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Davidson Entre Wittgenstein a Tarski

Davidson Entre Wittgenstein a Tarski Richard Rorty
University of Stanford, Estados Unidos O movimento intelectual denominado "filosofia analítica" tem oscilado entre assumir a filosofia como terapia e vê-la como construção de sistema. Tem havido uma equivalente tensão entre os filósofos analíticos interessados simplesmente em livrar-se de pseudo problemas e os que querem dar longas e sistemáticas explanações de quanto os tais problemas são pseudo problemas - e estes últimos fazem isso através da análise dos conceitos usados nas formulações de tais problemas. A obra de Donald Davidson atinge os dois pólos dessa oscilação. Partes diferentes de sua obra atraem pragmatistas inclinados à terapia, tais como eu mesmo, e analistas conceituais sistematizadores. Muito da obra de Davidson faz contato com sistematizadores, tais como Frege, Carnap e Tarski. O denominado "programa davidsoniano", no qual o extensionalismo se sobressai, pertence a esse lado da tradição analítica. Quando em 1975, Michael Dummett se alegrou porque os discípulos de Carnap tinham expulsado os discípulos do último Wittgenstein de seus lugares sagrados, ele celebrava, então, o fato de que Oxford havia se tornado um ninho de davidsonianos (cf. Dummett, M. Can Analytic Philosophy Be Systematic, and Outgh I To Be". Truth and Others Enigmas. Cambridge: Harvard University Press, 1978, pp. 437- 458). Por outro lado, muito das doutrinas pelas quais Davidson tornou-se famoso nos anos oitenta, são mais relacionadas com as do último Wittgenstein do que com qualquer perspectiva mantida por Carnap ou Tarski. Considere sua afirmação de que a maioria de nossas crenças devem ser verdadeiras, e que não há nenhuma distinção entre conhecer uma linguagem e conhecer nosso modo de se relacionar com o mundo. Pode-se apanhar seus argumentos envolvidos com essa afirmação mesmo se não se tem nenhum interesse em qualquer coisa que Dummett chamou de "uma teoria sistemática do significado" - o tipo de teoria que o último Wittgenstein ensinou ser algo não plausível e desnecessária, que, todavia, encontra um paradigma em uma teoria da verdade de Tarski para linguagens naturais. Pode-se ficar motivado por esses argumentos quando se é o tipo de filósofo que, como eu, ainda não consegue compreender porque lógica simbólica é suposto ser uma propedêutica essencial ao estudo de filosofia, e que se acovarda diante de um quantificador. Filósofos desse tipo acreditam compreender a intenção das Philosophical Investigations, mas são ainda incertos quanto a saber se conseguem apreender a intenção de Tarski. Eles tendem a uma insegurança em relação a duas características da obra de Davidson. A primeira é sua contínua concordância com Quine de que não há nenhuma questão de fato sobre tradução. A segunda é a propensão de Davidson em conectar todos os seus argumentos ao projeto de construção de teorias-T para linguagens naturais. Nós, wittgensteinianos, tendemos a pensar que podemos manter a maioria dos argumentos enquanto que ignoramos o projeto. Na primeira parte deste artigo, eu falarei sobre indeterminação. Mostrarei uma interpretação do que Davidson diz sobre esse tópico que foi sugerida em um artigo de Bjorn Ramberg, ainda não publicado, e que eu achei bastante esclarecedora. Na segunda metade, discutirei a seguinte questão: há mais razão para julgar que um comportamento lingüístico é esclarecido por meio de uma teoria sistemática do significado do que achar que um comportamento de andar de bicicleta é esclarecido por meio de uma teoria
file:///E|/Biblioteca%20Digital/Estante%20-%20a%20organizar/A/Wittgenstein/Arquivos%20HTML/Rorty-Davidson%20Entre%20Wittgenstein%20a%20Tarski.htm (1 of 10)15/8/2005 16:35:01

Essas sugestões. Argumentei que Quine nunca havia dado um sentido satisfatório à expressão "o fato da questão". desenvolvida em "Two Dogmas". contudo. desde então. (1) Eu tinha a expectativa de que Davidson ficasse comigo nesse ponto. eu imagino. Isso quer dizer que não pode haver qualquer interesse filosófico em reduzir um idioma a outro. mas nenhuma delas possui importância epistemológica ou ontológica. e que o contraste que ele evocou entre o fatual e o não-fatual parecia ser o mesmo contraste que ele havia se interessado em desfazer nos parágrafos finais de "Two Dogmas of Empiricism". Se abandonamos a idéia de que qualquer de nossas sentenças são distintas por tal correspondência. C. continuamos a discordar sobre tal ponto. out. idiomas intencionais não fundamentais e. moleculares. file:///E|/Biblioteca%20Digital/Estante%20-%20a%20organizar/A/Wittgenstein/Arquivos%20HTML/Rorty-Davidson%20Entre%20Wittgenstein%20a%20Tarski. Ele será colocado.problemas que haviam sido deixados como herança para a filosofia analítica por Russell. e nenhum era representacional. Lewis e Carnap. mar. Em 1972. de outro. muito do que venho fazendo é tentar encontrar uma síntese de Davidson e Dewey. ambos sugeriram que todos os elos entre mente e mundo eram causais. publiquei um artigo chamado "The World Well Lost" (Journal of Philosophy (69): 649-65. como um dos textos de mudança de rota na história da filosofia analítica. Mas em 1972. Theories and Things. A pouco agradável distinção de Quine entre. como um resíduo de uma infeliz idéia positivista de que podemos dividir a cultura em duas partes. Synthese(23): 443-62. Além disso. que todos os nossos idiomas são instrumentos para lidarmos com o mundo. como Dewey e Wittgenstein disseram. de um lado. Eu tenho persistido em pensar que a linha não dualista de pensamento. Portanto. chega aos pragmatistas. que incluíam um primeiro esboço de seu "On the Very Idea of a Conceptual Scheme". Naquele artigo e. deveria também conduzi-lo a rejeitar toda e qualquer idéia de uma distinção entre a presença e a ausência do que Quine chamou de um "fato da questão". diferentemente de duas teorias físicas. Esse artigo ainda me toca como um texto que marca uma época. Durante as discussões do último quarto do século XX. comportamentais. fisiológicos. I. nem em perguntar se e como uma linguagem não extensional poderia ser substituída por uma linguagem extensional. 