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CONHECIMENTO ESPECÍFICO

CONHECIMENTO
ESPECÍFICO
AGENTE
ADMINISTRATIVO
REDAÇÃO DE
EXPEDIENTE
APOSTILA
CONCEITO
Apostila é o aditamento a um ato administrativo
anterior, para fins de retificação ou atualização.
"Apostila é o ato aditivo, confirmatório de
alterações de honras, direitos, regalias ou vantagens,
exarado em documento oficial, com finalidade de
atualizá-lo." (Regulamento de Correspondência do
Exército - art. 192)
GENERALIDADES
A apostila tem por objeto a correção de dados
constantes em atos administrativos anteriores ou o
registro de alterações na vida funcional de um
servidor, tais como promoções, lotação em outro
setor, majoração de vencimentos, aposentadoria,
reversão à atividade, etc.
Normalmente, a apostila é feita no verso, do
documento a que se refere. Pode, no entanto, caso
não haja mais espaço para o registro de novas
alterações, ser feita em folha separada (com timbre
oficial), que se anexará ao documento principal. É
lavrada como um termo e publicada em órgão oficial.
PARTES
São, usualmente, as seguintes:
a) Título - denominação do documento (apostila).
b) Texto - desenvolvimento do assunto.
c) Data, às vezes precedida da sigla do órgão.
d) Assinatura - nome e cargo ou função da
autoridade.
APOSTÌLA
0 funcionário a quem se refere o presente Ato
passou a ocupar, a partir de V de janeiro de 1966, a
classe de Professor ............. ....... código EC
do Quadro único de Pessoal - Parte
Permanente, da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul, de acordo com a relação nominal anexa ao
Decreto nº 60.906, de 28 de junho de 1967, publicado
no Diário Oficial de 10 de julho de 1967.
DP, ................
(Dos arquivos da UFRGS)
APOSTÌLA
Diretor
O nome do membro suplente do Conselho
Fiscal da Caixa Econômica Federal (CEF) constante
na presente Portaria é José Reende Ri!eiro, e não
como está expresso na mesma.
Rio de janeiro (G13), de de
(DOU de 31-3-1971, p. 2.517)
José Flávio Pécora, Secretário-Geral.
ATA
Você certamente já participou de alguma reunião
em seu trabalho ou mesmo de uma assembléia do
condomínio onde reside. Deve ter notado que
inicialmente é designado um secretário que deverá
lavrara atado encontro. Você sabe o que é e para que
serve uma ata?
A ata é um documento em que deve constar um
resumo por escrito, detalhando os fatos e as re-
soluções a que chegaram as pessoas convocadas a
participar de uma assembléia, sessão ou reunião. A
expressão correta para a redação de uma ata é lavrar
uma ata.
Uma das funções principais da ata é historiar,
traçar um painel cronológico da vida de uma
empresa, associação, instituição. Serve como
documento para consulta posterior, tendo em alguns
casos caráter obrigatório.
Por tratar-se de um documento, a ata deve seguir
algumas normas específicas. Analisemos algumas
delas.
- Deve ser escrito à mão, em livro especial, com
as páginas numeradas e rubricadas. Esse livro deve
conter termo de abertura e encerramento.
- A pessoa que numerar e rubricar as páginas do
livro deverá também redigir o termo de abertura.
Termo de Abertura - é a indicação da finalidade
do livro.
Este livro contém 120 páginas por mim numeradas
e rubricadas e se destina ao registro de atas da
Escola Camilo Gama.
Termo de E!errameto - é redigido ao final do
livro, datado e assinado por pessoa autorizada.
Eu, Norberto Tompsom, diretor do Colégio Camilo
Gama, declaro encerrado este livro de atas.
Parnaíba, 21 de junho de 1996
Norberto Tompsom
- Na ato não deve haver parágrafo, mesmo se
tratando de assuntos diferentes, a fim de se evitar
espaços em branco que possam ser adulterados.
- Não são admitidas rasuras. Havendo engano,
usam-se expressões, tais como: ali"s, digo, a seguir
escreve-se o termo correto. Se a incorreção for
notada ao final, usa-se a expressão em tempo,
escrevendo-se em seguida #onde se lê $$$ leia-se $$$ #$
A ata obedece a uma estrutura fixa e padronizada.
Observe:
Itrodu"#o - Deve conter o número e a natureza
da reunião, o horário e a data (completa) escritos por
extenso, o local, o nome do presidente da reunião e
dos demais participantes.
De$e%o&%'meto - Também chamado contexto.
Nele deverão estar contidos ordenadamente os fatos
e decisões da reunião, de forma sintética, precisa e
clara.
E!errameto - É o fecho, a conclusão. Deverá
constar a informação de que o responsável, após a
leitura da ata, deu por encerrada a reunião e que o
redator a lavrou em tal horário e data. Deverá
informar também que se seguem as assinaturas.
Já está sendo aceita atualmente a ata datilo-
grafada depois de encerrada a reunião. Porém, as
anotações são feitas à mão, durante a reunião.
Ao datilografar, todas as linhas da ata devem ser
numeradas e o espaço que sobra à margem direita,
deve ser preenchido com pontilhado.
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CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Modernamente, por se necessitar de maior
praticidade e rapidez, as empresas vêm substituindo
a ata por um determinado tipo de ficha. É uma ficha
prática, fácil de preencher e manusear, embora não
possua o mesmo valor jurídico de uma ata.
MODELOS
a) %odelos de introdu&'o (partes iníciais)
CONSELHO PENÌTENCÌÁRÌO FEDERAL
Ata da 791º Reunião Ordinária
Aos dezesseis dias do mês de dezembro do ano
de mil, novecentos e setenta, no quarto andar do
Bloco "0" da Avenida L-2, do Setor de Autarquias Sul,
na Sala de Despachos do Procurador-Geral da
justiça, sob a presidência do Doutor José Júlio
Guimarães Lima, reuniu-se o Conselho Penitenciário
Federal. Estiveram presentes os Conselheiros Hélio
Pinheiro da Silva, Elísio Rodrigues de Araújo,
Abelardo da Silva Comes, Nestor Estácio Azambuja
Cavalcanti, Miguel Jorge Sobrinho, Otto Mohn e o
Membro Ìnformante Tenente Pedro Arruda da Silva.
Aberta a sessão, foi lida e, em votação, aprovada a
ata da reunião anterior. Na fase de comunicações, o
Tenente Pedro Arruda da Silva comunicou que, por
força constitucional, voltará para a Polícia Militar do
Distrito Federal, deixando, assim, a direção do Núcleo
de Custódia de Brasília.
(DOU de 31-3-19g71, p. 2.510)
ATESTADO
CONCEITO
Atestado é o documento mediante o qual a
autoridade comprova um fato ou situação de que
tenha conhecimento em razão do cargo que ocupa ou
da função que exerce.
#Atestados administrati(os# são atos pelos quais a
Administração comprova um fato ou uma situação de
que tenha conhecimento por seus órgãos
competentes. (Hely Lopes Meirelles - Direito
Administrati(o )rasileiro)
GENERALIDADES
0 atestado comprova fatos ou situações não
necessariamente constantes em livros, papéis ou
documentos em poder da Administração. Destina-se,
basicamente, à comprovação de fatos ou situações
transeuntes, passíveis de modificações freqüentes.
Tratando-se de fatos ou situações permanentes e que
constam nos arquivos da Administração, o documento
apropriado para comprovar sua existência é a
certidão. 0 atestado é mera declaração, ao passo que
a certidão é uma transcrição. Ato administrativo
enunciativo, o atestado é, em síntese, afirmação
oficial de fatos.
PARTES
a) Título - denominação do ato (atestado).
b) Texto - exposi&'o do objeto da atestação.
Pode-se declarar, embora não seja obrigatório, a
pedido de quem e com que finalidade o documento é
emitido.
Como bem lembram Marques Leite e Ulhoa Cintra,
no seu *o(o %anual de Estilo e Reda&'o, "se se
tratar de dotes, habilidades, ou qualidades de alguma
pessoa, o atestante deverá cuidar de especi+icar com
grande clareza os dados pessoais do indivíduo em
questão (nome completo, naturalidade, estado civil,
domicílio)". A recomendação é muito oportuna, pois
tais atestados impõem responsabilidade
particularmente grande a quem os fornece.
São perfeitamente dispensáveis, no texto do
atestado, expressões como "nada sabendo em
desabono de sua conduta", "é pessoa de meu conhe-
cimento", etc., já que só pode atestar quem conhece a
pessoa e acredita na inexistência de algo que a
desabone.
c) ,ocal e data - cidade, dia, mês e ano da
emissão do ato, podendo-se, também, citar,
preferentemente sob forma de sigla, o nome do órgão
onde a autoridade signatária do atestado exerce suas
funções.
Assinatura - nome e cargo ou função da
autoridade que atesta.
MODELOS
ATESTADO
Atesto que FULANO DE TAL é aluno deste
Ìnstituto, estando matriculado e freqüentando, no
corrente ano letivo, a primeira série do Curso de
Diretor de Teatro$
Seção de Ensino do Ìnstituto de Artes da UFRGS,
em Porto Alegre, aos 2 de julho de 1971.
ATESTADO
Chefe da Seção de Ensino
Atesto, para fins de direito, atendendo a pedido
verbal da parte interessada, que FULANO DE TAL é
ex-servidor docente desta Universidade, aposentado,
conforme Portaria nº 89, de 7-2-1964, publicada no
DO de 21-1,-1965, de acordo com o artigo 176, inciso
ÌÌÌ, da Lei nº 1.711, de 28-10-1952, combinado com o
artigo 178, inciso ÌÌÌ, da mesma Lei, no cargo de
Professor de Ensino Superior, do Quadro de Pessoal,
matrícula nº 1-218.683, lotado na Faculdade de
Medicina.
Porto Alegre, 10 de outubro de
1972.
Sérgio Ornar Fernandes, Diretor do Departamento
de Pessoal.
CERTIDÃO
Certidão é o ato pelo qual se procede a
publicidade de algo relativo à atividade Cartorária, a
fim de que, sobre isso, não pairem mais dúvidas.
Possui formato padrão próprio, termos essenciais que
lhe dão suas características. Exige linguagem formal,
objetiva e concisa.
TERMOS ESSENCÌAÌS DA CERTÌDÃO:
- Afirmação: CERTÌFÌCO E DOU FÉ QUE,
- Ìdentificação do motivo de sua expedição: A
PEDÌDO DA PARTE ÌNTERESSADA,
- Ato a que se refere: REVENDO OS
ASSENTAMENTOS CONSTANTES DESTE
CARTÓRÌO, NÃO LOGREÌ ENCONTRAR AÇÃO
MOVÌDA CONTRA EVANDRO MEÌRELES, RG
4025386950, NO PERÍODO DE 01/01/1990 ATÉ A
PRESENTE DATA
- Data de sua expedição: EM 20/06/1999.
- Assinatura: O ESCRÌVÃO:
Ex.
C E R T Ì D Ã O
CERTÌFÌCO E DOU FÉ QUE, usando a faculdade
que me confere a lei, e por assim me haver sido
determinado, revendo os assentamentos constantes
deste Cartório, em especial o processo 00100225654,
constatei, a folhas 250 dos autos, CUSTAS
PROCESSUAÌS PENDENTES DE PAGAMENTO, em
valor total de R$1.535,98, conforme cálculo realizado
em 14/05/1997, as quais deverão ser pagas por
JOAQUÌM JOSÉ DA SÌLVA XAVÌER, devidamente
intimado para tanto em 22/07/1997, sem qualquer
manifestação, de acordo com o despacho exarado a
folhas 320, a fim de lançamento como Dívida Ativa.
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CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Em 20/06/1998.
O Escrivão.
CIRC(LAR
MODELOS
CÌRCULAR Nº 55, DE 29 DE JUNHO DE 1973.
Prorroga o prazo para recolhimento, sem multa, da
Taxa de Cooperação incidente sobre bovinos.
O DÌRETOR-GERAL DO TESOURO DO ESTADO,
no uso de suas atribuições, comunica aos Senhores
Exatores que, de conformidade com o Decreto nº
22.500, de 28 de junho de 1973, publicado no Diário
Oficial da mesma data, fica prorrogado, até 30 de
setembro do corrente exercício, o prazo fixado na Lei
nº 4.948, de 28 de maio de 1965, para o recolhimento,
sem a multa moratória prevista no artigo 71 da Lei nº
6.537, de 27 de fevereiro de 1973, da Taxa de
Cooperação incidente sobre bovinos.
Lotário L. Skolaude,
Diretor-Geral.
(DO/RS de 11-5-1973, p. 16 - com
adaptações)
CÌRCULAR Nº 1, DE 10 DE OUTUBRO DE 1968.
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
em observância aos princípios de racionalização
administrativa inscritos no Decreto-Lei nº 200, de 25
de fevereiro de 1967, recomenda a Vossa Excelência
a adoção, pelo órgão central de pessoal, de imediatas
providências no sentido de que os atos relativos ao
funcionalismo, notadamente exoneração, promoção e
redistribuição de pessoal, a serem submetidos e
assinados por Sua Excelência, tenham o caráter
coletivo, devendo abranger num só ato o maior
número possível de casos individuais.
Rondon Pacheco,
Ministro Extraordinário para os Assuntos do
Gabinete Civil.
(DOU de 11-10-1968, p. 8.920)
DECLARAÇÃO
Como vimos em um dos exemplos de reque-
rimento, Amanda L. Gomes anexou-lhe uma decla-
ração de conclusão do Curso de Administração de
Empresas. Tal declaração, além de servir-lhe como
documento provisório, também facilitará o andamento
do processo para expedição de seu diploma. Você
alguma vez precisou apresentar uma declaração?
Conhece esse documento?
Ìnúmeras são as situações em que nos é so-
licitado ou recomendado que apresentemos uma
declaração. Por vezes, em lugar de declaração
usa-se a palavra atestado, que tem o mesmo valor.
São declarações de boa conduta, prestação de
serviços, conclusão de curso, etc.
A declaração (atestado) deve ser fornecida por
pessoa credenciada ou idónea que nele assume a
responsabilidade sobre uma situação ou a ocorrência
de um fato. Portanto, é uma comprovação escrita
com caráter de documento.
A declaração pode ser manuscrita em papel
almaço simples (tamanho ofício) ou digitada/dati-
lografada. Quanto ao aspecto formal, divide-se nas
seguintes partes:
T'mbre ) 'm*re$$o !omo !abe"a&+o, contendo o
nome do órgão ou empresa. Atualmente a maioria
das empresas possui um impresso com logotipo. Nas
declarações particulares usa-se papel sem timbre.
T-tu&o - deve-se colocá-lo no centro da folha, em
caixa alta.
Te.to - deve-se iniciá-lo a cerca de quatro linhas
do título. Dele deve constar:
- Ìdentificação do emissor. Se houver vários
emissores, é aconselhável escrever, para facilitar: os
abaixo assinados.
- O verbo atestarldeciarar deve aparecer no
presente do indicativo, terceira pessoa do singular ou
do plural.
- Finalidade do documento - em geral costuma-se
usar o termo "para os devidos fins", mas também
pode-se especificar: "para fins de trabalho", "para fins
escolares", etc.
- Nome e dados de identificação do interessado.
Esse nome pode vir em caixa-alta, para facilitar a
visualização.
- Citação do fato a ser atestado.
Lo!a& e data - deve-se escrevê-los a cerca de três
linhas do texto.
A$$'atura - assina-se a cerca de três linhas
abaixo do local e data.
Observe o trecho que encerra essa declaração:
"$$$ -uando se e+eti(ou a sua cessão para o .etor
de
Almoxarí+ado$ #
Você sentiria dificuldade para escrever a palavra
cess'o/ Ficaria na dúvida entre: sessão, seção ou
cessão? Ìsso é comum. Trata-se, no caso, do que
chamamos 0om1nimos$ São palavras de pronúncia
idêntica, mas com grafias e significados diferentes.
Vejamos as diferenças:
!e$$#o - doação; ato de ceder.
$e$$#o - reunião; espetáculo de teatro, cinema,
etc. apresentado várias vezes.
$e"#o - corte; divisão; parte de um todo;
segmento; numa publicação, local reservado a
determinado assunto: seção literária, seção de
esportes.
INFORMAÇÃO
Ìnformação nº DCCCE/394/73
Processo nº R/25.726-73
Senhor Diretor do Departamento de Pessoal:
Encaminha a Direção do Ìnstituto de Geociências o
pedido de dispensa, a partir de 3 de outubro de 1973,
da função gratificada, símbolo 2-F, de Secretário do
referido Ìnstituto, formulado pelo funcionário Fulano
de Tal.
2. O requerente é agregado ao símbolo 5-F, do
Quadro Único de Pessoal - Parte Permanente, desta
Universidade, sendo aproveitado pela Portaria nº 677,
de 27 de agosto de 1968, para exercer a função
gratificada, símbolo 2-F, de Secretário do Ìnstituto de
Geociências, desenvolvendo suas atividades em
regime de tempo integral e dedicação exclusiva,
conforme aplicação determinada pela Portaria nº 459,
de 15 de julho de 1969.
3. Ìsso posto, de acordo com o preceituado no
artigo 77 da Lei nº 1.711, de 28 de outubro de 1952,
nada obsta a que seja atendida a solicitação, motivo
por que remetemos, em anexo, os atos necessários à
efetivação da medida.
À consideração de Vossa Senhoria.
DCCE, em 16 de outubro de 1973.
Noé Esquivel,
Diretor.
(Dos arquivos da UFRGS)
5
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
OFÍCIO E OFÍCIO)CIRC(LAR
I ) CONCEITO
"Ofícios são comunicações escritas que as
autoridades fazem entre si, entre subalternos e
superiores, e entre a Administração e particulares, em
caráter oficial." (Meirelles, Hely Lopes - apud
"Redação Oficial", de Adalberto Kaspary).
A luz desse conceito, deduzimos que:
1) Somente autoridades (de órgãos oficiais)
produzem ofícios, e isso para tratar de assuntos
oficiais.
2) O ofício pode ser dirigido a:
a - outras autoridades;
b - particulares em geral (pessoas, firmas ou outro
tipo de entidade).
3) Entidades particulares (clubes, associações,
partidos, congregações, etc.) não devem usar esse
tipo de correspondência.
4) No universo administrativo, o ofício tem sentido
horizontal e vertical ascendente, isto é, vai de um
órgão publico a outro, de uma autoridade a outra,
mas, dentro de um mesmo órgão, não deve ser usado
pelo escalão superior para se comunicar com o
escalão inferior (sentido vertical descendente).
5) O papel utilizado é específico e da melhor
qualidade.
6) O ofício esta submetido a certas normas
estruturais, que são de consenso geral.
/ ) Mar0e$
a) Da esquerda - a 2,5 cm a partir da extremidade
esquerda do papel.
b) Da direita - a 1,5 cm da extremidade direita do
papel.
Nada pode ultrapassá-la, nem a data, nem o nome
do remetente.
Para ser perfeitamente alinhada, não e permitido:
* Usar grafismo (tapa-margem);
* afastar sinal de pontuação da palavra;
* deixar espaço de mais de dois toques entre a
última e a penúltima palavra;
* espaçar as letras de uma palavra.
1 ) T'mbre
Brasão (da Republica, estado ou município), em
geral centralizado, a 1 cm da extremidade superior da
folha, seguido da designação do órgão.
2 ) Numera"#o
A dois espaços-padrão da designação do órgão.
O espaço-padrão interlinear do oficio e de 1,5 ou
2, conforme a marca da maquina.
Consiste em: Of. Nº ..., ou Of. Circ. Nº .... seguido
do numero e, se for conveniente, sigla(s) do órgão
expedidor.
No caso dos ofícios-circulares que não tenham
uma numeração especifica, a palavra "circular" deve
ser posta entre parênteses depois do número.
3 ) &o!a&'dade e Data
Coloca-se na mesma linha do número, desde que
haja espaço suficiente, procurando fazer coincidir o
seu fim com a margem da direita.
Cuidados especiais com a data:
Não se devem abreviar partes do nome da
localidade que também não deve ser seguida da sigla
do estado.
* O nome do mês não se grafa com letra
maiúscula.
* Entre o milhar e a centena do ano não vai ponto
nem espaço.
* Põe-se o ponto após o ano.
ERRADO - P.Alegre/RS, 18 de Junho de 1.985
CERTO - Porto Alegre, 18 de junho de 1985.
4 ) Vo!at'%o
Ìnicia a três espaços-padrão abaixo da data e a
2,5cm da margem esquerda.
Consiste simplesmente da expressão "Senhor(es)"
seguido de cargo ou função do destinatario: Senhor
Governador, Senhores Deputados, Senhor Gerente,
Senhor Diretor-Geral, Senhor Chefe, etc.
Não ha unanimidade quanto à pontuação do
vocativo; pode-se usar virgula, ponto ou dois pontos.
5 ) Itrodu"#o
Praticamente inexiste. Vai-se direto ao que
interessa: "Comunicamos...", "Solicitamos...",
"Encaminhamos..." etc.
6 ) Te.to
Consiste na exposição, de forma objetiva e polida,
do assunto, fazendo-se os parágrafos necessários.
Estes podem ser numerados a partir do segundo.
7 ) Fe!+o
Modernamente, usam-se apenas
"Atenciosamente" ou "Respeitosamente", seguidos de
vírgula. O alinhamento e o do parágrafo, ou coloca-
se acima da assinatura. Não se numera.
8 ) S'0at9r'o
Nome e cargo do remetente, encimados pela
assinatura, sem traço, a direita do papel.
/: ) De$t'at9r'o
Ocupando 2, 3 ou 4 linhas, seu final deve coincidir
com a extremidade inferior do papel.
Ex.: A Sua Excelência o Senhor
Dr. Fulano de Tal,
DD. Governador do Estado do Rio Grande do Sul
PORTO ALEGRE (RS)
Nos ofícios corriqueiros, dispensa-se o nome do
destinatário.
Ex.: Ao Senhor Diretor do Colégio X PORTO
ALEGRE (RS)
Ìmportante: Caso o ofício ocupe mais de uma
folha, o que acontece quando, em media, não cabe
em 17 linhas, o destinatário permanece na primeira
folha, indo para a ultima apenas o signatário.
Observação: Podem ainda constar no oficio o
numero de anexos e as iniciais do redator e
datilógrafo. (Veja-se o esquema.)
ORDEM DE SERVIÇO
MODELOS
ORDEM DE SERVÌÇO Nº 2-72
O SECRETÁRÌO DE ESTADO DA FAZENDA, no
uso de suas atribuições, em aditamento à Ordem de
Serviço nº 1-72, de 10-1-72, desta Secretaria,
determina que terão expediente externo também na
parte da manhã, no horário das oito às onze horas, os
seguintes órgãos do Tesouro do Estado, sediados na
Capital:
a) Subordinados à Coordenadoria-Geral do ÌCM:
Divisão de Fiscalização da Grande Porto Alegre
(DCP);
Divisão de Fiscalização do Trânsito de
Mercadorias (DÌM);
Divisão do Recenseamento e Programação Fiscais
(RP).
b) Subordinado à Ìnspetoria-Geral da Fazenda:
6
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Exatoria Estadual de Porto Alegre.
Porto Alegre, 13 de janeiro de 1972.
José H. M. de Campos, Secretário da Fazenda.
ORDEM DE SERVÌÇO Nº GG/2-73
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RÌO
GRANDE DO SUL, no uso de suas atribuições e em
continuidade ao plano de centralização, na Capital, do
pagamento de despesas do Ìnterior, objetivando o
melhor aproveitamento dos interesses orçamentários
do Estado, de modo a permitir a elaboração da
programação financeira de desembolso ajustada à
efetiva disponibilidade do Tesouro, determina:
Ì - que, a partir de 11 de janeiro de 1973, todas as
despesas realizadas no Ìnterior, pelos órgãos da
Administração Direta, sejam processadas na Capital,
pelas respectivas repartições e encaminhadas para o
Tesouro do Estado, que efetuará o pagamento,
através da rede bancária, nas correspondentes
localidades;
ÌÌ - o uso de distribuição de tabelas de crédito às
Exatorias Estaduais, através da Contadoria Setorial
junto à Fazenda, fica reservado, tão-somente, para as
despesas que, necessariamente, devam ser
atendidas no local de sua realização e referentes às
seguintes rubricas:
a) SERVÌÇOS DE TERCEÌROS
Comunicações.
b) ENCARGOS DÌVERSOS
Ajudas de custo e diárias de viagem; Custas e
emolumentos;
Despesas pequenas de pronto pagamento.
Palácio Piratini, em Porto Alegre, ... de..... de.....
Edmar Fetter,
Vice-Governador do Estado, em
exercício.
PORTARIA
MODELOS
PORTARÌA Nº 3.109, DE 13 DE ABRÌL DE 1971.
O MÌNÌSTRO DO TRABALHO E PREVÌDÊNCÌA
SOCÌAL, usando de suas atribuições e
considerando o número insuficiente de Agentes de
Ìnspeção na Delegacia Regional do Trabalho no
Estado do Maranhão;
considerando que a situação peculiar daquele
Estado, em relação às condições de produção e
trabalho, exige, da parte deste Ministério,
providências especiais e imediatas;
considerando, ainda, o que consta no Processo
nº..................... MTPS/319.974-70,
RESOLVE:
Fica elevado para cinqüenta por cento, na
Delegacia Regional do Trabalho no Estado do
Maranhão, o percentual previsto na Portaria
Ministerial d 3.144, de 2 de março de 1970.
Júlio Barata
(DOU de 20-4-1971, p. 2.928)
PORTARÌA Nº 15, DE 28 DE FEVEREÌRO DE
1972.
O MÌNÌSTÉRÌO DE ESTADO DO
PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO GERAL,
usando de suas atribuições legais e de acordo com a
alínea b do inciso 11 do artigo 1º do Decreto nº
66.622, de 22 de maio de 1970, resolve:
Art. 1º Alterar o Anexo A - Plano de Busca - do
Plano Setorial de Ìnformações do Ministério do
Planejamento e Coordenação Geral, aprovado pela
Portaria nº 131, de 24 de novembro de 1970.
Art. 2º A presente Portaria entrará em vigor na
data de sua publicação.
João
Paulo dos Reis Velloso
(DOU de 7-3-1972, p. 1.948)
RELAT;RIO
Senhor Diretor Geral
Encaminhamos a esta Diretoria Geral o presente
relatório das averiguações efetuadas em nosso
departamento com a finalidade de verificar
irregularidades ocorridas no período de 01 de janeiro
à 31 de dezembro de 2000.
Comunicamos a Vossa Senhoria que após as
averiguações efetuadas constatamos o seguinte:
1) As compras efetuadas através de terceiros não
apresentavam valores a maior;
2) As notas recebidas de fornecedores não
conferem com as faturas pagas;
3) As mercadorias constantes nas notas foram
entregues regularmente ;
4) Os pagamentos foram efetuados de acordo com
as faturas apresentadas;
5) Após comparação entre as notas e as faturas
verificou-se uma diferença de R$ 5.000,00;
6) Questionamos junto ao fornecedor para repor
mercadorias referente a diferença apresentada.
Junto a este relatório encaminhamos a Vossa
Senhoria cópia de toda a documentação necessária a
sua apreciação.
Sem mais no momento.
Aguardamos seu despacho.
Fulano de Tal,
Chefe de Serviço.
RE<(ERIMENTO
I ) CONCEITO
É a correspondência através da qual um particular
requer a uma autoridade pública algo a que tem ou
julga ter direito.
Portanto, não utiliza papel oficial e não tolera
bajulação.
/ ) Mar0e$
As mesmas do ofício.
1 ) Vo!at'%o
Coloca-se ao alto da folha, a partir da margem
esquerda, não podendo ultrapassar os 2/3 da linha,
caso em que deve ser harmoniosamente dividido. A
localidade só deve constar, se a autoridade
destinatária não estiver na da origem. Jamais se põe
o nome da autoridade.
Exemplo:
7
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Ìlustríssimo Senhor Superintendente Regional do
Departamento de Policia Federal PORTO ALEGRE
(RS)
2 ) Te.to
Ìnicia com o nome completo do requerente (sem o
pronome "eu"), a 2,5cm da margem, em destaque.
Quanto aos demais dados de identificação, que se
põem em continuação ao nome, tais como
nacionalidade, estado civil, filiação, lotação, endereço,
números de documentos etc. , somente cabem
aqueles que sejam estritamente necessários ao
processamento do pedido.
Dependendo da circunstancia, e importante
enumerar os motivos, dar a fundamentação legal e/ou
prestar esclarecimentos oportunos.
Redige-se na terceira pessoa.
3 ) Fe!+o
Põe-se abaixo do texto, no alinhamento do
parágrafo.
Consiste numa destas expressões:
Nestes termos,
pede deferimento.
...............
Pede deferimento.
..............
Espera deferimento.
................
Aguarda deferimento.
................
Termos em que pede deferimento.
Qualquer uma pode ser abreviada com as iniciais
maiúsculas, seguidas de ponto: P. D., A. D. etc.
4 ) Lo!a& e data
Também no alinhamento do parágrafo. (Ver
observações no ofício.)
5 ) A$$'atura
A direita da folha, sem traço e sem nome, se este
for o mesmo do inicio.
III ) MODELOS =E.tra-do$ do &'%ro >Reda"#o
O?'!'a&>, de Ada&berto @A Ba$*arCD
Senhor Diretor do Colégio Estadual Machado de
Assis:
FULANO DE TAL, aluno deste colégio, cursando a
primeira série do segundo grau, turma D, turno da
manhã, requer a Vossa Senhoria o cancelamento de
sua matrícula, visto que fará um estágio profissional
de três meses no Estado de São Paulo, a partir do dia
22 do corrente.
Termos em que pede deferimento.
Porto Alegre, 12 de maio de 1974.
Fulano de Tal
Senhor Diretor de Pessoal
da Superintendência dos Transportes do Estado
do RS:
FULANO DE TAL, funcionário público estadual,
ocupante do cargo de Auxiliar de Administração,
lotado e em exercício no Gabinete de .Orçamento e
Finanças, da Secretaria da Fazenda, matricula nº
110.287, no Tesouro do Estado, requer a Vossa
Senhoria que lhe seja expedida certidão de seu
tempo de serviço nessa Superintendência, a fim de
anexá-la ao seu processo de Ìicença-prêmio, já em
andamento na Secretaria da Administração.
Espera deferimento.
Porto Alegre, 14 de março de 1975.
Fulano de Tal
Excelentíssimo Senhor Secretario da
Administração do Governo do Estado do Rio Grande
do Sul:
FULANO DE TAL, brasileiro, solteiro, com 26
anos, filho de.................... e de................ natural, de
Gramado, neste Estado, residente e domiciliado nesta
Capital, na Avenida João Pessoa, 582 - ap. 209,
requer a Vossa Excelência inscrição no Concurso
Público para o Cargo de Oficial Administrativo a ser
realizado por essa Secretaria, conforme edita]
divulgado no Diário Oficial de 14 do corrente, para o
que anexa os documentos exigidos na citada
publicação.
Nestes termos,
pede deferimento.
Porto Alegre, 24 de maio de 1974.
Fulano de Tal
NOÇEES DE
RELAÇEES H(MANAS
CONTEXTOS E DEMANDAS DE HAFILIDADES
SOCIAIS
Eu mesmo, .e transpon0o o um!ral enigm"tico,
2ico outro ser, De mim descon0ecido$
C. Drummond de Andrade
Os diferentes contextos dos quais participamos
contribuem, de algum modo, para a aprendizagem de
desempenhos sociais que, em seu conjunto,
dependem de um repertório de habilidades sociais. A
decodificação dos sinais sociais, explícitos ou sutis,
para determinados desempenhos, a capacidade de
selecioná-los e aperfeiçoá-los e a decisão de emiti-los
ou não são alguns dos exemplos de habilidades
aprendidas para lidar com as diferentes demandas
das situações sociais' a que somos cotidianamente
expostos.
O termo demanda pode ser compreendido como
ocasião ou oportunidade diante da qual se espera um
determinado desempenho social em relação a uma ou
mais pessoas.
As demandas,são produtos da vida em sociedade
regulada pela cultura de subgrupos. Quando algumas
pessoas não conseguem adequar-se a elas
(principalmente as mais importantes) são
consideradas desadaptadas provocando reações de
vários tipos. O exemplo mais extremo é o do fôbico
social que não consegue responder às demandas
interpessoais de vários contextos, isolando-se no
grupo familiar e, mesmo neste, mantendo um contato
social bastante empobrecido.
Quando, por alguma razão, um contexto provê
aprendizagem de determinadas habilidades sociais,
mas não cria oportunidade para que sejam exercidas,
as necessidades afetivas a elas associadas podem
não ser satisfeitas. Em nossos programas de
desenvolvimento de relações interpessoais com
universitários, os estudantes freqüentemente
apresentam dificuldade de expressar carinho (apesar
do desejo de fazê-lo) porque, em suas famílias, seus
pais não incentivam e nem mesmo permitem "essas
liberdades".
Ao nos depararmos com as diferentes demandas
sociais, precisamos inicialmente identificá-las
(decodificá-las) para, em seguida, decidirmos reagir
ou não, avaliando nossa competência para isso. A
8
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
identificação ou decodificação das demandas para um
desempenho interpessoal depende, criticamente, da
leitura do ambiente social, o que envolve, entre outros
aspectos:
a) atenção aos sinais sociais do ambiente
(observação e escuta);
b) controle da emoção nas situações de maior
complexidade;
c) controle da impulsividade para responder de
imediato;
d) análise da relação entre os desempenhos
(próprios e de outros) e as conseqüências que eles
acarretam.
Não é muito fácil identificar os sinais que, a cada
momento, indicam demandas para desempenhos
excessivamente elaborados. Por exemplo, quando o
ambiente social é extremamente ameaçador, pode
provocar ansiedade, requerendo respostas de
enfrentamento ou fuga que variam na adequação às
demandas. Em outras palavras, é como se o indivíduo
dissesse a si mesmo:
A-ui é esperado -ue eu$$$ (leitura do ambiente
social ou das demandas);
*'o posso concordar com isso, eu preciso dier
-ue$$$ (análise da própria necessidade de reagir a
uma demanda);
Ac0o mel0or n'o dier nada agora$$$ (decisão
quanto a apresentar ou não um desempenho em
determinado momento).
Diferentes tipos de demandas interpessoais
podem aparecer sob combinações variadas. Algumas
combinações, no entanto, parecem típicas de
contextos específicos e requerem conjuntos de
habilidades sociais que podem ser cruciais para a
qualidade dos relacionamentos aí desenvolvidos. O
contexto mais significativo da vida da maioria das
pessoas é o familiar. Além deste, podem-se destacar,
como inerente à vida social na maior parte das
culturas, a escola, o trabalho, o lazer, a religião e o
espaço geral de cotidianidade (ruas, praças, lojas
etc.). Segue-se uma análise dos contextos familiar,
escolar e de trabalho que, não obstante suas
especificidades, contemplam também muitas das
habilidades sociais requeridas nos demais.
/A o !ote.to ?am'&'ar
A vida familiar se estrutura sobre vários tipos de
relações (marido-mulher, pais-filhos, entre irmãos e
parentes) com uma ampla diversidade de demandas
interpessoais. O desempenho das habilidades sociais
para lidar com elas pode ser uma fonte de satisfação
ou de conflitos no ambiente familiar. Dada a
inevitabilidade de conflitos o caráter saudável de
muitos deles depende da forma de abordá-los e
resolvê-los o que remete, em última instância, à
competência social dos envolvidos.
Relações conjugais
Embora, na sociedade atual, as pessoas já
possuam um razoável conhecimento de seu parceiro
antes de optarem por uma vida em comum, mesmo
assim, com o passar do tempo, pode ocorrer a
deterioração de alguns comportamentos mutuamente
prazerosos (reforçadores) e o aparecimento ou
maximização de outros de caráter aversivo. Em um
relacionamento novo, cada pessoa procura exibir ao
outro o melhor de si mesma, mas, ao longo do tempo,
o cotidiano doméstico pode alterar drasticamente
esse repertório. Além disso, a maioria das pessoas,
ao se casarem, possuem algumas idéias românticas
sobre o amor que, além de não se concretizarem,
dificultam a identificação e o enfrentamento das
dificuldades conjugais.
Considerando o conceito de compromisso (referido
no Capítulo 2), crucial. para o caso das relações
conjugais, a qualidade desse relacionamento
depende, criticamente, de quanto os cônJuges
investem na sua continuidade e otimização. O
auto-aperfeiçoamento de ambos em habilidades
sociais conjugais garante, em parte, esse
compromisso. No entanto, quando apenas um dos
parceiros alcança um desenvolvimento sócio-afetivo
rápido, diferenciando-se excessivamente do outro, ele
pode reavaliar os próprios ganhos na relação como
insatisfatórios e dispor-se à busca de relacionamentos
alternativos, provocando a sua ruptura. Uma fonte de
ruptura ocorre, portanto, quando há uma ausência de
compromisso com a própria relação e/ou com o
desenvolvimento do outro.
Em uma revisão da literatura de pesquisas sobre
Terapia Conjugal, Gottman e Ruschel identificaram
algumas habilidades essenciais para a qualidade do
relacionamento conjugal, destacando aquelas
associadas à aprendizagem e ao controle dos
estados afetivos que desencadeiam conflitos e
reduzem a capacidade de processamento de
informações. Tais habilidades incluem: acalmar-se e
identificar estados de descontrole emocional em si e
no cônjuge, ouvir de forma não defensiva e com
atenção, validar o sentimento do outro, reorganizar o
esquema de interação do casal de modo a romper o
ciclo queixa-crítica-defensividade-desdém.
Acrescentam, também, a este conjunto, a habilidade
de persuadir o cônjuge a não tomar nenhuma decisão
enquanto o estado de excitação psicofísiológica
estiver sem autocontrole adequado.
Freqüentemente, um dos cônjuges expressa
pensamentos e sentimentos de forma explosiva,
extrapolando nas queixas e críticas. Se a reação do
outro seguir na mesma direção, gera descontrole de
ambos e uma alta probabilidade de manutenção do
ciclo descrito acima, o que tende a piorar ainda mais
a situação. Daí a importância da habilidade de
acalmar o outro. Ouvir não defensivamente permite
que o cônjuge exponha por completo o seu
pensamento e pode servir para validar seu sentimento
(empatia). Adicionalmente, a fala calma facilita a
organização do conteúdo da mensagem, aumenta a
probabilidade de clareza e, conseqüentemente, de
compreensão, tendo o efeito provável de acalmar. As
situações de conflito geralmente exigem outras
habilidades como as de admitir o erro, desculpar-se
ou pedir mudanças de comportamento.
Existem casais que são bastante atenciosos com
amigos, colegas de trabalho e pessoas que lhes
prestam serviço e, no entanto, deixam de dar essa
mesma quantidade de atenção ao cônjuge. A maioria
que age assim parece não ter a intenção de colocar o
cônjuge em segundo plano, porém acaba por
negligenciar um elemento importante do
relacionamento, ignorando situações e oportunidades
para exercer a habilidade de dar atenção.
Muitas vezes, a imagem idealizada, ou real no
começo do relacionamento, de uma pessoa
bem-humorada, amável, carinhosa etc. vai se
desvanecendo, gerando insatisfação e desinteresse.
Bom humor, gentileza mútua, carinho e atenção
precisam ser cultivados no cotidiano da relação. Para
isso, é muito importante a habilidade de prover
conseqüências positivas quando o cônjuge apresenta
esses comportamentos. A sinceridade, no entanto, é
fundamental, caso contrário poderá parecer que há
pretensão de manipulação. Há um velho adágro
popular que cai bem nesta situação: amor com amor
se paga. Em muitas situações em que o
comportamento do outro caminha na direção de
desempenhos favoráveis à qualidade do
relacionamento, pode ser importante que os cônjuges
explicitem claramente esses aspectos, por meio da
habilidade de dar +eed!ac3 positi(o. Da mesma
maneira, pedir +eed!ac3 é uma habilidade que
favorece uma avaliação conjunta.
São muitos os problemas resolvidos diariamente
por apenas um dos membros da díade conjugal em
assuntos que afetam a ambos. Esses problemas, ou
são corriqueiros, ou possuem tal urgência que
demandam ações imediatas. O partilhar decisões pelo
casal produz, no entanto, um equilíbrio nas relações
de poder, na medida que ambos decidem e são,
igualmente, responsáveis pelo êxito ou fracasso de
todo empreendimento.
Um subgrupo particularmente relevante de
habilidades sociais conjugais é representado pelas de
relacionamento íntimo. Nesta categoria, os
desempenhos sociais possuem características
singulares, com o padrão não verbal tendo um peso
considerável na interação. O conteúdo (o que se diz),
a forma (como se diz) e a ocasião (quando se diz) são
componentes importantes e precisam ser bem
dosados e ajustados às preferências das pessoas
envolvidas. Ìsso significa que requisitos não
fundamentais em outros contextos ganham, aqui, um
estatuto especial como, por exemplo, as
discriminações sutis das mensagens enviadas em
códigos e elaboradas no processo de interação.
9
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Relações pais-filhos
As relações pais-filhos possuem um caráter
afetivo, educativo e de cuidado que cria muitas e
variadas demandas de habilidades sociais. O
exercício dessas habilidades é, em geral, orientado
para o equilíbrio entre os objetivos afetivos imediatos
e os objetivos a médio e longo prazo de promover o
desenvolvimento integral dos filhos e prepará-los para
a vida. Argyle identifica três estratégias básicas pelas
quais os pais educam seus filhos: a) por meio das
conseqüências (recompensas e punições), b) pelo
estabelecimento de normas, explicações, exortações
e estímulos e c) por modelação. Cada uma dessas
estratégias baseia-se em ações educativas que
supõem um repertório elaborado e diversificado de
habilidades sociais dos pais.
À medida que crescem, os filhos desenvolvem
interesses, idéias e hábitos que podem gerar conflitos
familiares. Nem sempre é fácil para os pais a
identificação dos sinais que apontam para a iminência
de um conflito entre eles e os filhos ou para os
estágios iniciais de um comportamento reprovado no
contexto dos valores familiares. Ìnversamente, é
também difícil identificar os estágios iniciais de um
comportamento desejável que pode estar sendo
mascarado pela predominância de outros
indesejáveis. Na maioria das vezes, presta-se mais
atenção aos comportamentos que perturbam ou
quebram normas estabelecidas. Com freqüência os
pais buscam interromper ' esses comportamentos
com medidas punitivas ou corretivas que produzem
resultados pouco efetivos porque os suprimem
apenas momentaneamente e, ainda, podem gerar
vários sentimentos negativos, como a raiva, o
abatimento, a revolta etc.
Essas situações constituem ocasião para o
exercício de um conjunto de ações educativas que
podem alterar drasticamente a qualidade da relação e
promover comportamentos mais adequados dos
filhos. A literatura enfatiza a importância de
apresentar +eed!ac3 positivo para os desempenhos
considerados adequados tão logo eles ocorram.
Elogiar e fornecer conseqüências positivas incentivam
e fortalecem desempenhos incipientes que, em
etapas posteriores, serão mantidos por suas
conseqüências naturais. A maioria dos pais faz isso
quando está ensinando os filhos a andar, falar ou ler,
mas costuma negligenciar a apresentação de
conseqüências positivas quando se trata de
comportamentos que consideram "obrigação" como
estudar, organizar-se, demonstrar gentileza,
apresentar iniciativa na solução de pequenos
problemas pessoais etc.
Muitos pais queixam-se de que, especialmente na
adolescência, os filhos se tornam esquivos, buscando
maior contato com os companheiros do que com eles.
A adolescência é, sem dúvida, um período de
grandes conquistas e descobertas por parte dos
jovens, podendo produzir inquietação aos pais. E o
momento de experimentar as novas possibilidades
cognitivas e o despertar sexual, mas também um
período de grande labilidade emocional, dadas suas
alterações hormonais. Em qualquer etapa, mas
particularmente nesta, são importantes várias outras
ações educativas como as de combinar normas e
regras de convivência coerentes com os valores
familiares e estabelecer consenso sobre padrões de
conduta a serem assumidos por todos. Em outras
palavras, decidir com os filhos como traduzir valores
em comportamentos, o que implica em diálogo e nas
habilidades a ele inerentes.
Assim como muitas situações requerem o
autocontrole dos sentimentos evitando-se agravar
conflitos potenciais, outras podem requerer sua
expressão. Em tais casos, embora a demanda
apareça sem se anunciar, a expressão de raiva ou
desagrado requer controle emocional se o objetivo for
educativo mais do que meramente de descarga
emocional. A habilidade dos pais de expressar
adequadamente raiva e desagrado fornece modelo de
autocontrole. Quando esses sentimentos são gerados
por comportamentos dos filhos que violam os acordos
e as normas combinados, a situação pode requerer a
habilidade de defender os próprios direitos em uma
visão de reciprocidade.
Em muitos momentos da relação pais-filhos,
ocorrem críticas de ambos os lados. A maioria de nós
tem facilidade em fazer críticas que apenas humilham
as pessoas, mas dificuldade em apresentar as
construtivas. Além disso, a habilidade de desculpar-se
pode ser importante para diminuir ressentimentos e
induzir atitudes construtivas em relação à dificuldade
vivida.
1A O !ote.to e$!o&ar
A Educação é uma prática eminentemente social
que amplia a inserção do indivíduo no mundo dos
processos e dos produtos culturais da civilização. A
escola é um espaço privilegiado, onde se dá um
conjunto de interações sociais que se pretendem
educativas. Logo, a qualidade das interações sociais
presentes na educação escolar constitui um
componente importante na consecução de seus
objetivos e no aperfeiçoamento do processo
educacional.
O discurso oficial sobre os objetivos e metas da
instituição escolar, preconizado e continuamente
reafirmado em termos de formação para a vida e para
a cidadania, já inclui, naturalmente, a articulação
entre aprendizagem e desenvolvimento. O
desenvolvimento sócio-emocional não pode ser
excluído desse conjunto, especialmente quando se
observa, nos dias atuais, uma escalada de violência
atingindo crianças e jovens e manifestando-se,
inclusive, no contexto escolar. Há, portanto, uma
concordância quase unânime sobre a necessidade de
aprimoramento das competências sociais de alunos,
professores e demais segmentos da escola.
Mas é necessário destacar a importância de uma
clara compreensão sobre que tipo de habilidades
efetivamente contribui para essa preparação para a
vida. Em um de nossos estudos, uma amostra
significativa de professores da rede pública valorizou
as habilidades pró-sociais em níveis
significativamente superiores à valorização atribuída
às habilidades assertivas e de enfrentamento. Como
são complementares, é importante que todos esses
conjuntos sejam, igualmente, desenvolvidos na
escola. Habilidades como liderar, convencer,
discordar, pedir, mudança de comportamento,
expressar sentimentos negativos, lidar com críticas,
questionar, negociar decisões, resolver problemas
etc. precisam também ser promovidas pela escola. A
emissão competente de tais habilidades pode
constituir um antídoto importante aos
comportamentos violentos, especialmente se
desenvolvidos paralelamente às habilidades de
expressar sentimentos positivos, valorizar o outro,
elogiar, expressar empatia e solidariedade e
demonstrar boas maneiras.
Os estudantes excessivamente tímidos ou muito
agressivos enfrentam maiores dificuldades na escola,
pois em geral apresentam déficits nas chamadas
habilidades de sobrevivência em classe: prestar
atenção, seguir instruções, fazer e responder
perguntas, oferecer e pedir ajuda, agradecer, expor
opiniões, discordar, controlar a própria raiva ou tédio,
defender-se de acusações injustas e pedir mudança
de comportamento de colegas, no caso de chacotas e
provocações. Além das conseqüências sobre a
aprendizagem, tais dificuldades podem se reverter em
problemas de auto-estima no desenvolvimento sócio-
emocional.
Além disso, uma ampla literatura vem mostrando
correlação entre déficits no repertório de habilidades
sociais dos alunos e suas dificuldades de
aprendizagem e baixo rendimento escolar. Embora a
funcionalidade dessa relação ainda esteja sob
investigação, não é difícil imaginar a importância de
habilidades como as de perguntar, pedir ajuda,
responder perguntas, dar opinião, expressar
dificuldade etc. sobre a aprendizagem nesse contexto
e, em particular, como forma de obter atenção e
cuidado por parte da professora.
2A o !ote.to de traba&+o
Qualquer atuação profissional envolve interações
com outras pessoas onde são requeridas muitas e
variadas habilidades sociais, componentes da
competência técnica e interpessoal necessária para o
envolvimento em várias etapas de um processo
produtivo.
A competência técnica usualmente faz parte dos
objetivos educacionais dos cursos profissionalizantes
de segundo e terceiro graus e dos treinamentos que
ocorrem no âmbito das organizações. No entanto, a
10
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
competência interpessoal raramente é relacionada
como objetivo de formação profissional ocorrendo, de
forma assistemática, como um subproduto desejável
do processo educativo, por vezes referido como
currículo oculto.
Embora existam ocupações em que grande parte
das atividades é realizada quase que isoladamente,
como, por exemplo, a do restaurador de
obras-de-arte, do copista de obras antigas ou do
arquivista em um escritório, ainda assim há um
processo complementar que depende da interação
social. Tal processo pode ser de recepção de itens de
tarefa, negociação de contrato, reuniões, supervisão
de atividades, aperfeiçoamento por meio de cursos
etc. Pode-se dizer que praticamente nenhum trabalho
ocorre no isolamento social total. Por outro lado,
existem outras atividades em que a realização da
tarefa se dá quase que totalmente na relação com o
outro, ou seja, elas são mediadas por interações
sociais. São as ocupações de vendedor,
recepcionista, telefonista, professor, médico,
assistente social, terapeuta etc.
Os novos paradigmas organizacionais que
orientam a reestruturação produtiva têm priorizado
processos de trabalho que remetem diretamente à
natureza e qualidade das relações interpessoais.
Entre tais aspectos, pode-se citar a ênfase na
multiespecialização associada à valorização do
trabalho em equipe, intuição, criatividade e autonomia
na tomada de decisões, ao estabelecimento de canais
não formais de comunicação como complemento aos
formais, ao reconhecimento da importância da
qualidade de vida e à preocupação com a auto-estima
e com o ambiente e cultura organizacionais.
Essas mudanças imprimem demandas para
habilidades como as de coordenação de grupo,
liderança de equipes, manejo de estresse e de
conflitos interpessoais e intergrupais, organização de
tarefas, resolução de problemas e tomada de
decisões, promoção da criatividade do grupo etc. As
inovações constantes e o desenvolvimento
organizacional no mundo do trabalho requerem,
ainda, competência para falar em público, argumentar
e convencer na exposição de idéias, planos e
estratégias. O trabalho em pequenos grupos mostra a
necessidade de habilidades de supervisão e
monitoramento de tarefas e interações relacionadas
ao processo produtivo que, para ocorrerem
adequadamente, exigem competência em requisitos
como os de observar, ouvir, dar +eed!ac3, descrever,
pedir mudança de comportamento, perguntar e
responder perguntas entre outras.
NOÇEES DE
AR<(IVAMENTO E
PROCEDIMENTOS
ADMINISTRATIVOS
TGCNICAS DE AR<(IVOH AR<(IVO
E S(A DOC(MENTAÇÃO
O que significa a palavra ar-ui(o para você?
Pense sobre este assunto, analisando estas duas
situações.
- DOUTORA, A SENHORA JÁ USOU OS
DOCUMENTOS QUE ME PEDÌU? POSSO
GUARDÁ-LOS? - PERGUNTOU A SECRETÁRÌA.
- ESSES PROCESSOS EMPÌLHADOS AQUÌ À
ESQUERDA VOCÊ DEÌXA SOBRE MÌNHA MESA,
POÌS AÌNDA VOU CONSULTAR. JÁ ESSAS
PASTAS, PODE GUARDÁ-LAS NO ARQUÌVO LÁ DA
MÌNHA SALA.
- MARCOS, PRECÌSAMOS ANALÌSAR ALGUNS
DOCUMENTOS SOBRE A ESCRAVÌDÃO No
BRASÌL, PARA TERMÌNARMOS AQUELE
TRABALHO!
- VAMOS ENTÃO Ao ARQUÌVO NACÌONAL? LÁ,
com CERTEZA, ENCONTRAREMOS MUÌTO
MATERÌAL ÌNTERESSANTE!
Você percebeu que a palavra ar-ui(o foi
empregada nessas situações com dois sentidos
diferentes, não é mesmo?
Na primeira situação, a doutora se referiu a
arquivo como um m4(el pr4prio, geralmente de a&o
ou madeira, usado para guardar documentos$ Mas no
caso seguinte, Marcos usou a palavra arquivo para
citar o Arquivo Nacional, que é um 4rg'o p5!lico
encarregado de guardar e conser(ar a documenta&'o
produida ou rece!ida por institui&6es
go(ernamentais de 7m!ito +ederal$
E você, se lembrou de outros usos para a palavra
ar-ui(o/ Veja se algum deles aparece aqui, pois a
palavra ar-ui(o é utilizada em nosso dia-a-dia com
diferentes sentidos, ainda que bastante relacionados
entre si.
Com qual desses sentidos vamos trabalhar no
manual? Para começar, podemos analisar a origem
da palavra, que ainda não está esclarecida.
Há estudiosos que defendem a idéia de ela ter se
originado do grego arc0é, que significa palácio dos
registrados, tendo evoluído mais tarde para o termo
arc0eion, que é o local de guarda e depósito de
documentos. Outros, no entanto, dizem que a palavra
é originária do latim arc0i(um que significa, também
no conceito antigo, o lugar onde os documentos eram
guardados.
Atualmente, adotamos um outro conceito para
ar-ui(o, como este do americano Solon Buck:
Arquivo
É O CONJUNTO DE DOCUMENTOS
OFÌCÌALMENTE PRODUZÌDOS E RECEBÌDOS POR
UM GOVERNO, ORGANÌZAÇÃO OU FÌRMA, NO
DECORRER DE SUAS ATÌVÌDADES, ARQUÌVADOS
E CONSERVADOS POR SÌ E SEUS SUCESSORES,
PARA EFEÌTOS FUTUROS.
Podemos, então, a partir desse conceito, tirar
algumas conclusões sobre a finalidade e as funções
de um arquivo.
A primeira +inalidade de um arquivo e servir à
administração de uma instituição qualquer que seja a
sua natureza. Depois que a atividade administrativa
acaba, os arquivos começam a funcionar para a
história e para a cultura. Temos aí a outra finalidade,
que surge em conseqüência da anterior: servir à
história, como fonte de pesquisa.
No entanto, qualquer que seja a finalidade de um
arquivo, as suas +un&6es básicas são as mesmas:
guardar e conservar os documentos, de modo a
serem utilizados para atender a interesses pessoais
ou oficiais.
CLASSIFICAÇÃO DOS AR<(IVOS
Provavelmente, vários tipos de arquivo já
passaram pela sua cabeça até agora, não é?
O arquivo da escola onde estudou; aquele
organizado pela família de um amigo; o que foi
consultado para fazer uma pesquisa; o que havia no
setor de pessoal onde você trabalhou por algum
tempo; ou, ainda, o arquivo de discos que viu em uma
gravadora.
11
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
E cada um desses arquivos apresentam
características bem variadas. Daí serem classificados
em quatro grupos, de acordo com:
- a natureza da entidade que os criou;
- os estágios de sua evolução;
- a extensão da sua atenção;
- a natureza dos seus documentos.
Vamos analisar cada um desses grupos em
separado.
De a!ordo !om a et'dade !r'adora
Considerando a natureza da entidade que criou o
arquivo, ele se classifica em:
PÚBLÌCO - arquivo de instituições governamentais
de âmbito federal (central ou regional) ou estadual ou
municipal.
Exemplos8 o arquivo de uma secretaria estadual
de saúde ou da prefeitura de um município.
ÌNSTÌTUCÌONAL - está relacionado, por exemplo,
às instituições educacionais, igrejas, corporações
não-lucrativas, sociedades e associações.
Exemplos8 o arquivo de um centro de educação
experimental ou de um sindicato.
COMERCÌAL- arquivo de firmas, corporações e
companhias.
Exemplos8 o arquivo de uma loja, de um escritório
de engenharia ou de um banco.
FAMÌLÌAR OU PESSOAL- diz respeito ao arquivo
organizado por grupos familiares ou por pessoas,
individualmente.
Exemplo8 o arquivo preparado por uma dona de
casa, contendo certidões de nascimento e
casamento; declarações de imposto de renda;
documentos relativos a transações de compra e
venda de imóveis; recibos de pagamentos efetuados
a terceiros; fotos e cartas.
De a!ordo !om o e$t90'o de e%o&u"#o
Quando levamos em conta o tempo de existência
de um arquivo, ele pode pertencer a um destes três
estágios:
AR<(IVO DE PRIMEIRA IDADE O( CORRENTE
) 0uarda a documentação mais atual e
freqüentemente consultada. Pode ser mantido em
local de fácil acesso para facilitar a consulta. Somente
os funcionários da instituição têm competência sobre
o seu trato, classificação e utilização. O arquivo
corrente é também conhecido como ar-ui(o de
mo(imento$
Exemplo8 o arquivo do setor de almoxarifado de
uma empresa de exportação, contendo as requisições
de material do ano em curso.
AR<(IVO DE SEG(NDA IDADE O(
INTERMEDIIRIO ) '!&u' do!umeto$ que vieram
do arquivo corrente, porque deixaram de ser usados
com freqüência. Mas eles ainda podem ser
consultados pelos órgãos que os produziram e os
receberam, se surgir uma situação idêntica àquela
que os gerou. Não há necessidade de esses
documentos serem conservados nas proximidades
das repartições ou escritórios, e a sua permanência
no arquivo é transitória, uma vez que estão apenas
aguardando para serem eliminados ou remetidos ao
arquivo permanente.
Exemplo8 o arquivo dos dez últimos anos da
documentação de pessoal de uma empresa.
AR<(IVO DE TERCEIRA IDADE O(
PERMANENTE - nele se encontram os documentos
que perderam o valor administrativo e cujo uso deixou
de ser freqüente, é esporádico. Eles são conservados
somente por causa de seu valor histórico, informativo
para comprovar algo para fins de pesquisa em geral,
permitindo que se conheça como os fatos evoluíram.
Esse tipo de arquivo é o que denominamos ar-ui(o
propriamente dito$
Exemplo8 o arquivo de uma secretaria de estado
com os planos de governo do início do século.
De a!ordo !om a e.te$#o da ate"#o
Os arquivos se dividem em:
AR<(IVO SETORIAL -estabelecido junto aos
órgãos operacionais, cumprindo as funções de um
arquivo corrente.
Exemplo8 o arquivo da contabilidade de uma
empresa comercial.
AR<(IVO CENTRAL O( GERAL - destina-se a
receber os documentos correntes provenientes dos
diversos órgãos que integram a estrutura de uma
instituição. Nesse caso, portanto, as atividades de
arquivo corrente são centralizadas.
Exemplo8 o arquivo único das diversas faculdades
de uma universidade.
De a!ordo !om a atureJa de $eu$ do!umeto$
Dependendo das características dos documentos
que compõem o arquivo, ele se classifica em:
AR<(IVO ESPECIAL ) 0uarda documentos de
variadas formas físicas como discos, fitas, disquetes,
fotografias, microformas (fichas microfilmadas), slides,
filmes, entre outros. Eles merecem tratamento
adequado não apenas quanto ao armazenamento das
peças, mas também quanto ao registro,
acondicionamento, controle e conservação.
Exemplo8 o arquivo de microfilmes de uma
instituição financeira ou os disquetes de uma firma de
advocacia.
AR<(IVO ESPECIALIKADO ) tem sob sua
guarda os documentos de um determinado assunto,
de um campo específico, como o hospitalar, o da
medicina, engenharia, imprensa, entre outros. São
chamados, inadequadamente, de ar-ui(os técnicos$
Exemplo8 o arquivo de peças como ossos, dentes
e fetos de uma escola de enfermagem.
Você percebeu, pelos exemplos apresentados,
que um mesmo arquivo pode pertencer a mais de um
grupo? Veja!
. O arquivo de uma secretaria estadual de saúde
foi exemplificado como um arquivo público, de âmbito
estadual porque estávamos considerando o tipo de
instituição que o criou: um órgão do governo do
estado. Mas ele também pode ser classificado como
um arquivo de primeira idade ou corrente, caso seus
documentos sejam utilizados com freqüência pelos
funcionários. Pode ser ainda um arquivo central, que
serve a todos os setores daquela secretaria.
Vamos continuar o estudo? já falamos bastante
sobre os diferentes tipos de arquivos e demos alguns
exemplos de documentos que compõem os arquivos.
Mas o que caracteriza, exatamente, o documento de
um arquivo?
CLASSIFICAÇÃO DOS DOC(MENTOS
Pense novamente sobre os vários tipos de arquivo
aqui apresentados e faça uma lista de alguns
documentos que possam estar sob sua guarda.
Você, com certeza, se lembrou de diferentes
documentos, já que eles são bem variados. Só para
exemplificar, apresentamos alguns para você conferir
com os seus e complementar a sua lista:
- cadastros de funcionários, de escolas, de
clientes, de vendedores;
- histórico escolar de alunos, avaliação de
desempenho de funcionários;
- discos, fitas, disquetes, fotos, gravuras, filmes,
microfilmes, jornais, revistas, mapas, quadros;
- notas fiscais, faturas, duplicatas, promissórias;
- relatórios variados, atas de reuniões, ofícios,
cartas, memorandos;
- fichas, tabelas e formulários de qualquer
natureza;
- certidões de um modo geral.
A partir desses exemplos e de outros escritos em
sua lista, o que você conclui a respeito do que seja
um documento de arquivo? Pense e depois veja se
também chegou a esta conclusão:
Do!umeto
É TODO MATERÌAL RECEBÌDO OU PRODUZÌDO
POR UM GOVERNO, ORGANÌZAÇÃO OU FÌRMA,
NO DECORRER DE SUAS ATÌVÌDADES, E QUE SE
CONSTÌTUÌ ELEMENTO DE PROVA OU DE
ÌNFORMAÇÃO. ELE É ARQUÌVADO E
CONSERVADO POR ESSAS ÌNSTÌTUÌÇÕES E
SEUS SUCESSORES, PARA EFEÌTOS FUTUROS.
12
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
UM DOCUMENTO DE ARQUÌVO TAMBÉM PODE
SER AQUELE PRODUZÌDO OU RECEBÌDO POR
PESSOA FÍSÌCA, NO DECURSO DE SUA
EXÌSTÊNCÌA.
Os documentos de um arquivo apresentam
características, conteúdo e formas diferentes. Daí eles
serem classificados em dois grupos:
<uato ao 0Lero
Considerando o aspecto externo, se em texto,
audiovisual, sonoro, isto é, o gênero dos documentos
de um arquivo, eles podem ser bem variados, como
você vê nestas figuras.
É importante destacar que a documentação escrita
ou textual se apresenta de inúmeros tipos físicos ou
espécies documentais. Alguns deles já foram até
lembrados aqui, em exemplos anteriores: contratos,
folhas de pagamento, livros contábeis, requisições
diversas, atas, relatórios, regimentos, regulamentos,
editais, certidões, tabelas, questionários e
correspondências.
<uato M atureJa do a$$uto
Quando levamos em conta a natureza do assunto
tratado em um documento, ele pode ser:
OSTENSIVO - cuja divulgação não prejudica a
administração. Exemplos: notas fiscais de uma loja;
escala de plantão de uma imobiliária.
SIGILOSO - de conhecimento restrito e que, por
isso, requer medidas especiais de salvaguarda para
sua divulgação e custódia. Os documentos sigilosos
ainda se subdividem em outras quatro categorias,
tendo em vista o grau necessário de sigilo e até onde
eles podem circular.
9ltra-secreto - seu assunto requer excepcional
grau de segurança que deve ser apenas do
conhecimento de pessoas intimamente ligadas ao seu
estudo ou manuseio.
Exemplos8 documentos relacionados à política
governamental de alto nível e segredos de Estado
(descobertas e experiências de grande valor
científico; negociações para alianças militares e
políticas; planos de guerra; informações sobre política
estrangeira de alto nível).
Secreto - seu a$$uto exige alto grau de
segurança, mas pode ser cio conhecimento de
pessoas funcionalmente autorizadas para tal, ainda
que não estejam intimamente ligadas ao seu estudo
ou manuseio.
Exemplos8 planos, programas e medidas
governamentais; assuntos extraídos de matéria
ultra-secreta que, sem comprometer o excepcional
grau de sigilo da matéria original, necessitam de
maior difusão (planos ou detalhes de operações
militares); planos ou detalhes de operações
econômicas ou financeiras; projetos de
aperfeiçoamento em técnicas ou materiais já
existentes; dados de elevado interesse sob aspectos
físicos, políticos, econômicos, psicossociais e
militares de países estrangeiros, e também, os meios
e processos pelos quais foram obtidos; materiais
criptográficos (escritos em cifras ou códigos)
importantes e sem classificação anterior.
Confidencial - seu assunto, embora não requeira
alto grau de segurança, só deve ser do conhecimento
de pessoas autorizadas, para não prejudicar um
indivíduo ou criar embaraços administrativos.
Exemplos8 informações relativas a pessoal,
finanças e material de uma entidade ou um indivíduo,
cujo sigilo deve ser mantido por interesse das partes;
rádio-freqüência de importância especial ou aquelas
que são usualmente trocadas; cartas, fotografias
aéreas e negativos que indiquem instalações
importantes para a segurança nacional.
Reservado - seu assunto não deve ser do
conhecimento do público, em geral.
Exemplos8 partes de planos, programas, projetos e
suas respectivas ordens e execução; cartas,
fotografias aéreas e negativos que indiquem
instalações importantes.
ORGANIKAÇÃO
A organização de arquivos, como de qualquer
outro setor de uma instituição, pressupõe o
desenvolvimento de várias etapas de trabalho, Estas
fases se constituiriam em:
- levantamento de dados;
- análise dos dados coletados;
- planejamento;
- implantação e acompanhamento.
Le%atameto de dado$
Se arquivo é o conjunto de documentos recebidos
e produzidos por uma entidade, seja ela pública ou
privada, no decorrer de suas atividades, claro está
que, sem o conhecimento dessa entidade - sua
estrutura e alterações, seus objetivos e
funcionamento seria bastante difícil compreender e
avaliar o verdadeiro significado de sua
documentação.
O levantamento deve ter início pelo exame dos
estatutos, regimentos, regulamentos, normas,
organogramas e demais documentos constitutivos da
instituição mantenedora do arquivo e ser
complementado pela coleta de informações sobre a
sua documentação.
Assim sendo, é preciso analisar o gênero dos
documentos (escritos ou textuais, audiovisuais,
cartográficos, iconográficos, informáticos etc.); as
espécies de documentos mais freqüentes (cartas,
faturas, relatórios, projetos, questionários etc.); os
modelos e formulários em uso; volume e estado de
conservação do acervo; arranjo e classificação dos
documentos (métodos de arquivamento adotados);
existência de registros e protocolos (em fichas, em
livro); média de arquivamentos diários; controle de
empréstimo de documentos; processos adotados para
conservação e reprodução de documentos; existência
de normas de arquivo, manuais, códigos de
classificação etc.
Além dessas informações, o arquivista deve
acrescentar dados e referências sobre o pessoal
encarregado do arquivo (número de pessoas, nível de
escolaridade, formação profissional); o equipamento
(quantidade, modelos, estado de conservação); a
localização física (extensão da Área ocupada,
condições de iluminação, umidade, estado de conser-
vação das instalações, proteção contra incêndio).
A9&'$e do$ dado$ !o&etado$
De posse de todos os dados mencionados no item
anterior, o especialista estará habilitado a analisar
objetivamente a real situação dos serviços de arquivo,
e fazer seu diagnóstico para formular e propor as
alterações e medidas mais indicadas, em cada caso,
a serem adotadas no sistema a ser implantado.
Em síntese, trata-se de verificar se estrutura,
atividades e documentação de uma instituição
correspondem A sua realidade operacional. O
diagnóstico seria, portanto, uma constatação dos
pontos de atrito, de falhas ou lacunas existentes no
complexo administrativo, enfim, das razoes que
impedem o funcionamento eficiente do arquivo.
P&aeNameto
Para que um arquivo, em todos os estágios de sua
evolução (corrente, intermediário e permanente)
possa cumprir seus objetivos, torna-se indispensável
a formulação de um plano arquivístico que tenha em
conta tanto as disposições legais como as
necessidades da instituição a que pretende servir.
Para a elaboração desse plano devem ser
considerados os seguintes elementos: posição do
arquivo na estrutura da instituição; centralização ou
descentralização e coordenação dos serviços de
arquivo; escolha de métodos de arquivamento
adequados; estabelecimento de normas de
funcionamento; recursos humanos; escolha das
instalações e do equipamento; constituição de
arquivos intermediário e permanente; recursos
financeiros.
13
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Posição do arquivo na estrutura da instituição
Embora não se possa determinar, de forma
generalizada, qual a melhor posição do órgão de
arquivo na estrutura de uma instituição, recomenda-
se que esta seja a mais elevada possível, isto é, que
o arquivo seja subordinado a um órgão
hierarquicamente superior, tendo em vista que irá
atender a setores e funcionários de diferentes níveis
de autoridade. A adoção desse critério evitará sérios
problemas na Área das relações humanas e das
comunicações administrativas.
Se a instituição já contar com um órgão de
documentação, este será, em principio, o órgão mais
adequado para acolher o arquivo, uma vez que a
tendência moderna é reunir todos os órgãos que
tenham como matéria-prima a informação.
Ao usuário não interessa onde se encontra
armazenada a informação - numa biblioteca, numa
memória de computador, num microfilme, ou num
arquivo tradicional. Daí a importância da constituição
de sistemas de informação, dos quais o arquivo deve
participar, dotados de recursos técnicos e materiais
adequados para atender à acelerada demanda de
nossos tempos.
Cetra&'Ja"#o ou de$!etra&'Ja"#o e
!oordea"#o do$ $er%'"o$ de arOu'%o
Ao se elaborar um plano de arquivo, um aspecto
importante a ser definido diz respeito à centralização
ou descentralização dos serviços de arquivo.
Cetra&'Ja"#o
Por sistema centralizado de arquivos correntes
entende-se não apenas a reunião da documentação
em um único local, como também a concentração de
todas as atividades de controle - recebimento,
registro, distribuição, movimentação e expedição - de
documentos de uso corrente em um único órgão da
estrutura organizacional, freqüentemente designado
de Protocolo e Arquivo, Comunicações e Arquivo, ou
outra denominado similar.
Dentre as inúmeras e inegáveis vantagens que um
sistema centralizado oferece, citam-se: treinamento
mais eficiente do pessoal de arquivo; maiores
possibilidades de padronização de normas e
procedimentos; nítida delimitação de
responsabilidades; constituição de conjuntos
arquivísticos mais completes; redução dos custos
operacionais; economia de espaço e equipamentos.
A despeito dessas vantagens, não se pode ignorar
que uma centralização rígida seria desaconselhável e
até mesmo desastrosa como no caso de uma
instituição de âmbito nacional, em que algumas de
suas unidades administrativas desenvolvem
atividades praticamente autônomas ou específicas, ou
ainda que tais unidades estejam localizadas fisica-
mente distantes uma das outras, As vezes em Áreas
geográficas diferentes - agências, filiais, delegacias
-carecendo, portanto, de arquivos próximos para que
possam se desincumbir, com eficiência, de seus
programas de trabalho.
De$!etra&'Ja"#o
Recomenda-se prudência ao aplicar esse sistema.
Se a centralização rígida pode ser desastrosa, a
descentralização excessiva surtirá efeitos iguais ou
ainda piores. .
O bom senso indica que a descentralização deve
ser estabelecida levando-se em consideração as
grandes áreas de atividades de uma instituição.
Suponha-se uma empresa estruturada em
departamentos Como Produção, Comercialização e
Transportes, Além dos órgãos de atividades-meio ou
administrativos, e que cada um desses
departamentos se desãobre em divisões e/ou seções.
Uma vez constatada a necessidade da
descentralização para facilitar o fluxo de informações,
esta deverá ser aplicada a nível de Departamento,
isto é, deverá ser mantido um arquivo junto a cada
Departamento, onde estarão reunidos todos os
documentos de sua área de atuação, incluindo os
produzidos e recebidos pelas divisões e seções que o
compõem.. Para completar o sistema deverá ser
mantido também um arquivo para a documentação
dos órgãos administrativos.
A descentralização dos arquivos correntes
obedece basicamente a dois critérios:
- centralização das atividades de controle
(protocolo) e descentralização dos arquivos;
- descentralização das atividades de controle
(protocolo) e dos arquivos.
Quando se fala em atividades de controle está-se
referindo Aquelas exercidas em geral pelos órgãos.-
de comunicações, isto é: recebimento, registro,
classificação, distribuição, movimentação e expedição
dos documentos correntes.
a) Centralização das atividades de controle
(protocolo) descentralização dos arquivos
Neste sistema, todo o controle da documentação é
feito pelo órgão central de comunicações, e os
arquivos são localizados junto aos órgãos
responsáveis pela execução de programas especiais
ou funções específicas, ou ainda junto As unidades
administrativas localizadas em áreas fisicamente
distantes dos órgãos a que estão subordinadas.
Quando o volume de documentos é reduzido, cada
órgão deverá designar um de seus funcionários para
responder pelo arquivo entregue A sua guarda, e por
todas as operações de arquivamento decorrentes, tais
Como abertura de dossiês, controle de empréstimo,
preparo para transferência etc.
Se a massa documental for muito grande, é
aconselhável que o órgão central de comunicações
designe um ou mais arquivistas ou técnicos de
arquivo de seu próprio quadro de pessoal para
responder pelos arquivos nos órgãos em que forem
localizados.
A esses arquivos descentralizados denomina-se
núcleos de arquivo ou arquivos setoriais.
b) Descentralização das atividades de controle
(protocolo) e dos arquivos
Este sistema só deverá ser adotado quando puder
substituir com vantagens relevantes os sistemas
centralizados tradicionais ou os parcialmente
descentralizados.
O sistema consiste em descentralizar não somente
os arquivos, Como as demais atividades de controle
já mencionadas anteriormente, isto é, os arquivos
setoriais encarregar-se-ão, além do arquivamento
propriamente dito, do registro, classificação,
tramitação dos documentos etc.
Neste caso, o órgão de comunicações, que
também deve integrar o sistema, funciona Como
agente de recepção e de expedição, mas apenas no
que se refere A coleta e A distribuição da
correspondência externa. Não raro, além dessas
tarefas, passa a constituir-se em arquivo setorial da
documentação administrativo da instituição.
A opção pela centralização ou descentralização
não deve ser estabelecida ao sabor de caprichos
individuais, mas fundamentada em rigorosos critérios
técnicos, perfeito conhecimento da estrutura da
instituição A qual o arquivo irá servir, suas atividades,
seus tipos e volume de documentos, a localização
física de suas unidades administrativas, suas
disponibilidades em recursos humanos e financeiros,
enfim, devem ser analisados todos os fatores que
possibilitem a definição da melhor política a ser
adotada.
Coordea"#o
Para que os sistemas descentralizados atinjam
seus objetivos com rapidez, segurança e eficiência é
imprescindível a criação de uma COORDENAÇÃO
CENTRAL, tecnicamente planejada, que exercerá
funções normativas, orientadoras e controladoras.
A Coordenação terá por atribuições: prestar
assistência técnica aos arquivos setoriais; estabelecer
e fazei cumprir normas gerais de trabalho, de forma a
manter a unidade de operação e eficiência do serviço
dos arquivos setoriais; determinar normas específicas
de operação, a fim de atender As peculiaridades de
cada arquivo setorial; promover a organização ou
reorganização dos arquivos setoriais, quando
necessário; treinar e orientar pessoal destinado aos
arquivos setoriais, tendo em vista a eficiência e a
unidade de execução de serviço; promover reuniões
14
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
periódicas com os encarregados dos arquivos
setoriais para exame, debate e instruções sobre
assunto de interesse do sistema de arquivos.
Esta Coordenação poderá constituir-se em um
órgão da administração ou ser exercida pelo arquivo
permanente da entidade, pois toda instituição, seja
qual for o sistema adotado para os seus arquivos
correntes,. deverá contar sempre com um arquivo
permanente, centralizado, também chamado arquivo
de terceira idade.
Assim, tendo em vista que o acervo dos arquivos
permanentes é constituído de documentos
transferidos dos arquivos correntes (sejam eles
setoriais ou centrais), justifica-se perfeitamente que a
COORDENAÇÃO DO SÌSTEMA seja uma de suas
principais atribuições, a fim de que os documentos ao
Ìhe serem entregues para guarda permanente
estejam ordenados e preservados dentro dos padrões
técnicos de unidade e uniformidade exigidos pela
Arquivologia.
E$!o&+a de mPtodo$ de arOu'%ameto
A importância das etapas de levantamento e
análise se faz sentir de modo marcante no momento
em que o especialista escolhe os métodos de
arquivamento a serem adotados no arranjo da
documentação corrente.
Na verdade, dificilmente se emprega um único
método, pois há documentos que devem ser
ordenados ora pelo assunto, nome, local, data e
número.
Entretanto, com base na análise cuidadosa das
atividades da instituição, aliada à observação de
como os documentos são solicitados ao arquivo, é
possível definir-se qual o método principal a ser
adotado e quais os seus auxiliares. Exemplificando:
PATRÌMÔNÌO
Brasília
Rio de Janeiro
São Paulo
PESSOAL
ADMÌSSÃO
Aguiar, Celso
Bareta, Haydde
Borges, Francisco
Cardoso, Jurandir
Castro, Lúcia
Paes, Oswaldo
Paiva, Ernesto
Séllos, Zilda
Silva, Ana Maria
DEMÌSSÃO
FOLHAS DE PAGAMENTO
jan. a jul. de 1980
aço. a dez. de 1980
jan. a jul. de 1981
PROMOÇÃO
Supondo-se que esse esquema tenha sido
elaborado observando-se as considerações
assinaladas anteriormente, verifica-se que o arranjo
principal é por assunto. No assunto Patrimônio
encontra-se um arranjo secundário, por localidade
(geográfico). Já no assunto Admissão tem-se um
arranjo secundário, em ordem alfabética, pelo nome
dos funcionários. Em Folhas de Pagamento encontra-
se um arranjo secundário, em ordem cronológica.
Como se vê, o método principal escolhido foi o de
assuntos, coadjuvado pelos métodos geográfico,
alfabético e numérico cronológico, como auxiliares.
Outras modalidades de arranjo podem ainda
ocorrer.
Para melhor atender aos usuários de um banco de
investimentos, por exemplo, a documentação pode
ser separada em dois grandes grupos: o de projetos
de financiamento - ordenados e arquivados pelo
número de controle que Ìhe é atribuído ao dar entrada
e que, daí por diante, irá Ìhe servir de referência - e o
grupo constituído de todo o restante da
documentação, ordenada por assuntos.
E$tabe&e!'meto de orma$ de ?u!'oameto
Para que os trabalhos não sofram solução de
continuidade e mantenham uniformidade de ação é
imprescindível que sejam estabelecidas normas
básicas de funcionamento não só do arquivo em seus
diversos estágios de evolução, como também do
protocolo, uma vez que esse serviço é, na maioria
das vezes, desenvolvido paralelamente aos trabalhos
de arquivo.
Tais normas, depois de aplicadas e aprovadas na
fase de implantação irão juntamente com modelos e
formulários, rotinas, códigos de assunto e índices,
integrar o Manual de Arquivo da instituição.
Re!ur$o$ +umao$
Forma"#o e re0u&ameta"#o *ro?'$$'oa&
O arquivo possui, atualmente, importância capital
em todos os ramos da atividade humana. No entanto,
ainda é bastante comum a falta de conhecimentos
técnicos por parte das pessoas encarregadas dos
serviços de arquivamento, falta essa que ire influir,
naturalmente, na vida da organização.
Teoricamente, o arquivamento de papéis é um
serviço simples. Na prática, no entanto, essa
simplicidade desaparece diante do volume de
documentos e da diversidade de assuntos, surgindo
dificuldades na classificação dos papéis.
Uma das vantagens da técnica de arquivo é a de
capacitar os responsáveis pelo arquivamento para um
perfeito . trabalho de seleção de documentos que
fazem parte de um acervo, ou seja, separação dos
papéis que possuem valor futuro, contendo
informações valiosas, dos documentos inúteis.
Um serviço de arquivo bem organizado possui
valor inestimável. E a memória viva da instituição,
fonte e base de informações; aproveita experiências
anteriores, o que evita a repetição, simplifica e
racionaliza o trabalho.
Para que se atinjam esses objetivos, toma-se
necessária a preparação de pessoal especializado
nas técnicas de arquivo.
"Em questão de arquivo, a experiência não
substitui a instrução, pois 10 anos de prática podem
significar 10 anos de arquivamento errado e inútil'
afirma a Prof.a Ìgnez B. C. D'Arafijo.
Até recentemente a formação profissional dos
arquivistas vinha sendo feita através de cursos
especiais, ministrados pelo Arquivo Nacional,
Fundação Getúlio Vargas e outras instituições.
O valor e a importância dos arquivos oficiais e
empresariais, para a administração e para o
conhecimento de nossa História, passou a ser
também objeto de interesse do Governo federal.
Assim é que, a é de março de 1972, o Conselho
Federal de Educação aprovou a criação do curso
superior de arquivos, e a 7 do mesmo mês aprovou o
currículo do curso de arquivística como habilitação
profissional no ensino de segundo grau. Em agosto
de 1974, foi instituído o Curso Superior de
Arquivologia, com duração de três anos e, em 4 de
julho de 1978, foi sancionada a Lei nº 6.546,
regulamentada pelo Decreto nº 82.590, de é de
novembro do mesmo ano, que dispõe sobre a
regulamentação das profissões de arquivista e técnico
de arquivo.
Atr'buto$
Para o bom desempenho das funções dos
profissionais de arquivo, são necessárias, além de um
perfeito conhecimento da organização da instituição
em que se trabalha e dos sistemas de arquivamento,
as seguintes características: saúde, habilidade em
lidar com o público, espírito metódico, discernimento,
paciência, imaginação, atenção, poder de análise e
15
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
de crítica, poder de síntese, discrição, honestidade,
espírito de equipe e entusiasmo pelo trabalho.
E$!o&+a da$ '$ta&a"Qe$ e eOu'*ameto$
De igual importância para o bom desempenho das
atividades de arquivo é a escolha do local adequado,
quer pelas condições físicas que apresente -
iluminação, limpeza, índices de umidade,
temperatura, quer pela extensão de sua área, capaz
de conter o acervo e permitir ampliações futuras.
Michel Duchein, especialista em instalações de
arquivos e inspetor-geral dos Arquivos da Franga, tem
vários livros e artigos publicados sobre a matéria, os
quais devem ser consultados por tantos quantos se
defrontam com problemas de construção ou
adaptação de locais destinados A guarda de
documentos. A lista dessas publicações encontra-se
na bibliografia ao final deste volume.
Da mesma forma, a escolha apropriada do
equipamento deverá merecer a atenção daqueles
que estão envolvidos com a organização dos
arquivos.
Considera-se equipamento, o conjunto de
materiais de consumo e permanente indispensáveis A
realização do trabalho arquivístico.
Mater'a& de !o$umo
Material de consumo é aquele que sofre desgaste
a curto ou médio prazos. São as fichas, as guias, as
pastas, as tiras de inserção e outros.
Ficha - é um retângulo de cartolina, grande ou
pequeno, liso ou pautado, onde se registra uma
informação. As dimensões variam de acordo com as
necessidades, podendo ser branca ou de cor.
Guia divisória - é um retângulo de cartão resistente
que serve para separar as partes ou seções dos
arquivos ou fichários, reunindo em grupos as
respectivas fichas ou pastas. Sua finalidade é facilitar
a busca dos documentos e o seu rearquivamento.
No estudo das guias divisórias distinguem-se
diversos elementos relacionados com a sua finalidade
e funções, conforme veremos em seguida.
Projeção - é a saliência na parte superior da guia.
Pode ser recortada no próprio cartão, ou nele ser
aplicada, sendo então de celulóide ou de metal.
A abertura na projeção que recebe a tira de
inserção chama-se janela.
Pé - é a saliência, na parte inferior da guia, onde
há um orifício chamado ilha. Por este orifício passa
uma vareta que prende as guias à gaveta.
Notação - é a inscrição feita na projeção, podendo
ser alfabética, numérica ou alfanumérica.
A notação pode ser ainda aberta ou fechada.
aberta quando indica somente o início da seção, e
fechada quando indica o princípio e o fim.
Posição - é o local que a projeção ocupa ao longo
da guia. O comprimento pode corresponder à metade
da guia, a um terço, um quarto ou um quinto. Daí a
denominação de: primeira posição, segunda posição,
terceira posição, quarta posição, quinta posição.
Quanto à sua função, a guia pode ser ainda:
- primária - indica a primeira divisão de uma gaveta
ou seção de um arquivo;
- secundária - indica uma subdivisão da primária;
- subsidiária - indica uma subdivisão da
secundária;
- especial - indica a localização de um nome ou
assunto de grande freqüência.
O que indica se uma guia é primária, secundária,
subsidiaria ou especial é a notação e não a projeção.
O ideal seria que as guias primárias estivessem
sempre em primeira posição, as secundárias em
segunda posição e assim por diante.
Guia-fora - é a que tem como notação a palavra
FORA e indica a ausência de uma pasta do arquivo.
Tira de inserção - é uma tira de papel gomado ou
de cartolina, picotada, onde se escrevem as notações.
Tais tiras são inseridas nas projeções das pastas ou
guias.
Pasta - é uma folha de papelão resistente, ou
cartolina, dobrada ao meio, que serve para guardar e
proteger os documentos. Pode ser suspensa, de corte
reto, isto é, lisa, ou ter projeção. Elas se dividem em:
- individual ou pessoal - onde se guardam'
documentos referentes a um assunto ou pessoa em
ordem cronológica;
- miscelânea - onde se guardam documentos
referentes a diversos assuntos ou diversas pessoas
em ordem alfabética e dentro de cada grupo, pela
ordenação cronológica.
Mater'a& *ermaete
O material permanente é aquele que tem grande
duração e pode ser utilizado várias vezes para o
mesmo fim. Na sua escolha, além do tipo e do
tamanho dos documentos, deve-se levar em conta os
seguintes requisites:
- economia de espaço (aproveitamento máximo do
móvel e mínimo de dependências);
- conveniência do serviço (arrumação racional);
- capacidade de expansão (previsão de
atendimento a novas necessidades);
- invulnerabilidade (segurança);
- distinção (condições estáticas);
- resistência (conservação).
Recomenda-se, ainda, que a escolha do
equipamento seja precedida de pesquisa junto As
firmas especializadas, uma vez que constantemente
são lançadas no mercado novas linhas de fabricação.
As mais tradicionais são os arquivos, fichários, caixas
de transferência, boxes, armários de aço etc. As mais
recentes são os arquivos e fichários rotativos
eletromecânicos e eletrônicos, bem como as estantes
deslizantes.
Armário de aço - é um móvel fechado, usado para
guardar documentos sigilosos, ou volumes
encadernados.
Arquivo - móvel de aço ou de madeira, com duas,
três, quatro ou mais gavetas ou gabinetes de diversas
dimensões, onde são guardados os documentos.
Arquivo de fole - é um arquivo de transição entre o
arquivo vertical e o horizontal. Os documentos eram
guardados horizontalmente, em pastas com
subdivisões, e carregados verticalmente.
Arquivos horizontais antigos
- pombal (em forma de escaninhos);
- sargento (tubos metálicos usados pelo exército
em campanha).
Box - pequeno fichário que se coloca nas mesas.
É usado para lembretes.
Caixa de transferencia - caixa de aço ou papelão,
usada especialmente nos arquivos permanentes.
Estante - móvel aberto, com prateleiras, utilizado
nos arquivos permanentes, onde são colocadas as
caixas de transferência. Modernamente, é utilizada
para arquivos correntes, empregando-se pastas
suspensas laterais.
Fichário - É um móvel de aço próprio para fichas,
com uma, duas, três ou quatro gavetas, ou conjugado
com gavetas para fichas e documentos.
Fichário horizontal - aquele em que as fichas são
guardadas em posição horizontal, umas sobre as
outras - modelo KARDEX. As fichas são fixadas por
meio de bastões metálicos presos às gavetas. Dessa
disposição das hastes resulta que a primeira ficha
presa, a partir do fundo, ficará inteiramente visível,
deixando que da imediatamente inferior apareça uma
faixa correspondente à dimensão da barra, e assim
sucessivamente, lembrando o aspecto de uma esteira
- "arquivo-esteirinha". As faixas que aparecem
funcionam como verdadeiras projeções, nas quais
são feitas as notações.
Fichário vertical - aquele em que as fichas são
guardadas em posição vertical, umas atrás das
outras, geralmente separadas por guias. É o modelo
mais usado por ser mais econômico. As gavetas ou
bandejas comportam grande número de fichas.
16
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Suporte - armação de metal que se coloca dentro
das gavetas dos arquivos, servindo de ponto de apoio
para as pastas suspensas.
Co$t'tu'"#o de arOu'%o$ 'termed'9r'o$ e
*ermaete$
Toda organização, seja ela pública ou privada, de
pequeno, médio ou grande porte, acumula através
dos tempos um acervo documental que, mesmo
depois de passar por fases de análise, avaliação e
seleção rigorosas, deve ser preservado, seja para fins
administrativos e fiscais, seja por exigências legais,
ou ainda por questões meramente históricas.
Nenhum plano de arquivo estaria completo se não
previsse a constituição do arquivo permanente, para
onde devem ser recolhidos todos aqueles
documentos considerados vitais.
Quanto aos arquivos ou depósitos intermediários,
estes só deverão ser criados se ficar evidenciada a
sua real necessidade.
Em geral, existem em âmbito governamental, em
face do grande volume de documentação oficial e de
sua descentralização física.
As entidades e empresas de caráter privado
dificilmente necessitam desse organismo, salvo no
caso de instituições de grande porte, com filiais,
escritórios, representações ou similares, disperses
geograficamente e detentores de grande volume de
documentação.
Re!ur$o$ ?'a!e'ro$
Outro aspecto fundamental a ser considerado diz
respeito aos recursos disponíveis não apenas para
instalação dos arquivos, mas, sobretudo, para sua
manutenção.
Nem sempre os responsáveis pelos serviços
públicos ou dirigentes de empresas compreendem a
importância dos arquivos e admitem as despesas,
algumas vezes elevadas, concernentes a tais
serviços. Toma-se necessária, então, uma campanha
de esclarecimento no sentido de sensibilizá-los.
Considerados todos os elementos descritos, o
especialista estará em condições de elaborar o
projeto de organização, a ser dividido em três partes.
A primeira constara de uma síntese da situação real
encontrada. A segunda, de análise e diagnóstico da
situação. A terceira será o plano propriamente dito,
contendo as prescrições, recomendações e
procedimentos a serem adotados, estabelecendo-se,
inclusive, as prioridades para a implantação.
Im*&ata"#o e a!om*a+ametoA Maua'$ de
arOu'%o
Recomenda-se que a fase de implantação seja
precedida de uma campanha de sensibilização que
atinja a todos os níveis hierárquicos envolvidos.
Esta campanha, feita por meio de palestras e
reuniões, objetiva informar as alterações a serem
introduzidas nas rotinas de serviço e solicitar a
cooperação de todos, numa tentativa de neutralizar as
resistências naturais que sempre ocorrem ao se
tentar modificar o status que administrativo de uma
organização.
Paralelamente à campanha de sensibilização
deve-se promover o treinamento não só do pessoal
diretamente envolvido na execução das tarefas e
funções previstas no projeto de arquivo, como
daqueles que se utilizarão dos serviços de arquivo, ou
de cuja atuação dependerá, em grande parte, o êxito
desses serviços.
A implantação das normas elaboradas na etapa
anterior exigirá do responsável pelo projeto um
acompanhamento constante e atento, a fim de corrigir
e adaptar quaisquer impropriedades, falhas ou
omissões que venham a ocorrer.
Somente depois de implantar e testar os
procedimentos - verificar se as normas, rotinas,
modelos e formulários atendem as necessidades - é
que deverá ser elaborado o manual de arquivo,
instrumento que coroa todo o trabalho de
organização. Nele ficam registrados os procedimentos
e instruções que irão garantir o funcionamento
eficiente e uniforme do arquivo e a continuidade do
trabalho através dos tempos.
Seria impossível estabelecer padrões rígidos para
a elaboração dos manuais, uma vez que estes devem
refletir as peculiaridades das instituições a que se
referem. Entretanto, a experiência nos permite indicar,
em linhas gerais, os elementos que devem constituir
os manuais de arquivo. São eles:
- apresentação, objetivos e abrangência do
manual;
- informações sobre os arquivos da instituição,
suas finalidades e responsabilidades; sua interação e
subordinação;
- organogramas e fluxogramas;
- concertos gerais de arquivo, definição das
operações de arquivamento; terminologia; -
detalhamento das rotinas, modelos de carimbos e
formulários utilizados; plano de classificação de
documentos com seus respectivos códigos e índices;
- tabelas de temporalidade de documentos, que, pela
sua amplitude, podem ser apresentadas em
separado.
Por ser o arquivo uma atividade dinâmica, o
manual devera ser periodicamente revisto e
atualizado, a fim de atender É alterações que
surgirem como decorrência da evolução da própria
instituição.
ORGANIKAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE
AR<(IVOS CORRENTES
Os arquivos correntes são constituídos de
documentos em curso ou freqüentemente consultados
como ponto de partida ou prosseguimento de planos,
para fins de controle, para tomada de decisões das
administrações etc.
No cumprimento de suas funções, os arquivos
correntes quase sempre respondem ainda pelas
atividades de recebimento, registro, distribuição,
movimentação e expedição dos documentos
correntes. Por isso, freqüentemente encontra-se na
estrutura organizacional das instituições a designação
de órgãos de Protocolo e Arquivo, Arquivo e Comu-
nicação ou outra denominação similar.
Devido ao íntimo relacionamento dessas áreas de
trabalho, pode-se distribuir em quatro setores distintos
as atividades dos arquivos correntes:
1. Protocolo, incluindo recebimento e classificação;
registro e movimentação
2. Expedição
3. Arquivamento - o arquivo propriamente dito
4. Empréstimo e consulta
4.1 Protocolo
No que se refere às rotinas, poder-se-ia adotar as
seguintes, com alterações indicadas para cada caso:
4.1.1 Recebimento e classificação
4.1.2 Registro e movimentação
Este setor funciona como um centro de distribuição
e redistribuição de documentos.
AR<(IVO CORRENTE
E PROTOCOLO
Você já sabe que arquivo corrente é aquele
formado por documentos de uso freqüente e que
funciona na própria empresa ou em locais de fácil
acesso, próximos a ela. Mas como encaminhamos
documentos para o arquivo corrente? Como
analisamos suas atividades? Para analisarmos suas
atividades vamos trabalhar com uma situação e
mostrar o encaminhamento dado a alguns
documentos em uma empresa.
FERNANDA É ENCARREGADA DE ANALÌSAR A
DOCUMENTAÇÃO QUE A EMPRESA RECEBE E
DAR-LHE O DEVÌDO ENCAMÌNHAMENTO. HOJE
CHEGARAM ÀS SUAS MÃOS:
- UMA CARTA PARA UM EMPREGADO DA
DÌRETORÌA FÌNANCEÌRA, COM A ETÌQUETA DE
PESSOAL;
- VÁRÌOS EXEMPLARES DE UM JORNAL DO
SÌNDÌCATO DA CLASSE, PARA OS
FUNCÌONÁRÌOS;
- DOÌS ENVELOPES ENDEREÇADOS À
ASSESSORÌA JURíDÌCA E ENTREGUES POR UM
MENSAGEÌRO DE OUTRA EMPRESA.
17
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Agora pense: que tratamento você acha que
Fernanda deve dar a cada um desses documentos?
Anote seu pensamento em uma folha de papel e,
depois, compare-o com o que apresentamos.
Fernanda não vai abrir e nem registrar a carta
porque contém a anotação *e$$oa&, 'd'!ado
tratar-se de uma correspondência particular. A carta
será encaminhada diretamente a quem se destina, na
Diretoria Financeira. Nesse caso, portanto, não há
qualquer preocupação com o seu arquivamento.
Quanto aos jornais, Fernanda também não precisa
registrã-los, porque não são documentos oficiais. Eles
devem ser distribuídos aos funcionários e, após
serem lidos, podem ser jogados fora.
Já os envelopes entregues pelo mensageiro são
correspondências oficiais. Eles precisam ser abertos,
os documentos registrados e encaminhados, no caso,
à Assessoria jurídica, de acordo com os
procedimentos adotados pela administração.
Todo o andamento desses documentos dentro da
empresa é controlado e, só após cumprirem suas
finalidades, é que são arquivados. Muitos deles até
podem aguardar decisões e prazos já nos arquivos. E
dependendo das normas da empresa e da natureza
dos documentos arquivados, eles podem ser
emprestados ou consultados no próprio local do
arquivo.
Desde a chegada dos documentos à empresa já
deve haver uma preocupação com o seu possível
arquivamento. O técnico de arquivo precisa estar
atento a isso e determinar a classificação que cada
documento recebe no momento do seu registro, pois
ela se repetirá mais tarde, quando for arquivado.
Portanto, num sistema de arquivos correntes, os
serviços de rece!imento, registro, controle de
tramita&'o (distri!ui&'o e mo(imenta&'o) e expedi&'o
da correspondência, não podem ser desvinculados
dos serviços de ar-ui(amento e empréstimo ou
consulta de documentos$
As atividades de recebimento de documentos,
registro, controle de tramitação e expedição de
correspondências constituem os ser(i&os de
protocolo$ E as atividades de arquivamento e
empréstimo de documentos são os ser(i&os de
ar-ui(o$
Então, não podemos separar os serviços de
protocolo dos serviços de arquivo. Daí ser comum, na
estrutura organizacional das instituições, a existência
de setores, normalmente denominados Ar-ui(o e
:rotocolo, ou Ar-ui(o e Comunica&'o ou outro nome
parecido, que respondem tanto pelo protocolo como
pelo arquivamento.
Em relação aos serviços de arquivo e protocolo, é
importante destacarmos que as rotinas e
procedimentos para sua execução devem ser criados
pela própria instituição, obedecendo a um critério
adequado às suas características. Não podemos
predeterminar e nem impor qualquer rotina ou
procedimento a uma empresa, mas apenas sugerir.
SERVIÇOS DE PROTOCOLO
Observe este ofício:
Para:Banco do Estado SA
!iretoria "inanceira
Senhor !iretor#
Enca$inha$os e$ ane%o# para seu
conheci$ento e an&lise# c'pia do Balanço
Patri$onial de nossa e$presa
Este ofício, ao ser re!eb'do *e&o banco, foi
re0'$trado de acordo com os procedimentos
adotados na empresa. Depois foi d'$tr'bu-do, sendo
encaminhado ao Diretor Financeiro.
Na diretoria, a secretária recebeu o documento,
registrou-o na entrada nos controles específicos do
órgão e encaminhou-o ao diretor. Esse, após
conhecer o teor do ofício, despachou-o para um dos
assessores, solicitando-lhe análise e parecer.
Concluída a solicitação, o assessor retornou o
documento com o parecer à sua chefia que, após
analisar, pediu algumas providências, dentre as quais
a e.*ed'"#o de uma resposta à Andes Turismo S.A.
Finalmente, ele devolveu a documentação à sua
secretária - ofício, despachos, parecer -,
solicitando-lhe o arOu'%ametoA
A secretária registrou a saída do documento em
seus controles e depois encaminhou-o ao Setor de
Arquivo da empresa.
Veja que o ofício passou por vários setores dentro
do Banco do Estado S.A., envolvendo tarefas que
constituem o $er%'"o de *roto!o&o de uma empresa:
recebimento; registro; distribuição e movimentação;
expedição de correspondência.
PR()(C(*(
É A DENOMÌNAÇÃO ATRÌBUÍDA AOS SETORES
ENCARREGADOS DO RECEBÌMENTO, REGÌSTRO,
DÌSTRÌBUÌÇÃO E MOVÌMENTAÇÃO E EXPEDÌÇÃO
DE DOCUMENTOS. É TAMBÉM O NOME
ATRÌBUÍDO AO NUMERO DE REGÌSTRO DADO AO
DOCUMENTO OU, AÌNDA, AO LÌVRO DE
REGÌSTRO DE DOCUMENTOS RECEBÌDOS E
EXPEDÌDOS.
E como esses serviços de protocolo funcionam?
Que procedimentos são adotados para que eles
cumpram suas finalidades com eficiência?
Rot'a$ de re!eb'meto e !&a$$'?'!a"#o
Cada instituição precisa criar suas próprias rotinas
de trabalho, tendo em vista suas particularidades.
Mas, de um modo geral, as rotinas de recebimento e
classificação de documentos são:
- Recebimento da correspondência chegada à
empresa pelo malote,
- Correios ou entregue em mãos.
- Separação da correspondência oficial da
particular.
- Distribuição da correspondência particular.
- Separação da correspondência oficial de caráter
ostensivo das de caráter sigiloso.
- Encaminhamento da correspondência sigilosa
aos seus destinatários.
- Abertura da correspondência ostensiva.
- Leitura da correspondência para tomada de
conhecimento do assunto, verificando a existência de
antecedentes.
- Requisição dos antecedentes ao arquivo. Se eles
não estiverem lã, o setor encarregado de reg istro e
movimentação informará onde se encontram e os
solicitará, para ser feita a juntada, isto é, agrupar, por
exemplo, dois ou mais documentos, ou processos.
- Ìnterpretação da correspondência e sua
classificação de acordo com o código adotado pela
empresa e definido pelo arquivista.
- Carimbo do documento no canto superior direito
(de preferência com um carimbo numerador datador
do protocolo). Abaixo da data e do número,
escrevemos para onde o documento será
encaminhado (destino) e o código atribuído a ele,
quando foi classificado.
- Elaboração do resumo do assunto tratado no
documento.
- Encaminhamento dos papéis ao setor
responsável pelo registro e movimentação.
Rot'a$ de re0'$tro e mo%'meta"#o
Esse serviço funciona como um centro de
distribuição e redistribuição de documentos. Ali os
documentos chegam e são encaminhados aos
setores, são devolvidos e reencaminhados aos outros
setores ou ao arquivo. Mesmo que algumas de suas
rotinas possam variar de uma empresa para outra, de
modo geral, elas compreendem:
- Preparação da ficha de protocolo, em duas vias,
que podem ser de diferentes modelos, dentre os
quais selecionamos três para seu conhecimento e
verificação de como são preenchidas.
Observe que nos três modelos, há espaço para
escrevermos o mesmo código ou número de
classificação colocado no documento, quando foi
registrado no protocolo. E também há uma parte
denominada dístri!uí&'o, andamento ou carga, onde
anotamos cada etapa da tramitação do documento
18
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
(desde o momento de sua saída do setor de protocolo
até o seu arquivamento).
Desse modo, quando desejamos saber algo sobre
um documento, basta verificarmos seu andamento na
ficha de protocolo. Se, por exemplo, a destinação dele
estiver para o arquivo, é possível sabermos sob que
notação ele está arquivado, que é a mesma atribuída
ao documento.
- Acréscimo da segunda via da ficha de protocolo
ao documento já carimbado e encaminhamento ao
seu destino. Se existirem antecedentes, eles e suas
respectivas fichas, com registro e anotações, devem
ser anexados ao documento.
Quando o documento chegar ao seu destino, o
responsável naquele setor precisa retirar a ficha de
protocolo, que só é anexada novamente ao
documento quando ele seguir para outro setor. Essa
passagem do documento de um setor a outro, a
redístri!ui&'o, deve ser feita através do setor
responsável pelo registro e movimentação.
- Registro dos dados constantes da ficha de
protocolo para as fichas de procedência e de assunto,
rearquivando-as em seguida. Essas fichas são
preenchidas não só para controlar a documentação
que passa pelos serviços de protocolo como também,
para facilitar a pesquisa do documento, quando
necessário. Eis um exemplo de ficha de procedência
- Arquivamento das fichas de protocolo
obedecendo à ordem dos números de protocolo.
- Recebimento, dos vários setores da empresa,
dos documentos a serem redistribuídos e anotação do
novo destino nas respectivas fichas.
- Encaminhamento dos documentos aos
respectivos destinos.
Rot'a$ de e.*ed'"#o
Em geral, são adotadas estas rotinas nos serviços
de expedição de uma empresa:
- Recebimento da correspondência a ser expedida:
o original, o envelope e as cópias, nas cores e
quantidades determinadas pela empresa.
Os setores que desejarem manter uma coleção de
cópias em suas unidades, para consulta imediata,
devem prepará-las em papel de cor diferente. Essas
cópias são devolvidas ao setor de origem, após a
expedição.
- Verificação da falta ou não de folhas ou anexos
nas correspondências a serem expedidas.
- Numeração e complementação de data, tanto no
original como nas cópias.
- Separação do original das cópias.
- Expedição do original com os anexos, se
existirem, pelos Correios, malotes ou em mãos.
- Encaminhamento das cópias ao setor de
arquivamento, acompanhadas dos antecedentes que
lhes deram origem.
SERVIÇOS DE AR<(IVO
Preste atenção a esta situação, bem comum em
uma empresa:
- FLÁVÌA, PRECÌSO DAQUELE PROJETO DE
AMPLÌAÇÃO DA FÌRMA PARA RETÌRAR UNS
DADOS
QUE VOU ÌNCLUÌR NESTE RELATÓRÌO.
- MAS DR. SANTANA, O PROJETO SAÌU DAQUÌ
PARA O DÌRETOR-GERAL E AGORA JÁ DEVE
ESTAR ARQUÌVADO. O SENHOR QUER QUE
EU SOLÌCÌTE UM EMPRÉSTÌMO AO SETOR DE
ARQUÌVO?
Como você vê, o projeto citado foi arquivado,
depois de passar pelos setores competentes. Do
arquivo, no entanto, ele pode ser recuperado para
consultas, por meio de empréstimo.
E isso é o que deve acontecer com qualquer
documentação oficial de uma empresa. Depois de
tramitar pelos devidos setores e cumprir suas
finalidades, é arquivada. No arquivo fica guardada,
podendo ser emprestada ou consultada a qualquer
momento, pelo pessoal da instituição.
Vemos, assim, que os ser(i&os de ar-ui(o
compreendem duas atividades específicas: o
arquivamento propriamente dito dos documentos e
seu empréstimo ou consulta, sempre que necessário.
E o que compreende cada uma dessas atividades?
ArOu'%ameto da do!umeta"#o
Lembramos que, desde o momento em que o
documento chega a uma empresa, ;" deve haver a
preocupação com o seu possível arquivamento. Por
isso é que a classificação dada ao documento no
serviço de protocolo, quando ele entra na empresa é
a mesma utilizada para arquivá-lo. E como esses
documentos são classificados?
Volte atrás e observe novamente as fichas de
protocolo e os códigos usados para classificar os
documentos.
Repare que não há uma norma específica em
relação a esses códigos: eles são criados pelos
técnicos responsáveis, em função dos métodos de
arquivamento adotados pela empresa. E esses
métodos de arquivamento variam - cada empresa, de
acordo com o seu ramo de atividade, escolhe os
métodos mais indicados e adequados às suas
finalidades. Somente assim o arquivo pode cumprir
plenamente a sua finalidade primordial -o acesso aos
documentos, por meio de empréstimos e consultas
aos funcionários e setores da empresa.
Em*rP$t'mo e !o$u&ta de do!umeto$ do
arOu'%o
Quantas vezes já não ouvimos alguém dizer:
- ESTE A..9*T< E.T= E*CERRAD<> J= 2<?
:ARA < AR@9?A<$
- AQUELE D<C9%E*T< 2<? :ARA < AR@9?A<
%<RT<$
São frases que nos passam a idéia de que arquivo
é algo sem vida, onde fica guardado tudo aquilo que
não vamos mais precisar.
Mas já vimos que a finalidade principal de um
arquivo é servir à administração. Desde o
recebimento da documentação até o seu arqui-
vamento, o trabalho arquivístico precisa ser feito de
modo a possibilitar a recuperação rápida e completa
da informação.
Logo, é necessário que o arquivo esteja bem vivo!
E ele só vai conseguir isso, facilitando o empréstimo e
consulta de seus documentos aos funcionários ou
setores da empresa que deles precisarem. Essa é
uma tarefa que precisa ser feita com a máxima ética e
segurança, para que nenhum documento seja
divulgado indevidamente ou mesmo que se perca.
Assim, as rotinas de empréstimo e consulta dos
documentos do arquivo podem ser:
- Atender às requisições de empréstimos vindas
dos diferentes órgãos/setores.
- Preencher o formulário de recibo de
documentação, em duas vias cujo modelo pode ser:
Esse recibo é muito importante, já que registra a
saída do documento, permitindo informar, com
segurança, onde ele se encontra.
- Colocar a segunda via do recibo no mesmo lugar
de onde foi retirada a pasta para empréstimo,
juntamente com a guia-fora.
- Arquivar a primeira via do recibo de
documentação no fichário de lembretes, em ordem
cronológica, do mais atual para o mais antigo.
- Preencher o formulário de cobrança da
documentação, sempre que a pasta emprestada não
for devolvida no prazo estipulado.
Os prazos para empréstimo de documentos do
arquivo variam de uma empresa para outra, embora
possamos recomendar um período em torno de dez
dias, podendo ser renovado mediante sua
reapresentação ao setor.
- Encaminhar a cobrança de documentação ao
requisitante.
- Arquivar a pasta devolvida ao setor, eliminando a
segunda via do recibo (aquela que estava no lugar da
pasta retirada).
- Colocar o carimbo de RESTÌTUÍDO na primeira
via do recibo de documentação (a que foi assinada
pelo requisitante). Esse carimbo pode ser colocado no
verso do recibo e ser assim:
- Devolver a primeira via carimbada do recibo ao
requisitante.
19
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
MGTODOS DE AR<(IVAMENTO
S'$tema$ de arOu'%ameto
Como é afirmamos anteriormente, a preocupação
maior de quem faz arquivos não é apenas arquivar,
mas também localizar as informações arquivadas no
instante em que forem solicitadas.
A forma de consulta ou recuperação de uma
informação arquivada é uma das primeiras
preocupações que deve ter a secretaria, uma vez que
é sua responsabilidade assessorar a chefia. Para
tanto, necessita de alguns conhecimentos técnicos e
outros relativos à empresa a que serve, como: tipos
físicos de documentos, clientela a que se destinam,
grau de sigilosidade, volume, assuntos de que tratam
etc.
Tecnicamente, o sistema de arquivamento é o
conjunto de princípios coordenados entre si com a
finalidade de definir a forma de consulta do arquivo,
que pode ser:
· Direta: quando a informação é recuperada
diretamente no local em que se encontra arquivada.
· Ìndireta: quando a localização de uma informação
é feita inicialmente através da consulta a um índice e
posteriormente no local arquivado.
· Semi-indireta: quando a localização de uma
informação arquivada é orientada pela consulta a uma
tabela.
Como e$!o&+er o $'$tema adeOuadoR
Para acertar, antes de mais nada é necessário o
trabalho de análise e planejamento. Somente através
do levantamento dos dados sobre a instituição à qual
o arquivo servirá, pode-se escolher um sistema
adequado e seguro para a localização de
informações. Por exemplo, podemos concluir que os
sistemas diretos de arquivamento só podem ser
empregados em arquivos onde os documentos são de
livre acesso a qualquer pessoa; os sistemas indiretos,
como necessitam de índice para a localização dos
documentos, resguardam mais a documentação e os
semi-indiretos devem ser utilizados nos arquivos onde
os usuários buscam as informações sem a orientação
de uma pessoa, mas de uma tabela disposta no
arquivo de forma a auxiliá-los.
MPtodo$ de arOu'%ameto
Método de arquivamento é um plano
preestabelecido de colocação dos documentos que
visa a facilidade de guarda e pesquisa. Os métodos
de arquivamento estão relacionados com os sistemas,
o que equivale a dizer que cada sistema de
arquivamento tem métodos específicos que a ele se
adaptam.
Tanto na organização de arquivos como na de
fichários, os elementos a serem considerados nos
documentos, para efeito de classificação, são:
· Nome (do remetente, destinatário ou da pessoa a
quem os documentos se referem).
· Local (de expedição ou recebimento dos
documentos).
· Data (de elaboração, validade ou referência dos
documentos).
· Assunto(s) (conteúdo ou argumento dos
documentos).
· Número (de ordem, código etc.).
A escolha de um ou mais elementos determinará a
estrutura de organização de um arquivo, respeitando-
se o grau de importância e freqüência com que são
solicitados.
No trabalho secretarial, os métodos de uso mais
comum são:
· Alfabético.
· Geográfico.
· Numérico (simples, cronológico, decimal...
· Por assuntos.
MPtodo a&?abPt'!o
Consiste na organização do material tendo por
base o nome de uma pessoa ou empresa, constante
do documento ou material que será registrado (neste
caso o nome passa a ser o elemento principal de
classificação) e depois colocado em seqüência
alfabética.
As pastas ou fichas são dispostas no arquivo
segundo as determinações das normas de
alfabetação, separadas pelas guias alfabéticas que
orientação a consulta. O número e o tipo de guias a
serem utilizadas dependerão do volume de
documentos a serem organizados.
A confecção do arquivo é simples e barata. Ìnicia-
se com a abertura de pastas individuais (uma para
cada nome ou correspondente), dentro das quais os
documentos devem ser ordenados cronologicamente.
Além das pastas individuais, utilizam-se também
as pastas miscelâneas, para agrupar correspondentes
avulsos. Recomenda-se um máximo de cinco do-
cumentos por correspondente dentro de cada
miscelânea. O correspondente que ultrapassar este
número deve receber pasta individual. A ordenação
interna de correspondentes de uma miscelânea deve
ser feita pela ordem alfabética de nomes e, dentro
desta, pela ordem cronológica.
O método alfabético faz parte do sistema direto de
arquivamento, uma vez que a consulta é efetuada
diretamente no arquivo, sem a necessidade de
recurso auxiliar. Contudo, o seu perfeito
funcionamento esta condicionado ao emprego de
Regras de Alfabetização: conjunto de determinações
que comandam a ordenação alfabética de nomes de
pessoas, firmas e instituições no arquivo, solu-
cionando os casos duvidosos. Essas regras têm por
finalidade:
· Uniformizar as entradas de nomes no arquivo,
padronizando critérios que facilitem o arquivamento e
a consulta.
· Proporcionar maior coerência à estrutura do
arquivo, evitando entradas múltiplas e a conseqüente
perda de informações.
A - Regras
1. Os nomes individuais devem ser colocados em
ordem inversa, ou seja, primeiramente o último nome,
depois os prenomes na ordem em que se apre-
sentam. Quando houver nomes iguais, prevalece a
ordem do prenome.
Exemplos:
Barbosa, Anibal
Corrêa, Antônio
Corrêa, João Carlos
Correa, Paulo
2. As partículas estrangeiras (D', Da, De, Del, Des,
Di, Du, Fitz, La, Le, Les, Mac, Mc, O', Van, Vanden,
Van der, Von, Vonder etc.), se escritas com inicial
maiúscula, são consideradas como parte integrante
do nome. Exemplos:
Oliveira, Carlos Santos de
Von Johnson, Erick
Vonder Blun, Eduardo
3. Os nomes compostos de um substantivo e um
adjetivo, ligados ou não por hífen, não são separados.
Exemplos:
Castelo Branco, Sérgio
Villa-Lobos, Heitor
4. Os nomes como Santo, Santa ou São seguem a
regra anterior. Exemplos:
20
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Santa Rita, Válter
Santo lnácio, Ana
São Benito, Ìnácio
5. Os nomes que exprimem grau de parentesco,
abreviados ou não, não são considerados na
ordenação alfabética. Exemplos:
Freitas Jr., Ary
Ribeiro Neto, Henrique
Vasconcelos Sobrinho, Alcides
Observação: Os graus de parentesco só serão
considerados na alfabetação quando servirem de
elemento de distinção. Exemplos:
Abreu Filho, Jorge
Abreu Neto, Jorge
Abreu Sobrinho, Jorge
6. Os títulos honoríficos, pronomes de tratamento
e artigos são colocados entre parênteses depois do
nome e não são considerados na alfabetação.
Exemplos:
Araújo, Paulo (General)
Estado de São Paulo (O)
Pinto, Antônio Eduardo (Dr.)
7. Os nomes espanhóis são registrados pelo
penúltimo nome, que corresponde ao da família do
pai. Exemplos:
Cervantes y Saavedra, Miguel de
Hemandes Xavier, José
8. Os nomes orientais, japoneses, chineses,
Árabes etc. são registrados na ordem em que se
apresentam. Exemplos:
Al Ben Abib
Li Yutang
Mao Tsé Tung
9. Os nomes ligados por apóstrofo devem ser lidos
e arquivados como uma só palavra. Exemplo:
Sant'Ana, Armindo, lê-se e arquiva-se Santana
10. Os sinais gráficos, como crase, til, cedilha etc.,
não são considerados na alfabetação. Exemplos:
Campanha, Clodoaldo
Campanhã, Raul
11. Os nomes de empresas devem ser registrados
conforme se apresentam.
Exemplos:
Álvaro Costa & Cia
Barbosa Souza Ltda
Comercial Santos Ltda
12. As expressões usadas no comércio, como
Sociedade, Companhia, Empresa etc., devem ser
consideradas na alfabetação. Exemplos:
Companhia Brasileira de Alimentos
Editora Abril Ltda.
Sociedade Espírita Alan Kardec
13. Os nomes das empresas ou instituições que
usam siglas, com ou sem ponto entre as letras,
devem ser alfabetados como se o conjunto de letras
que os formam fosse uma palavra. Exemplos:
CEEE
UFRGS
14. Quando uma empresa ou instituição for
conhecida, além de seu nome por extenso, também
por uma sigla, o arquivista deverá optar pela forma de
entrada que melhor atenda há necessidades de seus
consulentes, fazendo sempre uma remissiva para a
forma não adotada como entrada no arquivo.
Exemplo:
ADVB... ou Associação dos Dirigentes de Vendas
do Brasil
· Se arquivado pelo nome por extenso, coloca-se a
remissiva em:
ADVB veja Associação dos Dirigentes de Vendas
do Brasil
· Se arquivado pela sigla, coloca-se a remissiva
em:
Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil
veja ADVB
15. A correspondência recebida de seção, divisão
ou departamento de uma empresa ou instituição deve
ser arquivada pelo nome da empresa e não pelo
departamento, divisão, seção. Exemplos:
UFRGS - Departamento de Pessoal
UFRGS - Escola de Engenharia
16. As diversas filiais de uma empresa são
alfabetadas pelo nome da empresa, seguido dos
Estados em que se encontram as filiais e, finalmente,
dos nomes das cidades. Se estiverem localizadas em
uma mesma cidade, são colocados os endereços.
Exemplos:
União S.A. - RJ, Rio de Janeiro
União S.A. - RS, Porto Alegre
17. Os nomes de instituições e órgãos
governamentais brasileiros são considerados como se
apresentam. Exemplos:
Banco Central do Brasil
Fundação Getúlio Vargas
18. Os nomes de órgãos governamentais ou
instituições de países estrangeiros devem ser
precedidos do nome do país, em língua portuguesa.
Exemplos:
Estados Unidos - The Library of Congress
Ìnglaterra - Red Cross
19. Nos títulos de congressos, conferências,
simpósios etc., os números arábicos, romanos ou
escritos por extenso devem figurar entre parênteses
ao final da entrada. Exemplos:
Conferência Latino-americana de Pediatras (ÌÌ).
Seminário Francês de Patologia (13º).
Encontro Brasileiro de Secretárias (Segundo).
20. Os numerais que fazem parte dos nomes de
empresas; quer no inicio, meio ou fim, devem ser
alfabetados como se estivessem escritos por extenso.
Exemplos:
Ferragem 2 (dois) irmãos
Ìnseticida mata 7 (sete)
3 (três) M do Brasil
O conjunto de regras aqui apresentado é
suficiente, normalmente, para organizar arquivos
comerciais. Contudo, dependendo do volume e
complexidade dos documentos a serem classificados,
pode haver dúvidas. Neste caso, podem ser adotadas
regras mais extensas, ou pode-se ampliar e modificar
as já existentes, para atender a casos específicos,
desde que sejam redigidas em linguagem clara e
simples e que fiquem registradas por escrito.
B - Ordenando alfabeticamente
Quando falamos em arquivo alfabético, muitas
pessoas desconhecem o fato de que há dois critérios
para a ordenação alfabética (feita letra por letra ou
21
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
palavra por palavra), e que ambos são corretos. Daí
surgirem as confusões na busca e no arquivamento.
A definição de um único critério de alfabetação,
com a conseqüente exclusão do outro, é de
fundamental importância para o trabalho de arquivo.
São eles:
Letra por letra Palavra por palavra
Porta Porta
Porta-algodão Porta-algodão
Portada Porta-discos
Porta-discos Porta-espada
Portador Portada
Porta-espada Portador
Notou a diferença? Ìmagine a confusão e as
discussões entre colegas de trabalho e usuários do
seu arquivo se você misturar os dois critérios!
MPtodo umPr'!o
Quando o principal elemento de classificação de
um documento é um número (por exemplo:
processes, legislação, documentos protocolados etc.),
a melhor forma de organização para o arquivo é o
método numérico.
Nesta modalidade de arquivamento, a consulta é,
indireta, pois há necessidade de se recorrer a um
índice auxiliar alfabético que remeterá ao número sob
o qual a informação foi arquivada.
O método numérico pode ser:
A - Simples
Quando atribuímos números aos correspondentes
(pessoas ou instituições) pela ordem de chegada
destes ao arquivo, sem qualquer preocupação com a
ordenação alfabética, pois teremos um índice para
auxiliar na localização.
Este arquivo vai exigir como controles:
• Registro de entrada de cada correspondente (feito
em livros ou fichas) para evitar a abertura de duas
ou mais pastas para o mesmo correspondente.
• Índice alfabético auxiliar (feito em fichas ou
disquetes de computador) que remeta do nome do
correspondente para o número de sua pasta
aberta no arquivo. O índice é, indispensável, pois,
com o crescimento do arquivo, toma-se impossível
localizar os documentos.
Nos arquivos empresariais que utilizam o método
numérico simples, pode-se reaproveitar o número de
uma pasta vaga (documentos eliminados ou
transferidos) para um novo correspondente, o que já
não deve ocorrer no serviço público, rede bancária,
arquivos hospitalares etc., onde o número atribuído a
um correspondente pode comprometer as operações
a serem realizadas, pois nesses casos o número
passa a identificar permanentemente um cliente.
O método numérico simples é uma das formas
mais versáteis para a organização de arquivos, sendo
utilizado em larga escala na indústria, comércio, es-
colas, rede bancaria etc.
Você já parou para pensar que é identificado
através de números na escola em que está
matriculado, nos clubes que freqüenta, na empresa
em que trabalha? Tudo isso é método numérico de
arquivaniento!
B - Cronológico
Neste método numera-se o documento, e não a
pasta. É o que ocorre nas repartições públicas - o
documento, depois de receber uma capa, onde são
colocados o número de protocolo e outras
informações, passa a formar um processo. Este
processo será acompanhado durante a tramitação,
por uma ficha numérica (ficha de protocolo), onde
será indicada toda a movimentação do documento
dentro da repartição. Paralelamente, são
confeccionados índices alfabéticos para os nomes
dos envolvidos, assunto e procedência dos
documentos, a fim de agilizar as buscas.
MPtodo 0eo0r9?'!o
Neste método, o principal elemento de
classificação do documento deve ser o local ou
procedência da informação. É importante salientar
que a organização de um arquivo geográfico depende
de uma estrutura geográfica bem definida, como, por
exemplo:
a) Vários países: nome do país, nome da capital e
nome dos correspondentes. Se houver documentos
procedentes de outras cidades que não a capital,
deve-se ordená-los alfabeticamente no arquivo, após
a capital. Exemplos:
• ARGENTÌNA
Buenos Aires
Maia Carraro, Alcides
Nunes Caldera, Manoelito
Córdoba
Hotel Las Palmas
Valdez Miranda, Carlos
Corrientes
Del Vale, Luis
Sanches de Vidal, Emílio
• BRASÌL
Brasília
Ministério da Educação
Ministério do Ìnterior
Campinas
Delegado, Carlos
Monteiro, José Olavo
Cuiabá
Chardon, Carlos Manuel
Santi, Manuel
Curitiba
Rosado, José (Dr.)
Transportes Valverde Ltda.
b) Um país: nomes dos Estados, nomes das
cidades e nomes dos correspondentes em rigorosa
ordem alfabética.
c) Estados: nomes dos Estados, nomes das
cidades e nomes dos correspondentes, também em
ordem alfabética.
d) Cidades: nomes das cidades, seguidas do nome
ou sigla dos Estados (porque há cidades com o
mesmo nome em Estados diferentes) e nomes dos
correspondentes.
e) Dentro de uma mesma cidade: nomes dos
bairros (ou zoneamento), seguidos dos nomes dos
correspondentes em ordem alfabética.
Este método de arquivamento é do sistema direto,
pois a consulta é feita diretamente no arquivo. É muito
utilizado nos casos de empresas que mantém
correspondência com filiais ou agências em vários
Estados, cidades e países, e ainda para firmas que
trabalham com reembolso postal, transporte de
cargas e mercadorias etc.
MPtodo *or a$$uto$
Também conhecido por método específico, é um
dos mais perfeitos métodos de arquivamento, pois é o
único a recuperar os documentos segundo o seu
conteúdo. Sua aplicação, no entanto, requer
planejamento prévio, além de requisitos como:
· Amplo conhecimento da empresa, bem como dos
documentos que representam as atividades-fins da
mesma.
· Análise minuciosa e interpretação da
documentação.
Não existem planos de classificação por assuntos
prontos para serem aplicados a arquivos. Cabe a
22
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
cada instituição, de acordo com suas características
individuais, e após estudo detalhado, elaborar esse
plano ou tabela de assuntos.
Para facilitar o trabalho, recomenda-se iniciar o
plano de classificação com os seguintes
procedimentos:
· Agrupar os assuntos principais ou grandes
classes.
· Subdividir os assuntos principais em títulos
específicos (partindo sempre do geral para os
particulares).
· Escolher e padronizar os termos adequados para
a identificação dos itens (analisar a sinonímia e os
termos técnicos).
· Definir a forma de ordenação dos assuntos no
arquivo.
A - Ordenação dos assuntos de forma alfabética
Unia vez elaborada a tabela de classificação,
pode-se organizar um arquivo alfabético de assuntos
de duas maneiras:
a) Ordem dicionária: consiste em dispor em ordem
alfabética os assuntos classificados, considerando-se
simplesmente a seqüência das letras. Exemplos:
· Artigos para calçados
· Calcados ortopédicos
· Calçados para crianças
· Calçados para homens
· Calçados para senhoras
· Calçados sob medida
· Conserto de calçados
· Fábricas de calçados
· Lojas de calçados
b) Ordem enciclopédica: consiste em agrupar em
ordem alfabética os títulos gerais seguidos de suas
subdivisões, também em rigorosa ordem alfabética.
Exemplos:
CALÇADOS
· Artigos
· Consertos
· Fábricas
· Lojas
· Ortopédicos
· Para crianças
· Para homens
· Para senhoras
· Sob medida
B - Ordenação dos assuntos de fornia numérica
Nesta modalidade, além do plano de classificação,
deverá ser elaborado um índice alfabético remissivo,
pois os itens classificados receberão números no
arquivo e o índice auxilia na rápida localização.
a) Método duplex: a documentação após a divisão
em classes, segundo o plano de classificação, recebe
uma numeração seqüencial simples para cada classe
geral e as subdivisões dessas classes seção or-
denadas através de numerais decimais. Exemplo:
1 .BÌBLÌOTECA
1.1 Correspondência expedida
1.2 Correspondência recebida
1.3 Livros
1.3.1 Sugestões para aquisição
1.3.2 Orçamentos
1.4 Ponto dos funcionários
1.5 Estatísticas
1.5.1 Consultas
1.5.2 Empréstimos
1.5.3 Serviços técnicos
1.6 Relatórios anuais
2. NÚCLEO DE EXTENSÃO
2.1 Cadastro de professores
2.2 Certificados
2.3 Cursos
2.3.1 Atendente de livraria
2.3.2 Atualização para secretárias
2.3.3 Correspondência informatizada
2.3.4 Estenogratia
2.3.5 Técnicas de arquivo
2.4 Material didático
2.5 Propostas in company
2.6 Relatórios anuais
A vantagem é que a numeração não necessita de
previsão antecipada. O plano de classificação inicial
pode ser de apenas cinco assuntos. De acordo com
as necessidades da empresa e a expansão das
classes de assuntos, a numeração crescera também.
b) Método decimal: é baseado no Sistema Decimal
de Dewey, que o criou para ser aplicado a bibliotecas.
É universalmente conhecido como CDD
(Classificação Decimal de Dewey). Esta classificação
divide o conhecimento humano em dez grandes
classes:
0 - Obras gerais
1 - Filosofia
2 - Religião
3 - Ciências Sociais
4 - Filologia
5 - Ciências Puras
6 - Ciências Aplicadas
7 - Belas Artes
8 - Literatura
9 - História e Geografia.
Essas classes posteriormente se subdividem de
dez em dez, sucessivamente (partindo sempre do
geral para o específico). Tomemos a classe é, de
Ciências Aplicadas, como exemplo:
610 - Medicina
620 - Engenharia
630 - Agricultura
640 - Ciências e Artes Doméstcas
650 - Serviços gerenciais
660 - Ìndústrias químicas
670 - Manufaturas
680 - Manufaturas, Miscelânea
690 - Construção
611 - Anatomia
612 - Fisiologia humana
613 - Higiene pessoal
614 - Saúde pública
615 - Terapêutica
616 - Clínica médica
617 - Cirurgia
618 - Ginecologia
619 - Pediatria
616.1 Cardiologia
616.2 Sistema respiratório
616.3 Sistema digestivo
616.4 Sistema endócrino
616.5 Dermatologia
616.6 Urologia
616.7 Sistema muscular
616.8 Neurologia
616.9 Doenças diversas
e assim por diante.
Esta classificação é acompanhada de um índice
alfabético para auxiliar a rápida localização dos itens
desejados.
A técnica de Dewey pode ser aplicada aos
arquivos com adaptações. Requer o estudo detalhado
sobre a empresa e sua documentação e a seguir o
estabelecimento de dez classes principais de
assuntos e suas subdivisões.
23
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
RELAÇEES PSFLICAS
COM(NICAÇÃO E RELAÇEES PSFLICAS
Não há como negar a importância que a
comunicação exerce no desempenho das relações
públicas. Aliás, as relações públicas vão se efetivar
de acordo com a maior ou menor adequação e
precisão da comunicação. É sempre bom lembrar o
que é necessário para que a comunicação aconteça:
Emissor a pessoa que emite a mensagem
Receptor aquele para quem se dirige a
mensagem
Mensagem o que se deseja transmitir
Canal o meio pelo qual se transmite a
mensagem
Código o sistema de sinais convencionais
Feed15ack a resposta dada ao receptor
Vamos ver como funciona a comunicação!
João deseja contar à Lúcia que recebeu uma bolsa
de estudos para continuar os estudos da faculdade.
Ele lhe telefona e diz: "Lúcia, acabei de ganhar uma
bolsa de estudos!" Ao que ela responde: João, que
bom! Então vamos comemorar!"
Emissor João
Receptor Lúcia
Mensagem "Lúcia, acabei de ganhar uma bolsa de
estudos!"
Canal o telefone
Código a linguagem falada, isto é, a língua
portuguesa
Feedback "João, que bom! Então vamos
comemorar!"
Farre'ra$ M !omu'!a"#o
Não é sempre que a intenção de se comunicar é
bem-sucedida, pois emissor e receptor podem acabar
não se entendendo de forma satisfatória. São
distúrbios e obstáculos que impedem ou restringem a
eficácia da comunicação, ligados ao emissor, ao
receptor ou a ambos, a problemas relacionados ao
canal ou ao código de comunicação.
A emoção é um fator que tanto pode facilitar
quanto dificultar a comunicação. Se o assunto nos
agrada, gostamos de falar e de ouvir sobre ele. No
entanto, se houver bloqueio emocional... O emissor
reage de forma que é dificil tocar no assunto. O
receptor, por sua vez, "nem quer ouvir falar disso".
Assim, a transmissão e/ou a recepção da mensagem
fica bloqueada.
Lidar com pessoas com a emoção à flor da pele é
situação comum para quem trabalha na recepção de
clínicas, hospitais, laboratórios, consultórios, enfim,
ambientes em que as questões relacionadas à
doença estão muito presentes. É preciso manter um
certo distanciamento para evitar maiores
envolvimentos, a fim de não compartilhar as vivências
dos clientes como se fossem suas.
Também é comum nos locais que já têm fama de
mau atendimento, onde as pessoas já chegam
predispostas, com má vontade, agressivas, porque
sabem o que vão enfrentar. O recepcionista deve
considerar as más condições dadas pela burocracia
da organização, mas não deve tentar justificar uma
conduta profissional má com argumentos tais como
"ganho muito pouco para ficar ouvindo reclamações".
Todo e qualquer profissional deve desempenhar suas
funções com eficiência, fazendo o melhor que pode,
pois dessa forma não se desvaloriza, nem perde sua
dignidade.
Você já deve ter vivido, ou mesmo presenciado
situações, em que uma pessoa, ao relatar algum
acontecimento, omite ou distorce propositalmente
informações. E claro que não cabe a voce,
recepcionista, desmentir o que lhe foi dito. É seu
dever, contudo, buscar as informações corretas,
procurando, de forma delicada, fazer com que o
cliente corrija o dado incorreto, através de um
questionamento objetivo e direto.
Veja um exemplo:
Um cliente chega atrasado ao dentista e, depois
de cinco minutos de espera, diz que tinha hora
marcada e que está esperando há mais de meia hora.
Afirma também que outros já foram atendidos à sua
frente.
Você, ao perceber sua intenção, deve pedir-lhe
para confirmar o horário marcado, alertando-c,
educadamente sobre o atraso e mostrando-lhe que as
marcações da agenda estão sendo seguidas rigi-
damente. Pode também sugerir-lhe a marcação de
uma nova consulta. Apresente soluções possíveis,
agindo com objetividade.
Uma pessoa de posição hierárquica superior pode
achar que não precisa se comunicar ou responder a
subordinados. Tal atitude corta a possibilidade de
diálogo. O emissor pode perder ou distorcer o
conteúdo da mensagem quando reage
defensivamente (ou com hostilidade ou com medo de
"falar bobagens") diante de alguém que ocupa cargo
ou posto de chefia.
Aja sempre com naturalidade. Nenhuma hierarquia
deve dar motivos que prejudiquem o relacionamento
interpessoal.
Situações de tensão ou euforia, de cansaço físico
ou mental, prejudicam a emissão ou a recepção de
uma mensagem. Não é dificil perceber que em
determinados horários do dia há uma considerável
baixa de produtividade depois de uma longa jornada
de trabalho em contato direto com o público.
Quando se aproxima a hora de seu almoço, ou
mesmo o final do expediente, é natural se
impacientar. É bom evitar muitas horas sem se
alimentar ou ingerir líquidos. Você pode aproveitar os
momentos em que estiver desocupado e só, para
comer, beber ou ir ao toalete. Caso isso seja
impossível, faça breves intervalos a fim de atender às
suas necessidades básicas.
É importante lembrar que os períodos de lazer e
férias são fundamentais para a sua saúde fisica e
mental, acarretando melhor qualidade em seu
trabalho. Quando o emissor e/ou o receptor vêm de
uma experiência de enfrentamento, pode haver
distorção na comunicação. É sempre
desaconselhável a opinião preconcebida. Evite
ambientes hostis e não deixe que as generalizações o
impeçam de ver a particularidade de cada situação.
Sabendo da intenção agressiva do outro, evite o
confronto. Lembre-se do dito popular: "Quando um
não quer, dois não brigam."
E quando você for emissor?
Se você for procurado para fornecer alguma
informação técnica, evite abusar de termos muito
específicos de sua área de atuação. Esse tipo de
linguagem pode acabar afastando o cliente porque lhe
dá a impressão de que está sendo "enganado", o que
pode afetar a credibilidade da instituição para a qual
você trabalha.
Alguma vez você, ao pedir uma informação, sentiu
que estava sendo "enrolado", que a pessoa não sabia
informar o que você queria saber? É uma sensação
muito desagradável, não é mesmo?
Muitas vezes, por não usar as palavras
adequadas, ou por não saber como transmitir sua
idéia, o emissor não consegue transmitir a
mensagem. Essa dificuldade pode ser resultado de
diferenças culturais - é o caso de uma pessoa que se
expressa muito bem em seu grupo, com pessoas com
quem está acostumada, mas que encontra problemas
em fazê-lo em outro grupo.
Veja esta situação:
A recepcionista de um posto de saúde que presta
atendimento a pessoas de baixa renda precisa
comunicar a um cliente que, apesar da consulta
marcada, o médico não poderá atendê-lo por conta de
uma emergência.
- Meu senhor, infelizmente, por motivo que foge à
nossa determinação, o doutor incumbido de atendê-lo
não poderá comparecer, devido a uma urgência que
restringe seu deslocamento a este centro médico.
Você deve ter percebido que, embora correta, a
mensagem não foi transmitida, pois a linguagem
usada pela recepcionista está inadequada. Em
primeiro lugar, deve-se falar de forma mais simples,
isto é, usando-se palavras que façam parte do
vocabulário dos clientes. Por outro lado, deixou de
apresentar ao cliente uma alternativa para futura
consulta, dificultando a sua volta ao posto de saúde.
Seria bem mais simples, por exemplo, que
dissesse assim:
- Seu Augusto, houve uma emergência e o dr.
João não poderá atendê-lo. O senhor quer marcar
24
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
nova consulta? Qual a sua preferencia de dia e
horário?
Bem mais direto, claro e eficaz, você concorda?
Devemos evitar o uso de códigos impróprios, o
que geralmente acontece quando usamos gírias ou
linguagem muito específica de uma determinada área.
Alguns grupos criam um código muito particular de
comunicação, até mesmo para impedir que outras
pessoas possam entender suas conversas. Você já
tentou acompanhar uma conversa entre médicos, por
exemplo? É quase impossível, não é mesmo? Ìsso
acontece principalmente por causa do uso de nomes
científicos familiares a eles, mas não a você.
Em uma empresa que tenha uma área de atuação
muito específica, é comum acontecer de seus
funcionários usarem expressões que as outras
pessoas desconheçam. Ìsso é tão comum de aconte-
cer que já se tornou até tema de brincadeiras.
Sempre que possível, você deverá checar o nível
de linguagem de seu interlocutor e tentar adequar a
linguagem à sua capacidade de compreensão. É
preciso que haja alguma identidade de repertório
entre vocês, ou seja, que ambos reconheçam o
sentido das palavras usadas na comunicação.
Veja, por exemplo, o caso de um comprador de um
imóvel que, ao ler o contrato, hesita diante do termo
"inadimplência". O vendedor, ao notara expressão de
dúvida, imediatamente explica-lhe que essa palavra
significa "descumprimento de qualquer das cláusulas
contratuais". Agindo assim, ele procura ultrapassar
uma barreira de comunicação, oferecendo ao
comprador a explicação do termo e, além disso,
demonstrando sua disposição de não enganá-lo.
Quanto às gírias, que nem sempre são
compreendidas por todos e há mesmo pessoas que
as rejeitam, um recepcionista, porque lida com um
público muito diversificado, deve evitá-las.
E quando a timidez atrapalha a comunicação? A
vergonha, o receio de falar "bobagem", o medo de
falar errado e de não ser aceito, impedem não só a
comunicação, mas também o relacionamento
interpessoal. Pessoas que não dizem o que sentem e
pensam não se relacionam de uma forma produtiva
com as outras pessoas.
Vamos imaginar a seguinte situação:
Joana está em uma reunião com a diretora da
biblioteca onde trabalha como recepcionista. Após ter
explicado as novas tarefas de Joana, a diretora
pergunta-lhe se está tudo entendido e se está de
acordo.
Joana responde que sim. Ìsso, porém, não é
verdade, pois discorda de alguns pontos, mas a
timidez a impede de expressar sua opinião. É fácil
concluir que o silêncio provocado pela timidez atinge
tanto Joana quanto a diretora. Se a recepcionista
tivesse exteriorizado sua opinião, provavelmente
contribuiria com novas idéias, demonstrando sua
capacidade de análise e interesse pela qualidade de
serviços prestados pela biblioteca.
A capacidade de trocar idéias com outras pessoas
só ajuda a melhorar. No ambiente de trabalho, passe
sua mensagem da forma mais simples que puder,
tenha segurança sobre o que está falando, verifique
se todos entenderam o que foi dito e se coloque à
disposição para ajudar em qualquer dúvida que
tenham.
Quando o emissor se utiliza de palavras que
podem ter diferentes interpretações, ou quando o
receptor atribui outro sentido ao que foi dito, o duplo
sentido impede a compreensão exata da mensagem.
Quando uma pessoa inicia a conversa a partir do
que supõe que a outra pessoa pensa, conhece ou
sabe, omitindo quaisquer esclarecimentos, a
comunicação corre risco. Nunca tente imaginar o que
o outro sabe ou pensa. Mesmo que a outra pessoa já
domine o assunto, fale tudo o que precisa ser
informado, pois reforçar um determinado tema trará
mais segurança para voce e para o seu ouvinte.
E você no papel de receptor?
É importante que você demonstre sempre
disponíbilidade para ouvir os outros. Alguém que ouve
mas que não demonstra -ual-uer reação pode dar ao
outro a impressão de que nada do que diz está sendo
consíderado e, por isso, deve parar de falar
Ouvir as pessoas é uma questão de respeito. Às
vezes ficamos tão envolvidos com nossa atividade de
trabalho que não entendemos o que o outro está
querendo dizer. Nesses momentos, é necessário
parar, criar um distanciamento e se "ligar" para ouvir a
opinião de outras pessoas.
Tirar conclusões precoces por achar que já sabe
de antemão o que o outro tem a dizer ("Ele bate
sempre na mesma tecla.") é um vício que impede o
diálogo. É melhor buscar outras informações para ter
uma opinião sobre um determinado assunto.
O receptor pode perder parte da mensagem ou
toda ela, se não conseguir se concentrar no que o
outro diz. Estar atento ao trabalho é fundamental, pois
a falta de atenção pode trazer problemas. No entanto,
você, por estar distraído, pode não entender uma
pergunta e, por isso, não responder como deveria.
É comum que as pessoas, ao procurarem a
recepção, estejam apressadas, ansiosas e não
compreendam que você esteja atendendo várias
pessoas ao mesmo tempo. Procure demonstrar tran-
qüilidade, tratando-as com delicadeza, atenção e
interesse em resolver todos os problemas.
Como as experiências anteriores de cada pessoa
podem predispô-Ìas a filtrar ou a distorcer a
mensagem, nunca deixe que o seu conhecimento ou
sua opinião o impeçam de ouvir e aprender. Às vezes
uma pessoa, que aparentemente sabe menos que
você, consegue entender melhor e mais rápido uma
determinada situação. Ìsto não significa que saiba
mais, mas que, naquele momento, entendeu melhor a
situação. Só isso.
Na ansiedade de nos fazer ouvir, às vezes,
atropelamos a fala das pessoas, adiantando nossas
opiniões. Ìsso acaba por impedir que ouçamos o
outro. Saber ouvir é fundamental para o seu trabalho.
Através das informações recebidas, você poderá agir
de forma mais clara e precisa.
"Por que será que ele fez isso? O que será que
está querendo? Por que tinha de dizer aquilo?"
Observações como essas, e mais as tentativas de 1er
nas entrelinhas", podem dar sentido, ajudar no
entendimento das palavras e do comportamento das
outras pessoas. É preciso, contudo, cuidado de não
se atribuir propósitos falsos ao que o outro diz. É
perigoso tentar descobrir o que "está por trás", porque
se estabelece um contato superficial e de pouca
confiança. Não cabe a você desvendar intenções. Ter
uma relação de confiança com o seu interlocutor é
importante.
Portanto, quando você tiver alguma dúvida, em
vez de ficar imaginando o que pode estar
acontecendo, procure esclarecimentos com as
pessoas certas.
A+erturas M co$unicaç,o
Para que haja uma perfeita e eficiente realização
do processo de comunicação, pressupõe-se que
todos os seus elementos estejam em perfeita
integração e harmonia. O objeto da mensagem, o
meio pelo qual ela é transmitida e o próprio código
utilizado devem ser comuns ao emissor e ao receptor,
isto é, a você e à pessoa a quem você se dirige. Você
deve tratar a mensagem do modo mais cuidadoso
possível, para que não surjam obstáculos à
comunicação. Para evitar essas dificuldades, é
preciso que você leve em consideração alguns pontos
básicos sobre o que deve ou não fazer.
Uma relação de mútua confiança permite a
eliminação ou a neutralização de possíveis
interferências no processo de comunicação. Escute
atenta e ativamente o outro, demonstrando interesse
na mensagem de seu interlocutor.
Para conseguir esse bom relacionamento,
destacamos aqui pontos que você pode observar.
Esses procedimentos podem ajudá-lo a expressar
melhor sua atenção.
Embora seja muito comum em situações de
bate-papo, a repetição de expressões como "sabe",
"entendeu", "olha só", "tá", "né", não contribui para a
eficiência da comunicação e pode acabar se tornando
vício de linguagem, que em nada auxilia na
transmissão do que se quer dizer. Se essas
expressões têm a função de chamar a atenção do
ouvinte, seu uso excessivo só prejudica a transmissão
da mensagem:
"Olha só: o gerente dessa seção, sabe, está em
reunião, entendeu?"
Se excluirmos essas expressões, o conteúdo da
mensagem não se altera, e a frase fica mais concisa:
"O gerente dessa seção está em reunião."
Evite, também, palavras ou frases ambíguas, ou
seja, que podem ser entendidas de maneiras
diferentes. Observe a frase:
João viu a explosão do carro."
Não é possível saber se João estava no carro e viu
alguma explosão ou se João viu um carro explodir. A
ambigüidade, duplo sentido, prejudica a comunicação
entre as pessoas. Ela é especialmente perigosa em
25
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
um texto escrito, já que não possui os recursos
não-verbais da situação de fala.
Tome muito cuidado, também, para não pronunciar
palavras de maneilra errada. Há algumas expressões
que são habitualmente pronunciadas de forma
incorreta, mas você deve evitar isso.
Para ficarmos restritos a um exemplo da área
administrativa, basta lembrar o caso de "rubrica".
Embora muitas pessoas pronunciem-na como i&
rubrica", com acento tônico na primeira sílaba, a
pronúncia correta é "rubrica", com acento tônico na
segunda sílaba. Se você ficarem dúvida sobre a
pronúncia de alguma palavra, procure um bom
dicionário ou mesmo uma gramática da língua
portuguesa. Lá a pronúncia correta das palavras está
indicada.
Por mais incrível que lhe possa parecer, até ojeito
de sua postura corporal influencia na sua boa
comunicação. Quem gosta de falar com uma pessoa
sentada, largadona? Ninguém, não é verdade? Então,
evite cruzar os braços, tamborilar com os dedos sobre
a mesa, mastigar a ponta da caneta e consultar as
horas durante a conversa.
Mantenha-se tranqüilo e atento enquanto estiver
falando com seu interlocutor. As atitudes apontadas
são, em geral, indicativas de impaciência e o
interlocutor pode ter a impressão de que você deseja
se livrar dele. Mostre sempre uma atitude calma e
receptiva.
Sua expressão facial deve revelar também
disposição para o diálogo e a sinceridade de suas
palavras, expondo as suas reações à fala da outra
pessoa.
Quando se conversa pessoalmente com alguém,
além da linguagem verbal, é possível observar os
gestos, as expressões faciais e corporais, enfim,
dispõe-se de muitos recursos para compreender e ser
compreendido pelo outro. Esses recursos são tão
fundamentais que podem ser determinantes para a
interpretação do que é dito. Muitas vezes sabemos
que um olhar, um gesto de mão, ganham muito mais
significado do que as palavras enunciadas. Nada de
cara feia. Todos gostamos de falar com pessoas que
nos olham diretamente, sem fugir do olhar de seu
interlocutor e sem demonstrar desconfiança.
Demonstre sempre que está acompanhando o que
a outra pessoa diz, com palavras ou atitudes. Não
abuse, porém, de sons de concordância, como os
famosos "hã-hã". Evite também os excessivos acenos
de cabeça na demonstração de sua aceitação da
mensagem da outra pessoa. Formule bem suas
perguntas, de modo a proporcionar, sempre que
