Artropodes Auxiliares na Agricultura

Carlos Coutinho

Artrópodes Auxiliares na Agricultura

Carlos Coutinho

Antrópodes Auxiliares na Agricultura

Ficha Técnica
Título: Artrópodes Auxiliares na Agricultura Autores: Carlos Coutinho Propriedade: Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte Edição: Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN) Núcleo de Documentação e Relações Públicas (NDRP) Rua da República, 133 5370-347 Mirandela Impressão: Candeias Artes Gráficas www.candeiasag.com Tiragem: 500 exemplares Distribuição: DRAPN Depósito Legal: 278140/08 ISBN: 978-972-8506-72-8 Dezembro 2007

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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ordem dos Hemípteros Sub-Ordem dos Heterópteros Família dos Antocorídeos . . . . . . . . . . . . . . . . . PREFÁCIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 7 9 11 19 23 29 30 31 34 36 38 42 44 Í n d i c e 45 49 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Breves Notas Históricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . Família dos Camaemídeos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Família dos Coniopterigídeos . . . . . . . . Família dos Mirídeos e dos Nabídeos . . . . . Ácaros Predadores Família dos Fitoseídeos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Família dos Carabídeos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Família dos Hemerobídeos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Família dos Cecidomídeos . . . . . . . . . . . . . . . . . Família dos Estafilinídeos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ordem dos Dípteros Família dos Sirfídeos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Insectos Predadores Ordem dos Coleópteros Família dos Coccinelídeos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ordem dos Neurópteros Família dos Crisopídeos (Crisopas) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Índice NOTA PRÉVIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ordem dos Dípteros Família dos Taquinídeos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . GLOSSÁRIO . . 51 59 63 81 95 103 135 4 . ANEXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . BIBLIOGRAFIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Antrópodes Auxiliares na Agricultura Insectos parasitoides Ordem dos Himenópteros . . . . . . . . . . . . . AGRADECIMENTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . MEDIDAS DE PROTECÇÃO DOS AUXILIARES . . . . . . . . . . . .

os nossos empresários agrícolas saberão contribuir para a criação de novas práticas. fundamentais na evolução do desenvolvimento agrícola regional. designadamente em territórios transfronteiriços. quer no quadro da formação especializada quer em acções técnicas organizadas junto dos agricultores e suas organizações. Face aos novos desafios e oportunidades. mais competitivas e ambientalmente sustentáveis. é assumida como uma das prioridades de intervenção da Direcção Regional de Agricultura.Nota Prévia A colecção “Uma Agricultura com Norte”. em parceria com outras entidades. A promoção de uma informação de qualidade que sirva de apoio à actividade agrícola na Região Norte. visa a comunicação dos resultados de trabalhos de pesquisa e experimentação desenvolvidos pela DRAP-Norte. que se abrem no período de 2007/2013. Carlos Guerra Director Regional de Agricultura e Pescas do Norte P r é v i a N o t a 5 .

Nesta perspectiva entendeu-se como mais valia a elaboração desta publicação com o título Artrópodes Auxiliares da Agricultura. mesmo que de uso controlado e através do aconselhamento do Serviço de Avisos. Tendo presente que numa estratégia de Produção Integrada o combate aos inimigos das culturas não recorre apenas aos pesticidas. e desta forma definirem-se estratégias integradas de combate. mas também a outras lutas alternativas. como a Luta Biológica na sua componente limitação natural. teve como objectivo principal a instalação de uma rede de estações meteorológicas distribuídas na zona transfronteiriça Galiza – Norte de Portugal (entre os rios Minho e Ave). disporem de informação sobre algumas espécies de artrópodes utilizados como auxiliares em agricultura.ª Agrícola Coordenadora do Projecto REVIAG P r e f á c i o 7 . O projecto REVIAG. financiado pelo Programa de Iniciativa Comunitário INTERREG III-A. utilizando de forma racional e equilibrada os produtos químicos e os meios biológicos (auxiliares) disponíveis nos ecossistemas agrários. em que se procura tirar partido do que a natureza tem disponível para ela própria se manter em equilíbrio. Desta forma entendemos estar a contribuir não só para a sustentabilidade económica dos agricultores. mas também no desenvolvimento das práticas de Produção Integrada e na sustentabilidade ambiental dos ecossistemas agrários. como também. e de forma a complementar e completar o que se pretende transmitir. redução nos gastos com pesticidas. Esta rede permitirá melhorar o conhecimento da realidade agroclimática e o modo como o clima influencia o desenvolvimento das culturas. tornando possível uma produção agrícola menos poluente em pesticidas e mais saudável para o Homem. doenças e pragas que as afectam. informação resultante de pesquisa bibliográfica sobre o tema. que reúne não só o resultado de recolha de material fotográfico obtido em campo.Prefácio Os conteúdos presentes neste livro têm como objectivo levar ao conhecimento de todos aqueles que o lerem. as espécies de ácaros e insectos que contribuem como auxiliares no combate aos inimigos que afectam as culturas. entendemos que seria de grande utilidade para todos os que se interessam pela agricultura. Ilda Ramadas Eng.

assim. Bombus. Os parasitóides são insectos de tamanho muito reduzido. de coleópteros e de outros insectos. conforme o modo como actuam: parasitóides e predadores. etc. presente em todos os ecossistemas agrários. A sua acção benéfica na limitação de variadas pragas é um importante factor na protecção das culturas. Megachiles. no âmbito deste trabalho. um recurso natural gratuito e renovável. A maioria dos parasitoides são muito especializados. bactérias e outros organismos auxiliares. Não entram. Os artrópodes auxiliares da agricultura podem dividir-se em dois grandes grupos. por isso. destacam-se inúmeras espécies de Himenópteros – parasitas de afídeos. por vezes maiores que os insectos e ácaros que lhes servem de alimento e têm necessidade de consumir um grande número de presas para completarem o seu desenvolvimento. ser tida em conta. aves. de ovos de lepidópteros – e de Dípteros Taquinídeos – moscas parasitas de larvas de lepidópteros. um só indivíduo podería dar origem a uma descendência de milhões. fungos. A maioría dos predadores são insectos e ácaros polífagos. eventualmente com determinadas preferências alimentares. parasitando apenas uma espécie ou grupo de espécies bem definidos. ao qual provocam a morte. Entre os parasitoides. Os predadores têm vida livre em todos os estádios do seu desenvolvimento. Atingem dimensões relativamente elevadas. Os insectos polinizadores ( Abelhas. A presença dos auxiliares deve. contudo. Os ácaros e insectos auxiliares constituem. I n t r o d u ç ã o 9 . A protecção e incremento das populações de auxiliares e dos seus habitats é essencial no desenvolvimento de todas as práticas da Protecção e da Produção Integrada. No ecossistema agrário. se não existissem meios de regulação naturais que limitassem tal proliferação. Em poucas semanas. que podem contribuir para a diminuição considerável da população das pragas das culturas. ao planear e decidir cada tratamento fitossanitário. cada auxiliar tem a sua função e o equilíbrio final obtido na limitação natural das pragas. Um desses mecanismos reguladores é formado por um complexo de insectos. ) são também auxiliares e tão importantes em certas culturas como a adubação ou a rega. de cochonilhas. inferior ao dos hospedeiros e reproduzem-se normalmente à custa de um só insecto parasitado. resulta da actuação e interacção de todos os organismos úteis à agricultura.Introdução Os artrópodes prejudiciais à Agricultura têm uma grande capacidade de reprodução. ácaros.

Aos leitores interessados em aprofundar o conhecimento do fascinante mundo dos auxiliares. recomendamos a consulta e estudo da vasta bibliografia especializada disponível. antocorídeos. com os significados respectivos. adquiridos em estudos realizados no Entre Douro e Minho nos últimos anos. sob o título genérico de Artrópodes Auxiliares na Agricultura. nessa fase. sublinhados no texto. Apresentam-se os ácaros e insectos auxiliares agrupados por Ordens e descrevem-se as Famílias e por vezes. numa primeira fase do seu desenvolvimento. Sirfídeos. vivem como parasitoides e posteriormente como predadores. no entanto. Alguns deles. Antocorídeos e outros. onde se encontram os Auxiliares mais importantes. os Géneros. Os adultos alimentam-se de pólen e néctar de flores ou de meladas. utilizadas em luta biológica. joaninhas. mas também de diversos insectos e mesmo de pólen e fungos. em certos períodos de carência de presas. contam entre os seus membros com algumas espécies predadoras e parasitoides. Numerosas famílias de artrópodes aqui não citadas. a ser entomófagos. Sendo este um trabalho de síntese e de divulgação. no Glossário anexo. os principais grupos de ácaros e de insectos auxiliares. É o que acontece com muitas crisopas. Crisopídeos. as suas características. alimentando-se sobretudo de ácaros fitófagos. Coccinelídeos. Em escritos de carácter técnico. procuramos expor o assunto de modo simples e acessível aos leitores a quem o dedicamos: agricultores e estudantes. Os ácaros auxiliares são sempre predadores. Procuramos aínda divulgar conhecimentos sobre auxiliares. nabídeos e outros. bem como a sua sempre aliciante observação na natureza. As larvas e ninfas dos predadores e parasitóides são geralmente entomófagas.Antrópodes Auxiliares na Agricultura O grupo dos predadores engloba espécies de artrópodes pertencentes a diversas ordens. descrevem-se de modo sucinto. 10 . Neste trabalho. famílias e géneros: Ácaros. biologia e interesse prático no controlo de pragas das culturas. mas podem também continuar. Existem aínda algumas espécies de auxiliares que. encontram-se. é necessário utilizar conceitos e termos técnicos. Julgamos útil destacar algumas das Espécies mais conhecidas e de maior impacto na limitação das pragas e em certos casos.

no entanto.uma imagem que mostra claramente diversos parasitoides a rectamente. embora não os tives. Em 1662. 11 B r e v e s N o t a s H i s t ó r i c a s . na Holanda. por si observados no interior de uma lagarta da couve (Pieris brassica L. 1. com o italiano Aldrovandi. outro naturalista. que seríam os “ovos da lagarta”… No século XVIII. uma vez que o texto do livro não é explícito. em trabalhos então divulgados. editou pela primeira vez sem. na China antiga. Na Europa. descreveu e desenhou pela primeira vez um parasitoide de uma lagarta que vive sobre os salgueiros.. Não se sabe. António Vallisneri. só depois do Renascimento do século XVI. teriam os agricultores de tempos mais recuados.. para combate a algumas pragas dos laranjais. 1977) publicou em 1602 a descrição dos casulos de ninfose do parasita gregário Apanteles glomeratus L. em 1706. Goedaert. no entanto. interpretado cor. Em 1701. no seu livro Metamorphosis et Historia Naturalis Insectorum. de Pádua. pensando. descreveu também correctamente o fenómeno do parasitismo entre os insectos. se deram os primeiros passos no conhecimento científico dos fenómenos de parasitismo e predação entre os insectos. na altura.). sobre os artrópodes auxiliares na Agricultura. (In DeBach. Anos depois. que se compreendeu o que representou. da formiga Oecophylla smaragdina F. cientista e construtor de microscópios de Delft.Fig. Antoni van Leeuwenhoek. novos estudos foram melhorando o conhecimento dos Auxiliares. diversos naturalistas europeus observaram e publicaram escritos sobre casos de parasitismo entre os insectos. Sabe-se da utilização.Breves Notas Hitóricas* Não dispomos de muitas informações sobre os conhecimentos e práticas que. J. No início do século XVII. Foi o que aconteceu sair da crisálida de uma borboleta.

entre 1734 e 1742. em 1800. (Vedalia (= Rodolia) cardinalis). em 12 . que se viria a revelar um predador plenamente eficaz no controle daquela praga.Fig. e Carl DeGeer. Erasmus Darwin. salvando a citricultura da Califórnia do desastre. de tal modo que no espaço de um ano. fizeram-se os primeiros ensaios de utilização de insectos auxiliares na Agricultura. provavelmente da Austrália ou da Nova Zelândia. os entomologistas enviados à Austrá. pondo os ovos. No entanto. foram invadidos e quase destruídos pela cochonilha algodão (Icerya purchasi). Em 1888. em trabalhos de 1752 e 1778. descreveram cuidadosamente a biologia de diversos insectos parasitoides e predadores. prosseguiram as investigações e em meados desse século. 2. Gravura das “Memoires” de Réaumur. publicou em Londres. Em baixo.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Reaumur. só em 1889 se realizou a primeira experiência moderna de luta biológica em larga escala. O primeiro foi a introdução da Vedalia. Um lia em busca dos inimigos naturais Himenóptero Icneumonídeo em cima. nas suas Mémoires pour servir a l’histoire des insectes. introduzida por acidente. Por todo o século XIX. a infestação de Icerya estava controlada. dadas à estampa em Paris. nos EUA. Introduzida nos laranjais californianos em 1889. outros parasitoides. ali descobriram uma joaninha. Depois de várias tentativas mal sucedidas. 1977) daquela cochonilha. os laranjais da Califórnia. revestida de pleno êxito. 1742. um manual de agricultura e jardinagem – Phytologia – onde recomendava a utilização de sirfídeos para o controle de afídeos em estufas. (In DeBach. Em Portugal são conhecidos alguns casos de luta biológica já nos fins do século XIX e início do século XX. avô de Charles Darwin. a Vedalia aclimatou-se e reproduziu-se.

Durante o meio século seguinte. foram introduzidas e aclimatadas sucesFig. os serviços agrícolas do Estado forneceram gratuitamente a Vedalia aos citricultores. em 1930. apenas aí se apresenta pela primeira vez em Portugal. o coccinelídeo Criptolaemus montrouzieri. publicou no Porto. acentuado depois da II Guerra Mundial. Entre 1918 e 1929.º Eduardo Sousa de Almeida. foi introduzido. sob o título Os Auxiliares. para o combate à Icerya em laranjais dos arredores de Lisboa.* Este parasitoide encontra-se com frequência nos pomares de Entre Douro e Minho. para dos organismos auxiliares na Agricultura. Entre 1922 e 1933. “Os Auxiliares – meios biológicos de luta contra sivas populações do himenóptero os insectos”. Embora este tema viesse sendo tratado desde o século anterior. 13 B r e v e s 1897. o conceito e a expressão de Luta Biológica. salientando ao mesmo tempo a importância de organismos Auxiliares diversos na Agricultura. que durante anos os Serviços Agrícolas do Estado viriam também a reproduzir e a distribuir pelos fruticultores para o combate às cochonilhas. prove. uma das Cartilhas do Lavrador. controlo do pulgão-lanígero da macieira*. Procurando desenvolver o interesse por estas questões. a partir de França e de Espanha. pioneiro em Portugal. no que foi o primeiro ensaio de luta biológica moderna levado a cabo na Europa. sobre a importância nientes de França e Espanha. o Eng. Livro parasitoide Aphelinus mali. 3.de divulgação. assistiu-se ao abandono generalizado dos tra- N o t a s H i s t ó r i c a s . 1930. originário da Austrália. Com o desenvolvimento da indústria fitofarmacêutica moderna. de Eduardo Sousa de Almeida.

de auxiliares exóticos. Tornou-se fácil adquirir todos estes ácaros e insectos. são multiplicados e distribuídos na Europa cerca de 4 centenas de espécies de artrópodes auxiliares. pareciam vir resolver definitivamente o velho problema da luta contra as pragas das culturas. graves problemas de poluição da água e dos solos e extermínio de aves.. foi retomada em considerável escala a investigação no âmbito do conhecimento dos Auxiliares e da luta biológica. Simultaneamente. também tem sido feita nesta nova fase. bem como consequências muito negativas para a saúde humana. e Cales noacki em 1977. podemos citar a introdução dos himenópteros afelinídeos Prospaltella perniciosi em 1970. 14 .Poucas déFig. alguma investigação sobre os auxiliares autóctones. que. Folheto de 1939. Começaram a surgir resistências das pragas aos pesticidas. Como exemplos. têm sido realizados numerosos levantamentos de campo e elaboradas listas de insectos e ácaros úteis autóctones. Os novos produtos químicos fitofarmacêuticos então descobertos e desenvolvidos. que acompanhava as remessas de Vedalia cadas passadas. acompanhada de trabalhos de aclimatação e reprodução. registando-se já hoje assinaláveis progressos neste domínio. sobretudo alguns horto-floricultores vêm utilizando entre nós. verifi. do coccinelídeo Nephus reunioni em 1981. geralmente sem o acompanhamento técnico adequado. etc. em numerosas culturas. a partir dos anos 70 do século XX. Procurando novas soluções para a protecção das culturas. No nosso país. e introdução. peixes e outros animais. Na actualidade. do himenóptero encirtídeo Leptomastix dactylopii em 1972/75.Antrópodes Auxiliares na Agricultura balhos de investigação sobre os insectos auxiliares e as práticas de Luta biológica a eles ligadas. cou-se que assim não era. utilizados em Luta Biológica contra as mais diversas pragas. em diversas regiões.fornecidas aos citricultores para a luta contra a Icerya. 4.

França e outros países. como já se verificou. da Produção Integrada). * Notas coligidas de Paul DeBach. poderão constituir um factor de sucesso fundamental da Protecção Integrada contra as pragas das culturas. racionalizar a protecção das culturas contra pragas e doenças. 15 B r e v e s N o t a s H i s t ó r i c a s . bem como a vulgarização de práticas de Luta biológica. para a introdução descontrolada de novas espécies de artrópodes auxiliares. os conceitos e práticas da Protecção Integrada (e mais tarde. dos seus habitats e locais de refúgio e hibernação. na actualidade. integrando todos os meios conhecidos disponíveis – culturais. químicos e biológicos – para assegurar uma protecção eficaz. A partir de meados do século XX. causando o mínimo de prejuízos ao ambiente e economizando recursos. cuja presença os levantamentos vão assinalando aqui e ali e cujas consequências se desconhecem ainda. Baeta Neves e Pedro Amaro (obras citadas na Bibliografia).Este facto contribuirá. como evolução lógica do processo. inspirando-se em muitos dos métodos e conhecimentos utilizados desde o fim do século XIX nas Estações de Avisos. foram desenvolvidos na Suíça. A protecção dos auxiliares. A Protecção Integrada procura.

Ácaros e Insectos Auxiliares da Agricultura .

contudo. de movimentos muito rápidos. pela sua abundância nas culturas e pela sua eficiência como predadores preferenciais de ácaros fitófagos. Erythraeidae. 19 Á c a r o s Encontrando-se habitualmente na página inferior das folhas. (Tamanho real: 0.5 mm).ª Maria Amália Xavier para inclusão no presente livrinho. junto às nervuras. Os ácaros úteis têm aspecto semelhante ao de uma pequena aranha (0. brilhantes. como os ácaros tetraniquídeos.5 mm) Amblyseius californicus.5 mm) * Este capítulo foi gentil e generosamente redigido pela Eng. Cheyletidae. Anystidae. Stigmaeidae. mas é facilitada com o auxílio de uma lupa que aumente 3 a 5 vezes. (Tamanho real: 0. a sua observação é possível a olho nu. embora a sua colora- P r e d a d o r e s .). o que leva a que estes ácaros sejam considerados de grande importância sob o ponto de vista agrícola. Hemisarcoptidae. etc. Maria Amália Xavier Maria Amália Xavier Amblyseius andersonii.Ácaros Predadores* Família dos Fitoseídeos (Phytoseiidae) Existem diversas famílias de ácaros predadores (Tydeidae.. Trombidiidae. Destaca-se. normalmente incolores ou esbranquiçados. a família Phytoseiidae.

envolvido num saco gelatinoso. O local da postura varia de espécie para espécie. Os ácaros têm quatro pares de patas. mas como órgão sensorial. Os ovos são de forma oval e incolor. que são redondos e alaranjados. injectando saliva no alimento a ingerir e absorvendo-o de seguida através de uns estiletes. Realizam uma pré-digestão. As suas peças bucais são constituídas por quelíceras e palpos. embora este número dependa da espécie. é introduzido no orifício genital da fêmea adulta através dos quelíceros. deutoninfa e adulto. pode variar entre os 30 a 60.Antrópodes Auxiliares na Agricultura ção esteja dependente do tipo de alimento ingerido. ao longo da sua vida. Por exemplo. A fecundação é indirecta. a fêmea é maior e com aspecto piriforme e o macho tem um tamanho semelhante ao da deutoninfa. persimilis faz a postura no 20 . Os outros estádios têm forma semelhante. Normalmente. excepto os da espécie Phytoseiulus persimilis. protoninfa. Por exemplo. O esperma. durando apenas alguns minutos. da temperatura e do tipo de alimento. da temperatura e do tipo de alimento. As mudanças de estádios são muito rápidas. Biologia O ciclo evolutivo normal compreende os seguintes estádios: ovo. o fitoseídeo toma uma cor avermelhada. embora este tempo dependa da espécie. Nas fases imaturas não é possível distinguir o macho da fêmea. O número de ovos postos pela fêmea. os ácaros ficam imóveis por momentos para a mudança de tegumento. As larvas têm apenas três pares de patas e os outros três estádios têm quatro. são usadas para segurar e fraccionar o alimento. embora o seu tamanho e mobilidade aumente de estádio para estádio. O primeiro par não funciona como orgão de locomoção. Os ácaros fitoseídeos não ingerem alimentos sólidos. Os palpos têm função sensorial e as quelíceras em forma de pinça. a duração do ciclo evolutivo dos ácaros fitoseídeos é de uma semana. No estádio adulto. o correspondente às antenas de alguns insectos. larva. o P. se a presa for o aranhiço vermelho (Panonychus ulmi). A postura dá-se pouco tempo depois da fecundação.

interior das colónias de aranhiço vermelho e o E. Amblyseius californicus. stipulatus nas folhas onde existir um elevado grau de humidade para evitar a dessecação dos ovos. Typhlodromus phialatus julga-se que pode ter uma função importante nas vinhas no controle de Tetranychus urticae. pequenos arbustos e extracto graminícola. Amblyseius cucumeris. pólen e meladas. Amblyseius andersoni é importante no combate ao Panonychus ulmi e Amblyseius californicus tem uma boa acção na luta contra Tetranychus urticae. tarsonemídeos. A sua distribuição é feita fundamentalmente em função da existência de presas. Nos citrinos. o aumento do nível populacional da praga. fungos. pequenos psocópteros. As espécies de ácaros fitoseídeos consideradas com maior interesse sob o ponto de vista agronómico são: Euseius stipulatus. Em pomares. uma vez que não se alimentam das plantas. embora haja preferência pelas culturas arbóreas. Amblyseius andersoni. acarididos. tenuipalpídeos. 21 Á c a r o s P r e d a d o r e s . os ácaros fitoseídeos podem mesmo reduzir as populações de P. eriofiídeos. Euseius stipulatus é considerado o predador por excelência do Panonychus citri. se necessário. Este regime alimentar tão variado é utilizado pelos fitoseídeos conforme as disponibilidades. em pomares. Regime alimentar Os ácaros fitoseídeos desenvolvem-se à custa de uma grande variedade de alimentos: tetraniquídeos. Typhlodromus phialatus. Amblyseius barkeri e Phytoseiulus persimilis. tideídeos. o que lhes permite permanecer na planta durante todo o seu ciclo vegetativo e acompanhar. ulmi a um nível tão baixo que dispense a realização de tratamentos químicos contra esta praga. Interesse prático Os ácaros fitoseídeos não são específicos de determinadas culturas. tripes.

