Prof. Ms.

Luigi Chiaro

CIÊNCIA POLÍTICA E UM POUCO DE SUA HISTÓRIA1
“Política significa, para nós, elevação para a participação no poder ou para a influência na sua repartição, seja entre os Estados, seja no interior de um Estado, entre os grupos humanos que nele existem.” (Max Weber) “É política, o estudo das relações de autoridade entre os indivíduos e os grupos, da hierarquia de forças que se estabelecem no interior de todas as comunidades numerosas e complexas.” (Raymond Aron)

INTRODUÇÃO A política, como área do pensamento, é de remota tradição, se com o termo englobarmos os filósofos da política, os pensadores políticos, outros estudiosos da área das Ciências Sociais que iniciaram um estudo sistemático do fenômeno político, a exemplo de Aristóteles, Platão, Santo Agostinho, Maquiavel, Hobbes e tantos outros. Todavia, com a específica denominação de Ciência Política, no geral, quer-se referir a uma área do conhecimento que se institucionalizou no âmbito acadêmico anglo-saxão, particularmente nos Estados Unidos, com desdobramentos nos países desenvolvidos da então Europa Ocidental, chegando, em seguida, aos países do chamado Terceiro Mundo. Já na primeira metade do século XX, com uma produção substantiva, com estudos e pesquisas úteis às assessorias governamentais, a Ciência Política aglutinava a produção em um campo especifico do conhecimento, com um particular estilo de trabalho, e currículos acadêmicos próprios. A institucionalização da disciplina viria em seguida. RELAÇÃO POLÍTICA E CIÊNCIA Para uns, a ciência política é a “ciência do poder”; para outros, é a ciência do Estado. Na verdade, todas as definições de ciência política têm um ponto comum: giram em torno da noção de poder. A palavra poder designa, ao mesmo tempo, o grupo de governantes e a função que eles exercem. A ciência política aparece assim como a ciência dos governantes, dos chefes: estuda sua origem suas prerrogativas, extensão e os fundamentos da obediência. O poder é um fenômeno biológico. Por exemplo, os galos alinham-se para dormir em uma ordem constante que corresponde a diferentes graus de autoridade. É também um fenômeno de força, coação e coerção. Primeiro, coação física: em um banco
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Textos adaptados pelo prof. Msc. Luigi Chiaro.

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O poder é reconhecido como poder. Aquele que pode privar um homem de comer obtém facilmente sua obediência. o poder político reflete a situação das classes sociais em luta. o governo. o “poder”. o exército. uma coação com anestesia. Pressão social difusa. A noção de legitimidade é uma das chaves do problema do poder. Em primeiro lugar. Falar em consenso é reconhecer que o poder repousa sobre as crenças. sobre a aceitação. Poder é diferente de consenso: consenso é a conformidade – mais ou menos completa – que existe em uma dada sociedade sobre suas estruturas. enquanto o poder é também um fenômeno de crença. repousar sobre certos princípios. a democracia é legítima. No século XVII. o chefe. sua autoridade é admitida. hierarquia. logo. que tende a não ser sentida por aquele que a sofre. as prisões. etc. no entanto. Coação econômica em seguida. Em um dado grupo social. a não serem mais sentidos como coação. A propaganda é um fator essencial do poder. falar de “poder” é admitir que o “consenso” não é espontâneo nem automático e que a coação e a força desempenham também o seu papel. orientação. Qualquer um pode insurgir-se contra ele se não tiver a forma adequada. Tendem a desenvolver as crenças. 26 . A polícia. a superioridade não é senão uma fato material. Outros tipos de coação são mais difíceis de descrever como a pressão social difusa(obediência aos pais) e a coação por enquadramento coletivo(partido comunista organização por bases). Hoje em dia. a maior parte dos homens acredita que o poder deve ter uma certa natureza.de moleques ou de malfeitores. A dominação. Trata-se de uma coação psicológica. o poder está nas mãos da classe dominante sob o ponto de vista econômico. fundar-se sobre uma certa origem: é legítimo o poder que corresponde a essa crença dominante. as torturas: toda essa máquina do Estado não é outra coisa senão uma transposição da coação física a uma escala de organização superior. o mais musculoso torna-se. muitas vezes. revestir uma certa forma. Quantos operários obedecem a seu patrão por esse motivo essencial? Marx fez uma análise em profundidade dessa coação econômica. por hereditariedade: a monarquia era então legítima. na Europa. quase todo mundo considerava que o poder no Estado devia pertencer a um homem saído de uma família real. se não for legítimo. Poder é diferente de dominação. enquadramento coletivo e propaganda estão em realidade nas fronteiras dos elementos materiais do poder e das crenças. sobre a conformidade. Para ele.: o acordo sobre a autoridade.

