Seis extratos do livro ‘CONVITE’, O Duel – Os laços de família - Afabilidade e doçura - Nascer de novo O sacrifício mais agradável a Deus

- Justiça/Paz.

O DUELO

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Fonte: “O Evangelho segundo o Espiritismo”- Cap. XII: 11 a 16

SÍNTESE: 11- Arriscar os dias para vingar uma ofensa, é recuar diante das promessas da vida.  É criminoso o homicídio por duelo.  Ninguém tem direito, em caso algum, de atentar contra a vida de seu semelhante.  Lembrai-vos de que vos será perdoado segundo tiverdes perdoado. 12- O duelo... é incontestavelmente uma prova de covardia moral, como o suicídio.  Cristo, não vos disse que há mais honra e coragem em oferecer a face esquerda a quem vos feriu a direita, do que se vingar de uma injúria.  Cristo, não disse a Pedro no Jardim das Oliveiras: “ Embainha de novo tua espada, pois, aquele que mata pela espada, perecerá pela espada”.  A os vos criar, Deus, vos deu o direito de vida e de morte, uns sobre os outros? Não, pois só deu esse direito à Natureza para se reformar e se refazer.  Como o suicida, o duelista estará marcado de sangue, quando comparecer perante Deus e a um como ao outro o Soberano Juiz reserva rudes e longos castigos. 13 – O duelo, como o que outrora se chamava o juízo de Deus, é uma dessas instituições bárbaras, que ainda regem a sociedade.  ... é um suicídio cometido com a mais fria reflexão.  Oh, estúpido amor-próprio, tola vaidade e louco orgulho, quando sereis substituídos pela caridade cristã, pelo amor do próximo e a humildade, de que o Cristo nos deu o exemplo e o ensino?  Não é suficiente proibir o mal e prescrever o bem; é necessário que o princípio do bem e o horror do mal estejam no coração do homem. 14 – Que contas prestarás à sociedade, se a privardes de um dos seus membros?  Pensai no remorso de haver roubado a uma mulher o seu marido, à mãe o seu filho, aos filhos o pai e com ele o seu sustento!  E se for o ofendido quem sucumbe, onde está a reparação?  Quando a caridade for a regra de conduta dos homens, eles conformarão os seus atos e as suas palavras a essa máxima: “ Não faças aos outros o que não queres que os outros te façam. Então sim, desaparecerão todas as causas de discórdias, e com elas, as causas dos duelos e das guerras que são duelos entre povos. 15 – Um, mata brutalmente, o outro, com método e cortesia, o que o faz a sociedade desculpá-lo.  O duelista , não tem por desculpa o arrastamento da paixão, porque entre o insulto e a reparação, sempre há tempo de refletir.  O duelo, resto dos tempos de barbárie, quando a lei era o direito do mais forte, desaparecerá com uma apreciação mais sã do verdadeiro problema da honra, à medida que o homem adquirir uma fé mais ardente na vida futura.
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Estudo feito no CE. J. d’Arc no dia 08/01/2002.

16 – (nota) Os duelos se tornam cada vez mais raros e se ainda vemos de tempos em tempos, dolorosos exemplos, o seu número não pode ser comparado ao de outrora. PONDERAÇÕES: Os homens de hoje em dia perderam aquele hábito da defesa de honra como os antigos, que por tudo e por nada retiravam uma luva e simbolicamente batendo com a luva no adversário o desafiava para uma luta, a disputa era aceita e proposto a escolha de armas, de padrinhos, e de lugar de combate, isso é horrível, hoje em dia se vê isso como um costume que são águas passadas; porém o homem de hoje ainda é orgulhoso e egoísta, e se não se ofende na questão de honra – podemos dizer assim – se ofende de outros modos! Ofendemos uns aos outros com preconceitos, com direitos que pensamos ser só nossos, ficamos ofendidos por tudo e por nada. Os ricos ofendem os pobres em não os ajudando quando eles esperam ajuda; e os ricos ficam ofendidos se ou quando os pobres não se submetem ao poder do seu dinheiro. A pobreza virou uma ofensa à sociedade, um ladrão que tenta fugir do policial para não ser preso, o policial fica “ofendido” e saca a arma (hipótese) e o mata inescrupulosamente e muitas vezes a sociedade o apóia. De outro lado às vezes em extremo oposto a sociedade procura apoiar o ladrão ou o fora da lei com leis e direitos humanos, porém exageram nisso e ofendem-se a si próprios. Não é só materialmente que o mundo ofende ou é ofendido; ofendido é, e não poucas vezes moralmente, e as leis da Terra não sabem fazer justiça; da corrupção moral nasce outra corrupção; a desmoralização, a desonra, os abusos civis, as promessas políticas não cumpridas, os desvios de verbas liberadas para um determinado fim, etc. Este mundo é realmente, um mundo de provas e expiações; onde nos digladiamos e ofendemos uns aos outros! Feliz do homem que já se conformou e que procura seguir o Evangelho e que aprendeu a perdoar e não se deixar ser ofendido; e saber viver sem ofender ninguém! Estamos longe de sermos todos caridosos e seguidores do Evangelho do Senhor no perdão ou no não ofender. O mundo precisa ser disciplinado em tudo; disciplinado é aquele que segue as regras da vida condignamente e conscienciosamente, com: disciplina no dirigir automotores; disciplina no não jogar lixos nos logradores e rios onde a chuva possa carregar; disciplina na saúde; disciplina na educação; disciplina nas tentações contra responsabilidade; mais disciplina com a língua, para não levantar falsos testemunhos e ofender as pessoas ou a sociedade. E mais Disciplina sexual, evitando abusos e estupros ou outros desvios a si ou ao próximo. Disciplina é uma forma de evangelização. Evangelização é uma forma de moralização. Porém, se uma pessoa, procurar ser um bom cristão ou espírita, o que dá no mesmo, terá disciplina ou procurará se policiar e tê-la na prática, será que vamos conseguir neste novo ano, conquistar a disciplina moral-espiritual e conseguir uma vida sem ofender, e saber perdoar se formos ofendidos? Deus queira que sim! Então se já não somos ofendidos a ponto de desafiar à morte nossa honra como antigamente, é que já somos mais tolerantes, já somos mais pacientes, mais compreensivos, e capacitados a avançar um pouco na moral e no amor ao próximo. Pois, Deus queira que continuemos a progredir nesse sentido, pois também já estamos no século XXI, portanto, já é tempo de começarmos a aprender e a aplicar o Evangelho do Senhor! Conseqüentemente na nossa evangelização nos emanciparemos e será como Jesus disse: que 1 haverá um só pastor , pois todos obedecerão a Deus, terão suas leis escritas no coração e não mais se dirá:
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João 10:16 e A Gênese – Allan Kardec – cap. 17 item 31

