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ECONOMIA

Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher

ECONOMIA GERAL
Quando se considera a Divisão do Estudo Econômico, é importante que se comece a analisar aspectos menos complexos, como por exemplo, um Sistema Econômico Simplificado, composto dos Fatores de Produção, Unidades Produtoras e os Bens, Serviços e Renda. Os Fatores de Produção são os recursos que participam diretamente da geração dos produtos e ou serviços. Podem ser: - As pessoas de uma sociedade, que fornecem mão de obra, experiência, técnicas, etc., também chamados de “Família Nacional”. - A terra: cultivável e urbana bem como os recursos naturais. - O trabalho: faculdades físicas e intelectuais dos seres humanos no processo produtivo. - O capital: edificações, fábricas, máquinas e equipamentos. O capital é classificado, a saber: Capital físico (prédios, máquinas, equipamentos), como; matérias primas e estoque. Capital humano (educação, formação profissional, experiência ou capacidade produtiva). Capital financeiro (fundos monetários para aquisição de capitais físicos (máquinas e equipamentos) ou ativos financeiros (títulos do mercado de capital)).

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As Unidades Produtoras, por sua vez, promovem as atividades produtivas numa sociedade contemporânea. São as instituições que promovem a transformação da matéria prima em um produto ou bem final. São também denominadas de Unidades Transformadoras. Dessa forma, as unidades produtoras alocam os recursos dos fatores de produção para transformação de matéria prima em bens finais, mediante uma remuneração a qual é utilizada para aquisição e consumo dos bens e serviços ofertados, gerando renda para a economia de uma sociedade. Todas as sociedades são obrigadas a fazer opções, escolhas entre alternativas, uma vez que os recursos não são abundantes. elas são obrigadas a fazer escolhas: O QUE produzir: Deve decidir se produz mais bens de consumo, ou bens de capital (no fundo, não é decisão apenas econômica, mas também política). QUANTO produzir: Em economias de mercado, seria decidido pela oferta e pela demanda; em economias planificadas ou centralizadas, a decisão é tomada pela agência central de planejamento.

ECONOMIA
Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher PARA QUEM produzir: Quais os setores que serão beneficiados na distribuição do produto: • • • • Trabalhadores, capitalistas ou proprietários da terra? Agricultura ou indústria? Mercado interno ou mercado externo? Região sul ou norte?

Ou seja: como se distribuirá a renda gerada! CURVA DE PROSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO: Sequência de pontos representativos das quantidades máximas de produtos que a sociedade pode gerar, numa unidade de tempo, admitindo-se um dado estado de tecnologia e uma determinada disponibilidade de recursos constantes.

Os pontos notórios da Curva de Possibilidade de Produção: Condição impossível – não há possibilidade de adequar a produção nas quantidades dos dois produtos desejados. Ultrapassa a linha de fronteira da possibilidade de produção. capacidade ociosa – é possível produzir as quantidades dos dois produtos. Contudo, verifica-se ociosidade, ou seja, poderia ser produzido mais de um produto ou de outro, até atingir a linha de fronteira. Portanto, está atuando em ociosidade, apesar de ter capacidade de produzir mais. Condição ótima – atua a plena capacidade. Aperfeiçoa a produção dos dois produtos utilizando todo seu potencial produtivo.

Deslocamento da Curva de Possibilidade de Produção O deslocamento da Curva de Possibilidade de Produção, ou seja, da Linha de Fronteira, para a direita, caracteriza expansão das atividades econômicas. Isto pode ser conseguido através: a) Do avanço tecnológico com métodos mais eficazes para a produção de bens e serviços;

raramente havendo um excedente. ECONOMIA LIVRE. As determinações dos problemas econômicos são realizadas pelo governo (manipula e substitui o mecanismo de preços) e o mercado (oferta x demanda). ela tem algum caráter mercantil. ECONOMIA DE SUBSISTÊNCIA. a . Produção agrícola de bens de consumo imediato e para o mercado local. por oposição à descentralização que caracteriza as economias capitalistas ou de mercado. na ausência de mecanismos restritivos à concorrência. A LEI DOS CUSTOS (relativos) CRESCENTES Com o desejo de se deslocar a curva de possibilidades de produção. Tem parcelas de orientação de todas as anteriores. Denominação dada às economias socialistas. Sistema econômico baseado na livre ação da empresa privada. diferenciando-se por isso da agricultura de autossubsistência ou economia natural. ao comércio e ao consumo. cuja produção é destinada à subsistência do produtor. MICROECONOMIA Ramo da ciência econômica que estuda o comportamento das unidades de consumo representadas pelos indivíduos e pelas famílias. Ao contrário do que a designação possa sugerir.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher b) Da melhor capacitação de recursos humanos. as empresas e suas produções e custos. bem como. a sociedade tem que sacrificar quantidades sempre maiores do outro. ECONOMIA MISTA. ao investimento. ECONOMIA CENTRALIZADA. Distingue-se pela propriedade estatal dos meios de produção e pela planificação centralizada da economia nacional. praticamente não existindo um excedente. ECONOMIA PRIMITIVA. Forma de organização econômica em que os bens produzidos se destinam à satisfação das necessidades dos próprios produtores. c) Da injeção de capital de forma a facilitar a produção. aumentar ou obter quantidades extras iguais de um determinado produto ou serviço.

produtores de bens ou serviços particulares etc. de forma mecânica. É importante na elaboração de modelos que retratam as situações do mundo de forma simplificada. Assim. o consumo. serviços e fatores produtivos. Em outras palavras. métodos de fixação de preços etc. é bastante abrangente. a macroeconomia estabelece as chamadas forças de “ajuste” ou “equilíbrio”. no mundo moderno. o encontro entre compradores e vendedores pode ser feito sem que eles se vejam. latifundiários. MACROECONOMIA Parte da ciência econômica que focaliza o comportamento do sistema econômico como um todo. trabalhadores. — agem e reagem umas sobre as outras. MERCADO Define-se como mercado o “lugar” onde os compradores e vendedores se encontram para realizar as transações de recursos e de bens e serviços. podendo ser utilizada como elemento de previsão condicionado à ocorrência de determinado evento. não se limitando a determinadas localizações geográficas. A macroeconomia tornou-se um ramo da ciência econômica a partir de 1936. Sob o enfoque das atividades de produção. Esse direcionamento fundamenta-se na ideia de que é possível explicar a operação da economia sem que haja necessidade de compreender o comportamento de cada indivíduo ou empresa que dela participam. a poupança e o investimento totais. empresas comerciais. que explicam o comportamento econômico. Keynes forneceu o modelo da sistematização teórica e as “receitas práticas”. caracterizando-o. o nível de emprego e dos preços. que nas décadas seguintes inspirariam a maioria dos economistas ocidentais.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher produção e o preço dos diversos bens. a organização econômica pode ser descrita de dois fluxos fundamentais. Fluxo Real: . Desempenha importante papel na teoria do comércio internacional e encontra-se presente no mundo dos negócios como auxiliar de decisões administrativas relacionadas com a procura. a microeconomia ocupa-se da forma como as unidades individuais que compõem a economia — consumidores privados. da geração da renda e de destinação dos bens e serviços. Ao detectar as forças gerais que impelem os agregados em determinada direção. Têm como objeto de estudo as relações entre os grandes agregados estatísticos: a renda nacional. que envolvem os mercados de fatores e de produtos. O termo. como um sistema de igualdades de equilíbrio. estrutura de custos empresariais. na atualidade. A microeconomia encontra bastante aplicação no mundo atual.

Não há ociosidade de recursos. fazendo com que a moeda volte para as Unidades de Produção (com margem de lucro) para novos investimentos e produção. o ciclo começa novamente. . FORNECIMENTO DE RECURSOS DE PRODUÇÃO < UNIDADES DE PRODUÇÃO < UNIDADES FAMILIARES > SUPRIMENTO DE BENS E SERVIÇOS > Fluxo Monetário Descreve o processo de geração de renda e poder aquisitivo. ou seja.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher Descreve as relações entre as unidades familiares que fornecem os recursos necessários às atividades produtivas e às unidades de produção que estão empenhadas na compra. Com os recursos recebidos. bem como na venda dos bens e serviços por eles elaborados. Daí em diante. bem como sua utilização e destinação. Pode-se verificar no gráfico. REMUNERAÇÃO DOS RECURSOS DE PRODUÇÃO > UNIDADES DE PRODUÇÃO > UNIDADES FAMILIARES < PAGAMENTO DOS BENS E SERVIÇOS ADQUIRIDOS < HIPÓTESES DA MICROECONOMIA • • A economia é de livre empresa. adquirem produtos de consumo pagando por eles. como o fluxo se complementa não tendo fim. unidades familiares (que produzem bens e serviços) recebem pelo que produziram das Unidades de Produção. aluguel e emprego de tais recursos.

ou seja.Estático Comparativo Estuda ou compara duas ou mais situações de equilíbrio.Estático Análise realizada em um único ponto do gráfico. os fatores que motivam os consumidores ao consumo. Epa.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher • Não há inflação (corrosão da moeda) Com base nas premissas indicadas. DETERMINANTES DA DEMANDA Seja “x” a mercadoria ou serviço. Py. levando em consideração as causas que provocaram essas alterações. . Não há comparações com outros dados ou informações.Dinâmico Mostra que há uma absoluta continuidade. As formas de Análise do Ponto de Equilíbrio: . sem aplicação proveitosa. R. Analisa um fenômeno com todo o resto da economia.Geral Levam em consideração as relações existentes de um mercado específico com os demais. . o que torna a análise duvidosa. os determinantes da demanda.Parcial É a análise de um mercado isoladamente. conceituamos os métodos de Análise do Ponto de Equilíbrio: . A análise considera os motivos que provocaram a alteração do comportamento ponto por ponto das curvas do gráfico. são representados pela equação Qdx = f(Px. etc) onde: Px = preço de “x” . . N. desconsiderando as relações desse mercado com os demais. G.

sem alteração do preço da mercadoria ou serviço considerado. Tem-se uma Alteração na Quantidade Demandada quando apenas o preço da mercadoria ou serviço em consideração varia. Tem-se uma Alteração na Demanda quando se verifica o deslocamento da curva de demanda. . . “Ceteris Paribus”*. até mesmo realizado de forma desnecessária (bens supérfluos). pode-se constatar que apesar do Preço e da Renda (os dois grandes limitadores ao consumo) existem vários outros fatores determinantes que nos impelem ao consumo. CURVA DA DEM ANDA 50 40 PREÇO 30 20 10 0 0 10 20 QTDE 30 40 50 Preço aumentou Qtde diminuiu *Caeteris Paribus (ou. uma variação somente no preço. “Ceteris Paribus”). Muito utilizada em economia quando se deseja avaliar as consequências de uma variável sobre outra. uma variação em qualquer um dos determinantes da demanda.Diferença Fundamental entre uma Alteração na Quantidade Demandada e uma Alteração na Demanda. supondo-se as demais inalteradas.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher R = renda G = gosto (utilidade. provoca aumento ou diminuição da quantidade demandada. dessa forma. Expressão em latim que significa “permanecendo constantes todas as demais variáveis”. uma alteração na demanda (curva da demanda). denotando-se. provoca deslocamento da curva da demanda. Portanto. satisfação) Py = preço do bem relacionado com “x” N = prazo de pagamento do bem Epa = expectativa de preços altos Assim. Portanto. exceto o preço.

Qsx = f(Px. os determinantes da oferta. são representados pela equação.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher DESLOCAM ENTO DA CURV A DA DEM ANDA 50 40 PREÇO 30 20 10 0 0 10 20 QTDE 30 40 50 Preço constante Qtde aumentou DETERMINANTES DA OFERTA Seja “x” a mercadoria ou serviço. Si. Fn. etc) Onde: Px = preço da mercadoria ou serviço Tc = nível tecnológico Si = oferta de insumos Fn = fatores naturais . Nº. Tc. ou seja. os fatores que motivam os produtores a ofertar produtos e serviços.Pfp.

Temos uma Alteração da Quantidade Ofertada. Portanto. uma variação somente no preço. “Ceteris Paribus”). “Ceteris Paribus”*. dessa forma. provoca deslocamento da curva da oferta. exceto o preço.Diferença Fundamental entre uma Mudança da Quantidade Ofertada e uma Mudança da Oferta. . provoca aumento ou diminuição da quantidade ofertada Ocorre uma mudança na oferta (deslocamento de toda a curva de oferta) quando qualquer um dos determinantes da oferta se alterar. quando apenas o preço de mercado varia. uma variação em qualquer um dos determinantes da oferta. *Caeteris Paribus (ou. pode-se constatar que apesar do Preço e da Renda dos consumidores (os dois grandes limitadores ao consumo) existem vários outros fatores determinantes que impelem os produtores à oferta de produtos e serviços. Portanto. CURVA DA OFERTA 50 40 PREÇO 30 20 10 0 0 10 20 QTDE 30 40 50 Preço aumentou Qtde aumentou . uma alteração na oferta (curva da oferta). supondo-se as demais inalteradas. que não seja o preço da mercadoria em consideração.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher Nº = número de vendedores (concorrentes) Pfp = preço dos fatores de produção Assim. Expressão em latim que significa “permanecendo constantes todas as demais variáveis”. Muito utilizada em economia quando se deseja avaliar as consequências de uma variável sobre outra. denotando-se.

ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher DESLOCAM ENTO DA CURVA DA OFERTA 50 40 PREÇO 30 20 10 0 0 10 20 QTDE 30 40 50 Preço constante Qtde aumentou EQUILÍBRIO DO MERCADO .

Quanto menor o preço. juros. apesar do equilíbrio. os produtores e consumidores não estão satisfeitos. Em linguagem técnica. o que vem denotar apenas uma declaração que neste ponto a atividade econômica atende a MAIORIA dos interesses da sociedade. e os produtores necessitam de preços maiores do que a verificada no equilíbrio. da repartição da renda segundo os fatores de produção: trabalhado. Mesmo assim. A repartição da renda é a maneira pela qual se distribui. RENDA DO CONSUMIDOR A renda do consumidor é um dos limitadores ao efeito de demandar. o resultado de sua atividade no processo produtivo. maior será o excesso de oferta. não existe compatibilidade de desejos. observado a satisfação de quem consome. É tradicionalmente estudada do ponto de vista de uma distribuição funcional. entre os participantes da produção. De outra parte.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher Como visto no gráfico. ou seja. os consumidores desejam preços mais baixos do que a verificada no equilíbrio. a renda orienta quanto e como consumir. para poderem produzir mais. lucros e da renda da terra. dizemos que existe um excesso de oferta. Em qualquer situação. maior será o excesso de demanda. Note que o conflito de interesses continua. surgirá um excesso de demanda. Essa repartição se realiza por meio do pagamento de salários. capital e recursos naturais. ELASTICIDADE . o Ponto de Equilíbrio também pode ser denominado como “ponto de otimização”. Para qualquer preço superior ao preço no ponto de equilíbrio. com qualquer preço inferior ao preço do ponto de equilíbrio. para poderem comprar mais. Quanto maior o preço. isto é. ou seja. a quantidade que os ofertantes desejam vender é muito maior do que os consumidores desejam comprar. Observe que a indicação está entre aspas.

Quando há qualquer mudança num desses fatores. que engloba a elasticidade-preço. Em vista disso. Atualmente. entre outros.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher Relação entre as diferentes quantidades de oferta e procura de certas mercadorias. Demanda fortemente elástica caracteriza também os artigos que podem ser. do preço de outras mercadorias.) Bens de demanda inelástica = Ep < 1 (Quando a variação da quantidade demandada for menor que a variação do preço. mesmo que os preços se elevem bastante. A elasticidade também pode ser definida de forma matemática. utilizados pela camada mais rica da população. Entre os bens de demanda inelástica. quando ocorre uma variação em um dos fatores citados anteriormente. depende de alguns fatores: do preço da mercadoria. ocorre variação na quantidade comprada da mercadoria na unidade de tempo em questão.) . CLASSIFICAÇÃO DOS “BENS” E “SERVIÇOS” DE ACORDO COM A ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA ELASTICIDADE MEDIDA NO INTERVALO. Nesses casos. as alterações no preço do sal praticamente em nada afetam sua procura. O sal é o mais característico entre os bens de demanda inelástica. em determinado intervalo. Os primeiros englobam os bens de primeira necessidade. Consumido em pequenas quantidades. que continua comprando esses artigos. é expressa pela variação relativa da variável independente. a elasticidade-renda da demanda e outras variáveis. A elasticidade da procura mede a variação relativa da quantidade comprada na unidade de tempo. tomando-se o preço como variável dependente da demanda ou da oferta. a reação de uma grandeza. sendo geralmente utilizados pelos setores médios da sociedade. quando a outra se altera. ELASTICIDADE DA DEMANDA OU PREÇO DA DEMANDA Medida da variação na demanda de uma mercadoria. Bens de demanda elástica = Ep > 1 (Quando a variação da quantidade demandada for maior que a variação do preço. as mercadorias podem ser classificadas em bens de demanda inelástica ou fracamente elásticas. substituídos por outros produtos similares. A demanda. mas tratando-se de ingrediente indispensável à alimentação cotidiana. em determinado intervalo. como medida da força de reação de uma grandeza econômica tomada como variável independente. sem problemas. é bastante utilizado em estudos de mercado. do gosto do consumidor. especialmente naqueles onde há uma preocupação com a análise da procura. Selecionados cuidadosamente pelos consumidores. em função das alterações verificadas em seus respectivos preços. De acordo com esse conceito. Os bens de demanda fortemente elástica são aqueles que não são indispensáveis à subsistência da população. mede-se a elasticidade-preço da demanda. encontram-se também alguns produtos de luxo. uma elevação do preço desses artigos acarreta imediata diminuição da demanda. Assim. e bens de demanda fortemente elástica. indispensáveis à subsistência diária da população. pesquisa-se a elasticidade do preço em relação à oferta e à demanda. mantendo-se constantes os demais. considerada a quantidade de certa mercadoria comprada por unidade de tempo. a elasticidade-renda e a elasticidade mista. da renda do consumidor.

00. resultando em [e=0. tem-se uma Receita Total de $18.000. . Observe que a Receita Total de B corresponde a $10. em determinado intervalo. Relembrando: Para aumentar a Receita Total da firma. é necessário baixar o preço e aumentar a quantidade. então. [e = ((400/200)x100) / ((40/50)x100)]. o quadro constante da prancha indica preços e quantidades de um produto hipotético.0]. o Ponto B está em condição elástica. A coluna que apresenta PONTO serve como indicação de onde se está trabalhando o cálculo da elasticidade. Observe que a Receita Total de E corresponde a $16. variação % Q ---------------variação % P Ep = A título de exemplo de cálculos de elasticidade preço-da-demanda. Se ajustar os dados para o ponto C. tem-se uma Receita Total de $16. Se estiver calculando o intervalo BC. ou seja. é expresso o resultado obtido da aplicação da fórmula de apuração do grau de elasticidade do ponto B. é necessário aumentar o preço e diminuir a quantidade. Para aumentar a Receita Total (Preço x Quantidade). ou seja. então.00. Se ajustar os dados para o ponto D. Vejamos: Apuração do grau de elasticidade do intervalo BC: [e = variação % da Qtde / variação % do Preço].00.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher Bens de demanda com elasticidade unitária = Ep = 1 (Quando a variação da quantidade demandada for igual a variação do preço. resultando em [e=5.00.5].000. o ponto C (intervalo BC) é utilizado somente para comparação. Já se está no melhor nível de Receita total. Para aumentar a Receita Total (Preço x Quantidade).000. [e = ((1000/800)x100) / ((10/20)x100)].000. Nesse caso. se estiver na: Condição elástica = baixar preço e aumentar a quantidade Condição inelástica = aumentar o preço e diminuir a quantidade Condição unitária = nem baixar nem aumentar preço e quantidade. o Ponto E está em condição inelástica. Apuração do grau de elasticidade do intervalo EF: [e = variação % da Qtde / variação % do Preço].

Apuração do grau de elasticidade do intervalo CD: [e = variação % da Qtde / variação % do Preço]. Bens de oferta inelástica . como se verá a seguir. necessita-se de aumentar o preço de $10 para $20. Bens de oferta com elasticidade unitária . Tal procedimento é interessante uma vez que aumentando o preço em 100% resulta em um aumento na produção em 24o%. Vejamos: Apuração do grau de elasticidade do intervalo AB: [e = variação % da Qtde / variação % do Preço]. "X" PONTO PREÇO QUANT. Significa que para produzir de 5 unidades para 17. ou seja.0 E = 1. A título de exemplo de cálculos de elasticidade da oferta. resultando em [e=0. em determinado intervalo.2 A B C D E F G 60 50 40 30 20 10 0 0 200 400 600 800 1000 1200 Da mesma forma que a Elasticidade Preço-da-demanda. aumentar a produção em 240% e aumentar o preço em 100%. Contudo.5)x100) / ((40/30)x100)]. então. as interpretações os graus de elasticidade da oferta são inversas a da demanda. o Ponto B está em condição elástica. A coluna que apresenta PONTO serve como indicação de onde se está trabalhando o cálculo da elasticidade. em determinado intervalo. a elasticidade da oferta tem por classificações: Bens de oferta elástica .Ep = 1 Quando a variação da quantidade ofertada for igual a variação do preço. o quadro abaixo apresentado indica preços e quantidades de um produto hipotético. expressa-se que o resultado obtido da aplicação da fórmula de apuração do grau de elasticidade do ponto A. [e = ((32/25. CÁLCULO ELASTICIDADE FÓRMULA E = Δ %Q / Δ %P E = Δ %Q / Δ %P E = Δ %Q / Δ %P E = Δ %Q / Δ %P E = Δ %Q / Δ %P GRAU E = 5. o Ponto . [e = ((17/5)x100) / ((20/10)x100)].0 E = 2. Se estiver calculando o intervalo AB.76].Ep < 1 Quando a variação da quantidade ofertada for menor que a variação do preço. ou seja.5 E = 0. ou seja.Ep > 1 Quando a variação da quantidade ofertada for maior que a variação do preço. o ponto B (intervalo AB) é utilizado somente para comparação. em determinado intervalo.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher DADOS DA DEMANDA DO PROD. então. Nesse caso.0 E = 0. resultando em [e=2.4].

cuja . Significa que para produzir de 25. Caso o coeficiente seja negativo. ou seja.40 B 20 17 e = Δ%Q / Δ%P 1. Carne de segunda por carne de primeira qualidade. Condição inelástica = deve-se diminuir o preço e diminuir a quantidade visando atingir a condição unitária. Dependendo da renda (em elevação).76 D 40 32 e = Δ%Q / Δ%P 0. Automóveis de primeira linha. o preço deverá subir muito para aumentar um pouco a produção. corresponde à medida da variação na quantidade demandada de um bem quando a renda do consumidor é alterada. o bem é chamado inferior e apresentará queda na demanda quando houver aumento na renda do consumidor. aumentar a produção em 25. os produtos serão consumidos. sendo substituídos por outros. Dependendo da renda (em elevação). Para obter o coeficiente de elasticidade-renda da demanda. produtos que vinham sendo consumidos. é o que acontece. ou seja. Condição unitária = nem baixar nem aumentar preço e quantidade.33%. necessitase de aumentar o preço de $30 para $40.5 unidades para 32. Tal procedimento é totalmente inaceitável uma vez que aumentando o preço em 33. FÓRMULA GRAU A 10 5 e = Δ%Q / Δ%P 2. o bem/serviço é denominado de superior (supérfluo). deixam de sê-lo. e se estiver na: Condição elástica = deve-se aumentar o preço e aumentar a quantidade utilizando-se como teto a condição unitária. mantendo-se constantes todos os outros fatores que influenciam a demanda.49%. o bem/serviço é denominado de essencial (necessário). novos produtos que antes não tinham prioridades de consumo. Para viabilizar a produção da firma. Assim. Se Er < 0. divide-se a variação percentual da quantidade demandada pela variação percentual na renda do consumidor. Independentemente da renda do consumidor. Ex.5 e = Δ%Q / Δ%P 0. DADOS DA OFERTA DO PRODUTO "X" CÁLCULO ELASTICIDADE PONTO PREÇO QUANT. ovos por carne de segunda. Se Er > 0.00 C 30 25. Já se está no melhor nível de Produção. passam a ser demandados. remédios de dependência. o bem/serviço é denominado de inferior (substituído). carne de primeira. Ex. com a margarina.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher C está em condição inelástica. a elasticidade-renda da demanda.49% e aumentar o preço em 33. por exemplo.33% resulta em um aumento na produção em somente 25. Ex.75 E 50 38 ELASTICIDADE-RENDA DA DEMANDA Se Er = 0.

000.000.33 F 28.000.00 18 e = Δ%Q / Δ%R -0. Daí a relevância de se estudar o grau de elasticidade-renda da demanda de uma sociedade ou do nicho de mercado em que a empresa está inserida. o bem é chamado normal. Se o produto for classificado como inferior em relação ao nível de renda. Já se o produto for classificado como superior em relação ao nível de renda.000. e quando ocorre um acréscimo relativo na renda. . trazendo vantagens ao produtor.000.00 E 24.00 B 12.50 C 16. cada vez que a renda aumentar. trazendo problemas sérios para o produtor.00 10 e = Δ%Q / Δ%R 1. Procure confirmar os valores (graus de elasticidade) apurados no quadro e veja como o nível de renda se torna importante para o produtor de determinado produto.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher demanda diminui quando a renda do consumidor aumenta e ele prefere adquirir manteiga. Tudo dependerá da renda que o consumidor possuir.000.00 17 e = Δ%Q / Δ%R -1.000. cada vez que a renda aumentar.00 5 e = Δ%Q / Δ%R 2.24 G 32.80 D 20.00 18 e = Δ%Q / Δ%R 0. CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES SOBRE A CLASSIFICAÇÃO DOS “BENS” Estudamos várias implicações e aspectos relacionados a bens e serviços. o consumidor procurará demandar mais daquele produto.00 14 Pode ser percebido que a mesma mercadoria “X” pode estar inserida nas classificações: como bem inferior e como bem superior ao mesmo tempo. Se o coeficiente for positivo. DADOS RENDA x QUANTIDADE CONSUMIDA APURAÇÃO ELASTICIDADE PONTO RENDA/ANO BEM unid/ano FÓRMULA GRAU A 8.00 15 e = Δ%Q / Δ%R 0. principalmente visando apresentar as características relevantes para o entendimento das classificações. a demanda também se eleva em termos relativos. o consumidor deixará de demandar aquele produto. é o que sucede com os bens de luxo e os chamados supérfluos. variação % Q Er = ----------------variação % R O quadro apresentado demonstra a apuração dos vários graus de elasticidade-renda da demanda.

