You are on page 1of 18

Programa de Educação Continuada a Distância

Curso de Oftalmologia Veterinária

Aluno:

EAD - Educação a Distância Parceria entre Portal Educação e Sites Associados

Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na bibliografia consultada.Curso de Oftalmologia Veterinária MÓDULO I PRINCÍPIOS Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada. 2 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. É proibida qualquer forma de comercialização do mesmo.

Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . estruturais e inflamatórias das pálpebras Doenças traumáticas e neoplasias das pálpebras Terceira pálpebra e ducto nasolacrimal Conjuntiva Módulo III Afecções da córnea Ceratites ulcerativas Outras ceratopatias Módulo IV Uveíte Glaucoma Afecções da Lente Técnicas Diversas 3 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa.SUMÁRIO Módulo I Estruturas anatômicas e implicações clínico-cirúrgicas Exame clínico oftalmológico Módulo II Doenças clínicas e cirúrgicas dos cílios Doenças congênitas.

até que o líquido. Em pequenos animais pode-se utilizar uma cânula lacrimal curva ou um cateter intravenoso de calibre 20 a 24 sem o mandril. Após a adaptação da sonda. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. BID a cada 12 horas (Bis in die) FH farmacopéia humana FV farmacopéia veterinária kg Quilograma mL Mililitro mg Miligrama PIO Pressão intra-ocular QID a cada 6 horas (Quarter in die) SID a cada 24 horas (Semel in die) SRD Sem Raça Definida TID a cada 8 horas (Ter in die) --------------FIM DO MÓDULO I-------------- 4 33 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa.LISTA DE ABREVIATURAS irrigação pode ser normógrada (pequenos animais) ou retrógrada (grandes animais). com auxílio de uma seringa. solução fisiológica ou colírio. deve-se injetar. saia na narina. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores .

esfenóide. Ele é mais sensível que o teste de fluoresceína. palatino e maxilar (Figura 1). biomicroscopia com lâmpada de fenda (permite um exame abrangente do segmento anterior. Quando o animal apresenta epífora crônica são necessárias a canulação e a irrigação deste ducto. Quando o corante impregnar-se na córnea é porque existe lesão. Os olhos são órgãos sensitivos complexos que evoluíram de primitivas áreas sensíveis à luz. se o ducto estiver patente.Estruturas anatômicas e implicações clínico-cirúrgicas da lesão. Com o mesmo corante procede-se ao teste de Robert Jones. mesaticéfalo (comprimento e altura médios) e braquicéfalo (focinho curto). hemorragias. câmara anterior e posterior da lente e do vítreo anterior). Dentre eles podemos citar a gonioscopia (para avaliação direta e indireta do ângulo iridocorneal). e é formada pelos ossos: frontal. Coloração com rosa bengala O corante de rosa bengala. sobretudo os que se dedicam à clínica e cirurgia. Vasos sangüíneos e nervos que servem às estruturas orbitárias transitam através de numerosos forames nas paredes orbitárias ósseas. zigomático. O corante causa grande desconforto ocular. dentro de três a cinco minutos. paracentese da câmara anterior (obtenção de humor aquoso para exames. é um corante supravital utilizado para corar tecidos necróticos ou células epiteliais em degeneração. os canalículos e o ducto nasolacrimal com solução tópica anestésica. um sistema de lente para focalização da luz e um sistema de nervos para condução dos impulsos dos receptores para o cérebro. mas é formada pelo colagenoso ligamento orbitário entre o processo zigomático do osso frontal e processo frontal do osso zigomático. como os Pequineses. 3. descolamento de retina. É nítida a necessidade do estudante de Medicina Veterinária. Sondagem do ducto nasolacrimal: o sistema de drenagem da lágrima do olho é composto por dois pontos (inferior e superior) localizados no canto medial de cada olho.observa-se em sala com pouca luminosidade (escotópica) com a luz azul MÓDULO I cobalto ou ultravioleta (lâmpada de Wood). íris. Instila-se o colírio na córnea e. A parede dorsolateral da órbita não se compõe de osso. possuir um conhecimento amplo da anatomia e fisiologia ocular para desempenhar com segurança e efetividade a oftalmologia. principalmente a citologia). observa-se o corante na narina ipsilateral ou na língua. Procedimentos específicos Órbita Os crânios das diferentes raças de cães podem ser divididos de acordo com o seu formato em: dolicocéfalo (alongado). entre outros). A gravidade e certa pressão negativa exercida pelo músculo orbicular do olho faz com que a lágrima flua do saco lacrimal até o ponto nasal. Faz-se necessário anestesiar as conjuntivas. os olhos possuem uma camada de receptores. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. que é vendido em colírio ou tiras. A órbita é o arcabouço ósseo que circunda o olho. luxações de lentes. e na seqüência o ducto propriamente dito.4 . Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . Os tecidos moles contidos na órbita estão envoltos pela periórbita. eletrorretinografia (para avaliar a função da retina) e ultra-sonografia (útil no diagnóstico de neoplasias. na superfície dos invertebrados. As afecções que envolvem o bulbo do olho e seus anexos são várias e distintas. muscular e cutânea. Onde o corante estiver presente é o local Princípios Capítulo 1 .3. A 32 5 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Estas variações têm algum efeito na formação da órbita e podem ser fatores predisponentes para certas afecções como a proptose do bulbo do olho em cães braquicefálicos. Protegidos por uma estrutura óssea. formada por tecido conjuntivo e situada junto às paredes ósseas. obtendo-se uma imagem aumentada da córnea. O colírio é aplicado sobre a córnea e logo em seguida o olho é lavado exaustivamente. pois cora células epiteliais desvitalizadas. lacrimal.