conhece o Senhor, pois, todos O conhecerão , pois então, que seja feita a vontade de Deus para todos os seus filhos, a quem Ele carinhosamente se dedica em toda e por toda a eternidade. Allan Kardec indo buscar o Evangelho do Senhor que lembra que os antigos se guiavam por: “Olho por olho, dente por dente” e Jesus trouxe progresso moral ao recomendar a se “dar a outra face quando ofendido”. Allan Kardec conclui que o Espiritismo extinguirá vestígios da barbárie ao inculcar nos homens o senso da caridade e da fraternidade. É a máxima do Espiritismo que se aplica no estudo de : “o duelo”, lição de 3 hoje cuja máxima é: “Fora da caridade não há salvação“. A caridade é lembrada por Kardec em sua nota no item 16, e especialmente no item 14 pelo espírito Francisco Xavier em Bordeaux, 1861. A caridade é restringir-se o orgulho e ter tolerância na ofensa se ofendido, ser cristão é ser caridoso, não necessariamente de doar esmolas. A caridade é saber suportar uma ofensa e ficar calmo para que não haja um duelo de ofensas, que é o que se aplica hoje em dia em que já não sacamos armas para nos defender, porém se não tomarmos cautela em segurar nosso orgulho lançamos o veneno de palavras um a outro com voz cada vez mais forte, mais alta e mais feroz, como golpes de espada, não para ferir o corpo, mas para ferir o espírito ou o caráter do adversário 4 procurando o lado mais fraco com que possa atingi-lo moralmente e a língua já dizia Tiago é poderosa. É claro que na Doutrina Espírita se aprende que a língua em si ou por si, não tem poder, mas sim o dono que a possui ou seja o Espírito que habita e usufrui o corpo. Daí a máxima, “não faças aos outros o que não queres que os outros te façam “, se aplica bem em toda a Doutrina de Jesus ou Espírita, porque numa briga de palavras, o que é que acontece senão um duelo de palavras e não gostamos que nos chamem de nomes ofensivos, nem mesmo que os mereçamos, então evitemos de os usar contra outros e se todos se comportarem com a máxima citada a nortear-nos, ninguém vai se ofender. Na nossa vida neste mundo de Provas e Expiações, onde há uma imensidade de graus espirituais, há uma luta entre nós todos, luta ou lutas que podemos considerar como duelos, pois há: Duelos de palavras, Duelos religiosos, Duelos políticos; Onde uns impõem sobre outros seus desejos ou sua força de pensar, como acontece com ditadores que aparecem de vez em quando no mundo ditando e impondo, daí o duelo entre o povo procurando restringir esses poderosos. Na religião também apareceu seus poderosos que impunham a ferro e fogo literalmente seu conteúdo de imposições com o caso de nossa Joana d’Arc que não lhe pouparam nem sofrimento nem a vida. Quanto sofrimento o mundo já não sofreu para chegar ao entendimento entre os povos, embora não seja ainda perfeito. Quanto sofrimento não passou a luta das classes em que o pobre nem direitos ao voto político tinha. Quanto sofrimento os povos não passaram para terem o direito de pensar e dizer o que pensem. Quanto sofrimento o homem não passou para ter acesso ao conhecimento, que só os ricos e privilegiados tinham acesso. Quantos não foram presos ou torturados por dizerem algo de verdade contra os poderosos. Quanta censura não foi imposta pelos poderosos do mundo sobre os povos, para mantê-los desinformados ou em estado de virtude ingênua, ao irmos ao cinema às vezes se lia “censurado” e nem se entendia direito o que isso significava. Tudo isto é luta ou duelos que existe ou já existiu neste mundo, e se pergunta porquê?
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Hebreus 8:10 e 11 Adicionei a este estudo as ponderações de o estudo ’o duelo” dado na Joana d’Arc em 02/08/2005. 3 Evang. Seg. o Esp., XV. 4 Tiago, III: 6-8.

Tudo é para nosso desenvolvimento espiritual, para evoluirmos e termos progresso, isso sabemos porque o Espiritismo nos vem a ensinar que o que vale é a vida espiritual; o mundo material é um reflexo de nós todos, que fomos criados simples e ignorantes e que aos poucos vamos nos valorizando, ganhando valores espirituais e sobretudo virtudes que se refletem em nossa volta. Disse Jesus: “Vós sois o sal do Mundo”.
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Se conseguirmos dar um reflexo de paz ao mundo, “somos o sal”. Se conseguirmos iluminar um pouco o mundo com uma Doutrina de bem e amor, “somos o sal”. Se conseguirmos nos deitar à noite, mesmo que seja com fome, mas em paz de espírito, “somos o sal”. Se conseguirmos viver sem roubar e sem ofender ninguém, “somos o sal”. Se conseguirmos ajudar alguém e nisso sentirmos aquele abraço que Deus nos dá invisivelmente, “somos o sal”. Se conseguirmos viver com esperança e fé em Deus, mesmo doentes ou inconformados com a vida, “somos o sal”. Se conseguirmos ter paz conosco e com todo o mundo em nossa volta, “somos o sal”. Se conseguirmos viver sem duelos de forma nenhuma, “somos o sal”. E finalmente como conseguir passarmos neste mundo usufruindo-o doando e recebendo? A resposta é certamente na máxima bem aplicada: “Não fazer ao próximo o que não desejamos para nós”, assim sim, vamos ser o sal! E “fazer ao próximo o que desejamos para nós”, isso sim, seremos o sal! Pois bem, duelos sim; duelos na defesa da nossa liberdade espiritual. Duelos na defesa de nossa esperança no futuro. Duelos conosco mesmos para nos melhorarmos e nos transformarmos no bem. Esses duelos sim necessários à nossa evolução e ao nosso progresso, e ao bem da humanidade, pois a Lei é: “amarás a Deus com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento e ao próximo como a ti mesmo”; façamos isso e seremos o sal! Disse Allan Kardec: “conhece-se um espírita pelo esforço que faz para vencer suas inferioridades”. Devemos então procurar vencer ou fazer duelos conosco mesmos para superarmos as vicissitudes da vida e engrandecermo-nos em virtudes. Duelos com nossas paixões inferiores. Duelos com nossos vícios. Duelos com nossa ignorância. Duelos com nossos complexos de inferioridade. Duelos com nossas superstições. Duelos com nossos conceitos errôneos. Duelos com doenças que nos afligem sejam elas morais ou do corpo. Duelos com vestígios de imperfeições do espírito que ainda não foram superadas, tendo em mente que Deus nos criou “simples e ignorantes”, não sendo castigos impostos em nós, mas que aos poucos de tarefa em tarefa, vamos crescendo e descascando de nós as cascas grossas do Espírito e nos reretificando às verdadeiras essências espirituais, benfazejas ao nosso imortal Espírito. Sim, a vida é uma luta ou melhor um duelo de confrontes entre o bem e o mal.

