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MATEMÁTICA

FUNÇÃO EXPONENCIAL E LOGARÍTMICA
Quando os logaritmos foram introduzidos no século XVII como uma ferramenta computacional, eles forneceram aos cientistas daquela época um poder de cálculo até então inimaginável. Embora os computadores e as calculadoras tenham substituído amplamente os logaritmos em cálculos numéricos, as funções logarítmica e suas relativas tem uma vasta aplicação na matemática e na ciência.

EXPOENTES IRRACIONAIS

Em álgebra, as potências inteiras e racionais de um número b estão definidas por

Se b for negativo, então algumas das potências fracionárias de b terão valores imaginários; por exemplo, . Para evitar esta complicação, vamos supor que não seja estabelecido explicitamente. , mesmo que

Observe que as definições precedentes não incluem potências irracionais de b, tais como

Há vários métodos para definir potências irracionais. Uma abordagem é definir potências irracionais de b como limite de potências racionais. Por exemplo, para definir começar com a representação decimal de , isto é, 3,1415926 Desta decimal, podemos formar uma seqüência de números racionais que ficam cada vez mais próximos de isto é, 3,1; 3,14; 3,141; 3,1415; 3,14159 e a partir destes podemos formar uma seqüência de potências racionais de 2: devemos

Uma vez que os expoentes dos termos desta seqüência tendem a um limite

, parece

plausível que os próprios termos tendam a um limite; sendo assim, é razoável definir como sendo este limite. A tabela abaixo fornece evidência numérica de que a seqüência, na realidade, tem um limite e para quatro casas decimais, o valor deste limite é geral, para qualquer expoente irracional p e número positivo b, podemos definir limite de potências racionais de b, criadas pela expansão decimal de p. 8,8250. Em como o

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onde b > 0 e b 1. Se b = 1.1415 3. então para valores positivos de x o logaritmo na base b de x é denotado por Página 2 de 17.000000 8. Mais precisamente. A figura 2 mostra os gráficos de algumas funções exponenciais específicas. é chamada de função exponencial de Uma função da forma f (x) = base b.Tabela x 3 3.821353 8. cujos exemplos são f (x) = . uma vez que = = 1.14 3. OBSERVAÇÃO. uma vez que elas tem uma base variável e um expoente constante.815241 8. o logaritmo é um expoente. Pode ser mostrado que as funções exponenciais são contínuas e têm um dos dois aspectos básicos mostrados na figura 1. Este caso não é de nosso interesse aqui. dependendo de se 0 < b < 1 ou b > 1. • LOGARITMOS Lembre-se que. Assim as funções tais como f (x) = e f (x) = não seriam classificadas como funções exponenciais. algebricamente. então a função é constante.141592 8.824974 • A FAMÍLIA DE FUNÇÕES EXPONENCIAIS .1 3.824962 8. assim o excluímos da família das funções exponenciais. f (x) = Note que uma função exponencial tem uma base constante e um expoente variável. se b > 0 e b 1.141 3.574188 8. . f (x) = .14159 3.824411 8.

é e 2. Para tais logaritmos.001 1.000 1.1 1. é usual suprimir referência explícita para a base e escrever log x e não .716924 2. os primeiros logaritmos a serem estudados foram os de base 10 chamados de logaritmos comuns.718146 2. os logaritmos de base dois desempenharam importante papel em ciência computacional. Esta constante. Historicamente. uma vez que surgem naturalmente em sistema numérico binário.00001 1. .593742 2.000000 2.000001 Página 3 de 17. os logaritmos mais largamente usados nas aplicações são logaritmos naturais.000 1.718280 100. escrito em 1728. Por exemplo.704814 2. Porém.01 1. os quais tem uma base natural denotada pela letra e em homenagem ao matemático suíço Leonard Euler.e é definido como sendo aquele expoente ao qual b deve ser elevado para produzir x.718268 2. cujo valor está em seis casas decimais.000. que primeiro sugeriu sua aplicação aos logaritmos no artigo nãopublicado. Mais recentemente. 718282 surge como assíntota horizontal ao gráfico da equação y= Os valores de aproximam-se a e x 1 10 100 1000 10.0001 2.000 2 1.

