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AMAR, UM ANTIGO E NOVO MANDAMENTO I NTRODUÇÃO
 O amor cristão é um dos temas centrais da I Epístola de João.

Não por acaso o autor dessa Carta é chamado de Discípulo Amado e o Apóstolo do Amor. Na aula de hoje veremos, a partir dos seus escritos, a força do amor cristão. No início mostraremos que esse é tanto um antigo quanto um novo mandamento. Em seguida ressaltaremos a sublimidade do amor cristão. Ao final trataremos a respeito da demonstração do amor cristão na igreja. 1. AMAR, UM ANTIGO E NOVO MANDAMENTO
 O amor é o fundamento da ortodoxia cristã. Esse é, ao mesmo tempo, um antigo e novo mandamento. Para os leitores de I João, aquele não era um novo mandamento, pois eles já haviam aprendido a respeito disso antes (I Jo. 2.24; 3.11; II Jo. 6). A novidade desse mandamento estava respaldada na instrução de Jesus (Jo. 13.34). Cristo deu uma interpretação nova ao antigo mandamento que pode ser encontrado em Dt. 6.5; Lv. 19.18. O amor deveria ser levado até as últimas conseqüências, com altruísmo tal que poderia requerer a morte de quem ama. João refuta a heresia gnóstica não apenas pelas doutrinas ortodoxas, mas também pela ortopraxia, isto é, o modo de vida, que era pautado – na prática de vida dos gnósticos – não pelo amor, mas pelo ódio. Um verdadeiro cristão obedece a Deus e ama a seu irmão (I Jo. 2.9). Está em trevas significa exercitar o ódio, e por oposição, a prática do amor, significa estar na luz (Pv. 4.19). Somente pelas lentes do amor podemos ter uma visão graciosa do outro. Através delas os nossos julgamentos direcionados pela misericórdia, nossa conduta se harmoniza com o caráter de Cristo (Jo. 8.12; 11.9,10; 12.35). 2. A SUBLIMIDADE DO AMOR CRISTÃO
 O amor cristão é produzido pelo Espírito, na medida em que esse, em nós e conosco, gera o Seu fruto (Gl. 5.22). Esse amor – ágape em grego – tem origem em Deus, pois Ele é amor (I Jo. 4.8). Ele amou o

A fé é importante. Não havia quem passasse necessidade entre eles.16). 3. devemos também entregar nossas vidas em amor pelos irmãos (I Jo. sequer o leva em conta. sem amor. mas não o amor.16). Os dons espirituais acabarão.56). e em razão das perseguições. bem como a esperança. Sejamos realistas. o amor busca. 3. A igreja de Jerusalém é um modelo nessa prática amorosa. Em I Co.Tudo suporta. no fim. Infelizmente poucos estão dispostos a tal. A igreja local precisa se acostumar ao exercício do amor.10). já que viviam na esperança iminente da volta de Cristo. A intenção do apóstolo é mostrar que a melhor linguagem do céu ou da terra. eles também tiveram problemas. Existem várias maneiras de demonstrar o genuíno amor cristão. 5. não se deixa vencer em todas as dificuldades (v. tinham tudo em comum.16). não abriga ressentimentos pelas ofensas (v. é apenas barulho (v. A DEMONSTRAÇÃO DO AMOR CRISTÃO
 O amor cristão não pode ser apenas em palavras. Paulo faz uma defesa contundente da sublimidade do amor cristão. O amor não imputa o mal ao outro.41-46). o amor tem uma capacidade inerente para suportar. Alegra-se com a verdade. dar-se (v. 9. 3. não fraqueja. 6). 13). 4). por essa razão os diáconos . Por ser paciente. 1). 5). todos agiam para o bem do próximo (At. mas nada supera o amor (v. Aqui cabe uma pergunta provocadora: o que posso fazer para tornar a vida do próximo melhor? Com certeza para responder a essa pergunta precisaremos “abrir mão de certas regalias”. haja vista a tendência humana de sempre “tirar vantagem” do outro. 7). 2. como toda igreja local. ao invés de querer afirmar-se. quando Deus tiver cumprido o Seu plano (v. 3. prioritariamente. na verdade do evangelho (Jo.mundo de uma maneira tal que deu seu Filho Unigênito (Jo. ele demanda ação. os cristãos daquele tempo. que está em Jesus (v. Não podemos esquecer que Deus deu Seu Filho Unigênito (Jo. O fundamento basilar para a prática do amor é o sacrifício. Do mesmo modo. 13.

Mesmo as questões teológicas se transformam em razão para discussões e contendas. Levemos em conta a máxima atribuída a Agostinho: Que o amor que nos une seja maior que as diferenças que nos separam. como a de Corinto – estudada no trimestre passado – tomada pela carnalidade. ampliar a pergunta anterior e pensar: o que a igreja. Os partidarismos ficam evidenciados na busca egoísta pelo prazer a qualquer preço. É um desejo poderoso de promover o bem-estar deles. pode fazer para demonstrar amor cristão? Qualquer resposta.12-17). Nós devemos amar na verdade CONCLUSÃO
 O amor cristão é forte. A verdadeira natureza do amor cristão é um princípio justo que busca o mais alto bem dos outros. 3. Os cristãos pensam muito mais em si do que nos outros. então. por isso a igreja deve buscar múltiplas formas de exercitá-lo (Cl. . 7). O exercício do amor deve estar em estrita conformidade com a vontade revelada de Deus. Uma igreja que não pratica o amor está.foram estabelecidos para auxiliar os necessitados (At. Podemos. mas em atitudes. como um todo. não apenas com palavras. será valiosa tanto aos olhos de Deus quanto daqueles que testemunham a nossa fé.