possível, algum tipo de resposta ao emissor. Evite as
perguntas fechadas, que geram respostas monossilá-
bicas, do tipo "sim", "não" ou "talvez".
Amenize as perguntas diretas com expressões do
tipo "quem sabe", "se possível", "talvez". Ìsso fará o
interlocutor sentir-se mais à vontade para expressar
suas opiniões e idéias. Não coloque questões
excessivamente agressivas, desafiantes ou
avaliativas, para não criar uma situação de tensão
entre vocês, pois é muito comum que as pessoas
reajam criando barreiras à comunicação, numa
postura defensiva. Se possível, prefira perguntas que
comecem com o que, como, onde, quando. Ìsso
esclarece o tipo de resposta esperada. Estruturando
assim as suas questões, você receberá respostas
mais precisas e objetivas.
Não exagere na quantidade de perguntas, para
não parecer que o está submetendo a um
interrogatório. Pergunte-lhe apenas o essencial. Nada
de criar tensões, avalie se está entendendo clara-
mente o que ele lhe diz, e só então faça novas
perguntas.
Depois de fazer uma pergunta, é importante que
você aguarde a resposta, pois muitas vezes é
necessário um tempo para pensar antes de
responder. Não demonstre impaciência: aquilo que é
óbvio para você pode não ser tão evidente para todos.
Procure expressar suas divergências de modo
respeitoso e delicado, sem interromper a fala da outra
pessoa. É melhor esperar que termine o enunciado
para então você expressar com tranqüilidade suas
divergências. Contradizer desnecessariamente o que
a outra pessoa está dizendo torna o diálogo
improdutivo. Mesmo que haja diferenças entre
emissor e receptor, é essencial que um objetivo
comum seja estabelecido, numa demonstração de
respeito e aceitação. Para tanto, abstenha-se de fazer
julgamentos, admita que outra pessoa tenha crenças,
idéias e valores diferentes dos seus. A pluralidade de
opiniões é um fator positivo e não deve ser motivo de
discussões inúteis. Discriminar é um comportamento
negativo que só traz prejuízo ao convívio social.
Tente estabelecer uma relação de empatia com o
interlocutor, respeitando seu ponto de vista e levando
em conta seus valores, colocando-se no lugar dele.
Ìsso contribuirá muito para que a outra pessoa
sinta-se à vontade para expressar suas opiniões.
Co$unicaç,o telef-nica
A necessidade de comunicação rápida e eficiente
fez com que o telefone se tornasse um dos meios de
comunicação mais utilizados hoje em dia. No
cotidiano de um serviço de recepção, seja na
empresa, no escritório ou em qualquer outra
instituição, é comum atender a pedidos de
informações telefônicas, anotar recados e registrar
chamadas.
Evite que o telefone toque mais que três vezes,
pois o cliente que está do outro lado da linha pode
ficar impaciente com a demora. Caso precise fazer o
cliente esperar, diga o nome da empresa,
cumprimente-o e lhe explique que no momento a linha
está ocupada ou que a pessoa não poderá atender. É
desagradável ficar esperando na linha ouvindo
"musiquinha" sem saber por quanto tempo.
Não é muito difícil perceber a importância de se
segurar bem o fone. Em geral a distância de dois a
quatro centímetros dos lábios é a indicada para uma
boa transmissão. A proximidade excessiva pode
causar vibrações. Por outro lado, afastar demais o
fone pode tornar a voz fraca e distante. Aliás, você
deve estar atento à sua acuidade auditiva. Se você
não estiver escutando bem, poderá transmitir recados
errados ou fazer confusão nas chamadas telefônicas.
Você sabe como é desagradável conversar com
alguém que grita ao telefone. Com certeza, já passou
pela experiência de ter de afastar o fone do ouvido
por não agüentar o volume da voz do outro. Se a
ligação não estiver boa e apresentar ruídos, é
preferível tentar uma outra ligação.
É comum associar-se o fato de ser uma ligação de
lugar distante com a necessidade de se falar mais
alto. Você sabe que não há a menor lógica nisso,
pois, com freqüência, uma ligação local é mais
precária que uma interurbana ou internacional.
Não caia, contudo, no outro extremo. Falar baixo
demais pode ser tão ou mais prejudicial à
comunicação. Se você também notar que seu
interlocutor está falando muito baixinho, peça-lhe de
ma neira delicada que aumente um pouco o volume
de voz.
Mais, importante do que se ter uma voz bonita, é
saber empregá-Ìa bem. E usar o ritmo adequado, a
modulação expressiva. Fala claramente,
pronunciando bem as palavras, nem muito rápido,
nem excessivamente devagar, é sempre
conveniente. Uma voz que segue o ritmo pedido pela
comunicação é muito bem-vinda.
Ao telefone, a voz torna-se nosso cartão de
apresentação, por tanto, nada melhor do que uma voz
clara, um tom agradável. Sabemos que cada pessoa
tem seu estilo próprio de se expressar, portanto, não
existem regras de uma forma ideal de comunicação
telefônica. É necessário, contudo, reafirmar que a
clareza da linguagem, sua objetividade e concisão
são fundamentais para uma comunicação mais
eficiente. Quase sempre a linguagem rebuscada
afetada, o uso indiscriminado de termos eruditos ou
pouco comum acabam por prejudicar a comunicação.
No entanto é preciso que não se confunda
objetividade, linguagem simples, com expressões
vulgares, gírias, palavras que demonstrem excessivo
grau de intimidade.
Quanto às palavras estrangeiras, se você não
souber a pronúncia correta, busque auxílio em
dicionários ou com pessoas que dominem essa língua
estrangeira. No caso de não entender alguma
palavra, não tenha constrangimento em pedir para
repetir, se senti que sua compreensão é importante
para a comunicação.
*istas te&e?T'!a$
A organização das listas telefônicas brasileiras
segue a um padrão nacional. Assim, onde quer que
você more ou esteja, saberá consultar as listas
telefônicas locais. Existem várias listas, mas as mais
usadas são as de Assinantes, Endereços e Páginas
Amarelas. É necessário, contudo, que você saiba tirar
o máximo proveito delas, utilizando-as devidamente,
26
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
pois elas contêm informações que certamente
agilizarão seu trabalho.
Das listas de assinantes, constam os nomes dos
assinantes de uma ou várias cidades circunvizinhas.
Há cidades com população muito grande, onde
essas listas são apresentadas por regiões ou bairros.
Caso você necessite consultar uma lista diferente
daquela que cobre sua área, disque para a
companhia de sua cidade e solicite o número
desejado.
Nas listas os nomes dos assinantes aparecem por
ordem alfabética. Você deve, portanto, procurar pelo
último sobrenome simples ou composto.
Exemplo: Pedro Camargo Santos
Você deve procurar: Santos, Pedro C.
Antônio Gonçalves Júnior
Procure: Gonçalves Jr., Antônio
Há casos, entretanto, em que o sobrenome que
consta da lista não é o último e sim aquele pelo qual a
pessoa é comumente conhecida.
Exemplo: Maria Vieira Botelho
Você pode também procurar: Vieira Botelho, Maria
Em muitas ocasiões, você terá necessidade de
procurar nomes de firmas, empresas. Nesses casos,
comumente se procura pelo nome por extenso,
entretanto, há casos em que da lista constam
simplesmente as siglas.
Exemplo: Serviço Nacional de Aprendizagem
Comercial - SENAC
Procure: SENAC - Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial
Da lista de endereços, fazem parte todos os
logradouros (ruas, avenidas, praças, travessas etc.)
da cidade. Esses endereços também obedecem à
ordem alfabética.
Exemplo: Travessa Siqueira Campos
Procure: Siqueira Campos, tv.
Em casos de nomes de ruas que incluam títulos,
exclua o t e procure pelo primeiro nome:
Exemplo: Avenida Marechal Deodoro da Fonseca
Procure: Deodoro da Fonseca, Mal., av.
Você deve consultar as listas páginas amarelas
por categorias de atividades. Se você precisa
consultar as lojas que vendem móveis, por exemplo,
deve procurar, primeiramente, por móveis, embora
tenha também a opção de buscar, por subtítulos, mais
especificamente: móveis de escritório, dormitórios, es-
tofados etc.
C'digos e $er%'"o$ prestados
Além de conhecer e bem utilizar as listas, é
interessante que você saiba que as empresas
telefônicas prestam outros serviços.
Devido à freqüência com que você deverá
consultar a relação de códigos e serviços oferecidos
pelas companhias telefônicas, julgamos importante
que você liste alguns de maior utilidade. Em anexo,
fornecemos uma lista com esses telefones para que
você a tenha sempre à mão.
Atendi$ento e$ locais espec.ficos
B sempre importante, antes de começar a
trabalhar em uma instituição, conhecer sua área de
atuação. Ìsso porque há algumas especificidades no
trabalho prestado por um recepcionista em certos
tipos de empresa.
O trabalho de recepção em um hospital envolve,
sobretudo, um grande respeito pela situação de
tensão em que se encontram as pessoas que por lá
transitam. Mesmo no caso das maternidades, onde
geralmente predomina a circulação de pessoas
alegres, algumas costumam estar sob tensão. B
preciso, por isso, prestar serviço de forma que o
cliente sinta-se à vontade para expor suas
necessidades e perceba que você, de fato, está
empenhado em resolver seus problemas.
Esteja preparado, portanto, para reações mais
emocionais, como expressões de tristeza, raiva,
indignação. Quando presenciar alguma situação
assim, procure agir com calma, delicadeza e
profissionalismo, de modo a transmitir tranqüilidade e
solidariedade ao cliente.
Na maior parte das vezes, uma pessoa que se
dirige à recepção de um hospital está nervosa,
chateada, sob tensão. O tratamento dado ao cliente,
além de atencioso, deve refletir interesse e
delicadeza. A imagem que a instituição passa para
quem está sendo atendido deve ser de confiança e
credibilidade. Mas também existem as manifestações
de alegria que, por vezes, são exageradas e até
mesmo barulhentas. Sem ser ranzinza, ou antipático,
mostre ao cliente que hospital é lugar de silêncio.
A preocupação com a aparência do recepcionista
é um aspecto que, como sabemos, não se limita
apenas aos hospitais. Os cuidados com os aspectos
de higiene pessoal - unhas cortadas e limpas, cabelos
penteados - sempre estão presentes. O uso de perfu-
me, tão agradável em muitos ambientes, deve ser
cauteloso. Como quase tudo, em excesso, pode
causar transtornos, ainda mais em se tratando de um
hospital.
Caso seja necessário que um cliente aguarde na
sala de espera, demonstre periodicamente que não
se esqueceu dele e que está providenciando seu
atendimento. É preciso que você se lembre de que,
em situações de tensão, é mais difícil controlar a ansi-
edade e o tempo parece não passar. Uma de suas
tarefas, portanto, será a de tranqüilizar os clientes na
sala de espera. Você sabe como são comuns os
comentários a respeito de longas horas passadas em
salas de espera. Não ficamos sempre com uma
sensação de tempo perdido e uma imagem muito
ruim dos profissionais que nos fizeram esperar?
Note a diferença nessas situações de atendimento
em hospitais:
Hospital São Tomé
O Hospital São Tomé, preocupado com a melhoria
da qualidade, reforçou o atendimento oferecido aos
seus clientes. A excelência de seu atendimento
começa na recepção. Ao se dirigir à recepcionista, o
cliente já pode observar que ela está uniformizada, o
que facilita a identificação dos funcionários e a
padronização dos mesmos.
Nélson tinha uma consulta marcada nesse
hospital. Ao se dirigir à recepcionista, informou-se
sobre sua consulta. A recepcionista foi confirmar no
computador, dia e horário previamente marcados.
Após a verificação, pediu que aguardasse um pouco,
pois o médico a quem consultaria encontrava-se no
centro cirúrgico, mas logo viria atendê-lo. A
recepcionista ofereceu algumas revistas ao paciente,
propondo-lhe que aguardasse seu chamado
confortavelmente sentado.
Alguns minutos depois, a recepcionista telefonou
para o centro cirúrgico, informando o médico de que
Nélson ainda o aguardava. O médico pediu-lhe que
em cinco minutos o encaminhasse ao seu consultório.
Ela se dirigiu a Nélson, informando-o de que seria
atendido em cinco minutos. Decorrido o tempo
previsto, ela o encaminhou ao consultório do médico.
Nélson ficou muito satisfeito e bem impressionado
com o excelente atendimento recebido, superando em
muito suas expectativas.
NOÇEES DE
ADMINISTRAÇÃO
FINANCEIRA
Lidar com finanças e construir patrimônio são duas
ações que acompanham o homem há muitos séculos.
Não precisamos, no entanto, analisar profundamente
a história. Basta nos atermos ao nosso dia-a-dia e
observar como estamos freqüentemente usando
esses conceitos. A partir daí, torna-se fácil transpô-los
para a realidade das empresas, aplicando-os em
nosso trabalho.
FINANÇAS
Para compreender o conceito de finanças, vamos
imaginar a seguinte situação.
27
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Antônio recebeu hoje o salário do mês. Observe
como ele o administra. Primeiro, Antônio separa uma
parte do dinheiro para o pagamento das contas de
luz, gás, telefone, condomínio e também do aluguel.
Outra parte é destinada aos gastos com transporte,
alimentação e eventuais despesas médicas. O que
sobra, Antônio deposita no banco. Assim ele pretende
juntar o dinheiro suficiente para poder comprar o tão
sonhado videocassete.
De acordo com a situação vivida por Antônio,
podemos concluir que todos nós somos
administradores financeiros de nosso dinheiro, ou
seja, todos nós lidamos com finanças.
E isso acontece quando fazemos nosso
planejamento financeiro doméstico; quando
levantamos nossos fundos de reserva, verificando
onde e quanto do dinheiro de que dispomos será
guardado; quando empregamos e distribuímos nosso
dinheiro; quando confrontamos nossos planos
originais com o que efetivamente pode ser realizado.
Logo, pode-se entender por finanças a guarda, a
aplicação e a distribuição de recursos financeiros.
É dessa forma que podemos entender as finanças
de uma empresa.
As finanças de uma empresa representam a
administração de seus recursos, desde a aquisição
até a distribuição eficiente.
PATRIMUNIO
Sabemos que, no início da civilização, o homem
habitava cavernas e buscava os frutos silvestres e a
água para saciar sua fome e sua sede.
Com o tempo, passou a guardar frutos e a água
dentro da caverna, para poder utilizá-la de acordo
com suas necessidades de consumo. Nascia aí o
conceito primitivo de patrimônio.
Eram patrimônio também todos os bens e
mercadorias obtidos através do comércio.
FEM V aqui é entendido como tudo aquilo que a
pessoa possui, seja para uso, troca ou consumo.
Nesse contexto histórico, o comércio se baseava
apenas na simples troca de mercadorias. Logo, todo o
excedente da produção era diretamente trocado por
outros produtos com a única finalidade de manter a
substância do grupo.
Com a invenção da moeda como forma de
aquisição de mercadorias, as sociedades passaram a
buscar o acúmulo de bens visando à geração de
riquezas. Ampliava-se assim o conceito de
patrimônio, que já não existia mais, somente, com a
finalidade de manter a subsistência do homem, mas,
sim, com finalidade econômica.
Com o acúmulo de riquezas, as sociedades
passaram a criar reservas de recursos suficientes
para negociá-los com terceiros, através de
empréstimos. Assim nasciam os conceitos de direitos
e obrigações.
DIREITOS V são todos os valores que alguém tem
a receber de terceiros.
OFRIGAÇEES V são todos os valores que alguém
tem a pagar.
Hoje o patrimônio constitui um conjunto de bens,
direitos e obrigações de uma pessoa, que poder ser
física (o indivíduo) ou jurídica (a empresa).
EXERCÍCIO
Na relação de itens a seguir, coloque, dentro dos
parênteses, F para os bens, D para os direitos e O
para as obrigações:
Apartamento ( )
Dinheiro ( )
Promissórias a pagar ( )
Automóveis ( )
Duplicatas a receber ( )
Ìmpostos a pagar ( )
Lucros a distribuir ( )
Dividendos a pagar ( )
Terras ( )
Máquinas ( )
Contas a receber ( )
Salários a pagar ( )
Jóias ( )
Prestações a receber ( )
Caminhões ( )
Respostas: B,D,O,B,D,O,O,O,B,B,D,O,B,D,B
Após a compreensão dos conceitos de finanças e
patrimônio, pré-requisitos para o desenvolvimento de
seu estudo sobre administração financeira, vamos dar
um segundo passo, buscando agora conhecer os
objetivos e as funções da administração financeira
dentro de uma empresa.
O OF@ETIVO
Ao iniciar suas atividades, toda empresa tem a
administração voltada para a realização de seus
objetivos.
Nos dias de hoje, principalmente devido às
mudanças no perfil do público consumidor e na
própria estrutura empresarial, as empresas destacam
entre seus maiores objetivos a qualidade nos
produtos e serviços oferecidos e a produtividade do
trabalhador.
Para garantir a consecução dos objetivos mais
gerais de uma empresa, todos os setores que a
constituem precisam responder eficientemente aos
seus objetivos específicos. No caso da administração
financeira, seu papel é o de garantir à empresa a
obtenção de lucros.
É importante não esquecermos que a realização
dos objetivos da administração das empresas deve
responder a alguns princípios, como o cumprimento
de suas obrigações sociais: pagamento de impostos,
atendimento às exigências da legislação do país e
controle das agressões que sua produção e
atividades possam fazer ao meio ambiente.
Aumetado o *atr'mT'o da em*re$a
Para aumentar o valor do patrimônio de uma
empresa a administração financeira precisa ter em
mente alguns aspectos, como as perspectivas de
investimento a longo prazo, a destinação do lucro em
exercício, a consideração do risco assumido e o
aumento ou a manutenção do valor de mercado da
empresa.
< in(estimento a longo prao
Chamamos de in(estimento todos os gastos que
uma empresa faz para melhorar a qualidade de seus
serviços. Para garantir a manutenção das atividades e
a consecução dos lucros, toda empresa realiza
investimentos, que podem ser de curto ou de longo
prazo.
Como toda empresa é constituída com a
perspectiva da evolução dos lucros e da manutenção
de suas atividades por tempo indeterminado, a
administração financeira precisa considerar, sempre,
a importância do investimento a longo prazo. Ao
planejar esses investimentos, muitas vezes a
administração financeira pode até sacrificar um lucro
imediato com o objetivo de conseguir maiores
benefícios futuros para a empresa.
Todo investimento a longo prazo precisa de um
acompanhamento e de uma avaliação sobre as
tendências e o desenvolvimento do mercado. Ao
mesmo tempo, a empresa que realiza investimentos
em tecnologia, novos produtos e treinamento de
pessoal estará mais bem preparada para assimilar e
se adaptar às mudanças, seja nos processos de
trabalho, seja atendendo às novas exigências do
mercado.
Destina&'o do lucro
0 lucro apurado no final de um período contábil
pode ter várias destinações, como criação de
reservas (que não são distribuídas aos acionistas);
bonificações (distribuídas aos acionistas em forma de
novas ações) ou dividendos (distribuídos aos
acionistas em forma de dinheiro).
Ao estabelecer uma política de dividendos, cabe à
administração financeira questionar quanto do lucro
deve ser distribuído aos acionistas e quanto deve ser
retido para financiar a expansão dos negócios.
28
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
< risco
A administração financeira precisa sempre
considerar os riscos a serem assumidos. 0 investidor
só considera satisfatório deixar de receber os lucros
de uma aplicação, no prazo combinado, caso haja
possibilidade de recebê-los com rendimentos maiores
no futuro. 0 retorno deve ser compatível com o risco
assumido.
C (alor de mercado
* capacidade de uma empresa gerar lucros, seu
conceito junto aos credores, assim como sua
tecnologia e sua competência gerencial são fatores
que podem manter ou aumentar o valor da empresa
no mercado.
Logo, nenhum desses fatores pode deixar de ser
considerado nas pesquisas e nos projetos de
investimento da administração financeira.
AS FUNÇÕES
Vamos analisar a seguinte situação, vivida pela
empresa Delta8 ela apresenta saldo de caixa inativo,
excesso de estoque e três máquinas paralisadas à
espera de reposição de peças.
Na sua opinião, o administrador financeiro da
empresa Delta está cumprindo suas funções de forma
eficiente?
Mesmo sem sabermos quais são as funções de
um administrador financeiro, percebemos que em
nenhuma empresa pode ocorrer uma situação
semelhante à da empresa Delta$
Para que a administração financeira atinja seus
objetivos ela deve executar suas +un&6es essenciais,
que são planejamento financeiro, aquisição,
otimização e distribuição dos recursos, além do
controle financeiro.
P&aeNameto ?'a!e'ro
É comum usarmos o verbo plane;ar para expressar
aquilo que estamos pensando em realizar. Veja só:
Luiza está plane;ando viajar.
Luiza também plane;ou a compra de seu
apartamento, mas foi obrigada a mudar os planos$
Frases como essas são usuais porque tudo na
vida merece um planejamento, seja ele simples, seja
complexo.
Mas por que sentimos essa necessidade? Porque
precisamos definir antecipadamente o que desejamos
alcançar, como e quando será feito e por quanto e por
quem será feito.
Na administração financeira, o planejamento visa a
estabelecer a quantidade de recursos que serão
investidos em novos mercados e quanto será
destinado ao reaparelhamento de máquinas, veículos,
móveis, equipamentos, etc.
AOu'$'"#o de re!ur$o$
Os recursos de uma empresa podem ser obtidos
internamente, por meio das próprias operações da
firma (venda de suas mercadorias ou serviços), ou
externamente (empréstimos bancários, créditos
concedidos pelo governo, etc.), através de
negociações de financiamento. Cabe à administração
financeira decidir qual é a forma de captação mais
adequada às operações normais, rotineiras e aos
novos projetos a serem implantados na empresa.
Os recursos podem ser utilizados para adquirir
maiores estoques, financiar um volume maior de
vendas a crédito, comprar ativos imobilizados
(automóveis, terrenos, jóias, etc.) e aumentar o saldo
de caixa para transações ou mesmo por precaução.
Ot'm'Ja"#o do$ re!ur$o$
Toda empresa, desde o momento em que inicia
suas operações e começa a funcionar, realiza gastos.
Os gastos de uma empresa são as de$*e$a$, o$
!u$to$ ou mesmo os '%e$t'meto$ feitos para a
produção de bens e serviços.
DESPESAS
são os gastos que decorrem das atividades
operacionais.
C(STOS
são os gastos atribuídos à fabricação dos produtos
ou à realização dos serviços.
INVESTIMENTOS
como você já viu, são os gastos efetuados para
manter as atividades e permitir a obtenção dos lucros.
Otimizar os recursos de uma empresa significa
exatamente aplicá-los com eficácia, procurando um
adequado equilíbrio orçamentário entre as despesas,
os custos e os in(estimentos$
Por exemplo, no momento em que uma empresa é
criada, surgem os gastos iniciais com a legalização. A
partir daí, toma-se necessário contratar um contador
ou um técnico em contabilidade para orientar os
procedimentos de abertura da empresa, registrar o
contrato social e cadastrar a empresa em vários
órgãos da Prefeitura, Estado, Receita Federal, etc.
Depois que a empresa está registrada, já podendo
exercer sua atividade legal, o próprio objetivo do
negócio gera outros gastos, como contratação de
pessoal para o trabalho; pagamento de aluguel e
taxas públicas (despesas); pagamento de impostos
ligados à produção e à venda (custos); compra de
matéria-prima ou mercadorias (custos); treinamento
do pessoal para desempenho das funções
(investimento) e compra de equipamentos
(investimento).
D'$tr'bu'"#o e?'!'ete de re!ur$o$
Para alcançar o lucro desejado e preservar a
capacidade de pagar seus compromissos nos
vencimentos, torna-se necessário que a empresa
distribua equilibradamente os recursos por todos os
seus setores.
É importante destacar que para uma correta
distribuição de recursos, com menor probabilidade de
erro, a área financeira precisa estar integrada às
demais áreas da empresa.
Cotro&e ?'a!e'ro
< controle +inanceiro tem início no ponto em que o
planejamento da empresa termina.
Esse controle tem por objetivo verificar se os
recursos destinados à consecução das atividades
estão sendo aplicados conforme o planejado e avaliar
a necessidade de correções e adaptações para que
os resultados previstos ao longo do planejamento
sejam atingidos.
ADMINISTRAÇÃO
FINANCEIRA PSFLICA
Difere da administração financeira particular e está
regulamentada pela Lei Complementar nº 101/2000 a
seguir:
LEI COMPLEMENTAR NW
/:/, DE 3 DE MAIO DE
1:::A
29
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Estabelece normas de finanças públicas voltadas
para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras
providências.
O PRESIDENTE DA REPSFLICA Faço saber que
o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte Lei Complementar:
CAPÍTULO Ì
DÌSPOSÌÇÕES PRELÌMÌNARES
ArtA 1
o
Esta Lei Complementar estabelece normas
de finanças públicas voltadas para a responsabilidade
na gestão fiscal, com amparo no Capítulo ÌÌ do Título
VÌ da Constituição.
§ 1
o
A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe
a ação planejada e transparente, em que se previnem
riscos e corrigem desvios capazes de afetar o
equilíbrio das contas públicas, mediante o
cumprimento de metas de resultados entre receitas e
despesas e a obediência a limites e condições no que
tange a renúncia de receita, geração de despesas
com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas
consolidada e mobiliária, operações de crédito,
inclusive por antecipação de receita, concessão de
garantia e inscrição em Restos a Pagar.
§ 2
o
As disposições desta Lei Complementar
obrigam a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios.
§ 3
o
Nas referências:
Ì - à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios, estão compreendidos:
a) o Poder Executivo, o Poder Legislativo, neste
abrangidos os Tribunais de Contas, o Poder Judiciário
e o Ministério Público;
b) as respectivas administrações diretas, fundos,
autarquias, fundações e empresas estatais
dependentes;
ÌÌ - a Estados entende-se considerado o Distrito
Federal;
ÌÌÌ - a Tribunais de Contas estão incluídos: Tribunal
de Contas da União, Tribunal de Contas do Estado e,
quando houver, Tribunal de Contas dos Municípios e
Tribunal de Contas do Município.
ArtA 2
o
Para os efeitos desta Lei Complementar,
entende-se como:
Ì - ente da Federação: a União, cada Estado, o
Distrito Federal e cada Município;
ÌÌ - empresa controlada: sociedade cuja maioria do
capital social com direito a voto pertença, direta ou
indiretamente, a ente da Federação;
ÌÌÌ - empresa estatal dependente: empresa
controlada que receba do ente controlador recursos
financeiros para pagamento de despesas com
pessoal ou de custeio em geral ou de capital,
excluídos, no último caso, aqueles provenientes de
aumento de participação acionária;
ÌV - receita corrente líquida: somatório das receitas
tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais,
agropecuárias, de serviços, transferências correntes e
outras receitas também correntes, deduzidos:
a) na União, os valores transferidos aos Estados e
Municípios por determinação constitucional ou legal, e
as contribuições mencionadas na alínea a do inciso Ì
e no inciso ÌÌ do art. 195, e no art. 239 da
Constituição;
b) nos Estados, as parcelas entregues aos
Municípios por determinação constitucional;
c) na União, nos Estados e nos Municípios, a
contribuição dos servidores para o custeio do seu
sistema de previdência e assistência social e as
receitas provenientes da compensação financeira
citada no § 9
o
do art. 201 da Constituição.
§ 1
o
Serão computados no cálculo da receita
corrente líquida os valores pagos e recebidos em
decorrência da Lei Complementar n
o
87, de 13 de
setembro de 1996, e do fundo previsto pelo art. 60 do
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
§ 2
o
Não serão considerados na receita corrente
líquida do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e
de Roraima os recursos recebidos da União para
atendimento das despesas de que trata o inciso V do
§ 1
o
do art. 19.
§ 3
o
A receita corrente líquida será apurada
somando-se as receitas arrecadadas no mês em
referência e nos onze anteriores, excluídas as
duplicidades.
CAPÍTULO ÌÌ
DO PLANEJAMENTO
Seção Ì
Do Plano Plurianual
ArtA 3
o
(VETADO)
Seção ÌÌ
Da Lei de Diretrizes Orçamentárias
ArtA 4
o
A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o
disposto no § 2
o
do art. 165 da Constituição e:
Ì - disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;
b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser
efetivada nas hipóteses previstas na alínea ! do
inciso ÌÌ deste artigo, no art. 9
o
e no inciso ÌÌ do § 1
o
do
art. 31;
c) (VETADO)
d) (VETADO)
e) normas relativas ao controle de custos e à
avaliação dos resultados dos programas financiados
com recursos dos orçamentos;
f) demais condições e exigências para
transferências de recursos a entidades públicas e
privadas;
ÌÌ - (VETADO)
ÌÌÌ - (VETADO)
§ 1
o
Ìntegrará o projeto de lei de diretrizes
orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em que serão
estabelecidas metas anuais, em valores correntes e
constantes, relativas a receitas, despesas, resultados
nominal e primário e montante da dívida pública, para
o exercício a que se referirem e para os dois
seguintes.
§ 2
o
O Anexo conterá, ainda:
Ì - avaliação do cumprimento das metas relativas
ao ano anterior;
ÌÌ - demonstrativo das metas anuais, instruído com
memória e metodologia de cálculo que justifiquem os
resultados pretendidos, comparando-as com as
fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando
a consistência delas com as premissas e os objetivos
da política econômica nacional;
ÌÌÌ - evolução do patrimônio líquido, também nos
últimos três exercícios, destacando a origem e a
aplicação dos recursos obtidos com a alienação de
ativos;
ÌV - avaliação da situação financeira e atuarial:
a) dos regimes geral de previdência social e
próprio dos servidores públicos e do Fundo de
Amparo ao Trabalhador;
b) dos demais fundos públicos e programas
estatais de natureza atuarial;
V - demonstrativo da estimativa e compensação da
renúncia de receita e da margem de expansão das
despesas obrigatórias de caráter continuado.
§ 3
o
A lei de diretrizes orçamentárias conterá
Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os
passivos contingentes e outros riscos capazes de
afetar as contas públicas, informando as providências
a serem tomadas, caso se concretizem.
§ 4
o
A mensagem que encaminhar o projeto da
União apresentará, em anexo específico, os objetivos
das políticas monetária, creditícia e cambial, bem
como os parâmetros e as projeções para seus
principais agregados e variáveis, e ainda as metas de
inflação, para o exercício subseqüente.
Seção ÌÌÌ
Da Lei Orçamentária Anual
30
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ArtA 5
o
O projeto de lei orçamentária anual,
elaborado de forma compatível com o plano
plurianual, com a lei de diretrizes orçamentárias e
com as normas desta Lei Complementar:
Ì - conterá, em anexo, demonstrativo da
compatibilidade da programação dos orçamentos com
os objetivos e metas constantes do documento de
que trata o § 1
o
do art. 4
o
;
ÌÌ - será acompanhado do documento a que se
refere o § 6
o
do art. 165 da Constituição, bem como
das medidas de compensação a renúncias de receita
e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter
continuado;
ÌÌÌ - conterá reserva de contingência, cuja forma de
utilização e montante, definido com base na receita
corrente líquida, serão estabelecidos na lei de
diretrizes orçamentárias, destinada ao:
a) (VETADO)
b) atendimento de passivos contingentes e outros
riscos e eventos fiscais imprevistos.
§ 1
o
Todas as despesas relativas à dívida pública,
mobiliária ou contratual, e as receitas que as
atenderão, constarão da lei orçamentária anual.
§ 2
o
O refinanciamento da dívida pública constará
separadamente na lei orçamentária e nas de crédito
adicional.
§ 3
o
A atualização monetária do principal da dívida
mobiliária refinanciada não poderá superar a variação
do índice de preços previsto na lei de diretrizes
orçamentárias, ou em legislação específica.
§ 4
o
É vedado consignar na lei orçamentária
crédito com finalidade imprecisa ou com dotação
ilimitada.
§ 5
o
A lei orçamentária não consignará dotação
para investimento com duração superior a um
exercício financeiro que não esteja previsto no plano
plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão,
conforme disposto no § 1
o
do art. 167 da Constituição.
§ 6
o
Ìntegrarão as despesas da União, e serão
incluídas na lei orçamentária, as do Banco Central do
Brasil relativas a pessoal e encargos sociais, custeio
administrativo, inclusive os destinados a benefícios e
assistência aos servidores, e a investimentos.
§ 7
o
(VETADO)
ArtA 6
o
(VETADO)
ArtA 7
o
O resultado do Banco Central do Brasil,
apurado após a constituição ou reversão de reservas,
constitui receita do Tesouro Nacional, e será
transferido até o décimo dia útil subseqüente à
aprovação dos balanços semestrais.
§ 1
o
O resultado negativo constituirá obrigação do
Tesouro para com o Banco Central do Brasil e será
consignado em dotação específica no orçamento.
§ 2
o
O impacto e o custo fiscal das operações
realizadas pelo Banco Central do Brasil serão
demonstrados trimestralmente, nos termos em que
dispuser a lei de diretrizes orçamentárias da União.
§ 3
o
Os balanços trimestrais do Banco Central do
Brasil conterão notas explicativas sobre os custos da
remuneração das disponibilidades do Tesouro
Nacional e da manutenção das reservas cambiais e a
rentabilidade de sua carteira de títulos, destacando os
de emissão da União.
Seção ÌV
Da Execução Orçamentária e do Cumprimento das
Metas
ArtA 8
o
Até trinta dias após a publicação dos
orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de
diretrizes orçamentárias e observado o disposto na
alínea c do inciso Ì do art. 4
o
, o Poder Executivo
estabelecerá a programação financeira e o
cronograma de execução mensal de desembolso.
Parágrafo único. Os recursos legalmente
vinculados a finalidade específica serão utilizados
exclusivamente para atender ao objeto de sua
vinculação, ainda que em exercício diverso daquele
em que ocorrer o ingresso.
ArtA 9
o
Se verificado, ao final de um bimestre, que
a realização da receita poderá não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou
nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os
Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato
próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias
subseqüentes, limitação de empenho e
movimentação financeira, segundo os critérios fixados
pela lei de diretrizes orçamentárias.
§ 1
o
No caso de restabelecimento da receita
prevista, ainda que parcial, a recomposição das
dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de
forma proporcional às reduções efetivadas.
§ 2
o
Não serão objeto de limitação as despesas
que constituam obrigações constitucionais e legais do
ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do
serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de
diretrizes orçamentárias.
§ 3
o
No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário
e o Ministério Público não promoverem a limitação no
prazo estabelecido no caput, é o Poder Executivo
autorizado a limitar os valores financeiros segundo os
critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias.
§ 4
o
Até o final dos meses de maio, setembro e
fevereiro, o Poder Executivo demonstrará e avaliará o
cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre,
em audiência pública na comissão referida no § 1
o
do
art. 166 da Constituição ou equivalente nas Casas
Legislativas estaduais e municipais.
§ 5
o
No prazo de noventa dias após o
encerramento de cada semestre, o Banco Central do
Brasil apresentará, em reunião conjunta das
comissões temáticas pertinentes do Congresso
Nacional, avaliação do cumprimento dos objetivos e
metas das políticas monetária, creditícia e cambial,
evidenciando o impacto e o custo fiscal de suas
operações e os resultados demonstrados nos
balanços.
ArtA 10. A execução orçamentária e financeira
identificará os beneficiários de pagamento de
sentenças judiciais, por meio de sistema de
contabilidade e administração financeira, para fins de
observância da ordem cronológica determinada no
art. 100 da Constituição.
CAPÍTULO ÌÌÌ
DA RECEÌTA PÚBLÌCA
Seção Ì
Da Previsão e da Arrecadação
ArtA 11. Constituem requisitos essenciais da
responsabilidade na gestão fiscal a instituição,
previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da
competência constitucional do ente da Federação.
Parágrafo único. É vedada a realização de
transferências voluntárias para o ente que não
observe o disposto no caput, no que se refere aos
impostos.
ArtA 12. As previsões de receita observarão as
normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das
alterações na legislação, da variação do índice de
preços, do crescimento econômico ou de qualquer
outro fator relevante e serão acompanhadas de
demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos,
da projeção para os dois seguintes àquele a que se
referirem, e da metodologia de cálculo e premissas
utilizadas$
§ 1
o
Reestimativa de receita por parte do Poder
Legislativo só será admitida se comprovado erro ou
omissão de ordem técnica ou legal.
§ 2
o
O montante previsto para as receitas de
operações de crédito não poderá ser superior ao das
despesas de capital constantes do projeto de lei
orçamentária.
§ 3
o
O Poder Executivo de cada ente colocará à
disposição dos demais Poderes e do Ministério
Público, no mínimo trinta dias antes do prazo final
para encaminhamento de suas propostas
orçamentárias, os estudos e as estimativas das
receitas para o exercício subseqüente, inclusive da
corrente líquida, e as respectivas memórias de
cálculo.
ArtA 13. No prazo previsto no art. 8
o
, as receitas
previstas serão desdobradas, pelo Poder Executivo,
em metas bimestrais de arrecadação, com a
especificação, em separado, quando cabível, das
medidas de combate à evasão e à sonegação, da
quantidade e valores de ações ajuizadas para
cobrança da dívida ativa, bem como da evolução do
montante dos créditos tributários passíveis de
cobrança administrativa.
31
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Seção ÌÌ
Da Renúncia de Receita
ArtA 14. A concessão ou ampliação de incentivo ou
benefício de natureza tributária da qual decorra
renúncia de receita deverá estar acompanhada de
estimativa do impacto orçamentário-financeiro no
exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois
seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes
orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes
condições:
Ì - demonstração pelo proponente de que a
renúncia foi considerada na estimativa de receita da
lei orçamentária, na forma do art. 12, e de que não
afetará as metas de resultados fiscais previstas no
anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias;
ÌÌ - estar acompanhada de medidas de
compensação, no período mencionado no caput, por
meio do aumento de receita, proveniente da elevação
de alíquotas, ampliação da base de cálculo,
majoração ou criação de tributo ou contribuição.
§ 1
o
A renúncia compreende anistia, remissão,
subsídio, crédito presumido, concessão de isenção
em caráter não geral, alteração de alíquota ou
modificação de base de cálculo que implique redução
discriminada de tributos ou contribuições, e outros
benefícios que correspondam a tratamento
diferenciado.
§ 2
o
Se o ato de concessão ou ampliação do
incentivo ou benefício de que trata o caput deste
artigo decorrer da condição contida no inciso ÌÌ, o
benefício só entrará em vigor quando implementadas
as medidas referidas no mencionado inciso.
§ 3
o
O disposto neste artigo não se aplica:
Ì - às alterações das alíquotas dos impostos
previstos nos incisos Ì, ÌÌ, ÌV e V do art. 153 da
Constituição, na forma do seu § 1
o
;
ÌÌ - ao cancelamento de débito cujo montante seja
inferior ao dos respectivos custos de cobrança.
CAPÍTULO ÌV
DA DESPESA PÚBLÌCA
Seção Ì
Da Geração da Despesa
ArtA 15. Serão consideradas não autorizadas,
irregulares e lesivas ao patrimônio público a geração
de despesa ou assunção de obrigação que não
atendam o disposto nos arts. 16 e 17.
ArtA 16. A criação, expansão ou aperfeiçoamento
de ação governamental que acarrete aumento da
despesa será acompanhado de:
Ì - estimativa do impacto orçamentário-financeiro
no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois
subseqüentes;
ÌÌ - declaração do ordenador da despesa de que o
aumento tem adequação orçamentária e financeira
com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o
plano plurianual e com a lei de diretrizes
orçamentárias.
§ 1
o
Para os fins desta Lei Complementar,
considera-se:
Ì - adequada com a lei orçamentária anual, a
despesa objeto de dotação específica e suficiente, ou
que esteja abrangida por crédito genérico, de forma
que somadas todas as despesas da mesma espécie,
realizadas e a realizar, previstas no programa de
trabalho, não sejam ultrapassados os limites
estabelecidos para o exercício;
ÌÌ - compatível com o plano plurianual e a lei de
diretrizes orçamentárias, a despesa que se conforme
com as diretrizes, objetivos, prioridades e metas
previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer
de suas disposições.
§ 2
o
A estimativa de que trata o inciso Ì do caput
será acompanhada das premissas e metodologia de
cálculo utilizadas.
§ 3
o
Ressalva-se do disposto neste artigo a
despesa considerada irrelevante, nos termos em que
dispuser a lei de diretrizes orçamentárias.
§ 4
o
As normas do caput constituem condição
prévia para:
Ì - empenho e licitação de serviços, fornecimento
de bens ou execução de obras;
ÌÌ - desapropriação de imóveis urbanos a que se
refere o § 3
o
do art. 182 da Constituição.
Subseção Ì
Da Despesa Obrigatória de Caráter Continuado
ArtA 17. Considera-se obrigatória de caráter
continuado a despesa corrente derivada de lei,
medida provisória ou ato administrativo normativo que
fixem para o ente a obrigação legal de sua execução
por um período superior a dois exercícios.
§ 1
o
Os atos que criarem ou aumentarem despesa
de que trata o caput deverão ser instruídos com a
estimativa prevista no inciso Ì do art. 16 e demonstrar
a origem dos recursos para seu custeio.
§ 2
o
Para efeito do atendimento do § 1
o
, o ato será
acompanhado de comprovação de que a despesa
criada ou aumentada não afetará as metas de
resultados fiscais previstas no anexo referido no § 1
o
do art. 4
o
, devendo seus efeitos financeiros, nos
períodos seguintes, ser compensados pelo aumento
permanente de receita ou pela redução permanente
de despesa.
§ 3
o
Para efeito do § 2
o
, considera-se aumento
permanente de receita o proveniente da elevação de
alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração
ou criação de tributo ou contribuição.
§ 4
o
A comprovação referida no § 2
o
, apresentada
pelo proponente, conterá as premissas e metodologia
de cálculo utilizadas, sem prejuízo do exame de
compatibilidade da despesa com as demais normas
do plano plurianual e da lei de diretrizes
orçamentárias.
§ 5
o
A despesa de que trata este artigo não será
executada antes da implementação das medidas
referidas no § 2
o
, as quais integrarão o instrumento
que a criar ou aumentar.
§ 6
o
O disposto no § 1
o
não se aplica às despesas
destinadas ao serviço da dívida nem ao
reajustamento de remuneração de pessoal de que
trata o inciso X do art. 37 da Constituição.
§ 7
o
Considera-se aumento de despesa a
prorrogação daquela criada por prazo determinado.
Seção ÌÌ
Das Despesas com Pessoal
Subseção Ì
Definições e Limites
ArtA 18. Para os efeitos desta Lei Complementar,
entende-se como despesa total com pessoal: o
somatório dos gastos do ente da Federação com os
ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a
mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos,
civis, militares e de membros de Poder, com
quaisquer espécies remuneratórias, tais como
vencimentos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios,
proventos da aposentadoria, reformas e pensões,
inclusive adicionais, gratificações, horas extras e
vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como
encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente
às entidades de previdência.
§ 1
o
Os valores dos contratos de terceirização de
mão-de-obra que se referem à substituição de
servidores e empregados públicos serão
contabilizados como "Outras Despesas de Pessoal".
§ 2
o
A despesa total com pessoal será apurada
somando-se a realizada no mês em referência com as
dos onze imediatamente anteriores, adotando-se o
regime de competência.
32
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ArtA 19. Para os fins do disposto no caput do art.
169 da Constituição, a despesa total com pessoal, em
cada período de apuração e em cada ente da
Federação, não poderá exceder os percentuais da
receita corrente líquida, a seguir discriminados:
Ì - União: 50% (cinqüenta por cento);
ÌÌ - Estados: 60% (sessenta por cento);
ÌÌÌ - Municípios: 60% (sessenta por cento).
§ 1
o
Na verificação do atendimento dos limites
definidos neste artigo, não serão computadas as
despesas:
Ì - de indenização por demissão de servidores ou
empregados;
ÌÌ - relativas a incentivos à demissão voluntária;
ÌÌÌ - derivadas da aplicação do disposto no inciso ÌÌ
do § 6
o
do art. 57 da Constituição;
ÌV - decorrentes de decisão judicial e da
competência de período anterior ao da apuração a
que se refere o § 2
o
do art. 18;
V - com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados
do Amapá e Roraima, custeadas com recursos
transferidos pela União na forma dos incisos XÌÌÌ e
XÌV do art. 21 da Constituição e do art. 31 da Emenda
Constitucional n
o
19;
VÌ - com inativos, ainda que por intermédio de
fundo específico, custeadas por recursos
provenientes:
a) da arrecadação de contribuições dos
segurados;
b) da compensação financeira de que trata o § 9
o
do art. 201 da Constituição;
c) das demais receitas diretamente arrecadadas
por fundo vinculado a tal finalidade, inclusive o
produto da alienação de bens, direitos e ativos, bem
como seu superávit financeiro.
§ 2
o
Observado o disposto no inciso ÌV do § 1
o
, as
despesas com pessoal decorrentes de sentenças
judiciais serão incluídas no limite do respectivo Poder
ou órgão referido no art. 20.
ArtA 20. A repartição dos limites globais do art. 19
não poderá exceder os seguintes percentuais:
Ì - na esfera federal:
a) 2,5% (dois inteiros e cinco décimos por cento)
para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da
União;
b) 6% (seis por cento) para o Judiciário;
c) 40,9% (quarenta inteiros e nove décimos por
cento) para o Executivo, destacando-se 3% (três por
cento) para as despesas com pessoal decorrentes do
que dispõem os incisos XÌÌÌ e XÌV do art. 21 da
Constituição e o art. 31 da Emenda Constitucional n
o
19, repartidos de forma proporcional à média das
despesas relativas a cada um destes dispositivos, em
percentual da receita corrente líquida, verificadas nos
três exercícios financeiros imediatamente anteriores
ao da publicação desta Lei Complementar;
d) 0,6% (seis décimos por cento) para o Ministério
Público da União;
ÌÌ - na esfera estadual:
a) 3% (três por cento) para o Legislativo, incluído o
Tribunal de Contas do Estado;
b) 6% (seis por cento) para o Judiciário;
c) 49% (quarenta e nove por cento) para o
Executivo;
d) 2% (dois por cento) para o Ministério Público
dos Estados;
ÌÌÌ - na esfera municipal:
a) 6% (seis por cento) para o Legislativo, incluído o
Tribunal de Contas do Município, quando houver;
b) 54% (cinqüenta e quatro por cento) para o
Executivo.
§ 1
o
Nos Poderes Legislativo e Judiciário de cada
esfera, os limites serão repartidos entre seus órgãos
de forma proporcional à média das despesas com
pessoal, em percentual da receita corrente líquida,
verificadas nos três exercícios financeiros
imediatamente anteriores ao da publicação desta Lei
Complementar.
§ 2
o
Para efeito deste artigo entende-se como
órgão:
Ì - o Ministério Público;
ÌÌ- no Poder Legislativo:
a) Federal, as respectivas Casas e o Tribunal de
Contas da União;
b) Estadual, a Assembléia Legislativa e os
Tribunais de Contas;
c) do Distrito Federal, a Câmara Legislativa e o
Tribunal de Contas do Distrito Federal;
d) Municipal, a Câmara de Vereadores e o Tribunal
de Contas do Município, quando houver;
ÌÌÌ - no Poder Judiciário:
a) Federal, os tribunais referidos no art. 92 da
Constituição;
b) Estadual, o Tribunal de Justiça e outros, quando
houver.
§ 3
o
Os limites para as despesas com pessoal do
Poder Judiciário, a cargo da União por força do inciso
XÌÌÌ do art. 21 da Constituição, serão estabelecidos
mediante aplicação da regra do § 1
o
.
§ 4
o
Nos Estados em que houver Tribunal de
Contas dos Municípios, os percentuais definidos nas
alíneas a e c do inciso ÌÌ do caput serão,
respectivamente, acrescidos e reduzidos em 0,4%
(quatro décimos por cento).
§ 5
o
Para os fins previstos no art. 168 da
Constituição, a entrega dos recursos financeiros
correspondentes à despesa total com pessoal por
Poder e órgão será a resultante da aplicação dos
percentuais definidos neste artigo, ou aqueles fixados
na lei de diretrizes orçamentárias.
§ 6
o
(VETADO)
Subseção ÌÌ
Do Controle da Despesa Total com Pessoal
ArtA 21. É nulo de pleno direito o ato que provoque
aumento da despesa com pessoal e não atenda:
Ì - as exigências dos arts. 16 e 17 desta Lei
Complementar, e o disposto no inciso XÌÌÌ do art. 37 e
no § 1
o
do art. 169 da Constituição;
ÌÌ - o limite legal de comprometimento aplicado às
despesas com pessoal inativo.
Parágrafo único. Também é nulo de pleno direito o
ato de que resulte aumento da despesa com pessoal
expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final
do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão
referido no art. 20.
ArtA 22. A verificação do cumprimento dos limites
estabelecidos nos arts. 19 e 20 será realizada ao final
de cada quadrimestre.
Parágrafo único. Se a despesa total com pessoal
exceder a 95% (noventa e cinco por cento) do limite,
são vedados ao Poder ou órgão referido no art. 20
que houver incorrido no excesso:
Ì - concessão de vantagem, aumento, reajuste ou
adequação de remuneração a qualquer título, salvo
os derivados de sentença judicial ou de determinação
legal ou contratual, ressalvada a revisão prevista no
inciso X do art. 37 da Constituição;
ÌÌ - criação de cargo, emprego ou função;
ÌÌÌ - alteração de estrutura de carreira que implique
aumento de despesa;
ÌV - provimento de cargo público, admissão ou
contratação de pessoal a qualquer título, ressalvada a
reposição decorrente de aposentadoria ou
falecimento de servidores das áreas de educação,
saúde e segurança;
V - contratação de hora extra, salvo no caso do
disposto no inciso ÌÌ do § 6
o
do art. 57 da Constituição
e as situações previstas na lei de diretrizes
orçamentárias.
ArtA 23. Se a despesa total com pessoal, do Poder
ou órgão referido no art. 20, ultrapassar os limites
definidos no mesmo artigo, sem prejuízo das medidas
previstas no art. 22, o percentual excedente terá de
ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes,
sendo pelo menos um terço no primeiro, adotando-se,
entre outras, as providências previstas nos §§ 3
o
e 4
o
do art. 169 da Constituição.
§ 1
o
No caso do inciso Ì do § 3
o
do art. 169 da
Constituição, o objetivo poderá ser alcançado tanto
pela extinção de cargos e funções quanto pela
redução dos valores a eles atribuídos.
§ 2
o
É facultada a redução temporária da jornada
de trabalho com adequação dos vencimentos à nova
carga horária.
§ 3
o
Não alcançada a redução no prazo
estabelecido, e enquanto perdurar o excesso, o ente
não poderá:
Ì - receber transferências voluntárias;
ÌÌ - obter garantia, direta ou indireta, de outro ente;
33
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ÌÌÌ - contratar operações de crédito, ressalvadas as
destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e
as que visem à redução das despesas com pessoal.
§ 4
o
As restrições do § 3
o
aplicam-se
imediatamente se a despesa total com pessoal
exceder o limite no primeiro quadrimestre do último
ano do mandato dos titulares de Poder ou órgão
referidos no art. 20.
Seção ÌÌÌ
Das Despesas com a Seguridade Social
ArtA 24. Nenhum benefício ou serviço relativo à
seguridade social poderá ser criado, majorado ou
estendido sem a indicação da fonte de custeio total,
nos termos do § 5
o
do art. 195 da Constituição,
atendidas ainda as exigências do art. 17.
§ 1
o
É dispensada da compensação referida no art.
17 o aumento de despesa decorrente de:
Ì - concessão de benefício a quem satisfaça as
condições de habilitação prevista na legislação
pertinente;
ÌÌ - expansão quantitativa do atendimento e dos
serviços prestados;
ÌÌÌ - reajustamento de valor do benefício ou serviço,
a fim de preservar o seu valor real.
§ 2
o
O disposto neste artigo aplica-se a benefício
ou serviço de saúde, previdência e assistência social,
inclusive os destinados aos servidores públicos e
militares, ativos e inativos, e aos pensionistas.
CAPÍTULO V
DAS TRANSFERÊNCÌAS VOLUNTÁRÌAS
ArtA 25. Para efeito desta Lei Complementar,
entende-se por transferência voluntária a entrega de
recursos correntes ou de capital a outro ente da
Federação, a título de cooperação, auxílio ou
assistência financeira, que não decorra de
determinação constitucional, legal ou os destinados
ao Sistema Único de Saúde.
§ 1
o
São exigências para a realização de
transferência voluntária, além das estabelecidas na lei
de diretrizes orçamentárias:
Ì - existência de dotação específica;
ÌÌ - (VETADO)
ÌÌÌ - observância do disposto no inciso X do art. 167
da Constituição;
ÌV - comprovação, por parte do beneficiário, de:
a) que se acha em dia quanto ao pagamento de
tributos, empréstimos e financiamentos devidos ao
ente transferidor, bem como quanto à prestação de
contas de recursos anteriormente dele recebidos;
b) cumprimento dos limites constitucionais
relativos à educação e à saúde;
c) observância dos limites das dívidas consolidada
e mobiliária, de operações de crédito, inclusive por
antecipação de receita, de inscrição em Restos a
Pagar e de despesa total com pessoal;
d) previsão orçamentária de contrapartida.
§ 2
o
É vedada a utilização de recursos transferidos
em finalidade diversa da pactuada.
§ 3
o
Para fins da aplicação das sanções de
suspensão de transferências voluntárias constantes
desta Lei Complementar, excetuam-se aquelas
relativas a ações de educação, saúde e assistência
social.
CAPÍTULO VÌ
DA DESTÌNAÇÃO DE RECURSOS PÚBLÌCOS
PARA O SETOR PRÌVADO
ArtA 26. A destinação de recursos para, direta ou
indiretamente, cobrir necessidades de pessoas físicas
ou déficits de pessoas jurídicas deverá ser autorizada
por lei específica, atender às condições estabelecidas
na lei de diretrizes orçamentárias e estar prevista no
orçamento ou em seus créditos adicionais.
§ 1
o
O disposto no caput aplica-se a toda a
administração indireta, inclusive fundações públicas e
empresas estatais, exceto, no exercício de suas
atribuições precípuas, as instituições financeiras e o
Banco Central do Brasil.
§ 2
o
Compreende-se incluída a concessão de
empréstimos, financiamentos e refinanciamentos,
inclusive as respectivas prorrogações e a composição
de dívidas, a concessão de subvenções e a
participação em constituição ou aumento de capital.
ArtA 27. Na concessão de crédito por ente da
Federação a pessoa física, ou jurídica que não esteja
sob seu controle direto ou indireto, os encargos
financeiros, comissões e despesas congêneres não
serão inferiores aos definidos em lei ou ao custo de
captação.
Parágrafo único. Dependem de autorização em lei
específica as prorrogações e composições de dívidas
decorrentes de operações de crédito, bem como a
concessão de empréstimos ou financiamentos em
desacordo com o caput, sendo o subsídio
correspondente consignado na lei orçamentária.
ArtA 28. Salvo mediante lei específica, não
poderão ser utilizados recursos públicos, inclusive de
operações de crédito, para socorrer instituições do
Sistema Financeiro Nacional, ainda que mediante a
concessão de empréstimos de recuperação ou
financiamentos para mudança de controle acionário.
§ 1
o
A prevenção de insolvência e outros riscos
ficará a cargo de fundos, e outros mecanismos,
constituídos pelas instituições do Sistema Financeiro
Nacional, na forma da lei.
§ 2
o
O disposto no caput não proíbe o Banco
Central do Brasil de conceder às instituições
financeiras operações de redesconto e de
empréstimos de prazo inferior a trezentos e sessenta
dias.
CAPÍTULO VÌÌ
DA DÍVÌDA E DO ENDÌVÌDAMENTO
Seção Ì
Definições Básicas
ArtA 29. Para os efeitos desta Lei Complementar,
são adotadas as seguintes definições:
Ì - dívida pública consolidada ou fundada:
montante total, apurado sem duplicidade, das
obrigações financeiras do ente da Federação,
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou
tratados e da realização de operações de crédito,
para amortização em prazo superior a doze meses;
ÌÌ - dívida pública mobiliária: dívida pública
representada por títulos emitidos pela União, inclusive
os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios;
ÌÌÌ - operação de crédito: compromisso financeiro
assumido em razão de mútuo, abertura de crédito,
emissão e aceite de título, aquisição financiada de
bens, recebimento antecipado de valores
provenientes da venda a termo de bens e serviços,
arrendamento mercantil e outras operações
assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos
financeiros;
ÌV - concessão de garantia: compromisso de
adimplência de obrigação financeira ou contratual
assumida por ente da Federação ou entidade a ele
vinculada;
V - refinanciamento da dívida mobiliária: emissão
de títulos para pagamento do principal acrescido da
atualização monetária.
§ 1
o
Equipara-se a operação de crédito a
assunção, o reconhecimento ou a confissão de
dívidas pelo ente da Federação, sem prejuízo do
cumprimento das exigências dos arts. 15 e 16.
§ 2
o
Será incluída na dívida pública consolidada da
União a relativa à emissão de títulos de
responsabilidade do Banco Central do Brasil.
§ 3
o
Também integram a dívida pública
consolidada as operações de crédito de prazo inferior
a doze meses cujas receitas tenham constado do
orçamento.
§ 4
o
O refinanciamento do principal da dívida
mobiliária não excederá, ao término de cada exercício
financeiro, o montante do final do exercício anterior,
somado ao das operações de crédito autorizadas no
orçamento para este efeito e efetivamente realizadas,
acrescido de atualização monetária.
Seção ÌÌ
34
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Dos Limites da Dívida Pública e das Operações de
Crédito
ArtA 30. No prazo de noventa dias após a
publicação desta Lei Complementar, o Presidente da
República submeterá ao:
Ì - Senado Federal: proposta de limites globais
para o montante da dívida consolidada da União,
Estados e Municípios, cumprindo o que estabelece o
inciso VÌ do art. 52 da Constituição, bem como de
limites e condições relativos aos incisos VÌÌ, VÌÌÌ e ÌX
do mesmo artigo;
ÌÌ - Congresso Nacional: projeto de lei que
estabeleça limites para o montante da dívida
mobiliária federal a que se refere o inciso XÌV do art.
48 da Constituição, acompanhado da demonstração
de sua adequação aos limites fixados para a dívida
consolidada da União, atendido o disposto no inciso Ì
do § 1
o
deste artigo.
§ 1
o
As propostas referidas nos incisos Ì e ÌÌ do
caput e suas alterações conterão:
Ì - demonstração de que os limites e condições
guardam coerência com as normas estabelecidas
nesta Lei Complementar e com os objetivos da
política fiscal;
ÌÌ - estimativas do impacto da aplicação dos limites
a cada uma das três esferas de governo;
ÌÌÌ - razões de eventual proposição de limites
diferenciados por esfera de governo;
ÌV - metodologia de apuração dos resultados
primário e nominal.
§ 2
o
As propostas mencionadas nos incisos Ì e ÌÌ
do caput também poderão ser apresentadas em
termos de dívida líquida, evidenciando a forma e a
metodologia de sua apuração.
§ 3
o
Os limites de que tratam os incisos Ì e ÌÌ do
caput serão fixados em percentual da receita corrente
líquida para cada esfera de governo e aplicados
igualmente a todos os entes da Federação que a
integrem, constituindo, para cada um deles, limites
máximos.
§ 4
o
Para fins de verificação do atendimento do
limite, a apuração do montante da dívida consolidada
será efetuada ao final de cada quadrimestre.
§ 5
o
No prazo previsto no art. 5
o
, o Presidente da
República enviará ao Senado Federal ou ao
Congresso Nacional, conforme o caso, proposta de
manutenção ou alteração dos limites e condições
previstos nos incisos Ì e ÌÌ do caput.
§ 6
o
Sempre que alterados os fundamentos das
propostas de que trata este artigo, em razão de
instabilidade econômica ou alterações nas políticas
monetária ou cambial, o Presidente da República
poderá encaminhar ao Senado Federal ou ao
Congresso Nacional solicitação de revisão dos limites.
§ 7
o
Os precatórios judiciais não pagos durante a
execução do orçamento em que houverem sido
incluídos integram a dívida consolidada, para fins de
aplicação dos limites.
Seção ÌÌÌ
Da Recondução da Dívida aos Limites
ArtA 31. Se a dívida consolidada de um ente da
Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de
um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o
término dos três subseqüentes, reduzindo o
excedente em pelo menos 25% (vinte e cinco por
cento) no primeiro.
§ 1
o
Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele
houver incorrido:
Ì - estará proibido de realizar operação de crédito
interna ou externa, inclusive por antecipação de
receita, ressalvado o refinanciamento do principal
atualizado da dívida mobiliária;
ÌÌ - obterá resultado primário necessário à
recondução da dívida ao limite, promovendo, entre
outras medidas, limitação de empenho, na forma do
art. 9
o
.
§ 2
o
Vencido o prazo para retorno da dívida ao
limite, e enquanto perdurar o excesso, o ente ficará
também impedido de receber transferências
voluntárias da União ou do Estado.
§ 3
o
As restrições do § 1
o
aplicam-se
imediatamente se o montante da dívida exceder o
limite no primeiro quadrimestre do último ano do
mandato do Chefe do Poder Executivo.
§ 4
o
O Ministério da Fazenda divulgará,
mensalmente, a relação dos entes que tenham
ultrapassado os limites das dívidas consolidada e
mobiliária.
§ 5
o
As normas deste artigo serão observadas nos
casos de descumprimento dos limites da dívida
mobiliária e das operações de crédito internas e
externas.
Seção ÌV
Das Operações de Crédito
Subseção Ì
Da Contratação
ArtA 32. O Ministério da Fazenda verificará o
cumprimento dos limites e condições relativos à
realização de operações de crédito de cada ente da
Federação, inclusive das empresas por eles
controladas, direta ou indiretamente.
§ 1
o
O ente interessado formalizará seu pleito
fundamentando-o em parecer de seus órgãos
técnicos e jurídicos, demonstrando a relação custo-
benefício, o interesse econômico e social da operação
e o atendimento das seguintes condições:
Ì - existência de prévia e expressa autorização
para a contratação, no texto da lei orçamentária, em
créditos adicionais ou lei específica;
ÌÌ - inclusão no orçamento ou em créditos
adicionais dos recursos provenientes da operação,
exceto no caso de operações por antecipação de
receita;
ÌÌÌ - observância dos limites e condições fixados
pelo Senado Federal;
ÌV - autorização específica do Senado Federal,
quando se tratar de operação de crédito externo;
V - atendimento do disposto no inciso ÌÌÌ do art.
167 da Constituição;
VÌ - observância das demais restrições
estabelecidas nesta Lei Complementar.
§ 2
o
As operações relativas à dívida mobiliária
federal autorizadas, no texto da lei orçamentária ou
de créditos adicionais, serão objeto de processo
simplificado que atenda às suas especificidades.
§ 3
o
Para fins do disposto no inciso V do § 1
o
,
considerar-se-á, em cada exercício financeiro, o total
dos recursos de operações de crédito nele
ingressados e o das despesas de capital executadas,
observado o seguinte:
Ì - não serão computadas nas despesas de capital
as realizadas sob a forma de empréstimo ou
financiamento a contribuinte, com o intuito de
promover incentivo fiscal, tendo por base tributo de
competência do ente da Federação, se resultar a
diminuição, direta ou indireta, do ônus deste;
ÌÌ - se o empréstimo ou financiamento a que se
refere o inciso Ì for concedido por instituição
financeira controlada pelo ente da Federação, o valor
da operação será deduzido das despesas de capital;
ÌÌÌ - (VETADO)
§ 4
o
Sem prejuízo das atribuições próprias do
Senado Federal e do Banco Central do Brasil, o
Ministério da Fazenda efetuará o registro eletrônico
centralizado e atualizado das dívidas públicas interna
e externa, garantido o acesso público às informações,
que incluirão:
Ì - encargos e condições de contratação;
ÌÌ - saldos atualizados e limites relativos às dívidas
consolidada e mobiliária, operações de crédito e
concessão de garantias.
§ 5
o
Os contratos de operação de crédito externo
não conterão cláusula que importe na compensação
automática de débitos e créditos.
ArtA 33. A instituição financeira que contratar
operação de crédito com ente da Federação, exceto
quando relativa à dívida mobiliária ou à externa,
deverá exigir comprovação de que a operação atende
às condições e limites estabelecidos.
§ 1
o
A operação realizada com infração do
disposto nesta Lei Complementar será considerada
nula, procedendo-se ao seu cancelamento, mediante
a devolução do principal, vedados o pagamento de
juros e demais encargos financeiros.
§ 2
o
Se a devolução não for efetuada no exercício
de ingresso dos recursos, será consignada reserva
específica na lei orçamentária para o exercício
seguinte.
§ 3
o
Enquanto não efetuado o cancelamento, a
amortização, ou constituída a reserva, aplicam-se as
sanções previstas nos incisos do § 3
o
do art. 23.
35
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
§ 4
o
Também se constituirá reserva, no montante
equivalente ao excesso, se não atendido o disposto
no inciso ÌÌÌ do art. 167 da Constituição, consideradas
as disposições do § 3
o
do art. 32.
Subseção ÌÌ
Das Vedações
ArtA 34. O Banco Central do Brasil não emitirá
títulos da dívida pública a partir de dois anos após a
publicação desta Lei Complementar.
ArtA 35. É vedada a realização de operação de
crédito entre um ente da Federação, diretamente ou
por intermédio de fundo, autarquia, fundação ou
empresa estatal dependente, e outro, inclusive suas
entidades da administração indireta, ainda que sob a
forma de novação, refinanciamento ou postergação
de dívida contraída anteriormente.
§ 1
o
Excetuam-se da vedação a que se refere o
caput as operações entre instituição financeira estatal
e outro ente da Federação, inclusive suas entidades
da administração indireta, que não se destinem a:
Ì - financiar, direta ou indiretamente, despesas
correntes;
ÌÌ - refinanciar dívidas não contraídas junto à
própria instituição concedente.
§ 2
o
O disposto no caput não impede Estados e
Municípios de comprar títulos da dívida da União
como aplicação de suas disponibilidades.
ArtA 36. É proibida a operação de crédito entre
uma instituição financeira estatal e o ente da
Federação que a controle, na qualidade de
beneficiário do empréstimo.
Parágrafo único. O disposto no caput não proíbe
instituição financeira controlada de adquirir, no
mercado, títulos da dívida pública para atender
investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de
emissão da União para aplicação de recursos
próprios.
ArtA 37. Equiparam-se a operações de crédito e
estão vedados:
Ì - captação de recursos a título de antecipação de
receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador
ainda não tenha ocorrido, sem prejuízo do disposto no
§ 7
o
do art. 150 da Constituição;
ÌÌ - recebimento antecipado de valores de empresa
em que o Poder Público detenha, direta ou
indiretamente, a maioria do capital social com direito a
voto, salvo lucros e dividendos, na forma da
legislação;
ÌÌÌ - assunção direta de compromisso, confissão de
dívida ou operação assemelhada, com fornecedor de
bens, mercadorias ou serviços, mediante emissão,
aceite ou aval de título de crédito, não se aplicando
esta vedação a empresas estatais dependentes;
ÌV - assunção de obrigação, sem autorização
orçamentária, com fornecedores para pagamento a
posteriori de bens e serviços.
Subseção ÌÌÌ
Das Operações de Crédito por Antecipação de
Receita Orçamentária
ArtA 38. A operação de crédito por antecipação de
receita destina-se a atender insuficiência de caixa
durante o exercício financeiro e cumprirá as
exigências mencionadas no art. 32 e mais as
seguintes:
Ì - realizar-se-á somente a partir do décimo dia do
início do exercício;
ÌÌ - deverá ser liquidada, com juros e outros
encargos incidentes, até o dia dez de dezembro de
cada ano;
ÌÌÌ - não será autorizada se forem cobrados outros
encargos que não a taxa de juros da operação,
obrigatoriamente prefixada ou indexada à taxa básica
financeira, ou à que vier a esta substituir;
ÌV - estará proibida:
a) enquanto existir operação anterior da mesma
natureza não integralmente resgatada;
b) no último ano de mandato do Presidente,
Governador ou Prefeito Municipal.
§ 1
o
As operações de que trata este artigo não
serão computadas para efeito do que dispõe o inciso
ÌÌÌ do art. 167 da Constituição, desde que liquidadas
no prazo definido no inciso ÌÌ do caput.
§ 2
o
As operações de crédito por antecipação de
receita realizadas por Estados ou Municípios serão
efetuadas mediante abertura de crédito junto à
instituição financeira vencedora em processo
competitivo eletrônico promovido pelo Banco Central
do Brasil.
§ 3
o
O Banco Central do Brasil manterá sistema de
acompanhamento e controle do saldo do crédito
aberto e, no caso de inobservância dos limites,
aplicará as sanções cabíveis à instituição credora.
Subseção ÌV
Das Operações com o Banco Central do Brasil
ArtA 39. Nas suas relações com ente da
Federação, o Banco Central do Brasil está sujeito às
vedações constantes do art. 35 e mais às seguintes:
Ì - compra de título da dívida, na data de sua
colocação no mercado, ressalvado o disposto no § 2
o
deste artigo;
ÌÌ - permuta, ainda que temporária, por intermédio
de instituição financeira ou não, de título da dívida de
ente da Federação por título da dívida pública federal,
bem como a operação de compra e venda, a termo,
daquele título, cujo efeito final seja semelhante à
permuta;
ÌÌÌ - concessão de garantia.
§ 1
o
O disposto no inciso ÌÌ, in +ine, não se aplica
ao estoque de Letras do Banco Central do Brasil,
Série Especial, existente na carteira das instituições
financeiras, que pode ser refinanciado mediante
novas operações de venda a termo.
§ 2
o
O Banco Central do Brasil só poderá comprar
diretamente títulos emitidos pela União para
refinanciar a dívida mobiliária federal que estiver
vencendo na sua carteira.
§ 3
o
A operação mencionada no § 2
o
deverá ser
realizada à taxa média e condições alcançadas no
dia, em leilão público.
§ 4
o
É vedado ao Tesouro Nacional adquirir títulos
da dívida pública federal existentes na carteira do
Banco Central do Brasil, ainda que com cláusula de
reversão, salvo para reduzir a dívida mobiliária.
Seção V
Da Garantia e da Contragarantia
ArtA 40. Os entes poderão conceder garantia em
operações de crédito internas ou externas,
observados o disposto neste artigo, as normas do art.
32 e, no caso da União, também os limites e as
condições estabelecidos pelo Senado Federal.
§ 1
o
A garantia estará condicionada ao
oferecimento de contragarantia, em valor igual ou
superior ao da garantia a ser concedida, e à
adimplência da entidade que a pleitear relativamente
a suas obrigações junto ao garantidor e às entidades
por este controladas, observado o seguinte:
Ì - não será exigida contragarantia de órgãos e
entidades do próprio ente;
ÌÌ - a contragarantia exigida pela União a Estado
ou Município, ou pelos Estados aos Municípios,
poderá consistir na vinculação de receitas tributárias
diretamente arrecadadas e provenientes de
transferências constitucionais, com outorga de
poderes ao garantidor para retê-las e empregar o
respectivo valor na liquidação da dívida vencida.
§ 2
o
No caso de operação de crédito junto a
organismo financeiro internacional, ou a instituição
federal de crédito e fomento para o repasse de
recursos externos, a União só prestará garantia a ente
que atenda, além do disposto no § 1
o
, as exigências
legais para o recebimento de transferências
voluntárias.
§ 3
o
(VETADO)
§ 4
o
(VETADO)
§ 5
o
É nula a garantia concedida acima dos limites
fixados pelo Senado Federal.
§ 6
o
É vedado às entidades da administração
indireta, inclusive suas empresas controladas e
subsidiárias, conceder garantia, ainda que com
recursos de fundos.
§ 7
o
O disposto no § 6
o
não se aplica à concessão
de garantia por:
Ì - empresa controlada a subsidiária ou controlada
sua, nem à prestação de contragarantia nas mesmas
condições;
36
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ÌÌ - instituição financeira a empresa nacional, nos
termos da lei.
§ 8
o
Excetua-se do disposto neste artigo a garantia
prestada:
Ì - por instituições financeiras estatais, que se
submeterão às normas aplicáveis às instituições
financeiras privadas, de acordo com a legislação
pertinente;
ÌÌ - pela União, na forma de lei federal, a empresas
de natureza financeira por ela controladas, direta e
indiretamente, quanto às operações de seguro de
crédito à exportação.
§ 9
o
Quando honrarem dívida de outro ente, em
razão de garantia prestada, a União e os Estados
poderão condicionar as transferências constitucionais
ao ressarcimento daquele pagamento.
§ 10. O ente da Federação cuja dívida tiver sido
honrada pela União ou por Estado, em decorrência de
garantia prestada em operação de crédito, terá
suspenso o acesso a novos créditos ou
financiamentos até a total liquidação da mencionada
dívida.
Seção VÌ
Dos Restos a Pagar
ArtA 41. (VETADO)
ArtA 42. É vedado ao titular de Poder ou órgão
referido no art. 20, nos últimos dois quadrimestres do
seu mandato, contrair obrigação de despesa que não
possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que
tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte
sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para
este efeito.
Parágrafo único. Na determinação da
disponibilidade de caixa serão considerados os
encargos e despesas compromissadas a pagar até o
final do exercício.
CAPÍTULO VÌÌÌ
DA GESTÃO PATRÌMONÌAL
Seção Ì
Das Disponibilidades de Caixa
ArtA 43. As disponibilidades de caixa dos entes da
Federação serão depositadas conforme estabelece o
§ 3
o
do art. 164 da Constituição.
§ 1
o
As disponibilidades de caixa dos regimes de
previdência social, geral e próprio dos servidores
públicos, ainda que vinculadas a fundos específicos a
que se referem os arts. 249 e 250 da Constituição,
ficarão depositadas em conta separada das demais
disponibilidades de cada ente e aplicadas nas
condições de mercado, com observância dos limites e
condições de proteção e prudência financeira.
§ 2
o
É vedada a aplicação das disponibilidades de
que trata o § 1
o
em:
Ì - títulos da dívida pública estadual e municipal,
bem como em ações e outros papéis relativos às
empresas controladas pelo respectivo ente da
Federação;
ÌÌ - empréstimos, de qualquer natureza, aos
segurados e ao Poder Público, inclusive a suas
empresas controladas.
Seção ÌÌ
Da Preservação do Patrimônio Público
ArtA 44. É vedada a aplicação da receita de capital
derivada da alienação de bens e direitos que integram
o patrimônio público para o financiamento de despesa
corrente, salvo se destinada por lei aos regimes de
previdência social, geral e próprio dos servidores
públicos.
ArtA 45. Observado o disposto no § 5
o
do art. 5
o
, a
lei orçamentária e as de créditos adicionais só
incluirão novos projetos após adequadamente
atendidos os em andamento e contempladas as
despesas de conservação do patrimônio público, nos
termos em que dispuser a lei de diretrizes
orçamentárias.
Parágrafo único. O Poder Executivo de cada ente
encaminhará ao Legislativo, até a data do envio do
projeto de lei de diretrizes orçamentárias, relatório
com as informações necessárias ao cumprimento do
disposto neste artigo, ao qual será dada ampla
divulgação.
ArtA 46. É nulo de pleno direito ato de
desapropriação de imóvel urbano expedido sem o
atendimento do disposto no § 3
o
do art. 182 da
Constituição, ou prévio depósito judicial do valor da
indenização.
Seção ÌÌÌ
Das Empresas Controladas pelo Setor Público
ArtA 47. A empresa controlada que firmar contrato
de gestão em que se estabeleçam objetivos e metas
de desempenho, na forma da lei, disporá de
autonomia gerencial, orçamentária e financeira, sem
prejuízo do disposto no inciso ÌÌ do § 5
o
do art. 165 da
Constituição.
Parágrafo único. A empresa controlada incluirá em
seus balanços trimestrais nota explicativa em que
informará:
Ì - fornecimento de bens e serviços ao controlador,
com respectivos preços e condições, comparando-os
com os praticados no mercado;
ÌÌ - recursos recebidos do controlador, a qualquer
título, especificando valor, fonte e destinação;
ÌÌÌ - venda de bens, prestação de serviços ou
concessão de empréstimos e financiamentos com
preços, taxas, prazos ou condições diferentes dos
vigentes no mercado.
CAPÍTULO ÌX
DA TRANSPARÊNCÌA, CONTROLE E
FÌSCALÌZAÇÃO
Seção Ì
Da Transparência da Gestão Fiscal
ArtA 48. São instrumentos de transparência da
gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação,
inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os
planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias;
as prestações de contas e o respectivo parecer
prévio; o Relatório Resumido da Execução
Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as
versões simplificadas desses documentos.
Parágrafo único. A transparência será assegurada
também mediante incentivo à participação popular e
realização de audiências públicas, durante os
processos de elaboração e de discussão dos planos,
lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos.
ArtA 49. As contas apresentadas pelo Chefe do
Poder Executivo ficarão disponíveis, durante todo o
exercício, no respectivo Poder Legislativo e no órgão
técnico responsável pela sua elaboração, para
consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da
sociedade.
Parágrafo único. A prestação de contas da União
conterá demonstrativos do Tesouro Nacional e das
agências financeiras oficiais de fomento, incluído o
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social, especificando os empréstimos e
financiamentos concedidos com recursos oriundos
dos orçamentos fiscal e da seguridade social e, no
caso das agências financeiras, avaliação
circunstanciada do impacto fiscal de suas atividades
no exercício.
Seção ÌÌ
Da Escrituração e Consolidação das Contas
ArtA 50. Além de obedecer às demais normas de
contabilidade pública, a escrituração das contas
públicas observará as seguintes:
Ì - a disponibilidade de caixa constará de registro
próprio, de modo que os recursos vinculados a órgão,
fundo ou despesa obrigatória fiquem identificados e
escriturados de forma individualizada;
ÌÌ - a despesa e a assunção de compromisso serão
registradas segundo o regime de competência,
apurando-se, em caráter complementar, o resultado
dos fluxos financeiros pelo regime de caixa;
ÌÌÌ - as demonstrações contábeis compreenderão,
isolada e conjuntamente, as transações e operações
de cada órgão, fundo ou entidade da administração
direta, autárquica e fundacional, inclusive empresa
estatal dependente;
37
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ÌV - as receitas e despesas previdenciárias serão
apresentadas em demonstrativos financeiros e
orçamentários específicos;
V - as operações de crédito, as inscrições em
Restos a Pagar e as demais formas de financiamento
ou assunção de compromissos junto a terceiros,
deverão ser escrituradas de modo a evidenciar o
montante e a variação da dívida pública no período,
detalhando, pelo menos, a natureza e o tipo de
credor;
VÌ - a demonstração das variações patrimoniais
dará destaque à origem e ao destino dos recursos
provenientes da alienação de ativos.
§ 1
o
No caso das demonstrações conjuntas,
excluir-se-ão as operações intragovernamentais.
§ 2
o
A edição de normas gerais para consolidação
das contas públicas caberá ao órgão central de
contabilidade da União, enquanto não implantado o
conselho de que trata o art. 67.
§ 3
o
A Administração Pública manterá sistema de
custos que permita a avaliação e o acompanhamento
da gestão orçamentária, financeira e patrimonial.
ArtA 51. O Poder Executivo da União promoverá,
até o dia trinta de junho, a consolidação, nacional e
por esfera de governo, das contas dos entes da
Federação relativas ao exercício anterior, e a sua
divulgação, inclusive por meio eletrônico de acesso
público.
§ 1
o
Os Estados e os Municípios encaminharão
suas contas ao Poder Executivo da União nos
seguintes prazos:
Ì - Municípios, com cópia para o Poder Executivo
do respectivo Estado, até trinta de abril;
ÌÌ - Estados, até trinta e um de maio.
§ 2
o
O descumprimento dos prazos previstos neste
artigo impedirá, até que a situação seja regularizada,
que o ente da Federação receba transferências
voluntárias e contrate operações de crédito, exceto as
destinadas ao refinanciamento do principal atualizado
da dívida mobiliária.
Seção ÌÌÌ
Do Relatório Resumido da Execução Orçamentária
ArtA 52. O relatório a que se refere o § 3
o
do art.
165 da Constituição abrangerá todos os Poderes e o
Ministério Público, será publicado até trinta dias após
o encerramento de cada bimestre e composto de:
Ì - balanço orçamentário, que especificará, por
categoria econômica, as:
a) receitas por fonte, informando as realizadas e a
realizar, bem como a previsão atualizada;
b) despesas por grupo de natureza, discriminando
a dotação para o exercício, a despesa liquidada e o
saldo;
ÌÌ - demonstrativos da execução das:
a) receitas, por categoria econômica e fonte,
especificando a previsão inicial, a previsão atualizada
para o exercício, a receita realizada no bimestre, a
realizada no exercício e a previsão a realizar;
b) despesas, por categoria econômica e grupo de
natureza da despesa, discriminando dotação inicial,
dotação para o exercício, despesas empenhada e
liquidada, no bimestre e no exercício;
c) despesas, por função e subfunção.
§ 1
o
Os valores referentes ao refinanciamento da
dívida mobiliária constarão destacadamente nas
receitas de operações de crédito e nas despesas com
amortização da dívida.
§ 2
o
O descumprimento do prazo previsto neste
artigo sujeita o ente às sanções previstas no § 2
o
do
art. 51.
ArtA 53. Acompanharão o Relatório Resumido
demonstrativos relativos a:
Ì - apuração da receita corrente líquida, na forma
definida no inciso ÌV do art. 2
o
, sua evolução, assim
como a previsão de seu desempenho até o final do
exercício;
ÌÌ - receitas e despesas previdenciárias a que se
refere o inciso ÌV do art. 50;
ÌÌÌ - resultados nominal e primário;
ÌV - despesas com juros, na forma do inciso ÌÌ do
art. 4
o
;
V - Restos a Pagar, detalhando, por Poder e órgão
referido no art. 20, os valores inscritos, os
pagamentos realizados e o montante a pagar.
§ 1
o
O relatório referente ao último bimestre do
exercício será acompanhado também de
demonstrativos:
Ì - do atendimento do disposto no inciso ÌÌÌ do art.
167 da Constituição, conforme o § 3
o
do art. 32;
ÌÌ - das projeções atuariais dos regimes de
previdência social, geral e próprio dos servidores
públicos;
ÌÌÌ - da variação patrimonial, evidenciando a
alienação de ativos e a aplicação dos recursos dela
decorrentes.
§ 2
o
Quando for o caso, serão apresentadas
justificativas:
Ì - da limitação de empenho;
ÌÌ - da frustração de receitas, especificando as
medidas de combate à sonegação e à evasão fiscal,
adotadas e a adotar, e as ações de fiscalização e
cobrança.
Seção ÌV
Do Relatório de Gestão Fiscal
ArtA 54. Ao final de cada quadrimestre será emitido
pelos titulares dos Poderes e órgãos referidos no art.
20 Relatório de Gestão Fiscal, assinado pelo:
Ì - Chefe do Poder Executivo;
ÌÌ - Presidente e demais membros da Mesa
Diretora ou órgão decisório equivalente, conforme
regimentos internos dos órgãos do Poder Legislativo;
ÌÌÌ - Presidente de Tribunal e demais membros de
Conselho de Administração ou órgão decisório
equivalente, conforme regimentos internos dos órgãos
do Poder Judiciário;
ÌV - Chefe do Ministério Público, da União e dos
Estados.
Parágrafo único. O relatório também será assinado
pelas autoridades responsáveis pela administração
financeira e pelo controle interno, bem como por
outras definidas por ato próprio de cada Poder ou
órgão referido no art. 20.
ArtA 55. O relatório conterá:
Ì - comparativo com os limites de que trata esta Lei
Complementar, dos seguintes montantes:
a) despesa total com pessoal, distinguindo a com
inativos e pensionistas;
b) dívidas consolidada e mobiliária;
c) concessão de garantias;
d) operações de crédito, inclusive por antecipação
de receita;
e) despesas de que trata o inciso ÌÌ do art. 4
o
;
ÌÌ - indicação das medidas corretivas adotadas ou
a adotar, se ultrapassado qualquer dos limites;
ÌÌÌ - demonstrativos, no último quadrimestre:
a) do montante das disponibilidades de caixa em
trinta e um de dezembro;
b) da inscrição em Restos a Pagar, das despesas:
1) liquidadas;
2) empenhadas e não liquidadas, inscritas por
atenderem a uma das condições do inciso ÌÌ do art.
41;
3) empenhadas e não liquidadas, inscritas até o
limite do saldo da disponibilidade de caixa;
4) não inscritas por falta de disponibilidade de
caixa e cujos empenhos foram cancelados;
c) do cumprimento do disposto no inciso ÌÌ e na
alínea ! do inciso ÌV do art. 38.
§ 1
o
O relatório dos titulares dos órgãos
mencionados nos incisos ÌÌ, ÌÌÌ e ÌV do art. 54 conterá
apenas as informações relativas à alínea a do inciso Ì,
e os documentos referidos nos incisos ÌÌ e ÌÌÌ.
§ 2
o
O relatório será publicado até trinta dias após
o encerramento do período a que corresponder, com
amplo acesso ao público, inclusive por meio
eletrônico.
§ 3
o
O descumprimento do prazo a que se refere o
§ 2
o
sujeita o ente à sanção prevista no § 2
o
do art.
51.
§ 4
o
Os relatórios referidos nos arts. 52 e 54
deverão ser elaborados de forma padronizada,
segundo modelos que poderão ser atualizados pelo
conselho de que trata o art. 67.
Seção V
38
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Das Prestações de Contas
ArtA 56. As contas prestadas pelos Chefes do
Poder Executivo incluirão, além das suas próprias, as
dos Presidentes dos órgãos dos Poderes Legislativo e
Judiciário e do Chefe do Ministério Público, referidos
no art. 20, as quais receberão parecer prévio,
separadamente, do respectivo Tribunal de Contas.
§ 1
o
As contas do Poder Judiciário serão
apresentadas no âmbito:
Ì - da União, pelos Presidentes do Supremo
Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores,
consolidando as dos respectivos tribunais;
ÌÌ - dos Estados, pelos Presidentes dos Tribunais
de Justiça, consolidando as dos demais tribunais.
§ 2
o
O parecer sobre as contas dos Tribunais de
Contas será proferido no prazo previsto no art. 57
pela comissão mista permanente referida no § 1
o
do
art. 166 da Constituição ou equivalente das Casas
Legislativas estaduais e municipais.
§ 3
o
Será dada ampla divulgação dos resultados
da apreciação das contas, julgadas ou tomadas.
ArtA 57. Os Tribunais de Contas emitirão parecer
prévio conclusivo sobre as contas no prazo de
sessenta dias do recebimento, se outro não estiver
estabelecido nas constituições estaduais ou nas leis
orgânicas municipais.
§ 1
o
No caso de Municípios que não sejam capitais
e que tenham menos de duzentos mil habitantes o
prazo será de cento e oitenta dias.
§ 2
o
Os Tribunais de Contas não entrarão em
recesso enquanto existirem contas de Poder, ou
órgão referido no art. 20, pendentes de parecer
prévio.
ArtA 58. A prestação de contas evidenciará o
desempenho da arrecadação em relação à previsão,
destacando as providências adotadas no âmbito da
fiscalização das receitas e combate à sonegação, as
ações de recuperação de créditos nas instâncias
administrativa e judicial, bem como as demais
medidas para incremento das receitas tributárias e de
contribuições.
Seção VÌ
Da Fiscalização da Gestão Fiscal
ArtA 59. O Poder Legislativo, diretamente ou com o
auxílio dos Tribunais de Contas, e o sistema de
controle interno de cada Poder e do Ministério
Público, fiscalizarão o cumprimento das normas desta
Lei Complementar, com ênfase no que se refere a:
Ì - atingimento das metas estabelecidas na lei de
diretrizes orçamentárias;
ÌÌ - limites e condições para realização de
operações de crédito e inscrição em Restos a Pagar;
ÌÌÌ - medidas adotadas para o retorno da despesa
total com pessoal ao respectivo limite, nos termos dos
arts. 22 e 23;
ÌV - providências tomadas, conforme o disposto no
art. 31, para recondução dos montantes das dívidas
consolidada e mobiliária aos respectivos limites;
V - destinação de recursos obtidos com a
alienação de ativos, tendo em vista as restrições
constitucionais e as desta Lei Complementar;
VÌ - cumprimento do limite de gastos totais dos
legislativos municipais, quando houver.
§ 1
o
Os Tribunais de Contas alertarão os Poderes
ou órgãos referidos no art. 20 quando constatarem:
Ì - a possibilidade de ocorrência das situações
previstas no inciso ÌÌ do art. 4
o
e no art. 9
o
;
ÌÌ - que o montante da despesa total com pessoal
ultrapassou 90% (noventa por cento) do limite;
ÌÌÌ - que os montantes das dívidas consolidada e
mobiliária, das operações de crédito e da concessão
de garantia se encontram acima de 90% (noventa por
cento) dos respectivos limites;
ÌV - que os gastos com inativos e pensionistas se
encontram acima do limite definido em lei;
V - fatos que comprometam os custos ou os
resultados dos programas ou indícios de
irregularidades na gestão orçamentária.
§ 2
o
Compete ainda aos Tribunais de Contas
verificar os cálculos dos limites da despesa total com
pessoal de cada Poder e órgão referido no art. 20.
§ 3
o
O Tribunal de Contas da União acompanhará
o cumprimento do disposto nos §§ 2
o
, 3
o
e 4
o
do art.
39.
CAPÍTULO X
DÌSPOSÌÇÕES FÌNAÌS E TRANSÌTÓRÌAS
ArtA 60. Lei estadual ou municipal poderá fixar
limites inferiores àqueles previstos nesta Lei
Complementar para as dívidas consolidada e
mobiliária, operações de crédito e concessão de
garantias.
ArtA 61. Os títulos da dívida pública, desde que
devidamente escriturados em sistema centralizado de
liquidação e custódia, poderão ser oferecidos em
caução para garantia de empréstimos, ou em outras
transações previstas em lei, pelo seu valor
econômico, conforme definido pelo Ministério da
Fazenda.
ArtA 62. Os Municípios só contribuirão para o
custeio de despesas de competência de outros entes
da Federação se houver:
Ì - autorização na lei de diretrizes orçamentárias e
na lei orçamentária anual;
ÌÌ - convênio, acordo, ajuste ou congênere,
conforme sua legislação.
ArtA 63. É facultado aos Municípios com população
inferior a cinqüenta mil habitantes optar por:
Ì - aplicar o disposto no art. 22 e no § 4
o
do art. 30
ao final do semestre;
ÌÌ - divulgar semestralmente:
a) (VETADO)
b) o Relatório de Gestão Fiscal;
c) os demonstrativos de que trata o art. 53;
ÌÌÌ - elaborar o Anexo de Política Fiscal do plano
plurianual, o Anexo de Metas Fiscais e o Anexo de
Riscos Fiscais da lei de diretrizes orçamentárias e o
anexo de que trata o inciso Ì do art. 5
o
a partir do
quinto exercício seguinte ao da publicação desta Lei
Complementar.
§ 1
o
A divulgação dos relatórios e demonstrativos
deverá ser realizada em até trinta dias após o
encerramento do semestre.
§ 2
o
Se ultrapassados os limites relativos à
despesa total com pessoal ou à dívida consolidada,
enquanto perdurar esta situação, o Município ficará
sujeito aos mesmos prazos de verificação e de
retorno ao limite definidos para os demais entes.
ArtA 64. A União prestará assistência técnica e
cooperação financeira aos Municípios para a
modernização das respectivas administrações
tributária, financeira, patrimonial e previdenciária, com
vistas ao cumprimento das normas desta Lei
Complementar.
§ 1
o
A assistência técnica consistirá no
treinamento e desenvolvimento de recursos humanos
e na transferência de tecnologia, bem como no apoio
à divulgação dos instrumentos de que trata o art. 48
em meio eletrônico de amplo acesso público.
§ 2
o
A cooperação financeira compreenderá a
doação de bens e valores, o financiamento por
intermédio das instituições financeiras federais e o
repasse de recursos oriundos de operações externas.
ArtA 65. Na ocorrência de calamidade pública
reconhecida pelo Congresso Nacional, no caso da
União, ou pelas Assembléias Legislativas, na hipótese
dos Estados e Municípios, enquanto perdurar a
situação:
Ì - serão suspensas a contagem dos prazos e as
disposições estabelecidas nos arts. 23 , 31 e 70;
ÌÌ - serão dispensados o atingimento dos
resultados fiscais e a limitação de empenho prevista
no art. 9
o
.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput no
caso de estado de defesa ou de sítio, decretado na
forma da Constituição.
ArtA 66. Os prazos estabelecidos nos arts. 23, 31 e
70 serão duplicados no caso de crescimento real
baixo ou negativo do Produto Ìnterno Bruto (PÌB)
nacional, regional ou estadual por período igual ou
superior a quatro trimestres.
39
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
§ 1
o
Entende-se por baixo crescimento a taxa de
variação real acumulada do Produto Ìnterno Bruto
inferior a 1% (um por cento), no período
correspondente aos quatro últimos trimestres.
§ 2
o
A taxa de variação será aquela apurada pela
Fundação Ìnstituto Brasileiro de Geografia e
Estatística ou outro órgão que vier a substituí-la,
adotada a mesma metodologia para apuração dos
PÌB nacional, estadual e regional.
§ 3
o
Na hipótese do caput, continuarão a ser
adotadas as medidas previstas no art. 22.
§ 4
o
Na hipótese de se verificarem mudanças
drásticas na condução das políticas monetária e
cambial, reconhecidas pelo Senado Federal, o prazo
referido no caput do art. 31 poderá ser ampliado em
até quatro quadrimestres.
ArtA 67. O acompanhamento e a avaliação, de
forma permanente, da política e da operacionalidade
da gestão fiscal serão realizados por conselho de
gestão fiscal, constituído por representantes de todos
os Poderes e esferas de Governo, do Ministério
Público e de entidades técnicas representativas da
sociedade, visando a:
Ì - harmonização e coordenação entre os entes da
Federação;
ÌÌ - disseminação de práticas que resultem em
maior eficiência na alocação e execução do gasto
público, na arrecadação de receitas, no controle do
endividamento e na transparência da gestão fiscal;
ÌÌÌ - adoção de normas de consolidação das contas
públicas, padronização das prestações de contas e
dos relatórios e demonstrativos de gestão fiscal de
que trata esta Lei Complementar, normas e padrões
mais simples para os pequenos Municípios, bem
como outros, necessários ao controle social;
ÌV - divulgação de análises, estudos e
diagnósticos.
§ 1
o
O conselho a que se refere o caput instituirá
formas de premiação e reconhecimento público aos
titulares de Poder que alcançarem resultados
meritórios em suas políticas de desenvolvimento
social, conjugados com a prática de uma gestão fiscal
pautada pelas normas desta Lei Complementar.
§ 2
o
Lei disporá sobre a composição e a forma de
funcionamento do conselho.
ArtA 68. Na forma do art. 250 da Constituição, é
criado o Fundo do Regime Geral de Previdência
Social, vinculado ao Ministério da Previdência e
Assistência Social, com a finalidade de prover
recursos para o pagamento dos benefícios do regime
geral da previdência social.
§ 1
o
O Fundo será constituído de:
Ì - bens móveis e imóveis, valores e rendas do
Ìnstituto Nacional do Seguro Social não utilizados na
operacionalização deste;
ÌÌ - bens e direitos que, a qualquer título, lhe sejam
adjudicados ou que lhe vierem a ser vinculados por
força de lei;
ÌÌÌ - receita das contribuições sociais para a
seguridade social, previstas na alínea a do inciso Ì e
no inciso ÌÌ do art. 195 da Constituição;
ÌV - produto da liquidação de bens e ativos de
pessoa física ou jurídica em débito com a Previdência
Social;
V - resultado da aplicação financeira de seus
ativos;
VÌ - recursos provenientes do orçamento da União.
§ 2
o
O Fundo será gerido pelo Ìnstituto Nacional do
Seguro Social, na forma da lei.
ArtA 69. O ente da Federação que mantiver ou vier
a instituir regime próprio de previdência social para
seus servidores conferir-lhe-á caráter contributivo e o
organizará com base em normas de contabilidade e
atuária que preservem seu equilíbrio financeiro e
atuarial.
ArtA 70. O Poder ou órgão referido no art. 20 cuja
despesa total com pessoal no exercício anterior ao da
publicação desta Lei Complementar estiver acima dos
limites estabelecidos nos arts. 19 e 20 deverá
enquadrar-se no respectivo limite em até dois
exercícios, eliminando o excesso, gradualmente, à
razão de, pelo menos, 50% a.a. (cinqüenta por cento
ao ano), mediante a adoção, entre outras, das
medidas previstas nos arts. 22 e 23.
Parágrafo único. A inobservância do disposto no
caput, no prazo fixado, sujeita o ente às sanções
previstas no § 3
o
do art. 23.
ArtA 71. Ressalvada a hipótese do inciso X do art.
37 da Constituição, até o término do terceiro exercício
financeiro seguinte à entrada em vigor desta Lei
Complementar, a despesa total com pessoal dos
Poderes e órgãos referidos no art. 20 não
ultrapassará, em percentual da receita corrente
líquida, a despesa verificada no exercício
imediatamente anterior, acrescida de até 10% (dez
por cento), se esta for inferior ao limite definido na
forma do art. 20.
ArtA 72. A despesa com serviços de terceiros dos
Poderes e órgãos referidos no art. 20 não poderá
exceder, em percentual da receita corrente líquida, a
do exercício anterior à entrada em vigor desta Lei
Complementar, até o término do terceiro exercício
seguinte.
ArtA 73. As infrações dos dispositivos desta Lei
Complementar serão punidas segundo o Decreto-Lei
n
o
2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal);
a Lei n
o
1.079, de 10 de abril de 1950 ; o Decreto-Lei
n
o
201, de 27 de fevereiro de 1967 ; a Lei n
o
8.429, de
2 de junho de 1992; e demais normas da legislação
pertinente.
ArtA 74. Esta Lei Complementar entra em vigor na
data da sua publicação.
ArtA 75. Revoga-se a Lei Complementar n
o
96, de
31 de maio de 1999.
Brasília, 4 de maio de 2000; 179
o
da
Ìndependência e 112
o
da República.
FERNANDO HENRÌQUE CARDOSO
:edro %alan
%artus Ta(ares
NOÇEES DE
REC(RSOS H(MANOS
ORGANIKAÇÃO PESSOAL
E NO TRAFALHO
AS PESSOAS E AS ORGANIKAÇEES
As pessoas possuem objetivos individuais e
comuns. Os objetivos comuns, em virtude das
limitações individuais, são perseguidos e obtidos,
muitas vezes, através de agrupamentos das pessoas
em organizações.
Com o crescimento das organizações, que
também possuem objetivos, há um distanciamento
gradativo entre seus objetivos e aqueles almejados
pelos indivíduos que integram a organização.
Deste divergência de objetivos podem surgir sérios
conflitos no relacionamento indivíduo x organização.
Porém, assim como a organização precisa dos
indivíduos para alcançar seus objetivos, os chamados
objetivos organizacionais (produzir, reduzir custos,
ampliar o mercado, aumentar a satisfação dos
clientes), também os indivíduos utilizam-se da
organização para alcançarem os objetivos pessoais.
Assim, considerando que nem sempre é possível
obter um relacionamento cooperativo e satisfatório,
pelo contrario, estes se apresentam tensos e
40
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
conflitivos, a alta administração da empresa deve
preocupar-se em delinear rumos para uma
integração, indivíduo x organização realmente efetiva.
Uma maior integração entre os objetivos da
organização e os dos indivíduos possibilita que estes
últimos não sejam subjugados aos objetivos da
organização, porém, mesmo sem deixar de cumprir
suas obrigações para com a empresa, possam
também alcançar satisfação própria através de
melhores salários, lazer, conforto, horário de ,trabalho
mais favorável, oportunidades de carreira, segurança
no cargo, etc.
A interação entre pessoal e organizações é
complexa e dinâmica. O indivíduo precisa ser eficaz
(atingir os objetivos organizacionais por meio de sua
participação) e ser eficiente (satisfazer suas
necessidades individuais mediante sua participação).
A reciprocidade entre indivíduo e organização é
alcançada através das "normas de reciprocidade",
também chamadas de "contrato psicológico". A
expectativa recíproca transmitida pelo contrato
psicológico vai além de qualquer contrato formal de
emprego. Enquanto este último apenas pactua o
trabalho a ser realizado e a recompensa financeira
correspondente, o contrato psicológico reflete as
expectativas sobre o que a organização e o indivíduo
esperam ganhar com o novo relacionamento.
Uma constante busca de equilíbrio entre os
recursos despendidos pela organização no sentido de
alcançar um maior grau de satisfarão de seus
empregados e a contribuição que o indivíduo
motivado proporcional organização chamamos de
relações de intercâmbio.
De um lado, as organizações oferecem incentives
ou alicientes, enquanto as pessoas oferecem
contribuições.
O equilíbrio organizacional reflete o êxito da
organização em "remunerar" seus integrantes com
incentives adequados e motiva-los a continuar
fazendo contribuições e organização, garantindo com
isso, sua sobrevivência e eficácia.
O SISTEMA E A ADMINISTRAÇÃO DE
REC(RSOS H(MANOS
Administrar significa gerir os recursos disponíveis
para que os objetivos sejam atingidos da melhor
forma possível.
Os recursos de uma organização podem ser
classificados em cinco grupos:
a) recursos físicos ou materiais;
b) recursos financeiros;
c) recursos humanos;
d) recursos mercadológicos;
e) recursos administrativos.
A administração de recursos humanos (ARH) é
orientada por diversas teorias que norteiam o
enquadramento das pessoas dentro das
organizações.
A Teoria "X", de McGregor, que, predominava no
século passado, hoje esta ultrapassada, pois
fundamenta-se em certas premissas e concepções
erradas acerca da natureza do homem.
Entre outras distorções dizia que:
a) o homem é primariamente motivado por
incentivos econômicos;
b) se os objetivos individuais se opõem aos
objetivos da organização deve ser imposto um
controle mais rígido;
c) as organizações podem e devem ser planejadas
de tal forma que o sentimento e as características
imprevisíveis possam ser neutralizados e controlados.
Posteriormente McGregor expressa uma nova
concepção da administração, que passou a ser
conhecida como a Teoria "Y".
Entre as premissas constam:
a) a aplicação de esforço físico ou mental em um
trabalho é tão natural quanto jogar ou descansar,
dependendo de certas condições controláveis;
b) o controle externo e a ameaça de punição não
são os únicos meios de obter o esforço de alcançar
os objetivos organizacionais, mas o homem deve
exercitar a autodireção e o autocontrole a serviço dos
objetivos que lhe são confiados;
c) confiar objetivos é uma função de premiar,
associada com seu alcance efetivo; o homem médio
aprende, sob certas condições, não só a aceitar, mas
também a procurar responsabilidade;
d) a capacidade de aplicar um alto grau de
imaginação, de engenhosidade, na solução de
problemas organizacionais é amplamente, e não
escassamente, distribuída na população;
e) sob as condições da moderna vida industrial, as
potencialidades intelectuais do homem médio são
apenas parcialmente utilizadas.
Como pode-se observar, a Teoria "X" apregoava
um estilo administrativo voltado para a submissão e o
controle rigoroso sobre o indivíduo.
De forma bem mais liberal, a Teoria "Y" propõe o
engajamento do indivíduo na empresa, tornando-o
mais participativa, através de um estilo de
administração mais democrática e aberta.
Uma outra teoria, a Teoria "Z", aplicada mais A
concepção japonesa de administração, escrita por
Ouch!, realça o senso de responsabilidade
comunitária como base para a cultura organizacional.
Quanto aos sistemas de administração das
organizações humanas, Rensis Likert, em seu livro
"Novos Padrões de Administração", cita quatro
sistemas administrativos:
Sistema 1: Sistema autoritário e forte;
Sistema 2: Sistema autoritário benévolo;
Sistema 3: Sistema participativo, consultivo;
Sistema 4: Sistema participativo de grupo.
Considerando este conjunto de teorias, a ARH
assume um caráter multivariado, pois objetiva criar,
manter e desenvolver um contingente de recursos
humanos com habilidades e motivação para realizar
os objetivos da organização. Também é necessário
criar, manter e desenvolver condições organizacionais
de aplicação, desenvolvimento e satisfação plena dos
recursos humanos, para que se verifique o alcance
dos objetivos individuais. Por fim, também é objetivo
da ARH, alcançar a eficiência e eficácia através dos
recursos humanos disponíveis.
DESENVOLVIMENTO E
M(DANÇA ORGANIKACIONAL
De$e%o&%'meto de Re!ur$o$ Humao$H
Tre'ameto e De$e%o&%'meto de Pe$$oa&
Dentro do sistema de Administração de Recursos
Humanos há um subsistema chamado de
Desenvolvimento de Recursos Humanos, o qual tem
sob sua responsabilidade o treinamento e
desenvolvimento de pessoal.
O treinamento e desenvolvimento de pessoal esta
mais voltado para a psicologia industrial, enquanto o
desenvolvimento organizacional se fundamenta na
psicologia organizacional.
Embora os dois fatores estejam intimamente
ligados, o treinamento e desenvolvimento de pessoal
tenta descobrir ou aperfeiçoar métodos e
procedimentos que podem ser usados visando a
maximização do trabalho e a satisfação com o
trabalho.
Por outro lado, o desenvolvimento organizacional
se preocupa em descobrir que fatores que influem no
desempenho do indivíduo no trabalho e que fatores
41
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
influem sobre a satisfação do indivíduo com o
trabalho. Cabe destacar que o setor de treinamento e
desenvolvimento de pessoal também se preocupa em
identificar estes fatores, porém, concentra sua maior
atenção nas soluções, conforme referido o parágrafo
precedente.
O desenvolvimento de recursos humanos é
dividido em:
a)educação
b) treinamento
A educação esta mais voltada para o preparo da
pessoa para o ambiente, dentro ou fora da empresa.
O treinamento, por outro lado, prepara a pessoa
para o desempenho no cargo, especificamente.
A educação e o treinamento fazem parte da
educação profissional, que por sua vez é dividida em
três grupos:
a) formação profissional;
b) desenvolvimento profissional ou
aperfeiçoamento;
c) treinamento.
A formação profissional tem objetivos de longo
prazo e muito amplos. Não prepara o homem para a
profissão, mas sim para uma profissão futura. É
normalmente dada nas escolas de primeiro, segundo
e terceiro grau, embora também possa ser dada nas
empresas.
O desenvolvimento profissional, também chamado
de aperfeiçoamento, já é bem mais especifica do que
a formação profissional. É a educação profissional
que aperfeiçoa o homem para uma carreira dentro de
uma profissão. Seus objetivos também não são
imediatos, mas de médio prazo. Normalmente é
utilizado para preparar o indivíduo para um cargo
superior dentro da própria organização, quando
deverá assumir mais responsabilidade e
conhecimentos que transcendem ao cargo atualmente
ocupado. O desenvolvimento profissional
normalmente é dado na própria empresa, embora
também seja comum executa-lo em empresas
especializadas em desenvolvimento de pessoal.
O treinamento, por sua vez objetiva adaptar o
homem para um cargo ou função. Seus objetivos são
imediatos. Normalmente é exigido quando da seleção
de novos empregados. O treinamento quase sempre
é orientado pelo chefe imediato ou mesmo por um
colega de trabalho. Pode ser realizado na própria
empresa ou em empresas especializadas em
desenvolvimento de recursos humanos.
Tragadas as diferenças entre formação
profissional, desenvolvimento profissional e
treinamento, e considerando as exigências do
programa, vamos desenvolver o item treinamento.
O treinamento geralmente, é voltado para os
seguintes conteúdos:
a) transmissão de informações, tais como
informações gerais sobre a empresa; sobre seus
produtos, clientes, mercados; sobre diretrizes e
políticas da organização; sobre normas e
procedimentos internos; etc.
b) desenvolvimento de habilidades, geralmente
voltado diretamente para a execução das tarefas e
operações a serem executa as, tais como operar o
equipamento, conhecer as rotinas, etc.
c) desenvolvimento ou modificação de atitudes,
com objetivos de melhorar a motivação e o
relacionamento com colegas de trabalho, clientes,
etc., centra-se no desenvolvimento da sensibilidade
das pessoas.
d) desenvolvimento de conceitos, é normalmente
voltado a empregados a nível de gerência e procura a
uniformização da linguagem organizacional ou a
elevação do nível de conceitos, ou mesmo a
modificação de concertos viciados ou ultrapassados.
Os objetivos do treinamento podem ser resumidos
nos seguintes itens:
a) habilitar o pessoal, de forma imediata,
capacitando-o para a imediata execução de tarefas
simples, presentes na rotina operacional da empresa,
tanto na área industrial como na administrativa;
b) criar um sistema de oportunidades, para que os
indivíduos possam se desenvolver e progredir
funcionalmente, galgando cargos mais elevados;
c) modificar as atitudes do pessoal no sentido de
torná-los mais conscientes das tarefas que executam
com vistas a uma melhora na qualidade e ainda,
torna-los mais receptivos às técnicas de supervisão e
gerência.
A programação de treinamentos em qualquer área
da empresa, envolve quatro etapas distintas:
a) levantamento das necessidades de treinamento;
b) programa de treinamentos que atendam as
necessidades diagnosticadas;
c) implementação e execução dos treinamentos
programadas;
d) avaliação dos resultados.
A programação de treinamento visa planejar como
as necessidades diagnosticadas deverão ser
atendidas: o que treinar, quem treinar, quando treinar,
onde treinar e como treinar, a fim de utilizar a
tecnologia instrucional mais adequada.
A execução do treinamento envolve o binômio
instrutor x treinando e uma relação instrução x
aprendizagem.
A avaliação dos resultados objetiva a medirão dos
resultados obtidos com o treinamento, mediante
comparação dos padrões anteriores com os
conseguidos após o treinamento. A avaliação pode
ser realizada pela ARH ou a nível de tarefas e
operações.
DESENVOLVIMENTO E M(DANÇA
ORGANIKACIONAL
No capítulo precedente falou-se em
desenvolvimento de recursos humanos. O presente
capítulo trata do desenvolvimento organizacional.
Estabelece-se uma profunda diferenciação entre os
dois "desenvolvimentos". Enquanto o
desenvolvimento de recursos humanos projeta uma
noção micro, voltada ao indivíduo, normalmente de
curto e médio prazos, o desenvolvimento
organizacional abrange uma visão macroscópica e
sistêmica. Envolve toda a organização no contexto
econômico e social, com objetivos, não de curto e
médio prazos, mas sim de longo prazo.
O desenvolvimento organizacional baseia-se nos
concertos e métodos das ciências do comportamento,
visualize a organização como um sistema total e
compromete-se a melhorar a eficácia da organização
a longo prazo, mediante intervenções construtivas em
processes e estrutura organizacionais.
São pressupostos básicos do desenvolvimento
organizacional:
a) conceito de organização;
b) conceito de cultura organizacional;
c) conceito de mudança organizacional;
d) necessidade de contínua adaptação e mudança;
e) a interação organização x ambiente;
f) a interação indivíduo x organização;
g) os objetivos individuais e os objetivos
organizacionais.
Os elementos essenciais de qualquer esforço de
desenvolvimento organizacional (DO) são:
a) projetado para obter resultados de longo prazo;
b) concentrado na obtenção de uma maior eficácia
da organização como um todo, e não uma parte dela;
c) o diagnóstico deve ser desenvolvido em
conjunto, consultoria e gerentes de linha;
d) a intervenção do esforço de desenvolvimento
organizacional deve ser implementado em conjunto,
consultoria e gerentes de linha.
42
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
O processo de desenvolvimento organizacional
envolve as seguintes etapas:
a) colheita de dados;
b) analise dos dados colhidos;
c) diagnóstico organizacional;
d) ação de intervenção.
As principais técnicas de intervenção são:
a) método de realimentação de dados;
b) desenvolvimento de equipes;
c) enriquecimento e ampliação do cargo;
d) treinamento da sensitividade;
e) consultoria de procedimentos.
CONTROLE DE REC(RSOS H(MANOSH
FANCO DE DADOS E SISTEMAS DE
INFORMAÇEES E A(DITORIA DE REC(RSOS
H(MANOS
A administração de recursos humanos, através do
subsistema de controle de recursos humanos,
preocupa-se com banco de dados e sistemas de
informações e com a auditoria de recursos humanos.
Koontz e O"Donnell conceituam: "controle é a
função administrativa que consiste em medir e corrigir
o desempenho de subordinados, a fim de assegurar
que os objetivos da empresa e os planos delineados
para alcançá-los sejam realizados. "É, pois, a função
segundo a qual cada administrador, do presidente ao
mestre, se certifica de que aquilo que é feito esta de
acordo com o que se tencionava fazer.¨
São etapas fundamentais do processo de controle:
a) o estabelecimento de padrões desejados;
b) a verificação do desempenho;
c) o estudo comparativo do desempenho praticado
com os padrões desejados;
d) a implementação de processos de correção dos
desvios detectados.
Fa!o de dado$ e $'$tema$ de '?orma"Qe$
Ìdalberto Chiavenato conceitua dados e
informações. "Dados são os elementos que servem
de base para a resolução de problemas ou para a
formação de juízo¨. Um dado é apenas um índice,
uma manifestação objetiva, passível de análise
subjetiva, isto é, exige interpretação do indivíduo para
sua manipulação. Em si mesmo, cada dado tem
pouco valor.
Todavia, quando classificados, armazenados e
relacionados entre si, os dados permitem a obtenção
da informação. Assim como os dados não constituem
informação, a informação, isoladamente, não é
significativa. Se os dados exigem processamento
(classificação, armazenamento e relacionamento),
para que possam realmente informar, a informação
também exige processamento, para que possa
adquirir significado. A informação apresenta
intencionalidade, aspecto fundamental que a
diferencia do dado simples".
Fa!o de dado$
O banco de dados, relativamente aos recursos
humanos, pode armazenar dados das mais variadas
origens e para as mais diversas finalidades, entre os
quais podemos relacionar:
a) dados que compõem o cadastro individual de
cada empregado;
b) dados sobre os ocupantes de cada cargo,
formando um cadastro de cargos;
c) dados sobre os empregados lotados nas
diversas seções, departamentos ou divisões,
formando um cadastro por setor;
d) dados sobre a remuneração individual de cada
empregado, formando um cadastro de remuneração,
importante para a elaboração da folha de salários;
e) dados sobre candidatos que podem
potencialmente virem a ser contratados;
f) dados sobre candidatos a treinamentos
específicos, programados;
Muitas vezes a empresa encontra dificuldades
para manter atualizados os dados cadastrais dos
empregados, especialmente aqueles de origem
external como número de filhos, endereço, formação,
etc.
Para suprir o banco de dados com dados
atualizados, há o sistema de informações de recursos
humanos que, através de fichas cadastrais,
entrevistas, pesquisas, etc. procuram suprir o banco
de dados com dados novos, ou substituir os
desatualizados.
S'$tema de '?orma"Qe$
Sistema de informação é um conjunto de
elementos interdependentes (subsistemas)
logicamente associados, para que de sua interação
sejam geradas informações necessárias à tomada de
decisões.
O sistema de informações tem como ponto de
partida o banco de dados. Seu objetivo à possibilitar a
tomada de decisões, suprindo as chefias com
informações sobre seus subordinados, ou mesmo,
sobre empregados de outras seções.
Aud'tor'a de re!ur$o$ +umao$
A auditoria de recursos humanos é definida sendo
a análise das políticas e praticas de pessoal de uma
organização, e avaliação do seu funcionamento atual,
seguida de sugestões para melhoria.
O objetivo da auditoria de recursos humanos é, a
partir do programa de desenvolvimento, identificar
distorções de funcionamento que prejudicam a
organização ou que não compensam o custo, ou,
ainda, identificar falhas e deficiências que devem ser
supridas.
Em resumo podemos dizer que a auditoria de
recursos humanos é um sistema permanente de
revisão e controle, informando a administração sobre
a eficiência e a eficácia do programa de
desenvolvimento.
Objetivamente o controle é exercido, comparando-
se os procedimentos adotados na organização com
os padrões pré-estabelecidos.
"Os padrões podem ser estabelecidos em diversos
parâmetros. Os mais comuns são:
a) parâmetros fixados em função de qualidade;
b) parâmetros fixados em função de quantidade;
c) parâmetros fixados em função do tempo gasto;
d) parâmetros fixados em função de custos.
As fontes de informação para a auditoria de RH
tem o seu limite estabelecido pelas próprias funções
da ARH, portanto, extremamente amplas.
Tem sua aplicação normalmente voltada para os
seguintes níveis de abordagens:
- resultados
- programa
- políticas
- filosofias
- teorias
A auditoria de recursos humanos, ou seja, o
agente de auditoria pode ser um especialista nesta
área, ou mesmo uma comissão formada na própria
empresa.
43
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
NOÇEES DE
ADMINISTRAÇÃO
DE MATERIAL
Nenhuma empresa funciona sem matéria-prima,
produtos, equipamentos, instrumentos, peças de
manutenção e tantos outros materiais.
E todos eles precisam ser guardados,
conservados, movimentados de um setor para outro.
Eles precisam ser administrados$
A Administração de Material trata de todas as
etapas de movimentação e de guarda desses
materiais, visando garantir que o investimento em
estoques seja de renta!ilidade segura, em termos de
lucro e de atendimento às metas da organização.
Retab'&'dade é o grau de êxito econômico obtido
por uma empresa em relação ao que nela é investido.
Para atingir esse objetivo, os profissionais da
administração de materiais devem tornar eficientes os
meios de planejamento e controle, de modo a diminuir
as necessidades de capital para o estoque.
Ca*'ta&, aqui, tem o sentido de riqueza, valores
disponíveis.
E quem faz a articulação constante entre
necessidade de estoque, controle de estoque e
capital é o .istema de %ateriais da empresa.
S'$tema de Mater'a'$ é o conjunto dos setores da
empresa que são responsáveis por todo o material
nela existente. Ele cuida do fluxo de circulação dos
materiais, desde o momento em que entram na
empresa.
Conheça um pouco sobre cada setor que compõe
o Sistema de Materiais.
Setor O Oue ?aJ Em Oue
em*re$a$
Planejamento e
Controle da
Produção
Programa e
controla o
processo
produtivo
Empresas de
indústria,
comércio e
serviços
Ìmportação Responsabiliza-s
e pelo processo
de importação de
mercadorias
Empresas de
indústria,
comércio e
serviços
Transporte e
Distribuição
Entrega os
produtos aos
clientes e os
materiais à
empresa
Empresas de
indústria e
comércio
Compras Planeja e
coordena o
processo de
aquisição de
materiais
Qualquer tipo
de empresa
Controle de
Estoque
Acompanha e
controla o nível
de estoque e o
investimento
financeiro
envolvido
Qualquer tipo
de empresa
Almoxarifado Guarda os
materiais
entregues por
fornecedores
para uso
exclusivo da
empresa
Qualquer tipo
de empresa
Os aspectos da administração de material de que
iremos tratar neste livro dizem respeito ao controle de
estoque e ao almoxarifado. A diferença entre esses
setores está no fato de os materiais com que
trabalham serem ou não geradores de riquezas.
O estoque é gerador de riquezas, uma vez que ele
representa as mercadorias que serão colocadas à
disposição do consumidor, isto é, serão vendidas.
O material sob a responsabilidade do
almoxarifado, por sua vez, não é gerador de riquezas,
já que ele é para uso da própria empresa. Chamado
de material de consumo, está presente em todas as
empresas - independentemente do tipo ou porte - e se
constitui em papéis, canetas, clips, pastas suspensas
de arquivos, produtos higiênicos e de limpeza, dentre
tantos outros.
Na prática, no entanto, não existem diferenças
significativas entre as características gerais de um
setor e outro.
MAN(TENÇÃO DE ESTO<(ES
Seja na Ìndústria, no Comércio ou em Serviços, a
manutenção de estoques de materiais mostra-se
necessária como forma de garantir o ritmo da
produção, aqui entendida no sentido genérico de
trabalho.
Pense, por exemplo, numa fábrica que mantém
estoques para entregar ao comércio. Esse, por sua
vez, conserva estoques para entregar ao cliente.
A manutenção de estoques torna o processo
produtivo mais ágil, possibilitando o aumento da
produção sem necessidade de esperar pelo processa-
mento de novos pedidos ou pelas entregas.
No comércio, por exemplo, os estoques de
produtos prontos permitem o aumento do nível de
vendas, independentemente da produção ou dos
estoques de fábrica.
Cada atividade produtiva tem necessidades
específicas. Portanto, varia o tipo de material que
precisa ser mantido em estoque.
Na Ìndústria, os tipos de estoque mais comuns são
os de matéria-prima, os de produtos e os de peças de
manutenção.
MatPr'a)*r'ma é o material básico e fundamental
para a elaboração de produtos.
Produto, por sua vez, é o resultado do processo
pelo qual passou a matéria-prima. Os produtos
podem ser acabados ou estar em processo. No
primeiro caso, estão aqueles que já adquiriram forma
final, mas ainda não foram vendidos. No segundo,
estão os que ainda não ficaram prontos.
Pe"a$ de maute"#o são todos os elementos
que concorrem para o funcionamento regular e
permanente dos produtos, máquinas e motores. A
falta dessas peças pode causar interrupção da
produção, ocasionando graves prejuízos para a
empresa.
Numa indústria de móveis de escritório, por
exemplo, podemos encontrar vários tipos de materiais
em estoque:
• Troncos de madeira e barras de ferro
não-trabalhados (matérias-primas).
• Madeira e ferro já trabalhados na medida dos
móveis que serão fabricados (produtos em
processo).
• Mesas e cadeiras prontas para revenda
(produtos acabados).
• Pregos, parafusos, cola (peças de
manutenção).
No Comércio, os tipos de estoques mais comuns
são os de produtos e os de embalagens.
AOu', *roduto$ são os materiais, expostos ou
não, a serem comercializados.
44
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
E emba&a0e$ são os invólucros ou recipientes
usados no comércio varejista ou atacadista para
acondicionar os produtos.
Artefatos para embalagens são também
comumente mantidos em estoque.
Arte?ato vem do latim arte factu e quer dizer feito
com arte. Um artefato é qualquer objeto trabalhado
manualmente.
A embalagem é fator muito importante no
comércio, na medida em que tem como principal
função manter a integridade do produto no seu
transporte até o destino. Mas ela também funciona
como apelo à publicidade. Afinal, uma loja que
acondiciona suas mercadorias em belas embalagens
tem um chamariz a mais...
E o que acontece com os Serviços?
Ìmagine um salão de cabeleireiro. Trata-se de uma
prestação de serviço que usa produtos próprios no
atendimento ao cliente. Esmaltes de unha, tinturas,
xampus, cremes. Esse material, muitas vezes
preparado a partir de outros produtos, fica estocado
no salão.
Agora pense numa assistência técnica para um
aparelho de som que apresentou defeito. Se for
necessária a reposição de alguma peça, muito
provavelmente a loja a terá em estoque.
Mas quando você leva seu seu carro a uma oficina
mecânica para ser consertado e o reparo exige a
troca de alguma peça, muito provavelmente a oficina
irá comprá-la em uma revendedora de autopeças,
porque não é comum ela ter guardado esse tipo de
material para reposição.
Nos Serviços, o estoque, quando existe, pode ser
de dois tipos: peças para reposição e produtos
próprios.
PLANE@AMENTO DE ESTO<(ES
O planejamento é muito importante para a
manutenção dos níveis de estoque. Um estoque mal
planejado pode gerar conflitos internos no Sistema de
Materiais e até mesmo na administração geral da
empresa, pois enquanto o setor de vendas deseja um
estoque elevado para atender aos clientes, por
exemplo, o setor financeiro quer estoques reduzidos
para diminuir o capital investido.
É imprescindível haver uma conciliação entre os
objetivos das diferentes áreas, para que as ações da
empresa não sofram nenhum prejuízo. E cabe à
administração de material a responsabilidade pelas
decisões relacionadas ao dimensionamento dos
estoques.
Mas como proceder para o dimensionamento dos
estoques?
• Os produtos devem ficar estocados o menor
tempo possível, pois isso significa que o capital
investido na sua aquisição retornou rapidamente
aos cofres da empresa.
• estoque precisa garantir o alcance do objetivo
operacional da empresa, seja ele a produção, a
venda ou a prestação de serviços.
• custo de manutenção dos estoques aumenta na
proporção de sua dimensão. Ìsso significa que
quanto maior o estoque, maior deverá ser o
espaço físico para guardá-lo, maior deverá ser o
número de pessoas para cuidar dele, mais gastos
serão necessários para o controle. É preciso esta-
belecer qual o estoque ideal para a manutenção
da atividade da empresa.
Dimensionar o estoque é exatamente desenvolver
um planejamento, confrontando aspectos relativos ao
capital, ao estoque e à demanda.
Para que a administração de estoques funcione
adequadamente, é necessário o estabelecimento de
alguns critérios básicos, como, por exemplo:
• Determinação de metas quanto a prazos de
entrega de produtos aos clientes (no caso de
empresa fornecedora).
• Conhecimento dos prazos de entrega por
parte dos fornecedores (no caso de empresa
compradora).
• Definição dos materiais a serem estocados.
• Determinação da quantidade e do porte dos
locais próprios à estocagem - almoxarifado ou
depósitos.
• Fixação do nível de +lutua&'o dos estoques.
F&utua"#o é a mudança de dimensionamento do
estoque de acordo com a demanda, seja para atender
a uma alta ou baixa de vendas, seja para atender à
alteração de consumo nos setores da empresa.
• Ìndicação das possibilidades de especular com
o estoque.
E$*e!u&ar significa valer-se de determinadas
circunstâncias para obter Vantagens. Uma das formas
de especular com o estoque é fazer compras
antecipadas com preços mais baixos ou comprar uma
quantidade maior para conseguir descontos.
• Definição do fluxo de rotati(idade dos
estoques.
Rotat'%'dade é a alternância de fatos, de
situações. A rotatividade de estoque tem a ver com o
número de vezes em que o estoque foi renovado em
determinado período.
• Definição sobre alterações no capital de giro e
no ati(o da empresa.
Ca*'ta& de 0'ro é terminologia própria da
Administração Financeira.
Trata-se do valor monetário relativo à aquisição de
bens destinados à revenda ou à produção de outros
bens que constituam o objeto do negócio da empresa.
Por exemplo: o valor investido na compra de
mercadorias representa capital de giro, pois
espera-se que os produtos sejam vendidos o mais
rápido possível para que o dinheiro aplicado retorne
aos cofres da empresa e reverta na compra de mais
mercadorias.
At'%o de uma empresa é o conjunto dos recursos
iniciais nela investidos e os bens e direitos adquiridos
no decorrer de sua atividade.
É assim que se define a política de estoques da
empresa.
Um outro aspecto importante, que faz parte dessa
política, é a definição da posição da empresa no que
se refere ao esto-ue de seguran&a$
E$toOue de $e0ura"a é a manutenção de uma
quantidade mínima de materiais nos estoques da
empresa para evitar desabastecer a produção e a
venda de produtos acabados.
À medida que os materiais vão sendo requisitados
e encaminhados, o nível de estoque vai baixando até
chegar ao limite mínimo considerado como de
segurança. A esse nível-limite chamamos ponto de
reposição. O ponto de reposição indica a necessidade
de emissão de uma nova ordem de compras.
A definição dos níveis de estoque de segurança
leva em conta, entre outros aspectos, o tempo que o
fornecedor tem para atender aos pedidos e a pro-
gramação de demanda pelos materiais.
Calcular o estoque de segurança de um produto -
o seu ponto de reposição - não é difícil. Observe só.
45
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Nos seis primeiros meses do ano, uma empresa
vendeu um determinado produto nas seguintes
quantidades:
janeiro 45 unidades
fevereiro 42 unidades
março 50 unidades
abril 70 unidades
maio 37 unidades
junho 56 unidades
O tempo de reposição desse produto - ou seja, o
período necessário entre o acionamento da compra e
a disponibilidade de material - é de 15 dias.
Qual o estoque de segurança desse produto?
O primeiro passo é calcular o consumo médio
mensal da empresa. E isso é feito dividindo-se o total
de unidades vendidas nos meses pelo número de
meses dessa venda.
Assim, o consumo médio mensal, nesse caso, é:
(45 + 42 + 50 + 70 + 37 + 56) /6 = 50
Para calcular o estoque de segurança é preciso
multiplicar o consumo médio mensal da empresa pelo
tempo de reposição do produto.
Tomando como base o mês (30 dias), o tempo de
reposição de 15 dias representa a metade do mês.
Assim, o estoque de segurança será:
50 x fi = 25
Ìsso significa que o ponto de reposição é de 25
unidades da mercadoria. Por ,sofrerem ação do
ambiente externo (dificuldades de ordem política,
econômica e social ou no processo de importação) e
também do ambiente interno (demanda não-planejada
de incremento da produção ou dos serviços), os
estoques de segurança devem ser acionados sempre
que surgir o risco de esgotamento dos materiais para
produção.
Analise estas situações, que não são difíceis de
acontecer..
Em uma fábrica de sapatos, o couro não chega na
data prevista. Sem matéria-prima, a produção tem de
parar. Pense no prejuízo...
Em uma loja atacadista, falta mercadoria para
vender. A loja corre o risco de perder um importante
cliente!
Em um hospital, todas as cirurgias marcadas para
o dia são suspensas, por falta de material anestésico.
O que será dos pacientes?
Nessas situações, você deve ter identificado a
paralisação da produção; o atraso na entrega de
produtos acabados; a omissão na prestação de um
serviço. Tudo isso por falta de estoque!
A ausência de estoques de segurança representa
um custo muito alto, trazendo prejuízos à empresa.
Para as empresas que trabalham com produtos ou
serviços de demando saonal, pode ser interessante
manter estoques de antecipação. Esses estoques são
formados, em geral, durante o período imediatamente
anterior ao da oportunidade de negócios.
Demada $aJoa& significa a procura em
determinadas épocas do ano. Exemplos de demanda
sazonal são as fantasias e adereços na época do
Carnaval; material escolar no início do ano letivo;
hospedagem em época de férias.
Tão importante quanto o planejamento é o controle
de estoques. Veja a seguir, do que trata essa função.
CONTROLE DE ESTO<(ES
Sabemos que os estoques são mantidos com a
finalidade de alimentar a produção e a
comercialização de bens e, em alguns casos, a
prestação de serviços.
O controle de estoques, portanto, é necessário
para que haja sempre um nível de material suficiente
para o alcance do objetivo operacional da empresa, o
que lhe possibilita agir com mais segurança e
tranqüilidade. É ele que vai permitir verificar se o
planejamento vem sendo seguido e que tipo de ajuste
precisa ser feito.
Cada empresa, de acordo com a atividade que
desenvolve e com os recursos de que dispõe,
estabelece uma rotina própria para o controle de seus
estoques, geralmente definindo:
• objetivo do controle, isto é, que padrões serão
considerados.
• que, como e quando controlar.
• Como divulgar os resultados.
• Como corrigir os desvios.
Qualquer que seja a técnica de controle adotada,
estarão sempre presentes um sistema de registro,
coleta e processamento de informações e um con-
junto de rotinas que se integram nos vários níveis da
empresa.
Hoje em dia, um controle de estoques que envolve
grandes massas de dados faz uso de ferramentas
informatizadas. Ìsso traz inúmeras vantagens, dentre
as quais maior velocidade na coleta e no
processamento das informações.
Seja qual for o modo escolhido pela empresa para
desenvolver o controle de estoques, na prática as
atribuições do setor responsável por essa função não
diferem muito.
São essas as atribuições mais comuns:
• Verificação dos itens ou produtos que devem
permanecer em estoque.
• Recebimento e armazenagem dos materiais.
• Atendimento aos pedidos de materiais
estocados, de acordo com as solicitações de
outros setores.
• Controle das quantidades e do valor dos
estoques.
• Realização de inventários periódicos para
avaliação das quantidades e do estado dos
materiais estocados.
• Ìdentificação e retirada dos itens obsoletos e
danificados.
• Controle do tempo de reposição de material.
• Encaminhamento de pedidos de compra de
materiais, sempre que necessário.
Sem dúvida o controle de estoques repercute na
produtividade da empresa, podendo qualquer
descuido causar grandes prejuízos. Quando, por
exemplo, um pedido de compra é feito, torna-se
necessário não só verificar a quantidade de material a
ser solicitada e o momento adequado para o enca-
minhamento, mas, também, transmitir ao setor
encarregado pela compra as especificações precisas
e completas sobre o produto.
MOVIMENTAÇÃO DE ESTO<(ES
Sabemos que os materiais em estoque circulam,
seja qual for o tipo de empresa: é a matéria-prima
indo para a linha de produção; são as peças sendo
entregues ao setor de manutenção; são os produtos
saindo do estoque para os postos de venda. Ìsso só
para citar alguns exemplos...
A movimentação dos materiais em estoque é fator
importante para a agilização dos serviços que
precisam ser executados, merecendo também
planejamento criterioso por parte dos responsáveis
pela administração dos materiais.
46
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
O planejamento da movimentação de materiais
visa garantir que o volume de estoques seja
manipulado com rapidez e de forma econômica - em
termos de aplicação de recursos financeiros,
materiais e humanos -, evitando perdas e
desperdícios.
Para atingir esse objetivo, o planejamento tem que
tratar dos múltiplos aspectos que, de alguma forma,
interferem no "caminho" percorrido pelos materiais.
São eles:
• Sua entrada na empresa.
• Seu encaminhamento ao local de
armazenamento.
• As próprias condições físicas do local de
armazenamento.
• Sua distribuição interna, no caso de terem sido
solicitados pelos setores, ou seu
encaminhamento ao consumidor.
Na maioria das empresas, o controle do fluxo dos
materiais é realizado a partir de um estudo mensal ou
quinzenal dos pedidos de estoque. Uma forma de
programação, com pedidos antecipados por parte dos
setores, incluindo as necessidades médias de
materiais, possibilita um melhor rendimento do
trabalho no setor e na empresa como um todo.
A organização dos espaços destinados ao
armazenamento dos materiais é um dos aspectos
mais importantes do planejamento.
Como utilizar da melhor maneira possível a área
disponível?
Como facilitar o fluxo de pessoas e materiais para
economizar tempo nas operações de rotina? São
necessárias condições especiais para garantir a
qualidade dos materiais?
Essas e outras perguntas são feitas, normalmente,
quando se pretende eficiência e eficácia no setor que
cuida da movimentação dos materiais. E de modo a
permitir respostas mais adequadas, um estudo gráfico
- usando diagramas e maquetes - pode ser bastante
útil.
A análise desses gráficos é importante, na medida
em que pode propiciar informações que beneficiam o
planejamento e o desenvolvimento do trabalho.
C(STOS DE ESTO<(ES
Vários são os itens que concorrem para a
determinação dos custos relativos ao armazenamento
de materiais em uma empresa. E é importante
conhecêlos, uma vez que eles são considerados na
definição do preço de venda de qualquer produto.
Assim, o estabelecimento do preço de venda de
um produto deve levar em conta o custo de sua
aquisição, o custo de armazenagem e a margem de
lucro desejada.
Em tempos idos não era dada a atenção devida ao
custo de manutenção de estoques. Hoje,
considerando a preocupação crescente com a
produtividade e, principalmente, com a intensificação
da concorrência em todas as áreas, as empresas vêm
demonstrando especial cuidado com o controle desse
tipo de custo.
Os custos de armazenagem podem ser calculados
a partir de:
• Custos com pessoal são os salários e
encargos sociais dos que trabalham na área,
ou seja, toda despesa com a mão-de-obra
envolvida.
• Custos com edificação são os recursos
financeiros usados na conservação do prédio,
em pagamento de aluguel, de energia elétrica,
enfim, todas as despesas com a parte física do
local de armazenamento.
• Custos com manutenção são os valores
gastos na conservação dos equipamentos. Aí
se computam também as perdas com a
eventual deteriorização e obsolescência
desses equipamentos.
• Custos de capital são os valores investidos na
compra de mercadorias armazenadas no
estoque. Esses valores, portanto, perdem
temporariamente o poder de circulação, pois
são repostos apenas na venda.
Todos esses custos são calculados em índice
percentual sobre o valor total do estoque. Forma-se,
assim, o fator de armazenagem, um índice que serve
para acompanhar o crescimento ou a redução dos
custos de armazenagem ao longo de um determinado
período.
É importante saber que os custos de estoques
afetam em muito a rentabilidade da empresa,
podendo gerar inúmeros problemas quando superam
os benefícios.
CONSTIT(IÇÃO
DA REPSFLICA
FEDERATIVA DO
FRASIL DE /877
PREXMF(LO
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos
em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um
Estado Democrático, destinado a assegurar o
exercício dos direitos sociais e individuais, a
liberdade, a segurança, o bem-estar, o
desenvolvimento, a igualdade e a justiça como
valores supremos de uma sociedade fraterna,
pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia
social e comprometida, na ordem interna e
internacional, com a solução pacífica das
controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus,
a seguinte CONSTÌTUÌÇÃO DA REPÚBLÌCA
FEDERATÌVA DO BRASÌL.
TÍT(LO II
Do$ D're'to$ e Garat'a$ Fudameta'$
CAPÍT(LO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVID(AIS E
COLETIVOS
ArtA 5º Todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes:
Ì - homens e mulheres são iguais em direitos e
obrigações, nos termos desta Constituição;
ÌÌ - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de
fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
ÌÌÌ - ninguém será submetido a tortura nem a
tratamento desumano ou degradante;
ÌV - é livre a manifestação do pensamento, sendo
vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta,
proporcional ao agravo, além da indenização por
dano material, moral ou à imagem;
VÌ - é inviolável a liberdade de consciência e de
crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos
locais de culto e a suas liturgias;
VÌÌ - é assegurada, nos termos da lei, a prestação
de assistência religiosa nas entidades civis e militares
de internação coletiva;
VÌÌÌ - ninguém será privado de direitos por motivo
de crença religiosa ou de convicção filosófica ou
47
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
política, salvo se as invocar para eximir-se de
obrigação legal a todos imposta e recusar-se a
cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
ÌX - é livre a expressão da atividade intelectual,
artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a
honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito
a indenização pelo dano material ou moral decorrente
de sua violação;
XÌ - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém
nela podendo penetrar sem consentimento do
morador, salvo em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia,
por determinação judicial;
XÌÌ - é inviolável o sigilo da correspondência e das
comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por
ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
estabelecer para fins de investigação criminal ou
instrução processual penal;
XÌÌÌ - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício
ou profissão, atendidas as qualificações profissionais
que a lei estabelecer;
XÌV - é assegurado a todos o acesso à informação
e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao
exercício profissional;
XV - é livre a locomoção no território nacional em
tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos
da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus
bens;
XVÌ - todos podem reunir-se pacificamente, sem
armas, em locais abertos ao público,
independentemente de autorização, desde que não
frustrem outra reunião anteriormente convocada para
o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à
autoridade competente;
XVÌÌ - é plena a liberdade de associação para fins
lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
XVÌÌÌ - a criação de associações e, na forma da lei,
a de cooperativas independem de autorização, sendo
vedada a interferência estatal em seu funcionamento;
XÌX - as associações só poderão ser
compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades
suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no
primeiro caso, o trânsito em julgado;
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se
ou a permanecer associado;
XXÌ - as entidades associativas, quando
expressamente autorizadas, têm legitimidade para
representar seus filiados judicial ou
extrajudicialmente;
XXÌÌ - é garantido o direito de propriedade;
XXÌÌÌ - a propriedade atenderá a sua função social;
XXÌV - a lei estabelecerá o procedimento para
desapropriação por necessidade ou utilidade pública,
ou por interesse social, mediante justa e prévia
indenização em dinheiro, ressalvados os casos
previstos nesta Constituição;
XXV - no caso de iminente perigo público, a
autoridade competente poderá usar de propriedade
particular, assegurada ao proprietário indenização
ulterior, se houver dano;
XXVÌ - a pequena propriedade rural, assim
definida em lei, desde que trabalhada pela família,
não será objeto de penhora para pagamento de
débitos decorrentes de sua atividade produtiva,
dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu
desenvolvimento;
XXVÌÌ - aos autores pertence o direito exclusivo de
utilização, publicação ou reprodução de suas obras,
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
XXVÌÌÌ - são assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em
obras coletivas e à reprodução da imagem e voz
humanas, inclusive nas atividades desportivas;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento
econômico das obras que criarem ou de que