região tapetal e extra tapetal. sendo a completa. A orbitotomia é a exposição cirúrgica da órbita. a oclusão temporária da artéria carótida ipsilateral deverá ser procedida. Elas convergem e se unem. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . Muitos distúrbios orbitários são tratados cirurgicamente. A fluoresceína cora primeiramente a película lacrimal. os ângulos (medial e lateral). as pálpebras são compostas de superfície epidérmica 31 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Órgãos oculares acessórios Pálpebras e conjuntivas As pálpebras. são projeções móveis e delgadas de pele que normalmente cobrem os olhos. O espaço entre as pálpebras é chamado de rima palpebral. Quando o fundo de olho for albino é possível observar os vasos da coróide e partes da esclerótica. onde qualquer alteração observada deve ser anotada em um prontuário. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 6 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. A fluoresceína é utilizada da seguinte forma: 1 . Quando o epitélio estiver lesado (úlcera de córnea) a fluoresceína irá se ligar ao estroma (segunda camada da córnea). 3 . após aberto. vasos sanguíneos retinianos. estroma (quando houver lesão) e a conjuntiva bulbar. esta deverá ser ligada. .avaliar a potência do ducto nasolacrimal. e procedimentos manipulativos são freqüentemente utilizados no diagnóstico das afecções orbitárias.detectar úlceras. pois se ocorrer secção acidental. 6 – Corantes Coloração com fluoresceína Faz-se a aplicação da fluoresceína através de um tira de papel ou colírio de fluoresceína. que pode ser procedida por várias técnicas. é meio de cultura para bactérias produtoras de colagenase. tomando-se o cuidado de manter a mesma distância entre o oftalmoscópio e o animal. O colírio. superior e inferior.aguarde quinze segundos. possibilitando a visualização das estruturas anteriores (corpo vítreo e lente). confirmando assim a presença de ceratite e tendo a possibilidade de avaliar a profundidade da lesão (o estroma é hidrofílico e tem afinidade pelo corante de fluoresceína). Nestes procedimentos deve-se evitar cuidadosamente a artéria maxilar.avaliar a integridade da córnea. Este teste tem como objetivo: . .As estruturas a serem examinadas são: retina (normalmente translúcida).determinar a qualidade da película lacrimal. 2 . . FIGURA 1: Representação esquemática dos ossos que formam a órbita. Após completar o exame fúndico é necessário alterar a dioptria tornando-a mais positiva. Em corte sagital. formando assim.instile uma gota do corante ou coloque a tira de papel na córnea do olho a ser testado. com ressecção do arco zigomático e dissecação do ligamento orbitário a que prove exposição orbitária mais ampla. em casos que a ligadura esteja impossibilitada.remova o excesso do corante com solução fisiológica.

que reveste a pálpebra interiormente (Figura 2). De início. em um ambiente escuro. Por exemplo.Midriáticos (oftalmoscopia) palpebral. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . placa tarsiana. o disco óptico deve ser localizado. Para examinar o fundo do olho. Essas três reflexões permitem ao examinador localizar a posição aproximada da lesão. 7 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. a primeira estrutura a ser observada é a retina em dioptria zero. cápsula anterior da lente e cápsula posterior da lente). porém o ângulo do feixe de luz é agudo e obtuso com o olho. Em espécies cuja retina é holangiótica (completamente vascularizada). bem como os vasos retinianos. uma lesão na cápsula anterior da lente pode alterar a terceira imagem. Os caninos possuem cílios apenas na pálpebra superior. Examina-se cada quadrante. de Müller) que mantém a pálpebra superior elevada sem esforço algum (Figura 3). enquanto os felinos não os possuem.5 . Um foco luminoso é direcionado para a córnea para avaliar a transparência e a curvatura. Em 20 minutos as pupilas estarão dilatadas e ficam assim por cerca de 4 horas. Observe as estruturas identificadas. Exame das estruturas do olho com oftalmoscópio direto Ao se iniciar o exame de fundo de olho com o oftalmoscópio direto. curta duração e ausência da cicloplegia (paresia do músculo ciliar). Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 30 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. ovinos. A câmara anterior e a íris são examinadas da mesma forma. c) glândula tarsal. Instila-se uma gota na córnea e repete-se após 10 minutos. é possível observar três reflexões: (córnea. subseqüentes (cápsula anterior e posterior da lente). A placa tarsiana é um folheto fibroso pouco definido que dá sustentação às pálpebras. d) conjuntiva palpebral. devemos dividi-lo em quadrantes. músculo orbicular do olho. Para a avaliação da lente e da câmara posterior é necessário um oftalmoscópio direto. circunda a fissura palpebral e está fixado medialmente à órbita pela fáscia e lateralmente pelo músculo afastador do ângulo. FIGURA 2. começando-se no disco óptico e prosseguindo para fora dos orifícios ciliares da retina. cães e gatos os vasos dividem o fundo de olho em quadrantes. existe um delgado músculo (m. Secção sagital da pálpebra canina em desenho esquemático. b) m. profundas do globo. junto a este. A dilatação permite o exame das estruturas mais a) superfície epidérmica. como bovinos. A sala para esse exame deve ser completamente escura. A tropicamida 5% é o midriático mais indicado por ter início rápido. O músculo orbicular do bulbo encontra-se oralmente à placa tarsiana. transiluminador ou oftalmoscópio indireto e lentes convergentes com dilatação pupilar (midríase). externa. glândulas tarsais e conjuntiva A midríase é obtida com a administração tópica de um midriático na córnea. Quando é incidido um feixe de luz em direção ao olho midriático. à medida que cruzam o disco. O músculo elevador da pálpebra superior é inervado pelo oculomotor (nervo craniano III). Observa-se seu contorno. A retina dos eqüinos é paurangiótica. orbicular do olho. caprinos. já uma lesão na córnea altera a visão das duas estruturas As margens palpebrais são demarcadas a partir da pele por uma borda mucocutânea. Nessa espécie os quadrantes são estabelecidos de forma arbitrária. o que significa que os vasos estão limitados à periferia do disco óptico. suínos. As glândulas tarsais produzem a camada lipídica da película lacrimal.

a terceira pálpebra e as pálpebras. c) deprime a pálpebra inferior. É dividida nas partes bulbar. responsáveis pela produção da fase mucosa do filme lacrimal. Principalmente nos fórnices conjuntivais localizam-se grande quantidade de células caliciformes. 8 29 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. ambos os lados da terceira pálpebra. b) afasta o ângulo lateral. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. A conjuntiva é a membrana mucosa ocular que reveste as porções mais FIGURA 13. Tonômetro de Shiötz e forma de utilização. d) eleva a pálpebra superior. FIGURA 3: Secção frontal da pálpebra evidenciando a musculatura regional. A mucosa conjuntival.a) contrai a fissura palpebral. internas das pálpebras superior e inferior. Tonômetro de Tonopen e forma de utilização. do fórnix. permite movimentos suaves. excetuando a córnea. constituindo uma barreira física e imunológica protetora. entre o bulbo do olho. isentos de fricção. e a parte anterior do bulbo. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . FIGURA 14. abundantemente vascularizada. palpebral ou tarsiana da terceira pálpebra (Figura 4).

A média destas leituras é convertida em milímetros de mercúrio (mmHg) em uma tabela que foi elaborada para cães e gatos e que normalmente vem anexada ao tonômetro (Figura 13). enquanto paralisam-se as pálpebras. FIGURA 4: Representação esquemática da conjuntiva e suas partes. A ressecção de tumores palpebrais pode provocar grandes defeitos e exigem procedimentos corretivos. d) Conjuntiva anterior e posterior da terceira pálpebra. Para uma boa mensuração é necessário: . Também é necessário que o músculo orbicular do olho esteja funcional. A tonometria é o exame para mensuração da pressão intra-ocular (PIO). Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 28 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa.Tonometria a) Conjuntiva palpebral. Para isto. Cães da raça Shar Pei podem apresentar entrópio com menos de três semanas de idade e freqüentemente necessitam de intervenção cirúrgica para evitar afecção corneal grave. se a média de três leituras em cada olho. Terceira pálpebra A terceira pálpebra é uma estrutura triangular com origem na porção ventromedial oral da órbita. 4 . A eversão das pálpebras também poderá ocorrer. Para uma estimativa acurada das pressões intra-ocular calculaA inversão da borda da pálpebra (entrópio) pode ocorrer em certos cães. anestesia-se a córnea com uma a duas gotas de anestésico tópico e posiciona-se o tonômetro na região central da córnea. O músculo orbitário (m. c) Conjuntiva bulbar. O aparelho é caro (Figura 14). e) Conjuntiva do fórnix ventral posterior. que pode estar alterada em algumas doenças oculares. não comprometendo assim sua dinâmica. Uma cartilagem em forma de “T” dá sustentação ao conjunto e um retináculo fixa esta estrutura à parte ventromedial da órbita (Figura 5). A 9 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. estima a pressão pelo achatamento da córnea. .boa contenção da cabeça do animal tomando o cuidado para não fazer pressão sobre as jugulares. onde os pêlos da face externa da pálpebra poderão irritar a conjuntiva ou córnea. b) Conjuntiva do fórnix dorsal e fórnix ventral anterior.ramo auriculopalpebral do nervo facial. . resultando em exposição da conjuntiva. A força desse achatamento é automaticamente convertida em mmHg. pois estes permitem o posicionamento vertical da cabeça. O tonômetro é posicionado perpendicularmente à superfície encurvada da córnea onde ocorre uma leve pressão. liso) é o responsável pela movimentação desta estrutura.anestesia da córnea e integridade da córnea. Faz-se esse movimento durante três vezes e o próprio tonômetro lhe dá a média da pressão com um erro de apenas 5%. A tonometria de aplanação (Tonopen®). O tonômetro de edentação (Shiötz) é indicado para a mensuração da pressão intra-ocular em pequenos animais. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores .posicionamento cuidadoso do tonômetro e do animal (posicionamento vertical ou horizontal da cabeça). Reveste-se de importância a preservação da musculatura palpebral.

