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Curso: Gestão Escolar: Novos Rumos Conteudista: Martha Cristina Correa/Lúcia Blondet Baruque Aula 3: EDUCAÇÃO PÚBLICA

E GESTÃO EDUCACIONAL II: “UMA RELAÇÃO... TANTAS EMOÇÕES”

META: Apresentar comportamentos do gestor que envolvem a condução das relações interpessoais: flexibilidade, criatividade e motivação

OBJETIVOS: Ao final da aula, você deve ser capaz de: Reconhecer os comportamentos adequados a uma gestão democrática : Na condução das relações interpessoais Na utilização de flexibilidade e criatividade Na presença da motivação no espaço escolar

Introdução (recuo de título) lustrador: Desenhar uma sala da direção em que se tem telefone, fax, computador, papéis, e pessoas. Palavras soltas no ar, papéis escritos, o som do telefone o fax liberando uma mensagem etc.) No último encontro, a comunicação foi vista como pano de fundo que permeia todas as “cenas“ que envolvem as relações interpessoais das quais os gestores fazem parte.

seja por um trabalho ou ideologia. precisamos especificar de quem estamos falando. temos a contínua presença de reuniões no ambiente das organizações escolares. O sucesso da gestão e consequente obtenção da escola de qualidade dependem do real envolvimento das pessoas com a transformação social no espaço da escola. e servindo como prática dessa relação.. . promovendo a pacificação no interior do grupo. Um grupo se dá quando há uma reunião de pessoas que por um motivo comum. A habilidade na condução implica diminuir as possíveis resistências a diferenças culturais. Só permanecerá nessa condição de liderança se souber conduzir as pessoas que o elegeram. Falando nisso. realmente? Pode parecer banal. mas quando se fala de grupo de trabalho. O líder só existe enquanto representante dos anseios do grupo. São tantas emoções. O gestor exercerá o papel de articulador de conflitos interpessoais... não pode abrir mão desse pré-requisito. estão interligadas de forma cooperativa.. Elas estarão à flor da pele nesses encontros de trabalho. As reuniões são palco de esclarecimentos de metas. Todos estarão expostos através de suas funções e ideias requisitadas na tarefa. escolhas de funções e inúmeras questões que envolvem a comunicação e o comportamento do líder. objetivos. Você sabe o que é um grupo. você deve buscar esse envolvimento das pessoas. cognitivas e afetivas naturais de um grupo heterogeneo. Se não há sentido de coletividade e cada um quer apenas cumprir tarefas de modo burocrático. Relações interpessoais – Tantas emoções (recuo de título) Aproximando essas duas questões (comunicação e liderança). e isso pode ser assustador para alguns.Comentamos igualmente a necessidade dos grupos de ter um líder que os dirija para o alcance de metas programadas. tomadas de decisão.

Servirá de estímulo na motivação de seus membros. o que afetará diretamente os resultados que se quer atingir. Se tomamos parte das decisões ou reflexões. as reuniões. o quanto possivelmente iremos nos identificar com ele. posturas ideológicas. Dada a importância das reuniões para o desenvolvimento dos projetos na escola.. . partiremos de situações desgradáveis e improdutivas nas reuniões em que o gestor precisa interferir e retomar caminhos mais eficientes na resolução de problemas. São ritmos de fala. precisamos evitar. Recordaremos alguns erros clássicos nas reuniões que. Dar aos participantes a oportunidade de se manifestar explicitando seus argumentos aumenta a autonomia dos sujeitos a partir do momento em que surgem decisões inferidas de si mesmos. aquela vestimenta do outro nos faz avaliar e julgar o nível de semelhança conosco. como gestores. quanto maior for a liberdade de expressão dada aos colegas. Dinamizando a discussão sobre os temas.Você identifica sua equipe como um grupo? Você já precisou intervir em situações conflitantes? Como se sentiu? Muitas vezes. e pense como é difícil gerir um desses encontros. menor será a inimizade gerada. vamos nos servir dessas ocasiões para exemplificar toda a trama social que envolve as relações interpessoais no cotidiano. intenções e interpretações distintas o tempo todo se esbarrando na escola. Além disso. Junte tudo isso num momento de exposição “oficial”. a excelente condução de uma reunião será a mola mestra de uma cooperação da equipe. Ressentimentos poderão ser resolvidos. até aquele penteado. sentimo-nos parte de todo o processo. Encontros e desencontros: as relações interpessoais ao vivo e a cores Evitando dores de cabeça. Qualquer encontro envolve o confronto com diferentes visões de mundo ou histórias de vida..

