ESCOLA ESTADUAL DE ENS. FUND.

E MÉDIO BURITI ATIVIDADE AVALIATIVA DE GRAMÁTICA QUARTO BIMESTRE 1º ANO DO ENSINO MÉDIO ALUNO (a): ____________________________________________ ____. DATA:_____/______/2010. TURMA:

1. Leia um texto publicado no jornal GAZETA MERCANTIL. Esse texto é parte de um artigo que analisa algumas situações de crise no mundo, entre elas, a quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929, e foi publicado na época de uma iminente crise financeira no Brasil. Deu no que deu. No dia 29 de outubro de 1929, uma terça-feira, praticamente não havia compradores no pregão de Nova Iorque, só vendedores. Seguiu-se uma crise incomparável: o Produto Interno Bruto dos Estados Unidos caiu de 104 bilhões de dólares em 1929, para 56 bilhões em 1933, coisa inimaginável em nossos dias. O valor do dólar caiu a quase metade. O desemprego elevou-se de 1,5 milhão para 12,5 milhões de trabalhadores - cerca de 25% da população ativa - entre 1929 e 1933. A construção civil caiu 90%. Nove milhões de aplicações, tipo caderneta de poupança, perderam-se com o fechamento dos bancos. Oitenta e cinco mil firmas faliram. Houve saques e norte-americanos que passaram fome. ("Gazeta Mercantil", 05/01/1999) Ao citar dados referentes à crise ocorrida em 1929, em um artigo jornalístico atual, pode-se atribuir ao jornalista a seguinte intenção: (A) questionar a interpretação da crise. (B) comunicar sobre o desemprego. (C) instruir o leitor sobre aplicações em bolsa de valores. (D) relacionar os fatos passados e presentes. (E) analisar dados financeiros americanos. 2. Leia o que disse João Cabral de Melo Neto, poeta pernambucano, sobre a função de seus textos: "FALO SOMENTE COMO O QUE FALO: a linguagem enxuta, contato denso; FALO SOMENTE DO QUE FALO: a vida seca, áspera e clara do sertão; FALO SOMENTE POR QUEM FALO: o homem sertanejo sobrevivendo na adversidade e na míngua. FALO SOMENTE PARA QUEM FALO: para os que precisam ser alertados para a situação da miséria no Nordeste." Para João Cabral de Melo Neto, no texto literário, (A) a linguagem do texto deve refletir o tema, e a fala do autor deve denunciar o fato social para determinados leitores. (B) a linguagem do texto não deve ter relação com o tema, e o autor deve ser imparcial para que seu texto seja lido. (C) o escritor deve saber separar a linguagem do tema e a perspectiva pessoal da perspectiva do leitor. (D) a linguagem pode ser separada do tema, e o escritor deve ser o delator do fato social para todos os leitores. (E) a linguagem está além do tema, e o fato social deve ser a proposta do escritor para convencer o leitor. 3. Os provérbios constituem um produto da sabedoria popular e, em geral, pretendem transmitir um ensinamento. A alternativa em que os dois provérbios remetem a ensinamentos semelhantes é: (A) "Quem diz o que quer, ouve o que não quer" e "Quem ama o feio, bonito lhe parece". (B) "Devagar se vai ao longe" e "De grão em grão, a galinha enche o papo". (C) "Mais vale um pássaro na mão do que dois voando" e "Não se deve atirar pérolas aos porcos". (D) "Quem casa quer casa" e "Santo de casa não faz milagre". (E) "Quem com ferro fere, com ferro será ferido" e "Casa de ferreiro, espeto de pau".