participarem aos criadores, aos intérpretes e às
respectivas representações sindicais e associativas;
XXÌX - a lei assegurará aos autores de inventos
industriais privilégio temporário para sua utilização,
bem como proteção às criações industriais, à
propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a
outros signos distintivos, tendo em vista o interesse
social e o desenvolvimento tecnológico e econômico
do País;
XXX - é garantido o direito de herança;
XXXÌ - a sucessão de bens de estrangeiros
situados no País será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre
que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de
cujus";
XXXÌÌ - o Estado promoverá, na forma da lei, a
defesa do consumidor;
XXXÌÌÌ - todos têm direito a receber dos órgãos
públicos informações de seu interesse particular, ou
de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no
prazo da lei, sob pena de responsabilidade,
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à
segurança da sociedade e do Estado;
XXXÌV - são a todos assegurados,
independentemente do pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em
defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de
poder;
b) a obtenção de certidões em repartições
públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de
situações de interesse pessoal;
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder
Judiciário lesão ou ameaça a direito;
XXXVÌ - a lei não prejudicará o direito adquirido, o
ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
XXXVÌÌ - não haverá juízo ou tribunal de exceção;
XXXVÌÌÌ - é reconhecida a instituição do júri, com a
organização que lhe der a lei, assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes
dolosos contra a vida;
XXXÌX - não há crime sem lei anterior que o
defina, nem pena sem prévia cominação legal;
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para
beneficiar o réu;
XLÌ - a lei punirá qualquer discriminação
atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
XLÌÌ - a prática do racismo constitui crime
inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de
reclusão, nos termos da lei;
XLÌÌÌ - a lei considerará crimes inafiançáveis e
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura ,
o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o
terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por
eles respondendo os mandantes, os executores e os
que, podendo evitá-los, se omitirem;
XLÌV - constitui crime inafiançável e imprescritível
a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático;
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do
condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e
a decretação do perdimento de bens ser, nos termos
da lei, estendidas aos sucessores e contra eles
executadas, até o limite do valor do patrimônio
transferido;
XLVÌ - a lei regulará a individualização da pena e
adotará, entre outras, as seguintes:
a) privação ou restrição da liberdade;
b) perda de bens;
c) multa;
d) prestação social alternativa;
e) suspensão ou interdição de direitos;
XLVÌÌ - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada,
nos termos do art. 84, XÌX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;
XLVÌÌÌ - a pena será cumprida em
estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza
do delito, a idade e o sexo do apenado;
XLÌX - é assegurado aos presos o respeito à
integridade física e moral;
L - às presidiárias serão asseguradas condições
para que possam permanecer com seus filhos
durante o período de amamentação;
LÌ - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o
naturalizado, em caso de crime comum, praticado
antes da naturalização, ou de comprovado
envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e
drogas afins, na forma da lei;
LÌÌ - não será concedida extradição de estrangeiro
por crime político ou de opinião;
LÌÌÌ - ninguém será processado nem sentenciado
senão pela autoridade competente;
48
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
LÌV - ninguém será privado da liberdade ou de
seus bens sem o devido processo legal;
LV - aos litigantes, em processo judicial ou
administrativo, e aos acusados em geral são
assegurados o contraditório e ampla defesa, com os
meios e recursos a ela inerentes;
LVÌ - são inadmissíveis, no processo, as provas
obtidas por meios ilícitos;
LVÌÌ - ninguém será considerado culpado até o
trânsito em julgado de sentença penal condenatória;
LVÌÌÌ - o civilmente identificado não será submetido
a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas
em lei;
LÌX - será admitida ação privada nos crimes de
ação pública, se esta não for intentada no prazo legal;
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos
atos processuais quando a defesa da intimidade ou o
interesse social o exigirem;
LXÌ - ninguém será preso senão em flagrante delito
ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade
judiciária competente, salvo nos casos de
transgressão militar ou crime propriamente militar,
definidos em lei;
LXÌÌ - a prisão de qualquer pessoa e o local onde
se encontre serão comunicados imediatamente ao
juiz competente e à família do preso ou à pessoa por
ele indicada;
LXÌÌÌ - o preso será informado de seus direitos,
entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe
assegurada a assistência da família e de advogado;
LXÌV - o preso tem direito à identificação dos
responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório
policial;
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada
pela autoridade judiciária;
LXVÌ - ninguém será levado à prisão ou nela
mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória,
com ou sem fiança;
LXVÌÌ - não haverá prisão civil por dívida, salvo a
do responsável pelo inadimplemento voluntário e
inescusável de obrigação alimentícia e a do
depositário infiel;
LXVÌÌÌ - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre
que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer
violência ou coação em sua liberdade de locomoção,
por ilegalidade ou abuso de poder;
LXÌX - conceder-se-á mandado de segurança para
proteger direito líquido e certo, não amparado por
"habeas-corpus" ou "habeas-data", quando o
responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no
exercício de atribuições do Poder Público;
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser
impetrado por:
a) partido político com representação no
Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou
associação legalmente constituída e em
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos
interesses de seus membros ou associados;
LXXÌ - conceder-se-á mandado de injunção
sempre que a falta de norma regulamentadora torne
inviável o exercício dos direitos e liberdades
constitucionais e das prerrogativas inerentes à
nacionalidade, à soberania e à cidadania;
LXXÌÌ - conceder-se-á "habeas-data":
a) para assegurar o conhecimento de informações
relativas à pessoa do impetrante, constantes de
registros ou bancos de dados de entidades
governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se
prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou
administrativo;
LXXÌÌÌ - qualquer cidadão é parte legítima para
propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao
patrimônio público ou de entidade de que o Estado
participe, à moralidade administrativa, ao meio
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando
o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas
judiciais e do ônus da sucumbência;
LXXÌV - o Estado prestará assistência jurídica
integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência
de recursos;
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro
judiciário, assim como o que ficar preso além do
tempo fixado na sentença;
LXXVÌ - são gratuitos para os reconhecidamente
pobres, na forma da lei:
a) o registro civil de nascimento;
b) a certidão de óbito;
LXXVÌÌ - são gratuitas as ações de "habeas-
corpus" e "habeas-data", e, na forma da lei, os atos
necessários ao exercício da cidadania.
§ 1º - As normas definidoras dos direitos e
garantias fundamentais têm aplicação imediata.
§ 2º - Os direitos e garantias expressos nesta
Constituição não excluem outros decorrentes do
regime e dos princípios por ela adotados, ou dos
tratados internacionais em que a República
Federativa do Brasil seja parte.
CAPÍT(LO II
DOS DIREITOS SOCIAIS
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 34# de 5678373888:
"ArtA 5
o
São direitos sociais a educação, a saúde, o
trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a
previdência social, a proteção à maternidade e à
infância, a assistência aos desamparados, na forma
desta Constituição."
ArtA 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e
rurais, além de outros que visem à melhoria de sua
condição social:
Ì - relação de emprego protegida contra despedida
arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei
complementar, que preverá indenização
compensatória, dentre outros direitos;
ÌÌ - seguro-desemprego, em caso de desemprego
involuntário;
ÌÌÌ - fundo de garantia do tempo de serviço;
ÌV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente
unificado, capaz de atender a suas necessidades
vitais básicas e às de sua família com moradia,
alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário,
higiene, transporte e previdência social, com reajustes
periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo,
sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
V - piso salarial proporcional à extensão e à
complexidade do trabalho;
VÌ - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em
convenção ou acordo coletivo;
VÌÌ - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo,
para os que percebem remuneração variável;
VÌÌÌ - décimo terceiro salário com base na
remuneração integral ou no valor da aposentadoria;
ÌX ÷ remuneração do trabalho noturno superior à
do diurno;
X - proteção do salário na forma da lei,
constituindo crime sua retenção dolosa;
XÌ ÷ participação nos lucros, ou resultados,
desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente,
participação na gestão da empresa, conforme definido
em lei;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 38# de 597537:;:
"XII - salário-família pago em razão do dependente do
trabalhador de baixa renda nos termos da lei;"
XÌÌÌ - duração do trabalho normal não superior a
oito horas diárias e quarenta e quatro semanais,
facultada a compensação de horários e a redução da
jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de
trabalho;
XÌV - jornada de seis horas para o trabalho
realizado em turnos ininterruptos de revezamento,
salvo negociação coletiva;
XV - repouso semanal remunerado,
preferencialmente aos domingos;
XVÌ - remuneração do serviço extraordinário
superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do
normal;
XVÌÌ - gozo de férias anuais remuneradas com,
pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;
XVÌÌÌ - licença à gestante, sem prejuízo do
emprego e do salário, com a duração de cento e vinte
dias;
XÌX - licença-paternidade, nos termos fixados em
lei;
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher,
mediante incentivos específicos, nos termos da lei;
XXÌ - aviso prévio proporcional ao tempo de
serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos
da lei;
XXÌÌ - redução dos riscos inerentes ao trabalho,
por meio de normas de saúde, higiene e segurança;
49
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
XXÌÌÌ - adicional de remuneração para as
atividades penosas, insalubres ou perigosas, na
forma da lei;
XXÌV - aposentadoria;
XXV - assistência gratuita aos filhos e
dependentes desde o nascimento até seis anos de
idade em creches e pré-escolas;
XXVÌ - reconhecimento das convenções e acordos
coletivos de trabalho;
XXVÌÌ - proteção em face da automação, na forma
da lei;
XXVÌÌÌ - seguro contra acidentes de trabalho, a
cargo do empregador, sem excluir a indenização a
que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou
culpa;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 3;# de 3978973888:
"XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das
relações de trabalho, com prazo prescricional de
cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais,
até o limite de dois anos após a extinção do contrato
de trabalho;"
aD Revogado pela E$enda Constitucional n2 3;#
de 3978973888
bD Revogado pela E$enda Constitucional n2
3;# de 3978973888
XXX - proibição de diferença de salários, de
exercício de funções e de critério de admissão por
motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXÌ - proibição de qualquer discriminação no
tocante a salário e critérios de admissão do
trabalhador portador de deficiência;
XXXÌÌ - proibição de distinção entre trabalho
manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais
respectivos;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 38# de 597537:;:
"XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou
insalubre a menores de dezoito e de qualquer
trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na
condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;"
XXXÌV - igualdade de direitos entre o trabalhador
com vínculo empregatício permanente e o trabalhador
avulso.
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos
trabalhadores domésticos os direitos previstos nos
incisos ÌV, VÌ, VÌÌÌ, XV, XVÌÌ, XVÌÌÌ, XÌX, XXÌ e XXÌV,
bem como a sua integração à previdência social.
ArtA 8º É livre a associação profissional ou sindical,
observado o seguinte:
Ì - a lei não poderá exigir autorização do Estado
para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no
órgão competente, vedadas ao Poder Público a
interferência e a intervenção na organização sindical;
ÌÌ - é vedada a criação de mais de uma
organização sindical, em qualquer grau,
representativa de categoria profissional ou
econômica, na mesma base territorial, que será
definida pelos trabalhadores ou empregadores
interessados, não podendo ser inferior à área de um
Município;
ÌÌÌ - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e
interesses coletivos ou individuais da categoria,
inclusive em questões judiciais ou administrativas;
ÌV - a assembléia geral fixará a contribuição que,
em se tratando de categoria profissional, será
descontada em folha, para custeio do sistema
confederativo da representação sindical respectiva,
independentemente da contribuição prevista em lei;
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-
se filiado a sindicato;
VÌ - é obrigatória a participação dos sindicatos nas
negociações coletivas de trabalho;
VÌÌ - o aposentado filiado tem direito a votar e ser
votado nas organizações sindicais;
VÌÌÌ - é vedada a dispensa do empregado
sindicalizado a partir do registro da candidatura a
cargo de direção ou representação sindical e, se
eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do
mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da
lei.
Parágrafo único. As disposições deste artigo
aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de
colônias de pescadores, atendidas as condições que
a lei estabelecer.
ArtA 9º É assegurado o direito de greve,
competindo aos trabalhadores decidir sobre a
oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que
devam por meio dele defender.
§ 1º - A lei definirá os serviços ou atividades
essenciais e disporá sobre o atendimento das
necessidades inadiáveis da comunidade.
§ 2º - Os abusos cometidos sujeitam os
responsáveis às penas da lei.
ArtA 10. É assegurada a participação dos
trabalhadores e empregadores nos colegiados dos
órgãos públicos em que seus interesses profissionais
ou previdenciários sejam objeto de discussão e
deliberação.
ArtA 11. Nas empresas de mais de duzentos
empregados, é assegurada a eleição de um
representante destes com a finalidade exclusiva de
promover-lhes o entendimento direto com os
empregadores.
CAPÍT(LO III
DA NACIONALIDADE
ArtA 12. São brasileiros:
Ì - natos:
a) os nascidos na República Federativa do Brasil,
ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não
estejam a serviço de seu país;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou
mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a
serviço da República Federativa do Brasil;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
de Revis,o n2 <# de 8=7847:6:
"!D os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou
mãe brasileira, desde que venham a residir na
República Federativa do Brasil e optem, em qualquer
tempo, pela nacionalidade brasileira;"
ÌÌ - naturalizados:
a) os que, na forma da lei, adquiram a
nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de
países de língua portuguesa apenas residência por
um ano ininterrupto e idoneidade moral;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
de Revis,o n2 <# de 8=7847:6:
"bD os estrangeiros de qualquer nacionalidade,
residentes na República Federativa do Brasil há mais
de quinze anos ininterruptos e sem condenação
penal, desde que requeiram a nacionalidade
brasileira."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
de Revis,o n2 <# de 8=7847:6:
"Y /W Aos portugueses com residência permanente no
País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros,
serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro,
salvo os casos previstos nesta Constituição."
§ 2º - A lei não poderá estabelecer distinção entre
brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos
previstos nesta Constituição.
§ 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos:
Ì - de Presidente e Vice-Presidente da República;
ÌÌ - de Presidente da Câmara dos Deputados;
ÌÌÌ - de Presidente do Senado Federal;
ÌV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplomática;
VÌ - de oficial das Forças Armadas.
>nciso inclu.do pela E$enda Constitucional n2
3<# de 8378:7:::
" VII - de Ministro de Estado da Defesa"
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do
brasileiro que:
Ì - tiver cancelada sua naturalização, por sentença
judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse
nacional;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
de Revis,o n2 <# de 8=7847:6:
"ÌÌ - adquirir outra nacionalidade, salvo no casos:
a) de reconhecimento de nacionalidade originária
pela lei estrangeira;
b) de imposição de naturalização, pela norma
estrangeira, ao brasileiro residente em estado
estrangeiro, como condição para permanência em
seu território ou para o exercício de direitos civis;"
ArtA 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da
República Federativa do Brasil.
§ 1º - São símbolos da República Federativa do
Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais.
50
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
§ 2º - Os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios poderão ter símbolos próprios.
CAPÍT(LO IV
DOS DIREITOS POLÍTICOS
ArtA 14. A soberania popular será exercida pelo
sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com
valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
Ì - plebiscito;
ÌÌ - referendo;
ÌÌÌ - iniciativa popular.
§ 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:
Ì - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
ÌÌ - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito
anos.
§ 2º - Não podem alistar-se como eleitores os
estrangeiros e, durante o período do serviço militar
obrigatório, os conscritos.
§ 3º - São condições de elegibilidade, na forma da
lei:
Ì - a nacionalidade brasileira;
ÌÌ - o pleno exercício dos direitos políticos;
ÌÌÌ - o alistamento eleitoral;
ÌV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária;
VÌ - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-
Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador
de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal,
Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito
e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
§ 4º - São inelegíveis os inalistáveis e os
analfabetos.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 54# de 867847:=:
"Y 4W O Presidente da República, os Governadores de
Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os
houver sucedido, ou substituído no curso dos
mandatos poderão ser reeleitos para um único
período subseqüente."
§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o
Presidente da República, os Governadores de Estado
e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar
aos respectivos mandatos até seis meses antes do
pleito.
§ 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do
titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou
afins, até o segundo grau ou por adoção, do
Presidente da República, de Governador de Estado
ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de
quem os haja substituído dentro dos seis meses
anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato
eletivo e candidato à reeleição.
§ 8º - O militar alistável é elegível, atendidas as
seguintes condições:
Ì - se contar menos de dez anos de serviço, deverá
afastar-se da atividade;
ÌÌ - se contar mais de dez anos de serviço, será
agregado pela autoridade superior e, se eleito,
passará automaticamente, no ato da diplomação,
para a inatividade.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
de Revis,o n2 6# de 8=7847:6:
"Y 8W Lei complementar estabelecerá outros casos de
inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de
proteger a probidade administrativa, a moralidade
para exercício de mandato considerada vida
pregressa do candidato, e a normalidade e
legitimidade das eleições contra a influência do poder
econômico ou o abuso do exercício de função, cargo
ou emprego na administração direta ou indireta."
§ 10 - O mandato eletivo poderá ser impugnado
ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias
contados da diplomação, instruída a ação com provas
de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.
§ 11 - A ação de impugnação de mandato
tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor,
na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé.
ArtA 15. É vedada a cassação de direitos políticos,
cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
Ì - cancelamento da naturalização por sentença
transitada em julgado;
ÌÌ - incapacidade civil absoluta;
ÌÌÌ - condenação criminal transitada em julgado,
enquanto durarem seus efeitos;
ÌV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta
ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VÌÌÌ;
V - improbidade administrativa, nos termos do art.
37, § 4º.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 6# de 5678:7:<:
"ArtA /5A A lei que alterar o processo eleitoral entrará
em vigor na data de sua publicação, não se aplicando
à eleição que ocorra até um ano da data de sua
vigência."
CAPÍT(LO V
DOS PARTIDOS POLÍTICOS
ArtA 17. É livre a criação, fusão, incorporação e
extinção de partidos políticos, resguardados a
soberania nacional, o regime democrático, o
pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa
humana e observados os seguintes preceitos:
Ì - caráter nacional;
ÌÌ - proibição de recebimento de recursos
financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou
de subordinação a estes;
ÌÌÌ - prestação de contas à Justiça Eleitoral;
ÌV - funcionamento parlamentar de acordo com a
lei.
§ 1º - É assegurada aos partidos políticos
autonomia para definir sua estrutura interna,
organização e funcionamento, devendo seus
estatutos estabelecer normas de fidelidade e
disciplina partidárias.
§ 2º - Os partidos políticos, após adquirirem
personalidade jurídica, na forma da lei civil,
registrarão seus estatutos no Tribunal Superior
Eleitoral.
§ 3º - Os partidos políticos têm direito a recursos
do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à
televisão, na forma da lei.
§ 4º - É vedada a utilização pelos partidos políticos
de organização paramilitar.
TÍT(LO III
Da Or0a'Ja"#o do E$tado
CAPÍT(LO I
DA ORGANIKAÇÃO POLÍTICO)
ADMINISTRATIVA
ArtA 18. A organização político-administrativa da
República Federativa do Brasil compreende a União,
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos
autônomos, nos termos desta Constituição.
§ 1º - Brasília é a Capital Federal.
§ 2º - Os Territórios Federais integram a União, e
sua criação, transformação em Estado ou
reintegração ao Estado de origem serão reguladas
em lei complementar.
§ 3º - Os Estados podem incorporar-se entre si,
subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a
outros, ou formarem novos Estados ou Territórios
Federais, mediante aprovação da população
diretamente interessada, através de plebiscito, e do
Congresso Nacional, por lei complementar.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 59# de 5<78:7:4:
?Y 3W A criação, a incorporação, a fusão e o
desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei
estadual, dentro do período determinado por Lei
Complementar Federal, e dependerão de consulta
prévia, mediante plebiscito, às populações dos
Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos
de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados
na forma da lei$#
ArtA 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
Ì - estabelecer cultos religiosos ou igrejas,
subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou
manter com eles ou seus representantes relações de
51
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei,
a colaboração de interesse público;
ÌÌ - recusar fé aos documentos públicos;
ÌÌÌ - criar distinções entre brasileiros ou
preferências entre si.
CAPÍT(LO II
DA (NIÃO
ArtA 20. São bens da União:
Ì - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe
vierem a ser atribuídos;
ÌÌ - as terras devolutas indispensáveis à defesa das
fronteiras, das fortificações e construções militares,
das vias federais de comunicação e à preservação
ambiental, definidas em lei;
ÌÌÌ - os lagos, rios e quaisquer correntes de água
em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de
um Estado, sirvam de limites com outros países, ou
se estendam a território estrangeiro ou dele
provenham, bem como os terrenos marginais e as
praias fluviais;
ÌV - as ilhas fluviais e lacustres nas zonas
limítrofes com outros países; as praias marítimas; as
ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as
áreas referidas no art. 26, ÌÌ;
V - os recursos naturais da plataforma continental
e da zona econômica exclusiva;
VÌ - o mar territorial;
VÌÌ - os terrenos de marinha e seus acrescidos;
VÌÌÌ - os potenciais de energia hidráulica;
ÌX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios
arqueológicos e pré-históricos;
XÌ - as terras tradicionalmente ocupadas pelos
índios.
§ 1º - É assegurada, nos termos da lei, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem
como a órgãos da administração direta da União,
participação no resultado da exploração de petróleo
ou gás natural, de recursos hídricos para fins de
geração de energia elétrica e de outros recursos
minerais no respectivo território, plataforma
continental, mar territorial ou zona econômica
exclusiva, ou compensação financeira por essa
exploração.
§ 2º - A faixa de até cento e cinqüenta quilômetros
de largura, ao longo das fronteiras terrestres,
designada como faixa de fronteira, é considerada
fundamental para defesa do território nacional, e sua
ocupação e utilização serão reguladas em lei.
ArtA 21. Compete à União:
Ì - manter relações com Estados estrangeiros e
participar de organizações internacionais;
ÌÌ - declarar a guerra e celebrar a paz;
ÌÌÌ - assegurar a defesa nacional;
ÌV - permitir, nos casos previstos em lei
complementar, que forças estrangeiras transitem pelo
território nacional ou nele permaneçam
temporariamente;
V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e
a intervenção federal;
VÌ - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio
de material bélico;
VÌÌ - emitir moeda;
VÌÌÌ - administrar as reservas cambiais do País e
fiscalizar as operações de natureza financeira,
especialmente as de crédito, câmbio e capitalização,
bem como as de seguros e de previdência privada;
ÌX - elaborar e executar planos nacionais e
regionais de ordenação do território e de
desenvolvimento econômico e social;
X - manter o serviço postal e o correio aéreo
nacional;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 ;# de 5978;7:9:
"XI - explorar, diretamente ou mediante autorização,
concessão ou permissão, os serviços de
telecomunicações, nos termos da lei, que disporá
sobre a organização dos serviços, a criação de um
órgão regulador e outros aspectos institucionais;"
XÌÌ - explorar, diretamente ou mediante
autorização, concessão ou permissão:
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 ;# de 5978;7:9:
"aD os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e
imagens;"
b) os serviços e instalações de energia elétrica e o
aproveitamento energético dos cursos de água, em
articulação com os Estados onde se situam os
potenciais hidroenergéticos;
c) a navegação aérea, aeroespacial e a infra-
estrutura aeroportuária;
d) os serviços de transporte ferroviário e
aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras
nacionais, ou que transponham os limites de Estado
ou Território;
e) os serviços de transporte rodoviário
interestadual e internacional de passageiros;
f) os portos marítimos, fluviais e lacustres;
XÌÌÌ - organizar e manter o Poder Judiciário, o
Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito
Federal e dos Territórios;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
?XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia
militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito
Federal, bem como prestar assistência financeira ao
Distrito Federal para a execução de serviços públicos,
por meio de fundo próprio;"
XV - organizar e manter os serviços oficiais de
estatística, geografia, geologia e cartografia de âmbito
nacional;
XVÌ - exercer a classificação, para efeito indicativo,
de diversões públicas e de programas de rádio e
televisão;
XVÌÌ - conceder anistia;
XVÌÌÌ - planejar e promover a defesa permanente
contra as calamidades públicas, especialmente as
secas e as inundações;
XÌX - instituir sistema nacional de gerenciamento
de recursos hídricos e definir critérios de outorga de
direitos de seu uso;
XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento
urbano, inclusive habitação, saneamento básico e
transportes urbanos;
XXÌ - estabelecer princípios e diretrizes para o
sistema nacional de viação;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"XXII - executar os serviços de polícia marítima,
aeroportuária e de fronteiras; "
XXÌÌÌ - explorar os serviços e instalações nucleares
de qualquer natureza e exercer monopólio estatal
sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e
reprocessamento, a industrialização e o comércio de
minérios nucleares e seus derivados, atendidos os
seguintes princípios e condições:
a) toda atividade nuclear em território nacional
somente será admitida para fins pacíficos e mediante
aprovação do Congresso Nacional;
b) sob regime de concessão ou permissão, é
autorizada a utilização de radioisótopos para a
pesquisa e usos medicinais, agrícolas, industriais e
atividades análogas;
c) a responsabilidade civil por danos nucleares
independe da existência de culpa;
XXÌV - organizar, manter e executar a inspeção do
trabalho;
XXV - estabelecer as áreas e as condições para o
exercício da atividade de garimpagem, em forma
associativa.
ArtA 22. Compete privativamente à União legislar
sobre:
Ì - direito civil, comercial, penal, processual,
eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do
trabalho;
ÌÌ - desapropriação;
ÌÌÌ - requisições civis e militares, em caso de
iminente perigo e em tempo de guerra;
ÌV - águas, energia, informática, telecomunicações
e radiodifusão;
V - serviço postal;
VÌ - sistema monetário e de medidas, títulos e
garantias dos metais;
VÌÌ - política de crédito, câmbio, seguros e
transferência de valores;
VÌÌÌ - comércio exterior e interestadual;
ÌX - diretrizes da política nacional de transportes;
X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial,
marítima, aérea e aeroespacial;
XÌ - trânsito e transporte;
52
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
XÌÌ - jazidas, minas, outros recursos minerais e
metalurgia;
XÌÌÌ - nacionalidade, cidadania e naturalização;
XÌV - populações indígenas;
XV - emigração e imigração, entrada, extradição e
expulsão de estrangeiros;
XVÌ - organização do sistema nacional de emprego
e condições para o exercício de profissões;
XVÌÌ - organização judiciária, do Ministério Público
e da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos
Territórios, bem como organização administrativa
destes;
XVÌÌÌ - sistema estatístico, sistema cartográfico e
de geologia nacionais;
XÌX - sistemas de poupança, captação e garantia
da poupança popular;
XX - sistemas de consórcios e sorteios;
XXÌ - normas gerais de organização, efetivos,
material bélico, garantias, convocação e mobilização
das polícias militares e corpos de bombeiros militares;
XXÌÌ - competência da polícia federal e das polícias
rodoviária e ferroviária federais;
XXÌÌÌ - seguridade social;
XXÌV - diretrizes e bases da educação nacional;
XXV - registros públicos;
XXVÌ - atividades nucleares de qualquer natureza;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"XXVII ÷ normas gerais de licitação e contratação, em
todas as modalidades, para as administrações
públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União,
Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o
disposto no art. 37, XXÌ, e para as empresas públicas
e sociedades de economia mista, nos termos do art.
173, § 1°, ÌÌÌ;"
XXVÌÌÌ - defesa territorial, defesa aeroespacial,
defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional;
XXÌX - propaganda comercial.
Parágrafo único. Lei complementar poderá
autorizar os Estados a legislar sobre questões
específicas das matérias relacionadas neste artigo.
ArtA 23. É competência comum da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
Ì - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das
instituições democráticas e conservar o patrimônio
público;
ÌÌ - cuidar da saúde e assistência pública, da
proteção e garantia das pessoas portadoras de
deficiência;
ÌÌÌ - proteger os documentos, as obras e outros
bens de valor histórico, artístico e cultural, os
monumentos, as paisagens naturais notáveis e os
sítios arqueológicos;
ÌV - impedir a evasão, a destruição e a
descaracterização de obras de arte e de outros bens
de valor histórico, artístico ou cultural;
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à
educação e à ciência;
VÌ - proteger o meio ambiente e combater a
poluição em qualquer de suas formas;
VÌÌ - preservar as florestas, a fauna e a flora;
VÌÌÌ - fomentar a produção agropecuária e
organizar o abastecimento alimentar;
ÌX - promover programas de construção de
moradias e a melhoria das condições habitacionais e
de saneamento básico;
X - combater as causas da pobreza e os fatores de
marginalização, promovendo a integração social dos
setores desfavorecidos;
XÌ - registrar, acompanhar e fiscalizar as
concessões de direitos de pesquisa e exploração de
recursos hídricos e minerais em seus territórios;
XÌÌ - estabelecer e implantar política de educação
para a segurança do trânsito.
Parágrafo único. Lei complementar fixará normas
para a cooperação entre a União e os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o
equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em
âmbito nacional.
ArtA 24. Compete à União, aos Estados e ao
Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
Ì - direito tributário, financeiro, penitenciário,
econômico e urbanístico;
ÌÌ - orçamento;
ÌÌÌ - juntas comerciais;
ÌV - custas dos serviços forenses;
V - produção e consumo;
VÌ - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da
natureza, defesa do solo e dos recursos naturais,
proteção do meio ambiente e controle da poluição;
VÌÌ - proteção ao patrimônio histórico, cultural,
artístico, turístico e paisagístico;
VÌÌÌ - responsabilidade por dano ao meio ambiente,
ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico,
estético, histórico, turístico e paisagístico;
ÌX - educação, cultura, ensino e desporto;
X - criação, funcionamento e processo do juizado
de pequenas causas;
XÌ - procedimentos em matéria processual;
XÌÌ - previdência social, proteção e defesa da
saúde;
XÌÌÌ - assistência jurídica e Defensoria pública;
XÌV - proteção e integração social das pessoas
portadoras de deficiência;
XV - proteção à infância e à juventude;
XVÌ - organização, garantias, direitos e deveres
das polícias civis.
§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a
competência da União limitar-se-á a estabelecer
normas gerais.
§ 2º - A competência da União para legislar sobre
normas gerais não exclui a competência suplementar
dos Estados.
§ 3º - Ìnexistindo lei federal sobre normas gerais,
os Estados exercerão a competência legislativa plena,
para atender a suas peculiaridades.
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas
gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe
for contrário.
CAPÍT(LO III
DOS ESTADOS FEDERADOS
ArtA 25. Os Estados organizam-se e regem-se
pelas Constituições e leis que adotarem, observados
os princípios desta Constituição.
§ 1º - São reservadas aos Estados as
competências que não lhes sejam vedadas por esta
Constituição.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 9# de 5978;7:9:
"Y 1W Cabe aos Estados explorar diretamente, ou
mediante concessão, os serviços locais de gás
canalizado, na forma da lei, vedada a edição de
medida provisória para a sua regulamentação."
§ 3º - Os Estados poderão, mediante lei
complementar, instituir regiões metropolitanas,
aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas
por agrupamentos de municípios limítrofes, para
integrar a organização, o planejamento e a execução
de funções públicas de interesse comum.
ArtA 26. Ìncluem-se entre os bens dos Estados:
Ì - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes,
emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso,
na forma da lei, as decorrentes de obras da União;
ÌÌ - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que
estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob
domínio da União, Municípios ou terceiros;
ÌÌÌ - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à
União;
ÌV - as terras devolutas não compreendidas entre
as da União.
ArtA 27. O número de Deputados à Assembléia
Legislativa corresponderá ao triplo da representação
do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o
número de trinta e seis, será acrescido de tantos
quantos forem os Deputados Federais acima de doze.
§ 1º - Será de quatro anos o mandato dos
Deputados Estaduais, aplicando- sê-lhes as regras
desta Constituição sobre sistema eleitoral,
inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de
mandato, licença, impedimentos e incorporação às
Forças Armadas.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
?Y 1W O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado
por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa, na
razão de, no máximo, setenta e cinco por cento
daquele estabelecido, em espécie, para os Deputados
Federais, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º,
57, § 7º, 150, ÌÌ, 153, ÌÌÌ, e 153, § 2º, Ì. "
53
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
§ 3º - Compete às Assembléias Legislativas dispor
sobre seu regimento interno, polícia e serviços
administrativos de sua secretaria, e prover os
respectivos cargos.
§ 4º - A lei disporá sobre a iniciativa popular no
processo legislativo estadual.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 54# de 867847:=:
"ArtA 17A A eleição do Governador e do Vice-
Governador de Estado, para mandato de quatro anos,
realizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em
primeiro turno, e no último domingo de outubro, em
segundo turno, se houver, do ano anterior ao do
término do mandato de seus antecessores, e a posse
ocorrerá em primeiro de janeiro do ano subseqüente,
observado, quanto ao mais, o disposto no art. 77."
/01 Parágrafo único.
/01 )ransfor$ado e$ @ 52 pela E$enda
Constitucional n2 5:# de 867847:;:
"Y /W Perderá o mandato o Governador que assumir
outro cargo ou função na administração pública direta
ou indireta, ressalvada a posse em virtude de
concurso público e observado o disposto no art. 38, Ì,
ÌV e V."
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 1W Os subsídios do Governador, do Vice-
Governador e dos Secretários de Estado serão
fixados por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa,
observado o que dispõem os arts. 37, XÌ, 39, § 4º,
150, ÌÌ, 153, ÌÌÌ, e 153, § 2º, Ì."
CAPÍT(LO IV
Do$ Mu'!-*'o$
ArtA 29. O Município reger-se-á por lei orgânica,
votada em dois turnos, com o interstício mínimo de
dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da
Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os
princípios estabelecidos nesta Constituição, na
Constituição do respectivo Estado e os seguintes
preceitos:
Ì - eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos
Vereadores, para mandato de quatro anos, mediante
pleito direto e simultâneo realizado em todo o País;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 54# de 867847:=:
"II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no
primeiro domingo de outubro do ano anterior ao
término do mandato dos que devam suceder,
aplicadas as regras do art. 77, no caso de Municípios
com mais de duzentos mil eleitores;"
ÌÌÌ - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º
de janeiro do ano subseqüente ao da eleição;
ÌV - número de Vereadores proporcional à
população do Município, observados os seguintes
limites:
a) mínimo de nove e máximo de vinte e um nos
Municípios de até um milhão de habitantes;
b) mínimo de trinta e três e máximo de quarenta e
um nos Municípios de mais de um milhão e menos de
cinco milhões de habitantes;
c) mínimo de quarenta e dois e máximo de
cinqüenta e cinco nos Municípios de mais de cinco
milhões de habitantes;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"V - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos
Secretários Municipais fixados por lei de iniciativa da
Câmara Municipal, observado o que dispõem os arts.
37, XÌ, 39, § 4º, 150, ÌÌ, 153, ÌÌÌ, e 153, § 2º, Ì;'
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 39# de 5678373888:
"VI - o subsídio dos Vereadores será fixado pelas
respectivas Câmaras Municipais em cada legislatura
para a subseqüente, observado o que dispõe esta
Constituição, observados os critérios estabelecidos na
respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites
máximos:
a) em Municípios de até dez mil habitantes, o
subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a
vinte por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
b) em Municípios de dez mil e um a cinqüenta mil
habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores
corresponderá a trinta por cento do subsídio dos
Deputados Estaduais;
c) em Municípios de cinqüenta mil e um a cem mil
habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores
corresponderá a quarenta por cento do subsídio dos
Deputados Estaduais;
d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil
habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores
corresponderá a cinqüenta por cento do subsídio dos
Deputados Estaduais;
e) em Municípios de trezentos mil e um a
quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a sessenta por cento do
subsídio dos Deputados Estaduais;
f) em Municípios de mais de quinhentos mil
habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores
corresponderá a setenta e cinco por cento do subsídio
dos Deputados Estaduais;"
>nciso inclu.do pela E$enda Constitucional n2
5# de <578<7:3:
"VII - o total da despesa com a remuneração dos
vereadores não poderá ultrapassar o montante de
cinco por cento da receita do município;"
/01 Renu$erado pela E$enda Constitucional
n2 5# de <578<7:3:
"VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas
opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e
na circunscrição do Município;"
/01 Renu$erado pela E$enda Constitucional
n2 5# de <578<7:3:
"IX ÷ proibições e incompatibilidades, no exercício da
vereança, similares, no que couber, ao disposto nesta
Constituição para os membros do Congresso
Nacional e, na Constituição do respectivo Estado,
para os membros da Assembléia Legislativa;'
/01 Renu$erado pela E$enda Constitucional
n2 5# de <578<7:3:
"X ÷ julgamento do Prefeito perante o Tribunal de
Justiça;"
/01 Renu$erado pela E$enda Constitucional
n2 5# de <578<7:3:
"XI ÷ organização das funções legislativas e
fiscalizadoras da Câmara Municipal;"
/01 Renu$erado pela E$enda Constitucional
n2 5# de <578<7:3:
"XII ÷ cooperação das associações representativas no
planejamento municipal;'
/01 Renu$erado pela E$enda Constitucional
n2 5# de <578<7:3:
"XIII ÷ iniciativa popular de projetos de lei de interesse
específico do Município, da cidade ou de bairros,
através de manifestação de, pelo menos, cinco por
cento do eleitorado;"
/01 Renu$erado pela E$enda Constitucional
n2 5# de <578<7:3:
"XIV ÷ perda do mandato do Prefeito, nos termos do
art. 28, parágrafo único."
Artigo inclu.do pela E$enda Constitucional n2
39# de 5678373888:
"ArtA 18)A. O total da despesa do Poder Legislativo
Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e
excluídos os gastos com inativos, não poderá
ultrapassar os seguintes percentuais, relativos ao
somatório da receita tributária e das transferências
previstas no § 5
o
do art. 153 e nos arts. 158 e 159,
efetivamente realizado no exercício anterior:
Ì - oito por cento para Municípios com população
de até cem mil habitantes;
ÌÌ - sete por cento para Municípios com população
entre cem mil e um e trezentos mil habitantes;
ÌÌÌ - seis por cento para Municípios com população
entre trezentos mil e um e quinhentos mil habitantes;
ÌV - cinco por cento para Municípios com
população acima de quinhentos mil habitantes.
§ 1
o
A Câmara Municipal não gastará mais de
setenta por cento de sua receita com folha de
pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus
Vereadores.
§ 2
o
Constitui crime de responsabilidade do
Prefeito Municipal:
Ì - efetuar repasse que supere os limites definidos
neste artigo;
ÌÌ - não enviar o repasse até o dia vinte de cada
mês; ou
ÌÌÌ - enviá-lo a menor em relação à proporção
fixada na Lei Orçamentária.
§ 3
o
Constitui crime de responsabilidade do
Presidente da Câmara Municipal o desrespeito ao §
1
o
deste artigo."
ArtA 30. Compete aos Municípios:
Ì - legislar sobre assuntos de interesse local;
ÌÌ - suplementar a legislação federal e a estadual
no que couber;
ÌÌÌ - instituir e arrecadar os tributos de sua
competência, bem como aplicar suas rendas, sem
54
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e
publicar balancetes nos prazos fixados em lei;
ÌV - criar, organizar e suprimir distritos, observada
a legislação estadual;
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime
de concessão ou permissão, os serviços públicos de
interesse local, incluído o de transporte coletivo, que
tem caráter essencial;
VÌ - manter, com a cooperação técnica e financeira
da União e do Estado, programas de educação pré-
escolar e de ensino fundamental;
VÌÌ - prestar, com a cooperação técnica e
financeira da União e do Estado, serviços de
atendimento à saúde da população;
VÌÌÌ - promover, no que couber, adequado
ordenamento territorial, mediante planejamento e
controle do uso, do parcelamento e da ocupação do
solo urbano;
ÌX - promover a proteção do patrimônio histórico-
cultural local, observada a legislação e a ação
fiscalizadora federal e estadual.
ArtA 31. A fiscalização do Município será exercida
pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle
externo, e pelos sistemas de controle interno do
Poder Executivo Municipal, na forma da lei.
§ 1º - O controle externo da Câmara Municipal
será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas
dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou
Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver.
§ 2º - O parecer prévio, emitido pelo órgão
competente sobre as contas que o Prefeito deve
anualmente prestar, só deixará de prevalecer por
decisão de dois terços dos membros da Câmara
Municipal.
§ 3º - As contas dos Municípios ficarão, durante
sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer
contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá
questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei.
§ 4º - É vedada a criação de Tribunais, Conselhos
ou órgãos de Contas Municipais.
CAPÍT(LO V
DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRIT;RIOS
Se"#o I
DO DISTRITO FEDERAL
ArtA 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em
Municípios, reger- se-á por lei orgânica, votada em
dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e
aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que
a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos
nesta Constituição.
§ 1º - Ao Distrito Federal são atribuídas as
competências legislativas reservadas aos Estados e
Municípios.
§ 2º - A eleição do Governador e do Vice-
Governador, observadas as regras do art. 77, e dos
Deputados Distritais coincidirá com a dos
Governadores e Deputados Estaduais, para mandato
de igual duração.
§ 3º - Aos Deputados Distritais e à Câmara
Legislativa aplica-se o disposto no art. 27.
§ 4º - Lei federal disporá sobre a utilização, pelo
Governo do Distrito Federal, das polícias civil e militar
e do corpo de bombeiros militar.
Se"#o II
DOS TERRIT;RIOS
ArtA 33. A lei disporá sobre a organização
administrativa e judiciária dos Territórios.
§ 1º - Os Territórios poderão ser divididos em
Municípios, aos quais se aplicará, no que couber, o
disposto no Capítulo ÌV deste Título.
§ 2º - As contas do Governo do Território serão
submetidas ao Congresso Nacional, com parecer
prévio do Tribunal de Contas da União.
§ 3º - Nos Territórios Federais com mais de cem
mil habitantes, além do Governador nomeado na
forma desta Constituição, haverá órgãos judiciários de
primeira e segunda instância, membros do Ministério
Público e defensores públicos federais; a lei disporá
sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua
competência deliberativa.
CAPÍT(LO VI
DA INTERVENÇÃO
ArtA 34. A União não intervirá nos Estados nem no
Distrito Federal, exceto para:
Ì - manter a integridade nacional;
ÌÌ - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade
da Federação em outra;
ÌÌÌ - pôr termo a grave comprometimento da ordem
pública;
ÌV - garantir o livre exercício de qualquer dos
Poderes nas unidades da Federação;
V - reorganizar as finanças da unidade da
Federação que:
a) suspender o pagamento da dívida fundada por
mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força
maior;
b) deixar de entregar aos Municípios receitas
tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos
prazos estabelecidos em lei;
VÌ - prover a execução de lei federal, ordem ou
decisão judicial;
VÌÌ - assegurar a observância dos seguintes
princípios constitucionais:
a) forma republicana, sistema representativo e
regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública,
direta e indireta.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 3:# de 5<78:788:
"e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante
de impostos estaduais, compreendida a proveniente
de transferências, na manutenção e desenvolvimento
do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde."
ArtA 35. O Estado não intervirá em seus
Municípios, nem a União nos Municípios localizados
em Território Federal, exceto quando:
Ì - deixar de ser paga, sem motivo de força maior,
por dois anos consecutivos, a dívida fundada;
ÌÌ - não forem prestadas contas devidas, na forma
da lei;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 3:# de 5<78:788:
"ÌÌÌ ÷ não tiver sido aplicado o mínimo exigido da
receita municipal na manutenção e desenvolvimento
do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde;"
ÌV - o Tribunal de Justiça der provimento a
representação para assegurar a observância de
princípios indicados na Constituição Estadual, ou para
prover a execução de lei, de ordem ou de decisão
judicial.
ArtA 36. A decretação da intervenção dependerá:
Ì - no caso do art. 34, ÌV, de solicitação do Poder
Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou
impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal
Federal, se a coação for exercida contra o Poder
Judiciário;
ÌÌ - no caso de desobediência a ordem ou decisão
judiciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal,
do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal
Superior Eleitoral;
ÌÌÌ - de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal,
de representação do Procurador-Geral da República,
na hipótese do art. 34, VÌÌ;
ÌV - de provimento, pelo Superior Tribunal de
Justiça, de representação do Procurador-Geral da
República, no caso de recusa à execução de lei
federal.
§ 1º - O decreto de intervenção, que especificará a
amplitude, o prazo e as condições de execução e
que, se couber, nomeará o interventor, será
submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da
Assembléia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e
quatro horas.
§ 2º - Se não estiver funcionando o Congresso
Nacional ou a Assembléia Legislativa, far-se-á
convocação extraordinária, no mesmo prazo de vinte
e quatro horas.
§ 3º - Nos casos do art. 34, VÌ e VÌÌ, ou do art. 35,
ÌV, dispensada a apreciação pelo Congresso Nacional
ou pela Assembléia Legislativa, o decreto limitar-se-á
a suspender a execução do ato impugnado, se essa
medida bastar ao restabelecimento da normalidade.
§ 4º - Cessados os motivos da intervenção, as
autoridades afastadas de seus cargos a estes
voltarão, salvo impedimento legal.
55
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
CAPÍT(LO VII
DA ADMINISTRAÇÃO PSFLICA
Se"#o I
DISPOSIÇEES GERAIS
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"ArtA 26A A administração pública direta e indireta de
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos
princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:"
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
#I - os cargos, empregos e funções públicas são
acessíveis aos brasileiros que preencham os
requisitos estabelecidos em lei, assim como aos
estrangeiros, na forma da lei;"
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"II - a investidura em cargo ou emprego público
depende de aprovação prévia em concurso público de
provas ou de provas e títulos, de acordo com a
natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na
forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações
para cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração;"
ÌÌÌ - o prazo de validade do concurso público será
de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual
período;
ÌV - durante o prazo improrrogável previsto no
edital de convocação, aquele aprovado em concurso
público de provas ou de provas e títulos será
convocado com prioridade sobre novos concursados
para assumir cargo ou emprego, na carreira;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"V - as funções de confiança, exercidas
exclusivamente por servidores ocupantes de cargo
efetivo, e os cargos em comissão, a serem
preenchidos por servidores de carreira nos casos,
condições e percentuais mínimos previstos em lei,
destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia
e assessoramento;"
VÌ - é garantido ao servidor público civil o direito à
livre associação sindical;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"VII - o direito de greve será exercido nos termos e
nos limites definidos em lei específica;"
VÌÌÌ - a lei reservará percentual dos cargos e
empregos públicos para as pessoas portadoras de
deficiência e definirá os critérios de sua admissão;
ÌX - a lei estabelecerá os casos de contratação por
tempo determinado para atender a necessidade
temporária de excepcional interesse público;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"X - a remuneração dos servidores públicos e o
subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente
poderão ser fixados ou alterados por lei específica,
observada a iniciativa privativa em cada caso,
assegurada revisão geral anual, sempre na mesma
data e sem distinção de índices;" (Regulamento)
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de
cargos, funções e empregos públicos da
administração direta, autárquica e fundacional, dos
membros de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos
detentores de mandato eletivo e dos demais agentes
políticos e os proventos, pensões ou outra espécie
remuneratória, percebidos cumulativamente ou não,
incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra
natureza, não poderão exceder o subsídio mensal,
em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal
Federal;"
XÌÌ - os vencimentos dos cargos do Poder
Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser
superiores aos pagos pelo Poder Executivo;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de
quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de
remuneração de pessoal do serviço público;"
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por
servidor público não serão computados nem
acumulados para fins de concessão de acréscimos
ulteriores;"
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5;# de 897837:;:
"XV -
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de
cargos e empregos públicos são irredutíveis,
ressalvado o disposto nos incisos XÌ e XÌV deste
artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, ÌÌ, 153, ÌÌÌ, e 153, § 2º,
Ì;"
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos
públicos, exceto, quando houver compatibilidade de
horários, observado em qualquer caso o disposto no
inciso XÌ.
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico
ou científico;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <6# de 5<75373885:
c) a de dois cargos ou empregos privativos de
profissionais de saúde, com profissões
regulamentadas; (NR)
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"XVII - a proibição de acumular estende-se a
empregos e funções e abrange autarquias,
fundações, empresas públicas, sociedades de
economia mista, suas subsidiárias, e sociedades
controladas, direta ou indiretamente, pelo poder
público;'
XVÌÌÌ - a administração fazendária e seus
servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de
competência e jurisdição, precedência sobre os
demais setores administrativos, na forma da lei;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"XIX ÷ somente por lei específica poderá ser criada
autarquia e autorizada a instituição de empresa
pública, de sociedade de economia mista e de
fundação, cabendo à lei complementar, neste último
caso, definir as áreas de sua atuação;"
XX - depende de autorização legislativa, em cada
caso, a criação de subsidiárias das entidades
mencionadas no inciso anterior, assim como a
participação de qualquer delas em empresa privada;
XXÌ - ressalvados os casos especificados na
legislação, as obras, serviços, compras e alienações
serão contratados mediante processo de licitação
pública que assegure igualdade de condições a todos
os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam
obrigações de pagamento, mantidas as condições
efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual
somente permitirá as exigências de qualificação
técnica e econômica indispensáveis à garantia do
cumprimento das obrigações.
§ 1º - A publicidade dos atos, programas, obras,
serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter
caráter educativo, informativo ou de orientação social,
dela não podendo constar nomes, símbolos ou
imagens que caracterizem promoção pessoal de
autoridades ou servidores públicos.
§ 2º - A não observância do disposto nos incisos ÌÌ
e ÌÌÌ implicará a nulidade do ato e a punição da
autoridade responsável, nos termos da lei.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 2W A lei disciplinará as formas de participação do
usuário na administração pública direta e indireta,
regulando especialmente:
Ì - as reclamações relativas à prestação dos
serviços públicos em geral, asseguradas a
manutenção de serviços de atendimento ao usuário e
a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade
dos serviços;
ÌÌ - o acesso dos usuários a registros
administrativos e a informações sobre atos de
governo, observado o disposto no art. 5º, X e XXXÌÌÌ;
ÌÌÌ - a disciplina da representação contra o
exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou
função na administração pública."
§ 4º - Os atos de improbidade administrativa
importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda
da função pública, a indisponibilidade dos bens e o
ressarcimento ao erário, na forma e gradação
previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
§ 5º - A lei estabelecerá os prazos de prescrição
para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor
56
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas
as respectivas ações de ressarcimento.
§ 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as
de direito privado prestadoras de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito
de regresso contra o responsável nos casos de dolo
ou culpa.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 6W A lei disporá sobre os requisitos e as restrições
ao ocupante de cargo ou emprego da administração
direta e indireta que possibilite o acesso a
informações privilegiadas."
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 7W A autonomia gerencial, orçamentária e
financeira dos órgãos e entidades da administração
direta e indireta poderá ser ampliada mediante
contrato, a ser firmado entre seus administradores e o
poder público, que tenha por objeto a fixação de
metas de desempenho para o órgão ou entidade,
cabendo à lei dispor sobre:
Ì - o prazo de duração do contrato;
ÌÌ - os controles e critérios de avaliação de
desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade
dos dirigentes;
ÌÌÌ - a remuneração do pessoal."
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 8W O disposto no inciso XÌ aplica-se às empresas
públicas e às sociedades de economia mista, e suas
subsidiárias, que receberem recursos da União, dos
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para
pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em
geral."
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 38# de 597537:;:
"Y /:A É vedada a percepção simultânea de proventos
de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts.
42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou
função pública, ressalvados os cargos acumuláveis
na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os
cargos em comissão declarados em lei de livre
nomeação e exoneração."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"ArtA 27A Ao servidor público da administração direta,
autárquica e fundacional, no exercício de mandato
eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:"
Ì - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual
ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou
função;
ÌÌ - investido no mandato de Prefeito, será afastado
do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado
optar pela sua remuneração;
ÌÌÌ - investido no mandato de Vereador, havendo
compatibilidade de horários, perceberá as vantagens
de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da
remuneração do cargo eletivo, e, não havendo
compatibilidade, será aplicada a norma do inciso
anterior;
ÌV - em qualquer caso que exija o afastamento
para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de
serviço será contado para todos os efeitos legais,
exceto para promoção por merecimento;
V - para efeito de benefício previdenciário, no caso
de afastamento, os valores serão determinados como
se no exercício estivesse.
Se"#o II
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5;# de 897837:;:
>DOS SERVIDORES PSFLICOS>
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"ArtA 28A A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios instituirão conselho de política de
administração e remuneração de pessoal, integrado
por servidores designados pelos respectivos
Poderes."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y /W A fixação dos padrões de vencimento e dos
demais componentes do sistema remuneratório
observará:
Ì - a natureza, o grau de responsabilidade e a
complexidade dos cargos componentes de cada
carreira;
ÌÌ - os requisitos para a investidura;
ÌÌÌ - as peculiaridades dos cargos."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 1W A União, os Estados e o Distrito Federal
manterão escolas de governo para a formação e o
aperfeiçoamento dos servidores públicos,
constituindo-se a participação nos cursos um dos
requisitos para a promoção na carreira, facultada,
para isso, a celebração de convênios ou contratos
entre os entes federados."
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 2W Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo
público o disposto no art. 7º, ÌV, VÌÌ, VÌÌÌ, ÌX, XÌÌ, XÌÌÌ,
XV, XVÌ, XVÌÌ, XVÌÌÌ, XÌX, XX, XXÌÌ e XXX, podendo a
lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão
quando a natureza do cargo o exigir."
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 3W O membro de Poder, o detentor de mandato
eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários
Estaduais e Municipais serão remunerados
exclusivamente por subsídio fixado em parcela única,
vedado o acréscimo de qualquer gratificação,
adicional, abono, prêmio, verba de representação ou
outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer
caso, o disposto no art. 37, X e XÌ."
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 4W Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a
maior e a menor remuneração dos servidores
públicos, obedecido, em qualquer caso, o disposto no
art. 37, XÌ."
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 5W Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário
publicarão anualmente os valores do subsídio e da
remuneração dos cargos e empregos públicos."
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 6W Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos
orçamentários provenientes da economia com
despesas correntes em cada órgão, autarquia e
fundação, para aplicação no desenvolvimento de
programas de qualidade e produtividade, treinamento
e desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e
racionalização do serviço público, inclusive sob a
forma de adicional ou prêmio de produtividade."
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 7W A remuneração dos servidores públicos
organizados em carreira poderá ser fixada nos termos
do § 4º."
/01 Redaç,o dada ao artigo pela E$enda
Constitucional n2 38# de 597537:;:
"ArtA 3:A Aos servidores titulares de cargos efetivos
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é
assegurado regime de previdência de caráter
contributivo, observados critérios que preservem o
equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste
artigo.
Y /W Os servidores abrangidos pelo regime de
previdência de que trata este artigo serão
aposentados, calculados os seus proventos a partir
dos valores fixados na forma do § 3°:
Ì - por invalidez permanente, sendo os proventos
proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se
decorrente de acidente em serviço, moléstia
profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável,
especificadas em lei;
ÌÌ - compulsoriamente, aos setenta anos de idade,
com proventos proporcionais ao tempo de
contribuição;
ÌÌÌ - voluntariamente, desde que cumprido tempo
mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço
público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará
a aposentadoria, observadas as seguintes condições:
a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de
contribuição, se homem, e cinqüenta e cinco anos de
idade e trinta de contribuição, se mulher;
b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e
sessenta anos de idade, se mulher, com proventos
proporcionais ao tempo de contribuição.
Y 1W Os proventos de aposentadoria e as pensões,
por ocasião de sua concessão, não poderão exceder
a remuneração do respectivo servidor, no cargo
57
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu
de referência para a concessão da pensão.
Y 2W Os proventos de aposentadoria, por ocasião
da sua concessão, serão calculados com base na
remuneração do servidor no cargo efetivo em que se
der a aposentadoria e, na forma da lei,
corresponderão à totalidade da remuneração.
Y 3W É vedada a adoção de requisitos e critérios
diferenciados para a concessão de aposentadoria aos
abrangidos pelo regime de que trata este artigo,
ressalvados os casos de atividades exercidas
exclusivamente sob condições especiais que
prejudiquem a saúde ou a integridade física, definidos
em lei complementar.
Y 4W Os requisitos de idade e de tempo de
contribuição serão reduzidos em cinco anos, em
relação ao disposto no § 1°, ÌÌÌ, a, para o professor
que comprove exclusivamente tempo de efetivo
exercício das funções de magistério na educação
infantil e no ensino fundamental e médio.
Y 5W Ressalvadas as aposentadorias decorrentes
dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição,
é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria
à conta do regime de previdência previsto neste
artigo.
Y 6W Lei disporá sobre a concessão do benefício da
pensão por morte, que será igual ao valor dos
proventos do servidor falecido ou ao valor dos
proventos a que teria direito o servidor em atividade
na data de seu falecimento, observado o disposto no
§ 3º.
Y 7W Observado o disposto no art. 37, XÌ, os
proventos de aposentadoria e as pensões serão
revistos na mesma proporção e na mesma data,
sempre que se modificar a remuneração dos
servidores em atividade, sendo também estendidos
aos aposentados e aos pensionistas quaisquer
benefícios ou vantagens posteriormente concedidos
aos servidores em atividade, inclusive quando
decorrentes da transformação ou reclassificação do
cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou
que serviu de referência para a concessão da pensão,
na forma da lei.
Y 8W O tempo de contribuição federal, estadual ou
municipal será contado para efeito de aposentadoria e
o tempo de serviço correspondente para efeito de
disponibilidade.
Y /:. A lei não poderá estabelecer qualquer forma
de contagem de tempo de contribuição fictício.
Y //A Aplica-se o limite fixado no art. 37, XÌ, à
soma total dos proventos de inatividade, inclusive
quando decorrentes da acumulação de cargos ou
empregos públicos, bem como de outras atividades
sujeitas a contribuição para o regime geral de
previdência social, e ao montante resultante da
adição de proventos de inatividade com remuneração
de cargo acumulável na forma desta Constituição,
cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração, e de cargo eletivo.
Y /1. Além do disposto neste artigo, o regime de
previdência dos servidores públicos titulares de cargo
efetivo observará, no que couber, os requisitos e
critérios fixados para o regime geral de previdência
social.
Y /2. Ao servidor ocupante, exclusivamente, de
cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração bem como de outro cargo
temporário ou de emprego público, aplica-se o regime
geral de previdência social.
Y /3A A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, desde que instituam regime de
previdência complementar para os seus respectivos
servidores titulares de cargo efetivo, poderão fixar,
para o valor das aposentadorias e pensões a serem
concedidas pelo regime de que trata este artigo, o
limite máximo estabelecido para os benefícios do
regime geral de previdência social de que trata o art.
201.
Y /4A Observado o disposto no art. 202, lei
complementar disporá sobre as normas gerais para a
instituição de regime de previdência complementar
pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios,
para atender aos seus respectivos servidores titulares
de cargo efetivo.
Y /5A Somente mediante sua prévia e expressa
opção, o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado
ao servidor que tiver ingressado no serviço público
até a data da publicação do ato de instituição do
correspondente regime de previdência
complementar."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"ArtA 3/A São estáveis após três anos de efetivo
exercício os servidores nomeados para cargo de
provimento efetivo em virtude de concurso público."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y /W O servidor público estável só perderá o cargo:
Ì - em virtude de sentença judicial transitada em
julgado;
ÌÌ ÷ mediante processo administrativo em que lhe
seja assegurada ampla defesa;
ÌÌÌ ÷ mediante procedimento de avaliação periódica
de desempenho, na forma de lei complementar,
assegurada ampla defesa."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 1W Ìnvalidada por sentença judicial a demissão do
servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual
ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo
de origem, sem direito a indenização, aproveitado em
outro cargo ou posto em disponibilidade com
remuneração proporcional ao tempo de serviço."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 2W Extinto o cargo ou declarada a sua
desnecessidade, o servidor estável ficará em
disponibilidade, com remuneração proporcional ao
tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento
em outro cargo."
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 3W Como condição para a aquisição da
estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de
desempenho por comissão instituída para essa
finalidade."
Se"#o III
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5;# de 897837:;:
"DOS MÌLÌTARES DOS ESTADOS, DO DÌSTRÌTO
FEDERAL E DOS TERRÌTÓRÌOS"
/01 Redaç,o dada ao artigo pela E$enda
Constitucional n2 5;# de 897837:;:
"ArtA 31 Os membros das Polícias Militares e Corpos
de Bombeiros Militares, instituições organizadas com
base na hierarquia e disciplina, são militares dos
Estados, do Distrito Federal e dos Territórios."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 38# de 597537:;:
"Y /W Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito
Federal e dos Territórios, além do que vier a ser
fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art.
40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei
estadual específica dispor sobre as matérias do art.
142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais
conferidas pelos respectivos governadores."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5;# de 897837:;:
"Y 1W "
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 38# de 597537:;:
"Y 1W Aos militares dos Estados, do Distrito Federal e
dos Territórios e a seus pensionistas, aplica-se o
disposto no art. 40, §§ 7º e 8º."
Se"#o IV
DAS REGIEES
ArtA 43. Para efeitos administrativos, a União
poderá articular sua ação em um mesmo complexo
geoeconômico e social, visando a seu
desenvolvimento e à redução das desigualdades
regionais.
§ 1º - Lei complementar disporá sobre:
Ì - as condições para integração de regiões em
desenvolvimento;
ÌÌ - a composição dos organismos regionais que
executarão, na forma da lei, os planos regionais,
integrantes dos planos nacionais de desenvolvimento
econômico e social, aprovados juntamente com estes.
§ 2º - Os incentivos regionais compreenderão,
além de outros, na forma da lei:
Ì - igualdade de tarifas, fretes, seguros e outros
itens de custos e preços de responsabilidade do
Poder Público;
ÌÌ - juros favorecidos para financiamento de
atividades prioritárias;
58
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ÌÌÌ - isenções, reduções ou diferimento temporário
de tributos federais devidos por pessoas físicas ou
jurídicas;
ÌV - prioridade para o aproveitamento econômico e
social dos rios e das massas de água represadas ou
represáveis nas regiões de baixa renda, sujeitas a
secas periódicas.
§ 3º - Nas áreas a que se refere o § 2º, ÌV, a União
incentivará a recuperação de terras áridas e
cooperará com os pequenos e médios proprietários
rurais para o estabelecimento, em suas glebas, de
fontes de água e de pequena irrigação.
TÍT(LO IV
Da Or0a'Ja"#o do$ Podere$
CAPÍT(LO I
DO PODER LEGISLATIVO
Se"#o I
DO CONGRESSO NACIONAL
ArtA 44. O Poder Legislativo é exercido pelo
Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal.
Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração
de quatro anos.
ArtA 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de
representantes do povo, eleitos, pelo sistema
proporcional, em cada Estado, em cada Território e
no Distrito Federal.
§ 1º - O número total de Deputados, bem como a
representação por Estado e pelo Distrito Federal, será
estabelecido por lei complementar, proporcionalmente
à população, procedendo-se aos ajustes necessários,
no ano anterior às eleições, para que nenhuma
daquelas unidades da Federação tenha menos de
oito ou mais de setenta Deputados.
§ 2º - Cada Território elegerá quatro Deputados.
ArtA 46. O Senado Federal compõe-se de
representantes dos Estados e do Distrito Federal,
eleitos segundo o princípio majoritário.
§ 1º - Cada Estado e o Distrito Federal elegerão
três Senadores, com mandato de oito anos.
§ 2º - A representação de cada Estado e do
Distrito Federal será renovada de quatro em quatro
anos, alternadamente, por um e dois terços.
§ 3º - Cada Senador será eleito com dois
suplentes.
ArtA 47. Salvo disposição constitucional em
contrário, as deliberações de cada Casa e de suas
Comissões serão tomadas por maioria dos votos,
presente a maioria absoluta de seus membros.
Se"#o II
DAS ATRIF(IÇEES DO CONGRESSO
NACIONAL
ArtA 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a
sanção do Presidente da República, não exigida esta
para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre
todas as matérias de competência da União,
especialmente sobre:
Ì - sistema tributário, arrecadação e distribuição de
rendas;
ÌÌ - plano plurianual, diretrizes orçamentárias,
orçamento anual, operações de crédito, dívida pública
e emissões de curso forçado;
ÌÌÌ - fixação e modificação do efetivo das Forças
Armadas;
ÌV - planos e programas nacionais, regionais e
setoriais de desenvolvimento;
V - limites do território nacional, espaço aéreo e
marítimo e bens do domínio da União;
VÌ - incorporação, subdivisão ou desmembramento
de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as
respectivas Assembléias Legislativas;
VÌÌ - transferência temporária da sede do Governo
Federal;
VÌÌÌ - concessão de anistia;
ÌX - organização administrativa, judiciária, do
Ministério Público e da Defensoria Pública da União e
dos Territórios e organização judiciária, do Ministério
Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
X ÷ criação, transformação e extinção de cargos,
empregos e funções públicas, observado o que
estabelece o art. 84, VÌ, !;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
XÌ ÷ criação e extinção de Ministérios e órgãos da
administração pública;
XÌÌ - telecomunicações e radiodifusão;
XÌÌÌ - matéria financeira, cambial e monetária,
instituições financeiras e suas operações;
XÌV - moeda, seus limites de emissão, e montante
da dívida mobiliária federal.
>nciso inclu.do pela E$enda Constitucional n2
5:# de 867847:;:
"XV ÷ fixação do subsídio dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal, por lei de iniciativa conjunta dos
Presidentes da República, da Câmara dos
Deputados, do Senado Federal e do Supremo
Tribunal Federal, observado o que dispõem os arts.
39, § 4º, 150, ÌÌ, 153, ÌÌÌ, e 153, § 2º, Ì."
ArtA 49. É da competência exclusiva do Congresso
Nacional:
Ì - resolver definitivamente sobre tratados, acordos
ou atos internacionais que acarretem encargos ou
compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
ÌÌ - autorizar o Presidente da República a declarar
guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças
estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele
permaneçam temporariamente, ressalvados os casos
previstos em lei complementar;
ÌÌÌ - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da
República a se ausentarem do País, quando a
ausência exceder a quinze dias;
ÌV - aprovar o estado de defesa e a intervenção
federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender
qualquer uma dessas medidas;
V - sustar os atos normativos do Poder Executivo
que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites
de delegação legislativa;
VÌ - mudar temporariamente sua sede;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados
Federais e os Senadores, observado o que dispõem
os arts. 37, XÌ, 39, § 4º, 150, ÌÌ, 153, ÌÌÌ, e 153, § 2º, Ì;
"
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"VIII ÷ fixar os subsídios do Presidente e do Vice-
Presidente da República e dos Ministros de Estado,
observado o que dispõem os arts. 37, XÌ, 39, § 4º,
150, ÌÌ, 153, ÌÌÌ, e 153, § 2º, Ì;"
ÌX - julgar anualmente as contas prestadas pelo
Presidente da República e apreciar os relatórios sobre
a execução dos planos de governo;
X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por
qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo,
incluídos os da administração indireta;
XÌ - zelar pela preservação de sua competência
legislativa em face da atribuição normativa dos outros
Poderes;
XÌÌ - apreciar os atos de concessão e renovação
de concessão de emissoras de rádio e televisão;
XÌÌÌ - escolher dois terços dos membros do
Tribunal de Contas da União;
XÌV - aprovar iniciativas do Poder Executivo
referentes a atividades nucleares;
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;
XVÌ - autorizar, em terras indígenas, a exploração
e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa
e lavra de riquezas minerais;
XVÌÌ - aprovar, previamente, a alienação ou
concessão de terras públicas com área superior a
dois mil e quinhentos hectares.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
de Revis,o n2 3# de 8=7847:6:
"ArtA 4:A A Câmara dos Deputados e o Senado
Federal, ou qualquer de suas Comissões, poderão
convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de
órgãos diretamente subordinados à Presidência da
República para prestarem, pessoalmente,
59
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
informações sobre assunto previamente determinado,
importando crime de responsabilidade a ausência
sem justificação adequada."
§ 1º - Os Ministros de Estado poderão comparecer
ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados, ou a
qualquer de suas Comissões, por sua iniciativa e
mediante entendimentos com a Mesa respectiva, para
expor assunto de relevância de seu Ministério.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
de Revis,o n2 3# de 8=7847:6:
"Y 1W - As Mesas da Câmara dos Deputados e do
Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos
de informações a Ministros de Estado ou a qualquer
das pessoas referidas no caput deste artigo,
importando em crime de responsabilidade a recusa,
ou o não - atendimento, no prazo de trinta dias, bem
como a prestação de informações falsas."
Se"#o III
DA CXMARA DOS DEP(TADOS
ArtA 51. Compete privativamente à Câmara dos
Deputados:
Ì - autorizar, por dois terços de seus membros, a
instauração de processo contra o Presidente e o Vice-
Presidente da República e os Ministros de Estado;
ÌÌ - proceder à tomada de contas do Presidente da
República, quando não apresentadas ao Congresso
Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da
sessão legislativa;
ÌÌÌ - elaborar seu regimento interno;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"IV ÷ dispor sobre sua organização, funcionamento,
polícia, criação, transformação ou extinção dos
cargos, empregos e funções de seus serviços, e a
iniciativa de lei para fixação da respectiva
remuneração, observados os parâmetros
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;"
V - eleger membros do Conselho da República,
nos termos do art. 89, VÌÌ.
Se"#o IV
DO SENADO FEDERAL
ArtA 52. Compete privativamente ao Senado
Federal:
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 3<# de 8378:7:::
> I ) processar e julgar o Presidente e o Vice-
Presidente da República nos crimes de
responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e
os Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos
com aqueles;"
ÌÌ - processar e julgar os Ministros do Supremo
Tribunal Federal, o Procurador-Geral da República e
o Advogado-Geral da União nos crimes de
responsabilidade;
ÌÌÌ - aprovar previamente, por voto secreto, após
argüição pública, a escolha de:
a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta
Constituição;
b) Ministros do Tribunal de Contas da União
indicados pelo Presidente da República;
c) Governador de Território;
d) Presidente e diretores do Banco Central;
e) Procurador-Geral da República;
f) titulares de outros cargos que a lei determinar;
ÌV - aprovar previamente, por voto secreto, após
argüição em sessão secreta, a escolha dos chefes de
missão diplomática de caráter permanente;
V - autorizar operações externas de natureza
financeira, de interesse da União, dos Estados, do
Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios;
VÌ - fixar, por proposta do Presidente da República,
limites globais para o montante da dívida consolidada
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios;
VÌÌ - dispor sobre limites globais e condições para
as operações de crédito externo e interno da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de
suas autarquias e demais entidades controladas pelo
Poder Público federal;
VÌÌÌ - dispor sobre limites e condições para a
concessão de garantia da União em operações de
crédito externo e interno;
ÌX - estabelecer limites globais e condições para o
montante da dívida mobiliária dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios;
X - suspender a execução, no todo ou em parte,
de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva
do Supremo Tribunal Federal;
XÌ - aprovar, por maioria absoluta e por voto
secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral
da República antes do término de seu mandato;
XÌÌ - elaborar seu regimento interno;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento,
polícia, criação, transformação ou extinção dos
cargos, empregos e funções de seus serviços, e a
iniciativa de lei para fixação da respectiva
remuneração, observados os parâmetros
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;"
XÌV - eleger membros do Conselho da República,
nos termos do art. 89, VÌÌ.
Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos Ì
e ÌÌ, funcionará como Presidente o do Supremo
Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que
somente será proferida por dois terços dos votos do
Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação,
por oito anos, para o exercício de função pública, sem
prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.
Se"#o V
DOS DEP(TADOS E DOS SENADORES
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <9# de 3875373885
ArtA 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis,
civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões,
palavras e votos.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <9# de 3875373885
§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição
do diploma, serão submetidos a julgamento perante o
Supremo Tribunal Federal.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <9# de 3875373885
§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do
Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo
em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os
autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas
à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de
seus membros, resolva sobre a prisão.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <9# de 3875373885
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou
Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o
Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa
respectiva, que, por iniciativa de partido político nela
representado e pelo voto da maioria de seus
membros, poderá, até a decisão final, sustar o
andamento da ação.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <9# de 3875373885
§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa
respectiva no prazo improrrogável de quarenta e
cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <9# de 3875373885
§ 5º A sustação do processo suspende a prescrição,
enquanto durar o mandato.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <9# de 3875373885
§ 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados
a testemunhar sobre informações recebidas ou
prestadas em razão do exercício do mandato, nem
sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles
receberam informações.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <9# de 3875373885
§ 7º A incorporação às Forças Armadas de
Deputados e Senadores, embora militares e ainda
que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença
da Casa respectiva.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <9# de 3875373885
§ 8º As imunidades de Deputados ou Senadores
subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser
suspensas mediante o voto de dois terços dos
membros da Casa respectiva, nos casos de atos
praticados fora do recinto do Congresso Nacional,
que sejam incompatíveis com a execução da medida.
60
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ArtA 54. Os Deputados e Senadores não poderão:
Ì - desde a expedição do diploma:
a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica
de direito público, autarquia, empresa pública,
sociedade de economia mista ou empresa
concessionária de serviço público, salvo quando o
contrato obedecer a cláusulas uniformes;
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego
remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis
"ad nutum", nas entidades constantes da alínea
anterior;
ÌÌ - desde a posse:
a) ser proprietários, controladores ou diretores de
empresa que goze de favor decorrente de contrato
com pessoa jurídica de direito público, ou nela
exercer função remunerada;
b) ocupar cargo ou função de que sejam
demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas no
inciso Ì, "a";
c) patrocinar causa em que seja interessada
qualquer das entidades a que se refere o inciso Ì, "a";
d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato
público eletivo.
ArtA 55. Perderá o mandato o Deputado ou
Senador:
Ì - que infringir qualquer das proibições
estabelecidas no artigo anterior;
ÌÌ - cujo procedimento for declarado incompatível
com o decoro parlamentar;
ÌÌÌ - que deixar de comparecer, em cada sessão
legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da
Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por
esta autorizada;
ÌV - que perder ou tiver suspensos os direitos
políticos;
V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos
casos previstos nesta Constituição;
VÌ - que sofrer condenação criminal em sentença
transitada em julgado.
§ 1º - É incompatível com o decoro parlamentar,
além dos casos definidos no regimento interno, o
abuso das prerrogativas asseguradas a membro do
Congresso Nacional ou a percepção de vantagens
indevidas.
§ 2º - Nos casos dos incisos Ì, ÌÌ e VÌ, a perda do
mandato será decidida pela Câmara dos Deputados
ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria
absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa
ou de partido político representado no Congresso
Nacional, assegurada ampla defesa.
§ 3º - Nos casos previstos nos incisos ÌÌÌ a V, a
perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva,
de ofício ou mediante provocação de qualquer de
seus membros, ou de partido político representado no
Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
de Revis,o n2 4# de 8=7847:6:
"Y 3W A renúncia de parlamentar submetido a
processo que vise ou possa levar à perda do
mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos
suspensos até as deliberações finais de que tratam os
§§ 2º e 3º."
ArtA 56. Não perderá o mandato o Deputado ou
Senador:
Ì - investido no cargo de Ministro de Estado,
Governador de Território, Secretário de Estado, do
Distrito Federal, de Território, de Prefeitura de Capital
ou chefe de missão diplomática temporária;
ÌÌ - licenciado pela respectiva Casa por motivo de
doença, ou para tratar, sem remuneração, de
interesse particular, desde que, neste caso, o
afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por
sessão legislativa.
§ 1º - O suplente será convocado nos casos de
vaga, de investidura em funções previstas neste
artigo ou de licença superior a cento e vinte dias.
§ 2º - Ocorrendo vaga e não havendo suplente,
far-se-á eleição para preenchê-la de faltarem mais de
quinze meses para o término do mandato.
§ 3º - Na hipótese do inciso Ì, o Deputado ou
Senador poderá optar pela remuneração do mandato.
Se"#o VI
DAS RE(NIEES
ArtA 57. O Congresso Nacional reunir-se-á,
anualmente, na Capital Federal, de 15 de fevereiro a
30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro.
§ 1º - As reuniões marcadas para essas datas
serão transferidas para o primeiro dia útil
subseqüente, quando recaírem em sábados,
domingos ou feriados.
§ 2º - A sessão legislativa não será interrompida
sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes
orçamentárias.
§ 3º - Além de outros casos previstos nesta
Constituição, a Câmara dos Deputados e o Senado
Federal reunir-se-ão em sessão conjunta para:
Ì - inaugurar a sessão legislativa;
ÌÌ - elaborar o regimento comum e regular a
criação de serviços comuns às duas Casas;
ÌÌÌ - receber o compromisso do Presidente e do
Vice-Presidente da República;
ÌV - conhecer do veto e sobre ele deliberar.
§ 4º - Cada uma das Casas reunir-se-á em
sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no
primeiro ano da legislatura, para a posse de seus
membros e eleição das respectivas Mesas, para
mandato de dois anos, vedada a recondução para o
mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente.
§ 5º - A Mesa do Congresso Nacional será
presidida pelo Presidente do Senado Federal, e os
demais cargos serão exercidos, alternadamente,
pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara
dos Deputados e no Senado Federal.
§ 6º - A convocação extraordinária do Congresso
Nacional far-se-á:
Ì - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de
decretação de estado de defesa ou de intervenção
federal, de pedido de autorização para a decretação
de estado de sítio e para o compromisso e a posse do
Presidente e do Vice-Presidente- Presidente da
República;
ÌÌ - pelo Presidente da República, pelos
Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado
Federal, ou a requerimento da maioria dos membros
de ambas as Casas, em caso de urgência ou
interesse público relevante.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 7º Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso
Nacional somente deliberará sobre a matéria para a
qual foi convocado, ressalvada a hipótese do § 8º,
vedado o pagamento de parcela indenizatória em
valor superior ao subsídio mensal.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 8º Havendo medidas provisórias em vigor na data
de convocação extraordinária do Congresso Nacional,
serão elas automaticamente incluídas na pauta da
convocação."(NR)
Se"#o VII
DAS COMISSEES
ArtA 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão
comissões permanentes e temporárias, constituídas
na forma e com as atribuições previstas no respectivo
regimento ou no ato de que resultar sua criação.
§ 1º - Na constituição das Mesas e de cada
Comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a
representação proporcional dos partidos ou dos
blocos parlamentares que participam da respectiva
Casa.
§ 2º - às comissões, em razão da matéria de sua
competência, cabe:
Ì - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na
forma do regimento, a competência do Plenário, salvo
se houver recurso de um décimo dos membros da
Casa;
ÌÌ - realizar audiências públicas com entidades da
sociedade civil;
ÌÌÌ - convocar Ministros de Estado para prestar
informações sobre assuntos inerentes a suas
atribuições;
ÌV - receber petições, reclamações,
representações ou queixas de qualquer pessoa contra
61
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
atos ou omissões das autoridades ou entidades
públicas;
V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou
cidadão;
VÌ - apreciar programas de obras, planos
nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento e
sobre eles emitir parecer.
§ 3º - As comissões parlamentares de inquérito,
que terão poderes de investigação próprios das
autoridades judiciais, além de outros previstos nos
regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela
Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em
conjunto ou separadamente, mediante requerimento
de um terço de seus membros, para a apuração de
fato determinado e por prazo certo, sendo suas
conclusões, se for o caso, encaminhadas ao
Ministério Público, para que promova a
responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
§ 4º - Durante o recesso, haverá uma Comissão
representativa do Congresso Nacional, eleita por suas
Casas na última sessão ordinária do período
legislativo, com atribuições definidas no regimento
comum, cuja composição reproduzirá, quanto
possível, a proporcionalidade da representação
partidária.
Se"#o VIII
DO PROCESSO LEGISLATIVO
Sub$e"#o I
D'$*o$'"#o Gera&
ArtA 59. O processo legislativo compreende a
elaboração de:
Ì - emendas à Constituição;
ÌÌ - leis complementares;
ÌÌÌ - leis ordinárias;
ÌV - leis delegadas;
V - medidas provisórias;
VÌ - decretos legislativos;
VÌÌ - resoluções.
Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a
elaboração, redação, alteração e consolidação das
leis.
Sub$e"#o II
Da Emeda M Co$t'tu'"#o
ArtA 60. A Constituição poderá ser emendada
mediante proposta:
Ì - de um terço, no mínimo, dos membros da
Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
ÌÌ - do Presidente da República;
ÌÌÌ - de mais da metade das Assembléias
Legislativas das unidades da Federação,
manifestando-se, cada uma delas, pela maioria
relativa de seus membros.
§ 1º - A Constituição não poderá ser emendada na
vigência de intervenção federal, de estado de defesa
ou de estado de sítio.
§ 2º - A proposta será discutida e votada em cada
Casa do Congresso Nacional, em dois turnos,
considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três
quintos dos votos dos respectivos membros.
§ 3º - A emenda à Constituição será promulgada
pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado
Federal, com o respectivo número de ordem.
§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta
de emenda tendente a abolir:
Ì - a forma federativa de Estado;
ÌÌ - o voto direto, secreto, universal e periódico;
ÌÌÌ - a separação dos Poderes;
ÌV - os direitos e garantias individuais.
§ 5º - A matéria constante de proposta de emenda
rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser
objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
Sub$e"#o III
Da$ Le'$
ArtA 61. A iniciativa das leis complementares e
ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da
Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do
Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao
Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores,
ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na
forma e nos casos previstos nesta Constituição.
§ 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da
República as leis que:
Ì - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças
Armadas;
ÌÌ - disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos
públicos na administração direta e autárquica ou
aumento de sua remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria
tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal
da administração dos Territórios;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5;# de 897837:;:
"!D servidores públicos da União e Territórios, seu
regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e
aposentadoria;"
d) organização do Ministério Público e da
Defensoria Pública da União, bem como normas
gerais para a organização do Ministério Público e da
Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e
dos Territórios;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da
administração pública, observado o disposto no art.
84, VÌD
Al.nea inclu.da pela E$enda Constitucional n2
5;# de 897837:;:
"?D militares das Forças Armadas, seu regime jurídico,
provimento de cargos, promoções, estabilidade,
remuneração, reforma e transferência para a reserva."
§ 2º - A iniciativa popular pode ser exercida pela
apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de
lei subscrito por, no mínimo, um por cento do
eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco
Estados, com não menos de três décimos por cento
dos eleitores de cada um deles.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
ArtA 62. Em caso de relevância e urgência, o
Presidente da República poderá adotar medidas
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de
imediato ao Congresso Nacional.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre
matéria:
Ì ÷ relativa a:
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos,
partidos políticos e direito eleitoral;
b) direito penal, processual penal e processual
civil;
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério
Público, a carreira e a garantia de seus membros;
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias,
orçamento e créditos adicionais e suplementares,
ressalvado o previsto no art. 167, § 3º;
ÌÌ ÷ que vise a detenção ou seqüestro de bens, de
poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro;
ÌÌÌ ÷ reservada a lei complementar;
ÌV ÷ já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo
Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do
Presidente da República.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou
majoração de impostos, exceto os previstos nos arts.
153, Ì, ÌÌ, ÌV, V, e 154, ÌÌ, só produzirá efeitos no
exercício financeiro seguinte se houver sido
convertida em lei até o último dia daquele em que foi
editada.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto
nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se
não forem convertidas em lei no prazo de sessenta
dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por
igual período, devendo o Congresso Nacional
disciplinar, por decreto legislativo, as relações
jurídicas delas decorrentes.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da
publicação da medida provisória, suspendendo-se
durante os períodos de recesso do Congresso
Nacional.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 5º A deliberação de cada uma das Casas do
Congresso Nacional sobre o mérito das medidas
provisórias dependerá de juízo prévio sobre o
atendimento de seus pressupostos constitucionais.
62
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 6º Se a medida provisória não for apreciada em até
quarenta e cinco dias contados de sua publicação,
entrará em regime de urgência, subseqüentemente,
em cada uma das Casas do Congresso Nacional,
ficando sobrestadas, até que se ultime a votação,
todas as demais deliberações legislativas da Casa em
que estiver tramitando.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a
vigência de medida provisória que, no prazo de
sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a
sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso
Nacional.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 8º As medidas provisórias terão sua votação
iniciada na Câmara dos Deputados.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e
Senadores examinar as medidas provisórias e sobre
elas emitir parecer, antes de serem apreciadas, em
sessão separada, pelo plenário de cada uma das
Casas do Congresso Nacional.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 10. É vedada a reedição, na mesma sessão
legislativa, de medida provisória que tenha sido
rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por
decurso de prazo.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere
o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de
eficácia de medida provisória, as relações jurídicas
constituídas e decorrentes de atos praticados durante
sua vigência conservar-se-ão por ela regidas.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando
o texto original da medida provisória, esta manter-se-
á integralmente em vigor até que seja sancionado ou
vetado o projeto."(NR)
ArtA 63. Não será admitido aumento da despesa
prevista:
Ì - nos projetos de iniciativa exclusiva do
Presidente da República, ressalvado o disposto no
art. 166, § 3º e § 4º;
ÌÌ - nos projetos sobre organização dos serviços
administrativos da Câmara dos Deputados, do
Senado Federal, dos Tribunais Federais e do
Ministério Público.
ArtA 64. A discussão e votação dos projetos de lei
de iniciativa do Presidente da República, do Supremo
Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão
início na Câmara dos Deputados.
§ 1º - O Presidente da República poderá solicitar
urgência para apreciação de projetos de sua
iniciativa.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e
o Senado Federal não se manifestarem sobre a
proposição, cada qual sucessivamente, em até
quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as
demais deliberações legislativas da respectiva Casa,
com exceção das que tenham prazo constitucional
determinado, até que se ultime a votação.
§ 3º - A apreciação das emendas do Senado
Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no
prazo de dez dias, observado quanto ao mais o
disposto no parágrafo anterior.
§ 4º - Os prazos do § 2º não correm nos períodos
de recesso do Congresso Nacional, nem se aplicam
aos projetos de código.
ArtA 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa
será revisto pela outra, em um só turno de discussão
e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a
Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar.
Parágrafo único. Sendo o projeto emendado,
voltará à Casa iniciadora.
ArtA 66. A Casa na qual tenha sido concluída a
votação enviará o projeto de lei ao Presidente da
República, que, aquiescendo, o sancionará.
§ 1º - Se o Presidente da República considerar o
projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou
contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou
parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados
da data do recebimento, e comunicará, dentro de
quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado
Federal os motivos do veto.
§ 2º - O veto parcial somente abrangerá texto
integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de
alínea.
§ 3º - Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio
do Presidente da República importará sanção.
§ 4º - O veto será apreciado em sessão conjunta,
dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só
podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta
dos Deputados e Senadores, em escrutínio secreto.
§ 5º - Se o veto não for mantido, será o projeto
enviado, para promulgação, ao Presidente da
República.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido
no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da
sessão imediata, sobrestadas as demais proposições,
até sua votação final.
§ 7º - Se a lei não for promulgada dentro de
quarenta e oito horas pelo Presidente da República,
nos casos dos § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a
promulgará, e, se este não o fizer em igual prazo,
caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo.
ArtA 67. A matéria constante de projeto de lei
rejeitado somente poderá constituir objeto de novo
projeto, na mesma sessão legislativa, mediante
proposta da maioria absoluta dos membros de
qualquer das Casas do Congresso Nacional.
ArtA 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo
Presidente da República, que deverá solicitar a
delegação ao Congresso Nacional.
§ 1º - Não serão objeto de delegação os atos de
competência exclusiva do Congresso Nacional, os de
competência privativa da Câmara dos Deputados ou
do Senado Federal, a matéria reservada à lei
complementar, nem a legislação sobre:
Ì - organização do Poder Judiciário e do Ministério
Público, a carreira e a garantia de seus membros;
ÌÌ - nacionalidade, cidadania, direitos individuais,
políticos e eleitorais;
ÌÌÌ - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e
orçamentos.
§ 2º - A delegação ao Presidente da República
terá a forma de resolução do Congresso Nacional,
que especificará seu conteúdo e os termos de seu
exercício.
§ 3º - Se a resolução determinar a apreciação do
projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em
votação única, vedada qualquer emenda.
ArtA 69. As leis complementares serão aprovadas
por maioria absoluta.
Se"#o IX
DA FISCALIKAÇÃO CONTIFIL, FINANCEIRA E
ORÇAMENTIRIA
ArtA 70. A fiscalização contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial da União e
das entidades da administração direta e indireta,
quanto à legalidade, legitimidade, economicidade,
aplicação das subvenções e renúncia de receitas,
será exercida pelo Congresso Nacional, mediante
controle externo, e pelo sistema de controle interno de
cada Poder.
/01 Parágrafo único.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Par90ra?o Z'!oA Prestará contas qualquer pessoa
física ou jurídica, pública ou privada, que utilize,
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros,
bens e valores públicos ou pelos quais a União
responda, ou que, em nome desta, assuma
obrigações de natureza pecuniária."
ArtA 71. O controle externo, a cargo do Congresso
Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de
Contas da União, ao qual compete:
63
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Ì - apreciar as contas prestadas anualmente pelo
Presidente da República, mediante parecer prévio
que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar
de seu recebimento;
ÌÌ - julgar as contas dos administradores e demais
responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos
da administração direta e indireta, incluídas as
fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo
Poder Público federal, e as contas daqueles que
derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade
de que resulte prejuízo ao erário público;
ÌÌÌ - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos
atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na
administração direta e indireta, incluídas as fundações
instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas
as nomeações para cargo de provimento em
comissão, bem como a das concessões de
aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as
melhorias posteriores que não alterem o fundamento
legal do ato concessório;
ÌV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos
Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica
ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza
contábil, financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial, nas unidades administrativas dos
Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais
entidades referidas no inciso ÌÌ;
V - fiscalizar as contas nacionais das empresas
supranacionais de cujo capital social a União
participe, de forma direta ou indireta, nos termos do
tratado constitutivo;
VÌ - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos
repassados pela União mediante convênio, acordo,
ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado,
ao Distrito Federal ou a Município;
VÌÌ - prestar as informações solicitadas pelo
Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, ou
por qualquer das respectivas Comissões, sobre a
fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial e sobre resultados de
auditorias e inspeções realizadas;
VÌÌÌ - aplicar aos responsáveis, em caso de
ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas,
as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre
outras cominações, multa proporcional ao dano
causado ao erário;
ÌX - assinar prazo para que o órgão ou entidade
adote as providências necessárias ao exato
cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;
X - sustar, se não atendido, a execução do ato
impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos
Deputados e ao Senado Federal;
XÌ - representar ao Poder competente sobre
irregularidades ou abusos apurados.
§ 1º - No caso de contrato, o ato de sustação será
adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que
solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as
medidas cabíveis.
§ 2º - Se o Congresso Nacional ou o Poder
Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as
medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal
decidirá a respeito.
§ 3º - As decisões do Tribunal de que resulte
imputação de débito ou multa terão eficácia de título
executivo.
§ 4º - O Tribunal encaminhará ao Congresso
Nacional, trimestral e anualmente, relatório de suas
atividades.
ArtA 72. A Comissão mista permanente a que se
refere o art. 166, §1º, diante de indícios de despesas
não autorizadas, ainda que sob a forma de
investimentos não programados ou de subsídios não
aprovados, poderá solicitar à autoridade
governamental responsável que, no prazo de cinco
dias, preste os esclarecimentos necessários.
§ 1º - Não prestados os esclarecimentos, ou
considerados estes insuficientes, a Comissão
solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo
sobre a matéria, no prazo de trinta dias.
§ 2º - Entendendo o Tribunal irregular a despesa, a
Comissão, se julgar que o gasto possa causar dano
irreparável ou grave lesão à economia pública,
proporá ao Congresso Nacional sua sustação.
ArtA 73. O Tribunal de Contas da União, integrado
por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal,
quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o
território nacional, exercendo, no que couber, as
atribuições previstas no art. 96. .
§ 1º - Os Ministros do Tribunal de Contas da União
serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os
seguintes requisitos:
Ì - mais de trinta e cinco e menos de sessenta e
cinco anos de idade;
ÌÌ - idoneidade moral e reputação ilibada;
ÌÌÌ - notórios conhecimentos jurídicos, contábeis,
econômicos e financeiros ou de administração
pública;
ÌV - mais de dez anos de exercício de função ou
de efetiva atividade profissional que exija os
conhecimentos mencionados no inciso anterior.
§ 2º - Os Ministros do Tribunal de Contas da União
serão escolhidos:
Ì - um terço pelo Presidente da República, com
aprovação do Senado Federal, sendo dois
alternadamente dentre auditores e membros do
Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista
tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de
antigüidade e merecimento;
ÌÌ - dois terços pelo Congresso Nacional.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 38# de 597537:;:
"Y 2[ Os Ministros do Tribunal de Contas da União
terão as mesmas garantias, prerrogativas,
impedimentos, vencimentos e vantagens dos
Ministros do Superior Tribunal de Justiça, aplicando-
se-lhes, quanto à aposentadoria e pensão, as normas
constantes do art. 40."
§ 4º - O auditor, quando em substituição a
Ministro, terá as mesmas garantias e impedimentos
do titular e, quando no exercício das demais
atribuições da judicatura, as de juiz de Tribunal
Regional Federal.
ArtA 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e
Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno com a finalidade de:
Ì - avaliar o cumprimento das metas previstas no
plano plurianual, a execução dos programas de
governo e dos orçamentos da União;
ÌÌ - comprovar a legalidade e avaliar os resultados,
quanto à eficácia e eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e
entidades da administração federal, bem como da
aplicação de recursos públicos por entidades de
direito privado;
ÌÌÌ - exercer o controle das operações de crédito,
avais e garantias, bem como dos direitos e haveres
da União;
ÌV - apoiar o controle externo no exercício de sua
missão institucional.
§ 1º - Os responsáveis pelo controle interno, ao
tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou
ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas
da União, sob pena de responsabilidade solidária.
§ 2º - Qualquer cidadão, partido político,
associação ou sindicato é parte legítima para, na
forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades
perante o Tribunal de Contas da União.
ArtA 75. As normas estabelecidas nesta seção
aplicam-se, no que couber, à organização,
composição e fiscalização dos Tribunais de Contas
dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos
Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios.
Parágrafo único. As Constituições estaduais
disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos,
que serão integrados por sete Conselheiros.
CAPÍT(LO II
DO PODER EXEC(TIVO
Se"#o I
DO PRESIDENTE E DO VICE)PRESIDENTE DA
REPSFLICA
ArtA 76. O Poder Executivo é exercido pelo
Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de
Estado.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 54# de 867847:=:
"ArtA 66A A eleição do Presidente e do Vice-Presidente
da República realizar-se-á, simultaneamente, no
primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no
último domingo de outubro, em segundo turno, se
64
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
houver, do ano anterior ao do término do mandato
presidencial vigente."
§ 1º - A eleição do Presidente da República
importará a do Vice-Presidente com ele registrado.
§ 2º - Será considerado eleito Presidente o
candidato que, registrado por partido político, obtiver
a maioria absoluta de votos, não computados os em
branco e os nulos.
§ 3º - Se nenhum candidato alcançar maioria
absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição
em até vinte dias após a proclamação do resultado,
concorrendo os dois candidatos mais votados e
considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria
dos votos válidos.
§ 4º - Se, antes de realizado o segundo turno,
ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de
candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes,
o de maior votação.
§ 5º - Se, na hipótese dos parágrafos anteriores,
remanescer, em segundo lugar, mais de um
candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o
mais idoso.
ArtA 78. O Presidente e o Vice-Presidente da
República tomarão posse em sessão do Congresso
Nacional, prestando o compromisso de manter,
defender e cumprir a Constituição, observar as leis,
promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a
união, a integridade e a independência do Brasil.
Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data
fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-
Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver
assumido o cargo, este será declarado vago.
ArtA 79. Substituirá o Presidente, no caso de
impedimento, e suceder- lhe-á, no de vaga, o Vice-
Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República,
além de outras atribuições que lhe forem conferidas
por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre
que por ele convocado para missões especiais.
ArtA 80. Em caso de impedimento do Presidente e
do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos
cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício
da Presidência o Presidente da Câmara dos
Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo
Tribunal Federal.
ArtA 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-
Presidente da República, far-se-á eleição noventa
dias depois de aberta a última vaga.
§ 1º - Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos
do período presidencial, a eleição para ambos os
cargos será feita trinta dias depois da última vaga,
pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
§ 2º - Em qualquer dos casos, os eleitos deverão
completar o período de seus antecessores.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 54# de 867847:=:
"ArtA 71A O mandato do Presidente da República é de
quatro anos e terá início em primeiro de janeiro do
ano seguinte ao da sua eleição."
ArtA 83. O Presidente e o Vice-Presidente da
República não poderão, sem licença do Congresso
Nacional, ausentar-se do País por período superior a
quinze dias, sob pena de perda do cargo.
Se"#o II
Da$ Atr'bu'"Qe$ do Pre$'dete da Re*Zb&'!a
ArtA 84. Compete privativamente ao Presidente da
República:
Ì - nomear e exonerar os Ministros de Estado;
ÌÌ - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado,
a direção superior da administração federal;
ÌÌÌ - iniciar o processo legislativo, na forma e nos
casos previstos nesta Constituição;
ÌV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis,
bem como expedir decretos e regulamentos para sua
fiel execução;
V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
VÌ ÷ dispor, mediante decreto, sobre:
Al.nea inclu.da pela E$enda Constitucional n2
<3# de 557:73885:
a) organização e funcionamento da administração
federal, quando não implicar aumento de despesa
nem criação ou extinção de órgãos públicos;
Al.nea inclu.da pela E$enda Constitucional n2
<3# de 557:73885:
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando
vagos;
VÌÌ - manter relações com Estados estrangeiros e
acreditar seus representantes diplomáticos;
VÌÌÌ - celebrar tratados, convenções e atos
internacionais, sujeitos a referendo do Congresso
Nacional;
ÌX - decretar o estado de defesa e o estado de
sítio;
X - decretar e executar a intervenção federal;
XÌ - remeter mensagem e plano de governo ao
Congresso Nacional por ocasião da abertura da
sessão legislativa, expondo a situação do País e
solicitando as providências que julgar necessárias;
XÌÌ - conceder indulto e comutar penas, com
audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em
lei;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 3<# de 8378:7:::
" XIII - exercer o comando supremo das Forças
Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-
generais e nomeá-los para os cargos que lhes são
privativos;"
XÌV - nomear, após aprovação pelo Senado
Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e
dos Tribunais Superiores, os Governadores de
Territórios, o Procurador-Geral da República, o
presidente e os diretores do Banco Central e outros
servidores, quando determinado em lei;
XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os
Ministros do Tribunal de Contas da União;
XVÌ - nomear os magistrados, nos casos previstos
nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União;
XVÌÌ - nomear membros do Conselho da
República, nos termos do art. 89, VÌÌ;
XVÌÌÌ - convocar e presidir o Conselho da
República e o Conselho de Defesa Nacional;
XÌX - declarar guerra, no caso de agressão
estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das
sessões legislativas, e, nas mesmas condições,
decretar, total ou parcialmente, a mobilização
nacional;
XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo
do Congresso Nacional;
XXÌ - conferir condecorações e distinções
honoríficas;
XXÌÌ - permitir, nos casos previstos em lei
complementar, que forças estrangeiras transitem pelo
território nacional ou nele permaneçam
temporariamente;
XXÌÌÌ - enviar ao Congresso Nacional o plano
plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias
e as propostas de orçamento previstos nesta
Constituição;
XXÌV - prestar, anualmente, ao Congresso
Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura da
sessão legislativa, as contas referentes ao exercício
anterior;
XXV - prover e extinguir os cargos públicos
federais, na forma da lei;
XXVÌ - editar medidas provisórias com força de lei,
nos termos do art. 62;
XXVÌÌ - exercer outras atribuições previstas nesta
Constituição.
Parágrafo único. O Presidente da República
poderá delegar as atribuições mencionadas nos
incisos VÌ, XÌÌ e XXV, primeira parte, aos Ministros de
Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao
Advogado-Geral da União, que observarão os limites
traçados nas respectivas delegações.
Se"#o III
Da Re$*o$ab'&'dade do Pre$'dete da
Re*Zb&'!a
ArtA 85. São crimes de responsabilidade os atos
do Presidente da República que atentem contra a
Constituição Federal e, especialmente, contra:
Ì - a existência da União;
65
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ÌÌ - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder
Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes
constitucionais das unidades da Federação;
ÌÌÌ - o exercício dos direitos políticos, individuais e
sociais;
ÌV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VÌ - a lei orçamentária;
VÌÌ - o cumprimento das leis e das decisões
judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em
lei especial, que estabelecerá as normas de processo
e julgamento.
ArtA 86. Admitida a acusação contra o Presidente
da República, por dois terços da Câmara dos
Deputados, será ele submetido a julgamento perante
o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais
comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de
responsabilidade.
§ 1º - O Presidente ficará suspenso de suas
funções:
Ì - nas infrações penais comuns, se recebida a
denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal
Federal;
ÌÌ - nos crimes de responsabilidade, após a
instauração do processo pelo Senado Federal.
§ 2º - Se, decorrido o prazo de cento e oitenta
dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o
afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular
prosseguimento do processo.
§ 3º - Enquanto não sobrevier sentença
condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da
República não estará sujeito a prisão.
§ 4º - O Presidente da República, na vigência de
seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos
estranhos ao exercício de suas funções.
Se"#o IV
DOS MINISTROS DE ESTADO
ArtA 87. Os Ministros de Estado serão escolhidos
dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no
exercício dos direitos políticos.
Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado,
além de outras atribuições estabelecidas nesta
Constituição e na lei:
Ì - exercer a orientação, coordenação e supervisão
dos órgãos e entidades da administração federal na
área de sua competência e referendar os atos e
decretos assinados pelo Presidente da República;
ÌÌ - expedir instruções para a execução das leis,
decretos e regulamentos;
ÌÌÌ - apresentar ao Presidente da República
relatório anual de sua gestão no Ministério;
ÌV - praticar os atos pertinentes às atribuições que
lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente
da República.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <3# de 557:73885:
ArtA 88. A lei disporá sobre a criação e extinção de
Ministérios e órgãos da administração pública."(NR)
Se"#o V
DO CONSELHO DA REPSFLICA E DO
CONSELHO DE DEFESA NACIONAL
Sub$e"#o I
Do Co$e&+o da Re*Zb&'!a
ArtA 89. O Conselho da República é órgão superior
de consulta do Presidente da República, e dele
participam:
Ì - o Vice-Presidente da República;
ÌÌ - o Presidente da Câmara dos Deputados;
ÌÌÌ - o Presidente do Senado Federal;
ÌV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara
dos Deputados;
V - os líderes da maioria e da minoria no Senado
Federal;
VÌ - o Ministro da Justiça;
VÌÌ - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de
trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados
pelo Presidente da República, dois eleitos pelo
Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos
Deputados, todos com mandato de três anos, vedada
a recondução.
ArtA 90. Compete ao Conselho da República
pronunciar-se sobre:
Ì - intervenção federal, estado de defesa e estado
de sítio;
ÌÌ - as questões relevantes para a estabilidade das
instituições democráticas.
§ 1º - O Presidente da República poderá convocar
Ministro de Estado para participar da reunião do
Conselho, quando constar da pauta questão
relacionada com o respectivo Ministério.
§ 2º - A lei regulará a organização e o
funcionamento do Conselho da República.
Sub$e"#o II
Do Co$e&+o de De?e$a Na!'oa&
ArtA 91. O Conselho de Defesa Nacional é órgão
de consulta do Presidente da República nos assuntos
relacionados com a soberania nacional e a defesa do
Estado democrático, e dele participam como
membros natos:
Ì - o Vice-Presidente da República;
ÌÌ - o Presidente da Câmara dos Deputados;
ÌÌÌ - o Presidente do Senado Federal;
ÌV - o Ministro da Justiça;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 3<# de 8378:7:::
" V ) o Ministro de Estado da Defesa;"
VÌ - o Ministro das Relações Exteriores;
VÌÌ - o Ministro do Planejamento.
>nciso inclu.do pela E$enda Constitucional n2
3<# de 8378:7:::
" VIII ) os Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica."
§ 1º - Compete ao Conselho de Defesa Nacional:
Ì - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e
de celebração da paz, nos termos desta Constituição;
ÌÌ - opinar sobre a decretação do estado de defesa,
do estado de sítio e da intervenção federal;
ÌÌÌ - propor os critérios e condições de utilização de
áreas indispensáveis à segurança do território
nacional e opinar sobre seu efetivo uso,
especialmente na faixa de fronteira e nas
relacionadas com a preservação e a exploração dos
recursos naturais de qualquer tipo;
ÌV - estudar, propor e acompanhar o
desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir
a independência nacional e a defesa do Estado
democrático.
§ 2º - A lei regulará a organização e o
funcionamento do Conselho de Defesa Nacional.
CAPÍT(LO III
DO PODER @(DICIIRIO
Se"#o I
DISPOSIÇEES GERAIS
ArtA 92. São órgãos do Poder Judiciário:
Ì - o Supremo Tribunal Federal;
ÌÌ - o Superior Tribunal de Justiça;
ÌÌÌ - os Tribunais Regionais Federais e Juízes
Federais;
ÌV - os Tribunais e Juízes do Trabalho;
V - os Tribunais e Juízes Eleitorais;
VÌ - os Tribunais e Juízes Militares;
VÌÌ - os Tribunais e Juízes dos Estados e do
Distrito Federal e Territórios.
Parágrafo único. O Supremo Tribunal Federal e os
Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal e
jurisdição em todo o território nacional.
ArtA 93. Lei complementar, de iniciativa do
Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto
da Magistratura, observados os seguintes princípios:
Ì - ingresso na carreira, cujo cargo inicial será o de
juiz substituto, através de concurso público de provas
e títulos, com a participação da Ordem dos
Advogados do Brasil em todas as suas fases,
obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de
classificação;
66
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ÌÌ - promoção de entrância para entrância,
alternadamente, por antigüidade e merecimento,
atendidas as seguintes normas:
a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por
três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista
de merecimento;
b) a promoção por merecimento pressupõe dois
anos de exercício na respectiva entrância e integrar o
juiz a primeira quinta parte da lista de antigüidade
desta, salvo se não houver com tais requisitos quem
aceite o lugar vago;
c) aferição do merecimento pelos critérios da
presteza e segurança no exercício da jurisdição e
pela freqüência e aproveitamento em cursos
reconhecidos de aperfeiçoamento;
d) na apuração da antigüidade, o tribunal somente
poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto de dois
terços de seus membros, conforme procedimento
próprio, repetindo-se a votação até fixar-se a
indicação;
ÌÌÌ - o acesso aos tribunais de segundo grau far-se-
á por antigüidade e merecimento, alternadamente,
apurados na última entrância ou, onde houver, no
Tribunal de Alçada, quando se tratar de promoção
para o Tribunal de Justiça, de acordo com o inciso ÌÌ e
a classe de origem;
ÌV - previsão de cursos oficiais de preparação e
aperfeiçoamento de magistrados como requisitos para
ingresso e promoção na carreira;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"V - o subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores
corresponderá a noventa e cinco por cento do
subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo
Tribunal Federal e os subsídios dos demais
magistrados serão fixados em lei e escalonados, em
nível federal e estadual, conforme as respectivas
categorias da estrutura judiciária nacional, não
podendo a diferença entre uma e outra ser superior a
dez por cento ou inferior a cinco por cento, nem
exceder a noventa e cinco por cento do subsídio
mensal dos Ministros dos Tribunais Superiores,
obedecido, em qualquer caso, o disposto nos arts. 37,
XÌ, e 39, § 4º;"
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 38# de 597537:;:
"VI - a aposentadoria dos magistrados e a pensão de
seus dependentes observarão o disposto no art. 40;"
VÌÌ - o juiz titular residirá na respectiva comarca;
VÌÌÌ - o ato de remoção, disponibilidade e
aposentadoria do magistrado, por interesse público,
fundar-se-á em decisão por voto de dois terços do
respectivo tribunal, assegurada ampla defesa;
ÌX - todos os julgamentos dos órgãos do Poder
Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as
decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei, se o
interesse público o exigir, limitar a presença, em
determinados atos, às próprias partes e a seus
advogados, ou somente a estes;
X - as decisões administrativas dos tribunais serão
motivadas, sendo as disciplinares tomadas pelo voto
da maioria absoluta de seus membros;
XÌ - nos tribunais com número superior a vinte e
cinco julgadores poderá ser constituído órgão
especial, com o mínimo de onze e o máximo de vinte
e cinco membros, para o exercício das atribuições
administrativas e jurisdicionais da competência do
tribunal pleno.
ArtA 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais
Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do
Distrito Federal e Territórios será composto de
membros, do Ministério Público, com mais de dez
anos de carreira, e de advogados de notório saber
jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos
de efetiva atividade profissional, indicados em lista
sêxtupla pelos órgãos de representação das
respectivas classes.
Parágrafo único. Recebidas as indicações, o
tribunal formará lista tríplice, enviando-a ao Poder
Executivo, que, nos vinte dias subseqüentes,
escolherá um de seus integrantes para nomeação.
ArtA 95. Os juízes gozam das seguintes garantias:
Ì - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será
adquirida após dois anos de exercício, dependendo a
perda do cargo, nesse período, de deliberação do
tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos demais
casos, de sentença judicial transitada em julgado;
ÌÌ - inamovibilidade, salvo por motivo de interesse
público, na forma do art. 93, VÌÌÌ;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"III - irredutibilidade de subsídio, ressalvado o
disposto nos arts. 37, X e XÌ, 39, § 4º, 150, ÌÌ, 153, ÌÌÌ,
e 153, § 2º, Ì."
Parágrafo único. Aos juízes é vedado:
Ì - exercer, ainda que em disponibilidade, outro
cargo ou função, salvo uma de magistério;
ÌÌ - receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou
participação em processo;
ÌÌÌ - dedicar-se à atividade político-partidária.
ArtA 96. Compete privativamente:
Ì - aos tribunais:
a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus
regimentos internos, com observância das normas de
processo e das garantias processuais das partes,
dispondo sobre a competência e o funcionamento dos
respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos;
b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares
e os dos juízos que lhes forem vinculados, velando
pelo exercício da atividade correicional respectiva;
c) prover, na forma prevista nesta Constituição, os
cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdição;
d) propor a criação de novas varas judiciárias;
e) prover, por concurso público de provas, ou de
provas e títulos, obedecido o disposto no art. 169,
parágrafo único, os cargos necessários à
administração da Justiça, exceto os de confiança
assim definidos em lei;
f) conceder licença, férias e outros afastamentos a
seus membros e aos juízes e servidores que lhes
forem imediatamente vinculados;
ÌÌ - ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais
Superiores e aos Tribunais de Justiça propor ao
Poder Legislativo respectivo, observado o disposto no
art. 169:
a) a alteração do número de membros dos
tribunais inferiores;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"bD a criação e a extinção de cargos e a remuneração
dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes
forem vinculados, bem como a fixação do subsídio de
seus membros e dos juizes, inclusive dos tribunais
inferiores, onde houver, ressalvado o disposto no art.
48, XV;"
c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores;
d) a alteração da organização e da divisão
judiciárias;
ÌÌÌ - aos Tribunais de Justiça julgar os juízes
estaduais e do Distrito Federal e Territórios, bem
como os membros do Ministério Público, nos crimes
comuns e de responsabilidade, ressalvada a
competência da Justiça Eleitoral.
ArtA 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de
seus membros ou dos membros do respectivo órgão
especial poderão os tribunais declarar a
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder
Público.
ArtA 98. A União, no Distrito Federal e nos
Territórios, e os Estados criarão:
Ì - juizados especiais, providos por juízes togados,
ou togados e leigos, competentes para a conciliação,
o julgamento e a execução de causas cíveis de menor
complexidade e infrações penais de menor potencial
ofensivo, mediante os procedimentos oral e
sumariíssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em
lei, a transação e o julgamento de recursos por
turmas de juízes de primeiro grau;
ÌÌ - justiça de paz, remunerada, composta de
cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto,
com mandato de quatro anos e competência para, na
forma da lei, celebrar casamentos, verificar, de ofício
ou em face de impugnação apresentada, o processo
de habilitação e exercer atribuições conciliatórias,
sem caráter jurisdicional, além de outras previstas na
legislação.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 33# de 5;78<7:::
"Par90ra?o Z'!oA Lei federal disporá sobre a criação
de juizados especiais no âmbito da Justiça Federal."
ArtA 99. Ao Poder Judiciário é assegurada
autonomia administrativa e financeira.
§ 1º - Os tribunais elaborarão suas propostas
orçamentárias dentro dos limites estipulados
67
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
conjuntamente com os demais Poderes na lei de
diretrizes orçamentárias.
§ 2º - O encaminhamento da proposta, ouvidos os
outros tribunais interessados, compete:
Ì - no âmbito da União, aos Presidentes do
Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores,
com a aprovação dos respectivos tribunais;
ÌÌ - no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal
e Territórios, aos Presidentes dos Tribunais de
Justiça, com a aprovação dos respectivos tribunais.
ArtA 100. à exceção dos créditos de natureza
alimentícia, os pagamentos devidos pela Fazenda
Federal, Estadual ou Municipal, em virtude de
sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na
ordem cronológica de apresentação dos precatórios e
à conta dos créditos respectivos, proibida a
designação de casos ou de pessoas nas dotações
orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para
este fim.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <8# de 5<78:788:
"§ 1º É obrigatória a inclusão, no orçamento das
entidades de direito público, de verba necessária ao
pagamento de seus débitos oriundos de sentenças
transitadas em julgado, constantes de precatórios
judiciários, apresentados até 1º de julho, fazendo-se o
pagamento até o final do exercício seguinte, quando
terão seus valores atualizados monetariamente."(NR)
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <8# de 5<78:788:
"§ 1º-A Os débitos de natureza alimentícia
compreendem aqueles decorrentes de salários,
vencimentos, proventos, pensões e suas
complementações, benefícios previdenciários e
indenizações por morte ou invalidez, fundadas na
responsabilidade civil, em virtude de sentença
transitada em julgado." (AC)*
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <8# de 5<78:788:
"§ 2º As dotações orçamentárias e os créditos abertos
serão consignados diretamente ao Poder Judiciário,
cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a
decisão exeqüenda determinar o pagamento segundo
as possibilidades do depósito, e autorizar, a
requerimento do credor, e exclusivamente para o
caso de preterimento de seu direito de precedência, o
seqüestro da quantia necessária à satisfação do
débito.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <8# de 5<78:788:
"§ 3º O disposto no caput deste artigo, relativamente
à expedição de precatórios, não se aplica aos
pagamentos de obrigações definidas em lei como de
pequeno valor que a Fazenda Federal, Estadual,
Distrital ou Municipal deva fazer em virtude de
sentença judicial transitada em julgado."(NR)
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <=# de 5374783:
§ 4º São vedados a expedição de precatório
complementar ou suplementar de valor pago, bem
como fracionamento, repartição ou quebra do valor da
execução, a fim de que seu pagamento não se faça,
em parte, na forma estabelecida no § 3º deste artigo
e, em parte, mediante expedição de precatório.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <8# de 5<78:788 e Renu$erado pela E$enda
Constitucional n2 <=# de 5374783:
"§ 5º A lei poderá fixar valores distintos para o fim
previsto no § 3º deste artigo, segundo as diferentes
capacidades das entidades de direito público." (AC)
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <8# de 5<78:788 e Renu$erado pela E$enda
Constitucional n2 <=# de 5374783::
"§ 6º O Presidente do Tribunal competente que, por
ato comissivo ou omissivo, retardar ou tentar frustrar
a liquidação regular de precatório incorrerá em crime
de responsabilidade." (AC)
Se"#o II
DO S(PREMO TRIF(NAL FEDERAL
ArtA 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se
de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com
mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco
anos de idade, de notável saber jurídico e reputação
ilibada.
Parágrafo único. Os Ministros do Supremo
Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da
República, depois de aprovada a escolha pela maioria
absoluta do Senado Federal.
ArtA 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal,
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-
lhe:
Ì - processar e julgar, originariamente:
