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1.

Introdução A destilação fracionada serve para realizar a separação em uma mistura de produtos, utilizando a propriedade física ponto de ebulição. Ela é um processo de aquecimento, separação e esfriamento dos produtos e é empregada quando a diferença entre os pontos de ebulição dos líquidos da mistura é menor. Um aparelho mais sofisticado e um pouco mais de tempo são necessários do que na destilação simples. No aparelho de destilação fracionada existe uma coluna de fracionamento que cria várias regiões de equilíbrio líquido-vapor, enriquecendo a fração do componente mais volátil da mistura na fase de vapor. Neste método de destilação, usa-se um balão de destilação (alambique, ou refervedor, dependendo da escala de produção), uma coluna de Vigreaux (coluna de destilação, quando em indústria), um condensador e um receptor. A mistura a ser purificada é colocada no balão de destilação, que é aquecido. Surge então um vapor quente. Ele sobe pela coluna, mas vai se resfriando ao longo dela e acaba por condensar-se. Com a condensação, forma-se um líquido, que escorre para baixo pela coluna, em direção à fonte de calor. Vapores sobem continuamente pela coluna e acabam por encontrar-se com o líquido. Parte desse líquido rouba o calor do vapor ascendente e torna a vaporizar-se. A uma certa altura um pouco acima da condensação anterior, o vapor torna a condensar-se e escorrer para baixo. Este ciclo de vaporização e condensação ocorre repetidas vezes ao longo de todo o comprimento da coluna. Os vários obstáculos instalados na coluna forçam o contato entre o vapor quente ascendente e o líquido condensado descendente. A intenção desses obstáculos é promover várias etapas de vaporização e condensação da matéria. Isto nada mais é do que uma simulação de sucessivas destilações flash. Quanto maior a quantidade de estágios de vaporização-condensação e quanto maior a área de contato entre o líquido e o vapor no interior da coluna, mais completa é a separação e mais purificada é a matéria final. No caso de misturas de dois líquidos,A e B,voláteis e miscíveis,a pressão de vapor é dada pela soma das pressões parciais de A e B ou P = Pa + Pb Para sistemas ideais, a pressão parcial de A, ou de B,é dada pelo produto da pressão de vapor, po, de A ou B,puro pela fração molar(X) de A ou de B, na fase líquida(lei de Raoult). Deste modo: Pa=Poa.Xa Pb=Pob.Xb A pressão de vapor de uma mistura depende da composição. Como, a uma mesma temperatura, as composições do líquido e do vapor são diferentes, num diagrama X=X(T) teremos duas curvas, uma denominada isobária de orvalho, e outra isobária de ebulição. Nas condições físicas abaixo da isobária de ebulição tem-se o estado líquido ; acima da isobária de orvalho tem-se o estado de vapor e,entre as duas isobárias, tem-se o equilíbrio líquido-vapor. A eficiência na separação de dois líquidos por destilação fracionada depende da diferença da pressão de vapor dos componentes, dos calores de vaporização dos componentes, do número de pratos teóricos da coluna de fracionamento e da velocidade com que a destilação se processa. O nosso objetivo nesse experimento será calcular as pressões de vapor de uma mistura de substâncias, e mostrar as curvas de destilação dessa mistura. 2. Materiais e Procedimento experimental 2.1. Materiais

2. Procedimento Experimental Montou-se o sistema de destilação como mostrado abaixo. só que ao invés de um balão para recolher o destilado foi posto uma proveta de 100 mL. .1 termômetro (0-100°C) 1 coluna de fracionamento 1 condensador 1 balão de 250 mL 2 provetas de 50 mL 1 proveta de 100 mL 25 mL de propanol 75 mL de butanol 2.

Figura 1 Sistema de destilação Tomou-se 25 mL de propanol e 75 mL de butanol. colocou-se no frasco de destilação.evitando que houvesse evaporação. E anotou-se a temperatura a cada 2 mL de destilado. até completar a destilação. e não mais que 1 gota do destilado caisse por 3 segundos. Recolheu-se o destilado numa proveta de 100 mL. 3. Resultados e discussão Os dados coletados foram dispostos na tabela 1 abaixo. Aqueceu-se o sistema lentamente. e esses dados foram plotados no gráfico 1. de tal modo que a velocidade da destilação ficasse constante. que segue: Tabela 1: Temperatura x Volume destilado VOLUME (ml) 2 4 6 8 14 16 18 TEMPERATURA (°C) 75 77 77 77 77 78 79 VOLUME (ml) 30 32 34 36 42 44 46 TEMPERATURA (°C) 84 85 86 87 89 92 89 .

