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Edições Carmelitanas, OCD

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ISBN: 85-15-01397-5 4 i! edição: junho de 2000

© EDIÇÕES LOYOLA, São Paulo, Brasil, 1996

Introdução...............................................9
Abandono.................................................................17 Alegria......................................................................19 Amor.........................................................................22 Ascensor...................................................................25 Brinquedo.................................................................26 Caridade..................................................................~27 Carmelita..................................................................30 Carmelo....................................................................32 Castidade.................................................................34 Céu.........................................................................."35 Confiança.................................................................38
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Consolação..........................................................40

Coração de lesus......................................................42 Criança.....................................................................44 Cruz.......................................................................Z 4 7 Desejo......................................................................49 Esperança................................................................52 Espírito Santo...........................................................54 Esposo......................................................................56 Eternidade................................................................58 Eucaristia..................................................................59 Exílio.........................................................................61 Face..........................................................................63 Famflia.....................................................................65 Fé.............................................................................67 Felicidade.................................................................69 Festa........................................................................71 Fraqueza..................................................................72
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Futuro......................................................................75 Graça ......................................................................77 Grão.........................................................................79 Humildade................................................................81 Igreja........................................................................83 Infância....................................................................85 justiça.......................................................................86 Maria........................................................................88 Martírio.....................................................................92 Mérito.......................................................................94 Miséria......................................................................96 Misericórdia..............................................................97 Missão......................................................................99 Montanha...............................................................101 Morte......................................................................102 Nada.........................................................................104
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Obediência..............................................................106 Olhar.......................................................................107 Oração....................................................................109 Orvalho...................................................................113 Padre......................................................................115 Pai..........................................................................118 Pátria......................................................................120 Paz..........................................................................121 Pecado....................................................................123 Pequenez................................................................125 Pequeno caminho..................................................127 Perfeição................................................................129 ^^^^^ i*^^ç^...............................................................................................................—131 Presente__________________________.........____ 1 33 Provação................................................................134 Purgatório...............................................................137
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Sacramento............................................................138 Santidade...............................................................141 Silêncio...................................................................144 Simplicidade...........................................................146 Sofrimentos............................................................148 Temor.....................................................................151 Trindade 152 Tristeza 154
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Verdade.........._________ 158
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Virtude....................................................................162 Vocação..................................................................164. Vontade..................................................................166

(S^ntrodução

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St a. Teresinha do Menino lesus, Carmelita Descalça, nasceu em 1873 e morreu com 24 anos em 30 de setembro de 1897. Estamos próximos do Io CENTENARIO de sua morte. O mundo carmelita no e eclesial prepara-se com grande esperança e entusiasmo para esse centenário Poucas santas e santos na Igreja tiveram fama tão grande e duradoura como a pequena Teresa de Lisieux. Ela encontrou a seu redor pessoas que a amaram profundamente. Foi o centro das atenções no seio da família Martin por ser a caçula do casal que tanto esperava um menino. O amor terno e delicado do pai que gostava de chamá-la "pequena rainha" fez desabrochar nela um sentimento de ternura e afeto filial difícil de encontrar. Toda a educação que Teresinha recebeu foi
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marcada pelo amor Esse amor irá ajuda-la muito a descobrir o outro Amor e a nova dimensão da caridade: o amor a Deus. No ambiente religioso-famüiar, o florescer da vocação religiosa carmelitana da pequena Teresa surge quase espontaneamente. Ela vê suas irmãs partirem para o Carmelo e sente que esta também será sua vocação. Um juízo apressado poderia levar-nos a concluir que entrou para o Carmelo por "medo" de ficar sozinha ou por '"fuga" das grandes responsabilidades da vida. Prevendo isso. ela declara várias vezes em seus escritos Não entrei para o Carmelo para agradar ou estar perto de minhas irmãs, mas só por amor a lesus". No Carmelo, encontra sua vocação no amor Sua visão de Igreja faz sentir que não pode ser feliz sozinha. E necessário dilatar o coração. O amor de uma carmelita
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devo abraçar o mundo

Uma visão panorâmica da vida. escritos e espiritualidade de St a Teresinha nos ajudarão a entrar no mundo rico e sonhador dessa menina, que aos 15 anos decidiu desafiar o Direito Canónico e ingressar no Carmelo. É sem dúvida uma figura de múltiplas facetas que poderá enganar-nos com facilidade se não considerarmos bem os vários momentos de sua vida e não soubermos penetrar silenciosamente em seu santuário. Encontramo-nos diante de uma grande mística e contemplativa que não tem outra coisa a dizer senão "cantar as misericórdias do Senhor", à imitação de Sta. Teresa de Ávila. S. loão da Cruz.