Typhlodromus rhenanoides. sendo este o ácaro fitoseídeo mais conhecido e utilizado em luta biológica. Typhlodromus phialatus. Euseius stipulatus. Phytoseius plumifer. Os níveis populacionais de ácaros predadores observados durante este estudo foram muito baixos.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Phytoseiulus persimilis é práticamente o predador exclusivo de Tetranychus urticae. Foi mais frequentemente encontrada a espécie Kampimodromus aberrans nas castas de Vinha Alvarinho e Loureiro. Num estudo realizado na Região sobre a acarofauna existente em vinhas do Entre Douro e Minho.Amblyseius californicus. 22 . família Ascidae – Proctolaelaps pygmaeus. Typhlodromus pyri. Kampimodromus aberrans. identificaram-se as seguintes espécies predadoras: família Phytoseiidae . Amblyseius cucumeris. Typhlodromus transvaalensis. A sua eficácia levou a que se produzisse em massa e se comercializasse.

geralmente em grupo. de forma mais ou menos hemisférica. em abrigos diversos. os auxiliares mais conhecidos dos Agricultores. porventura. de colorido vistoso. O desenho das asas e a combinação de cores varia de espécie para espécie e com frequência dentro da própria espécie. que lhes permitem triturar os insectos e ácaros de que se alimentam. Os ovos são colocados. os coccinelídeos (joaninhas) são. sobre as folhas e outros órgãos vegetais. debaixo de pedras. e asas. em fendas de muros. As larvas e os adultos possuem fortes mandíbulas. Postura de Adalia bipunctata junto a uma colónia de afídeo cinzento da macieira. 23 O r d e m C o l e ó p t e r o s Carlos Coutinho Carlos Coutinho . em muitas espécies.Ordem dos Coleópteros Família dos Coccinelídeos (Coccinelidae) Insectos de pequenas a médias dimensões. Biologia As joaninhas hibernam na forma adulta. quase sempre em grupo. d o s ACTA Larva e imago de Coccinelídeo afidífago (Coccinella septempunctata). Postura de Coccinella septempunctata em folha de planta de Absinto infestada por afídeos. protegidos da humidade – na casca das árvores.

Na Primavera. entre outros objectivos escapar aos predadores naturais que as joaninhas também têm. apenas uma geração anual. É o caso de Adalia bipunctata. passam também por períodos de repouso estival (estivação). geralmente. por vezes a mais de 4 mil metros de altitude. ACTA Propylaea quatuordecimpunctata alimentando-se numa colónia de afídeos. (Tamanho real: 4. e donde regressam na Primavera para as áreas cultivadas. onde passam o Inverno em diapausa.. com um período de diapausa que se prolonga do final da Primavera ou início de Verão. ao início da Primavera do ano seguinte. prolongada por várias semanas. Algumas espécies. Coccinella septempunctata(1) e Propylaea quatuordecimpunctata.Antrópodes Auxiliares na Agricultura em buracos da madeira. além do repouso hibernal (hibernação). 24 Carlos Coutinho . Algumas espécies passam o Inverno em dormência ou quiescência. Note-se. Outras. por exemplo. O número de gerações anuais de cada espécie é muito variável. etc. Duas das formas mais comuns de Adalia bipunctata. os restos dos afídeos consumidos pela joaninha. na imediação das culturas. terá.5mm) (1) A Coccinella septempunctata tem. Esta migração. no lado esquerdo da imagem. as fêmeas saem dos abrigos e iniciam a postura. são capazes de efectuar migrações para zonas montanhosas longínquas. como a Coccinella septempunctata.

ácaros. quer no estado larvar. em busca de alimento. As joaninhas reagem à abundância de alimento por um acréscimo do consumo. pode consumir durante a sua vida cerca de 1000 afídeos. (Tamanho real: 5mm) Carlos Coutinho Imago de Propilaea quatuordecempunctata (Tamanho real) Regime Alimentar e Importância Prática As joaninhas alimentam-se de afídeos. Podem também alimentar-se de pólen durante curtos períodos de carência de presas. psilas. deslocando-se incessantemente. 25 O r d e m d o s C o l e ó p t e r o s .Coccinella septempunctata. Carlos Coutinho Carlos Coutinho Tamanho real Larva de Scymnus sp. Uma joaninha afidífaga. Alimentando-se numa colónia de afídeos (Aphis nerii). pequenas larvas e outros artrópodes de corpo mole. quer no de imago. uma postura e reprodução elevadas e pelo prolongamento da sua presença nas culturas. ovos de outros insectos. cochonilhas. por exemplo.

procurando activamente os locais onde existe abundância de presas e abandonando-os quando estas escasseiam. José. pode por si só limitar eficazmente as populações de ácaros. o consumo necessário ao desenvolvimento larvar de um Stethorus pode atingir 200 ácaros. hortícolas e horto-floricolas. conjugada com a do Himenóptero parasitoide Prospaltella perniciosi. ou seja. predador de Cochonilhas. batata. A espécie Stethorus punctillum é um predador efectivo de populações médias e altas de ácaros. é um predador de limpeza. Tem eficácia potencial importante. A utilização destas espécies em luta biológica nos pomares. em variadas culturas arborescentes. A espécie deste Género tida como mais abundante é Scymnus subvillosus Goeze. hortícolas e outras culturas e podem exercer um controlo eficaz deste e de outros ácaros tetraniquídeos. (Tamanho real: 1. As joaninhas acarófagas do género Stethorus são predadores de ovos e de formas móveis do aranhiço vermelho (Panonychus ulmi) em pomares. predador de afídeos e de coccídeos (cochonilhas) muito comum. encontra-se com abundância em culturas de milho. As joaninhas do Género Scymnus são predadores de limpeza. (Tamanho real: 3 a 5mm) populações de afídeos em árvores de fruto e abandonando-as no momento em que estas tendem a diminuir e a desaparecer. cereais de pragana. predador de bipustulatus e Exochomus quadripustulatus ácaros. predando activamente afídeos e eventualmente outros insectos fitófagos. O consumo diário das fêmeas de Stethorus em ovoposição pode ser superior a 40 formas móveis de ácaros. É utilizado em luta biológica. 26 ACTA ACTA . afidífaga muito vulgar. beterraba sacarina. é capaz de reduzir a níveis toleráveis as populações daquela cochonilha. atacando grandes Exochomus quadripustulatus.Antrópodes Auxiliares na Agricultura A joaninha de sete pontos (Coccinella septempunctata).5mm) têm eficácia potencial importante no controlo da cochonilha de S. As joaninhas coccidífagas Chilocorus Stethorus punctillum.

(Tamanho real: 7mm). (Tamanho real: 5mm) 27 O r d e m d o s C o l e ó p t e r o s . (Tamanho real: 5mm). Carlos Coutinho Carlos Coutinho Carlos Coutinho Larva de Coccinella septempunctata.Carlos Coutinho Larva de Adalia bipunctata. Esta esécie pode apresentar diversas outras formas. (Tamanho real: 6mm). Carlos Coutinho Carlos Coutinho Imagos de Coccinella septempunctata em acasalamento. (Tamanho real: 10mm). joaninha frenquente nos pomares. Imago da forma mais frequente de Adalia bipunctata. São já visíveis os pontos negros que aparecerão nas asas do insecto adulto. (Tamanho real: 5mm). Larva de Adalia bipunctata. Pupa de Coccinella septempunctata.

28 Carlos Coutinho ACTA ACTA . (Tamanho real: 3mm). importante predador da cochonilha de S. Imagos de Rodolia cardinalis. (Tamanho real: 3mm). (Tamanho real: 4mm). (Tamanho real: 4mm). predador da cochonilha algodão dos citrinos (Icerya purchasi) (Tamanho real: 4mm). José (Quadraspidiotus perniciosus).Antrópodes Auxiliares na Agricultura Carlos Coutinho Pupa de Scymnus sp. Carlos Coutinho Imago de Chilocorus bipustulatus. predador de afídeos. predador de cochonilhas. (Tamanho real: 4mm). Ninfa de Chilocorus bipustulatus. Carlos Coutinho Cochonilha da laranjeira (Icerya purchasi). Imago de Scymnus apetzi.

recomenda-se a não mobilização do solo em viticultura e fruticultura. dos mais pequenos com 2 mm. em taludes e sebes. Os Carabídeos têm a particularidade de matar ou ferir todos os insectos que encontram. em perseguição de insectos que lhes servem de alimento. muito para além das suas necessidades alimentares. psilas. de lagartas. têm sulcos ou pontuações nos élitros. até aos maiores que chegam a atingir 4 cm. Como medidas para a protecção dos Carabídeos.Família dos Carabídeos (Carabidae) Predadores de solo. por revestimentos totais ou parciais do solo. ao emergirem na Primavera seguinte. Os carabídeos procuram locais sombrios – muitos deles têm hábitos nocturnos – hibernam na perifería dos campos. optando. lesmas e caracois. Os adultos voam pouco e deslocam-se velozmente pelo solo. Em geral. Também podem comer sementes e matérias vegetais diversas. embora se observem reflexos metalizados de diversos tons em muitos deles. donde se dirigem para os terrenos cultivados. 29 O r d e m d o s C o l e ó p t e r o s . A maioria são de cor negra. como o escaravelho da batateira ou a melolonta. O regime alimentar das larvas dos Carabídeos é constituído essencialmente por insectos e lesmas. Este grupo de insectos apresenta uma grande variedade de cores. afídeos. nas culturas anuais onde esta for viável e a não aplicação de insecticidas de solo. São extensíveis aos Carabídeos as medidas de protecção recomendadas para todos os auxiliares. ovos e larvas de coleópteros. alimentando-se aí de aleuroides. sobretudo em culturas arvenses e hortícolas. por exemplo. a adopção da prática da sementeira directa. Certos carabídeos podem controlar eficazmente algumas pragas. larvas e pupas de moscas. formas e tamanhos. muito sensíveis aos pesticidas e aos amanhos culturais.

de preferência nas flores de plantas da Família das Umbelíferas. Os adultos alimentam-se de pólen. Mimopinophilus siculus (Kraatz. A maioria das espécies é predadora. Têm élitros curtos. Algumas espécies de maior porte também se alimentam de lesmas. Louis Figuier Os estafilinídeos são pequenos insectos dotados de grande modalidade. com interesse como auxiliares. numa atitude defensiva. As ninfas. conhecidas em Portugal: Philonthus turbidus Erichson. aleuroides.1937. vitic. . ovos de afídeos e outros. mantêm erguido o ápice do abdómen. Aparecem frequentemente em substâncias vegetais ou animais em decomposição.1839-40. voam ou correm rapidamente.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Família dos Estafilinídeos (Staphylinidae) Os estafilinídeos são insectos de coloridos muito diversificados e tamanhos oscilando entre os 4 e os 40 mm. São muito activos. quando se deslocam. 30 Revue Suisse hort. Algumas espécies de Estafilinídeos.1852. Astenus uniformis Jacquelin du Val.1829). Procirrus lefebvrei (Latreille. arbor. Achenium impressiventre Koch. tisanópteros. presentes em variados meios naturais. 1856-58). deixando a descoberto grande parte do abdómen. São predadores de ácaros.

a partir de locais de refúgio ou de hibernação. quase sem se deslocarem. em dias quentes e límpidos. de morfologia muito diversa. com os quais escapam habilmente aos predadores. Hibernam na forma de larvas. de pupas ou de fêmeas adultas fecundadas.Ordem dos Dípteros (Diptera) Família dos Sirfídeos (Syrphidae) São conhecidas no nosso país cerca de 60 espécies de sirfídeos. S. sendo capazes de colonizar rapidamente os terrenos cultivados. As larvas de um elevado número de espécies destes Dípteros encontram-se entre os mais activos predadores de afídeos presentes nos ecossistemas agrários. São os primei- 31 O r d e m d o s D í p t e r o s Carlos Coutinho . batendo as asas com grande rapidez e fazendo depois voos curtos. Estas últimas chegam a voar no Inverno. embora sem interromper a diapausa reprodutiva. Os sirfídeos adultos têm assinalável mobilidade. Uma característica dos sirfídeos é a sua capacidade de permanecer no ar. Falk Biologia As muitas espécies conhecidas apresentam ciclos de desenvolvimento bastante diferenciados.

(Tamanho real: 1mm) Ovo de sirfídeo em. (“larva – lesma”) deslocam-se com dificuldade. Uma fêmea de sirfídeo põe 500 a 1000 ovos durante a sua vida. No último estádio de desenvolvimento. isolados. ápodas e acéfalas. dando origem às pupas. Por isso. (Tamanho real) Larva de sirfídeo a comer um afídeo da macieira (Aphis pomi). donde emergirá mais tarde novo insecto adulto. toda a fase larvar destes insectos se desenvolve na colónia de afídeos junto da qual nasceram ou nas suas proximidades. Os ovos são depostos sobre as folhas. em Março ou Abril. em forma de gota ou de tonelete. imobilizam-se e fixamse sobre as folhas e ramos. Nesta altura. no início dos ataques de afídeos nas culturas. onde irão nascer as larvas. dispondo assim de alimento no momento da sua eclosão. (Tamanho real: 6 mm) 32 Carlos Coutinho Carlos Coutinho Carlos Coutinho . junto das colónias de afídeos. as larvas medem 1 a 2 cm. Ovo de sirfídeo. As larvas.Antrópodes Auxiliares na Agricultura ros predadores a intervir.

o que os coloca entre os principais insectos polinizadores. Os sirfídeos têm um enorme potencial de reprodução e de consumo de alimentos. alimentando-se de pólen sobre uma flor de pampilho. As fêmeas necessitam de pólen como complemento alimentar para o desenvolvimento dos fenómenos de reprodução (ovogénese e ovoposição). (Tamanho real: 6 mm) Adulto de uma espécie de sirfídeo por vezes confundida com abelhas. Uma só larva pode destruir 400 a 600 afídeos no decurso dos 8 a 15 dias do seu desenvolvimento.Regime alimentar e importância prática Os Sirfídeos adultos são florícolas. horto-florícolas ou arbustivas e arbóreas. Estes predadores encontramse em colónias de afídeos de praticamente todas as culturas. Pupa de sirfídeo junto a uma colónia de afídeos (Aphis nerii) numa folha de aloendro. Alguns sirfídeos são também predadores de psilas. (Imagem em tamanho próximo do real) 33 O r d e m d o s . Meladas de afídeos e outras substâncias açucaradas naturais podem servir-lhes de alimento alternativo. dada a semelhança. As larvas atacam diversas espécies de afídeos. consumindo todos os membros das colónias junto das quais nasceram ou onde se conseguem instalar. alimentando-se de pólen e néctar das flores silvestres e das plantas cultivadas. sejam arvenses. D í p t e r o s Carlos Coutinho Carlos Coutinho Carlos Coutinho Sirfídeo de género Episyrphus.

Verifica-se plena actividade destes predadores apenas nos meses mais quentes do Verão.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Família dos Cecidomídeos (Cecidomyiidae) Os Cecidomídeos constituem uma das mais numerosas famílias da Ordem dos Dípteros. são predadoras de afídeos e de cochonilhas. lisa e brilhante. englobando os géneros Aphidoletes e Monobremia. A espécie Aphidoletes aphidimysa vem sendo utilizada em luta biológica. Os adultos medem 1 a 3 mm. provocando galhas nas plantas atacadas. mas são de menor dimensão. ápodes e acéfalas. As populações podem ser muito abundantes no fim 34 Malais & Ravensberg . Biologia Imago de Aphidoletes aphydimiza. têm semelhanças com as dos sirfídeos. No entanto. um pouco mais tarde que os sirfídeos. A maior parte das espécies são fitófagas. com apenas 3 a 5 mm. Encontramse frequentemente estas larvas de cutícula alaranjada. As larvas. sucedendo-se várias gerações durante o período estival. no meio das colónias de afídeos. na sua fase larvar. (Tamanho real: 2 mm) As fêmeas dos cecidomideos predadores entram em actividade na Primavera. Poem 50 ou 60 ovos junto das colónias de afídeos. pelo que o seu desenvolvimento na Primavera é muito lento. As cecidómias necessitam de temperaturas relativamente elevadas. as espécies pertencentes a uma pequena tribo de Cecidomídeos – Aphidoletini –. que constituem a base da sua alimentação.

na falta de afídeos. 35 O r d e m d o s . da estação. pomares. mas. como estas. Até ao momento. horto-floricolas. (Tamanho real: menos de 1 mm) Em períodos de carência de presas. e Dicrodiplosis pseudococci Feit. as larvas de cecidómia também têm actividade coccídífaga. cochonilhas e fungos. A imagem mostra um larva de cecidómia a predar uma larva de cochonilha (Ceroplastes sinensis). alimentam-se de meladas e outras substâncias açucaradas naturais. Regime alimentar e importância prática As larvas dos cecidomideos são essencialmente afidífagas. têm sido encontradas em Portugal as espécies Aphidoletes aphidimyza (Rondani). ácaros ou cochonilhas.Carlos Coutinho Embora sejam essencialmente afidífagas. as larvas de cecidómia chegam a alimentar-se de fungos. ornamentais. cereais e mesmo em inúmeras plantas espontâneas infestadas por afídeos. de hábitos crepusculares e nocturnos. D í p t e r o s Maria de Lurdes Marques Carlos Coutinho Larvas de cecidómias alimentando-se numa colónia de afídeos em meloeiro. podem também consumir ácaros. Os cecidomídeos aparecem nas mais variadas culturas – Vinha. O adultos. muito vulgar e abundante. surpreendidas a comer o micélio do oídio da videira.

Os imagos são moscas com cerca de 2.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Família dos Camaemídeos (Chamaemyiidae) Os Camemiídeos constituem uma pequena família de Dípteros.5 mm. ornamentada por tubérculos que cobrem todo o corpo. de cor acinzentada. mais raramente. Parthenolecanium persicae. Nas fases mais precoces do seu desenvolvimento. uma larva de Camaemídeo consome. As larvas são fusiformes. As larvas de todos os camaemídeos de que se conhecem os hábitos alimentares. Cerca de metade das espécies de camaemídeos conhecidas pertencem ao Género Leucopis e são basicamente predadoras de afídeos. No seu ciclo de vida. Larva de camaemídeo a predar uma colónia de afídeos Carlos Coutinho 36 . cobertas de pruína prateada ou. Pseudococcus longispinus). com cutícula rugosa. As fêmeas depoem os ovos junto das colónias de afídeos que servirão de alimento à larva. são predadoras de insectos Homópteros (afídeos e cochonilhas). São referidas para o nosso país as espécies Leucopomyia alticeps (Czerny) (=Leucopis alticeps Czerny) e Leucopis griseola (Fállen). como predadoras de cochonilhas (Planococcus citri. Os adultos alimentam-se de meladas e outras substâncias açucaradas naturais. dourada. assemelham-se às dos sirfídeos. 20 a 30 afídeos. brancas. por exemplo.

ACTA Imago de Crisopa verde. dos Hemerobídeos e dos Coniopterigídeos. pela sua acção natural na limitação de pragas das culturas e o êxito do seu emprego em Luta Biológica. o que lhes permite devorar totalmente a presa. Em algumas famílias. As peças bucais são do tipo triturador. APH As Crisopas apresentam cores brilhantes. com abundantes nervuras reticuladas. Destaca-se o interesse económico dos Crisopídeos. mais longas que o corpo e. (Tamanho médio: 9 mm) Pertencem ainda à Ordem dos Nevrópteros as Libélulas. à excepção dos Coniopterigídeos. mas que não são tidos como Auxiliares. As famílias de Neurópteros com mais elevado número de auxiliares são as dos Crisopídeos (Crisopas). pois não se encontram com muita frequência nas culturas. olhos semiesféricos salientes e complexa nervulação das asas.Ordem dos Neurópteros (Neuroptera) Distinguem-se pelas grandes asas membranosas e transparentes. formando como que um pequeno “telhado”. predominantemente esverdeadas ou azuladas. ACTA 37 . compridas antenas filiformes. quando em repouso estendem-se ao longo do corpo. as asas. também insectos Entomáfagos. (Tamanho médio: 20 mm) Imago de Hemerobideo.

sobre os frutos. embora possam atingir mais de 700 em situações excepcionais. (Tamanho real: 20 mm) Posturas de Crisopa verde. conforme as espécies. Estes ovos são. As fêmeas adultas deslocam-se a longas distâncias e são muito fecundas. muito característicos por terem um pedúnculo com cerca de 1 a 2 cm. em numerosas espécies. Os adultos têm actividade alimentar e reproductiva essencialmente crepuscular e nocturna. como a Chrysopa flava e a C. podem dar origem. A fêmea depõe os ovos em grupo ou isolados. As Crisopas têm tendência a depositar os ovos na proximidade de colónias de afídeos ou cochonilhas e em folhas infestadas por ácaros. O pedúnculo tem a função de proteger o ovo do canibalismo e da predação por outros insectos.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Família dos Crisopídeos (Crisopas) (Chrysopidae) Biologia Os Crisopídeos são insectos de pequenas a médias dimensões – 5 a 55 mm de comprimento. Algumas espécies de crisopídeos produzem ovos sésseis (sem pedúnculo). unindo os pedicelos e formando assim um pequeno “bouquet” Maria Amália Xavier Carlos Coutinho . põem ovos em grupo. 38 R. Em boas condições. flavifrons. conforme a qualidade e quantidade de alimento disponível. nos ramos e mesmo nos postes de armação de vinhas. em média a 400 ovos durante a sua curta vida. Martin Imago de Crisopídeo. (Tamanho real: 8-13 mm) Algumas espécies. nas folhas. pomares e estufas.

Por exemplo. são predadores de limpeza. ninfas ou adultos. as larvas. ao fim de vários dias. donPostura agrupada de C. Estas podem ter alguma actividade durante o Inverno. pécies de Crisopídeos. Nas condições do nosso clima temperado. acinzentadas. com des. dos quais os mais vulgarmente encontrados são: Chrysoperla carnea. Pouco antes da metamorfose. septempunctata de sairá novo insecto perfeito. Chrysopa formosa e Chrysopa pallens (Quadro). sob a forma de larvas. mantendo. susceptíveis de efectuar um controlo efectivo de infestações de afídeos e outras pragas. móveis. todas as espécies conhecidas do Género Chrysoperla hibernam sob a forma de imago. Algumas esOvo isolado de Chrysoperea carnea. de forma globular. Em Portugal continental são conhecidas cerca de 25 espécies de Crisopídeos. as diferentes espécies de Crisopídeos passam o Inverno no estado de diapausa. fusiformes. no entanto a diapausa reproductiva.Os ovos são largamente disseminados no meio natural e deles nascem.(Tamanho real: 8 mm) taque para a Chrysoperla camea. Carlos Coutinho APH 39 . muito activas e polífagas. saíndo em voo nos dias quentes e soalheiros. as larvas tecem o pupário.

as larvas também podem alimentar-se de néctar de meladas de cochonilhas e psilas. A actividade dos Crisopídeos é importante sobre os afídeos em pomares. No decurso do seu desenvolvimento. Italochrysa e Chrysopa. No entanto. transportam. predam activamente ácaros. os estados pré-imaginais e os adultos de variadas espécies de insectos e de ácaros. culturas leguminosas. (Tamanho real: 3mm) Larva de Crisopa alimentando-se de afídeos. (Tamanho real: 5 mm) APH Carlos Coutinho Carlos Coutinho . para assegurarem a reprodução. uma quantidade de detritos vegetais e animais (restos das presas) que lhes servem de camuflagem. protegendo-se assim dos seus predadores. coccídeos e aleuróides. A larva da imagem acima desloca-se coberta de restos de cochonilhas do género Ceroplastes Pupário de Chrysoperla camea. milho. em situações de carência das presas que constituem a sua alimentação mais habitual. uma larva de crisopa pode consumir de 200 a 500 afídeos ou 10 000 ácaros ou ainda 300 a 400 ovos de escaravelho da batateira. Por vezes. As larvas (e os adultos de algumas espécies) das crisopas comem os ovos.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Regime alimentar e importância prática A maioria das espécies conhecidas pertencentes à Família dos Crisopídeos. chega a devorar 30 a 50 ácaros. que dura de 15 a 20 dias. Numerosas espécies de Crisopídeos são entomófagas também no estado adulto. agarrada às sedas que lhes recobrem o corpo. as fêmeas necessitam de ingerir uma certa quantidade de pólen. que lhes dá grandes possibilidades de sobrevivência e os torna muito eficazes no seu controlo de pragas em quase todas as culturas. O Género Chrysoperla é o de maior interesse económico. Apenas numa hora. batata e 40 As larvas de certas espécies de Crisopas pertencentes aos Géneros Mallada. num regime alimentar polífago. afídeos.

