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br/Comunicados/040113_oficina_1651.pdf 2 de 2 14/01/2013 17:02 .Educação .040113_oficina_1651.gov.sp.edunet.pdf http://deitu.

pois tal disposição interior nasce de uma experiência pura do reconhecimento da alteridade do ser ao qual nos afeiçoamos.000 R$200 R$25. nos tiram do automatismo da vida vivida neste instante e nos levam a contatar a interioridade com mais intensidade Renato Nunes Recomendar Tweet 0 3 pessoas recomendaram isso.E.Filosofia.No Brasil há. Maria Teresa de Noronha salienta ainda que o estado saudoso. Seja o primeiro entre seus amigos. que é comemorado oficialmente em 30 de janeiro É própria do ser pelo qual nutrimos afinidade a existência de uma considerável relação de proximidade. 1 de 6 01/03/2013 23:01 . a nostalgia e o inefável Provenientes de um tempo passado que traz lembranças. nos complementa existencialmente. História. o dia da saudade.000 Loja Escala Assine Anuncie SAC . possui na sua origem elementos que ultrapassam o domínio do comportamento individual. quando tal ser se ausenta. Maria Teresa de Noronha postula que. sentimos a marca inflamada da saudade. A saudade revela talvez o traço mais sublime do âmago humano em sua constituição cotidiana no mundo ao conceder para a figura do outro o nosso amor. Nelci Silvério de Oliveira aponta que a saudade consiste em "abraçar e saborear lentamente a 10 presença de uma ausência. recordação afetuosa: em alemão. em inglês. insinuando. saudade é I miss you. em italiano ricordo affetuoso. sempre mote de canções e poemas..com. não redutível apenas à mera análise psicológica. por EM OUTRAS LÍNGUAS não existe uma palavra que traduza com a amplitude necessária o que significa saudade. inclusive..-se.br/ESFI/Edicoes/72/artigo265128-. assim pensada na relação com o outro. circunstância que demonstra a matriz ética subjacente nessa disposição sentimental. Psicologia e Sociologia . Por isso. que significa lembrança. Assine 0800 703 3000 SAC Bate-papo E-mail Notícias Esporte Entretenimento Mulher Shopping Honda CBR 1000 RR A PARTIR DE Lhasa Apso A PARTIR DE Monitores AOC A PARTIR DE Chevrolet Vectra A PARTIR DE R$200 R$35. que estimula a convivência regular dos encontros. ela existe.55 11 3855-1000 Compartilhe | Existência A saudade. a palavra utilizada para tentar se descrever o conceito de saudade é sehnsuch. http://filosofiacienciaevida. em Francês souvenir. porque é aí que ela assume extensão e corporeidade na palavra que comunica e na obra que realiza"11.uol..Portal Ciência & Vida . de algum modo. um trágico vazio existencial que o usufruto de nenhum bem material pode preencher satisfatoriamente.. "Sendo a saudade uma realidade do Ser. afirmando assim a plena dignidade do ser que nos complementa. a ausência de uma presença" . desejamos ter o outro de volta para que possamos nos tornar preenchidos. a saudade e a nostalgia. algumas trazem conceitos próximos. A saudade permite reconhecer o digno valor da toda condição que. que quer dizer sinto sua falta.