exigências e prerrogativas para um bom gerenciamento da produção. podendo-se distingui-los por sua natureza. os quais estão inseridos no mercado e que afetam o mesmo através de suas necessidades e capacidades de consumo. Assim. por suas relações com outros bens. Assim. Entre as principais distinções feitas pelos economistas estão: os bens de consumo (um alimento. É semelhantemente ao CVT em toda a sua extensão. os bens não-duráveis (uma fruta). Os bens econômicos são aqueles relativamente escassos ou que demandam trabalho humano. a uma distância do Custo Variável Médio pelo valor do Custo Fixo Total. juros. custos com matérias-primas. os bens de capital ou de produção (máquinas. Parte do custo total que varia conforme o grau de ocupação da capacidade produtiva da empresa: por exemplo. São custos originados pela própria existência da empresa. independentemente do grau de ocupação da capacidade da empresa. buscando entender particularidades dos consumidores. os bens supérfluos (uma jóia). A TEORIA DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO A conceituação dos custos de produção sob a ótica da totalidade é: CUSTOS FIXOS TOTAIS. por sua função na produção. os bens mistos (um automóvel é bem de capital para um motorista de táxi e bem de consumo para a pessoa que o usa por prazer).ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher reações. podemos passar para o próximo módulo. os bens duráveis (uma casa). em relação à manteiga). roupas). CUSTOS TOTAIS Corresponde a soma dos Custos Fixos Totais com os Custos Variáveis Totais. BEM é tudo o que tem utilidade. os bens necessários (alimentos. mas o minério de ferro é um bem econômico. salários por produção e outros. por suas peculiaridades no que se refere à comercialização etc. . sem levar-se em conta se ela está produzindo ou não (aluguéis. revise as considerações apresentadas.). um par de sapatos). instalações etc. comportamento. Custos que permanecem inalterados. o ar é um bem livre. Caso necessário. podendo satisfazer uma necessidade ou suprir uma carência. CUSTOS VARIÁVEIS TOTAIS. Existem vários tipos de bens econômicos. os bens complementares (pneu e volante de automóvel) e os bens sucedâneos (margarina. Agora. A Curva de Custo Total está em todos os pontos da mesma. equipamentos).

Sendo o custo de uma unidade adicional de uma determinada mercadoria ou produto. o que geralmente equivale às taxas de juros vigentes no mercado para tal tipo de operação. ou seja. uma ilustração possibilitará melhor entendimento sobre seu funcionamento. CUSTO FIXO MÉDIO. tem como classificação: CUSTO MÉDIO. CUSTO VARIÁVEL MÉDIO. o custo marginal do capital é o custo de obtenção de fundos adicionais. Corresponde ao Custo Total dividido pela quantidade de produto produzido. é o custo incorrido para cada nova unidade de produto produzida. CUSTO MARGINAL DO CAPITAL. Na próxima prancha. considerados pela unidade ou pela média. Corresponde ao Custo Variável Total dividido pela quantidade de produto produzido.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher REPRESENTAÇÃO GRÁFICA 2100 1800 CUSTO TOTAL 1500 1200 900 600 300 0 0 10 20 30 QTDE 40 50 60 CT CVT Os custos de produção. . Corresponde ao Custo Fixo Total dividido pela quantidade de produto produzido.

ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher Um exemplo da aplicação prática da apuração dos custos. Custo Médio e Custo Marginal. o Custo Total. ou seja. como Custo Fixo Médio. . a partir de alguns dados antecipadamente conhecidos. analisa e planeja os gastos da empresa.00. pode-se apurar os demais custos para análises pormenorizadas e até estratégicas ao bom desenvolvimento das atividades da empresa. Essas informações são levantadas no departamento competente que controla. o Custo Fixo Total de $500. Custo Variável Médio. o Custo Variável Total e. portanto. A partir daí.

000. Cmg = $100.00. Cmg: primeiramente cai.000. - - NA TEORIA DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO São essencialmente as medidas monetárias dos sacrifícios com os quais uma organização tem que arcar a fim de atingir seus objetivos. Descreve uma trajetória oposta à Pmg. resultando em um Cmg = $10. .00 Isto quer dizer que para cada uma das dez unidades a mais produzida.00 ($1. atinge um mínimo e depois sobe. a razão CFT/Q vai-se tornando gradativamente menor. CFme: é declinante em toda a sua extensão. CVme: primeiramente cai. pois tanto o CFm como o CVme também declinam. temos: Cmg = Δ CT / Δ QTDE. o que causa uma variação na Quantidade de mais 10 unidades (20 – 10) e uma variação no CT de mais $100. na segunda linha temos Qtde = 10 e um CT = $900. Por que estudar os Custos? Atender necessidades gerenciais de três tipos: • • • Informações sobre a rentabilidade e desempenho de diversas atividades da entidade.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher Conforme já explicado anteriormente.00). atinge um mínimo e depois se eleva. e o CFT é uma constante. Tomada de decisões. Razões da Contabilidade de Custos Determinação do lucro. as demais possuem a forma “U”. Auxílio no planejamento. Cme: é formado pelo CFm e CVme. controle e desenvolvimento das operações. isto porque o Cmg é uma imagem real ou monetária da Pmg.00 e na terceira linha temos Qtde = 20 e um CT = $1.00 / 10 unidades. Assim. Informações para a tomada de decisões. Nota: • • Exceto a curva de Cfme. Como o CFme é obtido através do CFT/Q. Assim. e inicialmente cai. ele é apurado considerando-se a seguinte fórmula: Cmg = Δ CT / Δ QTDE Observando o quadro apresentado na prancha. aplicando-se a fórmula. Controle das operações. aumentando a “Q”.00. ou seja.00 $900. o Custo Marginal é o custo atribuído a uma nova unidade de produto produzida. corresponde um custo individual de $10.