APH 41 . No entre Douro e Minho. Têm uma importância menor. mas geneticamente diferenciadas. tem-se observado a presença de Crisopa verde em pomares. As crisopas adultas apresentam cores brilhantes. O período de actividade mais intensa das Crisopas estende-se de Julho a Setembro. a partir do início de Maio. compridas antenas filiformes. em diversas culturas. Em pomar de macieiras não tratado com insecticidas. Tem vindo a ser produzida em massa e utilizada em variados programas de luta biológica. morfologicamente muito semelhantes. Trabalhos recentes em Vinha mostraram que as primeiras posturas aparecem em Junho. cochonilhas (das quais destrói estados imaturos) e moscas brancas (aleuróides). 45% das colónias de Afídeos ocupadas com posturas de Crisopa. assim como no controlo de ácaros em pomares e de psila da pereira. A espécie mais frequente e abundante em Portugal é a Crisopa verde (Chrysoperla carnea)(1) que se encontra disseminada por todo o Mundo. as populações naturais do que se convencionou designar por crisopa verde. sobre os ovos e larvas de lepidópteros e coleópteros diversos. chegámos a observar. são constituídas por indivídios pertencentes a numerosas espécies. ocupando os mais diversos meios e substratos vegetais. mas sempre em pequena quantidade. olhos semi-esféricos salientes e complexa nervulação das asas. Os adultos alimentam-se de néctar e pólen de flores e de meladas de insectos picadores-sugadores. predominantemente esverdeadas ou azuladas. (1) De acordo com os resultados de investigações recentes. mais frequentemente nas folhas que nos cachos.hortícolas. no início de Julho.

um pouco mais pequenos que estas. As fêmeas possuem elevada capacidade de postura (1000 a 2500 ovos. apresentam uma ligeira penugem sobre as asas e o corpo. Conhecem-se na nossa entomofauna outras espécies de Hemerobideos. Têm uma a três gerações por ano. que varia entre o bege acinzentado e o castanho escuro. (Tamanho real: 6mm) Biologia O modo de vida dos Hemerobídeos aproxima-se do das Crisopas. conforme as espécies). como Boriomya subnebulosa. conforme as espécies. Martin . A espécie Hemerobius humulinus L. (Tamanho real: 6mm) R. 42 ACTA Larva de Hemerobídeo. os ovos dos Hemerobídeos não têm pedúnculo e as suas larvas são mais pequenas. Imago de Hemerobídeo. Distinguem-se ainda pela cor. onde tem no piolho verde da macieira (Aphis pomi) e nos ácaros os seus alimentos preferidos. aparecendo com frequência nos pomares.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Família dos Hemerobídeos (Hemerobiidae) Os Hemerobídeos têm muitas semelhanças com as Crisopas. Ao contrário das Crisopas. é comum entre Douro e Minho. Os imagos. Encontram-se adultos nas culturas de Março a Outubro.

Hemerobídeo adulto.Regime alimentar e importância prática As larvas e os adultos são muito vorazes e alimentam-se sobretudo de afídeos e ácaros. Por isso. leguminosas e milho. hortícolas. Nos pomares. cochonilhas e thrips. embora a sua abundância nas culturas seja bastante menor. batateira. a eficácia destes insectos no controlo das pragas é reduzida. A actividade predadora dos Hemerobídeos é comparável à das Crisopas. (Tamanho real: 6mm) CTIFL 43 . apesar do seu interesse no conjunto da entomafauna auxiliar. Consomem também ovos de borboletas diversas e pequenas lagartas em pomares. vinhas e culturas hortícolas procuram activamente ácaros.

de cochonilhas e de aleuróides (mos. Não confundir com as moscas Brancas das estufas. onde passam o Inverno. Na Primavera seguinte. ACTA Imago de coniopterigídeo. chegando a consumir 30 a 40 ácaros por dia. Em Portugal encontram-se as espécies Conwentzia pineticula. as larvas refugiam-se nas gretas dos troncos e ramos. as larvas consomem 15 a 35 ácaros por dia. passam geralmente despercebidos. No Outono. semelhante aos aleuroides. conforme o seu estádio de desenvolvimento. dos quais comem os adultos e os ovos. Como são insectos de muito reduzido porte. emergem na forma de insectos perfeitos. etc. Por sua vez. Estão activos da Primavera ao Outono. psociformis. O corpo e as asas estão cobertos de uma substância cerosa. 44 Maria Amália Xavier CTIFL . etc. Os adultos são muito vorazes.(Tamanho real: 1mm) ca branca). C. aparecem como predadores de ácaros e de cochonilhas. tal como os Hemerobídeos. com menos nervuras nas asas que os dois grupos anteriores.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Família dos Coniopterigídeos (Coniopetygidae) Biologia Trata-se de insectos minúsculos – 3 mm –. alimentam-se sobretudo de ovos de Inverno de ácaros. Nesta estação. (Tamanho real: 2 a 3mm) Regime alimentar e importância prática Estes pequenos nevrópteros são predadores de ácaros. de afídeos. dando origem a sucessivas gerações. São grandes predadores de aranhiço vermelho (Panonychus ulmi). Chegam a confundir-se com estes últimos. Na Vinha. que lhes dá uma cor cinzentoazulada clara. dos Citrinos. por serem bastante parecidos.

para sugarem os líquidos do corpo das presas. Apresentam as peças bucais em forma de rostro. ao longo do abdómen. é recolhido horizontalmente sob o corpo. As espécies mais frequentes são de tamanho reduzido (menos de 5 mm) e manifestam forte tendência para se esconderem. O rostro. (Tamanho real: 2mm) 45 O r d e m d o s H e m í p t e r o s . assemelham-se bastante ao insecto no seu estado adulto. Vivem nas árvores Carlos Coutinho Postura de antocorídeo.Ordem dos Hemípteros Sub-Ordem dos Heterópteros (Heteroptera) Pequenos insectos de corpo achatado. muito ágeis e rápidas. São conhecidas algumas espécies ápteras ou com asas rudimentares. As larvas e ninfas são fusiformes. quando não está a ser usado. ACTA Família dos Antocorídeos (Anthocoridae) Biologia Os heterópteros predadores constituem um grupo de insectos de grande variedade. e tirando a ausência de asas. excepto nos Nabídeos. dissimulando-se entre a vegetação. Ninfa e Imago de Orius sp.

Numa flor de Macieira. a partir das quais as podem colonizar. Embora tenham asas. nos pomares e vinhas ou nas suas imediações. Imago de antocorídeo (Orius sp. em tamanho real.Antrópodes Auxiliares na Agricultura de fruto e noutras plantas cultivadas e nos arbustos e vegetação que rodeia as culturas. Imago de Orius sp. A maior parte das espécies é muito ágil e desloca-se rápidamente.. (Tamanho real: 3mm) 46 Carlos Coutinho Carlos Coutinho . Recomeçam a actividade no início da Primavera. em tamanho real. ulmi). O período de mais intensa actividade em culturas de ar livre estende-se de Abril a Outubro. Carlos Coutinho Ninfa de Orius sp.) alimentando-se numa folha de Macieira infestada por aranhiço vermelho (P. voam pouco. Estes insectos têm uma ou mais gerações anuais e hibernam sob a forma de ovo ou no estado de fêmea adulta nos terrenos de cultivo.

Regime alimentar e importância prática
Os heterópteros alimentam-se de artrópodes diversos, contribuindo assim para a estabilização dos parasitas das culturas. Um heteróptero pode consumir algumas centenas de ácaros e muitas dezenas de afídeos num só dia. Os adultos podem também consumir pólen, sobretudo em ocasiões de carência de presas. Os Larva de Antocorídeo (Anthocoris sp.). heterópteros mais úteis nas culturas (Tamanho real: 5mm) pertencem à Família dos Antocorídeos e são inteiramente predadores. Reagem à proliferação de parasitas nas culturas, voando das sebes e da orla dos bosques e matas vizinhas, onde se multiplicam abundantemente. Os mais frequentes predadores desta família agrupam-se nos géneros Orius e Anthocoris. Algumas espécies do género Orius são utilizadas em Luta Biológica contra diversas pragas (ácaros, tripes, afídeos). Estes insectos apresentam dimensões reduzidas, entre os 2 e os 3 mm. As Orius a comer um tripe. populações de Orius expandem-se (Tamanho real: 4 mm) mais rapidamente com temperaturas elevadas e abundância de alimento. Os membros do Género Anthocoris são importantes predadores de ácaros em pomares e Vinha e de psilas das pereiras. Tal como as espécies do género
ACTA ACTA

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O r d e m

d o s

H e m í p t e r o s

Antrópodes Auxiliares na Agricultura

Orius, consomem também, aínda que em menor escala, pequenas larvas de borboletas, afídeos, tripes e cicadelídeos em vinhas, pomares, milho e hortícolas. Encontram-se aínda em muitas culturas sob abrigo. Uma ninfa de Anthocoris pode consumir 300 a 600 ácaros nos 20 dias que dura o seu desenvolvimento. A espécie Anthocoris nemorum, por exemplo, é um predador polífago, com especial interesse nos pomares. Pode consumir 120 afídeos apenas durante o período do seu desenvolvimento ninfal. Uma ninfa do género Orius chega a consumir 100 ácaros por dia. Durante o desenvolvimento ninfal, um indivíduo da espécie Orius vicinus consome até 200 afídeos. O seu período de mais intensa actividade e eficácia estendese de Junho a Setembro.

O aranhiço vermelho (Panonychus ulmi) é uma das fontes alimentares preferidas de certas espécies de Orius, que são utilizados em luta biológica contra esta praga.

Imago de Antocorídeo. (Tamanho real: 5mm)

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Carlos Coutinho

Maria Amália Xavier

Famílias dos Mirídeos e dos Nabídeos (Miridae e Nabidae)
Aparecem aínda nas culturas outras duas famílias de Heterópteros auxiliares interessantes: os Mirídeos e os Nabídeos. São pouco abundantes e o seu papel é por isso reduzido. Devem, contudo, ser preservados no âmbito de medidas gerais de protecção dos auxiliares e tendo em conta que a acção conjunta das diversas epécies de predadores Mirídeo. (Tamanho real: 4 mm) e parasitas numa dada cultura, assegura uma maior eficácia de cada um deles. Os Mirídeos são predadores de ácaros em pomares e Vinha, de psila da pereira, de ninfas de cicadelídeos, de aleuroides em horto-floricultura e de afídeos e thrips em diversas culturas de leguminosas. Uma larva de Mirídeo do Género Deraecoris chega a consumir 200 afídeos durante o seu período de desenvolvimento de 15 a 20 dias. Alguns Mirídeos são fitófagos. Actualmente vem-se utilizando a espécie Macrolophus Imago de Nabídeo (Himacerus caliginosus, cujas ninfas e imagos são pre- mirmicoides). (Tamanho real: 10 mm) dadores polífagos, em luta biológica contra moscas brancas em estufas (Trialeurodes vaporariorum e Bemisia tabaci). Têm desenvolvimento lento mas, depois de se estabelecerem na cultura, são predadores muito eficientes. Os Nabídeos mostram especial apetência pelos afídeos de hortícolas, batateira e leguminosas. O período de maior actividade e abundância destes insectos úteis nas culturas abrange os meses de Julho a Setembro. Mirídeos e Nabídeos passam o Inverno no estado de ovo ou de adulto, nos próprios terrenos de cultura ou nas suas imediações.
Carlos Coutinho ACTA

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O r d e m

d o s

H e m í p t e r o s

Tamanho real: 0. obtiveram-se taxas de 70% de parasitismo dos ovos daquela praga. As asas posteriores são mais pequenas. apresentam mandíbulas muito fortes. não chegam a medir 0. 51 O r d e m d o s H i m e n ó p t e r o s BAYER . do tipo triturador e por vezes sugador. As asas anteriores são geralmente providas de nervuras delimitando algumas células características. que lhes permite inserir os da couve (Pieris brassica).5 mm ovos no corpo das vítimas. insectos de cores escuras e de tão pequenas dimensões.Fêmea de Tricograma efectuando a postura em ovos de lagarta senvolvido. raramente atingem mais de 1 ou 2 mm. As peças bucais. alguns deles também usados em luta biológica. podem apresentar dimensões da ordem dos 5 ou 10 mm. bichado das maçãs e outras pragas. geralmente. No entanto. ACTA (1) Em estudos recentes. parasita da cochonilha de S. Outros Himenópteros. A cabeça é separada do tronco por um pescoço fino e muito móvel. O abdómen das fêmeas é prolongado por um ovipositor mais ou menos de. Os tricogramas(1) são utilizados em luta biológica há dezenas de anos.5 mm. certas espécies. com 2 pares de asas membranosas e translúcidas. utilizando Tricogramas em Luta Biológica contra as traças da uva (Lobesia botrana ). Alguns. como os parasitas de ovos de insectos pertencentes ao Género Trichogramma. contra as brocas do milho. em França. Os himenópteros parasitoides são. como Prospaltella perniciosi. que passam quase inteiramente despercebidos. transparentes e normalmente desprovidas de nervulação. como algumas pertencentes à Família dos Icneumonídeos (Ichneumonidae). José.Ordem dos Himenópteros (Hymenoptera) Insectos de pequeno porte.

normal. se divide em múltiplos embriões (poliembrionia). podem completar uma geração cada duas a três semanas. parasitam apenas os ovos de outros insectos. rios poem apenas um ovo em (Tamanho real: 1-2mm) cada hospedeiro. O parasitoide faz todo o seu desenvolvimento a expensas do organismo do hospedeiro. respectivamente. As fêmeas dos hime. conforme a fêmea introduz o ovo no corpo do hospedeiro ou o deposita sobre a sua cutícula. que abandona apenas ao atingir o estado adulto. dando origem a diversos parasitoides (por vezes centenas). mas outros depositam apenas um ovo que. com desenvolvimento nópteros parasitoides solitá.Posturas de pirale do milho: em cima. De acordo com o modo de vida. por exemplo. o período de desenvolvimento dos himenópteros parasitas depende sobretudo da temperatura ambiente.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Biologia Como em todos os insectos. Alguns parasitoides gregários inserem vários ovos no mesmo hospedeiro. os himenópteros entomófagos dividem-se em endoparasitas e ectoparasitas. em baixo. desenvolvendo-se o parasitoide no interior ou no exterior do corpo da vítima. de seguida. como as do género Trichogramma. Os tricogramas. 52 ACTA ACTA . durante os meses de Verão. parasitadas por Tricogramas. Muitas espécies.

Carlos Coutinho Afídeo do Aloendro (Aphis nerii) parasitados. (Tamanho real: 2.5mm) 53 O r d e m d o s H i m e n ó p t e r o s . (Tamanho real: 1. É característico o pupário do parasitoide sob a múmia do afídeo parasitado. Carlos Coutinho Carlos Coutinho Carlos Coutinho Imago de himenóptero do género Praon.Carlos Coutinho Os himenópteros pertencentes ao género Praon parasitam numerosas espécies de afídeos. Note-se o aspecto hialino (transparente) no afídeo. cujo conteúdo foi inteiramente consumido pelo himenóptero parasitoide. hortic. (Tamanho real: 3mm) Lisiphlebus sp. arboric. Depositando um ovo no corpo de um afídeo.5mm) Afídeo alado parasitado por um Himenóptero. (Tamanho real: 2mm) O mesmo afídeo parasitado visto pela face dorsal. (Tamanho real: 3mm) Revue Suisse vitic.

regista-se uma grande variedade de comportamentos. Pupários vazios de um himenóptero Icneuminídeo parasitoide da larva de um lepidóptero desfolhador da macieira e outras árvores (Euproctis sp. cochonilhas. Os himenópteros apresentam graus muito diversos de especialização: desde os monófagos – que apenas atacam uma espécie de hospedeiro ou algumas poucas espécies aparentadas – até aos pantófagos. Margarida Aboim Inglez Imago do Icneumonídeo. As fêmeas também consomem ovos e estados imaturos dos seus hospedeiros e a hemolinfa dos insectos hospedeiros. através 54 Carlos Coutinho Afídeos da laranjeira (Toxoptera aurantii) parasitados por himenópteros do género Lysiphlebus. psilas e aleuroides. parasitando numerosas espécies de insectos. já que se calcula que existam na Terra dezenas de milhar de espécies daqueles parasitoides.) Margarida Aboim Inglez . Entre estes dois extremos.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Regime alimentar e importância prática Os hospedeiros dos himenópteros encontram-se em todas as famílias de insectos. (Tamanho real: 2mm) Pulgão lanígero da macieira (Erisoma lanigerum) parasitado por Aphelinus Mali. Os adultos dos himenópteros alimentam-se de néctar de flores. Tamanho real. que não são especializados. de meladas de insectos: piolhos. de exsudações de diversas plantas.

Este pode continuar vivo quase até ao fim do desenvolvimento do parasitoide Pupa de lagarta da couve (Pieris brassica) parasitada por um himenóptero gregário do género Pteromalus. J.de picadas de nutrição que neles praticam antes da deposição dos ovos. Muitos himenópteros hibernam alojados no interior do organismo do hospedeiro. O resultado final dos diferentes tipos de parasitismo dos himenópteros e dos seus comportamentos predatórios associados. Prospaltella perniciosi. José. destacam-se o himenóptero afelinídeo Aphelinus mali. Alguns dias após a postura. de outro modo. causariam elevados prejuizos nas culturas. (Tamanho real: 20mm) ou. utilizado em luta biológica. que também se mantém vivo durante a estação desfavorável. Estes auxiliares Pupas de bichado da macieira (Cydia pomonella) parasitados por contribuem. eclodem as larvas. Cruz das Neves BASF 55 O r d e m d o s H i m e n ó p t e r o s . é a morte do insecto parasitado e o impedimento da sua reprodução. Como exemplo deste fenómeno. em outros casos. assim. dos tecidos e dos órgãos internos do hospedeiro. ser morto logo no acto de postura do ovo pela fêmea do himenóptero ou pouco depois. que se vão alimentando da hemolinfa. Este último. abrigando o parasitoide. (Tamanho real: 10mm) manter em equilíbrio as populações de insectos fitófagos que. em largadas da ordem de 1 milhão de parasitoides A. parasita do pulgão lanígero da macieira (Eriosoma lanigerum) e o parasitoide da cochonilha de S. para um himenóptero gregário.

(Tamanho real: 0. Os himenópteros parasitoides afidífagos e coccidífagos B possuem eficácia potencial importante na limitação de populações destes insectos em praticamente todas as culturas agrícolas. José em 80 %.(Tamanho real: 2mm) sitados. por vezes. o himenópetero Aphelinidae Cales noacki contra a mosca branca dos citrinos ou o himenóptero Aphelinidae Encarsia formosa contra as moscas brancas das estufas Trialeurodes vaporariorum e Bemisia spp. Actualmente. nas condições do nosso clima. pode. a eficácia dos parasitoides sobre as pragas. são hoje regularmente utilizados o himenópetro da família Trichogrammatidae A Trichogramma brassicae no A – Larvas de Mosca branca parasitadas por Encarsia formosa. ser também para.5 a 1 mm) Ostrinia nubilalis. poderá reduzir. entre inúmeros outros. B – Larvas de Mosca branca parasitadas controlo da broca do milho (pormenor). reduzir as populações de cochonilha de S. ornamentais e florestais. 56 Maria Amália Xavier Maria Amália Xavier . Este fenómeno natural de hiperparasitismo. A Os parasitoides podem. A – Mosca branca das estufas (Trialeuroides vaporariorum) em tomateiro. o himenóptero da família Braconidae Opius concolor na luta contra a mosca da azeitona. mas é práticamente impossível de controlar. Por exemplo. por sua vez. no ano seguinte ao da primeira largada.Antrópodes Auxiliares na Agricultura por Ha.. estão disponíveis e são utilizadas em luta B biológica variadas espécies de himenópteros parasitoides. B – Adulto de mosca branca das estufas.

por exempor Encarsia formosa. onde já foram identificados. Foram introduzidos com êxito em Espanha. Nos quadros anexos resumem-se indicações gerais sobre Himenópteros parasitoides pertencentes a diversas famílias e a possibilidade da utilização Imago do himenóptero em luta biológica de Larvas de mosca branca dos citrinos parasitada por Cales parasitoide Cales noacki. noacki. phyllocnistoides foi também introduzido noutros países citrícolas da Bacia do Mediterrâneo (Chipre. Assim. Israel. foi importado da Austrália para Espanha o parasitoide oófago Avetianella longoi. quer de utilização de insectos autóctones. (Tamanho real: 1mm) (Tamanho real: 0. alguns deles. utilizados em Luta Biológica. Itália. sobre as possibilidades. Grécia. os parasitoides exóticos Citrostichus phyllocnistoides e Semielacher petiolatus. também ela de origem australiana. introduzida acidentalmente nos países citrícolas da Europa há poucos anos. Estes parasitoides terão. Marrocos). para controlo da mineira dos rebentos dos citrinos (Phyllocnistis citrella). quer de introdução Adulto de Encarsia formosa de auxiliares de origem Cartões com Ninfas de mosca branca parasitadas exótica. na expectativa da sua aclimatação e utilização no combate à broca do eucalipto Phorocantha semipunctata. um pouco por todo o mundo. a partir daí. C.3mm) Maria Amália Xavier Carlos Coutinho Carlos Coutinho 57 O r d e m d o s H i m e n ó p t e r o s .Por outro lado. entre 1997 e 2001. plo. continuam a ser desenvolvidos estudos. sido introduzidos fortuitamente em Portugal.

