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Semiótica A Semiótica é a ciência dos processos significativos (semiose), dos signos lingüísticos e das linguagens (Nöth, 2005).

Esses processos significativos são mediados pela materialidade da palavra grafada ou falada, de símbolos escritos, gestuais ou naturais, e acontecem sempre que alguma coisa significa algo para alguém (Peirce, 2005). Dessa forma, além de ser necessário que haja uma veiculação material do signo, é necessário também que este seja percebido e compreendido por um ser vivo. Charles Sanders Peirce, no entanto, deu a contribuição de maior peso para essa ciência que foi a última ciência humana a ser estabelecida como área de conhecimento no início do século XX. A semiótica, que também tem por objeto de estudo todas as linguagens possíveis. Para Santaella (2008b),
[...] As linguagens estão no mundo e nós estamos na linguagem. A Semiótica é a ciência que tem por objeto de investigação todas as linguagens possíveis, ou seja, que tem por objetivo o exame dos modos de constituição de todo e qualquer fenômeno como fenômeno de produção de significação e de sentido (p. 13).

Santaella, (2005) salienta que traz importantes contribuições para o entendimento do papel da linguagem nas ações humanas. Nesse ponto, não se deve confundir linguagem com língua. Por língua, pode-se entender a língua nativa, materna ou pátria, utilizada cotidianamente para a comunicação de forma escrita e oral.
Essa comunicação também pode acontecer por intermédio de outras linguagens como imagens, gráficos, sinais, luzes, fenômenos naturais, por meio do cheiro e do tato, e muitas outras formas que constituem diferentes formas de linguagens (SANTAELLA, 2005)

Na Semiótica, encontram-se, também, definições muito variadas para o conceito de representação e, que no âmbito de sua significação se encontra entre a apresentação e imaginação. Pierce, em 1865, caracterizava “a semiótica como a Teoria Geral das Representações” falando simplesmente de “signo ou representação”. A representação é compreendida como um signo icônico: objetos apresentados funcionam ontologicamente e objetos representados funcionam semioticamente (Santaella e Nöth, 2005). Na Semiótica Pierciana, é o signo que desencadeia a representação, uma vez que

Na teoria semiótica. ou talvez um signo mais desenvolvido. . a palavra “saudade” pode ser citada como exemplo de signo que tem um objeto com existência abstrata. objeto e interpretante. isto é. 2005). Ao signo assim criado denomino interpretante do primeiro signo. o signo é tudo aquilo que está relacionado com uma segunda coisa e que a representa. Do ponto de vista de sua relação com os próprios elementos da tríade peirceana. Dentro da idéia da tríade. a mente do leitor é levada a imaginar um artefato vítreo de forma aproximadamente cilíndrica aberto na parte de cima e fechado na parte de baixo. sua relação com seus objetos ou secuntidade. no espírito dessa pessoa. representa alguma coisa para alguém.ele é percebido como sendo. A palavra “béquer” pode ser citada como exemplo de signo que tem um objeto com existência concreta. seu objeto. a qual pode existir concretamente ou não. situações ou imagens. De acordo com o próprio Peirce. sinais escritos ou gestuais. Essa segunda coisa que é representada pelo signo é chamada de objeto. Por outro lado. um signo equivalente. Representa esse objeto não em todos os seus aspectos. desenhos. algo que. A teoria semiótica de Peirce propõe que o conhecimento humano pode ser representado por uma tríade: signo. esse artefato é denominado de objeto. um signo é tudo aquilo que representa algo para alguém como. pois ela leva a mente do leitor a um sentimento relacionado à ausência de alguém ou algo. símbolos. os signos podem ser classificados em três possíveis grupos: signo em si mesmo ou primeiridade. Quando essa palavra (signo) é lida. O signo representa alguma coisa. Dirige-se a alguém. mas com referência a um tipo de idéia ou fundamento do representamen (Peirce. sob certo aspecto ou de algum modo. cria. sua relação com seus interpretantes ou terceiridade (Nöth. por exemplo. 2005).