PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ

1. DEFINIÇÃO 2. HISTÓRICO

PESTE SUÍNA CLÁSSICA

3. SITUAÇÃO NO BRASIL 4. ETIOLOGIA 5. FISIOPATOLOGIA 6. SINAIS E SINTOMAS 7. CADEIA EPIDEMIOLÓGICA 8. DIAGNÓSTICO 9. PREVENÇÃO E CONTROLE 10. BIBLIOGRAFIA

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
1. DEFINIÇÃO
PESTE SUÍNA SUÍ CLÁSSSICA/ CLÁ HOG CHOLERA: CHOLERA ENFERMIDADE INFECTO-CONTAGIOSA DO SISTEMA LINFÁTICO E CIRCULATÓRIO DE SUÍDEOS, COM ALTAS MORBIDADE E LETALIDADE, MANIFESTANDOSE SOB A FORMA DE HEMORRAGIAS E PROBLEMAS REPRODUTIVOS, SUÍNA CLÁSSICA DOENÇA DE NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA À OIE/ LISTA A CAUSADA PELO VÍRUS DA PESTE

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
2. HISTÓRICO
•ORIGEM HISTÓRICA POUCO CLARA (...) •1a OBSERVAÇÃO PSC: EUA, 1833 •1a PUBLICAÇÃO: 1888, EUA •RELATOS EUROPA : INGLATERRA DESDE 1862 ALEMANHA DESDE 1899 •LIVRES: AUSTRÁLIA (1963); CANADÁ (1964); USA (1977) •SURTO DE GRANDES PROPORÇÕES NA HOLANDA 97/98 •ATUALMENTE: ENCONTRADA EM TODOS OS CONTINENTES

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
3. SITUAÇÃO NO BRASIL
ÚLTIMAS OCORRÊNCIAS DA PSC (até 1999) • • • • • MT MS PR SC RS agosto 1992 agosto 1990 novembro 1997 março 1990 abril 1991 • • • • • • DF GO MG SP PB CE abril 1994 janeiro 1990 janeiro 1990 fevereiro 1998 fevereiro 2006 abril 2006

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
3. SITUAÇÃO NO BRASIL
PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA PESTE SUÍNA CLÁSSICA: 1992* RS SC PR

A PATIR DE 1992

DEMAIS ESTADOS

(FONTE: CIDASC/1999)

4/1/2001: ZONA LIVRE DE PSC

RS, SC, PR SP, MG, RJ, ES MT, MS, GO, TO, DF BA, SE

1

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
3. SITUAÇÃO NO BRASIL
ÁREA LIVRE SEM VACINAÇÃO (ÁREA DE RISCO I) RS, SC, PR SP, MG, RJ, ES MT, MS, GO, TO, DF BA, SE

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
4. ETIOLOGIA
FAMÍLIA FLAVIVIRIDAE

GÊNERO HEPACIVIRUS GÊNERO FLAVIVIRUS

GÊNERO PESTIVIRUS

ÁREA SEM VACINAÇÃO (ÁREA DE RISCO II)

-REGIÃO NORTE -DEMAIS ESTADOS DA REGIÃO NE

VÍRUS DA HEPATITE C VÍRUS DA DENGUE VÍRUS DA FEBRE AMARELA VÍRUS DA ENCEFALITE JAPONESA VÍRUS DA PESTE SUÍNA CLÁSSICA VÍRUS DA DIARRÉIA BOVINA

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
4. ETIOLOGIA
*E2
ENVELOPE

E1
RNA FITA SIMPLES LINEAR, NÃO SEGMENTADO, POLARIDADE POSITIVA

CORE 10nm

Erns
40-60nm

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
4. ETIOLOGIA
RESISTE EM pH DE 3 A 10 ( NÃO INATIVADO POR RIGOR MORTIS) CARCAÇAS RESFRIADAS: > 1 MÊS CARCAÇAS CONGELADAS: > 4 ANOS INSTALAÇÕES: > 15 DIAS SENSÍVEL A SOLVENTES ORGÂNICOS: ÉTER, CLOROFÓRMIO SENSÍVEL AOS DESINFECTANTES: NaOH 2% CRESOL FORMALINA 1% DETERGENTES

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
4. ETIOLOGIA
REPLICAÇÃO
CÉLULAS-ALVO: LEUCÓCITOS, CÉLULAS EPITELIAIS E ENDOTELIAIS
2. Fusão de membranas e endocitose 1. Ligação ao receptor celular

3.