24 anos
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O tempo que Deus confiou a Sta. Teresinha — pouco mais de 8 000 dias passados sobre a terra — foram vividos de forma simples e intensamente Os pais, duas vocações religiosas frustradas de forma ridícula e clamorosa — o pai por nào saber latim, não pode entrar na Ordem dos monges de S. Bernardo, e a mãe foi recusada pelas Irmãs Vicentinas, sem nenhuma explicação — casaram-se desejosos de ter um filho para oferecer a Deus Dos nove filhos que tiveram, dois eram meninos e morreram ainda crianças. Sobreviveram 5 filhas Todas entraram para a vida religiosa, acabando assim a descendência direta da família Martin. Teresa nasceu em 2 de janeiro de 1873 A mãe já tinha escrito cartas para amigos e parentes dizendo que iria nascer um "belo menino" porque o sentia movimentar-se muito dentro de si.
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Quando lhe disseram que era uma linda menina, não só aceitou satisfeita, mas também a amou com um amor sem limites Logo depois do nascimento da pequena Teresa, linda mas frágil, começa a preocupação, especialmente da mãe, que tem medo de perdê-la como os outros filhos. Doenças lhe aparecem: fraqueza, vômito... Busca uma ama-de-leite. É sempre a mesma Rosinha que tenta salvar os filhos dos Martin. Em pouco tempo Teresa se refaz. É viva. perspicaz.
Diverte a todos e gosta de ser pirracenta em tudo o que

faz. Ela é o centro das atenções. Suas artes infantis são relatadas nas muitas cartas da mãe Zélia. O fato marcante da infância de Teresinha é a morte da mãe. Ela tem 4 anos e meio e não se lembra de tudo Mas não
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consegue se esquecer do último beijo que deu no rosto da mãe morta. É uma experiência que eu chamaria de trágica, e deixa seqüela em sua vida. O desejo de ser o centro de tudo e de ser amada leva-a a escolher como segunda mãe. Paulina, a irmã mais velha que será a primeira a entrar no Carmelo. Foi a ela que Sta Teresinha ordenou relatar os acontecimentos de sua infância. Acometida por uma estranha doença, difícil de diagnosticar, foi curada não por intervenção médica mas por Deus Nessa ocasião, teve a visão de Nossa Senhora que lhe sorri, e fica curada imediatamente. Outros momentos importantes na vida de Santa Teresinha são a viagem à Itália, a entrada no Carmelo, a doença do Pai, suas dificuldades na oração. E uma ótima
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psicóloga e sabe administrar bem os conflitos e sofrimentos de sua vida. Não se queixa, sabe oferecer tudo ao Amor Misericordioso, a quem se oferece pela salvação dos pecadores e pela santificação dos sacerdotes. Particularmente intensos são os últimos dois anos de sua vida. A doença tuberculose — a faz amadurecer, torna-a apta para descobrir a alegria na dor como participação nos sofrimentos de lesus. como participação nos múltiplos sofrimentos de tantos irmãos que vivem à margem da vida e são marginalizados por tantos preconceitos. A Madre Inês é sua própria irmã Paulina Sabe captar a importância e riqueza de sua irmãzinha Por isso lhe bastará escrever as lembranças de sua infância Celina, quando ingressa no Carmelo, leva consigo toda a pa ra f e r n á! i a de
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u m a rn áqui n a f otográ f i ca d a é poca e trans-íorma-se em ótima fotógrafa que com a licença da austera Madre Md ria Gonzaga pode bater fotos à vontade — algo de inexplicável até hoje para muitos Carmelos. mas são os segredos que Deus não revela a ninguém. De nenhuma santa e santo da época temos um álbum fotográfico tão precioso e tão rico como o de Santa Teresinha. Os últimos 5 meses de vida de Sta Teresinha, maiosetembro de 1897, foram marcados pelas últimas palavras que pronunciava, as respostas que dava a quem lhe perguntava algo Tudo foi fielmente documentado pela ágil e fiel caneta de Madre Inês. até que na noite de 30 de setembro, ás 19 horas e 20 minutos. Teresinha morreu fazendo sua profissão de fé que tinha repetido durante toda a sua vida Meu Deus, eu vos amo. eu vos amo". Assim vivem e morrem os santos, amando a Deus.
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O que escreveu?
Sta Teresinha, como a maioria dos místicos, não escreveu para publicidade ou para ganhar dinheiro li uma força interior que os convida a pôr no papel a própria experiência, na certeza de poder fazer o bem a outros que buscam a Deus. No caso de Sta Teresinha, provavelmente ela nunca teria escrito a Halona de uma alma se a Madre Priora. Madre Inês, não lhe tivesse dado esse encargo por obediência A idéia surgiu durante uma conversa entre as irmãs Martin Teresinha levou a sério essa ordem, passando os retalhos de tempo livre escrevendo suas memórias Um livro feito com simplicidade Segundo os estudiosos de língua francesa, cheio de erros. .Mas Deus não conhece bem a gramática e não dá importância aos erros. [île olha o coração e nos ama assim como somos
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História de uma alma é um livro traduzido em quase todas