1972).Davidson Entre Wittgenstein a Tarski sistemática das relações entre mover bicicletas em nosso meio ambiente? Parte I Em 1971 minhas perspectivas filosóficas foram chacoalhadas. Expliquei que ambos os filósofos atacaram a distinção kantiana entre o sentido receptivo e o intelecto espontâneo. uma parte em que há uma tentativa de correspondência com a realidade e uma outra parte em que não há tal coisa. e fui surpreendido quando tornou-se claro que ele francamente concordava com Quine a respeito da indeterminação da tradução (2). para os pragmatistas. (3) Segundo os pragmatistas. Era o ano em que Davidson deu-me o texto de suas "Lectures Locke" de 1970. dissolviam uma grande quantidade de problemas sobre as relações entre mente ou linguagem e mundo . e começaram a mudar. com "Two Dogmas of Empiricism" e "Empiricism and the Philosophy of Mind". que devia seu argumento central ao texto de Davidson. intencionais. Buscar um gap ontológico ou epistemológico entre tais idiomas soa. eu afirmei. e que eles assim agiram por razões similares. também publiquei um artigo criticando a afirmação de Quine de que a indeterminação da tradução era diferente da corriqueira subdeterminação de teorias empíricas (Indeterminacy of Translation and of Truth. uma linha que conduziu Davidson a rejeitar as distinções espontaneidade-receptividade e esquema-conteúdo. Quine. como eu. políticos ou religiosos. são "compatíveis com todas as mesmas distribuições de estados e relações de partículas elementares" (Quine. como que buscar um gap entre uma pequena chave-de-fendas e uma chave inglesa. estamos igualmente em contato com a realidade quando descrevemos um naco de espaço-tempo em termos atômicos. Dewey e Davidson faziam o projeto terapêutico de Wittgenstein avançar. 1972). W. parece-me natural dizer.htm (2 of 10)15/8/2005 16:35:01 . propõe uma ontologia fisicalista quando explica sua afirmação de que a tradução não é simplesmente subdeterminada mas indeterminada. como Davidson faz. o idioma mais perfeito da ciência física que é fundamental. celulares. há todos os tipos de semelhanças e diferenças. dizendo que duas traduções incompatíveis.

normatividade. e ler Davidson diferentemente. nem. Mas não vejo o porquê. Ele pensa que o melhor para os tradutores é ir direto do comportamento dos falantes e voltar para estes. saudável e importante. poderíamos dizer. que isso deveria ser sintoma de ausência de um "fato de questão". ao combinar uma teoria da ação com uma teoria da verdade e significado. Embora o uso do termo "racional". o que ele uma vez chamou de um " puritanismo filosófico gratuito") pode ter sido mal entendido. nem em uma ontologia fisicalista. e não em despedi-la. e não representacionais. O artigo de Ramberg fez-me repensar minhas críticas. grosso modo. Ele também poderia aceitar que um ou mais desses motivos (por exemplo. um relato sobre a verdade é automaticamente um relato sobre o agente.htm (3 of 10)15/8/2005 16:35:01 . para Davidson. predicados coextensivos. Penso o holismo na atribuição de predicados como uma questão de grau: alguns predicados são significantes. está tentando quebrar a distinção entre conhecer. iluminou a relação entre as duas distinções. Pois Davidson. "conceitos de critérios singulares". 23). teorizar. mas isso é meu limite máximo. Tal artigo me pareceu colocar toda a questão sob uma nova luz. Ele está motivado em restabelece-la. p. "conceitos de critérios múltiplos". force-nos a trazer de volta as duas distinções juntas novamente. para o que importa aqui. as pessoas que acreditam (como eu e ele) que nossos elos com o mundo são meramente causais. escrevi um artigo sumariando minhas dúvidas a respeito da defesa de Davidson da não fatualidade do intencional. contudo. intencionalidade e agente como se eles fossem. e enviei-o para os comentários de Bjorn Ramberg. estou feliz em aceitar que atribuições de estados intencionais são muito mais holísticos do que qualquer outra atribuição que fazemos. Ele freqüentemente usa racionalidade. Davidson não tem mostrado qualquer interesse em epistemologia. ajustado a nós por responsabilidades recíprocas. em qualquer outro tipo de ontologia. mente espectadora e participação responsável nas práticas sociais. Mas ele mantém que a doutrina.. como Dewey. A maioria das coisas que são racionais no primeiro sentido são racionais no segundo file:///E|/Biblioteca%20Digital/Estante%20-%20a%20organizar/A/Wittgenstein/Arquivos%20HTML/Rorty-Davidson%20Entre%20Wittgenstein%20a%20Tarski. Ramberg sugere que a famosa irredutibilidade brentaniana do intencional é uma distração infeliz a respeito da inescapabilidade do normativo. enquanto eles conversam sobre os objetos ao redor.Davidson Entre Wittgenstein a Tarski Cambridge: Harvard University Press. argumentando que a primeira pertencia ao entendimento (ou. manter a distinção de Kant entre o conceito normativo de "pessoa" e o descritivo de "mente". Não posso ver porque esse holismo supõe implicações ontológicas. O que me parece problemático sobre a concordância de Davidson com Quine a respeito da indeterminação é que Davidson não tem qualquer interesse em partículas elementares. 