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Mateus, V: 13.0

Entre o conhecimento e a ignorância. Entre a fé e o medo. Entre a esperança e o desespero. Entre a luz e a escuridão. O Espiritismo não vem nos julgar ou condenar ou censurar, mas auxiliar, ajudar, iluminar, expor a verdade da vida espiritual, nos mostrar quem somos, nos encorajar na realidade espiritual, nos acompanhar em nosso progresso, nos dar esperança no futuro, ao que de certo modo é nos confortar, nos alertar sobre as Leis de causa e efeitos e finalmente nos desejar o bem; o bem que os Espíritos desejam para si mesmos, o que consequentemente é de Deus, porque quem ama o próximo serve a Deus e segue os desígnios de Deus, seja na Terra seja no Céu. Certamente é aos homens de bem que Jesus disse e diz:”O que fizerdes na terra será feito no Céu”. É porque o amor é eterno, quem vive em amor na terra continua vivendo no Céu, pois que também só se leva conosco as obras do Espírito, os méritos, as coisas boas que consigamos e as lembranças; isso sim, é o que vai pertencer a nós no futuro, não é viver fora de linha: roubando ou maltratando que será bom para nosso futuro, pois assim só levamos para o futuro remorsos e pesadelos; já há no mundo clinicas de preparação para a morte especialmente para os doentes termináveis com pouca duração de vida, mas por certo que essa preparação consiste em viver uma vida digna, pois quem vive bem, morre bem. E não é o morrer que dói, morremos como quem dorme, todos os dias morremos e ressuscitamos pela manhã, o morrer bem é morrer de cabeça leve, sem remorsos nem tormentos, agradecidamente a Deus; não como se ouve falar de pessoas que se agarram ao corpo e lutam desesperadamente para viver, revoltados e mostrando uma ansiedade de meter pavor às pessoas e também aflições aos seus entes queridos que à roda rezando angustiosamente ao vê-la desse jeito rogando a Deus por ela ao que lhes parece ser causa perdida. Agora veja-se uma pessoa feliz no seu leito da morte, morrendo serenamente, passando paz a todos em sua volta; não apetece a ir embora para o além com essa pessoa; esse testemunho que não é raro, dá coragem a outras pessoas a viverem bem e a se entregarem a Deus serenamente quando sua derradeira hora chegar. Concluímos que o duelo com a morte é ganho já ao se viver, pois viver bem é morrer bem e ser feliz 7 no além, olhar-se pela passagem de um modo agradecidamente. Sim, diz a Bíblia o último inimigo a ser vencido é a morte; é inimigo porquê, se a morte é uma serva que nos vem libertar das amarras da matéria; não será porque ela não mais será temida nem necessária? Pois que viveremos em harmonia com o mundo material e o mundo espiritual e é nessa harmonia que a morte não terá mais aguilhão para nos ferir, pois não teremos mais medo da morte, nem viveremos em desespero ou medo perante ela. Então viver é lutar, viver é ter duelos até à morte; são ajustes da vida do espírito, é assim que evoluímos e temos progresso, e quando estivermos prontos não precisaremos dos empecilhos da matéria nem dos serviços da morte, pois estaremos felizes com Deus em dimensões que não precisam da matéria para sermos felizes, pois tudo nos guia para essa felicidade final. Por que falei tanto da morte, é porque ela é o último obstáculo a ser vencido; é o último duelo, aquele que está preparado, afasta a morte para o lado e segue em frente, pulando para outra dimensão, deixando o mundo material para traz; sem medo do além nem do mundo que acaba de deixar. A criança que sai de casa e vem para casa mais tarde, tem vontade de voltar e ver os pais que a esperam, mas a criança que sai de casa e faz aprontas e maltrapilhos tem medo de ir para casa e encarar o pai que a espera para lhe dar uma bronca ou ela provar o peso da mão do pai; assim é a vida, quem anda nos caminhos das leis de Deus não tem medo do além nem da lei chamada morte, mas aquele que anda fora das leis, tem medo de ir para casa e fica apavorado quando a noite cai.
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João, XX: 23. Allan Kardec, Céu e Inferno, 2ª parte cap I “O passamento”. Apocalipse, XXI: 4. – I Corintios, XV: 55-56

Depende de nós, se vamos ganhar o último duelo e sair triunfantes, pois a vida espiritual não é interrompida pela morte, o que o homem faz hoje poderá deduzir o que será algum dia; a luta é relativa ao modo 9 de vida que tivermos. Só nos resta então viver o melhor que possamos adentro do patrão do Evangelho e termos fé em Deus que só quer o bem dos seus filhos, e, com esse conhecimento termos a esperança de um futuro consolador e feliz, embora a felicidade seja relativa ao nosso proceder e nosso grau espiritual. E, o que mais podemos fazer senão evitar desafiar a duelos nosso próximo e sermos homens pacíficos, pois há orgulhosos ou revoltados que desafiam, não só as leis de Deus, como o próprio Deus, com total ignorância; porém Deus é tolerante, misericordioso e pacífico e espera compaixosamente que o rebelioso se acalme, se arrependa e procure Deus, que o receberá de braços abertos, não é este o Deus que Jesus trouxe, nos apresentou e nos ensinou seus atributos, pois que até então Deus era conhecido como o Senhor dos 10 exércitos; ora exércitos são compostos por soldados cuja função é atacar, destruir e matar, mas Jesus nos 11 apresenta Deus como Senhor dos Anjos, e, Anjos são seres do bem, servindo um Deus misericordioso, bondoso, caridoso, bom, de justiça e amor. O Espiritismo nos lembra logo no I capítulo do Livro dos Espíritos os atributos de Deus que são os mesmos que Jesus nos trouxe, contudo, o Espiritismo nos traz os atributos explicando mais detalhadamente, e se compreendermos um pouco sobre Deus, seremos felizes e jubilosos e esta fé e esperança é a ajuda principal que está conosco nesta ou noutra caminhada. Que Deus esteja conosco, assim como outrora hoje e sempre.

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Os laços de família 12 Tema: Os laços de família são fortalecidos pela reencarnação, e rompidos pela unicidade de existência.
Fonte: Evang. Seg. o Esp., cap IV: itens 18 a 23. SÍNTESE:

Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas, pelo contrário são fortalecidos e reapertados. O principio oposto é que os destrói. Os Espíritos formam no espaço grupos ou famílias, unidos pela afeição, pela simpatia e a semelhança de inclinações. Esses Espíritos felizes de estarem juntos procuram-se. A encarnação só os separa momentaneamente, pois que uma vez voltando à erraticidade eles se reencontram, como amigos na volta de uma viagem. Se uns estão encarnados e outros não, continuarão unidos pelo pensamento. A união e a afeição entre parentes indicam a simpatia anterior que as aproximou. Os maus se melhoram pouco a pouco, ao contato dos bons e pelas atenções que deles recebem. O medo do aumento indefinido da parentela, em conseqüência da reencarnação, é um medo egoísta, provando que não se possui uma capacidade de amor suficientemente ampla, para abranger um grande numero de pessoas.

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A Gênese, XVIII: 15 Salmo XXIV: 10. 11 Mateus, XVIII: 10 – Lucas, XVI: 22. – João, V: 4. – Marcos, I: 13. 12 Estudo dado no Centro Espírita Joana d’Arc, a 04/05/2004.
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Do facto de ter o homem dez encarnações, não se segue que tenha de encontrar no mundo dos Espíritos dez pais, dez mães, dez esposas (...), ele sempre encontrará os mesmos que foram objeto de sua afeição. Vejamos as conseqüências da Doutrina anti-reencarnacionista (...), essa doutrina exclui necessariamente, a preexistência da alma e as almas sendo criadas ao mesmo tempo que os corpos, não existe entre elas nenhuma ligação anterior. Com a encarnação e o progresso (...), todos os que amam se encontram na terra e no espaço (...). Quatro alternativas se apresentam ao homem, para seu futuro de além túmulo: 1°- O nada segundo a doutrina materialista. 2°- Absorção do todo Universal, segundo a doutrina panteísta. 3° A conservação da individualidade, com fixação definitiva a sorte, segundo a doutrina da Igreja. 4° A conservação da individualidade com o progresso infinito segundo a doutrina espírita. De acordo com as duas primeiras, os laços de família são rompidos pela morte, e não há nenhuma esperança de se reencontrarem, com a terceira, há a possibilidade de se reverem, contanto que estejam no mesmo meio, podendo esse meio ser o inferno ou o paraíso; com a pluralidade das existências, que é inseparável do progresso gradual, existe a certeza da continuidade das relações entre os que se amam e é isso o que constitui a verdadeira família. PONDERAÇÕES: A questão neste estudo é: Os laços de família! Sim, os laços de família! Esta questão é bem complicada e nos diz respeito a todos; é complicada porque se juntam vários Espíritos, Espíritos vividos já com certas experiências, certas inclinações, certas 13 vocações, uns já burilados na moral e outros atrasado ou teimosos, uns trabalhadores, outros preguiçosos, uns que valorizam a vida e pensam no futuro e são poupados, outros que esbanjam todo o dinheiro que lhes vem à 14 mão, uns que pensam ter direito a tudo sem dar nada em retorno, se nascem numa família de bens, só exigem e querem mais e mais, e, conseguem, uns que estão sempre doentes e se aproveitam disso, para estar sempre a explorar a família e a exigir mais do que a família possa ajudar, e por mais que a família ajude, estão cada vez mais revoltados e criticiosos, não fazem nada de merecimentos, mas criticam tudo e todos, e se lamentam coitado de mim; e teem impulsos de revolta constantemente. Há porém os familiares bondosos, sempre dispostos a ajudar, apanham na vida desapontamentos de familiares, e parece que não aprendem a se cuidar, a não cair por qualquer coisa, aprender a não dar mole, e sofrem que nem burro de cigano que quanto mais carrega mais apanha. Há também familiares de espíritos afins, que vivem e lutam como um todo e dão suporte uns aos outros, nas afinidades como no ditado: “filho de peixe sabe nadar”: Há artistas que teem filhos artistas. Há doutores que teem filhos doutores. Há políticos que teem filhos/as políticos. Há comerciantes que teem filhos comerciantes. Há professores com filhos professores. E assim por adiante! Há os que teem vocação religiosa, mas que não recebem nenhum apoio familiar, pois uns são pouco espirituais e só pensam que este mundo é tudo. Querem que os filhos estudem profissões, não tanto da vocação dos filhos, mas para ganhar dinheiro; sim há exageros, o bom seria um bom equilíbrio, o que é difícil, o bom 15 equilíbrio seria:”dar a Deus o que é de Deus e a Cezar o que é de Cezar”, e o bom equilíbrio é também a 16 consciência de que: “não só de pão vive o homem”. Há Espíritos que vêem ao mundo para serem mãe e isso é sua missão, a missão de orientar. Guiar, encorajar e unir uma família, organizar o lar e administrar com amor e carinho. Essas mães quando jovens e adolescentes, estudem e chegam a ganhar diplomas de currículos de serem invejáveis, mas depois casam e dedicam´se ao lar, a donas de casa, mas nada é perdido, seus rigorosos aprendizados são passados para os filhos que desde pequeninos aprendem com a mãe tudo o que sabem; são esses filhos que desejássemos que fossem nossos, mas se fossem nossos, talvez não saberíamos como os orientar, por isso devemos respeitar essas mães desconhecidas, que são as verdadeiras heroínas.
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Lucas, XV: 25. Lucas, XV: 1-13. 15 Mateus, XXII: 21. 16 Mateus, IV: 4

Já vem aí o dia das mães, e quantas delas são espíritos dedicados ao amor, que vêem ao mundo se dedicar aos outros, não numa forma expandiosa de celebridade, mas para agrupar espíritos necessitados e os moldar no bem e faze-los progredir. Há verdade também no ditado de que: “por traz de um grande homem, há uma grande mulher”, Essa mulher pode muito bem ser a sua mãe, que o segue e aconselha, não egoisticamente, mas por amor, dever e satisfação espiritual. Muitas dessas mães que parecem burras! São às vezes Espíritos bem adiantados, que vêem ao mundo, não para se engrandecer, mas para engrandecer outros, até porque já são grandes e não lhes interessa o orgulho. A vida do Espírito é imortal, a vida continua e estamos unidos por elos invisíveis, e como há Espíritos que por fortes afinidades, embora já bastante mais adiantados do que outros afins, afins atrasados na marcha gravitacional para Deus, por essas mesmas fortes afinidades procuram oportunidade de ajudar seus entes queridos, essa a lei de fraternidade e de solidariedade. 17 Jesus falou: “Quem quer ser o maior, seja o vosso servo”, na verdade na prática é assim que acontece: Quem sabe ensina quem não sabe. Quem é instruído instrui outro. Quem é evangelizado evangeliza outros. Quem tem cultura cultua outros. Neste contexto o maior é servo do menor. O professor é servo dos alunos. A mãe é serva dos filhos. O pai é servo da família. O governador é servo do povo. O agricultor é servo da natureza. Se pensarmos como São Francisco: A água é serva de todos. O sol é servo de todos. Mas acima de tudo e de todos, Deus é servo fiel e obediente de todos os seus filhos, mais do que uma mãe, mais do que um pai, mais do que qualquer familiar; pensando assim, a lógica mostra claramente que 18 Deus é o Maior, o maior de tudo e de todos, louvado seja o Senhor. Ele é a força gravitacional que faz gerar todo o Universo material ou espiritual. A Doutrina Espírita ensina que Deus é a causa primária, “Deus é a suprema inteligência, causa 19 primária de todos os efeitos”. Foi Deus que designou as Leis do Universo e, pelas suas Leis Ele governa o Universo, e embora Deus 20 21 nos criasse “simples e ignorantes”, Ele designou a Lei de Evolução e a Lei do progresso, e consequentemente, para que cada qual avançasse a seu próprio passo e vontade, Deus nos deu o livre arbítrio, por isso uns com mais esforço ou força de vontade avançaram mais que outros, e nas Leis de afinidade somos atraídos uns aos outros e formamos as famílias, daí não somos todos iguais embora tenhamos afinidades para vivermos juntos. Nas variadas experiências do passado ganhamos uma diversidade de vocações, emoções, virtudes e atributos, mas também vícios, hábitos, preconceitos, medos etc. 22 É na família que somos moldados de novo, pois trazidos ao esquecimento o convívio renova as condições de ser um homem cada vez mais melhorado, mais evoluído e com mais progresso; o mundo também progride e acompanha o homem em sua jornada, por isso ou por esse fato, quando o homem já se encontrava em condições de entendimento de conhecimentos mais complexos, os Espíritos provocados pelas Leis do Progresso e da evolução do homem, viram que teria chegado a hora de o Espírito de Verdade nos vir socorrer com as vozes dos Céus, que veio iluminar nossos corações necessitados da verdade espiritual, pelo uso da razão e da lógica. Allan Kardec sugere que há quatro escolhas: A materialista. A panteísta.
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Mateus, XX:26 e 27. – XXIII: 11. I João, III: 20. Livro dos Espíritos I capitulo. 20 Livro dos Espíritos, Q. 115 a 121 21 O problema do ser do destino e da dor, cap., XIV, “as vidas sucessivas” 22 A Gênese, XVIII: (os tempos são chegados) e E.S.E., VI: 5 a 8.