as línguas do mundo. Apresenta-nos a pessoa de Sta Teresinha e sua doutrina em sua profundidade espiritual, e nos faz entender que para conhecer o Senhor temos um único caminho, o anuir. Escreveu um punhado de cartas a irmãs, amigos, parentes. Cartas que nos oferecem a alma serena, as vezes preocupada, dessa menina que dentro do Carmelo encontrou o que queria e o que não queria Possuída por um grande zelo missionário, abraçavd o mundo com sua oração e sacrifício. Escreveu algumas poesias Não devemos procurar em Sta Teresinha a arte poética, mas sim a mensagem que ela quer nos transmitir mediante suas poesias. O livro fundamental de Sta Teresinha continua sendo
História de uma alma.
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Mensagem
Este pequeno livro é um "buquê"' de pensamentos extraídos dos escritos de Sta. Teresinha, colocado em ordem temática Sua leitura nos permite aproximar-nos da alma de Sta Teresinha, penetrar no santuário de seu coração e contemplar as maravilhas que Deus opera em quem nele confia. As mensagens de Sta Teresinha são muitas Sua vida é crie ia de facetas. Ela manifesta o que se passa dentro de sua alma e não se preocupa em aprofundar um tema particular Não escreve nenhum tratado de espi ritual idade. É preciso ser bom garimpeiro para colher por detrás das palavras o que a pequena carmelita de Lisieux quer
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dizer. Ao mesmo tempo, poderíamos dizer que Sta. Teresinha é de uma simplicidade vislumbrante. Nela não há duplicidade de palavras, não rebusca palavras bonitas nem frases de efeito. É o que é. O I o CENTENÁRIO de sua morte vê o mundo católico movimentado ao redor da pequena Teresa Sua fama é impressionante Seu alcance não tem limite de pesS03S; SGUS destinatários são a humanidade Encontramos papas, bispos, sacerdotes, leigos, crianças que gostam de Sta. Teresinha. Encontramos uma minoria que não gosta da espiritualidade de Sta. Teresinha, mas normalmente são pessoas que nunca tiveram a paciência de ler História de u m a alma. Sta. Teresinha conquista e seduz na hora' Não vou destacar nenhum elemento de sua espiritualidade. Não quero condicionar meus leitores. Cada tema. por menor que seja, tem uma mensagem concreta
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que serve para abrir nossos horizontes, por meio de uma leitura atenta e meditativa. Os pensamentos apresentados, perdoem-me a expressão, são como "lanches" rápidos para recuperar-nos do desgaste e continuar o caminho. Vivemos num mundo agitado. Eu mesmo sou agitado e irrequieto. As ocupações nos envolvem. Precisa-mos de tempo E necessário descobrir a espiritualidade dos retalhos de tempo, aproveitando cinco minutos aqui e outros cinco acolá. De cinco em cinco minutos, faz-se uma hora. Para minha vida pessoal assumo as palavras cie Sta. Teresinha: "Se ir no céu quer dizer não trabalhar pela salvação das almas, quero ficar na terra para continuar a trabalhar por elas"

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Patrício Sciadini, O.C.D.

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Sta. Teresinha é conhecida como a santa do abandono Ela soube confiar plenamente no Senhor, mesmo nos momentos difíceis de sua vida. A teologia do abandono ainda não foi escrita e provaveimente nunca o será. porque não se trata de uma teoria, mas de uma experiência de vida É a coragem de amar alguém e entregar -se completamente, sem d lívidas, sem medo Na certeza do amor de Deus, podemos lançar-nos com confiança em seus braços Não importa o sentir, mas só o querer
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Ao longo cie sua vida. Teresinha teve muitas oportunidades para experimentar a necessidade de abandonar-se nas mãos de Deus: a morte da mãe, a doença do Pai, sua própria doença que lentamente ia diminuindo -lhe as forças Em todas as circunstâncias da vida ela soube entregeir-se. abandonar-se. e mesmo nos momentos mais duros sempre confiou e agradeceu ao Senhor. Não temos nos escritos de Sta Teresinha uma teologia do abandono, mas uma experiência descritiva do que significa abandonar-se.
1.

Quero aplicar-me a fazer sempre, como maior abandono, a vontade do Bom Deus. (MA <S4v)

2.

Jesus não pede grandes ações, mas somente o abandono e a gratidão. (MB 1 v)

Apesar de tudo, sinto-me cheia de coragem. Estou bem segura dc que o bom
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Deus não me vai abandonar. (CT 27) Nem sempre sou fiel, mas jamais desanimo, abandono -me nos braços de Jesus. (CT 143) 1 Seria necessária uma linguagem diferente da da terra para exprimir a beleza do abandono de uma alma nas mãos de Jesus. O meu corarão só píxle balbuciar o que sente. (CT 161) Eu nào me enganei. Jesus se contentou dos meus desejos com o meu abandono total* Ele se dignou unir-me a ele, mais cedo e depressa que eu esperava. (CT 176) Proc u ro nào preocupa r-me com i go mes ma e m nada. Aceito o que Jesus se digna fazer na minha alma, a Ele me entrego. Escolhi uma vida austera para reparar não as minhas faltas mas as dos outros. (CT 247) Esta árvore inefável, o Amor, eis o seu nome, o seu fruto delicioso chama-se Abandono. (PN 52,3) Oh! Menino Jesus, meu único tesouro, eu me abandono aos teus divinos desejos. Não quero outra alegria a não
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ser fazer-te sorrir. (Or 14) Estou abandonada para viver ou morrer, para curar-me, para ir à Cochinchina, se Deus o quiser. (CA 21/26.5.2) Não entendo mais nada sobre a minha doença. Estou melhor. Abandono-me e estou feliz assim mesmo. (CA 10*6) Se a minha alma não estivesse cheia de abandono à vontade de Deus..* seria uma hora de dor bem amarga e eu não poderia suportá-la* (CA 7 ) Que importa se devo ainda ficar muito tempo na terra! Se sotro muito e sempre mais, não tenho medo. O bom Deus me dará a força. Ele não me abandonará. (CA 51.7.14) Eu nào quero mudar, quero continuar a abandonar-me inteiramente ao bom Deus. (CA 5.9.4)

