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Caso Bruno: inocente ou culpado?

http://jus.com.br/revista/texto/23869 Publicado em 03/2013 Luiz Flávio Gomes Está por iniciar o julgamento do ex-goleiro Bruno e Dayanne. Bruno é acusado de ter mandado matar Eliza Samúdio (e ter promovido o sequestro dela e do filho do casal). Segunda-feira (dia 04.03) inicia o julgamento do ex-goleiro Bruno e Dayanne. Bruno é acusado de ter mandado matar Eliza Samúdio (e ter promovido o sequestro dela e do filho do casal). A nova investigação aberta pela polícia civil, sobre a possível participação na execução da vítima de outros policiais, só tende a beneficiar o “Bola” (gerando dúvida sobre a autoria da execução). Em princípio, não altera a situação processual do ex-goleiro, que é complexa. Por quê? Porque o promotor (Henry Castro) já disse que vai explorar todas as provas indiciárias contra ele (delação de Macarrão, telefonemas entre todos eles no dia dos fatos, sangue no carro do acusado Bruno, depoimentos de testemunhas etc.). Claro que grande peso tem a surpreendente delação de Macarrão. De qualquer modo, naquele dia Bruno não estava lá para fazer o contraditório. Vai exercê-lo agora. Tentará a defesa retirar a credibilidade da delação. Promete o assistente de acusação (doutor Arteiro) uma “bombástica” testemunha, que tudo saberia contra Bruno. Aguardemos! Não há impedimento legal de a juíza determinar a oitiva de uma testemunha não arrolada pelas partes. A tática da defesa (conduzida por Lúcio Adolfo) será a desconstrução da validade dos indícios, gerando, assim, dúvida na cabeça dos jurados. A dúvida, como sabemos, favorece o réu. Noticia-se que os jurados serão sorteados entre 17 mulheres e 8 homens (informação não oficial). A composição feminina, em tese, favoreceria a acusação, porque estamos diante de um crime com características “machistas”. Teoricamente haveria solidariedade das juradas com o sofrimento e humilhação da vítima (uma mulher). Na prática, no entanto, não existem provas empíricas do que é afirmado teoricamente. Caso os jurados condenem Bruno, sua pena pode chegar (no máximo) a perto de 41 anos. De qualquer modo, os juízes e tribunais brasileiros não costumam aplicar a pena máxima. Considerando-se o total da pena de Macarrão (23 anos, menos 8 pela delação, resultando em 15 anos), é plausível supor que eventual condenação de Bruno seja sancionada com pena maior, caso venha a ser reconhecido como mandante (algo em torno de 25 a 30 anos).

O último para o “Fantástico”. Peru. Réu convicto da inocência costuma impressionar. dentre eles da Facultad de Derecho de la Universidad Austral. Promotor de Justiça em São Paulo (1980-1983). Fará o contraditório (diferido) frente ao que disse Macarrão e mostrará seus argumentos. não seja surpreendida com os tumultos do julgamento anterior. Caso absolvam. doutora Marixa Rodrigues. Professor de Direito Penal e Processo Penal em vários cursos de Pós-Graduação no Brasil e no exterior. O questionamento relacionado com a ausência do corpo da vítima continua aberto. o fato de a Justiça ter expedido uma certidão de óbito não impede tal questionamento (porque a certidão também se fundamentou numa presunção). O Tribunal de Justiça de MG adiou. A testemunha Jorge Luiz (primo do réu) já prestou vários depoimentos contraditórios. Quando não mostra convicção. eventual depoimento bastante convincente pode impressionar os jurados. Tudo isso. Não havendo provas diretas (seja sobre o corpo da vítima. Que a juíza. Professor Honorário da Faculdade de Direito da Universidad Católica de Santa Maria. Buenos Aires. a tendência é a manutenção da prisão (réu que respondeu preso. Nenhum tribunal julga HC de um réu com júri marcado para 4 ou 5 dias depois. caso condenem. Sua credibilidade perante os jurados está minguada. em Viena (2000). normalmente continua preso). Mestre em Direito Penal pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo USP (1989). liberdade imediata. o julgamento do HC impetrado por Bruno. na última quarta. no entanto. Juiz de Direito em São Paulo (1983-1998). Fundamental será o interrogatório do réu. Autor Luiz Flávio Gomes Diretor geral dos cursos de Especialização TeleVirtuais da LFG. seja sobre a autoria). descontando-se o tempo já cumprido de prisão. A defesa tudo fará para desmontar a força dos indícios incriminatórios. é pura especulação. Individual expert observer do X Congresso da ONU. Argentina. Se a defesa vai ou não insistir nisso não sabemos. Arequipa. Membro e Consultor da Delegação brasileira no 10º . De qualquer modo. Fez isso com prudência.Terá que cumprir disso 40% em regime fechado (por se tratar de crime hediondo). porque no cenário da defesa é perfeitamente possível a absolvição. afunda a defesa (tal como ocorreu recentemente em vários julgamentos midiáticos). De qualquer maneira. Doutor em Direito Penal pela Faculdade de Direito da Universidade Complutense de Madri (2001). O Tribunal vai aguardar o veredito dos jurados. são relevantíssimos os debates orais. Advogado (1999-2001).

Período de Sessões da Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Penal da ONU. . em Viena (2001).