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A exposição daquilo que se quer da vida. Ao mesmo tempo a sociedade reconhece no hoje tudo aquilo que no fundo não desejaria ver ou então, vê seus desejos não somente revelados, mas também criticados.

 A sociedade no ato da descoberta do em si, se percebe, portanto, não como sujeito, e sim como objeto. É o sentido  invertido. Neste processo se , os disfarces e as máscaras sociais criam, afinal, um jogo sutil de rupturas que leva a uma espécie de auto reconhecimento, surgido dessa realidade às avessas. Do que estamos fugindo afinal? Estamos fugindo de nos mesmos!O espelho social neste contexto não reflete mais o estreito mundo social da salas das redes (redes sociais) , mas os disfarces ideológicos nela existentes. É neste aspectos da dialética do cotidiano que nos deparamos com o nosso ser em si, que ao se voltar “contra” e, nesse sentido, se transforma no agente catalizante da denuncia desta apatia social Nesta sociedade ao qual vivenciamos, temos a noção de indivíduos com objeto de indagação , mas não possui, certamente, um  “uso imediato”, no qual possa focar as aparentes contradições. Contudo, sua ampla analise proporciona uma abertura onde se opera  profunda, por meio do qual se vislumbra a fratura nesta sociedade de sentidos aparentemente. tão divergentes A questão que o motivou o texto é a seguinte: como a “massa” imersa nas redes sociais ( twitter, facebook e etc )consegue influenciar o sujeito de modo tão crucial, a ponto de fazê­lo pensar e agir de maneira tão diversa? Com efeito, concordo que, numa massa, certas idéias e sentimentos subjetivos se transformam em atos com maior facilidade. Como se lá imerso, o sujeito adquirisse uma espécie de poder que lhe permite render­se a tais pensamentos e sentimentos de forma imperiosa. Tudo se passa com se, tomado por um sentimento de onipotência, a noção de impossibilidade lhe desaparecesse, de modo que passe a não tolerar o menor hiato de espera entre um desejo e sua efetiva realização. Da mesma maneira, por mais que o sujeito massificado seja capaz de arduamente desejar algo, isto nunca se dá por muito tempo, posto ser ele incapaz de perseverar em suas aspirações. O sujeito massificado é exaltado, tem suas emoções intensificadas e pode entregar­se às mais diversas paixões. Ele se torna um inconteste, impulsivo e, por muitas vezes, contraditório. Ademais, sua singularidade parece desvanecer, fazendo com que ele pense e se comporte tal qual os demais membros do grupo. Deste modo, ele tende a ser conduzido, com maior ou menor facilidade, em conformidade com os padrões estabelecidos pela massa. Em si, a sugestão também seria a responsável pelo estranho fato de, numa massa, os membros se encontrarem relativamente submetidos a uma espécie de poder mágico das palavras. Neste aspecto, um discurso apaixonado, repetido, exagerado e mesmo pouco ou nada consistente seria capaz de instaurá­la.  Com ele, a simples percepção de uma emoção nos outros pode fazê­la despontar naquele que a percebe, contribuindo, portanto, para o desvanecimento das singularidades .Na contemporaneidade, alguns sujeitos optam por incluir­se nos fenômenos de massa emergentes – e, portanto, sofrerem as consequências desta escolha – pela necessidade de resgatar alguma forma de inclusão no pacto social. Ou seja, dada a relativa decadência das instituições tradicionais, vislumbramos alguns fenômenos de massa ( twitter,facebooke etc) ganhando espaço na cena contemporânea, funcionando como altamente sedutores para alguns. Esta sedução se daria, justamente, por tais formações grupais se constituírem como alternativas

para o estabelecimento de laços sociais. Em nossa cultura digital, a velocidade é proporcional ao encurtamento do tempo que era experimentado antes nas trocas orais. A humana necessidade de conversação não é nada diante da administração discursiva da qual fazemos parte. O tempo da oralidade é justamente o que, podendo ser cortado sob a alegação de improdutividade, não fará falta na economia política da fala. Ao reduzir a potência da narrativa a 140 toques (considerando espaços entre palavras), o que o Twitter providencia é a imersão em um suposto tempo presente. Responder hoje à pergunta “o que está acontecendo?” não diz respeito a complexidade dos pensamentos humanos nem a diversidade de interpretações do mundo. A ação é reduzida à narrativa protocolada em 140 caracteres. É, portanto, transformada em slogan. Se a fala exprimida é o centro de toda relação e o que lhe dá base política, não fica difícil imaginar que o Twitter privilegia algo como uma antipolítica. No entanto, posso dizer que um slogan é política? Seria uma prostituição da ação? O Twitter mostra assim sua alma publicitária diante da qual o diálogo como forma básica da relação sócio­politica verdadeiramente é impossível. Esperança de uma vida boa e justa não cabe no Twitter, “sepultura medida das idéias”, ao mesmo tempo que era para ser uma ferramenta de ramificação de idéias e consequente superação do estado de servidão ao qual a sociedade se encontra. Porém, já imaginou ramificar as idéias em 140 caracteres? Você automaticamente censura a sua mente a pensar algo a mais do que isso. Desde que as redes sociais estão entre nós, precisamos mais do que nunca ficar atentos ao sentido das nossas relações. Sentido que é alterado pelos meios a partir dos quais são promovidas essas mesmas relações. . Nele, percebemos que um conjunto bastante diversificado de organizações grupais foram igualmente tomadas como semelhantes e, portanto, fundidas sobre o mesmo termo “massa”. No entanto, uma analise  atenta consegue destacar uma distinção entre o que  denomina de “grupos artificiais” e os fenômenos de massa propriamente ditos. Como exemplo dos primeiros, a Igreja e o Exército. Trata­se, aqui, de grupos eminentemente duradouros, altamente estáveis e que, assim, possuem estrutura e funcionamento distintos dos fenômenos de massa stricto sensu. Estes últimos são efêmeros e voláteis, nos quais algum interesse passageiro apressadamente aglomerou  diversos tipos de indivíduos [com] um interesse comum num objeto e uma inclinação emocional semelhante Aos primeiros grupos, devemos relacionar as tradicionais instituições de confinamento analisadas por Foucault (1996) em “Vigiar e punir”. Como exemplos, destacam­se as escolas, as fábricas e todas as demais instituições com costumes, hábitos e dinamismos duradouros. O apoio destas instituições em determinadas tradições acaba por lhes proporcionar certa estabilidade e, por isto, elas se configuram como objetos de respeito por parte do corpo social. Os sujeitos lá persistem por algum tempo e, no caso de quaisquer desligamentos, suas funções são facilmente transferidas a outros.E quanto aos segundo,a instituição da visibilidade

