroviários. previsto no art. 3ª Turma. 82 . no mérito. conforme disposição do artigo 6º. 14 da Lei nº 4. quando registram que o adicional de risco não é devido aos empregados que prestam serviços em portos não organizados. 14 e parágrafos. tendo em vista a improcedência dos pedidos formulados na ação trabalhista. -ADICIONAL DE RISCO. que opera terminal privativo.8. por unanimidade.2005). deve ser proporcional ao tempo efetivo no serviço considerado sob risco e apenas concedido àqueles que prestam serviços na área portuária (Orientação Jurisprudencial 316 da SBDI). LEI Nº 4. e. a essa hipótese. Min. por divergência jurisprudencial.860/65. quanto ao adicional de risco. julgar prejudicado o exame do recurso quanto ao tema -descontos fiscais e previdenciários-. à fl. Rel. 437/438.860/65). do artigo 14 da Lei nº 4. Nesse sentido. dou parcial provimento para condenar a reclamada ao pagamento das diferenças do adicional de risco portuário. durante todo o seu horário de trabalho. Aduz que. não podendo ser conferido aos empregados da Embargante. A jurisprudência pacífica e atual desta Corte se encaminha no sentido de que o adicional de risco é uma vantagem conferida apenas aos trabalhadores portuários dos portos organizados. 14 da Lei nº 4. Adoto tal posição por disciplina judiciária. vencida a Sra. não abrangendo aqueles que trabalham em terminal privativo. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho.860/65. 1.MÉRITO.8. provenientes da SBDI-1 do TST. Embargos da Reclamada conhecidos em parte e providos. Ministra Rosa Maria Weber Candiota da Rosa. 14 da Lei nº 4. Prevaleceu nesta Corte o entendimento de que o adicional de risco previsto no art. considerando-se o percentual de 40% e como base de cálculo o valor do salário-hora do reclamante. é que o reclamante. por divergência jurisprudencial. a diferenciação entre Porto Organizado e Terminal Privativo não foi abolida.860/65 e colaciona arestos. Ante a improcedência da reclamação. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi.(TST-E-RR-907/1996-008-1700. Rel. com o advento da Lei nº 8.(TST-RR-798/2003- 005-17-00. in DJ 20.JURISPRUDÊNCIA tadas pelo reclamante descrita no laudo pericial.

LAUDO PERICIAL A matéria não foi ventilada no acórdão regional. A Reclamada interpõe Recurso de Revista às fls. que continuam lab o rando na mesma área portuária. 35) e preparo (fls.860/65 é devido apenas aos trabalhadores da Administração Portuária.860/65. Dispensada a remessa dos autos ao D. Vistos. sendo que. 269/270 e 306) -. aos seguintes fundamentos: -Sustenta a reclamada que o adicional de risco previsto no art. que estabelece o regime de trabalho nos portos organizados. não há falar em incidência. VOTO REQUISITOS EXTRÍNSECOS DE ADMISSIBILIDADE Atendidos os requisitos extrínsecos de admissib i lidade . Recurso de Revista conhecido parcialmente e provido.A.132/2006-022-12-00.ADICIONAL DE RISCO .TERMINAL PORTUÁRIO DE USO PRIVATIVO a) Conhecimento O Eg. conforme disposição do artigo 6º.tempestividade (fls. do artigo 14 da Lei nº 4. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista nº TST-RR-4. atraindo. . na forma por ela regulamentada. 83 .630/93. era dirigida aos trabalhadores da A d ministração Portuária.6: ACÓRDÃO 8ª TURMA MCP/msm/rom RECURSO DE REVISTA . IV.6. à época de seu advento. da Lei nº 8. O recurso foi admitido pelo r. 10 de dezembro de 2008.860/65.ADICIONAL DE RISCO TERMINAL PORTUÁRIO DE USO PRIVATIVO Estando o terminal portuário de uso privativo submetido às regras de direito privado. Contra-razões às fls. § 2º. por isso mesmo.4132/2006-022-12-00.. Não por acaso o art. negou provimento ao Recurso Ordinário da Reclamada. 