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Não compreenderam que, quando toda a alegria do céu vem a um coração, esse coração exilado não pode suporta -la sem derramar lágrimas. (MA 35r) A alegria não se encontra nos objetos que nos circundam, ela se encontra no mais íntimo do coração. Pode* mos ser alegres tanto numa prisão como num palácio. A prova é que sou mais feliz no carmclo, mesmo no meio das provações interiores e exteriores, do que no mundo com todos os confortos da vida. (MA 6Sr) A alegria que sentia era calma. O vento mais leve não fazia ondular as águas tranqüilas sobre as quais navegava o meu barquinho, nenhuma nuvem escurecia meu céu azul. (MA 69v) Se você soubesse como é grande a minha alegria por não
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ter nenhuma consolação em agradar a Jesus! E uma alegria profunda, mas não sentida. (CT 78) Para nós as alegrias serão sempre misturadas com o sofrimento. (CT 114) Goze em paz da alegria que o Bom Deus lhe concede, sem se inquietar com o futuro. (CT 166) São Francisco de Assis lhe ensinará a maneira de encontrar as alegrias no meio das provações e dos combates. (C 213) A alegria que os mundanos buscam nos prazeres e apenas uma sombra fugitiva, mas a nossa alegria buscada e experimentada nos trabalhos e sofrimentos é uma doce realidade, um gozar antecipadamente da felicidade do céu. (C 221) Eu não seria tão alegre como o sou, se o bom Deus não me mostrasse que a única alegria na terra e cumprir sua vontade. (C 255) 25

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depressa consome tudo o que pode desagradar a Jesus, não deixando senão uma humilde e profunda paz no íntimo do coração. (MA 83r) Como e doce o caminho do amor! Eternamente cantarei o cântico sempre novo do amor! (MA 84v) Eis tudo o que Jesus reclama de nós: Ele não tem nenhuma necessidade de nossas obras, mas somente do nosso amor. (MB Iv) Compreendi que o amor englobava todas as vocações, que o amor era tudo, que ele abraçava todos os tempos e todos os lugares; numa palavra, que ele é eterno. (MB 5v) Ó, Jesus, eu sei que o amor só com o amor se paga, por isso busquei, encontrei o meio para aliviar o meu coração retribuindo-te amor por amor. (MB 4r) O passarinho não tem medo dos gaviões, imagens do demónio, ele não e de nenhum modo destinado a se tornar presa dele, mas sim da Águia que ele contempla no centro do Sol de Amor. (MB 5v) Viver de amor não é nesta terra armar sua tenda no cume do Tabor. E com Jesus subir o Calvário. E olhar a cruz como tesouro. (PN 17,4) Não sou egoísta, é ao bom Deus que eu amo, não a mim mesma. (CA 27.7.12) Oh, como o bom Deus é pouco amado nesta terra! mesmo pelos padres e pelos religiosos. Não, o bom Deus não é muito amado! (CA 7.8.2) Não me arrependo de ter-me entregado ao Amor. Ó, não! eu não me arrependo. (dCA 30.9) Meu Deus, eu vos amo! (últimas palavras de Sta. Teresinha) 29
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scensorcí

Os santos são sempre criativos e ricos em fantasia. Buscam imagens novas para poder expressar o que se passa dentro cie seu coração Vivem contemplando o mundo ao seu redor e sabem tirar lições de tudo Os elevadores eram a descoberta do século St a. Teresinha devo tê-los usado em Paris Sem dúvida, não havia elevador em sua casa, nem no Carmelo Buscando uma imagem que lhe fizesse experimentar a alegria de ser abraçdda e carregada por Deus, recorre ao elevador que nos faz subir para os pontos mais altos sem nenhum esforço A santidade para a carmelita de Lisieux não é esforço, mas abandono ao Amor F. entrega de todo o ser para que o Senhor possa fazer em nós o que mais quer: amar-nos. 1. Quisera encontrar u m ascensor para me elevar até Jesus... porque sou pequena demais para subir a difícil escadaria da perfeição. Então procurei nos livros santos a indicação do ascensor, objeto do meu desejo, e li estas palavras saídas da boca da Sabedoria Eterna: "se alguém é pequenino, que venha a mim..." O ascensor que deve me elevar até o céu são vossos braços, ó Jesus. Por isso não tenho necessidade de crescer; pelo contrário, é preciso que fique 30
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pequenina, que me torne cada ve: mais pequena. (MC }r) 2. Você é chamada a se elevar para Deus pelo ascensor do Amor, e não a subir a dura escadaria do temor. (C 258)