Balanço Patrimonial Demonstrativo de Resultado do Exercício Custos Consumo associado à elaboração do produto ou serviço Produtos ou Serviços Elaborados Despesas Consumo associado ao período Investimentos Gastos .  Desembolso: pagamento do bem ou serviço. ou como investimento para amortização na forma de custo dos produtos a serem elaborados futuramente. b) Valores relevantes que tem sua maior parte considerada como despesa. com a característica de se repetirem a cada período.  Investimento: gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuros períodos.  Perda: bem ou serviço consumido de forma anormal. d) Gastos com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos podem ter dois tratamentos: como despesas do período em que incorrem.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher Terminologia contábil Algumas das terminologias mais usuais:  Gastos: sacrifício financeiro que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer.  Despesas: bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas.  Custos: gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. devem ser considerados na sua íntegra (princípio do conservadorismo). c) Valores com rateio extremamente arbitrário também devem ser considerados como despesa do período. Cuidados na separação entre Custos e Despesas a) Valores irrelevantes devem ser considerados como despesas (princípios do conservadorismo e materialidade).

ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher CLASSIFICAÇÃO DOS GASTOS MD Materiais Diretos Matéria-Prima Embalagem MOD Mão-de-Obra Direta Mensurada e identificada de forma direta CIF Custos Indiretos Custos que não são MD nem MOD Despesas Gastos não associados à produção Custo de transformação Custo primário ou direto Custo total. rateio. PRIMÁRIOS: apenas incluem a matéria prima e a mão-de-obra direta. CLASSIFICAÇÕES QUANTO AO VOLUME . perfeitamente mensuráveis de maneira objetiva. Exemplos: mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. Avaliação de Materiais Diretos: Sistema de inventário periódico Sistema de inventário permanente Critérios de avaliação UEPS: último a entrar. DE TRANSFORMAÇÃO: igualmente denominados custos de conversão ou custos de agregação. primeiro a sair Custo Médio Ponderado: O custo a ser contabilizado representa uma média dos custos de aquisição. Consistem no esforço agregado pela empresa na obtenção do produto. primeiro a sair PEPS: primeiro a entrar. contábil ou fabril Gastos totais ou custo integral DIRETOS: diretamente incluídos no cálculo dos produtos. materiais diretos e mão de obra direta. INDIRETOS: necessitam de aproximações.

INCREMENTAIS: também denominados diferenciais ou marginais. HISTÓRICOS: custos em valores originais da época em que ocorreu a compra. ESTIMADOS: custos previstos para o futuro. O responsável poderá ser cobrado de eventuais desvios não previstos. de acordo com a Nota Fiscal. CUSTO PADRÃO: custo estimado com maior eficiência. HISTÓRICOS CORRIGIDOS: custos acrescidos de correção monetária. INEVITÁVEIS: independentemente da decisão a ser tomada. Em uma escala hierárquica superior todos os custos são controláveis. incorridos adicionalmente em função de uma decisão tomada. dentro de uma escala hierárquica predefinida. trazidos para o valor monetário atual. Custo necessário para repor um item no total. Por exemplo. os custos continuariam existindo. DE OPORTUNIDADE: benefício relegado em decorrência da escolha de uma outra alternativa. Por já terem sido incorridos e sacramentados no passado. não devem influir em decisões para o futuro por serem irrelevantes. valor ideal a ser alcançado. EMPATADOS: também denominados sunk costs ou custos afundados. CORRENTES: também denominados custos de reposição. EVITÁVEIS: custos que serão eliminados se a empresa deixar de executar alguma atividade. Valor $ Valor $  Fixos  Variáveis  Semifixos  Semivariáveis Quantidade Produzida Custos Fixos Exemplo : Aluguel Valor $ Quantidade Produzida Custos Variáveis Exemplo : Mat Diretos Valor $ Quantidade Produzida Custos Semivariáveis Exemplo : Copiadora Quantidade Produzida Custos Semifixos Exemplo : Conta de Água .ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher CONTROLÁVEIS: quando podem ser controlados por uma pessoa. rateio do aluguel. NÃO CONTROLÁVEIS: quando fogem ao controle do responsável pelo departamento.

Mão de Obra Direta (MOD): Todo o salário pago ao operário que trabalha diretamente no produto. Componentes principais: Custos Diretos Indiretos Rateio Material Direto (MD) Mão-de-Obra Direta (MOD) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) Estoque Prod A Prod B Prod C (+) Receitas (-) CPV (-) Despesas (=) Resultado .  Salário do pessoal administrativo.  Água e luz do escritório. Exemplo: embalagem. cujo tempo pode ser identificado com a unidade que está sendo produzida.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher ELEMENTOS DE CUSTOS Material Direto (MD): Todo material que pode ser alocado diretamente à unidade do produto que está sendo fabricado e que sai da fábrica incorporado ao produto. NÃO SÃO ELEMENTOS DIVERSOS Despesas diversas: não podem ser alocadas ao produto final:  Despesas com vendas. Despesas Indiretas de Fabricação (DIF): Todas as despesas relacionadas com a fabricação e que não podem ser economicamente separadas entre as unidades que estão sendo produzidas.

(se a renda marginal aumentar em relação ao custo marginal a produção deve expandir) Rmg < Cmg = diminuição da Produção. enquanto o Equilíbrio da Empresa se dá com o lucro máximo O lucro máximo será verificado: Na abordagem total: quando a diferença entre a Rt e Ct apresentar Lt máximo Na abordagem marginal: quando a Rmg = Cmg (equilíbrio da firma). Portanto o preço é formado pela interação das forças de mercado (oferta e demanda). EQUILÍBRIO DE CURTO PRAZO DA EMPRESA ABORDAGEM TOTAL e MARGINAL . a produção deve ser retraída). (nesta situação acontece o contrário.semelhantes / iguais Perfeita Mobilidade . É obrigado a aceitar o preço de mercado por ser pequeno e não ter força de representatividade.muitos vendedores / muitos consumidores Produtos Homogêneos .transfere sua atividade de um produto para outro sem dificuldade Pleno Conhecimento “Transparência” .o indivíduo (consumidor) conhece todos os bens ou serviços produzidos Em Concorrência Perfeita. Rmg > Cmg = aumento da Produção. o vendedor é um “tomador de preços”.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher ASPECTOS PECULIARES DE UMA EMPRESA QUE ATUA NO MERCADO SOB A CONDIÇÃO DE CONCORRÊNCIA PERFEITA Suas características serão: Atomicidade .

