A importância da Afetividade na Relação ProfessorAluno.

A afetividade deve ser cultivada em todas as relações, não excluindo nesse caso a afetividade docente. O trabalho do docente no ambiente escolar desempenha papel vital na construção do aprendizado, pois é o professor que estabelecerá os vínculos e as relações diante de seus educandos, podendo contribuir de forma positiva ou negativa no decorrer desse processo. A criança como qualquer outro ser humano necessita sentir-se amada, respeitada e valorizada, pois durante o processo de ensino, apresenta comportamentos que traduzem seus sentimentos e emoções. Assim sendo, quando em contato com as relações de afetividade terá maiores chances de crescimento integral. O professor precisa estabelecer uma relação afetiva com os alunos, e que perceba como indivíduo, seus alunos também tem algo a oferecer e que a aprendizagem se faz por intermédio das interações que são estabelecidas. As expectativas que o professor tem para com seu aluno poderão contribuir sobre seu desempenho. O aluno que tem suas características valorizadas pelo professor, tende à acentuá-las cada vez mais, enquanto aquele que se sente rejeitado ou discriminado tende a se afastar da situação e acaba por ver as expectativas negativas do professor confirmadas. Para conhecer as propostas do ensino, o professor deve conhecer bem as possibilidades de aprendizagem do aluno e suas características individuais, para que possa adequar a metodologia de ensino ao aluno. O conhecimento será feito por intermédio da interação e da comunicação, da observação constante de seus processos de aprendizagem e da reavaliação da proposta a cada nova fase do processo. O professor precisa fazer um trabalho de conquista, levando o aluno a confiar nele, a acreditar que determinado conteúdo lhe será útil. Isto é sedução e afetividade. Segundo Freire, não existe educação sem amor. “Ama-se na medida em que se busca comunicação, integração a partir da comunicação com os demais” (Freire, 1998:29). Freire (1996) ainda nos diz que o professor precisa estar aberto ao gosto de querer bem. Isso não quer dizer que o professor tenha que ser bem a todos os alunos da mesma forma, mas que ele não deve permitir que sua afetividade interfira no cumprimento do seu dever de educador. Abertura ao querer bem significa disponibilidade para a alegria, para o afeto, para o amor. Tratar o aluno com afeto não significa tratá-lo com beijos, abraços ou procurando agradá-lo, significa apenas que devemos acordar e tomar atitudes que nos leva a sair de nossa indiferença, porque essa “indiferença” é justamente a falta de afetividade. Numa sala de aula onde a afetividade é levada em consideração, provavelmente formará indivíduos com condições para lidar com seus sentimentos o que contribuirá para um mundo menos agressivo. Para que isso aconteça, é preciso que haja uma relação de respeito e cumplicidade entre professor e aluno. E isso só será possível se houver autoridade por parte do professor. É valido lembrar que autoridade possui a mesma raiz da palavra autor. E, ser autor é ter a capacidade de fazer algo, de criar algo. Piaget (1954) afirma que a afetividade não modifica a estrutura do funcionamento da inteligência, porém é a energia que impulsiona a ação de aprender. A ação, seja ela qual for, necessita de instrumentos fornecidos pela inteligência para alcançar um objetivo, uma meta, mas é necessário o desejo, ou seja, algo que

inferioridade. Madrid: Pirâmide. Educação e Mudança. DELL’AGLI. Antonio. Paulo. Bulletin de Psychologie. a pessoa reduz a sua atividade. Personalidad: Aspectos cognitivos y sociales. Personas felices: las emociones positivas. L. Rio de Janeiro: Ed. enquanto a tristeza e o medo relacionou ao afeto negativo. afirmou que alguns sinais emocionais são muito evidentes e alguns desses sentimentos transmitidos pelas crianças podem prejudicar a aprendizagem. Paz e Terra. Em Dolores Avia. Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. VII. FREIRE. tentando restaurar a sua energia. São Paulo: Cortez 2001. 1996.32. Coleção Educação e Comunicação vol. São Paulo: Ed. na tristeza. J. o medo. (Coleção Leitura). OLIVEIRA.. 2006. (Dell’ Agli e Brenelli. Tradução de Moacir Gadotti e Lílian Lopes Martin. 1. PIAGET. REFERÊNCIAS CHIZZOTTI.mobiliza o sujeito em direção a este objetivo e isso correspondem à afetividade. Dolores Avia (1995) relacionou emoções positivas como alegria e coragem ao afeto positivo. Martinelli. M. Afetividade e Dificuldades de Aprendizagem: uma abordagem psicopedagógica. tentando formar vínculos sociais mediante o contato com sensações positivas e. M.. GALVÃO.32). Estes sentimentos são: a raiva. RJ: Vozes. 1995. p. Oliveira (2007). São Paulo: Vetor. a timidez excessiva. & Sánchez Bernardos. F. BRENELLI. Pesquisa em ciências humanas e sociais. Paz e Terra. A Pedagogia do Afeto. DOLORES Avia. na procura de despertar a simpatia e atenção. Na alegria. B. A afetividade no jogo de regras. p. 2006. S. 1. 1954 Karen Cristina de Paula Santos Psicóloga e Psicopedagoga Clínica e Institucional . que gera motivação para manter o estado de felicidade. Tais interações podem resultar para a criança sentimentos como de competência ou de frustração. Les relations entre I’intelligence et I’affectivité dans le développemente de I’enfant. 1983. Izabel. junho/julho/2007. M. fracasso e incompetência. a pessoa intensifica a confiança. In: Revista Aprende Brasil. R. a ansiedade e a insegurança revelada pela baixa auto-estima. In: Sisto. a agressividade. Silvana (apud Alicia Fernández). 5º edição. _____________ Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 1995. Petrópolis. segundo a autora.ed.

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