para que possam. Nesse caso.bla. outro desenhando O gestor precisa redirecionar a reunião para o domínio coletivo. humilhação e demais objetivos que fogem do interesse de todos. Esse indivíduo inibe a manifestação de outras visões da situação. Pelo meio do caminho perde-se o foco no problema. Discussão sobre um detalhe em detrimento do todo: os pontos prioritários já devem estar selecionados para que não haja má distribuição de tempo e produtividade com questões de menor impacto para o ambiente escolar. fale com o grupo. quando necessário. Discordar é natural e muitas vezes necessário. artimanhas pelo poder. e um participante dormindo. Falas artificiais: os participantes devem falar francamente e ouvir com atenção e respeito a fala dos demais. coloque a urgência de ouvir toda ordem de possibilidades para a resolução dos problemas. . Falta de embasamento sobre o assunto: todos na reunião deverão ser avisados do assunto que será discutido. outra lixando a unha. Precisa ter a exposição dos problemas ou ideias. rivalidades. Explicar os conceitos envolvidos no tema no meio da reunião provoca a queda da atenção e colaboração dos participantes. O gestor deve incentivar a comunicação autêntica. Toda reunião precisa ter começo.O tempo não para: muitas reuniões parecem que não vão acabar ou acabam sem sentido. as possíveis estratégias e o fechamento com o compromisso da equipe no projeto. Monopolizar a discussão: a reunião fica cansativa. Ilustrador: Desenhar um orador com as falas bla. As diferenças devem ser explicitadas de modo verdadeiro no plano das ideias e não em ataques pessoais. buscar fontes e se colocar próximos do conhecimento. pouco criativa e dá um sentido pretensioso para aquele que fala o tempo todo. Rivalidades entre os participantes: conduza a participação de todos para que a reunião não seja palco de narcisismos.bla. meio e fim.

Muitas vezes participamos de reuniões que enaltecem a colaboração. Como no caso acima. caídos nas cadeiras.Ilustrador: Desenhar alunos brincando. outras.um com uma foice . tarde. Algumas professoreas da manhã alegaram a total falta de tempo durante a tarde. Flexibilidade e criatividade Chegamos a mais um fator envolvido na gestão: flexibilidade. outro com espelho na mão. Propõe que se façam reuniões sucessivas com esse fim . mortos de cansaço por jornadas duplas ou triplas de trabalho. os gestores precisam ter bom senso perante situações que exigem equilíbrio e ponderação. o investimento da equipe na escola e quando olhamos em volta vemos todos estressados. outro colocando um veneno no copo dàgua etc) Comunicação verbal X comunicação corporal: nem sempre estamos bem para conduzir uma reunião ou mesmo o grupo não está num momento propício para reflexões produtivas. Será que ninguem percebe que estamos exaustos? Busque soluções como outro dia ou outro horário. em que o cansaço tomou conta da equipe. A imposição faz parte de uma gestão autoritária. “Caso” 4: Com a proximidade de mais um ano letivo. Não façam reunião nessas condições.. A polêmica se estabeleceu.. Atividade 1 – Referente ao reconhecimento da flexibilidade nas relações interpessoais Vamos refletir sobre a situação a seguir. O que poderia ser um encontro criativo passa a ser até rancoroso. por sua vez. unindo a equipe da manhã com a do turno da tarde. Uma equipe exausta não renderá normalmente. vez. outras. e não é essa a proposta de um processo democrático que precisamos implementar nas escolas. argumentaram que para chegar pela manhã e participar da reunião teríam que acordar muitíssimo . a diretora pede a colaboração das professoras e políticocoordenadores pedagógicos para que construam o plano político-pedagógico da escola.