1981. A maneira óbvia de fazer isso é identificar o sentido descritivo de racionalidade como a posse de crenças e desejos. Davidson administra isso. (4) Vejo essa falta de interesse em questões ontológicas e epistemológicas como outra das louváveis semelhanças com Dewey. ao normativo). Podemos. nem compartilha com Quine o apego deste à noção de terminais nervosos. (5) deveriam reconhecer a importância da diferença entre idiomas intencionais e outros idiomas. ao descritivo) e a última pertencia à razão prática (ou. fazendo para tal uma distinção de dois sentidos de "racionalidade". Da minha parte. Kant fez seu melhor desempenho ao separar a distinção mente-corpo da distinção pessoa-coisa. e o sentido normativo com a idéia de ser "um de nós" . Ramberg ajuda a trazer as duas linhas de investigação de Davidson juntas quando ele diz que.").ser um membro de nossa comunidade. e vice-versa. Ramberg respondeu com um artigo. e que Davidson. é. para usar a terminologia de Putnam. uma vez ampliada a complexidade de condições de aplicação de predicados. e ainda outros têm condições de aplicação correta tão incrivelmente complexas que parece absolutamente pouco importante o uso do termo "critério". todavia. ele própria. pulando a parte de estimulações neurais. Davidson acha que mesmo os anti-representacionalistas. Há um ano ou mais. poderíamos dizer. Ramberg aponta que a distinção mente-corpo está entrelaçada com a distinção pessoa-coisa. Presumivelmente. pelo próprio Kant (em contextos tais como "relacionado a todos seres racionais. Davidson aceitaria que Quine tinha vários motivos para promover sua doutrina da indeterminação da tradução.. outros.

Isso porque eles podem nos dar retorno.a capacidade de oferecer descrições antes do que apenas produzir ruídos ." Por que somos tentados a manter juntos os conceitos de mente e pessoa. muito menos.só aparece uma vez que um vocabulário normativo está sendo usado.não por causa de qualquer relação de inferência entre sentenças do primeiro para aquelas do segundo. argumentando conosco sobre o que deve ser feito (incluindo a respeito do que chamar várias coisas). e também racionalidade-como-intencionalidade e racionalidade-como-tendoracionalidade? Por que isto foi uma tentação suficientemente forte para levar Kant a escorregar de volta à metafísica . porque a atribuição conta como descrição somente se regrada. por fim. ainda que continuemos a considerar o robô como não sendo uma pessoa. (6) Ramberg sugere que olhemos para a capacidade de atribuir direitos e responsabilidades a um e outro como um pré requisito para a capacidade de predizer e descrever qualquer coisa a mais. embora mais coextensivas. e apenas descrever. Mas há exceções. se Davidson está certo. Ela não é acidental porque o comportamento dos usuários de linguagem é bem difícil de se predizer sem que se tome a noção de intencionalidade. mas pragmaticamente. ainda que não haja qualquer necessidade para tal costura. (III) seres que são o que chamamos de pessoas. o entendimento da inescapabilidade de um vocabulário normativo. é que há uma semelhança considerável entre os seres sobre os quais falamos usando o vocabulário intencional e os seres com quem nós conversamos usando o vocabulário normativo. em absoluto. Os usuários da linguagem são também os seres pelos quais. (II) seres usuários da linguagem e. como Ramberg diz). Nós conversamos com cada um e falamos de cada um. mais provavelmente. é uma capacidade que temos somente porque é possível para outros vernos como em conformidade geral a normas que os predicados do agente incorporam". Basta entender porque de modo tão freqüente as usamos para lidar com os mesmos seres. Mas sempre escolhemos alguns padrões e pertencemos a alguma comunidade. é completa. nos sentimos responsáveis. não invariante. e inversamente. Não podemos usar qualquer uma delas como uma condição necessária ou suficiente para qualquer das outras. Para citar Ramberg novamente. como Ramberg diz e eu concordo. com êxito. Podemos usar um vocabulário intencional para conseguirmos apreender o padrão exibido pelo comportamento de um robô. A chave para entender a relação entre mentes e corpos não é um entendimento da irredutibilidade do intencional ao físico mas. e não como coisas. Não podemos parar de atribuir. somente se conduzida por pessoas que conversam umas com as outras segundo o vocabulário do agente. "as descrições emergem como descrições de algum tipo não geralmente só contra uma base de propósitos aceita . sem a ajuda de um vocabulário intencional. tanto quanto não poderíamos empregar uma chave-de-fendas se não tivéssemos mãos.daí a existência de comportamentos descritíveis normativamente em parte dos comunicadores envolvidos. sim. Um vocabulário normativo é pressuposto por qualquer vocabulário descritivo . Como Ramberg diz. Por outro lado. uma linguagem. há três características distintas que. Há muitos vocabulários