. A justificativa é a de que somos apenas 250 mil pessoas e o Brasil não pode suportar esse ônus.Relaxa." (Marcos Terena. nos nossos costumes. enquanto a idéia de Jaguaribe é anticonstitucional. social e até fisicamente. II. (. "Mais uma vez. 5. utiliza-se freqüentemente a palavra "próprio" e ela se ajusta a várias situações. . II e III.Dora. pois fere o direito à identidade cultural dos índios. e Jaguaribe propõe que essa integração resulte de decisão autônoma das comunidades indígenas. Nas conversas diárias. até o final do século XXI. (B) Terena quer transformar o Brasil numa terra só de índios. pois pretende mudar até mesmo a língua do país.A Vera se veste diferente! . seja feita uma limpeza étnica no Brasil. pois o primeiro deseja a aculturação feita pela "civilização branca". que conduz o homem. Paulo". Leia os exemplos de diálogos: I. (B) peculiar. a passar do paleolítico ao neolítico e do neolítico a um estágio civilizatório. "Folha de S. ele se acomoda. . queremos falar." (Hélio Jaguaribe.. particular.É mesmo. o confinamento de tribos. nós. Paulo"... é que ela tem um estilo PRÓPRIO. por conta própria ou por difusão da cultura. característico..) É preciso congelar essas idéias colonizadoras. somos vítimas de um pensamento que separa e que tenta nos eliminar cultural. gradativa e progressiva. Os textos referem-se à integração do índio à chamada civilização brasileira. 31 de agosto de 1994. conveniente.) Nós. (A) adequado. adequado.) Pode-se afirmar. (E) peculiar. (. . Com o tempo. porque elas são irreais e hipócritas e também genocidas. que (A) tanto Terena quanto Jaguaribe propõem idéias inadequadas. (E) Terena propõe que a integração indígena deve ser lenta. "Folha de S. cientista político. Nas ocorrências I.) II. (D) adequado. segundo os textos.4. adequado. típico. característico. presidente do Comitê Intertribal Articulador dos Direitos Indígenas na ONU e fundador das Nações Indígenas. (C) Terena compreende que a melhor solução é que os brancos aprendam a língua tupi para entender melhor o que dizem os índios. 2 de setembro de 1994. índios. respectivamente. Jaguaribe é de opinião que.A Lena já viu esse filme uma dezena de vezes! Eu não consigo ver o que ele tem de tão maravilhoso assim. Tânia! É PRÓPRIO da idade. III. (D) Terena defende que a sociedade brasileira deve respeitar a cultura dos índios e Jaguaribe acredita na inevitabilidade do processo de aculturação dos índios e de sua incorporação à sociedade brasileira. (C) conveniente.. o que eu faço? Ando tão preocupada com o Fabinho! Meu filho está impossível! . e o segundo.) E por que isso? Pela razão muito simples que consiste no fato de o índio brasileiro não ser distinto das demais comunidades primitivas que existiram no mundo. os povos indígenas. . I. "próprio" é sinônimo de.. exclusivo. particular. "O Brasil não terá índios no final do século XXI (. exclusivo. mas queremos ser escutados na nossa língua.É que ele é PRÓPRIO para adolescente. A história não é outra coisa senão um processo civilizatório.

Verifica-se. [B] 4. (E) no interior do continente. "Almanaque Brasil Socioambiental". a floresta cresce. ao provocarem um fluxo de umidade para o interior dos continentes. fazendo com que essas áreas de floresta não sofram variações extremas de temperatura e tenham umidade suficiente para promover a vida. a bacia amazônica. [D] 6. 2008. (D) apesar da chuva. essa "bomba" consegue devolver rapidamente a água para o ar. As florestas crescem onde chove. Nobre. mantendo ciclos de evaporação e condensação que fazem a umidade chegar a milhares de quilômetros no interior do continente. há floresta.6. (A) onde chove. porém. só chove onde há floresta. em locais onde não há florestas. [B] 5. A. ou chove onde crescem as florestas? De acordo com o texto. (B) onde a floresta cresce. que as chuvas sobre florestas nativas não dependem da proximidade do oceano. Novos estudos sugerem que elas sejam potentes reguladores do clima. (C) onde há oceano. GABARITO 1. D. [B] . Um fluxo puramente físico de umidade do oceano para o continente. Devido à grande e densa área de folhas. [D] 2. As florestas tropicais estão entre os maiores. mais diversos e complexos biomas do planeta. [A] 3. alcança poucas centenas de quilômetros. há floresta. p. por exemplo. as quais são evaporadores otimizados. chove. Esta evidência aponta para a existência de uma poderosa "bomba biótica de umidade" em lugares como. Instituto Socioambiental. 368-9 (com adaptações).

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