do contrário. alem de perder o convívio com os filhos naqueles dias. As estratégias estavam esclarecidas. não. a flexibilidade foi manifestada na criação de horários alternados para as equipes. A flexibilidade aqui precisa ser dosada e aplicada onde se faz necessária. ao contrário. Primeiro destacou que a construção do plano seria realizada o mais breve possível e teria.cedo. construção do plano político-pedagógico. mas não aceitas: as reuniões com a participação das equipes manhã/tarde.. políticoprincipal. FIM DA RESPOSTA COMENTADA Complementando . Não houve mais réplicas e o assunto estava encerrado. a participação de todos. sem autoridade e liderança. Você percebeu? Um objetivo estava traçado e não poderia deixar de ser atingido: o plano pedagógico. Favor inserir 10 linhas RESPOSTA COMENTADA Podemos chamar a sua atenção para o fato de que se observa na mesma cena a flexibilidade e a postura mais rígida da gestora. Uma semana seria pela manhã e a seguinte á tarde. identifique aspectos de flexibilidade em relação às professoras e à gestora. com certeza. Em segundo propôs que se fizesse uma alternância nos horários das participação propôs reuniões. Gestão democrática sim. se perdeu em argumentações de impossibilidades e falta falta de colaboração de alguns membros da equipe. A intervenção da diretora nesse ponto se tornou crucial. um ato inteligente de . O voltar atrás numa situação não deve ser avaliado sempre como fragilidade ou incompetência na gestão. Comente a conduta da gestora quanto à autoridade e à conduta nas relações interpessoais envolvidas no caso. Poderá ser. Você concorda? Há um fino limite entre flexibilidade e apatia nas tomadas de decisão dos gestores.A reunião antes voltada para o assunto principal.. No caso 4. Ter flexibilidade muitas vezes otimiza o tempo e resultados. poderá resultar em falta de direcionamento. Após essa leitura.

ao mesmo tempo. mas temos planos de educação com propostas para atingir essas escolas uniformemente. Dessa forma. a criatividade é “figurinha fácil” de ser encontrada. Temos pelo Brasil escolas com perfis completamente diferentes uns dos outros. métodos e instrumentos que nos são enviados para execução. precisamos de muita criatividade para nos adaptar às novas regras. habilidades que favoreçam a descentralização .. precisamos ter um “plano B”. O “fio de arame” onde nos equilibramos é o eterno dilema de conviver com o controle do Estado e o espaço da escola: libertador. É possível? A quem deverá ser entregue essa tarefa de usar um plano de educação. Nas escola públicas. nascidos da história de cada uma. Na gestão democrática.. presenciamos com certa frequência mudanças nas diretrizes da educação no Brasil. com problemas de toda ordem para resolver. criativo e ter bom senso em definir quando é necessário ser mais flexível e quando precisa ter uma postura mais rígida.. com certeza. vamos abordar um outro fator marcante na gestão: criatividade. Quando o planejado não se desenvolve como o esperado. Em função da sobrevivência financeira e na obediência às leis que nos são delegadas. atuamos como artistas de circo: baixos salários e muito risco no fio de arame. que em alguns casos são representativos de realidades pouco conhecidas das escolas brasileiras. Por falar nisso. uma saída criativa para a situação.análise da situação e tomada de decisão em criar uma nova estratégia de ação em função dos objetivos. seguir os planos normativos.. Neste momento. Os gestores dessas escolas. imprevisível e de valores próprios. O gestor escolar precisa ser elástico. que talvez para algumas escolas precisaria de ajustes fundamentais? Vamos dar uma pista: estão quase sempre estressados. Devido à eterna busca por melhorias em sua estrutura. Eles precisam manter vivo o ideal de escola justa e humana e.