A fixação definitiva (da Igreja). 23 A Espírita. Parece que já conhecemos as três primeiras, não nos satisfez, vamos pois com vontade estudar a Doutrina Espirita, pois é quando a conhecemos bem, que podemos avaliar a melhor que nos convém, aquela cuja filosofia preencha nossos corações, nosso entendimento, e nos satisfaçam ao uso da razão, da lógica e do bom senso. Fé cega nunca mais! Finalizando, com a Doutrina de reencarnação há laços de família e continuação desses laços. Com vida única, fica difícil, não é! A vida única não nos convence, não quando já começamos a usar o uso da razão. A vida reencarnatória explica: Porquê a diversidade de gostos. A diversidade de vocações. A diversidade de inclinações. - - A diversidade de caráter. A diversidade de gênios, uns de bom gênio, outros de mau gênio. Uns explosivos, outros mansos. - - Uns calmos outros agressivos. Uns tolerantes outros intolerantes. - - Uns fáceis outros difíceis. 24 Como explicar tudo isso! Só com a reencarnação, claro! Com uma vida única, todo o mundo fica duvidoso ou revoltado por Deus não fazer todos iguais. Dar vocações a uns e não a outros. Dar condições materiais a uns mais que a outros. Dar sucesso a uns mais que outros. - - Dar mais saúde a uns do que a outros. Dar vida longa a uns e curta a outros. Dar oportunidade a uns nascerem em Paizes prósperos e a outros nascerem em paizes pobres, sem prosperidade, sem esperança de bom futuro. Porquê, porquê, porque a uns e não a outros, porquê não tudo por igual, como explicar, como explicar porquê não somos todos iguais! Agora sim, com a Doutrina Espírita sabemos que há reencarnação, e que reencarnamos quantas 25 vezes forem necessárias, somos Espíritos imortais e escolhemos nossos passos, como o adolescente que diz aos pais: pai eu gostava de ir para a faculdade estudar para ser engenheiro de agricultura, posso? No além traçamos com uma vista de olhos um plano para encarnar, se precisamos certa vocação ou certa virtude, pulamos para o lugar mais conveniente, e formamos nossos laços de família, para que juntos cresçamos, juntos na jornada imortal e eterna progressivamente gravitando para Deus nosso Pai, pois é da 26 Vontade de Deus que todos os Seus Filhos sejam felizes. 27 Seja pois, então, feita Sua Vontade assim na Terra como no Céu, e a nós que depositemos a nossa 28 fé e esperança confiadamente no Senhor. Bem, que Deus esteja conosco assim como outrora, hoje e sempre.

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Obras Póstumas, “as cinco alternativas”. E. S.E. IV: 24-26. L. dos Esp.,IV: Q. 166ª- 170 – E.S.E., IV: 25. 26 Mateus, V: 45. 27 Mateus, VI: 10. 28 I João, III: 1 a 3.

a) A afabilidade e a doçura29 b) A paciência
Fonte: E.S.E. IX: 6 e 7

SÍNTESES: a) A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura. Nem sempre se deve ficar nas aparências, pois a educação e o traquejo do mundo podem dar o verniz dessas qualidades (afabilidade e doçura). Quantas há cuja fingida bonomia é apenas uma máscara para uso externo, uma roupagem cujo corte bem calculado disfarça as deformidades ocultas! Não basta que os lábios destilem leite e mel, pois se o coração nada tem com isso trata-se de hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidos, jamais se desmente. b)- A dor é uma benção que Deus envia a seus eleitos. Bem dizei a Deus todo Poderoso que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no Céu. A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Há uma bem mais penosa e conseqüentemente bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho, para serem instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência. O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a frente para a terra. Coragem amigos: o Cristo é o vosso modelo, sofreu mais que qualquer de nós. Tendes a expiar o vosso passado e de fortalecer-vos para o futuro. Sede paciente, sede cristãos. PONDERAÇÕES Ser cristão e ser espírita é a mesma coisa, porém, quão é difícil ser espírita, das palavras sede pacientes, que significa a resignação; que significa aceitar e conviver com todo o tipo de dificuldade sem reclamar, pois que somos os autores do bem ou do mal que sobre nós recai. Aceitar que temos de expiar o nosso passado; aceitar que somos os autores de nosso futuro; que temos de trabalhar para ganhar virtudes; que temos que trabalhar para ganhar merecimentos. Oh, quão é mais fácil se aceitar o cristianismo dogmático, onde ficamos numa boa, pois no dogmatismo, Jesus morre por nós, para pagar por nossos pecados, sofre por nós em nosso lugar e ressuscita em nosso lugar, nossos pecados foram colocados sobre Ele, e Nele tudo foi pago a Deus, tudo foi resgatado por Ele, quando morrermos vamos para o Céu sobre Seus merecimentos. Nele não precisamos resgatar nada porque tudo foi pago, Nele não precisamos reencarnar mais, pois tudo está pago, não há mais necessidade de expiação nem de provas, tudo aponta para uma vida só e não mais reencarnação, tudo aponta para fé que vamos ir ter com Jesus no Céu quando morrermos. Em Jesus dogmaticamente tudo nos é dado, salvação, vida e Céu, mas pergunta-se: seria assim, que bom que assim fosse, mas e as leis, se Jesus não veio derrogar as Leis, certamente veio indubitavelmente nos ensinar a viver adentro delas! 30 31 Se de fato Jesus nos veio ensinar e exemplificar, então as leis de causa e efeito não foram canceladas, as leis de evolução e progresso também não; então há uma diferença entre ser cristão espírita e ser cristão dogmático, embora ambos estejam em Jesus, há diferença na interpretação, pois o espírita tem sua fé ao 32 uso da razão. Sendo assim, vamos ao Espiritismo aos poucos estudar as diferenças, porque é muito complexo, e 33 pode-se levar tempo, mas como Deus nos dá vidas quantas nós precisarmos nosso estudo e transformação interior continua; pois bem segundo o dogmatismo, Jesus fez tudo o que era para ser feito, mas pela lógica se questiona porquê Jesus disse: 34 “a cada um segundo suas obras”.
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Estudo dado no Centro Espírita Joana d’Arc, a 04/09/2001 João, XIII: 15. Lucas, XXII: 38 - Mateus, XXVI: 52. 32 Evangelho Segundo o Espiritismo, XIX: 7. 33 Livro dos Espíritos, questão, 169. 34 Mateus, XVI: 27.