20 22 24 26 28 80 81 82 83 83 48 50 52 54 89 90 92 94 Gráfico 1: Volume destilado por temperatura As temperaturas de ebulição do propanol e do butanol. devido a isto. este segundo corresponderia à saída do restante do propanol e o começo da saída do butanol. em um líquido conduz a um aumento do ponto de ebulição. ou de outro reagente. Pode-se visualizar um segmento começando em 85 . como essas temperaturas são bem proximas da proximidade é necessário uma destilação fracionada para o isolamento da substancia de menor ponto de ebulição. o gráfico mostrado na figura 1 apresenta uma distinção do ideal. que provavelmente pode ter sido provocado pela elevação ebulioscópica no propanol. . Ou seja.90 °C. a pressão de 1 atm. obtendo-se assim uma curva de destilação incompleta. A elevação ebulioscópica do propanol pode ter ocorrido devido ao abaixamento da pressão de seu vapor ocasionado pela adição do butanol e de impurezas já que a existência de impurezas. são respectivamente 97°C e 118°C. Contudo durante o experimento não se atingiu a temperatura de ebulição do butanol.

O ponto negativo da prática pode ser considerado a baixa exatidão do método e o próprio erro agregado ao medir o volume do destilado. Conclusão Este experimento foi de bom proveito. 543. Questões 1. RUSSEL. Qual a influência da concentração inicial na eficácia da coluna de fracionamento? Há uma ineficiência quando se utiliza a coluna de Vigreux para misturas onde um dos componentes é 10/15% do total nessa mistura. 2. John C. Editora Makron Books. 2002.A. Destilando uma mistura binária. seja como forma de retirar resíduos de seu processo. ou a utilização de um sistema com vácuo para que dessa forma conseguisse aumentar a diferença entre as temperaturas de ebulição. B. 5. 2º Edição . 546. outro grande aspecto positivo é aprendermos como funciona o cálculo de números de pratos de uma coluna e como deveria ser uma coluna de destilação ideal. pois vimos na prática qual a função de uma coluna de destilação. pois para que uma coluna seja mais eficiente maior deve ser a superfície interna de contato que oferecer entre líquido e vapor. 1994. que podem ter acarretado no efeito ebulioscópico do propanol. 4º Edição – Rio de Janeiro. 124.São Paulo. A coluna utilizada no experimento não é tão eficiente. 544.J. 6. Editora Livros Técnicos Científicos S. sendo assim não apropriada para separar pequenas concentrações. Discuta a eficácia da coluna de fracionamento utilizada no experimento. 3. p. seja como parte do próprio processo produtivo.KOTZ. caso essas temperaturas fossem muito diferentes uma destilação simples já seria satisfatória para separação. maior deverá ser a altura coluna ou a área de contato ou o número de pratos. que como foi citado na introdução é de grande utilização em todas as industrias hoje em dia. visto que a diferença entre o os pontos de ebulição dos líquidos é pequena (21°C). Referências Bibliográficas 1. 545. . qual é a influência da temperatura de ebulição dos dois componentes sobre a separação? Se os componentes dessa mistura tiverem pontos de ebulição muito próximos o ideal seria realizar uma destilação fracionada para que fosse possível a separação. já que não se está considerando a presença de impurezas. Destaca-se que quanto menor a diferença entre os pontos de ebulição dos líquidos. 2. A eficácia se tornaria melhor aumentando ou diminuindo a altura da coluna de fracionamento? Aumentando a altura da coluna. 4.: Química e Reações Químicas. 123.4. p.: Química Geral.

Universidade Federal de Pernambuco Centro de Tecnologia e Geociências Departamento De Engenharia Química Laboratório de Físico-Química Experimental 1 Curso de Química Industrial Aluna: Karina Maria Mendes .

RELATÓRIO PRÁTICA DE AULA PRÁTICA 8 : DESTILAÇÃO FRACIONADA .

Recife. junho de 2011. .

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Universidade Federal de Pernambuco Centro de Tecnologia e Geociências Departamento De Engenharia Química Laboratório de Físico-Química Experimental 1 Curso de Química Industrial Aluna: Karina Maria Mendes .

RELATÓRIO PRÁTICA DE AULA PRÁTICA 8 : DESTILAÇÃO FRACIONADA .

junho de 2011.Recife. .