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 <# de 5=78<7:<:
"aD a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo federal ou estadual e a ação declaratória
de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal;
"
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da
República, o Vice-Presidente- Presidente, os
membros do Congresso Nacional, seus próprios
Ministros e o Procurador-Geral da República;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 3<# de 8378:7:::
" !D nas infrações penais comuns e nos crimes de
responsabilidade, os Ministros de Estado e os
Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica, ressalvado o disposto no art. 52, Ì, os
membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de
Contas da União e os chefes de missão diplomática
de caráter permanente;"
d) o "habeas-corpus", sendo paciente qualquer das
pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado
de segurança e o "habeas-data" contra atos do
Presidente da República, das Mesas da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de
Contas da União, do Procurador-Geral da República e
do próprio Supremo Tribunal Federal;
e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo
internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal
ou o Território;
f) as causas e os conflitos entre a União e os
Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e
outros, inclusive as respectivas entidades da
administração indireta;
g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro;
h) a homologação das sentenças estrangeiras e a
concessão do "exequatur" às cartas rogatórias, que
podem ser conferidas pelo regimento interno a seu
Presidente;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 33# de 5;78<7:::
"'D o habeas corpus, quando o coator for Tribunal
Superior ou quando o coator ou o paciente for
autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos
diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal
Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma
jurisdição em uma única instância;
j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus
julgados;
l) a reclamação para a preservação de sua
competência e garantia da autoridade de suas
decisões;
m) a execução de sentença nas causas de sua
competência originária, facultada a delegação de
atribuições para a prática de atos processuais;
n) a ação em que todos os membros da
magistratura sejam direta ou indiretamente
interessados, e aquela em que mais da metade dos
membros do tribunal de origem estejam impedidos ou
sejam direta ou indiretamente interessados;
o) os conflitos de competência entre o Superior
Tribunal de Justiça e quaisquer tribunais, entre
Tribunais Superiores, ou entre estes e qualquer outro
tribunal;
p) o pedido de medida cautelar das ações diretas
de inconstitucionalidade;
q) o mandado de injunção, quando a elaboração
da norma regulamentadora for atribuição do
Presidente da República, do Congresso Nacional, da
Câmara dos Deputados, do Senado Federal, das
Mesas de uma dessas Casas Legislativas, do
Tribunal de Contas da União, de um dos Tribunais
Superiores, ou do próprio Supremo Tribunal Federal;
ÌÌ - julgar, em recurso ordinário:
a) o "habeas-corpus", o mandado de segurança, o
"habeas-data" e o mandado de injunção decididos em
única instância pelos Tribunais Superiores, se
denegatória a decisão;
b) o crime político;
ÌÌÌ - julgar, mediante recurso extraordinário, as
causas decididas em única ou última instância,
quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei
federal;
68
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
c) julgar válida lei ou ato de governo local
contestado em face desta Constituição.
/01 Parágrafo único.
/01 )ransfor$ado e$ @ 52 pela E$enda
Constitucional n2 <# de 5=78<7:<:
"Y /W A argüição de descumprimento de preceito
fundamental, decorrente desta Constituição, será
apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma
da lei."
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <# de 5=78<7:<:
"Y 1W As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo
Supremo Tribunal Federal, nas ações declaratórias de
constitucionalidade de lei ou ato normativo federal,
produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante,
relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário
e ao Poder Executivo."
ArtA 103. Podem propor a ação de
inconstitucionalidade:
Ì - o Presidente da República;
ÌÌ - a Mesa do Senado Federal;
ÌÌÌ - a Mesa da Câmara dos Deputados;
ÌV - a Mesa de Assembléia Legislativa;
V - o Governador de Estado;
VÌ - o Procurador-Geral da República;
VÌÌ - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados
do Brasil;
VÌÌÌ - partido político com representação no
Congresso Nacional;
ÌX - confederação sindical ou entidade de classe
de âmbito nacional.
§ 1º - O Procurador-Geral da República deverá ser
previamente ouvido nas ações de
inconstitucionalidade e em todos os processos de
competência do Supremo Tribunal Federal.
§ 2º - Declarada a inconstitucionalidade por
omissão de medida para tornar efetiva norma
constitucional, será dada ciência ao Poder
competente para a adoção das providências
necessárias e, em se tratando de órgão
administrativo, para fazê-lo em trinta dias.
§ 3º - Quando o Supremo Tribunal Federal
apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma
legal ou ato normativo, citará, previamente, o
Advogado-Geral da União, que defenderá o ato ou
texto impugnado.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 <# de 5=78<7:<:
"Y 3W - A ação declaratória de constitucionalidade
poderá ser proposta pelo Presidente da República,
pela Mesa do Senado Federal, pela Mesa da Câmara
dos Deputados ou pelo Procurador Geral da
República."
Se"#o III
DO S(PERIOR TRIF(NAL DE @(STIÇA
ArtA 104. O Superior Tribunal de Justiça compõe-
se de, no mínimo, trinta e três Ministros.
Parágrafo único. Os Ministros do Superior Tribunal
de Justiça serão nomeados pelo Presidente da
República, dentre brasileiros com mais de trinta e
cinco e menos de sessenta e cinco anos, de notável
saber jurídico e reputação ilibada, depois de aprovada
a escolha pelo Senado Federal, sendo:
Ì - um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais
Federais e um terço dentre desembargadores dos
Tribunais de Justiça, indicados em lista tríplice
elaborada pelo próprio Tribunal;
ÌÌ - um terço, em partes iguais, dentre advogados e
membros do Ministério Público Federal, Estadual, do
Distrito Federal e Territórios, alternadamente,
indicados na forma do art. 94.
ArtA 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
Ì - processar e julgar, originariamente:
a) nos crimes comuns, os Governadores dos
Estados e do Distrito Federal, e, nestes e nos de
responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais
de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os
membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do
Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais,
dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os
membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos
Municípios e os do Ministério Público da União que
oficiem perante tribunais;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 3<# de 8378:7:::
" bD os mandados de segurança e os habeas data
contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou do
próprio Tribunal; "
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 3<# de 8378:7:::
" !D os habeas corpus, quando o coator ou paciente
for qualquer das pessoas mencionadas na alínea "a",
ou quando o coator for tribunal sujeito à sua
jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante da
Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a
competência da Justiça Eleitoral;"
d) os conflitos de competência entre quaisquer
tribunais, ressalvado o disposto no art. 102, Ì, "o",
bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados
e entre juízes vinculados a tribunais diversos;
e) as revisões criminais e as ações rescisórias de
seus julgados;
f) a reclamação para a preservação de sua
competência e garantia da autoridade de suas
decisões;
g) os conflitos de atribuições entre autoridades
administrativas e judiciárias da União, ou entre
autoridades judiciárias de um Estado e
administrativas de outro ou do Distrito Federal, ou
entre as deste e da União;
h) o mandado de injunção, quando a elaboração
da norma regulamentadora for atribuição de órgão,
entidade ou autoridade federal, da administração
direta ou indireta, excetuados os casos de
competência do Supremo Tribunal Federal e dos
órgãos da Justiça Militar, da Justiça Eleitoral, da
Justiça do Trabalho e da Justiça Federal;
ÌÌ - julgar, em recurso ordinário:
a) os "habeas-corpus" decididos em única ou
última instância pelos Tribunais Regionais Federais
ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e
Territórios, quando a decisão for denegatória;
b) os mandados de segurança decididos em única
instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos
tribunais dos Estados, do Distrito Federal e
Territórios, quando denegatória a decisão;
c) as causas em que forem partes Estado
estrangeiro ou organismo internacional, de um lado,
e, do outro, Município ou pessoa residente ou
domiciliada no País;
ÌÌÌ - julgar, em recurso especial, as causas
decididas, em única ou última instância, pelos
Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos
Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a
decisão recorrida:
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes
vigência;
b) julgar válida lei ou ato de governo local
contestado em face de lei federal;
c) der a lei federal interpretação divergente da que
lhe haja atribuído outro tribunal.
Parágrafo único. Funcionará junto ao Superior
Tribunal de Justiça o Conselho da Justiça Federal,
cabendo-lhe, na forma da lei, exercer a supervisão
administrativa e orçamentária da Justiça Federal de
primeiro e segundo graus.
Se"#o IV
DOS TRIF(NAIS REGIONAIS FEDERAIS E DOS
@(ÍKES FEDERAIS
ArtA 106. São órgãos da Justiça Federal:
Ì - os Tribunais Regionais Federais;
ÌÌ - os Juízes Federais.
ArtA 107. Os Tribunais Regionais Federais
compõem-se de, no mínimo, sete juízes, recrutados,
quando possível, na respectiva região e nomeados
pelo Presidente da República dentre brasileiros com
mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos,
sendo:
Ì - um quinto dentre advogados com mais de dez
anos de efetiva atividade profissional e membros do
Ministério Público Federal com mais de dez anos de
carreira;
ÌÌ - os demais, mediante promoção de juízes
federais com mais de cinco anos de exercício, por
antigüidade e merecimento, alternadamente.
Parágrafo único. A lei disciplinará a remoção ou a
permuta de juízes dos Tribunais Regionais Federais e
determinará sua jurisdição e sede.
69
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ArtA 108. Compete aos Tribunais Regionais
Federais:
Ì - processar e julgar, originariamente:
a) os juízes federais da área de sua jurisdição,
incluídos os da Justiça Militar e da Justiça do
Trabalho, nos crimes comuns e de responsabilidade,
e os membros do Ministério Público da União,
ressalvada a competência da Justiça Eleitoral;
b) as revisões criminais e as ações rescisórias de
julgados seus ou dos juízes federais da região;
c) os mandados de segurança e os "habeas-data"
contra ato do próprio Tribunal ou de juiz federal;
d) os "habeas-corpus", quando a autoridade
coatora for juiz federal;
e) os conflitos de competência entre juízes
federais vinculados ao Tribunal;
ÌÌ - julgar, em grau de recurso, as causas decididas
pelos juízes federais e pelos juízes estaduais no
exercício da competência federal da área de sua
jurisdição.
ArtA 109. Aos juízes federais compete processar e
julgar:
Ì - as causas em que a União, entidade autárquica
ou empresa pública federal forem interessadas na
condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes,
exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e
as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho;
ÌÌ - as causas entre Estado estrangeiro ou
organismo internacional e Município ou pessoa
domiciliada ou residente no País;
ÌÌÌ - as causas fundadas em tratado ou contrato da
União com Estado estrangeiro ou organismo
internacional;
ÌV - os crimes políticos e as infrações penais
praticadas em detrimento de bens, serviços ou
interesse da União ou de suas entidades autárquicas
ou empresas públicas, excluídas as contravenções e
ressalvada a competência da Justiça Militar e da
Justiça Eleitoral;
V - os crimes previstos em tratado ou convenção
internacional, quando, iniciada a execução no País, o
resultado tenha ou devesse ter ocorrido no
estrangeiro, ou reciprocamente;
VÌ - os crimes contra a organização do trabalho e,
nos casos determinados por lei, contra o sistema
financeiro e a ordem econômico-financeira;
VÌÌ - os "habeas-corpus", em matéria criminal de
sua competência ou quando o constrangimento
provier de autoridade cujos atos não estejam
diretamente sujeitos a outra jurisdição;
VÌÌÌ - os mandados de segurança e os "habeas-
data" contra ato de autoridade federal, excetuados os
casos de competência dos tribunais federais;
ÌX - os crimes cometidos a bordo de navios ou
aeronaves, ressalvada a competência da Justiça
Militar;
X - os crimes de ingresso ou permanência irregular
de estrangeiro, a execução de carta rogatória, após o
"exequatur", e de sentença estrangeira, após a
homologação, as causas referentes à nacionalidade,
inclusive a respectiva opção, e à naturalização;
XÌ - a disputa sobre direitos indígenas.
§ 1º - As causas em que a União for autora serão
aforadas na seção judiciária onde tiver domicílio a
outra parte.
§ 2º - As causas intentadas contra a União
poderão ser aforadas na seção judiciária em que for
domiciliado o autor, naquela onde houver ocorrido o
ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja
situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal.
§ 3º - Serão processadas e julgadas na justiça
estadual, no foro do domicílio dos segurados ou
beneficiários, as causas em que forem parte
instituição de previdência social e segurado, sempre
que a comarca não seja sede de vara do juízo federal,
e, se verificada essa condição, a lei poderá permitir
que outras causas sejam também processadas e
julgadas pela justiça estadual.
§ 4º - Na hipótese do parágrafo anterior, o recurso
cabível será sempre para o Tribunal Regional Federal
na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
ArtA 110. Cada Estado, bem como o Distrito
Federal, constituirá uma seção judiciária que terá por
sede a respectiva Capital, e varas localizadas
segundo o estabelecido em lei.
Parágrafo único. Nos Territórios Federais, a
jurisdição e as atribuições cometidas aos juízes
federais caberão aos juízes da justiça local, na forma
da lei.
Se"#o V
DOS TRIF(NAIS E @(ÍKES DO TRAFALHO
ArtA 111. São órgãos da Justiça do Trabalho:
Ì - o Tribunal Superior do Trabalho;
ÌÌ - os Tribunais Regionais do Trabalho;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 36# de :7537:::
"III - Juizes do Trabalho."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 36# de :7537:::
"Y /WA O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á
de dezessete Ministros, togados e vitalícios,
escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e
cinco e menos de sessenta e cinco anos, nomeados
pelo Presidente da República, após aprovação pelo
Senado Federal, dos quais onze escolhidos dentre
juizes dos Tribunais Regionais do Trabalho,
integrantes da carreira da magistratura trabalhista,
três dentre advogados e três dentre membros do
Ministério Público do Trabalho."
I Revogado pela E$enda Constitucional n2 36#
de :7537::
II Revogado pela E$enda Constitucional n2 36#
de :7537::
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 36# de :7537:::
"Y 1W. O Tribunal encaminhará ao Presidente da
República listas tríplices, observando-se, quanto às
vagas destinadas aos advogados e aos membros do
Ministério Público, o disposto no art. 94; as listas
tríplices para o provimento de cargos destinados aos
juízes da magistratura trabalhista de carreira deverão
ser elaboradas pelos Ministros togados e vitalícios."
§ 3º - A lei disporá sobre a competência do
Tribunal Superior do Trabalho.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 36# de :7537:::
"ArtA //1 A Haverá pelo menos um Tribunal Regional
do Trabalho em cada Estado e no Distrito Federal, e a
lei instituirá as Varas do Trabalho, podendo, nas
comarcas onde não forem instituídas, atribuir sua
jurisdição aos juízes de direito."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 36# de :7537:::
"ArtA //2A A lei disporá sobre a constituição,
investidura, jurisdição, competência, garantias e
condições de exercício dos órgãos da Justiça do
Trabalho."
ArtA 114. Compete à Justiça do Trabalho conciliar
e julgar os dissídios individuais e coletivos entre
trabalhadores e empregadores, abrangidos os entes
de direito público externo e da administração pública
direta e indireta dos Municípios, do Distrito Federal,
dos Estados e da União, e, na forma da lei, outras
controvérsias decorrentes da relação de trabalho,
bem como os litígios que tenham origem no
cumprimento de suas próprias sentenças, inclusive
coletivas.
§ 1º - Frustrada a negociação coletiva, as partes
poderão eleger árbitros.
§ 2º - Recusando-se qualquer das partes à
negociação ou à arbitragem, é facultado aos
respectivos sindicatos ajuizar dissídio coletivo,
podendo a Justiça do Trabalho estabelecer normas e
condições, respeitadas as disposições convencionais
e legais mínimas de proteção ao trabalho.
Par&grafo inclu.do pela E$enda Constitucional
n2 38# de 597537:;:
"Y 2[ Compete ainda à Justiça do Trabalho executar,
de ofício, as contribuições sociais previstas no art.
195, Ì, a, e ÌÌ, e seus acréscimos legais, decorrentes
das sentenças que proferir."
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 36# de :7537::
"ArtA //4A Os Tribunais Regionais do Trabalho serão
compostos de juízes nomeados pelo Presidente da
República, observada a proporcionalidade
estabelecida no § 2º do art. 111."
Parágrafo único. Os magistrados dos Tribunais
Regionais do Trabalho serão:
70
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Ì - juízes do trabalho, escolhidos por promoção,
alternadamente, por antigüidade e merecimento;
ÌÌ - advogados e membros do Ministério Público do
Trabalho, obedecido o disposto no art. 94;
III Revogado pela E$enda Constitucional n2 36#
de :7537::
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 36# de :7537::
"ArtA //5. Nas Varas do Trabalho, a jurisdição será
exercida por um juiz singular."
Par90ra?o Z'!oA Revogado pela E$enda
Constitucional n2 36# de :7537::
ArtA //6Revogado pela E$enda Constitucional
n2 36# de :7537::
Par90ra?o Z'!o Revogado pela E$enda
Constitucional n2 36# de :7537::
Aota: ( art 32 da E$enda Constitucional n2 36#
de :53::# assegura o cu$pri$ento dos
$andatos dos atuais $inistros classistas
te$por&rios do )ri+unal Superior do )ra+alho e
dos atuais juiBes classistas te$por&rios dos
)ri+unais Regionais do )ra+alho e das Cuntas de
Conciliaç,o e Culga$ento
Se"#o VI
DOS TRIF(NAIS E @(ÍKES ELEITORAIS
ArtA 118. São órgãos da Justiça Eleitoral:
Ì - o Tribunal Superior Eleitoral;
ÌÌ - os Tribunais Regionais Eleitorais;
ÌÌÌ - os Juízes Eleitorais;
ÌV - as Juntas Eleitorais.
ArtA 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-
á, no mínimo, de sete membros, escolhidos:
Ì - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) três juízes dentre os Ministros do Supremo
Tribunal Federal;
b) dois juízes dentre os Ministros do Superior
Tribunal de Justiça;
ÌÌ - por nomeação do Presidente da República,
dois juízes dentre seis advogados de notável saber
jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Supremo
Tribunal Federal.
Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral
elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, e o
Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do Superior
Tribunal de Justiça.
ArtA 120. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na
Capital de cada Estado e no Distrito Federal.
§ 1º - Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-
se-ão:
Ì - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) de dois juízes dentre os desembargadores do
Tribunal de Justiça;
b) de dois juízes, dentre juízes de direito,
escolhidos pelo Tribunal de Justiça;
ÌÌ - de um juiz do Tribunal Regional Federal com
sede na Capital do Estado ou no Distrito Federal, ou,
não havendo, de juiz federal, escolhido, em qualquer
caso, pelo Tribunal Regional Federal respectivo;
ÌÌÌ - por nomeação, pelo Presidente da República,
de dois juízes dentre seis advogados de notável saber
jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal
de Justiça.
§ 2º - O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu
Presidente e o Vice-Presidente- dentre os
desembargadores.
ArtA 121. Lei complementar disporá sobre a
organização e competência dos tribunais, dos juízes
de direito e das juntas eleitorais.
§ 1º - Os membros dos tribunais, os juízes de
direito e os integrantes das juntas eleitorais, no
exercício de suas funções, e no que lhes for aplicável,
gozarão de plenas garantias e serão inamovíveis.
§ 2º - Os juízes dos tribunais eleitorais, salvo
motivo justificado, servirão por dois anos, no mínimo,
e nunca por mais de dois biênios consecutivos, sendo
os substitutos escolhidos na mesma ocasião e pelo
mesmo processo, em número igual para cada
categoria.
§ 3º - São irrecorríveis as decisões do Tribunal
Superior Eleitoral, salvo as que contrariarem esta
Constituição e as denegatórias de "habeas-corpus" ou
mandado de segurança.
§ 4º - Das decisões dos Tribunais Regionais
Eleitorais somente caberá recurso quando:
Ì - forem proferidas contra disposição expressa
desta Constituição ou de lei;
ÌÌ - ocorrer divergência na interpretação de lei entre
dois ou mais tribunais eleitorais;
ÌÌÌ - versarem sobre inelegibilidade ou expedição
de diplomas nas eleições federais ou estaduais;
ÌV - anularem diplomas ou decretarem a perda de
mandatos eletivos federais ou estaduais;
V - denegarem "habeas-corpus", mandado de
segurança, "habeas-data" ou mandado de injunção.
Se"#o VII
DOS TRIF(NAIS E @(ÍKES MILITARES
ArtA 122. São órgãos da Justiça Militar:
Ì - o Superior Tribunal Militar;
ÌÌ - os Tribunais e Juízes Militares instituídos por
lei.
ArtA 123. O Superior Tribunal Militar compor-se-á
de quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo
Presidente da República, depois de aprovada a
indicação pelo Senado Federal, sendo três dentre
oficiais-generais da Marinha, quatro dentre oficiais-
generais do Exército, três dentre oficiais-generais da
Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado
da carreira, e cinco dentre civis.
Parágrafo único. Os Ministros civis serão
escolhidos pelo Presidente da República dentre
brasileiros maiores de trinta e cinco anos, sendo:
Ì - três dentre advogados de notório saber jurídico
e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva
atividade profissional;
ÌÌ - dois, por escolha paritária, dentre juízes
auditores e membros do Ministério Público da Justiça
Militar.
ArtA 124. à Justiça Militar compete processar e
julgar os crimes militares definidos em lei.
Parágrafo único. A lei disporá sobre a organização,
o funcionamento e a competência da Justiça Militar.
Se"#o VIII
DOS TRIF(NAIS E @(ÍKES DOS ESTADOS
ArtA 125. Os Estados organizarão sua Justiça,
observados os princípios estabelecidos nesta
Constituição.
§ 1º - A competência dos tribunais será definida na
Constituição do Estado, sendo a lei de organização
judiciária de iniciativa do Tribunal de Justiça.
§ 2º - Cabe aos Estados a instituição de
representação de inconstitucionalidade de leis ou atos
normativos estaduais ou municipais em face da
Constituição Estadual, vedada a atribuição da
legitimação para agir a um único órgão.
§ 3º - A lei estadual poderá criar, mediante
proposta do Tribunal de Justiça, a Justiça Militar
estadual, constituída, em primeiro grau, pelos
Conselhos de Justiça e, em segundo, pelo próprio
Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar
nos Estados em que o efetivo da polícia militar seja
superior a vinte mil integrantes.
§ 4º - Compete à Justiça Militar estadual processar
e julgar os policiais militares e bombeiros militares nos
crimes militares, definidos em lei, cabendo ao tribunal
competente decidir sobre a perda do posto e da
patente dos oficiais e da graduação das praças.
ArtA 126. Para dirimir conflitos fundiários, o
Tribunal de Justiça designará juízes de entrância
especial, com competência exclusiva para questões
agrárias.
Parágrafo único. Sempre que necessário à
eficiente prestação jurisdicional, o juiz far-se-á
presente no local do litígio.
CAPÍT(LO IV
71
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
DAS F(NÇEES ESSENCIAIS \ @(STIÇA
Se"#o I
DO MINISTGRIO PSFLICO
ArtA 127. O Ministério Público é instituição
permanente, essencial à função jurisdicional do
Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica,
do regime democrático e dos interesses sociais e
individuais indisponíveis.
§ 1º - São princípios institucionais do Ministério
Público a unidade, a indivisibilidade e a
independência funcional.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"Y 1W Ao Ministério Público é assegurada autonomia
funcional e administrativa, podendo, observado o
disposto no art. 169, propor ao Poder Legislativo a
criação e extinção de seus cargos e serviços
auxiliares, provendo-os por concurso público de
provas ou de provas e títulos, a política remuneratória
e os planos de carreira; a lei disporá sobre sua
organização e funcionamento."
§ 3º - O Ministério Público elaborará sua proposta
orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei
de diretrizes orçamentárias.
ArtA 128. O Ministério Público abrange:
Ì - o Ministério Público da União, que compreende:
a) o Ministério Público Federal;
b) o Ministério Público do Trabalho;
c) o Ministério Público Militar;
d) o Ministério Público do Distrito Federal e
Territórios;
ÌÌ - os Ministérios Públicos dos Estados.
§ 1º - O Ministério Público da União tem por chefe
o Procurador-Geral da República, nomeado pelo
Presidente da República dentre integrantes da
carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a
aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos
membros do Senado Federal, para mandato de dois
anos, permitida a recondução.
§ 2º - A destituição do Procurador-Geral da
República, por iniciativa do Presidente da República,
deverá ser precedida de autorização da maioria
absoluta do Senado Federal.
§ 3º - Os Ministérios Públicos dos Estados e o do
Distrito Federal e Territórios formarão lista tríplice
dentre integrantes da carreira, na forma da lei
respectiva, para escolha de seu Procurador-Geral,
que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo,
para mandato de dois anos, permitida uma
recondução.
§ 4º - Os Procuradores-Gerais nos Estados e no
Distrito Federal e Territórios poderão ser destituídos
por deliberação da maioria absoluta do Poder
Legislativo, na forma da lei complementar respectiva.
§ 5º - Leis complementares da União e dos
Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos
Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização,
as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público,
observadas, relativamente a seus membros:
Ì - as seguintes garantias:
a) vitaliciedade, após dois anos de exercício, não
podendo perder o cargo senão por sentença judicial
transitada em julgado;
b) inamovibilidade, salvo por motivo de interesse
público, mediante decisão do órgão colegiado
competente do Ministério Público, por voto de dois
terços de seus membros, assegurada ampla defesa;
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"!D irredutibilidade de subsídio, fixado na forma do art.
39, § 4º, e ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XÌ,
150, ÌÌ, 153, ÌÌÌ, 153, § 2º, Ì;"
ÌÌ - as seguintes vedações:
a) receber, a qualquer título e sob qualquer
pretexto, honorários, percentagens ou custas
processuais;
b) exercer a advocacia;
c) participar de sociedade comercial, na forma da
lei;
d) exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer
outra função pública, salvo uma de magistério;
e) exercer atividade político-partidária, salvo
exceções previstas na lei.
ArtA 129. São funções institucionais do Ministério
Público:
Ì - promover, privativamente, a ação penal pública,
na forma da lei;
ÌÌ - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes
Públicos e dos serviços de relevância pública aos
direitos assegurados nesta Constituição, promovendo
as medidas necessárias a sua garantia;
ÌÌÌ - promover o inquérito civil e a ação civil pública,
para a proteção do patrimônio público e social, do
meio ambiente e de outros interesses difusos e
coletivos;
ÌV - promover a ação de inconstitucionalidade ou
representação para fins de intervenção da União e
dos Estados, nos casos previstos nesta Constituição;
V - defender judicialmente os direitos e interesses
das populações indígenas;
VÌ - expedir notificações nos procedimentos
administrativos de sua competência, requisitando
informações e documentos para instruí-los, na forma
da lei complementar respectiva;
VÌÌ - exercer o controle externo da atividade
policial, na forma da lei complementar mencionada no
artigo anterior;
VÌÌÌ - requisitar diligências investigatórias e a
instauração de inquérito policial, indicados os
fundamentos jurídicos de suas manifestações
processuais;
ÌX - exercer outras funções que lhe forem
conferidas, desde que compatíveis com sua
finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial
e a consultoria jurídica de entidades públicas.
§ 1º - A legitimação do Ministério Público para as
ações civis previstas neste artigo não impede a de
terceiros, nas mesmas hipóteses, segundo o disposto
nesta Constituição e na lei.
§ 2º - As funções de Ministério Público só podem
ser exercidas por integrantes da carreira, que deverão
residir na comarca da respectiva lotação.
§ 3º - O ingresso na carreira far-se-á mediante
concurso público de provas e títulos, assegurada
participação da Ordem dos Advogados do Brasil em
sua realização, e observada, nas nomeações, a
ordem de classificação.
§ 4º - Aplica-se ao Ministério Público, no que
couber, o disposto no art. 93, ÌÌ e VÌ.
ArtA 130. Aos membros do Ministério Público junto
aos Tribunais de Contas aplicam-se as disposições
desta seção pertinentes a direitos, vedações e forma
de investidura.
Se"#o II
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"DA ADVOCACÌA PÚBLÌCA".
ArtA 131. A Advocacia-Geral da União é a
instituição que, diretamente ou através de órgão
vinculado, representa a União, judicial e
extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei
complementar que dispuser sobre sua organização e
funcionamento, as atividades de consultoria e
assessoramento jurídico do Poder Executivo.
§ 1º - A Advocacia-Geral da União tem por chefe o
Advogado-Geral da União, de livre nomeação pelo
Presidente da República dentre cidadãos maiores de
trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e
reputação ilibada.
§ 2º - O ingresso nas classes iniciais das carreiras
da instituição de que trata este artigo far-se-á
mediante concurso público de provas e títulos.
§ 3º - Na execução da dívida ativa de natureza
tributária, a representação da União cabe à
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, observado
o disposto em lei.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"ArtA /21A Os Procuradores dos Estados e do Distrito
Federal, organizados em carreira, na qual o ingresso
dependerá de concurso público de provas e títulos,
com a participação da Ordem dos Advogados do
Brasil em todas as suas fases, exercerão a
representação judicial e a consultoria jurídica das
respectivas unidades federadas.
Par90ra?o Z'!oA Aos procuradores referidos
neste artigo é assegurada estabilidade após três anos
de efetivo exercício, mediante avaliação de
72
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
desempenho perante os órgãos próprios, após
relatório circunstanciado das corregedorias."
Se"#o III
DA ADVOCACIA E DA DEFENSORIA PSFLICA
ArtA 133. O advogado é indispensável à
administração da justiça, sendo inviolável por seus
atos e manifestações no exercício da profissão, nos
limites da lei.
ArtA 134. A Defensoria Pública é instituição
essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa, em
todos os graus, dos necessitados, na forma do art. 5º,
LXXÌV.)
Parágrafo único. Lei complementar organizará a
Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e
dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua
organização nos Estados, em cargos de carreira,
providos, na classe inicial, mediante concurso público
de provas e títulos, assegurada a seus integrantes a
garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da
advocacia fora das atribuições institucionais.
/01 Redaç,o dada pela E$enda Constitucional
n2 5:# de 867847:;:
"ArtA /24A Os servidores integrantes das carreiras
disciplinadas nas Seções ÌÌ e ÌÌÌ deste Capítulo serão
remunerados na forma do art. 39, § 4º."
SERVIÇO PSFLICO
A CF/88 dispõe que ao Poder Público incumbe, na
forma da lei, a prestação de serviços públicos. Nesse
caso, a lei disporá sobre o regime de delegação dos
serviços públicos, os direitos dos usuários, a política
tarifária, a obrigação de manter o serviço adequado e
as reclamações relativas à prestação, tudo em
conformidade com os arts. 175, § único, e 37 § 3º da
referida CF/88. Esta insere ainda o serviço público
relevante, como o de saúde (ArtA 197). Também o
CDC (Cód. Defesa do Consumidor) destaca, em
função disso, como direito básico do usuário a
adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em
geral, obrigando o Poder Público e seus delegados a
prestarem serviços adequados (ArtA 6º do CDC).
CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO
.er(i&o :5!lico, segundo Meirelles, é todo aquele
prestado pela Administração ou por seus delegados,
sob normas e controles estatais, para satisfazer
necessidades essenciais ou secundárias da
coletividade ou simples conveniências do Estado. Fora
disso, não há como indicar atividades que constituem
ser(i&o p5!lico, porque variam segundo exigências de
cada povo e de cada época. O que prevalece é a
vontade soberana do Estado qualificando o serviço
como p5!lico ou de utilidade p5!lica, para sua
prestação direta ou indireta, pois serviços há que, por
sua natureza, são privativos do Poder Público e só por
seus órgãos devem ser executados (justiça,
segurança, etc.), enquanto outros são comuns tanto ao
Estado como aos particulares, podendo ser realizados
por um ou outros.
Os Ser%'"o$ PZb&'!o$ pode ser !&a$$'?'!ado$ em:
:5!licos e de 9tilidade :5!licaD :r4prios e ?mpr4prios
do EstadoD Administrati(os e ?ndustriaisD E9ti 9ni(ersiF e
E9ti .ingulariF, como abaixo se especifica.
a) Ser%'"o$ PZb&'!o$: propriamente ditos, são os
que a Administração presta diretamente à comunidade,
por reconhecer sua necessidade e essencialidade para
sobrevivência do grupo social e do próprio Estado. Por
isto tais serviços são considerados privativos do Poder
Público, no sentido de que só a Administração deve
prestá-los. Ex.: segurança nacional, serviços policiais,
preservação da saúde pública, educação básica,
serviços de justiça, etc.
!) Ser%'"o$ de (t'&'dade PZb&'!a: São aqueles
que a Administração, reconhecendo sua conveniência
(não essencialidade ou necessidade) para os membros
da coletividade, presta-os diretamente ou concorda que
sejam prestados por terceiros (concessionários,
permissionários ou autorizatários), nas condições
regulamentadas e sob seu controle, mas por conta e
risco dos prestadores, mediante remuneração dos
usuários. Ex.: transportes coletivos, energia elétrica,
gás, telefonia, etc.
c) Ser%'"o$ *r]*r'o$ do E$tado: são aqueles que
se relacionam intimamente com as atribuições do
Poder Público (segurança, polícia, higiene, saúde
pública, etc.) e para executá-los a Administração usa
de sua supremacia sobre os administrados e, por isso
mesmo, só devem ser prestados por órgãos ou
entidades públicas sem delegação de particulares,
sendo gratuitos ou de baixa remuneração para
alcançar a todos.
d) Ser%'"o$ 'm*r]*r'o$ do E$tado: os que não
afetam substancialmente as necessidades da
comunidade, mas satisfazem interesses comuns de
seus membros, razão por que a Administração só os
prestas mediante remuneração, através de órgãos ou
entidades descentralizadas (autarquias, empresas
públicas, soc. economia mista) ou os delega a
concessionários, permissionários ou autorizatários.
e) Ser%'"o$ adm''$trat'%o$: são os que a
Administração executa para atender a suas
necessidades internas ou preparar outros serviços que
serão prestados ao público, tais como os da imprensa
oficial, estações experimentais e outros dessa
natureza.
+) Ser%'"o$ 'du$tr'a'$: são os que produzem
renda para quem os presta, mediante a remuneração
da utilidade usada ou consumida, remuneração esta
que se denomina tecnicamente de tarifa por sempre
fixada pelo Poder Público, seja quem for que os
execute (energia elétrica, telefone, etc).
g) Ser%'"o$ ^ut' u'%er$'_ ou 0era'$: são os que a
Administração presta sem ter usuários determinados,
para atender a coletividade no seu todo, como serviços
policiais, de iluminação pública, e outros. Tratam-se de
serviços indivisíveis e satisfazem indiscriminadamente
a população sem qualquer direito subjetivo a qualquer
administrado, por isto, tais serviços devem ser
mantidos por imposto e não por taxa ou tarifa,
mensurável e proporcional ao serviço.
0) Ser%'"o$ ^ut' $'0u&'_ ou 'd'%'dua'$: são os
que têm usuários determinados e utilização particular e
mensurável para destinatário, como ocorre com o
telefone, a água, energia elétrica domiciliares. Geram
direito subjetivo à sua obtenção para os administrados
que os usufruem.
REG(LAMENTAÇÃO E CONTROLE
Compete sempre ao Poder Público, a
regulamentação e o controle do serviço público e de
utilidade pública qualquer que seja a modalidade de
sua prestação aos usuários. O fato de tais serviços
serem delegados a terceiros, estranhos à
Administração Pública, não retira do Estado seu poder
indeclinável de regulamentá-los e controlá-los, exigindo
sempre sua atualização e eficiência, além do exato
cumprimento das condições impostas para sua
prestação ao público.
Em todos os atos ou contratos administrativos que
cometem a exploração de serviços públicos a
particulares, está sempre presente a possibilidade de
modificação unilateral de suas cláusulas pelo Poder
Público ou de revogação da delegação, desde que o
interesse coletivo assim o exija. O Estado deve ter
sempre em vista que o serviço público e de utilidade
pública são serviços para o p5!lico e que os
prestadores de tais serviços são, na verdade,
ser(idores do p5!lico, pois o fim precípuo do serviço
público é o de ser(ir o p5!lico$
A regulamentação se dá mediante edição de atos
administrativos próprios: decretos, portarias, contratos,
etc.
RE<(ISITOS DO SERVIÇO E DIREITOS DO
(S(IRIO
Os re-uisitos do serviço público ou de utilidade
pública são, modernamente, sintetizados em cinco
princípios que a Administração deve ter sempre
presentes para exigi-los de quem os preste: G) o
princípio da per$anDncia que impõe continuidade no
serviço; H) o da generalidade que impõe o serviço
igual para todos; I) o da eficiDncia que exige
atualização do serviço; J) o da $odicidade exige
tarifas razoáveis; K) e o da cortesia que se traduz em
bom tratamento para com o público. Caso falte
quaisquer desses requisitos em um serviço público ou
de utilidade pública a Administração deve intervir para
73
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
restabelecer seu regular funcionamento ou retomar sua
prestação.
Os direitos do usu&rio são os reconhecidos em
qualquer serviço público ou de utilidade pública como
fundamento para a exigibilidade de sua prestação nas
condições regulamentares e em igualdade com os
demais utentes. São direitos c.vicos# de conteúdo
positivo, consistentes no poder de exigir da
Administração ou de seu delegado, o serviço que um
ou outro se obrigou a prestar individualmente aos
usuários. São direitos públicos subjetivos de exercício
pessoal quando se tratar de serviço uti singuli e o
usuário estiver na área de sua prestação. Tais direitos
dão ensejo às ações correspondentes, como mandado
de segurança para reparar judicialmente lesão de
direito, ou, ainda, na Justiça, ação cominatória para
exigir serviço que lhe foi negado pela Administração
Pública, entre outras.
COMPET`NCIA PARA PRESTAÇÃO DE
SERVIÇO
A repartição das competências para a prestação de
um serviço público ou de utilidade pública pelas quatro
entidades estatais - U-E-DF-M - opera-se segundo os
critérios técnicos e jurídicos, tendo-se em vista os
interesses próprias de cada esfera administrativa, a
natureza e extensão dos serviços, bem como a
capacidade para executá-los vantajosamente para a
Administração e para os administrados.
As competências estão definidas,
constitucionalmente, nos artigos 21 e 22 (União) e
remanescentes para os Estados (ArtA 25, § 1.º) e para
os Municípios (ArtA 30), distinguindo a competência
executi(a da competência legislati(a, bem como o
critério da predominância do interesse e não da
exclusividade, em face das circunstâncias de lugar,
natureza e finalidade do serviço.
A par disso, a prestação dos serviços públicos ou
de utilidade pública pode ser centraliada, quando
prestada por seus próprios órgãos, em seu nome ou
sob sua exclusiva responsabilidade; descentraliada,
quando o Poder Público transfere sua titularidade ou
sua execução, por outorga ou delegação a autarquias,
entidades paraestatais, empresas privadas ou
particulares individualmente; ou desconcentrada, que
é todo serviço que a Administração executa
centralizadamente, mas o distribui entre vários órgãos
da mesma entidade, para facilitar sua realização e
obtenção pelos usuários. A desconcentração é uma
técnica administrativa de simplificação e aceleração do
serviço dentro da mesma entidade, diversamente da
descentralização, que é uma técnica de especialia&'o
consistente na retirada do serviço dentro de uma
entidade e transferência a outra para que o execute
com mais perfeição e autonomia. Mesmo assim, nossa
legislação confunde freqüentemente desconcentra&'o
com descentralia&'o$
C;DIGO FRASILEIRO
DE DEFESA DO
CONS(MIDOR
LEI NW 7A:67, DE // DE
SETEMFRO DE /88:A
Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá
outras providências.
O PRESIDENTE DA REPSFLICA, faço saber que
o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte lei:
TÍT(LO I
Do$ D're'to$ do Co$um'dor
CAPÍT(LO I
D'$*o$'"Qe$ Gera'$
ArtA 1° O presente código estabelece normas de
proteção e defesa do consumidor, de ordem pública e
interesse social, nos termos dos arts. 5°, inciso XXXÌÌ,
170, inciso V, da Constituição Federal e art. 48 de
suas Disposições Transitórias.
ArtA 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica
que adquire ou utiliza produto ou serviço como
destinatário final.
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a
coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis,
que haja intervindo nas relações de consumo.
ArtA 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica,
pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem
como os entes despersonalizados, que desenvolvem
atividade de produção, montagem, criação,
construção, transformação, importação, exportação,
distribuição ou comercialização de produtos ou
prestação de serviços.
§ 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel,
material ou imaterial.
§ 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no
mercado de consumo, mediante remuneração,
inclusive as de natureza bancária, financeira, de
crédito e securitária, salvo as decorrentes das
relações de caráter trabalhista.
CAPÍT(LO II
Da Po&-t'!a Na!'oa& de Re&a"Qe$ de Co$umo
ArtA 3W A Política Nacional das Relações de
Consumo tem por objetivo o atendimento das
necessidades dos consumidores, o respeito à sua
dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus
interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade
de vida, bem como a transparência e harmonia das
relações de consumo, atendidos os seguintes
princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de
21.3.1995)
Ì - reconhecimento da vulnerabilidade do
consumidor no mercado de consumo;
ÌÌ - ação governamental no sentido de proteger
efetivamente o consumidor:
a) por iniciativa direta;
b) por incentivos à criação e desenvolvimento de
associações representativas;
c) pela presença do Estado no mercado de
consumo;
d) pela garantia dos produtos e serviços com
padrões adequados de qualidade, segurança,
durabilidade e desempenho.
ÌÌÌ - harmonização dos interesses dos participantes
das relações de consumo e compatibilização da
proteção do consumidor com a necessidade de
desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a
viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem
econômica (art. 170, da Constituição Federal),
sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações
entre consumidores e fornecedores;
ÌV - educação e informação de fornecedores e
consumidores, quanto aos seus direitos e deveres,
com vistas à melhoria do mercado de consumo;
V - incentivo à criação pelos fornecedores de
meios eficientes de controle de qualidade e
segurança de produtos e serviços, assim como de
mecanismos alternativos de solução de conflitos de
consumo;
VÌ - coibição e repressão eficientes de todos os
abusos praticados no mercado de consumo, inclusive
a concorrência desleal e utilização indevida de
inventos e criações industriais das marcas e nomes
comerciais e signos distintivos, que possam causar
prejuízos aos consumidores;
VÌÌ - racionalização e melhoria dos serviços
públicos;
VÌÌÌ - estudo constante das modificações do
mercado de consumo.
ArtA 5° Para a execução da Política Nacional das
Relações de Consumo, contará o poder público com
os seguintes instrumentos, entre outros:
Ì - manutenção de assistência jurídica, integral e
gratuita para o consumidor carente;
ÌÌ - instituição de Promotorias de Justiça de Defesa
do Consumidor, no âmbito do Ministério Público;
ÌÌÌ - criação de delegacias de polícia
especializadas no atendimento de consumidores
vítimas de infrações penais de consumo;
ÌV - criação de Juizados Especiais de Pequenas
Causas e Varas Especializadas para a solução de
74
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
litígios de consumo;
V - concessão de estímulos à criação e
desenvolvimento das Associações de Defesa do
Consumidor.
§ 1° (Vetado).
§ 2º (Vetado).
CAPÍT(LO III
Do$ D're'to$ F9$'!o$ do Co$um'dor
ArtA 6º São direitos básicos do consumidor:
Ì - a proteção da vida, saúde e segurança contra
os riscos provocados por práticas no fornecimento de
produtos e serviços considerados perigosos ou
nocivos;
ÌÌ - a educação e divulgação sobre o consumo
adequado dos produtos e serviços, asseguradas a
liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;
ÌÌÌ - a informação adequada e clara sobre os
diferentes produtos e serviços, com especificação
correta de quantidade, características, composição,
qualidade e preço, bem como sobre os riscos que
apresentem;
ÌV - a proteção contra a publicidade enganosa e
abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais,
bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou
impostas no fornecimento de produtos e serviços;
V - a modificação das cláusulas contratuais que
estabeleçam prestações desproporcionais ou sua
revisão em razão de fatos supervenientes que as
tornem excessivamente onerosas;
VÌ - a efetiva prevenção e reparação de danos
patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;
VÌÌ - o acesso aos órgãos judiciários e
administrativos com vistas à prevenção ou reparação
de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos
ou difusos, assegurada a proteção Jurídica,
administrativa e técnica aos necessitados;
VÌÌÌ - a facilitação da defesa de seus direitos,
inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu
favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for
verossímil a alegação ou quando for ele
hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de
experiências;
ÌX - (Vetado);
X - a adequada e eficaz prestação dos serviços
públicos em geral.
ArtA 7° Os direitos previstos neste código não
excluem outros decorrentes de tratados ou
convenções internacionais de que o Brasil seja
signatário, da legislação interna ordinária, de
regulamentos expedidos pelas autoridades
administrativas competentes, bem como dos que
derivem dos princípios gerais do direito, analogia,
costumes e eqüidade.
Parágrafo único. Tendo mais de um autor a
ofensa, todos responderão solidariamente pela
reparação dos danos previstos nas normas de
consumo.
CAPÍT(LO IV
Da <ua&'dade de Produto$ e Ser%'"o$, da
Pre%e"#o e da Re*ara"#o do$ Dao$
SEÇÃO I
Da Prote"#o M SaZde e Se0ura"a
ArtA 8° Os produtos e serviços colocados no
mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde
ou segurança dos consumidores, exceto os
considerados normais e previsíveis em decorrência
de sua natureza e fruição, obrigando-se os
fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as
informações necessárias e adequadas a seu respeito.
Parágrafo único. Em se tratando de produto
industrial, ao fabricante cabe prestar as informações a
que se refere este artigo, através de impressos
apropriados que devam acompanhar o produto.
ArtA 9° O fornecedor de produtos e serviços
potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou
segurança deverá informar, de maneira ostensiva e
adequada, a respeito da sua nocividade ou
periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras
medidas cabíveis em cada caso concreto.
ArtA 10. O fornecedor não poderá colocar no
mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou
deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou
periculosidade à saúde ou segurança.
§ 1° O fornecedor de produtos e serviços que,
posteriormente à sua introdução no mercado de
consumo, tiver conhecimento da periculosidade que
apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente
às autoridades competentes e aos consumidores,
mediante anúncios publicitários.
§ 2° Os anúncios publicitários a que se refere o
parágrafo anterior serão veiculados na imprensa,
rádio e televisão, às expensas do fornecedor do
produto ou serviço.
§ 3° Sempre que tiverem conhecimento de
periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou
segurança dos consumidores, a União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a
respeito.
ArtA 11. (Vetado).
SEÇÃO II
Da Re$*o$ab'&'dade *e&o Fato do Produto e
do Ser%'"o
ArtA 12. O fabricante, o produtor, o construtor,
nacional ou estrangeiro, e o importador respondem,
independentemente da existência de culpa, pela
reparação dos danos causados aos consumidores por
defeitos decorrentes de projeto, fabricação,
construção, montagem, fórmulas, manipulação,
apresentação ou acondicionamento de seus produtos,
bem como por informações insuficientes ou
inadequadas sobre sua utilização e riscos.
§ 1° O produto é defeituoso quando não oferece a
segurança que dele legitimamente se espera,
levando-se em consideração as circunstâncias
relevantes, entre as quais:
Ì - sua apresentação;
ÌÌ - o uso e os riscos que razoavelmente dele se
esperam;
ÌÌÌ - a época em que foi colocado em circulação.
§ 2º O produto não é considerado defeituoso pelo
fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado
no mercado.
§ 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou
importador só não será responsabilizado quando
provar:
Ì - que não colocou o produto no mercado;
ÌÌ - que, embora haja colocado o produto no
mercado, o defeito inexiste;
ÌÌÌ - a culpa exclusiva do consumidor ou de
terceiro.
ArtA 13. O comerciante é igualmente responsável,
nos termos do artigo anterior, quando:
Ì - o fabricante, o construtor, o produtor ou o
importador não puderem ser identificados;
ÌÌ - o produto for fornecido sem identificação clara
do seu fabricante, produtor, construtor ou importador;
ÌÌÌ - não conservar adequadamente os produtos
perecíveis.
Parágrafo único. Aquele que efetivar o pagamento
ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso
contra os demais responsáveis, segundo sua
participação na causação do evento danoso.
ArtA 14. O fornecedor de serviços responde,
independentemente da existência de culpa, pela
reparação dos danos causados aos consumidores por
defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como
por informações insuficientes ou inadequadas sobre
sua fruição e riscos.
§ 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a
segurança que o consumidor dele pode esperar,
levando-se em consideração as circunstâncias
relevantes, entre as quais:
Ì - o modo de seu fornecimento;
ÌÌ - o resultado e os riscos que razoavelmente dele
se esperam;
ÌÌÌ - a época em que foi fornecido.
§ 2º O serviço não é considerado defeituoso pela
adoção de novas técnicas.
§ 3° O fornecedor de serviços só não será
responsabilizado quando provar:
Ì - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;
ÌÌ - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.
75
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
§ 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais
liberais será apurada mediante a verificação de culpa.
ArtA 15. (Vetado).
ArtA 16. (Vetado).
ArtA 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-
se aos consumidores todas as vítimas do evento.
SEÇÃO III
Da Re$*o$ab'&'dade *or V-!'o do Produto e do
Ser%'"o
ArtA 18. Os fornecedores de produtos de consumo
duráveis ou não duráveis respondem solidariamente
pelos vícios de qualidade ou quantidade que os
tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que
se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como
por aqueles decorrentes da disparidade, com a
indicações constantes do recipiente, da embalagem,
rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as
variações decorrentes de sua natureza, podendo o
consumidor exigir a substituição das partes viciadas.
§ 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo
de trinta dias, pode o consumidor exigir,
alternativamente e à sua escolha:
Ì - a substituição do produto por outro da mesma
espécie, em perfeitas condições de uso;
ÌÌ - a restituição imediata da quantia paga,
monetariamente atualizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos;
ÌÌÌ - o abatimento proporcional do preço.
§ 2° Poderão as partes convencionar a redução ou
ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior,
não podendo ser inferior a sete nem superior a cento
e oitenta dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de
prazo deverá ser convencionada em separado, por
meio de manifestação expressa do consumidor.
§ 3° O consumidor poderá fazer uso imediato das
alternativas do § 1° deste artigo sempre que, em
razão da extensão do vício, a substituição das partes
viciadas puder comprometer a qualidade ou
características do produto, diminuir-lhe o valor ou se
tratar de produto essencial.
§ 4° Tendo o consumidor optado pela alternativa
do inciso Ì do § 1° deste artigo, e não sendo possível
a substituição do bem, poderá haver substituição por
outro de espécie, marca ou modelo diversos,
mediante complementação ou restituição de eventual
diferença de preço, sem prejuízo do disposto nos
incisos ÌÌ e ÌÌÌ do § 1° deste artigo.
§ 5° No caso de fornecimento de produtos in
natura, será responsável perante o consumidor o
fornecedor imediato, exceto quando identificado
claramente seu produtor.
§ 6° São impróprios ao uso e consumo:
Ì - os produtos cujos prazos de validade estejam
vencidos;
ÌÌ - os produtos deteriorados, alterados,
adulterados, avariados, falsificados, corrompidos,
fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou,
ainda, aqueles em desacordo com as normas
regulamentares de fabricação, distribuição ou
apresentação;
ÌÌÌ - os produtos que, por qualquer motivo, se
revelem inadequados ao fim a que se destinam.
ArtA 19. Os fornecedores respondem
solidariamente pelos vícios de quantidade do produto
sempre que, respeitadas as variações decorrentes de
sua natureza, seu conteúdo líquido for inferior às
indicações constantes do recipiente, da embalagem,
rotulagem ou de mensagem publicitária, podendo o
consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:
Ì - o abatimento proporcional do preço;
ÌÌ - complementação do peso ou medida;
ÌÌÌ - a substituição do produto por outro da mesma
espécie, marca ou modelo, sem os aludidos vícios;
ÌV - a restituição imediata da quantia paga,
monetariamente atualizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos.
§ 1° Aplica-se a este artigo o disposto no § 4° do
artigo anterior.
§ 2° O fornecedor imediato será responsável
quando fizer a pesagem ou a medição e o
instrumento utilizado não estiver aferido segundo os
padrões oficiais.
ArtA 20. O fornecedor de serviços responde pelos
vícios de qualidade que os tornem impróprios ao
consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por
aqueles decorrentes da disparidade com as
indicações constantes da oferta ou mensagem
publicitária, podendo o consumidor exigir,
alternativamente e à sua escolha:
Ì - a reexecução dos serviços, sem custo adicional
e quando cabível;
ÌÌ - a restituição imediata da quantia paga,
monetariamente atualizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos;
ÌÌÌ - o abatimento proporcional do preço.
§ 1° A reexecução dos serviços poderá ser
confiada a terceiros devidamente capacitados, por
conta e risco do fornecedor.
§ 2° São impróprios os serviços que se mostrem
inadequados para os fins que razoavelmente deles se
esperam, bem como aqueles que não atendam as
normas regulamentares de prestabilidade.
ArtA 21. No fornecimento de serviços que tenham
por objetivo a reparação de qualquer produto
considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor
de empregar componentes de reposição originais
adequados e novos, ou que mantenham as
especificações técnicas do fabricante, salvo, quanto a
estes últimos, autorização em contrário do
consumidor.
ArtA 22. Os órgãos públicos, por si ou suas
empresas, concessionárias, permissionárias ou sob
qualquer outra forma de empreendimento, são
obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes,
seguros e, quanto aos essenciais, contínuos.
Parágrafo único. Nos casos de descumprimento,
total ou parcial, das obrigações referidas neste artigo,
serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e
a reparar os danos causados, na forma prevista neste
código.
ArtA 23. A ignorância do fornecedor sobre os vícios
de qualidade por inadequação dos produtos e
serviços não o exime de responsabilidade.
ArtA 24. A garantia legal de adequação do produto
ou serviço independe de termo expresso, vedada a
exoneração contratual do fornecedor.
ArtA 25. É vedada a estipulação contratual de
cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a
obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções
anteriores.
§ 1° Havendo mais de um responsável pela
causação do dano, todos responderão solidariamente
pela reparação prevista nesta e nas seções
anteriores.
§ 2° Sendo o dano causado por componente ou
peça incorporada ao produto ou serviço, são
responsáveis solidários seu fabricante, construtor ou
importador e o que realizou a incorporação.
SEÇÃO IV
Da De!adL!'a e da Pre$!r'"#o
ArtA 26. O direito de reclamar pelos vícios
aparentes ou de fácil constatação caduca em:
Ì - trinta dias, tratando-se de fornecimento de
serviço e de produtos não duráveis;
ÌÌ - noventa dias, tratando-se de fornecimento de
serviço e de produtos duráveis.
§ 1° Ìnicia-se a contagem do prazo decadencial a
partir da entrega efetiva do produto ou do término da
execução dos serviços.
§ 2° Obstam a decadência:
Ì - a reclamação comprovadamente formulada pelo
consumidor perante o fornecedor de produtos e
serviços até a resposta negativa correspondente, que
deve ser transmitida de forma inequívoca;
ÌÌ - (Vetado).
ÌÌÌ - a instauração de inquérito civil, até seu
encerramento.
§ 3° Tratando-se de vício oculto, o prazo
decadencial inicia-se no momento em que ficar
evidenciado o defeito.
76
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ArtA 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à
reparação pelos danos causados por fato do produto
ou do serviço prevista na Seção ÌÌ deste Capítulo,
iniciando-se a contagem do prazo a partir do
conhecimento do dano e de sua autoria.
Parágrafo único. (Vetado).
SEÇÃO V
Da De$!o$'dera"#o da Per$oa&'dade @ur-d'!a
ArtA 28. O juiz poderá desconsiderar a
personalidade jurídica da sociedade quando, em
detrimento do consumidor, houver abuso de direito,
excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou
violação dos estatutos ou contrato social. A
desconsideração também será efetivada quando
houver falência, estado de insolvência, encerramento
ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má
administração.
§ 1° (Vetado).
§ 2° As sociedades integrantes dos grupos
societários e as sociedades controladas, são
subsidiariamente responsáveis pelas obrigações
decorrentes deste código.
§ 3° As sociedades consorciadas são
solidariamente responsáveis pelas obrigações
decorrentes deste código.
§ 4° As sociedades coligadas só responderão por
culpa.
§ 5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa
jurídica sempre que sua personalidade for, de alguma
forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos
causados aos consumidores.
CAPÍT(LO V
Da$ Pr9t'!a$ Comer!'a'$
SEÇÃO I
Da$ D'$*o$'"Qe$ Gera'$
ArtA 29. Para os fins deste Capítulo e do seguinte,
equiparam-se aos consumidores todas as pessoas
determináveis ou não, expostas às práticas nele
previstas.
SEÇÃO II
Da O?erta
ArtA 30. Toda informação ou publicidade,
suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma
ou meio de comunicação com relação a produtos e
serviços oferecidos ou apresentados, obriga o
fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e
integra o contrato que vier a ser celebrado.
ArtA 31. A oferta e apresentação de produtos ou
serviços devem assegurar informações corretas,
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa
sobre suas características, qualidades, quantidade,
composição, preço, garantia, prazos de validade e
origem, entre outros dados, bem como sobre os
riscos que apresentam à saúde e segurança dos
consumidores.
ArtA 32. Os fabricantes e importadores deverão
assegurar a oferta de componentes e peças de
reposição enquanto não cessar a fabricação ou
importação do produto.
Parágrafo único. Cessadas a produção ou
importação, a oferta deverá ser mantida por período
razoável de tempo, na forma da lei.
ArtA 33. Em caso de oferta ou venda por telefone
ou reembolso postal, deve constar o nome do
fabricante e endereço na embalagem, publicidade e
em todos os impressos utilizados na transação
comercial.
ArtA 34. O fornecedor do produto ou serviço é
solidariamente responsável pelos atos de seus
prepostos ou representantes autônomos.
ArtA 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços
recusar cumprimento à oferta, apresentação ou
publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e
à sua livre escolha:
Ì - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos
termos da oferta, apresentação ou publicidade;
ÌÌ - aceitar outro produto ou prestação de serviço
equivalente;
ÌÌÌ - rescindir o contrato, com direito à restituição de
quantia eventualmente antecipada, monetariamente
atualizada, e a perdas e danos.
SEÇÃO III
Da Pub&'!'dade
ArtA 36. A publicidade deve ser veiculada de tal
forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a
identifique como tal.
Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de
seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder,
para informação dos legítimos interessados, os dados
fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à
mensagem.
ArtA 37. É proibida toda publicidade enganosa ou
abusiva.
§ 1° É enganosa qualquer modalidade de
informação ou comunicação de caráter publicitário,
inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro
modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro
o consumidor a respeito da natureza, características,
qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e
quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade
discriminatória de qualquer natureza, a que incite à
violência, explore o medo ou a superstição, se
aproveite da deficiência de julgamento e experiência
da criança, desrespeita valores ambientais, ou que
seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de
forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou
segurança.
§ 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é
enganosa por omissão quando deixar de informar
sobre dado essencial do produto ou serviço.
§ 4° (Vetado).
ArtA 38. O ônus da prova da veracidade e correção
da informação ou comunicação publicitária cabe a
quem as patrocina.
SEÇÃO IV
Da$ Pr9t'!a$ Abu$'%a$
ArtA 28A É vedado ao fornecedor de produtos ou
serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação
dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)
Ì - condicionar o fornecimento de produto ou de
serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço,
bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;
ÌÌ - recusar atendimento às demandas dos
consumidores, na exata medida de suas
disponibilidades de estoque, e, ainda, de
conformidade com os usos e costumes;
ÌÌÌ - enviar ou entregar ao consumidor, sem
solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer
qualquer serviço;
ÌV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do
consumidor, tendo em vista sua idade, saúde,
conhecimento ou condição social, para impingir-lhe
seus produtos ou serviços;
V - exigir do consumidor vantagem
manifestamente excessiva;
VÌ - executar serviços sem a prévia elaboração de
orçamento e autorização expressa do consumidor,
ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores
entre as partes;
VÌÌ - repassar informação depreciativa, referente a
ato praticado pelo consumidor no exercício de seus
direitos;
VÌÌÌ - colocar, no mercado de consumo, qualquer
produto ou serviço em desacordo com as normas
expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se
normas específicas não existirem, pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade
credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Ìndustrial (Conmetro);
IX - recusar a venda de bens ou a prestação de
serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-
los mediante pronto pagamento, ressalvados os
casos de intermediação regulados em leis especiais;
(Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)
X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou
77
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
serviços. (Ìnciso acrescentado pela Lei nº 8.884, de
11.6.1994)
XI - D'$*o$'t'%o '!or*orado *e&a MPV W
/A78:)56, de 11A/:A/888, tra$?ormado em '!'$o
XIII, Ouado da !o%er#o a Le' W 8A76:, de
12A//A/888
XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento
de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo
inicial a seu exclusivo critério.(Ìnciso acrescentado
pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995)
XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso
do legal ou contratualmente estabelecido. (Ìnciso
acrescentado pela Lei nº 9.870, de 23.11.1999)
Parágrafo único. Os serviços prestados e os
produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na
hipótese prevista no inciso ÌÌÌ, equiparam-se às
amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento.
ArtA 40. O fornecedor de serviço será obrigado a
entregar ao consumidor orçamento prévio
discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais
e equipamentos a serem empregados, as condições
de pagamento, bem como as datas de início e término
dos serviços.
§ 1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado
terá validade pelo prazo de dez dias, contado de seu
recebimento pelo consumidor.
§ 2° Uma vez aprovado pelo consumidor, o
orçamento obriga os contraentes e somente pode ser
alterado mediante livre negociação das partes.
§ 3° O consumidor não responde por quaisquer
ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de
serviços de terceiros não previstos no orçamento
prévio.
ArtA 41. No caso de fornecimento de produtos ou
de serviços sujeitos ao regime de controle ou de
tabelamento de preços, os fornecedores deverão
respeitar os limites oficiais sob pena de não o
fazendo, responderem pela restituição da quantia
recebida em excesso, monetariamente atualizada,
podendo o consumidor exigir à sua escolha, o
desfazimento do negócio, sem prejuízo de outras
sanções cabíveis.
SEÇÃO V
Da Cobra"a de D-%'da$
ArtA 42. Na cobrança de débitos, o consumidor
inadimplente não será exposto a ridículo, nem será
submetido a qualquer tipo de constrangimento ou
ameaça.
Parágrafo único. O consumidor cobrado em
quantia indevida tem direito à repetição do indébito,
por valor igual ao dobro do que pagou em excesso,
acrescido de correção monetária e juros legais, salvo
hipótese de engano justificável.
SEÇÃO VI
Do$ Fa!o$ de Dado$ e Cada$tro$ de
Co$um'dore$
ArtA 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto
no art. 86, terá acesso às informações existentes em
cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de
consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as
suas respectivas fontes.
§ 1° Os cadastros e dados de consumidores
devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em
linguagem de fácil compreensão, não podendo conter
informações negativas referentes a período superior a
cinco anos.
§ 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados
pessoais e de consumo deverá ser comunicada por
escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.
§ 3° O consumidor, sempre que encontrar
inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir
sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo
de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos
eventuais destinatários das informações incorretas.
§ 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a
consumidores, os serviços de proteção ao crédito e
congêneres são considerados entidades de caráter
público.
§ 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança
de débitos do consumidor, não serão fornecidas,
pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito,
quaisquer informações que possam impedir ou
dificultar novo acesso ao crédito junto aos
fornecedores.
ArtA 44. Os órgãos públicos de defesa do
consumidor manterão cadastros atualizados de
reclamações fundamentadas contra fornecedores de
produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e
anualmente. A divulgação indicará se a reclamação
foi atendida ou não pelo fornecedor.
§ 1° É facultado o acesso às informações lá
constantes para orientação e consulta por qualquer
interessado.
§ 2° Aplicam-se a este artigo, no que couber, as
mesmas regras enunciadas no artigo anterior e as do
parágrafo único do art. 22 deste código.
ArtA 45. (Vetado).
CAPÍT(LO VI
Da Prote"#o Cotratua&
SEÇÃO I
D'$*o$'"Qe$ Gera'$
ArtA 46. Os contratos que regulam as relações de
consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes
for dada a oportunidade de tomar conhecimento
prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos
instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a
compreensão de seu sentido e alcance.
ArtA 47. As cláusulas contratuais serão
interpretadas de maneira mais favorável ao
consumidor.
ArtA 48. As declarações de vontade constantes de
escritos particulares, recibos e pré-contratos relativos
às relações de consumo vinculam o fornecedor,
ensejando inclusive execução específica, nos termos
do art. 84 e parágrafos.
ArtA 49. O consumidor pode desistir do contrato,
no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do
ato de recebimento do produto ou serviço, sempre
que a contratação de fornecimento de produtos e
serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.
Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o
direito de arrependimento previsto neste artigo, os
valores eventualmente pagos, a qualquer título,
durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de
imediato, monetariamente atualizados.
ArtA 50. A garantia contratual é complementar à
legal e será conferida mediante termo escrito.
Parágrafo único. O termo de garantia ou
equivalente deve ser padronizado e esclarecer, de
maneira adequada em que consiste a mesma
garantia, bem como a forma, o prazo e o lugar em
que pode ser exercitada e os ônus a cargo do
consumidor, devendo ser-lhe entregue, devidamente
preenchido pelo fornecedor, no ato do fornecimento,
acompanhado de manual de instrução, de instalação
e uso do produto em linguagem didática, com
ilustrações.
SEÇÃO II
Da$ C&9u$u&a$ Abu$'%a$
ArtA 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as
cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de
produtos e serviços que:
Ì - impossibilitem, exonerem ou atenuem a
responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer
natureza dos produtos e serviços ou impliquem
renúncia ou disposição de direitos. Nas relações de
consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa
jurídica, a indenização poderá ser limitada, em
situações justificáveis;
ÌÌ - subtraiam ao consumidor a opção de
reembolso da quantia já paga, nos casos previstos
neste código;
ÌÌÌ - transfiram responsabilidades a terceiros;
ÌV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas,
abusivas, que coloquem o consumidor em
desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis
com a boa-fé ou a eqüidade;
V - (Vetado);
VÌ - estabeleçam inversão do ônus da prova em
prejuízo do consumidor;
VÌÌ - determinem a utilização compulsória de
78
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
arbitragem;
VÌÌÌ - imponham representante para concluir ou
realizar outro negócio jurídico pelo consumidor;
ÌX - deixem ao fornecedor a opção de concluir ou
não o contrato, embora obrigando o consumidor;
X - permitam ao fornecedor, direta ou
indiretamente, variação do preço de maneira
unilateral;
XÌ - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato
unilateralmente, sem que igual direito seja conferido
ao consumidor;
XÌÌ - obriguem o consumidor a ressarcir os custos
de cobrança de sua obrigação, sem que igual direito
lhe seja conferido contra o fornecedor;
XÌÌÌ - autorizem o fornecedor a modificar
unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do
contrato, após sua celebração;
XÌV - infrinjam ou possibilitem a violação de
normas ambientais;
XV - estejam em desacordo com o sistema de
proteção ao consumidor;
XVÌ - possibilitem a renúncia do direito de
indenização por benfeitorias necessárias.
§ 1º Presume-se exagerada, entre outros casos, a
vontade que:
Ì - ofende os princípios fundamentais do sistema
jurídico a que pertence;
ÌÌ - restringe direitos ou obrigações fundamentais
inerentes à natureza do contrato, de tal modo a
ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual;
ÌÌÌ - se mostra excessivamente onerosa para o
consumidor, considerando-se a natureza e conteúdo
do contrato, o interesse das partes e outras
circunstâncias peculiares ao caso.
§ 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva
não invalida o contrato, exceto quando de sua
ausência, apesar dos esforços de integração,
decorrer ônus excessivo a qualquer das partes.
§ 3° (Vetado).
§ 4° É facultado a qualquer consumidor ou
entidade que o represente requerer ao Ministério
Público que ajuíze a competente ação para ser
declarada a nulidade de cláusula contratual que
contrarie o disposto neste código ou de qualquer
forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e
obrigações das partes.
ArtA 52. No fornecimento de produtos ou serviços
que envolva outorga de crédito ou concessão de
financiamento ao consumidor, o fornecedor deverá,
entre outros requisitos, informá-lo prévia e
adequadamente sobre:
Ì - preço do produto ou serviço em moeda corrente
nacional;
ÌÌ - montante dos juros de mora e da taxa efetiva
anual de juros;
ÌÌÌ - acréscimos legalmente previstos;
ÌV - número e periodicidade das prestações;
V - soma total a pagar, com e sem financiamento.
Y /[ As multas de mora decorrentes do
inadimplemento de obrigações no seu termo não
poderão ser superiores a dois por cento do valor da
prestação.(Redação dada pela Lei nº 9.298, de
1º.8.1996)
§ 2º É assegurado ao consumidor a liquidação
antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante
redução proporcional dos juros e demais acréscimos.
§ 3º (Vetado).
ArtA 53. Nos contratos de compra e venda de
móveis ou imóveis mediante pagamento em
prestações, bem como nas alienações fiduciárias em
garantia, consideram-se nulas de pleno direito as
cláusulas que estabeleçam a perda total das
prestações pagas em benefício do credor que, em
razão do inadimplemento, pleitear a resolução do
contrato e a retomada do produto alienado.
§ 1° (Vetado).
§ 2º Nos contratos do sistema de consórcio de
produtos duráveis, a compensação ou a restituição
das parcelas quitadas, na forma deste artigo, terá
descontada, além da vantagem econômica auferida
com a fruição, os prejuízos que o desistente ou
inadimplente causar ao grupo.
§ 3° Os contratos de que trata o caput deste artigo
serão expressos em moeda corrente nacional.
SEÇÃO III
Do$ Cotrato$ de Ade$#o
ArtA 54. Contrato de adesão é aquele cujas
cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade
competente ou estabelecidas unilateralmente pelo
fornecedor de produtos ou serviços, sem que o
consumidor possa discutir ou modificar
substancialmente seu conteúdo.
§ 1° A inserção de cláusula no formulário não
desfigura a natureza de adesão do contrato.
§ 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula
resolutória, desde que a alternativa, cabendo a
escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no
§ 2° do artigo anterior.
§ 3° Os contratos de adesão escritos serão
redigidos em termos claros e com caracteres
ostensivos e legíveis, de modo a facilitar sua
compreensão pelo consumidor.
§ 4° As cláusulas que implicarem limitação de
direito do consumidor deverão ser redigidas com
destaque, permitindo sua imediata e fácil
compreensão.
§ 5° (Vetado).
CAPÍT(LO VII
Da$ Sa"Qe$ Adm''$trat'%a$
ArtA 55. A União, os Estados e o Distrito Federal,
em caráter concorrente e nas suas respectivas áreas
de atuação administrativa, baixarão normas relativas
à produção, industrialização, distribuição e consumo
de produtos e serviços.
§ 1° A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios fiscalizarão e controlarão a produção,
industrialização, distribuição, a publicidade de
produtos e serviços e o mercado de consumo, no
interesse da preservação da vida, da saúde, da
segurança, da informação e do bem-estar do
consumidor, baixando as normas que se fizerem
necessárias.
§ 2° (Vetado).
§ 3° Os órgãos federais, estaduais, do Distrito
Federal e municipais com atribuições para fiscalizar e
controlar o mercado de consumo manterão comissões
permanentes para elaboração, revisão e atualização
das normas referidas no § 1°, sendo obrigatória a
participação dos consumidores e fornecedores.
§ 4° Os órgãos oficiais poderão expedir
notificações aos fornecedores para que, sob pena de
desobediência, prestem informações sobre questões
de interesse do consumidor, resguardado o segredo
industrial.
ArtA 56. As infrações das normas de defesa do
consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às
seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das
de natureza civil, penal e das definidas em normas
específicas:
Ì - multa;
ÌÌ - apreensão do produto;
ÌÌÌ - inutilização do produto;
ÌV - cassação do registro do produto junto ao
órgão competente;
V - proibição de fabricação do produto;
VÌ - suspensão de fornecimento de produtos ou
serviço;
VÌÌ - suspensão temporária de atividade;
VÌÌÌ - revogação de concessão ou permissão de
uso;
ÌX - cassação de licença do estabelecimento ou de
atividade;
X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento,
de obra ou de atividade;
XÌ - intervenção administrativa;
XÌÌ - imposição de contrapropaganda.
Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo
serão aplicadas pela autoridade administrativa, no
âmbito de sua atribuição, podendo ser aplicadas
cumulativamente, inclusive por medida cautelar,
antecedente ou incidente de procedimento
administrativo.
ArtA 46A A pena de multa, graduada de acordo com
a gravidade da infração, a vantagem auferida e a
condição econômica do fornecedor, será aplicada
mediante procedimento administrativo, revertendo
para o Fundo de que trata a Lei nº 7.347, de 24 de
julho de 1985, os valores cabíveis à União, ou para os
79
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Fundos estaduais ou municipais de proteção ao
consumidor nos demais casos. (Redação dada pela
Lei nº 8.656, de 21.5.1993)
Par90ra?o Z'!oA A multa será em montante não
inferior a duzentas e não superior a três milhões de
vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência (Ufir),
ou índice equivalente que venha a substituí-lo.
(Parágrafo acrescentado pela Lei nº 8.703, de
6.9.1993)
ArtA 58. As penas de apreensão, de inutilização de
produtos, de proibição de fabricação de produtos, de
suspensão do fornecimento de produto ou serviço, de
cassação do registro do produto e revogação da
concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela
administração, mediante procedimento administrativo,
assegurada ampla defesa, quando forem constatados
vícios de quantidade ou de qualidade por
inadequação ou insegurança do produto ou serviço.
ArtA 59. As penas de cassação de alvará de
licença, de interdição e de suspensão temporária da
atividade, bem como a de intervenção administrativa,
serão aplicadas mediante procedimento
administrativo, assegurada ampla defesa, quando o
fornecedor reincidir na prática das infrações de maior
gravidade previstas neste código e na legislação de
consumo.
§ 1° A pena de cassação da concessão será
aplicada à concessionária de serviço público, quando
violar obrigação legal ou contratual.
§ 2° A pena de intervenção administrativa será
aplicada sempre que as circunstâncias de fato
desaconselharem a cassação de licença, a interdição
ou suspensão da atividade.
§ 3° Pendendo ação judicial na qual se discuta a
imposição de penalidade administrativa, não haverá
reincidência até o trânsito em julgado da sentença.
ArtA 60. A imposição de contrapropaganda será
cominada quando o fornecedor incorrer na prática de
publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art.
36 e seus parágrafos, sempre às expensas do
infrator.
§ 1º A contrapropaganda será divulgada pelo
responsável da mesma forma, freqüência e dimensão
e, preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço
e horário, de forma capaz de desfazer o malefício da
publicidade enganosa ou abusiva.
§ 2° (Vetado).
§ 3° (Vetado).
TÍT(LO II
Da$ I?ra"Qe$ Pea'$
ArtA 61. Constituem crimes contra as relações de
consumo previstas neste código, sem prejuízo do
disposto no Código Penal e leis especiais, as
condutas tipificadas nos artigos seguintes.
ArtA 62. (Vetado).
ArtA 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a
nocividade ou periculosidade de produtos, nas
embalagens, nos invólucros, recipientes ou
publicidade:
Pena - Detenção de seis meses a dois anos e
multa.
§ 1° Ìncorrerá nas mesmas penas quem deixar de
alertar, mediante recomendações escritas ostensivas,
sobre a periculosidade do serviço a ser prestado.
§ 2° Se o crime é culposo:
Pena Detenção de um a seis meses ou multa.
ArtA 64. Deixar de comunicar à autoridade
competente e aos consumidores a nocividade ou
periculosidade de produtos cujo conhecimento seja
posterior à sua colocação no mercado:
Pena - Detenção de seis meses a dois anos e
multa.
Parágrafo único. Ìncorrerá nas mesmas penas
quem deixar de retirar do mercado, imediatamente
quando determinado pela autoridade competente, os
produtos nocivos ou perigosos, na forma deste artigo.
ArtA 65. Executar serviço de alto grau de
periculosidade, contrariando determinação de
autoridade competente:
Pena Detenção de seis meses a dois anos e
multa.
Parágrafo único. As penas deste artigo são
aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão
corporal e à morte.
ArtA 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou
omitir informação relevante sobre a natureza,
característica, qualidade, quantidade, segurança,
desempenho, durabilidade, preço ou garantia de
produtos ou serviços:
Pena - Detenção de três meses a um ano e multa.
§ 1º Ìncorrerá nas mesmas penas quem patrocinar
a oferta.
§ 2º Se o crime é culposo;
Pena Detenção de um a seis meses ou multa.
ArtA 67. Fazer ou promover publicidade que sabe
ou deveria saber ser enganosa ou abusiva:
Pena Detenção de três meses a um ano e multa.
Parágrafo único. (Vetado).
ArtA 68. Fazer ou promover publicidade que sabe
ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a
se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua
saúde ou segurança:
Pena - Detenção de seis meses a dois anos e
multa:
Parágrafo único. (Vetado).
ArtA 69. Deixar de organizar dados fáticos,
técnicos e científicos que dão base à publicidade:
Pena Detenção de um a seis meses ou multa.
ArtA 70. Empregar na reparação de produtos, peça
ou componentes de reposição usados, sem
autorização do consumidor:
Pena Detenção de três meses a um ano e multa.
ArtA 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de
ameaça, coação, constrangimento físico ou moral,
afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de
qualquer outro procedimento que exponha o
consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira
com seu trabalho, descanso ou lazer:
Pena Detenção de três meses a um ano e multa.
ArtA 72. Ìmpedir ou dificultar o acesso do
consumidor às informações que sobre ele constem
em cadastros, banco de dados, fichas e registros:
Pena Detenção de seis meses a um ano ou multa.
ArtA 73. Deixar de corrigir imediatamente
informação sobre consumidor constante de cadastro,
banco de dados, fichas ou registros que sabe ou
deveria saber ser inexata:
Pena Detenção de um a seis meses ou multa.
ArtA 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo
de garantia adequadamente preenchido e com
especificação clara de seu conteúdo;
Pena Detenção de um a seis meses ou multa.
ArtA 75. Quem, de qualquer forma, concorrer para
os crimes referidos neste código, incide as penas a
esses cominadas na medida de sua culpabilidade,
bem como o diretor, administrador ou gerente da
pessoa jurídica que promover, permitir ou por
qualquer modo aprovar o fornecimento, oferta,
exposição à venda ou manutenção em depósito de
produtos ou a oferta e prestação de serviços nas
condições por ele proibidas.
ArtA 76. São circunstâncias agravantes dos crimes
tipificados neste código:
Ì - serem cometidos em época de grave crise
econômica ou por ocasião de calamidade;
ÌÌ - ocasionarem grave dano individual ou coletivo;
ÌÌÌ - dissimular-se a natureza ilícita do
procedimento;
ÌV - quando cometidos:
a) por servidor público, ou por pessoa cuja
condição econômico-social seja manifestamente
superior à da vítima;
b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor
de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas
80
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
portadoras de deficiência mental interditadas ou não;
V - serem praticados em operações que envolvam
alimentos, medicamentos ou quaisquer outros
produtos ou serviços essenciais .
ArtA 77. A pena pecuniária prevista nesta Seção
será fixada em dias-multa, correspondente ao mínimo
e ao máximo de dias de duração da pena privativa da
liberdade cominada ao crime. Na individualização
desta multa, o juiz observará o disposto no art. 60,
§1° do Código Penal.
ArtA 78. Além das penas privativas de liberdade e
de multa, podem ser impostas, cumulativa ou
alternadamente, observado odisposto nos arts. 44 a
47, do Código Penal:
Ì - a interdição temporária de direitos;
ÌÌ - a publicação em órgãos de comunicação de
grande circulação ou audiência, às expensas do
condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação;
ÌÌÌ - a prestação de serviços à comunidade.
ArtA 79. O valor da fiança, nas infrações de que
trata este código, será fixado pelo juiz, ou pela
autoridade que presidir o inquérito, entre cem e
duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro
Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a
substituí-lo.
Parágrafo único. Se assim recomendar a situação
econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá ser:
a) reduzida até a metade do seu valor mínimo;
b) aumentada pelo juiz até vinte vezes.
ArtA 80. No processo penal atinente aos crimes
previstos neste código, bem como a outros crimes e
contravenções que envolvam relações de consumo,
poderão intervir, como assistentes do Ministério
Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso ÌÌÌ
e ÌV, aos quais também é facultado propor ação penal
subsidiária, se a denúncia não for oferecida no prazo
legal.
TÍT(LO III
Da De?e$a do Co$um'dor em @u-Jo
CAPÍT(LO I
D'$*o$'"Qe$ Gera'$
ArtA 81. A defesa dos interesses e direitos dos
consumidores e das vítimas poderá ser exercida em
juízo individualmente, ou a título coletivo.
Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida
quando se tratar de:
Ì - interesses ou direitos difusos, assim entendidos,
para efeitos deste código, os transindividuais, de
natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas
indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato;
ÌÌ - interesses ou direitos coletivos, assim
entendidos, para efeitos deste código, os
transindividuais, de natureza indivisível de que seja
titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas
entre si ou com a parte contrária por uma relação
jurídica base;
ÌÌÌ - interesses ou direitos individuais homogêneos,
assim entendidos os decorrentes de origem comum.
ArtA 71A Para os fins do art. 81, parágrafo único,
são legitimados concorrentemente: (Redação dada
pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995)
Ì - o Ministério Público,
ÌÌ - a União, os Estados, os Municípios e o Distrito
Federal;
ÌÌÌ - as entidades e órgãos da Administração
Pública, direta ou indireta, ainda que sem
personalidade jurídica, especificamente destinados
à defesa dos interesses e direitos protegidos por este
código;
ÌV - as associações legalmente constituídas há
pelo menos um ano e que incluam entre seus fins
institucionais a defesa dos interesses e direitos
protegidos por este código, dispensada a autorização
assemblear.
§ 1° O requisito da pré-constituição pode ser
dispensado pelo juiz, nas ações previstas nos arts. 91
e seguintes, quando haja manifesto interesse social
evidenciado pela dimensão ou característica do dano,
ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.
§ 2° (Vetado).
§ 3° (Vetado).
ArtA 83. Para a defesa dos direitos e interesses
protegidos por este código são admissíveis todas as
espécies de ações capazes de propiciar sua
adequada e efetiva tutela.
Parágrafo único. (Vetado).
ArtA 84. Na ação que tenha por objeto o
cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer, o
juiz concederá a tutela específica da obrigação ou
determinará providências que assegurem o resultado
prático equivalente ao do adimplemento.
§ 1° A conversão da obrigação em perdas e danos
somente será admissível se por elas optar o autor ou
se impossível a tutela específica ou a obtenção do
resultado prático correspondente.
§ 2° A indenização por perdas e danos se fará sem
prejuízo da multa (art. 287, do Código de Processo
Civil).
§ 3° Sendo relevante o fundamento da demanda e
havendo justificado receio de ineficácia do provimento
final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou
após justificação prévia, citado o réu.
§ 4° O juiz poderá, na hipótese do § 3° ou na
sentença, impor multa diária ao réu,
independentemente de pedido do autor, se for
suficiente ou compatível com a obrigação, fixando
prazo razoável para o cumprimento do preceito.
§ 5° Para a tutela específica ou para a obtenção
do resultado prático equivalente, poderá o juiz
determinar as medidas necessárias, tais como busca
e apreensão, remoção de coisas e pessoas,
desfazimento de obra, impedimento de atividade
nociva, além de requisição de força policial.
ArtA 85. (Vetado).
ArtA 86. (Vetado).
ArtA 87. Nas ações coletivas de que trata este
código não haverá adiantamento de custas,
emolumentos, honorários periciais e quaisquer outras
despesas, nem condenação da associação autora,
salvo comprovada má-fé, em honorários de
advogados, custas e despesas processuais.
Parágrafo único. Em caso de litigância de má-fé, a
associação autora e os diretores responsáveis pela
propositura da ação serão solidariamente condenados
em honorários advocatícios e ao décuplo das custas,
sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos.
ArtA 88. Na hipótese do art. 13, parágrafo único
deste código, a ação de regresso poderá ser ajuizada
em processo autônomo, facultada a possibilidade de
prosseguir-se nos mesmos autos, vedada a
denunciação da lide.
ArtA 89. (Vetado).
ArtA 90. Aplicam-se às ações previstas neste título
as normas do Código de Processo Civil e da Lei n°
7.347, de 24 de julho de 1985, inclusive no que
respeita ao inquérito civil, naquilo que não contrariar
suas disposições. civil, naquilo que não contrariar
suas disposições.
CAPÍT(LO II
Da$ A"Qe$ Co&et'%a$ Para a De?e$a de
Itere$$e$ Id'%'dua'$ Homo0Leo$
ArtA 8/. Os legitimados de que trata o art. 82
poderão propor, em nome próprio e no interesse das
vítimas ou seus sucessores, ação civil coletiva de
responsabilidade pelos danos individualmente
sofridos, de acordo com o disposto nos artigos
seguintes. (Redação dada pela Lei nº 9.008, de
21.3.1995)
ArtA 92. O Ministério Público, se não ajuizar a
ação, atuará sempre como fiscal da lei.
Parágrafo único. (Vetado).
ArtA 93. Ressalvada a competência da Justiça
Federal, é competente para a causa a justiça local:
Ì - no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o
81
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
dano, quando de âmbito local;
ÌÌ - no foro da Capital do Estado ou no do Distrito
Federal, para os danos de âmbito nacional ou
regional, aplicando-se as regras do Código de
Processo Civil aos casos de competência
concorrente.
ArtA 94. Proposta a ação, será publicado edital no
órgão oficial, a fim de que os interessados possam
intervir no processo como litisconsortes, sem prejuízo
de ampla divulgação pelos meios de comunicação
social por parte dos órgãos de defesa do consumidor.
ArtA 95. Em caso de procedência do pedido, a
condenação será genérica, fixando a
responsabilidade do réu pelos danos causados.
ArtA 96. (Vetado).
ArtA 97. A liquidação e a execução de sentença
poderão ser promovidas pela vítima e seus
sucessores, assim como pelos legitimados de que
trata o art. 82.
Parágrafo único. (Vetado).
ArtA 87A A execução poderá ser coletiva, sendo
promovida pelos legitimados de que trata o art. 82,
abrangendo as vítimas cujas indenizações já tiveram
sido fixadas em sentença de liquidação, sem prejuízo
do ajuizamento de outras execuções. (Redação dada
pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995)
§ 1° A execução coletiva far-se-á com base em
certidão das sentenças de liquidação, da qual deverá
constar a ocorrência ou não do trânsito em julgado.
§ 2° É competente para a execução o juízo:
Ì - da liquidação da sentença ou da ação
condenatória, no caso de execução individual;
ÌÌ - da ação condenatória, quando coletiva a
execução.
ArtA 99. Em caso de concurso de créditos
decorrentes de condenação prevista na Lei n.° 7.347,
de 24 de julho de 1985 e de indenizações pelos
prejuízos individuais resultantes do mesmo evento
danoso, estas terão preferência no pagamento.
Parágrafo único. Para efeito do disposto neste
artigo, a destinação da importância recolhida ao fundo
criado pela Lei n°7.347 de 24 de julho de 1985, ficará
sustada enquanto pendentes de decisão de segundo
grau as ações de indenização pelos danos
individuais, salvo na hipótese de o patrimônio do
devedor ser manifestamente suficiente para
responder pela integralidade das dívidas.
ArtA 100. Decorrido o prazo de um ano sem
habilitação de interessados em número compatível
com a gravidade do dano, poderão os legitimados do
art. 82 promover a liquidação e execução da
indenização devida.
Parágrafo único. O produto da indenização devida
reverterá para o fundo criado pela Lei n.° 7.347, de 24
de julho de 1985.
CAPÍT(LO III
Da$ A"Qe$ de Re$*o$ab'&'dade do Fore!edor
de Produto$ e Ser%'"o$
ArtA 101. Na ação de responsabilidade civil do
fornecedor de produtos e serviços, sem prejuízo do
disposto nos Capítulos Ì e ÌÌ deste título, serão
observadas as seguintes normas:
Ì - a ação pode ser proposta no domicílio do autor;
ÌÌ - o réu que houver contratado seguro de
responsabilidade poderá chamar ao processo o
segurador, vedada a integração do contraditório pelo
Ìnstituto de Resseguros do Brasil. Nesta hipótese, a
sentença que julgar procedente o pedido condenará o
réu nos termos do art. 80 do Código de Processo
Civil. Se o réu houver sido declarado falido, o síndico
será intimado a informar a existência de seguro de
responsabilidade, facultando-se, em caso afirmativo,
o ajuizamento de ação de indenização diretamente
contra o segurador, vedada a denunciação da lide ao
Ìnstituto de Resseguros do Brasil e dispensado o
litisconsórcio obrigatório com este.
ArtA 102. Os legitimados a agir na forma deste
código poderão propor ação visando compelir o Poder
Público competente a proibir, em todo o território
nacional, a produção, divulgação distribuição ou
venda, ou a determinar a alteração na composição,
estrutura, fórmula ou acondicionamento de produto,
cujo uso ou consumo regular se revele nocivo ou
perigoso à saúde pública e à incolumidade pessoal.
§ 1° (Vetado).
§ 2° (Vetado).
CAPÍT(LO IV
Da Co'$a @u&0ada
ArtA 103. Nas ações coletivas de que trata este
código, a sentença fará coisa julgada:
Ì - erga omnes, exceto se o pedido for julgado
improcedente por insuficiência de provas, hipótese
em que qualquer legitimado poderá intentar outra
ação, com idêntico fundamento valendo-se de nova
prova, na hipótese do inciso Ì do parágrafo único do
art. 81;
ÌÌ - ultra partes, mas limitadamente ao grupo,
categoria ou classe, salvo improcedência por
insuficiência de provas, nos termos do inciso anterior,
quando se tratar da hipótese prevista no inciso ÌÌ do
parágrafo único do art. 81;
ÌÌÌ - erga omnes, apenas no caso de procedência
do pedido, para beneficiar todas as vítimas e seus
sucessores, na hipótese do inciso ÌÌÌ do parágrafo
único do art. 81.
§ 1° Os efeitos da coisa julgada previstos nos
incisos Ì e ÌÌ não prejudicarão interesses e direitos
individuais dos integrantes da coletividade, do grupo,
categoria ou classe.
§ 2° Na hipótese prevista no inciso ÌÌÌ, em caso de
improcedência do pedido, os interessados que não
tiverem intervindo no processo como litisconsortes
poderão propor ação de indenização a título
individual.
§ 3° Os efeitos da coisa julgada de que cuida o art.
16, combinado com o art. 13 da Lei n° 7.347, de 24 de
julho de 1985, não prejudicarão as ações de
indenização por danos pessoalmente sofridos,
propostas individualmente ou na forma prevista neste
código, mas, se procedente o pedido, beneficiarão as
vítimas e seus sucessores, que poderão proceder à
liquidação e à execução, nos termos dos arts. 96 a
99.
§ 4º Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à
sentença penal condenatória.
ArtA 104. As ações coletivas, previstas nos incisos
Ì e ÌÌ e do parágrafo único do art. 81, não induzem
litispendência para as ações individuais, mas os
efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a
que aludem os incisos ÌÌ e ÌÌÌ do artigo anterior não
beneficiarão os autores das ações individuais, se não
for requerida sua suspensão no prazo de trinta dias, a
contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação
coletiva.
TÍT(LO IV
Do S'$tema Na!'oa& de De?e$a do Co$um'dor
ArtA 105. Ìntegram o Sistema Nacional de Defesa
do Consumidor (SNDC), os órgãos federais,
estaduais, do Distrito Federal e municipais e as
entidades privadas de defesa do consumidor.
ArtA 106. O Departamento Nacional de Defesa do
Consumidor, da Secretaria Nacional de Direito
Econômico (MJ), ou órgão federal que venha
substituí-lo, é organismo de coordenação da política
do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor,
cabendo-lhe:
Ì - planejar, elaborar, propor, coordenar e executar
a política nacional de proteção ao consumidor;
ÌÌ - receber, analisar, avaliar e encaminhar
consultas, denúncias ou sugestões apresentadas por
entidades representativas ou pessoas jurídicas de
direito público ou privado;
ÌÌÌ - prestar aos consumidores orientação
permanente sobre seus direitos e garantias;
ÌV - informar, conscientizar e motivar o consumidor
através dos diferentes meios de comunicação;
V - solicitar à polícia judiciária a instauração de
inquérito policial para a apreciação de delito contra os
consumidores, nos termos da legislação vigente;
VÌ - representar ao Ministério Público competente
para fins de adoção de medidas processuais no
âmbito de suas atribuições;
82
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
VÌÌ - levar ao conhecimento dos órgãos
competentes as infrações de ordem administrativa
que violarem os interesses difusos, coletivos, ou
individuais dos consumidores;
VÌÌÌ - solicitar o concurso de órgãos e entidades da
União, Estados, do Distrito Federal e Municípios, bem
como auxiliar a fiscalização de preços,
abastecimento, quantidade e segurança de bens e
serviços;
ÌX - incentivar, inclusive com recursos financeiros e
outros programas especiais, a formação de entidades
de defesa do consumidor pela população e pelos
órgãos públicos estaduais e municipais;
X - (Vetado).
XÌ - (Vetado).
XÌÌ - (Vetado).
XÌÌÌ - desenvolver outras atividades compatíveis
com suas finalidades.
Parágrafo único. Para a consecução de seus
objetivos, o Departamento Nacional de Defesa do
Consumidor poderá solicitar o concurso de órgãos e
entidades de notória especialização técnico-científica.
TÍT(LO V
Da Co%e"#o Co&et'%a de Co$umo
ArtA 107. As entidades civis de consumidores e as
associações de fornecedores ou sindicatos de
categoria econômica podem regular, por convenção
escrita, relações de consumo que tenham por objeto
estabelecer condições relativas ao preço, à qualidade,
à quantidade, à garantia e características de produtos
e serviços, bem como à reclamação e composição do
conflito de consumo.
§ 1° A convenção tornar-se-á obrigatória a partir
do registro do instrumento no cartório de títulos e
documentos.
§ 2° A convenção somente obrigará os filiados às
entidades signatárias.
§ 3° Não se exime de cumprir a convenção o
fornecedor que se desligar da entidade em data
posterior ao registro do instrumento.
ArtA 108. (Vetado).
TÍT(LO VI
D'$*o$'"Qe$ F'a'$
ArtA 109. (Vetado).
ArtA 110. Acrescente-se o seguinte inciso ÌV ao art.
1° da Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985:
"ÌV - a qualquer outro interesse difuso ou coletivo".
ArtA 111. O inciso ÌÌ do art. 5° da Lei n° 7.347, de
24 de julho de 1985, passa a ter a seguinte redação:
"ÌÌ - inclua, entre suas finalidades institucionais, a
proteção ao meio ambiente, ao consumidor, ao
patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e
paisagístico, ou a qualquer outro interesse difuso ou
coletivo".
ArtA 112. O § 3° do art. 5° da Lei n° 7.347, de 24
de julho de 1985, passa a ter a seguinte redação:
"§ 3° Em caso de desistência infundada ou
abandono da ação por associação legitimada, o
Ministério Público ou outro legitimado assumirá a
titularidade ativa".
ArtA 113. Acrescente-se os seguintes §§ 4°, 5° e 6°
ao art. 5º. da Lei n.° 7.347, de 24 de julho de 1985:
"§ 4.° O requisito da pré-constituição poderá ser
dispensado pelo juiz, quando haja manifesto interesse
social evidenciado pela dimensão ou característica do
dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser
protegido.
§ 5.° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre
os Ministérios Públicos da União, do Distrito Federal e
dos Estados na defesa dos interesses e direitos de
que cuida esta lei.
§ 6° Os órgãos públicos legitimados poderão tomar
dos interessados compromisso de ajustamento de
sua conduta às exigências legais, mediante
combinações, que terá eficácia de título executivo
extrajudicial".
ArtA 114. O art. 15 da Lei n° 7.347, de 24 de julho
de 1985, passa a ter a seguinte redação:
"ArtA 15. Decorridos sessenta dias do trânsito em
julgado da sentença condenatória, sem que a
associação autora lhe promova a execução, deverá
fazê-lo o Ministério Público, facultada igual iniciativa
aos demais legitimados".
ArtA 115. Suprima-se o caput do art. 17 da Lei n°
7.347, de 24 de julho de 1985, passando o parágrafo
único a constituir o caput, com a seguinte redação:
"ArtA 17. Em caso de litigância de má-fé, a danos".
ArtA 116. Dê-se a seguinte redação ao art. 18 da
Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985:
"ArtA 18. Nas ações de que trata esta lei, não
haverá adiantamento de custas, emolumentos,
honorários periciais e quaisquer outras despesas,
nem condenação da associação autora, salvo
comprovada má-fé, em honorários de advogado,
custas e despesas processuais".
ArtA 117. Acrescente-se à Lei n° 7.347, de 24 de
julho de 1985, o seguinte dispositivo, renumerando-se
os seguintes:
"ArtA 21. Aplicam-se à defesa dos direitos e
interesses difusos, coletivos e individuais, no que for
cabível, os dispositivos do Título ÌÌÌ da lei que instituiu
o Código de Defesa do Consumidor".
ArtA 118. Este código entrará em vigor dentro de
cento e oitenta dias a contar de sua publicação.
ArtA 119. Revogam-se as disposições em
contrário.
Brasília, 11 de setembro de 1990; 169° da
Ìndependência e 102° da República.
FERNANDO COLLOR
)ernardo Ca!ral
Lélia %$ Cardoso de %ello
<ires .il(a
TESTES DE
REC(RSOS H(MANOS
1 - No que respeita às relações organização x
indivíduos, podemos afirmar (assinale a alternativa
correta):
a) na organização, o indivíduo precisa ser eficaz,
isto é, satisfazer suas necessidades individuais
mediante sua participação;
b) na organização, o indivíduo deve ser eficiente,
ou seja, atingir os objetivos organizacionais com a
sua participação;
c) o contrato psicológico reflete as expectativas
sobre o que a organização e o indivíduo esperam
ganhar com o novo relacionamento;
d) o relacionamento entre a organização e o
indivíduo geralmente apresentam-se cooperativo e
satisfatório;
e) todas as vantagens oferecidas pela empresa,
aos empregados, devem constar no contrato de
trabalho formal.
2) A ARH preocupa-se:
a) com os recursos físicos e matérias;
b) com os recursos financeiros;
c) com os recursos mercadológicos;
d) com os recursos humanos;
e) com os recursos administrativos.
3) Sobre as Teorias "X" a "Y", de McGregor, é
incorreto afirmar:
a) a teoria "X" é cada vez mais atual, pois
fundamenta-se em premissas e concepções
absolutamente corretas;
b) a teoria "Y" apregoa uma maior liberalização e
participação dos empregados, engajando-os na
empresa, tornando-os mais participativos;
c) uma das premissas da teoria "X" é de que o
homem é primariamente motivado por incentives
econômicos;
83
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
d) a teoria "Y", se comparada A teoria "X", é mais
avançada e atual;
e) ambas as teorias tratam de administração de
recursos humanos.
4) Tratando-se de suprimento de recursos
humanos, a palavra "turnover" significa:
a) um turno após o outro;
b) rotação de pessoal;
c) a recontratação de empregado anteriormente
despedido;
d) a contratação para diversos turnos;
e) nenhuma das respostas acima é correta.
5) Quanto ao recrutamento de pessoal, é incorreto
afirmar:
a) o recrutamento pode ser interno ou externo;
b) o recrutamento externo pode ser efetuado por
anúncios em jornais, rádios ou mesmo por anúncios
em placas colocadas As portas da organização;
c) o recrutamento apenas se preocupa em trazer o
candidate a empresa para submetê-lo ao processo de
seleção;
d) o recrutamento interno normalmente é sucedido
por um recrutamento externo;
e) recrutamento é um processo que se inicia com a
requisição para o preenchimento da vaga e se
encerra quando a vaga esta preenchida.
6) Absenteísmo, quando se fala em ARH, significa:
a) o número de candidatos recrutados em relação
aos contratados;
b) a soma dos períodos em que os empregados da
organização se encontravam ausentes do trabalho,
por qualquer razão;
c) a ausência nAo justificada;
d) ausência por motivos de greve;
e) ausência por motivos de férias;
7) Na seleção de pessoal, o teste, com finalidade
avaliar o caráter e o temperamento do candidato, é
conhecido como:
a) teste de conhecimentos;
b) teste de capacidade;
c) teste psicométrico;
d) teste de personalidade;
e) técnicas de simulação.
8) A aplicação de recursos humanos significa:
a) medir a dedicação dos empregados recém
contratados;
b) treinar os selecionados para que se apliquem ao
máximo, já desde o início do contrato;
c) integrar o selecionado à organização, ao cargo
e, a partir daí, avaliar seu desempenho;
d) medir a eficiência do indivíduo recém contratado
em relação ao anterior;
e) todas as alternativas estão incorretas.
9) Quanto à descrição dos cargos, podemos dizer:
a) enumera as tarefas a serem executadas;
b) informa o tempo de execução;
c) descreve a forma de realização da tarefa;
d) diz os objetivos da tarefa;
e) todas as alternativas estio corretas.
10) Há diversos requisites necessários para a
perfeita análise de cargos. São requisitos mentais
(assinale a alternativa incorreta)
a) o grau de instrução mínimo;
b) experiência anterior;
c) espírito de iniciativa;
d) capacidade visual;
e) condições de adaptabilidade ao cargo.
11) Na avaliação de desempenho, diversos
métodos são utilizados. O método que propõe
diversas frases, referindo-se às mais variadas
situações, cujas respostas admitem apenas o "sim" ou
o "não", denomina-se:
a) método das frases descritivas;
b) método dos incidentes cr[ticos;
c) método da comparação aos pares;
d) método da escala gráfica;
e) método de escolha forçada.
12) A avaliação de cargos é o processo de analisar
e comparar o conteúdo de cargos, no sentido de
colocá-los em uma ordem de classes, as quais podem
ser usadas como base para um sistema de
remuneração. Para a avaliação existem métodos não
quantitativos e quantitativos. Assinale a alternativa
que contém um método quantitativo:
a) escalonamento de cargos;
b) comparação por fatores;
c) categorias pré-determinados;
d) métodos estatísticos;
e) métodos matemáticos.
13) Os benefícios sociais que as empresas
concedem aos empregados tem origens legais ou
representam mera liberalidade de organização.
Assinale o benefício que é concedido por liberalidade:
a) salário-família;
b) adicional noturno;
c) seguro de vida em grupo;
d) salário maternidade;
e) auxílio doença.
14) É de responsabilidade de segurança do
trabalho (assinale a incorreta):
a) prevenção contra roubos;
b) prevenção contra quedas;
c) prevenção contra incêndios;
d) prevenção contra acidentes;
e) prevenção contra doenças ocupacionais.
15) A adaptação de um homem a um cargo a feita
por:
a) formação profissional;
b) educação;
c) desenvolvimento profissional;
d) treinamento;
e) aperfeiçoamento.
16) São pressupostos básicos do desenvolvimento
organizacional:
a) o plano de classificação de cargos;
b) o concerto da cultura da empresa;
c) a necessidade continua à mudança;
d) a interação organização x ambiente;
e) os objetivos individuais e os objetivos
organizacionais.
17) O esforço de desenvolvimento organizacional
deve considerar os seguintes elementos essenciais:
a) trabalhar no longo prazo;
b) procurar a eficácia como um todo, e não em
parte da organização;
c) o elemento humano da empresa, especialmente
o gerente de linha, não deve participar dos estudos;
d) o diagnóstico deve ser desenvolvido em
conjunto, consultoria e gerentes de linha;
e) a implementação do esforço de DO deve ser
conjunta, consultoria e gerentes.
18) "A função administrativa que consisto em
medir a corrigir o desempenho de subordinados, a fim
de assegurar que os objetivos da empresa e os
planos delineados para alcançá-los selam realizados"
é:
a) o desenvolvimento de equipes;
b) o controle de recursos humanos;
c) o banco de dados;
d) a auditoria de recursos humanos;
e) o sistema de informações.
19) Sistema de informações é:
a) um banco de dados;
b) um conjunto de dados que compõem o cadastro
individual dos empregados;
c) um conjunto de padrões utilizados para efetuar
o controle;
d) um conjunto de elementos interdependentes,
logicamente associados, para que de sua interação
84
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
sejam geradas informações necessárias à tomada de
decisões;
e) nenhuma das respostas acima é correta.
20) A auditoria de recursos humanos baseia-se em
padrões pré-estabelecidos. Os parâmetros
normalmente utilizados são:
a) qualidade;
b) quantidade;
c) tempo gasto;
d) custos;
e) políticas.
Gabar'toH
1 - c;
2 - d;
3 - a;
4 - b;
5 - e;
6 - b;
7 - d;
8 - c;
9 - e;
10 - d;
11 - a;
12 - b;
13 - c;
14 - e;
15 - d;
16 - a;
17 - c;
18 - b;
19 - d;
20 - e.
TESTES DE DIREITO
CONSTIT(CIONAL
1) - A Constituição do Brasil é
a) flexível e histórica;
b) escrita e rígida;
c) semi-rígida e costumeira;
d) escrita e flexível;
e) dogmática e semi-rígida.
2) Tendo em vista a concepção Kelseniana de
Constituição, esta pode ser considerada no sentido:
a) psicossocial da sociedade política;
b) sociológica do Estado;
c) puramente sociológica;
d) lógico-jurídico e jurídico-positivo;
e) lógico-jurídico e sociológico-jurídico.
3) A defesa do consumidor será promovida:
a) pelos Estados-membros, na forma da lei
complementar federal;
b) pelo Município, exclusivamente;
c) pelo Estado, na forma estabelecida em lei;
d) pelo Estado, independentemente de qualquer
norma infraconstitucional;
e) por associações, vedada ao Estado qualquer
participação.
4) A nacionalidade mista resulta:
a) do casamento e da anexação de território;
b) da combinação da filiação (jus sanguinis) com
o local do nascimento (jus soli)
c) da nacionalidade adquirida e da vontade do
indivíduo;
d) da naturalização e do parentesco;
e) do jus soli e da vontade do indivíduo.
5) A Constituição brasileira impõe ao constituinte
derivado limitações:
a) temporais, materiais e econômicas;
b) orçamentárias e materiais;
c) temporais, circunstanciais e financeiras;
d) circunstanciais e materiais;
e) temporais, apenas.
6) A prestação de serviço público incumbe ao
Poder Político com observância da lei:
a) diretamente, ou sob regime de permissão,
independentemente de licitação;
b) diretamente, ou através das empresas
públicas;
c) indiretamente, com ou sem licitação, em
qualquer caso;
d) diretamente, ou sob regime de concessão ou
permissão, sempre através de licitação;
e) diretamente, ou sob regime de autorização.
7) Assinale a assertiva correta:
a) A competência dos Estados para legislar
sobre direito tributário estendesse aos Municípios,
quando lhes atenda às peculiaridades;
b) Existindo mora geral da União sobre matéria
tributária, os Estados ficam impedidos de legislar
supletivamente a respeito;
c) os Estados exercerão a competência
legislativa plena sobre normas gerais de direito
tributário, para atender a suas peculiaridades, ainda
que exista lei federal sobre a matéria;
d) Sobrevindo lei federal sobre normas de direito
tributário, a lei estadual tributária tem sua eficácia
suspensa, no que aquela lhe for contrária;
e) A competência da União para legislar sobre
direito tributário não está sujeita a qualquer limitação.
8) No dispositivo da Constituição Federal que diz
caber a lei complementar estabelecer normas gerais
em matéria de legislação não há referência expressa
a:
a) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e
decadência tributários;
b) dívida ativa tributária;
c) definição de espécies de tributos;
d) definição de tributos;
e) adequado tratamento tributário ao ato
cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.
9) Não pode ser cobrado no mesmo exercício
financeiro da publicação da lei que o institui:
a) o imposto sobre importação de produtos
estrangeiros;
b) o imposto sobre produtos industrializados;
c) o imposto sobre operações de crédito, câmbio
e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;
d) o imposto sobre exportação, para o exterior,
de produtos nacionais ou nacionalizados;
e) o imposto sobre grandes fortunas.
10) Ìndique a assertiva correta:
a) Mesmo em casos de iminência de guerra
externa, a União não pode instituir impostos que não
estejam compreendidos em sua competência
tributária;
b) A isenção de tributo s(5 pode ser concedida
por lei específica, federal, estadual ou municipal;
c) A instituição do imposto não previsto na
Constituição Federal demanda lei complementar;
d) O ouro, quando definido em lei como ativo
financeiro ou instrumento cambial, sujeita-se
exclusivamente a incidência do imposto sobre renda e
proventos de qualquer natureza-retenção na fonte
devido na operação de origem;
e) Os impostos instituídos com base na
competência tributária residual têm que ser
cumulativos.
11) A República Federativa do Brasil, formada pela
união indissolúvel dos Estados, dos Municípios e do
Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático
de Direito e tem como fundamentais:
85
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
a) a soberania, a dignidade da pessoa humana;
os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; o
pluralismo político;
b) a soberania, a independência nacional; a não
intervenção; a autodeterminação dos povos; o
pluralismo político;
c) a cidadania; a dignidade da pessoa humana;
a igualdade entre os Estados o pluralismo político; os
valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
d) a soberania; a cidadania; a dignidade da
pessoa humana; os valores sociais do trabalho e da
livre iniciativa; o pluralismo político;
e) n. d. a.
12) Houve em 1993, um plebiscito no pais para
decidir sobre:
a) o federalismo;
b) a criação de um novo Estado;
c) a forma e os sistema de governo;
d) a manutenção dos três poderes;
e) n. d. a.
13) Sobre o Tribunal de Contas é correto afirmar
que:
a) é um órgão auxiliar do poder Judiciário ao
qual pertence;
b) pertence ao poder judiciário. enquanto apura
fatos e, ao poder executivo, quando fiscaliza seu
chefe supremo;
c) é órgão auxiliar do poder legislativo;
d) cada poder tem seu tribunal de contas
independentes e autônomos;
e) n. d. a.
14) O Presidente da República, para ausentar-se
do pais por período de trinta dias:
a) precisa de licença do Senado Federal;
b) precisa de licença da Câmara dos Deputados;
c) precisa de licença do Congresso Nacional;
d) não precisa de licença;
e) n. d. a.
15) No processo e julgamento do presidente da
República, por crime de responsabilidade, a quem
cabe a admissibilidade da acusação?
a) ao Supremo Tribunal Federal;
b) ao Senado Federal;
c) à Câmara dos Deputados;
d) ao Congresso Nacional;
e) n. d. a.
16) As constituições, quanto à forma, são
classificadas em:
a) dogmáticas e históricas ou costumeiras;
b) populares ou outorgadas;
c) escritas e semi-rígidas;
d) escritas e não escritas;
e) n. d. a.
17) O mandado de segurança coletivo pode, entre
outros, ser impetrado por:
a) qualquer pessoa jurídica;
b) qualquer associação de classe;
c) partido político com representação no
congresso nacional;
d) qualquer partido político;
e) n. d. a.
18) Por maioria absoluta de uma casa legislativa
entende-se:
a) a metade dos integrantes;
b) a metade mais de um dos presentes;
c) dois terços dos presentes;
d) a metade mais um dos integrantes;
e) n. d. a.
19) Por cidadania passiva entende-se:
a) a condição do eleitor;
b) a privação temporária dos direitos políticos;
c) a perda dos direitos políticos;
d) a elegibilidade:
e) n. d. a.
20) Sufrágio universal pressupõe:
a) direito de voto em trânsito;
b) direito de voto para todo o cidadão;
c) eleições só para cargos federais;
d) regime presidencialista;
e) n. d. a.
21) A administração pública, nos termos da
constituição, obedecerá ao(s) seguintes princípios
fundamental(ais):
a) da legalidade e da anuidade;
b) da legalidade somente;
c) da legalidade, da impessoalidade, da
moralidade e da publicidade;
d) da legalidade e da publicidade, respeitados,
respectivamente, os termos da lei e as restrições
quanto à divulgação de matéria publicitária;
e) n.d. a.
22) O direito de greve do funcionário público será
exercido nos termos e nos limites definidos em:
a) lei ordinária;
b) lei delegada;
c) lei complementar;
d) resolução;
e) n.d. a.
23) Em crime de responsabilidade, o Ministro de
Estado será processado com autorização:
a) do senado federal e julgado pela câmara dos
deputados;
b) da câmara dos deputados e julgado pelo
senado federal;
c) do presidente da república e julgado pelo
supremo tribunal federal;
d) da câmara dos deputados e julgado pelo
supremo tribunal federal.
24) O direito de iniciativa de projeto de lei
complementar dos tribunais superiores e exercido:
a) no Senado Federal;
b) no Congresso Nacional;
c) na Câmara dos Deputados;
d) no Senado Federal ou na Câmara dos
Deputados;
e) n. d. a.
25) O Presidente da República não pode delegar
aos ministros de Estado a atribuição de:
a) dispor sobre a organização e o funcionamento
da administração federal;
b) conceder indulto, com audiência, se
necessário, dos órgãos instituídos em lei;
c) comutar penas, com audiências, se
necessário, dos órgãos instituídos em lei;
d) conferir condecorações e distinções
honoríficas;
e) n. d. a.
26) A competência para processar e julgar
originariamente o habeas-corpus, quando o paciente
for membro do conselho de contas dos municípios, é:
a) do juiz da comarca, onde o município estiver
situado;
b) do tribunal de justiça;
c) do tribunal regional federal;
d) do superior tribunal de justiça;
e) n. d. a.
27) Processar e julgar o advogado-geral da
União, nos crimes de responsabilidade, é da
competência privativa:
a) do Supremo Tribunal Federal;
b) do Superior Tribunal de Justiça;
c) do Senado Federal;
d) da Câmara dos Deputados;
e) n. d. a.
86
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
28) Qual é o ministro do Estado que participa dos
conselhos da república e de defesa nacional, como
membro nato?
a) Ministro do Planejamento;
b) Ministro da Justiça;
c) Ministro dos Relações Exteriores;
d) Ministro da Economia;
e) n.d. a.
29) As leis complementares serão aprovadas por:
a) maioria simples;
b) maioria absoluta;
c) maioria qualificada;
d) maioria relativa;
e) n.d. a.
30) A constituição se alicerça num pressuposto
lógico-transcendental, numa forma fundamental, que
enuncia: devemos conduzir-nos como a constituição
prescreve. Esse postulado lembra:
a) São Tomás de Aquino e a escola Tomista;
b) Hugo Grácio e o naturalismo;
c) Jean-Jacques Rousseau e o contrato social;
d) Hanskelsen e o positivismo jurídico;
e) n. d. a.
31) É pacífico na doutrina que o poder constituinte
originário caracteriza-se como:
a) inicial, autônomo e incondicionado;
b) inicial, autônomo, ilimitado e incondicionado;
c) inicial e ilimitado;
d) autônomo, ilimitado e incondicionado;
e) n. d. a.
32) Mandado de segurança, mandado de injunção,
habeas data são remédios constitucionais:
a) que asseguram proteção jurídica aos direitos
individuais e coletivos;
b) que só se aplicam aos crimes de
responsabilidade dos governantes;
c) para proteger, indiretamente, qualquer direito
violado ou ameaçado de violação;
d) empregados contra autoridades que praticam
atos lesivos ao interesse público;
e) n. d. a.
33) A proposta de emenda à constituição será
discutida e votada em cada casa do Congresso
Nacional em dois turnos, considerando-se aprovada
se obtiver, em ambas, os votos de:
a) 213 dos membros da Câmara dos Deputados;
b) 213 dos membros presentes em ambos as
casas;
c) 115 dos membros da Câmara dos Deputados
e do Senado;
d) 315 dos membros da Câmara dos Deputados
e do Senado;
e) n. d. a.
34) Os Deputados Federais são eleitos pelo
sistema:
a) da maioria absoluta;
b) proporcional;
c) misto;
d) majoritário;
e) n. d. a.
35) O chefe do poder executivo participa do
processo de elaboração da lei:
a) com sua aquiescência aos termos de um
projeto de lei;
b) pela sua discordância dos termos de um
projeto de lei;
c) quando veta parcialmente um projeto de lei;
d) pela iniciativa, sanção e veto;
e) n. d. a.
36) A inviolabilidade dos deputados e senadores
por suas opiniões, palavras e votos caracteriza a
imunidade:
a) material;
b) processual;
c) material e processual;
d) política;
e) n. d. a.
37) São características da Constituição imperial:
a) forma federal de Estado e governo
republicano;
b) forma federal de Estado e governo
monárquico;
c) forma unitária de Estado e governo
monárquico;
d) forma unitária de Estado e governo
republicano;
e) n.d. a.
38) Ao menor de 14 anos:
a) é totalmente permitido o trabalho;
b) apenas é proibido o trabalho noturno,
perigoso ou insalubre;
c) qualquer trabalho é proibido, salvo na
companhia de seus responsáveis;
d) qualquer trabalho é proibido, salvo no
condição de aprendiz;
e) n.d. a.
39) O estado de defesa poderá ser decretado
pelo presidente da República, ouvido(a)(s);
a) a Câmara dos Deputados;
b) o conselho da República e o conselho da
defesa nacional;
c) o Senado Federal;
d) o conselho da República, o conselho de
defesa nacional e o congresso nacional;
e) n. d. a.
40) O alistamento eleitoral e o voto são
facultativos para:
a) analfabetos, maiores de setenta anos,
maiores de dezesseis anos e menores de dezoito
anos;
b) analfabetos, maiores de sessenta e cinco
anos, maiores de dezesseis e menores de dezoito
anos;
c) maiores de setenta anos, maiores de
dezesseis anos e menores de vinte e um anos;
d) semi-analfabetos, maiores de sessenta anos,
maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
e) n. d. a.
41) O Brasil é uma República Federativa,
constituída, sob o regime representativo pela União
indissolúvel dos Estados, do Distrito Federal e dos
Territórios, cuja Carta Política:
a) reconhece a soberania da Unido, sem
prejuízo do reconhecimento de idêntico atributo aos
Estados-Membros;
b) assegura a autonomia dos Estados, mas
reconhece soberania apenas à União;
c) atribui à Unido e aos Estados a mesma
competência legislativa;
d) confere aos Municípios todos os poderes que,
explícita ou implicitamente,
não lhes sejam vedados pela mesma Constituição,
nem tenham sido confie ridos expressamente à Unido
ou aos Estados;
e) n.d. a.
42) O regime federativo do Estado brasileiro,
diferentemente do que ocorre noutros Estados
Federais:
a) defere competências e rendas tanto à Unido
quanto aos Estados e Municípios;
b) atribui competência legislativa apenas à Unido
e aos Estados, conferindo o estes o poder de legislar
sobre as matérias de interesse dos seus Municípios;
c) assegura autonomia aos Estado, mas não
permite que eles intervenham nos Municípios;
d) confere à União o poder de intervir nos
Estados e nos Municípios, para prevenir ou reprimir
atos subversivos ou de corrupção;
e) n. d. a.
43) A fim de preservar a autonomia dos Estados-
Membros, a Constituição Federal:
87
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
a) não permite que se criem novas unidades
políticas sem a prévia aprovação dos respectivos
Assembléias Legislativas;
b) exige a criação de novos Estados seja
aprovada pela maioria de dois terços do Senado
Federal;
c) enumera, taxativamente, as hipóteses em que
a União neles pode interir;
d) condiciona a expedição de quaisquer atos
interventivos a prévia aprovação do Congresso
Nacional;
e) n. d. a.
44) Ao organizar o Poder Legislativo, a
Constituição do Brasil optou pelo bicameralismo
federal, de que resultou:
a) a existência de duas ordens legislativas, a
federal e a estadual;
b) a atribuição do poder legislar a um
Parlamento Nacional, dividido em Câmara dos
Deputados e Senado Federal;
c) deferirem-se às duas Casas do Congresso
Nacional competências: e atribuições idênticas;
d) terem a mesma duração os mandatos de
senadores e deputados;
e) n. d. a.
45) Para assegurar a supremacia da nossa
Constituição, o legislador constituinte deferiu ao Poder
Judiciário o controle da constitucionalidade das leis, a
ser exercício:
a) exclusivamente pelo STF;
b) exclusivamente pelos tribunais com jurisdição
por via de ação;
c) por qualquer juiz ou tribunal, mas somente por
via de ação;
d) por via de ação ou por via de exceção;
e) n. d. a.
46) Declarada, pelo STF, a inconstitucionalidade
em tese de lei ou até normativo, federal ou estadual, a
cessação da sua eficácia:
a) será imediata e com efeitos "erga omnes";
b) somente ocorrerá depois que o Senado
Federal suspender a sua execução;
c) será imediata, se a decisão for tomada pela
maioria absoluta dos juizes da Corte;
d) dependerá de ato expresso anulatório da
norma impugnada, baixado pelo presidente do STF;
e) n. d. a.
47) A Administração pode anular o ato
administrativo ilegal que praticou:
a) desde que sejam respeitados os direitos
adquiridos;
b) sem que esteja sujeita a qualquer condição de
conveniência administrativas;
c) desde que esteja autorizada pelo Presidente
da República;
d) n. d. a.
48) Tem legitimidade para propor ação popular:
a) o sindicato, na condição de representante de
seus associados;
b) a pessoa jurídica de direito privado, em certos
casos;
c) qualquer brasileiro maior de dezoito anos;
d) n. d. a.
49) O Poder regulamentar, no âmbito federal,
compete:
a) ao Presidente da República e aos ministros
de Estado;
b) aos ministros de Estado, por delegação do
Presidente da República;
c) ao Presidente da República, exclusivamente;
d) n. d. a.
50) Comportam regulamentação, em princípio:
a) as leis processuais de modo geral;
b) as leis civis e comerciais, apenas;
c) as leis administrativas, apenas;
d) n. d. a.
51) A modificação da base de cálculo do tributo,
que importe torná-lo mais oneroso:
a) pode ser estabelecida através de decreto;
b) pode ser estabelecida através de instrução
normativa;
c) pode ser estabelecida, no âmbito estadual,
através de decreto-lei;
d) n. d. a.
52) A revisão "ex officio" do lançamento tributário:
a) é um ato administrativo discricionário;
b) é um ato administrativo vinculado;
c) é um ato administrativo vinculado, sob certos
aspectos, e discricionário na medida em que é
privativo da autoridade administrativa;
d) n. d. a.
53) A concessão de isenção tributária:
a) é ato da competência exclusiva do Congresso
Nacional;
b) pode ser formalizado através de decreto do
Presidente da República;
c) está sujeita ao princípio da anterioridade;
d) n. d. a.
54) A inscrição do crédito fiscal em dívida ativa:
a) é causa de interrupção da prescrição;
b) é causa de suspensão da prescrição por
prazo indeterminado;
c) suspende a prescrição por cento e oitenta
dias, ou até a distribuição da execução fiscal, se esta
ocorrer antes de findo aquele prazo;
d) n. d. a.
55) Tratando-se de execução fiscal, o despacho
do juiz que ordena a citação:
a) é causa de suspensão da prescrição;
b) interrompe a prescrição, desde que a citação
se faça no prazo de 10 dias;
c) é causa de interrupção da prescrição;
d) n. d. a.
56) A imunidade tributária do comprador:
a) estende-se ao produtor, tratando-se de ÌPÌ;
b) estende-se ao produtor, tratando-se de tributo
não vinculado;
c) estende-se ao produtor, tratando-se de
imposto indireto;
d) n.d. a.
57) A imunidade tributária reciproca das pessoas
públicas abrange:
a) os tributos vinculados;
b) os tributos indiretos, apenas;
c) apenas as taxas;
d) n. d. a.
58) A competência a tributária remanescente é
conferida:
a) aos Estados-Membros;
b) à Unido e aos Estados-Membros;
c) aos Municípios e à União;
d) n. d. a.
59) A competência para a concessão de
isenções:
a) é conferida à Unido, Estados e Municípios,
relativamente aos impostos de sua competência;
b) é privativo da União, mediante lei
complementar, relativamente a tributos de modo
geral;
c) é exclusiva da União;
d) n.d. a.
60) Compete à União, aos Estados e ao Distrito
Federal legislar, concorrentemente, sobre:
a) direito eleitoral, tributário e financeiro;
b) direito tributário, agrário e financeiro;
c) criação, funcionamento e processo do Juizado
de Pequenas Causa;
d) n.d. a.
88
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
61) Ìngressando hoje no Serviço Público, mediante
regular nomeação, o servidor público é estável com:
a) 2 anos de efetivo exercício;
b) 3 anos de efetivo exercício;
c) 5 anos de efetivo exercício;
d) n. d. a.
62) A Constituição declara como um dos direitos
fundamentais a inviolabilidade do sigilo das
comunicações telefônicas, salvo:
a) por ordem judicial, para fins de investigação
criminal ou instrução processual penal;
b) por ordem do Ministério da Justiça, para fins
de investigação criminal;
c) em matéria de segurança nacional;
d) n.d. a.
63) A Federação Brasileira é composta:
a) pela união dos Estados;
b) pela união dos Estados, Municípios e Distrito
Federal;
c) pela dos Estados e dos Territórios;
d) n.d. a.
64) O orçamento é produzido:
a) mediante decreto do Presidente da República;
b) mediante decreto legislativo do Congresso
Nacional;
c) mediante projeto de lei do Presidente da
República votado pelo Congresso Nacional;
d) n.d.a
65) Com o disciplinamento dado na Constituição
da República, o Distrito Federal recebeu
competências equivalentes às:
a) dos Estados;
b) dos Municípios;
c) dos Estados e Municípios;
d) n. d. a.
66) A Constituição atual faculta a aposentadoria
proporcional ao homem e à mulher respectivamente,
após:
a) 35 a 30 anos de trabalho;
b) 30 a 25 anos de trabalho;
c) 25 a 20 anos de trabalho;
d) n.d. a.
67) Na administração direta e nas autarquias a
sindicalização dos servidores:
a) não é permitida;
b) é permitida somente aos empregados
celetistas;
c) é permitida aos empregados celetistas e aos
funcionários estatutários;
d) n. d. a.
68) A Constituição Federal de 1988 adotou, no
campo sindical:
a) a unicidade sindical;
b) o pluralismo sindical;
c) a ampla liberdade sindical, no campo da
criação de entidades, considerada a representação
autêntica;
d) n. d. a.
69) Assinale a alternativa correta:
a) Ministros do Tribunal de Contas da Unido não
têm as mesmas prerrogativas e vencimentos dos
Ministros do Supremo Tribunal Federal;
b) Ministro do Tribunal Superior do Trabalho não
pode ser indicado pelo Presidente da República para
o Supremo Tribunal Federal;
c) Restringe-se aos dissídios coletivos a
competência da Justiça do Trabalho, quando o
empregador é "ente de direito público externo".
d) n. d. a.
70) Assinale a afirmativa correta:
a) A Constituição assegura ao Poder Judiciário
autonomia administrativa e financeira;
b) A ação de inconstitucionalidade pode ser
proposta pelo Presidente da República, pelo
Presidente do Congresso Nacional, pelo Governador
de Estado e pelo Procurador-Geral da República;
c) Compete ao Supremo Tribunal Federal
processar e julgar originariamente o mandato de
segurança, contra atos do Presidente da República e
de Ministros de Estado.
d) n. d. a.
71) A respeito do mandato de segurança coletivo,
é certo afirmar que:
a) pode ser impetrado irrestritamente por
associação de classe legalmente constituída;
b) exclui a impetração do mandado de
segurança individual;
c) é restrito à defesa dos interesses da
categoria;
d) n. d. a.
72) Assinale a alternativa correta:
a) Conceder-se-á "habeas-data" em caso de
direito líquido e certo, não amparado por "habeas-
corpus";
b) A Constituição Federal de 1988 igualou as
regras prescricionais de rurícolas e trabalhadores
urbanos, face à isonomia;
c) Abuso de poder de agente de pessoa jurídica
no exercício de atribuições do poder público, também
autoriza mandato de segurança;
d) n.d. a.
73) Os Governadores são processados e
julgados, originalmente:
a) pelo Supremo Tribunal Federal;
b) pelo Superior Tribunal de Justiça;
c) pelo Tribunal de Justiça do Estado;
d) n.d. a.
74) A autonomia que é assegurada,
constitucionalmente, ao Município é:
a) somente política e financeira;
b) política, administrativa e financeira;
c) também financeira, entre outras, pois lhe cabe
decretar e arrecadar tributos de sua competência e
aplicar suas rendas;
d) n. d. a.
75) Entre as garantias constitucionais do cidadão,
está:
a) a tutela judiciária dos direitos individuais;
b) a retroatividade da lei penal;
c) a do direito de ampla defesa;
d) a do respeito ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito e à coisa julgada.
76) Segundo a CF, está em gozo dos direitos
políticos o cidadão:
a) que tem capacidade eleitoral ativa e passiva,
adquirida e exercitável na forma legal;
b) que tem capacidade de, dentro de certas
condições expressas, votar e ser votado, em eleições
para cargos públicos;
c) não perdeu nem tem suspensa sua
capacidade eleitoral, adquirida através do alistamento;
d) que tem capacidade eleitoral apenas
consistente em poder escolher seus representantes
para cargos públicos eletivos, em sufrágio universal e
mediante voto direto, secreto e vinculado;
e) n. d. a.
77) No Sistema Constitucional Brasileiro:
a) a Constituição Federal enumera
exaustivamente os poderes da Unido, dos Estados-
Membros e dos Municípios;
b) a Constituição Federal só enumera os
poderes dos Estados-Membros e dos Municípios;
c) os poderes reservados são dos Estado-
Membros;
d) os poderes reservados são da União;
e) n. d. a.
78) O tribunal de Contas da União:
a) é órgão integrante do Poder Judiciário;
89
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
b) é órgão integrante do Poder Executivo;
c) é órgão integrante do Poder Legislativo;
d) pode ser integrado por quem não seja
Bacharelem Direito, estando vedada a todos os seus
membros a atividade político-partidária;
e) n. d. a.
79) O ingresso no serviço público depende
a) do preenchimento da condição de brasileiro
nato
b) da prestação de concurso público de provas,
ou de provas e títulos, para quaisquer cargos
c) da prestação de concurso público de provas,
ou de provas e títulos, salvo para os cargos ou
empregos regidos pela CLT
d) da prestação de concurso público de provas,
ou de provas e títulos, salvo para os cargos cujos
titulares sejam demissíveis "ad mutum", e outros
indicados em lei.
e) n.d. a.
80) Por meio de representação do Procurador-
Geral da Republica, o Supremo Tribunal Federal não
pode declarar a inconstitucionalidade de normas
constantes de:
a) Constituição Estadual
b) lei municipal
c) decreto-lei (abolido pela atual CF)
d) resolução de Tribunal Federal
e) resolução de Tribunal Estadual
81) O princípio da isonomia:
a) veda a prática de atos que configuram
preconceito racial
b) proíbe qualquer distinção entre classes
profissionais
c) impede que a lei exclua da apreciação do
Poder Judiciário qualquer lesão de direito individual
d) significa que ninguém é obrigado a fazer ou a
deixar de fazer alguma coisa, sendo em virtude de lei
82) O mandado de segurança
a) pode ser impetrado contra atos de dirigentes
de escolas particulares
b) só pode ser impetrado depois do exaurimento
da via administrativa
c) é remédio constitucional também adequado à
proteção do direito líquido e certo de locomoção
d) só pode ser impetrado por pessoas físicas
e) n. d. a.
83) A atividade econômica compete:
a) ao Estado, sempre sob a forma de monopólio
b) às empresas públicas e às sociedades de
economia mista, em caráter preferencial
c) às empresas e às sociedades de economia
mista, em caráter suplementar da iniciativa privada
d) exclusivamente às empresas privadas
e) n. d. a.
84) O direito de greve é:
a) permitido tanto aos trabalhadores da esfera
privada, como aos servidores públicos
b) permitido sem qualquer limitação ou restrição
d) proibido em atividades essenciais, definidas
em lei
e) não é permitido no País.
85) Pode ser decreta intervenção no Município:
a) somente em casos expressamente previstos
na Lei Orgânica dos Municípios, editada pelo Estado-
Membro
b) em casos de descumprimento de decisão
judiciária, transita em julgado
c) pela União, quando o Prefeito deixar de
prestar contas devidas, no forma da lei
d) na hipótese de o Município ter deixado de
aplicar no ensino primário, anualmente 20%, pelo
menos, de todas as suas receitas, de qualquer
natureza
e) n.d. a.
86) Para a elaboração das leis ordinárias da
União o processo legislativo admite a iniciativa:
a) exclusivamente de deputados e senadores
b) exclusivamente do Presidente da República
c) de deputados, senadores, presidentes da
República, dos tribunais superiores, do procurador
geral da República e dos cidadãos
d) n.d. a.
87) Com o disciplinamento dado na Constituição
da República o Distrito Federal recebeu competências
equivalentes às:
a) dos Estados e dos Municípios
b) dos Territórios e dos Municípios
c) dos Estados, Territórios e Municípios
d) é equipado a um município
e) n. d. a.
88) As Medidas Provisórias:
a) mantém sua eficácia desde a edição, mesmo
que convertidas em lei 20 dias após sua publicação
b) perdem a eficácia desde sua edição, assim
que convertidas em lei, no prazo de 30 dias, a partir
da publicação da referida Medida Provisória
c) perdem sua eficácia, somente a partir da data
de sua rejeição pelo Poder Legislativo, ficando válidos
todos os efeitos produzidos até a referida data.
d) n. d. a.
89) Das afirmativas abaixo, referente ao processo
legislativo:
1. O Presidente da República poderá solicitar
urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.
2. A apreciação das emendas do Senado
Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no
prazo de dez dias.
3. A sanção presidencial a projeto de lei só se
verifica de forma expressa, nunca tacitamente.
4. Na sistemática constitucional brasileira, o
projeto de lei só pode ser vetado por
inconstitucionalidade ou se contrário ao interesse
público.
Estão corretas:
a) somente 1, 2 e 3
b) somente 2, 3 e 4
c) somente 1, 2 e 4
d) n. d. a.
90) Assinale a alternativa correta:
a) Medidas Provisórias não estão
compreendidas no processo legislativo, mas as leis
delegadas e os decretos legislativos, sim.
b) Assembléias Legislativas, por sua maioria no
país, podem propor emendas à Constituição Federal.
c) Não será objeto de deliberação a proposta de
emenda tendente a abolir a Federação e a República.
d) n. d. a.
90
CONHECIMENTO ESPECÍFICO
GAFARITO
01) b 31) a 61) b
02) d 32) a 62) a
03) c 33) d 63) b
04) b 34) b 64) c
05) d 35) d 65) c
06) d 36) a 66) a
07) d 37) c 67) c
08) b 38) d 68) a
09) e 39) b 69) a
10) c 40) a 70) a
11) d 41) b 71) c
12) c 42) a 72) c
13) c 43) c 73) a
14) c 44) b 74) a
15) c 45) d 75) b
16) d 46) a 76) d
17) c 47) b 77) c
18) d 48) d 78) d
19) d 49) c 79) d
20) b 50) b 80) b
21) c 51) d 81) a
22) c 52) b 82) a
23) d 53) d 83) c
24) c 54) c 84) d
25) d 55) c 85) b
26) d 56) d 86) c
26) c 57) d 87) a
28) b 58) d 88) a
29) b 59) a 89) c
30) d 60) c 90) b
91