Há fé na dependência de Jesus, mas pela lógica não bate, a não ser fé ou confiança depositada em Jesus e sua Doutrina, que nos vem ensinar, exemplificar e viver com Deus, com nosso próximo e com nós mesmos em relação ao presente e ao futuro espiritual na certeza de nossa imortalidade 35 Há texto que diz: ”o justo viverá da fé”, mas essa própria fé é um presente de Deus, que é o: “pela 36 Graça estão salvos”, é uma dádiva de Deus adentro dos merecimentos de Jesus, mas fica difícil a orientação de Jesus muito especialmente no ensino: “a cada um segundo suas obras”, que sugere nossa contribuição e responsabilidade, não é assim! Podíamos sim, levar numa boa esta vida e deixar tudo nas mãos de Deus, mas isso nós fazemos, só que é preciso aprender, quem somos, porque estamos aqui, e aprender sobre Deus também, e isso é bom! Podíamos levar a vida numa boa, mas logicamente a morte não foi cancelada, as doenças não foram canceladas, as dificuldades deste mundo não foram canceladas na vinda de Jesus; portanto é obvio que Jesus veio nos orientar, nos ensinar, nos exemplificar, nos encorajar a viver e ilustrar como se viver adentro das Leis que Deus designou para nós, para nosso desenvolvimento, para nossa evolução, para nosso merecimento, para nosso progresso moral, para nosso progresso virtual, para nosso progresso angelical e para nosso progresso divinal. Sim, Jesus foi e é nosso divino Mestre, que nos acompanha incansavelmente nos auxiliando, no sofrimento, no resgate, e nas provas. Jesus está envolvido em nós como se nossos sofrimentos, resgates ou provas fossem dele, nisso Ele é realmente nosso salvador e nosso mais querido Irmão maior, digno do nosso mais profundo agradecimento, louvor ou recomendação. Nós os Espíritas O amamos sim, e bendizemos Deus de O ter enviado, mas o Espiritismo, procura ser lógico e ter fé ao uso da razão, e não aceita dogmatismo fanático, preconceituoso ou imposto; porém aceita fé natural e lógica ou raciocinada; se com tudo isso encontra gente que não os aceite pouco há a fazer, pois o espírita não está em guerra com religiões, mas abraça Deus e Jesus do seu jeito, não é verdade! Haja em vista que se o espírita for incomodado, ele se defende, defende sim, a liberdade espiritual que Deus lhe deu e ofereceu! E naturalmente gostaria que outros conhecessem a Doutrina, mas não a impõe; antes pelo contrário ele se silencia demais, a ponto de muita gente dizer: Oh tu conhecias essa doutrina tão linda e não me dizias nada! Não te abriste comigo! Eu sentia que tinhas um jeito gostoso de viver e encarar a vida, mas tu não te abrias comigo e não me ensinavas nada! Na nossa vida cotidiana, isso muito bem pode acontecer, pois ainda somos imperfeitos! Deus nos ajude, às vezes a gente não sabe a responsabilidade que a gente tem, pois temos o conhecimento de uma doutrina confortadora, que muitos sofredores precisam e nós não lhes a oferecemos, pois ficamos na nossa! Será que isso é justo? Mas que fazer quando tanta gente pensa que os espíritas são tabu, e gente que eles devem se afastar e não dar ouvidos, daí só há um jeito, somente falar da Doutrina Espírita a quem tenha ouvidos de ouvir e nisso dar graças a Deus pela oportunidade. Deus seja conosco, assim como outrora, hoje e sempre.
Nota breve: “... 0 justo viverá da fé”, na doutrina espírita significa fé e confiança em Deus, com o conhecimento de que seguindo o evangelho do Senhor e orientação dos espíritos alcançará a finalidade que Deus designou e conseqüentemente Sua Vontade. “... pela graça estás salvo, não de vós mesmos, é um presente de Deus”, a graça é o trabalho de Deus em nossos corações através dos séculos, dos tempos ou da ultravida.

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Gálatas, III: 11. Efesios, II: 5.

NASCER DE NOVO37
Tema: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo Fonte: E.S.E. Capitulo IV: itens 12 a 17.

SÍNTESES: Item 12: “Os teus mortos viverão. Os meus, a quem tiraram a vida, ressuscitarão. Despertai e cantai louvores, vós os que habitais no pó, porque o orvalho que cai sobre vós é o orvalho de luz, e arruinareis a terra e o reino dos gigantes“(Isaias XXVI: 19). Item 13: “... Os teus mortos viverão”, se o profeta tivesse querido falar da vida espiritual, se tivesse querido dizer que os mortos não estavam mortos em espírito, teria dito: “Ainda vivem e não: “viverão”. Do ponto de vista espiritual, essas palavras seriam um contra-senso, pois implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam a negação das penas eternas, pois estabeleceu o principio de que todos os mortos reviverão. Item 14: “Quando o homem morre uma vez, e seu corpo, separado do espírito, é consumido, em que se torna ele? Tendo o homem morrido uma vez, poderia ele reviver de novo? Nesta guerra em que me encontro, todos os dias de minha vida, estou esperando que chegue a minha mutação”.(Job, XIV: 10-14, segundo a tradução de Sacy). “Quando o homem morre, perde toda a sua força e expira; depois onde está ele? Se o homem morre, tornará a viver? Esperarei todos os dias de meu combate, até que chegue a minha transformação?” (Id. Tradução protestante de Osterwald). “Quando o homem está morto, vive sempre; findando-se os dias da minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente. (Id. Versão da Igreja Grega). Irem 15: O principio da pluralidade das existências, está claramente expresso nessas três versões: Não se pode supor que Job quisesse falar da regeneração pela água do batismo, que ele certamente não conhecia.A idéia de morrer uma vez e reviver implicam a de morrer e reviver muitas vezes. A versão Grega é ainda mais explicita se possível: “findando-se os dias da minha existência terrestre esperarei, porque a ela voltarei novamente”. Item 16: Não é, pois duvidoso, que sob o nome de ressurreição, o principio da reencarnação fosse uma das crenças fundamentais dos judeus, e que ela é confirmada por Jesus e pelos profetas, de maneira formal. Item 17: Quando dos efeitos se quer remontar às causas, a reencarnação aparece como uma necessidade absoluta, uma condição inerente à humanidade, em uma palavra, como uma lei da natureza. Sem o principio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, a maior parte das máximas do Evangelho são ininteligíveis, e por isso têm dado motivos a interpretações tão contraditórias. Esse princípio é a chave que deve restituir-lhe o verdadeiro sentido. PONDERAÇÕES: A crença na pluralidade de vidas, não é de agora, e a própria Igreja Católica nos primeiros tempos de seu mandato acreditava-o, mas com o tempo, proibiram em seus dogmas essa crença, embora esteja claro na Bíblia muitas passagens que a justifique. A Igreja tanto Católica como as protestantes, não aceitam a reencarnação. Ora, por terem adotado esse modo de pensar e filosofar, as igrejas obrigatoriamente foram obrigadas a engendrar explicações ou dogmas que repusesse a reencarnação; daí para explicar a grande variedade de 38 virtudes e vícios no homem, veio a filosofia ou dogma do “diabo”, que o diabo é responsável por tudo que seja ruim, e que para se livrar dele, é necessário o batismo, a aceitação de que Jesus morreu em nosso lugar para pagar a Deus uma dívida de resgate, (nós também aceitamos Jesus como nosso Salvador, mas interpretando de uma maneira diferente), daí a necessidade de Sacerdotismo como intermediários entre Jesus, Deus e nós.
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Estudo dado no CE. Joana d’Arc a 03/04/2001. Allan Kardec, Céu e Inferno cap. IV: 1-7 e cap. IX: 1-19.