descritivos (muitos "modos de salientar diferenças de padrões causais no mundo". Não poderíamos desenvolver o vocabulário descritivo antes que pudéssemos desenvolver o normativo. sem atribuir a elas crenças e desejos. Não poderíamos fazer uma dessas coisas a não ser que não pudéssemos fazer a outra. tanto quanto muitas diferentes comunidades de usuários de linguagem. Pois a incapacidade para um organismo usar um tal vocabulário implica que este organismo não está usando. Essa semelhança está longe de ser acidental. ainda que seus comportamentos possam ser prontamente previsíveis em um vocabulário fisiológico. porém. embora freqüente. O agente .afirmando que a liberdade é possível somente se há um tipo de realidade não espaço-temporal? A resposta a ambas as questões.Davidson Entre Wittgenstein a Tarski sentido. As semelhanças entre essas três características é. Consideramos crianças e paralíticos como pessoas. e de quem mais provavelmente queremos respeito. "descrever algo. Nós criticamos cada realização de cada um e as descrevemos. podem variar independentemente de um para outro. O artigo de Ramberg me fez perceber que eu estava enganado sobre um ponto em Davidson quando eu insistia em solicitar o file:///E|/Biblioteca%20Digital/Estante%20-%20a%20organizar/A/Wittgenstein/Arquivos%20HTML/Rorty-Davidson%20Entre%20Wittgenstein%20a%20Tarski. Os filósofos que gostam de analisar conceitos se mantém tentando costurar as três juntas.htm (4 of 10)15/8/2005 16:35:01 . Há (I) seres que são o tipo de criaturas que não podem ser tratadas.

) Antes. Parte II file:///E|/Biblioteca%20Digital/Estante%20-%20a%20organizar/A/Wittgenstein/Arquivos%20HTML/Rorty-Davidson%20Entre%20Wittgenstein%20a%20Tarski. pois a tentativa para alcançar tal concordância simplesmente nos manda de volta ao processo todo de interpretação sobre o qual toda nossa concordância depende. de si mesmo. pois a tentativa de alcançar uma concordância apenas seria novamente triangulação". isto é. de outros ou das coisas compartilhadas no mundo. nenhum conjunto de kits . para meu entendimento de Davidson. não é uma comunidade de mentes. Posso sintetizar o que Ramberg fez. Mas ambos não são o mesmo. uma comunidade de usuários de instrumentos.se não criticássemos cada uma das outras descrições elas não seriam descrições. para descritores e agentes. baseado em Davidson. Não é.htm (5 of 10)15/8/2005 16:35:01 . no curso da triangulação. do mesmo modo. reconhecê-los como membros de uma comunidade. mas por inescapabilidade. O reconhecimento estabelece. Ramberg cita Davidson: Dependemos de nossas interpretações lingüísticas com outros para obter concordância sobre as propriedades de números e o tipo de estruturas que nos permite representar aquelas estruturas em números. trata-se de uma comunidade de mentes. Não há nenhum conjunto de kits. nenhuma comunidade . você não pode solicitar a concordância de outros que tomarão parte no processo de triangulação. qualquer forma de conhecimento. Ramberg está sugerindo que eu deveria ter lido Davidson como contando-nos algo mais hegeliano do que brentaniano: algo em torno de Anerkennung. Não podemos. concordar sobre a estrutura de sentenças ou pensamentos que usamos para mapear os pensamentos e significados de outros. na doutrina quineana da indeterminação da tradução.se não descrevêssemos não poderíamos fazer nenhuma crítica àqueles que oferecem outras descrições. contudo. Não há nenhum comunidade. Eu não entendia a segunda sentença nessa passagem até lê-la à maneira de Ramberg. Ramberg põe isto da seguinte maneira: A base do conhecimento. mas não expressa de modo feliz. os mesmos seres são referidos segundo o primeiro. o vocabulário descritivo da intencionalidade mas o vocabulário prescritivo da normatividade. Os vários vocabulários descritivos que essa comunidade controla são os instrumentos de seu kit. entendeu melhor do que eu [Rorty] que reconhecer alguns seres como companheiros enquanto obediente a normas. de triangulação. ele diz.. Lida assim. O último tende a ser usado para falar aos seres enquanto tais.. dizendo que ele me ajudou a compreender aquilo que anteriormente eu tinha achado opaco em uma sentença de Davidson. uma pluralidade de criaturas engajadas no projeto de descrever seu mundo e interpretar cada descrição dele.Davidson Entre Wittgenstein a Tarski segundo dos dois conjuntos de questões que listei inicialmente: por que o vocabulário intencional não é apenas um vocabulário descritivo mais útil? Por que sua irredutibilidade a outros vocabulários é um bom negócio? Por que a chamada "indeterminação da tradução" é algo diferente da corriqueira subdeterminação da teoria? Por que necessitamos da noção de "um fato (ou nenhum fato) da questão"? Ramberg responde. não por irredutibilidade. Davidson. ela pode ser parafraseada como dizendo "desde que você pode. Essa inescapabilidade está escondida. por assim dizer. Tal noção revela-se um mero adorno. Pode-se explicar a inescapabilidade da normatividade sem arrastar junto a noção de "fato da questão". A inescapabilidade de normas é a inescapabilidade. e não é possível usar um sem usar o outro. criticar qualquer afirmação dada sobre qualquer coisa a que você se referiu. que há um vocabulário que é privilegiado. no sentido de conhecimento mútuo de sistemas de crenças vizinhos (. é tanto um requisito para usar uma linguagem quanto é a capacidade para dispor de um vocabulário descritivo.