Para encontrar uma fórmula para esta inversa (com x como variável independente). Assim. Isto dá lugar a = ( ) ( ) como expoente ao qual b se deve ser elevado para produzir ( ). podemos resolver a equação x = para y com uma função de x. por exemplo. escrita como exp x. . algumas vezes. Assim. Para simplificar a tipografia. e é típico acessar a função alguma variação do comando EXP. você pode ver a relação exp( + ) = exp( ) exp( expressa como ) com Esta notação é também usada por recursos computacionais. pode ser reescrito como Porém. quando x e quando x é expresso pelos limites e A função exponencial f (x) = é chamada de função exponencial natural. se pensarmos . Isto pode ser feito tomando o logaritmo na base de b de ambos os lados desta equação. e isso implica que a função f (x) = tem uma inversa. em relação relação à reta y = x. • FUNÇÕES LOGARÍTMICAS A figura 1 que se encontram no item família de funções exponenciais sugere que se b > 0 e b 1. Página 4 de 17. Isto implica que o gráfico de são reflexões um do outro. então fica evidente que y= de onde concluímos que a inversa de f (x) = x= e o de y = é (x) = x. então o gráfico de y = satisfaz o teste da reta horizontal. esta função é.O fato de que y = e.

Dizemos que uma equação desta forma define y explicitamente como uma função de x. estávamos preocupados em diferenciar funções que são expressas na forma y = f (x). por exemplo. e (x) = . Contudo. sendo Página 5 de 17.Chamaremos de função logarítmica na base b. Entretanto. e se tivermos em mente que o Em particular. por exemplo x log x cancelam o efeito de DIFERENCIAÇÃO IMPLÍCITA FUNÇÕES DEFINIDAS EXPLICITAMENTE E IMPLICITAMENTE • Até agora. . se tomarmos f (x) = domínio de é o mesmo que a imagem de f. esta equação ainda define y como uma função de x. a equação nos diz que as funções logb(b ) e b outra quando compostas em qualquer ordem. então obtemos logb(bx)=x para todos os valores reais de x blog x=x para x>0 Em outras palavras. algumas vezes as funções estão definidas com equações nas quais y não está sozinho de um lado. a equação yx + y +1 = x não está na forma y = f (x). uma vez se pode reescrever como y= Assim dizemos que xy + y +1 = x define y implicitamente como uma função de x. pois a variável y aparece sozinha de um lado da equação.

. uma vez que os gráficos dessas funções são os segmentos do círculo . então qualquer segmento de seu gráfico que passe pelo teste vertical pode ser visto como gráfico de una função definida pela equação. pode ser difícil ou impossível resolver uma equação em x e y para y em termos de x. Assim fazemos a seguinte definição: Definição. se tivermos uma equação em x e y. Com persistência. Dizemos que uma dada equação em x e y define a função f implicitamente se o gráfico de y = f (x) coincidir com algum segmento do gráfico da equação. y= y=- Em geral. por exemplo. isto é . por exemplo. a equação define as funções e implicitamente.f (x) = Uma equação em x e y pode implicitamente definir mais do que uma função de x. Assim. obtemos definidas implicitamente por e . Às vezes. assim. encontramos duas funções que estão Os gráficos destas funções são semicírculos superiores e inferiores do círculo . se resolvermos a equação para y em termos de x. a equação Página 6 de 17.

mesmo que uma equação em x e y possa definir uma ou mais funções de x. há uma outra maneira de obter esta derivada. • DIFERENCIAÇÃO IMPLÍCITA Em geral. Exemplo 1 . Para ilustrar isto. tratando y como (não-especificado temporariamente) uma função diferenciável de x. a fim de diferenciar as funções definidas pela equação. obtemos que está de acordo com diferenciação implícita. Assim.por exemplo. Por outro lado. mas a álgebra é enfadonha e as fórmulas resultantes são complicadas. a equação sen(xy) = y não pode ser resolvida para y em termos de x por qualquer método elementar. pode ser resolvida para y em termos de x. Com esta abordagem. . consideremos a equação xy = 1 Uma maneira de achar dy/dx é reescrever esta equação como da qual tem-se que Contudo. Este método para obter derivadas é chamado de Página 7 de 17. não é necessário resolver uma equação de y em termos de x. pode não ser prático ou possível achar fórmulas explícitas para aquelas funções. obtemos Se agora substituirmos na última expressão. Podemos diferenciar ambos os lados de xy = 1 antes de resolver para y em termos de x.