Aqueles que não aceitam suas filosofias seja a de salvação, seja outra, são considerados heréticos; aqueles que estão de fora de seus conceitos, estão conseqüentemente a seus modos de pensar condenados, e resumindo como a seu ver haja uma vida só, obviamente quem não aceite seus conceitos, estão condenados eternamente, e não aceitando os sistemas igrejeiros ou sacerdotais, não podem ser salvos, porque a seu ver não há outro modo de salvação, a não ser do jeito que eles entendem, pois que é assim que o evangelho lhes é interpretado, só que sempre houve quem não concordasse ou os aprovassem, por isso mesmo infelizmente chegaram a pagar com suas próprias vidas por esse atrevimento. Hoje em dia não há tal perseguição, mas não deixa muito a desejar, pois os responsáveis pelas religiões continuam a procurar preconceituar nosso modo de pensar e escravizar-nos às suas filosofias dogmáticas; mas graças a Deus que Ele libertou o Espírita à compreensão diversificada, pois que o Espírita procura e pergunta esclarecimentos pelo uso da razão e da lógica ou pela prática ter uma fé sólida, alicerçada 39 fundamentalmente em verdades espirituais, evitando assim fé cega que não questiona, e se deixa levar de qualquer jeito às ondas folclóricas espirituais, mesmo assim todos somos livres para pensar diferente. Gente, o espírita tem que se opor e resistir a sentimentos ou preconceitos, que não se coadunam com 40 Deus e seus atributos e Suas Leis e temos que estudar mais se necessário, mas não devemos deixar perder o 41 que já temos, isto é, uma fé sólida em Jesus e sua doutrina e na Doutrina Espírita complementaria à de Jesus; e 42 nossa convicção na reencarnação e futuro de nossas almas, que em seu devido tempo estarão em felicidade ou 43 plenitude completa, segundo o progresso e evolução de nossas almas. Se o espírita tirar de sua filosofia a crença da reencarnação, ficará igual aos demais crentes numa vida só, e teria de se juntar a eles ou a seus dogmas ou inventar seus próprios dogmas, mas a doutrina espírita, não 44 nasceu de dogmas, porém das verdades reveladas e conclusões de estudos dos efeitos de fenômenos ter 45 chegado às causas, às Leis de Deus e a Deus relativamente. A Doutrina Espírita está satisfeita com o que tem, e continuará crescendo cada vez mais forte, 46 assegurada de que é da vontade de Deus e que Ele indubitavelmente a protege. Certo que há divergências muito profundas entre a crença de uma vida e a de muitas vidas, ou seja, reencarnação, porém convictos como estamos, escolhemos a reencarnação, e andamos com Deus, com Jesus, com o Consolador ou Espíritos Superiores. Embora haja as individualizações de opinião, entre nossos irmãos, que também amam Jesus, de um modo diferente de interpretação, da sua vinda ao mundo a fim de nos socorrer, proteger, auxiliar e nos elevar 47 espiritualmente. Bem que Deus esteja conosco, assim como outrora, hoje e sempre.

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Evangelho Seg. o Esp., XIX: 7. Livro dos Espíritos, cap. I. 41 João, VII: 16-29. 42 Livro dos Espíritos, Q 166. 43 Livro dos Espíritos, capítulo VII - lei do Progresso. 44 Evang. Seg. o Esp., cap. VI: 1-8. 45 Livro dos Espíritos, capítulo primeiro. 46 Livro dos Espíritos, Prolegômenos, 5° parágrafo. 47 Mateus, XI: 28.

a)- o sacrifício mais agradável a Deus.48 b)- O argueiro e a trave no olho
Fonte: E.S.E.: X itens 7 a 10

a)- SÍNTESE: O sacrifício mais agradável ao Senhor é o dos próprios ressentimentos. Antes de se pedir perdão ao Senhor é preciso que se perdoe aos outros É preciso separar o mal que se tiver feito contra um irmão. Os judeus ofereciam sacrifícios materiais. O cristão não oferece prendas materiais, pois que espiritualizou o sacrifício. O cristão deve oferecer sua alma a Deus, deve apresentá-la purificada. Ao entrar no templo do Senhor deve deixar lá fora todo sentimento de ódio e de animalidade, todo o mau pensamento contra seu irmão. b)- SÍNTESE: Um dos caprichos da humanidade é ver cada qual o mal alheio antes do próprio. Para julgar-se a si mesmo seria necessário poder mirar-se num espelho. É o orgulho incontestavelmente o que leva o homem a disfarçar os seus próprios defeitos, tanto morais como físicos. Se o orgulho é a fonte de muitos vícios, é também a negação de muitas virtudes. Encontramo-lo no fundo e como móvel de quase todas as ações. Foi por isso que Jesus se empenhou em combatê-lo, como o principal obstáculo ao progresso. P O N D E R A Ç Õ E S: De fato até hoje em dia, passado já 2000 anos, o homem continua com muito orgulho; vir ao altar de Deus todos gostam de vir, o difícil é estar em paz com todos , antes de vir ao Senhor. Quanto ao ver o mal nos outros, é fácil demais, até há jornalismo profissional, agora para se ver o mal em nós ou de si próprio ninguém gosta, embora isso seja bom, para nós podermos retificar o que esteja errado conosco, e melhorarmos nossa conduta e moral. É raro se encontrar uma pessoa que não tenha defeito, mas em geral facilmente se encontra defeitos nos outros que nós não temos, e por não termos tais defeitos criticamos e os censuramos, e aqueles a quem nós censuramos, por sua vez encontram defeitos em nós que eles não têem e daí criticam a nós, Sabendo Jesus 49 disso, que todos nós temos defeitos aconselhou-nos: “não julgueis para não serdes julgados “. Jesus neste estudo aconselha também: “vai te reconciliar primeiro com teu irmão, e depois virás fazer 50 a tua oferta”, assim como também aconselha: “ tira primeiro a trave do teu olho, e então verás como hás de tirar 51 o argueiro do olho do teu irmão”. Destes ensinos do Senhor fica claro, que Jesus ensinava a transformação interior do homem para o 52 bem e para a paz com Deus, mostrando em seus ensinos que somos todos filhos de Deus e portanto interligados como um todo, portanto, e conseqüentemente devemos nos amar uns aos outros, assim como perdoarmos uns aos outros, auxiliarmos uns aos outros, pois que o Reino de Deus nos havia chegado, era e é o Reino do amor; um reino que se estende ao além depois da morte, não um reino de privilegiados, escolhidos ou predestinados, mas um reino que pertence a todos e nos é pedido a caridade uns para com os outros. Os primeiros cristãos entenderam isso e S. João em Epistola diz: “como podeis dizer que amais Deus, 53 se não amas o teu próximo”. O mundo seria um mundo melhor se todos praticassem a caridade em todas as formas, caridade pode ser tolerância uns para com os outros, e aceitar as pessoas como elas são, sem preconceitos. Tolerância pode ser respeito uns para com os outros. Caridade pode ser o auxilio mútuo, compreensão uns pelos outros e pode ser o esforço que se faça em benefício do próximo, o que em fato se reverte para nós, porque nada se perde.
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Estudo dado no Centro Espírita a 02/10/2001 Mateus, VII: 1. Mateus, V: 23-26. 51 Mateus, V: 23-24 e VII: 3-5. 52 João, XVI: 28 - XX: 17. 53 I João, IV: 20.