CONHECIMENTO ESPECÍFICO
- Não são admitidas rasuras. Havendo engano, usam-se expressões, tais como: aliás, digo, a seguir escreve-se o termo correto. Se a incorreção for notada ao final, usa-se a expressão em tempo, escrevendo-se em seguida "onde se lê ... leia-se ... ". A ata obedece a uma estrutura fixa e padronizada. Observe: Introdução - Deve conter o número e a natureza da reunião, o horário e a data (completa) escritos por extenso, o local, o nome do presidente da reunião e dos demais participantes. Desenvolvimento - Também chamado contexto. Nele deverão estar contidos ordenadamente os fatos e decisões da reunião, de forma sintética, precisa e clara. Encerramento - É o fecho, a conclusão. Deverá constar a informação de que o responsável, após a leitura da ata, deu por encerrada a reunião e que o redator a lavrou em tal horário e data. Deverá informar também que se seguem as assinaturas. Já está sendo aceita atualmente a ata datilografada depois de encerrada a reunião. Porém, as anotações são feitas à mão, durante a reunião. Ao datilografar, todas as linhas da ata devem ser numeradas e o espaço que sobra à margem direita, deve ser preenchido com pontilhado. Modernamente, por se necessitar de maior praticidade e rapidez, as empresas vêm substituindo a ata por um determinado tipo de ficha. É uma ficha prática, fácil de preencher e manusear, embora não possua o mesmo valor jurídico de uma ata. MODELOS
a) Modelos de introdução (partes iníciais)