Antrópodes Auxiliares na Agricultura Carlos Coutinho B A A – Fêmea adulta de Lapa da laranjeira (Ceroplastes Sinensis) B – Estado ninfal da mesma cochonilha parasitada. É parasitada por diversos himenópteros. (Tamanho real: 1mm (estado ninfal) a 4mm (adulto)). (Tamanho real: 0.) em vinha. Esta cochonilha ataca os ramos. José mostrando orifício de saída do parasitoide Prospaltella sp. ACTA Carlos Coutinho Carlos Coutinho Fêmea de um parasita do género Leptomastix efectuando a postura numa cochonilha farinosa (Pseudococus sp.2mm) Mallais & Ravensberg Carlos Coutinho B A A – Cochonilha de S. É parasitada por Himnópteros do género Prospaltella. pessegueiro – e árvores ornamentais. ameixoeira. Esta cochonilha é uma praga comum dos citrinos e de muitos arbustos ornamentais. mostrando o orifício de saída do parasitoide. (Tamanho real da cochonilha parasitada: 2mm) 58 . Causa grandes prejuízos. mostrando os orifícios de saída dos parasitoides. folhas e frutos de diversas fruteiras – macieira. Cochonilha de S.). em B. Cochonilha algodão (Pseudococus sp. José (Quadraspidiotus perniciosi) em Nectarinas.2mm) Múmia de cochonilha farinosa parasitada. (Tamanho real do parasitoide: 0.

por vezes com manchas escuras. A maioria destes parasitoides são polifagos. ACTA ACTA Pupas Díptero Taquinídeo junto a larva de Lepidóptero parasitada. translúcidas.Ordem dos Dípteros Família dos Taquinídeos (Tachinidae) Os Taquinídeos são moscas. conforme a espécie a que pertencem. os Taquinídeos têm um par de asas membranosas. amarelas ou esverdeados. inserem-se dois balanceiros. negro-azulado ou cinzento escuro. de cor negra. o corpo é provido de sedas. medindo. 3 a 14 mm. Como todos os Dípteros. Em muitas espécies. A cabeça tem muita mobilidade e grandes olhos facetados. 59 O r d e m d o s D í p t e r o s . ou bandas azuis. delimitando um dado número de células. órgãos sensoriais que condicionam o vôo. Na parte posterior ao ponto de implantação das asas. embora algumas espécies sejam muito especializadas. com nervuras de linhas salientes.

onde se desenvolverá. Estas. Pode também evoluir sobre o corpo do hospedeiro. Os ovos dos Taquinídeos depositados sobre a vegetação podem também dar origem a larvas que eclodem e de seguida. embora com menor frequência. 60 ACTA . o ovo. o parasita sai na forma adulta (mosca) para o exterior do que resta do corpo da vítima. Outros Taquinídeos depositam ovos minúsculos sobre os vegetais que servem de alimento a larvas fitófagas. consumindo os órgãos internos. cuja coincidência no espaço e no tempo com o ciclo do hospedeiro. a hemolinfa e as reservas de gordura. desenvolvendo-se à custa dos seus tecidos e órgãos. é colocado sobre o corpo do hospedeiro.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Regime alimentar e importância prática Os hóspedes mais frequentes destes dípteros parasitoides são as larvas de lepidópteros e as larvas e adultos de coleópteros. Libertando-se assim no meio. larvas e adultos de himenópteros. Larvas de outros dípteros. ingerem os ovos que irão desenvolver-se no seu organismo. Na maioria dos casos. Em outras espécies. Este tipo de desenvolvimento caracteriza os parasitoides ectófagos. ao alimentarem-se. são também parasitados pelos Taquinídeos. a fêmea insere o ovo directamente no corpo do hospedeiro. Terminado o seu desenvolvimento. penetram no corpo de um hospedeiro que se encontre nas proximidades. recomecerá um novo ciclo. Este tipo de evolução é comum a todos os parasitoides endófagos Imago de Traquinídeo. (Tamanho real: 12mm) conhecidos. no qual a larva originada do ovo pode penetrar. homópteros e ortopteros. à custa dos seus tegumentos. de maiores dimensões. é o principal factor da sua eficácia como agente de limitação das pragas.

que lhes fornecem. excrementos. Consomem também meladas de insectos e sucos provenientes de matérias em decomposição (cadáveres. As flores destas plantas Umbelíferas são muito apetecidas pelos imagos dos Taquinídeos pelo pólen bilídeos (Bombilydae).Funcho e Cenoura brava. Podem ser factor importante de regulação de numerosos inimigos das plantas em cultura. Carlos Coutinho Carlos Coutinho 61 F e i j ã o .). etc. porventura de importância menos conhecida. Cita-se como exemplo a espécie Villa brunnea. Com menor eficácia. Estes parasitoides podem ter eficácia aceitável na diminuição do número de larvas hibernantes das brocas do milho.Os Taquinídeos adultos alimentam-se frequentemente de pólen. Todos os Bombilídeos são entomófagos no estado larvar. parasitoide da processionária do pinheiro. Parasitam sobretudo larvas de lepidópteros em vinhas. procurando sobretudo plantas da Família das Umbelíferas. Uma outra família de Dípteros parasitoides. é a dos Bom. parasitam o escaravelho da batateira e coleópteros do solo como a Melolonta. pomares e milho.

sebes. Estas zonas – bosques. de assegurar o controle biológico das pragas nas culturas. Destas áreas irradiam parasitoides e predadores para as culturas vizinhas. 63 M e d i d a s d e P r o t e c ç ã o . viável e acessível aos agricultores. a forma mais importante.Medidas de protecção dos Auxiliares A protecção dos Auxiliares é. Os artrópodes e outros organismos auxiliares podem ser protegidos. A técnica mais recomendada é a manutenção de áreas de compensação ecológica. As áreas de compensação ecológica são associações botânicas compostas de plantas diversas. Extensas áreas de refúgio para os auxiliares separam aqui os campos cultivados. conjugada com a redução dos tratamentos químicos. por modificação racional do ambiente. bosquetes. árvores antigas isoladas nas beiras dos campos – existindo como uma malha entre as terras agrícolas. que é fundamental. protegem as culturas das grandes infestações de ácaros e afídeos. intercaladas na paisagem agrícola. nas quais vivem auxiliares e pragas. levando ao aumento das suas populações. taludes revestidos. maciços de vegetação. Vegetação ao longo Carlos Coutinho Paisagem agrícola em Cabeceiras de Basto. provavelmente.

Antrópodes Auxiliares na Agricultura dos caminhos e estradas. nos taludes e beiradas revestidas por silvas e ervas. alimentar-se em períodos de carência de alimento nas culturas e passar o Inverno. prados. Aí. perto de Valença. nos muros de pedras soltas. tanto os auxiliares autóctones como os introduzidos ou a sua descendência. abrigar-se. matas entre terras cultivadas. podem reproduzir-se. bosques e pequenas matas disseminados no interior das superfícies cultivadas. Explorações agrícolas muito “limpas” são mais atreitas a grandes ataques de afídeos que as menos “limpas”. em acções de Luta Biológica. Muita desta vegetação é infestada por inúmeras espécies de afídeos. Maciços de vegetação. favoráveis à biodiversidade animal que nelas encontra abrigo. ácaros e outros artrópodes inofensivos para as plantas cultivadas e que servem de reserva alimentar para os Auxiliares. Toda esta fauna útil à Agricultura vive nos terrenos cultivados ou nas suas proximidades. também depende muito da existência destas áreas. bosques. 64 Carlos Coutinho . devem ser protegidos e cuidados. A importância da existência de áreas de compensação ecológica é tanto maior. em pequenos orifícios nos beirais das casas e edifícios agrícolas. nas velhas árvores da beira dos campos. O êxito das largadas de insectos úteis. quanto mais limpa de plantas espontâneas estiver a área cultivada. são elementos de biodiversidade vegetal. nas presas e minas de água. procurando abrigo em sebes. Campos rodeados por densas áreas de vegetação arbórea e arbustiva.

são favoráveis à disseminação dos auxiliares (Cepões. Ponte de Lima). silvados e moitas de vegetação são desaconselhadas. Carlos Coutinho Caminhos rurais.Árvores antigas. deve recorrer-se apenas a meios mecânicos e sempre de forma reduzida e racional. entre duas parcelas de vinha (Vilela. Talude revestido de vegetação florícola. 65 M e d i d a s d e P r o t e c ç ã o Carlos Coutinho Carlos Coutinho . como esta oliveira junto de um pomar de diospireiros. As vulgares queimadas de bordas. Na sua manutenção e controlo. tal como a aplicação de herbicidas. com bordas e bandas intermédias enrelvados. Maia). fornecedora de pólen. atraem e servem de abrigo a insectos e ácaros auxiliares e a numerosas aves insectívoras (Águas Santas. de grande porte e copa densa. Amares) A vegetação das áreas de compensação deve ser cuidadosamente mantida.

constituem óptimos abrigos de Inverno para as joaninhas e outros coleópteros (Insalde. Paredes de Coura) Carlos Coutinho Tanques e cursos de água fornecem aos auxiliares o líquido essencial à sua sobrevivência (Freitas. (Ponte da Barca) 66 Carlos Coutinho Carlos Coutinho . que reúne excelentes condições para a preservação e fomento de uma rica e diversificada fauna auxiliar. Fafe) Concluindo. dividindo os campos.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Muros de pedra solta. edificada ao longo de séculos. poderá dizer-se que a província de Entre Douro e Minho tem o previlégio de uma paisagem agrícola.

citrinos.. sobretudo Himenópteros Aloendro. Coccinelídeos. Coccinelídeos) parasitoides e predadores de piolhos de macieiras. A sua floração primaveril atrai muitos insectos auxiliares. Constitui foco de dispersão do Himenóptero parasitoide Lysiphlebus testaceipes.Algumas árvores e arbustos com interesse na protecção. Sirfídeos e ácaros fitoseídeos. Rico em Himenópteros e ácaros fitoseídeos Se infestadas pelo afídeo Melanaphis donacis. Crisopas. Rica em Himenópteros calcidídeos e ácaros fitoseídeos Quando esta espécie se encontra junto de cursos de água é muito rica em fauna auxiliar. Loendro ou Cevadilha (Nerium oleander L. sirfídeos.) de folha persistente Cedros (Cupressus spp. pereiras. Rica em Antocorídeos.) e foco de disseminação dos auxiliares. Rico em Himenópteros parasitoides. de que se destacam os Himenópteros parasitas e outros insectos predadores de psilas A sua floração precoce (Janeiro-Fevereiro) atrai ácaros fitoseídeos e alguns predadores precoces (sirfídeos). por serem focos de disseminação da fauna auxiliar aí criada Rico em parasitoides e ácaros fitoseideos Hospedeiro de cochonilhas (Pseudococcus spp. cujas fêmeas necessitam de pólen. hospedeiro de psila do Amieiro Aveleira (Corylus avellana) Carvalho americano (Quercus rubra) Carvalhos (Quercus sp.) Amieiro (Alnus cordata) Amieiro (Alnus glutinosa). cecidomídeos). têm muito interesse junto a pomares de nogueiras e aveleiras. etc. rico em proteínas. Quando está infestado pelo afídeo Aphis nerii. Sirfídeos. atrai abundante fauna afidífaga (Himenópteros.) Escalonia (Escalonia rubra) 67 M e d i d a s d e P r o t e c ç ã o Buxo (Buxus sempervirens) Canas e caniços (Arundo donax e Phragmites australis) . o que ocorre frequentemente no Verão Se infestados pelos afídeos Hoplocallis pictus e Myzocallis boerneri. para desenvolverem os fenómenos de ovogénese e ovoposição. Mirídeos e ácaros fitoseídeos Atrai numerosas espécies de sirfídeos. é útil por atrair e disseminar auxiliares (Himenópteros (Aphidius colemani). Mirídeos. reprodução e disseminação de artrópodes auxiliares Ácer ou Bordo (Acer campestre) Alecrim (Rosmarinus officinalis) Alfenheiro (Ligustrum vulgare) Muito rico em Himenópteros. quando infestado por afídeos.

Himenópteros) que acabam por aí hibernar.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Esteva (Cistus ladaniferus) Evónimo (Evonimus europaeus) Espinheiro da Virgínia (Gleditchia triacanthus) Folhado (Viburnum tinus) Freixo (Fraxinus spp. em Maio – Junho. angelicae e outros). Rica em Antocorídeos predadores de psilas.) Sabugueiro (Sambucus nigra L. servindo de abrigo aos auxiliares. H. que têm interesse contra afídeos e outras pragas dos citrinos.) Salgueiros (Salix spp. atrai numerosos Himenópteros (T..) Quando infestada por Aphis lupoi. ácaros fitoseídeos. atrai sirfídeos. É foco de dispersão do Himenóptero parasitoide Lysiphlebus testaceipes. que atrai inúmeros predadores A floração de Inverno e a sua folha persistente atraem numerosos auxiliares Fonte de dispersão de Antocorídeos. o inconveniente de poder ser foco de propagação do pedrado. Antocorídeos. hospedeira do afídeo Aphis hederae. Sirfídeos).). himenópteros e cecidomídeos Se estiver infestado por Aphis sarothamni. Atrai Himenópteros. Fonte de ácaros Fitoseídeos (Kampimodromus aberrans) A floração primaveril e a sua folhagem persistente são atractivos para Himenópteros calcidídeos e ácaros fitoseídeos. Tem. A floração outonal atrai numerosos insectos (Sirfídeos. Lódão bastardo (Celtis australis) Loureiro (Laurus nobilis) Olaia (Cercis siliquastrum L. sobretudo Himenópteros. hospedeiro de psila da Olaia. Pirliteiro (Crataegus monogyna L. atrai numerosa fauna afidífaga (Himenópteros. é útil por atrair e disseminar os auxiliares. A sua abundante floração atrai numerosos insectos auxiliares.). 68 . Interessante pela folhagem persistente e vegetação emaranhada. é rica em fauna auxiliar afidífaga diversificada (predadores e himenópteros parasitoides). Se infestado pelo afídeo Aphis farinosa. sendo indesejável junto a pomares de pomóideas. coccinelídeos. canariensis). hospedeiro de psila do Freixo Giesta (Sarothamnus (=Cytisus) scoparius) Hera (Hedera helix ssp. A sua abundante floração precoce atrai as abelhas e outros polinizadores. Atrai numerosas espécies de sirfídeos. Mirídeos. Quando colonizado pelo afídeo Aphis sambuci L. A floração. estafilinídeos e outros auxiliares. no entanto.) Rosmaninho (Lavandula sp. Coccinelídeos e ácaros fitoseídeos Tem interesse pela floração intensa.

Coccinelídeos e Ácaros Fitoseídeos Trovisco (Daphne gnidium) Quando infestado pelos afídeos Macrosiphum daphnidis e Arcythosiphon daphnidis. que também parasita o piolho cinzento da macieira (D. Fontes: F.) diversificada Sargaço ou Estevinha (Cistus salvifolius) Infestada de Aphis lichtensteini. 69 M e d i d a s d e P r o t e c ç ã o . Coccinelideos e outros. Ilharco (1992).) Atrai e é foco de dispersão de Himenópteros (L. Coccinelídeos e ácaros fitoseídeos Sanguinho das Sebes A sua floração precoce atrai fauna auxiliar (Rhamnus alaternus L . Ferreira & Strecht (1998).A. Nevrópteros.) Himenópteros. pode abrigar o complexo de auxiliares de piolhos da Luzerna (Arcythosiphon pisum) e de outras plantas afins.) Rico e fonte de dispersão de Antocorideos. Mirídeos. Arminda Cecílio (1995).Sanguinho (Cornus sanguinea L. testaceipes e outros das famílias Aphidiinae e Braconidae) quando está infestada pelo afídeo Aphis ruborum. Tuias (Thuia occidentalis) Rico em himenópteros parasitoides diversos Viburno ou Noveleiro Atrai numerosa fauna afidífaga (Himenópteros (Viburnum opulus L.) Fonte abundante de Antocorídeos. Mirídeos. plantaginea).) calcidídeos e Coccinelídeos) e ácaros fitoseídeos Vidoeiro (Betula spp. Tília (Tilia spp. Nevrópteros. é foco de dispersão do Himenóptero parasitoide Ephedrus persicae. Silva (Rubus spp.

70 Carlos Coutinho Carlos Coutinho . que atraem numerosos himenópteros parasitoides. O carvalho americano abriga na sua folhagem grandes populações de afídeos. antocorídeos e neurópteros. que daí irradiam para as culturas vizinhas. sobretudo durante o Verão.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Carlos Coutinho O lódão bastardo é um repositório de ácaros fitoseídeos. O vidoeiro é rico em coccinelídeos.

Árvores de grande porte como esta. na borda de um campo. antes de mais.Cipreste (Cupressus sp. entre os quais se contam as abelhas e outros polinizadores.). abrigo de parasitoides diversos e ácaros. as abelhas. Aqui procuram alimento e refúgio. Cerejeira florida. atraem para a sua ramagem inúmeros insectos muitos dos quais auxiliares. crisopas joaninhas. ácaros fitoseídeos. etc. Carlos Coutinho Carlos Coutinho Tília em floração. que daí se espalham pelas culturas próximas. 71 M e d i d a s d e P r o t e c ç ã o . e antrocorídeos. Carlos Coutinho Carlos Coutinho A exuberante floração primaveril da olaia atrai uma variada fauna auxiliar de insectos e ácaros.

são refúgio de inúmeros parasitoides e predadores. atraem polinizadores e outros auxiliares. A silva. 72 Carlos Coutinho Carlos Coutinho Carlos Coutinho . As flores proporcionam néctar e pólen a abelhas e a muitos outros insectos auxiliares. quando é infestada por colónias do afídeo Aphis ruborum.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Carlos Coutinho Alecrim e alfazema. muito comum em todo o território.) e sirfídeos. duas plantas aromáticas muito comuns nos jardins e quintais do EDM. com destaque para abelhas. atrai e é foco de dispersão de alguns himenópteros parasitoides. o que é muito vulgar. As canas. “abelhões” (Bombus sp.

Carlos Coutinho Carlos Coutinho A vistosa floração primaveril do pirliteiro (Crataegus monogyna) atrai enxames de abelhas e muitos insectos entomófagos. alimento a uma diversidade de parasitoides e predadores que aí se reproduzem. 73 M e d i d a s d e P r o t e c ç ã o .O loendro ou cevadilha. assim. arbusto ornamental muito apreciado nos meios rurais pela sua colorida e longa floração. Oferece. é infestado na Primavera por enormes colónias do afídeo Aphis nerii. proporcionando-lhes um autêntico festim de pólen e néctar. migrando de seguida para outras plantas cultivadas.

que encontram alimento naquele afídeo inofensivo às plantas cultivadas. tem o maior interesse como planta atractiva e difusora de numerosos coccinelídeos. com destaque para os sirfídeos. sirfídeos e himenópteros. vindos em busca de pólen e que acabam por hibernar no meio da vegetação densa e emaranhada desta trepadeira. que se encontra frequentemente infestado por colónias do afídeo Aphis sambuci.Antrópodes Auxiliares na Agricultura O sabugueiro. 74 Carlos Coutinho Carlos Coutinho . A floração outonal da hera é interessante para alguns insectos auxiliares.

) Cravo de Tunes (Tagetes spp. Útil junto de hortícolas. Atrai sirfídeos. quando florida. P r o t e c ç ã o Aneto (Anethum graveolens) Angelica (Angelica spp. é foco de dispersão do Himenóptero parasitoide Lysiphlebus fabarum.) Bons dias (Convolvus tricolor) Borragem (Borago officinalis) Calêndula ou maravilha (Calendula officinalis) Camomila ou Macela (Anthemis sp.) Cosmos (Cosmos spp. pomóideas e outras.) Chá da Sibéria (Bergenia sp. fabae). é foco de dispersão de himenópteros úteis contra Aphis pomi (Lysiphlebus fabarum e Trioxys angelicae) e coccinelídeos Foco de dispersão de antocorídeos Foco de dispersão de himenópteros. himenópteros parasitoides. Infestado por afídeos. A evitar junto de campos de batateiras. himenópteros e sirfídeos Atrai sirfídeos Atrai sirfídeos. coccinelídeos e antocorídeos Quando infestado por Aphis umbrella.) Funcho (Foeniculum vulgare) Hortelã pimenta (Mentha piperita) Malmequer (Chrisanthemum spp. quando infestada por Aphis solanella. estafilinideos e outros. em busca de pólen.Algumas plantas herbáceas com interesse na protecção dos artrópodes auxiliares Amaranto (Amaranthus albus) Quando infestado pelo afídeo Aphis craccivora. coccinelideos e outros Atrai sirfideos. Atrai abelhas e numerosos auxiliares em busca de pólen e néctar Foco de dispersão de coccinelídeos e sirfídeos Atrai himenópteros. Himenópteros. pois atrai os auxiliares que também destroem o piolho preto da faveira (A.) Cenoura brava (Daucus carota L. quando infestado pelo afídeo Aphis affinis Atrai coccinelídeos diversificados.) Mentrasto (Mentha suaveolens) Milefólio ou milfolhada (Achillea millefolium) Parietária (Parietaria spp. Foco de dispersão de Himenópetros e Sirfídeos Planta melífera. Sirfídeos e Coccinelídeos. etc. atrai cecidómias. por ser foco de disseminação de viroses.) Malva bastarda (Lavatera cretica) Margarida ou bonina (Bellis spp. Atrai sirfídeos.) Fidalguinhos ou Fel da terra (Centaurea sp. Atrai Himenópteros e Sirfídeos Atrai sirfídeos.) 75 M e d i d a s d e . Atrai sirfídeos. Atrai sirfídeos Atrai coccinelídeos. quando florida.) Erva moira (Solanum nigrum L.

Tanásia ou Tanaceto (Tanacetum vulgare) Foco de dispersão de coccinelídeos. sirfídeos.) Quando infestado pelo afídeo Aphis fabae. Ferreira & Strecht (1998). antocorídeos e himenópteros Verbasco ondeado (Verbascum sinuatum) Quando infestado pelo afídeo Aphis verbascum.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Quenopódio (Chenopodium spp. Fontes: Ilharco (1992). testaceipes. atrai e dispersa os Himenópteros parasitoides Lysiphlebus fabarum e L. é foco de atracção de sirfídeos e himenópteros parasitoides. 76 .

77 M e d i d a s Carlos Coutinho d e P r o t e c ç ã o . antocorídeos e outros auxiliares. Aparecem com frequência consociados com a borragem. planta melífera. coccinelídeos. Carlos Coutinho A macela. Carlos Coutinho < As calêndulas. em busca de pólen e néctar.Os malmequeres atraem sirfídeos. floridas desde Janeiro. é foco de dispersão de numerosas espécies de insectos auxiliares. tal como as anteriores. cuja floração se prolonga por largos meses na Primavera – Verão. atraem e são foco de dispersão de coccinelídeos e sirfídeos.

Antrópodes Auxiliares na Agricultura Carlos Coutinho Umbelíferas. As flores do verbasco ondeado são muito atractivas para os sirfídeos e para alguns himenópteros parasitoides. 78 Camilo de Pinho Carlos Coutinho Carlos Coutinho . com destaque para os sirfídeos e estafilinídeos. produzem abundante pólen. Mentrastos e hortelã-pimenta são atacados por afídeos que servem de alimento e foco de dispersão de himenópteros parasitoides. muito apetecido pelos insectos que as visitam. como a cenoura brava e o funcho.

A parietária pode bem constituir um foco de dispersão de cecidomídeos. Carlos Coutinho Carlos Coutinho Erva-moira infestada por afídeos (Aphis solanella) atrai sirfídeos. sp. planta melífera.) com grande infestação de Aphis rumicis. himenópteros e joaninhas borragem. atrai grande variedade de auxiliares. florida longos meses. florida longos meses. desde a Primavera cedo até ao fim do Outono. desde a Primavera cedo até ao fim do Outono. Língua de vaca (Rumex. 79 M e d i d a s d e . afídeo que serve hospedeiro e alimento a auxiliares como a larva de sirfídeo da imagem. planta melífera. atrai grande variedade de auxiliares. quando está infestada por piolhos. o que é vulgar. P r o t e c ç ã o Carlos Coutinho Carlos Coutinho Soagem.