No início de "A Nice Derangement". O ensaio argumenta que "o que o intérprete e o falante compartilham. poderia não haver necessidade de uma teoria de verdade. e a sugerida substituição de Ramberg para essa doutrina. é "A Nice Derangement of Epitaphs". não são tais regras ou convenções mas "a capacidade para convergir sobre teorias pontuais e datadas de declaração em declaração". aí estão muitas das minhas dúvidas sobre se Davidson deveria agarrar-se na doutrina da indeterminação da tradução. não há nada de sistemático sobre andar de bicicleta. não é aprendido e também não é uma linguagem governada por regras ou convenções já conhecidas para falar e interpretar".. antes.. Em "A Nice Derangement (.).htm (6 of 10)15/8/2005 16:35:01 .. mais ou menos na linha da definição de Tarski (. datada de transações com aquela pessoa". wittgensteinianos. eu suspeito realmente que a perspectiva que ganha fôlego. Davidson diz que um intérprete competente deve ser pensado como tendo Um sistema para interpretar o que ele ouve ou diz.) Mas no fim do ensaio a idéia de uma máquina portátil de interpretar uma linguagem tal como o inglês é substituída com a sugestão de que "a capacidade de uma pessoa interpretar ou falar com outra pessoa" consiste na "capacidade que lhe permite [o intérprete] construir uma teoria correta. contudo. suas próprias e de outros. pode ser defendida e entendida sem referência ao projeto de desenvolver uma teoria da verdade no estilo tarskiano para a linguagem natural.)" o que segue é rotulado "Princípio 1": Um falante ou intérprete competente é capaz de interpretar declarações. uma caracterização recursiva das condições de verdade para toda declaração possível de falantes (. Pode-se pensar desse sistema como uma máquina que.. embora alguém poderia aprender a lidar com falantes nas mesmas condições da aprendizagem por reflexo condicionado dos ciclistas. Poderíamos deixar Tarski de lado. na medida que a comunicação ocorre. Wittgensteinianos. ad hoc. A capacidade de dois ciclistas de se aproximarem um do outro em uma trilha estreita e evitar a colisão é um resultado de suas concordâncias sobre uma teoria de cruzamento datada? A necessária competência desses ciclistas consiste em ter uma tal teoria? Pode-se imaginar Davidson respondendo que. Como disse no começo. a idéia da capacidade para agir de um modo apreensível em uma teoria recursiva para alguém descrever o agente como tendo uma tal teoria. Um modelo para uma tal máquina é uma teoria da verdade. Mas então começamos a ficar curiosos se há qualquer questão quanto à nossa capacidade de lidar com os Malaprop enquanto uma capacidade para construir constantemente. O alvo explícito de "A Nice Derangement" é a idéia de um linguagem como uma conjunto de convenções compartilhadas. Tenho pensado que as perspectivas de Davidson seriam melhor vistas enquanto um suplemento das Philosophical Investigations antes do que como seguidoras de Tarski. teorias de verdade para linguagens presentes. Essa substituição resume. Davidson diz. O ensaio de Davidson mais querido entre nós. na base file:///E|/Biblioteca%20Digital/Estante%20-%20a%20organizar/A/Wittgenstein/Arquivos%20HTML/Rorty-Davidson%20Entre%20Wittgenstein%20a%20Tarski. Não sei se Davidson estaria motivado em aceitar essa substituição. nenhuma máquina portátil de interpretação para processar o significado de uma declaração arbitrária". quando alimentada por uma declaração arbitrária (.. pela qual Davidson tornou-se famoso. O que eles necessitam. Davidson diz. Se não há tal máquina interpretante. Nós saboreamos a afirmação de que "não há núcleo comum do comportamento consistente. e mesmo sem o conhecimento disso.Davidson Entre Wittgenstein a Tarski Assim.) produz uma interpretação. convergente... quando leio Davidson. mas pareceme que ela se adequa em muito do que ele tem dito. a ser aprendido. não raro. "o quanto temos derivado de um padrão de idéias da linguagem de controle".. ficam curiosos se o alvo de "A Nice Derangement" não deveria ter sido. Retorno agora ao segundo conjunto de dúvidas que freqüentemente tenho.