Liberação de nucleocápside (baixo pH)

CITOPLASMA

RNA VIRAL 4. Tradução (ribossomos) POLIPROTEÍNA 5. Auto-clivagem

6. Replicação do RNA viral PROTEÍNAS ESTRUTURAIS E NÃOESTRUTURAIS

NÚCLEO

7. Brotamento

2

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
5. FISIOPATOLOGIA
CÉLULAS EPITELIAIS DAS TONSILAS VASOS LINFÁTICOS LINFONODOS REGIONAIS

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
6. SINAIS E SINTOMAS 6.1 PSC PÓS-NATAL AGUDA
↓ATIVIDADE -DECÚBITO -CABEÇA BAIXA -REDUÇÃO DE APETITE -HIPERTERMIA : > 42ºC -AGRUPAMENTOS DE ANIMAIS -CONJUNTIVITE → DESCARGA OCULAR → OCLUSÃO DE PÁLPEBRAS -CONSTIPAÇÃO -DIARRÉIA SEVERA, AQUOSA -VÔMITO C/ BILE -HIPEREMIA, HEMORRAGIA E CIANOSE CUTÂNEAS -CONVULSÕES -PARESIA POSTERIOR, ATAXIA -ABORTAMENTO

SANGUE PERIFÉRICO (LEUCÓCITOS) BAÇO MEDULA ÓSSEA LINFONODOS VISCERAIS -NECROSE EM ENDOTÉLIO DE VASOS SANGUÍNEOS -TROMBOCITOPENIA

-LINFOPENIA -↓ RESPOSTA DE Lφ A MITÓGENOS ↓ φ

ÓRGÃOS NÃO-LINFÓIDES

IMUNOSSUPRESSÃO

HEMORRAGIAS

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
6. SINAIS E SINTOMAS 6.1 PSC PÓS-NATAL AGUDA
MORTE EM 10-20 DIAS PI (ATÉ 30 DIAS EM SUB-AGUDA)

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
6. SINAIS E SINTOMAS 6.2 PSC PÓS-NATAL CRÔNICA
ANIMAIS SOBREVIVENTES À FASE AGUDA* APARENTE MELHORA , TEMPERATURA CORPORAL NORMAL

RECIDIVA DOS SINTOMAS ANOREXIA, DEPRESSÃO, HIPERTERMIA RETARDO DE CRESCIMENTO COSTAS ARQUEADAS SOBREVIDA: 100 DIAS

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
6. SINAIS E SINTOMAS 6.3 PSC PRÉ-NATAL
NEONATOS
ABORTAMENTOS MALFORMAÇÕES NATIMORTOS LEITÕES FRACOS, COM TREMORES, HEMORRAGIA CUTÂNEA LEITÕES SAUDÁVEIS COM INFECÇÃO PERSISTENTE

MANIFESTAÇÃO TARDIA MANIFESTAÇ
SEM SINTOMAS LOGO APÓS O NASCIMENTO APÓS MESES: ANOREXIA, DEPRESSÃO, CONJUNTIVITE,DERMATITE, DIARRÉIA, DISTÚRBIOS DE LOCOMOÇÃO SOBREVIDA: ATÉ 6 MESES

3

PROF. DR. LEONARDO J. RICHTZENHAIN VPS/FMVZ/USP

4

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
7. CADEIA EPIDEMIOLÓGICA
FONTES DE INFECÇÃO
-SUÍNOS E JAVALIS -DOENTES -PORTADORES-SÃOS

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
8. DIAGNÓSTICO 8.1 EPIDEMIOLÓGICO
-OCORRÊNCIA DOS SINTOMAS -ALTA MORTALDADE DE LEITÕES -LOTES COM RETARDO DE CRESCIMENTO

VIAS DE ELIMINAÇÃO
SECREÇÕES FEZES, URINA SÊMEN SANGUE ABORTOS

VIAS DE TRANSMISSÃO
-AEROSSÓIS -RESTOS DE ALIMENTOS -VETORES MECÂNICOS -FÔMITES -INSEMINAÇÃO -TRANSPLACENTÁRIA

PORTAS DE ENTRADA
-MUCOSA ORAL, RESPIRATÓRIA -TRATO REPRODUTIVO -ABRASÕES DE PELE

FATORES DE RISCO:
-AQUISIÇÃO RECENTE DE ANIMAIS -ALIMENTAÇÃO COM SOBRAS DE COMIDA -ENTRADA DE PESSOAS EXTERNAS À GRANJA OU QUE TIVERAM CONTATO COM OUTRAS GRANJAS