difamam ou desprezam seus governos. o papel da Política que é transformar o impossível em possível e concreto poderá ser cumprido a contento. a quem nos referiremos adiante é a responsável pela expansão do termo Política. Kinzo (2005) afirma que 73% dos entrevistados acreditavam no poder de influência de seu voto no contexto brasileiro e que 57% consideravam os partidos necessários para o funcionamento da política. No entanto. da concorrência). A obra “A Política” do filósofo grego Aristóteles (384 a 322 a. Muitas vezes quem possui o domínio tenta alcançar o poder. O quadro é de descrença e desilusão com a Política. ou ainda reconstituí-la em seu proveito. o brasileiro sabe que não pode haver saída que não passe pela Política. quase de forma inconsciente. 2006) Se cumprirmos o nosso papel. O significado do termo Político advém de pólis (polítikos) e significa tudo o que se refere à cidade. é sabido que os governos continuam falhando e que os eleitores estão frustrados. nenhuma preocupação social com os rumos da Política e com o modo como a sociedade é governada. o termo foi sendo substituído paulatinamente por expressões como “ciência do Estado”.C). mas nem por isso os eleitores abandonam. POLÍTICA E PODER POLÍTICO Será possível concordar com os que afirmam que a Política está inteiramente sufocada pelo econômico. a participação. que o ameaçam. dirigida e administrada? Ao analisar dados referentes ao início dos anos 2000. 27 .é somente suportada: luta-se contra ele (é o fenômeno da competição. Continuam indo às urnas. que estamos relegando a nossa vida cívica a plano secundário e que não há entre nós bons espaços de discussão e deliberação democrática ou bastante interação com as instituições políticas. “ciência política”. o poder luta contra os indivíduos ou grupos em posição de domínio muito evidente. Política que deve ser concebida como a articulação. público ou mesmo. portanto ao renegá-la estamos renegando nossa condição humana. (Nogueira. o que é sociável ou social. tudo que é urbano. ano após ano e isso ocorre porque. Em sentido inverso. A Política é uma atividade inerente a cada um de nós e. o compartilhamento de decisões e a emancipação. civil. ou seja. o diálogo. Já na época moderna. “doutrina do Estado”. espera-se destruí-la e chegar à igualdade. a negociação. Esse termo foi utilizado durante muito tempo para designar o estudo da esfera de atividades humanas que se refere de algum modo às coisas do Estado.