Secção frontal. Reflexo palpebral Este reflexo é desencadeado quando ocorre um toque no canto temporal e nasal do olho. B. Este processo requer: . Representação esquemática da terceira pálpebra.nervo óptico ipsolateral como uma via aferente. Na base da terceira Reflexo pupilar fotomotor direto e consensual O reflexo pupilar fotomotor direto (RPFMd) é obtido incidindo-se uma luz brilhante através da pupila. a partir do canto nasal. A resposta normal é uma piscadela. secreta e distribui a lágrima. é importante o cuidadoso reparo e preservação da terceira pálpebra. 10 27 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Este exame requer: . O nervo eferente é o FIGURA 5. A remoção desta estrutura cria espaço entre a pálpebra e o bulbo. .nervo óptico ipsilateral como uma via aferente. pálpebra localiza-se a glândula da terceira pálpebra. que pode abrigar restos teciduais. devemos envidar todos os esforços possíveis para que sua integridade seja preservada.ativação de fotorreceptores. microrganismos e corpos estranhos. como uma via eferente.terceira pálpebra protege o globo. . observando-se uma imediata miose daquele olho. A margem afilada e rígida da terceira pálpebra resulta em mecanismo efetivo na remoção de restos teciduais e corpos estranhos presentes entre a córnea e a conjuntiva palpebral. Secção sagital. e a falha em piscar indica uma lesão na via nervosa ou no músculo encarregado desse reflexo. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores .ativação dos fotorreceptores. . O RPFMc ocorre devido à decussação de algumas fibras do nervo óptico.via parassimpática contralateral. no quiasma óptico e na região pré-tectal. que será abordada a seguir. Os ramos aferentes para esse reflexo incluem o ramo oftálmico do nervo trigêmeo. Também ocorre quando a doença é retiniana ou do nervo óptico. . e o ramo maxilar do nervo trigêmeo no canto temporal. no nervo oculomotor ipsolateral. Tanto o consensual como o direto necessitam de poucos fotorreceptores funcionais enquanto a visão necessita de um grande número de fotorreceptores funcionais. Pode ocorrer em animais cegos que apresentem lesão central. O reflexo pupilar fotomotor consensual (RPFMc) é provocado observando-se a pupila contralateral enquanto se dirige um foco luminoso brilhante através da pupila ipsolateral. que danificam a integridade corneal. Portanto. em que permanecem poucos fotorreceptores e axônios do nervo óptico funcionais. A.músculo constritor da íris contralateral funcional.via parassimpática no nervo oculomotor ipsilateral como uma via eferente e o músculo constritor da íris funcional. Devido à contribuição da terceira pálpebra para produção e distribuição do filme lacrimal. . Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa.

3 . Quando se suspeita de cegueira unilateral é necessário repetir o exame do labirinto com um olho coberto com uma venda temporária. Todos os procedimentos citados proporcionam uma avaliação grosseira da visão. Os ductos destas glândulas são em número de 20 a 30. Os pontos têm continuidade com os canais lacrimais que possuem um comprimento de 4 a 7 mm e convergem para o saco lacrimal. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. deve-se tomar cuidado para não deslocar corrente de ar que ativará o reflexo corneano. 26 11 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. o ducto nasolacrimal sofreu alterações importantes. a aproximadamente 1 cm da abertura das narinas externas (Figura 7).Exame dos reflexos Este exame tem como objetivo avaliar os reflexos que seguem: . o ponto lacrimal. . Completa-se o exame antes de se administrar sedativos ou tranqüilizantes. O olho com visão normal irá acompanhar o trajeto da bolinha de algodão. Abordagens cirúrgicas oculares que atuam agressivamente na glândula lacrimal. A eletrorretinografia é um exame funcional sofisticado. entre o globo nasal e o ligamento orbital e o processo zigomático do osso frontal. temporalmente (Figura 6). circunda a haste da cartilagem da terceira pálpebra. e contribui com uma parte importante do filme lacrimal. invisíveis a olho nu e se abrem através da conjuntiva. o que torna imprescindível o conhecimento anátomo-cirúrgico. estamos testando o nervo óptico e o nervo facial. midriáticos e bloqueios nervosos regionais. . no fórnix temporal. Freqüentemente. tem pequena abertura. responsáveis pela produção da maior parte da lágrima. As glândulas lacrimais. anestésicos tópicos. que é a terminação caudal do ducto nasolacrimal. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . Reflexo de ameaça e o teste da “bolinha de algodão” O reflexo de ameaça avalia a acuidade visual (nervo óptico e córtex cerebral). Faz-se um movimento direto e súbito com a mão no campo visual do olho ipsilateral enquanto o olho contralateral está coberto. O nervo óptico é a via aferente e o nervo facial é a via eferente desse reflexo. Um animal cego irá piscar com o contato da mão nos pêlos faciais. que se situa entre 2 e 5 mm do canto nasal.9%. ou seja. com isso. O ducto nasolacrimal tem início no saco lacrimal. como a ceratoconjuntivite seca. Esses animais devem ser avaliados deixando-se cair uma bola de algodão de cima do olho ipsilateral enquanto o contralateral estiver coberto.palpebral. Também é necessário que o músculo orbicular do olho esteja funcional. sobretudo as tortuosidades que podem levar à obstrução. continua rostralmente e se abre no assoalho da cavidade nasal. ou a extirpação da glândula da terceira pálpebra. A resposta esperada é o piscar do olho. estão localizadas na região da órbita. A pressão de seleção imposta pelo homem aos animais alterou muito o perfil frontonasal.ameaça e o teste da “bolinha de algodão”.Recomenda-se a cultura em infecções severas. o oftalmologista se depara com obstruções do ducto nasolacrimal e precisa lançar mão de procedimentos desobstrutivos ou criação de novo canal de eliminação. A glândula da terceira pálpebra é glândula lacrimal acessória. que é o início do sistema de drenagem lacrimal. crônicas ou não responsivas Aparelho lacrimal ao tratamento. podem levar a afecções por diminuição da produção lacrimal.luminoso pupilar fotomotor direto e consensual. superior e inferior. O aparelho lacrimal tem como função produzir e remover as lágrimas. pois eles impedem ou interferem na interpretação dos reflexos. Pode ocorrer reflexo de ameaça falso negativo em um animal dócil com a visão normal. Cada pálpebra. Para tanto utiliza-se swabs umedecidos em solução salina 0.

após anestesia tópica. C. Valores baixos são indicativos de déficit na produção lacrimal. Bovinos.Obtenção de amostras para citologia e cultura A obtenção de amostras da córnea e da conjuntiva para citologia ou cultura deve ser realizada antes da instilação de colírios e corantes. dois oblíquos (dorsal e ventral) e os retratores do bulbo. A. B. FIGURA 7: Ducto nasolacrimal e a representação de seu trajeto.A tira é colocada no fórnix conjuntival ventral deixando-a durante um minuto e. FIGURA 6: Representação esquemática das glândulas lacrimais. Durante o exame a cabeça do paciente é contida. Canto lateral FIGURA 12: Desenho representativo da forma correta de utilizar as fitas de Schirmer. Músculos do bulbo A musculatura extra-ocular é composta por quatro músculos retos (medial. Glândulas lacrimais principais. mas não se deve manipular o olho. observa-se o quanto a fita umedeceu (Figura 12). 12 25 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. 2 . Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. A citologia é indicada em presença de nódulos ou massas. e pode ser feita mediante raspado. posteriormente ao limbo. pois podem alterar o resultado do exame. que se inserem na esclera. posteriormente. Canto medial. com espátula de aço inoxidável (Kimura) ou aspiração com agulha fina. caprinos e eqüinos em geral produzem quantidades abundantes de lágrima ultrapassando 20 a 30mm de umidade em 60 segundos. dorsal e ventral). Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . Afecções como proptose do bulbo do olho podem causar rupturas musculares e consequentemente estrabismo. Valores de referência: entre 15 e 25 mm/min (cães) e 10 a 20 mm/min (gatos). ovinos. lateral.

humor aquoso e íris A câmara anterior é avaliada quanto à profundidade. passam através da esclera. ausência de pigmentos. qualidade do humor aquoso (límpido e claro). A fluoresceína é um teste diagnóstico de rotina e coloração com corante rosa bengala. 24 13 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. 1 . 9 .Córnea Bulbo do olho Esta estrutura deve ser inspecionada quanto à perda de transparência.2.67 felino em gatos. e compreende a córnea e a esclera. Esta estrutura intra-ocular deve ser observada quanto à perda da transparência. a retina. transparência são: ausência de vasos sangüíneos. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. A córnea possui 5 camadas: a película lacrimal pré-corneal. a membrana de Descemet (lâmina limitante posterior) e o endotélio (epitélio posterior) (Figura 8). o estroma (substância própria). superfície óptica lisa. As principais características da córnea que garantem refração e coloração. A média é a túnica vascular e a mais interna é a túnica nervosa. Os vasos ciliares anteriores passam através da esclera. hemorragias e descolamentos.61 0. Este exame inclui a avaliação da íris. presença de sinéquias (anteriores ou posteriores) e mudanças posicionais (luxação anterior ou posterior). transudato ou exsudato. simetria. 0. em cães. inflamação intra-ocular e perfurações oculares. em um ponto posterior ao equador do bulbo. 8 . em número de quatro. proporcionada pela película lacrimal pré-corneal. O teste pode ser comprado no comércio (fitas de Schirmer). 0. hemorragia e presença de vasos visíveis.Teste lacrimal de Schirmer Avalia a produção lacrimal em milímetros de umidade (fase aquosa do filme lacrimal). e disposição extremamente arranjada das fibrilas de colágeno. neoformações.Lente A alteração mais comum em lente é a catarata. A esclerótica tem cerca de 1 mm na região ciliar. deve ser analisada mediante oftalmoscopia (direta ou indireta) quanto à presença de atrofias. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores .Câmara anterior. A córnea. e as veias do vórtice. colobomas. que deve ser observada quanto ao diâmetro.6 . 3. o epitélio anterior e sua membrana basal. tem aproximadamente 0.55 nas proximidades do disco óptico. Seqüência dos testes e procedimentos diagnósticos A seguir são descritas sucintamente as formas mais apropriadas e a seqüência de realização das manobras e testes.Retina Finalmente. posteriormente ao limbo. 7 .01 mm de espessura central e 0.01 mm de espessura periférica. É a parte posterior opaca e o limbo é a zona de transição entre estas duas estruturas. é particularmente útil em diagnóstico de úlceras dendríticas causada por herpesvírus Túnica fibrosa Córnea e esclera A córnea é a janela transparente no revestimento fibroso do olho. O bulbo do olho é formado por três camadas ou túnicas. A mais externa é a fibrosa.3 mm na região equatorial e 0. edema. falhas na integridade corneal (úlceras) e corpos estranhos.

corpo ciliar e coróide A íris é formada por uma delicada rede de vasos sangüíneos. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . tem a mesma curvatura que sua superfície anterior. conjuntivo. b) epitélio. secreção. Deve ser inspecionada em ambas as superfícies palpebral e bulbar e respectivos fórnices. O corpo ciliar é estrutura caudal à íris. A sutura da córnea necessita aplicação e direcionamento precisos da agulha. e) endotélio. presença de corpos estranhos. a) filme lacrimal. fibras musculares e nervos. A membrana nictitante pode ser retraída com uma pinça após anestesia tópica. d) Descemet. A terceira pálpebra pode ser avaliada mediante pressão no canto dorsomedial. Devemos nos atentar ainda às secreções e protusão da glândula da terceira pálpebra. Seu epitélio é intensamente pigmentado com melanina.3 . Doenças palpebrais como introversão ou eversão do tarso palpebral e posicionamento ciliar devem ser observadas. músculos extra-oculares. controla a passagem da luz através da pupila. com importância cirúrgica prática. que forma o músculo dilatador da íris.Órbita. As suturas são aplicadas profundamente. 4 -Sistema de drenagem e terceira pálpebra O sistema de drenagem é avaliado principalmente pelo teste lacrimal de Shirmer. por sobre a pálpebra. juntamente com as pálpebras. Representação esquemática das camadas da córnea incluindo o filme lacrimal. Apresenta fibras musculares indistintas no cão. Este mecanismo. enquanto a diminuição pode levar ao “olho-seco”. Em casos de secreção ou massas. que podem indicar presença de massas retrobulbares. dor ou resistência. Epífora refere-se ao transbordamento de lágrima pela face. folículos e corpos estranhos. que possuem pouca capacidade de 23 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. c) estroma. citologia e/ou biópsia conjuntival. mas não totalmente através do estroma. tecido 5 . Por estar em contato direto com a lente. Recomenda-se avaliar quanto à presença de inflamação. A córnea possui características peculiares. pálpebras e cílios Inicia-se com a observação da simetria bilateral. de constituição semelhante. A manipulação de suas camadas exige o conhecimento das características. secreções e alteração folicular. A obstrução dos ductos nasolacrimais pode ser avaliada mediante o teste de Robert Jones (que será descrito a seguir). A seguir palpa-se a borda óssea e procede-se retropulsão do globo ocular para avaliação de aumento de volume. Túnica vascular Íris. Os músculos extra-oculares são avaliados pela posição ocular. trauma e/ou hemorragias. A parte basilar da camada anterior está constituída por musculatura lisa. quemose. A preensão da córnea depende do uso de pinças dentadas que fixam com firmeza as bordas da córnea e em hipótese alguma pode tocar o endotélio. FIGURA 8. As dissecções superficiais da córnea exigem tensão tecidual difusa e baixa pressão intra-ocular. Podem ser necessários procedimentos adicionais como radiografias (contrastadas ou não) e ultra-sonografias.Conjuntiva A conjuntiva deve ser avaliada quanto à congestão capilar. pode-se solicitar exames complementares como cultura e antibiograma. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 14 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa.