O gestor pode ter boas intenções. A insatisfação de nossos profissionais de educação com esse aspecto é histórica e seria incorreto não mencioná-la. É ouvir novos argumentos. ser líder. Agregada a essas dificuldades encontramos e não poderíamos deixar de citar a questão salarial. estimulando a manifestação de novas ideias que possam melhorar a formação do aluno brasileiro. Avaliando habilidades na prática – a motivação Infelizmente. Uma autoridade democrática. dando a estes últimos a parcela justa de participação no processo ensino-aprendizagem. Gestor é aquele que se adapta às transformações de seu meio escolar não se comportando com rigidez. refletir e achar a melhor direção a ser tomada. saber usar a comunicação em forma de diálogo. Como trabalhar satisfeito com um salário que não corresponde ao nível de importância e de responsabilidade que estão presentes na atuação dos educadores? Como não ficar desapontado com essa menos-valia por parte do Estado? .de poder são indicadas como forma de comportamento que interage com seus colaboradores. Fim de box Até aqui já percebemos que ser gestor implica ter autoridade. Ilustrador: Desenhar o gestor com roupa de ginástica fazendo alongamento nas barras de ginástica plímpica) INÍCIO DE BOX DE ATENÇÃO Ser flexível é dar a chance a si mesmo de analisar o conhecimento do novo. há carências básicas na estrutura da escola pública brasileira. É ter mobilidade de ação sem medo de perder sua liderança. Ser criativo é saber utilizar o conhecimento recém-adquirido a seu favor. buscando um verdadeiro envolvimento da equipe com o trabalho. transformando-o em ferramenta de resolução de problemas de seu ambiente escolar. mas esbarra na dificuldade de desenvolver seu trabalho com a potencialidade desejada. como já observamos. pelo contrário.

Mas. não conseguiríamos nos engajar num processo tão complexo como o ato de educar. de possibilidades. assaltando. de liderança. não menos importante. ensiná-lo a ler e escrever..IMPRESCINDÍVEL! Temos uma motivação que nos impele ao movimento diário para acordar. ético. a fome do conhecimento. resolver os problemas domésticos ou pessoais e partir para nossa atividade na escola sabendo dos obstáculos a serem ultrapassados e de melhorar como ser humano. . saúde e educação. mas crescendo como ser humano. desenvolver suas capacidades intelectuais é magnífico.Fome de conhecimento: a primeira condição para melhorar de vida é conhecer mais sobre a própria situação e verificar quais os caminhos possíveis. Outros diriam que formar um sujeito cidadão. Uns diriam que apresentar a alguém o mundo do conhecimento.. ao contrário do que se poderia esperar. responsável.. as essenciais. “Você tem fome de quê?. A gente não quer só dinheiro A gente quer inteiro e não pela metade.“ BOX MULTIMÍDIA A escritora Lya Luft tambem definiu essa fome em seu artigo para a revista Veja de outubro de 2004: “A fome. de esperança. do contrário.. invadindo. Não tirando. encontramos muita gente com boas intenções e com capacitação envolvida no processo de ensinoaprendizagem em nosso país! Por quê? O que os leva nessa lida? O que você responderia se perguntássemos o que faz você continuar a trabalhar com educação no Brasil? Como na canção dos Titãs. as fomes: de casa.” FIM DE BOX MOTIVAÇÃO . Mas. A gente não quer só comida A gente quer a vida como a vida quer.. que respeita as ..