Exemplo 2 Use a diferenciação implícita para achar Solução. somos forçados a deixar a fórmula dy/dx em termos de x e y. implicitamente. então. substituir em . Entretanto. Diferenciado ambos os lados de se . assim. obtém-se Página 8 de 17. teríamos que resolver a equação original para y em termos de x e.Use a diferenciação implícita para achar dy/dx se Resolvendo para dy/dx obtemos Note que esta fórmula envolve ambos x e y. obtém-se de que obtemos Diferenciando ambos os lados de implicitamente. . isto é impossível de ser feito. A fim de obter uma fórmula para dy/dx que envolva apenas x.

desde que as coordenadas x e y do ponto de tangência sejam conhecidas. ter a fórmula em termos de x e y não é um impedimento para achar as inclinações e as equações das retas tangentes. Assim. pode ser expresso como uma razão de = pode ser escrito como inteiros r = m/n. obtemos e simplificando. obtemos Desta forma. então sempre que diferenciável.Substituindo dentro de equação original. sem prova que é . . Usaremos agora a diferenciação implícita para mostrar que esta fórmula é válida para qualquer expoente racional. os resultados das fórmulas para dy/dx envolvem ambos x e y. Uma vez que r é um número racional. y = Diferenciando implicitamente em relação a x e usando . mostramos que a fórmula é válida para todos os valores inteiros de n e para n = . Seja y = e estiverem definidas. Embora seja usualmente mais desejável ter a fórmula para dy/dx expressa somente em termos de x. pode ser escrito como Página 9 de 17. Por ora. usando a Nos Exemplos 1 e 2. mostraremos que se r for um número racional. • DERIVADAS DE POTÊNCIAS RACIONAIS DE X A partir da equação que segue. Mais precisamente. admitiremos.

obtemos(com x em vez de v como variável). então a regra da cadeia dá lugar à seguinte generalização de DERIVADAS DE FUNÇÕES LOGARÍTMICAS E EXPONENCIAIS Agora obteremos fórmulas das derivadas para as funções logarítmicas e exponenciais e discutiremos as relações gerais entre e derivada de uma função um a um e a sua inversa.Exemplo A partir de Se u for uma função diferenciável de x e r for um número racional. Para esta proposta. . onde b é uma base arbitrária. admitiremos que é diferenciável. Página 10 de 17. e portanto contínua para x > 0. Também necessitaremos do limite Usando a definição de derivada. • DERIVADAS DE FUNÇÕES LOGARÍTMICAS O logaritmo natural desempenha um papel especial no cálculo que pode ser motivado diferenciando .

temos derivada como = 1/1n b. logo esta fórmula torna-se Assim. entre todas as possíveis bases. a base b = e produz a fórmula mais simples da . podemos reescrever esta fórmula de No caso especial onde b = e.Assim. temos = 1n e = 1. . Exemplo 1 Ache Solução. A partir de Página 11 de 17. Mas a partir da fórmula . Esta é uma das razões por que a função do logaritmo natural é preferida derivada para sobre todos os logaritmos no cálculo. logo.

Uma vez que 1n y é definido apenas para y > 0. a derivada mostrada no exemplo é válida no intervalo ( 2. a qual é útil para diferenciar funções compostas de produtos. Exemplo A derivada de é relativamente difícil de ser calculada diretamente. então. + ). podemos escrever: Diferenciando ambos os lados em relação a x.Quando possível as propriedades dos logaritmos devem ser usadas para converter produtos. antes de diferenciar uma função envolvendo logaritmos. em diferenças e em múltiplos de constantes. usarmos suas propriedades. 2). a diferenciação logarítmica de y = f(x) é válida apenas nos intervalos onde f(x) for positiva. quocientes e expoentes em somas. Contudo. se primeiro tomarmos o logaritmo natural de ambos os lados e. a fórmula é realmente válida também no intervalo ( . Isso pode ser visto Página 12 de 17. Exemplo 2 • DIFERENCIAÇÃO LOGARÍTMICA Consideremos agora uma técnica chamada diferenciação logarítmica. resulta Assim. uma vez que a função dada é positiva para x > 2. de quocientes e de potências. Assim. Contudo.. . resolvendo para dy/dx e usando obtemos OBSERVAÇÃO.