Política pode ser entendida como “o conjunto de esforços feitos com vistas a participar do poder ou a influenciar a divisão do poder.C. de alguma maneira. 2005:56). Mas. seja no interior de um único Estado” (Weber. como o domínio do homem sobre a natureza. seja entre Estados. tão comum entre os modernos existia. qual seria o elemento específico do poder político? Para Bobbio (2006). tal qual a conhecemos tem inicio por volta do Séc. Uma quadrilha de criminosos ou um grupo terrorista apesar de fazerem o uso da força. O poder político compreende apenas o poder do homem sobre o outro homem como. Nesse sentido. mas não fazia parte da fala pública. Seu caráter coator é o elemento que o distingue dos outros tipos de poder. o termo Política pode ser entendido como forma de atividade humana estreitamente ligada ao poder. modernamente. De maneira geral. a conceituação de Weber parecenos bastante acertada. a relação entre fortes e fracos e/ou entre superiores e inferiores. por exemplo.“filosofia política”. ou seja. entre Estado e cidadãos. entre soberano e súditos. a relação entre governantes e governados. Segundo o autor. 2006).) e diferentemente da política antiga passa a reconhecer e legitimar a busca por vantagens pessoais. Os gregos e romanos antigos empreendiam uma política voltada para as virtudes. Já o termo poder define-se como uma relação entre dois sujeitos. porém não suficiente para a existência do poder político. etc. porém sempre indicando a atividade ou conjunto de atividades que. como sabemos. dos quais um impõe ao outro a própria vontade.. A busca pelo interesse próprio. não possuem o poder político. mas não se trata da idéia de virtude secularizada pelo cristianismo e sim da idéia de que o bem para a sociedade deve estar no centro do discurso político. entre autoridade e obediência. dando mais atenção a questão dos interesses (Ribeiro. Para a teoria política há uma diferença básica entre a política dos antigos e a dos modernos. o Estado. o poder político. A política moderna. É importante ressaltar que embora a possibilidade de recorrer à força seja o elemento que distingue o poder político de outras formas de poder. Inclui-se nessa conceituação tanto o domínio do homem sobre outro homem. tem como diferencial a posse dos instrumentos mediante os quais se exerce a força física. XVI (1500 d. 28 . têm como termo de referência a pólis. o uso da força deve ser entendido como condição necessária. lhe determinando o seu comportamento. Mantêm-se aqui.

o uso da força física ou ameaça desse uso e a legitimidade. ou seja. mas é seu instrumento específico. Os Estados Unidos adiantaram-se a esse respeito. consentido que está revestida pela legalidade dos valores prezados pela sociedade. a idéia de aceito. Em uma democracia indireta como a brasileira concorda-se que o vencedor das eleições tem poder de governar durante um período de tempo específico. na forma de leis e políticas públicas o exercício do poder político oscila entre dois pólos: a coerção. o que explica seu progresso no domínio dos métodos de pesquisa. DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DA CIÊNCIA POLÍTICA O seu desenvolvimento está profundamente ligado à história das idéias e das doutrinas: a noção de ciência objetiva só muito lentamente se desligou de conceitos éticos e das crenças. Ainda segundo Weber (2005). e que recebeu esse monopólio a partir de um processo determinado por um contexto social específico. A relação entre o Estado e a violência é particularmente íntima e para nos certificarmos disso basta assistir ao último grande sucesso da cinematografia nacional: Tropa de Elite. Para manter-se no poder. recorreram à violência física como instrumento normal do poder. esse vencedor pode lançar mão também da coerção. Porém. a pretensão do monopólio da legítima coerção física. em certa medida e com êxito. a violência não é o único instrumento utilizado pelo Estado. como o processo eleitoral. desde sempre.O poder político só é conferido aos grupos que detêm o monopólio da posse e do exercício da coação física. o poder político não pode ser tomado única e exclusivamente a partir de seu elemento característico. 2007: 956). Enquanto luta para moldar as decisões que terão impacto sobre a vida da coletividade. A compreensão da natureza do poder político nos remete ao conceito de Estado e à clássica definição de Max Weber: Por Estado se há de entender uma empresa institucional de caráter político onde o aparelho administrativo leva avante. Agrupamentos políticos os mais diversos. com vistas ao cumprimento das leis (apud Bobbio. começando pela família. ou seja. por exemplo. tendo o cuidado de jamais desequilibrar os dois pólos que sustentam o poder político. no entanto. 29 . A entrada da ciência política na Universidade não se fez no mesmo momento em todos os países.