como instância de vigilância global e O microblog Twitter é um grande exemplo desse quadro. Os

famosos “Trending Topics” – lista de temas mais comentados na rede social – sofrem alterações constantes e ditam os principais assuntos a serem tratados no mundo virtual e, por consequência, no mundo físico. Essa atmosfera de incansável mudança gera um comportamento bastante característico do homem contemporâneo – Comportamento esse que, por sua vez, reflete­se muito na realidade social de nosso tempo. Por estabelecerem uma relação de “dependência” com essa efemeridade, pessoas de todo o globo demonstram uma precária, ínfima e frágil identidade cultural, em contraste com a solidez dos preceitos sócio­culturais das antigas gerações. Em seu anseio pelo novo, a sociedade atual de hoje apresenta algumas peculiaridades facilmente distinguíveis: a constante migração entre tendências, modas, estilos e gostos; a parcial incapacidade de resistir a relacionamentos duradouros – sejam eles conjugais ou não; o desejo extremo pela precoce desatualização de hardwares e softwares e a intensa alimentação ao consumismo característico de nossa era. O interessante disso é perceber que esse efeito é praticamente cíclico, fazendo com que aqueles que “provocaram” todo esse dinamismo se tornem igualmente efêmeros. Um caso bastante claro é o das redes sociais que se perdem no tempo justamente pela busca incessante que a geração Y e X têm pelas novidades. Tomamos, então, a efemeridade como tendência social do século. Estamos “condenados” a transitar entre diferentes estruturas culturais e cyberculturais até o momento em que o anseio pelo novo ultrapasse as barreiras conhecidas e obrigue­nos a encontrar uma renovada – e igualmente instável – estrutura sócio­cultural. Essa efemeridade das coisas leva a uma relativização do que é importante de fato. O ser humano precisa de coisas substanciais e não superficiais e descartáveis. O que não muda nunca e nunca mudará é que deve ser o nosso foco real na vida, acima de tudo é isto que vamos deixar para nossos descendentes, e foi isto que nossos antepassados nos deixaram: a busca da nossa felicidade. Os valores, e a virtude são qualidades que devem ser muito mais valorizadas que a ânsia de ter mais bens e conforto. Sempre há de haver novidades e revoluções no mundo, como sempre houve. O que fica para a posteridade é o que aprendemos neste processo. O grande problema de nossa época é o de preservar a independência e a identidade das pessoas, sua substancialidade, contra o super­poder da sociedade, cristalizado nos agentes do Estado. Daí o caráter saneador da luta pela cidadania. No caso do Brasil, a hierarquia extremamente desigualitária desembocou na Ditadura Militar. A mídia, legitimadora da economia de Mercado, tornou­se fonte da retórica do embelezamento da desigualdade e da dependência. Com sua aparência multívoca,escamoteia a realidade e oferece um mundo ilusório em cores. Tornou­se uma técnica da exclusão cognoscitiva diante do processo de exploração. Instaura a cegueira conformista, fazendo da consciência ingênua ancila da consciência contábil, fazendo de conta que são todos iguais na barbaridade desigualdade da sociedade , com um objetivo único de se causar impacto e vender propagandas, nos ‘’informando’’, como tuíteres, instantâneos e sem nenhuma preocupação em nos oferecer uma notícia com os temperos certos para que o nossa saúde mental, evolua com a veracidade e daí, meu caro, produziremos

revoluções; o que as produz são as informações dignas e verdadeiras, assim acordarão a consciência ingênua e adicionarão condições social­políticas adequadas para tanto. O mito da caverna narrado por Platão no livro ‘’A República’’, é talvez, uma das mais poderosas metáforas concebidas pela filosofia. Em qualquer tempo, para expor a situação geral em que se encontra a humanidade. Para o filósofo, todos nós estamos condenados a ver sombras a nossa frente e tomá­las como verdadeiras. A relação do espelho com o mito da caverna é a que não há interpretação real para os fatos. Ela só compreende as imagens e o povo faz dela o que quiser. E o público procede como estima.