que aprende o sentido de coletividade também é compensador e estimulante. única de cada um. sua percepção de mundo e por sua personalidade modificaria os níveis dessa motivação. Será que todos esses motivos juntos não seriam a motivação de continuar na profissão? Os educadores querem ser inteiros e não metades. Neste momento. Alguem é capaz de motivar outro alguém? Alguns classificam a motivação como energia interior que se modifica com a influência do meio. Complicado? Com certeza. com presentes na mão entregando ao professor e doces ao aluno) “Sem motivação. e quando isso não acontece precisamos pensar no que poderíamos interferir para manter a qualidade das atuações no ambiente escolar. Apenas o próprio sujeito. que impulsiona essas pessoas mas que não seria influênciada por fatores externos. Sem motivação ruem a . se não eles mesmos? Cada um de nós possui uma motivação que se alimenta no dia a dia. Como o gestor poderia auxiliar na manutenção da motivação de seus colegas? Ilustrador: Desenhar o gestor com nariz vermelho de palhaço. com os estímulos que o meio escolar fornece e de acordo com nossas aspirações. mesmo quanto fisicamente presente (e regularmente pago). Como poderemos ratificar o nosso direito a participar dos rumos da educação no Brasil? E o salário? Quem iria lutar pelos educadores. Alguns outros diriam que a profissão é bonita e honrosa. Essa conceituação gera inclusive controvérsias entre teóricos que estudam o comportamento. outros negam essa conceituação e acreditam que a motivação realmente é uma força particular. expectativas e metas pessoais visando à melhoria de nossa vida e de quem amamos. como na música. por sua história de vida. o empregado de opinião está mentalmente ausente. o que nos importa definir na gestão escolar é a importância unânime da motivação sobre a ação do sujeito e sua consequente produtividade.diferenças.

psicológicos e sociais. na vida diária.. p. Conheça a pirâmide da Hierarquia das Necessidades de Maslow. junto está a esposa e ele a ignora. Para que possamos refletir sobre o papel da motivação na conduta dos gestores e no meio escolar como um todo. Ele parte do princípio de que motivar é o ato de promover uma ação a partir do aparecimento das necessidades humanas. triunfa o apego à garantia burocrática” (Masi. estão ligadas á sobrevivência do ser humano. observamos no quadrinho que. 241). enquanto não satisfez sua necessidade urgente de saciar a fome. como tal. o prato está vazio e ele agora abraça a esposa e aparecem uns coraçãozinhos flutuantes De forma caricata. Evidentemente que. Ilustrador: Desenhar uma quadrinha de desenho em que na primeira o homem está diante de um prato de comida e saliva. O sentido de saciar necessidades de fome. que analisa o ser humano como um ser movido por classes de necessidades. As necessidades teriam aspectos biológicos. Apenas após a satisfação destas últimas o sujeito se movimentaria na busca de realizar as demais. Motivação: A energia que nos move. Em vez de generosidade. Utilizaremos aqui a Teoria da Motivação. Na segunda cena. o homem não deu atenção á esposa. pensamos e sentimos com mais complexidade sobre nossas necessidades do que no quadrinho. e. por exemplo. a flexibilidade. a capacidade de intuir oportunamente os problemas e a disponibilidade de resolver rapidamente.. sede e sono. partiremos de um conceito sobre motivação entre vários que poderão ser encontrados sob diferentes óticas. de Maslow. . Seriam dispostas de forma hierárquica de acordo com a prioridade que lhes foram dadas pelo sujeito.criatividade. estão na base da pirâmide criada por Maslow.

de dinheiro ou de elogios. mas há teorias ligadas às relações humanas e teorias que utilizam os recursos humanos. Maslow concentrou-se nas necessidades como estímulos motivacionais.br/blog/one-more-thing/hierarquia-de-ceticismo-apple INÍCIO DE BOX EXPLICATIVO Teorias de motivação: alem de Maslow.. “O trabalho é tão natural quanto a diversão e o descanso” (Stoner e Freeman. 322-323). • Teoria X: trata-se de uma visão tradicional da motivação. que devem ser motivados através de força. p. ambas ligadas à linha de recursos humanos. FIM DO BOX Agora analise você as duas colocações: . “As pessoas têm aversão inerente ao trabalho.http://www.com. McGregor A motivação foi abordada com muitos enfoques.quenerd.” • Teoria Y: Supõe que as pessoas são inerentemente motivadas a trabalhar e a realizar um bom serviço.. É interessante conhecer as duas mais famosas de McGregor. afirma que o trabalho é desagradável para os empregados.