A saudade. nos dá também o ímpeto de lutar contra as adversidades cotidianas. No entanto. mas da pura vivência.br/ESFI/Edicoes/72/artigo265128-.. a nostalgia se caracteriza como a dificuldade de afirmação das condições da vida presente em favor de um passado repleto de encanto e alegria. como Odisseu em seu célebre périplo de vicissitudes maravilhosamente narrados por Homero na Odisseia. lugares e pessoas continuam a reviver na recordação própria da saudade. pois o ser nostálgico toma ciência de que os momentos de gáudio não mais retornarão. A saudade. Pereira da Costa. a saudade nos concede a expectativa de que poderemos. das quais nem sempre temos o controle. em um dado momento do futuro. Desprovida de saudade. a vida humana decerto seria miserável. no porvir. por sua vez. Nostalgia e sentimento de perda A nostalgia.com.uol.. Não estamos aqui no plano da 13 psicologia ou mesmo da gnosiologia.. o tormento moral despertado pela lembrança maravilhosa de outrora não atenua o sentimento de perda. de súbito. que o avassala: o eu converte-se. Sentimo-nos como um rio que deixa de correr e reflui para a nascente" Nessas condições. Dessa maneira. é ela que faz dele joguete. mediante a ação da memória. desse modo. pelo tempo ou espaço"14. Para Dalila L. ela comunga do ato de saudade e por isso participa de um tempo de presente desejoso de recuperação. apesar de muitas vezes gerar ansiedade pelo desejo de rever o quanto antes aquilo que amamos. pois estaríamos reduzidos a um presente instantâneo grosseiro. manifesta-se como um amor que não se expressa a partir de aspectos concretos ou mesmo físico-orgânicos.quando postula que a saudade "não é da ordem da representação. A saudade. na esfera essencial da natureza humana e inscrevendo-se na esfera da ontologia . também se filia ao poder da memória em recordar as valiosas vivências do passado.E. talvez inexistentes na própria atualidade daquele que direciona o enfoque de sua consciência e de sua afetividade para os tempos pregressos. distinguindo-se da saudade. a felicidade que perdemos quando as coisas amadas nos foram subtraídas pelas circunstâncias da vida. representa originalmente o pungente desejo humano de retorno ao lar. mas no plano da ontologia" . mas antes o intensifica. a saudade "nasce sempre desse processo dialético. Eduardo Lourenço diz que "todo o nosso ser ancorado no presente fica. para que o instante da felicidade do reencontro entre os dois amores possa se efetivar em sua máxima plenitude. através da desunião entre uma vivência usufruída antes e sua ausência de agora. faz reviver a intensidade do passado e reacender a esperança do futuro. decorrendo disso o ato que denominamos popularmente "matar a saudade". enraizando assim o passado no presente. A consciência 'saudosa' não joga consigo mesma. por inteiro. saciar a carência pela ausência daquilo que amamos desfrutando novamente de sua presença. como conflito: está entre um estado passado e outro atual. analisa-a ou joga com ela. Parecer similar ao apresentado por Eduardo Lourenço.Filosofia. na esperança de revivê-lo. 12 A saudade é reveladora do sentimento de ausência e de que precisamos o outro de volta para preencher o vazio desta falta A lembrança não é mera revisão do passado. A nostalgia. quando o indivíduo reencontra lugares ou pessoas queridas. em sua acepção existencial. palavra derivada do grego por meio da contração de nostos (vontade de regressar) e algia (dor).. tais vivências de coisas. Esse sentimento se constitui então como uma espécie de força interior que nos impulsiona a perseverar na existência para que possamos obter novamente. ausente. Não é o eu que contempla a saudade. entre dois seres separados. 2 de 6 01/03/2013 23:01 . é palco de um jogo. mas sim em dimensões mentais ou intencionais. Psicologia e Sociologia . http://filosofiacienciaevida.Portal Ciência & Vida . essa razão. pelo fato de que. História. em saudade. automático.