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Meditando as palavras de Jesus, compreendi quanto o meu amor por minhas irmás era imperfeito. Vi que não as amava como o bom Deus as ama. (MC 12r) Há na comunidade uma irmã que tem o talento de me desagradar em todas as coisas; suas maneiras, suas palavras, seu caráter me parecem muito desagradáveis. Todavia deve ser uma santa religiosa, que deve ser muito agradável ao bom Deus. Assim, não querendo ceder á antipatia natural que sentia, disse para mim mesma que a caridade náo devia consistir nos sentimentos, mas nas obras, então me pus a fazer para esta irmã o que faria pela pessoa que mais amo. Cada vez que a encontrava, rezava por ela ao bom Deus, oferecendo-lhe todas suas virtudes e seus méritos. (MC 13v-14r) Não custa nada dar quando nos pedem com delicadeza, mas se por infelicidade não usam palavras bastante delicadas, se não estamos firmes na caridade, logo nos revoltamos. (MC I 4 v ) Eu não queria perder uma tão bela ocasião de praticar a caridade, lembrando-me do q u e Jesus dissera: o que fizerdes ao menor dos meus irmãos é a mim que o fazeis. (MC 29r) Jesus se f a z pobre a fim de que lhe possamos fazer caridade. Ele nos estende a mão como u m mendigo a fim de que no dia radioso do juízo, quando aparecer na sua glória, possa nos fazer ouvir estas doces palavras: Vinde, benditos de meu Pai, porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber. (C 1 4 ^ ) Viver de amor é navegar sem cessar semeando a paz, a alegria em todos os corações. A caridade, eis minha única estrela. A sua luz navego sem rodeio. Meu lema está escrito na minha vela: Viver de amor. (PN 17,8)

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O que nos maravilha aproximando-nos de Sta. Teresinha é que, sem ter feito grandes estudos, tem intuições profundas. íntimas sobre a missão do Carmelo. Intuições essas que recebe durante a oração ou na escuta silenciosa a seu Mestre lesus. Poucas pessoas souberam sintetizar tão claramente a vocação carmelitana como Santa Teresinha "O Carmelo é chamado a conservar o sal na terra". Para ela. o sal da terra são os sacerdotes Por isso, imolou-se e doou toda a sua vida para a santificação dos sacerdotes, para que. sendo santos, tornem-se instrumentos de santidade para os outros C) Carmelo é apostólico. Toda a vida, autenticamente contemplativa, é apostólica, porque se preocupa com a salvação dos outros 1. Como é bela a vocação que tem como finalidade conservar o sal destinado às almas. Essa vocação é a do Carmelo, pois o único f i m de nossas orações e de nossos sacrifícios é ser apóstola dos apóstolos, rezado por eles enquanto evangelizam as almas com
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suas palavras e, sobretudo, com seus exemplos. (MA 56r)

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5.

Jesus permitiu que a minha alma fosse invadida pelas trevas mais espessas e que o pensamento do céu, tão doce para mim, fosse somente um objeto de luta e de tormento. (MC 5v) Que felicidade pensar que no céu estaremos reunidos para nunca mais nos separarmos. Sem essa esperança, a vida não seria suportável. (CT T1)) O que me consola a ter uma caligrafia tão horrorosa é pensar que no céu não teremos mais necessidades desses meios para comunicar nossos pensamentos. Fico verdadeiramente feliz com isso. (CT 62) Um dia iremos para o céu para sempre, então não haverá mais dia nem noite como aqui na terra... Oh, que alegria! Marchemos em pa: olhando para o céu, único objetivo de nossos trabalhos. A hora do repouso se aproxima. (CT 90) Se Deus não o fez um anjo do céu, é porque Ele quer que você seja um anjo da terra. (CT 1 3 1 )

6.

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Que importa, pois, se o caminho que seguimos não é o mesmo, uma vez que o único ideal será o céu? Será lá que nos reuniremos, para nunca nos deixarmos. (CT 148) Sinto a minha impotência para repetir com palavras terrenas os segredos do céu. (CT 196) Confesso que, se no céu eu não pudesse mais trabalhar pela glória de Deus, preferiria o exílio à pátria. (CT 220) Espero não ficar inativa no céu. Meu desejo é de trabalhar ainda pela Igreja e pelas almas; peço isso ao bom Deus. Estou certa de que ele me ouvirá. Os anjos não

11.

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O desejo de ser amada lhe faz sentir a ausência de consolações, mas não se preocupa Sofre porque ninguém lhe cia atenção Não nos encontramos diante de urna supermulher, nem de alguém que cobre com papel bonito a própria humanidade frágil Teresinha se apresenta a nós assim como ela é Rssa simplicidade nos faz sentir toda beleza da vida e todo o desejo de caminhar sem medo, sabendo que Deus sempre será nosso único amigo que nunca nos decepciona
1.

Ninguém me dava atenção, assim eu ia até a capela e ficava diante do Santíssimo Sacramento a t é o momento em que papai vinha me buscar. Era a minha única consolação' Jesus, não era ele o meu único amigo. 7 ( M A 40 v ) Não posso dizer que tenha recebido muitas vezes consolações durante minhas ações de graças. (MA 79v) Não pense que eu nado em consolações. Oh! não. Minha consolação é de não ter consolação nesta terra. (MB Ir)

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4.