músculos extra-oculares. 3. indica-se o teste do labirinto. Forma de andar. c) coróide. 15 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Para avaliação do comprometimento visual. Conjuntivas.1. 7. 8. possíveis alterações no posicionamento da cabeça e alterações na configuração física podem ser detectados. triangular. 9. b) corpos ciliares. Uma excisão cirúrgica acima de 25% do corpo ciliar pode prejudicar a dinâmica do humor aquoso. como segue: 1. Localiza-se na extremidade posterior do olho e mede aproximadamente 1 mm de diâmetro.Deambulação Procura-se observar a reação do paciente perante o ambiente. nas diferentes espécies domésticas. A papila óptica é formada pela confluência das fibras nervosas da retina. camada mais interna do bulbo do olho. é formada por células nervosas distribuídas em 10 camadas. 1 . Exame dos componentes oftálmicos Neste tópico discute-se a realização do exame oftálmico (principalmente os componentes oftálmicos) em sua seqüência lógica. Seu formato varia de oval. Inspecione a simetria dos músculos da mastigação. 2. Observe também se há presença de pêlos faciais irritando a córnea.A descrição detalhada dos testes diagnósticos será abordada após a acomodação. redonda a quadrangular. isso pode causar dois problemas graves. FIGURA 9: Representação da túnica vascular e lente sustentada pelas fibras zonulares. pálpebras e cílios. 22 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. que sustentam a lente. e consiste dos músculos ciliares e processos ciliares. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 2 . Córnea. Lente. originam-se na parte plana. seqüência do exame dos componentes oftálmicos. Órbita. Câmara anterior.Inspeção da simetria Observe atentamente a simetria da face. lesão de córnea por atrito e ceratoconjuntivite seca por atuarem como sifões removendo lágrima do olho. Drenagem e terceira pálpebra. 3. 5. Inspeção da simetria. que se estende posteriormente até a coróide. Deambulação. 4. As fibras zonulares (Figura 9). Possui como função acomodação da lente e constitui-se no local de maior produção do humor aquoso. Retina. Túnica nervosa Retina A retina. onde objetos são distribuídos no ambulatório e o animal transita entre eles em condições fotópicas e escotópicas. a porção posterior é a parte plana (pars plana). A coróide é a parte da camada vascular compreendida entre o corpo ciliar e a retina. A porção anterior do corpo ciliar é a parte pregueada (pars plicata). O fato de o animal esbarrar nos objetos em um ambiente novo é indicativo de comprometimento da visão. a) Íris. movimentação da cabeça. humor aquoso e íris. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . 6. atentando à movimentação da mandíbula.

de forma ordenada e minuciosa. caudal à lente. 16 21 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Anteriormente à lente. . Instilação de midriáticos e oftalmoscopia. com o tempo. olho congestionado.comprometimento uni ou bilateral. ocorre uma situação chamada clinicamente de glaucoma (Figura 10). 3.gatos se completa aos três meses de idade. portanto deve-se seguir a cronologia dos gestos diagnósticos: Teste lacrimal de Schirmer. tamanho ou forma do globo ocular ou das pupilas e cegueira. A câmara anterior do bulbo está 2. Corantes (fluoresceína e rosa bengala). As câmaras são preenchidas pelo humor aquoso. Ela se comunica com a câmara posterior através da pupila. Com estas informações o clínico chega a uma lista de problemas provisórios e obtém uma anamnese ocular abrangente e específica. A câmara vítrea do bulbo está situada entre a lente e a retina e contém o corpo vítreo. Anamnese É um dos passos mais importantes para se chegar ao diagnóstico. É importante determinar: . . Quando a drenagem do humor aquoso está dificultada e a produção continua. alteração da cor. circundada anteriormente pela córnea e posteriormente pela íris. O reflexo de ameaça é aprendido e em geral não está presente até o animal completar três meses.antecedentes familiares de doenças oculares. ligada ao cromossomo X.a atrofia progressiva da retina. é uma doença ocular relacionada ao sexo. o olho é dividido em duas câmaras (anterior e posterior).duração dos sinais clínicos e velocidade da evolução. Corrimento ocular. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . O exame dos componentes é feito sistematicamente na seqüência dos tecidos oculares superficiais para os profundos. A câmara posterior é um pequeno espaço limitado anteriormente pela íris e posteriormente pela lente e seus ligamentos. FIGURA 10: Ilustração representativa das câmaras do bulbo. Obtenção de amostras para citologia e cultura. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. . O anterior. Câmaras do olho Clinicamente o bulbo do olho pode ser dividido em dois segmentos. cranial à lente e o posterior. . Exame oftalmológico O exame oftálmico segue uma ordem cronológica. dor no olho. Sexo .doença sistêmica associada e medicamentos que já foram ou estão sendo usados. Anestesia tópica e tonometria.corrimento ou alteração de cor. são as queixas mais comuns. Exame dos reflexos. no Husky Siberiano macho. Alguns procedimentos (testes) interferem no resultado de outros.