14 da Lei nº 4. representação processual (fl. 311/317. e fazem jus. 302/303). despacho de fls.TERMINAL DE CONTÊINERES DO VALE DO ITAJAÍ e Recorrido MARCELO DA SILVA. Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Reg i ão. nessa hipótese. Ministério Público do Trabalho. Brasília. Invertidos os ônus da sucumbência quanto ao pagamento das custas processuais.ANEXO 4 .JURISPRUDÊNCIA considerando a improcedência dos pedidos formulados na reclamação trabalhista. 11. tampouco foi objeto de prequestionamento em Embargos de Declaração. para manter a sentença integralmente. em acórdão de fls.630/93 assim prevê: O operador portuário responde perante: . não pode afetar os direitos dos trabalhadores. É o relatório. que autoriza a concessão das operações portu á rias a terceiros. da Lei nº 8. o óbice da Súmula 297 do TST. ALBERTO LUIZ BRESCIANI DE FONTAN PEREIRA Ministro Relator ______________________________________ ED-RR . A legislação em comento dispõe sobre o regime de trabalho nos portos organizados. I . Tribunal Regional manteve a condenação ao pagamento de adicional de risco previsto na Lei nº 4. não sendo aplicável ao autor porque trabalhador de empresa co n siderada operadora portuária. nas mesmas condições de i n salubridade e periculosidade. ao adicional de risco previsto no art. nos termos do Regimento Interno desta Corte..860/95. portanto. O Eg. Precedente da C. 303/305-v. porque destinada essa tarefa à aut o ridade pública. em que é Recorrente TECONVI S. 300/301-v. contudo. 14 da Lei nº 4. SBDI-1. passo ao exame do r e curso.630/93. Essa modificação. O cenário foi alterado com o advento da Lei nº 8. 308/309.

que a própria lei considera o trabalhador como portuário.que outrora lhe foram atribuídas pelo sistema sustentado por Montesquieu. como se lê de sua ementa. que opera terminal privativo. inciso XXIII. dentro Prevaleceu nesta Corte o entendimento de que o adicio- 84 .860/65. faz jus ao adicional ora pretendido. não há dúvida de que. O Juiz não está adstrito às funções de -boca da lei. que institui.(TST-E-RR-532. nestes termos: -Art. A Lei nº 8. e invocando-se os princípios constitucionais de igualdade e isonomia. sem participação ou responsabilidade do poder públicoA Lei nº 4.860/65 é uma vantagem atribuída apenas aos trabalhadores portuários que laboram em portos organizados. pela r e muneração dos serviços prestados e respectivos encargos.ANEXO 4 . não havendo falar em sua pertinência aos trabalhadores em portos privativos. o adicional de risco. 300-v/301-v) Em Recurso de Revista. estando isento de responsabilidades o poder público. 14.JURISPRUDÊNCIA IV . estando sujeitos às normas da CLT alusivas ao trabalho em condições de periculosidade.Lei dos Portos -. estando o trabalhador portuário. diretamente ou mediante concessão. e 19 da Lei nº 4.. De se notar. 1º da Lei dos Portos instituiu a modalidade de instalação portuária de uso privativo. não podendo ser conferido aos empregados da Embargada. Neste sentido.860/65. Confira-se o artigo 6º. Embargos da Reclamada não conhecidos e Embargos do Reclamante conhecidos em parte e desprovidos. resta claro que o Embargante pertence à categoria dos metalúrgicos.860/65. § 1° Para os efeitos desta lei.o trabalhador portuário.860/65 e à Lei nº 8. utilizada na movimentação e ou armazenagem de mercadorias destinadas ou provenientes de transporte aquaviário. ADICIONAL DE RISCO. (. de regência privada. 6° Para os fins do disposto no inciso II do art. portanto. já se manifestou esta C. Assim.397/1999. consideram-se: (. O inciso V do § 1º do art. afasta a viabilidade da pretensão exordial. no exercício interpretativo do texto legal. LEI Nº 4. cabendo-lhe hodiernamente. previsto na Lei nº 4. da Constituição da República. § 2º: -Art. Aponta violação aos artigos 7º. A par disso. na medida em que representa regulamentação especial aplicável aos portos organizados.Instalação portuária de uso privativo: a explorada por pessoa jurídica de direito público ou privado. harmonizá-lo com os princípios constitucionais da sociedade em que aplic á vel.Ainda de acordo com o referido diploma. V . Nesse contexto.) ou fora da área do porto. SBDI-1. o porto organizado. 