Os polivalentes não são selectivos. Os insecticidas ditos selectivos. mas antes integrado no conjunto das acções realizadas para levar a bom termo determinada cultura. e a selectividade de posição. o combate a pragas e doenças não deve ser visto de modo isolado. que faz parte das suas características ou propriedades. 80 . Daí que a escolha e a aplicação de pesticidas tenha de ter em conta estes factores. que resulta do posicionamento dos produtos no tempo e no espaço ou seja. do momento e do local em que se faz a intervenção fitossanitária. A aplicação de produtos fitofarmacêuticos carece de bons conhecimentos dos auxiliares mais comuns e dos seus períodos de maior actividade. pode não ter o mesmo efeito sobre a larva ou sobre o adulto. para evitar os efeitos negativos que podem resultar daquela aplicação. têm geralmente uma selectividade intrínseca aceitável sobre os auxiliares. A prática combina estes dois tipos de selectividade. Há dois tipos de selectividade dos produtos fitofarmacêuticos relativamente aos auxiliares: a selectividade intrínseca de cada produto. de modo a obter os melhores resultados. A selectividade intrínseca é diferente conforme o desenvolvimento de cada auxiliar – um produto que actua sobre o ovo. Por fim. Assim.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Auxiliares e Fitofármacos A principal causa de mortalidade de artrópodes auxiliares no meio agrícola é a utilização descuidada dos produtos fitofarmacêuticos. a selectividade dos fitofármacos relativamente aos auxiliares é sempre relativa..

ter esporadicamente alimentação fitófaga). Miriápodes e Trilobites. Áreas de compensação ecológica – áreas. no meio agrícola. Exemplos: bosques e bosquetes.. prados naturais. com exoesqueleto. Engloba as Ordens dos Aracnídeos. Acéfala – sem cabeça aparente Adulto – ver Imago Afidífago – predador que se alimenta de afídeos. cursos de água ladeados por árvores e arbustos. em número de espécies. Artrópodes – é o maior Filo do Reino Animal. que permitem a conservação e reprodução de espécies animais e vegetais úteis. mosca branca das estufas. São também locais de conservação da biodiversidade. São animais invertebrados. corpo segmentado e apêndices pares articulados. taludes revestidos de vegetação diversa. Insectos. sebes. Crustáceos.Glossário Acarófagos – ácaros ou insectos auxiliares que se alimentam de ácaros.: mosca branca dos citrinos.. presas de água. cultivadas ou não. não cultivadas. Ácaros fitófagos – ácaros que se alimentam da seiva de plantas. nos insectos que possuem dois pares. oposto de alada (com asas). etc. (Certos ácaros predadores podem. Asas anteriores – as asas mais próximas da cabeça. 81 . normalmente fitófagos. Aleuroides – nome vulgar da Família (Aleurodidae) a que pertencem as “moscas brancas”. Ex. maciços de vegetação. etc. Ápoda – sem patas Áptera – sem asas. em períodos de carência de presas.

fornecido regularmente aos agricultores pelas Estações de Avisos. Balanceiro – asa posterior modificada dos Dípteros. vivendo em conjunto num espaço definido (Biótopo) que oferece as condições exteriores necessárias à sua sobrevivência. com acção predadora (aves. tratados e analisados de acordo com metodologias próprias dos Avisos. oportunidade e natureza das intervenções fitiátricas. Biocenose – conjunto dos seres vivos de variadas espécies. é elaborado com base em dados provenientes de observações bióticas e abióticas. etc. recolhidos em rede. O Aviso agrícola – que é um apoio da ciência e técnica agronómicas à decisão no domínio da protecção fitossanitária das culturas – permite aos agricultores avaliar os riscos devidos aos inimigos das suas culturas e decidir sobre a necessidade. Auxiliar – organismo antagonista de determinadas pragas ou doenças das culturas. constituída por uma pequena projecção do corpo. bactérias. Tem funções sensoriais e está relacionada com a manutenção do equilíbrio durante o voo. insectos. Este conselho. climática e/ou fitiátrica. animais e vegetais. Imagem de Díptero mostrando os balanceiros Coccidífagas(os) – insectos auxiliares predadores ou parasitoides que se alimentam ou parasitam cochonilhas. conjugando a informação recebida com a sua própria experiência e conhecimento das suas culturas e do meio em que decorrem. nos insectos que possuem dois pares. de natureza biológica. Aviso agrícola – Conselho. mamíferos. 82 .Antrópodes Auxiliares na Agricultura Asas posteriores – as asas mais afastadas da cabeça. enviado sob a forma de texto técnico em papel ou por correio electrónico. nemátodos). Bivoltino – diz-se de um insecto que apresenta duas gerações anuais completas. répteis. fenológica.). parasitoide (insectos) ou patogénica (fungos. em qualquer dos seus estádios de desenvolvimento. ácaros.

Os estádios seguintes apresentam os 4 pares de patas característicos. relativamente impermeável. que reveste os artrópodes (e as plantas). Cutícula – camada superficial. as asas posteriores são geralmente recolhidas sob os élitros. Quando o insecto está em repouso. cuja mais típica característica é a estrutura das asas. Deutoninfa – estádio de desenvolvimento dos ácaros. não celular. As espécies pertencentes a esta Ordem têm quase todas 2 pares de asas. Daí o nome de coleópteros. O estádio de larva apresenta apenas 3 pares de patas. situado imediatamente antes do estado de imago ou adulto. segregada pela epiderme. sendo o par anterior – os élitros – espesso e coriáceo e o par posterior constituído por asas membranosas e mais longas que as anteriores. que se pode traduzir por “asas num estojo”. Nos artrópodes é suficientemente dura para ter funções de esqueleto externo (exosqueleto).Coleópteros – Ordem de Insectos. Estádios de desenvolvimento dos ácaros Ovo Larva Protoninfa Deutoninfa Imago 83 . constitui um revestimento muito delgado. de acordo com a sua origem no grego clássico. sendo composta por quitina e proteína. Nos insectos. que impede a excessiva perda de água.

todos os membros da biocenose estão em íntima interacção entre si e com o biótopo. Diapausa reproductiva – alguns insectos diapausantes. não interrompem a diapausa reproductiva. que condicionam o voo. Os efeitos secundários de um produto fazem parte das suas características. benéfica ou não. como os sirfídeos. diferente daquelas para as quais o produto é indicado e utilizado. têm dois balanceiros. Ectoparasita – organismo que pode ser um insecto. A diapausa pode ocorrer nos diversos estádios de desenvolvimento do insecto: ovo. mas também um fungo ou outro. podem interromper a diapausa durante o Inverno. sem contudo se reproduzirem nesse período. antenas curtas e peças bucais transformadas em trompa. larva. constituído por uma biocenose e pelo biótopo (espaço ocupado pelos membros vegetais e animais que constituem a biocenose). imediata ou retardada. Ecossistema agrário – sistema constituído por uma biocenose evoluindo num biótopo correspondente a uma área em que se desenvolvem actividades agrícolas. 84 .Antrópodes Auxiliares na Agricultura Diapausa – período de suspensão do desenvolvimento ou de crescimento. Está frequentemente relacionada com as estações do ano e com as condições adversas à vida activa do insecto que algumas destas ocasionam. que vive parasitando outro. acompanhada por uma redução drástica do metabolismo. pupa ou imago. em certos insectos. órgãos sensoriais muito importantes. Ou seja. Dormência –ver Diapausa Ecossistema – sistema ou conjunto mais ou menos estável. No ecossistema. no ponto de inserção das asas. em dias quentes. Têm a cabeça muito móvel. Dípteros – possuem um par de asas membranosas. de qualquer fitofármaco. provida de grandes olhos facetados e mais ou menos pubescentes. quando usado em condições normais (de acordo com práticas correctas e as instruções do fabricante). Efeitos secundários – toda a acção bem caracterizada. Posteriormente. fixando-se no seu exterior.

nemátodos. Endoparasita – organismo que vive parasitando outro. Entomofauna – fauna dos ecossistemas constituída pelo conjunto das espécies de insectos que aí vivem. duras e espessas. É o caso. (A designação de coleóptero. membranosas e dobradas sob eles. de plantas. dos quais se alimenta. cultivadas ou espontâneas. frutos ou lançamentos. Variadas espécies causam prejuízos à Agricultura. destruidores ou deformadores de gomos. bactérias ou outros. com origem em palavras gregas antigas. formadores de galhas ou eríneos. protegendo as asas posteriores. Entomófagos – organismos que se alimentam ou de qualquer modo vivem à custa dos insectos. em consequência de picadas alimentares de insectos ou outros organismos Extracto graminícola – conjunto de plantas gramíneas. instalando-se no interior dos seus tecidos ou dos seus órgãos. por exemplo. larva. originando descendência fértil. ninfa ou pupa). Estádios ou estados pré-imaginais – todos os estádios de um insecto que antecedem a eclosão na sua forma perfeita ou imago (ovo. Espécie – grupo de organismos semelhantes. Estas asas. Estádio de desenvolvimento – ver Instar. 85 . Exsudações – escorrimento de líquidos (vulgarmente designados por meladas) ou os próprios líquidos escorridos. Eriofídeos – ácaros microscópicos. Espécies completamente isoladas não se cruzam normalmente com outras espécies. fungos. Podem ser insectos. formam como que um “estojo”. que possuem a capacidade de intercruzamento. quer significar que estes insectos têm as “asas num estojo”). quando em repouso. descolorações ou enrolamento de folhas. de corpo vermiforme ou fusiforme. causadores da acariose (Calepitrimerus vitis) e da erinose (Colomerus vitis). dos eriofídeos da Vinha. cobrindo determinada área. agentes de carepas.Élitros – asas anteriores modificadas dos coleópteros. ácaros.

Fusiformes – em forma de fuso. enxames de abelhas. Gregarismo – tendência dos indivíduos de certas espécies ou raças animais para viverem ou para se deslocarem em conjunto. Exemplos: colónias de formigas. possam contribuir para a protecção das culturas contra os seus inimigos.. do seu pólen e néctar. determinados fungos.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Família – os organismos vivos são organizados pela Ciência taxonómica em grupos. que desempenha papel semelhante ao do sangue nos animais superiores. de que os principais são: filo. Homópteros – ordem (Homoptera) a que pertencem. provocado pelo estímulo de um animal ou de outra planta. provocadas pela filoxera para deposição dos ovos. tribos ou subfamílias aparentados. ordem. Fauna útil – todos os animais e suas populações que. Hemolinfa – líquido existente no aparelho circulatório dos insectos. Fitófago – organismo que se alimenta de plantas. reunindo espécies de acordo com determinadas características comuns. etc. A família é uma subdivisão de uma ordem. insectos e ácaros auxiliares no controlo de insectos e ácaros fitófagos. Florícola – organismo que se alimenta sobre as flores. São exemplos: cobras e aves de rapina no controlo de ratos. Galha – crescimento anormal de tecidos vegetais. família. os afídeos e as cochonilhas. de joaninhas.. etc. Exemplos: galhas nas folhas de videira. Género – ver Família. entre outros. contendo um grupo de géneros. etc. bogalhos dos carvalhos provocados pela picada e postura de determinados insectos. O próprio Homem é o exemplo acabado de espécie gregária. género e espécie. sub-ordem ou super-família. fazendo parte do ecossistema agrícola. Os nomes de família de todos os seres vivos terminam em – idae. por ordem decrescente de grandeza. classe. migração de bandos de gafanhotos. bactérias e nemátodos na luta contra alguns insectos. 86 .

ninfa. com seis pernas. se bem que diferentes das dos adultos. 87 . etc. enrelvamentos do solo. Passam ao estado adulto ou de imago através de metamorfoses mais ou menos rápidas. sementeira directa.: sistemas de poda racionais. São instares: ovo. Instar – também designado por estádio. Limitação natural – limitação do desenvolvimento dos inimigos das culturas em consequência da acção de factores naturais (parasitas. imago. é a luta biológica. adequação da época de sementeira. Também se pode dizer que é o estádio reprodutor de um insecto. Fase do desenvolvimento de um artrópode compreendida entre duas mudas ou o estado final de imago. mas são geralmente incapazes de se reproduzir de forma sexuada. Imago – insecto adulto. Luta cultural – Adopção de práticas culturais tendentes a reduzir as populações dos inimigos das culturas como meio directo de luta. poda em verde. larva. As larvas possuem formas de auto-defesa. em consequência de determinadas circunstâncias. Consiste na introdução de predadores e parasitoides. predadores.). Larva – estádio imaturo. desfolhas. O único meio de controlo eficaz de algumas pragas. Ex. parasitoides. etc. dos Acarina (ácaros) que. como o aparecimento de resistências aos pesticidas. nos estádios seguintes (ninfa e adulto) possuem oito pernas. na sua criação em massa e seu lançamento (largada) sobre as culturas. que se desenvolve à sua custa. fertilização equilibrada. Têm forma bem distinta da dos adultos sexualmente maturos. entre o ovo e a ninfa. Também se designa por larva o primeiro estádio. sexualmente maturo (em condições de se reproduzir). Luta biológica – utilização de organismos variados para reduzir as populações de inimigos das culturas. de um insecto com metamorfose completa. Insecticida – matéria activa ou produto formulado que possui a propriedade de matar os insectos.Hospedeiro – organismo infectado por um parasita ou por um parasitoide. de origem local ou provenientes de outros países e continentes. rotações.

Nome científico – nome latinizado. A ninfa tem vida livre e activa. internacionalmente reconhecido. o estado ninfal evolui mais lentamente e de modo gradual. entre o estado larvar e o estado adulto. Frequentemente. Ex. cicadelídeos). Melada – substância açucarada excretada por alguns insectos ou ácaros fitófagos. Nos insectos de metamorfose incompleta ou gradual. que se desenvolvem à sua custa. alimentando-se nesse estádio. A ninfa é diferente do imago por ser sexualmente imatura (embora haja excepções) e pela falta de asas ou existência de asas rudimentares que se vão desenvolvendo gradualmente. de uma espécie ou subespécie. resultante do desperdício alimentar que fazem ao sugarem a seiva das plantas.Antrópodes Auxiliares na Agricultura Luta química – método de controlo de doenças e pragas. determinados fungos negros.: certas formigas alimentam-se de meladas de afídeos e de cochonilhas. Nestes insectos. a metamorfose implica uma considerável destruição dos tecidos larvares. O nome científico de uma espécie consiste no nome genérico (do género) e específico (da espécie). Estas meladas atraem muitos outros insectos e fungos. ninfas e imagos ocupam habitualmente os mesmos meios e têm o mesmo tipo de alimentação. os estados larvares e pupais são muito diferentes do estado imaginal e podem ocupar diferentes meios e ter alimentação diversa da dos imagos. pupa e imago. tendo as larvas e ninfas muitas semelhanças com o imago. Há insectos de metamorfose completa. Ordem – ver Família. como a fumagina das laranjeiras. em que o desenvolvimento é caracterizado por quatro estádios distintos: ovo. do autor ou autores da classificação. Neste caso. 1836). 88 . assemelha-se ao imago no tipo de armadura bucal e nos olhos compostos. Também se aplica a designação de ninfa aos estádios imaturos dos ácaros. larva. utilizando produtos químicos fitofármacos. Pode acrescentar-se ao nome do autor a data da classificação. Exemplo: Chrysoperla carnea (Stephens. através de extensões de segmentos do tórax (ex: antocorídeos. de origem natural ou sintética. Metamorfose – período de transformações rápidas do estado larvar ao estado adulto. desenvolvem-se frequentemente sobre as meladas excretadas por cochonilhas. seguido do nome ou da respectiva abreviatura. Ninfa – estádio de desenvolvimento dos insectos exopterigotos.

e no caso dos insectos parasitoides. 89 . pelo menos em determinadas fases da sua vida. de outro modo. no solo. permitindo depositar os ovos em lugares que. através do qual os ovos saem para o exterior. reproduzem-se. por ovos. mas interligadas. Estes ovos são depositados sobre as plantas. na larva do hospedeiro alojada no interior de um ramo.Ovoposição – postura de ovos. É formado a partir de porções modificadas de apêndices pares e constituído por várias partes distintas. 1973) Ovos – os artrópodes. os frutos. Ovipositor – órgão situado na extremidade posterior do abdómen das fêmeas dos insectos. grupo a que pertencem os ácaros e os insectos. Himenóptero parasitoide inserindo um ovo. seriam inacessíveis. O ovipositor é frequentemente alongado. e pode ser capaz de perfurar a cutícula dos animais ou das plantas. por vezes no corpo das vítimas. Paleártica (Região) e outras regiões bio-geográficas da Terra. através do ovopositor. (In Paul Debach.

ao qual provocam sempre a morte. Polinizador – insecto ou outro animal. Os que têm interesse económico na Agricultura. Exemplos: himenópteros afidiídeos. que estão relacionadas com a alimentação. por vezes centenas. vegetais e outros alimentos variados. que ao alimentar-se nas flores de pólen e néctar. designa-se a polinização por directa e no segundo. transporta o pólen dentro da própria flor dos estames para os estigmas ou de umas flores para outras. traça da uva. Os parasitoides podem ser solitários – o insecto é parasitado apenas por um parasitoide – ou gregários – vários parasitoides da mesma espécie parasitam a mesma vítima ao mesmo tempo. São quase sempre apêndices pares modificados dos segmentos cefálicos. estão geralmente repartidos por duas Ordens: Dípteros e Himenópteros. 90 .. mas não lhe provocando necessariamente a morte. causando-lhe danos. etc. piolhos das plantas. etc. levando os insectos o pólen de flores de uma espécie para outras da mesma espécie. Polífago – organismo que se alimenta de presas. Parasitoide – organismos em que apenas os estados larvares são parasitas. Os mais eficazes polinizadores da maioria das plantas cultivadas são as abelhas. Existe um grande número de insectos parasitoides pertencentes a diversas Ordens e Famílias. No entanto. quase todos os insectos são potenciais polinizadores. dípteros taquinídeos. Têm vida livre no estado de imago. Poliembrionia – fenómeno da divisão de um ovo em dois ou mais embriões. por polinização cruzada. Peças bucais – estruturas situadas em redor da boca dos artrópodes. podendo co-habitar numerosos indivíduos de diversas gerações sobre o mesmo hospedeiro. dando origem a grande número de descendentes provenientes dum único ovo original. No primeiro caso. Um número limitado de descendentes desenvolve-se a expensas dum único indivíduo hospedeiro..Antrópodes Auxiliares na Agricultura Parasita ou parasita verdadeiro – adultos e larvas podem viver como parasitas. Exemplos: carraças das ovelhas.

de modo a manter pragas e doenças a um nível suficientemente baixo para que os estragos causados possam ser economicamente toleráveis. Neste estádio. durante o qual ocorrem profundas modificações (metamorfoses). delas resultando a emergência de um imago radicalmente diferente dos estádios precedentes. dando origem a elevado número de indivíduos.Predador (Insecto ou Ácaro) – organismo que captura presas. adubações criteriosas. Predador de limpeza– predador que intervém no início das pululações de insectos ou ácaros prejudiciais às culturas. O predador necessita de várias presas para completar os seus diversos estádios de desenvolvimento e tem vida livre em todos os seus estádios móveis. praticando a luta biológica e biotécnica. ecológico e toxicológico. cessam a mobilidade a alimentação do insecto. Nos insectos 91 . protegendo e fomentando a fauna útil. que podem ser outros ácaros. proibindo-se os muito tóxicos e tóxicos e com elevada persistência no solo. matando-as para devorar de imediato ou reservando-as para alimentar a descendência nascida ou a nascer. Em Protecção Integrada procede-se à estimativa do risco que cada inimigo da cultura pode representar em dado momento. difícil de controlar e causando prejuízos assinaláveis. Em Protecção Integrada dá-se. Alimenta-se de um dado número de presas.. contribuindo para a manutenção de um grande número de insectos pragas a níveis em que não causam prejuízos na agricultura. Pupa – estádio de desenvolvimento juvenil dos insectos endopterigotos. adoptando práticas culturais racionais. relevância ao aproveitamento dos factores naturais que possam contribuir para a manutenção do equilíbrio de pragas e doenças. Pululação – desenvolvimento rápido de uma população de determinado organismo. insectos ou mesmo pequenos vermes. diminuindo eficazmente as suas populações. utilizando determinados pesticidas em detrimento de outros. Protecção Integrada – sistema de protecção de plantas que aproveita e integra todos os métodos aceitáveis do ponto de vista económico. de todo o modo. etc. procurando intervir apenas se o valor do nível económico de ataque para o inimigo (praga ou doença) em questão for ultrapassado.

servem de refúgio a uma variada fauna e flora naturais. Sementeira directa – processo de mobilização do solo em que não existe passagem de alfaia antes da sementeira. répteis e outros animais úteis à Agricultura. estas áreas de vegetação natural. presas de água. valiosos reservatórios de biodiversidade vegetal e animal. O combate às infestantes de pré-sementeira. dos heterópteros e de outros insectos picadores sugadores. patas e armadura bucal têm origem em discos imaginais internos e aparecem apenas durante o estado pupal. a fim de proteger o solo contra a erosão. Superfícies ecológicas de compensação – zonas pouco ou nada cultivadas (pastos naturais. Estas áreas são também. bem como a muitos insectos auxiliares. apenas a necessária para o enterramento da semente. A B C Alguns tipos de pupas: Díptero (A). aves insectívoras. sebes. e essa não é a sua função menos importante. etc.Antrópodes Auxiliares na Agricultura endopterigotos. quando necessário. destinadas a sugar alimentos líquidos ou liquefeitos. Formando ilhas no seio do ecossistema agrário ou uma malha interligada entre si. as asas.). Rostro – tipo de peças bucais dos afídeos. taludes. É o próprio semeador que mobiliza uma estreita faixa do terreno. quer do corpo de outros artrópodes predados. 92 . mamíferos. bordas dos campos. não mobilizando a entrelinha. Himenóptero (B) e Lepidóptero (C) Quiescência – ver Diapausa. é feito aplicando um herbicida e a superfície do terreno permanece coberta pelos resíduos aí existentes. reservas naturais. quer seja dos órgãos das plantas.

ISBN 972-8669-10-0. Triturador – peças bucais do tipo triturador. Umbelíferas – família de plantas cujas flores se agrupam em inflorescências em forma de umbela. Fundamentos de Acarologia Agrícola. Ex. M. supplément au n. 1990. Amaro & Baggiolini. Biological Control: A Guide to Natural Enemies in North America. Lisboa. J. etc.2007). 1982. Lisboa. salvo algumas excepções. 361 pp.09. 2003.nysaes. Lisboa. Bourdin et al.. em nenhuma fase da sua vida.º 423. Passos de Carvalho. nos insectos e ácaros. FONTES: AMARO. 276 pp. Abercombrie. Vol.html (20. 1987. Exemplos: cenoura. Os parasitoides. 11 pp. Paris. normalmente formado por quitina mais ou menos endurecida. Les Cahiers de PHYTOMA. etc. ISA/Press. X + 442 pp.cornell. 1986. Weeden & She. Cornell University USA. dos ácaros. Lisboa. no interior do organismo da vítima. Glossary.Tegumento – camada de revestimento dos artrópodes.. Antes se deslocam livremente. Univoltino – insecto que tem apenas uma geração anual (ex: mosca da cereja. Pedro. 423 pp.. Introdução à entomologia agrícola. 323 pp. Carmona & Dias. Définition des termes utilisés en protection des cultures. I.edu/ent/biocontrol/glossary. http://www. 93 . de alguns nevrópteros. et al..) Vida livre dos predadores – os predadores. Introdução à Protecção Integrada. funcho. A Protecção Integrada. etc. London. caçando e devorando as presas. apenas têm vida livre no estado imaginal. dum modo geral. Coccinella septempunctata.: o aparelho bucal dos coccinelídeos. The Penguin Dictionary of Biology. não vivem. 1996.