primeiro. portanto. assim torna-se Página 13 de 17. exceto nos pontos onde f(x) for zero.tomando-se valores absolutos antes de prosseguir com a diferenciação logarítmica e notando que está definido para todo y exceto em y = 0. então sua derivada em relação a x No caso especial onde b = e temos 1n e = 1n. Assim. obteremos Diferenciando ambos os lados em relação a x dá lugar a . • DERIVADAS DAS FUNÇÕES EXPONENCIAIS Para obter uma fórmula para a derivada de funções exponenciais y= reescrevemos esta equação como x= e diferenciamos implicitamente usando para obter que podemos reescrever usando y = como Assim. valores absolutos. então a mesma fórmula para dy/dx resultará tomando-se ou não. . Se fizermos isso e simplificarmos usando as propriedades de logaritmos e dos valores absolutos. resulta em . uma fórmula da derivada obtida por diferenciação logarítmica será válida. A fórmula pode ser válida também naqueles pontos. mostrando que se é for uma função diferenciável.Em geral. e. se a derivada de y = f(x) for obtida por diferenciação logarítmica. mas não é garantido.

Pelo Teorema de Pitágoras. arccos x. a ângulo oposto a é . no qual a hipotenusa tem comprimento 1 e o lado oposto ao ângulo de comprimento x (figura a). então podemos representar retângulo. Além disso. Consideremos esta idéia do ponto de vista de funções inversas. arctg x. Problemas deste tipo envolvem a computação de funções arco. e se aquele x como um ângulo em um triângulo tem Se interpretamos ângulo for não negativo. • IDENTIDADES PARA FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS INVERSAS x como um ângulo medido em radianos cujo seno é x. Este triângulo motiva várias identidades úteis. então tem-se a partir de e que OBSERVAÇÃO.Além disso. tais como arcsen x. se u for uma função diferenciável de x. uma vez que o coseno daquele ângulo é x (figura b). .É importante distinguir entre diferenciar constante) e Exemplo (base variável e expoente constante). com a meta de desenvolver fórmulas de derivadas para as funções trigonométricas inversas. o lado adjacente para o ângulo tem comprimento . e assim por diante. (expoente variável e base Os cálculos a seguir usam DERIVADAS DAS FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS INVERSAS Um problema comum em trigonometria é achar um ângulo cujas funções trigonométricas são conhecidas. envolvendo funções trigonométricas que são válidas para . Por exemplo: Página 14 de 17.

Esses triângulos revelam mais identidades úteis. Por que isto não Página 15 de 17. . o que é importante é compreender o método usado para obtê-las. Não se ganha nada memorizando estas identidades. uma vez que acontece? (sen x). Pode se (sen x) = x. como por exemplo: OBSERVAÇÃO.Analogamente. xe x podem ser representadas com ângulos de triângulos retângulos mostrados na figura c e d. Exemplo A figura abaixo mostra um gráfico gerado por um computador de y = pensar que este gráfico deva ser a reta y = x.

Solução. cuja a derivada é conhecida. que os gráficos de y = Contudo. o que está de acordo com • DERIVADAS DE FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS INVERSAS Lembre-se que se f for uma função um a um. podemos reescrever a (x) como x = f(y). resultando: . fora deste intervalo. (sen x) coincide com a .) = -sen x e o fato de que podemos expressar (sen x) como é uma função ímpar. então há duas maneiras básicas para obter uma fórmula de derivação para equação y = (x). Página 16 de 17. (sen x) = x não precisa ser válida. . Reescrevendo esta equação implícita para obter a fórmula de derivação para y = como x = sen y e diferenciando implicitamente.). Usaremos a diferenciação x. o gráfico de y = reta y = -(x. Por exemplo. Isso mostra que no intervalo . então a quantidade x - Desta forma. e diferenciar implicitamente.usando a identidade sen(x. a qual tem inclinação -1 e um intercepto x em x = a figura. a relação se estiver no intervalo intervalo . com certeza. Assim (sen x) e y = x coincidem neste intervalo. logo podemos dizer. estará no . obtemos Esta fórmula de derivada pode ser simplificada aplicando-se a fórmula que foi deduzida a partir do triângulo da figura. A relação (sen x) = x é válida no intervalo .

. mostramos que Se u for uma função diferenciável de x. válidas para -1< u < 1.Assim. são Página 17 de 17. então produzem a seguinte fórmula generalizada da derivada e a regra da cadeia O método usado para obter esta fórmula pode também ser usado para obter fórmulas generalizadas de derivadas para outras funções trigonométricas inversas. Estas fórmulas.