mas todas as outras estão em jogo. CAIXA DE FORUM INFORMAÇÕES SOBRE O FORUM O que você acha? Será que a motivação que impulsiona sua prática na escola pode ser identificada com a Teoria X ou com a Teoria Y? Será que motivação é um conjunto desses dois aspectos? Expresse sua posição dando um exemplo de sua concepção de motivação na prática em no máximo 50 palavras. incentivando seu crescimento pessoal. um simbolismo maior desses aspectos. na escola pública. não daria para evitá-lo. Neste caso. respeito e moralidade. o gestor procuraria incentivar a maior utilização da capacidade e da boa vontade dos sujeitos. Para interagir com seus colegas. já que lidamos com um público carente de oportunidades na vida. O que precisamos saber nesse ponto é se a a escola é um meio estimulante para a motivação das pessoas envolvidas: alunos. o gestor teria que usar a obrigação e a premiação como forma de obter a participação das pessoas. E temos.com/browse image/view/28331341/?ref=sxc hu FIM DE CAIXA DE FORUM Trazendo a motivação para o espaço escolar… Na escola estamos lidando com a necessidade de sobrevivivência. equipe e sociedade. E qual seria o papel do gestor nessa questão? O que você acha? . o sujeito teria naturalmente vontade de trabalhar. como tal.Tanto alunos quanto professores buscam no conhecimento uma forma de alcançar segurança. o trabalhador só veria no trabalho uma forma de obter bens materiais. desde que haja um ambiente propício. para quem a perspectiva de concretizar os sonhos parece muito distante. e. Logo. Favor inserir 10 linhas Figura 4. Na segunda teoria. escolha uma opinião e expresse de que discorda ou se concorda com o que foi dito e por quê. de realizar um bom serviço.stockxpert.Na primeira.3 Fonte: http://www.

algo mais valioso. proporcionalmente. A bem da verdade. a possibilidade de identificação profissional quando Sílvio doa uma máquina para trabalho. quem quer trabalhar com mais energia? Com o sorriso de Sílvio) Atividade 2 – Relativa ao reconhecimento de comportamentos da motivação O que na sua escola atrai e estimula seu envolvimento e a execução de suas funções? Você pode se utilizar de uma pirâmide. Não temos as mesmas ferramentas no trato com o outro. e você há de concordar que não podemos ser Sílvio Santos na escola pública. Temos nas mãos uma tarefa difícil. Temos a oferecer o conhecimento. não são todos que reagem com o mesmo comportamento ou sequer reagem aos mesmos estímulos. Se para você já não é uma tarefa fácil . mas por trás dos prêmios observamos a inteligência do comunicador em ativar a participação de seus telespectadores: a possibilidade de sanar a necessidade de segurança com o ganho da casa. mas não reconhecido como tal. e este é o complexo contexto que o gestor irá encontrar na tentativa de estimular a motivação de seus colaboradores. de sobrevivência. ao estilo da de Maslow. não? Sim. mas os demais dependerão do objetivo traçado por você para a sua vida. defina os demais estímulos por ordem de intensidade de seus efeitos sobre seu desempenho. Na parte central e no cume. alguns fatores motivacionais poderão coincidir com os da maioria das pessoas: os básicos. Ilustrador: Desenhar o professor com o microfone preso a roupa falando quem quer matemática? Quem quer português? Caros colegas de trabalho. RESPOSTA COMENTADA Não há um padrão de respostas na construção da pirâmide.Usando a figura famosa de Sílvio Santos. a autoestima com o ganho de um carro. vamos pensar como consegue envolver pessoas que não são do meio artístico a ponto de fazê-las cantar ou dançar em público em função da possibilidade de rodar um pião e ganhar um carro ou uma casa? A resposta óbvia seria o prêmio. de acordo com suas expectativas de qualidade de vida. para colocar na base da estrutura os principais fatores que o motivam em seu trabalho.

. ao mesmo tempo que enaltece o trabalho de cooperação dos grupos. mas somos atiçados pelo aroma ou pelo aspecto da comida. Reflita sobre esse exemplo: como o gestor poderá criar para a escola esse aroma que envolve e alimenta a motivação de educadores e alunos? Ilustrador: Desenhar a escola num prato de comida com garfo e faca ao lado. conseguimos “enganar” nosso estômago por um tempo.. imagine atender a um vasto contingente de pessoas no atendimento de suas expectativas. ela é um meio facilitador para que alcance seus objetivos de vida: sanar suas necessidades. a fome parece maior e provoca uma ação imediata de nossa parte no sentido de acabar com aquele apelo. não produzem motivações. De todas as reflexões a respeito do tema.. por exemplo. de acordo com o perfil de sua equipe. se sentimos um aroma de carne assada ou feijoada. surgindo a gula. FIM DE RESPOSTA COMENTADA Indo de encontro ao assunto. saindo uma fumacinha. Na gestão participativa. Muitas vezes nem estamos com fome. como você irá “motivar” seus colaboradores? Quando estamos com fome. mas são agentes importantes na realização das necessidades que as originaram. cria em você expectativas de sucesso e segurança. Se você trabalha em uma organização que permite desenvolver seu trabalho com liberdade. o gestor tem mais chances de ser um veículo de estimulação para seus colaboradores e alunos.. Vamos à questão prática. mas. podemos concluir que o meio social e o meio de trabalho.. A própria filosofia da gestão propõe uma valorização das capacidades individuais. tipo ondulada como aroma) As técnicas de motivação são muitas. mas citaremos algumas sugestões em que você possa se espelhar.identificar suas próprias necessidades e tentar saná-las.

educação. suas histórias de vida e seus sonhos. esforço. ele conhece bem seu público e procura atender suas expectativas. professores e meio social. Criar. . criatividade. Enaltecer o trabalho desenvolvido massageia a autoestima e fortalece a profissão do educador. responsabilidade. Valorizar o envolvimento dos colaboradores com o trabalho na escola precisa ser feito pelo gestor e. ética etc. 4. Relembre a figura de Sílvio Santos. não só nas responsabilidades como no sucesso da escola. Quanto maior o entedimento do universo em que transitam. A remuneração é pouco estimulante e independe da intervenção do gestor. Propor desafios é uma atitude companheira da motivação. mas a função de melhorar a educação. Analisar junto aos agentes educacionais. Aceitar as ideias criadas e dar autonomia nos domínios em que atuam cria parceria espontânea com o profissional. o salário e a possibilidade de crescimento. confiança. Propiciar um ambiente escolar saudável às interações sociais. possibilitar uma perspectiva de futuro para crianças. Inovar procedimentos.O afeto surgido nessas relações é um estimulo para suportar o estresse natural do trabalho. Ter pleno conhecimento das necessidades dos membros de sua equipe. 6. jovens e adultos carentes de condições pode ser o grande “aroma” da profissão. Ele se sente parte de todo o processo educativo. na escola pública. um espírito de colaboração e parceria entre alunos. novas linguagens provocam movimento e curiosidades. dentro do possível. 3. que citamos. implantar novas tecnologias. 2.1. 5. para tal. alguns aspectos precisam ser reconhecidos: dedicação. mais poderá estimular um ambiente saudável às realizações desses indivíduos.