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09. Van der. XVI (1-2-3): 343-352. VILA. Margarida.nysaes. R. Editors. F. 1997. Shelton. David. Estudo das Pragas da Vinha na Região Norte numa óptica de Protecção Integrada. New York. & GARCIA-MARÍ. Relatório Final. 32: 203-213. M. University of California. E.) no Algarve.A problemática da limitação das populações do afídeo Nasonovia ribisnigri (Mosley) (Homoptera:Aphidoidea).2007). ISSN 0213-6910. Stethorus punctillum um auxiliar na luta contra o aranhiço vermelho em macieira. VIEIRA. Z. 1999. TÉLLEZ. 1971. F.A. Laura Monteiro & Espinha. Tain-L’Hermitage. 1997/98/99. ISSN 0871-018X. Principles of Biogeography: 244-248. Direcção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho. Porto. 1991. VIEIRA. 31: 5-22. A. Avaliação da fauna auxiliar associada ao olival em produção biológica em Trás-os-Montes. en parcelas de cítricos. 434 Pp. Influencia de la densidad de Liriomyza bryoniae en la mortalidad provocada por los parasitoides Chrysonotomyia formosa e Diglyphus isaea.San. ISSN 0213-6910. 19-20/ 12/1991. APHIDOIDEA). ISBN 2902646-13-5.. Isabel M. 34 Pp. ISSN 0995-1083. & Ilharco. G.cornell. na região Oeste de Portugal Continental.) e o seu combate pelo parasitóide Cales noacki (How. 102 . 26: 629-636. & URBANRJA. F..San.Antrópodes Auxiliares na Agricultura TEIXEIRA. Li & Hoffmann. WEEDEN. 19-20/12/1991. CECÍLIO. A. VALÉRIO. Plagas. San. MARZAL. & MEXIA. Plagas. VILLALBA. Influencia en el control biológico del cotonet Planococcus citri (Hemiptera: Pseudococcidae) de la liberación inoculativa de enemigos naturales y la eliminación de hormigas. Afídeos da macieira e pereira. Cecílio. 2000. 2 nd edition. Courrier de l’environnement de l’ INRA. ISBN: 90-931876-98-2. M. WATTS. Maria Margarida. Hayo M. 31: 385-395.. ISSN 00021911. Biological Control: A Guide to Natural Enemis in North America. 2005. VÁRIOS. Évaluer l’impact des pesticides sur l’environnement. 45(4): 387-396. XAVIER. A. Mª M. VIII + 35 pp. Gerald. Bol. Bol. M. Gonçalves. XVI (1-2-3): 63-70. LARA. 144 Pp. INIA. Madrid. Madrid. Amália & Inglez. http://www. Cornell University USA. Les Animaux nuisibles aux plantes ornementales. Madrid. L. Simpósio Protecção Integrada em Macieira e Pereira. 1980. ILHARCO. Agronomia Lusitana. Veg. Plagas. San. 2006. Veg.. 1997. SÁNCHEZ.. Maria Margarida. A.. & GONÇALVES. 2006. A. VIEIRA. BENTO. 3e édition. Oeiras. A. 1993. 32: 3-13. 1996.. ISSN 02136910.html (20. Integrated Pest Management for Citrus. Bol. TRACOL. WERF. N. Revista de Ciências Agrárias. Veg.. Veg. Revista de Ciências Agrárias. 1993. Flora adventícia em pomares de pomóideas e o seu papel no equilíbrio biológico de afídeos (HOMOPTERA. Plagas. TORRES. Simpósio Protecção Integrada em Macieira e Pereira. Bol. E. M. ISSN 0871-018X. ISSN 02136910. A Mosca-branca-dos-citrinos (Aleurothrixus floccosus Mask..edu/ent/biocontrol/parasitoids. . Andre & Montagneux. em cultura protegida de alface (Lactuca sativa Linné). Projecto INTERREG II nº I 1/1/3/ DGDR/ 97.

Anexos .

De modo a facilitar a consulta e leitura. distribuídos por Famílias. foram seleccionadas e cruzadas. Boletim da Sociedade Portuguesa de Entomologia. na Internet. Phytoma – teses de licenciatura e de mestrado. para elaborar quadros sintetizados. editados em revistas – Agronomia lusitana. Noutros casos. procuramos adaptar simplesmente à nossa realidade. e canadiana. como de resto em todo o conteúdo do trabalho. 105 A n e x o s . América Latina incluída. Boletim da OLIB/SROP. recenseados para Portugal. os conteúdos. anexamos um Glossário. livros. para cuja elaboração recorremos a diversas publicações incluídas na bibliografia.. gráficos e textos incluídos em Anexo visam complementar e esclarecer alguns dos temas apresentados no corpo principal deste livrinho. etc. Apresentam-se algumas listas de artrópodes. incluídas em trabalhos portugueses recentes. como o assunto Auxiliares apresenta muitas questões e facetas de âmbito universal. Plagas. têm origem em publicações (ver Bibliografia) maioritariamente europeias. No entanto. de origem americana. consultamos outras fontes. sobretudo através de páginas de Universidades. Os dados aqui reunidos. As informações mais relevantes e que poderão ter interesse prático para os utilizadores deste trabalho.Anexos Explicação Os quadros.

Ovos

Ovos

Ovos

Ovos

Ovos

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Ninfa/ Adulto

Ninfa/ Adulto

Ninfa/ Adulto

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Persistência

Persistência

106
INSECTOS PREDADORES HIMENÓPTEROS PARASITOIDES

Efeitos secundários não desejados dos produtos fitofarmacêuticos homologados em Portugal sobre alguns artrópodes auxiliares em culturas sob abrigo

ÁCAROS PREDADORES

Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos

Substância activa (Fungicidas) Phytoseiulus persimilis Crisopas Sirfídeos Aphidoletis Coccinelídeos aphydimiza

Amblyseius cucumeris

Amblyseius californicus Orius insidiosus Dacnusa Diglyphus Aphidius spp. Orius laevigatus Encarsia formosa

Trichogramma

1 1 0 1 1 3 1 2-3 1 0 2 2 1 0 1 1 1 0 1 4 1 0 2 1 1 0 1 2 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 2 1 3 1 1 0 0 2 1 1 4 1 1 1 1 1 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 1 1 1 1 0 0 0 1 1 1 <1 0 >1 1 1 1 2 1 4 1 1 3 0 -

3 2-3 1 0 1

1

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1 1 2 1 -

0 0 0 0 -

1 1 1 1 -

1 1 1 1 -

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1 1 -

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0 1 1 1 0 1 1 2 1 3 1 4 1 1 1 1 0 2 1 2 1 2 2 1 2 1 1 2 0,5 - 2 - 0 1 0 1 1 1 1 1 1 0

2 -

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1 -

1 -

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1 -

1 -

0 -

1 -

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4 1

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1 2

0

anidrido arsenioso arsenito de sódio benalaxil benomil bitertanol brometo de metilo bupirimato captana carbendazime carboxina cimoxanil ciprodinil clortalonil cresoxime-metilo dazomete diclofluanida difenoconazol dimetomorfe dinocape ditianão dodina enxofre espiroxamina fenarimol fenebuconazol fenehexamida

1

1

0

1

1

Efeitos secundários não desejados dos produtos fitofarmacêuticos homologados em Portugal sobre alguns artrópodes auxiliares em culturas sob abrigo
INSECTOS PREDADORES HIMENÓPTEROS PARASITOIDES

ÁCAROS PREDADORES

Substância activa (Fungicidas) Phytoseiulus persimilis Crisopas Sirfídeos Aphidoletis Coccinelídeos aphydimiza Ovos Adulto Ninfas Ninfas Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Larvas Adulto Larvas Larvas Larvas Larvas Persistência Persistência Persistência Persistência Persistência Persistência Persistência Larvas Adulto 1 1 0 0 0 1 1 2 2 1 1 0 0 1 2 2 2 1 1 0 0 1 1 4 1 2 4 0 1 0 1 1 1 3 2 0 1 1 1 1 1 1 3 4 4 3 2 0 4 1 1 1 4 3 2 Persistência Ovos Ovos Persistência Ninfa/ Adulto Ninfa/ Adulto Persistência Persistência

Amblyseius cucumeris

Amblyseius californicus Orius insidiosus Orius laevigatus Encarsia formosa Dacnusa Diglyphus Aphidius spp.

Trichogramma

Ovos

Ovos

Ninfa/ Adulto

Persistência

0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 1 1 2 1 0 1 1 0 1 1 2 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 -

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2 1 1

1 1 1 0 0 0 1 1 1 1 1 1 3 1 3 0 0 0 0 1 1 1 1 2 1 0 0 1 1 1 1 3 1 0 1 1 1 1 2 1 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 4 0 0 0 1 1 1 0 0 3 3 4 0 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 3 2 2 4 1 2 2 1 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 1 3 1 1 1 1 1 1 1 4 1 1 1 1 3 0 0 0 0 -

1 1 1 1 3

0 0 0 -

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0 0 0 -

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0 0 0 -

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1 -

1 -

fenepropimorfe fentina (hidróxido) fluaziname fluquinconazol flusilazol folpete fosetil-alumínio hexaconazol hidróxido de cobre imazalil iprodiona mancozebe manebe metalaxil metame-sódio metirame miclobutanil nuarimol oxicloreto de cobre penconazol pirimetanil procimidona procloraz propamocarbe (hidrocloreto) propiconazol propinebe 1 2 3 1 1 2 2 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 4 0 0 >4 1 1 1 0 0 0 -

-

-

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1

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1 1 -

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1 1 1 1

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A n e x o s

Persistência 0 2 >4 >4 2 0 >2 <1 -

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Ovos

Ovos

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Ninfas

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Larvas

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Larvas

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Persistência

Persistência

Larvas 2 1

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Persistência

Persistência

Persistência

Persistência

Ninfa/ Adulto

Ninfa/ Adulto

Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos

1 1 1 2 1 2 -

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Ninfa/ Adulto

Ninfa/ Adulto

Persistência

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2 2 4 2 >2 1 1 1 1 2 1 1 2 1 2 0 0 3 1 1 2 1 1 2 1 1 4 3 1 1 1 1 0 1 2 0 1 1 0 0 1 1 1 1 0 0 1 1 2 0 0 1 1 1 0 -

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0 <1 0 0

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quinoxifena sulfato de cobre tebuconazol tetraconazol tiabendazol tiofanato-metilo tirame triciclazol vinclozolina zinebe zirame

1 1

1 1

0 0

1 -

1 -

Fontes: BIOBEST( Bélgica ); ACTA ( Paris ); OILB/ SROP ( Organização Internacional de Luta Biológica/ Secção Regional Oeste Paleártica )

Os efeitos secundários dos pesticidas sobre os auxiliares estão agrupados em 4 categorias, de acordo com a classificação da OILB/ SROP:

Categoria 1 2 3 4

Toxicidade Não tóxico Pouco tóxico Medianamente tóxico Tóxico

Mortalidade < 25% de mortalidade 25 – 50% de mortalidade 50 – 75% de mortalidade > 75% de mortalidade

Os resultados apresentados respeitam a aplicações únicas. Em caso de aplicações repetidas de um produto, a toxicidade pode acumular-se e tornar um produto da categoria 1 ou 2 nocivo para os auxiliares. Os dados da presente lista baseiam-se nas doses aconselhadas pelo fabricante. Doses maiores ou menores podem resultar numa toxicidade superior ou inferior. Os períodos de persistência em semanas dos pesticidas referem-se às condições meteorológicas da Europa ocidental.

Persistência 1 2 -

108
INSECTOS PREDADORES HIMENÓPTEROS PARASITOIDES

Efeitos secundários não desejados dos produtos fitofarmacêuticos homologados em Portugal sobre alguns artrópodes auxiliares em culturas sob abrigo

ÁCAROS PREDADORES

Substância activa (Fungicidas) Phytoseiulus persimilis Crisopas Sirfídeos Aphidoletis Coccinelídeos aphydimiza

Amblyseius cucumeris

Amblyseius californicus Orius insidiosus Orius laevigatus Encarsia formosa Dacnusa Diglyphus Aphidius spp.

Trichogramma

1 0 4 2 2 1 .4 ..4 6-8 2 4 .4 ..3 ..1 0 1 .1 0 1 .1 0 1 .3 .4 >8 4 ....4 >8 4 ..4 4 .4 4 3 4 2 2 3 1 0 1 1 0 1 1 0 1 0 4 ..4 ...5 >8 0 0 >8 0.....4 4 3 .. Ovo Ninfa/ Adulto Persistência Ovo abamectina acefato acrinatrina aldicarbe alfa-cipermetrina amitraze azinfos-metilo azocicloestanho Bacillus thuringiensis beta-ciflutrina bifentrina brometo de metilo buprofezina butocarboxime butóxido de piperonilo + piretrinas carbaril carbofurão ciflutrina cihexaestanho cipermetrina ciromazina clofentezina clorfenvinfos clormefos clorpirifos deltametrina diazinão 4 4 4 4 4 4 3 1 1 4 1 4 4 4 4 4 1 1 4 3 4 2 2 3-4 >8 >8 3 4 0 0 >8 0 2 3-4 >8 0.1 4 2-3 1 0 4 ...4 6-8 4 .4 >8 4 >8 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 1 4 2 4 4 2 4 1 1 4 4 4 4 >8 >8 >8 0 >8 0 >8 1 >8 >8 0 >8 >8 6-8 1 3 2 3 3 1 3 3 2 4 4 4 4 3 4 4 1 4 3 4 4 1 4 2 1 1 3 4 2 1 >6 >6 0 >8 1 >8 0 >8 0 0 >8 1 4 1 4 1 1 1 4 1 2 4 0 0 0 >8 0 >8 4 1 4 4 4 4 4 4 4 1 4 4 4 4 0 4 4 4 4 3 1 4 1 4 4 3 4 2 4 2 4 2 4 4 4 4 3 3 1 1 4 1 4 4 3 4 1 1 4 4 4 3 3 >4 3 0 0 >8 0 8 >8 2 >8 >8 5 >8 1 4 4 4 4 4 1 4 2 3 4 1 4 1 1 2 3 4 2 4 3 4 >8 4 ...4 >8 4 >8 4 3 4 >8 4 .1 0 1 .1 0 1 .4 109 A n e x o s .4 1 0 1 1 0 1 4 .Efeitos secundários não desejados dos produtos fitofarmacêuticos sobre alguns artrópodes auxiliares Substância activa (Insecticidas e acaricidas) Sirfídeos Ovo Ovo Larva Larva Larva Ninfa Ninfa Pupa Larva Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Pupaa 1 >4 0 0 >8 0 >8 >8 0 >8 >8 2 2 3 1 1 4 1 4 4 1 4 1 4 4 4 4 Adulto Persistência Persistência Persistência Persistência Persistência Persistência Múmia Persistência Persistência Adulto 4 4 4 4 4 1 4 1 4 1 4 4 4 4 1 1 4 4 4 4 4 4 4 4 4 1 4 1 4 4 4 4 4 1 1 4 4 4 4 Persistência Ninfa/ Adulto Persistência Persistência Amblyseius cucumeris Amblyseius californicus Phytoseiulus Chrysoperla carnea persimilis Orius spp....4 >8 4 4 ..4 >8 4 4 2 4 >8 4 1 0 2 1 0 1 4 >8 .5 >8 1 4 4 1 3 4 1 4 1 3 4 4 4 4 1 4 4 4 4 4 ...4 >8 4 >8 4 2-4 4 >8 3 .4 >8 4 1 0 1 0 1 4 >8 4 ..1 0 4 >8 4 .4 4 >8 4 4 .2 4 .4 12 4 >8 4 4 4-6 - 4 4 4 4 4 4 1 4 1 4 4 4 1 1 4 4 4 1 4 2 4 >8 4 ..4 >8 4 2 4 >8 1 0 1 1 0 1 4 >8 .3 2 1 1 0 4 2 2 - 4 2-3 4 ........ Persistência >4 >4 >4 >2 0 >8 0 >8 >4 >8 0 >8 >4 >8 2 PARASITOIDES Dacnusa Aphidius Diglyphus spp....4 6-8 4 >8 1 4 3 - Ninfa/ Adulto 4 ...4 >8 . Encarsia formosa PREDADORES Cryptolaemus Aphidoletis Coccinelídeos montrouzieri aphydimiza Trichogramma spp..4 .4 ....1 0.1 0 1 ..4 >8 4 .1 0 1 .4 .0 1 4 >6 3 4 .1 0 4 .4 >8 4 4 2 2 4 >8 4 4 ...5 ..

...4 >8 3 1 3 4 3 4 1 4 4 4 4 0 <1 >8 0 >8 >8 >8 1 4 3 1 4 4 2 4 4 4 1 4 3 1 4 2 4 4 4 1 4 4 4 4 1 4 4 4 1 4 0 2 >8 3 >8 0 >8 0 >8 3 4 4 2 4 4 3 4 2 4 3 4 3 1 4 4 4 4 4 1 1 4 4 4 4 4 4 4 2 4 3 4-6 6-8 >4 >8 >8 >4 4-6 2 >4 >8 2 >8 Efeitos secundários não desejados dos produtos fitofarmacêuticos sobre alguns artrópodes auxiliares Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos Substância activa (Insecticidas e acaricidas) Amblyseius cucumeris Amblyseius californicus dicofol diflubenzurão dimetoato endossulfão enxofre esfenvalerato etoprofos fenazaquina fenepiroximato fenepropatrina fenoxicarbe fentião flucitrinato flufenoxurão formetanato (hidrocloreto) fosalona fosfamidão fosforeto de alumínio fosforeto de magnésio fosmete foxime hexaflumurão Imidaclopride lambda-cialotrina lindano lufenurão malatião 1 4 4 4 4 4 1 4 4 1 4 4 4 1 0 1 4 >8 4 6-8 2 ..4 >8 ........1 0 4 ....4 .Ovo Ovo Ovo Ovo Larva Larva Larva Ninfa Ninfa Pupa Larva Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Pupaa Adulto Persistência Persistência Persistência Persistência Persistência Persistência Múmia Persistência Persistência Persistência Adulto Ninfa/ Adulto Ninfa/ Adulto Persistência Ninfa/ Adulto Persistência Persistência Persistência 110 Phytoseiulus Chrysoperla carnea persimilis Sirfídeos Orius spp...0 4 >4 4 >8 4 ...4 ....4 . PARASITOIDES Dacnusa Aphidius Diglyphus spp. 0 0 0 0 0 0 0 0 2 0 0 3 1 4 2 1 4 4 4 1 4 1 1 1 4 1 2 4 1 4 4 1 4 4 4 4 1 4 1 2 4 2 1 4 4 4 4 2 2 0 8 2 0 >8 1 2 >8 0 6 0 1 0 0 >8 6-8 1-2 1 4 4 1 1 4 1 1 4 3 3 2 4 2 4 4 1 4 4 2 3 4 4 1 4 1 2 4 2 2 4 2 4 1 1 4 4 4 4 4 1 >8 >8 0 >8 2 0 0 4 >8 1 1 3 3 2 4 4 2 3 1 4 4 3 4 1 2 4 2 4 4 1 4 4 4 0 >8 >8 0 0 >8 >8 2 2 4 2 3 2 3 1 4 4 4 4 1 4 4 4 2 4 4 1 2 3 4 4 4 4 4 1 4 0 2 >8 >8 0 >8 >6 >8 1 4 1 4 4 0 2 0 >4 4 2 3 4 4 4 1 4 2 4 3 4 4 4 4 2 2 4 4 1 4 2 4 4 2 4 1 1 4 4 1 4 1 4 4 4 4 3 4 1 4 4 1 4 >8 0 >8 4 >2 >8 4 1 1 4 1 1 4 1 1 4 4 1 2 4 2 4 4 2 1 4 4 1-2 1 0 4 >8 4 >8 4 >4 4 >8 4 .1 ....4 2 1 4 >8 4 6-8 1 0 4 >8 - 4 1 3 1 1 3 1 3 1 1 1 4 1 1 1 3 1 1 - .1 .4 3 3 4 ..4 >8 4 1 .. Encarsia formosa PREDADORES Cryptolaemus Aphidoletis Coccinelídeos montrouzieri aphydimiza Trichogramma spp.4 ..4 >2 4 4 >8 4 4 >8 4 ..4 >8 ..

4 1 0 1 .4 .4 .3 0..5 2-4 0 6 0 2 4 4 4 4 3 3 1 4 1 4 1 1 2 4 1 2 4 2 3 3 4 8 4 .1 0 . Persistência 4 4 4 4 4 1 4 3 1 4 3 1 4 1 4 1 4 >4 >4 >8 2 0 >8 <1 >4 0 4-6 0 0 >2 >4 PARASITOIDES Dacnusa Aphidius Diglyphus spp....1 0 3 .3 1 0 1 4 >8 4 1 0 1 0 2 . Guia dos Produtos Fitofarmacêuticos 2002/ DGPC/ Oeiras...5 6-8 0 0 2 - 4 1 1 4 1 1 - 3 ..4 ..1 ...2 .4 4 >8 4 4 . Ovo Ninfa/ Adulto Persistência Ovo Ninfa/ Adulto metamidofos metidatião metiocarbe metomil mevinfos óleo de soja óleo de Verão ometoato oxidemetão-metilo óxido de fenebutaestanho permetrina pimetrozina piridabena pirimicarbe pirimifos-metilo propargite quinalfos tau-fluvalinato tebufenepirade tebufenozida teflubenzurão teflutrina triclorfão triflumurão vamidotião 4 4 4 4 3 3 3 4 4 1 4 1 3 2 4 3 4 2 1 4 4 6-8 3 4 1 8 1 0 >8 0 0.5 0 0 2 3 4 1 3 1 2 4 3 1 0 0 1 4 0 4 4 1 4 -3 4 2 4 4 4 2 4 4 1 4 4 0 4 4 4 4 4 2 1 4 1 4 1 4 1 2 1 Adulto Persistência Persistência Persistência Persistência Persistência Persistência Múmia Persistência Persistência Adulto 4 4 4 4 4 4 1 4 4 4 1 4 1 1 4 4 Persistência Ninfa/ Adulto Persistência Persistência Amblyseius cucumeris Amblyseius californicus Phytoseiulus Chrysoperla carnea persimilis Orius spp. ACTA (Association de Coordination Technique Agricole/ Paris ).1 .4 .4 4 .1 0 4 .3 1 .Efeitos secundários não desejados dos produtos fitofarmacêuticos sobre alguns artrópodes auxiliares Substância activa (Insecticidas e acaricidas) Sirfídeos Ovo Ovo Larva Larva Larva Ninfa Ninfa Pupa Larva Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Adulto Pupaa >4 4 >8 0 0...4 1 0 1 0 1 0 1 ..1 0 4 >8 4 >8 1 0 4 >8 4 1 0 4 .3 .1 0 .4 ....2 2-4 4 >8 4 4 .4 1 0 4 ... Biobest-Biological Systems/ Westerlo/ Belgium.2 .4 4 .2 ..4 4 4 4 1 4 4 >8 1 0 >8 4 4 4 4 2 4 1 4 1 1 4 4 1 1 4 - 4 4 4 4 4 3 4 4 3 4 1 4 3 4 4 4 1 1 4 - 6-8 >8 6-8 1 >8 0 >8 0 0 0.4 1 0 1 3 .4 4 .....4 ..5 0 >8 0.4 .1 4 6-8 4 1 0 2 . Encarsia formosa PREDADORES Cryptolaemus Aphidoletis Coccinelídeos montrouzieri aphydimiza Trichogramma spp.- Fontes: OILB/ SROP (Associação Internacional de Luta Biológica/ Secção Regional Oeste Paleártica)..4 .1 0 ...5 4 <1 1 4 .5 4 6-8 3 1 ...2 .1 ..<3 3 .3 4 .4 3 4 4 4 1 2 4 1 4 4 4 1 2 0 >8 >8 1 0 >8 1 0 4 4 1 3 4 4 4 4 4 4 4 4 >8 >8 4 4 1 1 6 0 0 4 4 4 4 3 4 4 4 3 2 4 1 4 1 4 4 4 4 4 1 4 1 4 1 >8 1 0 >8 0 3 4 4 4 4 1 4 4 1 4 1 4 1 4 3 2 1 1 1 4 8 4 6-8 4 >8 4 >6 4 1 1 ..4 4 . Koppert.- 4 4 4 4 1 4 1 1 4 1 4 0. 111 A n e x o s .