a geologia e o resto estão devotadas a descobrir. lidando com as relações dos falantes na rua. as palavras são ditas ter certas propriedades semânticas. p. em um artigo recente. Wittgensteinianos inclinados à terapia. Desde que ninguém sugere que o know-how envolvido em andar de bicicleta é uma questão de capacidade para por em prática uma teoria sistemática das relações entre características físicas. e a estrutura das declarações. wittgensteinianos. e as declarações certas estruturas. nenhuma questão de princípio. etc. areia. Mas . Analogamente. outras bicicletas. da estrada. o trabalho de diversos tarskinianos que fazem teorias de verdade que são adequadas para predizer o comportamento lingüístico de falantes). Os objetos discutidos em uma tal teoria mantém a mesma relação daqueles usos mantidos entre micro estrutura e macro estrutura. 6). dos pedregulhos.htm (7 of 10)15/8/2005 16:35:01 . simples. ou palavras. é o que é. por que deveríamos acreditar que o know-how envolvido em lidar com a potencial infinidade de dialetos é uma questão de capacidade para encontrar uma teoria recursiva de passagem de um idioma para outro? Por que não tratar o trabalho de gramáticos e lexicógrafos (e a contrapartida disso. 6). simples. etc. felizmente.. Enfatizamos a questão posta pelo próprio Davidson: que uma definição tarskiana de verdade é uma teoria empírica. na declaração. file:///E|/Biblioteca%20Digital/Estante%20-%20a%20organizar/A/Wittgenstein/Arquivos%20HTML/Rorty-Davidson%20Entre%20Wittgenstein%20a%20Tarski. duvidamos disso.relações sistemáticas que a mecânica. de seu próprio corpo. Mas nós. que não estão certos de que necessitamos de uma teoria do significado. Nós somos inclinados a oferecer a seguinte paródia do Princípio 1: Um ciclista competente é capaz de lidar com um infinito potencial de condições de andar de bicicleta (pedregulhos. concordar com ele que "é vazio dizer que o significado é o uso a menos que especifiquemos que uso temos em mente" (TR.) na base de características físicas da bicicleta. que implique tais comportamentos ao detectar micro estruturas. daqui para frente citado como TR). a fisiologia. destinada a encontrar um sentido subjacente atrás de uma enorme confusão de usos. deve haver relações sistemáticas entre essas propriedades . de empregar ‘usos’ para fornecer uma teoria do significado" (TR. etc. Não há um modo direto. por que não mudar o Princípio I e sua paráfrase e ler "por causa de" onde está escrito "na base de"? Davidson disse.Davidson Entre Wittgenstein a Tarski de propriedades semânticas de partes. Pois isso sendo possível. Podemos. deve haver relações sistemáticas entre significados de declarações. como sendo o mesmo que os cientistas físicos lidando com o ciclista andando na estrada? Assim. Nós não diríamos isso mais do que diríamos que relações micro estruturais sistemáticas são comportamentos macro estruturais. A última afirmação.. acopla o sentido do ser com o sentido do conhecimento. pedestres. que "pode ser que as sentenças são usadas como são por causa de suas condições de verdade. mas há modos complexos. Pois isso sendo possível. indiretos aqueles usados pelos cientistas que se dedicam à física e similares. podem concordar com Davidson de que não há "um modo direto.sendo wittgensteinianos terapêuticos e não construtivos . da areia. assim pode ser dito. Compare isso com: pode ser que os ciclistas andem como andam porque a micro estrutura da bicicleta. porque a atribuição dessas propriedades e estruturas mostra relações sistemáticas que permanecem não cientes aos falantes tão despreocupadamente quanto os ciclistas a respeito da micro estrutura.não dizemos que o significado é o uso. Mas a afirmação de Davidson não faz o mesmo? Dizer que as sentenças têm as condições de verdade que têm porque elas são usadas como são é paralelo a afirmar que comportamentos macro estruturais são ditos ter a micro estrutura que têm porque a atribuição dessa micro estrutura mostra as relações sistemáticas entre bits de comportamento macro estrutural. e elas têm as condições de verdade que têm por causa de como elas são usadas" ("Truth Rehabilitated". e que a micro estrutura é como é porque os ciclistas (e todos os outros seres macro estruturais cujo comportamento é a base indutiva para nosso entendimento da organização micro estrutural) são o que são.