CONCEITO Atestado é o documento mediante o qual a autoridade comprova um fato ou situação de que tenha conhecimento em razão do cargo que ocupa ou da função que exerce. "Atestados administrativos" são atos pelos quais a Administração comprova um fato ou uma situação de que tenha conhecimento por seus órgãos competentes. (Hely Lopes Meirelles - Direito Administrativo Brasileiro) GENERALIDADES 0 atestado comprova fatos ou situações não necessariamente constantes em livros, papéis ou documentos em poder da Administração. Destina-se, basicamente, à comprovação de fatos ou situações transeuntes, passíveis de modificações freqüentes. Tratando-se de fatos ou situações permanentes e que constam nos arquivos da Administração, o documento apropriado para comprovar sua existência é a certidão. 0 atestado é mera declaração, ao passo que a certidão é uma transcrição. Ato administrativo enunciativo, o atestado é, em síntese, afirmação oficial de fatos. PARTES a) Título - denominação do ato (atestado). b) Texto - exposição do objeto da atestação. Pode-se declarar, embora não seja obrigatório, a pedido de quem e com que finalidade o documento é emitido. Como bem lembram Marques Leite e Ulhoa Cintra, no seu Novo Manual de Estilo e Redação, "se se tratar de dotes, habilidades, ou qualidades de alguma pessoa, o atestante deverá cuidar de especificar com grande clareza os dados pessoais do indivíduo em questão (nome completo, naturalidade, estado civil, domicílio)". A recomendação é muito oportuna, pois tais atestados impõem responsabilidade particularmente grande a quem os fornece. São perfeitamente dispensáveis, no texto do atestado, expressões como "nada sabendo em desabono de sua conduta", "é pessoa de meu conhecimento", etc., já que só pode atestar quem conhece a pessoa e acredita na inexistência de algo que a desabone. c) Local e data - cidade, dia, mês e ano da emissão do ato, podendo-se, também, citar, preferentemente sob forma de sigla, o nome do órgão onde a autoridade signatária do atestado exerce suas funções. Assinatura - nome e cargo ou função da autoridade que atesta. MODELOS ATESTADO Atesto que FULANO DE TAL é aluno deste Instituto, estando matriculado e freqüentando, no corrente ano letivo, a primeira série do Curso de Diretor de Teatro. Seção de Ensino do Instituto de Artes da UFRGS, em Porto Alegre, aos 2 de julho de 1971.