Antocorideos Mirídeos Ácaros Afídeos Psilas Cochonilhas Larvas de borboletas Mineiras das folhas Nóctuas Aleuroides Tripes Eficácia potencial importante – O auxiliar pode.Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos Eficácia potencial dos artrópodes auxiliares Pragas Auxiliares Chilocorus spp. Exochomus spp. Jean-Noël Reboulet (1987). Coccinella septempunctata Crisopas e Hemerobídeos Himenópteros parasitoides Stethorus spp. por si só. limitar sensivelmente a infestação da praga. limitar e mesmo controlar a infestação da praga. 112 Dípteros Taquinídeos Ácaros predadores Adalia bipunctata Sirfídeos . Cecidomídeos Estafilinídeos Scymnus spp. por si só. Fontes: ACTA (1984). Eficácia potencial reduzida – O auxiliar só muitpo raramente contribui para.

Sirfídeos Cecidomídeos Crisopas-Hemerobídeos Carabídeos-Cantarídeos Antocorídeos Mirídeos Nabídeos Ácaros predadores Dípteros Taquinídeos Himenópteros parasitoides de afídeos Himenópteros parasitoides de cochonilhas Himenópteros parasitoides de aleuroides Himenópteros tricogramas Himenópteros parasitoides de lepidópteros. diapausa) Ausência das culturas F M A M J J A S O N D 113 A n e x o s . Stethorus spp. coleópteros e dipteros Fonte: ACTA Legenda: Períodos de actividade intensa (multiplicação) Período de presença nas culturas. mas com actividade reduzida Presença nas culturas (hibernação.Períodos de presença e de actividade dos principais grupos de artrópodes auxiliares nas culturas J Coccinella septempunctata Adalia bipunctata Propylea quatuordecimpunctata Scymnus spp. Chilocorus spp.

Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos

Características de alguns Coccinelídeos predadores existentes em Portugal Nome científico e dimensões (mm) Stethorus punctillum Weise Imago – 1,3 a 15 Larva do ultimo estádio – 2,5 Características resumidas Corpo negro, pubescente, antenas e patas amareladas Acção e eficácia Polífago (Acarófago). É sobretudo predador de ácaros (ovos e formas móveis); tem maior importância como predador de afídeos, tripés, psilas (ovos) e cochonilhas. Capaz de exercer controle de significado económico sobre ácaros em macieiras. Utilizado em luta biológica. A fêmea em ovoposição pode consumir 40 ácaros por dia. Durante a fase larvar, chega a consumir cerca de 200 ácaros. Outras espécies de Stethorus são predadoras de mosca branca dos citrinos (Aleurothryxus floccosus). Afidófago. Espécie abundante em Portugal. Tem preferência pelo substracto vegetal elevado (árvores e arbustos). Predador de afídeos em fruteiras, florestais e ornamentais. É o mais importante predador de afídeos em pomares. Chega a consumir 450 afídeos no período do seu desenvolvimento larvar. Pouco frequente em herbáceas. Utilizado em Luta biológica; pode exercer controle satisfatório de infestações de afídeos, sobretudo no final da Primavera. Afidófago. Tem preferência pelo extracto vegetal elevado. Predador de afídeos em culturas arbóreas (fruteiras ornamentais) e florestais. Também aparece em culturas de lúpulo. Espécie muito frequente em Portugal. Apontamentos de Biologia Está distribuída fundamentalmente pela região paleártica ocidental, embora apareça também na Ásia. É plurivoltina (3 a 4 gerações anuais). Hiberna no estado adulto, sob folhas e outros detritos e sob as cascas das árvores ou nas suas fendas. Estas minúsculas joaninhas deixam-se cair pelo chão quando são incomodadas.

Adalia bipunctata L. Imago – 3,5 a 5,7 Larva do último estádio – 7,0

Corpo glabro, grande variedade de cores; são maioritárias duas formas: vermelha com dois pontos negros e negra com dois a quatro pontos vermelhos.

Espécie holártica, etiópica e possivelmente neo-tropical. É bivoltina*, com tendências univoltinas*. (1 a 2 gerações anuais). Hiberna perto dos locais de actividade e alimentação, nas imediações das culturas. Existem em Portugal diversas variedades desta espécie: sexpustulata, quadrimaculata, sublunata, etc.

Adalia decempunctata L. Imago – 3,5 a 5,5 Larva do último estádio – 6,0

Corpo glabro, de cor predominantemente amarelada, com número variável de pontos, 10 a 12, por vezes unidos, o que dá ao insecto uma cor fundamentalmente escura. Glabra, amarelo rosado ou rosa, com 8 pintas de distribuição irregular.

Distribui-se pelo continente Euroasiático, incluindo o Japão, e pelo Norte de África. É uma espécie plurivoltina*, com período de reprodução de Maio a Outubro.

Harmonia conglobata L. Imago – 3,4 a 5,0 Larva do último estádio – 5,5

Afidófago. E o coccinelídeo afidófago mais importante a surgir a C. septempunctata. Pode exercer controle satisfatório de afídeos.

Hiberna frequentemente junto dos campos cultivados, mas também migra para regiões montanhosas, chegando a ser encontrada a hibernar nas montanhas, a 4000 metros de altitude.

114

Características de alguns Coccinelídeos predadores existentes em Portugal
(continuação)

Nome científico e dimensões (mm) Coccinella septempunctata L. Imago – 5,5 a 8,0 Larva do último estádio – 12,0

Características resumidas Cor vermelha, com sete pontos negros sobre as asas.

Acção e eficácia Afidófago, predador de afídeos, com preferência pelas culturas herbáceas e arbustivas; também é predador de ovos de psila da pereira, tripes,mosca branca, ovos e pequenas larvas de lepidópteros, cicadelídeos, cochonilhas. Pode consumir 60 afídeos por dia e exercer controle satisfatório de populações de afídeos nas culturas. É utilizada em luta biológica.

Apontamentos de Biologia Espécie que se encontra distribuída por vastas extensões do planeta, desde as trundas, a Norte, até às regiões tropicais. No nosso clima, entra em actividade precocemente, na Primavera, logo que a temperatura seja superior a 12ºC. Tem 1 geração anual, com repouso estivo-hibernal perto dos locais de actividade. Pode, por vezes, ter uma 2ª geração.

Coccinella decempunctata L. Imago – 3,5 a 5,5

Corpo labro, amarelo Afidófago. torrado a castanhonegro, com 5 pintas de distribuição irregular em cada asa, por vezes juntas ou ausentes. Corpo negro, coberto de pubescência acinzentada , curta e pouco abundante, com duas manchas amareladas oblíquas. Afidófago. Predador de limpeza (como todos os Scymnus). Espécie muito comum. Esta e outras joaninhas do género Scymnus têm eficácia potencial importante como predadores de afídeos no substracto elevado(árvores e arbustos, milho, etc.) podem consumir 10 afídeos por dia. Também tem actividade ocasional como coccidófago (Lepidosaphes beckii, Saissetia oleae, Planococcus citri e outras). Os coccinelídeos do Género Scymnus apresentam 1 ou 2 gerações anuais e hibernam no estado adulto, nas próprias culturas ou nas suas imediações.

Scymnus subvillosus (Goeze) Imago – 2 a 2,5 Larva do último estádio – 5,0

Scymnus (Scymnus) apetzi Muls. Imago – 2 a 3,0 Larva do último estádio – 5,0 Exochomus quadripustulatus L. Imago – 3,7 a 5,1 Larva do último estádio – 7,0

Corpo negro, coberto Afidófago. Em plantas herbáceas, de pubescência curta e arbustivas e arbóreas. Consomem 10 bastante densa. afídeos por dia. Tem actividade ocasional como coccidófago. Corpo glabro, brilhante, quase sempre negro, por vezes castanho ou castanho-avermelhado, com 4 manchas vermelhas ou alaranjadas. Coccidófago, predador de Lepidosaphes Espécie paleártica. gloveri, Parlatoria blanchardi, Quadraspidiotus perniciosus – em cujo controlo apresenta eficácia,potencial importante – e outras. Predador secundário de pulgão lanígero da macieira (Eriosma lanigerum) e de outros afídeos e de mosca branca dos citrinos (Aleurothryxus floccosus). Outras espécies do género Exochomus têm acção esporádica sobre a cochonilha de S. José.

115

A n e x o s

Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos

Características de alguns Coccinelídeos predadores existentes em Portugal
(continuação)

Nome científico e dimensões (mm) Cryptolaemus montrouzieri Mulsant Imago – 4 a 5,5 Larva do último estádio – 6,5

Características resumidas

Acção e eficácia

Apontamentos de Biologia Introduzido da Austrália, na Europa e América. Foi introduzido em Portugal, proveniente de França, pela primeira vez em 1918. Utilizado em Luta Biológica contra cochonilhas em árvores de fruto, dos anos 20 até ao princípio dos anos 40 do século XX, por iniciativa dos serviços agrícolas do Estado. Frequente nos laranjais do Centro e Sul.

Corpo negro, coberto Coccidófago. predador de ovos, larvas e por pubescência longa imagos de cochonilhas dos géneros branca-amarelada Pseudococus, Planococcus e Pulvinaria. É utilizado actualmente em Luta Biológica, sobretudo contra cochonilhas em estufas. É também indicado para o controle de cochonilhas em Vinha e outras culturas arbóreas e arborescentes (citricultura e plantas ornamentais de ar livre). Também é predador de mosca branca dos citrinos (A.floccosus). Corpo glabro e negro brilhante. Os élitros apresentam 6 pontos vermelhos ou avermelhados transversais, quase unidos Coccidófago. Tem preferência pelo extracto vegetal elevado*. Predador importante das cochonilhas Saissetia oleae; Ceroplastes sinensis; Parlatoria blanchardi; Chrysomphalus dictyospermi, Lepidosaphes ulmi, etc. Predador muito activo da Cochonilha de S.José (Quadraspidiotus perniciosus), em cujo controle tem eficácia potencial importante. Larva e adulto podem consumir 20 a 40 cochonilhas por dia. É predador ocasional de afídeos e de mosca branca dos citrinos. Coccidófago. Larvas e adultos alimentam-se de Icerya purchasi e eventualmente de outras cochonilhas do mesmo Género. Tem eficácia potencial importante no controlo da Icerya. Também é encontrado e predar colónias de mosca branca dos citrinos. Afidófago, pode consumir até 30 afídeos por dia, sobretudo em plantas do extracto elevado. Predador de Aphis fabae, Aphis pomi, Hyalopterus pruni, Myzus persicae, etc. Tem eficácia potencial importante no controlo de afídeos em culturas de milho, leguminosas, batateira e hortícolas. Também é predador de mosca branca dos citrinos (A. floccosus)

Chilocorus bipustulatus L. Imago – 3,3 a 4,5 Larva do ultimo estádio – 5,0

Coccinelídeo de origem paleártica. As joaninhas do Género Chilocorus têm 3 ou mais gerações por ano. Hibernam na forma adulta nos pomares infestados por cochonilhas.

Vedalia (=Rodolia) cardinalis (Mulsant) Imago – 3 a 4,0 Larva do ultimo estádio – 5 a 6,5

Corpo pubescente vermelho, com manchas negras de forma, disposição e extensão variáveis

Espécie de origem australiana. Foi descoberto como predador da Icerya na Austrália, no séc. XIX. Introduzido pela 1ª vez em Portugal em 1987 para controlo da Icerya. Aparece hoje aclimatado em quase todo o país. Distribui-se pelos continentes Europeu e Asiático. É Plurivoltina (desenvolve 2 a 4 gerações anuais). Hiberna no estado adulto nas proximidades das culturas.

Propylaea quatuordecimpunctata (L.) Imago – 3,5 a 4,5 Larva do último estádio – 5,0

Corpo glabro amarelo, com 14 manchas negras, que podem reunir-se formando uma mancha semelhante a uma âncora

116

mas essencial coccidófago.floccosus). Calado. Neves de (1989). a sua área de distribuição actual estende-se até à África Central e ao sub-continente indiano. Corpo glabro. perniciosus. M. de mosca branca dos citrinos (A.5 Características resumidas Corpo negro. amarelo. Nieto Nafria (1992). Conceição Boavida (1986). especializado em cochonilhas farinosas (Planococcus. Nuñez Pérez. As fêmeas depositam os ovos no meio das colónias de cochonilhas. C. com ou sem manchas. Saissetia oleae. eriçados. forragens e hortícolas. mais escuros. Lepidosaphes beckii. A. Passos de Carvalho. Aleurothryxus floccosus e outros Aleuroides dos citrinos e Tetranychus urticae e outros ácaros. M. negro brilhante. Myzus persicae. Utilizado em luta biológica. Apontamentos de Biologia Lindorus lophantae (Blaisdell) Imago – 2 a 3. É plurivoltina. A. I. utilizado em luta biológica no combate a diversas cochonilhas (Q. Está aclimatado no nosso país.craccivora. de populações provenientes de França. com quatro manchas pentagonais amarelas nas asas Introduzido da Austrália e aclimatado. José (1994). terão entrada naturalmente a partir de laranjais do sul Espanha. Afidófago. Pseudococcus. nerii. pelas larvas do 3º estádio e pelos imagos das cochonilhas. Predador de Eriosma lanigerum e outros afídeos. Predador aínda. ACTA (1984). coberto de pubescência esbranquiçada Acção e eficácia Polífago. Tizado Morales & J.0 Corpo negro. para combate a cochonilhas. etc. Coccidífago. Algumas populações detectadas no sul. 117 A n e x o s . com pontos em numero variável (13 na forma nominativa) Fontes: Gumey & Hussey (1970). Coccinelídeo de grande polifagia e resistência. etc. Prefere o substracto elevado. Predador de Aphis fabae. Espécie paleártica.5 Larva do último estádio – 7.0 Corpo glabro. com pubescência esbranquiçada e alguns pelos dispersos. E.2 a 1.). Raimundo & Aves (1986). em verias regiões da Terra.0 Introduzido em Portugal em 1972-75. Adonia variegata (Goeze) Imago – 3 a 5. etc. J.). Hyalopterus pruni.Características de alguns Coccinelídeos predadores existentes em Portugal (continuação) Nome científico e dimensões (mm) Clitostethus arcuatus (Rossi) Imago – 1. J. Sousa. Tem preferência pelos ovos. mas também ocorre em cereais. Polífago. et al (1999). Ferreira (1985). Nephus (=Scymnus) reunioni Imago – 2. Dialeurodes citri. E.

beringela. fruteiras Pessegueiro. tabaco. Luzerna Chrysopa perla Observação em Chrysoperla carnea Laboratório Ovos 118 . milho. beterraba Macieira Citrinos Oliveira Oliveira Citrinos Batateira. etc. tomateiro Horto-floricolas. Chrysoperla carnea beterraba. Chrysoperla carnea Chrysoperla carnea Chrysoperla carnea Chrysoperla carnea Chrysoperla carnea Chrysoperla carnea Chrysoperla carnea Chrysoperla carnea Chrysoperla carnea Chrysoperla carnea Chrysoperla carnea Chrysoperla carnea Todos Larvas e ninfas Estados pré-imaginais e imagos Estados pré-imaginais Estados pré-imaginais Ovos e estados pré-imaginais Ovos e estados pré-imaginais Ovos e estados pré-imaginais Ovos e larvas dos 1os instares Larvas Ovos e formas móveis Ovos e formas móveis — Imagos 30 a 50 formas móveis/uma hora — 300 a 450 afídeos/ período de desenvolvimento larvar 12 500 ovos/ período de desenvolvimento larvar — Pessegueiro. Vinha (não no EDM) Macieira. vinha. etc. nogueira.Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos Alguns exemplos de predação de artrópodes prejudiciais à Agricultura por Chrysoperla carnea (Stephens) e outros Crisopídeos (Nevrópteros) Praga/Presa/ Nome comum/ /Nome cientifico Psila da pereira (Cacopsilla pyri) Mosca branca dos citrinos (Dialeuroides citri) Piolho da faveira (Aphis fabae) Pulgão lanigero da macieira (Eriosoma lanigerum) Cochonilha-algodão (Planococcus citri) Cochonilha negra (Saissetia oleae) Traça da oliveira (Prays oleae) Traça dos citrinos (Prays citri) Escaravelho da batateira (Leptinotarsa decemlineata) Tripes (Thrips tabaci) Aranhiço amarelo (Tetranychus urticae) Aranhiço vermelho (Panonychus ulmi) Piolho verde do pessegueiro (Myzus persicae) Piolho negro da luzerna (Aphis craccivora) Ácaros tetraniquideos Planta hospedeiro Crisopideo Estados predados Quantidades consumidas/ indivíduo/ período Pereira Citrinos Faveira. lúpulo. batateira.

. Mihaela (1999).C..Ferreira (1985). Gérman (1996). Ilídio (2006) 119 A n e x o s . Franco Díaz. Paulian. Ramos. larvas. J. adultos em situação de Macieira Chrysoperla carnea Estados pré-imaginais e imagos Estados pré-imaginais e imagos Larvas e ninfas Larvas Macieira Chrysopa septempunctata Chrysoperla carnea Chrysoperla carnea Vinha Citrinos Fontes: OILB/ SROP (1974). M. C.Alguns exemplos de predação de artrópodes prejudiciais à Agricultura por Chrysoperla carnea (Stephens) e outros Crisopídeos (Nevrópteros) (continuação) Praga/Presa/ Nome comum/ /Nome cientifico Lagarta da couve (Mamestra brassicae) Processionária do Pinheiro (Thaumetopoea pityocampa) desenvolvimento larvar Piolho cinzento da macieira (Disaphis plantaginea) Afideos da Macieira (diversas espécies) Mosca do vinagre (Drosophila melanogaster) Mineira dos rebentos dos citrinos (Phyllocnistis citrella) Planta hospedeiro Crisopideo Estados predados Quantidades consumidas/ indivíduo/ período 230 larvas neonatas/ período de desenvolvimento larvar 530 ovos e 250 larvas neonatas/período de enfraquecimento 200 a 500 afideos/ período de desenvolvimento larvar 300 a 400 adultos ou 1000 larvas/ período de desenvolvimento larvar — — Couves (Observação em Laboratório) Pinheiros Chrysoperla carnea Larvas neonatas Chrysoperla carnea Ovos. Franco. Ana Paula & Moreira.

1834 Urolencon spp. 1855) Brachycolus cucubali Brevicorne brassicae Myzus persicae Rhopalosiphum maidis Rhopalosiphum padi 120 . etc. hortícolas Trigo. R. 1834 Acyrthosiphon pisum Macrosiphum euforbiae Phorodon humuli Nasonovia ribisnigri – Aphidius funebris MacKauer. autóctone da região mediterrânica. aveia Citrinos (Citrus spp. 1834 Macrosiphum rosae – Faz parte do complexo de parasitoides de afídeos das searas. Sitobion avenae. SIM Notas Tem tendência para parasitar todos os afídeos da colónia. Roseira (Rosa spp. 1980 Aphidius ervi Haliday. padi. 1961 Aphidius matricariae Haliday. Aphidius rhopalosiphi Rhopalosiphum De Stefani-Perez. – – Também se encontra sobre outras espécies de afídeos do complexo das searas de trigo. Favorecido pela presença de canaviais de Arundo donax. Schizaphis graminum Aphidius rosae Haliday.) cereais (Silene vulgaris) Couves (Brassica oleracea) Mostarda (Sinapis arvensis) cereais cereais – – – Aphidius uzbekistanicus -afídeos Lutzhetski Diaeretiella rapae (M’Intosh. Aphis craccivora Dysaphis plantaginea Myzus persicae e Myzus ornatus Rhopalosiphum padi e Shizaphis graminum Toxoptera aurantii Aphis fabae Aphis frangulae gossypii . Endoparasita.. Chondrilla juncea) Macieira Pessegueiro. Espécie exótica introduzida ( do subcontinente indiano?).) Batateira ( Solanum tuberosum ) Beterraba (Beta vulgaris) Cereais de pragana SIM SIM Utilização em L. – Aphidius eadyi Star´ Acyrthosiphon pisum y Gonzalez & Hall. 1902 nymphaeae.Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos Alguns himenópteros parasitoides (autóctones e/ou introduzidos) da família APHYDIIDAE Nome científico Aphidius colemani Viereck. 1912 Afídeos parasitados Myzus persicae e Hyalopterus pruni Melanaphis donacis (hospedeiro alternativo) Aphis gossypii Plantas/ Culturas Pessegueiro (Prunus persica) Canas (Arundo donax) Meloeiro. pepino Ervilheira (Pisum sativum) Luzerna (Medicago sativa) Ervilheira (Pisum sativum) e cereais (aveia e trigo) Batateira (Solanum tuberosum) Luzerna (Medicago sativa) Lúpulo (Humulus lupulus) Alface (Lactuca sativa) Diversas espontâneas (Sonchus spp. beterraba. – Espécie muito polífaga.B.

Detectado em Espanha em populações de afídeos em variadas espontâneas (Cardos. É preponderante sobre outros Afidiídeos. – Lysiphlebus testaceipes Aphis fabae Toxoptera (Cresson. 1880) aurantii Aphis nerii Aphis gossypii Aphis pomi Aphis spiraecola Brachycaudus prunicola Myzus persicae Rhopalosiphum padi . dispersou-se rápidamente pelos países vizinhos (Itália.) Camélia (Camelia japonica) Aloendro (Nerium oleander) Citrinos (Citrus spp. beterraba.Alguns himenópteros parasitoides (autóctones e/ou introduzidos) da família APHYDIIDAE (continuação) Nome científico Ephedrus persicae Froggatt. Espanha. etc.B. Lysiphlebus fabarum (Marshall. . parasita de preferência espécies de afídeos que enrolam as folhas e formam densas colónias em árvores e arbustos. testaceipes pode atingir quase 30% de parasitismo em Aphis pomi e Disaphis plantaginea. Em Espanha. – Notas Tal como a espécie Ephedrus plagiator. spp. etc. obtiveram em alguns locais a quase completa erradicação do afídeo Toxoptera aurantii.… Cereais de pragana Utilização em L. Urtigas. o L. em parasitismo natural. SIM Phaenoglyphis villosa Htg. verificaram que. foi observada pela primeira vez em 1985. 1904 Afídeos parasitados Aphis fabae Brachycaudus amygdalinus Brachycaudus helichrysi Dysaphis plantaginea e Aphis pomi Disaphis pyri Plantas/ Culturas Batateira (Solanum tuberosum) Pessegueiros (Prunus persica) Pessegueiros Macieira (Malus comunis) Pereira (Pyrus comunis) Faveira (Vicia faba) Erva moira (Solanum nigrum) Citrinos (Citrus spp. Portugal). hortícolas.) Dormideira (Papaver somniferum) Citrinos (Citrus spp. Heras. Afídeos Cereais – 121 A n e x o s Espécie de origem neártica. introduzida no sul de França (Antibes) em 1973-74. Utilizando o insecto em Luta biológica. etc.).) e melancia (Cucumis melo) Macieira (Malus domestica) Citrinos Pessegueiro (Prunus persica) Pessegueiro. Espécie autóctone da região mediterrânica. Em Portugal. 1896) Aphis fabae Aphis solanella Aphis spiraecola Aphis craccivora Aphis verbasci Hyalopterus pruni Brachycaudus prunicula Toxoptera aurantii. Silvas.) Feijoeiro (Phaseolus vulgaris) Verbasco (Verbascum sinuatum) Pessegueiro (Prunus persica) Citrinos (Citrus.