que duvidam do "conceito" conceito. ambos os usos de "verdadeiro" podem ser distinguidos utilmente de assertibilidade. dizendo que qualquer explicação do "conceito de verdade" que não contemple a verdade como uma meta. A única conexão entre os dois usos. decidido então quais deles file:///E|/Biblioteca%20Digital/Estante%20-%20a%20organizar/A/Wittgenstein/Arquivos%20HTML/Rorty-Davidson%20Entre%20Wittgenstein%20a%20Tarski. contrastante. ou alcançado a verdade corretamente. bem pouco). são para ser admitidos no conceito. então necessitamos fazer o que Davidson. compreendem um pouco esse protesto searliano.htm (8 of 10)15/8/2005 16:35:01 . "ela foi uma verdadeira amiga". Por que não apenas dizer que os filósofos terão encerrado com a verdade quando as pessoas tiverem parado de usar "verdade" do modo que Davidson acha que elas deveriam parar de usá-la. Davidson duvida que possamos "explicar de um modo filosoficamente interessante" (TR. como o nome de uma meta ou um valor (ou de um grande poder. uma teoria do significado nos daria? Por que não deveríamos apenas fazer o que Wittgenstein fez . se classificamos os vários usos da palavra "verdadeiro". em suas "Lectures Dewey". não pode ser uma explicação adequada. porém talvez não verdadeiro". 4) porque a mesma palavra tem os dois usos. quando usado. de "verdadeiro". contudo. "representação acurada da natureza intrínseca da realidade". n. chama de "exaurir o conteúdo do conceito de verdade". e esquecer questões sobre se a análise de alguém tem de ser exaustiva? Nós. a teoria correspondentista de verdade é central para a Tradição Racionalista Ocidental. porém talvez não verdadeiro") e o de "verdadeiro" para nomear a propriedade mantida em uma inferência legítima. Assim. mantendo dele só os pedaços que gosta (enquanto ridicularizando aqueles que. Suspeitamos que é sem sentido perguntar se o conteúdo de um conceito tem sido exaurido a menos que especifiquemos que usos do termo. Quando Davidson fala sobre a necessidade de salvar o conceito daqueles que dariam teorias "epistêmicas ou pragmáticas" de verdade. perguntamos. lembramo-nos que "verdadeiro" tem muitos usos. a grandeza e a capacidade da verdade de prevalescer. Antes dos wittgensteinianos poderem ser confiantes de que necessitamos pensar sobre Tarski e condições de verdade.pois isso era o que estava conectado com os grandes e poderosos propósitos da verdade. Sendo diferente de assertibilidade. e o conceito de verdade? Pode-se imaginar alguém devotado àquilo que John Searle chama "a Tradição Racionalista Ocidental" protestando. que prevalecerá)? Por que não apenas ser terapêuticos. isto é. e seriam felizes apenas conversando sobre utilidade ou não utilidade de vários usos do termos para vários propósitos. fazendo-o sangrar e. Por que ver os filósofos como tendo uma tarefa construtiva? Por que concordar com Dummett que filosofia da linguagem é filosofia primeira? Considerando esse último conjunto de questões retóricas em conexão com o tópico da verdade. "verdadeiro" pode. à parte a fonética. Os únicos dois usos do termo "verdadeiro" que Davidson acha relevantes para "o conceito de verdade" são os de advertência ("justificado. "destinado a ser sempre acreditado. Mas. isto é. "a verdade é grande. Uma vez aceito que "palavras podem ser usadas de vários modos sem ter de mudar seus significados" (TR. como Horwich. n. ele tem em mente o uso de advertência. ainda. há mais coisa a ser escavada. Mas foi o primeiro uso que manteve a verdade viva como um tópico filosófico . significando o conceito. wittgensteinianos. a verdade como correspondência com a realidade. e quais deveriam ser excluídos. mantém. Davidson exclui bem pouco (isto é. o significado de "verdadeiro". Uma tal pessoa verá Davidson como cortando e moldando o conceito. o que é a relação entre todos esses vários usos. A questão é. parece ser o fato de que assertibilidade não é mantida em inferências legítimas. Quando ele está salvando o conceito de Horwich. 4). como Davidson argumenta.distinguir entre usos de expressões lingüísticas quando necessárias? Necessária para o que? Necessárias para o diagnóstico e tratamento de queixas filosóficas. Wittgensteinianos. é prevalecerá". Ciente de que o máximo que é ter um conceito é ter o know how para usar uma expressão lingüística. ele fala sobre o tarskiano uso o-que-é-preservado-em-inferências-legítimas de "verdadeiro". somos hesitantes em assumir lados na questão de se o descitacionismo exauri o conteúdo do conceito de verdade ou se. por fim. como infelizmente ocorre.Davidson Entre Wittgenstein a Tarski O que. deve ser contado qual a razão pela qual eles agora deveriam voltar sua atenção para o último uso. então. Essas várias dúvidas wittgensteinianas reduzem-se a algo como: a questão não é se temos exaurido o conceito de verdade. querer dizer. isso é fácil. "Verdade é Una") (7).