Não sinto mais que me seja necessário recusar todas as consolações do coração, pois minha alma está firme naquele 47
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que eu queria amar unicamente. (MC 22r )

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nança^

M uito podería mos escrev er sobre o tema criança '' em St a Teresin ha O que interes sa é não conside rá-la infantil nem
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tampou co imatur a em seus sentim entos Ela tem consciê ncia de que deve crescer , ser adulta, saber viver sozinha Ao mesmo tempo, descob re a alegria de ser criança diante 53
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cio Senhor. Teresin ha é uma perfeit a observ adora Do sono das criança s que dorme m tranqüi las no regaço da mãe. tira a lição de que ela deve
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ser sempre criança diante do Senhor Na o se ; 3 re< >c u pa. po rq u e o bo m Deus cuid . i de cada um de nós com amor de Pai. 1. Ah, sc sábios que tivesse m passado 55
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suas vidas no estudo viessem me interrog ar, sem dúvida ficaria m maravil hados em ver uma criança de quatorz e anos compree nder os segredo s da perfeiçã o, segredo s que
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toda a ciência não lhes pode revelar. (MA 4 l >r)
2.

Penso que as criancin has agradam igualme nte a seus pais quer estejam dormind o, quer estejam acordad as. (MA

75v)
Jesus quis me 57
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mostrar o único caminh o que conduz a esta fornalh a divina. Esse caminh oéo abandon o da criança que dorme, sem medo, nos braços de seu Pai. (MB lr)

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dos trabalhos: "Ah, Senhor, não fico surpreendida se tendes ta o poucos amidos, vós os tratais tão mal-.-" Ela dizia, em outra ocasião, que às almas que o bom Deus ama com amor ordinário ele envia algumas provações, mas, àquelas q u e ele ama com amor de predileção, envia-lhes muitas cruzes como sinal mais certo de sua ternura. (CT 178) Quero pegar minha cruz, doce Salvador, e vos seguir. Morrer
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por vosso amor, nào quero mais nada. ( R P 3,2 l r )

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sperança^

O que é a esperança? Confesso que ainda não encontrei uma definição que me agrade totalmente. A esperança é o dinamismo da vida que não permite desanimar, nem se omitir de fazer. Ei a força que nos faz olhar com otimismo nosso 67
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futuro. Um ditado popular sintetiza bem o sentido da esperança, numa frase que encerra uma profunda verdade: "A esperança é a última que morre". Todos esperam; até o ladrão espera não ser preso pela polícia, e a
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polícia espera prender o ladrão. Há em nós algo que nos obriga a lutar para transforma ra realidade que não nos favorece. Sta. Teresinha vive de esperança e de abandono
1.

A dúvida não era mais possível, a fé e a esperança já 69

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não eram mais necessárias. (MA 48r)
2.

Antes de fazer brilhar um raio de esperança n a minha alma, o bom Deus quis me enviar um martírio bem doloroso, que durou três dias. (MA 5 l r ) Não encontrava nenhum socorro na terra, que me pareceu u m deserto árido e sem água; toda minha esperança

3.

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estava no bom Deus somente, acabava de fazer uma experiência de que vale mais recorrer a Ele do que aos seus santos. (MA 66r )

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A teologia esponsal é própria da Bíblia. Üs profetas apresentam-nos Deus como esposo fiel e a alma como esposa infiel. F.m nossa mentalidade "erotizada . é-nos difícil ouvir essa linguagem sem esboçar um sorriso malicioso Mas, na verdade, é a imagem do matrimônio a única que pode explicar o que se passa dentro de nós quando assumimos e acolhemos a Deus como nosso único amor. S. Teresa. S. João da Cruz. apresentando-nos o matrimônio espiritual, dão-nos a certeza cia união que acontece entre Deus e a alma durante esta vida e na vida eterna.
1.

Faze-me, compreender, ó Jesus, o que deve ser uma esposa para til (MA 76) Ser tua esposa, ó Jesus, ser carmelita, ser por minha união contigo a mãe das almas, isso deveria me bastar... (MB 2v) Como tu, meu esposo adorado, quisera ser flagelada e crucificada. (MB 30r) Para ser esposa de Jesus, é preciso assemelhar-se a Jesus, Jesus está todo sangrando, ele está coroado de espinhos. (CT 87) A esposa dos Cânticos diz que, não tendo encontrado seu BemAmado no seu leito, levantou-se para procura 75
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2.

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5.

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Quando estou aos pés do tabernáculo, só sei dizer uma coisa a Nosso Senhor: "Meu Deus, vós sabeis que eu vos amo!" (CT 152) Pão vivo do céu, Divina Eucaristia, ó mistério sagrado que o amor produziu. (PN 5,8) Sou apenas um grão de poeira, mas quero fixar minha morada nas sombras do santuário com o prisioneiro de Amor. Ah, minha alma aspira pela hóstia, eu a amo e não quero mais nada. E o Deus escondido que me fascina. Eu sou o átomo de Jesus. (PN 19,1) Natal, natal eu desço do céu para dizer à sua alma encantada que o Cordeiro tão doce se abaixa até você. Seja sua branca e pura hóstia. ( R P 5,10)
é