NÃO É UMA ZOONOSE

SUSCEPTÍVEIS
-SUÍNOS E JAVALIS

NOTIFICAÇÃO

5

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
8. DIAGNÓSTICO 8.2 ANATOMIA PATOLÓGICA
-LINFONODOS: HIPERTROFIA, EDEMA, HEMORRAGIA -PETÉQUIAS E EQUIMOSES : LARINGE, BEXIGA, RINS, TRATO INTESTINAL, PULMÕES -AUSÊNCIA DE CONTEÚDO GÁSTRICO -INFARTO MULTIFOCAL ESPLÊNICO -NECROSE EM TONSILAS -ENCEFALITE, CONGESTÃO CEREBRAL -HIPOPLASIA CEREBELAR (FORMA CONGÊNITA)

6

7

8

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
8. DIAGNÓSTICO 8.3 HISTOPATOLOGIA
-DEPLEÇÃO LINFOCITÁRIA EM LINFONODOS -ENCEFALOMIELITE COM MANGUITO PERIVASCULAR

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
8. DIAGNÓSTICO 8.4 PATOLOGIA CLÍNICA
-LEUCOPENIA -TROMBOCITOPENIA

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
8. DIAGNÓSTICO 8.5 DIAGNÓSTICO DIRETO
AMOSTRAS
-POST-MORTEM: TONSILAS, LINFONODOS, BAÇO, ÍLEO DISTAL, RINS -ANIMAIS VIVOS: SANGUE COM ANTI-COAGULANTE

TESTES
-IMUNOFLUORESCÊNCIA DIRETA DE CORTES CONGELADOS -ISOLAMENTO EM CULTIVO CELULAR (PK-15) SEGUIDO DE IMUNFLUORESCÊNCIA, IMUNOPEROXIDASE -**DIFERENCIAÇÃO COM OUTROS PESTIVÍRUS

LABORATÓRIO DE APOIO ANIMAL (LAPA)-RECIFE

9

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
8. DIAGNÓSTICO 8.6 DIAGNÓSTICO INDIRETO
AMOSTRAS
SORO

TESTES
ELISA SORONEUTRALIZAÇÃO **DIFERENCIAÇÃO DE Ac PARA OUTROS PESTIVÍRUS

INSTITUTO BIOLÓGICO, SÃO PAULO

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
8. DIAGNÓSTICO 8.7 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
8. DIAGNÓSTICO 8.7 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

PESTE SUÍNA AFRICANA (VÍRUS DO GÊNERO ASFIVIRUS) ERISIPELA

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
8. DIAGNÓSTICO 8.7 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
-OUTRAS ENCEFALITES (RAIVA ETC) -LEPTOSPIROSE -SALMONELOSE -DIARRÉIA VIRAL BOVINA -ESTREPTOCOCOSE, PASTEURELOSE -INTOXICAÇÕES POR ANTI-COAGULANTES

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
9. PREVENÇÃO E CONTROLE
9.1 MEDIDAS RELATIVAS ÀS FONTES DE INFECÇÃO

-NOTIFICAÇÃO -DIAGNÓSTICO -SACRIFÍCIO SANITÁRIO NO LOCAL: DOENTES/POSITIVOS E COMUNICANTES; MÉDICO VETERINÁRIO OFICIAL -ENTERRAMENTO/ ENTERRO OU CREMAÇÃO

10

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
9. PREVENÇÃO E CONTROLE
9.2 MEDIDAS RELATIVAS ÀS VIAS DE TRANSMISSÃO

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
9. PREVENÇÃO E CONTROLE
9.3 MEDIDAS RELATIVAS AOS SUSCEPTÍVEIS

-LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE INSTALAÇÕES -VAZIO SANITÁRIO: 10 DIAS +ANIMAIS SENTINELAS (60 DIAS DE IDADE)*** -MONITORAMENTO EM CENTRAIS DE INSEMINAÇÃO -MATERIAIS CIRÚRGICOS, AGULHAS, SERINGAS ETC: DESCARTÁVEIS

VACINAÇÃO
-NÃO PODE SER UTILIZADA EM ÁREAS LIVRES -USO EM SITUAÇÕES DE RISCO DE EXISTÊNCIA DE FOCOS E DISSEMINAÇÃO DE PSC - VACINA DE VÍRUS ATENUADO

PESTE SUÍNA CLÁSSICA SUÍ CLÁ
10. REFERÊNCIAS
STRAW, BE; D’ALLAIRE, S; MENGELING, WL; TAYLOR, DJ. DISEASES OF SWINE, 8TH ED. BLACKWELL SCIENCE: OXFORD, 1999. MAPA. PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA PESTE SUÍNA CLÁSSICA. (WWW.AGRICULTURA.GOV.BR). WWW.OIE.INT

11

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful