You are on page 1of 48

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE GURUPI CURSO DE AGRONOMIA

ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DA OVINOCAPRINOCULTURA NA REGIÃO SUL DO ESTADO DO TOCANTINS

ANTONY LEITE DINIZ

GURUPI – TO DEZEMBRO DE 2004

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE GURUPI CURSO DE AGRONOMIA

ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DA OVINOCAPRINOCULTURA NA REGIÃO SUL DO ESTADO DO TOCANTINS

Monografia apresentada à Fundação Universidade Federal do Tocantins, Campus Universitário de Gurupi, como parte das exigências para obtenção do título de Engenheiro Agrônomo.

ACADÊMICO: Antony Leite Diniz

ORIENTADOR: Prof. MSc. Antonio de Almeida Nobre Júnior (CAUG - UFT) Zootec. Clauber Rosanova (SEBRAE-GURUPI)

GURUPI – TO DEZEMBRO DE 2004
ii

ANTONY LEITE DINIZ

ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DA OVINOCAPRINOCULTURA NA REGIÃO SUL DO ESTADO DO TOCANTINS

Monografia apresentada à Fundação Universidade Federal do Tocantins, Campus Universitário de Gurupi, como parte das exigências para obtenção do título de Engenheiro Agrônomo.

Aprovada em 15 de Dezembro de 2004.

_______________________________________ Prof. MSc. Antonio de Almeida Nobre Júnior Orientador

______________________________ Prof. Adolpho Chiacchio Membro da Banca

_____________________________ Zootec. Clauber Rosanova Membro da Banca

GURUPI – TO DEZEMBRO DE 2004
iii

AGRADECIMENTOS

A Deus, pela graça obtida; A meus familiares, amigos desta turma e de outras passadas, pelo companheirismo sempre demonstrado; Aos professores, servidores e funcionários do CAUG, pela dedicação, compreensão, auxílio e orientação nos momentos de necessidade; Aos meus orientadores, Prof. Antonio de Almeida Nobre Júnior e Clauber Rosanova, pelos conhecimentos transmitidos e pela oportunidade do estágio; A Marcos Vinícius Simão, pela presteza durante a elaboração deste trabalho; A todos aquele que de alguma forma contribuíram para esta realização desta meta em minha vida.

iv

minha tia Vera. à meu irmão Anderson Leite Diniz. Agamenon Antas Diniz (in memorian) e Nivaldina Leite Diniz. DEDICO.À meus pais. pelo incentivo e compreensão durante minha jornada acadêmica. v .

........SUMÁRIO LISTA DE TABELAS ....................1...................2 Norte ...................................... 08 2............................ 16 3.5 Jalapão (Região Leste) ...................................................................................................... 10 3 VIABILIDADE DA OVINOCAPRINOCULTURA NO ESTADO DO TOCANTINS..1 Caracterização das Zonas Geográficas do Tocantins ............................................................... 11 3....................................... 23 vi ......................................................... 20 5 ARRANJO PRODUTIVO LOCAL (APL) DA OVINOCAPRINOCULTURA NA REGIÃO SUL DO ESTADO DO TOCANTINS .........1 Importância Econômica e Social da Ovinocaprinocultura ................... x 1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................................................ 22 5. ix RESUMO...................1 Bico do Papagaio (extremo norte) ................................................1..................... 15 3............................................................................ 12 3..................3 Caracterização do Mercado de Pele ............................................... 17 3........................ 07 2............................... viii LISTA DE FIGURAS.............. 13 3. 18 4 ASPECTOS ESTRATÉGICOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA OVINOCAPRINOCULTURA NO ESTADO DO TOCANTINS.............2 Caracterização do Mercado de Carne.......4 Caracterização do Mercado Leiteiro ..................................4 Sudeste .......................................................................................................................................6 Região Sul..............................................................1.....3 Central .........1................. 03 2........... 05 2... 01 2 A OVINOCAPRINOCULTURA NO BRASIL...........................1.........5 Comparação da Evolução do Rebanho Bovino e do Ovinocaprino....1...............................................1 Implantação do APL .................... 11 3.................................... 03 2.....................................................................................

................................1....................................................................2 Plano de Marketing da Ovinocaprinocultura e APL ...............................................5............. 24 6 RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................... 28 6...............................................3 Aspectos reprodutivos ..........1 Aplicação do diagnóstico empresarial SEBRAETEC ............. 33 8 RECOMENDAÇÕES..................1 Aspecto Geral da Ovinocaprinocultura no APL da Região Sul do Tocantins ...........................................................................................1............... 28 6........................................ 29 6.............................. 24 5.....................................................................4 Alimentação ......6........ 25 6.........2 Elaboração do plano de desenvolvimento do APL .......... 35 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 27 6... 36 vii ......................2 Raças........................ 27 6.6 Manejo Sanitário.........................................1 Principais doenças encontradas e profilaxia....................................................................................................... 23 5.................................................................................................................................................................................................5 Instalações............. 25 6........ 30 7 CONCLUSÕES ..............

............03 2................. Comparação da evolução do rebanho bovino e ovinocaprino ........ Rebanho de caprinos e ovinos do Nordeste.. estratificado pelo tamanho da propriedade rural... por região...10 viii .......... Evolução dos rebanhos ovinos e caprinos de 1989 a 1998......04 3.................LISTA DE TABELAS TABELA Pg............ 1.......

..................................08 Derivados de leite de cabra industrializados . 8................14 Instalações do centro de manejo ... Pg.................................... 9. Bebedouro em vasos comunicantes .........18 12................ segundo o tipo de corte ............................................... Exemplares de animais da raça Somalis brasileira ...................... Logotipo do Projeto APRISCO ........... Abrigo rústico para ovinos e caprinos ......LISTA DE FIGURAS FIGURA 1..04 Aquisição da carne ovina e caprina.14 Aprisco suspenso em construção ...........................................09 Mananciais de água...................................................... 2............24 ix ....................... 5........... 3...........................................16 10..15 Instalação (abrigo) inadequada . Distribuição geográfica do rebanho de ovinos e caprinos ...........18 11..........12 6............ 7..................................... 4............................................... animais no pasto de capim braquiária e coco babaçu ..........................................................06 Peles pré-processadas (wet blue) de ovinos e caprinos ..

em 14 municípios da região sul do Tocantins. porém. mais especificamente a região sul. Os dados obtidos configuraram a atual situação dos ovinocaprinocultura na região sul do Tocantins: observou-se condições favoráveis ao pleno desenvolvimento da atividade. Departamento de Engenharia Agronômica – UFT. cursos e eventos relativos a atividade em questão. onde visitou-se 152 propriedades rurais. Além disto. assim. (1 Aluno do Departamento de Engenharia Agronômica – UFT. 2 Prof. Gurupi/TO). O estágio foi realizado no SEBRAE. Antonio de Almeida Nobre Júnior 2.RESUMO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DA OVINOCAPRINOCULTURA NA REGIÃO SUL DO ESTADO DO TOCANTINS. entre os dias 15/08 a 14/12/2004. Gurupi/TO. Antony Leite Diniz 1. onde realizou-se atividades inerentes ao Arranjo Produtivo Local (APL) da ovinocaprinocultura. Orientador. devido a uma gama de fatores. os produtores apresentam-se. em sua grande maioria. entusiasmados em ingressarem e/ou continuarem na atividade. x . com o objetivo de obter conhecimento real sobre a atividade em todos os aspectos. que compreende 10 municípios da região sul do Estado do Tocantins. necessita de um trabalho organizacional da sua cadeia produtiva. Durante este período. para consolidação da mesma. Núcleo Regional de Gurupi. de modo que seus resultados possam vir a subsidiar o fortalecimento da cadeia produtiva da ovinocaprinocultura. muitos não dispõe de conhecimento técnico e adequado para o desenvolvimento econômico da atividade. fora realizadas visitas técnicas. a ovinocaprinocultura no Tocantins e. ocorreu a aplicação do questionário componente do Diagnóstico Empresarial SEBRAETEC.

e o consumo de carne e derivados encontra-se em pleno processo de expansão.217. equivalente a 3. O rebanho mundial de ovinos e caprinos é constituído por 991 milhões de cabeças. especialmente o Estado do Tocantins. No Brasil. .5% em quatro anos (O BERRO. 2000). solos e vegetação. O mercado da carne de ovinos e caprinos é altamente comprador. centro-oeste e norte.ano (COUTO. convém enfocar o desafio dos ovinocaprinocultores que são convocados ao desafio de assumir postura profissional e/ou estrutura empresarial. A ovinocaprinocultura é uma atividade econômica explorada em todos os continentes. destacando-se as regiões nordeste. onde o rebanho cresceu 87. embora o brasileiro consumo em média apenas 0. 2001).87 t. traduzindo-se na necessidade de adoção de técnicas modernas de organização e gestão da unidade produtiva. No entanto. as estatísticas oficiais mostram que há déficit de 13.1997). enquanto nos países do primeiro mundo o consumo varia entre 20 a 28 kg/hab/ano (SILVA SOBRINHO.1 INTRODUÇÃO As rápidas mudanças que acontecem no mundo estão levando as instituições e as unidades produtivas a se adaptarem a nova ordem da globalização.700 kg/hab. 2003). sob pena de sucumbirem diante da intensa competição pelos espaços disponíveis nos diferentes mercados. desenvolvida de forma empírica e extensiva./ano. sendo exercida nos mais diversos climas. somente em alguns países esta atividade apresenta expressão econômica.3% do efetivo (ANUALPEC. neste contexto. sendo na maioria dos casos. A ovinocaprinocultura tem apresentado um significativo crescimento em todas as regiões do Brasil. onde o Brasil participa com 32 milhões.

cujo processamento e disposição dos dados da pesquisa visa a contribuir para as tomadas de decisões dos agentes econômicos envolvidos no fortalecimento do APL da ovinocaprinocultura no Estado do Tocantins. com aproximadamente 600 pontos de atendimento (SEBRAE. Já. sendo que 70% com lã são para vestuário.ligado a Ovinocaprinocultura no Núcleo Regional de Gurupi – TO. realizado de 18 de outubro a 05 de novembro de 2004. . sendo um deles . um montante de dois milhões de peles entre 1994 e 1999. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). a exportação não é maior porque a maioria das peles apresenta defeitos que as desclassificam. como furos causados por cercas e esfola inadequadas (FURLANETO & SILVA. desde 1972. a produção mundial de peles caprinas é de 120 a 130 milhões/ano. o Brasil tem sido um país importador. que formam um sistema de ampla capilaridade.o desenvolvimento dos Arranjos Produtivos Locais (APL’s) . A produção mundial de peles ovinas é de 100 a 120 milhões de peças/ano. geralmente peles de seleção mais baixas ou peles direcionadas para artigos específicos como camurça. 1999). O mercado é extremamente aberto (COELHO. 1994).2 O mercado de pele é comprador. promove cursos de capacitação. sendo que 90% delas são para calçados (COELHO. O presente trabalho decorre da aplicação do Diagnóstico Empresarial SEBRAETEC. com unidades nos 26 estados e no Distrito Federal. trabalha para o desenvolvimento sustentável das empresas de pequeno porte. facilita o acesso a serviços financeiros. durante o período de estágio supervisionado. organiza feiras e rodadas de negócios e incentiva atividades que contribuem para a geração de emprego e renda. estimula a cooperação entre as empresas. 1999). O Brasil exporta 40% da produção de peles de caprinos e ovinos para países da Europa. Nos últimos anos. 2004). O Sebrae atua no Brasil inteiro. São centenas de projetos gerenciados pelas Unidades de Negócios e de Gestão do SEBRAE.

1 Importância Econômica e Social da Ovinocaprinocultura A produção ovina e caprina é bastante dispersa. 2. Maiores de 200 ha Fonte: COUTO (2001). pele. TABELA 1. tamanhos e produtividade do rebanho. Rebanho de caprinos e ovinos do Nordeste. Tamanho da propriedade Até 30 ha. leite e lã.1 3.9 % 21.2 A OVINOCAPRINOCULTURA NO BRASIL A ovinocaprinocultura é uma atividade em pleno desenvolvimento e de grande importância socioeconômica para o Brasil. a criação de caprinos concentra-se em pequenos .7 Observa-se que 78. gera emprego e renda com seus produtos e derivados. com predomínio de pequenos e médios produtores (Tabela 1). estratificado pelo tamanho da propriedade rural.9% do rebanho concentram-se em propriedades de até 200 ha. como carne.8 5. De 31 a 200 ha. Em geral. Rebanho (%) 50 % 28.1 % Nº de cabeças (milhões) 8. sendo realizada por um grande número de produtores com diferentes sistemas de criação.

estas dimensões.7 % no Norte e 35.11.8% Sul . seguida pela região sul com 40% de ovinos e 3% de caprinos. Evolução dos rebanhos ovinos e caprinos de 1989 a 1998. Nas demais regiões houve .3% Fonte: ANUALPEC.2. Segundo a EMBRAPA-CAPRINOS (2002). 1998. Nota-se que na criação de ovinos há o predomínio de médios e grandes produtores. TABELA 2. em sua maioria. Fonte: EMBRAPA-CAPRINOS (2002). a região nordeste é a maior produtora nacional. em função da elevada demanda do produto (Figura 1).7 % no CentroOeste. Distribuição geográfica do rebanho de ovinos e caprinos.2% Nordeste + 4.7% + 32. FIGURA 1. Região Geográfica Ovinos Caprinos Norte + 38. concentra 50% do rebanho de ovinos e 90% do rebanho caprino. que possuem.5% .9. por região.7% + 0. sendo mais uma alternativa viável para os assentamentos rurais do Tocantins.7% + 28. não existindo competitividade acirrada entre as regiões produtoras.7% + 4.2% Centro Oeste + 35. sendo que no Nordeste houve pequeno aumento. É interessante observar como o efetivo evoluiu no decênio 1989/98 (Tabela 2). Para ovinos houve um aumento de 38.7% Sudeste .4 estabelecimentos.

Uruguai e o restante de alguns países da Europa. em 1992. Na região Norte. Os criadores da região Sul diminuíram os seus rebanhos e estão mudando-os para raças de dupla aptidão (carne e lã). Austrália. Por sua vez.217. a tendência do mercado para consumo de carne fresca ou resfriada favorece as regiões que possam manter maior presença de mercado durante maior número de meses possíveis do ano. em conseqüência da perda do valor da lã no mercado internacional. respectivamente. supermercados. quebrando o paradigma do consumo apenas rural.2 Caracterização do Mercado de Carne Apesar do consumo médio de carne ovina e caprina no Brasil ser muito baixo (700g/hab/ano). nos últimos anos houve aumento do consumo deste produto considerado nobre.9 t. para 8. para 278. 2.075.245. em 1992. em 1992.2% e 28. para 6. A importação 70% da carne para abastecimento do mercado interno é oriunda de países como a Nova Zelândia. destaca-se a tendência para o aumento da produção de ovinos e caprinos nos estados do Tocantins e Pará (O BERRO. ao mesmo tempo em que mantém a tradição do trabalho com a lã. com osso ou desossada. entre os anos de 1992 a 2000.4 t no ano de 2000 (COUTO. O déficit brasileiro de 13. carcaças congeladas ou resfriadas e carne desossada. a tendência do mercado é de aumentar o consumo de carne fresca ou resfriada em substituição à carne congelada. 2003). fresca ou congelada.9 t. Para caprinos.216. em 2000. animais vivos para o abate.3%. principalmente na região sul. aumentou de 2. o maior aumento do efetivo foi também nas regiões Norte e Centro-Oeste.5 t. A importação de carcaças de cordeiros aumentou 163. a importação de carcaças de ovinos. Ainda. A importação de animais vivos para o abate aumentou de 119. Desta forma. 32.9 t. visando ao abastecimento do atraente mercado de carne. que vem sendo comercializado em açougues. Isto é um ponto favorável para o .6 t em 2000.87 t/ano. leva-nos a importar de forma crescente. 2001).5 quedas no efetivo. boutiques de carnes e restaurantes finos das grandes cidades. segundo o mesmo autor.

oferta contínua de produtos. possibilitando cobertura ininterrupta. hotéis e churrascarias (Figura 2). com a utilização de cortes especiais nas carnes de ovinos e caprinos. segundo Dantas (2001). Segundo SEBRAE/CE (2003). O mercado da carne de ovinos e caprinos é ávido comprador. segundo o tipo de corte. são determinadas pela oferta de cortes especiais. uma vez que as fêmeas apresentam cio durante todo o ano. observa-se que está ocorrendo uma outra mudança mercadológica importante. Fonte: SEBRAE/CE (2003). pela elaboração de novos e exclusivos produtos. Essas características. e. FIGURA 2. O autor cita ainda que o consumidor de carne . algo em torno de 6. enquanto que a compra do pernil predomina nos demais ramos. fato este que deve ser entendido sob o ponto de vista da oferta e procura. No entanto. em conseqüência. a preços mais acessíveis.6 Estado do Tocantins. sendo que os são abatidos em estabelecimentos com inspeção sanitária não representam 8% dos produtos (SILVA. embora a carcaça inteira e pernil são os principais tipos de cortes que a maioria dos consumidores adquirem. o consumidor é cada vez mais exigente por produtos de qualidade e oferta constante de características diferenciadas. Aquisição da carne ovina e caprina. O total de animais processados no Brasil.4 milhões de animais/ano. A compra da carcaça inteira é mais freqüente nos frigoríficos. 2002). como restaurantes.

2. 2002). enfatizando que o mercado só não é maior porque as peles nacionais são portadoras de defeitos. independentemente da qualidade da mesma. atualmente. sendo que o Brasil detém apenas de 3 a 5% deste rentável mercado mundial (SILVA. seja de ovino ou caprino.3 Caracterização do Mercado de Pele O mercado mundial de peles é também muito grande e ávido comprador. .00 a R$ 45. hotéis ou similares. em função da qualidade. alcançando bons valores de mercado. seja para o consumo no lar.00/unidade. em 1992. Furlaneto & Silva (1994) salientam que as peles são muito valorizadas no exterior.7 ovina ou caprina que possui alta renda busca consumir um produto diferenciado pelo sabor e qualidade.00 a R$ 150. nos restaurantes.65 bilhões.00 a R$ 5. Segundo a FAO (1992). Alves (2003) relata que os preços pagos pelo atravessador ou marchand aos produtores nordestinos por peça (pele). foram comercializadas um total de 756 milhões de peles de ovinos e caprinos. o mercado mundial movimenta apenas 250 milhões de peles.00/unidade. sendo 45% de peles ovinas e 55% de peles caprinas. enquanto que os curtumes pagam valores entre R$ 8.00/unidade.wet blue (Figura 3) são exportadas por valores de R$ 30. e que 40% da produção nacional de peles caprinas e ovinas é exportada para países da Europa. enquanto que as peles em estágio de pré-processamento . e são importadas após processamento no exterior por cifras que atingem valores de R$ 120.00 a R$ 10. varia de R$ 3.00/unidade. somando um valor total de US$ 1.

Por falta de conhecimento. desde modo. a produção de leite de cabra está em crescimento. mais de 50 mil pequenas . A cadeia produtiva da ovinocaprinocultura deve contar com peles de qualidade para o seu fortalecimento. o uso de cercas inadequadas. em parte devido ao preconceito dos consumidores relacionado ao leite de cabra. 2. tanto no quesito quantidade como qualidade. e. principalmente a esfola mal feita (retirada). o APL deve trabalhar essa questão junto aos produtores. prejudicando a qualidade do produto final. embora o maior consumo ainda esteja associado ao uso pediátrico por crianças com alergia ao leite bovino ou indivíduos que necessitam de leite especial e a população nordestina de baixa renda. hábito de consumo. O mercado de peles é carente de matéria-prima. a qualidade das peles é um fator que deve ser melhorado.4 Caracterização do Mercado Leiteiro No Brasil. doenças e ectoparasitas danificam as peles.8 FIGURA 3. o setor enfrenta dificuldade na colocação deste produto no mercado. Peles pré-processadas (wet blue) de ovinos e caprinos.

Ressalta-se a necessidade premente em se trabalhar com publicidade institucional do leite de cabra e seus derivados. estadual e federal. Derivados de leite de cabra industrializados. os mais freqüentes são: leite integral pasteurizado. e existe apenas uma indústria habilitada para exportar leite de cabra. leite esterilizado. Guimarães & Cordeiro (2003) afirmam que a industrialização do leite de cabra e de seus derivados exige instalações e equipamentos adequados credenciados junto aos serviços de inspeção em nível municipal. Dentre os produtos lácteos caprinos produzidos e industrializados. . leite UHT. FIGURA 4. em âmbito nacional. bebidas lácteas. aliado ao estudo do perfil do consumidor (GUIMARÃES & CORDEIRO. Para que haja um crescimento significativo da produção e comercialização do leite de cabra no Brasil. é necessário uma avaliação regional de casos observando-se. notadamente. principalmente. Atualmente poucos estabelecimentos estão habilitados com registro sanitário para o beneficiamento do leite de cabra. o verdadeiro potencial de cada realidade local e regional. para fortalecimento da atividade. isso considerando apenas nove grandes laticínios (O BERRO. leite em pó. iogurtes. 2001).9 propriedades leiteiras deixaram a atividade durante o ano de 1997 e 1999. queijos de vários tipos (Figura 4). 2003).

09 novilhas. TABELA 3.00. ou seja. o dobro do que geram as vacas (Tabela 3).10 2.00 OVINO 10 13 a 15 meses 8 a 9 meses 6 meses 1. 10 garrotas. supondo que um rebanho no ano um tem dez vacas. o patrimônio do fazendeiro seria de 62 fêmeas. portanto. coisa que geraria um estoque financeiro de R$ 93. 31 vacas.5 Comparação da Evolução do Rebanho Bovino e do Ovinocaprino Segundo Lima (1999). ITEM Animais ha/ano Idade ao primeiro parto Intervalo entre partos Idade para abate Peso vivo produzido Preço (R$/@) BOVINO 1 36 meses 15 meses 2. Supondo que o rebanho fosse de cabras se chegaria a 820 animais fêmeas na propriedade.00.000. Comparação da evolução do rebanho bovino e ovinocaprino. gerando um estoque financeiro de R$ 43.700.200 a 1. Isto prova a viabilidade financeira da ovinocaprinocultura dentro da porteira. e projetando-se esse rebanho de dez vacas em doze anos.500 kg 65.00 .5 a 3 anos 360 a 450kg 50. 12 bezerras.

no Estado do Tocantins. Sindicatos Rurais. possuindo empreendedores locais e investidores. o Estado todo apresenta potencial e vantagens competitivas para a implantação da atividade. . 3. que a seguir é brevemente exposto.3 VIABILIDADE DA OVINOCAPRINOCULTURA NO ESTADO DO TOCANTINS O Tocantins possui localização estratégica para objetivos comerciais da ovinocaprinocultura. no município de Alvorada. Segundo relatório da Embrapa Caprinos (2001). Banco do Brasil e outros. foi realizada uma consultoria técnica prestada pela EMBRAPACAPRINOS.1 Caracterização das Zonas Geográficas do Tocantins Em 2001. inclusive está sendo implantado frigorífico. através do SEBRAE. em uma distância máxima de 1000 km. Central. sobre a viabilidade técnico-científica da produção de caprinos e ovinos nas regiões do Bico do Papagaio. Banco da Amazônia. RURALTINS. Conta com apoio instituicional e financeiro do SEBRAE (APL e APRISCO). possuindo mais de 8 milhões de habitantes em cidades de elevado poder aquisitivo. com SIF (Serviço de Inspeção Federal). Sudeste e Jalapão. Norte.

onde estes animais de pequeno porte é mais freqüente na criação destinada à subsistência das famílias que constituem-se em pequenos rebanhos de caprinos sem raça definida (SRD) e de ovinos crioulos. braquiária (B. reprodutivo ou nutricional específico. tanzânia (Panicum maximum) e capim-gordura (Melinis minutiflora). animais no pasto de capim braquiária e coco babaçu. .1. não se constituindo problema aos rebanhos.12 3. sem uso de técnicas ou práticas de manejo sanitário.1 Bico do Papagaio (extremo norte) O Bico do Papagaio é uma região formada por mata de transição do cerrado e floresta amazônica. decumbens). com o braquiarão (Brachiaria brizantha). na sua maioria. Os mananciais de água existentes são mais que suficientes para dar suporte a uma expressiva produção animal de pequeno porte. FIGURA 5. As pastagens cultivadas são. andropogon (Andropogon gayanus). com predominância de gramíneas nativas e alguns cipós. a bovinocultura é a principal atividade embora se observe uma forte tendência espontânea por parte dos produtores no sentido de criar um núcleo de desenvolvimento da produção de ovinos e caprinos. com grande presença do coco babaçu. nem pela escassez nem pelo excesso (Figura 6). Mananciais de água. além das pastagens nativas. Nesta região.

3.1. de elevado grau de mestiçagem.50/L de leite in natura. em escala comercial. quase sempre. Texel e Ile-de-France em duas únicas propriedades do Estado. os produtores desta região têm algum grau de conhecimento técnico da bovinocultura. As pastagens.13 De maneira geral. SEBRAE e Associações de Produtores. O preço da carne de ovino. Secretarias Municipais de Agricultura e de Ação Social. como estabelecimento de crédito e desenvolvimento (Banco da Amazônia). como mencionado. é de R$ 7. fazendo frente a uma grande demanda para carne de ovinos. A região é assistida nos aspectos técnicos. isolados ou mesmo em conjunto com bovinos. Os rebanhos caprinos. são formados de animais das raças Saanen.00/kg de peso vivo. Todavia. Outrossim. ovinos para corte.00/kg do animal abatido e R$ 3. . Os animais encontrados são do tipo crioulo. embora sejam observados alguns animais das raças Suffolk. de longe. à exceção do mombaça (Panicum maximum). observa-se vontade manifesta e espontânea. porém. RURALTINS. à produção de leite. cujo preço em nível de propriedade é de R$ 2. desconhecem plenamente o manejo recomendado para os rebanhos caprinos e ovinos. pela própria tradição cultural. econômicos e sociais por entidades e órgãos diversos. Embrapa Cerrados – UEP/TO. para ingressar na ovinocaprinocultura. são cultivadas com mesmas gramíneas encontradas na Região do Bico do Papagaio. a principal atividade agropecuária. Parda Alpina e Anglo Nubiana destinados. pela totalidade dos produtores questionados.2 Norte É uma região que tem na bovinocultura de corte. observa-se uma grande e espontânea manifestação por parte dos produtores no sentido de vir a produzir. identificada no mercado regional. com a predominância da raça Santa Inês. em nível de propriedade. na sua maioria. explorados em propriedades próximas às maiores cidades da região.

FIGURA 6. . Instalações do centro de manejo. cooperativas e associações de produtores. nas criações de ovinos e caprinos (Figuras 7 e 8). aliado a uma boa estrutura de organização social em torno de sindicatos. cercas elétricas e instalações apropriadas como currais.14 Verifica-se grandes áreas que fazem uso de divisão de pastagens. FIGURA 7. Os produtores de caprinos e ovinos desta região têm um certo grau de conhecimento técnico sobre a exploração. Bebedouro em vasos comunicantes. saleiros e bebedouros.

Quanto as pastagens. cercas elétricas e instalações . não ultrapassando 150 cabeças por propriedade. mombaça e capim gordura).1. a braquiária. mas. Os animais apresentam-se com aspectos saudáveis e estado corporal (score) satisfatório. Os rebanhos caprinos são formados por animais das raças Saanen. Observam-se alguns estabelecimentos com instalações adequadas (Figura 9). cujo preço em nível de propriedade é de R$ 3. apresentam-se grandes áreas utilizando diversos tipos de gramíneas (braquiarão.15 3. faz uso de divisão de pastagens. quer pelo grande número de sítios (pequenas e médias propriedades) nas circunvizinhanças. FIGURA 8. Aprisco suspenso em construção.3 Central A principal atividade pecuária é a bovinocultura de corte.00/L de leite in natura. destinados à produção de leite. o andropogon. fazendo frente a uma grande demanda desta carne identificada no mercado regional. Parda Alpina e Anglo Nubiano. ainda em construção. tanto para leite como para carne. Os rebanhos ovinos presentes são de porte médio. Nesta região também observam-se alguns rebanhos com objetivos específicos em produção de leite de cabra. o tanzânia. observa-se uma forte manifestação espontânea por parte dos produtores no sentido de vir a produzir ovinos para corte. quer pela proximidade do maior mercado consumidor do Estado (a capital Palmas).

de elevado grau de mestiçagem. com a predominância de ovinos da raça Santa Inês e caprinos SRD. Os rebanhos ovinos são de pequeno e médio porte. As instalações geralmente são rústicas (Figura 10). São animais crioulos. saleiros e bebedouros). apresentando um relevo plano em sua maioria. Os animais apresentam-se com aspectos relativamente saudáveis e estado corporal razoavelmente satisfatórios.16 apropriadas (currais. úteis para um manejo mais tecnificado dos rebanhos caprinos e ovinos. fazendo fronteira com os Estados da Bahia e Goiás. segundo Alves & Alves (2001). com poucas áreas acidentadas. apresenta vastas áreas de plantio de soja nas grandes propriedades. Instalação (abrigo) inadequada. essa demanda é crescente e duradoura. mas tendo a bovinocultura de corte como a principal atividade nas médias e grandes propriedades. Dada a proximidade desta Zona com Brasília (DF). .1.4 Sudeste Esta também é uma região típica de Cerrado. afirmam os produtores de caprinos e ovinos que existe uma acentuada demanda pela carne desses animais e. FIGURA 9. não ultrapassando a média de 80 cabeças por propriedade. 3.

Não obstante. A água não se constitui problema para a exploração de caprinos e ovinos. Nessa região. andropogon. eles não possuem conhecimento técnico sobre a exploração de caprinos e ovinos. 3. forrageira abundante nas pastagens.1. o capim de campo e um tipo de estilozante rasteiro. braquiária. Observam-se alguns produtores de caprinos e ovinos desprovidos de qualquer conhecimento técnico sobre os rebanhos. As pastagens são cultivadas com braquiarão. quer seja por carência ou por excesso. nem dispõem de instalações adequadas e nem rebanhos expressivos. . foram identificadas condições de viabilidade de desenvolvimento da atividade. mas há predominância das pastagens nativas formadas pela vegetação de Cerrado. o que de certa forma tem alertado os produtores para investir mais na produção destas espécies. principalmente. sendo que as herbáceas são. como é o caso dos animais da raça Somalis brasileira (Figura 10). As terras são arenosas e o relevo acidentado. com espécies mais rústicas adequadas à vegetação e condições climáticas. Os produtores encontram –se motivados para a exploração de ovinos para corte. As pastagens nativas são constituídas por capim de campo e pela vegetação típica do Cerrado. carente de estradas. é enfatizada uma demanda por carne de caprinos e ovinos. utilizando os animais apenas para o consumo familiar. Em síntese. andropogon.5 Jalapão (Região Leste) O Jalapão é a região menos populosa dentre as analisadas. energia elétrica e telefonia. embora ainda não se observe o mesmo entusiasmo encontrado em outras regiões em estudo. tanzânia e mombaça. As instalações são simples.17 As pastagens cultivadas são com braquiarão. braquiária. precárias e inadequadas (Figura 11).

18 FIGURA 10. Figura 11. Abrigo rústico para ovinos e caprinos. Exemplares de animais da raça Somalis brasileira. 3. em 2001. uma vez que os criadores de ovinos e caprinos desta região já .6 Região Sul O mencionado estudo da EMBRAPA. não abrangeu a região sul do Estado.1.

Resumindo. cujo potencial conhecido levou à implantação do APL. anteriormente aquele levantamento.19 sabidamente demonstravam certo desenvolvimento em relação atividade. em todas as regiões a ovinocaprinocultura apresenta um grande potencial de desenvolvimento. nacional e para exportação de produtos como as peles. tanto para o suprimento das famílias em carne e leite. . quanto para o mercado local. regional.

é fácil verificar que os rebanhos apresentam indivíduos de pequeno tamanho. Por falta de adequado manejo reprodutivo. No entanto. é evidente a motivação dos produtores tocantinenses em transformar a exploração de caprinos e ovinos numa atividade tipicamente comercial. mas temos que considerar alguns pontos fracos observados: falta de tradição na criação de caprinos e ovinos. Enfatizamos vários pontos positivos respaldando a viabilidade técnica e econômica desta atividade. excesso de machos inteiros. Pododermatite. No aspecto sanitário. estes últimos acometidos pelo vírus da Artrite Encefalite Caprina ou mesmo Micoplasmose. a sintomatologia foi verificada apenas em rebanhos caprinos leiteiros de raças exóticas (ALVES & ALVES. e o baixo status que a atividade ainda confere ao produtor no Estado do Tocantins. na região Nordeste do Brasil. Brocopenumonias. numa primeira visita às propriedades já se elimina cerca de 25% de todo o rebanho porque são animais . com certa freqüência. provavelmente. animais portadores de doenças como Linfadenite Caseosa. Verminoses e Artrites. leite e pele). dado que. os rebanhos apresentam. desconhecimento da existência e da necessidade de utilização das tecnologias básicas geradas. Segundo Simplício (1999). Ceratoconjuntivite. produzindo e processando seus produtos (carne.4 ASPECTOS ESTRATÉGICOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA OVINOCAPRINOCULTURA NO ESTADO DO TOCANTINS A exploração dos rebanhos caprinos e ovinos continua tendo como objetivo principal o suprimento da alimentação familiar. que com a reprodução contínua ao longo do ano favorecem uma promiscuidade generalizada em meio aos animais. 2001).

Assim sendo. visando a articulação do programa a nível nacional com o estadual. por tempo limitado de acordo com a necessidade. na medida em que há necessidade de implantação e acompanhamento em Unidades Demonstrativas e Unidades de Observação para transferência e validação de tecnologias. da Embrapa-Caprinos e outros centros de pesquisa. • Alocar técnicos. dentre outros motivos. processamento. distribuição de produtos e gestão da propriedade rural e dos APL’s. podemos fazer algumas sugestões a serem implementadas pelos atores envolvidos na ovinocaprinocultura: • Celebrar parcerias. • Capacitar mediante definição de amplo programa para técnicos e produtores multiplicadores.21 improdutivos. principalmente no que se refere a recursos financeiros. • Aproveitar a sinergias dos programas estadual e federal de ações para o desenvolvimento da ovinocaprinocultura no Estado do Tocantins. . • Desenvolvimento dos APL’s conforme as características de cada região tocantinense. por exemplo. aproveitando as instalações e a infra-estrutura da Embrapa-Cerrados e da Unidade Estadual de Pesquisa (UEP-TO) instalada no Estado. com defeitos de ordem genética. mão-de-obra e consomem alimentos. mas que ocupam cerca de 25% do espaço. enfocando principalmente a produção.

Sucupira. . além da mobilização dos sindicatos rurais. interação. O critério de escolha da região Sul para implantação da APL foi em função da presença dos maiores rebanhos de ovinos do Estado localizarem-se nesta região. em parceria com o Banco da Amazônia e Governo do Estado do Tocantins. mercado. Um Arranjo Produtivo Local (APL) é caracterizado pela existência da aglomeração de um número significativo de empresas que atuam em torno de uma atividade produtiva principal. faturamento. através da Secretaria da Agricultura. ensino e pesquisa (SEBRAE. tais como associações empresariais. considerando-se a dinâmica do território em que essas empresas estão inseridas.5 ARRANJO PRODUTIVO LOCAL (APL) DA OVINOCAPRINOCULTURA NA REGIÃO SUL DO ESTADO DO TOCANTINS Arranjos produtivos são aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território. Araguaçu. com foco no APL que é composto pelos municípios de Gurupi. diversificação. vem atuando no desenvolvimento da ovinocaprinocultura na Região Sul do Estado do Tocantins. localização estratégica para escoamento da produção para a região Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Jaú do Tocantins e Talismã. empreendedores locais em processo de implantação de frigorífico e curtume. Sandolândia. 2004). cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais. Pecuária e Abastecimento. Cariri do Tocantins. instituições de crédito. entre outros aspectos. Figueirópolis. O SEBRAE. que apresentam especialização produtiva e mantêm algum vínculo de articulação. Alvorada. potencial de crescimento. tendo em vista o número de postos de trabalho. Dueré.

sindicatos. a promoção da distribuição de riquezas num ambiente de inclusão de micro e pequenos negócios. como instrumento fundamental que permite a ação de indução.1 Implantação do APL O aprofundamento do conhecimento sobre o ambiente é a base que fornece os dados de entrada para o planejamento estratégico do APL. 5. cooperativas e associações empresariais no processo de articulação entre as empresas de uma mesma região.23 Para estimular os processos locais de desenvolvimento é preciso ter em mente que qualquer ação nesse sentido deve permitir: a conexão do arranjo com os mercados.1. a sustentabilidade por meio de um padrão de organização da cadeia produtiva que se mantenha ao longo do tempo. O objetivo do SEBREAE ao atuar em APL é promover a competitividade dos produtos da cadeia da ovinocaprinocultura e a sustentabilidade dos micros e pequenos negócios estimulando processos locais de desenvolvimento. que é viabilizado pela aplicação do Diagnóstico Empresarial SEBRAETEC. a elevação do capital social por meio da promoção de cooperação entre os atores do território. uma das principais atividades desenvolvidas durante o estágio supervisionado. bem como suas atuais e potenciais conexões com o mercado. 5. O Diagnóstico. e a oportunização do espaço de negociação dos atores locais com os demais interessados na ovinocaprinocultura do Estado e do Brasil.1 Aplicação do diagnóstico empresarial SEBRAETEC Foram trabalhados 13 municípios da Região Sul. foi realizado segundo metodologia que valoriza a caracterização das dinâmicas de constituição e funcionamento das redes de empresas locais. . Para fortalecer o APL. o SEBRAE incentiva a participação de Organizações Não Governamentais (ONG’s).

Acompanhamento e monitoramento do APL.1. Acesso a eventos Estaduais.24 5. através da realização de Oficinas em Redes Associativas. O Projeto APRISCO (Figura 12) tem como lema: “Associando recursos e integrando competências para viabilizar negócios”. como o Espaço APRISCO de Gurupi e da AGROTINS. Fonte: SEBRAE (2004). Seminário Regional do APL. .2 Plano de Marketing da Ovinocaprinocultura e APL O SEBRAE Nacional tem promovido a integração de todos os projetos de desenvolvimento da ovinocaprinocultura nos 17 estados de atuação do Projeto APRISCO (Apoio a Programas Regionais Integrados e Sustentáveis da Cadeia da Ovinocaprinocultura).2 Elaboração do plano de desenvolvimento do APL O plano de desenvolvimento do APL tem como função implementar as seguintes ações: • • • • Capacitação em redes associativas empreendedoras. Logotipo do Projeto APRISCO. FIGURA 12. 5.

o que impossibilita qualquer quantificação pertinente. no momento. Fazenda Boa Vista. a exemplo das propriedades que localizam-se no município de Araguaçu. Foram visitadas 152 propriedades em 14 municípios.1 Aspecto Geral da Ovinocaprinocultura no APL da Região Sul do Tocantins O APL da ovinocaprinocultura da região sul do Tocantins conta com uma diversidade de tipos de criadores. encontram-se algumas propriedades com sistema de criação diferenciado. no município de Jaú do Tocantins e Fazenda Santa . no período de 18 de outubro a 05 de novembro de 2004. como a Fazenda Conquista no município de Alvorada. onde os animais de pequeno porte pastejam juntos com bovinos e/ou eqüinos. sendo que grande parte do rebanho é composto de ovinos e por uma quantidade pequena de caprinos. os dados encontram-se em processo de digitação e consistência para análise estatística. O regime de exploração predominante é o sistema de criação “extensiva”. 6. derivados da aplicação dos questionários para o Diagnóstico Empresarial SEBRAETEC e observações concomitantes realizadas durante as visitas aos estabelecimentos para coletas de dados.6 RESULTADOS E DISCUSSÃO Nesta parte faremos a apresentação e discussão dos principais aspectos da ovinocaprinocultura no APL da Região Sul do Tocantins. mas permite uma avaliação qualitativa preliminar. porém. Salienta-se que. utilizando as mesmas instalações.

00 a 14. . numa enorme porção. como observado no mercado local e através das entrevistas aos produtores.50 a R$ 3. A maior parte da produção é destinada ao consumo familiar. possibilitando que os produtores possam vir até mesmo a exportar para outros estados. o que seria importante como fonte de renda para o produtor. com registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF). o qual terá a capacidade de abater 360 animais/dia. em Talismã. que poderá oferecer produto com devida segurança sanitária.00/Kg. mas constatam-se algumas propriedades que se destacam na comercialização. é a implantação de um frigorífico no município de Alvorada. que também contribuiu para o aumento do interesse do produtor em ampliar o rebanho. em Gurupi. como o Distrito Federal. O preço pago ao produtor tocantinense da região Sul é de R$ 2. a exemplo do que ocorre nas demais regiões brasileiras. Um fator importante para o desenvolvimento do APL. este produto pode ser encontrado nos principais supermercados das cidades do sul do Tocantins. não se fazendo distinção da qualidade da pele para o seu aproveitamento. com preços variando de R$ 8. buscando informações e qualificação. Os abates são realizados de forma clandestina. de modo que os produtores terão um canal de comercialização. que utilizam sistema de criação “semi-intensivo” e intensivo com confinamento. entretanto. Este fato é comprovado devido ao aumento do número de visita de produtores ao SEBRAE. O produto enfrenta uma certa dificuldade de colocação no mercado local devido à falta de hábito do consumo de carnes ovinas e caprinas. Os animais são abatidos com mais de um ano de idade.50 kg/vivo. O Frigorífico Bocato tem previsão para o início de suas atividades a partir de maio de 2005. e são destinados para o mercado local. onde os animais são vendidos vivos.26 Izabel. As vendas acontecem em geral na propriedade. No APL da região sul do Tocantins tem-se notado uma manifestação dos produtores em começar novas criações.

mais importante do que partir para uma correria de importação de raças precisamos primeiramente. sistemas de produção que sejam economicamente sustentados. mantendo o reprodutor junto às fêmeas durante todo o ano. encontra-se um exemplar da raça Dorper e outro Texel. viu-se que as mesmas não utilizam estação de monta. como Bahia e Sergipe. Morada Nova e animais sem raça definida (SRD). o que diretamente afeta o rendimento de carcaça. e. de acordo com Simplício (1999). que tem gerado bons reprodutores.27 6. Encontra-se na região sul grande número de reprodutores de boa qualidade.2 Raças Dentre as propriedades componentes do APL foram observadas ovinos das raças Santa Inês. em sua maioria. Os proprietários realizam a troca dos reprodutores em média a cada três (3) anos. em algumas propriedades conta-se com animais puros de origem (P. Considerando as raças encontradas na região sul e no Estado do Tocantins como um todo. 6. definir com clareza. no município de Alvorada. o que tem gerado problemas tais como: queda no rendimento do rebanho e animais de menor porte. . da raça Anglo Nubiano e SRD.3 Aspectos reprodutivos Conforme constatado nas visitas às propriedades. Em uma única propriedade.O) provenientes de outros estados. pois a raça por si só não vai nos dar essa condição. Os caprinos observados são. adquiridos há pouco tempo para cruzamento industrial visando a produção de carne.

que é preparada com cana-de-açúcar e grãos.28 6. mas observa-se escassez de alimento durante a estação seca.5 Instalações Em grande parte verifica-se o reaproveitamento das instalações ociosas dos bovinos para apreensão dos animais de pequeno porte durante a noite. também. como as já encontradas no mercado. 1 Urolititiase: Doença causada pelo desbalanceamento de cálcio e fósforo. . 6. Assim. que ocorre devido a mudança brusca de alimentação. e para realização do manejo. principalmente nos meses de agosto a outubro. ou chiqueiros com uma pequena área com cobertura. que sejam disponibilizados aos animais adultos pelo menos de 10g/dia. Algumas propriedades têm amenizado esse problema utilizando suplementação no cocho para os animais. nota-se que em algumas propriedades está se fazendo o piqueteamento (divisão) dos pastos para melhor aproveitamento das pastagens. quando necessário. que causa perda brusca de peso no rebanho e até morte de animais.4 Alimentação Os pastos são formados em sua maior porção por gramíneas como o andropogon. o recomendável é que o sal mineral fornecido aos ovinos e caprinos possuam fórmulas próprias para os mesmos. que em grande parte afeta os machos. É indispensável ao longo do ano o consumo de sal mineral. diversas propriedades já contam com aprisco. construídos com madeiras da propriedade. principalmente nas quantidades de cobre. A mineralização fornecida aos ovinos e caprinos é dada juntamente com os bovinos. Entretanto. que em sua maioria são simples. o que não caracteriza a maneira recomendada. cobertura de palha e piso de chão batido. braquiária e quicuio (Brachiaria humidicola). uma vez que os níveis aceitados pelos bovinos são altamente tóxicos aos ovinos e caprinos. e o desbalanceamento de cálcio e fósforo gera algumas doenças como a urolitítiase1.

cercas com quantidades de fios adequados para ovinocaprinocultura e cercas elétricas. Os tipos de cerca encontrados nas propriedades variam tanto o material quanto da sua construção em si. que elevam o custo de instalação da atividade. juntamente com a ULBRA (Universidade Luterana do Brasil). pois aproveitando o calendário estadual de vacinação bovina obrigatória contra aftosa.6 Manejo Sanitário As propriedades. realizam também a vermifugação dos ovinos e caprinos. O SEBRAE. 6. utilizando-se arame liso. mas não de forma correta. para maior eficácia e diminuição das quantidades de vermes antes do período chuvoso. que recentemente começou a desenvolver a atividade. principalmente no período seco. de piso ripado e cobertura de telha cerâmica.29 Observou-se alguns apriscos suspensos. sendo mais usado os produtos compostos de Ivemectina. variando de 3 a 5 vermifugações/ano. Com manejo adequado dos chiqueiros de chão batido. sendo os resultados enviados aos produtores participantes. que é o período mais crítico. nota-se resultados bastante favoráveis e mais lucrativos em comparação com apriscos mais dispendiosos. no mês de novembro. . de modo que carecem de um número maior de vermifugações durante o ano. A maioria dos estabelecimentos também não se realiza a troca do princípio ativo. farpado. outras propriedades já utilizam o manejo sanitário fazendo a troca do princípio ativo a cada ano. em Dueré. fazem vermifugação. sendo que estes animais necessitam de um acompanhamento mais sistemático. em geral. limpeza das fezes dos animais. realizou coletas de amostras de fezes para realização do exame de OPG (ovos por grama de fezes) que visa a identificação de patógenos que estão acometendo o rebanho constante do APL. com algumas divisões. como é o caso da Fazenda Ferradura. realizada nos meses de maio e novembro. demandando mais tempo para que o produtor comece a ter retorno do investimento.

Terra Cortril Spray ou Cloranfenicol. isto vem sendo explicado pelos técnicos do SEBRAE. . botulismo.1 Principais doenças encontradas e profilaxia Dentre as doenças constadas nas propriedades componentes do APL da região Sul pode-se citar: • Ceratoconjuntivite. 2 • Pneumonia ou broncopneumonia Caracterizada por congestões e edemas pulmonares devido a fatores predisponentes como: exposição a ventos e friagem. Os rebanhos de algumas propriedades são também vacinados contra clostridioses. No manejo sanitário. sendo que para os reprodutores uma vez ao ano. para as fêmeas no terço final da gestação e para as crias de 2 a 3 meses de vida com uma dose de reforço tripla após 30 dias da aplicação. em geral. Deve-se isolar os animais enfermos e tratar com colírio.30 A vacinação mais comum feita pelos produtores é contra febre aftosa. 6. com solução a base iodo a 10%. pelo fato dos ovinos e caprinos serem animais de sentinela não necessitam da vacinação. queratite e/ou conjuntivite Enfermidade infecciosa com inflamação e corrimento ocular que provoca opacidade da córnea e cegueira. tétano. que não é obrigatória.6. carbúnculo sintomático. realiza-se corte e cura do umbigo. larvas de cestódios e medicamentos mal administrados (falsa via). vermes pulmonares. exceto para animais em trânsito. enterotoxemia. o que evita a proliferação de doenças. mal dos olhos. edemas gasosos. participantes de feiras agropecuárias provenientes de zonas livres de aftosa com vacinação. Medidas de manejo do 2 Argazul.

narinas. É uma doença contagiosa. quando constatado no rebanho isolar os animais doentes e tratar quando o caroço estiver 3 4 Terramicina. mal do caroço. ou com freqüência 3-4 vezes ao ano. causa crostas semelhantes a verrugas nas regiões dos lábios. Deve-se isolar os animais doentes e tratar as áreas afetadas6. Nota-se. É uma doença infecto-contagiosa causada por vírus. com a evolução da doença. É importante o criador examinar os animais no momento da compra. produzindo abscessos ou caroços. tendo o cuidado para não adquirir aqueles que apresentem tal problema. foot root ou pietin É uma doença ulcerativa. 5 6 . • Ectima contagioso. a podridão culminado com bicheiras. Deve-se aparar os cascos sempre que necessários. podendo também atingir os adultos. • Podridão dos cascos. O tratamento quando necessário é realizado com antibióticos 3 e medicação auxiliar 4. Tormicina. doença da crosta. não encharcados. Baytril. e passar os animais em pedilúvio 5. Pedilúvio com formol. Os animais devem permanecer em ambientes salubres. infecciosa. manqueira. Adethor e Potenay NF. orelhas. atingindo os cascos e produzindo necrose.31 rebanho contra à exposição às intempéries são providências eficientes. e os animais manqueira passam a andar ajoelhados. sulfato de cobre a 5% ou cal virgem (pó). Afeta principalmente animais jovens. Os caroços podem aparecer em vários locais e sua presença causa desvalorização da pele e também da carne. boqueira. gengiva e úbere. causada por uma bactéria que se localiza nos linfonodos. Trissulfin injetável. queimar os cascos aparados. Tratamento tópico com solução de Iodo a 10% misturada em partes iguais a Glicerina. • Linfadenite Caseosa.

manter o animal isolado. ou maduro evitando que os abscessos se rompam naturalmente 7. por duas ou três vezes seguidas. 7 Cortar os pêlos e desinfectar a pele. deve ser descartado. Quando um animal do rebanho apresentar caroço.32 mole. abrir o abscesso para a retirada do pus. queimar o pus retirado e limpar os instrumentos utilizados. aplicar a tintura de iodo a 10% dentro do caroço. aplicar o matabicheiras para evitar varejeiras. no local do caroço. com solução de iodo a 10%. .

• O manejo do rebanho de ovinos e caprinos para atendimento do mercado conta com apoio de programas governamentais em implantação no Estado do Tocantins. • Pontualmente. leite e peles exige a profissionalização do produtor. estrutura empresarial e a organização do APL’s da região sul do Tocantins. • A carne de ovinos e caprinos encontra maior facilidade de colocação no mercado do que o leite de cabras. dentre eles a escassez de oferta de forragem durante a estação seca. • A ovinocaprinocultura é uma alternativa viável para o crescimento econômico regional. • O Estado do Tocantins apresenta condições naturais que confere vantagens comparativas importantes para o desenvolvimento da ovinocaprinocultura. existem produtores de diferentes tipos com nível adequado de manejo do rebanho.7 CONCLUSÕES • A criação de ovinos e caprinos é importante para a segurança alimentar da agricultura familiar em todas as regiões estudadas no Estado do Tocantins. • O atendimento do mercado de carnes. como a possibilidade de cobertura durante o ano todo. • Os pontos fracos da criação é o desconhecimento das necessidades específicas do manejo do rebanho pela maioria dos produtores. sendo que este último pode ser desenvolvido . levando inclusive a morte de animais devido a uma conjunção de fatores.

• Instalações simples e rebanho com manejo adequado possibilitam que a atividade seja economicamente viável. .50 a R$ 3. abertura de mercado e campanhas institucionais.00/kg do animal abatido e R$ 2. • As exigências de maior qualidade do produto inclui o abate com inspeção sanitária. no Estado do Tocantins. • A priorização do desenvolvimento de sistemas de produção economicamente sustentados é melhor do que a importação descontrolada de animais. em algumas regiões do Estado. • O leite in natura é vendido de R$ 2.34 através do marketing. em nível de propriedade é de R$ 7. haja vista a disponibilidade de reprodutores e matrizes de qualidade de diferentes raças no Estado do Tocantins.50/kg de peso vivo. como a alimentação escolar e comercialização de derivados (queijos especiais).50 a 3. • O preço da carne de ovinos e caprinos. • Rebanho de porte pequeno a médio não ultrapassa 80 cabeças por estabelecimento no Estado do Tocantins. ambientalmente saudável e socialmente benigna. no Estado do Tocantins.00/L. • Rebanho de porte médio não ultrapassa 150 cabeças por estabelecimento.

bem como dos órgãos institucionais de apoio públicos e privados. carne e pele. • Maior envolvimento da sociedade. • Estruturação da produção de peles. . visando subsidiar as tomadas de decisão dos agentes para o desenvolvimento dos APL’s. técnicos e produtores. sendo mais um multiplicador de renda. conscientizando os produtores para obtenção de um produto de qualidade. organizações não governamentais. • Capacitar multiplicadores. visando a estabelecer redes locais de apoio. tanto para alimentação quanto para geração de emprego e renda. visando maior procura e consumo. • Promover intercâmbio entre técnicos e produtores. • Maior envolvimento da Universidade Federal do Tocantins com o APL local da ovinocaprino.8 RECOMENDAÇÕES • Estudar os diversos tipos de produtores dos diferentes municípios do sul do Tocantins. para produção de leite. produtores e empreendedores para o desenvolvimento da cadeia produtiva da ovinocaprinocultura no Estado do Tocantins. • Maior incentivo a criação de ovinocaprinos em assentamentos rurais. • Adequação dos preços da carne ovina e caprina às condições econômicas do consumidor tocantinense.

p. 2001. São Paulo: FNP Consultoria & Comércio. 2000.. Anais. R. 1999. J.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES. A. F.U.A. São Paulo: FNP Consultoria & Comércio. p. 331-334.120.com. A. Pólo Juazeiro-Petrolina. ANUALPEC: Anuário da Pecuária Brasileira. Disponível em <www. Petrolina: EMBRAPA Semi-Árido. Relatório De Consultoria Técnica: Viabilidade Técnica da Exploração de Caprinos para Leite e de Ovinos e Caprinos para Corte no Estado do Tocantins. Apoio à cadeia produtiva da ovinocaprinocultura brasileira. J. U. 10-15. 1998.capritec. COUTO. Brasília. ANUALPEC: Anuário da Pecuária Brasileira. 2003. Jogando dinheiro pelo ralo. S. ALVES. Dimensionamento do Mercado de Carne Ovina e Caprina no Brasil.I. COELHO. S. p. 334 p. 2001. Qualidade e negócio da pele caprina/ovina.br>. F. Acesso em 10/10/2004. ALVES.108.Caprinos. EMBRAPA. Relatório final. In: CNPq. In: Encontro do agronegócio da caprino-ovinocultura. 21p. Sobral: EMBRAPA-CAPRINOS. F. .

de A. Projeto plataforma regional do agronegócio ovinocaprinocultura. M. Posição dos Abatedouros dentro de um Programa Nacional de Ovinocaprinocultura. 2001. FAO. L. F. I. Apoio à cadeia produtiva da ovinocaprinocultura brasileira. P. CORDEIRO. A. Pesquisa sobre o Consumo de Carne Ovina e Caprina.fao. L. SILVA. Anais. C. 39p. NETO. A. p. de P. Dimensionamento do mercado de produtos lácteos no Brasil. Acesso em 20/11/2004. Food And Agriculture Organization of the United Nations. 129-134. LIMA. 2002. 1992. 2003. 1999. Anais. A Plataforma de Ovinos e Caprinos para o Nordeste. João Pessoa – PB. D. In: I Semana de caprinocultura e de ovinocultura tropical brasileira. In: Anais do II SINCORTE. 2001. EMBRAPA-CAPRINOS. p. p. p. SEBRAE/CE. R. DF. Relatório Final.37 DANTAS. A. FURLANETO. Ceará. NETO. Pólo JuazeiroPetrolina.A. 2534. In: Apoio a Cadeia Produtiva da Ovinocaprinocultura Brasileira. A. A. P. João Pessoa-PB. 22-27. EMBRAPA. 2003. S. O agronegócio da carpino-ovinocultura: mercado e viabilidade dos produtos.13-25. In: CNPq. M. Industrialização e comercialização de pele. P. B. Brasília. p. R. Petrolina: EMBRAPA Semi-Árido. 1994.95-101. E. Relatório final.org/stat>. 34-40. . In: Anais do II SINCORTE. 49 p. 2003. Alternativas estratégicas e desempenho da cadeia produtiva das carnes caprinas e ovinas. In: Encontro do agronegócio da caprino-ovinocultura. Sobral: EMBRAPA-CAPRINOS. Disponível em <http://www. MCT/CNPq. p. Brasília. GUIMARÃES..

Jaboticabal: FUNEP. p.I. O agronegócio brasileiro da carne caprina e ovina. SEBRAE. 1997. A. Agropecuária Tropical. Tocantins vai crescendo.asp>. p. In: Encontro do agronegócio da caprino-ovinocultura.66-85. da. Criação de ovinos. SEBRAE.asp>. O SEBRAE. 2003.com. reprodução e sanidade. 2004. SIMPLÍCIO. Tecnologia para produção de caprinos/ovinos – raças. Acesso em 20/11/2004. 2004. Pólo Juazeiro-Petrolina.G. 1999. Petrolina: EMBRAPA Semi-Árido. 22.38 REVISTA O BERRO. SalvadorBA: R. Disponível em <www.com. R. Disponível em <www. Arranjos produtivos locais. A. . SILVA SOBRINHO.br/br/osebrae/osebrae. Uberaba-MG: Ed.sebrae. R. Acesso em 20/11/2004. R. nº 55.sebrae. Anais. SILVA. 2002. 230p.br/br/cooperecrescer/arranjosprodutivoslocais. da Silva. A.