por exemplo. 1. a artéria oftálmica externa. o que impede o exame ocular.a idade é fator predisponente para certas doenças oculares como a nictalopatia e comprometimento visual em filhotes de cães e gatos com displasia dos fotorreceptores. As proteínas da lente são seqüestradas e potencialmente antigênicas. O extravasamento de proteínas lenticulares provoca uveíte faco induzida e esta condição deve ser evitada nas cirurgias de catarata ou luxação de lente. . a retina e a coróide nos cães e 20 17 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Didaticamente dividiremos o exame em Vasos e nervos O principal suprimento sangüíneo para o bulbo do olho origina-se da artéria maxilar. Idade . A cápsula posterior da lente é extremamente delgada e sua ruptura pode levar ao deslocamento do vítreo. A condição clínica onde há opacidade lenticular é chamada de catarata e sua remoção cirúrgica exige conhecimento anatômico e fisiológico para não provocar alterações irreversíveis. . de 30 a 45 m. O nervo facial fornece apenas uma quantidade limitada da inervação do olho. onde é de aproximadamente 5 m. A cápsula da lente é muito mais espessa na superfície anterior.testes lacrimais de Schirmer. Resenha A raça. . Os instrumentos necessários para se fazer um exame oftálmico são: . O sangue é drenado através das veias oftálmicas dorsal e ventral.oftalmoscópico. A lente é uma estrutura biconvexa composta de células e seus processos. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . que passa sobre a face dorsal do nervo óptico e anastomosa-se com a artéria oftálmica interna. A esclerose nuclear da lente ocorre com mais freqüência em cães com mais de seis a oito anos de idade. o entrópio em cães Shar-Pei e luxação primária da lente em cães Terriers. . em ambiente iluminado (condições fotópicas) e de pouca luminosidade (condições escotópicas). O outro nervo sensorial para a retina é o trigêmio. idade e sexo trazem informações importantes para o diagnóstico e o prognóstico.sedativos. menor divisão do trigêmio.anestesia ocular tópica. Raça . a lente é avascular e a cápsula é impermeável a células e grandes moléculas. mas facilitam o veterinário no sentido de completar o exame ocular. .muitas raças têm predisposição para doenças oculares como. devido às seguintes razões: a cápsula da lente forma-se antes do sistema imune. O nervo troclear inerva apenas o músculo oblíquo dorsal. O principal nervo sensorial para o olho é o oftálmico. pois o desenvolvimento das vias visuais e do olho prossegue durante os primeiros meses de vida.corante de fluoresceína. Os instrumentos requerem prática e paciência para serem manipulados corretamente.midriáticos tópicos.tonômetro. A visão é limitada no neonato. O diâmetro da lente do cão é de aproximadamente 10 mm e a espessura ântero-posterior é de aproximadamente 7 mm.lanterna. Swabs estéreis para cultura e lâmina de microscopia são necessários para obter amostras para cultura e citologia. importante três partes (resenha. que apresenta um ramo importante. formada por lâminas celulares concêntricas. . circundado pelo músculo retratator do bulbo. Formulários ajudam a fazer um exame oftálmico completo sem correr o risco de pular etapas.A iluminação controlada permite avaliar a simetria pupilar e fazer testes como o do Meios de refração Lente labirinto. . O nervo óptico. Filhotes de cães e gatos têm as pálpebras fundidas (anciloblefaro) nos primeiros sete a 14 dias de vida. anamnese e exame oftalmológico). O nervo oculomotor supre o maior número de músculos extra-oculares. é o nervo sensorial da retina. que passa através do canal óptico. do que na superfície posterior. O nervo maxilar é parte do nervo trigêmio. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. A anastomose produz as artérias ciliares posteriores. O nervo abducente supre o músculo reto lateral e retrator do bulbo. e seus ramos participam da inervação das pálpebras.

o reconhecimento e a preservação da musculatura extra-ocular são importantes para o preenchimento orbital por ocasião da sutura.para mímica facial incluindo movimento das pálpebras. órbita e anexos oculares. com a possibilidade de fornecer escuridão completa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores . 18 19 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. O controle da glândula lacrimal também é da responsabilidade deste nervo. FIGURA 11: Modelo de ficha usada no Hospital Veterinário – Campus Palotina. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa.Exame clínico oftalmológico O objetivo deste tema é descrever o exame clínico dos olhos. A Figura 11 representa o modelo de ficha usado no Hospital Veterinário – Campus Palotina. Capítulo 2 . Importância fundamental deve ser dada ao reconhecimento das estruturas anatômicas. Em situações cirúrgicas como enucleação. tanto para preservação quanto para se evitar lesões acidentais em segmentos importantes. Instalação e equipamentos para o diagnóstico É fundamental que a sala para se realizar o exame oftálmico seja calma e com luminosidade controlada.