Cecílio (1991-95). 1833) – – – – Os aphidiideos são parasitoides específicos de afídeos e largamente polífagos relativamente a estes.) Pessegueiro (Prunus persica) Nespereira do Japão (Eriobotrya japonica) Feijoeiro ( Phaseolus vulgaris ) – Nogueira (Juglans regia) Sobreiro (Quercus suber ) Utilização em L. Pons.B. Star y et al (1996). 1833) – – Trioxis brevicornis (Haliday. Fonte principal: A. Arminda Cecílio (1994). SIM Notas – Trioxys angelicae (Haliday. X.J. 1833) Trioxys pallidus (Haliday. Melia (1993).Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos Alguns himenópteros parasitoides (autóctones e/ou introduzidos) da família APHYDIIDAE (continuação) Nome científico Praon volucre (Haliday. A.Michelena (1994). Outras fontes: E. Tizado Morales et al (1992). 1833) Afídeos parasitados Hyperomyzus lactucae Macrosiphum rosae Hyalopterus pruni Aphis pomi Aphis spiraecola Aphis fabae Aphis frangulae Aphis gossypii Aphis lupoi Toxoptera aurantii Hyadaphis foeniculi Chromaphis juglandicola Hoplocallis pictus Plantas/ Culturas Sonchus oleraceus Roseira (Rosa sp. J. e tal (2004) ´ 122 .M. P.

lanigerum. Introduzida para o controle de L. aurantii será originária da China ou do Japão. é o seu parasitoide mais importante.Alguns himenópteros parasitoides (autóctones e/ou introduzidos) da família APHELINIDAE Nome científico Aphelinus asychis (Walker) Aphelinus mali Howard Insectos parasitados Nasonovia ribisnigri Pulgão lanígero da macieira (Eriosoma lanigerum) Plantas/ Culturas Alface (Lactuca sativa) Macieira (Malus sp) Utilização em L... Ectoparasitoide polífago. Citrinos (Citrus spp.) SIM Aphytis mytilaspidis Le Baron Aphytis proclia Walker Aspidiotiphagus citrinus Caccophagus lycimnia Caccophagus scutellaris Dalman Cochonilha vírgula da laranjeira (Lepidosaphes beckii) Cochonilha de S.) Pomóideas. Pomóideas. de 30%. etc. Originário do subcontinente indiano.) Citrinos (Citrus spp. Prunóideas. Oliveira. A n e x o s – – – – – 123 .) – Aphytis lepidosaphes Cochonilha vírgula da Compere laranjeira (Lepidosaphes beckii) Citrinos (Citrus spp.) SIM Aphytis melinus De Bach Aonidiella aurantii Citrinos (Citrus spp. José (Quadraspidiotus perniciosus) Cochonilha de S. José (Quadraspidiotus perniciosus) Saissetia oleae Coccus hesperidum Citrinos (Citrus spp. Prunóideas. é muito eficaz. em condições naturais. No EDM tem grande eficácia no controle da praga. A cochonilha A. para combate ao E.) – – Autóctone da região mediterrânica. Autóctone da região mediterrânica. capaz de reduzir as populações em c. beckii. – SIM Notas – Introduzido na Europa (França) em 1920. Originária da China.introduzido em quase todos os países citrícolas. etc. – Aphytis chrysomphali “Piolho” vermelho da Califórnia (Aonidiella aurantii) Citrinos (Citrus spp. está aclimatado em todo o continente europeu. Endoparasitoide polifago.B.

Neste caso. Elias & H.) SIM SIM – Fontes: M. dando preferência às do 2º e 3º estádios. Sanchis. Ramos. – Tem eficácia reduzida (< 20%) Introduzido da América Tem maior eficácia contra Bemisia. P. É o único parasitoide que controla eficazmente a mosca branca. M. Ilídio (2006).Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos Alguns himenópteros parasitoides (autóctones e/ou introduzidos) da família APHELINIDAE (continuação) Nome científico Caccophagus semicircularis (Föerster) Cales noacki Howard Insectos parasitados Saissetia oleae Plantas/ Culturas Oliveira. depondo um ovo em cada uma. A. Unaspis citri Moscas brancas das estufas (Trialeurodes vaporariorum e Bemisia tabaci) Citrinos (Citrus spp.) Citrinos (Citrus spp. Carlos. M. & Mexia.) Citrinos (Citrus spp. 124 .) Utilização em L. Endoparasita dos estados juvenis destas cochonilhas. J. Chega a ter uma eficácia próxima dos 100%.) Citrinos (Citrus spp. Ana Paula & Moreira.A. Ilharco.. Schanderl (1997). B.. A. Gonzalez (1994). Troncho.) Encarsia formosa Horto-florícolas SIM Em presença das duas moscas. Parasita as larvas. – Encarsia lounsburyi Chrysomphalus (Berlesi & Paoli) pinnulifer Encarsia strenua Eretmocerus californicus Eretmocerus mundus Marieta picta (André) Moscas brancas dos citrinos Moscas brancas dos citrinos Mosca branca das estufas (Bemisia) Planococcus citri Citrinos (Citrus spp.) SIM (Exper. Michelena. A. O. Citrinos (Citrus spp.) Horto-floricolas Citrinos (Citrus spp. et al (1992). Malais & Ravensberg ( 1992). A. P. Franco.B. Distribuída pelas regiões de clima temperado de todo o mundo. Cada fêmea pode parasitar 100 larvas de mosca branca.) – SIM (Exper. R. Soto et al ( 2001). F. Cecílio. Lepidosaphes beckii. (2006). Vieira (1980). E. dá bons resultados a introdução de Encarsia e Eretmocerus. J. Valério. introduzindo um ovo em cada uma. Encarsia citrina Craw Chrysomphalus dictyospermi. prefere a T vaporariorum. – Notas – Moscas brancas dos citrinos (Aleurothrixus floccosus) SIM Introduzido. Soares.

Citado para a França. Vinha – Bracon laetus Wesm.) Bichado das pomóideas (Laspeyresia pomonella L. Apanteles xanthostigmus Hal.) Larvas da geração carpófaga de traça da oliveira (Prays oleae Bern. Oliveira – 125 A n e x o s . Utilização em L. traça-da-uva (Lobesia botrana Den. nogueira. salgueiro. com presença residual. & Schiff. chegando a atingir 40% de parasitismo. choupo. Muesbeck Apanteles spurius Wesmael Lagartas de Abraxas pantaria L.) Apanteles lacteicolor Euproctis Viereck chrysorrhoea L. em condições naturais. freixo.) Pomóideas.). Lagartas de Lymantria dispar L. dispar L. idem Freixo Sobreiro e outras Oliveira – – – – É um parasitoide polífago. Sobreiro. – Apanteles vitripennis Lagartas de Lymantria Hal. Apanteles melanoscelus Ratzeburg Thecla ilicis Esp. etc. etc.Alguns himenópteros parasitoides (autóctones e/ou introduzidos) da família BRACONIDAE identificados em Portugal Nome científico Insectos parasitados Plantas/Culturas Sobreiros Sobreiro Couves Tomateiro Sobreiro. Suissa e Região Demarcada do Douro. Apanteles kasak Telenga Lagartas de Lepidoptera Geometridae Lagarta da couve (Pyeris brassica) Lagarta do tomate (Heliothis armigera Hbn. Sobreiro Sobreiro. Ascogaster quadridentata Wesmael Lagartas de traça da oliveira (Prays oleae Bern. castanheiro. choupo. com taxas de parasitismo baixas em Prays oleae. Lagartas de Lymantria dispar L.B. freixo. Apanteles porthetriae Lagartas de Lymantria dispar L. Endoparasita ovo-larvar. Apanteles liparidis Bch. – – – – – Notas Agathis syngenensis Lagartas de Tortrix viridiana Nees Apanteles cajae Bouché Apanteles glomeratus L. – – É considerado o parasitoide mais importante das lagartas de Lymantria dispar em sobreiro.

Glyptapanteles militaris Oliveira Crucíferas Hortícolas (tomateiro) Hortícolas (tomateiro) Horto-florícolas Sobreiro Milho Oliveira Hortícolas (tomateiro) Sobreiro – – – – SIM – – – – – – – – – – – – – – – – – – – Habrobracon Lagartas de traça da crassicounis Thoms.) Dacnusa sibirica Telenga Eubadizon extensor L. Lagartas de Tortrix viridiana L. Broca do milho Mythimna unipuncta Plantas/Culturas Sobreiro Oliveira Utilização em L. Cotesia glomeratus Cotesia kazak (Telenga) Cotesia plutellae (Kurd. oliveira (Prays oleae Bern.Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos Alguns himenópteros parasitoides (autóctones e/ou introduzidos) da família BRACONIDAE identificados em Portugal (continuação) Nome científico Bracon variegator Nees Chelonus eleaphilus Silv. Larvas de Abraxas pantaria L. Insectos parasitados Lagartas de Tortrix viridana Larvas e crisálidas da geração carpófaga de traça da oliveira (Prays oleae Bern. Lymantria dispar L. – – Notas – Parasitoide endófago Chelonus nitens Reinh. Larvas e crisálidas de Thaumetopoea pityocampa Schiff. Lagartas de Tortrix viridiana L.) Macrocentrus sp.) Lagartas de traça da oliveira (Prays oleae Bern. pinheiro – – Freixo Pinheiro Pinheiro 126 . Euproctis chrysorrhoea L.B.) Pieris rapae Helicoverpa armigera Helicoverpa armigera Liriomyza spp. Sobreiro Freixo. Helicoverpa armigera near collaris (Spinola) Macrocentrus toraxicus Nees Meteorus rubens Nees Meteorus pallidipes Wesm Meteorus versicolor Wesm Lagartas de Tortrix viridiana L.

Alguns himenópteros parasitoides (autóctones e/ou introduzidos) da família BRACONIDAE identificados em Portugal (continuação) Nome científico Microdus cingulipes Nees Microdus dimidiator Nees Microdus rupifes Nees Microplitis mediator (Haliday) Phanerotoma dentata Panaz Opius concolor Szepl Insectos parasitados Lagartas de Tortrix viridiana L. C. Gonçalves (2000). Ferreira (1985). C. antófaga e carpófaga) Chrysomphalus dictyospermi Planoccocus citri Planoccocus e Pseudoccocus spp. COSTA. originária da América do Sul. Leptomastix dactylopii Prays oleae (Larvas das gerações filófaga. & TORRES. Vinha. Oliveira – – – SIM – Espécie exótica. R.B. R. Prays oleae Bern.(2006) 127 . ALVES.) Helicoverpa armigera Prays oleae Bern. – – – Notas – – Citado para a Suissa – – SIM – – – – – – – Rhogas circunscriptus Prays oleae Bern. ´Icerya purchasi Citrinos Citrinos. A n e x o s Fontes: M. Encirtídeos (ENCYRTIDAE) Ageniaspis fuscicollis Dalm. A. Bento & M.. Bichado das pomóideas (Laspeyresia pomonella L. ssp. Lagartas de Tortrix viridiana L. Parasitoide de larvas do 2º e 3º estádios e das fêmeas adultas. prasysincta Sil. um em cada cochonilha. Põe 80 a 100 ovos. Bactrocera oleae (Gmelin) Plantas/Culturas Sobreiro Sobreiro. Teixeira. etc. Disseminado por todo o mundo.. F.. C. CARLOS. L. carrasqueira Pomóideas. Nees Rhogas testaceus Met. nogueira Hortícolas (tomateiro) Oliveira Oliveira Oliveira Oliveira Utilização em L. B. Tem também actividade predatória. Aphycus flavus How. ornamentais. M.

Chrysonotomyia formosa Westwood Citrostichus phyllocnistoides (Narayanan) Dicladocerus westwoodi Westood Diglyphus isaea (Walker) Phyllocnistris citrella Phyllocnistris citrella Nóctuas. mesmo fora do período de ovoposição. sugando as larvas das mineiras. Utilizado experimentalmente – Ceranisus lepidotus Frankliniella Graham occidentalisThrips spp. vitatus Walker Cratotechus larvarum L. Liriomyza spp. pictus (Nees) C. Oliveira Citrinos Citrinos Sobreiro Horto-florícolas – – – – SIM Experim. Phyllocnistris citrella Oliveira. – – Notas – Parasitoide larvar.B. Phyllocnistris citrella Horto-florícolas – Citrinos – C.Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos Alguns himenópteros parasitoides (autóctones e/ou introduzidos) da família EULOPHIDAE Nome científico Aprostocetus flavifrons (Walker) Insectos parasitados Phyllocnistris citrella Plantas/Culturas Citrinos Horto-florícolas Utilização em L. Larvas de Tortrix viridiana L. – – Diglyphus poppoea (Walker) Dimmockia incongruus Ashm. Horto-florícolas Sobreiro Oliveira SIM – 128 . tem comportamentos predatórios. Tortrix viridiana L. LaSalle & Huang Frankliniella occidentalisThrips spp. Ceranisus menes (Walker) Cirrospilus brevis Zhu. apresenta eficácia da ordem dos 80%. Dacus oleae Gmel. Liriomyza spp. – – – – – Tem interesse como complementar de Diglyphus isaea – Phyllocnistris citrella Citrinos Larvas de Prays oleae e P. Citrinos – – Horto-florícolas Citrinos SIM A fêmea põe 60 a 100 ovos. elongatus Boucet Larvas de Prays oleae C. Utilizado experimentalmente Parasitoide larvar. citri Liriomyza spp.

Alguns himenópteros parasitoides (autóctones e/ou introduzidos) da família EULOPHIDAE (continuação) Nome científico Elacahertus affinis Masi Elasmus flabellatus Fonscolombe Eulophus larvorum Nees Hemiptarsenus unguicells Zett Kratochviliana gemma Walk. Prays citri traça da oliveira (Prays oleae) e mosca da azeitona (Bactrocera oleae) Larvas de Prays oleae e de Phylocnistis citrella Phyllocnistris citrella Phyllocnistris citrella Phyllocnistris citrella Larvas de Prays oleae Larvas de Prays oleae Cicadelídeos Ovos de Processionária (Thaumetopoea pityocampa Schiff. – – – – – – – Notas Em vinhas do Alto Douro – – – – – – Oliveira Citrinos Citrinos Citrinos Citrinos Oliveira Oliveira Vinha. mediterraneus Ferrière & Delucchi) P.. Teixeira. & TORRES. – – – – – – – Utilizado experimentalmente contra a mineira dos rebentos dos citrinos (P. LARA. Gonçalves (2000). F. SÁNCHEZ. & Schiff. Franco. CARLOS. C. et al (1996). M. Lacasa. Fontes: M. COSTA. 129 . J. Ramos. C. Ilídio (2006). B. . ALVES. Cardoso. Tetrastichus ledrae Viggiani Tetrastichus servadeii Dom. Ana Maria (1995). Ana Paula & Moreira. (2006). Oliveira Utilização em L.. R. L. . C. TÉLLEZ. Ferreira (1985). C. E. Tetrastichus amethystinus Ratz. A.) Insectos parasitados Lobesia botrana Den. Mª M. Larvas de Prays oleae Larvas de Prays oleae Phyllocnistris citrella Phyllocnistris citrella. . Sympiesis gregori Boucek Teleopterus erxias Walk. R. citrella) – – – – – – – A n e x o s Semielacher petiolatus (Girault) Sympiesis sp. A. Prays citri Larvas de Tortrix viridiana L. A. beterraba Pinheiro SIM Experim. gramíneas.( 2006). Bento & M. & URBANEJA. L. pectinicornis (L. Neochrysocharis formosa (Westood) Pnigalio agraules Walker (=P.B. .) Plantas/Culturas Vinha Citrinos Sobreiro Oliveira Oliveira Citrinos Citrinos.

nogueira – – – Parasitoide larvar polífago Sobreiro Oliveira Videira – – – – Pimpla alternans Gravenhorst Scambus detrita Holmg.) Oliveira Pomóideas. Ctenochares bicolorus L. Larvas e crisálidas de processionária (Thaumetopea pityocampa Schiff. 130 . Larvas de Prays oleae Bichado das pomóideas (Laspeyresia pomonella) Tortrix viridana Larvas de Prays oleae Traça da uva (Lobesia botrana Den. Insectos parasitados Larvas de Prays oleae Plantas/Culturas Oliveira Sobreiro Horto-florícolas Oliveira Sobreiro Pinheiro Utilização em L. & Schiff.) Larvas de Prays oleae Exochus notatus Hol.Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos Alguns himenópteros parasitoides ( autóctones e/ou introduzidos ) da família ICHNEUMONIDAE Nome científico Angitia armilata Thom. Diadegma semiclausa Hell. viridana L. Oliveira Horto-florícolas Oliveira Oliveira – – – – – – – – Hyposoter didymator Helicoverpa armigera e outras Nóctuas Thunberg Horogenes armilata Larvas de Prays oleae Gravenhorst Horogenes tibialis Gravenhorst Itoplectis alternans Gravenhorst Pristomerus vulnerator Panzer Larvas da geração antófaga de Prays oleae Bern. – – – – – – Notas – – Parasitoide pupal – – – Campoplex difformis Larvas de Tortrix Gmel. Ephialtes calobata Gravenhorst Erigorgus femorata Aubert Helicoverpa armigera e outras Nóctuas Larvas de Prays oleae Larvas de Tortrix viridana L.B.

A. Costa. Gonçalves (2000). L. J. J. Plantas/Culturas Sobreiro Cereais Cereais Oliveira Sobreiro Pinheiro Oliveira Couves Oliveira Figueira Utilização em L. Tão. Ilídio (2006).. C. Alves.B. C. Madeira. Bento & M. – – Notas – Parasitoide larvar polífago. Ramos.B. A. B. & Mexia. Insectos parasitados Tortrix viridiana L. nogueira sobreiro Utilização em L. Habrocytus chrysas Walk. A.. E. C. C. Franco. M. Teixeira. Prays oleae Lagarta da couve (Pieris brassicae L.Alguns himenópteros parasitoides ( autóctones e/ou introduzidos ) da família ICHNEUMONIDAE (continuação) Nome científico Scambus elegans Wold. Bento & M.. Ferreira (1985). R.. Figueiredo. Gonçalves. A. & Torres. Pteromalus puparum L. H. C. Gonçalves (2000). A. R. Plagas. Gonçalves (2000). Bento & M. Carlos. Alguns himenópteros parasitoides (autóctones e/ou introduzidos) da família PTEROMALIDAE Nome científico Amblymerus tibialis Westw. Veg. Bol. Fonte: R. Afideos Afídeos Bactrocera oleae Lymantria dispar L. (1998). Ana Paula & Moreira..2000 131 . Ferreira (1985). Teixeira. San. Avaliação da fauna auxiliar associada ao olival em produção biológica em Trás-os-Montes. R. C. Thaumetopoea pityocampa Schiff.. R. Fontes: M. 26: 629-636. Teixeira. Marques. (2006). Scutellista cyanea Malt. Trichomma enecator Rossius Insectos parasitados Larvas de Prays oleae Bichado das pomóideas (Laspeyresia pomonell) Tortrix viridana Plantas/Culturas Oliveira Pomóideas. – – – – – Notas – – – – – – – – – – – A n e x o s Fontes: M. F. Asaphes suspensus Nees Asaphes vulgaris Walker Cyrtoptyx latipes Roud. Dibrachys boucheanus Ratz.) Saissetia oleae Ceroplastes rusci L..

distintas apenas no abdómen do macho – Tem acção sobre Tortrix viridana L. quase sem pilosidade – Olhos com pilosidade. estreitas Olhos quase glabros. Compsilura concinata Meigen – – – Sobreiro – – – – Tortrix viridana L. Sobreiro. Fruteiras Degeeria luctuosa Meigen Elodia tragica Meigen – 3.Antrópodes Auxiliares na Agricultura – Anexos Alguns Dípteros Taquinídeos (Tachinidae) identificados em Portugal Espécie Dimensões Características (mm) 3–5 Olhos glabros. – Tortrix viridana L. Abdómen com desenho negro mosqueado. Fruteiras Aphria longirostris Meigen Arrhinomyia tragica Meigen Bactromyia aurulenta Meigen Blepharipa scutellata R.5 Olhos glabros. Bandas transversais no abdómen. Lepidoptera Geometridae Lymantria dispar L.) Haltica ampelophaga – – Sobreiro – 6 – 10 – Olhos com pilosidade. Tortricideos e outros microlepidópteros Exorista fasciata Fall. Utilização em luta Biológica – Culturas Actia pilipennis Fall.-D. com bandas transversais negras. processionária. traças. etc. Hiponomeutas. Fêmea com a face ventral “serrilhada” – SIM Sobreiro Pinheiro. Euproctis. Nemorilla floralis Fall. Cor pruinosa cinzenta ou cinzento-amarelado. Corpo negro brilhante. Medronheiro. – 3 – 10 – – – Sobreiro 132 . – – Vinha Fruteiras Numerosos microlepidópteros: bichado das maçãs.5 – 5. 7–9 Euproctis chrysorrhoea L. Sobreiro Alsomyia nitidicola Towns. (parasitoide específico) SIM Sobreiro. abdómen negro brilhante. Lagartas peludas (Lymantria. rodeado de 3 cintas pruinosas brancas. etc. Azinheira.

– – Tem acção sobre Sesamia nonagrioides Tortricideos. – – – – – – – – – – – – Ostrinia nubilalis – – Tortix viridana – – – – Milho – – Sobreiro 133 A n e x o s . B. Lymantria. Fruteiras Fruteiras. com pruína fraca e uniforme. Corpo negro azulado. segregata (Rondoni) Zenillia roseaneae B. Processionária do pinheiro – Utilização em luta Biológica – – Culturas Lydella thompsoni Nemorilla maculosa Meigen Pales pavida Meigen Milho Sobreiro. essências florestais. Abdómen com desenho negro mosqueado. Euproctis. etc. Olhos com pilosidade.Alguns Dípteros Taquinídeos (Tachinidae) identificados em Portugal (continuação) Espécie Dimensões Características (mm) – 3–8 – Olhos com pilosidade. outros microlepidópteros Parasitoide muito polífago: noctuídeos. T. Hyponomeutas. sobreiro Pinheiro – 5 – 11 – Phryxe caudata Rondani Phytomyptera nitidiventris Rondani Pseudoperichaeta nigrolineata Tachina larvarum L.

Engª Ilda Ramadas todo o interesse na sua edição. Monteiro Guimarães. Eng. ao Sr.Agradecimentos O autor agradece. reconhecido. a leitura e correcção da versão original deste livrinho e à Sra.º Agrónomo e Investigador J. 135 A g r a d e c i m e n t o s .

Outros Volumes desta Colecção Caracterização de Castas Cultivadas na Região Vitivinícola de trás-os-Montes Sub-regiões de Chaves. Planalto Mirandês e Valpaços Avaliação e Caracterização de Variedades de Castanheiro na Área da DRAP Norte Caracterização e Avaliação de Diferentes Espécies de Leguminosas Grão na Região de tràs-os-Montes O Olival Principais Pragas e Doenças do Olival em Trás-os-Montes .

A sua presença deve ser tida em conta. Este livrinho é uma breve introdução. ao fascinante mundo dos artrópodes auxiliares na agricultura. cada auxiliar tem a sua função e o equilíbrio final obtido na limitação natural das pragas. No ecossistema agrário. de assegurar o controle biológico das pragas nas culturas. viável e acessível aos agricultores. . resulta da actuação e interacção de todos os organismos úteis à agricultura. ao planear e decidir cada tratamento fitossanitário.Antropodes Auxiliares na Agricultura Os ácaros e insectos auxiliares constituem um recurso natural gratuito e renovável. presente em todos os ecossistemas agrários. A sua acção benéfica na limitação de variadas pragas é um importante factor na protecção das culturas. escrita de modo simples e acessível. A protecção e incremento das populações de auxiliares e dos seus habitats é essencial no desenvolvimento de todas as práticas agrícolas e a forma mais importante.

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