Desde 1945. tomando sobretudo um caráter internacional. 30 . os problemas políticos são estudados essencialmente sob o ângulo moral. e de receitas de Maquiavel.) 2) Maquiavel e o método objetivo (escreve O Príncipe em 1513. Marx a substituiu por uma imagem inteiro. A cosmogonia marxista faz do Estado e do poder fenômenos de força. julgada má. o método de análise essencial é o raciocínio dedutivo. Não se estuda o poder objetivamente. Até ele. no plano teórico. Foi nos EUA que a Ciência Política foi reconhecida como disciplina primeiramente. Os fundadores da Ciência Política 1) 2) 3) Alexis de Toqueville e a observação em profundidade (A Democracia na América Auguste Comte e o método positivo (Sistema de Política Positiva . Divide a sociedade entre base e superestrutura. Procura-se estudar tal ou qual forma do poder. tinha-se uma imagem do Estado e do poder mais ou menos derivada de Aristóteles e de Montesquieu.1822) utiliza os Karl Marx: uma nova cosmogonia. Por outro lado. considerada “boa”. partindo de princípios a priori e não da observação de fatos e da indução baseada nessa observação. econômicas e outras: o estudo do Estado e do poder é então orientado para a análise dessas forças. nos quais tenta definir os laços com as outras forças sociais. no plano político.1835 -1840) mesmo métodos das ciências naturais (experiência e observação) A contribuição de Marx à ciência política é ter fornecido uma nova explicação geral dos fenômenos do poder de Ter elaborado uma nova comogonia. o desenvolvimento da Ciência Política se acelera.Até o fim do século XIX não se tem consciência nítida de que a política seja objeto de ciência: não se aplicam em seu estudo métodos rigorosamente científicos: ainda não há uma ciência política no sentido preciso do termo. DESENVOLVIMENTO DA CIÊNCIA POLÍTICA NO SÉCULO XX De acordo com Duverger A Ciência Política começou a ser oficialmente reconhecida como disciplina autônoma no fim do século XIX. . Pré-história da Ciência Política 1) Aristóteles e o método de observação (século IV AC. Até o século XIX. e vilipendiar outro qualquer.) 3) Bodin e o desenvolvimento do método de observação (Da República 1576) 4) Montesquieu e a observação sistemática.

Alexis de Tocqueville. ao final da Segunda Guerra Mundial. As missões de manutenção da paz e a preservação ou construção da democracia. porque o espaço cultural/institucional da disciplina teria influência sobre os estudos desta área do conhecimento. eram elementos que contribuíam para aumentar a demanda de especialistas na área da Política. tais como a Fundação Ford. Karl Marx. era ali que se encontrava o berço da análise do fenômeno político. O resultado foi que em alguns paises. Ciência Política: Teoria e Método. com o apoio do governo norte-americano. Fracassam em todos os lugares. entre outros. 1976. Maurice. em nome da qual o país participara da guerra. A difusão ocorreria nos países do Terceiro Mundo particularmente à época do colapso das democracias representativas. como se via na França e na Itália. A profissionalização viria na medida em que o trabalho se diferenciava daquele das demais Ciências Sociais. 31 . para citar alguns. Se remontássemos a Maquiavel. Ocorreria relativa divisão de trabalho. apenas muito mais tarde a área viria a se expandir. particularmente na construção do objeto e dos métodos adotados. interessado em manter-se informado sobre o resto do mundo. fundações privadas. menos nos EUA. Nesse período. Giovani Botero. Rio de Janeiro: Zahar Editores. Daí o desenvolvimento que a Ciência Política tem nesse país entre as duas guerras mundiais2 O estímulo ao desenvolvimento da Ciência Política (na concepção moderna) darse-ia já à época da Primeira Guerra Mundial e. nomes importantes negaram-se a aceitar um papel profissional específico. Montesquieu. Na Europa. Em paralelo.O fim do século XIX à Segunda Guerra Mundial caracteriza-se pelo desenvolvimento desigual da ciência política. com a tendência de 2 DUVERGER. o que fez proliferar cursos da disciplina de Ciência Política em universidades norte-americanas. a Fundação Rockfeller e Kellog. a profissionalização e o prestigio internacional tornaram-se uma realidade. esforços são feitos para dar lugar à ciência política nas estruturas universitárias. nos organismos internacionais. impulsionaram pesquisas em áreas de especial interesse da sociedade e da economia americana. os EUA assumiram a posição de nova potência hegemônica mundial e. com orientações intelectuais distintas. Em vários países. Hegel. Max Weber. principalmente. Rousseau. em outros. embora ali se encontrasse o fulcro das mais remotas tradições do pensamento político e da filosofia política. Robert Michels. no âmbito das Nações Unidas. 3ª edição. passaram a irradiar sua influencia. Muita diversidade seria a característica da área. Émile Durkeim.