CONSELHO PENITENCIÁRIO FEDERAL Ata da 791º Reunião Ordinária Aos dezesseis dias do mês de dezembro do ano de mil, novecentos e setenta, no quarto andar do Bloco "0" da Avenida L-2, do Setor de Autarquias Sul, na Sala de Despachos do Procurador-Geral da justiça, sob a presidência do Doutor José Júlio Guimarães Lima, reuniu-se o Conselho Penitenciário Federal. Estiveram presentes os Conselheiros Hélio Pinheiro da Silva, Elísio Rodrigues de Araújo, Abelardo da Silva Comes, Nestor Estácio Azambuja Cavalcanti, Miguel Jorge Sobrinho, Otto Mohn e o Membro Informante Tenente Pedro Arruda da Silva. Aberta a sessão, foi lida e, em votação, aprovada a ata da reunião anterior. Na fase de comunicações, o Tenente Pedro Arruda da Silva comunicou que, por força constitucional, voltará para a Polícia Militar do Distrito Federal, deixando, assim, a direção do Núcleo de Custódia de Brasília.
(DOU de 31-3-19g71, p. 2.510)

ATESTADO
4

CONHECIMENTO ESPECÍFICO
ATESTADO Chefe da Seção de Ensino Atesto, para fins de direito, atendendo a pedido verbal da parte interessada, que FULANO DE TAL é ex-servidor docente desta Universidade, aposentado, conforme Portaria nº 89, de 7-2-1964, publicada no DO de 21-1,-1965, de acordo com o artigo 176, inciso III, da Lei nº 1.711, de 28-10-1952, combinado com o artigo 178, inciso III, da mesma Lei, no cargo de Professor de Ensino Superior, do Quadro de Pessoal, matrícula nº 1-218.683, lotado na Faculdade de Medicina. Porto Alegre, 10 de outubro de 1972. Sérgio Ornar Fernandes, Diretor do Departamento de Pessoal. CIRCULAR Nº 55, DE 29 DE JUNHO DE 1973. Prorroga o prazo para recolhimento, sem multa, da Taxa de Cooperação incidente sobre bovinos. O DIRETOR-GERAL DO TESOURO DO ESTADO, no uso de suas atribuições, comunica aos Senhores Exatores que, de conformidade com o Decreto nº 22.500, de 28 de junho de 1973, publicado no Diário Oficial da mesma data, fica prorrogado, até 30 de setembro do corrente exercício, o prazo fixado na Lei nº 4.948, de 28 de maio de 1965, para o recolhimento, sem a multa moratória prevista no artigo 71 da Lei nº 6.537, de 27 de fevereiro de 1973, da Taxa de Cooperação incidente sobre bovinos. Lotário L. Skolaude, Diretor-Geral. (DO/RS adaptações) de 11-5-1973, p. 16 com

CERTIDÃO
Certidão é o ato pelo qual se procede a publicidade de algo relativo à atividade Cartorária, a fim de que, sobre isso, não pairem mais dúvidas. Possui formato padrão próprio, termos essenciais que lhe dão suas características. Exige linguagem formal, objetiva e concisa. TERMOS ESSENCIAIS DA CERTIDÃO: - Afirmação: CERTIFICO E DOU FÉ QUE, - Identificação do motivo de sua expedição: A PEDIDO DA PARTE INTERESSADA, - Ato a que se refere: REVENDO OS ASSENTAMENTOS CONSTANTES DESTE CARTÓRIO, NÃO LOGREI ENCONTRAR AÇÃO MOVIDA CONTRA EVANDRO MEIRELES, RG 4025386950, NO PERÍODO DE 01/01/1990 ATÉ A PRESENTE DATA - Data de sua expedição: EM 20/06/1999. - Assinatura: O ESCRIVÃO: Ex. CERTIDÃO CERTIFICO E DOU FÉ QUE, usando a faculdade que me confere a lei, e por assim me haver sido determinado, revendo os assentamentos constantes deste Cartório, em especial o processo 00100225654, constatei, a folhas 250 dos autos, CUSTAS PROCESSUAIS PENDENTES DE PAGAMENTO, em valor total de R$1.535,98, conforme cálculo realizado em 14/05/1997, as quais deverão ser pagas por JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, devidamente intimado para tanto em 22/07/1997, sem qualquer manifestação, de acordo com o despacho exarado a folhas 320, a fim de lançamento como Dívida Ativa. Em 20/06/1998. O Escrivão.

CIRCULAR Nº 1, DE 10 DE OUTUBRO DE 1968. Excelentíssimo Senhor Presidente da República, em observância aos princípios de racionalização administrativa inscritos no Decreto-Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, recomenda a Vossa Excelência a adoção, pelo órgão central de pessoal, de imediatas providências no sentido de que os atos relativos ao funcionalismo, notadamente exoneração, promoção e redistribuição de pessoal, a serem submetidos e assinados por Sua Excelência, tenham o caráter coletivo, devendo abranger num só ato o maior número possível de casos individuais. Rondon Pacheco, Ministro Extraordinário para os Assuntos do Gabinete Civil. (DOU de 11-10-1968, p. 8.920)

DECLARAÇÃO
Como vimos em um dos exemplos de requerimento, Amanda L. Gomes anexou-lhe uma declaração de conclusão do Curso de Administração de Empresas. Tal declaração, além de servir-lhe como documento provisório, também facilitará o andamento do processo para expedição de seu diploma. Você alguma vez precisou apresentar uma declaração? Conhece esse documento? Inúmeras são as situações em que nos é solicitado ou recomendado que apresentemos uma declaração. Por vezes, em lugar de declaração usa-se a palavra atestado, que tem o mesmo valor. São declarações de boa conduta, prestação de serviços, conclusão de curso, etc. A declaração (atestado) deve ser fornecida por pessoa credenciada ou idónea que nele assume a responsabilidade sobre uma situação ou a ocorrência de um fato. Portanto, é uma comprovação escrita com caráter de documento. A declaração pode ser manuscrita em papel almaço simples (tamanho ofício) ou digitada/datilografada. Quanto ao aspecto formal, divide-se nas seguintes partes:

CIRCULAR
MODELOS

5

CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Timbre - impresso como cabeçalho, contendo o nome do órgão ou empresa. Atualmente a maioria das empresas possui um impresso com logotipo. Nas declarações particulares usa-se papel sem timbre. Título - deve-se colocá-lo no centro da folha, em caixa alta. Texto - deve-se iniciá-lo a cerca de quatro linhas do título. Dele deve constar: - Identificação do emissor. Se houver vários emissores, é aconselhável escrever, para facilitar: os abaixo assinados. - O verbo atestarldeciarar deve aparecer no presente do indicativo, terceira pessoa do singular ou do plural. - Finalidade do documento - em geral costuma-se usar o termo "para os devidos fins", mas também pode-se especificar: "para fins de trabalho", "para fins escolares", etc. - Nome e dados de identificação do interessado. Esse nome pode vir em caixa-alta, para facilitar a visualização. - Citação do fato a ser atestado. Local e data - deve-se escrevê-los a cerca de três linhas do texto. Assinatura - assina-se a cerca de três linhas abaixo do local e data. Observe o trecho que encerra essa declaração: de "... quando se efetivou a sua cessão para o Setor Almoxarífado. " Você sentiria dificuldade para escrever a palavra cessão? Ficaria na dúvida entre: sessão, seção ou cessão? Isso é comum. Trata-se, no caso, do que chamamos homônimos. São palavras de pronúncia idêntica, mas com grafias e significados diferentes. Vejamos as diferenças: cessão - doação; ato de ceder. sessão - reunião; espetáculo de teatro, cinema, etc. apresentado várias vezes. seção - corte; divisão; parte de um todo; segmento; numa publicação, local reservado a determinado assunto: seção literária, seção de esportes. 2. O requerente é agregado ao símbolo 5-F, do Quadro Único de Pessoal - Parte Permanente, desta Universidade, sendo aproveitado pela Portaria nº 677, de 27 de agosto de 1968, para exercer a função gratificada, símbolo 2-F, de Secretário do Instituto de Geociências, desenvolvendo suas atividades em regime de tempo integral e dedicação exclusiva, conforme aplicação determinada pela Portaria nº 459, de 15 de julho de 1969. 3. Isso posto, de acordo com o preceituado no artigo 77 da Lei nº 1.711, de 28 de outubro de 1952, nada obsta a que seja atendida a solicitação, motivo por que remetemos, em anexo, os atos necessários à efetivação da medida. À consideração de Vossa Senhoria. DCCE, em 16 de outubro de 1973. Noé Esquivel, Diretor. (Dos arquivos da UFRGS)

OFÍCIO E OFÍCIO-CIRCULAR
I - CONCEITO "Ofícios são comunicações escritas que as autoridades fazem entre si, entre subalternos e superiores, e entre a Administração e particulares, em caráter oficial." (Meirelles, Hely Lopes - apud "Redação Oficial", de Adalberto Kaspary). A luz desse conceito, deduzimos que: 1) Somente autoridades (de órgãos oficiais) produzem ofícios, e isso para tratar de assuntos oficiais. 2) O ofício pode ser dirigido a: a - outras autoridades; b - particulares em geral (pessoas, firmas ou outro tipo de entidade). 3) Entidades particulares (clubes, associações, partidos, congregações, etc.) não devem usar esse tipo de correspondência. 4) No universo administrativo, o ofício tem sentido horizontal e vertical ascendente, isto é, vai de um órgão publico a outro, de uma autoridade a outra, mas, dentro de um mesmo órgão, não deve ser usado pelo escalão superior para se comunicar com o escalão inferior (sentido vertical descendente). 5) O papel utilizado é específico e da melhor qualidade. 6) O ofício esta submetido a certas normas estruturais, que são de consenso geral. 1 - Margens a) Da esquerda - a 2,5 cm a partir da extremidade esquerda do papel. b) Da direita - a 1,5 cm da extremidade direita do papel. Nada pode ultrapassá-la, nem a data, nem o nome do remetente.

INFORMAÇÃO
Informação nº DCCCE/394/73 Processo nº R/25.726-73 Senhor Diretor do Departamento de Pessoal: Encaminha a Direção do Instituto de Geociências o pedido de dispensa, a partir de 3 de outubro de 1973, da função gratificada, símbolo 2-F, de Secretário do referido Instituto, formulado pelo funcionário Fulano de Tal.

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Divisão de Fiscalização do Trânsito de Mercadorias (DIM). estado ou município). b) Subordinado à Inspetoria-Geral da Fazenda: Exatoria Estadual de Porto Alegre. ORDEM DE SERVIÇO Nº GG/2-73 O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. desde que haja espaço suficiente. não cabe em 17 linhas. O espaço-padrão interlinear do oficio e de 1. etc.". o destinatário permanece na primeira folha. no horário das oito às onze horas. em aditamento à Ordem de Serviço nº 1-72. Nº . dispensa-se o nome do destinatário. no uso de suas atribuições e em 7 . seu final deve coincidir com a extremidade inferior do papel.. * O nome do mês não se grafa com letra maiúscula. o que acontece quando. José H. Porto Alegre. Senhores Deputados. Cuidados especiais com a data: Não se devem abreviar partes do nome da localidade que também não deve ser seguida da sigla do estado. 18 de Junho de 1. "Encaminhamos. 9 . conforme a marca da maquina. Circ. ponto ou dois pontos.CONHECIMENTO ESPECÍFICO Para ser perfeitamente alinhada. Vai-se direto ao que interessa: "Comunicamos.Timbre Brasão (da Republica. * deixar espaço de mais de dois toques entre a última e a penúltima palavra. Ex.985 CERTO .. 5 . sigla(s) do órgão expedidor.: Ao Senhor Diretor do Colégio X PORTO ALEGRE (RS) Importante: Caso o ofício ocupe mais de uma folha. indo para a ultima apenas o signatário. Observação: Podem ainda constar no oficio o numero de anexos e as iniciais do redator e datilógrafo. Não se numera.. de Campos. 3 ou 4 linhas. * Põe-se o ponto após o ano.Signatário Nome e cargo do remetente.Destinatário Ocupando 2. Não ha unanimidade quanto à pontuação do vocativo. usam-se apenas "Atenciosamente" ou "Respeitosamente". do assunto. procurando fazer coincidir o seu fim com a margem da direita.P.. 10 . sem traço. sediados na Capital: a) Subordinados à Coordenadoria-Geral do ICM: Divisão de Fiscalização da Grande Porto Alegre (DCP). seguido do numero e. os seguintes órgãos do Tesouro do Estado. 8 .Texto Consiste na exposição. Consiste simplesmente da expressão "Senhor(es)" seguido de cargo ou função do destinatario: Senhor Governador. pode-se usar virgula.. "Solicitamos. a 1 cm da extremidade superior da folha. 3 .. Fulano de Tal.".Numeração A dois espaços-padrão da designação do órgão. 2 .Alegre/RS. 7 . encimados pela assinatura.: A Sua Excelência o Senhor Dr. Divisão do Recenseamento e Programação Fiscais (RP). ou Of. a palavra "circular" deve ser posta entre parênteses depois do número. M. (Veja-se o esquema. de 10-1-72.. em media. Estes podem ser numerados a partir do segundo. * afastar sinal de pontuação da palavra. 13 de janeiro de 1972.. fazendo-se os parágrafos necessários. Governador do Estado do Rio Grande do Sul PORTO ALEGRE (RS) Nos ofícios corriqueiros.) ORDEM DE SERVIÇO MODELOS ORDEM DE SERVIÇO Nº 2-72 O SECRETÁRIO DE ESTADO DA FAZENDA. O alinhamento e o do parágrafo. determina que terão expediente externo também na parte da manhã.Introdução Praticamente inexiste.. a direita do papel. * Entre o milhar e a centena do ano não vai ponto nem espaço. 6 .. no uso de suas atribuições. No caso dos ofícios-circulares que não tenham uma numeração especifica. Senhor Gerente. 4 . Senhor Chefe.Fecho Modernamente. em geral centralizado. de forma objetiva e polida.. desta Secretaria. Ex. ERRADO . 18 de junho de 1985. * espaçar as letras de uma palavra.Vocativo Inicia a três espaços-padrão abaixo da data e a 2." etc. ou colocase acima da assinatura.localidade e Data Coloca-se na mesma linha do número. Senhor Diretor-Geral. DD.. se for conveniente. Consiste em: Of. seguido da designação do órgão.Porto Alegre.5cm da margem esquerda. não e permitido: * Usar grafismo (tapa-margem). Secretário da Fazenda. seguidos de vírgula.5 ou 2. Nº .

determina: I . resolve: Art.144. usando de suas atribuições legais e de acordo com a alínea b do inciso 11 do artigo 1º do Decreto nº 66. todas as despesas realizadas no Interior. 4) Os pagamentos foram efetuados de acordo com as faturas apresentadas. João Paulo dos Reis Velloso (DOU de 7-3-1972. providências especiais e imediatas.... Art... da parte deste Ministério. exercício. exige. 2º A presente Portaria entrará em vigor na data de sua publicação. de 2 de março de 1970. o que consta no Processo nº.. 1.. devam ser atendidas no local de sua realização e referentes às seguintes rubricas: a) SERVIÇOS DE TERCEIROS Comunicações. 2) As notas recebidas de fornecedores não conferem com as faturas pagas. a partir de 11 de janeiro de 1973.....00....109.. Despesas pequenas de pronto pagamento.. 6) Questionamos junto ao fornecedor para repor mercadorias referente a diferença apresentada. objetivando o melhor aproveitamento dos interesses orçamentários do Estado. Custas e emolumentos. em de.. 5) Após comparação entre as notas e as faturas verificou-se uma diferença de R$ 5.. através da rede bancária. o percentual previsto na Portaria Ministerial d 3. ainda. sejam processadas na Capital. em relação às condições de produção e trabalho. 2. necessariamente.. 1º Alterar o Anexo A . DE 13 DE ABRIL DE 1971. Aguardamos seu despacho.000. usando de suas atribuições e considerando o número insuficiente de Agentes de Inspeção na Delegacia Regional do Trabalho no Estado do Maranhão. na Capital. 8 . de modo a permitir a elaboração da programação financeira de desembolso ajustada à efetiva disponibilidade do Tesouro.. II .do Plano Setorial de Informações do Ministério do Planejamento e Coordenação Geral. em Porto Alegre. considerando que a situação peculiar daquele Estado..622. através da Contadoria Setorial junto à Fazenda. PORTARIA MODELOS PORTARIA Nº 3. de 24 de novembro de 1970. O MINISTRO DO TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL. MTPS/319. O MINISTÉRIO DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO GERAL. Vice-Governador do Estado. Comunicamos a Vossa Senhoria que após as averiguações efetuadas constatamos o seguinte: 1) As compras efetuadas através de terceiros não apresentavam valores a maior. considerando.974-70. pelas respectivas repartições e encaminhadas para o Tesouro do Estado. aprovado pela Portaria nº 131. Chefe de Serviço. fica reservado.CONHECIMENTO ESPECÍFICO continuidade ao plano de centralização.. DE 28 DE FEVEREIRO DE 1972. b) ENCARGOS DIVERSOS Ajudas de custo e diárias de viagem. RESOLVE: Fica elevado para cinqüenta por cento. de.. de 22 de maio de 1970.Plano de Busca ... para as despesas que. p. nas correspondentes localidades. Sem mais no momento. 3) As mercadorias constantes nas notas foram entregues regularmente . na Delegacia Regional do Trabalho no Estado do Maranhão..o uso de distribuição de tabelas de crédito às Exatorias Estaduais. do pagamento de despesas do Interior.. pelos órgãos da Administração Direta.. . Junto a este relatório encaminhamos a Vossa Senhoria cópia de toda a documentação necessária a sua apreciação.928) Fulano de Tal..948) RELATÓRIO Senhor Diretor Geral Encaminhamos a esta Diretoria Geral o presente relatório das averiguações efetuadas em nosso departamento com a finalidade de verificar irregularidades ocorridas no período de 01 de janeiro à 31 de dezembro de 2000. Edmar Fetter. que efetuará o pagamento.que. Júlio Barata (DOU de 20-4-1971.. Palácio Piratini. p. PORTARIA Nº 15. tão-somente.

. D.. D..Local e data Também no alinhamento do parágrafo. conforme edita] divulgado no Diário Oficial de 14 do corrente. 12 de maio de 1974. Espera deferimento. caso em que deve ser harmoniosamente dividido.. Redige-se na terceira pessoa. e importante enumerar os motivos. Consiste numa destas expressões: Nestes termos.. a partir do dia 22 do corrente. .5cm da margem. sem traço e sem nome.. A...... neste Estado. Fulano de Tal Senhor Diretor de Pessoal da Superintendência dos Transportes do Estado do RS: FULANO DE TAL.ap... aluno deste colégio. da Secretaria da Fazenda. já em andamento na Secretaria da Administração.... para o que anexa os documentos exigidos na citada publicação. Pede deferimento.. A localidade só deve constar.. . se a autoridade destinatária não estiver na da origem.. 4 . números de documentos etc.Vocativo Coloca-se ao alto da folha. Quanto aos demais dados de identificação. Nestes termos..287.. Porto Alegre.. 1 . Dependendo da circunstancia.. no Tesouro do Estado.CONCEITO É a correspondência através da qual um particular requer a uma autoridade pública algo a que tem ou julga ter direito..... de Gramado. filiação.. requer a Vossa Excelência inscrição no Concurso Público para o Cargo de Oficial Administrativo a ser realizado por essa Secretaria. brasileiro... a fim de anexá-la ao seu processo de Iicença-prêmio. filho de. 2 . funcionário público estadual. em destaque. Espera deferimento.. lotação. residente e domiciliado nesta Capital. Termos em que pede deferimento. estado civil...... .. III . não podendo ultrapassar os 2/3 da linha..... solteiro... não utiliza papel oficial e não tolera bajulação.. 209... Portanto.... requer a Vossa Senhoria que lhe seja expedida certidão de seu tempo de serviço nessa Superintendência. 14 de março de 1975... Termos em que pede deferimento.. ..... etc.) 6 . Porto Alegre........ Porto Alegre. Qualquer uma pode ser abreviada com as iniciais maiúsculas.. natural..Margens As mesmas do ofício. Jamais se põe o nome da autoridade. e de. dar a fundamentação legal e/ou prestar esclarecimentos oportunos. ocupante do cargo de Auxiliar de Administração.... que se põem em continuação ao nome....Texto Inicia com o nome completo do requerente (sem o pronome "eu"). com 26 anos. se este for o mesmo do inicio. requer a Vossa Senhoria o cancelamento de sua matrícula.. tais como nacionalidade. matricula nº 110. 9 . Fulano de Tal Excelentíssimo Senhor Secretario da Administração do Governo do Estado do Rio Grande do Sul: FULANO DE TAL... somente cabem aqueles que sejam estritamente necessários ao processamento do pedido. visto que fará um estágio profissional de três meses no Estado de São Paulo... a partir da margem esquerda.Assinatura A direita da folha... Kaspary) Senhor Diretor do Colégio Estadual Machado de Assis: FULANO DE TAL. pede deferimento. . Aguarda deferimento. cursando a primeira série do segundo grau. (Ver observações no ofício. a 2. 582 ... na Avenida João Pessoa. no alinhamento do parágrafo. pede deferimento... 5 .CONHECIMENTO ESPECÍFICO REQUERIMENTO I ... turno da manhã. lotado e em exercício no Gabinete de .. de Adalberto J.... 24 de maio de 1974.MODELOS (Extraídos do livro "Redação Oficial".Orçamento e Finanças.. Exemplo: Ilustríssimo Senhor Superintendente Regional do Departamento de Policia Federal PORTO ALEGRE (RS) 3 . seguidas de ponto: P... turma D. endereço.Fecho Põe-se abaixo do texto..

Segue-se uma análise dos contextos familiar. mantendo um contato social bastante empobrecido. com o passar do tempo. praças. parecem típicas de contextos específicos e requerem conjuntos de habilidades sociais que podem ser cruciais para a qualidade dos relacionamentos aí desenvolvidos.. Por exemplo. em última instância. Drummond de Andrade Os diferentes contextos dos quais participamos contribuem. (leitura do ambiente social ou das demandas). Algumas combinações. (análise da própria necessidade de reagir a uma demanda). escolar e de trabalho que. por alguma razão. Quando algumas pessoas não conseguem adequar-se a elas (principalmente as mais importantes) são consideradas desadaptadas provocando reações de vários tipos. Considerando o conceito de compromisso (referido no Capítulo 2). explícitos ou sutis. 1. para determinados desempenhos. o cotidiano doméstico pode alterar drasticamente esse repertório.. para o caso das relações conjugais.CONHECIMENTO ESPECÍFICO Fulano de Tal c) controle da impulsividade para responder de imediato. Acho melhor não dizer nada agora. de algum modo. da leitura do ambiente social. no entanto. Fico outro ser. entre outros aspectos: a) atenção aos sinais sociais do ambiente (observação e escuta). a cada momento. O termo demanda pode ser compreendido como ocasião ou oportunidade diante da qual se espera um determinado desempenho social em relação a uma ou mais pessoas. mas não cria oportunidade para que sejam exercidas. d) análise da relação entre os desempenhos (próprios e de outros) e as conseqüências que eles acarretam. eu preciso dizer que. na sociedade atual. entre irmãos e parentes) com uma ampla diversidade de demandas interpessoais. a religião e o espaço geral de cotidianidade (ruas. o que envolve. além de não se concretizarem. como inerente à vida social na maior parte das culturas. (decisão quanto a apresentar ou não um desempenho em determinado momento). 10 . isolando-se no grupo familiar e. O desempenho das habilidades sociais para lidar com elas pode ser uma fonte de satisfação ou de conflitos no ambiente familiar. em seguida. o contexto familiar A vida familiar se estrutura sobre vários tipos de relações (marido-mulher. Além deste. mesmo assim. possuem algumas idéias românticas sobre o amor que. em seu conjunto. à competência social dos envolvidos. O contexto mais significativo da vida da maioria das pessoas é o familiar. pode provocar ansiedade. Dada a inevitabilidade de conflitos o caráter saudável de muitos deles depende da forma de abordá-los e resolvê-los o que remete. os estudantes freqüentemente apresentam dificuldade de expressar carinho (apesar do desejo de fazê-lo) porque. criticamente. de quanto os cônJuges NOÇÕES DE RELAÇÕES HUMANAS CONTEXTOS E DEMANDAS DE HABILIDADES SOCIAIS Eu mesmo. De mim desconhecido. um contexto provê aprendizagem de determinadas habilidades sociais. seus pais não incentivam e nem mesmo permitem "essas liberdades". a escola. Relações conjugais Embora. Além disso. cada pessoa procura exibir ao outro o melhor de si mesma. mas. A decodificação dos sinais sociais. ao se casarem. requerendo respostas de enfrentamento ou fuga que variam na adequação às demandas. A identificação ou decodificação das demandas para um desempenho interpessoal depende.são produtos da vida em sociedade regulada pela cultura de subgrupos. não obstante suas especificidades. as necessidades afetivas a elas associadas podem não ser satisfeitas. Em outras palavras. a maioria das pessoas. a capacidade de selecioná-los e aperfeiçoá-los e a decisão de emiti-los ou não são alguns dos exemplos de habilidades aprendidas para lidar com as diferentes demandas das situações sociais' a que somos cotidianamente expostos. Em um relacionamento novo. Não posso concordar com isso. Se transponho o umbral enigmático. O exemplo mais extremo é o do fôbico social que não consegue responder às demandas interpessoais de vários contextos. ao longo do tempo. b) controle da emoção nas situações de maior complexidade. em suas famílias. a qualidade desse relacionamento depende. podem-se destacar. precisamos inicialmente identificá-las (decodificá-las) para. dependem de um repertório de habilidades sociais. As demandas. pais-filhos. quando o ambiente social é extremamente ameaçador. pode ocorrer a deterioração de alguns comportamentos mutuamente prazerosos (reforçadores) e o aparecimento ou maximização de outros de caráter aversivo. dificultam a identificação e o enfrentamento das dificuldades conjugais. criticamente. é como se o indivíduo dissesse a si mesmo: Aqui é esperado que eu. Ao nos depararmos com as diferentes demandas sociais. Quando. C. lojas etc. avaliando nossa competência para isso. Diferentes tipos de demandas interpessoais podem aparecer sob combinações variadas.. contemplam também muitas das habilidades sociais requeridas nos demais. Não é muito fácil identificar os sinais que.). decidirmos reagir ou não.. Em nossos programas de desenvolvimento de relações interpessoais com universitários.. mesmo neste. as pessoas já possuam um razoável conhecimento de seu parceiro antes de optarem por uma vida em comum. para a aprendizagem de desempenhos sociais que. indicam demandas para desempenhos excessivamente elaborados. crucial. o trabalho.. o lazer.

também. Muitas vezes. Cada uma dessas estratégias baseia-se em ações educativas que supõem um repertório elaborado e diversificado de habilidades sociais dos pais. Bom humor. Inversamente. validar o sentimento do outro. O auto-aperfeiçoamento de ambos em habilidades sociais conjugais garante. O conteúdo (o que se diz). Freqüentemente. com o padrão não verbal tendo um peso considerável na interação. diferenciando-se excessivamente do outro. presta-se mais atenção aos comportamentos que perturbam ou quebram normas estabelecidas. colegas de trabalho e pessoas que lhes prestam serviço e. a fala calma facilita a organização do conteúdo da mensagem. Argyle identifica três estratégias básicas pelas quais os pais educam seus filhos: a) por meio das conseqüências (recompensas e punições). a revolta etc. deixam de dar essa mesma quantidade de atenção ao cônjuge. desculpar-se ou pedir mudanças de comportamento. Na maioria das vezes. responsáveis pelo êxito ou fracasso de todo empreendimento. é muito importante a habilidade de prover conseqüências positivas quando o cônjuge apresenta esses comportamentos. Isso significa que requisitos não fundamentais em outros contextos ganham. ele pode reavaliar os próprios ganhos na relação como insatisfatórios e dispor-se à busca de relacionamentos alternativos. Elogiar e fornecer conseqüências positivas incentivam e fortalecem desempenhos incipientes que. São muitos os problemas resolvidos diariamente por apenas um dos membros da díade conjugal em assuntos que afetam a ambos. Para isso. no entanto. O exercício dessas habilidades é. ou são corriqueiros. Da mesma maneira. Há um velho adágro popular que cai bem nesta situação: amor com amor se paga. os filhos desenvolvem interesses. um estatuto especial como. vai se desvanecendo. é fundamental. o que tende a piorar ainda mais a situação. carinhosa etc. orientado para o equilíbrio entre os objetivos afetivos imediatos e os objetivos a médio e longo prazo de promover o desenvolvimento integral dos filhos e prepará-los para a vida. em parte. exortações e estímulos e c) por modelação. em geral. Em muitas situações em que o comportamento do outro caminha na direção de desempenhos favoráveis à qualidade do relacionamento. a este conjunto. educativo e de cuidado que cria muitas e variadas demandas de habilidades sociais. no entanto. por meio da habilidade de dar feedback positivo. as discriminações sutis das mensagens enviadas em códigos e elaboradas no processo de interação. Uma fonte de ruptura ocorre. provocando a sua ruptura. ainda. carinho e atenção precisam ser cultivados no cotidiano da relação. Essas situações constituem ocasião para o exercício de um conjunto de ações educativas que podem alterar drasticamente a qualidade da relação e promover comportamentos mais adequados dos filhos. em etapas posteriores. A sinceridade. a habilidade de persuadir o cônjuge a não tomar nenhuma decisão enquanto o estado de excitação psicofísiológica estiver sem autocontrole adequado. esse compromisso. ignorando situações e oportunidades para exercer a habilidade de dar atenção. por exemplo. aumenta a probabilidade de clareza e. um equilíbrio nas relações de poder. A maioria que age assim parece não ter a intenção de colocar o cônjuge em segundo plano. reorganizar o esquema de interação do casal de modo a romper o ciclo queixa-crítica-defensividade-desdém. destacando aquelas associadas à aprendizagem e ao controle dos estados afetivos que desencadeiam conflitos e reduzem a capacidade de processamento de informações. ouvir de forma não defensiva e com atenção. serão mantidos por suas 11 . quando apenas um dos parceiros alcança um desenvolvimento sócio-afetivo rápido. Um subgrupo particularmente relevante de habilidades sociais conjugais é representado pelas de relacionamento íntimo. a forma (como se diz) e a ocasião (quando se diz) são componentes importantes e precisam ser bem dosados e ajustados às preferências das pessoas envolvidas. porém acaba por negligenciar um elemento importante do relacionamento. O partilhar decisões pelo casal produz. Esses problemas.CONHECIMENTO ESPECÍFICO investem na sua continuidade e otimização. conseqüentemente. Adicionalmente. b) pelo estabelecimento de normas. a imagem idealizada. quando há uma ausência de compromisso com a própria relação e/ou com o desenvolvimento do outro. gentileza mútua. caso contrário poderá parecer que há pretensão de manipulação. Em uma revisão da literatura de pesquisas sobre Terapia Conjugal. na medida que ambos decidem e são. igualmente. idéias e hábitos que podem gerar conflitos familiares. como a raiva. é também difícil identificar os estágios iniciais de um comportamento desejável que pode estar sendo mascarado pela predominância de outros indesejáveis. Tais habilidades incluem: acalmar-se e identificar estados de descontrole emocional em si e no cônjuge. Nesta categoria. pode ser importante que os cônjuges explicitem claramente esses aspectos. aqui. gerando insatisfação e desinteresse. Relações pais-filhos As relações pais-filhos possuem um caráter afetivo. A literatura enfatiza a importância de apresentar feedback positivo para os desempenhos considerados adequados tão logo eles ocorram. no entanto. Acrescentam. ou possuem tal urgência que demandam ações imediatas. de compreensão. podem gerar vários sentimentos negativos. Se a reação do outro seguir na mesma direção. um dos cônjuges expressa pensamentos e sentimentos de forma explosiva. Ouvir não defensivamente permite que o cônjuge exponha por completo o seu pensamento e pode servir para validar seu sentimento (empatia). Nem sempre é fácil para os pais a identificação dos sinais que apontam para a iminência de um conflito entre eles e os filhos ou para os estágios iniciais de um comportamento reprovado no contexto dos valores familiares. Com freqüência os pais buscam interromper ' esses comportamentos com medidas punitivas ou corretivas que produzem resultados pouco efetivos porque os suprimem apenas momentaneamente e. extrapolando nas queixas e críticas. amável. ou real no começo do relacionamento. de uma pessoa bem-humorada. tendo o efeito provável de acalmar. explicações. Gottman e Ruschel identificaram algumas habilidades essenciais para a qualidade do relacionamento conjugal. gera descontrole de ambos e uma alta probabilidade de manutenção do ciclo descrito acima. Daí a importância da habilidade de acalmar o outro. portanto. As situações de conflito geralmente exigem outras habilidades como as de admitir o erro. À medida que crescem. os desempenhos sociais possuem características singulares. o abatimento. No entanto. pedir feedback é uma habilidade que favorece uma avaliação conjunta. Existem casais que são bastante atenciosos com amigos.

Em muitos momentos da relação pais-filhos. E o momento de experimentar as novas possibilidades cognitivas e o despertar sexual. seguir instruções. Quando esses sentimentos são gerados por comportamentos dos filhos que violam os acordos e as normas combinados. controlar a própria raiva ou tédio. a expressão de raiva ou desagrado requer controle emocional se o objetivo for educativo mais do que meramente de descarga emocional. inclusive. outras podem requerer sua expressão. elogiar. A escola é um espaço privilegiado. A maioria dos pais faz isso quando está ensinando os filhos a andar. mudança de comportamento. discordar.CONHECIMENTO ESPECÍFICO conseqüências naturais. Além disso. falar ou ler. como forma de obter atenção e cuidado por parte da professora. Além disso. buscando maior contato com os companheiros do que com eles. A maioria de nós tem facilidade em fazer críticas que apenas humilham as pessoas. convencer. Em um de nossos estudos. Em outras palavras. a competência interpessoal raramente é relacionada como objetivo de formação profissional ocorrendo. dadas suas alterações hormonais. especialmente se desenvolvidos paralelamente às habilidades de expressar sentimentos positivos. A habilidade dos pais de expressar adequadamente raiva e desagrado fornece modelo de autocontrole. desenvolvidos na escola. defender-se de acusações injustas e pedir mudança de comportamento de colegas. resolver problemas etc. naturalmente. negociar decisões. apresentar iniciativa na solução de pequenos problemas pessoais etc. em particular. professores e demais segmentos da escola. especialmente quando se observa. Em qualquer etapa. pois em geral apresentam déficits nas chamadas habilidades de sobrevivência em classe: prestar atenção. mas particularmente nesta. Logo. O discurso oficial sobre os objetivos e metas da instituição escolar. os filhos se tornam esquivos. nos dias atuais. organizar-se. pedir. O contexto escolar A Educação é uma prática eminentemente social que amplia a inserção do indivíduo no mundo dos processos e dos produtos culturais da civilização. A adolescência é. expressar dificuldade etc. expressar empatia e solidariedade e demonstrar boas maneiras. sobre a aprendizagem nesse contexto e. A competência técnica usualmente faz parte dos objetivos educacionais dos cursos profissionalizantes de segundo e terceiro graus e dos treinamentos que ocorrem no âmbito das organizações. mas também um período de grande labilidade emocional. 12 . é importante que todos esses conjuntos sejam. fazer e responder perguntas. responder perguntas. 2. lidar com críticas. mas dificuldade em apresentar as construtivas. decidir com os filhos como traduzir valores em comportamentos. sem dúvida. demonstrar gentileza. Os estudantes excessivamente tímidos ou muito agressivos enfrentam maiores dificuldades na escola. Além das conseqüências sobre a aprendizagem. o que implica em diálogo e nas habilidades a ele inerentes. mas costuma negligenciar a apresentação de conseqüências positivas quando se trata de comportamentos que consideram "obrigação" como estudar. ocorrem críticas de ambos os lados. a situação pode requerer a habilidade de defender os próprios direitos em uma visão de reciprocidade. precisam também ser promovidas pela escola. agradecer. Como são complementares. a habilidade de desculpar-se pode ser importante para diminuir ressentimentos e induzir atitudes construtivas em relação à dificuldade vivida. expressar sentimentos negativos. dar opinião. oferecer e pedir ajuda. Embora existam ocupações em que grande parte das atividades é realizada quase que isoladamente. uma amostra significativa de professores da rede pública valorizou as habilidades pró-sociais em níveis significativamente superiores à valorização atribuída às habilidades assertivas e de enfrentamento. especialmente na adolescência. o contexto de trabalho Qualquer atuação profissional envolve interações com outras pessoas onde são requeridas muitas e variadas habilidades sociais. como um subproduto desejável do processo educativo. no contexto escolar. uma ampla literatura vem mostrando correlação entre déficits no repertório de habilidades sociais dos alunos e suas dificuldades de aprendizagem e baixo rendimento escolar. uma concordância quase unânime sobre a necessidade de aprimoramento das competências sociais de alunos. no caso de chacotas e provocações. Habilidades como liderar. podendo produzir inquietação aos pais. são importantes várias outras ações educativas como as de combinar normas e regras de convivência coerentes com os valores familiares e estabelecer consenso sobre padrões de conduta a serem assumidos por todos. preconizado e continuamente reafirmado em termos de formação para a vida e para a cidadania. pedir ajuda. embora a demanda apareça sem se anunciar. onde se dá um conjunto de interações sociais que se pretendem educativas. Muitos pais queixam-se de que. Embora a funcionalidade dessa relação ainda esteja sob investigação. um período de grandes conquistas e descobertas por parte dos jovens. discordar. Há. 3. Mas é necessário destacar a importância de uma clara compreensão sobre que tipo de habilidades efetivamente contribui para essa preparação para a vida. a qualidade das interações sociais presentes na educação escolar constitui um componente importante na consecução de seus objetivos e no aperfeiçoamento do processo educacional. igualmente. a articulação entre aprendizagem e desenvolvimento. Assim como muitas situações requerem o autocontrole dos sentimentos evitando-se agravar conflitos potenciais. não é difícil imaginar a importância de habilidades como as de perguntar. A emissão competente de tais habilidades pode constituir um antídoto importante aos comportamentos violentos. Em tais casos. questionar. valorizar o outro. No entanto. O desenvolvimento sócio-emocional não pode ser excluído desse conjunto. tais dificuldades podem se reverter em problemas de auto-estima no desenvolvimento sócioemocional. expor opiniões. componentes da competência técnica e interpessoal necessária para o envolvimento em várias etapas de um processo produtivo. já inclui. uma escalada de violência atingindo crianças e jovens e manifestando-se. de forma assistemática. portanto. por vezes referido como currículo oculto.

organização de tarefas. no entanto. perguntar e responder perguntas entre outras. intuição. Outros. que é um órgão público encarregado de guardar e conservar a documentação produzida ou recebida por instituições governamentais de âmbito federal. Por outro lado. telefonista. ou seja. Os novos paradigmas organizacionais que orientam a reestruturação produtiva têm priorizado processos de trabalho que remetem diretamente à natureza e qualidade das relações interpessoais. existem outras atividades em que a realização da tarefa se dá quase que totalmente na relação com o outro. professor. aperfeiçoamento por meio de cursos etc. PRECISAMOS ANALISAR ALGUNS DOCUMENTOS SOBRE A ESCRAVIDÃO No BRASIL. terapeuta etc. elas são mediadas por interações sociais. do copista de obras antigas ou do arquivista em um escritório. competência para falar em público. E você.CONHECIMENTO ESPECÍFICO como. se lembrou de outros usos para a palavra arquivo? Veja se algum deles aparece aqui. planos e estratégias. a doutora se referiu a arquivo como um móvel próprio. NO DECORRER DE SUAS ATIVIDADES. por exemplo. não é mesmo? Na primeira situação. Marcos usou a palavra arquivo para citar o Arquivo Nacional. também no conceito antigo. PODE GUARDÁ-LAS NO ARQUIVO LÁ DA MINHA SALA. o lugar onde os documentos eram guardados. recepcionista. pois a palavra arquivo é utilizada em nosso dia-a-dia com diferentes sentidos. tendo evoluído mais tarde para o termo archeion. A SENHORA JÁ USOU OS DOCUMENTOS QUE ME PEDIU? POSSO GUARDÁ-LOS? . negociação de contrato. ARQUIVADOS E CONSERVADOS POR SI E SEUS SUCESSORES. resolução de problemas e tomada de decisões. geralmente de aço ou madeira. médico. PARA EFEITOS FUTUROS. As inovações constantes e o desenvolvimento organizacional no mundo do trabalho requerem. como este do americano Solon Buck: Arquivo É O CONJUNTO DE DOCUMENTOS OFICIALMENTE PRODUZIDOS E RECEBIDOS POR UM GOVERNO. Mas no caso seguinte. reuniões. Entre tais aspectos. PARA TERMINARMOS AQUELE TRABALHO! . . a do restaurador de obras-de-arte. adotamos um outro conceito para arquivo. .MARCOS. analisando estas duas situações. que ainda não está esclarecida. para ocorrerem adequadamente. Há estudiosos que defendem a idéia de ela ter se originado do grego arché. JÁ ESSAS PASTAS.DOUTORA. ouvir. que é o local de guarda e depósito de documentos. pode-se citar a ênfase na multiespecialização associada à valorização do trabalho em equipe. supervisão de atividades. ao reconhecimento da importância da qualidade de vida e à preocupação com a auto-estima e com o ambiente e cultura organizacionais. assistente social. O trabalho em pequenos grupos mostra a necessidade de habilidades de supervisão e monitoramento de tarefas e interações relacionadas ao processo produtivo que. . TÉCNICAS DE ARQUIVO: ARQUIVO E SUA DOCUMENTAÇÃO O que significa a palavra arquivo para você? Pense sobre este assunto. POIS AINDA VOU CONSULTAR. manejo de estresse e de conflitos interpessoais e intergrupais. promoção da criatividade do grupo etc.PERGUNTOU A SECRETÁRIA. ORGANIZAÇÃO OU FIRMA. exigem competência em requisitos como os de observar. criatividade e autonomia na tomada de decisões. NOÇÕES DE ARQUIVAMENTO E PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS 13 Atualmente. ENCONTRAREMOS MUITO MATERIAL INTERESSANTE! Você percebeu que a palavra arquivo foi empregada nessas situações com dois sentidos diferentes. podemos analisar a origem da palavra. liderança de equipes. ainda. ainda assim há um processo complementar que depende da interação social. São as ocupações de vendedor. que significa palácio dos registrados.ESSES PROCESSOS EMPILHADOS AQUI À ESQUERDA VOCÊ DEIXA SOBRE MINHA MESA. ao estabelecimento de canais não formais de comunicação como complemento aos formais. usado para guardar documentos. Tal processo pode ser de recepção de itens de tarefa. descrever. pedir mudança de comportamento.VAMOS ENTÃO Ao ARQUIVO NACIONAL? LÁ. . Com qual desses sentidos vamos trabalhar no manual? Para começar. com CERTEZA. Pode-se dizer que praticamente nenhum trabalho ocorre no isolamento social total. dizem que a palavra é originária do latim archivum que significa. dar feedback. ainda que bastante relacionados entre si. argumentar e convencer na exposição de idéias. Essas mudanças imprimem demandas para habilidades como as de coordenação de grupo.

classificação e utilização.nele se encontram os documentos que perderam o valor administrativo e cujo uso deixou de ser freqüente. Pode ser mantido em local de fácil acesso para facilitar a consulta. COMERCIAL. E cada um desses arquivos apresentam características bem variadas. ARQUIVO DE TERCEIRA IDADE OU PERMANENTE . aquele organizado pela família de um amigo. porque deixaram de ser usados com freqüência.diz respeito ao arquivo organizado por grupos familiares ou por pessoas.os estágios de sua evolução. controle e conservação. De acordo com a extensão da atenção Os arquivos se dividem em: ARQUIVO SETORIAL -estabelecido junto aos órgãos operacionais. Daí serem classificados em quatro grupos. Exemplos: o arquivo de um centro de educação experimental ou de um sindicato. De acordo com o estágio de evolução 14 . às instituições educacionais. Temos aí a outra finalidade.guarda a documentação mais atual e freqüentemente consultada. fotografias.a natureza da entidade que os criou.CONHECIMENTO ESPECÍFICO Podemos. permitindo que se conheça como os fatos evoluíram. fotos e cartas.arquivo de instituições governamentais de âmbito federal (central ou regional) ou estadual ou municipal. de acordo com: . Somente os funcionários da instituição têm competência sobre o seu trato. tirar algumas conclusões sobre a finalidade e as funções de um arquivo. documentos relativos a transações de compra e venda de imóveis. ou. individualmente.a extensão da sua atenção. ele se classifica em: ARQUIVO ESPECIAL . disquetes. sociedades e associações. de modo a serem utilizados para atender a interesses pessoais ou oficiais. e a sua permanência no arquivo é transitória. ainda. o que havia no setor de pessoal onde você trabalhou por algum tempo. vários tipos de arquivo passaram pela sua cabeça até agora. qualquer que seja a finalidade de um arquivo. Exemplos: o arquivo de uma secretaria estadual de saúde ou da prefeitura de um município. De acordo com a entidade criadora Considerando a natureza da entidade que criou o arquivo. slides. fitas. Exemplo: o arquivo de uma secretaria de estado com os planos de governo do início do século. o arquivo de discos que viu em uma gravadora.a natureza dos seus documentos. Exemplos: o arquivo de uma loja. informativo para comprovar algo para fins de pesquisa em geral. ARQUIVO DE SEGUNDA IDADE OU INTERMEDIÁRIO . INSTITUCIONAL .está relacionado. as suas funções básicas são as mesmas: guardar e conservar os documentos. Exemplo: o arquivo único das diversas faculdades de uma universidade. corporações e companhias. como fonte de pesquisa. O arquivo corrente é também conhecido como arquivo de movimento. filmes. Eles merecem tratamento adequado não apenas quanto ao armazenamento das peças. declarações de imposto de renda. não é? já Quando levamos em conta o tempo de existência de um arquivo. .arquivo de firmas. igrejas. Exemplo: o arquivo dos dez últimos anos da documentação de pessoal de uma empresa. . o que foi consultado para fazer uma pesquisa. Nesse caso. os arquivos começam a funcionar para a história e para a cultura. cumprindo as funções de um arquivo corrente. A primeira finalidade de um arquivo e servir à administração de uma instituição qualquer que seja a sua natureza. se surgir uma situação idêntica àquela que os gerou. . a partir desse conceito. que surge em conseqüência da anterior: servir à história. Mas eles ainda podem ser consultados pelos órgãos que os produziram e os receberam. uma vez que estão apenas aguardando para serem eliminados ou remetidos ao arquivo permanente. CLASSIFICAÇÃO DOS ARQUIVOS Provavelmente. De acordo com a natureza de seus documentos Dependendo das características dos documentos que compõem o arquivo.destina-se a receber os documentos correntes provenientes dos diversos órgãos que integram a estrutura de uma instituição. ele se classifica em: PÚBLICO . Eles são conservados somente por causa de seu valor histórico. portanto. de um escritório de engenharia ou de um banco.inclui documentos que vieram do arquivo corrente. é esporádico. ele pode pertencer a um destes três estágios: ARQUIVO DE PRIMEIRA IDADE OU CORRENTE . corporações não-lucrativas. FAMILIAR OU PESSOAL. O arquivo da escola onde estudou. Exemplo: o arquivo preparado por uma dona de casa. Não há necessidade de esses documentos serem conservados nas proximidades das repartições ou escritórios. contendo as requisições de material do ano em curso. por exemplo. recibos de pagamentos efetuados a terceiros. Vamos analisar cada um desses grupos em separado. Exemplo: o arquivo do setor de almoxarifado de uma empresa de exportação. Depois que a atividade administrativa acaba. ARQUIVO CENTRAL OU GERAL . então. microformas (fichas microfilmadas). as atividades de arquivo corrente são centralizadas. Exemplo: o arquivo da contabilidade de uma empresa comercial. contendo certidões de nascimento e casamento. No entanto.guarda documentos de variadas formas físicas como discos. Esse tipo de arquivo é o que denominamos arquivo propriamente dito. acondicionamento. mas também quanto ao registro. entre outros.

negociações para alianças militares e políticas. Exemplos: documentos relacionados à política governamental de alto nível e segredos de Estado (descobertas e experiências de grande valor científico. microfilmes. É importante destacar que a documentação escrita ou textual se apresenta de inúmeros tipos físicos ou espécies documentais. SIGILOSO . ARQUIVO ESPECIALIZADO . planos ou detalhes de operações econômicas ou financeiras. Mas o que caracteriza. inadequadamente. se em texto. dentes e fetos de uma escola de enfermagem. relatórios. os meios e processos pelos quais foram obtidos. com certeza. de clientes. psicossociais e militares de países estrangeiros. .certidões de um modo geral. certidões. NO DECURSO DE SUA EXISTÊNCIA.seu assunto exige alto grau de segurança. para não prejudicar um indivíduo ou criar embaraços administrativos.seu assunto requer excepcional grau de segurança que deve ser apenas do conhecimento de pessoas intimamente ligadas ao seu estudo ou manuseio. duplicatas. cartas. Daí eles serem classificados em dois grupos: Quanto ao gênero Considerando o aspecto externo. o que você conclui a respeito do que seja um documento de arquivo? Pense e depois veja se também chegou a esta conclusão: Documento É TODO MATERIAL RECEBIDO OU PRODUZIDO POR UM GOVERNO. São chamados. se lembrou de diferentes documentos.notas fiscais. Só para exemplificar. atas de reuniões. dados de elevado interesse sob aspectos físicos. Exemplos: notas fiscais de uma loja. Você. Exemplos: informações relativas a pessoal. econômicos. tabelas.de conhecimento restrito e que. que um mesmo arquivo pode pertencer a mais de um grupo? Veja! .histórico escolar de alunos. Ultra-secreto . de um campo específico. embora não requeira alto grau de segurança. promissórias. o documento de um arquivo? CLASSIFICAÇÃO DOS DOCUMENTOS Pense novamente sobre os vários tipos de arquivo aqui apresentados e faça uma lista de alguns documentos que possam estar sob sua guarda. mapas. ofícios. Secreto . fitas. e também. imprensa. programas e medidas governamentais. escala de plantão de uma imobiliária. assuntos extraídos de matéria ultra-secreta que. em exemplos anteriores: contratos. Exemplo: o arquivo de peças como ossos. materiais criptográficos (escritos em cifras ou códigos) importantes e sem classificação anterior. filmes. regulamentos. Exemplos: planos.fichas. por isso. ELE É ARQUIVADO E CONSERVADO POR ESSAS INSTITUIÇÕES E SEUS SUCESSORES. o gênero dos documentos de um arquivo. eles podem ser bem variados. de arquivos técnicos. atas. UM DOCUMENTO DE ARQUIVO TAMBÉM PODE SER AQUELE PRODUZIDO OU RECEBIDO POR PESSOA FÍSICA. jornais. disquetes. necessitam de maior difusão (planos ou detalhes de operações militares). questionários e correspondências. políticos. engenharia. de vendedores. Mas ele também pode ser classificado como um arquivo de primeira idade ou corrente. de âmbito estadual porque estávamos considerando o tipo de instituição que o criou: um órgão do governo do estado. entre outros. E QUE SE CONSTITUI ELEMENTO DE PROVA OU DE INFORMAÇÃO. sonoro. A partir desses exemplos e de outros escritos em sua lista. quadros. que serve a todos os setores daquela secretaria. avaliação de desempenho de funcionários. Você percebeu. conteúdo e formas diferentes. Vamos continuar o estudo? já falamos bastante sobre os diferentes tipos de arquivos e demos alguns exemplos de documentos que compõem os arquivos. tabelas e formulários de qualquer natureza. como você vê nestas figuras. memorandos. gravuras. O arquivo de uma secretaria estadual de saúde foi exemplificado como um arquivo público. ainda que não estejam intimamente ligadas ao seu estudo ou manuseio. Alguns deles já foram até lembrados aqui.seu assunto. PARA EFEITOS FUTUROS. sem comprometer o excepcional grau de sigilo da matéria original. . tendo em vista o grau necessário de sigilo e até onde eles podem circular.tem sob sua guarda os documentos de um determinado assunto. Os documentos sigilosos ainda se subdividem em outras quatro categorias. regimentos. caso seus documentos sejam utilizados com freqüência pelos funcionários. o da medicina. livros contábeis. . fotos. rádio-freqüência de importância especial ou aquelas 15 . como o hospitalar. informações sobre política estrangeira de alto nível). requisições diversas.cuja divulgação não prejudica a administração. . faturas. folhas de pagamento.cadastros de funcionários. audiovisual. pelos exemplos apresentados.CONHECIMENTO ESPECÍFICO Exemplo: o arquivo de microfilmes de uma instituição financeira ou os disquetes de uma firma de advocacia. finanças e material de uma entidade ou um indivíduo. projetos de aperfeiçoamento em técnicas ou materiais já existentes.relatórios variados. requer medidas especiais de salvaguarda para sua divulgação e custódia. de escolas. Confidencial . exatamente. cujo sigilo deve ser mantido por interesse das partes. ORGANIZAÇÃO OU FIRMA. revistas. já que eles são bem variados.discos. . isto é. Pode ser ainda um arquivo central. Os documentos de um arquivo apresentam características. apresentamos alguns para você conferir com os seus e complementar a sua lista: . só deve ser do conhecimento de pessoas autorizadas. Quanto à natureza do assunto Quando levamos em conta a natureza do assunto tratado em um documento. NO DECORRER DE SUAS ATIVIDADES. planos de guerra. . mas pode ser cio conhecimento de pessoas funcionalmente autorizadas para tal. ele pode ser: OSTENSIVO . editais.

arranjo e classificação dos documentos (métodos de arquivamento adotados). constituição de arquivos intermediário e permanente. das razoes que impedem o funcionamento eficiente do arquivo. um aspecto importante a ser definido diz respeito à centralização ou descentralização dos serviços de arquivo. Assim sendo. nível de escolaridade. tendo em vista que irá atender a setores e funcionários de diferentes níveis de autoridade. processos adotados para conservação e reprodução de documentos. Daí a importância da constituição de sistemas de informação. no decorrer de suas atividades. proteção contra incêndio). Análise dos dados coletados Ao se elaborar um plano de arquivo. De posse de todos os dados mencionados no item anterior. . existência de normas de arquivo. Ao usuário não interessa onde se encontra armazenada a informação . e fazer seu diagnóstico para formular e propor as alterações e medidas mais indicadas. seja ela pública ou privada. a serem adotadas no sistema a ser implantado. faturas. estado de conservação das instalações. programas. fotografias aéreas e negativos que indiquem instalações importantes. manuais. O diagnóstico seria. estado de conservação).planejamento. portanto. os modelos e formulários em uso. de forma generalizada.levantamento de dados. regimentos. formação profissional). escolha das instalações e do equipamento. em geral.análise dos dados coletados. cartográficos.). umidade. regulamentos. recursos financeiros. ou num arquivo tradicional. centralização ou descentralização e coordenação dos serviços de arquivo. a localização física (extensão da Área ocupada. em cada caso. média de arquivamentos diários. Estas fases se constituiriam em: . Posição do arquivo na estrutura da instituição Embora não se possa determinar. uma constatação dos pontos de atrito. Planejamento Para que um arquivo. . Centralização ou descentralização coordenação dos serviços de arquivo e ORGANIZAÇÃO A organização de arquivos. o especialista estará habilitado a analisar objetivamente a real situação dos serviços de arquivo. sem o conhecimento dessa entidade . o arquivista deve acrescentar dados e referências sobre o pessoal encarregado do arquivo (número de pessoas. cartas. existência de registros e protocolos (em fichas. torna-se indispensável a formulação de um plano arquivístico que tenha em conta tanto as disposições legais como as necessidades da instituição a que pretende servir.seu assunto não deve ser do conhecimento do público. Levantamento de dados Se arquivo é o conjunto de documentos recebidos e produzidos por uma entidade.). recursos humanos. fotografias aéreas e negativos que indiquem instalações importantes para a segurança nacional.CONHECIMENTO ESPECÍFICO que são usualmente trocadas. volume e estado de conservação do acervo. claro está que. iconográficos. O levantamento deve ter início pelo exame dos estatutos. Reservado . questionários etc. isto é.implantação e acompanhamento. Para a elaboração desse plano devem ser considerados os seguintes elementos: posição do arquivo na estrutura da instituição. projetos. normas. Se a instituição já contar com um órgão de documentação. códigos de classificação etc. Além dessas informações. controle de empréstimo de documentos. informáticos etc. numa memória de computador. é preciso analisar o gênero dos documentos (escritos ou textuais. em livro). qual a melhor posição do órgão de arquivo na estrutura de uma instituição. modelos. enfim. este será. o equipamento (quantidade. projetos e suas respectivas ordens e execução. . como de qualquer outro setor de uma instituição. em principio. estabelecimento de normas de funcionamento.recebimento. organogramas e demais documentos constitutivos da instituição mantenedora do arquivo e ser complementado pela coleta de informações sobre a sua documentação. como também a concentração de todas as atividades de controle . condições de iluminação. recomendase que esta seja a mais elevada possível. uma vez que a tendência moderna é reunir todos os órgãos que tenham como matéria-prima a informação. num microfilme. 16 . relatórios. de falhas ou lacunas existentes no complexo administrativo. intermediário e permanente) possa cumprir seus objetivos. A adoção desse critério evitará sérios problemas na Área das relações humanas e das comunicações administrativas. em todos os estágios de sua evolução (corrente.numa biblioteca. audiovisuais. o órgão mais adequado para acolher o arquivo. Exemplos: partes de planos. que o arquivo seja subordinado a um órgão hierarquicamente superior. Centralização Por sistema centralizado de arquivos correntes entende-se não apenas a reunião da documentação em um único local. cartas. atividades e documentação de uma instituição correspondem A sua realidade operacional. pressupõe o desenvolvimento de várias etapas de trabalho. dotados de recursos técnicos e materiais adequados para atender à acelerada demanda de nossos tempos. dos quais o arquivo deve participar. escolha de métodos de arquivamento adequados.sua estrutura e alterações. as espécies de documentos mais freqüentes (cartas. trata-se de verificar se estrutura. seus objetivos e funcionamento seria bastante difícil compreender e avaliar o verdadeiro significado de sua documentação. Em síntese.

Como as demais atividades de controle já mencionadas anteriormente. O bom senso indica que a descentralização deve ser estabelecida levando-se em consideração as grandes áreas de atividades de uma instituição. Uma vez constatada a necessidade da descentralização para facilitar o fluxo de informações. . em que algumas de suas unidades administrativas desenvolvem atividades praticamente autônomas ou específicas. a descentralização excessiva surtirá efeitos iguais ou ainda piores. registro. classificação.descentralização das atividades de controle (protocolo) e dos arquivos.de documentos de uso corrente em um único órgão da estrutura organizacional. isto é. promover a organização ou reorganização dos arquivos setoriais. economia de espaço e equipamentos. b) Descentralização das atividades de controle (protocolo) e dos arquivos Este sistema só deverá ser adotado quando puder substituir com vantagens relevantes os sistemas centralizados tradicionais ou os parcialmente descentralizados. suas disponibilidades em recursos humanos e financeiros. Comunicações e Arquivo. o órgão de comunicações. a) Centralização das atividades de controle (protocolo) descentralização dos arquivos Neste sistema. Se a centralização rígida pode ser desastrosa. responsáveis pela execução de programas especiais ou funções específicas. de forma a manter a unidade de operação e eficiência do serviço dos arquivos setoriais. ou ainda que tais unidades estejam localizadas fisicamente distantes uma das outras. movimentação e expedição . Se a massa documental for muito grande. determinar normas específicas de operação. . seus tipos e volume de documentos. controle de empréstimo. Quando se fala em atividades de controle está-se referindo Aquelas exercidas em geral pelos órgãos. maiores possibilidades de padronização de normas e procedimentos. orientadoras e controladoras.centralização das atividades de controle (protocolo) e descentralização dos arquivos. A opção pela centralização ou descentralização não deve ser estabelecida ao sabor de caprichos individuais. deverá ser mantido um arquivo junto a cada Departamento. Não raro. com eficiência. As vezes em Áreas geográficas diferentes .CONHECIMENTO ESPECÍFICO registro. incluindo os produzidos e recebidos pelas divisões e seções que o compõem. Para completar o sistema deverá ser mantido também um arquivo para a documentação dos órgãos administrativos. além dessas tarefas. A Coordenação terá por atribuições: prestar assistência técnica aos arquivos setoriais. isto é. funciona Como agente de recepção e de expedição. nítida delimitação de responsabilidades. classificação. tramitação dos documentos etc. os arquivos setoriais encarregar-se-ão. Quando o volume de documentos é reduzido. perfeito conhecimento da estrutura da instituição A qual o arquivo irá servir. é aconselhável que o órgão central de comunicações designe um ou mais arquivistas ou técnicos de arquivo de seu próprio quadro de pessoal para responder pelos arquivos nos órgãos em que forem localizados. citam-se: treinamento mais eficiente do pessoal de arquivo. não se pode ignorar que uma centralização rígida seria desaconselhável e até mesmo desastrosa como no caso de uma instituição de âmbito nacional. onde estarão reunidos todos os documentos de sua área de atuação. filiais. treinar e orientar pessoal destinado aos arquivos setoriais. A despeito dessas vantagens. Comercialização e Transportes. devem ser analisados todos os fatores que possibilitem a definição da melhor política a ser adotada. esta deverá ser aplicada a nível de Departamento. movimentação e expedição dos documentos correntes. tais Como abertura de dossiês. cada órgão deverá designar um de seus funcionários para responder pelo arquivo entregue A sua guarda. ou outra denominado similar. Dentre as inúmeras e inegáveis vantagens que um sistema centralizado oferece. tecnicamente planejada. distribuição. a localização física de suas unidades administrativas.de comunicações.agências. debate e instruções sobre assunto de interesse do sistema de arquivos. estabelecer e fazei cumprir normas gerais de trabalho. tendo em vista a eficiência e a unidade de execução de serviço. a fim de atender As peculiaridades de cada arquivo setorial. A descentralização dos arquivos correntes obedece basicamente a dois critérios: . passa a constituir-se em arquivo setorial da documentação administrativo da instituição. que também deve integrar o sistema. suas atividades. ou ainda junto As unidades administrativas localizadas em áreas fisicamente distantes dos órgãos a que estão subordinadas. que exercerá funções normativas. e os arquivos são localizados junto aos órgãos 17 . delegacias -carecendo. enfim. Suponha-se uma empresa estruturada em departamentos Como Produção. Além dos órgãos de atividades-meio ou administrativos. mas fundamentada em rigorosos critérios técnicos. do registro. portanto. além do arquivamento propriamente dito. distribuição. de seus programas de trabalho. redução dos custos operacionais. quando necessário.. todo o controle da documentação é feito pelo órgão central de comunicações. Coordenação Para que os sistemas descentralizados atinjam seus objetivos com rapidez. A esses arquivos descentralizados denomina-se núcleos de arquivo ou arquivos setoriais. promover reuniões periódicas com os encarregados dos arquivos setoriais para exame. mas apenas no que se refere A coleta e A distribuição da correspondência externa. freqüentemente designado de Protocolo e Arquivo. preparo para transferência etc. segurança e eficiência é imprescindível a criação de uma COORDENAÇÃO CENTRAL. Descentralização Recomenda-se prudência ao aplicar esse sistema. de arquivos próximos para que possam se desincumbir. e que cada um desses departamentos se desãobre em divisões e/ou seções. e por todas as operações de arquivamento decorrentes. constituição de conjuntos arquivísticos mais completes. Neste caso. O sistema consiste em descentralizar não somente os arquivos. isto é: recebimento.

nome. aliada à observação de como os documentos são solicitados ao arquivo. Zilda Silva. depois de aplicadas e aprovadas na fase de implantação irão juntamente com modelos e formulários.ordenados e arquivados pelo número de controle que Ihe é atribuído ao dar entrada e que. atualmente. toma-se necessária a preparação de pessoal especializado nas técnicas de arquivo. verifica-se que o arranjo principal é por assunto. Já no assunto Admissão tem-se um arranjo secundário. local. dificilmente se emprega um único método. Para melhor atender aos usuários de um banco de investimentos. aproveita experiências anteriores.e o grupo constituído de todo o restante da documentação. Recursos humanos Formação e regulamentação profissional O arquivo possui. a jul. também chamado arquivo de terceira idade. justifica-se perfeitamente que a COORDENAÇÃO DO SISTEMA seja uma de suas principais atribuições. uma vez que esse serviço é. em ordem alfabética. centralizado. deverá contar sempre com um arquivo permanente. separação dos papéis que possuem valor futuro. fonte e base de informações. naturalmente. na maioria das vezes. pois há documentos que devem ser ordenados ora pelo assunto. Haydde Borges. No entanto. Como se vê. a jul. o arquivamento de papéis é um serviço simples. rotinas. daí por diante. Francisco Cardoso. Assim. pelo nome dos funcionários. de 1980 jan. Na verdade. alfabético e numérico cronológico. por localidade (geográfico). Exemplificando: PATRIMÔNIO Brasília Rio de Janeiro São Paulo PESSOAL ADMISSÃO Aguiar. data e número. por exemplo. integrar o Manual de Arquivo da instituição. simplifica e racionaliza o trabalho. Em Folhas de Pagamento encontrase um arranjo secundário. Entretanto. a fim de que os documentos ao Ihe serem entregues para guarda permanente estejam ordenados e preservados dentro dos padrões técnicos de unidade e uniformidade exigidos pela Arquivologia. Lúcia Paes. Tais normas. dos documentos inúteis. Oswaldo Paiva. com base na análise cuidadosa das atividades da instituição. o que evita a repetição. irá Ihe servir de referência . como auxiliares. Celso Bareta. de 1981 Supondo-se que esse esquema tenha sido elaborado observando-se as considerações assinaladas anteriormente. Ana Maria DEMISSÃO FOLHAS DE PAGAMENTO jan. ordenada por assuntos. Ernesto Séllos. No assunto Patrimônio encontra-se um arranjo secundário.. Na prática. a documentação pode ser separada em dois grandes grupos: o de projetos de financiamento . ou seja. pois toda instituição. como também do protocolo. Um serviço de arquivo bem organizado possui valor inestimável. em ordem cronológica. o método principal escolhido foi o de assuntos. E a memória viva da instituição. surgindo dificuldades na classificação dos papéis. essa simplicidade desaparece diante do volume de documentos e da diversidade de assuntos. falta essa que ire influir. Para que se atinjam esses objetivos. trabalho de seleção de documentos que fazem parte de um acervo. Teoricamente. Estabelecimento de normas de funcionamento Para que os trabalhos não sofram solução de continuidade e mantenham uniformidade de ação é imprescindível que sejam estabelecidas normas básicas de funcionamento não só do arquivo em seus diversos estágios de evolução. Jurandir Castro. códigos de assunto e índices. Uma das vantagens da técnica de arquivo é a de capacitar os responsáveis pelo arquivamento para um perfeito . ainda é bastante comum a falta de conhecimentos técnicos por parte das pessoas encarregadas dos serviços de arquivamento. Outras modalidades de arranjo podem ainda ocorrer. contendo informações valiosas. coadjuvado pelos métodos geográfico. na vida da organização. Escolha de métodos de arquivamento A importância das etapas de levantamento e análise se faz sentir de modo marcante no momento em que o especialista escolhe os métodos de arquivamento a serem adotados no arranjo da documentação corrente. é possível definir-se qual o método principal a ser adotado e quais os seus auxiliares. importância capital em todos os ramos da atividade humana. desenvolvido paralelamente aos trabalhos de arquivo. de 1980 aço. no entanto. tendo em vista que o acervo dos arquivos permanentes é constituído de documentos transferidos dos arquivos correntes (sejam eles setoriais ou centrais). a dez.CONHECIMENTO ESPECÍFICO PROMOÇÃO Esta Coordenação poderá constituir-se em um órgão da administração ou ser exercida pelo arquivo permanente da entidade. seja qual for o sistema adotado para os seus arquivos correntes. 18 .

Pode ser suspensa. O valor e a importância dos arquivos oficiais e empresariais. onde há um orifício chamado ilha. sendo então de celulóide ou de metal. ou cartolina.a Ignez B.indica a localização de um nome ou assunto de grande freqüência. que dispõe sobre a regulamentação das profissões de arquivista e técnico de arquivo. numérica ou alfanumérica. as tiras de inserção e outros. Material permanente Escolha das instalações e equipamentos De igual importância para o bom desempenho das atividades de arquivo é a escolha do local adequado. temperatura. Tira de inserção . onde se registra uma informação. picotada. além de um perfeito conhecimento da organização da instituição em que se trabalha e dos sistemas de arquivamento. . ministrados pelo Arquivo Nacional. podendo ser alfabética. quer pelas condições físicas que apresente iluminação. limpeza.é um retângulo de cartão resistente que serve para separar as partes ou seções dos arquivos ou fichários. reunindo em grupos as respectivas fichas ou pastas. . O que indica se uma guia é primária. em 4 de julho de 1978. de corte reto.primária . espírito de equipe e entusiasmo pelo trabalho. discernimento. capaz de conter o acervo e permitir ampliações futuras.546. Da mesma forma. espírito metódico. pois 10 anos de prática podem significar 10 anos de arquivamento errado e inútil' afirma a Prof. passou a ser também objeto de interesse do Governo federal. a guia pode ser ainda: . paciência. O comprimento pode corresponder à metade da guia. Atributos Para o bom desempenho das funções dos profissionais de arquivo. Guia divisória . quarta posição. D'Arafijo.subsidiária . discrição. e a 7 do mesmo mês aprovou o currículo do curso de arquivística como habilitação profissional no ensino de segundo grau. Pasta . Projeção .miscelânea . onde se escrevem as notações. tem vários livros e artigos publicados sobre a matéria.é a saliência. honestidade.é a saliência na parte superior da guia. liso ou pautado. foi sancionada a Lei nº 6. Considera-se equipamento. especialista em instalações de arquivos e inspetor-geral dos Arquivos da Franga. Em agosto de 1974. Notação .é uma folha de papelão resistente. aberta quando indica somente o início da seção. O ideal seria que as guias primárias estivessem sempre em primeira posição. podendo ser branca ou de cor. lisa. Posição . terceira posição. imaginação. as seguintes características: saúde. secundária. grande ou pequeno. e fechada quando indica o princípio e o fim. a experiência não substitui a instrução. um quarto ou um quinto. Daí a denominação de: primeira posição. as guias. No estudo das guias divisórias distinguem-se diversos elementos relacionados com a sua finalidade e funções. habilidade em lidar com o público. poder de síntese. pela ordenação cronológica.590. Guia-fora . ou nele ser aplicada. isto é. As dimensões variam de acordo com as necessidades. A notação pode ser ainda aberta ou fechada. que serve para guardar e proteger os documentos. Sua finalidade é facilitar a busca dos documentos e o seu rearquivamento. foi instituído o Curso Superior de Arquivologia. C.CONHECIMENTO ESPECÍFICO "Em questão de arquivo. Pé . Elas se dividem em: . Até recentemente a formação profissional dos arquivistas vinha sendo feita através de cursos especiais.é uma tira de papel gomado ou de cartolina. a é de março de 1972.especial . Por este orifício passa uma vareta que prende as guias à gaveta. a escolha apropriada do equipamento deverá merecer a atenção daqueles que estão envolvidos com a organização dos arquivos. para a administração e para o conhecimento de nossa História.individual ou pessoal . A lista dessas publicações encontra-se na bibliografia ao final deste volume. as pastas. regulamentada pelo Decreto nº 82. a um terço. segunda posição. Fundação Getúlio Vargas e outras instituições.é um retângulo de cartolina.secundária . Quanto à sua função. Tais tiras são inseridas nas projeções das pastas ou guias. . Material de consumo Material de consumo é aquele que sofre desgaste a curto ou médio prazos. são necessárias. as secundárias em segunda posição e assim por diante.indica uma subdivisão da primária. quinta posição.é a que tem como notação a palavra FORA e indica a ausência de uma pasta do arquivo.é o local que a projeção ocupa ao longo da guia. . quer pela extensão de sua área. Michel Duchein. o Conselho Federal de Educação aprovou a criação do curso superior de arquivos. o conjunto de materiais de consumo e permanente indispensáveis A realização do trabalho arquivístico. São as fichas. com duração de três anos e. conforme veremos em seguida. ou ter projeção.onde se guardam documentos referentes a diversos assuntos ou diversas pessoas em ordem alfabética e dentro de cada grupo. Assim é que. subsidiaria ou especial é a notação e não a projeção. A abertura na projeção que recebe a tira de inserção chama-se janela. Pode ser recortada no próprio cartão.indica a primeira divisão de uma gaveta ou seção de um arquivo. os quais devem ser consultados por tantos quantos se defrontam com problemas de construção ou adaptação de locais destinados A guarda de documentos. na parte inferior da guia. índices de umidade. atenção. de é de novembro do mesmo ano.indica uma subdivisão da secundária.onde se guardam' documentos referentes a um assunto ou pessoa em ordem cronológica. Ficha . dobrada ao meio.é a inscrição feita na projeção. poder de análise e de crítica. 19 .

ou de cuja atuação dependerá. com uma. onde são guardados os documentos. objetiva informar as alterações a serem introduzidas nas rotinas de serviço e solicitar a cooperação de todos. A terceira será o plano propriamente dito. existem em âmbito governamental. bem como as estantes deslizantes. como daqueles que se utilizarão dos serviços de arquivo.resistência (conservação). usada especialmente nos arquivos permanentes. As entidades e empresas de caráter privado dificilmente necessitam desse organismo. ficará inteiramente visível. contendo as prescrições."arquivo-esteirinha". empregando-se pastas suspensas laterais. em pastas com subdivisões.distinção (condições estáticas). com duas.É um móvel de aço próprio para fichas. usado para guardar documentos sigilosos. com filiais. deve ser preservado. para sua manutenção.aquele em que as fichas são guardadas em posição horizontal. utilizado nos arquivos permanentes. Fichário . Suporte . seja por exigências legais. recomendações e procedimentos a serem adotados. Esta campanha.móvel de aço ou de madeira. servindo de ponto de apoio para as pastas suspensas. é utilizada para arquivos correntes. além do tipo e do tamanho dos documentos. . feita por meio de palestras e reuniões. ou volumes encadernados. mas. . o especialista estará em condições de elaborar o projeto de organização. mesmo depois de passar por fases de análise. Na sua escolha. A primeira constara de uma síntese da situação real encontrada. seja ela pública ou privada. As fichas são fixadas por meio de bastões metálicos presos às gavetas. salvo no caso de instituições de grande porte. que a escolha do equipamento seja precedida de pesquisa junto As firmas especializadas. Estante . As mais tradicionais são os arquivos. Nem sempre os responsáveis pelos serviços públicos ou dirigentes de empresas compreendem a importância dos arquivos e admitem as despesas. deixando que da imediatamente inferior apareça uma faixa correspondente à dimensão da barra. avaliação e seleção rigorosas. Arquivo .capacidade de expansão (previsão de atendimento a novas necessidades). É o modelo mais usado por ser mais econômico. escritórios. então. Nenhum plano de arquivo estaria completo se não previsse a constituição do arquivo permanente. uma campanha de esclarecimento no sentido de sensibilizá-los. a ser dividido em três partes. estes só deverão ser criados se ficar evidenciada a sua real necessidade. . . Implantação e acompanhamento.modelo KARDEX. onde são colocadas as caixas de transferência. o êxito desses serviços. umas sobre as outras . de análise e diagnóstico da situação. Recursos financeiros Outro aspecto fundamental a ser considerado diz respeito aos recursos disponíveis não apenas para instalação dos arquivos.aquele em que as fichas são guardadas em posição vertical. . as prioridades para a implantação. Fichário horizontal . em face do grande volume de documentação oficial e de sua descentralização física. Em geral. estabelecendo-se. As faixas que aparecem funcionam como verdadeiras projeções. concernentes a tais serviços.CONHECIMENTO ESPECÍFICO O material permanente é aquele que tem grande duração e pode ser utilizado várias vezes para o mesmo fim.economia de espaço (aproveitamento máximo do móvel e mínimo de dependências). lembrando o aspecto de uma esteira .sargento (tubos metálicos usados pelo exército em campanha).pequeno fichário que se coloca nas mesas. médio ou grande porte. É usado para lembretes. Arquivo de fole . umas atrás das outras.invulnerabilidade (segurança). Manuais de arquivo Recomenda-se que a fase de implantação seja precedida de uma campanha de sensibilização que atinja a todos os níveis hierárquicos envolvidos. Arquivos horizontais antigos . ou ainda por questões meramente históricas. Dessa disposição das hastes resulta que a primeira ficha presa. Considerados todos os elementos descritos. Caixa de transferencia . Armário de aço . geralmente separadas por guias. disperses geograficamente e detentores de grande volume de documentação. três. Modernamente. caixas de transferência. e carregados verticalmente.caixa de aço ou papelão. Box . 20 . seja para fins administrativos e fiscais. representações ou similares.conveniência do serviço (arrumação racional). sobretudo. Paralelamente à campanha de sensibilização deve-se promover o treinamento não só do pessoal diretamente envolvido na execução das tarefas e funções previstas no projeto de arquivo.é um arquivo de transição entre o arquivo vertical e o horizontal. inclusive.é um móvel fechado. nas quais são feitas as notações. três ou quatro gavetas. com prateleiras. ainda. algumas vezes elevadas. Recomenda-se. armários de aço etc. deve-se levar em conta os seguintes requisites: . em grande parte. Toma-se necessária. acumula através dos tempos um acervo documental que. Quanto aos arquivos ou depósitos intermediários. . boxes. e assim sucessivamente. As gavetas ou bandejas comportam grande número de fichas.móvel aberto.pombal (em forma de escaninhos). quatro ou mais gavetas ou gabinetes de diversas dimensões. Os documentos eram guardados horizontalmente. As mais recentes são os arquivos e fichários rotativos eletromecânicos e eletrônicos. a partir do fundo. A segunda. de pequeno. uma vez que constantemente são lançadas no mercado novas linhas de fabricação. duas. ou conjugado com gavetas para fichas e documentos. numa tentativa de neutralizar as resistências naturais que sempre ocorrem ao se tentar modificar o status que administrativo de uma organização. para onde devem ser recolhidos todos aqueles documentos considerados vitais. Constituição de arquivos intermediários e permanentes Toda organização. Fichário vertical .armação de metal que se coloca dentro das gavetas dos arquivos. fichários.