Caridade pode ser o patrão que olha pelos seus empregados com respeito e agradecimento. Caridade pode ser o empregado que mesmo ganhando pouco, não se revolta e faz as suas obrigações de bom agrado. Caridade pode ser o doente crônico, que aceita sua condição, sem se revoltar contra Deus, ou quer quem for, porque o ódio ou revolta não leva a lugar nenhum, nem ganha simpatia. Caridade é amor em sua fragrância, essência e pano de fundo de todo o bem. Vejamos pois então que caridade é a principal regra para nossa salvação. A caridade traz harmonia. A caridade traz união. A caridade traz paz e traz justiça. 54 Jesus disse: ”um novo mandamento eu vos dou, que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” 55 Jesus disse: “ eu não vim condenar o mundo, mas para que tivésseis vida e vida mais abundante”. Revelasse-nos então ou conclui-se então, que a necessidade de amarmo-nos uns aos outros, foi a principal necessidade, que o homem tinha para viver melhor e mais abundante. Deduz-se então, que Jesus veio revelar que podíamos ter uma vida mais abundante, e ensinou e 56 exemplificou como! Cabe a nós procurar seguir o Evangelho, para a nossa vida ficar mais abundante e lutarmos contra as 57 nossas más tendências, contra os maus instintos egoístas que atrapalham o crescimento e desenvolvimento de boas virtudes, que, aliás, virtudes são sempre boas; que procuremos desenvolver um caráter virtuoso e caridoso, sermos pessoa calma e segura de si com fundamento na fé em Deus. Andando com Deus, vivendo com Deus; é difícil! Sim é difícil, mas temos de nos esforçar, é o único jeito; outro jeito seria Deus fazer por nós como milagre, como mágica, dizendo: “Sejais virtuosos”, e automaticamente ficássemos virtuosos, mas não é assim! 58 Deus nos criou simples e ignorantes com livre arbítrio, nós é que temos de ganhar essa virtude, esse caráter agradável e aceitável a Deus, pois Deus não castiga ninguém, mas também espera que nós procuremos nos transformar para o bem e as leis que Deus estabeleceu são as necessárias alavancas do nosso progresso e evolução para nossa felicidade a nosso próprio passo, não é verdade! Há a acrescentar claro, que Jesus não só nos trouxe vida mais abundante, mas ensinos, assim como exemplos, para quebrar toda a nossa ignorância espiritual! Bem que Deus esteja conosco assim como outrora, hoje e sempre!

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João, XV: 12-17. João, X: 10. 56 João, XIII: 15. 57 Evangelho Segundo o Espiritismo, XVII: 14. 58 Livro dos Espíritos, Questão 115-121.

JUSTIÇA – PAZ 59
a)- Paz - b)- Justiça Fonte de apoio: Livro dos Espíritos. Dicionário doutrina Espírita (L. Palhano Jr.). L.E. 789 Síntese: ... Quando por toda à parte a lei de Deus servir de base à lei humana os povos praticarão entre si a caridade, como os indivíduos. Então, viverão felizes e em paz, porque nenhum cuidará de causar dano ao seu vizinho, nem de viver à expensas dele . ...A humanidade por meio dos indivíduos que pouco a pouco se melhoram e instruem... Quando estes preponderam pelo número, tomam a dianteira e arrastam os outros. De tempos a tempos surgem no seio dela homens de gênio que lhe dão um impulso...O progresso dos povos também realça a justiça da reencarnação. (L.E.
257 5º parágrafo)

PONDERAÇÕES: a)-A paz; Os homens de então, dos tempos antigos, viveram de olho por olho e dente por dente, chegados os tempos de Jesus, portador da doutrina do Pai, doutrina de Amor; vieram os anjos anunciar e dizer: haja paz aos 60 61 homens de boa vontade; quando Jesus veio disse em certa ocasião: “a minha paz Eu vos dou” . Ora então que paz era a de Jesus, essa paz era a de consciência, era a de dever cumprido, era a de pureza de coração, era a paz que emanava de si mesmo como Espírito Puro, sem malícia, sem pecado, sem contra-sentidos, sem contradição; com sua paz Jesus nos trouxe a doutrina evangélica e a exemplificou, foi e é uma doutrina de Amor. Jesus a plantou para que desse crescimento em todos os homens, desse seu amor e desse sua paz, assim como a iluminação interior a todos os homens; também se deduz que a paz do Senhor, nós a recebemos na assimilação do Evangelho que cresce e aflorasse em nós. Os romanos costumavam dizer: “se queres paz prepara-te para a guerra”, ora essa maneira de pensar, para o imediatismo pode parecer funcionar, assim como também se a vida fosse uma vez única; porém, as vidas 62 têm seqüência e o que seja prorrogado agora, a lei de causas e efeitos vai cobrar no futuro! Por isso a lei de amor é um investimento para o futuro e também pela mesma razão a lei do perdão é um investimento para o futuro; o amar o próximo sem cobrar esse amor de volta, o perdoar, o não retaliar, o dar a 63 outra face é lei do amor, por isso S. Paulo dizia que: ”o evangelho para os homens era loucura”. Mas é praticando o amor que na verdade adquirimos paz! b)- A justiça vive junto com a paz porque para se ter paz temos de ter justiça, estranho que nos pareça no LE questão 171, a reencarnação se funda na justiça de Deus e vamos ler essa questão, bem lembrada e ler no dicionário de filosofia Espírita (L. Palhano Jr. Editora Leon Denis), uma explicação prática sobre a paz e a justiça.

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Livro dos Espíritos, questão, 171: Em que se funda a lei da reencarnação? “Na justiça de Deus e na revelação; incessantemente repetimos: o bom pai sempre deixa aberta uma porta para o arrependimento. A razão nos vos indica que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna aqueles aos quais não se deram todas as oportunidades para se melhorarem? Não são filhos de Deus todos os homens? Somente entre os egoístas são comuns a iniqüidade, o ódio implacável e os castigos eternos”. Dicionário de Filosofia Espírita: “Justiça (lei de) A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um. O pensamento de justiça está na Natureza, tanto é assim que há uma revolta geral ao simples pensamento de uma injustiça. Os Espíritos responderam assim a Allan Kardec: “O progresso moral desenvolve, sem dúvida, esse sentimento, mas não o dá: Deus o colocou no coração do homem. Eis porque encontrareis , freqüentemente entre os homens simples e primitivos, noções mais exatas da justiça que entre os que têm muito saber”. Duas coisas determinam os princípios da justiça, relacionados ao direito: a lei humana e a lei natural. A lei humana segue diante do progresso, sendo alterada à medida que a civilização avança. Quanto ao direito consagrado pela lei
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Estudo feito no CE. Joana d’Arc a 25/09/2001. Lucas, II: 14. 61 João, XIV: 27. 62 Evangelho Segundo o Espiritismo, V: 4-10. 63 I Corintios, II: 14.

natural, a justiça está fundamentada no ensinamento do Cristo:”Desejai para os outros o que quereríeis para vós 64 mesmos”. È ainda de Kardec a sentença:”O sublime da religião cristã tem sido de tomar o direito pessoal por base do direito do próximo”. (Capítulo XI de “O Livro dos Espíritos”). “PAZ. Ausência de lutas, violências ou perturbações sociais; tranqüilidade; concórdia; harmonia. Ausência de conflitos íntimos. A paz é a situação desejada pelos pacíficos. Segundo as instruções dos Espíritos (Néio Lucius - “Jesus no Lar”) “a paz no mundo começa sobre as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendermos a viver em paz, entre as quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não nos habituarmos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante? ”. (L. Palhano Jr., Dicionário da Filosofia Espírita, edições CELD, 1997)”. Quanto às reencarnações podemos as abreviar se seguirmos as normas evangélicas que Jesus nos ensinou. Às vezes reencarnações dolorosas podem parecer injustiças, mas como temos o livre arbítrio, é obvio que nós é que fomos injustos com nós mesmos no passado, nesta mesma vida ou no passado em outras encarnações, então é bem sugestivo, que daqui a diante devemos fazer o possível de construirmos melhor o nosso futuro ou pelo menos um pouco melhor, pois, estamos sabendo que fomos nós mesmos que no passado construímos nosso estado presente, seja ele doloroso ou ditoso e o futuro cabe a nós o construirmos melhor com Deus no leme. Deus nos abençoe e esteja conosco assim como outrora, hoje e sempre.

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Lucas, VI: 31

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