de algum modo internalizado. coerência. em particular. Mas pode também nos dar razão para parar de inferir.Davidson Entre Wittgenstein a Tarski são assim confusos ou enganosos a ponto de serem descartados. Se usar expressões como essas é suficiente para apreender o conceito objetivo de verdade. 275). que há algo importante na concepção realista de verdade". ou como pensamento. automaticamente. ou nossa sentenças ("The Folly of Trying to Define Truth. Mas dever-se-ia tomar cuidado para não se criar novos pseudo-problemas no curso de dissolver os velhos. 325). determina os conteúdos de pensamento e fala" ("The Strutucture and Content of Truth". 8). uma teoria sobre as relações entre uma vasto número de expressões lingüísticas. parece vazia. e daí o significado. o que adequa a linguagem ao mundo é que as condições que tipicamente causam nossa manutenção de sentenças verdadeiras constituem as condições de verdade. Parece-me que Davidson corre o risco de criar tais novos pseudo-problemas e. Pois isso encoraja aqueles que ainda pensam. em última instância. p. Saber sob que condições uma sentença é verdadeira não difere de saber o que move a produção de justificações para uma crença expressa pela sentença demandada. "sem uma apreensão do conceito de verdade. não é uma questão de correspondência com a realidade. Ele nos dá razão para esquecermos as tentativas de definir verdade como correspondência. "significado é apenas o uso e não tem nada a ver com as condições de verdade" são modos confusos e enganosos de dizer que a verdade não é um valor. e similares. as quais o intérprete radical. Pode-se concordar com Davidson de que "sentenças são entendidas em condições de se ter o conceito de verdade objetivo" e que. Mas isso não diz nada a mais do que o dito por aqueles que requerem que a capacidade de expor expressões como "eu creio que p. Definir a propriedade de ser preservado em inferências válidas de L é. wittgensteinianos. intérprete e mundo. fornecer um guia perspicaz para as inferências mais freqüentemente feitas pelos falantes de L. p. A questão dessa doutrina é que não se pode ir adiante apenas com relações inferenciais holísticas entre crenças e declarações (como as teorias da coerência file:///E|/Biblioteca%20Digital/Estante%20-%20a%20organizar/A/Wittgenstein/Arquivos%20HTML/Rorty-Davidson%20Entre%20Wittgenstein%20a%20Tarski. p. O risco é ampliado por uma observação tal como: O tipo de asserção que está ligada ao entendimento já incorpora o conceito de verdade: estamos justificados em afirmar uma sentença no sentido requerido somente se acreditamos que a sentença que usamos para fazer a asserção é verdadeira. mas o próprio pensamento é impossível" (TR). diferentemente de Davidson. que aqueles que entendem a sentença têm. A distinção entre verdade e justificação permanecerá firme mesmo após a aceitação de que não há duas partes distinguíveis de know-how: know how para justificar uma sentença e saber quanto ela é verdadeira. o que funciona ou qualquer outra coisa mais.htm (9 of 10)15/8/2005 16:35:01 . ou suposta inadequada. e que. deve manter-se seguindo. nós. podemos lê-lo como puramente terapêutico. esperando construir uma tal definição. Se olhamos a obra de Davidson através dessas lentes. Podemos ter razão em duvidar de que seus comportamentos podem ser esclarecidos por uma tal teoria. podemos concordar tranqüilamente que a apreensão do conceito é algo requerido para a linguagem e o pensamento. de ressuscitar aqueles que se agrupam em torno da distinção esquema-conteúdo. mas "o triângulo que. quando sua polêmica antipragmatista e antideflacionista o conduz a dizer coisas tais como "a verdade depende de como o mundo é" (TR. Davidson mostrou porque tais locuções deflacionárias como "a verdade é trivial" ou "não há nada mais a ser dito sobre a verdade". relacionando falante. (10) A doutrina de Davidson da triangulação conta-nos que o que em última instância adequa linguagem ao mundo não é que vários nacos de realidade não lingüística são as condições de verdade de várias sentenças. (8) Mas a questão de se há mais ou se há menos o conceito do que essa capacidade. mas pode ser que p não seja verdadeiro" não pode ser dita como sendo o uso da linguagem. a partir da premissa de que entender uma sentença é entender suas condições de verdade. As relações entre expressões lingüísticas que são capturadas pelo caráter recursivo de uma definição de verdade tarskiana não são diferentes das relações de ser-freqüentemente-inferido-de. e especificar as funções para os usos mantidos. não somente a linguagem.

Assim. de Manuscrito enviado pelo Prof. nem com relações atômicas de seres-causados-por (como os realistas presos a relatos perceptivos tentam fazer). mas as referências estão no corpo do texto) Tradução de Paulo Ghiraldelli Jr. Rorty Entrada Editores Pragmatismo Sites Textos Livros Curso file:///E|/Biblioteca%20Digital/Estante%20-%20a%20organizar/A/Wittgenstein/Arquivos%20HTML/Rorty-Davidson%20Entre%20Wittgenstein%20a%20Tarski. apanhamos tudo que se pode pegar a respeito de Davidson. desse modo. Não posso afirmar que. (NT: este texto não foi traduzido com as notas de rodapé.Davidson Entre Wittgenstein a Tarski tentam fazer). Mas penso que poderia ser útil levantar a questão do que afinal se perderia com uma tal alteração de ênfase.htm (10 of 10)15/8/2005 16:35:01 . Temos de ir e voltar entre causação e inferências de um modo que não permite qualquer independência dos ângulos do triângulo uns em relação aos outros. muito da minha bem hesitante sugestão sobre como se poderia estabelecer a ênfase nos elementos wittgensteinianos do trabalho de Davidson e a diminuição de ênfase nos elementos tarskianos.