Devido ao íntimo relacionamento dessas áreas de trabalho. poder-se-ia adotar as seguintes. FERNANDA É ENCARREGADA DE ANALISAR A DOCUMENTAÇÃO QUE A EMPRESA RECEBE E DAR-LHE O DEVIDO ENCAMINHAMENTO.UMA CARTA PARA UM EMPREGADO DIRETORIA FINANCEIRA. suas finalidades e responsabilidades. podem ser apresentadas em separado. falhas ou omissões que venham a ocorrer. A carta será encaminhada diretamente a quem se destina. E dependendo das normas da empresa e da natureza dos documentos arquivados. sua interação e subordinação.1 Recebimento e classificação 4.1 Protocolo No que se refere às rotinas. modelos de carimbos e formulários utilizados.apresentação. Arquivamento . . Nele ficam registrados os procedimentos e instruções que irão garantir o funcionamento eficiente e uniforme do arquivo e a continuidade do trabalho através dos tempos. Por ser o arquivo uma atividade dinâmica. depois. de acordo com os procedimentos adotados pela administração. para fins de controle. Eles devem ser distribuídos aos funcionários e. só após cumprirem suas finalidades. quando for arquivado. São eles: . porque não são documentos oficiais.CONHECIMENTO ESPECÍFICO A implantação das normas elaboradas na etapa anterior exigirá do responsável pelo projeto um acompanhamento constante e atento.2 Registro e movimentação Este setor funciona como um centro de distribuição e redistribuição de documentos. Empréstimo e consulta 4. Eles precisam ser abertos. à Assessoria jurídica. freqüentemente encontra-se na estrutura organizacional das instituições a designação de órgãos de Protocolo e Arquivo. o manual devera ser periodicamente revisto e atualizado. incluindo recebimento e classificação.organogramas e fluxogramas. terminologia. definição das operações de arquivamento. a fim de atender É alterações que surgirem como decorrência da evolução da própria instituição. podem ser jogados fora. a fim de corrigir e adaptar quaisquer impropriedades. instrumento que coroa todo o trabalho de organização. rotinas. COM A ETIQUETA PESSOAL. O técnico de arquivo precisa estar atento a isso e determinar a classificação que cada documento recebe no momento do seu registro. detalhamento das rotinas. num sistema de arquivos correntes. Fernanda não vai abrir e nem registrar a carta porque contém a anotação pessoal.tabelas de temporalidade de documentos. indicando tratar-se de uma correspondência particular. Quanto aos jornais.DOIS ENVELOPES ENDEREÇADOS ASSESSORIA JURíDICA E ENTREGUES POR MENSAGEIRO DE OUTRA EMPRESA. . PARA FUNCIONÁRIOS. registro. Expedição 3. Nesse caso. para tomada de decisões das administrações etc. DA DE DO OS À UM Agora pense: que tratamento você acha que Fernanda deve dar a cada um desses documentos? Anote seu pensamento em uma folha de papel e. próximos a ela. portanto. que.o arquivo propriamente dito 4. Somente depois de implantar e testar os procedimentos .informações sobre os arquivos da instituição.1. Seria impossível estabelecer padrões rígidos para a elaboração dos manuais. registro. a experiência nos permite indicar. plano de classificação de documentos com seus respectivos códigos e índices.VÁRIOS EXEMPLARES DE UM JORNAL SINDICATO DA CLASSE. pela sua amplitude. Já os envelopes entregues pelo mensageiro são correspondências oficiais. No cumprimento de suas funções. uma vez que estes devem refletir as peculiaridades das instituições a que se referem. compare-o com o que apresentamos. no caso. controle de 21 . .1. os arquivos correntes quase sempre respondem ainda pelas atividades de recebimento. . pois ela se repetirá mais tarde. com alterações indicadas para cada caso: 4. Por isso. ARQUIVO CORRENTE E PROTOCOLO Você já sabe que arquivo corrente é aquele formado por documentos de uso freqüente e que funciona na própria empresa ou em locais de fácil acesso. os serviços de recebimento. Muitos deles até podem aguardar decisões e prazos já nos arquivos. Todo o andamento desses documentos dentro da empresa é controlado e. não há qualquer preocupação com o seu arquivamento. Mas como encaminhamos documentos para o arquivo corrente? Como analisamos suas atividades? Para analisarmos suas atividades vamos trabalhar com uma situação e mostrar o encaminhamento dado a alguns documentos em uma empresa. é que são arquivados. após serem lidos.concertos gerais de arquivo. ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE ARQUIVOS CORRENTES Os arquivos correntes são constituídos de documentos em curso ou freqüentemente consultados como ponto de partida ou prosseguimento de planos. objetivos e abrangência do manual. registro e movimentação 2. distribuição. Entretanto. Protocolo. os documentos registrados e encaminhados. movimentação e expedição dos documentos correntes.é que deverá ser elaborado o manual de arquivo. na Diretoria Financeira. . . os elementos que devem constituir os manuais de arquivo. modelos e formulários atendem as necessidades . HOJE CHEGARAM ÀS SUAS MÃOS: . em linhas gerais. Fernanda também não precisa registrã-los. pode-se distribuir em quatro setores distintos as atividades dos arquivos correntes: 1. Portanto. Desde a chegada dos documentos à empresa já deve haver uma preocupação com o seu possível arquivamento. Arquivo e Comunicação ou outra denominação similar.verificar se as normas. eles podem ser emprestados ou consultados no próprio local do arquivo.

. Depois foi distribuído. . As atividades de recebimento de documentos. em duas vias. despachos.Separação da correspondência oficial de caráter ostensivo das de caráter sigiloso. escrevemos para onde o documento será encaminhado (destino) e o código atribuído a ele. normalmente denominados Arquivo e Protocolo. É TAMBÉM O NOME ATRIBUÍDO AO NUMERO DE REGISTRO DADO AO DOCUMENTO OU. andamento ou carga. é importante destacarmos que as rotinas e procedimentos para sua execução devem ser criados pela própria instituição. quando foi registrado no protocolo. registro.Interpretação da correspondência e sua classificação de acordo com o código adotado pela empresa e definido pelo arquivista. não podemos separar os serviços de protocolo dos serviços de arquivo.Elaboração do resumo do assunto tratado no documento. ao ser recebido pelo banco. Não podemos predeterminar e nem impor qualquer rotina ou procedimento a uma empresa. SERVIÇOS DE PROTOCOLO Observe este ofício: Para:Banco do Estado S. . não podem ser desvinculados dos serviços de arquivamento e empréstimo ou consulta de documentos.Carimbo do documento no canto superior direito (de preferência com um carimbo numerador datador do protocolo). Daí ser comum. despachou-o para um dos assessores. mas apenas sugerir. . .. o setor encarregado de reg istro e movimentação informará onde se encontram e os solicitará.Preparação da ficha de protocolo. expedição de correspondência. dentre as quais a expedição de uma resposta à Andes Turismo S. para seu do Balanço DISTRIBUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO E EXPEDIÇÃO DE DOCUMENTOS. sendo encaminhado ao Diretor Financeiro. envolvendo tarefas que constituem o serviço de protocolo de uma empresa: recebimento. de modo geral.Recebimento da correspondência chegada à empresa pelo malote. ele devolveu a documentação à sua secretária ofício.Requisição dos antecedentes ao arquivo. . verificando a existência de antecedentes. Esse. Ali os documentos chegam e são encaminhados aos setores. AINDA. o assessor retornou o documento com o parecer à sua chefia que. cópia Patrimonial de nossa empresa. Este ofício. PROTOCOLO É A DENOMINAÇÃO ATRIBUÍDA AOS SETORES ENCARREGADOS DO RECEBIMENTO. elas compreendem: . ou processos. quando foi classificado. foi registrado de acordo com os procedimentos adotados na empresa. a existência de setores. E as atividades de arquivamento e empréstimo de documentos são os serviços de arquivo.A. por exemplo. REGISTRO. dentre os quais selecionamos três para seu conhecimento e verificação de como são preenchidas.CONHECIMENTO ESPECÍFICO tramitação (distribuição e movimentação) e expedição da correspondência. Mesmo que algumas de suas rotinas possam variar de uma empresa para outra. após analisar. Mas. Em relação aos serviços de arquivo e protocolo. após conhecer o teor do ofício. E também há uma parte denominada dístribuíção.Leitura da correspondência para tomada de conhecimento do assunto. controle de tramitação e expedição de correspondências constituem os serviços de protocolo.Distribuição da correspondência particular.Abertura da correspondência ostensiva. . Rotinas de registro e movimentação Esse serviço funciona como um centro de distribuição e redistribuição de documentos. onde anotamos cada etapa da tramitação do documento (desde o momento de sua saída do setor de protocolo até o seu arquivamento). Finalmente. há espaço para escrevermos o mesmo código ou número de classificação colocado no documento.Correios ou entregue em mãos. .A. obedecendo a um critério adequado às suas características. solicitando-lhe análise e parecer. Observe que nos três modelos.Separação da correspondência oficial da particular. Veja que o ofício passou por vários setores dentro do Banco do Estado S. parecer -. as rotinas de recebimento e classificação de documentos são: . que respondem tanto pelo protocolo como pelo arquivamento. isto é. AO LIVRO DE REGISTRO DE DOCUMENTOS RECEBIDOS E EXPEDIDOS. a secretária recebeu o documento. para ser feita a juntada. tendo em vista suas particularidades. que podem ser de diferentes modelos. Então. registro. . ou Arquivo e Comunicação ou outro nome parecido. na estrutura organizacional das instituições. Encaminhamos em anexo. . . 22 . de um modo geral. A secretária registrou a saída do documento em seus controles e depois encaminhou-o ao Setor de Arquivo da empresa. conhecimento e análise. . registrou-o na entrada nos controles específicos do órgão e encaminhou-o ao diretor. dois ou mais documentos. distribuição e movimentação.Encaminhamento da correspondência sigilosa aos seus destinatários. Abaixo da data e do número. Concluída a solicitação.Encaminhamento dos papéis ao setor responsável pelo registro e movimentação. solicitando-lhe o arquivamento.A.. . E como esses serviços de protocolo funcionam? Que procedimentos são adotados para que eles cumpram suas finalidades com eficiência? Rotinas de recebimento e classificação Cada instituição precisa criar suas próprias rotinas de trabalho. Se eles não estiverem lã. agrupar. são devolvidos e reencaminhados aos outros setores ou ao arquivo. pediu algumas providências. Diretoria Financeira Senhor Diretor. Na diretoria.

SANTANA. Os setores que desejarem manter uma coleção de cópias em suas unidades. No arquivo fica guardada. tanto no original como nas cópias. que só é anexada novamente ao documento quando ele seguir para outro setor. pelo pessoal da instituição. . . o responsável naquele setor precisa retirar a ficha de protocolo. eles e suas respectivas fichas. desde o momento em que o documento chega a uma empresa. o trabalho arquivístico precisa ser feito de modo a possibilitar a recuperação rápida e completa da informação. Essas cópias são devolvidas ao setor de origem. ele pode ser recuperado para consultas. . deve ser feita através do setor responsável pelo registro e movimentação.Arquivamento das fichas de protocolo obedecendo à ordem dos números de protocolo. . Desde o recebimento da documentação até o seu arquivamento. é necessário que o arquivo esteja bem vivo! E ele só vai conseguir isso.Atender às requisições de empréstimos vindas dos diferentes órgãos/setores.FLÁVIA. onde fica guardado tudo aquilo que não vamos mais precisar. por meio de empréstimo. Empréstimo e consulta de documentos do arquivo Quantas vezes já não ouvimos alguém dizer: . de acordo com o seu ramo de atividade. Essa é uma tarefa que precisa ser feita com a máxima ética e segurança. Assim. nas cores e quantidades determinadas pela empresa. E como esses documentos são classificados? Volte atrás e observe novamente as fichas de protocolo e os códigos usados para classificar os documentos. devem ser anexados ao documento.Acréscimo da segunda via da ficha de protocolo ao documento já carimbado e encaminhamento ao seu destino. facilitando o empréstimo e consulta de seus documentos aos funcionários ou setores da empresa que deles precisarem. Mas já vimos que a finalidade principal de um arquivo é servir à administração. dos vários setores da empresa. para consulta imediata. SERVIÇOS DE ARQUIVO Preste atenção a esta situação. para facilitar a pesquisa do documento.Separação do original das cópias. Vemos. no entanto. escolhe os métodos mais indicados e adequados às suas finalidades. por meio de empréstimos e consultas aos funcionários e setores da empresa. assim. bem comum em uma empresa: . malotes ou em mãos. quando necessário. 23 . pelos Correios. Essas fichas são preenchidas não só para controlar a documentação que passa pelos serviços de protocolo como também.Numeração e complementação de data. que é a mesma atribuída ao documento. Essa passagem do documento de um setor a outro. Eis um exemplo de ficha de procedência . podendo ser emprestada ou consultada a qualquer momento. é arquivada. Por isso é que a classificação dada ao documento no serviço de protocolo. . . O SENHOR QUER QUE EU SOLICITE UM EMPRÉSTIMO AO SETOR DE ARQUIVO? Como você vê.AQUELE DOCUMENTO FOI PARA O ARQUIVO MORTO. que os serviços de arquivo compreendem duas atividades específicas: o arquivamento propriamente dito dos documentos e seu empréstimo ou consulta. Repare que não há uma norma específica em relação a esses códigos: eles são criados pelos técnicos responsáveis. sempre que necessário. por exemplo. rearquivando-as em seguida.ESTE ASSUNTO ESTÁ ENCERRADO! JÁ FOI PARA O ARQUIVO. São frases que nos passam a idéia de que arquivo é algo sem vida. Depois de tramitar pelos devidos setores e cumprir suas finalidades.Encaminhamento dos documentos aos respectivos destinos. já deve haver a preocupação com o seu possível arquivamento. são adotadas estas rotinas nos serviços de expedição de uma empresa: . o envelope e as cópias. se existirem.MAS DR. basta verificarmos seu andamento na ficha de protocolo. E o que compreende cada uma dessas atividades? Arquivamento da documentação Lembramos que.cada empresa. a redístribuição. em função dos métodos de arquivamento adotados pela empresa. .Encaminhamento das cópias ao setor de arquivamento. dos documentos a serem redistribuídos e anotação do novo destino nas respectivas fichas. PRECISO DAQUELE PROJETO DE AMPLIAÇÃO DA FIRMA PARA RETIRAR UNS DADOS QUE VOU INCLUIR NESTE RELATÓRIO. Rotinas de expedição Em geral. para que nenhum documento seja divulgado indevidamente ou mesmo que se perca. Somente assim o arquivo pode cumprir plenamente a sua finalidade primordial -o acesso aos documentos. E isso é o que deve acontecer com qualquer documentação oficial de uma empresa. Se existirem antecedentes. as rotinas de empréstimo e consulta dos documentos do arquivo podem ser: . a destinação dele estiver para o arquivo. Do arquivo. . é possível sabermos sob que notação ele está arquivado. Se. . devem prepará-las em papel de cor diferente. Quando o documento chegar ao seu destino. com registro e anotações.Registro dos dados constantes da ficha de protocolo para as fichas de procedência e de assunto. depois de passar pelos setores competentes.Verificação da falta ou não de folhas ou anexos nas correspondências a serem expedidas. .Recebimento.Expedição do original com os anexos.CONHECIMENTO ESPECÍFICO Desse modo. . após a expedição. o projeto citado foi arquivado.Recebimento da correspondência a ser expedida: o original. O PROJETO SAIU DAQUI PARA O DIRETOR-GERAL E AGORA JÁ DEVE ESTAR ARQUIVADO. E esses métodos de arquivamento variam . quando desejamos saber algo sobre um documento. Logo. acompanhadas dos antecedentes que lhes deram origem. quando ele entra na empresa é a mesma utilizada para arquivá-lo.

). como: tipos físicos de documentos.. Tanto na organização de arquivos como na de fichários.CONHECIMENTO ESPECÍFICO . mas de uma tabela disposta no arquivo de forma a auxiliá-los. resguardam mais a documentação e os semi-indiretos devem ser utilizados nos arquivos onde os usuários buscam as informações sem a orientação de uma pessoa. • Numérico (simples. Métodos de arquivamento Método de arquivamento é um plano preestabelecido de colocação dos documentos que visa a facilidade de guarda e pesquisa. Para acertar. MÉTODOS DE ARQUIVAMENTO Sistemas de arquivamento Como é afirmamos anteriormente. .Preencher o formulário de cobrança da documentação. A forma de consulta ou recuperação de uma informação arquivada é uma das primeiras preocupações que deve ter a secretaria. As pastas ou fichas são dispostas no arquivo segundo as determinações das normas de alfabetação. • Local (de expedição ou recebimento dos documentos). os métodos de uso mais comum são: • Alfabético. assuntos de que tratam etc.Devolver a primeira via carimbada do recibo ao requisitante. . necessita de alguns conhecimentos técnicos e outros relativos à empresa a que serve.Colocar o carimbo de RESTITUÍDO na primeira via do recibo de documentação (a que foi assinada pelo requisitante). . Esse carimbo pode ser colocado no verso do recibo e ser assim: . Método alfabético Consiste na organização do material tendo por base o nome de uma pessoa ou empresa. juntamente com a guia-fora. Como escolher o sistema adequado? 24 . constante do documento ou material que será registrado (neste caso o nome passa a ser o elemento principal de classificação) e depois colocado em seqüência alfabética. mas também localizar as informações arquivadas no instante em que forem solicitadas. podemos concluir que os sistemas diretos de arquivamento só podem ser empregados em arquivos onde os documentos são de livre acesso a qualquer pessoa. onde ele se encontra. eliminando a segunda via do recibo (aquela que estava no lugar da pasta retirada). permitindo informar. com segurança.. . validade ou referência dos documentos). volume. destinatário ou da pessoa a quem os documentos se referem). separadas pelas guias alfabéticas que orientação a consulta. podendo ser renovado mediante sua reapresentação ao setor. A escolha de um ou mais elementos determinará a estrutura de organização de um arquivo. Para tanto. No trabalho secretarial. O número e o tipo de guias a serem utilizadas dependerão do volume de documentos a serem organizados. clientela a que se destinam.Arquivar a primeira via do recibo de documentação no fichário de lembretes. embora possamos recomendar um período em torno de dez dias. .Arquivar a pasta devolvida ao setor. o sistema de arquivamento é o conjunto de princípios coordenados entre si com a finalidade de definir a forma de consulta do arquivo. código etc. • Número (de ordem. decimal. . os sistemas indiretos. como necessitam de índice para a localização dos documentos. • Por assuntos. já que registra a saída do documento. • Semi-indireta: quando a localização de uma informação arquivada é orientada pela consulta a uma tabela.Colocar a segunda via do recibo no mesmo lugar de onde foi retirada a pasta para empréstimo. em ordem cronológica. sempre que a pasta emprestada não for devolvida no prazo estipulado. que pode ser: • Direta: quando a informação é recuperada diretamente no local em que se encontra arquivada. do mais atual para o mais antigo. • Indireta: quando a localização de uma informação é feita inicialmente através da consulta a um índice e posteriormente no local arquivado. respeitandose o grau de importância e freqüência com que são solicitados. os elementos a serem considerados nos documentos.Encaminhar a cobrança de documentação ao requisitante. o que equivale a dizer que cada sistema de arquivamento tem métodos específicos que a ele se adaptam. • Data (de elaboração. Os métodos de arquivamento estão relacionados com os sistemas. cronológico. grau de sigilosidade. • Geográfico. para efeito de classificação. Tecnicamente. pode-se escolher um sistema adequado e seguro para a localização de informações. são: • Nome (do remetente. Por exemplo. em duas vias cujo modelo pode ser: Esse recibo é muito importante. antes de mais nada é necessário o trabalho de análise e planejamento. • Assunto(s) (conteúdo ou argumento dos documentos).Preencher o formulário de recibo de documentação. Somente através do levantamento dos dados sobre a instituição à qual o arquivo servirá. uma vez que é sua responsabilidade assessorar a chefia. a preocupação maior de quem faz arquivos não é apenas arquivar. Os prazos para empréstimo de documentos do arquivo variam de uma empresa para outra.

• Proporcionar maior coerência à estrutura do arquivo. Des. Exemplos: Barbosa. dentro das quais os documentos devem ser ordenados cronologicamente. Exemplos: Araújo. Exemplos: Abreu Filho. Ary Ribeiro Neto. Os sinais gráficos. Mc. como crase. firmas e instituições no arquivo. Os nomes individuais devem ser colocados em ordem inversa. para agrupar correspondentes avulsos. Antônio Eduardo (Dr. João Carlos Correa. Os nomes ligados por apóstrofo devem ser lidos e arquivados como uma só palavra. José 8. Os nomes que exprimem grau de parentesco. Os nomes compostos de um substantivo e um adjetivo. japoneses. Exemplos: Campanha. Os nomes orientais. abreviados ou não. Exemplos: Santa Rita. Os nomes de empresas devem ser registrados conforme se apresentam. padronizando critérios que facilitem o arquivamento e a consulta. As partículas estrangeiras (D'. Exemplos: Castelo Branco. Os nomes espanhóis são registrados pelo penúltimo nome. Paulo (General) Estado de São Paulo (O) Pinto. A ordenação interna de correspondentes de uma miscelânea deve ser feita pela ordem alfabética de nomes e. utilizam-se também as pastas miscelâneas. depois os prenomes na ordem em que se apresentam..). cedilha etc. Alcides Observação: Os graus de parentesco só serão considerados na alfabetação quando servirem de elemento de distinção. Sérgio Villa-Lobos. Vanden. Ana São Benito. Anibal Corrêa. Exemplos: Cervantes y Saavedra. Exemplos: Álvaro Costa & Cia Barbosa Souza Ltda Comercial Santos Ltda 12.Regras 1. Além das pastas individuais. Del. Vonder etc. evitando entradas múltiplas e a conseqüente perda de informações. Miguel de Hemandes Xavier.CONHECIMENTO ESPECÍFICO A confecção do arquivo é simples e barata.. se escritas com inicial maiúscula. Carlos Santos de Von Johnson. lê-se e arquiva-se Santana 10. pela ordem cronológica. que corresponde ao da família do pai. Von. prevalece a ordem do prenome. O correspondente que ultrapassar este número deve receber pasta individual. Raul 11. Le. Heitor 4. O método alfabético faz parte do sistema direto de arquivamento. Exemplos: Freitas Jr. Da. Exemplos: 25 . Os títulos honoríficos. Armindo.) 7. Essas regras têm por finalidade: • Uniformizar as entradas de nomes no arquivo. não são considerados na alfabetação. solucionando os casos duvidosos. não são considerados na ordenação alfabética. Iniciase com a abertura de pastas individuais (uma para cada nome ou correspondente). são registrados na ordem em que se apresentam. são consideradas como parte integrante do nome. As expressões usadas no comércio. pronomes de tratamento e artigos são colocados entre parênteses depois do nome e não são considerados na alfabetação. Válter Santo lnácio. dentro desta. Henrique Vasconcelos Sobrinho. Les. Exemplos: Al Ben Abib Li Yutang Mao Tsé Tung 9. Van der. A . devem ser consideradas na alfabetação. Exemplos: Oliveira. La. Árabes etc. Du. não são separados. Exemplo: Sant'Ana. Di. Eduardo 3. Antônio Corrêa. De. Quando houver nomes iguais. Clodoaldo Campanhã. Empresa etc. Fitz. Santa ou São seguem a regra anterior. O'. Inácio 5. ou seja. o seu perfeito funcionamento esta condicionado ao emprego de Regras de Alfabetização: conjunto de determinações que comandam a ordenação alfabética de nomes de pessoas. Van. Jorge Abreu Sobrinho. Erick Vonder Blun. Companhia. Contudo. chineses. til. primeiramente o último nome. ligados ou não por hífen.. uma vez que a consulta é efetuada diretamente no arquivo. Paulo 2. Os nomes como Santo. Mac. Jorge Abreu Neto. sem a necessidade de recurso auxiliar. Recomenda-se um máximo de cinco documentos por correspondente dentro de cada miscelânea. como Sociedade. Jorge 6.

CONHECIMENTO ESPECÍFICO
Companhia Brasileira de Alimentos Editora Abril Ltda. Sociedade Espírita Alan Kardec 13. Os nomes das empresas ou instituições que usam siglas, com ou sem ponto entre as letras, devem ser alfabetados como se o conjunto de letras que os formam fosse uma palavra. Exemplos: CEEE UFRGS 14. Quando uma empresa ou instituição for conhecida, além de seu nome por extenso, também por uma sigla, o arquivista deverá optar pela forma de entrada que melhor atenda há necessidades de seus consulentes, fazendo sempre uma remissiva para a forma não adotada como entrada no arquivo. Exemplo: ADVB... ou Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil • Se arquivado pelo nome por extenso, coloca-se a remissiva em: ADVB veja Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil • Se arquivado pela sigla, coloca-se a remissiva em: Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil veja ADVB 15. A correspondência recebida de seção, divisão ou departamento de uma empresa ou instituição deve ser arquivada pelo nome da empresa e não pelo departamento, divisão, seção. Exemplos: UFRGS - Departamento de Pessoal UFRGS - Escola de Engenharia 16. As diversas filiais de uma empresa são alfabetadas pelo nome da empresa, seguido dos Estados em que se encontram as filiais e, finalmente, dos nomes das cidades. Se estiverem localizadas em uma mesma cidade, são colocados os endereços. Exemplos: União S.A. - RJ, Rio de Janeiro União S.A. - RS, Porto Alegre 17. Os nomes de instituições e órgãos governamentais brasileiros são considerados como se apresentam. Exemplos: Banco Central do Brasil Fundação Getúlio Vargas 18. Os nomes de órgãos governamentais ou instituições de países estrangeiros devem ser precedidos do nome do país, em língua portuguesa. Exemplos: Estados Unidos - The Library of Congress Inglaterra - Red Cross 19. Nos títulos de congressos, conferências, simpósios etc., os números arábicos, romanos ou escritos por extenso devem figurar entre parênteses ao final da entrada. Exemplos: Conferência Latino-americana de Pediatras (II). Seminário Francês de Patologia (13º). Encontro Brasileiro de Secretárias (Segundo). 20. Os numerais que fazem parte dos nomes de empresas; quer no inicio, meio ou fim, devem ser alfabetados como se estivessem escritos por extenso. Exemplos: Ferragem 2 (dois) irmãos Inseticida mata 7 (sete) 3 (três) M do Brasil O conjunto de regras aqui apresentado é suficiente, normalmente, para organizar arquivos comerciais. Contudo, dependendo do volume e complexidade dos documentos a serem classificados, pode haver dúvidas. Neste caso, podem ser adotadas regras mais extensas, ou pode-se ampliar e modificar as já existentes, para atender a casos específicos, desde que sejam redigidas em linguagem clara e simples e que fiquem registradas por escrito. B - Ordenando alfabeticamente Quando falamos em arquivo alfabético, muitas pessoas desconhecem o fato de que há dois critérios para a ordenação alfabética (feita letra por letra ou palavra por palavra), e que ambos são corretos. Daí surgirem as confusões na busca e no arquivamento. A definição de um único critério de alfabetação, com a conseqüente exclusão do outro, é de fundamental importância para o trabalho de arquivo. São eles: Letra por letra Porta Porta-algodão Portada Porta-discos Portador Porta-espada Palavra por palavra Porta Porta-algodão Porta-discos Porta-espada Portada Portador

Notou a diferença? Imagine a confusão e as discussões entre colegas de trabalho e usuários do seu arquivo se você misturar os dois critérios! Método numérico Quando o principal elemento de classificação de um documento é um número (por exemplo: processes, legislação, documentos protocolados etc.), a melhor forma de organização para o arquivo é o método numérico. Nesta modalidade de arquivamento, a consulta é, indireta, pois há necessidade de se recorrer a um índice auxiliar alfabético que remeterá ao número sob o qual a informação foi arquivada.

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CONHECIMENTO ESPECÍFICO
O método numérico pode ser: A - Simples Quando atribuímos números aos correspondentes (pessoas ou instituições) pela ordem de chegada destes ao arquivo, sem qualquer preocupação com a ordenação alfabética, pois teremos um índice para auxiliar na localização. Este arquivo vai exigir como controles: • Registro de entrada de cada correspondente (feito em livros ou fichas) para evitar a abertura de duas ou mais pastas para o mesmo correspondente. • Índice alfabético auxiliar (feito em fichas ou disquetes de computador) que remeta do nome do correspondente para o número de sua pasta aberta no arquivo. O índice é, indispensável, pois, com o crescimento do arquivo, toma-se impossível localizar os documentos. Nos arquivos empresariais que utilizam o método numérico simples, pode-se reaproveitar o número de uma pasta vaga (documentos eliminados ou transferidos) para um novo correspondente, o que já não deve ocorrer no serviço público, rede bancária, arquivos hospitalares etc., onde o número atribuído a um correspondente pode comprometer as operações a serem realizadas, pois nesses casos o número passa a identificar permanentemente um cliente. O método numérico simples é uma das formas mais versáteis para a organização de arquivos, sendo utilizado em larga escala na indústria, comércio, escolas, rede bancaria etc. Você já parou para pensar que é identificado através de números na escola em que está matriculado, nos clubes que freqüenta, na empresa em que trabalha? Tudo isso é método numérico de arquivaniento! B - Cronológico Neste método numera-se o documento, e não a pasta. É o que ocorre nas repartições públicas - o documento, depois de receber uma capa, onde são colocados o número de protocolo e outras informações, passa a formar um processo. Este processo será acompanhado durante a tramitação, por uma ficha numérica (ficha de protocolo), onde será indicada toda a movimentação do documento dentro da repartição. Paralelamente, são confeccionados índices alfabéticos para os nomes dos envolvidos, assunto e procedência dos documentos, a fim de agilizar as buscas. Método geográfico Neste método, o principal elemento de classificação do documento deve ser o local ou procedência da informação. É importante salientar que a organização de um arquivo geográfico depende de uma estrutura geográfica bem definida, como, por exemplo: a) Vários países: nome do país, nome da capital e nome dos correspondentes. Se houver documentos procedentes de outras cidades que não a capital, deve-se ordená-los alfabeticamente no arquivo, após a capital. Exemplos: • ARGENTINA Buenos Aires Maia Carraro, Alcides Nunes Caldera, Manoelito Córdoba Hotel Las Palmas Valdez Miranda, Carlos Corrientes Del Vale, Luis Sanches de Vidal, Emílio • BRASIL Brasília Ministério da Educação Ministério do Interior Campinas Delegado, Carlos Monteiro, José Olavo Cuiabá Chardon, Carlos Manuel Santi, Manuel Curitiba Rosado, José (Dr.) Transportes Valverde Ltda. b) Um país: nomes dos Estados, nomes das cidades e nomes dos correspondentes em rigorosa ordem alfabética. c) Estados: nomes dos Estados, nomes das cidades e nomes dos correspondentes, também em ordem alfabética. d) Cidades: nomes das cidades, seguidas do nome ou sigla dos Estados (porque há cidades com o mesmo nome em Estados diferentes) e nomes dos correspondentes. e) Dentro de uma mesma cidade: nomes dos bairros (ou zoneamento), seguidos dos nomes dos correspondentes em ordem alfabética. Este método de arquivamento é do sistema direto, pois a consulta é feita diretamente no arquivo. É muito utilizado nos casos de empresas que mantém correspondência com filiais ou agências em vários Estados, cidades e países, e ainda para firmas que trabalham com reembolso postal, transporte de cargas e mercadorias etc. Método por assuntos Também conhecido por método específico, é um dos mais perfeitos métodos de arquivamento, pois é o único a recuperar os documentos segundo o seu conteúdo. Sua aplicação, no entanto, requer planejamento prévio, além de requisitos como: • Amplo conhecimento da empresa, bem como dos documentos que representam as atividades-fins da mesma. • Análise minuciosa e interpretação da documentação. Não existem planos de classificação por assuntos prontos para serem aplicados a arquivos. Cabe a cada instituição, de acordo com suas características

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CONHECIMENTO ESPECÍFICO
individuais, e após estudo detalhado, elaborar esse plano ou tabela de assuntos. Para facilitar o trabalho, recomenda-se iniciar o plano de classificação com os seguintes procedimentos: • Agrupar os assuntos principais ou grandes classes. • Subdividir os assuntos principais em títulos específicos (partindo sempre do geral para os particulares). • Escolher e padronizar os termos adequados para a identificação dos itens (analisar a sinonímia e os termos técnicos). • Definir a forma de ordenação dos assuntos no arquivo. A - Ordenação dos assuntos de forma alfabética Unia vez elaborada a tabela de classificação, pode-se organizar um arquivo alfabético de assuntos de duas maneiras: a) Ordem dicionária: consiste em dispor em ordem alfabética os assuntos classificados, considerando-se simplesmente a seqüência das letras. Exemplos: • Artigos para calçados • Calcados ortopédicos • Calçados para crianças • Calçados para homens • Calçados para senhoras • Calçados sob medida • Conserto de calçados • Fábricas de calçados • Lojas de calçados b) Ordem enciclopédica: consiste em agrupar em ordem alfabética os títulos gerais seguidos de suas subdivisões, também em rigorosa ordem alfabética. Exemplos: CALÇADOS • Artigos • Consertos • Fábricas • Lojas • Ortopédicos • Para crianças • Para homens • Para senhoras • Sob medida B - Ordenação dos assuntos de fornia numérica Nesta modalidade, além do plano de classificação, deverá ser elaborado um índice alfabético remissivo, pois os itens classificados receberão números no arquivo e o índice auxilia na rápida localização. a) Método duplex: a documentação após a divisão em classes, segundo o plano de classificação, recebe uma numeração seqüencial simples para cada classe geral e as subdivisões dessas classes seção ordenadas através de numerais decimais. Exemplo: 1 .BIBLIOTECA 1.1 Correspondência expedida 1.2 Correspondência recebida 1.3 Livros 1.3.1 Sugestões para aquisição 1.3.2 Orçamentos 1.4 Ponto dos funcionários 1.5 Estatísticas 1.5.1 Consultas 1.5.2 Empréstimos 1.5.3 Serviços técnicos 1.6 Relatórios anuais 2. NÚCLEO DE EXTENSÃO 2.1 Cadastro de professores 2.2 Certificados 2.3 Cursos 2.3.1 Atendente de livraria 2.3.2 Atualização para secretárias 2.3.3 Correspondência informatizada 2.3.4 Estenogratia 2.3.5 Técnicas de arquivo 2.4 Material didático 2.5 Propostas in company 2.6 Relatórios anuais A vantagem é que a numeração não necessita de previsão antecipada. O plano de classificação inicial pode ser de apenas cinco assuntos. De acordo com as necessidades da empresa e a expansão das classes de assuntos, a numeração crescera também. b) Método decimal: é baseado no Sistema Decimal de Dewey, que o criou para ser aplicado a bibliotecas. É universalmente conhecido como CDD (Classificação Decimal de Dewey). Esta classificação divide o conhecimento humano em dez grandes classes: 0 - Obras gerais 1 - Filosofia 2 - Religião 3 - Ciências Sociais 4 - Filologia 5 - Ciências Puras 6 - Ciências Aplicadas 7 - Belas Artes 8 - Literatura 9 - História e Geografia. Essas classes posteriormente se subdividem de dez em dez, sucessivamente (partindo sempre do geral para o específico). Tomemos a classe é, de Ciências Aplicadas, como exemplo: 610 - Medicina 620 - Engenharia 630 - Agricultura 640 - Ciências e Artes Doméstcas 650 - Serviços gerenciais 660 - Indústrias químicas 670 - Manufaturas

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CONHECIMENTO ESPECÍFICO
680 - Manufaturas, Miscelânea 690 - Construção 611 - Anatomia 612 - Fisiologia humana 613 - Higiene pessoal 614 - Saúde pública 615 - Terapêutica 616 - Clínica médica 617 - Cirurgia 618 - Ginecologia 619 - Pediatria 616.1 Cardiologia 616.2 Sistema respiratório 616.3 Sistema digestivo 616.4 Sistema endócrino 616.5 Dermatologia 616.6 Urologia 616.7 Sistema muscular 616.8 Neurologia 616.9 Doenças diversas e assim por diante. Esta classificação é acompanhada de um índice alfabético para auxiliar a rápida localização dos itens desejados. A técnica de Dewey pode ser aplicada aos arquivos com adaptações. Requer o estudo detalhado sobre a empresa e sua documentação e a seguir o estabelecimento de dez classes principais de assuntos e suas subdivisões. Mensagem estudos!" Canal Código portuguesa Feedback comemorar!" "Lúcia, acabei de ganhar uma bolsa de o telefone a linguagem falada, isto é, a língua "João, que bom! Então vamos

Barreiras à comunicação Não é sempre que a intenção de se comunicar é bem-sucedida, pois emissor e receptor podem acabar não se entendendo de forma satisfatória. São distúrbios e obstáculos que impedem ou restringem a eficácia da comunicação, ligados ao emissor, ao receptor ou a ambos, a problemas relacionados ao canal ou ao código de comunicação. A emoção é um fator que tanto pode facilitar quanto dificultar a comunicação. Se o assunto nos agrada, gostamos de falar e de ouvir sobre ele. No entanto, se houver bloqueio emocional... O emissor reage de forma que é dificil tocar no assunto. O receptor, por sua vez, "nem quer ouvir falar disso". Assim, a transmissão e/ou a recepção da mensagem fica bloqueada. Lidar com pessoas com a emoção à flor da pele é situação comum para quem trabalha na recepção de clínicas, hospitais, laboratórios, consultórios, enfim, ambientes em que as questões relacionadas à doença estão muito presentes. É preciso manter um certo distanciamento para evitar maiores envolvimentos, a fim de não compartilhar as vivências dos clientes como se fossem suas. Também é comum nos locais que já têm fama de mau atendimento, onde as pessoas já chegam predispostas, com má vontade, agressivas, porque sabem o que vão enfrentar. O recepcionista deve considerar as más condições dadas pela burocracia da organização, mas não deve tentar justificar uma conduta profissional má com argumentos tais como "ganho muito pouco para ficar ouvindo reclamações". Todo e qualquer profissional deve desempenhar suas funções com eficiência, fazendo o melhor que pode, pois dessa forma não se desvaloriza, nem perde sua dignidade. Você já deve ter vivido, ou mesmo presenciado situações, em que uma pessoa, ao relatar algum acontecimento, omite ou distorce propositalmente informações. E claro que não cabe a voce, recepcionista, desmentir o que lhe foi dito. É seu dever, contudo, buscar as informações corretas, procurando, de forma delicada, fazer com que o cliente corrija o dado incorreto, através de um questionamento objetivo e direto. Veja um exemplo: Um cliente chega atrasado ao dentista e, depois de cinco minutos de espera, diz que tinha hora marcada e que está esperando há mais de meia hora. Afirma também que outros já foram atendidos à sua frente. Você, ao perceber sua intenção, deve pedir-lhe para confirmar o horário marcado, alertando-c, educadamente sobre o atraso e mostrando-lhe que as marcações da agenda estão sendo seguidas rigidamente. Pode também sugerir-lhe a marcação de uma nova consulta. Apresente soluções possíveis, agindo com objetividade. Uma pessoa de posição hierárquica superior pode achar que não precisa se comunicar ou responder a subordinados. Tal atitude corta a possibilidade de diálogo. O emissor pode perder ou distorcer o conteúdo da mensagem quando reage defensivamente (ou com hostilidade ou com medo de

RELAÇÕES PÚBLICAS
COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS Não há como negar a importância que a comunicação exerce no desempenho das relações públicas. Aliás, as relações públicas vão se efetivar de acordo com a maior ou menor adequação e precisão da comunicação. É sempre bom lembrar o que é necessário para que a comunicação aconteça: Emissor Receptor mensagem Mensagem Canal mensagem Código Feed15ack a pessoa que emite a mensagem aquele para quem se dirige a

o que se deseja transmitir o meio pelo qual se transmite a o sistema de sinais convencionais a resposta dada ao receptor

Vamos ver como funciona a comunicação! João deseja contar à Lúcia que recebeu uma bolsa de estudos para continuar os estudos da faculdade. Ele lhe telefona e diz: "Lúcia, acabei de ganhar uma bolsa de estudos!" Ao que ela responde: João, que bom! Então vamos comemorar!" Emissor Receptor João Lúcia

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dois não brigam. Vamos imaginar a seguinte situação: Joana está em uma reunião com a diretora da biblioteca onde trabalha como recepcionista. prejudicam a emissão ou a recepção de uma mensagem. com pessoas com quem está acostumada. Isso. Você deve ter percebido que. o receio de falar "bobagem". mas não a você. o duplo sentido impede a compreensão exata da mensagem. devido a uma urgência que restringe seu deslocamento a este centro médico.CONHECIMENTO ESPECÍFICO "falar bobagens") diante de alguém que ocupa cargo ou posto de chefia. o medo de falar errado e de não ser aceito. Não é dificil perceber que em determinados horários do dia há uma considerável baixa de produtividade depois de uma longa jornada de trabalho em contato direto com o público. é comum acontecer de seus funcionários usarem expressões que as outras pessoas desconheçam. ao ler o contrato. ou por não saber como transmitir sua idéia. o que pode afetar a credibilidade da instituição para a qual você trabalha. Alguma vez você. Nunca tente imaginar o que 30 . João não poderá atendê-lo.Meu senhor. o doutor incumbido de atendê-lo não poderá comparecer.Seu Augusto. demonstrando sua capacidade de análise e interesse pela qualidade de serviços prestados pela biblioteca. um recepcionista. Lembre-se do dito popular: "Quando um não quer. Quando uma pessoa inicia a conversa a partir do que supõe que a outra pessoa pensa. ou seja. Caso isso seja impossível. que ambos reconheçam o sentido das palavras usadas na comunicação. Essa dificuldade pode ser resultado de diferenças culturais . Esse tipo de linguagem pode acabar afastando o cliente porque lhe dá a impressão de que está sendo "enganado". pois discorda de alguns pontos. houve uma emergência e o dr. acarretando melhor qualidade em seu trabalho. usando-se palavras que façam parte do vocabulário dos clientes. Alguns grupos criam um código muito particular de comunicação. Sabendo da intenção agressiva do outro. mas que encontra problemas em fazê-lo em outro grupo. por exemplo? É quase impossível. não é mesmo? Muitas vezes. pois a linguagem usada pela recepcionista está inadequada. Situações de tensão ou euforia. a diretora pergunta-lhe se está tudo entendido e se está de acordo. Pessoas que não dizem o que sentem e pensam não se relacionam de uma forma produtiva com as outras pessoas. verifique se todos entenderam o que foi dito e se coloque à disposição para ajudar em qualquer dúvida que tenham. E quando a timidez atrapalha a comunicação? A vergonha. Evite ambientes hostis e não deixe que as generalizações o impeçam de ver a particularidade de cada situação. por motivo que foge à nossa determinação. evite o confronto. imediatamente explica-lhe que essa palavra significa "descumprimento de qualquer das cláusulas contratuais". O vendedor. demonstrando sua disposição de não enganá-lo. Quando se aproxima a hora de seu almoço. o médico não poderá atendê-lo por conta de uma emergência. é natural se impacientar. impedem não só a comunicação. Aja sempre com naturalidade. além disso. deixou de apresentar ao cliente uma alternativa para futura consulta. mas também o relacionamento interpessoal. A capacidade de trocar idéias com outras pessoas só ajuda a melhorar. sentiu que estava sendo "enrolado". o emissor não consegue transmitir a mensagem. Seria bem mais simples. faça breves intervalos a fim de atender às suas necessidades básicas. Sempre que possível. ele procura ultrapassar uma barreira de comunicação. É preciso que haja alguma identidade de repertório entre vocês. Você já tentou acompanhar uma conversa entre médicos. Isso é tão comum de acontecer que já se tornou até tema de brincadeiras. Após ter explicado as novas tarefas de Joana." E quando você for emissor? Se você for procurado para fornecer alguma informação técnica. embora correta. evite abusar de termos muito específicos de sua área de atuação. a mensagem não foi transmitida. de cansaço físico ou mental. Por outro lado. o caso de um comprador de um imóvel que. que nem sempre são compreendidas por todos e há mesmo pessoas que as rejeitam. provavelmente contribuiria com novas idéias. pode haver distorção na comunicação. apesar da consulta marcada. por exemplo. hesita diante do termo "inadimplência". isto é. porque lida com um público muito diversificado. ou quando o receptor atribui outro sentido ao que foi dito. É fácil concluir que o silêncio provocado pela timidez atinge tanto Joana quanto a diretora. por exemplo. você concorda? Devemos evitar o uso de códigos impróprios. que dissesse assim: . claro e eficaz. Quando o emissor se utiliza de palavras que podem ter diferentes interpretações. Nenhuma hierarquia deve dar motivos que prejudiquem o relacionamento interpessoal. oferecendo ao comprador a explicação do termo e. No ambiente de trabalho. não é verdade. Veja.é o caso de uma pessoa que se expressa muito bem em seu grupo. Em primeiro lugar. Agindo assim. a comunicação corre risco. Você pode aproveitar os momentos em que estiver desocupado e só. para comer. tenha segurança sobre o que está falando. Joana responde que sim. É sempre desaconselhável a opinião preconcebida. ao notara expressão de dúvida. passe sua mensagem da forma mais simples que puder. ou mesmo o final do expediente. É bom evitar muitas horas sem se alimentar ou ingerir líquidos. o que geralmente acontece quando usamos gírias ou linguagem muito específica de uma determinada área. . Em uma empresa que tenha uma área de atuação muito específica. O senhor quer marcar nova consulta? Qual a sua preferencia de dia e horário? Bem mais direto. deve evitá-las. Quanto às gírias. ao pedir uma informação. Quando o emissor e/ou o receptor vêm de uma experiência de enfrentamento. porém. até mesmo para impedir que outras pessoas possam entender suas conversas. dificultando a sua volta ao posto de saúde. infelizmente. conhece ou sabe. Veja esta situação: A recepcionista de um posto de saúde que presta atendimento a pessoas de baixa renda precisa comunicar a um cliente que. omitindo quaisquer esclarecimentos. beber ou ir ao toalete. deve-se falar de forma mais simples. É importante lembrar que os períodos de lazer e férias são fundamentais para a sua saúde fisica e mental. por não usar as palavras adequadas. que a pessoa não sabia informar o que você queria saber? É uma sensação muito desagradável. não é mesmo? Isso acontece principalmente por causa do uso de nomes científicos familiares a eles. você deverá checar o nível de linguagem de seu interlocutor e tentar adequar a linguagem à sua capacidade de compreensão. Se a recepcionista tivesse exteriorizado sua opinião. mas a timidez a impede de expressar sua opinião.

Escute atenta e ativamente o outro. "né". por isso. Ela é especialmente perigosa em um texto escrito. o meio pelo qual ela é transmitida e o próprio código utilizado devem ser comuns ao emissor e ao receptor. Quando se conversa pessoalmente com alguém. Às vezes ficamos tão envolvidos com nossa atividade de trabalho que não entendemos o que o outro está querendo dizer. cuidado de não se atribuir propósitos falsos ao que o outro diz. "tá". não é verdade? Então. Isto não significa que saiba mais. Como as experiências anteriores de cada pessoa podem predispô-Ias a filtrar ou a distorcer a mensagem. As atitudes apontadas são. Tirar conclusões precoces por achar que já sabe de antemão o que o outro tem a dizer ("Ele bate sempre na mesma tecla. procure esclarecimentos com as pessoas certas. A ambigüidade. Quem gosta de falar com uma pessoa sentada. Sua expressão facial deve revelar também disposição para o diálogo e a sinceridade de suas palavras. contudo. já que não possui os recursos não-verbais da situação de fala. Nesses momentos. com acento tônico na segunda sílaba. "olha só". Através das informações recebidas. Tome muito cuidado. deve parar de falar Ouvir as pessoas é uma questão de respeito. atenção e interesse em resolver todos os problemas. Aberturas à comunicação Para que haja uma perfeita e eficiente realização do processo de comunicação. Na ansiedade de nos fazer ouvir. ao procurarem a recepção. ansiosas e não compreendam que você esteja atendendo várias pessoas ao mesmo tempo. É perigoso tentar descobrir o que "está por trás". está em reunião. também. com acento tônico na primeira sílaba. expondo as suas reações à fala da outra pessoa." Não é possível saber se João estava no carro e viu alguma explosão ou se João viu um carro explodir. Mesmo que a outra pessoa já domine o assunto. evite cruzar os braços. largadona? Ninguém. Para ficarmos restritos a um exemplo da área administrativa. às vezes. a repetição de expressões como "sabe". Embora seja muito comum em situações de bate-papo. É preciso. é necessário parar. atropelamos a fala das pessoas. não contribui para a eficiência da comunicação e pode acabar se tornando vício de linguagem. Você deve tratar a mensagem do modo mais cuidadoso possível.CONHECIMENTO ESPECÍFICO o outro sabe ou pensa. Alguém que ouve mas que não demonstra qualquer reação pode dar ao outro a impressão de que nada do que diz está sendo consíderado e. por isso. ou seja. por estar distraído. quando você tiver alguma dúvida. fale tudo o que precisa ser informado. É melhor buscar outras informações para ter uma opinião sobre um determinado assunto. Mantenha-se tranqüilo e atento enquanto estiver falando com seu interlocutor. mas que. seu uso excessivo só prejudica a transmissão da mensagem: "Olha só: o gerente dessa seção. é possível observar os 31 . consegue entender melhor e mais rápido uma determinada situação. podem dar sentido. Não cabe a você desvendar intenções. estejam apressadas. destacamos aqui pontos que você pode observar. o conteúdo da mensagem não se altera. Estar atento ao trabalho é fundamental. pode não entender uma pergunta e. Portanto. E você no papel de receptor? É importante que você demonstre sempre disponíbilidade para ouvir os outros. "entendeu". "Por que será que ele fez isso? O que será que está querendo? Por que tinha de dizer aquilo?" Observações como essas. indicativas de impaciência e o interlocutor pode ter a impressão de que você deseja se livrar dele. nunca deixe que o seu conhecimento ou sua opinião o impeçam de ouvir e aprender. que aparentemente sabe menos que você. se não conseguir se concentrar no que o outro diz. tratando-as com delicadeza. até ojeito de sua postura corporal influencia na sua boa comunicação. Para conseguir esse bom relacionamento. basta lembrar o caso de "rubrica". que podem ser entendidas de maneiras diferentes. também. Às vezes uma pessoa. você. Uma relação de mútua confiança permite a eliminação ou a neutralização de possíveis interferências no processo de comunicação." Evite. naquele momento. não responder como deveria. O receptor pode perder parte da mensagem ou toda ela. criar um distanciamento e se "ligar" para ouvir a opinião de outras pessoas. Mostre sempre uma atitude calma e receptiva. a pronúncia correta é "rubrica". Só isso. Para evitar essas dificuldades. Lá a pronúncia correta das palavras está indicada. Procure demonstrar tranqüilidade. para que não surjam obstáculos à comunicação. pois reforçar um determinado tema trará mais segurança para voce e para o seu ouvinte. você poderá agir de forma mais clara e precisa. mastigar a ponta da caneta e consultar as horas durante a conversa. mas você deve evitar isso. a você e à pessoa a quem você se dirige. Observe a frase: João viu a explosão do carro. ajudar no entendimento das palavras e do comportamento das outras pessoas. em vez de ficar imaginando o que pode estar acontecendo. isto é. procure um bom dicionário ou mesmo uma gramática da língua portuguesa. porque se estabelece um contato superficial e de pouca confiança. demonstrando interesse na mensagem de seu interlocutor. Por mais incrível que lhe possa parecer.") é um vício que impede o diálogo. prejudica a comunicação entre as pessoas. Embora muitas pessoas pronunciem-na como i& rubrica". Saber ouvir é fundamental para o seu trabalho. entendeu melhor a situação. que em nada auxilia na transmissão do que se quer dizer. e a frase fica mais concisa: "O gerente dessa seção está em reunião. É comum que as pessoas. é preciso que você leve em consideração alguns pontos básicos sobre o que deve ou não fazer. além da linguagem verbal. Se você ficarem dúvida sobre a pronúncia de alguma palavra. No entanto. entendeu?" Se excluirmos essas expressões. Se essas expressões têm a função de chamar a atenção do ouvinte. pois a falta de atenção pode trazer problemas. para não pronunciar palavras de maneilra errada. duplo sentido. Isso acaba por impedir que ouçamos o outro. e mais as tentativas de 1er nas entrelinhas". palavras ou frases ambíguas. O objeto da mensagem. Esses procedimentos podem ajudá-lo a expressar melhor sua atenção. tamborilar com os dedos sobre a mesa. Há algumas expressões que são habitualmente pronunciadas de forma incorreta. sabe. adiantando nossas opiniões. em geral. pressupõe-se que todos os seus elementos estejam em perfeita integração e harmonia. Ter uma relação de confiança com o seu interlocutor é importante.

"talvez". Discriminar é um comportamento negativo que só traz prejuízo ao convívio social. de modo a proporcionar. palavras que demonstrem excessivo grau de intimidade. Listas telefônicas A organização das listas telefônicas brasileiras segue a um padrão nacional. Endereços e Páginas Amarelas. peça-lhe de ma neira delicada que aumente um pouco o volume de voz. diga o nome da empresa. porém. importante do que se ter uma voz bonita. onde. um tom agradável. Não é muito difícil perceber a importância de se segurar bem o fone. Não caia. prefira perguntas que comecem com o que. avalie se está entendendo claramente o que ele lhe diz. Se você não estiver escutando bem. Nada de criar tensões. idéias e valores diferentes dos seus. A proximidade excessiva pode causar vibrações. Para tanto. uma ligação local é mais precária que uma interurbana ou internacional. Se você também notar que seu interlocutor está falando muito baixinho. "não" ou "talvez". enfim. Com certeza. Isso contribuirá muito para que a outra pessoa sinta-se à vontade para expressar suas opiniões. Fala claramente. Em geral a distância de dois a quatro centímetros dos lábios é a indicada para uma boa transmissão. Procure expressar suas divergências de modo respeitoso e delicado. Esses recursos são tão fundamentais que podem ser determinantes para a interpretação do que é dito. Aliás. contudo. Falar baixo demais pode ser tão ou mais prejudicial à comunicação. se senti que sua compreensão é importante para a comunicação. Isso fará o interlocutor sentir-se mais à vontade para expressar suas opiniões e idéias. busque auxílio em dicionários ou com pessoas que dominem essa língua estrangeira. sem interromper a fala da outra pessoa. abstenha-se de fazer julgamentos. de sons de concordância. 32 . a modulação expressiva. Mesmo que haja diferenças entre emissor e receptor.CONHECIMENTO ESPECÍFICO gestos. é sempre conveniente. Sabemos que cada pessoa tem seu estilo próprio de se expressar. seja na empresa. pois é muito comum que as pessoas reajam criando barreiras à comunicação. É necessário. por tanto. é saber empregá-Ia bem. desafiantes ou avaliativas. linguagem simples. Evite também os excessivos acenos de cabeça na demonstração de sua aceitação da mensagem da outra pessoa. pois muitas vezes é necessário um tempo para pensar antes de responder. Evite que o telefone toque mais que três vezes. você deve estar atento à sua acuidade auditiva. afastar demais o fone pode tornar a voz fraca e distante. No caso de não entender alguma palavra. respeitando seu ponto de vista e levando em conta seus valores. nem muito rápido. dispõe-se de muitos recursos para compreender e ser compreendido pelo outro. não tenha constrangimento em pedir para repetir. sem fugir do olhar de seu interlocutor e sem demonstrar desconfiança. a voz torna-se nosso cartão de apresentação. anotar recados e registrar chamadas. que geram respostas monossilábicas. Ao telefone. É melhor esperar que termine o enunciado para então você expressar com tranqüilidade suas divergências. Todos gostamos de falar com pessoas que nos olham diretamente. como os famosos "hã-hã". sua objetividade e concisão são fundamentais para uma comunicação mais eficiente. Nada de cara feia. Muitas vezes sabemos que um olhar. com palavras ou atitudes. Assim. Você sabe como é desagradável conversar com alguém que grita ao telefone. Pergunte-lhe apenas o essencial. Demonstre sempre que está acompanhando o que a outra pessoa diz. Amenize as perguntas diretas com expressões do tipo "quem sabe". Não demonstre impaciência: aquilo que é óbvio para você pode não ser tão evidente para todos. e só então faça novas perguntas. gírias. Não exagere na quantidade de perguntas. pois. algum tipo de resposta ao emissor. Estruturando assim as suas questões. colocando-se no lugar dele. o uso indiscriminado de termos eruditos ou pouco comum acabam por prejudicar a comunicação. Comunicação telefônica A necessidade de comunicação rápida e eficiente fez com que o telefone se tornasse um dos meios de comunicação mais utilizados hoje em dia. saberá consultar as listas telefônicas locais. numa postura defensiva. no escritório ou em qualquer outra instituição. contudo. utilizando-as devidamente. no outro extremo. quando. Não abuse. mas as mais usadas são as de Assinantes. Contradizer desnecessariamente o que a outra pessoa está dizendo torna o diálogo improdutivo. É comum associar-se o fato de ser uma ligação de lugar distante com a necessidade de se falar mais alto. pois o cliente que está do outro lado da linha pode ficar impaciente com a demora. admita que outra pessoa tenha crenças. No cotidiano de um serviço de recepção. como. para não parecer que o está submetendo a um interrogatório. onde quer que você more ou esteja. não existem regras de uma forma ideal de comunicação telefônica. "se possível". se você não souber a pronúncia correta. nada melhor do que uma voz clara. é comum atender a pedidos de informações telefônicas. nem excessivamente devagar. sempre que possível. E usar o ritmo adequado. Formule bem suas perguntas. você receberá respostas mais precisas e objetivas. numa demonstração de respeito e aceitação. contudo. Evite as perguntas fechadas. Existem várias listas. que você saiba tirar o máximo proveito delas. No entanto é preciso que não se confunda objetividade. é preferível tentar uma outra ligação. Mais. reafirmar que a clareza da linguagem. Quase sempre a linguagem rebuscada afetada. cumprimente-o e lhe explique que no momento a linha está ocupada ou que a pessoa não poderá atender. pronunciando bem as palavras. para não criar uma situação de tensão entre vocês. Depois de fazer uma pergunta. Não coloque questões excessivamente agressivas. É desagradável ficar esperando na linha ouvindo "musiquinha" sem saber por quanto tempo. Se possível. É necessário. Você sabe que não há a menor lógica nisso. ganham muito mais significado do que as palavras enunciadas. Por outro lado. Se a ligação não estiver boa e apresentar ruídos. com expressões vulgares. é importante que você aguarde a resposta. Quanto às palavras estrangeiras. as expressões faciais e corporais. Caso precise fazer o cliente esperar. Uma voz que segue o ritmo pedido pela comunicação é muito bem-vinda. poderá transmitir recados errados ou fazer confusão nas chamadas telefônicas. é essencial que um objetivo comum seja estabelecido. um gesto de mão. Isso esclarece o tipo de resposta esperada. do tipo "sim". já passou pela experiência de ter de afastar o fone do ouvido por não agüentar o volume da voz do outro. A pluralidade de opiniões é um fator positivo e não deve ser motivo de discussões inúteis. com freqüência. portanto. Tente estabelecer uma relação de empatia com o interlocutor.

informou-se sobre sua consulta. portanto. Você sabe como são comuns os comentários a respeito de longas horas passadas em salas de espera. empresas. Pedro C. tv. como expressões de tristeza. ainda mais em se tratando de um hospital. em situações de tensão. Maria Em muitas ocasiões. Quando presenciar alguma situação assim. A recepcionista foi confirmar no computador. uma pessoa que se dirige à recepção de um hospital está nervosa. Caso seja necessário que um cliente aguarde na sala de espera. de modo a transmitir tranqüilidade e solidariedade ao cliente. pediu que aguardasse um pouco. Na maior parte das vezes. você terá necessidade de procurar nomes de firmas. Mesmo no caso das maternidades. por vezes. é interessante que você saiba que as empresas telefônicas prestam outros serviços. Nesses casos. procurar pelo último sobrenome simples ou composto. por móveis. Esteja preparado. 33 . É preciso. portanto. Sem ser ranzinza. por subtítulos. entretanto. Códigos e serviços prestados Além de conhecer e bem utilizar as listas. Em casos de nomes de ruas que incluam títulos. mostre ao cliente que hospital é lugar de silêncio. sobretudo. Esses endereços também obedecem à ordem alfabética. Em anexo. Atendimento em locais específicos É sempre importante. Nélson tinha uma consulta marcada nesse hospital. travessas etc. ou antipático. tão agradável em muitos ambientes. deve procurar. fornecemos uma lista com esses telefones para que você a tenha sempre à mão. Caso você necessite consultar uma lista diferente daquela que cobre sua área. Há cidades com população muito grande. praças. é mais difícil controlar a ansiedade e o tempo parece não passar. Não ficamos sempre com uma sensação de tempo perdido e uma imagem muito ruim dos profissionais que nos fizeram esperar? Note a diferença nessas situações de atendimento em hospitais: Hospital São Tomé O Hospital São Tomé. conhecer sua área de atuação. chateada. antes de começar a trabalhar em uma instituição. está empenhado em resolver seus problemas. são exageradas e até mesmo barulhentas. dormitórios. o que facilita a identificação dos funcionários e a padronização dos mesmos. Nas listas os nomes dos assinantes aparecem por ordem alfabética. pois o médico a quem consultaria encontrava-se no centro cirúrgico. Mal. pode causar transtornos. Se você precisa consultar as lojas que vendem móveis. Você deve consultar as listas páginas amarelas por categorias de atividades. Ao se dirigir à recepcionista. por exemplo. um grande respeito pela situação de tensão em que se encontram as pessoas que por lá transitam.. primeiramente. Exemplo: Maria Vieira Botelho Você pode também procurar: Vieira Botelho. A preocupação com a aparência do recepcionista é um aspecto que. o cliente já pode observar que ela está uniformizada. exclua o t e procure pelo primeiro nome: Exemplo: Avenida Marechal Deodoro da Fonseca Procure: Deodoro da Fonseca.SENAC Procure: SENAC . avenidas. algumas costumam estar sob tensão. Uma de suas tarefas.. há casos em que da lista constam simplesmente as siglas. de fato. prestar serviço de forma que o cliente sinta-se à vontade para expor suas necessidades e perceba que você.Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Da lista de endereços. constam os nomes dos assinantes de uma ou várias cidades circunvizinhas. em excesso. O tratamento dado ao cliente. preocupado com a melhoria da qualidade. Mas também existem as manifestações de alegria que. indignação. Como quase tudo. onde essas listas são apresentadas por regiões ou bairros. Isso porque há algumas especificidades no trabalho prestado por um recepcionista em certos tipos de empresa. A imagem que a instituição passa para quem está sendo atendido deve ser de confiança e credibilidade. demonstre periodicamente que não se esqueceu dele e que está providenciando seu atendimento. julgamos importante que você liste alguns de maior utilidade. deve refletir interesse e delicadeza. av. Devido à freqüência com que você deverá consultar a relação de códigos e serviços oferecidos pelas companhias telefônicas. reforçou o atendimento oferecido aos seus clientes. Após a verificação. disque para a companhia de sua cidade e solicite o número desejado. para reações mais emocionais.CONHECIMENTO ESPECÍFICO pois elas contêm informações que certamente agilizarão seu trabalho. procure agir com calma. mas logo viria atendê-lo. O uso de perfume. O trabalho de recepção em um hospital envolve. embora tenha também a opção de buscar. será a de tranqüilizar os clientes na sala de espera.unhas cortadas e limpas. A recepcionista ofereceu algumas revistas ao paciente. não se limita apenas aos hospitais. deve ser cauteloso. A excelência de seu atendimento começa na recepção. Antônio Há casos. Ao se dirigir à recepcionista. Exemplo: Pedro Camargo Santos Você deve procurar: Santos. Exemplo: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial . além de atencioso. cabelos penteados . dia e horário previamente marcados. por isso. delicadeza e profissionalismo. onde geralmente predomina a circulação de pessoas alegres. estofados etc. Exemplo: Travessa Siqueira Campos Procure: Siqueira Campos. É preciso que você se lembre de que.sempre estão presentes. fazem parte todos os logradouros (ruas. Antônio Gonçalves Júnior Procure: Gonçalves Jr. Você deve.) da cidade. comumente se procura pelo nome por extenso. Das listas de assinantes. raiva. Os cuidados com os aspectos de higiene pessoal . portanto. entretanto. como sabemos. sob tensão. em que o sobrenome que consta da lista não é o último e sim aquele pelo qual a pessoa é comumente conhecida. mais especificamente: móveis de escritório.

Com o acúmulo de riquezas. alimentação e eventuais despesas médicas. as sociedades passaram a criar reservas de recursos suficientes para negociá-los com terceiros. com suas necessidades de consumo. as sociedades passaram a buscar o acúmulo de bens visando à geração de riquezas. D para os direitos e O para as obrigações: Apartamento Dinheiro Promissórias a pagar Automóveis Duplicatas a receber Impostos a pagar Lucros a distribuir Dividendos a pagar Terras Máquinas Contas a receber Salários a pagar Jóias Prestações a receber Caminhões ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Lidar com finanças e construir patrimônio são duas ações que acompanham o homem há muitos séculos.D. quando empregamos e distribuímos nosso dinheiro. para poder utilizá-la de acordo Respostas: B. DIREITOS = são todos os valores que alguém tem a receber de terceiros. E isso acontece quando fazemos nosso planejamento financeiro doméstico. Nascia aí o conceito primitivo de patrimônio. aplicando-os em nosso trabalho. Com a invenção da moeda como forma de aquisição de mercadorias. mas. EXERCÍCIO Na relação de itens a seguir. no entanto. através de empréstimos. vamos dar um segundo passo. informando-o de que seria atendido em cinco minutos. Primeiro.D. ela o encaminhou ao consultório do médico. 34 . com a finalidade de manter a subsistência do homem.D. Basta nos atermos ao nosso dia-a-dia e observar como estamos freqüentemente usando esses conceitos. Ela se dirigiu a Nélson. OBRIGAÇÕES = são todos os valores que alguém tem a pagar. Antônio separa uma parte do dinheiro para o pagamento das contas de luz.B. Observe como ele o administra.O.B. a recepcionista telefonou para o centro cirúrgico. analisar profundamente a história. vamos imaginar a seguinte situação. buscando agora conhecer os objetivos e as funções da administração financeira dentro de uma empresa. Outra parte é destinada aos gastos com transporte. sim. direitos e obrigações de uma pessoa. BEM = aqui é entendido como tudo aquilo que a pessoa possui. É dessa forma que podemos entender as finanças de uma empresa. podemos concluir que todos nós somos administradores financeiros de nosso dinheiro. a aplicação e a distribuição de recursos financeiros. Alguns minutos depois. Eram patrimônio também todos os bens e mercadorias obtidos através do comércio. todo o excedente da produção era diretamente trocado por outros produtos com a única finalidade de manter a substância do grupo. somente. Decorrido o tempo previsto. Assim nasciam os conceitos de direitos e obrigações. Antônio deposita no banco. As finanças de uma empresa representam a administração de seus recursos. PATRIMÔNIO Sabemos que. que já não existia mais.B. seja para uso. Antônio recebeu hoje o salário do mês. com finalidade econômica. troca ou consumo. De acordo com a situação vivida por Antônio. Logo.O. o homem habitava cavernas e buscava os frutos silvestres e a água para saciar sua fome e sua sede. O médico pediu-lhe que em cinco minutos o encaminhasse ao seu consultório. todos nós lidamos com finanças. B para os bens. no início da civilização.O. Com o tempo.CONHECIMENTO ESPECÍFICO propondo-lhe que aguardasse seu chamado confortavelmente sentado. Nesse contexto histórico.D. A partir daí. que poder ser física (o indivíduo) ou jurídica (a empresa). passou a guardar frutos e a água dentro da caverna. Assim ele pretende juntar o dinheiro suficiente para poder comprar o tão sonhado videocassete. Não precisamos. o comércio se baseava apenas na simples troca de mercadorias. desde a aquisição até a distribuição eficiente. quando levantamos nossos fundos de reserva. Logo. coloque. toda empresa tem a administração voltada para a realização de seus objetivos. telefone. Nélson ficou muito satisfeito e bem impressionado com o excelente atendimento recebido. dentro dos parênteses. ou seja.B Após a compreensão dos conceitos de finanças e patrimônio. Ampliava-se assim o conceito de patrimônio. O OBJETIVO Ao iniciar suas atividades. quando confrontamos nossos planos originais com o que efetivamente pode ser realizado. torna-se fácil transpô-los para a realidade das empresas. verificando onde e quanto do dinheiro de que dispomos será guardado. gás. O que sobra. FINANÇAS Para compreender o conceito de finanças. superando em muito suas expectativas. Hoje o patrimônio constitui um conjunto de bens.O. pré-requisitos para o desenvolvimento de seu estudo sobre administração financeira. condomínio e também do aluguel.O. informando o médico de que Nélson ainda o aguardava.B. pode-se entender por finanças a guarda.

bonificações (distribuídas aos acionistas em forma de novas ações) ou dividendos (distribuídos aos acionistas em forma de dinheiro). aquisição. como e quando será feito e por quanto e por quem será feito. assim como sua tecnologia e sua competência gerencial são fatores que podem manter ou aumentar o valor da empresa no mercado. novos produtos e treinamento de pessoal estará mais bem preparada para assimilar e se adaptar às mudanças. Luiza também planejou a compra de seu apartamento. toda empresa realiza investimentos. a empresa que realiza investimentos em tecnologia. que são planejamento financeiro. Veja só: Luiza está planejando viajar. cabe à administração financeira questionar quanto do lucro deve ser distribuído aos acionistas e quanto deve ser retido para financiar a expansão dos negócios. no prazo combinado. todos os setores que a constituem precisam responder eficientemente aos seus objetivos específicos. veículos. atendimento às exigências da legislação do país e controle das agressões que sua produção e atividades possam fazer ao meio ambiente. as empresas destacam entre seus maiores objetivos a qualidade nos produtos e serviços oferecidos e a produtividade do trabalhador. seu conceito junto aos credores. seja nos processos de trabalho. excesso de estoque e três máquinas paralisadas à espera de reposição de peças. * valor de mercado * capacidade de uma empresa gerar lucros.CONHECIMENTO ESPECÍFICO Nos dias de hoje. Aumentando o patrimônio da empresa Para aumentar o valor do patrimônio de uma empresa a administração financeira precisa ter em mente alguns aspectos. principalmente devido às mudanças no perfil do público consumidor e na própria estrutura empresarial. como criação de reservas (que não são distribuídas aos acionistas). 0 retorno deve ser compatível com o risco assumido. seu papel é o de garantir à empresa a obtenção de lucros. a importância do investimento a longo prazo. 0 investidor só considera satisfatório deixar de receber os lucros de uma aplicação. a destinação do lucro em exercício. Para garantir a manutenção das atividades e a consecução dos lucros. seja ele simples. o planejamento visa a estabelecer a quantidade de recursos que serão investidos em novos mercados e quanto será destinado ao reaparelhamento de máquinas. Aquisição de recursos 35 . Todo investimento a longo prazo precisa de um acompanhamento e de uma avaliação sobre as tendências e o desenvolvimento do mercado. Ao estabelecer uma política de dividendos. Planejamento financeiro É comum usarmos o verbo planejar para expressar aquilo que estamos pensando em realizar. móveis. Logo. No caso da administração financeira. Mas por que sentimos essa necessidade? Porque precisamos definir antecipadamente o que desejamos alcançar. mas foi obrigada a mudar os planos. vivida pela empresa Delta: ela apresenta saldo de caixa inativo. a administração financeira precisa considerar. a consideração do risco assumido e o aumento ou a manutenção do valor de mercado da empresa. Na administração financeira. seja complexo. equipamentos. sempre. muitas vezes a administração financeira pode até sacrificar um lucro imediato com o objetivo de conseguir maiores benefícios futuros para a empresa. etc. além do controle financeiro. Ao planejar esses investimentos. É importante não esquecermos que a realização dos objetivos da administração das empresas deve responder a alguns princípios. caso haja possibilidade de recebê-los com rendimentos maiores no futuro. percebemos que em nenhuma empresa pode ocorrer uma situação semelhante à da empresa Delta. Para garantir a consecução dos objetivos mais gerais de uma empresa. Como toda empresa é constituída com a perspectiva da evolução dos lucros e da manutenção de suas atividades por tempo indeterminado. que podem ser de curto ou de longo prazo. Ao mesmo tempo. Na sua opinião. otimização e distribuição dos recursos. nenhum desses fatores pode deixar de ser considerado nas pesquisas e nos projetos de investimento da administração financeira. O risco A administração financeira precisa sempre considerar os riscos a serem assumidos. como o cumprimento de suas obrigações sociais: pagamento de impostos. o administrador financeiro da empresa Delta está cumprindo suas funções de forma eficiente? Mesmo sem sabermos quais são as funções de um administrador financeiro. Destinação do lucro 0 lucro apurado no final de um período contábil pode ter várias destinações. AS FUNÇÕES Vamos analisar a seguinte situação. Para que a administração financeira atinja seus objetivos ela deve executar suas funções essenciais. O investimento a longo prazo Chamamos de investimento todos os gastos que uma empresa faz para melhorar a qualidade de seus serviços. como as perspectivas de investimento a longo prazo. seja atendendo às novas exigências do mercado. Frases como essas são usuais porque tudo na vida merece um planejamento.

etc. Estado. § 3o Nas referências: I . estão compreendidos: 36 . realiza gastos. são os gastos efetuados para manter as atividades e permitir a obtenção dos lucros. Cabe à administração financeira decidir qual é a forma de captação mais adequada às operações normais. § 2o As disposições desta Lei Complementar obrigam a União. concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA PÚBLICA Difere da administração financeira particular e está regulamentada pela Lei Complementar nº 101/2000 a seguir: LEI COMPLEMENTAR Nº 101. torna-se necessário que a empresa distribua equilibradamente os recursos por todos os seus setores. geração de despesas com pessoal. registrar o contrato social e cadastrar a empresa em vários órgãos da Prefeitura. jóias. os custos ou mesmo os investimentos feitos para a produção de bens e serviços. toma-se necessário contratar um contador ou um técnico em contabilidade para orientar os procedimentos de abertura da empresa. ao Distrito Federal e aos Municípios. da seguridade social e outras. comprar ativos imobilizados (automóveis. Os recursos podem ser utilizados para adquirir maiores estoques. treinamento do pessoal para desempenho das funções (investimento) e compra de equipamentos (investimento). Otimizar os recursos de uma empresa significa exatamente aplicá-los com eficácia. já podendo exercer sua atividade legal. rotineiras e aos novos projetos a serem implantados na empresa. inclusive por antecipação de receita. operações de crédito. financiar um volume maior de vendas a crédito.) e aumentar o saldo de caixa para transações ou mesmo por precaução. compra de matéria-prima ou mercadorias (custos). os Estados. em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. Distribuição eficiente de recursos Para alcançar o lucro desejado e preservar a capacidade de pagar seus compromissos nos vencimentos. Os gastos de uma empresa são as despesas. com menor probabilidade de erro. desde o momento em que inicia suas operações e começa a funcionar. etc. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. pagamento de aluguel e taxas públicas (despesas). pagamento de impostos ligados à produção e à venda (custos).CONHECIMENTO ESPECÍFICO Os recursos de uma empresa podem ser obtidos internamente. ou externamente (empréstimos bancários. procurando um adequado equilíbrio orçamentário entre as despesas. terrenos. DE 4 DE MAIO DE 2000. dívidas consolidada e mobiliária. Depois que a empresa está registrada. com amparo no Capítulo II do Título VI da Constituição. Controle financeiro O controle financeiro tem início no ponto em que o planejamento da empresa termina. INVESTIMENTOS como você já viu. A partir daí. Receita Federal.). o próprio objetivo do negócio gera outros gastos. surgem os gastos iniciais com a legalização. É importante destacar que para uma correta distribuição de recursos. aos Estados. a área financeira precisa estar integrada às demais áreas da empresa. DESPESAS são os gastos que decorrem das atividades operacionais. Otimização dos recursos Toda empresa. como contratação de pessoal para o trabalho. CUSTOS são os gastos atribuídos à fabricação dos produtos ou à realização dos serviços. 1o Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. no momento em que uma empresa é criada. Esse controle tem por objetivo verificar se os recursos destinados à consecução das atividades estão sendo aplicados conforme o planejado e avaliar a necessidade de correções e adaptações para que os resultados previstos ao longo do planejamento sejam atingidos. etc.à União. Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. § 1o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente. por meio das próprias operações da firma (venda de suas mercadorias ou serviços). através de negociações de financiamento. o Distrito Federal e os Municípios. os custos e os investimentos. mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita. Por exemplo. créditos concedidos pelo governo.

II . § 3o A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais. agropecuárias. onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas. e evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos da política econômica nacional. Tribunal de Contas dos Municípios e Tribunal de Contas do Município. os valores transferidos aos Estados e Municípios por determinação constitucional ou legal. 9o e no inciso II do § 1o do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. em anexo específico. industriais.avaliação da situação financeira e atuarial: a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador. 31. também nos últimos três exercícios. informando as providências a serem tomadas. fundações e empresas estatais dependentes.a Estados entende-se considerado o Distrito Federal. bem como os parâmetros e as projeções para seus principais agregados e variáveis. de contribuições. Art. III . Do Plano Plurianual Art. autarquias. V .(VETADO) § 1o Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas Fiscais. e no art. o Distrito Federal e cada Município. 239 da Constituição. de serviços. 165 da Constituição e: I . nos Estados e nos Municípios. as parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional. a ente da Federação.receita corrente líquida: somatório das receitas tributárias. no art. excluídos. deduzidos: a) na União. direta ou indiretamente. e ainda as metas de inflação.evolução do patrimônio líquido. IV . II . f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas. 201 da Constituição. II . 195. relativas a receitas. despesas.avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior. e do fundo previsto pelo art. b) nos Estados. transferências correntes e outras receitas também correntes. § 2o Não serão considerados na receita corrente líquida do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e de Roraima os recursos recebidos da União para atendimento das despesas de que trata o inciso V do § 1o do art. o Poder Judiciário e o Ministério Público. 2o Para os efeitos desta Lei Complementar.empresa estatal dependente: empresa controlada que receba do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital.(VETADO) III . excluídas as duplicidades. para o exercício subseqüente. neste abrangidos os Tribunais de Contas. a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema de previdência e assistência social e as receitas provenientes da compensação financeira citada no § 9o do art. em que serão estabelecidas metas anuais. o Poder Legislativo. no último caso. b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial. aqueles provenientes de aumento de participação acionária.demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. e as contribuições mencionadas na alínea a do inciso I e no inciso II do art. 3o (VETADO) Seção II Da Lei de Diretrizes Orçamentárias Art. Seção III Da Lei Orçamentária Anual CAPÍTULO II DO PLANEJAMENTO Seção I 37 . 19.CONHECIMENTO ESPECÍFICO a) o Poder Executivo. os objetivos das políticas monetária. § 1o Serão computados no cálculo da receita corrente líquida os valores pagos e recebidos em decorrência da Lei Complementar no 87. Tribunal de Contas do Estado e. creditícia e cambial. fundos. IV .disporá também sobre: a) equilíbrio entre receitas e despesas. destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos. § 2o O Anexo conterá. resultados nominal e primário e montante da dívida pública. ainda: I .empresa controlada: sociedade cuja maioria do capital social com direito a voto pertença. de 13 de setembro de 1996.demonstrativo das metas anuais. instruído com memória e metodologia de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos. § 3o A receita corrente líquida será apurada somando-se as receitas arrecadadas no mês em referência e nos onze anteriores. caso se concretizem. III .ente da Federação: a União. II . c) na União. quando houver. patrimoniais. entende-se como: I . 4o A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2o do art.a Tribunais de Contas estão incluídos: Tribunal de Contas da União. b) critérios e forma de limitação de empenho. III . em valores correntes e constantes. comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores. para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes. a ser efetivada nas hipóteses previstas na alínea b do inciso II deste artigo. b) as respectivas administrações diretas. cada Estado. § 4o A mensagem que encaminhar o projeto da União apresentará. c) (VETADO) d) (VETADO) e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos.

destinada ao: a) (VETADO) b) atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. no que se refere aos impostos. as do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais.será acompanhado do documento a que se refere o § 6o do art. conforme disposto no § 1o do art. os Poderes e o Ministério Público promoverão. custeio administrativo. em audiência pública na comissão referida no § 1o do art. o Poder Executivo demonstrará e avaliará o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre. constarão da lei orçamentária anual. em reunião conjunta das comissões temáticas pertinentes do Congresso Nacional.CONHECIMENTO ESPECÍFICO Art. ao final de um bimestre. nos trinta dias subseqüentes. ou em legislação específica. § 5o A lei orçamentária não consignará dotação para investimento com duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no plano plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão. e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias. 38 . definido com base na receita corrente líquida. demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os objetivos e metas constantes do documento de que trata o § 1o do art. § 4o Até o final dos meses de maio. destacando os de emissão da União. 5o O projeto de lei orçamentária anual. inclusive os destinados a benefícios e assistência aos servidores. É vedada a realização de transferências voluntárias para o ente que não observe o disposto no caput. ainda que parcial. com a lei de diretrizes orçamentárias e com as normas desta Lei Complementar: I . e a investimentos. § 1o No caso de restabelecimento da receita prevista. limitação de empenho e movimentação financeira. setembro e fevereiro. a recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de forma proporcional às reduções efetivadas.conterá. nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art.conterá reserva de contingência. cuja forma de utilização e montante. Parágrafo único. 166 da Constituição ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição. A execução orçamentária e financeira identificará os beneficiários de pagamento de sentenças judiciais. bem como das medidas de compensação a renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado. 167 da Constituição. ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso. Art. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação. 11. § 3o No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não promoverem a limitação no prazo estabelecido no caput. § 2o O impacto e o custo fiscal das operações realizadas pelo Banco Central do Brasil serão demonstrados trimestralmente. segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. § 3o A atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinanciada não poderá superar a variação do índice de preços previsto na lei de diretrizes orçamentárias. § 2o Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente. serão estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. avaliação do cumprimento dos objetivos e metas das políticas monetária. 7o O resultado do Banco Central do Brasil. e será transferido até o décimo dia útil subseqüente à aprovação dos balanços semestrais. e as receitas que as atenderão. inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida. 6o (VETADO) Art. por ato próprio e nos montantes necessários. 8o Até trinta dias após a publicação dos orçamentos. previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação. III . mobiliária ou contratual. II . 100 da Constituição. apurado após a constituição ou reversão de reservas. em anexo. 165 da Constituição. § 2o O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei orçamentária e nas de crédito adicional. 10. por meio de sistema de contabilidade e administração financeira. § 6o Integrarão as despesas da União. § 1o Todas as despesas relativas à dívida pública. evidenciando o impacto e o custo fiscal de suas operações e os resultados demonstrados nos balanços. § 1o O resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento. e serão incluídas na lei orçamentária. o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. 4o. elaborado de forma compatível com o plano plurianual. é o Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. § 5o No prazo de noventa dias após o encerramento de cada semestre. Art. para fins de observância da ordem cronológica determinada no art. Parágrafo único. creditícia e cambial. CAPÍTULO III DA RECEITA PÚBLICA Seção I Da Previsão e da Arrecadação Art. constitui receita do Tesouro Nacional. § 7o (VETADO) Art. § 4o É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada. nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias da União. 9o Se verificado. 4o. o Banco Central do Brasil apresentará. Seção IV Da Execução Orçamentária e do Cumprimento das Metas Art. que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais. § 3o Os balanços trimestrais do Banco Central do Brasil conterão notas explicativas sobre os custos da remuneração das disponibilidades do Tesouro Nacional e da manutenção das reservas cambiais e a rentabilidade de sua carteira de títulos.

com a especificação. e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias. § 3o O Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos demais Poderes e do Ministério Público. a despesa objeto de dotação específica e suficiente. inclusive da corrente líquida.compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias. § 3o Ressalva-se do disposto neste artigo a despesa considerada irrelevante. considerarão os efeitos das alterações na legislação. por meio do aumento de receita. II . pelo Poder Executivo. proveniente da elevação de alíquotas. 16 e 17. II . considera-se: I . e as respectivas memórias de cálculo. os estudos e as estimativas das receitas para o exercício subseqüente. na forma do seu § 1o.adequada com a lei orçamentária anual. alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições. ampliação da base de cálculo.empenho e licitação de serviços. 16. § 4o As normas do caput constituem condição prévia para: I . de forma que somadas todas as despesas da mesma espécie. IV e V do art. subsídio. no mínimo trinta dias antes do prazo final para encaminhamento de suas propostas orçamentárias.estar acompanhada de medidas de compensação. § 2o O montante previsto para as receitas de operações de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei orçamentária. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa será acompanhado de: I . ou que esteja abrangida por crédito genérico. realizadas e a realizar. benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas referidas no mencionado inciso.demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária. majoração ou criação de tributo ou contribuição. da variação do índice de preços. fornecimento de bens ou execução de obras. prioridades e metas previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições. em metas bimestrais de arrecadação. nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias. § 1o A renúncia compreende anistia. em separado. Art.às alterações das alíquotas dos impostos previstos nos incisos I. remissão. da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem. quando cabível. A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes. das medidas de combate à evasão e à sonegação. da quantidade e valores de ações ajuizadas para cobrança da dívida ativa.CONHECIMENTO ESPECÍFICO Art. e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes. § 1o Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal.ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança. concessão de isenção em caráter não geral. e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. previstas no programa de trabalho. 8o. atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condições: I . na forma do art. bem como da evolução do montante dos créditos tributários passíveis de cobrança administrativa. Seção II Da Renúncia de Receita Art. não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício. 12. A criação. o 39 . 12. No prazo previsto no art. 153 da Constituição. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais. objetivos. do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos. II. 15. II .declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. § 1o Para os fins desta Lei Complementar. Serão consideradas não autorizadas. irregulares e lesivas ao patrimônio público a geração de despesa ou assunção de obrigação que não atendam o disposto nos arts. 14. II . § 3o O disposto neste artigo não se aplica: I . § 2o Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo ou benefício de que trata o caput deste artigo decorrer da condição contida no inciso II. no período mencionado no caput. Art. CAPÍTULO IV DA DESPESA PÚBLICA Seção I Da Geração da Despesa Art. as receitas previstas serão desdobradas. 13. crédito presumido. a despesa que se conforme com as diretrizes. § 2o A estimativa de que trata o inciso I do caput será acompanhada das premissas e metodologia de cálculo utilizadas.

§ 3o Para efeito do § 2o. adotando-se o regime de competência. § 6o O disposto no § 1o não se aplica às despesas destinadas ao serviço da dívida nem ao reajustamento de remuneração de pessoal de que trata o inciso X do art. III . Subseção I Da Despesa Obrigatória de Caráter Continuado Art. § 2o Para efeito do atendimento do § 1o.Estados: 60% (sessenta por cento). 17. III . ainda que por intermédio de fundo específico. Seção II Das Despesas com Pessoal Subseção I Definições e Limites Art.relativas a incentivos à demissão voluntária. § 1o Na verificação do atendimento dos limites definidos neste artigo. 57 da Constituição.derivadas da aplicação do disposto no inciso II do § 6o do art. § 5o A despesa de que trata este artigo não será executada antes da implementação das medidas referidas no § 2o. entende-se como despesa total com pessoal: o somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos. 21 da Constituição e do art. bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência. os inativos e os pensionistas. horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza. 169 da Constituição. custeadas com recursos transferidos pela União na forma dos incisos XIII e XIV do art. nos períodos seguintes. 18. incluído o Tribunal de Contas da União. do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e Roraima. militares e de membros de Poder. § 1o Os valores dos contratos de terceirização de mão-de-obra que se referem à substituição de servidores e empregados públicos serão contabilizados como "Outras Despesas de Pessoal". § 4o A comprovação referida no § 2o. Para os efeitos desta Lei Complementar. Art. destacando-se 3% (três por cento) para as despesas com pessoal decorrentes do que dispõem os incisos XIII e XIV do art. o ato será acompanhado de comprovação de que a despesa criada ou aumentada não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo referido no § 1 o do art. custeadas por recursos provenientes: a) da arrecadação de contribuições dos segurados. 18. não serão computadas as despesas: I . inclusive adicionais. verificadas nos três exercícios financeiros imediatamente anteriores ao da publicação desta Lei Complementar. ser compensados pelo aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa. considera-se aumento permanente de receita o proveniente da elevação de alíquotas.Municípios: 60% (sessenta por cento). II .CONHECIMENTO ESPECÍFICO II . § 7o Considera-se aumento de despesa a prorrogação daquela criada por prazo determinado.6% (seis décimos por cento) para o Ministério Público da União. as despesas com pessoal decorrentes de sentenças judiciais serão incluídas no limite do respectivo Poder ou órgão referido no art. Art. IV . § 2o Observado o disposto no inciso IV do § 1o. em percentual da receita corrente líquida. reformas e pensões. Considera-se obrigat