14 da Lei nº 4. Nego provimento. exclusivamente. de 25 de fevereiro de 1993 . o que.(fls.630. SBDI-1: -EMBARGOS DO RECLAMANTE. por ato unilateral. dispõe.. Traz are s tos para confirmar a divergência jurisprudencial. a instalação portuária de uso privativo rege-se pelas normas de direito privado. Rel. por sua conta e risco. § 2º.) § 2° Os contratos para movimentação de cargas de terceiros reger-se-ão. de igual forma. sobre o regime de trabalho nos portos organizados.. subm e tido às condições de risco visualizadas pela Lei nº 4.630/93.. pelas normas de direito privado. e não àqueles instituídos por delegação do poder público.. contratado da Administração Pública ou por seu concessionário. em seu artigo 14. não há falar em sua incidência. tem aplicação restrita aos portos o r ganizados. O adicional de risco previsto no art. Min. feita pela União a pessoa jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho.860/65. considera-se autorização a delegação. Lélio Bentes. LEI Nº 4. sustenta a Recorrente que o adicional de risco dos portuários. 1° Cabe à União explorar. dispõe sobre o novo regime jurídico de exploração por portos organizados e das instalações portuárias. DJ 08/08/2003) -ADICIONAL DE RISCO. donde se extrai um leque de direitos específicos a ele aplicáveis. 4° desta lei.860/65. indepe n dentemente de sua condição de empregado celetista.

da Lei nº 4. Rel. DJ 12/08/2005) Dessa forma.860/65. portanto. não pode ser analisada. para excluir da condenação o pagamento do adicional de risco. dar-lhe provimento para excluir da condenação o pagamento do adicional de risco. por unanimidade. dou provimento ao Recurso de R e vista. não conhecer do apelo quanto ao outro tema. pois apontou erroneamente que a atividade do Reclamante de abastecer veículos era perigosa.0.JURISPRUDÊNCIA nal de risco previsto no art. no mérito. b) Mérito Conhecido o apelo por violação legal.. conhecer do Recurso de Revista no tema -Adicional de risco Terminal portuário de uso privativo-. Tal argumentação. 15 de outubro de 2008. § 2º.860/65. Brasília. Adoto tal posição por disciplina judiciária. Não conheço. nos termos da fundamentação supra. não podendo ser conferido aos empregados da Embargante.LAUDO PERICIAL a) Conhecimento No Recurso de Revista. impõe-se o seu provimento.860/65 é uma vantagem atribuída apenas aos trabalhadores portuários que laboram em portos organizados. Ante o exposto. conforme o art. o óbice da Súmula nº 297 do Eg. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho. MARIA CRISTINA IRIGOYEN PEDUZZI Ministra-Relatora 85 . por violação ao artigo 14 da Lei nº 4.(TSTE-RR-1306/2000-005-17-00. Min. atraindo.860/65. conheço do recurso . estando sujeitos às normas da CLT alusivas ao trabalho em condições de periculosidade. e. sejam considerados somente os períodos em que o empregado esteve em área de risco. Requer. José Luciano de Castilho Pereira. haja vista que os fatos relatados não foram ventilados no acórdão regional.ANEXO 4 . que opera terminal privativo. 14. SBDI-1. Embargos da Reclamada conhecidos em parte e providos. TST. a Reclamada sustenta que o laudo pericial judicial merece ser desconstituído. por violação ao artigo 14 da Lei nº 4. alternativamente. 14 da Lei nº 4. II . tampouco foram objeto de prequestionamento em sede de Embargos de Declaração.

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