Não me crêem tão doente como de fato estou. E mais doloroso ainda ser privada da comunhão... (CA 12.6.1) Tu que conheces minha pequenez extrema não temas te abaixar até mim. Vem ao meu coração, ó branca hóstia 79
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que amo, vem em meu coração, ele aspira por ti! (PS 8)

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83

4. Sim, para ver, um dia, a face de Jesus, para contemplar eternamente a maravilhosa beleza de Jesus, o pobre grão de areia deseja ser menosprezado na terral... Pedi a Jesus que seu grão de areia se apresse em salvar muitas almas em pouco tempo, para voar mais brevemente para sua face querida. Sofro!... Mas a esperança da pátria me dá coragem, logo estaremos no céu!... Lá não haverá mais nem dia nem noite, mas a face de Jesus fará reinar uma luz sem igual!... (CT 95)
.5. Jesus me pegou pela mão, me fez entrar em u m subterrâneo onde não faz frio nem calor, onde o sol não brilha e que não é visitado nem pela chuva nem pelo vento; um subterrâneo onde não vejo nada senão uma luz meio apagada, o brilho que espalham ao seu redor os olhos da face de meu noivo!... (CT 110)
6.

Quero, 6 meu hem-amado, a cada batida do meu cora-ção, renovar-vos esse oferecimento um número infinito de vezes até quando, as sombras tendo desaparecido, eu possa vos repetir meu amor n u m face-a-faee eterno... (Or 6)

7.

Nossas almas compreendem vossa linguagem de amor, queremos enxugar vossa doce face e vos consolar do esquecimento dos maus, a seus olhos vós estais ainda escondido, eles vos consideram como objeto de despre-zo...

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(Or 1 2 )

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3. Nos dias tão alegres do tempo pascal, Jesus me fez sentir que há verdadeiramente almas que não tem fé, que, pelo abuso das graças, pedem esse precioso tesouro, fonte das únicas alegrias puras e verdadeiras. (MC 5v) 4- Ah, que Jesus me perdoe se lhe fiz algo desagradável, mas Ele sabe muito bem que, mesmo não tendo o gozo da fé, busco, pelo menos, fazer suas obras. Creio ter feito mais atos de fé desde um ano do que durante toda minha vida. (MC 7r)
5.

Quando canto a felicidade do céu, a eterna posse de Deus, não sinto nisso nenhuma alegria, pois canto simplesmente o que quero crer. (MC 7v) Desde quando permitiu que sofra tentações contra a fé, Ele aumentou muito no meu coração o espírito de fé... (MC l l r ) Eu duplico a minha ternura, quando Ele se furta à minha fé! (PN 45,4) Compreendo muito bem que S. Paulo tenha caído. Coitado dele que se apoiava unicamente sobre a força do bom Deus. Concluí que, se eu dissesse: "O, meu Deus, eu vos amo demais, vós bem o sabeis, para me fixar em um só pensamento contra a fé", minhas tentações se tornariam mais violentas e eu sucumbiria certamente. (CA 7.8.4) Desejei mais não ver ao bom Deus e aos santos e permanecer na noite da fé, do que outros desejam ver e compreender. (CA 11.8.5)

6.

7.

8.

9.

10.

Creio que o demônio pediu ao bom Deus a permissão para me tentar com um sofrimento extremo, para me fazer faltar a paciência e a fé. (CA 25.8.6) Que graça é ter fé! Se eu não tivesse fé, teria me matado sem hesitar um só instante... (CA 22.9.6) 89

11.

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aqueza
Se não existe a teologia do desejo, não existe também a teologia da fraqueza No entanto, aproximando-se de Sta Teresinha vai-se descobrindo o que diz o apóstolo Paulo onde estão os fortes, os corajosos 0 Deus, em sua pedagogia, continua buscando os fracos, os pequenos para revelar toda a grande/d de seu amor. Deixar-se amar por Deus é reconhecer que sem ele nada podemos fazer' Na era da técnica, da eficiência, da cibernética, do poder, a "fraque/a" parece urna limitarão, e no entanto é o princípio de nossa força e a fonte de nossa santidade. 1. E só Ele que, contentando-se de meus fracos esforços, me elevará até Ele... (MA M r )
1. Nessa noite, em que Ele se fez fraco e sofredor por amor,

Ele me tornou forte e corajosa. (MA 44 v ) }. Agradeça ao bom Deus o que ele faz por você, porque, se ele a abandonasse, em luçar de ser um anjinho você seria u m diabinho. Ah, não tinha dificuldade em acreditar no que ouvi, sentia quanto era fraca e imperfeita, ma> a gratidão enchia minha alma... (MA 70r) 4. Justamente por causa da minha fraqueza, te aprouve, Senhor, realizar meus desejos infantis... (MB }r) 93

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Que me importa, Senhor, se o futuro é sombrio' Pedir -te pelo amanhã, oh não, eu não posso! (PN 5,3) É preciso abandonar o futuro nas mãos do bom Deus... (RP 97
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l,17r)

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14 5

Oc^acrifíciOci

Teresa vive mergulhada na realidade de cada dia Sabe que na \ida o que não faltam são as cruzes, sacrifícios e penitências. Porém, a tudo isso encara não como castigo ou punição mas como grande presente do bom Deus Embora incapazes de fazermos grandes sacrifícios. é preciso esforçar-nos sem desanimar
1.