suas visões de mundo para o ambiente de trabalho.As reuniões são um ponto crucial para o bom andamento do processo de ensinar e aprender junto aos mais variados grupos. O projeto ensino-aprendizagem pertence a todos que se alimentam do “espaço escola”. ajudando a abrir novos caminhos para a profissão. Sendo assim. . . facilitando horários e disponibilizando materiais didáticos.Relações interpessoais: abordamos em nossa aula a importância das relações interpessoais e o papel que cabe ao gestor. . no universo multicultural da escola a que o gestor precisa estar atento. de ser o condutor democrárico dessas relações. mas depende igualmente do quanto ele possa ter conseguido envolver seus colegas e colaboradores num projeto que não pertence só a ele. como troca de conhecimento. sim. o respeito pelas diferenças.As emoções envolvidas na conduta do gestor: definimos como as emoções e a forma de se comunicar interferem no bom andamento dos trabalhos com os grupos. CONSIDERAÇÕES FINAIS O que pretendemos nesta aula foi detalhar as nuances de uma função que muitas vezes passam despercebidas. de educação continuada. Indicar aos profissionais cursos de aperfeiçoamento. esperamos ter “motivado” você a refletir sobre esses comportamentos da gestão escolar a ponto de planejar um maior aprofundamento desses aspectos técnicos e psicológicos da função. compreendendo que as pessoas carregam suas histórias de vida. formação de relações sociais e expectativas de mudanças na qualidade de vida dessas pessoas.7. Resumo . Gerir não se resume ao domínio de técnicas de administração. estimulando o diálogo. a capacitação do gestor. Uma boa gestão requer.

M. SCHNEKENBERG. M.. rever conceitos. Falando de planejamento. BERGAMINI. Revista eletrônica lato Sensu. trabalhar “pesado” no que acreditamos. São Paulo: Atlas. Idalberto. a energia que nos movimenta. Psicologia Aplicada á Administração de Empresas: Psicologia do Comportamento Organizacional. a questão da motivação como cenário de fundo da vida escolar. K. 1981. Até lá! LEITURA RECOMENDADA ZANLORENÇO. São Paulo: Atlas.A flexibilidade e criatividade foram vistos como fundamentais no comportamento dos gestores para enfrentar as mudanças contínuas na vida da escola.Por fim. criar estratégias. Temos muito trabalho pela frente. 2006. 2008 (ISSN 1980-6116). por falar em atitudes.. Maria Aparecida Ferreira de. . metas e avaliar nossos resultados na dinâmica da escola pública.br BIBLIOGRAFIA CONSULTADA: AGUIAR. elas nos exigem planejamento de ação. gerando comportamentos que nos impulsionam a tomar atitudes. Liderança e motivação na gestão escolar: o trabalho articulador dos diretores das escolas municipais. Disponível em: http:www. nossas necessidades. Recursos Humanos. Psicologia aplicada à Administração – uma introdução à Psicologia Organizacional. CHIAVENATO. veja o que vem por aí. E. Como levantar os objetivos. C. nº 1.. . ano 3. PRÓXIMA AULA Na próxima aula iremos construir o caminho das ações. W.unicentro.. a construção do planejamento na escola. São Paulo:Atlas. . 2002. reflexão sobre como atingiremos nossos objetivos.

In: O futuro do trabalho. Cap. Motivação. 4ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio. A formação permanente do educador e o processo ensino-aprendizagem. 2000. UnB. . TIBA. 10. MASI. STONER. LÜCK. In: COLOMBO. Sonia Simões e col. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil. Heloísa.. 5ª ed. F. 2006. FREEMAN. James A. Edward. Porto Alegre: Artmed. Içami. São Paulo: Integrare.CHRISTOVAM. 1985. Trabalhar de modo solidário. Gestão educacional – uma nova visão. Domenico de. 2004. Maria Carmem Tavares. desempenho e satisfação no trabalho In: Administração. Rio de Janeiro: DP&A. A escola participativa: o trabalho do gestor escolar. R. Brasília: Ed. 2000. Ensinar aprendendo novos paradigmas na educação.