Fica claro que o estudo da Ciência Política não se enquadra em subárea de qualquer outra disciplina porque apresenta objeto próprio. um campo de estudo acadêmico consagrado. legislativos. estudos de administração pública e governo. políticas sociais. Estado. corporativismo. análise de políticas públicas. executivos. Seus principais campos de análise incluemse na agenda de estudos da área.produzir análises políticas sem diferenciá-las. processo legislativo. com uma acumulação exponencial de estudos. minorias. análise de relações exteriores. burocracias. etc. gênero. invocaria elementos éticos. teoria dos jogos. São numerosas as concepções que norteiam os pesquisadores. representação política. elementos impossíveis de serem omitidos quando se trata de analisar a questão democrática nos países de forte desigualdade social. política comparada. Quase oito décadas desde sua inserção formal na academia. A ciência política abrange diversos campos. em especial. soberania. dependendo da orientação teórica e do quadro nacional de origem dos estudiosos. a construção institucional. sociedade civil e participação. economia política. interpretacionismo. Na qualidade de 32 . como a teoria e a filosofia políticas. racionalismo. a questão democrática é uma delas. As abordagens da disciplina incluem a filosofia política clássica. ideologia. cidadania. jurídicos e filosóficos na construção do objeto. realismo. Os aspectos mencionados não foram obstáculos para que os estudos da política ganhassem legitimidade. a Ciência Política é hoje. A concepção de que a democracia se reduziria a uma dimensão eleitoral. geografia política. pluralismo e institucionalismo. além de amplo acervo de conhecimento. A ciência política é a teoria e prática da política e a descrição e análise dos sistemas políticos e do comportamento político. nação. inegavelmente. Dentre as várias temáticas centrais da disciplina. governo. política e direito internacionais. São os estudos sobre o poder. questão ambiental. estruturalismo. a constituição da autoridade democrática. sofreria críticas contundentes dos adeptos da democracia participativa ou democracia deliberativa. na teorização e na metodologia de trabalho. como aqueles da realidade latinoamericana. behaviorismo. os sistemas políticos. Esta. A ciência política emprega diversos tipos de metodologia. relações internacionais. políticas publicas. as elites. com um universo conceitual e discursos científicos próprios. direito público (como o direito constitucional) e outros. insistindo que a reflexão política era da mesma natureza que a das outras áreas das Ciências Sociais. geopolítica.

In: Bobbio. estudos de caso e construção de modelos). 2005. Dicionário de Pol咜ica. Maria D’Alva. G. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais. A Ética na política. 56) 33 . 13 ェ edi 鈬 o. Marco Aurélio. (p. São Paulo: Ed. Política.uma das ciências sociais. S縊 Paulo: Lazuli Editora. Fevereiro/2005. Ed. & Pasquino. 2. vol. REFERENCIAS BOBBIO. NOGUEIRA. Universidade de Brasília. Brasília: Ed. 13コ Ed. KINZO. Os Partidos no Eleitorado: percepções públicas e laços partidários no Brasil. análise estatística. 2007. WEBER. 20. a ciência política usa métodos e técnicas que podem envolver tanto fontes primárias (documentos históricos. 57. Max. Em defesa da política. n. pesquisas. Cultrix.. N. RIBEIRO. 2004. registros oficiais) quanto secundárias (artigos acadêmicos. 2006. Ciência e Política: duas vocações. Matteucci. Norberto. São Paulo: Editora SENAC São Paulo. Renato Janine. N.