As esperanças de bens futuros basta para fazer aceitar os sacrifícios. (MA 52v) A vida é plena de sacrifícios, é verdade, mas que felicidade! (CT 49) O bom Deus, que conhece as recompensas que ele reserva a seus amigos, gosta, muitas veres, de fazê-los ganhar seus tesouros por meio de sacrifícios. (CT 155) O bom Deus queria que eu fizesse meu sacrifício, eu o f i z e, depois, senti a calma no meio do sofrimento. (CT 167) Quero lhes ensinar os pequenos meios que me deram tanto êxito, dizer-lhes que há uma só coisa a fazer aqui na terra: jogar para Jesus as flores dos pequenos sacrifícios... ( N V 17.7.2) Permaneci sempre pequena, não tendo outra ocupação senão a de colher flores, as flores do amor e do sacrifício, e oferecêlas ao bom Deus para seu prazer. (CA 6.8.8)

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14

Até os santos me abandonam! Pedira a Sto. Antônio, durante Matinas, para que eu encontrasse nosso lenço que perdera. Pensa que ele me deu ouvidos? Não deu atenção! Mas isso não importa, disse-lhe que o amava muito mesmo assim. (CA 3.7.6) Os grandes santos trabalharam para a glória do bom Deus, mas eu, que sou uma alminha, trabalho apenas para seu prazer. (CA 16.7.6) Oh, quisera conhecer no céu a história de todos os santos; não será necessário que mo contem, seria muito longo. Bastará que, ao abordar um santo, conheça seu nome e toda sua vida em um momento. (CA 21.7.3) Não, eu não me acho uma grande santa! Eu me julgo uma santinha; mas penso que aprouve ao bom Deus colocar em mim coisas que fazem bem a mim e aos outros. (CA. 4-8.2) Não, eu não sou uma santa; jamais pratiquei as ações dos santos. Sou uma alminha que o bom Deus cumulou de graças, eis o que sou. O que digo é verdade, vocês verão no céu. (CA 8.8.4)
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15 3

5.

Não é, pois, o espírito e os talentos que Jesus veio buscar aqui na terra. Ele se fez a flor dos campos, a fim de nos mostrar quanto Ele adora a simplicidade. (Cl

141)
6.

O caminho da confiança simples e amorosa é bem próprio para você. (CT 261) Meu Deus, eu vos ofereço todas as ações que vou fazer hoje, nas intenções e pela glória do Sagrado Coração de Jesus, quero santificar as batidas de meu coração, meus pensamentos e minhas mais simples obras, unindo-as aos seus méritos infinitos... (Or 10) Que o Sr. de Corniére pense o que ele quiser. Só gosto da simplicidade, tenho horror da "simulação". (CA 7.7.4) E o bom S. José! Oh, como o amo! Ele não podia jejuar por causa de seus trabalhos. Vejo-o passando a plaina, depois enxugando a testa de vez em quando. Oh, como ele me faz pena! Como me parece que a vida dele era

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simples! (CA 20.8.14)

15 5

Matena! com direitos autorais

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5.

O céu, eu o encontrei na Santíssima Trindade que reside em meu coração, prisioneira de amor Aí, contemplando meu Deus, repito-lhe sem medo que quero servi-Lo e amá-Lo sem retorno. (PN 32,5) 15 9
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6.

Ó meu Deus, Trindade Bem-Aventurada! Eu vos desejo amar e vos fazer amada... (Or 6)

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16 1

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16

F. interessante como Sta. Teresinha não se preocupa em saber o que é a Verdade mas em possuí-la. que é o próprio (esus A verdade é como uma luz que brilha diante dos nossos olhos, e não podemos recusá-la É só aceitá-la e assumi-la como parte da nossa vida Deixemo-nos libertar pela verdade, tornando-nos sua parcela
1.

Não posso exprimir o que se passou na minha alma, o que sei é que o Senhor a iluminou com os raios da verdade, que ultrapassam de tal modo o brilho tenebroso das festas da terra, que eu não podia crer na minha felicidade... (MC 30r) Nós não perguntamos a Jesus como Pilatos: "Que é a verdade?" Nós possuímos a Verdade. Guardamos Jesus em nossos corações!... (CT 165) Senhor, eu creio, mas sobretudo sinto que vossas palavras são verdade, pois elas trazem a paz, a alegria para o meu coraçãozinho. (CT 190) Já que a verdade brilha aos seus olhos, não fuja da sua luz. ( R 6,9v) Se não sou amada, tanto pior! Eu digo a verdade toda inteira, que não me venham procurar se não querem conhecê-la. (CA 18.4.3)

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16

que esconde por humildade, e que mesmo o que me parece uma falta pode muito bem ser, por causa da intenção, um ato de virtude. (MC 12v-13r)
5.

Eu sentia também que não tinha bastante virtude para me deixar acusar sem dizer nada, minha última tábua de salvação era, pois, a fuga. (MC 15r) A virtude brilha naturalmente assim que ela não existe mais,

6.

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eu o noto. (CA 26.7.3)

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ISBN 85-15 -01397-5

78851 5"013975" C