pois cada momento é único e isso motiva nossa tristeza. a vivência singular que ele provocou no ânimo saudoso em determinado momento é inalcançável. Conseguimos reproduzir nuances afetivas da experiência de outrora. músicas. tornando-nos assim prisioneiros de um passado cristalizado pela memória que recalcitra na recordação intermitente dos eventos../ naquelas tardes fagueiras. Um aroma. este somente existe na memória como recordação saudosa. incapaz de ser repetida como tal.com. em especial. desvenda-se e revela-se como um sentimento essencialmente negativo. Os atos felizes do passado se encerram em sua singularidade. aromas. podem evocar as lembranças do passado. Todavia. 3 de 6 01/03/2013 23:01 . situada no passado. das recordações felizes de um tempo que já se foi e que de alguma maneira moldam nossa vida atual.. que geralmente motiva o abatimento das disposições ativas da vitalidade de um A nostalgia significa a dificuldade em aceitar o presente. No contexto da experiência nostálgica.br/ESFI/Edicoes/72/artigo265128-. Entretanto. nessas condições. Psicologia e Sociologia ./ debaixo 17 dos laranjais!" A nostalgia é. Se porventura o ser amado pode ser realcançado no presente. fazendo-nos rememorar cada instante dessa vivência como se a estivéssemos revivendo concretamente18. como decorrência do anseio de reviver novamente as experiências do passado tais como elas existiram. uma melodia. "sofrimento por conta de um bem perdido que era constitutivamente nosso. impressões psicológicas similares às originais.. mas os dias que proporcionaram 19 tal júbilo não podem retornar extensivamente ./ à sombra das bananeiras. algo que já aconteceu e foi permeado de alegrias tormentos morais na condução de sua vida prática. Podemos reencontrar os lugares amados. Este somente existe na memória como recordação saudosa O indivíduo nostálgico considera que a felicidade está. isso não significa uma Muitas paisagens. História. um sentimento de suave tristeza decorrente da contemplação do passado belo. mas aqueles tempos não mais. O estado de felicidade inebriante do passado somente pode ser revisitado pela memória. decorrente da impotência de reter essa vivência tão especial e aprazível./ da minha infância querida/ que os anos não trazem mais!/ Que amor. A nostalgia pode impedir o desenvolvimento da flexibilidade criativa necessária para a realização de novos atos edificantes no presente. desconsiderando assim o avanço do tempo cronológico e dos acontecimentos em sua própria vida.. se não existisse a nostalgia.E. situada no passado. que sonhos. Casimiro de Abreu apresenta magistralmente essa disposição nesses versos encantadores: "Oh! Que saudades que tenho/ da aurora da minha vida.Filosofia. podemos ainda tornar a contemplar os aprazíveis locais de alegrias do passado. um local ou mesmo uma palavra podem evocar a manifestação da recordação dessa doce lembrança na atualidade. que flores. essa inclinação pode levá-lo inclusive a sofrer terríveis ênfase ao passado. a dimensão simbólica da existência humana se tornaria empobrecida. assim como mencionado sobre a saudade. em especial.Portal Ciência & Vida .uol. não mais como um ato concreto. pois seríamos regidos apenas pela ação mecânica de um presente automático. Eduardo Lourenço argumenta que a nostalgia. é quando se dá mais homem. http://filosofiacienciaevida. que registra dignamente esse momento especial. O indivíduo nostálgico considera que a felicidade está. desprovido de toda lembrança do passado. espécie de luto que o tempo desvanece sem o deixar esquecer"16. como uma lembrança pungente no recôndito do âmago.