o Custo Marginal e a Receita Marginal se igualam quando a quantidade produzida for 750. ou seja. . Já pela marginalidade. Este ponto é denominado de Equilíbrio da Firma. que da mesma forma. Pela abordagem total (RT – CT = LT) são os pontos em que o Lucro Total é maior possível.00. Observe que quando a Quantidade está em 400. ou seja. Rmg = $4.00. é o menor além de ser igual ao preço praticado. entre as duas quantidades produzidas. o menor Cmg verificado. Assim. como o Cme = $4. ou seja. ou seja. ponto onde o Lucro Total é maior possível. o LT = $700. Este ponto. Isto porque pela marginalidade.00. ponto divisor entre a geração de prejuízo e lucro. Observe que quando a Quantidade está em 700 e 800. tanto pela marginalidade (Cmg = Rgm) como pela abordagem total (RT – CT = LT). ou seja.00 e Cmg = $4. ou seja. onde a Receita Total e o Custo Total são iguais. ou seja. é denominado de Ponto de Ruptura.00.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher O quadro apresentado demonstra o explanado anteriormente com relação às características do ponto de equilíbrio da firma. 750. Também temos como especial o Cmg = $1. local onde o Lucro Total é máximo. o cálculo da Rmg e do Cmg se dá pela média.00. o LT = $0. o lugar de maior Lucro Total se encontra entre as Quantidade 700 e 800.

quando a linha do lucro unitário declina para o quadrante negativo do gráfico. ou seja. identificar os locais onde tais pontos deverão ser assinalados. uma vez que antes do ponto de ruptura atua no prejuízo e depois do equilíbrio da firma. gerando prejuízo. procure. B.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher Observação: Produzindo quantidades maiores de 800 unidades. o Lucro Total começa a diminuir chegando a gerar prejuízo. Isto vem provar que as empresas devem se preocupar em permanecer na faixa do lucro. O resultado da evolução da linha do lucro unitário evidencia claramente o início do empreendimento gerando diminuição do prejuízo à medida que aumenta a quantidade produzida. observando este gráfico. tratarei das particularidades do Preço e Produção no Monopólio Puro. Da mesma forma que os pontos A.uso de patente . pode ser verificada a perda de lucro até atingir a área do prejuízo. Finalizando esta parte. o Lucro Total dividido pela Quantidade produzida. em aumentado a produção. ou seja.controle da matéria prima . Suas condições no mercado são: . O gráfico acima tem por objetivo demonstrar somente a curva do Lucro Unitário. o encontro do potencial máximo na geração de lucro quando a curva do lucro unitária atinge seu ponto mais distante em relação ao eixo das quantidades e o início de sua ineficiência.técnica específica . C e D foram atribuídos aos gráficos anteriores.

Quando o mercado é dominado de forma monopolista. na qual uma ou mais características de monopólio estão sempre presentes. telecomunicações) — e dos monopólios temporários garantidos pela posse de patentes e direitos autorais. no qual um pequeno grupo de empresas detém a oferta de produtos e serviços. Uma comissão de investigações inglesa criada em 1948 enquadrou na categoria de monopólio toda empresa ou grupo de empresas que controlassem mais de um terço do mercado.000 15.000 (4. a tendência comum das empresas é exercer práticas monopolistas por meio de expedientes.me 80 45 40 50 70 L. por sua condição.ECONOMIA Apostila preparada pelo Professor Karl Wiens Schumacher .000 (1.000 15. 6. O monopólio puro é raro. consórcios.mg 20 10 30 80 150 R. A legislação da maioria dos países proíbe o monopólio. 0 7.U.000 12.000 3.000) 35.000 (6.000) 8.000) 9.000 16. XXXXXX XXXXXX 7 6 5 4 3 2 1 0 -1 -2 -3 -4 -5 -6 -7 XXXXXX PRE ÇO 80 70 60 50 40 30 QTDE 0 100 200 300 400 500 R.000 3.000 C. L. em que uma empresa domina a oferta de determinado produto ou serviço que não tem substituto.000 (20. como os “acordos de cavalheiros”. Contudo. PONTO A B C D E F G H I P 8 7 6 5 4 3 2 1 0 Qd 0 100 200 300 400 500 600 700 800 Rt 0 700 1200 1500 1600 1500 1200 700 0 Rmg pela variação pela relação da RT e QD P e Elastic. ficando livres para fixar preços que lhes propiciem maiores lucros (preços de monopólio).T. podem adotar práticas restritivas à concorrência.000 12. pools.concessão Monopólio é a forma de organização de mercado.T.T.mg 70 50 30 10 (10) . cartéis.000 20. com exceção daqueles exercidos pelo Estado — produtos estratégicos (como petróleo e energia elétrica) e serviços públicos (correios. trustes e outras formas de disfarçar o domínio do mercado. nas economias capitalistas.000) C. ao mesmo tempo. Estas. (10) 15 10 (10) (40) C. ou a concorrência imperfeita. a entrada de outras empresas no setor é barrada pela impossibilidade de estas últimas conseguirem custos de produção competitivos (ou a colocação dos produtos junto ao público consumidor) com as empresas monopolizadoras. sendo mais comum o oligopólio.