28. 185. de Carlos alberto Nunes. Carolina. Além disso. 219. 77-155. pois cada momento é único não apenas de indivíduos. A tríplice dimensão da saudade. 15 LOURENÇO. p. "Meus oito anos" in: As primaveras. Lisboa: INCM.contribuições fenomenológicas. conforme a percepção da temporalidade que rege sua própria vida. vs. proposta de depreciação axiológica da nostalgia. lógicas e ontológicas. Pereira. A tríplice dimensão da saudade.contribuições fenomenológicas. 1999. pois esta é uma Mas os instantes felizes vividos neste tempo se fecham em si mesmos.contribuições fenomenológicas.contribuições fenomenológicas. são experiência afetiva autêntica. p. p. A saudade . constituinte da formação existencial incapazes de se repetir. unidade perdida. Referências CASIMIRO DE ABREU. MICHAËLIS DE VASCONCELOS. unidade reencontrada" in: Costa. OLIVEIRA. 2000. 32. 1 Ressalto que uma obra de grande valor filológico para o estudo do conceito de saudade e sua evolução histórica e literária na visão de mundo lusitana é A saudade portuguesa. 7 8 9 OLIVEIRA. Eduardo. / In cui lieti.br/ESFI/Edicoes/72/artigo265128-. 1-8.Portal Ciência & Vida . Pra unha filosofia da saudade. Mitologia da saudade. unidade reencontrada" In: Introdução à saudade. Antologia teórica e aproximação crítica. que moldaram paulatinamente nossas qualidades e interações com a realidade circundante. Meus oito anos. Mitologia da saudade. Goiânia: AB Editora. p. Gomes. 1976. 61. K. p. 16 LOURENÇO. p. A saudade . p. p. mas também de sociedades. LOURENÇO. 117. lógicas e ontológicas. 1996. 12 NORONHA. p. Odisseia. 4 COSTA.. p. 162. Cabe-nos dar novo significado. Trad. Nelci Silvério de. 2007. PIÑEIRO. o luoghi ameni. Maria Teresa de. "Saudade ou do mesmo e do outro". Gomes. 5 LOURENÇO. lógicas e ontológicas. Rio de Janeiro: Ediouro. 109. in cui sereni / Sì tranquillo i dì passai / Della prima gioventù! Cari luoghi. a nostalgia representa a dignificação da consciência histórica do ser humano. e assim tornar plena de dignidade nossa vida pela compreensão de que as recordações dos jubilosos momentos precedentes estão ainda alojadas em nosso âmago. Eduardo.. 17 CASIMIRO DE ABREU. 15. Vigo: Galaxia.Filosofia.com. GOMES. História. 2009. NORONHA. p. In: Introdução à saudade. A saudade . unidade reencontrada". pois tudo aquilo que hoje somos é fruto de nossas ações pregressas. p.157-215. p. A saudade . io vi trovai. NORONHA. Pereira. 29 em Lá Maior" de Mozart. "Saudade ou do mesmo e do outro" in: in: COSTA. 6 PIÑEIRO. COSTA. p. 33.uol. 14 COSTA. Porto: Lello e Irmão. servindo sempre de inspiração para nosso aprimoramento no presente. p. Antologia teórica e aproximação crítica. Pereira. 201. 2 3 LOURENÇO..E. Introdução à saudade. HOMERO. "Saudade. In: Introdução à saudade. OLIVEIRA. 18 Tomo a liberdade de externar uma composição musical que me desperta sentimentos nostálgicos: o segundo movimento (Andante) da "Sinfonia n. 33. unidade perdida. Dalila L. A tríplice dimensão da saudade. Porto: Lello e Irmão. 18. PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 4 de 6 01/03/2013 23:01 . 60.. LOURENÇO. GOMES. Mitologia da saudade.. 10 11 NORONHA. p. Mitologia da saudade. Psicologia e Sociologia . 12. 1998. Ramón. "Saudade. http://filosofiacienciaevida. A saudade portuguesa. "Saudade. Pinharanda. 6. no presente. Pinharanda. São Paulo: Companhia das letras. Mitologia da saudade.. à herança construtiva das nossas ações. unidade perdida. 19 Vejamos os seguintes versos cantados pelo Conde Rodolfo no I ato da ópera "La sonnambula". Mitologia da saudade. Goiânia: Kelps. Apregoa-se no senso comum que "quem vive de passado é museu": nada mais leviano e vazio. p. 13 LOURENÇO. Mitologia da saudade. 30-31. p. 1953. / Ma quei dì non trovo più". música de Vincenzo Bellini e libreto de Felipe Romani: "Vi ravviso. 1976. lógicas e ontológicas. de Carolina Michaëlis de Vasconcelos. Dalila L. Pra unha filosofia da saudade. Dalila L. Introdução à saudade. Pinharanda. Lisboa: Guimarães.

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